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O ala/armador do Los Angeles Lakers, Danny Green, contou que ele e sua noiva receberam ameaças de morte após a derrota da sua equipe no Jogo 5 da final da NBA contra o Miami Heat. As intimidações ocorreram devido ao erro do atleta em um arremesso decisivo que teria dado o título à franquia da Califórnia na última sexta-feira.

Na ocasião, os Lakers perdiam por 109 a 108 com menos de 10 segundos para o fim do tempo regulamentar. LeBron James atraiu dois marcadores para dentro do garrafão e achou Green livre na linha dos 3 pontos, de frente para a cesta. O ala/armador, que já foi reconhecido pelo seu bom aproveitamento de longa distância, errou a tentativa, o que praticamente sacramentou a vitória do Heat, que diminuiu a desvantagem na série para 3 a 2.

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As revelações das ameaças vieram por parte de Blair Bashen, noiva de Green, que expôs publicamente as mensagens que recebeu. Devido ao ocorrido, o jogador fez questão de mostrar sua preocupação com o caso. "Eu tive que perguntar 'você está recebendo ameaças de morte?', e ela respondeu 'sim, e você também'", contou.

"Agora eu estou decepcionado, abalado ou preocupado com tudo isso. Eu não sou um desses tipos de pessoas. Eu provavelmente deveria estar mais paranoico ou seguro sobre essas coisas", acrescentou Green. O jogador dos Lakers analisou também que dificilmente presta atenção e se importa com este tipo de repercussão, o que deverá mudar daqui para frente.

Aos 33 anos, Green, que assinou um contrato por US$ 30 milhões com Los Angeles na última pós-temporada, disse que o bullying nas redes sociais tem sido parte da sua experiência na franquia e é algo que aprendeu a bloquear. Em sua carreira, suas médias de arremesso são de 40% de aproveitamento, fora a experiência de playoff que tem com direito a ter conquistado dois anéis de campeão da NBA. Mas, apesar destes fatores, ele não tem correspondido à altura.

Os Lakers ainda têm a vantagem de encerrar a série melhor de sete jogos neste domingo. A partida contra o Heat será às 20h30 (horário de Brasília).

A bola sobe para Bauru e Franca nesta quinta-feira (1º) no início do Campeonato Paulista Masculino de Basquete. Por causa da pandemia do novo coronavírus, o torneio terá um formato diferente em relação aos anos anteriores e seguirá um protocolo elaborado pelas principais federações de esportes coletivos de São Paulo e aprovado pelo Comitê de Contingência da Covid-19.

As equipes e atletas estão cumprindo estas determinações, que vão do trajeto de casa para o clube, passando pelo material utilizado no treinos e jogos, desde o retorno das atividades, há cerca de um mês. Os jogadores e os membros da comissão técnica, além de outros profissionais que trabalhem nos times, foram submetidos aos testes da Covid-19, que são repetidos periodicamente.

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Aliás, este é um capítulo à parte do protocolo. A Federação Paulista de Basquete (FPB) não deu qualquer subsidio para que os testes fossem realizados pelos clubes filiados. Muitos times estão pagando do próprio bolso. O custo é de R$ 160 por exame em média. A única obrigação exibida pela FPB é testar em caso de sintomas e informar sobre os casos positivos, afastando o infectado.

O Corinthians, por exemplo, investiu R$ 7 mil para testar duas vezes um total de 22 pessoas envolvidas com o time que estreará no Paulista no próximo sábado. E o clube ainda tem profissionais trabalhando em casa, o que minimizou os custos. Algumas equipes, como o Osasco, rival corintiano na estreia, conseguiu fechar uma parceria com um laboratório da capital para testagem periódica. Por isso, fez três baterias de exames antes do início do campeonato e promete repeti-los sempre antes dos jogos. O São Paulo também fez os exames em uma parceria com o Hospital São Paulo.

"Os cuidados são grandes, principalmente fora de quadra, em casa, na rua e, quando entramos em quadra, nem lembramos da pandemia, de muitas outras coisas, e focamos no jogo para fazer o resultado", afirmou o ala Gustavo Scaglia, de Osasco.

As partidas serão sem público nos ginásios, com todos os jogos com transmissão ao vivo por streaming. Para diminuir o risco de contaminação nas viagens, a tabela foi elaborada para os deslocamentos serem menores. Em um grupo estão os times do interior (Bauru, Franca, Unifae de São João da Boa Vista e Liga Sorocabana) e Mogi das Cruzes, que fica na região metropolitana. No outro os da capital (Corinthians, Pinheiros, São Paulo e Paulistano), Osasco, também na região metropolitana, além de São José, distante 98 quilômetros da cidade de São Paulo.

Na primeira fase, que terminará em 25 de outubro, os times se enfrentam apenas uma vez dentro do grupo. Os quatro primeiros colocados de cada lado avançam para as quartas de final, que será disputada em dois quadrangulares em turno único. Os dois primeiros de cada chave se classificam para disputar semifinal e final. A competição se encerra antes do início do NBB, previsto para 14 de novembro.

"Será o primeiro torneio depois da paralisação por causa da pandemia e estamos tomando todos os cuidados. Seguimos o protocolo das autoridades e também do médico do clube, o doutor Anderson Nascimento. O grupo todo testo negativo. Estamos ansiosos pelo retorno dos jogos, mesmo sem público", afirmou Lula Ferreira, supervisor de Franca.

Bauru, rival de Franca na abertura do Paulista, também não teve nenhum teste positivo. Apenas o técnico Léo Figueiró apresentou reagente no exame porque teve covid-19 em março. "Estamos cumprindo os protocolos, temos de fazer de tudo para evitar o contágio, não podemos colocar em risco a vida das pessoas", disse o treinador. "Estou ansioso para voltar, fazer o que mais amo", completou.

A equipe de Léo Figueiró, que assumiu Bauru após deixar o Botafogo, está entre os favoritos pelo alto investimento. O São Paulo é outro time que chega forte para brigar pelo título. Paulistano e Franca correm por fora, assim como Mogi das Cruzes.

O Corinthians vai disputar o Estadual com uma equipe jovem, com média de idade de 19,4 anos, reforçada por Lucas Cauê, Lucas Siewert e Vezarinho, e será treinada por Vitor Galvani. Contratado para o NBB, o técnico Demétrius Ferracciú só vai iniciar o trabalho na segunda semana de outubro. O Pinheiros também terá uma equipe com muitos garotos e comandada pelo estreante David Pelosini.

"É um campeonato de tiro mais curto do que o normal, mas é sempre importante disputar o Paulista. Será muito equilibrado. Sabemos da sua realidade (menor investimento do que nos anos anteriores), mas o time está pronto para buscar uma superação sem abrir mão de objetivos grandes", afirmou Helinho, técnico de Franca.

"O Paulista será muito bom para os times que estão em formação, como o nosso. Vamos usar os jogos para agregar valores para os mais jovens e para aqueles que estão chegando agora", disse Guerrinha, técnico de Mogi das Cruzes. "Lá na frente o nível de competitividade vai aumentar e vamos estar preparados."

Para Léo Figueiró, o Paulista será equilibrado pelo fato de as equipes estarem paradas há muito tempo. "Vai ser um campeonato que terá mais transpiração do que inspiração. A condição física e técnica ainda não será ideal. Vamos buscar sempre o melhor posicionamento possível nas competições, começando agora pelo Paulista", avisou.

Azarão na disputa, Osasco quer fazer frente para os rivais que vão usar o Paulista para se preparar para o NBB. A equipe mostrou do que é capaz ao conquistar o título da Copa São Paulo, no último domingo. "A pandemia veio para testar o nosso condicionamento e eu procurei durante esse tempo manter a cabeça e o corpo sãos. Treinei e cheguei com vontade para incentivar a galera. O time tá no caminho certo e no que depender de mim vamos chegar aos playoffs", afirmou o ala Edu Mariano.

Os amantes do basquete têm um bom motivo para ficarem diante da televisão nesta quarta-feira (30). A primeira partida das finais da NBA, entre Miami Heat e Los Angeles Lakers, é a atração na tela da Band, a partir das 22h (horário de Brasília).

Os campeões das conferências Leste e Oeste se enfrentam em uma melhor de sete para definir o grande campeão da NBA. O confronto foi decidido após o Los Angeles, que busca o 17º título, eliminar o time do Denver Nuggets. Já a equipe de Miami, que tenta o 4º troféu da história, despachou o Boston Celtics.

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Com exclusividade nos canais abertos, a emissora paulista vai transmitir, ao vivo, todos os jogos decisivos entre Heat e Lakers. O segundo duelo está marcado para a próxima sexta-feira (2). Já os demais embates ocorrem no domingo (4) e na terça-feira (6). Se houver necessidade de desempate, as equipes voltam à quadra nos dias 9, 11 e 13 de outubro.

A partida desta quarta-feira (30) terá narração de Ivan Bruno e os comentários de Álvaro José e do ex-jogador Danilo Castro. As reportagens, direto dos Estados Unidos, ficam a cargo do correspondente internacional Eduardo Barão.

Com atuação memorável de LeBron James, o Los Angeles Lakers derrotou o Denver Nuggets por 117 a 107 na noite deste sábado, na "bolha" em Orlando, fez 4 a 1 na série e vai disputar a primeira final da NBA desde 2010, ano em que faturou seu último título na maior liga de basquete do mundo.

Na grande decisão, os Lakers vão enfrentar o vencedor da final da Conferência Leste entre Miami Heat e Boston Celtics. O time da Flórida lidera a série por 3 a 2 e está a uma vitória de passar à final.

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Segunda equipe com mais conquistas na história da NBA, a franquia de Los Angeles vem resgatando seu orgulho nesta temporada e vai em busca de seu 17º título na liga norte-americana.

Mais entrosada e consistente em relação ao adversário e contando com o talento e o poder de decisão de LeBron, a franquia da Califórnia dominou quase toda a partida e impediu que os Nuggets protagonizassem mais uma virada nos playoffs da NBA.

LeBron foi o grande protagonista do jogo da classificação. O astro alcançou um "triple-double" de 38 pontos, 16 rebotes e dez assistências e, para além dos números, mostrou uma capacidade de liderança notória e um poder de decisão essencial para o triunfo, que se fez presente principalmente quando o Denver ameaçou tomar a liderança no placar. O veterano, então, chamou a responsabilidade e se destacou com três arremessos precisos nos minutos finais da partida.

Cestinha do duelo, LeBron pontuou de todas as maneiras e também foi fundamental embaixo do garrafão. Ele vai disputar a décima final da carreira e busca, aos 35 anos, o seu quarto título na liga, o que prova que a sua carreira está longe de terminar e que pode jogar em alto nível por mais algumas temporadas.

Além da ótima performance do adversário, pesaram contra os Nuggets o fato de Nikola Jokic não ter conseguido controlar seu número de faltas e o desconforto no joelho de Jamal Murray, que claramente jogou no sacrifício e sofreu para vencer a marcação quase sempre dobrada em cima dele.

Anulado no jogo 4, o pivô sérvio começou muito bem, decidido a se redimir e a liderar o time do Colorado. No entanto, ele abusou das faltas e teve de passar mais tempo no banco de reservas do que gostaria. No fim, anotou 20 pontos e contribuiu com sete rebotes e cinco assistências. Acossado pelo problema no joelho, Murray fechou o jogo com 19 pontos, oito assistências e quatro rebotes.

Sem seus dois principais jogadores no ápice, os Nuggets viram os Lakers assumirem o controle do duelo. No terceiro quarto, com boa atuação de Jerami Grant, que ficou perto de atingir um "double-double" - fez 20 pontos e pegou nove rebotes - o Denver até conseguiu encostar no placar, mas a noite era mesmo da equipe californiana, que contou até com o brilho de coadjuvantes como Alex Caruso e, claro, com o protagonismo de LeBron, dono do jogo e decisivo nos últimos minutos.

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e o Comitê Brasileiros de Clubes (CBC) se entenderam após polêmica e acertaram o prosseguimento da parceria que foi iniciada em 2017. O CBC optou por investir também na Liga Nacional de Basquete (LNB), o que havia desagradado o presidente da CBB, Guy Peixoto Jr. Agora tudo caminhou para que o plano de fortalecimento da base, focado na formação de novos jogadores em todas as regiões do Brasil, continue.

O comunicado foi assinado pelos presidentes da CBB e do CBC, Jair Alfredo Pereira. O investimento para 2021 vai contemplar competições de base, no masculino e feminino, em três categorias: sub-14, sub-16 e sub-19. Além disso no basquete 3x3, que estará em sua primeira Olimpíada em Tóquio, no sub-15, sub-18 e sub-23, também nos dois naipes.

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"Procuramos sempre dar muita atenção ao basquete de base e vamos seguir com esse propósito. Estamos felizes com a sequência da parceria com o Comitê Brasileiros de Clubes, que nos possibilita realizar competições importantes, que envolvem muitas equipes, movimentando uma gama enorme de garotas e garotos de todo o território nacional", comentou Guy Peixoto.

Antes de assinar o acordo, no entanto, o presidente da CBB havia reclamado da postura do CBC. A entidade fechou parceria para assumir o setor de logística do Novo Basquete Brasil (NBB) e da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB), torneios organizados pela LNB, em informação publicada com exclusividade pelo Estadão.

O investimento no adulto em detrimento da base, segundo declarou Guy Peixoto em nota oficial da entidade, era lamentável. O CBC respondeu e ameaçou até mesmo rever o plano que já estava sendo discutindo entre as partes. As entidades apararam arestas e vão dar continuidade na parceria.

Para o coordenador técnico da CBB, Alex Oliveira, a sequência deste trabalho iniciado há alguns anos é muito importante para o basquete nacional de base. "Gostaria de ressaltar a importância dessa parceria com o CBC, não só com a nossa entidade, mas com todas as confederações que contam com apoio do Edital de Competições. Para a Confederação Brasileira é muito importante dar sequência ao trabalho que vem sendo realizado desde 2017, agora conseguimos agregar o Basquete 3x3, que teve uma etapa masculina este ano, mas por conta da pandemia não pudemos dar prosseguimento, como ocorreu com todas as outras disputas", relatou.

"É muito importante e o próximo passo envolve a parte técnica, já estamos conversando com a área técnica do CBC, preparando o regulamento, tabela e formato de competição; para 2021 usaremos o ranqueamento, que fizemos entre 2017 e 2019, além disso, vamos avançar nessa parte importante de competição, que é o final do processo", acrescentou Oliveira.

A NBA anunciou nesta quarta-feira que a edição de 2020 do Draft, que seleciona jogadores para as 30 equipes da liga, está confirmado para o próximo dia 18 de novembro e será transmitido ao vivo pela ESPN. A data ainda está sujeita à alteração caso seja necessário por causa da pandemia do novo coronavírus. O evento será feito de maneira virtual, sem a tradicional cerimônia de subida ao palco ao serem anunciados como novos atletas das franquias.

A nova data vai dar mais tempo para o processo pré-Draft de 2020 e também para a definição da possível data de início da temporada 2020/2021, o que já vem sendo conversado entre a liga e a NBPA (Associação Nacional de Atletas de Basquete, na sigla em inglês) em relação à questões sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

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Para o Draft deste ano, o Minnesota Timberwolves ficou com a primeira escolha geral depois da realização da loteria do Draft, ou "Draft Lottery" em inglês, no último dia 21. Neste sorteio é definido a ordem das escolhas das 14 equipes que não avançaram para os playoffs. As três franquias que fizeram a pior campanha durante a temporada regular estavam cotadas com as maiores chances de ficarem com a escolha número 1.

Os Timberwolves tinham 14% de chance de obter a primeira escolha, mesma porcentagem do Golden State Warriors e do Cleveland Cavaliers. A franquia de San Francisco, representada pelo astro Stephen Curry, ficou com a segunda escolha e a de Ohio irá selecionar na quinta posição. O Charlotte Hornets vai selecionar em terceiro, seguido pelo Chicago Bulls.

O ala-armador Anthony Edwards, da Universidade de Georgia, é considerado por especialistas como o maior prospecto do Draft de 2020. Nomes como o armador LaMelo Ball e o pivô James Wiseman também estão bem cotados para serem selecionados nas primeiras escolhas.

Campeão da NBA pelo Golden State Warriors, Leandrinho Barbosa se despediu das quadras nesta segunda-feira aos 37 anos. Pelo menos, enquanto jogador. Na mesma publicação em que anuncia seu adeus ao basquete, ele divulgou também que vai assumir um cargo técnico na franquia na qual se consagrou na liga norte-americana na temporada 2014/2015 ao levantar o troféu Larry O' Brien.

De acordo com o anúncio dos Warriors, Leandrinho assumirá um papel de ajuda no desenvolvimento de atletas (Player Mentor Coach, nome da função em inglês) da comissão técnica de Steve Kerr. Ao todo, o ala-armador passou duas temporadas em Oakland, quando foi campeão logo na primeira delas e, no ano seguinte, ajudou o time a cravar a melhor campanha da história da NBA de 73 vitórias e apenas nove derrotas na temporada regular.

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"Eu me considero um vencedor. Saí da periferia para fazer 850 jogos na maior liga de basquete do planeta e mais de 100 jogos defendendo o meu país", escreveu Leandrinho em suas redes sociais. "Estou pronto para um novo começo, uma nova caminhada, de novo com a bola laranja nas mãos. A transição será rápida, como sempre foi", completou.

"Não poderia estar mais motivado, sei que estarei rodeado de profissionais brilhantes e farei tudo que estiver ao meu alcance para colaborar com o desenvolvimento de jogadores e toda a organização. Agradeço pelo convite e pela confiança no trabalho que posso desempenhar", finalizou o brasileiro.

Em duas temporadas com o Golden State Warriors, Leandrinho teve médias de 6,7 pontos, 1,6 rebotes e 1,4 assistências em 15,4 minutos em 134 jogos regulares, além de outros 44 compromissos de playoffs. Originalmente selecionado pelo San Antonio Spurs como 28ª escolha no Draft, fez 14 temporadas na NBA e médias de 10,6 pontos, 2,0 rebotes e 2,1 assistências em 850 jogos na carreira com o Phoenix Suns, Toronto Raptors, Indiana Pacers, Boston Celtics e os Warriors.

Na temporada 2006/2007, ganhou o prêmio individual de Melhor Sexto Homem da NBA quando defendia os Suns de Steve Nash e Cia., onde também alcançou seu auge da carreira na liga com médias de 18,1 pontos e quatro assistências em 32,7 minutos por 80 jogos, 18 destes como titular. De volta ao Brasil em 2017, assinou com Franca e, posteriormente, com o Minas Clube, onde ficou até se aposentar.

A NBA comunicou nesta sexta-feira que trabalha com a possibilidade de retomada dos playoffs neste fim de semana, ainda que a programação e os detalhes não tenham sido definidos. De qualquer forma, os treinamentos das 13 equipes envolvidas na pós-temporada estão sendo retomados.

Segundo a programação divulgada pela NBA, as atividades na "bolha" montada pela liga no complexo da Disney na Flórida foram iniciadas por Toronto Raptors e Miami Heat, a partir das 10 horas locais, se encerrando com Houston Rockets, Los Angeles Lakers, Orlando Magic e Portland Trail Blazers, às 15h.

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A liga está paralisada desde quarta-feira, quando os jogadores do Milwaukee Bucks boicotaram o duelo com o Orlando Magic. Na sequência, as outras duas partidas do dia também foram suspensas - Portland Trail Blazers x Los Angeles Lakers e HoustoN Rockets x Oklahoma City Thunder.

O boicote foi um protesto contra o racismo e a brutalidade da polícia, que baleou Jacob Blake, um homem negro, com sete disparos pelas costas, em Kenosha, no Wisconsin, no domingo. O ato dos jogadores da NBA foi seguido por outras ligas americanas, com a WNBA e a MLS.

Na última quinta-feira, quando outros três jogos da NBA também não foram realizados, uma reunião definiu que os playoffs terão prosseguimento, embora membros do Los Angeles Lakers e do Los Angeles Clippers tenham chegado a defender o fim do campeonato. Além disso, os atletas cobraram dos proprietários das equipes mais ações diretas e efetivas na luta por justiça social. Agora, então, com a volta dos treinos, tudo indica que os playoffs terão prosseguimento em breve.

A direção da NBA confirmou no início da tarde desta quinta-feira que os três jogos marcados para esse dia pelos playoffs não vão mais acontecer por conta do boicote dos jogadores, que foi uma forma de apoiar os novos protestos antirracistas, reavivados depois que a polícia do estado de Wisconsin atirou sete vezes pelas costas em Jacob Blake, um homem negro, no último domingo.

O anúncio da NBA aconteceu através de um comunicado oficial de Mike Bass, vice-presidente executivo da liga, divulgado nas redes sociais e no site oficial. "Os jogos pelos playoffs de hoje (quinta-feira) não acontecerão como programados. Nós estamos esperançosos em retomar as partidas na sexta-feira ou no sábado. Haverá um encontro por videoconferência nesta tarde entre o grupo de jogadores da NBA e representantes dos 13 times que estão em Orlando, além de responsáveis pela NBA, para discutir os próximos passos", informou.

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Nesta quinta-feira, as partidas que seriam realizadas são: Toronto Raptors x Boston Celtics, pelo jogo 1 das semifinais da Conferência Leste; Utah Jazz x Denver Nuggets e Dallas Mavericks x Los Angeles Clippers, ambos pelo jogo 6 da primeira rodada do Oeste. Na quarta, os adiamentos foram dos duelos Milwaukee Bucks x Orlando Magic, Los Angeles Lakers x Portland Trail Blazers e Houston Rockets x Oklahoma City Thunder.

Mas esse anúncio da NBA não diminuíram os protestos dos jogadores. O astro LeBron James, dos Lakers, perdeu a paciência e abriu "guerra" contra o presidente Donald Trump. Ele escreveu uma nota nas redes sociais na qual pede menos palavras e mais "ação", além de convocar as pessoas para que votem nas eleições presidenciais de 3 de novembro - voto nos Estados Unidos é opcional - em busca de "mudança", claramente se posicionando contra o atual comandante do país.

"Mudança não acontece apenas com palavras. Acontece com ação e precisa acontecer agora. Crianças e comunidades em todo o país, cabe aos Estados Unidos fazerem a diferença. Juntos. É por isso que o seu voto é mais do que um voto", disse o maior nome do basquete na atualidade.

O novo caso de brutalidade da polícia norte-americana contra um homem negro e a nota da NBA que anunciou o adiamento dos quatro jogos previstos para a rodada dos playoffs de quarta-feira fizeram o astro LeBron James perder a paciência e abrir "guerra" contra o presidente Donald Trump.

O astro do Los Angeles Lakers escreveu uma nota nas redes sociais na qual pede menos palavras e mais "ação", além de convocar as pessoas para que votem nas eleições presidenciais de 3 de novembro - voto nos EUA é opcional - em busca de "mudança", claramente se posicionando contra o atual comandante do país.

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"Mudança não acontece apenas com palavras. Acontece com ação e precisa acontecer agora. Crianças e comunidades em todo o país, cabe aos Estados Unidos fazerem a diferença. Juntos. É por isso que o seu voto é mais do que um voto", disse o maior nome do basquete na atualidade.

Na quarta-feira à noite, LeBron se irritou quando a NBA publicou uma nota, considerando adiados os quatro jogos não disputados à noite entre Milwaukee Bucks x Orlando Magic, Houston Rockets x Oklahoma City Thunder e Los Angeles Lakers x Portland Trail Blazers.

Esta não é a primeira vez que LeBron emite críticas ao presidente Trump. Na semana passada, por exemplo, o jogador foi para o primeiro jogo dos Lakers pelos playoffs vestindo um boné que fazia paródia com o slogan da última campanha do presidente. Usado com frequência por Trump, o boné tinha a frase "Make America Great Again" (Faça a América Grande Novamente), mas com parte do slogan riscado e um complemento, formando a frase "Faça a América prender os policiais que mataram Breonna Taylor".

A gota d'água que causou toda a revolta de LeBron, que chegou a dizer que vivia aterrorizado em seu país por ser negro, foi violência sofrida pelo negro Jacob Blake, que foi atingido por sete tiros pelas costas, na cidade de Kenosha, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, por policiais brancos.

Depois de mais de oito anos de jejum, ou 3.016 dias exatos, o Los Angeles Lakers voltou a vencer uma partida pelos playoffs da NBA. Na noite de quinta-feira (20), a franquia da Califórnia se recuperou e derrotou com tranquilidade o Portland Trail Blazers por 111 a 88, dentro da "bolha" criada no complexo Wide World of Sports, pertencente à Disney, em Orlando, para empatar em 1 a 1 a série melhor de sete pela primeira rodada da Conferência Oeste.

No distante dia 12 de maio de 2012, ainda com Kobe Bryant em quadra, os Lakers bateram o Oklahoma City Thunder pelas semifinais do Oeste e os torcedores mal sabiam que aquela seria última vitória em playoffs até esta quinta-feira. O time ainda avançou à pós-temporada no ano seguinte, quando foi varrido por 4 a 0 pelo San Antonio Spurs logo na primeira rodada, mas a partir daí nem aos playoffs o time se classificou até encerrar a seca nesta temporada.

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Para derrotar os Blazers, os Lakers contaram com uma grande atuação de Anthony Davis. O ala-pivô fechou sua performance com um "double-double" (dois dígitos em dois fundamentos) de 31 pontos e 11 rebotes em apenas três períodos. Com isso, se tornou o primeiro atleta da franquia californiana a fazer mais de 30 pontos com menos de 30 minutos disputados em um jogo de playoffs desde Kareem Abdul-Jabbar em 1987.

Já LeBron James foi mais discreto e terminou com apenas 10 pontos, seis rebotes e sete assistências. O segundo cestinha dos Lakers foi Kentavious Caldwell-Pope, que marcou 16 pontos, sendo quatro bolas do perímetro.

Eleito o MVP da "bolha" no restante dos jogos da temporada regular, Damian Lillard fez a sua pior partida no retorno da liga pelo lado dos Blazers e terminou com 18 pontos e três rebotes - tinha feito 34 na vitória pela primeira partida da série, que terá seu terceiro duelo neste sábado.

LOTERIA DO DRAFT - Antes da partida entre Lakers e Blazers, a NBA realizou a loteria do Draft e o Minnesota Timberwolves ficou com a primeira escolha geral. O evento está marcado para o dia 16 de outubro e por conta da pandemia do novo coronavírus será feito de maneira virtual, sem a tradicional cerimônia em que os jogadores escolhidos sobem ao palco ao serem anunciados como novos jogadores das franquias.

A loteria do Draft, ou "Draft Lottery" em inglês, é o sorteio que define a ordem das escolhas das 14 equipes que não avançaram para os playoffs. As três franquias que fizeram a pior campanha durante a temporada regular estavam cotadas com as maiores chances de ficarem com a escolha número 1.

Os Timberwolves tinham 14% de chance de obter a primeira escolha, mesma porcentagem do Golden State Warriors e do Cleveland Cavaliers. A franquia de San Francisco, representada pelo astro Stephen Curry, ficou com a segunda escolha e a de Ohio irá selecionar na quinta posição. O Charlotte Hornets vai selecionar em terceiro, seguido pelo Chicago Bulls.

O ala-armador Anthony Edwards, da Universidade de Georgia, é considerado por especialistas como o maior prospecto do Draft de 2020. Nomes como o armador LaMelo Ball e o pivô James Wiseman também estão bem cotados para serem selecionados nas primeiras escolhas.

São os tênis mais caros já leiloados na história: um par de Nike Air Jordan 1, usados pela estrela do basquete Michael Jordan, foram vendidos por 615.000 dólares informou nesta quinta-feira (13) a casa de leilões Christie's de Nova York.

Os tênis, que não alcançaram o preço estimado de 650.000 a 850.000 dólares, foram usados por Jordan em 25 de agosto de 1985 em uma partida de exibição da Nike em Trieste, na Itália, onde o astro enterrou a bola com tanta força que quebrou a tabela da cesta em mil pedaços.

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O tênis do pê esquerdo tem até um pedaço de vidro da tabela preso na sola.

"Foi um momento icônico da história do esporte", declarou à AFP Caitlin Donovan, chefe de vendas da Christie's em Nova York, que organizou o leilão virtual em colaboração com a Stadium Goods.

Com este par de tênis tamanho 13,5 (46,5 no Brasil) e nas cores do Chicago Bulls (branco, vermelho e preto), Jordan anotou 30 pontos na partida.

Desde então, lembrou Donovan, a Nike criou vários modelos inspirados neste par, "mas este é o original" e os dois sapatos têm a assinatura de Jordan.

O tênis quebrou o recorde que pertencia a outro par de calçados Air Jordan 1 -o modelo mais emblemático de sua geração - fabricados para Jordan em 1985 e assinados pela lenda da NBA, que haviam sido vendidos em 17 de maio pela Sotheby's por 560.000 dólares.

"Estamos emocionados pelo forte resultado e por sermos parte outra vez de um novo recorde no leilão de sapatos", comemorou John McPheters, cofundador e diretor executivo da Stadium Goods.

O segundo dia da retomada da temporada 2019/2020 da NBA foi mais uma vez emocionante. Dentro da "bolha" criada pela liga no complexo Wide World of Sports, pertencente à Disney, em Orlando, os destaques da rodada desta sexta-feira foram os triunfos do Milwaukee Bucks e do Houston Rockets, que contaram com atuações magistrais de seus astros.

Os Bucks, que lideram a Conferência Leste, despacharam o Boston Celtics por 119 a 112 e chegaram à 54 vitória na temporada - é o time de melhor campanha das duas conferências. O astro grego Giannis Antetokounmpo foi brilhante e liderou sua equipe. Ele fez um "double-double" de 16 pontos e 15 rebotes, e também contribuiu com sete assistências. O MVP da temporada passada fez a diferença principalmente na reta final, no momento em que o time de Wisconsin mais precisou, frustrando, assim, a reação do Celtics, terceiro colocado da Leste.

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Khris Middleton (18 pontos) e Brook Lopez também foram decisivos no triunfo dos Bucks. Já pelo lado do time de Boston, o quarteto Gordon Hayward (17 pontos), Jaylen Brown (22 pontos), Kemba Walker (16 pontos) e Marcus Smart (23 pontos) foi bem, mas não o suficiente para consumar a virada.

Em outro duelo disputado em alto nível e muito equilibrado, James Harden teve atuação fenomenal e comandou o Houston Rockets na vitória por 153 a 149 sobre o Dallas Mavericks. O triunfo foi conquistado somente na prorrogação, depois de a equipe do Texas ficar por um bom tempo atrás do placar.

O "Barba" foi o nome da partida, com 49 pontos, nove rebotes, oito assistências, três roubadas de bola e três tocos. Ele contou com o auxílio de Westbrook, que anotou 31 pontos, 11 rebotes e deu oito assistências. Os dois foram essenciais para derrubar a franquia de Dallas, que, forte ofensivamente, registrou pontuação expressiva, terminando o primeiro tempo com 85 pontos, a maior marca da temporada até aqui. E os 160 pontos somados pelas duas equipes no primeiro tempo é a maior pontuação para os dois primeiros quartos dos últimos 20 anos.

Luka Doncic foi mais um a brilhar. O ala-armador esloveno, um dos melhores da liga, marcou um "triple-double" - pela 15º vez na temporada - de 28 pontos, 13 rebotes e 10 assistências. Juntos, ele, Porzingis, Hardaway Jr e Burke anotaram incríveis 122 pontos, mas os erros dos Mavericks pesaram para que a vitória escapasse no fim.

Outra partida decidida na prorrogação foi o duelo entre Portland Trail Blazers e Memphis Grizzlies, vencido pela equipe de Oregon por 140 a 135. Os dois rivais disputam diretamente a oitava vaga para os playoffs da Conferência Oeste.

CJ McCollum, dos Blazers, foi o cestinha do confronto, com 33 pontos. O astro Damian Lillard também brilhou, com 29. Pelos Grizzlies, os mais consistentes foram Jaren Jackson Jr., com 33 pontos, e Ja Morant, com 21.

A exemplo do primeiro dia do reinício da NBA, antes dos jogos desta sexta-feira, os jogadores, comissões técnicas e árbitros se ajoelharam para protestar contra a injustiça racial no momento do hino nacional dos Estados Unidos.

Nas outras partidas desta sexta-feira, segundo dia da retomada da liga, o Orlando Magic superou o Brooklyn Nets por 128 a 118, o Phoenix Suns derrotou o Washington Wizards por 125 a 112 e o San Antonio Spurs bateu o Sacramento Kings por 129 a 120.

Confira a rodada deste sábado da NBA:

Miami Heat x Denver Nuggets

Utah Jazz x Oklahoma City Thunder

New Orleans Pelicans x Los Angeles Clippers

Philadelphia 76ers x Indiana Pacers

Los Angeles Lakers x Toronto Raptors

Após um longo hiato de mais de quatro meses e meio, a temporada 2019/2020 da NBA está de volta mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. Dentro da "bolha" criada pela liga no complexo Wide World of Sports, pertencente à Disney, em Orlando, dois jogos na noite de quinta-feira marcaram a retomada da competição e em ambos a disputa foi marcada por placares apertados. Melhor para o Los Angeles Lakers, que venceu o clássico de Los Angeles contra os Clippers por 103 a 101, e para o Utah Jazz, que fez 106 a 104 no New Orleans Pelicans.

Como prometido antes do reinício do campeonato, os protestos contra o racismo aconteceram em quadra. Antes de cada uma das partidas, os jogadores das quatro equipes se ajoelharam durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos e as comissões técnicas e a arbitragem também se juntaram ao ato. Além disso, os atletas vestiram camisetas pretas com a frase "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam). Já nas camisas de jogo, os nomes dos jogadores foram substituídos por mensagens de apoio a causas sociais e movimento de justiça social.

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No duelo entre os rivais de Los Angeles, que estão na ponta da Conferência Oeste, os Lakers contaram com grandes atuações de seus astros. O ala-pivô Anthony Davis surgiu como protagonista ofensivo ao anotar 34 pontos, pegar oito rebotes e dar quatro assistências. LeBron James fez um "double-double" (dois dígitos em dois fundamentos) de 16 pontos e 11 rebotes. Os dois tiveram ainda as ajudas de Kyle Kuzma (16 pontos) e Dion Waiters (11).

Agora com 50 vitórias e 14 derrotas, os Lakers abriram ainda mais vantagem para os Clippers, que perderam pela 21.ª vez em 65 partidas. A dupla Kawhi Leonard e Paul George conseguiu manter o time vivo até o último segundo da partida, mas não conseguiu a cesta decisiva. George terminou com 30 pontos, enquanto que Leonard fez 28. Reggie Jackson também se destacou com 10 pontos.

No outro jogo da rodada, o Jazz conseguiu buscar a vitória após ter ficado mais da metade do tempo atrás no placar. O grande destaque foi Donovan Mitchell que, em 34 minutos em quadra, foi responsável por 20 pontos, cinco rebotes, cinco assistências e três roubos de bola. Rudy Gobert, que foi o primeiro caso de covid-19 na NBA, conseguiu 14 pontos, 12 rebotes e três tocos.

Pelos Pelicans, Brandon Ingram foi o melhor com 23 pontos e oito rebotes e teve a ajuda de Jrue Holiday (20 pontos, cinco rebotes, quatro assistências e três roubos de bola) e de JJ Redick (21 pontos, quatro rebotes e três assistências). Zion Williamson conseguiu 13 pontos e uma assistência.

Em quarto lugar no Oeste com 42 vitórias em 65 jogos, o Jazz já está classificado aos playoffs. Já os Pelicans se complicaram nesta briga com o revés. Somam 28 triunfos e 37 derrotas e seguem em 11.º lugar na mesma conferência.

Confira a rodada desta sexta-feira na NBA:

Orlando Magic x Brooklyn Nets

Memphis Grizzlies x Portland Trail Blazers

Phoenix Suns x Washington Wizards

Boston Celtics x Milwaukee Bucks

Sacramento Kings x San Antonio Spurs

Houston Rockets x Dallas Mavericks

Jogador mais valioso da NBA na penúltima temporada, James Harden se envolveu em uma polêmica durante o período em que os atletas estão na "bolha" da liga em Orlando, na Flórida. O astro do Houston Rockets respondeu às críticas após vestir uma máscara controversa dizendo que o artefato não se trata de uma manifestação política.

A máscara estampava a figura conhecida como "Linha fina azul", que representa a bandeira dos Estados Unidos com um linha azul delicada passando no meio. Seu significado implica nas execuções totais da lei, simbolizando a força da polícia em manter a ordem na sociedade. Tanto esta figura, como o distintivo do Justiceiro (o desenho de uma caveira), estampados na máscara usada por Harden, são relacionados a símbolos que se opõem ao movimento "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam).

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Fotos do astro usando a máscara, que cobria desde o seu nariz até toda a extensão da sua longa e característica barba, foram divulgadas pelas redes sociais oficiais da NBA e dos Rockets, o que causou bastante polêmica devido ao cenário de atos antirracistas que foram desencadeados com a morte de George Floyd por um policial branco.

"Honestamente, eu não estava tentando fazer uma manifestação política", explicou o jogador antes do treino dos Rockets nesta sexta-feira. "Eu honestamente vesti a máscara apenas porque cobriu minha cara inteira e minha barba. É bastante simples."

O primeiro treino de Harden com sua equipe em Orlando foi na última quinta-feira. Desde então, o astro tem pensado em como pode apoiar o movimento antirracista durante a retomada da liga, incluindo a possibilidade de trazer uma mensagem de causa social em sua camisa no lugar de seu nome.

"Eu estou no processo de fazer isso no momento", explicou. Em relação aos atos policiais, Harden evitou entrar em polêmica. "Há pessoas que fazem seus trabalho em alto nível, e tem péssimas pessoas em todas as profissões."

Na quinta, Harden expressou orgulho sobre a reação da cidade de Houston em relação à morte de George Floyd por um policial branco em Minneapolis, o que desencadeou protestos no mundo todo. O velório foi feito na cidade texana, onde o homem cresceu.

"A forma como a cidade inteira se uniu foi incrível. Acho que o mundo viu isso, como muitas pessoas podem se unir. Obviamente, foi por um motivo trágico, mas as caminhas e tudo mais que estamos lutando é muito poderoso", disse.

Após a videoconferência, Harden pôs sua máscara polêmica, sem consciência do que ela representa, segundo ele. "É apenas algo que cobre toda a minha barba. Eu achei que ficou maneiro. E é isso", finalizou.

Assim como aconteceu em maio com a NBB (Novo Basquete Brasil) e em junho com a LBF (Liga de Basquete Feminino), o Campeonato Brasileiro Adulto de 2020 não vai mais acontecer. Em reunião online na segunda-feira à noite com a participação dos clubes inscritos, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) decidiu pelo cancelamento da edição deste ano do torneio, já abrindo as conversas e planejamento para 2021, com data prevista para a segunda quinzena de fevereiro. A competição é a divisão de acesso ao NBB.

O Campeonato Brasileiro teria início em 15 de março com a presença de 14 clubes e foi adiado desde então por conta da pandemia do novo coronavírus. O cancelamento leva em conta o atual momento vivido pelo Brasil, com altas taxas de transmissão da covid-19 e também as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e secretarias municipais e estaduais de saúde.

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"Mais do que o campeonato, temos que prezar pela vida. Respeitamos atletas, treinadores, dirigentes, os torcedores, enfim, toda a comunidade do basquete. Tivemos a sorte do campeonato não ter começado ainda quando a pandemia estourou no Brasil e após diversas análises, conversas com o nosso departamento médico, e levando em conta o atual cenário do Brasil, decidimos pelo cancelamento. Nesse mesmo dia, já começamos a conversar com os clubes sobre a próxima edição da disputa", frisou Eli Pascoal, diretor do Campeonato Brasileiro.

A CBB já trabalha para a edição de 2021 do torneio. As inscrições estarão abertas até o dia 30 de setembro, quando todas as equipes devem confirmar participação e enviar documentação. Os participantes da reunião desta segunda-feira mostraram interesse em disputar a competição no próximo ano.

A partir das confirmações, a CBB irá divulgar o formato de disputa, que prevê a decisão no estilo Final Four, com uma sede fixa e campeão decidido em um fim de semana. A entidade manteve a parceria com a TVNSports para a transmissão dos jogos via streaming em seu canal.

Há menos de uma semana da retomada dos treinos para a temporada 2019/2020, mais nove jogadores da NBA testaram positivo para a covid-19. Agora o número total de casos sobe para 25 membros de dez equipes desde o início dos testes em 23 de junho.

"Qualquer jogador, treinador ou membro da equipe que obteve um teste positivo

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permanecerá em auto isolamento até satisfazerem os protocolos da saúde pública", disse a NBA, nesta quinta-feira, em um comunicado.

As equipes da NBA devem viajar na próxima terça-feira para Orlando, na Flórida, onde a liga planeja retomar os jogos a partir do dia 30, interrompidos em março por causa do surto do coronavírus.

Todas os jogadores, treinadores e membros das equipes vão ficar instalados na Walt Disney World, com testes diários para covid-19.

O Denver Nuggets fechou suas instalações de treinamento no fim de semana depois que dois membros da equipe testaram positivo, enquanto o New Orleans Pelicans revelou três casos da doença em seu grupo.

Os primeiros confrontos, que marcarão o reinício da temporada, foram divulgados na última sexta-feira. O Utah Jazz enfrenta o New Orleans Pelicans, às 19h30 (de Brasília). Em seguida, Clippers e Lakers entram em confronto, às 22 horas. Ambas as partidas acontecerão no dia 30 de julho.

Apesar da previsão para a volta dos jogos na NBA, o movimento de atletas contrários ao retorno tem marcado presença. Fred Vanvleet, armador do atual campeão da liga Toronto Raptors, afirmou que é uma "merda" ter que voltar às atividades em meio à pandemia do Covid-19. 

Fred deve se reunir com sua equipe, no que está sendo chamado de "bolha" pela imprensa norte americana. Com a realização dos jogos em sede única, a arena da Disney se transformou no QG da NBA. 

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"O timing é terrível, mas esse é o 2020 para nós. Todos sabemos que o certo é não jogar, é esperar um pouco mais", afirmou durante uma coletiva de imprensa. VanVleet se une a Dwight Howard, parceiro de time de Lebron nos Lakers e a Kyrie Irving, armador do Brooklyn Nets, para demonstrar publicamente o seu descontentamento com a decisão da NBA em retornar aos jogos. 

O motivo da negativa não é apenas a pandemia da Covid-19, mas também a questão racial que ganhou força após o assassinato de George Floyd. Segundo o jogador se mais atletas se unissem ele garante que ficaria de fora da liga nesta temporada. "Acho que a maioria de nós decidiu tocar. É algo que teremos que conviver. Confio que meu coração está no lugar certo e estou fazendo o suficiente para realmente mudar", disse.

No comunicado feito pela liga pra divulgar o protocolo de retomada, a NBA afirmou que atletas que decidirem não voltar não sofrerão punições.

A NBA vive tempos sem precedentes. Além de uma longa pausa em razão da pandemia do novo coronavírus, a liga - que retorna no dia 30 de julho - também lida com cenário de protestos antirracistas que tomam conta dos Estados Unidos. Com isso, a entidade estudar permitir que, quando voltarem os jogos, os jogadores, troquem seus sobrenomes estampados nas camisas por mensagens abordando causas sociais.

A informação foi compartilhada primeiramente pelo jornalista americano Shams Charania, do The Athletic and Stadium. Chris Paul, armador do Oklahoma City Thunder e presidente da Associação Nacional de Jogadores de Basquete (NBPA), confirmou que o diálogo está caminhando para que os tradicionais nomes sejam substituídos por mensagens de justiça social.

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As mensagens são só parte de uma longa lista de manifestações que os jogadores planejam fazer quando a liga retomar as atividades em Orlando, na Flórida. A NBA e a NBPA anunciaram que continuam discutindo como combater o racismo e que esse será o foco principal do reinício. As camisas personalizadas poderão trazer mensagens como "I Can't Breathe" (Não consigo respirar) e "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam), que se tornaram marcas dos atos que têm acontecido nos Estados Unidos e no mundo desde a morte de George Floyd, um ex-segurança negro de 46 anos, por um policial branco.

"Nós estamos apenas tentando continuar a jogar luz nos diferentes problemas de justiça sociais que pessoas ao redor da nossa liga continuam falando sobre dia sim, dia não", explicou Paul em declaração para o site The Undefeated. "Pessoas estão dizendo que causas sociais estarão de fora da cabeça de todo mundo em Orlando. Com essas camisas, isso não irá embora."

Diversos atletas da NBA estão envolvidos em causas sociais, seja participando de protestos presencialmente ou sendo ativos com publicações em redes sociais. Paul explica que também serão aceitas aquelas mensagens que estejam mais direcionadas a projetos de caridade e não tanto a protestos contra injustiças sociais. Ele próprio conta que ainda não sabe o que trará no lugar do seu sobrenome na camisa do Thunder.

O armador de 35 anos revela que andou falando com diversos colegas, mesmo aqueles que não são negros, mas que também apoiam a iniciativa. Paul diz que os jogadores não serão forçados ou pressionados a usarem camisas com tais mensagens personalizadas. Também haverá sugestões àqueles que procuram por uma causa para apoiar.

O comissário da NBA, Adam Silver, disse em entrevista durante a semana que a liga "tem trabalho a fazer" para progredir em contratar afrodescendentes para cargos notáveis e que existe a necessidade de uma diversidade, que tem sido frequentemente discutida em reuniões com dirigentes das franquias.

A NBA, liga norte americana de basquete, anunciou nesta quinta-feira (26) uma data para o reinício da temporada 2019/2020, paralisada por conta da pandemia de Covid-19. No dia 30 de julho, a bola laranja volta a subir.  A decisão foi tomada em conjunto.

A liga e a associação de jogadores se uniram, debateram e chegaram a um consenso. A principal mudança também foi anunciada. Os jogos acontecerão apenas em um local, um complexo esportivo da Disney, sem público. 

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Existe, porém, um grupo de atletas que deve optar por não retornar aos jogos, até mesmo como forma de protesto envolvendo a questão racial. O grupo é liderado por Kyrie Irving, armador do Brooklyn Nets.

No mesmo comunicado a NBA afirma que a questão será tema frequente durante a retomada, com promessas de ações para inclusão. Os jogadores que não retornaram não receberão qualquer tipo de sanção.

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