Cultura

| Literatura

Motivadas por acreditarem na necessidade de um espaço para diálogo, reflexão e experimentação de novas práticas pedagógicas, as professoras Lília Melo e Débora Ferreira criaram e estão lançando a obra “Letramentos no Ensino Médio: prática docente, resistência e sobrevivência na periferia da Amazônia”. O lançamento oficial vai ser nesta sexta-feira (14), às 19 horas, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Brigadeiro Fontenelle, na Terra Firme, em Belém.

Lília Melo afirma que é importante entender o novo processo de ensino-aprendizagem e ter novas perspectivas acerca da educação. “Foi a partir da tese de doutorado defendida pela professora Débora Ferreira, na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, que decidimos transformar em uma linguagem mais didática, mais acessível no livro”, explica.

##RECOMENDA##

A educadora diz que a produção do livro se deu a partir da pesquisa que acompanha a prática pedagógica dela desde o início do projeto “Juventude preta periférica – do extermínio ao protagonismo”, e traz a perspectiva de uma narrativa contra-hegemônica dentro de um processo dialógico que considera saberes ancestrais e populares como saberes científicos, e que ao serem reconhecidos dessa forma devem ser levados à escola para serem aprendidos e respeitados.

Lília Melo acrescenta que as concepções pedagógicas de educadores como Paulo Freire, Lélia Gonzalez e de outras referências são importantes para despertar o protagonismo do aluno. “Os fazeres culturais, os dons artísticos de uma comunidade precisam estar presentes no cotidiano da escola”, ressalta.

O principal objetivo da obra, segundo a professora, é a desconstrução da ideia distanciada que existe de conhecimento acadêmico. Lília Melo afirma que é importante perceber que há uma prática pedagógica científica atuante dentro das periferias e das escolas públicas, e que ela precisa ser considerada dentro das academias.

“Ela precisa ser estudada, ser percebida e respeitada, e ao ser respeitada, reverberada por vários outros territórios. Nós estamos falando especificamente de um território da Amazônia, que pode se comunicar com outros territórios, tanto no Brasil, quanto fora dele. Então, esse é o principal objetivo: estabelecer diálogo e socializar experiências que já deram certo, e o que os resultados comprovam de que realmente deram certo”, reitera.

A educadora afirma que a obra tem muito a contribuir para a educação brasileira, considerando que estamos vivendo o retorno presencial das aulas em um contexto cheio de receios. A partir disso é possível perceber as necessidades da comunidade e da escola como um todo, especificamente da pública, com a finalidade de acolher essas demandas e trazer soluções para o enfrentamento desse contexto.

Lília Melo destaca que agora é necessário cuidar também da saúde mental, não somente dos alunos, mas dos responsáveis por eles, e das pessoas que se relacionam diretamente com eles. “Isso já deveria ter sido tratado, e isso já teria sido cuidado muito antes do momento pandêmico. Muito antes desse momento nós já deveríamos ter essa preocupação”, aponta.

Ela ressalta que o aluno que está dentro de sala de aula é um sujeito construído socialmente e essa comunidade com quem ele se relaciona diretamente precisa ser compreendida também. “Para que ela seja compreendida, é necessário perceber a identidade sócio-histórico e político-social de um território ao qual ele pertence”, afirma.

Para adquirir um exemplar, entrar em contato com Lília Melo:

Instagram: @liliamelotf

WhatsApp: (91) 99217-6292

Por Isabella Cordeiro.

Autores com obras inéditas nas categorias de romance e contos têm até o dia 11 de fevereiro para se inscreverem na edição 2022 do Prêmio Serviço Social do Comércio (Sesc) de Literatura.

Os vencedores terão as obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Serviço Social do Comércio (Sesc) no projeto, com tiragem inicial de 2,5 mil exemplares. O anúncio dos vencedores será divulgado em maio próximo. Desde a criação, mais de 17 mil livros foram inscritos e 33 novos autores ganharam destaque.

##RECOMENDA##

“A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, tivemos a inscrição de 1.688 livros, sendo 850 em romance e 838 em conto. O cronograma não foi afetado pela pandemia, porque foi todo executado por trabalho remoto. Dessa forma, o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto”, afirmou o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues.

Avaliação

Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, de forma anônima, o que impede que os reais autores sejam reconhecidos, o que garante, segundo Rodrigues, a imparcialidade no processo de avaliação. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária.

Na edição do ano passado, foram vencedores o paraense Fábio Horácio-Castro, jornalista de formação e professor universitário, com o romance “O réptil melancólico”; e o também jornalista pernambucano Diogo Monteiro, com a coletânea de contos “O que a casa criou.”

As inscrições são gratuitas, estão abertas desde ontem (10) e podem ser feitas pelo site do evento. O Prêmio avalia trabalhos com qualidade literária para edição e circulação nacional. O regulamento completo pode ser acessado aqui.

[@#galeria#@]

A cidade de Belém tem sido retratada na literatura em diversos gêneros. O desenvolvimento de histórias na capital teve um crescimento nos últimos anos, com livros inspirados em ambientes, na cultura e nos personagens, reais e fictícios, da capital paraense.

##RECOMENDA##

Diversos são os autores que fazem parte do acervo de livros focados na cultura do Estado. A escritora e jornalista Iaci Gomes, de 29 anos, faz parte desse núcleo de novos autores interessados em colocar nas páginas de livros a vivência em Belém misturada com ficção.

Nascida no Mato Grosso e paraense de coração, a autora lançou no ano de 2021 o livro "Nem Te Conto", reunião de contos de terror que têm como cenário Belém e outras regiões do Pará. A autora disse que escolheu o gênero terror para mostrar a cultura da região amazônica em uma categoria literária ainda não muito comum.

“Eu sou muito fã de terror. É um gênero que desde pequena me atraiu. Eu acho que o terror abre tanta possibilidade para nós. Não só o terror, mas o realismo mágico, o realismo fantástico, que são os gêneros de que eu gosto muito e que estão no 'Nem Te Conto'”, destacou.

A publicação da obra recebeu muito apoio e despertou o interesse de pessoas de outros Estados. “Foi uma surpresa muito legal. Eu já recebi alguns feedbacks. 'Eu quero muito visitar'. 'Eu quero conhecer o Utinga. 'Eu quero conhecer esse lugar que tu falas aí no livro'”.

Ainda de acordo com Iaci, a produção de conteúdos da cultura regional impulsiona o interesse do público paraense e de outras partes do país a conhecer e valorizar Belém do Pará e os demais municípios. “É uma chance de a gente mostrar para os jovens que ainda há muita cultura. Tem gente fazendo cultura sobre Belém, criando histórias e criando música. É uma cidade que está em constante desenvolvimento”, acrescentou Iaci Gomes.

Além de revelar os talentos da literatura paraense, livros são um refúgio em meio a situações difíceis, principalmente com a pandemia, ressaltou a escritora. “Procure escritores paraenses, procure editoras paraenses e valorize. Se você não puder comprar, compartilhe. A gente que lança livros independentes, a gente sabe o quanto um compartilhamento em rede social já ajuda muito”, pontuou.

Com 50 anos de literatura e teatro paraense, o escritor Edyr Augusto Proença escreveu sua primeira peça de teatro aos 16 anos. Desde então, tem dedicado a vida a escritos sobre Belém e regiões paraenses. São mais de 30 textos teatrais e 17 livros publicados. As obras do escritor contemplam poesia, crônicas, contos e romances.

Conforme explica Edyr, escrever sobre a própria terra lhe permite apresentar um novo cenário aos leitores. "Escrevo sobre minha cidade porque moro aqui. É o meu cenário que ofereço ao público", afirmou.

A falta de incentivo educacional é um problema que impede jovens de conhecer autores paraenses, acrescenta o autor. Segundo Edyr, o baixo rendimento de leitura dificulta a maneira de se expressar, e ainda há a preferência por livros estrangeiros.

“Os poucos que leem preferem comprar livros de autores internacionais e esses best-sellers estão sempre nas melhores prateleiras, onde, com exceção da livraria Fox, não há paraenses. Recomendo a audácia de comprar [livros regionais], ler e depois considerar se devem ler outro. Garanto que vão gostar”, finalizou o escritor.

Por Quezia Dias.

 

Uma escola britânica decidiu retirar o nome J.K. Rowling de um de seus prédios e rebatizá-lo, devido às polêmicas opiniões da autora da famosa saga de Harry Potter sobre questões de transexualidade, que lhe valeram acusações de transfobia.

A Boswells School, em Chelmsford, no leste da Inglaterra, que atende alunos de 11 a 18 anos, explicou que mudou o nome do prédio para Holmes, em homenagem ao medalhista de ouro olímpico Kelly Holmes.

##RECOMENDA##

"Na Boswells School, promovemos uma comunidade escolar inclusiva e democrática, onde estimulamos os alunos a se desenvolverem como cidadãos autoconfiantes e independentes", disse o diretor da instituição, Stephen Mansell.

No final de 2021, "revisamos e mudamos o nome de uma das nossas casas, após inúmeros pedidos de alunos e funcionários, assim como de uma votação de toda escola", acrescentou.

Em um boletim informativo de julho, o centro afirmou que seus seis edifícios foram nomeados em homenagem a "destacados cidadãos britânicos".

"No entanto, após os vários pedidos de alunos e funcionários, estamos revisando o nome da nossa casa vermelha 'Rowling', à luz dos comentários e opiniões de J.K. Rowling sobre pessoas trans", explicou.

A escritora escocesa está envolvida em polêmica com a comunidade transgênero por sua crença de que os direitos das mulheres baseados no sexo devem ser protegidos.

A disputa começou em 2020, quando a autora tuitou contra o uso da frase "pessoas que menstruam", em vez de apenas mulheres.

A mensagem gerou um distanciamento por parte de algumas das estrelas dos filmes de Harry Potter, incluindo seu protagonista, Daniel Radcliffe, que tuitou um pedido de desculpas em seu nome.

Rowling nega ser transfóbica e revelou, em novembro, que recebeu ameaças de morte por suas declarações.

A final do ‘Show dos Famosos’ garantiu alguns momentos de muita emoção para o público e para os participantes da competição, no último domingo (26). O diretor global Boninho, que integra o júri do quadro, foi às lágrimas ao ser homenageado pelo apresentador do programa, Luciano Huck. Outros jurados também se declararam ao 'Big Boss' e ele não segurou o choro.

Antes de anunciar a grande vencedora desta edição, a cantora Gloria Groove, Luciano Huck falou algumas palavras em homenagem a Boninho. Com muitos elogios, o apresentador acabou arrancando lágrimas do Big Boss. “O Boninho é um apaixonado pela arte, pela arte de fazer televisão. Não é fácil você fazer televisão sendo filho do Boni e se chamando Boninho. Então, para ter o sucesso que você conquistou, é fruto de muito trabalho, dedicação, amor pelo que você faz. Você pode ser um bruto, mas os brutos também amam e você é um cara que distribui amor. Tenho um privilégio gigantesco de ter você aqui comigo hoje“.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

As juradas Preta Gil e Cláudia Raia também aproveitaram para elogiar o colega. “Ele é um diretor que ama talento, a gente sabe disso. E aqui a gente fala de talento, esse programa é sobre isso”, disse Cláudia. Já Ana Furtado, apresentadora e esposa de Boninho, chorou ao assistir a homenagem ao lado dele, em casa, e compartilhou o momento com os seguidores do Instagram. “Ele chorou e não é pra menos. Te amo, meu amor”, disse ela.

A escritora Joan Didion, ícone da literatura americana, a quem se atribui a introdução do "novo jornalismo" com seus ensaios sobre a vida em Los Angeles nos conturbados anos 1960, faleceu nesta quinta-feira (23), segundo o The New York Times.

Didion morreu aos 87 anos de complicações do mal de Parkinson em sua casa em Manhattan, acrescentou o jornal.

##RECOMENDA##

Os primeiros trabalhos de Didion incluíram sua coleção de ensaios seminais de 1968 "Slouching Towards Bethlehem", com a qual causou deleite na crítica e que lhe transformou em uma estrela autêntica, assim como "The White Album", outra coleção de ensaios com foco em Los Angeles, e "Play It as It Lays", uma novela sobre as vidas de personalidades de Hollywood.

Décadas depois de seu apogeu como 'socialite' da meca do cinema, roteirista, ensaísta e novelista, Didion se viu novamente no centro das atenções por sua escrita bastante honesta sobre o luto, depois de duas tragédias seguidas.

A escritora tinha 69 anos quando seu esposo e colega roteirista John Gregory Dunne sofreu um infarto fatal. Menos de dois anos depois, a filha do casal, Quintana Roo, morreu aos 39 anos por uma pancreatite aguda.

Didion explorou o impacto de suas perdas devastadoras em suas memórias de 2011 "Blue Nights".

“Entrevista com o Vampiro” é uma das obras mais conhecidas da escritora Anne Rice (1941-2021) e foi o primeiro livro da sua série conhecida como Crônicas Vampirescas. Porém, esta não foi a única produzida pela escritora americana. Para homenagear a autora que faleceu no dia 11 deste mês, o Leia Já reuniu três das séries menos conhecidas pelo grande público, mas que valem a leitura:

##RECOMENDA##

Escrito sob o pseudônimo A. N. Roquelaure, a trilogia continua a história clássica da Bela Adormecida, mas sob um novo olhar. Nesta série ao invés de um beijo, a princesa foi despertada através da iniciação sexual. A história segue contando como a protagonista é colocada em uma vida de servidão sexual onde ela acaba conhecendo um mundo de dor e prazer. Os livros contam com várias cenas picantes envolvendo práticas de BDSM e retira bastante o ar de inocência e pureza da história original, colocando a protagonista, mesmo que forçadamente, em um ambiente onde sua sexualidade acaba sendo explorada ao máximo. 

 Série Bruxas de Mayfair 

 A trama acompanha uma jovem que descobre pertencer a uma família de bruxas. Enquanto vai tomando conhecimento de seus poderes aos poucos, a protagonista também lida com assombrações e fatos do passado de sua família. É uma trama que envolve assassinatos, incesto e muitos conceitos sobre magia explorados pela autora.

 Série A dádiva do lobo 

Vampiros não são as únicas criaturas da noite sobre as quais Rice escreveu. Em “A Dádiva do lobo” a escritora explora a mitologia dos lobisomens, trazendo essas criaturas para um contexto mais moderno. A história acompanha um jovem repórter hospedado na mansão de uma mulher que ele pretende entrevistar. Após sofrer um ataque no meio da noite por uma criatura desconhecida, o protagonista então passa por uma transformação terrível e agora ele deve aprender a viver nesse novo estado, tendo que escolher entre se jogar de braços abertos nesta vida nova ou temer pelo que pode ocorrer. Nesta história, assim como a autora faz em suas crônicas vampirescas, Rice humaniza a criatura da noite que passa por seus próprios dilemas morais, tendo que lidar com suas novas habilidades e seus novos impulsos.

por Matheus Montes

[@#galeria#@]

A educadora, imortal da Academia Paraense de Letras (APL) e reitora da UNAMA - Universidade da Amazônia, Maria Betânia Fidalgo Arroyo, reabriu a coletânia Baú da Professora e lançou o segundo livro da série na última quinta-feira (16), chamado “Dona Nazaré do Jamaci – Coração e Educação”. O lançamento foi realizado no auditório David Mufarrej, no campus da Alcindo Cacela, em Belém.

##RECOMENDA##

O evento, que teve início durante a tarde, contou com a participação de vários convidados, incluindo amigos da educadora, professores, e também do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues. A professora Betânia Fidalgo falou a respeito da obra, a qual relata a história da ilha do Paquetá, no furo do Jamaci, e que está relacionada à construção de mulheres fortes que mudaram a história desse lugar.

Segundo ela, trata-se de um livro infantil que fala sobre solidariedade e os contextos amazônicos das ilhas ribeirinhas de Belém. “Tenho certeza que vai contribuir para a formação dessas crianças e jovens”, acrescentou.

A professora afirmou que a intenção da obra é transmitir o contexto ribeirinho da Amazônia, além de desmistificar a ideia de que as escolas e as comunidades ribeirinhas são exóticas. “Elas são pessoas reais, de um mundo real, que têm uma experiência e uma vida enorme para contar para quem está aqui no continente”, ressaltou.

O professor Rômulo Silva Pinheiro esteve no evento e adquiriu dois livros durante o lançamento. “Vou ler junto ao meu filho, estou muito feliz. É grande a expectativa para esse momento, acho muito importante”, afirmou.

A escritora e também imortal da Academia Paraense de Letras Sarah Castelo Branco disse ser uma honra imensurável participar do lançamento da obra. “Eu desejo à professora Maria Betânia todo sucesso, pessoa que muito dignifica e honra a literatura do nosso Estado”, afirmou.

Por Isabella Cordeiro.

Brincar com as palavras de forma artesanal através de fios da memória.  José Paulino  passou sua infância no Povoado de Cachoeira do Taepe (12 km  de Surubim), para ele ali é o “epicentro do universo” e por lá mergulhou no açude, escutou histórias de comadre fulozinha e criou uma forte conexão com a natureza e aquele chão. Essa costura de retalhos do imaginário de menino resultou no terceiro livro do autor: “Elegia da Saudade” (2021).

O livro será lançado no próximo sábado, dia 18 de dezembro, às 15 horas - como parte da Programação Cultural da Festa de Santa Luzia - no povoado de Cachoeira do Taepe, localidade  situada no município de  Surubim, Agreste de Pernambuco.  A  publicação não se reduz somente ao universo íntimo do autor, mas é um apanhado de crônicas com um tom bem humorado dos diversos personagens da região, das paisagens que estão ligadas ao núcleo daquele povoado: a Casa Grande, o pequeno campo de futebol, a capelinha, a “venda”.

##RECOMENDA##

O lançamento do livro vem em boa hora e acontece em meio a tradicional festa de Santa Luzia e da reinauguração da Casa Grande de Cachoeira do Taepe, que  foi recém-reformada pela família. A Casa é um bem tombado pelo instituto do patrimônio histórico e artístico nacional, desde 1981 e estima-se que  sua contrução é anterior a 1847. Santa Luzia, as paredes históricas da moradia secular ajudam a compor um  rico universo de histórias e mitos que são a matéria prima para a escrita de José Paulino. 

“Elegia da Saudade” ressalta a importância  das  pessoas que viveram e vivem naquela localidade. O livro também nos lembra o necessário ato de revisitar o  imaginário de menino para a formação e o fortalecimento do adulto. Para o autor, “Elegia da Saudade  é um canto de amor e de gratidão à natureza, aos meus antepassados, aos  meus amigos de infância e aos  contemporâneos que integram e fazem parte da  paisagem e da magia da Cachoeira do Taepe, porto de chegada onde aterrizei para minha viagem da vida”.

O autor, hoje residente na capital sergipana, está viabilizando o lançamento deste livro em outros espaços culturais do agreste  e da capital pernambucana. No dia  15/01 o lançamento será em Jaboatão dos Guararapes, na Colônia dos Padres, por ocasião do encontro anual da Ação Fraterna Salesiana.

CONTATO

Quem quiser adquirir um exemplar pode entrar em contato através do email do autor jpaulino41@terra.com.br

Da assessoria

‘Olhares sobre Paulo Freire – Vida, história e atualidade’, livro que a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lançará na próxima sexta-feira, dia 17 de dezembro, é a última iniciativa da comissão organizadora da programação oficial do centenário de nascimento do educador – proposta pela Assembleia Legislativa do Estado e da qual a editora é integrante.

São 14 capítulos apresentados por 18 autores do Brasil e do exterior. Um trabalho robusto organizado pela professora Eliete Santiago, coordenadora da Cátedra Paulo Freire da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pelo professor José Batista Neto, também pesquisador da Cátedra. O lançamento acontece a partir das 9h, no auditório Sérgio Guerra, na Alepe.

##RECOMENDA##

O livro se propõe a possibilitar um encontro com a obra de Paulo Freire. Cada ensaísta procurou destacar um aspecto diferente do pensamento freireano, do seu legado amoroso, até sua postura política e antropológica em relação à educação. Dois eixos dividem o livro: o primeiro é composto por aspectos biográficos de Paulo Freire, que segundo Eliete Santiago reafirmam a inseparabilidade da vida e obra do patrono da educação brasileira. A segunda parte tem como fio condutor o pensamento do educador como inspiração para trabalhos de ensino, pesquisa e extensão, uma clara evidência do vigor, pluralidade e atualidade do pensamento freireano.

Os ensaios abordam temas sociais que desafiam a vida, a política e a educação, um convite para o leitor conhecer este ilustre pernambucano, que nasceu no Recife em 19 de setembro de 1921, e morreu aos 75 anos, em 2 de maio de 1997. “O pensamento de Paulo Freire sempre foi marcado pela crença nos outros, pelo desejo de despertar autonomia e consciência crítica nos indivíduos, respeitando seus contextos e particularidades. No seu centenário, quando grupos tantas vezes o atacam e distorcem dentro do Brasil, o mais importante é ler Paulo Freire em toda sua generosidade e complexidade, pensando também o momento atual a partir dos seus escritos”, recomenda o editor da Cepe, Diogo Guedes.

As teorias do educador ajudaram a promover mudanças importantes no Brasil, que influenciaram pessoas no mundo todo. De acordo com Eliete Santiago no campo da educação, da saúde e do direito, a preocupação com a humanização do sujeito e da natureza, do respeito às diferenças e da justiça social carregam a marca de Paulo Freire. “Especificamente a educação escolar, na perspectiva freireana, mudou e pode seguir mudando ao considerar os saberes sociais como saber escolar; ao tomar o saber da experiência feito como ponto de partida; a relação docente-discente de horizontalidade; o respeito e a confiança nas possibilidades de cada uma e de cada um ao aprender e ensinar. Acima de tudo, ao compreender que a leitura do mundo antecede a leitura da palavra. Que não há saber maior ou menor, mas saberes diferentes”, destaca.

Uma das ensaístas, a professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Ivanilde Apoluceno de Oliveira, destacou a atualidade do pensamento do educador ao relacionar o atual contexto de pandemia, desigualdades e injustiças sociais a situações de abandono análogas às denunciadas por Paulo Freire em sua Pedagogia do Oprimido. “No Brasil, esta situação de desigualdade no campo educacional se agrava pelo desmonte das políticas existentes em termos de currículo, de formação de professores (…) Freire afirma que além de um ato de conhecimento, a educação é também um ato político. É por isso que não há pedagogia neutra”, enfatiza.

Entre os ensaístas reunidos na obra estão Silk Weber, professora da Universidade Federal de Pernambuco; Carlos Rodrigues Brandão, livre docente pela Universidade Estadual de Campinas; a deputada estadual Teresa Leitão; e a professora emérita da Universidade do Porto Luiza Cortesão, presidenta do Instituto Paulo Freire de Portugal.

Sobre os organizadores:

Maria Eliete Santiago, professora titular do Centro de Educação, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE. Coordenadora da Cátedra Paulo Freire-UFPE. Mestre em Educação e Currículo pela PUC/SP e Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Paris V – René Descartes. Autora de Escola pública de primeiro grau – da compreensão à intervenção, organizou junto com José Batista Neto, Paulo Freire e a educação libertadora, Formação de professores e prática pedagógica, Coleção João Francisco de Souza e outros títulos com outras parcerias.

José Batista Neto, professor titular da Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Educação da UFPE e do Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE; membro da Cátedra Paulo Freire-UFPE, Licenciado e Mestre em História pela UFPE e Doutor em Ciências da Educação pela Universidade Paris V – René Descartes.

Serviço

Lançamento Cepe: Olhares sobre Paulo Freire – Vida, história e atualidade

Data: 17 de dezembro

Horário: 9h às 12h

Local: Auditório Sérgio Guerra, Edifício Governador Miguel Arraes de Alencar da Assembleia Legislativa de Pernambuco

Preço do livro impresso: R$ 50,00, e-book: R$ 20,00

*Via assessoria de imprensa. 

 

Faleceu, nesta quarta-feira (15), a escritora e ativista Gloria Jean Watkins, mais conhecida por seu pseudônimo bell hooks. Tendo escrito mais de 40 livros e sempre preocupada com causas como feminismo, racismo, cultura e política, ela acabou partindo aos 69 anos, após doença não revelada. A informação foi repassada pela sobrinha da escritora, Ebony Motley, que publicou nota nas redes sociais em nome da família.

“A família de bell hooks está triste em anunciar o falecimento de nossa irmã, tia, tia-avó e tia-avó. A autora, professora, crítica e feminista fez sua transição cedo, de casa, rodeada de familiares e amigos”, informou a parente da escritora.

##RECOMENDA##

Segundo a nota divulgada pela família, a transição feita em casa foi um pedido de bell hooks. Nascida em 27 de setembro de 1952 e tendo 7 irmãos, ela publicou seu primeiro livro em 1978, aos 26 anos, tendo sido uma obra de poemas. “And There We Wept” foi lançada sobre o pseudônimo de bell hooks em homenagem a sua bisavó.

Ao todo são cerca de 40 livros, com 15 publicados em línguas diferentes. Além de escritora, foi ativista, professora de letras, professora sénior de Estudos Étnicos na Universidade do Sul da Califórnia e posteriormente professora de Estudos Afro-Americanos na Universidade de Yale em Connecticut.

Subir e descer os rios e igarapés que cercam Belém e encontrar comunidades da região insular para atuar como professora inspirou a educadora e imortal da Academia Paraense de Letras (APL) Maria Betânia Fidalgo Arroyo a registrar suas experiências em narrativas sensíveis, que destacam a vida de mulheres ribeirinhas. Em seu novo livro, "Dona Nazaré do Jamaci - Coração e Educação", Betânia Fidalgo reabre a série Baú da Professora. O lançamento será na quinta-feira (16), às 17 horas, no foyer do auditório David Mufarrej, da UNAMA - Universidade da Amazônia, na avenida Alcindo Cacela.

Em seus relatos, Betânia Fidalgo afirma que nas andanças pela Amazônia, como professora e pedagoga, carregava todos os sonhos do mundo. Esse desejo de mudança pela educação, diz a professora, caracteriza sua escrita. "Dona Nazaré do Jamaci - Coração e Educação" (Editora UNAMA) dá sequência à linha iniciada em "Balainha" (Editora SM), livro publicado em 2020, a primeira obra da série.

##RECOMENDA##

A narrativa se passa na ilha de Paquetá, especificamente no Furo do Jamaci, "o  lugar que Dona Nazaré escolheu para viver e ajudar a todos que moravam e passavam por essa região", ressalta Betânia. Como amazônida, Dona Nazaré vivenciava os desafios e dificuldades do cotidiano às margens dos rios, com um ritmo de vida próprio. A escritora fala das relações culturais, lendas, tradições, saberes medicinais da floresta, alimentação, manejo de recursos naturais, defeso, pesca predatória e educação formal.

Dona Nazaré  abriu uma escola para a comunidade em terreno de sua propriedade. “Essa era a melhor escola para todos, lá na casa da Dona Nazaré. Mulher guerreira e solidária, que queria que todas as crianças e jovens da ilha estudassem para se tornar cidadãos do mundo”, afirma Betânia Fidalgo, que divide a função de escritora com o trabalho intenso em prol da educação, como reitora da UNAMA, diretora regional do Grupo Ser Educacional e presidente do Conselho Estadual de Educação do Pará (CEE). 

As ilustrações do livro são da artista visual e professora Dula Lima. "Pude realizar o delicioso exercício de traduzir em formas simples, mas em cores vívidas, como essa força feminina, os encantos das águas dos rios e florestas", afirma Dula, parceria de Betânia na publicação de "Balainha", que mostra o cotidiano de ribeirinhas das ilhas. "O primeiro livro (da série) e este agora trazem uma linha comum, que é a potência da mulher ribeirinha", assinala. 

Maria Betânia Fidalgo Arroyo é membro da Academia Paraense de Letras (APL), na cadeira 02, que foi ocupada pelo teatrólogo Nazareno Tourinho. Pedagoga de formação, é doutora em Administração e mestra em Ensino Superior e Gestão Universitária, áreas nas quais publicou outras obras acadêmicas. Nascida em Belém, a professora e escritora atuou por décadas em prol da educação em comunidades amazônicas, com atenção especial a estratégias de aprendizado destinada a crianças e adolescentes. 

Serviço 

Lançamento do livro "Dona Nazaré do Jamaci - Coração e Educação", de Maria Betânia Fidalgo Arroyo. 

Dia: Quinta-feira, 16 de dezembro. 

Horário: 17 horas. 

Local: auditório David Mufarrej, da Universidade da Amazônia (Unama), na avenida Alcindo Cacela, 287. 

Apoio cultural: Iccar.   

 Da Redação do LeiaJá Pará.

A 20ª Bienal do Livro Rio vendeu mais de 2 milhões de obras ao longo de dez dias de duração. O evento terminou neste domingo (12), no pavilhão do Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Mais de um milhão de pessoas de todas as idades participaram das atividades e debates organizados por uma curadoria coletiva, presencial e virtualmente no maior festival cultural do país.

Na avaliação do presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira, “as vendas da Bienal 2021 foram muito surpreendentes. Nos impressionou o apetite dos visitantes. A sensação geral foi de muita segurança e conforto, com as ruas mais largas, filas bem organizadas e a limitação de público. A programação cultural foi outro sucesso, com as sessões cheias presencialmente e com boa audiência 'online'”, destacou.

##RECOMENDA##

A Bienal do Livro Rio teve, pela primeira vez, o formato híbrido. As mesas de debates da Estação Plural foram transmitidas também em tempo real pela plataforma digital, contabilizando 750 mil acessos. De acordo com o balanço apresentado há pouco pela organização, 34,5% do público presente no Riocentro estiveram no evento pela primeira vez e 50,8% tinham entre 18 e 25 anos. Das 250 mil pessoas que passaram pelos três pavilhões, na Barra da Tijuca, 99% compraram pelo menos um livro. A média foi de seis livros adquiridos por visitante.

Atrativos da Bienal

Pesquisa realizada pela organização da Bienal do Livro identificou que a variedade de títulos e os bons preços encontrados foram alguns dos atrativos citados pelo público. A diretora da GV events, responsável pela realização do festival literário,Tatiana Zaccaro, acredita que a aposta de fazer o evento foi acertada. “Ser o primeiro evento de grande porte era uma responsabilidade enorme e estamos muito felizes com o resultado. Conseguimos comprovar que é possível fazer um grande evento com segurança e qualidade. Víamos a felicidade em cada olhar e no contato carinhoso com os livros e com os autores. A Bienal é um momento de experiência leitora sem igual e o público estava ávido por isso”, disse Tatiana.

A 20ª edição da Bienal do Livro Rio recebeu mais de 180 convidados, entre nomes nacionais e internacionais de renome. Entre eles, destaque para Lázaro Ramos, Conceição Evaristo, Fabio Porchat, Thalita Rebouças, Ailton Krenak, Julia Quinn, Matt Ruff, Casey McQuinston, Míriam Leitão, Itamar Vieira Junior, Junji Ito, Mariana Enriquez, Gabriela Prioli, Muniz Sodré, Priscilla Alcantara, Bráulio Bessa e muitos outros, que estiveram presentes nas mesas de debate da Estação Plural. Já o Espaço Metamorfoses, patrocinado pela Petrobras Cultural, atraiu milhares de crianças, adolescentes e adultos que se encantaram pelo ambiente imersivo, interativo, lúdico e 'hi-tech', que convidava a uma reflexão sobre as mudanças do mundo.

Entre as mesas mais badaladas da edição, dentro da provocação sobre que histórias queremos contar a partir de agora, uma das mais celebradas foi “Lulu Traço & Verso: 40 anos de carreira”, em que o cantor Lulu Santos lançou 'songbook' com suas músicas ilustradas por Daniel Kondo, para comemorar as quatro décadas de carreira, e criou ainda um karaokê que animou a noite do dia 4. Foram disputadas também as mesas “Os Novos Rumos da Literatura LGBTQIAP+, com autores da cena jovem debatendo a literatura 'queer' e esgotando todas as pulseiras de autógrafos; e “Ficção e Realidade no crime’, com debate em torno das narrativas de 'true crime' (crime real) com Raphael Montes, Ivan Mizanzuki.

Segurança

No posto de vacinação montado na Bienal em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, foram vacinadas mais de 300 pessoas que ainda não tinham tomado a segunda dose, condição para que pudessem visitar o festival. Por dia, cerca de 50 pessoas, em média, voltaram para casa por não terem apresentado o comprovante de vacinação, que era exigência do evento.

Expositores

Mais de 85 editoras participaram do evento em 2021 e se surpreenderam com o resultado. O aumento nas vendas para os expositores variou entre 20% e 120% em relação a 2019. A Editora Vozes teve aumento de 30% de vendas em relação à edição anterior. Já o estande do Grupo Editorial Record chegou ao último fim de semana com crescimento de 90% nas vendas registradas. Esta foi a melhor bienal da história do grupo em termos de faturamento, superando a edição de 2015, que contou com a presença de autoras de 'best-sellers' internacionais.

Na Globo Livros houve crescimento de 20% no primeiro fim de semana do evento comparado a Bienal anterior. Na Sextante, até a última sexta-feira (10), o aumento tinha sido de 30% em relação ao evento de 2019; e na Intrínseca, de 15%.

Novos leitores

Com o objetivo de estimular o hábito da leitura, a 20ª Edição da Bienal do Livro do Rio recebeu quase 70 mil estudantes da rede pública municipal e estadual. Todos os alunos da Rede Municipal que visitaram a Bienal receberam um cartão de R$ 20 para compra de livros. Os 47.591 servidores da Rede também foram presenteados com um cartão para compras de livros no valor de R$ 200, adquiridos no evento ou na loja online.

Foram disponibilizados, ainda, às 1.561 unidades administrativas (escolas, creches e núcleos de extensão), cartões para compra de livros para os respectivos acervos, com valores que variaram de R$ 1 mil a R$ 1,6 mil. Ao todo, mais de R$ 12 milhões foram destinados a essa ação da Secretaria Municipal de Educação.

Já a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) levou cerca de 20 mil estudantes da rede estadual e 5 mil docentes de 631 unidades escolares para o festival. A parceria visou ampliar as iniciativas de apoio e estímulo à leitura. As escolas receberam um kit com o Cartão Bienal, usado para a aquisição de livros. Os docentes foram contemplados com R$ 160 e os estudantes ganharam R$ 80 para adquirir livros, revistas e quadrinhos (HQs).

Curadora do espaço infantil e membro da Comissão Bienal do Livro Rio do SNEL, Marta Ribas, comemorou o resultado do evento. “A conexão com os educadores foi maravilhosa, de muita troca e aprendizado. Ajudamos com a curadoria de quais títulos poderiam levar de acordo com o perfil de cada unidade”, informou.

A escritora americana Anne Rice, autora de livros de fantasia, entre eles "Entrevista com o Vampiro", que revolucionou o gênero, morreu no sábado (11) aos 80 anos, anunciou sua família.

"Em suas últimas horas, me sentei ao lado de sua cama de hospital abismado com suas conquistas e coragem", disse seu filho Christopher Rice em sua página do Facebook.

##RECOMENDA##

Ele informou que ela morreu por complicações de um AVC.

"Interview with a Vampire" ("Entrevista com o Vampiro"), publicado em 1976 e que renovou o gênero de ficção de vampiros, foi adaptado para o cinema por Neil Jordan com Tom Cruise e Brad Pitt como protagonistas em 1994.

Rice escreveu dezenas de livros, alguns eróticos, outros com conotações religiosas, muitos da série "Vampire", que vendeu mais de 150 milhões de cópias em todo o mundo.

Outra de suas obras, "Queen of the Damned" ("A Rainha dos Condenados"), de 1988, foi adaptada ao cinema em 2002 por Michael Rymer.

"A imensidão da dor da nossa família não pode ser exagerada. Como mãe, seu apoio para mim foi incondicional: me ensinou a abraçar meus sonhos, rejeitar o conformismo e desafiar as vozes sombrias do medo e da dúvida", escreveu seu filho.

"Como escritora, ela me ensinou a desafiar os limites de gênero e a me render às minhas paixões obsessivas", acrescentou.

Rice será enterrada em uma cerimônia privada em Nova Orleans.

No ano que vem será realizada uma celebração pública na cidade, com "amigos, leitores e fãs" convidados a se reunirem novamente, segundo seu filho.

O 11º Painel do Varejo de Livros no Brasil, realizado pela Nielsen BookScan e divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), mostra que as vendas do setor cresceram 33,03% em volume e 31,14% em valor no acumulado de janeiro a novembro deste ano, em comparação a igual período de 2020. 

O resultado supera o desempenho de todo o ano passado, quando foram vendidos 41,9 milhões de exemplares, com receita de R$ 1,74 bilhão. No acumulado até agora, o varejo registrou 43,9 milhões de livros comercializados em 2021, com faturamento de R$ 1,83 bilhão, contra 32,99 milhões de unidades vendidas no mesmo período de 2020, gerando receita de R$ 1,39 bilhão.

##RECOMENDA##

Para o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, o estudo representa o otimismo que os mercados brasileiro e mundial estão vivendo. Segundo Pereira, o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus favoreceu o encontro dos leitores com a literatura e impulsionou as vendas deste ano, confirmando que o mercado se encontra em expansão.

Em entrevista à Agência Brasil, Marcos Pereira enfatizou que o resultado obtido até o momento “é espetacular''. “A gente não tinha ideia que fosse conseguir manter o crescimento ao longo do ano, nesses meses agora, em que a gente estava vendendo muito livro no ano passado. E continuamos vendendo mais do que no passado, com uma previsão de fechar 2021 perto de 25%”. Ele acredita que a curva continuará ascendente em 2022, mas não nesse nível. “Mas se a gente conseguir continuar crescendo a taxas mais parecidas com algo entre 5% a 10%, eu vou estar muito feliz, porque a gente vai estar em um mercado robusto que continua a crescer”, comenta.

Resiliência

De acordo com o levantamento, a elevada variação apurada este ano, até novembro, resulta de dois momentos diferentes do mercado livreiro: em 2020, um mercado atingido pelas medidas restritivas para conter a transmissão da covid-19 e, em 2021, um setor livreiro mais consolidado e resiliente.

O presidente do SNEL lembrou que no primeiro semestre deste ano, ocorreu uma segunda onda forte da covid, que levou várias lojas ainda a fecharem. “Eu não acho que isso vai acontecer em 2022”. Ao mesmo tempo, assinalou que há uma grande incógnita, ou indefinição, sobre o quanto as eleições e o cenário geral brasileiro podem contribuir negativamente para o setor, de alguma maneira. “Então, eu acredito que a gente precisa continuar a gerar boas notícias, para que a leitura continue em alta e as pessoas continuem interessadas em ler”.

O preço médio por exemplar praticado nos primeiros 11 meses deste ano, da ordem de R$ 41,64, apresentou redução de 1,42% em relação ao valor médio registrado de janeiro a novembro de 2020 (R$ 42,24).

Os dados do Painel são coletados diretamente do “caixa” das livrarias, 'e-commerce' e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente em formato de banco de dados e, após o processamento, os dados são enviados 'online' e atualizados semanalmente. O Nielsen BookScan é o primeiro serviço de monitoramento de vendas de livros no mundo, atua em dez países, e o resultado de seu trabalho contribui para a tomada de decisão das editoras. O SNEL divulga o Painel das Vendas de Livros no Brasil a cada quatro semanas.

Nesta semana, a casa de leilão norte-americana notificou uma de suas maiores vendas no ano, um exemplar da primeira edição da saga de ficção escrita por J.K. Rowling: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. O nome do comprador não foi identificado, porém o item que estava com expectativa de ser avaliado inicialmente por cerca de R$ 392 mil, acabou sendo vendido por aproximadamente R$ 2,3 milhões.

De acordo com especialistas em leilão, este foi o exemplar de literatura ficcional pertencente ao Século XX mais caro do mundo. A edição possui capa dura e uma ilustração colorida com o protagonista na capa. Segundo a presidência da casa de leilão Heritage Auctions, o livro é bem significativa para a história da literatura e um dos mais importantes de toda a saga.

##RECOMENDA##

Ao todo, a autora escreveu sete livros, que posteriormente foram adaptados para o cinema. São eles: “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001); “Harry Potter e a Câmara Secreta” (2002); “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004); “Harry Potter e o Cálice de Fogo” (2005); “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (2007); “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” (2009); “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” (2010); e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011).

 

 

Para estimular o hábito da leitura, a 20ª Edição da Bienal do Livro espera receber cerca de 90 mil estudantes das redes pública e particular até o fim do evento, no domingo (12), no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo os organizadores, o projeto Visitação Escolar tem como objetivo aproximar crianças e jovens do universo dos livros, estimulando a criatividade, a imaginação e o pensamento crítico. Nesta 20ª edição, metade das vagas está reservada para alunos da Secretaria Municipal de Educação do Rio. O projeto é destinado exclusivamente aos estudantes e seus acompanhantes das unidades de ensino.

##RECOMENDA##

As inscrições para a Visitação Escolar são feitas por instituições públicas e particulares de ensino no site da Bienal do Livro. Para realizar a inscrição, é preciso ter os seguintes dados da escola: endereço completo com CEP e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Para acompanhar a turma, os organizadores da Bienal indicam que a instituição de ensino destaque quatro professores e/ou responsáveis para cada grupo de 40 alunos. Os demais professores terão acesso gratuito. Basta realizar o credenciamento e apresentar a documentação necessária.

O manuscrito de "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, nunca antes exibido na França, será exposto em Paris de fevereiro a junho de 2022, anunciou nesta quarta-feira (terça, 7, em Brasília) o Museu de Artes Decorativas (MAD).

O aviador e autor escreveu a narrativa em Nova York e Long Island, onde estava exilado, entre junho e novembro de 1942.

##RECOMENDA##

Desde então, o manuscrito não saiu dos Estados Unidos: o escritor o havia deixado com uma amiga, Silvia Hamilton, antes de ir para o norte da África durante a guerra, em 1943. A amiga o vendeu para a Biblioteca e Museu Morgan em 1968.

Esta instituição privada emprestará o manuscrito ao MAD, que acolhe a exposição "Encontro com o Pequeno Príncipe" de 17 de fevereiro a 26 de junho em sua ala no Palácio do Louvre.

A mostra terá "mais de 600 peças", incluindo "aquarelas, esboços e desenhos - a maioria deles inéditos - mas também fotografias, poemas, trechos de jornais e correspondências", informou o museu em um comunicado.

"O Pequeno Príncipe", que conta as aventuras em vários planetas de um menino aparentemente ingênuo, mas filósofo, é um dos maiores sucessos da literatura mundial.

Após sua publicação em francês e inglês em Nova York em 1943, Saint-Exupéry morreu durante uma missão no Mediterrâneo em julho de 1944. Assim, o autor não soube do êxito de sua obra, que só foi publicada na França em 1946 e hoje já foi traduzida para mais de 300 idiomas.

O manuscrito foi exibido em 2014 pela Biblioteca e Museu Morgan em Nova York.

Originalmente com mais de 30 mil palavras e difícil de entender, o livro foi cortado pela metade por um escritor que buscava maior simplicidade de estilo.

O grupo editorial Panini esteve presente na CCXP Worlds 2021 para anunciar as novidades de 2022 e, no último domingo (5), ela revelou o que os leitores da DC Comics, poderão esperar para o início do próximo ano.

Um dos anúncios feitos pela editora foi “Batman & Superman: Os Melhores do Mundo – A Era de Prata”, um encadernado em capa dura, que narra a primeira vez em que os dois icônicos heróis uniram força para enfrentar diversos inimigos, entre eles, Lex Luthor e Coringa.

##RECOMENDA##

Outra novidade esperada por muitos leitores foi o quadrinho “Lendas do Universo DC: Kamandi”, uma coleção em capa cartão, que fecha todas as etapas dos anos 1970 daquele que é considerado o rei dos quadrinistas Jack Kirby (1917-1994).

A Panini também anunciou uma nova repreensão do clássico “Hitman – Edição de Luxo”, dos quadrinistas Garth Ennis e John McCrea. Em seu primeiro volume, o personagem estará na cidade fictícia Gotham City e precisará lidar com o Cavaleiro das Trevas que a protege.

Para finalizar, a Panini também aproveitou o espaço para revelar uma coleção de três volumes de “Sociedade da Justiça”, do autor Geoff Johns; e “A Outra História do Universo DC”, que retrata os direitos civis de personagens da DC, que nunca receberam o devido respeito da sociedade.

Todos esses anúncios estão previstos para o primeiro semestre de 2022.

A distribuidora brasileira de Histórias em Quadrinhos (HQs) Conrad Editora anunciou que  em 2022 as HQs “Duo.tone” e “Alho Poró”, dos autores Vitor Cafaggi e Bianca Pinheiro (respectivamente), ganharão edições em formatos físicos. A revelação ocorreu no último sábado (4), durante um painel na CCXP Worlds 2021.

Atualmente, ambas as histórias foram lançadas apenas no formato digital. Segundo Cafaggi, o novo formato de “Duo.tone” será uma edição definitiva e acrescentará materiais inéditos, que não estão presentes na versão digital.

##RECOMENDA##

“Duo.tone” é uma HQ totalmente colorida, que narra duas histórias: a primeira delas conta a história do garoto sonhador Tim, que precisa encarar uma grande mudança em sua vida. A segunda retrata o jovem Yoshio, em uma aventura com monstros e robôs gigantes.

Em “Alho Poró”, o leitor acompanha a jornada de Márcia, Denise e Brenda, que precisam preparar uma receita de Alho Poró, mesmo sem nunca ter realizado a tarefa antes.  

Durante a Live, a Conrad Editora também relembrou sua trajetória em 2021, que contou com diversos lançamentos, entre eles, “Jack Kirby: A Épica Biografia Do Rei Dos Quadrinhos” de Tom Scioli; “The End of the F***ing World” de Charles Forsman, que inspirou a série da Netflix; “Memórias de um Freixo” de Kun-woong Park; e “O Partido dos Panteras Negras” de David F. Walker.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando