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Sem lutar desde que enfrentou em uma luta de boxe o irlandês Conor McGregor, astro do UFC, em agosto de 2017, o norte-americano Floyd Mayweather anunciou na noite de quinta-feira (21), por intermédio das redes sociais, que vai voltar a lutar. Informou inclusive que o evento será em parceria com Dana White, presidente do UFC.

"Eu e Dana White estamos trabalhando juntos para trazermos ao mundo um evento espetacular em 2020", limitou-se a dizer o post, sem revelar se será uma luta de boxe, de MMA ou um novo "evento" como aconteceu diante de McGregor.

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Floyd Mayweather, com uma invencibilidade de 50 lutas diante de boxeadores que estejam na ativa, também postou uma foto com calção e faixas nas mãos, mas sem luvas, dizendo que deixará a aposentadoria em 2020.

Além de Conor McGregor, hipotético preferencial adversário de Floyd Mayweather, nomes como o russo Khabib Nurmagomedov, campeão no UFC, e o filipino Manny Pacquiao pedem publicamente pela chance de medirem forças contra o boxeador norte-americano.

O técnico Mano Menezes, do Palmeiras, realizou na manhã desta quinta-feira (21) um treino tático na Academia de Futebol em que testou variações na formação titular para o jogo do próximo domingo contra o Grêmio, às 16 horas, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. Entre as principais experiências no trabalho estão as participações no time do meia Lucas Lima e do atacante Borja.

Após a realização do aquecimento, Mano reuniu os jogadores para treinar saída de bola e a recomposição defensiva. Os zagueiros não participaram desta etapa da atividade. A formação utilizada inicialmente contou com Marcos Rocha, Diogo Barbosa, Thiago Santos, Bruno Henrique, Lucas Lima, Dudu, Zé Rafael e Borja. O meia Gustavo Scarpa e o atacante Deyverson cumpriram treinos em separado dos demais.

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Já na parte final da atividade, o treinador testou diversas variações. Os meias Matheus Fernandes e Ramires, além do atacante Luiz Adriano, foram posicionados no time titular. Quem não participou do treino foi o volante Felipe Melo, com edema na panturrilha esquerda, assim como o zagueiro Antônio Carlos e o volante Jean, que realizaram trabalhos específicos na área interna.

A equipe volta aos trabalhos nesta sexta-feira, também na Academia de Futebol. Para o jogo contra o Grêmio, o clube já vendeu 19 mil ingressos. O time precisa vencer, pois qualquer outro resultado vai dar ao Flamengo o título antecipado do Brasileirão.

Com 68 pontos na vice-liderança da competição, a equipe alviverde está 13 atrás do time carioca, que fará neste sábado, contra o River Plate, em Lima, no Peru, a final da Copa Libertadores. Com isso, o clube rubro-negro poderá se sagrar campeão nacional mesmo sem entrar em campo pelo torneio neste final de semana - o seu duelo pela 34ª rodada, contra o Vasco, no Maracanã, foi antecipado para o último dia 13.

O Mundial de Futebol de Areia começa nesta quinta-feira (21), em Assunção, no Paraguai, e vai até o dia 1º de dezembro. O torneio conta com 16 seleções, divididas em quatro grupos. A seleção brasileira buscará o hexacampeonato da competição, que é realizado sob a chancela da Fifa.

O Brasil, atual campeão do mundo da modalidade, está no Grupo D e fará sua estreia na sexta-feira contra Omã. No domingo, o duelo será contra Portugal e, para fechar a primeira fase, enfrentará a Nigéria no dia 26. Os dois melhores de cada chave disputarão as quartas de final, no dia 28. Os classificados para as semifinais jogam no dia 30 de novembro e a grande final será realizada em 1.º de dezembro.

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O Mundial de Futebol de Areia volta a ser disputado na América do Sul, depois de a última edição, em 2017, ter sido realizada nas Bahamas. Entre 1995 e 2004, antes de o campeonato ser organizado pela Fifa, o Brasil sempre foi o país-sede. O País também recebeu o evento quando a entidade passou a chancelar a modalidade, em 2005, e continuou até 2007. Depois outros países sediaram o evento: França (2008), Dubai (2009), Itália (2011), Taiti (2013), Portugal (2015) e Bahamas (2017).

Após a edição no Paraguai, a Rússia receberá o Mundial de Futebol de Areia em 2021. O país - junto com Brasil, Portugal e Itália - é um dos favoritos na disputa pelo título. Bicampeões, os russos venceram o Brasil na final de 2011 e a Espanha na decisão de 2013.

Destaque da seleção brasileira, o atacante Rodrigo - finalista na escolha de melhor jogador do mundo e escolhido para a seleção com os cinco maiores jogadores do ano - disputou competições russas pelo BSC Kristall. O jogador foi artilheiro da Copa da Rússia, com dez gols.

"Muitas equipes evoluíram nos últimos tempos. Será um campeonato muito disputado. Portugal e Rússia são adversários de tradição e que sempre mostram um belo futebol. Mas estamos preparados para enfrentar todas as equipes da mesma forma, dando nosso melhor, em busca do hexa para o Brasil", disse Rodrigo.

Outro destaque da equipe brasileira é o goleiro Mão, atleta que mais disputou jogos em Mundiais. Foram 46 partidas e o jogador poderá atingir a marca de 50 duelos na competição. "Alegria demais em chegar nessa marca. Mas, acima de tudo em defender a seleção mais uma vez. Estou super feliz e extremamente motivado para disputar essa Copa do Mundo, que será a minha décima. O grupo está muito focado em fazer uma grande competição", diz Mão.

DESAFIO DE MANTER HEGEMONIA - O Brasil tem nove títulos do Mundial antes da chancela Fifa e cinco após a entrada da entidade na modalidade. Um dos líderes do time ao lado do goleiro Mão, o defensor Bruno Xavier confia que será possível manter a hegemonia na modalidade com mais um troféu de campeão. "Sabemos da nossa responsabilidade, pois só de vestir essa camisa e representar o nosso país, já é nosso maior desafio. Claro que estamos preparados para defender o título e vamos juntos com a nação brasileira", disse.

O técnico do time brasileiro, Gilberto Costa, foi eleito o melhor treinador em premiação realizada no dia 9 pela Beach Soccer World Wide. Desde 2016 no comando da seleção, o carioca venceu 93 dos 94 jogos disputados. A única derrota foi para a seleção russa na Copa Intercontinental de Dubai, em 2018. Foram 17 competições disputadas e 16 títulos conquistados.

Gilberto destaca a reta final da preparação da seleção para a disputa do Mundial. "Foco nos três primeiros jogos: Omã, Portugal e Nigéria. E, como estamos há quatro anos juntos, iremos apresentar novos posicionamentos e jogadas de bola parada. A equipe tem total consciência que os resultados obtidos nos últimos anos não garantem uma nova conquista. Então, estaremos prontos para todas as dificuldades."

O Brasil disputará este Mundial contando com os goleiros Mão e Rafa Padilha; com os defensores Antonio, Bruno Xavier, Catarino, Filipe e Rafinha Amorim; e com os atacantes Bokinha, Datinha, Lucão, Mauricinho e Rodrigo.

Confira as chaves e os participantes do Mundial de Futebol de Areia:

Grupo A - Paraguai, Japão, Suíça e EUA

Grupo B - Uruguai, México, Itália e Taiti

Grupo C - Bielo-Rússia, Emirados Árabes, Senegal e Rússia

Grupo D - Brasil, Omã, Portugal e Nigéria

Nesta quarta-feira (20), o ex-jogador Walter Casagrande polemizou ao fazer uma postagem na sua conta oficial do Instagram. Casagrande compartilhou um vídeo com o trecho de uma entrevista do ator Morgan Freeman, e na legenda escreveu que o Dia da Consciência Negra, celebrado hoje, não existe. O vídeo é famoso nas redes socias e tratado tanto como piada, como um exemplo de "relativização" do racismo.

"Não existe dia da Consciência Negra, branca, indígena e todos os dias são dias de Consciência Humana!", declarou Casagrande. Após a publicação na rede social, diversos internautas criticaram Casagrande. "Quem diria... Um cara até certo ponto tão esclarecido, manda uma dessa... Milita por um causa tão nobre, e cospe na outra... Postagem lamentável", detonou um dos usuários do Instagram

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Embora tenha recebido inúmeras críticas, o comentarista esportivo da TV Globo não se pronunciou sobre o assunto.

Confira:

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O volante Sandry e o atacante Kaio Jorge voltaram com moral ao dia a dia do Santos. Campeões do Mundial Sub-17 com a seleção brasileira no último domingo, os dois se reapresentaram na terça-feira (19) e nesta quarta revelaram que tiveram uma grande acolhida de seus companheiros e do técnico argentino Jorge Sampaoli, de quem esperam ter mais oportunidades no time principal.

"Título é importante, dá moral aqui no Santos, estamos focados aqui. Sánchez sempre brinca com a gente, que jogou Copa, agora brincamos que temos Mundial. É outra cabeça, mais maduros, tenho certeza que professor Sampaoli nos vê com outros olhos", afirmou Kaio Jorge, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, lembrando da "provocação" do volante uruguaio Carlos Sánchez.

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O atacante foi o artilheiro da seleção brasileira e Chuteira de Bronze no Mundial Sub-17 com cinco gols. No Santos, no entanto, ainda teve muitas oportunidades com Sampaoli, que só o utilizou cinco vezes nesta temporada, sendo a última delas no final de maio.

O atacante e Sandry são bem avaliados pelo treinador, mas eram analisados como "crus" antes da competição mundial. "Chegamos aqui com tudo mundo brincando: 'Caraco, jogavam Copinha e agora são campeões do mundo'. Vamos trabalhar para quem sabe receber oportunidade do treinador. Ele nos parabenizou pelo campeonato, pela campanha. Desde que chegamos fomos os mais novos, mas tivemos ambição e vontade de jogar. Desde o começo buscamos, trabalhamos e esperamos a oportunidade para estar pronto e não sair mais", disse o volante.

A dupla vive a expectativa de ser relacionada para o jogo contra o Cruzeiro, neste sábado, às 21 horas, na Vila Belmiro, pela 34.ª rodada do Campeonato Brasileiro. A tendência é que apenas Kaio Jorge fique à disposição do treinador argentino.

No Santos, Kaio Jorge tem a concorrência de Eduardo Sasha, o titular, e também de Uribe, primeira opção no banco de reservas para a vaga de camisa 9 e que ainda não engrenou no clube. Em meio à falta de oportunidades, o garoto foi utilizado em alguns jogos da base antes do Mundial, mesmo integrado ao time profissional.

Há meio século, no dia 19 de novembro de 1969, uma quarta-feira de rodada do extinto Torneio Roberto Gomes Pedrosa, saiu o gol mais esperado de Pelé, o milésimo. A partida entre Vasco e Santos, realizada no Maracanã naquela noite, entrou para a história do futebol. Ainda hoje, o lance é lembrado em detalhes. Aos 34 minutos do segundo tempo, Pelé correu para receber passe em profundidade de Clodoaldo e foi derrubado dentro da área. O árbitro Manoel Amaro de Lima marcou pênalti. Não havia VAR nem tantas câmeras no campo.

A expectativa pelo milésimo gol de Pelé atravessou fronteiras e se tornou um fenômeno internacional. Jornalistas estrangeiros vieram ao Brasil para acompanhar o milésimo gol. "É um acontecimento que interessa a todos", justificavam. A expectativa era tanta que emissoras de TV fizeram a transmissão da partida mesmo diante de uma proibição imposta pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos), atual CBF. Explica-se o motivo pelo qual o milésimo gol de Pelé era tão aguardado pelos torcedores: ele quase foi marcado no Recife, em João Pessoa saiu o 999.º e em Salvador um chute no penúltimo minuto de jogo bateu na trave. Goleiros tentavam impedi-lo.

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Depois de muita reclamação dos jogadores do Vasco, principalmente do goleiro Andrada, o Rei do Futebol, enfim, pôde partir para a cobrança. "O Maracanã lotado estava gritando meu nome. Fiquei nervoso. Quando ajeitei a bola, os jogadores do Santos foram todos para o meio de campo. Pedi ajuda a Deus, a Nossa Senhora...", contou ao Estado o Rei do Futebol, com detalhes de uma história única de meio século.

Vários fotógrafos estavam atrás do gol. Pelé esperou com os braços na cintura pelo momento decisivo. Ele ajustou os meiões e partiu para a cobrança. Da entrada da área, ele andou devagar, exatos cinco passos com direito a uma "paradinha", até chutar a bola com o pé direito, rente à trave esquerda de Andrada. O goleiro acertou o lado e quase defendeu, mas a bola cruzou a linha às 23h17. "A bola branca atravessou a linha de gol aos 34 minutos, 12 segundos e 9 décimos, para estabelecer uma ponte entre a realidade e a fantasia: o milésimo gol de Pelé", publicou o Estado no dia 20 de novembro de 1969.

A reação de Pelé foi instintiva. Assim que estufou a rede, o Rei foi direto ao gol para pegar a bola e beijá-la e acabou cercado por fotógrafos, cinegrafistas e repórteres, enquanto seus companheiros de Santos, liderados pelo capitão Carlos Alberto Torres, o esperavam no meio do gramado. Depois de simplesmente "sumir", ele apareceu no ombro da multidão, levantou a bola para o céu do Rio de Janeiro e dedicou o gol às crianças mais desfavorecidas do Brasil.

"Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas... Volto a lembrança para as criancinhas pobres, necessitadas de uma roupa usada e de um prato de comida. Ajudem as crianças desafortunadas, que necessitam do pouco de quem tem muito... Pelo amor de Deus, o povo brasileiro não pode perder mais crianças", desabafou Pelé.

À época, Pelé chegou a ser chamado de demagogo. Agora, 50 anos depois, ele vê a situação das crianças brasileiras ainda pior. "Não era tão grave como é agora. As crianças eram mais bem tratadas lá atrás. Agora estão matando e abusando delas. Então, eu estava certo".

O jogo parou, assim como o Brasil. Não havia regras para aquele momento especial. Nos ombros de Agnaldo e Carlos Alberto, o Rei do Futebol deu a primeira volta olímpica no Maracanã. Quando o locutor anunciou a sua substituição por Jair Bala, ouviu-se vaias. Na sequência Pelé surgiu vestindo uma camisa do Vasco, branca com uma faixa preta na diagonal. O Maracanã veio abaixo.

As vaias, então, foram abafadas por aplausos. O Rei deu nova volta olímpica. Quando terminou, ainda restavam dez minutos de jogo, mas o público, satisfeito, já começava a deixar o estádio.

O GOLEIRO DO MILÉSIMO - O argentino Andrada, goleiro do Vasco, não conseguiu defender aquele histórico pênalti em 19 de novembro de 1969. Apelidado de "Gato", ele foi um dos pilares do Rosario Central na década de 1960 antes de se transferir para o clube carioca, onde jogou de 1969 a 1975. Depois de passar um ano no Vitória (1976), ele voltou à Argentina para defender o Colón (1977-1979) e o Renarto Cesarini (1982). Também vestiu a camisa da seleção argentina na Copa América da Bolívia de 1963. Andrada morreu em 3 de setembro de 2019, aos 80 anos.

GOL DE PLACA - O jogo foi uma festa do começo ao fim. Antes do apito inicial, um dos vestiários do Maracanã recebeu uma placa e o nome de Pelé, em homenagem ao golaço marcado pelo Rei contra o Fluminense em 1961 - o lance, inclusive, deu origem à expressão "gol de placa". Uma das cabines de transmissão também passou a ter o nome de Pelé.

HOMENAGENS - Meio século depois do seu milésimo gol, o Rei do Futebol recebeu no Museu Pelé o presidente do Santos, José Carlos Peres, e craques do passado que atuaram com ele no Santos, como Dorval, Mengálvio, Pepe e Clodoaldo. Todos queriam abraçá-lo. Ele admitiu ao Estado ter chorado de emoção. "Vê-los me fez chorar escondido. Todos jogaram comigo no Santos. Foi uma surpresa maravilhosa. O mais importante na vida é ter alguém dizendo que te ama, que te respeita, que agradece sua companhia. Isso é o maior prêmio".

Pelé recebeu uma placa comemorativa pelos 50 anos do milésimo gol. O texto diz: Um lance que mudou a história do futebol. Um homem, um goleiro e uma bola. Por um milésimo, o mundo vestia um manto branco. Há 50 anos, o maior de todos os tempos marcava o gol e dedicava ao futuro.

FICHA TÉCNICA - Pouco se fala sobre o placar do jogo do milésimo gol de Pelé. Santos e Vasco já estavam eliminados do Torneio Roberto Gomes Pedrosa e o resultado não tinha mais influência na campanha dos dois clubes. O time paulista venceu por 2 a 1.

VASCO - Andrada; Fidélis, Moacir, Renê e Eberval; Fernando, Buglê, Benetti e Acelino (Raimundinho); Adílson e Danilo Menezes (Silvinho). Técnico: Célio De Souza.

SANTOS - Agnaldo; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Djalma Dias (Joel Camargo) e Rildo; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé (Jair Bala) e Abel. Técnico: Antoninho.

GOLS - Renê (contra), Pelé e Benetti.

ÁRBITRO - Manoel Amaro de Lima.

PÚBLICO - 65.157 torcedores.

LOCAL - Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Esquiva Falcão vai lutar dia 2 de fevereiro, em Haikou, na China, diante do chinês Ainiwaer Yilixiati. O brasileiro recebeu, nesta segunda-feira (18), uma oferta "irrecusável" do empresário Bob Arum. Sua bolsa pela participação no combate será cinco vezes maior do que as que recebeu anteriormente.

Em caso de vitória, o brasileiro tem a orientação de Arum para desafiar ainda em cima do ringue o japonês Ryota Murata, campeão pela Associação Mundial de Boxe. O duelo de Esquiva terá transmissão ao vivo para toda a Ásia. Nos Estados Unidos, o combate vai ser exibido pela ESPN, enquanto no Brasil ainda não há um canal com os direitos de imagem para exibir o embate adquiridos.

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A luta de Esquiva será na véspera do Super Bowl, evento esportivo de maior audiência no mundo, e que também será transmitido pela ESPN. E uma vitória do brasileiro sobre Ainiwaer Yilixiati teria grande repercussão por todo os Estados Unidos.

O evento na China contará como luta principal a apresentação do invicto mexicano Gilberto Ramirez, que também é treinado por Robert Garcia. Esquiva não vai vir mais para o Brasil para passar as festas de fim de ano, como estava inicialmente programado que ocorreria. Bob Arum vai pagar as passagens da mulher e do filho do lutador nacional para os Estados Unidos, e assim o seu treinamento para este desafio não será interrompido neste período.

Esquiva vai viajar para a China duas semanas antes do combate e uma equipe de sparrings vai ser colocada à disposição do brasileiro, que é sexto colocado da Federação Internacional e Conselho Mundial de Boxe, assim como é o atual 15.º colocado no ranking da Organização Mundial de Boxe. Toda esta parte do treinamento vai ser acompanhada pelo conselheiro Sergio Batarelli.

Para evitar qualquer pressão fora do ringue, a pedido de Batarelli, Bob Arum garantiu que os três jurados da luta e o árbitro serão todos norte-americanos. Em caso de uma derrota contestada de Esquiva, o lendário empresário garante que a carreira do brasileiro não será prejudicada.

Yilixiati, de 26 anos, não está ranqueado em nenhuma organização importante do boxe mundial. Trata-se de um lutador com boa resistência e com boa pegada, mas sem a mesma experiência de Esquiva.

Na última chance de terminar 2019 deixando uma boa impressão, a seleção brasileira enfrenta a Coreia do Sul, nesta terça-feira (19), a partir das 10h30 (horário de Brasília), em amistoso marcado para Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, no Estádio Mohammed Bin Zayed, onde também buscará encerrar o seu jejum de vitórias.

Após faturar o título da Copa América, disputada em solo nacional, em julho, a seleção brasileira não venceu mais. E não foi por falta de oportunidades, afinal, a equipe entrou em campo para cinco amistosos desde então, com derrotas para Peru e Argentina, e empates contra Colômbia, Senegal e Nigéria.

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Os resultados ruins e o futebol fraco apresentado dentro de campo nesses compromissos aumentaram a pressão sobre Tite, especialmente após a seleção ser dominada pela Argentina na última sexta-feira, em amistoso disputado em Riad, na Arábia Saudita, onde perdeu por 1 a 0. "Desesperado não estou. Sou um cara muito feliz e realizado. Sei das pressões, mas não tem desespero. Sou um cara bem resolvido em relação a isso. Tem a busca de fazer um grande jogo, fazer um grande espetáculo, que a gente ganhe e jogue muito. Que a Coreia jogue muito, mas a gente saia vencedor", disse Tite.

O treinador, que não pode contar com Neymar nesta Data Fifa, tem um desfalque por lesão, do lateral-esquerdo Alex Sandro, que havia sido titular no clássico sul-americano. A sua vaga vai ser ocupada por Renan Lodi, mas as alterações não vão se resumir a essa, pois Tite decidiu fazer outras quatro trocas. A principal delas se dará no meio-campo, com a entrada de Fabinho, destaque do Liverpool, assumindo a vaga que parecia ser cativa de Casemiro. Ele terá a companhia de Arthur no setor, assim como de Lucas Paquetá, embora o jovem do Milan tenha sido bastante criticado por sua atuação contra a Argentina, sendo substituído no intervalo.

Além da entrada de Alex Sandro, a defesa contará com outra novidade, o zagueiro Marquinhos, que substituirá Thiago Silva e formará dupla com Eder Militão, que receberá nova chance como titular. Já no ataque, o único mantido por Tite em relação ao time que iniciou o duelo com a Argentina vai ser Gabriel Jesus, ainda que o jogador do Manchester City tenha perdido um pênalti quando o amistoso estava empatado em 0 a 0. O treinador, então, resolveu apostar em Philippe Coutinho e Richarlison.

As trocas ocorrem em um momento de contestação a Tite e também na última chance para o treinador realizar testes mais radicais, pois as Eliminatórias Sul-Americanas começarão em março, para quando se espera que a seleção conte com um time-base mais consolidado para buscar a sua classificação à Copa do Mundo de 2022 no Catar.

O conservadorismo nas escalações, aliás, tem sido a principal razão das críticas ao trabalho do treinador, com a avaliação de que ele tem realizado com lentidão a renovação da equipe, pois até convoca jogadores promissores, como Rodrygo, mas prefere apostar na utilização de veteranos, como Willian e Thiago Silva, ambos agora sacados da equipe. "Rodrygo é com calma. O fato até de ter entrado no jogo (contra a Argentina) foi um plus extraordinário. Estão entrando atletas mais rodados, que tem naturalidade maior. Tem o momento certo para fazer a coisa certa. Com 58 anos e tenho que ter responsabilidade, não posso exigir que um garoto de 18 anos tenha essa maturidade", justificou Tite.

Adversário do Brasil, a Coreia do Sul dá uma pausa na sua participação nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2022 para fazer um teste contra a equipe de Tite. Na última quinta-feira, empatou por 0 a 0 com o Líbano, resultado que a deixou na liderança do seu grupo na segunda fase do qualificatório, com oito pontos somados em quatro jogos.

A Coreia do Sul é dirigida pelo técnico português Paulo Bento, com passagem apagada no futebol brasileiro pelo Cruzeiro. O time tem o meio-campista Heung-Min Son, do Tottenham, como seu capitão e principal estrela, estando invicto desde janeiro, com cinco vitórias e quatro empates após ser eliminada nas quartas de final da Copa da Ásia com a derrota por 1 a 0 para o Catar. As seleções se enfrentaram pela última vez em outubro de 2013, com o Brasil ganhando o amistoso disputado em Seul por 2 a 0, com gols de Neymar e Oscar.

Cruzeiro e Avaí empataram, sem gols, nesta segunda-feira (18) à noite, no Mineirão, em duelo pela 33.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado tirou o time mineiro da zona de rebaixamento e derrubou o lanterna Avaí para a Série B.

Porém, a 15ª igualdade na competição nacional pode prejudicar o Cruzeiro nas próximas rodadas, pois a equipe terá pela frente Santos (fora), CSA (casa), Vasco (fora), Grêmio (fora) e Palmeiras (casa). Os mineiros, com 36 pontos, brigam com Fluminense (35), Ceará (36), Botafogo (36) e CSA (29) para fugir das últimas posições. O Avaí, com 18, está rebaixado, caminho que deve ser seguido pela Chapecoense, com 25 pontos.

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Os primeiros vinte minutos foram todos do Cruzeiro. O time mineiro teve 73% de posse de bola e concentrou seus jogadores no campo do adversário. O problema foi a falta de qualidade técnica deles para furar o bloqueio do Avaí, equipe com a defesa mais vazada do campeonato (51 gols) ao lado do Goiás. Os comandados de Abel Braga abusaram dos cruzamentos e facilitaram o trabalho dos grandalhões zagueiros Marquinhos Silva e Kunde.

O Avaí só foi incomodar Fábio aos 21 minutos, com um chute de longa distância do Lourenço. Aos 24, o lance mais bonito do primeiro tempo. Lourenço cruzou da direita e Vinícius Araújo acertou uma bela bicicleta, mas a finalização foi em cima do goleiro cruzeirense. Sem criatividade, o Cruzeiro seguiu levantando bolas na área do Avaí. Sem sucesso o jeito foi arriscar com chute de longa distância, mas faltou competência.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com o mesmo domínio de bola, mas, mais ansioso, aumentou o número de passes errados. Além disso, nenhum jogador demonstrou capacidade para fazer uma jogada individual para quebrar o bloqueio adversário.

Ao perceber isso, Abel, que colocara Pedro Rocha no intervalo, não demorou para trocar David por Fred, que era cotado para ser titular, mas teve de cuidar do filho doente na tarde desta segunda-feira e começou o jogo no banco.

O goleiro Vladimir só teve de fazer uma defesa aos 18 minutos, com um chute despretensioso de Pedro Rocha. O Avaí, por sua vez, encontrou espaço para arriscar duas vezes de longe e fez Fábio fazer duas boas defesas.

Aos 33, desesperada, a torcida do Cruzeiro exigiu "raça", chamou o time de "pipoqueiro" e ameaçou: "Se o Cruzeiro não ganhar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar". Em campo, aos 35, após o 17.º escanteio, Cacá obrigou Vladimir a fazer mais uma defesa.

Os minutos finais foram muito nervosos. Os jogadores reclamaram demais do árbitro. O Avaí até se aventurou mais no ataque e o Cruzeiro perdeu a maior chance do jogo, aos 46 minutos, quando Thiago Neves recebeu cruzamento de Dodô e cabeceou para fora. Aos 50, de longe, Dodô arriscou e Vladimir pegou firme.

Na 34ª rodada, o Cruzeiro vai visitar o Santos, sábado, às 21 horas, na Vila Belmiro. No dia seguinte, o Avaí jogará na Ressacada, às 19h, contra a Chapecoense.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 0 X 0 AVAÍ

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Dodô; Henrique, Éderson (Robinho), Marquinhos Gabriel (Pedro Rocha) e Thiago Neves; David (Fred) e Sassá. Técnico: Abel Braga.

AVAÍ - Vladimir; Lourenço, Marquinhos Silva, Kunde e Igor Fernandes; Luanderson (Wesley), Pedro Castro, Richard Franco e Luan Pereira (Matheus Barbosa); Caio Paulista (Matheus Lucas) e Vinícius Araújo. Técnico: Evando Camillato.

ÁRBITRO - Diego Pombo Lopez (BA).

CARTÕES AMARELOS - Thiago Neves, Igor Fernandes, Pedro Rocha, Vinícius Araújo e Fred.

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

O UFC se despediu do Brasil neste ano com o evento em São Paulo no último sábado (16). Nele, o show foi de Charles do Bronx, que ganhou por nocaute de Jared Gordon, levantando os 10.344 torcedores que lotaram o ginásio do Ibirapuera. Já Mauricio Shogun empatou com Paul Craig e Ronaldo Jacaré foi superado por Jan Blachowicz.

Segundo David Shaw, vice-presidente sênior do UFC, o ano de 2020 terá a mesma configuração de eventos no Brasil. "Teremos um pay-per-view e dois Fight Night. Ainda não definimos os locais, mas sempre queremos estar em São Paulo, então estamos vendo a situação do Ibirapuera. Nossa ideia é ir para as grandes metrópoles, mas também para cidades menores onde nunca estivemos", disse em entrevista ao Estado.

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Não está descartado um grande evento em estádio brasileiro no próximo ano. O UFC também vai continuar desenvolvendo o esporte em outros países da América Latina. Para Shaw, o Brasil é muito importante. "O que fazemos no Brasil precisa ser replicado na Austrália, China, Canadá, outros territórios. Aqui nós dobramos nossa base de fãs em cinco anos, o que é incrível", afirmou.

O sucesso do UFC no Brasil contribui para ter bons atletas representando o País. "São 101 lutadores brasileiros no UFC, a maior marca da história. E 34 deles estão ranqueados no Top 15. Não tem outro país como esse", revelou Shaw.

No UFC São Paulo, por exemplo, o experiente Jacaré acabou sendo derrotado. Outra lenda do Ultimate, Mauricio Shogun, ficou no empate em sua luta. Além deles, lutadores como Wanderlei Silva, Vitor Belfort e o próprio Anderson Silva, que ainda tem mais alguns combates assinados com o UFC, já não têm a mesma relevância de antes.

Mas a nova geração está aí para ocupar seu espaço e substituir os grandes campeões. Amanda Nunes, por exemplo, é dona de dois cinturões na divisão feminina. "Muitos atletas aparecem e o surgimento deles é importante", comentou Shaw, que sabe que novos ídolos brasileiros estão surgindo em muitos cantos do País.

Herói na semifinal do Mundial Sub-17 com a seleção brasileira, Lázaro voltou a brilhar na grande decisão do torneio contra o México neste domingo (17), marcando o gol que deu ao País o seu quarto título da categoria na vitória por 2 a 1, neste domingo, no estádio Bezerrão, na cidade-satélite do Gama (DF).

Se diante da França, na fase anterior, ele foi o responsável pelo gol da vitória por 3 a 2, era natural que o público de mais de 14 mil pessoas que lotou o pequeno estádio gritasse por seu nome após o gol inaugural da partida, marcado pelo mexicano González, aos 20 minutos do segundo tempo.

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Em campo logo depois, o atacante do Flamengo, que já conta com uma multa de aproximadamente R$ 370 milhões e tem status de futura joia do clube carioca, motivou os gritos de "eu acredito" advindos das arquibancadas. Para ele, tal confiança já estava entronizada. "Quando entrei, estava confiante que ia fazer o gol do título. E Deus me abençoou", contou o jogador, ainda no campo de jogo, após a premiação.

A felicidade de Lázaro neste domingo por pouco não se concretizou, pois o jogador não estava na lista inicial do técnico Guilherme Dalla Déa. Só acabou entrando depois do corte de Juan, do São Paulo, por lesão.

"Tenho tido a sorte de em decisões estar sempre presente para ajudar a equipe. E ser campeão do mundo, ainda mais dentro de casa, quando saímos perdendo, e poder fazer o gol do título, foi muito importante", comentou o flamenguista, que é artilheiro do Campeonato Brasileiro da categoria, com 15 gols.

Capitão da equipe e responsável por erguer o troféu do Mundial no protocolo da Fifa, o zagueiro Henri lembrou das dificuldades enfrentadas antes do torneio e exaltou o poder de recuperação da equipe, eliminada no qualificatório e presente na competição apenas por ser país-sede. "A gente bateu na trave duas vezes, no Sul-Americano Sub-15 e Sub-17, mas acabamos tendo nova chance e, no fim, terminamos campeões dentro de casa", lembrou o jogador do Palmeiras.

Onze minutos mudaram o destino da seleção brasileira no Mundial Sub-17 neste domingo. Com um gol aos 38 e outro aos 47 do segundo tempo, o Brasil virou o jogo contra o México, no estádio Bezerrão, na cidade-satélite do Gama (DF), e levou o seu quarto título na categoria com o placar de 2 a 1.

Como acontecera diante da França nas semifinais, o time do técnico Guilherme Dalla Déa foi buscar um resultado que parecia perdido e, com gols de Kaio Jorge, em cobrança de pênalti, e o predestinado Lázaro (também autor do gol decisivo sobre a França na semifinal) chegou ao título com sete vitórias em sete jogos.

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A taça conquistada no Distrito Federal é a quarta da seleção brasileira, que já havia sido campeã nos anos de 1997, 1999 e 2003, devolvendo a derrota para os mexicanos de 2005, em final perdida no Peru. O maior campeão da história do Mundial Sub-17 ainda é a Nigéria, que levou o título em 1985, 1993, 2007, 2013 e 2015.

Para chegar à decisão, com um nível de rendimento que foi crescendo durante o torneio, a equipe anfitriã venceu ainda a desconfiança geral que havia antes do evento, do qual o Brasil só participou por conta da mudança de última hora da sede. A competição seria realizada no Peru, para a qual o time nacional não havia obtido vaga por intermédio do Sul-Americano da categoria. No fim, com a desistência dos peruanos, acabou competindo como país-sede.

O primeiro tempo do jogo foi quase todo da equipe brasileira, que chegava à decisão com 100% de aproveitamento, com seis vitórias, e produzia ótimas movimentações. Desde a primeira grande chance, aos 13 minutos, com Gabriel Verón perdendo arremate, quase na pequena área, após ótimo cruzamento de Yan.

Com maior posse de bola, os garotos mexicanos eram bem menos incisivos e davam muitos espaços para o trio ofensivo da equipe anfitriã do torneio. Gabriel Verón, Kaio Jorge e João Peglow continuavam abusando da velocidade e toques de bola rápidos e envolventes.

No momento de maior pressão, Peglow, com passe preciso de Kaio Jorge, que fez linda jogada pela esquerda da entrada da área, mandou chute que explodiu na trave do goleiro Garcia, aos 16 minutos.

Os mexicanos conseguiram conter um pouco mais a velocidade brasileira na parte final da primeira etapa, que terminou com o placar em branco e a sensação de que a equipe dona da casa havia abusado do direito de perder oportunidades de gol.

Na volta do intervalo, os comandados de Guilherme Dalla Déa retomaram o ritmo inicial e quase inauguraram o marcador. Aos 16 minutos, Garcia espalmou chute de longe de longa distância Patrick, e aos 18, Peglow desperdiçou nova chance, mandando chute na rede pelo lado de fora.

A abertura do placar parecia muito próxima para o Brasil, só que foi o México a movimentar o marcador primeiro, quando o capitão Pizzuto levantou bola na área, aos 20 minutos. O atacante Bryan González subiu, às costas de Patrick, e fez seu primeiro gol no campeonato.

Visivelmente mais nervoso e já com Lázaro, herói da virada na semifinal contra a França, em campo, o time brasileiro partiu para o abafa. Aos 35, em rebote dado pela defesa, um chute de muito longe de Daniel Cabral explodiu no travessão.

Neste mesmo lance, quando a bola parou, o árbitro letão Andris Treimanis foi chamado pelo VAR para analisar um possível pênalti e acabou confirmando a penalidade em carrinho da defesa mexicana sobre Verón. Na cobrança, Kaio Jorge, que atua no Santos, cobrou na lateral direita da rede, tirando de Garcia, que quase espalmou, para empatar a decisão.

Com a igualdade, a pressão voltou a ser toda brasileira, empurrando o adversário contra sua própria área, tal qual ocorrera diante dos franceses na partida anterior. Nos acréscimos, já aos 47, Yan fez cruzamento preciso que passou por Kaio Jorge, mas não por Lázaro. O meia-atacante do Flamengo bateu, de chapa, para vencer Garcia e fazer a festa do estádio Bezerrão para os novos campeões mundiais da categoria.

FICHA TÉCNICA

MÉXICO 1 x 2 BRASIL

MÉXICO - Garcia; Lara, Guzman, A. Gomez e R. Martinez; Pizzuto, Alvarez (Ávila), J. Martinez e González; Luna (El-Mesmari) e Muñoz (J. Gómez). Técnico: Marco Ruiz.

BRASIL - Matheus Donelli; Yan (Garcia), Henri, Luan Patrick e Patrick; Daniel Cabral, Diego Rosa e Pedro Lucas (Matheus Araújo); Gabriel Verón, Kaio Jorge e João Peglow (Lázaro). Técnico: Guilherme Dalla Déa.

GOLS - González, aos 20, Kaio Jorge, aos 38, e Lázaro, aos 47 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Daniel Cabral (Brasil); Ávila e A. Gomez (México).

ÁRBITRO - Andris Treimanis (Fifa/Letônia).

RENDA - R$ 189.760,00.

PÚBLICO - 11.858 pagantes (14.544 no total).

LOCAL - Estádio Bezerrão, no Gama (DF).

O lateral-esquerdo Alex Sandro vai desfalcar a seleção brasileira no amistoso contra a Coreia do Sul, nesta terça-feira, às 10h30 (de Brasília), Abu Dabi, nos Emirados Árabes, último compromisso do time comandado por Tite neste ano.

O jogador da Juventus sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa direita na derrota por 1 a 0 para a Argentina e não participou do treinamento da seleção neste domingo. Apenas fez fisioterapia. Ele não foi relacionado para a partida, mas seguirá com a delegação brasileira em Abu Dabi.

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Com isso, Renan Lodi vai ganhar uma nova oportunidade diante dos sul-coreanos. O lateral do Atlético de Madrid já havia sido titular no amistoso contra a Nigéria, que terminou empatado em 1 a 1, em outubro, e tem recebido elogios do técnico Tite.

"Fico triste pelo Alex Sandro, que lesionou, ele é um amigo que tenho, um cara muito legal, que vem me ajudando muito na Seleção e no meu clube também. A gente se fala quase todos os dias", disse Lodi em entrevista coletiva neste domingo.

Diante da Coreia, no último amistoso do ano, o Brasil tenta acabar com uma série negativa de cinco jogos sem vitória. A seleção de Tite ainda não venceu depois da conquista da Copa América. Sofreu derrotas para Peru e Argentina e empatou com Colômbia, Senegal e Nigéria.

Hegemônico, Marc Márquez, campeão antecipado desta temporada da MotoGP, encerrou o ano com mais uma vitória. O espanhol hexacampeão da categoria superou o francês Fabio Quartararo para triunfar na etapa da Comunidade Valenciana, a última do calendário, e conquistar a 12ª vitória na temporada.

Com a vitória de Márquez e o abandono de Danilo Petrucci, a Honda superou a Ducati por 13 pontos no campeonato e garantiu o título do Mundial de Equipes. Assim, a montadora japonesa ficou com mais uma tríplice coroa.

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Fabio Quartararo teve boa largada e manteve a ponta por algumas voltas. O jovem francês da SRT, no entanto, não conseguiu suportar as investidas do espanhol da Honda, que se recuperou de uma largada ruim para passar o rival e vencer mais uma vez.

O australiano Jack Miller, da Pramac, completou o pódio. O italiano Andrea Dovizioso, da Ducati, que terminou a temporada em segundo lugar, bem distante do campeão Márquez, foi o quarto colocado, seguido do espanhol Alex Rins, da Suzuki, no quinto posto.

Maverick Viñales, da Yamaha, ficou em sexto. Ele terminou o campeonato na terceira colocação. O veterano italiano Valentino Rossi fez uma corrida discreta e terminou em oitavo, à frente do espanhol Joan Mir, da Suzuki, o sétimo, e atrás dos irmãos Aleix Espargaro, da Aprilla, e Pol Espargaro, da Red Bull KTM, que completaram o Top 10.

DESPEDIDA - A corrida em Valência também marcou o fim da carreira de Jorge Lorenzo. O tricampeão melhorou sua performance em relação às corridas anteriores e fechou a prova no 13º lugar. Em sua despedida, o espanhol celebrou com a torcida, balançando a sua tradicional bandeira após cruzar a linha de chegada.

A prova em Valência foi marcada por acidentes. O britânico Cal Crutchlow foi o primeiro a cair. O italiano Danillo Petrucci caiu pouco tempo depois e também abandonou. O francês Johann Zarco escorregou e, quando se levantou, foi atropelado pela moto do estreante Iker Lecuona e os dois tiveram de deixar a pista. Apesar de impressionante, o acidente não foi grave e os pilotos estão bem. Franco Morbidelli e Michele Pirro também abandonaram a corrida.

Ronaldo Jacaré fez a luta principal do UFC São Paulo contra o polonês Jan Blachowicz, neste sábado, no ginásio do Ibirapuera, e acabou sendo derrotado na decisão dos juízes. Tanto ele quanto outro lutador experiente, Mauricio Shogun, não venceram, e coube a Charles do Bronx dar um espetáculo em sua luta e salvar a noite dos brasileiros.

Jacaré até fez um combate equilibrado contra o polonês, mas nos cinco rounds não conseguiu impor seu estilo e também não teve sucesso para levar o rival para o chão, o que facilitaria sua vida. A luta de Jacaré foi em uma categoria acima da que se acostumou a vencer. Agora ele disputa entre os meio-pesados.

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Outro veterano, Mauricio Shogun já foi campeão dos meio-pesados e voltou a lutar após quase um ano de ausência por causa de lesão. Em um duelo equilibrado, ele empatou com Paul Craig e ficou um pouco decepcionado. "Acho que eu venci os dois últimos rounds. O resultado foi injusto", comentou o brasileiro.

Charles do Bronx deu um show no octógono e emendou sua sexta vitória seguida. Ele nocauteou Jared Gordon, para delírio dos torcedores brasileiros. "Eu nunca fui de escolher adversário, mas agora vou dizer: pode vir Conor McGregor", gritou o lutador, levantando novamente a plateia.

"Eu vim para o UFC para fazer história. Eu nunca pedi bônus em cima do octógono, sempre foquei na vitória. E essa semana todo mundo me procurou me perguntando se seria nocaute ou finalização. Eu disse que não importava, só queria vencer. Meu treinador, inclusive, falou o tempo todo para que eu não buscasse o nocaute, porque ele iria acontecer naturalmente", contou.

Na segunda luta do card principal, André Muniz venceu Antônio Arroyo por decisão unânime. "Eu sabia que seria uma luta muito difícil, mas o UFC me chamou e eu jamais falaria não. Tentei dar meu máximo, foi suficiente para vencer, mas não foi o meu melhor. Eu cheguei perto de finalizar ou nocautear e acabei gastando muita energia. No final, foi no coração", disse.

Na pesagem do UFC, Markus Maluko roubou a cena e apareceu com o rosto pintado de Coringa, em alusão ao filme que está fazendo sucesso atualmente. Mas na disputa com Wellington Turman, ele perdeu e o adversário aproveitou para brincar. "No final, o Coringa sempre perde", avisou.

Wellington disse que a provocação faz parte do espetáculo. "O Markus é um cara muito doido, trocamos bastante provocação durante a luta, mas eu já tinha dito que iria provocá-lo da mesma forma que ele me provocasse. Foi uma luta dura, mas eu fui melhor. Toda vez que o UFC precisar de mim para salvar uma luta, estarei disponível. Estou muito feliz, é meu sonho fazer parte disso tudo aqui. Sou muito novo, ainda tenho muito a evoluir", continuou.

No card preliminar, Renan Barão teve uma nova chance no UFC e decepcionou. O ex-campeão do Ultimate foi massacrado por Douglas Silva de Andrade, perdeu por decisão unânime e acumulou a sexta derrota seguida. Com mais um revés, seu futuro no UFC é incerto. Outros brasileiros que perderam foram Serginho Moraes e Warlley Alves.

Confira os resultados do card principal do UFC São Paulo:

Jan Blachowicz venceu Ronaldo Jacaré por decisão dividida

Mauricio Shogun empatou com Paul Craig

Charles do Bronx venceu Jared Gordon por nocaute a 1min26s do 1º round

André Muniz venceu Antônio Arroyo por decisão unânime

Wellington Turman venceu Markus Maluko por decisão unânime.

Brasil e México decidem neste domingo (17) o Mundial Sub-17. A partida será realizada a partir das 19h, no Estádio Bezerrão, no Gama (DF). A seleção brasileira não chegava à final do torneio desde 2005, quando foi superada justamente pelo México, por 3 a 0, na edição disputada no Peru.

A classificação brasileira à decisão aconteceu de forma épica. A seleção saiu perdendo por 2 a 0 da França na semifinal, mas virou a partida com três gols no segundo tempo, o último deles aos 43 minutos. O México também passou por emoções na semifinal. Após empate por 1 a 1 com a Holanda no tempo regulamentar, a equipe venceu nos pênaltis por 4 a 3.

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O técnico Guilherme Dalla Déa projetou o confronto que decidirá o campeão do Mundial Sub-17. "Vai ser mais um grande clássico mundial. Brasil e México se enfrentaram várias vezes. Eles brigarão pelo tri e nós pelo tetra. Vai ser uma grande final e, sem dúvida nenhuma, estamos prontos para um grande jogo", disse o treinador.

A seleção brasileira está com 100% de aproveitamento nesta edição, com seis vitórias. É a redenção de uma equipe que ficou desacreditada após não se classificar no Sul-Americano. O Brasil só disputa este Mundial por ser o país-sede, depois de a Fifa desistir de realizar o torneio no Peru.

O Brasil conquistou o torneio nas edições de 1997, 1999 e 2003. Além do vice em 2005, a seleção também ficou com o segundo lugar em 1995, quando foi derrotada por Gana por 3 a 2, no Equador. A competição acontece de dois em dois anos.

O maior campeão da história do Mundial Sub-17 é a Nigéria, que faturou o título em 1985, 1993, 2007, 2013 e 2015, sendo que ainda ficou com o vice em três ocasiões: 1987, 2001 e 2009. Com seus três troféus, o Brasil é o segundo maior vencedor do torneio, que tem Gana e México logo atrás, com duas conquistas cada.

Também neste domingo, a partir das 15 horas, Holanda e França disputam o terceiro lugar no Mundial Sub-17, também no Bezerrão.

O Brasil fechou o Mundial de Atletismo Paralímpico de Dubai com a inédita segunda colocação no quadro de medalhas. Com dois bronzes conquistados nesta sexta-feira (15), o País deixa os Emirados Árabes Unidos com 39 pódios no total - sendo 14 ouros, 9 pratas e 16 bronzes. Ficou atrás somente da China, que sobrou com 55 medalhas (24 ouros, 21 pratas e 10 bronzes) e finalizou à frente de potências como Grã-Bretanha, Estados Unidos e Rússia.

"Estamos extremamente contentes com o resultado obtido. A performance dos nossos atletas foi fenomenal, o desempenho dos técnicos também tem de ser destacado. Treinamos muito para estar aqui, só temos que agradecer o empenho deles e agora começa a expectativa para Tóquio-2020", comemorou Jonas Freire, diretor técnico adjunto do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

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O vice supera a campanha em Lyon-2013, quando a delegação brasileira terminou em terceiro lugar. Na edição francesa, no entanto, o Brasil faturou um pódio a mais. Em Londres-2017, a mais recente edição, o País ficou em nono, com 21 medalhas. O presidente do CPB, Mizael Conrado, destacou a evolução das marcas nacionais. Segundo seus cálculos, somente cinco brasileiros que subiram no pódio em Lyon ganhariam medalhas nesta mais recente edição.

"Nossa expectativa para Tóquio é bastante positiva. Se pegar o penúltimo Mundial, Doha-2015, que antecedeu o Rio-2016, o Brasil conquistou oito medalhas no atletismo e repetiu o mesmo número em Londres. Se repetir 14 ouros vai ser muito importante para nossa campanha", afirmou o mandatário do CPB.

Em Dubai, os 14 campeões nacionais garantiram vaga para os Jogos de Tóquio-2020. E outros cinco atletas obtiveram o índice para a próxima edição das Paralimpíadas - estes só não estão confirmados porque há ainda a possibilidade de outros competidores superarem seus tempos.

Os números da delegação brasileira nos Emirados Árabes Unidos superaram as expectativas da comissão técnica. No total, foram quatro recordes mundiais batidos. Destaque para os 10s42 de Petrúcio Ferreira nos 100 metros T-47, resultado que fez do paraibano o atleta paralímpico mais rápido do mundo entre todas as classes. Alessandro Rodrigo e Beth Gomes também fizeram a melhor marca do planeta no lançamento de disco e Cícero Lins foi o recordista no lançamento de dardo.

Os brasileiros estiveram em 45 finais na atual edição do Mundial e em 87% delas terminaram com medalhas. Foram 10 recordes continentais e 9 recordes do campeonato obtidos por atletas do País. A próxima edição do evento está marcada para 2021 na cidade de Kobe, no Japão.

Confira o quadro final de medalhas do Mundial:

1.º - CHINA - 25 ouros, 23 pratas e 11 bronzes: 59 (no total)

2.º - BRASIL - 14 ouros, 9 pratas e 16 bronzes: 39

3.º - GRÃ-BRETANHA - 13 ouros, 9 pratas e 6 bronzes: 28

4.º - ESTADOS UNIDOS - 12 ouros, 10 pratas e 12 bronzes: 34

5.º - UCRÂNIA - 11 ouros, 8 pratas e 8 bronzes: 27

6.º - RÚSSIA - 10 ouros, 16 pratas e 15 bronzes: 41

A etapa da Comunidade Valenciana, neste domingo (17), no circuito Ricardo Tormo, na cidade de Valência, na Espanha, é a última da temporada de 2019 da MotoGP e a também a última de um dos maiores pilotos da categoria máxima da motovelocidade. Nesta quinta-feira (14), em uma entrevista coletiva convocada de última hora, o espanhol Jorge Lorenzo, aos 32 anos, anunciou a sua aposentadoria das pistas.

Tricampeão da MotoGP e bi da categoria 250cc (cilindradas), Lorenzo vê a sua carreira chegar ao final em baixa. Contratado neste ano pela Honda para formar dupla com o compatriota Marc Márquez, não rendeu o esperado. Enquanto o colega de time se aproxima do recorde de 400 pontos e conquistou em 2019 o seu sexto título, Lorenzo amarga apenas a 19.ª colocação, com só 25 pontos. Além disso, sofreu bastante com lesões ao longo do ano - incluindo um forte acidente em Assen, na Holanda - e nunca esteve em plena forma.

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"Sempre pensei que há quatro dias significativos na vida de um piloto. O primeiro é quando é sua primeira corrida, o segundo é sua primeira vitória e depois seu primeiro campeonato mundial. Nem todo mundo pode vencer o campeonato mundial, mas alguns de nós conseguimos", disse Lorenzo na entrevista coletiva ao lado de Carmelo Ezpeleta, diretor executivo da Dorna, a promotora do Mundial de MotoGP.

"E então há o dia em que você se aposenta. Como todos vocês imaginam aqui, estou aqui para anunciar que este dia chegou para mim. Esta será a minha última corrida na MotoGP e no final da corrida vou me aposentar como piloto profissional", completou o espanhol.

Os números de Lorenzo nas pistas mostram que ele é um dos pilotos que escreveu a história da categoria na última década. São cinco títulos mundiais de motovelocidade, com um total de 68 vitórias, 152 pódios e 69 poles em todas as categorias por onde passou.

Seu melhor período foi pilotando com a Yamaha, equipe que ele guiou de 2008 a 2016, levando para casa os títulos mundiais de 2010, 2012 e 2015, além de 44 vitórias. Os três últimos chegaram pela Ducati. Após deixar a equipe italiana, foi para a Honda, mas não teve o brilho que esperava.

O francês Johann Zarco, que está substituindo o japonês Takaaki Nakagami nas últimas corridas da temporada na LCR Honda, é apontado nos bastidores como candidato favorito para substituir o tricampeão e fazer dupla com Marc Márquez em 2020.

Com um histórico de lesões na carreira, o atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa terá que passar mais um tempo longe dos gramados. Nesta quinta-feira (14), o Atlético de Madrid divulgou que o jogador está sofrendo com uma hérnia de disco e, com isso, pode ficar até três meses afastado para se recuperar.

De acordo com o departamento médico do Atlético de Madrid, que publicou um comunicado oficial no site do clube, o camisa 19 foi submetido a exames nos últimos dias para avaliar as dores apresentadas na região cervical, que constataram o problema mais grave.

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"Nos próximos dias, ele será avaliado por especialistas em neurocirurgia para estabelecer o tratamento definitivo", informou o texto dos médicos do time da capital espanhola.

A opção mais provável, de acordo com as informações divulgadas pelo próprio Atlético de Madrid, é que o jogador seja operado. Se isso acontecer, Diego Costa terá que ficar três meses longe dos gramados, em processo de recuperação.

Nesta temporada, o brasileiro naturalizado espanhol atuou em 15 partidas, marcou dois gols e distribuiu três assistências. O Atlético de Madrid faz boas campanhas no Campeonato Espanhol (em terceiro lugar, atrás de Barcelona e Real Madrid) e na Liga dos Campeões da Europa (segundo no Grupo D, atrás da Juventus).

O surfista brasileiro Pedro Scooby passou por maus bocados enquanto surfava nas ondas gigantes de Nazaré, em Portugal, nessa quarta-feira (13). O surfista ficou cerca de 40 segundos no mar e foi socorrido. Nesta quinta-feira (14), o vídeo do resgaste foi publicado.

São momentos de tensão. Nas imagens, as equipes de resgastes procuram com jetski o surfista brasileiro. Ao encontrar Scooby, as equipes correm para retirar ele da água e prestar os primeiros socorros.

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O surfista publicou na sua rede social imagens de uma visita feita por ele a uma igreja em Portugal também nesta quarta. “Vim aqui agradecer, acho que era o mínimo que eu podia fazer hoje depois de tudo que eu passei, de estar com saúde e estar vivo, e ficar pronto pra próxima", declarou.

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