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O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) passará a ter, pelo menos, duas edições por ano. E os profissionais terão a oportunidade de fazer a segunda fase do processo mais de uma vez. Os anúncios foram feitos nesta sexta-feiera (19) pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo a pasta, as provas continuarão sendo realizadas como antes, em duas etapas. A primeira com uma prova objetiva e a segunda com prova prática, em uma estação clínica. A diferença, agora, é que o aluno que reprovar a segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas. Até agora, o candidato precisava realizar todo o processo desde o início. A previsão do MEC é que publicação da portaria para instituir o Novo Revalida e do edital ocorram ainda este ano. 

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Diploma

O Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil. O exame é feito tanto por estrangeiros formados em medicina fora do Brasil, quanto por brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

O conteúdo das duas provas abrange as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunitária. Na parte prática, uma banca examinadora avalia habilidade de comunicação, raciocínio clínico e tomada de decisões. 

Universidade

Após passar nas duas etapas, o candidato precisará revalidar o diploma em uma universidade pública brasileira. A pasta explica que a revalidação pode precisar de uma complementação de grade curricular. Um profissional que se formou em Harvard, nos Estados Unidos, por exemplo, não estudou sobre dengue e demais doenças tropicais e, por isso, precisará complementar a formação.

A universidade é quem vai definir se há ou não a necessidade de complementação. Só depois desse processo o candidato pode ir a um conselho de medicina para requisitar o registro.

Outra mudança anunciada pelo MEC é a organizadora do processo. O Revalida, que estava sob a competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), passa a ser de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior do MEC, com colaboração do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O Revalida é considerado uma prova difícil. Ao todo, foram sete edições desde 2011, quando o exame foi criado, até 2017, com um total de 24.327 inscrições e aprovação de 6.544 candidatos para a segunda etapa do exame.

Na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as guerras estão entre os temas cobrados no processo seletivo. Abordados, principalmente, na disciplina de história, os conflitos também podem ser explanados em geografia, atualidades e geopolítica.

Para ajudar os feras a organizarem o calendário de estudos de forma mais eficiente, o LeiaJá convidou o professor Pedro Botelho para discutir o assunto. O educador selecionou as guerras mais cobradas nas últimas provas do Enem:

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Primeira e Segunda Guerras Mundiais

De acordo com Botelho, estudar as duas grandes guerras mundiais é fundamental. Ambos conflitos trouxeram mudanças extremas e moldaram, de certa forma, a sociedade que vivemos hoje. Mesmo acontecendo em uma curta janela de tempo, é importante estudar as causas dos dois momentos da primeira metade do século passado.

Guerra Fria

O professor também indica que os feras se aprofundem na Guerra Fria que, mesmo não sendo uma guerra armada, movimentou o mundo inteiro, sobretudo na corrida espacial. A corrida bélica entre as duas potências da época, Estados Unidos e União Soviética, não deve ser deixada de fora, sobretudo, pela escalada das armas e ameaça nuclear que o planeta testemunhou.

Guerra do Vietnã 

Na década de 50, o Vietnã estava dividido em dois territórios, sul e norte. Ao norte, os revoltos tinham o apoio da China, Coreia do Norte e União Soviética, enquanto que ao sul, os Estados Unidos lutavam junto com a parte sul para evitar que o país fosse transformado em mais uma nação comunista. A guerra ceifou inúmeros soldados de diversos países e milhões de civis. 

Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai é considerada o maior conflito armado internacional que aconteceu na América do Sul. Envolveu Brasil, Argentina e Uruguai, que lutaram contra as forças paraguaias. O conflito deixou centenas de milhares de mortes e muita destruição, sobretudo no Paraguai, que pagou ao Brasil indenização de guerra por quase um século.  

Guerras de Independência da América-Espanhola 

Uma série de conflitos e revoltas contra a soberania da Espanha sob as colônias americanas durante todo século 18. Inspirada em ideias iluministas, a elite letrada da américa-espanhola passou a questionar a falta de liberdade das colônias. Outros fatores, como a invasão de Napoleão à Espanha, também tiveram influência nesse processo. 

De acordo com o professor Pedro Botelho, é importante, também, estudar o contexto em que essas guerras aconteceram para que o assunto seja melhor compreendido. Se você está se preparando para o Enem 2019, confira dicas de conteúdo no Vai Cair No Enem.

A partir da próxima segunda-feira (22), estudantes recifenses interessados em ingressar no ensino superior vão poder se inscrever no Prouni Recife, que oferece 264 vagas. A iniciativa é uma versão local do Programa Universidade para Todos.

Os candidatos terão até às 23h59 do dia 26 de julho para participar do processo seletivo, que é feito online, exclusivamente pela página do programa. A primeira chamada dos aprovados sai no dia 30 deste mês.

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 As vagas são em 72 cursos, distribuídos em nove instituições de ensino superior cadastradas no Prouni Recife, somente para este semestre. De acordo com a Prefeitura, o quantitativo de vagas ofertadas para o segundo semestre de 2019 equivale a um aumento de 24%. Entre os cursos estão administração, análise e desenvolvimento de sistemas, arquitetura e urbanismo, engenharia da computação, direito, medicina e enfermagem.

Para concorrer é preciso comprovar renda bruta familiar, per capita, de até dois salários mínimos; ter cursado o ensino médio na rede pública ou em escola privada com bolsa integral; ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de 2018; ser residente e domiciliado no município do Recife por, no mínimo, três anos, contados antes da data de inscrição e não ter diploma de nível superior, mas professores da rede municipal de ensino do Recife também podem concorrer.

Os docentes têm que comprovar que estão cumprindo o exercício do magistério da educação básica e integrando o quadro permanente da Prefeitura do Recife. Nesse caso, as bolsas são para licenciatura normal superior e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica, independente do cumprimento dos critérios estabelecidos para os outros candidatos.

O programa de concessão de bolsas universitárias foi implantado em 2015 e já beneficiou cerca de 1.400 alunos. Foi instituído pela Lei n° 18.113/2015 e funciona sob o regime de concessão de isenção fiscal. Além de terem os custos com as mensalidades arcadas pelo Prouni Recife, os beneficiados ainda podem ter as passagens de ônibus pagas através do programa Passe Livre, que custeia até 70 créditos por mês.

Para mais informações os estudantes e professores podem entrar em contato por e-mail ou pelo telefone (81) 3355-8759. Entre as universidades que participam do programa estão o UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau e a UNINABUCO - Centro Universitário Joaquim Nabuco. 

A falta de estrutura enfrentada pela educação no meio rural do Brasil é o principal motivo que justifica o atraso no acesso às tecnologias. Cerca de 54% das escolas rurais do país não têm acesso a internet e 62% não possui, sequer, computador para uso. É o que aponta a recente pesquisa divulgada esta semana pelo TIC Educação, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que analisou, em 2018, o uso das tecnologias de informação e comunicação em escolas públicas e privadas de educação básica.

Dentro do percentual de 54% das escolas rurais que não têm internet, 43% alegam não ter estrutura. O segundo maior motivo indicado é o alto custo da conexão. Este representa 24% das escolas entrevistadas.

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A pesquisa mostrou que escolas da zona urbana são as mais beneficiadas com a tecnologia. 99% das escolas têm computador e 98% acessa a internet. Esse resultado reflete na forma de aprendizado dos alunos, que também recorrem a internet para adquirir informação e aprendizados por meio de vídeos e tutoriais. Destes alunos que usam o meio online como complemento de estudos, somam-se 89% dos estudantes do ensino médio.

Há dados detalhados que mostram que 43% dos alunos colégios urbanos acessam a internet com os professores; 81% usa a internet com os amigos; 69% com os familiares e 86% sozinhos.

Professores e alunos aprendem mais sobre tecnologia por conta própria

Assim como os estudantes, maior parte dos educadores brasileiros, buscam aprender sobre tecnologia sozinhos e não por meio de cursos de aprimoramento. O estudo indicou que 92% dos docentes das escolas públicas e 86% dos professores de escolas particulares procuram entender sobre o meio digital na própria internet ou através de amigos e colegas de profissão.

 

 

Estudantes veteranos dos cursos de graduação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), terão de 26 a 29 de julho para efetuarem a matrícula do segundo semestre letivo de 2019. A UFPE divulgou, na última quarta-feira (17), por meio da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad), o edital com detalhes sobre a matrícula 2019.2, para todos os alunos dos campi das instituição.

A matrícula deverá ser realizada pelos já estudantes, na página do Sistema de Informações e Gestão Acadêmica (Siga). Aos alunos retardatários, o prazo para a solicitação de matrícula de discplina será nos dias 8 e 9 de agosto. E para os discentes que desejarem fazer alguma modificação na matrícula, como inclusão de discplina, poderão fazê-la de 7 a 14 de agosto.

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A Proacad reitera que os graduandos devem ler o edital completo e ficarem atentos quanto aos prazos. No último dia de cada prazo, o sistema encerrará às 16h00. Os alunos que não fizerem os procedimentos dentro das datas e horários estipulados, correrão o risco de perderem o vínculo com a Universidade. 

Para os ingressantes da segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (SISU), a matrícula em componentes curriculares obrigatórios relativos ao primeiro período acadêmico do curso será realizada automaticamente. Já a matrícula da componentes curriculares eletivos ou optativos deve ser solicitada pelos próprios bolsistas, na página do Siga, durante o período de correção e modificação de matrícula, sob orientação da Coordenação do Curso ou de Área.

Uma das obras animadas que mais marcaram gerações, “O Rei Leão”, de 1994, ganhou uma versão realista. Prometendo emocionar os fãs e arrancar críticas positivas dos especialistas em cinema, a nova produção estreou, nessa quinta-feira (18), em cinemas de todo o Brasil.

O filme tem como personagem principal um leão chamado “Simba”, que sofre com a morte cruel de seu pai, Mufasa. No entanto, Simba luta, em uma jornada emocionante, para recuperar o reinado da sua família.

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Inspirado nos capítulos de “O Rei Leão”, o professor de química Valter Júnior resolveu aproveitar o clima de estreia da nova versão. Ele criou uma paródia da canção “Quem dorme é o leão”, uma das músicas que embalaram a obra animada. Na paródia, ele reúne, de um jeito divertido, inúmeras dicas para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E um detalhe: o professor está devidamente caracterizado de leão. Confira, a seguir, no vídeo produzido pelo Vai Cair No Enem, projeto do LeiaJá:

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A partir de hoje (19), todos os candidatos que estão na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) deverão ir às instituições de ensino superior privadas onde concorrem a uma vaga apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

O prazo para que os candidatos que compareçam às faculdades vai até 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni. Desde ontem (18), a lista de espera está disponível para consulta pelas instituições. A lista contém a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. A lista de espera será usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

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Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018. Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

O Ministério da Educação (MEC) deverá autorizar que faculdades particulares sejam responsáveis por parte do processo de revalidação de diplomas de médicos formados no exterior. Hoje, somente universidades públicas podem executar todas as etapas da revalidação.

A mudança foi incluída na minuta da portaria que definirá novas regras para a revalidação de diplomas médicos no País. A informação, contida em documento ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, foi confirmada pelo MEC à reportagem. A alteração é criticada por entidades que representam a categoria, que temem que a obtenção de um diploma revalidado vire "um balcão de negócios".

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As mudanças na revalidação de diplomas médicos são alvo de grande expectativa e polêmica por causa dos milhares de profissionais brasileiros formados no exterior, muitos integrantes do programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde estima que sejam 120 mil brasileiros já formados ou que estudam Medicina fora do País. Também têm interesse na revalidação os cerca de 2 mil médicos cubanos que ficaram no Brasil após o fim da parceria entre os dois países.

A minuta da portaria foi elaborada após dois meses de reuniões de um grupo de trabalho formado pelo MEC para discutir as mudanças necessárias no processo de revalidação. A última reunião do grupo, na qual a minuta foi finalizada, ocorreu na última terça, 16. O documento também traz como novidades a realização de até dois exames de revalidação por ano (hoje não há periodicidade definida) e a participação do Conselho Federal de Medicina (CFM) na avaliação.

De acordo com a minuta, seguirão existindo dois modelos principais de revalidação de diplomas médicos: o exame Revalida, feito em duas fases e promovido por instituto vinculado ao MEC (Inep), e a revalidação feita diretamente junto a universidades públicas. Nesse último caso, cada instituição de ensino define seu modelo de revalidação, que geralmente prevê a análise das disciplinas cursadas pelo médico na universidade estrangeira e a exigência de complementação curricular para que o profissional curse matérias que não foram dadas pela escola estrangeira.

É nessa etapa que entrariam as faculdades particulares. Hoje, todo o processo, inclusive o da complementação de matérias, é feito dentro das universidades públicas. Com a mudança proposta na nova portaria, as faculdades particulares poderão oferecer a complementação e, nesse caso, os candidatos à revalidação terão que pagar mensalidades proporcionais ao período/disciplinas cursadas.

"Historicamente a revalidação é sempre feita por universidade pública para não mercantilizar o processo. Incluir universidade privada prejudica a seriedade do processo porque pode virar um balcão de negócios", disse Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), uma das instituições que integrou o grupo de trabalho e foi contra a inclusão das faculdades privadas no processo.

No caso do formato de aplicação do exame Revalida, também haverá mudanças. Além da nova periodicidade, a prova, hoje organizada pelo Inep, passará a ser realizada pela Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC com a colaboração do CFM. Ela seguirá sendo aplicada em duas fases: a primeira com questões objetivas e a segunda, de habilidades clínicas. Não há previsão para a realização do próximo exame. O último foi aplicado em 2017.

Sampaio também criticou a decisão do MEC de manter, na nova regulamentação, o caráter facultativo do exame Revalida, mantendo a possibilidade de revalidação de diplomas em processos independentes feitos nas universidades. "Achamos que passar pelo exame seria o mínimo para comprovar os conhecimentos adquiridos", diz Sampaio.

Procurado para comentar as mudanças, o MEC confirmou que o grupo de trabalho sugeriu que a complementação curricular possa ser efetuada por escolas privadas, mas ressaltou que isso será permitido apenas para instituições "de excelência nas avaliações do MEC".

Questionado sobre a motivação de incluir instituições privadas no processo, o ministério limitou-se a responder que as faculdades particulares "não serão responsáveis pelo processo de revalidação, mas poderão firmar acordo com as universidades públicas revalidadoras para complementação curricular".

Procurada para comentar as críticas à inclusão das faculdades privadas no processo de revalidação, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) não se pronunciou.

Sobre a não obrigatoriedade do exame Revalida, o MEC afirmou que manteve a possibilidade de processos de revalidação paralelos feitos diretamente pelas universidades pois elas "detêm autonomia administrativa e pedagógica".

Para que as mudanças entrem em vigor, a portaria precisa agora ser publicada. A assessoria do ministério informou que isso irá acontecer "após análise do MEC e trâmites jurídicos relativos a publicações normativas", sem especificar uma data.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, nesta quinta-feira (18), o resultado de recursos interpostos com o pedido de isenção da taxa de inscrição e a análise dos requerimentos de alteração dos locais de prova do 29º Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os interessados podem conferir os resultados no site da FGV.

Os desfechos das solicitações são divulgados de modo privado para cada candidato. Para conferir o resultado dos recursos e das análises basta acessar a página de acompanhamento, na área de arquivos, e clicar na solicitação desejada. Uma outra página irá abrir, solicitando que o concorrente insira CPF e senha previamente cadastrados.

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A segunda fase do Exame da OAB será realizada em 18 de agosto. O resultado preliminar será disponibilizado em 10 de setembro, e o prazo para interposição de recursos vai do dia 10 ao dia 14 do mesmo mês. O resultado final estará disponível, na página virtual da FGV, em 24 de setembro.

Na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os candidatos precisam redobrar a atenção ao se depararem com questões de química. A matéria é peça importante para a construção da nota dos participantes. É importante lembrar também que a disciplina, para alguns estudantes, é considerada difícil.

Para o professor Francisco Coutinho, porém, é possível dominar a matéria, desde que haja um intenso estudo. O professor de química é o convidado desta semana do programa Vai Cair No Enem, do LeiaJá, que reúne dicas e aulas exclusivas para a prova.

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Os estudantes também podem ficar muito bem informados seguindo o Instagram Vai Cair No Enem. Confira, a seguir, o programa desta semana, que aborda o tema ‘radioatividade’:

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--> Confira mais conteúdos no site do Vai Cair No Enem

A partir de hoje (18), a lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) estará disponível para consulta pelas instituições de ensino superior privadas participantes do programa. Todos os candidatos que estão na lista deverão ir às instituições  apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018. O prazo para que os candidatos que integram a lista compareçam às faculdades onde concorrem a uma vaga começa amanhã (19) e vai 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni.

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A lista de espera será, então, usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa. 

ProUni

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.

O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018. Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.

Educadores e especialistas em financiamento do ensino superior ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo levantaram dúvidas sobre os detalhes do plano Future-se para atrair investimentos privados às universidades federais. Pesquisadores da área veem como positiva a intenção manifestada no plano, mas questionam se as regras vão garantir o volume de investimento esperado e a segurança jurídica. Temem ainda que o programa aumente a desigualdade entre as instituições. O plano foi apresentado nesta quarta-feira, 17, pelo Ministério da Educação (MEC).

"O ministério está com uma impressão talvez exagerada de quanto dinheiro vai conseguir com isso", alerta o sociólogo Simon Schartzman, membro da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. "Eu seria mais cauteloso em relação a isso."

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Schwartzman diz, no entanto, que o plano cria possibilidades às universidades de conseguir recursos adicionais além do orçamento, que poderiam ser utilizados em projetos, obras e atividades específicas. "Está se abrindo possibilidades legais e criando instrumentos que podem incentivar a atração de recursos. Mas não resolve o problema a curto prazo."

O professor Sérgio Firpo, do Insper, também levanta dúvidas sobre a capacidade de atração de doações pelo governo. Para ele, as universidades federais de maior renome "talvez já tenham alguma estrutura de arrecadação" e não precisem dos recursos de um fundo soberano, como anunciado pelo MEC. "Talvez as que mais precisem sejam justamente aquelas para as quais ninguém quer doar."

"É extremamente difícil captar doações em um país em que a cultura de doação é ainda incipiente. Em geral, um doador gostaria de ver a doação ter algum impacto social, algum tipo de impacto imediato que faça valer a doação", diz Firpo.

Fernando Peregrino, presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior (Confies), que atua exatamente na arrecadação de recursos privados, diz que o clima de descrédito ao qual o ministro expôs as universidades nos últimos meses, com críticas sobre não saberem gerir dinheiro público e promover "balbúrdia" também prejudica a captação de doações. Já o professor Nilson Machado, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), diz que os planos anunciados vão no sentido de facilitar a partilha da responsabilidade pelo financiamento da educação - o que já é feito pontualmente. "Não estou vendo isso como uma grande evolução, um fato novo. É um acerto no foco do que já está ocorrendo", afirmou.

OS

O professor Gustavo Fernandes, da FGV, diz que o governo terá de resolver questões jurídicas para conseguir implementar a gestão de organizações sociais (OS) nas universidades. "O programa está começando com um bom norte, mas não há proposta de uma ampla reforma estruturada", diz Fernandes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Armazém do Campo do Recife, inaugurado no mês de abril, além de ser um espaço para a comercialização de produtos orgânicos, de livros e de café, agora sediará, no terceiro andar do local, uma universidade pública intitulada de Universidade Popular Gregório Bezerra. O intuito é oferecer cursos de curta duração, para alunos oriundos de escolas públicas, voltados para diversas áreas, especialmente no campo político e agrário e das Ciências Sociais.

A abertura deverá ser realizada no mês de agosto. A quantidade de alunos beneficiados, porém, ainda não foi definida.

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De acordo com o coordenador do armazém e diretor estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Paulo Mansan, a ideia é que sejam firmadas parcerias da universidade com institutos federais de ensino superior, para a implementação de novos cursos. Entre os cursos confirmados estão os de realidade brasileira e a faculdade de espanhol, que está sendo viabilizada pelo Consulado da Venezuela que irá disponibilizar professores venezuelanos.             

O Armazém do Campo conta com três andares. O último andar, onde vai funcionar a universidade, é composto por quatro salas de aula e mais um auditório. Há ainda um lugar na parte traseira do andar que brevemente será aproveitado para atividades ligadas à Universidade.

“A ideia é construir cursos direcionados às pautas discutidas nos movimentos sociais como feminismo e sindicalismo que são mais voltados para os militantes. Também queremos que funcione além do espaço físico”, explica Mansan.

O ingresso à universidade será totalmente gratuito. O processo de seleção ainda está sendo discutido entre os organizadores. Paulo Mansan adiantou que serão adotadas as cotas sociais bem como as raciais, assunto que já é defendido pelo MTST no meio educacional. 

O modelo de universidades populares, criado pelo MST, já existe em outros Estados do Brasil. A primeira foi a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), criada em 2005, que abrange as fase da alfabetização até cursos técnicos reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). O nome é em homenagem ao educador Florestan Fernandes, que durante a sua vida, foi um grande defensor da educação pública brasileira.

Em Recife, a universidade que leva o nome de Gregório Bezerra faz referência ao pernambucano que se dedicou à política e aos movimentos sociais. Diante das condições precárias de vida, Gregório precisou ir ao campo cedo para trabalhar com agricultura. Na ditadura militar, foi atuante na defesa das causas sociais em Pernambuco.

O Armazém do Campo fica na Rua do Imperador, área central do Recife. Saiba mais sobre o projeto na reportagem do LeiaJá.

O Ensino a Distância (EAD) do grupo Ser Educacional será premiado no Blackboard Catalyst Award. A empresa, mantenedora das marcas UNINASSAU, UNIVERITAS, UNIVERITAS/UNG, UNAMA e UNINABUCO, foi destaque na metodologia de ensino diferenciada, que cria estratégias e incentiva os estudantes a concluir os cursos, mesmo em uma modalidade que requer maior comprometimento por parte dos discentes.

A premiação veio na categoria Student Success (Sucesso do Estudante), que reconhece indivíduos e/ou instituições cuja aplicação de programa criativo levou a maior retenção, maior conclusão e maiores resultados através de novos recursos acadêmicos e administrativos que dão suporte aos estudantes.

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De acordo com o diretor-presidente do Ser Educacional, Jânyo Diniz, a premiação inédita é um reconhecimento não apenas para o Grupo, mas para o segmento. “A modalidade EAD é consolidada no mundo, porém, ainda está em desenvolvimento no Brasil. O reconhecimento internacional de uma premiação como esta nos ajuda a desmistificar a modalidade. Isso é positivo para todos”, explica. Além do Ser Educacional, foram premiadas a ISIE Business School Universidade de Navarra, da Espanha e a Keiser University, da Flórida, nos Estados Unidos.

Os projetos de retenção elaborados pelo time de EAD do grupo Ser Educacional são voltados para promover estratégias capazes de aliar recursos do Blackboard Analytics for Learn com técnicas motivacionais de estudo em EAD. Conduzir o sistema tutorial para o entendimento dos conceitos e das relações em atividades de descoberta, construção e comunicação, aliados ao processo de utilização dos recursos tecnológicos com finalidades educacionais, são os arcabouços do Grupo.

“Temos focado em preparar os tutores guardiões dos nossos cursos para que estejam preparados para atender os alunos e incentivá-los a manter o foco nos estudos e ajudá-los com as dificuldades que encontram durante o curso. Isso resultou em uma redução da evasão em 2018, em comparação com 2017”, explica o diretor de EAD do Ser Educacional, Enzo Moreira.

Desde o lançamento do Catalyst, em 2005, esta é a primeira vez que uma empresa brasileira vence o prêmio. A premiação acontecerá na conferência da BBWorld, que acontece em Austin, Texas-EUA, entre os dias 23 e 25 de julho. 

*Da Assessoria de Comunicação

Pessoas com Deficiência (PCD) que buscam uma recolocação no mercado de trabalho poderão participar da 7ª edição do programa Contrata SP. A iniciativa da prefeitura da capital paulista que, além das PCD possibilita a inserção de reabilitados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), acontece nesta quinta-feira (18), região central de São Paulo. São 1.000 vagas com salários que podem chegar a R$ 5 mil disponíveis em mais de 50 empresas cadastradas no programa.

As oportunidades estão espalhadas pelos mais diversos segmentos e profissionais com todos os níveis de escolaridade podem concorrer. Há vagas para empresas do setor alimentício, automobilístico, transporte aéreo, saúde, entre outras. Os salários variam entre R$ 533, para aprendizes em supermercados até R$ 5.000, na área de enfermagem.

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Para os candidatos que já tenham experiência na área de coordenação de restaurantes, haverá uma seleção para 30 vagas, as quais também exigem o ensino médio completo. Outros 30 postos estão disponíveis para o cargo de recepcionista, com salário de R$ 1.195. Estudantes do ensino superior ou até mesmo quem já o tenha concluído também podem concorrer a 44 vagas em cargos de gerência dispostos nas áreas do comércio, de tecnologia, de recursos humanos, marketing e finanças.

Os interessados devem comparecer com currículos e documentos pessoais (RG, CPF, Carteira de Trabalho, laudo ou certificado de reabilitação profissional). Também é possível fazer um cadastro prévio para evitar filas no dia pelo site: www.bit.ly/ContrataSP7candidatos

 

Serviço 

Contrata SP 7ª Edição

Local: Universidade Mackenzie - Prédio 30 (Mackgrafe)

Endereço: Rua da Consolação, 930 - próximo à estação Higienópolis–Mackenzie do Metrô

Horário:  9h às 17h

Telefones para informações: (11) 5667-5580 ou (11) 99973-8710

Patrimônios imobiliários de universidades federais serão vendidos, segundo o secretário da educação superior, Arnaldo Lima. A revelação foi feita nesta quarta-feira (17), em entrevista coletiva sobre a reformulação das instituições federais de ensino superior por meio do programa Future-se.

Segundo Lima, serão captados recursos de origem privada, por meio de organizações, de diversas formas, e uma delas será por meio do investimento em imóveis sem ou com baixa utilização de universidades federais. Áreas ociosas também estão dentro das partes que serão comercializadas.

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Além disso, será valorizada a cultura do pertencimento, em que fundos patrimoniais serão fomentados e dorações recebidas. Os fundo imobiliário servirá também para melhoramento de instalações públicas. "Museus e bibliotecas serão modernizados", ressaltou o secretário da educação superior Arnaldo Lima. 

 

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (17), o Ministério da Educação (MEC) apresentou um programa que, na teoria, promete dar mais autonomia financeira às universidades e institutos federais. Batizada de ‘Future-se’, a medida será opcional por parte das instituições de ensino.

“O Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras (FUTURE-SE) tem por finalidade o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e de gestão das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), por meio de parceria com organizações sociais e do fomento à captação de recursos próprios. O Future-se divide-se em três eixos: Governança, Gestão e Empreendedorismo; Pesquisa e Inovação; e Internacionalização. O programa terá prazo de duração indeterminado e a participação no Future-se será por meio de adesão, na forma e no prazo estabelecidos em regulamento específico”, explicou o MEC, no texto de apresentação da medida.

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De acordo com o MEC, as instituições que aderirem ao programa deverão se comprometer a vários procedimentos. O primeiro é utilizar uma organização social contratada que será responsável por dar suporte à realização de atividades relacionadas aos eixos de gestão, governança e empreendedorismo; pesquisa e inovação; e internacionalização.

Outra exigência é que as universidades deverão adotar diretrizes de governança. Essas diretrizes, no entanto, ainda não foram definidas pelo MEC, que promete defini-las futuramente. As instituições de ensino ainda deverão adotar um programa de “integridade, mapeamento e gestão de riscos corporativos, controle interno e auditoria externa”.

Com a proposta de captar fundos que serão revertidos para as universidades, uma das medidas previstas pelo programa é a venda de imóveis federais ociosos, pertencentes às instituições de ensino. O dinheiro apurado, segundo o MEC, será revertido para as próprias instituições.

Para o ministro da Educação Abraham Weintraub, o Future-se é a junção das melhores ideias que poderão colocar o Brasil em um patamar educacional elevado. “Liberdade, conhecimento, pesquisa, conhecimento. A crise incomoda, faz com que a gente repense as estruturas, a forma de pensar. Se ela for bem conduzida, ela permite reformulações. O que a gente está propondo é uma reformulação profunda. O objetivo realmente é colocar o Brasil no patamar que estão os outros países. Estamos trazendo as melhores ideias. Será que dá certo no Brasil? Sim, dá certo! É um marco de uma mudança estrutural que a gente precisa atingir”, argumentou Weintraub.

Como será a operacionalização do programa?

Segundo o Ministério da Educação, a operacionalização do programa se dará por meio de contratos de gestão concretizados entre a União e as instituições de ensino federais. Os contratos serão firmados com uma organização social, “cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à cultura e estejam relacionadas às finalidades do Programa”.

Ainda de acordo com o MEC, os contratos de gestão poderão ser celebrados com organizações sociais já qualificadas pela própria pasta ou por outros ministérios. Dessa forma, não haverá a necessidade de chamamento público, desde que “o escopo do trabalho esteja no âmbito do contrato de gestão já existente”.

Também já está definido o objetivo do contrato. O MEC selecionou divulgou procedimentos que devem ser adotados:

·Plano de ação para os próximos 04 anos do contrato; 

·Metas de desempenho, indicadores e prazos; 

·Sistemática de acompanhamento e avaliação de resultado, com indicadores de qualidade e produtividade;

·Diretrizes na governança e na gestão da política de pessoal, incluindo a observância de: 

a) limite prudencial e critérios para a realização da despesa com remuneração e vantagens de qualquer natureza;

b) vedação das práticas de nepotismo e de conflito de interesses; e

c) critérios para ocupação de cargos de direção e assessoramento, segundo o grau de qualificação exigido e os setores de especialização profissional.

·Condições para suspensão do contrato; e 

·Penalidades para o caso de descumprimento das cláusulas contratuais.

Aos contratos firmados será dada ampla divulgação, no sítio eletrônico do Ministério da Educação.

MEC detalha eixos

Antes da implantação do Future-se, o MEC disponibilizou uma consulta pública. A apuração, disponível na internet, permite que a população mande sugestões que possam melhorar o desempenho do programa. Para auxiliar a sociedade e dar mais detalhes sobre a iniciativa, o Ministério da Educação explicou cada eixo do Future-se, além do fomento. Confira no texto a seguir:

Fomento

Para dar cumprimento ao contrato de gestão, a União e as Ifes poderão fomentar a organização social por meio de repasse de recursos orçamentários e permissão de uso de bens públicos. A Secretaria de Patrimônio da União transferirá a administração de bens imobiliários para o Ministério da Educação, com a finalidade de constituir fonte de recursos para o FUTURE-SE. 

O Ministério da Educação poderá participar como cotista de fundos de investimento, a serem selecionados mediante procedimento simplificado. Esses fundos de investimento deverão ter natureza privada e patrimônio próprio separado do patrimônio do cotista e do administrador, sujeitando-se a direitos e obrigações próprias.

A integralização das cotas nos fundos de investimento será autorizada em ato do Poder Executivo, ouvido o Comitê Gestor do Programa. Os fundos de investimento responderão por suas obrigações com os bens e direitos integrantes de seu patrimônio, ficando o cotista obrigado somente pela integralização das cotas que subscrever.

A dissolução dos fundos de investimento de acordo com seu estatuto e seus recursos retornarão ao Ministério da Educação.

Não incidirão impostos ou contribuição social de competência da União sobre a integralização de cotas pelo Ministério da Educação ou sobre os rendimentos do fundo de investimento destinados ao FUTURE-SE. Os fundos de investimento deverão elaborar os demonstrativos contábeis de acordo com a legislação em vigor e conforme o estabelecido nos seus estatutos.

Os estatutos dos fundos definirão, inclusive, as políticas de aplicação, critérios e níveis de rentabilidade e de risco, questões operacionais da gestão administrativa e financeira e regras de supervisão prudencial de investimentos.

O Ministério da Educação poderá doar, condicionalmente, bens imobiliários para as Organizações Sociais participantes do FUTURE-SE, desde que a rentabilidade da gestão patrimonial seja vertida para ações inseridas no âmbito das Ifes.

As organizações sociais que recepcionarem bens imobiliários deverão integralizá-los em fundos de investimentos, para constituir recursos de longo prazo, a ser investido com objetivos de preservar seu valor, gerar receita e fomentar as atividades de que trata o programa.

Constituídos os Fundos de Investimentos e garantida a sua sustentabilidade econômica e financeira, o Comitê Gestor, por meio de ato do Poder Executivo, poderá propor o uso de percentual de recursos do principal para a aplicação nas ações dos 3 eixos do programa, na etapa inicial de formação de poupança do fundo.

O Ministério da Educação poderá doar a rentabilidade das cotas dos fundos, diretamente, para as Organizações Sociais participantes do Programa, desde que estas utilizem tais recursos nas ações dos eixos do programa.

O Ministério da Educação poderá destinar recursos para unidades que tenham reduzido potencial de captação de recursos, como forma de ação supletiva. 

É facultada a cessão de servidores titulares de cargo efetivo em exercício na instituição federal de ensino superior, que exerçam atividades relacionadas ao contrato de gestão, à Organização social. Caberá à Organização Social o ônus pela remuneração ou pelo salário vinculado ao cargo do agente cedido, acrescidos dos encargos sociais e trabalhistas.

Não será incorporada à remuneração de origem do servidor cedido qualquer vantagem pecuniária adicional que vier a ser paga pela Organização Social. Os servidores das Ifes poderão participar das atividades realizadas pelas organizações sociais, nas finalidades vinculadas ao FUTURE-SE, sem prejuízo de suas atribuições funcionais, desde que cumprindo a carga horária de aulas. 

A Organização Social deverá adotar Código de Ética e Conduta para os servidores cedidos e deverá atuar de modo a aferir a responsabilidade dos agentes, pelos atos praticados durante o contrato de gestão, comunicando o órgão ou entidade cedente acerca das apurações de responsabilidade em andamento.

Em caso de descumprimento das obrigações dispostas no Código de Ética e Conduta, o servidor cedido deverá retornar à instituição de origem, sem prejuízo da aplicação de demais penalidades cabíveis. 

Quando a responsabilização depender de competências ou prerrogativas de natureza disciplinar ou ética, a Organização Social dará ciência ao órgão ou entidade cedente, para que tome as providências administrativas cabíveis.

Eixo 1: Governança, Gestão e Empreendedorismo

Governança

A governança abrange os processos de administração dos recursos e a capacidade de planejar, formular e implementar políticas, visando à melhoria da gestão, à sustentabilidade do desenvolvimento e ao melhor manejo dos recursos. As Ifes participantes deverão implementar e manter mecanismos, instâncias e práticas de governança, em consonância com as seguintes diretrizes:

*Direcionamento das ações para a busca de resultados para a unidade acadêmica e para a sociedade, encontrando soluções inovadoras para lidar com a limitação de recursos;

*Promoção da simplificação administrativa, da modernização da gestão pública e da integração dos serviços públicos, especialmente por meio da utilização de instrumentos digitais e eletrônicos;

*Incorporação de padrões elevados de conduta para orientar o comportamento dos agentes públicos;

*Implementação de controles internos fundamentados na gestão de risco; 

*Adesão a códigos de autorregulação; e

*Promoção da comunicação aberta, voluntária e transparente das atividades e dos resultados da organização, de maneira a fortalecer o acesso público à informação.

As organizações sociais também deverão obedecer a regras de governança.

As Ifes e organizações sociais que aderirem ao programa deverão instalar ouvidoria, para recebimento de reclamações, denúncias e atendimento ao usuário e deverão observar requisitos de transparência, tais como:

*Elaboração de carta anual, com a explicitação dos compromissos para execução dos objetivos de políticas, bem como dos impactos econômico-financeiros resultantes desses objetivos, mensuráveis por meio de indicadores objetivos;

*Divulgação tempestiva e atualizada de informações relevantes, especialmente aquelas relativas a atividades desenvolvidas, cursos ofertados, índices de evasão, e descrição da composição da remuneração dos servidores; e 

*Elaboração de política de divulgação de informações, em conformidade com a legislação em vigor e com as melhores práticas.

Os documentos resultantes das ações de transparência acima deverão ser publicamente divulgados na internet.

Empreendedorismo e gestão

As IFES participantes, com o auxílio das organizações sociais contratadas, deverão atuar para: 

*Apoiar a criação, atração, implantação e a consolidação de ambientes promotores de inovação, com foco no estabelecimento de parceria com o setor empresarial, incluídos parques e polos tecnológicos, incubadoras e start-ups;

*Aprimorar os modelos de negócios e a capacidade de oferecer inovações que supram a demanda da sociedade;

*Aperfeiçoar a gestão patrimonial de seus bens, mediante cessão de uso, concessão, comodato, fundo de investimentos imobiliários, realização de parcerias público-privadas, entre outros mecanismos; 

*Promover suas marcas e produtos; 

*Fomentar a arrecadação de receitas próprias; e

*Promover ações de empregabilidade para os alunos das instituições. 

As Ifes do programa FUTURE-SE estão autorizadas a conceder a pessoas físicas ou jurídicas o direito de nomear uma parte de um bem, móvel ou imóvel, de um local ou evento, em troca de compensação financeira (“naming rights”).A autorização para esta ação deverá ser precedida de estudo que demonstre que o preço de mercado da imagem da Ifes e a proposta apresentada pela pessoa física ou jurídica representa ganhos para a instituição.

Será permitida, ainda, a criação de Sociedades de Propósito Específico (SPE), por departamento nas Ifes, garantindo que um percentual do lucro auferido retorne para a Ifes.

O Ministério da Educação ficará responsável pela a construção de plataformas que permitam a aproximação entre as instituições de ensino e o setor produtivo, de modo a criar um ecossistema de inovação e empreendedorismo, bem como a fomentar e orientar as Sociedades de Propósito Específico. 

Eixo 2: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação 

A Organização Social contratada deverá, em parceria com as Ifes:

*Buscar a implementação do Novo Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), aumentando a interação com o setor empresarial, no intuito de contribuir com a capacidade inovadora do setor e atender às demandas do setor empresarial por inovação;

*Aprimorar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, de nível nacional e internacional, buscando disseminar a cultura da inovação, da propriedade intelectual e da transferência de tecnologia;

*Potencializar e difundir o papel das IFES nas atividades de cooperação com os setores público e privado; 

*Atrair a instalação de centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) nas Ifes; 

*Fortalecer os Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), nos institutos e universidades federais; 

*Facilitar a realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento, conjuntamente com universidades estrangeiras, incluindo projetos que incluam empresas brasileiras e estrangeiras nos projetos de P,D&I;

*Promover a contínua interação entre empresas e IFES aptas a produzir pesquisa e desenvolvimento, com valor para a inovação. 

O professor em regime de dedicação exclusiva, inclusive aquele enquadrado em plano de carreiras e cargos de magistério superior, poderá exercer, em caráter eventual, atividade remunerada de pesquisa, desenvolvimento e inovação, na organização social contratada, e participar da execução de projeto aprovado ou custeado com recursos próprios, desde que cumpra sua carga horária ordinária.

A remuneração recebida em razão da elaboração, execução e êxito de qualquer programa desenvolvido no âmbito do FUTURE-SE é de natureza privada, não integrando a remuneração do servidor público, para nenhum fim, nem gerando reflexos de qualquer natureza na remuneração do cargo público, inclusive previdenciários.

Caso o docente seja premiado pelo projeto de pesquisa, desenvolvimento ou inovação ou por publicação com destaque nacional ou internacional, desenvolvida a partir da parceria firmada, o valor por ele recebido a esse título possui natureza privada e não se incorpora aos seus vencimentos, para nenhum fim, nem gerando reflexos de qualquer natureza na remuneração do cargo público, inclusive previdenciários. 

O servidor público federal que desenvolver invenção, aperfeiçoamento ou modelo de utilidade e desenho industrial, bem como a sua Instituição Federal de Ensino Superior, poderá ter participação nos ganhos econômicos resultantes da exploração de direito de propriedade intelectual. 

A participação do servidor, em relação ao valor das vantagens auferidas pela entidade com a exploração da patente ou do registro, deverá ser determinada por meio de análise do caso concreto. Os valores que o professor vier a receber constituem verba de natureza privada e não se incorporam a remuneração do servidor e não geram reflexos de qualquer natureza na remuneração do cargo público, inclusive previdenciários. Esses valores tampouco servirão de base de cálculo para qualquer benefício adicional ou vantagem coletiva ou pessoal.

Eixo 3: Internacionalização

Compete às instituições participantes, conjuntamente com as Organizações sociais contratadas, promover:

cursos de idiomas para os docentes, por meio de parcerias com instituições privadas, para promover a publicação em periódicos no exterior;

intercâmbio entre universidades nacionais e internacionais, trazendo para as universidades brasileiras professores estrangeiros renomados;

oferta de bolsas em instituições estrangeiras, de modo a contemplar, preferencialmente, estudantes com alto desempenho acadêmico e/ou atlético; 

ações de premiação de alunos que, além de possuírem elevadas notas, ocupem posição de destaque intelectual, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação, e não tenham indicativo de desabono de sua conduta. 

A política de internacionalização de conhecimento, dispondo sobre a organização e gestão dos processos, deverá assegurar: 

fluxo contínuo de intercâmbio de professores, fomentando a pesquisa e uma melhor colocação nos índices e rankings internacionais;

facilitação de reconhecimento de diplomas estrangeiros em instituições de ensino público ou privadas com alto desempenho, reconhecidas pelo MEC

facilitação do reconhecimento de créditos das disciplinas cursadas em plataformas tecnológicas ofertadas por instituições de excelência no exterior.

Fundo da autonomia financeira das Ifes

Para que o programa seja viável será constituído um Fundo, vinculado ao Ministério da Educação, com a finalidade de possibilitar o aumento da autonomia financeira das Ifes, bem como ampliar e dar previsibilidade ao financiamento das atividades de pesquisa, extensão, desenvolvimento, empreendedorismo e inovação, por meio do fomento a novas fontes de recursos, os recursos relacionados ao projeto deverão ser vertidos em Fundo de investimento, que será selecionado mediante procedimento simplificado.

Os imóveis de propriedade das Ifes participantes e os direitos reais a eles associados poderão ser destinados à integralização de cotas no fundo.

Constituem recursos do Fundo:

I – as receitas decorrentes de:

a. prestação de serviços compreendidos no objeto da IFES, tais como estudos, pesquisas, consultorias e projetos;

b. comercialização de bens e produtos com a marca das instituições apoiadas;

c. alienação de bens e direitos;

d. aplicações financeiras que realizar;

e. direitos patrimoniais, tais como aluguéis, foros, dividendos, bonificações, comodatos e concessões; 

f. exploração de direitos de propriedade intelectual; 

g. acordos e instrumentos congêneres que realizar com entidades nacionais e internacionais;  e

h. matrículas e mensalidades de pós-graduação lato sensunas universidades federais.

II – as doações, legados e subvenções realizados por pessoas físicas ou jurídicas, de direito privado ou público, inclusive de Estados, Distrito Federal, Municípios, outros países, organismos internacionais e organismos multilaterais;

III – os ganhos de capital e os rendimentos oriundos dos investimentos realizados com seus ativos; 

IV – a quantia recebida em decorrência das leis de incentivo fiscal;

V – as doações da rentabilidade das cotas do MEC nos fundos de investimento, como forma de ação supletiva, desde que autorizado pelo Comitê-gestor;

VI - rendas provenientes de outras fontes.

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"O professor pode ficar rico", afirmou o secretário do ensino superior, Arnaldo Lima, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17), sobre o lançamento do programa Future-se. Segundo Lima, os docentes de universidades poderão captar recursos privados e ganhar mais dinheiro com base em pesquisas e estudos.

O secretário também salientou que quer transformar a profissão de professor universitário na "melhor profissão do Brasil".

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Na reformulação das universidades federais, os docentes poderão receber dinheiro de diversas fontes de renda privadas, além do salário oriundo das verbas federais, como venda de patentes de projetos oriundos de pesquisas acadêmicas, captação por meio de empresários para projetos de pesquisa, entre outras formas. 

Em entrevista coletiva, o secretário da educação superior, Arnaldo Lima, afirmou, nesta quarta-feira (17), que o programa Idiomas sem Fronteiras será extinto. De acordo com Lima, o programa não deu certo e "focou no CPF dos estudantes".

O secretário ressaltou que o objetivo agora será investir no "CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica] das universidades". O programa será substituído por outro ainda não revelado, mas que focará nas qualidades e "dons" de cada universidade. Maiores detalhes sobre a mudança, bem como datas sobre a troca de programas ainda não foram reveladas.

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Ciências sem Fronteiras

Ainda na coletiva, Arnaldo Lima resssaltou que o Ciências sem Fronteiras, que promove intercâmbio de estudantes de ensino superior também não foi produtivo. Entretanto, não foi comentada a possibilidade de extinção do programa.

O secretário de educação superior, Arnaldo Lima, revelou, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (17) sobre o programa Future-se, que a meritocracia será valorizada. De acordo com Lima, o programa será destinado à busca de recursos próprios por parte da gestão das instituições federais. 

"Queremos premiar a cultura do esforço", revelou o secretário. Segundo Arnaldo Lima, além de receber recursos federais, as universidades serão responsáveis por buscar verbas oriunda de instituições privadas como forma de fomento à educação, pesquisa e demais atividades acadêmicas dentro das instituições. 

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O programa terá foco em despesas de gerenciamento para reitores. As universidades serão poderão aderir ao programa de forma facultativa. "O Future-se não é obrigatório, as universidades poderão aderir se quiserem", explicou Lima.

 

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