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A Academia Brasileira de Letras (ABL) firmou o primeiro acordo de cooperação e amizade com instituições similares africanas. O presidente da ABL, Marco Lucchesi, disse hoje (16) à Agência Brasil que o protocolo assinado constitui um fato inédito e marca a grande proximidade que existe entre o Brasil e a África.

O acordo envolve as academias Angolana de Letras, de Ciências de Moçambique, Caboverdiana de Letras, São-tomense de Letras, além da Academia de Ciências de Lisboa e da ABL. “Foi um protocolo mútuo, bastante aberto, e nos permite sonhar, quando for necessário, mas, sobretudo, ele tem o aspecto simbólico muito importante de proximidade com a África”, afirmou Lucchesi.

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Foram levantadas várias perspectivas práticas de colaboração entre as academias. Entre elas, a publicação mútua de obras dos acadêmicos, “o que já vai dando uma circulação sanguínea de ideias, de formas de ver o mundo, de contribuições”, disse Lucchesi. Há intenção também de promover conferências e mesas redondas virtuais nos diversos países para assuntos de interesse comum.

O presidente da ABL destacou que espera o surgimento de novas ideias, como publicações conjuntas, após o período de pandemia da covid-19.

Marco Lucchesi avaliou que, no atual cenário, o acordo é motivo de grande esperança. “Neste momento tão difícil de colecionar sonhos ou de projetar ideias para o futuro, porque o presente está muito pesado, a meta é atravessarmos a espessura do presente e planejarmos diversas ações para já e, com o final da pandemia, se Deus quiser, fazermos aproximações físicas, inclusive”.

Reunião pela internet

Segundo Lucchesi, a reunião para firmar o acordo não foi simples de se viabilizar pela internet tendo em vista os fusos horários diferentes e o envolvimento das academias com os compromissos em seus países diante da pandemia do novo coronavírus, cujo combate é mais forte em algumas regiões do que em outras.

“Não foi simples. Mas fomos todos tomados por uma grande alegria e um desejo de cooperação”, comentou.

Ele lembrou que, desde um acordo assinado com a Marinha, em 2018, têm sido doados livros de escritores brasileiros para os países de língua portuguesa. “Assim vamos construindo uma rede de proximidade de uma mesma língua, expressa em diversas formas. Mas é sempre esse legado comum”.

ABL e Câmara

Internamente, no Brasil, a ABL e a Biblioteca da Câmara dos Deputados estão realizando doações de livros a comunidades carentes, mais desprotegidas e vulneráveis, em todo o país, além de hospitais. A ação integra acordo de cooperação assinado em 2019 entre a Câmara Federal e a ABL, com o objetivo de desenvolver ações conjuntas para disseminação da cultura nacional e promoção de ações de valorização da leitura.

Até o momento, já foram distribuídos cerca de 70 kits com 12 livros novos cada, da Editora Câmara. Nessa primeira leva, foram atendidas comunidades de Belém (PA), Porto Alegre e Eldorado do Sul (RS), São Luis (MA), Fortaleza e São Gonçalo do Amarante (CE), Mauá, Guarulhos e São Paulo (SP), Salvador (BA), Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes (PE), Sabará, Betim, Belo Horizonte e Santa Luzia (MG), Paraty, Nova Iguaçu e Duque de Caxias (RJ).

O presidente da ABL destacou que, durante a pandemia, as comunidades mais vulneráveis precisam de comida e de medidas de profilaxia. “Mas nós entendemos que o livro também pode fazer parte tanto de uma forma, como de outra. O livro dentro da cesta básica. Toda vez que for possível associar cesta básica ao livro, nós trabalhamos com duas fomes: a fome dramática que, infelizmente, o nosso povo está vivendo, e a fome de leitura. Uma coisa não exclui a outra”.

Quando essa associação não é possível, a parceria entre a ABL e a Biblioteca da Câmara dos Deputados destina as doações para formação de bibliotecas em centros universitários, centros preparatórios de enfermeiros, asilos e bibliotecas comunitárias. “Por enquanto, estamos perto de 70 kits, mas vamos ampliar no território nacional. Queremos ampliar isso drasticamente”, disse Lucchesi.

A autora das aventuras do personagem "Harry Potter", J.K. Rowling, revelou nesta quarta-feira que foi vítima de abuso doméstico e agressão sexual, após ser acusada de transfobia.

A escritora britânica afirmou em um blog que decidiu tornar pública esta informação para dar contexto a seus comentários anteriores sobre as pessoas transgênero.

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"Fui o centro das atenções por mais de 20 anos e nunca falei publicamente sobre o fato de que sou uma sobrevivente de abuso doméstico e agressão sexual", escreveu Rowling. "Não é porque tenho vergonha de ter passado por isso, e sim porque é traumático lembrar."

A escritora foi acusada de transfobia no fim de semana, após uma publicação no Twitter. Ela compartilhou um artigo sobre "as pessoas que menstruam" e comentou, em tom irônico: "Estou certa de que deveriamos ter uma palavra para estas pessoas. Alguém me ajuda?"

O tuíte levou o astro dos filmes de Harry Potter, Daniel Radcliffe, a pedir desculpas às mulheres transgênero que possam ter se sentido ofendidas pelo comentário da escritora. "As mulheres transgênero são mulheres", afirmou, no site The Trevor Project.

A polêmica começou com comentários feitos em dezembro passado, em que Rowling expressou apoio a uma mulher que perdeu o emprego porque sua chefe considerou que ela costumava publicar tuítes "transfóbicos". A escritora comentou hoje: "Acusações e ameaças de ativistas se proliferaram em meu perfil no Twitter" depois do incidente.

"Muitas mulheres estão aterrorizadas de forma injustificada pelos ativistas transgênero. Sei disso porque muitas entraram em contato comigo para contar suas histórias", escreveu Rowling, afirmando ser "uma sobrevivente, não uma vítima. Só mencionei meu passado porque, como qualquer ser humano deste planeta, tenho um passado complexo, que molda meus medos, interesse e opiniões."

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Música, cotidiano e naturalidade. Essas foram algumas das inspirações que fizeram o jovem escritor Gabriel Fernandes, de 18 anos, se tornar o vencedor do concurso Novos Talentos da Literatura. Realizada em âmbito nacional, a competição foi promovida pela Editora Santa Agnes, da Bahia. Gabriel é ex-aluno da Escola Estadual Pedro Amazonas Pedroso, de Belém, onde terminou os estudos em 2019.

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Com o romance "Atormentada", ambientado na Inglaterra vitoriana, o escritor ganhou destaque na categoria prosa. Além do concurso Novos Talentos, que teve o objetivo de promover a literatura nacional, Gabriel também participou de outros concursos de escrita em plataformas on-line.

Gabriel diz que desde criança sonhava em escrever histórias e livros, mas foi na escola que encontrou apoio e incentivo de professores e colegas que, segundo ele, até hoje ajudam a divulgar o seu trabalho.

"A escola me impulsionou a escrever, porque eu sempre tive professores muito bem qualificados para me incentivar a tudo que eu tivesse disposto", comenta. Segundo Gabriel, essas ações foram importantes e o impulsionaram a continuar no caminho da escrita.

Gabriel afirma que a competição foi muito importante para que ele acreditasse no próprio trabalho. Agora, com a conquista, vai publicar o primeiro livro em formato e-book. "O sentimento é de gratidão e felicidade pelo que conquistei e ainda venho conquistando. Meu sonho desde muito novo foi fazer isso, e hoje eu sou muito grato por ele estar sendo realizado", destaca.

O ex-estudante da rede estadual e agora um jovem e promissor escritor pretende continuar participando de concursos, publicar a continuidade do seu primeiro livro e dos demais projetos que desenvolve. "Quem sabe poder publicá-los e levar às pessoas uma escrita leve e repleta de naturalidade", conclui.

Nas redes sociais, a editora informa que Gabriel "ganhou com todos os méritos" a competição.

Da Agência Pará.

A banda Gorillaz anunciou que vai lançar um novo livro, "Gorrilaz Almanac". A obra conta com histórias em quadrinhos e ilustrações dos membros do conjunto, além de quebra-cabeças, jogos e aparições dos colabordores ao longo da carreira. O livro será publicado pela Z2 Comics e coincide com o aniversário de 20 anos do grupo.

Recentemente, o fundador da banda, Damon Albarn, se apresentou pela primeira vez ao lado de seu companheiro e vocalista virtual 2-D para um dueto da faixa "Aires", por meio do aplicativo Zoom, no programa "Kimmy Kimmel Live", que também se adaptou para a plataforma digital por conta do isolamento social. 

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Gorillaz é uma banda de trip rock criada em 1998 por Albarn e Jamie Hewlett, cocriador da história em quadrinhos "Tank Girl". É composta por quatro membros animados, 2-D, Murdoc, Noodle e Russel, e surfou no hype da ascensão dos desenhos animados dos anos 2000. Eles se lançaram pioneiramente como um conjunto virtual e conquistaram um Grammy em 2005, com o álbum "Demon Days".

 

A arte tem suas ferramentas de transmutação do mundo onírico para o mundo lúdico. Sendo este momento de isolamento adequado para refletir inúmeros assuntos para quem tem o privilégio de ficar em casa, o LeiaJá separou 5 livros sobre o pós-impressionista Vincent Van Gogh (1853-1890) para ler na quarentena.

 

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1 – A Casa Amarela 

Van Gogh, Gauguin e nove semanas turbulentas em Arles De outubro a dezembro de 1888, Van Gogh e Gauguin viveram sob o mesmo teto em Arles, um subúrbio francês. Eles tiveram um tempo excepcionalmente criativo juntos. Influenciando diretamente um ao outro, eles realizaram alguns de seus trabalhos mais distintos. No entanto, Van Gogh se curvou sob a pressão da coabitação, e a crise de sua doença mental se tornou muito grave. Ele lutou com Gauguin, e foi assim que ele se mutilou. O livro foi escrito por Martin Gayford, um renomado crítico de arte, que explora a psique de Van Gogh através de uma literatura envolvente.

 

2 – As Cartas de Vincent Van Gogh

O livro traz um compilado das cartas pessoais que Van Gogh escreveu em sua jornada, envolvendo sua evolução artística e experiências pessoais. Sob temas como sua relação com a religiosidade, o alvoroço por encontrar o amor e seu enfrentamento mental, a obra é recheada de ilustrações que exploram seus feitos biográficos.

 

3 – Van Gogh: obras completas

Este livro é um catálogo com 871 pinturas de Van Gogh, coloridas e que fornecem uma monografia detalhada da vida do artista, exaltando o fato do pintor ser muito mais do que seu enfrentamento por conta da depressão e ansiedade. A autoria é de Ingo F. Walter.

 

4 – Vincent

Sob uma linguagem intimista, assim como o nome já entrega, Barbara Stok criou uma novela gráfica que narra a vida de Van Gogh em Arles. As ilustrações são lindas e vívidas; no entanto, a arte às vezes é chocante ao descrever sua doença mental, tema quen é abordado por inúmeros historiadores e críticos de arte.

 

5 – Van Gogh: a vida

Steven Naifeh e Gregory White Smith cooperaram estreitamente com o Museu Van Gogh, localizado em Amsterdam, Holanda, para este livro. Van Gogh: The Life traz à luz informações previamente desconhecidas sobre a vida do artista, seu relacionamento com seu irmão Theo e as misteriosas circunstâncias em que ele cometeu suicídio. Além disso, o livro é um best-seller do New York Times e indicado como um dos melhores livros do ano pelo Washington Post, The Wall Street Journal, The Economist e BookReporter.

A escritora britânica J.K. Rowling, autora da saga Harry Potter, anunciou nesta terça-feira (26) que publicará gratuitamente online um romance escrito dez anos atrás para entreter as "crianças confinadas".

A partir desta terça e até 10 de junho, um ou mais dos 34 capítulos de "The Ickabog" serão publicados diariamente em um site.

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"Escrito para ser lido em voz alta, 'The Ickabog' é um conto de fadas ambientado em um país imaginário e não tem nada a ver com o resto da obra de J.K. Rowling", diz em comunicado, assegurando que a história é destinada a "crianças de 7 a 9 anos, mas pode ser desfrutada por toda a família".

Rowling escreveu o conto há mais de dez anos para ler para seus próprios filhos antes de dormir.

"A ideia de 'The Ickabog' veio à minha mente quando eu ainda escrevia 'Harry Potter', queria publicá-la mais tarde", explica a escritora em seu site.

Mas a romancista britânica finalmente decidiu se afastar da literatura infantil por um tempo, deixando o rascunho coberto de poeira "no sótão por uma década".

No entanto, "em um jantar há algumas semanas, tive a ideia de tirá-la do sótão e publicá-la gratuitamente para as crianças confinadas", explica.

Convencida pelo "entusiasmo comovente" de seus filhos agora adolescentes, a autora decidiu disponibilizá-la para "as crianças confinadas que precisam de distração durante esse período estranho e difícil pelo qual estamos passando".

Várias traduções também estarão disponíveis "em breve", de acordo com o comunicado.

A partir de novembro, a história estará disponível em formato de livro impresso, audiolivro ou ebook.

Segundo o comunicado, os lucros das vendas serão doados integralmente a "projetos para ajudar grupos particularmente afetados pela pandemia".

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A Universidade do Estado do Pará (Uepa) deu início à campanha #PoesianaUepa, idealizada pelas equipes do Laboratório de Artes e Humanidades Médicas e da Assessoria de Comunicação. O objetivo é contribuir para uma cultura do cuidado que promova o vínculo afetivo entre as pessoas, a partir da arte poética, usando a palavra como recurso de promoção da vida.

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A campanha, iniciada no dia 31 de março, tem a proposta de durar pelo menos até o final do isolamento social que se seguiu à pandemia do novo coronavírus. A curadoria é feita pela professora Luciana Brandão Carreira, coordenadora do Laboratório de Artes e Humanidades Médicas da Uepa.

Desde o lançamento do projeto, já foram reunidos 80 poemas de, aproximadamente, 50 pessoas, entre artistas, escritores, médicos, discentes, jornalistas, advogados, entre outros profissionais. Os poemas são divulgados por meio do perfil do Laboratório nas redes sociais (Instagram).

A #PoesianaUepa é “motivada por um anseio antigo de trabalhar a palavra poética como um recurso transformador no Laboratório, na busca de promover ações de humanização na área da saúde, articulando com a arte enquanto elementos educativos na formação médica. Com o surgimento da pandemia da covid-19 e o isolamento social, foi um momento decisivo para essa campanha acontecer, pois há uma convocatória afetiva por meio da escrita e da leitura como uma resposta de resistência”, afirmou a coordenadora do Laboratório de Artes Médicas da Uepa, Luciana Brandão.

O movimento que a campanha #PoesianaUepa gera é em prol de uma integralidade da saúde em convergência com o fazer artístico e literário. Pensando nisso, os escritores Harley Dolzane e Vasco Cavalcante enviaram textos não apenas para o entretenimento, mas com o intuito de oferecer algo que possa aliviar as dores ou esquecer as dificuldades concretas. “Muito tem se falado sobre como a arte é importante porque ela, em momentos como este, nos ajuda a entretermo-nos e isso é verdade, num jogo de apropriação de afetos”, disse o poeta Harley Dolzane.

“Acho a campanha maravilhosa, pois além de dar ocupação aos que estão cumprindo a quarentena nesses tempos de pandemia, ainda é fomento de cultura promovendo a poesia de um modo geral, o autor paraense e sua obra, por meio das lives e exposições através das redes”, comentou o escritor Vasco Cavalcante.

A busca por uma reação humanizada aos problemas que a pandemia é o combustível da proposta da #PoesianaUepa. “A campanha é muito importante para estimular o encontro com o que vemos desenvolvendo dentro do Laboratório de Artes e Humanidades Médicas, mas sobretudo um contato das pessoas com a arte por meio do fazer artístico nesse momento de incertezas”, disse oJoão Vítor Tavares, aluno do 6º semestre de Medicina na Uepa.

Para participar é necessário enviar um poema autoral para o e-mail lucianabrandaocarreira@gmail.com. Também é possível participar com a leitura de poema de algum autor ou autora escolhido, a partir da gravação de um vídeo de no máximo 50 segundos filmado na horizontal. O interessado deve, no início da gravação, mencionar o título do poema e nome do autor e no final será preciso dizer “Poemas em tempos de pandemia, campanha #PoesianaUepa”.

Confira a campanha:

Instagram: @lab_artesehummeduepa

Da assessoria da Uepa.

A DC Comics anunciou na última quarta-feira (13) que por conta do coronavírus (Covid-19) a HQ "Batman: Três Coringas", que seria lançada em 17 de julho nos Estados Unidos, foi adiada para 25 de agosto. A história ainda segue sem data de lançamento no Brasil.

A HQ mostra as três versões do principal vilão de "Batman" e dará continuidade ao arco "Guerra Darkseid" (2015). O roteiro é escrito por Geoff Johns, responsável por outros quadrinhos da DC Comics, entre eles, "Flash" e "Lanterna Verde". A ilustração é de Jason Fabok, que já trabalhou em diversas histórias do homem morcego.

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"Batman: Três Coringas" receberá o selo DC Black Label, que identifica histórias destinadas ao público adulto.

Maria Madalena Correia do Nascimento era uma menina do litoral pernambucano, negra e pobre, que aos 12 anos se dividia entre o trabalho doméstico e as brincadeiras no manguezal, enquanto sonhava em ser artista. A menina cresceu e não só se tornou artista como mestra, Patrimônio Vivo de Pernambuco e Doutora Honoris Causa, agora conhecida mundialmente como Lia de Itamaracá. Essa história é contada na biografia Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular, escrita pela jornalista Michelle de Assumpção, que terá um lançamento virtual, nesta quinta (14), no Instagram da Cepe Editora. 

A biografia começou a ser escrita no início de 2019 quando Michelle observou a escassez de títulos que se propõem a contar as histórias dos celebrados mestres e bens culturais de Pernambuco. O livro apresenta Lia de Itamaracá em uma costura com a própria história da ciranda pernambucana, uma expressão popular com bases fincadas na Zona da Mata e essencialmente masculina em sua origem. A obra também destaca outros grandes nomes do universo cirandeiro, como Dona Duda, mestre Antônio Baracho, Santino Cirandeiro e João Limoeiro.

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Na live de lançamento da biografia, a autora fala sobre sua pesquisa em uma conversa com o editor da Cepe e também jornalista, Diogo Guedes, a partir das 17h30. Lia de Itamaracá: nas rodas da cultura popular é o quarto título da Coleção Perfis, que já apresentou as biografias do artista plástico José Cláudio, do xilogravurista J.Borges e do ex-prefeito de Olinda Germano Coelho.

Após uma semana internado com sintomas da Covid-19, o escritor Sérgio Sant'Anna morreu aos 78 anos, na madrugada deste domingo (10), no Rio de Janeiro. Consagrado contista e quatro vezes vencedor do prêmio Jabuti, Sant'Anna teve a morte confirmada pelo Hospital Quinta D'or e por postagens de familiares em redes sociais.

Irmã de Sérgio, a também escritora Sonia Sant'Anna já havia comunicado a seus seguidores no Facebook que o contista foi internado no último dia 3 com sintomas da covid-19. Sonia confirmou informações de que o escritor estava sedado e usava respirador.

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Em uma postagem de ontem, ela havia agradecido o apoio de amigos e informado que a situação pulmonar dele era estável, apesar de os rins não estarem respondendo bem, o que determinou uma diálise. Na manhã deste domingo, Sonia voltou à rede social para comunicar que o irmão havia morrido.

Sérgio Sant'Anna teve sua obra traduzida para o alemão, italiano, francês e tcheco, além de ter sido adaptada para o cinema.

O escritor nasceu no Rio de Janeiro, em 1941, e estreou na literatura com o livro de contos "O Sobrevivente", publicado em 1969. 

Desde então, o autor se manteve em atividade, tendo publicado seu último livro - Anjo Noturno - em 2017. A obra foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). 

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Desde 2017 a Pará.grafo Editora realiza campanhas de financiamento coletivo para arrecadar fundos e reeditar os livros do escritor paraense Dalcídio Jurandir. Com cinco livros editados, o projeto tem como objetivo resgatar clássicos amazônicos que hoje se tornaram raros por nunca terem sido reeditados ou estarem sem edições há décadas. 

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A editora segue para a quarta campanha, que ficará no ar até o dia 13 de maio, pela reedição o livro "Ribanceira", o último escrito por Dalcídio Jurandir e que teve uma edição, em 1978. A campanha atual também inclui um livro de outro autor paraense, Jaques Flores, com "Panela de Barro". Para apoiar e ajudar no financiamento basta acessar o site da Catarse.

Segundo o editor da Pará.grafo Editora Dênis Girotto, no Estado ela é a única que trabalha com reedições que buscam resgatar obras raras da literatura clássica paraense. “Iniciamos o projeto de resgate de livros de autores paraenses do século XIX e XX esgotados há muito tempo. Eles acabam se tornando inacessíveis aos leitores”, explica Dênis.

Os dois livros são de autores paraenses nascidos no Marajó. Em “Panela de Barro”, do escritor e jornalista Jaques Flores, há uma reunião de crônicas que tratam da cultura paraense, da gastronomia, do açaí e do pato no tucupi, de personagens icônicos da capital paraense do início do século XX e da sociedade de forma geral.

Em "Ribanceira", o último livro do chamado Ciclo do Extremo-Norte, do escritor considerado o mais importante romancista da Amazônia, Dalcídio Jurandir, o autor aborda o personagem Alfredo, um menino marajoara que tenta buscar concluir os estudos na cidade grande, Belém. Dalcídio Jurandir trabalha em sua obra com a atmosfera da vida cabocla e ribeirinha paraense, expressões linguísticas e a percepção do personagem a partir de situações geopolíticas e sociopolíticas.

Compõem também o Ciclo do Extremo-Norte os livros: "Chove nos Campos de Cachoeira" (1941); "Marajó" (1947); "Três Casas e um Rio" (1958); "Belém do Grão Pará" (1960); "Passagem dos Inocentes" (1963); "Primeira Manhã" (1967); "Ponte do Galo" (1971); 'Os Habitantes" (1976) e "Chão dos Lobos" (1976).

Para Dênis Girotto, Jaque Flores e Dalcídio Jurandir são dois escritores que trazem consigo a memória e literatura do século passado. Resgatar essas obras é resgatar a cultura, a vivência cabocla e ribeirinha e mergulhar em um universo paraense. “'Panela de Barro' e 'Ribanceira' fazem parte da nossa história e da história da Amazônia. Um pouco de cada paraense está registrado nesses dois livros e não se pode deixar que caiam no esquecimento e deixem de ser lidos pela sociedade”, afirma.

A campanha atual começou no dia 28 de fevereiro, e até agora já foram atingidos 61% da meta estipulada para reeditar os dois livros dos escritores paraenses. De acordo com o editor da Pará.grafo, por causa da pandemia, a participação dos leitores na campanha foi afetada e eles enfrentaram uma certa dificuldade, mas os leitores sempre abraçaram a causa. “É justificável, pois as pessoas estão no clima de tensão social, amigos e familiares estão adoecendo”, afirma Dênis. “É um projeto que a gente quer que se realize, por ser muito importante para a literatura paraense, mas também compreendemos o que estamos vivendo”, complementa.

A editora já teve três campanhas bem-sucedidas. Em 2017, com a reedição do livro "Ponte do Galo", de Dalcídio Jurandir. Em 2018, quando foram reeditados mais dois livros, "Três casas e um Rio" e "Os habitantes", também de Dalcídio Jurandir. Em 2019, mais dois livros do escritor paraense foram reeditados, "Chove nos Campos de Cachoeira" e "Chão dos Lobos".

Para apoiar a campanha e ajudar na concretização do projeto basta acessar o site da Catarse e escolher uma das várias opções de apoio. São diversos kits disponíveis que estão desde R$ 10,00 até valores mais altos. O leitor pode adquirir só o e-book do livro, na versão impressa de um dos dois autores, ou até garantir os dois livros.

Por Amanda Martins.

A quarentena - feita para tentar conter a pandemia de coronavírus ao redor do mundo - pode ter dado uma forcinha para a separação de alguns casais famosos, como por exemplo, Neil Gaiman e Amanda Palmer, que estavam casados desde 2011.

A cantora, por meio do Twitter, disse que o marido foi embora da Nova Zelândia, onde morava com ela e o filhinho deles, Ash, de quatro anos de idade, para passar a quarentena na Inglaterra. Na rede social, ela escreveu:

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"Meu coração está partido e estou com dificuldades. O amor e apoio de vocês significam muito para mim."

Depois, ela ainda disse:

"Para que todos saibam: isso não aconteceu por causa da Covid-19 ou quarentena, embora o momento seja comicamente ruim; outras coisas vieram à tona depois que viemos para a Nova Zelândia. Para ser justo com todos, e para manter Ash protegido, os detalhes não são para o público."

Depois, o próprio Neil veio ao Twitter para se pronunciar e deu uma cutucada na ex:

"Eu vejo que a Amanda Palmar já contou para as pessoas que nós (assim como todos no mundo) estamos passando por momentos turbulentos agora. É verdade, nós estamos. É realmente difícil e eu gostaria de pedir por privacidade (já que não falarei sobre isso publicamente) e bondade, por nós e por Ash."

João Flávio Cordeiro da Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca, é um poeta das ruas do Recife. Figura bastante conhecida dos recifenses, ele costuma circular pela cidade levando seus livros e suas rimas a quem encontra. No entanto, a quarentena tem obrigado o escritor a se manter em casa, no esforço de se proteger e proteger os outro do contágio do coronavírus, e sendo assim, uma campanha foi criada para que ele possa se manter durante essa temporada. 

Anunciada pelo  Instagram do escritor, a campanha #ficaemcasamiró tem o objetivo de arrecadar fundos para auxiliá-lo durante a quarentena. “Ele vive de sua poesia desde 1984 e o isolamento trouxe dificuldades financeiras ao poeta, como a milhões de trabalhadores no mundo e, em especial, no Brasil. Consciente, Miró não vai sair de casa, mas podemos ajudá-lo a passar este período”, diz a postagem. 

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O próprio Miró também apareceu em vídeos da função stories, em um apelo a seus leitores para que possam aderir à campanha. “Uma ajuda de vocês para que esse poeta das ruas, já que as ruas quase não existem, fique aqui.Me ajudem a ficar em casa. Depois não, vou vou sair pras ruas de novo pra mandar poesia pra vocês. É tudo bem vindo”.  

A pandemia do novo coronavírus trouxe, nos últimos dias, uma nova forma de ver a vida. Isoladas em casa e visando combater a proliferação acelerada da doença, diversas pessoas estão colocando em prática hábitos que não eram considerados como prioridade. Entre inúmeras atividades domésticas exploradas está a leitura.

Os livros que estavam no canto da estante passaram recentemente a fazer parte do cotidiano de quem se viu confinado do dia para a noite. Em tempos de quarentena, o LeiaJá reuniu artistas pernambucanos que sugeriram obras de renomados escritores para os internautas se aventurarem em seus lares.

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Confira:

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O Spotify e a escritora britânica JK Rowling anunciaram nesta terça-feira a transmissão gratuita em capítulos semanais do primeiro livro da série de sucesso "Harry Potter" narrada por celebridades.

Para ajudar as crianças - e talvez muitos adultos - a lidar com o confinamento devido à pandemia de coronavírus, Daniel Radcliffe, o ator que interpretou o personagem do amado bruxo nos filmes da série, deu voz ao primeiro capítulo do romance "Harry Potter e a Pedra Filosofal".

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Outras celebridades, como o jogador de futebol David Beckham e os atores Stephen Fry e Dakota Fanning, ficarão encarregados de ler os próximos capítulos.

Os 17 capítulos do primeiro livro serão concluídos no meio do verão boreal, informou a plataforma musical Spotify.

As gravações estarão disponíveis gratuitamente no Spotify, que está progredindo na divulgação de audiolivros e podcasts.

Os sete livros de Harry Potter compõem a coleção de livros de maior sucesso da história, com mais de 500 milhões de livros vendidos.

Boas notícias para os fãs de Crepúsculo! Stephenie Meyer, a autora responsável pela saga, anunciou nesta segunda-feira, dia 4, que lançará mais um livro para complementar a história. Segundo informações do site The Guardian, a obra Midnight Sun deveria ser publicada originalmente em 2008, mas na época o roteiro foi abandonado pela escritora. Em entrevista ao programa Goog Morning America, Meyer disse o seguinte:

"Estou muito empolgada por finalmente anunciar o lançamento de Midnight Sun no dia 4 de agosto. É um período maluco agora e eu não tinha certeza de que era o momento certo de publicar este livro, mas alguns de vocês esperam há tanto tempo que não parecia certo fazer vocês esperarem mais".

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O livro será narrado pela perspectiva de Edward Cullen, o vampiro vivido por Robert Pattinson nos cinemas. É ele que falará sobre sua história de amor com Bella Swan, papel de Kristen Stewart nas telonas.

Uma pedagoga no Ceará criou um canal no YouTube para continuar contando histórias infantis aos netos durante a pandemia do novo coronavírus. Sany Rios sempre teve o hábito de contar histórias para os netos Lucca e Clara.

 A mulher decidiu fazer o canal após o neto dizer que sentia falta das leituras da avó. Ela começou a fazer gravações curtas, que começaram a ser pedidas também por um sobrinho e pais dos colegas das crianças.

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 "Foi ganhando uma dimensão que eu não imaginava, as mães começaram a compartilhar nos grupos das escolas. Então, decidi colocar no YouTube porque preserva a qualidade e tenho mais liberdade quanto ao tempo", disse Sany ao G1.

A avó tem lido textos de Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Sylvia Orthof, Elvira Drummond, além de produções autorais. Os vídeos são feitos de forma simples, segundo ela para deixar o mais natural possível.

 O canal da pedagoga tem quase 500 inscritos em pouco mais de duas semanas do primeiro vídeo. "Foi ganhando uma dimensão que eu não imaginava, as mães começaram a compartilhar nos grupos das escolas. Então, decidi colocar no YouTube porque preserva a qualidade e tenho mais liberdade quanto ao tempo", avalia ela ao G1. Sany pretende continuar produzindo conteúdos mesmo após o fim do isolamento.

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A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco leva para o meio virtual, nesta semana, uma programação que contempla literatura, música e debate. O Festival Leia Em Casa, com início nesta terça (28), contará com atividades infantis, participação de autores premiados e música. O evento acontece no Instagram da Bienal, até a próxima quinta (30).

Na programação do festival, estão confirmadas as participações dos ganhadores do prêmio Jabuti, Sidney Nicéas e Mailson Furtado; a autora do livro Treze, FML Pepper; a  Influencer digital Thais Midori e o poeta colombiano Carlos Sierra Mejía; entre outros. A criançada também será contemplada com narração de histórias infantis.  

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Além disso, a programação contará com apresentações musicais como a do forrozeiro Santanna - O Cantador; da cantora portuguesa Vanessa Miranda, transmitindo seu show diretamente de Portugal; e de outros artistas pernambucanos, como Joanah Flor; Júlio Ferraz; Zeca Viana e Platônicca. A programação completa pode ser conferida no perfil @bienalpe.

Serviço

Festival Leia em Casa

Terça (28) a Quinta (30)

@bienalpe

Per Olov Enquist, um dos escritores mais aclamados da Suécia, autor de "A Visita do Médico Real", morreu aos 85 anos, informou sua família à imprensa sueca neste domingo (26).

Patriarca da literatura escandinava do século XX, Enquist é conhecido por suas poderosas histórias, entre a sua própria vida melancólica até o lado sombrio da história.

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Em seus romances, peças de teatro e ensaios, baseou-se em sua própria experiência como criança oprimida em um lar estritamente religioso, como atleta, jornalista e alcoólatra destrutivo.

Seus livros - incluindo "Kristallögat" (1961), "Liknelseboken" (2013), "Magnetisörens femte vinter" (1964) e "Musikanternas uttåg" (1978) - foram traduzidos para dezenas de idiomas.

O autor, nascido em 1934 em Hjoggbole, no norte da Suécia, recebeu em 2001 o August Prize, o maior reconhecimento literário da Suécia, por "A Visita do Médico Real", que lhe rendeu fama internacional e conta ao história de um romance entre o médico do louco rei dinamarquês Christian VII e a rainha.

Enquist, conhecido na Suécia por suas iniciais P.O., ganhou um segundo August com sua impactante autobiografia "Ett annat liv" (2008), cujo título é uma homenagem a "A life" de August Strindberg, pai da literatura sueca moderna.

"A importância de P.O. Enquist para a vida cultural sueca na década de 1960 não pode ser exagerada. Foi o modelo do poeta socialmente comprometido que influenciou gerações de jovens escritores. Deixa um vazio e é impensável que ele se vá", escreve Bjorn Wiman, editor das páginas de cultura do jornal Dagens Nyheter.

Um livro é garantia de boa companhia em qualquer situação e, quando se está atravessando uma quarentena tão severa quanto essa instaurada pela pandemia do coronavírus, ler pode ser ainda mais reconfortante e prazeroso. A leitura se apresenta como uma das melhores opções para se entreter durante o isolamento social com o adicional de conseguir sentir-se um pouco menos sozinho. 

Nesta quinta (23), é celebrado o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para incentivar a leitura e homenagear os escritores Miguel de Cervantes, Inca Garcilaso de la Vega e William Shakespeare, que morreram em 23 de abril de 1616. 

##RECOMENDA##

O LeiaJá preparou uma lista de editoras que disponibilizaram parte de seu acervo gratuitamente, durante a quarentena, para você comemorar a data e colocar a leitura em dia sem sair de casa. Confira.  

SESI-SP Editora 

A SESI-SP Editora disponibilizou alguns títulos das coleções Minutos de literatura e Contos filosóficos. Entre os autores que integram as coleções estão Eça de Queirós, Jack London, Voltaire, Lima Barreto, Machado de Assis, Juan Valera e Guillaume Apollinaire. São 16 e-books disponíveis para download gratuito, até o dia 13 de maio, nas principais plataformas e aplicativos (Amazon, Apple Books,  Kobo eBooks, Google Play Livros).

Cepe

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) disponibilizou títulos de diversos gêneros para download gratuito em seu site. Também há livros infantis para entreter a criançada.  

LeYa

A LeYa tem disponibilizado novos títulos a cada dois dias. A iniciativa começou no dia 18 de março e contempla diversos autores como Fernanda Young, Marcos Costa e Patrícia Melo. É possível acompanhar as atualizações pelas redes sociais e pelo site oficial da editora. 

L&PM

No site da L&PM, a cada dia é liberado um novo título para download gratuito. Entre os já liberados estão Arsène Lupin, Ladrão de Casaca (Maurice Leblanc), Viagem ao Centro da Terra (Júlio Vernes) e Da tranquilidade da Alma (Sêneca). 

AudioBooks

Também existe a possibilidade de se ouvir os livros. Alguns sites disponibilizam áudios gratuitos de títulos clássicos da literatura mundial. Confira onde encontrá-los. 

Auti Books

Toca Livros

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