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Devido a pandemia, causada pelo novo coronavírus, alguns intercambistas tentam voltar para o país de origem a fim de evitar maior vulnerabilidade em terras estrangeiras. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou, na última sexta-feira (27), ter assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com empresas de intercâmbio estudantil para autorizando intercambistas a remarcação gratuita de viagens previstas para os próximos meses.

A medida prevê beneficiar 10 mil intercambistas. Pelo acordo firmado em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), os estudantes terão o prazo  de dois anos para as remarcações para viagens sem custo. Caso optem por desistir do intercâmbio, os estudantes terão direito ao reembolso em condições mais vantajosas que as previstas em contrato, de acordo com a Senacon.

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O grupo Neoenergia está recebendo inscrições para 27 bolsas em seu programa internacional de mestrado e doutorado na Espanha e Reino Unido, chamado Iberdrola. A iniciativa tem cursos voltados para o setor de energia nas áreas de meio ambiente, energias renováveis e tecnologia da informação (TI) em diversas instituições de ensino conveniadas.

Os interessados podem realizar as inscrições online até o dia 31 de março, às 11h do horário de Brasília. Informações sobre os pré-requisitos para a candidatura estão disponíveis nos editais, no site do programa de bolsas.  Outros esclarecimentos podem ser feitos por e-mail, através do endereço becas@neoenergia.com.

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Na próxima sexta-feira (27), Victor Almeida, 20 anos, aterriza em Brasília depois de uma breve temporada na Itália. A mãe e o pai já organizaram como será o retorno e como o jovem cumprirá as orientações sanitárias para proteger parentes, amigos e a população do Distrito Federal em geral. Apesar da saudade, ele sabe que não poderá abraçar os pais. Apesar de jovem e expansivo, sabe que terá de ficar recolhido de quarentena devido à pandemia de coronavírus.

Voltar em março não estava nos planos do rapaz, que cursa o 7º semestre de administração na Universidade de Brasília (UnB). Victor foi selecionado para fazer intercâmbio de seis meses na Universidade de Parma, na região da Lombardia, norte da Itália, onde o novo coronavírus passou a ameaçar o lado ocidental do planeta.

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Apesar do azar de estar no lugar certo para se qualificar profissionalmente - mas na hora errada, Victor retorna para casa sereno. “A expectativa é de voltar agora para a minha rotina. É triste! Era um sonho para mim, não quer dizer que não vá acontecer depois.” Ele se conforma, mas não deixa de lamentar. “Essa é minha primeira vez na Europa. É a primeira vez que moro sozinho, me planejei muito para isso. Eu abri mão de muitas coisas para estar aqui. É muito ruim depois de apenas dois meses.”

Victor chegou em Parma no dia 2 de fevereiro. No dia seguinte, uma segunda-feira, começou a ter aula. Passados 20 dias, no sábado de carnaval, foi informado, via rede social, que as atividades acadêmicas seriam interrompidas pelos próximos dias. “Coronavirus: I’Universitá di Parma sospende le ativività didattiche”, disse a mensagem, em italiano, via Instagram com foto da fachada de um dos prédios da universidade fundada no século 11.

A decisão de voltar para o Brasil não foi imediata. Novos adiamentos das aulas ocorreram e os cursos presenciais se tornaram a distância. Num quarto de apartamento, Victor tocou os estudos, se inscreveu em pequenos cursos, se impôs uma rotina de exercícios físicos entre quatro paredes. Fez “tudo para aproveitar o tempo” e foi percebendo que tão cedo “a situação não vai voltar ao normal”.

Apesar de sentir-se “seguro” e de “não ter ficado com medo de morrer”, o estudante passou a ponderar, “mas se pegar a doença? E tiver de ficar em casa? Não poder sair? Ou não poder voltar para o Brasil?”

Rotina de quarentena

O universitário, junto com os pais, decidiu pelo retorno. Opção que não teve o adolescente secundarista, Bernardo Griesinger, de 17 anos. Ele voltou do interior da Holanda para Brasília no dia 18 de março, antecipando em quatro meses o retorno que só deveria ocorrer no fim de julho.

Bernardo viajou em agosto do ano passado pela AFS Intercultura Brasil, uma organização não governamental global com mais de 70 anos de funcionamento– a sigla AFS é do antigo American Field Service. Por causa da covid-19, a instituição decidiu encerrar o programa de intercâmbio da temporada 2019-2020 para jovens do mundo todo.

“Ele estava lá sem ter aula”, conta a administradora Angelica Griesinger, mãe de Bernardo. Angelica pôs o filho de quarentena no quarto de casa, isolou o banheiro social do apartamento para uso exclusivo do filho. Jovens na mesma faixa etária de Bernardo no mundo todo estão voltando para casa. Enquanto o filho estava fora, Angelica recebia pela AFS um estudante da mesma idade, que regressou para a sua cidade na Hungria.

O desenlace tranquilizou a mãe, mas trouxe uma série de dúvidas do dia a dia sobre como lidar com isolamento do filho dentro de casa. Em sua opinião, falta detalhamento de como manipular objetos, cuidar da louça e da roupa do filho, que não apresentou sintomas associados ao novo coronavírus.

Os jovens Julia Lozzi (22), estudante de design, e Victor Landim (23), do curso de engenharia da computação, ambos da UnB, não querem antecipar as voltas previstas para setembro e agosto, respectivamente. Ela está em Roma, sul da Itália, estagiando no World Food Programme (programa de alimentos das Nações Unidas). Ele está no sul de Portugal fazendo curso na Universidade do Algarve.

“Eu não estou muito afetado com essa situação, a minha vida segue normal. Eu estudo e trabalho. Só não saio de casa”, descreve Victor Landim que, além das aulas a distância, trabalha remotamente com o desenvolvimento de aplicativos.

Julia diz ter “perfil mais caseiro e introvertido” e está tranquila fazendo home office. Começou a trabalhar depois do carnaval (26). Poucos dias depois recebeu a mensagem que deveria ficar de quarentena no seu apartamento, durante o período de 8 de março a 3 de abril e fazer teletrabalho.

“Não é problema ficar em casa. Os problemas são as situações que a gente não controla. O que me deixa ansiosa são as incertezas. De quanto tempo isso vai durar, de como vai chegar ao Brasil. A gente vê as notícias e é realmente desanimador”, desabafa Julia, cujo pai tem mais de 70 anos.

As notícias do Brasil também preocupam a aluna de comunicação organizacional, da mesma UnB, Beatriz Roscoe (21), que está fazendo intercâmbio na Universidade de Navarra, em Pamplona, na Espanha. “Acho que as coisas vão ficar piores aí do que aqui. O momento é de incerteza.” Em princípio, a estudante volta no final do ano, mas se preocupa com custo elevado das despesas em euro para os pais e com a saúde de toda a família.

Otimismo e esperança

Além de Beatriz Roscoe, Julia Lozzi, Victor Landim, e Victor Almeida, a UnB tinha 120 estudantes de graduação no exterior. França, Espanha, Portugal e Itália eram os principais destinos. Segundo a assessoria de comunicação da universidade, desse total, seis alunos já voltaram ou estão com passagem marcada.

A UnB tem indicado aos graduandos que estão no exterior que sigam a orientação das universidades de destino. Se optarem por retornar ao Brasil, devem informar aos cursos originais para reabrir a matrícula. A UnB criou um grupo em rede social para dar apoio aos alunos que estão fora do país. Nesta segunda-feira (23), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UnB suspendeu o primeiro semestre letivo da universidade.

A crise provocada pelo coronavírus assusta até quem está há mais de 30 anos no mercado de cursos no exterior e intercâmbios. “Eu nunca vi isso antes”, disse Maura Leão, que fez intercâmbio para os Estados Unidos durante as guerras do Vietnã e do Iraque e hoje preside a associação de operadoras de intercâmbio Belta (sigla em inglês de Brazilian Educational & Language Travel Association), que reúne quase 50 empresas (com total de 600 pontos) em todo o país (75% do mercado).

O segmento, que cresceu regularmente nos últimos anos, sendo mais de 5% no ano passado, poderá sofrer em 2020. A atividade que já penava com a elevação do dólar e com a depreciação do real viu o cenário piorar com o alastramento do coronavírus. “Não temos como fugir dessa flutuação cambial”, disse Maura, que aguarda melhoria do quadro epidemiológico no verão do hemisfério norte (a partir de junho). “Temos que ter esperança. Nem é otimismo.”

Para a presidente da Belta, a atividade de intercâmbio será retomada em algum momento, pois é realização particular de muitas pessoas e uma demanda para qualificação e de empregabilidade. “Eu acredito que as pessoas vão ser melhores, quanto mais estiverem expostas a outras culturas.”

A província de Québec, no Canadá, abriu oportunidades para estrangeiros que desejam estudar ou trabalhar no país. A Québec International, agência de desenvolvimento econômico na região responsável por recrutar profissionais de várias partes do mundo, está com inscrições abertas para vagas de emprego na área de Tecnologia da Informação (TI) e realizará seleções online como estratégia para preservar o isolamento domiciliar e combater o coronavírus.

Entre as áreas com vagas disponíveis, estão analista web, desenvolver Stack, Scrum Master e programação. As vagas têm outras exigências, como diploma técnico ou universitário, experiência profissional e nível de francês do básico ao avançado, a depender da oportunidade desejada.

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As inscrições devem ser feitas online até o dia 13 de abril e os candidatos aprovados serão convocados a partir do dia 22 de abril para a etapa virtual da seleção, nos dias 2 e 3 de maio. Todo o processo é feito em francês.

A faculdade Cégep Limoiou, também localizada em Québec, está buscando candidatos interessados em fazer cursos técnicos e profissionalizantes nas áreas de administração, comércio, informática, alimentação, turismo e engenharia. É exigido que os candidatos tenham domínio do idioma francês.

As inscrições devem ser feitas através de um formulário online até o dia 13 de abril. No mesmo endereço eletrônico é possível obter mais informações sobre o processo seletivo.

No dia 1º de abril, a Missão dos Estados Unidos no Brasil, em parceria com o EducationUSA do Departamento de Estado, estará no Recife para a realização da Feira EducationUSA. O evento apresenta vagas a brasileiros que tenham interesse em estudar nos Estados Unidos. A feira, que será gratuita, será realizada a partir das 17h, na Associação Brasil América (ABA), localizada no Bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Em torno de 20 universidades norte-americanas estarão à disposição do público com opções oriundas dos Estados Unidos de cursos de graduação, pós-graduação, inglês intensivo, extensão e de curta duração. Também serão realizadas, pela equipe do EducationUSA, com temas como procedimento para aquisição de vistos de estudantes, provas de proficiência e critérios de admissão em graduação e pós-graduação.

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No decorrer do evento, os visitantes terão a oportunidade de receber informações específicas sobre despesas, opções de financiamento e bolsas de estudos, diretamente dos representantes encarregados pela admissão de estudantes em cada universidade norte-americana. Das universidades partícipes confirmadas, os destaques são University of Missouri, Wayne State University , University of Iowa, George Mason University, University of California e St Cloud University. Todas as feiras são sem custo e as inscrições devem ser realizadas por meio do site do EducationUSA.

“Este evento oferece inúmeras possibilidades aos estudantes de estarem em contato direto com os principais representantes de renomadas instituições de ensino dos Estados Unidos”, diz Mariana Panero, coordenadora geral das feiras do EducationUSA, conforme informações da assessoria de imprensa do evento.

Serviço

Feira EducationUSA em Recife

ABA – Associação Brasil América

Endereço:  Associação Brasil América (ABA) - Rua Tenente João Cícero, 301 – Boa Viagem, Recife

Data: 1º de abril (quarta-feira)

Horário: 17h

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), recomendou, nesta terça-feira (10), que bolsistas que cumprem missões internacionais evitem o trabalho em lugares onde há transmissão sustentada do coronavírus. Isso significa que a transmissão é realizada quando o paciente infecta outra pessoa sem ter viajado para fora do país. A orientação segue as diretrizes do Ministério da Saúde.

As 36 instituições de ensino superior brasileiras participantes do Programa Institucional de Internacionalização (Capes PrInt) foram comunicadas por meio de documento emitido pelo ministério. Várias delas possuem acordos internacionais com países que estão na lista de alerta das autoridades de saúde do Brasil.

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A sugestão do MEC é que as viagens sejam reprogramadas dentro do período de vigência do projeto ou que o destino seja alterado. Caso não seja viável a alteração, o bolsista poderá solicitar a desistência do programa. Quem já está em missão em algum dos países e regiões de alerta pode solicitar o retorno antecipado.

Seguem abertas, até 31 de março, as inscrições para o Programa de Doutorado Pleno nos Estados Unidos (EUA). Promovido pela da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), o intercâmbio é fruto de uma parceria entre o governo federal e a rede de ensino superior e de pesquisa com atuação nos Estados Unidos, a Fulbright.

Podem participar da formação profissionais das áreas de Ciências Exatas e da Terra, Biológicas, da Saúde, Agrárias, Sociais Aplicadas, Humanas, Engenharias e Linguística – Letras e Artes. Ao todo, de acordo com o MEC, até 20 bolsas de estudos – com duração de no máximo seis anos - estão previstas para o doutorado e o apoio anual programado para cada bolsista será de 55 mil dólares.

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Análise curricular e de títulos é uma das fases do processo seletivo, além de entrevistas com responsáveis pelas pesquisas. Os interessados devem consultar os requisitos exigidos na seleção por meio do site da Capes, onde também é possível obter mais informações sobre o intercâmbio.

Os candidatos também precisam atentar quanto alguns documentos. “Quanto à documentação necessária, o edital esclarece que o formulário de dados de contato para cartas de recomendação deve ser preenchido por três professores ou pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior ou de pesquisa. Além disso, na etapa de inscrição, não é obrigatória a apresentação de diplomas e históricos traduzidos. Para maiores informações, os contatos”, orienta o MEC. Confira mais informações acerca do intercâmbio.

Um programa de bolsas do grupo Neoenergia está oferecendo cursos de mestrado nas áreas de tecnologia da informação, energia e meio ambiente para brasileiros (ou residentes no Brasil) na Espanha e no Reino Unido. As inscrições estão abertas e devem ser feitas até o dia 31 de março. 

No Reino Unido e na Espanha, as bolsas de mestrado não se destinam apenas a pessoas graduadas e exigem que o curso escolhido tenha pelo menos 70% das matérias nos temas de estudos informados no edital. Os estudantes contemplados terão direito a pagamento integral das taxas de matrícula, subsídio para transporte, moradia e auxílio para passagem aérea. 

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Para participar do programa, além de ter nascido e/ou morar no Brasil, é preciso ter diploma de graduação e histórico acadêmico com média igual ou superior a 7,01, além de comprovar proficiência em inglês por meio de testes como o da Universidade de Cambridge, IELTS, TOEFL e CEFR. Durante o período da bolsa, não é permitido receber nenhum tipo de ajuda econômica de instituições públicas ou privadas, trabalhar nem fazer estágio.

Para se candidatar, os interessados devem se inscrever no curso escolhido diretamente na universidade, uma vez que o processo de candidatura e seleção para o programa da Neoenergia ocorre simultaneamente. Os candidatos devem anexar o comprovante de inscrição no curso, cópia do RG, curriculum vitae, diploma acadêmico, histórico escolar e o certificado de proficiência em inglês ao formulário de inscrição.    

Para mais informações, acesse o edital.

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Quem deseja fazer um intercâmbio poderá conferir, no dia 19 de março, no Hotel Bugan, localizado em Boa viagem, Zona Sul do Recife, a ExpoCanada. O evento liga pessoas às instituições de ensino, emprego e oportunidade de vida no Canadá. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas através do site da feira.

A feira será realizada das 19h às 22h de forma gratuita e os participantes poderão conversar com instituições de ensino canadenses. No mesmo dia, será promovida uma palestra sobre desafios e oportunidades e uma consultoria sobre imigração; os interessados em participar dessas atividades terão que pagar taxa de até R$ 599. 

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Os que buscam fazer uma graduação, pós-graduação ou especialização terão a oportunidade de conversar diretamente com instituições de ensino superior públicas e privadas do país. Para quem só deseja obter apenas a proficiência em uma das línguas do país (inglês e francês), o evento contará com a participação de escolas que oferecem curso de idiomas, entre outros.

Para saber mais informações sobre inscrições, valores, cidades que receberão o evento, acesse o site da Expocanada. O Hotel Bugan fica na Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 4661, bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fechou, em fevereiro, um acordo com a instituição norueguesa Nord University, para graduação-sanduíche. A oportunidade é para alunos e professores que desejam ensinar, estudar ou trabalhar em projetos fora do país.

O acordo foi assinado no contexto do programa da União Europeia que financia a mobilidade acadêmica, Erasmus (European Region Action Scheme for the Mobility of University Students). Essa parceria com a Business School busca empresas ou locais que possam realizar pesquisas voltadas à inovação.

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O intercâmbio beneficiará um docente e um aluno de pós-graduação do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT) do Instituto de Geociências (IG) já no primeiro semestre de 2020.  O documento de seleção para os alunos do DPCT já foi publicado.

O selecionado irá residir em Bodo por cinco meses e terá possibilidade de trabalhar em projetos como WASP, de tecnologia marítima com propulsão a vento. Mais detalhes sobre a seleção podem ser obtidos no documento que está em inglês.

 

Passadas as festividades carnavalescas no Brasil, atividades educacionais tornam-se a a meta de muitos estudantes. Intercâmbio é uma dessas atividades. Antes da viagem dos sonhos, porém, é necessário realizar um planejamento cuidadoso e que mostre, por exemplo, se é viável trabalhar e estudar no país de origem. 

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Levantamento feito pela Belta, Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, revelou que entre os anos de 2016 e 2018, os números de brasileiros a procura de intercâmbio cresceu positivamente. A conclusão pode estar ligada ao interesse das pessoas em procurar melhores condições educacionais e profisisonais no exterior.

Segundo a pesquisa, em 2018, dentre os 18 países de maior interesse, os três destinos mais procurados são o Canadá (24,4%), Estados Unidos (EUA) (19,5%) e Reino Unido (9,9%). Já em relação aos países de língua latina, a procura se concentra na Espanha (3,5%), Argentina (2,3%) e México (1,2%). 

Josias dos Santos, pós-graduando em auditoria e controladoria, conta como foi fazer um intercâmbio durante a graduação na Universidad Del Desarrollo, no Chile. “Participar dessa experiência foi incrível e com certeza foi um divisor de águas em minha vida. O crescimento que obtive foi gigante, tanto no sentido acadêmico quanto pessoal”, relata o estudante.

Ele ainda elogia as experiências em países de língua latina. “O bom de realizar um intercâmbio em um país de língua latina é a facilidade que temos em aprender o idioma. No entanto, às vezes essa facilidade acaba se tornando uma armadilha, pois existem palavras que se escrevem da mesma forma, porém têm significado totalmente diferente. Logo, se você vai falar sem conhecer, acaba pagando alguns micos", finaliza Josias.

De acordo com a Belta, as pessoas que desejam fazer um intercâmbio para países de língua latina procuram aprender o idioma com um custo mais facilitado. A Associação ainda ressalta que nesses países há oportunidades de crescimento, além de universidades de qualidade com oportunidades de bolsas.

Cidade do México, capital do país conhecida pela barroca Catedral Metropolitana de México

Orçamentos na palma da mão

Para facilitar a vida dos estudantes, sites de intercâmbio concedem orçamentos online, mostrando desde o destino até as oportunidades que cada país oferece. O 'E-Dublin - Plataforma online' direciona os estudantes para agências de intercâmbio, concede orçamentos e dá algumas dicas para quem deseja viajar. 

Confira a seguir uma lista com uma média de preços:

Vancouver, cidade portuária do Canadá famosa também pelas produções audivisuais

Como planejar o intercâmbio?

Maura Leão, especialista em intercâmbio e presidente da Belta, concede aos interessados em viajar algumas dicas para se planejar:

Estabeleça os seus objetivos com o intercâmbio

Essa dica parece meio óbvia, porém há diversos tipos de intercâmbio e períodos de duração. Curso de idioma, graduação no exterior, curso de idioma combinado com trabalho temporário, High School, Curso profissional, entre outros. Ou seja, ter as metas traçadas com o que se pretende “colher” com o intercâmbio é bem relevante. Escreva os seus objetivos, pode ser: crescer na própria empresa e /ou trocar de emprego, aprender um idioma diferente do inglês, ter contato com outras culturas e etc. Segundo a pesquisa da Belta, 84,7% dos intercambistas tiveram como resultado do programa o aperfeiçoamento nos idiomas, seguido de conviver com outra cultura, e  ter se conhecido melhor. Ter as suas metas transparentes facilitará na escolha do melhor programa de intercâmbio.

Se planeje financeiramente

Estabeleça um período para juntar o aporte necessário para a realização do intercâmbio. Lembre-se de colocar 10% a mais do gastos planejados para imprevistos que podem ocorrer durante o trajeto. Segundo a pesquisa da Belta, 28% dos estudantes embarcaram com uma quantia entre 5 e 10 mil reais e 57,4% tem como potencial fonte financiadora a poupança própria. Logo, vale pesquisar o custo de vida do destino e mais do que isso checar o período que o “seu bolso”consegue fazer o intercâmbio.

Pesquisar é a chave do sucesso

Segundo a pesquisa da Belta, 34,9% dos intercambistas viajaram para locais que os amigos já foram. Além da opinião de colegas e familiares busque informações extras sobre o país, moeda, costumes, e etc. Vale os portais e impressos crédulos (cuidado com as fake news), às feiras de intercâmbio que acontecem durante todo o ano em vários estados brasileiros, entre outros.

Escolha uma agência segura

Quantas vezes ligamos o noticiário e nos deparamos com histórias de pessoas que foram lesadas e não embarcaram para fazerem o intercâmbio já pago. Escolher a agência certa pode ser um desafio e para facilitar aos estudantes, a Belta só certifica com o seu selo agência confiáveis em termos financeiros e éticas. Há 27 anos, a associação disponibiliza no seu site a lista das agências que têm agentes de atendimento Belta, treinados e com vivência no exterior. Acesse: www.belta.org.br

Atenção ao seguro saúde

Imagine você arcando com a viagem dos seus sonhos e acaba torcendo o tornozelo ao chegar no país escolhido, ou mesmo quebrar um braço no avião e etc. Imprevistos acontecem e por isso contratar um seguro saúde é essencial. Inclusive há países que não permitem a entrada de estudantes sem o seguro saúde. O serviço mais vendido pelas agências de intercâmbio foi o seguro saúde em 2018. Esse quesito responde por 6.715 pontos, segundo a pesquisa da Belta, seguido por assessoria de vistos e emissão de passagens aéreas.

O Banco Santander abriu 100 vagas para a edição 2020 do programa gratuito de intercâmbio Top España, que dá cursos de cultura e língua espanhola na Universidad de Salamanca, com passagens, alojamento, três refeições por dia, passeios culturais e seguro saúde para estudantes de 54 universidades. O programa não exige comprovação de conhecimento prévio do idioma e atende a estudantes de graduação e pós-graduação.

O programa terá três semanas de duração, com viagem prevista para o dia 30 de junho de 2020. Gratuitas, as inscrições devem ser feitas através do site do Top España até o dia 12 de abril.

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Serão considerados aptos a concorrer estudantes com excelência acadêmica e frequência na instituição de ensino durante todo o processo de inscrição, participação e realização do programa. Alunos em situação de vulnerabilidade social têm preferência. 

Cada instituição de ensino credenciada deverá divulgar seu próprio edital de seleção. que deve cumprir os requisitos fixados pelo banco e também pode fixar outros critérios para escolha dos bolsistas. Para mais detalhes, consulte os princípios gerais do Programa Top España

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--> Universidades italianas abrem bolsas para estrangeiros

--> Capes busca maior qualidade em programas de intercâmbio

O consórcio ICoN (Italian Culture on the Net) lançou um edital que oferece 20 bolsas de estudo parciais para o primeiro semestre de uma graduação trienal e online em língua e cultura italianas.

O ICoN reúne diversas universidades da Itália e promove o ensino do idioma do país por meio de cursos à distância, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

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Entre as instituições conveniadas estão a Universidade Ca' Foscari (Veneza), a Universidade de Bolonha, a Universidade de Roma Tor Vergata, a Universidade dos Estudos de Turim e a Universidade para Estrangeiros de Siena.

O edital prevê 10 bolsas para autoaprendizado e 10 para aulas com tutor e que reduzirão a taxa de inscrição no primeiro semestre de 600 para 300 euros e de 900 para 450 euros, respectivamente. As inscrições vão até 5 de março.

Além disso, a Universidade de Insubria, localizada na Lombardia, abriu vagas para 10 bolsas de 10 mil euros para estudantes internacionais interessados em qualquer um dos cursos de graduação trienal ou de láurea "magistral".

As aulas são ministradas em inglês ou italiano, e os candidatos têm até o meio-dia (hora italiana) de 12 de abril para se inscrever no portal da universidade.

Da Ansa

Por meio do Programa Ganhe o Mundo (PGM), ofertado pelo Governo de Pernambuco através da Secretaria de Educação e Esportes, 161 estudantes da Rede Estadual viajarão nas próximas quarta (29) e quinta-feira (30) para fazer intercâmbio no Canadá.

Os participantes do programa, que são alunos procedentes de todas as regiões de Pernambuco, serão divididos em cinco voos no decorrer dos dois dias de embarque. O primeiro embarque marcado para às 12h05 e o segundo para as 12h55 desta quarta. 

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O terceiro grupo embarca na noite da quarta-feira, com foto oficial marcada para 20h50. Na quinta-feira, o embarque será realizado em dois voos pela manhã, com fotos oficiais às 10h05 e 10h55.

 O PGM, que está na 8ª edição, já enviou em torno de 8 mil alunos da Rede Estadual para fazer intercâmbio desde que foi criado. O programa conta com dez países de destino: os de língua inglesa são Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e Reino Unido; já os de língua espanhola são Espanha, Argentina, Chile e Colômbia; além da Alemanha.

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-> Ganhe o Mundo embarca 47 estudantes nesta segunda (27)

Nesta segunda-feira (27), o segundo embarque do Programa Ganhe o Mundo (PGM) de 2020 leva 47 alunos rumo aos Estados Unidos (EUA). Durante um semestre letivo, os alunos da rede estadual de ensino de Pernambuco irão aperfeiçoar o inglês no exterior.

A estudante Thais de Souza Alves, 17 anos, é a primeira de sua família a realizar um intercâmbio e fala sobre sua expectativa em conhecer outro país. “Espero que tudo dê certo. Que seja como eu sempre sonhei e que eu consiga aprimorar mais o meu inglês, estudar mais a língua e voltar melhor”, disse aluna da Escola Técnica Estadual Alcides do Nascimento Lins, localizada em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, ao LeiaJá.

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A família de Thais conta que a conquista da vaga para o intercâmbio é motivo de orgulho para todos. Nesta segunda (27), 47 famílias de Arcoverde, Caruaru, Limoeiro, Palmares, Garanhuns, Vitória, Nazaré e outras cidades da Região Metropolitana da capital pernambucana se despedem dos estudantes no Aeroporto Internacional do Recife, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade.

Além da experiência de estudar no exterior, os jovens contam com seguro de saúde internacional, acomodações em casa de família com refeições garantidas, como também bolsa-auxílio no valor de R$ 719.

Neste ano, já foram realizados dois embarques para o país norte americano. Desde o início, o PGM já embarcou cerca de oito mil estudantes da Rede Estadual. Atualmente, o programa oferece a opção de dez países destino, sendo cinco de língua inglesa (Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra), quatro de língua espanhola (Espanha, Argentina, Chile e Colômbia) e a Alemanha.

Estão abertas as inscrições para o Türkiye Scholarships, programa de bolsas de intercâmbio que dá suporte financeiro e vagas a estudantes. Há oportunidades para graduação, mestrado, doutorado e pesquisa em 12 instituições de ensino. 

No programa de bolsas, que busca construir uma rede de futuros líderes comprometidos com a cooperação entre países e sociedades distintas, parte das oportunidades são destinadas à área de História da Ciência, em especial História Islâmica. 

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Entre os requisitos para a candidatura, estão diploma adequado ao nível de ensino desejado, alto desempenho acadêmico e o limite de idade, que deve ser de até 21 anos para bolsas de graduação, até 30 para mestrado e não deve ultrapassar os 35 anos para o doutorado. Alunos que já estudam em instituições da Turquia ou têm cidadania turca não podem participar. 

A maioria dos cursos é ministrado em inglês, mas também há opções em outras línguas. Assim, é necessário também que os candidatos demonstrem proficiência no idioma do curso desejado. As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, enviando a documentação exigida através do site do Türkiye Scholarships

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Quase 50 estudantes embarcaram para os Estados Unidos, nesta quarta-feira (8), na primeira viagem de 2020 do Programa Ganhe o Mundo (PGM), do Governo de Pernambuco. Alunos de nível médio de escolas públicas do Estado têm a oportunidade de estudar inglês durante um semestre do ano letivo em solo americano e, posteriormente, retornarão ao Brasil para finalizar os estudos.

O embarque foi realizado no Aeroporto Internacional do Recife, sob uma festa para animar os viajantes. “Hoje estou aqui, partindo para um dos melhores destinos de língua inglesa e pretendo voltar com a bagagem cheia de aprendizado”, disse o estudante Alex Bispo, de 16 anos, conforme informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Educação e Esportes (SEE).

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O cônsul geral dos Estados Unidos, John Barret, acompanhou o embarque. Na ocasião, ele garantiu que os estudantes serão bem recebidos pelos americanos. “Essa oportunidade que o Governo de Pernambuco dá para esses estudantes é ótima, um investimento que vai ficar marcado na vida de todos eles. Nós vamos recebê-los de braços abertos, dispostos a fazer essa experiência a mais marcante de todas. E é importante frisar que não só esses jovens vão aprender com os americanos; nós também vamos aprender com eles, pois os brasileiros têm muito a nos ensinar também”, destacou.

O PGM seleciona estudantes de escolas estaduais de Pernambuco para intercâmbios em países de língua inglesa e com o idioma espanhol. No exterior, durante um semestre, eles podem aprender um novo idioma e depois retornam ao Brasil para finalizar os estudos. Os alunos são selecionados por meio de provas de inglês e espanhol, bem como participam de cursos de qualificação. 

A Universidade de Westminster, em Londres, no Reino Unido, está oferecendo bolsas integrais para cursos de graduação em qualquer área do conhecimento. A bolsa Vice Chancellor se destina a estudantes internacionais vindos de países em desenvolvimento. 

As inscrições terão início em fevereiro e seguem até 29 de maio, com cursos no início de setembro. A bolsa cobre o valor do curso, os voos de ida e volta para Londres, o custo de vida e acomodação do estudante durante o curso. 

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Para concorrer, é necessário ter oferta de uma vaga de graduação full-time da Universidade de Westminster, excelência de histórico escolar e potencial de desenvolvimento e necessidade financeira. Estudantes que já tenham graduação ou mestrado no país de origem não podem concorrer às bolsas, mas alunos com graduação concluída no Brasil podem participar. 

Para concorrer às bolsas, é necessário se candidatar às vagas da universidade normalmente e, em seguida, enviar o formulário de inscrição, a carta ou e-mail de aceite da Universidade de Westminster confirmando a oferta da vaga no curso escolhido, cópia do histórico escolar do ensino médio e uma carta de recomendação escrita por um tutor anterior, professor, acadêmico ou empregador. A documentação deve ser enviada por correio para o endereço Scholarships Office University of Westminster Cavendish House 101 New Cavendish Street London W1W 6XH United Kingdom, com recebimento até 29 de maio. 

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--> Ano novo, país novo: saiba como estudar e trabalhar fora

Quem busca uma oportunidade de emprego em Québec, no Canadá, pode concorrer a vagas do programa de recrutamento internacional 'Talent Montréal'. O processo seletivo é realizado com o apoio da Cebrusa, empresa que auxilia candidatos em imigrações.

Estão sendo oferecidas vagas - cuja quantidade não foi revelada - para enfermeiros brasileiros que já tenham concluído a graduação, com no mínimo um ano de experiência na área e francês do nível intermediário ao avançado. Os interessados têm até o dia 13 de janeiro para se inscrever através do site da seleção e devem seguir algumas etapas, como preencher seu perfil, inserir o currículo em francês e enviar sua candidatura para as vagas solicitadas. Quem for selecionado deverá fazer um teste de francês online do dia 13 a 17 de janeiro.

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A Cebrusa, está oferecendo ajuda na preparação curricular. “Podemos ajudar na preparação desse candidato, mais especificamente no currículo, também dando dicas na hora da entrevista e oferecendo um intensivo no aprendizado do idioma”, diz Daniel Braun, fundador da Cebrusa, conforme informações da assessoria de imprensa da empresa.

“As áreas de enfermagem e de saúde estão crescendo no Canadá, mas ainda falta muita mão de obra especializada”, analisa Braun. “Hoje, por exemplo, a demanda está maior para as áreas de saúde infantil e para parteiras, mas no futuro isso pode mudar para gerontologia. Com o envelhecimento da população no Canadá e no Québec, a previsão é de aumento cada vez maior nessas áreas”, completa o presidente da Cebrasa segundo a sua assessoria. 

Além da Talent Montréal, outras oportunidades estão sendo oferecidas pela Tête - empresa que também atua auxiliando candidatos de intercâmbios - : cuidador de pessoas com necessidades, programadores (júnior, intermediário e sênior), técnico em redes de computadores, técnico em hardware e software, segurança digital, torneiro CNC, usinagem, soldador, sapateiro, ortopedista, mecânico de veículos pesados, eletrotécnicos, mecânico industrial e encanador, além de vagas para mestrado/doutorado em oceanografia e biologia.

Essas vagas estarão disponíveis a partir do dia 20 de janeiro no site da seleção e ainda exigem dos candidatos francês do básico ao intermediário. As entrevistas estão previstas para ocorrer de 10 a 21 de fevereiro.

As remunerações previstas para as funções não foram reveladas. Para mais informações, acesse o site do recrutamento ou entre em contato com a Cebrusa através do e-mail secretaria.fcp@cebrusa.com.br ou por meio do telefone +55 11 4420-4524. 

O ano de 2020 chegou e, com ele, a vontade de fazer algo diferente do ano passado aumenta em algumas pessoas. Entre os estudantes, muitas vezes a meta é conseguir fazer um intercâmbio e ganhar experiências fora do Brasil. Seja para estudar, trabalhar ou até mesmo unir as duas coisas, passar uma temporada no exterior é um sonho para muitos jovens. Mas para isso é necessário se programar com, pelo menos, três meses de antecedência. Pensando nisso, conversamos com duas representantes de empresas de intercâmbio do Recife, capital de Pernambuco, para saber um pouco mais sobre as opções e processos para quem quer adquirir esse aprendizado. 

Marina Motta, diretora de intercâmbio da Student Travel Bureau - STB, explica que, além dos cursos de férias, os estudantes também podem aproveitar essa estadia fora do Brasil para trabalhar de forma temporária. “Os alunos que estão na faculdade, que já tem um inglês intermediário ou avançado, e uma faixa-etária entre 18 e 28 anos, eles podem fazer experiências de três meses trabalhando em estações de ski, restaurantes, hotéis ou parques temáticos, ficando acomodados, normalmente, no alojamento dos funcionários, e trabalhando de forma legal, temporariamente, com remuneração”, afirma. 

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Segundo Marina, outra opção para os jovens é trabalhar de forma voluntária. “Um terceiro segmento são os programas de voluntários; têm opções a partir de um mês, e de até menos, duas semanas, na Ásia, nos Estados Unidos, onde eles podem fazer seja voluntário prestando serviço social, como pode fazer um estágio na área deles”, explica. 

Marina também destaca o país mais procurado por aqueles que querem viver essa experiência de trabalho temporário fora do Brasil. “As pessoas, normalmente, buscam muito os Estados Unidos, porque lá já tem sido regulamentado essas opções de programa de trabalho temporário, e pelo fato de ter o idioma inglês, que é o que as pessoas querem praticar ou já estudam aqui”.

Entre os programas disponibilizados pela STB, existe a opção de estudar e trabalhar nos Estados Unidos, onde as vagas podem ser voltadas para marketing, relações públicas, arquitetura, moda, hospitalidade, artes e tecnologia da informação. Para poder participar desse programa de estágio, que não é remunerado, além de ter o visto de estudante, o aluno precisará ter concluído com sucesso um dos cursos oferecidos pelo STB em parceria com a escola Rennert nos Estados Unidos. Além disso, é preciso ter cursado, pelo menos, quatro semanas de aula. Esse estágio deve acontecer durante o “grace period”, período de 60 dias nos quais o estudante pode permanecer nos EUA após o término do curso.

Outra opção para estudantes que querem trabalhar e estudar nos Estados Unidos são as extensões universitárias ou pós-graduações, oferecidas nas Universidades da Califórnia. Além de poderem estagiar durante o programa, após concluir pelo menos um ano letivo na UC os alunos estrangeiros podem aplicar para o OPT – benefício do visto de estudante americano para alunos estrangeiros que dá autorização para trabalhar por 12 meses após a conclusão do curso. Esta já possui uma remuneração de, em média, USD 15,00 por hora.

Ida Carla, Bacharel em Turismo e Coordenadora de Marketing no Time Brazil da SOS Stu-view Canadá, explica como se dá o processo para quem quer trabalhar e estudar no país, especificamente. “É necessário ingressar em um college (Faculdade), mas para isso já precisa ter uma boa base de inglês, mais para o avançado. Desde 2014, o governo canadense cancelou o programa de estudo de inglês mais permissão de trabalho”.

“Hoje em dia só recebe a permissão de trabalho quem vai para um college público/privado. Podendo trabalhar 20 horas semanais enquanto está nos períodos das aulas e 40 horas semanais durantes as férias do college”, completa.

A especialista detalha a diferença entre os programas públicos e pagos oferecidos pela SOS. “O público são colleges credenciados pelo governo Canadense, no qual oferecerá ao estudante o visto de trabalho após formado (PGWP - Post Graduate Work Permit). Essa é a opção ideal para quem pensa em imigrar de vez no Canadá. Esse visto pode ter validade de até três anos após a formatura do aluno. Após isso, o formando terá algumas opções de imigração conforme o governo canadense oferece”.

“Ainda sobre o college público, ele exigirá um teste de proficiência (IELTS ou TOFEL, por exemplo) e tende a ser mais caro que o college privado. A maioria dos alunos opta pelos programas de diploma, pois tem duração de 2 anos de curso”, continua.

“Já o college privado ele não exige um teste de proficiência, pode aceitar mas nem todos precisam. A maioria deles tem um teste de nivelamento interno no qual o aluno pode fazer e dependendo do nível o aluno pode optar pelo curso dentro do que está selecionado de acordo com o nível de inglês dele”, afirma Ida.

“Os preços tendem a ser mais em conta e a duração dos cursos tendem a ser inferior a dois anos. Pode trabalhar no mesmo padrão que o college público. Porém, o college privado não oferece visto de trabalho para o aluno após a conclusão do curso. Logo, o aluno tem duas opções: ou retorno ao seu país de origem ou renovar o visto e tentar aplicar para um college público se a intenção for imigrar”, finaliza. 

A Coordenadora de Marketing também alerta os estudantes para um detalhe importante: o tempo. “Nós sempre aconselhamos ao aluno aplicar para um curso com bastante tempo de antecedência. Primeiro porque as vagas são preenchidas muito rápido e segundo porque existe toda parte burocrática de aplicação de visto de estudo (que pode demorar em média oito semanas) mais a compra da passagem”.

“É importante observar também os inícios das turmas, pois existem meses específicos do ano que abrem turmas novas. Alguns cursos abrem uma vez por ano, por isso a necessidade da programação com antecedência. Outros cursos abrem turmas três vezes ao ano, como o de Business, por exemplo”, encerra.

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*Este conteúdo foi originalmente publicado no site instituicional da UNINASSAU

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