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O Campeonato Norte e Nordeste de Marcas e Pilotos chega no próximo domingo (24) ao Autódromo Ayrton Senna de Caruaru. Nesta edição serão realizadas a 5ª e 6ª etapas do Pernambucano de Automobilismo, válidas para o Nordestão. Os ingressos custam R$ 20 por pessoa.

Estarão presentes 50 pilotos de todo o Nordeste que irão disputar em quatro categorias: Marcas & Pilotos, Clássicos de Competição, Super Turismo e Palio Cup. Os treinos livres serão realizados já no sábado (23) com acesso livre e aberto ao público ao custo de R$ 20. Crianças de até 12 anos e idosos acima de 65 não pagam. Os ingressos estarão à venda no portão da entrada principal do autódromo que dá acesso aos boxes. O estacionamento interno do autódromo é gratuito.

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O autódromo Ayrton Senna recebeu melhorias na estrutura para receber o público neste final de semana. Foram feitos recapeamento de pista, novos banheiros masculino e feminino, um novo ambulatório, além de melhorias como pinturas e capinação no local.

Além das corridas, o equipamento vai oferecer uma praça de alimentação com food trucks. Será permitido no domingo o acesso ao paddock e boxes, onde o público poderá tirar fotos dos carros e dos pilotos. O evento está sendo promovido pela Garagem 83 - que transmite ao vivo a corrida pelo Youtube - e conta com apoio da Prefeitura de Caruaru, através da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru (FCTC).

Com informações de assessoria

Um ano depois, Max Verstappen enfim subiu no lugar mais alto do pódio em São Paulo. Se no ano passado o holandês perdeu a vitória após sofrer um toque de Esteban Ocon, neste domingo o piloto da Red Bull brilhou no autódromo de Interlagos e venceu o GP do Brasil de Fórmula 1. O também jovem Pierre Gasly, da Toro Rosso, e o inglês Lewis Hamilton, hexacampeão antecipado, completaram o pódio após disputa eletrizante até os metros finais do traçado.

Para faturar a sua oitava vitória na F-1 e a primeira no Brasil, Verstappen fez grande exibição do início ao fim, após largar na pole position. E contou com seguidos erros de estratégia da Mercedes, que estava sem seu chefe, Toto Wolff, em Interlagos.

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Como de costume, o GP do Brasil foi uma "corrida maluca", com duas entradas de safety car e batidas inesperadas. A maior delas foi entre os carros da Ferrari nas voltas finais. O alemão Sebastian Vettel e o monegasco Charles Leclerc se chocaram e saíram da prova juntos, quando brigaram pela última posição do pódio.

Na volta final, Hamilton se envolveu em batida com o tailandês Alexander Albon, o que abriu espaço para Gasly faturar o seu primeiro pódio na Fórmula 1, após ser rebaixado neste ano, saindo da Red Bull para defender a Toro Rosso. Em quarto lugar, chegou o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, que havia largado da última posição.

A CORRIDA - Com uma largada tranquila e sem imprevistos, o GP do Brasil começou com o brilho de Hamilton. O inglês fez grande ultrapassagem sobre Vettel ao passar por fora na entrada do "S do Senna". O pole position Verstappen sustentou ponta sem sustos.

No pelotão intermediário, Leclerc passou a ganhar posições rapidamente. Depois de largar em 14.º, o monegasco já ocupava o nono posto na quarta volta. No 10.º giro era o sexto, acumulando oito ultrapassagens seguidas. Ele tinha estratégia diferente da de Vettel por apostar em uma primeira perna mais longa, antes da primeira parada nos boxes.

No mesmo grupo, Daniel Ricciardo acertou Kevin Magnussen ao fazer ultrapassagem na oitava volta. O dinamarquês perdeu diversas posições, enquanto que o australiano precisou trocar o bico do carro, caindo para o último lugar. Para piorar, Ricciardo foi punido com cinco segundos de parada em seu pit stop.

A primeira rodada de paradas nos boxes teve início na 21.ª volta. Hamilton foi o primeiro e manteve os pneus macios, com a mesma estratégia de duas paradas de Verstappen, que fez o mesmo. O holandês, contudo, sofreu mais em seu pit stop. Quando saía dos boxes, quase foi atingido por Robert Kubica, da Williams - o polonês acabou sendo punido com cinco segundos nos boxes.

Entre estas paradas, Verstappen passou Hamilton, que o havia superado nas trocas de pneus. Em seguida, Vettel, Bottas e Leclerc também foram para os boxes. O monegasco colocou pneus duros no 30.º giro, com tática de fazer apenas uma parada em toda a corrida.

Ao fim desta série de pit stops, o holandês seguia na ponta, à frente de Hamilton, Vettel, Bottas, Albon e Leclerc. Os dois primeiros planejavam mais uma parada, enquanto que os demais tinham estratégia de continuar na pista até a bandeirada final. Verstappen, portanto, tentava abrir boa vantagem sobre os rivais para conseguir se manter na liderança mesmo após a segunda parada.

Porém, não teve sucesso. Ele e Hamilton foram para os boxes novamente na 45.ª e na 44.ª, respectivamente. Ambos retornaram com pneus médios para a pista. Verstappen voltou logo à frente do rival inglês. Mas os dois ficaram atrás de Vettel, também com médios, compostos de maior durabilidade que os macios.

Quase ao mesmo tempo, Bottas precisou fazer seu segundo pit stop, mudando de estratégia, após erro da Mercedes. Voltou somente em sexto e iniciou boa disputa com Leclerc. Assim como Bottas, Vettel também precisou mudar sua tática, para duas paradas. Isso aconteceu no 50.º giro. O alemão voltou em quarto lugar. Mas logo assumiu o terceiro posto, em razão de parada de Albon.

Se a corrida parecia com resultado encaminhado, tudo ficou indefinido quando Bottas teve problemas em seu motor e abandonou na 52.ª volta. Acabou causando a entrada do safey car na pista, o que beneficiou diretamente Vettel, com pneus mais novos e agora sem a desvantagem de 20 segundos para os líderes.

Verstappen, por sua vez, entrou rapidamente nos boxes para poder contar também com pneus menos desgastados. Hamilton recebeu quase ao mesmo tempo a orientação por rádio para fazer o mesmo. Porém, não entrou. O inglês liderava, com pneus médios, seguido de Verstappen e Vettel, ambos com macios (mais velozes). Leclerc, também com compostos novos, estava em quinto.

A relargada, em razão da saída do safety car, aconteceu na 59.ª volta. Sem perder tempo, Verstappen tratou de passar Hamilton logo na primeira curva, no "S do Senna". Já Vettel foi superado por Albon.

Mas uma nova reviravolta bagunçou novamente as primeiras posições. Na 66.ª volta, Leclerc passou Vettel, que tentou dar o troco. As duas Ferraris se tocaram, tiveram pneus estourados e ambos acabaram abandonando a prova. Em fúria, os dois pilotos trocaram xingamentos via rádio.

O choque forçou a entrada novamente no safety car. Hamilton correu para os boxes para nova troca de pneus e retornou em quarto. Na relargada, Verstappen manteve a ponta e Hamilton tocou em Albon, que acabou cruzando a linha de chegada em penúltimo. O inglês perdeu o segundo lugar para Pierre Gasly e fez disputa apertada com o francês até os metros finais do traçado, terminando em terceiro.

A temporada de 2019 da Fórmula 1 será encerrada na próxima etapa, em Abu Dabi, no dia 1.º de dezembro, nos Emirados Árabes Unidos.

Confira a classificação do GP do Brasil de Fórmula 1:

1.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1h33min014s678, após 71 voltas

2.º - Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso) - a 6s077

3.º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 6s139

4.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - a 8s896

5.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - a 9s452

6.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - a 10s201

7.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - a 10s541

8.º - Lando Norris (ING/McLaren) - a 11s204

9.º - Sergio Perez (MEX/Racing Point) - a 11s529

10.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - a 11s931

11.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - a 12s732

12.º - George Russell (GBR/Williams) - a 13s059

13.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - a 13s599

14.º - Alexander Albon (TAI/Red Bull) - a 14s247

15.º - Nico Hulkenberg (ALE/Renault) - a 14s927

16.º - Robert Kubica (POL/Williams) - a 1 volta

Não completaram a prova:

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Charles Leclerc (MON/Ferrari)

Lance Stroll (CAN/Racing Point)

Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

O circuito atual de Interlagos completa 30 edições na Fórmula 1, mas o velho traçado de 7.823 metros no qual oito corridas da principal categoria do automobilismo foram disputadas (1973 a 1980) não sai da memória e do coração de pilotos, fãs e jornalistas. O circuito atual tem 4.309 metros.

Várias foram as mudanças feitas na pista, com destaque para o "S" do Senna, que na proposta do próprio piloto, em 1989, deveria ser feito de forma a tornar o traçado mais veloz. Mas as curvas 1 e 2 da pista antiga, além da série de curvas, ainda são lembradas com saudade.

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"Era um circuito sensacional, monumental. Dá dor no coração lembrar que a pista foi cortada e não existe mais", afirmou Ricardo Divila, engenheiro da Copersucar, equipe de Emerson e Wilson Fittipaldi Junior, por telefone. Ele mora na Inglaterra. "Interlagos antigo tinha curvas de alta velocidade, curvas de baixa, cotovelo, ‘S’, subidas, descidas... As equipes vinham um mês antes da corrida para fazer testes que serviriam de base para o ano todo", lembrou. "Todo mundo sabia que o que dava certo em Interlagos, serviria para as demais pistas."

"Era muito prazeroso e desafiador", disse Chico Serra, de 62 anos, que não chegou a pilotar um Fórmula 1 em Interlagos, mas o fez com grande sucesso na Stock Car, categoria da qual foi tricampeão (1999, 2000 e 2001) e que é a principal competição do automobilismo brasileiro. "As duas primeiras curvas eram feitas com total aceleração."

Alguns trechos do velho Interlagos ainda existem até hoje. A maior parte serve como pista de apoio para a circulação de veículos de serviço ou área de escape. Uma das áreas perdidas na grande reforma no autódromo foi a antiga reta oposta, a maior do circuito, com 1 quilômetro de extensão.

FÓRMULA 1 "RAIZ" - Junto com o velho formato da pista, ficaram no passado memórias de uma época mais romântica e simples do automobilismo. O mecânico e empresário Claudio Carignato foi ver Emerson Fittipaldi e companhia em ação de 1973 a 1979 e transpira emoção ao falar dos velhos tempos.

"Acampávamos na subida dos boxes na quarta-feira à noite. Armávamos um andaime de madeira, que a gente levava na pick up e assistia a tudo do alto", afirmou o fã de automobilismo, hoje com 65 anos. "Um ex-mecânico, amigo meu, roubou uma sacola com o macacão do Gilles Villeneuve (piloto canadense da Ferrari), vendeu e entrou na corrida de graça."

Esta proximidade com os carros também é relembrada pelo jornalista Castilho de Andrade, há 50 anos no automobilismo. "O James Hunt (campeão em 1976) tinha um fã-clube. Quando ele soube disso, pegou um carro de apoio da equipe (McLaren) e foi até o grupo para conversar com as pessoas."

Castilho, diretor de mídia do GP do Brasil, também lembra de um fato curioso, ocorrido com Emerson. "Em 1976, no primeiro ano dele na Copersucar, após algumas voltas no treino, ele voltou para os boxes e assinalou que tinha problemas no carro. Um torcedor, querendo ajudar, pegou o macaco e levantou o carro. O Emerson ficou furioso", relembrou.

Em pleno 2019, o piloto mais festejado pela torcida no autódromo de Interlagos durante o GP do Brasil não será Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel. É Ayrton Senna quem vai ganhar uma homenagem antes da corrida. A cerimônia reforça o quanto o nome do tricampeão mundial continua forte 25 anos depois de sua morte, capaz de cativar idolatria, gerar elevadas receitas em vendas de produtos e virar até tema de um seriado em 2021.

Pelas estimativas de Bianca Senna, sobrinha de Ayrton, a marca Senna já rendeu cerca US$ 2 bilhões (R$ 8,3 bilhões) até hoje. "Eu ligo menos para isso. Eu me importo mais com o que a marca provoca nas pessoas", disse Bianca ao Estado.

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Ela é diretora de branding do Instituto Ayrton Senna, responsável por gerir a área de negócios e planejar ações de marketing, como campanhas, lançamentos de produtos e estratégias para preservar a imagem do piloto. Segundo relatório financeiro do instituto, em 2018 os royalties sobre marcas e direitos de imagem renderam R$ 20,5 milhões à entidade.

O Brasil nunca deixou de reverenciar a carreira de Senna. Pesquisa realizada neste ano pelo Ibope Repucom para medir o nível de popularidade de personalidades brasileiras apontou que o tricampeão teve um grau de reconhecimento alto por parte dos entrevistados. Somente 4% das pessoas não sabiam reconhecer o rosto do ídolo.

O GP do Brasil terá outro exemplo dessa forte relação entre Senna e o público brasileiro. O sobrinho do piloto, Bruno Senna, vai guiar a McLaren de 1988, ano do primeiro título do tricampeão. A ação foi planejada pela patrocinadora da prova e pelo Instituto Ayrton Senna pelos 25 anos da morte do ídolo.

"Nós, da família, sempre nos esforçamos para fazer o Ayrton ser lembrado. Mas nenhum trabalho se compara ao que é feito dentro de casa por vários pais e avós, que contam aos mais novos o que meu tio fez na pista", afirmou Bruno.

Quem cuida do legado de Senna são os familiares, que tomam conta do instituto. A presidente é a irmã do tricampeão, Viviane Senna, cuja atuação principal é nos projetos educacionais.

A mãe do piloto, Neide Senna, também participa ativamente do dia a dia da entidade. É ela quem faz a curadoria de quais peças, como macacões, luvas e capacetes, devem sair para exposições e escolhe fotos e vídeos para divulgação. O zelo familiar filtra também muitos convites. Mas há uma novidade a caminho.

Após um longo planejamento, a vida do piloto brasileiro será retratada em filme. "A gente vai lançar em 2021. Não posso falar ainda com quem, mas já estamos em processo de roteirização para uma série. Vamos passar outro lado do Ayrton, não só a parte da Fórmula 1", antecipa Bianca.

Para o especialista em marketing esportivo Fábio Wollf, sócio-diretor da Wolff Sports, a marca Senna continua forte pela empatia criada entre o piloto e o público durante a Fórmula 1. "Patriotismo, garra e superação. Esses são alguns dos fatores que fazem do Senna, mesmo tendo falecido há 25 anos, um ídolo. Poucos ídolos têm a mesma força. A imagem do Senna vem sendo muito bem trabalhada", avalia.

ESTRATÉGIA - Algumas das ações mais recentes para perpetuar o nome de Senna foram um musical, o lançamento de uma camisa do Corinthians, time para o qual o piloto torcia, e eventos em São Paulo alusivos aos 25 anos de sua morte. Todas as atividades só foram realizadas depois de um planejamento sobre qual seria o impacto.

"Se o evento não gerar a emoção de que vai trazer de volta a sensação de quando o Ayrton corria, não é o evento certo", diz Bianca. A escolha das empresas parceiras nessas atividades também não é fácil. "A gente não trabalha com coisas que não têm qualidade. Sempre procuramos associar marcas que não precisam da gente para gerar negócio."

Quem atua de perto na criação de produtos licenciados é o diretor da marca Senna, Alejandro Pinedo. Itens como relógios e carros sofisticados são feitos em parcerias com grandes empresas desses segmentos. Além do Brasil, países como Japão e Inglaterra estão entre os maiores consumidores.

O mais recente produto foi uma edição limitada de relógios. As somente 65 peças foram vendidas rapidamente. Cada uma custava cerca de R$ 130 mil. Neste ano, a linha de carros esportivos McLaren Senna foi outro sucesso. Os 500 automóveis de R$ 5 milhões cada se esgotaram antes do lançamento. Um dos compradores foi Cristiano Ronaldo.

"Buscamos associar os produtos a atributos como alta performance, determinação, ousadia e superar os próprios limites. O nome Senna é sinônimo de alta qualidade. O nosso público gosta de sofisticação", afirmou Pinedo.

(COLABOROU ANDREZA GALDEANO)

O ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha segue internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, em estado grave. Ele é um dos nove sobreviventes do acidente aéreo que sofreu em Maraú, no sul da Bahia, que ocorreu na tarde da última quinta-feira. Está confirmada apenas a morte da jornalista Marcela Brandão Elias, de 37 anos.

No final da manhã deste sábado, a morte de Tuka Rocha chegou a ser noticiada ao vivo pelo comentarista Luciano Burti, durante a transmissão dos treinos livres para o GP do Brasil de Fórmula 1 no canal SporTV, além de ter sido divulgada por sites especializados de Stock Car e pela Agência Estado. No entanto, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia negou a informação e confirmou que ele segue vivo.

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Mais tarde, a notícia também foi desmentida pelo narrador da SporTV, Sergio Mauricio, que pediu desculpas pela informação divulgada.

Tuka Rocha tem complicações pulmonares e sofreu queimaduras em 80% do corpo. O piloto de 36 anos foi submetido a duas cirurgias no HGE e seu quadro é muito delicado especialmente em razão dos problemas no pulmão.

Em 2011, o ex-piloto da Stock Car tinha escapado ileso de um grave acidente. Na ocasião, o carro que pilotava pegou fogo durante uma competição no Rio de Janeiro, mas ele conseguiu pular do veículo e não teve ferimentos graves.

Tuka Rocha correu na Stock Car, principal categoria do automobilismo em que competiu, entre 2011 e 2018. O piloto deixou a categoria em julho do ano passado depois de perder o patrocinador. Sua última equipe foi a Vogel.

O Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), da Aeronáutica, chegou na sexta-feira a Barra Grande, distrito que pertence a Maraú, e investigam o motivo do acidente.

O avião, um Cessna C550 fabricado em 1981, pertence ao empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O acidente ocorreu na pista de pouso de um resort de luxo desativado.

As mudanças que devem trazer novidades na Fórmula 1 a partir de 2021 foram aprovadas pelos pilotos no autódromo de Interlagos, que recebe o GP do Brasil em São Paulo, neste final de semana. A aposta dos atletas é de que as novas regras deixem o campeonato mais equilibrado no futuro e também mais barato, o que deve permitir a entrada de novas equipes na categoria.

"Acho que será bom ter uma menor diferença entre o orçamento das equipes. Claro que continuará havendo diferenças, mas será menor do que no passado. Se os carros se comportarem como diz as novas regras, a disputa será mais próxima entre os carros, mais difícil. Acho que são bons passos na direção correta e realmente acho que vai encorajar que novos times a entrarem na F-1. Sempre acho que quanto mais carros tivermos no grid, mais divertida será a corrida", disse Valtteri Bottas.

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O finlandês defende as cores da Mercedes, equipe que dominou os últimos campeonatos e é alvo de críticas por isso. O time alemão venceu todos os Mundiais de Pilotos e de Construtores desde 2014, com o inglês Lewis Hamilton por cinco vezes e também com o alemão Nico Rosberg, em 2016 - ele deixou a categoria ao final do mesmo ano.

A possibilidade de ter mais carros no grid a partir de 2021 também animou o australiano Daniel Ricciardo. "Isso me lembra a Fórmula 3 Europeia em 2008, quando tínhamos 48 carros em Spa. O grid tinha 42 porque nem todos se classificaram. Ter um grid tão grande e cheio de carros e pilotos foi muito empolgante. Se estas mudanças encorajarem mais carros, mais times entrarão no grid. E isso dará oportunidade para novos pilotos e a competição se tornará espetacular. Acho isso muito legal", afirmou o piloto da Renault.

O francês Romain Grosjean também aprovou as novidades, que pretendem deixar os carros com aparência mais agressiva e chamativa. "Será o primeiro passo, talvez depois seja necessário alguns ajustes finos. Se pudermos ter mais gente envolvida na F-1, mais times, será melhor. Também será bom por atrair mais jovens pilotos, para termos mais competição e não ver sempre o mesmo vencer".

Para o mexicano Sergio Pérez, as alterações devem diminuir o domínio de equipes como Mercedes e Ferrari. "Geralmente, quanto tem mudanças deste tipo, muda o equilíbrio de forças entre as equipes. E isso será positivo para o esporte. Acho que a disputa será mais apertada. Estou muito ansioso por isso. Estou sentindo falta daquela sensação de não saber quem vencerá", declarou o piloto da Racing Point.

Já o experiente polonês Robert Kubica, da Williams, disse ter dúvidas em relação a este reequilíbrio de forças. "Não podemos esquecer do talento das pessoas, que é o que faz a diferença, e não apenas o dinheiro dos times. Espero que as mudanças deixem as equipes mais próximas, mas tenho algumas dúvidas sobre isso. Sempre há equipes que dominam em alguns períodos na F-1, F-2 e F-3. Vamos ter que esperar para ver", disse o piloto, que deixará a Fórmula 1 ao final da atual temporada.

O piloto Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula 1, chegou ao Brasil para o Grande Prêmio de Interlagos. Nesta quarta-feira (13), o piloto participou de um evento em São Paulo e aproveitou para defender a permanência de Interlagos como parte do circuito mundial.

A discussão se deu por conta da tentativa do presidente Jair Bolsonaro de construir um novo circuito e levar a prova para o Rio de Janeiro. O contrato da Fórmula 1 se encerra em 2020.

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"Não sou grande fã de mudança, mas sei que o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica. Estive lá uma vez e foi fantástico. Não sei qual autódromo que eles têm lá", disse Hamilton, sem saber que já existe um projeto para o autódromo de Deodoro, no Rio de janeiro.

Depois de tomar conhecimento do projeto ele manteve sua linha de pensamento. "Temos um circuito histórico, então não precisa cortar mais árvores. Esse dinheiro pode ser investido em outras coisas, já que temos muita pobreza no Brasil", declarou.

O piloto ainda afirmou que existem poucos engenheiros brasileiros na sua equipe e que se o dinheiro fosse dele investiria na educação que ele considerou ‘fundamental’.

Hamilton também fez referência a Ayrton Senna para defender Interlagos. “Lembro do Senna e dos videogames ao dirigir nesta pista, espero que continue assim. Sempre temos que garantir a manutenção dos clássicos, e essa é uma das clássicas", pontuou.

“Se for derrubar uma árvore, sou contra. Vocês têm uma floresta fantástica e são importantes para o controle climático. Temos que nos concentrar nisso. Eu adoro o Rio de Janeiro, quero passar mais tempo lá, mas não quero correr em uma pista que arruinou uma área natural. Para o nosso futuro, a coisa fica cada vez pior. O controle climático está pior", completou.

A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira um plano de longo prazo para se tornar sustentável. A primeira meta da categoria, conhecida por ser uma das mais poluentes do mundo, é tornar o evento totalmente sustentável do ponto de vista do meio ambiente até 2025. E a segunda é neutralizar todas as emissões de carbono relacionadas ao campeonato até 2030.

"Esta iniciativa vai envolver todos os carros da Fórmula 1, todas as atividades na pista e as demais operações da categoria como esporte", anunciou a direção da categoria. "O plano ficou pronto após 12 meses de intenso trabalho com a FIA [Federação Internacional de Automobilismo], especialistas em sustentabilidade, times da F-1, promotores e parceiros, resultando num plano ambicioso, porém executável."

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Com a decisão, a F-1 espera se manter na vanguarda da tecnologia, uma das marcas de sua história, influenciando os carros comuns, das cidades. "Estar na vanguarda da inovação automotiva dá à F-1 uma plataforma global para acelerar o progresso e desenvolver tecnologias para reduzir e eliminar as emissões de carbono dos atuais motores de combustão interna."

Para tanto, a F-1 argumenta que a mudança para os motores híbridos, em 2014, foi o primeiro passo na categoria. Os híbridos contam com sistema elétrico, que aumenta a potência dos carros sem elevar o consumo de combustível. "Com mais de 1 bilhão de veículos no mundo usando motores à combustão, este é o potencial para reduzir as emissões de carbono globalmente."

Ainda sem apresentar detalhes sobre o projeto, a direção da categoria promete eliminar plásticos, até dos assentos dos carros, utilizar sistemas de logística e viagens "ultra-eficientes" e escritórios, facilities e fábricas abastecidas com energia 100% renovável.

"Ao longo dos seus 70 anos de história, a F-1 foi pioneira em numerosas tecnologias e inovações que deram contribuições positivas à sociedade e ajudaram a combater as emissões de carbono. Desde a aerodinâmica inovadora ao design dos freios, o progresso liderado pelas equipes da F-1 beneficiou centenas de milhões de carros de passeio. Poucas pessoas sabem que as unidades de potência híbrida da F-1 atual é a mais eficiente do mundo, já que oferece mais potência com menos combustível e, portanto, emite menos CO2, que qualquer outro carro", afirmou Chase Carey, atual chefão da Fórmula 1.

"Acreditamos que a F-1 pode seguir sendo uma líder para a indústria automotiva, trabalhando com o setor para oferecer o primeiro motor de combustão interna híbrido que reduza enormemente as emissões de carbono. Ao lançar a primeira estratégia de sustentabilidade da F-1, reconhecemos o papel fundamental que todas as organizações devem desempenhar para abordar este problema global", declarou o dirigente.

A Fórmula 1 desembarca no Brasil nesta semana com homenagens a Ayrton Senna, morto há 25 anos, em 1994. Entre os eventos que lembrarão o tricampeão mundial, no domingo (17), dia do GP do Brasil, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, vai pilotar em Interlagos o icônico modelo MP4/4 usado pela McLaren na temporada de 1988.

O carro é considerado por muitos especialistas como o melhor de todos os tempos. Com o McLaren MP4/4, Senna conquistou o seu primeiro título mundial. Naquele ano, a McLaren obteve 15 vitórias nos 16 GPs disputados (oito com Senna e sete com o francês Alain Prost). A escuderia também teve 15 pole positions e ganhou 199 pontos dos 240 em disputa.

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Senna e Prost ocuparam juntos a primeira fila do grid de largada em 12 das 16 provas. O ótimo desempenho do carro garantiu à McLaren o título do Mundial de Construtores e as duas primeiras posições no Mundial de Pilotos daquele ano de 1988.

Os fãs que chegarem mais cedo a Interlagos poderão ver Bruno Senna correr com o McLaren MP4/4 às 12h05, duas horas antes da largada do GP do Brasil de Fórmula 1.

Durante todo o fim de semana, o carro ficará exposto no Setor H do autódromo. O espaço terá exposição com capacete, macacões, troféus e outros itens do acervo do Instituto Ayrton Senna, além de réplica do kart usado pelo piloto em seu começo de carreira.

No último sábado, outros carros que marcaram a história de Senna foram apresentados ao público na região do Obelisco do Ibirapuera: a Toleman modelo TG184, utilizada na estreia do piloto na F-1, em 1984; e a Lotus modelo 97T, da primeira vitória do ídolo na categoria, no GP de Portugal, em 1985.

INGRESSOS - Apesar de os títulos de Construtores e Pilotos da temporada já estarem definidos, a expectativa é de bom público em Interlagos. Seis setores do autódromo estão com os ingressos esgotados: as arquibancadas A, R, M e B e duas áreas vip.

Ainda há entradas disponíveis para os setores Q e G. A venda ocorre no site www.gpbrasil.com.br, no Shopping Market Place e na bilheteria de Interlagos. Na sexta-feira serão realizados os treinos livres. No sábado ocorre a sessão de classificação para o grid. A corrida, domingo, começa às 14h10.

O holandês Max Verstappen, da Red Bull, ironizou os resultados recentes da Ferrari nas últimas corridas da Fórmula 1. Após ser terceiro colocado no GP dos Estados Unidos, em Austin, o jovem piloto de 22 anos comemorou ter superado os dois carros da Ferrari e atribuiu o resultado ao possível fim de uma trapaça feita pela equipe italiana em provas anteriores deste campeonato.

Antes da corrida, a Red Bull havia pedido à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) um esclarecimento formal das regras técnicas sobre o fluxo de combustível para o motor. A atitude foi tomada depois de a equipe suspeitar que a Ferrari pudesse se beneficiar de algum procedimento irregular nesse aspecto. Apesar disso, não houve investigação formal sobre a escuderia italiana.

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"Foi analisado corretamente agora, mas temos que ficar de olho nisso", disse Verstappen ao canal holandês de televisão Ziggo Sport. "É isso o que acontece quando você para de trapacear", completou o piloto, ao ser questionado se depois da reclamação, a Ferrari de fato perdeu rendimento.

Verstappen e a Red Bull ficaram desconfiados de que a Ferrari estava com alguma vantagem depois de ter conquistado cinco pole positions seguidas e vencido três provas depois das férias de verão na Europa. No entanto, o holandês desbancou nos Estados Unidos a dupla formada por Sebastian Vettel e Charles Leclerc, ao subir o pódio - o alemão abandonou a corrida e o monegasco ficou em quarto. A prova foi vencida por Valtteri Bottas, com Lewis Hamilton em segundo lugar. O resultado deu ao inglês seu sexto título mundial na carreira.

No campeonato, o holandês está na quarta posição, apenas 14 pontos atrás de Leclerc. Restam ainda duas provas para o encerramento da temporada. A próxima etapa, inclusive, será no Brasil, em Interlagos. A corrida está marcada para o próximo dia 17.

Lewis Hamilton voltou a fazer história na Fórmula 1 neste domingo. Ao chegar 2º no GP dos Estados Unidos, o inglês assegurou o hexacampeonato mundial no Circuito das Américas, em Austin, com duas etapas de antecedência. O novo título, o terceiro consecutivo, deixa o piloto da Mercedes a apenas um do recorde de Michael Schumacher. A corrida foi vencida pelo finlandês Valtteri Bottas, com o holandês Max Verstappen, da Red Bull, completando o pódio.

Hamilton garantiu a conquista ao chegar aos 381 pontos, contra 314 do finlandês Valtteri Bottas. O companheiro de Mercedes era o único que poderia impedir a festa do britânico nos EUA. Bottas, por sua vez, já assegurou o vice-campeonato da temporada 2019. Neste domingo, ele faturou sua sétima vitória da carreira, sendo a quarta deste ano. Foi ainda a 53ª dobradinha da Mercedes.

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Com seu novo feito, Hamilton deixa para trás o argentino Juan Manuel Fangio, dono de cinco títulos, e fica a apenas um de alcançar o alemão Michael Schumacher, recordista da F-1, com sete conquistas. O inglês já é o dono do maior número de pole positions, com 87, e briga para alcançar a marca de 91 vitórias de Schumacher. No momento, soma 83.

As duas últimas etapas do campeonato serão disputados no Brasil e em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Os pilotos da F-1 voltam à pista daqui a duas semanas para competir no Autódromo de Interlagos. O primeiro treino livre em São Paulo está marcado para as 11 horas do dia 15 (sexta-feira). A corrida será às 14h10 de domingo, dia 17.

A CORRIDA - Na pole position, Bottas fez largada sólida e não sofreu ameaças dos rivais, principalmente em razão da péssima saída de Vettel. O alemão perdeu seguidas posições após a primeira curva e caiu para o sétimo lugar. Verstappen assumiu o segundo lugar, seguido por Hamilton, que foi um dos que deixou o alemão para trás na primeira volta. Leclerc aparecia em quinto.

Pelo rádio, Vettel reclamou de dificuldades de guiar sua Ferrari. Sem sorte, o tetracampeão acabou abandonando a corrida na oitava volta ao acertar uma das zebras do traçado. O choque quebrou parte da suspensão traseira, forçando a despedida precoce do alemão em Austin.

Sem Vettel na pista, a disputa ficou concentrada entre os dois carros da Mercedes e Verstappen. Na 14ª volta, o holandês da Red Bull foi o primeiro a parar para trocar os pneus. Colocou os compostos duros, em uma estratégia de apenas uma parada. Voltou em quarto e Hamilton assumiu o segundo posto, atrás apenas de Bottas.

Este equilíbrio de forças voltou a ser alterado a partir do giro seguinte. Bottas também trocou e voltou à frente de Verstappen e Leclerc. Com uma performance discreta em Austin, o piloto de Mônaco parou na 21ª volta, com pneus duros. Para ajudar, teve problemas em sua lenta parada. Hamilton fez seu pit stop somente no 24º giro e retornou à pista com compostos duros, em terceiro, atrás de Bottas e Verstappen. Tinha até 27 segundos de vantagem sobre Leclerc.

Se os primeiros colocados não traziam maior emoção à corrida, o australiano Daniel Ricciardo e o mexicano Sergio Pérez brilharam neste domingo. Ricciardo passou Vettel logo no começo e acumulou seguidas ultrapassagens, sempre próximo aos primeiros colocados. Pérez, por sua vez, largou dos boxes e chegou a figurar no sétimo posto. O australiano da Renault terminou em 6º e o piloto da Racing Point, em 11º.

O duelo na ponta passou a esquentar a partir do 36º giro. Foi quando o líder Bottas fez sua segunda parada para correr com pneus médios. Hamilton, cada vez mais perto do título, assumiu a liderança. Mas, ao mesmo tempo, passou a sofrer com os desgaste dos seus compostos. O finlandês, por sua vez, voltou mais veloz dos boxes. Logo cravou o novo recorde da pista.

A partir daí, Bottas iniciou a caça ao companheiro de Mercedes, que por sua vez se esforçava para evitar a degradação dos pneus. Na 51ª volta, o finlandês tentou a ultrapassagem, sem sucesso. Mas, no giro seguinte, não deu chances ao companheiro e assumiu a ponta.

Com segurança, o piloto da Finlândia manteve a solidez exibida ao longo de todo o fim de semana e confirmou a vitória, seguido de perto por Hamilton e por Verstappen.

 

Confira a classificação final do GP dos EUA:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), em 1h33min55s653

2º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 4s148s

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 5s002s

4º - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 52s239s

5º - Alexander Albon (TAI/Red Bull), a 78s038s

6º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault), a 90s366s

7º - Lando Norris (ING/McLaren), a 90s764s

8º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a 1 volta

9º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 1 volta

10º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta

11º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 1 volta

12º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 1 volta

13º - Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 1 volta

14º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1 volta

15º - Romain Grosjean (FRA/Haas), a 1 volta

16º - Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso), a voltas

17º - George Russell (ING/Williams), a 2 voltas

Não completaram a prova:

Robert Kubica (POL/Williams)

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Kevin Magnussen (DIN/Haas)

Lewis Hamilton mostrou estar disposto a ganhar o seu sexto título mundial neste domingo, no GP dos Estados Unidos, após registrar o melhor tempo no segundo treino livre desta sexta-feira, no circuito de Austin, no Texas. O piloto da Mercedes fez a volta mais rápida em 1min33s232, seguido pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, que ficou a 0s301 do líder, e pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull, com uma marca 0s315 mais lenta do que a do britânico.

Companheiro de Hamilton na Mercedes, o finlandês Valtteri Bottas, único piloto que pode evitar o sexto título mundial do britânico, ficou com a quinta colocação, bem distante do favorito ao título ao percorrer a sua volta mais rápida com um tempo 0s813 pior do que o do pentacampeão do mundo. E ele também terminou atrás do alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, quarto colocado e 0s658 atrás do líder.

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Completaram os dez primeiros, da sexta à décima colocações, pela ordem: o tailandês Alexander Albon, da Red Bull, o francês Pierre Gasly (Toro Rosso), o espanhol Carlos Sainz Jr (McLaren), o canadense Lance Stroll (Racing Point) e o italiano Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

A segunda sessão de treino livre em Austin foi interrompida quando tinha apenas 12 minutos de duração, após o francês Romain Grosjean perder o controle de sua Haas e bater na curva 6 no circuito norte-americano.

Hamilton tem 74 pontos de vantagem sobre Bottas (363 a 289). Para ser campeão nos Estados Unidos, o inglês precisa terminar a corrida em oitavo lugar. E isso se Bottas vencer a prova. Caso o finlandês não conquiste a vitória, o título estará garantido para o inglês.

A terceira e última sessão de treinos livres do GP dos EUA começa às 15 horas (de Brasília) deste sábado, enquanto a definição do grid ocorrerá em seguida, a partir das 18h. A corrida, no domingo, tem largada às 16h10.

Depois do GP nos Estados Unidos, a Fórmula 1 ainda terá mais duas corridas este ano. O GP do Brasil, no circuito em Interlagos, em São Paulo, será disputado no dia 17 de novembro. A prova derradeira da temporada, em Abu Dabi, está marcada para o dia 1.º de dezembro.

Após mais de dois anos de trabalho envolvendo a análise detalhada das operações dentro e fora da pista, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a Fórmula 1 revelaram, nesta quinta-feira, no circuito das Américas, em Austin, Estados Unidos, os regulamentos que as equipes deverão obedecer a partir de 2021.

Apresentados pelo presidente e CEO da F-1, Chase Carey, e pelo presidente da FIA, Jean Todt, após ratificação pelo Conselho Mundial de Automobilismo, os regulamentos têm como objetivo promover corridas mais equilibradas, além de trazer economia e sustentabilidade esportiva para a categoria.

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A partir de 2021, a Fórmula 1 pretende atingir os seguintes objetivos: carros mais aptos a batalhar na pista; uma competição mais equilibrada na pista; um esporte em que o sucesso é determinado mais por como uma equipe gasta seu dinheiro, não quanto gasta - incluindo, pela primeira vez, um teto de custo totalmente aplicável (US$ 175 milhões ou R$ 700 milhões por temporada) nas regras da FIA; um esporte que é um negócio melhor para os participantes e mais atraente para novos parceiros; um esporte que continua a ser a principal competição de corridas de automóveis do mundo e a vitrine perfeita de tecnologia de ponta.

Os regulamentos, que foram aprovados por unanimidade, serão envolvidos com uma nova estrutura de governança e participação nos lucros que permitirá que o esporte cresça e melhore, fortalecendo ainda mais o modelo de negócios. Esses acordos estão em um estágio avançado com as equipes. "A Fórmula 1 é um esporte incrível, com uma grande história, heróis e fãs em todo o mundo", disse Chase Carey.

"Nós respeitamos profundamente o DNA da Fórmula 1, que é uma combinação de grandes competições esportivas, pilotos talentosos e corajosos, equipes dedicadas e tecnologia de ponta. O objetivo sempre foi melhorar a competição e a ação na pista e, ao mesmo tempo, tornar o esporte um negócio mais saudável e atraente para todos", afirmou o dirigente. "A aprovação das regras pelo Conselho Mundial de Automobilismo é um momento decisivo e ajudará a proporcionar corridas roda a roda mais emocionantes para todos os nossos fãs. As novas regras surgiram de um processo detalhado de dois anos de análise de questões técnicas, esportivas e financeiras, a fim de desenvolver um pacote de regulamentos."

IMPACTO AMBIENTAL - O impacto ambiental é um dos pontos mais importantes a ser abordado. "Já temos o mecanismo mais eficiente do mundo e, nas próximas semanas, lançaremos planos para reduzir e, finalmente, eliminar o impacto ambiental de nossos esportes e negócios. Sempre estivemos na vanguarda da indústria automobilística e acreditamos que também podemos desempenhar um papel de liderança nessa questão crítica", disse Carey.

Um dos principais pontos para o novo conceito de carro na F-1 é reduzir o "ar sujo" jogado para o carro que vem atrás, que diminui entre 40% e 50% da pressão aerodinâmica, impedindo a aproximação de outro monoposto e consequentemente dificultando as disputas por posição. Com as alterações, a perda cairá para apenas 10%.

RODAS MAIORES E ASAS MAIS SIMPLES - Cada projeto do carro será de responsabilidade de cada equipe, mas seguindo as especificações técnicas dos novos regulamentos. As rodas passarão a ter aro 18 polegadas (contra as atuais de 13 polegadas) e terão um apêndice na parte de cima.

As asas dianteira e traseira passarão a ter um perfil mais simplificado com o objetivo de reduzir a turbulência gerada ao carro de trás. O assoalho passará a ser o responsável por gerar a maior parte da pressão aerodinâmica.

O novo regulamento também prevê a limitação de evoluções dos carros ao longo do ano, mas não muda as unidades de potência turbo comprimidas, que continuam sendo formadas por sistemas de recuperação de energia.

Bicampeão mundial de Fórmula 1, Fernando Alonso vai participar pela primeira vez do Rally Dakar na próxima edição da prova. O espanhol foi oficialmente confirmado nesta quinta-feira pela Toyota Gazoo Racing como piloto de um carro da equipe na tradicional disputa, que no próximo ano ocorrerá de forma inédita na Arábia Saudita, entre os dias 5 e 17 de janeiro.

E o time da montadora japonesa revelou ainda que o também espanhol Marc Coma estará ao lado do ex-integrante da F-1 como navegador do modelo Toyota Hilux V8 que será conduzido pela dupla no mais tradicional rali do mundo. Cinco vezes campeão da prova de motos do Dakar, no qual triunfou nos anos de 2006, 2009, 2011, 2014 e 2015 pilotando uma motocicleta KTM, Coma é considerado uma das lendas da história da competição, que viverá a sua 42ª edição em 2020.

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A presença de Alonso em uma das disputas do mais importante rali do mundo passou a se tornar uma possibilidade real em agosto passado, quando a Toyota revelou que realizaria um programa de testes com o experiente piloto de 38 anos com o objetivo de viabilizar a participação da própria montadora no grande evento, o que acabou, agora de fato, se confirmando.

Neste período de preparação que visou principalmente o Dakar, Alonso e Coma, inclusive, participaram de duas provas juntos. A dupla esteve presente em uma etapa do Campeonato Sul-Africano de Cross-Country, a Lichtenburg 400, em setembro, e depois no Rali do Marrocos, realizado neste mês.

A relação de Alonso com a Toyota é recente, mas já produziu vitórias. O espanhol disputou a temporada 2018/2019 do Mundial de Endurance com a equipe japonesa, vencendo as 24 Horas de Le Mans duas vezes e o próprio campeonato da categoria.

Na Fórmula 1, Alonso foi bicampeão com títulos pela Renault em 2005 e 2006, antes de acumular sua primeira passagem pela McLaren, em 2007, que acabou sendo frustrante como também foi a sua última pela tradicional equipe inglesa, ocorrida entre 2015 e 2018. Antes disso, ele foi piloto da Ferrari entre 2010 e 2014.

Com essa larga experiência em times de ponta da F-1, na qual se consolidou como um dos melhores do grid da elite máxima do automobilismo, o espanhol estreará no Dakar em 2020, quando Coma também participará pela primeira vez do tradicional rali em uma categoria de carros da competição. Esta 42ª edição da prova que acontecerá na Arábia Saudita terá a sua largada em Jeddah, em 5 de janeiro, e a chegada acontecerá em Riad, capital do país, no dia 17 do mesmo mês.

O kart brasileiro nunca teve um campeonato destinado para a categoria feminina, mas isso tem data para acabar. O 1° Troféu Ayrton Senna de Kart contará pela primeira vez na história com a categoria feminina no Brasil. O torneio acontece em janeiro de 2020 em São Paulo.

O grid já conta com 12 pilotas inscritas. Júlia Ayoub, primeira mulher a representar o Brasil no mundial de kart de 2019, que aconteceu na Finlândiam será a embaixadora da prova.

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Não há como não se lembrar exatamente onde se estava naquela manhã de domingo, 1.º de maio de 1994. O telão, à frente, exibe a câmera do cockpit da Williams FW16 pilotada pelo brasileiro Ayrton Senna naquele início do GP de San Marino, em Ímola. No fone de ouvido entregue a cada um dos que ingressam na exposição, o ronco dos motores e todo o som ambiente daquela corrida transportam o visitante para aquele momento.

Então vem a curva Tamburello. O acidente. A câmera que se apaga. E o espectador é levado a uma viagem, em retrospectiva, pela carreira do piloto brasileiro, tricampeão de Fórmula 1 e um dos maiores vencedores da história do automobilismo mundial. O Estado visitou a exposição Ayrton Mágico - A Alma Além dos Limites, em cartaz no Museu Multimídia Autódromo de Ímola Checco Costa, que funciona no autódromo.

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A história de Senna ficou marcada para Ímola pelo fim trágico. A morte do piloto aos 34 anos comoveu o mundo, forçou a Fórmula 1 a rever padrões de segurança, interferiu inclusive no traçado do autódromo da cidade, na região de Bolonha - oficialmente, Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari.

"Ayrton Senna e Ímola são hoje uma coisa só. Um vínculo indissolúvel ligará para sempre Senna à nossa cidade: impensável, não celebrar o 25.º aniversário daquele maldito 1.º de maio com uma grande exposição dedicada a ele, aqui em Imola, no Museu do Autódromo que o viu correr pela última vez", afirma ao Estado o curador da mostra, Matteo Brusa.

Hoje subutilizado - perdeu espaço na principal categoria do automobilismo com a ascensão dos traçados modernos em países orientais -, o circuito sediou provas da Fórmula 1 entre 1980 e 2006. A memória de Senna é onipresente. No alambrado próximo à curva Tamburello, bandeiras de diversos países, mensagens, fotografias e flores disputam cada centímetro. Parece um santuário. A poucos metros dali, um monumento em bronze com o piloto cabisbaixo e pensativo estava enrolado pela bandeira do Brasil. Obra do escultor italiano Stefano Pierotti, foi instalado em 1997.

Ayrton Mágico estreou em 10 de abril. Estava prevista para ficar em cartaz até o fim de novembro, mas os organizadores decidiram estender até 3 de maio do ano que vem. A ideia é aproveitar o Ayrton Senna Day, celebrado pela cidade de Ímola em todo 1.º de maio, quando hordas de fãs costumam visitar o local. Conforme o Estado apurou, contatos vêm sendo feitos com a Embaixada Brasileira na Itália e com o Instituto Ayrton Senna com o objetivo de tentar, em seguida, levar a exposição ao Brasil. A mostra foi montada com investimentos da região da Emilia-Romagna, da área metropolitana de Bolonha e da cidade de Ímola, além do Instituto Ayrton Senna e do grupo de comunicação italiano RAI.

Foram dois meses de trabalho para a montagem do espaço. Trabalharam ali cerca de 40 pessoas, entre engenheiros, arquitetos, eletricistas e gráficos. O investimento foi de 500 mil euros (R$ 2,2 milhões).

Até o momento, 11 mil pessoas visitaram a mostra - a maioria, 55%, é formada por italianos; segundo a organização, 15% do total são brasileiros. O curador Brusa relembra que os italianos sempre tiveram grande admiração por Senna. "Quando ele corria, conseguiu minar uma fé quase religiosa dos ferraristas. A torcida italiana dividiu-se entre Ferrari e Ayrton Senna, e isso mostra o quão grande ele foi", afirma. "Este amor ainda está vivo. Vejo emoção todos os dias nos olhos dos visitantes italianos, o que prova aquilo que ele representou e ainda representa para nós." Para Brusa, o maior desafio da montagem foi "conseguir lembrar de Senna com respeito e poesia, sem cair na dramatização da tragédia".

TEMAS - O Museu Multimídia criado no autódromo é uma tentativa de revitalizar o espaço, aproveitando os áureos tempos de Fórmula 1 e a nostalgia de entusiastas do automobilismo para que o autódromo siga movimentado. Ayrton Senna é a primeira exposição do espaço.

Multimídia e enriquecida com capacetes, macacões e bólidos originais, a mostra foi organizada segundo um percurso, dividida em cinco temas. "Fizemos uma narrativa harmônica e orgânica", explica Brusa. "Cada momento da história e da montagem faz parte de um todo."

O início coloca o espectador a bordo da Williams no fatídico GP de San Marino de 1994. No instante final da vida de Senna, o flashback retoma para o começo de sua carreira, em seu histórico kart de número 17. Este é o ambiente favorito do curador. "Aqui você realmente está com Ayrton, nos olhos dele, em seus pensamentos diante daquele maldito muro", comenta, aludindo à imagem de que "antes da morte revivemos nossas vidas como em um filme"

O segundo momento da exposição aborda a estreia do piloto na Fórmula 1, com sua lendária Toleman. É quando a exposição recorda o primeiro GP de Senna em San Marino, em 1984, e sua conhecida faceta de "fazedor de poles". Em Ímola, Senna largou na primeira posição em oito das 11 corridas disputadas.

No ambiente seguinte, o espectador é surpreendido com o barulho da chuva. Trata-se a uma ode ao talento do brasileiro em pilotar com condições temporais adversas, destacando as provas de Montecarlo em 1984, Ímola em 1991 e Donington em 1993.

O quarto aspecto é a perseverança - com todo o peso dos discursos quase místicos utilizados por Senna, em suas entrevistas. O momento escolhido é a sua vitória no GP Brasil de 1991, quando ele perdeu a quarta marcha na 28.ª volta, depois a terceira e a quinta. E, mesmo assim, venceu a corrida.

A rivalidade com o francês Alain Prost é o tema do quinto espaço, com cenas inesquecíveis de ultrapassagens, rusgas e momentos épicos. "Alain, sinto sua falta", é o que Senna diz em áudio capturado naquela manhã de Ímola, antes da largada. O francês, tetracampeão mundial, havia encerrado sua carreira na temporada anterior.

RATZENEBERGER - A convite de um festival de grafite que ocorreu no Autódromo de Ímola no fim de setembro, o muralista brasileiro Eduardo Kobra pintou um retrato do piloto Ayrton Senna no paredão que hoje abriga o Museu Multimídia. Para o curador da mostra, foi uma feliz coincidência. "Um diálogo perfeito e poético", comenta ele, sobre a obra do artista.

Brusa aponta uma semelhança entre a exposição e o mural: a homenagem ao piloto austríaco Roland Ratzenberger (1960-1994), que morreu em acidente nos treinos naquele mesmo fim de semana. Ayrton Senna disputou sua derradeira corrida com uma bandeirinha da Áustria - pretendia homenagear o colega ao fim da prova, balançando a flâmula vermelha e branca.

"A exposição termina com esse último desejo de Ayrton: ostentar a bandeira austríaca. No mural de Kobra também há essa referência, uma pequena bandeira austríaca. Maravilhoso", diz o curador.

A direção da Fórmula 1 confirmou nesta quarta-feira que chegou a um "acordo inicial" para realizar uma etapa do campeonato em Miami, nos Estados Unidos. Se concretizada, após negociação que se arrasta ao longo dos últimos anos, a prova será a segunda prova da categoria em solo norte-americano, a partir de 2021.

A possível nova corrida da F-1 seria disputada num traçado novo, construído em torno do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, da NFL. A arena ficaria localizada exatamente no meio do circuito, entre duas longas retas. O estádio passou a receber neste ano o Masters 1000 de Miami, um dos principais torneios de tênis do circuito.

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"Estamos muito animados em anunciar que a Fórmula 1 e o Hard Rock Stadium chegaram a um acordo inicial para receber o primeiro GP de F-1 em Miami no estádio", disse o diretor comercial da categoria, Sean Bratches. Ele afirmou ainda que o GP poderá ter um impacto econômico anual de US$ 400 milhões (cerca de R$ 1,6 milhão).

"Estamos profundamente agradecidos aos nossos fãs, dirigentes e à indústria do turismo local por toda a paciência e apoio ao longo de todo este processo. Estamos ansiosos para trazer o maior espetáculo do automobilismo do planeta pela primeira vez a esta icônica e glamourosa região", declarou o dirigente da F-1, em comunicado conjunto com Tom Garfinkel, CEO do Miami Dolphins e do Hard Rock Stadium.

Para ser oficializada, a etapa precisa ainda ser aprovada pelas autoridades da prefeitura de Miami. Uma reunião local deve aprovar a corrida no dia 28 deste mês. Se confirmada a corrida de Miami no calendário de 2021, os Estados Unidos serão o único país com duas provas de F-1. A outra é realizada em Austin, no Texas, desde 2012.

O estado da Flórida já recebeu uma etapa da F-1 anteriormente, na década de 50, no Autódromo de Sebring. A última corrida lá aconteceu no ano de 1959.

Promotora da MotoGP, a Dorna Sports anunciou nesta quinta-feira que a principal categoria de motovelocidade no mundo voltará ao Brasil em 2022. A empresa assinou um contrato com a Rio Motorsports para realizar uma etapa na capital fluminense por cinco anos entre as temporadas 2022 e 2026.

O acordo representa o retorno da MotoGP ao Rio, onde a corrida foi realizada entre 1995 e 2004 no circuito de Jacarepaguá, posteriormente destruído para a construção do Parque Olímpico dos Jogos de 2016.

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"Estou muito orgulhoso em anunciar que a MotoGP retornará ao Rio de Janeiro, uma das cidades mais icônicas do mundo e em um país tão incrível. O Brasil é um mercado importante para motos, o motociclismo e o esporte a motor, com uma história para se orgulhar", disse Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna.

O novo circuito está previsto para ser construído na região de Deodoro, com um percurso de 4,5 quilômetros, tendo 13 curvas, sendo sete para a esquerda e seis à direita. E os organizadores da MotoGP já preveem um tempo de volta médio em 1min38. Já o custo seria de R$ 700 milhões.

"As notícias de que já temos uma primeira competição para a nova pista do Rio, a MotoGP, confirmada para 2022, representam um grande avanço para a nossa cidade. A construção da pista de Deodoro é um projeto espetacular, com um investimento extraordinário que irá gerar 7 mil empregos e fazer com que o Rio recupere o papel de liderança em grandes competições. Vamos levar o desenvolvimento para uma região da cidade com muitas necessidades, que é a Zona Oeste, e estimular o turismo. Tudo isso sem a cidade colocar um centavo no projeto, já que todo o investimento será de responsabilidade da concessionária", afirmou Marcelo Crivella, o prefeito do Rio, em comunicado divulgado pela MotoGP.

Construir um autódromo em Deodoro é um desejo antigo, sendo que a Prefeitura do Rio abriu uma concorrência para realizá-la. Mas a realização da obra está envolta em alguns impasses, tanto que no fim de agosto a 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) determinou a suspensão do contrato de concessão e construção do circuito, já que um relatório de impacto ambiental ainda não tinha sido realizado e aprovado pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA).

Como a Fórmula 1 tem contrato para realizar o GP do Brasil em Interlagos somente até 2020, a meta do Rio é transferir a sede da prova para a capital fluminense a partir do ano seguinte. O projeto do autódromo em Deodoro tem apoio do presidente Jair Bolsonaro, do governador do Rio Wilson Witzel e de Crivella.

Contando com a sorte de um campeão, o inglês Lewis Hamilton aproveitou o abandono do então líder Sebastian Vettel e venceu o GP da Rússia neste domingo. O pentacampeão mundial voltou a triunfar na Fórmula depois de quatro provas e reforçou a soberania da Mercedes no circuito russo, onde a equipe alemã nunca foi derrotada.

A corrida em Sochi pode ser divididas em duas parte. Na primeira, como acordado previamente no jogo de equipe da Ferrari para evitar um ataque de Hamilton, Charles Leclerc, que havia feito a pole, deixou Vettel passar na largada, com a promessa de que voltaria ao primeiro lugar. No entanto, o alemão descumpriu o combinado e seguiu na liderança até perto da metade da prova.

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A inversão só aconteceu no pit stop. Pouco tempo depois de colocar pneus médios e voltar em quarto, atrás do monegasco, o alemão sofreu um problema na unidade de potência de seu carro e foi forçado a abandonar. Curiosamente, foi na Rússia que aconteceu a inversão Bottas/Hamilton em 2018.

A partir daquele momento, a prova no traçado russo ganhou um novo contorno. O safety car virtual entrou para retirar o carro de Vettel e acabou ajudando Hamilton, que assumiu a liderança. O piloto inglês voltou dos boxes oito segundos à frente de Leclerc e com pneus macios, comprovando que, além de talento, ele costuma ter muita sorte.

O inglês teve inteligência e conseguiu manter a ponta até o final para conquistar a nona vitória em 16 corridas na temporada, a 82ª na carreira e a quarta na Rússia que o isola ainda mais na liderança do Mundial de Pilotos. Agora, ele tem 322 pontos contra 249 do seu companheiro e vice-líder Valtteri Bottas e 215 de Leclerc, o terceiro.

"É incrível o resultado de hoje pelo fato de o quão rápidos eles eram desde a largada. Até para acompanhá-los era difícil. Parecia um longo caminho para alcançá-los", disse o vencedor, que faturou um ponto extra pela volta mais rápida e pode ser hexacampeão nos Estados Unidos, a antepenúltima corrida.

A dobradinha da Mercedes, a primeira desde o GP da Inglaterra, em julho, foi completa com Valtteri Bottas em segundo. O finlandês foi essencial na vitória de Hamilton, uma vez que se colocou como um obstáculo às investidas de Charles Leclerc, que acabou fechando o pódio.

A Red Bull apareceu na sequência com o holandês Max Verstappen na quarta colocação e o tailandês Alexander Albon, um dos destaques da corrida, no quinto lugar, mesmo depois de ter largado dos boxes.

O espanhol Carlos Sainz Jr e o inglês Lando Norris, companheiros da McLaren, ficaram na sexta e oitava posições, respectivamente, com o mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, entre eles. O dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, e o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, fecharam o top 10.

A Fórmula 1 dá uma pausa e retorna em duas semanas para o GP do Japão, no circuito de Suzuka, a 17ª de 21 etapas da atual temporada. A corrida está marcada para o dia 13 de outubro.

Confira a classificação do GP da Rússia:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h33min38s992

2) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 3s829

3) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 5s212

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 14s210

5) Alexander Albon (TAI/Red Bull), a 38s348

6) Carlos Sainz Jr.(ESP/McLaren), a 45s889

7) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a 48s728

8) Lando Norris (ING/McLaren), a 57s749

9) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 58s779

10) Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a 59s841

11) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a 60s821

12) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1min02s496

13) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 1min08s910

14) Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso), a 1min10s076

15) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a 1min13s346

Abandonaram a prova:

Romain Grosjean (FRA/Haas)

Robert Kubica (POL/Williams)

George Russell (ING/Williams)

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Daniel Ricciardo (AUS/Renault)

Charles Leclerc está impossível. O piloto monegasco da Ferrari sobrou em relação aos seus concorrentes no treino oficial de classificação para o GP da Rússia neste sábado e conquistou a quarta pole seguida na temporada da Fórmula 1 e a sexta de sua carreira.

Dessa forma, Leclerc se tornou o primeiro piloto da Ferrari a marcar quatro poles em sequência desde o lendário alemão Michael Schumacher, que alcançou o feito em 2001.

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"O carro estava incrível. E é muito bom estar na pole, mas a largada é muito importante aqui, mais do que em qualquer lugar. Eu quero apenas focar no trabalho amanhã, que parece bom para nós", disse Leclerc, vencedor de duas das últimas três corridas.

O jovem de Mônaco fez 1m31s628 na sua melhor volta, superando em 0s402 o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, que vai largar em segundo. O líder do Mundial de Pilotos melhorou seu desempenho em relação aos treinos livres, mas não o suficiente para superar Leclerc.

O próprio piloto inglês admitiu a superioridade da Ferrari neste momento da temporada e alertou em suas últimas entrevistas que a Mercedes precisa agir rápido voltar a ser protagonista.

Vencedor do GP de Cingapura no último domingo, o alemão Sebastian Vettel ficou em terceiro, 0s425 do companheiro de equipe e à frente do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, que fecha a segunda fila.

Bottas, vice-líder do campeonato, herdou a posição do holandês Max Verstappen, que foi punido por conta da troca de componentes do motor de sua Red Bull e perdeu cinco posições. Ele vai largar, portanto, no nono lugar.

A atividade foi boa para o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, que ficou em quinto, sua melhor posição no grid de largada no ano. Ele é seguido pelo alemão Nico Hulkenberg, da Renault, o inglês Lando Norris, seu companheiro de equipe, e o francês Romain Grosjean, da Haas, que vai largar entre os dez primeiros pela terceira vez em cinco corridas.

O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, fechou o Top 10, atrás de Verstappen. Além do holandês, o francês Pierre Gasly, da Toro Rosso, e o tailandês, companheiro de Verstappen na Red Bull, também foram punidos com cinco posições no grid. O russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, não treinou após problemas no terceiro treino e vai sair do último lugar.

A largada para o GP da Rússia, a 16ª de 21 corridas do calendário da Fórmula 1 em 2019, será às 8h10 deste domingo.

Confira o grid de largada do GP da Rússia:

1) Charles Leclerc (MON/Red Bull) - 1min31s618

2) Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min32s030

3) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min32s053

4) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min32s632

5) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min33s222

6) Nico Hulkenberg (ALE/Renault) - 1min33s289

7) Lando Norris (ING/McLaren) - 1min33s301

8) Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min33s517

9) Max Verstappen* (HOL/Red Bull) - 1min32s310

10) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min33s661

---------------------------------------------------

11) Sergio Perez (MEX/Racing Point) - 1min33s958

12) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min34s037

13) Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min34s082

14) Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min34s233

15) Kimi Raikonnen (FIN/Alfa Romeo) - 1min34s840

----------------------------------------------------

16) Pierre Gasly* (FRA/Toro Rosso) - 1min34s456

17) George Russell (ING/Williams) - 1min35s356

18) Robert Kubica (POL/Williams) - 1min36s474

19) Alexander Albon* (TAI/Red Bull) - 1min39s197

Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - Sem tempo

(*) Punidos com perdas de posições.

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