Cultura

| Cinema

A Warner Bros divulgou hoje (30) o primeiro trailer de 'Rainhas do Crime", filme de ação inspirado na série de quadrinhos "The Kitchen", da DC Comics.

Estrelado por Elizabeth Moss, Melissa McCarthy e Tiffany Haddish, o longa conta a história de três donas de casa do bairro de Hell's Kitchen, Nova York, que precisam assumir o controle da máfia irlandesa após seus maridos serem presos pelo FBI.

##RECOMENDA##

O roteiro é assinado por Andrea Berloff que também estreia na direção. O filme tem previsão de estreia para agosto.

Confira o trailer:

[@#video#@]

Por André Filipe

O primeiro trailer de "O Pintassilgo" foi liberado pela Warner Bros nesta quinta-feira (30). O longa é uma adaptação de livro homônimo da autora Donna Tartt, vencedor do prêmio Pulitzer de 2014.

No trailer, Nicole Kidmann e Ansel Elgort vivem os protagonistas. A história de Theodore Decker, que após perder a mãe em um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, consegue escapar e levar consigo o quadro O Pintassilgo do pintor holandês Carel Fabritius.

##RECOMENDA##

O filme tem direção de John Crowley, mesmo diretor da série True Detective e roteiro de Peter Straughan. O lançamento está previsto para o dia 24 de outubro.

Confira o trailer:

[@#video#@]

Por André Filipe

Estudantes da rede pública de ensino municipal e estadual participaram nesta quinta-feira (30) da 19ª edição da Mostra Infantil de Cinema, desenvolvida pelo CinePE. O evento terá dois dias de duração e tem como objetivo incentivar e ensinar, através do trabalho audiovisual. 

Neste primeiro momento, os estudantes puderam conferir a obra ‘Meus 15 Anos’, de Caroline Fioratti. 

##RECOMENDA##

A Mostra Infantil acontece fora do período oficial do festival, cuja 23ª edição será entre 29 de julho e 4 de agosto, também no Cinema São Luiz, local das sessões para as crianças e adolescentes.

Confira os detalhes no vídeo a seguir: 

[@#video#@]

Monstros, peças de vestuário, seus livros e quadrinhos favoritos, além de rascunhos de roteiro. O consagrado diretor mexicano Guillermo del Toro exibe em Guadalajara, sua cidade natal, 951 peças do mundo fantástico que idealizou desde sua infância e que inspiraram seus filmes.

"Em casa com meus monstros" é o nome da mostra, apresentada nesta quarta-feira (29) por Del Toro no Museu da Universidade de Guadalajara, última etapa da mostra, que passou por Los Angeles, Minneapolis e Toronto.

##RECOMENDA##

"É a última vez que se expõe a obra em algum lugar do mundo", disse o diretor de 'A forma da água', que lhe rendeu o Oscar de melhor filme e melhor direção em 2017.

A exposição se divide em oito salas: Infância e inocente; Quarto de chuva; Victoriana, Magia e ocultismo; Frankenstein; Os outros/ Nós/ Os monstros; e Além da morte.

Del Toro começou a rodar curta-metragens ainda adolescente em Guadalajara. O diretor, hoje celebrado em Hollywood, filmou na ocasião, usando uma câmera modesta, "Pesadilla", sobre um monstro gelatinoso, e "Matilda", uma mulher devorada por uma fenda na parede. Segundo ele, o objetivo desta exposição é inspirar os jovens.

"Era meu interesse apresentar isto como uma opção dirigida da minha parte aos jovens criadores do México. Não é uma museografia que pretenda consagrar, exaltar", acrescentou.

O monólito de pedra do filme "O labirinto do fauno" dá as boas-vindas aos visitantes da mostra, na qual também podem ver de perto uma réplica do personagem principal da fita, além de se aproximar do processo criativo de outras de suas criações, como "Hellboy" ou "A forma da água".

A visita ao museu é animada por telas que exibem cenas dos filmes do diretor mexicano que, uma vez concluída esta exposição em outubro, doará as 951 peças para quatro museus que ainda não identificou.

"O que estou promovendo é que sejam exibidas permanentemente, que não fiquem guardadas em um armazém, que fiquem vivas, expostas ao público", acrescentou o diretor que selecionou as peças da coleção entre as cerca de 3.000 que reuniu.

Del Toro deixou o México em 1998 depois que seu pai, que montou um bem sucedido negócio após ganhar na loteria, foi sequestrado em Guadalajara.

O diretor americano James Cameron ajudou Del Toro a reunir um milhão de dólares que entregou pessoalmente e em dinheiro aos sequestradores.

Na próxima quinta-feira (30), o Projeto Cine Cultura de Guarulhos, na Grande São Paulo, apresenta o documentário "Terra de Fé". O longa mostra a história e importância da "Festa de Nossa Senhora de Bonsucesso" para a cidade, por meio de depoimentos de pessoas que vivem no bairro de Bonsucesso. A exibição tem entrada gratuita.

A história remonta à época em que a imagem da santa fora trazida de Portugal e, para abrigá-la, foi construída uma igreja de taipas de pilão. Mais de 270 anos se passaram entre canções, danças, união de povos e hinos de louvores e, todo mês de agosto, a fé se renova no bairro de Bonsucesso, considerada uma "terra que cura". "O que mais me sensibilizou foram os discursos ecumênicos do padre e do bispo, segundo os quais a religião é um instrumento para unir os povos e somar forças para empreendimentos em comum, como ocorreu na própria construção da igreja", explica o diretor do documentário, Tico Barreto, 38 anos.

##RECOMENDA##

A fotógrafa Marina Pinto, 48 anos, desde criança participa da festa e já realizou uma exposição chamada "Comunhão", com um acervo de dez anos fotografando o evento. Ela conheceu Barreto por meio do Coletivo Cobra-Coral. "Eu já tinha ideia de um documentário sobre a festa. Conheci o Tico Barreto que tinha tomado conhecimento sobre a festa e também tinha a mesma ideia. Juntamos as duas vontades e produzimos tudo juntos", conta.

O documentário também fala sobre a união de diferentes povos, como indígenas e negros que, juntos, fazem a carpição da terra do entorno da Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso, preparando o ambiente para receber os romeiros e realizar a centenária festa. "Qualquer um, independente de sua religião, pode renovar sua fé. Digo isso porque a tradição da carpição, com o ritual da terra em que os romeiros acreditam no poder de cura da terra de Bonsucesso, é um dos rituais mais emblemáticos e fortes da festa", conclui Marina.

Serviço

Projeto Cine Cultura – documentário "Terra de Fé"

Quando: sexta-feira, 30 de maio, às 20h

Local: Cineclube do CME Adamastor - Av. Monteiro Lobato, 734, Macedo, Guarulhos - SP

Classificação: Livre

Entrada gratuita

O live-action da Turma da Mônica, Laços, só chega aos cinemas no próximo mês, dia 27, mas os fãs mais ansiosos que querem garantir o seu ingresso poderão participar da pré-venda. Na próxima quinta (6), os tickets estarão disponíveis e poderão ser adquiridos pela internet.

Laços chega às telonas seis anos depois da graphic novel homônima ser lançada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, baseada nos clássicos personagens de Mauricio de Sousa. A trama do filme segue a essência da graphic novel que a originou e acabou se tornando uma das mais vendidas no país, além de conquistar o principal prêmio de quadrinhos no Brasil, o Troféu HQ Mix.

##RECOMENDA##

No filme, o cachorro de estimação do Cebolinha, Floquinho, desaparece e a turminha se junta para encontrá-lo. A façanha, obviamente, transcorre entre muitas aventuras que envolvem vários outros personagens do universo da Turma da Mônica, inclusive, o Louco.

 

Na pele de Indiana Jones desde 1981, Harrison Ford espera que ninguém mais interprete a personagem no lugar dele. A declaração foi dada durante uma entrevista para a NBC, no Today Show. Harrison estrelou, há quase 40 anos, o longa de sucesso Os Caçadores da Arca Perdida. "Ninguém será o Indiana Jones, você entende? Eu sou o Indiana Jones. Quando eu morrer, ele morre. É fácil assim", afirmou o ator dando risada.

Steven Spielberg e Harrison Ford trabalham para colocar um ponto final na jornada de Indiana com o quinto filme do explorador. O ator disse que falar que ninguém mais irá interpretar a personagem é acabar com a esperança de jovens talentos do cinema e que pretendiam dar vida ao papel de Indy. "Essa é uma maneira e tanto de contar para o Chris Pine. Foi mal, cara!", afirmou Ford. Na realidade, especulava-se que Chris Pratt e não Chris Pine fizesse o papel.

##RECOMENDA##

A nova e quinta saga de Indiana Jones está prevista para estrear apenas em 2021.

Com o sonho de montar uma sala de cinema, o artista Jacaré criou o 'Cine Jacaré - o menor cinema da cidade'. O projeto transformou o jardim do seu próprio ateliê, no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife, em um cinema ao ar livre, com exibições de filmes uma vez por mês. A estreia do projeto será no dia 8 de junho, às 18h.

A ideia é promover sessões com filmes de diretores estreantes, além de produções já conhecidas do grande público. A curadoria será feita pelo próprio artista Jacaré em parceria com a produtora cultural Bianca. Os espectadores poderão se acomodar no quintal da casa, inclusive em uma cama de casal montada embaixo de uma pitangueira, intitulada de área VIP (vi primeiro).

##RECOMENDA##

Na sessão de estreia do cinema, além dos filmes, o público contará com o som de DJs convidados e um bar que comercializará bebidas e comidas. As obras de Jacaré também estarão à venda. Nesta primeira edição, haverá a exibição da mostra Melhores Minutos, do Festival do Minuto; o documentário pernambucano Bora Ocupar; e a animação em stop motion Sai da lama, Jacaré.

Serviço

Cine Jacaré - O menor cinema da cidade

8 de junho - 18h

Rua Hamilton Ribeiro, 211 - Campo Grande -  Recife

Gratuito

O júri presidido pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu deu neste sábado a Palma de Ouro do Festival de Cannes ao filme "Parasite", do sul-coreano Bong Joon-ho. O espanhol Antonio Banderas ganhou o prêmio de melhor interpretação por "Dolor y gloria".

Favorito da competição, junto com Pedro Almodóvar, o sul-coreano tirou o maior prêmio do festival do consagrado diretor espanhol, que disputou a Palma de Ouro pela sexta vez. Antonio Banderas, que interpreta um cineasta no ostracismo, dedicou o prêmio a Almodóvar, "seu mentor".

##RECOMENDA##

Trata-se do sexto intérprete espanhol recompensado na história da disputa. A atriz anglo-americana Emily Beecham conquistou o troféu de melhor interpretação por seu papel de cientista e mãe divorciada, em "Little Joe", de Jessica Hausner.

O Grande Prêmio foi para a franco-senegalesa Mati Diop, a primeira mulher negra africana a competir pela Palma de Ouro, por seu filme "Atlântico", uma crônica social que aborda o tema dos migrantes do ponto de vista dos que ficaram no país.

O brasileiro "Bacurau", dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, recebeu o Prêmio do Júri, junto com o francês "Les Misérables".

"Bacurau" narra a história de um pequeno povoado do sertão perseguido por um grupo de assassinos americanos. O filme é visto como uma mensagem de resistência ao atual governo de extrema-direita do Brasil.

"Trabalhamos para a cultura no Brasil e o que precisamos é de seu apoio", disse Kleber Mendonça Filho ao receber o prêmio. O diretor já competiu pela Palma de Ouro em 2016 com "Aquarius". Os irmãos Dardenne, grandes assíduos do festival, ficaram com o prêmio de melhor direção por "O jovem Ahmed", sobre a radicalização islâmica de um adolescente.

O filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, conquistou o Prêmio Júri, considerado o terceiro mais importante do Festival de Cannes. O anúncio foi feito na tarde deste sábado (25).

A premiação de hoje deixa o Brasil com dois filmes vencedores no Festival de Cannes. Na sexta-feira (24), "A vida invisível de Eurídice Gusmão", dirigido por Karim Aïnouz, foi o vencedor da mostra Um Certo Olhar.

##RECOMENDA##

“Bacurau” conta a história de um povoado sertanejo que sofre com a morte de Dona Carmelita, uma mulher querida e considerada a matriarca do local, e depois disso os moradores do local descobrem que a comunidade não está mais no mapa.

O longa marcou a volta de Kleber Mendonça ao Cannes três anos após concorrer ao Palma de Ouro, maior premiação do festival, com o filme “Aquarius”. “Bacurau” dividiu o prêmio com o filme "Les miserables", de  Ladj Ly.

O júri do Festival de Cannes, presidido este ano pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, vai se trancar neste sábado (25) em uma mansão protegida pela polícia, cuja localização é desconhecida, para decidir os vencedores.

De acordo com o regulamento do Festival, o júri deve "obrigatoriamente" entregar sete prêmios: Palma de Ouro, Grand Prix, Prêmio do Júri e as distinções de direção, roteiro e interpretação feminina e masculina.

##RECOMENDA##

A lista de prêmios só pode contar com um prêmio ex aequo, mas esta modalidade não pode ser aplicada à Palma de Ouro.

Outra disposição: um filme só pode receber um prêmio, exceto o prêmio de Melhor Roteiro e do Júri que podem ser associados a um prêmio de interpretação, com prévia autorização do presidente do Festival, Pierre Lescure.

Dentro destas disposições, o júri tem certa liberdade, como foi o caso em 2013 com a Palma de Ouro para o filme "Azul é a cor mais quente", compartilhado entre seu diretor, Abdellatif Kechiche, e suas duas protagonistas, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos.

Uma champanheira serve de urna: os membros do júri depositam um pequeno papel dobrado em quatro.

As decisões são tomadas por maioria absoluta nas duas primeiras rodadas e por maioria relativa nas seguintes. Lescure e o delegado geral do Festival, Thierry Frémaux, assistem às deliberações, mas não fazem parte da votação.

Assim que possível, os responsáveis pelo Festival telefonam aos produtores para dar as notícias, boas ou más.

"Minhas mensagens não podem ser mais lacônicas", diz Frémaux em seu livro "Seleção Oficial: Diário". "'O filme não ganhou nada, me desculpe', 'O filme ganhou alguma coisa, a equipe tem que voltar'".

"Em geral, (os perdedores) me respondem 'de novo?' (...) Aos laureados sou obrigado a não divulgar" o prêmio obtido.

A cerimônia de premiação começa às 17H15 GMT (14h15 de Brasília) no histórico Palácio dos Festivais.

Esses são os 21 filmes em competição pela Palma de Ouro, entregue neste sábado (25), no Festival de Cannes:

- "Os Mortos Não Morrem" de Jim Jarmusch (Estados Unidos), filme de abertura. Com Bill Murray, Adam Driver, Tilda Swinton e uma horda de zumbis liderados por Iggy Pop e Tom Waits.

##RECOMENDA##

- "Dor e glória" de Pedro Almodóvar (Espanha). Retrato de um diretor melancólico encarnado por Antonio Banderas, junto a Penélope Cruz. Filme mais autobiográfico do cineasta espanhol.

- "O Traidor" de Marco Bellocchio (Itália). Baseado na história do primeiro arrependido da máfia siciliana. Coproduzido pelo Brasil.

- "The wild goose lake" de Diao Yinan (China). Filme sobre a relação entre um líder de uma banda em busca de redenção e uma prostituta.

- "Parasita" de Bong Joon Ho (Coreia do Sul). Uma família no desemprego se interessa pelo ritmo de vida de uma família riquísima, até que seus destinos se cruzam.

- "O Jovem Ahmed" de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica). Sobre a radicalização de um adolescente.

- "Roubaix, une lumière" de Arnaud Desplechin (França). Inspirado em um fato real, sobre um grupo de policiais. Com Léa Seydoux ("A Vida de Adèle").

- "Atlântico" de Mati Diop (França/Senegal), ópera prima. Em um subúrbio de Dacar, os trabalhadores de uma obra decidem deixar o país em busca de uma vida melhor.

- "Matthias e Maxime" de Xavier Dolan (Canadá). Dois amigos de vinte anos começam a se sentir atraídos um pelo outro.

- "Little Joe" de Jessica Hausner (Áustria). Sobre a manipulação genética em um futuro próximo.

- "Mektoub my love: Intermezzo", de Abdellatif Kechiche (França). Segunda parte de "Mektoub my love: canto um", na competição da Mostra de Veneza em 2017, uma ode ao amor e ao desejo que segue um grupo de jovens nos anos 1990.

- "Sorry we missed you" de Ken Loach (Grã-Bretanha). A luta diária de uma família contra a precariedade na Inglaterra.

- "Os Miseráveis" de Ladj Ly (França), ópera prima. A violência policial em um subúrbio de Paris, onde vive o diretor.

- "A hidden life" de Terrence Malick (Estados Unidos). A história de Franz Jägerstätter, objetor de consciência austríaco que foi executado pelos nazistas.

- "Bacurau" de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Brasil). Um diretor viaja para o interior do Brasil e se descobre que os habitantes escondem segredos perigosos. Com Sonia Braga.

- "La Gomera" de Corneliu Porumboiu (Romênia). Um policial romeno chega à ilha canária de La Gomera para ajudar um delinquente a escapar da prisão.

- "Frankie" de Ira Sachs (Estados Unidos), com Isabelle Huppert e Marisa Tomei. Três gerações participam de uma experiência de um dia: uma viagem para a cidade portuguesa de Sintra.

- "Portrait de la jeune fille en feu" de Céline Sciamma (França). Uma pintora do século XVIII recebe a encomenda de fazer o retrato de casamento de uma jovem.

- "It must be heaven" do palestino Elia Suleiman. Relato autobiográfico sobre o exílio do diretor de sua Palestina natal.

- "Era uma vez em Hollywood", de Quentin Tarantino (Estados Unidos). Novo filme do diretor que revisita a Los Angeles de 1969 através da história de uma estrela de televisão e sua dublê para cenas de ação, com Leonardo DiCaprio e Brad Pritt.

- "Sibyl" de Justine Triet (França). Uma escritora convertida em analista decide voltar a escrever e encontra inspiração em uma jovem que lhe faz revelações.

O diretor brasileiro Karim Ainouz ganhou, nesta sexta-feira (24), o prêmio Um Certo Olhar, o segundo mais importante do Festival de Cannes, com seu "melodrama tropical", "A vida invisível de Eurídice Gusmão".

O filme retrata o patriarcado no Brasil narrando, da adolescência à velhice, a vida de duas irmãs cariocas dos anos 1950, cujos sonhos são soterrados pelo peso de uma sociedade machista.

##RECOMENDA##

Ao receber o prêmio, Ainouz dedicou-o às suas protagonistas, Carol Duarte e Julia Stockler, bem como "a todas as mulheres do mundo".

"Vivemos um momento de muita intolerância" no Brasil, denunciou o cineasta.

Em seu terceiro longa-metragem exibido em Cannes, Ainouz retoma a temática que mais o comove: as mulheres, uma forma de homenagear sua mãe, que o criou sozinha, e sua avó, que viveu até os 108 anos, a quem dedicou seu primeiro trabalho.

Baseado no romance homônimo de Martha Batalha, "A vida invisível de Eurídice Gusmão" acompanha Eurídice e Guida, almas gêmeas, mas que o destino separa e leva para caminhos muito diferentes.

Voltando atrás

Elas compartilham a frustração de não poderem se realizar e a enorme dor de viverem separadas no Rio.

Assim, Eurídice, cujo sonho é ser pianista, luta por anos para ser admitida no conservatório, embora seu pai e seu marido não consigam entender por que uma mulher não quer ficar em casa e cuidar da família. Guida é atingida muito jovem por uma tragédia e precisa formar uma família menos convencional.

"Minha mãe era solteira e quando pequeno não me dei conta de como foi duro para ela. Ao mesmo tempo, tinha a impressão de que as coisas tinham mudado nos últimos 30 anos para as mulheres, mas com o que está acontecendo politicamente no mundo e no Brasil, vejo que estamos andando para trás", disse o cineasta à AFP na segunda-feira, após exibir seu filme na mostra Um Certo Olhar.

No Rio dos anos 1950 de Ainouz, uma mãe não pode sair do país com seu filho pequeno porque é necessária a autorização do pai. Uma jovem que ainda não quer ter filhos vive com medo de ser abandonada pelo marido. Outra mulher se cala quando o patriarca humilha sua filha.

O filme é uma "denúncia do patriarcado e do prejuízo que pode causar", disse Ainouz. Mas também "quero evitar apresentar os personagens como vítimas e explorar suas possibilidades de resistência", acrescentou.

Novelas como inspiração

"Isso é o mais importante do cinema hoje em dia: mostrar que é preciso resistir e dar esperanças".

Potente em sentimentos, o filme reforça visualmente seu aspecto melodramático com grande densidade de cores e uma atuação com mais cara de teatro.

Sua inspiração: as novelas brasileiras dos anos 1970. "Tenho lembranças maravilhosas daquelas novelas, de seus atores, que vinham, em sua maioria, do teatro. Mas até agora sentia certo pudor para retomar seu estilo. É preciso ser muito cuidadoso para não fazer um filme sem graça".

Ainouz afirma ter perdido o medo de deixar os sentimentos aflorarem. "As novelas têm força de chegar a um grande público, e não é por acaso que gostam tanto delas no Brasil", resumiu.

Fim de expectativa ou início de uma nova espera, Renault lança comercial com personagens de Caverna do Dragão

Depois de ter gerado expectativas, de uma live-action, nos fãs do desenho com o mistério de cenas vazadas, o desenho animado Caverna do Dragão, exibido no Brasil entre a década de 80 e 90, finalmente ganha um final, ou, pelo menos, uma versão dele.

##RECOMENDA##

Criado pela agência DPZT, o comercial do novo Kwid Outsider, da Renault, mostra como Hank, Eric, Diana, Sheila, Bobby e Presto conseguem escapar do vilão Vingador e voltar, enfim, ao mundo real (confira comercial abaixo)

[@#video#@]

O roteiro e toda a narrativa do comercial, além da caracterização dos personagens, teve aprovação da Hasbro, empresa que detém os direitos sobre o desenho animado.

Se teremos um live-action futuramente, não se sabe, mas o gostinho de quero mais ficou.

 

por Joabe Andrade

 A organização da Mostra Itinerante de Cinemas Negros - Mahomed Bamba (MIMB) divulgou nesta quinta-feira (23), via Facebook, uma nota de repúdio aos cineastas brancos que inscreveram seus trabalhos no festival. De acordo com a produção, 20% dos 230 filmes inscritos, eram de cineastas brancos, que não atendiam ao regulamento do festival.

“Nossa principal premissa é disseminar o cinema construído por pessoas negras através de conexões mundiais de cineastas pretxs (sic). Levando para os bairros populares e periféricos de Salvador um incrível processo de feitura construído sobre óticas mundiais. Mesmo com o passar dos séculos ainda é lastimável o desrespeito frente a trajetória do povo preto. A nossa mostra tem como fundamento regulamentar a submissão de obras criadas por realizadores pretos e pretas. Tivemos 230 filmes inscritos, deste total, quase 20% por cento foram de realizadores brancxs. (sic) O que não está inteligível no nosso regulamento?”, diz a nota.

##RECOMENDA##

A 2º edição do MIMB acontece entre os dias 14 e 18 de agosto de 2019, em bairros da cidade de Salvador, Bahia. Leia nota na íntegra:

[@#video#@]

 O diretor do Live-Action de Sonic, Jeff Fowler, anunciou nesta sexta-feira (24), via Twitter, que a data de estreia do longa foi remarcada. O lançamento, que estava previsto para janeiro de 2020, passa para o dia 14 de fevereiro de 2020.

A remarcação aconteceu por conta da insatisfação dos fãs com o visual do herói azul, após a divulgação do primeiro trailer da produção. Jim Carrey e James Marsden fazem parte do elenco. 

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Seis anos depois da Palma de Ouro por "Azul é a cor mais quente", o diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche escandalizou Cannes com um filme produzido, em grande parte, em uma boate, e com imagens pornográficas "gratuitas", de acordo com muitos críticos.

Em "Mektoub My Love: Intermezzo", na disputa pelo maior prêmio, o diretor filma um grupo de jovens em uma cidade no litoral do sul da França. Após cenas na praia, o filme se concentra em uma discoteca, com uma profusão de imagens lascivas, incluindo uma cena de 13 minutos de sexo oral.

##RECOMENDA##

À margem de uma série de diálogos banais, nas três horas e meia de filme, o cineasta se dedica aos corpos das mulheres, sobretudo nádegas, que se movem sem parar ao ritmo da música. Até chegar à cena explícita de sexo oral nos banheiros - imagens "pornográficas gratuitas", segundo The Hollywood Reporter.

"Tentei mostrar o que me faz vibrar, os corpos, os ventres", justificou Kechiche, de 58 anos, na entrevista coletiva.

O projeto do filme foi "celebrar a vida, o amor, a música, o corpo e buscar uma experiência cinematográfica", completou.

Na véspera, na projeção de gala do filme, vários espectadores deixaram a sala, entre eles a atriz que protagoniza a cena de sexo oral, Ophélie Bau. Nesta sexta-feira, na sessão de fotos e na entrevista coletiva de imprensa da equipe, ela também não esteve presente.

No final da projeção, Kechiche saiu literalmente correndo da sala, embora primeiro tenha pego o microfone para dizer: "Peço desculpas por manter vocês aqui sem adverti-los e agora vou embora!".

- O 'desastre' de Cannes -

"Mektoub My Love: Intermezzo" é a segunda parte de "Mektoub my Love: canto uno", um filme com imagens muito sensuais sobre alguns destes jovens na praia, apresentado na Mostra de Veneza em 2017, onde recebeu vaias, mas também elogios por sua estética.

Em Cannes, a crítica não demorou a reagir ao filme que se tornou o mais polêmico de La Croisette.

O "desastre" de Cannes, escreve Justin Chang, crítico do Los Angeles Times, que se pergunta se o Festival de Cannes está "trolando" os espectadores, ao incluir esta produção na competição oficial, onde concorrem grandes figuras da Sétima Arte, como o britânico Ken Loach, o americano Terrence Malick, ou o espanhol Pedro Almodóvar.

O crítico do jornal espanhol El País, Carlos Boyero, admirador de "Azul é a cor mais quente", vai além em sua reação: "Que tipo de substâncias o diretor ingeriu e como afetaram seu cérebro para cometer tamanha e infinita estupidez?".

Outros apreciaram o filme, como o crítico francês Philippe Rouyer, que considerou que Kechiche "radicaliza seu método para nos fazer compartilhar uma noite louca de desejos em uma discoteca. Parabéns a todos os intérpretes que se entregaram totalmente para recriar este transe magistralmente filmado".

A forma de filmar os corpos femininos de Kechiche também incendiou as redes sociais.

"Sem créditos, sem uma verdadeira narração. Uma introdução sobre um cu, planos sobre cus, e mais. Uma discussão sobre cus. Mais cus. E acaba com um cu. Praia. Discoteca. Cunni. Discoteca. Fim. Me agrada o cinema de Kechiche mas aí não acompanho...", lamentou o diretor francês Thibaut Buccellatto no Twitter.

"Para você público, contei todos os planos que mostram cus no #MektoubMyLoveIntermezzo: tem 178. Se tirarmos isso, acho que o filme dura 20 minutos", tuitou a jornalista Anaïs Bordages.

Não é a primeira vez que Kechiche causa polêmica. As atrizes principais de "Azul é a cor mais quente", Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, denunciaram duras condições de filmagem, pouco depois de ganhar a Palma de Ouro em 2013.

Outro escândalo persegue o cineasta. Uma mulher de 29 anos o denunciou por agressão sexual no ano passado. No início de maio, uma fonte ligada ao caso afirmou que a investigação segue seu curso. Questionado hoje sobre o assunto, Kechiche considerou a pergunta "perversa" e garantiu ter a "consciência tranquila no que diz respeito às leis".

A Fox Film liberou nesta quinta-feira (23) o primeiro trailer do filme "O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio". O sexto longa da franquia de James Cameron reunirá mais uma vez a ação eletrizante de Sarah Connor e T-800, personagens dos atores Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton.

Sucesso nas décadas de 1980 e 1990, o novo capítulo da história futurista está previsto para chegar aos cinemas no dia 1º de novembro. James Camaron aparece como produtor do filme e Tim Miller (Deadpool) na direção. O roteiro ficou por conta de Billy Ray.

##RECOMENDA##

Confira o trailer:

A diretora brasileira Alice Furtado apresentou nesta quinta-feira (23), em Cannes, o filme "Sem seu sangue", sua visão particular da paixão entre dois jovens, com sangue e elementos de terror para tornar a história "mais sensual".

Entre realismo e cinema fantástico, o primeiro longa-metragem dirigido por Furtado narra a transformação de Sílvia, uma adolescente introvertida que se apaixona por Artur, um jovem hemofílico e problemático. A relação dá força e faz dela uma pessoa muito mais determinada.

##RECOMENDA##

Um acidente acaba com o relacionamento e deixa Sílvia em um vazio existencial, obcecada por ressuscitar o namorado.

Fã do gênero terror, Alice Furtado, que teve a ideia para o filme a partir do fim de um relacionamento amoroso, desejava impregnar a história com um tom fantástico para dar força ao desejo da protagonista.

"O sangue e todos os elementos de horror e fantásticos dão muita intensidade e sensualidade à história", admite a diretora em uma entrevista à AFP.

Para mostrar a mistura de "desejo e medo", Furtado utiliza progressivamente diversos recursos do cinema de terror, que aumentam à medida que a obsessão de Sílvia avança.

O fato de Artur ser hemofílico, uma doença que impede a correta coagulação do sangue, reforça a ideia da cineasta.

"Me interessava o sangue no centro da história", afirmou a cineasta, mas também a história "de alguém que pode estar entre a vida e a morte muito facilmente".

Para interpretar os protagonistas, Alice Furtado selecionou Luiza Kosovski, uma estreante, e Juan Pavia, que já atuou em algumas novelas.

O ator argentino Nahuel Pérez Biscayart, que se destacou no Festival de Cannes há dois anos com "120 Batimentos por Minuto", tem uma pequena participação no filme.

"É um amigo", explica Furtado, que estudou na Faculdade de Cinema francesa Le Fresnoy com o também argentino Eduardo Williams, amigo de Pérez Biscayart.

"Procurava alguém que tivesse facilidade com vários idiomas, e Nahuel era perfeito para isto", comenta.

"Sem seu sangue" foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores, mostra paralela não competitiva de Cannes.

O Brasil tem grande destaque na edição de 2019 do Festival de Cannes, com quatro filmes selecionados, entre a mostra oficial e as seções paralelas.

Além do longa-metragem de Furtado, "Bacurau", dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, disputa a Palma de Ouro, enquanto "A vida invisível de Eurídice Gusmão", de Karim Ainouz, está na mostra Um Certo Olhar e o documentário "Indianara", de Aude Chevalier-Beaumel e do brasileiro Marcelo Barbosa, na seção ACID.

A forte presença no maior festival de cinema do mundo "é muito importante, sobretudo, porque no Brasil, neste momento, é necessário reforçar a importância da cultura", destaca Alice Furtado, em referência ao governo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.

Uma parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e a Embaixada Eslovênia no Brasil, além do consulado do país em Pernambuco, vai promover a Mostra de Cinema Esloveno, no Recife. O evento começa na próxima quarta (22), no Cinema do Museu, e contará com a exibição de outo filmes. A entrada é gratuita.

Abrindo a mostra, na quarta (22), às 20h, será exibido o filme O inimigo da turma, de Rok Bicek, que em 2014 foi selecionado como representante da Eslovênia à edição do Oscar daquele ano. A produção é inspirada em eventos que ocorreram na escola secundária do diretor e conta a história de jovens que se unem contra um professor após uma colega de sala se suicidar.

##RECOMENDA##

Também estão na programação os filmes Feliz para morrer, de Matevž Luzar, Ivan, de Janez Burguer,  Siska Deluxe, de Jan Cvitkovic, Pânico, de Barbara Zemljic, Fazendo da nossa maneira, de Miha Hočevar, Uma viagem, de Nejc Gazvoda, e Sonata Silenciosa, de Janez Burguer. A mostra é gratuita e segue até o domingo (26) e a programação pode ser vista na internet.

Serviço

Mostra de Cinema Esloveno

Quarta (22) a domingo (26)

Cinema do Museu (Av. Dezessete de Agosto, 2187 - Casa Forte)

Gratuito

 

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando