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Um dos principais personagens das histórias em quadrinhos do Brasil completa 40 anos de existência em 2020. Criado pelo cartunista e escritor Ziraldo, “O Menino Maluquinho” conquistou leitores com o jeito simples, o visual despojado e as aventuras criativas com os amigos nas histórias do livro.

Além dos fãs da literatura infantil, as molecagens (e a caçarola na cabeça) de Maluquinho, Juju, Junim, Bocão e companhia também inspiraram a série de revistas em quadrinhos e viraram produções audiovisuais para o cinema e a televisão.

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Uma das fãs incondicionais da criação de Ziraldo é a escritora Ivy Farias, 39 anos. A paixão pelo personagem vem desde a infância, mas é tão grande que, mesmo adulta, Ivy chegou a comprar uma camiseta do Menino Maluquinho para usar com traje social em reuniões de trabalho.

“Usava para trabalhar com blazer, tailleur, enfim, para dar um contraste e fazia um sucesso, todo mundo ficava nostálgico, dava uma quebrada nos compromissos profissionais”, conta Ivy que, no entanto, declara que a peça de roupa desapareceu.

“Talvez algum fã a achou mais valiosa, não sei, encomendei outra”, recorda-se a escritora, que afirma não ter visto o filme lançado em 1996. “Não tive coragem de ver o filme porque a imagem dele da minha infância é a melhor", fala.

A escritora Ivy Farias trajando a camiseta em homenagem ao Menino Maluquinho. Foto: arquivo pessoal

Para Ivy, o mercado brasileiro poderia valorizar mais os personagens nacionais em detrimento das figuras famosas do exterior. Segundo ela, além de representar a alegria de ser criança, o Maluquinho pode ser considerado um marco para o aprendizado infantil nas questões de cidadania.

“O Menino Maluquinho é uma grande contribuição ao país. Além de ter formado gerações nesses 40 anos, esteve à disposição de causas importantes como a campanha de vacinação. Por isso não erro em dizer que ele é um herói muito maluquinho, uma delícia de menino, uma alegria para todos nós”, enfatiza a escritora, que hoje é estudante de Direito e usa os ensinamentos de Ziraldo como uma referência na promoção das garantias fundamentais das crianças.

De mãe para filhos

No caso da diretora de conteúdo e assessora de comunicação Danielle Blaskievicz, 45 anos, as estripulias e o jeito moleque do Maluquinho também estão presentes há tempos. Ela conta que, além de se divertir com as histórias, aproveita os personagens de Ziraldo na educação dos filhos Rafael, que tem oito anos e Augusto, de seis.

“Sou fã do Ziraldo desde sempre, pelo traço, pela criatividade, pela ousadia e pela irreverência que as histórias e desenhos carregam”, considera a mãe, que avalia como positiva a influência do autor na fase escolar dos filhos.

Na casa de Danielle, o amor pela obra de Ziraldo passou da mãe para os filhos Rafael e Augusto. Foto: arquivo pessoal

“Ele tem uma leitura toda divertida e despojada do mundo e é isso que eu quero que meus filhos aprendam, a ver o mundo pela arte e com bom humor”, relata Danielle.

De acordo com ela, o mais velho lê e divide as histórias com o irmão que ainda não está alfabetizado. “O Rafael tem os livros desde antes de saber ler e já se divertia com as imagens e com a figura do Maluquinho. Hoje ele que lê os livros para o irmão”, destaca.

Loucos por futebol, ambos são fanáticos pela história ‘Bocão em Bola Fora’, do livro “Maluquinho por Futebol” (2010). “Eles se identificam porque as histórias são legais e criativas. O Maluquinho e é um menino bagunceiro, divertido, ativo, que gosta de futebol, como a maioria dos meninos nessa idade e, diferente dos outros personagens da literatura, têm as maluquices dele”, completa Danielle.

Edição comemorativa

A história não vai passar em branco nas quatro décadas do Menino Maluquinho. A Editora Melhoramentos elaborou uma versão limitada e de luxo para homenagear a data. O livro que marca o aniversário de 40 anos do personagem e sua turma é considerado um item de colecionador. A edição tem 120 páginas e mostra a história do personagem que conquistou o público ao longo dos anos.

Desde o lançamento, em 1980, o livro teve 129 edições e vendeu 4 milhões de exemplares. A obra também teve duas adaptações para o cinema, versões para o teatro, ópera e histórias em quadrinhos.

Além de “O Menino Maluquinho”, Ziraldo Alves Pinto é  pioneiro nas publicações de quadrinhos produzidos no Brasil. Nos anos 1960, lançou o livro “A Turma do Pererê”, censurado pela Ditadura Militar (1964-1985), e foi um dos fundadores do jornal “O Pasquim” (1969-1991) junto a outros cartunistas, jornalistas e humoristas da época. O periódico, que utilizava a cultura como artefato ante as imposições dos chamados “anos de chumbo”, também foi alvo da repressão.

A associação americana de livrarias ABA lançou uma campanha publicitária contra a Amazon para alertar sobre o perigo que representa para o setor a gigante do varejo online nesta época de pandemia.

A campanha, a primeira desse tipo, foi lançada ao mesmo tempo que a promoção "Prime", terça e quarta-feira, dois dias em que a Amazon oferece atrativos descontos em seus produtos.

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Desde o início da pandemia, 35 membros de livrarias ABA tiveram que fechar as portas, informou à AFP a associação, que estima em 20% o número de livrarias independentes sob ameaça de falência.

"Quando estas livrarias independentes fecham, o coronavírus é a causa oficial da morte, mas a comorbidade para muitas é a Amazon", criticou a ABA em comunicado.

Para Allison K. Hill, diretora-geral da ABA, o crescimento da plataforma de vendas online da Amazon "resulta na perda de empregos locais, de receitas fiscais e do tecido social".

De acordo com a ABA, em 2019 foram abertas 104 livrarias, contra apenas 30 até agora em 2020.

A campanha foi lançada nas redes sociais, mas também nas livrarias dos 1.750 membros da ABA.

Varias dessas lojas, como a Solid State Books, de Washington, cobriram suas fachadas com uma cor que simula uma grande caixa de papelão, em referência às caixas usadas pela Amazon para enviar os pedidos dos clientes.

"Os livros são escolhidos pelas pessoas, não por algoritmos assustadores", diz uma das frases inscritas na fachada.

Segundo dados oficiais, a receita das livrarias físicas diminuiu em 31% nos primeiros sete meses de 2020.

Em julho de 2019, o Padre Marcelo Rossi passou por um incidente inusitado e inesperado. Ao celebrar uma missa em Cachoeira Paulista, em São Paulo, o religioso foi empurrado por uma mulher e caiu do altar. A experiência traumática deu origem ao livro Batismo de Fogo, no qual o padre relata o ocorrido e conta como a experiência mudou-lhe a vida. 

Em Batismo de Fogo, o padre Marcelo detalha o dia e os eventos que lhe renderam muitas dores e algumas escoriações. Em entrevista ao G1 ele falou sobre o incidente. "Quando eu fui empurrado, eu não perdi a consciência. Essa não foi uma experiência de morte, mas foi uma dor tremenda. Eu passei dias com espasmos. Mas havia uma força dentro de mim que me dizia". 

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O religioso escolheu esse momento de pandemia para o lançamento do livro por ver um paralelo entre o atual contexto e a situação vivida por ele no passado. “Esse é um momento de reflexão para um resgate. Somos frágeis. É um novo nascimento para todos nós. A pandemia é o nosso batismo de fogo”. O livro já está à venda em todo o país. 

A leitura é essencial para a construção do conhecimento e deve ser estimulada por meio de políticas públicas que reforcem a integração educacional e permitam o acesso a livros por toda a população. Essa posição unânime de educadores, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), sustenta as comemorações de uma data marcante: o Dia Nacional da leitura – 12 de outubro –, instituído por meio da Lei nº 11.899, de 8 de janeiro de 2009, que também prevê a celebração da Semana Nacional da Leitura e da Literatura no Brasil.

Para entender a questão da leitura no Brasil, é importante compreender o histórico cultural brasileiro desde a colonização. Segundo Elaine Oliveira, professora de Estudos Literários, não houve no país uma política de educação e cultura voltada para todos os cidadãos. “No Brasil, a circulação de livros e jornais sempre foi restrita à elite”, explicou.

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A professora destaca que, só em 2003, foi instituída uma lei nacional do livro. A Lei nº.10.753, que ficou conhecida como Lei do Livro, tinha o objetivo de aumentar a produção de livros e fazer com que chagassem a população. “Em toda a sociedade, em qualquer faixa etária, o livro deveria fazer parte da vida do cidadão”, afirmou.

De acordo com a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada em setembro pelo Instituto Pró-Livro (IPL), o país perdeu 4,6 milhões de leitores adultos em quatro anos. Para Elaine, o fator econômico tem grande influência nessa perda, além da falta de incentivo estatal e familiar.

A pedagoga Minéia Neta Braga, que é voluntária do projeto Espaço Cultural Nossa Biblioteca, afirma que um país que perde leitores, perde também sua capacidade de pensar e reagir perante situações que violam seus direitos. “Nós queremos um povo consciente de seus deveres e direitos, um cidadão atuante em suas comunidades”, ressaltou.

Entretanto, apesar dos dados preocupantes, a pesquisa do IPL também mostrou que crianças de 5 a 10 anos estão lendo mais, diferentemente das outras faixa etárias. Isso porque há um estímulo, que precisa ser reforçado com o apoio do governo, da família e escola.

A professora Elaine Oliveira afirma que o Estado precisa propiciar políticas com livros mais baratos e investir em bibliotecas com acervos diversificados. De acordo com a professora, uma sociedade leitora transforma seu país. “Infelizmente, o Brasil ainda está muito atrasado. A gente ainda está brigando por políticas básicas de leitura”, salientou.

Para a estudante de Psicologia Louise Pinto, de 18 anos, ler é uma das coisas mais importantes para a vivência humana. "A leitura sempre esteve presente em minha vida e foi muito importante para a minha formação e para construção de minhas visões de mundo", afirmou.

Por Quezia Dias.

 

Ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2020, Louise Glück, considerada uma das maiores vozes da poesia americana, extrai o material para seu trabalho da beleza simples da natureza e de sua infância.

Um de seus poemas, "Japonica" (um grupo de borboletas), lembra a fina arte dos pintores japoneses, começando com "As árvores florescem / na colina. / Elas carregam / grandes flores solitárias, / japônicas" (em tradução livre do inglês).

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Em entrevista a uma revista de poesia americana em 2006, ela negou ser especialista em motivos florais: "Tive muitos pedidos de horticultura, mas não sou horticultora".

Em 1992, publicou "The Wild Iris" (não traduzido para o português), uma coletânea que desdobra um jardim inteiro e que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer, um dos mais prestigiosos prêmios do mundo.

Sua poesia é muito acessível. Dispensa o aparato explicativo crítico, e o inglês de Louise Glück pode ser lido sem muita dificuldade, desde que se tenha algum conhecimento da língua.

Adepta do despojamento, ela cita como primeiras influências de juventude poetas conhecidos por sua clareza de expressão, William Butler Yeats (Prêmio Nobel de 1923) e T.S. Eliot (Prêmio Nobel de 1948).

Além da natureza, sua grande fonte de inspiração é sua infância.

Perda de uma irmã

"Eu era uma criança solitária. Minhas interações com o mundo como um ser social eram pouco naturais, forçadas, representações. E eu ficava mais feliz quando lia. Bem, não era inteiramente tão sublime assim. Assistia muito à televisão e comia muito também", conta ela.

Seu sobrenome germânico vem de avós judeus da Hungria que emigraram para os Estados Unidos no início do século XX.

Louise nasceu em 1943, em Nova York, em uma família que a incentivou a expressar sua criatividade.

Uma de suas heroínas de infância foi Joana d'Arc, à qual dedicou um pequeno poema em 1975. "E agora as vozes respondem que devo/me transformar em fogo, segundo o desígnio de Deus" (tradução livre do inglês).

Sua adolescência foi difícil, sofrendo de anorexia. Um de seus traumas é a perda de uma irmã mais velha, que morreu logo após o nascimento. "Minha irmã passou uma vida inteira na terra./ Ela nasceu, ela morreu. / Nesse ínterim, / nem um olhar arregalado, nem uma frase", disse ela em "Lost Love", de 1990 (tradução livre).

Louise Glück abandonou os estudos, casou-se e se divorciou rapidamente. Começou a se revelar em 1968, com sua primeira coleção "Firstborn". Um segundo casamento trouxe mais estabilidade, e ela, então, retomou seus estudos e se tornou acadêmica.

"Ao longo de toda obra poética de Glück, muitas das figuras centrais de seus poemas são mulheres (...), ou uma jovem, que muitas vezes é distinguida como filha de alguém, ou uma mãe", apontou Allison Cooke, pesquisadora de literatura.

Louise Glück é mãe de uma criança.

"A jovem mulher na poesia de Glück se encaixa em décadas de discurso feminista sobre o que significa ser mulher", acrescentou Cooke.

Em mais de 50 anos, ela publicou 13 coletâneas. A última, em 2014, foi "Faithful and Virtuous Night".

Elas representam metade da humanidade, mas apenas 16 dos 117 Prêmios Nobel de Literatura foram atribuídos a mulheres, após a vitória da americana Louise Glück na edição 2020.

Lista de laureadas pela Academia Sueca desde a criação do prêmio em 1901:

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2020: Louise Glück (Estados Unidos)

2018: Olga Tokarczuk (Polônia)

2015: Svetlana Alexiévich (Belarus)

2013: Alice Munro (Canadá)

2009: Herta Müller (Alemanha)

2007: Doris Lessing (Grã-Bretanha)

2004: Elfriede Jelinek (Áustria)

1996: Wislawa Szymborska (Polônia)

1993: Toni Morrison (Estados Unidos)

1991: Nadine Gordimer (África do Sul)

1966: Nelly Sachs (Suécia)

1945: Gabriela Mistral (Chile)

1938: Pearl Buck (Estados Unidos)

1928: Sigrid Undset (Noruega)

1926: Grazia Deledda (Itália)

1909: Selma Lagerlöf (Suécia)

A poeta americana Louise Glück, de 77 anos, é a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2020 - anunciou a Academia Sueca nesta quinta-feira (8), reconhecendo uma carreira iniciada nos anos 1960.

Glück foi premiada por sua "inconfundível voz poética, que, com uma beleza austera, torna a existência individual universal", afirmou a instituição.

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A infância e a vida em família, a relação estreita entre os pais e os irmãos e irmãs são alguns dos temas abordados em sua obra.

"Averno" (2006) é a sua coleção magistral de poemas, uma interpretação visionária do mito da descida ao inferno de Perséfone, raptada por Hades, deus da morte. Outro trabalho marcante é sua mais recente compilação, "Faithful and Virtuous Night" (Noite Fiel e Virtuosa), de 2014.

Dois anos depois do prêmio para a polonesa Olga Tokarczuk, Louise Glück é a 16ª mulher premiada com o Nobel de Literatura, em um ano de forte presença feminina.

Com três premiadas nas categorias científicas do Nobel, esta temporada pode bater o recorde de mulheres laureadas (cinco em 2009). Dois prêmios ainda serão anunciados: o da Paz, na sexta-feira (9), e o de Economia, na segunda (12).

Após uma série de escândalos e de polêmicas que abalaram o prêmio literário mais famoso do mundo nos últimos anos, a escolha de 2020 da Academia Sueca era especialmente imprevisível, segundo os críticos.

O prêmio de 2019 foi concedido ao escritor austríaco Peter Handke, mas suas opiniões favoráveis ao falecido líder sérvio Slobodan Milosevic provocaram grande polêmica.

Há três anos, um escândalo sexual abalou a Academia Sueca, o que provocou o adiamento do anúncio do prêmio de 2018 para 2019.

A revista japonesa Shonen Jump informou que o próximo capítulo de "One Piece" será adiado devido aos problemas de saúde do autor, Eiichiro Oda. De acordo com o tweet publicado pelo periódico, a doença, que não foi especificada, deixou o escritor em más condições físicas. Devido ao ocorrido, a continuação das aventuras de Luffy tem retorno previsto para a edição de 17 de outubro.

Entre os autores da Shonen Jump, Oda é o único que possui um cronograma diferenciado. Isso ocorre por conta da extensão de "One Piece", que já segue para o milésimo capítulo, e também por causa da saúde do autor, que tira uma semana de folga por mês para conseguir escrever com tranquilidade.

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A história de "One Piece" é publicado na Shonen Jump desde 1997 e já se aproxima de sua conclusão. No Brasil, o mangá é publicado pela editora Panini e se aproxima do número de edições japonesas publicadas. A obra também possui uma adaptação em anime, que até o momento conta com 944 episódios.

Qual é o segredo da boa escrita? O que é uma notícia? Por que fake news é fake, não é news? Que papel tem o jornalismo no universo das redes? Provocações e reflexões, muito mais que respostas, estão no livro "Tu já viste um rei?", o segundo da série Papo de Jornalismo, do jornalista e professor Antonio Carlos Pimentel Jr., que terá lançamento virtual neste mês de outubro. Por causa da pandemia, o livro físico, já disponível, pode ser adquirido pelo e-mail tonga.carlos@gmail.com ou pelo whatsapp (9114-7657). Custa R$ 40,00, com entrega em domicílio.

“Tu já viste um rei?” é uma publicação do selo Expedição Pará. Tem diagramação do jornalista, designer e fotógrafo Fernando Sette e capa do jornalista e designer Filipe Sanches. A revisão é da jornalista e professora Regina Alves. Apresentação e orelha são dos jornalistas e professores João Plaça Jr. e Guilherme Guerreiro Neto. A primeira obra da série, "Os quês e o porquê", foi lançada em 2016, pela editora Publit.

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De acordo com Antonio Carlos, o livro fala de jornalismo, fake news e da escrita. "Como trabalho há muitos anos com textos, apresento conceitos sobre a redação jornalística, gêneros textuais e proponho um exercício de técnica e estilo. Uso algumas coisas que escrevi e referências de autores consagrados", informou o professor, que espera contribuir na formação de jovens jornalistas com relatos de experiência. Além do texto jornalístico, a obra também traz discussões sobre outras áreas, como a escrita criativa, a escrita afetuosa e a ficção.

"Histórias do jornalismo nos remetem a momentos que revivemos e a outros de que tomamos conhecimento através da memória. É o caso dessa fusão de textos que Antonio Carlos nos apresenta com maestria, numa linguagem saborosa e, ao mesmo tempo, educativa, pois perpassa histórias vividas no âmbito da Redação, universo especial que os profissionais e personagens da área têm a oportunidade de vivenciar", escreveu o jornalista João Plaça Jr., no texto de apresentação do livro.

"O caso é grave. Antonio Carlos Pimentel Jr. vive a derramar palavras no mundo e enxugar as que escapam em excesso. Antes fosse apenas hábito de ofício. Faz por gosto", escreveu o jornalista Guilherme Guerreiro Neto, se referindo ao trabalho de Antonio Carlos como escritor e editor de textos. Na visão de Guilherme, "Tu já viste um rei?" é uma "terapia coletiva para nós que, sem a perícia de Antonio Carlos, deixamos vez ou outra palavras por aí".

Jornalista profissional desde 1987, Antonio Carlos é editor do LeiaJá Pará, site regional do portal de notícias LeiaJá,  professor do curso de Jornalismo na UNAMA - Universidade da Amazônia, mestre em estudos literários e especialista em produção textual pela UFPA - Universidade Federal do Pará. "Escrever é uma prática de todos os dias. É uma habilidade que a gente desenvolve e aprimora com o tempo, com muito trabalho e com as referências da vida, nossas leituras, nosso conhecimento de mundo", explicou o professor. “Jornalista tem que ler e escrever bem. Escrevo por prazer, mas também pela necessidade da interlocução, do contato por meio da palavra, talvez de uma busca pela permanência.”

No embate com as palavras

O livro “Tu já viste um rei?” traça um percurso que corta três eixos: os gêneros textuais, a informação jornalística e a escrita criativa. Para o professor e jornalista Antonio Carlos Pimentel Jr., a excelência do texto passa pelo reconhecimento das diferentes formatações narrativas e pelo domínio da língua.

Em um dos capítulos, o autor destaca que a rotina da escrita implica um verdadeiro embate com as palavras. “Redator e editor de jornal impresso, passei quase três décadas retocando matérias para adequá-las às formatações da notícia e, se possível, conferir-lhes algum brilho capaz de reforçar o poder de sedução do fato jornalístico. Professor, sigo na lida. Esse é o desafio de quem escreve: encontrar a precisão de sentido com estilo e elegância”, diz Antonio Carlos.

Gêneros textuais, para Antonio Carlos, são demarcadores de territórios narrativos. “O leitor precisa saber onde pisa. Informação é informação, resulta de apuração, checagem, verificação. Opinião é opinião, carrega subjetividades, mas não pode ter o pé fora da realidade, sob pena de quebrar a lógica da comunicação. Todo discurso opinativo deve ter fundamento. Se não tiver, é inútil”, observa.

Escrever é pensar, é refletir sobre a vida e o mundo, afirma o jornalista. Mas também é contar histórias, assinala. “Para falar de alguns conceitos fundamentais do jornalismo, recorro a minhas vivências, pessoais e profissionais. Quando falo da urgência da notícia, por exemplo, recordo a passagem do imperador do Japão por Belém, é o rei a que se refere o título do livro. Para falar dos procedimentos da edição, recupero o dia da morte de Ayrton Senna”, relata Antonio Carlos.

Na passagem para o texto criativo, Antonio Carlos tem referências consagradas – Thomas Mann, Gabriel García Márquez, Milton Hatoum, Rubem Fonseca, entre outros pesos pesados da literatura, aparecem no livro – e se aventura na ficção com um conto selecionado para a coletânea Off-Flip da Feira do Livro de Paraty, em 2016. “O conto ‘Deodorinda’ é uma experiência, um exercício de linguagem. Procuro fazer o que propõe o escritor gaúcho Moacyr Scliar, quando fala da escrita literária – ‘estabelecer laços entre pessoas e criar beleza’. Estou à procura desse caminho”, afirma. 

Com apoio de Ana Luiza Imbelloni.

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Nesta quarta (30), o mundo dos quadrinhos perdeu um de seus grandes nomes. O cartunista Quino, criador da célebre personagem Mafalda, faleceu aos 88 anos. A morte foi confirmada pelo editor do artista, Daniel Divinsky, pelo Twitter.

Sem dar informações detalhadas, Daniel publicou uma mensagem informando sobre o falecimento do cartunista. “Quino morreu. Todas as pessoas boas no país e no mundo vão chorar por isso”. Em apenas uma hora, o tweet já tinha mais de quatro mil curtidas e mil compartilhamentos. 

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Quino foi o criador de quadrinhos de língua espanhola mais traduzidos em todo o mundo e sua personagem Mafalda, garantiu-lhe sucesso por mais de meio século. Curiosamente, o criador da garotinha contestadora parte apenas um dia depois do ‘aniversário’ de 56 anos dela. 

Esquecida por séculos nos arquivos de um seminário na Espanha, uma singular edição de uma obra de Shakespeare foi encontrada por acaso, e especialistas acreditam que possa ser o primeiro exemplar de sua autoria a chegar a este país.

A cópia da tragicomédia "The Two Noble Kinsmen", publicada em 1634, "provavelmente chegou à Espanha entre 1635 e 1640", disse à AFP o pesquisador da Universidade de Barcelona John Stone.

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"Eu estava revisando a seção de economia política e, na última prateleira, vi um livro que era diferente de qualquer outra coisa, por sua encadernação", disse Stone sobre sua descoberta fortuita no Real Colégio de Escoceses, em Salamanca, um seminário nesta cidade no noroeste da Espanha fundada no início do século XVII, quando a Igreja Católica foi proibida na Escócia.

"No momento em que o vi, percebi que era a cópia mais antiga de Shakespeare na Espanha", disse o pesquisador, que escreveu sobre o dramaturgo inglês.

"A pergunta é se foi a primeira peça de Shakespeare a chegar à Espanha", completou.

Até agora, a obra mais antiga de Shakespeare no país é uma compilação de peças encontradas em um colégio jesuíta inglês em Valladolid, provavelmente tendo chegado entre o final dos anos 1640 e o início dos anos 1650.

Acredita-se que a cópia de "The Two Noble Kinsmen", obra escrita a quatro mãos por Shakespeare e John Fletcher, deve ter sido trazida por algum viajante. Escapou de cair nas mãos da Inquisição, que inspecionava todas as obras que entravam no país e foi particularmente severa com livros de Estados protestantes como a Inglaterra.

John Stone encontrou pistas sobre a época em que o espécime chegou à Espanha: algumas anotações à margem de Hugh Semple, que era reitor do Real Colégio dos Escoceses.

"Seus escritos nos dizem que chegou quando Semple estava vivo, e sua morte ocorreu no início de 1650", disse Stone sobre este jesuíta que tinha muitos contatos na Espanha e em nível internacional, sobretudo em meados da década de 1630, quando "pode ter tido uma grande oportunidade de importar o livro ", talvez trazido por um aristocrata escocês radicado em Londres.

Stone agora trabalha com um especialista em livros para determinar se a encadernação do volume pode oferecer mais pistas sobre sua data de entrada na Espanha.

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O lançamento do livro "O Caso 33", do autor paraense Fábio de Andrade, marca seu primeiro lançamento físico. O livro foi pensado há três anos, e conta a história de uma Belém de 1966, batizada de Santa Acácia. O autor tem duas outras obras em formato digital, “Sob os Olhos do Delírio” e “Um Estudo em Violeta”.

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A história se passa na recém-fundada cidade de Santa Acácia, que vive seus piores momentos quando um assassino em série começa a matar várias pessoas ao longo dos dias. E em todos os assassinatos há algo em comum: os corpos são encontrados cortados e faltando uma parte do corpo, e com o número "33" marcado na pele.

Segundo o autor, diferentemente de outros livros de investigação, "O Caso 33" tem investigadores não tão comuns, como um açougueiro e uma carteira. “Trabalhando em equipe com a investigadora Joana e o delegado Joaquim, os quatro correm contra o tempo para descobrir e impedir que o assassino derrame mais sangue pelas ruas”, explicou.

Para o autor, que está na área literária há seis anos, "O Caso 33" se diferencia de outros romances policiais porque se passa em Belém e retrata os personagens da cidade. O escritor explica que desenvolveu interesse em escrever principalmente pela sua paixão como leitor. "Além de ser uma paixão estar escrevendo literatura policial, 'O Caso 33' foi o livro que me fez evoluir e mudar como pessoa”, disse.

Além disso, Fábio diz sentir-se sortudo por ter uma proximidade com seus leitores, que ao longo do tempo se tornaram seus amigos íntimos. “Eu espero que eles tenham uma ótima leitura. É isso que eu prezo fazer. Dar uma ótima experiência para a pessoa.”

O escritor acredita que para quem gosta de livros com uma narrativa eletrizante, rápida, envolvente e cheia de reviravoltas, "O Caso 33" é o livro certo. “Eu sempre me propus a trazer uma experiência muito boa, principalmente relacionada à fluidez, para não trazer um livro difícil de se ler”, ressaltou.

A pré-venda de "O Caso 33" vai até o final do mês de setembro. O livro está sendo vendido com 2 kits: o 1º kit é o livro com frete grátis e um conto exclusivo, e o 2º kit é o livro com frete grátis, um caderno de detetive feito à mão e o conto. Também é possível encontrar as obras do autor em qualquer plataforma digital.

Por Quezia Dias e Thalia Araújo.

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A ex-garota de programa Lia Regina, conhecida como Dafne Anãzinha, resolveu dividir sua experiência no mundo da prostituição na autobiografia A Pequena Notável Dafne Anãzinha. No livro, ela conta sobre os mais de 600 clientes que teve - muitos deles jogadores e atores famosos -, e as mais diferentes fantasias que precisava realizar. Um dos objetivos de Lia, com o livro, é ajudar outras mulheres e homens que sofrem preconceito por conta do nanismo. 

Em entrevista ao Notícias da TV, Lia Regina contou um pouco do que os leitores vão encontrar no livro. A ex-garota de programa disse já ter atendido a diversos atores da Globo e jogadores famosos e que acredita que a sua deficiência, o nanismo, tenha sido o grande ‘chamariz’ da sua carreira na prostituição. “Atores e jogadores de futebol que me contratavam eram extremamente lindos, pessoas que estão na mídia diariamente. Pessoas que eu nunca poderia imaginar estar na cama. Todos eram muito atenciosos. Até calcinha eu ganhei de um”.

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Lia também relatou algumas das fantasias que precisava atender quando estava com os clientes e deixou claro que não se intimidava com nenhum tipo de pedido. “A maioria me procurava para fetiches diferentes. Como, por exemplo, inversão de papéis, que é quando a mulher vira ativa e o homem o passivo. Eu não tinha relações sexuais com todos, alguns queriam só realizar fantasias, tipo me observar estourar balões, urinar na cara (deles), colocar comida dentro de mim e por aí vai”.

O livro A Pequena Notável Dafne Anãzinha é um e-book de 123 páginas que está disponível para venda na Amazon, para os leitores que possuem um aparelho Kindle. Agora, após o lançamento da obra e já há quatro anos fora da prostituição, Lia - que é formada em direito e cursa atualmente Análise e Desenvolvimento de Sistemas -,  tem outro projeto editorial. “Pretendo publicar mais um livro, sobre bonecas sexuais humanas na deep web”. 

Apesar de ser sobre sua cidade-irmã, essa matéria vai começar falando sobre o Recife. Além de ser conhecida pelos rios, pontes e overdrives, a Veneza Brasileira também é famosa por suas histórias de assombrações e lendas urbanas. A emparedada da Rua Nova e a Perna Cabeluda, por exemplo, são apenas alguns dos causos que rondam o imaginário de moradores e visitantes desde que a cidade se entende por cidade e confere a ela o título de ‘mal assombrada’.

Mas, ao que tudo indica, Olinda, município irmão e vizinho da capital pernambucana, também guarda seus mistérios assombrosos e tem tudo para entrar no rol de lugares mais aterrorizantes do país. Pelo menos, se depender dos relatos dos seguidores da página de humor Olinda Ordinária, que atenta ao assunto, começou a reunir relatos de casos insólitos ocorridos na Marim dos Caetés  e lançou a série Assombração Ordinária.

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Tudo começou após um seguidor enviar ao perfil um vídeo de uma "luz estranha" no céu do bairro Cidade Tabajara, próximo ao Cemitério Morada da Paz. Logo após a postagem desse conteúdo, o direct da página começou a 'bombar' de reações e comentários a respeito do tema e o administrador da conta - que guarda ele próprio um mistério quanto à sua identidade - decidiu lançar a série de 'malassombros' olindenses. 

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Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o ‘adm’ do Olinda Ordinária, morador da primeira Capital Brasileira da Cultura "desde novinho", contou que ficou admirado com a resposta positiva dos seguidores. Rapidamente, os relatos foram chegando aos montes e ele mergulhou em uma espécie de curadoria para repostar os recebidos até mesmo porque "o povo manda muita besteira também". 

Entre as histórias compartilhadas, estão a de uma moça que viu o fantasma de um senhor dentro de uma casa antiga situada na Bica do Varadouro, a Bica de São Pedro. A 'visagem' seria de um velhinho, morador único da residência, que havia falecido há pouco tempo. "Até hoje eu não olho para essa casa. Medo é muito", disse a seguidora em seu relato. Já uma outra história dá conta de que no Cemitério do Guadalupe, após às 16h, uma assombração aflita aborda os passantes perguntando, bem em seus ouvidos, a que horas acontecerá o enterro.

É impossível atestar a veracidade dos 'causos' que a página vem recebendo mas o fato é que já tem história sendo reconhecida por diferentes moradores da cidade, cada qual com seu 'ponto' para acrescentar no 'conto'. Tal história é a de um terreno, localizado no Bairro Novo, onde antigamente funcionava um hospital psiquiátrico. 

Após o fechamento da unidade de saúde, o prédio acabou virando uma escola e, posteriormente, um condomínio de quatro edifícios. Diversas pessoas, entre ex-alunos, ex-professores e ex-moradores e visitantes do local, compartilharam relatos semelhantes, de ruídos estranhos, gritos vindos não se sabe de quem, portas batendo aleatoriamente, passos e barulho de móveis que não existiam sendo arrastados.

Ao que tudo indica, nem só de lembranças do Carnaval vivem as ruas e ladeiras de Olinda. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo

O próprio administrador da página encontrou identificação nesses relatos. Ele conta que, quando criança, costumava jogar bola com a molecada da rua em um terreno desocupado localizado em frente à casa de um senhorzinho, Seu Zoroastro, o Seu Zó, figura muito querida por toda a vizinhança. "Durante o dia, a gente brincava nesse campinho, comprava chiclete na vendinha de Seu Zó, mas à noite, a gente tinha medo de ir lá porque tinha muito mato, as janelas ficavam abertas... Era muito doido". 

Tempos depois, Seu Zó acabou virando caseiro do 'famigerado' terreno que abrigou o antigo hospital e ninguém mais soube dele após a abertura do colégio. Teria Seu Zó mais histórias sobre o lugar aparentemente 'malassombrado'? Ninguém saberá responder. "Eu fiquei meio chocado com essa história, quando lembrei. Isso me chamou muita atenção por conta dessa coincidência, pelo fato de eu ter conhecido Seu Zó e ambos os terrenos que ele tomava conta terem apresentado medo a alguém", disse o adm.  

Independente de serem reais ou não, todas essas histórias têm rendido momentos de descontração e até muitas risadas para os seguidores do Olinda Ordinária - e talvez, um pouquinho de medo também. Obviamente, uma cidade com 485 anos de fundação tem mesmo muita história para contar e algumas delas podem ser um tanto diferentes e até fantasmagóricas. Por que não? Para o ‘adm’ do perfil, Olinda tem sim potencial para virar um novo destino 'malassombrado', tal qual o Recife: "São cidades irmãs e podem ter semelhança nisso também". 

O ex-presidente americano Barack Obama anunciou, nesta quinta-feira (17), que seu livro de memórias será lançado em 17 de novembro, duas semanas depois da eleição presidencial em que o republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden se enfrentarão.

"Promised Land" ("Terra prometida", em tradução livre), que tem 768 páginas, será publicado simultaneamente em 25 idiomas no mundo todo. Este é o primeiro de uma obra de dois volumes.

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"É uma sensação muito especial ter terminado um livro, e estou orgulhoso dele", tuitou o democrata, que esteve à frente da Casa Branca de 2009 a 2017.

O antecessor de Donald Trump disse que a obra é "um relato honesto" de sua Presidência e uma reflexão sobre "como aliviar as divisões e fazer a democracia funcionar para todos". O projeto já era conhecido havia muito tempo, mas a data de lançamento permanecia um mistério.

Pouco depois de deixar a Casa Branca, Barack Obama e sua esposa Michelle fecharam um contrato com a Penguin Random House, comprometendo-se a escrever um livro cada um. Segundo o New York Times, a editora teria desembolsado 65 milhões de dólares para manter os direitos das duas obras.

O livro de Michelle Obama, publicado em novembro de 2018, foi um enorme sucesso com mais de 11,5 milhões de cópias vendidas no mundo.

Barack Obama já publicou dois livros de grande sucesso: "A origem dos meus sonhos" em 1995 e "A audácia da esperança" em 2006. Muito envolvido na redação de seus discursos quando estava na Casa Branca, o ex-presidente é também um grande leitor.

“Há algo de único em ficar em silêncio e dedicar um momento longo a algo diferente de música, televisão ou mesmo o melhor filme que existe", explicou ele ao The New York Times no início de 2017, dias antes de deixar o cargo.

Durante seus dois mandatos, ele costumava fazer suas compras de Natal com suas duas filhas, Malia e Sasha, na Politics and Prose, uma livraria independente em Washington.

A nova ediçõe da HQ do personagem Super Choque terá narrativas que abordam o racismo e outras pautas inclusivas. O exemplar é um dos destaques do relançamento do selo Milestone. Elaborada no início da década de 1990, a marca editorial da DC Comics reúne quadrinistas negros para simbolizar a representatividade na escrita e nas figuras dos contos em que os super-heróis não são apenas pessoas brancas.

Os personagens da Milestone foram agregados ao universo DC Comics em 2008. Das histórias mais emblemáticas, o Super Choque, lançado em 2000, é o favorito dos fãs do grupo. Na trama, Virgil Hawkins é um jovem negro que adquiriu poderes eletromagnéticos ao ser exposto a um fluído gasoso. O desenho animado e o HQ do herói, produzidos pelo quadrinista estadunidense Dwayne McDuffie (1962-2001), se refere às questões raciais desde as origens.

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Para o relançamento, as histórias do Super Choque serão adaptadas ao cotidiano atual. Segundo divulgado pela empresa de entretenimento no festival DC FanDome, os poderes de Hawkins serão aflorados após o jovem ser exposto aos gases originados de artefatos durante um protesto do movimento antirracista Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).

A publicação das novas edições está programada para 2021. No entanto, a DC Comics, além de disponibilizar a HQ Milestone Returns #0 em versão gratuita e em inglês, prepara o lançamento dos números antigos do selo em exemplares digitais ainda em 2020. As novidades do Super Choque vêm junto com a heroína Foguete (jovem negra com superpoderes), o Ícone (alienígena que incorpora a aparência de um homem negro) e a descendente de orientais, Duo Damsel, que também é atração das futuras revistas.

Quase meio século depois do escândalo de Watergate, o jornalista Bob Woodward continua atuante, em primeiro plano e colocando os presidentes americanos contra a parede.

Suas reportagens como jornalista do Washington Post sobre o Watergate derrubaram Richard Nixon na década de 1970. Agora o último livro de Woodward, de 77 anos, "Rage" (Raiva), alfineta Donald Trump a menos de dois meses para as eleições presidenciais de 3 de novembro.

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Em entrevista oficial com Woodward, usada no livro, Trump admite que minimizou a ameaça do novo coronavírus no começo da pandemia, que nos Estados Unidos já deixou aproximadamente 200.000 vítimas.

"Eu sempre quis minimizar isso", disse Trump em uma conversa com Woodward. "Ainda gosto de minimizar, porque não quero criar pânico".

O republicano afirmou ainda ao jornalista que desde o início entendeu que o vírus era "algo mortal" e muito mais perigoso do que uma gripe comum. Ao mesmo tempo, ele se dirigiu a seus cidadãos garantindo que a Covid-19 simplesmente "desapareceria".

O adversário democrata de Trump, Joe Biden, atacou a posição do presidente sobre a pandemia, chamando-a de "traição de vida ou morte para o povo americano".

"Ele mentiu durante meses intencionalmente e de boa vontade sobre a ameaça que (o vírus) representava para o país", afirmou Biden.

Woodward, em entrevista ao programa da CBS "60 Minutes", descreveu como uma "tragédia" o fracasso do presidente em informar o povo americano desde o início sobre a mortalidade do vírus.

"O presidente dos Estados Unidos tem o dever de alertar", ressaltou.

"O público vai entender, mas se eles têm a sensação de que não estão obtendo a verdade, então estão trilhando o caminho do engano e do encobrimento."

- Watergate -

Foi a revelação de algo escondido, o caso Watergate, que alavancou a reputação de Woodward e de seu colega Carl Bernstein.

Woodward estudou na Universidade de Yale e serviu por cinco anos na Marinha dos Estados Unidos antes de se dedicar ao jornalismo.

Quando se apresentou ao Post pela primeira vez, foi rejeitado por falta de experiência.

Depois de uma passagem por um jornal local nos subúrbios de Washington, o jornalista conseguiu sua oportunidade no Post em 1971.

Com apenas um ano de experiência em jornalismo, Woodward teve acesso à história mais importante da sua carreira junto ao colega Carl Bernstein, o roubo nos escritórios do Partido Democrata no complexo Watergate de Washington, em 1972.

O resultado de sua investigação gerou uma série de audiências no Congresso e levou à renúncia de Nixon em 1974.

Ambos os jornalistas escreveram o best-seller: "Todos os homens do presidente", sobre o escândalo que se tornou um filme de sucesso em 1976, estrelado por Robert Redford como Woodward e Dustin Hoffman como Bernstein.

"Rage" já está no topo da lista de mais vendidos da Amazon antes mesmo de ser lançado em 15 de setembro.

Longe do jornalismo diário, Woodward já publicou 20 livros, incluindo trabalhos autorizados por Bill Clinton, George W. Bush, Brack Obama e Donald Trump.

Tem conhecimento incomparável sobre o funcionamento do poder em Washington, e sua capacidade de provar qualquer história interna que publica lhe fez ganhar respeito da classe política americana.

- Mistério -

Por que Trump concordou em participar de mais de uma dúzia de entrevistas oficiais com Woodward é um grande mistério, principalmente depois que seu livro anterior retratou o magnata sob uma ótica nada lisonjeira.

"Fear: Trump in the White House", publicado por Woodward em 2018, retratou um líder furioso e paranoico na Casa Branca.

O senador Lindsey Graham, um aliado próximo de Trump, disse ao Daily Beast que havia recomendado que o presidente conversasse com o repórter.

"Eu disse a ele, o cara é um conhecido autor presidencial. E você sabe, você tem a chance de contar o seu lado da história. O presidente concordou e aí está", relatou.

Woodward, que mantém o título de editor associado honorário do Post, embora não escreva mais para o jornal, foi criticado por esconder detalhes de suas entrevistas com o republicano.

"Bob Woodward teve minhas declarações por muitos meses", escreveu Trump em seu Twitter.

Woodward disse que seu compromisso é entregar "a melhor versão possível da verdade" na forma de livro e com contexto e checagem de fatos adequados.

"O maior problema que tive, que é sempre um problema com Trump, é que não sabia se era verdade", finalizou o jornalista.

O estereótipo do surfista californiano, morador de Malibu, de cabelos loiros e olhos azuis é abalado pelo projeto "Afrosurf", livro de Mami Wata, marca de surf africana cujo nome faz alusão a um panteão de divindades da água.

Essa é a primeira iniciativa de documentar amplamente os surfistas africanos e sua cultura. De Marrocos a Gana, Senegal, Moçambique, Somália, Nigéria, Serra Leoa, Madagascar e muito mais, "Afrosurf" irá capturar o legado do surf da África por meio de perfis com suas estrelas, uma história em quadrinhos e fotografias  

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Em entrevista à revista digital Dazed, a fundadora da marca, Selema Masekela, explicou.  “'Afrosurf' é um livro que acredito que irá redefinir e expandir a forma como o mundo encara a cultura do surf”.

Com lançamento previsto para ainda este ano, os responsáveis pelo título disponibilizaram uma doação à Kickstarter, visando o aprofundamento da pesquisa, que pode ser conferida no site oficial da start-up.

O Sebo Casa Azul, localizado na rua São Bento, 247, no bairro do Carmo, em Olinda, encerrará suas atividades a partir da primeira semana de outubro. Segundo o proprietário do sebo, o jornalista e escritor Samarone Lima, a situação econômica do país o forçou a tomar essa decisão. 

“É uma decisão que precisava ser tomada por conta da circunstância econômica do país e que afeta diretamente, digamos, ao proprietário. Eu gostaria também de compartilhar uma emoção, um sentimento verdadeiro de agradecimento por todas as coisas que aconteceram nesses três anos (...) muitos artistas, gente do teatro, gente que foi dar curso, filósofos, tivemos tantos encontros (...) não dá para forçar a barra e não conseguir manter a estrutura”, disse Samarone.

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O jornalista também citou a movimentação artística na calçada do sebo, onde nas noites de sexta-feira ele realizava encontros de poetas, o que tornou o local conhecido. Samarone explicou também que, a partir deste sábado, iniciará um saldão que será criado com ofertas para vender o acervo que ainda resta, e no domingo (6) estará disponível, na bio do Instagram do Sebo Casa Azul, um link para consulta dos horários de vendas e preços dos exemplares. 

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Sebo Casa Azul

Com uma proposta de “literatura, encontros e lentidão”, o Sebo Casa Azul foi criado em 7 de abril de 2017 por Samarone Lima, jornalista e escritor cearense que vive em Pernambuco, inicialmente na Rua 13 de Maio, também em Olinda. Posteriormente, mudou-se para o endereço na Rua São Bento, onde permanecerá até o encerramento das atividades e é também a residência de Samarone. 

“Foram muitas e muitas pessoas incríveis que ajudaram muitas vezes de forma silenciosa para completar um aluguel, comprar ventilador. Gratidão, é essa a palavra que eu encerro, e vamos em frente com muita fé na vida e muito Belchior no coração”, disse Samarone ao encerrar o anúncio do fechamento do sebo.

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Não é só na canção de Humberto Teixeira (1915-1979) e Luiz Gonzaga (1912-1989) que o estado da Paraíba ganha destaque. Embora não cite o nome da unidade federativa e nem da cidade, a edição do mês de agosto da revista em quadrinhos da personagem Mulher-Maravilha faz referência ao litoral e às edificações da capital João Pessoa.

A "visita" de uma das mais emblemáticas heroínas dos quadrinhos é contada pelo estadunidense Steve Orlando e tem ilustrações do brasileiro Jack Herbert. Na aventura, a Mulher-Maravilha identifica que guerreiras amazonas correm perigo em uma cidade do litoral brasileiro. De acordo com a história, o local está preso em uma bolha energética originada por por um feitiço e a heroína chega ao país para a missão. Nos desenhos de Herbert, nascido em João Pessoa, estão registradas construções como o Hotel Tambaú, a Igreja do Carmo, o Liceu Paraibano e o Mercado de Tambaú.

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O exemplar da "Wonder Woman Annual #4" foi lançado nos Estados Unidos e não foi traduzido para a língua portuguesa. De acordo com o site da DC Comics, dona dos direitos da Mulher-Maravilha, a revista custa US$ 4,99 (cerca de R$ 27,80).

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