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Depois de um hiato na temporada 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, receberá pela terceira vez uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. A Federação Internacional de Voleibol (FIVB, na sigla em inglês) confirmou a realização do torneio que será do tipo quatro estrelas - o segundo mais importante na classe dos eventos internacionais, que distribui US$ 300 mil (R$ 1,57 milhão na cotação atual) em premiação entre os dois naipes.

A competição será realizada entre os dias 10 e 14 de novembro e dará 800 pontos no ranking para as duplas vencedoras. Este será o oitavo torneio do tipo quatro estrelas na temporada 2021. Ele acontecerá seguindo todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais para proteção contra a Covid-19.

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Itapema já recebeu edições do evento internacional de vôlei de praia em 2018 e 2019. Na primeira vez, o título ficou para duplas brasileiras: André Stein/Evandro e Ágatha/Duda. No ano seguinte quem subiu no lugar mais alto do pódio foram os noruegueses Anders Mol/Christian Sorum e as americanas Alix Klinemann/April Ross, dupla que nesta temporada conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão.

Além da etapa do Circuito Mundial, Itapema terá outras duas competições de vôlei de praia em novembro. Uma delas é a segunda etapa do Circuito Brasileiro Sub-21, que acontecerá entre os dias 15 e 18. A outra é a quarta etapa Open do Circuito Brasileiro, entre os dias 3 e 7.

Um acidente entre uma caminhonete e o micro-ônibus do time de vôlei Curitibanos deixou três pessoas mortas na noite de domingo. A colisão ocorreu na BR-282, em Lages, na Serra catarinense. A equipe havia disputado um quadrangular na cidade e voltava de viagem quando a caminhonete em alta velocidade se chocou com o micro-ônibus que transportava 11 atletas. Todos passam bem.

Três ocupantes do outro veículo, no entanto, não resistiram aos ferimentos e morreram. Sem controle, ele invadiu a pista contrária e rodou antes de causar o acidente. A Polícia Rodoviária Federal (PFR) informou que as vítimas são a motorista de 31 anos, um homem de 29 e uma criança. Antes do impacto, os jogadores dos Curitibanos, de idade entre 17 e 22 anos, conversavam sobre o torneio que disputaram.

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O time saiu da cidade paranaense perto das 12h para participar das partidas em Lages. Após jantarem, pegaram o ônibus de volta, e perto das 21h, sofreram a colisão. Mateus dos Santos, de 22 anos, relatou o momento do acidente ao jornal O Globo. "Estava todo mundo meio deitado, querendo dormir, quando a moça da caminhonete perdeu o controle e invadiu a nossa pista. Nosso motorista tentou frear, segurou o máximo que pôde, mas não conseguiu evitar. A gravidade do acidente foi mais pela velocidade da caminhonete. Conseguiu jogar até o ônibus para trás", disse.

Mateus contou que quebrou um dente com o impacto da batida. Outro atleta fraturou a mandíbula, e o motorista fraturou as costelas. O restante dos passageiros teve ferimentos leves. Em choque, os atletas rapidamente deixaram o veículo por conta de um vazamento de óleo que poderia causar uma explosão. O Corpo de Bombeiros se dirigiu ao local e socorreu primeiro os ocupantes da caminhonete.

"Começou a vazar óleo do ônibus e o outro carro tinha risco de pegar fogo. Então todo mundo saiu, foi para o acostamento rápido. Mas logo vários carros se mobilizaram, e as pessoas vieram ajudar", relatou Renan Caus, de 17 anos, integrante do time de vôlei.

Após duas horas, toda equipe foi atendida e retornou a Curitibanos com outro micro-ônibus enviado pela empresa responsável. Por lá, passaram pelo hospital da cidade e foram liberados mais tarde.

A seleção brasileira feminina de vôlei viaja nesta segunda-feira para Barrancabermeja, na Colômbia, onde disputará o Sul-Americano. A equipe do treinador José Roberto Guimarães buscará o 22.º título da competição. O campeão e o vice garantirão vaga no Mundial de 2022, que será disputado na Holanda e na Polônia.

O Brasil estreará na competição às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira contra o Peru. Os jogos seguintes serão contra Argentina (quinta), Chile (sexta) e Colômbia (domingo).

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O time nacional participará da competição com as levantadoras Macris e Roberta; as opostas Rosamaria e Lorenne; as ponteiras Gabi, Natália, Ana Cristina e Kasiely; as centrais Carol Gattaz, Carol, Bia e Mayany; e as líberos Nyeme e Natinha.

A levantadora Roberta comentou sobre a expectativa para a competição e destacou a boa temporada do time brasileiro. "É uma competição muito importante para o nosso grupo porque vale vaga no Mundial de 2022. Estamos vindo de uma grande competição que foi os Jogos Olímpicos onde atingimos o nosso auge na temporada, mas seguimos muito concentradas. Chegaram algumas jogadoras novas e estamos animadas e mantendo a energia boa desse grupo", afirmou a jogadora, que também falou sobre o crescimento do Sul-Americano.

"Vamos enfrentar adversários que tem evoluído e o Sul-Americano tem melhorado a cada edição. Queremos fazer um bom campeonato e buscar essa vaga", disse Roberta.

José Roberto Guimarães também destacou a importância na busca pela vaga no Mundial. "O Sul-Americano é classificatório para o Mundial e vamos buscar essa vaga e o título para finalizarmos bem essa temporada. Temos que manter o nosso foco e a concentração para apresentarmos o nosso voleibol. Nossos adversários têm evoluído e sabemos da nossa responsabilidade", analisou.

Nesta temporada, a seleção feminina conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e na Liga das Nações. Na última edição do Sul-Americano, em 2019, o Brasil foi campeão invicto e na decisão superou a Colômbia por 3 sets a 0.

Um acidente na BR-282, em Santa Catarina, envolvendo uma caminhonete e um micro-ônibus que levava os atletas de vôlei do Curitibanos, deixou três mortos na noite desse domingo (12).

O micro-ônibus levava onze atletas da equipe de vôlei Curitibanos, onde três tiveram ferimentos leve. As vítimas fatais estavam todas na caminhonete. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a motorista da caminhonete, um homem e uma criança, ainda não identificados, morreram no local. 

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O motorista do micro-ônibus, de 48 anos, segundo o portal G1, contou que a equipe de vôlei seguia de Lages para São José do Cerrito, quando no km 226 da BR-282, por volta das 20h40, a caminhonete rodopiou na pista e acertou o seu veículo de frente.

Douglas Souza, jogador da seleção brasileira de vôlei, deu detalhes sobre o caso de homofobia que viveu ao lado de seu namorado, Gabriel. Por meio de vídeos publicados em seu Instagram, o novo reforço do Vibo Valentia, da Itália, explicou como a viagem que deveria durar três horas durou 15.

"No controle de passaporte, perguntaram o que eu faria na Itália, eu disse que seria jogador de vôlei e o Gabriel era meu namorado. Logo, a fisionomia dele mudou na hora e o tratamento também. Ele perguntou o que ele faria lá, eu mostrei o documento de união estável, eu disse que ele iria me acompanhar e trabalhar", relatou Douglas.

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Após mais de cinco horas, o jogador foi chamado pelos agentes do aeroporto em Amsterdã para uma entrevista em uma 'salinha'. Perguntado mais uma vez sobre o que iria fazer na Itália, Douglas percebeu que seu namorado não seria liberado facilmente. "Aí bateram na tecla do Gabriel, e eu falava que era meu namorado, e eles não entendiam esse termo, insistiam no companheiro e não queriam deixar ele passar de jeito nenhum."

A situação só foi resolvida quando seu empresário e o Vibo Valentia intervieram e conseguiram a autorização de entrada dos dois na Holanda. "Aconteceu, passou, meu clube não tem nada a ver. Eles ajudaram, meu empresário, também. Eu espero que ninguém passe por isso, sei que infelizmente vai passar e a gente tem que passar por isso", lamentou. "Acabou que passei 15 horas no aeroporto, e era para ter sido umas três, no máximo. Não achei normal. Eu sei o que eu vivi. Foi muito constrangedor."

Antes de contar todo o caso, Douglas usou as redes sociais nesta terça para expressar seu descontentamento com o tratamento recebido em solo europeu. "Hoje é um dos piores da minha vida. Foi horrível. Está sendo horrível. Eu só não vou contar realmente o que aconteceu hoje porque eu tenho medo deles tirarem a minha passagem e me deportarem", disse.

Douglas Souza, ponteiro da seleção brasileira de vôlei, viveu momentos desagradáveis durante recente viagem à Europa. O jogador, que estava acompanhado do namorado, disse ter sofrido um episódio de homofobia em um aeroporto na Itália.

"Hoje é um dos piores da minha vida. Foi horrível. Está sendo horrível. Eu só não vou contar realmente o que aconteceu hoje porque eu tenho medo deles tirarem a minha passagem e me deportarem", disse o atleta, em seu perfil no Instagram.

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Douglas Souza ganhou destaque nas redes sociais durante a Olimpíada de Tóquio. Esbanjando simpatia e bom humor, o atleta constantemente compartilhava os bastidores da seleção na Vila Olímpica.

Dessa vez, o jogador mudou o tom e usou o espaço para desabafar sobre o caso. "Puro preconceito, homofobia, vocês não tem noção. Eu vou, sim, espanar isso, porque eu não mereço, ninguém merece isso."

Medalhista de ouro no Rio-2016, Douglas Souza ficou fora da convocação para o Campeonato Sul-Americano por opção própria, alegando a necessidade de se dedicar à vida pessoal. O Brasil se sagrou campeão do torneio de forma invicta, vencendo a Argentina na final por 3 sets a 1.

Após as seguidas separações ocorridas após a Olimpíada de Tóquio, as duplas brasileiras do vôlei de praia seguem anunciando novas formações. Nesta terça-feira (7), foi a vez de Rebecca divulgar sua nova parceira: a veterana Talita Antunes. O foco da nova dupla é a Olimpíada de Paris, em 2024.

Rebecca havia se destacado na capital japonesa, ao lado de Ana Patrícia. Juntas, ficaram em quinto lugar, o melhor resultado do vôlei de praia brasileiro na Olimpíada. Poucas semanas após os Jogos, porém, elas anunciaram o fim da parceria. Agora Rebecca definiu com quem jogará, visando a próxima Olimpíada.

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Após fazer sua estreia no grande evento, competirá ao lado de Talita, que esteve em três edições dos Jogos: Pequim-2008, Londres-2012 e Rio-2016. A nova dupla vai treinar em Fortaleza, cidade natal de Talita, sob o comando do técnico Reis.

"Este último ciclo foi muito intenso. Viver a ansiedade de uma primeira Olimpíada junto com a pandemia foi muito desafiador. Ao mesmo tempo, foi tudo muito incrível. Pude aprender e crescer muito. E agora neste novo ciclo eu espero que eu e Talita consigamos dar o nosso melhor para que seja uma parceria vencedora. É uma atleta que dispensa comentários, extremamente vencedora, experiente e que eu me dou muito bem", projetou Rebecca.

As duas vão estrear juntas na primeira etapa do Circuito Brasileiro, marcado para 21 a 26 deste mês, na Urca, no Rio de Janeiro. "Estou muito feliz com esse novo projeto, mais um desafio na minha carreira. Vou dividir as quadras com a Rebecca, que eu admiro como atleta e pessoa e sempre tive um carinho enorme por ela. Jogamos uma final do Rainha da Praia juntas e foi muito bom. Tenho certeza de que formaremos um grande time e vamos trabalhar muito para isso acontecer", afirmou Talita, de 39 anos.

Entre as demais três duplas que defenderam o Brasil na Olimpíada, duas já se desfizeram. Evandro, que jogou com Bruno Schmidt, vai formar dupla com Alvaro Filho, parceiro de Alison em Tóquio. Este, por sua vez, jogará com Guto Carvalhaes. Bruno ainda não definiu seu novo companheiro de equipe, assim como Ana Patrícia. Ágatha e Duda seguem juntas.

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Um mês depois, o Brasil se vingou da perda da medalha de bronze para a Argentina nos Jogos Olímpicos de Tóquio ao ganhar dos rivais na final do Campeonato Sul-Americano, por 3 a 1, parciais de 25/17, 24/26, 25/18 e 25/18, neste domingo, em Brasília. Foi a 33ª edição da competição e a seleção brasileira ganhou todas.

O saque de Bruno Lima para fora definiu a partida. Com o erro do argentino, o Brasil fechou o quarto set por 25 a 18 e fez enorme festa. Os brasileiros entraram com sangue nos olhos diante dos rivais após duas batalhas em Tóquio e Bruninho chegou a colocar dedo em riste em um adversário.

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Renan Dal Zotto renovou a seleção após o ciclo olímpico e muitos jovens mostraram que têm tudo para manter a equipe forte. Alan, João Rafael, Maique, Vaccari, Adriano e Flávio foram as novidades no Sul-Americano disputado em Brasília. Bruninho, Lucão e Lucarelli, os titulares mantidos.

Ao se garantirem na decisão, os dois times confirmaram presença no Mundial da Rússia em 2022 e devem acirrar ainda mais a rivalidade dos últimos anos. Depois de ganhar na fase de grupos na Olimpíada, o Brasil foi superado no jogo que valia o bronze. Neste domingo, veio a vingança.

Com ataque potente e força defensiva, o Brasil fechou o primeiro set em 25 a 17. No segundo, porém, os argentinos fizeram dois pontos seguidos para empatar com 26 a 24. Igualaram o placar e começaram a provocar os brasileiros.

A estratégia, porém, surtiu efeito contrário. Bruninho colocou ordem na casa com enorme bronca nos hermanos e o Brasil cresceu, fechando os dois sets seguintes por 25 a 18 e comemorando muito a conquista.

Das quatro duplas de vôlei de praia que representaram o Brasil nos Jogos de Tóquio, três já anunciaram o fim da parceria: Evandro e Bruno Schmidt, Ana Patrícia e Rebecca e nesta terça-feira foi a vez de Alison e Álvaro Filho comunicarem o fim do projeto do time que foi formado em maio de 2019 e um ano depois chegou à quarta posição no ranking mundial.

"O vôlei de praia se acostumou a ver duplas acabarem por brigas, por desgastes pessoais. Eu só posso agradecer ao Alvinho pelo tempo que jogamos juntos, por ter acreditado no projeto e pela oportunidade de disputarmos a Olimpíada. Agora seremos rivais, mas apenas isso. Alvinho não é apenas um grande jogador, mas também um grande homem, um grande profissional, criamos uma amizade muito forte, uma relação de respeito e isso vai permanecer", comentou Alison.

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A única dupla que por enquanto se mantém unida é Ágatha e Duda. Mas já existem muitas especulações em torno dessa dança das cadeiras no vôlei de praia, pois sempre que uma parceria de grande potencial se rompe começam a surgir novas formações já visando às próximas competições. Até o momento, nenhum dos seis atletas que estiveram em Tóquio e estão sem dupla anunciaram seus planos para o próximo ciclo olímpico.

Para Álvaro Filho, o aprendizado ao atuar ao lado de um campeão olímpico da modalidade foi muito importante. "Foi um período de experiência único, especial, que foi disputar a Olimpíada. Tivemos muitas alegrias, formamos uma dupla forte, comprometida, e saio para novos desafios como um jogador diferente, mais experiente e maduro", afirmou.

Ele reforçou que o fim da parceria não se deve a problemas de relacionamento com o ex-companheiro. "Quero agradecer também à toda a equipe pela forma como me acolheram e por tudo que fizemos juntos. Durante esse tempo juntos, eu e Alison construímos uma amizade sólida, vivemos muitos momentos juntos, e o mais importante é o respeito que temos um pelo outro", continuou.

A seleção brasileira feminina de vôlei foi convocada nesta terça-feira (17) pelo técnico José Roberto Guimarães. O treinador chamou 14 jogadoras para a disputa do Campeonato Sul-Americano, que será realizado de 15 a 20 de setembro, na Colômbia. Ele manteve a base que foi vice-campeã dos Jogos Olímpicos de Tóquio ao escolher nove das 12 atletas que representaram o Brasil no Japão.

As três ausências em relação à Olimpíada são Fernanda Garay e Camila Brait, que se aposentaram da seleção, e Tandara, suspensa preventivamente por doping. As levantadores Macris e Roberta, a oposta Rosamaria, as centrais Carol Gattaz, Bia e Carol, e as ponteiras Gabi, Natália e Ana Cristina foram novamente convocadas.

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São cinco novidades: a central Mayany, a ponteira Kasiely, as líberos Nyeme e Natinha e a oposta Lorenne, que teve participação importante no último ciclo olímpico, mas acabou ficando fora dos Jogos de Tóquio.

As jogadores se apresentam no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema, no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira (23), para dar início às atividades.

A seleção brasileira feminina busca o 22º título sul-americano de sua história. Na última edição da competição, em 2019, o Brasil ganhou o torneio de forma invicta e superou a Colômbia por 3 sets a 0 na decisão. Somente o campeão e o segundo colocado garantem vaga no Mundial de 2022, que será disputado na Holanda e na Polônia.

A disputa perdida da medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio foi o último ato do oposto Wallace com a camisa da seleção brasileira de vôlei. Aos 34 anos, num vídeo emocionado, o jogador usou suas redes sociais para confirmar o adeus. Agora ele se dedicará apenas ao time do Cruzeiro, para qual está de volta após três temporadas no Sesc Rio.

"Fala galera, beleza? Passando aqui pra falar com vocês um pouco sobre o meu futuro, essa decisão que venho pensando há muito tempo. Uma decisão muito difícil e complicada, pois devo tudo o que tenho ao voleibol e à seleção", iniciou. "Hoje eu deixo a seleção brasileira com aperto no coração, mas eu preciso me dedicar um pouco mais à minha família, pensar um pouco mais na minha carreira a longo prazo. Hoje eu oficialmente me despeço da seleção", anunciou Wallace.

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Quarto colocado em Tóquio, o oposto disputou três Olimpíadas na carreira com a seleção brasileira. Vinha do ouro nos Jogos do Rio-2016, sendo titular da conquista, e da prata em Londres-2012. Campeão recentemente da Liga das Nações, ainda somou dois vices mundiais em 2014 e 2018 e um ouro no Pan-Americano.

"Tive a honra de participar desses 11 anos de seleção e fico muito feliz", enfatizou. "Agora começa uma nova fase, é voltar para o Cruzeiro depois de algum tempo. Passei sete temporadas lá com eles, vou voltar agora com gana de ganhar e foco total", seguiu, prometendo bastante disposição para somar novas conquistas.

"Fazer de tudo para conquistar todos os títulos que a gente disputar. Isso nunca vai faltar da minha parte, vocês podem esperar o Wallace de sempre, com garra, raça. Tenho a expectativa de uma grande temporada com o Cruzeiro", completou o jogador.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou nesta terça-feira os 24 clubes participantes da Superliga Feminina e Masculina na temporada 2021-2022. A aprovação final aconteceu após a análise de toda a documentação por parte de uma comissão formada por três advogados: um indicado pela Comissão Nacional de Atletas, outro pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) e outro pela própria CBV.

A comissão avaliou e aprovou os documentos comprobatórios de regularidade financeira de todos os clubes. Com o fair play financeiro em dia, todos também executaram o pagamento da taxa de inscrição dentro do prazo estabelecido e, sendo assim, estão confirmados na Superliga Feminina: Brasília Vôlei (DF), Curitiba Vôlei (PR), Dentil/Praia Clube (MG), Pinheiros (SP), Fluminense (RJ), Itambé/Minas (MG), Osasco São Cristóvão Saúde (SP), Country Club Valinhos (SP), Unilife-Maringá (PR), Barueri Volleyball Club (SP), Sesc RJ Flamengo (RJ) e Sesi Vôlei Bauru (SP).

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Na edição masculina estarão na disputa: Azulim Gabarito Uberlândia (MG), Funvic (SP), Apan Eleva Educacoin (SC), Brasília Vôlei (DF), Fiat Gerdau Minas (MG), Montes Claros América Vôlei (MG), Goiás Vôlei (GO), Sada Cruzeiro (MG), Sesi-SP, Vedacit Vôlei Guarulhos (SP), Vôlei Renata (SP) e Farma Conde Vôlei (SP).

Embora confirmados, caso algum clube desista da inscrição a CBV seguirá o regulamento, convidando, então, os clubes seguintes na classificação da Superliga B. Qualquer clube tem até o dia 10 de setembro deste ano para desistir sem ônus ou algum tipo de punição.

A Superliga Masculina terá início no dia 23 de outubro, enquanto que a Feminina, no dia 29.

Aos 67 anos e com oito Olimpíadas no currículo, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei José Roberto Guimarães ainda vibra a cada vitória com o mesmo entusiasmo de quando participou da sua primeira edição dos Jogos, em 1976, em Montreal. Foi assim na semifinal contra a Coreia do Sul, na sexta-feira, que o Brasil ganhou facilmente por 3 sets a 0, com um triplo 25/16, e o treinador espera que seja novamente neste domingo à 1h30 (horário de Brasília) na disputa pelo ouro contra o Estados Unidos.

Ao garantir vaga na final, sob os olhares de Rebeca Andrade, que foi ao ginásio apoiar a seleção, Zé Roberto não resistiu e caiu no choro. Um desavisado poderia imaginar que era a sua primeira decisão. Não é. Ele participou dos Jogos em 1976 (como jogador), 1992, 1996, 2004, 2008, 2012, 2016 e agora em 2021 (como técnico). É o único brasileiro tricampeão olímpico e o primeiro a levar uma seleção de vôlei do País ao lugar mais alto do pódio tanto no masculino como no feminino.

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"É uma sensação inigualável, um prazer, uma satisfação de estar representando meu País. Imagino as pessoas falando no Brasil, comentando e torcendo pela seleção. Meu coração está em festa. Estou radiante", disse.

A Olimpíada de Tóquio está sendo especial para Zé Roberto. Independentemente do resultado da final contra os Estados Unidos, ele já garantiu medalha para o Brasil e superou a campanha no Rio, em 2016, quando caiu nas quartas de final.

Aquela doída derrota para a China diante de um Maracanãzinho incrédulo ainda está entalada na garganta do treinador não só porque ele foi alvo de muitas críticas. Mas também porque o treinador fez uma promessa ao neto Felipe à época.

"Vem à cabeça a minha imagem sentado e o Felipe do meu lado, e eu tentando explicar para ele que a gente tinha perdido, mas que íamos treinar para voltar a ganhar. Elas haviam sido melhores naquele momento. Eu não imaginava que teríamos uma outra oportunidade como essa. Parece tão distante, é jogo a jogo, passe a passe, planejamento, tantos atenuantes que acontecem", contou.

O coração, Zé Roberto garante que está preparado para mais uma decisão de fortes emoções. "Antes da viagem aqui para Tóquio, todo mundo passou por uma bateria completa de exames e os resultados mostraram que eu sou um dos melhores da comissão técnica", orgulha-se o treinador, praticante do hipismo. No ano passado, inclusive, ele se sagrou vice-campeão brasileiro de saltos na categoria master - para atletas acima de 40 anos. Nas horas vagas, ele também gosta de jogar tênis.

Essa será a quarta final olímpica de Zé Roberto. Em Barcelona-1992, ele foi campeão com o time masculino. Em Pequim-2008 e Londres-2012 também venceu, com o feminino. "São finais completamente diferentes, cada uma tem a sua história. Se me perguntarem qual é a mais importante, vou dizer que o mais importante é chegar na final", ensina.

Passados cinco anos da frustração no Rio, o treinador está novamente em uma final olímpica, com a chance de ampliar ainda mais a sua história dentro do vôlei mundial. No caminho estão de novo os Estados Unidos, mesmo adversário das decisões de 2008 e 2012. Zé Roberto admite que os EUA estão mais fortes e levam um ligeiro favoritismo. No último confronto entre as duas equipes, inclusive, na final da Liga das Nações, as americanas derrotaram o Brasil e ficaram com o título.

Mas a história mostra que não dá para duvidar da capacidade de Zé Roberto de superar adversidades. E ele confia que o time está preparado para vencer mais uma dessas barreiras no domingo. "Sempre disse que não éramos o melhor time, mas avisei que iríamos brigar e aqui estamos. Temos chance e isso é um alento. O time está com energia."

Com uma vitória contundente de 3 a 0, a seleção brasileira de vôlei superou a Coreia do Sul nesta sexta-feira (6) e enfrentará no domingo os Estados Unidos na terceira final olímpica disputada entre os dois países desde 2008.

O Brasil conquistou suas primeiras medalhas de ouro olímpicas contra os Estados Unidos nas finais dos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012, e agora lutará pela terceira após sua decepcionante atuação no Rio-2016, quando caiu nas quartas de final.

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Na semifinal desta sexta, o Brasil não deu margem a nenhuma surpresa contra a Coreia do Sul e venceu os três sets com a mesma parcial de 25 a 16 em apenas uma hora e 22 minutos de jogo.

As duas equipes já tinham se enfrentado na fase de grupos, que também terminou com vitória de 3-0 das brasileiras.

O Brasil, que terminou em primeiro no Grupo A e derrotou o Comitê Olímpico Russo nas quartas de final (3 a 1), foi um furacão durante o primeiro set comandado por Fernanda Garay, integrante da equipe campeã em Londres-2012.

A partida, porém, começou com a sombra da suspensão de Tandara por "potencial violação" do antidoping, o que a deixa fora do restante da competição olímpica.

O Brasil entrou em quadra com Macris e Rosamaria. Sem Tandara, Natália assumiu o papel da oposta nas inversões durante o jogo.

Na quadra, Garay, uma presença ainda dominante aos 34 anos, voltou a ser uma muralha na defesa e certeira no ataque no Ariake Arena.

A jogadora foi a maior pontuadora brasileira (17 pontos) e quer mais uma medalha de ouro antes de se aposentar da seleção.

Ao seu lado, Gabi somou 12 pontos e também foi um pilar da defesa.

- EUA tem revanche sobre a Sérvia -

A Coreia do Sul, uma agradável surpresa nestes Jogos com a sua terceira colocação no Grupo A e a vitória nas quartas de final contra a Turquia (3-2), não conseguiu neutralizar a seleção brasileira e suas esperanças de pódio estão agora em mais um confronto difícil, contra a Sérvia.

A equipe asiática foi atropelada desde o início pelas brasileiras no primeiro set (25-16) e resistiu no segundo até o placar mostrar um empate de 10-10.

A partir deste momento, o Brasil disparou com cinco pontos consecutivos e selou mais um 25-16.

O terceiro set foi um verdadeiro passeio para o Brasil, claramente superior no serviço e bloqueio durante a partida (15/46 a 3/30 do rival).

Por sua vez, os Estados Unidos derrotaram a Sérvia na outra semifinal, também por 3 a 0 (25-19, 25-15, 25-23), vingando-se de sua derrota nas semifinais do Rio-2016, onde as americanas se contentaram com o bronze.

Resultados das semifinais do vôlei feminino em Tóquio-2020:

Estados Unidos - Sérvia 3-0

Brasil - Coreia do Sul 3-0

Horários das partidas pelo bronze e a final:

Domingo, 8 de agosto:

Sérvia - Coreia do Sul 09H00 locais (21H00 de sábado no horário de Brasília)

Estados Unidos - Brasil 13H30 locais (01H30 no horário de Brasília)

Cortada da Olimpíada a poucas horas da semifinal do vôlei feminino, a oposta Tandara se manifestou de forma rápida em suas redes sociais na madrugada desta sexta-feira (6), pelo horário brasileiro. Em comunicado de sua assessoria de imprensa, a jogadora da seleção brasileira de vôlei disse que trabalha em sua defesa, após ser flagrado em exame antidoping.

"A atleta Tandara Caixeta está trabalhando em sua defesa e só se manifestará após a conclusão do caso. Agradecemos o carinho de todos vocês!", informou a atleta, em seu perfil no Instagram. A jogadora vai voltar ao Brasil ainda nesta sexta-feira, em horário não divulgado.

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O caso de doping surpreendeu ao ser divulgado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) ainda na noite de quinta. Sem entrar em detalhes, o comunicado disse que a entidade foi notificada pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) sobre a "suspensão provisória por potencial violação de regra antidopagem pela atleta Tandara Caixeta".

O COB não revelou nem mesmo a substância proibida que teria sido detectada no exame realizado pela brasileira. Segundo a entidade, o teste foi realizado antes da Olimpíada, no dia 7 de julho. Os Jogos começaram no dia 23 do mesmo mês.

Quando fez o exame, Tandara não disputava nenhuma competição. Ela apenas participava dos treinos de preparação da seleção para a Olimpíada, no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema. O COB também não informou se já foi analisada a amostra B, geralmente utilizada como contraprova em casos positivos de doping.

Em nota, a CBV lamentou o teste positivo. "A CBV lamenta que a atleta, campeã olímpica e uma das principais referências da equipe brasileira, atravesse este momento, e aguarda os resultados dos trâmites processuais, cujo conteúdo é de caráter particular da atleta e confidencial."

A punição, ainda provisória, não acarretará nenhuma sanção à seleção na Olimpíada. As equipes só são punidas nos esportes coletivos quando ao menos três atletas são pegos no antidoping. Além disso, o teste foi feito antes do início dos Jogos Olímpicos.

Sem Tandara, o técnico José Roberto Guimarães vai ter trabalho para escalar a seleção para o duro duelo contra a Coreia do Sul, pela semifinal. A partida está marcada para as 9 horas da manhã desta sexta-feira, pelo horário brasileiro.

A notícia da suspensão provisória de Tandara, jogadora da seleção feminina de vôlei, pegou de surpresa a delegação em Tóquio, mas o técnico José Roberto Guimarães tratou de olhar para frente e se concentrar na partida desta sexta-feira (6), às 9h (horário de Brasília), contra a Coreia do Sul, para não deixar o grupo se abalar. O duelo vale vaga na final dos Jogos de Tóquio.

Ele já comandou o treino na parte da manhã normalmente com as suas atletas e deve escalar Rosamaria entre as titulares no lugar de Tandara. Essa mudança já havia ocorrido na partida das quartas de final contra a Rússia, quando Rosamaria entrou, mudou o jogo e ajudou o Brasil a se classificar. No banco, caso precise, Zé Roberto poderá usar a ponteira Natália também como oposta.

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Tandara foi flagrada em exame realizado no dia 7 de julho no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em Saquarema. O comunicado cita uma "potencial violação da regra antidopagem" mas não especifica a substância que foi encontrada. A situação da atleta não interfere na campanha do Brasil na Olimpíada.

Segundo o Estadão apurou, a causa pode ter sido um remédio para controle do ciclo menstrual, que normalmente não teria problema de ser usado, mas pode ter dado contaminação cruzada. Pessoas próximas disseram que ela vai se defender e possui amostras de todos os remédios que ingeriu.

"A CBV lamenta que a atleta, campeã olímpica e uma das principais referências da equipe brasileira, atravesse este momento, e aguarda os resultados dos trâmites processuais, cujo conteúdo é de caráter particular da atleta e confidencial", afirmou a confederação, que também recebeu o comunicado da suspensão provisória.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) recebeu o email da ABCD (Associação Brasileira de Controle de Dopagem na madrugada no Japão. A atleta também havia recebido o comunicado, mas estava dormindo. Então, quando ela acordou, foi informada e teve sua credencial retirada, pois é o protocolo exigido neste momento.

Como não fazia mais parte da delegação, a opção foi por voltar imediatamente para o Brasil. Por isso Tandara vai deixar o Japão ainda nesta sexta-feira e voltará para o Brasil, chegando no sábado. Ela tem direito a fazer sua defesa no caso. "A atleta Tandara Caixeta está trabalhando em sua defesa e só se manifestará após a conclusão do caso. Agradecemos o carinho de todos vocês", disse sua assessoria.

As americanas April Ross e Alix Klineman conquistaram a medalha de ouro no vôlei de praia dos Jogos de Tóquio na vitória sobre as australianas Artacho del Solar e Clancy (que ficaram com a prata), por 2 a 0, parciais de 21/15, 21/16, nesta sexta-feira.

Antes desta final olímpica, as suíças Verge-Depre e Heidrich superaram Graudina e Kravcenoka, da Letônia, também por 2 sets a 0, e ficaram com o bronze.

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Este é o sétimo ouro olímpico dos EUA no vôlei de praia, o quarto para as mulheres. Já o Brasil, maior medalhista da modalidade, com 13 pódios, não teve nenhum representante nas finais do masculino e feminino, pela primeira vez desde que este esporte entrou no programa olímpico, nos Jogos de Atlanta, em 1996.

A seleção brasileira feminina de vôlei sofreu uma dura baixa na noite desta quinta-feira (5), pelo horário brasileiro, a poucas horas de entrar em quadra pela semifinal na Olimpíada de Tóquio. Uma das referências da equipe, a oposto Tandara Caixeta foi flagrada em teste antidoping e recebeu suspensão provisória. Ou seja, ela está fora dos Jogos Olímpicos.

A informação foi anunciada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), em comunicado oficial.

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"O Comitê Olímpico do Brasil recebeu nesta madrugada no Japão, através da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), a notificação quanto à suspensão provisória por potencial violação de regra antidopagem pela atleta Tandara Caixeta, da seleção feminina de voleibol."

O COB não revelou detalhes sobre o caso, nem ao menos a substância proibida que teria sido detectada no exame realizado pela brasileira. Segundo a entidade, o teste foi realizado antes da Olimpíada, no dia 7 de julho. Os Jogos começaram no dia 23 do mesmo mês.

Quando fez o exame, Tandara não disputava nenhuma competição. Ela apenas participava dos treinos de preparação da seleção para a Olimpíada, no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema. O COB também não informou se já foi analisada a amostra B, geralmente utilizada como contraprova em casos positivos de doping.

Com a suspensão provisória, a jogadora voltará mais cedo para o Brasil, em data não divulgada pelo COB. Tandara se tornou a maior referência da seleção nos últimos anos, assim como também tem brilhado pelo Osasco na Superliga.

Na seleção, estreou em 2011 e soma diversos títulos, com destaque para a conquista da medalha de ouro em Londres-2012 e para os títulos do Grand Prix, atual Liga das Nações, em 2011, 2012, 2013, 2014, 2016 e 2017. Também participou do bronze obtido no Mundial de 2014, na Itália.

Sem Tandara, o técnico José Roberto Guimarães vai ter trabalho para escalar a seleção para o duro duelo contra a Coreia do Sul, pela semifinal na Olimpíada. A partida está marcada para as 9 horas da manhã desta sexta-feira, pelo horário brasileiro.

O "apagão" que sofreu a seleção brasileira masculina de vôlei no terceiro set foi determinante para o revés por 3 a 1 para os russos que tirou a possibilidade de o Brasil chegar à quinta final olímpica seguida. A avaliação foi feita pelos atletas, que reconheceram após a partida que a queda de rendimento na terceira parcial minou a confiança da equipe.

Naquela parcial, o Brasil, que havia vencido o primeiro set e perdido o segundo, abriu 20 a 12 de vantagem e depois 23 a 19, mas levou o empate e a virada, perdendo o set por 26 a 24 para o inspirado Comitê Olímpico Russo, que encaixou o saque, o bloqueio e se defendeu muito bem, além de virar bolas impressionantes.

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Leal reconheceu que a virada que o Brasil levou no terceiro set "é uma coisa que não pode acontecer hoje em dia, jogando um vôlei de alto nível". "Nós tínhamos o jogo na mão, tínhamos que ter ganhado o terceiro set e o jogo seria diferente. Mas eles ganharam saindo de seis ou sete pontos atrás e pegaram a confiança", resumiu o ponteiro cubano naturalizado brasileiro.

Bruninho, que não esteve nos seus dias mais felizes, preferiu elogiar a performance dos russos. "Criamos uma oportunidade no terceiro set. Trocaram o bloqueio, defenderam muito bem, tiveram os méritos deles. Não conseguimos aproveitar e finalizar o ponto", falou o levantador, ciente de que a maneira como aconteceu a derrota no terceiro set "influencia de certa maneira para depois".

"Mas no quarto set, a equipe foi valente, lutou, mas o saque não entrou tão bem, eles foram mais felizes e ganharam", ponderou o jogador, dono de três medalhas olímpicas e que foi porta-bandeira da delegação brasileira ao lado da judoca Ketleyn Quadros.

O técnico Renan Dal Zotto adotou uma linha parecida com a de Bruninho e enalteceu os russos, "uma equipe jovem, gigante". Para o treinador, a seleção brasileira jogou um "voleibol de altíssimo nível". Ele deu a sua explicação para a instabilidade inesperada da equipe no set em que liderava o placar com folga.

"Conseguimos abrir uma vantagem interessante. Mas entrou o número 1 deles, que saca muito bem, ele teve uma felicidade incrível de enfiar umas bombas e acabou equilibrando o jogo. Não é a primeira vez que acontece, no voleibol às vezes o time trava na rede e fica de aprendizado para outras oportunidades. Mesmo tomando uma pancada que foi dura, voltamos no quarto set jogando ponto a ponto", analisou.

A derrota impede que o Brasil, ouro em Atenas-2004 e Rio-2016, além de prata em Pequim-2008 e Londres-2012, jogue a sua quinta final olímpica seguida e o coloca na disputa pelo bronze. O jogo será na madrugada de sábado, à 1h30 (de Brasília) contra o perdedor de Argentina x França, que se enfrentam nesta quinta na outra semifinal.

"Por mais difícil que seja, temos que apagar isso. O bronze conta muito pra gente. Sabemos o quanto a gente merece, quanto a gente trabalha, se dedica. Então, fomos entrar com a faca nos dentes como se fosse o ouro. Não temos tempo para lamentar", assegurou Bruninho, que persegue a sua quarta medalha.

Lucão concorda com o companheiro: não há tempo para lamentação, uma vez que o bronze está em jogo. O central ainda não tem essa medalha. Se ela vier, se juntará à prata e ao ouro que o atleta conquistou com a seleção em 2012 e 2016, respectivamente.

"Buscar o bronze significa um pódio olímpico, uma medalha olímpica, poucos atletas no mundo têm condições de conseguir um feito desse. O vôlei brasileiro sempre representou muito o país, levando medalhas e acho que é nossa obrigação chegar dentro de quadra e colocar tudo que temos para conquistar essa medalha".

O Brasil foi derrotado de virada pela equipe do Comitê Olímpico Russo (ROC, na sigla em inglês) nas semifinais do vôlei masculino dos Jogos de Tóquio, nesta quinta-feira (5), por 3 sets a 1, parciais de 18-25, 25-21, 26-24 e 25-23.

Com o resultado, a seleção brasileira vai disputar a medalha de bronze no sábado (7) contra o perdedor da segunda semifinal, que será disputada entre França e Argentina. Os russos aguardam o vencedor desta partida para conhecer o adversário da final.

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Campeã nos Jogos Rio-2016, a equipe de Bruninho, Wallace e Lucão venceu o primeiro set na Ariake Arena contra os russos com facilidade e fechou a parcial por 25-18. A equipe do ROC se recuperou no segundo set e venceu por 25-21.

O momento crucial do confronto aconteceu no terceiro set, quando o time do técnico Renan Dal Zotto vencia por 20-12, mas permitiu a recuperação dos russos, que acabaram fechando a parcial por 26-24.

No quarto set, a disputa seguiu equilibrada até o placar de 22-22, quando os russos conseguiram abrir dois pontos de vantagem e fecharam a parcial e o jogo com 25-23.

O maior pontuador da partida foi o russo Maxim Mikhaylov, com 22 pontos. O destaque brasileiro foi Leal, com 18.

Depois de disputar quatro finais consecutivas do torneio olímpico no vôlei masculino (ouro em Atenas-2004 e Rio-2016, prata em Pequim-2008 e Londres-2012), o Brasil precisa recuperar as forças para a disputa do bronze no sábado.

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