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Uma webinar gratuita será promovida pela Supera Parque, empresa do ramo de inovação, para discutir questões relacionadas a uma boa gestão eficiente. O evento está marcado para o próximo dia 17 de julho, às 17h, e abordará o tema “Gestão da Educação: ontem, hoje e amanhã”. A transmissão será via YouTube.

Para debater a importância do tema, o evento contará com o titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira do IEA-RP, Mozart Neves Ramos, além das presenças do diretor-sócio do Grupo Assessor, Hevandro Ferreira; o consultor de projetos de desenvolvimento organizacional e pessoal, Alex Souza Bertoldi; e o gerente do Supera Parque, Eduardo Cicconi. A iniciativa tem apoio da Universidade de São Paulo (USP).

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Para muitos alunos, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é a única alternativa para concluir os estudos nos níveis fundamental e/ou médio. No entanto, desde o mês de março deste ano, as aulas da EJA foram suspensas, em razão da pandemia causada pela Covid-19. Agora, essa modalidade de ensino precisa se adaptar para alcançar os estudantes de forma remota e evitar evasão.

O que é a EJA?

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Consiste em uma modalidade de ensino que possibilita ampliar as chances de empregabilidade de jovens e adultos no mercado de trabalho por meio da conclusão dos cursos equivalentes aos ensinos fundamental, denominada etapa I (1º a 9º ano), e do médio, denominada etapa II (1º ao 3º ano). Nessa modalidade de ensino, os estudantes devem ter idade a partir dos 15 anos, para participar da primeira etapa, ou no mínimo 18 anos para as turmas da segunda etapa. De acordo com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE), do total de vagas disponibilizadas para matrículas em 2020, 31.919 são para o ensino fundamental (anos iniciais e anos finais) e 43.059 para o ensino médio. Só no Recife, a EJA reúne mais de 7 mil alunos.

Dificuldades

Os efeitos da pandemia atingiram a educação, devido às medidas de isolamento e distanciamento social. Nesse sentido, as aulas presenciais foram suspensas. De acordo com o professor de biologia do ensino médio da EJA em Pernambuco, André Luiz Vitorino, aulas da Educação de Jovens e Adultos estão sendo promovidas pela internet. “Agora na pandemia, os conteúdos da minha escola estão sendo passados segunda, quarta e sexta via ‘zap’. As aulas eram ministradas normalmente nas salas [na forma presencial] e, agora, os professores se revezam, por noite”, explicou André Luiz em entrevista ao LeiaJá.

O professor demonstra preocupação com a questão da evasão escolar, movimento comum entre os jovens e adultos que, por vezes, deixam de estudar em decorrência do cansaço no cotidiano, optando por trabalhar. “A evasão é muito comum no Estado como um todo, mas no EJA é muito maior. Creio que teremos uma evasão muito maior por conta dessa situação pandêmica”, completou o professor.

A gestora Claúdia Abreu, da Gerência Geral das Modalidades da Educação (GGMOD) na Secretaria Executiva de Desenvolvimento de Ensino, pontua que, de fato, a “evasão é um fenômeno que acompanha em especial a Educação de Jovens e Adultos”. No entanto, Cláudia já vem discutindo junto às Gerências Regionais e escolas, estratégias que possam combater o “abandono e a evasão escolar nas modalidades de ensino”.

Ainda não há dados oficiais, neste ano, que possam quantificar o volume de estudantes que deixaram o programa de Educação de Jovens e Adultos, em virtude da pandemia. Antes da propagação da Covid-19, em balanço feito no ano de 2019, uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta queda de 7,7% no número de matrículas de alunos na EJA, a nível Brasil.

Observando o cotidiano das turmas, neste ano, é possível encontrar pessoas com diversas idades. Em alguns casos, há estudantes com mais experiência, como a Edinalva Fonseca, 53 anos, que está cursando a EJA no módulo um e dois ao mesmo tempo, na escola municipal Diná de Oliveira, localizada na Zona Oeste de Recife. “As aulas eram ministradas na sala de aula e a professora dividia as matérias por dia, cada dia duas matérias diferentes. As matérias abordadas são português, matemática, ciências, história e geografia, mas antes da pandemia foram vistas apenas as matérias de português e matemática. As aulas eram ótimas, eu amava”, relatou Edinalva.

A estudante confirma que "aulas remotas" têm sido efetuadas pelo WhatsApp junto ao corpo docente da escola. “Em relação às aulas remotas, a professora fez um grupo no WhatsApp, que é por onde ela se comunica com os alunos. Assim que foram suspensas as aulas, não teve atividades”, declarou a aluna.

Apesar dos esforços, Edinalva, que faz a EJA para melhorar a leitura e o aprendizado, lamenta que não possa ter aulas presenciais e considera exaustiva a forma que vêm sendo executadas as atividades escolares. “Ela [a professora] faz um vídeo explicando a atividade e pede para que os alunos façam e enviem a foto ou ela escreve em uma folha, manda a foto e explica por áudio a atividade. Mas, as aulas não se comparam nem um pouco com a presencial", detalhou.

De acordo com o professor André Luiz, as dificuldades esbarram também na pouco ou total falta de acesso de alguns estudantes a equipamentos eletrônicos ou à internet, que por sua vez facilitaria o acesso aos materiais de aulas disponibilizados. Além dessa observação, André fala que “dias atrás foi definido que os estudantes da EJA vão ter acesso ao Educa PE e ao portão AVA, com aulas gravadas". Ele acrescenta: "Vamos continuar usando o WhatsApp e tentar algo com o Google Meet”, de segunda- feira à sexta-feira, assim como seria nas aulas presenciais.

Como serão solucionadas as dificuldades?

Desenvolver canais de comunicação via internet com os estudantes, dos mais variados segmentos de formação, tem sido uma prática universal. Em resposta a necessidades, Claúdia Abreu explica que mesmo com as adversidades, atitudes foram tomadas para alcançar estudantes de diferentes idade e municípios de Pernambuco. Dentre as opções para a Educação de Jovens e Adultos, está a “criação de um espaço no portal da Secretaria de Educação para disponibilização de atividades não presenciais para os estudantes e de materiais de subsídio pedagógico para os professores”. Além dessa ação, Claúdia reitera que há outras orientações às Regionais de Educação quanto a implementação das aulas on-line, adotadas pela Secretaria de Educação, seguindo instruções da Resolução do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco (CEE/PE) de nº 3, de 19 de março deste ano, e parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes para reorganização dos calendários escolares e realização das atividades não presenciais pós retorno”.

Claúdia ainda lista a utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) para formação dos professores, em fase de finalização, e indica que a SEE-PE determinou que estudantes da EJA terão acesso às aulas disponibilizadas através do canal Educa-PE.

A gestora também enfatiza que cada Gerência Regional definirá, de acordo com as orientações, a melhor forma de gerir o contato remoto. Perguntada sobre o monitoramento das atuais medidas, a gestora detalha que serão realizadas “reuniões sistemáticas com as coordenações das modalidades da Educação das Gerências Regionais para acompanhamento do ensino remoto realizado pelas escolas com os estudantes, bem como das iniciativas para manutenção do vínculo dos estudantes com as escolas”.

Diante da situação de crise sanitária, que acomete a população a nível global, Cláudia destacou um comunicado do secretário da Educação do Estado, Fred Amâncio, em que existem comissões “formadas por representantes de vários segmentos da Educação que estão desenvolvendo um plano de retomada das aulas”.

Cláudia Abreu ainda reitera que não há, até um momento, datas definidas para o retorno das aulas presenciais, mas afirma que o plano terá que cumprir todos os “protocolos sanitários e de biossegurança em todos os ambientes educacionais, e que o retorno será gradual, inclusive para as modalidades da educação, com possibilidade de ensino híbrido”. Em Recife, existem 278 turmas da EJA e o programa na capital conta com 300 professores. 

O futuro será on-line? 

Não há, em definitivo, um planejamento estadual que define permanentemente a Educação de Jovens e Adultos somente pela internet. Mas, essa modalidade poderá ser híbrida, como mencionado pela gestora do SEE-PE. Contudo, de acordo com a Secretaria de Educação do Recife, em meio ao “novo normal” e às infinitas adaptações para manter a conexão com os estudantes, além de cumprir as orientações alinhadas juntos a Gerência Estadual de Ensino, avalia-se um novo programa para uma educação a distância para a EJA.

“A ideia dessa ação do Programa Escola do Futuro em Casa (EAD da Prefeitura do Recife) é assegurar e manter o vínculo com os estudantes, para que possam dar continuidade a aprendizagem e interação, minimizando desta forma os prejuízos pedagógicos acarretados, decorrentes do afastamento prolongado da escola”, afirma o gestor da Unidade de Jovens e Adultos da Seduc Recife, Bruno Oliveira.

Por outro lado, avaliando a proposta, em caso de implementação municipal ou estadual, o professor André Luiz diz que a "ideia é boa", no entanto, não alcança a todos; o docente aponta prejuízo à aprendizagem dos alunos, principalmente aos mais velhos. “Educação a distância está sendo uma coisa muito difícil para os nossos alunos, porque os alunos das redes estadual e municipal têm uma certa dificuldade de acesso à internet, que também dificulta qualquer planejamento. A ideia de aula remota é boa, inclusive são aulas bem feitas, porém a acessibilidade é que é o problema. E o aprendizado deles [alunos], acredito que tem sido quase nenhum, pois eles [estudantes da EJA] precisam da nossa presença incentivando o trabalho diário", conclui o professor.

A Universidade Guarulhos (UNG), em parceria com o Instituto Êxito de Empreendedorismo, promove, gratuitamente, o projeto Capacita UNG, oferecendo mais de 70 cursos de qualificação on-line, entre os dias 15 e 31 de julho com diversas vagas disponíveis aos interessados em aprimorar estratégias em atividades que estão em alta no mercado de trabalho.

Para Eloi Lago, reitor da UNG, o projeto oferece oportunidades a jovens e adultos a custo zero. "Nestes novos tempos, a procura por qualificação é a saída para muitas pessoas que procuram uma oportunidade de recolocação no mercado de trabalho, no entanto, faltam recursos para capacitá-las. Pensando nisso, trouxemos diversas opções de capacitação para agregar conhecimento neste mês de julho. Todos totalmente gratuitos", explica.

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Estão disponíveis na plataforma on-line cursos como: Planejamento Estratégico, Recrutamento e Seleção, Matemática Comercial, Comportamento do Consumidor, Contabilidade para Não Contadores, Custos Logísticos, Gestão de E-Commerce, Licitação de Contratos Administrativos, Legislação Trabalhista, Logística de Armazenamento e Distribuição, Desenvolvimento de Equipes, , Endomarketing, Fundamentos Para o Relacionamento Interpessoal, Tomadas de Decisões no Ambiente Organizacional, entre outros.

As inscrições estão abertas no eventos.sereduc.com/eventos-online.

*da Assessoria de Comunicação

Com o objetivo de ajudar as pessoas que farão a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a Faculdade UNINASSAU Caruaru está realizando desde a semana passada o projeto “ENEM UNINASSAU Live”. A programação é gratuita, aberta ao público e acontece na conta do Instagram @uninassau.caruaru.

No dia 11, às 15h, acontece a aula sobre Química Geral, com o docente Ênio Bruce. Já no dia 16 de julho, duas lives serão realizadas. A primeira sobre a disciplina de Matemática, com o professor Francisco Nilson, a partir das 10h. A segunda abordará a disciplina de Geografia e será comandada pelo docente Eduardo Laime. Para fechar a semana, no dia 17 a temática será sobre a área de Educação Física, a partir das 17h, com o professor Bruno Basílio.

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Segundo a diretora da Instituição, Asilane Belo, milhões de estudantes não deixaram de se preparar para o Enem. "Pensando nessa preparação, a UNINASSAU levará de maneira gratuita lives que abordarão diversas disciplinas, com professores da nossa instituição, intensificando esses momentos preparatórios para um dos maiores exames do ensino médio", explica. 

A programação segue nos próximos meses, sempre com lives pelo Instagram da UNINASSAU Caruaru.

Da assessoria de imprensa

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou hoje (9) o estabelecimento do período letivo excepcional na instituição, com aulas remotas para a graduação e a pós-graduação. Ressaltou, entretanto, que a adesão às atividades pedagógicas não presenciais é facultativa aos estudantes.

Para os cursos de graduação em medicina, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional, todos da Faculdade de Medicina, do campus Cidade Universitária e do campus Aloisio Teixeira, em Macaé, norte fluminense, as aulas começarão já na próxima segunda-feira (13), com término previsto em 31 de outubro. Para todos os demais cursos, o início das aulas remotas está programado para o dia 10 de agosto próximo, com encerramento também em 31 de outubro.

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O Consuni autorizou o Conselho de Ensino de Graduação (CEG) a alterar o calendário acadêmico caso as condições de inclusão digital não estejam ainda implementadas.

Pós-graduação

Para a pós-graduação, os cursos organizados em dois períodos letivos (regime semestral) terão o primeiro período letivo começando no dia 3 de agosto, com término em 14 de novembro. O segundo período letivo começará em 30 de novembro, encerrando-se em 27 de março de 2021.

Os cursos organizados em regime bimestral têm as seguintes datas de início e encerramento previstas: 1º período letivo 3 de agosto e 19 de setembro; 2º período letivo 28 de setembro e 19 de novembro; 3º período letivo 30 de novembro e 30 de janeiro de 2021; e 4º período letivo 8 de fevereiro de 2021 e 1º de abril de 2021.

Para os cursos organizados em quatro períodos letivos (regime trimestral), foram estabelecidos dois calendários. O calendário número 1 estabeleceu as seguintes datas para início e término: 1º período letivo 6 de julho de 2020 e 3 de outubro; 2º período letivo 13 de outubro e 16 de janeiro de 2021; 3º período letivo 1º de fevereiro de 2021 e 24 de abril de 2021. O 4º período letivo não tem atividades acadêmicas.

Já o calendário número 2 prevê as seguintes datas de começo e encerramento das aulas: 1º período letivo 3 de agosto e 3 de outubro de 2020; 2º período letivo 13 de outubro e 19 de dezembro de 2020; 3º período letivo 4 de janeiro de 2021 e 27 de fevereiro de 2021; e o 4º período letivo 8 de março e 24 de abril de 2021.

Pandemia

A adoção do calendário de retorno às aulas remotas foi influenciada pela pandemia do novo coronavírus, que modificou as práticas de trabalho em todo o mundo, inclusive na UFRJ, informou a reitoria, por meio de sua assessoria de imprensa. “O retorno às atividades presenciais e ao ensino semipresencial ou presencial só será possível quando as condições sanitárias permitirem. Assim, a universidade seguirá os protocolos oficiais aprovados pelos colegiados superiores da UFRJ”.

Os estudantes que não optarem pelas atividades pedagógicas não presenciais terão o direito de retomar suas atividades acadêmicas presenciais após o restabelecimento do calendário acadêmico regular da universidade.

O Conselho de Ensino de Graduação (CEG) vai autorizar, em caráter excepcional, o trancamento de disciplinas e de matrícula, com a interrupção da contagem do prazo máximo de integralização do curso. Será possível também a inscrição em disciplinas de estudantes que possuam débitos referentes à retenção indevida de livros de bibliotecas ou de qualquer outro material de ensino pertencente à UFRJ. Além disso, não haverá reprovação por frequência durante os períodos letivos excepcionais.

Estágios

A resolução do Consuni definiu também que os estágios poderão ser realizados de forma remota, respeitadas as especificidades de cada curso ou atividade profissional, com a devida autorização da instância acadêmica responsável pelo curso de graduação, em acordo com a instância acadêmica responsável pelo estágio, quando couber.

Haverá a realização de aulas assíncronas e síncronas. Aulas síncronas são aulas cuja interação entre o professor e os alunos acontece em tempo real, porque todos precisam estar ao mesmo tempo e no mesmo ambiente virtual. Essas aulas, preferencialmente, deverão ter sua gravação disponibilizada, respeitados os direitos de imagem de quem elaborou o material didático-pedagógico.

A UFRJ disponibilizará ferramentas de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) aos estudantes para que seja possível o acompanhamento dos conteúdos ministrados na graduação e pós-graduação. Aos estudantes com deficiências serão oferecidos recursos de acessibilidade necessários que permitam o acompanhamento dos conteúdos.

Na pós-graduação, serão oferecidas turmas de disciplinas regulares por meio remoto, de disciplinas de leitura ou de outras atividades curriculares, com avaliação remota ou presencial, posteriormente.

De acordo com a Resolução CEPG 05/2020, será possível o trancamento justificado por motivo de pandemia, a qualquer momento, aos alunos participantes de disciplinas ministradas remotamente durante o período de excepcionalidade. Nenhum estudante poderá ser penalizado por não aderir a disciplinas ou atividades remotas, ressaltou a UFRJ.

Internet

Por meio da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR-7), a universidade estabeleceu política de inclusão digital para o corpo discente, por meio do edital Auxílio Emergencial COVID-19 – Inclusão Digital. O objetivo é fornecer aos estudantes com renda familiar de até um salário mínimo e meio as condições técnicas necessárias para o acesso à internet, com a distribuição de chip ou chip mais modem, sempre com franquia para uso de dados pela rede móvel.

Serão distribuídos, ao todo, 13 mil kits internet, sendo 12 mil para os estudantes de graduação e o restante para a pós-graduação. Estão previstos também cerca de 200 kits internet para estudantes da educação básica.

Os estudantes podem se inscrever para receber os kits internet no endereço portalaluno.ufrj.br.

Esta sexta-feira (10) é o último dia para as inscrições direcionadas ao segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Ao todo, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), são oferecidas 51.924 vagas em universidades públicas.

Os estudantes devem realizar as inscrições de maneira gratuita por meio do site do processo seletivo. Entre os critérios de participação, o estudante precisa ter feito a edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não deve ter zerado a prova de redação.

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No total, o Sistema oferece 1.542 cursos em mais de 50 instituições públicas de ensino superior. Para mais informações sobre as oportunidades, acesse o site oficial do Sisu.

Audino Vilão, pseudônimo de Marcelo Marques, 18 anos, morador de Paulínia (SP) e estudante de História, tem tomado a internet com vídeos onde, de maneira simples e com linguagem da periferia, tem desmistificado representantes da Filosofia clássica, como Platão, Sócrates e René Descartes.

Com títulos criativos, como "Nietzsche: o famoso roba brisa" e "Traduzindo Karl Marx para gírias paulistas", ambos com mais de 140 mil visualizações, o estudante apresenta conteúdos complexos de maneira despretensiosa e didática.

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 "Eu sempre fui muito de ajudar o pessoal na escola", contou Audino (cujo nome vêm de um dos personagens do anime "Pokémon") em entrevista ao Hypeness, e completou, citando o pedagogo Paulo Freire (1921-1997): "Quando você tem uma docência horizontal, onde o aluno e o docente estão no mesmo patamar, dá certo, porque o aluno vai se sentir valorizado".

O estudante do quinto semestre foca em pensamentos e conteúdos filosóficos que são mais abordados nos vestibulares, além de disponibilizar os conteúdos de seus vídeos em escrito, para auxiliar na assimilação dos vestibulandos.

 

Terminam, nesta sexta-feira (10), as inscrições para o segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Ao todo, de acordo com o Ministério da Educação (MEC), são oferecidas 51.924 vagas em universidades públicas.

Os candidatos devem realizar as inscrições de maneira gratuita por meio do site do processo seletivo. Entre os critérios de participação, o estudante precisa ter feito a edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não deve ter zerado a prova de redação.

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No total, o Sistema oferece 1.542 cursos em mais de 50 instituições públicas de ensino superior. Para mais informações sobre as oportunidades, acesse o site oficial do Sisu.

Nesta quarta-feira (8), o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram, durante coletiva de imprensa, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 será realizado nos meses de janeiro e fevereiro. A decisão diverge do resultado da consulta feita junto aos participantes inscritos, que escolheram datas no mês de maio para a realização das provas.

Além dos alunos que vão fazer o processo seletivo, outra categoria muito importante nesse momento é a dos professores, profissionais responsáveis por auxiliar, orientar e transmitir os conteúdos aos estudantes do ensino básico ou cursinhos. Entre eles, a data da prova também dividiu opiniões. 

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A professora de redação e linguagens Fernanda Pessoa achou a escolha da data positiva diante das possibilidades que foram apresentadas anteriormente pelo MEC. Para ela, a realização das provas no mês de maio traria prejuízos para muitos estudantes em diversos aspectos. 

“A maioria dos estudantes votou em maio não pensando no todo, porque quando voto em maio eu não levo em conta que o resultado dessa prova só vai sair em julho e a maioria não passa. Como é que eu vou começar a me preparar para o próximo ano em agosto, já tendo no fim do ano o Enem de novo? (...) Como eu vou ter dois Enem’s muito próximos um do outro? Porque eu vou ter um Enem em maio e outro no fim do ano em novembro? Então isso daria margem para o MEC usar como justificativa não ter o Enem do ano que vem para economizar dinheiro. Eu não fui a favor de ser em maio, porque eu acho que não vai resolver o problema”, argumentou Fernanda. 

Questionada a respeito do fato de muitos alunos terem ficado aflitos com a proximidade entre o final do ano de 2020 e a data escolhida para prova, Fernanda afirmou que para ela seria possível, sim, haver um meio termo entre a escolha feita pelos alunos e o mês que o MEC elegeu. “Eu acho que o mês perfeito seria fevereiro”, afirmou a professora. 

Apesar disso e das críticas de parte dos alunos, na visão da professora, o fato de, enfim, haver uma data definida após o anúncio do adiamento ajuda os alunos a terem mais tranquilidade. “Eu acho que essa alteração de data dá uma tranquilidade, na verdade, mais emocional, mas a falta de base, a falta de uma educação básica de verdade, fundamental I, fundamental II, ensino médio, de uma educação de qualidade, é o que vai pesar no final das contas”, disse ela. 

Josinaldo Lins é professor de química e defendia um adiamento longo para as provas do Enem, por volta de 120 dias a partir da data original, devido aos riscos de saúde envolvidos e também por sua preocupação acerca dos impactos do ensino remoto. Ele ainda criticou a forma como o Ministério conduziu a questão ao abrir uma consulta, divulgar seu resultado mesmo com baixa adesão de votos e não respeitar a data escolhida no processo. 

“Em cada cinco estudantes, quatro não participaram da enquete. Isso deu margem ao MEC para desconsiderar o resultado da enquete. A maioria não pode se sentir prejudicada, nesse caso, porque nem chegou a ser atingida. Nada desse governo pode ser colocado como ‘estão perdidos, não sabem o que fazem’. Sabem sim, planejam tudo direitinho, mas para fazer o mal”, disse o professor. 

O processo de escolha das datas, para o professor Josinaldo, resultará no “Enem mais desigual da história”, uma vez que ele vê o processo de escolha das datas como “o resultado de uma combinação de erros, principalmente por parte do MEC, por estipular prazos sem levar em consideração a real possibilidade de que ainda estejamos às voltas com um ciclo pandêmico e todos os cuidados que este exige”. 

Isaac Melo, professor de linguagens e redação, vê o adiamento para o mês de janeiro com bons olhos por avaliar que o mês de maio, como votaram os estudantes na consulta do MEC, seria inviável para o calendário das universidades e escolas. 

“Dois meses de adiamento eu avalio como positivo, apesar de que essa data vai trazer divergências, questionamentos de pessoas sem acesso à internet, à educação, de escolas que não estão funcionando corretamente. Esses 60 dias obviamente não resolvem esse problema que tem raízes mais profundas, mas dá um tempo, dá espaço, dá um fôlego para que o aluno consiga estudar mais”, disse o professor.

Isaac também destacou as dificuldades de atender às necessidades de todos os diferentes perfis de alunos em um país do tamanho e com os níveis de desigualdade social do Brasil, especialmente em um momento em que esse problema foi maximizado pela pandemia de Covid-19. Ele também fez críticas à atitude do governo que colocou para votação uma data que causaria problemas aos calendários acadêmicos e age com negligência no que diz respeito à redução das desigualdades na educação durante a pandemia. 

“Eu lembro de um comentário que foi feito pelo ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, de dizer que não cabe ao Enem discutir desigualdades sociais. Me parece que há uma negligência do governo no sentido de tomar cuidado em como essa educação está chegando. O segundo ponto é uma crise muito forte na educação brasileira, uma crise maior. A grande diferença [do Enem] desse ano para o do ano passado é uma sequência de erros antes do Enem. Eu não sei te dizer por que o Inep colocou como uma das datas maio, se sabia ou deveria saber que maio é uma data que prejudicaria imensamente o calendário acadêmico das universidades brasileiras. Me parece uma crise no Ministério da Educação, um ministério que dada a sua importância está sem ministro. O Brasil em si está em crise”, afirmou Isaac.

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A UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) divulgaram, nesta quinta-feira (9), a campanha "Estudo pra Geral", que visa receber doações para distribuir materiais didáticos aos estudantes de baixa renda. Quem deseja contribuir pode acessar a plataforma digital e conferir as opções de valores.

As entidades estudantis prometem reverter os valores recebidos em apostilas e tablets para que os estudantes tenham acesso às aulas on-line e aos materiais de suporte. Além disso, as organizações estão em parcerias com cursinhos pré-vestibulares populares de todo o Brasil para fornecer os materiais arrecadados.

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"De cada quatro estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), três deles não possuem acesso à internet em casa: Estamos diante de um aprofundamento do abismo social. Por isso, que nosso objetivo com a campanha é dar condições para que eles tenham inclusão digital", diz, por meio de nota, Iago Montalvão, presidente da UNE, citando dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

“Responsabilidade Civil”. Esse é o tema da nova live do projeto Vai Cair Na OAB, nesta quinta-feira (9). Com o objetivo de compartilhar dicas para os candidatos ao Exame de Ordem Unificado, da Ordem dos Advogados do Brasil, a transmissão conta com as participações das professoras de direito civil, Luciana Garrett, de direito do trabalho, Thaysa Elias, e de direito administrativo, Isabella Galvão. Assista:

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A transmissão é realizada em parceria com o LeiaJá, por meio do canal do Vai Cair Na OAB no YouTube. No Instagram do projeto, os estudantes acompanham, diariamente, dicas de professores da área.

Os docentes são, em parte, responsáveis pelo sucesso acadêmico e profissional dos alunos. E quem pensa que a vida de um professor universitário é fácil, principalmente da área de direito, está muito enganado. A profissão, como qualquer outra, exige foco, estudo, determinação e, acima de tudo, paixão pela docência.

O LeiaJá, inspirado em muitas histórias de profissionais que estão dando o seu máximo neste período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, conversou com Ana Priscylla, professora de Direito Tributário e Constitucional da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau, e Manoela Alves, professora de Direito Constitucional da UNINABUCO - Centro Universitário Joaquim Nabuco, para compartilharem os passos que deram até se tornarem docentes.

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Essencialmente uma professora 

Ana Priscylla investiu em várias atividades acadêmicas. Foto: Cortesia

Nascida em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, Ana Priscylla já se dedicava à docência e amava o que fazia. Estudiosa e cheia de determinação para realizar seu sonho de ser uma professora na àrea do direito, ensinava as bonecas e as crianças do bairro onde morava ainda pequena. “Eu sempre pensei em fazer direito e ser professora. Na realidade, eu nasci para ser professora. Já nessa época, eu não me via, por exemplo, advogando, sendo juíza ou promotora, as minhas melhores brincadeiras sempre foram ensinar”, diz Ana.

Da infância à vida adulta, Ana já sabia que uma das preocupações de seus pais era saber quando ela iria tirar a cara dos livros e aproveitar um pouco a juventude. Porém, a essência de professora dentro dela ainda fala mais alto. “Tanto é que até hoje meu apelido para alguns amigos do meu pai é 'professora', pois desde muito pequena eu queria exercer essa profissão. Meu pai até queria que eu fosse médica, mas eu sempre dizia a ele que eu não iria realizar esse sonho, porque eu tinha que escolher a profissão que fosse o meu propósito de vida, aquilo que me fizesse ser eu”, relembra.

Ana já entrou no curso pensando nessa paixão de infância. Para se destacar, ela começou a estagiar em um escritório de advocacia e logo depois saiu para se dedicar às atividades da faculdade. “Eu já sabia que assim que saísse da faculdade eu iria prestar um mestrado e um dos requisitos é você ter um bom currículo, por isso eu precisava fazer passos dentro da universidade para agregar valor ao meu currículo”, conclui.

Ela aconselha a quem deseja se tornar professor na área de direito apostar em atividades de extensão na faculdade. “Se você quer de fato seguir a carreira de professor, tem que trabalhar muito bem o currículo já na graduação. Um dos pontapés é participar de projetos de extensão, de pesquisa, escrever artigos científicos, resumos, enviar para revistas, congressos e fazer monitoria para você aprender a lidar com alunos em sala de aula, ter desenvoltura, adquirir uma boa oratória, preparação de material e de aula que pedem ao monitor. Além disso, outra coisa diferencial é ter a visão prática da realidade. Essas são as experiências excepcionais para você começar a planejar a carreira de docente enquanto está na faculdade”, explica.

Em 11 anos de atividade docente, Ana Priscylla, ao longo desse tempo, tem muitos momentos marcantes. “Para mim, a docência é a possibilidade de transformação de vida a partir da educação. Uma das formas de redução das desigualdades sociais, das mudanças de expectativa de vida e transformações de rumos e histórias. É no espaço da sala de aula onde eu me identifico, reconheço o meu propósito e ganho energia fazendo uma troca de conhecimento com tantos alunos que passam por mim diariamente”, diz. Ela ainda explica: “Eu aprendo muito mais com eles, porque cada aluno naquela sala traz consigo a sua história de vida, sua história cultural, sua história social e suas marcas familiares. Além disso, a sala é um espaço democrático onde todas as pessoas, de uma forma muito democrática, tem acesso à educação superior como elemento de transformação de vida, e eu acompanhei várias histórias assim ao longo da minha trajetória na faculdade”, finaliza.

 Uma inspiração paterna à docência

Manoela Alves descreve sua alegria como professora. Foto: Cortesia

Decidir o caminho profissional que deseja seguir, muitas vezes, ocorre através de um sonho da infância ou no decorrer da vida escolar quando os estudantes se preparam para fazer os processos seletivos de ingresso ao ensino superior. Entretanto, no caso da professora Manoela Alves, atraída para a carreira na docência, essa paixão veio de uma inspiração paterna.

“Eu já pensava em cursar direito antes de entrar na faculdade. Na verdade, eu tenho a sorte de ser filha de uma pessoa que já é da área jurídica, que no caso é o meu pai. Ele é delegado de polícia formado em direito, o que me enche de muito orgulho. Ele sempre foi uma inspiração e, acredito, que fazer o curso de direito foi fruto da minha inspiração nele”, relata.

Desde muito pequena, Manoela já tinha o apelido de “juíza” na escola. Sua afinidade com o curso a fez se dedicar tanto na graduação que alguns professores da época a reconheciam no mestrado. Atualmente, ela os enche de orgulho. “Os professores da época me veem hoje atuando na área, militando na docência, dando palestras, me reconhecendo em todos os espaços”, celebra a professora.

Para uma mulher que vivenciou o curso de direito de forma intensa, ela não mediu esforços para se destacar. “Busquei por um diferencial na minha graduação e eu sei que nem todo mundo tem essa possibilidade. Participei de projetos de extensão normalmente voltados para a comunidade. Desenvolvi muitos projetos, palestras, acompanhamentos a populações vulneráveis na delegacia e acompanhei processos jurídicos. Essa atividade de extensão me deixou muito sensível e me aproximou muito de direitos humanos e das causas das populações vulneráveis”, conta Manoela.

Na graduação, ela estudava muito, participa de movimento estudantil e sempre buscava pelas oportunidades que a faculdade poderia lhe proporcionar. Além disso, os professores foram um divisor de águas em sua carreira como professora. Eles a incentivaram a escrever e a produzir conteúdos, assim como participar de atividades de extensão.

Somando isso a sua inspiração paterna, ela começou a trilhar seu caminho até chegar à docência. “Eu tenho certeza que foi na monitoria do curso que eu comecei a me apaixonar pelo direito. Ser monitora é ser uma mini professora. Eu dava aulas e, por causa disso, comecei a desenvolver habilidades como oratória, explanação, fiz articulações com alunos de outros períodos, escrevi artigos e busquei mais títulos para melhorar meu currículo, tudo isso me fez se apaixonar ainda mais pela docência”, relembra.

Um dos primeiros trabalhos que arranjou na área jurídica foi em uma instituição de ensino. Já desfrutando da docência, Manoela compartilha, em entrevista, seus momentos mais marcantes ao longo da sua carreira e desmistifica quem pensa que a vida de um professor universitário é fácil. “O dia a dia da carreira é muito corrido. Todo mundo acha que a gente chega na sala, dá três horas de aula e resolveu tudo. Porém não é tão simples assim, aquelas horas de aula é a parte 'fácil', o mais difícil é preparar uma aula. Precisamos ler diversos livros, procurar diferentes pontos de vistas, colocar um vídeo, um áudio, trazer uma apresentação que prenda a atenção do aluno, tudo isso para incentivá-los”, explica. 

“Os momentos mais marcantes são aqueles nos quais a gente recebe algum tipo de homenagem no final do curso, sempre são momentos muito bons. Porém, o que mais marcam são as situações cotidianas com os alunos que, por exemplo, tiraram uma nota baixa no começo e me procuraram o semestre, recebem todo o meu suporte, eu vejo se esforçando e acabam tirando nota 10 no final. Também são momentos nos quais eu vejo que um estudante conseguiu vencer uma dificuldade. Além daqueles alunos que às vezes apresentam algum tipo de deficiência, mas superam suas dificuldades e conseguem um aproveitamento maravilhoso na minha disciplina. Tudo isso é algo que me honra, que me alegra muito”, conclui.

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--> Confira os conteúdos do projeto Vai Cair Na OAB

O jovem Rehan Staton, 24 anos, que trabalha como gari e é estudante na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, foi aprovado para a conceituada Universidade de Harvard. Ele está no final do ciclo básico do ensino superior e inicia os estudos em Harvard, no Massachusetts, no mês de setembro.

O rapaz foi aprovado no exame admissional para o curso de direito na universidade de maior prestígio do mundo. Além disso, Rehan também foi aprovado em outras quatro universidades (Columbia, University of Pennsylvania, Southern California e na Pepperdine).

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Após sua formação no colegial, Rehan tentou ingressar em uma universidade, mas não foi aprovado nos exames admissionais e começou a trabalhar em uma empresa de limpeza urbana. Após tentar novamente, o jovem ingressou na Bowie State University, onde iniciou o ciclo básico, e depois mudou para a University of Maryland.

Em suas redes sociais, Rehan contou sobre sua jornada e as dificuldades enfrentadas para alcançar os seus objetivos. Em um longo desabafo, o jovem relatou que sua rotina começava às 4h da manhã, quando saía para trabalhar limpando lixo, e logo após encerrar o expediente ia para a universidade. Como não tinha nem tempo para um banho, ficava no fundo da sala, para evitar olhares dos colegas.

Rehan também usou o momento para agradecer ao seu pai que o criou sozinho e trabalhava duro, se dividindo entre três empregos para sustentar os filhos, antes de sofrer um derrame. O rapaz, também agradeceu ao irmão mais velho Reggie Staton, 27 anos, por estar ao seu lado e acreditar nele.

“Você se lembra o ano em que meus professores tentaram me colocar em educação especial por causa das minhas notas ruins? Depois que você descobriu o que estava acontecendo, começou a encontrar maneiras de me conseguir comida, para que eu não fosse infeliz nas aulas. Eu nunca esquecerei”, escreveu ele.

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou os editais 2020-2021 do Programa Institucional de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-EM). Inscrições podem ser realizadas até o dia 17 deste mês. 

As candidaturas serão feitas em duas etapas: preenchimento do formulário de inscrição eletrônica, disponível na internet, e envio da documentação comprobatória via Sipac. Todas as propostas devem conter um projeto de pesquisa elaborado pelo professor proponente para o aluno.

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Os candidatos a orientadores, dentre outros requisitos, devem ser professores da UFPE. É preciso ter título de doutor ou livre docente no caso do Pibiti. Já para se candidatar ao Pibic Ensino Médio, é exigido título de mestre ou perfil científico equivalente.

O aluno candidato ao Pibiti deve estar cursando graduação e ser indicado por um único orientador. Por outro lado, o estudante candidato ao Pibic-EM deve estar regularmente matriculado no Ensino Médio do Colégio de Aplicação da UFPE, Escola de Referencia em Ensino Médio Diário de Pernambuco, Escola Estadual Leal de Barros, Colégio Militar do Recife ou qualquer escola estadual de Pernambuco que oficialize, através de carta de anuência a participação no programa.

O Pibiti visa contribuir com a formação e inserção dos estudantes em atividades relativas à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. O programa também é uma iniciativa que estimula a produção de projetos que incentivam as capacidades de empreendedorismo e criação dos alunos, buscando o fortalecimento das políticas públicas da universidade com a sociedade.

Já o Pibic-EM tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes do Ensino Médio, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica, orientadas por pesquisador qualificado do quadro da UFPE.

O projeto deve refletir aspectos de originalidade e relevância, viabilidade técnica e financeira e observação das exigências éticas e legais. Para mais informações acesse a página virtual dos editais.

O Programa Universidade para todos (Prouni) irá disponibilizar 167.780 bolsas, sendo 60.551 integrais (100%) e 107.229 parciais (50%), na segunda edição de 2020. Os interessados em concorrer a uma bolsa do Prouni podem consultar as opções disponíveis no portal do programa. As inscrições poderão ser realizadas no período de 14 a 17 de julho.

As bolsas do programa são para ingresso em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa. O candidato também precisa ter realizado o último Enem e ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média nas notas. Além disso, o estudante não pode ter tirado zero na redação.

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O resultado da primeira chamada do programa está previsto para ser divulgado no dia 21 deste mês. O Prouni tem, ainda, outras duas oportunidades - segunda chamada e lista de espera - para os candidatos concorrerem às bolsas de estudo. O cronograma completo pode ser conferido no site do Prouni.

As aulas da rede pública do Distrito Federal não vão começar no dia 3 de agosto, data estabelecida em decreto editado pelo governador Ibaneis Rocha. A decisão foi anunciada após reunião entre o governante e o Sindicato dos Professores nesta quarta-feira (8).

A autorização da retomada das aulas presenciais foi definida na semana passada em decreto assinado pelo governador. A volta às aulas presenciais fazia parte do processo de reabertura total divulgado pelo governo do DF. Segundo o calendário, no dia 27 de julho ficariam autorizadas a funcionar as instituições privadas. No dia 3 de agosto seria a vez das escolas públicas.

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O cronograma previa a retomada das séries maiores às menores. Assim, as primeiras seriam as turmas de ensino médio, baixando para a educação infantil. As creches não podem reabrir por decisão judicial.

Foi acertado um processo de construção de um plano de retorno às aulas. Na sexta-feira (10) será realizada uma reunião entre representantes de trabalhadores do setor e a Secretaria de Educação para discutir o planejamento.

“Vamos fazer o debate respeitando protocolos, tudo aquilo que pode dar segurança nesse processo”, disse a diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), Rosilene Correa, em vídeo divulgado nos canais da organização nas redes sociais.

Em nota, o governo do DF afirmou que o retorno será “gradual e seguro” e que não está “previsto especificamente para esta data” o início das aulas presenciais. Na reunião com o Sinpro-DF, Ibaneis afirmou que o decreto autoriza o retorno, mas que isso não significava necessariamente a presença dos alunos nas escolas nessa data.

No caso da rede privada, o decreto permitiu o retorno a partir do dia 27 de julho, mas a definição acerca de aulas presenciais será de cada instituição de ensino. Caberá às escolas apenas respeitar as obrigações sanitárias de prevenção e mitigação da transmissão do novo coronavírus.

A edição 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, bateu um quantitativo de 5,8 milhões de inscritos, resultando em um aumento de 13,5% em relação ao ano anterior, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade responsável pela organização do processo seletivo. Mesmo trazendo algumas novidades como o Enem digital, o Exame também foi alvo de muitas polêmicas quanto ao prazo de inscrição, data da aplicação da prova, entre outras.

O Ministério da Educação (MEC) resolveu realizar uma enquete com os inscritos e, mesmo com as diversas incertezas, os candidatos optaram pela realização da prova no mês de maio, porém, nesta quarta-feira (8), a pasta anunciou que, nesta edição, o Enem será realizado nos dias 17 e 24 de janeiro (Enem impresso) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (Enem Digital).

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Como organizar os estudos para o Enem?

Agora que a data já foi divulgada, cabe ao estudante manter firme a preparação. Para isso, Marlyo Ferreira, professor de história, concede algumas dicas de estudos e alerta que neste período de isolamento social, estudar pela internet pode ajudar como também atrapalhar se o estudante não estiver focado.

“Como os alunos estão em casa, sabemos que é um pouco complicado focar nos estudos porque embora a internet possa ajudar bastante, ela também pode atrapalhar, por isso é bom se organizar. Seria interessante para o aluno tentar estudar dois conteúdos por dia, começando pelo que não gosta e depois partindo para o que tem mais afinidade. Quantos aos exercícios, é bom começar pelas questões difíceis e não pelas fáceis, porque o aluno estará com o cérebro mais descansado, conseguindo assim focar melhor nas alternativas que vão demandar um esforço maior”, explica.

Em entrevista ao LeiaJá, Márcia Monteiro, psicóloga e coordenadora do curso de pedagogia da UNINABUCO - Centro Universitário Joaquim Nabuco, orienta os candidatos ao Enem não perder tempo neste período de isolamento social e sim aproveitar para focar ainda mais nos estudos. Ela concede algumas dicas de organização de estudo: “Primeiro, realize a confecção de um planner (cronograma) para otimizar seus horários, procure acordar cedo, organize um local para realizar seus estudos, coloque tudo próximo a você como água, livros, canetas, lápis, borracha e etc. Segundo, organize e distribua as matérias de acordo com o grau de afinidade. Terceiro, procure um ambiente claro, sem muitas interferências externas”, aconselha a pedagoga.

Para Tatyanna Manhães, docente em língua portuguesa, planejar no fim do mês os conteúdos que precisam ser estudados no mês seguinte, é uma ótima ideia para se organizar. “Vale considerar replanejar os estudos toda semana. Não ficar com dúvida em nenhuma matéria e buscar sempre saber mais do que o básico”, aconselha.

Como e o que estudar para o Enem nos próximos meses?

Para ajudar os estudantes que desejam a tão sonhada aprovação no Enem, o LeiaJá, em parceria com o projeto Vai Cair No Enem (@vaicairnoenem), reuniu uma equipe de professores capacitados para indicar os assuntos que os alunos devem estudar nos próximos meses em cada disciplina. Equipe de professores: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias - Eduardo da Silva, Tatyanna Manhães, Fred Fonseca e Marlec Chiareli; Matemática e suas Tecnologias - Yago Henrique; Ciências da Natureza e suas Tecnologias - Hugo Souza (física), Danylla Teles (química) e André Luiz (biologia). Ciências Humanas e suas Tecnologias - Cristiane Pantoja (filosofia e sociologia), Filipe Melo (geografia) e Marlyo Ferreira (história).

Confira os assuntos indicados pelos docentes:

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Língua portuguesa:

1. Figuras e Funções da Linguagem além de Interpretação de Textos

2. Noções básicas de compreensão textual, recursos estilísticos e efeitos expressivos.

3. Identificação e características: artigo, substantivo, pronomes e verbos

4. Função sintática I, identificação e classificação entre frase, oração e período e identificação e classificações de: sujeito e predicado.

5. Funções Sintáticas II, identificação e classificação entre: complementos verbais, adjunto adverbial e agente da passiva, complemento nominal e adjunto nominal, aposto e vocativo.

6. Orações: orações coordenadas e subordinadas

7. Pontuação: fundamentos

“Para estudar esses assuntos, o aluno pode usar uma gramática ou apostilas, além de assistir a vídeos no YouTube. Fora que é muito importante começar a praticar em cima de textos curtos ou tirinhas e fazer exercícios. Para aprender mais sobre crase, vale também fazer leitura atenta de textos e tentar justificá-los. Um mês antes da prova, os candidatos podem fazer uma revisão dos pontos em que terá maior dificuldade”, pontua Tatyanna Manhães.

Literatura:

1. conceito de arte e literatura

2. mimese e catarse

3. funções da linguagem literária, como poética, emotiva e metalinguística

4. gêneros literários: características e tipos de poesia, tipos de texto épico-narrativo e seus elementos e o texto teatral, origens, tipos e características

5. arte moderna e contemporânea: contexto histórico, as três gerações, as tendências contemporâneas (concretismo, tropicalismo, poesia marginal, entre outros)

“Vale lembrar que é sempre bom observar datas comemorativas. Por exemplo, Clarice Lispector completaria cem anos em 2020, e a diretora do filme ‘A hora da estrela’, último livro da autora, faleceu há uns dias. Além dela, Machado de Assis está ganhando visibilidade com a obra ‘Memórias póstumas de Brás cubas’ nos EUA. Focar em conhecer os clássicos, se não livros, pelo menos bons resumos. Nessa pandemia, assistir algumas produções audiovisual e ler um pouco sobre as obras, devido às adaptações, também é uma ótima ideia”, alerta Eduardo da Silva, professor especialista em literatura.

Língua Estrangeira:

Inglês:

1. gramática

2. vocabulário

3. cultura

4. gêneros textuais

“São quatro competências para língua estrangeira. É preciso, por mês, ler um texto e identificar a que gênero ele pertence, qual a gramática envolvida em sua construção, verificar o vocabulário envolvido e pensar sobre a temática (se ela é um traço cultural de alguma sociedade específica ou se ela é uma temática global). Esse processo não é estanque, ele acontece à medida em que o estudo é feito, se feito da forma citada”, esclarece Fred Fonseca.

Espanhol:

1. heterosemânticos (os famosos "falsos amigos" ou "falsos cognatos")

2. conjunciones

3. advérbios

4. preposiciones

5. acentuação com foco na questão diacrítica (diferencial)

“Além de observar essas habilidades, o estudante deve ler sobre atualidades, já que é uma tendência das provas de espanhol colocar textos com observações atuais, do cotidiano. Além disso, vale observar a perspectiva do vocabulário no uso de heterosemânticos, já que existe a falsa ideia de achar que espanhol e português são idiomas 'iguais'. Focar também nos conectores textuais, como 'conjunciones' e 'preposiciones', pois são eles que dão coesão a um texto. Do mais, é importante ler também um pouco sobre questões culturais e composicionais do mundo hispânico, como danças, ritmos, personalidades, questões geográficas e históricas”, explica o professor de espanhol Marlec Chiareli.

Matemática e suas Tecnologias:

1. probabilidade

2. análise combinatória

3. proporcionalidade

4. aritmética dos inteiros

5. funções

6. logaritmo

“Cumprido o cronograma, o ideal é pegar o tempo restante para revisar os conteúdos e resolver questões das últimas três edições, que em matemática, pelo menos são as mais parecidas dentre os últimos anos. Diante da nossa situação de ensino a distância, meu conselho é assistir vídeos não muito longos, seguido de uma resolução de exercícios para fixação. Por exemplo, um vídeo de teoria e exercícios de função afim, seguido de algumas questões após isso. Por fim, um período de descanso para a próxima disciplina”, fala Yago Henrique.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias:

Química:

1. estados físicos: propriedades, estados físicos e mudanças de estado dos materiais. Substâncias químicas. classificação e características gerais.

2. separação de misturas: misturas, classificação, gráficos de mudanças de estado e métodos de separação.

3. modelos atômicos: modelo corpuscular da matéria; modelo atômico de dalton; modelos atômicos de thomson, rutherford e rutherford-bohr; átomos e sua estrutura; elementos químicos, símbolos, isótopos, isóbaros e isótonos; número atômico e número de massa.

4. ligações químicas: ligação química; estudo das ligações iônica, covalente e metálica. polaridade das moléculas, geometria molecular e forças moleculares.

5. cálculo estequiométrico: aspectos quantitativos das transformações químicas; fórmulas químicas; balanceamento de equações químicas; reações químicas; leis ponderais; cálculos estequiométricos.

6. funções inorgânicas: ácidos, bases, sais e óxidos; fórmulas, classificação, propriedades e nomenclatura das funções inorgânicas; principais propriedades de ácidos e bases.

7. química orgânica: nomenclatura, funções orgânicas, reações, isomeria.

“Considerando ainda os meses de preparação até a prova, o estudante precisa focar nos principais assuntos cobrados no Enem. Começando pelos assuntos básicos, mas que sempre estão presentes em algumas questões; separação de misturas é ideal para iniciar os estudos. Analisando bem a história evolutiva de modelos atômicos e como os elementos reagem entre si, o estudante precisa ficar atento a questões que envolvam fórmulas e cálculos químicos. E como se faz muito presente nas questões, a química orgânica é vista nos meses próximos a prova, diminuindo o risco de esquecimento e garantindo o acerto. Estudem todos os assuntos apenas se houver tempo”, aconselha Danylla Teles.

Física:

1. eletrodinâmica

2. ondulatória

“É importante que o estudante consiga se planejar para ter entre um a dois meses de revisão dos conteúdos mais importância para a prova, bem como se preparar através de simulados periodicamente, já que os simulados funcionam como um ótimo termômetro para avaliar o andamento dos conteúdos”, explica o professor Hugo Souza.

Biologia:

1. origem da vida.

2. bioquímica.

3. citologia; histologia e embriologia.

4. fisiologia; taxonomia; seres vivos e programa de saúde.

5. ecologia.

6. biotecnologia; genética e evolução.

“A partir de meados de dezembro, o estudante deve fazer revisões de teoria e questões. Para se sair bem na prova, os candidatos podem estudar esses assuntos em um ambiente claro e silencioso. Além disso, focar sua atenção nos estudos e não no celular ou em outros objetos que tire sua atenção”, alerta o professor André Luiz.

Ciências Humanas e suas Tecnologias:

História:

1. Primeiro e segundo reinado

2. Era vargas

3. período contemporâneo: primeira e segunda guerra mundial

“As pessoas que não estavam acompanhando os estudos muito bem podem começar a revisar os assuntos que têm sido vistos nos cursinhos ou nas escolas. Nos últimos meses para a prova, a dica é tentar revisar tudo o que foi visto, focando nos assuntos mais importantes para a prova. Não deixe para estudar na última hora, organize seu tempo de estudo e faça revisões”, aconselha Marlyo Ferreira.

Geografia:

1. introdução a geografia

2. geologia

3. cartografia

4. geomorfologia

5. geografia humana

“Mesmo tendo alguns meses a mais, aconselho não ter um relaxamento nos estudos. A dica que dou aos estudantes é manter um horário de estudo e colocar um tempo para descanso que é muito importante, utilizar mapas mentais para facilitar ou ir testando métodos de estudo que facilitem o aprendizado, já que cada um é diferente do outro”, explica Filipe Melo.

Filosofia:

1. teóricos da filosofia moderna como Immanuel Kant, Hegel e outros

2. fenomenologia de Husserl

3. pragmatismo e neopragmatismo

4. teoria crítica

“Eu oriento que se o aluno até agora já estudou toda filosofia medieval, já está pronto para dar continuidade a esses outros assuntos. Até a prova, os estudantes pode revisar através de resoluções de questões e se atentar aos assuntos que errou para poder revisar. Aconselho a estudar por mais de uma fonte e os livros que pegarem sejam o mais atualizados”, alerta Cristiane Pantoja.

Sociologia:

1. poder, política e estado

2. direito, cidadania e movimentos sociais

3. cultura e ideologia

4. mudança social do século XX até os dias atuais

“Até a prova, também aconselho os estudantes a fazerem fichas de exercícios, pois é uma atividade prática no qual vai fazer com que o aluno relembre o assunto e ao mesmo tempo coloque seus conhecimentos em análise. Os assuntos que errar, ele deve dar uma revisada”, conclui Pantoja.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 não terá comissão de avaliação de questões, segundo o presidente do Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes. De acordo com o comandante da autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), este ano não foi necessária a criação da comissão. 

"As questões são as mesmas", alegou Lopes, durante entrevista coletiva de imprensa que anunciou as novas datas de aplicação do Enem 2020. O Exame será realizado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e na versão digital em 31 de janeiro e 7 de fevereiro. 

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Em 2019, a comissão de avaliação das questões do Enem, anunciada em fevereiro, causou polêmica. Foram barradas 66 perguntas do banco de itens da prova. Montado com o objetivo de fazer varredura de conteúdos com "abordagens controversas" e "teor ofensivo", o grupo foi visto por especialistas como uma estratégia de censura.

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderá ter uma edição extra em 2021, segundo anúncio realizado nesta quarta-feira (8) pelo Ministério da Educação (MEC). A mudança se deve pelo fato de que o Exame Nacional do Ensino Médio será aplicado nos meses de janeiro e fevereiro e o resultado deverá sair em março.

"Talvez as universidades precisem de um Sisu a mais e o MEC está aberto a isso, está sob avaliação a possibilidade", disse secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel.

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De acordo com o anúncio do MEC, as provas do Enem 2020 serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro (Enem impresso) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (Enem Digital). Já a reaplicaçãod o Exame está prevista 24 e 25 de fevereiro e o resultado está previsto 29 de março.

Segundo a organização do Exame, 5,8 milhões de estudantes se inscreveram no Enem 2020. Desse total, mais de 96 mil participantes farão a prova digital, enquanto a maioria optou pela versão impressa.

As datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – edição 2020 - foram, enfim, anunciadas oficialmente. Após reclamações de estudantes e críticas de professores quanto à organização do processo seletivo, o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), informou, nesta quarta-feira (8), que as provas serão realizadas nos seguintes dias: 17 e 24 de janeiro (Enem impresso) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (Enem Digital).

A reaplicação será nos dias 24 e 25 de fevereiro e o resultado está previsto 29 de março. Segundo a organização do Exame, 5,8 milhões de estudantes se inscreveram no Enem 2020. Desse total, mais de 96 mil participantes farão a prova digital, enquanto a maioria optou pela versão impressa.

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Problemas

Inicialmente, as provas do Enem estavam previstas para novembro de 2020, porém, diante da pandemia do novo coronavírus, candidatos e professores pressionaram o MEC em prol de um adiamento. O Ministério resolveu, então, realizar uma enquete com os estudantes inscritos, apresentando opções de datas para uma possível aplicação da seleção.

No dia 1º de julho, o MEC e o Inep divulgaram o resultado da enquete, em que a maioria dos inscritos escolheu a realização do Exame em maio de 2021. Apesar da escolha, o Ministério da Educação, na época, não confirmou o calendário, fato que gerou críticas entre os candidatos.

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