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No Dia Mundial dos Sonhos, comemorado no próximo sábado (25), o jornalista Pernambucano Ed Wanderley lança sua nova obra literária, ‘Sonhos Cariocas’, escrita durante a pandemia do novo coronavírus, e que aborda temas como ficção e formas de escapar da realidade por meio do inconsciente.

Bebendo de fontes como os estudos da psicanálise de Freud, Wanderley se questiona no processo de criação quanto ao desenvolvimento de obras científicas e documentais durante momentos difíceis, e como essas situações podem ajudar a entender a profundidade da natureza humana. “Por que esses não o seriam também para abordar o assunto no campo do entretenimento?”, ele sugere.

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O autor apresenta o livro de contos ligando aos diferentes níveis da consciência. “Todos os contos do livro foram concebidos na pandemia e o projeto nasceu, literalmente, a partir de um sonho que tive nesse período. Nele, nove histórias misturam as diferentes conotações da palavra sonho, desde o almejar e da manifestação do sono REM até o doce de padaria, trabalhando cada história em um gênero (comédia, ficção científica, drama etc) que desafia o limite tradicional da realidade”, afirma Wanderley.

Um trecho da obra pode ser conferido na declamação do poema “Sonhar pra quê?”, pela atriz Kátia Letícia.

“Sonhos Cariocas” está com e-books em pré-venda na Amazon. O livro físico, de 192 páginas, pode ser encomendado no site do escritor (edwanderley.com), ao preço de lançamento de R$32,90.

 

Já está disponível a primeira edição da revista em quadrinhos brasileira “Biribinhas”. A HQ narra a história de quatro amigos, Angela, Leno, Karlos e Rosa, que depois de sofrerem um acidente em uma brincadeira de rolimã no bairro onde moram, acabam descobrindo um mundo desconhecido, onde trabalhadores se transformam em porcos, e passam a ser liderados pelo Sr. Piguedes.

Para isto, os heróis mirins conhecidos como Biribinhas vão em busca do Jabuti da Montanha, uma espécie de entidade que pode direcioná-los ao melhor caminho. O contexto da HQ também vai abordar problemas estruturais na sociedade, assim como desigualdade social, mas sempre com uma linguagem que seja de fácil acesso para o público infantil, mas que também não deixa de ser válido para o público adulto.

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A obra desenvolvida por John Symon também mostra elementos envolvendo velhos dinossauros que governam a cidade, uma clara referência às ideias "jurássicas" que impedem a sociedade de andar para frente, além de uma matilha de cães milicianos que costumam assaltar vilarejos. Todos esses elementos simbólicos se juntam na HQ para formar um pano de fundo como a realidade do Brasil.

A primeira edição está disponível para venda no site oficial da publicação, e custa R$ 35, com frete grátis:http://https://biribinhas.cargo.site/. Vale lembrar que, para aqueles que desejam adquirir uma cópia da edição inédita, podem pagar o valor por meio de cartão de crédito, boleto bancário, ou até mesmo via PIX. Em caso de dúvidas, comentários e elogios, também está disponível o e-mail: salve@biribinhas.com

Por Thaiza Mikaella

A Casa da Linguagem promoveu, na última quarta-feira (15), o lançamento do livro "Revivências", do advogado paraense Walmir Moura Brelaz. A obra retrata, em formato de romance, histórias reais de insegurança pública, dando abertura para questionamentos sobre a violência que assola a sociedade brasileira.

O livro aborda situações de violação de direitos, exploração e processos judiciais enfrentados pelo próprio autor ao longo da carreira de advogado. O objetivo é tornar de conhecimento público as questões com que o sistema de segurança lida, ou não lida, na condição de agente do poder público.

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“Eu quis retratar o lado com que eu convivi. Não quer dizer que o mundo é só violência e só tristeza. Mas nesse caso eu trouxe muito essa questão”, afirmou Brelaz. O escritor espera que os leitores se envolvam e reflitam sobre a história de cada personagem.

Entre os temas abordados, Brelaz contextualiza a exploração presente na Amazônia, a violência agrária, mantida em busca de minério e terras férteis, o valor da vida humana, o amor de uma mãe cujo filho foi violentado, as lutas de um padre que dedicou a vida a combate contra injustiças e um advogado militante que questiona a estrutura natural do mundo em que vive.

A publicação de "Revivências" ocorreu em abril deste ano, pela editora Paka-Tatu, mas pela restrição social em decorrência da covid-19 o lançamento não foi realizado. Os interessados no livro podem adquirir o exemplar pelo site da editora.

"Revivências" é o primeiro romance de Walmir Brelaz, mas o autor conta com mais três obras publicadas: “Os Sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás”, “O flanelinha: sinal vermelho para Jhonny Yguison” e “Comentário sobre o PCCR dos profissionais do magistério do Estado do Pará”.

Por Quezia Dias.

 

Durante o Heritage Auction’s Signature Comics & Comic Art, a primeira edição de revista em quadrinhos do  Homem-Aranha foi posta em leilão. Publicada em agosto de 1962, a HQ intitulada “Amazing Fantasy #15”, foi vendida na semana passada por US$ 3,6 milhões, aproximadamente R$ 19 milhões na atual conversão de câmbio e assim bateu o recorde de revista em quadrinhos mais cara do mundo.

Em todas as avaliações de leilão é levado em conta o estado de conservação do produto em questão, seja uma revista em quadrinhos, um cartucho de videogame histórico, entre outros itens de colecionador. Assim, os avaliadores do leilão consideraram a “Amazing Fantasy #15” com a nota CGC 9.6 , considerado um alto nível de conservação, já que até hoje não houve registro de qualquer item com nota acima desta, que seria CGC 9.8.

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Anteriormente, o recorde de HQ mais cara vendida em leilão pertencia à “Action Comics #1”, revista em quadrinhos publicada em abril de 1938 que apresentava o Superman pela primeira vez, vendida por US$ 3,2 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 18,2 milhões. Vale lembrar que esta edição é considerada o pontapé inicial da era de ouro das histórias em quadrinhos, que durou até meados da década de 50, quando o mundo passou a conhecer os personagens icônicos pertencentes à Liga da Justiça.

Ao longo dos anos, a tradição de vender HQ’s raras acontece em diversas casas de leilão, principalmente nos Estados Unidos. Assim como a HQ que apresentou a Mulher-Maravilha pela primeira vez, a “All Star Comics #8” (1942), leiloada por US$ 1,1 milhão (R$ 6,1 milhões), e a primeira revista em quadrinhos que conta a história do Batman, “Detective Comics #27” (1939), vendida por US$ 600 mil (R$ 3,3 milhões).

Por Thaiza Mikaella

 

 

Nesta quinta-feira (2), tem início a última etapa da programação virtual que antecede a feira literária presencial da XIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. O evento, com programação gratuita e transmissão disponível através da plataforma e-Bienal, começa às 19h, com um painel sobre a educação em meio à pandemia, com a carioca Simone Brantes, poeta vencedora do 59º Prêmio Jabuti, em 2017.

A atividade faz parte das homenagens prestadas pela XIII Bienal PE ao centenário do educador pernambucano Paulo Freire, uma das personalidades homenageadas (in memoriam) desta edição. A mediação do debate fica por conta do jornalista e crítico literário Schneider Carpeggiani, responsável também pela curadoria do evento.

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No mesmo horário, às 19h, a e-Bienal transmite, na sala Plataforma de Lançamentos, o lançamento da coletânea Pandemia Crítica, que reúne, em dois volumes, quase 130 textos assinados por nomes expressivos no Brasil e no exterior que abordam as ideias que a pandemia da Covid-19 despertou em todos, seja na esfera social, política ou civilizacional.

Participam da conversa o organizador da coletânea, Peter Pál Pelbar, filósofo, ensaísta, professor e tradutor húngaro. Gisele Beiguelman, artista e professora da FAUUSP, e Ailton Krenak, ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas, também estão confirmados.

Na sexta-feira e sábado, a programação virtual da XIII Bienal PE segue com outras 15 atividades gratuitas divididas em quatro salas. Na grade, mais debates, lançamentos literários, oficinas, apresentações artísticas, homenagens e muito mais. A programação completa está disponível no site do evento.

Mais Bienal

De 1º a 12 de outubro, a XIII Bienal PE acontece de forma presencial no pavilhão interno do Centro de Convenções de Pernambuco, localizado em Olinda. A feira literária marca a retomada das atividades econômicas do Cecon como o primeiro grande evento presencial sediado pelo espaço após um longo período de restrições devido à pandemia da Covid-19. Todos os protocolos de segurança serão aplicados para garantir o bem-estar de todos.

A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é uma realização da Vox Produções, Ideação e Cia de Eventos. Entre os parceiros da iniciativa estão o Instituto Ricardo Brennand, Sesc, União Brasileira de Escritores (UBE), Porto Digital e Instituto Luiz Mário Moutinho.

Este ano o projeto também recebe apoio institucional da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sebrae, além de patrocínio da Petrobrás para ações da Bienalzinha, uma iniciativa com programação voltada para crianças de zero a seis anos de idade. A produção é de Rogério Robalinho, Guilherme Robalinho e Sidney Nicéas.

*Da assessoria

Nesta quinta-feira (2), completam-se 48 anos que John Ronald Reuel Tolkien (1892 – 1973) morreu. Conhecido pela abreviação J.R.R. Tolkien, ganhou notoriedade no mundo inteiro por criar o universo mítico na Terra Média. Suas maiores obras são "O Hobbit" (1937), e "O Senhor dos Anéis" (1954), que posteriormente serviram como base para adaptação cinematográfica.

Vale lembrar que apesar de ser conhecido mundialmente por ter sido escritor, Tolkien foi professor na Universidade de Oxford e dedicava seu tempo aos estudos literários, além de praticar traduções de obras antigas. Devido ao seu alto desenvolvimento em técnicas linguísticas, Tolkien criou seus próprios idiomas, que acabou sendo inserido em suas obras, como a língua élfica.

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A inspiração que Tolkien usava para escrever suas histórias aconteceu em decorrência de suas vivências na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), quando tinha pouco mais de 20 anos, e na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), quando estava com cerca de 50 anos. Além disso, o escritor e professor repudiou os acontecimentos da guerra, e chegou a proibir publicamente que suas obras fossem traduzidas para o alemão.

Aliás, é possível reconhecer muitos desses traços em  suas obras, como em “O Senhor dos Anéis”, em que Frodo e Sam são parceiros e protegem-se um ao outro, a fim de conseguir destruir o “Um Anel” no topo do vulcão de Mordor. Assim como acontecem com os soldados nas guerras, que precisam se proteger para atingir um objetivo em comum.

 

 

A editora Companhia das Letras informou que deixará de publicar a obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, o que faz desde 2011. "A editora informa, com tristeza, que, por não ver possibilidade de aceitar os termos de renovação do contrato, decidiu deixar de publicar a obra de Drummond", afirma a empresa, em um comunicado, sem entrar em detalhes sobre os empecilhos.

No período de dez anos, foram lançados 54 títulos, incluindo poesia, crônica, diários, antologias e livros infantis. "Nossa coleção contou com conselho consultivo, projeto gráfico especial, novo estabelecimento de texto e posfácios encomendados para as edições, assinados por críticos e escritores que jogavam luz sobre a relevância de um dos principais poetas de língua portuguesa", continua a editora, no comunicado, informando ainda que os livros ficarão disponíveis por seis meses.

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Antes da Companhia das Letras, a obra de Drummond era editada pela Editora Record, com alguns títulos saindo ainda pela Cosac Naify.

Ana Carolina Farias, professora e mestre em Direito, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional, lança nesta quinta-feira (26) o livro “O Plano de Manejo Florestal Sustentável na Amazônia: a parceria empresa e comunidade tradicional no manejo florestal no Estado do Pará”. O evento será às 19 horas, na UNAMA - Universidade da Amazônia, unidade do Parque Shopping, na avenida Augusto Montenegro, em Belém.

A professora atua na pesquisa do manejo florestal na Amazônia desde a graduação em Direito. Posteriormente, aprofundou o estudo na dissertação de mestrado.

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No curso, Ana Carolina realizou uma pesquisa de campo em uma comunidade tradicional que tinha parceria com uma empresa para executar o manejo florestal do território. “Visualizei a importância de ser produzido um livro para a publicação desta pesquisa”, explica.

Durante a produção da dissertação e da pesquisa, diz a professora, foi possível identificar uma ferramenta que tem o potencial de se tornar uma política pública importante para a concretização do desenvolvimento sustentável na Amazônia, a qual poderia ser fomentada por meio da publicação da obra. “O livro se propõe a analisar o plano de manejo florestal sustentável, bem como seus principais entraves para a execução do ponto de vista das empresas e das comunidades tradicionais”, informa.

Ana Carolina ressalta que, dentre os principais pontos que são abordados no livro, está incluída a parceria entre empresa e comunidade no manejo florestal realizado dentro de um território comunitário, como forma de suprir os direitos fundamentais básicos dessas comunidades, bem como um desenvolvimento socioambiental.

A professora ainda aponta que o manejo florestal está presente na realidade amazônica e do Estado do Pará, podendo ser um instrumento de concretização do desenvolvimento sustentável, potencializando a proteção das florestas e garantindo um desenvolvimento social e econômico para as regiões. “Diante disso, não poderia ser mais atual e necessária a leitura deste livro”, complementa.

Os livros vão estar disponíveis para quem desejar adquirir no lançamento presencial, nesta quinta-feira, com uma sessão de autógrafos.

Por Isabella Cordeiro.

Para celebrar os 90 anos do Museu do Estado (Mepe), a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), em parceria com a Secult-PE/ Fundarpe lança o livro Tempo Tríbio - Museu do Estado de Pernambuco - 1930-2020, juntamente com uma grandiosa exposição, cuja curadoria do antropólogo Raul Lody e da historiadora Maria Eduarda Marques. 

Com informações inéditas sobre o equipamento cultural e seu acervo, o livro traz uma rica oferta de fotos, com peças que há décadas não eram mostradas ao público, além de uma cronologia dos diretores que já passaram pelo museu, conhecido por representar em seu acervo a multiculturalidade pernambucana.  Os lançamentos do livro e da exposição acontecem dia 26, das 19h às 22h, apenas para autoridades e convidados. No dia 27 será aberto ao público.

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“Tempo Tríbio celebra os 90 anos de trajetória do Museu do Estado de Pernambuco fazendo o que é mais importante para uma instituição artística e histórica dessa proporção: a reflexão crítica sobre a sua trajetória e seu acervo, apontando caminhos recentes e visões estéticas e antropológicas diversas. É um livro que olha para o passado e para o contemporâneo a fim de revelar também a riqueza da produção cultural e artística pernambucana ao longo da história”, declara o editor da Cepe, Diogo Guedes. 

Com textos de Lody, Maria Eduarda, dos historiadores Pablo Lucena e André Soares, da escritora e jornalista Marileide Alves, e do antropólogo Renato Athias, o livro é organizado pelo jornalista, escritor e crítico Júlio Cavani. A obra resgata os bastidores da criação do museu no contexto político-cultural da época, entre as décadas de 1920 e 1940,a partir de imersão realizada pelos pesquisadores na reserva técnica localizada no Espaço Cícero Dias, prédio anexo ao palacete da Avenida Rui Barbosa.

Júlio destaca ainda obras pouco conhecidas presentes no livro como a máscara mortuária de Agamenon Magalhães. "O Museu do Estado de Pernambuco, como o nome sugere, é a instituição que oficialmente reúne referências sobre o que seria uma identidade cultural pernambucana. É uma atribuição complexa, que estará sempre em transformação e merece estar em constante discussão e reavaliação, já que a cultura não é algo estático”, reflete Júlio. 

Lody ressalta a importância do Mepe na busca de uma representação que vá além do épico, da hierarquização, de uma história oficial que atesta o poder dos sistemas sociais e econômicos. “Sem dúvida, um dos mais notáveis capitais simbólicos do museu é o de interpretar e comunicar as identidades dentro das suas multiculturalidades”, explica o museólogo, que atenta para o museu como local de educação. “Vê-se o museu como o lugar da legitimação. Se está no museu é bom, ou se está no museu tem importância. Isso faz com que a natureza do museu seja a de um lugar não só de apreciação, mas de um lugar de educação. Deve-se educar patrimonialmente. Ter um entendimento de que um testemunho representado por um utensílio de cozinha traz uma significativa carga de conhecimento histórico, de presença étnica e de função”, escreve Lody.

Instalado inicialmente na cúpula do Palácio da Justiça, e inaugurado em 7 de setembro de 1930, o Mepe iniciou seu percurso na vanguarda dos museus da época ao não se concentrar apenas nos artefatos da cultura erudita das classes dominantes, como explica a historiadora Maria Eduarda.  “O museu também conservou os objetos oriundos das camadas populares, tradicionalmente excluídos dos museus oficiais de então”, afirma a historiadora. 

 

O conceito partiu dos ideais antropológicos e sociológicos defendidos por Gilberto Freyre, figura importante na criação do Mepe, que via o passado da sociedade como um todo como objeto de estudo e de preservação cultural, não apenas nos registros dos grandes acontecimentos. E também enxergava que o método para o estudo da cultura material é apreendido no cotidiano. 

Não se sabe o momento exato em que se pensou em construir um museu pernambucano. No entanto, segundo o historiador André Soares, é possível identificar as motivações. Uma delas foi o movimento contrário à demolição de construções centenárias como a Matriz do Corpo Santo e o Arco da Conceição. “A preocupação de impedir a fuga de objetos tidos como importantes, sob o ponto de vista material, foi sem dúvida uma das justificativas para a construção do museu”, completa Soares. 

O livro revela ainda uma coleção de 307 peças de cultos afro-brasileiros, “um forte testemunho da presença e da ação do elemento africano na construção pluricultural do povo pernambucano”, diz o historiador Pablo Lucena . Tais objetos vindos dos terreiros do Recife e de sua periferia urbana chegaram a ser apreendidos no período de 1938 a 1940, durante o regime do Estado Novo. Em 1940, eles passaram a integrar o acervo. Atualmente, das 307 peças, 86 estão em exposição. “Abrigando essa exposição, o museu aponta caminhos para o público buscar compreender o quanto as religiões de matrizes africanas podem colaborar com a transformação social, por meio de sua relação com a natureza, e diversos terreiros de Xangô que funcionavam em Pernambuco na década de 1930”, avalia a jornalista e escritora Marileide Alves, que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2019 pelo livro Povo Xambá Resiste, lançado pela Cepe Editora. 

Já o antropólogo Renato Athias enfatiza a coleção de 54 povos indígenas, composta por 846 peças. “Talvez já tenha chegado a hora de provocar os museus no Brasil a pensar seriamente em projetos que visem o repatriamento e a devolução de objetos indígenas que se encontrem em museus públicos e privados. O debate em torno disso nos permite aprimorar tais projetos de colaborações entre os povos indígenas”, sugere. 

EXPOSIÇÃO

Batizada com o mesmo título do livro, a exposição comemorativa dos 90 anos do Mepe é dividida em três partes que são linhas temporais, sendo uma política, uma cultural e outra histórica. Destaque para a seção que exibe os diretores que passaram pelo museu e a contribuição de cada um para a formação do acervo. Sem falar nas obras de artistas desde Telles Júnior, primeiro a ser exibido na década de 1930, até Gil Vicente, Lana Bandeira, Paulo Bruscky e contemporâneos como Rodrigo Braga e Lourival Cuquinha, muitos dos quais foram revelados e consagrados pelo Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, promovido pelo Mepe.

Serviço:

Lançamento do livro Tempo Tríbio - Museu do Estado de Pernambuco - 1930-2020 (Cepe Editora)

Quando: 26 de agosto

Horário: 19h às 22h

Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)

Preço: R$ 90

O livro será comercializado nas lojas físicas da Cepe e no site www.cepe.com.br/lojacepe


 

O Projeto InConto Marcado, que promove o incentivo à leitura por meio do teatro e da educação, inicia atividades de sua primeira etapa no estado do Rio de Janeiro no dia 15 de setembro, com a abertura das inscrições para a Oficina Online de Teatro para Professores, voltado a educadores das seis cidades onde o projeto vai circular.

As inscrições podem ser feitas no site do projeto no dia 15 de setembro. No dia 22, será relançado o primeiro episódio do espetáculo Plantou Palavra, Colheu Poesia, totalmente reformulado, prevendo-se o lançamento dos cinco episódios restantes até o fim de outubro.

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Criado pela produtora, educadora e atriz Daniele Yanes, que viveu quando menina, na televisão, a personagem Narizinho, do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, o Projeto InCanto Marcado será realizado em duas etapas: online e presencial. Daniele criou o projeto em Fortaleza (CE), onde morava, em 2010, e ganhou o Prêmio Funarte de Circulação Literária, além de quatro edições do Edital Mecenas das Artes do Ceará. Foram montados então dois espetáculos baseados em obras da literatura brasileira e contos Fio Após Fio e Brejo das Flores, que passaram por mais de 25 cidades do interior cearense.

“Até hoje, as duas ações do projeto, que são o espetáculo e as oficinas, têm sido direcionadas às escolas da rede pública de ensino. É o foco do projeto”, afirmou Daniele à Agência Brasil. Nos últimos dez anos, o InConto Marcado percorreu 30 cidades do Ceará e quatro cidades do Tocantins, com patrocínio da Enel e da Lei do ICMS.

Segundo Daniele, o projeto “bebe” em algumas das fontes mais tradicionais da arte brasileira, como o teatro mambembe, a contação de histórias e a literatura. O resultado é uma abordagem multidisciplinar, onde a literatura, o teatro e a educação unem forças para encantar pessoas de todas as idades. Desde a sua criação até hoje, o InConto Marcado atingiu um público total acima de 35 mil espectadores, além de mais de 1.600 professores capacitados nas oficinas de teatro.

Estreia

Esta é a primeira vez que o projeto vem para o Sudeste. A peça é gratuita, com classificação etária livre, a partir de 5 anos, e a estreia será em Petrópolis, região serrana do estado, no dia 5 de novembro. Daniele Yanes traz a terceira montagem do grupo, com a peça Plantou Palavra, Colheu Poesia, baseada no livro do mesmo nome da escritora cearense Socorro Acioli, que homenageia os poetas e artistas do sertão, em especial Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré, que foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

“A gente traz um boneco do Patativa em tamanho natural. É uma peça com muita poesia e musicalidade. Nesse momento tão delicado de pandemia, estamos fazendo esse esforço para levar a peça nessas seis cidades com segurança e responsabilidade e a oficina também de teatro para os professores”, destacou Daniele.

Exercícios práticos

As oficinas serão realizadas nos formatos online e presencial. Elas envolvem propostas de exercícios práticos com respiração, trabalho vocal e corporal, que os professores podem fazer para ter uma habilidade maior na hora de se comunicar com o aluno e transmitir conteúdo. “Através do teatro, a gente quer ajudar os professores a terem mais facilidade de se expressar e se comunicar.”

Em cada município, as secretarias de Educação vão selecionar 80 professores para participar das oficinas virtuais. Quando as oficinas ocorrerem presencialmente, em novembro, o número será reduzido para 30, escolhidos entre os professores que mais se destacarem, explicou Daniele. “Vai ser em novembro, no mesmo momento em que a gente estiver nas cidades.”

As oficinas em Petrópolis serão no dia 4 e o espetáculo, no dia 5 de novembro. “E assim vai ocorrendo em todos os seis municípios. Na circulação toda, a gente faz essas duas ações. Uma etapa presencial da oficina, que fecha o ciclo, e a apresentação da peça”. No Rio de Janeiro, o espetáculo tem trilha original do multi instrumentista carioca Carlos Malta e do poeta e ator baiano Rodrigo Sestrem. Além da peça, a trilha faz parte dos seis episódios que serão lançados durante a turnê do projeto.

As cidades visitadas são Petrópolis, com a peça apresentada no dia 5 de novembro; Teresópolis, no dia 10; Nova Friburgo, dia 16; Bom Jardim, dia 19; Santa Maria Madalena, dia 24; e Niterói, no dia 3 de dezembro.

As oficinas presenciais ocorrerão sempre na véspera do espetáculo teatral. A organização do InConto Marcado escolheu para circulação uma região do interior fluminense próxima à capital, por uma questão de logística.

O espetáculo passeia por várias linguagens e utiliza recursos como bonecos, pernas de pau e música ao vivo para a construção de uma atmosfera poética e vibrante. A estética baseada em uma cultura lúdica e popular, simultaneamente, também aparece na construção dos adereços, que representam a Noite, o Dia e a Primavera Sertaneja, além dos figurinos e dos cenários, que foram pintados à mão.

No estado, o projeto tem patrocínio da Enel Distribuição Rio e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio do Edital Enel de Seleção de Projetos Culturais e Esportivos Incentivados - RJ.

Em agosto de 1962, há exatos 59 anos, acontecia a estreia daquele que seria um dos maiores e mais populares heróis do mundo dos quadrinhos, o Homem Aranha.  A revista que serviu como palco para apresentar o personagem foi a  "Amazing Fantasy". Naquela edição número 15, aparecia pela primeira vez  a história sobre um jovem adolescente, Peter Parker, que recebe a picada de uma aranha geneticamente modificada, e assim consegue os poderes do inseto. Ao longo dos anos, o herói foi apresentado em diversas histórias além dos quadrinhos, seja nos cinemas, na televisão ou nos videogames e ganhou popularidade em todo mundo.

De acordo com o quadrinista Hugo Maximo, existe um motivo central que levou o Homem Aranha a se tornar um fenômeno: a identificação. “Peter Parker é um perdedor, como a maioria de nós, na escola. É fácil vestir sua pele, seja nas revistas, no cinema, ou nos games. Diferente de um herói de dois metros de altura, com o Homem Aranha não precisamos fingir”, contextualiza o quadrinista. Hugo ressalta dizendo que essa mesma identificação aconteceu com ele. “Comecei a ler o personagem pouco depois dos 10 anos, logo após a morte de meu pai. A identificação foi imediata, não apenas pela perda da figura paterna do Tio Ben, mas também do Capitão Stacy”, explica.

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Além disso, o quadrinista comenta que existe um olhar mais humanizado, quando se trata dos heróis da Marvel, e mesmo que Peter Parker não tenha sido o primeiro personagem a fazer isso, foi com ele que essa ideia se cristalizou. “Os personagens da DC Comics são deuses tentando ser humanos. Já os da Marvel, humanos que tentam ser deuses. Ou seja, na DC, os heróis precisam se lembrar que apesar dos poderes, ainda são humanos. Já o Homem Aranha, estabelece para si um patamar muito alto, ‘com grandes poderes vêm grandes responsabilidades’. E o fardo é pesado demais”, esclarece Hugo.

É por conta desse tipo de dilema, que os leitores e fãs conseguem se enxergar no personagem. Segundo Hugo, este é um fenômeno que acontece há muito tempo. “A palavra herói significa semideus. Muitos acreditam que os gregos lidavam com sua religião, da mesma forma que lidamos com as nossas. E isso não é verdade. A mitologia grega era muito mais utilizada como metáfora do comportamento humano. Hoje a mitologia foi substituída pelos personagens da cultura pop. É em suas aventuras que refletimos sobre as nossas”. O quadrinista completa citando uma frase de Stephen King sobre o assunto: “pessoas de mentira revelam nossas verdades”.

Legado

Hugo explica que existe um legado deixado pelo herói aracnídeo. “Homem Aranha é sobre amizade. Sobre responsabilidade, família. Sacrifício. O personagem me ajudou a lidar com a perda quando eu era apenas uma criança. Esse é o seu papel na cultura pop”. O quadrinista ressalta que assim como aconteceu com ele, muito provavelmente existe alguma pessoa no mundo, que está consumindo as histórias do Homem Aranha, e estão se identificando e se sentindo melhor.

Recomendações de histórias do Aranha

Além de trabalhar como quadrinista, Hugo é fã das histórias do herói e recomenda algumas aventuras de Peter Parker para todos aqueles que gostam do personagem. Nos quadrinhos, Hugo cita que a edição 31-33 de "The Amazing Spider Man", chamada “Se Este For Meu Destino” (1965) é um dos grandes arcos que todo fã deveria ler. Já no cenário dos videogames, o jogo “Spider Man” (1982) para o console do Atari é interessante para dar uma nova perspectiva aos jogadores. E nos cinemas, a nova versão do herói, interpretado por Tom Holland, também vale a pena conferir.

 

 

No último final de semana, o autor e roteirista de Histórias em Quadrinhos (HQs) Tom Taylor, divulgou em seu Twitter o novo uniforme de Jon Kent, filho de Clark Kent, que assumirá o manto do Homem de Aço em “Superman: Son of Kal-El”.

O primeiro volume da revista foi lançado em julho nos Estados Unidos e aborda um novo momento da DC, em que Clark Kent perde seus poderes e a cidade de Metrópolis fica órfã de um super-herói. Nas imagens que estão previstas para o segundo volume, é possível ver o momento em que Clark entrega novo uniforme para Jon.

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O novo design é semelhante ao uniforme clássico do Superman, mas no melhor estilo Batman.  Jon contará com um cinto de utilidades dourado, que aparenta possuir tecnologia kryptoniana. Até o momento, não foram revelados maiores detalhes sobre o acessório.

Além de Taylor, “Superman: Son of Kal-El” contará com ilustrações do artista John Timms. A HQ ainda não possui previsão para chegar ao Brasil.

O Museu da Língua Portuguesa, instalado na histórica Estação da Luz, foi reinaugurado hoje (31) com a presença de representantes de países lusófonos, entre eles os presidentes de Cabo Verde e Portugal. O português Marcelo Rebelo de Sousa condecorou a instituição com a Ordem de Camões, a honraria foi concedida pela primeira vez. O público poderá visitar o espaço a partir deste domingo (1º).

O prédio sofreu um incêndio de grandes proporções em 21 de dezembro de 2015 e teve que ser completamente reformado. Além do conteúdo das exposições, que foi revisto e ampliado, o museu contará, a partir da reabertura, com um novo terraço, com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio, e instalações de reforço da segurança contra incêndio.

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“Aqui viemos para dizer que uma língua é uma alma feita de milhões de almas, pela qual se ama, se sofre, se cria, se chora, se ri, se pensa, se escreve, se fala”, celebrou Sousa. O presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, destacou a união dos países lusófonos e as contribuições de escritores. “Uma língua que foi cada vez mais apropriada e reconstruída e acarinhada, afagada pelos deuses, os deuses da nossa língua comum são, para além dos nossos povos humildes, aquelas que a melhor a trabalham e divulgam.”

Foram investidos cerca de R$ 85 milhões nas obras de reconstrução com diversos apoiadores privados e do governo do estado de São Paulo e do governo federal, pela Lei de Incentivo à Cultura. As obras começaram em 2017 e foram acompanhadas pelos órgãos federais, estaduais e municipais de proteção do patrimônio histórico e artístico.

“Este é o primeiro museu do mundo dedicado a um idioma e que está de volta depois de um longo período de reforma. (...) Voltou melhor, com mais recursos, mais tecnologia, ampliado e fortalecido com todos os cuidados que foram objeto dessa reconstrução do museu”, declarou o governador de São Paulo, João Doria.

Exposições

Novas instalações entre as exposições de longa duração marcam a reabertura do museu. Elas ficam dispostas no segundo e no terceiro andar do prédio. Entre as novidades, está a “Línguas do mundo”, na qual mastros se espalham pelo hall com áudios em 23 diferentes idiomas. Foram escolhidas línguas, entre as mais de 7 mil existentes, que tenham relação com o Brasil, incluindo expressões originárias, como yorubá, quimbundo, quéchua e guarani-mbyá.

Os sotaques e as expressões do português no Brasil ganham espaço na instalação “Falares”. E os “Nós da Língua Portuguesa” mostram os laços e a diversidade cultural entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O idioma é falado em cinco continentes por 261 milhões de pessoas.

Continuam a ser exibidas, assim como nos quase 10 anos em que o museu esteve ativo, a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra influências históricas no português falado no Brasil e a “Praça da Língua”, que homenageia a língua falada, escrita e cantada com um espetáculo de som e luz. A praça, uma espécie de planetário, traz poemas e músicas interpretados por nomes como Maria Bethânia e Matheus Nachtergaele. 

O museu tem curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Hugo Barreto e contou com a colaboração de artistas, músicos, linguistas, entre outros profissionais.

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Biblioteca Blanche Knopf, vinculada à  Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), preparou uma programação especial para celebrar o Dia Nacional do Escritor. Comemorado no dia 25 de julho, a data contará com mesas de debate, performances, recitais e concursos. Neste ano, o tema abordado será A arte da escrita. As atividades da manhã acontecem virtualmente, pelo YouTube da Fundaj. À tarde, será presencial na Sala de Leitura Nilo Pereira, no Campus Derby.

Na abertura, marcada às 9h, o presidente da Fundaj e escritor, Antônio Campos, anuncia junto ao diretor da Dimeca, Mario Helio, o lançamento dos concursos literários Novos Escritores e Redação para Jovens Leitores/Escritores. "É um momento para valorizar os sonhos e vocações dos escritores juvenis, que sempre serão leitores, e dos leitores, cuja paixão dá razão à escrita. Neste dia 25, celebramos mais uma vez estes que entenderam a arte de narrar, a arte da escrita e, com elas, a arte de viver", declarou Antônio Campos.

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Coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, Nadja Tenório Pernambucano explica as considerações para a formatação deste evento. "Poderíamos homenagear um escritor já renomado. Debruçarmo-nos sobre a sua obra, a sua forma. Mas preferimos voltar esta iniciativa para novos e potenciais escritores. Quantas obras de qualidade aguardam uma oportunidade apenas para serem publicadas? Também é preciso provocar as novas gerações sobre a força e contemporaneidade da escrita, diz a coordenadora. Às 10h, ela media a mesa Desafios e caminhos da escrita.

Mestranda em Teoria Literária e revisora de textos Giovana Lasalvia integra o debate. Ela promete refletir sobre as inseguranças e alcance da escrita literária. "Desde criança gostava de contar histórias aos amiguinhos. Quando fiquei um pouco mais velha, resolvi escrevê-las. Já a relação com a leitura foi aflorada pelo amor à disciplina de Literatura. Quanto mais eu estudava sobre isso, mais sentia interesse", relembra. "Às vezes brinco quando me perguntam: o que é literatura? Porque, para mim, a pergunta mais coerente seria: o que não é?", brinca.

A jornalista Ju Almeida Carneiro também integra a mesa. Ela é preparadora de texto, como atuou para as coletâneas Sobre a Escrita Criativa III da Editora Raio de Sol, e Contos de Natal, pela We Coletivo Editorial. Representando os jovens escritores, o graduando em Políticas Públicas no Centro Universitário Tiradentes, Alysson Gabriel Pereira Reis partilhará suas recentes experiências e percepções. Ele é autor de contos, poesias e outros escritos. O diretor da Dimeca integra a mesa, que será mediada pela coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, Nadja Tenório Pernambucano.

Às 11h, a Literatrupe brinda a celebração com a Tertúlia Poética - Poetas do Brasil. "São encontros litero-poéticos por trovadores e poetas, com música. Faremos um painel desde Machado de Assis, passando por Austro Costa, que foi um dos primeiros nomes da poesia pernambucana, autor do poema Capibaribe, meu rio. Depois, é claro, entrarmos nos cânones: Ascenso [Ferreira], [Manuel] Bandeira, Joaquim [Cardozo], Carlos Pena [Filho]", adianta o diretor artístico Carlos Mesquita. Já às 16h, na Sala Nilo Pereira, no Campus Derby, o grupo apresenta presencialmente o espetáculo infanto-juvenil Água: planeta vida.

Programação:

9h30 - Abertura  - Lançamento dos Concursos Literários Novos Escritores e Redação para Jovens Leitores /Escritores

10h - Desafios e caminhos da escrita

Mario Helio, diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundaj Giovana Lasalvia, mestranda em Teoria da Literatura pela UFPE, revisora de textos.

Ju Almeida Cordeiro, jornalista, preparadora de texto nas coletâneas Sobre a Escrita Criativa III, Editora Raio de Sol, e Contos de Natal, pela We Coletivo Editorial.

Alysson Gabriel Pereira Reis, graduando em Políticas Públicas no Centro Universitário Tiradentes, autor de contos, poesias e outros escritos.

Mediação: Nadja Tenório, coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf

11h -  Recital de poesia Tertúlia Poética - Poetas do Brasil Carlos Mesquita, da Literatrupe

16h - Performance teatral Água, planeta, vida Com a Literatrupe (evento presencial)

*Da assessoria

 

Começa nesta quinta-feira (22) mais uma temporada da programação virtual da XIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, com uma grade ampla, envolvendo literatura, arte, tecnologia e cultura. Ao todo, serão 15 atividades com debates, mesas redondas, lançamentos literários, workshop e apresentações. O evento vai até o sábado (24), com transmissão pela plataforma e-Bienal. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Esta é a primeira vez que a Bienal PE, uma realização da Vox Produções, Ideação e Cia de Eventos, ocorrerá de forma híbrida, com programação virtual e presencial. Assim, o projeto realiza quatro iniciativas em 2021: três ações preparatórias em ambiente virtual e a feira propriamente dita, que acontece entre os dias 1º e 12 de outubro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

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Na programação desta semana acontecem live sobre Paulo Freire, educação e racismo, com o premiado escritor Jeferson Tenório; uma palestra sobre tecnologia, arte e cultura, ministrada por João Candido Portinari; o lançamento do livro "O futuro é analógico", assinado pelo empresário brasiliense Jeovani Salomão; uma conversa com Mel Lisboa e Seu Jorge sobre a áudio série Paciente 63, protagonizada pela dupla; e muito mais.

Ainda haverá tributos aos homenageados da edição – a poetisa Cida Pedrosa e o educador Paulo Freire (in memoriam), outros três lançamentos literários promovidos por instituições parceiras do evento e debates sobre educação, tecnologia e literatura. Entre os parceiros da iniciativa estão o Instituto Ricardo Brennand, Sesc, União Brasileira de Escritores (UBE), Porto Digital e Instituto Luiz Mário Moutinho. Este ano o projeto também recebe apoio institucional da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Petrobrás, para ações da Bienalzinha, uma iniciativa com programação voltada para crianças de zero a seis anos de idade.

*Da assessoria

 

A partir desta terça-feira (20), a Cepe Editora lança campanha para estimular a leitura da obra de Miró da Muribeca, um dos nomes de referência da poesia urbana brasileira. Intitulada #LeiaMiró, a ação contempla dois combos exclusivos com a produção do poeta pernambucano João Flávio Cordeiro da Silva, que estarão disponíveis para venda em edição limitada.

No combo O Poeta Resiste vem um livro para o público adulto (Miró até agora, Cepe-2016), um livro infantil (Atchim!, Cepe-2019) e um pôster de tamanho A4 com um poema do artista. O combo Coração na Parede é formado por dez pôsteres de tamanho A3, cada um estampado com um verso. Todos os cartazes trazem a assinatura de Miró.

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De acordo com a gerente de Marketing da Cepe, Giselle Melo, a proposta da campanha é valorizar o trabalho de Miró. “Ele é nosso parceiro e somos admiradores da sua arte. Com os pôsteres, estamos ajudando a levar a poesia desse importante artista de rua para dentro da casa das pessoas”, diz Giselle Melo. A ação é válida enquanto durar o estoque nas lojas físicas e online.

“Um dos poetas urbanos mais importantes do Brasil, Miró faz sua poesia circular de diversas formas, em recitais, livros, edições artesanais, envelopes e vídeos. Os cartazes com versos de Miró são mais uma forma de destacar a força e o impacto da sua poesia, uma poesia contaminada pela pulsão da vida e pela cidade”, destaca o jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes.

Nem todos os versos escolhidos para estampar os cartazes são encontrados em livros, informa o escritor e editor Wellington de Melo, que participou da seleção dos poemas com Miró. O registro está sendo feito agora, com os pôsteres. Apesar dos efeitos colaterais, o amor ainda é o melhor remédio, é um exemplo. “Esse é um poema clássico de Miró, que circula sem a devida citação ao seu nome”, observa Wellington de Melo.

“A obra de Miró é muito rápida e tem um poder de comunicação grande, a publicação em formato de pôster, uma prática que ele tinha nos anos 1980, divulgando poemas em cartão-postal, resgata essa conexão”, afirma Wellington de Melo. “O cartaz é um meio de comunicação rápido e tem caráter urbano, dialoga com a obra de Miró, uma arte de rua”, ressalta.

Serviço

Lançamento da campanha #LeiaMiró

Quando: 20/07

Duração: Até acabar o estoque

Combos

O Poeta Resiste: Miró até agora, Atchim! e pôster (A4)

Onde comprar: Loja virtual e lojas físicas da Cepe no Mercado Eufrásio Barbosa (Varadouro, Olinda), no Centro de Artesanato de Pernambuco (Bairro do Recife) e na sede (Santo Amaro, Centro do Recife)

Valor - R$ 50

Coração na Parede:  Volume com 10 pôsteres (A3)

Onde comprar: Apenas nas lojas Cepe do Mercado Eufrásio Barbosa (Varadouro, Olinda) e Tarcísio Pereira (Centro de Artesanato de Pernambuco, Bairro do Recife)

Valor: R$ 99,90

Da assessoria

A pandemia de Covid-19 limita as opções de entretenimento, mas, para aproveitar as férias de julho, algumas leituras podem tornar produtivo esse período de descanso. Acompanhe as indicações do professor de língua portuguesa, português jurídico, hermenêutica, língua inglesa e coordenador de Editoração Institucional das Revistas Científicas Eletrônicas da UNG-SER da Universidade Guarulhos (UNG), Edson Roberto Berbel e do jornalista, professor nos cursos de comunicação da UNG e doutor em língua portuguesa Inácio Rodrigues de Oliveira.

“Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1915)

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Nesta obra, o escritor e jornalista Lima Barreto (1881-1922) narra a trajetória de um personagem, que se destaca pelas suas convicções patriotas. Para Oliveira, este é um livro para refletir sobre os cuidados que cercam o patriotismo e determinados valores. “Ele é a antítese do que seria ‘Macunaíma’ (1928) o herói sem nenhum caráter do Mário de Andrade. Policarpo Quaresma é o contrário, pois possui todas as medidas que nos faltam na política de hoje, como o ato de pensar”, descreve.

“Incidente em Antares” (1971)

A última obra do escritor Érico Veríssimo (1905-1975) aborda o momento da Ditadura Militar (1964-1985), além de trazer outras temáticas como a chegada de corporações gringas ao país. “O que é legal deste livro, é que é possível entender esse passado do Brasil, que infelizmente, se não ficarmos atentos, poderá voltar”, aponta Oliveira.

“Manipulação da palavra” (1997)

Escrito pelo pesquisador Philippe Breton, a obra segundo Oliveira, mostra alguns caminhos para compreender a neo xenofobia e o individualismo contemporâneo presente no mundo, além de ser um alerta a esses movimentos. “Vivemos um momento em que a democracia é o centro da discussão, pois queremos a sua manutenção e corremos o risco de isso não acontecer. Esse livro nos ajuda a perceber como essa discussão ocorre nos entornos”, afirma.

“O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos” (2009)

A obra literária é uma continuação de “O Vendedor de Sonhos” (2008), do escritor Augusto Cury. Berbel descreve que o livro relata a busca de um homem pela reconstrução de sua vida, após sofrer grandes perdas e perceber seu mundo em ruínas. Para isso, ele começa a vender sonhos. “A história mostra como o percurso de cada ser humano é magnificamente complexo, escrito com lágrimas e descontentamento, tranquilidade e ansiedade, sensatez e desvario”, define.

“Meu Amigo Michael” (2012)

Obra concebida pelo ator Frank Cascio, uma figura amiga e presente na vida do rei do pop Michael Jackson (1958-2009). Para Berbel, o artista buscava pelo destaque e pela generosidade em sua vida particular, da mesma maneira como fazia em público. “O Michael Jackson, ser humano. A história contada por um amigo com momentos particulares e turbulentos sob a análise deste mesmo amigo, que desfaz qualquer mal-entendido sobre o estilo de vida”, explica.

“3096 dias” (2010)

Uma autobiografia da austríaca Natascha Kampusch, onde ela narra o sequestro que sofreu aos 10 anos de idade, que a fez ficar oito anos em cativeiro. “É a história de alguém sobre a glória do espírito humano, que numa situação de desespero, quase execrável, aprendeu a manobrar seu sequestrador e contra tudo o que era improvável consegue escapar sem ferimento algum”, ressalta Berbel.

A Cepe Editora acaba de fazer nova impressão do livro À Francesa: A Belle époque do comer e do beber no Recife (2014), do escritor, gastrônomo e historiador pernambucano Frederico Toscano, terceiro lugar no Prêmio Jabuti 2015, na categoria Gastronomia. Esgotado há três anos, a obra ganha nova tiragem de 500 exemplares pela editora pública pernambucana.

Com 338 páginas, o livro vai ao início do século passado, período em que a França ditava os costumes em todo o mundo, inclusive no Recife. A capital pernambucana, sempre buscando refletir o que de mais moderno ditava o país europeu para a civilização ocidental, também foi influenciada pelos francesismos gastronômicos de então. Não somente na elaboração dos pratos, mas também na confecção dos cardápios e na criação de armazéns importadores de ingredientes e restaurantes.

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A obra é resultado de pesquisa de mestrado pela UFPE em História social do Nordeste. “Decidi abordar a presença francesa na alimentação do Recife, e o recorte histórico escolhido foi de 1900 a 1930, período em que costumamos chamar de Belle époque, uma época de afrancesamento das capitais brasileiras, em que os governantes tentavam afrancesar suas cidades como locais belos, modernos, higiênicos”, recorda Frederico, que abordou essa modernidade pelo viés da alimentação. Para construir a narrativa, Frederico pesquisou jornais e revistas do começo do século XX, época em que surgiram os primeiros cafés e restaurantes da capital pernambucana. “Como existe uma demanda, acho importante ele estar de volta às livrarias”, acrescenta o escritor.

“A reimpressão de À Francesa devolve às prateleiras um livro importante para a história alimentar e cultural de Pernambuco, e também prepara o terreno para uma nova obra de Frederico Toscano, que aborda a influência das comidas e hábitos americanos com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial”, adianta o editor da Cepe, Diogo Guedes.

SOBRE O AUTOR

Bacharel em Gastronomia pela UFRPE, mestre em História pela UFPE e doutor em História Social pela USP, o recifense Frederico de Oliveira Toscano atua como professor de nível superior e técnico nas áreas de Gastronomia, Turismo, Hotelaria e História.

Voltado para os aspectos culturais dos estudos da alimentação, Frederico busca enriquecer os diálogos sobre o assunto dentro e fora da academia, com palestras e programas na TV e internet, e artigos para revistas e sites.

Serviço:

À Francesa: A Belle époque do comer e do beber no Recife

Preço: R$ 60

Da assessoria

A II Semana Municipal do Livro e do Autor Paraense, realizada pela Prefeitura de Belém, entre os dias 21 e 25 de junho, por meio do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube), vinculada à Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec), trouxe como tema “Diálogos sobre a produção literária paraense” e proporcionou novamente a reflexão sobre a importância da leitura e da valorização dos autores do Pará.

Márcia Bittencourt, secretária municipal de Educação, afirma que a relevância da iniciativa está na necessidade de crianças, jovens, adultos e idosos entrarem em contato e conhecerem os autores do estado. Ela acrescenta que a produção literária em Belém é muito grande, possuindo riqueza e diversidade. “Essa semana é fundamental para difundir esse material, esse conhecimento, essa gama de produção que nós temos”, diz.

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Segundo Márcia, a Semana Municipal do Livro e do Autor Paraense – criada pela Lei Nº 9371 de 03 de maio de 2018 – faz parte da linha prioritária de ações da Prefeitura, que tem o objetivo de educar e alfabetizar toda a população, superando o analfabetismo em Belém, que atualmente afeta 32 mil pessoas. “Essa ação dos autores paraenses também contribui com esse processo”, complementa.

De acordo com a secretária de Educação, o envolvimento dos alunos e professores ocorreu por meio das atividades realizadas durante as aulas – não presenciais – através do Sismube, articulando todo o evento, que finalizou com a exposição dos autores e das produções no Arraial Literário.

Sobre o evento, Márcia Bittencourt destaca a participação de artistas e autores que são históricos no processo de educação em Belém, como Heliana Barriga e Juraci Siqueira. “A gente está só começando, não é só uma semana que encerra nela. É um projeto que a gente realmente está trazendo para a nossa cidade e que vai ser implantando em todas as nossas escolas municipais”, afirma.

Antônio Juraci Siqueira, professor e autor paraense com mais de 80 títulos publicados, que passeiam por diversos gêneros, foi um dos convidados da programação. Ele afirma que a relevância da Semana Municipal do Livro e do Autor Paraense reside em dar visibilidade aos profissionais das letras e suas obras, tanto para o público escolar quanto para a comunidade em geral.

O autor comenta a realização do evento em formato virtual e diz que a pandemia os obrigou a lançar mão de outras ferramentas, mas garante que a participação dele foi proveitosa. “Se perdemos o contato direto com o público, alcançamos pessoas que não conseguiríamos nos encontros presenciais. Avalio minha participação satisfatória, quer nas lives, quanto nos vídeos especialmente preparados para a semana”, observa.

Para Juraci, o principal resultado do evento foi a divulgação de novas obras. “Conheci muitos livros recém lançados de amigas e amigos escritores, além de ouvir novos contadores de histórias e até crianças declamando poesia”, conta.

A autora paraense Heliana Barriga também marcou presença durante a programação. Ela afirma que a iniciativa colabora para a transformação de rumos a favor da leitura social democrática envolvendo os eixos dessa cadeia. “Vontade política, autores e autoras, a luta pela produção de livros accessíveis, a mediação de leitura, os leitores e leitoras, a divulgação e o exercício continuado de tudo”, diz.

Assim como Juraci, a autora também acredita que a participação dela na Semana Municipal do Livro foi boa, estimulando a reflexão que ela trouxe com leveza e criatividade. “Juntando os fios dessa teia de luta tão antiga com os mais antigos, como eu e Juraci. A vontade política desse governo nos estimula e cada um (a) de nós oferece a sua história de luta literária para a ampliação dessa luta conectada”, relata.

Heliana afirma que a semana foi organizada com maestria, com várias atividades amadurecidas dentro de cada um dos autores e autoras e com ações relacionadas ao tema. “Acho que tudo que foi feito conduz à ampliação e luta conjunta. Muitas frutas brotarão desta semana, e reuniremos tudo para a continuidade”, conclui.

Por Isabella Cordeiro

Produção: Valdenei Souza

O livro “Os Animais da Terra”, do escritor paraense Vicente Franz Cecim, que morreu aos 74 anos no mês passado, foi editado e será relançado pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult). A nova edição seria publicada na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes em 2020, porém o evento foi adiado devido à pandemia e segue sem data confirmada para ser realizado.

“A proposta é marcar a homenagem da Feira ao autor com o lançamento de um livro, como foi feito na última edição com os livros do João de Jesus Pães Loureiro e Zélia Amador de Deus”, explica André Fernandes, editor da Guarda Chuva Edições.

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André afirma que a literatura de Vicente Cecim é única na nossa cultura e no mundo literário como um todo. Segundo o editor, a criação de Andara, saga que teve início em 1979, e o estilo do autor efetivavam o que ele mesmo idealizava como a transcrição da cultura amazônica.

“Por isso a obra [Os Animais da Terra] pode contribuir para nossa cultura, provando que temos nossa expressão de arte autêntica, inesgotável, grandiosa e em todas as formas de arte, como a própria região inspira”, acrescenta.

Vicente Cecim ainda será um dos autores homenageados na 24ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes e ele esteve no pré-lançamento do evento, que ocorreu em dezembro de 2020.

“Esta nova edição de Os Animais da Terra foi revista e planejada pelo próprio autor, juntamente com os editores da Secult, e aumentada com o facsimile do Manifesto Curau, que em sua primeira edição foi lançado como panfleto, além da série de textos Visões de Andara”, conclui André Fernandes.

Outras informações: - André Fernandes – (91) 98253-6095.

Por Isabella Cordeiro

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