Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

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Toda jornada começa com o primeiro passo

Janguiê Diniz, | ter, 07/07/2020 - 12:00
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O medo do desconhecido, a insegurança de enfrentar algo novo. Por vezes, na vida, nos pegamos paralisados ou perdidos com receio de iniciar um novo empreendimento – e aqui entenda-se qualquer coisa que nos propomos a realizar, não apenas abrir uma empresa. Pode ser pela grandiosidade do projeto ou da ideia, ou pelos percalços que prevemos no caminho. No entanto, há que se ter em mente, sempre, que toda realização, qualquer que seja, só é possível quando decidimos dar o primeiro passo.

Sair do lugar pode ser incômodo. É muito mais confortável permanecermos onde nos sentimos seguros, em uma zona controlada. Imagine quantos grandes feitos no mundo deixariam de ser realizados se ninguém se propusesse a ousar, sair da zona de conforto, buscar algo diferente. E tudo isso teve um ponto de partida. Para mim, esse ponto de partida, o primeiro passo, chama-se decisão. É o momento em que você determina que irá realizar algo, seja um sonho, um propósito, ou qualquer coisa que o faça se mover do estado atual. A verdade é que a falta de ação e atitude é um dos maiores matadores de sonhos que existem.

Chegam momentos na vida em que precisamos nos lançar ao desconhecido, em uma nova aventura, algo que faz nosso coração bater mais forte. Para que essa jornada seja a menos traumática possível, é preciso também segurança. Daí a importância de traçar as estratégias que o farão chegar à concretização daquele desejo. Se, por um lado, temos que dar o primeiro passo, por outro, não podemos caminhar a esmo, sem rumo ou direcionamento. Quem tem um mapa dificilmente se perderá em sua trilha – esse mapa é o planejamento. Erros ocorrerão no processo, será necessário improvisar e desviar a rota, mas tudo isso pode ser previsto a fim de que sejam minimizados os percalços.

Em um mundo tão competitivo e hiperconectado, quem não se arrisca ou não se propõe a ir além pode acabar ficando para trás. Não dá mais para aceitar viver no mesmo status quo, manter-se na inércia, deixando a vida levar. É preciso assumir o controle do seu destino e começar uma caminhada decidida em direção aos seus desejos. Em frente é que se segue, para cima é que se cresce.

Empatia: necessidade básica

Janguiê Diniz, | ter, 30/06/2020 - 14:31
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Talvez uma das palavras mais utilizadas no contexto atual do mundo, em que uma pandemia provocou profundas mudanças em nossas rotinas e grandes prejuízos às populações, a empatia está “em alta”. O dicionário Michaelis apresenta, em sua versão on-line, as seguintes definições para a palavra: “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa”, “compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem”. Dessas duas concepções, compreende-se o porquê de se falar tanto em empatia: é uma habilidade essencial que precisamos desenvolver, em especial em um momento em que tantas pessoas estão sofrendo, pelos mais diversos motivos.

Mas como colocar a empatia em prática, sem ficar apenas no discurso? São atitudes que, na verdade, já deviam estar sendo tomadas desde o início da pandemia. O simples fato de permanecer em isolamento (para quem pode) já é empático em si: voltando a circular pela cidade, você se expõe e expõe outras pessoas à contaminação. Para quem precisa sair de casa, por qualquer motivo, tomar as precauções necessárias, como o uso da máscara, o distanciamento e a higienização das mãos, também é se importar com o próximo. Não é tão difícil.

Empatia é respeito. Minimizar os efeitos da pandemia, criticar ações restritivas de circulação ou não seguir recomendações ou determinações das autoridades se refletem nos maiores atos de desrespeito que alguém pode ter na presente situação. Não é uma “gripezinha”, não é alarmismo: é realidade. Portanto, ajamos com consciência coletiva e senso social. A irresponsabilidade de hoje pode ter reflexos devastadores no futuro do Brasil.

Mas a empatia não deve ser exclusividade do período da pandemia: é necessidade básica para a vida. Em diversas situações, precisamos nos colocar no lugar do outro, tentar enxergar o que não enxergamos buscando novos prismas. É pensar no bem comum, no que pode tornar a realidade à nossa volta melhor para todos.

No mundo inteiro, já são 9,5 milhões de casos do novo coronavírus, com quase 500 mil mortes. O Brasil ainda não controlou a situação satisfatoriamente e começa a retomar as atividades econômicas, mesmo com taxas altas de contaminação e as 55 mil mortes – apenas as registradas oficialmente. No estágio em que estamos, o olhar e, principalmente, as atitudes empáticas se mostram cada vez mais importantes. É preciso ter empatia com a dor do outro, com a necessidade de quem perdeu o emprego, com o luto das famílias que perderam parentes para a doença. Ser empático é ser humano.

A importância da liderança na pandemia

Janguiê Diniz, | ter, 23/06/2020 - 16:34
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Quando as empresas tiveram que parar suas atividades presenciais, por conta da propagação do novo coronavírus, uma grande dúvida pairava no ar: como manter os empreendimentos atuantes, sem poder reunir as equipes? A saída foi o trabalho remoto, ou home office, que se tornou uma necessidade e começa a se mostrar uma nova alternativa permanente daqui para a frente. Nesse cenário de distanciamento, o papel do líder ganhou ainda mais importância, pois é ele o responsável por controlar a equipe, mantê-la unida e motivada, mesmo sem o contato físico. É preciso saber lidar com diversos fatores.

Um levantamento da consultoria Cushman & Wakefield, que entrevistou líderes de multinacionais instaladas no Brasil, mostrou que o home office deve passar a ser adotado como modalidade definitiva para 73,8% dos entrevistados. Uma prática que veio para ficar. Cabe, portanto, ao líder/gestor a responsabilidade de se capacitar e preparar para esse contexto. Creio que o mais importante, nesse momento, é que o bom líder saiba manter a equipe motivada e focada nas metas e nos objetivos. É preciso um trabalho permanente de acompanhamento de perto de todas as atividades desenvolvidas e das entregas realizadas. Trabalhar a distância pode dar a impressão de “moleza” e relaxamento, mas isso não pode acontecer. O gestor atento pode identificar os colaboradores que apresentam desempenho abaixo do esperado e prestar mais atenção neles.

É sempre necessário ter em mente que, por enquanto, ainda estamos em uma realidade de isolamento, o que pode afetar a saúde mental das pessoas. Este é mais um ponto a que o gestor deve estar especialmente, prezando pelo bem estar de seu time. Pode ser até o caso de se pensar em atividades “extra-trabalho”, como dinâmicas, rodas de conversa ou mesmo momentos de “descompressão”, em que os funcionários possam conversar, compartilhar a experiência de trabalhar a distância e isolados, enfim, desabafar. Nunca se sabe o que se passa na cabeça das pessoas, e oferecer oportunidades de externar esses sentimentos pode contribuir no desempenho delas. Bem-estar reflete-se em produtividade.

A pandemia do coronavírus gerou diversas mudanças nas relações sociais e o home office é uma delas, que pode se tornar uma realidade definitiva para muitas empresas nos próximos anos. Os colaboradores não devem, no entanto, ser deixados “à própria sorte”, mas acompanhados ainda mais de perto por seus líderes, que devem ser exemplo, motivação e inspiração no ambiente de trabalho. Se, no trabalho presencial, a posição de gestão já era de grande responsabilidade, agora, sem a convivência diária, torna-se ainda mais vital para o sucesso de qualquer empresa.

Se o mundo muda, mudemos também

Janguiê Diniz, | seg, 15/06/2020 - 12:29
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Vem aí, o “novo normal”. Essa é uma das expressões que mais se tem ouvido ultimamente. Não sem motivo. O novo coronavírus afetou o mundo inteiro de tal maneira que revirou e alterou todas as estruturas sociais. E agora, começam as projeções para o futuro, em que, dizem estudiosos e especialistas, “nada será como antes”.

Novos hábitos, novas posturas, novos protocolos. A crise causada pela covid-19 e a própria doença, ainda sem cura, exigem de todo mundo mais consciência e farão com que enxerguemos o mundo de maneira diferente. Alguns países do mundo estão retomando as atividades econômicas e de comércio, a exemplo do Brasil, mas tudo deve ser feito com cautela e supervisão. Na Europa, por exemplo, alguns shopping centers, mesmo com a volta dos clientes, adotaram medidas restritivas de circulação, como demarcação nos corredores e espaços internos das lojas, além da limitação de ingresso de pessoas. A Nova Zelândia se destacou nesse processo de recuperação, mostrando-se um exemplo no combate ao coronavírus: por lá, as medidas de isolamento foram revogadas após o anúncio de que o vírus havia sido eliminado – apenas as fronteiras do país permanecem fechadas, para impedir a importação de novos casos.

Teremos que nos acostumar a novos hábitos: uso de máscara em locais públicos, higienização reforçada e manutenção do distanciamento são algumas delas. O brasileiro é, por natureza, afeito ao contato, ao abraço, ao beijo. Essas atitudes, certamente, serão desencorajadas ainda por certo tempo. Entendamos: com o cenário que se desenvolve, manter distância e evitar o toque pode ser uma das maiores demonstrações de afeto e cuidado. Acima de tudo, é necessário um esforço coletivo para que possamos proteger o maior número de pessoas. O país já beira a casa dos 45 mil óbitos em decorrência do coronavírus, e todos queremos que essa contagem pare de aumentar. Façamos, então, nossa parte.

Já olhando para o futuro sob o prisma econômico, o mercado tem sofrido e ainda vai sofrer profundas mudanças. Com o fechamento do comércio, muitas empresas e empreendedores foram forçados a adotar os meios digitais de venda e comunicação com o cliente. O que poderia ser um incômodo para alguns, mesmo por falta de conhecimento, é uma enorme oportunidade de desenvolvimento. A internet conecta pessoas ao redor do globo, expandindo as possibilidades de negócios. O marketing digital, nesse contexto, ganha especial importância no traçado de estratégias online. E esse será um movimento sem volta. As empresas precisam revisar seus modelos de negócio, a fim de se adaptarem à nova realidade. Os grandes eventos, que serão os últimos a poder retornar, precisarão, por enquanto, se adaptar – e já há bons exemplos de marcas e empresas que estão produzindo eventos online e com ampla participação do público. Esses eventos ainda têm tido um caráter gratuito e beneficente, mas, no futuro, porque não serem pagos, mesmo que a preços simbólicos? São novas formas que devem ser estudadas e validadas.

O mundo está passando por todas essas – e muitas outras – mudanças, mas nenhuma delas valerá se também não mudarmos nosso interior, nossas crenças e atitudes. É hora de repensarmos o modo como vivemos, nos relacionamos e consumimos. Se “nada será como antes”, é imperativo também que não sejamos – todos, pessoas físicas e jurídicas. Mesmo porque só sobreviverá a esse turbilhão de mudanças quem melhor se adaptar a elas.

Vidas importam

Janguiê Diniz, | qui, 11/06/2020 - 10:46
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Nos últimos dias, eclodiu no mundo, com foco nos Estados Unidos, um novo movimento de luta contra o racismo. O lema “Black lives matter” (“Vidas negras importam”) gerou diversos e grandes protestos após a morte de George Floyd, negro estadunidense de 46 anos que morreu após ser sufocado por quase 9 minutos no chão de uma avenida em Minneapolis por um policial. Fica a pergunta: até quando atos como este irão se repetir? Até quando iremos fazer esta irracional distinção de pessoas pela cor da pele?

O caso reacendeu conflitos raciais latentes nos Estados Unidos e motivou atos em diversos países, como o Brasil, em que se lembraram também outras vidas, como a do garoto João Pedro, morto durante uma operação policial no Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos ou no Brasil, fato é que a população negra tem sido historicamente minorizada (apesar de, aqui, representar a maioria dos cidadãos). Assim como outras parcelas também são minorizadas. Estamos em 2020 e ainda se discrimina pretos, pobres, imigrantes, LBGTQIA+, enfim, qualquer pessoa que não se “encaixe” nos padrões estabelecidos há muito tempo. Essa situação não pode perdurar.

George Floyd foi mais um exemplo de como as vidas negras ainda são menosprezadas. Por quase 9 minutos com a cara no asfalto e o joelho do policial em seu pescoço, ele gritava: “Não consigo respirar!”. Uma cena lamentável. Trazendo esse caso e o que ele revela para a realidade do empreendedorismo, minha seara, basta pensarmos em quantos donos de empresas ou profissionais em altos cargos de gestão conhecemos que são negros. Em alguns casos, é possível contar nos dedos. Se compararmos com a ocupação branca, a balança não se equilibra. E nem sempre o preconceito está nos processos seletivos de contratação de pessoal, mas vem de muito antes, da formação básica do cidadão. No Brasil, o negro, geralmente pobre, tem menos oportunidade de estudo e inclusão, o que dificulta, mais tarde, acesso a faculdades e universidade e uma consequente barreira ao desenvolvimento pessoal e profissional. É preciso que se invista maciçamente em programas que quebrem esses obstáculos e promovam, desde a base, a ascensão da população negra.

Nessa discussão, também surgem os críticos do movimento negro ou os que pregam que “todas as vidas importam”. Defender essa ideia, embora um conceito correto – afinal, nenhuma vida pode ser menos importante que outra –, retira o mérito do movimento de defesa da população negra. Se todas as vidas importam, é verdade que uma vida negra, atualmente, parece ter menos valor. E é preciso se repetir que “vidas negras importam” até que essa frase se torne realidade. Não é “mimimi”, é realidade. Triste realidade.

Pensando mais racionalmente, nenhum desses movimentos de defesa de “minorias” deveria existir, porque não deveriam ser necessários. Mas, infelizmente, são. É preciso lutar pelos direitos das mulheres, é preciso lutar pelos direitos dos LBGTQIA+, é preciso lutar pelos direitos do ser humano.

Devemos, sempre, buscar a igualdade em todos os espaços. Hoje, jogamos luz sobre o movimento negro e sua luta histórica e necessária. Amanhã, precisamos também voltar os olhos a outras parcelas da população que ainda sofrem discriminação e são preteridas. Nenhuma vida deve ser deixada de lado, nenhum grito deve ser sufocado.

Coronavírus mata; desinformação, também

Janguiê Diniz, | seg, 01/06/2020 - 13:42
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A cidade de Nova York registrou, no fim do mês de abril, um aumento de casos de intoxicação por desinfetante após uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O motivo? A fala do mandatário sugeria que a ingestão do produto poderia ajudar no tratamento e prevenção do coronavírus. Alegação, obviamente, sem nenhum fundamento mínimo. Acontece que ela impactou e influenciou cidadãos desesperados por alguma maneira de eliminar ou barrar o vírus que se prolifera a galope pelo mundo. Estes, por sua vez, nem ao menos pensaram sobre o que falara o presidente: ele não sugeriu que desinfetante fosse consumido, apenas fez uma suposição inadequada.

Esse episódio, junto com vários outros que presenciamos cada vez mais corriqueiramente, demonstram o perigo da falta de informação, ou da informação errada. Em tempos de pandemia e quarentena, informação também é arma de combate, também salva vidas. Por isso, estar atento à boa informação, prestada por canais qualificados e de reputação, se faz tão necessário. E aqui entramos, inevitavelmente, na questão das notícias falsas, ou fake news. O número de informações inverídicas que têm circulado pela internet vem crescendo substancialmente, sem freio ou controle. É muito fácil apertar dois botões do smartphone e espalhar uma notícia falsa, propositalmente ou por engano. Também é muito fácil acreditar em qualquer coisa que se ouve falar, sem refletir sobre o real sentido daquilo.

Ainda não há uma lei que criminalize a produção ou o compartilhamento de fake news no Brasil. No entanto, já há casos de uso da Lei de Contravenções Penais, de 1941, como tentativa de coibir a proliferação das notícias falsas durante a pandemia do coronavírus. O texto define pena de prisão até seis meses para quem "provocar alarme”, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto". Ainda precisamos de uma lei robusta e que puna exemplarmente os responsáveis por tais mentiras.

Necessitamos, também, e talvez com mais urgência, educar a população para não disseminar qualquer conteúdo, nem acreditar em tudo. Todo mundo tem aquela tia que vive encaminhando mensagens repletas de casos falsos. É essa população que precisa de mais informação e orientação. As fake news, em sua maioria, são detectáveis. Algo soa estranho ali. Uma busca rápida no Google pode tirar a dúvida sobre a veracidade da informação.

Estamos passando por um momento muito delicado, em que muitas pessoas estão abaladas e procuram se agarrar a qualquer fio de esperança, ou mesmo se desesperam com qualquer informação que recebem. Nessa realidade, é preciso combater as fake news com especial empenho, pois elas são tão nocivas quanto o próprio vírus.

Quarentena e planejamento financeiro

Janguiê Diniz, | qua, 20/05/2020 - 09:39
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Um debate constantemente em voga durante o período de quarentena é a questão da economia. Empregos ameaçados, ou mesmo perdidos, empresas paradas, incertezas de futuro. Nesse cenário, torna-se de suma importância – mais do que em outras épocas – o planejamento financeiro. Isso vale para pessoas, famílias, empreendedores, empresas e até governos. Já que não sabemos até quando a crise vai durar e quais serão seus efeitos reais, estar preparado se faz ainda mais importante.

Antes de tudo, é preciso dizer que a quarentena pode ser uma boa oportunidade, se pensarmos na ótica do planejamento financeiro. Muitas vezes, pela correria da vida, não paramos para organizar gastos e receitas, equilibrar as contas. Com a desaceleração das atividades comerciais, depois das medidas impostas por administrações municipais e estaduais, necessárias para diminuir a velocidade de disseminação do novo coronavírus, muitas pessoas se viram com a renda sensivelmente comprometida, quase que da noite para o dia. Analisando essa realidade, comprovamos a relevância do planejamento financeiro, algo não usual para o brasileiro. Agora, no entanto, todos se veem forçados a fazer esse planejamento, a fim de equalizar as contas de casa e das empresas. E é preciso fazer isso com muito cuidado e atenção.

Segundo especialistas, para fazer um bom planejamento de gastos, dentro da realidade de quarentena, é preciso, antes de tudo, ter informação. Para as contas domésticas, deve-se levantar todos os gastos mensais da residência – alimentação, aluguel, contas, dívidas, enfim, os gastos obrigatórios e mesmo os supérfluos. Então, é hora de avaliar o que pode ser cortado – mesmo que temporariamente. Por exemplo, compras excessivas, etc. Essa lista vai das necessidades e possibilidades de cada um.

Uma dica bem interessante que serve para qualquer momento é a chamada “regra 50-30-20”: deve-se reservar 50% do orçamento para gastos essenciais; 30% para os gastos variáveis, supérfluos e do estilo de vida; e 20% para pagar dívidas e investir. Assim, é possível equalizar melhor as finanças pessoais.

Já para empreendimentos, é preciso fazer um rol de fornecedores, contratos, dívidas e pagamentos com estrutura e pessoal. Tudo isso, na ponta do lápis, mostra um panorama da real situação da empresa. A partir daí, vem a etapa de cortes e renegociações. A diminuição de jornada de trabalho e salário foi uma opção oferecida pelo Governo Federal, que se encarrega de completar o salário do colaborador proporcionalmente ao que ele teria direito a receber como seguro-desemprego. Renegociar contratos e dívidas com fornecedores e credores também é indicado, para conseguir um fôlego a mais.

O mais importante para empreendedores: é necessário pensar nos mais diversos cenários de futuro, desde uma retomada rápida da atividade econômica até uma demora maior e estar preparado para todos eles, traçando estratégias de atuação para cada caso.

Estamos vivendo uma realidade completamente nova e ainda muito incerta. Enquanto não se tem perspectivas reais e sólidas do que os próximos meses nos reservam, precaução e antecipação são as melhores armas para sofrer menos os impactos da crise econômica. No mais, é manter a fé de que um futuro melhor virá e, tão logo isso tudo passar, voltaremos a prosperar.

Estudo e qualificação na quarentena

Janguiê Diniz, | qua, 06/05/2020 - 08:34
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Desde que foi decretada a quarentena e todos passaram a ficar em casa – ou ao menos deveriam –, o que mais vemos nas redes sociais são pessoas reclamando de estarem presas, sem contato com outros, entediadas, sem nada para fazer. O trajeto quarto-sala-cozinha virou rotina repetida exaustivamente. Esse período de reclusão, no entanto, pode – e deve – ser usado para diversas atividades que antes, pela correria do dia a dia, não eram possíveis. Uma das principais, e talvez a mais importante, é o estudo.

A quarentena deixou todo mundo com bastante tempo livre e pouca coisa para ocupá-lo. Por que não, então, utilizar esse tempo para investir em si mesmo? Buscar o estudo como forma de enriquecimento da mente e desenvolvimento pessoal é uma ótima alternativa. Basta pesquisar rapidamente que se acha diversas instituições, empresas e profissionais que estão liberando gratuitamente, durante o período de isolamento, cursos online. O Instituto Êxito de Empreendedorismo, através do site www.institutoexito.com.br possuem diversos cursos gratuitos. A Amazon, por outro lado, também disponibilizou milhares de títulos para download gratuito. Há várias outras plataformas que estão abrindo seus conteúdos e materiais para ajudar quem está dentro de casa. Essas ações são, inclusive, muito benéficas aos micro e pequenos empreendedores, profissionais informais e aqueles que perderem o emprego durante essa crise, pois terão maneiras de buscarem uma qualificação e se desenvolver.

Sempre defendi e continuarei defendendo a educação como principal e melhor forma de mobilidade social. Conhecimento é a única coisa que não podem tirar de você, sendo assim seu maior bem, mesmo que intangível. Hoje, graças à tecnologia, é possível ter acesso a uma infinidade de conteúdos, aulas online ao vivo e gravadas, minicursos, palestras, enfim, tudo para quem quer investir em si próprio. Que tal começar a desenvolver uma nova habilidade ou talento? Já pensou em buscar uma nova área de atuação? Todo profissional precisa se capacitar sempre em seu mercado, para não ficar para trás.

O isolamento social pode ser desmotivador, entediante e até mesmo depressivo, mas tudo isso some se você canaliza suas energias na direção certa. Ocupar a mente exercitando-a é uma saída muito interessante. Pense que, lá na frente, quando essa situação passar, você vai ter dado largos passos no seu desenvolvimento pessoal e profissional e absorvido conhecimentos que lhe garantirão diferencial competitivo no mercado de trabalho, que, é bom lembrar, ficará mais complicado nos próximos meses. Dessa forma, prepare-se para enfrentar os desafios que estão por vir.

A sobrevivência das micro e pequenas à crise

Janguiê Diniz, | ter, 28/04/2020 - 11:02
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O Brasil (quase) parou. Em diversas cidades, estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar as portas, como forma de evitar a disseminação do novo coronavírus. Uma medida exagerada na visão de muitos, mas avaliada como necessária pelas autoridades, seguindo inclusive exemplos de outros países. Isso somado à orientação de que as pessoas fiquem em casa tem reflexo direto na economia. Tempos difíceis estão à frente e é preciso se preparar para eles, principalmente no caso das micro e pequenas empresas.

Nesse momento em que poucas empresas permanecem realmente abertas de forma presencial, as que se viram obrigadas a fechar podem lançar mão de outros recursos para manter a atividade e, consequentemente, a entrada de capital. Isso é essencial também para manter toda uma cadeia produtiva ainda em movimento, mesmo com as paralisações. Antes de tudo, o mais importante é manter o máximo de colaboradores possível em home office, trabalhando em casa. Assim, evita-se, além da propagação do coronavírus, prejuízos futuros com o afastamento do funcionário com a doença. É preciso desenvolver um sistema de acompanhamento das demandas de cada um, para manter o ritmo, sempre motivando toda a equipe.

Para amenizar os efeitos econômicos da situação atual, é preciso antes de tudo estudar o seu próprio negócio e avaliar as possíveis alternativas. Faça dessa quarentena um período de avaliação, reflexão e possível crescimento. Pergunte-se sempre como é possível melhorar, continuar atuando, com as condições que são impostas – lembre-se: elas são temporárias e exigem um esforço extra. Produtos digitais não serão muito afetados; pelo contrário, esta é até uma oportunidade para divulgá-los ainda mais, aproveitando que as pessoas estão em casa e têm mais tempo de consumir na internet. Por falar em internet, ela será, durante a crise, a principal aliada de todo empreendedor. É possível usar os meios digitais para vender qualquer coisa, podendo ser entregue em casa. Além disso, o marketing digital se torna ainda mais valioso, pois raciona os investimentos e permite um alcance maior.

O momento é de reduzir custos – e aqui é importante saber diferenciar os custos dos investimentos. Em meio a toda essa situação preocupante, devemos aproveitar para repensarmos nossos empreendimentos. O que pode funcionar de maneira diferente, mais eficiente, rápida e que atenda o público melhor? A inovação deve ser a meta de todos, pois, com novos modelos de negócio, podemos nos diferenciar e até mesmo ter uma vantagem no futuro. Esse momento pode ser útil para identificar gaps e oportunidades para o empreendimento para, depois, retomar as atividades normais com outra mentalidade. É hora de se preparar para o que a crise do coronavírus ainda trará. Certamente não vai ser fácil, mas com planejamento e determinação, é possível atenuar os efeitos da depressão econômica.

Após a Covid-19 o mundo será outro

Janguiê Diniz, | seg, 13/04/2020 - 12:22
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Estamos passando pela maior crise que a humanidade viveu nos últimos 100 anos. Uma crise tão devastadora quanto uma Guerra Mundial, somente idealizada e preconizada em filmes de suspense e de terror. Uma guerra na qual o inimigo não é um país, mas um inimigo invisível, um vírus, que a comunidade científica chama de coronavírus. Este inimigo oculto já está impactando negativamente bilhões de pessoas em todo o planeta, infectando a população de todas as nações do mundo, causando um dos maiores problemas de saúde pública da humanidade e, por via de consequência, incrementando a maior recessão de todos os blocos econômicos dos últimos 100 anos. A crise da Covid-19 é capaz de levar à bancarrota centenas de milhares de empresas e dezenas de nações, caso não seja eficazmente combatida através de medidas preventivas, vacinas, medicamentos, ações e políticas públicas eficazes.

É importante registrar que a Covid-19, como é cientificamente chamada a doença provocada pelo coronavírus, embora não possua uma taxa de letalidade comparada à de inimigos similares de outrora, como a gripe espanhola, é detentora de uma substanciosa capacidade de multiplicação e de uma imensa velocidade de contaminação, extremamente superior à de inimigos pretéritos conhecidos pela humanidade. Ela está atingindo, principalmente, a população mais idosa, aquela superior a 60 anos e considerada grupo de risco, além dos possuidores de comorbidades graves como diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, câncer, doenças respiratórias, dentre outras. A Covid-19 tem feito com que as nações mais poderosas do mundo, como os Estados Unidos, a França, a Inglaterra, a Alemanha, o Japão, etc., se curvem à sua nocividade e implementem  uma paralisação, quase que integral, de suas atividades, salvo atividades essenciais,  o chamado lockdown ou shutdown horizontal, causando uma assustadora crise econômica das mais nefastas para toda  a humanidade.

Entretanto, o isolamento horizontal, remédio que está sendo utilizado para combater o vírus, embora extremamente necessário, não conseguirá derrotar o inimigo invisível, mas apenas postergar a contaminação e ganhar tempo para que a ciência consiga achar  um medicamento eficaz de cura e também  uma vacina para evitar a  contaminação maciça da população. No entanto, se este remédio for utilizado por muito tempo, o efeito colateral dele poderá causar muito mais mortes que o próprio vírus, só que “mortes invisíveis”, causadas  por outro vírus, o vírus da miséria e  da fome,  pois implementará o caos econômico acarretando danos irreversíveis ao país e a sua população, já que levará a falência incontáveis empresas, milhões de profissionais liberais e trabalhadores informais,  e será extremamente “devastador,” talvez muito pior que a própria patologia.

Nesse sentido, afirmamos que o coronavírus veio ao mundo para conviver com a humanidade, mostrando aos seres humanos a sua insignificância nesta infinita Via Láctea.  Ele veio para mostrar que somos seres únicos, mas que fomos feitos para viver coletivamente, já que o mundo não é uma ilha.  Ele veio para mostrar que os seres humanos são gente e para serem gente, dependem de gente.  Para mostrar que somos o que somos porque somos todos nós, já que qualquer pessoa precisa de outras para ser ela mesma. Que um simples ser humano, infectado pelo vírus, produz um “efeito borboleta” capaz de afetar todos os quase oito bilhões de seres humanos em todos os países do mundo. Para lembrar aos seres humanos que, na oração que Jesus nos ensinou, ele diz que o Pai é nosso, e não meu; que o pão é nosso, e não meu; quando pede livramento, ele diz “livrai-nos”, e não “livrai-me”. E diz que “venha a nós o teu reino”, e não “a mim”. Veio para mostrar que o planeta Terra não será o mesmo após esta pandemia, em todos os setores, e que “nós” é realmente uma mensagem que precisa estar, não só na boca do ser humano, mas dentro de todos os nossos corações.

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