Cultura

| Artes Visuais

Mundialmente conhecido por suas intensas fotos em preto e branco, o fotógrafo franco-brasileiro Sebastião Salgado é um dos vencedores do 32º Praemium Imperiale, considerado o "Nobel das Artes", distinção que este ano também premia o violoncelista Yo-Yo Ma.

A lista de agraciados foi anunciada nesta terça-feira (14), em Paris.

##RECOMENDA##

Criado em 1988 pela Japan Art Association, este prestigioso prêmio concede 15 milhões de ienes (aproximadamente 115.000 euros) a cada laureado.

Tradicionalmente, a cerimônia de entrega dos prêmios acontece em Tóquio, em outubro, e é feita pelo príncipe Hitachi, irmão mais novo do imperador Akihito. Devido à pandemia da covid-19, o evento não serão realizado de forma presencial este ano.

Sebastião Salgado, de 77 anos, foi distinguido na categoria pintura, por suas imagens em que retrata com grande senso estético o estado dos mais pobres e a degradação do meio ambiente.

Seu último projeto, "Amazônia", é uma exploração de sete anos do ecossistema amazônico e da vida de seus povos indígenas.

Também foram distinguidos o escultor americano James Turrell, que usa espaço e luz como meio de expressão; o arquiteto australiano Glenn Murcutt, conhecido por suas casas modernistas integradas ao ambiente rural (Pritzker 2002); e o violoncelista Yo-Yo Ma.

Considerado um dos maiores de sua época, este músico americano, filho de pais chineses residentes em Paris, gravou mais de 100 álbuns e ganhou inúmeros prêmios. Entre eles, estão 18 prêmios Grammy conquistados ao longo de sua carreira.

O ilustrador brasileiro Joe Bennet, conhecido pelo trabalho 'O Imortal Hulk', foi demitido da equipe de quadrinhos Timeless e Marvel Comics. O desligamento veio após o roterista Al Ewing se recusar a trabalhar com o ilustrador depois que uma obra de apoio a Jair Bolsonaro (sem partido) voltar a ganhar destaque na mídia.

O desenho em questão é datado de 2017 e foi publicado nas redes sociais de Bennett. Na ilustração, Bolsonaro aparece como herói que luta contra outros políticos brasileiros, como os ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). Na época, o artista legendou da seguinte forma: "Força, meu capitão! O Brasil precisa de ti!"

##RECOMENDA##

No Twitter, Ewing escreveu: "Imortal Hulk acabou, mas não irei mais trabalhar com Joe novamente. Se as pessoas escolherem não ler meu trabalho com outros artistas no futuro por causa disso, entenderei e aceitarei. Se eu perdi sua confiança, é culpa minha."

Joa Benett trabalhava na Marvel Comics desde 1996 e com o desligamento, ele não participa de nenhum projeto da empresa. 

No próximo domingo (12), a Casa Balea, equipamento cultural localizado em Olinda, vai promover um leilão virtual. Com o objetivo de movimentar a cena das artes plásticas local, e ainda levantar renda para a própria casa e expositores, o evento online vai reunir 40 artistas com um total de 60 obras à venda. 

Com curadoria de Raoni Assis, artista e idealizador da Casa Balea, o leilão vai oferecer obras de diversos nomes das artes plásticas de diferents gerações. Estarão disponíveis ilustrações, desenhos, aquarelas, acrílica, óleo, esculturas e bordados, assinados por nomes como Ayodê França, Joana Liberal, Max Motta, Roberto Ploeg, Juliana Lapa, Raoni Assis, Airton Cardim, Iza do Amparo, Marcusso, Ianah Maia, Felipe Lops, Demétrio Albuquerque, Bisoro, Shiko, Cavani Rosas e Rayana Rayo, entre outros.

##RECOMENDA##

A transmissão do certame acontece pelo canal do YouTube da Casa, no próximo domingo (12), às 16h. O leilão será apresentado pelo ator e cantor Rafael Cavalcanti, e contará com algumas participações especiais. Os lances poderão ser dados através dos comentários no canal e os pagamentos serão efetuados via boleto e cartões de crédito ou débito. 

Serviço

Leilão Balea

Domingo (12) - 16h

YouTube.com/casabalea

A Prefeitura de Guarulhos (SP) anunciou a 17º edição do Salão Nacional de Arte Contemporânea de Guarulhos, que possibilitará a participação de artistas de todas idades, brasileiros e estrangeiros. As inscrições podem ser feitas gratuitamente até 30 de setembro por aqui: https://www.guarulhos.sp.gov.br/form/17o-salao-de-artes-visuais-inscr

De acordo com a Prefeitura, cada participante poderá cadastrar três obras por categoria específica. Mas, na categoria instalação, só será possível inscrever uma obra. Aqueles que desejarem participar de uma segunda categoria, seja individualmente ou em grupo, precisará realizar uma nova inscrição.

##RECOMENDA##

Segundo a Prefeitura, os participantes concorrerão a quatro prêmios, onde três serão decididos pela votação de um Júri Técnico. O primeiro lugar receberá R$ 8 mil, o segundo R$ 6 mil e o terceiro R$ 4 mil. A quarta premiação ocorrerá por meio de votação popular e, o artista que obtiver mais votos ganhará R$ 4 mil.

A primeira etapa da seleção ocorre no período de 5 a 6 de outubro, quando o júri analisará as fotos e obras dos participantes e decidirão quem será selecionado para a segunda fase, marcada para o período de 3 a 4 de novembro. O resultado será publicado em 05 de novembro de 2021, no site e Boletim Oficial do município.

O Salão Nacional de Arte Contemporânea de Guarulhos foi criado em 1998 e já contou com diversos nomes das artes visuais, entre eles, Fábio Baroli, Ivan Grilo, Bia Black e Heitor D’Abramo, críticos e curadores para compor comissões de seleção e premiação como Enock Sacramento, Oscar D’Ambrosio, Antonio Santoro, Antonio Busnardo Filho, Ana Guerra.

Além desses, também já estiveram presentes na equipe de júri os professores do curso de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Campus Guarulhos, e outros nomes como Adriano Gambim, Alexandre Gomes Vilas Boas, Serjão Oliveira e Sérgio Andrejauslkas.

 A Ciabatta Cia de Teatro anunciou que o espetáculo "A Flor do Sonho", monólogo poético musical de Marcos Lopes, terá estreia em 7 de setembro. Por conta da pandemia do Covid-19, o espetáculo foi filmado no Complexo Cultural Funarte SP (Sala Carlos Miranda) e será exibido no canal do YouTube da Cia.  Acompanhe: https://www.youtube.com/channel/UCX7hx5CFv_dM3KTBCSk_SWA 

A peça narra a vida da poetisa portuguesa Florbela Espanca (1894-1930), por meio de um musical de 10 canções, inspiradas nas obras de Florbela, seus poemas e algumas cartas escritas por ela. A apresentação contará com uma banda instrumental de pianos e violoncelo. 

##RECOMENDA##

De acordo com Cia de Teatro, a história contada no espetáculo não seguirá uma ordem cronológica e, será focada em suas cartas, as quais muitas são direcionadas ao irmão de Florbela, Apeles Espanca.

Conhecida como uma das primeiras feministas portuguesas, Florbela também é considerada uma das maiores poetisas de seu país. Segundo a Cia de Teatro, a apresentação visa apresentar os poemas de Florbela para o público brasileiro. 

Nesta quinta-feira (2) é celebrado o Dia Repórter Fotográfico, profissional responsável pelo registro de imagens que evidenciam as notícias dos veículos jornalísticos. Mais do que outras modalidades da fotografia, o fotojornalismo é focado em noticiar o mundo ao redor pelo relato visual. 

Para o repórter fotográfico Saulo Dias, o fotojornalismo é uma maneira de registrar a realidade que as pessoas não enxergam. “Cada dia é como caçar e matar um leão. Estar informado e ter responsabilidade”, comenta.

##RECOMENDA##

Segundo Dias,  a pandemia do coronavírus (Covid-19) trouxe mudanças no cotidiano de quem trabalha com fotojornalismo. “Afetou muito quem cobria futebol, trouxe uma nova rotina de pautas como insumos, vacinas e o comércio no abre e fecha”, descreve. O fotojornalista lembra que durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, muitos de seus colegas se deslocaram a Brasília para realizar a cobertura.

O fotojornalista Paulo Pinto tem crítica ao momento atual para a profissão. Segundo ele, devido à acessibilidade oferecida pelas tecnologias, muitas pessoas acreditam que o simples fato de terem uma câmera na mão já os tornam aptos a serem  fotojornalistas. “Fica no quanto mais barato melhor, ou seja, a exigência é ter uma máquina fotográfica na mão, o resto não importa, esse é o mercado atual. Essa é a visão geral, sem retoques”, lamenta.

Os desafios do fotojornalista que estudou e trilhou um longo caminho para se profissionalizar são muitos. Pinto ressalta que, atualmente, o repórter fotográfico precisa “concorrer” com as câmeras de celulares, no que diz respeito à presença em um acontecimento ou notícia instantânea. 

Com mais de 30 anos de profissão, Paulo Pinto acompanhou toda a evolução da fotografia desde os anos 1980, em destaque, a transição do analógico para o digital. O fotojornalista define que o mais importante é entender as mudanças, se adaptar, ler, estudar e sempre se antecipar para resolver possíveis problemas.

Segundo ele,  o fotojornalista é como um historiador, que busca registrar os fatos de maneira eterna, seja pelo papel ou pixel. “Somos os principais divulgadores do que o mundo vê hoje em imagens, por isso, é necessário que sejamos responsáveis por aquilo que queremos mostrar com nossas imagens”, evidencia Pinto.

Na concepção do fotojornalista, o casamento entre o texto e a imagem podem fazer com que uma informação se torne única. “Uma foto vale por mil palavras, mas um texto bem elaborado, em perfeita união com uma imagem, é imbatível”, aponta Pinto. “Não precisa ser um expert em fotografia para entender uma foto nossa, basta identificar-se com o que o fotojornalista viu naquele instante para que o registro fique eternizado”, complementa.

Para marcar os três anos do incêndio que destruiu o Museu Nacional, a instituição lançou nesta quinta-feira, 2, uma campanha para a recomposição do acervo consumido pelo fogo. Serão necessárias dez mil novas peças para os quatro circuitos expositivos, além do que está sendo recuperado dos escombros. A previsão de reinauguração do museu é para 2026.

"Temos total consciência de que não teremos sucesso sem a intensa colaboração nacional e internacional", afirmou o diretor do museu, paleontólogo Alexander Kellner. "Precisamos de exemplares de animais e plantas, de fósseis e minerais, objetos etnográficos, históricos, arqueológicos e tantos outros."

##RECOMENDA##

A instituição já recebeu algumas contribuições que Kellner considera importantes. O diplomata aposentado Fernando Cacciatore doou 27 peças greco-romanas. O pesquisador Wilson Savino colaborou com uma coleção etnográfica africana. Já o indígena Tonico Benites cedeu uma coleção etnográfica indígena. Ao todo, são cerca de 500 peças.

As peças serão essenciais para a recomposição dos quatro circuitos expositivos do museu. Serão eles o Histórico (mil peças), Universo e Vida (4.500 peças), Diversidade Cultural (2.500 peças) e Ambientes Brasileiros (2.000 peças).

Durante os trabalhos nos escombros, foram recuperados 5 mil lotes de fragmentos. Os especialistas do museu esperam a construção dos novos laboratórios para começar a trabalhar nesse material.

No ano que vem, para marcar a comemoração do Bicentenário da Independência, a previsão é que haja uma inauguração parcial das obras externas já concluídas. Elas incluem o Jardim das Princesas e pelo menos uma parte da fachada e do telhado do bloco 1. Esse é o setor histórico do Palácio São Cristóvão.

Fogo destruiu antiga 'casa' dos imperadores

Primeira instituição do gênero do Brasil, fundado por D. João VI em 1818, o Museu Nacional funcionava na antiga residência oficial dos imperadores brasileiros. A construção fica na Quinta da Boa Vista, hoje um parque em São Cristóvão, na zona norte carioca. Desde 1946, é vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Na noite de 2 de setembro de 2018, o fogo destruiu totalmente o prédio da sede do museu. Praticamente todo o acervo - 12 mil peças - foi reduzido a cinzas. Um inquérito da Polícia Federal concluiu que o incêndio foi resultado de um curto-circuito em instalações de refrigeração de ar.

A previsão orçamentária para a recuperação de todo o museu é de R$ 385 milhões. Já foram captados 64% dos recursos necessários.

[@#galeria#@]

Vemos tudo e, no entanto, o olhar nunca esteve tão despovoado. Essa é a abordagem da exposição individual "(H)ouve o Barulho da Pele", de Marinaldo Santos, que será aberta neste sábado (28), em Belém, na Casa Namata, com entrada franca.

##RECOMENDA##

Marinaldo Santos ajusta o foco de seus traços e formas e monta imagens e objetos para pensar o corpo sinalizado pelos anúncios luminosos da contemporaneidade. “A exposição possui objetos, desenhos e assemblages (colagens feitas com objetos descartados). No processo criativo dos objetos, eu recolho os materiais, como madeira e alumínio, nas minhas caminhadas pela cidade. A partir disso, começo a construir as peças adaptando os materiais para criar cada trabalho. Os desenhos e as assemblages seguem o mesmo processo. Utilizo recortes de revistas diversas. São trabalhos feitos com liberdade. Todo o ‘lixo’ do meu ateliê nunca é jogado fora. Tudo é transformado em arte”, explicou o artista.

A Exposição segue até 28 de setembro, na galeria semente, da Casa Namata, localizado na avenida Conselheiro Furtado, 287, bairro Batista Campos, em Belém.

Nascido em 1961, Marinaldo Santos vive e trabalha em Belém desde 1980. Em 1985 começa a expor no Brasil (Belém, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia) e no exterior, Frankfurt e Munique (Alemanha), Miami (EUA), Roterdã (Holanda). Foi premiado no Salão Arte Pará nos anos de 1982, 1986, 1989 e 1999, assim como no Salão Pequenos Formatos da UNAMA - Universidade da Amazônia nos anos de 2001 e 2004.

Serviço

Abertura: 28 de agosto, às 18h.

Visitação: 28 de agosto a 28 de outubro de 2021.

Local: Casa Namata – Av. Conselheiro Furtado, 287 - Batista Campos, Belém – PA.

Entrada Franca.

Informações para imprensa: 91 98966-4742 (Eduardo Monteiro).

Por Chris Portilho, da assessoria do evento.

 

 

Uma das obras nordestinas mais conhecidas nacionalmente, O Auto da Compadecida - escrita pelo dramaturgo Ariano Suassuna em 1955 -, já foi vista nos teatros, na televisão - quando virou minissérie, em 1999 - e no cinema - em uma adaptação dirigida por Guel Arraes, lançada em 2000. A obra parece ter percorrido todas as mídias possíveis, mas não para o pernambucano Jefferson Trindade, que sonha em vê-la transformada em game. O caminho para tal já começou a ser trilhado, através de uma concept art feita pelo designer que transformou João Grilo, Chicó e outros personagens da trama em personagens animados no ‘Autos The Game’.    

Natural de Nazaré da Mata, cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco, o jovem de 26 anos cresceu entre maracatus e cirandas que ajudaram a formar seu repertório cultural. Após passar pela faculdade de Licenciatura de Geografia, na Universidade de Pernambuco (UPE), o gosto pela cultura da sua terra ficou ainda mais forte e ele acabou trocando a carreira de educador pela da arte. “Acredito que ter estudado geografia na UPE e na minha cidade me fez abrir a cabeça pra tudo. Sou outra pessoa depois do curso, politicamente e culturalmente. Comecei a dar valor à cultura nordestina e brasileira depois do curso. Então, hoje no meu trabalho eu  junto meu amor pela arte, tecnologia e tradição, esses são os meus pilares”, disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá. 

##RECOMENDA##

Pelas mãos de Jefferson, o casamento entre tecnologia e tradição parece funcionar perfeitamente. O jovem acredita que as novas ferramentas são um caminho fundamental para manter esse legado cultural e atrair os mais novos. “Foi uma forma que eu encontrei pra essa nova geração encontrar o conteúdo mais cultural nordestino, seja cinema, culinária ou música, sem ser no padrão comum. Somos muito ricos culturalmente e muita gente ainda não tem esse orgulho”.

[@#video#@]

Para a primeira experiência deste trabalho que Jefferson chama de “100% arretado”, ele escolheu o filme O Auto da Compadecida, seu preferido “desde a infância”. “Quando eu era criança, no interior, eu assistia umas 10 vezes na semana, sabia todas as falas", relembra. O artista conta que várias pessoas que viram suas ilustrações não conheciam o longa de Guel Arraes, e que seu primeiro objetivo de difundir a obra já está sendo atingido. "Muita gente que não conhecia o filme veio me perguntar sobre o que era. Falei sobre o filme e isso já vale muito meu esforço, minhas noites de sono. Só de levar a arte de Pernambuco pra longe, já me satisfaz enormemente".

O projeto foi produzido em três dias, de forma totalmente independente por uma ‘equipe’ formada por ele e ‘ele mesmo’, como o próprio coloca. “Faço tudo sozinho, áudio, motion, ilustrações, referências”. A arte foi feita na ‘pegada’ da xilogravura, com um colorido bastante expressivo e que, segundo o artista, em breve será vista em novos projetos com mesma estética.  

Jefferson ao lado da mãe, Maria Mércia. O jovem deixou a cidade natal, Nazaré da Mata, aos 20 anos e vive no Recife, capital de Pernambuco, desde então. Foto: Cortesia. 

Agora, Trindade espera o resultado de um concurso promovido pelo Porto Digital que poderá possibilitar o sonho de transformar o ‘Autos The Game’ em um jogo real. Enquanto isso, o pernambucano vai aproveitando a boa repercussão das publicações do projeto no Instagram - que recebeu elogios até de um dos atores do filme, Matheus Nachtergaele, e em poucos dias alcançou mais de cinco mil visualizações. “É o que eu tenho de mais rico, minha tradição, minha religiosidade, minha cultura, isso é impagável. Esse reconhecimento só me faz ver que estou no caminho certo. Não quero fama, quero deixar um legado de preservação da nossa cultura. Ela consegue sim andar lado a lado com a tecnologia e inovação”. 


 

 

As divindades sempre exerceram um importante papel na história da humanidade. Essa força onipresente, que se mantém vigorosa no imaginário de muitos, é percebida de um modo metafísico pelo artista plástico cubano-pernambucano David Alfonso, que conduziu esse olhar para os trabalhos que expõe em  'Deuses ocultos', em cartaz na Arte Plural Galeria (APG). A mostra abriu ao público nesta quarta-feira (25).

Em suas telas coloridas e desenhos em preto e branco, as figuras humanas – em sua maioria mulheres – parecem reverenciar o divino, protagonizado pela natureza e por animais, cada um com sua peculiaridade. "Para mim, simbolizam a energia que está contida no espírito", diz Alfonso, que atribui ao galo, por exemplo, a autoridade da justiça; ao cavalo, a representatividade do destino; ao cachorro, o fantástico que vem com a magia; e às aves, toda a leveza da alma.

##RECOMENDA##

Sem esquecer suas raízes latinas, o artista passeia também por ambientes festivos, folclóricos e um universo metafísico, essencial para marcar o momento de celebração à vida. "Sem dúvida, esse é um instante difícil e diferente para todos, em qualquer lugar do planeta. Por isso, precisamos reverenciar, agradecer e celebrar", afirma.

Com curadoria da jornalista Olívia Mindêlo, 'Deuses Ocultos' é a primeira exposição individual de David Alfonso, que já participou de diversas coletivas. "As pinturas dele são um chamado à contemplação e à descoberta. Evocando o gesto perdido de parar, ver e imaginar é que a obra desse artista cubano-pernambucano toma corpo; aliás, corpos", ressalta ela.

A "dupla nacionalidade" do artista é explicada por ele como paixão eterna. Em 2007 veio para o Brasil, chegando pelo Ceará, onde morou dois anos. Mas ao desembarcar no Recife e vivenciar a cultura pernambucana decidiu onde fincaria raízes. O acesso presencial à exposição é gratuito, observando rigorosos protocolos de segurança para prevenção da Covid-19. A APG fica na Rua da Moeda 140, no Bairro do Recife, e está aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Mais informações pelo telefone (81) 3424-4431.

*Da assessoria

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Prêmio Sesc Guadalupe de Fotografia, iniciativa do Sesc Pernambuco com o objetivo de valorizar a identidade do estado e fomentar a produção fotográfica local. Os trabalhos podem ser inscritos até o dia 1º de outubro, de forma gratuita e exclusiva pelo site, onde está disponível o edital completo. O resultado será anunciado até o dia 15 de novembro.

Com o tema 'Natural de Pernambuco', as fotografias devem retratar a biodiversidade do território pernambucano, as expressões artísticas e culturais ou peculiaridades dos municípios. Serão R$ 45 mil em premiação e até 30 produções selecionadas, com prêmios individuais de R$ 1,5 mil, além de vouchers para hospedagem no Hotel Sesc Guadalupe.

##RECOMENDA##

"Queremos estimular a produção sob a perspectiva do sentido de pertencimento e afetividade com o seu lugar, sua cultura e suas paisagens. É um convite para que as pessoas compartilhem o seu olhar em nosso hotel", explica a professora de Artes do Sesc, Valkiria Porto.

Podem participar da inscrição pessoas com idade mínima de 18 anos, nascidas ou residentes aqui há pelo menos seis meses, profissionais ou amadores. Cada uma pode submeter até dois trabalhos, embora apenas um seja selecionado, preenchendo o formulário disponível no site do Sesc. Será preciso compartilhar o memorial descritivo, contendo apresentação e defesa do trabalho, e as imagens em alta resolução.

As imagens estarão expostas no Hotel Sesc Guadalupe, primeiro equipamento hoteleiro da instituição no litoral do estado que está sendo construído em Sirinhaém e passará a operar em 2022. As obras selecionadas vão permitir a turistas e visitantes uma imersão pela riqueza cultural, histórica, artística arquitetônica e ambiental de Pernambuco.

*Da assessoria

O Brasil é o segundo país que mais tempo gasta ‘surfando’ nas redes sociais. Segundo pesquisa feita pela empresa GlobalWebIndex, os brasileiros gastaram, em média, cinco horas em aplicativos como WhatsApp e Facebook no ano de 2020. E esses números tendem a crescer, sobretudo diante do atual contexto pandêmico que tem feito - ou deveria pelo menos - boa parte da população manter-se confinada dentro de casa. 

Dentro desse uso, está o consumo de imagens e fotografias de todos os tipos e origens que são curtidas, salvas e até compartilhadas de forma indiscriminada. A internet pode mesmo parecer uma grande biblioteca pública de fotos, porém, para chegar até ali, esses arquivos ‘jpg’ percorrem um caminho e ele começa no autor dessa obra: o fotógrafo. 

##RECOMENDA##

A pessoa que produz uma fotografia, sendo profissional da área ou não, é entendida como o autor da imagem, logo, o proprietário intelectual daquela produção. No Brasil, as obras fotográficas são protegidas pela Lei Federal n.º 9.610/98, a Lei de Direitos Autorais, que prevê algumas penalidades para aqueles que fizerem uso indevido desses trabalhos. No entanto, a dificuldade de controlar o tráfego de informações na rede mundial e o desconhecimento da legislação, por parte do público e muitas vezes até do próprio fotógrafo, tem causado bastante aborrecimento além de prejuízos financeiros, especialmente aos profissionais da imagem.  

‘Se tá na internet, pode usar’

Atualmente, a maior vitrine para o trabalho de um fotógrafo, se não a principal, é a internet. E é nesse ambiente que parte desses profissionais acaba sendo lesada pelo uso indevido de suas obras. Um caso ocorrido no Recife, recentemente, envolvendo um fotojornalista e uma página de humor do Instagram, aqueceu o debate sobre direitos autorais entre a classe e originou diversas postagens sobre o tema. 

Ao ver uma foto sua virar meme no perfil humorístico, o profissional entrou em contato com os administradores da @ para reclamar seus direitos de autoria. Ignorado em seu apelo, o fotojornalista desabafou em seu perfil pessoal, frisando a importância do respeito à autoria das fotografias encontradas na internet. Sua reação, no entanto, acabou lhe rendendo comentários desrespeitosos e, além de ter um de seus trabalhos usado e alterado sem a devida autorização, ele acabou virando alvo de ‘haters’. Em alguns desses comentários, era possível encontrar vários seguidores dizendo o mesmo: “Se tá na internet, pode usar”.

LeiaJá também

--> Fotojornalista: o profissional que informa com imagens

--> Como as selfies revolucionaram a fotografia (e a sua vida)

A frase quase de efeito é rebatida por um outro profissional da imagem, que há cerca de 14 anos lida constantemente com esse tipo de problema. Roberto Carlos (nome fictício criado para proteger a identidade da fonte), é repórter fotográfico com passagens em diversas agências de notícias e veículos de imprensa. Em entrevista ao LeiaJá, ele coloca que a sensação de se deparar com um trabalho próprio utilizado por terceiros, sem os devidos créditos e sem uma autorização prévia, é de “impotência”. 

No início de 2021, ele passou por mais uma situação do tipo, ao ver uma de suas fotos transformada em desenho por um tatuador, sem sua autorização. A tentativa de acordo entre as partes, para o uso da imagem da maneira correta, virou um entrave e Roberto precisou pedir a ajuda de um advogado. “(O tatuador) é um cara que é famoso, premiado, que fica dando discurso de processo criativo na internet. Quando você soma isso tudo, você vê que precisa fazer alguma coisa porque é um cara que sabe o que tá fazendo, ele vive de arte, não dá pra deixar passar em branco”.

Enquanto tenta resolver o problema, mais um do tipo, Roberto segue buscando uma “fórmula” para resguardar o seu trabalho e evitar prejuízos morais e até mesmo financeiros. Até lá, continua contando com o “bom senso” de quem navega pelas redes sociais. “A gente tem que estar na internet e a gente tem também que saber lidar com as pessoas, porque quando você reclama a pessoa diz: ‘a foto tá na internet, peguei no Google’. O Google não tem um fotógrafo que vai pra rua fazer foto, não existe ‘foto do Google’.  A luta é deixar isso claro pra todo mundo. É preciso botar os créditos (nas fotos); blogueiros, atores, empresas, todo mundo. A internet não é terra de ninguém”. 

Direitos Autorais

No Brasil, as obras audiovisuais e fotográficas são protegidas pela Lei Federal n.º 9.610/98, a Lei de Direitos Autorais, que normatiza que os direitos morais e patrimoniais de imagens ou vídeos pertencem exclusivamente a seu autor, ou seja, a pessoa física criadora da obra. Sendo assim, a utilização, publicação ou reprodução de tais obras sem a devida autorização e sem a discrminiação de seus créditos implica em violação desses direitos, portanto passível de penalidades, seja em ambiente virtual ou até mesmo fora dele. 

A advogada especializada no segmento, Cristina Baum, falou sobre tais penalidades em caso de uso indevido de fotografias. “O Código Civil nos aponta que podemos entrar com uma ação indenizatória -  a gente comprova que a autoria da obra é do fotógrafo, junta documentos do arquivo original da foto mostrando ao juiz que aquela obra pertence ao fotógrafo; e comprovada essa parte, a gente pede uma indenização”, disse em entrevista ao LeiaJá. 

"As pessoas têm a sensação de que como aquilo tá na internet aquilo é de domínio público. E na verdade, não é". Cristina Baum, advogada especialista em Direitos Autorais. Foto: Cortesia 

A jurista explicou ainda que a determinação do valor indenizatório leva em conta diversos fatores, como o valor de uma diária do profissional ou o valor de suas horas de trabalho. “A jurisprudência também nos aponta vários valores dependendo de como foi utilizada a foto, se a pessoa teve algum lucro em cima da obra, por exemplo, existem várias maneiras de fazer esse cálculo”. Segundo ela, a lei resguarda o compartilhamento de imagens para fins educacionais.

Sobre os memes, criados geralmente com teor humorístico e que acabam viralizando, a advogada afirma que o “correto é não alterar uma obra em hipótese alguma”, porém, no que diz respeito a essa categoria, o tema é ainda bastante “controvertido”. “A lei até protege os autores das obras fotográficas em relação a memes, porém tem que ser comprovado que houve o uso indevido da imagem e que a pessoa vem obtendo lucro em cima daquele meme. A legislação de direitos autorais autoriza as pessoas e artistas a criarem obras derivadas, que seriam esses memes, entretanto, elas precisam de autorização de quem é detentor da obra originária. Essas obras derivadas podem ser comercializadas depois da devida autorização porque elas também se tornam uma obra original”

Para os profissionais de imagem, Cristina aconselha o uso de marcas d’água, que registram na própria imagem sua autoria, e o envio de uma notificação extrajudicial em caso de utilização indevida. A nota deve esclarecer que “aquele uso não está autorizado e que a pessoa vem ferindo os direitos patrimoniais e morais do autor, pelo trabalho que envolve muitos custos, muito esforço intelectual, horas de dedicação e estudo”. “Colocar que a foto tem direitos autorais é muito importante porque as pessoas têm a sensação de que como aquilo tá na internet, aquilo é de domínio público. E na verdade não é. O fato de estar na internet é porque a pessoa está expondo o seu trabalho, expondo a sua arte”, afirma a advogada.

‘Crédito não é favor’ 

Compartilhar imagens na internet não precisa virar caso de Justiça. Com alguns cuidados, atenção e bom senso, é possível para fotógrafos e internautas conviverem de forma pacífica, fazendo o melhor uso possível das redes sociais. Társio Alves, fotojornalista e professor de fotografia em instituições como o Senac e Escola Pernambucana de Fotografia, costuma abordar sempre o tema em sala de aula, para que os futuros profissionais já saiam para o mercado sabendo como proceder. “As fotos que estão na internet, todas têm propriedade intelectual, inclusive é uma propriedade inalienável. Quando você pega uma imagem dessa você tem que citar a fonte e com certeza o crédito do autor, é o mínimo necessário”, explica.

O professor também indica o preenchimento dos metadados nas imagens, informações que vão agregadas ao arquivo e que indicam desde o equipamento com o qual a foto foi feita até a data e horário da captura, além do nome de seu autor. Esses dados podem ser acessados com um simples clique no botão direito do mouse. Sobre a marca d’água, um outro mecanismo bastante utilizado, Társio afirma que a estratégia pode não garantir tanta segurança assim. “As pessoas podem facilmente apagar essa marca d'água ou criar um recorte simples na imagem. Não dá segurança, além disso, essa marca muitas vezes vai poluir a imagem de alguma forma. Ao meu ver, não vale a pena, o que vale é a gente estar resguardado sob a Lei de Direito Autoral”.

"Deixar claro: colocar o crédito não é troca, é obrigação". Társio Alves, fotojornalista e professor de fotografia. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Ele reforça ainda a importância da classe manter-se unida no sentido de fazer valer a Lei 9.610/98, uma legislação que, com pouco mais de 20 anos, ainda é considerada relativamente nova. "Muitos fotógrafos acabam abrindo mão desses direitos, o que eu considero um erro. Acho que a classe como um todo precisa estar unida, informado de forma salutar às pessoas e seus clientes, que as fotos devem ser publicadas com o crédito do fotógrafo. Se nós somos profissionais da área de fotografia e nós mesmos não valorizamos esse direito, então quem é que vai valorizar? É fazer com que esse direito seja cumprido para diminuir os problemas que acontecem”. 

Do outro lado do ‘jpg’, da parte de quem clica e compartilha, também é preciso ter alguns cuidados. Tanto para respeitar o trabalho alheio quanto para se proteger de eventuais processos judiciais, sobretudo quando esse uso implica em retorno financeiro. “Quando você usa a imagem de alguém e ganha dinheiro com essa imagem, você está se apropriando de um bem que não é seu e gera prejuízo ao fotógrafo”, ressalta Alves.

Társio orienta também que antes de compartilhar é interessante entrar em contato com o profissional de imagem pedindo uma autorização. Além disso, creditar a fotografia é fundamental, citando também o local de origem da obra. “A citação seria a mesma de quem usa um texto. Pegando aí a regra da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), se você citar um texto, tem que citar a fonte e o autor. Entendendo que qualquer imagem tem uma propriedade intelectual, existe uma autoria, pedir essa licença é um ato muito importante. E deixar claro, colocar o crédito não é troca, é obrigação”. 


 

No mês de aniversário de Burle Marx, o Museu da Cidade do Recife promove uma programação especial para homenagear um dos mais importantes paisagistas do século XX. Nos dias 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de agosto, o espaço promoverá a oficina 'Bombinhas de Sementes', voltada para toda a família, crianças e adultos. A oficina gratuita tem duração de 15 minutos e não é necessário inscrição prévia. Para participar, basta visitar o Museu entre 13h às 16h, nos dias com programação.

"Durante a oficina, os participantes irão aprender a preparar uma bombinha para cultivar, além de conhecer um pouco mais sobre o importante legado deixado pelo paisagista. "Comemorar Burle Marx e seu legado desde a modernização da cidade é oportunizar conscientização e  educação junto às pessoas, como o paisagista bem pensou. Mais ainda, 'presenciar' o mestre através de seu conjunto de jardins públicos é zelar pelo patrimônio urbano", destaca o gerente do Educativo do Museu da Cidade, Emerson Pontes.

##RECOMENDA##

Com orientação da Secretaria do Meio Ambiente do Recife, todas as sementes escolhidas para a atividade são de flores e pequenos arbustos, e podem ser cultivadas em jardins privados, vasos e até em pratos, desde que sejam regadas com frequência. Em alusão às flores vermelhas projetadas por Burle Marx na década de 40 para a Praça Cinco Pontas, onde fica o Museu da Cidade do Recife, sementes com flores, frutos ou folhas de coloração vermelha serão utilizadas na confecção das bombinhas, como sálvia, pimentão vermelho, hibisco (papoula), pimentas biquinho e malagueta.

Além das "vermelhas", também estarão disponíveis outras sementes, como coentro, pimentão, maracujá e margarida gigante. Não é necessário inscrição prévia para participar da oficina. Para segurança do público e da sua equipe, o MCR segue todos os cuidados necessários para prevenção da Covid-19, como o uso obrigatório de máscaras e o respeito ao distanciamento. Nesta fase de reabertura, o Museu funciona para visitação de terça a sábado, das 10h às 16h.

*Da assessoria

A partir deste domingo, 1º de agosto, o Shopping Patteo Olinda recebe, em sua Praça de Eventos do piso térreo, a Feira de Artesanato Fitacores. Serão 24 stands com diversos artesãos de Pernambuco, Bahia e São Paulo expondo seus produtos. O evento fica no centro de compras até o último dia do mês.

Segundo a organizadora da feira, Daisy Noronha, será possível encontrar no espaço uma enorme variedade de itens, inclusive opções de presentes para o Dia dos Pais. "Os artesãos levarão bijuterias, roupas, pedras, peças em prata, quadros, adereços e objetos para decoração de casa, entre muitos outros", afirma.

##RECOMENDA##

A Feira de Artesanato Fitacores funcionará de acordo com o horário do shopping, de segunda a sábado, das 9h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 21h. O Patteo Olinda fica na Rua Carmelita Soares Muniz de Araújo, nº 225, em Casa Caiada.

*Da assessoria

Estão abertas as inscrições para a 13ª edição do UNICO - Salão Universitário de Arte Contemporânea, do Sesc Pernambuco. Além de incentivar e fomentar a produção artística e estreitar a relação da linguagem com o público, o projeto de artes visuais traz como novidade neste ano um calendário de ações formativas e a ampliação de formatos. 

Com o tema Arte se faz educando: pedagogias da educação, o UNICO vai selecionar 17 projetos, sendo 12 para exposição nas unidades do Sesc Casa Amarela, Santo Amaro ou Petrolina, além de cinco propostas de podcasts, que terão veiculação nos canais oficiais da instituição. Somando o incentivo a cada iniciativa, o Sesc vai destinar aproximadamente R$ 26 mil aos proponentes.

##RECOMENDA##

"Nosso objetivo é estimular que processos criativos e pesquisas surgidas nas academias possam dialogar com o eixo temático a partir da perspectiva da pedagogia da criação e do artista enquanto educador", comenta a professora de Artes do Sesc Pernambuco, Valkíria Dias, mencionando, ainda, a celebração do centenário de Paulo Freire.

Para participar desta edição do UNICO, as pessoas interessadas podem inscrever até dois projetos, desenvolvidos individualmente ou coletivamente, até o dia 10 de setembro, pelo site do Sesc. O cadastro, que é gratuito, é exclusivo para estudantes de graduação de qualquer curso superior em Pernambuco, com comprovação de vínculo. Nele, será possível categorizar o projeto – se exposição ou podcast – e escolher a unidade do Sesc para exposição.

Os projetos inscritos serão avaliados por uma curadoria especializada na linguagem e que vai avaliar critérios como o alinhamento da proposta ao tema, consistência estética, poética e discursiva, singularidade e ineditismo, entre outros elementos presentes no edital, que está disponível também no site. Após a análise e seleção, o resultado será anunciado até o dia 21 de setembro.

Os 12 projetos artísticos selecionados para exposição vão receber R$ 2 mil e terão suas produções expostas, a partir de outubro, na galeria escolhida. Também vão participar gratuitamente de formações em curadoria, expografia, montagem e mediação educativa, além da exposição. Pela primeira vez, essas atividades serão abertas ao público externo, por meio de inscrição prévia. Já os proponentes para podcasts, receberão o incentivo de R$ 500 e suporte técnico para a produção e veiculação do conteúdo.

Dialogando com o tema sua essência, o UNICO vai oferecer, em agosto, cursos, que já estão com inscrições abertas no cursos.sescpe.com.br. "É uma ação formativa para os universitários que quiserem se candidatar à seleção ou que tenham interesse no conteúdo", conta Valkíria Dias.

O primeiro curso é Oficina de Podcast, de 4 a 6 de agosto, com a facilitadora Letícia Barbosa. Em seguida, de 9 a 13, com Guilherme Moraes, será a vez da Oficina Portfólio Artístico e, encerrando o ciclo de formações, Gus Cabrera vai ministrar “Oficina de Serigrafia Artesanal, de 17 a 20 de agosto. Essas atividades custam R$ 20 para trabalhadores do comércio e dependentes com o cartão do Sesc atualizado e R$ 40 para os demais públicos.

*Da assessoria

Através do nome que rememora a luta das pessoas negras pelo fim da escravidão, o Túnel da Abolição é localizado em uma das mais importantes vias do bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife (PE). O equipamento de mobilidade urbana, que tem cerca de 550 metros, foi inaugurado pela Prefeitura em 2015, mas só a partir desta semana passou a refletir traços da cultura afro-brasileira, através do painel “Do Orun ao Aiye: Afrika Elementar”.

A iniciativa faz parte do projeto “Colorindo o Recife”, que surgiu na Secretaria de Turismo e Lazer, mas passou a ser encabeçado pela pasta de Inovação Urbana da capital. O objetivo é criar galerias de arte a céu aberto com a participação de artistas, além de também promover oficinas ao público infantil das escolas públicas da Cidade.

##RECOMENDA##

A transformação do espaço foi feita pelos grafiteiros Adeilson Boris, Nathê Ferreira e Emerson Crazy, que, juntos, construíram uma obra baseada nos quatro elementos da natureza: fogo, ar, terra e água (inã, afefe, aiye, omi). Cada um dos artistas elaborou o mural a partir do elemento escolhido, enquanto a água permeia toda a obra.

Os transeuntes, no entanto, poderão reparar que a cor azul tornou-se predominante no túnel, por escolha dos próprios artistas. O destaque é atribuído à importância da água para o Recife, como também à predominância do elemento no corpo humano.

Para Adelson Boris, autor da parte que usa cores quentes na obra (Inã), o túnel é “um espaço que guarda muita memória de corpos negros em busca de sua liberdade”.

“No momento em estava elaborando os painéis, lembrei que estava acontecendo um momento único e histórico, e é como se estivesse voltando ao passado para resgatar uma memória para o presente e ressignificá-la para o futuro, pensei: isso é sankofa. Então os painéis foram construídos nessa perspectiva ancestral como resgate dos saberes milenares presentes nos elementos da natureza”, disse o artista, que teve contato com o grafite pela primeira vez em 2003, e tem a cultura negra como sua inspiração.

[@#video#@]

Já Nathália Ferreira, conhecida como Nathê, ficou encarregada de trazer o elemento ar (afefe) para o mural, dialogando com a criação dos outros dois artistas. ”Pensando em interagir com as produções dos meninos, pensei em criar uma narrativa que desse a ideia de sair do painel terreno de Crazy, um pássaro de pescoço longo, como o sankofa, indo ao encontro do seu bando no painel de Boris”, explicou.

“Montada no pássaro, criei uma amazona, uma menina de rosto comum, que me remetesse as meninas suburbanas que vejo na minha rua, daí os elementos de roupas mais comuns, mas com adereços de realeza. Dando a entender que essa menina estivesse em mais um dia do cotidiano, buscando ou levando uma mensagem muito importante, na contramão da via de carros que passam no túnel”, reitera a artista.

Por outro lado, o juremeiro e iniciado no candomblé há dois anos, Emerson Crazy, incluiu também a sua vivência com a fé na obra. “Foi de grande importância participar de um grande painel em que tive a oportunidade e o prazer de representar o culto yoruba ao qual faço parte, o primeiro painel foi abordado as matas e dois orixás da Egbé odé (sociedade dos caçadores) e o segundo painel onde representei a Orixá Osun da Egbé omi (sociedade das águas), e ambos trazendo significados específicos para o culto de cada orixá”, disse ele, que apresenta no painel dois homens ao centro de uma floresta com fundo dourado, representando a terra (aiye).

[@#podcast#@]

O  1º Encontro Abayomi das Mulheres Pretas da Cultura Popular, realizado com o incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, começa neste sábado (10). A iniciativa tem como proposta ser um espaço voltado à luta por direitos, proteção e igualdade, celebrando as experiências e existências,  a partir de discussões sobre o feminismo, ancestralidade, cultura popular e o enfrentamento ao racismo. Serão dois dias consecutivos de atividades. A programação poderá ser acompanhada pelo canal oficial do evento no Youtube.

Cerca de 150 mulheres, ligadas à cultura popular pernambucana, que possuem atuação nas seis regiões de desenvolvimento do estado: Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul, Agreste Setentrional, Agreste Central, Sertão do Pajeú e Região Metropolitana do Recife, já estão confirmadas para o encontro. Todas as participantes inscritas, terão acesso, gratuito, ao certificado de participação. 

##RECOMENDA##

"Estamos bem ansiosas para este encontro. É uma honra poder reunir mulheres inspiradoras, éticas e comprometidas com a dimensão política do cuidado consigo e com as outras. O Abayomi tem como atmosfera ser um espaço sobre amor, irmandade, crescimento e, principalmente, de autonomia feminina da mulher nordestina, negra.” contou, animada, a produtora cultura, feminista preta e coordenadora do evento, Carlita Roberta. 

A primeira roda de debates estreia neste sábado, às 10h. Na ocasião, o tema central da conversa será sobre “Mestras e Ancestralidade”, com a participação especial da escritora Cidinha da Silva, de Belo Horizonte. Além dela, integram o encontro, a atriz do grupo cultural o Poste, Naná Sodré; a professora e doutora em educação pela UFPE, Auxiliadora Martins; e a mestra do Maracatu Encanto do Pina, Joana. O bate-papo será mediado por Carlita Roberta. 

    Já na tarde do sábado, o assunto será sobre “Cultura Popular e Racismo”.  Estão confirmadas para essa mesa virtual, a cantora Sapoty da Mangueira, do Rio de Janeiro; a Gerente de Igualdade Racial da Prefeitura de Olinda, Girlana Diniz; a escritora e educadora,  Odailta Alves; e a cantora do Coco Raízes de Arcoverde, Iran Calixto. A mediadora será a produtora cultural e educadora, Wanessa Santos. 

A programação continua no domingo (11), último dia de atividades.  Pela manhã será realizada a terceira roda de debates, que tem como tema: “Cultura das Pretas”.  A roda de diálogo virtual será composta pela artista e cantora cultural, Beth de Oxum, juntamente com multiartista olindense, Dani de Oyá; dançarina, Raquel Araújo; e a Rainha do Maracatu Estrela brilhante, Marivalda. A mediação será da produtora cultural e  educadora, Wanessa Santos. 

No encerramento do evento, acontecerá, ainda, a roda de diálogo: “Feminismo Preta”, representada pela cantora Graça Onsalise, de Salvador - Bahia; a estilista negra, Jéssica Zarina;  integrante Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e representa de ONU, Gabi Monteiro, de Brasília; educadora, Domênica Rodrigues. A mediação será de Carlita Roberta.

Da assessoria

O artista Rennan Peixe abre para visitação sua exposição fotográfica a partir desta quarta-feira (30). Intitulada “La Santeria”, a mostra fotográfica digital busca retratar aspectos da religiosidade, do cotidiano cubano e do intercâmbio cultural entre o Grupo Bongar e a cultura afro-cubana. A mostra pode ser vista gratuitamente a partir do link: https://www.exposicaolasanteria.com.br.

A Santeria é conhecida como o “caminho dos Santos”, uma religião levada para Cuba pelos povos escravizados da África Ocidental que foram raptados para trabalhar nas plantações de açúcar durante o século XVII. Assim como no Brasil, suas práticas religiosas adaptaram-se às influências cristãs para manterem-se vivas em suas tradições. A Santeria Cubana sobreviveu através de gerações, graças à sua tradição oral e é fortemente cultuada em cada esquina de Cuba.

##RECOMENDA##

A exposição é financiada com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco e busca apresentar, através da fotografia, a beleza da cultura negra presente em Cuba elucidando as semelhanças com a diáspora afro-brasileira. As fotografias foram realizadas no ano de 2017, durante a vivência do grupo pernambucano Bongar da Nação Xambá em Cuba que percorreu as cidades de Havana e Santiado del Cuba durante 15 dias, visitando casas de Santeria, participando de rituais e do encontro de culturas no Festival del Fuego.

O artista

Rennan Peixe é artista visual negro cujas produções permeiam construções de narrativas visuais que valorizam a cultura negra em diáspora através da fotografia e do audiovisual. Ele busca compreender a imagem como discurso visual que influencia diretamente na construção do imaginário social sobre o corpo negro, pretendendo através de suas lentes, contribuir com a luta antirracista.

Dono de diversos projetos, no ano de 2020, foi selecionado para participar da exposição virtual The World Want em 2020 realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em comemoração aos seus 75 anos de fundação.

 

 

A polícia da Grécia recuperou uma obra Picasso roubada em 2012 da Galeria Nacional de Atenas e prendeu um suspeito, anunciaram as autoridades.

O quadro "Cabeça de mulher" foi recuperado na zona rural de Keratea, 45 km ao sudeste de Atenas, informou a agência estatal ANA.

##RECOMENDA##

A tela cubista de Picasso representa um busto de mulher e foi um presente do pintor espanhol ao povo grego em 1949, por sua resistência contra as forças nazistas. Tem uma dedicatória, escrita em francês, que afirma: "Para o povo grego, uma homenagem de Picasso".

No mesmo local foi encontrado outro quadro do holandês Piet Mondrian, do ano de 1905, que também havia sido roubado, de acordo com a agência.

Em janeiro de 2012, as duas obras, assim como um desenho em papel do artista italiano Guglielmo Caccia, conhecido como Il Moncalvo (1568-1625), que representa o êxtase de um santo, foram roubadas da Galeria, aproveitando as falhas nos sistemas de segurança do museu, que fica no centro de Atenas.

O roubo durou apenas sete minutos, tempo que dois homens levaram para retirar as obras das molduras.

Um relatório oficial concluiu que os sistemas de segurança não eram renovados desde 2000. Diversas áreas do museu não tinham câmeras de segurança e os alarmes não funcionavam de maneira correta.

Na noite do roubo, os ladrões provocaram o disparo dos alarmes diversas vezes, sem entrar no edifício, com o objetivo de despistar os seguranças. Eles entraram no museu apenas durante o amanhecer e foram surpreendidos por um guarda, que impediu que levassem um segundo quadro de Mondrian.

O crime aconteceu em plena crise econômica do país, marcada por muitas demissões. Meses depois, o museu de Olimpia também sofreu um grande roubo de antiguidades.

Dezenas de objetos valiosos foram roubados por dois homens de máscara e armados. Os bens foram encontrados meses depois, graças a um homem que tentou vender um anel de ouro de 3.000 anos para uma pessoa, mas sem saber que era um policial. Meses depois, sete homens foram condenados a penas que chegaram a sete anos de prisão.

Uma artista plástica brasileira decidiu transformar sua admiração ao atual presidente do país, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), em telas. Pelo Instagram, Lucimay Billhardt compartilha as criações, feitas em pintura digital, que retratam o chefe de Estado em diferentes ocasiões. Nas legendas, ela costuma render-lhe homenagens e agradecer por seu governo.

Em um perfil no Instagram, com pouco mais de 900 seguidores, a artista que em sua bio se diz metade cidadã brasileira e metade americana, compartilha suas criações. Nelas, além do presidente Bolsonaro, aparecem a primeira-dama Michelle Bolsonaro, alguns dos filhos de Jair, e outras figuras do cenário político nacional, como o General Heleno. A figura de Jesus também costuma aparecer, geralmente ao lado do próprio Bolsonaro. “Este homem é nosso presidente, gostem ou não. Me honra pintá-lo”, escreveu a artista em uma das publicações.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Nos comentários, as opiniões do público se dividem quanto ao trabalho da artista. Em uma das postagens mais comentadas, na qual a pintura mostra o presidente chorando, os elogios dividem espaço com duras críticas. “Chorando vendo o Lula subir nas pesquisas”; “O choro é pela CPI da Pandemia”; “Chora petralhada que tenta ridicularizar nosso presidente"; “A crise é estética mesmo”; “Que lindo”; “Ela se supera”.. Em resposta aos comentários negativos,, Lucimary justificou suas obras: “Só pinto o que me vem como inspiração, OK”. 

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando