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| Ciência e Saúde

O plano nacional de vacinação contra a covid-19 terá quatro fases. Em cada etapa serão atendidos determinados tipos de públicos, escolhidos a partir do risco da evolução para quadros graves diante da infecção, da exposição ao vírus e de aspectos epidemiológicos da manifestação da pandemia no país.

A proposta preliminar foi discutida em reunião realizada nesta terça-feira (1º) com a participação do Ministério da Saúde e outras instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Butantan, o Instituto Tecnológico do Paraná e conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de saúde.

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A primeira fase terá como prioridade trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos em instituições de longa permanência (como asilos), bem como povos indígenas. Na segunda fase a imunização será focada nos idosos de 60 a 74 anos. Pacientes a partir de 60 anos são considerados grupo de risco pelo risco maior da contaminação evoluir para uma morte.

Na terceira fase estarão pessoas com comorbidades, condições médicas que também favorecem um agravamento do quadro a partir da covid-19. Entre as doenças crônicas incluídas neste grupo estão as cardiopatias e doenças renais crônicas.

A quarta fase vai focar em professores, forças de segurança, trabalhadores do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade. O conjunto destes segmentos soma 109,5 milhões de pessoas, que deverão receber, cada um, duas doses. No comunicado do Ministério sobre a reunião não há informações sobre o restante da população.

O Brasil já firmou acordo para compra de 100,4 milhões de doses com o consórcio Oxford/Astrazeneca e 42,5 milhões no âmbito do grupo Covax Facility, que reúne governos e empresas de diversos países.

De acordo com o ministério, o planejamento apresentado pode sofrer alterações no decorrer dos debates sobre o esforço de imunização contra a covid-19. Os representantes da pasta informaram durante a reunião que estão negociando a aquisição de mais seringas e agulhas. O órgão está providenciando a aquisição de 300 milhões de seringas no mercado nacional e 40 milhões no internacional.

O Ministério da Saúde manteve reunião nas últimas semanas com outros grupos desenvolvendo vacinas, como Pfizer e Biontech (EUA e Alemanha), Instituto Gamaleya (Rússia), Baharat Biontech (covaxin).

Governo estaduais firmaram parcerias próprias, como o de São Paulo com Sinovac para a Coronavac e os governos do Paraná e da Bahia com o Instituto Gamaleya para a Sputinik V, mas não houve anúncio de planos específicos. Nenhuma destas vacinas obteve ainda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

 

A Prefeitura do Recife confirmou nesta terça-feira (1º), que o secretário de Saúde da Prefeitura do Recife, Jailson Correia, testou positivo para a Covid-19. O secretário municipal, que também é médico, está com sintomas leves e em isolamento.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a população deve continuar seguindo as orientações sanitárias para controle da pandemia, como a higiene das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, e distanciamento social.

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O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, disse nesta terça-feira, 1º, que a vacina ideal contra a covid-19 seria de dose única e armazenada de 2 a 8 graus. Ele ponderou que trata-se de um "perfil desejado" e não descartou a compra de imunizantes que fujam deste padrão, como os produzidos pela Pfizer e pela Moderna, que já concluíram suas pesquisas e estão em fase de registro junto a autoridades sanitárias dos Estados Unidos e Europa.

As duas vacinas das farmacêuticas americanas precisam ser armazenadas em -70º e -20º, respectivamente. Ambas também exigem duas doses. O Brasil testa apenas uma vacina aplicada em dose única, a da Jhonson & Jhonson.

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"Qual o perfil da vacina desejada? Claro, que confira proteção contra a doença. Que tenha elevada eficácia, segurança. Capaz de fazer indução da memória imunológica. Que tenha possibilidade de uso em diversas faixas etárias e em grupos populacionais", afirmou Medeiros durante evento da pasta sobre combate à Aids.

O governo já expôs anteriormente preocupação sobre o armazenamento em temperaturas negativas, pois as unidades básicas de saúde só possuem refrigeradores para produtos que ficam em temperaturas mais altas, de 2 a 8 graus.

A Pfizer afirma que tem um "plano logístico" para apoiar o transporte e armazenamento das doses ao Sistema Único de Saúde (SUS), caso o ministério feche contrato com a companhia. "Para isso, foi desenvolvida uma espécie de container (embalagem em formato de caixa) com temperatura controlada, que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada, de - 75 ° C (± 15 ° C) por até 15 dias", diz a empresa em nota divulgada no começo do mês.

A aposta do governo, por enquanto, é no imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e o laboratório AstraZeneca. O governo investiu cerca de R$ 2 bilhões para comprar 100 milhões de doses desta vacina, além de equipar a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório ligado ao Ministério da Saúde, para produção independente da droga. Esta vacina é armazenada em temperaturas de 2 a 8 graus, mas deve ser aplicada em mais de uma dose, segundo os estudos.

Em outra frente de atuação para encontrar uma vacina, o Brasil espera receber doses para 10% da população por meio do consórcio Covax Facility, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O País investiu R$ 2,5 bilhões para entrar no consórcio.

O Instituto Butantã, ligado ao governo de São Paulo, desenvolve a Coronavac, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. O produto também está no "perfil desejado" do ministério para armazenamento, mas é aplicado em duas doses. Por disputa política com o governador paulista João Doria (PSDB), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez a Saúde negar que comprará doses deste imunizante.

Nesta terça-feira, Medeiros disse que o "perfil da vacina desejada" é de produto que "idealmente seja feito de dose única, embora muitas vezes, talvez não seja possível, talvez seja possível mais de uma dose". Ele também disse que o imunizante deve ser "fundamentalmente termoestável, por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus". Ainda afirmou que a vacina deve ser de tecnologia de produção barata.

O secretário voltou a afirmar que o plano de imunização só deve ficar pronto após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrar as primeiras vacinas.

O plano do ministério tem 10 eixos e está sendo discutido em grupos de trabalho. Na tarde desta terça-feira, técnicos do governo e de diversas entidades apresentam estudos feitos nestes grupos. Segundo Medeiros, a conversa ajudará a formar um "esboço" para o plano final. "Esse plano de operacionalização só ficará pronto, fechado, quanto tivermos uma vacina ou mais de uma registrada na Anvisa."

 

 

 

As farmacêuticas Pfizer e BioNTech solicitaram à União Europeia nesta terça-feira (1°) autorização para uso emergencial da vacina experimental que desenvolvem contra a Covid-19, e deve fazer o mesmo a entidades reguladoras de Austrália, Canadá e Japão. O pedido, que vem após o imunizante desenvolvido pelas empresas registrar eficácia de 95% na fase três, já foi feito aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

"O anúncio de hoje é outro marco importante em nossos esforços para enfrentar esta crise terrível", diz por meio de nota o CEO da Pfizer, Albert Bourla. "Estamos prontos para enviar as doses da vacina contra a covid-19 assim que as autorizações em potencial nos permitirem", acrescenta.

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A Pfizer também já iniciou o processo de registro de sua vacina experimental junto à Anvisa, órgão responsável pela regulamentação no Brasil.

Os novos casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) na América Latina, causador da aids, aumentaram 21% na última década, passando de 100.000 em 2010 a 120.000 em 2019, revelou nesta segunda-feira (30) a Organização Pan-americana da Saúde (Opas).

No mesmo período, o número de mortes anuais relacionadas ao HIV caiu ligeiramente, de 41.000 em 2010 para 37.000 em 2019, informou a Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Estes dados destacam que, sem dúvida, a infecção pelo HIV ainda representa um grave problema de saúde pública na América Latina", afirmou a diretora da Opas, Carissa Etienne, ao destacar que "se prevê que a covid-19 exacerbe esta situação", dado o impacto da pandemia nos serviços de saúde.

Desde que a pandemia global foi declarada em meados de março, o número de pessoas que fizeram o teste de infecção pelo HIV diminuiu "drasticamente" tanto no Caribe quanto na América Latina, revelou a Opas no comunicado.

No primeiro semestre de 2020, em oito países da América Latina e do Caribe - Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia - houve cerca de 4.000 diagnósticos de infecção pelo HIV a menos do que no mesmo período de 2019, de acordo com dados oficiais.

Sem o diagnóstico, as pessoas infectadas pelo HIV não têm acesso a antirretrovirais que podem salvar suas vidas e também correm o risco de infectar outras pessoas.

Cerca de 2,1 milhões de pessoas na América Latina e 330.000 no Caribe viviam com HIV em 2019, de acordo com dados do UNAIDS, a agência da ONU de luta contra o HIV.

A esperança de uma primeira rodada de vacinação contra a covid-19 antes do fim de 2020 foi reforçada nesta segunda-feira (30) pelo laboratório americano Moderna, que anunciou que se prepara para pedir a autorização emergencial da sua vacina nos Estados Unidos e na Europa.

A Moderna informou que os resultados completos confirmaram uma eficácia elevada da vacina, estimada em 94,1%.

A empresa estava, portanto, se preparando para se juntar à americana Pfizer e seu parceiro alemão, BioNTech, que na semana passada solicitou uma aprovação semelhante para sua vacina e prevê a luz verde nos Estados Unidos para a partir de 10 de dezembro.

Se o FDA, agência de controle de alimentos e medicamentos dos EUA, confirmar que o produto da Moderna é seguro e eficaz, a primeira das duas doses da vacina poderia ser administrada a milhões de americanos em meados de dezembro.

"Acreditamos que nossa vacina proporcionará uma nova e poderosa ferramenta que pode mudar o curso desta pandemia", afirmou o CEO da Moderna, Stephane Bancel.

O secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, também está otimista. Ele disse à CBS News que as vacinas Pfizer e Moderna poderiam chegar à parte da população "antes do Natal".

O produto da Moderna está sendo estudado em um ensaio clínico com mais de 30 mil participantes nos Estados Unidos.

A expectativa da empresa é ter cerca de 20 milhões de doses da vacina, chamada de mRNA-1273, disponíveis nos EUA até o final do ano. E em 2021, espera fabricar entre 500 milhões e 1 bilhão de doses em nível global.

Mas, para ter sucesso, as vacinas terão que superar a desinformação e a desconfiança, alertou o presidente da Federação Internacional da Cruz Vermelha, Francesco Rocca, nesta segunda.

"De acordo com um estudo recente da Universidade Johns Hopkins em 67 países, a aceitação de uma vacina diminuiu significativamente na maioria dos países entre julho e outubro", disse Rocca.

- Motivos de preocupação -

A esperança suscitada pelas vacinas contrasta com a preocupação causada pela expansão de uma pandemia que, segundo balanço da AFP, deixou mais de 1,46 milhão de mortes e cerca de 62,8 milhões de infecções em todo o mundo.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta segunda sobre a rápida disseminação da covid-19 no Brasil e no México, durante coletiva de imprensa em Genebra.

"Acho que o Brasil deveria levar isso muito, muito a sério. É muito, muito preocupante", advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus diante da evolução dos casos em um país cujo presidente, Jair Bolsonaro, nega a gravidade da doença.

O Brasil é o segundo país com mais mortes pela pandemia, mais de 170 mil, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Diante do retorno do aumento de casos e mortes no estado de São Paulo, o governador João Doria anunciou nesta segunda-feira a retomada das medidas para evitar aglomerações.

Quanto ao México, Ghebreyesus destacou que o país está "em uma situação ruim", com um aumento acentuado de mortes e casos. O coronavírus já deixou 105.655 mortos e infectou mais de 1,1 milhão de pessoas entre os 126 milhões de habitantes.

Por outro lado, o chefe da OMS prometeu que fará tudo que for possível para esclarecer a origem do coronavírus, rejeitando as acusações de que a agência da ONU é muito complacente com a China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez no fim de 2019.

- A advertência de Fauci -

Nos Estados Unidos, o país mais afetado pela pandemia, com mais de 267 mil mortes pela covid-19, o imunologista Anthony Fauci, assessor da Casa Branca na pandemia, expressou seus temores depois que milhões de pessoas se deslocaram pelo país no Dia de Ação de Graças.

"É possível que vejamos como um novo aumento (de contágios) se soma ao aumento que já estamos vivendo" em duas ou três semanas, Fauci disse à CNN. "Não queremos assustar as pessoas, mas essa é a realidade".

A situação no estado de Nova York, que foi um dos epicentros da pandemia no país, continua precária. O governador Andrew Cuomo expressou preocupação com a sobrecarga do sistema hospitalar e alertou que um novo confinamento pode ser necessário.

Mais de 93 mil pessoas estão hospitalizadas nos EUA por causa do coronavírus, de acordo com a plataforma Covid Tracking Project, que reúne dados públicos.

Na América Latina e no Caribe, região onde o vírus é mais mortal, já ocorreram 12.968.821 infecções e mais de 446.732 mortes.

A Europa, por sua vez, continua a lutar para reduzir o número diário de mortes e contágios com uma variedade de fórmulas depois que as mortes atingiram 400 mil neste fim de semana.

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A Novavax está pronta para dar início à chamada fase três de testes da vacina que desenvolve contra a Covid-19. E espera ter resultados desta etapa decisiva no primeiro trimestre de 2021, informa a empresa de biotecnologia em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (30). Os dados, se positivos, vão basear o pedido de licenciamento do imunizante no Reino Unido.

"Continuamos a fazer progressos significativos à medida que trabalhamos para testar, fabricar e, finalmente, entregar a NVX-CoV2373 com velocidade sem precedentes, bem como estabelecer parcerias que garantam acesso generalizado e equitativo em todo o mundo", diz o CEO da Novavax, Stanley C. Erck.

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NVX-CoV2373 é o nome da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa.

Os avanços no combate à malária estagnaram nos últimos anos, adverte a Organização Mundial da Saúde em um relatório que publicado nesta segunda-feira (30), lembrando que em 2019 mais de 400.000 pessoas morreram vítimas desta doença.

A OMS destaca que esta estagnação ocorre sobretudo na África, o continente que soma mais casos desta doença transmitida por fêmeas do mosquito Anopheles, e o pior registro de óbitos, diz o informe que a agência da ONU dedica anualmente a este flagelo.

Em 2019, cerca de 229 milhões de pessoas contraíram malária, uma cifra que se manteve relativamente estável nos últimos quatro anos.

Após um avanço importante, que reduziu o número de mortos de 736.000 em 2000 a 411.000 em 2018 e 409.000 em 2019, a OMS destaca que "é necessário concentrar melhor as intervenções, desenvolver novas ferramentas e contar com mais fundos para frear a difusão global desta doença e alcançar objetivos comuns acordados internacionalmente".

A agência da ONU informou que no ano passado foram arrecadados 3 bilhões dos 5,6 bilhões de dólares necessários para combater a malária.

"A escassez de fundos dificulta o acesso a ferramentas de luta contra a malária que já foram testadas", insiste a OMS, ressaltando que isto gera "um importante perigo".

Ao invés de adotar uma estratégia uniforme, os países afetados baseiam sua luta em dados locais em sua tentativa de acabar com esta doença.

Com cerca de 94% do total de óbitos (384.000 no continente africano no ano passado), "é hora de os dirigentes da África e do resto do mundo se mobilizarem mais uma vez para enfrentar o desafio que a malária representa", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Só agindo juntos e nos comprometendo a não deixar ninguém no caminho, poderemos alcançar nosso objetivo comum de erradicar a malária em todo o mundo", acrescentou.

Em 2019, quase metade de todos os casos em nível global se concentraram em quatro países africanos: Nigéria (27%), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%) e Moçambique (4%).

- Novo coronavírus -

Diferentemente de outras campanhas, a OMS assegura que a prevenção da malária não foi até o momento afetada pela pandemia do novo coronavírus, embora considere que "a covid-19 ameaça fazer patinar ainda mais nossos esforços para vencer a malária e, sobretudo, tratar os doentes", destacou Matshidiso Moeti, diretor para a África da OMS.

"Apesar do impacto devastador da covid-19 nas economias africanas, os parceiros internacionais e os países (em geral) devem se esforçar mais para garantir que os recursos necessários estejam disponíveis e poder desenvolver programas contra a malária que demonstraram poder ajudar as pessoas" afetadas, acrescentou.

A OMS lembra que simples perturbações no acesso aos medicamentos podem resultar em 19.000 mortes adicionais.

Este informe também destaca que desde 2000, 21 países conseguiram erradicar a malária.

A Índia conseguiu nos últimos anos resultados espetaculares, com uma queda de 18% das infecções e de 20% das mortes.

Mais impressionantes foram os feitos dos seis países da bacia do rio Mekong, no sudeste asiático, que estão prestes a alcançar o objetivo de erradicar a doença até 2030. Entre 2000 e 2019, reduziram em 90% os casos de malária.

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O mês de novembro também é dedicado ao combate e à prevenção do diabetes mellitus, doença que se tornou uma grave epidemia em todo o planeta e especialmente no Brasil. O diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta.

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Para encerrar a programação alusiva ao Novembro Diabetes Azul, campanha mundial em prol da conscientização sobre o diabetes, o Fórum Paraense do Mutirão do Diabetes promoverá neste sábado (28) o Mutirão do Diabetes, de 9 às 13 horas, no Supermercado Formosa da Augusto Montenegro, em Belém.

O objetivo do Fórum é contribuir para a redução da incidência do diabetes mellitus (DM), melhorando a qualidade de vida da população, principalmente das pessoas mais carentes. "O principal objetivo é sensibilizar as pessoas da necessidade da prevenção do diabetes. É chamar atenção para a obesidade, o sedentarismo, que hoje é muito frequente na nossa sociedade. E também para as pessoas que têm antecedentes na família fazerem os seus exames preventivos no sentido de detectar a doença’’, disse o médico Edmundo Almeida, coordenador geral do Fórum Paraense do Mutirão do Diabetes.

Edmundo ressalta que o diabetes do tipo 2 que é o mais frequente: 50% das pessoas são diabéticas e não sabem, só vão saber se fizerem o exame ou se estiverem apresentando sintomas como perda de peso, vontade de urinar várias vezes ao dia, muita sede.

Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, o Fórum optou por realizar parcerias com empresas e instituições sediadas na Região Metropolitana de Belém (RMB) com interesse em ofertar para suas equipes palestra de esclarecimento sobre diabetes e exames básicos como glicemia, aferição de pressão arterial (PA), antropometria (verificação de peso, altura e índice de massa corporal – IMC), avaliação por clínica médica, endocrinologia, cardiologia, nutrição e exame de fundo de olho.

O projeto envolve três tipos de ação: o esclarecimento sobre o diabetes à população em geral, visando sua prevenção; a orientação para pessoas pertencentes a grupos de risco, pré-diabéticas e diabéticas; e o atendimento a pessoas em tratamento, com diagnóstico de diabetes.

Nos dias 7 e 21 de novembro ocorreram dois mutirões, sendo atendidas 152 pessoas residentes na Missão Belém, localizada em Benevides, e 137 colaboradores do Preço Baixo de Ananindeua.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil soma atualmente mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença. Os dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que no ano passado 463 milhões de adultos viviam com diabetes no mundo, sendo que metade não foi diagnosticada. Em 2019, a doença causou 4,2 milhões de mortes no mundo e pelo menos US$ 760 bilhões em gastos com saúde, o que equivale a 10% dos gastos totais com adultos.

Serviço

MUTIRÃO DO DIABETES

Data: 28/11/20 (sábado)

Hora: 9 às 13 horas

Local: Supermercado Formosa da Augusto Montenegro.

Por Amanda Lima (com informações da assessoria do Fórum).

 

 

 

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no Diário Oficial da União (DOU), mostra um aumento na expectativa de vida das mulheres no país. Segundo o estudo, as pessoas do sexo feminino que nasceram em 2019 têm possibilidade de viver, em média, 80 anos e um mês.

De acordo com a Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil, do IBGE, a média representa uma alta de dois meses no tempo de vida das mulheres quando comparada ao dado apresentado em 2018.

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Entre os homens, a expectativa de vida subiu ainda mais. O que era uma probabilidade de viver 72 anos e oito meses no último levantamento, foi para 73 anos e um mês em 2019.

Já os dados da população geral, mostram evolução de mais 90 dias em comparação com a perspectiva do ano anterior. Em 2018, a média era de 76 anos e três meses de vida.

Segundo o IBGE, desde o início da década de 1940, a expectativa de vida da população brasileira teve elevação de 31 anos e um mês.

A Campanha de Vacinação Contra Poliomielite foi prorrogada até o dia 18 de dezembro no Recife. O público alvo para a imunização são crianças de 1 ano a menores de 5 anos de vida. A campanha, que teve início no dia 5 de outubro, já vacinou pouco mais de 72 mil pessoas, o que representa uma cobertura de 89%.

A meta da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) é imunizar pelo menos 95% das mais de 80 mil crianças nessa faixa etária. Com a prorrogação, o órgão municipal vai manter o horário estendido, das 8h às 21h, de dez unidades de saúde do município até o fim da campanha para que as crianças sejam vacinadas. 

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A Sesau decidiu manter o horário estendido, das 8h às 21h, de dez unidades de saúde do município até o fim da Campanha. Nas três próximas segundas-feiras (30, 7 e 14), o Centro de Saúde Joaquim Cavalcante, nos Torrões, e a Policlínica Salomão Kelner, em Água Fria, vão estender o horário até 21h. Já nas terças (1º, 8 e 15), a população pode se imunizar à noite nas Policlínicas Albert Sabin, na Tamarineira, e Gouveia de Barros, na Boa Vista.

As Policlínicas do Pina e Lessa de Andrade, na Madalena, vão funcionar até mais tarde nas quartas-feiras (2, 9 e 16). Já nas próximas quintas-feiras (3, 10 e 17), será a vez do Centro de Saúde Gaspar Regueira Costa, no Barro, e da Upinha Rio da Prata, no Ibura, estenderem o horário. Nas sextas (4, 11 e 18), a vacinação noturna acontece nas Policlínicas Salomão Kelner, em Água Fria, e Clementino Fraga, no Vasco da Gama.

*Com informação da assessoria

Com todos os setores funcionando normalmente em Pernambuco e com os números de casos da Covid-19 aumentando, o secretário de Saúde do estado, André Longo, afirma que vai ser realizado um balanço das atividades e que isso deve ocorrer na próxima semana. 

"Nós vamos completar 30 dias da chegada ao final do Plano de Convivência. Esse balanço vai avaliar as atividades que estão funcionando bem e as que precisam de correção", pontua Longo.

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No entanto, o secretário aponta que muitas pessoas abandonaram os cuidados básicos do protocolo geral do Plano de Convivência, que seria evitar as aglomerações, manter a higiene adequada das mãos e o uso da máscara. 

"A gente precisa voltar a ter cuidado com isso porque, na medida que convivemos sem os cuidados necessário, as pessoas passam a ficar expostas. Muitos são jovens, com quadros gripais leves, mas sempre há o risco de estar podendo levar a doença para uma pessoa mais vulnerável", salienta André Longo.

Neste momento, o secretário não aponta se irá haver o fechamento de algum setor, na tentativa de conter o avanço dos casos da Covid-19 em Pernambuco. Atualmente, Pernambuco está com 80% dos leitos usados para o tratamento do novo coronavírus ocupados. 

Diante disso, André pede que os municípios intensifiquem as suas fiscalizações. "Para a manutenção do Plano de Convivência, é preciso a colaboração de todos e todas para continuarmos seguindo em frente", pontua.

O Pará está próximo de chegar aos sete mil mortos por covid-19. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), até a sexta-feira (28), haviam sido registrados 270.368 casos da doença e 6.907 mortes. O detalhamento está disponível aqui.

Os números da pandemia avançam, mas são poucos os cuidados de boa parte da população, principalmente em Belém. O uso de máscara continua sendo negligenciado e as aglomerações podem ser vistas com frequência.

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As Policlínicas Itinerantes instaladas no estacionamento do Hangar e no estádio Mangueirão, em Belém, funcionam de segunda a sábado, das 8h30 às 17 horas. As Policlínicas Itinerantes já atenderam até o momento mais de 13.500 mil pessoas. Em todos esses locais, o atendimento é feito por demanda espontânea. O paciente chega e logo é encaminhado para a triagem, com a verificação dos sinais vitais, como pressão arterial, temperatura, oxigenação do sangue e glicemia. De lá, se necessário, é encaminhado ao médico que, constatando necessidade, o indicará para exames complementares. 

Em caso de suspeita de Covid-19, o paciente realiza exames e recebe medicamento quando há indicação médica. Os testes de RT-PCR são encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen-PA), que retorna com os resultados. A equipe responsável liga para o paciente para que busque o resultado.

Com informações da Sespa e Agência Pará.

Na análise da última semana epidemiológica (47) de Pernambuco, a Secretaria de Saúde registrou uma oscilação de 12% para mais nos casos da Covid-19, quando comparado com a semana 46. No entanto, o secretário de Saúde do estado André Longo diz que isso ainda configura uma queda de 16,4% dos casos quando comparado com a semana epidemiológica 45.

O líder da pasta assume que o estado está vivendo oscilações dos casos da Covid-19, para mais e para menos. 

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Sobre as mortes provocadas pelo novo coronavírus, mesmo considerando haver um retardo nas informações, maior do que nas divulgações dos casos de contágio, Longo informa que Pernambuco teve uma queda de 12,4% dos óbitos em comparação com a semana epidemiológica 46 - além de uma situação de estabilidade.

Já sobre as ocupações dos leitos dedicados aos pacientes da Covid-19, a Secretaria aponta que na quarta (25) e na quinta-feira (26), as taxas das UTIs atingiu o patamar de 80% da ocupação. "Isso foi motivado também pela retirada do sistema de regulação de leitos que compunham o hospital de campanha de Petrolina. Como já tínhamos dito, Pernambuco estuda a reposição desses leitos na cidade", reforça Longo.

Para isso, estão sendo feitas tratativas com o Hospital Universitário e com a organização social que cuida da Unidade Pernambucana de Atenção Especializada para a reposição desses leitos. 

O Plano de Contingência de Pernambuco prevê o desbloqueio e aberturas de novos leitos caso esse percentual de 80% da ocupação das UTIs se sustente por mais tempo. "O Governo de Pernambuco planeja disponibilizar até a próxima semana mais vinte vagas de UTI adulto, sendo dez vagas no antigo Alfa, e outras dez na maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda - além de 50 novos leitos de enfermaria que estão sendo providenciados nessas unidades", garante o secretário de Saúde.

Longo reforça que tudo está sendo monitorado pelo governo do estado e, caso seja necessário, mais vagas de leitos devem ser abertos para o tratamento de pacientes com a Covid-19. O secretário pede que a população não abandone os cuidados de combate ao novo coronavírus para que os números possam melhorar em Pernambuco.

O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres tem se tornado cada vez mais frequente. Segundo dados levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que 17% das mulheres com mais de 18 anos de idade, consumiram bebidas alcoólicas uma vez ou mais por semana em 2019. O estudo foi realizado com base no estado de saúde, estilo de vida, saúde bucal e doenças crônicas destas pessoas.

Para Alfredo Almeida Pina Oliveira, especialista em práticas de promoção da saúde e coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Enfermagem da Universidade UNG, apesar do consumo do álcool ser muito comum, existem problemas que podem ser reduzidos ou evitados. Os riscos dependem de diversos fatores como a quantidade de álcool consumida, padrão de consumo, vulnerabilidade (genética, psicológica, social), presença de doenças prévias ou uso de medicamentos, outros hábitos de saúde, entre outros.

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“Sabe-se que o consumo nocivo do álcool está fortemente relacionado com cerca de 200 tipos de doenças, lesões resultantes de violência e acidentes de trânsito e morte”, explica. Os principais problemas de saúde associados ao álcool são: transtornos por uso do álcool, suicídios, violência doméstica, lesões no trânsito, epilepsia, cirrose hepática, câncer (boca, esôfago, intestino, mama), pancreatite, tuberculose e hipertensão (pressão alta).

Algumas doenças são totalmente atribuíveis ao álcool, como por exemplo, a síndrome de dependência do álcool, enquanto outras têm uma grande parcela atribuível ao álcool, como é o caso da cirrose (em 48% de todos os casos de cirrose estima-se que a causa seja o consumo de álcool). No caso de lesões no trânsito, câncer de boca e pancreatite, mais de 25% dos casos são atribuíveis ao álcool.

"O consumo de álcool causa prejuízos não apenas à saúde de quem bebe, mas também de seus familiares. Problemas de relacionamento, violência, negligência, gastos e perda de patrimônio e da sociedade como um todo, acidentes de trânsito, prisão e redução da produtividade no trabalho", disse o especialista.

O corpo leva de 1 a 3 horas para metabolizar uma dose de álcool, o tempo é maior em pessoas que apresentam uma menor quantidade de enzimas ou menor quantidade de água no organismo. Por exemplo, mulheres e indivíduos que apresentam alguns problemas de saúde ou fazem uso de determinados medicamentos.

O álcool é processado no organismo mais lentamente do que é absorvido, de modo que além da quantidade total de álcool é importante controlar a velocidade e a forma do consumo. O beber pesado episódico (BPE), também conhecido pelo seu termo em inglês como “bingedrinking”, corresponde à ingestão de quatro doses ou mais em pelo menos uma ocasião no último mês, pode aumentar o impacto negativo do álcool nos órgãos e sistemas.

 

* Da Assessoria de Imprensa

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) mostra que esportistas correm menos riscos de serem hospitalizados por causa do coronavírus.

De acordo com o estudo, as internações foram 34,3% menos entre pessoas que praticam ao menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos durante a semana.

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A maior taxa de internação foi constatada entre os homens, os idosos, os obesos ou com sobrepeso, os de menor nível socioeconômico e menor escolaridade que participaram da pesquisa.

No entanto, ao eliminar os fatores considerados pelos pesquisadores como de maior risco, a constatação foi de baixa de 34,3% na hospitalização dos pacientes tidos como fisicamente ativos.

“Buscamos avaliar se havia alguma redução na prevalência de hospitalização também entre os que praticavam atividade física por um período menor que o recomendado, mas nesse caso a diferença não foi significativa do ponto de vista estatístico”, explicou Marcelo Rodrigues dos Santos, pós-doutorando na FM-USP e idealizador da pesquisa,  à agência de notícias da Faculdade de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Entre os últimos meses de junho e agosto, pesquisadores da FM-USP entrevistaram 938 brasileiros que foram acometidos pela Covid-19. Os participantes voluntários responderam perguntas sobre o período em que trataram a doença (sintomas, medicamentos, tempo de internação ou não) e foram questionados sobre fatores considerados preponderantes para o contágio pelo coronavírus. Dos consultados, apenas 9,7% dos participantes tiveram que ser internados devido às complicações da doença. 

De acordo com os especialistas, a prática esportiva pode contribuir para o controle do peso e a prevenir doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Tanto a obesidade como as comorbidades citadas são tidas como fatores de risco para o agravamento do quadro infeccioso de Covid-19.

Foram divulgadas nesta quinta (26) as Tábuas Completas de Mortalidade atualizadas, referentes à expectativa de vida adulta e mortalidade infantil em Pernambuco no ano de 2019. O levantamento do IBGE aponta que a expectativa de vida do pernambucano chegou aos 75 anos, um aumento de 0,4 ano em comparação ao ano de 2018, quando a expectativa de vida era 74,6 anos. A expectativa de vida no estado é inferior à média brasileira, que chegou aos 76,6 anos.

Para os homens, a esperança de vida ao nascer também aumentou. De 70,8 anos em 2018, a taxa subiu para 71,2 anos. Já as mulheres tiveram aumento de 0,2 anos, saindo dos 78,4 em 2018, para 78,6 em 2019. A diferença entre os dois sexos é de 7,5 anos e está acima do indicador nacional, que é de 7,1 anos.

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A analítica do IBGE explica que no caso dos homens, a expectativa de vida é menor, em parte, devido ao fenômeno da sobremortalidade masculina, ocasionada por causas externas ou não naturais que atingem os homens com mais intensidade, incluindo os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais e outras eventualidades.

Com relação à mortalidade infantil, Pernambuco mantém a média. A taxa foi de 11,4 óbitos de crianças de até 1 ano a cada mil nascidos vivos. Com o resultado, o estado manteve, em comparação ao ano anterior, a nona menor taxa de mortalidade infantil do país e o índice mais baixo da região Nordeste.

A média nacional é de 11,9 óbitos de bebês que não conseguem fechar o primeiro ano de vida a cada mil nascidos vivos. A taxa de mortalidade infantil é menor entre os bebês pernambucanos do sexo feminino, que mostram 10,2 óbitos por mil nascimentos, em comparação aos do sexo masculino, com 12,4 óbitos.

O levantamento apresenta projeções a partir de dados coletados no Censo Demográfico de 2010 e é usado como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

A maioria das pessoas no mundo não faz exercícios suficientes, uma situação agravada pela pandemia do coronavírus, disse a OMS nesta quinta-feira (25), que pediu que cada pessoa, independentemente de suas capacidades físicas, se mova mais.

Em uma nova versão de suas diretrizes de exercícios físicos, a Organização Mundial da Saúde observou que os exercícios são essenciais para o corpo e a mente, enquanto um estilo de vida sedentário pode ter consequências graves.

Acrescentou ainda que cerca de cinco milhões de mortes poderiam ser evitadas a cada ano se a população fosse mais ativa.

"Ser fisicamente ativo é vital para a saúde e o bem-estar, pode dar anos à vida e vida aos anos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado.

Atividade física frequente é a chave para prevenir e tratar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer.

Também reduz os sintomas da depressão e a ansiedade, o declínio cognitivo, e melhora a memória e a saúde geral do cérebro.

Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adultos façam entre duas horas e meia e cinco horas semanais de exercícios aeróbicos moderados, enquanto a média para crianças e adolescentes deve ser de pelo menos uma hora por dia.

A OMS ressaltou que uma vida ativa traz benefícios para qualquer pessoa, para além de suas capacidades físicas. "Cada passo conta", afirmou Ghebreyesus.

Ele alertou, no entanto, para o impacto negativo que a pandemia de covid-19 está tendo sobre a prática regular de exercícios físicos. Mesmo que não haja estatísticas, está claro que as medidas de confinamento obrigaram muitos a interromper suas atividades físicas.

"E se não permanecermos ativos, corremos o risco de criar outra pandemia."

A farmacêutica Pfizer informou nesta quarta-feira (25) que deu início ao processo de pedido de registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina que desenvolve para o combate à covid-19. É o primeiro passo para que o tratamento possa obter a autorização da agência e seja disponibilizado no país.

O anúncio foi feito pela companhia após reunião com técnicos da Anvisa realizada hoje. O requerimento será realizado na modalidade de “submissão contínua”, criado pela agência para vacinas específicas contra a covid-19 com o objetivo de agilizar procedimentos de análise.

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A vacina, denominada tecnicamente de BNT162b2, é desenvolvida pela Pfizer e pela empresa alemã BioNTech. Neste mês, as companhias anunciaram a conclusão dos testes e declararam que a vacina obteve 95% de eficácia no tratamento contra a doença causada pelo novo coronavírus.

Os dados sobre a vacina serão repassados em etapas. Entre eles os resultados dos exames da fase 3, quando foram avaliados pacientes tanto infectados quanto sem o novo coronavírus. Este foi iniciado no fim de julho e contou com a participação de 43,6 mil pessoas de 150 locais de países diversos, como Estados Unidos, África do Sul, Argentina e Brasil.

Aqui, foram incluídos no estudo 2,9 mil voluntários. O processo foi conduzido pelo Centro Paulista de Investigação Clínica, de São Paulo, e pelas Obras Assistenciais Irmã Dulce, em Salvador. Também serão entregues informações sobre amostras de 38 mil pessoas que participaram dos processos de análise sobre a eficácia e a segurança da vacina.

A Pfizer não detalhou em seu comunicado oficial se há previsão para o encaminhamento do conjunto das informações sobre o estudo e a oficialização do requerimento, condição para que a vacina comece a ser distribuída no país. A farmacêutica apenas informou que os resultados serão publicados em periódicos acadêmicos quanto o ensaio clínico for concluído.

 

Além de viver a pandemia de coronavírus, que fez mais de 170 mil vítimas fatais no Brasil desde março, outro problema conhecido da população brasileira preocupa as autoridades sanitárias do país. De acordo com o anúncio feito pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (24), os casos de dengue passam dos 971 mil entre janeiro e a primeira quinzena de novembro de 2020.

O comunicado da pasta ainda aponta que, devido à atenção dos agentes sanitários ao surto da Covid-19, o número das vítimas do mosquito Aedes Aegypti pode ser maior. Segundo o ministério, os números da dengue no Brasil no começo da pandemia de coronavírus eram superiores aos do ano anterior. O índice, no entanto, é hoje 35,5% menor do que 2019, quando mais de 1,5 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a doença.

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Embora tenha havido redução nos números que tinham tendência de aumento há cerca de oito meses, o Ministério da Saúde confirma a possibilidade dos índices da dengue estarem sub-notificados em 2020. Até o mês de junho, 528 mortes foram causadas após infecção oriunda da picada do mosquito. Os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal, tiveram o maior número de vítimas fatais da doença.

Chikungunya e zika

Os números relacionados a outros dois vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti também foram divulgados pelo Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, os casos de chikungunya são cerca de 78,8 mil e apresentam queda de 37% quando comparado aos dados de 2019. Já os pacientes diagnosticados com zika foram pouco mais de 7 mil no país, com maior incidência (75% a mais) no último mês de junho.

Além de apresentar os índices, a Saúde anunciou uma nova campanha de conscientização para o combate ao mosquito que tem maior incidência de reprodução nos períodos mais quentes do ano. A iniciativa "Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo", vai ser divulgada na mídia e nas redes sociais até o início do verão de 2020.

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