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O Ministério da Saúde reduziu o intervalo entre as doses da vacina da AstraZeneca de 12 para oito semanas. A pasta também comunicou que 100% das doses do imunizante necessárias para completar o esquema vacinal de toda população adulta brasileira já foram enviadas aos estados, segundo nota oficial desta sexta-feira (15). Até o momento, o Governo Federal já distribuiu mais de 310 milhões de vacinas Covid-19 para todos os estados e Distrito Federal.

A Saúde segue enviando vacinas para as novas etapas da campanha: a dose de reforço da população acima de 60 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia, além da imunização de adolescentes com comorbidades. Ainda nas próximas distribuições, também serão enviadas doses da Pfizer para completar o esquema vacinal de quem tomou a primeira dose desse imunizante, respeitando o intervalo de 8 semanas.

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O último envio de doses para completar o esquema vacinal da população com Astrazeneca foi feito na pauta nº 56. Nesta distribuição, de 3,6 milhões de doses, o Ministério da Saúde autorizou a diminuição do intervalo do imunizante, para 8 semanas.

Alguns estados já haviam antecipado a data de vacinação da segunda dose para a AstraZeneca, mas a antecipação deve beneficiar jovens adultos, na faixa dos 30 anos e jovens acima dos 18 que ainda aguardam para completar seu esquema de imunização.

"O Sistema Único de Saúde brasileiro tem uma estrutura extraordinária, nas mais de 38 mil salas de vacinação, nós temos condições de vacinar até 2,4 milhões de brasileiros todos os dias. Mas, peço para aqueles que não foram tomar a segunda dose da vacina, para procurar as salas de vacinação para completar a sua imunização", disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na quarta-feira (13).

Quem ainda não completou o esquema vacinal e já está fora do prazo recomendado, está mais vulnerável aos sintomas mais graves e óbito pela Covid-19, já que os imunizantes de dose dupla ainda não atingiram a eficácia esperada. Até a quarta (13), um levantamento do Ministério da Saúde mostrou que 19,3 milhões de brasileiros estão nesta situação e precisam procurar um posto de vacinação. A segunda dose deve ser tomada mesmo se o prazo recomendado já tiver vencido.

O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 e as recomendações gerais são pactuadas de forma tripartite, entre representantes da União e das gestões municipais e estaduais de saúde. O cálculo para garantir a segunda dose dos brasileiros é feito considerando o quantitativo já enviado nas pautas de distribuição anteriores, respeitando o intervalo recomendado.

O Brasil tem 2,24 milhões de habitantes que vivem em terras indígenas ou quilombolas, a maioria deles em estados do Norte e Nordeste. Os dados fazem parte de um estudo realizado pelo IBGE que combinou médias de moradores por domicílio do censo de 2010 e as estimativas de domicílios levantadas junto à Base de Informações sobre os Indígenas e Quilombolas de 2019.

Os números foram tornados públicos nesta sexta-feira, 15. O estudo do IBGE surgiu a partir de um pedido feito pelo Ministério da Saúde em dezembro de 2020. O objetivo era planejar a logística de vacinação contra a covid-19 nesses grupos específicos.

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Segundo o instituto, no fim do ano passado estimava-se que 1.108.970 pessoas viviam em áreas indígenas, e outras 1.133.106 em localidades quilombolas do País. O IBGE ressalva, contudo, que o estudo tem caráter experimental, e que trata somente da estimativa de pessoas que vivem nessas áreas. Esses números não são o total da população indígena ou quilombola do País.

De acordo com a análise, do total de 1,13 milhão de residentes em localidades quilombolas, 698,1 mil estão na Região Nordeste. Bahia (268,6 mil) e Maranhão (170,9 mil) concentram quase metade da população brasileira em áreas quilombolas. As regiões Sudeste e Norte têm, respectivamente, estimativa de 172 mil e 154,9 mil pessoas em áreas quilombolas. O Sul, com 73 mil, e o Centro-Oeste, com 35 mil, completam o levantamento.

Quando são considerados os moradores de localidades indígenas, o IBGE aponta que mais da metade (560,4 mil) estão na Região Norte.

Os Estados com maior concentração indígena são Amazonas (284,5 mil), Mato Grosso (145,3 mil), Pará (105,3 mil) e Roraima (83,8 mil). Juntos, eles contabilizam 55,8% do total de residentes em áreas indígenas. Pernambuco (80,3 mil) e Mato Grosso do Sul (78,1 mil) também registram grande presença de moradores nesses locais.

O Brasil registrou, entre ontem e hoje, 570 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta sexta-feira, 15. Com os registros, o País acumula 602.669 vidas perdidas para a doença.

O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal apontou ainda 15.239 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 21.627.476 registros desde o início da pandemia.

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entrega nesta sexta-feira (15) ao Ministério da Saúde 3,9 milhões de doses da vacina AstraZeneca produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). As doses deverão ser encaminhadas pela pasta aos estados. 

A remessa, segundo a Fiocruz, será feita diretamente para o almoxarifado designado pelo Ministério da Saúde. Com o novo quantitativo, a fundação alcança a marca de 111,7 milhões de doses de vacina disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Ainda estão garantidas, por Bio-Manguinhos, 19 milhões de doses. Desse total, 10,8 milhões passam por análises de controle de qualidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, das mais de 310 milhões de doses distribuídas pela pasta aos estados, 105,8 milhões foram da AstraZeneca. As vacinas são distribuídas aos estados e ao Distrito Federal de forma proporcional e igualitária depois de acerto entre representantes da União, estados e municípios.

A tecnologia de fabricação da AstraZeneca consiste numa versão enfraquecida de adenovírus causador de resfriado. O vetor é modificado para não ser capaz de se replicar e contém material genético que ajuda o organismo a identificar o novo coronavírus em caso de contaminação.

O Brasil aplicou mais de 251,6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Mais de 150,3 milhões de pessoas tomaram a primeira dose, segundo o governo federal, o que representa cerca de 94% da população-alvo. Mais de 101 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal.

 

O Instituto Butantan recebeu nesta sexta-feira (15) a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar, em humanos, testes complementares do soro anti-Covid, fabricado pela instituição. Ao contrário da vacina, que é uma forma de prevenção, o soro auxilia no tratamento de pessoas já infectadas pela doença. Com a autorização de hoje, o Butantan conta com as permissões necessárias para a realização de todas as etapas dos testes clínicos do soro. 

Os exames serão realizados no Hospital do Rim e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ambos localizados na cidade de São Paulo. Os voluntários participantes são adultos com mais de 30 anos e com diagnóstico de infecção por covid-19 confirmado por PCR, no máximo, nos cinco dias anteriores. O soro é intravenoso, ou seja, é inserido na veia em uma única aplicação. O paciente fica no hospital por um dia e recebe o medicamento.

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Os ensaios serão feitos em duas fases e três etapas. Na fase 1, o estudo vai envolver 30 pessoas transplantadas de rim, pacientes do Hospital do Rim (etapa A); e 30 pacientes oncológicos do Hospital das Clínicas, com câncer de órgão sólido (etapa B). Na fase 2, participarão 558 pessoas, entre transplantados de órgãos sólidos e pacientes oncológicos, todos fazendo terapia imunossupressora (etapa C).

“O foco do soro anti-Covid nos imunossuprimidos é uma contribuição do Butantan para fornecer tratamento a um público numeroso que tem dificuldades na sua imunização e, em muitos casos, não pode tomar vacina. Além disso, são pessoas bastante afetadas pela Covid-19, com uma taxa de mortalidade que pode ser superior a 65%”, destacou o instituto em nota.

 

 

A combinação da vacinação com medidas como o uso de máscaras, o distanciamento social e a exigência do comprovante de vacinação para acesso a alguns espaços é fundamental para a retomada das atividades, reforçou nesta sexta-feira (15) a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no boletim semanal do Observatório Covid-19.

Segundo os pesquisadores da fundação, a exigência do passaporte vacinal para acesso a locais de convívio fechados ou com aglomeração propicia maior tranquilidade, pois reduz o risco de exposição ao novo coronavírus nesses ambientes. Sobre as máscaras, o boletim sublinha que, se pelo menos de 80% da população estiver com esquema vacinal completo, o uso delas pode ser flexibilizado em atividades ao ar livre que não envolvam aglomeração, mas deve ser exigido em locais fechados ou locais abertos em que haja aglomeração.

"Com menos de 50% da população com esquema vacinal completo, reforçamos a importância do passaporte vacinal como uma política pública de estímulo à vacinação e proteção coletiva, sem deixar de reforçar a importância da manutenção de outras medidas, como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento físico e social. A combinação deste conjunto de medidas é fundamental para que possamos ter um processo prudente de retomada das atividades, a exemplo do que vem sendo realizado em Singapura, país exemplar no enfrentamento da pandemia", diz o texto divulgado hoje pela Fiocruz.

Os pesquisadores ressaltam que Singapura acertou em diversos momentos da pandemia, desde o rastreio de casos suspeitos até a combinação da vacinação com outras estratégias. Apesar de ter mais de 80% da população totalmente vacinada, o país asiático voltou a registrar aumento de casos e internações em setembro e reagiu com novas medidas restritivas e de isolamento. "A atual estratégia do país consiste em revisar suas restrições e realizar ajustes de acordo com a situação epidemiológica, sendo considerada a necessidade do uso de máscaras, da limitação de viagens e do distanciamento físico e social até 2024."

A condução cautelosa da pandemia em Singapura contrasta com o exemplo da Inglaterra, que se destacou inicialmente com uma vacinação acelerada, mas decidiu suspender todas as outras medidas restritivas de uma só vez, quando tinha apenas 54% da população com esquema vacinal completo. "Atualmente, o país apresenta registros de mais de 500 mortes e entre 150 mil e 200 mil casos confirmados de covid-19 por semana, muitos dos quais possivelmente resultarão na covid longa", analisam os pesquisadores.

"Os exemplos de Singapura e da Inglaterra nos dão algumas evidências de que trabalhar com a vacina como estratégia isolada não é o mais apropriado, não se devendo naturalizar os elevados valores de óbitos e casos registrados por semana na Inglaterra. Experiências de outros países já vêm demonstrando que o sucesso no controle da pandemia neste novo estágio requer, além da elevada cobertura vacinal, a associação de outras medidas."

Redução de casos e óbitos

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Indicadores de monitoramento da pandemia no Brasil estão em queda contínua desde julho, o que em grande parte é devido ao aumento do número de vacinados. A Fiocruz destaca que estão em queda a proporção de testes positivos, a incidência de novos casos, a ocupação de leitos unidade de terapia intensiva (UTI) e taxas de mortalidade. 

Apesar disso, a Fiocruz mostra que o movimento de queda vem perdendo velocidade. Em agosto e setembro, houve redução média de 2% nos casos e óbitos por dia, enquanto no fim de setembro e início de outubro o ritmo diário de queda foi de 0,5% para os casos e de 1,2% para os óbitos.

De acordo com o boletim da Fioruz que ainda são altas as taxas de transmissão do SARS-CoV-2 no país, o que torna fundamental que se continue aumentando a cobertura vacinal para diferentes grupos, combinada com a busca ativa dos faltosos para segunda dose e ampliação de dose de reforço para os grupos vulneráveis.

As internações de adultos com covid-19 em UTIs estão fora da zona de alerta em 25 estados, nos quais a taxa de ocupação não supera os 60%. As exceções são o Distrito Federal, que está na zona de alerta crítico (89%) por causa da redução do número de leitos, e o Espírito Santo, que se mantém na zona de alerta intermediário (65%).

 

O Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu à Justiça nesta quinta-feira (14) a primeira denúncia no caso da chacina do Jacarezinho - operação policial que deixou 28 mortos na comunidade da zona norte da capital fluminense em maio. Dois policiais civis são acusados por envolvimento no homicídio de Omar Pereira da Silva. De acordo com a promotoria, um dos agentes vai responder por homicídio doloso e fraude processual, enquanto o outro é acusado apenas pelo segundo crime.

Segundo a denúncia, Omar foi executado por um dos agentes no interior de uma casa na Travessa São Manuel, no Jacarezinho. Os promotores apontam que, quando foi morta, a vítima estava encurralada em um dormitório infantil, desarmada e já baleada no pé.

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Ainda de acordo com a peça de acusação, o policial que executou o disparo e o outro agente denunciado retiraram o cadáver do local antes da perícia.

Os promotores apontam ainda que os policiais plantaram uma granada no local do crime e, no momento de registro da ocorrência, apresentaram uma pistola e um carregador, 'alegando falsamente' que os objetos teriam sido recolhidos junto à vítima.

"Com tais condutas, os denunciados (…), no exercício de suas funções públicas e abusando do poder que lhes foi conferido, alteraram o estado de lugar no curso de diligência policial e produziram prova por meio manifestamente ilícito, com o fim de eximir (…) de responsabilidade pelo homicídio ora imputado ao forjar cenário de exclusão de ilicitude", registra trecho da denúncia.

Além da acusação oferecida junto ao 2º Tribunal do Júri da Capital, a promotoria pede o afastamento dos agentes de suas funções públicas, com relação à participação em operações policiais.

A denúncia é decorrente de investigação instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, que contou com auxílio da força-tarefa montada pelo MP fluminense para apurar as mortes e demais crimes ocorridos durante a operação no Jacarezinho.

De acordo com os promotores, os crimes cometidos durante a operação estão sendo analisados caso a caso, 'a partir dos respectivos locais onde ocorreram, suas circunstâncias, com os respectivos laudos e as respectivas testemunhas'.

 Um bilhete deixado no trailer do Dr Honesto, que vende produtos sem a presença de um atendente e está estacionado às margens da BR-470, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, chamou a atenção do responsável pelo empreendimento, Renato Lagatta, de 59 anos. Trata-se da carta de uma mãe que roubou comida para garantir o café da manhã dos filhos: “prometo devolver”, assegura o recado.

A história foi apurada pelo jornal NSC Total, ao qual Renato explicou que o projeto do trailer começou com o objetivo de vender itens feitos por sua esposa. Com o tempo, o veículo, antes em desuso, passou a servir para angariar fundos para a casa de apoio que atende pessoas em situação de rua.

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“Venho através desta informar que peguei algumas coisas para o café dos meus filhos, mas não vou roubar, quando eu tiver, prometo devolver”, dizia o bilhete escrito pela mãe.

A mensagem foi colocada dentro de uma urna posicionada ao lado do trailer, na qual os clientes costumam deixar recados e pagamentos. Renato garante que menos de 1% das pessoas se aproveitam do sistema baseado na honestidade da clientela para furtar mercadorias ou dinheiro.

Em quinze situações, clientes simularam, com um papel em branco, depositar o dinheiro na urna. Depois do incidente, o Dr Honesto passou a contar com câmeras de segurança, na tentativa de facilitar possíveis denúncias às autoridades policiais. 

Policiais civis de todo o país deflagraram nesta sexta-feira (15) a Operação Vetus 2, com o objetivo de combater a violência contra idosos. Nas próximas semanas, a operação se dedicará a apurar denúncias recebidas via canais oficiais, de forma a instaurar inquéritos relacionados a tais práticas.

A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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As ações têm por base denúncias apresentadas via Disque 100, canal do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), e de canais estaduais e municipais. “O trabalho também prevê a instauração e conclusão de inquéritos, visitas a abrigos e residências de vítimas, cumprimento de mandados e medidas protetivas”, informou o Ministério da Justiça.

Segundo a pasta, apenas a Bahia não participará desta edição da Operação Vetus, uma vez que recentemente foi realizada uma operação semelhante no estado. A expectativa é de que os resultados conclusivos da operação sejam apresentados em novembro.

As denúncias são feitas de forma anônima, por qualquer pessoa, em qualquer horário ou dia da semana, por meio do serviço Disque 100.

A primeira operação foi realizada em 2020, e apurou mais de 13 mil denúncias, e resultou na prisão de mais de 570 agressores em todo o país.

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesta quinta-feira (14) a 150.659.242, o equivalente a 70,63% da população total. Nas últimas 24 horas, 708.252 pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 150 milhões de vacinados, 101,83 milhões estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 47,74% da população total. Nas últimas 24 horas, 1,33 milhão de pessoas receberam a segunda dose e outras 2,5 mil receberam o imunizante de aplicação única da Jansen.

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Vacinação contra a covid em São Paulo

Resultado da vacinação no Brasil é redução em óbitos, internações e registros de casos de covid, bem como a volta gradual da atividade econômica Foto: Leo Souza/Estadão

Nesta quinta-feira, outras 670,1 mil pessoas receberam a dose de reforço. Ao todo, 3,37 milhões de brasileiros já foram "revacinados".

Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 2,71 milhões de doses nas últimas 24 horas.

São Paulo tem 79,77% da população total vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 62,13% com o esquema vacinal completo (duas doses ou aplicação única), o mais avançado no País. Os outros quatro Estados com a maior proporção de habitantes totalmente imunizados são: Mato Grosso do Sul (61,06%), Rio Grande do Sul (53,75%), Paraná (50,79%) e Espírito Santo (48,5%).

Viúva do músico Evaldo dos Santos Rosa, um dos dois mortos pelos militares condenados pela Justiça Militar na madrugada desta quinta-feira (14) a técnica de enfermagem Luciana dos Santos Nogueira, de 43 anos, disse após o julgamento que a condenação tirou um peso que estava sobre a sua cabeça.

"Hoje vou chegar em casa, tomar um banho e acho que vou conseguir dormir", afirmou. "Eles (os magistrados da Justiça Militar que condenaram os réus) não têm noção de como estão trazendo paz para a minha alma. Eu sei que não vai trazer o meu esposo de volta, mas não seria justo eu sair daqui sem uma resposta positiva."

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O advogado Paulo Henrique Pinto de Melo, que defende os militares, afirmou que a decisão não foi justa. Anunciou que vai recorrer.

"Esta condenação não é definitiva. Ela não traz Justiça aos autos, e a defesa, dentro do prazo legal, fará e apresentará o recurso para instância superior, aguardando que ali se faça Justiça isenta, justiça longe dos apelos e da interferência externa."

Para o advogado criminalista e constitucionalista Pedro Abramovay, diretor para a América Latina e o Caribe da Open Society Foundations, a condenação foi importante. Segundo ele, pela primeira vez membros das Forças Armadas foram responsabilizados por um crime cometido durante trabalho de segurança pública.

"As Forças Armadas não foram feitas para serem usadas na segurança pública", disse. "Elas usam equipamentos adequados para a guerra."

O advogado acredita que essa condenação pode começar a mudar a lógica das Forças Armadas em casos semelhantes.

"Essa condenação é importante tanto para a segurança pública, para que os agentes de segurança não matem pessoas inocentes que estão andando pelas ruas, como para, quem sabe, inaugurar um processo de encontro das Forças Armadas com seus erros", afirmou.

Para o advogado Rodrigo Mondego, vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Rio, entidade ligada ao governo estadual, a condenação dos militares pode ser "um marco".

"A meu ver, as mortes de civis por militares não deveriam ser julgadas pela Justiça Militar, mas pela Justiça comum. Mas, neste caso, mesmo sendo julgados por seus pares, os militares foram condenados", avalia. "É simbólico que essas mortes tenham ocorrido em 2019, ano que registrou o recorde histórico de mortes por agentes de segurança no Rio de Janeiro: 1.822 casos. Também há o padrão de tentar criminalizar a vítima, o que é muito frequente".

O Brasil registrou, entre ontem e hoje, 525 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta quinta-feira, 14. Com os registros, o País acumula 602.099 vidas perdidas para a doença.

O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, apontou ainda 14.288 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 21.612.237 registros desde o início da pandemia.

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Com um Programa Nacional de Imunizações que é referência internacional e uma tradição de vacinação já consolidada na população, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19 nesta quarta-feira, o que representa 47,11% da população. O País também está próximo de bater a marca de 150 milhões de pessoas vacinadas com ao menos uma dose. São até o momento 149.950.990, ou 70,29% da população que iniciou o esquema vacinal contra a doença.

O início da vacinação foi lento no País, com cerca de 300 mil vacinas aplicadas por dia nos primeiros dois meses. A campanha ganhou força em junho e, desde então, são vacinados entre 1,5 milhão e dois milhões de brasileiros diariamente. Em setembro, o País entrou numa fase diferente da campanha de vacinação e passou a aplicar majoritariamente a segunda dose.

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Hoje, o Brasil já supera a Alemanha e os Estados Unidos no total de pessoas vacinadas com ao menos uma dose. Esses países têm disponibilidade muito maior de vacinas e começaram a vacinar primeiro, em dezembro do ano passado.

O avanço da vacinação no País ocorre mesmo com o presidente Jair Bolsonaro contrariando autoridades de Saúde. "Eu decidi não tomar mais a vacina. Eu estou vendo novos estudos, e minha imunização está lá em cima. Para que vou tomar? Seria a mesma coisa que você jogar R$ 10 na loteria para ganhar R$ 2. Não tem cabimento isso daí", disse o presidente na terça-feira à rádio Jovem Pan.

O imunologista Gustavo Cabral, que lidera o desenvolvimento de vacinas contra a covid e outras doenças na Universidade de São Paulo, credita as altas taxas de vacinação à vontade do brasileiro de tomar a vacina e à existência de um Programa Nacional de Imunizações bem estruturado. A pressão exercida pela CPI da Pandemia e pela mídia são outros pontos citados pelo pesquisador para explicar o alto porcentual de vacinados em comparação a outros países.

Referência

"Nosso PNI é uma referência internacional e funciona independentemente de quem está no poder. Daria muito trabalho fazer as coisas darem errado. Nós somos feras em vacinação", diz Cabral. Ele lembra que o País poderia vacinar até cinco milhões de pessoas por dia, mas faltou responsabilidade por parte do governo para fazer isso acontecer.

Os EUA, um dos primeiros países a oferecer o imunizante em larga escala à população, não conseguem ampliar a taxa de vacinados. A vacina está disponível para todos acima de 12 anos, mas só 64,6% dos americanos aceitaram recebê-la. As doses foram compradas em alto volume, há pontos de vacinação em farmácias, supermercados e shopping centers, mas nada disso enfraqueceu o movimento antivacina. "O problema é a falta de aceitação. No Brasil, por outro lado, mais de 95% da população quer se vacinar", diz o imunologista.

Em alguns países europeus, o problema começa a se repetir. A vacina está disponível desde junho na maioria dos países mas a cobertura vacinal empacou. A Alemanha já foi ultrapassada pelo Brasil na porcentagem de vacinados com uma dose e o Reino Unido deve ficar para trás em breve. Países como Suíça, Áustria, Grécia, Hungria e Polônia também aplicaram menos que o Brasil a primeira dose.

Israel, na Ásia, chegou a ser exemplo de vacinação, exibindo uma das taxas mais altas do mundo. Agora, vê a campanha de imunização travar e está quase empatado com o Brasil, com 70,44% da população vacinada com uma dose. Ao todo, 64,73% dos israelenses estão completamente imunizados.

Os antivacina

Apesar de os brasileiros terem aderido em massa à vacinação, a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Vaccine Institute, em Washington, acha que seria um erro subestimar os grupos contrários à imunização. "O movimento antivacina era incipiente quando começou nos EUA. Ele não ganhou força da noite para o dia. Foi crescendo aos poucos até se tornar um dos maiores do mundo", afirma. Hoje, adverte Denise, os EUA são uma espécie de "super disseminador do movimento antivacina. Muitas dessas teorias nascem aqui, nesse movimento ligado a extremistas de direita que espalham fake news", diz.

O fato de o Brasil ter alcançado quase metade da população imunizada traz otimismo, na opinião de Denise Garret. "Mais uma vez o país mostra a força de sua cultura vacinal, mesmo em uma campanha que não contou com esforços publicitários", afirma.

Para Gustavo Cabral, o Brasil deve começar a formar a imunidade de rebanho a partir do fim do ano, quando pelo menos 70% da população deverá estar totalmente vacinada. Isso só será possível porque as taxas de vacinação são uniformes no Brasil, não há grandes disparidades entre cidades ou estados diferentes. "Isso nos dará certo respiro e permitirá que a gente faça testes para voltar à vida normal", diz o imunologista.

"Não sabemos se a vacinação precisará ser anual, como a da gripe, ou bianual", diz a pneumologista Margareth Dalcomo, da Fiocruz. Ela explica que apenas os estudos poderão responder a essa questão. "Diferentemente das coronaviroses anteriores, o Sars-CoV não vai desaparecer; ele ficará entre nós".

A pneumologista diz que o Brasil deveria ter atingido a marca de 70% da população vacinada até a metade deste ano, mas isso não foi possível porque "a coordenação central foi um desastre". O Programa Nacional de Imunizações, em seu entender, "entrou nesta pandemia esfacelado. Deixamos de ter a organização homogênea e harmônica que tivemos durante a epidemia de H1N1", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Chegou hoje (14) ao Brasil, pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, mais uma remessa de vacinas da Pfizer contra covid-19 entre as previstas para serem entregues nesta semana. O lote de hoje é de 912,6 mil doses. Até domingo chegam ao país mais 9.128.512 doses.

As entregas são parte do segundo contrato entre a Pfizer e governo federal, assinado em 14 de maio, que prevê mais 100 milhões de doses de vacinas entre outubro e dezembro. O primeiro lote desse contrato chegou ao Brasil no último sábado (9), com 1.989.000 doses.

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A tecnologia de fabricação da Pfizer consiste na injeção de parte do código genético do novo coronavírus para que o organismo humano seja capaz de identificar o vetor em caso de contaminação.

Segundo o Ministério da Saúde, desde o início da campanha, em janeiro de 2021, já foram distribuídas mais de 94 milhões de doses da Pfizer. Antes de serem distribuídas, as vacinas passam por um rigoroso controle de qualidade para que cheguem com segurança aos braços dos brasileiros.

Vacinação em números

Até agora, o Ministério da Saúde já distribuiu 310 milhões de doses a todas as unidades federativas. Mais de 150 milhões de pessoas tomaram a primeira dose - o que representa cerca de 93% da população (160 milhões). Mais de 100 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal.

 

Em vídeo que circula nas redes sociais, o segurança de um atacarejo no centro de São Paulo é visto "arrastando" pela orelha e em seguida, espancando, um outro homem, que teria furtado a loja onde ele trabalha. As imagens são desta quinta-feira (14), à luz do dia, e se passam no bairro da República. Pelo vídeo, é possível identificar o estabelecimento como MM In9va Atacado e Varejo, localizado à rua Conselho Crispiniano, nas imediações do Teatro Municipal de São Paulo.

O suposto ladrão aparece acompanhado de um amigo, que tenta convencer o segurança de que não houve furto, e acaba sendo agredido fisicamente e verbalmente em alguns momentos. Ambos os acusados falam português com imprecisão e têm sido apontados nas redes como imigrantes, mas até o momento, nenhum dos três foram identificados.

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Pelas imagens, se percebe que o funcionário seguiu os dois homens até uma outra rua, e levou de volta um deles, sob agressões. O rapaz diz que pagou pela mercadoria, mas o segurança insiste que não e acusa o segundo homem de cúmplice. Ao chegar diante do mercado, o empregado xinga e deixa os homens irem embora. Não é possível apontar, através do vídeo, se os imigrantes são inocentes. Outras pessoas acompanharam a situação, repreendendo a atitude do segurança e gravando vídeos, mas ninguém interveio fisicamente.

LeiaJá tentou entrar em contato com o MM In9va por ligação telefônica, a fim de confirmar o possível furto e se o estabelecimento irá tomar alguma providência sobre a conduta violenta do segurança, mas não houve resposta a nenhuma das tentativas.

Atenção! O vídeo contém imagens fortes:

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Militares do Brasil e dos Estados Unidos participarão de um treinamento conjunto em território brasileiro, de 28 de novembro a 18 de dezembro. Segundo o Exército, o “exercício de adestramento” visa a capacitar tropas da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), sediada em Caçapava, no interior de São Paulo.

Esta será a segunda experiência realizada por meio do chamado Core (do inglês Combined Operations and Rotation Exercises, ou Operações Combinadas e Exercícios de Rotação, em tradução livre), iniciativa firmada em outubro de 2020, no âmbito da XXXVI Conferência Bilateral de Estado-Maior Brasil-EUA, para “incrementar a interoperabilidade entre os dois exércitos”.

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Em nota divulgada nesta manhã, a Secretaria-Geral da Presidência da República informou que a organização e execução do exercício de adestramento das tropas é de inteira responsabilidade do Comando do Exército. E que o Core se insere no contexto do acordo de cooperação bilateral em matéria de Defesa que Brasil e Estados Unidos assinaram em abril de 2010, e que, no país, foi promulgado em dezembro de 2015.

Previsto para ser realizado anualmente até, pelo menos, 2028, o treinamento conjunto ocorreu pela primeira vez entre janeiro e março deste ano, em Fort Polk, no estado da Louisiana. Já a segunda edição ocorrerá em um ponto entre as cidades de Resende (RJ) e de Lorena (SP), no Vale do Paraíba, conforme decreto presidencial publicado hoje (14), no Diário Oficial da União.

Assinado pelo presidente da República Jair Bolsonaro, o Decreto nº 10.834, autoriza o ingresso e a permanência temporária em território brasileiro de 240 militares norte-americanos que participarão do exercício militar.

Ainda segundo o decreto, o destacamento norte-americano poderá entrar no Brasil trazendo armamentos, munições, acessórios, dispositivos ópticos, sensores e equipamentos de comunicação a serem usados na atividade conjunta.

De acordo com um texto do Exército, de setembro deste ano, os soldados norte-americanos que participarão da atividade integram uma subunidade da 101ª Divisão de Assalto Aéreo (101st Airborne Division) – unidade especializada apta a participar de operações envolvendo a infiltração de paraquedistas em zonas críticas.

O Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que registra o montante de tributos pagos pelos brasileiros em todo país, ultrapassou a marca dos R$ 2 trilhões. São contabilizadas todas as contribuições federais, estaduais e municipais.

Em 2020, a marca foi atingida em 22 de dezembro. Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o aumento da arrecadação dos governos acontece devido à retomada econômica, com a redução das restrições na quarentena contra a Covid-19, e a alta da inflação. "A retomada da atividade econômica, devido ao avanço da vacinação, é um dos principais fatores que levaram ao aumento do valor pago em impostos", enfatizou.

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A inflação também puxa o aumento do montante pago em tributos, de acordo com o economista, devido ao aumento dos preços dos produtos e serviços e, por consequência, nas alíquotas que incidem sobre esses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro chegou a 1,16%. O índice, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o maior para o mês de setembro desde 1994. Em 12 meses, o índice está em 10,25%.

O Impostômetro é um painel luminoso fixado na sede da Associação Comercial, na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo. Ele também pode ser acessado na internet.

A família da idosa Carolina Lopes de Almeida foi surpreendida durante seu velório realizado na cidade de Guiratinga, interior do Mato Grosso, no último domingo (9).  Após ser dada como morta, a mulher de 93 anos, conhecida como Dona Caluzinha, estava sendo sepultada quando um dos presentes percebeu o aumento da temperatura corporal do corpo e chamou um médico. As informações são do Correio Braziliense.

Após ter os dados vitais constatados, Caluzinha foi encaminhada para o Hospital Municipal Oswaldo Cruz. No entanto, apesar das tentativas das equipes médicas, ela foi dada como morta novamente. A história viralizou nas redes sociais através do perfil de Ataíde Arcoverde, humorista morador da cidade.

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“Oito horas depois do velório rolando, dona Caluzinha está quente. Aí alguém olha para dona Caluzinha, eis que ela abre o olho e dá uma piscada. Bom, nem preciso falar para vocês, a metade correu do velório e a metade correu para ver se dona Caluzinha estava mesmo viva”, contou em um vídeo postado no Instagram.

De acordo com o noticiário Repórter MT, as causas da morte, tampouco do fenômeno que a trouxe de volta, não foram esclarecidas. Apesar disso, existe uma condição chamada “catalepsia”, que pode levar a uma falsa morte, reduzindo os sinais vitais da vítima e causando o enrijecimento dos músculos. Em geral, a condição dura até dez minutos, mas pode se estender por horas ou dias.

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A prefeitura do Rio de Janeiro mudou as exigências para a realização de eventos com a presença de público na cidade, relaxando as regras em meio à melhora na situação epidemiológica da Covid-19 no município.

O decreto nº 49.578, publicado na edição desta quinta-feira (14) do Diário Oficial do município, determina que o público, colaboradores, artistas, expositores e demais integrantes da produção em evento-teste devem “ter sido testado negativo nas 48 horas anteriores ao evento, por meio de pesquisa do antígeno de SARS-CoV-2 por swab ou ter esquema vacinal completo”.

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O decreto anterior, do dia 26 de agosto, exigia o teste negativo junto com a comprovação da vacina contra a Covid-19 com a primeira ou a segunda dose de acordo com o cronograma instituído pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em relação à idade.

Segundo o último boletim epidemiológico da prefeitura, divulgado na sexta-feira (8) pela SMS, nos três eventos-teste que já haviam completado o prazo de 14 dias para monitoramento do público presente, a taxa de incidência de casos de Covid-19 foi, no máximo, seis vezes menor do que a incidência da doença no município para o mesmo período analisado.

Nos nove eventos-teste autorizados pelo Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa) e realizados até a semana passada, o máximo de testes positivos no público e entre trabalhadores foi de 1,1%, registrado no jogo Vasco e Cruzeiro em São Januário, no dia 19 de setembro, com seis pessoas entre as 549 testadas.

Em números absolutos, o maior número de testes positivos ocorreu no jogo Flamengo e Barcelona de Guayaquil, no Maracanã, em 22 de setembro, com 57 pessoas das 26.478, o que corresponde a 0,2% do público. As pessoas com testes positivos não puderam entrar no estádio.

Nas festas autorizadas, a comemoração de 15 anos no Copacabana Palace no dia 1º de outubro teve uma pessoa com teste positivo entre 558 (0,18%) e a do dia 2 não teve nenhuma. A Lucce Party, no Alto da Boa Vista, também no dia 2 de outubro, teve um teste positivo entre as 798 pessoas, o que equivale a 0,12% do total. Da mesma forma que nos jogos de futebol, quem testa positivo não pode participar do evento.

Uma juíza civil e quatro oficiais da ativa condenaram na madrugada desta quinta-feira (14) oito militares do Exército à prisão pelos homicídios do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador de latinhas Luciano Macedo, além de uma tentativa de homicídio, ocorridos em 2019. O tenente Ítalo da Silva Nunes, que comandou a ação criminosa, recebeu a maior pena: 31 anos e seis meses. Outros sete militares foram sentenciados a 28 anos.

Quatro réus que não fizeram disparos foram absolvidos, a pedido do Ministério Público Militar (MPM). A condenação da Justiça Militar foi proferida por 3 votos a 2. Ainda cabe recurso.

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Os crimes ocorreram em 7 de abril de 2019. Evaldo ia para um chá de bebê com a família, quando passou por uma patrulha em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia da Procuradoria de Justiça Militar, houve 257 tiros de fuzil. Mais de 80 atingiram o veículo que Evaldo guiava. O músico morreu instantaneamente. Luciano também foi alvejado ao tentar ajudar. Morreu alguns dias depois. O sogro do músico sobreviveu, apesar de ferido.

Além do tenente Ítalo, foram condenados o sargento Fabio Henrique Souza Braz da Silva, o cabo Leonardo de Oliveira de Souza, e os soldados Gabriel Christian Honorato, Gabriel da Silva de Barros Lins, João Lucas da Costa Gonçalo, Marlon Conceição da Silva e Matheus Santanna Claudino.

Foram absolvidos o cabo Paulo Henrique Araújo Leite e os soldados Vitor Borges de Oliveira, Wilian Patrick Pinto Nascimento e Leonardo Delfino Costa.

A acusação sustentou que não houve ordem para o carro de Evaldo parar e não havia posto de bloqueio ou blitz na estrada. Os réus, que na época dos crimes diziam ter sido alertados para ação de criminosos na região, afirmaram, sem provas, ter agido em "autodefesa".

A promotora Najla Nassif Palma, responsável pelo caso, criticou esse argumento. "É como matá-los (o músico e o catador) moralmente uma segunda vez", afirmou.

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