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A terceira edição do Open de Tênis Reserva do Paiva começa a partir desta quinta-feira (26) nas quadras dos condomínios Morada da Península e Parque do Paiva. São mais de 100 participantes no evento. 

O torneio conta com atletas de diversos níveis de habilidade, divididos em duas fases da competição. Os primeiros jogos acontecem já nesta quinta e vão até a primeira semana de dezembro. 

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O organizador do evento, Wilson Fraga falou sobre o torneio. “Como professor, quero que os alunos participem de torneio para terem a experiência. E realizando o evento no Paiva, um ambiente mais reservado, fazemos com que os participantes se sintam mais à vontade, como se estivessem realmente em casa”, pontuou.

Serviço

Open de Tênis Reserva do Paiva 2020

Local: Quadras dos condomínios Morada da Península e Parque do Paiva.

Dias e horários:

26/11: a partir das 18h

27/11: a partir das 17h

28/11: a partir das 08h

Inscrições para participar do torneio: a partir de R$ 150 pelo telefone (81) 9 8718.6888

Com informações da assessoria

O aumento de casos do novo coronavírus na Austrália e em boa parte do mundo tem causado indefinições com relação à disputa da edição de 2021 do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada em janeiro. Nesta quarta-feira (25), o ministro dos Esportes de Victoria, Martin Pakula, disse que o evento de tênis "provavelmente" será atrasado por uma ou duas semanas, mas reiterou que a situação está evoluindo rapidamente. As negociações entre a Tennis Australia, que organiza a competição, e o governo da região onde fica a cidade de Melbourne estão em andamento.

"Há uma série de datas possíveis na mesa. Tenho visto relatórios que sugerem que é provável que demore uma ou duas semanas. Acho que ainda é mais provável. Mas não é a única opção. Como você sabe, Roland Garros (Grand Slam na França) atrasou muitos meses e Wimbledon (Inglaterra) nem aconteceu. Ainda acho que é muito mais provável que seja um atraso mais curto do que mais longo", disse Pakula, em entrevista ao jornal australiano Sidney Morning Herald.

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A provável decisão pelo adiamento é devido à falta de um acordo até aqui entre organizadores, ATP, WTA e o governo local sobre medidas de precaução contra o novo coronavírus. A competição está programada para ser realizada entre os dias 18 e 31 de janeiro.

Na última terça-feira, a direção do Grand Slam australiano se mostrou esperançosa de que o torneio ainda poderá começar na data planejada. Foi estabelecido um plano para jogar todos os eventos em Melbourne, mas o governo local segue firme na cobrança de uma quarentena rígida de 14 dias dos tenistas e isso tem complicado a situação.

Os jogadores gostariam de ser capazes de treinar em um ambiente de bolha antes da competição, mas Pakula não entrou nos detalhes. "Os requisitos de quarentena serão aqueles que finalmente forem acordados com o departamento de saúde pública e então caberá ao ATP e ao WTA se eles são aceitáveis ou não", afirmou o ministro.

Campeão do ATP Finals, em Londres, na última semana, o russo Daniil Medvedev afirmou que a integridade física dos tenistas estaria em risco caso fossem impedidos de treinar durante a quarentena antes do Aberto da Austrália.

"Se, por exemplo, você não conseguiu competir ou treinar durante a quarentena um pouco antes do torneio, não acho que o torneio deva acontecer. Não estou reclamando que é chato ou algo parecido. Acontece que sair do quarto depois de 14 dias sem fazer nada e jogar cinco sets imediatamente seria muito perigoso para a saúde de qualquer esportista", afirmou o número 4 do mundo em entrevista à CNN.

Atual número 2 do mundo, o espanhol Rafael Nadal se disse satisfeito com o que apresentou em quadra nesta temporada, marcada por tantos problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. Mesmo com a paralisação do circuito profissional por cinco meses, entre março e agosto, o tenista conseguiu somar 27 vitórias e faturou dois títulos. O mais importante deles foi em Roland Garros, onde levantou o seu 20.º Grand Slam na carreira.

"Não dá para avaliar muito este ano, que acabou sendo negativo devido à situação extrema que vivemos, com uma dificuldade que ninguém imaginou. Tudo vai para o baixo. Mas a nível pessoal, pelo pouco que tenho jogado, posso dizer que foi bom e fico satisfeito", afirmou Nadal, em entrevista ao jornal espanhol As.

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Na última semana, para encerrar a temporada, Nadal disputou o ATP Finals, em Londres. Em mais uma tentativa de ganhar um título que ainda não possui no currículo, o espanhol foi eliminado nas semifinais pelo russo Daniil Medvedev, que depois foi campeão com vitória sobre o austríaco Dominic Thiem. "Perdi uma oportunidade importante, mas a vida continua", disse.

De férias, o espanhol já pensa na pré-temporada e espera que as coisas em 2021 melhorem. "Esperamos que as vacinas sejam eficazes e depois de alguns meses possamos voltar a uma certa normalidade", comentou o tenista, que tem na cabeça os próximos passos como a disputa do Aberto da Austrália.

"Meu planejamento é descansar alguns dias e começar a treinar para estar pronto no dia 15 de janeiro, tentando estar no máximo das minhas condições para os torneios que terei pela frente. Tenho que me esforçar neste próximo mês e meio para ser um jogador o melhor possível e assim me dar chances de competir porque o próximo ano vai ser importante", finalizou.

Rafael Nadal se tornou, nesta quarta-feira, o quarto tenista da história a atingir a marca de mil vitórias na carreira, ao derrotar o compatriota Feliciano Lopez, por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 7/6 (7/5) e 6/4, em 2h30 de jogo válido pela segunda rodada do Masters 1000 de Paris.

Aos 34 anos, o espanhol só fica atrás do norte-americano Jimmy Connors (1.274), do suíço Roger Federer (1.242) e do checo naturalizado norte-americano Ivan Lendl (1.068).

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Em seu primeiro jogo, após conquistar o 13º título em Roland Garros, Nadal se reencontrou com o piso duro após oito meses. O experiente López tentou obter a terceira vitória seguida sobre Nadal, que não o vencia desde 2012.

Sem ritmo e cometendo vários erros, Nadal não teve sucesso para responder ao forte saque de López no primeiro set e ainda teve seu serviço quebrado logo de cara. A dificuldade permaneceu no segundo set, quando a decisão só foi favorecê-lo no tie break.

No terceiro set, após quase duas horas de jogo, Nadal conseguiu quebrar o serviço de López e precisou lutar muito para manter o seu serviço e chegar à vitória.

O Masters 1000 de Paris, juntamente com o de Xangai e Miami, são os únicos que faltam na galeria de Rafael Nadal. Seu próximo adversário será o australiano Jordan Thompson, que bateu o croata Borna Coric, por 2 sets a 1, com parciais de 2/6, 6/4 e 6/2. Os dois nunca se enfrentaram.

Marcelo Melo derrotou os britânicos Jamie Murray e Neal Skupski neste domingo (1º), na final do Torneio de Viena, e conquistou o tricampeonato na competição austríaca. O brasileiro e o polonês Lukasz Kubot, dupla cabeça de chave número 3, venceram os rivais por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/5) e 7/5, em 1h55min de confronto.

Recordista brasileiro, Melo tem agora 35 títulos na carreira, 15 ao lado de Kubot. Destes troféus, nove são de nível ATP 500, sete conquistados com o polonês. Foi a 65ª final da carreira do mineiro, a 26ª jogando ao lado do atual parceiro.

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Melo e Kubot disputaram a quarta decisão em Viena, duas de forma consecutiva. Neste ano, eles somam dois títulos - o primeiro foi no Torneio de Acapulco, no México, em fevereiro, antes da paralisação do circuito em função da pandemia da Covid-19. Também foram vice-campeões em Colônia, na Alemanha.

O título é importante para a classificação para o ATP Finals. Melo e Kubot iniciaram a semana no décimo lugar na corrida para Londres. Com os 500 pontos assegurados em Viena, entram na zona de classificação. A dupla segue, agora, para a França, para a disputa do Masters 1000 de Paris.

Chaves de simples - A outra final de Viena reuniu o russo Andrey Rublev e o surpreendente italiano Lorenzo Sonego, algoz do sérvio Novak Djokovic nas quartas de final. Um dos melhores tenistas da temporada, Rublev confirmou o favoritismo e venceu o oponente por 2 sets a 0, com um duplo 6/4.

Número oito do mundo, o russo, de 23 anos, foi superior em quase toda a partida diante do "lucky loser" italiano, 42º do ranking, e conquistou seu quinto título em 2020. Ele tem mais taças do que qualquer outro jogador nesta temporada. Antes, havia sido campeão em Hamburgo e São Petersburgo, ambos de nível ATP 500, e em Doha e Adelaide, duas competições de nível ATP 250.

Em Viena, Rublev fez uma campanha perfeita, e se despediu do torneio sem perder um set sequer. Para vencer a final, ele quebrou o serviço de Sonego duas vezes, uma em cada parcial, e não concedeu break points.

Aparentemente o sérvio número 1 do ranking da ATP, Novak Djokovic, não anda tendo muita afinidade com os juízes nas quadras de tênis. Depois de ser eliminado ao acertar a bola no rosta de uma juíza de linha no US Open, o jogador voltou a dar uma uma bolada em outro árbitro durante o torneio de Roland Garros, nesta segunda-feira (5).

Mas desta vez porém o sérvio não foi punido. O tenista tentava devolver uma bola durante a partida contra Khachanov no saibro de Roland Garros, mas não pegou em cheio na bola que foi na direção do juiz de linha mais próximo de Djokovic. Felizmente o árbitro absorveu bem o golpe e aceitou o pedido de desculpas do tenista

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Na ocasião em que foi excluído do US Open, no dia sete de setembro, Novak acabou se exaltando após ter o serviço quebrado e bateu na bolinha, sem a intenção de acertar a juíza, mas a atitude intempestiva foi suficiente para exclusão do torneio. A juiz precisou ser atendida. Novak venceu o duelo desta segunda por 3 sets a 0. 

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Rafael Nadal não deu chances neste domingo para o americano Sebastian Korda, número 213 do mundo. Em busca de seu 13º título em Roland Garros, o espanhol superou o jovem de 20 anos com facilidade, por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 6/1 e 6/2, em 1h55 de jogo, e avançou às quartas de final do Grand Slam francês.

Nadal alcançou a 97ª vitória em Roland Garros e, se chegar à final, vai atrás de seu 100° triunfo no torneio parisiense. O número 2 do mundo fará na próxima fase um duelo inédito diante do jovem italiano Jannik Sinner, 75º do ranking da ATP, que surpreendeu ao eliminar o alemão Alexander Zverev, sétimo do mundo e cabeça de chave número 6. Ele venceu por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/3, 4/6 e 6/3.

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Tenista mais jovem dos Estados Unidos a chegar às oitavas de final em Paris desde 1991, Sebastian Korda se despede do torneio em alta. O jovem, filho de Petr Korda, tenista checo que chegou ao segundo lugar no ranking mundial, foi campeão do Aberto da Austrália de 1998 e vice em Roland Garros em 1992, é fã declarado de Nadal e realizou um sonho ao enfrentar o ídolo.

Apesar do revés para o grande ídolo no tênis, Korda tem motivos de sobra para comemorar. Ele deixa o torneio após conquistar uma série de marcas positivas e superar tenistas experientes, como o conterrâneo John Isner, número 21 do mundo. Sua vaga foi conquistada no qualifying, e desde 2011 alguém vindo de lá não chegava tão longe em Paris. Ao lado do francês Hugo Gaston, tornou-se o primeiro tenista fora dos 200 primeiros do ranking a alcançar as oitavas de final desde 2002.

Neste domingo, Nadal foi agressivo e não deu qualquer chances ao jovem americano. Sequer foi ameaçado e teve seu serviço quebrado apenas uma vez, no terceiro set, parcial em que relaxou um pouco. No entanto, o espanhol logo engrenou de novo e não teve problemas para confirmar o triunfo e garantir a vaga nas quartas pela 14ª vez na competição.

BRUNO SOARES NAS QUARTAS - Na chave de duplas masculina, o brasileiro Bruno Soares e o croata Mate Pavic, atuais campeões do US Open, se garantiram nas quartas de final ao derrotarem o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 1/6 e 6/3, após 1h46 de partida.

Sétimos cabeças de chave, Soares e Pavic enfrentam na próxima rodada a dupla formada pelo britânico Joe Salisbury e pelo norte-americano Rajeev Ram, terceiros mais bem cotados ao título. O mineiro e seu parceiro buscam o primeiro título em Roland Garros. Pavic foi vice-campeão em 2018 jogando ao lado do austríaco Oliver Marach, já o brasileiro foi semifinalista em Paris em duas ocasiões: 2008, com Dusan Vemic, e 2013, com Alexander Peya.

O último tenista do Brasil a levar o troféu foi Marcelo Melo, em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig.

Tricampeã de Roland Garros e na busca pelo título que a tornaria uma das maiores vencedoras de Grand Slams na história, a americana Serena Williams desistiu da disputa do torneio em Paris, na França, nesta quarta-feira (30). Ela jogaria a partida pela segunda rodada diante da búlgara Tsvetana Pironkova, número 157 do mundo, que avança à próxima fase. A ex-líder do ranking da WTA, atualmente na nona posição, alegou problemas no tendão de Aquiles no aquecimento horas antes do jogo.

"Eu aqueci e foi um aquecimento muito curto. Falei com meu técnico (Patrick Mouratoglou) e ele disse: 'O que você acha? Qual seu pensamento sobre isso?' Nós dois pensamos sobre e percebemos que era muito mais que provável que não era o melhor tentar jogar hoje (quarta-feira)", explicou Serena.

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A tenista americana, de 39 anos, está em busca do 24.º título de Grand Slam para igualar a marca da australiana Margareth Court. Ela já jogou quatro finais de torneios deste nível desde 2018, quando retornou às quadras após a gravidez, mas ainda não conseguiu o tão sonhado troféu.

"Eu realmente queria me esforçar aqui. É o meu (tendão de) Aquiles que não teve tempo suficiente para se curar devidamente depois do US Open. Eu consegui melhorar um pouco, mas olhando no longo prazo no torneio, eu conseguiria passar por jogos suficientes? Para mim, eu não acho que poderia", lamentou.

Serena, que na primeira rodada havia vencido com facilidade a sua compatriota Kristie Ahn, não desistia no meio de um Grand Slam desde o primeiro no seu retorno, também em Roland Garros, em 2018, quando enfrentaria a russa Maria Sharapova nas oitavas de final.

O abandona também impediu um reencontro de Serena contra Pironkova. Ambas se enfrentaram há duas semanas nas quartas de final do US Open, com vitória da americana. A próxima adversária da búlgara sairá do confronto entre as checas Barbora Strycova, cabeça de chave número 32 e 37.ª do mundo, e Barbora Krejcikova, 114.ª colocada do ranking.

Aos 32 anos, a tenista Teliana Pereira anunciou sua aposentadoria, após 15 anos de carreira profissional. Pernambucana, de Águas Belas, a atleta ganhou dois títulos em simples de torneios nível WTA (Bogotá e Florianópolis, ambos em 2015), 22 no total e chegou a estar em 43º no ranking mundial.

"Não gosto da palavra aposentadoria (risos). Dá sensação de estar velha, não é meu o caso. Foi uma carreira incrível. Talvez eu tenha ido muito mais além do que eu imaginei. Sempre superei minhas expectativas, mas infelizmente chegou a hora de encerrar este ciclo e começar coisas novas. Estou muita satisfeita", disse Teliana, em entrevista ao Podcast Mach Point, do globoesporte.com.

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"Ninguém se aposenta da noite para o dia. É um processo. Eu me machuquei bastante na carreira, mas não foi isso que me fez parar. Tive lesão no cotovelo em 2016, sofri com muita dor, tomando remédio. Tinha torneios que não podia jogar e isso me influenciou na época", disse a tenista. "

A falta de motivação foi um dos motivos para o encerramento da carreira. "É uma coisa (aposentadoria) que estava sendo pensada há um ano. Levantar para treinar, viajar..., minha cabeça não estava mais ali. Meu estilo de jogo dependia muito da minha parte física e mental. Queria ficar mais tempo em casa. Estava sem a mesma motivação para treinar e aprender. Percebi que precisava fazer outra coisa."

Beatriz Haddad Maia conquistou neste domingo (27) o seu terceiro título em Portugal, desde que voltou a competir após 13 meses afastada do circuito. Na final do Torneio de Porto, ela derrotou a também brasileira Ingrid Martins, por 6/3 6/2, e ficou com o troféu sem perder um set sequer na competição.

Bia Haddad disputou a quarta final em um mês em Portugal e levou o terceiro troféu. Ela havia sido campeã na semana passada em Santarém, vice na anterior em Figueira da Foz e campeã em Montemor-o-Novo.

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"Eu estou muito feliz. Nunca tinha passado por isso de fazer quatro semanas seguidas de final. Acho que todo esse tempo que eu passei fora das quadras, eu amadureci. Isso me deu força para seguir atrás de cada ponto perdido e sempre ter forças para buscar," celebrou a tenista paulista.

O resultado deve colocar Bia Haddad entre as 400 melhores tenistas do ranking da WTA. A brasileira retornou ao circuito sem pontuação no ranking e teve que recomeçar do zero porque havia ficado mais de um ano afastada das quadras. Ela recebeu uma punição de dez meses por doping e, com a paralisação do circuito por conta da pandemia de Covid-19, ficou sem jogar por 13 meses.

Com isso, tem que disputar torneios de nível mais baixo para ir subindo aos poucos no ranking antes de jogar as principais competições. Nesta semana ela recebeu convite para jogar outro torneio no Porto, mas na categoria W25.

"Na terça-feira começamos de novo. Eu ganhei mais um convite e estou tendo um pouco de sorte neste sentido, em Portugal. Mas acho que a sorte vem quando estamos preparados e prontos. Estou muito, muito feliz com isso".

CAROL MELIGENI - Nas duplas, outra brasileira também subiu no lugar mais alto do pódio. Carol Meligeni faturou o título do torneio ao lado da espanhola Marina Bassols. A parceira e a sobrinha de Fernando Meligeni derrotaram a parceria formada por Julia Payola e Himeno Sakatsume por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 4/6 e 10/7.

O segundo título do US Open na carreira, obtido no último sábado (12) com a vitória sobre a bielo-russa Victoria Azarenka, rendeu bons frutos para a japonesa Naomi Osaka no ranking da WTA. Na atualização divulgada nesta segunda-feira (14) pela entidade, a agora bicampeã do Grand Slam disputado em Nova York ganhou seis posições e aparece com a número 3 do mundo.

Com 5.780 pontos, Osaka fica mais próxima do objetivo de voltar a ser a primeira colocada do ranking - posição alcançada depois da conquista do primeiro título no US Open, em 2018. Logo à frente da japonesa está a romena Simona Halep, com 6.356 pontos. A liderança é da australiana Ashleigh Barty com 8.717. Por causa do medo de contaminação pela covid-19, as duas tenistas preferiram não disputar o torneio em Nova York neste ano.

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Com os pontos obtidos, Osaka deixou para trás a checa Karolina Pliskova, a americana Sofia Kenin, a ucraniana Elina Svitolina, a canadense Bianca Andreescu, a holandesa Kiki Bertens e a também americana Serena Williams. Todas estas perderam uma posição e o Top 10 é completado pela suíça Belinda Bencic.

Outro destaque da atualização do ranking foi Azarenka. Com o vice no US Open, a ex-número 1 do mundo voltou ao Top 20. A bielo-russa ganhou 13 colocações, saindo do 27.º para o 13.º lugar. Semifinalista do torneio, a americana Jennifer Brady também subiu bastante na lista - ganhou 16 posições e agora ocupa a 25.ª colocação.

BRASIL - Depois de nove vitórias seguidas, com direito a um título - do ITF de Montemor-O-Novo, em Portugal -, a paulista Beatriz Haddad Maia perdeu no domingo a final do Torneio de Figueira da Foz, também em solo português, para a espanhola Georgina Garcia. Mas os bons resultados a fizeram ganhar várias colocações no ranking - ganhou 733 lugares e agora ocupa a 609.ª posição.

As disputas dos dois torneios em Portugal foram os primeiros de Bia Haddad desde a sua volta ao circuito profissional depois de mais de um ano de ausência - recebeu uma punição de 10 meses por doping e, com a paralisação da temporada por conta da pandemia do novo coronavírus, ficou afastada das quadras por 13 meses.

A número do Brasil segue sendo a gaúcha Gabriela Cé. Ela ganhou quatro posições na atualização desta segunda-feira e ocupa o 230.º lugar.

Confira o ranking da WTA:

1.ª - Ashleigh Barty (AUS) - 8.717 pontos

2.ª - Simona Halep (ROM) - 6.356

3.ª - Naomi Osaka (JAP) - 5.780

4.ª - Karolina Pliskova (RCH) - 5.205

5.ª - Sofia Kenin (EUA) - 4.700

6.ª - Elina Svitolina (UCR) - 4.580

7.ª - Bianca Andreescu (CAN) - 4.555

8.ª - Kiki Bertens (HOL) - 4.335

9.ª - Serena Williams (EUA) - 4.080

10.ª - Belinda Bencic (SUI) - 4.010

11.ª - Petra Kvitova (RCH) - 3.736

12.ª - Aryna Sabalenka (BIE) - 3.615

13.ª - Johanna Konta (GBR) - 3.152

14.ª - Victoria Azarenka (BIE) - 3.122

15.ª - Madison Keys (EUA) - 2.962

16.ª - Petra Martic (CRO) - 2.850

17.ª - Garbiñe Muguruza (ESP) - 2.771

18.ª - Elena Rybakina (KAZ) - 2.501

19.ª - Marketa Vondrousova (RCH) - 2.378

20.ª - Elise Mertens (BEL) - 2.360

230.ª - Gabriela Cé (BRA) - 271

373.ª - Teliana Pereira (BRA) - 126

609.ª - Beatriz Haddad Maia (BRA) - 52

Semifinalista do US Open, Grand Slam que está sendo disputado em Nova York, a tenista americana Serena Williams ainda não sabe como será a sequência da temporada de 2020. Em menos de três semanas, a partir do próximo dia 27, começará o Torneio de Roland Garros, em Paris, Grand Slam francês que foi adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. A preocupação com sua saúde é o motivo principal de suas dúvidas sobre a participação na competição, na qual é tricampeã.

Com pouco tempo de recuperação física e adaptação ao saibro, Serena se preocupa também com outros dois fatores: o torneio receberá público e os jogadores ficarão restritos a dois hotéis, sem a opção de alugar casas particulares, como acontece em Nova York.

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"Honestamente, vou levando um dia de cada vez e pensarei no melhor para minha saúde. Talvez seja bom para mim falar com os organizadores, apenas para ver como isso funciona, com o público, e como seremos protegidos", avaliou a tenista de 38 anos e atual número 8 do mundo.

"Bem, se tiver público, então devemos poder ficar em outro lugar. É interessante porque não há casas particulares, mas tem público. Mas eu meio que sabia disso. Eu tento evitar lugares muito cheios porque já tive alguns problemas graves de saúde e fui parar no hospital algumas vezes. Não quero passar por isso de novo. Então, eu não sei. Vou apenas fazer o meu melhor. Tento manter uma distância de um metro, então vou tentar ficar 2 metros, então", afirmou a vencedora de 23 torneios de Grand Slam.

Segundo a organização de Roland Garros, serão permitidos 5 mil torcedores na quadra Philippe Chatrier, outros 5 mil na Suzanne Lenglen e 1.500 espectadores na recém-inaugurada Simonne Mathieu. "Eles têm que tomar a melhor decisão para eles e eu tenho que fazer o que é melhor para mim. Mas acho que deve ficar tudo bem. Eu ouvi muito falar em 50% do público, mas não sei o número exato de pessoas. Acho que há muitos fatores que eles precisam pensar, já que estamos em uma pandemia global", disse.

Com dúvidas sobre a sua participação em Roland Garros, Serena também não sabe se irá para Roma, na Itália, na semana que vem. "É uma boa pergunta. Mas honestamente eu não posso responder. Eu amo Roma e tenho muitos amigos lá, mas não sei. Tem muitas coisas", completou.

Bruno Soares busca nesta quinta-feira (10), a partir das 16 horas, o sexto título de Grand Slam de sua vitoriosa carreira. O tenista brasileiro vai disputar a final de duplas do US Open ao lado do croata Mate Pavic e tem a seu favor um histórico positivo nas quadras rápidas de Nova York.

Soares conhece como poucos as quadras do complexo Billie Jean King National Tennis Center. Dos cinco títulos de Slam que já tem, três foram conquistados no local. Além disso, foi vice-campeão em 2013, ao lado de Alexander Peya. "Nova York é um lugar muito especial para mim, é a minha quinta final de Grand Slam aqui", destaca o atleta mineiro.

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Com Pavic, Soares fará sua primeira final deste nível. E admite surpresa com o bom rendimento no US Open, após cinco meses sem jogar devido à pandemia. "Era difícil esperar qualquer coisa depois do tempo em que ficamos parados. Era uma incerteza muito grande para todo mundo", reconhece o atual 27º do mundo nas duplas.

Na final, Soares e Pavic (17º do ranking) vão enfrentar o holandês Wesley Koolhof (16º) e o também croata Nikola Mektic (22º). Os rivais começaram a jogar juntos neste ano e ambos são estreantes em finais de Grand Slam nas duplas. "A decisão vai ser mais uma pedreira, pegamos uma chave duríssima e não seria diferente em uma final de Grand Slam", diz o duplista.

Para chegar à final, brasileiro e croata deixaram pelo caminho rivais de peso, como o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau; a dupla cabeça de chave número 5, formada pelo espanhol Marcel Granollers e pelo argentino Horacio Zeballos; e o britânico Jamie Murray, irmão de Andy e ex-parceiro do próprio Soares.

O mineiro já é o segundo brasileiro com mais títulos de Slam na história do tênis nacional, com seus cinco troféus. Só está atrás da lendária Maria Esther Bueno, dona de 19 troféus, entre títulos obtidos nas chaves de simples, duplas e duplas mistas nas décadas de 50 e 60.

Em um duelo cheio de alternativas, decidido apenas no quinto set após mais de quatro horas de disputa, o espanhol Pablo Carreño Busta, atual 27.º colocado do ranking da ATP, se classificou às semifinais do US Open ao derrotar, na noite de terça-feira (8), o canadense Denis Shapovalov, número 17 do mundo, por 3 a 2 - com parciais de 3/6, 7/6 (7/5), 7/6 (7/4), 0/6 e 6/3.

Essa é a segunda vez na carreira profissional que Carreño Busta chega a uma semifinal de Grand Slam. Ele repete a campanha que fez também em Nova York, nos Estados Unidos, em 2017. Na ocasião, foi derrotado pelo sul-africano Kevin Anderson. Desta vez, tentará sorte melhor contra o alemão Alexander Zverev, sétimo do ranking, que mais cedo derrotou o croata Borna Coric (32.º) de virada por 3 sets a 1 - parciais de 1/6, 7/6 (7/5), 7/6 (7/1) e 6/3.

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Carreño Busta e Zverev duelarão nesta sexta-feira. No circuito profissional, os dois se enfrentaram apenas uma vez e quem se deu melhor foi o alemão, que venceu na semifinal do Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos, em 2018.

Por sua vez, Shapovalov encerra a sua melhor participação em Grand Slam. O canadense de apenas 21 anos nunca havia chegado às quartas de final em torneios deste nível. Durante a campanha em Nova York, superou o belga David Goffin, um Top 10 do ranking, e chegou a vencer uma batalha de cinco sets contra o americano Taylor Fritz.

Duas partidas definirão nesta quarta-feira a outra semifinal do US Open. Andrey Rublev (14.º do ranking) e Daniil Medvedev (quinto) farão o duelo de russos, enquanto que o australiano Alex de Minaur (28.º) e o austríaco Dominic Thiem (terceiro) fecharão a fase de quartas de final.

A australiana Ashleigh Barty, número 1 do ranking mundial da WTA, anunciou na noite de segunda-feira que não vai participar da edição de 2020 de Roland Garros, Grand Slam em Paris disputado em quadras de saibro, que neste ano sofreu alteração na sua data original, em maio e junho, por causa da pandemia do novo coronavírus e agora acontecerá entre os dias 27 deste mês e 11 de outubro.

A tenista de 24 anos justificou a sua ausência em Roland Garros, onde é a atual campeã, pelo risco de contaminação pela Covid-19, em meio a um recente aumento de casos na Europa, além de citar algumas restrições que ela teria para treinar em seu próprio país. Barty já havia desistido do US Open, Grand Slam que está sendo disputado em Nova York, nos Estados Unidos, pelo mesmo motivo.

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"Foi uma decisão difícil de tomar, mas infelizmente eu não vou competir na Europa este ano. A edição de Roland Garros do ano passado foi o torneio mais especial da minha carreira, então não foi fácil tomar essa decisão", disse a australiana por meio de um comunicado oficial.

"Existem duas razões para eu não jogar. A primeira é que a minha saúde ainda corre risco com a covid-19. E a segunda é a minha preparação, que não foi a ideal, já que não posso treinar com o meu técnico por conta das restrições de viagens no meu estado na Austrália", acrescentou a jogadora, que é treinada por Craig Tyzzer, eleito o melhor técnico do ano de 2019.

"Desejo a todas as jogadoras e à Federação Francesa de Tênis o melhor durante o torneio. Agora estou pensando em fazer uma longa pré-temporada e nos torneios da Austrália durante o verão (no hemisfério sul)", acrescentou a jovem australiana, que sonha conquistar um título de Grand Slam em casa. Este ano foi semifinalista do Aberto da Austrália, em Melbourne.

"Este foi um ano muito difícil para todos e embora eu esteja um pouco desapontada, pensando no tênis, a minha saúde e também a da minha família e da minha equipe são prioridade. Muito obrigada a todos os meus fãs por todo o apoio. Não posso esperar para competir diante de vocês de novo", completou.

Apesar de não defender o título em Paris, Barty não terá muito prejuízo no ranking. Isso porque a WTA modificou temporariamente o cálculo da pontuação. Serão considerados os 16 melhores resultados de cada jogadora no intervalo de 22 meses, entre março de 2019 e dezembro de 2020. Na prática, isso isenta as tenistas de defender pontos. E assim ela vai manter os 2 mil pontos conquistados no ano passado.

Remarcado para o fim deste mês, Roland Garros confirmou nesta segunda-feira (7) que receberá público na edição deste ano, apesar do recente crescimento do número de casos de covid-19 na França, e anunciou os protocolos da competição. Pela primeira vez na história, o Grand Slam francês será disputado no outono local, entre 27 de setembro e 11 de outubro.

"Desde que o circuito retornou, Roland Garros será o primeiro torneio com o privilégio de receber torcedores", disse Bernard Giudicelli, presidente da Federação Francesa de Tênis. A tradicional competição, no entanto, terá que restringir a entrada de torcedores, de acordo com as orientações do governo local, que permite a aglomeração de apenas 5 mil pessoas para esta região da capital francesa.

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Assim, a organização de Roland Garros dividiu o seu complexo em três grandes áreas de forma a cada parte receber até 5 mil fãs de tênis. As três áreas serão criadas em torno das três maiores quadras: a Philippe Chatrier (central), a Suzanne Lenglen e a Simonne-Mathieu, a mais nova do complexo.

Desta forma, os organizadores esperam receber até 20 mil pessoas por dia no local, o que equivale a cerca de 60% da capacidade total do local. A redução da capacidade será acompanhada pelo uso obrigatório de máscaras e por testes para covid-19 para todas as pessoas credenciadas para atuar na "bolha" de Roland Garros.

De acordo com as autoridades francesas, o país já superou a marca de 30 mil mortes pelo novo coronavírus. E o número de novos casos superou a marca de 8 mil por dia na sexta-feira passada.

PREMIAÇÃO - Também nesta segunda a organização de Roland Garros anunciou maior premiação para os tenistas futuramente eliminados na primeira rodada. De acordo com o torneio, é uma forma de ajudar os atletas em um ano difícil, sem competições ao longo de cinco meses, o que afetou financeiramente todos os jogadores.

"A premiação para quem perder na primeira rodada aumentou 30% em comparação ao ano passado, para 60 mil euros (cerca de R$ 376 mil)", anunciou a organização, em comunicado.

Segundo Grand Slam da temporada, Roland Garros foi atingido diretamente pela pandemia do novo coronavírus. Agendado para maio, foi transferido para este mês, tornando-se o quarto e último Major do ano. O Aberto da Austrália foi disputado normalmente em janeiro, Wimbledon foi cancelado e o US Open está em andamento, nos Estados Unidos.

Principal candidato ao título do US Open, Novak Djokovic decepcionou os fãs neste domingo ao ser desclassificado do Grand Slam por ter acertado uma bolada numa juíza de linha. Jogando na quadra central, o tenista número 1 do mundo deixa a competição na fase de oitavas de final sem completar sequer o primeiro set da partida contra o espanhol Pablo Carreño Busta.

Insatisfeito por ter sofrido uma quebra de saque, o sérvio acertou a juíza sem intenção. Ele voltava para o seu banco quando, de costas, acertou uma raquetada para trás. Acabou atingindo com força o rosto de uma juíza de linha, que foi ao chão imediatamente e recebeu o amparo do próprio Djokovic e de membros da organização. Instantes depois a juíza levantou, sem esconder o mal-estar.

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O árbitro de cadeira ainda conversou com o tenista por cerca de 12 minutos antes de oficializar a sua desclassificação, em meio ao constrangimento de todos. Pelas regras do tênis, os atletas são automaticamente eliminados das competições quando atingem qualquer pessoa com bolinhas ou raquetes. O sérvio já tinha arremessado uma bolinha com raiva contra uma das placas de patrocinadores antes de ser eliminado.

Antes do lance decisivo do jogo, Djokovic havia recebido atendimento médico em quadra para tratar de dores no ombro esquerdo, após cair de mal jeito sobre o membro. Até então, o sérvio vinha sendo o melhor em quadra, até com chances de encaminhar o set com facilidade.

Carreño Busta, atual 27º do mundo, vencia por 6/5 e iria sacar para fechar o set inicial no momento em que Djokovic acertou a juíza. Sem saber como reagir diante da situação incomum no tênis, o espanhol sequer comemorou a vaga inesperada nas quartas de final. Seu próximo adversário vai sair do duelo entre o canadense Denis Shapovalov e o belga David Goffin.

Dono de três títulos em Nova York, Djokovic vinha em grande momento no torneio e na temporada. Ainda sem perder neste ano, o sérvio somava 26 vitórias em 26 jogos em 2020 - eram 29 partidas de invencibilidade somando três triunfos ainda conquistados na temporada passada.

Neste US Open, Djokovic era o maior candidato ao título e a principal estrela da chave masculina devido às ausências do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal. Dono de 17 títulos de Grand Slam, ele tinha a oportunidade perfeita para somar mais um troféu e encostar de vez na briga pelo recorde de títulos neste nível de torneio, o mais prestigiado do tênis mundial - Federer soma 20, enquanto Nadal tem 19.

O sérvio também tinha a chance de ocupar o vácuo deixado pelos dois rivais, considerados por muitos como os maiores da história, tanto dentro de quadra quanto fora, em termos de liderança, carisma e preferência dos fãs.

NOVO CAMPEÃO - Com a desclassificação de Djokovic, o tumultuado US Open deste ano terá um novo campeão de Grand Slam. Isso porque o croata Marin Cilic e o escocês Andy Murray, tenistas que já levantaram troféus deste nível, já foram eliminados - Cilic se despediu na noite de sábado, contra o austríaco Dominic Thiem. Outros campeões, como o argentino Juan Martín Del Potro e o suíço Stan Wawrinka, sequer entraram na competição.

No duelo que encerrou a terceira rodada do US Open, Dominic Thiem superou Marin Cilic por 3 sets a 1, com parciais de 6/2, 6/2, 3/6 e 6/3, e avançou às oitavas de final do Grand Slam norte-americano. Na chave feminina, Victoria Azarenka confirmou seu favoritismo e também passou de fase.

Segundo cabeça de chave e número 3 do mundo, Thiem mostrou superioridade nos dois primeiros sets, que fechou com relativa tranquilidade. Depois, o austríaco viu o croata, número 38 do ranking da ATP, crescer no jogo e levar a terceira parcial.

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No entanto, Thiem voltou a dominar a partida e fechou a disputa no quarto set, em 2h27 de jogo. Ele se manteve invicto nos confronto diante de Cilic, que foi campeão do US Open em 2014. Assim, o único tenista campeão do Grand Slam de Nova York que se mantém na disputa é o número 1 do mundo, Novak Djokovic.

O austríaco, que completou 27 anos na última quinta-feira, está em sua sétima participação no US Open e tenta repetir a boa campanha que fez em 2018, quando alcançou as quartas de final. Ele ainda persegue seu primeiro Grand Slam, depois de dois vice-campeonatos seguidos em Roland Garros e um no início deste ano, na Austrália.

Na próxima fase, Thiem vai enfrentar o jovem canadense Felix Auger-Aliassime (21º), que chegou às oitavas depois de eliminar o brasileiro Thiago Monteiro, o veterano britânico Andy Murray e o jovem francês Corentin Moutet, este que derrotou por 3 sets a 0.

Quem também segue na competição é o local Frances Tiafoe (82º), que derrotou o húngaro Marton Fucsovics (66º) por 3 a 0, com parciais de 6/2, 6/3 e 6/2. Ele vai enfrentar o russo Daniil Medvedev no estágio seguinte do torneio.

FEMININO - Na chave feminina, Victoria Azarenka (27ª) confirmou o favoritismo e superou a jovem polonesa Iga Swiatek (53ª), de 19 anos, para confirmar vaga nas oitavas. A tenista bielorrussa despachou a adversária por 6/4 e 6/2 em 1h38 de partida.

Bicampeã do Aberto da Austrália e duas vezes finalista do US Open, Azarenka vem de título no Torneio de Cincinatti, na semana passada, sua primeira conquista desde que se tornou mãe, e engatou uma sequência de oito vitórias no circuito. Ela vai duelar contra a tcheca Karolina Muchova (26ª).

Outra que foi mãe recentemente e também avançou é Tsvetana Pironkova. Em seu primeiro torneio desde 2017, a búlgara superou a croata Donna Vekic (24ª) por 6/4 e 6/1. Sua próxima rival será a francesa Alizé Cornet (56ª) que se classificou depois de ver a local Madison Keys (14ª) abandonar no segundo set.

Ex-número 31 do mundo e semifinalista de Wimbledon em 2010, Pironkova está atualmente sem pontos na WTA. Ela solicitou o recurso do ranking protegido para entrar na chave do US Open, já que precisou fazer uma pausa na carreira para se dedicar ao nascimento do filho, em 2018.

A anfitriã Sofia Kenin, número 4 do mundo, avançou depois de superar a tunisiana Ons Jabeur (31ª) por 7/6 e 6/3.

Às vésperas de um controverso US Open, em meio à pandemia do novo coronavírus, um grupo de tenistas liderado por Novak Djokovic surpreendeu no fim de semana ao lançar uma nova entidade no esporte, a Professional Tennis Players Association (PTPA). A associação causou polêmica logo ao ser anunciada, com tenistas se posicionando contra e a favor. Um dos que reprovou a ideia foi o brasileiro Bruno Soares, um dos mais atuantes do circuito, dentro e fora das quadras.

"O momento não é bom para isso. Estamos voltando de uma pandemia. O tênis, obviamente como todos os esportes e negócios, sofreu muito com a pandemia. Acho que esse é o momento de a gente se unir e tentar recuperar logo a nossa força. Não era o momento ideal para fazer isso", afirmou o tenista de 38 anos, ao Estadão.

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A nova entidade causa polêmica já em seu nome. Numa tradução livre para o português, seria a Associação dos Tenistas Profissionais, que é exatamente o mesmo nome da ATP, a associação que rege o tênis masculino há quase 50 anos. Para alguns tenistas, a criação da nova entidade pode causar rivalidade natural com a ATP, o que poderia gerar uma divisão no tênis masculino.

Djokovic, que vem liderando o movimento ao lado do canadense Vasek Pospisil e do americano John Isner, acredita que a nova entidade atenderá melhor as demandas dos tenistas por reunir apenas atletas. A ATP reúne representantes dos jogadores e também dos torneios, tentando equilibrar os interesses dos dois lados. "Isso não é um sindicato, não estamos pedindo boicotes. E não estamos formando circuitos paralelos", afirmara o sérvio, no sábado.

Para Bruno Soares, a criação da entidade até pode ser positiva no futuro, mas no momento causa polêmica. "Não sei se é viável a existência de duas associações assim. Diz a turma do Djokovic que pode, diz a turma da ATP que não pode. Teremos que consultar os advogados. Mas, legalmente, eu não sei te dizer se pode ou não", comentou o duplista.

O brasileiro integra há anos o Conselho de Jogadores da ATP e revela que esse movimento já vinha se desenhando nos últimos anos. "Tem um tempo já, dois anos mais ou menos, que o Djokovic e Pospisil estão trabalhando nisso. Eles acreditam que, formando essa nova entidade, eles podem representar melhor os jogadores nas negociações e decisões. Então, é difícil falar até que ponto eles vão conseguir fazer isso."

Para poder liderar esta nova associação, Djokovic, Pospisil e Isner precisaram se afastar do mesmo Conselho do qual Soares faz parte. "A saída deles não foi abrupta. Houve diálogo. Ja vínhamos conversando sobre isso há um bom tempo. E, como a coisa tomou corpo e eles fizeram meio que o lançamento da entidade, digamos assim, aqui no torneio, a gente apenas falou: é um conflito de interesse estar nos dois lados. Seria interessante eles saírem e eles aceitaram na hora."

A iniciativa de Djokovic também pode ter consequências nos bastidores, diante de outros ídolos da modalidade. Isso porque o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, principais rivais do sérvio no circuito, também fazem parte do Conselho dos Jogadores da ATP e ambos demonstraram apoio público à ATP, assim como fizeram outras entidades do tênis, incluindo a organização dos quatro torneios do Grand Slam.

"Na prática, no Conselho dos Jogadores da ATP, não muda nada. O Djokovic, o Isner e o Pospisil saíram. Continuamos com a mesma função. O que acontece é que precisamos substituir estes jogadores e continuar nosso trabalho, que a gente vem fazendo, que é tentar representar os jogadores nas negociações, nas decisões da ATP", explicou Soares.

Maior dupla da história do tênis, detentores de diversos recordes na modalidade, os irmãos gêmeos americanos Bob e Mike Bryan colocaram um ponto final em suas respectivas carreiras na noite de quarta-feira. Em entrevista ao jornal americano The New York Times, os dois, que têm 42 anos, revelaram a aposentadoria imediata e nem disputarão o US Open, Grand Slam em Nova York que começará nesta segunda.

"Nós dois sentimos nas entranhas que é o momento certo", disse Mike Bryan, o mais velho dos gêmeos, com diferença de apenas dois minutos. "Nessa idade dá muito trabalho sair e competir. Ainda adoramos jogar, mas não adoramos deixar nossos corpos prontos para viajar. A recuperação é mais difícil. Sentimos que fomos competitivos este ano, no ano passado, no ano anterior. Queremos sair agora, onde ainda temos um bom tênis".

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Ao longo de 22 anos de carreira foram 119 títulos, sendo 16 de Grand Slam. Eles ficaram por 438 semanas na liderança do ranking mundial da ATP e terminaram 10 temporadas como a melhor dupla do mundo. Além disso, conquistaram juntos a medalha de ouro para os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, na Inglaterra.

"Éramos praticamente invencíveis durante aqueles anos", disse Bob Bryan. "Quando tínhamos uma pausa no saque, sorriamos, e nenhuma negatividade entrou em nosso jogo", completou.

Entre 2012 e 2013, os irmãos Bryan tiveram uma sequência de quatro títulos de Grand Slam, somados à conquista do ouro olímpico em Londres, concluindo um "Golden Slam fora de época", já que a série de triunfos começou pela medalha, seguida pelo US Open também em 2012, o Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon, estes três no ano seguinte.

O plano inicial era encerrar a carreira no US Open deste ano, diante do público. Porém, com a chegada da pandemia do novo coronavírus em março, a paralisação do circuito profissional por cinco meses e a confirmação de que o Grand Slan em Nova York seria realizado sem a presença dos fãs, Bob e Mike optaram por confirmar a aposentadoria.

"Não estávamos neste último ano apenas para jogar as partidas e ganhar pontos ou ganhar dinheiro", disse Bob. "Foi para realmente agradecer a todos e sentir o clima uma última vez. As multidões são o que torna o US Open mágico em nossas mentes. Nós realmente aplaudimos o Aberto dos Estados Unidos por ser realizado, além de todo o trabalho que eles colocaram para devolver o tênis aos fãs na TV e dar aos jogadores a oportunidade de competir novamente e ganhar dinheiro. Mas simplesmente não era certo para nós".

O último troféu erguido pela dupla foi no ATP 250 de Delray Beach, nos Estados Unidos, em fevereiro deste ano, antes da pandemia da covid-19 ser decretada.

"Dedicamos mais de 20 anos ao circuito e agora estamos ansiosos para o próximo capítulo de nossas vidas. Dito isso, nos sentimos muito abençoados por termos sido capazes de jogar duplas por tanto tempo, gratos pelas oportunidades no início do ano de jogar e dizer adeus aos fãs. Vencer nosso evento final em Delray Beach e fechar a eliminatória da Copa Davis em Honolulu são momentos que vamos lembrar e amar para sempre", complementou Mike.

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