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O diretor brasileiro Karim Ainouz ganhou, nesta sexta-feira (24), o prêmio Um Certo Olhar, o segundo mais importante do Festival de Cannes, com seu "melodrama tropical", "A vida invisível de Eurídice Gusmão".

O filme retrata o patriarcado no Brasil narrando, da adolescência à velhice, a vida de duas irmãs cariocas dos anos 1950, cujos sonhos são soterrados pelo peso de uma sociedade machista.

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Ao receber o prêmio, Ainouz dedicou-o às suas protagonistas, Carol Duarte e Julia Stockler, bem como "a todas as mulheres do mundo".

"Vivemos um momento de muita intolerância" no Brasil, denunciou o cineasta.

Em seu terceiro longa-metragem exibido em Cannes, Ainouz retoma a temática que mais o comove: as mulheres, uma forma de homenagear sua mãe, que o criou sozinha, e sua avó, que viveu até os 108 anos, a quem dedicou seu primeiro trabalho.

Baseado no romance homônimo de Martha Batalha, "A vida invisível de Eurídice Gusmão" acompanha Eurídice e Guida, almas gêmeas, mas que o destino separa e leva para caminhos muito diferentes.

Voltando atrás

Elas compartilham a frustração de não poderem se realizar e a enorme dor de viverem separadas no Rio.

Assim, Eurídice, cujo sonho é ser pianista, luta por anos para ser admitida no conservatório, embora seu pai e seu marido não consigam entender por que uma mulher não quer ficar em casa e cuidar da família. Guida é atingida muito jovem por uma tragédia e precisa formar uma família menos convencional.

"Minha mãe era solteira e quando pequeno não me dei conta de como foi duro para ela. Ao mesmo tempo, tinha a impressão de que as coisas tinham mudado nos últimos 30 anos para as mulheres, mas com o que está acontecendo politicamente no mundo e no Brasil, vejo que estamos andando para trás", disse o cineasta à AFP na segunda-feira, após exibir seu filme na mostra Um Certo Olhar.

No Rio dos anos 1950 de Ainouz, uma mãe não pode sair do país com seu filho pequeno porque é necessária a autorização do pai. Uma jovem que ainda não quer ter filhos vive com medo de ser abandonada pelo marido. Outra mulher se cala quando o patriarca humilha sua filha.

O filme é uma "denúncia do patriarcado e do prejuízo que pode causar", disse Ainouz. Mas também "quero evitar apresentar os personagens como vítimas e explorar suas possibilidades de resistência", acrescentou.

Novelas como inspiração

"Isso é o mais importante do cinema hoje em dia: mostrar que é preciso resistir e dar esperanças".

Potente em sentimentos, o filme reforça visualmente seu aspecto melodramático com grande densidade de cores e uma atuação com mais cara de teatro.

Sua inspiração: as novelas brasileiras dos anos 1970. "Tenho lembranças maravilhosas daquelas novelas, de seus atores, que vinham, em sua maioria, do teatro. Mas até agora sentia certo pudor para retomar seu estilo. É preciso ser muito cuidadoso para não fazer um filme sem graça".

Ainouz afirma ter perdido o medo de deixar os sentimentos aflorarem. "As novelas têm força de chegar a um grande público, e não é por acaso que gostam tanto delas no Brasil", resumiu.

Fim de expectativa ou início de uma nova espera, Renault lança comercial com personagens de Caverna do Dragão

Depois de ter gerado expectativas, de uma live-action, nos fãs do desenho com o mistério de cenas vazadas, o desenho animado Caverna do Dragão, exibido no Brasil entre a década de 80 e 90, finalmente ganha um final, ou, pelo menos, uma versão dele.

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Criado pela agência DPZT, o comercial do novo Kwid Outsider, da Renault, mostra como Hank, Eric, Diana, Sheila, Bobby e Presto conseguem escapar do vilão Vingador e voltar, enfim, ao mundo real (confira comercial abaixo)

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O roteiro e toda a narrativa do comercial, além da caracterização dos personagens, teve aprovação da Hasbro, empresa que detém os direitos sobre o desenho animado.

Se teremos um live-action futuramente, não se sabe, mas o gostinho de quero mais ficou.

 

por Joabe Andrade

 A organização da Mostra Itinerante de Cinemas Negros - Mahomed Bamba (MIMB) divulgou nesta quinta-feira (23), via Facebook, uma nota de repúdio aos cineastas brancos que inscreveram seus trabalhos no festival. De acordo com a produção, 20% dos 230 filmes inscritos, eram de cineastas brancos, que não atendiam ao regulamento do festival.

“Nossa principal premissa é disseminar o cinema construído por pessoas negras através de conexões mundiais de cineastas pretxs (sic). Levando para os bairros populares e periféricos de Salvador um incrível processo de feitura construído sobre óticas mundiais. Mesmo com o passar dos séculos ainda é lastimável o desrespeito frente a trajetória do povo preto. A nossa mostra tem como fundamento regulamentar a submissão de obras criadas por realizadores pretos e pretas. Tivemos 230 filmes inscritos, deste total, quase 20% por cento foram de realizadores brancxs. (sic) O que não está inteligível no nosso regulamento?”, diz a nota.

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A 2º edição do MIMB acontece entre os dias 14 e 18 de agosto de 2019, em bairros da cidade de Salvador, Bahia. Leia nota na íntegra:

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 O diretor do Live-Action de Sonic, Jeff Fowler, anunciou nesta sexta-feira (24), via Twitter, que a data de estreia do longa foi remarcada. O lançamento, que estava previsto para janeiro de 2020, passa para o dia 14 de fevereiro de 2020.

A remarcação aconteceu por conta da insatisfação dos fãs com o visual do herói azul, após a divulgação do primeiro trailer da produção. Jim Carrey e James Marsden fazem parte do elenco. 

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Seis anos depois da Palma de Ouro por "Azul é a cor mais quente", o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche escandalizou Cannes com um filme produzido, em grande parte, em uma boate, e com imagens pornográficas "gratuitas", de acordo com muitos críticos.

Em "Mektoub My Love: Intermezzo", na disputa pelo maior prêmio, o diretor filma um grupo de jovens em uma cidade no litoral do sul da França. Após cenas na praia, o filme se concentra em uma discoteca, com uma profusão de imagens lascivas, incluindo uma cena de 13 minutos de sexo oral.

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À margem de uma série de diálogos banais, nas três horas e meia de filme, o cineasta se dedica aos corpos das mulheres, sobretudo nádegas, que se movem sem parar ao ritmo da música. Até chegar à cena explícita de sexo oral nos banheiros - imagens "pornográficas gratuitas", segundo The Hollywood Reporter.

"Tentei mostrar o que me faz vibrar, os corpos, os ventres", justificou Kechiche, de 58 anos, na entrevista coletiva.

O projeto do filme foi "celebrar a vida, o amor, a música, o corpo e buscar uma experiência cinematográfica", completou.

Na véspera, na projeção de gala do filme, vários espectadores deixaram a sala, entre eles a atriz que protagoniza a cena de sexo oral, Ophélie Bau. Nesta sexta-feira, na sessão de fotos e na entrevista coletiva de imprensa da equipe, ela também não esteve presente.

No final da projeção, Kechiche saiu literalmente correndo da sala, embora primeiro tenha pego o microfone para dizer: "Peço desculpas por manter vocês aqui sem adverti-los e agora vou embora!".

- O 'desastre' de Cannes -

"Mektoub My Love: Intermezzo" é a segunda parte de "Mektoub my Love: canto uno", um filme com imagens muito sensuais sobre alguns destes jovens na praia, apresentado na Mostra de Veneza em 2017, onde recebeu vaias, mas também elogios por sua estética.

Em Cannes, a crítica não demorou a reagir ao filme que se tornou o mais polêmico de La Croisette.

O "desastre" de Cannes, escreve Justin Chang, crítico do Los Angeles Times, que se pergunta se o Festival de Cannes está "trolando" os espectadores, ao incluir esta produção na competição oficial, onde concorrem grandes figuras da Sétima Arte, como o britânico Ken Loach, o americano Terrence Malick, ou o espanhol Pedro Almodóvar.

O crítico do jornal espanhol El País, Carlos Boyero, admirador de "Azul é a cor mais quente", vai além em sua reação: "Que tipo de substâncias o diretor ingeriu e como afetaram seu cérebro para cometer tamanha e infinita estupidez?".

Outros apreciaram o filme, como o crítico francês Philippe Rouyer, que considerou que Kechiche "radicaliza seu método para nos fazer compartilhar uma noite louca de desejos em uma discoteca. Parabéns a todos os intérpretes que se entregaram totalmente para recriar este transe magistralmente filmado".

A forma de filmar os corpos femininos de Kechiche também incendiou as redes sociais.

"Sem créditos, sem uma verdadeira narração. Uma introdução sobre um cu, planos sobre cus, e mais. Uma discussão sobre cus. Mais cus. E acaba com um cu. Praia. Discoteca. Cunni. Discoteca. Fim. Me agrada o cinema de Kechiche mas aí não acompanho...", lamentou o diretor francês Thibaut Buccellatto no Twitter.

"Para você público, contei todos os planos que mostram cus no #MektoubMyLoveIntermezzo: tem 178. Se tirarmos isso, acho que o filme dura 20 minutos", tuitou a jornalista Anaïs Bordages.

Não é a primeira vez que Kechiche causa polêmica. As atrizes principais de "Azul é a cor mais quente", Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, denunciaram duras condições de filmagem, pouco depois de ganhar a Palma de Ouro em 2013.

Outro escândalo persegue o cineasta. Uma mulher de 29 anos o denunciou por agressão sexual no ano passado. No início de maio, uma fonte ligada ao caso afirmou que a investigação segue seu curso. Questionado hoje sobre o assunto, Kechiche considerou a pergunta "perversa" e garantiu ter a "consciência tranquila no que diz respeito às leis".

A Fox Film liberou nesta quinta-feira (23) o primeiro trailer do filme "O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio". O sexto longa da franquia de James Cameron reunirá mais uma vez a ação eletrizante de Sarah Connor e T-800, personagens dos atores Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton.

Sucesso nas décadas de 1980 e 1990, o novo capítulo da história futurista está previsto para chegar aos cinemas no dia 1º de novembro. James Camaron aparece como produtor do filme e Tim Miller (Deadpool) na direção. O roteiro ficou por conta de Billy Ray.

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Confira o trailer:

A diretora brasileira Alice Furtado apresentou nesta quinta-feira (23), em Cannes, o filme "Sem seu sangue", sua visão particular da paixão entre dois jovens, com sangue e elementos de terror para tornar a história "mais sensual".

Entre realismo e cinema fantástico, o primeiro longa-metragem dirigido por Furtado narra a transformação de Sílvia, uma adolescente introvertida que se apaixona por Artur, um jovem hemofílico e problemático. A relação dá força e faz dela uma pessoa muito mais determinada.

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Um acidente acaba com o relacionamento e deixa Sílvia em um vazio existencial, obcecada por ressuscitar o namorado.

Fã do gênero terror, Alice Furtado, que teve a ideia para o filme a partir do fim de um relacionamento amoroso, desejava impregnar a história com um tom fantástico para dar força ao desejo da protagonista.

"O sangue e todos os elementos de horror e fantásticos dão muita intensidade e sensualidade à história", admite a diretora em uma entrevista à AFP.

Para mostrar a mistura de "desejo e medo", Furtado utiliza progressivamente diversos recursos do cinema de terror, que aumentam à medida que a obsessão de Sílvia avança.

O fato de Artur ser hemofílico, uma doença que impede a correta coagulação do sangue, reforça a ideia da cineasta.

"Me interessava o sangue no centro da história", afirmou a cineasta, mas também a história "de alguém que pode estar entre a vida e a morte muito facilmente".

Para interpretar os protagonistas, Alice Furtado selecionou Luiza Kosovski, uma estreante, e Juan Pavia, que já atuou em algumas novelas.

O ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, que se destacou no Festival de Cannes há dois anos com "120 Batimentos por Minuto", tem uma pequena participação no filme.

"É um amigo", explica Furtado, que estudou na Faculdade de Cinema francesa Le Fresnoy com o também argentino Eduardo Williams, amigo de Pérez Biscayart.

"Procurava alguém que tivesse facilidade com vários idiomas, e Nahuel era perfeito para isto", comenta.

"Sem seu sangue" foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores, mostra paralela não competitiva de Cannes.

O Brasil tem grande destaque na edição de 2019 do Festival de Cannes, com quatro filmes selecionados, entre a mostra oficial e as seções paralelas.

Além do longa-metragem de Furtado, "Bacurau", dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, disputa a Palma de Ouro, enquanto "A vida invisível de Eurídice Gusmão", de Karim Ainouz, está na mostra Um Certo Olhar e o documentário "Indianara", de Aude Chevalier-Beaumel e do brasileiro Marcelo Barbosa, na seção ACID.

A forte presença no maior festival de cinema do mundo "é muito importante, sobretudo, porque no Brasil, neste momento, é necessário reforçar a importância da cultura", destaca Alice Furtado, em referência ao governo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.

Uma parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e a Embaixada Eslovênia no Brasil, além do consulado do país em Pernambuco, vai promover a Mostra de Cinema Esloveno, no Recife. O evento começa na próxima quarta (22), no Cinema do Museu, e contará com a exibição de outo filmes. A entrada é gratuita.

Abrindo a mostra, na quarta (22), às 20h, será exibido o filme O inimigo da turma, de Rok Bicek, que em 2014 foi selecionado como representante da Eslovênia à edição do Oscar daquele ano. A produção é inspirada em eventos que ocorreram na escola secundária do diretor e conta a história de jovens que se unem contra um professor após uma colega de sala se suicidar.

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Também estão na programação os filmes Feliz para morrer, de Matevž Luzar, Ivan, de Janez Burguer,  Siska Deluxe, de Jan Cvitkovic, Pânico, de Barbara Zemljic, Fazendo da nossa maneira, de Miha Hočevar, Uma viagem, de Nejc Gazvoda, e Sonata Silenciosa, de Janez Burguer. A mostra é gratuita e segue até o domingo (26) e a programação pode ser vista na internet.

Serviço

Mostra de Cinema Esloveno

Quarta (22) a domingo (26)

Cinema do Museu (Av. Dezessete de Agosto, 2187 - Casa Forte)

Gratuito

 

No próximo sábado, dia 25 de maio, o Território dos Heróis e a Faculdade Uninassau – instituição de ensino superior com forte presença no Nordeste – promovem a exibição do longa-metragem de animação vencedor do Oscar® 2019, Homem-Aranha no Aranhaverso. A sessão integra a programação em comemoração ao Dia do Orgulho Nerd ou Dia da Toalha, e conta com o apoio e a parceria do Shopping Patteo Olinda, que sedia o evento. Após a exibição, o público poderá acompanhar um bate-papo com especialistas, além de participar de outras atividades e ainda concorrer aos produtos oficiais do aracnídeo mais famoso do mundo. O evento começa às 13h e a entrada é gratuita.

No filme, Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou oHomem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha. Elenco: Shameik Moore, Nicolas Cage, Liev Schreiber, Hailee Steinfeld, Lily Tomlin, Mahershala Ali, Jake Johnson.

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SERVIÇO:

Dia da Toalha em Olinda | Lançamento do Blu-ray e DVD: Homem-Aranha no Aranhaverso

DATA: Sábado, 25 de maio

HORÁRIO: Das 13h às 19h

LOCAL: Uninassau do Shopping Patteo Olinda, piso L4 (Rua Carmelita Muniz de Araújo, 225, Casa Caiada)

INGRESSO: Gratuito

CLASSIFICAÇÃO: 10 anos

O evento oferecerá atividades para as crianças

 

DVD Simples

Duração: 117 minutos.

Formato de Tela: Widescreen 2.39:0 Anamórfico.

Áudio: INGLÊS (DD 5.1), PORTUGUÊS (DD 5.1).

Legenda: INGLÊS, PORTUGUÊS

Classificação Indicativa: 10 anos

Preço Sugerido: R$ 39,90.

Extras: Comentário do Cineasta; “Pego em um curta de Presunto”; O elenco derradeiro dos quadrinhos; Uma homenagem a Stan Lee e Steve Ditko; O desafio de Easter Egg para superfãs de Universo Aranha.

 

Blu-Ray Simples

Duração: 117 minutos.

Formato de Tela: Widescreen 2.39:0

Áudio: INGLÊS (DD 5.1), PORTUGUÊS (DD 5.1).

Legenda: INGLÊS, PORTUGUÊS

Classificação Indicativa: 10 anos

Preço Sugerido: R$ 49,90.

Extras: Comentário do Cineasta; “Pego em um curta de Presunto”; “Nós somosHomem-Aranha”; “Universo Aranha: Uma nova dimensão”; O elenco derradeiro dos quadrinhos; Desenhando os Personagens Cinemáticos dos Quadrinhos: Heróis e Atores.

*Com informações da assessoria

Quentin Tarantino não decepcionou: seu aguardado filme, "Era uma vez em Hollywood", com um elenco estrelado encabeçado por Brad Pitt e Leonardo DiCaprio, foi recebido nesta terça-feira (21) com uma longa ovação e críticas entusiasmadas no Festival de Cannes.

Era o momento mais aguardado da mostra iniciada há uma semana: Tarantino, Pitt e DiCaprio pisaram no tapete vermelho da La Croisette recebidos como heróis, aclamados pelo público que os aguardava desde as primeiras horas da manhã.

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O cineasta e os dois atores, pela primeira vez juntos em um filme, posaram, elegantes em seus smokings, ao lado da colega de elenco, a atriz Margot Robbie, vestindo um conjunto de lantejoulas com calça preta e top branco, arrematado por uma flor rosa.

O filme, que compete pela Palma de Ouro, é "feito de lembranças, um pouco como 'Roma', que foi um filme de memórias para (Alfonso) Cuarón", disse no tapete vermelho Tarantino, ao lado da esposa, a cantora israelense Daniella Pick.

A película de 2h45, rodada em 35 mm, é ambientada na Los Angeles de 1969. Conta a história de Rick Dalton (DiCaprio), astro de westerns da televisão, seu dublê nas cenas de ação (Pitt) e a vizinha dele, a atriz Sharon Tate (Robbie). Al Pacino, Dakota Fanning, Bruce Lee e Steve McQueen também integram o elenco.

Ao final da projeção, o público ficou de pé e aplaudiu Tarantino por vários minutos, 25 anos depois dele ter recebido a Palma de Ouro por "Pulp Fiction - Tempo de Violência". Pitt estava visivelmente emocionado, enquanto a atriz britânica Tilda Swinton, que não atua no filme, tampouco pôde conter as lágrimas.

"Nos vemos na La Croisette!", disse Tarantino ao público, após agradecer o apoio dos espectadores.

- "Brilhante" -

Parte da crítica internacional fez suas primeiras avaliações de que este é um dos melhores filmes de Tarantino em anos.

Um crítico do jornal britânico The Guardian o qualificou como "uma brilhante comédia de humor negro".

O site especializado Deadline avaliou que Tarantino "nasceu para fazer este filme", "glorioso" e "divertidíssimo".

Cannes "mudou a vida" do diretor americano, de 56 anos. "Vim primeiro com 'Cães de Aluguel', como pequeno cineasta independente, e depois dei a volta ao mundo".

Também no tapete vermelho, Pitt se desmanchou em elogios a Tarantino. "É um prazer trabalhar com ele, não pode ser comparado a ninguém (...) Conhece de forma exaustiva o cinema" e o filme para ele é "uma carta de amor a Hollywood, a Los Angeles".

No filme, "interpretamos dois atores que tentam encontrar seu lugar em um mundo que está mudando", afirmou DiCaprio, cuja namorada, a atriz argentina Camila Morrone, também assistiu à projeção.

Tarantino pediu na véspera que os espectadores não revelassem o conteúdo do filme.

"Gosto do cinema. Vocês gostam do cinema. Uma história está a ponto de ser descoberta pela primeira vez (...) Os atores e a equipe trabalharam duro para criar algo original, e só peço que cada um evite revelar qualquer coisa que impeça futuros espectadores de viver a mesma experiência com o filme", escreveu em uma carta publicada em sua conta no Twitter.

- Palma dupla? -

A história de Tarantino em Cannes é repleta de cenas memoráveis, a começar pela Palma de Ouro entregue por Clint Eastwood há 25 anos por "Pulp Fiction". Ao receber o prêmio, entre aplausos e assobios, o cineasta americano levantou o dedo médio para uma mulher que gritou, "Que merda! Não, mas que merda!".

Dez anos depois, o cineasta voltou à La Croisette para apresentar "Kill Bill vol.2" fora da competição.

Com "Bastardos Inglórios", voltou a disputar a Palma de Ouro em 2009, mas desta vez o prêmio ficou com o austríaco Michael Haneke por "A Fita Branca".

No entanto, ele aprontou uma das suas no tapete vermelho, ao dançar com a atriz francesa Mélanie Laurent. Em 2014, também arriscou uns passos com Uma Thurman pelos 20 anos de "Pulp Fiction".

No próximo sábado, o diretor pode passar a fazer parte do seleto grupo de cineastas com duas Palmas de Ouro, somando-se a Bille August, Francis Ford Coppola, Luc e Jean-Pierre Dardenne, Michael Haneke, Shohei Imamura, Emir Kusturica e Ken Loach.

Pedro Almodóvar e Terrence Malick, entre outros cineastas, também disputam o prêmio máximo do festival.

Seios expostos, bandeira LGBT em uma das mãos e um megafone na outra, a ativista transsexual Indianara protagoniza em Cannes um documentário sobre sua luta pela causa no Brasil.

Apresentado na seção de cinema independente ACID, "Indianara" acompanha a trajetória da carismática ativista carioca, em suas ações militantes e também em sua vida pessoal, ao lado do marido.

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Os diretores do filme, a francesa Aude Chevalier-Beaumel e o brasileiro Marcelo Barbosa, a descobriram em uma manifestação, quando ela citou os quase 200 transsexuais mortos em um ano. Aquela imagem os impactou.

Os cineastas admitem que no início, Indianara, de 48 anos, não estava convencida de querer participar do projeto, mas eles o viam como uma "emergência".

"Ela estava cansada, fisicamente, mentalmente. Ela já não se via na luta por muito mais tempo", diz Barbosa, em entrevista à AFP.

A perseverança dos cineastas finalmente fez a ativista aceitar, especialmente porque ela sabia que sua vida poderia se tornar um "exemplo para as próximas gerações".

As filmagens foram feitas ao longo de dois anos, entre as manifestações contra o ex-presidente Michel Temer em 2016 e as eleições presidenciais de 2018 que levaram Jair Bolsonaro ao poder.

Durante este período, filmaram os violentos protestos contra Temer, reuniões de militantes e, sobretudo, a Casa Nem, uma residência ocupada no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, que acolhia principalmente membros LGTB em situação de vulnerabilidade, e da qual Indianara foi uma das criadoras.

- Um "corpo-museu" -

A luta de Indianara para defender as minorias é refletida em seu corpo. Um "museu-corpo", diz Chevalier-Beaumel.

"Um corpo que carrega todas as lutas, que carrega também sofrimento, cicatrizes...", acrescenta a diretora.

"Tem muito essa consciência do registro de sua luta e quer deixar coisas para outras gerações", explica. Por isso, finalmente concordou em ser gravada.

Em 14 de março de 2018, tudo mudou. A vereadora negra Marielle Franco, que lutava pelos direitos dos negros, das mulheres e da comunidade LGBT, foi morta a tiros no centro do Rio de Janeiro.

Foi um duro golpe para o país, e também para Indianara. "Ela também se sentiu ameaçada, pensando que seria a próxima", confessa Chevalier-Beaumel.

Com ajuda financeira, instalou em sua casa um sistema de câmeras de segurança. "Mais ela não deixa de andar na rua, não deixa de ir às manifestações, não deixa de sair à noite", esclarece a diretora. "Não quer que isso mude sua rotina".

O documentário também mostra o cotidiano da militante transexual com seu parceiro, Maurício, um ex-militar conservador e muito católico. Apesar das diferenças abismais que os separam, eles se amam, insistem os cineastas.

Esta relação particular pode representar uma "mensagem de esperança", de que existe um "diálogo possível" em uma sociedade totalmente dividida após o triunfo de Bolsonaro.

O filme concorre à Queer Palm, que premia o melhor filme com tema LGBT.

Indianara planejava estar em Cannes para a apresentação do filme, mas uma condenação pela justiça francesa em 2008 a impediu de viajar para La Croisette. Na França, ela foi condenada por proxenetismo e passou vários anos na prisão.

Para os diretores, a ativista virou a página desses fatos, que segundo eles também aconteceram numa tentativa de proteger pessoas com problemas.

De sexta-feira (24) a domingo (26) acontece a “V Mostra Guarulhense de Cinema”. O evento, organizado pelo “Cineclube Incinerante”, irá exibir ao longo dos três dias 22 curtas-metragens produzidos na cidade de Guarulhos. 

A programação inclui documentários, drama, suspense, animações e filmes experimentais. "Há casos de pessoas que assistiram os filmes na mostra e a partir disso se animaram para participar da produção de curtas-metragens", afirma Pamela Regina, uma das organizadoras da Mostra.

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Este é o primeiro ano que o produtor audiovisual Cristiano Cordeiro da Silva, 35 anos, participa do evento. O projeto “Versos Experimentais” é seu primeiro trabalho autoral, uma mistura de poesia e audiovisual. “Esse primeiro experimento é baseado em dois textos antigos, ‘A Tábua de Esmeralda’, do antigo Egito, e o ‘Mahabharata’, um épico indiano. Eu tentei buscar nestes textos a profundidade do estado de consciência”, conta.

As animações “Interrogação” e “Raskolnikov”, produzidas por Moisés Pantolfi, também fazem parte da programação deste ano. Os dois trabalhos já foram premiados na categoria “Melhor Vídeo no Festival do Minuto de 2018” e foram recentemente selecionados para um festival na Sérvia. “A animação ‘Raskolnikov’ era pra ser apenas um teste, mas a minha companheira, Natali, me deu tanta força que eu tive coragem de enviá-la para os festivais e acabou selecionada”, conta.

Entre os destaques, estão também filmes que abordam a cultura de Guarulhos. Após a exibição dos curtas haverá debate com a presença dos diretores de cada obra. A entrada para o evento é gratuita. A programação completa pode ser consultada no site do evento.

 

Serviço

V Mostra Guarulhense de Cinema

Data: 24, 25 e 26 de maio

Horário: 19h

Local: Sindicato dos Bancários de Guarulhos - Rua Paulo Lenk, 128 – Centro - Guarulhos

Entrada gratuita

"Dei à luz um varão". "Melhor para ele". Este eloquente diálogo entre uma mãe e sua vizinha faz parte do melodrama "A vida invisível de Eurídice Gusmão", em que Karim Ainouz denuncia o patriarcado no Brasil.

Em seu terceiro longa-metragem apresentado em Cannes, Ainouz volta à temática que mais o emociona: as mulheres, uma forma de homenagear sua mãe, que o educou sozinha, e a sua avó que viveu 108 anos e a quem consagrou seu primeiro trabalho.

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Baseado no romance homônimo de Martha Batalha, "A vida invisível de Eurídice Gusmão" narra a trajetória de duas irmãs cariocas nos anos de 1950, cujos sonhos são soterrados pelo peso de uma sociedade machista.

O destino traça caminhos muito distintos para Eurídice e Guida, mas as duas almas gêmeas compartilham a frustração de não poderem se realizar e a dor incomensurável de viverem separadas no Rio.

Eurídice, determinada a ser pianista, lutará durante anos para ser aprovada em um conservatório, embora seu pai e seu marido não sejam capazes de entender por que uma mulher não quer ficar em casa para cuidar da família. Guida é atingida pela desgraça ainda muito jovem, precisando formar uma família menos convencional.

O filme marca a estreia das protagonistas, Carol Duarte e Julia Stockler, no cinema.

- Dar esperanças -

"O livro de Batalha me marcou", explicou à AFP Karim Ainouz após a projeção nesta segunda-feira de seu filme na competição na seção "Um certo olhar".

"Minha mãe era solteira e, jovem, eu me dei conta de como foi duro para ela. Eu tinha a impressão de que as coisas haviam mudado nos últimos 30 anos para as mulheres, mas com tudo que está acontecendo agora politicamente no mundo e no Brasil vejo que regredimos", acrescentou.

No Rio de Ainouz nos anos 1950, uma mãe solteira não pode sair do país com seu filho pequeno porque a autorização do pai é indispensável. Uma jovem esposa que não quer se precipitar em ter filhos vive constantemente com medo que seu marido a engravide. Uma esposa já mais velha se cala quando o patriarca da família humilha sua filha.

O filme se trata de uma "denúncia do patriarcado e do dano que pode causar", resume Ainouz. "Mas quero evitar apresentar as personagens como vítimas e explorar suas possibilidades de resistência", afirma.

"Isso é o mais importante do cinema de hoje em dia: mostrar que é preciso resistir e dar esperanças".

Potente em sentimentos, o filme reforça visualmente seu caráter melodramático com uma grande densidade de cores e uma atuação mais característica do teatro.

Sua inspiração: as primeiras telenovelas dos anos 1970. "Tenho recordações maravilhosas daquelas séries, de seus atores que vinham em sua maioria do teatro. Mas até agora eu sentia um certo pudor na hora de retomar seu estilo: tem que ser muito cuidadoso para não fazer um filme sem graça".

Ainouz diz ter perdido o medo a deixar os sentimentos aflorarem.

"As telenovelas têm a força de chegar a um grande público e não é coincidência que se goste tanto delas no Brasil", conclui.

Um homem foi capaz de derrubar o mais poderoso grupo de heróis do universo do topo das bilheterias da América do Norte. O filme "John Wick 3: Parabellum" foi mais assistido neste fim de semana do que "Vingadores: Ultimato", que estava há semanas em primeiro lugar. Mas a produção sobre o Homem de Ferro e companhia se aproximou mais do recorde de maior arrecadação com ingressos de todos os tempos.

"Vingadores" acumulou um total estimado em 29,4 milhões de dólares em seu quarto fim de semana de exibição, segundo dados provisórios divulgados neste domingo pela empresa especializada Exhibitor Relations, arrecadando um total mundial de 2,610 bilhões, atrás apenas dos 2,79 bilhões obtidos por "Avatar" em 2009.

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Já a terceira parte da saga de "John Wick", da Lionsgate, obteve 57 milhões de dólares neste fim de semana.

Neste novo capítulo da produção, protagonizada por Keanu Reeves, o aposentado assassino de aluguel é perseguido por um exército de criminosos após ser oferecida uma recompensa por sua morte.

O terceiro lugar ficou com "Pokémon: Detetive Pikachu", um filme infantil dos estúdios Warner Bros baseado numa série de desenho exibido na TV, que conquistou 24,8 milhões de dólares.

A lista com os dez filmes mais assistidos no fim de semana é a seguinte:

- "John Wick 3: Parabellum" (57 milhões de dólares)

- "Vingadores - Ultimato" (29,4 milhões de dólares)

- "Pokémon: Detetive Pikachu" (24,8 milhões de dólares)

- "Juntos Para Sempre" (8 milhões de dólares)

- "As Trapaceiras" (6,1 milhões de dólares)

- "The Intruder" (4 milhões de dólares)

- "Casal Improvável" (3,4 milhões de dólares)

- "O Sol Também é uma Estrela" (2,6 milhões de dólares)

- "As Rainhas da Torcida" (2,1 milhões de dólares)

- "UglyDolls" (1,6 milhão de dólares)

O lendário ator francês Alain Delon, sete vezes em disputa em Cannes, mas nunca premiado, receberá neste domingo (19) uma Palma de Ouro Honorária, apesar dos protestos de associações feministas que o acusam de violência de gênero.

O ícone do cinema francês receberá este prêmio pelo conjunto de sua carreira das mãos de sua filha Anouchka.

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O prêmio provocou polêmica antes mesmo do início do festival. Um grupo de feministas acusou o ator de ser "racista, homofóbico e misógino", de acordo com os termos da associação americana Women and Hollywood, baseando-se em declarações que ele fez no passado.

Uma petição com mais de 25.000 assinaturas pediu aos organizadores do concurso que "não o homenageassem".

"Não deve haver homenagem aos agressores", reagiu o coletivo francês Osez le Féminisme. "#MeToo não nos ensinou nada? Exigimos que o Festival de Cinema de Cannes se recuse a homenagear um agressor misógino".

No jornal francês JDD, o ator acusou seus detratores de "inventarem declarações".

"Eu não sou contra o casamento gay, eu não me importo: as pessoas fazem o que querem. Mas eu sou contra a adoção por duas pessoas do mesmo sexo (...) Eu disse que tinha batido em uma mulher? Sim. E eu teria que acrescentar que recebi mais golpes do que dei. Nunca assediei uma mulher em minha vida".

"Querem me colocar o rótulo de extrema direita porque eu expliquei que era amigo de (Jean-Marie) LePen desde o Exército. Não, eu sou de direita, ponto final", continuou.

Denunciando uma "polícia política", o diretor geral do festival, Thierry Frémaux, defendeu o ator: "Alain Delon tem o direito de pensar o que pensa", afirmou, estimando que "é difícil julgar com a perspectiva de hoje coisas feitas ou ditas" no passado. "Nós não estamos lhe dando o Prêmio Nobel da Paz", disse.

Embora tenha aceitado receber esta Palma de Ouro Honorária, o ator, de 83 anos, manteve uma relação de altos e baixos com o Festival de Cannes.

- "Nunca mais" -

Ele esteve em La Croisette pela última vez em 2013, para a exibição de uma cópia restaurada de "O Sol por Testemunha" de René Clément, "seu mestre absoluto", depois de ter apresentado em 2010 uma versão restaurada de "O Leopardo".

Antes, porém, recusou-se por 10 anos a colocar os pés no festival, indignado por não ter sido convidado, como Jean-Paul Belmondo, para as comemorações do 50º aniversário da mostra, em 1997.

Em 1961, pisou no tapete vermelho pela primeira vez com "Que alegria de viver!", de René Clément, em competição, retornando em 1962 com "O Eclipse" de Michelangelo Antonioni, Prêmio do Júri. Em 1963 esteve de volta com "O Leopardo" de Luchino Visconti, vencedor da Palma de Ouro.

Mas em 1976, quando apresentou "Cidadão Klein" de Joseph Losey, o filme não foi bem recebido, o que irritou o ator.

Em 1990 esteve em competição com "Nouvelle vague" de Jean-Luc Godard, quando se reconciliou com La Croisette.

Depois se seguiram anos de tensão, que inclusive o levaram a dizer em 2006 que "nunca mais" subiria a escadaria do Festival.

Um ano depois desta declaração, voltou a Cannes, convidado para a 60º edição do Festival. "Somente os imbecis não mudam de opinião!", declarou na ocasião.

Esta semana o filme "Detetive Pikachu" se tornou a maior bilheteria de filmes baseados em games da história. No mundo todo, a animação que foi lançada em 9 de maio acumulou no primeiro fim de semana US$ 103 milhões (equivalente a R$ 403 milhões). Até o momento a produção arrecadou ao todo US$ 170,4 milhões (equivalente a R$ 676 milhões).

Nos cinemas norte-americanos, a atração rendeu US$ 58 milhões (equivalente a R$ 230 milhões) em mais de 4.000 salas. Os números superam "Lara Croft: Tomb Raider" (2001), protagonizado por Angelina Jolie, que obteve bilheteria de US$ 48,2 milhões de dólares (equivalente a R$198 milhões) e detinha o recorde do gênero.

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"Detetive Pikachu" ficou com a segunda posição geral nas bilheterias, atrás somente dos "Vingadores: Ultimato", que continua na liderança, dentro e fora dos Estados Unidos, desde o seu lançamento há três semanas.

por Rodrigo Viana

Em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças. Por esse motivo, a data foi instituída como o Dia Internacional contra a Homofobia, símbolo da luta contra a violência, preconceito e discriminação.

De acordo com dados divulgados em março deste ano pela ILGA (International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association), a homessexualidade ainda é considerada crime em 70 países e seis desses preveem pena de morte. No Brasil, a homossexualidade não é crime, no entanto, segundo levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), referente a 2018, o país registrou 420 mortes de pessoas da comunidade LGBT.

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No cinema, diversas produções já evidenciaram as dificuldades enfrentadas pela comunidade. O Leia já listou filmes sobre o assunto que contam histórias reais e fictícias. Confira:

Boy Erased: Uma Verdade Anulada

 

Milk - A Voz da Igualdade

 

A Garota Dinamarquesa

 

Filadélfia

 

Adeus, Minha Rainha

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

 

Amor por Direito

Desobediência 

Incansável em seu combate contra o ultraliberalismo, o diretor britânico Ken Loach apresenta "Sorry We Missed You", nesta sexta-feira (17), em Cannes, e pode se transformar no primeiro cineasta da história a conquistar três Palmas de Ouro.

Três anos depois de ser coroado na Croisette com "Eu, Daniel Blake", Loach conta a história de Ricky e Abby, pais de dois filhos e que, apesar de trabalharem incansavelmente, não conseguem uma vida melhor.

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Cansado de rodar de emprego em emprego, Ricky decide comprar uma van para trabalhar como transportador por conta própria, embora ligado a uma agência. Um novo trabalho baseado em um "contrato zero horas" que terá repercussões desastrosas em sua família.

Em uma alusão direta à "uberização" da sociedade, ou à terceirização dos empregados, o cineasta britânico tenta mostrar a precariedade do mercado de trabalho atual, onde não é necessário que "um patrão use o chicote, porque o trabalhador explora a si mesmo".

E essa situação de insegurança no trabalho faz a extrema direita crescer, alerta o diretor.

"Se não resolvermos isso, a extrema direita continuará avançando, porque as pessoas ficarão cada vez mais infelizes, mais indignadas, sem esperança. Terão cada vez mais medo", declarou Loach na coletiva de imprensa do filme na quinta-feira.

"A extrema direita se expande pelo medo", enfatiza.

Ele também ataca as mudanças climáticas. "Tudo que se compra é entregue usando energias fósseis, e elas destroem o planeta", apontou.

- Cidadania de Cannes -

Com "Sorry We Missed You", Loach, de 82 anos, mostra um de seus trabalhos mais "poderosos, com cenas que tiram o fôlego", segundo o crítico David Rooney, do veículo especializado The Hollywood Reporter.

Para Lee Marshall, da revista Screen, "estamos diante de um dos melhores filmes britânicos" e, para Carlos Boyero, do El País, "é um filme verdadeiro e excitante".

Junto com seu roteirista habitual, Paul Laverty, Loach volta a situar sua história em Newcastle, no nordeste da Inglaterra, um "microcosmo com uma tradição de luta", segundo ele.

Grande assíduo da Croisette, onde participou mais de uma dúzia de vezes, Loach brincou que deveria receber a "cidadania de Cannes".

Com sua outra Palma de Ouro por "Ventos da liberdade" em 2006, ele faz parte do seleto grupo de cineastas que têm dois grandes prêmios, incluindo o austríaco Michael Haneke, o sérvio Emir Kusturica e os irmãos belgas Luc e Jean-Pierre Dardenne.

Nesta 72ª edição do festival, um dos mais ambiciosos dos últimos anos, grandes pesos-pesados da Sétima Arte competem pela cobiçada Palma de Ouro.

Os Dardenne, também presença constante no concurso, estão de volta aos holofotes de Cannes com "O jovem Ahmed".

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar, com "Dolor y gloria", aspira pela sexta vez a sua primeira estatueta.

Curiosamente, o diretor espanhol já perdeu duas vezes para o veterano britânico. Foi em 2006, quando Almodóvar apresentou o filme "Volver", e em 2016, com "Julieta".

 O MOV - Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco, que acontece de 4 a 15 de julho, no Recife, oferece hospedagem gratuita para estudantes e profissionais de todo Brasil durante o período do evento. Intitulado MOV Acampa, o projeto é ofertado para todos interessados, independente de estarem com filmes na programação.

As inscrições e demais informações sobre o MOV Acampa podem ser feitas através do e-mail movfilmfestival@gmail.com. As hospedagens foram facilitadas em parceria com o Núcleo de Apoio a Eventos (NAE) da Universidade Federal de Pernambuco.

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Neste ano, o MOV será ampliando e contará com sete dias de exibições de filmes, mostras especiais e competitivas nacionais e internacionais, além de duas mesas de debate.

A arte sempre imita a vida. Mas tem vezes que os papeis são reais, o que faz com que os atores que assumem o desafio tenham ainda mais força para dar vida a uma personalidade.

O ator brasileiro Leonardo Medeiros resolveu encarar esse desafio no filme biográfico de Allan Kardec, que chega aos cinemas 16 de maio de 2019.

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Ele, que dará vida ao personagem principal em Kardec, já atuou em outro filme com a mesma pegada chamado Getúlio, que conta a história de um dos presidentes do Brasil mas conhecidos: Getúlio Vargas!

 

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