Notícias

| Brasil

O Ministério da Saúde registrou neste sábado, dia 4, 1.091 novos óbitos pela covid-19 no Brasil, alcançando a marca de 64.265 vítimas. A pasta também confirmou 37.923 contaminações nas últimas 24 horas. O País acumula 1.577.004 casos da doença, sendo que 876.359 estão recuperados e 636.380 estão em acompanhamento.

O Estado de São Paulo segue com mais casos (312.530) e óbitos (15.996) pela covid-19. O Ceará (120.952 casos e 6.411 óbitos) ultrapassou o Rio de Janeiro (120.440 casos e 10.624 óbitos) no total de contaminados, mas segue em terceiro em mortes.

##RECOMENDA##

O dado do Ministério da Saúde não significa que todas as mortes ocorreram nas últimas 24h. Os casos, no entanto, estavam em investigação e foram confirmados neste período. Há ainda 3.986 mortes sob avaliação.

Uma noiva ganhou ação judicial contra o salão de beleza responsável por sua maquiagem de casamento. O estabelecimento foi condenado a pagar indenização de R$ 3.500 por danos morais.

A operadora de caixa diz que escolheu um salão no seu bairro para ‘evitar estresse’ durante os preparativos para a cerimônia. Depois do casamento, viu as fotos e se disse 'desapontada, triste e angustiada com o resultado, em um momento que deveria ser só de alegrias e comemorações'.

##RECOMENDA##

A noiva, que já havia recebido parecer favorável em primeira instância pelo 'abalo íntimo', recorreu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais por considerar baixa a quantia inicialmente estabelecida, mas o valor acabou mantido. O desembargador Valdez Leite Machado lembrou que a multa deve ter caráter punitivo e pedagógico, mas sem causar enriquecimento ilícito.

Na ação, noiva argumenta que a maquiadora a deixou com a pele esbranquiçada, causando constrangimento, aborrecimento e vergonha diante de amigos e familiares. Depois do casamento, ela chegou a procurar a proprietária do salão para reclamar do serviço, mas a dona disse não poder fazer nada.

A empresa alegou que não houve erro na prestação do serviço, que custou R$ 50. Disse também que, na ocasião, a cliente não questionou o salão e até elogiou a maquiagem. Segundo o estabelecimento, o problema foi causado pela iluminação incorreta no local e o fotógrafo poderia ter corrigido as imperfeições de cor e nitidez ao tratar as imagens. A Justiça, entretanto, rejeitou os argumentos.

Uma jovem de Rio Grande do Norte levou muitas pessoas às lágrimas. Daíse Monteiro compartilhou na sua conta do Instagram um vídeo emocionante, onde o pai aparece recebendo pela primeira vez um celular. Ela explicou na postagem que seu José não é alfabetizado, mas sempre recorre aos conteúdos do YouTube para se distrair um pouco.

"Esse vídeo gravei hoje pra mandar só pra minha irmã que mora longe. Mas queria mostrar a vocês a emoção do meu pai por ganhar seu primeiro celular, ele não sabe ler, nem escrever, mas ama assistir YouTube. Não é aniversário dele, mas eu queria ver essa felicidade de menino", disse.

##RECOMENDA##

Daíse também contou na rede social que desde a infância sempre acompanhou a batalha financeira dos pais: "A gente não tinha casa. Meu pai, por ser analfabeto, nunca teve oportunidade de um bom emprego, trabalhava desde novinho, ficava fazendo 'bico' pra levar alimento pra dentro de casa. Hoje sou o que sou por eles dois". As atrizes Alinne Moraes e Maria Flor, além da cantora Duda Beat, se emocionaram com a divulgação do registro.

Confira:

[@#video#@]

O Ministério da Saúde completa 50 dias sem um titular no cargo neste sábado, 4. A vaga é ocupada interinamente pelo general Eduardo Pazzuello e o presidente Jair Bolsonaro não tem dado nenhuma sinalização de que está em busca de um nome para a pasta que tem entre suas missões enfrentar a pandemia do novo coronavírus. O País, segundo com maior número de mortes e casos do novo coronavírus no mundo, tem 63.254 óbitos e mais de 1,5 milhão de infecções confirmadas.

É a primeira vez desde 1953 que o ministério fica tanto tempo sem um titular. Naquele ano, Antônio Balbino comandou de agosto a dezembro a pasta interinamente, enquanto também era chefe do Ministério da Educação (MEC). As duas pastas haviam acabado de se separar.

##RECOMENDA##

Em outras ocasiões, Bolsonaro foi mais ágil. Quando Sérgio Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ele foi substituído por André Mendonça em cinco dias. O economista Carlos Decotelli assumiu o MEC também cinco dias após Abraham Weintraub deixar o posto. A Educação voltou a ficar sem ministro cinco dias após Decotelli ser nomeado, mas, nesse caso, seu substituto deve ser anunciado em breve.

Na própria pasta da Saúde foi assim quando Luiz Henrique Mandetta (DEM) saiu do posto. Nelson Teich assumiu no dia seguinte. Sob comando interino do general Pazuello, o ministério abandonou a defesa do distanciamento social mais rígido e passou a recomendar tratamentos para a covid-19 sem aval de entidades médicas e científicas, como o uso da hidroxicloroquina. A pasta ainda perdeu técnicos com décadas de experiência no SUS e nomeou militares para cargos estratégicos.

Mesmo interino no cargo, Pazuello é apontado por colegas de governo e secretários locais de saúde como mais influente e poderoso do que Teich, último titular da pasta, que pediu demissão em 15 de maio. Os primeiros movimentos do Ministério da Saúde sob gestão interina escancararam a mudança brusca de posicionamento do governo federal.

Em 20 de maio, o órgão publicou orientações para uso da cloroquina desde os primeiros sintomas do novo coronavírus, mesmo sem a droga apresentar eficácia contra a doença. A medida era uma exigência de Bolsonaro e atropelou recomendações dos próprios técnicos do ministério e de entidades de saúde.

O ministério também deixou de defender benefícios do distanciamento social e traçar estratégias sobre quarentena. A pasta usa como escudo o argumento distorcido de que o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou este poder da União. Pazuello e seus subordinados têm dito que cabe a Estados e municípios pensarem nestas medidas.

Para o médico Sergio Cimerman, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e colunista do Estadão, o ministério está "acéfalo". "Pazuello está formando a sua equipe e tomando posições. Mas não está sendo embasado por sociedade científica nenhuma. Quando a gente não tem um órgão federal que dá um norte aos planos de ação em saúde, ficamos muito perdido. A população se sente em pânico", disse, em debate sobre a doença transmitido pelo Estadão na quinta-feira, 2.

No mesmo evento, o ex-secretário de Vigilância em Saúde do ministério Wanderson Oliveira apontou "preocupação" pelo momento do ministério. Para ele, que é epidemiologista, a resposta à covid-19 ficou "errática, esquizofrênica, fragmentada ao longo do tempo". Além da pandemia, Oliveira alerta sobre o risco de desmonte da vigilância de doenças já conhecidas, como dengue, influenza e sarampo.

O momento de maior exposição de Pazuello a críticas ocorreu no começo de junho, quando, para atender ao desejo de Bolsonaro de reduzir a repercussão pela alta de mortos, o ministério mudou o formato de divulgação das estatísticas. A ideia era esconder mortes de datas anteriores que ainda aguardavam a confirmação. O portal com dados do ministério chegou a ficar fora do ar, mas a divulgação foi retomada após forte pressão de Poderes, da sociedade e por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A médica sanitarista e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Gulnar Azevedo, afirma que a "desarticulação" do ministério no combate à covid-19 aumenta o descontrole da pandemia no País. "Há uma falta total de liderança que possa acomodar o processo. O ministro é interino. Um militar que não foi formado para isso", disse.

Apesar do salto de casos (de 218 mil para mais de 1,5 milhão) e mortos (de 14,8 mil para mais de 60 mil) na gestão Pazuello, o presidente tem repetido que o ministro interino faz boa gestão e pode ser efetivado. "Estamos com uma falta na Saúde, mas se bem que o Pazuello está indo muito bem. A parte de gestão está excepcional. Coisa nunca vista na história. Sabemos que ele não é médico, mas ele está com uma equipe fantástica no ministério", disse no dia 25 de junho, em transmissão nas redes sociais.

Pazuello já acompanhou o chefe em manifestação pró-governo em Brasília, com aglomeração, e já foi visto sem máscara em evento no Palácio do Planalto. As duas situações contrariam recomendações de autoridades de saúde para evitar propagação do vírus.

Secretários de Estados e municípios, em geral, preferem Pazuello ao antecessor, Teich. Segundo gestores do SUS, como não há mais esperança de que o ministério coordene a estratégia de quarentena, serve de consolo maior abertura para o diálogo e agilidade para entrega de recursos e equipamentos demonstrados por Pazuello.

O ministro interino tem ainda bom trânsito no meio político. Nas últimas duas semanas ele recebeu aliados do presidente Bolsonaro e lideranças do Centrão, grupo de partidos que tem recebido cargos e verba para votar com o governo no Congresso Nacional. Ele se reuniu, nestes dias, com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Arthur Lira (PP-AL), Marcel Van Hattem (Novo-RS), Fábio Rabalho (MDB-MG), Ricardo Barros (PP-PR), Hugo Leal (PSD-RJ) e Giovani Cherini (PL-RS).

Pazuello, no entanto, dispensa declarações à imprensa. Desde que assumiu o comando da Saúde, não esteve em nenhuma entrevista coletiva - sequer naquela que anunciou a maior pauta positiva de sua gestão: uma parceria para pesquisa e produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.

Equipe

O general foi pinçado do "banco de talentos" das Forças Armadas para entrar no Ministério da Saúde. Primeiro, ele ocupou o cargo de secretário-executivo na gestão de Teich. Neste período já era apontado por secretários locais como o verdadeiro ministro da Saúde.

Desde a saída de Mandetta, em 16 de abril, técnicos com mais de uma década de atuação no SUS têm deixado o ministério. Um exemplo é o ex-secretário Wanderson Oliveira, que tem passagens pela pasta desde 2001.

Sob o comando interino de Pazuello, cargos estratégicos da pasta foram loteados por militares. Há mais de 20 nomeados, sendo 14 da ativa. Eles estão, principalmente, em postos na gestão de dados, recursos humanos, orçamento, logística e contratos.

O ministro interino fez ainda mudanças em cinco das sete cadeiras de secretários da Saúde. Para secretário-executivo, o "número 2" do ministério, foi nomeado o oficial da reserva Elcio Franco Filho.

O PL, partido do Centrão, emplacou o doutor em bioquímica Arnaldo Correia de Medeiros como secretário de Vigilância em Saúde (SVS), posto-chave para elaboração da estratégia de combate à covid-19 e outras doenças. O coronel Luiz Otavio Franco Duarte tornou-se secretário de Atenção Especializada (SAES), responsável, entre outros pontos, pelo custeio de leitos pelo País.

Seguidor de Olavo de Carvalho, escritor considerado "guru do bolsonarismo", o médico Hélio Angotti Neto foi nomeado secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE). A pasta trata da análise de novos tratamentos para o SUS e desenvolvimento do parque fabril de medicamentos.

Ativista "anti-aborto", o médico Raphael Câmara de Medeiros Parente assumiu a Secretaria de Atenção Primária (SAPS), que organiza ações de cuidados básicos em unidades de atendimento.

Além dos novos secretários, Pazuello manteve no ministério a médica Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação (SGTES). Filiada ao Novo, Pinheiro é defensora do presidente Bolsonaro e tornou-se porta-voz do ministério sobre a cloroquina. Além dela, segue na pasta o coronel Robson Santos Silva, secretário Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Procurado para comentar a gestão de Pazuello, o Ministério da Saúde afirmou que "assumiu o compromisso" de garantir "efetividade de ações" contra a covid desde o começo da pandemia. A pasta também disse que trabalha com corpo técnico qualificado, mantendo a "normalidade das atividades da pasta".

Em uma abordagem na rodovia Rio-Santos (BR-101) na manhã de hoje (4), em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, agentes da Polícia Rodoviária Federal apreenderam dois fuzis.

Segundo a corporação, os policiais faziam ronda no trecho e desconfiaram de um caminhão. Ao ser abordado, o motorista, único ocupante do veículo, demonstrou nervosismo e os agentes resolveram fazer uma revista minuciosa, encontrando dois fuzis calibre .556 e carregadores, escondidos na longarina do veículo.

##RECOMENDA##

Preso em flagrante, o condutor afirmou que receberia R$10 mil pelo transporte do armamento de Maringá, no Paraná até a comunidade de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. A ocorrência foi registrada na 165ª DP (Mangaratiba).

O Brasil registrou pelo quarto dia consecutivo mais de mil mortes por covid-19 em 24 horas. Foram 1.264 mortes registradas de ontem para hoje, elevando o total de vidas perdidas para 63.254 no País, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL junto às secretarias estaduais de Saúde.

Por três dias seguidos, o País contabilizou mais de 40 mil novos casos confirmados da doença no período de 24 horas: foram 41.988 de ontem para hoje e agora já são 1.543.341 pessoas contaminadas.

##RECOMENDA##

O Brasil é o segundo do mundo com maior número de casos e mortes devido ao vírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem cerca de 2,7 milhões de infecções confirmadas e 129 mil óbitos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Mesmo com a pandemia atingindo o pico no Brasil, com mais de 90% dos municípios do país afetados pela doença, muitos Estados e cidades avançam com as reaberturas econômicas e flexibilização das quarentenas - incluindo os dois Estados com maior número de casos e mortes, São Paulo e Rio de Janeiro.

São Paulo atingiu nesta sexta 310.517 casos e 15.694 mortes em decorrência do coronavírus. O governo paulista estima que o Estado possa ter, em 15 de julho, até 23 mil mortes e 470 mil casos da doença. Em meio às reaberturas, o governo estadual anunciou nesta sexta-feira que a capital paulista provavelmente poderá retomar atividades culturais e eventos com público sentado, como cinemas e teatros, ainda neste mês.

No Rio de Janeiro, os casos atingiram 118.956 e as mortes foram a 10.500. A capital fluminense promoveu na quinta-feira uma nova etapa do processo de reabertura, liberando academias, bares e restaurantes - o que gerou cenas de aglomeração pela cidade. Ceará (118.311 casos e 3.373 mortes) e Pará (112.531 infecções, 5.069 óbitos) completam o grupo de Estados brasileiros que ultrapassaram a marca de 100 mil casos.

Divulgação de dados

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre jornalistas dos seis meios de comunicação, que uniram forças para coletar junto às secretarias estaduais de Saúde e divulgar os números totais de mortos e contaminados. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia.

Mesmo com o recuo do Ministério da Saúde, que voltou a divulgar o consolidado de casos e mortes, o consórcio dos veículos de imprensa continua com o objetivo de informar os brasileiros sobre a evolução da covid-19 no País, cumprindo o papel de dar transparência aos dados públicos.

O órgão informou, no início da noite desta sexta-feira, que o Brasil contabilizou 1.290 óbitos e mais 42.223 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Com isso, segundo o Ministério da Saúde, no total são 1.539.081 casos confirmados e 63.174 mortes causadas pelo coronavírus. O número é diferente do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

A Polícia Federal (PF) prendeu ontem (2), no interior de São Paulo, três pessoas que faziam parte de uma quadrilha responsável pela impressão de cédulas falsas de 10, 20, 50 e 100 reais. De acordo com a PF, a quadrilha, que fabricava essas notas com ótima qualidade, já vinha sendo investigada em Birigui e Araçatuba há mais de um ano na Operação Matriz 188. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas duas cidades e todos os integrantes já tinham passagem criminal por esses e outros crimes.

Segundo a PF, a organização usava máquinas diversificadas e técnicas gráficas diversas para simular os itens de segurança das cédulas verdadeiras. “Há também suspeita de que possuam matrizes de cédulas de dólar, o que ainda está sendo objeto de investigação”, diz a PF.

##RECOMENDA##

As investigações da PF mostraram que nos últimos três anos, a quadrilha colocou em circulação milhares de cédulas falsas. As notas apreendidas e retiradas no comércio chegam a 996 exemplares de 10 reais; 58.738 de 20 reais; 15.234 de 50 reais; e 3.012 de 100 reais. Nesta soma não entram as notas apreendidas ontem. “No total foram produzidas até o momento, por esta organização criminosa, 77.980 cédulas falsas, somando mais de R$ 2 milhões em dinheiro falso retirado do mercado brasileiro”, esclareceu a Polícia Federal.

Um dos integrantes da quadrilha permanece foragido, porque não foi encontrado em sua casa. Emtretanto, no local foram encontradas notas que seriam vendidas pela internet e enviadas pelo correio. Segundo a PF, no laboratório encontrado na casa desse integrante havia cédulas prontas e em fase de confecção, impressão e acabamento. “Também foi apreendida grande quantidade de aparatos para falsificação de moeda, como papéis, impressoras, tintas, equipamento gráfico pesado e material de acabamento”.

Os detidos serão encaminhados para a Cadeia Pública de Penápolis, no interior de São Paulo e se julgados culpados responderão pelos crimes de moeda falsa, cuja pena é de 3 a 12 anos de reclusão e pelo delito de organização criminosa, com pena de 3 a 8 anos de reclusão.

Após três meses fechados devido às restrições impostas pelo novo coronavírus, bares e restaurantes voltaram a funcionar no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2). Entretanto, a liberação causou grande aglomeração na zona sul carioca, com clientes acumulados em calçadas, sem respeitar o distanciamento social, e abdicando do uso de máscaras. No último dia 30 de junho, a cidade ultrapassou a marca de 10 mil mortes e mais de 112 mil infectados pela Covid-19.

Vídeos e fotos de ruas lotadas foram divulgados nas redes sociais. O vereador Tarcísio Motta (PSOL) usou sua conta no Twitter para criticar o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) pelo potencial aumento no número de casos após a reabertura. "Essa responsabilidade, ou melhor, essa irresponsabilidade é sua", escreveu, citando o mandatário da capital fluminense.

##RECOMENDA##

Um dos trechos de maior movimento de acordo com os vídeos postados em redes sociais foi a rua Dias Ferreira, na região conhecida como "Baixo Leblon". Pelas imagens, é possível ver garçons e funcionários dos bares usando máscaras, enquanto a maioria dos clientes seguia desprotegida, dificultando inclusive o trânsito de veículos no local.

Em outro vídeo postado no Twitter, é possível ver imagens do Bar Boa Praça, na esquina com a avenida Ataulfo de Paiva, enquanto os clientes sentam em mesas do lado de fora do estabelecimento, a grande maioria sem máscara. "Tudo voltando ao normal, graças a Deus. Vai tomar no c* máscara e corona", diz o homem responsável por gravar as imagens.

Na quarta-feira, dia 1º, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a flexibilização do isolamento social na cidade, permitindo estabelecimentos gastronômicos a abrirem para 50% da capacidade de público, com intervalos de pelo menos dois metros entre as mesas e a obrigação de encerrarem o expediente até as 23h. A máscara, de acordo com a lei, só poderia ser retirada no momento das refeições.

Em Copacabana, donos de restaurantes já haviam comemorado a flexibilização e se preparavam para receberem clientes ao longo do dia. Embora seja necessária autorização específica para distribuir mesas e cadeiras pelas calçadas, em pelo menos cinco estabelecimentos quase vizinhos essa estratégia foi adotada. "Senão como vou anunciar que os clientes já podem sentar e consumir aqui?", questionou um proprietário.

Apenas horas antes de os bares do Leblon começarem a abrir, o Rio de Janeiro havia registrado 134 mortes e 1.545 novos casos de covid-19 em 24 horas, elevando o balanço total da pandemia no estado para 10.332 óbitos e 116.823 pessoas infectadas pelo coronavírus.

[@#video#@]

A Polícia Civil do Distrito Federal descobriu a identidade do 'Homem Pateta', que induzia menores ao suicídio através das redes sociais e deixou pais em alerta. O perfil que se apresentava como Jonathan Galindo seria administrado por um italiano, que já está atrás das grades em seu país de origem, segundo a Interpol.

No último sábado (27), uma brasiliense, mãe de um menino de 10 anos, informou às autoridades que o filho trocou mensagens em inglês com um perfil desconhecido no Instagram. Ao notar o diálogo, ela deixou uma mensagem e teria sido respondida pelo criminoso: "Deixa ele jogar comigo. Logo depois você o verá morto. Cuide do seu filho ou eu vou fazê-lo se matar", escreveu.

##RECOMENDA##

Mesmo com a revelação, pais e responsáveis devem continuar em alerta, pois as autoridades acreditam que pode haver outros perfis que utilizam a imagem humanizada do personagem da Disney para atingir menores.

"Esses perfis têm poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e enviar uma mensagem privada. Feito isso, é só esperar o retorno deles, que se dá através do envio de mensagens, vídeos, áudios ou até mesmo de uma ligação por vídeo ao vivo. O conteúdo da resposta tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, tenta provocar o suicídio", explica o agente a polícia de Santa Catarina, Ivan de Souza Castilhos, que também investiga o homem pateta há cerca de 15 dias.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

Sansão está com saudade. Com mais de 100 dias sem interagir com visitantes, o orangotango do Zoológico de São Paulo parece ser o mais ansioso pela reabertura do parque - que deve ser anunciada nesta sexta-feira (3) pelo governo do Estado.

Ao notar uma presença humana, Sansão deixa para trás o seu reforçado café da manhã (com detox de folhas verdes, legumes, frutas, água de coco e suco de ameixa) para bater no vidro da jaula. É o chefe dos veterinários do Zoo, Fabrício Rassy, quem primeiro atende ao seu chamado. Ao se aproximar do vidro, o médico ganha um aceno de Sansão - que imediatamente começa a imitar os gestos do amigo e mostrar os dentes em aparente aprovação.

##RECOMENDA##

Segundo Rassy e outros membros da equipe do Zoo, esse tipo de interação é comum para Sansão - e acontece principalmente com crianças. De todo o parque, o orangotango português, de 37 anos, seria o animal que, provavelmente, mais tem sentido falta do velho normal, do movimento das alamedas, das fotos, vídeos e excursões.

No Zoo fechado, a quarentena tem sido fértil. Nos últimos 3 meses, houve uma espécie de "baby boom". Erinde, a jovem leoa do parque, deu à luz quatro filhotes - que de tão pequenos ainda não podem ser expostos. Iduma, o pai leão, também não quer saber de dar publicidade aos futuros astros. Além dos leões do parque, a geração de "quarentinos" está completa com outro leãozinho nascido no Zoo Safari, 9 dragões-barbado (lagarto), duas araras-azuis-de-lear e cinco suricatas.

A quarentena no Zoo também mudou os horários de refeição da Jiboia do Rabo Vermelho. Quando o parque está em horário de visita, a jiboia não se refestela com um porquinho da índia (sim, um fofo porquinho da índia). Segundo o parque, a cena pode impressionar as crianças e se flagrada precisa ser acompanhada da explicação de um profissional. Por isso, com o Zoo aberto, os horários de almoço da jiboia são rígidos (para evitar plateia). Mas, ultimamente, a cobra está comendo em períodos mais flexíveis.

Rassy explicou que para diminuir o fluxo de funcionários, sem afetar o bem-estar dos animais, os cerca de 350 colaboradores foram escalonados ao longo do dia. A interação dos funcionários com os animais ficou ainda mais restritiva - com a obrigatoriedade do uso de máscaras e de outros equipamentos de segurança. Os cuidados são para evitar qualquer possibilidade de contaminação - mesmo sem registro da covid-19 entre animais do Zoológico. Um alerta foi dado depois que, em abril, tigres e leões do zoológico no Bronx, em Nova York, testaram positivo para o coronavírus.

Qualidade de vida

Seria possível afirmar que o período em que o Zoológico permaneceu fechado foi positivo para a saúde dos animais? A professora do curso de Ciências Biológicas e pesquisadora responsável pelo Laboratório de Taxonomia e Ecologia Animal na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Paola Lupianhes Dall'Occo, diz que a diminuição da poluição sonora e visual podem, sim, ter trazido benefícios aos animais.

"Além do benefício eventual, nós precisamos aproveitar esse período de quarentena para trabalhar na educação de quem visita um zoológico. É comum ver crianças gritando e batendo nos vidros dos animais. Ou, em alguns casos, gente que joga comida para animais. As instituições precisam investir em ações educacionais para que isso não aconteça", disse.

Neste sentido, Paola afirma que a quarentena pode ter tido uma influência positiva para alguns animais. Ainda assim, pondera: "Por outro lado, existem animais que estão acostumados com a presença humana. A falta desses estímulos também pode ser um problema."

A professora do curso de ciências biológicas do Mackenzie Mônica Ponz Louro diz que, como na maioria dos casos são animais que já nasceram em cativeiro ou foram resgatados em apreensão, eles estariam acostumados com a presença humana, condicionados a ela e, em alguns casos, podem até sentir falta. Por outro lado, outros animais podem se sentir mais protegidos e menos sujeitos a estímulos externos quando afastados do convívio com os humanos.

A reabertura

Quando o Zoo estiver aberto ao público, algumas mudanças poderão ser notadas. A capacidade máxima será de 6 mil visitantes (antes da pandemia, em dias movimentado, recebia até 15 mil). Todos os visitantes (maiores de 2 anos) serão obrigados a usar máscaras. E, logo na entrada do parque, o visitante vai encontrar um tapete para a higienização dos pés.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

[@#video#@]

Uma sequência de mensagens empolgou os moradores de uma pequena rua da Vila Madalena, na zona oeste paulistana, há uma semana. "Olhem o que apareceu no quintal da casa da minha mãe. Vocês já tinham visto? Um macaquinho!", dizia a integrante de um grupo de WhatsApp ao enviar vídeo e fotografia caseiros de um sagui.

A novidade se tornou rapidamente o assunto da semana na vizinhança de cerca 12 casas, cujos habitantes estão em grande parte em distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. Vizinha da primeira moradora a receber o sagui, a jornalista aposentada e enfermeira voluntária Maria da Luz Lins, de 61 anos, logo suspeitou de quem seria o "visitante".

##RECOMENDA##

"Os meus pais são de Santa Catarina, moram na Lagoa da Conceição (em Florianópolis) e lá tem muitos desses 'miquinhos', achei que era o mesmo som que ouvia lá", conta. A vocalização da espécie lembra o soar de um apito ou de alguma ave.

"Naquele dia, ele andou por todas as casas. Todo mundo tirava foto e mandava, foi incrível. Ele passeou por tudo", relembra Maria da Luz. As aparições continuam a se repetir, nem sempre no mesmo horário e da mesma forma. O que mais chama a atenção do animal são as árvores, especialmente uma jabuticabeira que começou a florir com dois meses de antecedência. Mas ele também sobe na fiação, em muros, telhados e parapeitos e outros espaços a certa distância de seus observadores humanos.

Agora quase "paparazzi" do sagui urbano, os moradores enviaram imagens do animal para uma especialista, que recomendou distância e identificou a espécie (sagui-de-tufos-pretos), caracterizada pela cauda listrada e os tufos escuros nas orelhas. "Ele é muito ágil. Às vezes vejo aqui e, daqui a pouco, alguém já posta foto dele do outro lado. Fica zanzando pelas casas", comenta.

Maria da Luz também conta que a região tem "muitos passarinhos". Ela já identificou 14 espécies diferentes, incluindo um pica-pau-amarelo. "O sagui deu um diferencial na quarentena, virou um assunto engraçado."

Outros bairros

Relatos da presença de saguis durante a pandemia têm surgidos em outras partes da capital paulista. Um grupo de cerca de seis (entre adultos e filhotes) apareceu na vizinhança da empresária Joyce Cotrim, de 53 anos, há aproximadamente um mês, no Morumbi, zona sul. "Passeiam pelos fios.

Já a aposentada Eliana Assis, de 70 anos, deparou-se com uma dupla de saguis mais no início da quarentena, há mais de dois meses. "Nunca tinha visto em São Paulo, só em Paraty, perto da mata. Ali não tem mata, só árvores grandes. Fiquei pensando de onde poderiam ter vindo", diz. Moradora do Pacaembu, na zona oeste, ela lembra que o tráfego de veículos ficou bem menor do que na pré-pandemia, o que poderia ter ajudado a atrair os bichinhos.

Os saguis são nativos de algumas regiões de São Paulo, mas são considerados "invasores" nas áreas urbanas paulistanas. "Hoje temos um híbrido de duas espécies que colonizam progressivamente os bairros da cidade", explica Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. A diretora ressalta que a população não deve alimentar os saguis. O ideal é manter distância e, caso o animal esteja ferido ou seja um filhote órfão, é recomendado entrar em contato com a Divisão (por e-mail faunasvma@prefeitura.sp.gov.br ou pelos telefones (11) 3885-6669 e (11) 3917-8873).

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cientistas consideram que existe a possibilidade de o novo coronavírus ter sido registrado no Brasil ainda em novembro de 2019. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram encontrados registros de RNA do vírus no esgoto de Florianópolis. As duas amostras seriam o primeiro registro da doença nas Américas e foram colhidas em 27 de novembro de 2019, dois meses antes do primeiro caso clínico ser relatado no Brasil, e foram acessadas pelos pesquisadores em 9 de junho deste ano.

As amostras estavam congeladas e o resultado da pesquisa foi divulgado ontem. A descoberta inédita é descrita na pesquisa SARS-CoV-2 in human sewage in Santa Catarina, Brazil, November 2019, de pesquisadores da instituição federal no Estado, da Universidade de Burgos (Espanha) e da startup BiomeHub. O artigo científico passa por revisão e teve versão preliminar distribuída pelo site MedRxiv.

##RECOMENDA##

A pesquisadora Gislaine Fongaro, do Laboratório de Virologia Aplicada da universidade, explicou que a descoberta não significa que a pandemia teve origem no Brasil, mas que ela começou antes do que se imagina. Ela lembra que estudos semelhantes encontraram o SAR-CoV-2 no esgoto de Wuhan, na China, em outubro, e na Itália no início de dezembro, antes do vírus ser descrito, em 31 de dezembro. "Devemos, sim, olhar para amostras retroativas de pacientes também, se tivermos essas amostras, para entender o fluxo do vírus", indicou Gislaine. A pesquisadora diz que o desconhecimento da doença mundialmente antes de dezembro pode ter impedido o diagnóstico correto em pacientes.

"Antes disso (da descrição do vírus), não se tinha como desconfiar porque não se sabia que o vírus existia. Talvez com esse estudo a gente consiga, agora, olhar para amostras retroativas também de pacientes para saber desde quando o vírus circulava. É possível que pacientes com problemas pneumônicos ou outros problemas respiratórios poderiam estar com SAR-CoV-2, mas não se buscava ele", explicou ela nesta quinta. O estudo também é o primeiro nas Américas a analisar o esgoto de forma retrospectiva. Em quatro coletas seguidas, o estudo apontou um avanço na presença de genomas do vírus nas amostras analisadas.

A carga constatada em 27 de novembro foi considerada baixa: 100 mil cópias de genoma do vírus por litro. Depois disso, em 11 de dezembro e 20 de fevereiro, as amostras deram positivo em doses mais elevadas. Até que em 4 de março a carga de SARS-CoV-2 chegou a 1 milhão de cópias por litro de esgoto.

"As pessoas não precisam ficar apavoradas com contaminação. O esgoto só é uma representatividade do que já tem na população", disse a pesquisadora. Questionadas se a amostra pode apontar a origem do vírus e se ele poderia ter sido trazido por uma única pessoa, as pesquisadoras dizem que estudos futuros podem ajudar a descobrir de forma mais precisa a origem do vírus. "Estamos trabalhando no genoma completo dos vírus dessa amostra e podemos fazer análise comparativa com o que já se tem de estudos em banco de dados", explicou Patrícia Hermes Stoco, do Laboratório de Protozoologia da UFSC.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mesmo com o avanço do novo coronavírus no Distrito Federal e a alta taxa de ocupação de leitos nos hospitais, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou nesta quinta-feira, 2, a reabertura total do comércio e da indústria e o retorno das aulas presenciais em escolas e universidades.

Pelo decreto, os primeiros estabelecimentos liberados serão salões de beleza, esmalterias, barbearias, centros estéticos e academias de esporte, que poderão reabrir as portas já na próxima semana, a partir de terça-feira, dia 7. As escolas, universidades e faculdades da rede privada podem retomar as atividades presenciais em 27 de julho e as da rede pública, em 3 de agosto.

##RECOMENDA##

Bares e restaurantes poderão receber a clientela a partir do dia 15 deste mês. Todos os estabelecimentos deverão seguir protocolos de segurança recomendados pelas autoridades sanitárias para evitar o contágio do novo coronavírus.

A decisão pela retomada das atividades no DF foi publicada no início da tarde e ocorre três dias depois de Ibaneis ter declarado estado de calamidade pública em decorrência da pandemia, que é quando o governo admite que serviços locais já estão comprometidos e precisará de medidas adicionais de apoio da União, como recursos e suspensão de obrigações. Ontem, o governo federal reconheceu o estado de calamidade pleiteado por Ibaneis.

Nesta semana, em entrevista ao Estadão, Ibaneis afirmou que "restrições" já não servem para nada, pois se esgotou o "limite" da população. "(O coronavírus) Vai ser tratado como gripe, como isso deveria ter sido tratado desde o início", disse.

O Distrito Federal foi a primeira Unidade da Federação a fechar o comércio e as escolas, ainda em março, o que freou lá atrás o números de casos de pacientes infectados. No entanto, em maio Ibaneis autorizou a reabertura de algumas atividades. Depois disso, o número de infectados saltou de pouco mais de 4 mil para os atuais 51.123. Até esta quinta-feira, a capital federal já registra 625 óbitos decorrentes da doença, segundo os dados mais recentes da Secretaria de Saúde local.

No decreto de hoje, o governador também cria algumas exceções para a retomada. Ibaneis mantém suspensos: eventos de qualquer natureza que exijam licença do Poder Público; eventos esportivos; atividades coletivas de cinema, teatro e culturais de qualquer natureza, exceto aquelas que ocorrerem em estacionamentos; e boates e casas noturnas. "A suspensão estende-se aos estabelecimentos localizados em shoppings centers, centros comerciais e feiras", destaca o texto. Creches também permanecerão fechadas, acatando decisão judicial.

O Brasil tem 1.496.858 casos confirmados de covid-19 e 61.884 mortes pela doença, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados nesta quinta-feira (2). Com isso, o país se aproxima de 1,5 milhão de pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas, 1.252 óbitos e 48.195 casos confirmados foram agregados às estatísticas.

Do total de infectados até o momento, 852.816 pessoas se recuperaram da doença e 582.158 mil pacientes ainda estão em acompanhamento. Há ainda 3.931 mortes em investigação.

##RECOMENDA##

Ontem (1º), o balanço do Ministério da Saúde trazia 60.632 falecimentos e 1.488.753 casos confirmados; sendo que de terça-feira (31) para quarta-feira, foram agregados 1.038 óbitos e 46.712 novos casos.

A taxa de letalidade da doença (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,1%, enquanto a de mortalidade (número de óbitos por 100 mil habitantes) ficou em 29,4. A incidência (quantidade de casos pela população) está em 712,3.

Estados e municípios

Os estados com mais mortes são São Paulo (15.351), Rio de Janeiro (10.332), Ceará (6.284), Pará (5.004) e Pernambuco (4.968). As unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (91), Tocantins (209), Roraima (354), Santa Catarina (362) e Acre (378).

O Estado do Rio de Janeiro registrou 134 mortes por covid-19 e 1.545 novos casos da doença no período de 24 horas, segundo boletim divulgado na tarde desta quinta-feira (2) pela secretaria estadual de Saúde. Até agora, 10.332 pessoas morreram em função do coronavírus no Estado do Rio, que registra no total 116.823 casos.

Mais 988 mortes estão sendo investigadas, sob suspeita de terem sido causadas pela covid-19, e 95.028 pacientes se curaram. O município que concentra o maior número de casos e de mortes no Estado é a capital, com 58.615 casos e 6.689 mortes.

##RECOMENDA##

Começou a vigorar nesta quinta-feira, 2, a autorização da prefeitura do Rio de Janeiro para que bares e restaurantes funcionem recebendo clientes - antes, eles podiam vender comida e bebida por meio de entrega ou a quem fosse buscar no estabelecimento, mas sem que o cliente pudesse consumir no local. Continuam proibidos bufês de self-service e música ao vivo. Os estabelecimentos precisam encerrar o expediente até as 23 horas, só podem receber metade da capacidade de público e a distância entre as mesas precisa ser de pelo menos dois metros.

Por volta das 12h30, nas primeiras horas após a medida entrar em vigor, o movimento em restaurantes da zona sul era pequeno, e a maioria dos clientes ainda chegava para buscar comida, sem a intenção de consumir no local.

##RECOMENDA##

"Não sabia que a partir de hoje pode comer aqui, mas ainda não vou me arriscar não. Prefiro comer em casa, sozinha, sem risco de alguém passar pela mesa falando e soltar algum perdigoto sobre minha comida", ponderou a aposentada Vilma Esteves, de 64 anos, enquanto esperava uma "quentinha' com panquecas em um restaurante da rua Rodolfo Dantas, em Copacabana (zona sul).

Donos e funcionários estavam ansiosos pelos clientes: "Espero que a situação volte logo ao normal, porque só com a entrega não estava dando pra ter lucro quase nenhum", afirmou Manoel Botelho, sócio de um restaurante no mesmo bairro.

Embora seja necessária autorização específica para distribuir mesas e cadeiras pelas calçadas, em pelo menos cinco restaurantes quase vizinhos, em Copacabana, essa estratégia foi adotada. "Senão como vou anunciar que os clientes já podem sentar e consumir aqui?", questionou o dono de um restaurante.

Além da nova regra para bares e restaurantes, também entraram em vigor hoje autorizações para a reabertura de quiosques nas praias, para a prática de exercícios na areia (usar cadeira e guarda-sol e permanecer parado na areia seguem proibidos), para a reabertura de academias de ginástica (cujos clientes precisam agendar horários) e para que salões de beleza ofereçam depilação e serviços de tintura nos cabelos (até então estavam autorizados cortes de cabelo, manicure e pedicure). Salões de tatuagem também podem reabrir.

Líder de equipe para Implementação de Pesquisas da Organização Mundial de Saúde (OMS), Ana Maria Henao Restrepo afirmou que ainda não é possível saber se haverá vacina eficiente para a covid-19. Segundo ela, porém, várias candidatas têm avançado nas etapas previstas nessa busca. "Nos sentimos encorajados com o progresso das vacinas, mas aguardamos mais resultados", disse Restrepo, durante entrevista coletiva da entidade.

A autoridade da OMS informou que há 17 vacinas para covid-19 em alguma etapa das fases de testes clínicos (1, 2 ou 3), neste momento, com expectativa de que nas próximas semanas esse número aumente.

##RECOMENDA##

Restrepo comentou que uma das candidatas, da Universidade Oxford, está avançando agora para a fase 3 de testes, enquanto outras cinco delas estão na fase 2.

Um homem de 39 anos foi conduzido à Delegacia de Polícia de Amambai-MS por crimes de desacato e injúria contra funcionário público em razão de suas funções. Em uma rede social, o homem questionou a capacidade da delegada titular da Delegacia de Amambai por ela ser mulher. 

Em uma publicação sobre as recentes prisões feitas no município, o investigado comentou que a população estaria "lascada" com a delegada, o que foi considerado uma alusão ao fato do cargo ser ocupado por uma pessoa do sexo feminino.

##RECOMENDA##

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito disse em interrogatório que "mulher é muito frágil para estar comandando uma delegacia de polícia" e que achava que o cargo seria apenas para homens.

O suspeito afirmou ter se arrependido do comentário na internet e pensou em excluir a mensagem. Ele possui passagem na polícia por ameaça em contexto de violência doméstica. Desta vez, como os delitos de desacato e injúria são de menor potencial ofensivo, ele assinou um compromisso de comparecimento ao Poder Judiciário e foi liberado.

Um homem identificado como André Augusto Januário da Silva, 32 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (2) após desenterrar o corpo da avó, uma senhora de 61 anos, em Manaus. De acordo com as informações divulgadas pela polícia, o rapaz quebrou o túmulo e retirou o corpo da avó, o colocou nos ombros e saiu andando pela rua.

O rapaz foi encontrado dançando com o cadáver em uma via pública e queria levar o corpo para um hospital para doar seus órgãos à senhora e trazê-la a vida. A família do homem, informou à polícia que o rapaz sofre de problemas psiquiátricos e que costuma ir ao cemitério conversar com a avó e com outros parentes que estão enterrados no local.

##RECOMENDA##

A avó do rapaz morreu em 2018 e foi sepultada no cemitério do Morro da Liberdade, na Zona Sul de Manaus. Segundo informações da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atendeu a ocorrência, o homem estava transtornado. Segundo testemunhas, ele dizia o tempo todo que queria fazer um transplante na avó para trazê-la de volta à vida. André ainda teria dito que “doaria todos os seus órgãos para ela”.

André foi encaminhado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) pelo crime de vilipêndio e o cadáver foi retirado pelo Instituto Médico Legal e ficará à disposição da família para um novo sepultamento.

As academias de ginástica e outros estabelecimentos de atividades esportivas reabrem nesta quinta-feira (2) no Rio de Janeiro, após terem sido fechados em meados de março devido à pandemia de Covid-19. De acordo com as regras de reabertura gradual impostas pela prefeitura, as academias podem funcionar em horário integral, mas com agendamento de horário para os alunos e limitadas a um terço da capacidade.

Devem ser tomados todos os cuidados sanitários de higienização dos aparelhos, disponibilização de álcool em gel para os frequentadores, uso de máscara pelos funcionários e alunos e distância de 3 metros por pessoa.

##RECOMENDA##

O uso de piscinas está liberado apenas para aulas de natação. Espaços infantis, saunas e spas continuam proibidos. Atividades de crossfit estão liberadas, mas sem o uso de equipamentos de difícil higienização, como pneu e corda naval. Podem ser retomadas as aulas de luta e de dança, mas sem contato físico. O treinamento funcional na praia está autorizado apenas para atividades individuais.

Retomada

A Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil) informa que não tem dados sobre demissões e dificuldades enfrentadas pelo setor durante o período sem atividades presenciais. Mais de 30 mil academias permaneceram fechadas desde março em todo o país, segundo a entidade.

A Acad Brasil disponibilizou uma cartilha com orientações sobre a retomada das atividades.

Durante o período de fechamento, muitas mantiveram as atividades de forma online, com aulas ao vivo, pagas ou gratuitas, ou disponibilizando vídeos para treinamento em casa.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando