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Ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone foi preso na noite desta quarta-feira, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), por portar ilegalmente uma arma. O ex-dirigente, de 91 anos, pagou fiança e foi liberado para embarcar no voo particular rumo a Suíça, onde mora atualmente.

Ecclestone teve detectada uma pistola calibre 32, marca LW Seecamp, sem carregador e sem munição, em sua bagagem quando passava pelo Raio x. O britânico não apresentou a documentação adequada para portar a arma, que foi apreendida, e recebeu voz de prisão. Em seguida, foi levado para a 4ª Delegacia de Apoio ao Turista (Deatur) da Polícia Civil, localizada dentro do aeroporto.

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"O empresário foi autuado em flagrante por porte de arma de fogo, conforme determina artigo 14 da Lei 10.826/03, e foi arbitrada fiança fixada em cinco salários mínimos, totalizando o valor de R$ 6.060,00. O valor foi apresentado e o indiciado foi colocado em liberdade provisória", informou a Polícia Civil.

O inglês estava no Brasil há algumas semanas para tratar de assuntos particulares e também para negócios. Ele é proprietário de uma fazenda na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, onde cultiva café.

Ecclestone passou a ter forte ligação com o Brasil ao se casar com a brasileira Fabiana Ecclestone, atualmente uma das vice-presidentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Eles se conheceram no GP do Brasil de F-1, em 2009. Na época, Fabiana fazia parte da gestão do evento. Casaram-se em 2012.

Em julho de 2020, o casal teve seu primeiro filho, chamado Ace Ecclestone. Bernie e Fabiana chegaram a passar os primeiros meses da pandemia de covid-19 na fazenda do casal, no interior paulista. Mas se transferiram para a Suíça antes do nascimento da criança em razão do crescimento do número de casos da doença no Brasil.

Nas últimas semanas, Ecclestone e sua mulher participaram de diversos eventos do automobilismo nacional, como a Stock Car, a Copa Truck e o evento que marcou o início das obras de reforma do Autódromo Nelson Piquet, em Brasília, na companhia do ex-piloto brasileiro de F-1.

Ecclestone se tornou uma das lendas da Fórmula 1 sem jamais conquistar uma vitória nas pistas ou um título. O britânico é considerado um dos grandes "self-made man" da história do automobilismo pela incrível ascensão no meio onde começou como simples vendedor de motos. Crescendo gradualmente no mundo dos carros, entrou na F-1, chegou a ter equipe própria, foi chefe do próprio Piquet e alcançou a posição de grande chefão da categoria, ou CEO, cargo que ocupou por quase quatro décadas seguidas, até a F-1 ser vendida ao grupo americano Liberty Media, em 2017.

Sebastian Vettel apostou em suas habilidades profissionais nesta segunda-feira para tentar recuperar uma mochila roubada, no Centro de Barcelona, mas não teve sucesso. De acordo com informações do jornal catalão El Periódico, o piloto tetracampeão da Fórmula 1 protagonizou, guiando um patinete elétrico, uma perseguição que terminou com a fuga do autor do crime. Não foi confirmado se havia mais de um envolvido no furto.

Conforme relatado pelo El Periódico, Vettel estacionou, por volta das 8 horas locais (3 horas pelo horário de Brasília), em frente ao hotel no qual estava hospedado para o GP da Espanha, disputado no último final de semana. O alemão desceu por um instante e deixou a porta aberta. Foi neste momento que ocorreu o roubo da mochila guardada no interior do veículo, um modelo de rua da Aston Martin, equipe defendida pelo piloto na Fórmula 1.

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Vettel lembrou que, dentro da mochila, estavam seus fones "airpods", equipados com GPS. Então, rastreou a localização pelo celular e subiu em um patinete elétrico para seguir as coordenadas. No fim das contas, encontrou apenas os fones, colocados dentro de um vaso de flores em um estabelecimento comercial. O roubo foi confirmado por um porta-voz da Aston Martin.

"Uma mochila pertencente a Sebastian Vettel foi roubada em Barcelona esta manhã. Ele tentou encontrá-la usando seu iPhone para rastrear seus fones de ouvido que estavam em sua bolsa, mas quando localizou os fones de ouvido, encontrou-os abandonados e, portanto, não conseguiu localizar sua bolsa roubada", disse o comunicado.

Um dia antes do transtorno vivido nesta segunda-feira, o piloto de 34 anos correu o GP da Espanha e terminou em 11º lugar. Dono de quatro títulos da Fórmula 1, ele ocupa a 14ª colocação do Mundial de Pilotos desta temporada.

A temporada da Fórmula 1 tem um novo líder. O atual campeão Max Verstappen aproveitou a falha na Ferrari de Charles Leclerc para vencer o GP da Espanha, em Barcelona, com tranquilidade. A Red Bull ainda conseguiu confirmar a dobradinha com Sergio Perez na segunda posição. Sob forte calor na Catalunha, a Mercedes buscou ótimas colocações na etapa com George Russell, em terceiro, e Lewis Hamilton, em quinto. Carlos Sainz ganhou a quarta posição nos momentos finais.

Vencedor da terceira prova consecutiva e a quarta de seis na temporada, Verstappen chega a 110 pontos e assume a liderança do campeonato. Com os mesmos 104 pontos, Leclerc segue em segundo após precisar abandonar a prova. O monegasco vinha liderando com tranquilidade até seu carro perder potência. Perez, que ainda fez a volta mais rápida do dia, fica na terceira colocação, com 85 pontos. Russell chega a 74 pontos, na quarta posição.

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A briga pelo pódio ficou entre os pilotos da Red Bull e Russell, da Mercedes. Após perder o controle do carro, Verstappen tentou retomar a segunda posição de Russell, que se protegeu com maestria. O topo foi assumido por Perez tempos depois e o mexicano cedeu a primeira colocação para o companheiro holandês vencer na Catalunha.

"Perdi potência, não sei muito mais que isso. Às vezes acontece de ter problemas, é uma pena, mas a vida é assim. Vamos analisar, entender e consertar. A equipe fez um grande trabalho, estávamos liderando com tranquilidade até então", explicou Leclerc, que pela primeira vez na temporada não completou a corrida.

Seis vezes vitorioso em Barcelona, Lewis Hamilton foi para o box após batida com Kevin Magnussen no começo da corrida e até considerou abrir mão da disputa, mas o heptacampeão persistiu e terminou a prova na quinta posição.

A dupla da Alpine formada por Esteban Ocon (12º no grid) e Fernando Alonso (último a largar) conseguiu se recuperar muito bem na prova e foram destaque. Ambos os pilotos fecharam a corrida no top 10, um desempenho impressionante principalmente para Alonso.

A CORRIDA

17º colocado no grid, Fernando Alonso decidiu trocar o motor do carro da Alpine e largou em último por ter estourado a alocação permitida no ano. Correndo em casa, esta foi a terceira vez que o piloto espanhol fez alterações no motor em seis corridas. Após bom início de prova, Alonso ganhou posições logo no início da corrida. Uma bela ultrapassagem de Alonso sobre Sebastian Vettel levantou a torcida espanhola e deixou o piloto na 13ª posição.

Na largada, Hamilton tentou invadir e tomar posições, mas teve seu pneu tocado por Kevin Magnussen e precisou ir para os boxes, após bandeira amarela. O dinamarquês também deixou a pista. Leclerc largou bem e conseguiu se manter na liderança, impedindo as investidas de Verstappen. Mick Schumacher brilhou na largada e ganhou quatro posições, mas não conseguiu se manter.

Sainz se embolou com Perez e o jovem Russell aproveitou a situação para entrar no top 3 no início da corrida. Sainz girou sozinho e deixou a pista na sétima volta, caindo para a 11ª posição. Pouco tempo depois, Verstappen foi mais um a perder controle da traseira e escapar na mesma curva de Sainz, caindo de segundo para quarto.Tentando ultrapassar Russell, Verstappen balançou e quase saiu novamente da pista. O holandês ficou bravo com a equipe pelo desempenho do carro.

Na volta 24, o piloto da Red Bull foi muito ofensivo para a ultrapassagem, mas o inglês Russell se manteve em segundo com uma incrível manobra. Na 27ª volta, Charles Leclerc teve um inesperado problema na potência da Ferrari e precisou ir para o box. Também com motor da Ferrari, Zhou Guanyu (Alfa Romeo) também abandonou a corrida.

Perez fez o que seu companheiro de equipe não estava conseguindo fazer: ultrapassar Russell por fora e assumir a liderança. Com o decorrer da prova, Perez cedeu a liderança a Verstappen, que não teve problemas para confirmar a vitória. Nos momentos finais, após trocar os pneus e perder posições, Russell ultrapassou Bottas e voltou ao top 3.

As últimas voltas tiveram Hamilton ganhando boas posições e se aproximando ainda mais do topo. O britânico conseguiu ultrapassar Bottas e Sainz em pouco tempo e ganhou a quarta colocação. O espanhol, no entanto, acelerou e recuperou a quarta posição na penúltima volta. Hamilton ainda teve um vazamento de água no carro e precisou "tirar o pé" no fim da corrida.

Confira o resultado do GP da Espanha:

1º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1h37min20s475

2º- Sergio Perez (MEX/Red Bull) - a 13s072

3º - George Russell (ING/Mercedes) - a 32s927

4º - Carlos Sainz (ESP/Ferrari) - a 45s208

5º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 54s534

6º - Valtteri Bottas (FIN/Alfa Romeo) - a59s976

7º - Esteban Ocon (FRA/Alpine) - a 1min15s397

8º - Lando Norris (CAN/McLaren) - a 1min23s235

9º - Fernando Alonso (ESP/Alpine) - 1 volta

10º - Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri) - 1 volta

11º - Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin) - 1 volta

12º - Daniel Ricciardo (AUS/McLaren) - 1 volta

13º - Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri) - 1 volta

14º - Mick Schumacher (ALE/Haas) - 1 volta

15º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin) - 1 volta

16º - Nicholas Latifi (CAN/Williams) - 2 voltas

17º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 2 voltas

18º - Alexander Albon (TAI/Williams) - 2 voltas

Não completaram a etapa: Charles Leclerc (MON/Ferrari) e Zhou Guanyu (CHI/Alfa Romeo).

Nesta sexta-feira (13), há 72 anos, acontecia a primeira prova válida para um mundial de Fórmula 1, em Silverstone. O GP foi vencido por Giuseppe Farina, da Alfa Romeo. O LeiaJá conta tudo sobre o Mundial de 1950:

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A etapa do fim de semana da Stock Car, em Mogi Guaçu, no interior paulista, terá um sabor especial para Rubens Barrichello. O piloto da Mobil Full Time completa 50 anos no próximo dia 23 e celebrará o seu aniversário, de maneira antecipada, da forma que mais gosta: nas pistas. Desta vez, o local será o Autódromo Veloccita.

O brasileiro não escondeu a ansiedade para a corrida de domingo e quer a vitória como presente.

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"A corrida do Velocitta será emocionante por uma série de coisas. Primeiro por ser um local que eu adoro, no qual vencemos no ano passado, então a espera pela competitividade é grande e a vontade de fazer bem é maior ainda. Mas será emocionante, pois é a estreia da Fórmula 4 e a família Barrichello estará em peso, com meu filho, meu sobrinho e o Dudu, que está vindo só para assistir essa corrida", afirma o piloto.

Rubinho, como ficou conhecido pelos fãs brasileiros do automobilismo, possui 16 vitórias na categoria ao longo de sua carreira. Duas delas ocorreram na Corrida do Milhão, em 2014 e 2018. O piloto também venceu no circuito em 2016, 2019, 2020 e em 2021. Em todas as ocasiões o piloto subiu ao lugar mais alto do pódio defendendo a Mobil Full Time Sports.

"No ano em que o Rubinho completa 50 anos, é muito importante para a gente estar com ele. Um atleta que mantém a performance mesmo depois de tantos anos nas pistas. Vemos poucos casos assim no esporte brasileiro e mundial", diz Ricardo Franceschi Filho, responsável por Motorsports da Mobil.

Considerado um dos maiores pilotos brasileiros da história, Barrichello iniciou sua trajetória no kart, ainda na década de 1980, quando virou unanimidade na categoria. Rapidamente chegou à Fórmula 1, onde correu por 19 temporadas, com 326 GPs e dois vice-campeonatos.

Marcado pela parceria vitoriosa com o alemão Michael Schumacher, na Ferrari, Rubinho é o oitavo piloto na história com mais pódios conquistados, estando 68 vezes entre os três primeiros colocados, com 11 vitórias no total. Acumulou passagens pela Honda e a Brawn GP antes de se despedir da categoria em 2011, pela Williams. No ano seguinte, passou a competir na Stock Car.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a FIA colocou Lewis Hamilton contra a parede e estipulou um prazo para ele retirar o piercing que tem no nariz. No último GP, o sete vezes campeão do mundo disse que não aceitaria a decisão. 

O motivo, segundo a FIA, é por questões médicas, mas o piloto da Mercedes alega que se alianças são autorizadas, não entende porque outras jóias teriam que ser proibidas. Ele inclusive aparece na coletiva antes do GP de Miami, com diversas jóias, cordões, brincos, relógios em uma clara tentativa de protestar contra a medida. 

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O prazo dado pela FIA para ele se adequar às normas é o GP de Mônaco, que acontece no último fim de semana de maio.

Mesmo para quem não gosta de automobilismo, a palavra Tamburello traz lembranças negativas à mente. Trata-se do nome da famosa curva do Circuito de Ímola onde Ayrton Senna sofreu grave acidente que custou a sua vida, em 1994. A morte do ídolo, que completa 28 anos exatamente neste domingo, trouxe mudanças profundas para a segurança da Fórmula 1, com consequências diretas para a Tamburello, que foi totalmente redesenhada desde aquele fim de semana trágico.

Até aquele GP de San Marino, a curva era uma das mais velozes da história da F-1. Era pouco acentuada e longa, permitindo aos pilotos entrar em alta velocidade, sem aliviar o pé no acelerador do começo ao fim. Com frequência, superavam os 300 km/h. Não por acaso, o local já havia sido palco de acidentes graves antes de 1994, um deles sofrido por Nelson Piquet, em 1987.

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Tudo mudou no fim de semana de 1º de maio de 1994. Três graves acidentes aconteceram entre sexta-feira e aquele domingo, um em cada dia. No primeiro, durante treino livre, Rubens Barrichello deixou a pista inconsciente e correndo risco de morte ao bater na Variante Baixa, curva que vinha logo antes da Tamburello. No sábado, o austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida no treino classificatório. E, no domingo, Senna não conseguiu controlar a sua Williams e atingiu em cheio a mureta de proteção.

Para o ano seguinte, a direção do circuito, oficialmente batizado de Autódromo Internazionale Enzo e Dino Ferrari, promoveu mudanças radicais na Tamburello. A longa curva foi "quebrada" ao meio para dar lugar a uma chicane. O objetivo era reduzir a velocidade dos pilotos naquele trecho. A descaracterização foi criticada por muitos na época. A Tamburello era uma das marcas do traçado.

Nos anos seguintes, novos ajustes foram feitos na famosa curva, deixando-a ainda mais lenta. Novas áreas de escape surgiram dos dois lados, apesar das restrições físicas. Neste trecho do autódromo, a pista é limitada à direita pelo rio Santermo, que quase acompanha o traçado pelo lado de fora do circuito. À esquerda, há um pequeno estádio de futebol, dentro do autódromo, onde o Imolese, da terceira divisão do futebol italiano, manda seus jogos.

Estas barreiras geográficas tornavam a curva ainda mais arriscada. "A Tamburello era um pouco perigosa porque a área de escape não era tão grande", lembra Felipe Massa, ao Estadão.

O vice-campeão mundial de F-1 em 2008 diz que aqueles acidentes trágicos acabaram se tornando um divisor de águas na categoria. "Aquele fim de semana foi o mais importante para a segurança da Fórmula 1", explica Massa. "Dali para a frente, foi feito todo um trabalho para melhorar a segurança e as pistas. O pensamento e a mentalidade mudaram completamente. Um fim de semana tão feio e triste como aquele acabou salvando muitas vidas dali para a frente, até hoje."

O próprio piloto acabou ajudando indiretamente na segurança da F-1, após o grave acidente sofrido em 2009. Massa foi atingido na cabeça por uma peça solta na pista. Depois disso, a F-1 fez alterações nos capacetes para evitar episódios semelhantes.

O impacto daqueles acidentes em Ímola pode ser medido pelos números. Na década de 70, a F-1 registrou nove mortes. Nos anos 80, esse número caiu para quatro. Os óbitos de Senna e Ratzenberger foram os únicos ao longo da década de 90. E, depois daquele fatídico GP de San Marino, a categoria sofreu apenas uma baixa, 21 anos depois.

O francês Jules Bianchi perdeu o controle de sua Marussia sob forte chuva no GP do Japão de 2014. Seu carro acabou atingindo um trator que removia da área de escape a Sauber do alemão Adrian Sutil. Bianchi acabou falecendo nove meses depois, em julho de 2015, após seguidas cirurgias e tratamento intensivo constante.

"Não acho que a Fórmula 1 seja um esporte perigoso. Mas é claro que tem seus riscos. Isso sempre vai existir no automobilismo. Mas hoje é um risco muito menor em comparação à época do Senna. De lá para cá, temos menos acidentes e os que acontecem tem gravidade menor do que antigamente", compara Massa.

A edição comemorativa dos 30 anos do Rally dos Sertões reserva neste ano um roteiro especial para os competidores entre os dias 26 de agosto e 10 de setembro. A competição de carro, UTV, quadriciclo e moto terá uma disputa ainda mais desafiadora, com percurso de 7.234 quilômetros, sendo 4.811km de trechos especiais, superando em distância o Rally Dakar. O roteiro de 14 cidades e oito estados brasileiros foi divulgado em evento no Museu do Ipiranga, que está de portas fechadas desde 2013 e passa por grandes reformas, visando a reabertura para as celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil, em setembro.

"A edição das edições", como definiu Joaquim Monteiro, CEO da Dunas Race, organizadora dos Sertões, terá a largada em Foz do Iguaçu (PR) e passará por Umuarama (PR), Presidente Prudente (SP), Campo Grande (MS), Costa Rica (MS), Barra do Garças (MT), São Félix do Araguaia (MT), Palmas (TO), Mateiros (TO), Bom Jesus (PI), Balsas (MA), Imperatriz (MA), Paragominas (PA) e terminará em Salinópolis (PA).

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Cortando as cinco regiões do País, as etapas, algumas inéditas, vão apresentar diferentes níveis de desafio e exigirão grande preparação física e psicológica dos participantes. A apresentação da prova também serviu para trazer detalhes estratégicos sobre os mais diferentes trechos, quanto ao terreno, deslocamento e condições climáticas. Os participantes vão até atravessar uma fazenda de 30km na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Para participar, as inscrições ainda podem ser feitas no site do evento e os valores custam R$ 20.900 para carro, R$ 23.600 para UTV, R$ 15.600 para quadriciclo e R$ 10.400 para moto.

A cerimônia também inaugurou um Hall da Fama dos ralis e homenageou grandes personagens da história do Sertões. A primeira turma foi composta por Moara Sacilotti, Edu Piano, Guiga Spinelli, Du Sachs e Beco Andreotti, que receberam muitos aplausos dos presentes. "Espero ser lembrada como a mulher que nunca cansa de andar de moto no sertão", disse Moara.

O Sertões deste ano também vai "abraçar" novamente o kitesurf entre 1º e 16 de novembro, além de promover o mountain bike em Ibitipoca (MG), entre 7 e 9 de julho. O kitesurf, em sua segunda edição, também será em formato de rali, com distância de aproximadamente 500km e 250km para as categorias Pro/Elite Pro e Adventure. Já no evento de três dias de bicicleta, os competidores vão pedalar em média 60km por dia.

O Sertões deste ano comemora ainda o Bicentenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro, mostrando um País que muitos não conhecem. Por isso que a programação deste ano também destacou a reforma do Museu do Ipiranga, um dos principais do Brasil, que ganha uma ampliação grande e deixará o modelo tradicional para abrigar uma ideia mais tecnológica e diversa, atraindo um público mais jovem.

A previsão de abertura será no dia 7 de setembro, na comemoração dos 200 anos da Independência, e tem previsão de receber, em média, 1 milhão de visitantes por ano. O acervo conta com grandes obras artísticas, como o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, além do registro da primeira missa no Brasil. O local também contará com uma maquete reproduzindo a cidade de São Paulo em 1.840.

Em uma corrida dominada de ponta a ponta no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, o piloto holandês Max Verstappen, da Red Bull, venceu o Grande Prêmio da Emilia-Romagna, neste domingo (24).

A equipe austríaca ainda conseguiu garantir a dobradinha, com Sergio Pérez na segunda posição, seguido de Lando Norris, da McLaren. Já o monegasco perdeu o controle de sua Ferrari e rodou sozinho, o que te tirou do pódio e o deixou na sexta posição.

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Mais cedo, inclusive, o outro piloto da escuderia italiana, Carlos Sainz, abandonou a competição após o australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, tocar a roda de seu carro.

Já o britânico Lewis Hamilton terminou em 14º lugar, na mesma posição que largou.

Com o resultado, Verstappen acumula 59 pontos, atrás apenas de Leclerc, que tem 86. Pérez, por sua vez, é o terceiro colocado na classificação geral, com 54.

Da Ansa. Foto: GUGLIELMO MANGIAPANE / POOL / AFP

O Clube de Automobilismo Italiano decidiu revogar a permissão para dirigir carros de corrida do piloto russo Artem Severyukhin, por conta de um gesto feito por ele durante o pódio do campeonato europeu Júnior de kart. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (13). 

O gesto associado ao nazismo feito pelo jovem de 15 anos foi resumido como “indescritível é inaceitável” pela ACI que ainda avalia outras medidas sobre o caso. “Medidas inevitáveis, já que, com seu gesto imprudente, Severyukhin demonstrou desrespeito não apenas pelos valores universais aos quais todo esporte sempre foi inspirado”, diz parte do comunicado.

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Lewis Hamilton demonstra a cada dia estar mais à vontade no Brasil. O heptacampeão mundial de Fórmula 1 saiu de Melbourne, deu uma passada em Londres e veio a São Paulo para uma palestra em um evento fechado. Ele discursou durante quase uma hora na manhã desta quarta-feira para uma multidão animada, falou sobre racismo e enalteceu Ayrton Senna, um de seus ídolos.

Hamilton foi o principal palestrante do VTEX Day, maior evento de varejo, negócios e inovação digital da América Latina, realizado no São Paulo Expo. No palco, o piloto da Mercedes foi aplaudido desde o início.

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Boa parte do público presente na palestra ovacionou Hamilton, festejou sua presença e desafiou a organização ao fotografar e filmar o heptacampeão mundial, que disse se sentir "um pouco brasileiro", arriscou algumas palavras em português e estendeu a bandeira do País ao final de sua participação.

"Este é o maior público que já vi. Tem um pouco de Brasil em mim", iniciou Hamilton, após arriscar um "bom dia", diante de quase 10 mil pessoas. "Neymar me convida para ir ao Brasil todos os anos. Quero passar mais tempo no país e aprender mais dessa cultura", avisou.

Parte significativa da palestra foi dedicada à sua história de vida. Um garoto negro, oriundo de uma família de classe média de uma cidade do interior do Reino Unido, que driblou as adversidades para se tornar o maior campeão da Fórmula 1 e um dos principais esportistas da história.

"Sempre fui o único negro nos boxes. Quando eu perguntava o motivo, nunca ouvi uma resposta satisfatória. Acho que eles não estavam realmente interessados em achar uma resposta", afirmou Hamilton, um dos mais importantes ativistas contra o racismo no esporte mundial.

Em 2020, ele criou a Comissão Hamilton, com o apoio da Mercedes, sua equipe na F-1, para estimular a diversidade no automobilismo. Também é de sua autoria a Mission 44, uma fundação que capacita profissionais e inclui pessoas negras, em parceria com a fundação de caridade educacional Teach First. O projeto visa formar 150 professores negros para lecionar disciplinas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática nos próximos dois anos em comunidades carentes na Inglaterra.

"Fizemos este trabalho e já começamos a ver algumas minorias representadas no

esporte. Meu objetivo é ver um esporte mais diversificado em 10 ou 15 anos", projetou o heptacampeão, disposto a ampliar a diversidade na Fórmula 1.

Entre as declarações do piloto, no palco, o público assistiu a vídeos da trajetória do britânico, desde o início do kart, até momentos marcantes de sua carreira, como a vitória épica conquistada no GP de São Paulo no ano passado, ocasião em que celebrou com a bandeira do Brasil. Seu ídolo, Ayrton Senna, não foi esquecido, é claro.

"Ayrton era o piloto que eu queria ser", disse Hamilton, fã do futebol brasileiro, mas encantado, mesmo, por Ayrton Senna. "Eu jogava futebol, via a seleção brasileira. Mas quando voltava da escola gostava de ver o Ayrton. Fazia isso todo dia", relembrou.

"Quando Ayrton morreu eu estava correndo. Meu pai sempre não me deixava chorar. Então tive que me afastar por alguns instantes", revelou, a respeito de como reagiu à trágica morte do piloto brasileiro, em maio de 1994, após acidente em Ímola.

Foram três os momentos de maior euforia da plateia. Quando Hamilton iniciou seu discurso, no momento em que disse estar "esperando o passaporte brasileiro" e nos minutos finais da palestra ao segurar a bandeira brasileira, entregue a ele por um dos fundadores do evento, Mariano Gomide. O britânico reconheceu que a categoria carece de um representante do Brasil no grid. "Nós definitivamente precisamos de outro piloto brasileiro na Fórmula 1".

Depois de palestrar e deixar milhares eufóricos, Hamilton participou de um almoço para convidados, onde foram leiloados quatro capacetes autografados no dia pelo britânico. Todo o valor arrecadado será doado ao Instituto Ayrton Senna.

Na atual temporada da Fórmula 1, Hamilton aparece no quinto lugar, longe do topo, algo raro para ele nos últimos anos. Tem 28 pontos e está um pouco distante do líder, o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, que soma 71. Foi terceiro no Bahrein, décimo na Arábia Saudita e quarto na Austrália.

"É minha 16ª temporada na Fórmula 1 mas tenho a mesma fome do começo, o mesmo foco em treinar... Vocês podem não acreditar, mas tenho altos e baixos. Há dias em que acho que não sou bom o suficiente".

Depois de dois anos sem  realizar um GP por conta da pandemia do Covid-19, a Austrália volta a receber uma corrida de F1. A etapa irá acontecer na madrugada deste sábado para domingo (10) às 02h da manhã (horário de Brasília), no circuito Albert Park, em Melbourne.

Com um começo bem emocionante, a etapa deste fim de semana pretende continuar com a emoção e alimentar a briga do começo da temporada entre Max Verstappen da RBR e Charles Leclerc da Ferrari. O atual campeão venceu a última corrida na Arábia Saudita e Leclerc ficou em segundo.

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O GP também marca a volta de Sebastian Vettel, da Aston Martin, que perdeu as duas primeiras corridas por testar positivo para Covid-19, e Nico Hulkenberg havia substituído o alemão. 

Vettel também está sob investigação da FIA, por retornar aos boxes da Aston Martin de moto, após problemas no seu carro. Leclerc fez a volta mais rápida no primeiro treino.

A quali do GP da Austrália está marcada para às 3h da manhã, no horário de Brasília deste sábado e a corrida para as 2h da manhã no domingo, também no horário de Brasília.

Por Emanuelly Lisboa

Após não conseguir completar a prova de estreia da Fórmula 1, no Bahrein, o atual campeão Max Verstappen travou uma grande batalha com Charles Leclerc nas voltas finais do GP da Arábia Saudita, neste domingo, venceu a corrida e mostrou que a rivalidade entre Red Bull e Ferrari deve render uma série de boas histórias em 2022. Segundo colocado, o piloto monegasco completou o pódio ao lado do companheiro ferrarista Carlos Sainz, em terceiro.

Já Sergio Pérez, dono de uma pole position inédita, a primeira da história do México, não conseguiu se manter no top 3 e ficou em quarto lugar. George Russel, Esteban Ocon, Landon Norris, Pierre Gasly, Kevin Magnussen e Lewis Hamilton completaram o top 10. Com problemas em sua Mercedes, Hamilton largou do 16º lugar, depois de ter ficado pela primeira vez de fora do Q2 desde 2017, quando largou em último no GP do Brasil. Naquela ocasião, contudo, fez uma prova incrível e terminou em quarto.

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Vencedor no Bahrein, quando Verstappen abandonou a corrida por problemas mecânicos, Leclerc continua liderando o campeonato, com 45 pontos. Sainz é o segundo, com 33 pontos, e o holandês da Red Bull ocupa a terceira colocação, graças aos 25 pontos conquistados em Jeddah, sua primeira pontuação da temporada.

Neste domingo, a tensão no circuito de Jeddah foi um pouco menor do que nos outros dias. Depois de um bombardeio em um depósito de petróleo a 10 quilômetros da pista, ataque reivindicado pelo grupo político-religioso Houthis, na sexta, e um acidente que destruiu o carro de Mick Schumacher nos treinos de sábado, a corrida teve um clima um pouco mais tranquilo. De qualquer forma, houve uma batida de Nicholas Latifi e vários abandonos, tanto que a prova terminou com apenas 13 carros.

Pérez soube valorizar seu feito inédito e pisou fundo no acelerador para fazer uma largada tranquila, sem dar oportunidade para os rivais tomarem a primeira posição. Entre os primeiros colocados, a principal ultrapassagem foi efetuada por Max Verstappen, que saiu do quarto lugar e logo roubou a terceira posição de Carlos Sainz. Enquanto isso, lá para trás, Lewis Hamilton, protagonista de muitos episódios de recuperação, não conseguiu sair do 14º lugar.

Na sétima volta, a corrida já se desenhava para uma disputa exclusiva entre Ferrari e Red Bull. Isso porque, nesse ponto da prova, o líder Pérez já estava 14s à frente de George Russel, quinto colocado. A dupla Fernando Alonso e Esteban Ocon, da Alpine, ocupava a sexta e a sétima colocação, respectivamente, seguidos por Bottas, Magnussen e Gasly fechando o top 10.

A fila dos pontuadores ganhou um novo integrante quando Hamilton, que já havia conseguido três ultrapassagens, superou Gasly e assumiu a décima posição. Pouco depois, na volta 17, Nicholas Latifi bateu contra o muro no setor 3. O acidente não foi tão violento quanto o protagonizado por Mick Schumacher no classificatório de sábado, mas a Williams do canadense ficou danificada e espalhou alguns pedaços pela pista.

A batida ocorreu logo após Pérez parar nos boxes, o que fez Leclerc assumir a ponta sem dar a chance de retomada ao piloto da Red Bull, já que o safety cara entrou em ação. Assim, a fila atrás do carro de segurança tinha o monegasco em primeiro, seguido por Verstappen, Pérez, Sainz e Russel. A terceira colocação de Pérez só foi alcançada porque ele fechou Sainz na saída do pit lane, fora da linha do safety. Por isso, o mexicano teve que devolver a posição ao ferrarista após a relargada e ficou em quarto.

No momento em que a disputa foi retomada, Magnussen era o sexto, enquanto Hamilton já estava em sétimo, e não demorou para os dois travarem um duelo. O britânico ultrapassou o dinamarquês na volta 24, mas logo viu o adversário responder e voltou para sétimo. Sem desistir, o heptacampeão continuou forçando e alcançou o quinto lugar de maneira definitiva.

Cerca de dez voltas depois, foi a vez de Fernando Alonso deixa Magnussen para trás. O problema é que, na sequência, o carro do espanhol perdeu potência e ficou muito lento na pista. Enquanto era ultrapassado por todos,se dirigiu aos boxes. Instantes depois, Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas também tiveram problemas mecânicos. Ricciardo, aliás, ficou parado no canto da pista, e teve que ser empurrado ao pit lane, onde encontrou Alonso também parado. No fim das contas, os três abandonaram.

A partir daí, a corrida seguiu com apenas 14 pilotos, uma vez que, além das desistências, a largada não teve a presença de Mick Schumacher, em razão do acidente de ontem, e de Yuki Tsunoda, que teve problemas com sua AlhpaTauri e deixou o grid. Após o acionamento do carro de segurança virtual, a bandeira verde foi estendida e a disputa foi retomada na volta 40. Hamilton, que ainda não tinha parado, foi aos boxes, e voltou bem atrás.

Lá na frente, foi iniciado o esperado duelo entre Leclerc e Verstappen. O atual campeão usou a asa móvel para roubar o primeiro lugar e viu o ferrarista usar do mesmo recurso para voltar à ponta. Insistente, o holandês arriscou uma nova investida, mas o monegasco resistiu em meio à fumaceira provocada pelos pneus de ambos os carros.

Em nova tentativa, contudo, quando restavam quatro voltas para o fim, Verstappen foi bem na reta e conseguiu assumir a liderança. A dupla da Ferrari cruzou a linha de chegada logo atrás dele, seguidos por Pérez e Russell. A disputa entre Ferrari e Red Bull ganha um novo episódio apenas no dia 10 de abril, daqui a duas semanas, quando será realizado o GP da Austrália.

1º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1h24min19s293

2º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - a 0s549

3º - Carlos Sainz (ESP/Ferrari) - a 8s097

4º - Sérgio Perez (MEX/Red Bull) - a 10s800

5º - Geroge Russel (ENG/Mercedes) - a 32s732

6º - Esteban Ocon (FRA/Alpine) - a 56s017

7º - Lando Norris (ING/McLaren) - a 56s124

8º - Pierre Gasly (FRA/AlhpaTauri) - a 1min2s946

9ª - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - a 1min4s308

10º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 1min13s984

11º - Zhou Guanyu (CHI/Alfa Romeo) - a 1min22s215

12º - Nico Hulkenberg (ALE/Aston Martin) - a 1min31s742

13º - Lance Stroll (ING/Aston Marin) - 1 volta

14º - Alexander Albon (TAI/Williams) - sem tempo

Não completaram a prova:

Valtteri Bottas (FIN/Alfa Romeo)

Fernando Alonso (ESP/Alpine)

Daniel Ricciardo (AUS/McLaren)

Nicholas Latifi (CAN/Williams)

Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri)

Mick Schumacher se recupera bem do grave acidente sofrido, neste sábado, no circuito de Jeddah, durante a disputa do treino classificatório do GP da Arábia Saudita de Fórmula 1. De acordo com Günther Steiner, chefe da equipe Haas, o piloto alemão segue fazendo exames no hospital, mas não sofreu nenhuma lesão mais grave.

"Um dia cheio para nós. O melhor é que aparentemente o Mick não teve nenhuma lesão. Ele está no hospital no momento sendo avaliado pelos médicos. Está em boas mãos. Existe, sim, uma possibilidade dele passar a noite em observação no hospital. Baseado nos fatos e onde estamos, decidimos não levar o carro dele à pista amanhã", declarou Steiner.

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Sem poder contar com Mick Schumacher na corrida deste domingo (27), a Haas levará à pista somente o carro de Kevin Magnussen. O dinamarquês largará na 10ª posição e conseguiu superar diversas dificuldades ao longo do fim de semana. O piloto reserva da equipe norte-americana é o Pietro Fittipaldi. No entanto, o brasileiro não poderá substituir o alemão, uma vez que não participou da sessão de treinamentos e classificação.

"Kevin não conseguiu treinar muito nesta manhã, creio que ele fez um trabalho fantástico chegando no Q3. A última volta dele não saiu conforme planejado, mas acho que foi devido a não termos tempo de pista suficiente. Estamos muito felizes em alcançar o Q3 e com a décima posição de largada para amanhã (domingo)", comentou o chefe da Haas.

O GP da Arábia Saudita tem largada programada para as 14 horas deste domingo, pelo horário de Brasília. O pole position é Sergio Pérez, da Red Bull. O mexicano surpreendeu e será o primeiro de seu país a partir da primeira posição na história da Fórmula 1. Charles Leclerc, da Ferrari, completa a primeira fila, seguido pelo companheiro Carlos Sainz Jr. e o atual campeão Max Verstappen. Lewis Hamilton foi mal na classificação e largará na 15ª posição.

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A sexta-feira foi toda de Charles Leclerc nos dois primeiros treinos livres para o GP da Arábia Saudita, segunda etapa do Mundial de Fórmula 1, a ser disputado no domingo. Depois de ser o mais rápido pela tarde, o piloto monegasco, da Ferrari, repetiu a dose à noite, ao fazer a melhor volta em 1min30s074.

Leclerc nem utilizou os 60 minutos da sessão, pois bateu a parte dianteira esquerda de seu carro em um dos muros do circuito de rua. O treino começou com 15 minutos de atraso por causa de uma reunião entre pilotos e chefes de equipes devido a um incêndio em uma das instalações de petróleo próximas à pista. Uma nova reunião está prevista ainda para esta sexta-feira.

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O holandês Max Verstappen, atual campeão mundial, ficou com o segundo tempo (1min30s214), a 0s140 de Leclerc, seguido pelo espanhol Carlos Sainz (1min30s320), também da Ferrari, que girou 0s246 mais lento que o líder.

O mexicano Sergio Perez, com Red Bull, foi o quarto (1min30s360), seguido pelo britânico heptacampeão mundial Lewis Hamilton, com Mercedes (1min30s513). George Russell, o outro piloto da Mercedes, completou o treino em sexto (1min30s664).

A boa surpresa da sessão foi o bom rendimento da McLaren, após má participação no GP do Bahrein. O britânico Lando Norris foi o sétimo (1min30s735). Já seu companheiro, o australiano Daniel Ricciardo, terminou apenas em 15º (1min31s527).

O francês Esteban Ocon (1min30s760), da Alpine, o finlandês Valtteri Bottas (1min30s832), da Alfa Romeo, e o japonês Yuki Tsunoda (1min30s886), da AlphaTauri, completaram a lista dos dez primeiros.

Os carros voltam à pista de 6.125 metros neste sábado para o treino classificatório, às 14 horas. No domingo, a corrida tem início previsto para o mesmo horário.

O alemão Sebastian Vettel, piloto da Aston Martin e tetracampeão mundial da Fórmula 1, pode ter sua estreia nesta temporada adiada novamente. Após não participar da primeira corrida por testar positivo para a covid-19, sua equipe confirmou nesta quinta-feira que ele ainda não obteve resultado negativo em seus exames e segue como dúvida para o GP da Arábia Saudita, neste fim de semana.

O prazo para o piloto conseguir um exame negativo vai até sábado, quando ocorrerá o treino qualificatório para a corrida, mas a equipe informou que definirá seus pilotos para o grid nesta sexta-feira. Caso Vettel não consiga se recuperar a tempo, seguirá isolado no Bahrein e voltará a ser substituído pelo também alemão Nico Hülkenberg.

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"Sebastian Vettel ainda não retornou um teste negativo de covid necessário para viajar até o GP da Arábia Saudita. Nico Hülkenberg estará em Jeddah para substituir Seb, se necessário. Adiaremos nossa decisão final até sexta-feira para fornecer a Seb todas as oportunidades de corrida", informou a Aston Martin, em suas redes sociais.

A Arábia Saudita, país que receberá a segunda etapa da temporada, não exige a apresentação de um teste negativo para o embarque. A Fórmula 1 também tornou a testagem dos pilotos opcional, ficando a cargo de cada uma das equipes dentro do grid.

O GP do Bahrein, vencido por Charles Leclerc, piloto da Ferrari, foi o primeiro em 15 anos que não contou com Vettel no grid de largada. A última ocasião havia sido no GP da Europa, em 2007. Já Hülkenberg, seu substituto, não é titular na Fórmula 1 desde 2019, quando deixou a Renault. No Bahrein, terminou na 17ª posição, ficando à frente apenas daqueles que não completaram a prova.

No último fim de semana ocorreu o primeiro GP da temporada 2022 da F1. Com o início da jornada, os fãs já criaram esperança do que veremos ao longo do ano na principal competição automobilística. Por isso,  o LeiaJá trouxe um resumo de como as principais equipes se preparam para a nova temporada:

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O primeiro GP foi extremamente favorável para a Ferrari.  A escuderia conseguiu uma dobradinha do pódio, com Leclerc e Sainz em primeiro e segundo lugar. O fato não acontecia desde 2019.

O carro da Ferrari já vinha sendo o destaque nos treinos durante a semana de corrida. Com isso, no fim de semana, a escuderia apenas confirmou que possui atualmente o carro mais bem preparado para a temporada.

O acerto do carro está sendo muito comemorado pela equipe, principalmente por passar as últimas temporadas bem atrás da Mercedes e RBR. Ao que tudo indica, a Ferrari está de volta para a competição do título mundial.

A Mercedes vem sendo a mais criticada durante a semana de corrida. A empresa parece não ter um acerto preciso em seu motor ainda, porém, mesmo com os problemas conquistou um pódio, com Hamilton em terceiro lugar no GP do Bahrein.

Toto Wolff, chefe da equipe alemã, reconheceu que seu carro ainda não está no melhor que pode oferecer.

"Nós aprendemos muito nesta semana. A velocidade de reta deles (Ferrari), assim como as da Red Bull, foi muito grande. E o desempenho nas curvas também é um pouco diferente do nosso", admitiu Wolff.

Apesar do bom rendimento da Mercedes, as equipes clientes (que compram o motor da empresa alemã), ficaram com a pulga atrás da orelha. Williams, McLaren e Aston Martin foram os últimos seis carros no GP. Isso levantou um debate sobre a potência do motor Mercedes.

Porém, para Wolff, o real problema não está no motor e sim na configuração do carro, que ainda sofre bastante com os desníveis nas retas. O principal fator pelo mau rendimento do motor está no nível de arrasto do carro e não na unidade de potência.

A Red Bull Racing terminou o GP com seus dois carros abandonando a corrida. Porém, enquanto esteve em pista, ambos fizeram um ótimo trabalho, o carro parece estar acertado e conquistou as maiores velocidades máximas no GP do Bahrein.

Além de possuir uma boa unidade de potência, a Red Bull acertou na aerodinâmica de seus veículos. Entretanto, a margem para a melhora, segundo a própria equipe, o carro ainda está pesado em relação a Ferrari e Mercedes.

Entretanto, os carros não conseguiram completar a corrida, tanto Verstappen, quanto Sérgio Pérez, tiveram problemas na bomba de combustível do carro. O caso está sendo estudado pela equipe, pois a bomba de combustível, assim como diversos outros componentes do motor, é padronizada pela FIA e distribuída por terceiros. Com isso, a RBR faz uma investigação precisa para saber em que setor da alimentação de combustível do motor houve problema.

Um dos maiores mistérios do esporte atualmente, o estado de saúde de Michael Schumacher é um segredo guardado com rigidez por sua família. São raros os amigos do piloto alemão que recebem informações sobre suas condições físicas. E um deles é o brasileiro Felipe Massa, companheiro do heptacampeão mundial nos anos de Ferrari.

Massa admite estar atualizado sobre a recuperação do ex-companheiro de time na Fórmula 1, mas evita revelar informações. "Me mantenho atualizado, sempre tive uma amizade muito grande com ele, mas não tinha contato com a esposa dele. Depois daquilo que aconteceu com ele, eu sempre respeitei a decisão da família, eles tentam proteger o Michael da melhor maneira possível, a cada momento em não expondo, não falando", comentou o brasileiro em entrevista ao site da Betway, patrocinadora da sua equipe na Stock Car.

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Discreto, o vice-campeão mundial da F-1 em 2008 pede compreensão e respeito às decisões da família do alemão. "Tenho uma noção de como ele está, tenho pessoas que são próximas e me passam informação, mas logicamente a gente tem que seguir e respeitar a decisão da família de proteger ele", completou.

Schumacher sofreu um grave acidente enquanto esquiava em Meribel, nos Alpes da França, em dezembro de 2013. Segundo boletim médico divulgado na época, o ex-piloto, então com 44 anos, sofreu um traumatismo craniano com coma e precisou de uma intervenção neurocirúrgica. O estado de saúde era grave. Schumacher bateu a cabeça em uma rocha no momento da queda e foi levado para um hospital de Moutiers. Depois, o ex-piloto de F-1 foi transferido para o Hospital Universitário de Grenoble. Posteriormente, sua mulher o levou para casa, onde recebe tratamento constante.

Após mais de nove anos do acidente, poucas são as notícias sobre o estado de saúde de Schumacher. Apenas pessoas muito ligados ao piloto ou à família fizeram visitas neste período. "O acidente em si foi um evento da história contemporânea e deveria ser reportado. Mas não existe essa exigência (de dar informações) quando a recuperação é iniciada", explicou o advogado Felix Damm em entrevista à agência de notícias alemã DPA, dois anos após o acidente.

Em 2016, em entrevista à BBC, Ross Brawn, diretor que trabalhou com Schumacher na Benetton, Ferrari e Mercedes, afirmou que o ex-piloto havia mostrado alguns "sinais encorajadores", enquanto Jean Todt, então presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), em novembro de 2020, revelou detalhes de suas visitas ao alemão. "Eu o visito regularmente e assistimos à TV juntos. Sua luta continua, junto com sua família e seus médicos."

A família de Schumacher chegou a ameaçar veículos de comunicação que divulgassem informações sua o estado do ex-piloto, e sempre segurou as notícias com o apoio da Justiça.

Nesta segunda-feira (21), Ayrton Senna completaria 62 anos de vida. O ídolo brasileiro que faleceu em 1994 trouxe muitas felicidades ao país. Por isso, o LeiaJá separou cinco curiosidades sobre a carreira do piloto: 

 • Fórmula 3;  

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Senna participou de algumas temporadas das divisões inferiores à Fórmula 1. Porém, o talento do piloto sempre o destacou. Em 1983, Ayrton correu uma prova inteira da Fórmula 3, na Inglaterra, com o carro sem freios. Os mecânicos da equipe não acreditaram no brasileiro, até que foram conferir os freios e as pastilhas estavam geladas.  

No mesmo ano, Senna foi convidado por Frank Williams para testar um dos carros de sua equipe no Autódromo de Donington Park, na Inglaterra. O brasileiro fez tempos melhores que os pilotos oficiais da equipe, Keke Rosberg e Jacques Laffite.  

Além disso, Senna venceu nove provas seguidas no circuito de Silverstone, pela Fórmula 3. Seu desempenho foi tão impressionante que o circuito foi apelidado de "Silvastone", fazendo referência ao sobrenome "Silva" do piloto.  

 • Primeiras vitórias;  

A primeira corrida por Senna na F1 foi em 21 de abril de 1985, no GP de Portugal. Pilotando a lendária Lotus número 12, Senna conquistou a vitória já no 2° GP da temporada. Senna largou na pole e teve seu caminho facilitado por um acidente envolvendo Prost.  

 Além de comemorar seu aniversário, a semana do dia 21 foi ainda mais especial para Ayrton. Em 1991, o piloto conquistou sua primeira vitória no Brasil, três dias após seu aniversário, em 24 de março daquele ano.  

 • Melhor na chuva; 

Senna ficou conhecido por se destacar nas pistas molhadas. Porém, essa habilidade surgiu após uma derrota: em sua primeira prova de kart sob chuva, Senna foi muito mal e decidiu treinar muito desde então para corrigir esse "defeito" na sua pilotagem. As duas primeiras vitórias de Senna na F1 foram conquistadas na chuva.  

• A melhor primeira volta da história; 

Em 1993, Ayrton performou a melhor primeira volta da história de um GP de F1. No GP da Europa, realizado no circuito de Donington Park, Senna largou em quarto e caiu para a quinta colocação. Porém, isso não o impediu de ultrapassar Schumacher, Karl, Damon Hill e Prost em apenas uma volta, o que lhe garantiu a liderança. A pista estava molhada, o que ajudou a diminuir a diferença entre os carros.  

• Volta ao mundo; 

Ayrton conheceu o mundo viajando para os GP's. Porém, Senna também percorreu enormes distâncias nas pistas. Apenas durante os GP's da F1, Senna completou cerca de 8200 voltas, o que representa uma distância aproximada de 40 mil quilômetros, o suficiente para dar uma volta inteira ao redor da terra. 

 

Charles Leclerc e Carlos Sainz deram uma dobradinha para a Ferrari no primeiro pódio da nova temporada da Fórmula 1, no GP do Bahrein, disputado neste domingo, e encerraram um longo jejum da equipe italiana. O monegasco ficou em primeiro, seguido pelo companheiro espanhol, em segundo, e Lewis Hamilton, em terceiro. A formação só foi possível porque a Red Bull viveu um pesadelo no final da prova.

O atual campeão Max Verstappen teve um problema no carro a três voltas do fim, quando ocupava a segunda posição, e teve que abandonar a prova, entregando a vice-liderança a Sainz. Pouco tempo depois, na volta final, foi a vez de Pérez rodar na pista e ser ultrapassado por Hamilton, encerrando uma briga que começou no início da corrida. Além da vitória, Leclerc foi o autor da volta mais rápida, por isso somou o total de 26 pontos, iniciando a temporada na liderança.

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Em meio aos lamentos da Red Bull, a Ferrari celebrou muito, pois fazia tempo que não sabia o que era comemorar uma vitória. A última corrida vencida por um piloto da equipe foi em 2019, no GP de Cingapura, quando Sebastian Vettel ainda integrava a equipe e conseguiu o primeiro lugar, seguido por justamente por Leclerc como vice-líder. O jejum, portanto, foi iniciado após um dobradinha e encerrado com outra.

Neste domingo, a disputa entre os protagonistas foi intensa desde o início. Quinto do grid, o britânico da Mercedes largou bem e tomou a quarta colocação de Sergio Pérez, ultrapassado também por Magnussen, que veio da sétima posição para ficar em quinto. Jogado para baixo, Pérez se recuperou rápido, até colar em Hamilton na décima volta, e encaixar uma bela ultrapassagem por fora para retornar ao quarto lugar.

As primeiras voltar confirmaram um pouco a declaração dada por Hamilton no sábado, após o treino classificatório, quando ele disse que os carros da Red Bull e da Ferrari estavam em outro nível quando comparados com sua Mercedes. Enquanto Leclerc, Verstappen e Sainz formavam o top 3, seguidos por Sérgio Perez, Hamilton foi o primeiro a parar e voltou em 12º lugar.

A partir daí, os primeiros colocados também começaram a fazer suas primeiras paradas. Verstappen e Sainz foram aos boxes no mesmo momento. Assim, Pérez chegou a assumir o segundo lugar e George Russell, o terceiro, mas logo a formação Leclerc, Verstappen e Sainz foi retomada.

Quando chegou a vez do monegasco da Ferrari parar, o retorno para a pista, após três segundos nos boxes, foi de volta para a primeira posição. Na sequência, contudo, foi iniciada uma disputa ensandecida entre ele e o atual campeão da Fórmula 1. Verstappen abriu a asa móvel na volta 17 e passou o rival na curva 1, que respondeu na hora, também abrindo a asa, e assumiu a liderança novamente.

Na próxima passagem pela curva 1, o holandês repetiu a dose e deixou Leclerc para trás de novo, mas a briga continuou e o monegasco voltou para o primeiro lugar. A disputa seguiu acirrada, com novas tentativas de Max, barradas por uma defesa precisa do piloto da Ferrari.

Aos poucos, a briga entre os dois pilotos esfriou e Leclerc conseguiu uma segurança maior na ponta. Enquanto isso, as posições intercaladas entre Ferrari e Red Bull persistiam no top 4 e o hepta campeão Hamilton se esforçava o quanto podia para escalar na classificação, até conseguir alcançar o quinto lugar na volta 39.

Perto do fim, na volta 46, a AlphaTauri de Pierry Gasly teve um princípio de incêndio, por isso o safety car entrou na pista e forçou uma relargada, com Leclerc e Verstappen mais próximos. O procedimento seguiu as regras reformuladas sobre a atuação do safety car, após a polêmica na decisão da Fórmula 1 no ano passado, em Abu Dabi.

Após o carro de segurança sair da pista, a principal briga foi entre Sainz e Verstappen, enquanto o monegasco manteve uma distância segura. Então, quando restavam três voltas, Sainz conseguiu a ultrapassagem para engatilhar a dobradinha da Ferrari. No instante seguinte, Verstappen teve um problema não especificado com o carro e foi para o boxes, despencando na classificação antes de abandonar a prova.

Assim, as voltas finais ficaram reservadas para uma disputa entre Lewis Hamilton, quarto colocado, e Sergio Pérez, o terceiro. Na última volta, o pesadelo da Red Bull ganhou proporções ainda maiores, pois o mexicano rodou na pista e abriu caminho para o heptacampeão entrar no pódio.

1º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1h37min33s574

2º - Carlos Sainz (ESP/Ferrari) - a 5s598

3º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 9s675

4ª - George Russell (ING/Mercedes) - a 11s211

5ª - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - a 14s754

6º - Valtteri Bottas (FIN/Alfa Romeo) - a 16s119

7º - Esteban Ocon (FRA/Alpine) - a 19s423

8º - Yuki Tsunoda (JAP/AlphaTauri) - a 20s386

9ª - Fernando Alonso (ESP/Alpine) - a 22s390

10º - Zhou Guanyu (CHIN/Alfa Romeo) - 23s064

11º - Mick Schumacher (ALE/Haas) - 32s574

12º - Lance Stroll (CAN/Aston Martin) - 45s873

13º - Alexander Albon (TAI/Williams) - 53s932

14º - Daniel Ricciardo (AUS/McLaren) - 54s975

15º - Lando Norris (ING/McLaren) - 56s335

16º - Nicholas Latifi (CAN/Williams) - 1min01s795

17º - Nico Hulkenberg (ALE/Aston Marin) - 1min03s829

18º - Sergio Pérez (MEX/Red Bull)

19º- Max Verstappen (HOL/Red Bull)

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Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri)

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