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A data de 27 de junho é lembrada como o Dia Nacional do Vôlei. Instituída pelo Ministério dos Esportes em meados da década de 1990, o dia é reservado para celebrar as diversas conquistas da seleção brasileira da modalidade em competições internacionais. Respeitado pela tradição no esporte, o Brasil tem mais de 130 títulos em disputas oficiais femininas e masculinas. Tamanha quantidade de conquistas inspirou atletas e o voleibol passou a ser o segundo esporte mais praticado no Brasil. Um levantamento apresentado pelo portal Terra há pouco mais de dois anos mostra que 15 milhões de pessoas escolhem a modalidade como preferida.

Apaixonada pelo vôlei desde criança, a aposentada Rosemeire Furlanetto, 56 anos, é uma das que não dispensa o jogo durante o tempo livre. "Há sete anos, um amigo montou um time feminino e nos levou para jogar no clube da Mercedes em São Bernardo do Campo, de lá pra cá não parei mais", conta ela, que voltou às quadras para atuar com as duas filhas, no começo dos anos 2000. "Jogávamos aos domingos em uma escola de bairro. Não tem preço quando no meio do jogo elas gritam 'vai mãe!'", diverte-se.

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A aposentada Rosemeire Furlanetto | Foto: Arquivo Pessoal

Com a pandemia e interrupção das atividades esportivas, a atleta amadora não vê a hora de retornar. "Amo tanto o vôlei que jogo em três times diferentes [Athenas, ADV e Nitro/Metrô], jogo misto [mulheres e homens] às segundas-feiras, participo de campeonatos em vários clubes e não pretendo parar tão cedo", enfatiza Rosemeire.

O empresário e economista José Raimundo de Oliveira, 48 anos, é mais um adepto do esporte. Encantado pela "Geração de Prata" (seleção brasileira que tinha nomes como Bernard, Montanaro, Bernardinho, William e Renan nos anos 1980), ele pratica vôlei desde quando era estudante, e chegou a treinar em um dos clubes mais tradicionais da modalidade na década de 1990, o Banespa. "Fomos vice-campeões da Copa Dan’Up pela Escola Estadual José Marques da Cruz e depois de uma peneira no Ibirapuera, fui treinar no Banespa", relata o economista.

Para ele, a magia do esporte não está apenas na disputa. "O vôlei, como outros esportes, é um imã para amizades e é, sem duvida, uma terapia social, além de ser uma das modalidades mais respeitosas, cordiais e inclusiva", comenta. O entusiasmo de Oliveira vai além da paixão por estar nas quadras distribuindo toques e cortadas. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o empresário viu de perto a terceira medalha de ouro do time masculino do Brasil na história. "Acompanho muito a seleção brasileira e tive o prazer de ver a medalha de ouro ao vivo em 2016", recorda.

O diretor de arte e produtor musical Ricardo Batista | Foto: Arquivo Pessoal

Já o diretor de arte e produtor musical Ricardo Batista, 43 anos, divide a atividade profissional com o tempo disponível para o volei. "Em uma semana cheia, bato bola às segundas em um colégio, quartas na Associação Atlética Banco do Brasil [AABB/SP], sábados no vôlei de rua e domingo no Holiday, time que existe há 30 anos e foi o primeiro time que treinei aos 16 anos", conta. Fã de ícones como Marcelo Negrão, campeão olímpico na primeira medalha de ouro da seleção masculina do Brasil, Batista segue os torneios nacionais e se espanta com o desenvolvimento físico dos atletas da atualidade. "Gosto de acompanhar a Super-Liga Masculina e a evolução é absurda. Tenho 1,93 m e era considerado um garoto alto, mas sou pequeno para os padrões de hoje", analisa o atleta amador.

Há cerca de uma década ininterrupta praticando a modalidade, o produtor musical tem mantido a forma com o próprio time em treinamentos feitos a distância, mas sente falta das quadras. "Está sendo muito difícil, a distância dos amigos e de bater bola, mas estamos nos falando por grupos de WhatsApp e fazendo treinos físicos remotos", lamenta. Apesar de não ser um jogo de contato físico, Batista alega estar saudoso até das pequenas confusões em disputa. "Sempre dá aquela esquentada, existe aquela disputa sadia pela vitória e acertar uma bolada no amigo também é bem bacana para tirar um sarro", complementa.

A crise no esporte provocada pela pandemia do novo coronavírus tem afetado cada vez mais as modalidades, que já passavam por momentos de incerteza após a queda de investimento depois dos Jogos Olímpicos do Rio. O vôlei teve a Superliga interrompida antes do fim e muitos atletas ficaram sem contrato após o fim do vínculo com os clubes.

O problema atinge, inclusive, campeões olímpicos de 2016, que apesar de terem um ouro no currículo, vivem um momento de grande insegurança. Muitos times nem sequer sabem quando poderão retomar as atividades. Até por isso, esses profissionais estão de olho em clubes de fora do País e investem em outras áreas na expectativa de a situação econômica melhorar.

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Evandro, campeão com a seleção brasileira nos Jogos do Rio, se despediu do Sada Cruzeiro em maio, após quatro temporadas. Aguardando novas propostas, ele lançou uma marca de roupas em conjunto com a namorada, Bruna Lecardeli, e aposta nos estudos durante a quarentena.

"O mercado do vôlei não está igual aos outros anos. Ele está bem complicado. Alguns jogadores já fecharam novos contratos, mas grande parte segue sem clube. É difícil estar sem time até agora. Fico preocupado, sem saber o que fazer. Em compensação, estou tentando investir em outras áreas", contou em entrevista ao Estadão.

"Precisamos esperar para ver como o mercado vai reagir lá na frente. Mas estou seguindo em frente. Até abri a marca de roupas Eight BE e consigo dar bastante atenção para esse novo investimento. Também procuro focar nos estudos, realizar palestras, estudar o Instagram...Está bem interessante essa parte. Já o lado profissional, apesar de ser um campeão olímpico e um bom jogador, está bem complicado", lamentou Evandro.

No mesmo cenário está o técnico Rubinho, que comandava o Sesi-SP e foi auxiliar de Bernardinho na conquista olímpica de 2016. O clube não renovou os contratos do elenco profissional e ele acabou ficando sem um time para comandar. Portanto, também busca uma nova oportunidade no mercado. Até lá, o treinador está aproveitando o tempo livre para realizar encontros online com colegas de profissão, lives e também ministrar o curso nacional de treinadores junto à Federação Mineira de Voleibol.

"Estou afastado do Sesi desde maio. Antes, eles me avisaram que eu não ficaria na equipe em função dos problemas financeiros e reajustes que a instituição teria de fazer. Agora estou aguardando uma chance fora do Brasil. Não que eu queria sair daqui, mas acho que vou ter uma oportunidade melhor. Tenho um procurador que está analisando algumas negociações mais diretas. O importante é não desanimar", diz Rubinho.

Para ele, "existe um pouco mais de perspectiva fora do País". "Para quem está buscando uma nova oportunidade na carreira, o melhor cenário está fora do Brasil. Lá as coisas estão um pouco mais avançadas, já que eles tiveram a pandemia um pouco antes da gente."

Assim como Rubinho, o campeão olímpico Éder também percebeu que as melhores oportunidades para os atletas brasileiros estão surgindo em times estrangeiros. O central também se despediu do Sesi, mas assinou contrato com uma equipe alemã.

"O vôlei foi amplamente afetado pela pandemia. Hoje as pessoas estão pensando no seu bem-estar e o esporte acaba sendo voltado mais para a área do lazer das pessoas. Então, acaba não sendo uma prioridade e é o correto. Só que por outro lado, o vôlei já vinha com bastante dificuldade aqui no Brasil em função da crise. Tivemos bons campeonatos nos últimos anos, mas a Superliga não tinha mais o equilíbrio de bons times", diz o jogador.

"Acredito que o vôlei vai ter bastante dificuldade no próximo ano. É um momento para rever os nossos conceitos no Brasil e aproveitar essa crise como uma oportunidade para recomeçar de uma forma melhor. Ter mais projeção e visibilidade", continua. Apesar de ser campeão olímpico, Éder destaca que não foi fácil achar uma nova equipe. "Eu não arrumei um clube rápido e estava preocupado com a situação porque o tempo estava passando. Foi bem difícil. Todos estão passando por isso, por essa dificuldade, em razão dessa crise no Brasil. Estamos vendo muitos jogadores indo para o exterior justamente por esses fatores".

Apesar de acreditar que o vôlei terá de enfrentar mudanças após a crise, o levantador William, companheiro de Éder no Sesi, espera continuar no Brasil com o objetivo de fortalecer a modalidade no País. "Essa é a minha intenção", afirma o atleta, que está próximo de anunciar o seu novo clube.

"Ainda não fechei com nenhum time. Os clubes estão voltando aos poucos e os atletas dependem dessa reabertura para poder avançar numa negociação. Por esse motivo eu ainda não tenho nada concreto, apenas conversas prévias, até porque essas conversas já existiam, mas com todo esse cenário novo por causa da pandemia as coisas pararam e estão sendo retomadas aos poucos", explica.

Questionado sobre a possibilidade de não conseguir uma equipe e precisar sair do Brasil, William revela não ter receio. "Isso não passou pela minha cabeça. Talvez o Brasil esteja sofrendo um pouco mais e opções fora do País existem e são concretas, mas a minha ideia ainda é permanecer aqui", conta.

"Não é só o vôlei que está vivendo uma situação complicada, mas o esporte no geral e até outras áreas por causa da pandemia. Acredito que teremos de nos adaptar a uma nova realidade, entender o cenário e ver quais vão ser as medidas a serem tomadas de precaução para que o esporte possa voltar com segurança. Não sei se normalmente, mas da melhor maneira possível e atrativo como sempre foi", completa William.

Após contrair o novo coronavírus e se recuperar, o jogador de vôlei de praia Álvaro Filho entrou nas campanha de doação de plasma sanguíneo para ajudar pesquisas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A ideia surgiu depois de ver postagens em rede sociais de pessoas pedindo doação. E foi também por meio da internet que o atleta divulgou que está curado da covid-19 e passou a fazer parte da campanha.

O atleta está recuperado há mais de um mês. Ele começou a sentir os sintomas da doença, procurou o médico e realizou o exame, que deu positivo. Não precisou ser internado e teve a recuperação em casa, apenas com remédios para diminuir a febre.

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"Comecei a ter febre, dor de garganta e moleza no corpo. Liguei para o meu médico e ele achou uma boa eu fazer o exame. Fiz e em cerca de 10 dias saiu o resultado positivo. O que mais me chamou a atenção foi a perda do olfato", afirmou o jogador, em entrevista ao Estadão.

Curado, Álvaro Filho decidiu ajudar nos estudos da UFPB. Ao ver postagens em redes sociais de familiares de parentes que pediam a doação de sangue, o atleta foi ao hemocentro de João Pessoa para se voluntariar. "Começaram a fazer campanhas e numa dessas eu vi que um familiar de um amigo estava precisando. Fui doar e foi assim que começou a ideia", disse.

Em João Pessoa, o atleta aproveita a quarentena para curtir a gestação da sua esposa Marcella. O primeiro filho do casal tem previsão para nascer em outubro. Além disso, Álvaro Filho tenta manter o condicionamento físico para estar apto a jogar quando as competições forem retomadas.

Ele concordou com o adiamento da Olimpíada de Tóquio-2020 para 2021. O atleta está garantido nos Jogos ao lado do medalhista de ouro Alison. "Achei que foi uma decisão acertada, pela situação da aglomeração e pela questão de justiça entre os atletas, com a mesma condição de preparação. Os atletas europeus voltaram a treinar há mais de um mês, e nós brasileiros ainda estamos aguardando a reabertura aos poucos", opinou.

Álvaro Filho forma dupla com Alison desde o primeiro semestre de 2019 e destacou o aprendizado que vem tendo ao lado do parceiro. Alison conquistou o ouro olímpico no Rio de Janeiro, em 2016, e ficou com a prata em Londres, em 2012. Já Álvaro buscará a sua primeira medalha olímpica em 2021.

"Me sinto um felizardo de jogar do lado de um campeão olímpico. Quando você conhece a pessoa, vê por que ele conquistou. Ele tem me ensinado muito não só dentro de quadra, como também em gestão de equipe e planejamento. Tenho aprendido muito, além de ele ser um parceiro muito fácil de lidar. Temos uma rotina de torneios muito intensa, então quando você se dá bem com o parceiro é meio caminho andando. E isso está acontecendo com nosso time. Fico feliz que estamos fazendo nossa história. Ele teve a história dele com o Emanuel e com o Bruno, e agora estamos fazendo a história do time Álvaro e Alison", exaltou.

O ano de 2020 começou com fortes emoções para o paraibano Álvaro Filho. O medalhista mundial, pan-americano e campeão mundial militar iria estrear nos Jogos Olímpicos. E logo ao lado do campeão dos Jogos Rio 2016, Alison Cerutti. Mas, em março, veio a pandemia de Covid-19 e tudo mudou. A Olimpíada foi adiada, e o atleta, contaminado.

Mas, depois de se curar, ele decidiu tirar algo bom dessa história. "Peguei o vírus há mais de um mês. E, agora, já recuperado, doei o plasma sanguíneo (parte líquida do sangue) para uma pesquisa aqui do Hemocentro de João Pessoa”, conta Álvaro. “A ideia surgiu nas redes sociais, quando vi muitos amigos pedindo ajuda. Acho que é nesse momento de dificuldades que as pessoas devem colaborar com o próximo e dar as mãos", comentou o atleta à Agência Brasil. Para orientar os interessados, o jogador publicou no seu perfil do Instagram os critérios para os interessados em participar dessa campanha.

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Álvaro lembrou dos dias em que conviveu com o vírus. "Comecei com uma dor na garganta, que foi evoluindo. Tive dores no corpo, quatro dias de febre. Mas depois foi passando. Tive também perda do olfato, não sentia cheiro de nada. Mas em oito, 10 dias, estava curado da doença”, recorda. Antes do início da pandemia, ele estava treinando com o parceiro Alison em Vitória, no Espírito Santo. “Vim para João Pessoa para ficar com a família, já que a gente não ia poder treinar na praia. Não conseguiria manter a rotina de preparação. Já faz uns dois meses que estou aqui com a Marcella, minha esposa”. Ela está grávida de cinco meses e o primeiro filho do casal tem previsão de nascer em outubro.

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) criou um Fundo de Apoio para ajudar atletas de vôlei de quadra e vôlei de praia, impactados financeiramente em decorrência da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em nota oficial publicada ontem (26), a entidade explica que o auxílio será distribuído individualmente, com o objetivo de suprir as necessidades básicas de cada jogador ou jogadora, incluindo alimentação, cuidados familiares e moradia.

“A FIVB entende quanto tempo e dedicação cada jogador de vôlei e de vôlei de praia coloca em nosso esporte. Eles são o coração e a alma do voleibol, e sem eles nosso esporte não seria o sucesso global que é. Também entendemos perfeitamente que, para alguns, o adiamento ou cancelamento necessário dos eventos da FIVB terá um impacto significativo em suas vidas cotidianas. Portanto, é responsabilidade da FIVB continuar a apoiá-los de todas as formas possíveis, e é por isso que o fundo de Apoio aos Atletas foi criado”, explicou o brasileiro Ary Graça, presidente da FIVB, em nota veiculada no site da entidade. 

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As inscrições foram abertas ontem (26) e  poderão ser realizadas no site da FIVB até 26 de junho. O candidato ao auxílio financeiro precisa preencher alguns requisitos, entre eles, não haver sofrido sanções em nível nacional e internacional, e ter cumprido as regras antidopagem. Todo o processo de avaliação e concessão da ajuda financeira será conduzido por uma comissão, composta por integrantes da FIVB.

O anúncio de Serginho da sua aposentadoria do vôlei, neste fim de semana, rendeu a ele uma série de homenagens, agradecimentos e reconhecimento da importância do agora ex-jogador para a modalidade, sendo visto como o maior libero da história do Brasil.

Serginho construiu a sua trajetória de duas décadas na seleção brasileira tendo o técnico Bernardinho como grande parceiro. Ele era um dos jogadores de confiança do treinador, que prestou sua homenagem ao jogador que dirigiu na conquista de duas medalhas de ouro olímpicas.

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"A história de Serginho, o rapaz de Pirituba, que usou o esporte, o voleibol, como ferramenta de transformação de vida. A prova real de que é possível. Havendo oportunidades, com disciplina e muita determinação, é possível. Se transformou em um líder, inspirador, que pelo exemplo diário, guiava seus companheiros. E que com sua energia e fé inabalável não os deixou desistir. Líbero de função, símbolo maior do valor do time Um currículo único de títulos, 4 medalhas olímpicas, 2 ouros em Mundiais, 2 ouros em Copas do Mundo, 7 ouros em Ligas Mundiais, 1 ouro Pan-americano. Mas o troféu maior: ouro na vida! Filho, pai e amigo de ouro! Símbolo da força e do verdadeiro valor do esporte, transmissor de valores. Orgulho e gratidão. Do seu 'patrão'", escreveu o técnico em seu perfil no Instagram.

O levantador Bruninho também exaltou o ex-colega de seleção, o classificando como o maior nome da história do vôlei. "Você está se despedindo das quadras, mas o teu legado é o que você deixa para o mundo. É algo muito grande e bonito. Obrigado por ter me guiado sempre e me feito crescer como pessoa e jogador. Eu te amo demais meu irmão. Obrigado ao maior jogador de vôlei da história! Deus te abençoe nesse novo ciclo", publicou.

Lucarelli, campeão na Olimpíada do Rio ao lado de Serginho, exibiu sua admiração pelo colega, revelando que o libero é o seu maior ídolo do esporte. "Sérgio, Sérgio. Você sabe, minha família sabe, o mundo sabe, você é meu maior ídolo! Sendo simplesmente você, nos ensina a correr atrás dos nossos sonhos e lutar por eles, nos ensina que extrema competência e simplicidade podem andar lado a lado! Poucas pessoas sabem, mas em muitos momentos em 2016, pós lesão, foi você que me fez acreditar que seria possível, em momentos que até eu duvidava! Obrigado por tudo, pelos conselhos, pela honra de jogar ao teu lado, você é o maior da história! Te amo, irmão", disse.

A ex-jogadora Fabi, que atuava na mesma posição de Serginho, foi mais uma figura de peso do vôlei a definir Serginho como maior nome da história da modalidade. "Você me emociona desde a primeira vez que te vi jogar! Você me emociona em cada lance, cada defesa, cada passe magistral! Você me emociona com sua garra, seu amor por tudo que faz. Você me emociona e inspira em cada olhar para um companheiro ou pra bola, que também parecia ter uma relação diferente com o Serginho. Você me emociona quando diz que é só mais um, fazendo o que ama. Você me emociona com sua simplicidade e simpatia. Obrigada por me emocionar todo esse tempo", postou.

"Você é história, você é histórico, você é o maior que vi jogar. Um dia, vou poder dizer pra minha filha, conheci o cara bem de pertinho, vi ele treinar, jogar. Nos tornamos amigos! E pude estar presente, na sua última conquista olímpica! E para variar, você me emocionou demais naquele dia! Obrigada, te amo, da sua fã, Fabi", concluiu Fabi.

A oposta Natália reforçou as homenagens a Serginho. "Escada, hoje você se despede das quadras, mas seu legado e todos seus ensinamentos ficarão para sempre! Obrigada por ter sido exemplo, não só dentro das quatro linhas, mas um exemplo de vida! Sou grata por ter te visto jogar de perto! Parabéns por todas suas conquistas e pelo ser humano incrível que você é!! Que história, meu querido, que história! O voleibol, o esporte e todos nós sentiremos saudades de te ver em quadra! Todo sucesso do mundo nesse novo ciclo. Obrigada, Escada!, escreveu.

Serginho, de 44 anos, deixa o esporte tendo no currículo quatro medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, conquistadas em 2004 e 2016, e duas pratas, em 2008 e 2012. E também foi campeão mundial em 2002 e 2006. Na última temporada, vinha defendendo o Vôlei Ribeirão (SP). Seu último jogo foi em 7 de março, a vitória por 3 sets a 2 sobre o Minas, em Belo Horizonte, pela Superliga Masculina, que foi encerrada precocemente e sem um campeão por causa do surto de coronavírus.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu, nesta terça-feira, encerrar a temporada 2019/2020 do circuito brasileiro de vôlei de praia em virtude da pandemia da covid-19.

A decisão foi tomada em conjunto com a comissão de atletas, representada pelo campeão olímpico e presidente Emanuel Rego, pelo vice-presidente Harley Marques, e pelos membros Oscar Brandão e Josi Alves.

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As duas etapas que seriam realizadas pela temporada 19/20 - Rio e Itapema (SC) - farão parte do calendário 2020/2021, que terá nove eventos Open e um SuperPraia. No naipe masculino, André Stein e George já haviam garantido o título por antecipação, na etapa de Aracaju.

No naipe feminino, Ana Patrícia e Rebecca, que lideravam o ranking com grande vantagem, foram declaradas campeãs. A parceria precisava apenas entrar em quadra na etapa que seria realizada no Rio para confirmar a conquista, mesmo com derrota.

"Acredito que tivemos a melhor decisão em virtude do momento atual, principalmente tendo em vista o quadro de indefinição pela pandemia da covid-19. Agora vamos trabalhar na elaboração do calendário 2020/2021, com a ajuda da comissão de atletas, aumentando o número de etapas da próxima temporada, com previsão de início em setembro", disse José Virgílio Pires, superintendente da CBV.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e os clubes participantes da Superliga Masculina se reuniram por videoconferência nesta segunda-feira e definiram, após votação, pela proposta apresentada pela entidade desde o primeiro momento: o final da temporada 2019/2020 em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Votaram pelo fim da competição os seguintes clubes: Vôlei Renata-SP, SEM Taubaté Funvic-SP, Pacaembu/Ribeirão Preto-SP, Vôlei UM Itapetininga-SP, Ponta Grossa Vôlei-PR, Denk Academy Maringá Vôlei-PR e Sesc RJ, além da Comissão de Atletas, representada pelo presidente Raphael Oliveira.

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Outros cinco clubes preferiram a continuidade da Superliga, mas não foram atendidos. São eles: Sada Cruzeiro-MG, Fiat/Minas-MG, América Vôlei-MG, Apan Blumenau-SC e Sesi-SP.

"O cenário no esporte brasileiro é preocupante neste momento de pandemia. Temos que continuar trabalhando juntos no sentido de continuidade da nossa modalidade. O melhor a ser feito agora é encerrar todas as atividades e cuidar da saúde dos nossos atletas e de todos os envolvidos na competição. Ficamos satisfeitos que a maioria tenha pensado desta forma", disse Renato D´Avila, superintendente de competições de quadra da CBV.

Sem a definição de um campeão, a Superliga Masculina é encerrada faltando uma rodada para o final da fase de classificação - ela deveria ter sido jogada em 14 de março. Na tabela de classificação, após 21 rodadas, o Taubaté era o líder, seguido de perto pelo Sada Cruzeiro.

A Superliga Feminina já havia sido encerrada após a reunião realizada no dia 20 de março, com os 12 clubes participantes, da mesma forma através de uma votação. Na ocasião, foram sete votos a favor e apenas dois contra - apenas Itambé/Minas-MG e Sesi Vôlei Bauru-SP pediam a permanência da competição.

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) decidiu nesta sexta-feira adiar as etapas do Circuito Mundial de vôlei de praia programadas para abril por causa da pandemia de coronavírus.

"Dadas as limitações atuais de viagens, a FIVB e os organizadores dos eventos concordaram que adiamentos e cancelamentos beneficiam a saúde dos participantes e também são a solução mais justa", escreveu a entidade em um comunicado.

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Uma etapa de categoria uma estrela foi programada para o período de 6 a 9 de maio, na ilha de Tuan Chau, no Vietnã. Outra etapa, de quatro estrelas, foi para 6 a 10 de maio em Itapema-SC, no Brasil. No mesmo período será jogado a de três estrelas em Jurmala, na Letônia.

Já a de quatro estrelas em Ostrava, na República Checa, foi agendada para 20 e 24 de maio, em Ostrava (República Checa). A da mesma categoria, em Varsóvia, na Polônia, prevista para 27 a 31 de maio foi cancelada.

"A FIVB continuará trabalhando em estreita colaboração com os organizadores para encontrar as melhores datas alternativas", informou a entidade, que "monitora regularmente a evolução da situação na íntegra cooperação com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Comitê Olímpico Internacional (COI) e outras autoridades internacionais e nacionais de saúde."

A entidade também alertou ser "provável mais mudanças na programação do vôlei de praia", Por isso, está em contato com o COI para revisar o sistema de classificação "deste esporte" para a Olimpíada de Tóquio.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) decidiu por votação nesta quinta-feira, após reunião por videoconferência com os 10 clubes participantes, que a Superliga Feminina está encerrada por conta da pandemia do novo coronavírus, denominado Covid-19. Ao todo, seis times e a Comissão de Atletas votaram pelo fim do campeonato, enquanto que dois votos pediam a permanência da competição - Flamengo e Pinheiros não opinaram sobre essa questão porque não estariam mais na disputa dos playoffs.

Com a decisão final, a temporada 2019/2020 está encerrada, sem campeão, respeitando a atual classificação. "Mais uma vez colocamos nossa opinião, pelo fim do campeonato visando o bem de todos os envolvidos, e demos direto de voto aos clubes. A maioria demonstrou pensar como a CBV e está decretado o fim desta temporada", afirmou Renato D’Avila, superintendente de Competições de Quadra da CBV.

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Assim, a temporada termina desta forma: Dentil/Praia Clube (MG), Sesc RJ, Itambé/Minas (MG), Sesi Vôlei Bauru (SP), Osasco Audax São Cristóvão Saúde (SP), São Paulo/Barueri (SP), Fluminense (RJ), Curitiba (PR), Pinheiros (SP), Flamengo (RJ), Valinhos Vôlei (SP) e São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP).

A CBV, que conta com um comitê de crise composto por área técnica, médica e jurídica, entre outros, apresentou a proposta pela conclusão do campeonato, já que a preocupação da entidade com a saúde está acima de qualquer outra questão. Após a decisão, a entidade recomendou que todos os clubes liberem suas atletas de treinos e que as mesmas permaneçam em casa, seguindo as recomendações das autoridades da saúde.

Além do encerramento, foi decidido que a temporada 2020/2021 da competição não terá ranking e que o número limite de contratações de estrangeiras aumentou para três atletas. "Em relação à decisão pelo ranking e pelas estrangeiras, houve um equilíbrio maior na votação, mas também está tudo definido. Sentimos muito por ver a Superliga terminar dessa forma, mas sabemos que é absolutamente necessário", declarou Renato D´Avila.

A noite de quinta-feira (20) foi de derrotas para os jogadores do Sesc-RJ. Batidos dentro de quadra, no Rio, pelo Sada Cruzeiro por 3 sets a 1, em partida da Superliga Masculina, foram comunicados de algo bem pior: o time será extinto ao fim do torneio nacional. A equipe feminina, comandada por Bernardinho, seguirá em atividade.

"O Sesc-RJ comunica a conclusão do projeto do time masculino de vôlei após o término da Superliga 19-20. Ao desejar sorte aos jogadores e comissão técnica, a instituição agradece o empenho e dedicação de todos na defesa dos valores do Sesc-RJ, tanto dentro, como fora de quadra", afirma o comunicado divulgado pelo Sesc-RJ.

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A equipe carioca será dissolvida, com a liberação de jogadores e membros da comissão técnica, mas há uma exceção. O técnico Giovane Gavio continuará vinculado à instituição, participando de projetos socioeducativos ao lado de alunos, assim como de palestras para seus pais.

"O técnico Giovane Gavio permanece no Sesc-RJ com o objetivo de dedicar esforços ao esporte de cunho socioeducativo. Na nova fase, ele participará ainda mais de vivências com os alunos de vôlei da instituição, ministrará palestras para pais e familiares das crianças sobre o esporte como fonte de educação e transformação social e, para os instrutores, o objetivo é alinhar tecnicamente a metodologia do ensino de vôlei com base nos valores educacionais do esporte. Haverá também a maior participação em capacitações, bate papos e vivências para alunos e professores de instituições parcerias do Sesc-RJ e escolas públicas", acrescentou o Sesc no seu comunicado.

O Sesc-RJ é o terceiro colocado na Superliga Masculina, com 38 pontos somados em 13 vitórias e cinco derrotas. É, inclusive, a mesma posição da equipe feminina. "O time de vôlei feminino será mantido e segue seu trabalho nas quadras e nas ações de estimulo à pratica esportiva", conclui a nota.

RESULTADOS - No dia de jogos da Superliga, além do triunfo cruzeirense, o Minas derrotou o Sesi-SP por 3 a 0, o América fez 3 a 2 no Blumenau, mesmo placar do triunfo do Ponta Grossa sobre o Maringá. E o Taubaté bateu o Vôlei Renata, de Campinas, por 3 a 1.

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O coronavírus já matou 1.770 pessoas na China desde o seu surgimento. Por conta disso, a etapa do mundial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), que aconteceria em Yangzhou dos dias 22 a 26 de abril, foi cancelada pela entidade. O anúncio aconteceu nesta segunda-feira (17). 

A nova data para o torneio deve ficar para depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio. No comunicado a FIVB expressou sua solidariedade para a comunidade do voleibol: "Entendemos que a China está tomando todas as medidas necessárias para conter o surto, para que possa retomar seu lugar de direito no palco mundial do vôlei o mais rápido possível".

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A decisão, segundo a FIVB, foi tomada em conjunto com a Associação Chinesa de Voleibol e com as autoridades chinesas: "A saúde e o bem-estar de nossos atletas, oficiais e torcedores é nossa prioridade número um e, por isso, foi mutuamente decidido que adiar o evento para uma data posterior seria do interesse de todos os envolvidos”.

Nesta semana a Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) decidiu banir a Rússia das principais competições esportivas pelos próximos quatro anos. O motivo seria uma suposta manipulação nos dados fornecidos pelo laboratório antidopagem de Moscou à Wada. Se a sanção for confirmada, os russos estariam fora de eventos como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, a Copa do Mundo de Futebol de 2022 e os Mundiais de Vôlei, também em 2022. A decisão ainda pode ser revista pela Corte Arbitral do Esporte, mas não deixa de ser mais um duro golpe na já manchada reputação do esporte russo.

Caso a punição seja de fato aplicada, os torneios olímpicos (vôlei de quadra e de praia) perderiam uma potência. Nas areias, vem da Rússia a atual dupla campeã mundial de vôlei de praia, Viacheslav Krasilnikov e Oleg Stoyanovskiy. Nas quadras os russos formam uma das mais tradicionais escolas da modalidade. No masculino, se contarmos o período da extinta União Soviética, são quatro medalhas de ouro olímpicas, a última delas já como Rússia, com uma virada inacreditável sobre o Brasil nos Jogos de Londres, em 2012. As mulheres também colecionam quatro medalhas douradas, todas conquistadas ainda na época da URSS.

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A resolução emitida pela Wada abre a possibilidade para que atletas russos, que consigam provar que estão limpos de doping, possam participar de competições sob uma bandeira neutra. Ainda é cedo para dizer, mas é possível que tenhamos as equipes russas nos Jogos Olímpicos competindo com uniformes neutros, sem direito a hino nem a bandeira hasteada. A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) não se pronunciou sobre o caso.

A medida é extrema e polêmica. Barrar os russos da Olimpíada seria comprar uma briga com um dos principais mercados de vôlei no mundo. Pela tradição e força na história da modalidade, não creio que a FIVB vá bancar a exclusão, do torneio olímpico do Japão, de nomes como o da excepcional Nataliya Goncharova e do experiente levantador Sergey Grankin.

O talentoso, e problemático, Ngapeth

O francês Earvin Ngapeth é um dos grandes nomes do vôlei masculino na atualidade. Basta procurar no Youtube algum dos inúmeros vídeos que mostram suas jogadas inusitadas e habilidosas, além de uma personalidade irreverente e um tanto explosiva. Nos últimos anos o ponteiro ajudou na evolução da França, que se tornou um time com grande potencial (mesmo decepcionando em Jogos Olímpicos e em Mundiais). Pois o mesmo talento que Ngapeth exibe dentro das quadras, ele tem para se meter em encrencas. A última delas foi nesta semana aqui no Brasil.

Depois de participar do Mundial de Clubes de Vôlei, em Betim, defendendo o Zenit Kazan, da Rússia, o jogador francês foi parar atrás das grades. Ele estava em uma boate na noite de domingo e deu um tapa nas nádegas de uma mulher dentro do recinto. Imagens divulgadas pelo portal de notícias G1 mostram de forma clara a atitude lamentável do atleta. A mulher abusada prestou queixa e o jogador foi preso por importunação sexual. Na terça, ele pagou fiança de R$ 50 mil. Agora, vai responder ao processo em liberdade. Em nota divulgada por seu advogado, o jogador se disse profundamente arrependido, pediu desculpas à mulher assediada e disse que a confundiu com uma conhecida. Após ser solto, Ngapeth chegou à Bélgica a tempo de participar da estreia do Zenit Kazan na Champions League de vôlei na última quarta.

Este não foi o primeiro caso policial envolvendo o ponteiro. Em 2015 (ano em que a França foi campeã da extinta Liga Mundial), Ngapeth foi detido pela polícia francesa e posteriormente condenado a três meses de prisão ao ser acusado de bater no condutor de um trem. O jogador pagou multa e não precisou cumprir a pena. No mesmo ano, ele atropelou três pedestres em uma estrada de Modena, na Itália, e não parou para prestar socorro. Um ano antes, em 2014, Ngapeth já havia sido detido após brigar em uma boate. Isso sem contar os casos de indisciplina dentro da seleção francesa.

Ngapeth é um jogador experiente, extremamente talentoso e ainda pode ajudar a França a voltar a figurar no pódio das principais competições do mundo. Mas é preciso que se esforce para não ser mais lembrado nas páginas policiais do que nas esportivas.

O astro da seleção francesa masculina de vôlei Earvin N'Gapeth, de 28 anos, foi preso na madrugada de segunda-feira, em casa noturna de Belo Horizonte acusado de importunação sexual. O jogador, do time russo Zenit Kazan, atuou pela equipe no Mundial de Clubes disputado em Betim, nos arredores de Belo Horizonte, competição encerrada no fim de semana com vitória do time italiano Civitanova, que bateu os brasileiros do Cruzeiro. O Zenit Kazan ficou em terceiro lugar. N'Gapeth foi levado para o presídio Nelson Hungria, em Contagem, ainda nesta segunda-feira, por volta das 16h30.

A justiça fixou em R$ 50 mil a fiança para soltura do jogador de Earvin N'Gapeth. O advogado do atleta, Dino Miraglia, afirmou que o pagamento será feito. A fiança foi determinada em audiência de custódia conduzida pela juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira no Fórum Lafayette, a primeira instância da justiça em Minas Gerais.

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O jogador responderá o processo em liberdade e terá que voltar ao Brasil para audiências, segundo informações do Fórum Lafayette. Conforme o advogado do atleta, N'Gapeth já retornou ao presídio Nelson Hungria. A soltura irá ocorrer assim que comprovado o pagamento da fiança.

A polícia foi chamada à casa noturna, por volta das 2h. Uma mulher de 29 anos, que não teve o nome revelado, afirmou que o jogador francês lhe deu um tapa nas nádegas. A vítima relatou que estava indo embora junto com o namorado e um amigo, quando isso ocorreu. Uma testemunha confirmou o relato da mulher. Aos policiais, o jogador francês disse que o tapa é comum entre homens ou mulheres em seu país, e também no vôlei, e que isso não configuraria nenhum tipo de agressão ou ofensa.

O jogador, que estava em um camarote com amigos, disse ainda que confundiu a mulher com uma conhecida e que, imediatamente após perceber o equívoco, pediu desculpas, que acabaram não sendo aceitas. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Mulheres como importunação sexual, com pena de um a cinco anos de prisão.

Segundo informações da Polícia Civil, a legislação não prevê, para esse tipo de crime, pagamento de fiança na delegacia para liberação do acusado. A decisão de permanência na prisão, ou pagamento de fiança caberá exclusivamente ao juiz na audiência de custódia. O advogado de N'Gabeth, Dino Miraglia, disse nesta terça que estava no Fórum Lafayette, a primeira instância da justiça mineira, aguardando o início da audiência, e que, por isso, não poderia falar com a reportagem.

O Dentil/Praia Clube (MG) conquistou na noite desta sexta-feira o bicampeonato da Supercopa Feminina de Vôlei. No jogo único do torneio, em Uberlândia, na Arena Sabiazinho, a equipe foi soberana e derrotou o Itambé/Minas por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/22 e 25/19, em 1 hora e 30 minutos.

O triunfo tem importância psicológica para o Praia, pois embora tenha sido protagonista em diversos torneios na temporada passada, havia perdido as cinco últimas decisões que fez com o Minas, incluindo a da Superliga. Agora, então, demonstrou que pode alterar esse cenário na temporada 2019/2020.

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A Supercopa reúne os atuais campeões da Superliga e da Copa Brasil, mas como o Minas foi o vencedor dos dois torneios, encarou na decisão o vice dessas competições, o Praia. E a decisão reuniu quatro campeões olímpicas, sendo Walewska e Fernanda Garay pelo time de Uberlândia e Thaisa e Sheilla pelo Minas.

O duelo de início de temporada teve vários desfalques, com o Praia não tendo, por lesão, a central Carol, a líbero Suelen e a oposta Monique. Pelo mesmo motivo, o Minas não pôde acionar a ponteira Acosta.

Ainda assim, o Praia conseguiu a vitória, tendo atuado com Walewska, Martínez, Pri Daroit, Fran, Fernanda Garay, Ananda e Laís, além de ter acionado Claudinha, Fawcett e Angélica. Já o Minas foi escalado com Carol Gattaz, Macris, Thaísa, Bruna Honório, Deja , Kasiely e Leia. Além disso, Sheilla, Lana e Bruna Costa entraram durante o duelo.

Agora, então, as equipes voltam as suas atenções para o Campeonato Mineiro, que começará a ser disputado na terça-feira.

A seleção brasileira masculina de vôlei garantiu nesta segunda-feira, com antecipação de uma rodada, o título da Copa do Mundo. O troféu foi assegurado com uma vitória num complicado duelo contra o anfitrião Japão, por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 24/26, 25/14 e 27/25, na cidade de Hiroshima.

O terceiro título brasileiro na Copa do Mundo - os anteriores foram em 2003 e 2007 - foi conquistado nesta segunda, faltando ainda um jogo para a seleção na competição, graças à grande campanha brasileira na disputa de pontos corridos. Foram 10 vitórias em 10 jogos. A equipe nacional perdeu apenas cinco sets no torneio até agora.

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O atual campeão olímpico vai encerrar sua campanha contra a Itália, nesta terça, na tentativa de coroar a conquista com uma campanha invicta. A Copa do Mundo é considerada a terceira maior competição da modalidade, atrás apenas dos Jogos Olímpicos e do Mundial - a seleção também soma três títulos nestes dois grandes eventos.

A conquista desta segunda marca o maior título do técnico Renan Dal Zotto à frente da equipe desde que assumiu o comando, em janeiro de 2017, ao substituir o multicampeão Bernardinho. Antes, sob a orientação de Renan, o Brasil faturou o Sul-Americano e a Copa dos Campeões, ambos em 2017. E foi vice-campeão da Liga Mundial (atual Liga das Nações) no mesmo ano e do Campeonato Mundial, em 2018.

Em sua trajetória rumo ao título, a seleção obteve sua maior vitória no domingo, quando bateu a poderosa Polônia. A equipe europeia se sagrou bicampeã mundial em duas finais em que venceu o Brasil. Com o triunfo desta segunda, a seleção alcançou os 29 pontos na tabela, sem poder ser alcançado justamente pela Polônia, que tem 25 e um jogo a menos.

O JOGO - Na partida desta segunda, Renan escalou a seleção com apenas uma mudança em relação ao jogo anterior, contra a Polônia. Colocou Lucão em quadra, no lugar de Maurício Souza. O restante da equipe foi mantida, com Alan, Leal, Lucarelli, Flávio, Bruninho e o líbero Thalles. No decorrer do jogo, o treinador colocou Maurício Borges, Cachopa e Felipe Roque.

Com esta formação, o Brasil fez um bom início de jogo. Abriu 6/4 e não demorou para ampliar a vantagem para 20/15, antes de fechar a parcial com oito pontos de frente. Leal foi um dos destaques do set inicial, no ataque e também nos bloqueios, ao lado de Lucão.

O segundo set começou com o Japão na frente. O Brasil virou o marcador em 11/8, mas passou a oscilar em praticamente todos os fundamentos e viu os anfitriões crescerem em quadra. Os japoneses viraram para 12/11 e acabaram fechando a parcial, empatando a partida.

Depois do susto, a seleção passeou no terceiro set. Começou fazendo 4/0, depois 10/2. A retomada da liderança do jogo veio com vantagem de 11 pontos na parcial. Na sequência, mais tranquilo após a forte performance no terceiro set, o Brasil manteve o alto nível, mas encarou um Japão mais eficiente.

Como consequência, as duas equipes transformaram o quarto set no mais equilibrado do jogo. Sem conseguirem abrir dois pontos de vantagem, os dois times fizeram 7/7, depois 10/10. O empate persistiu até 22/22. Na sequência, o Brasil desperdiçou dois match points antes de confirmar a vitória diante da empolgada torcida japonesa.

Veja os melhores momentos:

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A vitória em um jogo nervoso colocou o Brasil muito perto de seu terceiro título da Copa do Mundo de vôlei masculino na madrugada deste domingo (13). Ao bater a Polônia por 3 sets a 2, parciais de 19/25, 25/23, 25/19, 16/25 e 15/11, de virada, o time de Renan Dal Zotto agora está a uma vitória do Japão, dono da casa, nesta segunda-feira, para garantir mais uma taça.

O confronto deste domingo em Hiroshima foi decidido por muitos erros individuais dos europeus e, por outro lado, muita força mental dos brasileiros, que saíram atrás na partida, viraram o jogo e souberam manter a calma quando os adversários reagiram novamente, fechando o embate no tie-break com uma ótima atuação do oposto Alan, maior pontuador do duelo, com 27 pontos.

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O jogo, válido pela nona e antepenúltima rodada do torneio, que marcou ainda o primeiro encontro em partidas oficiais entre os cubanos naturalizados Leal, do Brasil, e Leon, pela Polônia, começou com a seleção brasileira errando muito, especialmente na recepção e no saque.

Mas com Alan inspirado e virando quase todas as bolas, além de uma defesa aos poucos mais concentrada no jogo, a reação do Brasil não tardou e os dois sets seguintes foram resolvidos na base da tranquilidade.

Quando tudo se encaminhava para um triunfo brasileiro em Hiroshima, o oposto Muzaj e o ponteiro Kubiak voltaram a incomodar a defensiva brasileira, levando a disputa para o quinto set após uma vitória expressiva na parcial por 25 a 16.

No fim, entretanto, com os comandados de Renan Dal Zotto voltando a respirar fundo, valeu a categoria brasileira para desestabilizar as tentativas da seleção rival, especialmente com Lucarelli bem posicionado no fundo da quadra, com o tie-break definido em um 15 a 11.

Com duas rodadas de antecedência, o próximo desafio contra os japoneses pode definir a conquista para o Brasil nesta segunda-feira, a partir das 7h20 (Brasília). Uma simples vitória dá o título à seleção campeã olímpica antes do jogo contra a Itália, que será o oponente seguinte, na madrugada de terça-feira. Em caso de troféu confirmado contra os anfitriões, o desafio será apenas manter a invencibilidade ante os italianos.

O Ministério da Cidadania, em conjunto com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e a Federação Pernambucana de Vôlei, vai promover a primeira Copa Nordeste de Voleibol de clubes sub-18. O evento foi iniciado no dia 30 de setembro e vai até o dia 7 de outubro na escola Professora Cremilda Maria Santana de Oliveira, em Guarapu, e na Escola Modelo Padre Antônio Melo, na Charneca.

O torneio tem 24 equipes, sendo 12 femininas e 12 masculinas. Participam do torneio os Estados do Ceará, Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte.

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"Estamos revivendo as competições regionais. Além de descobrir novos talentos, a ideia é trazer de volta o espírito esportivo que tínhamos tempos atrás. E nada melhor do que fazer um evento como este, voltado para os jovens e que servirá, também, de intercâmbio tanto no que se refere ao conhecimento esportivo, quanto ao conhecimento acadêmico. Porque eles também falam de estudos durante a competição. Não é só quadra, rede e bola. É estudo também”, afirmou o coordenador do evento, Ednílton Vasconcelos.

Os interessados podem acompanhar os resultados e estatísticas do torneio acessando este site.

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A seleção brasileira feminina de vôlei se despediu da Copa do Mundo na madrugada deste domingo (horário de Brasília), em Osaka, no Japão, com uma vitória por 3 sets a 1 sobre a Rússia - parciais de 28/26, 25/20, 21/25 e 25/19 - e encerrou a competição no quarto lugar.

O Brasil fechou sua participação no torneio com sete vitórias e quatro derrotas. A equipe treinada por José Roberto Guimarães terminou com 21 pontos, atrás da própria Rússia, que ficou com o bronze, os Estados Unidos, donos da prata, e a China, grande campeã.

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A China realizou uma campanha perfeita e já havia assegurado o título no sábado, com antecedência. As chinesas venceram todos os seus 11 jogos, somaram 32 pontos e perderam apenas três sets em toda a competição. As norte-americanas somaram 28 pontos (10 vitórias e um revés) e as russas ficaram com 23, fruto de oito resultados positivos e três negativos.

No jogo deste domingo, a oposta se destacou mais uma vez e foi a maior pontuadora, com 21 acertos. A ponteira Amanda também contribuiu em alto níver, ao anotar 17 pontos. As centrais Fabiana e Mara marcaram 14 pontos cada e ponteira Gabi fez 11. Pelo lado da Rússia, a oposta Goncharova virou 21 bolas.

Gabi, um dos destaques brasileiros na Copa do Mundo, fez um balanço do desempenho da equipe na competição e no último jogo e projetou a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, para o qual a seleção feminina já está classificada.

"Foi um ano intenso e sabíamos que essa competição seria muito difícil. Foram 11 jogos em 15 dias e terminarmos a Copa do Mundo com vitória sobre a Rússia. Elas vêm jogando muito bem tanto que ficaram com medalha de bronze. Jogamos com atitude e encerramos a competição da melhor maneira possível", analisou a ponteira.

"A competição serviu para mostrar o quanto precisamos evoluir para o ano que vem. Saímos com pontos positivos e negativos e agora é trabalhar ainda mais para os Jogos Olímpicos", completou.

O técnico Zé Roberto lamentou o fato de o rendimento de sua equipe não ter sido tão bom em alguns momentos do torneio, mas também chamou a atenção para alguns pontos positivos do Brasil.

"Tivemos altos e baixos na Copa do Mundo contra times contra os quais poderíamos ter jogado melhor. Também tiramos algumas coisas boas da nossa participação como o parâmetro dos times e como eles estão jogando. Analisamos a velocidade, a defesa, o bloqueio e todos os fundamentos. Também conseguimos vitórias contra adversários que vamos cruzar nos Jogos Olímpicos o que é positivo. Aprendemos e vamos seguir nossa preparação para Tóquio", afirmou o treinador.

A seleção brasileira feminina de vôlei foi derrotada pela Coreia do Sul por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 18/25, 25/20 e 25/21, na madrugada deste sábado (no horário de Brasília), em Osaka, no Japão, e deu adeus às chances de conquistar uma medalha na Copa do Mundo.

Depois de superar Camarões por 3 sets a 0 na sexta-feira, o Brasil ainda almejava alcançar um bronze na reta final da competição, na qual o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães vai fechar a sua campanha na madrugada deste domingo, às 2 horas (de Brasília), em jogo contra a Rússia.

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Para seguir na luta por um lugar no pódio, a equipe nacional precisava bater as sul-coreanas por 3 a 0 ou 3 a 1 e ainda superar as russas na rodada final do torneio, disputado em sistema de pontos corridos, em turno único, pelas 12 seleções participantes.

Essa foi a quarta derrota do Brasil em dez jogos realizados em sua campanha. E ao levar a melhor no duelo deste sábado, a Coreia do Sul também igualou o número de vitórias das brasileiras (seis), depois de ter contabilizado quatro derrotas ao longo de sua participação no evento, todo disputado em solo japonês.

Antes de cair diante da Coreia, a seleção brasileira fechou a antepenúltima rodada da Copa do Mundo em quarto lugar, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia. E com essa derrota a equipe dirigida por Zé Roberto estacionou na quarta posição, com 18 pontos, mesma pontuação das sul-coreanas, que ficaram em quinto lugar.

A seleção brasileira começou o confronto deste sábado escalada com Bia, Mara, Amanda, Gabi, Lorenne, Macris e a líbero Léia. Depois entraram Fabiana, Sheilla, Drussyla e Roberta na equipe no decorrer do duelo.

Yeon Koung Kim, com 25 pontos, foi o grande destaque da vitória da Coreia, que também contou com Jaeyeong Lee se destacando com 20 acertos. O maior nome ofensivo do Brasil foi Lorenne, com 23 pontos, enquanto Gabi somou outros 14.

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