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“E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida.” 

Os versos de Morte e Vida Severina, obra mais famosa de João Cabral de Melo Neto, sintetizam uma vida devotada à arte e à diplomacia.  O trabalho que o consagrou é uma das poesias nascidas da sensibilidade do escritor nascido no dia 9 de janeiro de 1920 e que morreu em 1999. Modernista, tem versos simples e rigor formal. Inspirações para as obras nasceram, por exemplo, de seu inconformismo diante de dramas de seus conterrâneos nordestinos.  O recifense, que faria 100 anos, nesta quinta-feira, tem uma trajetória com cenários múltiplos e engajados, que lhe valeram prêmios e a imortalidade na Academia Brasileira de Letras.

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Parte da infância, João Cabral passou nos engenhos da família nas cidades de São Lourenço da Mata e de Moreno, paisagem de canaviais que marcaram a vida do poeta. Depois, voltou para o Recife e, nos anos 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro.

A Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o aterro do Flamengo, as belezas da então capital brasileira não inspiraram a obra de João Cabral.  Ele não conseguia se desligar do Recife e das imagens de sua infância nos engenhos. Era um tema recorrente em uma obra diversa como a dele.

O Brasil da política e dos grandes centros de poder, foi secundário na poesia de João Cabral, se é que não foi alvo de crítica ou de ironia. O Brasil que o interesse é somente o Brasil do Nordeste.

Apesar de morar no Rio, João Cabral tinha uma espécie de implicância com a cidade, e também com São Paulo, como focos do poder do país. Ele as considerava como duas cidades – ou estados – que abafaram a autonomia e a vida do Nordeste.

No Rio, João Cabral se tornou diplomata e começou uma peregrinação por diversos países, do Senegal a Portugal. Mas foi no primeiro posto dele, ainda nos anos 40, em Barcelona, que ele sentiu-se confortável, principalmente em Andaluzia e Sevilla. A paisagem lembrava muito a de Pernambuco e isso se refletiu em sua poesia, dedicando às cidades e à paisagem espanholas muitos poemas.

Seja no Brasil, seja no exterior, João Cabral produzia. E foi premiado: Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo (1954); Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1955); Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro; Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da Obra e Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "Crime na Calle Relator" (1988), entre outros.

Também entrou para a Academia Brasileira de Letras em 1968. Morreu no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1999.

O poeta, ensaísta e crítico literário Antônio Carlos Secchin, membro da Academia de Letras, cursou mestrado e doutorado pesquisando a obra de João Cabral de Melo Neto e foi amigo do pernambucano durante quase 20 anos, até a morte do escritor. Com exceção dos dados biográficos, ele é a fonte das informações que estão na primeira parte desta reportagem (com exceção dos enxertos de poemas, é claro, que tem autoria de João Cabral de Melo Neto).

Os dois se conheceram em 1980, quando Secchin procurou João Cabral para fazer uma entrevista para sua tese de doutorado. “Ele gostou muito do trabalho que eu havia escrito sobre ele [no mestrado] e, a partir daí, nós cultivamos uma amizade muito fraterna, muito franca”, disse.

Para Secchin, a obra de João Cabral pode ser examinada por vários ângulos. “Do ponto de vista do conteúdo, é uma poesia importante porque ela enfatiza, com grande interesse, as questões sociais do Brasil, as condições de vida dos nordestinos, a injustiça social de um modo geral, essa parte geral engajada é importante, mas eu gosto de enfatizar também o aspecto da consciência literária”. O pesquisador considera que João Cabral foi um poeta extremamente preocupado com a qualidade do verso e com o rigor da construção do poema. “Então, essa combinação de uma consciência da forma junto com a questão social é o que faz da obra do João Cabral algo absolutamente fundamental na poesia brasileira.”

Na avaliação de Secchin, João Cabral, ao lado de Manuel Bandeira e de Carlos Drummond de Andrade são os três nomes mais importantes no campo da poesia brasileira no século 20.

Leia aqui alguns poemas de João Cabral de Melo Neto.

"Homem nacional"

Já o homem João Cabral de Melo Neto era uma pessoa completamente diferente do poeta, segundo Secchin. “Nós encontramos a imagem do poeta como alguém claro, alguém racional, alguém absolutamente senhor de tudo o que estava fazendo e o homem João Cabral me parecia inseguro, me parecia alguém um pouco assustado diante da vida e que ele usava essa literatura dele tão clara, tão racional, tão digamos, domada por ele, como uma compensação para aquilo que ele não conseguia fazer na sua própria vida particular”, disse.

Perfeccionista

Na confecção de sua poesia, João Cabral era um perfeccionista. Secchin conta que, no processo de criação de suas obras, nada podia fugir ao controle do pernambucano. “Ele planejava o poema em todos os detalhes e às vezes, como ele fez em dois livros pelo menos, um chamado ‘Serial’ e o outro ‘Educação pela Pedra’, não contente em trabalhar a arquitetura do poema, ele trabalhou a arquitetura do livro. Ele bolou um esquema de livro totalmente rigoroso e, a partir daí, ele foi fazendo poemas que se encaixavam como módulos no conjunto maior que era o próprio livro”.

Por todo esse perfeccionismo com o rigor estético de sua obra, João Cabral não acredita muito em inspiração. Ele abraçava apenas o trabalho. Secchin conta que o poeta delimitava o poema que ele queria fazer.

O pesquisador testemunha que “João Cabral admitia que, de vez em quando, não sabia a origem das inspirações. “Vinha uma ideia, vinha uma frase, uma palavra e, se essa frase e essa palavra ou esse verso viesse muito fácil, ele desconfiava. Achava que aquilo não era bom, achava já tinha ouvido aquilo de outra pessoa”. Para Antônio Carlos Secchine, João Cabral era alguém que voluntariamente se impunha muita dificuldade, se impunha muito obstáculo, mas tendo a esperança, a certeza de que conseguiria vencer esses obstáculos e fazer o poema praticamente, exatamente como ele queria”, disse.

Obras

João Cabral de Melo Neto tem 33 livros de poesias publicados e sete de prosa. Neste ano, em comemoração ao centenário, Secchin vai lançar, pela Editora Alfaguara, uma nova edição da poesia completa de João Cabral de Melo Neto com poemas inéditos descobertos pela pesquisadora Edineia Ribeiro.

Dos mais de 30 livros de poesias, um é considerado por Secchin como o maior sucesso da poesia brasileira de todos os tempos: Morte e Vida Severina. Para o ensaísta, a obra não apenas vai garantir a permanência da poesia de João Cabral, mas vai trazendo a reboque, como uma locomotiva puxa seus vagões, o conjunto da obra dele.

“O próprio Cabral lamentava que os outros livros dele não fossem conhecidos na mesma proporção que Morte e Vida Severina. Eu próprio não considero Morte e Vida Severina o grande livro dele, acho que tem quatro ou cinco pelo menos iguais”, disse Secchin.

Morte e Vida Severina virou peça em 1966, foi premiado e um sucesso de público e crítica. Depois virou disco, programa de TV e, mais recentemente, história em quadrinhos e filme de animação.

Antônio Carlos Secchin afirma que João Cabral apreciou as adaptações de poesias para cinema, teatro e TV.

João Cabral esteve presente na primeira montagem para o teatro que desencadeou todo o sucesso de Morte e Vida Severina em 1966, na França. O poema tinha sido escrito dez anos antes sem nenhuma repercussão no Brasil. Na França, a montagem venceu um festival e, segundo Secchin, foi a partir daí que o sucesso ocorreu.

“Na sequência, a peça foi para o Porto [Portugal], ele estava presente, ele se emocionou e apesar de às vezes ele ficar implicando, ‘não, esse poema meu é fraco, não é o melhor que surgiu’ eu tenho o registro de que ele sempre se emocionava quando ele assistia às montagens de teatro desse poema.”

Elizabeth Wurtzel, que aos 27 anos publicou o aclamado "Nação Prozac", morreu em Nova York nesta terça-feira (07) aos 52 anos, de câncer, segundo informações dos jornais americanos The New York Times e The Washington Post.

Em 2015, Wurtzel foi diagnosticada com um câncer de mama e escreveu sobre a experiência para o The New York Times. Durante o processo, se submeteu a uma mastectomia dupla, mas faleceu em decorrência de uma metástase, como informou o seu marido, Jim Freed, ao Washington Post.

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Publicada em 1994, a famosa obra-prima de Wurtzel gerou na época uma discussão nos Estados Unidos sobre a depressão e o medicamento Prozac, que havia sido prescrito para a escritora no tratamento.

Sincero e desinibido, o seu relato sobre os seus dias de estudante em Harvard, o uso de drogas, suas aventuras sexuais e questões de saúde mental que a acompanham desde a infância também mudaram a forma de se escrever memórias. A obra tornou Wurtzel uma celebridade.

Por considerar a autora narcisista e obcecada por si mesma, alguns críticos foram implacáveis com o livro. "É uma Sylvia Plath com o ego da Madonna", escreveu o crítico Ken Tucker, do The New York Times Book Review, em setembro de 1994.

No entanto, outros enxergaram na obra algo além.

"Às vezes angustiante, outras vezes cômico,'Nação Prozac' tem a franqueza dos textos de Joan Didion, o exibicionismo emocional irritante de Sylvia Plath em 'A Redoma de Vidro' e o humor sombrio de uma música de Bob Dylan", escreveu na época Michiko Kakutani, a famosa ex-escritora literária do New York Times.

Em 2001, a obra-prima de Wurtzel foi adaptada ao cinema, com a atriz Christina Ricci como protagonista.

Após 'Nação Prozac', autora continuou escrevendo livros e artigos para revistas.

O professor de história e poeta olindense Lucas Holanda lança seu segundo livro no próximo sábado (21) no Recife. Em uma poética carregada de aflição, 'Sonetos-amputados' escancara ao leitor um cotidiano banal e de desalentos da vida na cidade.

 Composta por quatro partes, a obra é a continuação do primeiro trabalho publicado do poeta, o 'Sonetos-amputados de sequela e desejo', de 2018. O novo livro é artesanal e possui diversas capas distintas feitas pelo próprio autor com técnica de colagem. A publicação é da Castanha Mecânica, editora independente do Recife.

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O lançamento de 'Sonetos-amputados' será às 19h, do sábado, no espaço Colofão.lab no bairro de Santo Amaro, área central da capital. O evento terá música, espaço com comidas veganas e microfone aberto. 

Serviço

Quando: 21/12/2019 (sábado)

Horário: 19h

Onde: Colofão.lab - Rua Tubinambás, 763, Santo Amaro - Recife

Quanto: Livro Sonetos-amputados, R$ 25,00; evento gratuito

Até a próxima segunda-feira (23), o Festival de Natal, realizado no Centro Histórico de São Paulo, segue apresentando as atrações especiais para celebrar esta época do ano. Além da pista de patinação no gelo do Largo São Bento e do Cine Santander de Natal no Pateo do Collegio, a sexta-feira (20) será de poesia. O recital gratuito traz à sacada do Shopping Light o rapper Emicida.

A partir das 20h, o cantor comanda o recital de poesias e apresenta Dona Jacira como convidada. Além de mãe do artista, Dona Jacira é autora da autobiografia “Café”. A escritora marca presença no evento e declama versos junto com o filho Leandro Roque de Oliveira, vencedor do Grammy Latino de Melhor Canção de Música Urbana em 2016 e Melhor Álbum de Música Urbana em 2017.

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Serviço:

Recital de poesias com Emicida e Dona Jacira na sacada do Shopping Light

Quando: sexta-feira, dia 20, às 20h

Local: Rua Coronel Xavier de Toledo, 23

Quanto: Grátis

J.K. Rowling, escritora dos livros da saga Harry Potter, foi bastante criticada nesta quinta-feira (19). A britânica gerou polêmica ao defender a pesquisadora Maya Forstater, de 45 anos, que foi demitida ao fazer uma postagem sobre identidade de gênero, dizendo que mulheres trans não deveriam mudar de sexo.

No seu perfil do Twitter, J.K. Rowling declarou: "Vista-se como quiser. Chame a si mesmo como quiser. Durma com qualquer adulto que aceite você. Viva sua melhor vida em paz e segurança. Mas forçar as mulheres a deixarem seus empregos por afirmarem que o sexo é real?".

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O apoio direcionado a Maya Forstater acabou dando o que falar entre os internautas. "JK Rowling vem curtindo tweet transfóbico desde 2017. Mas até então os assessores dela dizem que ela curte sem querer, 'o dedo desliza'. O tweet também foi digitado por engano?", comentou um dos usuários do microblog.

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"Nunca entre numa discussão sobre racismo dizendo 'mas eu não sou racista'...", provoca a escritora Djamila Ribeiro. Em seu 'Pequeno Manual Antirracista' (Companhia das Letras, 136 páginas), publicado no fim de novembro, a filósofa feminista negra busca levar ao grande público, com uma linguagem didática, uma discussão que costuma ficar restrita a círculos acadêmicos e de militância.

"Hoje tem pessoas que até reconhecem o racismo, sabem que o Brasil é racista, mas não pensam quanto que é importante tomar atitudes em relação a isso", explicou, em entrevista à AFP.

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Informar-se sobre racismo, ler mais autores negros, reconhecer os privilégios de ter nascido branco, apoiar ações que promovam a igualdade racial nos diferentes âmbitos da sociedade, entre outras ações, pode ajudar a reverter o quadro atual, afirma a acadêmica, de 39 anos, referência do feminismo negro no Brasil.

"O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural. A questão é: o que você está fazendo ativamente para combater o racismo?", questiona no livro, de pouco mais de cem páginas.

Inspirado no livro "How To Be An Antiracist", do historiador americano Ibram X Kendi, e citando passagens de autoras de referência, como Angela Davis, Audre Lorde e Bell Hooks, Djamila resume em dez curtos capítulos os principais caminhos para se somar a esta causa, que ganha ainda mais relevância no momento atual de "retrocessos" sociais no governo do presidente Jair Bolsonaro, defende.

Informar-se e questionar o entorno

O primeiro passo é se informar, sugere a autora.

"No Brasil, há a ideia de que a escravidão aqui foi mais branda do que em outros lugares, o que nos impede de entender como o sistema escravocrata ainda impacta a forma como a sociedade se organiza", diz em um dos capítulos.

Essa desigualdade se perpetua e pode ser vista nas estatísticas: apesar de representar 55,8% da população brasileira, os negros e pardos estão sub-representados no Congresso (24,4%) e em cargos de chefia (29,9%), ganham em média salários 73,9% mais baixos e têm 2,7 vezes mais chances de ser mortos do que os brancos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Apoiar políticas afirmativas é fundamental para reparar estas desigualdades, afirma Djamila, que dá como exemplo a lei de cotas, que desde 2012 reserva à população afrodescendente um número determinado de vagas em universidades públicas.

Para que o acesso a uma educação de qualidade se reflita também no mercado de trabalho, é importante questionar e transformar os ambientes laborais.

"Qual a proporção de pessoas negras e brancas em sua empresa? E como fica essa proporção no caso dos cargos mais altos? (...) Há na sua empresa algum comitê de diversidade ou um projeto para melhorar esses números? Há espaço para um humor hostil a grupos vulneráveis?", pergunta a autora.

Discutir também a "branquitude"

O debate racial costuma se concentrar na discussão sobre as dificuldades que a população negra enfrenta, sustenta Djamila, mas não nos privilégios da população branca, considerados em geral como fruto do próprio esforço e não de um sistema desigual.

"É fundamental discutir a partir da perspectiva daqueles e daquelas que se beneficiam da estrutura racista para enxergar seus privilégios e desnaturalizá-los, entender os lugares sociais" de cada um, afirma.

Após reconhecer seus privilégios, "o branco deve ter atitudes antirracistas", sugere no manual.

"Não se trata de se sentir culpado por ser branco: a questão é se responsabilizar. Diferente da culpa, que leva à inércia, a responsabilidade leva à ação. Dessa forma, se o primeiro passo é desnaturalizar o olhar condicionado pelo racismo, o segundo é criar espaços, sobretudo em lugares que pessoas negras não costumam acessar", acrescenta.

O racismo, conclui a autora, é "um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entretanto, não devemos nos intimidar. A prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas".

A DC comics lançou nesta quarta-feira (11), a HQ do Batman The Dark Knight Returns: The Golden Child, que tem roteiro do famoso escritor de quadrinhos Frank Miller e arte do brasileiro Rafael Grampá. A história retorna ao universo do Cavaleiro das Trevas e traz a Batwoman, o filho do Superman e alguns personagens clássicos da editora.

Porém, um fato curioso chamou a atenção do público brasileiro que já adquiriu a revista. O presidente Jair Bolsonaro é citado na história, mais precisamente um post fictício seu em uma rede social similar o Twitter. “Se dependesse de mim, todo cidadão de bem teria uma arma de fogo em casa”, diz a postagem do perfil ‘JM. Bozo’.

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No reino das sagas, não há Natal sem livros debaixo da árvore: desde o pós-guerra, a Islândia, um dos menores mercados editoriais do planeta, celebra o "Jolabokaflod" antes das festas de fim de ano.

O "Jolabokaflod", que literalmente significa "rio de livros de Natal" em islandês, é uma tradição que lembra a "super-quinta", que acontece no Reino Unido toda primeira quinta-feira de outubro, mas de uma magnitude incomparável: dois terços das obras são publicadas em novembro e dezembro.

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Nas livrarias ou supermercados, centenas de novas publicações estão à venda, uma tradição vital para a indústria editorial em um país de 360.000 habitantes e onde um romance custa cerca de US$ 55.

Após o jantar em família no dia 24 de dezembro é hora de ler junto à lareira, muitas vezes o mais recente romance policial de Arnaldur Indridason, um best-seller em seu país de origem quase continuamente desde 2000.

"A literatura é muito importante na Islândia e é, acredito, a forma de arte com qual todos se identificam", explica Sigrún Hrólfsdóttir, artista e mãe de família.

Sua filha e seu filho, Dúna e Gudmundur, já escolheram seus livros no "Bokatídindi".

Distribuído em todo o país, este catálogo de 80 páginas apresenta romances, poemas e literatura infanto-juvenil, entre outros.

Quase 70% dos islandeses compram um livro ou mais como um presente de Natal, de acordo com uma pesquisa da associação de editoras islandesas.

Na versão 2019, o catálogo apresenta 842 nova publicações.

- "Para ser islandês você precisa ler" -

A tradição do "Jolabokaflod" tem sua origem no fim da Segunda Guerra Mundial. A Islândia, então pobre, limitou as importações para evitar as dívidas das famílias em 1945. Mas o papel continuou sendo barato e os livros substituíram as bonecas e trens elétricos nas árvores de Natal.

A Islândia acabara de conquistar a emancipação após quase sete séculos de domínio norueguês e depois dinamarquês.

"Existe uma relação entre os debates sobre a importância da literatura durante a luta pela independência e a busca da identidade islandesa: para ser islandês você precisa ler livros", afirma Halldór Gudmundsson, escritor e ex-presidente da Forlagid, maior editora da Islândia.

Embora os livros sejam publicados com mais regularidade durante o ano, o "Jolabokaflod" é um período crucial: em 2018 representou quase 40% do volume de negócios das editoras islandesas, segundo o Instituto de Estatística da Islândia.

Como comparação, as vendas de Natal representam um terço do volume anual no Reino Unido e um 25% na Alemanha, os dois maiores mercados da Europa.

"Se esta tradição morrer, o setor islandês das editoras morre", admite Páll Valsson, diretor de publicações da Bajartur, a segunda maior editora do país, para a qual o "Jolabokaflod" representa 70% de sua receita anual.

Diante do grande volume da essa abundância a dificuldade é escolher.

"Há muitos bons livros perdidos na massa", diz Lilja Sigurdardottir, autora de thrillers, traduzida principalmente para o inglês e o francês.

A Islândia, país de menor população da Europa, é o que mais publica novos livros per capita no mundo, atrás do Reino Unido, segundo a associação internacional de editoras.

Um em cada 10 islandeses publica um livro ao longo da vida.

E os islandeses são grandes leitores. A ilha tem 83 bibliotecas e desde 2011 dedica um dia de setembro a estas instituições.

- Um mercado do livro em dificuldade -

A incrível maré dos livros do "Jolabokaflod" - a maioria deles romances - é compartilhada por quase dois meses nos supermercados do país: nos corredores de biscoitos ou congelados são apresentados centenas de livros.

Uma distribuição que torna os produtos relativamente caros mais acessíveis que no resto do ano.

Para comprar um livro são necessárias 6.990 coroas (52 euros, 55 dólares), mais que o dobro do preço na França ou no Reino Unido.

"É mais difícil comprar muitos livros em geral", explica Brynjólfur Thorsteinsson, 28 anos, vendedor da livraria Mál og menning em Reykjavik, uma das mais antigas da Islândia.

Além disso, o IVA aumentou de 7 para 11% em 2015 e existem custos de impressão e importação. Como na Islândia praticamente não existem florestas, os livros devem ser produzidos no exterior.

E, assim como em outros lugares, editoras e livrarias enfrentam dificuldades, com a queda de quase 50% nas vendas de livros desde 2010.

Para apoiar o setor, o governo decidiu este ano reembolsar 25% dos custos de produção dos livros publicados em islandês.

Peter Handke recebeu o prêmio Nobel de Literatura nesta terça-feira (10) em Estocolmo, onde manifestantes e personalidades denunciaram as posições pró-Sérvia do escritor austríaco durante as guerras da antiga Iugoslávia nos anos 1990.

Ao anunciar o prêmio ao romancista austríaco de origem eslovena, em outubro, a Academia Sueca provocou indignação nos Bálcãs e em vários países pelo apoio de Handke ao falecido homem forte de Belgrado, Slobodan Milosevic.

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Até o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse estar indignado com o prêmio Nobel que, aos seus olhos, "não tem valor". "Entregar o Prêmio Nobel de Literatura no dia dos direitos humanos a um personagem que nega o genocídio na Bósnia-Herzegovina é como recompensar violações dos direitos humanos", afirmou em depoimento à televisão turca.

A polêmica quase ofuscou o anúncio da vencedora de 2018, a polonesa Olga Tokarczuk, psicóloga de formação e ativista de esquerda, ecologista e vegetariana, que se tornou a quinta mulher a receber o prêmio desde sua criação, em 1901.

Aos 77 anos, Peter Handke recebeu o prêmio das mãos do rei Carl XVI Gustaf durante uma cerimônia formal com os vencedores das outras categorias, exceto o Nobel da Paz, que foi dado em Oslo ao primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed, pela conduzir a reconciliação entre seu país e Eritreia.

- Boicotes e pedidos de demissão -

A Academia Sueca decidiu premiar Handke por sua obra que, com "engenho linguístico, explorou a periferia e a singularidade da experiência humana", elogiado como "um dos escritores mais influentes da Europa desde a Segunda Guerra Mundial".

A instituição que sempre defendeu que trabalha para que a política não influencie sua atividade, atuou para tentar reconstituir sua credibilidade nos últimos dois anos, após o escândalo de agressões sexuais que provocou sua implosão em 2017. O caso provocou o adiamento do anúncio do prêmio de 2018, que finalmente foi atribuído a Olga Tokarczuk.

"Handke não é um escritor político", insistiu o presidente do comitê Nobel de Literatura, Anders Olsson.

Mas a escolha de Peter Handke não parece ter acalmado a situação, muito pelo contrário.

Uma integrante do comitê Nobel de Literatura anunciou sua renúncia no início do mês por causa da vitória do austríaco. E na sexta-feira, horas antes de Peter Handke conceder uma entrevista coletiva, o eminente acadêmico Peter Englund anunciou que não compareceria à cerimônia de entrega do prêmio.

"Não participarei na semana do Nobel este ano. Celebrar o prêmio Nobel de Peter Handke seria pura hipocrisia da minha parte", anunciou Peter Englund, historiador e escritor, no jornal Dagens Nyheter.

Secretário perpétuo da Academia Sueca entre 2009 e 2015, Englund cobriu os conflitos dos anos 1990 nos Bálcãs para jornais suecos.

Os embaixadores do Kosovo, Albânia, Turquia e Croácia também anunciaram um boicote à cerimônia.

Em 1996, um ano após o fim dos conflitos na Bósnia e na Croácia, Peter Handke publicou um panfleto, "Justiça para a Sérbia", que gerou muita polêmica. Em 2006, ele compareceu ao funeral de Milosevic, que faleceu antes de ouvir a sentença por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional.

- Manifestações em Estocolmo -

Após a cerimônia de premiação, entre 500 e mil pessoas se reuniram no centro de Estocolmo para uma manifestação contra a escolha de Handke, exibindo bandeiras da Bósnia e usando pulseiras brancas, como as que os não-sérvios eram obrigados a portar na Bósnia em 1992.

Premiar Handke foi "uma péssima decisão", disse à AFP Ernada Osmic, refugiada da Bósnia que chegou à Suécia em 1995 com a filha.

"Ele tem o direito de escrever o que quiser. O problema é que ele está sendo homenageado por seus textos", reagiu a organizadora de uma das manifestações, Teufika Sabanovic, entrevistada pela AFP.

Em uma entrevista coletiva na sexta-feira passada, o escritor queria evitar controvérsias e disse que gosta de "literatura, não opiniões".

Mas, numa entrevista ao semanário alemão Die Zeit, em novembro, Handke defendeu seu controverso apoio à Sérvia. "Nenhuma das palavras que escrevi sobre a Iugoslávia é de denúncia, nem uma. É literatura", disse.

Começa na próxima quarta (11), em Olinda, a I Feira Literária do Litoral Norte. Realizado pela Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros), o evento vai homenagear o poeta João Cavalcanti Ribeiro, reunindo expositores e promovendo palestras e lançamentos, na Praça do Carmo, até o dia 15 de dezembro. 

A feira contará com mais de 50 estandes de livros, além de palestras e lançamentos de novos títulos. Entre os convidados, estarão nomes como  a jornalista Carol Barcellos, o poeta Jessier Quirino e o cantor Maciel Melo. Haverá, também, apresentações culturais durante os cinco dias de programação.

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Serviço

I Feira Literária do Litoral Norte

Quarta (11) a domingo (15) - 9 às 21h

Praça do Carmo - Olinda

Gratuito

 

Há quem use a internet para fazer pesquisas.

Há quem gaste o pacote de dados para pedir comida.

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Há quem se conecte tentando suprir a correria do dia a dia.

E há quem se loga para se curar com poesia.

A poesia, esse gênero textual que combina palavras, significados e rimas, também está surfando a onda da web e já conta com um novo subgênero, a poesia digital. Trata-se de textos que se valem de formas gráficas, imagens, grafismos, sons, elementos animados e, claro, hipertexto. O número de poetas digitais, que usam as plataformas online para escoar sua produção, também vem aumentando a cada dia. Confira essa lista com a indicação de alguns autores e se conecte com essa poesia. 

Hugo Novaes

O poeta alagoano começou sua incursão pela internet em 2017 e hoje acumula milhares de fãs. Pelo Instagram e pelo YouTube, com os perfis 1tema1minuto1poema, ele compartilha sua obra em pequenos vídeos acompanhados pela transcrição da poesia. 

Fabio Gomes

O jornalista, cineasta e fotógrafo Fabio Gomes também é um dos que levaram sua produção poética ao meio digital. Em seu blog oficial, a seção Rapidola é atualizada, semanalmente, com seus poemas. Fabio também reserva um momento para resgatar alguns clássicos da poesia nacional. 

Lilian Cardoso

Como o nome do perfil bem o diz, as poesias de Lilian Cardoso são escritas em papel de pão. Ela compartilha suas poesias com mais de 30 mil seguidores., no @numpapeldepao.

Daniel Daarte

Poeta, desenhista e médico, Daniel Daarte também usa o Instagram como ferramenta de veiculação da sua arte. As poesias do escritor são compartilhadas no perifl @da.arte, que já conta com mais de meio milhão de seguidores. 

Bárbara Marca

Bárbara Marca reúne mais de 50 mil seguidores no perfil @babiemversos. Ela também costuma compartilhar seus escritos em um perfil no Twitter. 

Clarice Freire

Além de ter dois livros publicados, a escritora Clarice Freire também faz uso do meio digital para compartilhar sua poesia. No perfil @podelua, ela faz suas publicações e compartilha os escritos com os seguidores. 

 

No momento em que grupos conservadores civis e políticos tentam difamar Paulo Freire e tirar dele o título de Patrono da Educação Brasileira, a Editora Paz & Terra dá continuidade ao projeto de relançar a obra do autor em novo projeto gráfico.

Os livros da vez são “À sombra dessa mangueira” e “Educação como prática da liberdade” que tratam da educação libertadora defendida pelo autor, capaz de despertar a consciência crítica e política de dos indivíduos. Freire, que figurou entre os mais vendidos do Grupo Editorial Record na Bienal do Rio em 2019, mostra-se cada vez mais atual.

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Neste novo projeto gráfico, já foram lançados títulos como “Pedagogia da autonomia”, “Pedagogia do oprimido” e a coletânea inédita “Direitos humanos e educação libertadora”, que inaugurou a coleção.

O livro ‘Educação como prática da liberdade’ foi escrito em 1967, durante o exílio forçado de Paulo Freire no Chile. Tem como principal objetivo alcançar a educação que liberta seres humanos da condição de oprimido e os insere na sociedade como forças transformadoras, críticas, politizadas e responsáveis por todas as pessoas que a integram. Além de apresentação de Francisco C. Weffort e prefácio-poema de Thiago de Mello, esta edição reúne apêndice com exemplos de situações existenciais, que possibilitam no Método a apreensão do conceito de cultura. São acompanhadas de desenhos de Vicente de Abreu feitos a partir das pinturas originais de Francisco Brennand, destruídas pela ditadura militar brasileira.

‘À sombra desta mangueira é uma lúcida’ análise de Paulo Freire sobre o contexto concreto do mundo nos fins do século XX. É um libelo contra a malvadez do neoliberalismo contida no seu fatalismo que nega a humanização e libertação dos seres humanos proclamando a “morte da História”, da utopia, do sonho. Reúne 16 ensaios de Paulo Freire, prefácio de Ladislau Dowbor e apresentação e notas de Ana Maria Araújo Freire.

Ao longo de sua história, Paulo Freire recebeu mais de cem títulos de doutor honoris causa, de diversas universidades nacionais e estrangeiras, além de inúmeros prêmios, como Educação para a Paz, da Unesco, e Ordem do Mérito Cultural, do governo brasileiro. Integra o International Adult and Continuing Education Hall of Fame e o Reading Hall of Fame.

A editora Rocco está preparando uma série de novidades em razão do centenário da escritora Clarice Lispector, celebrado em 2020. Para festejar a autora, serão promovidos diversos lançamentos de sua obra reeditada. As primeiras novidades chegarão já neste mês de dezembro, antes da virada do ano. 

Abrindo as atividades do centenário, neste mês de dezembro serão lançados os três primeiros livros de Clarice, escritos na década de 1940. São eles, Perto do Coração Selvagem, O Lustre e A Cidade Sitiada. Eles virão com novo projeto gráfico, assinado pelo designer Victor Burton. As capas contarão com telas feitas pela autora, que pintou 22 quadros ao longo de sua vida. 

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Além disso, os livros ganham renovação no conteúdo editorial, com posfácios escritos por especialistas em literatura como Nádia Battella Gotlib, Clarisse Fukelman, Benjamin Moser, Aparecida Maria Nunes, Ricardo Iannace, Marina Colasanti, Eucanaã Ferraz, Teresa Montero, Arnaldo Franco Junior e próprio filho da autora, Paulo Gurgel Valente.


 

Misteriosa, reservada, cautelosa. Uma mulher que não dorme com seu marido e fala através de sua roupa. A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, está decidida a ser ela mesma e não precisa que ninguém a salve, garante sua biografia não autorizada.

O livro foi escrito por Kate Bennett, correspondente da CNN na Casa Branca que cobre a mulher do presidente Donald Trump, com o título de "Free, Melania" (Melania, livre), e será lançado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

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A ex-modelo nascida na Eslovênia "luta contra o estereótipo de que é ausente, intratável, e inclusive de que está 'presa' na Casa Branca, como sugeriu o hashtag #FreeMelania, que gerou memes" nas redes sociais, diz Bennett.

Esta esguia mulher de 49 anos segue gerando interrogações três anos após a vitória do seu marido, o magnata imobiliário de 73 anos com quem se casou em 2005.

Mas Bennett adverte que ela está longe de ser dócil: "Melania Trump é muito mais poderosa e influente com seu marido do que pensam".

O livro, que cita numerosas fontes, mas não inclui declarações da própria Melania Trump, confirma as versões de que ela foi a responsável pela demissão da alta funcionária de Segurança Nacional da Casa Branca Mira Ricardel, após se sentir desprestigiada durante uma viagem à África em outubro de 2018.

"Melania Trump tem peso sobre as decisões de seu marido, tanto nas questões políticas como na vida pessoal", afirma Bennett.

A autora também cita Ivanka Trump, a filha mais velha do presidente, que muitas vezes a primeira-dama vê como uma usurpadora do seu papel.

Bennett garante que Melania Trump, que costuma enviar mensagens através de suas roupas, falava com Ivanka quando em junho de 2018 vestiu o polêmico casaco verde com a frase: "Realmente não me importa. E a você?"

"Há rachaduras na fachada de vínculo tranquilo entre as duas mulheres mais próximas e influentes do presidente".

Bennett revela ainda que quando Melania Trump usa calça, as coisas não estão bem com o presidente, "porque Trump gosta de mulheres com vestidos justos, curtos, sexy e femininos".

A jornalista afirma que Melania tem uma suíte no terceiro andar da residência presidencial, exatamente acima do quarto principal que ocupa o presidente, e não precisa de autorização do marido para nada.

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O jornalista e escritor João Carlos Pereira foi o convidado, na sexta-feira (22), do Café com Letras, um projeto em conjunto dos cursos de Letras e Psicologia da UNAMA - Universidade da Amazônia. No encontro com alunos e professores, o autor participou de uma conversa a respeito de suas obras e projetos.

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João Carlos Pereira, jornalista da TV Liberal e comentarista do Cirío há 20 anos, falou sobre o seu novo livro (ainda sem título), em que conta histórias e curiosidades sobre a maior festa religiosa do Estado. “Eu não fui buscar nada na internet. Não fui buscar em livros, nada disso. Eu fui direto até as fontes, até quem tinha algo pra contar”, disse o escritor. 

O evento contou com a presença de alunos e docentes da instituição, como o psicólogo, doutor em Teoria da Literatura e um dos organizadores do projeto, José Guilherme de Oliveira Castro. “Vamos entrevistar sempre um escritor, para que a comunidade conheça não só a figura do escritor, mas também a sua obra, e com isso aprenda a valorizar as letras da terra”, destacou.

O projeto Café com Letras ocorre no campus Alcindo Cacela da UNAMA, de 15 em 15 dias, e faz parte do Grupo de Pesquisa de Interfaces do Texto Amazônico (GITA), um conselho de ensino e pesquisa formado em 2017 na Universidade da Amazônia.

Por Afonso Serejo.

Nesta sexta-feira (29), o sociólogo Voldi Ribeiro lança o livro “Lampião e o Nascimento de Maria Bonita”, contendo a data correta do batismo da Rainha do Cangaço, que é 17 de janeiro de 1910. O evento ocorrerá na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, às 18h30, com entrada franca.

O livro contém 196 páginas e com figuras de Maria Bonita e de Lampião que encontram colorizadas. A obra contém o prefácio e artigo de Frederico Pernambucano de Mello, referência na pesquisa do Cangaço. A pesquisa trata da área onde ela nasceu, Malhada da Caiçara que pertencia a Glória-BA, atualmente pertence a Paulo Afonso–BA.

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Na obra, o sociólogo Voldi Ribeiro discute o surgimento da data incorreta do nascimento de Maria Bonita que outros autores tinham como 8 de março de 1911. E apresenta ainda a composição da família dela, bem como alguns registros de irmãs suas.

Além disso aborda, finalmente, o encontro de Lampião com Maria Bonita, sua convivência de 1931 até 28 de setembro de 1938, data das suas mortes, na grota do Angico, Sergipe.

Voldi de Moura Ribeiro é um pesquisador que reside em Paulo Afonso, Bahia. Ele estuda este tema há mais de 15 anos, também está produzindo um novo livro sobre a participação da mulher no Cangaço.

Serviço

Lançamento do Livro 'Lampião e o Nascimento de Maria Bonita’

Sexta-feira (29) | 18h30

Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco (Rua João Lira, s/n)

Gratuita

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E se o destino das princesas não se resumisse em casar com o Príncipe Encantado e viver feliz para sempre? Em "Lute como uma princesa", Vita Murrow e Julia Bereciartu ousaram criar um mundo de princesas poderosas. O livro estará à venda a partir da próxima quarta (4).

A educadora Vita Murrow e a ilustradora Julia Bereciartu lançam em dezembro a coletânea em que 15 contos de fadas são recontados para uma nova geração de crianças. Bela é uma destemida detetive e se aventura sem medo pela Floresta Proibida, Rapunzel torna-se uma renomada arquiteta que usa suas habilidades para mudar a realidade de sua comunidade e Cinderela é uma líder trabalhista em busca de justiça para todos.

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Essas novas histórias focadas em autoestima, empatia, representatividade e defesa de minorias redefinem o que significa ser uma princesa. A ideia das autoras é mostrar que uma princesa é alguém que está aberta para aprender coisas novas e que busca formas para dar mais sentido à vida daqueles que vivem perto delas.

Com tradução de Dani Gutfreund e edição de Thaisa Burani, o livro tem 96 páginas e sai pelo selo Boitatá da Boitempo.

Redescubra as suas princesas nos contos:

•    Branca de Neve — criadora do concurso de beleza interior

•    Bela Adormecida — especialista em distúrbios do sono

•    Polegarzinha — produtora musical

•    Rapunzel — arquiteta de renome mundial

•    Bela, a corajosa — agente secreta

•    Isabel — estilista

•    Cinderela—primeira-ministra e empresária

•    Estrela — dançarina

•    A menina dos gansos — comediante

•    A princesa e a ervilha — fundadora do Serviço de Encontros Românticos

•    A Rainha das Neves — treinadora de esportes de inverno

•    A pequena sereia — ambientalista

•    Zade — contadora de histórias e empresária

•    Evangelina — bióloga e exploradora

•    A chapeuzinho vermelho — guarda-florestal e Amiga Fiel da Floresta

Com informações de assessoria

Parte integrante do rico panteão de personagens lendários e aterrorizantes das histórias de medo pernambucanas, a judia portuguesa Branca Dias é conhecida por, em noites enluaradas, lavar talheres no Açude do Prata - localizado no bairro de Dois Irmãos, Zona Norte do Recife. Encarcerada durante dois anos pela Inquisição no país natal, ela conseguiu fugir para o Brasil e seu espírito não descansa em paz enquanto houver perseguição e injustiça.

Inspirada na escrita de Edgar Allan Poe, "A máscara da morte branca" é uma história em quadrinhos baseada em lenda clássica do Nordeste antigo, lançada pela editora Draco (R$ 11,90). Com roteiro de Alexey Dodsworth, arte de Isaque Sagara e capa de David Oliveira, toda a trama é historicamente embasada e conta como Branca Dias foi de heroína do povo judeu, no período colonial, a assombração dos tempos atuais. Na capital pernambucana, o lançamento da obra ocorre no dia 14 de dezembro, às 17h, no Museu da Cidade do Recife - Forte das Cinco Pontas. Na ocasião, Alexey profere  a palestra “Branca Dias e outras sombras”. A revista será vendida no local.

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"A máscara da morte branca" tem 32 páginas em preto e branco, formato 17 x 24 cm, papel pólen bold, capa cartonada. A gênese da obra surgiu a partir de interesses bem pessoais do roteirista. Tendo como um dos seus hobbies preferidos o estudo de genealogias, Alexey descobriu que o casal de judeus portugueses Branca Dias e Diogo Fernandes são seus ancestrais (quinze gerações até chegar a ele). A partir daí, ele passou a pesquisar sobre a vida da pessoa real por trás do mito assombrado. "Além disso, tomei conhecimento de uma lei decretada pelos governos de Portugal e da Espanha, que concede cidadania a quem provar que descende de judeus perseguidos pela Inquisição, que é exatamente o meu caso, já que ela foi presa e torturada por dois anos", conta Dodsworth.

Alexey também contratou um pesquisador português que o abasteceu com uma volumosa quantidade de fontes sobre a história de Branca Dias, como, por exemplo, os arquivos da Torre do Tombo, em Portugal. "No Brasil, usei como fonte os livros do pesquisador nordestino Cândido Pinheiro Koren de Lima. Ele tem três livros com material abundante sobre Branca Dias", informa.

Além dos quadrinhos, o leitor de "A máscara da morte branca" tem acesso a trechos de alguns desses documentos históricos. Eles expõem a virulenta perseguição a que foram submetidos os descendentes de Branca Dias. A obra também serve como fonte de informação sobre um pouco da história dessa mulher que foi uma das primeiras professoras de meninas do Brasil e tem muitos descendentes espalhados pela região nordeste.

Da assessoria

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou, hoje (26), uma revista em quadrinhos da Turma da Mônica e um guia didático para professores sobre consumo sustentável. As publicações além da tiragem impressa também serão disponibilizadas, gratuitamente, em formato digital.

As publicações explicam os impactos negativos do desperdício de alimentos e dão dicas de como substituir esse hábito por um consumo mais sustentável. Em pesquisa recente da Embrapa e da Fundação Getulio Vargas, a família brasileira desperdiça, em média, 128 quilos (kg) de alimentos por ano.

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A iniciativa de hoje faz parte do projeto apoiado pelos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Embrapa, em parceria com o WWF Brasil, e com colaboração do Instituto Maurício de Sousa. Desde 2017, por meio dos Diálogos Setoriais, a Delegação da União Europeia no Brasil (Delbra) e a Embrapa realizam atividades de pesquisa e de apoio a políticas públicas contra o desperdício de alimentos.

O lançamento do gibi especial aconteceu na segunda edição da feira Pesquisadores do Futuro: Inclusão de Crianças e Jovens do Distrito Federal e Entorno no Mundo da Ciência, que acontece até o dia 29, na sede da Embrapa, em Brasília. O evento é voltado para alunos do ensino fundamental e aborda o universo das pesquisas, ciência, tecnologia e inovações.

A partir desta quarta-feira (27) começa a 21ª Festa do Livro da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste de São Paulo. O evento reúne mais de 230 editoras, que serão divididos em três ambientes e venderão livros com preços mais acessíveis.

A festa acontece há 21 anos e é um momento de aproximar editoras e leitores. Ao todo, serão quatro dias de Festa do Livro, onde os leitores terão a oportunidade de interagir com alguns editores e autores.

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A dica para quem pretende aproveitar os descontos, que podem chegar até 50%, é ficar por dentro dos títulos que estarão presentes na feira, no site do evento há uma relação com os nomes. Para a festa ficar ainda mais completa, haverá food trucks com diversas opções de cardápios durante todo o evento.

Serviço

21ª Festa do Livro da USP

Quando: 27, 28 e 29 de novembro, das 9h às 21h, e 30 de novembro das 9h às 20h

Onde: Av. Professor Mello Moraes, Travessa C - Cidade Universitária - SP

 Entrada gratuita

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