Notícias

| Ciência e Saúde

[@#galeria#@]

O Núcleo de Atendimento ao Educando Especial da UNAMA – Universidade da Amazônia e estudantes do Curso de Terapia Ocupacional da instituição realizaram durante a manhã de quinta-feira (21), no hall de entrada do Campus Alcindo Cacela, em Belém, um evento em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down - 21 de março. Segundo a pedagoga Maria do Céu, o evento tem como objetivo mobilizar a universidade e esclarecer sobre a inclusão do deficiente na comunidade.

##RECOMENDA##

“A gente pensou em fazer um evento que desse informação, que leve essa conscientização da importância do reconhecimento dos processos que levem à inclusão”, disse a pedagoga e professora da UNAMA.

O evento contou com dinâmica elaborada pelos alunos de Terapia Ocupacional, que tinha como propósito mostrar o que deve e o que não deve ser dito sobre ou para um portador da deficiência.

“Tem afirmativas que a gente ouve muito, só que essas afirmativas podem ser pejorativas, podem fazer mal para a pessoa com síndrome de Down”, explicou Mylla Tamires, uma das alunas participantes da organização do evento. "Então a gente traz essa dinâmica para fomentar a reflexão”, disse a estudante.

Familiares de portadores da síndrome de Down também estiveram no evento. Socorro Paredes, mãe de jovem com a síndrome, comentou sobre a importância dessa data ser comemorada. “Muitas pessoas desconhecem o que é a síndrome de Down. Participando de palestras, passam a ter conhecimento, pra que a sociedade tenha menos discriminação”, afirmou Socorro.

Margarida Silva, mãe de outro garoto com a doença, também falou sobre o assunto. “A cada evento, projeto que surge é uma vitória para nós famílias com pessoas com síndrome de Down. Não há inclusão, nós estamos procurando isso. E com os eventos a gente procura mostrar pra sociedade que a inclusão é importante, que eles podem fazer o mesmo que outros podem fazer”, concluiu Margarida.

Por Sarah Barbosa.

Os índices globais de sedentarismo são alarmantes. Hoje, aproximadamente 3,2 milhões de pessoas morrem em decorrência disso no mundo, e quatro em cada cinco adolescentes são sedentários, segundo estudos feitos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A inatividade física é um fator de risco que pode provocar doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, o câncer e o diabetes. Para a OMS, o ideal é que uma pessoa pratique pelo menos 30 minutos de atividades físicas diárias, para não ser considerada sedentária.

##RECOMENDA##

A professora e coordenadora do curso de Educação Física da UNAMA - Universidade da Amazônia, Nazaré Bello, alerta que não é suficiente realizar esses 30 minutos apenas para manter uma pessoa fisicamente ativa, mas exercer uma atividade que lhe dê prazer e por um maior período de tempo. “A pior coisa é fazer algo que você não gosta. As pessoas devem procurar uma atividade física na qual se sintam bem, seja dança, uma caminhada ou até mesmo atividades de vida diária”, conta a professora.

O sedentarismo é o quarto principal fator de morte no mundo. Realizar atividades físicas traz benefícios significativos e também contribui para a prevenção desse mal e das doenças crônicas não transmissíveis. “É necessário que sejam realizadas políticas públicas para combater esse sedentarismo e reduzir essa inatividade física entre as pessoas”, relata Nazaré.

A professora destaca ainda que o mais importante é se movimentar, independente do tipo de exercício. “Não interessa qual tipo de atividade física você faça, o importante é sair do sedentarismo realizando essa atividade de forma regular, no mínimo três vezes por semana”, conclui.

Por Lucas Neves.

 

Os casos de tuberculose em Pernambuco no ano de 2018 tiveram alta. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), só no ano passado, 5.026 mil casos da doença foram confirmados - um aumento de 9% quando comparado com os dados de 2015 (4.599 mil). Juntamente com o Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, celebrado no próximo domingo (24), a SES tenta reforçar a importância de prevenção e detecção da doença.

“Com o diagnóstico precoce, pode ser diminuído o tempo que o paciente continua transmitindo a doença, quebrando a cadeia de transmissão”, afirma a coordenadora do Programa, Cândida Ribeiro. Para este ano de 2019, o Governo do Estado afirma que pretende intensificar o assessoramento técnico para cinco municípios prioritários: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Abreu e Lima.

##RECOMENDA##

Além do monitoramento constante das ocorrências e capacitações em unidades de saúde, o Programa Estadual irá auxiliar, quando necessário, na busca ativa de casos (sintomáticos respiratórios) e de pacientes que possam ter abandonado o tratamento; no acompanhamento de pacientes com coinfecção tuberculose/HIV ou casos especiais, como os com intolerância medicamentosa; na realização de mobilização social e de atividades educativas com populações susceptíveis.

A Secretaria Estadual de Saúde explica que a tuberculose é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Ela afeta, principalmente, os pulmões e é transmitida por vias aéreas, pela fala, tosse ou espirro da pessoa com a doença ativa no organismo.

Tosse por mais de três semanas, que pode ser acompanhada por febre vespertina, sudorese noturna (produção excessiva de suor durante a noite), emagrecimento e cansaço/fadiga, pode ser um indicativo da enfermidade. O diagnóstico é feito nos postos de saúde por meio de exames bacteriológicos, principalmente a baciloscopia, conhecida como exame do escarro.

Diagnóstico concluído, o próprio posto de saúde passa a disponibilizar, gratuitamente, as medicações que formam o esquema básico, formado por quatro fármacos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Esse tratamento dura seis meses. “Seguindo corretamente as orientações da equipe de saúde, o paciente pode deixar de transmitir a doença com 15 dias”, reforça Cândida Ribeiro.

Prevenção

A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no SUS (nas unidades básicas de saúde e maternidades). Essa vacina protege a criança das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea, e deve ser dada ao nascer, ou, no máximo, antes de completarem 5 anos de idade (até 04 anos, 11 meses e 29 dias).

Outra maneira de prevenir a doença é a avaliação de contatos de pessoas com tuberculose, que permite identificar a infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis. Isso possibilita prevenir o desenvolvimento de tuberculose ativa. Em outras situações específicas, pessoas que são diagnosticadas com a infecção latente da tuberculose também têm indicação de receber tratamento para prevenir o adoecimento. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde para avaliação.

Casos de tuberculose em Pernambuco

2015 – 4.599

2016 – 4.577

2017 - 4.985

2018 - 5.026

Mortes causadas pela doença

2015 - 423

2016 - 398

2017 - 435

 

*Com informações da assessoria

A partir da próxima sexta-feira (22), o Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer (GAC-PE) voltará a prestar os serviços de atendimento para as crianças acometidas por essa doença. As atividades estavam suspensas desde quando aconteceu um princípio de incêndio no prédio onde ficam as instalações da instituição e as do Centro de Oncohematologia Pediátrica (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, ocorrido no dia 22 de fevereiro.

“É muito grande a nossa expectativa em voltar às atividades depois de um mês de pausa forçada. Fizemos o que estava ao nosso alcance para retomar o serviço da instituição o mais rápido possível”, destaca a presidente do GAC-PE, Vera Morais.

##RECOMENDA##

De acordo com a assessoria da entidade, um novo quadro de energia foi instalado na parte externa do prédio do Oswaldo Cruz. O equipamento custou R$ 32 mil e foi adquirido com recursos próprios do GAC-PE. Os pacientes que estavam no CEONHPE e, por conta do incidente foram transferidos para outros pavilhões do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, voltarão aos leitos de origem.

Sobre o GAC-PE

Criado em 1997, o GAC-PE assiste, por dia, uma média de 70 pacientes ambulatoriais e 24 em situação de internamento. Todos realizam tratamento no Centro de OncoHematologia Pediátrica (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). Além das ações com foco na assistência social, desenvolve projetos específicos de prevenção e humanização do tratamento.

Todas as ações do GAC-PE são realizadas a partir do trabalho de voluntários, parcerias e do investimento das doações permanentes feitas à instituição. As contribuições podem ser financeiras ou em forma de produtos e serviços. A instituição arrecada recursos através da promoção de eventos, da venda de seus produtos institucionais e da revenda de roupas e equipamentos doados que são comercializados em bazares. Doações para a entidade podem ser realizada pelo site.

O estilo de vida não saudável é responsável por mais de 114 mil casos de câncer e 63 mil mortes em decorrência da doença anualmente no Brasil, conforme aponta uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) em parceria com a Universidade de Harvard.

O estudo mostra que 27% do total de diagnósticos da doença e 34% das mortes poderiam ter sido evitadas com a redução de cinco fatores relacionados à hábitos que põem em risco a saúde humana. São eles: tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física.

##RECOMENDA##

Segundo o pesquisador Leandro Rezende, já havia um consenso na literatura científica de que o estilo de vida não saudável estaria associado ao aumento no risco de 20 tipos de câncer. O de laringe, de pulmão, esôfago, orofaringe, cólon e reto, cavidade oral, bexiga, fígado, estômago, colo e corpo do útero, rim, vesícula biliar, mama, pâncreas, leucemia mieloide, mieloma múltiplo, tireoide, ovário e próstata.

Dados da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) mostram que esses tipos de câncer correspondem a aproximadamente 80% de todos os casos diagnosticados no Brasil. No caso da incidência de câncer de pulmão, de laringe, orofaringe, esôfago e cólon e reto, a mudança de hábito reduziria pela metade o número de diagnósticos. Já a mortalidade de 13 dos 20 tipos de câncer analisados cairia 20%.

A eliminação ou redução do tabagismo (67 mil casos e 40 mil mortes), seguido da de excesso de peso (21 mil casos e 13 mil mortes) e do consumo de álcool (16 mil casos e 9 mil mortes) teria maior impacto na prevenção de casos e mortes por câncer no país.

"Uma discussão que poderia ser feita a partir desses dados seria sobre a eficácia das políticas públicas brasileiras que ainda estão voltadas à realização de exames para detecção precoce do câncer, como é o caso da mamografia, para o câncer de mama nas mulheres, e o antígeno prostático específico, para o câncer de próstata nos homens. As novas descobertas sugerem que as políticas devem ser focadas na mudança de estilo de vida das pessoas", explica Rezende.

 

O glifosato, herbicida mais utilizado do mundo, é acusado de provocar câncer, mas, até agora, poucos países proibiram o uso da substância.

Desde 2015, a substância é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como "cancerígeno provável". É usado sob distintas marcas, sendo a mais conhecida delas o Roundup, fabricado pela Monsanto, propriedade do grupo alemão Bayer.

Confira abaixo algumas das restrições vigentes em vários países e regiões do mundo:

ESTADOS UNIDOS

Na terça-feira, um júri americano considerou que o Roundup contribuiu para o linfoma não Hodgkin (LNH) de Edwin Hardeman, aposentado de cerca de 70 anos.

Em agosto passado, um tribunal de San Francisco condenou a Monsanto a pagar 289 milhões de dólares a Dewayne Johnson, que tinha o mesmo câncer.

A Justiça decidiu que o Roundup foi a causa de sua doença e que a Monsanto agiu de forma mal-intencionada, dissimulando riscos de seus produtos com glifosato.

A multa foi reduzida para 78,5 milhões de dólares por uma juíza, mas a Bayer apelou da decisão.

O grupo farmacêutico e de agroquímica alemão afirma que "a ciência confirma que os herbicidas à base de glifosato não geram câncer".

Nos Estados Unidos, há milhares de processos em curso contra a Monsanto, mas o que ocorrer no caso Hardeman, que ainda pode durar duas semanas, será crucial para o futuro.

AMÉRICA LATINA

No Brasil, a Justiça pediu em 2015 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliar "urgentemente" sua toxicidade diante de uma possível proibição - uma decisão que não agrada ao poderoso lobby do agronegócio.

Na Colômbia, as pulverizações aéreas de glifosato foram proibidas em 2015 pela Corte Constitucional. Mas Iván Duque, presidente desde 2018, é favorável a retomá-las para fazer frente ao aumento recorde das plantações de drogas.

Em El Salvador, o glifosato integrava a lista de 53 produtos agrícolas proibidos em 2013, mas logo foi retirado, com outras dez substâncias. Há uma comissão encarregada de avaliar os riscos.

Na Argentina, os conflitos entre os habitantes e os agricultores que usam glifosato são constantes. O segundo grupo considera o produto indispensável para seu trabalho. Contudo, como não existe uma legislação nacional, as prefeituras devem tomar decisões locais para limitar a fumigação.

EUROPA

Após dois anos de debates especialmente intensos, em 2017 os Estados-membros da União Europeia (UE) decidiram renovar por cinco anos a licença do glifosato.

A Comissão Europeia, órgão executivo da UE, justificou a decisão pela aprovação de suas agências científicas, a Efsa (segurança alimentar) e a Eccha (produtos químicos), que não consideraram a substância cancerígena.

Mas a independência da Efsa está em xeque. Vários jornais revelaram que seu relatório tinha trechos idênticos aos de um documento da Monsanto de 2012.

Já o governo francês prometeu que o glifosato seria parcialmente proibido em 2021, e totalmente, dentro de cinco anos.

SRI LANKA

O herbicida foi proibido no Sri Lanka em junho de 2015, porque foi considerado responsável por uma doença nos rins, que afeta moradores das zonas de produção de arroz.

A comunidade científica do país destacou, porém, que não existem estudos que associem o glifosato diretamente à doença renal crônica. Com isso, a proibição foi suspensa em maio de 2018, com uma autorização de utilização nas plantações de chá e da seringueira.

Dois anos após o seu uso comedido em tratamentos de pacientes em estado desesperador, a França parece optar claramente pelo fagos, também chamados de bacteriófagos, um tipo de vírus que infecta as bactérias.

Os fagos, presentes na água, "aderem às bactérias e as matam por dentro". São armas de "destruição maciça de bactérias", explica o professor Frédéric Laurent, chefe do serviço de bacteriologia do Hospital de la Croix-Rousse, em Lyon (centro-leste da França), onde a AFP acompanhou um tratamento excepcional com fagos.

Estes vírus foram descobertos em 1917 pelo franco-canadense Félix d'Hérelle, colaborador do Instituto Pasteur, após análises realizadas no rio Ganges, na Índia, onde em certos lugares a cólera desaparecera.

Embora os países ocidentais os tenham abandonado com o desenvolvimento de antibióticos, países do leste europeu os usam na medicina tradicional, entre eles a Geórgia.

- 2019, um marco -

Atualmente, a França, os Estados Unidos e a Bélgica estão se unindo lentamente ao movimento. Os fagos representam uma enorme esperança contra infecções resistentes aos antibióticos, cada vez mais frequentes.

Em particular, com o envelhecimento da população e o crescente uso de próteses no quadril ou joelho (mais de 200.000 por ano na França).

"Quando uma prótese é colocada, existe um risco de 1 a 2% de desenvolver uma infecção, que sobe para 30% em alguns pacientes", diz o professor Tristan Ferry, especialista em infecções musculoesqueléticas na Croix-Rousse, e que lidera uma equipe de pesquisa clínica sobre os fagos.

Desde 2016, a Agência Nacional Francesa de Segurança de Medicamentos (ANSM) admitiu vinte tratamentos com esses fagos, usados como último recurso.

Mas agora quer ir além, porque está convencido de que esses bacteriófagos "constituem uma alternativa possível aos antibióticos que merecem estudo".

"Agora temos que fazer testes clínicos para ter dados consolidados", ressalta Caroline Semaille, chefe do departamento de medicamentos anti-infecciosos da ANSM.

Já este ano, a ANSM espera conceder autorizações temporárias para uso, primeiro estágio antes de uma autorização para comercialização. Um "marco", segundo Caroline Semaille.

"É uma boa notícia, mas espero que as autorizações não venham com um conta-gotas", diz Christophe Novou, fundador da Fagos Sem Fronteiras.

"Não entendo porque o processo não é mais rápido. Há pessoas que precisam de fagos e não têm tempo: arriscam morrer ou ser amputadas. O que se perde se tentarem os fagos?", pergunta-se este homem cuja perna, operada 49 vezes, foi salva por este vírus.

- Fagoterapia -

Com sua associação, Novou ajuda os pacientes a conseguir fagos na Geórgia, uma viagem que custa pelo menos 6.000 euros (7.000 dólares). Mas ele adverte que se a fagoterapia não se desenvolver mais rapidamente, um mercado paralelo corre o risco de se formar na internet.

Esse risco é ainda maior se levarmos em conta que um fago mais reproduzido pode matar. "Produzir bacteriófagos de qualidade é complexo e caro. Os fagos georgianos não são utilizáveis aqui porque não são suficientemente purificados", diz Ferry.

Na França, uma start-up, Pherecydes Pharma, vem trabalhando há dez anos em fagos capazes de acabar com o Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, e E. coli.

Nos Estados Unidos, a AmpliPhi Biosciences se lançou neste setor. Mas, no momento, não há grandes laboratórios envolvidos, porque os fagos não são patenteáveis, ao contrário dos antibióticos.

E há outras utilizações úteis dos fagos: para os pés dos diabéticos, que, por vezes, são amputados, ou para repetidas infecções respiratórias em pacientes com mucoviscidosis (fibrose cística).

E alguns sonham que um dia os fagos sejam prescritos para infecções banais, urinárias ou digestivas. Mas será necessário evitar cair nos mesmos erros porque uma bactéria também pode se tornar fagorresistente...

Começa nesta quarta-feira (20) no Amazonas a campanha de vacinação contra a gripe. A mobilização no estado ocorre 21 dias antes do restante do país. Segundo nota do Ministério da Saúde, foram notificados 666 casos suspeitos, sendo confirmados 107 casos de Influenza A (H1N1). No total, 28 pessoas morreram.

De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha de vacinação tem como alvo grávidas, puérperas (até 45 dias após o parto), crianças de um ano a 5 anos.

##RECOMENDA##

Também são alvo da vacinação, trabalhadores de saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas que sofrem com duas ou mais doenças simultâneas ou em estado clínico especial, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, além de funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Pelo Twitter, o Ministério da Saúde informou que a campanha em todo o país será antecipada em 15 dias. Começa ainda na primeira quinzena de abril. O Ministério da Saúde distribuirá 64 milhões de doses este ano.

Cientistas da Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia da Rússia desenvolveram nanomateriais que podem restaurar danificações da estrutura óssea interna causadas por doenças degenerativas, como osteoporose e osteomielite. Esses pesquisadores acreditam que a descoberta pode vir a substituir o transplante de medula óssea. A revista científica Applied Surface Science publicou artigo sobre a pesquisa nesta terça-feira (19).

A nova descoberta foi baseada em nanofibras de policaprolactona, material que se dissolve automaticamente e é compatível com o corpo humano. O procedimento utiliza compostos bioativos, que têm efeito sobre tecido ou célula e potencializaram a taxa de divisão das células ósseas em 3 vezes, o que pode garantir que, futuramente, pacientes que dependem da adequação a um doador não precisarão mais esperar pela compatibilidade. 

##RECOMENDA##

Nos experimentos, os cientistas relacionaram a taxa de divisão de células envolvidas na formação do tecido ósseo da superfície do material que foi modificado e do que não foi modificado. Detectaram então que o material modificado tinha bastante hidrofilicidade, afinizando-se bem com água. Em comparando com o não-modificado, as células demonstravam mais conforto e se dividiam com o triplo de rapidez.

Ainda de acordo com os cientistas, os resultados são consideráveis e passam a ser portas de entrada para trabalhos de novas perspectivas com nanofibras de policaprolactona modificadas, que servirão como uma nova opção aos transplantes de medula óssea.

por Alex Dinarte

Ao pensar em maneiras de reaproveitar o que se tornou um dos maiores inimgos do meio ambiente, os canudos de plástico, as alunas Mariana Leal e Suely Mekare, ambas de 15 anos, desenvolveram uma sandália diferente para a feira de ciências do Colégio Matriz, instituição em que estudam na cidade de Campo Grande (RJ). Com a base de cortiça (material utilizado para fabricação de rolhas), resíduos têxteis e canudos plásticos, as meninas desenvolveram o calçado e não precisaram do auxílio de um sapateiro, apenas de utensílios que tinham em casa.

A inspiração veio após assistirem o resgate de uma tartaruga marinha que tinha um canudo dentro das narinas em um vídeo postado pelo professor de biologia Guilherme Oliveira, que também orientou o projeto. Mariana e Suely pensaram em substituir a borracha dos chinelos por canudos plásticos. "A primeira ideia que surgiu foi a criação de um chinelo feito com esse material, já que esse calçado é um item popular e que todas as pessoas utilizam. Assim estaríamos substituindo a borracha", conta Mariana. Segundo a Eco-Unifesp, a borracha é um material que não tem tempo determinado para sua decomposição.

##RECOMENDA##

O projeto de Mariana e Suely recebeu o nome de "VidaPé" e está entre os finalistas da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que acontece em São Paulo até 21 de março, e também na Expo Milset Brasil, que será 28 a 31 de maio, no Ceará. "A Febrace será nossa primeira feira fora do colégio. E conseguimos logo em uma das maiores do Brasil. Sem dúvida participar dessa feira será um grande diferencial em nossas vidas acadêmicas e nos possibilitará causar um grande impacto na sociedade", fala Suely, afirmando que ela e sua colega querem levar o projeto adiante, e estão trabalhando pra isso. "Já desenvolvemos um modelo de negócio que nos ajuda a especificar os possíveis clientes, o valor do nosso produto, os parceiros e nossa proposta de negócio."

por Daiane Crema

[@#galeria#@]

O Centro de Terapia Renal da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará realizou na quinta-feira (14) uma programação com o tema “Saúde dos rins para todos”. O evento teve serviços verificação de pressão arterial e orientações médicas nutricionais.

##RECOMENDA##

Renata Damasceno, nefrologista infantil da Santa Casa, falou sobre a importância da saúde dos rins. “Nós fazemos divulgação a respeito das doenças renais, que podem agravar o estado de saúde das pessoas. Hipertensão, diabetes e excesso de peso podem levar a graves complicações da função renal. Nosso objetivo é somente fazer a divulgação dessa campanha e chamar a população para que cuide da sua saúde”, declarou Renata.

Laura Menezes, participante do Comitê de Humanização da Santa Casa, defendeu o acolhimento como ação terapêutica. “Pessoas que sofrem de doença renal crônica acabam passando muito tempo no hospital. É preciso criar um ambiente onde ela se sinta abraçada, que se sinta bem nesse ambiente”, explicou Laura.

Para Miguel Carneiro, paciente do hospital, o atendimento foi esclarecedor. “Eu parei e vim verificar minha pressão, meu problema de rim e de coração. Saí do atendimento já com um encaminhamento para o tratamento no hospital Jean Bitar. Isso foi bom, pois poupou a necessidade de uma consulta”, finalizou.

 

Na manhã desta terça-feira (19), 144 filhotes de tartaruga marinha nasceram na Praia de Piedade, no Jaboatão dos Guararapes. Os animais são da espécie tartaruga-de-pente, que está ameaçada de extinção, e estavam sendo monitorados por técnicos da Secretaria Executiva de Meio Ambiente e Gestão (Semag) da cidade.

Prestigiando a vida das tartarugas, estudantes da rede municipal de ensino conheceram de perto os filhotes e, segundo a assessoria da Prefeitura de Jaboatão, participaram de uma palestra sobre educação ambiental com o chefe de Núcleo de Monitoramento de Animais Marinhos e Silvestres da Semag, Adriano Artoni.

##RECOMENDA##

“Realizamos o monitoramento dos ninhos das tartarugas durante o dia e à noite, com o objetivo de proporcionar uma maior segurança aos ovos e aos animais. É importante ressaltar que matar, perseguir ou capturar tartarugas marinhas configura crime ambiental, sujeito a pagamento de multa no valor de R$ 5 mil por ovo”, ressaltou Artoni.

Uma nova técnica para detecção do vírus zika, mais sensível e barata que a PCR em tempo real, que é o padrão para diagnóstico molecular da doença, se mostrou eficiente nos testes com amostras de mosquitos. O teste foi desenvolvido em uma pesquisa de mestrado com a participação de pesquisadores da Fiocruz Pernambuco. A pesquisa foi publicada na conceituada revista científica Nature.

A tecnologia, denominada amplificação isotérmica medida por alça (RT-Lamp), também tem a vantagem de ser bem mais rápida do que a PCR, diminuindo de cinco horas para menos de uma hora o tempo necessário para obter o resultado. Segundo a Fiocruz, trata-se de uma ferramenta que pode ser utilizada em qualquer lugar, na forma de kit rápido, pois não depende de equipamentos caros e sofisticados, restritos a laboratórios especializados, como é o caso da PCR.

##RECOMENDA##

Outra vantagem é o custo de cada teste, de apenas um R$ 1. O PCR tem custo individual de R$ 40. Segundo pesquisador Lindomar Pena, que orientou a pesquisa, a técnica se mostrou 10 mil vezes mais sensível que o PCR e, em alguns casos, foi capaz de detectar carga viral onde a PCR deu negativa. “Trata-se de um exame específico para zika, que não apresentou reação cruzada para outras arboviroses”, relata.

Foram utilizadas 60 amostras de mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus na pesquisa, infectados naturalmente ou em laboratório com os vírus zika, dengue, febre amarela e chikungunya. A próxima etapa será a conclusão dos testes com amostras humanas.

De acordo com a Fiocruz, na época que o projeto foi lançado, não havia trabalho semelhante. Ao longo do seu desenvolvimento surgiram em torno de 15 projetos nesse campo. O diferencial desse trabalho, conforme a Fiocruz, é o pequeno número de etapas necessárias para a reação, o baixo custo e a simplicidade do teste.

Na sua forma simplificada, o teste consiste em colocar a amostra de mosquito em um tubo com reagente. Após aguardar cerca de 20 a 40 minutos, observa-se a cor da mistura. Se ficar laranja, o resulto é negativo, mas se o líquido se tornar amarelo,  há presença do vírus zika. “A ideia é que se possa coletar, macerar o mosquito em campo – em plena Amazônia, por exemplo - e obter o resultado lá mesmo”, afirma o pesquisador. Com humanos, se poderá coletar saliva ou urina do paciente com suspeita de zika, realizar o teste e obter a resposta na mesma hora.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inicia nesta segunda-feira (18) a primeira etapa do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). O estudo é voltado para crianças de até cinco anos de idade e tem o apoio do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A coleta de dados vai até dezembro próximo, com a divulgação dos resultados a partir de fevereiro de 2020. A primeira fase do estudo, inédito no Brasil com a abrangência e o detalhamento propostos em âmbito nacional, vai percorrer 123 municípios de todas as regiões do país.

##RECOMENDA##

O objetivo é coletar informações de cerca de 15 mil domicílios, o que pode significar obter informações de até 17 mil crianças menores de cinco anos de idade. Os resultados do “censo de nutrição infantil” permitirão ao Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Nacional de Alimentação e Nutrição, formular políticas públicas baseadas em evidências voltadas para as crianças brasileiras na faixa etária abaixo de cinco anos.

Metas

Os primeiros estados a serem visitados são Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, totalizando 23 municípios.

São eles: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, no Riode Janeiro; Serra e Vitória, no Espírito Santo; Camaçari, Feira de Santana, Juazeiro, Lauro de Freitas, Salvador e Simões Filho, na Bahia; Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão, no Rio Grande do Sul.

O coordenador nacional do Enani, Gilberto Kac, do Instituto de Nutrição José de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que o estudo tem três metas. A primeira é mapear deficiências de micronutrientes (vitaminas e minerais) entre as crianças com menos de cinco anos, em termos de alimentação e nutrição.

“Esse é o primeiro aspecto inédito do estudo. A gente vai medir sangue de crianças entre seis e 59 meses e vamos dosar uma série de marcadores que jamais foram estudados no Brasil com essa magnitude”, disse.

Alimentação

As crianças menores de seis meses serão estudadas também, mas não terão o sangue coletado. O estudo conseguirá mapear o estado nutricional bioquímico de crianças entre seis meses e 59 meses. “Esse é o grande objetivo, talvez o principal”, afirmou Kac.

O trabalho vai medir também a alimentação das crianças abaixo de 5 anos de idade. Para isso, será usada uma técnica chamada “recordatório de 24 horas”, que verifica o que a criança comeu nas últimas 24 horas.

Foi desenvolvido um aplicativo específico para esse estudo. A pesquisa toda é feita em um tablet. Há um questionário geral sobre uma série de assuntos, que englobam desde questões socioeconômicas até a história reprodutiva e desenvolvimento infantil.

Aleitamento 

Juntamente com a dieta das últimas 24 horas, será mapeado o perfil sobre o aleitamento materno no Brasil. Kac disse que os dados existentes até agora no país serão atualizados.

As equipes vão recolher dados nacionais sobre aleitamento materno exclusivo e complementar, consumo de ultraprocessados, doação de leite materno e bancos de leite, amamentação cruzada (quando uma mãe amamenta o filho de outra mulher). “Esse é o segundo grande objetivo”, afirmou.

O terceiro objetivo é o mapeamento do estado nutricional antropométrico (conjunto de técnicas utilizadas para medir o corpo humano ou suas partes) que, no caso, inclui medir o peso e a altura das crianças e das mães.

Isso permite avaliar o estado nutricional infantil, de modo a confirmar se a desnutrição continua diminuindo no Brasil e informar como está o sobrepeso e a obesidade nas crianças menores de 5 anos. “Tem crescido muito esse excesso de peso e a obesidade, que é um grau mais elevado”, disse o coordenador.

Encaminhamento

Serão investigados ainda a insegurança alimentar, habilidade culinária doméstica e alimentação saudável. “É um estudo bastante complexo e completo, que a gente está planejando há um ano e meio”, disse Kac.

A coleta de dados para o Enani será feita por 342 equipes no país, sob a coordenação da Sociedade para o Desenvolvimento da Pesquisa Científica (Science), integrada por coordenadores aposentados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A coleta de sangue será coordenada pelo laboratório Diagnósticos Brasil, com capilaridade nacional. São parceiros da UFRJ no censo a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os resultados serão divulgados no próximo ano, mas, segundo Kac, as famílias poderão ter acesso às conclusões do estudo referentes ao exame de sangue e ao estado nutricional de antropometria pelo correio ou pela internet. De acordo com o coordenador do estudo, se houver algum problema relevante, a criança será encaminhada a uma unidade básica de saúde.

[@#galeria#@]

O Terminal Hidroviário de Belém recebeu, na manhã desta sexta-feira (15), uma ação social da UNAMA – Universidade da Amazônia, organizada por meio de parceria do Núcleo de Responsabilidade Social com os cursos de Ensino a Distância (EAD), que atenderam as pessoas que estavam no local. Professores e alunos do terceiro semestre dos cursos de Biomedicina, Nutrição, Gastronomia, Estética e Farmácia participaram das atividades.

##RECOMENDA##

Carla Daniele Coelho, coordenadora dos cursos EAD da UNAMA, informou que a ação teve como principais objetivos servir e orientar a comunidade, e a partir disso trazer um avanço para a sociedade. “Cada curso presente aqui está desempenhando determinadas práticas com o público do terminal, que tem em média 2.500 passageiros em circulação no turno da manhã”, disse.

Os cursos de Biomedicina e Farmácia deram orientação de prevenção das infecções virais e verificaram pressão e glicose; os alunos de Estética deram dicas para os cuidados com a pele, além de realizarem design de sobrancelhas e limpeza facial. Em nutrição, foi feito o reaproveitamento de alimentos, incentivando a alimentação saudável; e em Gastronomia, os alunos realizaram a higienização de frutas e legumes.

“O evento de hoje é importantíssimo, porque mostra a presença da UNAMA como responsável social, ofertando cursos e levando a educação que é fornecida dentro da Universidade para fora. Os alunos entram em contato com pacientes e o conhecimento vem de todos os lados, tanto para quem está ofertando os serviços quanto para quem recebe”, explicou o professor Emerson Rodrigues, integrante do Núcleo de Responsabilidade Social da UNAMA.

Segundo a professora Rachel Abreu, a ação social no terminal se prolongará pelo calendário institucional de 2019 e ocorrerá uma vez por mês. “Estamos trabalhando especificamente neste espaço de passagem, onde as pessoas muitas vezes não têm tempo para lidar e se preocupar com a saúde. Levar qualidade de vida, cuidado e autoestima para a comunidade paraense é fundamental”, reiterou.

Mário Maciel, 70 anos, taxista, trabalha próximo ao terminal e precisa sempre conferir a quantidade de açúcar no sangue, pois é diabético. “Se cuidar e fazer exames é muito valioso para todos, principalmente para os mais velhos. Seria ótimo se todos os dias fosse possível verificar a pressão e a glicose, porque às vezes nos postos de saúde não tem como fazer isso, então fiquei feliz de ter encontrado este evento”, disse.

Por Ana Luíza Imbelloni.

 

 

 

 

 

Entusiastas do uso da maconha de maneira recreativa costumam dizer que o consumo da erva pode estimular a excitação sexual. O discurso agora pode ganhar ainda mais força, uma vez que um estudo realizado nos Estados Unidos confirmou o fato.

Segundo a revista científica Sexual Magazine, que analisou relatos de centenas de mulheres, o uso de maconha antes do sexo dobra as chances de um orgasmo satisfatório.

##RECOMENDA##

Ainda não está claro o motivo do efeito sexual da cannabis, mas algumas teorias foram levantadas. "Tem sido postulado que isso leva à melhora da função sexual simplesmente reduzindo o estresse e a ansiedade", explicam pesquisadores.

O estudo conduzido por uma equipe da Escola de Medicina da Universidade de Saint Louis revisou as respostas da pesquisa auto-relatada de 373 mulheres. "Isso pode retardar a percepção temporal do tempo e prolongar as sensações prazerosas. Pode diminuir as inibições sexuais e aumentar a confiança e a disposição para experimentar.A maconha também é conhecida por aumentar sensações como toque, olfato, visão, paladar e audição", diz ainda o estudo.

Para descobrir como o uso de maconha contribui para a satisfação sexual, os pesquisadores desenvolveram uma Pesquisa de Saúde Sexual que aborda uma ampla variedade de tópicos, incluindo desejo sexual, lubrificação e a presença de dor relacionada ao sexo.

Com informações do Daily Mail

Diante dos casos do surto de H1N1, o Ministério da Saúde antecipou para a próxima segunda-feira (18) o início da campanha de vacinação contra gripe no Amazonas. Os lotes deverão chegar neste fim de semana. Na primeira etapa deverão ser imunizados grupos prioritários, como crianças e gestantes.

Boletim divulgado nesta segunda mostra que o Estado contabilizou 91 casos da infecção, com 24 mortes. Há ainda outros 475 casos de síndrome gripal em investigação.

##RECOMENDA##

O início da vacinação no Amazonas foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), em um vídeo divulgado nesta tarde. A antecipação já havia sido definida em fevereiro, como informou o Estado, justamente por causa do aumento atípico de casos na região. A campanha para todo o País deverá começar no fim de abril.

O pedido de antecipação da vacinação foi feita por governadores do Norte no fim de fevereiro. Para atender ao pedido, no entanto, era preciso que a vacina, produzida pelo Instituto Butantã, fosse concluída. O imunizante é preparado a partir da combinação de cepas do vírus que mais circularam no Hemisfério Norte. Justamente por isso, não há como preparar com muita antecedência a produção.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo havia antecipado, a expectativa era de que os primeiros lotes ficassem prontos em meados de março, uma previsão agora confirmada.

[@#galeria#@]

Com o início do ano letivo, vem a pergunta: como está o desenvolvimento escolar do seu filho? É importante que os pais realmente estejam de olho nisso, pois há casos em que o atraso escolar se dá por conta do autismo.

##RECOMENDA##

No Pará, foram matriculados 1.231 alunos com o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, em 2018, segundo a Secretária de Educação (Seduc), mas há alunos que apresentam os sintomas e que precisam da sensibilidade do olhar dos pais e professores, explica Karina Medrado, neuropsicóloga atuante no diagnóstico e tratamento do autismo.

A especialista disse que muitas das vezes os pais levam o filho ao médico e o profissional não fecha o diagnóstico de autismo e pede para os pais aguardarem mais um tempo, tardando o início da terapia. “Ou então os pais ficam pensando que em algum momento os filhos vão desenvolver-se sozinhos, e não vão. É muito importante ter essa conscientização”, disse.

Segundo Cintia Lavratti Brandão, psicoterapeuta e professora de psicologia da UNAMA – Universidade da Amazônia, o transtorno do autismo ainda é um desafio diagnóstico, porque até três anos de idade todos os sinais e sintomas podem ficar mascarados, mas nem sempre o ritmo incomum de aquisição de interações sociais e de linguagem significa que a criança seja autista. “Ela pode ser uma criança tímida, uma criança retraída, uma criança que tem algum distúrbio de linguagem, ou algum outro diagnóstico fonoaudiológico que não necessariamente o autismo”, afirmou a professora.

Para a psicoterapeuta, independente do que a criança apresente, de quais são as dificuldades que os pais reconhecem nas interações das crianças com o mundo, quanto mais cedo for identificado o problema, melhor, por dois grandes motivos. “Quanto menor é a criança, mais ela está suscetível à estimulação e a respostas positivas. A partir do momento em que se tem uma leitura diagnóstica, posso utilizar ações que minimizem o desconforto social e a adaptabilidade daquela criança e, principalmente, orientar os pais nas ações adequadas sobre as necessidades daquele filho”, detalhou Cintia.

O autismo não é uma deficiência, é um espectro, classificado como leve, moderado e grave. A especialista Karina Medrado explica que o déficit da linguagem, chamado de autismo não verbal, se caracteriza pelo não desenvolvimento da linguagem. Nesse caso, há estereotipias motoras, que são atos repetitivos como os chamados flaps - balançar as mãos - movimentar o tronco, além da ausência de contato visual. “O autismo é muito amplo e é muito subjetivo. Cada criança desenvolve um tipo de sintoma. Umas têm a questão da hipersensibilidade, ou a hiposensibilidade sensorial, que pode ter aversão a estímulos sonoros muito intensos, ou não sentem tanta dor. Quando a gente fala de estímulos, a gente sempre fala de todos esses aspectos”, afirmou.

O transtorno do neurodesenvolvimento tem 70% de origem genética, segundo Karina. “O cérebro não faz as sinapses de maneira funcional, como acontece no cérebro de uma pessoa que é típica, e as conexões inter-hemisféricas e intra-hemisférica também não acontecem da maneira adequada. Por isso ele tem vários déficits cognitivos na atenção sustentada, na atenção compartilhada, às vezes na linguagem, na parte motora e na parte sensorial”, esclareceu.

O diagnóstico em adolescente tem crescido nos últimos anos, explica Karina. O autismo mais leve, mais sutil, é considerado como a síndrome de Asperger.  “Antigamente existia uma divisão entre síndrome de Asperger e autismo. Com o novo manual de psiquiatria, o DSM 5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição), foi englobado tudo num espectro. Então a Asperger, hoje em dia, faz parte do espectro autista”, explicou.

A especialista conta que quando a pessoa é diagnosticada na adolescência é porque, quando criança, não apresentava todos os sinais e sintomas. “A linguagem se desenvolveu da maneira adequada, não teve muita estereotipia motora, ela tinha mais uma questão de habilidade social. Quando isso acontece, lá na adolescência, na hora da interação, na hora de entender contexto social, aquele adolescente que é mais tímido chega ao nosso consultório com características de depressão e quando a gente vai avaliar, na verdade, apresenta critérios para autismo. Isso acontece muito com meninas, principalmente, porque meninas têm mais habilidades sociais desenvolvidas. O cérebro da menina é mais focado nessas questões de habilidades sociais”, observa a neuropsicóloga.

A adolescente autista é muita assertiva, diz Karina Medrado, tem raciocínio concreto e não fica no plano de raciocínio abstrato - aí que se dá a dificuldade de interagir e de entender esse contexto social, sinais que precisam ser observados pelos pais. “É aquela menina que não tem malícia. Ela não consegue compreender alguns contextos sociais, não consegue entender o tom de ironia, não consegue entender, às vezes, uma piada, não faz muito sentido para ela essas coisas”, disse Karina.

Diagnóstico

Cintia Brandão destaca que, em qualquer circunstância, seja do ponto de vista neuropsicológico ou interacional, o diagnóstico precoce sempre será um ganho. “Quanto mais cedo a criança tiver acesso a atendimento especializado para a dificuldade que ela apresenta, mais cedo ela pode construir respostas mais adaptativas e que minimizem o sofrimento, a exclusão, a angústia dos pais e a própria cobrança em relação à criança de aspectos que ela não pode oferecer como competência e também a possibilidade de não subestimar as capacidades e competências que a criança tem”, detalhou a psicoterapeuta.

Quanto aos sinais, segundo a psicoterapeuta, é possível perceber um déficit muito cedo, próximo aos seis meses de vida, por exemplo. “É possível perceber bebês que têm pouca resposta de sorriso social, uma criança que a gente olha e parece que ela está mais absorta no universo dela e com pouca resposta de um sorriso social quando uma pessoa faz uma brincadeira com ela. Outro aspecto importante é que a criança tem uma preferência por manipular objetos do que olhar e interagir com pessoas”, detalhou Cintia.

Essa manipulação de objeto acontece de forma atípica, explica a psicóloga. “A criança brinca com um carrinho não fazendo o barulho do carro, usando o carrinho como uma ferramenta de locomoção, ela usa o carrinho para fazer uma fila, ou para ficar vários minutos rodando as rodinhas, observando aquele movimento. A criança tende a ter, desde pequeno, movimentos estereotipados, há um atraso bem significativo na linguagem, e um déficit de busca espontânea por interação com outras crianças”, afirmou Cintia.

Segundo a psicoterapeuta, um dos sinais do autismo é a conduta motora da criança. Há possibilidade de que ela tenha hiperfocos, goste de ficar sempre fazendo a mesma coisa, com o mesmo tipo de brinquedo, desenho e movimento. “Não que a criança não possa estar com outras crianças e que em algum momento até busque algum tipo de brincadeira, mas a tendência é fazer isso de uma forma atípica. A criança tem uma dificuldade de interagir com os pares na sua faixa etária a partir das demandas das outras crianças. Gosta de brincar, de correr, de pegar objetos e não necessariamente com uma socialização que envolva uma perspectiva de coletividade”, informou Cintia.

Quando os pais identificam um desses três eixos, déficit de linguagem, alterações motoras e psicomotoras e de socialização, devem buscar ajuda especializada, que envolve geralmente uma tríade de profissionais. “Em primeira instância: fonoaudiólogo, neurologista e psicólogo ou neuropsicológo”, enfatizou Cintia.

O papel da escola

O diagnóstico é feito assim que os pais ou a escola identifica que a criança está apresentando um atraso no desenvolvimento. Esses pais devem procurar um profissional especialista no assunto. “O ideal é que seja feita uma avaliação neuropsicológica. Nessa avaliação, a gente consegue identificar se tem déficits cognitivos, como estão a atenção, a memória, a capacidade de planejar, impulsividade, incapacidade de executar uma determinada tarefa e avaliar o Q.I (Quociente intelectual) dessa criança também”, detalhou Karina Medrado.

No autismo moderado para o grave, o autista pode ter uma deficiência intelectual. “A terapia entra para trabalhar a estimulação cognitiva desses déficits e habilidades sociais, remodelar comportamento. Hoje a terapia mais indicada é a terapia comportamental, principalmente a ABA, que é a terapia de análise de comportamento. Você trabalha o tempo todo a estimulação com essa criança. A criança tem um tipo de comportamento, a gente reforça positivamente o comportamento que a gente quer que ela modifique, então é bem comportamental mesmo”, disse a neuropsicóloga.

Para Karina, os professores ainda enfrentam desafios, mas a dificuldade está diminuindo pela disseminação de informação sobre o espectro. “As pesquisas, artigos científicos estão aí para a gente ter muito acesso. O autismo já foi um grande tabu, eu sei que dar um diagnóstico de autismo, para muito profissional, ainda é muito complicado, muitos preferem aguardar um tempo. Para a escola, quando ela percebe que a criança não está dentro daqueles padrões do desenvolvimento da infância, ela precisa chamar esses pais, precisa orientá-los a buscar um profissional. Quanto mais a gente demora a iniciar essa terapia, mais atraso no desenvolvimento essa criança vai ter. Então, é um desafio que a escola tem, mas acho que hoje ela tem um pouco mais de recursos para lidar com essas questões”, declarou.

Para Rosiane Santos, pedagoga, professora da educação básica, que dá aula para crianças autistas, a base de todo trabalho se resume no amor. “Quando você acredita na potencialidade de cada criança, colocando em foco suas habilidades, tudo fica mais fácil. Quem não vai estar bem fazendo o que gosta? Além do mais, buscamos sempre descobrir através da anamnese, saber as preferências e gostos das crianças, como uma música, brinquedos, doces, enfim, o que possa servir de um provável reforçador na aprendizagem”, explicou.

Falta de informações

Segundo a neuropsicóloga Karina Medrado, faltam informações aos pais. Além disso, às vezes, há um pouco de resistência na aceitação do diagnóstico. “Você imagina, às vezes é o primeiro filho, e quando é o primeiro filho a gente não tem muito critério do que é o desenvolvimento esperado com seis meses, com um ano e assim sucessivamente. Muitos pais aguardam. Normalmente quem percebe que tem alguma coisa que não está fluindo bem é a mãe. Às vezes, quando a mãe vai comunicar isso para o pai, ou para algum outro familiar, a fala dela é desconsiderada”, explicou.

Para Karina, quando isso acontece, a mãe fica naquela situação de "será que eu estou vendo em excesso, ou realmente que lado tem razão?" e ela acaba esperando. “Entra a falta de informação dos pais, de aceitação, de que o 'meu filho tem, de fato, um atraso e eu preciso procurar um profissional, porque eu preciso entender a causa desse atraso, e se for autismo, iniciar um processo de terapia'”, afirmou.

O processo de terapia para o autismo é eficaz, explica a especialista, mas o sucesso só acontece se houver engajamento dos pais. “Pais que entendam o que é o autismo e que sejam treinados para trabalhar com o filho que recebeu esse diagnóstico. Procuro, na terapia, dez minutos antes de terminar a sessão, sempre chamar esse pai e mostrar o que foi trabalhado, mostrar o que a gente estimulou em cada sessão, porque eu vou ficar com essas crianças uma hora por semana e esses pais ficam todo o restante do dia. Eles precisam aplicar esses conhecimentos em casa para estarmos todos em conjunto. Não adianta pensar 'ah, vou levar na terapia e em casa deixo para lá', não vai dar certo desse jeito”, avaliou. 

O tratamento

O tratamento do autismo envolve equipe multidisciplinar. Segundo a especialista, a pessoa mais indicada, no inicio do diagnóstico, é o psicólogo ou o neuropediatra para fazer essa avaliação e identificar se realmente fecha os critérios para o diagnóstico. “Depois a gente vai avaliar quais são as necessidades dessa criança, se ela tem questões relacionadas a déficit de processamento sensorial, se ela vai precisar do acompanhamento de uma terapeuta ocupacional; se ela tem a questão da linguagem, vai precisar do acompanhamento de uma fonodióloga; se tem questão motora precisa de uma fisioterapeuta. Realmente é muito em equipe multi”, explicou.

O médico entra na equipe quando o autista tem alguma doença. “O médico entra, às vezes, com a questão de medicação. Existem crianças que além do autismo tem uma comorbidade. Por exemplo, ela fecha o diagnóstico de autismo e de epilepsia, então o médico entra para fazer a medicação para controle de crise. Por isso que o trabalho em equipe multi, no autismo, é muito importante”, ressaltou Karina.

Karina Medrado explica que é muito difícil entender e buscar cura para esse tipo de transtorno, mas que os estudos estão cada vez mais intensificados. “Eu estava em um simpósio e o pesquisador brasileiro estava falando 'o que significa autismo? é o alvo em movimento', como a gente tem um espectro que é muito amplo de sintomas e características. Existem estudos genéticos que estão apontando, de repente, para qual o gene causador do autismo, mas tudo ainda em caráter de pesquisa, caráter cientifico. Por isso que o tratamento tem que ser realizado”, ressaltou. 

Quanto mais precoce for esse tratamento, melhor. “A criança tem o que a gente chama de neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade de aprender. Por exemplo, quando a gente começa a estimular uma criança de dois anos de idade ela vai ter um processo de desenvolvimento muito melhor, que se eu começar a estimular uma criança de dez anos. Existe uma diferença muito grande aí. Por isso o tratamento tem que ser precoce e contínuo, ele é um processo”, disse a especialista.

A neuropsicóloga explicou que o plano de intervenção é muito subjetivo para cada criança. “Se eu tenho uma criança que tem comportamento reativo de agressividade talvez essa criança demore mais tempo em terapia. Se eu tenho uma criança que tem mais uma questão de habilidade social, é uma criança que vai ficar menos tempo em terapia. Então vai depender dos sintomas que essa criança apresenta para mim”, declarou Karina.

 

 

Um quarto das mortes prematuras e das doenças que existem no mundo estão relacionadas à poluição e a outros danos ao meio ambiente provocados pelo homem. É o que alerta a Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório divulgado hoje (13) em Nairóbi, no Quênia.

O documento aponta que a poluição atmosférica, os produtos químicos que contaminam a água e a destruição acelerada dos ecossistemas vitais para bilhões de pessoas estão provocando uma epidemia mundial.

##RECOMENDA##

Anualmente, a poluição do ar mata entre 6 e 7 milhões de pessoas. Já a falta de acesso à água potável mata 1,4 milhão a cada ano por causa de doenças que poderiam ser evitadas, como diarreias.

Ainda segundo o documento, os produtos químicos despejados no mar tem causado efeitos negativos na saúde de várias gerações e, atualmente, 3,2 bilhões de pessoas vivem em regiões destruídas pelo desmatamento e pela agricultura intensiva.

Além disso, a utilização irregular de antibióticos na produção alimentar pode levar ao surgimento de bactérias resistentes, que podem se tornar a primeira causa de mortes prematuras até 2050.

A boa notícia é que a situação não é irremediável, mas necessita, sobretudo, da redução das emissões de dióxido de carbono e do uso de pesticidas. Há uma ação prevista no Acordo de Paris de 2015, que pretende limitar o aquecimento global a +2°C até 2100.

No entanto, os cientistas lembram que não há nenhum acordo internacional sobre o meio ambiente e os impactos da poluição e do desmatamento sobre a saúde humana. E que o desperdício de alimentos também precisa ser reduzido, dado ao fato de a população mundial jogar no lixo um terço da comida produzida, principalmente nos países ricos, que respondem por 56% do desperdício.

O número de pessoas que procuraram atendimento médico alegando terem sido furadas durante as festas de Carnaval em Recife e Olinda só cresce. Desde o último dia 2 de março que 273 pessoas deram entrada no Hospital Correia Picanço. Todos os pacientes foram admitidos na unidade que é tida como referência estadual em doenças infecto-contagiosas.

Após triagem, 157 pessoas realizaram a profilaxia, que são medidas de preservação dos pacientes pós-exposição, para prevenir a infecção pelo vírus HIV. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as demais pessoas que procuraram atendimento se recusaram a fazer o teste rápido, que é pré-requisito para o uso da medicação e, consequentemente, o tratamento.

##RECOMENDA##

"Com isso, todos foram orientados a realizarem o monitoramento de possíveis infecções no Próprio Hospital Correia Picanço", acentua a SES

Para além do Correia Picanço, a secretaria confirma que os atendimentos podem acontecer nos Serviços de Atenção Especializada (SAE) dos municípios de São Lourenço da Mata (Hospital e Maternidade Petronila Campos); Caruaru (UPA Vassoural), Pesqueira (Hospital Dr. Lídio Paraíba) e Serra Talhada (Hospital Professor Agamenon Magalhães - Hospam).

"É importante ressaltar que os índices de transmissão por meio de picadas com agulhas infectadas são considerados baixos, em média 0,3%", garantiu a Secretaria Estadual de Saúde.

LeiaJá também

--> Governo de Pernambuco registra cerca de dez vítimas furadas por agulhas durante o Carnaval

--> Polícia Civil já está investigando denúncias de 'agulhadas' no Carnaval

--> Polícia Civil divulga retrato falado de suspeito de dar 'agulhadas' durante o Carnaval

--> Polícia divulga retrato falado de 2º suspeito de agulhadas

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando