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"Destruímos tudo, demolimos tudo e reconstruímos tudo!". O famoso chef Frédéric Anton, com três estrelas Michelin, se propôs a transformar o restaurante da Torre Eiffel, Jules Verne, em um espaço gastronômico à altura do monumento.

O chef de 54 anos sucede o célebre cozinheiro Alain Ducasse, após uma guerra midiática de chefs. Neste sábado, abrirá as portas deste excepcional estabelecimento, localizado a 125 metros de altura, totalmente reformado.

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Ducasse tem o recorde mundial de estrelas Michelin e já recebeu, no Jules Verne, Donald Trump e Emmanuel Macron com suas mulheres para um jantar em 2017. Ele perdeu a concessão do restaurante no ano passado. Desde então, não parou de criticar seu sucessor, que segundo ele não está a sua altura.

Mas Frédéric Anton prefere ignorar as críticas. A única coisa que lhe preocupa é impor seu estilo no Jules Verne e obter estrelas Michelin, como fez com seu outro restaurante, o Pré Catelan, premiado com três estrelas do famoso guia gastronômico. Diferentemente de Ducasse, que já não estava na cozinha, Anton ficará fisicamente presente, indo e vindo entre seus dois estabelecimentos.

Anton admite estar "fascinado" de poder admirar toda Paris de seu novo restaurante, que conta com um elevador privado. "Venho uma ou duas vezes por dia. Quero aproveitar ao máximo", disse ele à AFP.

- Couve-flor com caviar, camarão trufado -

"Não tenho pressa para ter 50 restaurantes no mundo", declarou, em um ataque velado ao seu antecessor.

"Queremos escrever uma nova história em uma folha totalmente em branco", afirmou Franck Chanevas, diretor-executivo da Sodexo Sports & Loisirs na França e na Espanha, que ganhou a concessão do luxuoso restaurante.

Entre os pratos presentes no novo menu do Jules Verne estão uma sopa com caviar de berinjela defumada; pato assado com cogumelos chanterelles, alcaparras e maçãs; caranguejo coberto com zefir de maçã verde; couve-flor ao creme Du Barry com caviar; e raviolis de camarão com trufas.

Para degustar um menu neste restaurante, com cerca de 100 lugares, é preciso desembolsar de 120 a 260 dólares. O estabelecimento estará aberto todos os dias da semana e, para entrar, é exigido um traje "casual chique" - ou seja, não é preciso ir de terno e gravata, mas tampouco é permitido usar bermuda e chinelos.

"Quero que o Jules Verne seja um destino gastronômico, e não apenas turístico", afirmou Frédéric Anton.

- Basquiat, Warhol e Lanvin -

"Quero destacar os produtos, sem desnaturalizá-los. Quando comerem um caranguejo, terá sabor de caranguejo", explica o novo chef, que instalou uma cozinha moderna na Torre Eiffel, idêntica ao do Pré Catelan. A única diferença é que as placas de cozinha são elétricas, já que o gás é proibido na Torre Eiffel.

A decoração, elegante e minimalista, é repleta de referências culturais. No teto da entrada, há um céu em meio à tempestade, referência a uma obra de Basquiat e Warhol, que pintaram juntos a "Torre Eiffel".

No "Alcôve", novo espaço do restaurante, um desenho no teto e nos pés das cadeiras lembra os vestidos de Jeanne Lanvin.

O teto perolado, "pintado com pincéis de aquarela" precisou de "centenas de horas" de trabalho.

A tradição gastronômica das pescadoras e catadoras de marisco de Vila Velha na Ilha de Itamaracá, litoral norte de Pernambuco, estará na edição de julho do projeto Xepa Cult, Mostra de Gastronomia de Tradição pelo Consumo Consciente. O envento acontece neste sábado (20) a partir das 14h, no espaço Pequeno Latifúndio, no bairro do Espinheiro, com as mestras cozinheiras Maria Clarice da Conceição e Janete Maria dos Santos compartilham saberes e sabores preservados pela comunidade local.

Essa edição do Xepa Cult terá ainda uma homenagem a Mestre Nado, artista popular reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, conhecido pelo projeto “Som do Barro”. Na programação, a exibição de vídeos “Do Mangue à Cozinha: o turismo é sustentável” e “O Planeta é Biodiversidade” e degustação dos pratos preparados para a ocasião: carcará, siri ao coro, moqueca seca de manjuba na folha da aroeira, finalizando a noite com as doçarias de Vila Velha.

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As tradicionais catadoras de mariscos na região, as mulheres de Vila Velha são responsáveis pela preservação da pesca artesanal, bem como pela preservação da memória do patrimônio gastronômico na localidade. “Isso é exatamente o que propõe o Xepa Cult, estimulando a reflexão sobre alimentação e consumo consciente a partir da valorização do patrimônio gastronômico compartilhado entre mulheres afrodescendentes e indígenas”, diz a pesquisadora Mõnica Jácome, cozinheira e produtora cultural.

O projeto conta com incentivo do Governo de Pernambuco pela Secretaria de Cultural, por meio do Funcultura, e é inspirado no movimento Slow Food, que defende a sociobiodiversidade alimentar e de valorização da agricultura familiar, prezando pela comida de verdade, boa, limpa e justa para todos.

No sábado, o público poderá ainda acompanhar o processo de produção do cardápio feito pelas mestras cozinheiras. Ao final, elas compartilham os pratos preparados, mostrando a força da cultura de Vila Velha, onde o espaço cultural Casa Uaná desenvolve um trabalho sistemático com a comunidade.

O projeto XepaCult teve início em agosto de 2017, com eventos mensais realizados no Centro de Cultura Luiz Freire, em Olinda, e na Casa Maumau, no Recife, com degustação gastronômica, aula-espetáculo “O Som do Barro” com Mestre Nado e seu grupo, e exposições fotográficas com a alimentação como tema. No segundo ano, a Xepa Cult continua como mostra gastronômica e passa a realizar exibições audiovisuais, além da aula-espetáculo de Mestre Nado.

O Pequeno Latifúndio é um espaço criado pela jornalista e produtora Aline Feitosa, na casa onde mora há mais de 18 anos. Desde 2017, abre o seu pequeno e aconchegante quintal aos amigos e público interessado na cena cultural independente, em suas diversas manifestações. O lugar conta com uma cozinha afetiva, de preparos feitos pela própria família. Nos dias do Xepa Cult o acesso é gratuito.

SERVIÇO

Xepa Cult Ano II - Edição Julho

20 de julho de 2019

14h às 18h

Espaço Pequeno Latifúndio (Rua Gomes Pacheco, 426 – Espinheiro)

Acesso gratuito

Na próxima quinta-feira (18), o chef Joca Pontes vai abrir as portas do seu Villa Bistrô para uma experiência envolvendo sabores requintados. Localizado no Shopping Tacaruna, em Olinda, o restaurante irá promover um jantar harmonizado com vinhos portugueses.

O menu montado por Joca passará por cinco estapas. Serão apresentadas no cardápio as seguintes opções: pastinha de ricota com azeite de ervas, filé de tilápia empanada, steak tartare temperado ao molho de mostarda Dijon e arroz de pato. Para a sobremesa, o chef preparou um brownie com calda quente de chocolate e sorvete de morango.

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O jantar composto pelos vinhos Encruzado Cabriz (branco), Cabriz (tinto) e Cabriz Reserva (tinto), além do espumante Rio Sol Brut, sai por R$ 130 (por pessoa). O Villa Bistrô receberá os clientes a partir das 19h30. Informações sobre reservas de mesas estão disponíveis pelos telefones (81) 3426-2902 ou (81) 98889-5020.

Com a chegada do inverno, muitas pessoas aproveitam pratos e bebidas quentes para diminuir a sensação de frio durante reuniões familiares ou encontro entre amigos. Caldos, sopas e bebidas, como o vinho quente, fazem parte da tradição quando as temperaturas vêm abaixo. O LeiaJá mostra cinco coquetéis de verão que ganharam novos ingredientes e, agora, são opções para os dias mais frios.

 

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1 - Zazulejo

Foto: Marcos Pinto

O Zazulejo é composto por gin com infusão de ismênia (flor roxa usada para colorir o a bebida), licor dry curaçao, hibiscos e limão. A receita, famosa no bairro boêmio da Vila Madalena, é do bartender Márcio Silva.

 

2 - Pizón

Foto: Marcos Pinto

O famoso coquetel é composto por gin com infusão de gengibre, que traz aroma e sabor à bebida, além de amêndoas, hortelã, limão e bitter angostura, outro aromatizante usado para "temperar" a dose.

 

3 - Inconfidente

Foto: Marcos Pinto

Mais uma referência de sabor e elegância nos ambientes boêmios da capital paulista durante o inverno, o Inconfidente é preparado tendo como base gin com tangerina e mel, mezcal, limão e outras especiarias.

 

4 - Negroni

Foto: Karol Moya

Outra opção tradicional para os dias frios é o Negroni, considerado o mais famoso entre as bebidas elaboradas com o gin. Apesar do engarrafado estar pronto para beber, a sugestão é adicionar gelo e um naco de laranja para brindar de modo clássico.

 

5 - Drunk Bunny

Foto: Divulgação

O Drunk Bunny traz chocolate e gim como base e, pelo fato de ser uma bebida encorpada, é uma sugestão para degustar em dias frios. O bartender e embaixador da marca Jungle Gin no Brasil, David Twardovski, revela uma parte do segredo do coquetel. "A canela defumada e as notas da especiaria presentes na receita fazem uma combinação incrível e saborosa para aproveitar o inverno", conta Twardovski.

Marc Veyrat, um dos chefs mais midiáticos da França e que, este ano, perdeu sua terceira estrela Michelin, anunciou sua retirada do guia, criticando o que chamou de "profunda incompetência".

No entanto, a bíblia da gastronomia recusou-se a aceitar sua solicitação de retirar da lista seu restaurante "La Maison des Bois", localizado em Manigod, no leste da França.

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Em uma carta publicada na quarta-feira pelo francês Le Point e dirigida ao guia Michelin, Veyrat, de 69 anos, escreveu: "Estou deprimido há seis meses. Como ousam tomar como refém a saúde de seus cozinheiros?".

O guia Michelin retirou em janeiro a terceira estrela que havia concedido um ano antes ao seu restaurante especializado em cozinha botânica.

"Não removemos o restaurante La Maison des Bois do guia. Se o estabelecimento permanece aberto e os nossos inspetores avaliam a mesa num nível digno de distinções, vamos continuar recomendando-o", declarou à AFP o diretor internacional do guia, Gwendal Poullennec.

Veyrat, famoso por sempre usar um chapéu preto de abas largas, denunciou "a profunda incompetência" que, segundo ele, reina no guia Michelin.

O chef confirmou à AFP sua decisão e explicou que o guia "se atreveu a dizer que tínhamos colocado cheddar em nosso 'soufflé' de 'reblochon', 'beaufort' e 'tomme' [queijos franceses]. Insultaram a região, meus funcionários ficaram loucos!".

"Acima de tudo, nós temos os ovos de nossas galinhas, nós ordenhamos o leite de nossas vacas e dois botânicos coletam nossas plantas todas as manhãs", enumerou.

Em sua carta, o chef duvida da realidade da visita dos inspetores do guia Michelin e exige provas.

"Vocês são impostores que só querem chocar por razões comerciais", conclui.

"Que o chef Veyrat não tenha visto nossos inspetores não significa que eles não tenham comido em sua mesa", respondeu Poullennec, lembrando que eles visitam restaurantes anonimamente.

Finalmente, Poullennec elogiou o "grande talento" de Veyrat, "uma figura importante na gastronomia francesa", e se mostrou "triste ao saber que ele está sofrendo".

Não é a primeira vez que um chef anuncia sua intenção de se retirar da bíblia da gastronomia. No ano passado, o guia aceitou pela primeira excluir um restaurante depois que seu chef, o francês Sebastien Bras, denunciou a "tremenda pressão" associada.

Antes dele, vários chefs franceses renunciaram a suas três estrelas, como Alain Senderens, que em 2005 anunciou que não aguentava mais a agonia da perfeição e o falecido Joël Robuchon, que em 1996, em plena glória, fechou as portas do seu estabelecimento citando o estresse.

Na Espanha, Ferran Adrià fechou seu restaurante três estrelas, El Bulli, em 2010, argumentando seu desgosto por trabalhar 15 horas por dia.

Instituído desde o final do século 19, quando a família real italiana experimentou a receita de Rafaelle Esposito pela primeira vez, o dia 10 de julho é lembrado como o Dia da Pizza. Conhecida como um dos maiores símbolos da culinária italiana, a pizza também ganhou popularidade em outras partes do mundo. Só no estado de São Paulo, são consumidas cerca de 572 mil pizzas por dia. A capital paulista é a segunda cidade no ranking mundial de consumo desse prato, perdendo apenas para Nova York. Os dados são da Associação de Pizzarias Unidas de São Paulo, cuja estimativa é que o Brasil produza, diariamente, mais de um milhão de pizzas.

Na região central de São Paulo, mais precisamente no bairro do Brás, está a pizzaria mais antiga do Brasil. Aberta desde 1924 como comércio, a “Cantina e Pizzaria Castelões” era o local no qual familiares e amigos se reuniam após as partidas de futebol do time que levava o mesmo nome do restaurante. Idealizada pelo avô Vicente Donato e passada para o pai João Donato Neto, hoje é o comerciante e master chef pizzaiolo Fábio Donato, de 46 anos, quem administra a Castelões e conta que o local, que hoje tem 18 variações de pizza no cardápio, só servia dois tipos na época da fundação. “Faziam só pizza de mozarela e aliche, que era a Bianca e Nera (branca e preta), depois foram vindo as outras nas quais usava-se o tomate, como a napolitana, e meu avô, como era descendente de calabrês, criou a pizza Castelões com a linguiça calabresa, que acabou se tornando o prato próprio da casa”, explica Donato.

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Além das receitas tradicionais, o empresário também relata que o local já foi palco de grandes histórias. Uma delas remete à frase que todo brasileiro bem conhece: tudo acaba em pizza. “Na década de 1960, o Nilton Peruzzi (jornalista esportivo que cobria o dia-a-dia da Sociedade Esportiva Palmeiras) aguardava, há mais de 14 horas, uma decisão do conselho do clube que, sem nenhuma definição, veio para a Castelões matar a fome. Ele não teve dúvida e mandou para o jornal a manchete ‘No Palmeiras tudo acaba em pizza’, conta.

Já passaram por lá os ex-presidentes Getulio Vargas (1882-1954) e Fernando Henrique Cardoso, artistas como o Rei do Baião Luiz Gonzaga (1912-1989), grandes cantores italianos da década de 1950, bandas como Guns n’Roses, pilotos de Fórmula 1 como o argentino Juan Manuel Fanggio, empresários brasileiros e estrangeiros como o ex-chefe da própria Fórmula 1, Bernie Ecclestone. “Muitos escolhem aqui, por exemplo, porque a gente não fica ‘tietando’ o famoso, ninguém o aborrece”, declara Donato.

Quem quiser provar a pizza mais tradicional de São Paulo - e do Brasil - deve ir à noite, porque a Castelões só começa a servir as "redondas" a partir das 18h30.

Serviço

Cantina e Pizzaria Castelões 

Rua Jairo Góes, 126, Brás – São Paulo - SP

Aberta diariamente das 12 até 16h e das 18h30 até 0h

Telefone: (11) 3229-0542

Nesta quarta-feira (10 de julho) é comemorado o Dia da Pizza, um prato de origem italiana que se tornou popular no mundo inteiro. O que começou como um disco de massa regado a  molho de tomate, queijo e orégano tornou-se o ponto de partida para variações que beiram a extravagância.

A pizzaria Bate Papo, localizada no Guarujá, litoral de São Paulo, ganhou fama na internet com suas criações inusitadas. A empresa foi inaugurada em 2007 pelo pizzaiolo Ricardo dos Santos, cuja primeira experiência de criar algo diferente foi quando começou a trabalhar com pizzas de 50 cm, há oito anos. “Eu tive a ideia de colocar um frango no centro da pizza, deu certo, viralizou na internet e desde então venho inovando”, conta.

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Foto:Reprodução Facebook

Segundo Santos, as pizzas mais pedidas na Bate Papo são as com brigadeiro ou bolo no centro. Entre as mais exóticas estão aquelas que, embora mantenham o tradicional formato redondo, têm no centro algo totalmente inusitado, que pode ser um cacho de bananas, uma garrafa de bebida, um pudim ou um pote de whey protein. Em matéria de formatos bizarros, o empresário afirma que uma pizza em forma de guitarra foi a mais "diferente" que ele já fez até hoje.

Foto:Reprodução Facebook

Para comemorar o Dia da Pizza, Santos e três ajudantes da pizzaria levaram um dia inteiro para montar uma pizza de cinco metros de diâmetro. A receita levou 120 quilos de massa, mais de 80 quilos de calabresa e cinco bisnagas de requeijão. Altamente instagramável, a pizza gigante pode ser fotografada mas não pode ser consumida, devido à quantidade de tempo em que ficará exposta. Ao final da exposição, tudo terá que ir para o lixo. 

Foto:Reprodução Facebook

Outra opção diferente é a "pizza trem" da Pizzaria Picoly, em Jandira, interior de São Paulo. Para quem se acostumou a chamar a pizza de "redonda", pode ser estranho encontrar uma de formato retangular, que pode ter até quatro sabores diferentes.

Foto:Reprodução Facebook

A borda da pizza também já não é mais aquela, que gerava divisão entre as pessoas que comem a borda e as que deixam no prato. Hoje é relativamente comum encontrar bordas com recheio de catupiry e cheddar, por exemplo, mas a Ritorno Pizzas, na zona norte da capital paulista, faz uma inacreditável borda de coxinha.

Foto:Reprodução Facebook

 

Nesta quarta-feira (10), o Brasil comemora o Dia da Pizza. Considerada uma das invenções culinárias mais saborosas e idolatradas no mundo, a pizza é democrática por atender a exigência dos diversos paladares. Em Chicago, nos Estados Unidos, por exemplo, a massa recebeu um toque suculento em meados de 1943, sendo batizada de Deep Dish.

O formato robusto da pizza conquistou os norte-americanos com a chegada dos italianos. Os imigrantes vindos da região de Nápoles, na Itália, chegaram aos Estados Unidos em busca de oportunidades. Instalados em Chicago, os italianos aprimoraram cada vez mais suas receitas. Sucesso nos restaurantes internacionais, a Deep Dish conseguiu agradar os apaixonados por pizza. No Recife, a iguaria virou febre recentemente.

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Em entrevista ao LeiaJá, o empresário Leonardo Bezerra Leite conta que aderiu a Deep Dish no serviço de delivery Pasta & Pesto Pizza este ano. "Lancei no primeiro semestre. Tudo começou por intermédio do meu irmão. Ele morou nos Estados Unidos por mais de um ano e me apresentou a ideia, justamente por comer constantemente a pizza", explica.

Apesar de ter comprado a ideia, Leonardo estudou bastante a receita. "Analisei muito o conceito da Deep Dish. A minha decisão foi concretizada no segundo teste do preparo. Falei: 'A massa está ótima e a quantidade do molho equilibrada' e dei continuidade", revela Leonardo. Para o chef Rafa Andrade, conhecedor da cozinha americana, a novidade foi incluída no cardápio da Forneria 1121, localizada na Avenida Rosa e Silva, após um experimento feito com o proprietário. 

"A ideia partiu da experiência que Fernando, o proprietário, e eu como chef tivemos em nosso contato com a cultura americana. Percebemos que não existia aqui e decidimos trazer", disse. "Nós fizemos uma modificação para se ajustar melhor ao paladar brasileiro e o resultado é uma massa mais fininha e crocante, diferente da de lá, que é mais grossa e gordurosa", completa o chef.

Servindo até cinco pessoas, com os sabores calabresa, pepperoni e quatro queijos, a pizza Deep Dish na Pasta & Pesto custa entre R$ 70 e R$ 80. Já na Forneria 1121 o preço sai por R$ 75, com as seguintes opções: Monteiro (queijo do reino, mussarela, salame artesanal e cebola caramelizada), Chicago (queijo mussarela e pepperoni), Supreme (linguiça, calabresa catupiry e mussarela) e Camarão (camarões fritos, camarões salteados, catupiry e mussarela).

Além do delivery de Leonardo e da Forneria 1121, a Deep Dish também pode ser encontrada na Malaquias Forneria, que fica na Avenida Dr. Malaquias, no bairro das Graças. 

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Assim como o café e a cerveja são idolatrados por uma boa parte dos brasileiros, o chocolate também não fica de fora. Com mais de 3.000 anos de história, o chocolate ganhou o mundo por oferecer um sabor que inspira diversas elaborações de sobremesas.

Em parceria com o microempresário Nivaldo Jr, gerenciador do perfil Jota Erre Bolos no Instagram e Facebook, o LeiaJá escolheu o tradicional bolo de cenoura com uma cobertura especial para celebrar neste domingo (7) o Dia Mundial do Chocolate.

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Confira:

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Receita completa do bolo de cenoura com cobertura de chocolate meio amargo:

- 180g de cenoura

- 4 ovos

- 50ml de leite

- 200ml de óleo

- 200g de açúcar

- 60g de amido de milho

- 180g de farinha de trigo

- 12g de fermento em pó

*Bata no liquidificador: cenoura, ovos, leite, óleo e o açúcar. Em um recipiente peneirar o trigo, a farinha e o fermento. Misture o líquido no seco com pequenas quantidades e mexendo devagar. Unte uma forma com margarina e um pouco de trigo, coloque a massa e leve ao forno a 180º. Deixe assar por aproximadamente 45 minutos.

Receita da cobertura

- Uma lata de leite condensado

- Uma lata de creme de leite

- Quatro colheres de sopa de chocolate em pó 50% cacau

- Duas colheres de sopa de xarope de glucose de milho

- Uma colher de sopa de margarina

*Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao forno em fogo baixo; tire quando a cobertura ferver. Escolha um prato médio, vire o bolo e coloque o chocolate meio amargo. Abuse da criatividade. 

Chocolate com grilo, hot dog de banana e comida sustentável. Esses são alguns dos sabores da gastronomia do futuro, que foram apresentados durante o evento Taste Tomorrow Brasil, realizado em São Paulo nesta semana. O evento mostrou também diferentes sabores da Ásia, Oriente Médio e de lugares desconhecidos da América do Sul.

Além das comidas, o evento apresentou uma pesquisa com as tendências gastronômicas do Brasil e do mundo. O estudo foi encomendado por uma multinacional do setor de panificação, confeitaria e chocolate e foi feito pelo Instituto de Pesquisa Ipsos. O levantamento mediu o que as pessoas esperam desse setor em 2030. De acordo com os dados, 73% dos brasileiros gostam de provar novas texturas alimentares, 59% buscam “pratos bonitos aos olhos” e 57% buscam pelo sabor. As perguntas foram feitas para mais de 17 mil consumidores, em 40 países. No Brasil a pesquisa foi feita com 1,2 mil pessoas.

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Nas regiões da Ásia, Oriente Médio e América do Sul os consumidores estão mais otimistas que a comida ficará mais saborosa no futuro – em 2030. No Brasil, 39% dos entrevistados opinam que a comida ficará mais saborosa, 45% dizem que será a mesma coisa e 16% afirmam que a comida ficará menos saborosa.

Ainda sobre o sabor dos alimentos, a pesquisa mostra que ele continua entre os três principais quesitos de escolha de um produto nos segmentos de panificação, confeitaria e chocolate. O preço ficou na segunda posição como um dos fatores decisivos no momento da compra. O cheiro também é um fator que encoraja os consumidores a comprarem e provarem o pão. Além disso, a pesquisa aponta que comidas com texturas diferentes são mais atraentes. Assim, a textura se tornou um componente chave quando o assunto é sabor, pois proporciona uma nova experiência ao consumidor.

A pesquisa mostra ainda que 87% dos brasileiros entrevistados concordam que o aroma faz com que as pessoas queiram comprar ou experimentar pães; 73% dos brasileiros entrevistados gostam de provar comida com texturas diferentes e 59% dos brasileiros acreditam que a comida ‘bonita aos olhos’ é também saborosa.

Comida saudável

Globalmente, os consumidores acreditam que a comida ficará mais saudável no futuro. Consumidores da Ásia e do Pacífico são os mais otimistas se comparados a outras regiões. No Brasil, 36% dos entrevistados disseram que a comida será mais saudável no futuro, número maior que a expectativa global, que ficou em 34%. Ainda no Brasil, 33% das pessoas acham que será a mesma coisa e 30% acreditam que a comida será menos saudável.

Segundo a pesquisa, muitos consumidores estão procurando triar alguns ingredientes de seus alimentos, como o açúcar, em busca de saúde. Da mesma forma, esses mesmos consumidores estão incluindo ingredientes que acreditam ser mais saudáveis em seus cardápios, como proteína e fibras.

O levantamento mostra que 80% dos entrevistados no Brasil acreditam que diminuir o açúcar é benéfico para a saúde; 83% dos brasileiros entrevistados concordam que fibra tem um efeito positivo na digestão; 74% dos brasileiros concordam que adicionar ingredientes na panificação – como proteínas e fibras – é algo bom para saúde e 76% dos brasileiros acreditam que remover gordura é saudável.

Comida fresca

De acordo com a pesquisa, entre as regiões analisadas existe uma grande diferença nas expectativas sobre o frescor dos alimentos. Enquanto na Ásia e Pacífico 47% dos consumidores acreditam que a comida será mais fresca em 2030, na Europa apenas 19% dos entrevistados pensam assim. No Brasil, 32%, opinam que a comida será mais fresca no futuro, 34% acham que será a mesma coisa e 34% acham que a comida será menos fresca em 2030.

Comidas frescas mantém a percepção de mais qualidade se comparada a comidas embaladas. No Brasil, 81% dos entrevistados acreditam que a comida que você mesmo faz é mais fresca que a comprada, mas 62% concordam que hoje em dia é mais fácil comprar comida fresca.    

Neste domingo (7) é comemorado o Dia Mundial do Chocolate. Por mais que a guloseima seja considerada uma das vilãs das dietas, ela pode trazer muitos benefícios para a saúde, como ajudar no controle da ansiedade, melhorar o raciocínio e aliviar o estresse.

Com o tempo, muitas empresas começaram a aperfeiçoar o produto para que mais pessoas, incluindo as que possuem restrições, pudessem consumir e, hoje, é possível encontrar o doce em diversas opções, como as sem açúcar, sem gordura, sem lactose, sem glúten e até a versão vegana, que não contém substância de origem animal em sua composição.

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A instrutora de yoga Kelly Cristina Ferreira da Silva é vegetariana e já provou chocolates veganos de algumas marcas, apesar de preferir o chocolate tradicional. "O que eu comi não tinha o sabor do açúcar, que é a parte gostosa do chocolate. Também já comi bolos veganos, todos são muito gostosos e mais leves. Não tem glúten e nada de origem animal", conta.

A chef funcional Lidiane Barbosa não é adepta do veganismo, mas defende a ideia do uso de ingredientes integrais, frescos e orgânicos. "Quando eu era adolescente tive anorexia e queria muito fazer o curso de gastronomia, exatamente para que o alimento fosse um aliado e não um inimigo. Desde quando entrei na área eu tive esse foco", revela.

Lidiane confessa que quando experimentou o chocolate vegano não gostou do sabor. "Os primeiros [chocolates] feitos pela indústria não eram gostosos. Então, resolvi fazer minha primeira mistura, que tinha óleo de coco, cacau em pó e melado de cana. E aí sim eu gostei do doce vegano", afirma.

As receitas e comidas veganas costumam ter um valor mais alto, mas a chef Lidiane separou uma receita de brigadeiro vegano que é uma opção mais em conta para quem quer experimentar novos sabores.

 

Receita de Brigadeiro Vegano

Ingredientes

1 colher de sopa de manteiga ghee

300g de biomassa de banana verde

¼ de xícara de açúcar mascavo ou melado de cana

1 colher de café de extrato de baunilha orgânica

1 pitada de sal marinho moído

1 colher de sopa de cacau em pó

 

Modo de fazer

Derreta a manteiga de ghee, acrescente os demais ingredientes, menos o cacau. Mexa bem e adicione o cacau. Leve a geladeira para esfriar por duas horas.

Após 35 anos dedicados à sala de aula na Universidade de São Paulo (USP), Álvaro Vanucci, de 62 anos, decidiu que manter a paixão dos alunos de graduação pela Física não era o suficiente. Ele queria convencer mais pessoas de que a disciplina é interessante. Por isso, assim que se aposentou, decidiu abrir um café com a temática.

Instalado em um sobrado em uma rua com pouco movimento de carros na Barra Funda, zona oeste paulistana, o café parece apenas um refúgio do barulho e agitação da cidade. Mas, já na entrada do local, é possível ver que não se trata de uma cafeteria comum. Em cima do balcão de doces, um globo terrestre flutua no ar, sem encostar na base que o sustenta (ímãs o mantêm suspenso). Logo ao lado, está instalado um sistema de roldanas, como os que estudantes costumam ver nos exercícios de escola.

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Especialista em Fusão Nuclear do Instituto de Física da USP, Vanucci decidiu que o café seria uma forma de divulgação científica inédita no País: uma cafeteria com experimentos acessíveis ao público leigo.

"Essas experiências já estão muito consolidadas na Europa e nos Estados Unidos, com museus, lojas e restaurantes com temática científica. Quando via isso em outros países sempre me questionava do porquê não existir lugares assim no Brasil."

No café, decoração se confunde com experimentos. Uma luminária é suspensa por polias (tipo de roldana), um aparente espelho, na verdade, mostra como funciona o comportamento da luz. Pendurada no teto, uma mola de plástico demonstra a propagação de uma onda.

"Há muito preconceito com a Física porque a ensinamos de forma chata na escola, como se fosse só teoria e contas matemáticas. Os alunos associam a Física a um monte de fórmulas escritas na lousa, quando na verdade ela está presente em tudo o que fazemos." As famosas, e para alguns até assustadoras, fórmulas também estão presentes em uma grande lousa em cima das mesas - no dia em que a reportagem esteve no café, estava descrita a equação de Schodinger - que descreve o comportamento do mundo microscópico - ao lado de uma ilustração do cientista Albert Einstein.

A reforma da casa durou dois anos, porque Vanucci queria ter certeza de que escolheu o melhor para cada um dos itens da cafeteria. Os experimentos expostos foram feitos com ajuda de colegas da USP. Já os bolos, salgados e café foram escolhidos pela mulher, também professora de Física.

No andar de cima, foram separadas três salas - uma maior para palestras, onde Vanucci já fez sessões sobre sua área de pesquisa, e outras duas menores, para aulas particulares de ensino médio ministradas por ex-alunos de Vanucci. Enquanto apresenta o café aos clientes, ele brinca com os experimentos e conversa sobre todo tipo de assunto, mostrando que a Física está presente em tudo o que se vê, ouve, toca e até o que não podemos sentir.

Mágica

A barista Roberta Souza, que antes trabalhava na produção de medicamentos, diz ter se encantado por esse novo mundo. "Sempre dizia que não gostava de Física, mas por causa da lembrança que tinha da escola. Aqui, descobri que a Física é engraçada, como mágica. Fico curiosa para descobrir como funciona cada novo experimento que ele apresenta como se fossem brinquedos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De manhã, o cheiro do pão italiano quentinho vai impregnando as ruas do Bexiga, na Bela Vista, região central de São Paulo. Clientes locais, gente que veio de longe e até turistas são guiados pelo aroma e pela promessa de uma bela mordida na tradição - que também pode vir recheada com linguiça e provolone.

Por lá, há quatro padarias italianas que ultrapassaram os 100 anos: Italianinha (fundada em 1896), 14 de Julho (1897), São Domingos (1913) e Basilicata (1914). Com boa vontade (e desejo de queimar as calorias conquistadas nos próprios estabelecimentos em questão) é até possível fazer um circuito a pé para conhecê-las. Hoje, todas ostentam uma quarta geração de descendentes interessados nas próximas fornadas.

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A história das padarias centenárias do bairro tem muitos pontos em comum. O primeiro, claro, é a imigração italiana. No início do século 19, diversas famílias recém-chegadas ao País foram morar na região. Na época, trouxeram para a cidade um hábito de sua terra natal - o de fazer pão em casa.

"Na Itália, cada família tinha um forno, girava sua massa e fazia o próprio pão por um mês. Depois, as famílias passavam seu fermento natural para o vizinho, que após produzir o seu pão também repassava o fermento para a próxima família", contou Ângelo Agazio Lorenti, da quarta geração da família que está no comando da Basilicata.

O prazer de produção caseira veio antes da comercialização do produto. Como a quantidade produzida era grande, os pães eram compartilhados entre amigos e vizinhos. Depois, a crise econômica e a dificuldade de arrumar trabalho em outras áreas fizeram com que aquilo que era um hobby virasse profissão. Nos primeiros anos, as padarias do Bexiga faziam suas entregas em carroças, usando cavalos para levar os pães de casa em casa.

A mais antiga delas é a Italianinha, com quase 123 anos, que em seus primórdios se chamava Lucânia (mais conhecida hoje como região da Basilicata), terra natal do fundador, Felipe Poncio. Nos anos 1960, foi comprada por Rafaelli Franciulli e passou a se chamar Italianinha.

Naquele período, a padaria era muito maior - e estendia-se até a metade da Rua Rui Barbosa. Com o processo de urbanização do bairro, a Rui Barbosa foi alargada e boa parte da padaria, desapropriada. Hoje, a Italianinha ocupa o que era o depósito da padaria original. "Tenho muitos clientes que me conheceram quando eu era criança", conta Sandra Franciulli, da quarta geração a trabalhar ali.

Como as outras padarias centenárias, a Italianinha fabrica pães respeitando o processo de fermentação natural, usando um forno tão velho quanto a própria padaria e uma receita que vem de longe. Além do italiano tradicional, a casa se destaca pelo pão recheado com linguiça calabresa e antepastos como sardela e alichela.

O irmão de Sandra, Alexandre Franciulli, é hoje o responsável por outra padaria centenária do bairro, a 14 de Julho. Fundada em 1897 por Rafaelli Franciulli (que anos mais tarde também seria dono da Lucânia/Italianinha). Originalmente, Franciulli trabalhava como mecânico em Santa Maria di Castellabate, na Itália, mas ao chegar ao Brasil notou que quase não existiam automóveis circulando pela cidade. "A saída dele foi abrir uma padaria", contou o neto, Alexandre, da terceira geração.

O pai, Wilson Franciulli, foi quem cuidou da padaria por mais tempo - até que perdeu um braço em um acidente de trabalho. Depois do ocorrido, Rafaelli vendeu a padaria - que teve outros donos até ser recomprada pelo próprio Wilson. Hoje, Alexandre é quem toca o lugar e mantém a tradição familiar. Além dos pães italianos, o lugar é conhecido pela porchetta recheada. Ao lado da padaria, Alexandre abriu uma cantina com o mesmo nome.

À margem do viaduto que dá acesso à Avenida Radial Leste está a padaria São Domingos. Fundada em 1913 por Domenico Albanese, militar da Guarda Nacional Italiana. No início, Albanese percorria as ruas do bairro entregando pães com um carrocinha. Depois, estabeleceu-se no endereço onde a padaria existe até hoje. Detalhe: por muitos anos, Albanese e a família moraram nesse mesmo sobrado. "Nós estávamos aqui antes do viaduto. Tem na família quem conte que, por pressão e boa influência dos meus avós, a padaria não foi desapropriada na época da construção do viaduto", conta Victor Albanese, 28 anos, da quarta geração.

Na São Domingos, os pães saem do mesmo forno desde a inauguração. O espaço também não mudou - continua charmoso e apertado (a expressão mais repetida pelos clientes é ‘com licença’). Além dos pães (com destaque para o recheado com calabresa), vale a pena beliscar um cannoli. Um dos clientes históricos da casa foi o músico Adoniran Barbosa (seria de lá o tal torresmo à milanesa cantado pelo compositor?).

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Por fim, a Basilicata. No início, o espaço que hoje tem um característica sofisticada (com produtos importados e restaurante) era um empório popular (do tipo que vende pasta de dente, vassoura...). O espaço era dividido com uma cocheira - lugar onde ficavam os cavalos usados na entrega dos pães. O lugar também era casa da família e abrigo para pessoas que saíam de sua terra natal para tentar a sorte no Brasil.

"Os padeiros e leiteiros tinham a chave de casa e entravam de madrugada para o trabalho. Eles entregavam pães para todos os casarões da Avenida Paulista", conta Lorenti. "Os cavalos eram tão condicionados que, diz a lenda familiar, quando o entregador descia para bater na porta de alguém e entregar o pão, o cavalo já ia sozinho para a próxima residência - porque conhecia o itinerário." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mesmo após quase três anos, a proximidade de Camila Pitanga na trágica morte de Domingos Montagner continua gerando muita comoção. De volta para as telinhas como a lobista Olga na série da Globoplay Araunas - que estreia na próxima terça-feira, dia 2 - a atriz concedeu uma entrevista para a revista Marie Claire, e, em uma prévia disponibilizada, fala sobre o momento de pânico que viveu quando viu que o ator tinha submergido no rio em que estavam:

- Entrei em total desespero. Alguma coisa me dizia que eu não podia mais ir ali. Tudo isso parece uma eternidade, mas foram segundos. Lembro de me bater, querendo me acordar. Comecei a chamar as pessoas no meu campo de visão. Tinha dois jovens, para quem eu gritei, que vieram num barquinho, e começamos a busca.

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Ela continua contando que quando subiu na embarcação estava muito nervosa, mas que quando chegou no leito do rio algo dentro dela mudou:

- Foi um novo momento de entendimento, de compreensão do que estava acontecendo, porque, de cima, você via no grande leito, bolsões... Intimamente eu entendia que talvez a gente não o encontrasse. Depois passei o dia inteiro no meu quarto, de onde dava para ver o rio. Foi uma agonia.

Na entrevista, a atriz relembra a tragedia dizendo que tinha combinado de tomar banho no rio com Gabriel Leone e Domingos, mas como Gabriel iria continuar gravando, ela e Montagner foram na frente. Ela ainda detalha o momento em que o ator desapareceu:

- Quando nadamos em direção ao grande leito do rio, percebi, numas pedras, uma marolinha. Mas minha preocupação era com as pedras e falei: Domingos, acho melhor voltar, porque fiquei com medo de a gente se machucar. No que a gente tentou voltar, a gente nadava, mas não conseguia sair do lugar. Ao invés de tentar lutar contra a correnteza, nadei para o lado, em direção às pedras, e falei: Vem pra cá, é tranquilo. Mas o Domingos me olhava e não falava nada.

Camila prossegue detalhando, ainda mais, a reação do ator:

- Fui até ele, o puxei, porque eu estava despreocupada, e disse: Estou te falando. É só vir pra cá, e voltei à pedra. Duas vezes tentei buscá-lo, mostrando que não tinha perigo, mas ele dizia que não conseguia. Na verdade, ele falou muito pouco. Na última vez que eu voltei à pedra, Domingos olhou muito grave, com um misto de… E ali eu entendi o perigo. Ele submergiu uma vez. Voltou. Não foi uma coisa desesperada. Ele fez um gesto assim de como quem diz: Não vai dar, e não falou mais. Submergiu… E eu não o vi mais.

Sobre seus dias após a perda, ela contou que ficou dois dias em casa após o acidente e que além de sua família e de seus amigos, muitas pessoas a encheram de carinho.

Além disso, a atriz ainda contou sobre sua relação com a família do ator:

- Fiz questão de ir à casa do Domingos contar à família o que aconteceu naquele dia. Senti que eu acalmava as pessoas ao contar. Mantenho contato com a Luciana [Lima], mulher do Domingos. Em meio a essa dor, ter o respeito dela foi uma das coisas mais comoventes que vivi. Luciana me transmite muita força. É uma grande mulher. A família, como um todo, tem sido de um respeito, me acolheu na dor, entendeu. Isso me fortaleceu bastante.

A Casa do Porco, do chef Jefferson Rueda, entrou para a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo 2019. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 25, durante a 18ª edição do World's 50 Best Restaurants, ranking organizado pela revista britânica Restaurant. A festa, que reuniu grandes nomes da gastronomia mundial, foi realizada em Cingapura.

Em 2018, A Casa do Porco, especializada em carne suína, ocupava a 79ª colocação na lista que reúne os cem melhores e, agora em 2019, pulou para o 39º lugar.

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Na Ásia especialmente para o evento, Rueda falou ao Paladar: "Já estou feliz de estar aqui entre os melhores do mundo. Apesar de o Brasil ter muitos chefs talentosos, estou extremamente feliz por representar o País. Nunca seremos número, queremos sempre ser uma representação do nosso país. Só o fato de estar aqui já é uma grande vitória. Vamos sempre comemorar. Cada vez com mais restaurantes na lista. Afinal de contas o Brasil tem uma variedade enorme de cozinheiros para apresentar."

Jefferson foi elogiado por chefs entre eles Mauro Colagreco, do Mirazur, recém-eleito o número 1 do mundo, e Albert Adrià, que declarou que A Casa do Porco é seu restaurante favorito no mundo.

Outros brasileiros estão na lista ampliada de 2019, que tem 120 posições. Pela primeira vez, o brasileiro D.O.M., de Alex Atala, ficou fora da seleção principal, caindo da 30ª colocação em 2018 para a 54ª em 2019. O D.O.M. já esteve no topo da lista: em 2012, a casa paulistana ocupou o 4º lugar.

O paulistano Maní, de Helena Rizzo, e o carioca Lasai, de Rafael Costa e Silva, subiram de posição para a 73ª e a 74ª colocação, respectivamente. Em 2018, o Maní estava em 87º e o Lasai em 100º. Já o carioca Oteque, do chef Alberto Landgraf, que acabou de completar um ano, entrou para o rol pela primeira vez na 100° posição.

Enquanto o francês Mirazur levou a primera colocação na lista dos 50 melhores do mundo do 50 Best, em segundo lugar ficou o dinamarquês Noma, do chef René Redzepi. O restaurante que já foi considerado o melhor do mundo quatro vezes foi fechado em fevereiro de 2017 e reabriu no início de 2018 em novo endereço e com novas propostas.

O terceiro colocado é o Asador Etxebari, em San Sebastian, de Victor Arguignoz, lugar simples que prima pela excelência da grelha e que estava em 10º lugar no ranking do ano passado.

O francês Mirazur foi eleito o melhor restaurante do mundo pelo ranking do 50 Best. A casa do chef argentino Mauro Colagreco, localizada na cidade de Menton, aos pés de um rochedo na Costa Azul do litoral francês, apresenta criações com ingredientes que remetem ao mar e às montanhas. O resultado foi anunciado na manhã desta terça-feira, 25, em uma cerimônia em Cingapura.

Em segundo lugar ficou o dinamarquês Noma, do chef René Redzepi. O restaurante que já foi considerado o melhor do mundo quatro vezes foi fechado em fevereiro de 2017 e reabriu no início de 2018 em novo endereço e com diferentes propostas.

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Por esse motivo, o Noma 2.0, como a nova versão é chamada, pode participar da lista, já que no início de 2019 a organização do evento havia anunciado que todos os restaurantes que alcançaram o topo não poderão mais participar nos anos seguintes. Sendo então essa a sua primeira vez na lista, o Noma 2.0 também levou o título de maior nova entrada de todos os tempos, estreando na 2ª colocação.

O terceiro colocado é o espanhol Asador Etxebari, que fica em San Sebastian. Comandado por Victor Arguignoz, é um lugar simples que prima pela excelência da grelha e que estava em 10º lugar no ranking do ano passado.

O único brasileiro entre os 50 melhores do mundo atualmente é A Casa do Porco, que estreou na lista este ano na 39ª posição. Em 2018, a casa do chef Jefferson Rueda havia entrado na outra metade da seleção, na 79ª posição.

 

Confira a lista completa:

1. Mirazur, Menton (França)

2. Noma, Copenhagen (Dinamarca)

3. Asador Etxebarri, Axpe (Espanha)

4. Gaggan, Bangcoc (Tailândia)

5. Geranium, Copenhagen (Dinamarca)

6. Central, Lima (Peru)

7. Mugaritz, San Sebastian (Espanha)

8. Arpège, Paris (França)

9. Disfrutar, Barcelona (Espanha)

10. Maido, Lima (Peru)

11. Den, Tóquio (Japão)

12. Pujol, Cidade do México (México)

13. White Rabbit, Moscou (Rússia)

14. Azurmendi, Larrabetzu (Espanha)

15. Septime, Paris (França)

16. Alain Ducasse au Plaza Athénée, Paris (França)

17. Steirereck, Viena (Áustria)

18. Odette, Cingapura (Cingapura)

19. Twins Garden, Moscou (Rússia)

20. Tickets, Barcelona (Espanha)

21. Frantzén, Estocolmo (Suécia)

22. Narisawa, Tóquio (Japão)

23. Cosme, Nova York (Estados Unidos)

24. Quintonil, Cidade do México (México)

25. Alléno Paris au Pavillon Ledoyen, Paris (França)

26. Boragó, Santiago (Chile)

27. The Clove Club, Londres (Reino Unido)

28. Blue Hill at Stone Barns, Pocantico Hills (Estados Unidos)

29. Piazza Duomo, Alba (Itália)

30. Elkano, Getaria (Espanha)

31. Le Calandre, Pádua (Itália)

32. Nerua, Bilbau (Espanha)

33. Lyle’s, Londres (Inglaterra)

34. Don Julio, Buenos Aires (Argentina)

35. Atelier Crenn, São Francisco (Estados Unidos)

36. Le Bernadin, Nova York (Estados Unidos)

37. Alinea, Chicago (Estados Unidos)

38. Hiša Franko, Kobarid (Eslovênia)

39. A Casa do Porco, São Paulo (Brasil)

40. Tim Raue, Berlim (Alemanha)

41. The Chairman, Hong Kong (China)

42. Belcanto, Lisboa (Portugal)

43. Hof Van Cleve, Kruishoutem (Bélgica)

44. The Test Kitchen, Cidade do Cabo (África do Sul)

45. Sühring, Bangcoc (Tailândia)

46. De Librije, Zwolle (Holanda)

47. Benu, San Francisco (Estados Unidos)

48. Ultraviolet by Paul Pairet, Xangai (China)

49. Leo, Bogotá (Colômbia)

50. Schloss Schauenstein, Furstenau (Suíça)

A segunda metade da lista

Há uma semana, o 50 Best divulgou a "segunda parte" de seu ranking, com as casas que ficaram entre a 51ª e a 120ª posição. Pela primeira vez, o brasileiro D.O.M., de Alex Atala, ficou fora da seleção principal, caindo da 30ª colocação em 2018 para a 54ª em 2019. O D.O.M. já esteve no topo da lista: em 2012, a casa paulistana ocupou o 4º lugar.

O paulistano Maní, de Helena Rizzo, e o carioca Lasai, de Rafael Costa e Silva, subiram de posição para a 73ª e a 74ª colocação, respectivamente. Em 2018, o Maní estava em 87º e o Lasai em 100º. Já o carioca Oteque, do chef Alberto Landgraf, que acabou de completar um ano, entrou para o rol pela primeira vez na 100° posição.

O badalado restaurante Grotta Palazzese, que fica dentro de uma gruta na cidade litorânea de Polignano a Mare, na Puglia, foi multado pelas autoridades italianas por estar com alimentos estragados em sua cozinha.

Agentes da Guarda Costeira encontraram oito quilos de bifes "wagyu" com validade vencida - o prazo de consumo era maio -, além de filés de robalo, patas de caranguejo-real, restos de carne congeladas e massas sem documentação de origem. O Grotta Palazzese foi multado em 5.500 euros.

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O restaurante fica em uma das zonas mais turísticas do sul da Itália e oferece menus fechados de 110 a 220 euros por pessoa. A inspeção na cozinha do Grotta Palazzese faz parte de um plano de controle das autoridades italianas colocado em prática neste verão europeu.

Outro restaurante, La Tana, na rua Cala Paura, também em Polignano, foi multado em 1.500 euros em uma dessas inspeções, na qual os agentes encontraram um depósito subterrâneo onde os alimentos eram armazenados sem etiquetas e sem certificado de proveniência.

Da Ansa

Em comemoração ao período junino, um encontro especial vai reunir chefs em aulas sobre comidas típicas, todos os fins de semana de junho, em Belém. O evento será no Boulevard Shopping e terá, ainda, venda de iguarias em barraquinhas.

Neste sábado (21), haverá duas aulas. “A programação foi pensada para oportunizar uma novidade para os nossos clientes. As aulas são gratuitas, com profissionais conhecidos na cidade. É uma programação para toda a família”, afirma a gerente de marketing do Boulevard, Glenda Abdon.

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A partir das 16 horas, no lounge do 3º piso do empreendimento, a chef Adélia Craveiro ensinará como produzir dadinhos de tapioca com geleia de cupuaçu. Mais tarde, às 17h30, a chef Darlene Rocha ministrará a aula de produção de Naked Cake de Milho com Mousse de Paçoca.

As barraquinhas de comidas típicas estarão disponíveis no piso 1 com decoração especial e, aos fins de semana, serão realizadas as aulas.

“Pensamos que esse é um dos períodos mais esperados durante o ano e não poderíamos ficar de fora”, afirma Glenda Abdon.

Serviço 

Aula-Show com a chef Adélia Craveiro, às 16h, e com a chef Darlene Rocha, às 17h30.

Local: Boulevard Shopping, localizado na avenida Visconde de Souza Franco, nº 776.

Barraquinhas de comidas: De segunda a domingo, das 10h às 22h. As aulas ocorrerão aos fins de semana.

Da assessoria do evento.

A Ambev está abrindo as portas de suas fábricas para oferecer uma opção de passeio para o mês das férias. A Cervejaria Itapissuma, no Grande Recife, vai receber visitantes às sextas, sábados e no primeiro domingo do mês. Além de conhecer a estrutura do local, os visitantes terão direito à degustação das bebidas.

O tour tem mais de duas horas de duração para que o público conheça a experiência cervejeira do início ao fim. Na primeira etapa, os visitantes conhecem todo o processo de brasagem, quando o malte e a água são misturados. Na sequência, é possível ver os momentos de fermentação, maturação e filtração.

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É neste último passo que o público poderá provar a cerveja, isso corresponde a segundos após a bebida ficar pronta. Além disso, haverá uma aula sobre a história da cerveja com o time de mestres-cervejeiros da Cervejaria Ambev e harmonização dos rótulos elaborados pela fábrica com petiscos clássicos. Mais informações sobre o tour podem ser encontrados no site da Ambev.

 

O público que visitou a 3ª GastroJunina, feira de gastronomia realizada pela Estácio de Sá, em Belo Horizonte, ficou surpreso com um de seus destaques: o hambúrguer de pastel. A criação surpreendeu os visitantes ao misturar os dois lanches salgados.

Criado pelos estudantes de gastronomia Gabriel Veiga, Verônica Freitas e Leonardo Fonseca, a receita foi feita especialmente para a GastroJunina. Trata-se de um sanduíche composto pelo tradicional recheio de um cheeseburger mas envolto com massa de pastel, ao invés de pão.

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A iguaria, no entanto, não se trata de uma novidade de fato. Desde 2018, uma lanchonete de Fortaleza, no Ceará, já comercializa um hambúrguer de pastel bem parecido. A receita do Barneys' Burguer é semelhante ao do lanche mineiro com a única diferença de que os pastéis que fazem as vezes de pão são recheados com queijo. Já uma pastelaria de Caruaru (PE), a Armazém, conta com o hambúrguer de pastel vegano.

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