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O Ministério da Saúde anunciou a chegada de 500 mil testes rápidos importados nesta segunda-feira, 30, para detectar o novo coronavírus. A demanda da pasta, no entanto, é muito maior: 22,9 milhões entre os dois tipos de testes encomendados.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o chefe da pasta, Luiz Henrique Mandetta, admitiu que não haverá recursos para testes em "todo mundo" após ser questionado pelo Estadão/Broadcast Político sobre a disponibilidade de exames e os critérios de distribuição.

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Nesse contexto, o sistema público se prepara para realizar exames em pacientes graves, profissionais de saúde e de segurança e por amostragem em casos leves. O Brasil registra 4.579 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. As mortes pela doença chegam a 159.

Uma das dificuldades citadas pelas autoridades é justamente a subnotificação de casos, ou seja, o número pode ser muito maior considerando diagnósticos que deixaram de ser feitos no País. A dificuldade, de acordo com o ministério, é com a disponibilidade de testes nos países produtores, como China e Estados Unidos.

"Há um desabastecimento global de insumos para produção dos testes, ou seja, acaba afetando a disponibilidade", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, na coletiva realizada no Palácio do Planalto.

A pasta encomendou dois tipos de testes: o RT-PCR, usado para diagnosticar a covid-19 em pacientes graves internados e por amostragem em casos leves em locais estratégicos do País. Esse exame é feito retirando uma secreção do nariz do paciente e pode identificar a doença já no começo dos sintomas. Para esses, o ministério espera receber 40 mil testes da Fiocruz até quarta-feira, 1.

Outro teste, o chamado "teste rápido", será feito em profissionais de saúde e de segurança para identificar se essas pessoas já tiveram coronavírus no passado e podem voltar ao trabalho. Esse diagnóstico serve para monitorar o avanço da doença no País e levantar a quantidade de pessoas que desenvolveram defesa no organismo ao vírus, segundo Mandetta. Mas só identifica o vírus a partir do sétimo dia do início dos sintomas. Para esse, a pasta espera ter a entrega de 1,5 milhão de testes por mês.

Frente à falta de materiais para diagnóstico, o ministro chamou a atenção para a quantidade limitada de kits. "Não façam um ataque aos kits. Nós vamos comprar, já compramos, 5 milhões. Esse avião (hoje) está chegando com 500 mil. Na hora que dividir, vai dar um pouquinho para cada local", disse Mandetta em uma fala direcionada às secretarias estaduais e municipais de Saúde.

O ministro chegou a citar a realização dos testes como condição para estabelecimentos comerciais reabrirem. "O dono do restaurante vai ter que testar os seus funcionários antes para saber quem tem anticorpo", declarou, sem detalhes.

Para os secretários de saúde, Mandetta fez apelo por critérios para aplicação e protocolos definidos pela pasta. "Se falar 'vamos fazer de todo mundo', vai acabar o teste em um dia e vão falar 'manda mais'. Não é assim que vai funcionar." Outra possibilidade, declarou, é a realização de exames com resultados enviados por aplicativo. A plataforma está sendo "cristalizada" pelo governo, de acordo com o ministro.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta segunda-feira, 30, que não acredita na ideia de quarentena e isolamento absoluto. Segundo ele, o Brasil precisa encontrar a sua própria dinâmica social.

"Não acredito nem em quarentena, isolamento vertical ou horizontal, nada disso. Não tem fórmula pronta, vamos criar a nossa dinâmica social todos juntos. Eu preciso que o pacto político ocorra", disse. Mandetta pediu a colaboração de governadores, secretários de Saúde, prefeitos, imprensa, Justiça e o governo federal.

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"É preciso todo mundo entender que vamos ter código de comportamento de distanciamento entre pessoas, de respeito, de não aglomeração", declarou. Ele disse que é preciso evitar a "paralisia" da sociedade, mas também evitar que haja um "frenesi".

Epidemia

Para Mandetta, o governo não espera um surto de contaminação simultânea no País, mas vê como os maiores riscos os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, que até o momento são os mais afetados pela doença. "Não esperamos ter uma epidemia ao mesmo tempo em todos os Estados da federação", comentou.

Ele destacou ainda o Distrito Federal, que é uma localidade "ímpar", por ser um ponto de escalas e de trânsito de pessoas de todo o país e do exterior. "Em Brasília os casos ainda não chegaram no entorno, nas cidades-satélites. A grande maioria dos casos está no Plano Piloto e Lago Sul", declarou.

Ontem, algumas cidades-satélites do Distrito Federal receberam a visita do presidente Jair Bolsonaro. Em coletiva com demais ministros nesta tarde, Mandetta foi questionado sobre o passeio do presidente e as orientações de evitar aglomerações. Mandetta, contudo, não respondeu a pergunta e a coletiva foi encerrada.

Conciliar o trabalho, tarefas domésticas e relacionamento tem sido um dos principais desafios enfrentado por casais durante o período de quarentena imposto pelo coronavírus (Covid-19).

O designer Renan Cavichio Alves e a estatística Moara de Oliveira Candido, ambos com 30 anos de idade, estão trabalhando no sistema home office durante o isolamento e revelam que a principal dificuldade foi conciliar os horários das webconferências do trabalho de cada um, exigindo que o casal repensasse até a distribuição dos móveis da casa, para que cada um tenha o seu espaço.

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Para conseguir conciliar a rotina de trabalho e as tarefas domésticas, eles combinaram uma divisão de tarefas. “Ela esquenta a comida e eu lavo a louça”, explica Alves. O casal afirma não estar tendo problemas de convivência mas revela manter um acordo. "Combinamos de sempre conversar e sempre estabelecer um diálogo mais aberto”, contam.  

Segundo a psicóloga e professora Alessandra Cássia Ribeiro Chrisóstomo, a hiperconvivência provocada pela quarentena pode fazer aflorar tanto as questões positivas  quanto as negativas que existem em um relacionamento. “As questões não resolvidas de cada um emergem com muito mais força em uma relação”, explica.

O tempo de quarentena vai exigir do casal criatividade e empatia. “Cada um precisa preservar a sua individualidade, ter um contato familiar e investir em si mesmo”, ensina. A psicóloga enfatiza que neste momento é importante se adaptar e manter uma rotina. Ela aconselha o uso de ferramentas da internet para se conectar com amigos, familiares e até mesmo com outros casais,  a fim de manter o convívio social, mesmo que à distância.

A chave para manter um bom relacionamento com o parceiro passa pelo próprio bem-estar. “É necessário estar bem consigo mesmo para ficar bem com o outro”, aconselha. Além disso, é importante buscar o diálogo nos momentos de maior tensão ou desconforto. “Nós estamos no mundo para nos ajudar”.

Para a psicóloga, os casais que melhor se adaptarem serão os mais beneficiados. “Quem tiver humildade para aprender com tudo que estamos vivendo, aprender a viver consigo mesmo e com o outro, a ouvir e ter empatia com o outro, aprender a ter generosidade e espiritualidade em todas as relações e em todos os contextos, sairá fortalecido”, finaliza.

Um despretensioso almoço acabou virando um pesadelo para a família Teixeira do Ceará. Sem nenhum caso registrado de coronavírus na família, após a reunião familiar no dia 7 de março todos estavam infectados.

Alguns chegaram inclusive a ir direto para a UTI como revelou familiares ao El País. Bastaram dois dias para que os sintomas começassem a aparecer. Atleta desde os 6 anos, com participações em mundiais e no Iroman Rafael de 29 anos foi um dos que precisaram de tratamento mais aprofundado.

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“Vou fazer 30 anos e nunca parei. Bebo muito pouco, nunca coloquei um cigarro na boca, não tenho nenhum problema respiratório”, afirma Rafael que ficou por um curto período na UTI sendo encaminhado para um dos quartos do Hospital Monte Klinikum dias depois. Rafael chegou a ser diagnosticado com uma virose, mas apresentou uma piora no quadro o que levou ele até o tratamento intensivo. 

Laís, estudante de medicina e prima de Rafael confessa que não tem nenhuma suspeita de como o vírus pode ter se espalhado pela sua família:“A gente não sabe direito quem foi o primeiro a estar contagiado nem como começou. Mas no dia 9, segunda-feira, dois dias depois do aniversário em Fortaleza, algumas pessoas já começaram a ter os sintomas. Inclusive eu e meu pai”.

Com febre e dores no corpo Laís imaginava ter uma simples virose. Foram quatro parentes de Laís internados em estado grave. Seus pais, o primo Rafael, a outra prima, Thaís, e a mãe que não quis se identificar. A prima e a tia ficaram no mesmo quarto que Rafael. Thaís resistiu ao vírus, mas a mãe que faz parte do grupo de risco segue com cuidados médicos, mas apresentou melhoras no dia 27. O pai e o irmão de Thaís, o casal anfitrião, tios de Thaís, e mais três convidados  também foram infectados. 

“A última semana foi bem puxada. Eu era a única pessoa acompanhando eles nos hospitais o tempo inteiro. Eu que internei todos eles, então a pressão foi grande", revela Laís.

O Brasil registrou nesta segunda-feira, 30, em atualização da plataforma do Ministério da Saúde, 4.579 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número corresponde a 323 novas confirmações em relação à última atualização, feita domingo, 29, dos dados da pandemia no País. As mortes pela doença chegam a 159 , com aumento de 23 óbitos em relação à ultima contagem. O índice de letalidade está em 3,5%.

Para conter o avanço da pandemia no país, o Ministério da Saúde orienta que a população siga em isolamento social. Contrariando a pasta, o presidente Jair Bolsonaro foi às ruas na manhã de domingo, 29. Bolsonaro visitou vários comércios locais ainda abertos em Brasília e cumprimentou populares. Houve aglomerações para tirar selfies com o presidente. "O que eu tenho conversado com o povo, eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, a partir dos 65 fica em casa...", disse Bolsonaro, que completou 65 anos no último dia 21.

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Em reunião no sábado, 28, como revelou a colunista do jornal O Estado de S.Paulo Eliane Cantanhêde, Mandetta já havia alertado o presidente e os demais ministros: "Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?" Em outro momento, Mandetta deixou claro que, se o presidente insistisse em ir às ruas, seria obrigado a criticá-lo. E Bolsonaro rebateu que, nesse caso, iria demiti-lo. Mais tarde, em entrevista coletiva, o ministro da Saúde foi incisivo e condenou atos pela abertura do comércio e disse que "os mesmos que fazem carreata vão ficar em casa daqui a duas semanas".

O procurador-geral da República, Augusto Aras, prorrogou até 31 de maio de 2020 as forças-tarefa Brumadinho e Rio Doce, responsáveis por coordenar os trabalhos de investigação das tragédias ocorridas nos municípios de Mariana e Brumadinho (MG), em 2015 e 2019. A portaria, publicada nesta segunda, 30, também promove a integração dos trabalhos das FTs.

"O ato do PGR designa membros do MPF, integrantes de ambas as FTs, para atuarem em conjunto nas investigações. Além disso, desonera outros membros para que, em prazos e períodos especificados, atuem com exclusividade nas FTs Brumadinho e Rio Doce. Os membros designados pela Portaria terão atuação prioritária, sem prejuízo de ações articuladas e de eventuais substituições. A publicação passa a vigorar a partir de 1º de abril de 2020", afirma a PGR.

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Brumadinho

Criada em janeiro do ano passado, após o rompimento de barragens da mina do Feijão, a FT busca até hoje apurar as causas e responsabilidades do acidente, ocorrido em 25 de janeiro de 2019, e que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos. A FT é responsável por conduzir as investigações, mantendo a interlocução com outros órgãos como Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União.

Mariana

Criada em novembro de 2015, a FT tinha como propósito investigar o rompimento da barragem do Fundão, que ocasionou destruição ambiental nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além de causar 19 mortes no distrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). Passados quatro anos, o MPF denunciou 21 pessoas por homicídio qualificado e quatro empresas por crimes ambientais.

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti, disse que esses primeiros dias de quarentena por causa da pandemia de coronavírus afetaram a logística de transportes dos caminhoneiros, mas nem por isso se chegou a pensar em greve num momento como este. "A insatisfação é evidente diante de uma situação crítica como essa, mas de nossa parte nunca chegamos a pensar nisso (em fazer greve)", disse ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Não é o momento para isso; o momento é para a gente resolver a situação de saúde, da manutenção da vida, para depois, de forma organizada, cuidar da parte econômica."

Litti, que também é presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (RS), comentou ainda que os decretos estaduais instituindo períodos de quarentena por causa do coronavírus interferiram, de fato, na logística e no apoio que os caminhoneiros encontram normalmente nas estradas, como restaurantes, borracharias, postos de molas, banheiros para tomar banho, etc. "Isso causou, inicialmente, grandes problemas ao setor", continua. "Mas agora, aparentemente a situação começa a se normalizar."

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De todo modo, Litti comenta que as medidas tomadas pelos governos - entre elas, definir o transporte de cargas e restaurantes de rodovias como serviços essenciais -, até o momento, "só foram anunciadas". "Ainda está tudo em fase de estudo ou de legislação que precisa ser complementada, para só então chegar na ponta", diz.

Mesmo assim, ele acha as iniciativas importantes. "É importante porque são ações que têm de ser feitas e coordenadas pelo governo federal, tem de ser uma ação integrada no governo, tanto no Ministério da Saúde quanto da Economia e da Infraestrutura", diz. "É algo muito mais eficaz do que ações isoladas, apenas das entidades."

Apesar das dificuldades que os caminhoneiros enfrentaram nos últimos dias, Litti não é favorável, pelo menos por enquanto, à reabertura da economia, como vem propondo o presidente Jair Bolsonaro. "A saúde vem em primeiro lugar", assinala.

A orientação das entidades sanitárias para se manter em casa com  o objetivo de prevenir o contágio do coronavírus despertou a preocupação com outro tipo de risco: a violência contra a mulher. Especialistas acreditam que a convivência intensa em ambiente doméstico somado ao estresse causado pela situação podem elevar as ocorrências de agressão. 

Alguns números já contabilizados durante as duas primeiras semanas de quarentena corroboram as estimativas. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, houve um aumento de 17% nas denúncias feitas através do telefone 180 nesse período. No Rio de Janeiro, os casos de violência doméstica também aumentaram em 50%, segundo levantamento do Plantão Judiciário da Justiça. 

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Pensando em ajudar essas mulheres vítimas de violência em suas próprias casas, já há quem se disponibilize a acolhê-las. Um bilhete, fixado no elevador de um prédio em local não identificado, tem circulado pela internet com a iniciativa. Nele, a pessoa se dispõe a abrir o apartamento para uma eventual vítima agredida. “Se precisar de ajuda, corra para cá. Apartamento 602. Você não está sozinha. Pode gritar, pedir socorro, a gente abre a porta para você.” O aviso traz, também, um recado aos possíveis agressores. “Você não vai se esconder atrás da covid-19. Estamos de olho e chamaremos a polícia”.

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Uma idosa de 82 anos é a primeira vítima confirmada do novo coronavírus em Minas Gerais. A paciente morreu neste domingo (29) em decorrência de complicações da doença no Hospital Biocor, em Nova Lima, conforme informou a Prefeitura da cidade. A informação foi confirmada pelo governo do Estado.

Segundo informações do governo, a paciente foi internada no dia 21 de março com quadro de febre, tosse, e desconforto respiratório. Foi transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no dia 23. A paciente, ainda segundo o Estado, tinha "doença cardiovascular crônica, diabetes mellitus e pneumopatia crônica". O teste positivo para covid-19 foi feito por laboratório privado.

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Nova Lima faz limite com Belo Horizonte e o Biocor fica exatamente nesta região. Segundo nota da Prefeitura, divulgada nesta segunda (30) informando a morte, a paciente é moradora da capital e, por esse motivo, "o caso foi repassado à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que o encaminha para a secretaria de saúde da capital".

O boletim mais recente da Secretaria de Estado de Saúde sobre coronavírus, divulgado nesta segunda, aponta 29.724 casos suspeitos e 261 casos confirmados da covid-19. A pasta informou ainda que 23 óbitos suspeitos estavam sob investigação.

A Vara Única de Igreja Nova-AL condenou um homem a 103 anos e seis meses de reclusão por estupro de vulnerável contra três filhas e um filho, além de ato sexual que levou à morte a cadela da família. A mãe das crianças foi condenada a 93 anos e quatro meses por omissão penalmente relevante. 

As crianças tinham entre 7 e 15 anos quando as agressões ocorreram, de forma repetida. Como uma das filhas foi violentada após completar 14 anos, o réu também foi condenado por estupro comum. Presos desde outubro de 2018, pai e mãe tiveram a prisão preventiva mantida pelo juiz.

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Para as condenações, o juiz Anderson Santos dos Passos considerou os depoimentos das vítimas e de conselheiras tutelares, além dos laudos periciais indicando conjunção carnal recente com as menores. No caso do menino, o exame revelou ferimentos no ânus que podem ter sido causados pelos abusos.

Os relatos das vítimas apontam que os estupros prosseguiram por anos. Em interrogatório, o acusado negou os crimes e afirmou, sobre a filha mais velha, que ela era desobediente, não frequentava aulas e tinha o costume de dormir fora de casa.

"A negativa do acusado restou completamente isolada, porquanto as testemunhas de defesa - ouvidas com declarantes - não trouxeram nenhum elemento apto a afastar a versão da vítima, mormente porque as referidas declarantes foram meramente abonatórias", diz a sentença.

O magistrado ressaltou que a menina relatou uniformemente os fatos, mantendo o depoimento inalterado na fase de inquérito policial e em juízo, narrando de forma minuciosa e com detalhes os abusos.

Uma prática relatada como frequente pelas filhas consistia em o pai pedir para que elas acariciassem a cabeça e os pés dele enquanto ele se masturbava. A filha mais velha desenvolveu problemas mentais e, já afastada dos pais, chegou a ser internada pela prática de automutilação.

As irmãs contaram que o menino era submetido a coito anal e reclamava das dores para a mãe. Ele faltava à escola porque os ferimentos causavam dificuldade de andar. A mulher justificava as faltas dizendo que o filho estava gripado e não providenciava atendimento médico, apenas aplicava medicamentos caseiros nas nádegas da criança.

Em depoimento, a mãe negou que os estupros ocorriam. Afirmou suspeitar que as filhas teriam relações sexuais com outros homens, porque saiam de casa para festas. Mas a alegação não foi corroborada por outros depoimentos.

As filhas contaram que pediam ajuda à mãe, mas esta ordenava que permanecessem caladas sobre o assunto e as repreendia. A genitora também presenciava os atos, conforme os depoimentos. 

“Entendo que a mãe intencionalmente, sabendo do ilícito praticado pelo companheiro, escondia os abusos sexuais, o que, obviamente retrata uma postura omissiva e complacente”, pontuou o juiz Anderson Passos.

O magistrado ressaltou que a mãe tem o dever legal de proteção e vigilância, e poderia ter evitado os abusos. “Outro ponto que merece destaque é o fato dos filhos terem pedido, reiteradamente, ajuda à mãe, sendo que, em todas as vezes, não só foram ignorados, como também repreendidos e estimulados a ficarem em silêncio”, diz a sentença.

As filhas narram ainda nos depoimentos a ocasião em que o pai praticou ato sexual com a cadela da família, que faleceu na manhã seguinte devido aos ferimentos.

A prefeitura de Cabreúva, no interior paulista, vai multar a partir desta segunda-feira (30) idosos que estejam na rua sem justificativa. O decreto municipal determina que as pessoas com 60 anos ou mais devem obrigatoriamente ficar recolhidas em casa como medida para evitar o contágio por coronavírus.

Pelo texto, os idosos podem sair de casa para receber atendimento médico, realizar exames, serem vacinados ou fazer compras no comércio, especialmente de alimentos.

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A norma diz que as autoridades públicas podem abordar idosos nas ruas e pedir justificativa sobre o motivo de a pessoa não estar recolhida. Caso o destino não se enquadre no previsto no decreto, a pessoa poderá ser acompanhada até a residência.

Há ainda uma multa de R$ 200 para aqueles que forem pegos mais de uma vez desobedecendo o recolhimento obrigatório.

Cabreúva antecipou para início amanhã (31) as férias escolares da rede municipal de ensino. Além disso, a prefeitura determinou o fechamento do comércio não essencial no último dia 20. Até a última sexta-feira (27), segundo a prefeitura, a cidade tinha 17 casos confirmados de coronavírus.

Os moradores das periferias brasileiras estão muito preocupados com o coronavírus e acreditam que a quarentena é o melhor remédio para combater a pandemia da doença no País. Segundo pesquisa feita pela agência da publicidade Responsa - especializada em ações de marketing para comunidades - mostra que 96% dessa população acredita na eficácia do isolamento social para conter a contaminação. O levantamento mostrou ainda que 90% dos entrevistados disseram sentir que o governo não está realizando ações eficazes para ajudar os mais pobres nesse momento.

A pesquisa ouviu 525 pessoas de várias partes do Brasil, com 40% de concentração em São Paulo, entre os dias 25 e 28 de março. Todos os entrevistados pertencem às classes C, D e E.

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Segundo o chefe de criação da agência, Samuel Gomes, que vive na Vila Guarani, na zona sul de São Paulo, a preocupação é explicada pela estrutura da vida em comunidades de renda mais baixa. "Todo mundo vive muito junto na periferia - avós, pais, filhos e tios. E sabemos, por enfrentarmos a realidade do SUS e do transporte público, que a transmissão da doença vai afetar principalmente a gente."

O temor da falta de dinheiro e do desemprego também aparece com força no levantamento. Segundo a pesquisa, apenas 52% das pessoas estão trabalhando normalmente ou em home office. O restante se divide entre os que já não trabalhavam (30%), empregados que deixaram de receber salário (11%) e demitidos por causa da crise (4%).

Diante dessa realidade de desencanto com a ajuda oficial, Gomes - conhecido no mercado publicitário como Samuka - diz que as empresas podem ocupar o vácuo de assistência deixado pelo governo. A pesquisa mostrou que 81% dos entrevistados acreditam que as marcas podem fazer alguma coisa para ajudá-los nesse período de confinamento, seja com doações de alimentos e álcool em gel ou com informações e entretenimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Diagnosticado com covid-19 e em quarentena, o infectologista David Uip afirmou que está sendo difícil ficar isolado "sabendo que o mundo está caindo na sua frente". Em áudio enviado ao Ministério Público de São Paulo, o chefe do Centro de Contingenciamento do Coronavírus defende o isolamento social para achatar a curva de infecção, diz que auge da doença virá entre abril e maio, mas pede tranquilidade à população.

"Eu estou aqui na minha quarentena, estou enjaulado. É difícil você ficar isolado sabendo que o mundo está caindo na sua frente, mas faz parte da doença e eu tenho de cumprir a minha parte, à semelhança de tantos outros brasileiros que estão isolados", disse Uip. Segundo o infectologista, está havendo "confusão na mídia" em relação aos dados do Ministério da Saúde. A pasta atualiza números somente de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus, pois no Brasil só é testado quem está em estágio grave da doença - isso acaba deixando de fora quem está com o coronavírus, mas com poucos ou nenhum sintoma. "É um numerador baixo. Diferente do que se você testasse toda a população", explica. "Se a gente trabalhar com o denominador só de doentes versus mortes, nós vamos ter letalidade muito alta. Agora, se nós trabalharmos com uma população imensa que faz exames e com a letalidade que é a mesma, vamos ter uma letalidade baixa, seguramente abaixo de 1%."

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O infectologista relembra que qualquer um pode ser infectado e qualquer um pode ficar em estado grave. Uip afirma ainda aos promotores que, na sua opinião, o Brasil ainda não chegou ao auge da doença e, quando isso ocorrer, todo o sistema de saúde e o econômico enfrentarão dificuldades. "Isso vai acontecer durante o mês de abril e maio, e teremos grandes dificuldades. Tanto para o sistema público e privado de saúde quanto para o sistema econômico. Não tem muito jeito, nós vamos ter de passar por isso, à semelhança de outros países."

O médico defendeu o distanciamento social como forma de achatar a curva de ascensão da doença. A medida é recomendada por órgãos de saúde, como a Organização Mundial da Saúde, mas enfrenta resistência no governo federal, que encabeça iniciativa por um isolamento "vertical", no qual apenas idosos e pessoas do grupo de risco ficam em casa.

Uip destaca que o isolamento serve para minimizar os impactos no serviço de saúde. "Se as pessoas não entenderem que confinamento, neste momento, é importante, nós vamos ter uma subida rápida do pico de doentes e isso vai ter repercussão em todo o sistema." 

Pegar um avião e largar quase tudo para estar com a família. Ou fazer o caminho contrário, deixar o lar para preservar os entes queridos. O necessário isolamento social para conter o novo coronavírus tem levado brasileiros a trocar de residência - e até de país - por tempo indeterminado. A coordenadora de logística Thaís Graccini, de 30 anos, chegou a pedir demissão e entregar o quarto em que vivia na Irlanda para voltar ao Brasil depois de mais de cinco anos no exterior. Ela volta a morar com o pai, Valmir, de 59 anos, que é viúvo e não tem outros filhos.

Antes disso, Thaís se colocou em quarentena para garantir que não transmitirá a covid-19, mesmo que não tenha sintoma da doença. "Sei que muitas pessoas não estão fazendo, mas, para mim, não faz sentido vir para ficar com o meu pai e colocá-lo em risco. Vim de máscara, óculos, tudo. É melhor pecar pelo excesso." Ela se isolou em um apartamento alugado por duas semanas antes de voltar a viver na casa em que cresceu, até hoje em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A ideia é permanecer por quatro meses, mas a definição depende da pandemia.

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"Acho que logo mais vai ter quarentena geral. E não quero o meu pai sozinho em uma situação dessas", explica ela . Thaís tomou a decisão há pouco mais de uma semana. "Minha empresa não estava fazendo quarentena, mas eu via a situação na Itália. Dava pânico."

Já a estudante de Engenharia da USP Isadora Pioli, de 18 anos, retornou para Linhares, no Espírito Santo, no dia 18. A pedido da mãe, Geanna, de 44 anos. O irmão, Bernardo, de 21 anos, fez o mesmo, regressando da faculdade em Vitória. Ambos devem permanecer por lá enquanto as aulas presenciais estão suspensas. "Ela estava com medo da situação piorar e eu estar longe da família."

No primeiro semestre da graduação, Isadora retornou ao convívio que tinha até o ano passado. "Meus pais estão super felizes com todo mundo em casa, mas voltou as cobranças em relação a estudos, igual era no ensino fundamental e médio."

Oposto

O fisioterapeuta Filipe Santiago, de 31 anos, fez o caminho inverso. Remanejado para atuar no atendimento de pacientes críticos com suspeita do novo coronavírus em um hospital de São Luís, no Maranhão, saiu temporariamente da residência. "Minha esposa está grávida e minha filha é pequena, vai fazer 5 anos", justifica. "A ideia é a proteção da minha família. Vou ter contato direto com esses pacientes. E não se sabe ainda com certeza o efeito que tem no feto, se tem reflexos na fase de formação."

Desde domingo, o fisioterapeuta está no apartamento do pai, em que apenas sua irmã, estudante de Medicina, reside. "Minha filha está com a mãe (ex-mulher). Faço chamada de vídeo e falo com ela, explico que o papai está trabalhando, que a situação é temporária e, em breve, vou ver e abraçar ela."

As videochamadas praticamente diárias se repetem com a esposa, Márcia, de 35 anos. "Ela também é da área de saúde, é médica, então está consciente de tudo o que acontece."

Hospital se 'autoisola'

Especializado em cuidados paliativos para pessoas idosas e com doenças crônicas, o Hospital Premier está "autoisolado" desde quarta-feira. A equipe de cerca de 200 funcionários está dividida entre o home office e os que aceitaram a proposta de se mudar temporariamente para o espaço, no Itaim-Bibi, na zona sul da cidade de São Paulo.

"Os nossos pacientes estão no topo de risco dessa pandemia, são doentes crônicos, portadores de muitas comorbidades e com sequelas", explica o superintende do hospital, Samir Salman, de 59 anos, que também se mudou para o local. "Estamos protegendo as pessoas que estão aqui, os pacientes e a sociedade, na medida que não estamos circulando e trabalhamos em área de risco", ressalta. "Para a nossa surpresa, 84 (funcionários) aderiram (à internação), a portaria, as meninas da limpeza, as meninas da copa, auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, psicóloga, assistente social."

O hospital comprou 90 camas, conjuntos de roupas de cama e banho e três uniformes por funcionário. Todos foram alojados em espaços do setor administrativo e utilizam vestiários para higiene pessoal. Uma rotina de exercícios e outras atividades está sendo planejada, como na sexta-feira, em que o ato religioso do papa Francisco foi transmitido no auditório.

Visitas

As visitas estão vetadas. Por isso, dois familiares e alguns cuidadores também integram o confinamento. Segundo Salman, a iniciativa teve "100% de adesão" entre os clientes. "Até nos cumprimentaram. Diante desse drama humanitário, dessa calamidade, não temos muita opção", afirma. "Ninguém entra, mas quem quiser pode sair a qualquer hora, sem julgamento moral", garante. "É uma decisão de foro íntimo."

A experiência está sendo documentada pelos funcionários. "Estão registrando, cientificamente, todos os dados, pode ser uma experiência antropológica para enfrentamento de pandemia." O superintendente lamenta, contudo, que a situação afetou as contas do hospital, que atende clientes de classe média. Ele não tem certeza se conseguirá pagar o salário integral dos funcionários em home office, embora destaque que seja o objetivo.

"Teve uma grande majoração dos preços dos materiais de segurança dos nossos profissionais. Uma caixa de máscaras que custava R$ 3,50 com 50 unidades passou a custar R$ 200 no mesmo fornecedor", observa ele. "As finanças do hospital estão destroçadas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O cirurgião gástrico Raul Cutait está internado em estado grave no Hospital Sírio-Libanês. Ele foi internado no dia 27 com covid-19 e passou a receber ventilação mecânica, ou seja, ser entubado, neste domingo (29).

Aos 70 anos, Cutait é um dos médicos mais respeitados do País. Ele atua como cirurgião gástrico do próprio Hospital Sírio-Libanês, além de ser professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP e membro da Academia Nacional de Medicina.

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Cutait é um dos integrantes da equipe médica que acompanha o tratamento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, contra um câncer e tem entre seus pacientes mais famosos os ex-presidentes Lula, Michel Temer e Dilma Rousseff.

Cutait é o segundo médico de grande prestígio de São Paulo a ser diagnosticado com covid-19. O infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, revelou que tinha contraído o Ele está em quarentena. Em entrevista ao Estado, o infectologista afirmou que está sendo difícil ficar isolado "sabendo que o mundo está caindo na sua frente".

Com 42 casos confirmados de covid-19 e um morto pela doença até domingo (29), o município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, vai começar a fazer testes em massa em pessoas suspeitas de ter contraído o coronavírus, segundo o prefeito Rodrigo Neves (PDT) informou, em live no Facebook, neste domingo (29). Vai ser a primeira cidade no Brasil a fazer isso, segundo ele.

Neves afirmou que a prefeitura comprou 40 mil testes fabricados nos Estados Unidos, que vão chegar em Niterói na próxima quarta-feira, dia 1º, e serão usados para testar todas as pessoas com algum sintoma respiratório, mesmo leve. A ideia é identificar e isolar os doentes, como fizeram países como Coréia do Sul e Cingapura, que tiveram resultados muito melhores do que em nações que submetem a testes apenas pessoas com sintomas graves e profissionais de saúde, como o Brasil está fazendo. O cronograma de testes e os procedimentos de isolamento dos casos suspeitos e confirmados ainda serão anunciados.

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"Niterói será a primeira cidade do Brasil (a ter) uma testagem massiva e uma logística de quarentena. Vamos retirar as pessoas de seu local de moradia para evitar a propagação do coronavírus", afirmou o prefeito. "Nós estamos entrando em uma nova fase de combate dessa pandemia. Essa fase é a testagem massiva da população com sintomas respiratórios leves. Ou seja, não vamos ter mais o critério de testar apenas profissionais de saúde e pacientes internados. Vamos começar uma testagem massiva na nossa rede de saúde e em locais específicos para identificar mais rapidamente quem tem a presença do vírus", afirmou o secretário municipal de Saúde de Niterói, Rodrigo Oliveira, que também participou da live no Facebook.

"Na Coreia (do Sul, que faz a testagem em massa), a taxa de letalidade está em 1%; na Itália (que não faz), (em) 10%", comparou o secretário. O prefeito também anunciou que no sábado, dia 28, se confirmou que Niterói tem transmissão comunitária, estágio em que doença se espalha com maior facilidade.

O novo embaixador dos Estados Unidos chegou ao Brasil. Todd Chapman foi indicado pelo presidente do país, Donald Trump, em outubro de 2019 e teve o nome confirmado pelo Senado em fevereiro deste ano.

"Meu foco imediato será ajudar o governo brasileiro, o povo brasileiro e os 260 mil norte-americanos residentes no Brasil em sua resposta à emergência de saúde causada pela covid-19. Há muito o que fazer e estou ansioso para começar a trabalhar", destacou Chapman, segundo informações divulgadas pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

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Ele atuava como embaixador dos Estados Unidos no Equador. Comandou a representação diplomática no país sul-americano entre 2016 e 2019. O novo embaixador já desempenhou funções diplomáticas em diversos países, como Bolívia, Costa Rica, Nigéria, Taiwan, Afeganistão e Moçambique.

Todd Chapman já havia cumprido função no Brasil como vice-chefe de Missão na embaixada estadunidense em Brasília. Ele morou em São Paulo com a família na década de 1970, antes de voltar aos EUA e se formar em história.

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil chegou a 136 neste domingo (29) um crescimento de 19% em relação ao dia anterior. Em números absolutos, foram 22 óbitos decorrentes da doença no período. Com isso, a taxa de mortalidade passou de 2,9% para 3,2%.

Já os casos de covid-19 no País passaram para 4.256. Foram 353 novas confirmações neste domingo, um aumento de 9%. Os dados foram divulgados em balanço feito diariamente pelo Ministério da Saúde, que recebe informações das secretarias de saúde estaduais.

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O Estado com o maior número de casos continua sendo São Paulo (1.451), seguido por Rio de Janeiro (600), Ceará (348), Distrito Federal (289), Minas Gerais (231) e Rio Grande do Sul (226). No sábado, 28, o balanço inicial foi de 111 casos, mas logo em seguida o ministério informou que a contagem estava errada e divulgou o número correto: 114.

A Secretaria de Estado da Saúde do Rio confirmou neste domingo (29) mais quatro mortes causadas pela covid-19. Ao todo, já foram 17 mortes no Estado causadas pelo novo coronavírus.

As novas vítimas são três homens (de 64, 72 e 86 anos) e uma mulher (de 78 anos), ou seja, eram idosas ou apresentavam comorbidades, sendo classificadas como integrantes do grupo de risco. Todos eram residentes na capital fluminense.

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Segundo a secretaria, outras 47 mortes estão sendo investigadas como suspeitas de terem sido causadas também pela covid-19. O Estado já soma 600 casos de infecção pelo novo coronavírus, de acordo com levantamento oficial.

Preocupados com uma possível carência de profissionais de saúde durante o pico do surto da covid-19 no País, o Ministério da Saúde e a rede privada iniciaram ações para tentar reforçar suas equipes. Entre as estratégias estão, além de contratações extras, a renovação de contratos do Mais Médicos e até convocação de voluntários.

O governo federal já havia anunciado no início do mês a abertura de edital extra do Mais Médicos para a contratação de 5,8 mil profissionais. Na última semana, decidiu ainda renovar o contrato de médicos formados no exterior que seriam desligados do programa em abril e divulgou edital para a contratação de cubanos.

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Na rede privada, vários hospitais abriram processo seletivo. O Albert Einstein abriu 1,2 mil vagas temporárias por causa do surto. Há postos para enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, auxiliares de farmácia, psicólogos, técnicos de raio X, além de profissionais de apoio, como cozinheiro e camareiro.

Além de reforçar a equipe de seus próprios hospitais, o Einstein tenta montar o time de funcionários que atuarão no hospital de campanha montado pela Prefeitura no Pacaembu. A unidade será gerida pela organização social do Einstein. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) será responsável pela administração do hospital de campanha do Anhembi e abriu 1,2 mil vagas de trabalho.

A Prevent Senior já contratou 400 profissionais extras por causa da epidemia e abrirá mil novas vagas. A operadora, focada no público idoso e com vários casos confirmados da covid-19, tem dois hospitais dedicados exclusivamente ao atendimento de pacientes contaminados pelo novo coronavírus.

O Sírio Libanês abriu cem novas vagas. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz já contratou 200 novos profissionais e está em processo seletivo para a admissão de mais 150. O A.C. Camargo Cancer Center também anunciou a contratação de 130 novos profissionais para o período de crise, na maioria técnicos de enfermagem.

Com o aumento de admissões, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) viu o número de interessados em emitir o registro profissional triplicar na última semana. Em apenas três dias, 676 profissionais deram entrada no pedido.

Até médicos voluntários estão sendo convocados. No Hospital São Paulo, da Unifesp, a ajuda está sendo solicitada para cumprir os plantões noturnos e de fins de semana.

O Einstein também fez um cadastro de voluntários diante da procura de profissionais interessados em colaborar: até oo sábado, 2 mil médicos e outros 1,7 mil profissionais de saúde já haviam se cadastrado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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