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| Ciência e Saúde

Está chegando a época mais fria do ano, o inverno. Na estação, as pessoas costumam ficar em ambientes com menos ventilação, mais quentinhos, o que também facilita a propagação de vírus e bactérias que podem causar inúmeras doenças, entre elas gripe, resfriados, amidalite, bronquite e sinusite, entre outras.

Essas doenças causam sintomas desagradáveis, alteram a rotina no trabalho, levando à faltas, e ainda pesa no bolso com o gasto com medicações. Portanto, todo cuidado é pouco, sobretudo com crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, que tem a imunidade comprometida. "Caso essas doenças da estação não sejam cuidadas, podem evoluir para pneumonias e pioras dos quadros de enfisema pulmonar com alto risco de morte", ressalta o cirurgião torácico do Hospital São Francisco de Mogi Guaçu, Guilherme Dalle Vedove Barbosa.

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O mais indicado para a prevenção das doenças é uma boa alimentação, hidratação, prática de atividades físicas, boa noite de sono para fortalecer o corpo, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarro. "Lembrar sempre do que nos diziam nossas avós e evitar exposição excessiva ao frio. Nas pessoas portadoras de alergias respiratórias ou doenças pulmonares, é preciso supervisão médica frequente, tratamento precoce dos sintomas e vacinação", afirma Barbosa.

Em casos de sintomas de alguma doença, o correto é procurar um médico para que seja feito o diagnóstico correto e indicado o melhor tratamento. Não é recomendada a automedicação. "Pessoas que sofrem com rinites, bronquites e as sinusopatias precisam ter uma cautela maior. Em um subgrupo específico, a baixa temperatura piora muita os sintomas dessas doenças", conclui.

O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) entra na campanha “Maio Cinza”, para conscientizar sobre o câncer do Sistema Nervoso Central (SNC). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 4% das mortes por câncer estão associadas ao SNC, ficando entre os 10 tipos de câncer que mais matam no mundo - a estimativa era de mais de 11 mil novos casos deste tipo de tumor no último ano. Sem forma conhecida de prevenção, a detecção precoce é a maneira mais eficiente para conseguir a cura.

A doença é caracterizada por um tumor maligno formado pelo crescimento desordenado de células no cérebro, podendo ocorrer de forma primária, quando se origina no próprio cérebro, ou de forma metastática, quando o tumor tem origem em outro órgão e se espalha pelo corpo.

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Para que ocorra o diagnóstico precoce é preciso atenção aos sintomas, que variam de acordo com a localização e extensão do tumor – entre eles: convulsões, tonturas, falta de equilíbrio, desmaios, dores de cabeça, perdas de visão, visão duplicada, gagueira e perda da fala; dormência em pernas ou braços; confusão mental, esquecimentos, dificuldade ou incapacidade de engolir os alimentos; movimentos involuntários, entre outros.

“Os sintomas estão relacionados com o tamanho e a localização em que esses tumores se desenvolvem. Como são sintomas que podem ser confundidos com outras doenças, é importante ficar atento às alterações no tipo e forma que eles se apresentam. Nas dores de cabeça, por exemplo, se começarem a ocorrer com intensidades diferentes do habitual, já é um alerta para procurar um médico”, destaca o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do HCP, Ilan Pedrosa.  

O médico alerta que, identificando um ou mais sintomas, o indivíduo deve procurar um profissional imediatamente, podendo ser um clínico geral ou um neurologista clínico que irá solicitar exames para confirmar o tumor, como a tomografia computadorizada e/ou a ressonância magnética.

“Identificado o tumor, o tratamento dependerá do tamanho e localização do câncer, podendo ser a radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia. Importante destacar que a cirurgia é o único tratamento curativo. Se o paciente tiver condições de ser operado, aumenta muito a chance de sobrevivência”, Pontua Ilan.

*Da assessoria

Uma pedra de mais de 1 quilo e com 18 centímetros de comprimento foi retirada da bexiga de um homem de 51 anos. A cirurgia para a retirada da pedra aconteceu nesta última segunda-feira (20), no Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, na região norte da Bahia.

O médico responsável pelo procedimento revela que essa foi uma das maiores pedras em bexiga já registradas no mundo. O paciente, que teve o seu nome preservado, relatou que há 10 anos sentia ardência ao urinar e um peso no pé da barriga - procurando ajuda apenas em janeiro deste ano.

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Esses exames constataram um cálculo de 10 centímetros, sendo necessário cerca de 1 hora para a finalização da cirurgia. Até a tarde desta terça-feira (21), o paciente encontra-se em observação.

Ao G1, o cirurgião João Cleber Coutiunho revela que as pedras na bexiga geralmente são causadas pela inflamação do órgão, que acontece quando o corpo está desidratado ou a urina muito concentrada, fazendo com que ela forme cristais na bexiga.

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A Orvam (Organização Não Governamental dos Ribeirinhos Vítimas de Acidente de Motor), ONG de Belém que trabalha na ajuda da autoestima e no combate ao preconceito contra mulheres vítimas de escalpelamento, realizou na última quinta-feira (16) uma ação em um estúdio estético na avenida Duque de Caxias, em Belém. Ana Kelly Brito, esteticista, desempenhou voluntariamente trabalhos de micropigmentação em mulheres vítimas de acidente de motor.

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Segundo Darcilea Maria Gomes de Lima, presidente da ONG, as mulheres que sofreram o acidente precisam dar entrada na Santa Casa, em Belém, para receber os primeiros socorros. “Em média, a internação é de 10 a 15 dias, daí a paciente recebe alta e a Santa Casa encaminha para o espaço acolher. Lá elas passam pelo período dos curativos que são feitos por conta da cirurgia”, disse.

Desde a internação até a cicatrização dos curativos, as vítimas ficam restritas ao espaço. Em seguida, o hospital entra em contato com a ONG para encaminhar as mulheres. No espaço, é iniciado o processo de acompanhamento social e psicológico.

A confecção das perucas é feita pela peruqueira da Orvam, que também foi vítima do acidente de motor. A doação do cabelo é feita diretamente na ONG, que se localiza na avenida João Paulo II, no bairro Castanheira. Para ter direito a receber a peruca e ganhar a micropigmentação, é necessário que a vítima faça um cadastro na Orvam e se junte a 148 meninas já cadastradas.

Sendo uma entidade não governamental, o projeto, criado em 2011, se mantém apenas por doações feitas por parceiros que ajudam nas despesas. Para manter o projeto, a presidente conta com uma equipe de voluntários. “Temos uma equipe técnica, uma diretoria que é composta por uma presidente, uma secretária e uma tesoureira, além do conselho fiscal”, revelou Darcilea. Além de efetuar a doação de perucas, a organização também oferece acompanhamento psicológico.

A ONG funciona às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8 às 18 horas.

Por Sandy Brito.



 

Um estudo mostra que, para atender às metas de universalização do Plano Nacional de Saneamento Básico até 2033, Pernambuco precisa investir R$ 15,24 bilhões no período (R$ 1,08 bilhão por ano). A região Sudeste, mais populosa, é a que mais demandará investimentos (R$ 175 bilhões para o período), seguida do Nordeste (R$ 135 bilhões).

Esse total de investimento que Pernambuco precisa investir inclui obras em ampliação de extensão de redes, adutoras, construção de estações de tratamento de água e esgoto, elevatórias, reservatórios, ligações de água, cisternas, poços artesianos, redes coletoras de esgoto, coletores- tronco, ligações de esgoto e tanques sépticos.

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Segundo a pesquisa da KPMG, o Brasil precisa de um investimento de R$ 497 bilhões para os próximos 14 anos para universalizar o saneamento no país, ou R$ 35,5 bilhões ao ano. Os valores são mais de três vezes o investimento realizado em 2017 (R$ 10,9 bilhões, segundo o SNIS, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

Se forem considerados os custos para compensar a depreciação de ativos, o investimento total no saneamento chega a R$ 700 bilhões, ou cerca de R$ 50 bilhões/ano (cinco vezes a média investida por todo o setor nos últimos anos).

Outro estudo, realizado pelo Instituto Trata Brasil, mostra que o país deixa de gerar R$ 1,2 trilhão em benefícios econômicos e sociais ao deixar de investir o necessário na infraestrutura de água tratada e esgotamento sanitário.

A KPMG aponta que uma alternativa para expandir o investimento no setor é contar com mais recursos privados. “A Medida Provisória 868, que estabelece um novo marco legal para o saneamento e induz ao investimento no setor por meio de licitações e diretrizes federais de regulação, deve entrar em votação durante esta semana. O prazo máximo para a aprovação da MP 868 é o dia 3 de junho”, revela a empresa.

Lembrar de tomar o remédio no horário indicado pelo médico pode ser uma tarefa difícil para muitas pessoas, especialmente para aquelas que têm a vida corrida. O que pouca gente sabe é que o horário em que o medicamento é ingerido pode influenciar na eficácia do tratamento.

De acordo com o farmacêutico Vagner Miguel, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), o risco mais comum de tomar o remédio na hora errada é o efeito positivo ser reduzido. “Dependendo do caso, pode acontecer de o organismo não absorver tão bem as substâncias presentes no medicamento que são necessárias para resolver algum problema de saúde. Embora não seja em todo tratamento que exista um horário específico para ingerir um medicamento, é importante consumi-lo nas horas indicadas pelo médico”, alerta.

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Miguel acrescenta que é importante tomar o remédio na hora adequada, pois o corpo precisa se adaptar para produzir os efeitos esperados, principalmente no caso dos antibióticos.

“No caso de não tomar o antibiótico no horário certo, o ideal é ingerir imediatamente, assim que lembrar, pois o antibiótico fica concentrado na corrente sanguínea e vai combatendo, aos poucos, as bactérias. Quanto mais se demora a tomar a próxima dose, mais baixa fica a concentração da substância no sangue, já que o fígado vai eliminando seu excesso. Com isso, corre-se o risco de a bactéria ficar mais resistente. Se a indicação for tomar antibiótico de oito em oito horas e o paciente se lembrou com atraso, deve-se fazer uso do medicamento assim que a falha for notada e contar oito horas novamente a partir desse último horário”, explica.

Para facilitar a vida de quem precisa tomar muitos remédios por dia,  como é o caso de alguns idosos e de pessoas com doenças crônicas, o farmacêutico recomenda conversar com o médico para verificar o que pode ser feito, uma vez que, além do esquecimento, há o risco de confundir a dose, o horário e o modo correto de ingestão.

“Uma opção bastante interessante é a combinação de uma ou mais substâncias em uma só fórmula, reduzindo o número de tomadas ao longo do dia. Isso pode ser feito nas farmácias de manipulação, que personalizam a medicação de cada paciente. A decisão de combinar ou não diferentes substâncias, no entanto, só pode ser tomada pelo profissional da saúde, que irá avaliar, além das condições clínicas do paciente, um conjunto de diversos fatores, como horário em que o fármaco deve ser ingerido, riscos de interação, riscos de efeitos colaterais e aspectos farmacotécnicos”, afirma.

Interações

Miguel também alerta que alguns alimentos ou outras substâncias causam conflitos com medicamentos ingeridos em horários próximos.

“Existem antibióticos que podem ter a absorção diminuída se ingeridos junto com alimentos. Já outros devem ser tomados em jejum, mas é preciso seguir essa regra quando o médico orientar. Há antibióticos que devem ser ingeridos após as refeições para evitar que causem dor de estômago como efeito colateral. Por isso, deve-se seguir à risca as horas de intervalo indicadas pelo médico”, ensina.

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Pesquisa revela que maioria dos brasileiros se automedica

Uma das campanhas de saúde no quinto mês do ano é o maio roxo, que alerta e conscientiza sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), sendo o dia mundial lembrado em todo dia 19 de maio. A doença de Crohn e a retocolite ulcerativa são duas das DIIs mais comuns e os sintomas envolvem dor abdominal, perda de peso, diarreia e sangramento retal.

O ator Tyler James Williams, que conquistou sucesso ao interpretar o protagonista da série Todo Mundo Odeia o Chris, sofre com a síndrome de Crohn e usou as redes sociais, em abril, para desabafar sobre seu estado de saúde.

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As doenças inflamatórias intestinais prejudicam significativamente a vida de 78% dos pacientes, segundo a pesquisa Jornada do Paciente com DII, feita pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) com mais de 3 mil brasileiros afetados por essas condições.

Reconhecer os sintomas para o diagnóstico e o início do tratamento adequado são essenciais para proporcionar o bem-estar das pessoas. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a gastroenterologista Marta Machado, presidente da ABCD, responde dez questões sobre as DIIs.

A retocolite ulcerativa e a doença de Crohn são iguais?

Não. As duas principais enfermidades que compõem o grupo das DIIs são inflamatórias, crônicas, sem cura e podem ter diversos fatores de origem. Entretanto, são enfermidades distintas. A doença de Crohn pode acometer desde a boca ao ânus, atingindo todas as camadas do trato digestivo e, por isso, pode evoluir para perfuração e estreitamento no intestino. Já a retocolite ulcerativa é restrita ao reto e ao intestino grosso, com o acometimento restrito à mucosa.

O paciente com DII tem febre e dor como sintoma?

Sim. A dor abdominal está presente quando a doença está em atividade e o paciente pode ter quadros de febre. Além disso, os principais sinais das doenças são diarreia ou constipação, presença de sangue ou muco nas fezes e distensão abdominal.

É possível ocorrer perda de peso e queda de cabelo?

Sim. A pessoa com DII pode sofrer um emagrecimento excessivo e também queda de cabelo. Isso ocorre por questões secundárias como a desnutrição, a falta de vitaminas ou como efeito colateral de alguma medicação.

As DIIs apresentam sinais apenas no trato gastrointestinal?

Não. As enfermidades podem apresentar manifestações além do intestino, como uveíte (inflamação no olho), artrite (inflamação das articulações), sacroileíte (inflamação na articulação do sacro, osso localizado na base da coluna vertebral), eritema nodoso (inflamação na pele), piodermite gangrenosa (feridas na pele), hidrosadenite supurativa (doença crônica de pele), hepatites, colangite (inflamação nos canais biliares), tromboses (coágulo no sangue), entre outras.

As DIIs podem ser confundidas com outras doenças?

Sim. Essas enfermidades podem ter inúmeras formas de apresentação com uma gama enorme de manifestações. Dessa forma, é essencial a realização correta e bem detalhada da história clínica do paciente e exame físico completo para o diagnóstico final.

Como é feito o diagnóstico?

As doenças inflamatórias intestinais são diagnosticadas por história clínica completa, exames físicos e laboratoriais, incluindo estudos de imagem endoscópica e radiológica.

A síndrome do intestino irritável é uma doença inflamatória intestinal?

Não. A SII não é considerada uma doença inflamatória intestinal, principalmente porque não causa inflamação no intestino. Trata-se de um transtorno funcional, uma vez que não há uma origem aparente para os sintomas, ao contrário das DIIs, que são enfermidades orgânicas. Além disso, muitos indivíduos com SII não apresentam quaisquer alterações em seus exames.

Como é o tratamento para DIIs?

Existem diversas opções de terapias e a escolha do tratamento indicado para cada paciente depende da gravidade e da localização da doença após uma criteriosa avaliação médica. Entre as alternativas terapêuticas estão os aminossalicilatos, os corticoides, os imunomoduladores, os antibióticos e os medicamentos biológicos, sendo que, nesta última classe, há três mecanismos de ação diferentes: os anti-TNF, anti-integrina e anti-interleucinas 12 e 23. Os tratamentos biológicos mais inovadores são capazes de aliviar os sintomas da doença de maneira rápida e manter a resposta por um período de tempo prolongado, sendo hoje mais indicados em quadros moderados e graves das DIIs, embora já se discuta a adoção mais precoce pelos benefícios que proporcionam.

 

Cuidar da alimentação é suficiente para o tratamento das enfermidades?

Não. Em casos mais leves, a mudança dos hábitos alimentares pode ser suficiente, mas essa situação é muito rara. Normalmente, é recomendado que o paciente evite os alimentos que pioram os sintomas das doenças. Além disso, em algumas fases, pode ser necessário diminuir o consumo de fibras e, em outras, de lactose. Um acompanhamento com nutricionista é muito importante.

O estilo de vida está relacionado com o desenvolvimento de DIIs?

Depende. Não há confirmações científicas sobre essa influência, porém é possível afirmar que estresse, uso abusivo de medicamentos desde a infância, consumo em excesso de alimentos industrializados, gordurosos e com agrotóxicos afetam o funcionamento do aparelho digestivo.

Criado há oito anos, o Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Rio de Janeiro chega à marca de 2,6 mil pacientes operados. O objetivo é, ao final deste ano, ter feito 3 mil cirurgias, uma média de quase uma intervenção por dia.

As intervenções cirúrgicas são feitas no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte da capital fluminense.

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De acordo com o chefe da equipe, Cid Pitombo, o hospital é o único do país a fazer cirurgia por videolaparoscopia. "É minimamente invasiva e proporciona recuperação mais rápida do paciente."

Pitombo comanda uma equipe de 25 pessoas, entre cirurgiões, anestesistas, clínicos, psicólogos, enfermeiros e nutricionistas. De acordo com ele, a obesidade mórbida é uma doença muito séria, em especial, para o doente de baixa renda.

"A gente atendeu mais de 4 mil doentes no ambulatório, operamos mais de 2,6 mil pacientes em pouco mais de oito anos. É um volume de cirurgias, para o SUS [Sistema Único de Saúde], absurdo", disse o especialista, revelando que, muitas vezes, a equipe tem de ir à casa dos doentes que não conseguem mais se locomover em função do peso elevado.

Como fazer a cirurgia na rede pública

O Índice de Massa Corporal (IMC) determina se a pessoa obesa é uma candidata a fazer a cirurgia bariátrica. O IMC é calculado dividindo o peso da pessoa pela altura elevada ao quadrado.

Se o IMC estiver acima de 40, a pessoa pode procurar uma unidade pública ou posto de saúde e pedir para ser avaliada pelo Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Hospital Estadual Carlos Chagas. Um médico fará a inscrição no Sistema Estadual de Regulação, que vai enviar o nome para a equipe de Cid Pitombo. "A gente não atende diretamente os pacientes. Todos vêm pelo sistema de regulação", afirma.

Se for apontado como potencial candidato à cirurgia, o paciente passa por avaliação do cirurgião, por um nutricionista, um psicólogo e faz diversos exames. Só depois dessas etapas de avaliação, o paciente é encaminhado para a cirurgia.

Em uma manhã, a equipe realiza quatro cirurgias. Cada uma dura cerca de 40 minutos.

Nova vida

O hospital mantém acompanhamento dos pacientes operados por cinco anos. "Se futuramente alguém precisar de uma plástica, a gente encaminha para serviços específicos. Mas é um percentual pequeno que busca a plástica depois da cirurgia". Segundo Cid Pitombo, o paciente que faz a cirurgia bariátrica melhora a auto-estima e a vida sexual, "porque se sente mais bonito ou bonita".

De acordo com o especialista, a cirurgia traz mais qualidade de vida ao paciente e melhora outras doenças como hipertensão, diabetes e artrose de joelho.

Hábitos saudáveis

O especialista afirma que o paciente precisa manter hábitos saudáveis para o resto da vida. "Tem que lembrar que, futuramente, vai envelhecer, ter mais dificuldade de perda de peso porque está mais velho. Precisa manter um regime de vigília de dieta saudável para o resto da vida. Assim como todos nós deveríamos fazer", destacou o médico.

Atualmente, cerca de 1 mil pacientes estão na fila do programa estadual para a realização de cirurgia bariátrica. Em média, são atendidas 160 pessoas por mês para a primeira consulta.

O estado do Rio de Janeiro é o terceiro no ranking do país em cirurgias bariátricas concluídas, perdendo apenas para São Paulo e Paraná.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) de São Paulo informou que a cidade registrou 45 casos de toxoplasmose em diferentes regiões desde março, o que significa que há um surto da doença, já que foram confirmadas mais de duas infecções na capital.

A Covisa informou em nota que os casos passaram a ser monitorados após a coordenadoria e o Centro de Vigilância Epidemiológica recomendarem a notificação de ocorrências graves da doença. "A vigilância está realizando investigação com objetivo de identificar, monitorar e verificar a magnitude dos casos, bem como as situações de risco - fontes de alimento ou água contaminados - que possam estar contribuindo para o aparecimento destes casos".

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Em junho do ano passado, o município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, também enfrentou um surto da doença, com o registro de mais de 500 casos.

De acordo com a médica infectologista Márcia Yamamura, a toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii e apresenta sintomas semelhantes ao de gripe ou dengue, como febre alta e dores musculares.

"A contaminação pode ocorrer de três formas: por água e alimentos contaminados por fezes de gatos que possuem o toxoplasma, carne crua infectada ou quando a mãe passa para o bebê. Quanto aos riscos, além de a infecção causar dores no corpo, pode ocorrer convulsões e até cistos no cérebro, causando problemas neurológicos. Nas gestantes, podem ocorrer abortos ou transmissão para a criança, que pode ter retardo no crescimento uterino, entre outros problemas que prejudicam o seu desenvolvimento", explica.

A médica infectologista alerta sobre a importância de manter a higiene da casa para evitar a contaminação. "É muito comum os gatos defecarem na caixinha de areia e depois subirem em cima da pia ou em outros objetos, que acabam contaminando os alimentos. Por isso, é importante sempre lavar os alimentos, limpar os utensílios de cozinha, comprar carne crua de boa procedência, cobrir os locais que as crianças brincam para que os gatos não defequem neles e não tomar leite pasteurizado".

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo confirmou está semana um caso de sarampo contraído na capital paulista. Mais sete casos foram confirmados, sendo um importado da Noruega, cinco de Israel e um relacionado ao surto do navio MSC (Malta). Desde 2015 não havia registro da doença.

O sarampo é uma doença viral aguda, infectocontagiosa, altamente transmissível. O diagnóstico é feito por meio de exame clínico. A pessoa contaminada apresenta febre, vermelhidão no corpo, coriza e tosse. É bastante comum também na fase inicial aparecerem manchas esbranquiçadas nas bochechas.

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Embora no Brasil a doença não seja tão comum, há países onde ocorrem muitos casos, como Venezuela e Israel, entre outros. "É fundamental que se faça a vacinação contra sarampo. Conforme consta no calendário oficial de vacinação, as crianças devem ser imunizadas aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral [sarampo, rubéola e caxumba], com reforço aos 18 meses e novamente próximo dos 5 anos",  orienta Celso Granato, patologista clínico e infectologista membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

Pessoas que não tomam a vacina para evitar a doença, podem se contaminar caso tenham contato com secreções dos olhos, nariz ou boca de um doente. A pessoa pode ficar debilitada entre sete e dez dias. "Uma pequena parte das pessoas pode evoluir com pneumonia, otite, sinusite ou mesmo encefalite, assim como outras complicações. Mas essas evoluções são incomuns", explica Granato.

Não existe um tratamento específico da doença. Em alguns casos são prescritos antitérmicos para abaixar a temperatura, ingestão líquido para evitar a desidratação e ficar atento às evoluções incomuns. "Podem ocorrer necessidades do uso de antibióticos, porém isso pode variar", conclui o patologista clínico.

A Clínica de Nutrição da Univeritas/UNG está com vagas abertas para Atendimento Nutricional. As consultas contam com planos alimentares individualizados, exames antropométricos (que estudam as medidas e percentual de gordura corporal para avaliação nutricional) e palestras. Os atendimentos são voltados para idosos, crianças, mães, portadores de doenças crônicas, obesos, praticantes de atividades físicas, com patologias ou não, emagrecimento, manutenção de peso, magreza, ou quem necessite de orientação nutricional.

"As pessoas devem procurar atendimento nutricional, não somente para controle de patologias (doenças), a reeducação alimentar e a prevenção são as melhores formas de garantir a qualidade de vida e melhorar os hábitos alimentares já existentes", explica Flavia Donato Chala Terciano, nutricionista da Clínica de Nutrição da Univeritas/UNG.

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Os interessados devem comparecer à clínica portando RG e CPF para realizar a triagem inicial e agendamento das consultas. Os atendimentos são feitos por estagiários e supervisionado por nutricionistas na Clínica Escola da UniversidadePara utilizar o serviço não é preciso obter encaminhamento médico, no entanto, aqueles que o possuírem, terão prioridade, se constatada gravidade e urgência do tratamento.  

 A clínica está localizada na Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos.  As inscrições podem ser feitas por e-mail: clinica.nutricao@ung.br, telefone (11) 2464-1738, ou presencial, das 9h às 13h ou das 15h às 19h.

O Ministério da Saúde pretende ampliar os serviços e os horários de atendimento das unidades de saúde da família (USFs). Por meio do programa Saúde na Hora, anunciado hoje (16), a ideia é disponibilizar mais recursos para prefeituras que, em contrapartida, devem cumprir requisitos como abrir as unidades de saúde no horário de almoço, à noite e nos finais de semana, bem como manter prontuários eletrônicos atualizados.

“Esse programa inicia a reorganização da atenção primária [à saúde]. Ele tem um olhar que facilita para que o gestor municipal possa reorganizar o horário de funcionamento e o número de equipes e os critérios mínimos de atendimento de suas unidades, priorizando a gestante, a vacinação, e dando, às USFs utilização, uma vez que são prédios públicos que ficavam abertos somente das 7 às 11h e das 13 às 17h”, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, hoje (16) ao anunciar o programa.

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Dessa forma, o governo pretende auxiliar os gestores municipais a reorganizarem o formato dessas unidades que, atualmente, é de 40 horas semanais. “Acrescentamos os [formatos] de 60 e 75 horas semanais. Isso descomprimirá a porta de urgência das unidades de pronto atendimento e dos prontos-socorros”, acrescentou.

As unidades terão, também, de ampliar a oferta de serviços à população. Entre os serviços a serem prestados estão o de acolhimento com classificação de risco; consultas médicas e de enfermagem nos três turnos; consultas de pré-natal; oferta de vacinação; coleta de exames laboratoriais; rastreamento de recém-nascidos, gestação e de doenças sexualmente transmissíveis; e pequenos procedimentos injetáveis, curativos, além de pequenas cirurgias e suturas.

De acordo com levantamento apresentado pelo ministro, 336 USFs já funcionam em horário ampliado; e 2.289, localizadas em 400 municípios, já estão aptas a participar do programa. A essas cidades basta enviar proposta ao Ministério da Saúde por meio do sistema E-Gestor. A proposta deverá informar quais unidades pretendem adaptar ao novo modelo.

Segundo o Ministério da Saúde, há, no país, 42 mil postos de saúde. A maioria funciona no regime de 40 horas semanais.

Mais recursos

O incremento nos repasses dependerá da quantidade de equipes e do modelo de ampliação de cada unidade.

As USFs que ampliarem de 40 para 60 horas, sem atendimento odontológico, receberão um incentivo de adesão de R$ 22,8 mil. Caso tenham atendimento de saúde bucal, o incentivo sobe para R$ 31,7 mil. Já as unidades que atendem pelo período de 75 horas semanais e fazem atendimento de saúde bucal receberão um incentivo de adesão de R$ 60 mil. Quanto ao financiamento das USFs, os repasses terão aumentos que variam de 106,7% a 122%.

A previsão é de que, em 2019, o programa represente um aumento de R$ 150 milhões no orçamento das unidades, para atender cerca de 1 mil unidades – número que, segundo o ministro, pode ser ampliado para 1,3 mil em 2020; 1,7 mil em 2021; e 2 mil em 2022.

A portaria que institui o programa foi assinada durante a cerimônia de hoje e deve ser publicada no Diário Oficial da União de amanhã (17).

Nesta quinta-feira (16), no Palácio do Campo das Princesas, o governador Paulo Câmara, na presença do secretário estadual de Saúde, André Longo, assinou uma nova nomeação, de 580 concursados, que serão lotados em 11 hospitais, além da Farmácia de Pernambuco, atuando em áreas prioritárias, como na assistência materno-infantil e de traumatologia. Nos últimos quatro anos, já são mais de 7,2 mil profissionais chamados para a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

“Nos últimos anos, diante do aumento da procura pelas nossas unidades de saúde, a gente buscou dotá-las de mais profissionais. São 580 contratados nomeados, sendo mais de 300 médicos que vão atuar em 11 hospitais, os maiores hospitais da rede pública do Estado. O intuito é cuidar das emergências, das urgências, da saúde materno-infantil e salvar vidas”, afirmou Paulo Câmara.

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Entre os convocados, estão 312 médicos, 110 enfermeiros, 28 fisioterapeutas, 25 farmacêuticos, 1 assistente social, 84 técnicos de enfermagem e 20 técnicos em farmácia, que irão atuar em 11 hospitais na Região Metropolitana do Recife e algumas cidades do Interior do Estado. Também serão reforçadas as equipes das unidades da Farmácia de Pernambuco.

“Nós queremos, inclusive, agradecer o grande esforço que todos os profissionais que hoje atuam nas emergências do Estado estão fazendo. Estão se desdobrando para melhor atender a nossa população. Esse ato é um reforço nas escalas para que esses profissionais possam atender com mais celeridade e com mais qualidade as pessoas que precisam das emergências públicas no Estado”, disse o secretário estadual de Saúde, André Longo, ao destacar a importância das nomeações para o sistema estadual.

Com as nomeações, sobe para 7,2 mil o contingente de profissionais de saúde aprovados em concursos públicos convocados, desde 2015, para a Secretaria Estadual de Saúde pelo Governo do Estado. Essa soma coloca o governador Paulo Câmara como o gestor que mais contratou profissionais concursados para a rede estadual em toda a história da saúde pública em Pernambuco.

REMANEJAMENTO – Pela primeira vez, a convocação de profissionais aprovados em concurso público é antecedida por um remanejamento interno de servidores. Ao todo, foram disponibilizadas 110 vagas em oito hospitais estaduais, com foco no atendimento em traumato-ortopedia, materno-infantil, neurologia, entre outras áreas. O objetivo é organizar o processo de troca entre hospitais e valorizar os quadros efetivos do Estado que queiram fazer a migração. As vagas são para os hospitais Agamenon Magalhães, Barão de Lucena, Otávio de Freitas, Restauração, Getúlio Vargas, Geral de Areias e Correia Picanço, no Recife; e Jaboatão Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes.

SELEÇÕES - Além da convocação de profissionais concursados, a Secretaria de Saúde está com três seleções simplificadas em andamento. Até o dia 24 deste mês, estarão abertas as inscrições para cargos comissionados de gerente para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), valorizando os quadros com maior experiência e conhecimento técnico em saúde pública. Na área de Vigilância em Saúde, a seleção com 31 vagas de nível superior está na fase de análise curricular dos inscritos, para posterior avaliação técnica. A expectativa é que o resultado final seja divulgado até o dia 23 de julho.

Já a seleção para profissionais que atuarão na saúde do sistema prisional, que oferece 259 vagas, teve o resultado preliminar das avaliações curriculares divulgado e os participantes serão submetidos à prova de conhecimentos no dia 07 de junho. O resultado final será divulgado em 12 de julho.

Da assessoria da Secretaria Estadual de Saúde

A Prefeitura do Cabo, na Região Metropolitana do Recife, começou nesta quarta-feira (15), a distribuição da vacina contra a febre aftosa entre os criadores de bovinos e bubalinos (búfalos) do município. A entrega das doses se estenderá até o dia 31 de maio, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural, das 8h às 14h. 

A distribuição faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra Febre Aftosa e será realizada em duas etapas: a primeira durante este mês e a segunda em novembro. A expectativa é distribuir gratuitamente doses para imunização de 3 mil gados, aproximadamente. “A meta da Prefeitura é imunizar 100% do rebanho da região”, destaca o Superintendente de Desenvolvimento Rural, Aziel Almeida.  “Além da garantia de um rebanho saudável para o produtor, a imunização dá a ele a possibilidade de transportar e comercializar seus animais”, ressalta. 

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A equipe da superintendência está distribuindo a vacina de acordo com a quantidade necessária para cada criador e orientando sobre o procedimento para a aplicação. A injeção deve ser aplicada na região da tábua do pescoço, entre o couro e a carne do animal (via subcutânea). 

A aplicação da vacina é obrigatória. Em caso dos criadores não vacinarem os rebanhos, estarão sujeitos a multas e a proibição da retirada do Guia de Trânsito Animal (GTA), que permite o trânsito e comercialização dos animais. 

A prefeitura assegura que para a retirada das vacinas, o dono do rebanho deve estar devidamente cadastrado na Defesa Agropecuária. Caso não possua o cadastro, basta comparecer à Superintendência de Desenvolvimento Rural, localizada no Centro do Cabo, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, portando o CPF. 

Os principais sintomas da Febre Aftosa são: febre; aftas na boca, nas tetas e entre as unhas. Os animais se isolam dos outros, babam, mancam e param de comer e beber.

Em maio de 2019 a pesquisa agropecuária na Amazônia completa 80 anos de história. Para marcar a data, a Embrapa Amazônia Oriental reunirá especialistas em agronegócio, Amazônia, ciência, tecnologia e mercado para um debate público sobre o presente, o futuro e a inovação na agropecuária da região. Aberto ao público, o evento será nesta quinta-feira (16), das 8h30 às 11h30, na sede da instituição, em Belém.

Uma das 42 unidades da empresa em todo o país, e sucessora direta da primeira instituição de pesquisa agropecuária do Norte do Brasil - o Instituto Agronômico do Norte (IAN), a Embrapa Amazônia Oriental é uma das instituições pioneiras na produção de conhecimento na Amazônia. “O que a Empresa gerou ao longo desses 80 anos foi de fundamental importância para a produção agropecuária e florestal em diferentes escalas na região, como também para a construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, afirma o pesquisador Adriano Venturieri, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental.

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Na Amazônia, a empresa atua na agricultura, pecuária e no segmento florestal. Entre os principais resultados de pesquisa figuram novas variedades de cupuaçu, açaí, milho, arroz, feijão-caupi, pimenta-do-reino, além de sistemas de produção de carne e leite e bovinos e bubalinos, pastagem e manejo florestal. Tudo isso para produzir mais, melhor e com sustentabilidade ambiental na Amazônia.

Um dos desafios para a região é aliar a tecnologia da informação à produção agropecuária, o que já é uma realidade em diferentes regiões do país. O tema Agricultura 4.0 está na pauta do debate que acontece na sede da Embrapa Amazônia Oriental, nesta quinta, em Belém.

A Agricultura 4.0 será abordada pela chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP), Sílvia Massruhá. Trata-se de um conjunto de tecnologias digitais integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola, em todas as suas etapas. Drones, sensores, GPS e softwares de análise de dados já são utilizados para, por exemplo, verificar a necessidade de água ou adubo em uma plantação ou para fazer a gestão da propriedade ou ainda para encontrar pragas e doenças em plantas com precisão.

 “Há fazendas já bastante automatizadas. Um próximo passo importante será avançar na convergência dessas tecnologias e na análise e tratamento do grande volume de dados produzidos para a entrega de informação qualificada na forma de serviços para o produtor rural”, explica a especialista.

Programação

O painel “Um olhar para o Futuro” conta com a participação de Cleber Soares, diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, que vai falar sobre a inovação no contexto da pesquisa agropecuária no Brasil; Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que vai abordar as oportunidades para o agronegócio na Amazônia; Judson Valentim, gestor do portfólio de pesquisas da Embrapa para a Amazônia; Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, que vai abordar a Agricultura 4.0; entre outros. 

Com informações da assessoria da Embrapa Amazônia Oriental.

Os índices de mortalidade por insuficiência cardíaca vêm aumentando de forma mais proeminente entre os adultos mais jovens (entre 20 e 40 anos), desde 2012. É o que revela um estudo da Northwestern Medicina, publicado nesta semana no Diário do Colégio Americano de Cardiologia.

A pesquisa foi baseada em dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para Pesquisa Epidemiológica, que inclui a causa de morte subjacente e contribuinte de 47.728 milhões de indivíduos dos Estados Unidos entre 1999 e 2017.

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O crescimento das mortes prematuras devido à insuficiência cardíaca, segundo o estudo, ocorre apesar dos avanços significativos nos tratamentos desenvolvidos na última década. As maiores vítimas são homens negros com menos de 64 anos e estima-se que 6 milhões de adultos norte-americanos sofram com a doença.

De acordo com o médico cardiologista Aezio de Magalhães Júnior, membro da Equipe de Ergometria e Reabilitação Cardiopulmonar do Hospital do Coração (HCor), esse aumento da mortalidade por insuficiência cardíaca entre a população adulta mais jovem decorre de uma epidemia de obesidade, diabetes e hipertensão que o mundo está vivendo.

"Uma coisa está atrelada a outra, pois quando a pessoa é obesa pode desenvolver diabetes e hipertensão, doenças que levam à insuficiência cardíaca. É uma cadeia que leva à morte", explica. "Mas como o estudo aborda a incidência da doença entre adultos jovens, é algo que está fortemente relacionado ao estilo de vida. Então, um paciente com 30 anos, hipertenso ou diabético, provavelmente não leva hábitos de vida saudáveis. É claro que existem pessoas que desenvolvem essas patologias por fatores genéticos, mas a maioria dos casos ocorrem por causa da elevada ingestão de gordura e sódio, além do sedentarismo", acrescenta.

O médico cardiologista alerta que optar por uma vida mais saudável é a melhor prevenção. "É importante que a população mais jovem fique atenta e adote hábitos mais saudáveis justamente para evitar que surjam esses problemas de saúde. O ideal é seguir uma dieta adequada, realizar atividades físicas regularmente e fazer avaliações médicas periodicamente", orienta.

No próximo passo do estudo, os pesquisadores da Northwestern Medicine vão buscar entender melhor o que causa as disparidades na morte cardiovascular relacionada à insuficiência cardíaca.

Segundo levantamento divulgado na última semana pelo Ministério da Saúde, de janeiro a abril deste ano, 535 pessoas foram hospitalizadas por síndrome respiratória aguda grave em todo o país. Dessas internações, 99 vieram a óbito. Do total de mortes por influenza, 88 (90%) foram de pessoas que apresentaram fatores de risco, como idosos, pessoas com doença crônica, crianças, gestantes, indígenas e mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias. Todos esses grupos fazem parte do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação, que vai até o dia 31 de maio.

O vírus A (H1N1) é predominante no país até o momento e também responsável pela maior parte dos óbitos, com registro de 254 casos e 89 mortes. Foram identificados ainda 54 casos de influenza A (H3N2), 38 de influenza A não subtipado, e 62 casos de influenza B. Outros 127 casos ainda não tiveram o subtipo identificado.

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De acordo com o levantamento, nos primeiros meses do ano, a circulação de vírus influenza se deu com maior intensidade e de maneira localizada no estado do Amazonas, com 139 casos e 35 óbitos. O estado de São Paulo também se destaca, com 107 casos e 7 óbitos.

Outros estados também registraram mortes, como Paraná, Pará, Espírito Santo, Tocantins e Rio Grande do Norte. Segundo o Ministério, a vacinação é a melhor forma de prevenir o agravamento e mortes causadas pelos vírus da gripe, principalmente nos grupos prioritários.

O lúpus é uma doença inflamatória e autoimune, ou seja, um distúrbio imunológico caracterizado pela produção anormal de anticorpos contra células e tecidos do próprio organismo, e que afeta milhares de pessoas no mundo. Esse desequilíbrio é caracterizado pela produção de anticorpos que, em vez de proteger, passam a atacar o próprio organismo da pessoa.

O lúpus é uma doença que tem um componente genético, mas isso não significa que a mãe portadora vá gerar um filho com o distúrbio. "As mais afetadas costumam ser mulheres jovens. Quando não diagnosticado e tratado adequadamente, o Lúpus Eritematoso Sistêmico [nome científico] pode ser uma doença grave e fatal", afirma Cristóvão Luis P. Mangueira, patologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

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Em algumas pessoas, os sintomas se manifestam por inflamações na pele, com manchas vermelhas no rosto ou inflamação nos quadros articulares, que provocam dores e dificuldades de movimento semelhantes à artrose ou reumatismo. Porém, alguns pacientes podem apresentar outros sintomas, dependendo do órgão afetado. "O diagnóstico é sempre realizado juntando-se sinais e sintomas clínicos com resultados de exames de laboratório, como o hemograma, exame de urina, testes bioquímicos de função renal ou biópsia das lesões de pele", ressalta Mangueira.

A dona de casa Maria Lucimar Souza Couto Maduro, 55 anos, foi diagnosticada com a doença aos 29 anos, logo após o nascimento de sua filha. Os primeiros sintomas foram dores no corpo e inchaço nas pernas e braços. "Quando recebi o diagnóstico do lúpus, eu nem imaginava o que era. O médico me explicou sobre a doença, que não teria cura, e então comecei o tratamento com cortisona e outras medicações. Foi um tratamento intenso, sentia mal-estar. No começo, eu tive uma melhora significativa, mas oscilava bastante e às vezes precisava ficar internada", relata.

Maria conta que teve ganho de peso, queda de cabelo, manchas no rosto, e indisposição como efeitos colaterais do tratamento. Na época, ela trabalhava como gerente de vendas e precisou se afastar da ocupação. "Uma das coisas que também mexeu muito comigo foi não poder tomar sol por algum tempo. Eu amo praia e sol, mas precisei ficar um bom tempo longe. Hoje, com o controle do tratamento, posso ir, porém com restrições", conta.

Após um diagnóstico de lúpus, a pessoa precisa ser tratada e acompanhada por um especialista em reumatologia, deve seguir as prescrições médicas e realizar os exames laboratoriais com periodicidade, que permitem monitorar a resposta ao tratamento, além de prevenir os efeitos colaterais das medicações. A doença é grave e pode ter complicações fatais, principalmente quando ocorrem lesões renais e problemas neurológicos de maior gravidade. Por isso, quando perceber algum sintoma é interessante procurar um médico para um diagnóstico preciso e começar o tratamento o quanto antes.

A automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). Quase metade da população, ou seja, 47%, faz uso de medicamentos sem prescrição médica ao menos uma vez por mês e 25% o faz todos os dias ou pelo menos uma vez por semana.

O estudo aponta que as mulheres são a parcela da população que mais usa medicamento por conta própria, com registro de 53%. Familiares e amigos são os principais influenciadores na escolha dos medicamentos usados sem prescrição e representam cerca de 25%.

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O uso de medicamentos sem a avaliação de um profissional de saúde pode trazer consequências, como sensibilização do organismo, surgimento de alergias e irritações, desordens fisiológicas metabólicas e hormonais e redução do efeito de fármacos importantes como antibióticos, criando a resistência bacteriana.

De acordo com o farmacêutico Rafael Ferreira, a automedicação pode ainda retardar ou mascarar a detecção de patologias mais severas. "Ao aliviar sintomas como a dor, o usuário pode camuflar uma doença mais séria. As dores no corpo ou na cabeça, irritações na pele, acidez estomacal, constipação ou até mesmo intestino solto podem ser alguns dos sintomas iniciais de muitas doenças graves. Ao camuflar os primeiros sinais, a pessoa faz com que a patologia seja diagnosticada tardiamente e em estados mais severos", alerta.

O hábito de usar diversos medicamentos ao mesmo tempo e sem prescrição também pode fazer com que o tratamento não tenha o resultado esperado. "Misturar medicamentos faz com que eles interajam entre si, podendo causar alteração no seu efeito protetor, ou seja, um antibiótico pode ser neutralizado e não conseguir combater as bactérias e com isso levar a um agravo da doença", explica o farmacêutico. "O uso de fármacos de forma inapropriada também pode comprometer algumas intervenções clínica, por exemplo, o uso errôneo de ácido acetilsalicílico, um analgésico muito comum, pode favorecer processos de sangramentos e atrapalhar intervenções invasivas", acrescenta.

Segundo Ferreira, o hábito que os brasileiros têm de se automedicar é antigo e também pode ser explicado pelas propagandas, que elevam o consumo. "Antigamente, existia uma problemática com o atendimento médico, que era muito demorado e a medicação era escassa, então esse costume vem de outras gerações, que procuravam por soluções imediatas para os problemas", afirma. "A evolução populacional e do conhecimento medicamentoso fez desnecessário esse tipo de hábito, que deve cair no abandono para o bem da população. Por isso é importante conscientizar as pessoas que medicamentos são somente indicados para tratamento de doenças e não para banalidades, pois o tratamento errado de hoje e sem orientação pode se transformar na doença de amanhã", pondera.

Um estudo que pode indicar um novo tratamento para o Alzheimer, outro que tenta recriar corações para transplante, uma investigação sobre a adaptação de manguezais às mudanças climáticas. São alguns exemplos de pesquisas produzidas por cientistas brasileiros que não conseguiram financiamento e tiveram de mudar para outro país para continuar o trabalho.

Com sucessivos cortes no orçamento das principais agências brasileiras de financiamento da ciência nos últimos anos, diversos pesquisadores se viram obrigados a levar seus estudos para o exterior. A situação, que chamam de "exílio científico", parece ainda mais inevitável com o cenário anunciado nos últimos dias, com cortes para a área e declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que o investimento em pesquisa e pós-graduação não será prioridade.

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Mesmo pesquisadores com bolsa garantida no momento relatam procurar outras formas de financiamento para sua pesquisa, pois sentem insegurança para os próximos anos. Com medo de não conseguirem terminar o mestrado ou o doutorado com o auxílio financeiro, eles buscam bolsas em instituições de outros países.

Considerando apenas o orçamento para bolsas de pós-graduação e formação de professores, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) perdeu 24,4% dos recursos nos últimos cinco anos - em 2014, eram R$ 4,6 bilhões, na correção pela inflação acumulada até janeiro, e passaram a R$ 3,4 bilhões neste ano, antes do contingenciamento de 23%.

No Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o orçamento para bolsas caiu 40,6% no mesmo período. "Isso não começou agora com o Bolsonaro, já se tornou uma rotina. O que agrava a situação nesse momento é a postura e as declarações de desprezo do novo governo com a ciência", diz Helena Nader, membro da Academia Brasileira de Ciências e do Conselho Superior da Capes.

Não há um levantamento de quantos pesquisadores deixaram o Brasil nos últimos anos. No entanto, são indicativos da "fuga de cérebros" a queda de bolsas ofertadas e a falta de reajuste há seis anos do valor das bolsas de mestrado e doutorado no Brasil (giram em torno de R$ 1,5 mil a R$ 2,2 mil).

Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Moreira diz que a redução constante de recursos coloca em risco a posição que o Brasil conquistou, de 13.º maior produtor de publicações científicas do mundo. "Há o risco de perdermos muito rapidamente o que levamos décadas para conseguir. Nem mesmo durante a ditadura se reduziu tanto o investimento em Ciências, porque já havia a compreensão de que é através delas que o País se desenvolve economicamente."

Em nota, a Capes diz que manteve estável nos últimos anos o orçamento para o pagamento de bolsas de pós-graduação e formação de professores da educação básica. E não comentou sobre a queda de valores. Sobre as políticas para incentivo à pesquisa, a Capes diz que iniciou um programa de parceria com empresas para formar recursos humanos para a indústria. Diz também que vai lançar um programa de doutorados profissionais inédito, alinhado à indústria e com investimento em bolsas feito pelas empresas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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