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O diretor da Red Bull, Helmut Marko, deu no final de semana uma sugestão curiosa para a equipe durante entrevista para o canal de TV austríaco ORF. Com o calendário da Fórmula 1 parado pela pandemia do novo coronavírus, o dirigente sugeriu que a escuderia reúna os pilotos e permita que todos se contaminem com a doença para adquirirem anticorpos para o restante da temporada.

Marko citou que o ideal seria montar uma espécie de centro de treinamento, onde os pilotos da Red Bull e da outra escuderia da empresa, a AlphaTauri, pudessem seguir um cronograma de atividades. "Essa proposta seria a oportunidade ideal para se infectar. Todos eles são jovens homens, com ótima saúde. Dessa forma estariam preparados para o início da temporada, que será bem complicada", disse.

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A Red Bull tem como pilotos o holandês Max Verstappen e o tailandês Alex Albon. Na AlphaTauri, os representantes são o francês Pierre Gasly e o russo Daniil Kvyat. A escuderia conta ainda com um time de pilotos de testes, entre eles o brasileiro Sérgio Sette Câmara. A temporada de 2020 da Fórmula 1 teve oito corridas afetadas pela pandemia e só deve começar em junho.

Marko afirmou que a sua sugestão não foi bem recebida nas conversas dentro da equipe, porém insiste que a ideia seria a melhor solução para aprimorar de forma coletiva a parte física em vez de os pilotos ficarem parados em casa. "Não tem a possibilidade de melhorar a preparação física durante a temporada. Então, a época ideal para ter uma preparação é agora", comentou.

A atual hexacampeã mundial de Construtores na Fórmula 1, Mercedes, e a Universidade College de Londres desenvolveram em apenas cinco dias um respirador que poderá ser utilizado por pacientes com o novo coronavírus. O aparelho, que foi aprovado pela NHS, responsável pela saúde do Reino Unido, é resultado de uma convocação extraordinária do Governo local, que solicitou a equipes de F1 que disponibilizassem seus engenheiros no combate da CODIV-19

Este é o primeiro dispositivo desenvolvido por uma equipe de corrida. Outras seis equipes com sede no país estão trabalhando em outros projetos de enfrentamento da doença em áreas como prototipagem rápida, design e testes para o desenvolvimento de aparelhos. A ação é chamada de "Project Pitlane".

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Chamado de Continuous Positive Airway Pressure (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas, em tradução livre) , o protótipo criado pela Mercedes deverá ajudar pacientes com problemas graves de respiração. Uma vez que o sistema foi aprovado pela NHS, a estimativa é de que mil aparelhos sejam fabricados por dia.

Uma versão do equipamento, que aumenta o fluxo de ar e oxigênio para os pulmões, já foi usada em hospitais na Itália e na China para ajudar pacientes graves com COVID-19. Atualmente, o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha possui cerca de 8 mil ventiladores e o governo encomendou o mesmo número de novos dispositivos preocupados que à medida que o vírus atingir o pico eles não sejam suficientes.

A tradicional prova das 500 milhas de Indianápolis, programada inicialmente para 24 de maio, foi adiada para 23 de agosto por causa da pandemia de coronavírus. Será a primeira vez desde 1946 que a corrida não será disputada no fim de semana anterior ao Memorial Day, feriado nacional nos Estados Unidos em homenagem aos militares mortos em combate, programado para a última segunda-feira de maio.

Os treinos livres serão disputados nos dias 13 e 14 de agosto, enquanto a classificação do grid será definida nos dias 15 e 16. No dia 21 será a última prática na pista antes da prova e na véspera da corrida, dia 22, está programada a sessão de autógrafos como parte do "Dia das Lendas".

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O adiamento foi algo inevitável, após todas as competições a motor terem cancelado várias de suas etapas pelo mundo, incluindo Fórmula 1 e MotoGP. A corrida de maio seria a primeira de Roger Penske na direção, após ter comprado o Indianapolis Motor Speedway e a Indy Car em janeiro.

"A saúde de nossos participantes e espectadores da prova são a nossa máxima prioridade. Acreditamos que o adiamento é a decisão mais responsável com as condições e restrições que enfrentamos", disse Penske, obrigado a cancelar quatro etapas da Indy (São Petersburgo, Flórida, Long Beach e Texas). A próxima prevista é de 31 de maio, em Detroit.

As 500 Milhas de Indianápolis começaram a ser disputadas em 1911, mas não foram realizadas em 1917, 1918, e de

1941 a 1945 por causa das duas guerras mundiais.

A Fórmula 1 decidiu levar os primeiros Grandes Prêmios da temporada, adiados devido a pandemia do coronavírus, para o mundo virtual. O GP do Bahrein será 100% virtual e utilizará o jogo Fómula-1 2019. A acontece neste domingo (22), com transmissões nas redes sociais.

O chefe da área negócios digitais e Esport-s da Fórmula 1 elogiou os jogos virtuais e enxergou uma boa oportunidade diante a quarentena. "Com todas as principais ligas esportivas do mundo incapazes de competir, é um ótimo momento para destacar os benefícios do esports e a incrível habilidade que está sendo exibida”, disse Julián Tan.

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A família italiana dona da Ferrari informou através das redes sociais que irá fazer uma doação na casa dos 55 milhões de reais para ajudar no combate ao coronavírus que já matou mais de 7 mil pessoas na mundo. 

A Itália, país de origem da marca, já soma mais de três mil mortes. Em um comunicado feito nas redes sociais nesta quarta-feira (18) a família Agnelli afirmou que as suas empresas estão unidas no combate ao coronavírus.

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"A família Agnelli doou 10 milhões de euros em suporte à crise do Covid-19. A Ferrari, junta a outras companhias do Grupo Exor, fornece equipamentos médicos urgentemente necessários", declarou.

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A direção da Fórmula 1 anunciou nesta quinta-feira mais alterações no planejamento pela pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19. Pela primeira vez desde 1954 o GP de Mônaco não será disputado na temporada. A etapa está cancelada. Outra mudança é que o adiamento da implantação do novo regulamento técnico. Em vez das novidades começarem em 2021, passam a ser previstas apenas para 2022.

Em comunicado oficial, a Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e o 10 times participantes do Mundial anunciaram um acordo de forma unânime sobre adiar a adoção do novo pacote de propostas. A decisão foi tomada porque neste ano, com várias corridas adiadas e sob risco de cancelamento, haverá menos recursos para se desenvolver os carros dentro das novas regras técnicas.

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Para 2021, a Fórmula 1 previa carros com desenho diferente e a adoção de uma nova organização financeira para distribuição de recursos entre as equipes. A expectativa era de uma grande mudança, por se tratar da primeira transição de regulamento feita depois da chegada do grupo Liberty Media ao controle da categoria, no final de 2016. O atual pacote técnico de regras termina no fim de 2020, porém será aceito também no próximo ano.

"Pela atual situação financeira volátil que tem sido criada, foi acordado que as equipes vão usar o chassi de 2020 em 2021, com potencial congelamento do lançamento de novos componentes ainda para ser discutido. A introdução e implementação das novas regras financeiras vão continuar como planejado em 2021, com o objetivo de se poupar recursos importantes", disse a categoria em comunicado.

MÔNACO - Horas depois de nesta quinta-feira ter anunciado o GP de Mônaco como adiado, a categoria atualizou a informação e declarou a corrida como cancelada. A decisão foi tomada pelo Automóvel Clube de Mônaco. Antes da prova no Principado, o GP da Austrália também havia sido cancelado. Além disso, as corridas no Bahrein, China, Vietnã, Holanda e Espanha estão adiadas.

Em uma decisão que já era esperada, a Fórmula 1 anunciou nesta quinta-feira o adiamento de mais três corridas da temporada de 2020. Por conta da pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19, a organização da F-1 adiou os GPs da Holanda, Espanha e Mônaco. Com isso, são atualmente sete as etapas afetadas e a expectativa é que o Mundial tenha início somente na oitava corrida do ano, no GP do Azerbaijão, em 7 de junho.

A corrida na Holanda, que marcaria a volta do país e do circuito de Zandvoort após 25 anos, seria realizada no dia 3 de maio. O GP da Espanha, no circuito da Catalunha, em Barcelona, onde foram realizados os testes de pré-temporada, aconteceria no domingo seguinte. E o tradicional GP de Mônaco, nas ruas de Montecarlo, seria disputado em 24 de maio.

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"Por causa do contágio global do Covid-19 e após discussões com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e os três promotores dos eventos, hoje (quinta-feira) foi confirmado que os GPs da Holanda, Espanha e Mônaco serão adiados. A F-1, FIA e os três promotores tomaram essa decisão para garantir a segurança e saúde dos profissionais das equipes, pilotos e fãs, algo que permanece como nossa prioridade", informou a nota oficial.

Antes destas três corridas, na semana passada a Fórmula 1 já tinha cancelado o GP da Austrália, que seria realizado no último domingo, e adiado as três etapas seguintes na Ásia: Bahrein, Vietnã e China. Este último, em Xangai, teve a definição de seu adiamento anunciada ainda em fevereiro.

Com as provas adiadas e as férias movidas para março e abril, em decisão tomada na última quarta-feira, a categoria ao menos vai ter mais tempo para encaixar as corridas durante o segundo semestre.

"Fórmula 1 e FIA continuarão a trabalhar em conjunto com os promotores afetados e com as autoridades locais para monitorar a situação com o tempo adequado para estudar datas alternativas para cada GP ao longo do ano, caso a situação melhore. A F-1 e a FIA esperam começar o campeonato de 2020 assim que for seguro para tal após maio e seguirão monitorando a situação do Covid-19", encerrou a nota.

O último levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou 227.310 casos confirmados de coronavírus no mundo com 9.311 mortes. A Espanha aparece em quarto no ranking com 15.014 infectados, enquanto que a Holanda já teve 2.056 e o Principado de Mônaco apresentou sete, entre eles o Príncipe Albert.

A McLaren revelou nesta segunda-feira (16) que o membro da equipe que testou positivo para o coronavírus antes do GP da Austrália "está se recuperando bem" e que seus "sintomas desapareceram". A equipe britânica desistiu de participar da prova de abertura da temporada de 2020 da Fórmula 1 por causa do teste positivo na última quinta-feira (12). Posteriormente, na sexta (13), a corrida foi cancelada.

Quatorze membros da equipe também foram colocados em quarentena de duas semanas em um hotel de Melbourne após entrarem em contato próximo com a pessoa que deu positivo para o vírus. De acordo com Zak Brown, CEO da McLaren, todos estão bem. Os outros funcionários da McLaren voltaram à Grã-Bretanha, mas não irão à sede da equipe por duas semanas por precaução.

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"O apoio que eles têm recebido de seus companheiros de equipe, nossos parceiros, membros da comunidade da F-1 e fãs de todo o mundo o mundo tem sido fantástico e nossos agradecimentos a todos eles", acrescentou o dirigente.

Os pilotos Carlos Sainz Jr. e Lando Norris também estão bem, mas vêm sendo mantidos fisicamente longe do restante da equipe, embora permanecendo em constante comunicação.

A temporada da Fórmula 1 não será retomada antes de maio, pois a prova na Austrália foi cancelada, enquanto que os GPs do Bahrein, do Vietnã e da China foram adiados, sem uma nova data determinada.

A Fórmula Indy suspendeu, nesta sexta-feira (13), sua temporada até o final de abril devido ao surto de coronavírus. A categoria deveria ter sua primeira prova do ano neste domingo (15) nas ruas de Saint Petersburgo, na Flórida, sem espectadores.

Outras três corridas foram canceladas: Birmingham (5 de abril), Long Beach (19 de abril) e Austin (26 de abril). "Depois de ponderá-lo cuidadosamente, incluindo comunicações regulares com nossos promotores, funcionários da saúde e administradores municipais em nossos mercados com relação ao COVID-19, tomamos a decisão de cancelar todos os eventos até o fim de abril", informou a Indy por meio de um comunicado. "A segurança de nossos fãs, participantes, funcionários, parceiros e a imprensa sempre serão nossa prioridade máxima", acrescentou o comunicado.

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O norte-americano Josef Newgarden, atual campeão da Indy, soube do cancelamento no saguão do hotel onde está hospedado a poucos metros da entrada do circuito de rua. "Vivemos tempos loucos", disse o piloto.

A Nascar, categoria mais popular dos Estados Unidos, adiou as próximas duas semanas de sua temporada pela "segurança e bem-estar de nossos fãs, concorrentes, funcionários e todos os associados ao nosso esporte."

A Nascar apenas suspendeu a corrida de domingo em Atlanta e a do dia 22 em Miami. Ambos os eventos deveriam ser realizados sem espectadores.

A Fórmula 1 cancelou sua corrida inaugural da temporada, neste domingo, na Austrália e anunciou o adiamento das corridas no Bahrein e Vietnã. No mês passado, a corrida da China também já havia sido adiada.

A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciaram nesta quinta-feira (12) o cancelamento do Grande Prêmio (GP) da Austrália, devido à pandemia de coronavírus.

A decisão foi tomada em conjunto com os dirigentes de nove equipes, os organizadores da prova, além de oficiais da FIA, pouco menos de duas horas do início do primeiro dia de treinos livres, que seriam realizados a partir das 22h (horário de Brasília).

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A informação foi divulgada pela categoria em uma publicação nas redes sociais. "A Fórmula 1 e a FIA, com o apoio total da Australian Grand Prix Corporation (AGPC), decidiram que todas as atividades da Fórmula 1 para o Grande Prêmio da Austrália são canceladas", diz o texto.

Até o momento, não há informações sobre um possível data para a realização da prova, que aconteceria neste fim de semana em Melbourne.

A medida é anunciada após a competição sofrer diversas pressões para não ser realizada diante dos casos da Covid-19 em todo o mundo. A McLaren, inclusive, já havia desistido de disputar a corrida por ter um funcionário contaminado com a doença.

 Da Ansa

A McLaren anunciou nesta quinta-feira que não vai participar do GP da Austrália no próximo domingo, em Melbourne. A escuderia britânica tomou a decisão após ter um dos funcionários diagnosticado com o novo coronavírus - ele foi colocado em isolamento. Por medida de segurança, a direção da equipe já comunicou a organização da categoria e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que não vai disputar a etapa de abertura da temporada 2020.

A Fórmula 1 desembarcou em Melbourne no início da semana cercada de cuidados sobre a pandemia. A preocupação aumentou depois de um funcionário da McLaren e dois da Haas apresentarem febre e serem colocados em isolamento. Justamente este representante da McLaren foi o que teve o contágio confirmado e agora, segundo a equipe, já está sob cuidados médicos na Austrália.

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"A equipe se preparou para esse problema e está oferecendo suporte no local para o funcionário, que agora irá entrar em um período de quarentena. A escuderia está cooperando com as mais importantes autoridades locais para contribuir com as investigações e as análises", disse a McLaren em comunicado. No texto, a equipe britânica alega ter tomado a decisão para proteger outros funcionários, além de demais pilotos, torcedores e acionistas da categoria.

A Austrália anunciou nesta semana que a partir de quarta-feira proibiu a entrada de italianos no país. O início da restrição foi adiado para não atrapalhar o desembarque em Melbourne de funcionários de equipes sediadas na Itália, como Ferrari e AlphaTauri, além da própria Pirelli, distribuidora de pneus para a categoria.

O coronavírus já afetou a Fórmula 1 ao fazer o GP da China, inicialmente marcado para abril, ser adiado. Outra etapa, no Bahrein, será disputada sem a presença da torcida, para diminuir o risco de contágio. Na Austrália, a McLaren teria como pilotos no GP o espanhol Carlos Sainz e o britânico Lando Norris.

O surto global do novo coronavírus, denominado Covid-19, causou consequências na motovelocidade pela quarta vez. Nesta quarta-feira, a Federação Internacional de Motociclismo (FIM, na sigla em francês) e a Dorna Sports, empresa organizadora da modalidade, anunciaram que a etapa da Argentina, no circuito de Termas de Río Hondo, das categorias MotoGP, Moto2 e Moto3, foi adiado de 19 de abril para 22 de novembro.

Inicialmente, a prova na Argentina seria a quarta da temporada de 2020, mas o cronograma foi sofrendo modificações por conta da epidemia de coronavírus. A etapa do Catar, no último final de semana, teve apenas a Moto2 e Moto3, que já estavam no país árabe para testes de pré-temporada. Depois, a corrida da Tailândia foi adiada para o dia 4 de outubro e, por fim, a das Américas, em Austin, nos Estados Unidos, passou para 15 de novembro.

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Com a decisão, a corrida na Argentina será a penúltima das 19 previstas para a temporada de 2020. A etapa da Comunidade Valenciana, no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, foi adiada novamente em uma semana e agora fechará o Mundial no dia 29 de novembro.

A FIM e a Dorna Sports, assim, confirmaram a data de abertura da temporada. Será a etapa da Espanha, no circuito de Jerez de la Frontera, no dia 3 de maio.

Confira como ficou o calendário de 2020 da MotoGP:

08/03 - Catar (Losail) - somente Moto2 e Moto3

03/05 - Espanha (Jerez de la Frontera)

17/05 - França (Le Mans)

31/05 - Itália (Mugello)

07/06 - Catalunha (Barcelona)

21/06 - Alemanha (Sachsenring)

28/06 - Holanda (Assen)

12/07 - Finlândia (KymiRing)

09/08 - República Checa (Brno)

16/08 - Áustria (Spielberg)

30/08 - Grã-Bretanha (Silverstone)

13/09 - San Marino (Misano)

27/09 - Aragão (MotorLand Aragão - Espanha)

04/10 - Tailândia (Chang)

18/10 - Japão (Motegi)

25/10 - Austrália (Philip Island)

01/11 - Malásia (Sepang)

15/11 - Américas (Circuito das Américas - Austin/EUA)

22/11 - Argentina (Termas de Río Hondo)

29/11 - Comunidade Valenciana (Ricardo Tormo - Espanha)

O surto de coronavírus segue impactando os eventos esportivos pelo mundo afora: neste domingo (8), a Fórmula 1 confirmou que o GP do Bahrein, segunda etapa da temporada 2020, será realizado de portões fechados no dia 22 de março.

A decisão significa que a maior categoria do automobilismo mundial terá uma corrida sem público pela primeira vez em toda a sua história. A abertura do campeonato deste ano acontece no próximo dia 15 de março, no GP da Austrália. A prova de Melbourne terá portões abertos.

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No caso barenita, porém, a situação será diferente. "Em consulta com nossos parceiros internacionais e a força-tarefa de saúde do reino (do Bahrein), decidimos realizar o GP com a presença apenas de participantes do evento", diz a nota emitida pelo governo do país.

"Como uma nação que recebe a Fórmula 1, equilibrar o bem-estar dos fãs e o público nas corridas é uma tremenda responsabilidade. Em virtude do surto global de Covid-19, levando em conta um evento esportivo de grandes proporções, aberto ao público e que permite milhares de turistas estrangeiros e fãs interagirem próximos, não seria correto realizar (o GP) desta vez. Mas, para evitar prejuízos ao esporte e seus patrocinadores, a corrida será apenas um evento televisivo", segue o comunicado.

"As ações prematuras do Bahrein para prevenir, identificar e isolar casos de Covid-19 foram extremamente bem-sucedidas até agora. Essas ações envolveram medidas rápidas e proativas para identificar aqueles afetados pelo vírus, a grande maioria deles pessoas que viajavam para o país por via aérea", afirma o documento.

"Medidas de isolamento aumentaram a eficiência no combate e ajudaram a prevenir que o vírus se espalhe, algo que seria quase impossível se a prova (de Fórmula 1) fosse realizada como foi originalmente planejada (com público presente)", conclui a nota.

A decisão do Bahrein vem apenas horas depois de a Itália anunciar que estava colocando várias regiões do norte do país sob quarentena - incluindo Modena, sede da Ferrari. O país da escuderia é um dos mais impactados pelo surto e terá a disputa de uma corrida da Fórmula 1 em Monza em 6 de setembro.

A organização da Fórmula E adiou mais uma etapa da temporada em razão do coronavírus. Desta vez foi a corrida marcada para Roma, capital da Itália, país mais afetado pelo surto na Europa. A prova, marcada para o dia 4 de abril, está sem data definida no calendário do campeonato.

"Como consequência do caso de emergência sanitária em andamento na Itália e, de acordo com as definições estabelecidas no decreto ministerial sobre medidas para combater e conter a disseminação do Covid-19 no país, que inclui grandes eventos esportivos com multidões e espectadores nas proximidades, não vai ser mais possível organizar a etapa de Roma, em 4 de abril de 2020", registrou a F-E, em comunicado.

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A competição de carros elétricos, que conta com os brasileiros Felipe Massa e Lucas Di Grassi, anunciou que pretende avaliar nova data para a prova após consultar as entidades e autoridades envolvidas com a organização.

Trata-se da segunda etapa adiada em razão do novo vírus. Antes, a F-E adiara a prova marcada para Sanya, na China, no dia 21 deste mês. Antes, a organização já havia tirado a etapa de Hong Kong da temporada em razão dos seguidos protestos contra o governo local nos últimos meses.

A preocupação com o calendário, contudo, segue viva na categoria. Isso porque as próximas etapas serão na Europa e na Ásia, os dois continentes com mais casos de coronavírus. A corrida seguinte será em Paris, no dia 18 de abril. Depois, há provas marcadas para Seul, Jacarta e Berlim.

O coronavírus atingiu mais uma modalidade esportiva. Neste domingo, a organização da MotoGP anunciou o cancelamento da etapa de abertura da temporada 2020, em Doha. De acordo com a direção da categoria, a decisão foi tomada porque o Catar está restringindo a entrada de visitantes vindos da Itália, principal foco da epidemia na Europa.

A corrida estava agendada para o dia 8 deste mês, no Circuito de Losail, nos arredores da capital do Catar. "FIM [Federação Internacional de Motovelocidade], IRTA e Dorna lamentam anunciar o cancelamento de todas as atividades da MotoGP no Grand Prix, incluindo a corrida", anunciaram os organizadores da categoria.

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De acordo com a MotoGP, o surto de coronavírus "resultou em restrições de viagem para o Catar, principalmente para passageiros vindos da Itália, entre outros países". No país europeu já foram registradas 34 mortes e mais de 1.100 casos confirmados de infectados.

Pelas regras recentes do Catar, todos os passageiros com origem na Itália ou que estiveram no país nas últimas duas semanas precisam ficar em quarentena por ao menos 14 dias.

A Itália e a Espanha são os dois países mais tradicionais da MotoGP, com equipes tradicionais, como a Ducati, e pilotos, como o multicampeão Valentino Rossi. "A Itália tem, com certeza, papel central no campeonato tanto dentro quanto fora da pista. E por isso tomamos a decisão de cancelar a etapa. No ano passado, o vencedor da corrida no Catar foi justamente o italiano Andrea Dovizioso.

Já as corridas e os treinos da Moto2 e da Moto3, categorias de acesso à MotoGP, vão ser realizados normalmente porque todos os pilotos e equipes já estão em solo no Catar desde antes do agravamento do surto do coronavírus pelos países da Europa.

Uma das lendas do automobilismo brasileiro, Emerson Fittipaldi atribuiu a ausência de pilotos brasileiros na Fórmula 1 à atuação da Rede Globo. Na sua opinião, a rede de televisão deveria ter investido na base do automobilismo brasileiro para garantir a presença de pilotos do País na categoria mais importante do mundo.

"Infelizmente, empresários, o governo brasileiro e a própria Globo não investiram como tinha que investir no esporte de base, que é o kart, que é um campeonato de fórmula, um de turismo. Esqueceram. E agora não temos nenhum brasileiro na F-1. Da América Latina, só temos o (mexicano Sergio) Checo Pérez", disse Fittipaldi a jornalistas brasileiros durante evento do prêmio Laureus, o Oscar do esporte, em Berlim, na Alemanha.

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Questionado sobre a responsabilidade que atribui ao canal de televisão, Fittipaldi reforçou: "Porque a Globo é quem tem o maior benefício até hoje na F-1. Quanto dinheiro a Globo ganhou em cima da Fórmula 1? Você sabe qual é o projeto de maior benefício para a Globo? Todo ano é a F-1, com os direitos de televisão. Eles ganharam muito dinheiro e nunca investiram na base. Agora eles falam 'cadê piloto brasileiro?' Investiu? Não, então não tem".

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Rede Globo, que disse que não vai se pronunciar sobre as declarações de Fittipaldi.

O Brasil está sem piloto titular na Fórmula 1 desde o final de 2017, quando Felipe Massa deixou a categoria - hoje disputa a Fórmula E. Nos últimos dois anos, despontaram como possíveis representantes do País no campeonato dois netos de Emerson: os irmãos Pietro e Enzo Fittipaldi. Pietro, de 23 anos, é reserva da equipe Haas, da F-1, e é o mais perto de obter uma vaga no grid. Enzo, com 18, faz parte da Academia da Ferrari, de jovens pilotos.

Sobre o futuro, Emerson acredita que outros atletas do País podem surgir no automobilismo no futuro, mas destacou o grande esforço para despontar em razão da falta de competições de base no Brasil. "Fora os pilotos da minha família, tem muito piloto brasileiro talentoso chegando por aí. É muito legal ver. Tem vários pilotos brasileiros chegando, mas com muito esforço, né?", reforçou.

Ele também disse apostar na permanência da F-1 no Brasil. A cidade de São Paulo tem contrato somente até o fim deste ano e o Rio de Janeiro, que também negocia com a organização, ainda não começou a construir o seu novo autódromo. "Acho que a história do Brasil no automobilismo é muito grande, é muita tradição. Sempre vai ter (corrida no país). Essa é a minha opinião. No momento, estou torcendo para ficar aqui", afirmou Emerson ao Estado.

O bicampeão mundial da F-1 ainda comentou sobre o cancelamento das 6 Horas de São Paulo, prova do Mundial de Endurance (WEC), que estava marcada para 1.º de fevereiro, no autódromo de Interlagos. Fittipaldi promoveu três edições da prova e enfrentou dificuldades financeiras na organização. Neste ano, com outro promotor, a corrida foi cancelada em dezembro.

Na sua avaliação, é a falta de investimento que vem impedindo a realização de grandes eventos do automobilismo no País. "Eu acho que não só o evento, mas o esporte brasileiro tinha que ter muito mais investimento. O Brasil tem muito atleta fantástico, que precisam ter mais apoio", declarou.

Assim como aconteceu em 2019, a Mercedes começou o novo ano na frente na Fórmula 1. Nesta terça-feira (18), o finlandês Valtteri Bottas foi o mais rápido no primeiro teste da pré-temporada de 2020 da categoria. No circuito de Montmeló, em Barcelona, o atual vice-campeão mundial cravou a marca de 1min17s313 na melhor de suas 78 voltas. O hexacampeão Lewis Hamilton não foi à pista na sessão da manhã.

O desempenho do novo modelo W11 da Mercedes foi muito melhor que a volta mais rápida do primeiro dia de testes de pré-temporada da Fórmula 1 no ano passado, no mesmo circuito de Montmeló, feita pelo alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, com 1min18s161.

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Quem surpreendeu foi o mexicano Sergio Pérez. O piloto da Racing Point obteve a segunda colocação na atividade, muito perto do tempo de Bottas - fez 1min17s375 na melhor de suas 58 voltas, apenas 0s062 atrás do finlandês. Ele chegou a liderar em boa parte do treino até o rival da Mercedes cravar a melhor marca.

O terceiro colocado foi o holandês Max Verstappen, da Red Bull, que ficou a pouco menos de meio segundo de Bottas, com 1min17s787, mas foi o que mais deu voltas na sessão - 91 no total. Carlos Sainz Jr., espanhol da McLaren, foi o quarto, já na casa de 1min18s (1min18s001), pouco à frente do francês Esteban Ocon, da Renault (1min18s004).

Prestes a iniciar a sua segunda temporada na Fórmula 1, o britânico George Russell, campeão da Fórmula 2 em 2018, levou a Williams ao surpreendente sexto posto em Barcelona. O piloto cravou 1min18s168 e ficou a "apenas" 0s855 do tempo de Bottas.

Quem não participou da atividade foi Vettel, que se sentiu mal e foi substituído na Ferrari pelo monegasco Charles Leclerc. Mas o desempenho do carro italiano não foi bom e o piloto do principado de Mônaco terminou na sétima colocação com 1min18s289, quase um segundo atrás da Mercedes.

Recém-contratado como novo piloto de testes da Alfa Romeo, o polonês Robert Kubica ficou em oitavo com 1min18s386. O dinamarquês Kevin Magnussen, da Haas, e o russo Daniil Kvyat, da Alpha Tauri, completaram o Top 10.

Além de Hamilton, outros quatro pilotos não foram à pista na sessão da manhã desta quarta-feira em Barcelona: o australiano Daniel Ricciardo, da Renault, o italiano Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, o canadense Lance Stroll, da Racing Point, e o também canadense Nicholas Latifi, da Williams.

A Alfa Romeo apresentou nesta quarta-feira (19) no circuito de Montmeló, em Barcelona, pouco antes do início dos testes de pré-temporada, o modelo C39 para 2020. A escuderia italiana, que será guiada pelo finlandês Kimi Raikkonen e pelo italiano Antonio Giovinazzi, foi a última das 10 equipes a revelar o seu protótipo para a nova temporada.

Além dos titulares, a Alfa Romeo terá o experiente polonês Robert Kubica como reserva imediato, enquanto que a colombiana Tatiana Calderón foi confirmada como pilota de testes.

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Os dois pilotos da equipe querem fazer melhor do que em 2019. Kimi Raikkonen conseguiu 43 pontos e terminou em 12.º lugar na classificação geral da temporada passada, enquanto que Antonio Giovinazzi somou 14 e ficou com a 17ª posição no seu primeiro ano na Fórmula 1. No Mundial de Construtores, a Alfa Romeo obteve a oitava colocação, à frente da Haas.

O novo carro da equipe italiana tem mais detalhes em vermelho, que divide espaço com o branco. O modelo traz estampados os dois novos patrocinadores da escuderia baseada em Hinwil, na Suíça: a petrolífera polonesa Orlen - responsável também pela presença do reserva Robert Kubica na equipe - e da sueca Huski Chocolate.

Piloto mais longevo do grid na atualidade, Kimi Raikkonen está muito perto de quebrar o recorde de mais GPs disputados na história da Fórmula 1. Com 313 largadas, o finlandês, que tem o apelido de "Homem de Gelo", está a apenas 11 de superar o brasileiro Rubens Barrichello.

A equipe fecha o período de lançamentos oficiais, iniciado no último dia 11, com a Ferrari. A Haas, que apesar ter antecipado a apresentação do VF-20, já tinha divulgado a pintura e levou o carro à pista na última segunda-feira.

Um acidente chocante marcou a abertura da temporada de 2020 da Nascar, nos Estados Unidos, na noite de segunda-feira (17). Nos metros finais da prova que definiu as 500 milhas de Daytona, o piloto norte-americano Ryan Newman disputava a vitória contra Ryan Blaney e Denny Hamlin quando foi tocado pelo carro de Blaney, perdeu o controle e bateu no muro. Na sequência, Corey LaJoie, que vinha atrás, acertou em cheio o veículo de Newman.

O piloto de 42 anos foi levado para o hospital e, segundo a organização da Nascar, seu estado é grave, mas ele não corre risco de morte. Ele foi levado para o Halifax Medical Center e os médicos que estão cuidando dele afirmaram que houve muitos ferimentos graves.

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A corrida começou a ser disputada no domingo, com a realização de 20 voltas, mas a chuva fez com que a sua conclusão fosse adiada para esta segunda-feira.

Aos 42 anos, Newman estreou na Nascar em 2000, conquistou 18 vitórias e sua melhor colocação na busca pelo título da categoria foi o vice-campeonato, em 2014. Ele tentava a sua segunda vitória nas 500 milhas de Daytona, prova que venceu em 2008.

Ao término da prova, Blaney comemorou o segundo lugar, atrás de Denny Hamlin, sem saber a gravidade do acidente com Newman. O piloto da Penske explicou que em momento algum teve a intenção de tirá-lo da prova com o toque em seu carro. "Espero que ele esteja bem. Isso é muito ruim e não é algo que você quer fazer. Definitivamente não foi intencional", afirmou.

Em sua versão para o acidente, o chefe da equipe de Blaney, Todd Gordon, disse que Newman parou na frente de Blaney, que tentou empurrá-lo. Como os carros não se alinharam, o veículo de Newman ficou sem controle e girou.

A Ferrari apresentou, nesta terça-feira, em Reggio Emilia, na Itália, o modelo SF1000 (menção aos 1000 grandes prêmios que a escuderia completará este ano) a ser pilotado pelo monegasco Charles Leclerc e Sebastian Vettel na temporada 2020 da Fórmula 1.

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Com um vermelho mais forte (clássico) e com números de tipologia semelhante usada nos carros da década de 80, em homenagem ao canadense Gilles Villeneuve, ídolo morto em 1982, aos 32 anos, durante treinos classificatórios para o GP da Bélgica, no circuito de Zolder, o SF1000 terá a missão de garantir um título de pilotos, ausente de Maranello desde 2007, e o de equipes, cujo jejum vem desde 2008.

Com 993 corridas disputadas, a Ferrari é a escuderia que mais venceu: 237. Ela soma 761 pódios e 228 poles positions. O time ostenta 15 títulos de pilotos e 16 de construtores. Única equipe a estar na Fórmula 1 desde o início da F-1, há 70 anos, a Ferrari completa mil corridas no GP de Mônaco, o sétimo da temporada 2020.

Alguns detalhes revelam mudanças no novo modelo em comparação ao usado no ano passado, que levou Leclerc apenas ao quarto lugar na classificação final, atrás do campeão Lewis Hamilton, de Valtteri Bottas (ambos da Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull).

A principal novidade visível é a utilização de apêndices aerodinâmicos nas proximidades da tomada de ar do motor. "A abordagem é um pouco diferente, já conheço mais o time, estou mais pronto para este ano. Já conheço as pessoas, é um grande desafio e estou ansioso para guiar o carro. Vamos trabalhar juntos para desenvolvê-lo. Estou bem preparado fisicamente e vou tentar dar o meu melhor, e espero que o carro seja o melhor possível", afirmou Leclerc.

Apenas quinto colocado no ano passado, o tetracampeão Vettel busca recuperar a confiança após vários erros cometidos ano passado, em sua sexta temporada na equipe. "Eu já gosto do SF1000, é diferente do carro de 2019. Foi um ótimo trabalho."

Nesta quarta-feira está programada a apresentação dos novos carros da Renault e da Red Bull. Na quinta-feira, será a vez da McLaren e da Mercedes.

A Fórmula 1 começa a pré-temporada, em Barcelona, entre os dias 19 e 21. A segunda série de testes será também na pista espanhola no período de 26 a 28 de fevereiro. A temporada começa em Melbourne, na Austrália, em 15 de março.

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