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Valtteri Bottas desbancou o companheiro de Mercedes Lewis Hamilton e faturou a primeira pole position da temporada da Fórmula 1. O finlandês cresceu no momento mais importante da sessão classificatória e cravou 1min02s939 para quebrar o recorde da pista e largar em primeiro no GP da Áustria, que abrirá a temporada neste domingo.

Hamilton fez um tempo 0s012 mais lento que o companheiro de equipe e fechou a atividade na segunda colocação. Bottas chegou a rodar e sair da pista na última volta do treino, mas não foi superado. Com isso, a Mercedes fez dobradinha em todos os treinos para a corrida no circuito de Spielberg.

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Bottas conquistou a 12ª pole de sua carreira, sendo a terceira na Áustria - as outras duas foram em 2018 e 2019. "Senti falta desse sentimento depois da classificação, essa tremedeira, depois de levar o carro ao limite", disse o finlandês. "Um bom resultado hoje, mas é amanhã que importa".

O melhor, fora os pilotos da escuderia alemã, foi o holandês Max Verstappen, que largará em terceiro. Mesmo assim, o piloto da Red Bull ficou longe da dupla da Mercedes, uma vez que marcou 1min03s477, distante 0s538 de Bottas. Ele venceu as últimas duas corridas na Áustria.

A grande surpresa entre os primeiros colocados foi o inglês Lando Norris. O piloto da McLaren, que já tinha tido bom desempenho nas sessões anteriores, anotou o tempo de 1min03s626 e conquistou a sua melhor posição de largada na Fórmula 1 ao ficar na quarta colocação do grid. Depois dele vêm o tailandês Alexander Albon, da Red Bull, em quinto, e o mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, no sexto posto.

A sessão classificatória ficou marcada pela performance ruim da Ferrari. O monegasco Charlec Leclerc largará do sétimo lugar, à frente de Sebastian Vettel, a grande decepção. O alemão nem sequer foi capaz de se classificar para o Q3 e ficou apenas em 11º lugar. Foi sua pior posição de largada desde o GP da Alemanha de 2019, quando largou em último após ter problemas no carro.

Completam a relação dos dez primeiros colocados o espanhol Carlos Sainz, da McLaren, que fechou a atividade em oitavo, o canadense Lance Stroll, da Racing, Point, na nona colocação, e o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, em décimo.

A largada do GP da Áustria, a primeira corrida da temporada de 2020 da Fórmula 1, cujo início foi adiado em razão da pandemia do novo coronavírus, com várias modificações no calendário, será às 10h10 deste domingo.

Confira o grid de largada do GP da Áustria:

1º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min02s939

2º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min02s951

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min03s477

4º - Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min03s626

5º - Alexander Albon (TAI/Red Bull) - 1min03s868

6º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min03s868

7º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min03s923

8º - Carlos Sainz (ESP/McLaren) - 1min03s971

9º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min04s029

10º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min04s239

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11º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min04s206

12º - Pierre Gasly (FRA/Alphatauri) - 1min04s305

13º - Daniil Kvyat (RUS/Alphatauri) - 1min04s431

14º - Esteban Ocon (FRA/Renault) - 1min04s643

15º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min04s691

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16º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min05s164

17º - George Russell (GBR/Williams) - 1min05s167

18º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min05s175

19º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min05s224

20º - Nicholas Latifi (CAN/Williams) - 1min05s757

O primeiro dia do 'novo normal' do circo da Fórmula 1 teve o resultado mais comum da categoria nos últimos anos: as Mercedes na frente. Com todos os cuidados possíveis fora da pista do circuito de Spielberg por conta da pandemia do novo coronavírus, dentro dela o inglês Lewis Hamilton dominou com o melhor tempo desta sexta-feira após as duas primeiras sessões de treinos livres para o GP da Áustria. Fez 1min04s304 na melhor de suas 42 voltas e deixou para trás o finlandês Valtteri Bottas, que cravou 1min04s501.

Mas pouca gente no autódromo que pertence à Red Bull viu o desempenho das Mercedes e das outras nove equipes da Fórmula 1. Em razão da pandemia da covid-19, as oito etapas da temporada previstas até o momento não terão a presença de público nas arquibancadas ou camarotes. Pilotos e mecânicos têm que enfrentar agora obstáculos em suas funções, mais limitadas e cheias de cuidados sanitários. Como acontece em outras modalidades esportivas, o uso de máscaras e de álcool em gel é uma obrigação constante.

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Pelos novos protocolos da Fórmula 1, não houve visitantes nem patrocinadores circulando pelo paddock. Cada equipe teve que fazer cortes para reduzir o número de pessoas nos boxes e nas áreas de hospitalidade, com limite de 80 por time. A presença de jornalistas também foi minimizada. Os poucos presentes não tiveram acesso ao paddock ou ao pit Lane.

Nem mesmo os famosos motorhomes que as equipes costumam levar em corridas na Europa puderam ser usados por conta da preocupação para evitar aglomeração. Assim, equipes e pessoal estão tendo que usar a estrutura do próprio autódromo para facilitar o cuidado com a prevenção ao novo coronavírus.

Na pista, a surpresa do dia ficou por conta do mexicano Sergio Perez. Com sua Racing Point, já tinha ficado em quinto na primeira sessão de treinos livres e conseguiu na segunda terminar atrás apenas das duas Mercedes e na frente das Ferraris. Com 1min04s945, desbancou o alemão Sebastian Vettel, de saída da escuderia italiana ao final desta temporada, para o quarto lugar com 1min04s961.

O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, foi outro que teve um bom desempenho nesta sexta-feira. Terminou o dia com o quinto melhor tempo, ainda na casa de 1min04s (1min04s972). Foi seguido pelo britânico Lando Norris, da McLaren, que teve a mesma colocação da primeira sessão. O canadense Lance Stroll, com a outra Racing Point, ficou em sétimo, logo à frente do holandês Max Verstappen, da Red Bull, vencedor das duas últimas edições do GP da Áustria.

O monegasco Charles Leclerc, que não teve um bom desempenho com sua Ferrari nesta sexta-feira, e o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, que será o companheiro de equipe de Leclerc em 2021, completaram a relação dos 10 pilotos mais rápidos.

Os pilotos voltarão a acelerar em Spielberg neste sábado com o terceiro treino livre às 7 horas (de Brasília). A sessão de classificação começará às 10 horas. A largada para o GP da Áustria será às 10h10 do domingo.

O piloto brasileiro Felipe Nasr testou positivo para o coronavírus e vai ficar fora da corrida da Sports Car, neste sábado, no Daytona International Speedway, na Flórida, nos Estados Unidos. Ele não chegou a ir para o autódromo, não tendo contato com pessoas envolvidas na prova.

A equipe Action Express Racing anunciou nesta sexta-feira que Gabby Chaves substituirá Nasr, com o brasileiro sendo colocado em quarentena em Miami, onde possui residência. O brasileiro explicou que começou a se sentir mal quando dirigia na última quinta-feira para Daytona Beach.

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"Eu não estava me sentindo bem. Então, antes de eu ir para a pista ou de me encontrar com minha equipe ou qualquer pessoa, fui e fiz o teste e, infelizmente, testei positivo", disse Nasr, através de um comunicado.

O brasileiro explicou que estava em Miami há cerca de um mês se preparando para a segunda corrida da IMSA na temporada 2020 e que vinha cumprindo as medidas de distanciamento social. "Senti que estava fazendo tudo corretamente", afirmou.

"Estou esperando tanto tempo para este fim de semana voltar às corridas. Espero que eu me recupere rapidamente, e meus médicos possam me liberar para voltar a correr em breve", acrescentou o brasileiro, que competiu na Fórmula 1 nas temporadas 2015 e 2016.

Nasr foi campeão da Sports Car, a categoria de protótipos da IMSA, em 2018 e iria dividir o Cadillac DPi-V.R. número 31 com o também brasileiro Pipo Derani neste sábado. Doente, será substituído pelo colombiano Chaves em Daytona.

Superado um tumultuado primeiro semestre fora das pistas, a Fórmula 1 terá poucas novidades em seus carros e equipes em comparação ao ano passado. O planejamento inicial da cúpula da categoria era focar nas profundas mudanças que pretendia fazer no campeonato em 2021. Mas estas alterações acabaram sendo adiadas devido à pandemia do novo coronavírus.

As raras novidades nos carros neste ano, portanto, eram uma forma de aliviar o planejamento e os custos das equipes, que vão correr nesta temporada agora sem saber como será a próxima. Em função das seguidas mudanças no calendário, é possível que a competição deste ano se estenda até janeiro, o que atingiria em cheio a temporada 2021.

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Visivelmente, no campeonato a ser aberto nesta sexta-feira, será possível perceber o retorno das barbatanas na parte final de cada carro, antes do aerofólio. Será neste trecho onde ficará o número para a identificação do piloto diante do público. Haverá mudanças sutis também na asa dianteira para evitar pneus furados na disputa entre os monopostos.

A F-1 também estabeleceu que os pilotos terão maior controle sobre o carro. Na largada, por exemplo, eles ficarão responsáveis por 90% do torque do motor, reduzindo o apoio recebido dos técnicos nos boxes. Outra novidade será uma postura mais leve nas punições, que deverão ser amenizadas nesta temporada.

Além disso, para reduzir custos, a categoria já contou com uma pré-temporada reduzida. Passou de oito para apenas seis dias de atividades na pista. Os testes coletivos ao longo do ano foram cortados.

Após seguidos impasses, indefinições e prejuízos, a Fórmula 1 abrirá a temporada 2020 nesta sexta-feira (3), com os primeiros treinos livres do GP da Áustria, às 6h e às 10h, pelo horário de Brasília. Nas duas sessões de atividades na pista no Circuito de Spielberg, a categoria vai colocar a prova o seu "novo normal", com adaptações e diversas restrições, para encarar uma "maratona" de oito corridas nos próximos dez finais de semana.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, equipes e pilotos já sabem que enfrentarão obstáculos em suas funções, mais limitadas e cheias de cuidados sanitários. Como acontece em outras modalidades esportivas, o uso de máscaras e de álcool em gel serão obrigação constante. Além disso, o famoso circo da F-1 será reduzido.

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Pelos novos protocolos da competição, não haverá visitantes nem patrocinadores circulando pelo paddock. Cada equipe terá que fazer cortes para reduzir o número de pessoas nos boxes e nas áreas de hospitalidade, com limite de 80 por time. A presença de jornalistas também será minimizada. Os poucos presentes não terão acesso ao paddock ou ao pit lane.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu que todos os funcionários das equipes assinassem o seu Código de Conduta. Pelas regras, eles não poderão ter contato com pessoal de outros times. Para os que têm acesso a paddock e pit lane, todos terão que ter exame negativo para covid-19. E serão submetidos a novos testes a cada cinco dias.

A preocupação para evitar aglomeração também prevê que as equipes não levem aos circuitos seus famosos motorhomes. Assim, equipes e pessoal devem usar a estrutura dos próprios autódromos para facilitar o cuidado com a transmissão.

O número reduzido de funcionários em cada equipe pode trazer consequências diretas para a pista. Com menos gente nos boxes, por conta do distanciamento social, os mecânicos vão enfrentar maior exigência e consequente cansaço. Erros poderão se tornar mais frequentes, afetando o resultado das corridas. Ações comuns nos boxes, como trocas de motor ou da caixa de câmbio, devem levar o dobro do tempo em comparação ao esquema tradicional.

"Vamos tentar fazer exercícios de respiração e pausas para manter a nossa equipe na melhor forma possível", diz o diretor esportivo da Ferrari, Laurent Mekies. "Nosso maior desafio será usar máscara o tempo todo. Uma coisa é trabalhar de máscara na fábrica, outra é atuar nos boxes ou na pista, com temperatura de 40 graus ou mais."

Para os pilotos, haverá uma dificuldade adicional: correr sem torcida. "Pilotar diante de arquibancadas vazias não será muito inspirador. Será um tanto solitário. Vamos sentir falta dos fãs", admite Lewis Hamilton. "Acho que será a temporada mais difícil para todos nós por causa destes tempos difíceis que estamos enfrentando e as mudanças que vamos ter que fazer."

Outras destas mudanças terão forte impacto nas tradições da categoria. A F-1 já avisou que não terá mais o desfile dos pilotos antes das provas, justamente para evitar aglomeração entre eles. O grid também deve ser afetado, com menos gente em torno de cada carro. Por fim, não haverá cerimônia no pódio. Mas haverá a entrega de troféus, com protocolo ainda não divulgado pela organização.

RISCOS - Apesar do risco constante de contaminação, as estratégias criadas pela F-1 para reduzir as chances de contágio podem ser bem-sucedidas, na avaliação do infectologista Jamal Suleiman. "Não existe nenhuma estratégia que impeça o contágio enquanto não tiver vacina. Mas os protocolos podem ajudar a minimizar o risco, caso das arquibancadas vazias e da redução de funcionários por equipe", disse o especialista, ao Estadão.

Para o profissional do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a F-1 tem a vantagem de ser disputada ao ar livre e sem contato físico entre os atletas. "Isso porque não é um esporte de interação, ao contrário do futebol, que abriu fazendo testagem no meio da pandemia, o que é um escárnio."

Na sua avaliação, a testagem a cada cinco dias é uma saída eficiente. Mas explicou que o contágio mais frequente é por gotículas de saliva, que podem manter o vírus ativo por até 72 horas sobre superfícies, como aço e carbono, tão comuns no mundo da F-1. "Este tempo pode diminuir em ambiente mais aberto, como são os boxes."

Para Suleiman, o maior desafio da F-1 será manter o distanciamento social, principalmente em situações como a preparação do grid de largada. "As relações humanas não estão baseadas no distanciamento. E o distanciamento precisa ser treinado. Vai ser interessante ver como todos vão se comportar."

O piloto alemão Sebastian Vettel revelou, nesta quinta-feira (2), na Áustria, onde será realizada no domingo a primeira corrida de Fórmula 1 da temporada, que está preparado para se aposentar, se ele não receber uma oferta convincente para 2021. O quatro vezes campeão deixará a Ferrari no final do ano, após não ter seu contrato renovado.

"Quero ter certeza de tomar a decisão certa para mim e para o meu futuro. Eu tenho uma natureza muito competitiva. Eu consegui muito no esporte e estou motivado e disposto a alcançar mais", afirmou o piloto, que completa 33 anos nesta sexta-feira. "Para fazer isso eu preciso do pacote certo e das pessoas certas ao meu redor, então é isso que eu estou procurando para o momento. Se surgir a oportunidade certa, então eu acho que fica bem claro. Se não for esse o caso, provavelmente tenho que procurar algo mais."

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Ao contrário do bicampeão Fernando Alonso, que está aberto a um retorno à F-1 na próxima temporada depois de sair em 2018, Vettel disse que sua possível saída não será temporária. "Tenho a convicção de que, se você estiver preparado para fechar a porta, então deve estar preparado para fechar a porta e não esperar que ela se abra novamente. Você precisa estar ciente da decisão que está tomando. Por isso, eu não estou tomando atitudes rápidas. As próximas semanas e meses provavelmente trarão

um pouco mais de clareza."

Uma opção possível para Vettel é a equipe Renault, que está perdendo o australiano Daniel Ricciardo para a McLaren no próximo ano. A outra alternativa, aparentemente improvável, é que o alemão substitua o finlandês Valtteri Bottas ou o seis vezes campeão Lewis Hamilton na Mercedes. Ambos ficarão sem contrato no final do ano.

Vettel foi superado pelo companheiro de equipe Charles Leclerc na última temporada, a primeira do monegasco na Ferrari e apenas a segunda na F-1. Enquanto o colega, de 22 anos, recebeu um novo contrato de cinco temporadas, o alemão não chegou a um acordo com Mattia Binotto, chefe da Ferrari.

"Obviamente, foi uma surpresa para mim quando recebi a ligação de Mattia, dizendo que não havia mais interesse da equipe de continuarmos juntos, disse Vettel, que não teve uma boa relação com Leclerc. No último GP do Brasil, em novembro, Leclerc ultrapassou Vettel de forma limpa e o alemão tentou ultrapassá-lo com uma atitude arriscada, tirando os carros da prova. O incidente irritou os diretores da equipe italiana.

Vettel disse que obedecerá às ordens da equipe nesta temporada se for solicitado a deixar Leclerc passar, mas só se o companheiro estiver melhor na prova. "Se a situação surgir e fizer sentido, espero que sirva para os dois pilotos. Eu não acho que isso tenha algo a ver com o fato do fim do meu contrato. Por isso, não vou facilitar as coisas para Charles."

O consórcio Rio Motorsports encaminhou nos últimos dias o acordo com a Fórmula 1 para a realização do GP do Brasil por dez edições a partir de 2021. O Estadão apurou que as conversas estão concluídas. A tendência é que o anúncio oficial seja realizado nas próximas semanas e possa, assim, estar confirmado que a prova deixará Interlagos para ser disputada em um autódromo previsto para ser construído no bairro de Deodoro. As obras ainda não começaram. Os organizadores terão, portanto, de correr contra o tempo.

As negociações entre o consórcio e a cúpula da Fórmula 1 se intensificaram nos últimos meses. Reuniões por teleconferência e a troca de versões atualizadas do contrato marcaram as conversas entre os envolvidos. Na semana passada, as duas partes conseguiram chegar a um acordo sobre um complexo pacote de contrapartidas, que vai desde os valores da taxa de promoção até a venda de ingressos VIPs e a indicação de patrocinadores.

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Para atrair a Liberty Media, que detém os direitos da Fórmula 1, a candidatura do Rio oferece pacote de US$ 65 milhões (cerca de R$ 339 milhões na cotação atual) anuais para a categoria. Desse valor, US$ 35 milhões (183 milhões) são para a taxa de promoção, valor cobrado pela F-1 para organizar as provas, e mais US$ 30 milhões (R$ 156 milhões) de receita garantida para a Fórmula 1 pela venda de ingressos VIPs.

Para viabilizar os primeiros anos de pagamento da taxa de promoção, a candidatura carioca conta com a liberação feita ano passado pelo governo estadual de um valor de R$ 302,4 milhões. O valor foi aprovado em novembro pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Rio de Janeiro e virá de renúncia fiscal a partir de empresas interessadas em repassar até 3% do ICMS para recolhimento para o projeto intitulado "Fórmula 1 Rio de Janeiro de 2021-2030". O repasse ao consórcio será feito em parcelas anuais até 2022.

Foram justamente as garantias financeiras maiores que pesaram para o Rio despontar no momento como favorito para desbancar São Paulo, sede do GP do Brasil de forma ininterrupta desde 1990. A prova paulistana tem contrato para receber a etapa somente até este ano e sinalizou meses atrás com uma proposta de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões) pela taxa de promoção para renovar o acordo. Junto com Mônaco, o GP do Brasil é o único do calendário atual da Fórmula 1 que não paga essa taxa aos donos da categoria. A corrida deste ano em São Paulo ainda não foi confirmada por causa da pandemia.

A decisão da Fórmula 1 sobre o destino da prova brasileira não deve demorar porque até julho a entidade pretende montar um rascunho de como será o calendário do próximo ano. Essa versão prévia é necessária porque no próximo mês a entidade vai realizar uma reunião com o Federação Internacional do Automobilismo (FIA) para escolher quais provas vão fazer parte do campeonato em 2021, um procedimento comum todos os anos.

O consórcio interessado em construir o autódromo pretende investir R$ 700 milhões para viabilizar a obra em um terreno na zona oeste do Rio, área que pertence ao Exército. O Rio Motorsports promete contar apenas com recursos privados para erguer o empreendimento. Além da negociação com a Fórmula 1, já assinou contrato com a MotoGP. A categoria de motociclismo tem acordado de realizar provas no Rio a partir de 2022.

Apesar da negociação com a Fórmula 1, a obra ainda não tem data para começar. Há apenas o terreno no local. O consórcio precisa da emissão de licenças e estudos de impactos ambientais para iniciar a construção. Uma audiência pública destinada para essa finalidade foi cancelada em março por causa da pandemia e remarcada meses depois para realização por videoconferência. No entanto, o compromisso acabou desmarcado por decisão da Justiça.

O tempo necessário para se construir o autódromo é de aproximadamente 14 meses. A Rio Motorsports foi procurada e disse que não se pronunciará sobre o assunto. Da mesma forma, a Liberty Media, que organiza o Mundial junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ainda não respondeu pedido de entrevista do Estadão. Os promotores do GP de São Paulo, também procurados, ainda sem sucesso, costumam dizer que a capital paulista ainda tem contrato em vigência.

Procurada pelo Estadão, a organização do GP do Brasil garantiu que continua com negociações abertas com a categoria. "A organização do GP Brasil está segura de que as negociações para a renovação do contrato da Fórmula 1 com a cidade de São Paulo estão bem encaminhadas e serão retomadas assim que se resolva a questão imediata - a definição do novo calendário de 2020, afetado por conta da covid-19. Por questões contratuais e solicitação de sigilo por parte da Liberty Media, não podemos fornecer mais detalhes", disse em nota.

O Governo de São Paulo afirmou que também mantém as negociações para renovar contrato. "O Grande Prêmio do Brasil é realizado em São Paulo desde 1990. É reconhecido pelo público, pelos pilotos e organizadores do campeonato como um dos melhores e mais tradicionais de toda a Fórmula 1. O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo seguem em negociação com os organizadores para manter a corrida na cidade", disse ao Estadão.

DINHEIRO - O GP do Brasil de Fórmula 1 movimenta perto de R$ 300 milhões no turismo da cidade de São Paulo, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura. Na edição de 2018, por exemplo, o evento movimentou cerca de R$ 280 milhões. Anualmente, a prova em São Paulo vinha registrando um aumento nesse quesito de 5% a 8%. Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, a ocupação hoteleira na cidade chega a 97% no fim de semana da corrida, cujo evento começa na sexta-feira com os primeiros treinos livres.

A Mercedes, atual hexacampeã mundial de pilotos e construtores da Fórmula 1, revelou, nesta segunda-feira, que vai correr com um carro todo pintado de preto na temporada 2020. A atitude é uma forma de protesto da equipe contra qualquer tipo de discriminação e o novo layout já vai ser usado na estreia da temporada no próximo fim de semana, no GP da Áustria.

"Vamos competir de preto em 2020, como um compromisso público para melhorar a diversidade de nossa equipe - e uma declaração clara de que somos contra o racismo e todas as formas de discriminação", escreveu a equipe em uma nota nas redes sociais.

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O austríaco Toto Wolff, chefe da equipe, exaltou a iniciativa afirmou que a equipe pretende recrutar talentos de todas as origens para seu quadro de funcionários. "O racismo e a discriminação não têm lugar em nossa sociedade, esporte ou equipe: essa é uma crença central na Mercedes. Mas não basta ter as crenças e a mentalidade certas se permanecermos em silêncio. Desejamos usar nossa voz e nossa plataforma global para defender o respeito e a igualdade, e a Flecha de Prata correrá de preto durante toda a temporada 2020 para mostrar nosso compromisso com uma maior diversidade dentro de nossa equipe e esporte."

Nas últimas semanas, após o assassinato do americano George Floyd, Lewis Hamilton passou a se posicionar constantemente contra a discriminação racial. O hexacampeão cobrou da Fórmula 1 e de seus colegas uma postura ativa contra o racismo e depois participou pessoalmente de protestos de rua em Londres, na Inglaterra. O piloto inglês também foi nomeado líder da força-tarefa "We Race as One" ("Nós Corremos como Um", em português), criada pela F-1.

"É muito importante aproveitarmos esse momento e o utilizarmos para nos educar se você é um indivíduo, marca ou empresa para fazer mudanças realmente significativas quando se trata de garantir igualdade e inclusão. Pessoalmente, experimentei racismo em minha vida e vi minha família e amigos experimentando racismo, e estou falando de coração quando apelo à mudança. Gostaria de agradecer imensamente a Toto e ao Mercedes Board por dedicarem tempo para ouvir, conversar e realmente entender minhas experiências e paixões, e por fazer esta importante declaração de que estamos dispostos a mudar e melhorar. o negócio", afirmou Lewis Hamilton.

Um ato alusivo ao racismo teve destaque desfavorável no esporte a motor dos Estados Unidos (EUA) no último domingo (21). Membros da equipe do piloto Bubba Wallace, da Nascar Cup Series, encontraram uma corda entrelaçada de modo semelhante ao utilizado em rituais de enforcamento de escravos no passado.

O objeto foi achado no box de Wallace, único esportista negro da categoria, durante preparação para a etapa de Talladega, no estado do Alabama.

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A organização da Nascar abriu uma investigação para saber a origem do objeto localizado na garagem da equipe Chevrolet Motorsport.

O episódio foi considerado uma afronta à postura de luta de Wallace. Há cerca de duas semanas, o piloto liderou um ato com outros automobilistas em que exigiam a retirada da bandeira dos Estados Confederados do torneio. A insígnia é vista como menção ao ódio racial, usada pelos supremacistas do sul durante a Guerra Civil Americana (1861-1865).

Os mandatários da competição acataram o pedido e o símbolo não será mais hasteado nas provas. Apesar do banimento, alguns defensores da utilização da flâmula fizeram protesto em favor do estandarte no lado de fora do autódromo.

Em seu perfil no Twitter, Wallace desabafou. "O ato deplorável de racismo e ódio desta noite me deixa muito triste, e serve como um doloroso lembrete do quanto ainda precisamos andar como sociedade, e o quão persistente precisamos ser na luta contra o racismo", escreveu.

Na pista

Devido às chuvas, a etapa de Talladega foi suspensa e deve acontecer nesta segunda-feira (22). A largada acontece às 16h (horário de Brasília).

A Fórmula 1 lançou nesta segunda-feira uma campanha para combater o racismo e promover a diversidade na categoria para grupos minoritários. O programa será chamado de "We Race as One" (Nós corremos como um, em português) e foi lançado um dia depois do hexacampeão mundial Lewis Hamilton participar de um protesto antirracismo em Londres. O mesmo piloto, aliás, tinha anteriormente criado uma comissão para aumentar a diversidade na modalidade.

Como parte desse novo projeto, a Fórmula 1 terá na primeira corrida da temporada, em 5 de julho, na Áustria, a colocação nos carros de um adesivo com as cores do arco-íris, como forma de combater a homofobia. O símbolo foi o escolhido pela F-1 por simbolizar, segundo a categoria, uma maneira de aproximar diferente comunidades.

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"Em nossa primeira corrida na Áustria, a Fórmula 1 se unirá para dizer alto e claro que o racismo deve acabar. Mostraremos nosso total apoio na luta contra a desigualdade durante o fim de semana e aceleraremos nossos próprios esforços para tornar a Fórmula 1 mais diversificada e inclusiva", afirmou o chefe da categoria, o norte-americano Chase Carey. "Como um esporte global, devemos representar a diversidade e as preocupações sociais de nossos fãs, mas também precisamos ouvir mais e entender o que precisa ser feito e seguir em frente", completou.

Em comunicado, a categoria avisou que planeja ouvir diversas opiniões de pilotos até dirigentes e torcedores para colher sugestões sobre possíveis ações que podem ser tomadas para a Fórmula 1 melhorar. Os dirigentes prometem se empenhar em melhorar não só a diversidade, como também ampliar as oportunidades para os candidatos a entrarem na categoria.

A Fórmula 1 ainda divulgou nas redes sociais um agradecimento aos fãs pelo apoio durante a pandemia do novo coronavírus e prometeu anunciar novas ações em breve. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) também se incorporou ao movimento. "A FIA é guiada pelos Princípios Fundamentais de seus Estatutos, incluindo a luta contra qualquer forma de discriminação e principalmente por causa da cor da pele, sexo, religião, origem étnica ou social. Devemos promover a diversidade no esporte a motor", disse o presidente entidade, o francês Jean Todt.

O hexacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton participou neste domingo, em Londres, de um protesto contra o racismo. O ato organizado após a repercussão do assassinato do norte-americano George Floyd, um homem negro, no fim de maio, pela polícia, reuniu milhares de pessoas na capital britânica e contou com a presença do piloto da Mercedes, que se disfarçou com óculos, gorro e máscara para se juntar aos demais presentes na manifestação.

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Hamilton revelou a presença na passeata em uma postagem no Twitter. O piloto aparece vestido com roupa preta e carregando um cartaz com a frase Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em português). O ato ocorreu nos arredores do Hyde Park, um dos principais pontos turísticos de Londres, e segundo o multicampeão da Fórmula 1, foi um evento pacífico e marcado pela presença de pessoas de variadas origens.

Hamilton tem se manifestado continuamente nas últimas semanas para defender a realização das manifestações antirracistas pelo mundo. "Fui ao Hyde Park hoje para o protesto pacífico. Estava muito orgulhoso de ver pessoalmente tantas pessoas de todas as raças e origem participando do movimento. Foi realmente emocionante. Eu me extremamente positivo com a mudança, mas não podemos parar agora", escreveu o piloto.

O único piloto negro da Fórmula 1 disse apoiar a derrubada de símbolos racistas pelo mundo e criou uma comissão para promover a diversidade no automobilismo. A temporada deste ano da categoria ainda não começou por causa do novo coronavírus, mas a primeira corrida está prevista para o início de julho, na Áustria.

O italiano Alessandro Zanardi sofreu um acidente quando participava de uma competição em Pienza, na província de Siena, e seu estado de saúde é grave. O ex-piloto de Fórmula 1 precisou ser levado de helicóptero para um hospital após ser atingido por um veículo de grande porte.

Zanardi competia em uma etapa do revezamento do Objetivo Tricolor, uma competição que reúne atletas paralímpicos em bicicletas de mão, triciclos ou cadeiras de rodas. O acidente ocorreu no quilômetro 146 da rodovia entre Pienza e San Quirico d’Orci.

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As primeiras informações da imprensa italiana são de que Zanardi teria perdido o controle da sua bicicleta de mão em uma descida, numa curva, indo para a pista oposta. Na contramão, ele se chocou com um caminhão.

Após receber o primeiro atendimento no local, Zanardi foi transferido para o hospital Le Scotte di Siena. Há a suspeita de que ele teria sofrido múltiplos traumas.

Zanardi, duas vezes campeão na Cart, soma quatro medalhas de ouro paralímpicas. Ele competiu na Fórmula 1 entre 1991 e 1994, depois indo para o automobilismo norte-americano, onde foi campeão na Cart em 1997 e 1998, regressando no ano seguinte para a F-1.

Em 2001, um grave acidente em corrida da Cart na Alemanha o fez perder as duas pernas. O italiano ainda seguiria envolvido no automobilismo, mas aos poucos passou a se concentrar no esporte paralímpico. E faturou dois ouros em Londres-2012 e outros dois no Rio-2016. Nesse momento, se preparava para disputar, em novembro, prova do Campeonato Italiano de GT, pela BMW.

A Fórmula 1 anunciou nesta sexta-feira (12) o cancelamentos de mais três grandes prêmios nesta temporada: Azerbaijão, Cingapura e Japão. A decisão já era esperada e foi tomada em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

"Essas decisões foram tomadas devido aos diferentes desafios que nossos promotores enfrentam nesses países. Em Cingapura e no Azerbaijão, os longos prazos necessários para a construção de circuitos de rua impossibilitaram a realização dos eventos durante um período de incerteza e, no Japão, restrições contínuas de viagens também levaram à decisão de não prosseguir com a corrida", explicou a Fórmula 1, em comunicado.

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Com isso, no total, a Fórmula 1 já cancelou sete corridas dessa temporada. Antes, já havia anunciado o cancelamento das corridas na Austrália, Mônaco, Holanda e França. Assim, é provável que a categoria deve incluir mais provas europeias no calendário deste ano.

A programação atual tem oito corridas, todas na Europa, mas a Fórmula 1 espera ter uma temporada com 15 a 18 disputas. Os GPs do Brasil, México e Texas também estão incertos já que grandes prêmios na Ásia e nas Américas provavelmente serão cancelados devido à pandemia de covid-19.

"Fizemos progressos significativos no calendário revisado com os promotores atuais (dos GPs), assim como com novos promotores, e estamos particularmente animados com o interesse demonstrado por novas cidades para receber uma corrida de Fórmula 1 durante a temporada 2020", afirmou a categoria.

Na quinta-feira, Ross Brawn, diretor-esportivo da F1, disse que a temporada europeia pode ser prolongada com mais "uma ou duas corridas, se necessário", para que haja um número satisfatório de provas neste ano.

Brawn também revelou que outros circuitos europeus estão sendo avaliados para entrar no calendário, como Mugello e Ímola, na Itália, Portimão, em Portugal, e Hockenheim, na Alemanha.

Brawn acredita que Bahrein e Abu Dabi vão fechar a temporada e, assim, com dez corridas no calendário reformado, faltarão "pelo menos cinco ou seis boas corridas no meio" para chegar ao número desejado de provas.

A temporada da F-1, paralisada antes da prova de abertura na Austrália em 15 de março, será iniciada na Áustria, em 5 de julho, provavelmente sem torcedores. O circuito austríaco receberá rodada dupla, bem como no circuito britânico de Silverstone em agosto. As outras provas confirmadas no calendário inicial serão realizadas na Hungria, Espanha, Bélgica e Itália.

Desde 2006, um dos circuitos mais tradicionais da Fórmula 1 não recebe um Grande Prêmio. O circuito de Imola, local onde Ayrton Senna faleceu após um grave acidente em 1994 recebeu a certificação da FIA para voltar a receber uma corrida nesta quinta-feira (11). 

A pista de Ímola, na Itália, tenta voltar ao circuito mundial da Fórmula 1 há algum tempo e agora com a certificação grau 1 o local se coloca de vez na disputa. "Com a renovação da homologação, temos condições de sediar um GP de Fórmula 1, seguindo todos os parâmetros exigidos pela FIA. Esperamos que esse sonho se torne realidade com o trabalho da nossa equipe", declara Uberto Selvatico, presidente do circuito. 

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A última corrida aconteceu no local em 2006. Na ocasião, o alemão Michael Schumacher venceu. Ímola tem chances de voltar ao circuito ainda em 2020 devido às alterações do calendário por conta da pandemia.

O piloto Lewis Hamilton aprovou a atitude dos manifestantes anti-racismo que jogaram no rio Avon, neste domingo, a estátua de Edward Colston, em Bristol, na Inglaterra. Colston foi um comerciante de escravos durante o século XVII e ficou muito rico. Sua estátua estava no local desde 1895.

O hexacampeão de Fórmula 1 usou suas redes sociais. "A estátua do mercador de escravos, Edward Colston, sendo derrubada. Nosso país homenageou um homem que vendia escravos africanos. Todas as estátuas de homens racistas que fizeram dinheiro vendendo outros seres humanos deveriam ser derrubadas. Qual a próxima? Eu desafio os governos ao redor do mundo a realizar essas mudanças e a remover pacificamente estes símbolos racistas."

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"Edward Colston era um monstro que comprava, vendia e comercializava africanos, seres humanos, e os forçava a escravidão até a morte. Ninguém que fez isso deve ser honrado. Foi e é terrorismo hoje e antes. Ele nunca deveria ter uma estátua. Tenho orgulho dos ativistas e organizadores de Bristol, no Reino Unido, que derrubaram isso. Coloquem todos para baixo. Em toda parte. Eu apoio isso", afirmou Hamilton, único piloto negro da F-1.

Hamilton foi um dos primeiros atletas a opinar sobre a morte de George Floyd, o homem negro morto brutalmente por um policial branco, em Minneapolis, nos Estados Unidos. O piloto insinuou racismo na F-1 e alertou para o incômodo silêncio de seus colegas de profissão, ganhando o apoio de vários na sequência.

O chefão da Fórmula 1, Chase Carey, afirmou que as corridas não serão canceladas caso algum piloto teste positivo para o Covid-19. Segundo ele, o profissional será substituído.

A fala foi feita durante o lançamento das datas para as oitos primeiras corridas que integrarão o calendário de 2020, afetado pela pandemia.

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“Uma pessoa que teste positivo, não levará ao cancelamento da corrida. Alertamos as equipes a estabelecerem procedimentos, e se alguém tiver que ser posto em quarentena, temos condições de levá-lo a um hotel e substituí-lo. O conjunto de 'o que aconteceria se' é muito amplo, mas se uma equipe não puder competir, não cancelaremos a corrida e se um piloto não puder, existem reservas disponíveis", disse Chase Carey.

O CEO da maior categoria de automobilismo do mundo ainda ressaltou que uma equipe treinada para cumprimento dos protocolos de saúde e de distanciamento social estará a disposição. As corridas começam no dia 5 de julho na Áustria.

A temporada de 2020 da Fórmula 1 vai começar mesmo no início do próximo mês. Nesta terça-feira, os organizadores da categoria mais importante do automobilismo anunciaram a versão definitiva do calendário para o começo do Mundial. São oito provas na Europa, entre julho e setembro, passando por Áustria, Hungria, Inglaterra, Espanha, Bélgica e Itália. Todas com portões fechados, sem a presença de torcedores.

Por conta do calendário apertado e da limitada opção de circuitos - até o momento já foram canceladas ou adiadas 10 das 22 corridas da temporada -, a Fórmula 1 prevê rodadas duplas neste início de Mundial. São os casos da Áustria e da Inglaterra, sendo que o primeiro país, no circuito Red Bull Ring de Spielberg, receberá as duas primeiras etapas do campeonato nos dias 5 e 12 de julho. No começo do mês seguinte será a vez de Silverstone, com GPs em 2 e 9 de agosto.

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A divulgação do calendário inicial de 2020 confirma que o tempo de descanso entre uma prova e outra é quase nulo. As oito etapas confirmadas acontecerão em um espaço de apenas 10 semanas. Apenas duas - entre o GP da Hungria, no dia 19 de julho, e a rodada dupla de Silverstone e entre a corrida na Espanha, em 16 de agosto, e na Bélgica, no dia 30 seguinte - serão livres para pilotos e equipes.

A última prova confirmada pelo calendário é a da Itália, na primeira semana de setembro. A expectativa é de que a Fórmula 1 siga com corridas até o mês de dezembro. O período, ainda sem atividades confirmadas, vai servir para provas na Ásia e nas Américas, incluindo o GP do Brasil no autódromo de Interlagos, em São Paulo. A expectativa é realizar entre 15 e 18 GPs em 2020.

"Nós trabalhamos de forma incansável nas últimas semanas com todos nossos parceiros, com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e com as equipes para criar uma versão revisada da abertura do calendário de 2020, permitindo corridas da forma mais segura possível", disse Chase Carey, chefão da Fórmula 1. "É um prazer definir as oito primeiras corridas, assim como seguimos ansiosos para publicar o calendário completo nas próximas semanas", prosseguiu.

"Apesar de atualmente esperarmos um começo de temporada sem público nas provas, torcemos para que nos próximos meses a situação nos permita recebê-los novamente assim que seja seguro. Mesmo assim, sabemos que o retorno da F1 será muito bem-vindo por fãs ao redor do mundo", destacou.

CRIATIVIDADE - Com as rodadas duplas, a Fórmula 1 teve de usar a criatividade para criar nomes para diferenciar cada uma das duas provas realizadas na Áustria e na Inglaterra. No caso do primeiro país, o circuito Red Bull Ring recebe o GP da Áustria, no dia 5 de julho, e o GP da Estíria, estado austríaco onde se localiza o autódromo, na cidade de Spielberg, no final de semana seguinte. Já Silverstone vira casa do GP da Inglaterra, no dia 2 de agosto, e o GP do Aniversário de 70 anos no dia 9.

Confira o calendário inicial da Fórmula 1 em 2020:

05/07 - GP da Áustria (Spielberg)

12/07 - GP da Estíria (Spielberg)

19/07 - GP da Hungria (Hungaroring)

02/08 - GP da Inglaterra (Silverstone)

09/08 - GP do 70.º Aniversário (Silverstone)

16/08 - GP da Espanha (Barcelona)

30/08 - GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)

06/06 - GP da Itália (Monza)

Após Lewis Hamilton reclamar do silêncio da Fórmula 1 com relação à morte de George Floyd e insinuar racismo no mundo da principal categoria do automobilismo, alguns pilotos e a Mercedes, equipe do piloto britânico, emitiram, nesta segunda-feira, uma opinião sobre o caso ocorrido nos Estados Unidos há uma semana.

"A tolerância é um princípio elementar da nossa equipe e estamos enriquecidos pela diversidade em todas as suas formas", disse a equipe Mercedes, em um comunicado, no qual indica estar ao lado de seu piloto.

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Daniel Ricciardo, da Renault, disse que a morte de Floyd foi "uma desgraça". "O racismo é tóxico e precisa ser tratado não com violência ou silêncio, mas com unidade e ação", escreveu o australiano em suas redes sociais.

Charles Leclerc, da Ferrari, disse no Twitter que se sentiu "fora de lugar e desconfortável". "Eu ainda luto para encontrar as palavras para descrever a atrocidade

de alguns vídeos que eu vi na internet. O racismo precisa ser enfrentado com ações, não silêncio", acrescentou o monegasco.

O piloto da Williams, George Russell, afirmou ser a hora de expulsar o racismo. "Todos nós temos voz para falar o que é certo. Não importa o quão desconfortável possa ser falar sobre esse assunto. O silêncio não alcança nada."

As declarações dos integrantes da Fórmula 1 ocorrem após o sexto dia de protestos nos Estados Unidos pela morte de George Floyd.

As manifestações começaram depois que um vídeo foi divulgado, no qual George Floyd, que sofria de doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva, morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, no estado americano de Minnesota.

O oficial, Derek Chauvin, ficou durante 8 minutos e 46 segundos pressionando o pescoço do homem negro de 46 anos com o joelho. Imagens foram divulgadas e o policial acabou demitido, acusado de assassinato e homicídio culposo (quando não tem a intenção de matar).

Depois de chamar as autoridades norte-americanas de "desgraça", ao protestar sobre o caso George Floyd, homem negro asfixiado e morto por um policial americano na semana passada, Lewis Hamilton voltou a se posicionar nas redes sociais desta vez contra seus colegas de Fórmula 1.

"Eu vejo aqueles de vocês que ficam calados, alguns de vocês são as maiores estrelas, e ainda assim ficam calados no meio da injustiça. Não há sinal de ninguém na minha indústria que, é claro, é o esporte dominado por brancos", afirmou, neste domingo, o hexacampeão mundial.

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Hamilton insinuou que exista racismo em seu esporte. "Eu sou uma das únicas pessoas negras lá e ainda estou sozinho. Eu teria pensado que agora você veria por que isso acontece e diria algo sobre isso, mas você não pode ficar ao lado. Só sei que sei quem você é e eu vejo você", disse, decepcionado.

George Floyd morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, em Minnesota, Estados Unidos, que ficou por cerca de oito minutos pressionando o pescoço do homem negro de 40 anos com o joelho. A ação foi filmada e divulgada por todo o mundo.

A Williams, uma das principais escuderias da Fórmula 1, informou nesta sexta-feira, em um relatório com seus resultados anuais, o rompimento de contrato com o seu principal patrocinador, a empresa chinesa Rokit, e admitiu que pode ser vendida no futuro.

"As opções, que não estão limitadas, mas que têm sido consideradas, incluem a captação de novo investimento, a alienação de uma parte minoritária das ações do WGPH (Grupo Williams) ou a alienação de parte majoritária das ações, que incluem a possível venda de toda a companhia", afirmou a equipe inglesa.

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Apesar de não existirem decisões neste momento, a Williams indica que avança já com um processo formal de venda, para facilitar a discussão com eventuais partes interessadas, e que também tem tido conversas preliminares com possíveis investidores. O conselho do WGPH acredita que a revisão estratégica e o processo formal de venda são a coisa certa e prudente a fazer, no sentido de dar à equipe de Fórmula 1 "o melhor futuro possível".

O último ano foi difícil para a escuderia, com uma perda operacional de 12 milhões de euros (R$ 71,5 milhões), em contraponto com um lucro de 17,74 milhões de euros (R$ 105,7 milhões) no exercício da atividade. "Os resultados de 2019 refletem o declínio recente da nossa competitividade na Fórmula 1, que se refletiu nas receitas provenientes dos direitos comerciais", explicou Mike O’Driscoll, presidente do conselho de administração do grupo.

Nas duas últimas temporadas na Fórmula 1, a Williams não foi além de dois 10.º lugares (2018 e 2019), os piores resultados da sua história, primeiro com o canadense Lance Stroll e o russo Sergey Sirotkin e depois com o polonês Robert Kubica e o britânico George Russell.

Nesta temporada de 2020, que ainda não foi iniciada devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a escuderia conta novamente com Russell e agora com o canadense Nicholas Latifi.

"A temporada de 2020 da Fórmula 1 está, obviamente, atrapalhada pela pandemia da covid-19, o que terá um impacto nas nossas receitas comerciais deste ano", sublinhou O’Driscoll, que colocou grande parte dos seus funcionários em "lay-off", recebendo parte do salário, em um teto máximo definido, através do governo britânico.

Na história, a Williams é a segunda escuderia com mais títulos mundiais, em um total de nove (1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997), atrás da Ferrari, que soma 16 de campeã mundial de construtores.

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