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O que começou com ataques de integrantes do governo se transformou em um cenário de crise em parte das universidades federais. Após dois anos e meio de Jair Bolsonaro na Presidência, 18 dos 50 (36%) reitores escolhidos desde 2019 não foram os mais votados nas eleições internas e a maioria desse grupo está alinhada ao governo. Em 1998, a nomeação de apenas um reitor sem ser o 1.º da lista desencadeou uma onda de protestos - até então, este era o único caso recente. Os relatos hoje são de comunidades universitárias rachadas, decisões sem consulta a colegiados, paralisia administrativa e no preparo da volta presencial. Há ainda queixas de perseguição a professores e alunos - e até uma espécie de processo de impeachment contra um reitor.

Embora financiada pelo Ministério da Educação (MEC), a lei dá autonomia às federais para eleger seus reitores. A lista com os três nomes mais votados no conselho universitário - formado por uma maioria de professores, além de técnicos e alunos - é enviada ao presidente, que escolhe um deles. Não há irregularidade em escolher o 2.º ou o 3.º, mas especialistas veem como uma desvalorização da autonomia universitária, além do potencial de elevar conflitos internos. A garantia de autonomia está associada à lógica da liberdade de cátedra e de pesquisas sem cerceamento político ou ideológico.

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Junta-se ao quadro político uma redução orçamentária promovida pelo governo - esta comum a todas as 69 instituições. Entre 2019, antes da pandemia, e 2021 as verbas das federais caíram 18%. A maioria delas não fez investimentos para volta presencial, como adaptar ventilação, comprar máscaras e álcool em gel, e todas continuam dando aulas essencialmente online. "O caos só não se instalou porque estamos em atividades remotas", disse Marcus David, presidente da Andifes (que reúne os reitores das federais).

Além da falta de recursos, esses novos dirigentes - chamados de "interventores" pelos críticos - têm problemas para aprovar projetos, diante da forte oposição interna. O Estadão conversou com mais de 20 de professores, alunos e dirigentes de dez instituições ao longo de três semanas. Muitos, por medo, pediram para seus nomes não serem divulgados. Os reitores que responderam aos questionamentos da reportagem negaram as denúncias. Procurado, o MEC não se manifestou.

Na Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o engenheiro Carlos André Bulhões foi anunciado como o novo reitor pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS), antes mesmo da nomeação por Bolsonaro, em 2020. Ele havia ficado em 3.º na eleição da instituição. Logo em seguida da posse, sem aval do conselho universitário, Bulhões mudou a estrutura de pró-reitorias.

O conselho se autoconvocou e pediu a abertura de processo administrativo disciplinar contra ele e sua destituição, enviados ao MEC. Funciona como uma espécie de impeachment, mas está nas mãos do ministro afastar ou não o dirigente. O Ministério Público Federal (MPF) também foi acionado. Apesar da tentativa, os docentes têm pouca esperança.

"A UFRGS vive um vácuo de gestão e um momento de desrespeito à instituição, causados por uma postura de uma gestão autoritária que tem tratado a universidade como empresa", diz a diretora da Faculdade de Educação, Liliane Giordani. Segundo ela, decisões como a volta presencial travam porque não há diálogo com o reitor.

Os prédios da Arquitetura e da Educação, por exemplo, não têm circulação de ar e há até janelas lacradas. "Nos raros encontros com as equipes de direção, o reitor diz que aguarda a imunização dos estudantes. Já queremos antecipar esse planejamento", diz. Em agosto, a administração da UFRGS disse ao Estadão que as mudanças tinham foco nos "interesses" da universidade e afirmou haver questões "ideológicas" por trás da postura dos conselheiros. Procurada de novo, a reitoria não falou.

Batalha judicial. Com apenas 4% dos votos na eleição na Federal do Ceará (UFC), o advogado José Cândido de Albuquerque foi escolhido em 2019 por Bolsonaro. Neste ano, quatro diretores de unidades entraram na Justiça contra o reitor, após receberem avaliações bem mais baixas que em outros anos. Alegam que tiveram notas ruins - que podem comprometer a carreira do docente - por discordarem ideologicamente do dirigente. Procurada, a reitoria disse que "é muita presunção os avaliados julgarem a própria avaliação, ao invés de corrigirem alguns equívocos administrativos graves", sem citar quais. "A perseguição é difusa no objetivo, tenta intimidar e serve como ameaça para os demais. Houve um silêncio geral dos diretores", conta um professor que pediu para ficar no anonimato.

Os estudantes da UFC ainda perderam assentos nos conselhos deliberativos, representatividade prevista em lei. Assim, deixam de votar nas propostas enviadas pelo reitor. Em nota, Cândido disse que eles não conseguiram "realizar uma eleição válida" no Diretório Central dos Estudantes (DCE). "Ele alegou fraude nas eleições e judicializou o processo", rebate o aluno de Psicologia Rodrigo Nogueira, de 19 anos, do DCE.

Alguns dos escolhidos por Bolsonaro nem sequer tinham ligação com o grupo político do presidente, mas se aproximaram ao ver que escolher o 1º deixou de ser praxe. Em alguns casos, ninguém da lista foi nomeado e há reitores temporários. Outros 13 ainda serão nomeados até o fim do mandato. E há seis federais que ainda não realizaram o processo eleitoral por serem novas.

Na Federal da Paraíba (UFPB), Valdiney Gouveira - o 3.º, com 5% dos votos - foi nomeado em outubro de 2020. "A discussão sobre volta presencial nem é feita porque ele teria de admitir que houve cortes e que isso prejudica a universidade, mas ele não vai comprar briga com o MEC", afirma o vice-diretor do centro de Educação da universidade, Roberto Rondon, que diz faltar até álcool em gel. Gouveia não respondeu à reportagem.

Ataques e cortes de verbas revelam, para especialistas, a intenção da gestão Bolsonaro de desvalorizar as federais. Abraham Weintraub, ex-ministro, as acusou de fazer "balbúrdias" e cultivar maconha. "Mesmo com tudo que as federais fazem no combate à pandemia, nada do que apresentam de resultado é suficiente para interromper a ofensiva de caráter ideológico do governo", diz Nina Ranieri, professora da USP especialista em ensino superior. "Não é só pelo financiamento que se estrangula, mas por nomeações, perseguições, contrariando liberdade acadêmica e autonomia universitária."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Se estivesse vivo, Paulo Freire completaria 100 anos neste domingo (19). Nascido no Recife no dia 19 de setembro de 1921, o pedagogo pernambucano tornou- se um dos intelectuais brasileiros mais relevantes do século passado, por ter dedicado sua vida ao desenvolvimento de uma pedagogia crítica, na qual a educação é tomada como instrumento de libertação das opressões sociais.

Autor de clássicos como “Pedagogia do Oprimido”, Freire foi nomeado Patrono da Educação Brasileira no dia 13 de abril de 2012, por meio de lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Em homenagem a seu centenário, o LeiaJá apresenta o documentário em áudio “Paulo Freire: o legado” - disponível ao fim do texto -, que enfatiza a influência de seu pensamento para educadores da atualidade.

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O trabalho jornalístico parte do processo de alfabetização do próprio Paulo Freire, em Pernambuco, e de suas primeiras vivências como professor, trazendo ainda detalhes da lendária experiência de Angicos, cidade localizada no sertão do Rio Grande do Norte, em que o pedagogo e sua equipe alfabetizaram 300 adultos em apenas 40 horas. A professora de pedagogia da Universidade de Pernambuco (UPE), Fátima Gomes, ressalta que o método de alfabetização de Paulo Freire ambicionava mais do que simplesmente ensinar a ler e escrever.

“Era preciso fazer uso social e político desse conhecimento na vida cotidiana. O método Paulo Freire estimula a alfabetização de adultos, principalmente, mediante uma discussão de suas experiências de vida entre si, através de palavras presentes na realidade dos alunos, no contexto social dos alunos, que seriam estudadas, consideradas para aquisição da palavra escrita e da compreensão do mundo”, explica Fátima Gomes.

A ousadia de Freire em colocar em prática um trabalho de educação libertadora fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados por “subversão” pela ditadura militar, em outubro de 1964. “Os responsáveis pelo golpe foram estrategistas. Eles tiraram de cena as maiores cabeças, intelectuais que estavam tratando de fazer uma grande revolução para o país. Dessa maneira, controlaram todo o cenário de cima para baixo”, explica o historiador José Carlos Mardock.

Durante o exílio, Paulo Freire peregrinou por países como Bolívia, Chile e Estados Unidos, onde atuou um ano como professor visitante da Universidade de Harvard. De lá, o pernambucano rumou para Genebra, na Suíça, para assumir a chefia do departamento de Educação do Conselho Mundial de Igrejas, cargo que o permitiu viajar por diversos países da África e da Ásia, mundializando suas ideias e livros.

“A consequência foi justamente a produção de uma vasta obra e de um pensamento educacional e político que até hoje perdura. Sua trajetória de vida, a contribuição teórica, reflexão sobre a prática, proposta de políticas públicas, especialmente para  área educacional, fizeram com que ele se tornasse e seja até hoje uma referência mundial para diversos intelectuais, profissionais de diversos campos do saber, atores sociais, educadores e educadoras comprometidos com as causas populares, com a educação pública de qualidade e com a luta por uma sociedade mais justa”, ressalta Fátima Gomes.

Freire só voltou em definitivo para o Brasil em junho de 1980, para, em suas palavras, “reaprender o Brasil”. Após o retorno, o pedagogo voltou a assumir importantes cargos, o de Secretário de Educação da prefeitura de São Paulo, em 1989, durante a gestão da prefeita Luiza Erundina.

No dia 2 de maio de 1997, Freire faleceu em razão de um infarto agudo no miocárdio. O pedagogo soma mais de 40 títulos de doutor honoris causa, além de dezenas de obras publicadas.

Escute o radiodocumentário "Paulo Freire: o legado", assinado pelos jornalistas Nathan Santos e Marília Parente, com edição técnica de Danillo Campelo e Caio Lima:

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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lançou, por meio do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Comunicação Humana (PPGSCH) do Centro de Ciências da Saúde (CCS), edital de seleção para o mestrado, com ingresso em 2022. O edital pode ser encontrado no Boletim Oficial da UFPE nº 145, publicado em 15 de setembro. As inscrições iniciam no dia 27 de setembro e seguem até 29 de outubro, devendo ser realizadas por meio do preenchimento do formulário eletrônico disponível na página

Para participar, é necessário que o interessado possua graduação realizada em entidades reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC), em qualquer área do conhecimento, contanto que a temática proposta para o estudo seja no segmento de Saúde da Comunicação Humana.

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O processo seletivo oferece 16 vagas para o curso de mestrado, divididas entre as seguintes linhas de pesquisa: “Audição e Linguagem: desenvolvimento, diagnóstico e intervenção fonoaudiológica”; e “Motricidade Orofacial, Voz e funções correlatas: desenvolvimento, diagnóstico e intervenção fonoaudiológica”. O resultado final do processo seletivo tem previsão para ser divulgado em 23 de dezembro.

Mais informações sobre o processo seletivo podem ser obtidas por meio do WhatsApp (81) 98747.8683 ou pelos e-mails selecaoppgsch@gmail.com e ppgsch@ufpe.br.

Por meio da Secretaria Municipal de Administração e da Secretaria Municipal de Saúde, a Prefeitura de Caruaru (PE) recebe inscrições para processo seletivo público simplificado que visa à contratação para o cargo de médico. Os interessados devem realizar a candidatura exclusivamente de forma eletrônica, por meio da página, até o dia 22 de setembro.

A seleção será composta por etapa única, de análise curricular, com caráter eliminatório e classificatório, em que será realizada análise da documentação comprobatória das informações prestadas no formulário de inscrição.

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São ofertadas cinco vagas – sendo quatro destinadas à ampla concorrência e uma para pessoa com deficiência (PCD)- para o cargo de médico clínico geral plantonista. Para concorrer, é necessário ter curso superior completo em medicina e registro no conselho de classe.

Os profissionais cumprirão carga horária semanal de 24 horas e receberão remuneração mensal de R$ 8.454.40. A seleção será válida por seis meses, podendo ser prorrogados por igual período, a partir da data de homologação do resultado final. Mais informações sobre a seleção simplificada podem ser encontradas no edital, disponível no endereço eletrônico.

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Ministério Público abre concurso com salários de R$ 28 mil

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) inicia, nesta segunda-feira (20), as aulas da graduação do semestre letivo 2021.1. A cerimônia da Aula Magna será conduzida pelo reitor, Alfredo Gomes, e transmitida ao vivo pelo canal oficial da instituição no Youtube a partir das 9h. Com tema “A Universidade na perspectiva freireana”, o evento busca homenagear o centenário de aniversário do pedagogo Paulo Freire, comemorado neste domingo (19), e segue as celebrações dos 75 anos da Universidade. 

Segundo Alfredo Gomes, a homenagem ao patrono da educação brasileira se faz necessária, principalmente no atual cenário que o ensino nacional enfrenta. “Essa Aula Magna em celebração ao centenário de Paulo Freire é uma referência muito importante, neste momento, para que possamos ter esperança no futuro. Ao mesmo tempo, ela é um sinal de resistência da universidade pública dentro do contexto no qual estamos vivendo”, avalia o reitor. 

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Devido à pandemia do novo coronavírus, deflagrada em março de 2020, as aulas haviam sido suspensas desde o início do primeiro semestre do ano passado. Com isso, os calendários acadêmicos de 2020.1 e 2020.2 só foram concluídos nos meses de maio e setembro de 2021, respectivamente. Segundo o calendário acadêmico do período 2021.1, as aulas e atividades serão realizadas até dezembro.  

O cronograma vale para encontros em formato remoto, presencial e híbrido, conforme a resolução nº 04/2021 do Conselho Universitário (Consuni), publicado no boletim oficial nº 134 da instituição, que informa sobre o retorno gradual de algumas aulas práticas no formato presencial, obedecendo os protocolos de biossegurança. 

“Estamos trabalhando para que os espaços que serão utilizados por nossa comunidade acadêmica estejam adequadamente equipados, dentro de um nível correto de biossegurança. Além disso, apelamos a todos e todas que irão frequentar a Universidade que respeitem diariamente as normas de segurança, com o distanciamento social e também o uso de máscara e álcool 70%”, afirma o reitor Alfredo Gomes. 

Os novos alunos podem acessar o guia do estudante para se informarem sobre o funcionamento geral da instituição.O início das aulas também marca o início do período de modificação de matrícula para veteranos, que vai até o dia 29 de setembro. 

Mais informações podem ser obtidas na página oficial da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd)

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a partir desta sexta-feira (17), inicia o período de checagem de instituições de ensino que se submeterão ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2021. Essa etapa vai até 8 de outubro.

Neste processo, a Fundação Cesgranrio, responsável pela aplicação da avaliação, fará contato com as escolas sorteadas para realização do Saeb. Na ocasião, a empresa confirmará a participação da instituição públicas, quantidade de turmas, do quinto ao nono ano, e estudantes que responderam às provas de língua portuguesa e matemática.

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Em 2021, o Sistema de Avaliação da Educação Básica será aplicado entre os dias 8 de novembro e 10 de dezembro. A avaliação é realizada com a finalidade de coletar informações, através do desempenho dos alunos, para a elaboração e aprimoramento de políticas públicas educacionais.

O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira (17), o Programa Itinerários Formativos, que faz parte das ações referentes à implementação do novo ensino médio no currículo nacional. A iniciativa atenderá 15 mil instituições de ensino.

O programa visa apoiar técnica e financeiramente as escolas de ensino médio, integrar com as instituições de ensino superior, setor produtivo, escolas e secretarias de educação, além de monitorar e avaliar a implementação do novo modelo. O novo ensino médio entrará em vigor a partir de 2022, com aumento da carga horária, mudança na oferta de disciplinas, entre outras modificações no currículo.

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A adesão ao programa será feita pelas Secretarias de Estado de Educação (SEE), por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (SIMEC). O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo fará a confirmação de participação das unidades escolares no programa.

O evento de lançamento foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube, com a participação do ministro da Educação Milton Ribeiro, de secretários de Educação, e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Confira os eixos do Programa Itinerários Formativos, de acordo com a pasta:

- O Apoio Técnico e Financeiro às Escolas prevê adesão e seleção de escolas pelas secretarias e repasse de recursos via Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para elaboração e execução de Propostas de Implantação de Itinerários Formativos.

- O Apoio à Implementação das Escolas Modelo visa promover modelos de oferta do Novo Ensino Médio e a ação tem foco na articulação entre escolas, secretarias de educação, Instituições Públicas de Ensino Superior (Universidades Federais e Estaduais), Rede Federal de Educação Tecnológica (Institutos Federais) e setores produtivos estratégicos, e destinará recursos às escolas e às Instituições Públicas de Ensino Superior.

- A Integração das Redes tem por finalidade fortalecer as estratégias de aprendizagem ampliando as possibilidades de oferta de diferentes itinerários e unidades curriculares, a partir do estabelecimento de parcerias entre as escolas das redes públicas estaduais e as Instituições Públicas de Ensino Superior (Universidades Federais e Estaduais) e a Rede Federal de Educação Tecnológica (Institutos Federais).

- O Monitoramento e Avaliação irá realizar estudos e avaliações junto às redes de ensino para avaliar a implementação do Novo Ensino Médio, bem como identificar e disseminar boas práticas.

O piso salarial dos professores brasileiros nos anos finais do ensino fundamental é o mais baixo entre 40 países avaliados em um estudo da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado na quinta-feira, 16. Os rendimentos dos docentes brasileiros no início da carreira são menores do que os de professores em países como México, Colômbia e Chile.

De acordo com o relatório Education at a Glance 2021, os professores brasileiros têm salário inicial de US$ 13,9 mil anuais. Na Alemanha, por exemplo, o valor passa de US$ 70 mil. E é maior do que US$ 20 mil em países como Grécia, Colômbia e Chile.

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A conversão para comparação dos salários é feita usando a escala de paridade do poder de compra, que reflete o custo de vida nos países. Em relação ao salário real, que inclui pagamentos adicionais, o valor médio dos brasileiros também está aquém - só ultrapassa o que recebem os professores na Hungria e na Eslováquia. Os salários dependem de fatores como idade, nível de experiência e qualificação profissional.

No Brasil, segundo a OCDE, os salários reais médios dos professores são de US$ 25.030 anuais no nível pré-primário (que corresponde à educação infantil) e US$ 25.366 no nível primário (anos iniciais do fundamental). Na média dos países da OCDE, os valores para as mesmas etapas são US$ 40.707 e US$ 45.687, respectivamente.

"Igualdade de oportunidades é um ingrediente chave para uma sociedade democrática forte e coesa. Diferentemente de políticas que podem combater as consequências, a educação pode atacar as raízes da desigualdade de oportunidades", disse nesta quinta-feira o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. "Reforçar investimentos em uma educação melhor e mais relevante será fundamental para ajudar os países a oferecer prosperidade social e econômica de longo prazo", completou Cormann, em Paris.

"A carreira de professores no Brasil precisa ser estruturada de forma a garantir seu desenvolvimento profissional e aumento da aprendizagem dos alunos. Mas não dá pra não defender aumento salarial, não mesmo", destacou nas redes sociais Priscila Cruz, cofundadora e presidente executiva do movimento Todos pela Educação.

Para a OCDE, o ambiente escolar influencia na decisão dos professores de entrar e permanecer na profissão. "O tamanho das turmas diminuiu nos últimos anos no Brasil, mas os salários dos professores permanecem abaixo da média", aponta o relatório.

Em relação ao tamanho das turmas, o estudo indica que o número de alunos nas salas tem caído de 2013 a 2019, passando de 23 para 20 estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental - abaixo da média da OCDE (21). Nos anos finais do fundamental, houve queda, de 28 para 26, mas é superior à média dos outros países (23).

Pandemia

O relatório retoma que o Brasil foi o país que mais tempo manteve fechados os colégios. Foram 178 dias sem aulas presenciais na pré-escola e anos iniciais do fundamental no ano passado, o triplo do tempo da média dos países mais ricos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual do Ceará (CCT/Uece) está com inscrições abertas para o curso de Especialização em Engenharia de Software (EES) com ênfase em padrões de software. É a décima turma formada desde a criação do programa, e os cadastros para participar da seleção poderão ser feitos até o dia 28 de outubro diretamente no site do programa.

O foco do curso é em desenvolvimento de sistemas, por meio de conceitos teóricos e estudos metodológicos na área de engenharia de software. No total são 40 vagas disponíveis, e para se candidatar é preciso possuir diploma de curso de graduação, com experiência em computação e interesse na área de engenharia de software e/ou padrões de software. O processo de seleção se dará de forma simplificada, por meio de análise curricular, nos dias 29 e 30 de outubro. Os inscritos deverão pagar uma taxa de R$ 150,00.

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O resultado da seleção será divulgado no dia 1º de novembro, e as matrículas poderão ser feitas do dia 2 a 6 do mesmo mês. O curso tem carga horária total de 450 horas, com duração de 18 meses, e as aulas iniciarão no dia 8.

Devido à pandemia do novo coronavírus, as aulas serão realizadas, a princípio, de forma remota, por meio de plataforma digital. As atividades poderão ser feitas de maneira presencial ou híbrida, a depender de protocolos emitidos pelas autoridades. Desse modo, as aulas serão ministradas no bloco de pesquisa e Pós-Graduação em Computação da UECE, no campus Itaperi.

Mais informações podem ser obtidas pelo email eesuece@gmail.com, pela página do programa no Facebook ou pelo WhatsApp (85) 98781-7200.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, por meio do programa Exchanging Hemispheres, abriu inscrições para o curso de curta duração "Neurociência da Primeira Infância". A especialização, que será ofertada forma on-line, terá como foco o desenvolvimento neural na primeira infância e os principais paradigmas metodológicos usados na neurociência do desenvolvimento. Os interessados podem se matricular pelo site da instituição. As vagas são limitadas.

O curso, previsto para ser realizado nos dias 18 a 22 de outubro, das 9h às 13h, terá carga horária de 32 horas, sendo 20 de interação ao vivo e 12 de estudo. Ao final, os participantes receberão certificado. A especialização destina-se a profissionais com graduação em áreas diversas, como saúde, educação, tecnologia, direito e demais interessados em aprofundar seu conhecimento no assunto.

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Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Sistema Seriado de Avaliação (SSA), que são formas de entrada em instituições de ensino superior, o Colégio e Curso 90 graus e o curso preparatório Melhores do Mundo promovem um aulão de física, biologia e história. O encontro será realizado no dia 25 de setembro, às 8h, na sede do 90 graus.

Os interessados em participar do evento devem realizar as inscrições por meio deste formulário on-line. O encontro será realizado presencialmente e será aberto ao público. Os professores participantes são Fernanda Rodrigues, Adriane Amazonas e Felipe Carvalho. O Colégio e Curso 90 graus fica localizado Av. Beberibe, 3875 - Porto da Madeira, Recife.

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Informações 
Data e hora: 25/09 às 08h
Endereço: Av. Beberibe, 3875 - Porto da Madeira, Recife
Aberto ao público

O Ministério da Educação (MEC) planeja criar uma universidade federal digital para, segundo o ministro Milton Ribeiro, ampliar o acesso dos estudantes de todo o país à rede pública federal de ensino.

“Queremos criar a primeira universidade federal digital no país e ampliar o acesso a todos”, disse o ministro ao participar, nesta quinta-feira (16), de audiência pública na Comissão de Educação do Senado.

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Um documento preliminar do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, de maio deste ano, cita a avaliação de viabilidade da iniciativa entre as metas da Secretaria de Educação Superior (Sesu-MEC) para promover a educação à distância nas instituições federais de ensino superior por meio do programa Reuni Digital.

Hoje, no Senado, o ministro Milton Ribeiro disse que a iniciativa segue o modelo já implementado por outros países e respeita as diretrizes, metas e estratégias definidas no Plano Nacional de Educação (PNE). De acordo com o ministro, o uso das modernas tecnologias de informação podem baratear os custos do ensino de qualidade.

“É isso que temos visto em grandes países que estão desenvolvendo essa ferramenta. Vamos começar com alguns cursos e todos vão poder ter acesso, pois com 400, 500 professores, eu posso atingir a milhões de alunos no país todo, obedecendo às premissas do PNE”, disse o ministro.

O ministro lembrou que, nos últimos anos, o orçamento das universidades federais foi impactado pela crise econômica e, principalmente, pela pandemia da covid-19.

“Quando falamos em diminuição das verbas para as universidades federais, eu concordo plenamente. Vejo que, em um passado não tão distante, o orçamento do ensino federal era muito grande, muito maior do que o que temos hoje”, disse Ribeiro

“Vale dizer que vivemos tempo de guerra, de pandemia”, acrescentou o ministro, enfatizando que, na proposta orçamentária para 2022, o ministério pede ao Congresso Nacional que autorize um aumento de recursos para a pasta.

“A proposta que o Parlamento vai apreciar fala em um aumento mínimo de cerca de 17% para as universidades federais, e de 28% para os institutos federais. Por que isso? Porque temos 69 universidades federais com 281 campi. E 38 institutos, Cetecs [centros educacionais técnicos], além do Dom Pedro II. E esses, juntos, somam 670 campi. Então, além da visão política de dar mais oportunidade à [formação] de mão de obra técnica, o número de campi [do segundo grupo] é muito maior”, comentou Ribeiro.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que "o excesso de professores atrapalha". Segundo ele, o Estado foi inchado após um concurso feito pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para a contratação de 100 mil docentes. "Não vou entrar em detalhes, mas o Estado foi muito inchado. Não estou dizendo que não precisa de professor, mas o excesso atrapalha", disse o presidente a apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

Na conversa sobre educação pública, Bolsonaro afirmou que não existem mais "livros que os pais não gostariam que os filhos tomassem conhecimento na escola e não é pouca coisa, não". Em seguida, antes de criticar seleção e o excesso de educadores, o presidente ouviu de um deles: "Tem muito comunismo na escola, tem muito comunista lá dentro".

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Apesar da apuração da série de denúncias pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado e do avanço nas investigações da Justiça sobre seus filhos, Bolsonaro repetiu aos apoiadores que não existe corrupção em seu governo. "Você não vê corrupção há dois anos e oito meses. Custa caro para mim. Quem perdeu me persegue, e não só a mim, persegue a família também", disse.

O Conselho Superior do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Consup/IFPE) se reuniu, nesta quinta-feira (16), e decidiu se posicionar de forma contrária à proposta do Ministério da Educação (MEC) em redistribuir algumas reitorias da instituição. A votação do Consup finalizou com 30 votos “não” e quatro votos “sim”.

A reunião foi realizada após consulta pública feita pela comunidade, que também não aceitou a ideia da pasta. Segundo José Carlos de Sá, reitor do IFPE, a decisão foi feita por meio de um processo democrático. "Nesse momento de fundamental importância na história da nossa Instituição, contamos com a ampla participação da nossa comunidade, seja através dos órgãos colegiados, em que deliberam os seus representantes, seja por meio da escuta em reuniões, até a participação direta através da votação", comentou.

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O IFPE tem até a próxima segunda-feira (20) para apresentar o posicionamento formal ao MEC. O desmembramento do Instituto consistiria em uma redistribuição de reitorias, além da criação de uma nova instituição, porém sem abertura de novos cursos ou vagas.

Durante audiência pública na Comissão de Educação (CE) do Senado, nesta quinta-feira (16), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu desculpas sobre as afirmações feitas, respectivamente, em participação no programa "Sem Censura", da TV Brasil, e durante evento realizado no Recife, de que alguns estudantes com deficiência "atrapalham" os demais alunos. Ribeiro também falou que é "impossível a convivência” com crianças com determinado grau de deficiência.

Na ocasião, Ribeiro afirmou que "suas palavras não foram adequadas" e que não havia a intenção de "magoar". "Minhas palavras não foram adequadas. Não representa meu pensamento. Quero reiterar meu sincero pedido de desculpas a todos que de alguma forma se sentiram ofendidos. O ministro da Educação não é essa pessoa que foi pintada", disse o responsável pela pasta.

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De acordo com o ministro, tanto o Ministério da Educação quanto o Governo Federal são favoráveis que os discentes com deficiência estudem em escolas regulares e à inclusão. Além disso, Milton Ribeiro aproveitou o espaço para salientar que as colocações foram entendidas por pais de crianças com deficiência e para ressaltar os investimentos da pasta em ações de acessibilidade e capacitação de professores. 

 

 

O resultado da consulta pública, realizada pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), sobre a proposta do Ministério da Educação (MEC) de reorganização das reitorias dos campi no Estado, foi divulgado nessa quarta-feira (15). Com número expressivo de respostas, o posicionamento da comunidade foi contra o projeto.

Foram registrados 1.540 participantes, entre alunos, professores e técnicos servidores do Instituto. Do total de votos válidos, foi apurado que 24,4% dos votantes escolheram a opção “não”, contra 3,63% dos votos favoráveis à proposta, e ainda 0,25% de abstenções. Do grupo dos discentes, 92,28% se posicionou contrário, contra 5,64% a favor. Já entre os professores, 90,15% disse “não”, enquanto que 9,29% disse “sim”.

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Os técnicos administrativos também se mostraram negativos quanto à proposta do MEC, com 80,27%, em oposição a 18,65% com visão positiva. Os números absolutos da consulta foram disponibilizados pela reitoria.

O resultado foi levado para deliberação no Conselho Superior (Consup) do IFPE nesta quinta-feira (16). O IFPE tem até o dia 20 para apresentar ao MEC seu posicionamento oficial sobre a proposta.

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