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A partir deste sábado (25), a Livraria Expressão Popular, no bairro da Boa Vista, na área Central do Recife, recebe a oficina “Literatura & Feminismos”. Com seis módulos, os encontros irão acontecer até outubro, sempre no último sábado de cada mês, das 14h às 18h.

Ministrada pela professora Cristiane Montarroyos, da UFPE, a oficina discute a produção literária feminina. Durante seis encontros, os participantes serão introduzidos à crítica literária feminista, com leitura comparada de livros escritos por mulheres.

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O projeto é uma realização do Sesc Santa Rita e a inscrição para os seis módulos devem ser realizadas no Ponto de Atendimento da unidade, no Sindicato dos Comerciários – Rua da Imperatriz, 67, Boa Vista. O investimento é de R$ 60, com desconto para trabalhadores do comércio e dependentes, que pagam R$ 30. Para se inscrever, é preciso apresentar cartão de usuário do Sesc. Quem não tiver o cartão pode adquirir na hora, no Ponto de Atendimento, ao custo de R$ 8 para o público geral mediante RG, CPF e foto 3 x 4. 

Serviço

Oficina “Literatura & Feminismos”

Livraria Expressão Popular (Rua São Gonçalo, 82, Boa Vista)

Sábado (25) | 14h às 18h

R$ 60

(81) 3224-7577

A escritora e ilustradora britânica Judith Kerr, autora do famoso livro infantil "Tigre que veio para o chá", que vendeu milhões de cópias em todo o mundo, morreu, aos 95 anos, anunciou sua editora nesta quinta-feira.

"Com grande tristeza, temos que anunciar a morte de nossa amada autora e ilustradora, Judith Kerr", anunciou a editora britânica Harper Collins no Twitter.

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Nascida em Berlim em 1923, Kerr fugiu da Alemanha com sua família no início da década de 1930, depois que um policial avisou seu pai, o proeminente escritor judeu Alfred Kerr, de que eles estavam sob a ameaça sob o crescente poder nazista.

Primeiro eles se refugiaram em Paris antes de se estabelecerem em Londres em 1936.

Autora de muitos clássicos da literatura infantil, como "Quando Hitler roubou o coelho cor de rosa" e "Mog o gato esquecido", Kerr morreu em casa na quarta-feira "depois de uma breve doença", informou sua editora.

Kerr, uma das escritoras mais queridas da literatura infantil no Reino Unido, continuou trabalhando até os 90 anos e no ano passado disse em uma entrevista à AFP que acelerara o ritmo de seu trabalho na velhice, inspirando-se em eventos de sua longa vida.

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O livro-reportagem "Encurralados na Ponte: O Massacre dos Garimpeiros de Serra Pelada", do jornalista e escritor Paulo Roberto Ferreira, será lançado nesta quarta-feira (22), a partir das 18 horas, na sede da Editora Paka-Tatu, localizada na rua Bernal do Couto, em Belém. A publicação traz atualizações sobre o massacre ocorrido em 29 de dezembro de 1987, quando garimpeiros protestavam na ponte rodoferroviária de Marabá, Sudeste do Pará, em busca de melhores condições de trabalho, e foram surpreendidos por violenta ação policial.

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Paulo Roberto, que acompanha os conflitos entre os garimpeiros e o governo federal desde 1984, voltou ao local do massacre 30 anos depois para apurar novos depoimentos de pessoas que sobreviveram à tragédia. A obra, de acordo com o jornalista, demonstra que o método usado no massacre de Eldorado do Carajás (1996) foi inaugurado com os garimpeiros nove anos antes: o encurralamento.

O jornalista revela também outros conflitos que ocorreram depois, inclusive no período do governo Fernando Henrique Cardoso, quando o Exército e a Polícia Federal ocuparam as ruas de Serra Pelada. Também mostra que as disputas entre garimpeiros e a mineradora Vale permanecem até hoje.

O livro trata ainda das desavenças entre as lideranças dos garimpeiros, que resultaram em mortes e golpes pelo controle da cooperativa. Segundo Paulo Roberto, todo o ouro extraído de Serra Pelada (quase 40 toneladas) não foi capaz de mudar o quadro de miséria que ainda predomina em Serra Pelada.

"É importante conhecer a história do massacre dos garimpeiros porque foi um episódio que ficou escondido devido a uma série de fatores. O primeiro foi que ocorreu nas vésperas do ano novo, época em que muitas pessoas viajam e não se ligam no noticiário. O segundo fator está relacionado à própria categoria garimpeira, um segmento que envolve muitos interesses, pois inclui trabalhadores avulsos, ou seja, fazem parte os grandes comerciantes (de Marabá, Imperatriz e até de Belém), que são os donos de barrancos, os meia-praças, que entravam com algum dinheiro (e portanto como sócios no negócio da extração do ouro) e a grande maioria, que eram os formigas, os carregadores de sacos de terra, que ganhavam por diária trabalhada. Muita gente ligada às organizações de defesa dos direitos humanos ficava cautelosa em defender uma causa que na maioria das vezes beneficiava prioritariamente os donos do capital", analisou o escritor.

Segundo Paulo Roberto, quando a tragédia aconteceu, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Sociedade Paraense de Defesa de Direitos Humanos (SDDH), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e os partidos de esquerda mostraram reações, mas não houve um acompanhamento e uma cobrança permanente, o que resultou no esquecimento do caso.

"A sociedade brasileira assiste estarrecida essa onda de eliminação das pessoas pelas milícias, o que representa um retrocesso em relação às conquistas obtidas com a Constituição Federal de 1988. Os conflitos no campo, com graves ameaças às lideranças dos trabalhadores rurais, também é algo preocupante. Daí a importância de se colocar na pauta nacional a necessidade de combate às formas autoritárias de solução de conflitos. O livro permite esse debate também", informou Paulo Roberto.

Por Ana Luiza Imbelloni.

O cantor e escritor Chico Buarque foi contemplado com o prêmio Camões 2019, classificada como uma das maiores premiações da literatura em língua portuguesa. O anúncio foi feito nesta terça (21), na sede da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, pela presidente da instituição, Helena Severa.

Organizada pelos governos de Portugal e do Brasil, a 31ª edição do prêmio dará ao vencedor o valor de 100 mil euros. O júri responsável pela escolha do campeão foi formado por representantes das duas nações e, também, de países africanos que têm a língua portuguesa como seu idioma oficial.

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O objetivo do Prêmio Camões é reconhecer um autor de língua portuguesa que tenha "contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural" do idioma através do conjunto de sua obra. Chico Buarque já tem 10 obras lançadas, entre elas, livros destinados ao público infantil, poemas, novelas e romances.

Dentre os brasileiros que já foram reconhecidos com o prêmio, estão grandes nomes da literatura como Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Antônio Cândido de Melo e Sousa, Autran Dourado, João Cabral de Melo Neto, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro e Ferreira Gullar.

 

Na década de 20 Roberto Pisani Marinho era apenas um jovem boêmio que se divertia no Rio de Janeiro enquanto seu pai, o jornalista Irineu Marinho, trabalhava duro no jornal vespertino A Noite. Mais tarde, Roberto assumiria não apenas o jornal criado pelo pai, como se tornaria o dono de uma das maiores empresas de comunicação do país, o Grupo Globo.

É a esta fase da vida do jornalista e empresário (1904 até 1969) que conhecemos em Roberto Marinho - O Poder Está no Ar, primeira parte da biografia escrita por Leonencio Nossa, repórter do jornal O Estado de S. Paulo. Lançada este mês pela editora Nova Fronteira, o livro traz mais de 500 páginas com detalhes da vida de figuras notáveis, conflitos da imprensa e bastidores da vida política daquela década. Conhecemos o caminho trilhado pelo jornalista Irineu Marinho até fundar um dos principais jornais do país, e o processo que o jovem Roberto passou ao assumir o controle da empresa do pai aos 26 anos.

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Para escrever o livro, Leonencio teve acesso a cartas e documentos pessoais do biografado, pesquisou documentos do Arquivo Nacional e Biblioteca Nacional e realizou mais de 100 entrevistas. Um segundo volume está sendo negociado entre autor e editora.

Por André Filipe

O escritor americano George R.R. Martin insinuou que pode decidir escrever um final diferente nos últimos dois livros de sua saga "Game of Thrones", após o final da série que acabou deixando muitos fãs decepcionados.

Depois de publicar entre 1996 e 2011 cinco volumes da série de romances "Crônicas de gelo e fogo", nos quais se baseia "Game of Thrones", o escritor parou de escrever.

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O sexto livro, "Winds of Winter", ainda está em processo de escrita, lembrou o autor em mensagem postada na noite de segunda-feira em seu blog. Martin também prevê um sétimo volume, "Spring Dream".

Por falta de material literário, os roteiristas da série tiveram que conceber por conta própria o final, seguindo as indicações de Martin.

"Como terminará a série de livros?", escreveu Martin, que mora em Santa Fé, no Novo México.

"O mesmo que a série? Com um final diferente? Bem ... sim, e não, e sim, e não, e sim, e não, e sim", prosseguiu.

"O livro ou a série, qual será o final 'real'?", questionou.

"É uma pergunta idiota, quantas filhos Scarlett O'Hara teve?", perguntou ainda, em referência à personagem de "... E o vento levou", cuja heroína teve vários filhos no romance, mas apenas um no filme.

"O que acham disso? Vou escrever, vocês vão ler, e então todo mundo pode ter sua opinião e debater online", disse o escritor de 70 anos.

O fim da série frustrou centenas de milhares de fãs de "GoT", que censuram os autores por terem corrido com os últimos episódios.

Uma petição lançada no site Change.org solicita que a oitava temporada seja refeita "com escritores competentes".

Nesta terça, já possuía perto de 1,4 milhão de assinaturas.

Em seu blog, George R.R. Martin diz que atualmente está colaborando com a HBO, o canal que transmite "Game of Thrones", em cinco novas séries.

Ele também trabalha em dois projetos com o Hulu, a nova plataforma da Disney.

 A 4º edição do Festival Literário Acorda Escola (Flae) será realizada nesta quinta-feira (16), às 13h. Nesta edição, o evento homenageia os músicos Nando Cordel e Nádia Maia. A Flae acontece na Universidade Salgado de Oliveira (Universo), localizada na Imbiribeira, Zona Sul do Recife.

O festival reúne alunos das escolas das redes pública e privada de Pernambuco para uma tarde com amostras de artesanato e literatura. A programação também conta com um bate-papo descontraído com artistas e influenciadores contemporâneos.

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As instituições são convidadas pela Associação Santa Bárbara (Assanba), mas as escolas que não receberam o convite e tiverem interesse em participar podem devem entrar em contato com associação através do número (81) 9 9788-2813 ou por e-mail: assanbacontato@gmail.com.

Serviço

Festival Literário Acorda Escola

Quinta-feira (16) | 13h

Universo (Av. Mal. Mascarenhas de Morais, 2169 - Imbiribeira)

 

No começo de abril, o padre Marcelo Rossi teve problemas ao saber que a comercialização do seu livro "Ágape", lançado em 2010, havia sido suspensa por ordem judicial. O motivo foi uma acusação de plágio feita pela escritora Izaura Garcia. Ela alegou que o religioso usou um dos seus textos sem dar os dévidos créditos, pedindo uma indenização de R$ 51,6 milhões. Mas o imbróglio envolvendo os dois parece ter chegado ao fim.

Neste domingo (12), o "Fantástico" exibiu uma matéria sobre o assunto. Izaura Garcia, de 65 anos, acabou sendo presa por ter forjado o registro da Fundação Biblioteca Nacional que traz um trecho do texto publicado no seu livro "Nunca deixe de sonhar", de 2002. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, responsável pela investigação, deu voz de prisão a Izaura e para mais duas advogadas pelo golpe contra o padre Marcelo.

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Segundo as autoridades, elas irão responder por formação de quadrilha. A falsificação grosseira do documento pegou Izaura de surpresa. "Eu não tenho a dizer nada, porque foi o (documento) que eu recebi lá na época", declarou, ao ser questionada pelo delegado Maurício Demétrio. O processo está em trâmite na Vara Empresarial do Tribunal de Justiça de Rio.

Acusando o padre de ter plagiado um trecho do seu texto, Izaura recebeu em 2013 R$ 25 mil após ter feito um acordo com a Editora Globo. De 2010 até abril deste ano, "Ágape" vendou 10 milhões de exemplares. O padre Marcelo Rossi não quis se pronunciar sobre o assunto, mas informou ao programa da TV Globo que "perdoou Izaura Garcia".

 Estão abertas a partir desta segunda-feira (13), as inscrições para os concursos Cepe Nacional de Literatura, promovido pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Os interessados poderão se inscrever para o 5º Prêmio Cepe Nacional de Literatura e para a 2ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil até o dia 13 de julho.

Poderão participar do concurso brasileiros pessoa física, residentes no Brasil ou no exterior, bem como estrangeiros naturalizados residentes no País, independente de sexo, etnia, idade, formação cultural, religiosa ou política, desde que atendam às normas do edital publicado no site da Cepe. As obras devem ser inédidas e os candidatos só poderão inscrever um projeto em cada categoria.

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Os prêmios concedidos serão de R$ 20 mil ao vencedor de cada categoria. As inscrições podem ser realizadas via internet. O resultado do concurso será divulgado no Diário Oficial do Estado de Pernambuco, no portal, no site e na página da editora no Facebook. 

A livraria Jaqueira recebe, nesta quarta (8), o lançamento do livro Ninguém solta a mão de ninguém. Editado de forma independente por Tainã Bispo, a publicação reúne textos sobre o atual momento político do país. Durante o lançamento, Tainã e a poeta Bell Puã participam de um bate-papo com Amanda Timóteo e os professores da UFPE, Luiza Reis, Antônio Paulo Rezende e Flávio Weinstein. O evento começa às 18h30.

O livro reúne 23 textos inéditos e uma reprodução que discutem o atual momento do país. Dentre os gêneros presentes na publicação estão poesia, prosa, ensaio, canção, crônica e charge. Assinam as produções nomes como Juca Kfouri, Leonardo Sakamoto, Antonio Prata, a psicanalista Vera Iaconelli, o ex-Ministro de Estado da Educação Renato Janine Ribeiro, os escritores Julián Fuks e Alexey Dodsworth e Anielle Franco, irmã de Marielle Franco.

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Ninguém solta a mão de ninguém foi inspirado pela ilustração da tatuadora Thereza Nardelli, que viralizou nas redes sociais no dia 28 de outubro de 2018. O objetivo do livro é conduzir o leitor por reflexões acerca de temas como resistência e liberdades individuais.

Serviço

Lançamento do livro Ninguém solta a mão de ninguém

Quarta (8) - 18h30

Livraria Jaqueira (Rua Antenor Navarro, 138 - Jaqueira)

Gratuito



 

A 15ª edição do projeto Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco lança livro no próximo dia 25 de maio, no Centro de Convenções. O projeto visa reconhecer a contribuição de mulheres como protagonistas do desenvolvimento social, econômico e político do Estado. O evento começa às 17h.

O projeto é realizado uma vez por ano e integra as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. No evento desta 15ª edição, serão diplomadas 60 mulheres, cujas atividades estão registradas no livro, com o título Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco. O objetivo é reconhecer a importância de cada atividade desenvolvida por elas, cujo impacto colabora para a promoção de equidade social.

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Serviço

Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco

25 de maio - 17h

Centro de Convenções de Pernambuco

Gratuito

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Parentes, amigos, colegas de trabalho e admiradores do jornalista Euclides Farias, que morreu em agosto do ano passado, têm encontro marcado na quarta-feira, 8 de maio, na Casa da Linguagem, em Belém. Na ocasião, o governo do Pará, por meio da Imprensa Oficial do Estado, fará o lançamento de um livro póstumo do jornalista, “Rir é o melhor corretivo” (Ioepa, 133 pág., R$ 30,00), que reúne 45 crônicas de sua autoria. A sessão de autógrafos, sob a responsabilidade de Daniele Almeida, viúva do autor, vai começar às 18h30.

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O livro vinha sendo planejado por Euclides Farias para marcar os 60 anos que completaria em novembro último. Três meses antes do aniversário, porém, Euclides perdeu a batalha contra a leucemia.

Para viabilizar a publicação, um verdadeiro mutirão de amigos do jornalista responsabilizou-se pela produção editorial antes que o livro entrasse no prelo da Ioepa. A pesquisa de conteúdo foi feita por Daniele Almeida, no arquivo pessoal do autor; o prefácio é do professor e doutor em literatura Paulo Nunes; a edição de texto e o posfácio são do jornalista Iran de Souza; as ilustrações – 12 ao todo –,  do cartunista JBosco Azevedo; e a capa é do também cartunista Biratan Porto.

No evento na Casa da Linguagem, haverá ainda exposição das ilustrações de JBosco e de fotografias que Euclides produzia, por hobby, nas horas vagas. O percussionista Paulinho Assumpção comandará uma sessão de chorinho em homenagem a ele, cujas paixões maiores foram a MPB, o jornalismo, a pesca e a literatura, com predileção pela poesia e pela crônica. 

“Euclides era uma daquelas figuras de quem era impossível não gostar. Trabalhou no principais jornais do Estado, tinha relação com pessoas dos mais variados segmentos da política, da academia, da cultura paraense. Lançar seu livro póstumo é uma forma de homenageá-lo e de preservar sua memória”, diz Jorge Panzera, presidente da Ioepa.

Euclides Farias foi jornalista por quase 40 anos. Trabalhou nos jornais Marco Zero (AP); A Província do Pará, O Liberal e Diário do Pará (PA); Folha de S. Paulo e Jornal da Tarde (SP); e também em agências de notícias, emissoras de tevê e de rádio. Além do zelo pela profissão, era conhecido pelo bom humor, pela fidelidade aos amigos, pelo gosto de viver e pelo prazer com que contava causos de pescadores e de caboclos da Amazônia, imitando-lhes o sotaque e os trejeitos.

Não por acaso, “Rir é o melhor corretivo”, embora traga também muitas histórias urbanas, tem seu ponto alto justamente nas narrativas rurais e ribeirinhas que o autor escreveu com muito estilo. “O livro é delicioso. Parece o próprio Euclides falando. Eu só posso dizer que foi uma grande alegria, uma satisfação editar suas crônicas, que aliás me deram pouco trabalho porque o Euclides escrevia muitíssimo bem”, comenta Iran de Souza.

Segundo a viúva Daniele Almeida, os amigos e a família de Euclides Farias estão mobilizados para a homenagem da próxima quarta-feira. Alguns de seus parentes virão de Macapá (AP), onde ele nasceu – e onde ainda vive a maioria dos Farias – especialmente para a ocasião. “Vai ser um momento muito especial para todos nós – para mim, para os filhos, para os colegas de trabalho. Desde já, estou muito emocionada e muito feliz de realizar um sonho do Euclides que se tornou meu também, e gostaria de agradecer a todos que colaboraram para que o livro fosse publicado”, diz Daniele.

Leia uma das crônicas do livro:

O comprador de queijo cuia

Um pescador freava a canoa todas as vezes que passava em frente ao comércio mais sortido da ilha. O comerciante espichava o olho lá do trapiche de sua empresa.

– Seu Raimundo, tem queijo cuia?!!

– Não!!

Um ritual. Era o pescador passar por lá e perguntava se havia queijo cuia.

Certo dia, o regatão encostou no comércio e seu Raimundo lembrou.

– Vosmecê tem queijo cuia? Tenho um freguês certo para o produto.

Tinha. E era caro, preveniu o regatão.

Os olhos do seu Raimundo brilharam.

No dia seguinte, o pescador fez maresia no rio, reduzindo as remadas.

– Seu Raimundo, tem queijo cuia?

– Hoje eu tenho – respondeu, todo felizão, o comerciante.

Pus’ quando o senhor vender, guarde a cuia pra mim tirar água da canoa.

E tacou remo no estirão, sumindo na curva do rio.

Da assessoria do evento.

O frevo, ritmo pernambucano centenário, é conhecido por fazer fever multidões inteiras durante os dias de Carnaval em sua terra de origem. No entanto, esse gênero musical é muito mais que timbres rasgados e passos frenéticos. Sua história foi - e é - construída por inúmeras mãos, de compositores, músicos, passistas e maestros que, nem sempre, são conhecidos, tampouco, reconhecidos pelo grande público.

Para fazer justiça a alguns desses, e levar às pessoas um maior conhecimento sobre o frevo e seus atores, o jornalista, crítico musical e pesquisador Carlos Eduardo Amaral, criou a série Frevo Memória Viva, editada e publicada pela editora Cepe. O projeto começou após Carlos lançar a biografia do maestro Clóvis Pereira e contemplou outros quatro músicos: Maestro Ademir Araújo, o Formiga; Maestro Duda; Getúlio Cavalcanti e Jota Michiles.

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Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, Carlos Eduardo explica que os livros não se tratam exatamente de biografias, mas sim de "grandes reportagens" nas quais também são abordados o desenvolvimento do fremo em termos estéticos, estilísticos e antropológicos, inclusive com a colaboração dos próprios biografados. Uma oportunidade de conhecer melhor sobre a música que mais representa Pernambuco e sobre aqueles que ajudaram a fazer dela um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Confira a entrevista na íntegra.

LJ  - Como foi o processo de escolha dos biografados?

Carlos Eduardo - O primeiro de todos os biografados foi Clóvis Pereira, devido à sua atuação como maestro e principalmente compositor de música clássica – que é meu campo de pesquisa e atuação, na qualidade de crítico musical. Depois de lançada a biografia de Clóvis, sugeri à Cepe a criação do selo Frevo, Memória Viva. A editora delegou a missão de volta pra mim e então fiz contato com três compositores, para saber se eles topariam: Formiga, que tem uma ligação não apenas com o frevo de rua, mas também com os caboclinhos e maracatus; Duda, pela referência no frevo de rua em si; e Getúlio Cavalcanti, pela unanimidade no universo do frevo de bloco. Quando voltei à Cepe, levando o o.k. dos três, a editora lembrou que faltava um nome do frevo-canção e sugeriu Jota Michiles. Eu não o conhecia, a não ser de nome, mas topei e o deixei por último, para quando eu tivesse adquirido ritmo de escrita e uma melhor compreensão geral da história do frevo. Durante o processo de produção dos livros houve uma recomendação aqui e acolá para biografar Edson Rodrigues, que não depende de minha vontade, mas eu encararia a missão com todo o prazer. E se for com outro pesquisador que venha a se concretizar, perfeito – o que importa é não deixar a memória dos criadores do frevo adormecer.

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LJ  - Alguma passagem, durante o processo de escrita, te chamou atenção ou te tocou de maneira mais significativa?

Carlos Eduardo - Destaco um relato, do livro mais recente, sobre Jota Michiles: o da filha Michelle. Dediquei um capítulo inteiro à fala que ela me concedeu, com poucas observações e intercalações minhas, tamanho foi o impacto dela. Por algumas vezes, tive de exercer um autocontrole enorme, ao longo da conversa, para não chorar, devido à a carga afetiva do relato. E fiquei repensando muitas coisas da minha vida, ao voltar pra casa. Jota também caiu num profundo processo de reflexão, ao ler o livro já pronto. e foi muito humilde em abrir o coração, reconhecer os pontos que porventura tivesse de melhorar e agradecer o apoio da família.

LJ - Essa série mudou em algum aspecto sua visão sobre o frevo?

Carlos Eduardo - Como manifestação musical, rigorosamente falando, não. Quanto mais eu pesquisava, mais confirmava que o frevo – pela sua trajetória e pelo trabalho atualmente desenvolvido por grandes músicos (do passado e do presente) que estão na cena musical pernambucana – sempre trilhou bons caminhos, mesmo tendo passado algumas épocas engessado, quando poderia ter se sintonizado mais com as novas gerações ou buscado novos mercados. O que falta mesmo é união, convergência de esforços e menos lamentações de produtores de visão atrasada e amadora. O frevo tem tudo para ganhar o mundo e Pernambuco deve agradecer àqueles que estão viajando mundo afora, ganhando prêmios e colecionando boas críticas, enquanto outros choram a ausência de algum dinheiro público e de espaço na imprensa, sem aceitar fazer uma autocrítica, sem atualizar-se em termos de produção, divulgação e mercado, e sem oferecer novas ideias musicais e novos formatos de performance e repertório.

LJ - Você acha que o pernambucano conhece pouco de sua própria música, apesar de orgulhar-se tanto dela?

Carlos Eduardo - Sim, mas temos caminhos para reverter isso: inserção das manifestações culturais pernambucanas no currículos das diversas disciplinas escolares e universitárias onde aplicáveis; visitas a instituições de referência (Paço do Frevo e museus diversos, clubes e blocos carnavalescos, centros de artesanato, ateliês etc.); rodas de debates; documentários e reportagens na imprensa; por aí vai.

LJ - Por que você acha que o frevo, apesar de toda sua riqueza e efeito que causa nas pessoas, ainda é relegado apenas ao Carnaval?

Carlos Eduardo - Por não ter investido com suficiente afinco em formatos e discursos extracarnavalescos. O forró está aí, seja o pé-de-serra, seja o eletrônico, com seus nichos garantidos ao longo do ano. A título de exposição sobre como enveredar por essas searas, deixo o convite para uma carta aberta que publiquei ano passado em meu blog.

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LJ - Você tem publicações futuras planejadas?

Carlos Eduardo - Tenho. Chegou a um ponto que não posso parar mais. Durante o processo de produção e lançamento dos cincos livros pela Cepe, que durou de 2013 a 2019, investi também em composições musicais e arranjos, que, aos poucos, estou tendo a oportunidade de ver executados e gravados, mas a partir de agora possuo um novo foco e estou direcionando meu tempo livre a ele: a literatura. Se aparecerem convites para novas biografias, serão bem-vindos e devidamente analisados, porém estou concluindo meu primeiro romance e já tenho mais quatro esquematizados para serem desenvolvidos ao longo do próximo quinquênio. Descobri que na literatura está a minha voz mais verdadeira e é por ela que tentarei me interligar profissionalmente, inclusive, com os que estão à minha volta: família, amigos, colegas de profissão, conhecidos, admiradores etc. A composição musical também é uma realização pessoal que fui capaz de atingir, mas na literatura tenho muito mais possibilidades de expressão, amplitude de fala e criação de diálogo duradouro.

 Fruto do Projeto Curadoria, o livro “Mulheres Criativas - 100 histórias de mulheres inspiradoras" será lançado, em vários lugares de São Paulo, a partir do dia 14 de maio. A obra reúne histórias de mulheres que se dedicam às artes visuais e manuais.

Idealizado pela artista Nini Ferrari, o livro passeia na trajetória dessas mulheres, onde elas falam sobre a relação com a arte, suas dificuldades, inseguranças e processos criativos durante a construção de suas carreiras. O Projeto Curadoria entrevistou 440 entrevistas com artistas de mais de 27 países, formando um retrato de novas cenas criativas no Brasil e no mundo.

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Informações sobre o projeto e os lugares de lançamento da obra podem ser conferidas no site oficial da iniciativa. Serão doados 60 livros para 30 Coletivos femininos de arte do Brasil e 15 livros para bibliotecas de presídios femininos do Estado de São Paulo.

Uma nova tendência do mundo cervejeiro está fazendo sucesso nos bares dos Estados Unidos e da Austrália. A cerveja com glitter está sendo comercializada nesses lugares para deixar a bebida mais atraente e, além disso, combater o sexismo presente na indústria.

A bebida é produzida com glitter comestível, que dissolve após algum tempo depois do contato com outros líquidos. O 'brilho' é adicionado diretamente no copo, para evitar sujar os canos por onde a cerveja é servida, e é preciso mexer regularmente o líquido para que o ingrediente não acumule no fundo do copo.

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A cervejeira Erica DeAnda, dos Estados Unidos, disse em entrevista ao site Munchies que o glitter destaca ainda mais a bebida além de ser divertido.Para ela, a estratégia ajuda a combater o estereótipo de que a cerveja seja uma bebida masculina, uma vez que o produto é destinado a todo o público. "Até mesmo homens curtem a cerveja de glitter. Em vez de apenas beberem e irem embora, com o glitter na bebida as pessoas ficam admiradas, tiram fotos, chamam os amigos, é incrível", disse.  



 

A página de internet Astrologia da Depressão acaba de virar livro e promete revelar os piores defeitos do zodíaco. Escrita por Mariana Fernandes, a publicação desvenda um outro lado dos signos com bom humor e desprendimento.

O livro promete falar sobre tudo que as pessoas não gostariam de saber sobre o próprio signo, mas tudo em tom de brincadeira. Indo na contramão da astrologia tradicional, Mariana promete ensinar os leitores a lidarem com os defeitos de cada casa zodiacal, de maneira engraçada e com tom leve.

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A autora, Mariana Fernandes, é especialista em marketing digital e fundadora da página Astrologia da Depressão, criada em 2012. A ideia inicial era apenas compartilhar piadas sobre signos, porém, com o crescimento do canal, hoje ela mistura o humor ao conhecimento em astrologia.

 

Com a crise das livrarias e o fechamento de unidades em diversas partes do país, alguns leitores estão órfãos do lugares que costumavam ser seu refúgio. Além de ser espaço para o intecâmbio cultural, alguns desses estabelecimentos chamam a atenção seja por sua estrutura e por seu acervo. O LeiaJá mostra cinco livrarias e bibliotecas que oferecem uma experiência diferente para o leitor.

1 – Biblioteca Acqua Alta, na Itália

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Localizada em Veneza, na Itália, essa livraria não chama atenção por sua localização ou pelo belo prédio que a abriga. Ela é famosa por reunir volumes usados, cujos os leitores podem encontrar dispostos em móveis clássicos, banheiras e até dentro de gondolas.

2 – The Last Bookstore, nos Estados Unidos

Imagine fazer uma visitação no estilo "Alice no País das Maravilhas". Essa é a proposta dessa livraria localizada em Los Angeles, que abriga os livros das formas mais inusitadas. Alguns, estão guardados de maneira que formam arcos, labirintos e túneis. Outros, estão pendurados como se estivessem voando sobre os visitantes. Grande partes dos volumes para venda são de livros usados.

3 – Livraria Zaccara, em São Paulo, no Brasil

Localizada no bairro de Perdizes, essa livraria é praticamente um achado. No jardim, é possível passar algumas horas do dia folheando livros de diversos temas. No andar de cima, os visitantes podem assistir os saraus e debates organizados pelos donos da livraria e únicos funcionários, que abordam temas desde a psique feminina a cursos que ensinam a ouvir e a apreciar o jazz. O local ainda conta com um pequeno café que oferece expressos e bolos.

4 – El Ateneo, na Argentina

Localizada em um antigo teatro de Buenos Aires do século 20, ela é uma das mais belas e famosas livrarias da América do Sul. O local é tão conhecido que mais de um milhão de pessoas visitam a biblioteca todos os anos. O palco e os bastidores foram transformados em salas de leitura que chamam atenção por conta de sua beleza.

5 – Word on the Water, na Inglaterra

A livraria que está instalada em um barco de madeira desde a década de 1920, se localiza em Londres e está ancorada nas proximidades da estação de King’s Cross. A biblioteca virou um ponto de referência cultural, graças ao evento que organiza, desde os encontros com escritores até apresentações de jazz.

por Junior Coneglian

O escritor Machado de Assis - referência maior da literatura brasileira - foi embranquecido nos livros de história, fazendo com que muita gente não saiba que o fundador da Academia Brasileira de Letras era negro. Para que o erro seja corrigido, uma campanha realizada pela Faculdade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, recriou uma foto clássica do escritor e solicita que ela seja usada no lugar da antiga.

A ação intitulada ‘Machado de Assis Real’ diz que a foto oficial do escritor ‘muda a cor da sua pele, distorce seus traços e rejeita sua verdadeira origem’, além de ser ‘uma injustiça que fere a comunidade negra’. No site da campanha, os idealizadores disponibilizaram a imagem recriada, onde os internautas podem fazer o download e colocá-la sobre a imagem usados nos livros.

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Além disso, o site também abriga um abaixo-assinado para que as editoras não utilizem mais a foto do Machado de Assis da pele clara e que a imagem seja substituída pela da campanha.

Em 2011, a Caixa Econômica Federal veiculou uma campanha publicitária em comemoração aos 150 anos da instituição, em que o ator que representava Machado de Assis era branco. Após críticas dos internautas, a propaganda foi tirada do ar e posteriormente, a campanha foi feita por um ator negro.

 O ‘Leia para uma criança’, do Itaú Unibanco, lançou neste mês a coleção digital “Garotas Incríveis”. O projeto conta com três livros em formato kidsbook e tratam da igualdade de gêneros. As obras, que podem ser lidas gratuitamente, foram escritas por mulheres e trazem protagonistas femininas.

O primeiro livro é ‘Meu Amigo Robô’, que conta a história de uma menina que sonha em ter um amigo de lata e pede para que um “faz tudo” o construa. Já em ‘Malala, a menina que queria ir para a escola’, os pequenos poderão conhecer a história da ativista paquistanesa Malala Yousafzai. A pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Por último, o terceiro livro é ‘As Bonecas da Vó Maria’ e foi inspirado na história de três empreendedoras de sucesso.

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Os livros contam com recursos audiovisuais e podem ser lidos por meio de aplicativo e nas redes sociais. ‘Meu Amigo Robô’ já está disponível para download no site. Os outros títulos serão disponibilizado em breve.

Um manuscrito com a continuação de "Laranja Mecânica" foi encontrado no Reino Unido, país que redescobre o cineasta americano Stanley Kubrick 20 anos depois de sua morte com uma grande exposição em Londres.

Intitulado "The Clockwork Condition" (a condição do mecanismo de relógio), este texto inacabado de 200 páginas datilografadas foi encontrado por Andrew Biswell, professor de literatura moderna da Metropolitan University de Manchester, nos arquivos do escritor Anthony Burgess, anunciou a universidade em um comunicado.

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O romance de Burgess "A Clockwork Orange" (1962) foi levado por Kubrick ao cinema em seu filme lendário, cuja estreia provocou grande controvérsia devido à violência exibida, incomum para a época.

Segundo o pesquisador, Burgess escreveu "The Clockwork Condition" como "resposta ao pânico moral que rodeou a famosa adaptação cinematográfica de 1971 (...) que foi acusada de inspirar violentos delitos de imitação e proibida pelas autoridades locais no Reino Unido".

"Esta extraordinária sequência inédita de 'Laranja Mecânica' lança nova luz sobre Burgess, Kubrick e a controvérsia que rodeia o notório romance", afirma Biswell.

A obra descreve os anos 1970 como um "inferno", no qual os humanos se veem reduzidos à condição de programas ou engrenagens da máquina, e "buscam um escape à insípida neutralidade da condição na que se encontram", explica a universidade.

Esta descoberta coincide com a abertura, nesta sexta-feira, de uma exposição no Design Museum em Londres sobre Kubrick, o lendário cineasta conhecido por seu perfeccionismo e intransigência, que viveu mais de três décadas no Reino Unido e morreu em 7 de março de 1999 em Childwickbury, a uma hora de Londres.

Na exposição, aberta até 15 de setembro, os visitantes podem descobrir o universo e a personalidade do cineasta através de 700 objetos, fragmentos de filmes e entrevistas classificadas em função dos 13 filmes que Kubrick realizou em meio século de carreira.

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