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Lar dos Inválidos, Campinas, 1973. Em uma cama, no canto do quarto de um pavilhão no térreo, há um homem negro de cabelos e barbas brancas. Ele amou três mulheres, três cidades, publicou quatro livros, fundou companhias teatrais e movimentos sociais, excursionou pela Europa e ainda assim está deitado na cama de um asilo, a menos de um ano do momento em que morrerá ou, em suas palavras, tornar-se-á “cantiga determinadamente” e nunca terá “tempo para morrer”. Francisco Solano Trindade deixou sua trajetória de sucesso como os personagens de seus escritos: à margem do mercado, em luta permanente. Escritor, pintor, ator, dramaturgo e folclorista, Solano- em todas as linguagens- abordou a luta do povo negro pela igualdade, a partir de uma estética acessível à compreensão popular e, nesse sentido, tornou-se um pioneiro na arte brasileira. No Dia da Consciência Negra, o LeiaJá relembra a vida do homem que se imortalizou como o primeiro poeta brasileiro “assumidamente” negro.

Em seus escritos autobiográficos, Solano Trindade descreve suas memórias de garoto. Filho do sapateiro Manuel Abílio Trindade e da quituteira Emerenciana, o poeta nasceu no Recife, no dia 24 de julho de 1908, em cujo centro urbano recebeu suas primeiras aulas de poesia. Morador do Pátio do Terço, um dos lugares de resistência mais emblemáticos para a memória afro-brasileira em Pernambuco, Solano conviveu desde cedo com a Igreja de Nossa Senhora do Terço, o Bloco de Samba Turma do Saberé e o terreiro da famosa ialorixá Maria de Lourdes da Silva, conhecida como Badia, uma das figuras centrais do xangô pernambucano. Do burburinho do cotidiano urbano, o artista tirou suas primeiras lições de poesia. “É doce, é doce/o abacaxi/ é doce, é doce/ e é barato [...] Eram os pregões que ele ouvia no bairro de São José”, lembra Raquel Trindade, a falecida filha do poeta e espécie de herdeira artística, no documentário “Solano Trindade, 100 Anos", dirigido por Alessandro Guedes e Helder Vieira.

Militante desde os anos 1960, Inaldete Andrade frisa que Solano era uma de suas poucas referências negras no período. (Júlio Gomes/LeiaJáImagens)

“Raquel nasceu no Recife, saiu e voltou, mas não soube identificar a casa em que ele nasceu. Também fomos visitar, Badia, que não tinha maiores informações, mas penso que aquele bairro não é o mesmo em que Solano nasceu, em termos de arquitetura, pois ele veio ao mundo em uma casa muito pobre”, comenta a escritora Inaldete Andrade. Ativista do movimento negro em Pernambuco desde 1969, Inaldete encantou-se pela obra de Solano ainda em sua primeira reunião na militância, por intermédio de um colega, João Batista Ferreira. “Ele chegou dizendo que recitaria uma poesia de uma poeta negro pernambucano que conheceu em São Paulo, Solano Trindade. O Ferreira, como o chamávamos, explicou que Solano havia saído do Recife porque não obteve muita aceitação no Estado. Ele nunca escreveu isso, essas eram nossas deduções”, frisa.

As memórias de Inaldete com o movimento remontam a um período de poucas referências negras no mundo da cultura e das artes. “Essa divulgação dos artistas negros é recente. Inicialmente, éramos considerados ‘racistas ao contrário’, a imprensa pernambucana também não nos recebeu bem, mas pouco a pouco fomos encontrando espaços. Solano dava essa contribuição enquanto poeta, porque a gente tinha a necessidade de divulgar um nome nosso onde íamos”, afirma.

Filha de criação de Badia, Maria Lúcia indica que Solano morou na casa de número 152 da Rua Vidal de Negreiros, atualmente uma loja, no Centro do Recife. (Chico Peixoto/LeiaJáImagens)

A reportagem do LeiaJá foi à casa de Badia, oficialmente conhecida como Casa das Tias, na Rua Vidal de Negreiros, Pátio do Terço. Falecida em julho de 1991, a ialorixá deixou o imóvel aos cuidados de sua prima e filha de criação, Maria Lúcia Soares dos Santos. “Não tenho muito o que falar sobre Solano, só sei que eles foram vizinhos e que ele era frequentador daqui, Badia sempre comentava que ele tinha morado nessa casa da frente, mas teve que ir embora. Os dois tinham relação de amizade, mas ela morreu sem revê-lo”, lembra Maria Lúcia. Na casa em que teria morado Solano Trindade, agora funciona uma loja de variedades, sem placas ou quaisquer outras referências ao escritor. Curiosamente, foi o Pátio de São Pedro o local escolhido pela Prefeitura do Recife para receber uma estátua em homenagem a Solano.

No interior de casa, Maria Lúcia, contudo, ainda conserva um boneco gigante de Solano e outro de Badia, entregues pela Prefeitura. “Há três anos eles podem ser vistos desfilando na Noite dos Tambores Silenciosos”, acrescenta.

O ano era 1937 quando cinco rapazes até então desconhecidos fundaram a Frente Negra Pernambucana, co-irmã da Frente Negra Pelotense. Gerson Monteiro de Lima, José Melo de Albuquerque, José Vicente Rodrigues Lima, Miguel Barros Mulato e Solano Trindade, que reunira estatísticas da época, verificando a quase completa ausência de negros nos cursos superiores. “Na década de 1930, o racismo era velado. Os brasileiros nunca admitiram que eram racistas, escravocratas e que ainda são. Depois da abolição, que não foi bem aceita por muita gente, as primeiras frentes negras surgiram para reivindicar inclusão para essa população, que segue sem muitas oportunidades”, explica a professora do departamento de história da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Giselda Brito.

Seduzido pelo ideal de igualdade que permeava sua luta no movimento negro, Solano também aderiu ao comunismo, justamente em uma conjuntura de avanço das teorias fascistas em todo o mundo. “Depois da Revolução Russa, em 1917, o mundo capitalista passou a temer a expansão desse processo. No Brasil, o integralismo ficou conhecido como fascismo brasileiro, embora os membros desse movimento preferissem ser chamados de nacionalistas, devido ao aparecimento dos crimes de guerra de Hitler. Como diria (Eric) Hobsbawm, o século XX é o século do fascismo”, completa Brito. Geralmente homens brancos e de alto poder aquisitivo, os integralistas estavam aglutinados por uma forte orientação anticomunista. “Vestiam um fardamento verde, tinham milícia e um movimento de massa”, descreve a professora.

Aos 29 anos, Solano Trindade participou da fundação da Frente Negra Pernambucana. (Arquivo Nacional/Acervo)

Em nota publicada pelo Diario de Pernambuco no dia 10 de maio de 1944, a respeito da retirada dos clubes e associações de negros do triângulo paulista devido a uma suposta solicitação do Sindicato dos Lojistas da região, Solano reagiu: “Isso é um atentado contra a melhor conquista da civilização brasileira”, acrescentando, segundo o jornal, acreditar que se estava usando “a técnica fascista para dividir os brasileiros”. Na ocasião Solano discursava como presidente do Centro de Cultura Afro-brasileiro, por ele criado.

Trindade já havia morado em Belo Horizonte (MG) e Pelotas (RS), no ano de 1940, e lançado seus dois primeiros livros, Poemas Negros (1936) e Poemas de uma vida simples (1944), quando foi preso pelo Estado Novo, em função de suas crenças comunistas. “Minha mãe procurou por ele em diversas detenções, por dias, e sempre ouvia que ele não estava naquele local. Em um deles, ela insistiu e um militar confirmou a presença dele”, conta Godiva Trindade, filha de Solano. No poema confessional “Rio”, o poeta dá a pista de onde foi encontrado: Rua da Relação, na capital fluminense. “Apreenderam muitos livros dele, mas ele não sofreu maus tratos”, continua Godiva.

Bem relacionado, o pernambucano chegou a ser acobertado pela amiga e atriz Ruth de Souza, primeira dama negra do teatro brasileiro, que o escondeu em sua própria casa. O suplício, segundo Godiva, não se compararia, no entanto, ao trauma familiar sofrido em 1964, durante o governo de Castelo Branco, na ditadura militar. “Ele perdeu um filho e eu meu irmão: Francisco Solano Trindade Filho. À epoca, ele servia ao exército e foi chamado a se apresentar ao exército, ao qual servia, através de uma ligação feita para nossa casa às cinco horas da manhã”, lembra Godiva. Aos 18 anos, Solano Filho se despedia pela última vez de sua família. “O que voltou foi o corpo dele, morto. O exército alegou que ele foi vítima de um acidente”, lamenta.

Corporação Warner-Elektra-Atlantic insistiu pela liberação do poema "Trem Sujo de Leopoldina". (Arquivo Nacional/Acervo)

Abatido, o poeta ainda voltaria a sentir o amargor da censura. Em 1973, seus poemas “Mulher Barriguda” e “Trem sujo da Leopoldina” foram musicados por João Ricardo, um dos membros da banda Secos & Molhados, que contava ainda com o cantor Ney Matogrosso e o músico Gérson Conrad. Ao contrário da primeira, a segunda música teve sua divulgação impedida pela Divisão de Censura e Diversões Públicas (DCDP) e não pôde integrar o disco Secos & Molhados, um dos mais icônicos da música popular brasileira. Em 1979, a corporação Warner-Elektra-Atlantic voltou a requerer a liberação da letra, conforme consta em documento atualmente armazenado pelo Arquivo Nacional. Desta vez, a música foi liberada e então lançada pelos Secos & Molhados em conjunto com seu videoclipe oficial, com exclusividade no programa Fantástico, da Rede Globo.

O professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Muniz Sodré, uma das maiores referências nacionais em sua área, é um entusiasta da obra de Solano. “‘Trem sujo da Leopoldina’ é uma poesia de ritmo, movimento, que você pode cantar e até dançar. Poesia não é significado, é sentido, porque ela desestabiliza e escandaliza a linguagem. Você não vai confiar na poesia para um mensagem de ordem prática, mas o grande poeta é o que faz da linguagem uma festa, onde ele dança e orquestra”, coloca. Pela junção desta característica a seu engajamento político, Solano é associado por Sodré a Vladimir Maiakovski. “Um grande poeta da revolução russa, ao mesmo tempo propagandista dela. A propaganda visa objetivos de convencimento e persuasão, mexer com a consciência, o coração do outro, então as palavras têm que ser mais diretas”, prossegue. Assim, a poesia, na visão de Sodré, não se faz apenas com a subversão das palavras. “Mas pelo encantamento das aliterações, pela movimentação forte das palavras e pelas inflexões de espírito. Solano era isso. Maiakóvski era isso”, conclui.

Sem a sofisticação de Ferreira Gullar ou Manuel Bandeira, Solano ginga com as palavras para conquistar seu leitor. “A poesia dele é ritmo, aliteração, assonância e impacto, para trazer o que era o coração dele. Um propósito de libertação do homem negro. Ele sabia que a abolição não tinha realmente abolido a forma social onde a escravidão estava instalada, então queria libertar o negro”, acrescenta Sodré.

Solano atuando em cena do filme "A hora e a vez de Augusto Matraga" (1965), do diretor Roberto Santos. (A hora e a vez de Augusto Matraga/Reprodução)

Durante sua estadia no Rio de Janeiro, Solano fundou o Teatro Popular Brasileiro, em parceria com a companheira Margarida Trindade e o sociólogo Edison Carneiro. Em um artigo do Diario de Pernambuco de 1952, o escritor é lembrado como figura cativa do Café Vermelhinho, reduto da intelectualidade carioca da época. “Surge Solano Trindade, sempre de talão de cobrança em punho, lutando com unhas e dentes para pagar a sala do serviço nacional do teatro, onde seu ‘Teatro Folclórico" ensaia números de candomble, xango, ‘pontos’ e ‘macumbas’. Esse negrinho humilde e incansável nunca se humilha quando se trata de ‘implorar quase’ para manter seu teatro de pé, pagar as despesas, deixar tudo em ordem. Por isso não se espantem quando o virem de talão em punho, perguntando com aquela sua voz analasada: ‘você pode pagar hoje?”’, descreve o cronista.

Composto por operários e estudantes, o elenco do Teatro Popular, contudo, adotou uma postura bem diferente da resignada atitude atribuída a Solano pelo jornal. Com muito esforço, o projeto circulou pela Europa, divulgando expressões populares como o côco de umbigada, o jongo, o maracatu e as festas de xangô. “Na verdade, o Teatro Popular Brasileiro era uma ideia. Quando meu avô morreu, o nome mudou para Teatro Popular Solano Trindade. Nos anos 1980, Raquel Trindade conseguiu construir, em Embu das Artes (SP), um espaço para 400 pessoas, com palco de mais de 40m², dois andares de plateia, dois banheiros, dois camarins e uma sala de aula especial”, relata o músico e neto de Solano, Vitor Trindade, atual presidente do Teatro Solano Trindade.

O Teatro Solano Trindade é uma das muitas heranças deixadas por Solano ao município de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. “O Sakai do Embu, mestre da terracota, falou para o Assis, que era negro, que tinha conhecido o Solano na capital e que ele era uma grande entendedor de cultura afro-brasileira. Dessa forma, o Solano foi convidado a vir ao Embu e se encantou pelo lugar, passando a morar aqui”, conta a artista plástica Tônia do Embu, discípula de Sakai. Para Tônia, a presença de Trindade transformaria para sempre a cidade. “Nossa cultura era muito jesuítica e indígena, não tínhamos conhecimento das danças, cores e comidas negras. Quando o Solano veio para cá, o Embu virou uma cidade festiva, graças aos eventos que ele organizava no Largo da Matriz. Isso atraía muitos visitantes paulistanos”, conta.

No Embu, Solano mergulhou em uma antiga paixão. Aproveitando o bom fluxo de turistas na cidade, passou a exercitar sua pintura, classificada por alguns artistas como naïf, isto é, a arte produzida por autodidatas, com traços originais. “Em outros momentos, dava a impressão de ser expressionista ou ainda abstrato. Aqui no Embu há um nicho de arte popular enorme e o Solano não escapou disso. Suas temáticas sempre traziam cenas de bumba-meu-boi, maracatu e candomblé”, comenta Tônia. Segundo a escultura, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos artistas na cidade, àquela época, eram enormes. “A gente dependia dos turistas, porque a cidade era muito pobre e pequena, mas o Solano sempre foi muito cercado de amor, carinho, as pessoas ajudavam. Além disso, com assinatura dele, seus quadros vendiam muito. No Museu Afro-brasileiro, em São Paulo, há um quadro dele exposto”, afirma.

Após a morte de seu pai, Raquel Trindade inaugurou o Teatro Solano Trindade, no Embu das Artes. (Prefeitura de Embu das Artes/divulgação)

Com bisnetos, netos e filhos vivendo na cidade, o escritor segue sendo bastante declamado no município. “O Teatro Solano Trindade tem muitos problemas na relação com a construção física, mas mantemos as atividades, oferecendo aulas de dança, percussão e capoeira”, informa Vitor Trindade. Com o terreno em comodato e sob administração da família Trindade, o teatro aguarda verbas para reforma. “Temos um projeto de R$ 20 mil para conserto do telhado, com um dinheiro que viria da prefeitura. Vamos ver se isso se torna realidade”, finaliza.

“Pesquisar na fonte de origem e devolver ao povo em forma de arte”. A mais célebre frase de Solano Trindade, tomada como lema pelo Teatro Popular Brasileiro, denota a essência de seu trabalho: mergulhar fundo na história dos afro-brasileiros para transmitir-lhes uma mensagem clara e acessível, capaz de propagandear uma causa comum. Por isso, nada de termos rebuscados ou construções complexas. Com seus versos diretos, rimados e ritmados, Solano talvez tenha sido o primeiro rapper da poesia brasileira. “Ele já usava termos como ‘mano’ e ‘salve’, para ser acessível. Não buscava uma linguagem acadêmica, porque o acesso à literatura sempre foi restrito à elite. Além disso, lançar e comprar livros era muito caro”, opina o bisneto de Solano, Zinho Trindade, que gosta de se definir como “artista multimídia”, trabalhando, dentre outras linguagens, com o rap.

Zinho recita o bisavô, Solano, diante de sua estátua, no Pátio de São Pedro, Centro do Recife. (Marília Parente/LeiaJá Imagens)

Zinho lembra que seu pai, Vitor Trindade, gravou um disco inteiro, o “Ossé” (2015), com poemas de Solano musicados. “São textos vivos até hoje, fáceis de musicar, em diversos ritmos. Não sei se isso foi proposital, mas ele era um cara que pensava muito à frente de seu tempo”, completa.

Com apenas 16 anos, a poeta Bione acaba de iniciar sua carreira no rap, através de sua mixtape “Sai da Frente”, apresentada em novembro deste ano. “Comecei a escrever poesia marginal aos 13 anos de idade, porque comecei a reparar em problemas sociais como o racismo, o machismo e a LGBTfobia. Só escrevia porque queria desabafar”, lembra. Em 2018, a jovem representou Pernambuco no Slam das Minas Brasil, um dos principais eventos de poesia do país. “A luta de Solano valeu a pena, é um estímulo para a gente. Se tinha gente resistindo naquela época, posso fazer o mesmo hoje; se ele perdeu um filho na ditadura, muitas mães pretas perdem os seus o tempo inteiro para a polícia militar. Então é importante que a gente esteja aqui para reproduzir o que ele fazia, mas de uma maneira mais atualizada, porque o fascismo também está se atualizando. É importante ser essa semente de Solano”, finaliza.

A literatura é tida como ferramenta de educação e formação de uma sociedade. Sendo assim, ler os autores de seu país pode ser uma ótima estratégia para entender melhor sobre as pessoas que o cercam e até a si próprio. Nesta quarta (20), em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, o LeiaJá preparou uma lista com sete dos mais importantes escritores negros do Brasil que em suas obras discorrem sobre temas muito discutidos, sobretudo nesta data, como o combate ao racismo, igualdade racial e de gênero e as lutas diárias da sociedade brasileira e de sua população negra. Confira e abra espaço em sua estante: 

Solano Trindade

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Poeta, folclorista, pintor, ator, teatrólogo, cineasta e militante, Solano Trindade tornou-se um dos nomes mais fortes da literatura brasileira. O escritor recifense traz em sua obra as reivindicações sociais dos negros em busca de melhores condições de vida. Alguns de seus títulos de destaque são 'Poemas d'uma vida simples' e 'Cantares ao meu povo'. 

Maria Firmina

Nascida em São Luís, no Maranhão, Maria Firmina foi pioneira ao escrever o primeiro romance abolicionista do país e ser a primeira mulher negra a publicar um livro, 'Úrsula', em 1859. Ela também escreveu poemas e contribuiu em diversos jornais de sua época. Após aposentar-se, em 1880, a escritora criou uma escola gratuita e mista. 

Carolina Maria de Jesus

A mineira Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Em sua obra ela fala do cotidiano dos moradores das favelas, tendo sido ela uma dessas moradoras pela maior parte de sua vida. Um de seus principais livros, Quarto de despejo: 'Diário de uma favelada', de 1960, vendeu cerca de 100 mil exemplares e foi publicado em mais de 40 países, em 13 idiomas diferentes. 

Conceição Evaristo

A escritora mineira, que só concluiu seus estudos básicos aos 25 anos por ter se dividido, durante toda a vida, entre a escola e o trabalho como doméstica, fez sua estreia na literatura em 1990. Hoje, mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, Conceição Evaristo tem obras traduzidas em diversos idiomas e publicadas no exterior. Ela é militante ativa do movimento negro e trabalha em seus escritos temas como discriminação racial, de gênero e de classe. 

Miró da Muribeca

João Flávio Cordeiro Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca, é um poeta recifense, com 13 livros lançados e uma recente estreia na literatura infantil com a publicação 'Atchim!'. Miró pode ser visto pelas ruas do Recife, recitando e conversando com as pessoas e é dessa vivência que extrai material para o seu trabalho. A violência urbana, dificuldades do cotidiano, e as pequenas alegrias do dia a dia costumam estar presentes em sua obra. 

Djamila Ribeiro

Um dos mais importantes nomes da luta contra o racismo e do feminismo, na atualidade, Djamila Ribeiro é filósofa e escritora. Ela tem percorrido o Brasil e o mundo falando sobre igualdade racial e de gênero e algumas de suas obras também já foram publicadas no exterior. Entre seus lançamentos, estão 'Quem tem medo do feminismo negro?' e 'O que é lugar de fala?'. No final de 2019, ela lança 'Pequeno Manual Antirracista', pela editora Companhia das Letras. 

Machado de Assis

Um nome que dispensa apresentações, sendo Machado um dos mais importantes e conhecidos autores do país. Ele escreveu romances, contos, peças de teatros, crônicas e poemas, mas a desigualdade racial não era algo fortemente presente em sua obra. No entanto, recentemente, sua figura surgiu como símbolo contra o racismo em uma campanha de reparação histórica após indícios atestarem que o autor era, na verdade, negro, e não branco como costuma aparecer em uma das poucas imagens de sua pessoa. A campanha Machado de Assis Real, lançada pela Faculdade Zumbi dos Palmares, tratou de reparar o embranquecimento perpetuado na imagem do autor até então, com o objetivo de corrigir o racismo na literatura brasileira. 

Imagens: Reprodução

Reprodução/Instagram Djamila Ribeiro e Conceição Evaristo

Rafael Bandeira/LeiaJàImagens/Arquivo (Miró da Muribeca)

O Brasil se tornou, em 1888, o último país das Américas a abolir a escravidão, mas "nunca enfrentou seu legado" de racismo e discriminação - afirma o escritor Laurentino Gomes, em entrevista à AFP.

Após sua bem-sucedida trilogia "1808", "1822" e "1889", sobre a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, a Independência e a proclamação da República, Laurentino volta agora com "Escravidão", o primeiro de outra série de três livros históricos sobre o brutal comércio de escravos entre a África e seu país.

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O autor, de 63 anos, visitou 12 países africanos, europeus e americanos para explicar esta "tragédia humana de proporções gigantescas", especialmente no Brasil, que recebeu cinco milhões de escravos.

P: Você conta no livro que o comércio de escravos da África era tão intenso, que os tubarões adaptaram sua rota.

R: Os números da escravidão são assustadores. Saíram da África 12,5 milhões de pessoas embarcadas em navios negreiros: 10,7 milhões desembarcaram, e 1,8 milhão morreram na travessia. Se você dividir esse número pelos dias, vai dar 14 cadáveres, em média, lançados ao mar todos os dias ao longo de 350 anos. A ponto de haver relatos, na época, de que isso mudou o comportamento dos cardumes de tubarões no Atlântico, que passaram a seguir os navios negreiros. Têm relatos de capitães de navios negreiros, dizendo que, no golfo de Benin, tão logo chegavam os navios negreiros, os cardumes de tubarões passavam a cercar esses navios na espera de cadáveres que caíssem ao mar enquanto o navio estava sendo carregado.

P: E morriam de quê?

R: Para mim, isso foi a coisa mais assustadora. As pessoas morriam de tudo. De doenças, de falta de alimentação, de água, mas morriam também de uma coisa chamada "banzo", que era um surto de depressão e que fazia com que a pessoa parasse de comer, ficasse completamente inanimada. Algumas pulavam dos navios e, por isso, os navios tinham redes de proteção em volta para que as pessoas não pulassem no mar, suicídios... O índice de suicídios era muito grande.

- 'Uma abolição branca' -

P: Você afirma que a escravidão é o tema mais definidor da identidade brasileira.

R: E o assunto mais importante da história do Brasil. O Brasil foi o maior território escravista da América. Recebeu quase 5 milhões de escravos africanos, 40% do total dos cativos que embarcaram para a América, cerca de 12,5 milhões. Foi o país que mais dependeu da escravidão no novo mundo. Todos os nossos ciclos econômicos, o pau-brasil, a cana-de-açúcar, ouro e diamantes, tabaco, algodão, pecuária, café... Tudo foi construído por mão de obra escrava. Todos os nossos principais acontecimentos históricos (guerra contra os holandeses em Pernambuco, a Monarquia, a Independência) não se entendem sem observar a escravidão.

P: É uma ferida aberta?

R: Os abolicionistas do século XIX diziam que não bastava enfrentar o legado da escravidão, era preciso também enfrentar o legado da escravidão nos âmbitos da educação, terras, trabalho, oportunidades para os ex-escravos e seus descendentes. O Brasil não fez isso. O Brasil fez uma abolição branca, livrar o Brasil de uma mancha que comprometia sua imagem perante o mundo supostamente civilizado, a selvageria, a barbárie da escravidão. Então, o Brasil promove a Lei Áurea e abandona os afrodescendentes à própria sorte. O resultado aparece hoje nas estatísticas, que mostram que, de qualquer ponto de vista que você tente medir o Brasil (renda, educação, trabalho, segurança, saúde, moradia) há um abismo de oportunidades entre a população branca descendente de europeus e a população descendente de africanos.

P: Quais, por exemplo?

R: Um homem negro no Brasil tem oito vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que um homem branco. Os negros são a maior população carcerária do Brasil. Então, você vê que a escravidão está presente na realidade brasileira de hoje. Está na geografia, na paisagem brasileira. Se você vai ao Rio de Janeiro e observa quem mora na periferia, nas favelas perigosas, violentas, dominadas pelo crime organizado, sem qualquer assistência do Estado, você vê a população afrodescendente. Se você vai à Zona Sul, Leblon, Ipanema, Copacabana, boa qualidade de vida, população descendente de europeus brancos.

- Ação e reação -

P: Nenhum governo fez nada para integrar realmente a população negra?

R: Nenhum. Houve algumas conquistas muito cosméticas, como dar direito de voto aos negros. Mas isso não resultou em benefícios concretos. Os esforços reais de correção estão surgindo, curiosamente, no Brasil da democracia, começando a surgir políticas públicas muito polêmicas, como as cotas raciais para filhos de afrodescendentes, de negros, de mestiços nas universidades, na administração pública. Isso é uma coisa concreta, real, e que deve ser estimulada.

Mas, ao mesmo tempo, esse assunto é tão sensível, porque envolve distribuição de recursos, de privilégios, de benefícios, de oportunidades, que há também uma reação, que é o que está acontecendo no governo atual.

Se você observar o governo atual, ele é um governo racista, ele é um governo supremacista branco. Não é à toa que, na campanha eleitoral, o assunto escravidão veio forte. O candidato [Jair Bolsonaro] dizia que os portugueses nunca entraram na África, que eram os próprios africanos que escravizavam africanos.

P: Isso em parte é verdade?

R: Sim, isso é uma verdade histórica. Onde houve ser humano até hoje, na Babilônia, na Grécia, no Egito Antigo, em Roma, houve escravidão. E também na África. O problema é usar esse argumento histórico como um discurso racista, para dizer "A escravidão é problema deles, eu não tenho nada a ver com isso, eles se escravizaram. Então eu, brasileiro, branco, do século XXI que tive todas as oportunidades e virei presidente da República, não tenho nada a ver com isso".

Esse argumento (de que os negros escravizaram negros) está sendo usado agora como um discurso para combater políticas públicas, cujo objetivo é enfrentar o legado da escravidão.

P: É possível culpar alguém pela escravidão?

R: Reinos e impérios surgiram em países da África para capturar escravos e fornecer aos europeus. Claro que os europeus estimularam isso, fornecendo armas, munições, bebidas alcoólicas que desestabilizaram a geopolítica da África. Mas muitas das dinastias atuais africanas nasceram com o tráfico de escravos. Quem vai indenizar quem? No Brasil, muitos ex-escravos também eram donos de escravos.

Se discute muito sobre se os grandes países exportadores de africanos, como Portugal, Espanha, França, Brasil, deveriam indenizar os países africanos. Acredito que, depois de tanto tempo, seja muito difícil identificar quem foram as vítimas e quem foram os algozes. Tenho dúvidas sobre se é possível fazer um acerto de contas.

P: Que papel a Igreja católica teve na escravidão?

R: Isso é um tema muito sensível, e uma contradição entre o evangelho da misericórdia, do amor, do acolhimento e a escravidão. Porque a Igreja católica participou e lucrou do tráfico de escravos e do trabalho cativo até o final do século XIX, até as vésperas da Lei Áurea no Brasil. A Igreja nunca se pronunciou de forma categórica, decisiva, contra a escravidão. Ao contrário, todas as grandes ordens religiosas do Brasil, os jesuítas, os carmelitas, beneditinos, franciscanos, eram donos de grandes plantéis de escravos.

O poeta espanhol Joan Margarit, que desenvolveu seu trabalho em catalão e em espanhol, é o vencedor do Prêmio Cervantes de 2019, o mais prestigiados das letras espanholas, anunciou nesta quinta-feira o ministro da Cultura da Espanha, José Guirao.

O prêmio foi concedido “por seu trabalho poético de profunda transcendência e linguagem lúcida, sempre inovador”, afirmou Guirao em Madri, ao lado da poeta uruguaia Ida Vitale, vencedora do Cervantes no ano passado.

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“Enriqueceu a língua espanhola e a língua catalã e representa a pluralidade da cultura peninsular em uma dimensão universal de grande maestria”, acrescentou o ministro, citando as motivações do júri.

O Cervantes, dotado com 125.000 euros, é o segundo grande prêmio que este poeta catalão de 81 anos recebe em 2019, sendo o primeiro, entregue em maio, o Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana, a distinção mais importante desse gênero em espanhol e português. É dotado com 42.100 euros, incluindo a edição de poemas antológicos.

O poeta catalão é autor de uma importante obra, que inclui títulos como “Estação da França” (1999), “Joana” (2002), “Misteriosamente feliz” (2008), ou “Para ter casa é preciso ganhar a guerra” (2018).

Paralelamente, praticou arquitetura por décadas, em um estúdio de Barcelona que, entre outros, participou do projeto, cálculo e gerenciamento da construção do tempo da Sagrada Família.

O Prêmio Cervantes será entregue pelos reis da Espanha, Felipe VI e Letizia, em cerimônia solene marcada para abril em Alcalá de Henares, cidade natal do autor de Dom Quixote de La Mancha.

Considerada abrigo do mais importante acervo nas áreas de ciências sociais e humanidades, a Biblioteca Blanche Knopf, localizada na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)/Apipucos, na Zona Norte do Recife, celebra, em 2019, 65 anos de existência. Para comemorar, a coordenação do lugar preparou uma extensa programação com oficinas, exposição, contação de histórias e jogos. As atividades começam nesta quarta  (13), com abertura na sala Aloísio Magalhães, no campus Derby da Fundaj. 

Com um acervo de 129 mil volumes, a Biblioteca Blanche Knopf oferece livros, folhetos, revistas, quadrinhos, obras raras e fascículos de periódicos, além de mais de três mil folhetos de cordel disponíveis para consulta. A biblioteca funciona a fim de preservar a memória e proteção desse acervo além de mediar o acesso do público a ele. 

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Para celebrar o aniversário do lugar, será realizada uma semana inteira de atividades. Abrindo as atividades, nesa quarta (13), a bibliotecária Lúcia Gaspar participa de um bate-papo sobre a importância da Blanche Knopf para o país. As demais atividades acontecerão no miniauditório da biblioteca, na Fundaj/Apipucos, de 18 a 22 de novembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h. 

Programação

13/11 

15h - Abertura "Legado da Biblioteca Blanche Knopf" por Lúcia Gaspar 

18/11

 8h30 às 11h30

Exposição "História das Bibliotecas e da Leitura" por Rosilene Farias e "Realização do Jogo do Patrimônio" 

19/11

8h às 12h, e 13h às 17h

Oficina "Elaboração de encadernação pré-constituída" por Edson Araújo 

20/11 

 08h30 às 11h30

Exposição "História das Bibliotecas e da Leitura" por Rosilene Farias e "Realização do Jogo do Patrimônio" 

21/11

8h às 12h e 13h às 17h

Oficina "Elaboração de acondicionamentos em papel" por Caique Teixeira

22/11 

13h às 17h

Contação de História com Érica Montenegro e "Realização do Jogo do Patrimônio"

Serviço

Comemoração dos 65 anos da Biblioteca Blanche Knopf

13 de novembro; 18 a 22 de novembro

Fundação Joaquim Nabuco Derby e Apipucos

Gratuito

O cronista Joca Souza Leão lança, nesta terça-feira, dia 12 de novembro, seu novo livro: A Primeira Vez. Crônicas e 101 Diálogos (Im)prováveis, sua quarta publicação editada pela Cepe - Companhia Editora de Pernambuco. O evento de lançamento, aberto ao público, acontece no Bar Real, em Casa Forte, a partir das 19h. O livro é dividido em duas partes, com dois prefácios.

Na primeira, 70 crônicas, prefaciadas por Everardo Maciel, que põe de lado seu saber tributário para discorrer, com coloquialidade e fluidez, como numa crônica, sobre a obra e o autor. Na segunda parte, os 101 diálogos têm prefácio do jornalista, escritor e compositor Aluízio Falcão.

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 As crônicas de Joca, tanto neste livro quanto nos anteriores, traduzem o que se pode chamar de ethos pernambucano: gostos, costumes e valores de personagens anônimos e famosos. Quando não pernambucanos, vistos com um olhar pernambucano ou, pelo menos, a partir de Pernambuco. Ao narrar suas crônicas, Joca faz um registro de sua época, apresentando, mais que episódios bem-humorados, preciosos testemunhos da micro história cotidiana. 

O repertório das crônicas é variado: política - "assunto incontornável nesses tempos de cóleras e abismos", diz o autor; a cidade em si - questões urbanas sobre as quais o cronista se permite sugestões concretas que estão a merecer atenção de prefeitos sensíveis; pequenos dramas e comédias do cotidiano; reminiscências pessoais para além do meramente nostálgico, como futebol e cultura; entre outros temas.

Sobre os diálogos contidos no livro serem prováveis ou improváveis, Joca diz que são as duas coisas. "Alguns são literais, ipsis litteris. Outros, metzzo a metzzo. E em alguns, os personagens talvez não tenham falado exatamente o que anotei; mas que pensaram, pensaram. No livro, eu explico tudo direitinho", afirma. O livro tem o projeto gráfico assinado por Ricardo Melo.

*Da assessoria

Quem passar pela Praça da Bíblia, no bairro do Curado II, e próximo ao Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no Curado IV, vai perceber alguns livros espalhados pelo caminho. A ação, chamada 'Livros Livres', é realizada pelo Governo de Pernambuco e tem o objetivo de estimular a leitura e o compartilhamento de obras. Ao todo, 100 títulos estarão espalhados pelas ruas à disposição dos transeuntes. 

Criado pela coordenadoria de Literatura da Secult/Fundarpe, em 2012, o projeto reúne livros doados, títulos vencedores do Prêmio Pernambucano de Literatura e publicações incentivadas pelo Funcultura. Desde seu surgimento, em 2012, o Livros Livres já distribuiu mais de cinco mil publicações, sempre em lugares públicos. 

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Os livros espalhados são etiquetados com um selo explicativo, incentivando a prática do compartilhamento da leitura. A ideia é estimular a leitura e o compartilhamento, sugerindo que o leitor deixe o livro em um outro lugar após terminá-lo. Nesta edição, os bairros do Curado II e Curado IV receberão 100 livros por suas praças e ruas. 

Serviço

Livros Livres 

Sexta feira (8)

Ruas e praças dos bairros Curado II e IV

A Escola Professor Leal de Barros, localizada no Engenho do Meio, recebe, na próxima sexta (8) e sábado (9), a quinta edição do Festival Literário da Periferia (Flipe). O objetivo do evento é estimular a formação de leitores das periferias fortalecendo a importância da leitura na vida de jovens e adolescente além de revelar novos talentos literários. 

Realizado pelo projeto Periferia & Cidadania, o festival promove uma programação diversificada com palestras, oficinas de moda e produção de cordéis, sarau, exposição de fotografia, apresentações culturais e lançamentos de livros, entre outras atividades. Este ano, o evento homenageia as escritoras Bárbara Oliveira, Fabiana Faria, Fátima Silva e Sandra Santana. 

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Abrindo o festival, que nesta edição traz o tema Quem sou, quem quero ser, na próxima sexta (8), o escritor e poeta Samaroni Lima irá compor uma mesa junto às homenageadas. Os convidados vão falar sobre suas trajetórias na literatura

Serviço

Flipe 2019

Sexta (8) e sábado (9) - 8h às 20h

Escola Prof. Leal de barros - Engenho do Meio

Gratuito

Começa nesta terça (5), a décima edição da Mostra de Literatura Contemporânea, realizada pelo Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira, do Sesc Santa Rita. Este ano, o evento discute os desafios das mulheres no mercado editorial brasileiro com mesas de conversas, lançamentos de livros, oficinas e apresentações culturais. 

Com o tema Mulheres desconstruindo ideias e tecendo palavras, a mostra desenvolve uma programação diversificada até o próximo sábado. As atividades vão acontecer em escolas públicas, na Universidade Católica, Museu da Abolição e no Espaço Pasárgada e contarão com nomes como Cida Pedrosa (PE), Mariane Bigio (PE), Aline Rochedo Pachamama (RJ), Graça Graúna (PE), Amara Moira (SP), Odailta Alves (PE), Juliana Leite (RJ), Angélica Freitas (RS) e Miriam Alves (SP).

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A Mostra de Literatura Contemporânea é aberta ao público, exceto nas escolas públicas - onde a programação será exclusiva para os alunos -, e na oficina A mulher em construção, ministrada pela escritora Angélica Freitas. A formação custa R$ 20, para o público em geral, e R$ 10, para comerciários e dependentes; é voltada para mulheres que escrevem poesias e acontece no Espaço Pasárgada. 

Programação

05.11 (terça-feira)

19h | Abertura | falas institucionais | Conferência “Pensando a literatura: o espaço das obras de autoria feminina hoje” com Maria Valéria Rezende (PB) e mediação de Geórgia Alves (PE) | Lançamento de livros. Local: Auditório G2 da Unicap

06. 11 (quarta-feira)

14h às 17h | Oficina | “A mulher é uma construção” com Angélica Freitas (RS). Local: Espaço Pasárgada

19h | Mesa | “Entre fatos e imagens, a obra poética de Janice Japiassu” com Cida Pedrosa (PE) mediação de Samantha Lima (PE). Local: Auditório G2 da Unicap

20h | Mesa | “Mulheres Cordelistas em PE” com Shirley Rodrigues e Eulina Fraga

Leitura de poemas de Janice Japiassu, por Mariane Bigio (PE). Local: Auditório G2 da Unicap

07. 11 (quinta-feira)

10h às 11h | Encerramento do Projeto “Ascensinho na Minha Escola” | com Mariane Bigio (PE). Local: Escola Carlos Alberto G. de Almeida (R. Gomes Taborda, s/n. Prado)

14h às 17h | Oficina | “A mulher é uma construção” com Angélica Freitas (RS). Local: Espaço Pasárgada

19h | Círculo de Diálogo | “Corpos (in)desejáveis: a literatura feita por vozes dissonantes” com Amara Moira (SP), Odailta Alves (PE), Juliana Leite (RJ), e Angélica Freitas (RS) e mediação de Ane Montarroyos (PE) | Lançamento dos livros das autoras da mesa. Local: Auditório G2 da Unicap

08. 11 (sexta-feira)

10h | Uma Escritora na Minha Escola | com Aline Rochedo Pachamama (RJ). Local: Escola Municipal dos Torrões (R. Dr. Antonio Correira de Oliveira, 110. San Martin)

14h às 17h | Oficina | “A mulher é uma construção” com Angélica Freitas (RS). Local: Espaço Pasárgada.

19h | Mesa Redonda | “As vozes indígenas que (r)existem na literatura brasileira contemporânea” com Aline Rochedo Pachamama (RJ) e Graça Graúna (PE) e mediação de Renata Santana (PE). Local: Auditório G2 da Unicap

09. 11 (Sábado)

17h | Conferência | “Meu corpo, minha pele, minha voz – os silêncios da literatura negra” com Miriam Alves (SP), com mediação de Odailta Alves (PE). Local: Museu da Abolição

18h | Recital Poético | Joy Tamires, Bell Puâ e Patrícia Naia (PE). Local: Museu da Abolição

19h | Apresentação Musical | Côco das Estrelas (PE). Local: Museu da Abolição

Serviço

10ª Mostra de Literatura Contemporânea

Terça (5) a sábado (9)

Universidade Católica, Museu da Abolição e Espaço Pasárgada

Gratuito

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O Drummond Day, evento anual da Universidade da Amazônia – UNAMA que faz homenagem ao escritor Carlos Drummond de Andrade, foi realizado este ano na última quarta-feira (30), um dia antes do aniversário do autor, no campus Alcindo Cacela, em Belém. É uma reunião informal e lúdica na qual universitários e professores leem as obras, interpretam, celebram, cantam e debatem sobre a importância do poeta.

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Segundo o professor Paulo Nunes, coordenador do curso de Letras da Universidade, participaram do evento alunos de Letras e do curso de Pós-Graduação Comunicação, Linguagens e Cultura. “A literatura de Drummond é significativa para o Brasil, para a Amazônia e para todos nós. Não se pode passar por aqui sem conhecer a obra desse que é o principal poeta brasileiro do século XX. A poesia dele é fundamental, pois ajuda na formação humana e social”, afirmou o professor.

“O Drummond Day é a nossa oportunidade de rememorar o grande poeta e escritor Carlos Drummond. Ele merece ser muito estudado e reconhecido por todos”, reiterou a aluna Jaqueline Bandeira, do oitavo semestre de Letras. De acordo com a universitária, levar os poemas e mostrar a mensagem do autor para os alunos que estão iniciando o curso de Letras é interessante, porque a maioria deles tem pouca afinidade com a literatura e prefere a outra vertente do curso, a linguística.

Vanessa Carvalho, aluna do oitavo semestre de Letras, acha importante sair do cotidiano da sala de aula e enriquecer mais o conhecimento através do contato com novas experiências e com interpretações diferentes. “Eu descobri a poesia por meio de Drummond, aos 12 anos, quando achei em minha casa um livro chamado ‘Antologia Poética’, de autoria dele. A obra despertou o meu amor pela poesia. Minha relação com o autor é afetiva e ele sempre está presente nas minhas leituras. Sou realmente muito apaixonada”, relatou a universitária.

Por Ana Luiza Imbelloni.

 

O poeta pernambucano Miró faz sua estreia na literatura infantil. Neste domingo (3), ele lança seu primeiro título destinado aos pequenos, 'Atchim!', durante a 5ª Feira Nacional do Livro (Fenelivro), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O lançamento começa às 17h. 

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--> Aos 57 anos, Miró da Muribeca se reencontra em sua poesia

'Atchim!' tem 44 páginas e é um poema sobre as perguntas que as crianças costumam fazer sobre a vida e Deus. O livro está sendo lançado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e tem ilustrações do cartunista e chargista mineiro Cau Gomez. 

João Flávio Cordeiro da Silva, mais conhecido como Miró da Muribeca, tem 59 anos e 11 livros lançados. Sua última publicação, o livro 'Meu filho só escreve besteira', foi uma produção totalmente independente e teve edição limitada com apenas 100 exemplares. 

Esperado por milhões de leitores em todo o mundo, o novo romance da enigmática romancista italiana Elena Ferrante tem agora um título: "La Vita bugiarda degli adults" (A vida mentirosa dos adultos, em tradução livre).

Publicada por sua editora italiana Edizioni E/O no Twitter, a foto da capa do livro (cujo lançamento na Itália será em 7 de novembro), apresenta duas mãos estendidas fotografadas em preto e branco.

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Se o enredo da nova obra da autora da famosa quadrilogia "Série Napolitana" permanece um mistério, sabe-se que se passará novamente em Nápoles, uma cidade onipresente nos quatro livros anteriores, e que não será em torno das protagonistas da saga.

O lançamento do livro anterior, "Storia della bambina perduta" (História da Menina Perdida), data de 2014.

Algumas semanas atrás, a Edizioni E/O publicou as primeiras linhas do livro: "Dois anos antes de sair de casa, meu pai disse a minha mãe que eu era muito feia".

Por sua vez, a editora nova-iorquina Europa Editions de Elena Ferrante anunciou no Twitter que a versão em inglês de "The Lying Life of Adults" será lançada em 9 de junho de 2020.

Verdadeiro fenômeno editorial, a saga "A amiga genial" já vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo mundo e foi traduzida para mais de 40 idiomas. Foi muito bem-sucedida nos Estados Unidos, Reino Unido e França.

O romance, que não recebeu grandes prêmios literários, conta a história de Lila e Lenu, duas jovens brilhantes, amigas, mas também rivais na Itália do pós-guerra, em Nápoles.

Elena Ferrante também é famosa por proteger obstinadamente sua verdadeira identidade. Um anonimato que ela considera necessário para dar mais peso a seus personagens e intrigas, embora alguns também tenham visto nesta escolha uma estratégia comercial inteligente por parte da autora e de sua editora.

Ao longo dos anos, a busca para descobrir quem ela realmente é assumiu várias formas.

Uma das mais sérias foi a do jornalista investigativo italiano Claudio Gatti. Em 2016, após realizar uma investigação completa, ele alegou que, por trás de Elena Ferrante, estava a tradutora romana sexagenária Anita Raja. A tese não foi confirmada, nem negada, pela Edizioni E/O.

Na esteira do sucesso literário e quebrando novas barreiras com as filmagens em italiano, "A amiga genial" foi adaptada para a televisão.

Coproduzida pela RAI italiana e pelo canal americano HBO, a obra é dirigida pelo cineasta italiano Saverio Costanzo, que escreveu o roteiro em parceria com Francesco Piccolo. Os direitos de transmissão da série de oito episódios foram adquiridos por 56 países.

Com diálogos no dialeto napolitano, e não no italiano clássico, a produção da HBO atende a uma tendência crescente impulsionada pela globalização do público e pela busca de autenticidade nos mínimos detalhes.

Começa nesta terça-feira (29) a primeira edição do Festival Literário de Catende, a Flicatende. O evento tem como objetivo fomentar a leitura e a escrita na Mata Sul pernambucana. Os moradores e visitantes de Catende poderão, até a quarta (30), conhecer escritores e aproveitar uma vasta programação distribuída por 15 polos.

A Flicatende vai contar com a presença de autores da própria Catende, como Melchiades Montenegro e Bartyra Soares, além de outros nomes de destaque no Estado. Ao todo, 200 escritores de todo o país passarão pela feira que contará com o lançamento de 10 livros. Os homenageados desta primeira edição são os pernambucanos Ascenso Ferreira, Gilberto Freyre e Manuel Bandeira.

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Além disso, o público também vai encontrar apresentações musicais, palestras, oficinas, recitais e contação de histórias. A programação se divide entre vários pontos da cidade como a Câmara Municipal de Vereadores, o Ginásio Municipal José Eugênio Cavalcanti, a Praça Coração Eucarístico e escolas da rede pública e particular do município. 

Serviço

Festival Literário de Catende (Flicatende)

Terça (29) e quarta (30) - 8h às 20h

Catende - Mata Sul de Pernambuco

Gratuito

A Semana Nacional do Livro e da Biblioteca começou no dia 23 de outubro e prossegue até o dia 29 deste mês. O objetivo é incentivar a leitura e a construção do conhecimento através da difusão do livro, da informação e do acesso a diversas formas de manifestações artísticas e culturais.

A comemoração visa, também, divulgar a profissão do bibliotecário e possibilitar a atualização e o desenvolvimento desse profissional. Nazaré Soares, diretora das bibliotecas da UNAMA - Universidade da Amazônia, diz que é essencial na vida de qualquer pessoa o contato com a leitura, seja ela para fins educativos ou de entretenimento. “Este é um convite para que todas as pessoas venham até as bibliotecas da UNAMA, ela é aberta a todas as pessoas que queiram buscar aprendizado, conheçam o espaço e todo o acervo que ela tem à disposição e, principalmente, que despertem para a leitura e o quanto ela é importante para o nosso crescimento como pessoa ou como profissionais”, disse Nazaré.

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Por Bruna Braz.

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O Plaza Shopping vai comemorar o Dia Nacional do Livro, celebrado em 29 de outubro, promovendo a troca de livros entre seus frequentadores. A ação Trocando o Saber, realizada em parceria com a Academia Pernambucana de Letras (APL), começa na próxima segunda (28) e segue até o dia 1º de novembro, com o objetivo de estimular a leitura.

Os visitantes do shopping poderão levar livros usados, em bom estado, e trocá-los por outros títulos de seu interesse em uma estante autogerenciável que estará disponível no piso L4 do centro de compras, em frente à loja C&A. A APL, parceira da iniciativa, doou uma série de exemplares de autores pernambucanos como Carneiro Vilela, Alfredo Antunes e Fátima Quintas, entre outros. 

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Além disso, a estante contará com exemplares da literatura nacional e estrangeira, recebidos através de doação. Os livros vão desde romances, passando por ficção e contos. A estante ficará disponível no mesmo horário de funcionamento do shopping. 

Em sua quinta edição, a Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), vai associar cultura e sustentabilidade com o objetivo de estimular reflexões sobre o meio ambiente. A feira acontece em meio a um dos maiores desastres ambientais da costa marítima do Brasil, sendo assim, vai trabalhar o tema 'Terra Viva, compromisso de todos', a partir do dia 30 de outubro, no Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções de Pernambuco. 

Participam da Fenelivro poetas, escritores, ambientalistas, profissionais da indústria criativa, gestores públicos e coletivos comprometidos com a causa. Entre os nomes de destaque da programação estão Inez Cabral de Melo, filha de João Cabral de Melo Neto; o estilista mineiro Ronaldo Fraga; o romancista amazonense Márcio Souza; o oceanógrafo Clemente Júnior; e a youtuber Jout Jout. 

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A feira contará com mais de 100 estandes, entre distribuidores de livros e editores e a programação será composta de oficinas, debates, e lançamentos. A Cepe, realizadora do evento juntamente com a Fundação Gilberto Freyre, promove o lançamento de nove livros inéditos além de sessões de autógrafos. O evento acontece até o dia três de novembro e a programação completa pode ser vista na internet

Serviço

5ª Fenelivro

30 de outubro a 3 de novembro - 9h às 21h

Centro de Convenções de Pernambuco

Gratuito

Um grupo de habitantes de Dublin faz campanha para repatriar os restos do famoso escritor James Joyce, cuja sepultura em Zurique, na Suíça, está longe da capital irlandesa tão mencionada em suas obras.

Na segunda-feira, um comitê do conselho de Dublin que cobre o bairro de Rathgar, onde o escritor e poeta nasceu em 1882, apoiou uma moção para que seu prefeito pedisse ao governo irlandês que repatriasse os restos mortais de Joyce na Suíça.

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O objetivo é “dar reconhecimento oficial a alguém com quem não fomos muito agradecidos no passado”, contou à AFP o conselheiro Dermot Lacey, que apresentou a petição.

O governo irlandês, que na época do poeta estava sob a influência da Igreja católica, havia rejeitado o repatriamento do corpo de James Joyce após sua morte em janeiro de 1941, devido às violentas críticas que ele fez contra a instituição.

Lacey explica que tenta entrar em contato com os parentes do autor de “Ulisses” e que cumprirá sua vontade.

James Joyce morreu aos 58 anos. Está enterrado com sua esposa, Nora Barnacle, e outros membros de sua família, no cemitério Fluntern, em Zurique, muito visitado por turistas.

Formar novos leitores ao passo que os conecta com suas raízes. Essa é a proposta central do Festival Internacional de Literatura Infantil de Garanhuns, que chega à quinta edição com 45 atividades gratuitas em quatro dias de evento.  O Filig vai acontecer de 24 a 27 de outubro na cidade de Garanhuns e espera receber público de quatro mil pessoas, vindas também da região do Agreste. Com o tema "Africanidades – um mundo de histórias e memórias", o Festival é idealizado pela Ferreira Costa, empresa nascida na cidade que que chega aos 135 anos de atuação, junto a Proa Marketing Cultural e Projetos.

Já tradicional no calendário literário da cidade, vai trazer cortejo, exposição, momentos de leitura, atividades formativas para adultos e crianças, conversas com autores, feira de livro, além de apresentações culturais. A programação vai ocupar o Centro de Produção Cultural do Sesc Garanhuns, a Unidade Acadêmica de Garanhuns e a turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Ranser Alexandre Gomes, no bairro do Magano.

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"O Filig é a realização de nosso comprometimento com a educação e com o município, que já espera por esse evento", afirma Pietra Costa, representante da Ferreira Costa, realizadora do projeto junto com a Proa Marketing Cultural e Projetos. O evento conta com o apoio da Fundarpe, Governo de Pernambuco, Sesc Garanhuns, Prefeitura de Garanhuns e Universidade Federal Rural de Pernambuco – UAG e a realização da Secretaria Especial da Cultura e Ministério da Cidadania.

O escritor e ilustrador Luciano Pontes, especialista em literatura para infância, assina novamente a coordenação pedagógica e a curadoria do festival. "A oralidade é criada e recriada dentro do ciclo contínuo da vida, e perpassa a literatura reconectando às ancestralidades, mas, diante da fragilidade de nossas memórias e a visão de uma 'história única' homenagearemos a diáspora africana para celebrar a palavra ancestral que fundamentou e fundamenta nossa cultura brasileira", pontua.

Para esta edição, foram convidados nomes importantes nesse resgate e defesa das matrizes africanas, como o escritor e contador de histórias nigeriano, Sunny; o autor infantil e ilustrador sul-africano, Piet Grobler; a autora e contadora de histórias cubana, Teresa Cárdenas; a pedagoga e escritora paulista, Kiusam de Oliveira; e o professor, pesquisador e terapeuta, Hugo Monteiro.

Vivenciando o Filig

Democrática e diversificada, a programação do Festival foi concebida para crianças e adultos que queiram vivenciar contações de histórias, encontrar escritores ou participar de atividades formativas. As atividades acontecem em todos os turnos.

No "Ateliê de Narrativas para escritores", Teresa Cárdenas vai falar sobre suas experiências na escrita de personagens raros em livros infantis; no "Ateliê das narrativas para ilustradores", Piet Glober vai ministrar um workshop para abordar o processo criativo e adoção da pluralidade de técnicas; e a atriz Naná Sodré estará à frente da "Dramaturgia dos Orixás", com vivências práticas sobre as possibilidades corporais e energias ancestrais em cena.

Além desses momentos formativos, o Festival terá apresentações culturais. O primeiro, às 10h30 da quinta-feira (24/10), será um cortejo com o ritual ancestral "Iseda Siso – a natureza falando", que vai sair do Centro de Produção Cultural com a presença do afoxé Alafin Mimi e integrantes do projeto Meninos do Batuque, ambos de Pernambuco.

Outros destaques do são festival a participação do ator Junior Dantas, do espetáculo "O Pequeno Príncipe Preto", para quebrar os paradigmas e estereótipos sociais sobre realezas; o espetáculo "Re-te-tei", com a Tropa do Balacobaco; além da apresentação "Corpo ancestral", com Rubí Waf, e do Coco Erêmin. 

Confira a programação:

Quinta-feira (24 de outubro)

8h às 17h | Hall - CPC | Exposição ILUSTRimagem Saci em VERsões

8h às 17h | Auditório 03 – CPC | Sessões de Leitura Aberta

8h às 17h | Hall - CPC | Feira de livros

10h30 | CPC | E Kí Àwon Baba Wa (Saudação ancestral de abertura do Filig) com Afoxé Alafim Mimi e participação de Yalorixá Josefa Alves (Obaláganju) e Cortejo Iseda Siso (a natureza falando) com Afoxé Alafin Mimi (PE) e Projeto Meninos do Batuque (PE) e participação das Comunidades Quilombolas de Garanhuns

13h às 15h | Sala de Teatro - CPC | Ateliê de Criação para crianças com o autor Sunny (NGR)

13h às 15h | Sala de Dança - CPC | Ateliê de Criação para professores com a autora Kiusam de Oliveira (PE)

14h às 15h | Tenda de Histórias | Auditório 01 – CPC | Conversa com o autor Piet Goblet (RSA)

14h às 18h | Sala de Música – CPC | Awon Iranti Ara (Memórias no Corpo) | Oficina: Dramaturgia dos Orixás com Naná Sodré (PE)

15h às 16h | Teatro – CPC | Ni Ijoba Kan Ti Afirika (Em um reino da África) | Participação do ator Junior Dantas, do espetáculo "O pequeno Príncipe Preto"

17h às 21h | Sala de Dança - CPC | Ateliê de Narrativas para adultos com Teresa Cárdenas (CU)

18h30 às 20h30 | UAG | Conversa temática "Ancestralidade na narrativa verbal e visual na atual literatura para a infância" com Sunny (NGR) e Piet Gobler (RSA)

Sexta-feira (25 de outubro)

8h às 17h | Hall - CPC | Exposição ILUSTRimagem Saci em VERsões

8h às 17h | Auditório 03 – CPC | Sessões de Leitura Aberta

8h às 17h | Hall - CPC | Feira de livros

8h às 10h | Sala de Teatro - CPC | Ateliê de Criação para crianças com o autor Hugo Monteiro (PE)

8H ÀS 10H | Sala de Dança - CPC | | Ateliê de Criação para professores com a autora Teresa Cárdenas (CU)

9h às 10h | Tenda de Histórias | Auditório 01 - CPC | Conversa com a autora Kiusam de Oliveira (SP)

9h às 13h | Sala de Música – CPC | Awon Iranti Ara (Memórias no corpo) | Oficina: Dramaturgia dos Orixás com Naná Sodré (PE)

10h30 às 11h30 | Teatro - CPC | Ni Ijoba Kan Ti Afirika (Em um reino da África) | Participação do ator Junior Dantas, do espetáculo “O pequeno Príncipe Preto”

13h às 14h | Tenda de Histórias | Auditório 01 – CPC | Conversa com o autor Hugo Monteiro (PE)

13h às 15h | Sala de Teatro - CPC | Ateliê de Criação para crianças coma autora Kiusam de Oliveira (SP)

13h às 15h | Sala de Dança - CPC | Ateliê de Criação para professores com o autor Sunny (NGR)

15h às 16h | Tenda de Histórias | Auditório 01 – CPC | Otito Se Iyipada Kadara (A verdade muda o destino) | peça teatral: Re-Te-Tei com Tropa do Balacobaco (PE)

17h às 21h | Sala de Dança – CPC | Ateliê de Narrativas para adultos com o autor Piet Grobler (RSA)

18h30 às 20h30 | EJA | Conversa temárica: O feminino na ancestralidade África e nos contos renovados com Teresa Cárdenas (CU), Kiusam De Oliveira (SP), Hugo Monteiro (PE) e mediação de Josimar Araújo (PE)

20h30 às 22h30 | Auditório 03 – CPC | Show: Ara Ara-Baba (Corpo ancestral) com Rubí Waf (GO)

Sábado (26 de outubro)

9h às 17h | Hall - CPC | Exposição ILUSTRimagem Saci em VERsões

9h às 17h | Auditório 03 – CPC | Sessões de Leitura Aberta

9h às 17h | Hall - CPC | Feira de livros

9h às 11h | Sala de Dança – CPC | Awon Omoge Ti Imo (Pontes do conhecimento): Oficina Malunguinho para crianças com Orun Santana (PE)

10h às 11h | Sala de Teatro – CPC | Ateliê de Criação para professores com o autor Piet Grobler (RSA)

10h às 11h | Sala de Música- CPC | Ateliê de Criação para crianças com a autora Teresa Cárdenas (CU)

11h às 12h | Tenda de Histórias (Auditório 01 - CPC | Conversa com a autora Kiusam de Oliveira

9h às 13h | Sala de Música - CPC | Otito Se Iyipada Kadara (A verdade muda o destino): peça teatral Re-Te-Tei com Tropa do Balacobaco (PE)

14h às 15h | Tenda de Histórias | Auditório 01 - CPC | Conversa com o autor Sunny (NGR)

14h às 15h | Sala de Teatro - CPC | Ateliê de Criação para crianças com o autor Piet Grobler (RSA)

13h às 15h | Sala de Dança – CPC | Ateliê de Criação para professores com o autor Hugo Monteiro (PE)

15h às 16h | Tenda de Histórias | Auditório 01 - CPC | Conversa com a autora Teresa Cárdenas (CU)

16h às 17h | Hall - CPC | Coco Erêmin (PE)

Domingo (27 de outubro)

9h às 12h | Hall - CPC | Exposição ILUSTRimagem Saci em VERsões

9h às 12h | Auditório 03 – CPC | Sessões de Leitura Aberta

9h às 11h | Hall - CPC | Feira de livros

9h às 11h | Sala de Dança – CPC | Awon Omoge Ti Imo (Pontes do Conhecimento): Oficina Malunguinho para crianças com Orun Santana (PE)

10h às 11h | Tenda de Histórias | Auditório 01 - CPC | Conversa com os autores Piet Grobler (RSA), Sunny (NGR), Teresa Cárdenas (CU) e Hugo Monteiro (PE)

11h às 12h | Área externa – CPC | Encerramento: Laarin Wa (Dentro de nós) com Meninos do Batuque (PE)

 *Da assessoria

A poestisa Cida Pedrosa lançará nesta sexta-feira (18), na Venda Bom Jesus, no Bairro do Recife, o livro "Solo para vialejo", da Cerpe Editora. Em 128 páginas, um longo poema épico-lírico se inicia versando sobre um percurso que segue do litoral para o Sertão. Foi lá, mais precisamente em Bodocó, que Cida nasceu.

A viagem de retorno às memórias da escritora recorda a diáspora dos negros e negras, índios e índias, homens e mulheres oprimidos que saíram do litoral para o Sertão após a devastadora chegada dos brancos. "Ao celebrar e refletir esse período, faço um link sobre a música sertaneja e o blues", revela Cida.

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O vialejo - como é chamada a gaita no interior - foi o instrumento que Cida ganhou do pai na infância mas nunca tocou. A música negra perpassa a poesia juntando o blues aos ritmos sertanejos. "O baião é negro, o xote é negro. Havia bandas de blues nos anos 1940 em Petrolina, São José do Egito, Bodocó...", garante Cida

Durante o lançamento, as cordelistas Susana Moraes e Mariane Bigio farão leitura de trechos do livro. Haverá ainda apresentação do projeto Jazz na Venda, com repertório voltado para o blues. 

Serviço

Lançamento do livro "Solo para vialejo", de Cida Pedrosa

18 de outubro (nesta sexta-feira) | 18h

Venda Bom Jesus, Rua Barão Rodrigues Mendes, nº 5, Bairro do Recife

*Da assessoria

A 12° edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco tem entre seus principais objetivos reunir diferentes segmentos da cena literária, garantindo espaço para obras de escritores veteranos e estreantes. Na programação desta sexta-feira (11) isso fica ainda mais explícito: romance, literatura fantástica e histórica, biografia e poesia comandam as principais atividades do dia.

A tarde começa com a palestra do escritor Urariano Mota no auditório Círculo das Ideias, às 13h. O autor falará sobre seu último livro, “Literatura e Memória – A ditadura no Recife”, baseado numa série de relatos e acontecimentos ligados ao período da ditadura militar. No mesmo horário acontece na Sala de Oficinas o minicurso “A poesia contemporânea de autoria negra”, conduzido pela poetisa, editora e tradutora Lubi Prates.

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Voltando para o auditório, às 14h a conversa é sobre literatura fantástica. O escritor e coordenador do projeto ‘O Recife Assombrado’ Roberto Beltrão, o especialista em Literatura Fantástica André de Sena, o escritor e historiador Frederico Toscano e o poeta João Paulo Parísio, participam de um bate-papo com o público sobre a moderna ficção fantástica em Pernambuco.

Dois grandes nomes se apresentam a partir das 17h. o jornalista Artur Xexéo participa, no auditório, de um painel sobre o jornalismo cultural e a cultura de celebridades no Brasil, comentando seu livro mais recente “Hebe – A biografia”, concedendo uma sessão de autógrafo ao final. Já a autora recifense Clarice Freire, do Pó de Lua, comenta seu processo criativo e conversa com leitores na Plataforma de Lançamentos.

Ainda nesta quinta, às 20h, no auditório, as escritoras Eduarda Gomes, Malu Simões, Aretha V. Guedes discorrem sobre "O poder dos romances", numa conversa com mediação de Priscila Bastos, do Sempre Lendo.

A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco chega a seu último final de semana com fôlego total. A programação dos próximos dias conta ainda com um bate-papo sobre literatura, kpop e fanfics com as escritoras Babi Dewet e Mirela Paes; um painel sobre a produção da literatura de terror e de suspense no Brasil com os escritores André Vianco e Ajomar Santos; uma homenagem ao contista Sidney Rocha com a participação do jornalista e cronista Xico Sá; além da final da Batalha do Terminal, desfile de cosplays, workshop de k-pop, apresentação do projeto Ukelele Recife, um ambiente inteiro dedicado ao Podcast Day e muito mais. A programação completa pode ser conferida no Bienal Pernambuco.

Confira a Programação:

Sexta-feira (11)

Bienalzinha (10h às 18h)

- Camarim D-Cosplay;

- Jogos educativos (de tabuleiros, memória, quebra cabeças, entre outros);

- Oficina de pinturinha de dedo e desenhos;

- Contação de histórias infantis;

- Recreação com brincadeiras populares.

Auditório Círculo das Ideias

10h: "Política linguística de línguas estrangeiras no Brasil" com a mestra e doutora em Letras, Flávia Conceição Ferreira da Silva

11h: “Intertextualidade e polifonia: as várias vozes de um texto” com a escritora Luciene Aguiar, da UBE

13h: “Literatura e Memória – A ditadura no Recife” com escritor Urariano Mota 

14h"Literatura fantástica: teoria e conversa com autores da moderna ficção fantástica em Pernambuco" com o escritor e coordenador do projeto O Recife Assombrado Roberto Beltrão, especialista em Literatura Fantástica André de Sena, o escritor e historiador Frederico Toscano e o poeta João Paulo Parísio 

15h: “A Responsabilidade do Escritor” palestra com a escritora Taciana Valença da UBE

16h: "As adaptações de Clássicos da Literatura para Quadrinhos: qual a contribuição para a educação?" com os professores Joane Luz e Bruno Alves 

17h: Artur Xexéo: Uma conversa sobre o jornalismo cultural e a cultura de celebridades no Brasil 

18h30: Homenagem a Sidney Rocha: “Violência, Cotidiano e História, em Guerra de ninguém”, conversa com o escritor e crítico literário João Cezar de Castro Rocha 

20h: "O poder dos romances" bate-papo com as escritoras Eduarda Gomes, Malu Simões, Aretha V. Guedes e mediação de Priscila Bastos, do Sempre Lendo

Sala de Oficinas

10h: “HQs Recife Assombrado” com a Escola Municipal Luiz Vaz de Camões

11h: "Movimento respeitem o 8 baixos - resistência e sustentabilidade da arte do fole” com produtor cultural, documentarista, pesquisador da sanfona e integrante do Movimento Respeitem os 8 Baixos Anselmo Alves, o jornalista, acordeonista Diviol Lira, e mediação da historiadora e pesquisadora da sanfona de 8 Baixos Lêda Dias

13h: “A poesia contemporânea de autoria negra” – minicurso com a poeta, editora e tradutora Lubi Prates

16h: “HQs - História, análise e produção do gênero” – painel com Arlene Frutuoso, Bruno Alves, Nilvania Nascimento e Rafael Melo, do Nerd Café 

19h: “Instagram para negócios” palestrante SEBRAE

Palco Além das Letras

10h: Coral e Grupo de dança da CERVAC (Centro de Reabilitação e Valorização da Criança)

10h30: Apresentação de dança dos estudantes do EREM Martins Junior

10h55: Mazelas sociais: Brasil atual – apresentação dos estudantes do EREM Joaquim Távora

13h: História Cantada a gente Aprende Cantando apresentação cultural com o professor Wellington José

14h: Memórias Literárias da Prosa Romântica à Realista com estudantes do ETE Lucilo Ávila

14h55: Memórias Literárias da Prosa Romântica à Realista com estudantes do ETE Lucilo Ávila

15h30: Frozen- contação de história do grupo Bekalândia

16h: Grupo de Violas, do Sesc Santo Amaro (Recife), regência Lais de Assis

17h: Batalha do Terminal- duelo de MCs das comunidades pernambucanas de Cajueiro, Água Fria, Beberibe, Torre, e centro de Jaboatão dos Guararapes

18h30: “Voz ao Verbo - Poemas para calar o medo” com o escritor, poeta, compositor Allan Dias Castro

19h30: "Apresentação teatral sobre Frida Kahlo" com alunos e profissionais da FAFIRE

Espaço alquimia

10h: “Sólidos geométricos e a sua aplicação nas histórias dos super heróis” com a mestra em educação de matemática Karla Adriana, da Alquimia geek

12h30: “Geração de conteúdo digital” com o jornalista Eduardo Cavalcanti, do Leia Já

14h: “Figuras geométricas planas: os jogos das cartas de gambit - x-men” com a mestra em educação de matemática Karla Adriana, da Alquimia geek

16h: “O afeto na alimentação e suas implicações” com a psicóloga, especialista em docência no ensino superior Elza Alexandre

17h30: “Obesidade: perspetiva e atualidade da infância a vida adulta” com Nízia Oliveira e a nutricionista, mestra em saúde humana Sheylane Rodrigues

19h: “Técnicas de controle e planejamento de processos industriais” com o mestre em química computacional Antenor Parnaiba, da Alquimia geek

Serviço

12° Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

04 a 13 de Outubro | 10h às 22h

Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n)

R$ 10 inteira; R$ 5 meia; R$ 7 social (1kg de alimento não perecível ou 1 livro usado - não didático)

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