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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (17) que a falta de novos antibióticos ameaça a luta contra a disseminação de bactérias resistentes a medicamentos, as quais matam dezenas de milhares de pessoas todos os anos.

A agência especializada da ONU publicou dois novos relatórios sobre a falta de novos antibióticos em desenvolvimento.

"A ameaça de resistência antimicrobiana nunca foi tão imediata, e a necessidade de soluções, mais urgente", disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em um comunicado.

"Existem muitas iniciativas em andamento para reduzir a resistência, mas também precisamos que os países e a indústria farmacêutica se envolvam e forneçam financiamento e novos medicamentos inovadores", acrescentou.

A resistência aos antibióticos (o fato de que certas bactérias acabam se tornando resistentes aos antibióticos) é considerada uma ameaça pela OMS, que teme que o mundo esteja caminhando para uma era, na qual infecções comuns podem começar a matar novamente.

Cerca de 33.000 pessoas morrem todos os anos na Europa, devido a uma infecção resistente a antibióticos, de acordo com dados europeus. Nos Estados Unidos, estas mortes são estimadas em quase 35.000.

"Vemos que está se espalhando e que estamos ficando sem antibióticos eficazes contra essas bactérias resistentes", disse Peter Beyer, do Departamento de Medicamentos Essenciais da OMS, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

"É uma das maiores ameaças à saúde que identificamos", insistiu.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas, combatendo efetivamente doenças bacteriológicas como pneumonia, tuberculose e meningite.

Ao longo das décadas, porém, as bactérias mudaram para resistir a esses medicamentos.

As bactérias podem se tornar resistentes, quando os pacientes usam antibióticos dos quais não precisam, ou não concluem o tratamento. Com isso, dão às bactérias a chance de sobreviver e desenvolver imunidade.

Para combater essa resistência, a OMS pede o desenvolvimento de novos antibióticos, mas esse processo é complicado e caro.

Segundo a organização, os 60 novos medicamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo 50 antibióticos, para tratar patógenos "trazem poucas vantagens em relação aos tratamentos existentes, e apenas dois têm como alvo as bactérias mais resistentes".

Outros medicamentos mais inovadores estão em fase pré-clínica. Dos últimos 252 medicamentos, os mais avançados não estarão disponíveis antes de dez anos, completou a OMS.

A saliva humana pode ter uma função importante, além das já conhecidas que incluem lubrificar e diluir o bolo alimentar para facilitar a mastigação e a deglutição, proteger contra bactérias e umedecer a boca. Pesquisadores descobriram que ela também pode ajudar a detectar precocemente riscos de desenvolvimento de doenças pelo excesso de gordura corporal.

Ao medir a concentração de ácido úrico na saliva de adolescentes, cientistas das universidades Federal de São Paulo (Unifesp) e Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos jovens. Dessa forma, identificaram adolescentes que estão com porcentual de gordura acima do ideal, mesmo antes de apresentarem sintomas de doenças crônicas relacionadas à obesidade.

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“Constatamos que o ácido úrico salivar é um bom marcador preditivo da concentração de gordura corporal mesmo em adolescentes considerados saudáveis”, disse a professora da Unifesp no campus de Diadema e coordenadora do projeto, Paula Midori Castelo.

O ácido úrico acumula-se no sangue e, em proporções muito menores, na saliva. Apesar de desempenhar função antioxidante, a concentração elevada do composto no sangue e na saliva pode predispor à hipertensão, inflamação e doenças cardiovasculares.

A fim de avaliar se o ácido úrico também poderia ser útil como biomarcador para estimar a gordura corporal, os pesquisadores mediram as concentrações deste composto e de outros, como o colesterol e a vitamina D, na saliva de 248 adolescentes.

Coleta

Os jovens que participaram da pesquisa tinham de 14 a 17 anos. Dos 248 estudantes de escolas públicas de Piracicaba, no interior paulista, 129 eram meninos e 119 meninas. Eles responderam previamente a um questionário sobre o histórico médico e foram submetidos a uma avaliação odontológica a fim de identificar e excluir os que apresentavam cárie ou doença periodontal (inflamação da gengiva).

 “Esses fatores influenciariam parâmetros da saliva, como o pH [índice de acidez] e a composição eletrolítica e bioquímica. A cárie e a doença periodontal, por exemplo, estão relacionadas com a secreção de alguns analitos e citocinas na saliva e podem alterar a composição do fluido”, explicou Paula.

Os adolescentes aptos a participar do estudo foram submetidos a uma avaliação antropométrica, que incluiu medidas de altura, peso, porcentagem de gordura corporal e massa muscular esquelética por impedância biolétrica – um aparelho que mede a gordura corporal por meio de uma corrente elétrica de baixa intensidade.

O material foi coletado por meio de um dispositivo chamado salivete, após um jejum de 12 horas. A concentração de ácido úrico e dos outros compostos nas amostras foi medida por meio de um equipamento de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, na sigla em inglês). Esse método de separação de compostos químicos em solução permite identificar e quantificar cada componente em uma mistura.

Método não invasivo

As análises estatísticas dos dados indicaram que os adolescentes que apresentaram concentrações mais elevadas de ácido úrico na saliva também possuíam maior porcentagem de gordura corporal.

Por meio da aplicação de um modelo de análise de regressão linear – que avalia a relação entre variáveis –, os pesquisadores também conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos adolescentes a partir da concentração de ácido úrico na saliva.

“A concentração de ácido úrico salivar mostrou-se um bom indicador para detectar o acúmulo de gordura corporal, mesmo em adolescentes que não estavam em tratamento para doenças crônicas, e pode dar origem a um método não invasivo e preciso para monitorar e identificar precocemente alterações no estado nutricional”, afirmou Paula.

A pesquisadora completa: “O que nos chamou a atenção, é que esses adolescentes eram saudáveis e mesmo assim já tinham ácido úrico elevado, [o ácido úrico] é um marcador precoce mesmo. Então, desde cedo, já está mostrando que tem alteração”.

O objetivo dos pesquisadores é identificar na saliva biomarcadores confiáveis, que se correlacionem com os encontrados no sangue, de modo a viabilizar o desenvolvimento de testes rápidos para monitorar o estado de saúde principalmente de crianças.

 “A ideia é possibilitar a ampliação do uso da saliva como amostra biológica alternativa para análises clínicas de forma não invasiva, indolor e que pode ser coletada várias vezes, assim como a urina. É interessante para lidar com pessoas jovens, como as crianças”, comparou a pesquisadora.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Nutrition Research. O projeto foi apoiado e financiado pela Fapesp.

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano.

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O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

 

Já sabemos que a água traz muitos benefícios para o nosso corpo, mas você sabia que é preciso fazer a limpeza do seu purificador de água? Caso não seja feita periodicamente, a ingestão dessa água pode causar até doenças!

Para evitar consequências negativas, continue lendo para saber como limpar!

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Limpeza externa

Um purificador de água Soft Everest ou de qualquer outra marca precisa de uma limpeza tanto externa, como interna. Limpar por fora é bem mais simples, basta utilizar um pano úmido ou esponja com detergente ou sabão neutro. Não utilize outros produtos químicos, nem jatos de água.

Limpeza interna

A limpeza interna exige um pouco mais de cuidado. Depois de desligar o purificador, limpe as saídas de água com hastes flexíveis utilizando um pouquinho de água sanitária ou álcool. Após, jogue cerca de 2,5 litros de água para eliminar resíduos.

No entanto, para uma limpeza mais completa, é necessário procurar uma empresa de assistência específica do seu filtro de água. Assim, se o seu purificador for da marca Soft, procure assistência técnica purificador soft everest.

Trocar o refil do purificador

Um dos pontos mais importantes para garantir a qualidade da água, é trocar o refil do purificador. Para não ter erros, siga o manual de instrução, já que cada purificador água possui uma recomendação diferente.

Normalmente, a troca deve ser feita a cada 6 meses. Procure o refil compatível com o seu purificador, ou seja, se você possui um purificador de água soft, compre o refil de purificador soft everest.

Mas como trocar? A gente te ajuda:

Primeiro, feche o registro e abra o purificador para puxar o filtro de forma suave;

Tire os “tubinhos” que ficam na parte superior do filtro;

Limpe dentro do purificador com pano;

Pegue o novo filtro e conecte os dois “tubinhos” e verifique se ele está bem encaixado e preso;

Trocar peças

Algumas peças ficam desgastadas e muito sujas com o tempo. Se mesmo com a limpeza as peças continuarem sujas, você precisará trocar. Como já foi dito, consulte o manual de instruções do seu  filtro de água soft everest ou de qualquer outra marca, para verificar a periodicidade das trocas das peças.

Importância da limpeza de purificador

Quando a pessoa vai comprar purificador de água, muitas vezes ela nem sabe que precisa realizar a limpeza. Depois das dicas acima, você pode se perguntar: mas por que é tão importante?

A falta de limpeza pode causar problemas, como:

Excesso de metais e cloro podem causar malefícios ao longo dos anos;

Bactérias;

Doenças (como hepatite A, diarreia, cólera)

Já percebeu como a limpeza é essencial para a saúde, né? Não deixe de limpar e verificar o funcionamento das peças!

Além disso, não se atente apenas ao preço purificador água! É necessário levar em conta a qualidade do produto, por isso pesquise empresas conhecidas na região que vendem purificador de água em Salvador ou em outras localidades.

A fibrose pulmonar idiopática é uma doença crônica e rara que se caracteriza por cicatrizes no pulmão. Os sintomas dessa doença são difíceis de aparecer no ínicio, o que dificulta o tratamento para essa doença, veja como tratamento é fundamental para o retardo da progressão da doença, como por exemplo, a medicação ofev.

Por mais que ainda não haja cura para fibrose pulmonar, a realização de exames periódicos como, exames físicos e tomografia computadorizada são de extrema importância para que a doença seja identificada por um médico pneumologista e o tratamento comece imediatamente, ato que pode retardar significativamente a evolução da doença.

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Causas

Dificilmente o médico conseguirá encontrar a causa para a fibrose pulmonar, sendo assim, diagnóstica como causa idiopática, entretanto, existem fatores que são levados em consideração para o aparecimento da doença e sua evolução.

Fumaças, gases tóxicos ou poeiras inorgânicas;

Tabagismo;

Esclerodermia, artrite reumatoide, lúpus e dermatomiosite.

Pneumonia e tuberculose;

Refluxo gastroesofágico;

Defeito genético.

Sintomas

Fique atento aos sintomas da fibrose pulmonar idiopática, muitas vezes são confundidos com uma pneumonia e indicado medicação e tratamento, ação que retarda a descoberta da doença e início do tratamento. O sintomas da doença são:

Tosse seca persistente;

Falta de ar;

Fadiga;

Fraqueza;

Falta de apetite;

Perda de peso;

Desconforto no peito;

Deformação na ponta dos dedos por falta de oxigenação.

Tratamento

Por mais que nenhum tratamento promete curar o paciente que tenha fibrose pulmonar idiopática, a ação de tratar a doença melhora a qualidade de vida e a função pulmonar. Alguns remédios ajudam a controlar a evolução da doença e o incômodo causado por ela, como o ofev e o esbriet.

O esbriet é um medicamento que possui na sua composição o componente pirfenidona que age reduzindo a evolução da doença através de uma regulação negativa da produção de fatores de crescimento e pró colágenos.

O ofev é um medicamento composto por nintedanib, é indicado para atrasar a progressão da fibrose pulmonar idiopática e em alguns casos, medicamentos para tratamento de câncer de pulmão e para o aparecimento de metástase após a quimioterapia.

Para auxílio ao tratamento com a medicação, a utilização de oxigênio ajuda com a respiração durante as crises de falta de ar, e o paciente tem que ser acompanhado por um médico nutricionista por conta da perda de peso e do músculo, sintomas causados pela doença.

O médico receitou um medicamento que não vende no Brasil, precisando ser importado, e agora? Como importar medicamentos especiais? Calma, que vamos te explicar qual é o processo para a importação de baraclude, avycaz e outros tantos remédios!

O procedimento para pedir um remédio do exterior é diferente para pessoas físicas e jurídicas.

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Para pessoas físicas

Se você está realizando um tratamento de enxaqueca e o seu médico pede para você tomar o remédio aimovig, você precisará ter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apresentar alguns documentos e a receita médica para importar.

Com isso em mãos, entre em contato com uma farmácia conhecida que faça a importação de medicamentos. Para não ter problemas e ter o seu remédio em casa o mais rápido possível, é de grande importância pesquisar uma importadora de confiança.

Depois de fazer a compra, todo o processo de logística é de responsabilidade da farmácia. Portanto, basta esperar o seu produto chegar em casa.

Lembre também que o limite para a importação é de US$ 10 mil.

Para pessoas jurídicas

A importação solicitada por empresas, como um hospital, é diferente. A empresa precisa estar registrada na Anvisa. Além disso, precisa ter autorização de transporte, distribuição, entre outros procedimentos.

Como exemplo, vamos citar alguns dos remédios importados e a sua utilização. É importante ressaltar que você deve consultar o médico e ele irá indicar o melhor tratamento para você:

Baraclude

Baraclude é indicado para hepatite B crônica. Só pode ser usado por pessoas acima de 16 anos. De uso oral, serve para combater as alterações e anomalias de enzimas no fígado. Isso diminui a multiplicação do vírus;

Kineret

Kineret é utilizado no tratamento de artrite reumatóide e aplicada por injeção. É contra indicado para pessoas que possuem neutropenia ou que sejam alérgica a algum composto.

Ventavis

Ventavis é indicado no tratamento de hipertensão pulmonar. Com o princípio ativo iloprost, ele atua evitando a resistência indesejada ou o estreitamento dos vasos sanguíneos.

E se o remédio não tiver registro?

Em 2018, a Anvisa liberou uma regulamentação para importar remédios que não tem registro. Portanto, o medicamento pode ser importado:

Quando o medicamento não é vendido no país e não há outro que possa substituí-lo;

Emergência de saúde pública;

Vacinas

Hidratação, melhora do funcionamento do intestino, prevenção de pedra nos rins… A água parece ser um líquido simples, mas causa muitos benefícios no nosso corpo! A maioria das pessoas já sabem disso, mas com a rotina agitada, acabam esquecendo de parar no bebedouro de água. Saiba como beber mais água no dia a dia!

Sentir sede é sinal de que você já está ficando desidratado, por isso não beba água só quando sentir sede. O ideal é encher o seu copo de água no purificador de água para que você não sinta sede!

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Em casa

Para criar o hábito de beber água em casa, não consuma apenas quando você estiver perto do bebedouro de mesa! Anote as dicas:

Encha uma garrafinha e deixe no seu quarto, preferencialmente na mesa de cabeceira;

Beba água antes das refeições;

Você pode colocar rodelas de frutas na água para ficar com um leve sabor;

Consumir mais alimentos ricos em água, como melão, melancia, entre outros

Fora de casa

Antes de sair de casa, encha a sua garrafinha no purificador de água. Assim, você poderá tomar durante o caminho ou em qualquer outro lugar. No entanto, há lugares que você passa mais tempo, necessitando que você encha novamente.

Na academia, por exemplo, o consumo de água fundamental para garantir a sua hidratação. Por isso, não deixe de ir ao bebedouro academia.

O trabalho é o local onde as pessoas passam a maior parte do dia, sendo necessário a ingestão de água nesse lugar. A primeira dica é comprar uma garrafinha ou copo reutilizável para deixar na sua mesa. Encha quando chegar e reabasteça quando necessário.

Você também pode fazer pausas para levantar e ir até o bebedouro de água gelada e natural. Evite beber café, refrigerantes, já que são bebidas que favorecem a perda de líquido. Se você é o dono de uma empresa, não deixe de investir em um bebedouro para empresa! É muito importante para garantir a saúde de seus funcionários!

Mas por que é importante?

Vamos listar alguns benefícios da água para você não esquecer de encher seu copo no bebedouro de água:

Limpeza do organismo;

Regulação da temperatura corporal;

Prevenção de pedras nos rins;

Funcionamento do intestino;

Protege seu coração;

Manter pele jovem;

Previne cãibras

Esses são só alguns dos benefícios, ainda tem muito mais! Já percebeu como é importante, né?

Por isso, o consumo de água deve ser um hábito! Encha sua garrafinha de água e não esqueça de beber!

bebedouro de água!

purificador de água

bebedouro escolar

bebedouro de água gelada

bebedouro academia

bebedouro para empresa

bebedouro de água gelada e natural

Geralmente, os primeiros atendimentos nas ambulâncias e nas emergências dos hospitais são realizados por técnicos em enfermagem intervencionista em conjunto com enfermeiros realizam diversos serviços de primeiro atendimento que auxiliam no restante do atendimento do paciente.

O profissional da saúde é responsável pelo cuidado com as pessoas, quem realiza o curso técnico em enfermagem recebe toda uma preparação para atender todas as ocorrências hospitalares com perfeição.

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O técnico em enfermagem utiliza todos os materiais e equipamentos oferecidos por uma unidade de saúde, executa prescrições médicas, auxilia todo departamento do local e faz o primeiro atendimento do paciente.

E o técnico em enfermagem intervencionista é aquele que trabalha diretamente com situações emergenciais nas ambulâncias, para poder exercer essa especialidade é necessária experiência de no mínimo dois anos, controle físico e emocional e trabalhar bem em equipe.

O curso de técnico em enfermagem tem duração de dois anos e o aluno estuda as principais necessidades dos pacientes que necessitam de auxílio no quesito da saúde, alguns módulos deste curso são formados por, ética profissional, assistência domiciliar e obstetrícia.

Trabalhar na área da saúde

A área da saúde ainda é uma das mais procuradas pelos alunos para ensino superior ou especialização. É uma área promissora e que está sempre em alta no mercado de trabalho, o profissional quase não encontra dificuldade na hora de procurar emprego.

Os cinco cursos mais procurados são:

O curso de medicina é um dos mais concorridos nas universidade e um dos mais difíceis de ser concluído, a desistência é muito grande entre os candidatos no decorrer do curso, é necessário muita dedicação e estudos para conseguir a formação, possui duração média de seis anos e várias especializações.

O curso de enfermagem prepara o aluno para cuidar das pessoas, também existem diversas especializações e trabalhará diretamente auxiliando médicos nos procedimentos hospitalares, a duração média é de quatro anos.

O técnico em enfermagem atua nas funções básicas das unidades de saúde, trabalha e auxilia diretamente os enfermeiros nos cuidados com os pacientes, para quem ainda tem dúvida o ideal seria o curso de auxiliar de enfermagem que exige menos tempo de formação e é uma base dos cursos da área da saúde.

O fisioterapeuta cuida dos problemas musculares causados por lesões, ajuda na recuperação e auxilia nos movimentos para o funcionamento correto do membro afetado. O curso tem duração média de cinco anos.

O nutricionista auxilia os pacientes a entender os efeitos dos alimentos no organismo, promovendo a saúde da alimentação do paciente de acordo com as recomendações médicas ou objetivos pessoais. O curso tem duração média de quatro anos.

A Secretaria da Saúde de Sorocaba, no interior de São Paulo, investiga duas suspeitas de febre amarela. De acordo com a prefeitura, um homem de 52 anos e uma mulher de 45 anos estão internados com sintomas compatíveis com a doença, que abrangem febre súbita, calafrios, dores no corpo, fadiga e náuseas, entre outros. 

Em nota encaminhada à Agência Brasil, a pasta informou que a Vigilância Epidemiológica acompanha ambos os casos, a fim de descartar ou confirmar o diagnóstico apontado, por meio de exames.

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A febre amarela tem dois ciclos epidemiológicos, o silvestre e o urbano. Nas duas circunstâncias, quem transmite o vírus ao ser humano são mosquitos. Na América Latina, as espécies presentes no primeiro ambiente são o Haemagogus e o Sabethes. Já na zona urbana, o vetor é o Aedes aegypti.

A prefeitura de Sorocaba comunicou ter destacado equipes da Divisão de Zoonoses para realizar vistorias residenciais, com o objetivo de refrear a proliferação de Aedes aegypti, por meio da eliminação de criadouros.

A prefeitura alerta que a imunização é a melhor forma de se prevenir contra a doença. A vacina está disponível nas 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que compõem a rede de atendimento.

Notificações

Há um mês, a Secretaria de Saúde de Sorocaba recebeu 15 notificações da doença no município, mas apenas um caso foi confirmado e classificado como importado. O paciente havia sido infectado no município paulista de Cajati, a cerca de 200 quilômetros de Sorocaba. Em informe, a pasta destacou que, na época, 12 casos foram descartados e outros dois estavam sendo averiguados.

Em boletim epidemiológico, que complementa as informações da prefeitura, a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo informa que, de janeiro a novembro de 2019, confirmou 67 casos autóctones na região, dos quais 13 resultaram em óbito. No período, descartaram-se 644 suspeitas.

De 2010 a 2015, nenhum caso foi registrado no estado. Em 2016, a doença reapareceu, com três episódios, todos terminando em morte. No ano seguinte, contabilizaram-se 75 casos, número que subiu quase sete vezes em 2018, quando chegaram a 503.

"Desde 2016, a febre amarela reemergiu e avançou em sua área de ocorrência e detecção no Estado de São Paulo. Atualmente, todo o território paulista é considerado área de risco e, portanto, área com recomendação de vacina", disse a secretaria estadual em boletim.

Para saber sobre as diferenças dos processos de corte plasma e oxicorte, necessitamos entender um pouco mais sobre funcionalidades e vantagens que cada técnica oferece.

O processo de oxicorte se baseia na separação de metais que tem como componente, o calor e a feroz reação de oxidação com oxigênio puro. Costuma realizar cortes com espessuras de 3 mm a 1800 mm.

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O funcionamento consiste na aplicação de uma chama de aquecimento ao metal com gás combustível, para que assim, consiga atingir a ignição, é nesse momento que é aplicado o oxigênio puro, provocando a separação do metal em duas partes.

A realização do corte a plasma utiliza gás em alta temperatura para cortar qualquer material que conduza eletricidade, realizado através de um gás ionizado em temperatura elevada, como, aço de carbono, alumínio e oxidado.

Costuma cortar bitolas de até duas polegadas e recentemente o corte em plasma  ganhou novas tecnologias para realizar perfurações a plasma em metais com 75 mm de espessura e metais de 160 mm. de espessura.

Desvantagens do oxicorte

Em relação a máquina de solda de corte plasma, é difícil encontrar vantagens no oxicorte que supere suas características na produção, segurança e agilidade. O método de oxicorte é antigo, desatualizado e sua maior desvantagem é sobre o manuseio de gás combustível para esse processo.

Vantagens corte plasma

Por conta da modernidade de uma máquina de corte a plasma, existem diversas vantagens relacionadas ao oxicorte.

- O corte plasma possui melhor qualidade de corte, ou seja, não possui rebarbas ou escórias no produto cortado;

- A solda plasma em cortes de até 30 mm de espessura é bem mais rápida o que facilita a produtividade da empresa;

- É mais fácil de usar por não necessitar utilizar gases e nem química para domínio das chamas;

- Possui uma variedade maior de materiais que são compatíveis com o seu corte;

- As trocas dos equipamentos de corte plasma para manutenção são mais caros, porém o lucro fornecido pela produtividade compensa;

- Uma máquina plasma é bem mais segura por não precisar utilizar gases explosivos.

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“Eu já saí daqui com sequelas nas mãos e nos pés, mas fui trabalhar e encarei a sociedade.”

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Missondas Araújo é vice-coordenador estadual do Movimento de Reintegração das pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN), que realiza um trabalho de luta pelos direitos humanos de pessoas atingidas pela hanseníase e de seus familiares. Foi internado quando já se discutia sobre o fechamento dos leprosários, visto que essa medida aplicada durante anos só contribuiu para fomentar o estigma.

Missondas saiu do Estado do Acre com a irmã para ser internado e receber o tratamento. “Quando eu cheguei aqui o sistema já estava mais relaxado, podia sair para visitar, se tivesse alguém para levar. Mas aqui eu fiquei, fiz curso de enfermagem, sapataria ortopédica, fiz curso de datilografia. Eu conheci um amigo aqui dentro, que tinha vindo de São Paulo com hanseníase, mas ele era um profissional, aí ele foi convidado para trabalhar lá em Belém numa oficina ortopédica. Como eu já tinha uma certa experiência aqui dentro, ele me levou para trabalhar com ele. Passei sete meses estagiando, depois fiz um concurso no Estado e passei, e fiquei sendo funcionário do Estado, eu e minha irmã, aí fomos morar em Belém e trabalhar”, disse.

Missondas afirma que sempre foi engajado nas causas de melhoria da saúde pública, e na luta contra o preconceito e pelo direito de pessoas que foram acometidas pela hanseníase. “Eu tenho uma luta muito grande lá fora, até porque eu sou vítima da falta de saúde pública, e eu sempre batalhei por uma saúde melhor, por uma saúde de qualidade. Sempre me indignei com a falta de saúde pública, e hoje a gente precisa de gente como eu, que esteja lá ocupando espaço e lutando em prol de todos”, disse.

Mesmo diante da discriminação, Missondas procurou levar uma vida normal, ainda que com sequelas visíveis nas mãos e nos pés. 

Após anos tendo seus direitos humanos retirados, portadores da hanseníase receberam da União um reconhecimento do dano causado pela prática de degredo. Mesmo sendo irrecuperável a perda do convívio familiar, é uma maneira justa e legítima de reconhecer que direitos foram violados. O MORHAN - Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase é uma organização que se empenha em lutar pelas pessoas acometidas pela doença e filhos separados pelo isolamento compulsório.

Acolhimento

Materializada nos anos de 1930, por meio de um processo de políticas públicas nacional de combate à hanseníase, a ex-colônia de Marituba instituiu-se no local para receber os doentes que vinham do interior do Pará e da cidade de Belém. A criação da colônia definiu uma perspectiva geográfica e sociológica da cidade.

Em decorrência do isolamento, os antigos internos da ex-colônia perderam o contato, e a maioria, os laços afetivos com a família. Então, depois do decreto federal que exigiu o fechamento das colônias, as pessoas que viveram nesses locais por longos anos de suas vidas não sabiam, na maioria das vezes, onde encontrar seus familiares.

Para solucionar o problema, foram criados abrigos ou feita a restruturação de hospitais-colônias para oferecer aos antigos internos uma vida mais digna, com todos os direitos e ao lado de sua família e amigos. Hoje alguns moradores da ex-colônia de Marituba recebem o acolhimento no João Paulo II. Pode-se dizer que a prisão se transformou em abrigo.

Reportagem e texto: Adrielly Araújo.

Edição: Antonio Carlos Pimentel.

 

“Aqui existia muita solidariedade", tudo que existia na sociedade existia aqui também.”

Nos anos de 1940 a 1960, isolados dentro dos muros da colônia de Marituba, os doentes precisavam encontrar forças e esperança para conseguir ver graça na vida. Com os laços familiares cada vez mais desgastados, precisavam suprir o vazio com os seus companheiros e irmãos de dor e sofrimento.  Criavam várias maneiras de se divertir e esquecer a saudade do mundo lá fora.

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Dentro da colônia de Marituba existiam times de futebol, blocos carnavalescos, festas juninas, grupo de teatro, cinema. Umas das rivalidades mais acirradas que existia era a dos blocos carnavalescos chamados Casadinho e Traz Aqui. Tudo era preparado com bastante dedicação e entusiasmo. Todos ali queriam mostrar que estavam cheios de vidas e poderiam dar o seu melhor.

Geraldo Cascaes, formado em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA), chegou na colônia em 1954 aos 10 anos de idade e afirma que as pessoas procuravam reproduzir um pouco do mundo lá fora, como se fosse uma encenação da vida social.

Cascaes, como é conhecido dentro e fora do abrigo João Paulo II, explica que começou a sentir os primeiros sintomas da doença aos 7 anos. O tempo foi passando e as manchas e dores ficaram cada vez mais acentuadas. Quando completou 10 anos de idade, sua família desconfiou que ele estava com a doença e o levou ao médico. Ele contou que chegou a tomar alguns medicamentos, mas sem sucesso, e o jeito foi ser internado na colônia.

“A minha sorte foi que a minha família nunca me abandonou. No meu pavilhão tinham uns 15 meninos; desses 15, só uns sete tinham visitas, outros vez ou outra, e alguns nem tinham”, disse.

Logo nos primeiros dias na nova morada, Cascaes estranhou bastante, mas logo se enturmou nas brincadeiras com os amigos do pavilhão. Sempre muito esforçado e inteligente, ele queria estudar. A dúvida, na época, era escolher entre o Direito e a Pedagogia, mas optou seguir pelos caminhos da justiça. Terminou o segundo grau e se preparou para prestar vestibular, ele e mais um amigo da colônia.

Em 1977, os dois ouviram no rádio a notícia que mudaria os seus destinos: foram aprovados na Universidade Federal do Pará (UFPA). “Foi uma alegria enorme comemorar esse dia”, recordou Cascaes.

Passado o entusiasmo da aprovação, o sentimento que tomou conta foi o medo de encarar uma universidade. As sequelas da doença já eram visíveis em suas mãos. “Fui frequentar a universidade, a gente ficou temeroso. Eu já tinha defeitos nas mãos, e meu amigo que passou, também. Aí tinha que fazer um exame pra entrar na UFPA, mas falamos com o Dr. Chaves, diretor da colônia, ele mandou a gente levar um documento, passamos pela inspetoria e nossa entrada foi liberada. Durante as aulas eu não tive problema nenhum. Eu não falava que morava aqui, mas o pessoal sabia que eu tinha a doença. Eu nunca passei vexame. Eu usava perna mecânica, porque a doença tinha afetado meus nervos e eu tive que amputa”, explicou.

Geraldo também se casou na colônia e teve dois filhos que foram levados para o educandário, mas isso não impediu que lutasse pelos seus objetivos. Quando se formou, em 1982, retirou os seus filhos do internato compulsório. A menina tinha 11 e o rapaz, 9 anos.

Dentro de todos os hospitais-colônias do Brasil existia uma participação muito grande da igreja católica. Em Marituba, não foi diferente. Padres e freiras foram responsáveis pelas grandes mudanças e perspectivas melhores aos doentes.

Embora o decreto nacional de desativação das colônias tivesse sido instituído em 1970, a colônia de Marituba realizou internações até fevereiro de 1982, e no decorrer do mesmo ano internos da colônia receberam a visita do papa João Paulo II, que proferiu palavras de esperança e fé aos internos que estavam preocupados com o que iria acontecer com seu futuro.

Geraldo explica que a visita foi um dia único na vida de todos que estavam ali. “O papa veio aqui quando a gente estava com aquele pensamento: o que vai acontecer com a gente, porque não se interna mais ninguém. O papa veio em boa hora, e dirigiu umas palavras muito fortes para gente. Foi um dia esplendoroso”, recordou.

Após essa visita, as coisas mudaram significativamente na colônia. Lembram do Jorge da Silva, do início da reportagem? Ele escreveu um poema que retratou em palavras o quanto a segregação foi devastadora na vida de quem foi acometido pela hanseníase, e também falou sobre a mudança da colônia para o abrigo.

DO INFERNO AO PARAISO

Outrora, um cárcere privado,

Que da sociedade escondia seres humanos,

Acometidos de um mal quase sem cura.

Crianças, jovens, adultos aqui chegavam,

Sem esperanças de sobreviverem, a uma vida difícil e tão dura.

Intensa mata virgem de frondosas árvores,

Circundavam aquele exílio, transformando-se

Em poderosas muralhas,

Que isolavam do resto do mundo,

Aquele povo, já marcado e escravizado,

Pela tão temida desgraça.

Um presídio onde pessoas

Fingiam sorrir, para suas tristezas esconder,

Fingiam cantar, enquanto as dores dos sofrimentos

Por dentro os faziam chorar

Pareciam eternos, os dias de angústia e solidão,

Para que alguém ali pudesse se acostumar.

Mas dos altos céus, um poderoso Deus tudo via.

E traçou em suas mãos um destino novo,

Para aquele povo que ali sofria.

Ungiu quatro amigos, uniu quatro vidas,

E entrelaçou-as em um só coração,

Para lutarem por um só ideal,

Transformar vidas sofridas,

Em calmaria real [...]

Lembrá-los hoje não é tudo,

Tudo é viver as lições de vida,

Que hoje aqui estamos a desfrutar.

Dom Aristides, João Calábria,

Marcello Cândia e João de Deus,

Servos do senhor, que por aqui

Passaram, queremos aqui homenageá-los

E agradecer-vos em espírito,

Por este paraíso abençoado,

Que por vós foi reformado,

Libertando do cativeiro,

Um povo sofrido, mas por vocês tão amado,

Salve o dia 14 de novembro, dia em que o abrigo João Paulo ll foi por Deus abençoado.

(Jorge Silva, morador da colônia de Marituba)

Reportagem e texto: Adrielly Araújo.

Edição: Antonio Carlos Pimentel.

 

No abrigo João Paulo II, um dos quartos chama a atenção pelo capricho. Da janela, dá pra ver várias mudas de plantas. Na cozinha, panos de prato decorados com crochê. Em cima da geladeira, um porta-retrato com a foto de mãe e filha. No quarto, a colcha de cama combinando com as fronhas cheias de borboletas, iguais aos adesivos colados na geladeira.

Quem mora ali é Maria Lemos de Sousa. Ela descobriu que estava com hanseníase aos 7 anos de idade, mas só foi internada na colônia de Marituba aos 14, isso porque sua mãe não queria que ela fosse levada para o leprosário pois sabia que perderia o contato. Eram ribeirinhas, e realizar as visitas seria algo difícil. Mas não teve jeito. Maria foi denunciada à vigilância sanitária e seguiu para a colônia de leprosos, a prisão perpétua dos atingidos pelas chagas malditas.

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Quando chegou na colônia, o susto: descobriu que estava grávida de 4 meses. Na hora do parto ficou sabendo pelas enfermeiras que não poderia tocar nem amamentar o seu bebê. A filha foi doada para uma família que ela sequer conhecia. “Mandaram eu dar para uma família, eu dei. Mas acabou que a menina morreu. Já estava sentando a bichinha, faleceu com uma espinha na garganta, foi o que me disseram”, contou.

Mesmo com a dor da perda, Maria precisou retomar a vida novamente. Casou-se na colônia e teve mais seis filhos. “Eu nunca amamentei meus filhos, nenhum deles. Eles se criaram tudo lá no Educandário. Por isso que eu digo: a gente não tem muito amor pelos filhos porque a gente não criou. Eu era só ter, levavam. Eu tive sete filhos todos dentro da colônia.”

A filha Ivonete, cuja foto está estampada no porta-retrato, tem 46 anos e viveu no educandário até os 8 anos de idade. Também foi contaminada pela hanseníase, mas fez o tratamento precocemente e não adquiriu nenhuma sequela da doença.

A política de isolamento devidamente respaldada pelo governo e reconhecida como única medida de combate à disseminação da lepra deixou um buraco irreparável na relação entre pais e filhos. No ano de 1940 foram instituídas algumas normas para a prevenção da doença, e uma delas abordava diretamente sobre os filhos. Pela Lei nº610, nos Artigos 15 e 16, a ordem de segregação era clara: “Todo recém-nascido, filho de doente de lepra, será compulsória e imediatamente afastado da convivência dos pais. Os filhos de pais leprosos e todos menores que conviviam com leprosos serão assistidos em meio familiar ou preventórios especiais”.

De maneira desumana, bebês eram arrancados de suas mães logo após o nascimento e levados imediatamente para um educandário, um tipo de orfanato que, na maioria das vezes, era administrado por freiras. Em Belém, todo filho de hanseniano foi encaminhado para o educandário Eunice Weaver, localizado próximo à Base Aérea, no bairro da Pratinha.

Ana Dias Pantoja Saraiva também passou pela mesma situação da sua colega de pavilhão. Ficou grávida duas vezes dentro da colônia, e viu suas filhas serem arrancadas do seu ventre e levadas para o educandário, sem o direito de receber um cheirinho de mãe. Ela conta que se sentiu muito satisfeita porque ainda conseguiu ver suas filhas quando nasceram, mesmo que fosse de longe. “Tinha mãe aqui que tinha o filho e só recebia a notícia que o filho tinha falecido. Que nada! Às vezes eles tinham era doado a criança”, falou. 

Ana explicou que nas poucas vezes em que foi visitar as filhas no educandário não conseguiu nem tocar nas crianças. “Não podia nem chegar perto das crianças que as irmãs não deixavam. Não podia levar nada, nem comida, nem dinheiro. Eu fui pegar na minha filha quando já era grandinha.”

Além do isolamento, na colônia também existiam diversas regras e punições. Quem cometesse alguma infração já estava ciente que iria responder. Quem praticasse o ato sexual antes do casamento, por exemplo, era obrigado a casar.

Foi o que aconteceu com Ana, que conheceu seu marido dentro da colônia, casou-se, mas alega nunca ter sentido amor pelo cônjuge. “Aqui a regra era clara, tinha que obedecer. Aí eu conheci meu marido, mas eu nem gostava dele, era só aquele negócio, sabe. Aquele desespero, aquela influência, porque era muito fechado aqui dentro, a gente vivia isso aqui”, disse.

Ana ficou grávida e encurralada pela situação. Ela e o pai da criança tiveram que “juntar as escovas” e seguir com o matrimônio conforme as regras e protocolos da colônia. Ela conta que o diretor, quando soube do que tinha acontecido, ofereceu-lhes duas opções: casamento ou transferência para a colônia do Prata, que ficava afastada cerca de 150 quilômetros da capital e que negligenciava ainda mais os pacientes. Ana afirma que ninguém queria ir para lá.

Sem saída, o que lhes restava era casar, porque nem o bebê com eles iria ficar. “Eu casei, mas eu nem queria, eu tentei pegar uma amizade, mas não era amor, a gente só estava habituados. Ele era muito diferente de mim, muito diferente. Aí fomos morar no pavilhão dos casados e ficamos casados nove anos”, disse.

Doença milenar

Apesar da hanseníase ser uma doença milenar, ela ainda encontra dificuldades para se libertar das profundas raízes do preconceito e do medo. Por muito tempo pessoas infectadas pelo bacilo de Hansen foram isoladas da sociedade e obrigadas a viver como indigentes em cavernas ou florestas, abandonadas para se deteriorar.

Acreditou-se por vários anos que a moléstia era uma espécie de maldição. As chagas de um castigo divino.

Na Idade Média, o tratamento contra os hansenianos foi bem mais cruel. Os enfermos tinham seus laços cortados com a sociedade, e na maioria das vezes tinham que ser considerados legalmente mortos, eram obrigados a esquecer da família, bens etc. O doente ainda era obrigado a usar vestimentas específicas que o identificassem como tal e fazer soar um sino ou algum objeto que causasse ruído e avisasse aos sadios da sua chegada. O sistema era tão perverso e rigoroso que, para desfazer definitivamente as ligações com a sociedade ou com vida que levava antes da doença, rezava-se uma missa para oficializar a separação.  

Antes de serem encontrados a cura e o tratamento correto para a hanseníase, alguns pacientes passaram por diversas formas de experimento, muitas vezes com uso de substâncias que lhes causaram muito mais danos que benefícios. 

Reportagem e texto: Adrielly Araújo.

Edição: Antonio Carlos Pimentel.

 

Espírito Santo, Rio de Janeiro e nove estados do Nordeste podem ser alvo de um surto de dengue a partir de março deste ano. O alerta é do coordenador de Vigilância de Arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Saidí.

Em entrevista exclusiva à TV Brasil, o especialista explicou que o período favorável ao aumento de casos da dengue no Brasil, que começou em novembro de 2019, vai até o próximo mês de maio, época de chuva.

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Segundo Saidí, no entanto, a dinâmica da transmissão da doença é que pode ocasionar o surto nessas regiões. Hoje há quatro sorotipos da dengue e quando ocorre alteração do padrão de circulação, também aumenta o número de transmissões.

"A mudança no padrão de circulação, que está acontecendo agora nesses dois estados [Espírito Santo e Rio de Janeiro], e a possibilidade de isso ocorrer nos estados do Nordeste, em 2020, apontam para um cenário de risco", disse o coordenador.

Saidí afirma que 80% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências, por esse motivo, alerta sobre a importância de haver integração entre as políticas públicas de governo e a mobilização da população. Ele diz ainda que o controle deve ser feito porque, nesta época do ano, o mosquito completa seu ciclo de reprodução em 10 dias.

"É importante estar atento à caixa d'água, se ela está aberta ou não, à limpeza das calhas, à verificação permanente da presença de água em bandeja de ar-condicionado, na bandeja da geladeira, os pratinhos de vaso de planta; acondicionar adequadamente aqueles produtos que estão nos quintais, como garrafas e latas".

Histórico

Em 2019, o Brasil registrou mais de 1.544 casos de dengue e 782 mortes, em decorrência da doença. O número de óbitos representa aumento de 488% em relação a 2018, ano considerado atípico pelo ministério.

Os dados de registro de zika ainda estão baixos no Brasil. Mesmo assim o alerta de cuidado para gestantes continua porque o vírus do Zika ainda está em circulação por todos os estados do país, menos no Acre. O Ministério da Saúde também descarta um surto da chikungunya, este ano, no Brasil.

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“O seu filho está leproso.”

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Essa foi a frase que traçou o destino do seu José Glória de Sousa, hoje com 68 anos, cadeirante e morador do abrigo João Paulo II, em Marituba. Glória, como é conhecido pelos amigos da ex-colônia, dedica suas tardes a ver o movimento na saída do abrigo, senta todos os dias embaixo de um jambeiro e fica batendo papo com o porteiro até chegar a hora do jantar, servido às 18 horas.

Nascido no Marajó, interior do Pará, Glória levava uma vida normal até completar 14 anos de idade, quando foi diagnosticado com a doença. “Começou a aparecer mancha no meu corpo, aí o papai me levou no farmacêutico, que já tinha sido enfermeiro na colônia do Prata.” Glória conta que lembra até hoje do que foi dito naquele dia. “O farmacêutico disse pro papai: ‘Seu filho está leproso’. Naquele tempo não era hanseníase, era lepra”, afirma.

Mal ele sabia que depois desse dia a sua vida nunca mais seria a mesma. Após receber o diagnóstico da doença, começou a sentir as chagas do preconceito. “Era muito ti-ti-ti, esse cara vai passar doença pra mim. Era muita gente que dizia para meu pai: ‘Ei, rapaz, por que tu não mandas esse teu filho embora daqui?. E o meu pai dizia: ‘Poxa, eu não vou mandar ele embora daqui, sair de dentro de casa, ele é meu filho’.”

Conforme o tempo passou, Glória tentou continuar vivendo no vilarejo, por mais alguns anos, mas não aguentou a discriminação de amigos e familiares e decidiu partir por conta própria para o seu destino, a colônia. “Meu pai faleceu quando eu tinha 18 anos e aos 22 anos eu fui embora para colônia me internar. Era tanta conversa que existia contra mim que eu achei melhor ir para o meio dos meus irmãos de sofrimento”, finalizou. Glória viu sua família pela última vez em 1987. 

Embora o tratamento da hanseníase seja acessível em qualquer unidade de saúde e exista há vários anos, o Brasil ainda é, atualmente, o segundo maior país do mundo com maior número de casos da doença, ficando somente atrás da Índia, segundo dados da Organização do Mundial da Saúde (OMS).

Diagnóstico precoce é fundamental

Segundo médico Francisco de Assis Norat, há doenças que existem há milênios, como a hanseníase, e que são negligenciadas porque atingem, em sua maioria, as camadas mais pobres. “Então, ela se prolifera e não se dá a importância devida”, informou o médico.

A transmissão do bacilo de Hansen se dá pelo contato íntimo e prolongado com o portador da doença através de gotículas eliminadas no ar pelo infectado, principalmente em locais com ausência de higiene e saneamento básico. Entretanto, estima-se que a maior parte da população adulta tenha resistência à hanseníase. 

Dermatologista e pioneiro no tratamento ambulatorial de poliquimioterapia – PQT, no Estado do Pará, Norat entende que o diagnóstico precoce é fundamental para que o tratamento avance antes que a doença evolua, causando alteração de sensibilidade ou atinja os nervos periféricos do corpo.

Desde 2016, o Ministério da Saúde oficializou janeiro como o mês de combate à hanseníase e consolidou a cor roxa para campanhas educativas sobre a doença. Veja informações no site da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH).

Reportagem e texto: Adrielly Araújo.

Edição: Antonio Carlos Pimentel.

 

 

“Faz 50 anos que eu não vejo a minha família, eles nem sabem que fui mandado pra cá.”

No primeiro quarto, do bloco 05, do pavilhão masculino, mora um senhor de 61 anos, conhecido como “Peixinho”. Um homem pacato, tímido, quase não exprime sentimentos. Quem o vê consegue perceber a angústia em seu olhar. Jorge da Silva foi um dos condenados à exclusão. Interno da ex-colônia de hansenianos de Marituba, perdeu o vínculo e o contato com a família e se viu obrigado a transformar a antiga prisão em lar.

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Nascido no município de Breves, no Marajó, interior do Estado do Pará, quando criança era um menino travesso que costumava brincar e tomar banho no rio, mas aos 10 anos viu sua vida tomar um rumo completamente diferente. Após uma inspetoria de saúde médica, realizada todo mês nas cidades do interior, ele foi examinado e recebeu o diagnóstico temido: estava com a lepra. Começou um pesadelo. Foi arrancado e levado para longe dos braços da família, contra a sua vontade.

“Não tive nem o prazer de me despedir da família, que na época não era permitido, da feita que fosse diagnosticado não se tocava em nada mais da família. Inclusive, tudo que era meu que tinha na casa foi queimado, não ficou nada”, recorda.

Pela falta de solução do Estado e pouca informação sobre a forma de contágio da doença, pessoas eram submetidas a situações desumanas. A lei da época tratava os pacientes como monstros. A voz de Jorge estremece quando ele lembra de como chegou na colônia. Apenas com a roupa do corpo, foi jogado dentro de porão de um barco, chamado de batelão, responsável por transportar os leprosos daquele tempo.

“Eu vim de lá no porão de um barco, eu e mais doze doentes, só sabíamos o que era dia e o que era noite porque levavam as refeições: café, almoço e janta. Foram três dias e três noites de viagem”, afirmou e silenciou por alguns minutos.

A maioria dos internos da colônia de Marituba chegou lá por rotas fluviais, já que boa parte morava próximo aos rios. Na parte de trás da estrutura da colônia passa um traço do rio Guamá, chamado de rio Mocajatuba. Conforme o tempo passava, as perspectivas dos internos de regressar novamente à sociedade diminuíam. O que lhes restava era aprender a conviver com a saudade e a dor.

“Peixinho” ainda encontrou luz no fim do túnel. Na adolescência, conheceu uma freira, que trabalhava na colônia. Foi ela que resgatou suas esperanças e lhe ofereceu proteção e acalento materno. “Depois que eu, entre aspas, consegui me acostumar aqui, eu passei a ser cuidado por uma freira, foi ela a responsável por tudo que eu sei hoje em dia, pela minha educação, pelo meu trabalho, era ela que me sustentava. Fiz vários cursos, mas Deus não quis que eu trabalhasse”, relatou e acrescentou que era muito grato à irmã.

Estigma e discriminação

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que age de maneira lenta e caracteriza-se por manifestações e evoluções neurológicas e dermatológicas, atingindo nervos periféricos da mão e do pé, como também membros da face, especialmente nariz e olhos, causando vários tipos de mutilações e limitações físicas, principalmente se não houver um diagnóstico precoce. Denominada por muitos anos como lepra, e conhecida desde antigas civilizações, a doença carregou ao longo de sua história um estigma de discriminação e isolamento.

Inaugurada em 1942, a colônia de Marituba, município da Região Metropolitana de Belém, a cerca de 20 quilômetros da capital, tinha o propósito de combater a endemia. Por meio do Serviço Nacional da Lepra, criado um ano antes, além do isolamento compulsório, a colônia de Marituba também teve uma política interna ditatorial, com regras e leis punitivas para qualquer infração.

Doença da pobreza

A hanseníase é uma doença que existe há milênios, mas a proliferação da endemia acontece até os dias atuais. A enfermidade, que deveria ter sido erradicada em 2015, ainda apresenta uma alta transmissão e detecção de novos casos em várias regiões do país, principalmente onde reinam condições de extrema pobreza e falta de atendimento médico.

Conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, o Estado do Pará ocupa o 5º lugar no ranking de incidência da doença, com 29,73 casos por cada 100 mil habitantes notificados em 2018, ficando atrás do Maranhão, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia. Segundo dados da Secretária de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), somente em 2019 já foram confirmados 973 novos casos. A negligência e o atraso no combate contribuem para o fortalecimento do estigma e preconceito em relação à doença.

Com o objetivo de afastar de diminuir o preconceito que o termo “lepra” impunha aos doentes, o governo brasileiro proibiu o uso da nomenclatura através da Lei nº 9.010, de 1995. Conforme a nova legislação, a doença passou a ser chamada de “hanseníase”, em homenagem ao médico norueguês Gerhard Amauer Hansen (1841–1912), que descobriu, em 1873, o micróbio causador da infecção, chamado de Mycobacterium Leprae.

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Cães e gatos precisam de cuidados especiais em todas as estações do ano, sobretudo no verão, a atenção deve ser redobrada. Férias, viagens de automóvel ou avião e passeios em diferentes regiões podem gerar desconfortos nos pets, ou até mesmo problemas graves de saúde.

 De acordo com a Médica Veterinária do curso de Medicina Veterinária da Universidade UNG, Karina D’Elia Albuquerque, assim como as pessoas, os animais de estimação, também, precisam se adaptar ao calor e a umidade. “Neste período, problemas como virose e desidratação são mais comuns, além da infestação de pulgas e carrapatos. As altas temperaturas, também, favorecem a reprodução de ectoparasitas (piolhos) e leptospirose”, explica.

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Cuidados com a água:

Na primavera e verão é necessário trocar a água de seu pet (cão e gato) pelo menos duas vezes ao dia, podendo até colocar pedras de gelo ou água gelada nos bebedouros, principalmente para os felinos que adoram brincar com as pedras de gelo.

 Hora do passeio:

Na hora do passeio, levar sempre água e não passear nas horas de mais calor, pois o asfalto muito quente pode queimar os coxins (almofadas das patas dos cães) e, também, pode levar a desidratação. O melhor horário para passeios é no início da manhã, final da tarde e noite.

Atenção com a higiene:

O ideal para evitar a proliferação de pulgas e carrapatos no verão é usar produtos comerciais que não permitem a infestação no animal. Existem diversos itens desde sprays, top spots, coleiras ou até comprimidos, que chegam a durar de 30 dias até quatro meses para uma nova aplicação.

 Alimentação:

Independente da estação do ano é importante que a alimentação siga a idade do animal. Filhotes com até um ano de vida, devem se alimentar com rações de filhotes, e os idosos a partir de oito anos, com rações específicas para a idade. Estas comidas são balanceadas de acordo com as necessidades nutricionais que cada faixa etária necessita. Existe uma diversidade de rações no mercado, desde as mais comuns, até rações premium, entretanto todas são balanceadas com vitaminas e proteínas necessárias para os animais.

 Tratamento de pele:

Animais que fazem passeios nas ruas e praças, podem ser contaminados por sarna (escabiose). Neste caso, o Médico Veterinário aplicará a medicação e passará remédios para serem usados em casa e dar continuidade ao tratamento. 

* Da Assessoria de Imprensa 

A Nasa parece levar a sério o ditado esportivo de que em time que está ganhando, não se mexe. Ela enviou novamente suas astronautas Jessica Meir e Christina Koch juntas ao espaço para substituir uma bateria da Estação Espacial Internacional (ISS), a segunda missão deste tipo composta apenas por mulheres.

A atividade começou às 11H35 GMT (8h35 de Brasília) desta quarta-feira, e ocorreu sem grande pompa por se tratar de uma operação rotineira de manutenção da ISS.

As duas astronautas levaram seis horas e meia para trocar as baterias velhas de níquel-hidrogênio por novas de íon de lítio.

Meir e Koch tinham realizado juntas uma missão similar em 18 de outubro, que foi celebrada como um acontecimento por se tratar da primeira missão espacial só com mulheres. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para elas para felicitá-las por sua coragem.

Nas 200 missões anteriores da Nasa sempre houve pelo menos um homem.

Além das duas mulheres, a atual equipe da ISS é composta pelo americano Andrew Morgan, o europeu Luca Parmitano e os cosmonautas russos Alexander Skvortsov e Oleg Skripochka.

A participação das mulheres em suas missões se tornou um assunto importante para a Nasa, que já anunciou que seu programa Artemisa, que busca voltar a levar seres humanos à superfície lunar, levará pela primeira vez uma mulher ao satélite terrestre.

Em seus quadros de astronautas se encontram várias mulheres, e na última promoção foram recrutadas cinco mulheres e seis homens, a quem se uniram um homem e uma mulher canadenses que realizam a primeira parte de seu treinamento na Nasa.

Nesta quarta-feira (15), mais de 207 pacientes conseguiram o encaminhamento para fazer os exames da cirurgia de Catarata através do programa Mais Visão, da Prefeitura do Paulista, na Região Metropolitana do Recife. São mais de R$ 2,9 milhões investidos no programa. Todo dinheiro é proveniente do município e do Sistema único de Saúde.

O Mais Visão é fruto de uma parceria da prefeitura com o Centro de Visão de Pernambuco (Cevipe) e o Instituto de Olhos Fernando Ventura (IOFV). Já com o encaminhamento em mãos, os pacientes realizarão quatro consultas com o oftalmologista, 13 exames oftalmológicos; cinco exames laboratoriais; parecer cardiológico. Fora isso, receberá colírio, óculos de proteção e acompanhamento até a recuperação final.

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Segundo a Secretária de Saúde Fabiana Bernart a expectativa é que ao longo de um ano, 2,4 mil cirurgias sejam realizadas pelo programa. “Com essa chamada, já são 600 pessoas atendidas e cerca de 600 cirurgias. Vale lembrar também que o paciente assim que faz o primeiro olho, ele já tem a cota para o segundo olho, com isso, o programa funciona de uma forma integral, além de todo acompanhamento pré e pós-operatórios”, ressaltou Bernart.

Mulheres que têm relações sexuais frequentes antes da menopausa demoram mais a parar de menstruar do que as menos ativas sexualmente da mesma idade - aponta uma pesquisa publicada na revista "Royal Society Open Science".

Em média, ter relações íntimas pelo menos uma vez por semana reduziu em 28% a possibilidade de entrar na menopausa em relação às mulheres que têm relações sexuais menos de uma vez por mês, indica a pesquisa.

De acordo com o estudo, isso pode ser explicado por uma resposta do corpo às pressões evolutivas.

"Se uma mulher tem poucas relações sexuais, ou relações sexuais pouco frequentes, quando se aproximar dos 40, seu corpo não receberá os sinais físicos de uma eventual gravidez", afirmaram Megan Arnot e Ruth Mace, cientistas da University College London.

"Em uma perspectiva de maximização da forma física", o corpo da mulher poderia investir mais energia no cuidado da família do que na ovulação, explicaram.

Pesquisas anteriores já procuravam entender por que mulheres casadas chegam à menopausa mais tarde do que solteiras e divorciadas, mas mencionavam a influência dos feromônios masculinos - substâncias químicas naturais do reino animal que atraem o sexo oposto.

Para tentar confirmar qualquer uma das teorias, Arnot e Mace examinaram os dados de quase 3.000 mulheres nos Estados Unidos, selecionadas em 1996 e 1997 para participar de um estudo sobre a saúde ao longo de várias décadas.

O projeto, chamado SWAN, permitiu acompanhar as mudanças - tanto biológicas, como psicológicas - ocorridas simultaneamente à menopausa.

A idade média das participantes era de 46 anos. Nenhuma tinha deixado de menstruar, mas menos da metade estava na pré-menopausa, com sintomas menores que começavam a aparecer.

Durante a década seguinte, 45% das mulheres tiveram uma menopausa natural, em média aos 52 anos.

A correlação entre a frequência das relações sexuais e o começo da menopausa é inegável, segundo os pesquisadores.

Como todas as relações declaradas eram heterossexuais, não se sabe se em casais lésbicos o efeito seria o mesmo.

Não se observou, porém, nenhum vínculo entre a presença contínua de homens e os sinais químicos subliminares que eles poderiam emitir. "Não encontramos nenhuma prova para a hipótese dos feromônios", apontaram.

A idade da menopausa natural varia consideravelmente em diferentes culturas. Os fatores genéticos são determinantes apenas em cerca da metade dessas diferenças, como mostraram pesquisas anteriores.

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