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| Ciência e Saúde

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou até o dia 9 deste mês 1.056 casos de sarampo em Pernambuco, com 127 confirmações e 447 descartes. De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta-feira (20), a maior parte dos municípios são oriundos da região da IV Gerência Regional de Saúde (Geres), no Agreste: Taquaritinga do Norte (34), Santa Cruz do Capibaribe (32), Caruaru (17), Vertentes (14), Toritama (11), Brejo da Madre de Deus (06), Frei Miguelinho (01), Gravatá (01) e Bezerros (01). Os demais são da I Geres, na Região Metropolitana do Recife (RMR): Recife (09) e Jaboatão dos Guararapes (01).

A SES-PE reforça que as ações de vigilância epidemiológica (investigação dos casos e vacinação de bloqueio), além da assistência ao paciente, são iniciadas logo após a notificação do caso, ou seja, independente do resultado laboratorial. A medida busca evitar o agravamento do caso e a propagação da doença. As medidas são realizadas pelos municípios com o apoio das Geres e do Estado. Por fim, a Secretaria informa que tem recebido normalmente a vacina tríplice viral do Ministério da Saúde e feito a distribuição aos municípios.

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CAMPANHA – Segue até 30.11 a campanha de vacinação contra o sarampo voltada para adultos jovens de 20 a 29 anos. Essa população deve ter duas doses da vacina tríplice viral para estar devidamente protegida contra a doença. A SES-PE reforça que os pernambucanos entre 6 meses e 49 anos ainda não vacinados ou que não completaram seu esquema básico também devem procurar os postos de saúde.

*Da assessoria 

 

Nos dias 28 e 29 de novembro, o Teatro Aliança Francesa recebe o 3º Encontro de Saúde / Prevenção IST / Aids entre Jovens LGBT+ em São Paulo. O evento, organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBTSP), terá programação com exibição de filmes, palestras e mesa redonda.

Entre os documentários que serão exibidos estão "Laurence Anyways" (2012), com direção de Xavier Dolan, e "Carta para Além dos Muros" (2019), dirigido por André Canto. Após a exibição dos filmes haverá rodas de conversa sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

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Um dos destaques do bate-papo é a presença de Laurence Slama, especialista em Profilaxia Pré- Exposição (PreP) de risco à infecção pelo HIV, que consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus, para reduzir a probabilidade de infecção pelo HIV.

O encontro acontece todos os anos e sempre no final do mês de novembro, próximo ao dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Confira a programação completa em paradasp.org.br/3encontrodesaude.

 

Serviço

3º Encontro de Saúde / Prevenção IST  AIDS entre Jovens LGBT+

Quando: 28 e 29 de novembro, das 15h às 20h30

Onde: Aliança Francesa - Rua General Jardim, 182, Centro, São Paulo - SP

Entrada gratuita

O Laboratório de Análises Clínicas da Universidade Guarulhos (UNG) está recebendo pacientes para a realização de exames em diversos setores da saúde com preços populares. Os exames realizados no laboratório são divididos em quatro setores: parasitologia, em que são feitos exames de fezes para verificar se há algum tipo de parasita no organismo do paciente; bioquímica, onde é possível determinar os níveis de colesterol, triglicérides, diabetes, ureia, etc.; hematologia, para obter informações para o auxílio de diagnósticos através do hemograma; e no setor de imunologia/sorologia, onde são feitos exames para toxoplasmose, hepatite B e C, entre outros. No laboratório, são feitos também exames de urina tipo I.

Segundo a farmacêutica do Laboratório de Análises Clínicas da UNG, Giliane Freire Nascimento, qualquer pessoa pode utilizar o serviço, independente do local em que reside. A única exigência é ter em mãos o pedido médico, com a data de requisição anterior há 30 dias. "Os exames mais procurados são do setor de bioquímica, que compreende o diagnóstico dos níveis de glicose, colesterol e triglicérides. Esses exames são rotineiros e solicitados pelos médicos frequentemente", explica.

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Além da supervisão profissional, o laboratório é fiscalizado pela Vigilância Sanitária e pelo Conselho Regional de Farmácia. As técnicas utilizadas nas análises estão em constante atualização e são compatíveis com os métodos usados de um modo geral pelos laboratórios clínicos. Os testes de bioquímica, por exemplo, são realizados através do equipamento Labmax 240 da Labtest, enquanto os de hematologia, por meio das máquinas SDH-5, também da Labtest.

 

Serviço

Laboratório de Análises Clínicas da UNG

Coletas de segunda a sexta-feira, das 7h às 9h

Onde: Prédio H da UNG - Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos, São Paulo - SP

Informações: (11) 2464-1738

Exames com preço popular

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Flinders, Austrália, desenvolveu um tecido capaz de minimizar o efeito das mordidas e reduzir a perda de sangue em caso de ataque de um tubarão, segundo o portal EurekAlert!, que publicou a novidade na segunda-feira (18).

Durante o estudo, cientistas australianos testaram duas amostras do material protetor, reforçado com polietileno com alto nível de resistência a abrasão e impacto, conhecido como UHMWPE, e o compararam com os trajes tradicionais de neoprene.

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"Nossos resultados mostraram que ambos os materiais que testamos podem fornecer alguma proteção contra mordidas", explicou o pesquisador-chefe Charlie Huveneers, que acrescentou que sua equipe apostou em "testar o tecido em tubarões-brancos, pois esta é a espécie responsável pelo maior número de mortes".

Os autores do estudo observaram que o novo material se mostrou mais resistente a "picadas, cortes e mordidas de tubarões" do que o neoprene padrão normalmente usado por mergulhadores e surfistas.

Ao mesmo tempo, eles admitiram que mais testes são necessários para "determinar a magnitude dos danos ao corpo humano".

Austrália, EUA e África do Sul lideram o ranking de países com o maior número de ataques de tubarões. A cidade de New Smyrna, no estado da Flórida, EUA, tem sido o lugar com o maior número de ataques de tubarões.

Da Sputnik Brasil

As mudanças climáticas já prejudicam a saúde das crianças em todo o mundo, com ameaças de impactos ao longo da vida, de acordo com o relatório internacional Lancet Countdown 2019 (Contagem Regressiva da Lancet), lançado nessa segunda-feira (18) no Brasil. Se o mundo continuar no atual padrão econômico de altas emissões de carbono e mudanças climáticas, o documento aponta que uma criança nascida hoje enfrentará um planeta em média 4° C mais quente até os seus 71 anos, o que ameaçaria sua saúde em todas as fases da vida.

“A mensagem chave desse relatório global é que a gente precisa se atentar para as mudanças climáticas logo, para que as crianças, no futuro, não sejam tão afetadas. A criança vai ser afetada, mas para que ela não seja tão afetada”, disse a médica Mayara Floss, uma das autoras do relatório no Brasil.

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O impacto da poluição do ar deve piorar nos próximos anos, mostra o relatório. O fornecimento de energia derivada do carvão, por exemplo, triplicou no Brasil nos últimos 40 anos; ao mesmo tempo que os níveis perigosos de poluição atmosférica ao ar livre contribuíram para 24 mil mortes prematuras em 2016. O projeto é uma colaboração de 120 especialistas de 35 instituições, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Banco Mundial e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao Ministério da Saúde brasileiro.

“Longas secas, chuvas excessivas e incêndios não controlados estão agravando os efeitos sobre a saúde. Impulsionado em parte pelas mudanças climáticas, o crescimento contínuo da dengue pode tornar-se incontrolável em breve - a incidência triplicou desde 2014. Lamentavelmente, o desmatamento de florestas maduras está aumentando novamente, assim como o uso de carvão. Não podemos desperdiçar o histórico de sucesso conquistado com tanto esforço”, disse Mayara.

Segundo o relatório, as crianças são as que mais sofrerão com o aumento de doenças infecciosas, como a dengue. “A gente sabe que a capacidade do mosquito da dengue de transmitir doença tem aumentado muito. Esse é um dado muito alarmante. E isso está relacionado às mudanças climáticas e ao aumento da temperatura”, disse Mayara.

Ainda de acordo com o documento, eventos climáticos extremos se intensificarão na idade adulta de pessoas nascidas hoje. No Brasil, 1,6 milhão de pessoas foram expostas a incêndios florestais desde 2001. Em todo o mundo houve um aumento de 220 milhões de pessoas acima de 65 anos expostas a ondas de calor em 2018, na comparação com 2000. Em relação a 2017, a alta foi de 63 milhões.

Mitigação de impactos

O documento tem o objetivo de oferecer recomendações políticas aos tomadores de decisão para mitigação dos impactos. Uma delas é que as diretrizes do Acordo de Paris sejam cumpridas a fim de limitar o aquecimento a um nível bem abaixo de 2 °C, o que poderá permitir que uma criança nascida hoje cresça em um mundo que atingirá emissões zero até seu 31º aniversário.

Os autores do relatório alertam que para que o mundo atinja as metas climáticas da Organização das Nações Unidas e proteja a saúde da próxima geração, o cenário energético terá que mudar de forma drástica e rápida: apenas um corte anual de no mínimo 7,4% nas emissões fósseis de CO2 entre 2019 e 2050 limitará o aquecimento global à meta de 1,5 °C, considerada a mais ambiciosa.

“Interromper e reverter a perda de florestas tropicais e comprometer-se com a eliminação gradual do carvão será essencial para o Brasil cumprir as metas climáticas acordadas sob o Acordo de Paris e proteger a saúde das futuras gerações”, disse Mayara.

Além da eliminação da energia a carvão, o relatório traz outras ações prioritárias para mudar os rumos do impacto das mudanças climáticas na saúde, como aumentar os sistemas ativo e público de transporte acessível, econômico e eficiente, especialmente a pé e de bicicleta, com a criação de ciclovias e incentivo ao aluguel ou compra de bicicletas.

Outra ação é assegurar que as maiores economias do mundo cumpram os compromissos internacionais de financiamento climático de US$ 100 bilhões por ano até 2020 para ajudar os países de baixa renda.

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência realiza audiência pública na quarta-feira (20) para discutir a assistência à saúde de pessoas com fissura labiopalatina.

Foram convidados para o debate:

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- representante do Ministério da Saúde;

- a tesoureira da Associação Brasileira de Fissuras Lábio Palatinas, Elizabeth Castineira Fernandes; e

- o presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial, Cássio Eduardo Adami Raposo do Amaral.

De acordo com o deputado Paulo Freire Costa (PL-SP), que solicitou a audiência, "é importante que haja uma política de atenção integral a essas pessoas, compreendendo não apenas a cirurgia para correção da fenda, mas também todo o processo de reabilitação da fala e da deglutição."

A audiência pública está marcada para as 15 horas no plenário 13. Haverá transmissão interativa do evento.

*Da Câmara dos Deputados 

Seguindo o calendário elaborado pelo Ministério da Saúde, o governo do estado do Rio de Janeiro deu início, nesta segunda-feira (18), à segunda fase da campanha nacional de vacinação contra o sarampo. O estado já registrou este ano 117 casos da doença, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o que o coloca entre os três com maior incidência no atual surto que atinge o Brasil. Em todo o país, são cerca de 5,6 mil casos, em 19 estados. Mais de 90% das ocorrências se concentra em São Paulo, onde já foram registrados mais de 5 mil diagnósticos positivos.

Na nova etapa, que vai até o dia 30 de novembro, o Ministério da Saúde mira em cerca de 9 milhões de pessoas entre 20 e 29 anos, que não tomaram duas doses na infância. Essa é a faixa etária que acumula o maior número de casos confirmados no atual surto. Os imunizantes são assegurados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis em unidades básicas.

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A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção ao sarampo. Para as pessoas até 29 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina. Na faixa de entre 30 a 49 anos, a indicação é de uma dose. A primeira fase da campanha de vacinação, realizada de 7 a 25 de outubro, foi focada no atendimento às crianças de 6 meses a 5 anos de idade, grupo mais vulnerável às sequelas e óbitos.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil superou a meta global alcançando 97% de cobertura vacinal na faixa etária de 6 meses a 1 ano de idade. No entanto, 10 estados ficaram abaixo do índice almejado de 95% e o Rio de Janeiro registrou o pior percentual,de 69,24%.

Vírus

Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave transmitida por via aérea. Os sintomas são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza e mal-estar intenso. Após um período que varia de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas. Quando ocorre na infância, a vítima pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente. Mesmo entre adultos, a doença pode deixar sequelas e também evoluir a óbito. Neste ano, 14 pessoas morreram, sendo 13 em São Paulo e uma em Pernambuco.

No Rio de Janeiro não há registro de mortes. Os 117 casos estão espalhados por 16 municípios. Duque de Caxias lidera com 36 ocorrências. Em seguida, vêm a capital, com 31 confirmações, Paraty com 12 e São João de Meriti com 10. As demais cidades são Angra dos Reis, Belford Roxo, Cabo Frio, Casemiro de Abreu, Itaguaí, Magé, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Resende, Rio das Ostras e Saquarema.

 

Quando uma criança nasce prematura e abaixo do peso, o bebê é levado imediatamente para a incubadora. Até quatro décadas atrás, esse recém-nascido tinha que ficar isolado da mãe porque os médicos temiam principalmente o risco de infecções. Criado em 1979, em Bogotá, na Colômbia, o Método Canguru tira os bebês desse isolamento e estabelece o protagonismo materno no tratamento neonatal.

Os bebês são colocados em posição vertical no colo da mãe ou do pai, amparados por um tecido, como se fossem filhotes de canguru e podem ficar ali por horas. Não é que as incubadoras passem a ser substituídas, mas essa tecnologia humanizada funciona como um complemento importante no tratamento.

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“As incubadoras são muito boas, a tecnologia é muito apropriada para a saúde e a sobrevivência das crianças. O que fizemos foi permitir que as mães entrassem em todos os serviços de recém-nascidos, assim o bebê ficava com a pessoa mais importante para ele,” afirma Hector Martinez, pediatra e criador do Método Canguru. Ele ressalta que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento do bebê.  

Além do vínculo afetivo que é fortalecido com esse contato pele a pele diário, os benefícios da prática incluem regularização da temperatura do bebê – por causa do calor do colo dos pais – e ganho de peso. “O Método Canguru favorece muito o aleitamento materno. Todas as pesquisas realizadas demonstram que os bebês que utilizam o método mamam por mais tempo exclusivamente no peito, e a mãe tem facilidade maior para amamentar,” ressalta a pediatra neonatologista e consultora do Ministério da Saúde Zeni Lamy. Segundo a especialista, que é uma das precursoras da introdução da prática no Brasil, estudos demonstram que, a longo prazo, ela leva a uma melhor escolaridade e a menos comportamentos de desvios, como o uso de álcool e outras drogas, além da violência.

No Brasil, o Método Canguru é adotado há 20 anos e hoje é utilizado por 200 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A mãe fica em um leito próximo ao do bebê e pode ficar com a criança no colo quanto tempo quiser. No mundo, a metodologia está presente em cinco continentes e é uma ferramenta para ajudar os 20 milhões de bebês prematuros que nascem todos os anos.

A segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo começa nesta segunda-feira (18) em todo o país. As pessoas, na faixa etária de 20 a 29 anos de idade, são o alvo desta etapa.

De acordo com o último boletim epidemiológico sobre sarampo do Ministério da Saúde, esta faixa etária é a que mais acumula número de casos da doença. Nos últimos 90 dias de surto ativo, foram confirmados 1.729 casos em pessoas de 20 a 29 anos.

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O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que um dos motivos é que esse público não tomou a vacina em nenhuma fase da vida e, se tomou, não voltou para aplicar a 2ª dose, necessária para a proteção.

Para atingir essa faixa etária, o ministério adotou algumas estratégias. Uma delas é a realização da segunda fase da campanha de vacinação em locais de grande circulação dessas pessoas. A ação será realizada em conjunto pelas três níveis de governo: federal, estadual e municipal.

Gevaer autografa exemplares da revista UFO. (Marília Parente/LeiaJá Imagens)

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Na tarde do último sábado (16), o Recife recebeu pela primeira vez o UFO Summit Brazil, uma das conferências mais importantes do mundo voltada para a ufologia, área de interesses que pesquisa e investiga a vida extraterrestre. Às 20h, subiram ao palco do auditório MV Empresarial e Convention, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, os palestrantes Nick Pope, ex-diretor do UFO Desk do Ministério da Defesa britânico, Stephen Bassett, considerado o maior ativista ufológico dos Estados Unidos na atualidade, e o brasileiro Ademar José Gevaerd, fundador e editor da revista UFO, a mais antiga do mundo voltada para a temática.

Em entrevista ao LeiaJá, Gevaerd afirmou acreditar que o contato oficial de extraterrestres está próximo e que os governos de todo o mundo não estão preparados para esta possibilidade. “As comunicações com extraterrestres vem se dando desde a antiguidade, mas não de maneira global. Agora, nós acreditamos que esteja havendo um processo de aproximação dessas civilizações com o intento de fazer um contato oficial com nossa humanidade. Esse é um processo natural que deve ocorrer com as civilizações no mundo que atingiram um certo grau de avanço”, defende Gevaerd. Para o ufólogo, a humanidade não deve, contudo, temer um possível contato com alienígenas. “Temos que nos preparar, porque vai ser uma mudança de paradigmas muito grande. Nossos conceitos religiosos, filosóficos, científicos e históricos serão revirados, então muito da resistência das comunidades científicas e governos se dá pelo medo de rever tudo que eles construíram até aqui. A história da humanidade não é esta que está posta”, afirma.

Ex-piloto de avião garante já ter visto discos voadores. (Marília Parente/LeiaJá Imagens)

Por isso, Gevaerd pontua que o principal assunto trabalhado na conferência foi o apelo pela abertura das informações dos estados de todo o mundo a respeito da possível vida em outros planetas. “Os governos ainda têm muita retração quanto a esse assunto e, em alguns casos, uma completa negação do fenômeno, como fazem os Estados Unidos e a Rússia, que são os países que mais detêm informação”, conclui.

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Público

Com ingressos de até R$ 160, a edição Recife do UFO Brazil Summit atraiu cerca de 300 pagantes, em sua maioria, pesquisadores, curiosos sobre o assunto ou pessoas que garantem ter tido contato com extraterrestres. O piloto de aeronaves aposentado João Carlos Vasconcelos conta que, na aviação, não são incomuns os relatos envolvendo objetos não-identificados. “Eu tive a oportunidade de ver muitos discos voadores, porque pilotava um avião que voava muito acima do tráfego normal. Enquanto os outros estavam a vinte e cinco mil pés de altura, eu estava a 50 mil, então acho que eles (os extraterrestres) se aproximavam para ver o que éramos. Muitos pilotos viram”, relata.

Daniel e Larissa vieram de Natal (RN) com os filhos apenas para acompanhar a conferência. (Marília Parente/LeiaJá Imagens)

O analista de sistemas Daniel Rocha e a assistente administrativa Larissa Rocha vieram de Natal, capital do Rio Grande do Norte, com toda a família para assistir à conferência. “Viemos só para o evento. O interesse da família no assunto partiu do meu marido (Daniel), que sempre acompanha as novidades da área e compartilha conosco. Quando a gente soube desse evento no Recife ficamos muito animados para poder vir e conhecer mais ainda essa área que está sempre abrindo novos horizontes” comenta Larissa. Já Daniel conta que tem o desejo de fazer um mestrado envolvendo a temática da ufologia. “Fiz uma especialização sobre OVNI’s baseado em uma edição da revista UFO sobre a relação deles com o psicanalista Jung. Pretendo usar o tema da conferência para fins acadêmicos”, explica.

Uma pesquisa feita pela organização não governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), mostra que a credibilidade das vacinas é menor entre homens e jovens de 16 a 24 anos. O estudo mapeou o impacto das fake news contra vacinas e contou com um questionário domiciliar em que o Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 19 e 22 de setembro deste ano, em todas as regiões do país.

Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros consideram as vacinas totalmente seguras, e 31% avaliam que elas são parcialmente seguras. Para 8%, elas são parcialmente inseguras, e 6% responderam que elas são totalmente inseguras. A soma dos três últimos grupos mostra que 45% dos brasileiros têm algum grau de insegurança em relação às vacinas. Um percentual de 2% não respondeu ou não soube opinar.

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Entre os homens, cai para 49% o percentual dos que consideram as vacinas totalmente seguras, e os outros três grupos somam 48%. Em relação à faixa etária, a situação é mais preocupante entre os jovens de 16 a 24 anos, já que 45% veem as vacinas como totalmente seguras e 53% têm algum nível de insegurança.  

As pessoas com ensino médio se mostraram menos seguras sobre as vacinas do que aqueles com nível fundamental completo ou incompleto, sendo este último grupo o que dá maior credibilidade às imunizações (61%). Segundo a pesquisa, metade das pessoas que pararam de estudar ao concluir o ensino médio têm inseguranças em relação à vacinação, enquanto para quem tem nível superior esse percentual cai para 43%.  

Assim como nos níveis de escolaridade, a camada mais pobre da população, com renda de até um salário mínimo, é a que confia mais nas vacinas. O resultado se repete entre as classes D e E, que superam a A, a B e a C no percentual que avaliou as vacinas como totalmente seguras. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, os dados de renda, classe social e escolaridade mostram que a população mais pobre está menos impactada pelas fake news por consumir mais as informações da mídia tradicional, utilizar mais os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e ter menos acesso às redes sociais.

"Elas são bastante impactadas pelas mídias tradicionais, mesmo sendo populações mais carentes. E tem a ação do SUS. São pessoas que são usuárias do SUS. E quando elas conseguem acessar o sistema, os profissionais de saúde se tornam muito importantes na informação".

Outro dado trazido pela pesquisa é que os evangélicos dão menor credibilidade às vacinas que os católicos e as pessoas que se declararam de outras religiões. Enquanto 60% dos católicos e 49% do terceiro grupo consideram as vacinas totalmente seguras, esse percentual cai para 44% no caso dos evangélicos, o menor percentual entre todos os recortes populacionais.

Fake News

O questionário mostra que 61% dos entrevistados já receberam mensagens negativas sobre vacinas nas redes sociais, sendo que 9% disseram que essas mensagens chegam todos os dias ou quase todos os dias.

Entre as pessoas que declararam considerar as vacinas parcialmente inseguras, 72% disseram ter recebido notícias negativas por redes sociais. E, entre os que disseram que elas são totalmente inseguras, esse percentual é de 59%.

A pesquisa revela que a mídia tradicional ainda é a principal fonte de informação sobre vacinas para a população, sendo citada por 68% dos entrevistados, que podiam apontar as três fontes principais de informações sobre o assunto. As redes sociais ficaram em segundo lugar, com 48%, à frente do governo (42%) e dos profissionais de saúde (41%). O presidente da SBIm acredita que a disponibilidade das redes sociais contribui para que elas tenham ultrapassado fontes oficiais.

"A gente tem que estar disponível para ensinar e esclarecer da mesma forma que as pessoas que disseminam essas inverdades estão. A gente tem que encontrar tempo, disponibilidade e uma linguagem pra isso", diz ele, que reconhece que redes sociais como o Whatsapp favorecem a criação de "guetos", onde informações que desmintam fake news dificilmente conseguem penetrar. "É importante a gente ter a parceria com as plataformas [de redes sociais]".

Para a coordenadora de campanhas do Avaaz no Brasil, Nana Queiroz, o país vive uma epidemia de desinformação que precisa ser combatida por diferentes esferas de governo, sociedades médicas e também pelas plataformas de redes sociais, como o Facebook, o YouTube, o Instagram e o Whatsapp. "Nesse caso, o remédio é que as plataformas mostrem correções (vindas de checadores de fatos independentes) a todos que foram expostos a notícias falsas. Essa estratégia ficou conhecida mundialmente como correct the record [corrigir o erro]. Ela é prática, justa e nos protege contra a censura, pois nada é tirado do ar: apenas corrigido".

O Avaaz analisou ainda 30 histórias falsas sobre vacinas desmentidas pelo Ministério da Saúde e por serviços jornalísticos de checagem de informações. Esses conteúdos tiveram  23,5 milhões de visualizações e 578 mil compartilhamentos no Facebook. Além disso, foram 2,4 milhões de visualizações no YouTube. Quase metade desses artigos ou vídeos foi traduzida de sites antivacina dos Estados Unidos.

Na próxima segunda-feira (18), Angola iniciará a implantação de uma rede de bancos de leite para apoio às mães com filhos em idade de amamentação. O país na costa ocidental da África é o 22º a tomar essa iniciativa com apoio e cooperação do Brasil, que iniciou a implementação de bancos de leite em meados da década de 1980 e pôs em funcionamento a sua própria rede nacional em 1998.

Na África, o projeto está também em funcionamento em Cabo Verde e Moçambique. Está presente ainda em 17 países latino-americanos e em dois países europeus – Portugal e Espanha. A expertise brasileira na cooperação internacional chamou atenção dos parceiros do Brics - acrônimo formado com as letras inicias de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (South Africa).

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Com a presidência brasileira pro tempore (temporária) do Brics, abriu-se a expectativa de que, no próximo ano, o Brasil inicie a colaboração com seus quatro parceiros no grupo de países de economia emergente.

A cooperação é técnica e não envolve repasse de recursos. O apoio vai desde a elaboração de projetos, assessoria na escolha de hospitais participantes das redes locais, especificação de equipamentos e treinamento de pessoal como processamento de leite humano, práticas de aleitamento e gestão de banco de leite.

Conforme explicou à Agência Brasil Joao Aprigio Guerra de Almeida, pesquisador da Fiocruz e coordenador da Rede Global de Bancos de Leite Humano, constituída a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS), a assessoria brasileira não impõe roteiro de criação de banco de leites em outros países.

“É um produto SUS-Brasil de exportação. Não transferimos modelos, mas sim princípios e apoiamos na adaptação às suas realidades. A cooperação brasileira se pauta por valores importantes como a horizontalidade, o compartilhamento, a não intervenção e o respeito à independência dos países”, assinalou Almeida.

A demanda de cooperação com os demais membros do Brics foi formalizada em uma reunião técnica ocorrida em agosto em Brasília, e ratificada em encontro dos ministros de Saúde dos cinco países, realizado em outubro em Curitiba.

Campanha Nacional 

De acordo com a Campanha Nacional Aleitamento Materno 2019, do Ministério da Saúde, a amamentação “previne a fome e a desnutrição em todas as suas formas e garante a segurança alimentar dos lactentes, mesmo em tempos de crise e catástrofe”, e “está associada a um melhor desempenho em testes de inteligência, renda mais alta e maior produtividade na vida adulta”.

Há benefícios da amamentação na prevenção de doenças como diabetes 1 e 2 nas crianças e câncer de mama nas mães. Tudo isso “diminui os custos com tratamentos nos sistemas de saúde”, informa a campanha.

A disseminação das vantagens do aleitamento materno e a criação de bancos de leite são causas abraçadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que 2020 completa 120 anos de funcionamento e tem sua matriz no Rio de Janeiro.

“O banco de leite é casa de apoio à amamentação, não é leiteria humana. Os nossos bancos de leite se voltam para obter leite para nossos prematuros. Essas crianças vão para casa, e suas mães precisam de apoio para eles serem amamentados”, afirmou Aprigio.

Segundo o pesquisador, a amamentação é biologicamente determinada, porém, é socioculturalmente condicionada. "Aquilo que deveria ser regido pelas leis da biologia, de algum tempo para cá, tempo que coincide com a indústria de leite, as leis da biologia passaram a ser substituídas pelas leis de mercado.”

Uma segunda vacina contra o ebola foi introduzida de forma experimental nesta quinta-feira (14) no leste da República Democrática do Congo (RDC), dias depois da homologação oficial do primeiro tratamento.

Equipes da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) abriram dois centros de aplicação das doses do laboratório americano Johnson & Johnson (J&J) em Goma, uma grande cidade de Kivu do Norte de um a dois milhões de habitantes, na fronteira com Ruanda.

No bairro de Majengo, na manhã desta quinta-feira, duas pessoas foram vacinadas e 41 estavam na lista de espera, indicou à AFP um porta-voz da MSF.

Responsável pela implementação deste novo protocolo, a MSF quer chegar a "50.000 pessoas em um período de quatro meses", com 23.000 doses que já foram entregues na RDC, segundo cifras desta organização.

Uma segunda dose será aplicada daqui a dois meses, detalhou a MSF em um comunicado.

Trata-se de "comprovar o bom desenvolvimento da vacina em duas doses, em uma região onde a população é muito móvel e onde houve casos no passado", acrescentou.

Em julho e agosto, foram registrados em Goma quatro primeiros casos de febre hemorrágica. As autoridades médicas temeram uma propagação da doença nesta cidade populosa, centro de intercâmbios com Ruanda, Uganda e a província vizinha de Kivu do Sul.

Nenhum novo caso de vírus do ebola foi declarado em Goma desde agosto. O epicentro da epidemia se encontra 350 km ao norte, na região de Beni-Butembo.

Declarada em 1 de agosto de 2018, esta décima epidemia de febre hemorrágica em solo congolês deixou 2.193 mortos, e 1.067 pacientes se curaram.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a epidemia "emergência de saúde pública mundial" em 17 de julho, em um chamado para arrecadar fundos.

Esta é a primeira vez que vacinas são introduzidas de forma "experimental" (sem a autorização prévia de sua comercialização) para prevenir a doença.

James Peebles ganhou o Prêmio Nobel de Física deste ano por ajudar a transformar o campo da cosmologia em uma ciência respeitada, mas se há um termo que ele odeia ouvir, é a "Teoria do Big Bang".

A principal explicação para o universo em seus primeiros períodos é dominante há décadas, com o trabalho inicial de Peebles que investigou a radiação cósmica de fundo ajudando a cimentar muitos dos detalhes.

Mas "a primeira coisa a entender sobre o meu campo é que o nome dele, Teoria do Big Bang, é bastante inapropriado", disse Peebles, de 84 anos, em um evento de homenagem aos vencedores do Prêmio Nobel dos EUA na Embaixada da Suécia em Washington na quarta-feira.

"Isso conota a noção de um evento e uma posição, os quais estão completamente errados", continuou, acrescentando que não há evidências concretas de uma explosão gigante.

O comitê do Nobel, no mês passado, homenageou Peebles por seu trabalho desde meados da década de 1960, que desenvolveu o atual quadro teórico predominante para o jovem universo.

Mas ele é cuidadoso ao notar que não sabe sobre o "começo".

"É muito lamentável que se pense no começo, quando, na verdade, não temos nenhuma boa teoria de algo como o começo", disse à AFP em entrevista.

Por outro lado, temos uma "bem testada teoria da evolução de um estado inicial" para o estado atual, começando com "os primeiros segundos de expansão" - literalmente os primeiros segundos de tempo, que deixaram assinaturas cosmológicas denominadas "fósseis".

Fósseis na paleontologia são os restos preservados de seres vivos de épocas geológicas anteriores. Os fósseis cosmológicos mais antigos são a criação do hélio e de outras partículas como resultado da nucleossíntese, quando o universo estava muito quente e muito denso.

Essas teorias são bem fundamentadas devido à preponderância de evidências e verificações, ao contrário das teorias da fase misteriosa anterior.

"Não temos uma prova forte do que aconteceu antes", disse Peebles, professor emérito de Princeton. "Temos teorias, mas não testadas".

- "Eu desisto" -

"Teorias e ideias são maravilhosas, mas para mim elas se estabelecem ao passar nos testes", continuou. "Teorias, é claro, qualquer físico brilhante pode inventar teorias. Elas podem não ter nada a ver com a realidade".

"Você descobre quais teorias estão próximas da realidade comparando-as com as experiências. Nós simplesmente não temos evidências experimentais do que aconteceu antes".

Uma dessas teorias é conhecida como "modelo da inflação", que sustenta que o universo primitivo se expandiu exponencialmente por uma minúscula fração de segundo antes da fase de expansão.

"É uma bela teoria", disse Peebles. "Muitas pessoas pensam que é tão bonita que certamente está certa. Mas a evidência disso é muito escassa".

Perguntado sobre qual termo ele preferiria ao "Big Bang", Peebles responde: "Desisti, uso Big Bang, não gosto".

"Mas, durante anos, alguns de nós tentaram convencer a comunidade a encontrar um termo melhor, sem sucesso. Então é 'Big Bang'. É lamentável, mas todos sabem esse nome. Então eu desisto".

Nesta quinta-feira (14) é o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, uma doença que afeta milhares de pessoas desde crianças até idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 13 milhões de brasileiros são vítimas da doença, o que representa 7% da população do país. Um dos maiores cuidados que os diabéticos precisam ter é na hora das refeições, pois não podem ficar muito tempo sem se alimentar e não podem comer grandes quantidades de uma vez.

O café da manhã costuma ser a refeição que exige um pouco mais de cautela entre os diabéticos, já que a maioria dos alimentos presentes na mesa dos brasileiros contém trigo e açúcar, que estão entre os maiores "vilões" para quem tem a doença. “Alguns diabéticos acreditam que somente o açúcar refinado é o mais prejudicial. No entanto, vale lembrar que o açúcar está embutido nos alimentos e faz tão mal quanto”, afirma a nutricionista Fernanda Peres Silva Souza.

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Os alimentos que melhor se adaptam a dieta dos diabéticos são os integrais, além de fibras que ajudam a regular o nível de açúcar no sangue, assim como o colesterol. “A farinha de semente de uva, a farinha de banana verde e a canela em pó, são três alimentos que merecem destaque. Vale muito acrescentar esses alimentos, seja em sucos, vitaminas, na fruta, ou até na comida. Isso ajuda muito no equilíbrio da glicose” orienta Fernanda.

Segundo a nutricionista, o cromo é um dos minerais que também auxilia no tratamento dos diabéticos e as maiores fontes desse mineral são alimentos como o feijão, ovos, cacau em pó sem açúcar e a cebola. Como os diabéticos não podem ficar muitas horas sem se alimentar, as frutas são uma excelente opção de consumo entre as refeições.

A causa do diabetes ainda é desconhecida, porém, a melhor maneira de prevenir a doença é com práticas saudáveis como uma boa alimentação, atividades físicas e evitar o consumo de álcool e tabaco.

A cidade de São Paulo conseguiu eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho. Nesta quarta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou ao prefeito Bruno Covas que o município vai receber o Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV. A capital paulista é a terceira cidade do País a receber a certificação - a primeira foi Curitiba, em 2017.

A eliminação da infecção do vírus de mãe par ao filho durante o período da gestação, no parte ou pelo aleitamento materno está entre as prioridades do Ministério da Saúde para controle das infecções sexualmente transmissíveis.

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Em sua conta no Instagram, o prefeito Bruno Covas (PSDB), publicou um vídeo comentando a conquista do certificado. "Recebi ontem a confirmação do ministro da Saúde que a cidade de São Paulo será certificada com o fim da chamada transmissão vertical da Aids, ou seja, aqui em São Paulo, por conta de uma série de políticas públicas que vêm sendo adotadas ao longo dos anos, que foram mantidas e ampliadas na nossa gestão, acabou a transmissão que é feita da mãe para o filho, para o feto, para a criança."

No vídeo, gravado no Hospital Sírio-Libanês, onde ele faz tratamento contra um câncer, ele diz ainda que a capital é a terceira cidade do País a receber o reconhecimento. "Isso é uma grande conquista para a cidade. A cidade de São Paulo é a terceira cidade do País a conseguir essa certificação que, pela sua dimensão, talvez seja agora a maior cidade do mundo a ter eliminado a transmissão vertical"

Covas elogiou ainda os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e ONGs que atuam com o tema.

Além de Curitiba, apenas o município de Umuarama, também no Paraná, conseguiu erradicar esse tipo de transmissão. O Brasil é signatário do compromisso mundial de eliminar a transmissão vertical do HIV.

A certificação é dada para municípios com mais de 100 mil habitantes e que tenham taxa de detecção de HIV inferior a 0,3 casos por mil nascidos vivos, e proporção anual inferior a 2% de crianças expostas ao vírus que soroconverteram (quando tornam-se positivas para o HIV).

No mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17 países e territórios nas Américas conseguiram eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV e da Sífilis. Entre eles estão os Estados Unidos, Canadá e Chile. O Brasil faz parte das nações que tiveram progresso nos últimos anos e está próximo da eliminação.

Foram registradas, até o dia 2 de novembro, 710 mortes por dengue este ano no Brasil, conforme novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número é 5,4 vezes maior que as 132 mortes registradas no mesmo período do ano passado. Outros 371 óbitos estão em investigação. O Estado de São Paulo já teve confirmados 256 óbitos este ano, segundo a pasta - no mesmo período de 2018, tinham sido apenas 6 mortes.

No País, no período, houve notificação de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue, o que representa 716 casos a cada 100 mil habitantes. No ano passado, eram 223,9 mil casos - 107,4 por 100 mil. Em São Paulo, este ano, foram 442,2 mil, coeficiente de 963,1 casos por 100 mil moradores. No mesmo período de 2018, eram 15,2 mil casos - 33,5 por 100 mil habitantes.

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Em 20 dias, desde o último levantamento, foram notificados 15,2 mil novos casos e 21 mortes por dengue no País, o que levou o Ministério da Saúde a fazer um apelo à população para continuar, de forma permanente, a mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, que também transmite a chikungunya e a zika. "O período de verão é o mais propício à proliferação do mosquito por causa das chuvas e, consequentemente, é a época de maior risco de infecção. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir os focos", informou.

Conforme a pasta, mesmo no período do inverno, quando a curva de incidência no País retorna ao canal endêmico, observou-se um discreto aumento nos casos prováveis de dengue, quando se esperava uma redução. Essa tendência atingiu também o Sudeste, incluindo o Estado de São Paulo, onde o inverno registrou temperaturas acima da média. Em municípios paulistas, foram confirmadas nove mortes por dengue nas últimas semanas. O Estado registrou forte avanço do sorotipo 2 da doença, em regiões onde não circulava há anos.

A cidade de São José do Rio Preto lidera o ranking paulista da dengue, com 32,6 mil casos confirmados e 19 mortes. Em letalidade, a liderança é de Bauru, que registrou 26 mil casos e 32 mortes. O Estado de São Paulo, no entanto, não registra mortes por chikungunya e zika este ano. No País, a chikungunya matou 81 pessoas este ano - outros 51 óbitos estão em investigação. A zika causou a morte de três pessoas, todas no Estado de Paraíba.

A Comissão de Saúde acatou, nesta quarta (13), projeto de lei que proíbe a comercialização de brinquedos que contenham substâncias como ácido bórico sem a certificação do órgão ou entidade federal competente. O objetivo da medida, proposta pelo deputado Romero Sales Filho (PTB), é inibir o mercado informal de produtos como slimes, massas de modelar, ceras e gelecas, que podem colocar em risco a saúde de crianças e adolescentes.

O texto aprovado, um substitutivo da Comissão de Justiça, pune os infratores com multas de até R$ 5 mil. O colegiado também deu parecer favorável à concessão de meia-entrada para pessoa com Transtorno do Espectro Autista ( PL nº 300/2019), de autoria do deputado Joaquim Lira (PSD), e à destinação de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas) para o atendimento de vítimas de violência doméstica e familiar ( PL nº 536/2019), proposta pela deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB).

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A presidente da Comissão de Saúde, deputada Roberta Arraes (PSB), ainda fez um alerta sobre o câncer de próstata, o segundo que mais causa mortes entre os homens, atrás apenas do câncer de pulmão. A parlamentar lembrou que o diagnóstico precoce pode salvar vidas. “Novembro Azul é o ano todo, a gente precisa se cuidar e estar alerta sempre. Então vamos acabar com a vergonha e cuidar da nossa saúde”, observou. Na próxima quarta (20), o colegiado receberá representantes do Comitê Pernambucano de Combate à Tuberculose.

*Da Alepe 

Depois de provocar uma grave epidemia que resultou no nascimento de milhares de bebês com microcefalia, o vírus da zika vem revelando um aspecto tão inesperado quanto positivo: a capacidade de destruir tumores cancerígenos. Um novo estudo publicado na Scientific Reports por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) constatou que o vírus é capaz de inibir a proliferação de células do câncer de próstata em pelo menos 50%.

Não foi o primeiro estudo a constatar essa vocação benigna do vírus. O mesmo grupo da Unicamp, liderado por Rodrigo Ramos Catharino, já havia demonstrado que o patógeno também é eficaz no combate a tumores no cérebro. O grupo de especialistas está estudando o uso do vírus contra outros tipos de tumores malignos e espera que, em cinco anos, já tenha alguma terapia disponível para o público.

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No trabalho mais recente, publicado ontem, os cientistas da Unicamp usaram células de adenocarcinoma de próstata. Eles constataram que, mesmo depois de ser inativado, o vírus consegue inibir a replicação das células. Os experimentos foram feitos com uma linhagem viral obtida a partir de amostras isoladas de um paciente infectado no Ceará, em 2015. Depois de cultivado em laboratório, o vírus foi aquecido a uma temperatura de 56º C durante uma hora para que o seu potencial de causar uma infecção fosse inibido.

"Na versão 'selvagem' (sem passar por inativação), o vírus poderia trazer efeitos indesejáveis e, portanto, não poderia ser usado como terapia", explicou Catharino, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores.

O passo seguinte foi colocar uma cultura de células tumorais em contato com o vírus inativado. Após períodos de 24 e 48 horas, os cientistas compararam essa solução a um outro grupo de células cancerígenas que não tinham sido expostas ao vírus. Na análise feita após dois dias, a linhagem que ficou em contato com o vírus inativado apresentou um crescimento 50% menor do que a linhagem de controle. "Há redução real na atividade das células do tumor em mais ou menos 50%, o que já é excelente", disse o especialista. "Vemos, no futuro, uma terapia promissora."

O trabalho foi feito pela estudante de doutorado Jeany Delafiori com a colaboração do doutorando Carlos Fernando Odir Rodrigues e com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A linha de pesquisa do grupo teve início há cerca de quatro anos, quando foi descoberta a relação entre a epidemia de zika e o aumento dos casos de microcefalia no País. Depois que estudos confirmaram que o vírus era capaz de infectar as células neurais dos embriões, Catharino resolveu testá-lo em linhagens de glioblastoma - o tipo mais comum e agressivo de câncer do sistema nervoso central. A redução, no caso, foi de 40%.

"O próximo passo da investigação envolve testes em animais", contou Catharino. "Caso os resultados sejam positivos, pretendemos buscar parcerias com empresas para viabilizar os ensaios clínicos."

Casos

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 60 mil novos casos de câncer de próstata são registrados todos os anos no País. Trata-se do segundo tipo mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele. O novembro azul é uma campanha internacional que visa a chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Novembro é um mês importante, pois há campanhas e datas que incentivam o cuidado com a saúde. Uma delas é o Dia Nacional da Prevenção e Combate à Surdez. Segundo dados de 2015 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% da população mundial tem alguma perda auditiva, congênita ou adquirida. No Brasil são mais de 28 milhões de pessoas nessa situação.

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 A coordenação do curso de Fonoaudiologia da UNAMA - Universidade da Amazônia realizou na última segunda-feira (11), no campus Alcindo Cacela, palestras, apresentação de peça teatral, orientação a respeito das causas da surdez e cuidados com a audição, triagem auditiva e entrega de informativos relacionados à surdez.

A coordenadora e professora de fonoaudiologia Christiane Menezes falou que a campanha é realizada anualmente, todo dia 10 de novembro. “A perda auditiva é algo que você pode prevenir. Caso essa perda já esteja instalada, você pode tratar, pois existem inúmeras formas de tratamento”, disse.

Segundo a coordenadora, o uso de fones de ouvidos com volume alto pode ser prejudicial à audição. Apesar de parecer motivo bobo, informa a professora, há muitos casos de perda auditiva por mau uso dos fones e também os casos congênitos. “Hoje a triagem auditiva neonatal já é um exame obrigatório nas maternidades. A Organização Mundial de Saúde traz pra gente que a cada mil nascidos três são surdos. Se a gente consegue detectar isso de uma maneira precoce, a criança consegue desenvolver linguagem mais próxima do normal possível”, explicou Christiane.

Outras causas da perda auditiva são o envelhecimento natural, o uso de cotonetes de forma inadequada e otites, as inflamações do ouvido.

A Universidade da Amazônia disponibiliza para a comunidade o serviço gratuito na clínica de fonoaudiologia. O usuário pode se inscrever com documento de identidade. Depois, há um encaminhamento para os profissionais competentes.

 

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