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O Concurso 2.510 da Mega-Sena, que será sorteado neste sábado (13) à noite em São Paulo, pagará o prêmio de R$ 27 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

O último concurso, quarta-feira (10), não teve acertadores das seis dezenas, e o prêmio acumulou. A quina teve 47 ganhadores e a quadra, 2.560.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Os sorteios da Mega-Sena são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. Para adequar o número do concurso da Mega da Virada, que deve ter final 0 ou 5, foram criadas as Mega-Semanas que são exclusividade da Mega-Sena. Os sorteios ocorrem em datas predeterminadas ao longo do ano. Na ocasião são realizados três concursos semanais, às terças, quintas e sábados.

O Brasil tem 169.567.101 pessoas, ou 78,93% da população, com duas doses ou dose única da vacina contra a covid-19 aplicadas. A contagem é do consórcio de veículos de imprensa, formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

São 42.040 pessoas que receberam a segunda dose do imunizante no Brasil e 961 que receberam a vacina da Janssen, de dose única.

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Foi registrado que 95.649 doses foram aplicadas nas últimas 24 horas.

O Brasil registrou 292 novas mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 216. Os dados diários são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

O número de novas infecções notificadas foi de 28.884. No total, o Brasil tem 34.147.287 casos e 681.317 mortos pela doença.

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O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

"O mar, quando quebra na praia, é bonito, é bonito". Para um em cada dez brasileiros, a beleza descrita no clássico O Mar, de Dorival Caymmi, nunca pôde ser comprovada ao vivo. Uma pesquisa realizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Unesco e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou que um em cada dez brasileiros nunca foi à praia. Segundo o levantamento Oceano sem Mistérios: A Relação dos Brasileiros com o Mar, 159 milhões de brasileiros - 75% da população - têm ao menos um contato com o mar anualmente. Outros 20% pisam na areia ao menos uma vez a cada 15 dias, levando ao pé da letra outra música de Caymmi: "Quem vem pra beira do mar, ai, nunca mais quer voltar". Mesmo assim, o nível de conhecimento sobre os ambientes marinhos ainda é muito baixo.

O Brasil é um país litorâneo com 7.367 quilômetros de costa banhada pelo Oceano Atlântico e algumas das mais belas praias do mundo. Talvez por isso, nove em cada dez brasileiros já visitaram a praia pelo menos uma vez na vida. Os Estados do Nordeste detêm 44% da costa, com 3.206 quilômetros banhados pelo mar. Isso explica, claro, por que 91% dos nordestinos já pisaram na faixa de areia, enquanto nos Estados do Centro-Oeste, distantes do oceano, apenas 55% dos entrevistados disseram ter visitado uma praia. No Norte, com pouco litoral, 71% já estiveram no mar.

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O estudo ouviu, entre 5 de março e 12 de abril deste ano, 2 mil homens e mulheres entre 18 e 64 anos, de todas as classes sociais, nas cinco regiões do País. O resultado foi apresentado durante a Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada recentemente em Lisboa, Portugal. "A pesquisa nos permite compreender a relação das pessoas com ambientes costeiros e marinhos e como a sociedade entende a influência do oceano no seu dia a dia. Também nos mostra como o brasileiro percebe os impactos de suas ações e seus hábitos", disse Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

Aos 53 anos, o servidor público aposentado Marcos de Sousa Duarte, de 53 anos, ainda não sabe o que é sentir o cheirinho da maresia. Ele mora em Ceilândia do Norte, no Distrito Federal, a 1.167 quilômetros das praias mais próximas, no Rio de Janeiro. "Nunca fui à praia por alguns empecilhos, um deles a falta de acessibilidade, pois sou deficiente físico. Outro empecilho foi a condição financeira, principalmente porque os locais de praia que possuem acessibilidade custam mais caro", disse. Duarte mora em área densamente urbanizada, mas prefere o campo. "Ultimamente, não tenho viajado. No entanto, pretendo, pois tenho o sonho de conhecer a praia."

Mesmo morando a 180 quilômetros do mar, em São Miguel Arcanjo, interior de São Paulo, a aposentada Cacilda Rodrigues dos Santos já completou 65 anos e nunca foi à praia. "Bem que gostaria, mas nunca tive a oportunidade", disse a idosa, moradora da zona rural. Sua neta, a costureira Sheila Oliveira Franco, de 28, só conheceu o mar quando completou 18 anos. "Fui em ônibus de excursão à praia de Ilha Comprida (litoral sul de São Paulo). Fiquei muito ansiosa, quase não dormi direito. A sensação foi incrível ao ver toda aquela água, tanto que fiquei me perguntando por que não tinha ido antes."

Apesar de ter gostado da experiência, ela não consegue ir todo ano. "Fui pela última vez em 2019, acompanhando uma romaria. No topo dos meus sonhos está o de conhecer uma daquelas praias com areia branquinha e água bem clarinha, mas ainda não consegui realizar. Praia, só conheço a de Ilha Comprida mesmo." Sheila lembra que, para quem mora na zona rural, é mais difícil viajar para lugares que não sejam próximos, tanto pela condição financeira, pois os hotéis são caros, como também pela falta de oportunidade.

Não é o caso da lavradora aposentada Áurea de Oliveira Rodrigues, de 68 anos, que já teve muita oportunidade, mas nunca tocou a água do mar. Moradora do bairro Jundiaquara, em Araçoiaba da Serra, também no interior paulista, ela conta que os filhos já a convidaram inúmeras vezes e ela sempre se esquivou. "Eu só vejo o mar pela televisão, mesmo assim tenho pavor daquela imensidão de água. Gosto mesmo de ir ao rio ou a um tanque pescar. E olha que sou boa pescadora, mas só em lugar com pouca água. O mar é bonito, mas que fique longe de mim", disse.

Comportamento

O estudo investigou ainda os hábitos e comportamentos das pessoas quando estão próximas ao mar. A maioria da população - 61% dos entrevistados - afirma sempre praticar o turismo responsável, evitando usar produtos e embalagens poluentes, não deixando nem tirando nada do ambiente, enquanto 7% declararam que a prática ocorre na maioria das vezes. O porcentual de pessoas que afirmam adotar o turismo com responsabilidade às vezes, raramente, nunca ou que não soube responder, somado, chega a 32%.

As atividades preferidas dos brasileiros quando estão próximos do mar são tomar banho (51%), andar na praia (32%), tomar banho de sol (20%), aproveitar a gastronomia local (19%) e praticar esporte (17%). Nesse quesito, foram mais citados o futebol, seguido do voleibol e do surfe. Aparecem também entre as atividades mais lembradas admirar a paisagem (15%), relaxar (10%), brincar na areia (8%), meditar e refletir (6%) e fazer trilha (3%).

O empresário Pedro Henrique Cecchini, de Sorocaba, vai com a família em média quatro vezes ao ano para o litoral paulista. "Mais do que eu, minha esposa, meu sogro e minha sogra gostam muito de praia. A gente aluga uma casa e fica de três a quatro dias. É um momento de lazer e descanso, mas também de apreciar a comida local, com frutos do mar", disse.

Geralmente, a família aluga uma casa em praias do Guarujá ou de São Sebastião. "As cidades dependem da temporada para movimentar o comércio, os quiosques, hotéis e restaurantes. Embora eu considere a questão ecológica importante, a maioria das pessoas não tem essa percepção. Muitos vão à praia apenas para curtir."

A população, em sua maioria, também desconhece a procedência dos alimentos consumidos, especialmente em relação aos pescados e frutos do mar. Os entrevistados nunca (36%) ou raramente (10%) conhecem a origem dos peixes consumidos, podendo assim ter no prato espécies em risco de extinção, como o cação, nome genérico para todas as espécies de tubarão e raia pescados. Os entrevistados que sempre buscam conhecer a procedência dos alimentos representam 31%, sendo 6% a maioria das vezes e 11% às vezes.

Costões e falésias

Em relação a outros ambientes costeiros e marinhos existentes no Brasil, o nível de conhecimento e a frequência das visitas são menores do que à praia. Costões rochosos já foram visitados por 47% da população, seguidos pelos manguezais (42%), dunas (41%), estuários (32%), restingas (28%), recifes de corais (25%) e falésias (23%).

A pesquisa também apontou que parcelas consideráveis da população nem sequer ouviram falar de alguns desses ambientes, como falésias (paredões que se formam na costa pelo contato das águas do mar), com 40% de desconhecimento, restinga (vegetação que recobre o solo arenoso na costa), com 37%, e estuário (área onde um rio se junta ao mar), com 32%. A restinga se destaca na região Sul, onde 45% dos moradores já visitaram este tipo de local, enquanto o contato com recifes de coral é maior no Nordeste (36%).

Na opinião dos pesquisadores, esses dados podem ser reflexo da falta de informação sobre os ambientes costeiros por parte dos brasileiros, que não reconhecem e diferenciam os variados ecossistemas. A pesquisa mostrou ainda que a maioria pouco se informa sobre os ambientes marinhos. Os entrevistados que raramente ou nunca buscam informações sobre o oceano somam 47%. Por outro lado, as pessoas que sempre buscam se informar sobre o tema representam 27%, enquanto 6% têm o hábito de se informar a maioria das vezes e 14%, às vezes.

Outros "achados" da pesquisa: 50% consideram que o oceano impacta diretamente nossas vidas, enquanto 87% percebem que ele contribui para a economia brasileira - de fato, 19% do nosso Produto Interno Bruto (PIB) vêm do mar. Enquanto 80% acham que o poder público é o responsável pela conservação dos oceanos, 51% atribuem essa tarefa também às ONGs. Um porcentual alto dos entrevistados - 82% - está disposto a mudar hábitos pelo bem do oceano. Já 41% avaliam como negativa a atuação do Brasil para conservar os mares.

De acordo com Fábio Eon, coordenador de Ciências da Unesco Brasil, o turismo em áreas naturais tem grande força no País e atrai também estrangeiros. "Entender como esse turismo ocorre é de extrema importância para inibirmos a prática predatória, que coloca em risco ecossistemas e a biodiversidade. Esse resultado destaca o desafio de desenvolver uma cultura oceânica que engaje e demonstre como isso pode ser feito, reforçando como este ambiente influencia e é influenciado pelas ações da sociedade", afirmou.

Para Malu Nunes, os resultados são ao mesmo tempo animadores e desafiadores. "Entendemos que há uma grande lacuna de conhecimento sobre o oceano e seus ambientes. O turismo responsável pode ser uma ferramenta estratégica nesse processo de conscientização e engajamento, além de aliar o desenvolvimento socioeconômico aos esforços de conservação da biodiversidade", disse.

Década do Oceano

A ONU declarou o período de 2021 a 2030 como a Década do Oceano, que tem como um dos principais objetivos incentivar a geração de conhecimento para a sociedade. A pesquisa aponta, porém, que apenas 0,3% dos brasileiros já está informado sobre a década, enquanto 6% apenas ouviram falar sobre o assunto e 93% ainda não conhecem nada sobre o tema, o que demonstra a importância da comunicação para mudar esta realidade.

"O estado de conservação do oceano é bastante preocupante. Uma avaliação global da ONU mostrou que precisamos de ações urgentes para reverter o quadro de degradação e ameaça à biodiversidade e aos ecossistemas", alertou Eon.

A Justiça revogou a prisão domiciliar do bolsonarista Jorge Guaranho - que matou tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, no Rio de Janeiro - e determinou, nesta sexta-feira (12), que ele seja transferido para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

O policial penal é apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL), e réu por homicídio duplamente qualificado pela morte do tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda. O crime aconteceu em julho e o policial ficou um mês internado no hospital. 

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Guaranho recebeu alta na quarta-feira (10), e deveria ser transferido para o Complexo, mas um ofício do próprio sistema informou que o local não tinha estrutura para atendê-lo por conta das necessidades médicas que ele necessita e, por isso, ele ficou em prisão domiciliar e usando tornozeleira eletrônica. 

No entanto, em nova decisão publicada nesta sexta-feira, o juiz Gustavo Germano Francisco Arguello informou à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que o Complexo Médico Penal “apresenta plenas condições estruturais e humanas de custodiar o réu”, diferentemente da argumentação inicial. 

O despacho também destaca que um documento junto aos autos do processo diz que o Complexo Penal “possui condições de garantir a manutenção diária das necessidades básicas do custodiado com supervisão contínua.. levando em consideração as informações do Relatório de Evolução Médica do paciente”. 

Aproveitando-se da fragilidade emocional e do momento delicado, é cada vez mais comum criminosos se passarem por médicos ou funcionários de hospitais na tentativa de conseguirem dinheiro de familiares que têm algum parente internado. Recentemente, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp) alertou todos os hospitais privados sobre o conhecido golpe aplicado por estelionatários envolvendo pacientes internados.

"Golpistas têm adentrado o sistema informativo de estabelecimentos de saúde e emitido cobranças às famílias com pacientes internados sobre a necessidade de cirurgias ou compra de medicamentos", afirmou o SindHosp. "Foram emitidos vários comunicados aos estabelecimentos de saúde, sugerindo que todos os hospitais alertem os familiares dos pacientes no ato da internação para que não deem qualquer valor solicitado em nome do hospital. Solicitações financeiras que anônimos façam a familiares devem ser comunicadas à administração do hospital para a tomada de medidas policiais."

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No comunicado intitulado "Golpe na saúde é alerta para proteção de dados", a entidade pede que, entre as ações, os hospitais revejam os processos de segurança interna para prevenir a invasão e o uso indevido de dados.

O presidente do Sindhosp, Francisco Balestrin, afirma que as informações pessoais ficam protegidas porque existem níveis de acesso diferentes a informações do paciente para a administração, enfermagem, equipes de suporte e médicos. No entanto, vazamentos criminosos podem ocorrer. Ele orienta ainda que os serviços de saúde providenciem a divulgação de informativos para colaboradores, pacientes, visitantes e acompanhantes.

Em abril, a entidade já havia sinalizado que a pandemia da covid-19 influenciou a retomada dessa prática ilegal antiga envolvendo o ecossistema da saúde. De forma ilícita, bandidos conseguem descobrir informações sobre o paciente, desde dados médicos até contato de familiares mais próximos que poderiam transferir valores para quitar procedimentos.

"Nem os hospitais nem as clínicas pedem qualquer tipo de complementação para qualquer procedimento, para qualquer medicação. Isso não existe. Imediatamente deve dispensar essa conversa, entrar em contato com a administração do hospital, do laboratório ou clínica, para que possam ser tomadas todas as medidas, não só administrativas, mas, na maioria parte delas, também policiais e legais em relação à busca desses meliantes que tentam se aproveitar desses momentos das pessoas", afirma Balestrin.

Em depoimento ao Estadão, o filho de uma paciente que esteve internada no Hospital Santa Catarina, na Avenida Paulista, na Bela Vista, relata que recebeu uma ligação durante o momento delicado. "Disseram que era da enfermaria e queriam falar com algum parente", disse ele, que preferiu não se identificar.

Imediatamente, ele ligou para o hospital e soube que ninguém de lá havia telefonado. "Ou seja, continua a ação de quadrilhas junto a pacientes de hospitais. É um golpe antigo. Eles se aproveitam do estado emocional dos familiares em um momento muito delicado. O que me assusta é como sabem que minha mãe está lá e qual o número da minha casa", questionou. No momento da internação, ele recebeu um folder com as informações de alerta sobre o golpe telefônico.

Em nota, o Hospital Santa Catarina - Paulista afirma que não faz ligações para o paciente ou familiares. "Como medida de segurança, no momento da internação, todos os pacientes recebem um informativo sobre possíveis golpes relacionados à instituição. Durante toda a estadia do paciente em nossa rede, a comunicação é feita pela equipe assistencial responsável diretamente para o acompanhante ou a pessoa responsável pelo paciente", afirmou.

Nas redes sociais, também há relatos recentes de familiares que receberam ligação de golpistas pedindo dinheiro referente a tratamento de paciente internado em hospital. Nesta quinta-feira, 11, a influencer digital Bic Müller, que está com o pai na UTI, contou ter sido alvo de golpistas. Em resposta, vários usuários do Twitter contaram suas experiências.

Em abril deste ano, Diogo Mussi, irmão de Rodrigo Mussi, que sofreu um acidente de carro, divulgou nas redes sociais uma mensagem que recebeu enquanto o ex-BBB estava internado. "Tentaram se passar por um médico do Hospital das Clínicas. Me pediu R$ 7 mil para que meu irmão tivesse remédios que não possuem no HC. O pior é se passar por um médico do HC, dando informação sobre a gravidade do estado de saúde do Rod. Meu coração quase parou. Já passei tudo para a polícia", publicou ele.

Na ocasião, a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas esclareceu que é um hospital público e que não solicita depósitos para realização de procedimentos ou para aquisição de medicamentos de pacientes em tratamento no complexo."Se qualquer paciente ou familiar receber uma ligação desta natureza, a orientação, que está disponível no site e nos canais telefônicos do complexo, é não fazer o depósito e reportar imediatamente o caso para a Central de Monitoramento e Segurança do HC pelo número (11) 2661-7050. O HCFMUSP informa ainda que, até o momento, não foi identificado nenhum profissional do seu corpo clínico a partir das informações postadas nas redes sociais da família do paciente", informou, em nota.

O que dizem a polícia e o Procon

Com os dados dos pacientes em mãos, os criminosos procuram ligar para o familiar em um momento em que não está com o doente, afirmando que há custo em aberto para a realização de um procedimento que o convênio médico não cobre. Em seguida, pedem depósitos bancários para que o mesmo seja realizado com urgência.

Para evitar que familiares caiam no golpe, hospitais devem disponibilizar informativos na recepção, assim como entregar folhetos aos pacientes e familiares. Até mesmo no telefone, podem conter avisos. Nas alas de internação, profissionais devem requerer a assinatura do responsável em um termo que contenha a informação que o serviço de saúde não requer nenhum tipo de pagamento extra durante a recuperação do paciente.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) afirma que as forças de segurança paulistas estão empenhadas diuturnamente no combate à todas as modalidades criminosas, incluindo o estelionato - independentemente do meio em que aconteça.

"A Polícia Civil esclarece que é essencial o registro da ocorrência em uma delegacia territorial ou pela Delegacia Eletrônica, para que o crime seja devidamente investigado e os autores punidos", disse, em nota.

A denúncia, no entanto, ainda gera receio na maioria, em razão de ter o familiar internado ou mesmo depender do plano futuramente. Vítimas do golpe procuradas pelo Estadão preferiram não participar da reportagem e disseram ainda ter receio até mesmo de realizar um boletim de ocorrência, ou seja, o número de ocorrências pode ser ainda maior que o registrado oficialmente.

De acordo com Guilherme Farid, diretor executivo do Procon-SP, é importante ainda que os consumidores fiquem muito atentos a qualquer tipo de ligação que não solicitada, principalmente em situações em que se encontram mais vulneráveis. "Todas as tratativas financeiras devem ser feitas presencialmente no hospital. Nada deve ser feito por telefone", afirma ele.

Sobre a prática ilegal, ele reforça que os dados dos consumidores estão disponíveis para venda em ambientes ilícitos da internet. "Por esta razão, o consumidor deve desconfiar de qualquer ligação que receba utilizando seu nome e dados. Geralmente, o criminoso se utiliza disso para dar credibilidade para a ligação", reforçou o especialista.

Conforme Farid, se o familiar foi vítima do golpe, ele pode pedir a devolução dos valores pagos junto ao hospital e ao plano de saúde (se for o caso), principalmente se os criminosos tiverem fornecido informações do paciente que apenas o hospital e a operadora tenham conhecimento como é o caso de dados pessoais e informações sobre a internação do mesmo.

"O hospital e a operadora de plano de saúde têm responsabilidade mesmo que não haja como saber quem foi o responsável pelo vazamento desses dados. O consumidor deve procurar, primeiramente, os fornecedores (hospital e operadora). Se o caso não for resolvido diretamente com as empresas, pode registrar reclamação no Procon. Entendemos que o hospital é responsável solidário por este tipo de problema", afirma Farid. Para reparação de danos morais a questão deve ser levada ao poder judiciário.

Confira algumas dicas preventivas:

- Fique atento ao número que realizou a chamada, se é o mesmo do hospital. Anote-o;

- Anote também a conta bancária beneficiária do correntista falso;

- No dia da internação, procure dar um telefone do familiar menos emocional, que possa perceber rapidamente que se trata de um golpe;

- Entre em contato com a administração do hospital ou tesouraria para ter informações sobre possíveis cobranças, a maioria já informa que não liga para solicitar transferências bancárias;

- O consumidor não deve efetuar o pagamento antes de verificar a veracidade junto ao hospital;

- Além do hospital, também entre em contato com o plano de saúde para saber sobre o procedimento médico;

- Considerado estelionato, se possível, faça um boletim ocorrência para denunciar o crime. Procure a Delegacia de Polícia mais próxima de sua casa ou realize o registro pela Delegacia Eletrônica;

Jamais repasse informações por internet ou telefone sem confirmar se está falando com um canal oficial.

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Em maio deste ano, o jornalista e apresentador Matheus Baldi, durante uma live, falou que sabia da história de uma "atriz mirim'"que tinha engravidado e entregue o bebê para adoção, deixando rumores de que a pessoa em questão seria Klara Castanho (leia sobre o caso aqui). Em junho o episódio ganhou grande repercussão quando a apresentadora Antonia Fontenelle, em um vídeo publicado no YouTube, surpreendeu os fãs ao falar que uma atriz da TV Globo, de apenas 21 anos, escondeu a gravidez com a ajuda da mãe. As informações que Fontenelle possuía eram de fonte do jornalista Léo Dias. “Segundo as informações que ele tem, pediu que o hospital apagasse a entrada dela no hospital e pediu que nem queria ver o filho”, disse ela.

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A função social do jornalismo é historicamente legitimada por informar o que acontece de mais importante no dia a dia e serve como documento da memória social. Mas até onde vai o furo jornalístico?

A estudante de jornalismo Giovanna Minarrini diz que, para ter limites na veiculação de determinada informação, apesar de não ser uma regra, os jornalistas devem ter bom senso e ética. “A partir do momento que eu entrei na faculdade de jornalismo, eu aprendi que há um limite até onde a gente pode veicular uma informação. No caso da Klara Castanho, eu achei muito lamentável o que aconteceu. Não houve ética nenhuma a partir da pessoa que se intitula jornalista na veiculação e na exposição da imagem da pessoa. Houve, assim, um total desrespeito com todos os envolvidos e, inclusive, com a classe jornalística que, dia a dia, combate a fake news e atitudes como essa”, enfatiza Giovanna.

Para Giovanna, o jornalismo de fofoca, comumente conhecido como jornalismo de entretenimento, tem sido feito de forma irresponsável e nociva aos profissionais e à população. “A forma como é veiculada [a informação] e a forma como eles [jornalistas] estão, também, se apropriando de outras pautas, eu acho que está sendo feita de forma completamente equivocada, sem profissionalismo e que não colabora para o jornalismo de qualidade”, pondera.

Giovanna ressalta a importância da formação jornalística para que as informações sejam veiculadas de forma correta para o público. O que, no caso de Klara, não aconteceu. Antonia Fontenelle não possui formação jornalística. “A gente consome muitas informações de forma on-line e isso acaba dando brecha para que pessoas não especializadas, não capacitadas em jornalismo, se apropriem e não contribuam de verdade para a classe, para que o nosso respeito em relação à profissão seja mantido. Então, na minha opinião, a primeira coisa que deve ser feita é a volta da obrigatoriedade do diploma”, fala.

Minarrini diz, ainda, que o jornalismo digital é movido a likes, engajamento, comentários, polêmicas e furos de reportagem que nem sempre são verídicos e que, muitas vezes, chegam a ser invasivos. “Tem limites éticos e que devem ser respeitados, até porque todos nós compomos a sociedade e não respeitá-los faz com que dificulte tudo, tanto o trabalho de um jornalista, tanto a vida da pessoa envolvida na notícia”, conclui.

O professor de jornalismo Thiago Barros, da UNAMA - Universidade da Amazônia, enfatiza que a atuação do jornalista deve respeitar o direito do cidadão e não ser pautado por interesses individuas ou de grupos específicos. 

“O jornalista deve conhecer e respeitar os direitos humanos, nosso código de ética, a Constituição Federal. O jornalista é responsável pelas notícias que produz. A notícia é um produto com elevado poder simbólico e desvios na sua elaboração geram impactos sociais muitas vezes nocivos, porque têm o potencial de desvirtuar o debate público sobre questões importantes, fazer circular desinformação”, ressalta Thiago, doutor em Comunicação e também editor do jornal O Liberal, de Belém.

Thiago enfatiza que a função social primordial do jornalismo é divulgar todo fato de relevância pública - especialmente oferecer aos cidadãos informações que não são facilmente acessadas ou até restritas

“A notícia precisa fazer diferença positiva para a vida das pessoas. Somos representantes da sociedade, escolhidos para essa função justamente pela consolidação das práticas jornalísticas, que carregam componentes importantes, como nosso código de ética”, afirma.

O professor ressalta sobre a conduta ética em cima do caso Klara e de como essa postura dos jornalistas pode afetar a vida pessoal da atriz.

“No caso da atriz Klara Castanho, um direito legal foi desrespeitado em várias esferas profissionais. A atriz, ainda que figura pública, teve o direito à privacidade violado. Quando um jornalista recebe esse tipo de informação, ele deve ativar seus diversos filtros técnicos e éticos. A divulgação dessa informação, de forma equivocada, pode causar problemas graves à pessoa”, conclui.

Por Amanda Martins, Even Oliveira e Clóvis de Senna (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

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Cerca de 578 mil pernambucanos procuraram por emprego entre abril e junho deste ano, de acordo com a nova PNAD Contínua Trimestral, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). A taxa de desemprego no estado caiu, em relação ao primeiro trimestre, mas Pernambuco ainda tem o segundo maior índice do país, com 13,6%. 

No primeiro trimestre do ano (janeiro-março), o índice de desocupação foi de 17%. O novo número representa uma queda de 3,4 pontos percentuais. Em relação à média nacional, que é de 9,3%, o estado tem 4,3 pontos a mais. Esta também foi a menor taxa de desocupação desde o início da pandemia, acompanhando a tendência nacional. A pesquisa considera a população com 14 anos ou mais. 

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Enquanto isso, o número de pessoas ocupadas em Pernambuco subiu de três milhões e 531 mil pessoas no primeiro trimestre deste ano para três milhões e 686 mil trabalhadores no segundo trimestre, o que equivale a um aumento de 4,4%, ou 155 mil pessoas a mais. Com relação ao mesmo período de 2021, o avanço na população ocupada, seja formalmente ou informalmente, foi de 13,1%.  

Por posição na ocupação, houve um aumento de 4,2% entre a população empregada no acumulado de abril, maio e junho, e um avanço ainda maior, de 7%, entre a população que trabalha por conta própria. No total, 32,2% dos pernambucanos ocupados, ou seja, quase um terço deles, trabalha por conta própria, seja de maneira formalizada ou não. Por outro lado, houve uma queda de 17,4% nos trabalhadores familiares auxiliares, que trabalham sem remuneração ajudando na atividade econômica de membro do domicílio ou parente. 

Trabalho informal 

A taxa de informalidade em Pernambuco aumentou apenas 0,1% no 2º trimestre de 2022 em comparação ao trimestre anterior, o que, na prática, deixa o estado em situação de estabilidade neste indicador. No estado, 52,9% dos trabalhadores ocupados são informais, o equivalente a 1 milhão e 949 mil pessoas, número que deixa o estado em sexto lugar no ranking nacional. No Brasil, a taxa de informalidade é de 40% da população ocupada.  

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos dos pernambucanos no 2º trimestre de 2022 foi de R$ 1.740, valor estável em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o segundo semestre de 2021, houve uma perda de 12,8%, agravada pela inflação do período. 

A pesquisa também mostra que o número de pessoas desalentadas chegou a 268 mil pessoas no 3º trimestre de 2021, 15,8% a menos do que no período anterior. Essa parcela que havia desistido de procurar emprego voltou a fazê-lo. A população desalentada é definida como aquela que está fora da força de trabalho, que não havia realizado busca efetiva por trabalho pelas seguintes razões: não conseguir trabalho, ou não ter experiência, ou ser muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho em sua localidade e que, se tivesse encontrado trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.  

A ventania causada pela passagem de um ciclone extratropical pelo estado do Rio provocou a morte da idosa Creuza Maria da Silva, de 73 anos, em Macaé, no norte fluminense. Ela foi atingida, na tarde dessa quinta-feira (11), por uma parte do muro do estacionamento de um prédio comercial no centro da cidade, que despencou com os ventos fortes. Segundo a Defesa Civil do município, os ventos chegaram a 75 km/h. Creuza chegou a ser levada para o Hospital Público Municipal (HPM), mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada na tarde desta sexta-feira (12).

A idosa era integrante da Guarda Sênior de Macaé, um programa criado pelo município desenvolvido pelo Núcleo de Proteção ao Idoso. De acordo com a prefeitura, os integrantes atuam como orientadores da população em locais como praças e no calçadão da Avenida Rui Barbosa, assim como nas escolas municipais e outros órgãos, como Polícia Federal.

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“A Prefeitura de Macaé comunica com pesar o falecimento da integrante da Guarda Sênior, Creuza Maria da Silva, 73 anos. Conhecida pela simpatia e dedicação, Creuza Maria atuava há nove anos na Escola Municipal Paulo Freire, no Lagomar. Neste momento de dor, a gestão municipal se solidariza com familiares e amigos, e expressa as mais sinceras condolências”, comunicou a prefeitura, em nota de pesar.

Uma perícia será realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual para emitir um laudo completo sobre o acidente.

Rio

A passagem do ciclone ontem na capital com ventos fortes que chegaram a 93,6 km/h na estação Forte de Copacabana, na zona sul do Rio, resultou em 26 quedas de árvores, algumas atingindo a rede de alta tensão e provocando interrupção de energia em bairros da cidade. A remoção das árvores e galhos foi feita por equipes da Comlurb e profissionais da Light trabalharam para a recuperação dos serviços de energia.

Em comunicado, a Marinha alerta para aviso de ressaca no mar com ondas que podem chegar a 4 metros. O alerta fica em vigor até as 21h de hoje. 

De acordo com o Alerta Rio, ventos úmidos do oceano manterão hoje o tempo instável na cidade do Rio de Janeiro. “A cobertura do céu vai variar entre nublado e encoberto e há previsão de chuva fraca a moderada de forma isolada no período da manhã. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas permanecerão estáveis, com mínima de 12°C e máxima de 20°C”.

Entre sábado (13) e terça-feira (16), a previsão do Alerta Rio é de céu claro a parcialmente nublado e sem previsão de chuva. As temperaturas apresentarão elevação gradualmente.

Normalidade

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR), o município do Rio voltou ao estágio de normalidade às 10h30, desta sexta-feira (12), por causa da ausência de chuva moderada para as próximas três horas. A previsão é de chuva fraca isolada até o final da manhã. Desde 0h40 de quarta-feira (10), o município estava em estágio de mobilização por causa das condições do tempo na capital.

“O estágio de normalidade é o primeiro de uma escala de cinco e significa que não há ocorrências de grande impacto. Neste estágio podem ocorrer pequenos incidentes, mas que não interfiram de forma significativa na rotina do cidadão”, informou o COR.

Por causa da passagem do ciclone extratropical em cidades do Sul e Sudeste do Brasil, as baixas temperaturas devem continuar durante o fim de semana na capital paulista, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Os termômetros marcaram 13,6°C com sensação de 12°C na noite desta quinta-feira (11). Já no período da tarde, foi alcançada a menor máxima do inverno com 16,6°C. Nos próximos dias, o frio intenso deve permanecer, conforme as previsões.

Nesta sexta-feira, 12, a temperatura na capital paulista deve oscilar entre 9°C e 18ºC. No sábado, 13, a previsão é de que a mínima se mantenha em 9ºC e a máxima não deve ultrapassar 23°C. Somente no domingo, 14, os termômetros voltam a subir, de forma moderada, entre 11ºC e 23ºC.

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Segundo as previsões do CGE, o sol deve retornar nos próximos dias. Com isso, a expectativa é de que a sensação de frio diminua. As madrugadas, por sua vez, devem continuar geladas. Não há previsão de chuva significativa.

Litoral de SP

Além das baixas temperaturas, a frente fria também causou estragos em cidades do litoral norte de São Paulo. Apesar do ciclone extratropical se afastar gradativamente desta região, ao longo da noite desta quinta-feira, 11, a forte ventania destruiu estruturas em Ilhabela e São Sebastião.

Nas duas cidades, foram registradas quedas de árvores, destelhamentos e oscilação na rede elétrica.

Na região metropolitana da capital paulista, o Corpo de Bombeiros atendeu 98 ocorrências relacionadas a árvores tombadas nesta quinta-feira, 11. No dia anterior, a corporação havia registrado 198 pedidos deste gênero.

O número de amputações de membros inferiores aumentou significativamente no Brasil durante a pandemia de Covid-19. Em média, 66 pacientes passam por esse tipo de cirurgia diariamente. Em 2020, quando a crise sanitária se instalou no País, a média diária de amputações saltou para 75,64. No ano seguinte, chegou a 79,19, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Para especialistas, o problema estaria relacionado à descontinuidade no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas durante o período.

Mais da metade dos casos de amputações envolve pessoas com diabete, embora o problema também possa estar relacionado a muitos outros fatores de risco, como tabagismo, hipertensão arterial, idade avançada, insuficiência renal crônica, estados de hipercoagulabilidade e histórico familiar.

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Entre 2012 e 2021, período do levantamento, 245 mil brasileiros sofreram com amputações de pernas, pés ou dedos. O trabalho, feito com base em dados do Ministério da Saúde, mostra que, neste período, de maneira geral, o aumento do número de procedimentos foi de 53% - o que se agravou nos últimos dois anos. O ano passado registrou a maior soma de procedimentos, 28.906 casos, uma média diária de 79,19. A probabilidade de esse número ser superado em 2022 é alta, já que a média diária de procedimentos nos tres primeiros meses deste ano é de 82.

A grande maioria dos procedimentos médicos teve queda acentuada durante a pandemia. No caso das amputações, no entanto, foi registrado um aumento. Para especialistas, isso ocorreu por conta da dificuldade de acompanhamento das complicações na saúde dos pacientes que, durante a emergência sanitária, abandonaram tratamentos e evitaram a ida aos hospitais e consultórios com medo da contaminação pelo vírus. Com isso, muitos acabaram indo ao hospital apenas nas situações mais graves, em que já não era possível evitar a amputação.

Para o cirurgião vascular Mateus Borges, diretor da SBACV, "esses dados demonstram o impacto da pandemia no cuidado e na qualidade de vida dos pacientes". Segundo ele, pessoas com diabetes que desenvolvem úlceras e evoluem para quadros infecciosos demandam longos períodos de internação ou reinternações, com consequentes períodos de perda ou afastamento do trabalho, aposentadoria precoce e, por vezes, queda na autoestima, depressão ou criação de um quadro de dependência de familiares ou amigos.

Outro dado preocupante é o indivíduo que tem diabete e não sabe. Foi o caso do mineiro Luis Cardoso, de 55 anos, que trabalha em rodeios no interior de São Paulo. Quando fez o diagnóstico da doença, já era tarde demais para salvar o dedão do pé esquerdo. "Eu estava no interior de São Paulo e tive que ir para Belo Horizonte, para ver o médico e já tive que tirar o dedão", contou. "Em 2020 tive um problema de infecção e tive que tirar os outros quatro dedos."

Durante a pandemia, Luis Cardoso, também enfrentou dificuldades. "As rodovias estavam fechadas e tinha dificuldade para ir a Belo Horizonte ver o meu médico", disse. "Em outubro do ano passado, usei um sapato que machucou o meu pé e tive que tirar o dedo do meio do pé direito. Mas estou bem, está tudo sob controle."

Em números absolutos, os Estados que mais executaram procedimentos de amputações de membros inferiores no sistema público foram São Paulo (51.101), Minas Gerais (26.328), Rio de Janeiro (21.265), Bahia (21.069), Pernambuco (16.314) e Rio Grande do Sul (14.469). Por outro lado, os Estados com o menor número de registros são Amapá (315), Roraima (352), Acre (598), Tocantins (1154) e Rondônia (1383).

Impactos

Além de representar um grave problema de saúde pública, o crescimento constante no número de amputações no País traz fortes impactos aos cofres públicos, consumindo parte das verbas em saúde destinadas aos Estados. Apenas em 2021, foram despendidos R$ 62.271.535.96 em procedimentos realizados em todo o País. Entre janeiro de 2012 e março de 2022, considerando a inflação de cada ano, foram gastos R$ 660.021.572,69, o que representa uma média nacional de R$ 2.685,08 por procedimento.

"Esse volume de gastos poderia ser evitado se os sistemas de saúde investissem mais em medidas preventivas, sobretudo no acompanhamento de pacientes diabéticos (...) para que medidas drásticas, como a amputação de membros, não sejam tomadas", explica o presidente da SBACV, Julio Peclat.

No caso do diabete, cujos pacientes são as maiores vítimas das amputações, descuidos podem levar a grandes problemas. Um pequeno ferimento pode resultar em infecção que evolui para um caso grave de gangrena, levantando o risco de amputação.

O diabete impacta a circulação sanguínea porque gera o estreitamento das artérias, causando redução dos índices de oxigenação e nutrição dos tecidos. Alterações de sensibilidade aumentam a chance do surgimento de pequenos ferimentos e potencializam sua evolução para casos mais graves. Estudos apontam que 85% das amputações relacionadas ao diabete têm início com uma lesão nos pés que poderia ter sido prevenida ou tratada corretamente evitando complicações.

"Pessoas com diabete, ao passar dos anos, desenvolvem neuropatia e/ou isquemia, o que as torna mais suscetíveis ao desenvolvimento de feridas de difícil cicatrização (úlceras) e infecções", explica Peclat. "A neuropatia acarreta a perda da sensibilidade ao toque, à temperatura e à dor. Com isso, o indivíduo não sente quando fere o pé. De modo geral, por não perceber, evolui para quadros de infecção que resultam em desbridamentos ou amputações."

"Grande parte dessas amputações poderia ter sido evitadas a partir de práticas de auto-observação. O paciente bem informado que se examina com frequência poderá reconhecer a necessidade de uma intervenção precoce já nos primeiros sintomas. Identificar sinais de alerta precoces é imprescindível para reduzir a incidência de complicações", aponta o cirurgião vascular Eliud Duarte Junior.

O paciente com esse fator de risco também deve estar atento aos perigos de acidentes e adotar mudanças de comportamento, como evitar andar de pés descalços ou, ainda, aderir ao uso de calçados apropriados.

"Muito antes de qualquer complicação maior surgir, o paciente pode sentir dores nas pernas, que é um sinal de má circulação sanguínea e entupimento das artérias", explica o cirurgião vascular Brenno Caiafa.

Preste atenção: alguns cuidados para evitar o problema

- Não faça compressas frias, mornas, quentes ou geladas nem escalda pés. Por causa da falta de sensibilidade acarretada pela neuropatia, você pode não perceber lesões nos pés;

- Use meias sem costuras ou com as costuras para fora. Assim você evita o atrito da parte áspera do tecido com a pele;

- Não remova cutículas das unhas dos pés. Qualquer machucado, por menor que seja, pode ser uma porta de entrada para infecções;

- Não use sandálias com tiras entre os dedos;

- Corte as unhas retas e acerte os cantos com lixa de unha, mas com muito cuidado;

- Hidrate os pés, pele ressecada favorece o surgimento de rachaduras e ferimentos;

- Nunca ande descalço. Você pode não sentir que o chão está quente ou que cortou o pé;

- Olhe sempre as plantas dos pés e trate logo qualquer arranhão, rachadura ou ferimento. Se não conseguir fazer isso sozinho, peça ajuda a um familiar ou amigo;

- Não use sapatos apertados ou de bico fino;

- Trate calosidades com profissionais de saúde;

- Olhe sempre o interior dos calçados antes de usá-los;

- Enxugue bem entre os dedos após o banho, a piscina ou a praia.

A influenciadora Amanda Souza publicou no stories o momento em que foi agredida pelo companheiro. Conhecido como Vanderlei Bambam, o segurança Uanderglei da Conceição foi preso em flagrante por agressão e cárcere privado, nessa quinta-feira (11), no Rio de Janeiro. 

Após publicar os vídeos em que aparece com o lábio cortado e outras marcas de agressão, Amanda denunciou Bambam na Delegacia de Marechal Hermes, na Zona Norte da cidade. Em um dos stories, ela tenta pedir ajuda aos seguidores, mas o segurança interrompe a gravação. 

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“A minha boca sangrando. Minha boca está sangrando aqui", mostra a influenciadora, que aparece com o rosto machucado. Ainda no vídeo, Vanderlei nega que tenha agredido a namorada: “chorando sem eu ter feito nada. Fazendo escândalo aqui. De novo! Fazendo escândalo”.  

De acordo com a denúncia, ela estava mantida em cárcere privado desde a quarta (10) e era ameaçada de morte se deixasse a residência. “Eu só quero ir embora. Eu só quero ir embora”, afirma em um dos vídeos. “Me ajuda, por favor! Não! Socorro!”, clama a influencer em outro momento. “Para, Amanda! Quer continuar? Quer continuar? Vai parar ou não vai parar? Ou você para ou acabou”, diz o segurança. 

Vanderlei Bambam já tem duas ocorrências de agressão contra ex-namoradas, uma em 2017 e outra no ano passado. Um inquérito foi instaurado pela Polícia Civil. 

Uma recenseadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi vítima de uma tentativa de estupro em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas. O crime aconteceu na terça-feira (9), mas a informação foi divulgada na quinta-feira (11). No momento em que foi abordada pelo agressor, a mulher realizava uma entrevista para o Censo 2022. A Polícia Militar foi acionada de imediato e o suspeito, preso em flagrante.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, que não teve o nome divulgado, foi convidada pelo entrevistado a entrar na casa, para continuar a aplicar o questionário, como um gesto de gentileza. Lá, o suspeito, de 39 anos, fez a investida. A recenseadora conseguiu fugir do local e foi a responsável por acionar os policiais. 

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Por meio de nota, o IBGE informou que prestou apoio à servidora, que está bem e "optou por seguir realizando as atividades em outro setor censitário". Disse ainda que o "boletim de ocorrência será entregue ao Procurador Regional da República, dada a jurisdição federal do caso" (leia na íntegra ao final do texto). 

O suspeito teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pelo juízo da 4ª Vara de São Miguel dos Campos. Ele permanece preso na delegacia da 6ªDRP, de onde deve ser transferido para o Sistema Prisional em Maceió. 

Confira a nota na íntegra: 

O IBGE vem a público repudiar e lamentar a conduta criminosa praticada contra uma de nossas recenseadoras durante exercício do trabalho de pesquisa, na última segunda-feira, no município de Jequiá da Praia. As autoridades policiais competentes foram rapidamente acionadas para a devida e necessária investigação. O boletim de ocorrência será entregue ao Procurador Regional da República, dada a jurisdição federal do caso. 

O órgão informa ainda que tomou todas as providências de auxílio à vítima desde a ciência da tentativa do crime, ao prestar o indispensável apoio emocional e disponibilizar o corpo técnico especializado do Instituto para o suporte psicológico. Por fim, o IBGE informa que a servidora está bem e optou por seguir realizando as atividades em outro setor censitário. 

Conforme a infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, consideram-se imunizadas todas as pessoas acima de 18 anos com três doses de vacina. "Essa porcentagem já é baixa, menor que 80%, e particularmente reduzida abaixo de 40 anos. Com isso, a gente pode antever que, se as pessoas de 20 a 40 anos não fizeram sua dose adicional, a chance de levarem seus filhos para serem vacinados acaba se tornando muito remota." E há riscos. "Os pediatras compartilham conosco a grande preocupação com os pais que se recusam a vacinar as crianças por não terem a percepção da gravidade da covid nas crianças, o quanto pode afetar em relação a casos graves e ser causa de morte, ou da covid longa."

O mesmo alerta é feito pelo presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. "Só em 2022, tivemos 15 mil hospitalizações de crianças e adolescentes por covid e já são 638 óbitos. Se pegarmos de março de 2020 a junho de 22, vamos ter mais de 50 mil internações e cerca de 2.500 óbitos. Infelizmente a desinformação e a fake news contribuíram muito para esses números", disse.

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TRATATIVAS

Sobre a falta da Coronavac, fabricada no Brasil pelo Butantan, o instituto paulista informou que, após a aprovação pela Anvisa da vacina para crianças dos 3 aos 5 anos, já importa a quantidade de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produzir as doses e atender ao esquema vacinal primário completo de toda a população brasileira desta faixa etária. A decisão foi tomada para ofertar o mais rápido possível o imunizante ao Ministério da Saúde.

A previsão de entrega pelo instituto de São Paulo é em meados de setembro. "O Butantan dialoga constantemente com o Ministério e aguarda posicionamento oficial da pasta sobre as ofertas de venda."

O Ministério da Saúde informou que está em tratativas para aquisição do imunizante com maior celeridade, de acordo com a disponibilidade dos fornecedores. "A pasta reitera a disponibilidade de outras vacinas contra a Covid-19 para o público acima de 5 anos e reforça a necessidade de Estados e municípios cumprirem as orientações pactuadas para a imunização", disse.

Informou ainda que acompanha com atenção o andamento da vacinação, já distribuiu mais de 519 milhões de doses e ressalta que o Brasil tem uma das maiores taxas de cobertura.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A vacinação infantil contra a Covid-19 tem avançado em ritmo lento. De cada três crianças com idade entre 3 e 11 anos, uma está com a imunização completa, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa. Metade das crianças dessa faixa etária não recebeu sequer uma dose. Por trás do problema está a falta de doses disponíveis, o que fez cidades interromperem a aplicação, e a hesitação de parte dos pais.

No Distrito Federal e na cidade do Rio a vacinação na faixa etária de 3 e 4 anos foi interrompida por falta de produtos. O Ministério da Saúde informou que está em tratativas com fornecedores. Nas 24 horas entre terça e 20 horas de quarta-feira, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, apenas 11 mil crianças foram vacinadas com a primeira dose, totalizando 13,5 milhões (51,14%). A população nessa faixa etária é de 27 milhões. Já a segunda dose foi aplicada em 12 mil, chegando a 8,7 milhões de imunizados (32,97%) anteontem.

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Para crianças de 3 a 5 anos, a vacinação foi liberada em 13 de julho pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ainda não há um recorte estatístico. Na faixa etária de 12 a 17 anos, o índice de totalmente vacinados está em 53,8%, mas distante da média nacional. No País, da população vacinável (78,82% do total), 84,59% estão totalmente imunizados, embora 56,68% tenham recebido a dose de reforço.

PREVISÍVEL

Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), Juarez Cunha, já vinha sendo observada uma preocupante baixa na cobertura vacinal entre os mais jovens, agora agravada pela falta de vacina para crianças. "Isso era previsível, pois quando foi licenciado o uso o Ministério da Saúde não estava fazendo compras e os estoques eram baixos. As notícias que nos chegam de vários lugares são de falta de vacina."

Na terça, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio paralisou a vacinação de crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose, alegando que o Ministério da Saúde não enviou novos aportes de Coronavac solicitados desde o mês passado. "A aplicação da segunda dose para este público, prevista para iniciar em 13 de agosto, está garantida com a vacina reservada especificamente para esse fim", disse a pasta. De 15 de julho a 8 de agosto, as unidades de saúde do Rio vacinaram 39.319 crianças dessa idade com a Coronavac. Quando a imunização desta faixa etária foi aprovada, o município tinha doses em estoque, o que permitiu o início imediato. Com a primeira dose, foram vacinadas apenas 25% das crianças de 3 e 4 anos.

PELO PAÍS

No Distrito Federal, a aplicação da primeira dose contra covid-19 para crianças de 3 e 4 anos está suspensa desde o dia 3, por falta de Coronavac, único imunizante aprovado pela Anvisa. Segundo a pasta, há apenas 4 mil doses, todas para segunda aplicação. Conforme o governo estadual, Mato Grosso atrasou o início da vacinação por falta de vacina. Das 113.328 crianças a serem imunizadas, 1.176 (1,04%) receberam a primeira dose. No Piauí, o índice de vacinação nessa faixa etária é de 2,37%. Em Maceió, a vacinação não andou: de 58.535 crianças na fila, só duas foram vacinadas por terem comorbidade.

Para o presidente do departamento científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, há 5,8 milhões de crianças na faixa de 3 a 5 anos e são necessárias quase 12 milhões de doses. "Não temos isso no Brasil." E lembrou que a Pfizer submeteu para aprovação a vacina dela para crianças de 6 meses a 4 anos. "Se vai ser aprovada, já devia ser motivo de o Ministério comprar essas doses."

Para o dirigente da SBim, o número baixo de crianças vacinadas é também consequência de desinformação e fake news. "Houve a propagação de notícias falsas sobre efeitos das vacinas, além de o Ministério da Saúde ter desestimulado a vacinação na infância. Se já tínhamos a hesitação dos pais, a partir do momento em que eles recebem recados de desconfiança sobre a vacina, isso afeta as coberturas vacinais. O início da vacinação de adolescentes foi desastroso."

HESITAÇÃO

A diarista Isaura Batista, de 44 anos, moradora da Vila João Romão, em Sorocaba, interior paulista, só levou a filha Victória, de 7 anos, para vacinar porque a escola exigiu. "Eu estava com medo de vacinar porque falaram que podia dar efeito ruim nela, pois teve caso de criança que ficou doente. Como a escola pediu, eu levei e ela recebeu a primeira dose."

A dona de casa Geovana Rafaela Oliveira, de 22 anos, residente na Vila Zacarias, outro bairro da cidade, ainda não vacinou o filho mais velho, o menino Kauã, de 4 anos. "Não sabia que tinha chegado a vez dele. Estive no posto para tomar minha segunda dose, que estava atrasada, mas não vi nenhuma informação sobre a vacinação para os mais pequenos."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Passar trote para a Polícia Militar ou bombeiros vai custar caro a partir de agora. Nesta quinta-feira (11), o governador Rodrigo Garcia assinou decreto que regulamenta a aplicação de multa para quem fizer uma ligação telefônica na tentativa de enganar os profissionais. O valor é superior a R$ 2 mil.

"Nós temos uma estrutura montada para atender à população de São Paulo voltada às ocorrências do Estado e não é possível conviver com quase 7,11% de trotes que são dados todos os dias, desviando as forças policiais para algo que não existe", afirmou Garcia, citando o Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom) e o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom).

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Segundo o governo, o decreto regulamenta a Lei 14.738/2012, que possibilita a aplicação de multa no valor de R$ 2.148,70 a quem aplicar trote aos centros. "A quantia é referente a 67,21 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (UFESP), que atualmente equivale a R$ 31,97 cada. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo de Incentivo à Segurança Pública (FISP)", disse em nota.

A punição administrativa na área civil serve para evitar que os trotes atrapalhem o trabalho da polícia e bombeiros. "Infelizmente, isso é muito comum. Só para se ter uma ideia, diariamente, em todo Estado, são 55 mil chamadas para o número 190 e em torno de 3.800 são trotes", explica o Major PM Carlos Marques.

Ele reforça que todas as ligações são atendidas e muitas vezes o trote é constatado logo de cara. "Tem vezes que se percebe rapidamente, tem gente que liga dando cantadas. Mas outras são notícias falsas de emergência, que são tão bem elaboradas que fazem com que nosso atendente acredite que é verdadeira", diz.

Nestes casos, a equipe vai até o local e detecta que era uma falsa informação. "Gastamos minutos ou até horas com uma ligação dessas quando poderíamos estar atendendo outras chamadas. Algumas vezes a intenção é desviar o foco, para que possam cometer o delito em outro lugar", afirma.

Ele reforça que o novo decreto prevê a possibilidade de a PM fazer contato com as operadoras de telefonia para pegar os dados cadastrais da ligação. Os valores arrecadados com as multas irão para o fundo. "A destinação dos recursos já está fixada. Parte vai para a modernização dos centros de operações e 20% vai para o programa de redução de trotes", conta.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) avisa que será considerado trote "acionar o Copom ou Cobom de modo indevido, ilícito, desnecessário, ou que possa acarretar perturbação, suspensão ou atraso na prestação de serviço público". Nestes casos, o policial vai preencher um Auto de Infração por Trote Telefônico, documento que será analisado e poderá gerar uma instauração de processo administrativo para aplicação da multa.

"Os policiais poderão solicitar para as empresas de telefonia informações do responsável pela linha telefônica. Durante o curso do processo, o autor pode solicitar o acesso da ligação, que ficará gravada e armazenada, e poderá se defender com apresentação de provas. Após a decisão, caberá apenas um recurso por escrito, uma única vez, no prazo de 15 dias", diz a SSP, lembrando que a multa deverá ser paga em 30 dias.

O Brasil tem 169.524.100 pessoas, ou 78,91% da população, com duas doses ou dose única da vacina contra a Covid-19 aplicadas. Os dados diários são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

Novos registros de vacinados com uma dose desde a quarta-feira (10) somam 37.156 e, com duas doses, 35.798. Para doses adicionais de reforço foram 612.800 pessoas, elevando para 686.419 os registros totais nas últimas 24 horas.

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O Brasil registrou 173 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 204. Os dados diários são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h.

O número de novas infecções notificadas foi de 22.808, enquanto a média de novos testes positivos da última semana está em 22.405.

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No total, o Brasil tem 681.025 mortos e 34.118.403 casos da doença.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho de 2020, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Um ciclone extratropical que se formou na noite de terça-feira, 9, causou impactos em cidades litorâneas do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo ao longo desta semana. Além das chuvas, que desencadearam deslizamentos e alagamentos, ventos fortes também castigaram municípios costeiros. A Defesa Civil tem uma série de recomendações para orientar a ação da população em casos desse tipo de fenômeno.

"Vai depender do efeito que o ciclone provoca em cada região. Algumas vezes, ele pode provocar chuva intensa, às vezes temporais ou rajadas de vento. Para cada uma dessas condições, existem algumas recomendações específicas", explica Caio Guerra, meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina.

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As condições geográficas e topográficas do local também influenciam nos efeitos sentidos pela população. No Estado de Santa Catarina, por exemplo, chuvas intensas em região de rios causaram o transbordamento das águas e a inundação de cidades e estradas. No Rio de Janeiro, o maior impacto foram os ventos, que chegaram a quase 94 km/h.

No continente, os alagamentos e inundações são um dos efeitos mais comuns. Nesses casos, o recomendado pela Defesa Civil é evitar dirigir em pontes pequenas ou submersas e áreas alagadas, não ter contato com a água e ficar atento à presença de crianças em áreas próximas a rios. Se houver deslizamento de terra, a orientação é atenção à inclinação de postes e árvores, movimentação de terra ou rochas em regiões próximas e aparecimento de rachaduras em muros e paredes.

No que diz respeito a tempestades fortes com ventos e raios, a Defesa Civil recomenda que a população não fique na praia e busque locais abrigados longe de árvores, placas, postes de energia e outros objetos que possam ser arremessados pela intensidade dos ventos. Uma vez em um ambiente seguro, é preciso ficar longe das janelas e desligar aparelhos eletrônicos da tomada. O banheiro de alvenaria é considerado um abrigo muito seguro para essas condições.

"No litoral, existe o diferencial que os ventos muito intensos causam agitação marinha e, muitas vezes, a ressaca (movimento que as ondas fazem sobre si mesmas na área de rebentação); então, existem também recomendações específicas para isso", explica Guerra.

Em caso de mar agitado, estar perto da água não é uma opção. Por segurança, a população é orientada a evitar atividades de navegação ou pesca e suspender esportes náuticos, banhos de mar e caminhadas pela orla. Quando há ressaca, é preciso prestar atenção a construções ou ruas em áreas vulneráveis a erosão e proteger embarcações e demais estruturas que estejam na costa.

Ciclone extratropical deve se afastar do litoral brasileiro

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os efeitos do ciclone começam a diminuir ainda esta tarde. "A partir de amanhã, a situação se normaliza", explica o meteorologista Olivio Bahia. Nos próximos dias, ele deve se afastar da costa brasileira em direção à África. Ainda segundo o meteorologista do Inmet, apesar dos impactos terem sido muito maiores nas cidades litorâneas, a frente fria associada à passagem do ciclone causou efeitos como a diminuição das temperaturas no Centro-Sul do País e mesmo no Sudoeste da Amazônia.

Os ventos fortes derrubaram árvores, placas e telhas em diversas cidades. Ventos de 40 km/h já podem começar a provocar impactos, diz Bahia, que estima que a intensidade das correntes de ar sentidas nos últimos dias tenha até mesmo ultrapassado as velocidades registradas pelas estações meteorológicas: "Não tem o registro desses números, mas, em razão dos danos causados, é possível imaginar que [os ventos] tenham ultrapassado os 120km/h", pontua.

Veja os cuidados em caso de ventanias e ressacas:

- Não fique em locais abertos, embaixo de árvores ou coberturas metálicas;

- Evite esporte ao ar livre;

- Não passe sob cabos elétricos, andaimes e escadas;

- Feche portas e janelas da residência. Feche também persianas e cortinas para evitar que estilhaços se espalhem em caso de algum vidro quebrar;

- Feche o registro de gás;

- Evite deixar objetos em locais altos, pois podem cair;

- Se faltar energia, cuidado com uso de velas;

- Tire todos os aparelhos elétricos da tomada, em caso de falta de energia;

- Crianças e idosos, principalmente, devem ser mantidos bem agasalhados;

- Animais de estimação também devem ser protegidos do frio;

- Com relação aos moradores em situação de rua, a orientação é que a pessoa ligue para o número 199;

- As pessoas devem terminantemente evitar rochas na praia para observar a agitação do mar;

As águas, em alguns pontos, podem extrapolar a faixa de areia e adentrar ruas próximas da praia;

Há perigo de naufrágio para pequenas ou médias embarcações que se aventurarem.

Nos registros da literatura médica, as lesões causadas pela varíola dos macacos (monkeypox) aparecem como pápulas, marcas sólidas e pouco elevadas que frequentemente evoluem para pústulas, com pus em seu interior, ou para vesículas, bolhas repletas de líquido que, rompidas, se tornam feridas. Com o aumento do número de casos no surto atual da doença, no entanto, outras manifestações clínicas dessas lesões têm sido analisadas por estudos e percebidas por profissionais da saúde.

Segundo o médico dermatologista Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), trata-se de um comportamento esperado quando os casos de uma infecção aumentam ou, então, quando se analisa surtos diferentes da doença. "Estamos nos deparando com quadros diferentes e essas lesões estão começando a ser descritas agora. À medida que mais casos forem reconhecidos e mais exames forem feitos, será possível ter mais informações sobre essas características, se são novas ou fenômenos isolados", explica.

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No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), um dos centros de referência para atendimento de casos da doença no Brasil, também têm sido notadas características que variam da descrição clássica de monkeypox. "Sempre se falou que as lesões estariam em igual estágio, mas, na prática, temos encontrado em diferentes estados; algumas manchinhas, outras pápulas e outras com bolhas, o que seria mais semelhante ao que ocorre na varicela ou na catapora", exemplifica Ana Catharina Nastri, médica infectologista e Supervisora da Enfermaria da Divisão de Infectologia do hospital.

Segundo os médicos, algumas das formas de ocorrência que têm sido registradas são:

- Pápulas

- Pústulas

- Lesões umbilicadas em que no meio da elevação da vesícula há uma saliência para baixo, que se assemelha a um umbigo

- Uma única lesão em todo o corpo do paciente

- Lesões apenas em áreas de mucosas, como a boca

- Lesões em apenas uma parte do corpo

- Superficiais com formação de bolhas

Em casos em que a contaminação ocorreu por contato sexual, as marcas são notadas concentradas na região genital e, segundo informou em nota a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, observou-se que o aspecto delas se modifica em casos em que os diagnósticos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e monkeypox se misturam.

A infectologista ressalta que observações similares têm sido feitas também em outros países. Uma pesquisa científica realizada no Reino Unido e publicada no periódico The British Medical Journal identificou dor na região do ânus e inchaço no pênis como novos sintomas relacionados à ocorrência de monkeypox. Além de lesões cutâneas e da dor, os 197 pacientes que foram submetidos à análise clínica também relataram ter tido febre.

Publicado na mesma revista, um estudo conduzido na Espanha com 185 pacientes registrou uma nova forma de lesão caracterizada pela formação de pseudo-pústulas esbranquiçadas em que não há líquido ou pus. Depois de algum tempo, elas passam por um processo de necrose e rompem na forma de feridas. A pesquisa sugere que as marcas aparecem de forma localizada na região do corpo em que ocorreu a inoculação do vírus no organismo, o que acontece em doenças causadas por outros vírus do gênero Orthopoxvirus e pode, com mais estudos, se demonstrar uma característica do atual surto de varíola dos macacos.

Como diferenciar de outras doenças?

Desde o diagnóstico do primeiro caso de monkeypox registrado na capital de São Paulo, há dois meses, a doença já se espalhou por 67 municípios do Estado. Com 1.370 casos registrados até a terça-feira, 9, a capital concentra hoje 80% dos 1.636 pacientes. De acordo com a experiência clínica obtida até o momento, as marcas da varíola dos macacos podem se assemelhar às provocadas por outras doenças.

Ana Catharina Nastri explica que as lesões têm aparecido nas palmas das mãos dos pacientes, o que era uma característica comumente atribuída à sífilis. No que diz respeito à aparência, elas também podem ser confundidas com feridas causadas por Infecções Sexualmente Transmissíveis, como as manchas vermelhas da gonorreia disseminada, as bolhas localizadas e concentradas da herpes e a própria sífilis, que, segundo a médica, pode desencadear diversos tipos de erupções cutâneas.

Podem, ainda, ser muito semelhantes às lesões umbilicadas e firmes do molusco contagioso - doença relativamente comum em crianças causada pelo poxvírus, parente da varíola - e até mesmo de reações farmacológicas, capazes de desencadear, entre outras manifestações, manchas vermelhas e bolhas na pele.

Em caso de suspeita de infecção, alguns dos fatores a serem considerados são a existência de contato com alguém contaminado, mesmo que indireto, e a existência de lesões. A orientação é procurar atendimento médico para eliminar a dúvida ou efetivar o diagnóstico: "Existem algumas características que são mais sugestivas, como a forma umbilicada, mas já houve resultado positivo para a doença em casos que, apenas observando as lesões, acharíamos que não era", explica a infectologista.

Para Daxbacher, é preciso ter cuidado para que a apresentação de diferentes tipos de vesículas não seja um fator que leve à diminuição das confirmações de casos. "Isso é o mais importante quando descrevemos novas variantes de uma doença; ter as informações para poder suspeitar e realizar o diagnóstico quando ele não necessariamente seria considerado", pontua.

Cuidados necessários com as lesões

Segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a varíola dos macacos é considerada leve, moderada ou grave de acordo com o número de lesões exibidas pelo paciente. Ainda que seja possível que elas não se alastrem por todo o corpo ou, então, que exista uma única ferida, os especialistas reforçam que isso não torna a manifestação da doença menos contagiosa. As formas de prevenção, que incluem evitar contato íntimo com pessoas contaminadas, reduzir atividade sexual com múltiplos parceiros e lavar as mãos antes de comer ou tocar o rosto, permanecem as mesmas.

O mesmo vale para a necessidade de isolamento de pessoas contaminadas e a forma de tratar as lesões em casa, já que os casos em que os pacientes precisam ser internados não são tão numerosos. A recomendação é manter as feridas sempre limpas com água e sabão, sem necessidade de fazer curativos e sem tocá-las com frequência. Se precisar ir ao médico, é preciso cobrir todas as lesões com as vestimentas ao sair de casa e, caso alguma secreção vaze pelo tecido, a peça de roupa é considerada contaminada.

Isolamento

O tempo de isolamento para os casos de varíola dos macacos pode variar de 14 dias a mais de um mês, e só pode ser interrompido quando a pele estiver totalmente recuperada - diferente, por exemplo, da catapora. "Enquanto houver ferimento, mesmo com crosta seca, o paciente ainda é considerado um potencial transmissor", reforça o dermatologista. O tempo que leva para o desaparecimento das feridas varia, a depender de fatores como a extensão coberta por elas, sua quantidade, seu tamanho e se estão na pele ou em tecido de mucosa.

A Secretaria Municipal da Saúde esclarece que todos os pacientes estão em monitoramento pelos órgãos de Vigilância Sanitária municipal e estadual e não apresentam sinais de agravamento. O atendimento para os casos suspeitos está disponível em toda a rede municipal de saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos-socorros e prontos atendimentos e, segundo a SMS, a rede conta com insumos para coleta de amostras das lesões cutâneas (secreção ou partes da ferida seca) para análise laboratorial.

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