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Embarcar em um intercâmbio nos Estados Unidos é uma experiência educacional, pessoal e cultural ímpar para qualquer estudante. O país popularmente conhecido como “Terra das Oportunidades”, abre muitas portas para os intercambistas, como o desenvolvimento da proficiência no inglês, as trocas culturais com os nativos, a adição de valor ao currículo profissional, bem como a facilitação de uma possível imigração.

Contudo, por mais que esse tipo de programa seja altamente recomendado pelo repertório educacional que oferece, existem diversos mitos que podem afastar os estudantes que ainda não conhecem como realmente funciona o seu processo, entre eles, estão duvidas sobre como tirar o visto estudantil, qual o nível de fluência necessário ou mesmo sobre o que falar na hora de ser entrevistado pelo consulado. 

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Para ajudar as pessoas que sonham em realizar essa experiência, o LeiaJá conversou com o advogado da Gondim Law Corp, Marcelo Gondim, que possui experiência nos processos de emissão de green card e vistos americanos. Na entrevista, ele listou uma série de mitos e verdades sobre a realização de intercâmbio nos EUA. Confira: 

É preciso contratar um advogado para tentar o visto de estudante

Mito 

Por mais que a ajuda de um profissional seja sempre bem-vinda, segundo Marcelo Gondim, não há qualquer obrigação de que haja a contratação de um advogado para a solicitação do visto estudantil. “Não é obrigado contratar um advogado para ter um visto de estudante, na verdade é tão simples que muitos estudantes fazem diretamente com o consulado, uma vez que a escola ou universidade te dará o formulário I-20 ”, explica. 

Esse formulário nada mais do que é uma confirmação de que o estudante foi aceito por uma instituição de ensino autorizada pelo Serviço de Naturalização e Cidadania dos EUA e serve para que os estudantes solicitem um visto da Embaixada Americana Local.

Qualquer instituição pode oferecer o visto

Mito

De acordo com o advogado, é importante buscar uma instituição autorizada a realizar esse processo de admissão. “Nem todas as escolas podem oferecer um formulário I-20 para fazer visto de estudantes. É preciso buscar escolas credenciadas com o sistema Servis. Inclusive, a dica é que os estudantes pesquisem sobre quais são as escolas da região que estão cadastradas. No site do Servis também há essa informação.”

Somente ricos conseguem fazer intercâmbio

Mito

Para Marcelo Gondim, essa ideia de que apenas pessoas que possuem condições financeiras mais abastadas podem fazer intercâmbio não é verdade. Contudo, ainda assim, é preciso que o estudante tenha bastante planejamento e uma quantidade de recursos significativa para custear não só o processo de viagem para o país, bem como também a estadia no local.

“Não é só para ricos, mas se a pessoa não tem uma boa condição financeira, muitas vezes, não tem como provar que vai poder estudar nos EUA sem ter que ir atrás de trabalho. Essa insegurança enquanto aos recursos é um grande motivo para o consulado negar o visto dos estudantes” esclarece.

Estudar nos EUA pode abrir portas para um green card no futuro

Verdade

Para quem sonha em um dia residir no país, o advogado ressaltou a importância de seguir passos graduais, e segundo ele o intercâmbio é sim um caminho para se pensar na imigração definitiva, já que possibilita uma maior proficiência no idioma, uma familiarização com os hábitos nativos, bem como a conquistar de uma oportunidade de trabalho, o que seria uma ótima oportunidade para conseguir o visto permanente. 

“Estudar nos EUA pode abrir sim o caminho para o green card porque depois que a pessoa finalizar os estudos em um curso acadêmico, por exemplo, poderá realizar o Optional Practical Training, que é tipo um estágio, que autoriza ao estudantes a trabalharem no país e nesse trabalho você às vezes consegue com que a própria empresa, se quiser lhe contratar,  aplique o green card para você”, explica. 

É preciso ser fluente no inglês para tirar esse tipo de visto

Mito

Saber se comunicar bem no idioma é, sem dúvidas, um dos passos mais fundamentais para quem busca um dia realizar o intercâmbio. Porém, de acordo com Marcelo Gondim, não é preciso ter um alto nível de proficiência. “Não é preciso ser fluente em inglês para aplicar para nenhum visto de imigração, o critério da proficiência em inglês é aplicado apenas para quem busca a naturalização.”

O visto de estudante pode virar um visto de trabalho

Mito

De acordo com o especialista em imigração, não é possível fazer essa transferência. Entretanto, o estudante pode buscar oportunidades nos EUA que possam abrir possibilidade de solicitação do visto de trabalho. Confira o que diz o advogado: 

“O visto de estudante não vai virar o visto de trabalho, mas como eu falei, vai abrir o caminho para você ter um estágio e com esse estágio você pode conseguir com que o empregador ofereça uma oportunidade de emprego que te permita ficar por mais tempo nos EUA.”, informa.

Se eu tiver planos de ficar após os estudos, não devo mencionar na entrevista

Verdade

Por mais que morar nos EUA seja o sonho do intercambista, isso não pode ser mencionado durante o processo de aplicação. “Se a pessoa mencionar na entrevista que tem planos de ficar nos EUA, automaticamente vai ser negado o visto de estudante ou de turista, porque esses vistos não são para quem tem a intenção de imigrar, de ficar no país. São vistos temporários, o estudante tem que demonstrar que entrou para fazer o que tem que fazer e voltar.”

Além disso, Marcelo Gondim ainda destaca que durante a entrevista, o estudante demonstre ao consulado que possui laços e vínculos fortes com o Brasil, como a família, o emprego e outros pontos que deem a entender que ele tem o interesse de voltar para a sua terra natal. 

Existe um prazo para ficar legal no país com o visto de estudante

Verdade

Segundo o advogado, o tempo de estadia pode se estender de acordo com o vínculo com a Instituição de Ensino, porém, ainda assim, o intercambista terá o prazo para retornar ao seu país. “O visto de estudante tem um prazo de quatro anos, mas o status da sua estadia no país pode passar de quatro anos. Não existe tempo determinado, o que vai determinar é o tempo que você estiver ligado a escola e a mesma seguir mantendo o registro válido no Servis.”

Preciso ter um sponsor para estudar nos EUA

Mito

O próprio intercambista pode custear sua estadia, contudo, de acordo com Marcelo, ter um sponsor é uma opção viável. “Não é obrigatório, mas você pode ter um sponsor sim, ele deverá mostrar que tem a condição financeira de disponibilizar o valor total do curso, mais o seu custo de vida nos EUA enquanto estiver estudando. Então, pode ser um sponsor, que não precisa ser um parente, pode ser um amigo ou um empregador, que esteja disponível.”

É difícil tirar o visto de estudante

Mito

Para Marcelo Gondim, não há tantas dificuldades na solicitação do visto estudantil para os EUA, contudo, por haver muitas pessoas que utilizam desse meio para ficar de forma ilegal no país, está aumentando a rigidez para a permissão desse tipo de imigração. 

“Não é difícil em si. Mas está se tornando mais complicado de ser aprovado agora, por conta do número de pessoas usando o visto de estudante para vir para aqui definitivamente,  Então o consulado está alerta em relação a isso e está negando a viagem de bastante pessoas”, explica o advogado. 

Fazer um intercâmbio e estudar fora do país é um sonho que muitos brasileiros compartilham. O que nem todos sabem é que, embora as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam normalmente utilizadas para ingressar em instituições brasileiras, também é possível usá-las para se candidatar a uma universidade em Portugal.

Essa ação é possível desde 2014, devido a uma alteração na legislação portuguesa que permitiu que as universidades criassem processos seletivos para estrangeiros que desejam estudar no país. Atualmente, mais de 50 instituições de ensino superior portuguesas possuem convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). 

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Mas após a admissão do candidato, pode surgir uma dúvida: qual o próximo passo? Para ajudar nessa nova etapa, o Leiajá conversou com dois estudantes brasileiros que foram aprovados em instituições portuguesas. 

Higor Cerqueira, de Duque de Caxias (RJ), cursou sua graduação em Produção Cultural e mestrado em Inovação de Produtos e Processos no Instituto Politécnico de Bragança, e foi aprovado recentemente no doutorado em Mídia e Arte Digital na Universidade do Algarve.  

Higor conta que, após sua aprovação, seu primeiro passo foi dar início no processo de emissão do visto. Ele comenta que os candidatos recebem uma carta de aceite da universidade, que funciona como uma reserva de matrícula, e se trata do documento mais importante para solicitação do visto de estudo, chamado título de residência para fins de estudo. 

O carioca chama atenção para as variações e explica a diferença entre os vistos “Existe um título de residência de estudo para fins de longa duração, e existe também a estada temporária. A estada temporária é pra quem vem apenas 6 meses, pra quem vai fazer um intercâmbio. Agora o de longa duração, o título de residência, é pra quem de fato vai fazer uma graduação completa, ou um mestrado, ou um doutorado. Só nesse visto de título de residência de longa duração que as pessoas têm direito do reagrupamento familiar, o direito de trabalhar enquanto estuda, a estada temporária não assegura esses benefícios.” 

No tocante à moradia, Higor declara que muitos estudantes encontram uma residência através de grupos no facebook, onde pessoas de várias cidades de Portugal divulgam casas disponíveis para aluguel, ou até mesmo as empreas imobiliárias. No entanto, ele alerta sobre a importância do cuidado na negociação virtual, e fala de um serviço chamado Relocation, que é contratado para gerenciar esse processo.  

Higor ainda fala do projeto que desenvolveu chamado 'Estude em Portugal', que tem como objetivo identificar as necessidades, levar informações e direcionar o estudante para um local do país levando em consideração o perfil de cada um.

Já Bruna Luiza Perrenoud Chagas, de Guaratinguetá (SP), foi aprovada em Arquitetura pela Universidade de Porto, em abril deste ano. Antes disso, estudante havia sido aprovada na Universidade Estadual Paulista em Franca (Unesp) e na Universidade Presbiteriana Mackenzie, ambas em São Paulo, mas optou por seguir carreira acadêmica na faculdade portuguesa.   

 Logo após a aprovação, Bruna também iniciou o processo de visto, que é expedido pela empresa VSF Global (sigla para Visa Facilitation Services Global). Segundo Bruna, ela levou cerca de 1 mês para reunir todos os documentos que precisava, que podiam ser entregues presencialmente ou virtualmente. Entre eles, ela destacou o passaporte; o certificado de registro criminal, que deve ser apostilado para ter validade em outros países; e o seguro de viagem ou o PB4 – que é certificado que garante o direito a assistência médica em Portugal.  

Em relação ao custo dos estudos, a paulista declara que um dos motivos que a motivou a escolher a Universidade do Porto, foi a descoberta de um programa direcionado para todos os falantes da língua portuguesa, que ganham 50% de desconto nas mensalidades.

 Bruna relata que houve dificuldade em encontrar uma moradia, devido aos preços elevados. No entanto, ela conseguiu uma moradia estudantil próximo à universidade. De acordo com ela, todos os passos foram resolvidos do Brasil, com a ajuda de estudantes brasileiros que já fazem o intercâmbio e compartilham muitas dicas por meio das redes sociais.

A discente acrescenta: “Acho que vale a pena pesquisar bastante, entrar em contato com quem já está lá, pedir as dicas. Por exemplo, para minha candidatura foi preciso a nota do enem e um portfólio de arquitetura, aí nesse portfólio eu tive ajuda de duas estudantes brasileiras que já fazem arquitetura lá.”

A Comissão Fullbright no Brasil está ofertando mais de 80 bolsas de estudo através de 12 programas de Universidades dos Estados Unidos para brasileiros que possuem doutorado ou estão matriculados no doutorado no Brasil. 

Os benefícios incluem auxílio instalação, passagem, auxílio instalação, bolsa para cobrir as despesas de moradia, manutenção do visto, seguro saúde para acidentes e doenças, entre outros.

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Os programas disponíveis são: 

Doutorado Sanduíche: serão disponibilizadas 30 bolsas em todas as áreas do conhecimento para brasileiros desenvolverem parte de suas pesquisas nos EUA.  

Cátedra em Saúde Pública: bolsas para professores/pesquisadores realizarem pesquisa e ministrarem aulas na área de saúde pública na Universidade da Califórnia, em San Diego. 

Cátedra em Saúde Global: bolsas de ensino e pesquisa na área de saúde global para professores e pesquisadores, na Universidade Rutgers. 

Professor e pesquisador visitante: 10 bolsas de ensino e/ou pesquisa para professores e pesquisadores de todas as áreas, com mais de 7 anos de PHD. 

Professor e pesquisador visitante Júnior: 10 bolsas de ensino e/ou pesquisa para professores e pesquisadores de instituições de ensino, com menos de 7 anos de PHD. 

Cátedra em Pesquisa e ensino nas áreas STEM: bolsa para realizar ensino e pesquisa nas áreas de ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática na Universidade da California, Davis. 

Cátedra em Pesquisa e Ensino: bolsa para docência e pesquisa na Universidade Emory, podendo englobar áreas como humanidades; ciência; ciências sociais; artes; direito; biomedicina; saúde pública; enfermagem e administração.  

FLTA: bolsas para jovens professores de inglês/ português serem assistentes de ensino do português como segunda língua em universidades americanas. 

Cátedra em Estudos Interdisciplinares: bolsa para docência e pesquisa em Economia Agrícola na Universidade de Purdue, com abordagens interdisciplinares. 

Cátedra em Ciência de materiais e Nanoengenharia: bolsas na Universidade Rice destinadas a professores e pesquisadores com experiência comprovada, incluindo nas áreas de física e química de materiais. 

Cátedra Centro de câncer: bolsa para estudo no centro de tratamento e pesquisa do câncer M.D Anderson, na Universidade do Texas. 

Cátedra em Artes, Ciências Humanas e sociais: a oportunidade é direcionada a professores e pesquisadores com experiência comprovada, que deverão realizar pesquisa e/ou lecionar uma disciplina para pós-graduação ou graduação avançada na Universidade de Yale.  

As inscrições podem ser feitas através do site da Fullbright Brasil até o dia 1 de agosto. As informações dos requisitos para participação podem ser encontradas nos editais de cada programa.

A África do Sul é uma ótima opção para brasileiros que buscam aventura e uma rica diversidade cultural, além de um custo de vida bastante acessível. Mesmo diante do estigma dos países africanos, após a Copa do Mundo de 2010, a África passou por mudanças e isso influenciou de forma positiva na economia do país.

“A África do Sul é um destino onde você encontrará lindas praias e se você ama safari, lá tem os melhores. A moeda sul africana é inferior ao real, então compensa muito para brasileiros irem para lá por essa questão também”, explica Karen Akina, fundadora da agência Soul África.

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O país é um belo exemplo de que vida urbana e natureza podem andar lado a lado, além dos safaris e animais selvagens, a África do Sul conta com grandes metrópoles como Cidade do Cabo, Joanesburgo e Porto Elizabeth.

Vale ressaltar que, por se tratar de um país diverso, alguns brasileiros podem encontrar dificuldade de se comunicar. Ao todo, a África do Sul possui 11 dialetos oficiais. Segundo Akina, as línguas mais faladas são inglês, afrikaans, zulu e xhosa.

Visto de trabalho

Karen explica que brasileiros que desejam trabalhar no país vão precisar do visto CSWV (Critical Skills Work Visa).

É necessário destacar que para conseguir o visto, o brasileiro terá que se inscrever pessoalmente em uma embaixada ou consulado da África do Sul , não sendo necessário marcar uma consulta com antecedência.

“Você precisará preencher o formulário de inscrição em todas as suas partes com a maior precisão possível. Finalmente, você deve trazer com você uma série de documentos comprovativos que comprovem que você é elegível para este tipo de autorização de trabalho”, explica Karen Akina.

Como conseguir emprego 

“Para saber as vagas mais requisitadas, você tem que entrar no site do consulado semanalmente e consultar se alguma empresa está procurando algum cargo para critica skills, as áreas mais requisitadas costumam ser na área de engenharia, agronomia e T.I”, destaca.  

Sites como Linkedln e Bosch são meios de buscar por oportunidades de emprego e se candidatar às vagas.

Melhores cidades 

As maiores cidades são ótimas opções para quem busca uma grande variedade de emprego e de introdução a cultura local.

“As escolas de intercâmbio, a maioria está localizada na cidade de Cape Town, onde tem fácil acesso para ir para a praia, montanhas e a vida noturna é bem animada. Os trabalhos voluntários ficam localizada em torno de uma hora de Cape Town”, conta a Karen.

Adaptações e perspectivas

Segundo a fundadora da Soul África, um dos grandes problemas encontrados para os brasileiros é em relação a comida local.

“A comida sul africana é bem apimentada e a dificuldade em adaptação que [o brasileiro] terá em qualquer país; a questão do fuso horário é algo que também pode acontecer. Mas o clima da África do sul é bem parecido com o clima do Brasil a única diferença é em relação que lá venta bastante por conta das montanhas”, finaliza.

A Austrália é um dos locais mais procurados por brasileiros, tanto por sua diversidade cultural, quanto por seu clima quente e seco. Segundo pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU), ao país já foi considerada o segundo melhor lugar do mundo para se viver.

A Austrália é conhecida pela receptividade, o que proporciona aos imigrantes uma boa experiência e grandes chance de crescimento profissional, segundo o coordenador do Egali Intercâmbio, Reginaldo Acácio. “É um país que dificilmente você não vai se adaptar, conseguindo entender como ele funciona, com muita segurança, com muita tranquilidade e um acolhimento muito legal por parte dos australianos”, diz.

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Mercado de trabalho na Austrália 

Localizado na Oceania, o país é rico em fauna e flora, além de boa qualidade de vida e do atrativo salário base, ou “mínimo”, como falamos, que fica em torno de AU$ 3.090,40, o que gira em torno de R$ 10.472,31. Segundo Reginaldo, o país tem uma forte economia e, apesar de ser um dos maiores custos de vida do mundo, também conta com um dos salários mais altos.

Dados do Tranding Economics de 2021 apontaram que 4,6% da população está desempregada, uma diferença muito grande quando comparada ao Brasil, onde segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,6% dos brasileiros estão sem trabalho.

Grande parte das vagas de empregos mais procuradas e com maiores oportunidades são para áreas de cafeterias, restaurantes, hotéis, pubs e turismo. Esses empregos exigem do imigrante uma fluência no inglês menor. Se o imigrante deseja trabalhar em cargos com maiores salários é necessária uma boa fluência, além de uma boa qualificação.

Visto

O visto de trabalho, também conhecido como Working Holiday Visa, tem validade de 12 meses e permite que o trabalhador fique seis meses em cada empregador. Para solicitar o visto de trabalho é necessário ter entre 18 e 30 anos e possuir nacionalidade de países como Bélgica, Canadá, Chipre, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Coreia, Malta, Holanda, Noruega, Suíça, Taiwan e Reino Unido.

Sendo brasileiro, é possível trabalhar tendo o visto de estudante. Reginaldo explica, ainda, que o intercambista deverá buscar por vagas de emprego na cidade. “Existem diversos sites, diversos aplicativos que facilitam esse processo”, destaca o coordenador. Além dessas possibilidades, ele pontua que ter contatos e conhecer locais facilita muito o encontro das vagas.

Melhores cidades

“Eu digo que não só para Austrália, mas para qualquer destino que você vai escolher, prefira cidades mais estruturadas. Existem algumas pessoas que preferem cidades bem pequenas, porque acham que assim vão ter mais facilidade, eu discordo. Acredito que quanto mais estruturada uma cidade é, mais ela vai poder te apresentar toda aquela cultura e mais fácil você vai se adaptar”, explica Reginaldo.

Cidades como a famosa e uma das mais conhecidas Sydney, são uma boa escolha para imigrantes, além de locais como Melbourne, Brisbane Gold Coast e Perth.

Como conseguir residência permanente 

O sonho de todo imigrante é conseguir a residência permanente no país escolhido, mas é um processo longo e que vai exigir recursos, tempo e paciência de quem deseja alcançar.

Na Austrália, é possível conseguir a residência através do Programa de Imigração para Profissionais Qualificados (SkillSelect Migration Program). Ele permite que estrangeiros possam ter um visto de trabalho sem limitações e sem data para acabar a estadia.

Para ter acesso a esse programa, são necessários quatro requisitos, sendo eles: ter uma profissão que está inserida na lista de demandas publicadas pelo governo; homologar um processo de reconhecimento da sua profissão; possuir inglês avançado e atingir a nota mínima do teste do Departamento de Imigração - o teste vai avaliar o inglês, experiência de trabalho, idade, estudos na Austrália e atributos do imigrante.

Caso o imigrante se enquadre em todas essas exigências, é necessário dar entrada no Expression of Interest junto ao Departamento de Imigração australiano, através do sistema SkillSelect.

O ano de 2022 tem sido positivo para milhares de imigrantes que hoje residem nos Estados Unidos. Só no primeiro semestre de 2022, mais de 420 mil pessoas conquistaram a permissão do governo para que possam residir e trabalhar de forma permanente no país. Esse total já é mais da metade do que foi atingido em todo o ano de 2021, no qual 720 mil Green Cards, visto permanente de imigração, foram concedidos para cidadãos de outros países.

De acordo com Marcelo Gondim, advogado de imigação e membro da Associação Americana de Advogados de Imigração (AILA), se continuar neste ritmo, o ano de 2022 irá superar o ano de 2016, que teve o maior registro de Green Cards aprovados na história do país, chegando a 1.183.505 de pessoas. Entre os principais motivos para esse crescimento, está a retomada das atividades no Departamento Americano de Imigração (USCIS), que sofreu paralisações e atrasos em meio a pandemia nos anos de 2020 e 2021.

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Com a saída do presidente Donald Trump e ingresso de Joe Biden, os EUA têm adotado uma política de maior abertura para imigrantes, inclusive com o incentivo do aumento da imigração de profissionais qualificados para atuação no país, através da categoria de EB (Employment-Based). Esse tipo visto tem cerca de 140 mil green cards emitidos todo ano, contudo, a previsão é que em 2022 os números cheguem até 300 mil.

Gondim, explica um pouco sobre a iniciativa do governo. “Existe uma carência de profissionais qualificados em diversos segmentos nos EUA, inclusive em setores vitais como tecnologia, ciências, engenharia e saúde. A administração de Joe Biden vem sendo pressionada para contornar esse problema, facilitando os procedimentos de imigração para que mais gente qualificada possa se juntar ao mercado de trabalho americano, e para isso conseguiu convencer o congresso a aumentar a cota anual de green cards.”

Esse período de maior receptividade dos EUA é bastante positivo, principalmente para o Brasil que tradicionalmente registra grandes números de mão de obra imigrante “exportada” para o país. Até 2019, existiam 1,4 milhão de brasileiros residentes no país. De acordo com USCIS, o ano pré-pandemia teve o maior número de Green Cards emitidos para brasileiros, cerca de 19.825 mil.

O Governo da Nova Zelândia anunciou a antecipação de vistos para estudantes internacionais. Antes, a abertura de fronteiras estava prevista para outrbro, mas, para quem for estudar presencialmente nas instituições de ensino do país, passa a valer a partir de 31 de julho.  

O ministro da educação da Nova Zelândia, Chris Hipkins, estará no Brasil nos dias 2 e 3 de junho para reuniões com autoridades do setor, instituições de ensino e profissionais da área de educação internacional. O objetivo da visita oficial é fortalecer laços educacionais entre os países e abrir caminhos para novas parcerias que promovam a mobilidade acadêmica de estudantes e pesquisadores brasileiros e neozelandeses. 

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“A Nova Zelândia está reabrindo totalmente para estudantes internacionais e o governo está comprometido em ajudar a revigorar e fortalecer o setor”, afirma o ministro da Educação da Nova Zelândia, Chris Hipkins. 

Antes da pandemia, o setor de educação internacional era a quinta maior fonte de receitas da economia neozelandesa, com um faturamento anual estimado em torno de 5 bilhões de dólares neozelandeses, equivalente a quase 17 bilhões de reais. Com a reabertura completa das fronteiras do país, permitindo a retomada de estudantes de todos os países, o país deve rever a estratégia de longo prazo para o setor. 

“A atualização da Estratégia de Educação Internacional serve para reconhecer que estamos em um momento muito diferente de onde estávamos em 2018 e, à medida que as fronteiras reabrem, precisamos apoiar a educação internacional para voltar ainda mais forte do que antes”, aponta o ministro Chris Hipkins. 

“É hora de mostrar ao mundo que a Nova Zelândia está aberta para a educação – e damos as boas-vindas aos alunos”, finaliza Hipkins. 

Para o planejamento de estudos na Nova Zelândia, a Education New Zealand (ENZ), agência do governo para a promoção da educação internacional, conta com uma página voltada ao público brasileiro no Linkedin, além do site interativo e informativo que apresenta os cursos e as instituições neozelandesas em diferentes níveis de ensino. 

 

Os Estados Unidos são uma das maiores referênciasw econômicas, sociais e culturais do mundo, ocupando, até o final de 2020, segundo a pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), a 17º posição entre os países com o maior índice de desenvolvimento humano (IDH). Além disso, a nação possui parte das melhores universidades do mundo e é um polo de crescimento financeiro e tecnológico que abre diversas oportunidades, inclusive para imigrantes.

Com esses e outros atributos, o país é o que mais recebe brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, até o ano de 2020, mais de 1.800.00 milhão de brasileiros residiam na terra pertencente à América do Norte. Entre os principais motivos para essa alta imigração, está a busca por uma melhor qualidade de vida, as ofertas de emprego abertas no país, o desejo de ingresso em instituições de ensino renomadas e também a busca pelo aprimoramento no idioma inglês.

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Para quem também tem o sonho de viver no país, a especialista em intercâmbio e CEO da agência Eagle, Arleth Bandera, reuniu algumas dicas importantes para que o planejamento dessa transição seja realizado da melhor forma possível, levando em consideração a realidade dos EUA e os pontos mais importantes para que um imigrante brasileiro consiga sua residência com tranquilidade. Confira abaixo:

Planejamento em primeiro lugar

Para Arleth, o primeiro passo é sempre organizar um plano de viagem e de estadia no país, levando em considerações suas circunstâncias atuais, como recursos financeiros, se a pessoa tem família nos Estados Unidos ou se está indo se estabelecer sozinho no país. Isso porque dependendo da realidade, a imigração poderá ser feita a partir de diferentes fatores, como, por exemplo, a permanência por ter um parente no país ou um contrato de trabalho.

“Quando falamos em morar em outro país, o planejamento tem que ser feito com bastante antecedência. Se você tem família, é preciso mais planejamento ainda. Existem vários meios para você migrar hoje para os EUA, têm visto de investimento, visto de trabalho por habilidades especiais e os vistos para imigrantes como visto de estudante F1 e M1, ou J1. O ideal é sempre contratar um profissional qualificado para ter ajuda, de preferência que more aqui nos EUA e que conheça na prática o que é viver na terra do tio Sam” esclarece Arleth.

Vistos

Assim como em outros países, os EUA aceitam a aplicação de diferentes tipos de vistos, que fazem mais ou menos sentido de acordo com a circunstância do imigrante. Desse modo, como no tópico anterior, é preciso fazer uma pesquisa sobre quais são as opções e selecionar aquela que mais ajudará na imigração, podendo ser um visto de estudante ou de trabalho, por exemplo.

“Dependendo da intenção da pessoa, o visto será diferente. A imigração está facilitando a obtenção dos vistos de trabalho, que era extremamente difícil na era Trump, que foi eleito prometendo empregos para americanos e dificultando a contratação de estrangeiros. Hoje, é diferente. As empresas lutam para contratar pessoas, sem sucesso. No momento, tem mais vagas de trabalho abertas nos EUA do que pessoas fora do mercado de trabalho e isso ajuda muito aos estrangeiros que querem migrar para lá através do visto de trabalho", garante Arleth

Alguns dos vistos citados pela fundadora da agência Eagle são os tipos B1 e B2, que são para turismo e negócios; os vistos F1, M1 e J1, para quem desejar estudar nos EUA, além dos vistos de trabalho que são os EB2, EB3, H1B, L1, e o visto de investidor, o EB5.

Como conseguir trabalho no país

Morar nos EUA e conseguir desenvolver uma carreira de sucesso é o sonho de muitos brasileiros. Contudo, como imigrante, é muito importante ter em vista que para pisar em solo estrangeiro e concorrer a um vaga de emprego, também disputada por trabalhadores locais, é fundamental ter alguns requisitos como nível de inglês razoável para conseguir se expressar e ainda cursos que possam facilitar a conquista de um trabalho.

“O primeiro passo para quem quer trabalhar nos EUA é estudar inglês. Sem a fluência no idioma fica bem difícil alguma empresa te contratar e patrocinar seu visto de trabalho. Têm as áreas específicas que sempre ofertam vagas, como de TI, ciências, matemática, saúde, que sempre tem empresas contratando”, explica a especialista.

Para a Arleth, quem não possui uma formação específica também tem grandes chances de empregabilidade. “Para quem não tem uma qualificação, há bastante ofertas também. A pessoa pode atuar como babá, trabalhar na construção civil, serviços residenciais, em bares e cafés, entre outras possibilidades. Existe o visto EB3, por exemplo, que é direcionado a quem não tem uma escolaridade mais avançada, porém, esse tipo precisa ser patrocinado por uma empresa."

Onde morar

Na hora de escolher qual cidade e estado se estabelecer no país, é importante avaliar questões como as diferenças culturais, o clima do local, que pode ser difícil para um brasileiro, as oportunidades de trabalho abertas naquela região e outros pontos que fazem total diferença na sua qualidade de vida.

“O estilo de vida muda muito de um estado para o outro, assim como no Brasil. Por exemplo, na Flórida o custo de vida é mais barato do que na Califórnia. Em Utah, uma cidade não tão popular como outras, tem-se um dos custos de vida mais baratos em relação à escola, universidade e moradia, porém depende do perfil da pessoa que vai morar” esclarece Arleth.

Ao LeiaJá, a CEO da Eagle Intercâmbio relata que é comum os imigrantes transitarem entre estados e cidades até encontrar o local que mais atenda às suas necessidades. “Nós temos clientes que vieram para Atlanta e depois de dois meses pediram transferência para Los Angeles, porque não se adaptaram ao frio. Outros que eram de Porto Alegre foram para Flórida e não se adaptaram por causa do calor", relembra.

Como conseguir residência

A oportunidade de morar definitivamente nos EUA, sem a necessidade de renovar o visto ou se preocupar com ilegalidade, é o sonho de muitos imigrantes. Essa residência é alcançada por meio do Green Card, que é o visto responsável por conceder o direito de cidadania integral, com a autorização de viver e trabalhar de forma permanente no país. Contudo, esse benefício não é concedido com muita facilidade, sendo preciso certa estratégia para receber essa permissão do governo americano.

“O caminho até a residência é um pouco demorado. Porém, depende muito de como você conduzirá sua vinda aos EUA. Temos clientes, por exemplo, que vieram como estudante e em 12 meses fizemos seus work permit  (permissão de trabalho para estudante, em uma parte do tempo) e uma empresa que o contratou por 6 meses, patrocinando seu visto de trabalho. Com alguns vistos de trabalho depois de 2 anos você pode aplicar o Green card se tornando residente", diz a especialista em intercâmbio.

Além do caminho proporcionado pelo visto de estudante até o Green Card, Arleth indica a possibilidade do visto EB2 (habilidades), no qual uma pessoa graduada que trabalhou na sua área por cinco anos ou mais, poderá tentar obter o direito à residência no país.

Desafios de ser um imigrante no EUA

Além dos caminhos para alcançar o direito de viver nos Estados Unidos, Arleth destaca os principais desafios encontrados pelos imigrantes brasileiros. “Se a pessoa não for resiliente e não estiver aberto ao novo, vai ter mais dificuldades. O imigrante tem que vir disposto a viver a cultura americana, tudo é bem diferente do Brasil, começando pelo idioma que é diferente do nosso. Os costumes de cada estado, a comida, a maneira de se relacionar com as pessoas, é tudo bem diferente, minha dica é ter abertura ao novo, assim te garanto que será uma das melhores experiências da sua vida", finaliza Arleth.

A “terra da rainha” é com toda certeza um dos locais mais procurados por intercambistas de todos os tipos, seja por causa da rica cultura local, qualidade de vida, segurança e claro, a economia de moeda forte.

Todos estes atrativos fazem com que o cresça a procura por oportunidades no país da Rainha Elizabeth.  

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“A Inglaterra é um destino muito procurado pela variedade de atrações e pontos turísticos, além de ter fácil acesso para outros países da Europa”, destaca Rosangela dos Santos, gerente geral da Optima intercâmbio. 

A Inglaterra pode ser um país incrível para viver e crescer profissionalmente, mas existem processos quando se escolhe trabalhar na terra dos Beatles.

O LeiaJá lista os documentos, vistos, pontos negativos e quais dificuldades que os brasileiros podem encontrar para alcançar esse objetivo. 

Saber inglês 

Pode parecer até obvio, mas muitas pessoas preferem aprender a língua do país apenas quando chegam nele. Isso dificulta em muito a possibilidade de conseguir empregos na Inglaterra.  

“Infelizmente aqui no Brasil não temos uma cultura bilingue ou poliglota, a maioria dos brasileiros ainda não falam inglês. Então, é muito comum que se comece indo pra lá para estudar o inglês para depois alcaçar outro tipo de mercado”, explica o coordenador do Egali Intercâmbio, Reginaldo Ácacio.  

O inglês britânico tem certas diferenças do falado nos Estados Unidos, especialmente na pronúncia das palavras. Mas independe de qual tipo de inglês você saiba, é possível se comunicar dos dois jeitos.  

Como conseguir trabalho

Existem duas formas de trabalhar na Inglaterra: a primeira é a transferência, onde profissionais de multinacionais, por exemplo, são transferidos como uma forma de promoção e subir de cargo.

Também é possível pesquisar em aplicativos, empresas e sites especializados. Há alguns sites que auxiliam na busca por empregos, como o conhecido Linkedln, Jobmach, Monster, Total Jobs, Adzuna, GlassDoor, Reed dentre outros.  

Vistos

Segundo Rosangela, brasileiros não precisam solicitar um visto prévio para entrar na Inglaterra. O mesmo é concedido no momento da entrada no país normalmente por um período de permanência de até 6 meses. 

Ao todo, a Inglaterra conta com seis formas possíveis de visto: visto para estudante; visto de trabalho temporário (Tier 5); visto de trabalho de longa duração (Tier 2); visto de conjugue; visto de família e o visto para quem tem direito a cidadania europeia.

Para conseguir o visto de trabalho de longa duração (Tier 2), são precisas permissões, além da comprovação de emprego e inglês fluente.  

É necessário saber se o seu certificado/diploma é aceito no país ou irá precisar de uma validação internacional. Para trabalhar em cargos de maior remuneração, é fundamental um bom desempenho profissional e curricular. 

Esse tipo de visto possibilita que o profissional fique no país entre 3 e 9 anos, podendo ser renovado, desde que a empresa ou empregador comprove que não encontrou profissionais locais com atributos necessários para a vaga.  

O visto de trabalho temporário é para vagas de trabalho voluntário, profissionais da saúde, atletas, funcionário de casa diplomática, trabalhador agrícola, treinamentos ou programas de idiomas, e para estrangeiros entre 18 e 30 anos, que desejam viver e trabalhar na Inglaterra por até dois anos. Para solicitar esse tipo de visto é necessário ter conhecimento em inglês e comprovar que tem um patrocinador, além da comprovação de renda para se manter no país. 

Dependendo da categoria escolhida, a média é de 1 a 2 anos de permanência. Esse tipo de visto também permite que o trabalhador estude e leve membros da família.  

Para solicitar os vistos, tirar dúvidas e taxas a serem pagas para a emissão dos documentos, os profissionais poderão acessar o site do governo. O primeiro passo é preencher o formulário online e enviar a documentação necessária corretamente. 

Documentação

Ao chegar no consulado da Inglaterra no Brasil, o profissional deverá ter em mãos documentos obrigatórios: comprovante de agendamento impresso, recibo da taxa de visto e da taxa de serviço VAC; passaporte atualizado e válido, com ao menos 1 folha em branco, frente e verso; 2 fotografias 3×4 atuais e coloridas; formulário de solicitação online impresso, assinado e datado; formulário de autoavaliação assinado e datado; extrato bancário, com valores que provem que tem como se sustentar no país período de avaliação; comprovante de fluência no idioma; Atestado Médico (teste de tuberculose) e seguro de saúde e todos os documentos de suporte relativos à categoria de visto de sua solicitação.

Pontos negativos 

Como todo país, existem pontos a serem considerados antes de escolher a Inglaterra. Reginaldo Ácacio explica que o alto custo de vida e alto investimento são elementos a serem pensados com clareza.  

Em média o aluguel de Londres varia entre 1.600 e 2.000 libras (mais de R$ 10 mil), em comparação as cidades mais afastadas que é de 780 a 800 libras (cerca de R$ 4,9 mil). Também é possível alugar quartos no centro da cidade, ao invés de um apartamento.  

Validação do diploma é um ponto negativo, afinal demanda dinheiro e tempo. As profissionais que normalmente pedem a validação são advogados, médicos e engenheiros. 

Também é necessário entender a diferença cultural, que pode acabar sendo um problema para muitos imigrantes.

Seja pela melhor qualidade de vida, pela arquitetura e beleza das cidades ou mesmo pela facilidade do idioma em comum, que permite uma adaptação bem mais simples do que em países com línguas diferentes, migrar para Portugal é um sonho comum para muitos brasileiros. De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), atualmente são mais de 200 mil registrados em terras lusitanas.

Entretanto, por mais que o país seja um destino interessante para quem busca educação, trabalho e novas oportunidades, se apressar para tentar a vida em um território estrangeiro sem nenhum planejamento nunca é uma boa ideia. É o que diz Clarissa Liarte Sobral, sócia fundadora da Living Porto, empresa de assessoria de relocation para pessoas que desejam se estabelecer em Portugal.

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“Na ansiedade para realizar esse sonho, muitas pessoas acabam pulando etapas importantes e, quando chegam em Portugal, acabam sofrendo porque vieram sem a documentação necessária para conseguir emprego, porque não têm o dinheiro suficiente para se manter enquanto segue em busca de trabalho, entre outras dificuldades que podem causar bastante frustrações e até mesmo problemas maiores”, explica.

Em entrevista ao LeiaJá, Clarissa, que através da Living Porto já ajudou mais 300 famílias brasileiras a se estabelecerem em Portugal, conta quais passos os brasileiros devem realizar antes de decidir ir morar no país.

Planejamento

Não é nada interessante a experiência de quem vive ilegal em um país ou de quem acaba vivenciado dificuldades como a falta de recursos, moradia e até mesmo propostas enganosas de trabalho. Por isso, segundo Clarissa, o melhor caminho para quem sonha em trabalhar e estudar em Portugal é realizar um planejamento estratégico voltado para a sua realidade.

“Os primeiros passos para quem deseja migrar para Portugal é justamente obter o visto correto, organizar os recursos financeiros e realizar um planejamento desse projeto de transição como um todo. É importante que seja feito um estudo sobre qual o custo de vida do local de estadia, quais as condições financeiras do imigrante, porque pode demorar um pouco até todos os documentos estarem prontos, então é preciso ser avaliado se ele conseguirá sobreviver até o momento em que estará realmente trabalhando".

Visto

A obtenção do visto é, sem dúvida, um passo fundamental para a estadia em qualquer país. No caso de Portugal, há a possibilidade para brasileiros de passar um período de 90 dias no país, sem a necessidade de visto algum. Contudo, para as pessoas que desejam trabalhar ou estudar no país por um intervalo de tempo maior, ou mesmo morar, é necessário que seja apresentado um visto que pode ser de vários tipos.

“Se a pessoa quer vir estudar ou trabalhar, ela precisa de visto, sim, dependendo do tipo, da duração do curso, será um tipo de visto diferente. Agora se a intenção é morar, ou seja, chegar aqui e trabalhar de forma regular, agrupar família e tudo o mais, será preciso um visto de residência em específico, que pode vir através do estudo ou trabalho. Existem vários deles, são sete, que se dividem chegando a mais dez, que permitem o estudo e o trabalho em Portugal”, explica Clarissa.

De acordo com ela, é necessário avaliar quais das opções se encaixam melhor na realidade da pessoa. Há os tipos de residência que começam com a letra D, em que há a opção D1 e D3 que se refere a vistos de trabalho, no qual a pessoa precisa ter contrato de trabalho ou ao menos ter uma promessa de contrato. Também tem o visto D2, que se divide em duas vertentes, uma é para o empreendedor que tenha uma proposta de negócio interessante para abrir no país ou o visto D2 de profissional liberal que é parecido com D1 e D3.

A fundadora da Living Porto destaca a criação de um novo tipo de visto que se torna interessante em tempos de popularização do trabalho à distância. “Tem uma modalidade nova, que é o visto de nomadismo digital, que está sendo aceito positivamente no consulado e é ideal para quem trabalha no home office. Além disso, o visto D4 e D5 são para estudantes que estejam matriculados em algum curso de uma instituição portuguesa e também servem para conseguir a residência", diz Clarissa.

Avalie bem a cidade de destino

Assim como todos os outros pontos da viagem, a escolha da cidade em que se vai morar é de extrema importância. É comum, que ao pensar em Portugal, as pessoas tenham em mente de imediato a capital Lisboa e a tradicional cidade do Porto, contudo, a depender da realidade do imigrante, cogitar uma cidade menos popular ou mesmo no interior pode ser uma boa saída.

De acordo com Clarissa, não há cidade ideal para viver na terra lusitana, o que deve ser avaliado é o projeto pessoal da pessoa. “Como falei essa questão de planejamento tem que ser feita com estratégia, deve ser bem personalizada, não tem solução boa, que é boa para todo mundo. Então, qual a melhor cidade para vir para Portugal? Depende se a pessoa vem a trabalho, se não vem, qual será o tipo de atividade desempenhada, qual a idade da pessoa, em que área ela vai buscar emprego", salienta a especialista.

Para fazer a escolha do lugar, ela indica que a pessoa faça uma avaliação: "Eu indico que a pessoa estude o local, se você lida bem com o frio, quais suas necessidades, entre outras questões. Enfim, são várias cidades, eu recomendo que as pessoas fujam do clichê Porto, Lisboa e Braga, porque o custo de vida é caro, porém, é lógico, em relação ao trabalho, na capital poderá ser melhor para um emprego mais qualificado já que concentra as grandes empresas. Se não, é interessante buscar uma cidade com custo de vida mais barato.”

Entre em contato com os órgãos responsáveis

Por fim, Clarissa destaca a importância da busca por informações verdadeiras antes de qualquer tomada de decisão. Há na internet, por exemplo, diversos canais de imigrantes brasileiros em Portugal que podem servir como fonte de conhecimento. Contudo, ela realça que é fundamental buscar o apoio de órgãos e entidades oficiais para planejar uma viagem com mais segurança e ficar ciente da realidade.

“É preciso entender que para obter o visto não é preciso de assessoria, apesar de ajudar bastante, é possível sim estudar por conta própria e planejar seu próprio caminho. Minha indicação é que procurem sites oficiais, como Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o VSF Global, empresa terceirizada pelo governo de Portugal para processar o pedido de visto no Brasil, que são os melhores canais para obter informações. Porém, para conhecer o dia a dia e o lifestyle na terra, é interessante pesquisar na internet a opinião de outros imigrantes", aconselha.

O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) anunciou que irá acelerar os esforços para o processo de pedidos de imigração (green card) e de autorização de trabalho nos Estados Unidos. A redução no tempo de processos de Green Card pode beneficiar imigrantes brasileiros.  

O objetivo da agência americana é avaliar a maioria dos processos em seis meses, porém, para algumas categorias especificas, esse prazo pode ser reduzido até para duas semanas. As novas medidas, que deverão ser implementadas nas próximas semanas, irão beneficiar cerca de 9,5 milhões de pessoas que aguardam a conclusão de seus processos com o USCIS, além das novas solicitações.

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O tempo médio para análise de um pedido de imigração variava de oito a dez meses, dependendo da categoria imigratória. Contudo, devido a pandemia da covid-19 e as medidas do governo anterior, geraram um grande atraso no processamento dos casos, especialmente após o fechamento temporário dos postos de atendimento do USCIS, em 2020. A partir de então, a maioria dos solicitantes têm aguardado até dois anos para serem aprovados no processo. Os atrasos também afetaram a emissão do work permit, documento que permite que estrangeiros trabalhem legalmente nos EUA enquanto aguardam o julgamento de seus processos. 

“As medidas são muito bem-vindas e chegam em um momento crucial para o USCIS, que está atolado com milhões de casos parados. A expectativa é que eles aumentem o número de funcionários para agilizar todos os processos nos próximos meses”, comentou Marcelo Gondim, advogado de imigração sediado nos Estados Unidos. 

A maioria dos green card é permitida para imigrantes qualificados por laços familiares com cidadãos americanos, investimento ou ainda para estrangeiros que possuem uma carreira profissional de destaque no país e, em muitos casos, uma formação de nível superior. O portador do green card adquire o direito a residência permanente na América, e após cinco anos residindo no país, pode dar entrada em um pedido de cidadania americana. 

“Cada vez mais brasileiros tem conseguido o green card. Só na última década foram quase 132 mil documentos de residência emitidos para imigrantes que partiram legalmente do Brasil aos EUA, e a tendência e que esta quantidade suba ainda mais nos próximos anos graças a carência que hoje existe no mercado de trabalho americano para diversas profissões em que os brasileiros são conhecidos por sua excelência, como médicos, dentistas, engenheiros, fisioterapeutas, consultores de negocios, profissionais de TI, arquitetos, etc.” – ressaltou Marcelo Gondim, que há muitos anos tem assessorado clientes brasileiros em processos de green card para os EUA. 

O USCIS busca como oportunidade arrecadar mais fundos para o governo americano. Para cada serviço é cobrada uma taxa diferente, e existe inclusive uma taxa para processamento mais rápido chamada Premium Process, que prevê a conclusão de um pedido de green card em 15, 30 ou 45 dias, mediante pagamento de 1.500 a 2.500 dólares, dependendo do tipo de processo. 

“Quase todas as operações da imigração americana são financiadas com o dinheiro arrecadado pelos pagamentos das taxas. O governo americano certamente está expandindo as categorias elegíveis para o Premium Process com o objetivo de recuperar o prejuízo financeiro causado pela pandemia. Anualmente o USCIS arrecada 5 bilhões de dólares em taxas, mas este valor caiu para menos de 4 bilhões nos dois últimos anos” – esclareceu novamente Marcelo Gondim, que também é fundador da Gondim Law Corp, escritório de advocacia imigratória localizado na Califórnia.

A UNAMA – Universidade da Amazônia voltou a ser rota dos acadêmicos internacionais. Até o final de junho deste ano, o intercambista italiano de Relações Internacionais Pietro Thomas Riva, da Universidade Católica de Milão (UNICATT), vai estudar no campus Alcindo Cacela, no ensino equivalente ao mestrado. O estudante está recebendo apoio do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPAD) e da graduação do curso de Relações Internacionais. 

Para a reitora da UNAMA, Betânia Fidalgo, essa é uma retomada dos intercâmbios, que foi suspenso por conta das restrições da pandemia de covid-19. “Nós sempre tivemos a tradição de receber vários alunos internacionais, que vêm aqui ter uma experiência de trabalhar e estudar dentro da Universidade na Amazônia. Muito feliz em receber o Pietro, que vai desenvolver um percurso pedagógico e acadêmico importante para a formação dele e poder trazer um pouco da experiência no que já desenvolve na universidade de origem”, afirmou a gestora. 

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O estudante veio a Belém por meio de um projeto chamado Erasmus, que faz parte de um termo de cooperação entre o Brasil e as universidades europeias. Pietro já estudou outros seis meses na Inglaterra e cumpre outras disciplinas na UNAMA, para completar a etapa que garante o título de mestre.  “Eu achei que foi uma oportunidade muito grande de aprender uma outra língua, como o português, aprender com novas culturas e morar em um lugar que é muito particular, na Amazônia. É uma experiência de vida”, disse o estudante italiano. 

Segundo o orientador do acadêmico, professor Emílio Arruda, do PPAD, a UNAMA tem um convênio Erasmus direto com a Universidade Católica de Milão. “Esse estudante está em uma universidade que tem vários projetos internacionais específicos na área de desenvolvimento, relações internacionais, administração e outros. Essa é uma oportunidade de contato com outros professores que já produzem conteúdos nessa mesma linha. Também traz contribuição específica pelo contexto de onde nós moramos – no meio da região Amazônica – de discutir assuntos pesquisados no mundo”, disse o pesquisador. 

Para a Pró-Reitora de Pesquisa da UNAMA, Anna Vasconcelos, o intercâmbio é uma grande oportunidade. “Nós estamos priorizando a nossa internacionalização, tanto na graduação quanto na pós-graduação stricto sensu. Estamos aproveitando essa oportunidade em um projeto muito bom, que é o Erasmus, e concretizando a parceria. Mas a nossa intenção é expandir essas relações, mostrando aos alunos da UNAMA a possibilidade estudar na Europa ou vice-versa”, reforçou.

Por Rayanne Bulhões/Ascom UNAMA.

Dados do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), mostrando que no ano fiscal de 2021, o governo americano recebeu 5.416 petições de brasileiros solicitando os vistos EB. Um aumento de 18,1% dos 4.583.  

O visto EB, sigla em inglês para “Baseado em Empregabilidade”, é como são chamados os vistos de trabalho permanente nos Estados Unidos, popularmente conhecido como green card.

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O visto dá ao beneficiário a residência permanente no país. Diferente do visto de trabalho temporário, como o H-1B que autoriza o seu portador a ficar por um tempo determinado. 

Mesmo com o aumento de pedidos para o visto permanente, a taxa de aprovação em 2021 caiu 42,7%, resultado da pandemia da covid-19, onde órgãos imigratórios ficaram temporariamente fechados, resultado no acúmulo de solicitações não resolvidas.

Os planos de realizar intercâmbio, para alguns, foram adiados devido à pandemia do novo coronavírus. Com o início da vacinação, mesmo que de forma tardia no Brasil, e os índices de contaminação desacelerando, algumas fronteiras tornaram a abrir e o desejo de estudar fora do país voltou a ser possível.

Em entrevista ao LeiaJá, a especialista em intercâmbio e gerente da empresa do segmento Student Travel Bureau (STB), localizada no Recife, Marina Motta, ressalta alguns pontos importantes para pôr em prática no momento de organizar a viagem. “O estudante deve ficar atento às exigências do país de intercâmbio, ponto que varia, como tempo de realização do exame do RT-PCR [teste que diagnostica Covid-19], checar também os países de conexão, questão do visto e se será necessário realizar quarentena”, explica. Veja o vídeo:

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À reportagem, Marina Motta elencou os principais destinos para realizar intercâmbio ainda em 2022. Entre eles estão Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha e Itália. “O visto para o Canadá demora em torno de um mês ou um mês e meio. O país soube controlar bem a pandemia e tem uma população receptiva. Um bom lugar para quem deseja fazer uma pós, curso de inglês”, conta.

Ela ressalta que os interessados em viajar para os Estados Unidos precisam de um pouco de paciência na hora de solicitar o visto. “Para turista, o tempo para o visto é um pouco mais longo, já para quem vai como estudante, comprovando que está matriculado em uma instituição de ensino de lá, é relativamente rápido”.

Intercâmbio profissional: o que é e quais modalidades existem?

A proposta do intercâmbio profissional é atrelar a possibilidade de morar e trabalhar em outro país, no entanto, vale salientar que há oportunidades remuneradas, como também voluntárias. No caso da segunda opção, o consultor de intercâmbio, Ítalo Cunha, reforça a necessidade de uma reserva financeira para o período da experiência.

"O intercâmbio profissional traz um ganho intelectual, laboral e cultural para quem realiza. Logo, isso será um grande diferencial no currículo. A gente sabe que os últimos dois anos foram de poucos ganhos, por isso, realizar intercâmbio, mesmo que por um curto período, como duas semanas, por exemplo, requer planejamento financeiro" , ressalta.

Dentre as modalidades, ou seja, opções de intercâmbio profissional, Ítalo aponta as mais procuradas: Au Pair, Work and Travel e voluntário. "A oportunidade de Au Pair, geralmente, atrai mais as mulheres. Por meio dessa modalidade, os interessados podem trabalhar cuidando de crianças, por um período de até um ano, e morando em casas das famílias", explica. 

A modalidade 'Work and Travel' é destinada a universitários que possibilita trabalhar durante as férias. "Para quem deseja ter a experiência de intercâmbio nos Estados Unidos, o Work and Travel é uma boa opção porque é um programa regulamentado pelo governo de lá. Além disso, os intercambistas podem permanecer no país por até quatro meses", explica o consultor.

A CAPES publicou, na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União, o edital nº 10/2022 do Programa Institucional de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE). O processo de seleção interno dos doutorandos vai até 31 de março. O investimento previsto pela CAPES é de até R$81,8 milhões para financiamento de até 1.400 bolsas. Os benefícios durarão de seis a dez meses.

Cláudia Queda de Toledo, presidente da CAPES, diz que a internacionalização é fundamental para o desenvolvimento da ciência brasileira.

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“Com o PDSE, fomentamos o intercâmbio científico e qualificamos os pesquisadores do País. Esse processo fortalece a comunidade acadêmica e científica nacional”, afirma.

O PDSE tem por objetivo complementar e aumentar as possibilidades de formação ofertadas no Brasil, ampliando a colaboração com cientistas do exterior, além de contribuir para expandir a visibilidade da produção científica da comunidade acadêmica do País e fortalecer os programas de pós-graduação brasileiros.

Regras

Para participar do PDSE, o candidato deverá estar matriculado em curso de doutorado no Brasil, não possuir título de doutor, ter sido aprovado no exame de qualificação ou ter cursado o primeiro ano do doutorado, comprovar proficiência em língua estrangeira e não acumular a bolsa com benefícios para a mesma finalidade de outras agências de fomento.

Após a finalização dos estudos no exterior, o bolsista deve retornar ao País para a defesa da tese. Os programas de pós-graduação participantes do Programa Institucional de Internacionalização (PrInt) não poderão indicar bolsistas para o PDSE.

Os selecionados pelas instituições deverão se inscrever na página do Programa, de 4 abril até as 17h de 25 de abril.

As dúvidas em relação ao edital ou dificuldades técnicas deverão ser enviadas para o e-mail pdse@capes.gov.br em até dois dias antes do final das inscrições.

As pró-reitorias de pós-graduação (ou equivalentes) terão de 2  a 13 de maio, até as 17h, para homologar as candidaturas. Estas serão analisadas pela CAPES, que publicará uma relação preliminar de aprovados a partir de 22 junho.

Os candidatos não selecionados terão 10 dias corridos após a comunicação da Fundação para recorrer junto à Coordenação de Candidaturas a Bolsas e Auxílios no Exterior.

O resultado final será publicado a partir do dia 11 de julho e o início das atividades no exterior se dará entre setembro e novembro desse ano.

Com informações da Redação CCS/CAPES

Desde o seu surgimento, o novo coronavírus já infectou milhões de pessoas e ceifou a vida muitas outras, ocasionando um estado calamitoso de saúde a nível global. E, desde que foi anunciada a pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 11 de março de 2020, muitas mudanças foram impostas a fim de evitar a disseminação do vírus, como lockdown. Além disso, a educação também foi afetada, pois estudantes adentraram, abruptamente, no universo das aulas on-line e aqueles que pretendiam realizar intercâmbio tiveram de lidar com o fechamento de fronteiras.

Hoje, mais de um ano e nove meses após o início da pandemia, a vacinação avança e estão sendo aplicadas até mesmo as doses de reforço para os grupos que podem recebê-la. Em contrapartida, uma nova variante, a Ômicron, surge, e já deixa um questionamento: será seguro fazer intercâmbio em 2022 em meio à circulação dessa nova cepa? Para ajudar a entender esse cenário, a reportagem do LeiaJá conversou com a médica infectologista Silvia Lemos.

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Mesmo com o surgimento da variante Ômicron, a médica infectologista Silvia Lemos sugere que sejam mantidas as medidas de barreira contra a Covid-19 que já vinham sendo utilizadas. “Alguns países, como pode ser ver, principalmente na Europa, voltaram a ter lockdowns, voltaram a ter fechamento de suas fronteiras e voltaram a colocar as pessoas todas em alerta. Sabe-se que a Ômicron tem uma transmissibilidade maior, apesar de termos vistos, até agora, poucos casos graves. Mas existem. Já foi até reportado caso de morte no Reino Unido. Portanto, o que temos que fazer é esperar, usar, ainda, as medidas restritivas, a higienização das mãos com álcool, com água, o uso das máscaras, principalmente em ambientes fechados”.

A médica destaca, também, a importância da vacinação. “Hoje, a grande diferença que temos do início da pandemia, é a vacinação, aonde observa-se que as pessoas que estão vacinadas elas podem se reinfectar, principalmente porque a vacina nunca foi proposta para evitar a contaminação pelo coronavírus, mas fazer com que o coronavírus tenha uma forma clínica mais atenuada. Mas é aquilo que a gente sempre aprendeu: que tudo vai depender da comorbidade das pessoas, porque depende também do estado de saúde de cada um. Isso acontece até mesmo com a gripe comum. Uma gripe comum em uma pessoa com comorbidade não tem a mesma evolução clínica que teria em uma pessoa sem comorbidades, então temos que observar”, explica.

Silvia Lemos detalha, no que diz respeito às viagens, que em outros países os cuidados a serem tomados devem ser os mesmos já praticados no Brasil. “Em relação às viagens, serão feitas de acordo com as exigências de cada país. Hoje, a gente observa que tem países que estão fechados totalmente. Quando eles vão abrir seus lockdowns, nós não sabemos. E os intercâmbios vão depender dessa abertura dos países para esse tipo de atividade. Mas os que estão abertos, deve-se ter os mesmo cuidados que estamos tendo aqui, espero que as pessoas estejam usando as medidas de barreira, evitando aglomerações, usando as máscaras, usando álcool gel para higienizar as mãos e lavando as mãos. É importante que as pessoas tenham consciência que a pandemia não acabou, incorporar todos esses hábitos ao seu dia a dia como uma coisa normal, sem rejeitar o uso da máscara nem esquecer a higienização das mãos.”

Esperança em 2022

Sobre a expectativa para 2022, levando em consideração o avanço da vacinação no Brasil, o CEO da WE Intercâmbio, Zezinho Neves, espera que no próximo ano haja um aumento significativo no crescimento do segmento de turismo. “Diferente de 2020, a expectativa do crescimento no setor de turismo é de 22% em 2021, ou seja, é aguardado um aumento de 30% em 2022", disse.

"No setor de intercâmbio, sentimos uma procura muito grande de outubro para cá e esperamos um crescimento significativo em 2022, e com o avanço da vacinação e reabertura de fronteiras nossos intercambistas já começaram a viajar desde novembro deste ano”, diz ele, que conta ainda que, no momento, os destinos mais procurados de viagens são os que já tem fronteira aberta para estudantes, como Canadá, Espanha, Londres e Estados Unidos.

De acordo com Zezinho, o surgimento da Ômicron não tem interferido na busca por viagens de intercâmbio. “Algumas escolas no exterior tiveram que segurar um pouco o recebimento de estudantes até se ter um estudo mais avançado da Ômicron. Não houve cancelamento de nenhum de nossos estudantes até então, e se tiver que remarcar, as escolas sabem do momento que vivemos e nós aqui damos todos o suporte pro estudante remarcando sem custo algum”.

No entanto, as buscas para intercâmbio na África do Sul diminuíram por causa dessa nova variante. “Até paramos de oferecer o destino até termos mais segurança sobre os estudos da nova variante”, explica o CEO da WE Intercâmbio.

A vida no exterior com a variante

Brasileira residente em Portugal, a atleta de Jiu-Jitsu Raquel Ferreira vem planejando, junto ao marido, desde janeiro deste ano, seu intercâmbio para a Austrália - que será em meados de 2022. “O principal motivo pelo qual eu escolhi a Austrália, é porque lá o estudante de idiomas, no caso o inglês, pode trabalhar. E a Austrália é, na minha opinião, completamente diferente de tudo que eu já vi, é um experiência cultural muito rica, do outro lado do mundo, então assim, vai ser muito enriquecedor poder ir para esse país, além de que o meu trabalho é muito valorizado lá. A luta, o Jiu-Jitsu, é extremamente valorizado na Austrália, então provavelmente eu conseguiria trabalhar com luta, com Jiu-Jitsu lá. Então, foram essas três situações: visto de trabalho também para estudante; o clima que é melhor do que Europa em si; e o mais forte é a possibilidade de trabalhar com o Jiu-Jitsu lá também. Então foram esses motivos”, detalha.

Raquel, que atualmente está passando uns meses na Suíça, conta que, devido ao coronavírus, provavelmente terá que adiar sua viagem de intercâmbio. “Não foi só esse novo surto (Ômicron), foi toda situação da Covid, desmotivou, sim, porque é muito difícil a gente viver sem poder fazer planos. Inclusive, o meu intercâmbio é para maio, provavelmente eu vou ter que adiar o intercâmbio, não porque eu não vou conseguir embarcar, mas porque eu tinha que fazer outras coisas antes de ir para lá que eu não consegui fazer por conta da Covid. Então, a Covid em si, esse novo surto também, atrapalharam muito tudo. Não só o intercâmbio, mas tudo”, lamenta.

Mesmo empolgada, a brasileira conta que o surgimento da nova variante interferiu na sua vontade de fazer a viagem de intercâmbio. “Tirou um pouco da minha vontade, sim, de ir para a Austrália porque como eu moro hoje em Portugal é um pouco difícil essa questão de não saber o dia de amanhã, de novas regras e tudo isso acontecendo muito rápido, fugindo do nosso controle. Eu morando em Portugal, já estando lá há quase três anos, é um lugar que eu sou muito familiarizada. Então eu pensava: imagina eu do outro lado do mundo, na Austrália, um idioma completamente diferente, uma cultura completamente diferente, com um visto de estudante, como é que vai ser? Então dá um pouquinho de receio, sim. E, realmente, isso influenciou demais, a pessoa fica na verdade com medo, a verdade é essa, a palavra certa é essa. Um pouco de medo porque a gente não sabe o que é que vai acontecer e estando longe demais assim de casa se torna ainda mais difícil”.

Raquel ainda afirma que não se sente totalmente segura para a viagem, diante do surgimento da nova cepa do coronavírus. “A gente não tem mais certeza de nada. Ainda mais aqui é um pouco diferente do Brasil porque o Brasil tem as medidas de segurança, mas a gente está perto da família, é diferente quando você já não está no seu país, já não está no seu continente. Então segurança é uma palavra que, nos últimos dois anos, ela está um pouco escassa, eu acho, na vida de todo mundo, na verdade, porque a gente não sabe se vai conseguir embarcar. A Austrália está fechada, a previsão é que abra em janeiro, sendo que como, primeiramente, a cepa chega na Europa, posteriormente, nas Américas (...), Ásia a gente sabe pouca coisa, mas Austrália normalmente é o último país a sentir a cepa, até porque está tudo fechado lá desde o início da Covid. Então não tem como saber agora a realidade de agora lá porque lá é outra realidade, a realidade que eu estou vivendo inclusive aqui hoje, na Europa, não é a mesma que as pessoas estão vivendo no Brasil e que as pessoas estão vivendo na Austrália. Então não dá para ter segurança, não”, pontua.

A Coordenação de Relações Internacionais do Gabinete do Ministério da Educação (MEC) divulgou a realização do Programa de Reciprocidade para Estrangeiros Bolsa Colômbia, que está com inscrições abertas até o dia 20 de dezembro, por meio do site do Instituto de Crédito e Estudos Técnicos no Exterior (ICETEX), na aba “Beca Colombia Extranjeros 2022-1”.

O programa está com a oferta de 50 bolsas de estudo 100% pagas para cursos de especialização, mestrado, doutorado ou estudos de pesquisas, todos em nível de pós-graduação, realizados de forma presencial na Colômbia. Entre os benefícios, será oferecida uma bolsa mensal de até três salários mínimos vigentes, 425,400 pesos, concedidos para gastos com livros e materiais, plano de saúde com assistência médica e hospitalar na Colômbia, entre outros recursos.

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Para se candidatar, é preciso estar dentro de alguns critérios. São eles: ser cidadão estrangeiro, não morar ou ter começado pós-graduação na Colômbia; não ser beneficiário do mesmo programa de estudos da Colômbia ou participar do programa de estudos para estrangeiros ICETEX; deve ter uma graduação profissional e bacharel em qualquer área de conhecimento; ter uma boa saúde física e mental certificada por um médico; ter admissão definida por pelo menos um ou até três programas de pós-graduação. 

Mais informações estão acessíveis no site do Icetex.

Por Thaynara Andrade

O programa de bolsas Stipendium Hungaricum do governo húngaro, realizado no Brasil em parceria com o Ministério da Educação (MEC), recebe inscrições até o dia 15 de janeiro. Podem participar estudantes que tenham interesse em cursar graduação, especialização, mestrado e doutorado, na modalidade plena ou "sanduíche".

As inscrições devem ser realizadas na página que redirecionará para o sistema de inscrições da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

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Os estudantes de graduação e mestrado receberão bolsa mensal de 120 euros. Já os de doutorados receberão entre 390 a 500 euros por mês. Além disso, há isenção de pagamento da anuidade escolar e a acomodação gratuita, com a possibilidade do aluno optar entre alojamentos ou subsídios para arcar com a hospedagem, além de direito a seguro médico.

De acordo com o MEC, em seu site oficial, “a Hungria informa que os recursos financeiros fazem parte de um conjunto de benefícios oferecidos aos candidatos selecionados, podendo não cobrir todos os gastos dos alunos”.

No edital de convocação, disponível na página oficial do programa estão discriminados os critérios para seleção e a documentação necessária.

Com informações da assessoria de comunicação social do MEC

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Gestores da UNAMA - Universidade da Amazônia receberam em Belém, no dia 8, o Chefe de Missão Adjunto da Embaixada da República Tcheca no Brasil, Tomas Lonicek. A visita teve como objetivo o alinhamento de futuras parcerias com a universidade por meio de intercâmbios estudantis.

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Tomas Lonicek falou sobre a importância de a República Tcheca e os interesses do país serem representados em todas as partes do Brasil, por meio de um Consulado. “Encontramos o Luiz Ernane Malato, que nos deu a honra de representar a República Tcheca no Estado do Pará, abrangendo também o Estado do Amazonas”, complementou.

Tomas Lonicek afirmou que existem outros projetos de parcerias que a Embaixada está planejando junto ao Consulado, e ressaltou a relevância da área da educação e de intercâmbio científico e de estudantes entre os países. “Com a abertura do Consulado Honorário, nos próximos meses, a gente vai poder ser muito mais ativo nessa área de intercâmbios, de projetos e eventos que podemos organizar aqui no Norte”, disse.

Lonicek também afirmou que o primeiro contato com a UNAMA foi muito positivo. “Trocamos ideias sobre as possibilidades de parcerias futuras, apresentamos um consórcio de universidades tchecas que já está atuando na região da Amazônia, e possivelmente podemos falar sobre o intercâmbio de estudantes”, assinalou.

O professor Luiz Ernane Ribeiro Malato afirmou que ficou feliz com a visita de Tomas Lonicek e acredita que a aproximação entre as nações e a Amazônia é muito importante. “A Amazônia, na verdade, representa um planeta em termos de conceito, de cultura e desenvolvimento. É necessário, sim, que nações se aproximem da gente. Nós não precisamos temer aproximações de nações estrangeiras”, disse.

O professor também abordou o histórico da República Tcheca – que passou por regimes nazista e comunista – e descreveu a população do país como um povo inteligente e que deseja contribuir com a nossa cultura. Sobre a parceria, ele destacou a importância do intercâmbio cultural e a possível troca de aprendizados entre os países. “Fazer um intercâmbio cultural e científico que aproxime a modernidade, resultados positivos entre essas duas nações e que beneficie a Amazônia. Isso é o mais importante”, afirmou.

A professora Eva Franco, gestora da UNAMA, disse que o encontro é um marco para a Amazônia e um marco ainda maior para UNAMA, por significar uma aproximação com a República Tcheca, que tem projetos para a região. “A nossa universidade é uma parceira de um grande projeto que eles têm de nível cultural, envolvendo um consórcio de universidades pelo mundo, e nós tivemos o grato presente de sermos escolhidos na Amazônia”, falou.

Segundo a professora, os discentes têm muito a ganhar com a parceria, considerando que há uma troca cultural através do intercâmbio, diante de um mundo que se aproxima a partir das necessidades. “Eles também têm objetivos para melhor compreender a Amazônia, com projetos voltados para a necessidade social do nosso povo como, por exemplo, alguns projetos voltados para os ribeirinhos”, exemplificou.

O professor e pró-reitor de Ensino da UNAMA, Wagner Muniz, explicou que a parceria com o Consulado está alocada em dois cursos da Universidade – Relações Internacionais e Artes Visuais. “Nós temos muito em comum com os desejos que a República Tcheca vem evidenciar, com a possível locação de um consulado aqui em Belém. Isso nos agrada bastante porque a questão da cultura, e principalmente do intercâmbio, pode vir a ser viabilizada com a Universidade da Amazônia”, ressaltou.

Wagner Muniz afirmou que se sentem orgulhosos com o fato de a UNAMA ter sido escolhida como uma das instituições de ensino a poder futuramente assinar um convênio com a República Tcheca. “Para nós é muito importante. Nós temos um curso de Relações Internacionais, que é um dos únicos desta região, isso possibilita aos nossos alunos estágios, intercâmbios, e favorece a nossa formação. Ou seja, nós vamos ao encontro do que nós desejamos: uma educação com qualidade”, conclui.

Por Isabella Cordeiro.

 

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Na ocasião, estudantes poderão ter contato com as principais instituições de ensino da Suécia. Além disso, profisisonais de diversas áreas terão a oportunidade de realizar network com empresas suecas no Brasil, como Scania, SAAB, SKF, Autoliv e outras.

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