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A fatia de brasileiros que engrossou a lista de inadimplentes pela falta de pagamento de despesas com comida, entre janeiro e junho, foi a maior em cinco anos. A disparada da inflação e a queda na renda explicam a entrada de devedores para lista do calote pelo não pagamento da fatura de um item básico.

No primeiro semestre, 18% dos inadimplentes deixaram de quitar despesas com alimentação e, por isso, foram parar na relação dos CPFs (Cadastro de Pessoa Física) com restrição. Essa é a marca mais elevada desde o primeiro semestre de 2017, quando a Boa Vista, empresa de inteligência financeira e análise de crédito, começou a coletar essas informações. Ao longo do primeiro semestre, foram consultados eletronicamente 1.500 inadimplentes, a fim de traçar o perfil desses consumidores.

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Contas diversas não pagas, que incluem as de educação, saúde, impostos, taxas e lazer, ainda têm sido apontadas como as despesas que têm levado a maioria dos consumidores (23%) à inadimplência. No entanto, desde o segundo semestre do ano passado, a parcela dos que não conseguiram honrar o pagamento de alimentos chama atenção.

"Instituições financeiras nos relatam que o pessoal está pegando dinheiro (crédito) para pagar contas do mercado, do dia a dia", diz o economista da Boa Vista, Flávio Calife.

Nos últimos 12 meses até julho, a inflação do grupo alimentação e bebidas acumula 14,72%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um resultado que supera a variação do indicador como um todo no período, que foi de 10,07%.

Depois do desemprego, historicamente o principal motivo para inadimplência, apontado por 28% dos entrevistados no primeiro semestre, está a diminuição da renda, com 24%. Do segundo semestre do ano passado para o primeiro deste ano, a parcela que apontou esse motivo para o não pagamento de contas subiu 3 pontos porcentuais. "É, sem dúvida, um fato de um ano para cá", diz o economista.

ENDIVIDAMENTO CRÔNICO

A percepção dos entrevistados é de que o quadro do endividamento pessoal piorou muito. Do segundo semestre do ano passado para o primeiro deste ano, a parcela de consumidores que se considera muito endividada subiu de 32% para 37%, a maior marca desde 2019, quando esse resultado atingiu 39%.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou para 13,75% a taxa de juros básica da economia, a Selic. Foi a 12ª alta consecutiva na tentativa de segurar a inflação. Também sinalizou que poderá fazer nova elevação da Selic na próxima reunião, marcada para setembro.

Com juros e inflação ainda em alta e atividade fraca, a perspectiva, segundo o economista da Boa Vista, é de que a inadimplência continue crescendo nos próximos meses até o ano que vem. "Juros altos contribuem para piora da inadimplência", diz Calife. Dados da Boa Vista, mostram que o calote encerrou o primeiro semestre deste ano com alta de 12,3% e em 12 meses até junho o avanço foi de 7,5%.

 Neste domingo (14) é comemorado o Dia dos Pais e dar um presente bom e barato para o seu pai pode ser difícil este ano. De acordo com a inflação acumulada medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os presentes devem ficar mais caros em comparação ao ano passado, porém é possível dar um presente sem comprometer o orçamento, mas para isso é preciso pesquisar.

 Segundo os dados do Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região) todos os presentes mais comuns para a data subiram de preço: Perfumes (1,88%); Relógio de Pulso (11,18%); Sapato masculino (17,96%); Tênis (18,34%); Bermuda Masculina (19%); Camisa ou camiseta (20,96% ; Calça comprida (21,93%). A inflação geral acumulada nos últimos 12 meses é de 10,07% no país, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE.

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O Leia Já fez uma pesquisa em alguns sites, como o Mercado Livre e encontrou algumas opções de preços, para ajudar nesta escolha. O valor mais alto é R$ 200. Confira:  

Tábua de carne para churrasco (Tramontina) - R$ 181,79 

Copo térmico (Stanley) - R$ 145,38 

Chinelo Hybrid City (Havaianas) - de R$ 29,99 a R$ 77,99 

Desodorante e Colônia Kaiak (Natura) - R$ 75,90 

Tênis casual (Polo Joy) – R$ 109,90 

Cueca boxer (kit com três unidades – Mash) - de R$ 65,96 a R$ 99,90 

Cinto masculino preto (New Basic) - de R$ 65,90 a R$ 69

Smartband Mi Band 5 (Xiaomi) - R$ 152,79 

Carteira de couro (Fuerdanni) - de R$ 39,90 a R$ 67,90 

 

No segundo trimestre de 2022, o País tinha 2,985 milhões de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 4,212 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O contingente que tentava uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais respondia por 29,6% do total de 10,080 milhões de desempregados existentes no segundo trimestre deste ano. Houve melhora em relação ao primeiro trimestre, quando essa população totalizava 3,463 milhões de pessoas, ou seja, 478 mil pessoas a menos nessa situação.

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Outros 1,227 milhão buscavam emprego há pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 12,2% do total de desocupados. Esse contingente diminuiu em 319 mil pessoas ante o primeiro trimestre do ano.

Mais 4,287 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 42,5% do total de desempregados, 592 mil pessoas a menos que no trimestre anterior.

Um total de 1,581 milhão de brasileiros tentavam uma vaga há menos de um mês, 15,7% dos desempregados, 479 mil pessoas a menos nessa situação ante o trimestre anterior.

A Caixa Econômica Federal paga hoje (12) a parcela de agosto do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Essa é a primeira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional.

A emenda também liberou a inclusão de 2,2 milhões de famílias no Auxílio Brasil. Com isso, o total de beneficiários atendidos pelo programa sobe para 20,2 milhões a partir deste mês.

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O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Em janeiro, o valor mínimo do Auxílio Brasil voltará a R$ 400, a menos que nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. Tradicionalmente, as datas do Auxílio Brasil seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava nos dez últimos dias úteis do mês. No entanto, portaria editada no início de agosto antecipou o pagamento da parcela deste mês para o período de 9 a 22.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago hoje às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 4. Com valor de R$ 110 neste mês, o benefício segue o calendário do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias, até o fim de 2026. O benefício, que equivalia a 50% do preço médio do botijão de 13 quilos nos últimos seis meses, é retomado em agosto com o valor de 100% do preço médio, o que equivale a R$ 110. O aumento vigora até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada pelo Congresso.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás originalmente tinha orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano, mas a verba subiu para R$ 2,95 bilhões após a promulgação da emenda.

Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga emprego ou tenha filho que se destaque em competições esportivas, científicas ou acadêmicas.

Podem receber os benefícios extras as famílias com renda per capita até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e até R$ 200, em condição de pobreza.

A Agência Brasil elaborou guia de perguntas e respostas sobre o Auxílio Brasil. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão critérios para integrar o programa social, os nove tipos diferentes de benefícios e o que aconteceu com o Bolsa Família e o auxílio emergencial, que vigoraram até outubro do ano passado.

A parcela de consumidores que pretende comprar presentes para o Dia dos Pais caiu de 62% em 2021 para 58% em 2022. O dado faz parte de uma pesquisa da Boa Vista, que também apurou que 49% dos consumidores têm a intenção de gastar uma quantia similar à do ano passado.

"Fatores como a alta na taxa de juros e a crescente inadimplência ajudam a explicar o comportamento mais comedido do consumidor em relação às compras para o Dia dos Pais", diz em nota o economista da Boa Vista Flávio Calife. "A inflação também fez com que o poder de compra do consumidor diminuísse nos últimos trimestres e, naturalmente, o consumidor tem priorizado os gastos do dia a dia."

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O levantamento revela que 26% dos consumidores devem gastar mais do que em 2021, enquanto 25% desejam pagar menos. Nesse último grupo, 46% pretendem gastar menos devido à alta dos preços, 37% priorizarão outras contas e 17% alegaram ter sofrido uma redução nos ganhos familiares.

Apesar de apenas 26% das pessoas desejarem gastar mais do que no ano anterior, o gasto médio planejado pelos consumidores é de R$ 174, um acréscimo de 27% em relação aos R$ 137 de 2021. A inflação acumulada nos 12 meses até julho deste ano, por sua vez, foi de 10,07%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Boa Vista acrescenta que 60% dos consumidores consideram gastar no máximo R$ 200.

Entre os 42% que não farão compras para a data, 28% atribuem a decisão ao endividamento, 24% dizem não ter esse hábito e 18% apontam a diminuição da renda como principal motivo. A priorização de outras despesas e o desemprego foram outras razões citadas, ambas com 16%.

O salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55 em julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor corresponde a 5,27 vezes o piso federal atual, de R$ 1.212.

A estimativa do Dieese é realizada mensalmente e indica qual é o rendimento mínimo necessário para que um trabalhador e sua família possam suprir as despesas do mês com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

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A estimativa do valor ideal para julho tem como base os preços da cesta básica de São Paulo, com custo de R$ 760,45, a mais cara do mês entre as 17 capitais que são analisadas na pesquisa.

Segundo o Dieese, considerando o preço da cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu em média 59,27% do seu rendimento líquido de julho para adquirir os produtos alimentícios básicos.

Preços e produtos

O Dieese indica também que o valor da cesta básica diminuiu em julho em 10 das 17 capitais nas quais a pesquisa é realizada, com as reduções mais expressivas ocorrendo em Natal (-3,96%), João Pessoa (-2,40%), Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%). As sete cidades que tiveram alta foram Vitória (1,14%), Salvador (0,98%), Brasília (0,80%), Recife (0,70%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%).

A cesta básica mais cara, como mencionado anteriormente, foi a de São Paulo (R$ 760,45), seguida por Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75).

Entre os produtos que tiveram aumento, o Dieese destaca o leite integral e a manteiga, com alta em todas as cidades pesquisadas. O motivo, segundo o Dieese, seria a extensão do período de entressafra, devido ao clima seco e à ausência de chuvas, somada ao aumento do custo de produção e à maior demanda pelo produto.

O pão francês também subiu em todas as cidades, exceto em Aracaju (-0,57%), enquanto a farinha de trigo, coletada no Centro-Sul, teve alta no preço em oito das 10 capitais onde é pesquisada. O Dieese aponta que, apesar da queda no mercado internacional, internamente as cotações do trigo e da farinha seguiram em alto patamar, consequência da baixa oferta e da taxa de câmbio desvalorizada.

A banana (prata e nanica/caturra) aumentou em 15 das 17 capitais e, em 12 meses, a fruta apresentou alta de até 70,24% em Belo Horizonte. A razão seria a menor oferta, diante de uma demanda firme dos consumidores.

Já entre os produtos que apresentaram redução, a batata teve queda em todas as cidades na região Centro-Sul, onde o produto é pesquisado, devido à normalização da oferta. Em 12 meses, porém, as cidades apresentaram aumento, como em São Paulo, onde a batata dobrou de preço.

O tomate também teve redução de preço em todas as capitais, com um aumento da oferta. E o preço do óleo de soja também teve queda em todas as cidades, exceto em Vitória (0,49%). Em 12 meses, porém, o produto subiu em todas as cidades, com percentuais que variaram entre 17,75%, em Belo Horizonte, e 62,24%, em Curitiba.

Para o Dieese, apesar de os preços internacionais da soja caírem, por conta da menor demanda dos EUA e da China, no Brasil, a menor demanda devido ao alto preço explica a redução no valor médio do produto.

O transporte de passageiros recuou 0,8% em junho ante maio, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez o segmento operar 3,4% abaixo do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. O transporte de passageiros ainda opera 24,8% abaixo do pico alcançado em fevereiro de 2014.

Já o transporte de cargas teve crescimento de 2,5% em junho ante maio, operando 29,4% acima do pré-pandemia. O indicador de transporte de cargas funcionava em junho em patamar recorde, alcançando o ponto mais alto da série.

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As séries históricas do transporte de cargas e passageiros têm início em janeiro de 2011, com resultados apenas para o agregado do Brasil, sem dados regionais.

Na comparação com junho de 2021, o transporte de passageiros cresceu 20,8% em junho de 2022, enquanto o transporte de cargas aumentou 15,8%.

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segue apontando para uma safra de milho recorde em 2022. A projeção de julho aponta para uma safra total de 111,5 milhões de toneladas, salto de 27,0% ante 2021, quando houve uma grande queda na produção. O LSPA de julho aponta um crescimento de 9,7% na área total de milho.

"Diferentemente de 2021, em 2022, o clima contribuiu para as lavouras da 2ª safra, notadamente para o milho, que em função do adiantamento da colheita da soja, pôde ser plantado, em sua maior parte, dentro da 'janela de plantio' na maioria das Unidades da Federação produtoras", diz a nota do IBGE.

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Em relação ao LSPA de junho, a projeção para a produção total de milho foi ajustada ligeiramente para cima, com alta de 0,3%.

Para o milho 1ª safra, a estimativa é de uma produção de 25,8 milhões de toneladas, declínio de 0,2% ante o projetado no LSPA de junho. Em relação à produção de 2021, a estimativa é de alta de 0,3%, "apesar do acréscimo de 7,7% na área a ser colhida, tendo o rendimento médio apresentado uma redução de 6,8%, em decorrência da falta de chuvas, notadamente na Região Sul do País".

Para o milho 2ª safra, a estimativa da produção foi ficou em 85,7 milhões de toneladas no LSPA de julho, aumento de 0,4% em relação ao mês anterior e de 38,0% em relação a 2021, "com crescimento de 8,5% na área plantada e de 10,4% na área a ser colhida", diz a nota do IBGE. Conforme o IBGE, o rendimento médio anual apresenta um crescimento de 25,0%.

"A produção brasileira de milho na 2ª safra é recorde da série histórica do IBGE, sendo resultado do aumento dos investimentos na cultura, motivada pelos excelentes preços do produto e pelas condições climáticas", diz a nota.

O IBGE destacou ainda que o forte crescimento na produção de 2022 se deve, em parte, à fraca base de comparação com a safra de 2021. Ano passado, "o clima prejudicou o desenvolvimento das lavouras da 2ª safra".

"Além disso, o ano agrícola atrasou, encurtando sua 'janela de plantio', o que também ajudou a reduzir a produção", reforça a nota do IBGE.

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira o Boletim Regional com dados sobre a evolução da atividade econômica em cada região do País no primeiro trimestre de 2022, em comparação com os últimos três meses de 2021. No período, o PIB do País avançou 1,0% na margem, com ajuste sazonal.

O Boletim Regional do primeiro trimestre deveria ter sido divulgado em maio, mas foi postergado devido à greve dos servidores do BC, que foi encerrada no início de julho.

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Em relação ao Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), o crescimento foi puxado pelo Nordeste, que avançou 1,8% no primeiro trimestre, acelerando em relação à alta de 1,5% no quarto trimestre de 2021.

O bom desempenho foi seguido pelo Sudeste, que cresceu 1,7% entre janeiro e março, após 0,6% nos três meses anteriores. O IBCR Centro-Oeste também subiu no período, 0,7%, mas arrefeceu ante o quarto trimestre de 2021 (1,7%).

Por outro lado, a atividade econômica no Sul do País recuou 2,8% no primeiro trimestre de 2022, após crescimento de 1% no trimestre imediatamente anterior. Da mesma forma, houve retração de 0,2% no Norte, contra aumento de 0,2% no último trimestre de 2021.

No documento, o BC destaca que os desempenhos do Sudeste e do Nordeste, influenciados pela evolução positiva da indústria e dos serviços. "Houve desaceleração da economia do Centro-Oeste e retrações no Norte e, principalmente, no Sul, impactado por forte estiagem e calor intenso, que comprometeram o desenvolvimento e a produtividade das lavouras", explicou, no documento.

Regiões

De acordo com a autarquia, no Nordeste, houve destaque positivo na indústria de transformação e nas atividades de serviços. Em doze meses até março, o IBCR-NE expandiu 4,6%. "As condições do mercado de trabalho seguem melhorando, em ambiente de queda na taxa de desocupação."

No Sudeste, o BC ressaltou o crescimento mais intenso dos serviços, embora o comércio e a indústria também tenham avançado. Dentre os Estados, as maiores contribuições vieram de São Paulo (+1,9%) e Minas Gerais (+1,8%), sobressaindo também o crescimento da economia capixaba (3,4%), puxado pelo desempenho da indústria. No acumulado em doze meses encerrados em março, a economia do Sudeste registrou expansão de 4,9%, ajudado pela base de comparação fraca.

Em relação ao Centro-Oeste, a autarquia afirmou se sobressaíram as atividades da agricultura, indústria de transformação, comércio e administração pública. Em 12 meses, o crescimento da região é de 4,9%.

Segundo o BC, no Sul, o recuo foi puxado pela redução da produção agrícola, enquanto houve desaceleração da indústria. Por outro lado, houve bons resultados de comércio e serviços. Em 12 meses, a expansão foi de 4,2%, ainda favorecido pela base deprimida de comparação.

"As quebras nas colheitas de soja, arroz e primeira safra de milho, que são apropriadas no início do ano, consistiram nas causas fundamentais do recuo de 2,8% do IBCR-S no primeiro trimestre."

O órgão destacou que a redução do indicador foi liderada pelo Rio Grande do Sul, primordialmente pela queda nas safras de verão.

No Norte do País, o BC explicou que recuo de 0,2% foi influenciado pela retração da indústria mineral paraense no período. O IBCR do Pará recuou 2,2% na mesma base de comparação, enquanto no Amazonas a atividade teve expansão de 2,1%, impulsionado pelo aumento do consumo de serviços. Em doze meses, o IBCR do Nordeste acumulou crescimento de 3,8%.

O agregado especial de Atividades turísticas caiu 1,8% em junho ante maio, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O segmento opera 2,8% aquém do patamar de fevereiro de 2020, no pré-pandemia.

Na passagem de maio para junho, sete dos 12 locais pesquisados tiveram perdas. A principal influência negativa foi de São Paulo (-2,2%), seguido por Rio de Janeiro (-1,2%), Distrito Federal (-3,3%), Espírito Santo (-6,6%) e Pernambuco (-2,5%). Na direção oposta, Rio Grande do Sul (4,7%) teve o avanço mais importante.

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Na comparação com junho de 2021, o índice de volume de atividades turísticas no Brasil teve alta de 25,9% em junho de 2022, 15ª taxa positiva seguida, impulsionada pelos ramos de restaurantes; locação de automóveis; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; serviços de bufê; e transporte aéreo.

Todas as 12 unidades da federação investigadas mostraram avanços nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (30,2%), Minas Gerais (43,5%), Rio Grande do Sul (42,1%), Paraná (31,4%) e Bahia (25,7%).

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (11) a parcela de agosto do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 3. É a primeira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional.

A emenda constitucional também liberou a inclusão de 2,2 milhões de famílias no Auxílio Brasil. Com isso, o total de beneficiários atendidos pelo programa sobe para 20,2 milhões a partir deste mês.

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O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Em janeiro, o valor mínimo do Auxílio Brasil voltará a R$ 400, a menos que nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. Tradicionalmente, as datas do Auxílio Brasil seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava nos dez últimos dias úteis do mês. No entanto, portaria editada no início de agosto antecipou o pagamento da parcela deste mês para o período de 9 a 22.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago hoje às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 3. Com valor de R$ 110 neste mês, o benefício segue o calendário do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026. O benefício, que equivalia a 50% do preço médio do botijão de 13 quilos nos últimos seis meses, é retomado em agosto com o valor de 100% do preço médio, o que equivale a R$ 110. Esse aumento vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada pelo Congresso.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás originalmente tinha orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano, mas a verba subiu para R$ 2,95 bilhões após a promulgação da emenda.

Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga um emprego ou tenha filho que se destaque em competições esportivas, científicas ou acadêmicas.

Podem receber os benefícios extras as famílias com renda per capita de até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e até R$ 200, em condição de pobreza.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o Auxílio Brasil. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para integrar o programa social, os nove tipos diferentes de benefícios e o que aconteceu com o Bolsa Família e o auxílio emergencial, que vigoraram até outubro do ano passado.

O concurso 2.509 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (10) no Espaço Loterias da Caixa em São Paulo, não teve acertadores das seis dezenas. Os números sorteados foram: 08 - 37 - 39 - 50 - 59 - 60.

O próximo concurso (2.510), no sábado (13), deve pagar um prêmio de R$ 27 milhões.

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A quina teve 47 ganhadores e cada um vai receber R$ 48.983,97. Os 2.560 acertadores da quadra receberão o prêmio individual de R$ 1.284,73.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

O sorteio é realizado às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

Sete das oito atividades que integram o comércio varejista registraram perdas nas vendas em junho ante maio, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O único segmento com avanço foi o de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 1,3%.

Na média global, o volume vendido caiu 1,4%. Os recuos ocorreram em Tecidos, vestuário e calçados (-5,4%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-3,8%), Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (-1,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,3%), Combustíveis e lubrificantes (-1,1%), Móveis e eletrodomésticos (-0,7%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%).

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No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve redução de 2,3% em junho ante maio. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou queda de 4,1%, enquanto Material de construção caiu 1,0%.

Comparação com junho de 2021

De acordo com o IBGE, seis das oito atividades que integram o varejo registraram expansão em junho de 2022 ante junho de 2021. Na média global, o comércio varejista teve um recuo de 0,3%.

Houve avanços em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (11,0%); Combustíveis e lubrificantes (7,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (2,6%); Tecidos, vestuário e calçados (2,2%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%); e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,4%). Na direção oposta, as duas atividades com perdas foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-14,7%).

No varejo ampliado, que inclui os segmentos de veículos e material de construção, as vendas caíram 3,1% em junho de 2022 ante junho do ano anterior. O segmento de Veículos e motos, partes e peças caiu 7,1%, e Material de construção recuou 11,4%.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Lei das Diretrizes Orçamentárias que estabelece as regras para elaboração e execução do Orçamento Geral da União do próximo ano, a LDO 2023. O texto, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (10), estima crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023, 2024 e 2025 em 2,5%; prevê taxa Selic de 10% em 2023, 7,7% em 2024 e 7,1% em 2025; e projeta um câmbio médio com dólar a R$ 5,30 de 2023 a 2025. Além disso, estima uma inflação medida pelo IPCA de 3,3% em 2023 e de 3,0% em 2024 e em 2025; salário mínimo de R$ 1.294; e meta de resultado primário de déficit de R$ 65,9 bilhões para as contas do Tesouro Nacional, INSS e Banco Central.

Dentre os vetos, foi rejeitado o trecho que previa que a execução das emendas de relator, instrumento central do orçamento secreto, deveria observar as indicações de beneficiários e a ordem de prioridades. Para o governo, o dispositivo contraria o interesse público, "pois investe contra o princípio da impessoalidade, que orienta a administração pública, ao fomentar cunho personalístico nas indicações e priorizações das programações decorrentes de emendas e amplia as dificuldades operacionais para a execução da despesa pública".

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Além disso, complementa o governo, "a indicação de beneficiários pelo autor das emendas de relator-geral, que, de outra forma, seriam estabelecidos pelos respectivos órgãos da administração pública, conforme os parâmetros e as diretrizes setoriais, reduz a flexibilidade na gestão orçamentária e poderia ter impacto na qualidade do gasto Público".

Também foi vetada a obrigatoriedade de devolução à União dos recursos não utilizados por entes federados que foram repassados dentro da modalidade de transferências especiais, aquelas que são feitas sem controle de órgãos oficiais, como tribunais de contas. O governo alega que essas verbas passam a pertencer ao ente no ato da efetiva transferência.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República destaca que o presidente ainda vetou o direcionamento de recursos do orçamento do Ministério da Saúde para a implantação de sistemas fotovoltaicos em entidades privadas, por enxergar na proposição "desvio de finalidade".

Os vetos também foram publicados no Diário Oficial e agora serão analisados pelo Congresso Nacional, que pode manter as negativas do presidente à lei ou derrubá-las.

O brasileiro está a cada dia com a corda mais apertada ao pescoço. Isso porque, além de a inflação ter corroído a renda das pessoas, também está mais difícil conseguir um financiamento, mesmo a juros exorbitantes. Mas qual é a "cara" do endividado brasileiro? Hoje, 68% dos endividados têm entre 25 e 51 anos, com as contas acumuladas essencialmente no cartão de crédito e em financiamentos. E outro dado chama a atenção: 70% desse contingente são mulheres, conforme levantamento feito pela Paschoalotto, empresa especializada em cobrança de dívidas, a pedido do Estadão.

"O número de mulheres que chefiam seus lares cresceu nos últimos anos e alguns fatores explicam a inadimplência mais frequente entre elas", explica o economista-chefe da empresa, que tem e que tem os grandes bancos e varejistas como clientes, Reinaldo Cafeo. Segundo ele, como muitas vezes a renda é insuficiente para arcar com todos os gastos, isso leva a uma priorização das contas a se pagar e das que serão adiadas ou deixadas de lado.

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Com isso, a ênfase fica nas contas do dia a dia, com carnês, cartão de crédito e financiamentos ficando de lado. Outro ponto que prejudica é falta de educação financeira, que faz com que muitas pessoas aceitem juros abusivos. Segundo o especialista, é a chave para que as contas acabem saindo do controle, diz.

Os números consideram os mais de 5,5 milhões de devedores que passam pelo sistema da Paschoalotto mensalmente. O levantamento mostra ainda que o endividamento atinge, em grande parte, as famílias com uma renda mensal de até dez salários mínimos, que respondem por 76% do total.

Responsável pela área de Pesquisa do Grupo Consumoteca, Marina Roale explica que a situação financeira entre a população feminina no Brasil também foi deteriorada ao longo da pandemia de covid-19. "Vivemos em um País onde a informalidade de trabalho está muito presente entre as mulheres. Com isso, elas têm renda mais incerta. Este momento está sendo chamado de recessão feminina, onde as conquistas que as mulheres tiveram no mercado de trabalho retrocederam muito nos últimos dois anos", diz.

Sonho que virou pesadelo

No caso da bibliotecária Ana Maria Pereira Silva, 38 anos, a vida financeira acabou saindo dos trilhos depois de comprar um imóvel, já que em 2020 deixou o emprego em São Paulo e decidiu voltar para sua cidade natal, em Turmalina, Minas Gerais.

A bibliotecária esperava utilizar o saldo do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar os R$ 17 mil de dívida restante da casa. No entanto, por uma mudança na regra, acabou sendo obrigada a contrair um empréstimo no banco, o que agravou seu problema financeiro - situação piorada com o juro alto. "Eu nunca fui muito boa com essas questões de administração financeira", admite. Com a taxa contratada na instituição, o valor final da dívida duplicou.

De volta a São Paulo, a bibliotecária encontrou um emprego em uma rede de supermercados para pagar as contas, mas, por causa do salário menor, acabou acumulando mais dívidas. "Não quero nem olhar o valor total. Meu medo é ficar com o nome sujo na praça", afirma.

Comportamentos distintos

O estudo da Paschoalotto mostra ainda que o comportamento do endividado não é uniforme. Há o grupo daqueles que deixam a vida de lado e seguem com a rotina, não ligando se o nome está sujo na praça. Já outro perfil de devedor prefere vender algum bem, como o carro, para resolver a questão de inadimplência, comenta o economista da empresa.

"Há aqueles que, ainda tendo crédito na praça, trocam de modalidade de crédito, buscam dinheiro no crédito consignado, penhor de joias. E depois de esgotar o crédito nas instituições bancárias, se valem de financeiras. Este perfil, muito por falta de educação financeira, acerta as dívidas, mas volta a ficar inadimplente em pouco tempo", conta Cafeo.

O que fazer para sair do buraco financeiro?

O cartão de crédito é uma forma já utilizada por muita gente para driblar a falta de dinheiro no fim do mês, mas que cobra juros muito altos quando não é pago em dia. Muitas vezes uma só pessoa tem mais de um cartão, emitidos por bancos e fintechs, que são tirados da carteira para dar conta dos gastos. Para especialistas, trocar a dívida por outra pode ser uma saída, desde que as taxas sejam realmente vantajosas.

"Buscar alternativas é o melhor jeito do cliente evitar o efeito bola de neve. Quase metade dos que nos solicitam crédito tem como objetivo amortizar dívida, para ganhar um fluxo para o pagamento. A situação macroeconômica está muito desafiadora, com a inflação correndo muito a renda do trabalhador médio", afirma o presidente da financeira Focus, Leonardo Grapeia.

Para o educador financeiro Flávio Pretti, da Planejar, além de um cenário econômico já complicado do País, a situação de inadimplência crônica do brasileiro é agravada devido ao seu baixo nível de educação financeira. "Para quem não é controlado, o cartão de crédito é um inimigo", afirma. "Nós só deveríamos tomar crédito emprestado quando fosse absolutamente imperativo para a vida, quando acontecer algum imprevisto, não para usar no dia a dia".

Para quem quer sair de um ciclo vicioso de inadimplência, na avaliação de Pretti, o primeiro passo é sentar e calcular os rendimentos e gastos mensais, para encontrar possíveis "penduricalhos" que podem ser cortados. O segundo passo é renegociar dívidas já tomadas, para evitar o efeito "bola de neve". "Dever na praça deixa as pessoas doentes, elas ficam com a capacidade intelectual reduzida de tanta preocupação."

A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou em evento em São Paulo, o projeto Caixa pra Elas, bandeira da gestão da Daniella Marques à frente do banco. O programa terá iniciativas de empreendedorismo para mulheres, orientação sobre violência à mulher e produtos e serviços específicos.

Os produtos incluem, de acordo com o banco, poupança digital Caixa Tem, microcrédito, cartão de crédito com isenção de anuidade, maquininha de cartão e seguro, entre outros.

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Todas as agências do banco terão atendimento especializado, e 8.000 funcionários estarão qualificados para este atendimento. Até o fim deste mês, 1.000 agências da Caixa terão espaços dedicados ao Caixa pra Elas.

Haverá ainda atendimento em um caminhão-agência, entre 10 de agosto a 2 de dezembro. O banco também terá agências-barco no atendimento especializado a partir do dia 16.

Em uma fala de pouco menos de dois minutos no evento de lançamento do "Caixa pra elas", um novo serviço do Caixa Econômica Federal voltado a mulheres, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a pauta conservadora, que, segundo ele, "é a defesa da família", e voltou a criticar a oposição.

Ao lado de Michelle Bolsonaro, sua esposa, o presidente criticou a atuação do Ministério dos Direitos Humanos em gestões anteriores, e o programa Humaniza Redes. Segundo o chefe do Executivo, o objetivo de seus opositores são contrários aos do seu governo, que é focado na defesa da família, do cidadão e de Deus.

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O presidente agradeceu a participação de todos no evento, mandando um "abraço nos homens e um beijo pras mulheres".

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, deu um recado sobre as eleições na abertura de congresso de tecnologia da entidade e destacou os avanços do Pix, que já chega a volume de R$ 7,5 trilhões. "Entendemos que o processo eleitoral é uma oportunidade única que a democracia oferece para discussão do futuro do País", afirmou Sidney na Febraban Tech

"Ao final, o que deve prevalecer, do resultado das eleições, são as ações concretas no enfrentamento dos nossos problemas", afirmou Sidney. "Importante também será a eleição para deputados e senadores, para que possamos avançar nas reformas de que tanto o Brasil tanto precisa", disse ao final do discurso.

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O presidente da Febraban falou que os bancos tem investido em tecnologia, e este movimento vem ganhando ainda mais força, dando mais segurança para as transações. "Uma revolução tecnológica está acontecendo nos bastidores do setor bancário." Sidney citou o uso cada vez mais frequente de algoritmos pelos bancos, da inteligência artificial e do blockchain.

Pix

Parte do discurso Sidney usou para falar de avanços recentes nos bancos, incluindo o Pix. Foram 14 bilhões de transações, com R$ 7,5 trilhões de volume financeiro. "Mais de 118 milhões de pessoas físicas e jurídicas que já utilizaram o Pix e 469 milhões de chaves cadastradas", disse ele.

O porcentual de adultos com acesso a serviços financeiros atingiu 96% em 2020, disse Isaac Sidney.

Crédito

Os bancos desembolsaram valor recorde de recursos para empréstimos na pandemia, liberando R$ 9,5 trilhões, destacou o executivo. Para 2022, a previsão da Febraban é que o crédito cresça 10,4%. "Durante a pandemia também democratizamos o crédito, como nunca foi feito anteriormente", disse.

Os aluguéis residenciais subiram 1,05% em julho, depois de terem recuado 0,31% em junho. Os dados são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em 12 meses, o índice acumulou uma alta de 8,65%.

O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Até então, a FGV coletava informações de anúncios de imóveis residenciais para locação, e não os valores efetivamente negociados.

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Quanto aos resultados das quatro capitais que integram o índice da FGV, o aluguel residencial em São Paulo passou de uma elevação de 0,86% em junho para uma alta de 0,82% em julho. No Rio de Janeiro, o índice saiu de queda de 0,26% para aumento de 0,39% no período; em Belo Horizonte, de redução de 4,12% para alta de 2,49%; e em Porto Alegre, de queda de 0,27% para aumento de 1,07%.

No acumulado em 12 meses, os aluguéis avançaram 8,99% em São Paulo; 6,31% em Porto Alegre; 9,71% em Belo Horizonte; e 10,41% no Rio de Janeiro.

Os aluguéis residenciais subiram 1,05% em julho, depois de terem recuado 0,31% em junho. Os dados são do Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Em 12 meses, o índice acumulou uma alta de 8,65%.

O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil, com informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis. Até então, a FGV coletava informações de anúncios de imóveis residenciais para locação, e não os valores efetivamente negociados.

Quanto aos resultados das quatro capitais que integram o índice da FGV, o aluguel residencial em São Paulo passou de uma elevação de 0,86% em junho para uma alta de 0,82% em julho. No Rio de Janeiro, o índice saiu de queda de 0,26% para aumento de 0,39% no período; em Belo Horizonte, de redução de 4,12% para alta de 2,49%; e em Porto Alegre, de queda de 0,27% para aumento de 1,07%.

No acumulado em 12 meses, os aluguéis avançaram 8,99% em São Paulo; 6,31% em Porto Alegre; 9,71% em Belo Horizonte; e 10,41% no Rio de Janeiro.

Os motoristas de carga autônomos recebem nesta terça-feira (9) as duas primeiras parcelas do Auxílio Caminhoneiro, benefício emergencial para repor os efeitos do aumento do diesel neste ano. Como cada parcela equivale a R$ 1 mil, cada caminhoneiro receberá R$ 2 mil neste mês.

O dinheiro será depositado nas contas poupança sociais digitais e poderá ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite a compra em lojas virtuais cadastradas, o pagamento de contas domésticas e a transferência para qualquer conta bancária.

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Criado pela emenda constitucional que estabeleceu estado de emergência por causa da alta do preço dos combustíveis, o Auxílio Caminhoneiro será pago até dezembro. A emenda elevou benefícios sociais e instituiu auxílios emergenciais até o fim do ano.

Quem tem direito

Terão direito ao benefício os transportadores de carga autônomos cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), até 31 de maio deste ano. Os profissionais deverão estar com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o CPF válidos, entre outras exigências.

Também chamado de Benefício Emergencial Caminhoneiro (BEm-Caminhoneiro), o auxílio será pago a cada transportador autônomo, independentemente da quantidade de veículos que tiver. O pagamento do BEm-Caminhoneiro vai ser revisado mensalmente. Para os próximos lotes de pagamento, a ANTT vai encaminhar ao Ministério do Trabalho e Previdência a relação dos transportadores autônomos de cargas que estiverem na situação “ativo” no RNTR-C.

Quem estiver com situação cadastral pendente ou suspensa poderá regularizar o registro na ANTT e receber as parcelas a partir da data da regularização. No entanto, o governo esclarece que não terá direito a parcelas que tenham sido pagas.

Auxílio Taxista

No próximo dia 16, será a vez de os taxistas receberem o benefício emergencial para a categoria. Eles também ganharão duas parcelas do benefício (julho e agosto), de até R$ 1 mil cada uma. O valor final dependerá da quantidade de taxistas que demandarem o benefício. Caso haja mais taxistas que o previsto, o valor para cada um ficará menor. A terceira parcela será paga em 30 de agosto.

Terão direito ao benefício os motoristas de táxi registrados nas prefeituras, titulares de concessões ou alvarás expedidos até 31 de maio. Não será necessária qualquer ação por parte dos taxistas. Em caso de dúvidas, o motorista deve entrar em contato com a prefeitura para verificar o cadastro municipal. A prestação das informações caberá inteiramente às prefeituras (ou ao governo do Distrito Federal, no caso da capital federal).

Calendário do Auxílio Caminhoneiro 2022
Parcela                   Data de pagamento        Cadastro ativo no Ministério da Infraestrutura

Julho e agosto        9/8 (valor em dobro)        até 22/7
Setembro                24/9                                 até 11/9
Outubro                  22/10                               até 9/10
Novembro              26/11                                até 13/11
Dezembro              17/12                                até 4/12

Calendário do Auxílio Taxista 2022
Parcela                 Data de pagamento

1ª e 2ª parcelas            16/8
3ª parcela                      30/8
4ª parcela                      22/10
5ª parcela                      26/11
6ª parcela                      17/12

Fonte: Caixa Econômica Federal

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