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A Justiça Federal suspendeu nesta sexta-feira, em caráter liminar, o edital de licitação para a construção do autódromo de Deodoro, no Rio de Janeiro. A pedido do Ministério Público Federal, a prefeitura terá de interromper o procedimento de contratação do serviço até a conclusão do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e a emissão da licença prévia para se prosseguir com a obra.

No último dia 20 de maio, o consórcio Rio Motorsport foi anunciado como o vencedor do processo de licitação para erguer o autódromo. Ao apresentar um projeto de R$ 700 milhões, com a construção de uma pista de 4,5km e o objetivo de realizar uma parceria público privada por 35 anos, a empresa mira receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.

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O documento da Justiça Federal, assinado pelo juiz Adriano de Oliveira França, cita a lei federal (11.079/04), a qual termina a necessidade de no caso de parceria entre os setores público e privado, exista a licença ambiental prévia, dentro das diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

"Além disso, a suspensão da contratação do objeto da licitação em questão tem o condão de evitar danos não só ao meio ambiente, mas também prejuízos econômicos ao próprio ente federativo, caso venha a ser reconhecida a inviabilidade do empreendimento", disse o texto assinado por França e publicado nesta sexta-feira. O juiz ordena ainda a entrega de uma intimação para a prefeitura do Rio de Janeiro apresentar a contestação.

O foco da decisão é a área da Floresta do Camboatá, local onde se pretende construir o autódromo. Segundo o juiz, a região tem "elevada importância ecológica para a cidade" e, em anos anteriores, decisões da Justiça procuraram preservar a área. O terreno pertencia antigamente ao Exército, porém foi repassado anos atrás para a prefeitura do Rio de Janeiro.

O próprio MPF tentou suspender a licitação para construção do autódromo antes que o vencedor fosse anunciado, mas somente agora a Justiça Federal concedeu a liminar. Além disso, há um projeto na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro com o plano de transformar o terreno em Área de Preservação Ambiental (APA), o que pode também interferir nos planos de construção.

O autódromo carioca é um projeto do presidente Jair Bolsonaro, junto com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o prefeito Marcelo Crivella. Como a Fórmula 1 tem apenas contrato para realizar o GP do Brasil em São Paulo, no autódromo de Interlagos, até 2020, a meta de Bolsonaro é transferir a sede da prova para a capital fluminense.

Bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso afirmou nesta quinta-feira que não tem qualquer intenção de voltar à Fórmula 1. Mesmo rondando a categoria e já ter tido que retornaria à McLaren se a equipe fosse mais competitiva, o piloto não tem mais a motivação necessária e comentou que a felicidade parece estar mesmo em outros monopostos.

"Nos últimos anos, pessoalmente falando, a Fórmula 1 não foi atraente o suficiente para mim. Foi uma fase excepcional, mas hoje em dia não encontro na F-1 os feitos que posso conquistar fora dela. Já falei várias vezes nos últimos meses que decidi deixar a F-1 pelas motivações que eu tenho, pelos feitos que quero conquistar fora dela e que ela não pode me oferecer. Acho que outras oportunidades mais atraentes estão fora dela", disse Alonso em um evento de sua fundação na cidade de Oviedo, na região das Astúrias, na Espanha.

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Desde que deixou a Fórmula 1 no final da temporada passada, o espanhol tem disputado provas por outras categorias - casos das 500 Milhas de Indianápolis, na Fórmula Indy, e as 24 Horas de Le Mans, no Mundial de Endurance, que venceu neste ano. Nesta quinta-feira explicou que já sabe o que fará nos próximos meses.

"Tenho uma ideia clara do que farei. Não vou deixar as portas abertas nem espero que me chamem, nada disso. Sempre escolhi onde e quando quis correr, eu me mexo seguindo o que me faz feliz. Meu futuro já está na minha cabeça e será revelado em seu devido tempo", comentou.

Uma das alternativas seria o Rally Dakar, que deixou a América do Sul e agora será disputada na Arábia Saudita. Mas o espanhol tratou a competição como algo distante. "É uma competição atraente, a mais atraente, aliás, mas também é o oposto das minhas qualidades ou da minha maneira de guiar. Nunca pilotei na terra, fazer logo o mais duro do mundo, de repente, seria algo extremo", concluiu.

O brasileiro Lucas di Grassi começou mal a etapa de Nova York, que encerra a temporada 2018/2019 da Fórmula E. O piloto da Audi teve dificuldades ao longo dos treinos livres e da classificação e largará somente da 14ª posição no grid da primeira corrida do fim de semana, neste sábado, às 17h04 (horário de Brasília), nos Estados Unidos. A pole position ficou com o suíço Sebastien Buemi, da Nissan.

Di Grassi anotou o tempo de 1min11s080 e ficou atrás do seu principal rival, o francês Jean-Eric Vergne. O piloto da DS Techeetah, maior candidato ao título, vai partir do décimo posto, com o tempo de 1min10s933. Líder do campeonato e atual campeão, ele apresenta 32 pontos de vantagem sobre Di Grassi, o vice-líder da temporada. Os dois são os principais candidatos ao título, mas outros seis pilotos têm chances de faturar o troféu do campeonato.

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Brasileiro e francês tiveram a oportunidade de fazer uma disputa direta na primeira parte do treino classificatório, que divide os 22 pilotos em quatro grupos. Ambos estavam no primeiro time que foi para a pista. E Vergne deixou o piloto da Audi para trás. Mais cedo, Di Grassi já havia mostrado dificuldade na pista montada no Porto do Brooklyn, ao registrar apenas o 12º e o 16º tempos nos dois treinos livres.

Outro brasileiro na categoria, Felipe Massa também exibiu desempenho abaixo do esperado. O ex-piloto de Fórmula 1 registrou apenas o 21º e penúltimo tempo do treino e largará do pelotão traseiro no grid, após anotar 1min14s862 na única volta que cada piloto pode completar na primeira parte do treino. O brasileiro cometeu erro numa das últimas curvas do traçado, queimou pneu e perdeu tempo e a chance de avançar para a disputa da pole position.

A primeira posição do grid ficou com o suíço Sebastien Buemi, da equipe Nissan. Ele anotou a marca de 1min10s188, com quase meio segundo de vantagem sobre o segundo colocado, o alemão Pascal Wehrlein, da Mahindra, com o tempo de 1min10s600. O britânico Alex Lynn, da Jaguar, vai largar em terceiro, com 1min10s696.

Com os resultados do treino classificatório, Vergne ficou em situação mais favorável para confirmar o bicampeonato logo na primeira prova de Nova York - a segunda será neste domingo, no mesmo horário.

O francês pode ser campeão mesmo sem pontuar nesta primeira corrida do fim de semana. Basta que Di Grassi não passe do nono posto. Se terminar a frente do rival, Vergne garantirá a conquista sem sobressaltos. Largando atrás do adversário, o brasileiro terá a seu favor a boa reação exibida na etapa anterior. Na Suíça, ele partiu apenas do 19º lugar no grid e terminou em nono.

O finlandês Valtteri Bottas obteve, neste sábado, a pole position para o GP da Inglaterra, décima etapa do Mundial de Fórmula 1. O piloto da Mercedes fez a melhor volta em 1min25s093, 0s006 à frente do inglês Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe, que buscava a quinta pole consecutiva na corrida britânica. Será a décima vez que Bottas vai largar na primeira colocação na carreira. A corrida neste domingo está marcada para ter início às 10h10.

O monegasco Charles Leclerc levou sua Ferrari ao terceiro posto, 0s079 mais lento que Bottas, seguido pelo holandês Max Verstappen e pelo francês Pierre Gasly, ambos da Red Bull. O alemão Sebastian Vettel, com problemas mecânicos na Ferrari, foi apenas o sexto colocado.

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O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, conseguiu a sétima posição, seguido pelo britânico Lando Morris, da McLaren. A surpresa do treino foi a presença de Alexander Albon, da Toro Rosso, na nona colocação, à frente do alemão Nico Hulkenberg, da Renault, décimo classificado.

Hamilton lidera o Mundial com 197 pontos, enquanto Bottas é o segundo colocado, com 166. Verstappen ocupa o terceiro lugar, com 126, enquanto o alemão Sebastian Vettel, que venceu o GP da Inglaterra do ano passado, vem logo atrás, em quarto, com 123.

Confira o grid de largada do GP da Inglaterra:

1) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min25s093

2) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min25s099

3) Charles LECLERC (MON/Ferrari) - 1min25s172

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min25s276

5) Pierre GASLY (FRA/red Bull) - 1min25s590

6) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min25s787

7) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min26s182

8) Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min26s224

9) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min26s345

10) Nico Hulkeberg (ALE/Renault) - 1min26s386

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11) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min26s519

12) Kimi Raikonnen (FIN/Alfa Romeo) - 1min26s546

13) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min26s578

14) Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min26s757

15) Sergio Perez (MEX/Racing Point) - 1min26s928

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16) Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min26s662

17) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min26s721

18) Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min26s762

19) George Russell (GBR/Williams) - 1min27s789

20) Robert Kubica (POL/Williams) - 1min28s257

Tamas Rohonyi, promotor do GP do Brasil, participou de uma reunião com o atual chefão da categoria, Chase Carey, e Duncan Llowarch, diretor financeiro da FOM, empresa que gere a categoria. O encontro ocorreu em Londres e foi mais um para tentar manter a etapa brasileira no circuito paulistano de Interlagos.

O executivo brasileiro deixou o encontro animado. Uma minuta de um contrato de renovação até 2030 chegou a ser elaborada e foi discutida entre as duas partes, que se encontrarão novamente ainda neste mês, novamente na capital britânica.

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Em entrevista recente ao Estado, Tamas afirmou que esperava um desfecho nas conversas até o fim de agosto. A cidade de São Paulo tem contrato com a Fórmula 1 até 2020 e vem tentando desde o início do ano estender este vínculo.

Ao mesmo tempo, o Rio despontou como rival na disputa para receber a prova da principal categoria de automobilismo do mundo. Entre o fim de maio e o início de junho, autoridades cariocas também estiveram em reunião com Carey tanto no Brasil quanto em Montecarlo, quando apresentaram o projeto do novo autódromo da cidade, a ser erguido em Deodoro, com um custo estimado em R$ 700 milhões.

A disputa com o Rio vem se tornando uma "novela" desde que o presidente Jair Bolsonaro anunciou no início de maio que assinara um termo de compromisso com a Fórmula 1 para levar de volta a categoria à capital fluminense.

Na melhor corrida da atual temporada da Fórmula 1, o holandês Max Verstappen conquistou uma vitória notável neste domingo no GP da Áustria ao unir coragem, técnica e arrojo em suas ultrapassagens. A mais impressionante delas aconteceu sobre o então líder Charles Leclerc, da Ferrari, a duas voltas do fim, e garantiu o triunfo no circuito Red Bull Ring, em Spielberg.

"Estamos voando na reta. Ganhar aqui é incrível", celebrou Verstappen, apoiado por vários holandeses, que comemoraram suas ultrapassagens como um gol. "Depois do início, eu pensei que a corrida tinha acabado, mas nós continuamos dando o máximo", continuou o piloto, em referência à reação vitoriosa depois de um início não tão bom - ele chegou a ficar em sétimo em razão do mau desempenho na largada.

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A vitória do holandês foi a sexta de sua carreira na categoria e quebrou uma série de oito triunfos seguidos da Mercedes neste ano. A escuderia alemã havia vencido todas as provas da temporada, seis com Lewis Hamilton e duas com Valtteri Bottas. Houve diversas homenagens ao lendário piloto austríaco Niki Lauda, já que foi o primeiro GP da Áustria desde a morte do tricampeão mundial e ídolo do país no final de maio.

Pole da prova, Leclerc fez uma boa corrida, mas não conseguiu sustentar a liderança diante da postura ousada de Verstappen. O piloto monegasco da Ferrari terminou em segundo e disse ao final da corrida que foi prejudicado na manobra do holandês, que tocou no carro do rival.

A FIA abriu investigação sobre a ultrapassagem. Não é a primeira polêmica deste ano, já que os comissários puniram Vettel no Canadá devido a uma manobra considerada perigosa.

O pódio, o mais jovem da história da Fórmula 1, com média de 24,6 anos, foi completo pelo finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, que fez uma corrida conservadora. O alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que largou em nono, enfrentou problemas na troca de pneus e terminou na quarta posição.

Líder do Mundial de Pilotos, Lewis Hamilton viveu raros momentos de coadjuvante. O piloto inglês da Mercedes teve uma corrida apagada e ficou em quinto, fora do pódio pela primeira vez desde o GP do México de 2018. Ele, que chegou a liderar antes de seu pit stop, foi prejudicado por problemas na asa dianteira, a qual teve de trocar, e acabou perdendo tempo e sendo ultrapassado por Vettel no final.

O inglês Lando Norris e o espanhol Carlos Sainz Jr, parceiros da McLaren, fecharam a prova na sexta e oitava posições. Entre eles ficou o francês Pierre Gasly, companheiro de Red Bull de Verstappen. O finlandês Kimi Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi, ambos da Alfa Romeo, fecharam o top 10.

O resultado não mudou a ordem da classificação geral do campeonato. Hamilton segue com larga vantagem na liderança, com 197 pontos, 31 a mais que o vice-líder Bottas. A alteração foi a subida de Verstappen para terceiro, agora com 126 pontos, seguido de Vettel (123) e Leclerc (105).

A Fórmula 1 faz uma pausa e retorna daqui a duas semanas para o GP da Inglaterra, a décima de 21 etapas da temporada de 2019.

Confira a classificação do GP da Áustria:

1) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 1h22min01s822

2) Charles Leclerc (ALE/Ferrari), a 2s724

3) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 18s960

4) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 19s610

5) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 22s805

6) Lando Norris (ING/McLaren), a uma volta

7) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a uma volta

8) Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren), a uma volta

9) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

10) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

11) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a uma volta

12) Daniel Ricciardo (AUS/Renault) a uma volta

13) Nico Hülkenberg (ALE/Renault) a uma volta

14) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a uma volta

15) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a uma volta

16) Romain Grosjean (FRA/Haas), a uma volta

17) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a uma volta

18) George Russell (ING/Williams), a duas voltas

19) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a duas voltas

20) Robert Kubica (POL/Williams), a três voltas.

Sem um piloto no topo do pódio desde o GP dos Estados Unidos do ano passado, quando Kimi Raikkonen triunfou em Austin no dia 21 de outubro, a Ferrari disputa a etapa da Áustria do Mundial de Fórmula 1, neste domingo, a partir das 10h10 (de Brasília), em Spielberg, com a esperança de encerrar o incômodo jejum. E mais uma vez o alemão Sebastian Vettel e o monegasco Charles Leclerc lutam contra as limitações dos seus carros para interromper a supremacia da Mercedes na temporada.

Lewis Hamilton ganhou seis das oito provas do ano, enquanto Valtteri Bottas, seu companheiro de equipe, triunfou em duas corridas. E a dupla formada pelo inglês e o finlandês emplacou uma sequência de cinco dobradinhas que nunca havia sido obtida por um time no início de um campeonato.

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E um dos principais motivos para este domínio é a ineficiência do modelo SF90, monoposto projetado pela Ferrari para 2019, cujo desequilíbrio foi exaltado por especialistas ouvidos pela reportagem do Estado, que apontaram as razões para a escuderia de Maranello estar longe dos líderes do grid.

"O principal motivo para a Ferrari não alcançar a Mercedes é o conceito errado do carro para os pneus deste ano da Fórmula 1. Não é uma questão de motor ou outra coisa, mas de adaptação a essa mudança dos pneus da Pirelli, que passaram a ter uma espessura mais fina e exigem uma maior pressão aerodinâmica para trabalhar na temperatura ideal, mais alta", ressaltou Luciano Burti, ex-piloto de testes do time italiano na F-1 e hoje comentarista de automobilismo da TV Globo.

"O carro da Ferrari tem muita velocidade de reta, mas tem pouca pressão aerodinâmica nas curvas. E a Mercedes, com um carro mais equilibrado, passou a dominar as corridas com estes pneus", reforçou Burti, que também foi titular das equipes Jaguar e Prost ao longo de duas temporadas da F-1.

A mesma opinião de Burti é compartilhada pelo italiano Claudio Carsughi, de 86 anos, que há várias décadas opina como um dos maiores experts em F-1 da imprensa brasileira. "Primeiro, eu queria dizer que a Fórmula 1 virou a ‘Fórmula Mercedes’, nunca na história da F-1 tivemos um predomínio como este. Do ponto de vista técnico, o principal diferencial entre a Mercedes e a Ferrari é o aproveitamento dos pneus. Se você for ver, em entrada de curva e saída de curva, o carro da Mercedes anda perfeitamente como se tivesse em um trilho de trem. Já o da Ferrari, se der tudo que pode até o fim da curva, o carro sai de traseira", disse o jornalista, hoje blogueiro do portal UOL e correspondente do diário italiano La Stampa.

E ao comentar o fato de que Ferrari e Red Bull vêm reclamando muito dos atuais pneus da F-1 e dizendo que os compostos favorecem à Mercedes, Carsughi destacou: "Essas acusações à Pirelli, eu não digo que são desculpas das equipes, mas servem para justificar uma inferioridade do carro que é clara".

Max Wilson, campeão da Stock Car em 2010 e integrante da equipe RCM na categoria, também não vê como justa as críticas aos pneus. "O que eu vejo é que muitas vezes as pessoas tentam arrumar uma explicação para a falta de desempenho. E quando as coisas não funcionam, as equipes culpam os pneus. Os pneus são a única coisa que é igual para todos e dos quais ninguém deveria reclamar", disse Wilson, que também foi piloto de testes da Michelin e da Williams na F-1.

CORRIDAS PREVISÍVEIS - Para o piloto, a influência dos pneus no desempenho é uma "gota no oceano" em meio ao grande número de fatores que envolvem o desenvolvimento de um carro de Fórmula 1. E ele vê como injusta a reclamação de equipes como a Ferrari e a Red Bull, que apontaram que os novos compostos da Pirelli prejudicam a qualidade do espetáculo por exigirem menos trocas de pneus e, com isso, limitam as estratégias dos times do grid.

"Vejo motivos muito mais relevantes do que este. Antes disso a Fórmula 1 já estava devendo muito em termos de espetáculo. Nós já tivemos corridas em anos anteriores em que não tivemos nenhuma ultrapassagem", lembrou o piloto, que em sua carreira também acumulou experiência em várias categorias de Fórmula, entre as quais a Indy.

Carsughi concorda que as corridas ficaram mais previsíveis principalmente porque hoje o sucesso do piloto depende bem menos de sua competência do que dependia antigamente, tendo em vista os grandes avanços tecnológicos dos carros. "Qualquer 'burro' pode guiar um Fórmula 1 hoje. Com tanta eletrônica, qualquer um pode guiar", disse, com certo tom de bom humor, exibido também quando comentou o grande número de regras impostas aos competidores pelo regulamento atual da F-1.

"Hoje, para tentar ultrapassar alguém, você quase tem de 'dar a seta' para avisar que vai passar. Por qualquer coisinha punem um piloto com cinco segundos a mais no tempo de prova", opinou o especialista, para depois deixar claro que discordou de uma punição aplicada a Vettel que lhe custou a vitória no GP do Canadá e garantiu o triunfo a Hamilton por causa da penalização a uma manobra do alemão.

"O (Michael) Andretti e o (Nigel) Mansell (ex-pilotos), por exemplo, disseram que aquela punição ao Vettel foi ridícula. O automobilismo é um esporte de risco, e isso está escrito até na credencial que você usa quando vai cobrir uma corrida", destacou Carsughi, que fez até uma comparação com outro esporte para criticar o excesso de regras que limitam as ações dos pilotos na pista. "Se for para fazer assim como estão fazendo na Fórmula 1 também em outros esportes, você pode proibir o boxe porque o cara pode levar um soco na cabeça e morrer", finalizou.

Líder do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, o inglês Lewis Hamilton foi punido com a perda de três posições depois da sessão classificatória, neste sábado, e vai largar na quinta posição do grid para o GP da Áustria. O piloto da Mercedes perdeu três postos em razão de um incidente com o finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo.

Os comissários da prova entenderam que Hamilton, que havia terminado o treino classificatório com o segundo melhor tempo, atrás apenas do monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, atrapalhou Raikkonen ainda no Q1 da atividade no circuito Red Bull Ring, em Spielberg. Com isso, o pentacampeão mundial desceu do segundo para o quinto posto, atrás do holandês Max Verstappen, do finlandês Valterri Bottas e do britânico Lando Norris, este que conquistou a sua melhor posição em um grid de largada na carreira.

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No início do treino, Hamilton apareceu lentamente na pista em sua volta de instalação quando Raikkonen se aproximou na freada para a curva 2. Segundo a declaração oficial dos comissários, o piloto da Mercedes, apesar de ter saído da pista para facilitar a passagem do finlandês, estava muito lento e acabou atrapalhando o piloto da Alfa Romeo.

Em suas redes sociais, Hamilton admitiu o erro. "Mereci totalmente a penalidade hoje (sábado) e não tenho problema em aceitá-la", escreveu. "Foi um erro e eu assumo total responsabilidade por isso. Não foi intencional. De qualquer forma, amanhã (domingo) é outro dia e uma oportunidade para crescer", completou.

O inglês, que venceu seis das oito provas da atual temporada, destacou o fato de haver três pilotos diferente nas três primeiras posições, parabenizou Leclerc pela pole e indicou que vai brigar pela vitória na Áustria, apesar da punição. "Grato pelo esforço da equipe hoje (sábado), embora para nós não tenha sido um dia perfeito, mas nós ganhamos e perdemos juntos. Amanhã (domingo) é um novo dia e uma chance para nós nos levantarmos juntos", projetou.

Houve ainda outras três penalidades informadas logo após o treino: o dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, perdeu cinco posições e caiu do quinto para o 10.º lugar por conta da troca de câmbio; o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, desceu de 12.º para 17.º por troca de componentes do motor; e o tailandês Alexander Albon largará na 20.ª e última posição do grid devido à alteração de toda a unidade de potência do seu carro.

Confira o grid de largada do GP da Áustria:

1.º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min03s003

2.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min03s439

3.º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min03s537

4.º - Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min04s099

5.º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min03s262*

6.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min04s166

7.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min04s179

8.º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min04s199

9.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - Sem tempo no Q3

10.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min04s072***

11.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min04s490

12.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min04s790

13.º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min04s789

14.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min04s832

15.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min05s324

16.º - Nico Hulkenberg (ALE/REN) - 1min04s516****

17.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min06s206

18.º - George Russell (GBR/Williams) - 1min05s904**

19.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min13s601*****

20.º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min04s665******

*Punido com a perda de três posições

**Punido com a perda de três posições

***Punido com a perda de cinco posições

****Punido com a perda de cinco posições

*****Punido com a perda de 20 posições

******Punido com a perda de 25 posições

Depois de liderar duas das três sessões livres, o monegasco Charles Leclerc confirmou a boa performance na Áustria e conquistou neste sábado a pole para a corrida no circuito de Bull Ring, em Spielberg. Em um final de semana pouco comum nesta temporada da Fórmula 1, o piloto da Ferrari anotou o tempo de 1m03s003 e bateu o inglês Lewis Hamilton, da Mercedes.

"Foi um prazer guiar o carro no limite. Estou muito feliz por conquistar a pole para a Ferrari. Amanhã a corrida vai ser difícil fisicamente e também para o carro", disse Leclerc, após conquistar a segunda pole de sua carreira na categoria na qual busca seu primeiro triunfo. A outra pole foi no Barein.

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Leclerc é a grande esperança da Ferrari em busca da primeira vitória no ano. A Mercedes é soberana em 2019 e está muito à frente da escuderia italiana, de modo que a equipe alemã venceu todas as oito provas disputadas até aqui - Hamilton conquistou seis triunfos e Bottas, dois.

Líder do Mundial de Pilotos com grande vantagem - tem 187 pontos, contra 151 do vice-líder Bottas - Hamilton ficou 0s259 atrás de Leclerc. O próprio pentacampeão mundial admitiu que não conseguiu acompanhar o rival da Ferrari em praticamente todo o final de semana, mas prometeu uma briga intensa na corrida.

A segunda fila do grid será aberta pelo holandês Max Verstappen, da Red Bull. Ele vai largar ao lado do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes. O vice-líder do campeonato foi pole nas últimas duas corridas na Áustria.

Kevin Magnussen, da Haas, largaria em quinto, mas foi punido devido à troca de câmbio e caiu para o décimo lugar. Com a punição ao dinamarquês, o inglês Lando Norris, da McLaren, ficou com a quinta posição, seguido do finlandês Kimi Raikkonen, da Alfa Romeo, que também colocou o italiano Antonio Giovinazzi no sétimo posto, à frente do francês Pierre Gasly, da Red Bull.

O nono lugar e o drama da sessão classificatória ficaram com Sebastian Vettel. O piloto alemão da Ferrari foi prejudicado por problemas com a pressão da água do motor e, por isso, nem foi à pista no Q3. Ele largaria em décimo, mas subiu um posto por conta da punição a Magnussen.

Houve ainda outras duas penalidades no treino: o alemão Nico Hulkenberg, da Renault, caiu de 12º para 17º por troca de componentes do motor, e o tailandês Alexander Albon largará na última posição do grid devido à alteração de toda a unidade de potência do carro.

A corrida do GP da Áustria da Fórmula 1, a nona de 21 etapas desta temporada de 2019, está marcada para 10h10 (de Brasília).

Confira o grid de largada do GP da Áustria:

1º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min03s003

2º - Lewis Hamilton (GBR/Mercedes) - 1min03s262

3º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min03s439

4º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes) - 1min03s537

5º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min04s072*

6º - Lando Norris (GBR/McLaren) - 1min04s099

7º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min04s166

8º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min04s179

9º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min04s199

10º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - Sem tempo no Q3

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11º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min04s490

12º - Nico Hulkenberg (ALE/REN) - 1min04s516**

13º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min04s665***

14º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min04s790

15º - Carlos Sainz (ESP/McLaren) - 1min13s601

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16º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min04s789

17º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min04s832

18º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min05s324

19º - George Russell (GBR/Williams) - 1min05s904

20º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min06s206.

*Punido com cinco posições em razão da troca de câmbio;

**Punido com cinco posições por troca de componentes do motor;

***Punido com a última posição pela alteração da unidade de potência do carro.

Em uma disputa com o Rio de Janeiro para manter o GP do Brasil de Fórmula 1 em São Paulo, o governador João Doria está tão confiante na permanência da categoria na capital paulista que já faz planos a longo prazo. Seu objetivo é manter a tradicional corrida no Autódromo de Interlagos pelos próximos 20 anos.

"A ideia, a priori, é planejar 20 anos, como um objetivo, de 2021 para os próximos 20 anos", revelou Doria, na terça-feira, após reunião com o prefeito Bruno Covas e o diretor executivo da F-1, o norte-americano Chase Carey. O contrato atual entre a categoria e São Paulo se encerra em 2020.

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O plano de 20 anos, portanto, teria início em 2021. Sem revelar detalhes, Doria avisou que as primeiras reuniões serão realizadas nas próximas semanas. "Do ponto de vista de São Paulo, já montamos um grupo de trabalho, com o governo estadual e com a Prefeitura de São Paulo. Nas próximas semanas, eles vão estar reunidos com os representantes da Fórmula 1 em São Paulo."

Os encontros serão encabeçados pelo atual promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi, que também já realizou os GPs da Hungria e de Portugal. "Com estas reuniões, vamos trabalhar com o tempo necessário, com a serenidade que exige uma decisão desta ordem. Que seja uma decisão madura, definitiva e sobretudo empresarial", projetou Doria, já prevendo, confiante, a eventual renovação do contrato de São Paulo com a F-1.

A meta do grupo é se alinhar com as novas diretrizes da F-1, que vem aos poucos sofrendo mudanças desde a compra da categoria pelo grupo norte-americano Liberty Media. Desde que assumiu a categoria, em 2017, o grupo vem tentando tornar o campeonato mais popular, agregando eventos culturais e de entretenimento às corridas e treinos.

"Fiquei muito feliz com apresentação feita pelo senhor Chase Carey, de que, além do GP de Fórmula 1, com corrida e treinos, agora sob a nova gestão, quer tornar o GP uma experiência", declarou Doria, após a reunião com o dirigente. Carey pretende tornar a F-1 semelhante ao Super Bowl, a final do futebol norte-americano, que agrega shows e espetáculos e mobiliza a cidade-sede do evento.

"Isso é muito interessante porque aumenta a percepção em torno da Fórmula 1. Aumenta o interesse do público em torno do GP. Aumenta também o efeito residual da F-1 no local onde se realiza e até mesmo fora. O GP pode ser realizado em São Paulo e ter 'fan fests' fora da cidade. E, por último, a ideia de plataforma é contagiante porque traz um legado maior, inclusive no plano da educação e sensibilização dos jovens para a F-1", disse Doria.

Para tanto, São Paulo precisa vencer uma queda de braço com o Rio de Janeiro. No início de maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou um termo de compromisso para trazer de volta ao Rio a categoria, a partir de 2021. Com este forte apoio, a cidade espera erguer um novo autódromo em Deodoro para voltar ao mapa da F-1. O futuro circuito, cujo projeto já foi apresentado a Carey, terá um custo estimado de R$ 700 milhões, com promessas de investimento apenas privado.

Nas últimas semanas, o chefão da F-1 se reuniu com dirigentes e autoridades das duas cidades. Mas anunciou que ainda não chegou a uma decisão e avisou que não estabeleceu um prazo para definir se o País permanecerá no calendário depois de 2020 e onde seria disputada a etapa brasileira.

Não foi nesta terça-feira que o GP do Brasil de Fórmula 1 teve o seu futuro definido. E, a julgar pelas declarações do norte-americano Chase Carey, atual chefão da categoria, os fãs de automobilismo do País vão ter que esperar mais um pouco para saber se a etapa seguirá no calendário e onde ele seria disputada, em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Na tarde desta terça, ele disse que a categoria não trabalha com qualquer prazo para a definição, após reunião com o governador João Doria, o prefeito Bruno Covas, secretários estaduais e o atual promotor do GP, Tamás Rohonyi. O contrato de São Paulo vai até o próximo ano.

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"Temos algum tempo ainda. Estamos focados em analisar as etapas cujos contratos se encerram neste ano", afirmou Carey. A lista de corridas que não tem vínculo para 2020 inclui Inglaterra, Espanha, Alemanha e México. "Mas a prova brasileira é importante para nós. O mercado brasileiro é tremendamente importante para nós", declarou.

Carey, contudo, admite que pretende analisar com cuidado as propostas de São Paulo e Rio, que aposta na construção de um novo autódromo em Deodoro para voltar a receber corridas - o que não acontece desde 1989. "Acho que temos tempo. Queremos avançar de forma cuidadosa, mas o mais breve possível."

Na entrevista, o diretor executivo da F-1 fez elogios a Tamás Rohonyi e lembrou da trajetória histórica do Brasil na categoria. "O Brasil é parte da nossa história, com muitos heróis das pistas. As provas aqui são sempre interessantes e esperamos que possamos manter esta tradição em novembro", afirmou, referindo-se ao GP deste ano.

Ao mesmo tempo, Carey fez questão de destacar que candidatos a receber etapas da F-1 devem atender agora a novos critérios, não apenas esportivos. "Queremos continuar crescendo e expandindo o esporte. Estamos focados em criar um grande evento de F-1 para todos os fãs, com diferentes espetáculos, que envolva as pessoas de todas as idades e que mexa com a cidade. Queremos que seja como um Super Bowl", ressaltou, ao mencionar a final do futebol americano.

"Queremos discutir mais sobre as oportunidades no Brasil. São discussões fechadas. Ainda não temos uma resposta. Mas estamos ansiosos para construir algo bom para nós e para os fãs do Brasil e do mundo", enfatizou Chase Carey.

A análise feita por Lewis Hamilton após a vitória no GP da França, neste domingo, deve ter desanimado ainda mais seus adversários para a disputa da sequência da temporada 2019 da Fórmula 1. Afinal, na sua avaliação, a Mercedes tem melhorado a cada prova. "Entrei no ritmo e depois disso a corrida foi bastante confortável. O carro melhora à medida que as corridas acontecem."

Após a sexta vitória na temporada e a 79ª na carreira, Hamilton destacou o desempenho de toda a equipe durante o fim de semana em Le Castellet. "Quando as pessoas veem tal triunfo (da Mercedes), talvez não estejam cientes de todo o trabalho que foi feito", disse o líder do Mundial, com 187 pontos, contra 151 do companheiro Valtteri Bottas.

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O fato de ter largado na pole, liderado a corrida do início ao fim e ter contido com facilidade as tentativas de ultrapassagem de Bottas no início não tornou, para Hamilton, a corrida desinteressante. "Se vocês jornalistas escreverem um artigo dizendo que foi uma corrida chata, não apontem os dedos para os pilotos", disse Hamilton, em entrevista coletiva após a prova.

Apesar do sexto segundo lugar na temporada, Bottas estava feliz por ter conseguido segurar o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, na terceira colocação, apesar de alguns problemas no carro. "O Charles (Leclerc) chegou muito perto, mas é o que estava programado", afirmou o finlandês.

Há Leclerc festejou o terceiro pódio. "Mais algumas voltas e eu poderia ter conseguido pressionado mais o Valtteri", afirmou o piloto da Ferrari, quinto na classificação do campeonato, com 87 pontos.

Sebastian Vettel, que completou 16 provas sem vitória e viu Hamilton aumentar a vantagem para 76 pontos no Mundial, demonstrou desânimo. "O principal objetivo era reduzir a distância tanto quanto possível do líder e nós falhamos", disse o alemão da Ferrari. "Nós temos que entender a razão pela qual algumas das mudanças que fizemos não funcionaram. Espero que possamos tentar algo novo e que o design da pista na Áustria na próxima semana seja favorável a nós."

Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio da França de Fórmula 1 neste domingo (23), ficando à frente de seu companheiro de equipe Valtteri Bottas e confirmando o domínio absoluto da Mercedes no Campeonato Mundial, no qual venceram todas as corridas desde o início da temporada.

Esta é a 79ª vitória de Hamilton desde o início de sua carreira, e a 6ª nesta temporada. Isso permite que ele aumente sua vantagem sobre seu companheiro de equipe no Campeonato Mundial de Pilotos.

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As duas Mercedes ultrapassaram Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull) na linha de chegada.

Após sofrer acidente no circuito de Interlagos, em São Paulo, na curva do Laranjinha, em atividade anterior à prova do SuperBike Brasil, principal categoria de motovelocidade do País, Danilo Berto não resistiu aos ferimentos e teve morte confirmada pelo Hospital das Clínicas na tarde deste domingo.

O piloto de 35 anos foi levado de helicóptero à unidade hospitalar e passou por cirurgia, mas não sobreviveu. O paulista teve fraturas no fêmur e na bacia, além de perfuração no pulmão e hemorragia, que havia sido controlada.

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Em março de 2018, Berto também havia sofrido um acidente grave durante etapa do SuperBike Brasil. O piloto perdeu o controle de sua moto, que empinou desenfreadamente. Na sequência, o paulista caiu e correu para sair da direção dos competidores que vinham em alta velocidade, mas acabou "atropelado" e teve de fazer cirurgia na perna direita e nas vértebras.

Na etapa anterior, no começo de abril, outro piloto do SuperBike Brasil morreu em prova em Interlagos. Maurício Paludete perdeu o controle de sua moto na entrada do S do Senna, bateu com força contra a barreira de pneus e não resistiu. O acidente fatal de Paludete havia sido o terceiro da categoria em três anos. Com o falecimento de Berto, o número sobe para quatro.

Após a confirmação da triste notícia, o SuperBike Brasil divulgou nota sobre o ocorrido. Por meio de comunicado em seu site oficial, a categoria lamentou a morte de mais um piloto e disse priorizar as medidas de segurança. Leia abaixo:

"O SuperBike Brasil recebeu, com extremo pesar, a notícia do óbito por volta das 16h35. Informada, a organização cancelou as demais atividades do dia. O campeonato está prestando assistência à família neste momento.

O SBK Brasil prioriza a segurança do evento e vem implementando inúmeras melhorias, tais como: ampliação das barreiras de ar de proteção; aumento do número de ambulâncias de suporte avançado; contratação de um renomado diretor médico, que, por sua vez, seleciona um time de profissionais altamente capacitados; treinamento constante com a equipe de sinalização e resgate; treinamento aos motoristas das ambulâncias; implantação de um medical car, entre outras melhorias.

Vale ressaltar que o warm-up não é uma corrida ou treino classificatório, mas, sim, uma sessão de aquecimento. No momento da queda, as condições de pista estavam normais".

Lewis Hamilton está imbatível e segue provando que não é pentacampeão à toa. Neste domingo, o piloto inglês resistiu a uma pressão intensa de Max Verstappen, operou uma milagre para superar o desgaste dos pneus médios e venceu o GP de Mônaco em uma das corridas mais marcantes de sua carreira e mais movimentadas desta temporada da Fórmula 1.

Foi a 77ª vitória de Hamilton na carreira, a terceira dele no circuito de rua de Montecarlo e a quarta neste ano, o que o deixa mais folgado na liderança do Mundial de Pilotos. Ele dedicou o triunfo a Niki Lauda, que recebeu outras homenagens antes da corrida.

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Todos os pilotos usaram bonés vermelhos para homenagear o lendário ex-piloto, que morreu na última segunda-feira. Também houve um minuto de silêncio no grid de largada para Lauda e Hamilton utilizou uma espécie de casco com o mesmo layout do austríaco na temporada de 1984, em que conquistou o tricampeonato.

Foi a primeira vez em seis corridas nesta temporada em que não houve dobradinha da Mercedes pois Sebastian Vettel, da Ferrari, foi o segundo colocado. O alemão terminou a prova em terceiro, mas o holandês Max Verstappen, da Red Bull, dono do segundo posto, foi punido em cinco segundos em razão de uma saída insegura após troca de pneus e caiu para a quarta posição. O pódio foi completo pelo finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes.

A quinta posição ficou com o francês Pierre Gasly, da Red Bull, que terminou pouco à frente do espanhol Carlos Sainz Jr, da Renault. O russo Daniil Kvyat e o tailandês Alexander Albon, ambos da Toro Rosso, foram sétimo e oitavo colocados, respectivamente. Vencedor em Mônaco no ano passado, o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, foi o nono, e o francês Romain Grosjean, da Haas, completou o grupo dos dez primeiros.

Azarado, Leclerc, que largou em 15º em razão de um erro de estratégia da Ferrari no treino classificatório, fazia uma corrida notável de recuperação depois de ultrapassar Stroll, Norris e Grosjean - está ultima uma ultrapassagem impressionante na curva La Rascasse - e subir para o 12º lugar, mas teve o pneu furado na décima volta e foi obrigado a abandonar a prova.

A corrida no tradicional circuito de rua de Montecarlo teve abandono, ultrapassagens, punição e um milagre de Hamilton, componentes suficientes para ser a mais agitada e emocionante de 2019. Também houve estratégia e tensão com as trocas de pneus durante a entrada do safety car em virtude da presença de detritos na pista deixados pelo carro de Leclerc.

O pentacampeão, desde a 14ª volta, fez uso de pneus médios, que se desgastaram mais rápido em relação aos de Verstappen, o que ajudou o holandês, que tomou o segundo lugar de Bottas no começo da corrida na saída dos boxes, a pressionar muito. No final, o piloto da Red Bull tentou a última investida na chicane após o túnel. Os carros se tocaram, mas Hamilton segurou a pressão, manteve a ponta e cruzou em primeiro.

Os pilotos voltam a acelerar daqui a duas semanas, no GP do Canadá, o sétimo de 21 etapas desta temporada da Fórmula 1.

Confira a classificação do GP de Mônaco:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), a 1h43min28s437

2) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 2s602

3) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), 3s162

4) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 5s537

5) Pierre Gasly (FRA/Red Bull), a 9s946

6) Carlos Sainz Jr (ESP/McLaren), a 53s454

7) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 54s574

8) Alexander Albon (TAI/Toro Rosso), a 55s200

9) Daniel Ricciardo (AUS/Renault), a 1min00s894

10) Romain Grosjean (FRA/Haas), a 1min01s034

11) Lando Norris (ING/McLaren), a 1min06s801

12) Kevin Magnussen (DIN/Haas), a uma volta

13) Sergio Pérez (MEX/Racing Point), a uma volta

14) Nico Hülkenberg (ALE/Renault), a uma volta

15) George Russell (ING/Williams), a uma volta

16) Lance Stroll (CAN/Racing Point), a uma volta

17) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

18) Robert Kubica (POL/Williams), a uma volta

19) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a duas voltas.

Abandonou a prova:

20) Charles Leclerc (MON/Ferrari).

Líder do Mundial de Construtores da Fórmula 1, Lewis Hamilton conquistou sua segunda pole na temporada. Ele cravou 1min10s166, o recorde do circuito de rua de Montecarlo, para superar seu companheiro de Mercedes Valtteri Bottas no treino de classificação neste sábado e largar em primeiro no GP de Mônaco, em que busca a sua quarta vitória no ano.

"Essa pole significa muito para mim. Eu tive que ir mais fundo do que nunca. A volta foi linda", festejou Hamilton. Após o resultado, o piloto inglês subiu na grade para comemorar com os torcedores a sua 85ª pole na Fórmula 1. O motivo da comemoração efusiva foi o espanto ao chegar na primeira posição, que, ao que tudo indicava, ficaria com seu companheiro Bottas.

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O piloto inglês superou o finlandês por 0s086 na última volta da sessão classificatória. Depois de errar em sua primeira tentativa e melhorar seu tempo na segunda, ao ponto de subir para o segundo posto, Hamilton voou baixo para bater o recorde em Mônaco e tomar o primeiro lugar de Bottas.

Soberana no campeonato, a Mercedes, com mais um bom resultado na sessão classificatória, vai em busca da sexta dobradinha na temporada. A escuderia alemã lidera o Mundial de Construtores com folga e pode ampliar ainda mais seu domínio em 2019 diante de uma Ferrari enfraquecida e equivocada em suas decisões.

A terceira posição ficou com o holandês Max Verstappen, que teve intensidade para ficar à frente de Sebastian Vettel. O piloto da Ferrari tocou o guard rail em duas oportunidades e largará em quarto.

O treino foi marcado por uma falha grave de estratégia da Ferrari, que errou ao não mandar de voltar à pista Charles Leclerc para as últimas voltas no Q1, o que causou a eliminação do piloto monegasco. Com o erro, Leclerc, que liderou a última sessão de treinos livres e correrá em casa no circuito de Montecarlo, largará apenas na 16ª colocação, a pior da Ferrari em uma largada desde o GP da Malásia, em 2017, quando Vettel saiu do 20º posto.

O francês Pierre Gasly abre a terceira fila com o carro da Red Bull, seguido do dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas. O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, largará no sétimo lugar. O russo Daniil Kvyat, da Toro Rosso, o espanhol Carlos Sainz, da McLaren, e o tailandês Alexander Albon, companheiro de Kvyat, fecham a lista dos dez primeiros.

A largada da corrida em Montecarlo, a sexta de 21 etapas desta temporada da Fórmula 1, está prevista para este domingo, às 10h10.

Confira o grid de largada do GP de Mônaco:

1.º - Lewis Hamilton (FIN/Mercedes) - 1min10s166

2.º - Valtteri Bottas (ING/Mercedes) - 1min10s252

3.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min10s641

4.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min10s947

5.º - Pierre Gasly (FRA/Red Bull) - 1min11s041

6.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min11s109

7.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min11s218

8.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min11s271

9.º - Carlos Sainz (ESP/McLaren) - 1min11s417

10.º - Alexander Albon (TAI/Toro Rosso) - 1min11s653

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11.º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault) - 1min11s670

12.º - Lando Norris (ING/McLaren) - 1min11s724

13.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min12s027

14.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min12s015

15.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min12s085

-------------------------------------------------------

16.º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min12s149

17.º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min12s233

18.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min12s846

19.º - George Russell (ING/Williams) - 1min13s477

20.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min13s751.

Uma das lendas do automobilismo mundial, o austríaco Niki Lauda morreu aos 70 anos, nesta segunda-feira (20). O ex-piloto, campeão da Fórmula 1 em 1975, 1977 e 1984, vinha sofrendo com problemas de saúde há pelo menos um ano. Em 2018, chegou a ser submetido a um transplante de pulmão e passou dois meses internado.

"Com profunda tristeza, anunciamos que nosso amado Niki morreu pacificamente com sua família na segunda-feira. Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis. Seu incansável entusiasmo pela ação, sua franqueza e sua coragem permanecem um modelo e uma referência para todos nós. Era um marido amoroso e atencioso, pai e avô longe do público, que sentirá sua falta", disse comunicado publicado pela família.

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Nos últimos anos, ele vinha exercendo a função de presidente de honra da equipe Mercedes, que vem dominando a F-1 nos últimos anos. Lauda atuava quase como um conselheiro de luxo, próximo ao chefe de equipe Toto Wolff e aos pilotos, o inglês Lewis Hamilton e o finlandês Valtteri Bottas.

OBITUÁRIO - A atitude mais comum de Niki Lauda durante os seus 70 anos de vida foi teimar. Foi assim desde jovem, quando rompeu com a família para ser piloto. Já mais maduro, ele desafiou os prognósticos dos médicos e voltou às pistas seis semanas depois de um grave acidente. O austríaco enfrentou ainda dois transplantes de rim e um de pulmão, duas dissoluções de empresas, ganhou o campeonato mais disputado da história e virou tema de filme.

A biografia movimentada de Lauda começou e terminou em Viena. Da pacata capital austríaca saiu um rapaz dentuço, franzino e mau humorado, mas que mudaria a história da Fórmula 1. A categoria cresceu em interesse televisivo mundial em 1976 graças às disputas de Lauda com o inglês James Hunt. A rivalidade entre ambos foi o ponto de partida para as transmissões das corridas se transformarem em grandes atrações.

Bem antes da fama e do reconhecimento, o jovem Andreas Nikolaus Lauda teve de derrotar a família. O futuro herdeiro de um avô investidor financeiro havia sido preparado para assumir os negócios. A vontade, porém, era outra. Ao decidir que seria piloto, causou a ira familiar e ouviu que não receberia um centavo para ajudar na carreira.

Lauda sempre foi teimoso e não teve medo. Pediu empréstimo para um banco para conseguir arcar as despesas nos primeiros anos de carreira e confiou que os com os bons resultados logo conseguiria devolver o valor. Deu certo. Aos 22 anos ele ganhou chance na Fórmula 1, onde o estilo detalhista no acerto dos carros e o estilo "careta" lhe ajudaram a conseguir resultados.

Em uma época em que ser piloto era sinônimo de festas, mulheres e badalação, o austríaco era o oposto. Lauda era sisudo, avesso à vida social e consolidou de vez a carreira em 1975. No cockpit da Ferrari, ganhou cinco provas e foi campeão do mundo aos 26 anos. No ano seguinte ele precisaria voltar a ser teimoso não para continuar a carreira, mas para seguir vivo.

A temporada de 1976 é mais lendária da história da Fórmula 1. O atual campeão Lauda viu surgir como adversário o inglês Hunt, da McLaren. O desafiante era ao contrário do austríaco: boêmio, fumante inveterado e conquistador de mulheres a ponto de transar com fãs no fundo dos boxes, o piloto contrastava com o austríaco em quase todos os aspectos.

O campeonato estava favorável a Lauda quando no chuvoso GP da Alemanha, em Nurburgring, a história mudou. O piloto perdeu o controle da Ferrari e bateu. O carro estava em chamas no meio da pista quando foi atingido por outro competidor. O impacto do segundo choque fez o capacete do austríaco voar para longe. A cabeça e o corpo dele ficaram expostos durante quase um minuto às chamas e à fumaça tóxica.

Lauda abriu os olhos dias depois, no hospital. Ele já havia recebido a extrema-unção de um padre, passado por dezenas de cirurgias e superado expectativas médicas apenas por estar vivo. Teimoso, como sempre, o austríaco encarou dezenas de torturantes sessões de limpeza respiratória. Os enfermeiros introduziam pela boca do piloto um tubo de ferro, que avançava pela garganta e esôfago até chegar aos pulmões, para sugar a fumaça ainda presa no órgão.

A situação de risco não lhe tirou das pistas. Seis semanas depois do acidente, Lauda desafiou o medo e estava de volta para o GP da Itália com o rosto enfaixado e aparência modificada. Séries de cirurgia e enxertos de pele na cabeça mudaram a face do austríaco, que perdeu o campeonato por apenas um ponto. Hunt se aproveitou do acidente do rival para pontuar e ser campeão. A épica temporada inspirou até o cinema. O filme Rush foi lançado em 2013.

Uma nova chance se abriria para Lauda no ano seguinte em 1977, quando foi campeão novamente. Após temporadas regulares em 1978 e 1979, ele decidiu de se aposentar. O adeus não durou muito tempo e dois anos depois, lá estava o austríaco de volta às pistas. Ele ainda teve a chance de se despedir com título, em 1984, no campeonato mais disputado da história. O austríaco foi campeão com apenas 0,5 ponto de vantagem sobre Alain Prost.

As participações derradeiras de Lauda na Fórmula 1 coincidiram com o início dele na aviação. O piloto comprou aeronaves e fundou duas companhias: Lauda Air e Niki. Ambas já fecharam as portas. O maior problema veio em 1991, quando um dos seus aviões caiu na Tailândia e causou a morte de 223 pessoas.

O persistente austríaco jamais se afastou da Fórmula 1. Foi dirigente da Ferrari, da Jaguar e por último, da Mercedes. Era presente constante nas corridas e comentarista de canais de televisão. Sempre caminhava pelo paddock com um boné vermelho, para esconder as cicatrizes na cabeça resultado do acidente de 1976.

A saúde, porém, continuou foi frágil. Lauda passou por dois transplantes de rim. No último deles, há dez anos, ganhou o órgão da esposa, Birgit Wetzinger, antiga comissária de voo de uma das suas companhias aéreas. Os problemas não tiraram do ex-piloto a vontade de viajar pelo mundo junto com a Fórmula 1. A cada etapa ele estava lá, nos boxes da Mercedes, a principal potência atual da categoria.

Apenas nas duas últimas provas o austríaco foi ausência. O pulmão que tanto aguentou as chamas do acidente de 1976 deu sinais de alerta. Foi necessário um transplante. Ainda debilitado em Viena, Lauda resistiu e tentou teimar novamente contra o destino. Desta vez, não deu.

Sendo a única empresa concorrendo na licitação, a Rio Motorsports venceu o edital de concorrência para a construção do novo autódromo no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira. O grupo liderado por uma empresa norte-americana terá a concessão do terreno localizado em Deodoro pelos próximos 35 anos e caberá a ela a responsabilidade em construir uma pista que poderá receber as principais provas de automobilismo, inclusive a Fórmula 1. O tempo de construção varia entre 16 e 17 meses.

"A conquista de hoje é a contemplação de um trabalho que teve início há mais de quatro anos. Juntamos o que há de melhor no mundo em termos de capacidade técnica para garantir ao Rio de Janeiro um autódromo com o que há de mais moderno no esporte a motor em todo o planeta", afirmou o CEO da empresa, JR Pereira.

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Apesar da vitória da Rio Motorsports, o caso pode não ter sido encerrado. O Ministério Público Federal moveu ação civil pública, com pedido de liminar, para que o município do Rio de Janeiro suspendesse a licitação do novo autódromo da cidade.

Enquanto isso, a empresa festeja. O plano contou com a participação de diversas empresas do mundo esportivo. O projeto de engenharia e arquitetura ficou à cargo da Tilke Engineers & Architects, responsável por projetar o Circuito de Sepang (Malásia), Circuito das Américas (Estados Unidos), Xangai (China), entre outros.

"A proposta que trouxemos para o Rio busca apresentar um desenho de uma pista moderna, dinâmica e cheia de emoção. Ao mesmo tempo, pensamos em um espaço com uma multidisciplinaridade que permita uma gama bastante ampla de utilização em outros esportes, atendendo toda comunidade da região", explicou Hermann Tilke, responsável pelo projeto do circuito.

A construção do empreendimento será efetuada pela construtora espanhola Acciona. A alemã Sporttotal, experiente na operação de autódromos, como o de Nurburgring, e a brasileira Golden Goal, especializada em gestão e marketing esportivo, também integram o consórcio vencedor na concorrência.

O autódromo, que terá capacidade de 80 mil lugares fixos, podendo chegar a 135 mil lugares, colocando estruturas provisórias. A pista terá 4,5km de extensão e ainda está prevista uma estrutura de 36 boxes e paddock para 5 mil VIPs.

A corrida da Nascar, modalidade de automobilismo norte americano teve uma cena lamentável na noite de sábado (18) no Charlotte Motor Speedway, em Charlotte, na Carolina do Norte. Os pilotos Ryan Newman e Clint Bowyer se tocaram na pista. Bowyer correu e desferiu socos contra Newman.

O toque de Newman e Bowyer tirou o piloto da pista após chocar com a parede. Revoltado por ter perdido tempo e posições na corrida, Bowyer se dirigiu até o carro do rival no fim da corrida e com Newman ainda dentro do carro desferiu alguns socos até que alguns integrantes das equipes separaram o piloto.

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“Bowyer me fechou na frente logo no início da corrida. Então, depois da corrida, eu apenas dei um tapinha nas costas dele, deixei ele saber que eu não apreciei o jeito que ele fez. Ele bateu com o corpo em mim, então eu o acertei de costas imediatamente. Não é preciso ser muito homem para tentar lutar com alguém com um capacete. Eu acho que ele deveria ficar envergonhado sozinho", disse Newman em entrevista a Fox Sports.

"Foi uma luta surpresa muito certa. Nosso dia acabou, nós perdemos a posição na pista, ficamos de lado e cruzamos e basicamente ficamos lá, vendo se algo ia acontecer no final. Eu verifiquei e ele correu para a minha traseira esquerda e é o último lance que eu vi dele. Então, depois da corrida, ele vem e corre para as minhas costas e me irritou", respondeu Bowyer. Bowyer terminou em 12º, enquanto Newman ficou em 13º.

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Veterano da Fórmula 1, da qual se aposentou no final de 2017, Felipe Massa conquistou o terceiro lugar da etapa de Mônaco da Fórmula E, neste sábado (11), e comemorou o seu primeiro pódio na categoria de carros elétricos do automobilismo mundial.

Estreante na Fórmula E depois de ter sido contratado pela equipe Venturi no fim do ano passado, o piloto brasileiro só ficou atrás do francês Jean-Éric Vergne, vencedor da corrida na tradicional pista de rua monegasca, e do britânico Oliver Rowland, segundo colocado.

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"É uma sensação fantástica. A corrida foi incrível, é a prova de casa para a equipe. Incrível sensação de anotar o primeiro pódio pela primeira vez, até porque foi em casa", comemorou Massa após conquistar a terceira posição.

No circuito de Montecarlo, Massa precisou segurar a pressão do alemão Pascal Wehrlein no fim da prova para assegurar o seu lugar no pódio, sendo que o seu carro chegou a ser tocado pelo monoposto do alemão na última volta.

Vergne, por sua vez, triunfou depois de ter largado da pole. Ele também sofreu pressão de Rowland, mas sustentou a ponta para conquistar a sua segunda vitória nesta temporada. Ele é o único com dois triunfos nesta temporada 2018/2019 e, com este em Mônaco, assumiu a liderança do campeonato, com 87 pontos. Ele ultrapassou o alemão André Lotterer, agora segundo colocado, com 82, enquanto o holandês Robin Frijns vem logo atrás, com 81.

Já o brasileiro Lucas Di Grassi acabou abandonando a prova deste sábado em Mônaco, mas ainda está na luta pelo título nesta reta final da temporada, que conta com mais quatro provas. Ele é o quinto na classificação geral, com 70 pontos.

A próxima etapa da Fórmula E está marcada para o dia 25 de maio, em Berlim, na Alemanha. Depois disso, o campeonato contará com provas em Berna, na Suíça, em 22 de junho, e Nova York, palco das duas últimas corridas do calendário, em 13 e 14 de julho.

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