Cultura

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A garotada e os pais vão vivenciar o recesso de julho em casa, devido à pandemia, e não vai falar atividade no Centro Cultural Cais do Sertão para incrementar a programação diária de crianças, jovens e adultos. O museu, situado no Bairro do Recife, preparou uma programação interativa e online bastante variada, que poderá ser acompanhada direto do perfil do Instagram do espaço.

Debates, brincadeiras, bate-papo e, principalmente, música compõem o cardápio. Todo o conteúdo compartilhado ficará disponível para acesso do internauta, assim como as playlists temáticas no Spotify. "Desde o início do isolamento social, temos buscado métodos para promover o acolhimento virtual a partir das nossas atividades, com novos debates e formas de se pensar a cultura na sociedade", analisa Rodrigo Novaes, secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco.

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Ao longo das semanas, serão publicados vídeos interativos com declamação de cordel, vídeo-aula sobre o cangaço e ainda um tour gravado pelo museu. E a música vai acompanhar os nossos internautas durante todo o mês. O perfil do Spotify do Cais do Sertão está recheado de playlists temáticas, para todos os gostos. A proposta das seleções casa perfeitamente com a decisão do museu de tratar temáticas de relevância social.

Desde o seu lançamento, já colaboraram Josildo Sá, Cristina Amaral, Rádio Frei Caneca, Carlota Pereira e Quinteto Violado. Há, claro, seleção especial do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Papo de Museu e Conexão Cais

Além das playlists e dos vídeos interativos, o Cais continua realizando lives, graças ao sucesso obtido na Semana Nacional dos Museus, no São João e no Encontro de Pesquisadores de Quadrilha e Festa Junina, todos realizados online. Nas terças e quintas-feiras do mês de julho, a equipe educativa, de gestão e de coordenação de conteúdo vão ter a oportunidade de promover a interlocução entre gestores de instituições culturais, pesquisadores e artistas, nos quadros "Papo de Museu" e "Conexão Cais".

Na próxima terça-feira (7), a equipe do Cais do Sertão realiza a primeira edição do Papo de Museu do mês. Maria Rosa Maia, gestora do Cais, recebe a Amélia Campello, pós-graduada em História e gestora do Museu do Barro de Caruaru (MUBAC), para bate-papo sobre a herança cultural do barro em Pernambuco. As lives seguintes contarão com participação de representantes do Museu do Poço Comprido e do Museu do Cangaço.

Já a quinta-feira (9) será regada a histórias, tradições e culturas. O ao vivo do "Conexão Cais" recebe o ator Marconi Bispo e Kemla Baptista, do projeto Caçando Estórias. Eles realizam contação focada na "mitologia dos Orixás para Crianças: Nanã e Oxum", que representam a figura dos avós. Ao longo do mês, o quadro contemplará pesquisadores, pensadores culturais e sócias, além de artistas musicais e gestores de espaços culturais.

Os encontros virtuais vão trazer à baila o movimento do cangaço no Nordeste, a história do grupo Cavalo Marinho Boi Pintado e a trajetória dos artesãos e mamulengueiros de Glória do Goitá, na Zona da Mata.

*Da assessoria

O pregador evangélico Deive Leonardo, influente nas redes sociais, abriu nessa sexta-feira (3) as inscrições para o primeiro ato gospel dele em drive-in, no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo. Com o valor dos ingressos a R$ 120 por carro, o evento esgotou as 285 entradas em apenas 40 segundos, segundo o colunista Leo Dias.

Com a grande procura, Deive - que tem 6,5 milhões de seguidores no Instagram - anunciou uma sessão extra, que abriu inscrições neste sábado (4) ao meio dia. Porém, quem tentou se inscrever dois minutos depois, não conseguiu. As novas 285 inscrições se esgotaram em apenas um minuto. As duas apresentações serão realizadas no dia 8 de julho, às 18h e às 21h30.

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A Casa da Cultura de Pernambuco, equipamento cultural localizado no centro do Recife, reabriu as portas ao público na ultima segunda-feira (29), seguindo os protocolos de segurança e higienização no combate ao Covid-19. Antes da reabertura, a Casa da Cultura passou por um processo de limpeza e todo o equipamento foi sinalizado a respeito das medidas sanitárias necessárias por parte dos comerciantes e visitantes.

O funcionamento do local agora é de segunda a sábado, das 10h às 16h. Algumas práticas também foram adotadas para o convívio dentro do espaço, como o uso obrigatório de máscara; distanciamento social mínimo de 1,5m; controle de acesso com número máximo de visitantes (125 pessoas); aferição de temperatura; e disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos. Todas as pessoas que forem ao local terão a temperatura aferida, caso o termômetro marque 37,5⁰C ou superior, a pessoa será orientada a retornar para casa ou procurar o serviço de saúde.

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Além disso, produtos de beleza e cosméticos, bijuterias, roupas, sapatos e acessórios não podem ser provados no local; produtos alimentícios não podem ser consumidos no local; o uso dos banheiros deve ser feito uma pessoa por vez; e o uso dos elevadores por uma pessoa ou família por vez. Todos os permissionários receberam informações sobre as medidas de segurança que devem cumprir, tais como: atender apenas um cliente dentro da cela; higienizar as mercadorias; e ter cuidados com maquinetas e dinheiro.

A Casa da Cultura é um equipamento cultural do Governo de Pernambuco, gerido pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

*Da assessoria

A mulher do príncipe Harry, Meghan, considera ter sido deixada "indefesa" pela família Real, que a "proibiu de se defender", ao ser atacada pelos tabloides britânicos durante sua gravidez - apontam documentos legais citados pela imprensa local nesta quinta-feira (2).

Esses documentos foram apresentados à Alta Corte de Londres no âmbito do processo movido por Meghan Markle, de 38 anos, duquesa de Sussex, contra o MailOnline (site do jornal britânico "Daily Mail"), contra sua versão dominical "Mail on Sunday" e contra a empresa proprietária de ambos, a Associated Newspapers.

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Meghan acusa o jornal de violação de privacidade e reivindica direito de proteção de dados e de copyright, após a publicação de trechos de uma carta dirigida a seu pai, Thoms Markle, em agosto de 2018.

Ela acusa o veículo de "agir de forma desonesta", modificando a carta.

Parte da acusação da duquesa foi desconsiderada pela Justiça no início de maio.

O grupo de mídia rejeita as acusações e mantém que a publicação era de interesse público e se deu com base na liberdade de expressão.

Citados pela rede BBC e pela agência de notícias Press Association, os documentos fazem referência a uma entrevista, sob anonimato, dada por cinco amigos de Meghan Markle à revista americana especializada em celebridades "People", em fevereiro de 2019, na qual denunciavam os ataques contra ela.

Segundo os mesmos documentos judiciais, Meghan não estava envolvida na entrevista.

Meghan Markle "se transformou em objeto de um grande número de matérias falsas e prejudiciais nos tabloides britânicos, particularmente o acusado, que lhe causaram uma imensa angústia emocional e alteraram sua saúde mental", acrescentam os papéis.

"Seus amigos nunca a viram assim antes e se preocupavam, com razão, com seu bem-estar, particularmente por estar grávida", completa o texto.

A "instituição" da monarquia fracassou em protegê-la das acusações, e ela foi "proibida de se defender", ainda segundo a mesma fonte.

Os documentos indicam também que o casamento supermidiatizado, em maio de 2018, de Meghan com o príncipe Harry, de 35 anos, neto da rainha Elizabeth II, contribuiu para gerar mais de 1 bilhão de libras (em torno de US$ 1,3 bilhão) em receita de turismo.

Hoje instalado na Califórnia junto com a esposa e com seu filho, Archie, o príncipe denunciou várias vezes a pressão impiedosa da imprensa sobre o casal.

Esta foi, segundo ambos, a razão principal de sua decisão de abandonarem suas funções como membros da realeza britânica. O anúncio foi feito em janeiro passado e se tornou efetivo no início de abril.

A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) anunciou que a 21ª edição da Fenearte não será realizada devido à pandemia do novo coronavírus. A feira estava programada para acontecer entre os dias 1º e 12 de julho. O evento reúne artesãos de todo o Brasil e de diversos países, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. 

Segundo a AD Diper, a última edição realizada em 2019 arrecadou cerca de R$ 45 milhões durante os 12 dias e recebeu cerca de 300 mil pessoas. Resultado de um investimento de R$ 5,5 milhões e gerou 2,5 mil empregos temporários. 

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Ainda segundo a agência, não há previsão para um nova data, mas foram criadas campanhas de incentivo para os artesãos prejudicados pelo cancelamento: ‘Abrace o Artesão Pernambucano’, ‘Artesanato Solidário’ e o ‘Vale Artesanato’. Os projetos visam diminuir o prejuízo dos artistas que produzem ao longo do ano para a feira. 

Confira o comunicado na íntegra: 

A Agência de Desenvolvimento Econômico – AD Diper, por meio da Diretoria de Promoção da Economia Criativa, informa que não será possível realizar a 21ª Fenearte na data programada, entre 01 e 12 de julho de 2020, no Centro de Convenções de Pernambuco. Diante do cenário provocado pela pandemia da COVID-19, é nosso compromisso garantir a segurança e saúde, em primeiro lugar, de expositores e visitantes. 

A Fenearte é um importante elemento estruturador da cadeia produtiva do artesanato, em especial, do artesão, e cumpre o papel fundamental de fomentar a política pública de cultura do Estado. Assim, sempre tendo como horizonte o resgate e a valorização da cultura popular pernambucana, seguimos debatendo e avaliando alternativas que possam viabilizar a 21ª edição da Fenearte em um momento mais oportuno. E assim que qualquer resolução seja confirmada, a coordenação da Fenearte avisará a todos os públicos envolvidos. 

AÇÕES - Com o cenário de incerteza provocado pela pandemia, o Governo de Pernambuco, por meio da AD Diper, vem movendo esforços para auxiliar os nossos artesãos. Estão sendo realizadas ações de incentivo como as campanhas Abrace o Artesão Pernambucano, Artesanato Solidário e Vale Artesanato. 

O Abrace transformou as redes sociais do Centro de Artesanato de Pernambuco numa vitrine que possibilita diretamente a divulgação e negociação entre artesão e cliente. Já o o Artesanato Solidário é uma ação de compra pelo Governo do Estado do estoque dos artesãos que estão com produtos disponíveis nas lojas físicas do Centro de Artesanato de Pernambuco e dependem financeiramente dessa comercialização. Assim, mais de 1.000 artesãos estão sendo contemplados. Todos os produtos adquiridos serão doados posteriormente, através de um chamamento público, para instituições filantrópicas sem fins lucrativos. 

O Vale Artesanato PE é um voucher de presente digital em diferentes valores, que pode ser comprado na plataforma digital do Centro de Artesanato de Pernambuco (centrodeartesanatodepe.lojavirtualnuvem.com.br) e que depois poderá ser trocado em uma das unidades físicas do Centro de Artesanato de Pernambuco (Unidades Recife, Olinda ou Bezerros).

O momento atual torna necessário planejar novas estratégias para preparar e inserir o artesão à nova e irreversível realidade digital. Nesse sentido, o Governo do Estado vem formatando um novo evento online voltado à comercialização do artesanato pernambucano, com data também ainda a ser confirmada. Certos de que, neste momento, o nosso principal objetivo é fomentar ações que fortaleçam e ajudem os artesãos do Estado, continuamos buscando alternativas que em breve serão comunicadas a todos.

CENTRO DE ARTESANATO DE PERNAMBUCO (RECIFE) - Avisamos ainda que, nesta quarta-feira, 01 de julho, em horário especial e seguindo as recomendações do Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid 19, o Centro de Artesanato de Pernambuco, unidade RECIFE, (no Marco Zero do Recife), estará funcionando das 10h às 16h.

Eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia, nada disso fazia sentido para a médica que revolucionou a forma de se fazer psiquiatria - ela foi além. Alagoana, Nise da Silveira nasceu em 1905, época em que os doentes mentais não eram tratados com humanidade. Seu cuidado para com o Outro a fez uma das grandes profissionais do Brasil, deixando um legado imensurável, tema do terceiro encontro da série Grandes Personalidades do Nordeste.

O evento, nesta quinta-feira (2), às 17h, será transmitido ao vivo pelo canal do Youtube da Fundação Joaquim Nabuco. A cineasta e psicanalista Isabela Cribari falará sobre Nise da Silveira: psicanálise, arte, cura e cultura. Em seguida, haverá a palestra da médica Cristiana Tavares, sob o título de Nise: a palavra que mais gosto é liberdade. Um diálogo entre as palestrantes, que também responderão às perguntas do público que interagirá via chat, finalizará o evento.

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"A vida e obra de Nise de Silveira são a vitória dos grandes valores humanos. Em tempos de tanta carência, depressão coletiva e individual, ansiedades de todos os tipos, Nise é um oásis onde se pode beber a água pura do Iluminismo, da sensibilidade triunfando sobre a violência e a incompreensão", reflete Mario Helio, diretor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca).

Homenageada do debate, Nise da Silveira começou vencendo pelas estatísticas ainda jovem: foi a única mulher de sua turma de faculdade. Formou-se em medicina aos 21 anos, na Bahia. Em seu inusitado trabalho de conclusão do curso, analisou o comportamento de infratoras em uma cadeia de Salvador, pesquisa que aguçava um olhar para a existência dos invisíveis sociais do século passado.

"Nise era uma mulher livre de padrões desde a infância. Com mãe musicista, tio poeta e pai libertário, amante da música, seus sonhos não foram tolhidos. O apoio da família e o mundo da leitura a libertaram dos preconceitos vigentes no século passado, tornando-a uma das maiores humanistas na área das ciências", compartilha Cristiana Tavares. Ao longo da carreira como psiquiatra, Nise de Silveira se negou a aplicar em seus pacientes os tratamentos tidos como 'convencionais', era um acordo que tinha com seu companheiro, o médico sanitarista Mário Magalhães.

Em vez de impor aos doentes o desgaste pelo serviço braçal nos manicômios, oferecia-lhes o amor e arte, com tintas, pincéis e telas brancas. Fundou assim a terapia ocupacional, acreditando que a produção artística tinha o poder de curar. "Enquanto se achava que o esquizofrênico tinha os afetos embotados e não se comunicavam porque viviam num universo interior, Nise conseguiu acesso a este mundo a partir de uma outra linguagem: as imagens. Hoje todo o material que os pacientes produziram está exposto em um museu conhecido internacionalmente [Museu do Inconsciente, RJ]", conta Isabela Cribari.

Programada para sete encontros, a série 'Grandes Personalidades do Nordeste' prossegue até o final de julho. Sempre às quintas-feiras, o evento convida especialistas para explanar sobre a vida e contribuições sociais de figuras de destaque. As palestras seguintes serão sobre Antônio Conselheiro (9/07), Padre Cícero (16/07), Delmiro Gouveia (23/07) e Zumbi dos Palmares (30/07).

*Da assessoria

Mesmo com as portas fechadas para o público, por causa das medidas de segurança de combate ao novo Coronavírus, o Museu do Mamulengo – Espaço Tiridá, localizado em Olinda, cria durante o mês de julho um ciclo de palestras na conta oficial do Instagram.

Com a proposta de ser uma 'Musa de Ideias', o espaço será aberto para discussão de várias temáticas. Uma das missões da gestão do Tiridá é disseminar as diversas manifestações do conhecimento e da cultura popular, fazendo com que todas as pessoas possam ter acesso. 

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O local já foi palco de oficinas, aulas e exibições de filmes temáticos, além das exposições. O ambiente aconchegante e convidativo do museu também é acessível nas redes sociais. A programação começa no primeiro sábado de julho, dia 4. A partir das 10h, o diretor do Museu, Luciano Borges, vai contar a história do museu. A programação ainda conta com nomes como Marjones Pinheiro.

*Da assessoria

Resultados preliminares da pesquisa Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil, divulgados nessa segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, em videoconferência, revelam que os setores da cultura e da economia criativa foram os mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, “porque tendem a voltar à atividade só no fim da crise”. 

A análise foi feita pelo sociólogo Rodrigo Amaral, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e um dos idealizadores do estudo. Segundo ele, a sondagem confirma o cenário de perda. “A preocupação das pessoas está muito negativa, de perda generalizada”, disse.

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Como em todos os setores da economia, o impacto da pandemia sobre a cultura e a economia criativa é muito forte, afirmou. Entre as organizações ligadas aos dois setores, mais de 40% disseram ter registrado perda de receita entre 50% e 100%. 

Já para os trabalhadores, as perdas narradas ficaram na média de 35%. Os dois setores movimentam R$ 171,5 bilhões por ano, o equivalente a 2,61% de toda a riqueza nacional, empregando 837,2 mil profissionais. Antes da pandemia, esses segmentos culturais e criativos tinham previsão de gerar R$ 43,7 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) até 2021. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.

Rodrigo Amaral informou que o trabalho recebeu uma forte participação da Região Norte, por meio do Amazonas e, sobretudo, de Manaus, onde foi percebido um comportamento mais acentuado de perda de receita provocada pela pandemia. 

O menor impacto foi observado em São Paulo, onde 31% disseram ter perdido toda a receita entre março e abril. Em contrapartida, o maior impacto ocorreu no Rio Grande do Sul, onde 63% afirmaram que não tiveram receita no mesmo período.

Esforço conjunto

O levantamento foi concebido a partir do esforço conjunto de pesquisadores, gestores públicos, universidades e instituições culturais, interessados em registrar a visão de indivíduos e coletivos sobre os impactos da Covid-19 nas suas áreas de atuação, nas cadeias de produção e distribuição. 

O trabalho foi lançado no último dia 10 e ficará aberto para coleta de dados até o dia 16 de julho. A divulgação do relatório final está prevista para 31 de julho. Os resultados serão oferecidos às secretarias de cultura, como subsídio para a formulação de políticas públicas para os setores.

Até o momento, mais de 964 organizações e trabalhadores dos setores cultural e criativo responderam ao questionário, que pode ser acessado no link. Desse total, 69% foram respondentes individuais e 31% organizações, com predominância de artes performáticas, música e celebrações. 

Entre os que responderam ao questionário, foi observada predominância de pessoas da cor branca, com ensino superior acima da média e com paridade entre homens e mulheres, na faixa etária entre 30 e 39 anos de idade (34%).

Durante a vídeoconferência, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) anunciou ter recebido do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, a notícia da sanção presidencial à Lei Emergencial da Cultura Aldir Blanc. Ela foi relatora do projeto. A lei determina o repasse de R$ 3 bilhões para o setor cultural e foi sancionada integralmente, à exceção do prazo de 15 dias para repassse dos recursos a estados e municípios.

Meio digital

Rodrigo Amaral salientou que, embora todos estejam sofrendo igualmente, algumas áreas da cultura e da economia criativa não conseguem fazer uma transição muito simples para as plataformas digitais. A exceção é o setor da música. Afirmou que o meio digital pode ser uma porta de saída que oferece disponibilidade de infraestrutura a um preço adequado.

A ideia agora é fazer um aprofundamento mais qualitativo da pesquisa, que conta com apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc), da representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura Estadual e das secretarias de Cultura de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Pernambuco e Sergipe. 

O pesquisador André Lira, também idealizador do projeto, disse que vai se procurar ampliar o número de parceiros para permitir ter dados que contemplem todo o país e permitam pensar soluções e implementá-las.

Interiorização

A pesquisa busca interiorizar a captura de dados nas diferentes regiões brasileiras, contemplando profissionais que residem em cidades distantes dos grandes centros, incluindo comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e ciganas, entre outras. No âmbito das secretarias municipais, Amaral indicou que os respondentes informaram que a maior parte das ações de apoio aos setores culturais e criativos na pandemia tem se dado por meio da criação de editais e na distribuição de auxílios de pequena monta e cestas básicas, “na forma de socorro emergencial”.

A diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Lúcia Prado, disse que o Sesc acredita muito na possibilidade de promover essa capilaridade e interiorização, foco da pesquisa e da instituição. Lembrou que o Sesc conta atualmente com 600 unidades espalhadas pelo Brasil, totalizando dois mil municípios. Segundo ela, o Sesc pode ajudar a promover a pesquisa em todo o país.

Para a presidente do Fórum dos Secretários e Dirigentes de Cultura Estadual, Ursula Vidal, o estudo vem em um momento oportuno, porque entra como instrumemto auxiliar muito importante no processo de mapeamento da cultura, da arte e da economia criativa. “Será uma ferramenta muito importante para essa radiografia e instrumentalização de estados e municípios”.

A coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, Isabel de Paula, não tem dúvidas da importância do levantamento para mapear o setor cultural que sofre com a pandemia e vai encontrar caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas para o setor. “Teremos que pensar em uma nova maneira de construir esse trabalho”, disse Isabel, garantindo o apoio da Unesco a esse esforço.

No último final de semana, a blogueira fitness Juju Norremose causou polêmica nas redes sociais, após comemorar a volta da sua empregada doméstica. A digital influencer, com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, publicou um vídeo dançando ao lado do marido e da funcionária, mas teve que se explicar na sequência. A repercussão do assunto fez com que Juju apagasse o conteúdo.

Ela foi até os Stories para pedir desculpas. Juju declarou que não teve a intenção de magoar ninguém, e que aprendeu com o erro. Casada com o empresário Sergio Bruno, Juju Norremose disse que a empregada doméstica já tinha trabalhado em sua casa por três anos, porém, ela deixou a família por dois anos. Segundo a paulistana, a postagem foi para demonstrar felicidade com a recontratação da mulher.

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Juju, nesta segunda-feira (29), voltou a se manifestar. Ela escreveu: "De repente um vídeo que fizemos cheio de amor, em um momento de descontração, tomou uma proporção diferente da que imaginávamos. [...] Resolvemos falar e nos abrir, mesmo com medo de ser acusados de algo que não somos!".

Confira:

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A escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira foi condenada a pagar uma indenização a uma foliã impedida de desfilar com a agremiação no Carnaval de 2015. Ela teria sido barrada por ser branca e ter comprado uma fantasia para uma ala exclusivamente destinada para brincantes negras. A Mangueira deve indenizar a mulher em R$ 10 mil.

Segundo o colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góes, a pena foi fixada pela 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio como compensação pelas despesas da foliã com fantasia e hospedagem, além da frustração de não poder desfilar no Carnaval. O problema aconteceu no ano de 2015, quando a Mangueira apresentou o samba enredo Agora chegou a vez vou cantar: mulher de Mangueira, mulher brasileira em primeiro lugar.

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Ainda de acordo com o colunista, a mulher havia comprado uma fantasia para sair na ala Mãe Menininha, que seria exclusiva para desfilantes negras. Ao chegar na Sapucaí, ela foi impedida de entrar na avenida pelos dirigentes da escola que alegaram que a agremiação perderia pontos caso uma brincante  branca estivesse na ala exclusiva. 

A cada noite em que Nha Vy sobe ao palco com seu vestido tradicional, ou de minissaia e salto alto, para apresentar uma festa da Loteria, eventos muito populares no Vietnã, ela esquece as dificuldades que teve de enfrentar como artista trans em sua cidade.

Há alguns anos, cabarés de transformistas itinerantes - que seguem uma tradição da época colonial - percorrem cidades e povoados do sul do país. Como Nha Vy, seu nome artístico, centenas de membros da comunidade LGTB encontraram nestes espetáculos uma maneira de ganhar a vida e também uma forma de reconhecimento social, em um país comunista, onde a homossexualidade é pouco aceita - tanto na escola, quanto no mercado de trabalho.

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"É raro que as pessoas LGTB tenham acesso a trabalhos qualificados já que, em sua maioria, deixaram os estudos antes da universidade (...) E, mesmo se eu tivesse um título [universitário], não me atreveria a me candidatar [a uma vaga em um escritório]", diz ela à AFP em seu modesto apartamento em Ho Chi Minh. "Cada vez que estou no palco como mulher, eu me sinto bem", diz esta artista de 26 anos.

O sucesso dessas festas de Loteria, que misturam música e dança, começou em 2017, depois da vitória do documentário "A última viagem da senhora Phung" (em tradução livre), sobre a vida de um ex-monge que se torna líder de uma companhia transgênero chamada "Sai Gon Tan Thoi" ("Saigon moderno", em português).

"Este espetáculo nos custou suor e lágrimas. Não apenas para que gostem dele, mas para que as pessoas entendam que é um trabalho de verdade", explica La Kim Quyen, que desde a adolescência faz parte de vários grupos de "Lo To", como são chamados no Vietnã.

"Sou feliz com minha vida, com o que consegui", diz esta artista, de 49 anos, enquanto se prepara no camarim. Considerado um país relativamente progressista, o Vietnã autorizou as uniões entre pessoas do mesmo sexo em 2015, ainda que sem um estatuto legal. Uma lei sobre a identidade trans está sendo promulgada.

Na vida real, contudo, os homossexuais continuam sendo estigmatizados, ou discriminados, no mundo do trabalho, ou para terem acesso ao sistema de saúde, por exemplo.

Pressionada pelo entorno social, Nha Vy teve um filho com a namorada, quando era jovem. Agora, para ela, o mais importante é que seu filho tenha alguém de quem se orgulhar.

Em função da crise sanitária provocada pela Covid-19, eventos culturais de grande porte, que acabam movimentando a economia dos locais onde são realizados, foram adiados, alguns sem anunciar nova data. A organização do Festival de Cinema de Gramado, um dos principais do país, resolveu manter quase inalterada a programação, somente transferindo o evento de agosto para setembro. Mais cautelosa, a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que recebe, em média, 600 mil visitantes a cada edição, ficou para 2022.

Ao mesmo tempo em que os espaços culturais precisam adotar o fechamento como medida de combate à covid-19 e eventos são adiados pelo mesmo motivo, artistas têm tido dificuldade de encontrar uma fonte de renda. Por essa razão, estão recorrendo às redes sociais para passar o chapéu (como se denomina, no meio artístico, a prática de recolher contribuições voluntárias após uma apresentação). 

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Em um clique, encontram-se diversas postagens de artistas que, individual ou coletivamente, pedem doações ou realizam lives (transmissões online, ao vivo) para arrecadar recursos. O perfil é bastante heterogêneo. São artistas iniciantes e outros mais consolidados, como os do Teatro Oficina Uzyna Uzona, companhia que completa 62 anos de existência, este ano, e foi fundada por José Celso Martinez Corrêa, mais conhecido como Zé Celso, um dos ícones da tropicália.  

Para amparar os trabalhadores do setor, o Senado Federal aprovou, em 4 de junho, o projeto de Lei Aldir Blanc (PL nº 1075), que prevê a concessão de benefício no valor de R$ 600, além de possibilitar a distribuição de quantias para garantir a manutenção de empresas e espaços culturais. Segundo o texto, a quantia que será repassada da União, por meio do Fundo Nacional de Cultura, para estados, Distrito Federal e municípios totaliza R$ 3 bilhões. A proposta, apresentada pela deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro. 

Obstáculos

Como outros colegas de profissão, a artista e brincante Bruna Luiza tem passado por momentos difíceis durante a pandemia já que não há trabalhos a serem feitos. Professora de circo, ela conta que nunca conseguiu manter uma reserva financeira e que costumava complementar a renda com aulas de reforço escolar.

Sem dinheiro guardado, ela e seu companheiro decidiram deixar Brasília para ir morar em uma vila de Alexânia, interior de Goiás, onde o custo de vida é menor. Com duas crianças em casa, uma de 6 anos de idade e outra de 7, o casal está vivendo com o auxílio emergencial concedido pelo governo federal.

"Quando começou a pandemia, nossa renda vinha das aulas de circo e tínhamos vários trabalhos fechados [já acordados]. Todas essas fontes de renda se foram. Atualmente, a gente está vivendo do auxílio emergencial. A gente está se inscrevendo em todos os editais que têm, mas são perspectivas futuras, porque nenhum edital foi para agora”, afirma.

“Meu companheiro tem feito algumas lives e rodado o chapéu, mas não é nada que gere muito dinheiro, é um valor pequeno, com que dá para fazer a feira, o mínimo. Eu ainda estou precisando me adaptar a essa nova realidade para buscar uma forma de trabalho", completa.

Sobre os editais de fomento à cultura, ela critica a lógica de rivalidade que esse modelo de financiamento promove, defendendo que o processo seja revisado, tendo em vista que a crise atingiu parte significativa da classe artística.

"Eles lançam edital, no meio dessa pandemia, em que colocam em competição os artistas, que já estão em um estado de vulnerabilidade muito grande", lamenta.

Bruna comenta que muitos artistas têm disponibilizado aulas e apresentações gratuitas, o que encara como positivo para o público e, ao mesmo tempo, como obstáculo para os artistas que poderiam conseguir remuneração ensinando o que sabem e garantir parte do sustento durante a pandemia.

"Tem muito conteúdo sendo fornecido de graça. O que você quiser saber sobre circo, flexibilidade, força, acrobacia, tem muito material sendo disponibilizado. Vejo que tem dois lados interessantes. Um é que fica acessível para muita gente. Mas também fica difícil de trabalhar, porque tem muita coisa de graça. E tem muita gente apertada [financeiramente]."

Museus

Em meados de maio, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) emitiu informe em que estimava que 13% dos museus de todo o mundo poderiam encerrar, em definitivo, suas atividades, em decorrência das consequências da pandemia de Covid-19. Já naquele período, mais de 85 mil instituições, que representam 90% do total (95 mil), haviam suspendido visitações, a fim de evitar contaminações pelo novo coronavírus, e parte delas buscava se adaptar para manter exposições online. 

No comunicado, a Unesco destacou que apenas 5% dos museus localizados em países da África e países insulares em desenvolvimento estavam conseguindo manter atividades em ambiente virtual. Como essa situação, existem também outras que indicam que o segmento de cultura está sob ameaça, não apenas sob o ponto de vista de circulação do conhecimento e preservação do patrimônio cultural, mas de sustento dos profissionais do ramo.

De acordo com a Unesco, a falta de receita dos museus afeta também os funcionários dessas instituições e os artistas, muito deles autônomos ou trabalhando com "contratos precários".

Criatividade em números

De acordo com o Mapa Tributário da Economia Criativa, elaborado pelo extinto Ministério da Cultura, em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação e a Unesco, a classe criativa correspondia a 1,8% dos trabalhadores formais brasileiros, em 2015. Em 2013, a proporção era de 1,7%. Atualmente, a economia criativa responde por 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O documento foi divulgado em dezembro de 2018.

Publicado em janeiro de 2019, um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) aponta que as exportações de bens criativos do Brasil, em que se sobressaem bens de design, como moda, design de interiores e joias, somaram US$ 923,4 milhões em 2014. Naquele ano, somente as novas mídias produzidas no país, que incluem filmes, movimentaram US$ 102 milhões. Artes visuais, por sua vez, geraram US$ 92 milhões e artes e artesanato, US$ 73 milhões.

A 3ª e última temporada da série Dark estreou neste sábado (27) na Netflix. Considerada a melhor série original da plataforma em votação pelo site Rotten Tomatoes, a produção criou grande expectativa nos fãs e está entre os assuntos mais comentados do Twitter.

A data da estreia, 27 de junho, também está ligada à história da série, pois é quando se inicia na trama um evento apocalíptico que atinge a cidade fictícia de Winden.

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Na disputa da Rotten Tomatoes, a série venceu "Black Mirror" na final, tendo deixado para trás títulos famosos como "Stranger Things" e "Peaky Blinders".

Dark é uma série alemã de ficção científica que narra os desdobramentos do desaparecimento de duas crianças. A última temporada conta com oito episódios e tem recebido elogios.

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Com a decisão de adotar protocolos de saúde, mas sem prazos claros, televisão, cinema e teatro aguardam a autorização para retomarem suas atividades no Peru, suspensas há mais de 100 dias pela pandemia.

A paralisia forçada da indústria cultural e de entretenimento deixou perdas milionárias e um rastro de desempregados, em uma atividade que sempre esteve associada à aglomeração de pessoas.

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"Até que se encontre uma vacina, ou tratamento confiável, uma crise muito grande persistirá", disse à AFP Hugo Coya, ex-presidente do Instituto Peruano de Rádio e Televisão e atual gerente-geral da Del Barrio Producciones, principal produtora audiovisual do país.

Há incerteza no setor, pois ele ainda não foi incluído nos planos do governo para a retomada das atividades, suspensas desde 16 de março passado.

Nesse sentido, Coya afirma que as perdas com a paralisação podem chegar a cerca de US$ 588 milhões, o dobro do que o governo reconheceu até agora.

Quando a quarentena começou em 16 de março, Del Barrio tinha no ar a novela "Dos Hermanas", líder de audiência, com nove episódios transmitidos. As gravações foram suspensas, e 200 atores e técnicos ficaram de braços cruzados.

Adeus aos abraços

Agora, diz Coya, as produtoras peruanos estão coordenando com o Ministério da Saúde as regras a serem seguidas para que seja possível retomar as gravações de novelas e de outros programas com segurança.

Nos "sets" de cinema e de televisão, a temperatura corporal será medida diariamente, e os testes de diagnóstico de Covid-19 serão realizados em todo pessoal. Os espaços de trabalho também serão desinfetados constantemente, o que aumentará os custos e atrasará o cronograma de produção.

A pandemia também forçará a adoção de novas formas de se fazer televisão.

"A televisão não será a mesma", afirma Coya.

"A primeira coisa é ter poucos atores no set de filmagem. E adeus a beijos e abraços, porque é preciso respeitar uma distância social. Voltaremos a essa linguagem das décadas de 1960, ou 1970, quando muitas cenas românticas eram sugeridas", detalha ele.

Teatro via streaming

Os desafios se espalham para outros ramos da cultura e do entretenimento. Segundo dados coletados pelas companhias de teatro, apenas entre março e maio 3.239 apresentações foram canceladas, com 15.000 ingressos devolvidos e quase US$ 100.000 em reembolsos.

O teatro peruano respira fundo e busca alcançar o público por meio de plataformas de streaming, onde se paga para ver obras em vídeo, explicou à AFP Walter Espinoza, da produtora Neópolis.

De acordo com dados de produtores teatrais, 3.239 apresentações foram canceladas desde março no país, com 15.000 ingressos a serem devolvidos. Com milhões em perdas, as companhias teatrais procuram opções para sobreviver.

Cofundado há três anos por Ana Chung Oré, o Centro Cultural de Cinema Olaya de Lima organizou este mês um show ao vivo através da plataforma Zoom, com palestras com artistas, sessões de desenho e criações visuais digitais, tudo com música.

"A conjuntura nos obrigou a pausar o Centro Cultural, talvez para sempre", disse Chung à AFP.

"Mas aproveitamos as mídias digitais, que nos abrem uma nova janela para a exploração e o desenho de novas plataformas. Essa será a nova linguagem, mas não a única, e muito menos substituirá as experiências vivas", acrescenta ele.

Em seu primeiro show via streaming, 130 pessoas pagaram pelo acesso. O valor arrecadado chegou a cerca de US$ 950.

104 salas de cinema fechadas

O cinema não está melhor. No Peru, há 104 salas fechadas, afetando cerca de 10.000 trabalhadores. As perdas até o momento somam mais de US$ 51 milhões, segundo a imprensa peruana.

A maior rede de cinemas, a Cineplanet, anunciou em 12 de junho que "muito em breve" apresentaria às autoridades os protocolos operacionais, com "medidas sanitárias de prevenção, limpeza e desinfecção para funcionários, clientes e fornecedores". Mas eles ainda não têm uma data de reabertura.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o segundo país da América Latina com mais casos de contágio (268.602), atrás do Brasil, e é o terceiro em mortes (8.761), depois do gigante da América do Sul e do México.

A jovem Siya Kakkar, sucesso no aplicativo Tik Tok, foi encontrada morta nesta quinta-feira (25), em Nova Délhi, Índia. A causa da morte ainda não foi revelada pelos investigadores, mas há suspeita de que ela tenha tirado a própria vida. O empresário dela falou que não notou nada de estranho no comportamento, após falar com a adolescente.

"Ela estava bem na carreira. A morte dela deve ter sido motivada por alguma questão pessoal que não sabemos. Eu conversei com ela ontem e parecia tudo normal. Ela tinha um talento incrível", declarou Arjun Sarin. Fãs lamentaram a morte da indiana. Siya Kakkar tinha apenas 16 anos.

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Confira alguns vídeos de Siya Kakkar:

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A influenciadora digital Geisy Arruda chamou a atenção dos seguidores ao compartilhar um vídeo usando apenas um biquíni fio-dental, na última quarta-feira (24). Geisy aproveitou para mostrar o bronzeado e ainda desabafou sobre o fim do verão.

“O tempo vai mudar no FDS em SP. E eu ainda não superei o fim do verão”, escreveu ela na publicação que rapidamente alcançou mais de 60 mil curtidas. Os fãs aproveitaram para elogiar as curvas da moça. “Maravilhosa linda eu sempre fico encantado com tanta beleza”, escreveu um seguidor.

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A Disney informou nesta quarta-feira (24) que adiará a reabertura de seu parque de diversões na Califórnia, em meio a um aumento alarmante de casos de coronavírus no estado.

A empresa planejava abrir a tradicional Disneylândia e sua vizinha Disney California Adventure, localizada nos arredores de Los Angeles, em 17 de julho, de acordo com um plano que ainda precisava da aprovação das autoridades locais.

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O grupo de entretenimento explicou em um comunicado que as autoridades da Califórnia não emitirão as diretrizes de reabertura antes de 4 de julho, o que deixaria parques temáticos, hotéis e lojas com tempo insuficiente para reiniciar conforme proposto.

"Dado o tempo necessário para trazer milhares de membros da equipe de volta ao trabalho e reiniciar nossos negócios, não temos escolha a não ser adiar a reabertura de nossos parques temáticos e hotéis até recebermos a aprovação de funcionários do governo", indica o texto, no qual não foi anunciada uma nova data provisória para retomada das operações.

A Disneylândia é o segundo parque de diversões mais visitado do mundo, atraindo dezenas de milhares de visitantes todos os dias, até fechar em março devido à pandemia do coronavírus.

Outros parques temáticos da Disney foram abertos como Hong Kong e Xangai. A Tokyo Disney será reaberta em 1º de julho, enquanto a de Paris e o complexo de parques da Flórida devem começar em meados de julho.

A Califórnia, o estado mais populoso do país, registrou 7.149 novos casos positivos da Covid-19 na terça-feira, totalizando mais de 190.000 infectados.

Os parques Disneyland e DisneySea de Tóquio reabrirão as portas em 1º de julho, após quatro meses de suspensão das atividades pela pandemia do novo coronavírus.

A empresa Oriental Land informou que os dois parques retomarão as operações para um número limitado de visitantes que compraram ingressos on-line.

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Os parques precisarão cumprir medidas rigorosas de distanciamento social e uso de máscaras, além de controlar a temperatura dos clientes.

"Vamos operar os parques com precaução, restringindo o número de visitantes e como caminhadas individuais, assim como uma intensificação dos esforços de limpeza e distanciamento social", afirmou a Oriental Land em um comunicado.

No mês passado, um grupo de operadores de parques japoneses, incluindo a Oriental Land, publicou documentos sobre como operar de maneira segura sob a ameaça da pandemia. Entre as recomendações, os visitantes receberão pedidos para não gritar nas montanhas russas e outras atrações.

Outros parques da Disney, incluindo os da Califórnia e Paris, já anunciaram a reabertura. A Disneyland de Xangai retomou as atividades em maio. Os parques da Disney em Tóquio fecharam no fim de fevereiro, quando a epidemia se propagou pelo mundo.

Mais de 30 milhões de visitantes frequentam os dois parques japoneses a cada ano. O país suspende gradualmente as restrições sociais, depois que o governo acabou com o estado de emergência nacional no mês passado.

A 17ª edição do tradicional concurso O Rei da Espiga, do Clube Metrópole, ganha versão online, em 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus. A escolha do novo rei acontecerá  durante a festa Metrópole at your home, no próximo sábado (27), a partir das 23h, transmitido ao vivo no aplicativo Zoom.

Participam do concurso 10 competidores que serão avaliados por uma comissão julgadora. Além disso, o público também poderá participar da escolha do novo Rei da Espiga. A apresentação será feita pela produtora cultural Maria do Céu e o concurso será comandado por Sayuri Heiwa, conhecida como a drag japa do Brasil.

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Para participar da festa é preciso fazer o download do aplicativo Zoom. Após a contribuição espontânea no valor de R$ 5 - que deve ser feita no site Sympla -, a pessoa receberá o código de acesso para o evento online. 

Ao passo que algumas cidades brasileiras vão relaxando as medidas de isolamento social, as opiniões acerca delas vão divergindo entre os cidadãos. No entanto, uma maioria de pessoas contrárias a elas colocaram o nome do parque Beto Carrero World entre os assuntos mais comentados no último domingo (21). O motivo: a reabertura do estabelecimento que juntou muitas pessoas, no próprio domingo, em Santa Catarina.

Na rede social, foram compartilhadas várias fotos mostrando arquibancadas cheias, nas arenas onde são apresentados os espetáculos do parque. Algumas pessoas, inclusive, aparecem sem máscaras de proteção. Entre os comentários, muitas críticas e algumas demonstrações de preocupação. “Vendo o Beto Carrero lotado me sinto uma palhaça e uma das únicas que segue a quarentena”; “Todo mundo querendo ir conhecer o próprio Beto Carrero”; “Não acredito que as pessoas estão achando essencial frequentar o Beto Carrero World em plena pandemia  com 50 mil mortos”; “O povo que não pode mais pegar coronavírus na Disney ou em Miami por causa do dólar decidiu se infectar no Beto Carrero.

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No perfil do parque, um post explicava que as imagens estavam sendo veiculadas em um ângulo que dá a entender ter havido aglomeração. Outras fotos foram publicadas na conta do Beto Carrero World, mostrado o público sentado de acordo com as normas de segurança, afastados. “As medidas de segurança por aqui estão sendo seguidas à risca. As imagens que circulam precisam ser vistas de dois ângulos. A arquibancada pode parecer cheia, mas na verdade os shows estão funcionando com apenas 30% da lotação. Prezamos por muita diversão com segurança”. As explicações, no entanto, não foram suficientes e as críticas continuaram nos comentários das imagens. 

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