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A organização do Torneio de Wimbledon, o mais antigo e tradicional do circuito, admitiu nesta quarta-feira que pode adiar ou até mesmo cancelar a edição deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus. O terceiro Grand Slam da temporada está marcado para começar no dia 29 de junho.

"Uma reunião de emergência com o Conselho do AELT (All England Lawn Tennis Club) está agendada para a próxima semana e, como preparação, estamos mantendo a comunicação direta com a LTA, ATP, WTA, ITF e com os outros Grand Slams. A preparação para o campeonato está marcado para o fim de abril", anunciou a organização, em comunicado.

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O torneio britânico, sediado em Londres, já descartou ser realizado com os portões fechados. E indicou que cancelar é mais provável que adiar porque a competição é realizada numa época bem específica do ano, a curta temporada de grama, com duração de pouco mais de um mês. Sediar um torneio nesta superfície em outro momento da temporada seria difícil.

"Neste momento, baseado nos conselhos que estamos recebendo das autoridades públicas de saúde, a curta janela que temos para sediar o campeonato, devido à natureza da superfície, sugere que o adiamento não é desprovido de risco significativo e dificuldades", argumenta a organização, lembrando que a grama apresenta suas melhores condições justamente no meio do ano, no verão do Hemisfério Norte.

No início deste mês, Roland Garros surpreendeu ao anunciar seu adiamento para setembro, uma semana depois do US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada. O comunicado de forma abrupta causou polêmica e críticas no circuito, por não levar em consideração a data de outros torneios.

Neste momento, os circuitos masculino e feminino de tênis estão interrompidos. Toda a temporada de saibro foi cancelada, com exceção de Roland Garros, remarcado para o segundo semestre. Segundo a ATP e a WTA, que regem ambos os circuitos, os rankings ficarão congelados até a retomada dos torneios, o que está previsto para o início de junho, para a temporada de grama.

Um dos maiores tenistas de todos os tempos, o suíço Roger Federer resolveu dar uma ajuda no combate à pandemia do novo coronavírus. Nesta quarta-feira, ele e sua esposa Mirka Vavrinec anunciaram pelas redes sociais que farão uma doação de 1 milhão de francos suíços (R$ 5,08 milhões) para cuidar das famílias mais necessitadas na Suíça.

"Esses são tempos desafiadores para todos e ninguém pode ficar para trás. Mirka e eu decidimos doar um milhão de francos suíços para as famílias mais vulneráveis na Suíça. Nossa contribuição é apenas um começo e espero que outros também se juntem a nós para ajudar mais famílias necessitadas. Juntos podemos superar essa crise! Fiquem com saúde!", escreveu o suíço em seu Instagram.

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Neste momento, Federer segue em recuperação após realizar uma artroscopia no joelho em fevereiro. Por conta disso, ele não pode defender o título no ATP 500 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e também não jogaria os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, ambos nos Estados Unidos, além de toda a temporada de saibro, incluindo Roland Garros.

Mas com a suspensão do circuito profissional até pelo menos o dia 7 de junho, o atual número 4 do ranking da ATP deverá voltar a jogar, junto com todos os outros tenistas, na temporada de grama que terminará com a realização do Torneio de Wimbledon, o Grand Slam disputado em Londres, na Inglaterra.

Sensação do tênis brasileiro neste início de ano, Thiago Wild anunciou na noite desta terça-feira (24) que contraiu o novo coronavírus. O atleta de 20 anos disse se sentir bem e pediu atenção à doença através de mensagem nas redes sociais.

"E aí galera, to passando aqui para avisar que acabei de contrair o covid-19. Meu resultado saiu hoje (terça). Há uns dez dias eu tive alguns sintomas, tive febre, fiquei um pouco gripado. Mas daqui a pouco, pelo período de incubação da doença, já vai passar... Vou ficar bem", declarou.

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Wild, que não enfrentou nenhuma complicação da doença, disse estar perto de se recuperar totalmente. "Já venho me sentindo bem nos últimos dias, mas tô passando aqui para alertar todo mundo que tem que ficar em casa, tem que tomar cuidado com isso. É uma doença séria, mas que pode ser controlada com força de todo mundo", afirmou.

Uma das promessas do tênis brasileiro, o tenista paranaense surpreendeu no mês passado ao se sagrar campeão do Torneio de Santiago, no Chile. Ao faturar seu primeiro título ATP na carreira ainda com 19 anos, ele se tornou o mais jovem brasileiro a ganhar um troféu deste nível, superando Gustavo Kuerten, campeão pela primeira vez aos 20 anos.

A conquista o levou ao 114º posto do ranking da ATP, figurando agora na posição de número dois do Brasil, atrás apenas de Thiago Monteiro.

Antes de Wild, três atletas brasileiros haviam testado positivo para o novo vírus: o pivô Maique, do time de basquete do Paulistano, e os jogadores de futebol Jonathas de Jesus e Dori. Jonathas, ex-Corinthians, mora na Espanha, onde defende o Elche na segunda divisão nacional. E Dori, formado na base do Fluminense, joga no futebol chinês.

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Em raro comunicado conjunto, a ATP e a WTA anunciaram nesta quarta-feira o cancelamento da temporada de saibro do circuito em razão da pandemia de coronavírus. As competições só vão retornar no início de junho, já para a curta temporada de grama do calendário. As entidades também congelaram os rankings, mantendo a indefinição sobre a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Inicialmente, a ATP havia suspendido o circuito masculino por apenas seis meses, com retorno no meio de abril. Já a WTA paralisara o calendário feminino até o início de maio. Antes, a organização dos Torneios de Indian Wells e Miami, dois dos maiores do circuito, abaixo apenas dos Grand Slams, também cancelaram suas edições deste ano.

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Desta vez, as duas entidades ampliaram a suspensão do circuito até o dia 8 de junho, quando terão início dos torneios na grama, tanto no masculino quanto no feminino. A temporada nesta superfície culmina em Wimbledon, marcado para 29 de julho. A data do Slam foi mantida, assim como as demais competições na grama.

Já os torneios de saibro foram todos cancelados, neste período entre março e junho. Isso inclui os tradicionais Masters 1000 de Madri e Roma, que contam com chaves masculina e feminina, além dos Torneios de Strasbourg, Rabat, Munique, Estoril, Genebra e Lyon. Os cancelamentos incluem as competições de nível challenger e ITF.

O único torneio da gira de saibro que foi mantido no calendário deste ano é Roland Garros, transferido para o período de 20 de setembro a 4 de outubro. A mudança, anunciada de forma inesperada na terça, causou polêmica entre as principais entidades do tênis mundial.

Isso porque afetará os torneios mais próximos, como o US Open, marcado para acabar uma semana antes da nova data de Roland Garros. Além disso, haverá choque com a Laver Cup, que passou a integrar o calendário oficial da ATP no ano passado, com pontos no ranking, inclusive.

Ao anunciar as mudanças no calendário, a ATP e a WTA não deixaram de alfinetar a decisão dos organizadores do Grand Slam francês. "O momento não é de agir de forma unilateral, mas em uníssono. Todas as decisões relacionadas ao impacto do coronavírus exigem consultas apropriadas e revisões diante dos acionistas, uma visão que é compartilhada por ATP, WTA, ITF, AELTC, Tennis Austrália e USTA", diz o comunicado, sem citar a Federação Francesa de Tênis (FFT), responsável pela organização de Roland Garros.

RANKINGS - A mudança da data do Grand Slam disputado em Paris e o cancelamento da temporada de saibro deixaram em aberto os critérios para a classificação olímpica. Inicialmente, as vagas seriam definidas pelo ranking a ser atualizado justamente no dia 8 de junho, que seria a lista publicada logo após a disputa de Roland Garros.

Nesta quarta, as entidades decidiram congelar todos os rankings. Assim, a pontuação de todos os tenistas será mantida intacta até o dia 8 de junho, se descontar nenhum ponto e também sem acrescentar mais nenhum, afinal todas as competições do período foram canceladas.

Desta forma, se mantiver esta data como definição da classificação para os Jogos de Tóquio, a ATP e a WTA vão confirmar os tenistas que já estão neste momento dentro da zona de classificação. As entidades não informaram se o formato da qualificação olímpica será mantido.

Para evitar o contágio do novo coronavírus, a Federação Francesa de Tênis anunciou nesta terça-feira o adiamento do tradicional torneio de Roland Garros, disputado anualmente em Paris desde 1891. Em vez de começar em 24 de maio, a competição terá início em setembro. É a primeira vez quem um Grand Slam é afetado pela pandemia. Antes disso o evento mais importante a ter sido suspenso havia sido o Masters 1000 de Indian Wells, na Califórnia, e de Miami, na Flórida.

Com o adiamento de Roland Garros, o próximo Grand Slam marcado para o calendário é Wimbledon, em Londres, com início no fim de junho. A decisão de mudar a data da competição francesa vem na sequência de diversos adiamentos de competições esportivas pelo mundo. Na última semana, vários organizadores de torneios de tênis anunciaram seguidos cancelamentos.

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A competição francesa de 2020 era importante por ser o último torneio da ATP que conta pontos para determinar quais competidores podem se classificar para disputar o torneio olímpico de tênis nos Jogos de Tóquio. Por enquanto, a Olimpíada continua com a programação normal e tem o início marcado para o dia 26 de julho.

O tradicional torneio de Roland Garros só não foi disputado em anos de Guerras Mundiais. O primeiro intervalo em que o evento acabou cancelado foi de 1915 a 1919. Depois, o mesmo se repetiu de 1940 até 1945. Um dos grandes nomes da história da competição é o brasileiro Gustavo Kuerten, vencedor de três edições.

Na França, a situação do novo coronavírus tem sido monitorada de perto pelo governo local. O presidente do país, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que pelo período de 15 dias as pessoas só vão pode sair de casa para atividades extremamente necessárias, como ir ao trabalho e comprar comida. Macron inclusive pediu para as famílias evitarem festas e reuniões.

A quinta-feira está agitada no tênis mundial. Horas depois do prefeito de Miami, nos Estados Unidos, ordenar o cancelamento de qualquer evento na cidade com aglomeração de pessoas, que ocasionou como consequência imediata o adiamento do Masters 1000 de Miami, com início previsto para o próximo dia 23, a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) se posicionou sobre o assunto e declarou que o circuito profissional estará suspenso pelas próximas seis semanas.

A suspensão da entidade que comanda o tênis masculino significa que todos os eventos ATP e de nível Challenger programados até e inclusive na semana de 20 de abril não ocorrerão. Após o recente cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, os outros eventos afetados são o ATP 250 de Houston (Estados Unidos), o ATP 250 de Marrakesh (Marrocos), o Masters 1000 de Monte Carlo (Mônaco), o ATP 500 de Barcelona (Espanha) e o ATP 250 de Budapeste (Hungria).

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"A suspensão de seis semanas se deu em sequência à declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira de que o Covid-19 constitui uma pandemia global. Além disso também houve a restrição de viagens de 30 dias anunciada pelos Estados Unidos para estrangeiros de 26 países europeus", explicou a ATP em uma nota oficial.

A entidade afirmou que está monitorando a situação relacionada ao coronavírus, recebendo conselhos de especialistas médicos e consultores de viagens e consultando todas as autoridades reguladoras locais. Também haverá uma análise contínua sobre a viabilidade de eventos subsequentes no calendário.

"Esta não é uma decisão fácil de ser tomada, pois representa uma grande perda para nossos torneios, jogadores e fãs em todo o mundo. No entanto, acreditamos que esta é a ação responsável necessária neste momento, a fim de proteger a saúde e a segurança de nossos jogadores, equipe, comunidade de tênis mais ampla e saúde pública em geral diante dessa pandemia global", disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP.

A suspensão dos eventos da ATP ocorre com efeito imediato, o que significa que os torneios de nível Challenger desta semana em Nur Saltan, no Casaquistão, e Potchefstroom, na África do Sul, não poderão ser concluídos.

Número 2 do mundo, Rafael Nadal confirmou o favoritismo ao vencer o norte-americano Taylor Fritz (35º do ranking mundial) por 6/3 e 6/2 na madrugada deste domingo (horário de Brasília) e conquistar o Torneio de Acapulco, no México. O espanhol fechou o torneio sem perder um set sequer.

"Não poderia estar mais feliz. Joguei muito bem do começo ao fim", analisou Nadal. "Acapulco foi o primeiro grande título que ganhei na minha carreira, então é incrível voltar a vencer aqui depois de 15 anos", disse o espanhol, que se tornou tricampeão do evento mexicano - além de 2005, também havia triunfado em 2013.

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Nadal agora soma 20 títulos de Grand Slam e 85 de torneios da ATP na sua trajetória. Ele ostenta 20 vitórias e apenas duas derrotas no México. É o primeiro troféu que o espanhol levantou desde a conquista do US Open, em setembro do ano passado.

Em solo mexicano, Nadal foi soberano do começo ao fim. Antes de enfrentar Fritz, tinha perdido apenas 20 games em sua trajetória no torneio, no qual enfrentou adversários de diferentes níveis e características. Experientes, como o búlgaro Grigor Dimitrov, e mais jovens, caso do sérvio Miomir Kecmanovic.

Diante de Fritz, o número 2 do mundo se manteve consistente no fundo da quadra e acertou contragolpes que fizeram a diferença. Errou pouco, permitiu apenas uma quebra ao rival norte-americano, quando já havia aberto vantagem no segundo set, e fechou a partida com certa tranquilidade.

Havia incerteza sobre a performance de Nadal depois de ele ter se ausentado do circuito da ATP após o Aberto da Austrália, em que caiu nas quartas de final ao perder para o austríaco Dominic Thiem. Ele provou, com o desempenho dominante em Acapulco, que seu nível de tênis continua muito alto.

No entanto, Nadal terá que elevar ainda mais sua performance caso queira voltar ao topo do ranking, hoje ocupado pelo sérvio Novak Djokovic, que no sábado faturou o ATP de Dubai.

Em um longo embate de 2h34, algum incomum para jogos de duplas no atual formato, o brasileiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot derrotaram os colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, que lideram o ranking da ATP, e faturaram o ATP 500 de Acapulco, no México. Os vencedores tiveram de salvar dois match points e triunfaram com parciais de 7/6 (8/6), 6/7 (4/7) e 11/9.

"Eu e Kubot estamos muito felizes por conquistar esse título em Acapulco. Significa muito para nós", celebrou o brasileiro. "Estávamos prontos para colocar nosso melhor tênis em quadra. A partida foi muito dura e decidida por um ou dois pontos", avaliou.

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Foi o primeiro título de Melo e Kubot em 2020. Os dois não venciam um torneio de nível ATP desde agosto do ano passado, quando triunfaram em Winston-Salem, nos Estados Unidos. No final de 2019, a dupla amargou três vices em sequência.

Melo disputou a 24ª final ao lado de Kubot e a 63ª de sua carreira. O tenista mineiro tem 34 troféus de nível ATP, sendo 13 ao lado do polonês, e se tornou bicampeão em Acapulco, onde também venceu em 2015, quando atuava ao lado do croata Ivan Dodig. Kubot ostenta três troféus do evento mexicano - venceu também em 2010 e 2013.

O confronto foi extremamente disputado. Para se ter ideia, no primeiro set, houve quatro quebras nos cinco primeiros games e Melo e o polonês chegaram a desperdiçar um set point. No entanto, foram superiores no tie-break e fecharam o set. Na parcial seguinte, os colombianos cresceram e foram dominantes. Não houve quebra, mas a dupla número 1 do mundo levou a melhor em outra disputa no tie-break.

No match tie-break, a disputa foi aberta. Melo e Kubot abriram 3 a 0, mas viram os oponentes reagirem. O brasileiro e o polonês perderam o saque e ficaram em desvantagem. No entanto, conseguiram salvar dois match points e fecharam o jogo na primeira chance que tiveram.

Melo e Kubot somam 500 pontos cada no ranking mundial individual de duplas e subirão três posições na lista, recuperando o quinto lugar. Os dois dividem a premiação de 119 mil dólares (cerca de R$ 535 mil).

Agora, eles se concentram na disputa dos dois primeiros torneios de nível Masters 1000 da temporada, em Indian Wells e Miami, ambos nos Estados Unidos, neste mês de março.

O status de favorita não adiantou muita coisa para Petra Kvitova na decisão do WTA de Doha, no Catar. A checa caiu neste sábado diante da jovem bielo-russa Aryna Sabalenka por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3, e perdeu a chance de conquistar seu primeiro título desde abril do ano passado, quando ganhou o WTA de Stuttgart, na Alemanha.

Aos 21 anos, Sabalenka faturou em Doha o sexto título de sua carreira, o primeiro em 2020 - no ano passado, ela foi campeã em Shenzhen, Wuhan e Zhuhai, todos na China. Com essa conquista, a bielo-russa superou a decepção sofrida no Aberto da Austrália, disputado há um mês, em que ela foi eliminada logo na primeira rodada pela espanhola Carla Suárez Navarro.

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A vitória sobre Kvitova fará Sabalenka pular da 13.ª para a 11.ª colocação do ranking mundial, mas ela ainda precisa subir mais duas colocações para igualar a melhor marca de sua carreira. Quanto à checa de 29 anos, ela vai perder uma posição, aparecendo nesta segunda-feira, quando o ranking será atualizado, como a 12.ª melhor tenista do mundo.

Sabalenka foi agressiva desde o começo do jogo em Doha e sacou muito bem. Com isso, dominou completamente o primeiro set e não teve muitas dificuldades para fechá-lo em 6/3. Foi só no quarto game da segunda parcial que Kvitova teve a chance de quebrar o serviço da bielo-russa, mas ela desperdiçou cinco break points, o que se mostrou fatal. Na sequência, a checa teve o saque quebrado e não foi capaz de reagir.

"Eu adoro jogar na China e tenho me saído bem lá, mas estou feliz por finalmente ganhar um troféu fora da China", brincou Sabalenka, referindo-se aos três títulos de 2019. "Tenho muito respeito pela Kvitova, sei que ela é uma grande lutadora e que daria tudo na final. Tentei me concentrar em cada ponto porque sabia que ela poderia reagir e ganhar de mim. Esse foi o segredo."

Segundo Kvitova, o saque foi decisivo para o desfecho da final em Doha, tanto o dela quanto o de Sabalenka. "A maior diferença foi o saque, com certeza. Não consegui colocar o primeiro serviço na quadra e ela colocou 80%, ou algo assim."

As inúmeras lesões e batalhas contra o próprio corpo foram demais para Maria Sharapova. Dona de cinco títulos de Grand Slam e ex-número 1 do mundo, a tenista russa de 32 anos anunciou nesta quarta-feira (26) que está se aposentando profissionalmente do esporte que começou a praticar quando tinha apenas quatro. O anúncio foi feito em uma carta de despedida aos fãs publicada pelas revistas norte-americanas Vogue e Vanity Fair.

"Como você deixa para trás a única vida que você já conheceu? Como você se afasta das quadras em que treinou desde pequena, o jogo que você ama - um jogo que lhe trouxe lágrimas não contadas e alegrias indizíveis - um esporte em que você encontrou uma família, junto com fãs que se uniram atrás você por mais de 28 anos? Eu sou nova nisso, então por favor me perdoe. Tênis, estou me despedindo", escreveu a russa.

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Desde 2007, quando teve a sua primeira grave lesão no ombro direito (operado duas vezes), Sharapova batalhou com, pelo menos, outras nove lesões entre braço, cotovelo, coxa e tornozelo. Antes das contusões, conquistou o título de Wimbledon, em 2004, e o US Open de 2006. Já convivendo com elas, faturou o Aberto da Austrália, em 2008, e Roland Garros por duas vezes - em 2012 e 2014.

"Eu aceitei esses sinais finais quando eles vieram. Um deles aconteceu em agosto do ano passado durante o Aberto dos Estados Unidos (US Open). Atrás de portas fechadas, trinta minutos antes de entrar na quadra, eu tinha um procedimento para 'entorpecer' meu ombro... Compartilho isso não para obter pena, mas para pintar minha nova realidade: meu corpo se tornou uma distração", contou Sharapova.

Em 2016 veio o pior momento da carreira da russa, que foi pega em um exame antidoping realizado no Aberto da Austrália daquele ano com o uso de Meldonium - uma substância que tomava desde 2006, mas que se tornou proibida em 1.º de janeiro daquele ano. Ela acabou suspensa por dois anos, mas recorreu e viu a pena cair para 15 meses. Porém, desde o retorno a russa sofreu com lesões e nunca mais repetiu o tênis de antigamente.

Na carta de despedida, Sharapova faz uma espécie de viagem pela própria carreira. Em Sochi, na Rússia, ela deu os primeiros passos no tênis aos quatro anos, inspirada pelo pai. Hoje, com 32, ela expressou gratidão ao esporte e garantiu que sentirá saudades da antiga rotina.

"Ao dar minha vida ao tênis, o tênis me deu uma vida. Sentirei falta todos os dias. Vou sentir falta do treinamento e da minha rotina diária: acordar de madrugada, amarrar o sapato esquerdo à direita e fechar o portão da quadra antes de acertar minha primeira bola do dia. Vou sentir falta da minha equipe, dos meus treinadores. Vou sentir falta dos momentos sentados com meu pai no banco da quadra de treino. Os apertos de mão - ganhar ou perder - e os atletas, sabendo ou não, que me pressionaram a ser o meu melhor", disse.

A russa termina a sua carreira profissional no tênis com 36 títulos e somando 21 semanas na liderança do ranking da WTA. Ela ainda conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Seu último jogo foi a derrota para a croata Donna Vekic por 2 sets a 0 - com parciais de 6/3 e 6/4 -, em janeiro, pela primeira rodada do Aberto da Austrália.

Surpreendente campeã do Aberto da Austrália, a norte-americana Sofia Kenin entrou pela primeira vez no Top 10 do ranking da WTA, na atualização desta segunda-feira (3). Ela subiu oito posições e alcanço o sétimo lugar, mais perto das líderes da lista. Nas duplas, a brasileira Luisa Stefani deu um salto de 21 posições.

Com o título, Kenin somou pontos suficientes para sonhar ainda mais alto no ranking nas próximas semanas. E isso porque ela está próxima da canadense Bianca Andreescu, da suíça Belinda Bencic e da ucraniana Elina Svitolina, respectivamente sexta, quinta e quarta colocadas do ranking.

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Estas três mudaram de posições, assim como a romena Simona Halep e a checa Karolina Pliskova. Halep assumiu a vice-liderança, atrás somente da australiana Ashleigh Barty, mesmo sem conquistar o sonhado título diante de sua torcida. Pliskova caiu para o terceiro lugar. Já Svitolina ganhou um lugar e Bencic, dois.

Ainda dentro do Top 10, a holandesa Kiki Bertens subiu um lugar e figura agora em oitavo, logo à frente de Serena Williams, que sustentou o nono lugar mesmo sem brilhar em Melbourne. Já a japonesa Naomi Osaka e a checa Petra Kvitova foram as maiores "derrotadas" na atualização pós-Aberto da Austrália.

Sem defender o título do ano passado, Osaka perdeu seis postos. É a 10ª colocada. Kvitova caiu três posições, para o 11º lugar. Em situação oposta, a espanhola Garbiñe Muguruza subiu 16 postos e aparece agora em 16º após ser vice-campeã na Austrália.

BRASIL - Luisa Stefani foi o grande destaque brasileiro na atualização desta segunda-feira. Campeã do Torneio de Newport Beach, nos Estados Unidos, no fim de semana, ela subiu do 66º para o 45º lugar do ranking de duplas. Ela foi campeã ao lado da parceira habitual, a norte-americana Hayley Carter. Foi o primeiro título da dupla na temporada.

"Entrar no Top 50 vai ajudar a entrar e mais torneios, nos Grand Slams, até nos Premieres que é a meta principal, com chaves menores será mais difícil entrar, agora o alvo é muito mais alto então é mais um degrau no caminho certo", comentou a brasileira, que agora defenderá o Brasil na Fed Cup, contra a Alemanha, em Florianópolis, na sexta-feira e no sábado.

Entre as demais brasileiras, Beatriz Haddad Maia caiu 21 posições, ainda cumprindo suspensão provisória por doping. Ela figura em 144º, sendo a melhor brasileira do ranking de simples. Gabriela Cé e Teliana Pereira vêm logo atrás, com boas subidas nesta segunda. Elas saltaram nove e 15 posições, respectivamente.

Confira a lista das 20 melhores tenistas do ranking:

1.º - Ashleigh Barty (AUS), 8.367 pontos

2.º - Simona Halep (ROM), 6.101

3.º - Karolina Pliskova (RCH), 5.290

4.º - Elina Svitolina (UCR), 4.775

5.º - Belinda Bencic (SUI), 4.675

6.º - Bianca Andreescu (CAN), 4.665

7.º - Sofia Kenin (EUA), 4.495

8.º - Kiki Bertens (HOL), 3.965

9.º - Serena Williams (EUA), 3.915

10.º - Naomi Osaka (JAP), 3.626

11.º - Petra Kvitova (RCH), 3.466

12.º - Madison Keys (EUA), 2.962

13.º - Aryna Sabalenka (BLR), 2.820

14.º - Johanna Konta (ING), 2.753

15.º - Petra Martic (CRO), 2.586

16.º - Garbiñe Muguruza (ESP), 2.527

17.º - Mareta Vondrousova (RCH), 2.430

18.º - Alison Riske (EUA), 2.360

19.º - Elise Mertens (BEL), 2.360

20.º - Angelique Kerber (ALE), 2.175

144.º - Beatriz Haddad Maia (BRA), 413

225.º - Gabriela Cé (BRA), 256

359.º - Teliana Pereira (BRA), 126

O sérvio Novak Djokovic vai jogar a sua oitava final do Aberto da Austrália. Nesta quinta-feira, ele se classificou para mais uma decisão em Melbourne ao derrotar o suíço Roger Federer em sets diretos, por 7/6 (7/1), 6/4 e 6/3.

Segundo cabeça de chave, Djokovic manteve sua marca de nunca ter perdido uma semifinal no Melbourne Park e está a uma vitória de estender outra série: ele ganhou todas as sete finais que disputou no Aberto da Austrália.

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Djokovic esteve sob pressão no início da partida, quando Federer, seis vezes campeão desse evento, quebrou o seu saque duas vezes e abriu 4/1, chegando a liderar o sexto game por 40/0. Mas o suíço foi incapaz de fechar a parcial, quando a liderava por 5/4 e permitiu que o sérvio quebrasse o seu saque.

Depois, então, Djokovic dominou o tie-break. E Federer utilizou o tempo médico ao fim da parcial. Havia dúvidas sobre as condições físicas do suíço de 38 anos, que dois dias antes salvou sete match points antes de derrotar o norte-americano Tennys Sandgren em uma partida de cinco sets. E ele atuou com uma lesão na virilha.

Foi o 50º encontro entre eles, sendo a sexta seguida em eventos no Grand Slam em que Djokovic superou Federer - está em vantagem de 11 a 6 em torneios desse tipo e 27 a 23 no retrospecto geral.

"Ele começou muito bem. Eu estava muito nervoso no começo", disse Djokovic. "Eu só quero dizer que respeito muito Roger por ter jogado hoje à noite (no horário local). Ele estava obviamente machucado. Não estava no seu melhor", acrescentou o dono de 17 títulos de Grand Slam, que agora tentará ficar mais próximo do recorde de 20 taças de Federer.

Na decisão da chave masculina do Aberto da Austrália, marcada para domingo, Djokovic vai enfrentar o vencedor da semifinal desta sexta-feira entre o austríaco Dominic Thiem e o alemão Alexander Zverev.

Ex-número 1 do Brasil, o tenista João Souza, mais conhecido como Feijão, foi banido do esporte neste sábado pela Unidade de Integridade do Tênis (TIU, na sigla em inglês). O atleta de 31 anos foi condenado por ter cometido "múltiplas infrações de manipulação de resultados e violações relacionadas à corrupção", segundo o órgão internacional. Foi ainda multado em US$ 200 mil, equivalente à R$ 834 mil. O jogador, que já estava suspenso provisoriamente, nega as acusações.

"Uma investigação da Unidade de Integridade do Tênis estabeleceu que, entre 2015 e 2019, o jogador cometeu diversas infrações on Programa Anticorrupção do Tênis. Isso inclui repetidos incidentes de manipulação de resultados em torneios de nível Challenger e Futures disputados no Brasil, México, Estados Unidos e República Checa", informou a TIU, em comunicado oficial.

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A entidade, criada pela ATP, WTA, ITF e pelo Grand Slam Board, alegou ainda que Feijão cometeu infrações ao não denunciar casos de corrupção no esporte, não cooperar com as investigações e por também solicitar que outros tenistas não jogassem "em seus melhores níveis".

A decisão, divulgada somente neste sábado, foi tomada em audiência realizada no dia 14 deste mês, sob a liderança do professor Richard McLaren. Conhecido por liderar as investigações que causaram as punições por doping ao esporte russo nos últimos anos, ele foi o responsável por julgar o caso.

Pela decisão, Feijão não pode mais participar das competições oficiais do circuito e nem mesmo estar presente em eventos promovidos por ATP e ITF. O ex-número 1 do Brasil já ocupou o posto de 69º do ranking mundial em simples. Atualmente é o 742º. Feijão nunca conquistou títulos de nível ATP, mas ficou famoso por participar da partida mais longa da história da Copa Davis, em 2015 - trata-se do segundo mais longo da história em todas as competições.

A punição aplicada ao tenista brasileiro é a segunda mais pesada já aplicada pela TIU. Só está abaixo da dura sanção sofrida pelo italiano Daniele Bracciali em 2018. Ele também foi banido do tênis, porém com multa maior: US$ 250 mil. Entre os brasileiros já punido por entidades internacionais, Feijão foi quem sofreu a pena mais severa. No ano passado, o gaúcho Diego Matos também foi banido.

O caso de Feijão vinha se arrastando desde o ano passado, entre idas e vindas inesperadas. Ele havia sido suspenso inicialmente em abril por manipulação de resultados. No entanto, apenas dois dias depois a punição foi revogada. O jogador chegou a voltar a jogar, mas voltou a ser suspenso. Na época, a TIU alegou que havia provas adicionais contra ele. Desde então, o atleta vinha cumprindo a suspensão provisória.

DEFESA - Em contato com o Estado, o advogado do atleta, Michel Assef Filho, avisou que vai recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês). Ele negou que Feijão tenha se envolvido em qualquer caso de manipulação de resultados e disse que o tenista contribuiu com as investigações, diferentemente do que alega a TIU.

"O comunicado da TIU diz que o João teria apagado provas. Isso não é verdade. O João entregou o celular, a senha do celular, a senha do Facebook. Solicitaram extratos bancários e ele entregou tudo o que tinha. Toda e eventual conta que tivesse em aplicativos, entregou tudo. Até concedeu uma entrevista à equipe de investigação sem saber quais perguntas seriam feitas. Isso não é atitude de quem pratica ato de corrupção", disse o advogado.

No entanto, Assef Filho admitiu que o jogador não jogou com "seus melhores esforços" por questões pessoais. "Ele estava num momento difícil, de separação, com a filha recém-nascida. E isso ficou provado nos autos com depoimentos das testemunhas, arroladas pela própria acusação. Os atletas que disputaram os jogos de duplas com o João afirmam que, de fato, ele tinha viagem marcada para após o jogo. Ele havia comprado as passagens antes da partida porque não queria jogar. Ele confessou que não utilizou os melhores esforços em alguns jogos e isso é uma infração, sim. Mas deveria ter uma punição muito mais branda."

O advogado afirmou também que, se o tenista fosse alvo de um processo judicial, dificilmente teria sido condenado. Ele explica que, por ser um julgamento de cunho administrativo, o atleta está sujeito a punições mesmo sem a apresentação de "provas cabais".

"A questão é que o programa anticorrupção acaba punindo quando ele se convence de que há atitude que pode ser considerada como corrupção. É diferente de um processo judicial, que exige prova cabal do cometimento de uma corrupção. Se fosse uma processo judicial, dificilmente teria uma condenação."

Neste aspecto, ele também criticou a multa aplicada. "Não tem qualquer fundamento. Para aplicar multa, você tem que, de fato, ter a prova de recebimento de valor. E nos autos não tem nenhuma evidência de que o João teria recebido algum dinheiro, nada, zero", declarou o advogado.

A sexta-feira (24) foi de quedas inesperadas e até de despedida na chave feminina do Aberto da Austrália. A norte-americana Serena Williams e a japonesa Naomi Osaka foram eliminadas na terceira rodada, enquanto a dinamarquesa Caroline Wozniacki não apenas deixou a competição como também abandonou as quadras.

O resultado mais surpreendente do dia foi a derrota de Serena para a chinesa Wang Qiang, apenas a 27ª cabeça de chave. Embalada e uma das principais favoritas ao título, a ex-número 1 do mundo foi batida por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 6/7 (2/7) e 7/5, em 2h41min.

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Com uma postura agressiva em quadra, Serena arriscou demais ao longo do jogo e acabou cometendo 56 erros não forçados - a rival falhou apenas 20 vezes. Em compensação, a número nove do mundo disparou 43 bolas vencedoras, contra 25 da chinesa, atual 29ª do ranking.

Serena terminou a partida com apenas uma quebra de saque, em seis oportunidades. Do outro lado da quadra, Qiang se impôs mais em quadra. Foram três quebras, em 12 chances. Com a queda, a americana voltou a adiar o sonho de igualar o recorde de títulos de Grand Slam, que pertence à australiana Margaret Court, dona de 24 troféus.

Nas oitavas de final, a tenista da China vai duelar justamente com a tunisiana Ons Jabeur, algoz de Caroline Wozniacki pelo placar de 7/5, 3/6 e 7/5. A dinamarquesa de 29 anos já havia anunciado no ano passado que o Aberto da Austrália seria o seu último torneio da carreira.

Atual 36ª do ranking, ela se despede do circuito como uma das principais tenistas de sua geração e da última década, com 633 vitórias e 263 derrotas. Wozniacki conquistou 30 títulos de nível WTA em sua carreira, com destaque para o Aberto da Austrália de 2018, seu único troféu de Grand Slam.

A conquista foi muito aguardada pela tenista e pelos fãs. Ao longo de boa parte de sua trajetória, a dinamarquesa sofreu com as críticas de alcançar o topo do ranking sem um título de peso no currículo. No geral, a tenista terminou onze temporadas seguidas dentro do Top 20 do ranking, entre os anos de 2008 e 2018.

Nos últimos anos, porém, ela vinha sofrendo com as consequências de uma artrite reumatoide. A doença foi revelada no fim de 2018. Desde então, a atleta vinha reduzindo o seu calendário e até os treinos, caindo de rendimento em quadra e também no ranking.

ATUAL CAMPEÃ CAI - Campeã no ano passado, Naomi Osaka foi a protagonista de outra "zebra" nesta sexta. Ela foi batida pela jovem norte-americana Cori Gauff por 6/3 e 6/4. A tenista de apenas 15 anos já havia eliminado a veterana Venus Williams, logo na estreia.

Já as favoritas Ashleigh Barty e Petra Kvitova evitaram as surpresas. Número 1 do mundo, Barty contou mais uma vez com o apoio da torcida para fazer nova vítima. A tenista da casa derrotou a casaque Elena Rybakina (29ª cabeça de chave) por 6/3 e 6/2. Sua próxima adversária será a americana Alison Riske (18ª), algoz da alemã Julia Görges por 1/6, 7/6 (7/4) e 6/2.

Kvitova, por sua vez, despachou a russa Ekaterina Alexandrova (25ª) por 6/1 e 6/2. A sétima cabeça de chave, dona de dois títulos de Wimbledon, vai encarar agora a grega Maria Sakkari (22ª), algoz da americana Madison Keys (10ª) por duplo 6/4.

Ainda sem exibir o seu melhor tênis neste Aberto da Austrália, Rafael Nadal venceu bem nesta quinta-feira (23) e avançou à terceira rodada. Atual número 1 do mundo, o tenista espanhol derrotou o argentino Federico Delbonis por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 7/6 (7/4) e 6/1, em 2h30min.

Nadal fez boa exibição nesta quinta, principalmente no serviço, mas enfrentou maior dificuldade do que o esperado diante de Delbonis, 76º do ranking. Tanto que só faturou três quebras de saque em toda a partida, em 20 oportunidades. Ao mesmo tempo, não teve o serviço sob ameaça em nenhum momento do duelo.

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Consistente no serviço, o espanhol disparou oito aces e acertou 85% dos pontos quando jogou com o primeiro saque. Ele acertou ainda 33 bolas vencedoras, contra 22 do argentino. E cometeu 29 erros não forçados, diante de 43 do adversário.

Na terceira rodada, Nadal encontrará um amigo. Será o compatriota Pablo Carreño Busta, seu parceiro de equipe na Copa Davis e na ATP Cup. O espanhol avançou nesta quinta ao derrotar o alemão Peter Gojowczyk por 3 a 1, com parciais 6/4, 6/1, 1/6 e 6/4. Será o quinto confronto entre os dois tenistas da Espanha no circuito. Nadal venceu os quatro anteriores.

Se confirmar o favoritismo, Nadal poderá cruzar nas oitavas de final com o local Nick Kyrgios, contra quem vem nutrindo forte rivalidade nas últimas temporadas, em razão dos bons jogos e também das conhecidas declarações polêmicas do rival. Nesta quinta, o tenista da casa avançou à terceira rodada ao superar o francês Gilles Simon por 6/2, 6/4, 4/6 e 7/5.

O próximo adversário de Kyrgios será o russo Karen Khachanov. O 16º cabeça de chave sofreu nesta quinta para superar o sueco Mikael Ymer em cinco sets: 6/2, 2/6, 6/4, 3/6 e 7/6 (10/8).

MEDVEDEV E THIEM AVANÇAM - Entre os tenistas da nova geração com mais chances de título, o russo Daniil Medvedev e o austríaco Dominic Thiem também se garantiram na terceira rodada. O tenista da Rússia, número quatro do mundo, foi quem sofreu menos em quadra. Bateu o espanhol Pedro Martínez por 7/5, 6/1 e 6/3. Na sequência, o atual vice-campeão do US Open vai duelar com o local Alexei Popyrin, que superou nesta quinta o espanhol Jaume Munar por 6/2, 7/6 (7/5) e 6/2.

Thiem, por sua vez, sofreu mais do que o esperado. O quinto melhor tenista do mundo precisou de cinco sets para superar outro tenista da casa, Alex Bolt, por 6/2, 5/7, 6/7 (5/7), 6/1 e 6/2. Seu próximo adversário será o norte-americano Taylor Fritz (29º cabeça de chave), algoz do sul-africano Kevin Anderson por 4/6, 6/7 (5/7), 7/6 (7/4), 6/2 e 6/2.

Correndo por fora entre os mais jovens, o alemão Alexander Zverev avançou em três sets. Ele aplicou 7/6 (7/5), 6/4 e 7/5 no bielo-russo Egor Gerasimov. O número sete do mundo duelará com o espanhol Fernando Verdasco, que avançou ao desbancar o georgiano Nikoloz Basilashvili (26º) por 4/6, 7/6 (7/5), 6/4 e 6/4.

Também avançaram o francês Gael Monfils (10º), o belga David Goffin (11º), o suíço Stan Wawrinka (15º), o russo Andrey Rublev (17º), o norte-americano John Isner (19º) e o letão Ernests Gulbis.

SOARES VENCE NA ESTREIA - O brasileiro Bruno Soares venceu na estreia na chave de duplas masculina. Ele e o croata Mate Pavic, que formam a parceria cabeça de chave número dez, derrotaram o britânico Luke Bambridge e o japonês Ben McLachlan por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/4) e 7/5, em 1h49min.

Na segunda rodada, brasileiro e croata vão enfrentar o indiano Divij Sharan e o neozelandês Artem Sitak, que avançaram ao superar o português João Sousa e o espanhol Pablo Carreño Busta por 6/4 e 7/5.

Já Marcelo Demoliner foi eliminado logo em sua estreia. Ele e o holandês Matwe Middelkoop sofreram uma dura virada para os norte-americanos Tennys Sandgren e Jackson Withrow por 4/6, 7/6 (7/4) e 7/6 (10/8).

As estreias de Marcelo Melo e Luisa Stefani foram adiadas em razão da chuva. Melo, jogando ao lado do seu parceiro de costume, o polonês Lukasz Kubot, enfrentará os argentinos Guillermo Duran e Diego Schwartzman na madrugada desta sexta-feira, por volta das 3 horas (horário de Brasília). Inicialmente, o jogo estava marcado para esta quinta.

Luisa Stefani, por sua vez, enfrentaria as chinesas Yingying Duan e Saisai Zheng nesta quinta. As asiáticas foram a dupla cabeça de chave número nove do torneio. A brasileira jogará ao lado da norte-americana Hayley Carter. O jogo está marcado para as 22h30 desta quinta, pelo horário de Brasília (manhã de sexta, na hora local).

As principais favoritas ao título do Aberto da Austrália não decepcionaram nesta quarta-feira, terceiro dia de competições em Melbourne. A norte-americana Serena Williams, a local Ashleigh Barty e a japonesa Naomi Osaka venceram com facilidade, sem perder sets. Ao mesmo tempo, a dinamarquesa Caroline Wozniacki adiou sua aposentadoria.

Maior candidata ao título, Serena derrotou a eslovena Tamara Zidansek por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3, em apenas 1h18min. Contra a 70ª do ranking, a nona do mundo não perdeu o saque em nenhum momento do duelo (salvou quatro break points), disparou 25 bolas vencedoras, contra 11 da rival.

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No entanto, cometeu mais erros não forçados do que de costume: foram 28, diante de 13 da eslovena. Na terceira rodada, Serena vai enfrentar a chinesa Wang Qiang, algoz da francesa Fiona Ferro por 6/1 e 6/2. Em Melbourne, onde venceu pela última vez em 2017, a norte-americana busca igualar o recorde de títulos de Grand Slam, que pertence atualmente à australiana Margaret Court, dona de 24 troféus.

No embalo da torcida, a local Ashleigh Barty também fez bonito nesta quarta. A número 1 do mundo superou a eslovena Polona Hercog por 6/1 e 6/4. Na terceira rodada, sua adversária será a casaque Elena Rybakina (29ª cabeça de chave), que despachou a belga Greet Minnen por 6/3 e 6/4.

Mesmo irregular, cometendo 30 erros não forçados, Naomi Osaka despachou a chinesa Zheng Saisai por 6/2 e 6/4. A número quatro do mundo e atual campeã em Melbourne vai duelar com a jovem americana Cori Gauff. A tenista de apenas 15 anos avançou na chave ao superar a romena Sorana Cirstea por 4/6, 6/3 e 7/5.

Também exibindo certa irregularidade, a checa Petra Kvitova eliminou a espanhola Paula Badosa por duplo 7/5. Número oito do mundo, ela enfrentará a russa Ekaterina Alexandrova (25ª cabeça de chave), que venceu a checa Barbora Krejcikova por 6/1 e 6/3.

Outro destaque da rodada foi a vitória de Caroline Wozniacki. A ex-número 1 do mundo, que pretende se aposentar ao fim do Aberto da Austrália, adiou sua despedida das quadras ao vencer a ucraniana Dayana Yastremska (23ª cabeça de chave) por duplo 7/5.

Avançaram ainda para a terceira rodada as norte-americanas Sofia Kenin (14ª) e Alison Riske (18ª), a chinesa Zhang Shuai, a alemã Julia Görges e a tunisiana Ons Jabeur.

Em outros válidos pela primeira rodada, em razão dos atrasos na programação devido à chuva, venceram nesta quarta-feira a belga Elise Mertens (16ª), a estoniana Anett Kontaveit (28ª), a russa Anastasia Pavlyuchenkova (30ª), a britânica Heather Watson e a espanhola Carla Suarez Navarro, algoz da bielo-russa Aryna Sabalenka (11ª).

CONFUSÃO - A vitória da grega Maria Sakkari (22ª) sobre a japonesa Nao Hibino por 7/6 (7/4) e 6/4, pela segunda rodada, foi marcada por uma confusão nas arquibancadas. A polícia local precisou conter parte dos torcedores da tenista grega. Cerca de 20 pessoas foram retiradas do complexo em razão de "mau comportamento".

"O grupo de torcedores [todos homens] recebeu diversas advertências, do árbitro, dos seguranças e da polícia, durante a partida disputada na Quadra 8. Ao fim da partida, o grupo foi convidado a se retirar do complexo e o fez de forma pacífica", anunciou a polícia local, em comunicado.

Antes, no jogo de estreia do também grego Stefanos Tsitsipas, a torcida do mesmo país havia protagonizado confusão nas arquibancadas, ao atrapalhar o rival do tenista grego. Ao fim do jogo, o próprio Tsitsipas cobrou dos torcedores um comportamento mais adequado na sequência da competição.

Sem sustos, o espanhol Rafael Nadal estreou com vitória no Aberto da Austrália, nesta terça-feira, em dia sem chuvas e de programação normal - na segunda, 32 partidas foram adiadas em razão do mau tempo. O número 1 do mundo, e atual vice-campeão em Melbourne, derrotou o boliviano Hugo Dellien com direito a um "pneu", pelo placar de 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/3 e 6/0, em 2h02min de duelo.

Franco favorito contra o 73º do ranking, Nadal terminou o jogo com 38 bolas vencedoras, contra 15 do rival. E 21 erros não forçados, contra 34 do sul-americano. No entanto, foi irregular no saque. Foram cinco aces e o mesmo número de duplas faltas. Além disso, faturou oito quebras de serviço, em 18 chances. O espanhol sofreu duas quebras na partida.

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Na segunda rodada, o tenista da Espanha vai encarar o argentino Federico Delbonis, que avançou na chave ao superar o português João Sousa também por 3 a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 7/6 (7/2).

Líder do ranking, Nadal busca em Melbourne seu segundo título do Aberto da Austrália e o 20º de Grand Slam. Se isso acontecer, o espanhol vai igualar o recorde do suíço Roger Federer. No entanto, ele diz que este não é o seu foco.

"Eu não ligo para ter 20, 15 ou 16 títulos. Eu ligo apenas para continuar tentando, curtindo a minha carreira no tênis. Eu não estabeleci a meta de chegar a 20. Se eu alcançar, será fantástico. Se chegar a 21, melhor ainda. Se eu mantiver os 19, estarei super feliz por tudo que fiz na minha carreira. Eu não penso muito no futuro", declarou.

Atual número quatro do mundo, o russo Daniil Medvedev também venceu na estreia, porém cedendo set. O atual vice-campeão do US Open, derrotado justamente por Nadal naquela final, venceu o norte-americano Frances Tiafoe por 3 a 1, com parciais de 6/3, 4/6, 6/4 e 6/2.

O austríaco Dominic Thiem e o alemão Alexander Zverev, 5º e 7º do ranking, também avançaram. Thiem bateu o francês Adrian Mannarino por 6/3, 7/5 e 6/2. Zverev despachou o italiano Marco Cecchinato por 6/4, 7/6 (7/4) e 6/3. Na segunda rodada, o tenista da Áustria enfrentará o convidado local Alex Bolt.

Já o suíço Stan Wawrinka (15º cabeça de chave) precisou de quatro sets para superar o bósnio Damir Dzumhur por 7/5, 6/7 (4/7), 6/4 e 6/4. Seu próximo adversário será o italiano Andreas Seppi.

O francês Gael Monfils (10º) bateu o taiwanês Yen-Hsun Lu por 6/1, 6/4 e 6/2, enquanto o italiano Fabio Fognini (12º) superou o americano Reilly Opelka por 3/6, 6/7 (3/7), 6/4, 6/3 e 7/6 (10/5).

Também avançaram nesta terça-feira o argentino Diego Schwartzman, os locais Nick Kyrgios, John Millman, Jordan Thompson e Alexei Popyrin, o letão Ernests Gulbis, o belga David Goffin, o japonês Tatsuma Ito, o italiano Jannik Sinner, o alemão Peter Gojowczyk, o esloveno Aljaz Bedene e os espanhóis Jaume Munar e Alejandro Davidovich Fokina, o chileno Christian Garin, o croata Marin Cilic, o canadense Milos Raonic e os russos Karen Khachanov e Andrey Rublev.

O tenista Elliot Benchetrit foi repreendido pelo juiz Jonh Blom durante as eliminatórias do Austrália Open, quando pediu para uma 'gandula' descascar uma banana. O caso aconteceu na última sexta-feira (17).

O árbitro teria afirmado para o tenista que essa não seria a função da garota. Depois de trocar meia dúzia de palavras com o juiz, Elliot tentou descascar a banana com a boca, não conseguiu, e acabou desistindo de comer a fruta.

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Elliot é o número 231 no ranking da ATP. Apesar da polêmica, o tenista avançou na competição após vencer Dmitry Popko do Cazaquistão. O jogador vai duelar agora com Yuichi Sugita, nesta terça-feira (22), na quadra 11 do Austrália Open.

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Atual campeão e forte candidato ao bicampeonato do Aberto da Austrália, o sérvio Novak Djokovic teve uma dura estreia nesta segunda-feira (20), em Melbourne. O número dois do mundo perdeu set contra o alemão Jan-Lennard Struff, 35º do ranking, e precisou mostrar serviço para vencer o duelo por 3 a 1, com parciais de 7/6 (7/5), 6/2, 2/6 e 6/1, em 2h16min. O suíço Roger Federer encontrou mais facilidade e arrasou o rival em sua estreia.

Djokovic entrou em quadra no embalo da conquista da ATP Cup, com a equipe da Sérvia, há uma semana. Na ocasião, chegou a derrotar o rival Rafael Nadal, na final contra a Espanha. Por isso e também pelo retrospecto de sete títulos em Melbourne ele se tornou um dos grandes favoritos ao título no Grand Slam disputado na Austrália.

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Nesta segunda, porém, o sérvio oscilou mais do que o esperado. Ele falhou mais do que o esperado - foram 28 erros não forçados em toda a partida, contra 34 do adversário -, exibiu irregularidade, principalmente no primeiro e no terceiro sets, e chegou a perder o saque por quatro vezes na partida.

Por outro lado, faturou sete quebras, em 11 oportunidades, e cravou 44 bolas vencedoras, diante de 39 do alemão. No saque, fez duelo parelho com Struff. Foram 14 aces, contra 13 do adversário. Além disso, venceu 77% dos pontos quando jogou com o primeiro serviço.

Na segunda rodada, Djokovic deve ter menos trabalho. Seu próximo adversário vai sair do confronto entre o indiano Prajnesh Gunneswaran, "lucky loser", e o japonês Tatsuma Ito, convidado da organização.

Este jogo estava marcado para esta segunda, mas a chuva adiou o duelo para terça. O mesmo aconteceu com outros 31 jogos agendados para este primeiro dia de jogos em Melbourne. A programação só pôde ser seguida completamente nas três quadras que contam com teto retrátil no complexo da competição.

FEDERER ARRASA - Em sua estreia na competição e também na temporada, o suíço Roger Federer não teve qualquer problema. O terceiro cabeça de chave arrasou o norte-americano Steve Johnson por 6/3, 6/2 e 6/2, em apenas 1h21min. Foi o jogo mais rápido da chave masculina nesta primeira rodada.

Ao entrar em quadra, o tenista da Suíça superou o recorde do australiano Lleyton Hewitt, que era o tenista com mais participações no Aberto da Austrália. Tem 20 aparições. Federer soma agora 21. Na segunda rodada, o número três do mundo vai duelar com o vencedor do duelo entre o francês Quentin Halys, que saiu do qualifying, e o sérvio Filip Krajinovic. O jogo entre eles chegou a ter início, mas foi paralisado em razão da chuva. Deve ser finalizado nesta terça.

Contra o 84º do ranking, Federer praticamente não sofreu em quadra. Precisou salvar apenas um break point e foi dominante do começo ao fim. No terceiro set, chegou a arriscar em golpes menos recorrentes, buscando ganhar ritmo de jogo e confiança. Afinal, era o seu primeiro jogo do ano.

Afiado no saque, o suíço disparou 11 aces e acertou 82% dos pontos quando jogou com o primeiro saque. Foram ainda 34 bolas vencedoras, contra 16 do rival. E 20 erros não forçados, diante de 19 do americano.

No Aberto da Austrália, Federer tenta defender seu recorde de títulos de Grand Slam. Ele soma 20, mas tem a ameaça do espanhol Rafael Nadal, que já alcança 19 e pode igualar sua marca em Melbourne. Além disso, o suíço tenta encerrar um jejum de conquistas deste nível. Ele não levanta um troféu de Slam desde o Aberto da Austrália de 2018.

OUTROS RESULTADOS - A rodada também contou com vitória de outros cabeças de chave, sem maiores surpresas. O grego Stefanos Tsitsipas, sexto pré-classificado, foi quem mais fez bonito em quadra. Bateu o italiano Salvatore Caruso por 6/0, 6/2 e 6/3. Na segunda rodada, o tenista da Grécia vai enfrentar o alemão Philipp Kohlschreiber, algoz do norte-americano Marcos Giron por 7/5, 6/1 e 6/2.

Já o italiano Matteo Berrettini, oitavo cabeça de chave, eliminou o local Andrew Harris por 6/3, 6/1 e 6/3. Seu adversário na sequência vai sair do duelo entre o americano Tennys Sandgren e o argentino Marco Trungelliti, em outra partida adiada pela chuva.

Outro a avançar foi o búlgaro Grigor Dimitrov, que chegou a perder um set em sua estreia. O 18º cabeça de chave bateu o argentino Juan Ignacio Londero por 4/6, 6/2, 6/0 e 6/4. O seu futuro rival vai sair do confronto entre o americano Tommy Paul e o argentino Leonardo Mayer.

As surpresas do dia ficaram por conta do canadense Denis Shapovalov (13º cabeça de chave) e do croata Borna Coric (25º), ambos eliminados logo na estreia. Shapovalov, que vinha embalado por boas atuações na Copa Davis, no fim do ano, e na ATP Cup, nas duas primeiras semanas deste ano, foi batido pelo húngaro Marton Fucsovics por 6/3, 6/7 (7/9), 6/1 e 7/6 (7/3). Coric, por sua vez, caiu diante do americano Sam Querrey por 6/3, 6/4 e 6/4.

Ainda nesta segunda, avançaram o argentino Guido Pella (22º), o britânico Daniel Evans (30º), o lituano Ricardas Berankis, o japonês Yoshihito Nishioka e o francês Gregoire Barrere.

Em um primeira dia de competições prejudicado pela chuva, o Aberto da Austrália contou com o domínio das favoritas na chave feminina, nesta segunda-feira (20). A norte-americana Serena Williams, em busca do recorde de títulos de Grand Slam, a australiana Ashleigh Barty, atual número 1 do mundo, e a japonesa Naomi Osaka, atual campeã, venceram em suas estreias. Já a veterana Venus Williams se despediu de forma precoce.

Primeira a entrar em quadra, ainda na noite de domingo, pelo horário de Brasília, Serena atropelou a russa Anastasia Potapova, pelo placar de 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3. Oitava cabeça de chave, a americana enfrentará na segunda rodada a eslovena Tamara Zidansek, 70ª do mundo, que eliminou a sul-coreana Han Na-lae por duplo 6/3.

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Em Melbourne, Serena busca igualar o recorde de títulos de Grand Slam da australiana Margaret Court, dona de 24 títulos. A americana soma 23 e já perdeu a chance de alcançar a tenista aposentada em quatro finais, nos últimos dois anos.

Em busca do seu 2º título de Slam, a local Ashleigh Barty precisou suar mais do que o esperado para vencer na primeira rodada. A líder do ranking bateu a ucraniana Lesia Tsurenko, de virada, por 5/7, 6/1 e 6/1. Sua próxima adversária vai sair do duelo entre a eslovena Polona Hercog e a sueca Rebecca Peterson.

Ex-número 1 do mundo e atual campeã em Melbourne, Naomi Osaka venceu com facilidade a checa Marie Bouzkova, por 6/2 e 6/4. Na sequência, a japonesa, cabeça de chave número três, terá pela frente a chinesa Zheng Saisai, que avançou ao superar a qualifier russa Anna Kalinskaya, por 6/3 e 6/2.

Outra ex-líder do ranking, a dinamarquesa Caroline Wozniacki bateu a americana Kristie Ahn, por 6/1 e 6/3, e adiou sua aposentadoria. Ela disputa seu último torneio da carreira, na Austrália. Sua próxima rival ainda não foi definida. Sairá do confronto entre a eslovena Kaja Juvan e a ucraniana Dayana Yastremska.

Já a checa Petra Kvitova obteve a vitória mais fácil da rodada. A sétima cabeça de chave, dona de dois títulos de Wimbledon, massacrou a compatriota Katerina Siniakova por 6/1 e 6/0, em apenas 50 minutos de duelo. Em seguida, Kvitova vai encarar outra adversária que teve vida fácil na estreia. A espanhola Paula Badosa aplicou o mesmo placar, de 6/1 e 6/0, na sueca Johanna Larsson.

O resultado mais inesperado da rodada foi a nova derrota de Venus Williams para a jovem Cori Gauff, como aconteceu em Wimbledon. Na época, o triunfo da adolescente de 15 anos surpreendeu o mundo do tênis. Desta vez, a garota venceu a veterana de 39 anos por 7/6 (7/5) e 6/3.

Em outros confrontos desta segunda, avançaram a croata Petra Martic (13ª cabeça de chave), a americana Sofia Kenin (14ª), a russa Ekaterina Alexandrova (25ª), a alemã Julia Görges, a chinesa Zhu Lin, a romena Sorana Cirstea, as americanas Ann Li e Caty McNally e a checa Barbora Krejcikova.

A rodada de abertura do primeiro Grand Slam da temporada foi marcado pela chuva, que adiou a disputa de 32 jogos, das duas chaves de simples, para terça. A programação só seguiu intacta nas três quadras que contam com teto retrátil.

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