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| Ciência e Saúde

Um projeto de medicamento contra a doença de Alzheimer, a partir de uma pista ainda pouco explorada, gera tímidas esperanças de tratamento, após vinte anos de poucos avanços neste campo tão difícil.

"Esses resultados (...) são particularmente promissores e representam uma novidade a partir de vários pontos de vista", explicou à AFP Andrea Pfeifer, chefe da empresa emergente AC Immune, que está desenvolvendo, junto a uma filial da gigante farmacêutica suíça Roche, um tratamento contra a demência senil.

Os dois grupos anunciaram no final de agosto resultados preliminares favoráveis, mas continuam com os testes para determinar a eficácia do medicamento. Os resultados ainda precisam ser publicados e analisados de forma independente.

O que torna este anúncio interessante é o fato de que a molécula que está sendo usada, a semorinemab, foi pouco explorada para buscar um tratamento para o Alzheimer, um campo em que os fracassos se multiplicam há duas décadas.

Este anticorpo monoclonal parece se concentrar na destruição de placas formadas por algumas proteínas, conhecidas como beta-amiloides, no cerébro dos pacientes. Ao comprimir os neurônios, essas placas são um dos grandes fatores da doença de Alzheimer.

Até agora, essa pista forneceu poucos resultados, com exceção de um tratamento de Biogen autorizado neste ano pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos, embora seu interesse terapêutico não gere unanimidade.

Nos últimos anos, os laboratórios têm explorado outras direções: o comportamento anormal de outra categoria de proteínas, as denominadas 'tau', também presentes nos neurônios.

Nos pacientes de Alzheimer, essas proteínas se agrupam e acabam provocando a morte da célula.

Esse é o aspecto que interessa a AC Immune e a Roche. Estão tentando criar um anticorpo sintético que reconheça essas proteínas para destruí-las.

Esse tratamento foi administrado por quase um ano em pacientes em estado relativamente avançado da doença.

Segundo os dois laboratórios, o declínio de suas capacidades cognitivas, avaliado com o mesmo tipo de teste, foi reduzido quase pela metade, em comparação com os que não receberam o tratamento.

É a primeira vez que se anuncia um resultado positivo para um projeto de tratamento contra a proteína tau, após uma série de fracassos, entre os eles outro projeto da Biogen neste mesmo ano.

"Eu seria muito prudente: existe claramente um lado do marketing, embora seja certo que pode haver algo aí", explica à AFP o neurobiologista Luc Buée, especialista das doenças relacionadas à proteína tau.

É apenas um ensaio clínico precoce, de fase 2, com um número limitado de pacientes. Para confirmar o impacto do tratamento, terá que passar para a próxima fase, potencialmente com milhares de pacientes.

Este especialista lembra que vários projetos que exploraram a pista dos beta-amiloides deram bons resultados na fase 2, mas depois fracassaram na etapa seguinte.

Os resultados do semorinebab são mistos. Os testes cognitivos foram substancialmente melhores nos pacientes que receberam a molécula, mas em seu comportamento do dia a dia, no que é conhecido como declínio funcional, os pacientes não apresentaram melhora.

"É promissor e francamente positivo, mas ainda não cura", explica à AFP a neurobiologista Florence Clavaguera.

Por que essas diferenças nos resultados?

Clavaguera, assim como a AC Immune, tem uma hipótese: o declínio funcional é mais difícil de tratar e poderia apresentar melhorias dentro de vários meses, à medida que o ensaio clínico prossegue.

No entanto, o semorinemab é apenas uma pista para enfrentar o Alzheimer, alertam os especialistas.

"A longo prazo, será preciso combinar os dois tratamentos, um tratamento anti-tau e um tratamento anti-beta (amiloides)", afirma Clavaguera. "Em todos os casos de Alzheimer, ambas as proteínas são patológicas."

O Dia Mundial do Alzheimer é celebrado na próxima terça-feira (22) para recordar a ampla repercussão que tem este tipo de demência no mundo, sem um tratamento à vista.

A pessoa que sofre de Alzheimer perde lenta e irremediavelmente sua memória e capacidade de julgamento, um declínio que geralmente dura vários anos.

Ao menos 30 milhões de pessoas são afetadas por essa doença em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um número impreciso, porque a distinção entre Alzheimer e outros tipos de demência, às vezes por acidentes vasculares, não está clara.

Como as outras demências, a doença de Alzheimer representa um dos principais problemas da saúde pública, porque as pessoas afetadas perdem sua independência e se tornam um peso familiar e financeiro.

É um problema grave para os países desenvolvidos, que têm uma população envelhecida, já que a doença surge principalmente a partir dos 65 anos. As mulheres são mais afetadas do que os homens.

A doença - nomeada pelo médico alemão Alois Alzheimer, que a diagnosticou no início do século XX - se distingue das outras demências por dois aspectos.

O primeiro fenômeno é a formação de placas de proteínas, denominadas amiloides, que comprimem os neurônios do paciente e os destroem a médio prazo.

A outra característica vem das proteínas conhecidas como 'tau'. Também presentes nos neurônios, começam a se agrupar e também acabam provocando a morte das células afetadas.

Não se sabe ainda qual a relação entre ambos os processos, nem por que aparecem. Apesar de décadas de pesquisa, não existe nenhum tratamento que permita curar a doença, ou evitar sua aparição.

Um tratamento do laboratório americano Biogen, voltado para as proteínas amiloides, foi aprovado a título experimental este ano para alguns casos, nos Estados Unidos. No entanto, seus efeitos terapêuticos são alvo de polêmica.

Outro debate gira em torno da prevenção da doença, que muito raramente apresenta um componente hereditário.

Os especialistas detectaram uma dúzia de fatores de risco, entre eles a surdez, o nível de escolaridade, o tabagismo, a depressão e o isolamento.

Os autores de um estudo de 2020 calcularam que 40% das demências poderiam ser evitadas e atrasadas se fosse realizado um trabalho de prevenção desses sintomas. Este número, no entanto, é criticado por outros pesquisadores, que o consideram muito simplista.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) seguiu o entendimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e defende que a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes sem comorbidades seja mantida. A posição foi apresentada em comunicado nesta sexta-feira (17).

"A Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda que a vacinação de adolescentes seja retomada, sem que haja prejuízo de outros grupos prioritários, como idosos, indivíduos com doenças crônicas e imunossuprimidos", concluiu a entidade em um trecho da nota. Secretarias Estaduais também compartilham do entendimento.

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Para rebater a decisão do Ministério da Saúde, que pediu a suspensão das aplicações à faixa etária, a SBI se embasou em seis argumentos:

1. A eficácia vacina da Pfizer foi aprovada pela Anvisa para o público devido aos bons resultados clínicos;

2. O Brasil contabilizou 1.545 eventos adversos entre 3.538.052 adolescentes vacinados. Não houve divulgação da gravidade e ainda não se pode afirmar que os efeitos foram causados pela vacina;

3. A morte do adolescente de 16 anos que recebeu dose da Pfizer segue em investigação e ainda não pode ser considerada uma eventual relação com a substância;

4. Os benefícios da imunização ao público são bem maiores que os riscos;

5. Outros países já vacinam seus adolescentes com o imunizante e em nenhum local houve recomendação de suspensão;

6. A redução de novos casos e mortes por Covid-19 nos últimos três meses deve-se ao avanço da vacinação.

A Prefeitura de Belém acelera a imunização anticovid na capital paraense. Nesta quinta-feira (16) será a vez das pessoas nascidas nos anos de 1984 a 1985, que tenham recebido a primeira dose da Pfizer até o dia 10 de agosto. As pessoas nascidas nos anos de 1979 a 1985 vacinadas com a Astrazeneca até o dia 10 de agosto também deverão comparecer a um dos pontos de vacinação.

 

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Já na sexta-feira (17), é o dia da segunda dose de pessoas nascidas nos anos de 1986 e 1987, que foram vacinadas com a vacina Pfizer até o dia 10 de julho. Também na sexta as pessoas nascidas nos anos de 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968 e 1969, vacinadas com a Pfizer até o dia 10, deverão tomar a segunda dose.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) vai disponibilizar 24 pontos de vacinação, que funcionarão das 9 às 17 horas. Para garantir a segunda dose é necessário apresentar RG, CPF e cartão de vacinação.

A curva da pandemia no Estado começa a descer. As medidas preventivas, como o uso de máscara e o distanciamento social, no entanto, devem ser mantidas.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará registra 

587.587 casos de covid-19 e 16.567 mortes. Em Belém, o hospital de campanha montado no Hangar Centro de Convenções será desativado no dia 15 de outubro, informou o governador Helder Barbalho.

Postos de vacinação

1. Boulevard Shopping Belém - Estacionamento G6. Av. Visconde de Souza Franco, 776. Reduto;

2. Casa de Plácido – Anexo do Centro Social de Nazaré, ao lado do estacionamento da Basílica;

3. Cassazum. Avenida Duque de Caxias, nº 1375, bairro do Marco;

4. Castanheira Shopping Center. Rod. BR 316, km 01, 3° piso. Espaço Cultural;

5. Colégio do Carmo. Travessa Dom Bosco, nº 72, bairro da Cidade Velha;

6. Escola de Enfermagem da UEPA. Avenida José Bonifácio, nº 1289, bairro do Guamá;

7. Faculdade Cosmopolita. Avenida Tavares Bastos 1313, Marambaia;

8. FIBRA. Avenida Gentil Bittencourt, nº 1144, bairro de Nazaré;

9. FUNBOSQUE. Avenida Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Outeiro;

10. Ginásio do CCBS-UEPA, esquina da Perebebuí com Almirante Barroso;

11. Ginásio Mangueirinho. Avenida Augusto Montenegro, nº 524, bairro do Mangueirão;

12. Icoaraci. Escola Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso. Tv. dos Andradas, 1110 - Ponta Grossa;

13. Icoaraci. Igreja do Evangelho Quadrangular. Travessa São Roque, 789, Cruzeiro;

14. IFPA Campus Belém - Av. Almirante Barroso, 1155- Marco

15. Igreja do Evangelho Quadrangular. Barão de Igarapé Miri, esquina com 25 de junho, bairro do Guamá;

16. Mosqueiro. Escola Estadual de Ensino Médio Padre Eduardo, R. Rodrigues Pinajé, 998;

17. Mosqueiro. Escola Municipal de Ensino Fundamental Abel Martins. Rua Lalor Mota, 551, Carananduba;

18. Parque Shopping - Entrada da Alameda de Serviços

19. Shopping Bosque Grão-Pará, entrada de carros exclusivo pelo acesso do Condomínio Cidade Cristal (acesso D) e entrada de pedestres pelo acesso da Rodovia dos Trabalhadores (acesso G);

20. Shopping Pátio Belém, 3º Piso, loja 358;

21. UEPA CCSE: Universidade do Estado do Pará - Centro de Ciências Sociais e Educação. R. do Úna, n° 156

22. UNAMA. Avenida Alcindo Cacela, nº 287;

23. UNIFAMAZ. Avenida Visconde de Souza Franco, nº 72, bairro do Reduto;

24. Universidade Federal do Pará (Mirante do Rio/UFPA-Campus Guamá). Rua Augusto Corrêa, 01, Guamá

Com informações da Sespa e Agência Belém.

Na data de hoje (15) celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, data que visa conscientizar sobre os malefícios da enfermidade, a importância de identificá-la ainda em seus estágios iniciais e realizar os tratamentos adequados.

O linfoma é caracterizado como um câncer que ataca diretamente o sistema linfático, responsável por proteger o corpo contra diversas doenças infecciosas, causadas por bactérias ou vírus. O distúrbio se torna presente no momento em que as células linfócitos, também conhecidas como glóbulos brancos, transforma-se em uma célula maligna e começa a crescer e se reproduzir no organismo de maneira incontrolável.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2019 o linfomas foi responsável por 4.923 mortes, em que 2.695 eram homens e 2.228 mulheres. De acordo com a última estimativa do órgão auxiliar do Ministério da Saúde, a enfermidade atingiria 12.030 novas vítimas.

O Inca aponta que os métodos de prevenção do linfoma são semelhantes aos de outros cânceres, com dietas à base de frutas e verduras, além de evitar exposições químicas. Além disso, deve-se ficar atento aos seguintes sintomas: Aumento de pequenas glândulas denominadas linfonodos, no pescoço, axilas ou virilha; suor excessivo durante a noite; febre; coceira na pele e perda de peso superior a 10% sem motivos aparentes.

O oncologista Rafael De Cicco, destaca a importância de descobrir a doença ainda em seu estágio inicial, para que desta maneira, possa ser realizado o tratamento adequado, onde as chances de cura são maiores. “Os possíveis tratamentos geralmente são cirurgia de diagnóstico, biópsia, radioterapia e quimioterapia”, explica.

Durante o tratamento, Cicco ressalta que os cuidados são os mesmos de qualquer tratamento oncológico, que inclui evitar aglomerações ou qualquer tipo de exposição, uma vez que o paciente estará com baixa imunidade e a contração de outras doenças pode prejudicá-lo ainda mais.

Cicco relata que a medicina já realizou muitos progressos, que contribuem no tratamento do linfoma. “A maioria dos linfomas que a gente diagnostica hoje possuem ótimas chances de cura. Por isso reforço, é muito importante realizar o diagnóstico precoce para iniciar o tratamento o quanto antes”, finaliza.

Setembro Verde é um movimento que foi criado para alertar e conscientizar a população sobre a prevenção do câncer colorretal (ou câncer de intestino). Excetuando o câncer de pele não melanoma, o colorretal é o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, atrás apenas dos de mama e próstata.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2020 foram contabilizados no Brasil 40.990 novos casos, número que representa um aumento de mais de 12% em relação ao ano anterior. Em todo o mundo, a incidência da doença vem crescendo entre os adultos jovens.

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Com a pandemia da covid-19, quando muitas pessoas deixaram de fazer exames preventivos e interromperam processos de diagnóstico, esse índice tende a aumentar e a demora na descoberta pode agravar a doença e dificultar o tratamento e a cura.

A incidência de câncer colorretal está ligada ao estilo de vida, especialmente aos hábitos alimentares. "Ter mais de 50 anos, ser sedentário, obeso e se alimentar mal são características comuns de quem está no grupo de risco para desenvolver câncer colorretal. Entre os hábitos que podem influenciar no surgimento da doença estão dieta rica em carne vermelha e alimentos processados, tabagismo e consumo excessivo de álcool", enumera a oncologista Paula Sampaio, do Centro de Tratamento Oncológico.

Histórico de diabetes tipo 2 e doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa e doença de Crohn) são fatores que podem aumentar o risco de aparecimento do câncer de cólon e reto também.

Segundo a oncologista Paula Sampaio, "o câncer de intestino é um dos tipos de tumor considerados preveníveis. Abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos". A médica explica que grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso (após os 50 anos de idade, a chance de ter pólipos gira entre 18 e 36%).

Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. Eles podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias.

Os exames devem ser realizados em pessoas com sinais e sintomas sugestivos de câncer colorretal, visando o diagnóstico precoce, ou naquelas sem sinais e sintomas (rastreamento) pertencentes a grupos de maior risco.

A recomendação atual da SBCP é que pessoas sem histórico de câncer colorretal na família procurem o coloproctologista a partir dos 50 anos. Se houver casos na família, esse acompanhamento deve ter início 10 anos antes da idade que tinha aquele familiar quanto foi diagnosticado.

Entre os sintomas mais comuns da doença está a alteração do hábito intestinal. Por exemplo: cólica, sangramento durante a defecação, afilamento das fezes, perda de peso e anemia. Entretanto, o paciente também pode não apresentar sintoma nenhum, por isso o checape é essencial e as chances de cura estão intimamente ligadas ao estágio da doença. Quanto mais precoce o estágio, maior será a chance de cura.

Por Dina Santos, especialmente para o LeiaJá.

Belém avança na vacinação contra a covid-19 esta semana. Nesta terça-feira (14), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) abre nova repescagem, desta vez para aplicação exclusivamente da primeira dose em pessoas nascidas entre os anos de 1992 a 2002.

Para garantir o atendimento, que vai de 9h às 17h, basta levar RG, CPF e comprovante de residência a um dos 25 pontos de vacinação espalhados pela capital. Segundo a Ssecretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará tem 586.890 casos de covid-19 e 16.544 óbitos. Veja onde se vacinar:

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1. Boulevard Shopping Belém - Estacionamento G6. Av. Visconde de Souza Franco, 776. Reduto;

2. Casa de Plácido – Anexo do Centro Social de Nazaré, ao lado do estacionamento da Basílica;

3. Cassazum. Avenida Duque de Caxias, nº 1375, bairro do Marco;

4. Castanheira Shopping Center. Rod. BR 316, km 01, 3° piso. Espaço Cultural;

5. Colégio do Carmo. Travessa Dom Bosco, nº 72, bairro da Cidade Velha;

6. Escola de Enfermagem da Uepa. Avenida José Bonifácio, nº 1289, bairro do Guamá;

7. Faculdade Cosmopolita. Avenida Tavares Bastos 1313, Marambaia;

8. Fibra. Avenida Gentil Bittencourt, nº 1144, bairro de Nazaré;

9. Funbosque. Avenida Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Outeiro;

10. Ginásio do CCBS-Uepa, esquina da Perebebuí com Almirante Barroso;

11. Ginásio Mangueirinho. Avenida Augusto Montenegro, nº 524, bairro do Mangueirão;

12. Icoaraci. Escola Liceu de Artes e Ofícios Mestre Raimundo Cardoso. Tv. dos Andradas, 1110 - Ponta Grossa;

13. Icoaraci. Igreja do Evangelho Quadrangular. Travessa São Roque, 789, Cruzeiro;

14. Icoaraci. Paróquia de São João e Nossa Senhora das Graças. Praça Pio XII, nº 148;

15. IFPA Campus Belém - Av. Almirante Barroso, 1155- Marco;

16. Igreja do Evangelho Quadrangular. Barão de Igarapé Miri, esquina com 25 de junho, bairro do Guamá;

17. Mosqueiro. Escola Estadual de Ensino Médio Padre Eduardo, R. Rodrigues Pinajé, 998;

18. Mosqueiro. Escola Municipal de Ensino Fundamental Abel Martins. Rua Lalor Mota, 551, Carananduba;

19. Parque Shopping - Entrada da Alameda de Serviços;

20. Shopping Bosque Grão-Pará, entrada de carros exclusivo pelo acesso do Condomínio Cidade Cristal (acesso D) e entrada de pedestres pelo acesso da Rodovia dos Trabalhadores (acesso G);

21. Shopping Pátio Belém, 3º Piso, loja 358;

22. Uepa CCSE: Universidade do Estado do Pará - Centro de Ciências Sociais e Educação. R. do Una, n° 156;

23. Unama. Avenida Alcindo Cacela, nº 287;

24. Unifamaz. Avenida Visconde de Souza Franco, nº 72, bairro do Reduto;

25. Universidade Federal do Pará (Mirante do Rio/UFPA-Campus Guamá). Rua Augusto Corrêa, 01, Guamá.

Da Agência Belém.

 

De acordo com os dados levantados no relatório anual do Energy Policy Institute da Universidade de Chicago (EPIC), a poluição que circula no ar já pode ser considerada mais letal que o fumo. Eventos como os incêndios na Amazônia são tidos como agravantes para a má qualidade do ar do Brasil, e assim, levanta-se o questionamento sobre o que é possível fazer para evitar que a poluição continue afetando a saúde de milhões de pessoas.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Milena Costa, a qualidade do ar que respiramos está diretamente relacionada à saúde respiratória e bem estar, e o excesso de poluentes funcionam como uma espécie de agressor às células presentes em todo o aparelho respiratório, desde o nariz até os pulmões. “Sendo assim, é muito importante evitarmos a exposição a esses poluentes de forma prolongada, assim como lançarmos mão de uma limpeza da mucosa nasal com soluções fisiológicas para lubrificação e higiene respiratória”, orienta a médica.

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Além de todo o sistema respiratório que pode ficar comprometido no contato com a poluição, Milena explica que a pele e os olhos também podem ser prejudicados nesse processo. Assim, é possível projetar que o contato com a má qualidade no ar pode estar associado a um mal funcionamento crônico, semelhante ao tabagismo, que pode resultar em lesões na pele por agressão prolongada de raios UV, além de outras lesões indesejadas dentro do sistema respiratório.

Políticas Públicas

Como medida de segurança pública que pode ser adotada, a especialista cita que deve haver um maior rigor nos controles de emissão de gás carbônico pelas indústrias e automóveis, principalmente em áreas urbanas. Além disso, uma melhora na qualidade do ar pode estar associada diretamente à redução de áreas de desmatamento, políticas de desenvolvimento de geração de energia sustentável.

 

 

A prefeitura de São Paulo vai imunizar a partir desta segunda-feira (13), com a vacina contra a Covid-19 da Pfizer, as pessoas que deveriam receber a segunda dose da AstraZeneca em razão da falta desse imunizante na cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a oferta das doses de marca diferente é de forma “excepcional e emergencial”.

A prefeitura estima que atualmente há 340 mil pessoas na capital que podem ser imunizadas dessa forma. Podem receber a segunda dose da Pfizer todas as pessoas que deveriam ser vacinadas com a segunda dose da AstraZeneca desde 1º de setembro.

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Falta de vacina

O governo de São Paulo diz que há um atraso no envio das vacinas da AstraZeneca para o estado, causando a falta do imunizante no estado. Segundo o governo, já deveriam ter sido disponibilizadas mais um milhão de doses para a segunda fase da imunização desde 4 de setembro.

O Ministério da Saúde, no entanto, contesta essa informação e diz que o estado usou para primeira dose parte do estoque que deveria ser reservada para a segunda aplicação.

Ainda segundo o ministério, foram enviadas para São Paulo 12,4 milhões de doses para primeira aplicação e 9,2 milhões de doses para a segunda etapa. Porém, de acordo com a pasta, o estado fez 13,99 milhões de aplicações de primeira dose.

O filme Jurassic Park (1993) fez o ser humano sonhar com a possibilidade de ressuscitar espécies. Quase três décadas depois, desenvolve-se a biologia sintética: não para trazer dinossauros extintos de volta, mas para exterminar animais nocivos.

O filme de sucesso de Steven Spielberg se passa em uma ilha imaginária na região da Costa Rica.

E será em uma ilha que sua primeira experiência científica poderá ser desenvolvida, talvez na próxima década, afirmam especialistas e ativistas do Congresso Mundial da Natureza.

Um mesmo problema afeta 80% das ilhas do mundo: ratos. Eles infestam plantações, comem ovos de pássaros e colocam os ecossistemas locais em perigo.

Há mais de 25 anos, a organização Island Conservation se dedica à erradicação de espécies invasoras, conta à AFP Royden Saah, representante da organização no congresso de Marselha.

A atividade foi realizada com sucesso em duas das Ilhas Galápagos, North Seymour e a ilhota de Mosquera, usando drones e iscas. A tarefa é, no entanto, cara e incerta, e o uso de raticidas pode causar danos colaterais.

"Deveríamos criar um camundongo geneticamente modificado para que suas futuras gerações sejam exclusivamente masculinas (ou femininas)?", questiona a Island Conservation em sua página na Internet.

Saah coordena uma equipe de pesquisadores - GBIRd(Biocontrole Genético de Roedores Invasivos) - com instituições nos Estados Unidos, na Austrália e na Nova Zelândia.

"Ainda não temos o rato", afirma o cientista conservacionista. Mas, "se não investigarmos, não seremos capazes de conhecer o potencial desta tecnologia?", explica.

Saah destaca que apenas os países interessados poderiam eventualmente aceitar uma experiência em campo.

Há quatro anos, os mais de 1.400 membros da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) pediram à organização que criasse um grupo de trabalho sobre o assunto.

O resultado é uma Carta de Princípios sobre o uso da biologia sintética (que inclui a engenharia genética). Discutido em Marselha, o projeto da Carta reafirma o direito de qualquer Estado de proibir atividades, recorrendo ao "princípio da precaução".

- Incertezas consideráveis -

Todos os participantes dos debates no congresso de Marselha reconheceram, sem exceção, que as incertezas são consideráveis.

"Também tenho medo das aplicações potenciais da biologia sintética", declarou o chefe do grupo de trabalho, Kent Redford, ao apresentar as conclusões do grupo em Marselha.

"Existem riscos ecológicos óbvios e preocupações com as modificações genéticas de espécies silvestres", alerta a geneticista e assessora científica da ONG ProNatura, Ricarda Steinbrecher.

ProNatura e Amigos da Terra são algumas das ONGs que soaram o alarme em Marselha. Para estas instituições, a Carta de Princípios não foi suficientemente debatida.

Entre outras razões, os cientistas nem mesmo concordam com os limites exatos da biologia sintética. Um rato modificado ainda pertence à sua espécie, ou é uma nova criação?

Um dos exemplos propostos pelos cientistas a favor da experimentação é recriar o material de um chifre de rinoceronte, para que esse animal escape da extinção.

Mas "as pessoas querem o produto real. São fantasias", diz Ricarda Steinbrecher.

"Não encontrei nada que impeça uma pesquisa mais aprofundada", insiste Saah.

- Mosquitos com malária no Havaí -

O debate é intenso, mas a situação em alguns lugares é igualmente urgente.

Samuel Gon, consultor científico da Nature Conservancy no Havaí, diz que mal pode esperar. A biologia sintética "não é uma opção. Não chegará a tempo de salvar os pássaros" das ilhas, explicou à AFP.

Das mais de 50 espécies de aves de mel conhecidas no Havaí, há apenas cerca de 15, cinco delas em estado crítico de extinção.

O Havaí não tinha mosquitos, mas, entre os que apareceram, no início do século XIX, alguns carregavam malária.

As autoridades conservacionistas havaianas estão prestes a usar uma técnica conhecida para esterilizar os mosquitos, inoculando-os com uma bactéria, a Wolbachia.

- Sonhos com mamutes -

Além da urgência ecológica, alguns cientistas parecem irresistivelmente atraídos por sonhos maiores.

Há alguns meses, um grupo de pesquisadores afirmou ter alcançado a sequência completa do genoma de um mamute de um milhão de anos.

"Os desafios técnicos para conseguir a sequência confiável do genoma das espécies extintas são imensos", adverte o relatório dos especialistas da UICN.

Steinbrecher é ainda mais assertivo. "Temos que aceitar que algumas espécies foram extintas, por mais difícil que seja. O objetivo principal é preservar o que ainda temos", frisou.

Na última quarta-feira (8), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que vai liberar o uso emergencial do Sotrovimabe, medicamento baseado em um anticorpo monoclonal, fabricado pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline para o tratamento de pacientes com Covid-19. Vale lembrar que seu uso é recomendado exclusivamente para pessoas que estejam infectadas de forma leve a moderada.

A substância vai funcionar como uma espécie de guardião dentro do sistema imunológico, já que o consumo do remédio vai atuar diretamente contra a proteína “spike”, pertencente ao novo coronavírus, e assim, vai bloquear qualquer tipo de contato entre a Covid-19 e as células humanas. De acordo a Anvisa, a tecnologia do medicamento também passa a ser funcional e eficaz contra novas cepas mutantes do vírus.

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A expectativa do uso do Sotrovimabe é que o número de hospitalizações seja reduzido e, portanto, será usado uma única dose do medicamento, somente nos hospitais. Entretanto, é importante destacar que o uso do remédio é contra indicado em pacientes com casos graves de Covid-19, que dependam de suplementação de oxigênio. Além disso, ainda não há certeza se o medicamento pode provocar efeitos colaterais ou reações em mulheres gestantes.

O Sotrovimabe é o quinto medicamento aprovado pela Anvisa, para combater as infecções por Covid-19. Em março houve a liberação do antiviral Remdesivir, e em abril um coquetel chamado Regn-CoV2. Já em maio a agência aprovou o conjunto dos anticorpos Banlanivimabe e Etesevimabe, e em agosto foi a vez do Regkirona.

 

 

Esta sexta-feira (10) é  o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data é lembrada desde 2003 e chegou a inspirar a criação da campanha nacional Setembro Amarelo. De acordo com os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio está entre as três maiores causas nos índices de morte de jovens entre 15 e 29 anos.Além disso, pesquisas mostram que no Brasil cerca de 12 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos.

De acordo com a psicóloga cognitivo-comportamental Rosana Cibok, existem indícios que mostram se uma pessoa possui tendência suicida ou quadros de depressão. “Pode ser reconhecido quando se observa uma pessoa que antes tinha um convívio social equilibrado e agora vive sozinha, fechada no quarto, sem apetite, sem conseguir executar suas tarefas e com choro fácil”. A psicóloga ressalta dizendo que um profissional vai saber avaliar corretamente cada paciente, ao levantar todo o histórico para saber o período e a frequência das emoções.

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Mesmo que seja possível observar esses tipos de comportamento, Rosana comenta que o ideal é oferecer ajuda para que a pessoa não sofra com casos extremos, como o suicídio. “Em alguns casos, os sintomas são silenciosos levando ao suicídio sem que a família e os amigos entendam os reais motivos. Em outros casos, as pessoas demonstram a tendência através de falas e até de comportamentos, como por exemplo a automutilação”, revela.

Como contraponto, existem medidas ao alcance de todo mundo para evitar gatilhos que proporcionem malefícios à saúde mental. “Falar o que sente e dividir as dores e anseios com o próximo ajudam a deixar a situação mais leve e evitam o disparo dos gatilhos que fazem com que as emoções fiquem entristecidas. Ao falar, também nos ouvimos e alinhamos nosso discurso. Cada vez que falamos, nos escutamos e estamos nos abrindo para as opiniões. Desta forma, temos entendimentos e perspectivas diferentes”. A psicóloga explica que apesar de cada caso ser único, a comunicação é um grande aliado na preservação da saúde mental.

Além disso, em aspectos tecnológicos, também é necessário realizar uma higiene digital. “Muitas pessoas estão insatisfeitas com suas vidas e acabam ‘vivendo’ a vida do outro e quando se dão conta da sua realidade, se entristecem e não percebem o mal que estão causando a si próprios”.  Rosana sugere que as pessoas invistam em uma espécie de “aeróbico do cérebro”, que consiste em ter uma alimentação mais equilibrada, diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas, e praticar alguma atividade que traga prazer e conforto. “Assim como a atividade física desenvolve os músculos, a atividade intelectual e social estimula o cérebro prevenindo diversas doenças”, afirma.

A importância de campanhas sociais

Para a psicóloga, a campanha Setembro Amarelo, por exemplo, é muito importante e funciona como uma espécie de alerta. “Muitas pessoas passam por momentos difíceis e não se dão conta que estão no processo de depressão. Sentem-se sem energia, apáticas e sem disposição física para realizarem as atividades do dia a dia e, quando percebem, já estão com tendências suicidas”. Rosana explica que o ato de suicídio acontece em um emaranhado de emoções, e quando a pessoa passa a ter consciência de que ela pode conseguir ajuda por meio das campanhas, o pior muitas vezes pode ser evitado.

 

O governo do Pará registrou 7 milhões de doses distribuídas para jovens e adultos serem vacinados contra a covid-19. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). 

Crianças e adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, já estão sendo vacinados no Estado. A imunização começou pelo grupo com deficiência permanente, com comorbidade ou privados de liberdade, conforme a Lei nº 14.124, que trata do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.

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O Pará já recebeu 8.760.040 milhões de doses de imunizantes destinados à população paraense, das quais 2.773.390 são da CoronaVac/Sinovac; 3.806.550 da Oxford/AstraZeneca; 2.041.650 da Pfizer e 138.450 da Janssen. A Sespa confirmou mais 50 novos casos de covid-19 no Estado e nenhuma morte nos últimos sete dias. O Pará tem 585.939 casos e 16.521 óbitos.

Com informações da Agência Pará.

Mais de um ano após ter Covid-19, a baiana Renilda Lima ainda tem 20% do pulmão comprometido, sofre cansaço diariamente, convive com perda de memória e tem baixa imunidade. A doença, contraída em maio de 2020, causou sequelas que persistem até hoje e que Renilda, de 34 anos, não sabe se conseguirá se recuperar. Segundo pesquisa do Hospital das Clínicas da USP, 60% dos pacientes que tiveram Covid-19 no ano passado estão em condições de saúde semelhantes, mesmo após um ano da alta hospitalar.

O estudo da USP acompanha 750 pacientes que ficaram internados no primeiro semestre de 2020 no Hospital das Clínicas da instituição. Eles serão analisados durante quatro anos, mas os resultados preliminares indicam que 30% ainda possuem alterações pulmonares importantes. Além disso, parte também relata sintomas cardiológicos e emocionais ou cognitivos, como perda de memória, insônia, concentração prejudicada, ansiedade e depressão.

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Segundo Carlos de Carvalho, professor titular de pneumologia da USP e diretor da divisão de pneumologia do Instituto do Coração (InCor), os resultados preliminares mostram que algumas sequelas a longo prazo ainda podem ser revertidas. "Há casos em que os pulmões ainda apresentam inflamações mesmo um ano depois da alta hospitalar. Já vimos que essas inflamações podem virar fibroses (cicatrizes pulmonares), que são permanentes", declara.

No caso de Renilda, as sequelas físicas vieram junto com as emocionais. Além do cansaço que sente ao fazer esforço físico - o que levou ela a interromper algumas atividades diárias -, ela também passou a ter dificuldades de dormir e a ter medo de ficar novamente em estado grave se contrair doenças respiratórias. "Até hoje meu sono não é regulado. Troco o dia pela noite. Recusei três propostas de emprego com medo de ficar doente", contou.

Natural de Feira de Santana, município a 116 quilômetros de Salvador, a baiana teve covid-19 no primeiro pico da pandemia no Brasil, momento em que os hospitais públicos estaduais da Bahia não tinham leitos vagos. Ela tratou da doença em casa até conseguir um leito de estabilização em Salvador, onde permaneceu por três dias. No retorno para casa, ficou de cama durante dois meses e não conseguiu se recuperar totalmente.

Carvalho explica que as sequelas são piores e mais longas nos casos em que o tratamento das complicações causadas pela covid-19 são feitos tardiamente ou de maneira não adequada. "Percebemos que os pacientes que demoraram mais a serem encaminhados para o Hospital das Clínicas chegaram em um estado mais grave, e isso também agrava as sequelas. Quanto maior o tempo de internação e a gravidade das infecções, maior a tendência de haver mais sequelas a longo prazo", diz.

A perda do paladar e do olfato, sintomas comuns da covid-19 no período de infecção, também está entre as sequelas de longa duração. O estudante de engenharia ambiental e cozinheiro Emmanuel Ramos, de 20 anos, afirma que os dois sentidos estão "distorcidos" e que os cheiros de alguns temperos foram perdidos. "Tenho enjoos também quando sinto o cheiro de produtos de limpeza e até das queimadas que atingem minha região", disse Ramos, de Palmas (TO).

Nos dois casos, as sequelas alteraram a rotina anterior à covid. Em relação a Emmanuel Ramos, o atrapalha na cozinha. Já Renilda parou de fazer faxina em casa, de ir à academia e sente que não pode desempenhar a mesma função de antes no trabalho, em que era gerente de um estacionamento, por também sofrer perda de memória.

Essa última sequela é relatada por 42% dos pacientes durante a pesquisa da USP. De acordo com os relatos ouvidos pelo Estadão, a perda de lapsos de memória é frequente na rotina e acontece a qualquer hora. "Às vezes, saio da minha sala de trabalho para beber água no corredor e no caminho esqueço o que fui fazer", detalha a acreana Sheyenne Queiroz, de 45 anos.

Ela contraiu a covid-19 em novembro do ano passado e não chegou a ficar no estado grave da doença, mas passou a sofrer com dores de cabeças fortes e esquecimento um mês depois de ser infectada. "Cheguei a achar que estaria com aneurisma por causa da intensidade das dores de cabeça, mas, ao procurar um neurologista e fazer exames, ele me disse que se tratava de uma sequela da covid-19. Até hoje sofro dores de cabeça, agora menos fortes, e do esquecimento. E não sei se vou me recuperar totalmente", preocupa-se.

A neuropsicóloga do Instituto Alberto Santos Dumont (ISD/RN) Joísa de Araújo explica que as queixas mais recorrentes relatadas pelos pacientes estão concentradas em esquecimento, dores de cabeça, ansiedade, sintomas depressivos e sensação de fadiga, inclusive em pessoas ditas "assintomáticas" durante o período de infecção. "Muitos jovens, que não tinham queixas anteriores, passaram a apresentar dificuldades de recordar questões do dia a dia."

Ela atenta que pesquisas referentes às consequências do novo coronavírus na saúde ainda estão em andamento, mas estudos mais amplos indicam incidências psicológicas e neurológicas em um a cada três pacientes. "É importante o acompanhamento multidisciplinar dessas pessoas após a detecção dos sintomas mais clássicos. Um diagnóstico precoce no período pós-covid é fundamental para possibilitar o processo de reabilitação. Isso é fundamental para traçar um plano de como lidar com essas limitações", reforça.

Internações recorrentes

Natural de Esplanada, Bahia, Eliane Silva, de 32 anos, contraiu covid-19 no final de junho de 2020 e precisou ser internada quatro vezes nos últimos 13 meses, sendo três vezes devido às sequelas da doença e uma no período em que estava infectada. A assistente de pessoal, que passou a sofrer com falta de ar, fadiga e problemas na circulação, foi diagnosticada com vasculite pulmonar (doença autoimune que se caracteriza pela inflamação dos vasos pulmonares) e Arterite de Takayasu.

Em julho, a baiana foi internada em uma unidade de saúde de Salvador para tratar uma nova crise. "Não tinha problema respiratório e tudo começou depois da covid. Hoje eu me sinto muito abalada. Às vezes, digo para o médico que prefiro nem pensar nisso tudo, pois já dá vontade de chorar", confessa.

Segundo o professor Carlos de Carvalho, casos de doenças autoimunes são possíveis em qualquer infecção ou vírus - incluindo o coronavírus. Entretanto, ele afirma que os resultados obtidos na pesquisa do Hospital das Clínicas não indicam que essa é uma característica recorrente nos pacientes, apesar de possível. "É algo que permanecemos atentos para ver se doenças autoimunes irão se manifestar ao longo dos anos, mas, com um ano, não vimos", disse.

Em julho do ano passado, Eliane chegou a ficar internada devido à covid-19, mas recebeu alta no mesmo mês. No entanto, passou a sentir dores fortes debaixo do peito esquerdo e entre a costela em novembro e precisou retornar ao hospital mais de uma vez. Na maioria das vezes, os médicos afirmavam que as dores eram gases e passavam uma medicação paliativa. Somente em janeiro, cinco meses após as primeiras dores, descobriu o que sofria.

O tratamento inicial durou de quatro a seis meses, com coagulantes e uso de corticoide, remédio com potência anti-inflamatória. Entretanto, ela voltou a sentir novas dores ao iniciar o desmame dos medicamentos e foi internada no dia 28 de julho. "É muito complicado ter uma internação a cada seis meses. O psicológico fica a mil por horas, sem saber o motivo disso tudo. Junta a doença, solidão e carência. É muito difícil."

Perguntas em aberto

A pesquisa do Hospital das Clínicas da USP é realizada com 750 pacientes que estiveram internados na unidade entre 30 de março de 2020 e 30 de agosto do mesmo ano. São pessoas que se infectaram na chamada primeira onda da pandemia do coronavírus no Brasil. Segundo o professor Carlos de Carvalho, isso significa que não se sabe quais sequelas as variantes do coronavírus surgidas a partir deste ano - como Delta, em circulação no Brasil - podem deixar a longo prazo, nem se são menos ou mais intensas.

Conforme o pesquisador, novos estudos já se iniciaram no mundo inteiro para observar diferenças entre variantes. Além disso, outra observação a ser estudada é das sequelas em pessoas vacinadas, mas que se infectaram. "Ainda são perguntas em que não sabemos as respostas porque são precisos novos estudos para observar estes pacientes", disse o professor.

O mês de setembro reserva espaço para um debate mais amplo, entre educadores, psicólogos e pedagogos, sobre como incluir pessoas com necessidades especiais nos ambientes educacionais com efetividade. Através da Semana da Educação Especial estes profissionais revisam os programas existentes, as políticas, cartilhas de orientação local e reacendem a dicotomia da inclusão versus integração. Um dos maiores desafios do ensino e aprendizagem de pessoas com deficiência (PCD) no Brasil ainda é fazer a teoria encaixar com a prática. Na realidade, os recursos não são suficientes e nem os mesmos para todos os espaços da educação, o que dificulta o trabalho do professor e a coexistência das necessidades de crianças PCD e crianças neurotípicas.

Apesar de crianças com necessidades especiais terem sido incluídas nos últimos dois decênios de formulação do Plano Nacional de Educação (PNE), foi somente em junho de 2014 que o programa estabeleceu a “Meta 4”, que diz respeito à inclusão, no ensino regular, de crianças e adolescentes com deficiência e/ou transtornos que afetam o aprendizado. O PNE parte de diretrizes que visam uma educação mais igualitária e de qualidade e, para tanto, estabelece 20 metas e estratégias para o ensino no país em todos os níveis (infantil, básico e superior). As metas são válidas para os 10 próximos anos de estratégias das políticas de educação para o Brasil.

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A versão que instituiu a Meta 4 — em vigor — só é um pouco mais nova que o Estatuto das Pessoas com Deficiência (EPD), funcionando desde o dia 3 de janeiro de 2016, e chamada de Lei Brasileira de Inclusão, instituída através da lei nº. 13.146 no dia 6 de julho de 2015.

Para tratar da prática e do avanço dessas metas, as cúpulas da educação se reúnem na Semana da Educação Especial, bem como para celebrar as conquistas já obtidas, é o que acredita a psicóloga especializada na adaptação de crianças e adolescentes, Giedra Marinho, entrevistada nesta matéria.

“A gente gosta de dizer que essa semana da Educação Especial é um espaço para dar maior visibilidade a essas pessoas, para quebrar vários mitos em relação às pessoas que possuem deficiências ou distúrbios intelectuais, e que muitas vezes são confundidas com pessoas incapazes. Elas não são incapazes, são limitadas, há questões que elas não lidam da mesma forma que uma pessoa neurotípica, uma pessoa com função cognitiva considerada normal. A semana serve também para a manutenção dos espaços que foram conquistados, presentes nas escolas, com salas de recursos multifuncionais, cujo espaço é adequado e preparado pras crianças e adolescentes que apresentam necessidades educativas especiais”, elucida Marinho.

O Programa Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais auxilia na oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), prestado de forma complementar ou suplementar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do ensino regular, assegurando-lhes condições de acesso, participação e aprendizagem, e é regulamentado pelo MEC.

Esses programas são a perspectiva teórica e possuem peso histórico para o Brasil, que somente dentro das suas últimas duas décadas desenvolvem políticas contextualizadas para essa comunidade. No âmbito prático, que é onde vivem os educadores, pedagogos e psicólogos, o campo ganha maior profundidade. Confira abaixo a colaboração da profissional entrevistada pelo LeiaJá.

— Giedra Marinho, psicóloga especialista em Infância e Adolescência e mestre em Educação para o Ensino e Saúde (UNICAP/FPS/IMIP)

LJ: No que pode acarretar uma escola/ambiente educacional mal preparado para incluir pessoas com deficiência, motora ou intelectual, ou transtornos no geral? Há disparidade na aprendizagem de crianças bem acolhidas e mal acolhidas, ou essa questão é particular?

GM: As escolas, particulares ou públicas, deveriam ter um espaço que a gente chama de salas de recursos multifuncionais, que são espaços para contemplar e acolher todas as crianças e adolescentes que têm alguma questão de déficit intelectual ou cognitivo, ou que tem uma questão de síndromes, transtornos, distúrbios e outras dificuldades de aprendizagem. Então é um espaço que deveria ser sempre ocupado com um profissional da educação especial — professor, pedagogo — e que faça especialização em educação especial. Nas escolas que não têm esse espaço, o que que acontece? As crianças ficam nas salas regulares, comuns, e quando não tem assistência dentro da sala, o que agrava a situação, os professores têm que dar conta das crianças neurotípicas, que não tem nenhum tipo de problema, também das crianças com algum problema e atraso. Muitos professores reivindicam que é complicado para eles dar assistência aos dois tipos de criança. Então com certeza haverá déficit, haverá perdas, tanto para as crianças neurotípicas, porque dividirão o espaço e a atenção do professor, e com as crianças que precisam de mais atenção, que deveriam estar numa sala adequada, com o profissional adequado. O professor tem que se dividir, então há perdas para todos quando não há um espaço adequado, quando não há um profissional adequado na escola e nem dentro da sala de aula para prestar assistência.

LJ: Só a inclusão é suficiente ou é preciso integração?

GM: A inclusão só não é suficiente. Não adianta só incluir, não adianta jogar na escola, jogar na sala de aula, sem que se tenha uma integração completa da tríade família, escola e aluno. E essa integração tem que ser feita contemplando todas as necessidades que essa criança possui. Tem que ter o material adequado, tem que ter o profissional adequado, uma sala adequada; quando não tem isso, há perdas para todos, não só com as crianças com necessidades educativas especiais. É preciso falar em integração total, cooperação.

LJ: O Plano Nacional de Educação atual é bem atendido no tocante à inclusão?

GM: O Plano Nacional de Educação atual não é bem atendido quando envolve a inclusão. São muitos gaps, muitas falhas. A teoria é totalmente diferente da prática. Existe, dentro das políticas públicas da pessoa com deficiência, toda uma orientação; de fato, a gente tem um manual, uma cartilha que é oferecida às escolas de implementação dessas salas de recursos multifuncionais. Na teoria é tudo muito bonito, mas na prática a gente vê que não adianta. Na prática são feitos muitos arranjos: “a gente não tem esse material”,  “a gente faz com esse aqui”, e não é o mais adequado. A gente tem também que adequar a questão da regionalização. Não se pode ter uma única política para todo o país, porque a gente tem que adequar as necessidades culturais, econômicas, sociais de cada região.

LJ: Quais as principais dificuldades de inclusão no país?

GM: As principais dificuldades de inclusão no país têm um só nome: preconceito, que é exatamente o conceito que a gente adquire antes de conhecer. As pessoas têm muito preconceito: “não vou colocar meu filho numa escola que tem uma criança retardada”, “que tem uma criança mongolóide”, que é como antigamente chamavam as crianças com síndrome de Down. Muita gente não sabe nem a origem desse nome "mongolóide", que vem da etnia mongol, um povo que tinha olho puxado e em grande parte, apresentava um certo retardo mental. Daí é que vem esse termo pejorativo de chamar as crianças com síndrome de Down, porque elas também têm o olho puxado, de mongolóide. O preconceito é a base para uma das principais dificuldades dessa integração das crianças com necessidades educativas especiais nas escolas. Existem escolas aqui em Recife que têm salas de aula nas quais crianças com necessidades educativas especiais participam junto às crianças neurotípicas; têm salas que são só essencialmente para essas crianças especiais. Os pais escolhem e eu acho que isso é uma possibilidade para a gente tentar melhorar essa questão. Ou ela (a PCD) fica integrada numa sala com alunos regulares ou ela participa de uma sala com a maior parte das crianças com problemas parecidos com os dela. Acho que isso ainda é uma coisa pra ser discutida, uma pauta que não é totalmente amadurecida

LJ: A criança deve se adaptar à escola ou ao contrário?

GM: Esse movimento tem que ser de mão dupla: tanto a escola tem que se adaptar às necessidades da criança, quanto a criança deve se adaptar a esse colégio. As duas coisas têm que acontecer simultaneamente, não podem acontecer sozinhas. Para que se consiga atingir os fins educativos, os dois devem buscar a adequação.

LJ: Quais os preconceitos referentes às pessoas com deficiência que ainda precisam ser urgentemente combatidos?

GM: Os preconceitos são de que as crianças são incapazes, que elas têm um déficit cognitivo e retardo grandes, que fazem com que elas não consigam fazer nada, mas isso não é verdade. Elas têm limitações e podem alcançar objetivos que podem ser traçados individualmente, através de um plano de objetivos de aprendizagem para cada criança. Já escutei pais falando que não querem suas crianças perto de crianças com necessidades especiais porque seus filhos podem pegar a “doença”, como se fosse algo que se pega pelo contato. Por exemplo, crianças que têm paralisia cerebral, que é uma alteração neurológica na hora do parto, pelo fato de oxigênio no cérebro da criança. E aí essa criança nasce com uma condição, às vezes bem severa, a tetraparesia, a hemiparesia, que vai prejudicar principalmente a parte motora dela.

Às vezes a parte cognitiva é preservada e algumas dessas crianças apresentam uma espasticidade muscular, uma rigidez muscular e alguns apresentam saliva em excesso. Muitas vezes essa baba ou saliva tem um cheirinho que é desagradável, e muitas mães sentem nojo, não querem que seus filhos encostem na saliva dessa criança porque acham que elas vão pegar (uma doença). Então existe esse mito de que seu filho que é neurotípico e não tem nenhum problema, vai pegar alguma dessas questões com a criança, ou de que essas crianças vão atrapalhar o desenvolvimento do seu filho. Muitas famílias pensam que o professor, por dar assistência a essas crianças que demandam muita atenção, poderão prejudicar seus filhos ou que suas crianças receberão menos atenção. Por isso é preciso lutar para que todo professor que tenha dentro de suas salas de aula crianças e adolescentes com necessidades alternativas, tenha acompanhantes terapêuticos (ATs), para que eles deem suporte aos professores. Mesmo que seja uma criança só, já é suficiente para ter o acompanhante terapêutico.

LJ: Deve haver uma diferença na forma de educar PCD e não-PCD, ou cada aluno deve ser tratado com particularidade independente de um diagnóstico?

GM: Não pode haver o mesmo tratamento, tipo de obrigatoriedade ou mesmo tipo de tarefa para uma criança que tenha necessidades especiais. Porque uma pode escrever e a outra não, uma pode ter dificuldade de pegar no lápis, uma outra tem déficit de atenção e de concentração. Por isso, repito, é importantíssimo ter as salas de recursos multifuncionais, com profissionais adequados. A gente fala da integração da criança à sala de aula com crianças que não têm deficiência, e isso envolve a questão da sociabilidade, da interação emocional, da empatia que essas outras crianças têm com elas, de aprenderem a ser mais tolerantes e pacientes. Mas de fato, elas precisam dessa assistência diferenciada, que pode ser dada por um acompanhante terapêutico dentro da sala de aula, mas deixar a criança com necessidades sozinha e esperar que ela tenha o mesmo desempenho das outras crianças é algo que não vai acontecer. Ela precisa de logística e o professor também, pois o professor não dá conta só.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou, neste sábado (4), 361 casos de Covid-19. A pasta informou que deste quantitativo, 11 são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 350 casos leves.

A Secretaria também divulgou que foram confirmadas mais seis mortes entre 1º de abril e 3 de setembro. Ao todo, Pernambuco totaliza 19.451 mortes pelo novo coronavírus. Atualmente, o Estado registrou 610.059 casos confirmados da doença, sendo 53.451 graves e 556.608 leves.

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Pesquisadores detectaram a variante Delta da Covid-19 em duas amostras de swab de nasofaringe processadas no Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica - Suely Galdino (Nupit-SG) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O material foi enviado para sequenciamento, a partir de uma colaboração com o Instituto Aggeu Magalhães (IAM) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e fazem parte de um total de 86 amostras analisadas, provenientes de 32 municípios do estado de Pernambuco e coletadas de 25 de julho a 11 de agosto.

As duas amostras da variante Delta (B.1.617.2) representam 2,32% do total analisado, enquanto a variante Gama (P.1) ainda predomina, com 69 resultados positivos (80,23%). Dos pacientes que contraíram a Delta, um é procedente do município de Araripina, com material coletado em 2 de agosto, e o outro é de Ipojuca, com coleta realizada em 5 de agosto. De acordo com os pesquisadores, o resultado reforça a circulação da Delta em Pernambuco e acende o alerta para um iminente aumento da disseminação desta variante no estado.

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Novas amostras já foram enviadas pelo Nupit-SG ao IAM/Fiocruz para sequenciamento, incluindo algumas procedentes de Caruaru, e outras continuarão sendo enviadas para a caracterização das variantes. Pesquisadores da UFPE e da Fiocruz reforçam que a vigilância e o monitoramento das variantes circulantes são de grande importância e que precisa ser continuado, para que as medidas preventivas e de controle possam ser empregadas com a maior eficiência possível.

Nessa quinta-feira (2), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou outros quatro casos da variante, após o sequenciamento genético de 89 amostras de pacientes confirmados para Covid-19. As amostras com resultado positivo para variante Delta foram de pacientes de Olinda e Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife; Caruaru, no Agreste; e Araripina, no Sertão.

A variante delta não causa casos mais graves de Covid-19 em crianças e adolescentes em comparação com outras variantes, de acordo com os primeiros dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos.

A preocupação com as consequências da variante delta entre os mais jovens tem aumentado com um número crescente de crianças hospitalizadas nas últimas semanas.

Os Centros de Prevenção de Doenças (CDC), principal agência federal americana de saúde pública, estudaram dados de pacientes internados por covid-19 em 99 condados de 14 estados, onde vive cerca de 10% da população do país.

A agência comparou o período do começo de março a meados de junho com meados de junho ao fim de julho, quando a variante delta se tornou dominante nos Estados Unidos.

Entre esses dois períodos, a taxa de hospitalização de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos se multiplicou por cinco.

Mas "a proporção de crianças e adolescentes hospitalizados por doenças graves", como aqueles internados em unidades de terapia intensiva, "foi semelhante antes e durante o período em que a delta era dominante", aponta o relatório.

Por outro lado, o estudo mostra que as vacinas protegem os adolescentes contra a variante delta.

Os casos de demência, uma síndrome caracterizada principalmente por uma perda de memória e de raciocínio, estão aumentando no mundo, mas apenas uma pequena minoria de países dispõe de planos para combatê-la, alertou a OMS.

De acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a demência, cuja causa mais comum é a doença de Alzheimer, afeta mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo projeções, este número deve aumentar para 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050, em razão do envelhecimento da população.

A demência, síndrome na qual há uma degradação da capacidade de realizar as atividades diárias, atinge cerca de 90% dos maiores de 65 anos.

No entanto, ela não é uma consequência inevitável do envelhecimento.

Embora não haja tratamento, estudos mostram que 40% dos casos podem ser evitados ou retardados com a prática de exercícios regulares, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, alimentação saudável e controlar o peso e os níveis de pressão arterial, colesterol e glicemia.

Outros fatores de risco são depressão, baixa escolaridade, isolamento social e inatividade cognitiva.

No entanto, o relatório revela que apenas um quarto (26%) dos Estados-membros da OMS têm um plano de combate à demência, metade deles na Europa, segundo explicou em uma coletiva de imprensa a Dra. Katrin Seeher, do Departamento de Saúde Mental e Consumo de Substâncias Psicoativas da OMS.

Além disso, ela indicou que muitos desses planos estavam prestes a expirar ou já haviam sido finalizados.

"Precisamos que os governos prestem mais atenção à formulação de políticas de luta contra a demência", disse Seeher.

A especialista, porém, reconheceu que é necessário "ser realista e ver que a demência compete com muitos outros problemas de saúde pública", principalmente nos países em desenvolvimento.

Mesmo assim, a OMS incentiva os países desfavorecidos a integrar o problema da demência nas políticas de saúde pública relativas a doenças não transmissíveis ou nas estratégias em termos de políticas para a velhice.

Quase 60% das pessoas com demência vive em países de baixa e média renda.

De acordo com o relatório, os custos globais da demência foram estimados em US $ 1,3 trilhão em 2019. Espera-se que esse número aumente para US $ 2,8 trilhões em 2030.

O comando da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) reforçou, nesta quarta-feira (1º), o argumento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que, antes de começar a aplicar doses de reforços de vacinas contra o coronavírus, a prioridade da comunidade internacional deve ser garantir o acesso aos imunizantes em todos os países.

Em coletiva de imprensa, o diretor assistente da entidade, Jarbas Barbosa, disse que não há "evidências fortes" da eficácia de aplicação de terceiras doses de profiláticos que, no momento, demandam apenas duas. Barbosa descreveu o debate como uma questão "ética".

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A diretora da Opas, Carissa Etienne, reiterou que, como a oferta global ainda é limitada, a melhor maneira de assegurar que países pobres possam vacinar a população é por meio de doações.

Ivermectina

O chefe de Unidade de Informação de Saúde e Avaliação de Risco da OPAS, Enrique Perez, comentou que os estudos randomizados e controlados conduzidos até o momento não identificaram impacto da ivermectina na redução da mortalidade por Covid-19. Por isso, a entidade não recomenda o uso do medicamento no tratamento da doença.

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