Cultura

| Artes Cênicas

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista o ator português João Veloso. O Plurarte estará no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. 

Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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Morreu no dia 26 de novembro a atriz e roteirista italiana Daria Nicolodi. No Instagram, a atriz Asia Argento anunciou a perda da mãe aos 70 anos de idade.

"Descanse em paz, amada mãe. Agora você pode voar livre com seu grande espírito e não terá que sofrer mais. Vou tentar continuar por seus amados netos e especialmente por você que nunca iria querer me ver tão triste. Sem você eu sinto falta do chão sob meus pés e sinto que perdi meu único verdadeiro ponto de referência. Estou perto de todos aqueles que a conheceram e a amaram. Eu sempre serei sua Aria", escreveu.

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A causa da morte não foi divulgada. Entre os filmes de destaque em seu currículo estão Prelúdio Para Matar, de 1975, e Inferno de 1980.

Em 2021, a 27ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos vai estrear um novo formato. Para driblar as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, o festival vira JGE Conecta, que entre os dias 7 e 28 do mês de janeiro, vai promover uma vasta programação híbrida, com 80%  de apresentações online e 20% no modo presencial nos três principais teatros do Recife, inclusive o recém-reformado Teatro do Parque. 

O JGE Conecta compreenderá 70 atividades, entre apresentações de teatro - adulto e infância/juventude -, dança, música e circo, além de lives com rodas de conversa. Ao todo, 80% da programção será online, com exibição nas redes do festival; os demais 20% serão distribuídos por três teatros da capital pernambucana: Santa Isabel, Luiz Mendonça e Teatro do Parque, que reabre suas portas no próximo dia 11 de dezembro, após uma reforma que durou 10 anos. Os ingressos para os espetáculos presenciais e virtuais serão vendidos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

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O Janeiro de Grandes Espetáculos é realizado pela Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), sob direção geral do produtor cultural Paulo de Castro. Nesta edição, o evento homenageia oito personalidades das artes em Pernambuco: o maestro Ademir Araújo e a pianista Ellyana Caldas; o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e a atriz Arari Marrocos, de Caruaru;  a artista-educadora Fátima Pontes e o mágico Alakazam; o artista e pesquisador Jailson Lima, de Petrolina, e a bailarina Cláudia São Bento.

Edital

Até o dia 7 de dezembro, estão abertas as inscrições para artistas e companhias interessados em participar do festival. O documento está disponível em www.janeirodegrandesespetaculos.com. Os espetáculos selecionados serão divulgados até 18 de dezembro.




 

A impossibilidade de se apresentar presencialmente, por conta da pandemia do novo coronavírus, fez com que artistas de diferentes linguagens pensassem em novas maneiras de estarem próximos ao público e, sobretudo, continuarem fazendo arte. Para a diretora Natali Assunção, e os atores Analice Croccia e Raphael Bernardo, foi o aplicativo de mensagens WhatsApp que despontou como possibilidade de virar um palco e, sendo assim, eles estreiam nesta sexta (27) o espetáculo Se eu não vejo. 

A ideia é oferecer ao público uma experiência online, realizada via Whatsapp, que busca estabelecer redes e conexões reavivando memórias e resgatando carinhos. No palco virtual, Analice Croccia e Raphael Bernardo fazem um paralelo entre as coxias do teatro e as funções de ‘desligar a câmera’ e ‘visto por último’ do aplicativo para refletir sobre encontros, afetos e conexão. 

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O espetáculo cênico-digital foi resultado de uma pesquisa em teatro relacional. As sessões contarão com número limitado de pessoas e serão realizadas na sexta (27), sábado (28) e domingo (29), às 18h, 19h30 e 21h. Também haverá apresentações nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, nos mesmos horários. Os ingressos estão à venda pelo Sympla. 

 

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Após uma espera de 10 anos, o público recifense poderá voltar a frequentar o Cine Teatro do Parque. Localizado na Rua do Hospício, bairro da Boa Vista - coração da capital pernambucana -, o equipamento cultural é um dos mais importantes e queridos do Recife e deixou, tanto a plateia, quanto a classe artistística, um tanto órfã durante a última década em que esteve fechado para reformas. 

Seis anos após o início das obras de requalificação do teatro, o lugar finalmente ficou pronto e já tem data para retomar suas atividades. No dia 11 de dezembro, o Parque será reaberto com um concerto da Banda Sinfônica do Recife. Já nos dias 12 e 13 de dezembro, a programação segue com exibição de filme e espetáculo teatral. Os detalhes serão divulgados em breve. Com a volta do espaço, além do alívio e alegria por tê-lo reintegrado ao circuito cultural da cidade, surgem também as dúvidas e anseios. 

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Segundo o Presidente da Fundação de Cultura do Recife, Diego Rocha, o cine teatro retoma as atividades levando em conta um antigo conceito: o de ser um equipamento cultural democrático, com eventos a preços acessíveis à toda a população. Além disso, a produção artística local terá prioridade na pauta do equipamento. “A gente vai lançar um edital de ocupação de pauta, esse edital vai dar chance para produtores e artistas acessarem essa pauta. A gente vai dar privilégio para a pauta local, os preços para as pautas de pernambuco e Recife vai ser menores do que para as  de fora, mas também vai ter espaço para todo mundo”, disse o gestor durante coletiva realizada na última terça (24). 

Além disso, o Parque voltará a funcionar como sede da Banda Sinfônica do Recife, com sala para os ensaios do grupo e concertos regulares. O que garante “casa cheia” como observou Diego Rocha.  Lá também ficará a sede da Cinemateca Alberto Cavalcanti, que conta com um acervo de mais de 80 rolos de filmes em película, que eventualmente serão exibidos em projetor específico, que funcionará tanto quanto a maquinaria moderna que o cine teatro recebeu. 

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A delicada e longa reforma pela qual passou o Teatro do Parque custou seis anos, de fato, de espera para público - fora os quatro que se somaram ao processo -; e um pouco mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos. De acordo com o presidente da Fundação, esse aporte veio, em sua maioria, da Prefeitura do Recife e de algumas emendas parlamentares. 

Agora, alguns projetos serão implementados para que o espaço tenha sua devida manutenção garantida e não corra o risco de fechar as portas novamente. “A gente tem que manter. Vai ser produzido um Plano de Conservação e Utilização do Teatro, com regras, cada tipo de intervenção vai ter que seguir esse plano e quem for utilizar vai assinar um termo se comprometendo a entregá-lo da mesma forma que o recebeu. A gente não pode deixar ele se deteriorar, como aconteceu anteriormente, e sim conservá-lo para que ele dure aí mais de 100 anos”. 

Teatro para o povo

Apesar do conceito de “teatro democrático”, o anúncio da reabertura do Teatro do Parque deixou uma parcela da população recifense um tanto decepcionada. Representantes da classe artística e integrantes de movimentos que lutaram pela volta do espaço durante os últimos anos - tendo formado, inclusive uma comissão que acompanhava as obras - se mostraram surpresos por não terem sido informados sobre o anúncio da data de reabertura do Parque.

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A historiadora e produtora cultural, Karuna de Paula, representante do CineRuaPE - movimento que chegou a promover sessões de cinema em frente ao teatro chamando atenção para seu desuso -, disse, em entrevista ao LeiaJá, ter ficado a par do anúncio pela imprensa, o que gerou desconforto entre a classe. “Muito nos impactou negativamente a falta de diálogo conosco, evidenciando interesses eleitoreiros e a deslegitimação da atuação da classe artística em prol da Cultura local. Não fomos avisadas sequer, menos ainda convidadas. Isso representa uma falta dr compromisso com a sociedade civil, já que, compondo a Comissão de acompanhamento das obras do Teatro do Parque, somos representantes da sociedade na fiscalização e construção de um programa para a entrega dessa obra à população”. 

O diretor do movimento Guerrilha Cultural e do grupo de teatro João Teimoso, Oséas Borba, também se disse decepcionado com a falta de aviso. “Agora, na reta final, os movimentos que tanto lutaram pela reabertura do Teatro do Parque, foram totalmente ignorados. Algumas entidades também não foram convidadas. É um desrespeito mostra que tipo de tratamento essa gestão dá a classe artística. É lamentável”.

Tal descontentamento, no entanto, divide espaço com a boa expectativa pela retomada do equipamento cultural e a esperança de que esse seja gerido de forma clara, como coloca Oséas. “Me emociona profundamente ver que não foi em vão toda a luta, todo o trabalho. Pena termos tido que ter lutado tanto. Foram 10 anos de luta, discussões, embates, mas é muito gratificante. Me sinto de alma lavada. A gente espera que seja uma gestão transparente e democrática desse equipamento, coisa que a gente já não está vendo”.

A produtora cultural Karuna complementa. “A sensação é de grande expectativa, animação com todas as possibilidades de usos pela sociedade de um equipamento tão múltiplo quanto o Cine Teatro do Parque. Contudo, é preciso que esse equipamento seja bem gestionado, servindo ao usufruto da população de todas as classes sociais da cidade do Recife”.

O que diz a Prefeitura do Recife

Procurada pelo Leiajá, a Prefeitura do Recife esclareceu, através de sua assessoria de imprnsa, que “durante as obras, foram promovidas várias visitas para artistas e representantes da classe artística. Essas visitas seguirão sendo promovidas nas próximas semanas, até que o teatro reabra as portas para todos os públicos”. Além disso, pontuou que a coletiva realizada na última terça (24) era “destinada a profissionais de imprensa, que também foram mobilizados para outras visitas ao longo das obras, para acompanhar e prestar informações à população sobre o andamento dos serviços”.

*Fotos: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

A atriz americana Glenn Close participou de uma entrevista na rede de TV ABC e falou que não entendeu como Fernanda Montenegro não venceu o Oscar em 1999, com o filme 'Central do Brasil' 

Para Glenn, a atriz brasileira merecia ter levado o Oscar naquela premiação que teve como vencedora a atriz Gwyneth Paltrow, com o filme 'Shakespeare in Love'.

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"Honestamente, eu nunca entendi como é possível comparar atuações. Eu lembro aquele ano em que Gwyneth Paltrow ganhou da aquela atriz incrível de 'Central do Brasil.' Eu pensei o quê? Isso não faz sentido", disse a americana.

Naquele ano concorriam na categoria de Melhor Atriz: Gwyneth Paltrow, Fernanda Montenegro, Cate Blanchett, Meryl Streep e Emily Watson.

Apesar de nunca ter vencido a premiação, Glenn Close possui sete indicações em sua carreira, a última foi em 2019 com o longa “A Esposa”, onde concorria na categoria de Melhor Atriz.

Uma saudade de 10 anos está com data marcada para acabar. O Cine Teatro do Parque, um dos equipamentos culturais mais queridos do público recifense, já tem dia e hora para reabrir suas portas, fechadas há uma década. Após uma longa reforma - com paradas e retomadas ao longo do processo - o cineteatro será entregue à população no dia 11 de dezembro, já com uma programação para receber novamente sua plateia. Serão três dias de apresentações com a Banda Sinfônica, sessão de cinema e espetáculo teatral.

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Dos 105 anos de história do Parque - cine teatro localizado na Rua do Hospício, bairro da Boa Vista -, os últimos 10 foram de muito pesar e lamento. Fechado em 2010, para reformas de requalificação, o equipamento cultural amargou dias de abandono e indefinição. Na última década, as obras foram paralisadas e retomadas por algumas vezes e várias promessas de reabertura foram descumpridas. Além do público, a classe artística, órfã de um de seus mais célebres palcos na cidade do Recife, chegou a promover vários atos pedindo por mais comprometimento da gestão pública em relação ao lugar. 

Agora, a espera finalmente chegará ao fim. Na manhã desta terça (24), a Prefeitura da Cidade do Recife reuniu a imprensa no próprio Teatro do Parque para divulgar a data se sua reabertura. No próximo dia 11 as portas do equipamento estarão abertas à espera de seu público e seus artistas, com programação já definida. 

No projeto de requalificação do cine teatro, o objetivo era devolver-lhe suas características arquitetônicas de 1929. Foram recuperados alicerces e sistema de drenagem do prédio, além de terem sido retiradas tubulações de refrigeração aparentes e muitas camadas de gesso e pintura que escondiam detalhes do projeto original. 

Além disso, foram recuperados painéis materiais do palco e pisos, cores das paredes e colunas foram redesenhados à imagem e semelhança dos originais. Por outro lado, equipamentos cênicos de última geração,  projetor de cinema 4K e projeto de acessibilidade de acordo às legislações atuais foram adicionados ao local. 

Um dos nomes que vem se destacando no cenário do stand up comedy brasileiro, Afonso Padilha, vem ao Recife, na próxima segunda (23), para uma dupla apresentação. Ele participa da abertura da nova temporada de stand-up do Manhattan Café Theatro, sob comando do comediante Bruno Romano. Também participa da noite o pernambucano Rafael Tibério. 

O criador de conteúdo Bruno Romano, do Comédia Corporativa, é quem comanda a noite de humor que terá dose dupla. Ele recebe o curitibano Afonso Padilha, um dos destaques da atual cena do stand-up nacional, protagonista do especial de humor da Netflix, Alma de Pobre. 

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Além disso, também sobe ao palco o pernambucano Rafael Tibério, produtor do Fábrica de Piadas. Com a primeira sessão, às 21h, esgotada, a casa disponibilizou uma sessão extra, às 18h. Os últimos ingressos estão disponíveis no Sympla.

Serviço

Stand-up Comedy com Afonso Padilha no Manhattan

Segunda (23) - 18h

Manhattan Café Theatro (R. Francisco da Cunha, 881 - Boa Viagem)

R$ 40



 

O Baile do Menino Deus, espetáculo que há 17 anos recria a história do nascimento de Cristo com tons de cultura popular nordestina, no Marco Zero do Recife, ganha uma nova versão em 2020. Por conta da pandemia do coronavírus, a ópera popular vira um telefilme que será exibido nas televisões dos lares pernambucanos nos dias 23, 24 e 25 de dezembro.

Com direção geral de Tuca Siqueira (Amores de Chumbo e Fashion Girl), direção de fotografia de Pedro Sotero (premiado em Cannes com o filme Bacurau) e cinegrafia de Ivo Lopes (Tatuagem), o telefilme do baile levará o espetáculo que versa sobre a história mais conhecida do mundo ocidental para os pernambucanos sem que esses precisem sair de suas casas. O espetáculo vira filme, em 2020, com a mesma narrativa  dos palcos, orientada nas tradições de festas e representações teatrais do ciclo natalino, incorporadas às mais diversas culturas do Brasil.

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A proposta é encenar a apresentação da mesma forma que ela é feita  todos os anos no Marco Zero, usando a linguagem do cinema mas sem perder nenhuma característica própria da montagem. As gravações começaram na última quinta (12) cercadas de protocolos de segurança, exigidos em tempos de pandemia. A exibição da atração ocorrerá na TV Globo em horário a ser confirmado. 

Nascido na periferia de Nova Iorque (EUA), no início da década de 1970, o movimento Hip Hop logo se expandiu mundo afora. A força dos quatro elementos que representam essa cultura - breaking, DJ, rap e o grafite - garantiram que ela tivesse potencial suficiente para subverter as dificuldades mais óbvias possíveis, sendo essa uma expressão originária dos guetos e de base fundadora fixada na cultura negra. 

Meio século após seu surgimento, o Hip Hop ultrapassou os limites das periferias. O movimento  ganhou um dia para chamar de seu (12 de novembro, Dia Mundial do Hip Hop) além de ter conquistado seu espaço nas paradas musicais do mainstream, através do rap; nas galerias de arte, com o grafite;  e possivelmente, nas Olimpíadas de Paris, em 2024, com o breaking dance, a popular dança de rua. A modalidade, é ligada à Federação Mundial de Dança Desportiva e foi disputada nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires, em 2018. A experiência agradou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que deve decidir até o final de 2020 sobre sua inclusão nos jogos que acontecerão na Europa. 

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O Brasil conta com um elenco estrelado de profissionais do break dance. O paranaense Fabiano Carvalho Lopes, o Neguin - campeão mundial pelo Battle Pro de 2019 -; o cearense Mateus Melo, o Bart -  vencedor nacional do BC One, o torneio mais importante do país, em 2018 -; e a mineira Isabela Rocha, a Itsa, que além de bgirl também é dançarina do Cirque du Soleil; são só alguns exemplos. Isso sem contar com a lenda viva da dança de rua, Nelson Triunfo. 

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Conhecido como o ‘pai do Hip Hop’ no país, Triunfo, o Nelsão, foi um dos maiores responsáveis pela disseminação do break dance em solo nacional e há mais de cinco décadas é tido como uma grande referência. O artista deixou o sertão de Pernambuco para ganhar o Brasil com sua dança no início da década de 1970 e, desde então, o Estado vem revelando vários outros talentos no breaking, um deles é o bboy Marcos Gaara. 

Gaara tem apenas 25 anos de vida, dos quais a metade passou dançando. Quando criança, ele começou a praticar a dança e outros esportes para dar vazão ao excesso de energia, já que “não parava de dar cambalhotas” dentro de casa. Mas, o que parecia ser apenas uma terapia para o menino super ativo acabou se tornando profissão e hoje o bboy viaja o país mostrando sua arte e participando de competições. 

Foto: Arthur Souza/LeiaJáImagens

A  trajetória na carreira de Marcos, no entanto, não foi de todo tranquila. Morador da Bomba do Hemetério, bairro da Zona Norte do Recife, o artista precisou dar muitas piruetas para se destacar na cena. A falta de recurso foi sendo driblada com muito esforço, a medida que participava de projetos e também fazia seus 'corres' com outros bboys dançando nos sinais da capital pernambucana.  “A gente foi treinando, passamos perrengues juntos, fomos sentindo a evolução, muitos desistiram outros continuaram como eu”, relembra. 

O preconceito, ainda enfrentado por quem abraça a cultura Hip Hop, também foi um desses ‘perrengues’ que Gaara precisou enfrentar até mesmo dentro de casa. “O bboy ser um artista profissional é uma coisa que ainda está tendo uma adequação, pra gente e para o público. O Hip Hop é uma coisa marginalizada, então você acha que a pessoa vai tá ali pra se drogar ou só pra passar o tempo e não é assim. Já tô há 12 anos na cultura, competindo, trabalhando, e o resultado é sólido. Agora eu consigo ajudar minha família, que antes era contra, com a minha arte”. 

Entre esses resultados positivos da dedicação e do trabalho, estão temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, com participações bem sucedidas em competições. Gaara também é membro do Gang Gangrena, coletivo de bboys e bgirls da Paraíba com atuação em todo território nacional.  “Tem gente que dança pra se sentir bem, eu sempre quis me profissionalizar para as competições. Eu economizei - o movimento aqui (Pernambuco) é fraco -, eu juntei uma grana e fui para o Rio, São Paulo, tentar me destacar e foi isso que me deixou mais firme na cultura e como atleta”. 

Foto: Arthur Souza/LeiaJáImagens

Especialista no estilo power move, mais focado nas acrobacias e saltos, Gaara diz ser “mais acrobata do que bailarino”. No desenvolvimento de sua arte, ele tenta aliar os movimentos acrobáticos aos elementos tanto do Hip Hop quanto de outras culturas, como o frevo e o maracatu, por exemplo, para representar bem Pernambuco nas competições. Também atleta de artes marciais, parkour e arte ninja, ele mantém uma rotina pesada de treinos e garante que o “compromisso” é o que faz a diferença no desenvolvimento do bboy. “Às vezes demora anos pra você executar um único movimento”.

 A falta de apoio e patrocínios - que aparecem apenas de forma pontual para algumas competições específicas -, é driblada com muita força de vontade. “Eu sou raça, eu mesmo faço meu investimento, vou até lá e dou o meu suor.” A certeza de estar dando conta de uma verdadeira missão, também impulsiona. “Eu digo que isso estava escrito. Já tentei abrir negócios, fazer outras coisas, e nada dá certo. Só a arte me puxa. Pra quem tá dentro sente bem mais forte isso”

Break olímpico

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Gaara se diz muito animado com a possibilidade de ver o breaking nas Olimpíadas de Paris, em 2024. Embora acredite que daqui a quatro anos já estará “coroa” para competir, ele vê a inclusão da modalidade entre os esportes olímpicos como uma oportunidade de espaço não só para dançarinos mas também para técnicos e preparadores físicos, o que se descortina como uma bela oportunidade para sua carreira.  Sem falar no que representa para uma cultura vinda do gueto ter um reconhecimento como esse. “Vai ser uma grande evolução, uma coisa que veio da favela, de negros empoderados, estar numa olimpíada, vai ser um up tridimensional”.

O COI decide, no próximo mês de dezembro, se esse elemento do Hip Hop estará ou não nas Olimpíadas da França, em 2024. Se entrar, o break dance dividirá espaço com outras modalidades recém admitidas na competição, como escalada, surfe e skate, que estrearão em Tóquio, no ano que vem. As previsões são positivas, sobretudo após a experiência feita durante os Jogos Olímpicos da Juventude de 2018, ocorridos em Buenos Aires. A competição de dança em Paris deverá ser organizada pela World Dance Sport Federation (WDSF), que é reconhecida pelo COI há mais de 20 anos como a entidade responsável pela dança esportiva mundial.. 



 

A arte que visa representar um determinado personagem do universo geek, também conhecido como cosplay, se faz bastante presente no Brasil, principalmente em eventos da cultura pop. O nível de realismo das fantasias varia desde o mais simples até as mais detalhadas, a ponto de ficarem idênticas ao original.

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A cena do cosplay no Brasil tem crescido nos últimos tempos, uma vez que eventos como a Comic Con Experience promovem concursos que premiam as melhores fantasias

O carioca Igor Diogo, 32 anos, de São João de Meriti (RJ), atua como cosmaker, que é o profissional dedicado a produzir as fantasias, mas a paixão pelo cosplay se iniciou ainda na infância, quando ele assistia ao seriado “Power Rangers” e usava caixas de eletrodomésticos para imaginar que eram os personagens.

“Certa vez minha mãe comprou um fogão e foi nessa que me dei mal. Entrei dentro do eletrodoméstico, fiz um buraco para colocar a cabeça e peguei uma caixa pequena para fazer o capacete. Levei uma surra, mas valeu a pena”, recorda Diogo.

 Igor Diogo é cosmaker e se desdobra para investir na sua paixão. Foto: arquivo pessoal/Instagram

O cosmaker tem bastante carinho pela fantasia do Pantera Negra, personagem da Marvel que lhe trouxe bastante reconhecimento e visualizações nas redes sociais. Contudo, seu maior desafio foi desenvolver o traje do robô Bumblebee, da franquia “Transformers”.

“Tínhamos pouco material, uma vez que somos limitados a trabalhar no Brasil, e no Rio de Janeiro é necessário rebolar para construir um suporte dessa altura. Mas conto com a ajuda da minha esposa e sócia, Alessandra Marques, que me ajuda com tudo e sempre resolvemos os grandes problemas”, declara Diogo.

Alessandra Marques é esposa de Igor Diogo e sua parceira nas atividades de cosmaker e cosplayer. Foto: arquivo pessoal

Outro desafio na profissão cosmaker é a incerteza das demandas, além da necessidade de ter uma renda fixa para investir em matéria-prima. “É uma montanha russa, onde em um mês você está em alta e no outro em baixa. Manter uma vida de cosmaker, pai, marido, e tirar um tempo pra si, é realmente ser um super heroi”, afirma Diogo que, apesar das dificuldades, já conquistou parcerias e reconhecimento nacional.

Cosplay como hobby

O comerciante Fabiano Oliveira, 28 anos, Rio de Janeiro, frequenta eventos de animes desde a adolescência e sempre admirou os cosplayers. “Amava tirar fotos, conversar com os artistas, até que um dia eu decidi comprar um cosplay apenas por diversão e deu no que deu, estou aí até hoje”, lembra.

Oliveira também demonstra carinho por seu cosplay de Pantera Negra, mas destaca como maior desafio a fantasia de Arraia Negra, principal inimigo do Aquaman, herói da DC. “Graças a um ótimo amigo chamado Vagner, eu consegui deixá-la maravilhosa! Devo muito a ele”, conta. 

O comerciante Fabiano Oliveira tem o cosplay como hobby e vibra quando seu trabalho é reconhecido. Foto: arquivo pessoal

A busca por reconhecimento não está entre as ambições de Oliveira mas, para ele, é muito gratificante quando o seu trabalho é elogiado. “Você se sente o próprio personagem! De vez em quando alguém te reconhece e diz ‘e ae Pantera’, é muito legal quando isso acontece”, destaca.

O cosplay tornou-se parte da vida de Oliveira e o comerciante carrega a arte para festas infantis, inauguração de lojas ou estreia de filmes. “Alguns dos meus amigos atuais eu conquistei devido ao cosplay! Hoje em dia o cosplay faz parte da minha vida”, afirma.

Fechado para reformas desde 2010, o Cineteatro do Parque, um dos equipamentos culturais mais queridos pelos recifenses, localizado na área central da capital pernambucana, parece estar prestes a reabrir as portas. Parte da classe artística, no entanto, se questiona em quais circunstâncias a estrutura voltará a funcionar e, através de carta aberta, cobra da Prefeitura do Recife (PCR) algumas respostas. 

Em agosto deste ano, uma equipe da PCR realizou mais uma vistoria nas obras do teatro, que já duram seis anos. Na ocasião, o presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, Diego Rocha, chegou a garantir que a entrega do equipamento cultural seria feita ainda neste semestre e citou o mês de novembro para a retomada das atividades no local.

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A notícia animou o público e os artistas locais, porém, muitas dúvidas rondam a reabertura do Parque. Através de uma carta aberta, publicada na internet, vários coletivos e associações levantam alguns pontos relativos ao tema, como a escolha da data para a reabertura, em pleno período de eleições municipais; as propostas de gestão para o espaço; e a disponibilidade da PCR em dialogar com a sociedade civil sobre tais propostas. Assinam o documento a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta Metragistas de Pernambuco /Associação Pernambucana de Cineastas (ABD - PE/Apeci), Acervo recordança, Acorde, Coletivo CineRuaPE, Grupo Magiluth e Grupo Guerrilha Cultural, entre outros. 

Em um dos trechos, a carta coloca: "O espaço é muito importante para a cultura recifense e pernambucana e é fundamental que a construção da gestão deste equipamento cultural se dê em diálogo legítimo com a sociedade e os agentes dos setores culturais, pensando nos melhores usos e fins que promovam democratização, equidade e acesso, tanto aos artistas quanto ao público". Segundo o Instagram da ABD - PE/Apeci, no entanto, um mês após a entrega do documento, a PCR ainda não deu nenhuma resposta.

Veja o que a Prefeitura do Recife disse, após ser procurada pelo LeiaJá:

A Prefeitura do Recife informa que está concluindo a maior obra de requalificação e restauro a que o Teatro do Parque foi submetido em toda a sua história, para devolver à cidade um equipamento prioritário de sua memória cultural com todas as suas vocações preservadas. Os detalhes referentes à reabertura, programação e gestão do equipamento serão anunciados em breve.

Sobre a reforma

Um dos únicos teatros jardins ainda existentes no Brasil, o Parque, como carinhosamente é conhecido, sofreu várias intervenções feitas ao longo da sua existência. Após mais de cem anos de história, o restauro devolverá a ele as características originais do ano de 1929. Entre outras intervenções, foram recuperados alicerces e sistema de drenagem do prédio histórico, já bastante danificados, além de retiradas as tubulações de refrigeração aparentes e muitas camadas de gesso e pintura, que escondiam a beleza do projeto arquitetônico, com direito a muitas outras melhorias: afrescos recuperados, pisos redesenhados à imagem e semelhança dos originais, além de cores nas paredes e colunas reproduzidas com rigor histórico.

No próximo sábado (17) e domingo (18), acontece o I Open Paradança - que engloba o 19° Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas e a 19ª Mostra Nacional de Dança Artística em cadeiras de Rodas. Por conta da pandemia do novo coronavírus, os eventos acontecem de forma totalmente online, com transmissão pelo Instagram da Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas (CBDCR).

O Open vai reunir atletas de diferentes países, que passarão por uma comissão julgadora formada por juízes do Brasil e também do México. Por iniciativa da presidente da CBDCR, o evento migrou para o ambiente virtual, neste ano de 2020, para que sua realização fosse viável, uma vez que cadeirantes fazem parte do grupo de  risco para o coronavírus. 

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Pernambuco estará sendo representado, na competição, pela companhia Cadências, a única do estado voltada para este segmento. Quatro atletas, entre elas a bicampeã Nina Souza, participam da disputa. Nina, inclusive, precisou fazer uma campanha virtual para arrecadar fundos e assim poder adaptar sua cadeira para participar do evento. 

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A presidente da Cadências, também uma das responsáveis pelo evento, Liliana Andréa Martins Almeida, falou ao LeiaJá sobre o evento online. “Hoje, na Confederação temos 13 companhias filiadas, todas elas vão participar, a maioria vai competir, outras estarão na mostra, mas são de vários estados, Sergipe, São Paulo, Minas, Para e Pernambuco”. 

Serviço

 I Open Paradança

Sábado (17) e Domingo (18) - 15h

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Um grupo de atores apaixonados por cultura geek decidiu unir a arte do palco com o universo nerd, e desta mistura nasceu o grupo Bolas do Dragão, que apresenta peças no modelo improvisado.

Idealizador da companhia, o ator e dublador Hector Gomes, 36 anos, do Rio de Janeiro, percebeu que haviam poucas opções teatrais voltadas para o público nerd. "Chegamos sendo um diferencial nos eventos geeks, já que além de ser algo novo para os fãs, o Bolas do Dragão é o primeiro grupo de improviso nerd do Brasil", comenta ele, que lidera a equipe em casas de espetáculo, eventos de animes e shows em ludotecas.

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As inspirações para o espetáculo vieram da observação de outros programas de improviso, como o do grupo Os Barbixas. "Pensando nisso, por que não adaptar os jogos para o público geek/nerd? Por que não adicionar o Darth Vader e o Goku à brincadeira? E foi assim que a ideia do show foi se estruturando", lembra Gomes.

Quando o projeto foi executado, o público reagiu de maneira positiva, e o Bolas do Dragão seguiu com sua agenda até o momento que tiveram que cancelar apresentações devido à pandemia do coronavírus (Covid-19). Por conta disso, surgiu um novo projeto, o RPG do Bolas (RPB), que são apresentações de esquetes em que o grupo encena momentos famosos de séries e filmes. Os vídeos estão disponíveis no Instagram e YouTube.

A ideia surgiu em uma reunião com o MC dos shows, Philippe Meyer, e o diretor cênico João Dabul. Após analisarem as cenas do cinema, imaginaram a possibilidade de tudo aquilo ser uma sessão de RPG. A partir dessa ideia, a equipe reuniu diversos momentos de filmes, séries e animes, e começou a montar os bastidores imaginários dos acontecimentos. "Por ser uma proposta nova, não tive como me inspirar em nenhum outro grupo que já fizesse algo voltado para o improviso nerd", afirma Gomes.

Por meio dos cuidados necessários, o grupo pretende aos poucos voltar para as apresentações presenciais, que a princípio será sem público, mas serão transmitidas em seus canais oficiais. "Os fãs vão poder mandar sugestões de tema durante a apresentação", finaliza.

No teatro, o corpo se expressa por meio da fala, dos movimentos e da dança, o que exige maior exposição de quem pratica. As técnicas trabalhadas pelas artes cênicas podem levar a caminhos além dos palcos e resultar em uma melhora na comunicação e nas relações interpessoais.

"Para que uma comunicação eficaz exista, precisamos estar atentos a nós mesmos, ao que sentimos, à situação ou o contexto, e ao outro. Tudo isso para aprender a se expressar e se posicionar diante do outro. Isso é uma construção da vida inteira, desenvolvendo diversas habilidades, como assertividade e empatia", explica a psicóloga clínica Daniela de Oliveira.

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Giovana Viana, que é atriz, dançarina e professora da Companhia Múltiplas, afirma que saber se expressar oralmente é muito importante para qualquer pessoa, e que a capacidade de se comunicar não tem relação direta com o fato de ser introspectivo ou extrovertido, mas sim com a habilidade de transmitir a informação da melhor maneira possível, vagando entre aquilo que se pensa e sente. "As pessoas são condicionadas a falarem muito, mas isso não quer dizer que serão boas comunicadoras", afirma.

A atriz percebeu benefícios em sua comunicação quando se interessou pelo teatro. "O aumento e conservação da autoestima, melhoria na dicção, capacidade de desenvolver um maior jogo de cintura para algumas situações específicas e aumento do vocabulário são alguns pontos que ganharam evolução", comenta.

"O teatro trabalha a expressão, a desinibição ao falar em público. Isso pode ajudar bastante. Entretanto, sozinho, não trabalha tudo que é necessário. O autoconhecimento parte de uma necessidade que vai além", diz a psicóloga Daniela, que afirma não haver divisão entre as áreas da vida e uma boa comunicação, pois tudo está conectado e os praticantes são capazes de aperfeiçoar qualquer prática que seja aprendida.

"A boa comunicação não é inerente ao ser humano, a comunicação é uma habilidade. Nem a fala em si é inerente, nós herdamos biologicamente todo o potencial da fala, mas precisamos de outros seres humanos para aprendê-la, temos que desenvolvê-la. Assim também é com a comunicação. É uma habilidade desenvolvida e trabalhada a cada conversa, a cada diálogo", finaliza Daniela.

 

Recentemente, adjetivos que cercam um “novo formato” têm sido utilizados com frequência. Para o setor cultural, o “novo normal” tem significado uma série de cancelamentos, adiamentos e restrições que frustram a prática artística, ainda que por extrema necessidade. O Natal de 2020 deverá ser diferente em todas as cidades do país. Uma das festas mais esperadas do ano trará na sua nova realidade menos interação com o Papai Noel e restrições para a ceia da família.

A capital pernambucana já adia e cancela eventos desde março, com o início do isolamento social na cidade. O espetáculo do Boi Voador, que faz parte da cerimônia de aniversário do Recife, foi cancelado ainda no início da pandemia. A estreia da Seleção Brasileira nas Eliminatória da Copa do Mundo de 2022 e o encontro nacional de prefeitos também. 

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Em 26 de setembro, o Governo de Pernambuco publicou no Diário Oficial do Estado três portarias detalhando os novos protocolos para a retomada dos eventos sociais e culturais, autorizados a partir da 9ª etapa do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19.

Desde o dia 28 de setembro, os municípios das Gerências Regionais de Saúde (Geres) 1, 2, 3, 4 e 12 passaram a poder realizar eventos com limite máximo de público de até 100 pessoas ou 30% de ocupação do espaço. Será possível, ainda, reabrir cinemas e teatros sob a adoção de medidas preventivas.

Tratando-se de uma festa mais íntima, e parte de toda celebração de encerramento de ano para as famílias brasileiras, o Natal 2020 consequentemente não foi cancelado no Recife, mas se organiza em ritmo lento e com grandes dificuldades para os artistas, sobretudo os que compõem espetáculos de natal.

O LeiaJá conversou com o professor de teatro Ytalo Santana, que produz o grupo O Tapete Voador e trabalha em uma academia de artes em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ambos tiveram suas atividades afetadas ou temporariamente interrompidas por causa da pandemia. Ytalo diz que o único trabalho que se manteve foi o de professor de teatro na academia, e que a expectativa para uma retomada completa é grande.

O artista também compartilhou a sua frustração quanto à falta de reconhecimento geral com a classe artística. “A pandemia está servindo para mostrar o quanto ainda a arte é marginalizada. A última classe a ser socorrida pelo governo foram os artistas e os profissionais técnicos da arte. E mesmo assim, os recursos da Lei Aldi Blanc ainda não foram repassados ao nosso estado. O que me espanta neste cenário é: a arte está sendo consumida em massa desde o início do isolamento, e não se tem um olhar reflexivo sobre como esses artistas vão pagar suas contas daqui pra frente?”, questionou.

Sobre os desafios na retomada de atividades, Ytalo diz que a condição de retomada em si já pode ser inviável. “É o seguinte, a gente sabe que vai ter alguns trabalhos, sim. Mas pensa comigo: o caixa de um grupo que está parado há cinco meses precisa se recuperar. Então, os trabalhos do final de ano serão para “tapar um buraco” que esses meses vêm deixando”, explicou. 

Uma das saídas tem sido utilizar o Instagram e demais redes sociais para divulgar o conteúdo produzido e tentar fechar trabalhos. “Por lá (redes) que fortalecemos os laços e deixamos acesa a chama do "já já a gente se encontra”, comentou. Apesar da reabertura, Ytalo acredita que poucos artistas se arriscarão em uma retomada. Ele também diz que a busca por lives diminuiu bastante.

Com o Dia das Crianças se aproximando, o professor diz que alguns telefonemas já foram feitos, mas nada com o ritmo de antes. Sobre os trabalhos de Natal, a realidade é ainda mais escassa. “O Natal é uma época que eu trabalho bastante como produtor do grupo. Porém, até o momento, só apareceram dois eventos para outubro. As empresas privadas do setor cultural ainda estão se restabelecendo”, acrescentou.

No entanto, além do financeiro, uma outra queixa disputa a urgência do artista: a saudade do público. “Quando a gente prepara um espetáculo, uma apresentação, uma sessão de histórias, a gente tem o cuidado muito grande com o nosso público. O olho no olho, o abraço, as palmas. Então, essa ausência do calor humano chega a ser angustiante. A saudade do palco dói”, disse o artista.

Marília Maia, diretora geral da academia onde Ytalo trabalha, também comentou que, apesar dos espetáculos de natal serem uma grande contratação da escola nos fins de ano, ela não espera fechar trabalhos para o natal de 2020.

O LeiaJá também entrou em contato com as assessorias dos shoppings Recife e RioMar, os dois maiores da Região Metropolitana, e populares pelos eventos de chegada do Papai Noel e solenidade de Natal. Os centros comerciais seguem em negociação com as agências de eventos, e ainda não têm informações concretas à imprensa ou ao público. Porém, ambos confirmaram a celebração natalina deste ano, e os detalhes devem ser divulgados no começo de novembro. A assessoria do Shopping RioMar ainda mencionou a produção de uma coletiva de imprensa, que divulgará o protocolo de medidas para a solenidade.

Nesta quinta-feira (1°), o humorista Zé Lezin, se apresenta no NB Society, às 19h. O show intitulado “Live - a vacina do riso” marca a volta do paraibano aos palcos do Recife. O formato acústico será realizado para um público limitado

No show, o humorista vai trazer as histórias do "novo normal" da população com muito humor e seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. Os ingressos custam R$ 25 (individual) e R$ 140 (mesa para quatro pessoas) e pode ser adquiridos pelo telefone 997544607.

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Serviço

Zé Lezin - Live a Vacina do Riso

Quinta-feira (1°) | 19h

NB Society Club (Rua das Crianças, Bomba do Hemetério - Recife) 

R$ 120 (mesa para 4 pessoas)

R$ 25 (cadeira individual)

Telefone: 997544607

As oficinas do Circo Picolino vão invadir as ondas da internet. As aulas migram para o ambiente virtual, em virtude da pandemia do novo coronavírus, e contemplam pessoas de todas as idades interessadas em aprender mais sobre as artes circenses. A iniciativa faz parte da segunda fase de um projeto cultural voltado para o circo, contemplado pelo edital Espaços Culturais Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). 

As oficinas seguirão um cronograma de atividades para crianças e adultos, que deve acontecer em uma série de 12 sábados seguidos. Podem participar adultos e crianças, a partir dos quatro anos de idade, que não estejam sob condição de saúde ou orientação médica que não recomende a prática destas atividades. As aulas serão iniciadas no dia 12 de setembro, a partir das 11h.

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Os interessados poderão se inscrever a partir do dia 9 de setembro. Serão disponibilizadas aulas de acrobacia em família, como forma de incentivo aos treinos regulares em casa. As inscrições poderão ser feita através de um formulário disponibilizado na internet. 

A classe artística de Paulista, Região Metropolitana do Recife, está em busca de uma resposta sobre a volta do funcionamento de um dos equipamentos culturais da cidade, o Teatro Paulo Freire. Nesta terça (25), representantes de vários segmentos das artes vão promover um protesto em frente ao local, fechado há dois anos para reformas. O ato começa às 9h. 

Localizado no centro de Paulista, o Teatro Paulo Freire foi inaugurado em 1944 e, até meados de agosto de 2018 funcionou normalmente sendo um dos poucos cineteatros ainda em atividade de Pernambuco. O equipamento foi fechado há dois anos para reformas, estimadas de R$ 270 mil,  com a promessa de ser entregue em 180 dias, porém, passados dois anos do encerramento de suas atividades, a população do município segue sem previsão de entrega do espaço. 

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A manifestação desta terça (25) deve contar com representantes dos segmentos de dança, música, cinema e demais expressões artísticas que cobram pela conclusão dos serviços de reparo no cineteatro para que ele possa voltar a funcionar, bem como a devolução do anexo onde funciona provisoriamente o Tribunal Regional Eleitoral. 


 

As Atrizes e bailarinas Endi Vasconcelos e Maria Laura Catão se encontram com a cantora, compositora e instrumentista Larissa Lisboa, no espetáculo E o Meu Corpo se Abria. A montagem, idealizada para estrear em março deste ano no Paço Alfândega, precisou ser revista e adaptada para as mídias online, em decorrência da pandemia do coronavírus, e sendo assim, ganha apresentação única, nesta sexta (14), através do projeto Ágora Sonora. 

No show-espetáculo, as três artistas se valem da música, teatro, dança e poesia, através de  textos e canções autorais, para discorrer sobre o desafio que é sair da zona de conforto. Na produção, as atrizes e bailarinas compõem e cantam, e a cantora também atua. O espetáculo aborda temas como feminismo, homofobia, amor, sororidade e as mudanças nas relações impostas pela pandemia e propõe uma participação ativa do público, com foco nas espectadoras. 

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A apresentação da montagem acontece através do projeto Ágora Sonora, que reúne artistas em ‘showslives’ privativos, com o intuito de proporcionar entretenimento e arrecadar uma renda mínima para a categoria, afetada pela crise. Os ingressos, com valor de R$ 20, já estão disponíveis. Mais informações pelo link https://cutt.ly/ddcJQoU, pelo Instagram @agorasonora ou através do WhatsApp (81) 9.9997-3164.

Serviço

E o meu corpo se abria

Sexta (14) - 20h

Ágora Sonora (online)

R$ 20


 

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