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Devido à pandemia do novo coronavírus, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém teve a sua temporada deste ano cancelada. De acordo com a organização, a peça não será realizada para preservar a saúde das pessoas. Em um comunicado, o projeto foi remarcado para acontecer de 27 de março a 3 de abril de 2021. Quem comprou o ingresso para a edição de 2020 vai poder usá-lo no ano que vem.

Exibido há 53 anos, o espetáculo reúne um público gigantesco em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. Para este ano estavam escalados no elenco Caco Ciocler (Jesus), Christine Fernandes (Maria), Edson Celulari (Herodes), Juliana Knust (Maria Madalena), Sérgio Marone (Pilatos) e Thaynara OG (Herodíades).

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Confira a nota:

Comunicamos ao nosso querido e grande público que decidimos não realizar a temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém neste ano. Produzidas durante a Semana Santa há 53 anos, de forma ininterrupta, as apresentações do megaespetáculo em 2020 haviam sido reprogramadas para o período de 2 a 7 do próximo mês de setembro.

Tal decisão foi tomada tendo em vista a responsabilidade da Sociedade Teatral de Fazenda Nova na adoção de medidas para reduzir riscos de contágio e para preservar a saúde e a vida das pessoas. No entanto, diante da conjuntura socioeconômica gerada pelos cenários de enfrentamento da pandemia e tendo em vista as incertezas, tanto sobre a duração do processo de evolução da Covid-19, como sobre os seus efeitos sobre a saúde e sobre a economia da população, consideramos ser prudente não realizar a temporada em 2020.

Comunicamos, ainda, que os ingressos que tenham sido adquiridos para a temporada deste ano continuam válidos e poderão ser utilizados em qualquer um dos dias da temporada 2021, a qual será realizada, normalmente, de 27 de março a 3 de abril do próximo ano. Se precisar, entre em contato conosco pelo telefone (81) 3732-1129 ou pelo e-mail.

Após ter sido considerada um dos epicentros da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Nova Iorque começa a retomar algumas atividades comerciais. Os musicais e espetáculos da Broadway, famosos por suas produções deslumbrantes e luxuosas, no entanto, vão permanecer suspensos. A nova estimativa para retorno dos artistas ao palco, e do público às platéias, é janeiro de 2021. 

A Broadway fechou seus teatros no dia 12 de março e, de lá para cá, já ensaiou várias retomadas. Diversas datas foram divulgadas como sendo a do retorno dos espetáculos: 13 de abril; depois, 7 de junho; e então, 7 de setembro. Porém, a liga de proprietários de teatros locais, Broadway League, finalmente chegou a um consenso decidindo adiar a reabertura definitivamente para o próximo ano, no dia 3 de janeiro. 

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A notícia foi compartilhada através do Entertainment Weekly. "A alquimia criada por mil estranhos se juntando para formar uma única plateia, provendo combustível para cada artista no palco e nos bastidores, só será possível quando a Broadway puder lotar os seus teatros novamente", explicou Thomas Schumacher, um dos comandantes da Broadway League.

A atriz e humorista Livia La Gatto tem garantido momentos hilários na internet, apostando na crítica social bem humorada. Além de sua personagem Consuelo, “conselheira profissional”, ela também tem se jogado nas paródias e já conquistou mais de 40 mil seguidores no Instagram, sem contar as milhares de visualizações no Facebook. 

Na página Consuelo #dicaboa, a personagem argentina de Livia se empenha em aconselhar  “almas perdidas”. Entre as dicas estão como “ajudar um fugitivo a fugir”, “como ser ministro da saúde”, e “como ser presidente e fazer interpretação de texto”. Os vídeos abusam do bom humor e da crítica social em relação ao atual cenário político do Brasil.

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As paródias também são usadas pela humorista para abordar assuntos e polêmicas do meio político. Nas suas redes sociais, ela canta “E daí, quer que eu faça o que?”; e “Nuvem de gafanhoto”, por exemplo. Nessa última, a atriz cantarola que nem as pragas do Egito se interessam pelo Brasil por conta do presidente do país: “Me ensina a esquecer que a nossa pandemia é de milico ladrão”. 

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"Hamilton" chega à plataforma Disney+ com sua inovadora mistura de hip-hop, rap e um elenco multiétnico para contar a história da fundação dos Estados Unidos, em um momento de profunda reflexão sobre o racismo no país.

Uma versão filmada do aclamado show da Broadway estará disponível para assinantes do serviço de streaming a partir de 3 de julho.

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Com os cinemas fechados devido à pandemia, o filme oferece a oportunidade de ver o show original, que ganhou 11 prêmios Tony e já arrecadou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo.

Seu criador Lin-Manuel Miranda destacou a empolgação que a influência do musical produziu nos protestos nacionais que se seguiram à morte no mês passado de George Floyd, um americano negro, nas mãos de um policial branco.

"Quando vejo uma faixa em um protesto de rua que diz 'A história está voltada para você' ou 'Amanhã haverá mais de nós', eu sei que a linguagem do programa se conecta de uma maneira que me faz sentir incrivelmente orgulhoso", disse Miranda em uma coletiva de imprensa virtual, referindo-se a duas das músicas do programa.

O musical conta a história de Alexander Hamilton e dos outros fundadores dos Estados Unidos através de uma lente moderna, de um país multiétnico, onde rap, blues, jazz e hip-hop se misturam com a música tradicional.

Legado do racismo

Desde sua estreia na Broadway, produções foram realizadas em todo o país e no exterior, principalmente realizadas por atores não brancos. Para Renée Elise Goldsberry, membro do elenco original, essa diversidade e a mensagem da peça, arriscar tudo por uma causa justa, chega em um momento que não poderia ser mais oportuno.

"A diversidade deste país pode ser reivindicada por todas as pessoas que o criaram, que é uma das muitas coisas que esse show celebra e acho que é muito necessário neste momento", disse Goldsberry, que interpretou Angelica Schuyler, cunhada de Hamilton.

No início de maio, a Disney decidiu adiar o lançamento do filme por mais de um ano para preencher uma lacuna de programação deixada pelo coronavírus.

Sua estreia também acontece no momento em que estátuas e monumentos históricos estão sendo removidas ou derrubadas em todo o país, enquanto os americanos enfrentam o legado do racismo.

Okieriete Onaodowan, também do elenco, ficou emocionada ao "ver como isso afeta a juventude negra hoje". "Os jovens que estão por aí, chateados e com raiva podem ver isso e perceber que podem drenar suas energias através da escrita, desafiando pessoas que estão dizendo coisas que você não gosta de ouvir, como Hamilton fez".

Experiência própria

Desde a estreia em janeiro de 2015, "Hamilton" se tornou muito popular, entre elogios nas mídias sociais e celebridades como a família do ex-presidente Barack Obama.

A então primeira-dama Michelle Obama chamou de "a melhor obra de arte que eu já vi na vida".

Seu imenso sucesso fez com que os preços dos ingressos subissem rapidamente, com tickets revendidos a milhares de dólares.

"Sempre dissemos que queríamos democratizar" o acesso do público à peça, disse Miranda sobre o filme. "As pessoas não podiam pagar a entrada", acrescentou Daveed Diggs, que interpretou o Marquês de Lafayette e Thomas Jefferson.

"Estávamos, como empresa e como entidade, em constante batalha com o mercado de revenda".

O diretor Thomas Kiel filmou a peça em três dias em junho de 2016. O filme combina duas apresentações ao vivo - nas quais as câmeras foram colocadas entre e acima da plateia da Broadway - com outra feita a portas fechadas, nas quais "fomos capazes de subir ao palco com a câmera fixa ou uma em uma grua "para uma maior sensação de proximidade.

"Não se trata apenas de assistir ao show", disse Kiel. "Esta é uma experiência própria".

Assim como tantos outros grupos culturais e artistas, o João Teimoso, grupo de teatro pernambucano com duas décadas de atividades, resolveu migrar para a internet em virtude da pandemia do novo coronavírus. Impossibilitado de realizar seus projetos de forma presencial, por conta das normas de segurança, o grupo preparou um cronograma de ações virtuais para dar continuidade ao seu trabalho. 

A quarentena colocou uma pausa em atividades como os cursos de formação do João Teimoso, Sarau das Artes e apresentações teatrais, como a temporada do espetáculo Retratos de Chumbo, As Rosas que Enfrentaram os Canhões  que estava em temporada no Teatro Fernando Santa Cruz. 

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Sendo assim, o grupo criou um calendário com uma programação online para dar vazão a seus projetos. Nas segundas-feiras acontecem conversas e debates sobre os Anos de Chumbo da Ditadura Militar e o processo de construção da peça Retratos de Chumbo, As Rosas que Enfrentaram os Canhões, na página @retratosdechumbo Às quartas-feiras, será o dia das conversas sobre arte em geral, técnica, mercado de trabalho e formação,  pela página @grupojoaoteimoso. Já nas sextas-feiras, é a vez de conversar sobre difusão cultural nas artes em geral na página @sarau.dasartes. Os encontros começam às 20h, com convidados e membros do grupo. 

Para ajudar nesta empreitada de produções virtuais, o Grupo João Teimoso, criou uma vakinha on-line para cobrir suas despesas e adquirir o equipamento para as produções.

O projeto Teatro Vivo vai levar para a internet montagens teatrais de cinco diferentes artistas. Com transmissão gratuita, os espetáculos serão exibidos diretamente da residência dos atores. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso ao teatro, ainda que de forma virtual, em virtude da pandemia do novo coronavírus.

O projeto, promovido pela Vivo, vai disponibilizar, de maneira gratuita, cinco monólogos. O primeiro será o O Homem de Lata, escrito e protagonizado pelo ator Mouhamed Harfouch em parceria com Moisés Liporage, com direção de João Fonseca. A apresentação será neste sábado (20), às 20h, no @vivo.cultura. 

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Interessados em assistir ao espetáculo deverão solicitar os ingressos virtuais através do @vivo.cultura. Os convites serão liberados semanalmente e divulgados através do canal. Clientes da operadora terão uma cota reservada de acesso às montagens. Na programação, estão ainda os espetáculos Pessoa; Louca de amor, quase surtada; Os malefícios do fumo; e Meu abajur de injeção. As apresentações serão sempre aos sábados, às 20h. 

O Grupo Experimental vai transformar seu site oficial em um espaço de espetáculos com o projeto #experimentalemcartaz. A partir desta quinta (18), o público terá acesso às montagens do repertório da companhia, de forma online, como uma estratégia de driblar a impossibilidade de se apresentar presencialmente por conta da pandemia do novo coronavírus. O primeiro espetáculo disponibilizado será Pontilhados – Intervenções Humanas em Ambientes Urbanos, de 2018.

O objetivo do projeto é manter uma forma de continuar levando os trabalhos da companhia ao público. O #experimentalemcena surge também como estratégia de manutenção do grupo, através das colaborações espontâneas por parte da audiência. As contribuições poderão ser feitas  a partir de transferências via PicPay, PagSeguro, e via transferência bancária.

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A primeira obra a entrar em cartaz é o espetáculo Pontilhados – Intervenções Humanas em Ambientes Urbanos, uma montagem do ano de 2018. Nesta montagem, apresentada nas ruas de Porto Alegre, o público foi convidado a um passeio pela cidade através da dança. Ao longo do mês, o grupo vai disponibilizar a programação completa do projeto  nas suas redes.

Desde que foi lançada há quatro anos, a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a Rainha do Céu gera discussão. Muitas pessoas acham que o espetáculo é uma afronta à religiosidade, já outras asseguram que o projeto é libertador e necessário para ser debatido. Pensando nisso, a produção vai exibir a história de Jesus travesti na internet.

No próximo dia 11, feriado de Corpus Christi, o monólogo protagonizado pela atriz trans Renata Carvalho estará disponível no YouTube, segundo informações do jornal O Dia. Em julho de 2018, a peça foi vetada da grade de programação do Festival de Inverno de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Na época, Renata declarou com exclusividade ao LeiaJá que ficou decepcionada. "Eu vejo isso com tristeza. É um ato de censura", disse.

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"A peça vem sendo atacada desde que estreou em agosto de 2016. Tudo isso porque Jesus pode ser a imagem e semelhança de todo mundo, menos de nós, de pessoas trans", completou. Embora o espetáculo tenha sofrido retaliações em diversas cidades, Renata Carvalho afirmou: "Não vão nos calar. Já nos calaram durante décadas. Nossa voz é muito maior. O levante do bem é bem mais gigante do que o do mau. Nós temos muito mais pessoas ao nosso favor do que nos atacando".

A plataforma de streaming Spcine Play traz um alívio para os amantes do teatro neste período de isolamento social. Até 20 de agosto, sete peças que fizeram parte da 6ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) estarão disponíveis para serem vistas de modo gratuito pelo canal digital. Os novos títulos estão acessíveis desde a última segunda-feira (26).

Inseridas no novo catálogo da Spcine Play estão "Vestígios" (São Paulo, 2012) de Marta Soares, "Altíssimo" (Recife, 2017) do diretor Pedro Vilela e "Colônia" (Rio de Janeiro, 2017), dirigida por Vinicius Arneiro. Entre as produções elaboradas em conjunto com companhias de teatro, estão disponíveis a peça franco-brasileira "A Boba" (2018) de Wagner Scharwtz com a Corpo Rastreado e a MITsptz, "Cria" (Rio de Janeiro, 2017) da Cia. Suave, "Manifesto Transpofágico" (São Paulo, 2012) de Luiz Fernando Marques, que une o Risco Festival, a Corpo Rastreado e a MITsp, além da obra "Protocolo Elefante" (Florianópolis, 2016) do Grupo Cena 11 Cia. de Dança.

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Junto às novidades teatrais, o conteúdo da plataforma Spcine Play dispõe 230 com filmes, séries, shows, espetáculos, entrevistas, palestras e performances para assistir de modo gratuito até o fim de 2020. A programação está disponível em todas as regiões do Brasil e não requer realização de assinatura. Para conferir, basta clicar www.spcineplay.com.br e acessar o catálogo e as sinopses de todas as obras.

O espetáculo Aladim, o musical Recife vai ganhar as frequências da internet nesta segunda (25). A montagem pernambucana será transmitida pelo Youtube, no canal da produtora Nível 241, às 20h. O objetivo é alcançar o público que não teve oportunidade de assistir ao show nos teatros. 

O espetáculo passou por palcos do recife e Maceió, com um enredo baseado no conto clássico Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, de Antoine Galland adaptado aos costumes do Nordeste. Para a transmissão desta segunda (25), a produtora Nível 241 promete uma surpresa aos espectadores, com uma novidade que será revelada ao fim da transmissão.  

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A Escola Pernambucana de Circo (EPC) encontrou uma forma de retomar parte de suas atividades e, ainda, ensinar à população sobre as formas de prevenção ao coronavírus de forma divertida. O projeto Circo em Frente de Casa vai promover apresentações em bairros da Zona Norte do Recife, através de doações arrecadadas na plataforma Benfeitoria.

Com as atividades regulares suspensas por conta da pandemia, a EPC espera visitar 30 comunidades da Zona Norte levando diversão e conscientização. A ideia é apresentar esquetes bem humoradas sobre as medidas preventivas ao coronavírus para os moradores, que poderão acompanhar tudo pelas janelas de suas casas. 

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As apresentações serão feitas por duplas de palhaços, paramentadas e utilizando os equipamentos de proteção individual. Além do espetáculo com números circenses, os artistas vão distribuir kits de higiene e limpeza para as comunidades. Para colaborar com a ação, basta acessar o link da Benfeitoria.

Os palhaços da associação Doutores da Alegria são conhecidos pelo tratamento de “besteirologia” que, há 28 anos, é aplicado em hospitais de todo o país. Agora, com a pandemia do novo coronavírus, as equipes também precisaram se afastar do seu ofício por conta da necessidade de se fazer o isolamento social. Os doutores, então, fizeram adaptações ao seu trabalho e estão fazendo o Delivery Besteirológico, uma forma de, mesmo à distância, continuar tratando os pacientes. 

O Delivery Besteirológico dialoga com crianças hospitalizadas, seus acompanhantes, profissionais de saúde e todos aqueles que precisem de uma dose de “besteirologia” e de arte nesses tempos tão difíceis. Os doutores gravam vídeos e postam em suas redes sociais, três vezes por semana, além de enviá-los aos contatos dos hospitais parceiros.  Atualmente, Doutores da Alegria conta com 100 mil seguidores no Instagram e mais de dois milhões e meio de fãs no Facebook. 

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Os vídeos tratam de temas que se integraram à atual realidade, por conta do coronavírus,  como as regras mais rígidas de higiene, o isolamento social e as relações humanas neste momento. Além disso, estão previstos números musicais com o repertório original dos palhaços e histórias que aconteceram nos hospitais ao longo desses 28 anos de atuação no país, sendo 17 deles na capital pernambucana.

Os famosos teatros da Broadway não reabrirão antes do início de setembro, anunciou o seu grupo de acionistas nesta terça-feira (12).

Embora a Broadway League não tenha definido uma data para a volta das performances, a associação informou que a troca de ingressos para as apresentações ou sua devolução agora estão disponíveis a partir do dia 6 de setembro.

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A decisão não surpreende, já que Nova York continua sendo o epicentro da pandemia de coronavírus nos EUA. A Covid-19 continua sendo responsável pela morte diária de mais de 150 pessoas no estado.

A reabertura dos setores de artes e entretenimento, uma das principais características da vida nova-iorquina, integra a última fase do plano do governador Andrew Cuomo de retorno da atividade econômica e cultural no estado americano.

"Enquanto todos os shows da Broadway gostariam de retomar as apresentações o mais rápido possível, precisamos garantir a saúde e o bem-estar de todos os que vão ao teatro - atrás da cortina e na frente dela - antes que os shows voltem a acontecer", disse Charlotte St. Martin, presidente da Broadway League, em um comunicado.

Assim como quase todos os locais de entretenimento da cidade, os teatros da Broadway interromperam suas atividades em meados de março, quando 31 espetáculos estavam em cartaz e oito finalizavam os ensaios para as estreias durante a primavera.

O fechamento da atração turística mais lucrativa da cidade atinge fortemente a economia: usualmente, a Broadway é responsável pela arrecadação de US$ 33 milhões por semana nas vendas de ingressos.

O mágico Roy Horn, um dos integrantes da famosa dupla "Siegfried and Roy" de Las Vegas, morreu na sexta-feira aos 75 anos vítima de complicações vinculadas ao novo coronavírus. Ele apresentou resultado positivo para COVID-19 na semana anterior e morreu no hospital Mountain View, de Las Vegas.

Na capital dos cassinos e da diversão na região oeste dos Estados Unidos, sua dupla com Siegfried Fischbacher foi uma das mais famosas por muitos anos, caracterizado pelos figurinos extravagantes e atos com tigres, elefantes ou serpentes.

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Em outubro de 2003, Horn foi atacado durante um espetáculo por um tigre de Bengala branco. Gravemente ferido, ele demorou meses em sua recuperação e o show nunca foi retomado.

"Hoje, o mundo perdeu um de seus grandes mágicos, mas eu perdi meu melhor amigo", declarou Fischbacher em um comunicado.

Roy Horn conheceu Siegfried Fischbacher em 1957 em um cruzeiro. Dois anos depois formaram a dupla.

A estreia em Las Vegas aconteceu no fim dos anos 1960.

A dupla "Siegfried and Roy" fez apenas mais um aparição após o ataque do tigre, em 2009, e os mágicos se aposentaram oficialmente em 2010.

Com as atividades interrompidas desde o último 12 de março, a Broadway continua cheia de incertezas sobre as condições necessárias para a sua reabertura, que não deve ocorrer antes de setembro, e teme uma catástrofe impossível de combater sem a ajuda pública.

À noite, as luzes neon permanecem acesas, mas há quase dois meses não há ninguém esperando na fila na entrada dos teatros do lado de fora da Times Square, em Nova York.

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Toda semana, os US$ 33 milhões das bilheterias não entram por causa da pausa imposta pela crise do novo coronavírus.

Os profissionais que dão vida a esse setor receberam seus pagamentos duas semanas após o decreto do fechamento, mas agora têm a renda limitada ao seguro-desemprego - que muitos sequer receberam, por causa do caos administrativo que aumenta com a pandemia.

"Infelizmente, é quase impossível para um músico de palco ganhar dinheiro agora", lamenta Clayton Craddock, baterista da orquestra do musical "Ain't too proud".

A renda básica, de acordo com fontes, é estimada em US$ 2.000 por semana, mas muitos músicos recebiam pagamentos mais altos.

Segundo o presidente do sindicato dos músicos "Local 802", Adam Krauthamer, vários membros já morreram com a COVID-19.

Dos 16 espetáculos que estavam em fase de preparação no momento da interrupção das atividades, a partir da decisão do governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, apenas dois foram oficialmente cancelados.

"Alguns podem não voltar, mas ainda não temos essas informações", disse Charlotte St. Martin, presidente da Broadway League, a principal associação dessa indústria.

A previsão é ainda mais sombria diante da certeza de que a volta das atividadesnão é considerada para antes de julho.

A Brodway não tem uma certeza sobre uma data para sua reabertura e muitos apontam que o melhor cenário será somente a partir de setembro.

O pessimismo é grande ao se comparar essa indústria com outras, como a do esporte profissional, que pensa em retornar suas atividades com estádios a portas fechadas ou ao menos com público restrito, opção impossível de ser implementada em um teatro.

"O modelo financeiro da Broadway está estruturado de tal maneira que o distanciamento social simplesmente não funciona", diz St. Martin.

"Mesmo com uma ocupação de 50%, um espetáculo não conseguiria pagar seus custos", ressalta a presidente.

As peças e musicais se enquadram na categoria de aglomerações "que provavelmente são as últimas a serem permitidas", explica a presidente da Broadway League.

Segundo um membro da orquestra de um musical que preferiu não ser identificado, "se a Broadway voltar em setembro e eu puder viver disso, tudo bem. Mas estou preparado para que seja mais complicado".

Para resistir até a reabertura, a Broadway busca conseguir ajuda pública.

"Economicamente, a cidade precisa que a Broadway retorne à vida, e que o turismo, hotéis e restaurantes sejam mais saudáveis", diz Charlotte St. Martin, citando um estudo que estima a participação econômica desse setor em US$ 14,7 bilhões por ano para Nova York.

A comédia chega à era das lives, nesta terça (5), com edição inédita do festival Risadaria. Reunindo grandes nomes do humor brasileiro, como Fábio Porchat, Leandro Hassum e Maurício Meirelles, o festival realiza sua primeira edição online em uma live no seu canal do YouTube, às 21h, com o Risadaria em Casa. 

Além de Porchat, Hassum e Meirelles, também se apresentam Marco Luque, Marlei Cevada, Igor Guimarães e Victor Sarro, além do idealizador do projeto e mestre de cerimônias, Paulo Bonfá. O objetivo é levar o stand-up comedy para a internet e também, promover um ato de solidariedade com a ajuda dos fãs.

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A primeira live em formato de stand-up comedy do país pretende arrecadar doações para as comunidades impactadas pela pandemia. Todos os artistas participantes abriram mão de seus cachês e o projeto contará, ainda, com a parceria do Grupo BIG que contribuirá com o envio de mais de 200 toneladas de alimentos e produtos de primeira necessidade para entidades como Mesa Brasil, Amigos do Bem e Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul.

Uma nova plataforma de streaming é opção para prestigiar espaços e manifestações culturais sediadas em São Paulo durante o período de isolamento social. A partir desta segunda-feira (20), o conteúdo gratuito do projeto #CulturaEmCasa vai estar disponível na Internet e pode ser acessado por aparelhos como televisão, computador, tablet e smartphone.

Na programação, eventos como shows, peças de teatro e visitas virtuais ao acervo de museus instalados no território paulista. Entre as atrações, estão apresentações inéditas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e da Orquestra Jazz Sinfônica.

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Além da música, o ambiente digital traz visitações virtuais pelos acervos de museus como a Pinacoteca, o Museu da Imagem e do Som (MIS) e o Museu do Futebol. Há também obras nunca vistas de equipamentos como a  da São Paulo Companhia de Dança, do Projeto Guri e as encenações em cartaz nos teatros São Pedro e Sérgio Cardoso.

Conteúdos como shows ao vivo, entrevistas, aulas, palestras, produções de outras instituições culturais e de artistas independentes somam-se à lista de opções da #CulturaEmCasa. Junto às opções audiovisuais, uma parceria com a Amazon disponibiliza 4 mil livros de maneira gratuita na plataforma.

A princípio, além das redes sociais, o ambiente virtual #CulturaEmCasa estará acessível por meio dos sites www.culturaemcasa.com.br e www.culturaemcasa.sp.gov.brDe acordo com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, o próximo passo é o lançamento dos aplicativos dos conteúdos. 

Renda e solidariedade

Com a pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19), os dados da pasta da Cultura mostram que cerca de 650 mil artistas foram afetados só no estado de São Paulo. Para tentar reduzir os impactos para a classe artística, os recursos destinados às apresentações presenciais foram remanejados para os eventos realizados no ambiente virtual.

A primeira das 120 transmissões ao vivo começa na próxima terça-feira (21). A partir das 21h, o Festival #CulturaEmCasa terá a participação de artistas como o cantor e compositor Erasmo Carlos, a atriz Eva Wilma e o humorista e apresentador Fábio Porchat. No decorrer das apresentações, o público será convidado a contribuir com a campanha de arrecadação do Fundo Social de São Paulo. A renda será destinada a artistas dos 70 circos de lona itinerantes do estado.

Confira a toda a programação:

Sites www.culturaemcasa.sp.gov.brwww.culturaemcasa.com.br

Redes Sociais: Facebook, Instagram e Twitter

Uma bailarina brasileira foi a grande vencedora do concurso mundial Dance-Off, promovido pela Royal Academy of Dance, de Londres. Sophia Heringer, de Belo Horizonte (MG), tem 11 anos e não deixou de praticar o ballet mesmo confinada em casa, por conta da quarentena. Foi dançando em sua própria sala que ela desbancou dançarinos de todo o mundo e levou o concurso. 

Sophia dança desde os dois anos de idade e continua praticando diariamente mesmo estando em isolamento social. O seu pai montou barras na csa da família, para que a menina possa fazer os exercícios e ela mantém suas atividades com bastante disciplina. Para participar do concurso, a pequena bailarina coreografou sua performance sozinha e encantou os jurados. “Eu criei a coreografia. Eu só sinto a música. Quando eu danço eu fico no meu mundinho. Amo”, disse a menina em entrevista ao G1.

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No mês em que se celebra a arte circense - dia 27 de Março é a data em que se comemora o circo -, os artistas que dedicam suas vidas à essa cultura estão impedidos de fazerem o que mais amam: trabalhar. Impossibilitados de fazer apresentações e também de viajar entre as praças (como chamam as cidades por onde passam), palhaços, mágicos, malabaristas e trapezistas precisam lidar com a ausência do aplauso do público e a falta de recursos para sobreviver. Para ajudá-los, a Comissão Setorial de Circo de Pernambuco está fazendo uma campanha para arrecadar doações para essas famílias.

Os circos itinerantes são, muitas vezes, o primeiro contato com arte para várias pessoas. Passando de cidade em cidade, algumas, às vezes, que nem dispõem de qualquer equipamento cultural, os circos levam entretenimento e diversão por onde passam. É o que faz Tita Alves, de 51 anos. Proprietária do Circo Alves,  ela vive da arte circense perpetuando o legado de seu bisavô. “Meus netos estão nascendo no circo e tenho fé em Deus que meus netos também nascerão aqui. A gente tem tanto orgulho de ser dessa cultura. O circo pra gente não é uma profissão, é uma tradição, além de profissão, ele é tudo”, disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá.

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O Circo Alves tem uma equipe de 15 pessoas, entre crianças e adultos e, agora, se encontra parado em Caruaru, no bairro de Fernando Lira. Com uma plateia que comporta até 400 pessoas, o circo está impedido de realizar espetáculos ante a proibição de se promover eventos que provoquem a aglomeração de pessoas, em prevenção à disseminação do coronavírus. Tita conta que, agora, precisa contar com a solidariedade do público. “Nós estamos impossibilitados de nos mexer, são pessoas que nasceram pra isso e vivem disso com a família. Nós não estamos acostumados a pedir, mas estamos vivendo de doações”. Esta é a primeira vez que a circense suspende os trabalhos por tanto tempo, em cinco décadas de dedicação a essa arte.

Assim como Tita e o Circo Alves, muitos outros artistas circenses se encontram na mesma situação. Para ajudá-los, a Comissão Setorial de Circo de Pernambuco pede a ajuda do público. O movimento já conta com a ajuda de de algumas prefeituras, artistas, movimentos culturais e sociais e  ONGs. As pessoas também podem ajudar levando doações de alimentos e outros materiais de primeira necessidade diretamente aos circos.”Com as orientações de evitar circulação não colocamos um ponto central (para a coleta dos itens)”, explica Williams Sant'anna, coordenador da comissão.  “Agora é a hora da gente ser agraciado na retribuição daquela alegria que a gente leva”, espera Tita. .


 

Com a impossibilidade de realizar apresentações, devido à necessidade de se fazer a quarentena em prevenção ao coronavírus, artistas têm procurado maneiras de de  compensar a falta de trabalho. O grupo Magiluth está vendendo, com antecedência, os ingressos para o seu próximo espetáculo Estudo nº 1: Morte e Vida. A estratégia visa manter um caixa para o grupo para que suas atividades possam voltar tão logo o período de isolamento termine. 

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Previsto para estrear no dia 8 de maio, o espetáculo está em suspenso e ainda sem nova data de estreia. O Magiluth pretende voltar aos poucos somente ao fim da crise instaurada pelo coronavírus. O Espaço Cultural Casarão Magiluth, inaugurado em janeiro, também segue fechado, por tempo indeterminado, para ensaios, exposições e shows.

Para manter o caixa, durante o período de trabalhos suspensos, o Magiluth colocou à venda os ingressos para o próximo espetáculo, Estudo nº 1: Morte e Vida. Os interessados podem garantir o seu através do site Sympla, pelo valor de R$ 30.  A montagem mergulha no universo poético do do clássico Morte e Vida Severina, escrito por João Cabral de Melo

 Neto (1920-1999), em adaptação sob direção de Rodrigo Mercadante e direção musical de Juliano Holanda.

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