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Na semana em que entregadores de aplicativos foram às ruas pedir melhores condições de trabalho, a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, defende em entrevista ao Estadão garantia mínima de acesso à saúde e limite de jornada para trabalhadores autônomos. Segundo ela, esses direitos fazem parte de um "patamar civilizatório mínimo" à categoria. "Não é porque ele não é empregado (com carteira assinada) que pode trabalhar 18 horas, 20 horas (por dia)."

Maria Cristina considera que a legislação atual sobre o teletrabalho é suficiente para dar segurança a empresas e trabalhadores no uso desse instrumento, que deve se manter em alta no mundo pós-pandemia. A ministra avalia ainda que é preciso um "ponto de equilíbrio" na reabertura dos estabelecimentos, que leve em conta a preservação de vidas. "A preservação da vida é o norte."

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Confira os principais trechos da entrevista.

O governo discute uma política para incentivar geração de empregos no pós-pandemia e fala em reduzir encargos. Esse é o caminho?

A situação é muito complexa. Eu não teria uma fórmula. Reduzir custos significa inclusive reduzir encargos sociais, sempre foi uma alternativa posta para gerar empregabilidade. Mas não é um procedimento simples, porque depende de lei. É uma proposição que sempre se renova, mas acho que a questão é mais complexa do que apenas pensar nessa alternativa como solução. Pode ser uma alternativa, mas não é fácil e diria que não é suficiente.

O que mais precisaria ser feito?

 

Antes da pandemia, vivíamos crise de empregabilidade decorrente da própria revolução industrial 4.0. Ela foi agravada pela pandemia. A maioria das pessoas, especialmente as que não têm condições de trabalhar pelo meio remoto, estão vivendo momento difícil. As empresas estão vivendo momentos difíceis. O trabalho autônomo por meio de plataformas digitais está se expandindo. O próprio trabalho remoto está se expandido. A soma desses fatores preocupa no sentido de manutenção de empregos. O governo tomou essa providência por meio da adoção de medidas provisórias, os mecanismos foram importantíssimos, responderam pela manutenção de 12 milhões de contratos de trabalho. Mas o que se percebe é que a relação de emprego com carteira assinada é uma das alternativas. Hoje temos outras que devem também ser reconhecidas, que são o trabalho autônomo realizado no sistema dessa economia sob demanda, por meio das plataformas. Temos de ter uma visão bem ampla da postura que devemos adotar para enfrentar as novas demandas de um mercado que será diverso, mais especializado e mais restrito do que aquele em que vivíamos antes da covid.

No trabalho sob demanda, há os entregadores e motoristas de aplicativos. Ao mesmo tempo que é uma oportunidade, isso também é apontado como grande fator de precarização do trabalho. Como equacionar isso num novo mercado?

 

Temos de reconhecer o trabalho por meio das plataformas, o que alcança os motoboys, e a situação de hoje é a da maioria dos prestadores de serviço. Nós devemos garantir a essa categoria de trabalhadores autônomos um patamar civilizatório mínimo. É preciso que todos os trabalhadores que prestam serviço de forma autônoma tenham resguardada sua condição previdenciária, não só aposentadoria, mas a garantia de que, se estiverem enfermos ou sofrerem um acidente, terão remuneração pela Previdência Social. É preciso garantir acesso ao sistema de saúde.

Isso inclui testes de covid-19?

 

Aí vai depender se é uma atividade que, como os profissionais de saúde, é de risco.

Alguma outra garantia?

 

Eles têm de ter uma forma de controle mínimo que envolva jornada de trabalho para compatibilizá-la com necessidades físicas de descanso. Não é porque ele não é empregado que pode trabalhar 18 horas, 20 horas (por dia). Ele estará se arriscando e arriscando a vida, no caso de um motorista, das pessoas que ele conduz ou com quem ele cruza. Convém uma disciplina normativa que estabeleça uma forma de fiscalização do exercício da atividade em quesitos que dizem respeito à saúde do trabalhador. Esse tipo de trabalho é uma realidade e precisa ser normatizado.

Na questão da jornada, significa ter um mecanismo de controle para evitar que o trabalhador autônomo exceda a própria capacidade humana de trabalho?

 

Exatamente. As plataformas deveriam ter um sistema de controle para resguardar a saúde (dos trabalhadores). Hoje, com o desenvolvimento tecnológico, isso evidentemente deve ser possível.

Já no caso da saúde, isso significa garantir acesso a um plano de saúde?

 

Não estou recomendando que seja por meio de um plano. O que digo é que deve haver um sistema que lhe garanta acesso ao sistema de saúde.

Nos últimos meses, o TST vinha negando reconhecimento de vínculo empregatício a motoristas de aplicativo. Esse patamar mínimo civilizatório é uma opinião da sra., ou um posicionamento que está sendo construído dentro do tribunal?

 

O tribunal julga o processo concreto que lhe foi submetido. Estou dando opiniões minhas, pessoais, sobre um contexto. Não há nenhuma decisão num sentido ou outro.

Como a sra. viu a paralisação de motoboys de aplicativos?

Eu não entro no mérito porque não examinei as condições concretas de trabalho, e amanhã poderei ter de julgar no tribunal. A greve é um direito fundamental, ou seja, está prevista na Constituição. Não havendo vínculo de emprego, não é uma greve no sentido literal, mas é uma paralisação que objetiva melhores condições para a prestação de trabalho. É possível negociar coletivamente essas condições? É possível, de alguma forma, não pelo sistema da CLT, mas pelo sistema amplo da própria negociação coletiva entre as partes. São novas lentes. Todos os meios pacíficos que são exercidos para objetivar melhoras de condições de trabalho comportam exame e negociação. É um meio legítimo de reivindicação, que comporta exame e diálogo. Diálogo é a palavra.

O vice-presidente do TST, ministro Vieira de Mello, disse ao ‘Estadão’ ver risco de desmonte na proteção social com a reforma trabalhista. A sra. concorda?

 

Vejo com bons olhos as medidas provisórias e essa legislação editada com a reforma trabalhista. E penso que não podemos fechar os olhos para a realidade. A realidade nos mostra hoje que a CLT não é a única alternativa. A preocupação é maior com a garantia de um trabalho do que com a garantia de um emprego, porque essa é a realidade no mundo todo. A sociedade está mudando. Eu não vejo desmonte de rede de proteção (social). As reformas estão sendo editadas para disciplinar e proteger o trabalho humano, pela forma viável nos tempos de hoje. Se nós pudermos manter o vínculo de emprego nas atividades onde isso é possível, ótimo, é o melhor sistema, é o que dá uma efetiva garantia. Mas não podemos descuidar de outras formas de trabalho que existem e precisam ser disciplinadas.

O Brasil enfrenta novos casos e óbitos diários de covid-19, e mesmo assim alguns governadores já falam em abertura geral dos estabelecimentos. A sra. acha que há como fazer isso sem pôr em risco os trabalhadores?

 

Isso é uma decisão política, um assunto do Executivo. São os governos estaduais, municipais e federal que têm condições de decidir isso porque exige dados técnicos. A Justiça do Trabalho nem pode dizer sobre possibilidade de abertura ou não, ela pode resolver conflitos que surjam no âmbito das relações.

De um lado, especialistas em saúde defendem o distanciamento social e a preservação de vidas. De outro, há aqueles que falam na preservação de empregos e da economia, como o presidente Jair Bolsonaro. É uma escolha de Sofia?

 

O ponto de equilíbrio deve ser buscado. Eu compreendo que sejam decisões políticas que levam em conta a preservação da vida, que é o nosso bem maior, e a preservação da economia, que é renda. São decisões difíceis, mas são possíveis de ser compatibilizadas.

A sra. já disse que o teletrabalho veio para ficar e que cabe tanto ao empregado quanto ao empregador monitorar questões como jornada. Há dentro do próprio tribunal quem defenda uma regulamentação adicional, para garantir o ‘direito à desconexão’. Como a sra. Vê?

 

Não é necessário regulamentação adicional. O teletrabalho já está regulamentado na CLT, por meio da reforma trabalhista. A tendência é ele ser bem mais utilizado daqui para frente. Isso otimiza tempo para o empregado, reduz custos para o empregador, já que 21% aproximadamente dos acidentes de trabalho ocorrem durante o percurso de ida e volta do trabalho. Acho que a legislação que temos já é suficiente. O que é importante talvez seja um esclarecimento às partes. É importante que o contrato individual estabeleça essas questões. Acho que tem de se definir bem as condições para evitar litígios. E uma das formas é a previsão no contrato, de detalhes de interesse daqueles contratantes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Três meses após interromper os sorteios da Loteria Federal devido à pandemia da covid-19, a Caixa retoma hoje (4) as extrações do prêmio.

Responsável por administrar as loterias federais, a Caixa informou que os bilhetes produzidos e que já tinham sido distribuídos até o fim de março, quando os sorteiros foram suspensos, continam válidos e à venda em casas lotéricas - mesmo que com a data impressa de abril ou maio.

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Os sorteios recomeçam pela extração 5.478 e prosseguirão aos sábados até a extração 5.489. Os sorteios às quartas-feiras voltarão somente em 23 de setembro. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações compradas.

O sorteio dos números ganhadores acontece sempre as 19h dos sábados e pode ser acompanhado em tempo real pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook e no canal da Caixa no Youtube.

O concurso 2.276 pode pagar hoje (4) um prêmio de R$ 27 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h no Espaço Loterias Caixa, no terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo. A aposta mínima custa R$ 4,50 e pode ser realizada pela internet.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

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O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo criará um novo programa social, Renda Brasil, que, além do público atual do Bolsa Família, também incluirá trabalhadores que hoje exercem atividades informais.

Em evento virtual promovido pela Associação Brasileira de Indústria de Base (Abdib), o ministro disse querer "dignificar" essas atividades e que é preciso dar ferramentas para os trabalhadores saírem da assistência social.

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"Qualquer brasileiro que cair, em qualquer momento, ele cai no Renda Brasil. Mas se ele não tiver mutilações físicas, defeitos que o impeçam... Às vezes é um idoso, mutilado, que vende bala no sinal, aí talvez não consiga ser empregado e merece ser amparado no Renda Brasil. Mas o outro, mais jovem, pode ter caído emergencialmente. Temos que ter as ferramentas para ele sair da assistência social", disse.

O ministro afirmou que o Renda Brasil reunirá programas sociais existentes e terá valor mais alto do que o Bolsa Família.

A nova Carteira Verde Amarela digital em estudo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, vai permitir o registro por hora trabalhada de serviços prestados pelo trabalhador para vários empregadores. Não haverá cobrança de encargos trabalhistas, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e da contribuição previdenciária.

Guedes pretende fazer uma "ponte" de transição entre a assistência social do governo e os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Uma espécie de "rampa" para o trabalhador informal subir e entrar no mercado formal de trabalho. Na carteira, estará registrada a quantidade de horas que o trabalhador faz para cada empregador com a referência do salário mínimo.

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A proposta está sendo construída pela equipe econômica com apoio de estudiosos do assunto. Um conselho informal de políticas sociais, entre eles Ricardo Paes de Barros, José Márcio Camargo, André Portela, Vinicius Botelho e Sergei Soares, tem tido reuniões com ministro e técnicos do Ministério da Economia. Modelo semelhante de assessoramento foi criado na elaboração da proposta de reforma da Previdência, aprovada no ano passado.

Com esse modelo simplificado de contratação, o Ministério da Economia quer tirar os trabalhadores da informalidade - um contingente de 38 milhões de "invisíveis" que a crise econômica provocada pela covid-19 trouxe visibilidade. Desse total, calcula-se que 8 milhões são de pessoas miseráveis que estão fora da assistência social e 30 milhões de trabalhadores sem carteira assinada.

IR negativo

A ideia do ministro é adotar um modelo de imposto de renda negativo, sistema pelo qual as pessoas recebem pagamentos suplementares do governo, em vez de pagar impostos ao governo. Uma das possibilidades é uma alíquota de 20%. Ou seja, se o trabalhador ganhar R$ 500, o governo completa com mais R$ 100.

A proposta já constava no programa de governo do presidente Jair Bolsonaro e volta agora num modelo associado à Carteira Verde Amarela e a programas de microcrédito. Em conexão com o Renda Brasil, que substituirá o Bolsa Família, o governo vai desonerar a contratação dos trabalhadores do novo programa.

Como mostrou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esta semana, a pandemia do novo coronavírus provocou uma destruição massiva de postos de trabalho e, pela primeira vez, mais da metade da população brasileira em idade de trabalhar não tem nenhuma ocupação.

O diagnóstico da equipe econômica é que hoje os dois mundos da assistência social e CLT não se conversam. Por isso, a dificuldade encontrada agora durante a pandemia e a distribuição do auxílio emergencial. Guedes e sua equipe consideram que o emprego mudou e vai mudar ainda mais no pós-covid, exigindo a simplificação dos contratos e a redução dos encargos e enfrentamento da CLT.

Ativos

O financiamento da Carteira Verde Amarela é o grande entrave, mas o ministro avalia que é possível encontrar respostas nos ativos do próprio governo para bancar a redução dos tributos. O ministro da Economia pediu ao IBGE para aprimorar os dados sobre os "invisíveis" que já estavam fora do mercado de trabalho antes da covid-19 antes e depois da pandemia, para saber quantos estão totalmente desassistidos. O primeiro modelo da Carteira Verde Amarela, editado por meio Medida Provisória, caducou sem avanços na discussão do Congresso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A taxa de desocupação aumentou no País na passagem da primeira semana para a segunda semana de junho. As medidas de flexibilização do isolamento social podem ter encorajado mais pessoas a procurarem emprego e também levou mais brasileiros de volta ao trabalho, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (Pnad Covid), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (3).

A taxa de desemprego passou de 11,8% na semana de 31 de maio a 6 de junho para 12,4% na semana de 7 a 13 de junho. No mesmo período, o número de desempregados cresceu de 11,228 milhões para 11,854 milhões - foram mais 626 mil pessoas em busca de uma vaga em apenas uma semana.

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O total de trabalhadores ocupados diminuiu, de 83,733 milhões para 83,479 milhões, o equivalente a 254 mil demissões em uma semana. Por outro lado, o total de trabalhadores ocupados que estavam afastados de suas atividades profissionais devido ao distanciamento social diminuiu de 13,504 milhões na semana de 31 de maio a 6 de junho para 12,393 milhões na semana de 7 a 13 de junho. Ou seja, a flexibilização das medidas de isolamento em algumas regiões do País pode ter levado de volta ao trabalho 1,111 milhão de pessoas na segunda semana de junho.

Entre os trabalhadores ocupados, 12,5% deles, o equivalente a 8,5 milhões de pessoas, trabalhavam remotamente na semana de 7 a 13 de junho, ante 8,9 milhões de trabalhadores em trabalho remoto na semana anterior.

A população inativa, que não estava trabalhando nem procurava por trabalho, caiu de 75 milhões na primeira semana de junho para 74,9 milhões na segunda semana. Dessa população que estava fora da força de trabalho, cerca de 26,7 milhões de pessoas (ou uma fatia de 35,7%) disseram que gostariam de trabalhar. Na semana anterior, esse contingente somava 26,8 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, cerca de 18,2 milhões de inativos não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. O nível de ocupação desceu de 49,3% na primeira semana de junho para 49,0% na segunda semana do mês. A taxa de informalidade também diminuiu de 35,6% para 35,0% no período.

Sem a referência de Nova York, o Ibovespa tem desempenho contido instável nesta sexta-feira (3). Já testou queda e alta, ainda influenciado por sinais de retomada econômica global e de avanço em vacina contra o coronavírus. No entanto, a ausência de divulgação de indicadores com capacidade para movimentar os negócios e o noticiário negativo limitam os ganhos. Às 10h59, subia 0,13%, aos 96.359,69 pontos.

O mercado acionário europeu cai esta manhã, apesar de novos dados de atividade da China e da Europa reforçarem percepção de retomada econômica. Embora as bolsas norte-americanas fiquem fechadas hoje por conta do feriado em celebração ao Dia da Independência dos EUA, os índices futuros já exibem recuo, porém moderado. A liquidez bastante reduzida deve afetar o Ibovespa.

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Em meio a esses sinais de melhora da economia após reabertura, existe a preocupação de que alguns países voltem a ter de adotar medidas de isolamento social para conter avanço no número de casos de pessoas infectadas pela pandemia do novo coronavírus. O exemplo mais emblemático vem dos EUA, em especial da Flórida, onde há recordes de casos por covid-19.

"O mundo permanece animado com o desenvolvimento e expectativa de rápida aplicação de vacinas contra o coronavírus, mas também incomoda uma segunda onda pelo vírus nos EUA, mais especificamente na Flórida", descreve o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira.

Ontem, o Ibovespa fechou praticamente estável, com elevação de apenas 0,03%, aos 96.234,96 pontos. Chegou a ultrapassar a resistência dos 97.500 pontos (97.864,16 pontos) no pregão, mas não sustentou, diante de temores relacionados ao ritmo da retomada da economia doméstica e, sem dúvida, da mundial.

Embora alguns indicadores de atividade no Brasil tenham sugerido que o pior da crise tenha sido em abril, como mostrou ontem a alta de 7% da produção industrial de maio ante abril, Bandeira pondera que o mercado de trabalho ainda não superou o momento de maior deterioração. A despeito disso, o presidente Jair Bolsonaro disse que o auxílio emergencial não deve se tornar definitivo. Segundo ele, o governo gasta com essa ajuda R$ 50 bilhões por mês, e "não é dinheiro que está sobrando." O assunto deve ser tema do pronunciado que o presidente deve fazer amanhã em cadeia de rádio e televisão.

No exterior, o petróleo também cai, exibindo recuos acima de 1%, mas ainda assim as ações da Petrobras testam alta. Perto de 11 horas, os papéis subiam 0,23% (PN) e 0,13% (ON). No radar do investidor ainda está a notícia de que o Congresso recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar a estatal a submeter vendas de refinarias a parlamentares.

Hoje, a empresa informou que iniciou a divulgação da oportunidade (teaser) para venda da subsidiária Petrobras Biocombustível (PBio), que inclui a totalidade das ações e três usinas de biodiesel. É mais um passo na saída da companhia do setor de biocombustíveis. Nem mesmo a alta de 1,19% do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, no fechamento de hoje, empurra as ações da Vale ON para cima (-0,77%).

Em tempo: a Polícia Federal cumpre nesta manhã mandados de busca em São Paulo contra o ex-governador do Estado José Serra (PSDB) e sua filha Verônica Serra), em uma operação da Força-tarefa Lava Jato que apura o funcionamento de esquema de lavagem de dinheiro no exterior, em favor de agentes políticos e outros operadores. A despeito de considerar a importância de Serra para a política brasileira, o tucano está há algum tempo fora dos holofotes há algum tempo, cita o economista-chefe da Necton, Andre Perfeito.

O estagiário de logística Matheus Fonseca, de 21 anos, morador de Campinas, vive uma situação inusitada. Fez uma encomenda de um tabaco importado em uma empresa em São Paulo. De carro, o pacote chegaria à sua casa em algo como duas horas. Mas o produto foi enviado pelos Correios. E Fonseca já espera por ele há mais de um mês.

Pior: segundo ele, o pedido já está no Centro de Distribuição dos Correios em Campinas, que fica muito perto da sua casa. Como é um produto perecível - tem prazo de vencimento de seis meses -, tentou retirá-lo pessoalmente. "Mas eles não me deixaram retirar. Não tive uma explicação muito clara, apenas me informaram que eu precisaria aguardar a entrega em casa."

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O caso de Fonseca é um entre muitos. Na pandemia da Covid-19, houve um enorme crescimento de compras online, e os Correios são um elo importante nessa cadeia, os responsáveis por boa parte das entregas. Mas as reclamações em relação a essas entregas têm subido exponencialmente. De acordo com dados do Procon, no Estado de São Paulo, as reclamações por "serviço não fornecido, não entrega ou demora para o recebimento do produto" e também por "serviço mal executado" saltaram de 216 entre março e junho de 2019 para 1.151 em igual período deste ano - um aumento de mais de cinco vezes.

Na avaliação dos Correios, porém, o quadro não é tão dramático. A informação oficial é que há, neste momento, cerca de 1,5 milhão de encomendas em atraso, o que representaria 5% do total a ser entregue. Em meados do mês passado, esse atraso havia chegado a 7%, ou seja, 2,2 milhões de encomendas represadas.

Os maiores problemas estariam localizados nos Estados do Rio, Pará e Amazonas. Em janeiro, antes da chegada da covid-19, "os Correios trabalhavam com o índice de qualidade operacional de 98% de encomendas entregues no prazo", disse a empresa.

Redução de pessoal. "Esses problemas foram causados, em sua maioria, pela redução de pessoal por medidas de profilaxia, prevenção, ações judiciais e delay na capacitação de mão de obra temporária", disse ao Estadão o general Floriano Peixoto, presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). "As coisas estão se ajustando. Não queremos expor nossa força de trabalho ao risco de contaminação, enquanto lutamos para manter a qualidade dos serviços", justificou.

Quando falou em ações judiciais, Peixoto se referia às 84 ações impetradas na Justiça, até agora, por sindicatos pedindo afastamento de pessoal para testagem ou simplesmente o fechamento de centros de distribuição de encomendas por casos de contaminação pela covid-19. Por conta das ações, a empresa diz que já teve cerca de 30 centros de armazenamento e distribuição de encomendas fechados por um período entre sete e dez dias, causando problemas de logística. Hoje, segundo os Correios, nenhum centro de triagem e tratamento está fechado.

Afastamentos

Para os presidentes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em São Paulo, Elias Cesário de Brito Júnior, e em Brasília, Amanda Corcina, há muitas encomendas atrasadas não só pelo aumento das vendas do comércio eletrônico na pandemia, mas também pela necessidade de afastamento de grande número de pessoal, por causa da contaminação de empregados em áreas onde estariam faltando equipamentos de proteção individual e com higienização inadequada de instalações.

A direção da ECT contesta a informação e lembra que foram firmados acordos para que o Exército fizesse higienização em pelo menos 12 Estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, e também para que a Cruz Vermelha atuasse na limpeza em Brasília, no Ceará e no Rio Grande do Norte.

Mas, para ex-diretores dos Correios, ouvidos pelo Estadão sob a condição de anonimato, a empresa não teria se preparado adequadamente para encarar os problemas provocados pela Covid-19.

Para essas fontes, o principal problema enfrentado pela empresa é na distribuição, e isso poderia ter sido minimizado, por exemplo, se tivessem sido contratados motoristas terceirizados para acompanhar os carteiros - já que esses profissionais não podem ser terceirizados, por questões de confiabilidade nas entregas.

Os Correios têm atualmente 99 mil empregados. Desse total, 18,4 mil encontram-se em trabalho remoto, sendo 5,1 mil da área administrativa. Os empregados da área operacional afastados do local de trabalho (como os carteiros, motoristas e atendentes, dentre outros) somam 13,3 mil, e estão realizando atividades de treinamento remoto por se enquadrarem em grupos considerados de risco para a covid-19 - que são as gestantes e lactantes, pessoas com 60 anos ou mais e pessoas imunodeficientes ou com doenças preexistentes crônicas ou graves.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Apesar de ter impactado os ganhos de praticamente todos os trabalhadores, a pandemia do novo coronavírus atingiu em especial quem trabalha na informalidade. Em maio, esse grupo recebeu em média 60% do que era esperado. Empregadores também tiveram queda brusca em seus rendimentos devido às regras de isolamento social. Em contrapartida, servidores do setor público e militares praticamente não viram seus rendimentos serem afetados pela pandemia.

A conclusão consta de análise da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad) Covid-19 de maio, que teve seus microdados divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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Segundo o instituto, o rendimento médio recebido pelos trabalhadores foi de R$ 1,9 mil, o que representa 82% do habitual (R$ 2,3 mil). Ao abrir os dados, contudo, é possível perceber que o impacto foi bem diferente entre os diferentes setores.

"Os trabalhadores por conta própria receberam efetivamente apenas 60% do que habitualmente recebiam, tendo seus rendimentos efetivos médios alcançado apenas R$ 1,09 mil. Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam efetivamente 76% do habitual. Os empregadores também foram severamente atingidos, tendo recebido 69% do habitual, mas apresentando ainda um rendimento médio acima de R$ 4 mil", diz trecho do relatório do Ipea.

O estudo também aponta que trabalhadores do setor privado foram menos afetados, enquanto servidores públicos e militares praticamente não tiveram perda de rendimento.

"Trabalhadores do setor privado com carteira receberam em média 92% do habitual, e os do setor público contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), 96%. Entre militares e estatutários, a renda efetiva alcançou 98% da renda habitual, e mesmo entre os trabalhadores informais do setor público a renda efetiva foi 91% da habitual", analisa o Ipea.

Auxílio emergencial.

O relatório do Ipea também apontou para a importância do Auxílio Emergencial (AE) pago pelo governo federal, que deverá ser prorrogado por mais dois meses. Segundo o instituto, moradores de 5,2% dos domicílios brasileiros (cerca de 3,5 milhões) sobreviveram apenas com os rendimentos recebidos pelo auxílio. Em termos gerais, o benefício permitiu que a renda domiciliar alcançasse 95% do que seria caso houvesse recebido rendimentos do trabalho habituais.

"Esse impacto foi maior entre os domicílios de renda baixa, onde, após o AE, os rendimentos atingiram 103% do que seriam com as rendas habituais. Os microdados da Pnad Covid-19 nos permitem avaliar se o AE foi suficiente para compensar 67% da perda da massa salarial entre os que permaneceram ocupados. Além disso, considerando a perda da massa salarial com a queda da população ocupada observada na PNAD Contínua, pode-se estimar que o AE foi capaz de compensar cerca de 45% do impacto total da pandemia sobre a massa salarial", conclui o Ipea.

A queda de 21,9% registrada pela indústria em maio de 2020 ante maio de 2019 foi decorrente de perdas na produção em 22 das 26 atividades pesquisadas, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além dos reflexos negativos da pandemia do novo coronavírus, o efeito-calendário negativo contribuiu para intensificar a magnitude de perdas na produção, segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. O mês de maio de 2020 teve dois dias úteis a menos do que maio de 2019.

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Entre as atividades, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias despencou 74,5%, a maior influência negativa para a média da indústria. Houve perdas relevantes ainda nos ramos de máquinas e equipamentos (-35,5%), metalurgia (-28,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-60,8%), produtos de borracha e de material plástico (-26,4%), outros produtos químicos (-17,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-36,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-56,3%), produtos de minerais não-metálicos (-25,0%), produtos de metal (-25,0%), outros equipamentos de transporte (-71,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-31,1%), produtos têxteis (-46,5%), indústrias extrativas (-5,7%), produtos diversos (-50,6%) e bebidas (-16,5%).

Entre as quatro atividades que apontaram expansão na produção em relação a maio do ano passado, os avanços mais relevantes foram registrados por produtos alimentícios (2,9%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,6%).

O Índice de Difusão da indústria - que mostra o porcentual de produtos investigados com avanço na produção em relação ao mesmo mês do ano anterior - desceu de 19,1% em abril para 17,3% em maio, o pior desempenho da série histórica.

"É o pior da série. O segundo porcentual mais baixo foi o do mês passado. O Índice de Difusão há oito meses está mostrando predomínio de produtos com taxas negativas. Não é um movimento de agora, mas houve aumento de intensidade de produtos com taxas negativas", frisou Macedo.

Segundo o gerente do IBGE, a flexibilização das medidas de isolamento social no combate à covid-19 pode levar a algum tipo de melhora da produção industrial no País nos próximos meses.

"Uma maior flexibilização pode se traduzir em resultado melhor à frente, mas sempre tendo a ressalva de que é um crescimento que se dá sobre uma base de comparação depreciada", ressaltou Macedo.

No caso de uma eventual necessidade de novo endurecimento das medidas de isolamento social, se a crise sanitária voltar a piorar, um novo fechamento de plantas industriais poderia novamente ter reflexos sobre a produção.

"A priori não tenho como dizer se esse movimento de crescimento (de maio ante abril) vai permanecer", disse Macedo. "(A indústria) Pode ter também problemas de natureza de demanda menor do âmbito doméstico. Com os dados do mercado de trabalho com contingente importante de pessoas fora dele, o ritmo da produção também vai estar diretamente associado à dinâmica desse demanda doméstica. E tem a questão do mercado externo, as exportações, para onde (a indústria) vai escoar a produção. São vários fatores que podem de alguma forma acelerar ou evitar a recuperação dessa produção industrial", alertou o pesquisador.

O governo dos Estados deve ampliar seus estímulos à economia. A percepção vem após coletiva de imprensa do alto escalão da Casa Branca, na manhã desta quinta-feira, 2, para repercutir o relatório de empregos do país, o payroll, divulgado mais cedo. O presidente Donald Trump pediu cortes de impostos "com urgência", enquanto o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou mais apoio fiscal a empresas atingidas pela crise do novo coronavírus, embora não tenha detalhado prazos ou valores.

Apesar de reconhecerem a necessidade de um suporte adicional à economia dos EUA, Trump e Mnuchin elogiaram o processo de reabertura em vigor no país, após o período de quarentena. "Reabertura está acontecendo com segurança, queremos que igrejas reabram logo", disse o presidente. "Teremos um terceiro trimestre incrível na economia americana e 2021 será histórico", completou.

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Para o secretário do Tesouro, há maneiras seguras de reabrir a economia. "É o que estamos fazendo", disse Mnuchin.

Mesmo assim, ele reconheceu que é preciso retomar algumas restrições em certos Estados americanos que registram alta nos casos de covid-19, como têm feito os governadores.

Ele ainda declarou que os programas econômicos lançados pelo governo federal estão funcionando e agradeceu ao Congresso, que aprovou as pautas. "Presidente Trump está disposto a fazer o que for preciso para proteger empregos e a economia", completou, em seguida.

No Pará, quase 500 mil famílias têm o perfil para participar do programa Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que concede descontos que podem chegar a até 65% na tarifa de energia elétrica, e ainda não estão cadastradas. Várias solicitações estão sendo indeferidas, pois os clientes não atendem aos critérios do programa.

Um levantamento feito pela Equatorial Pará mostra que mais de 34 mil solicitações foram rejeitadas. Dessas, 12 mil estão com o Número de Identificação Social (NIS) desatualizado, sendo este o principal motivo para o indeferimento dos pedidos de cadastro.

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 O gerente de relacionamento com o cliente da Equatorial Pará, Haroldo Nobre, explica que para quem possui o NIS é obrigatório fazer o recadastramento junto às Prefeituras Municipais a cada dois anos para que o benefício não seja cancelado. “A partir do pedido, a distribuidora faz a confirmação das informações do cliente no banco de dados do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. Caso o NIS esteja desatualizado, o benefício é negado e o cliente é orientado a procurar um dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para atualizar o cadastro e depois solicitar novamente a inscrição”, esclarece Haroldo.

Segundo Haroldo, outro fator de desaprovação nos cadastros é a renda, que deve ser de meio salário mínimo por pessoa. “É muito importante que o consumidor atualize seu cadastro sempre que houver alguma mudança, como composição da família ou renda mensal, para evitar a perda do benefício. Lembrando que a renda exigida pelo Governo é de meio salário mínimo por pessoa da família”, esclarece.

A Equatorial Energia Pará disponibiliza o cadastro na Tarifa Social por meio do site www.equatorialenergia.com.br, pelo WhatsApp, onde o cliente pode entrar em contato pelo número (91) 3217-8200 e fazer o cadastro de forma rápida e prática com a atendente virtual Clara, ou ainda pela Central de Atendimento, no 0800 091 0196.

O que é preciso para ter a Tarifa Social?

- Ser inscrito no CadÚnico (que concede o número do NIS) com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50);

- Ser idoso ou deficiente que recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC) com renda mensal por pessoa, inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 261,25);

- Famílias inscritas no CadÚnico que tenha portador de doença que necessite de aparelhos ligados à energia elétrica de forma continuada, com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos;

- Famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único com renda menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa da família ou que possuam, entre seus moradores, algum beneficiário do BPC.

Para fazer o cadastro na Tarifa Social é importante que o NIS esteja ativo. E, para saber se o cadastro ainda está ativo, o cliente pode ligar para a Central de relacionamento da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania: 0800 707 2003 ou consultar a validade do NIS pelo aplicativo para smartphones, Meu CadÚnico, disponível para Android e IOS.

Da asssessoria da Equatorial Pará.

O governo anunciou a prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses, como forma de minimizar os transtornos financeiros causados pela pandemia do coronavírus, mas ainda existem 8 milhões de pessoas na fila à espera do resultado de uma análise para receber o benefício - passados 80 dias do início do programa. Outras 2 milhões dependem de reanálise pelo Ministério da Cidadania.

Os cálculos são da Rede Brasileira de Renda Básica, que critica a falta de transparência dos dados e o calendário de pagamento da terceira parcela do programa. Para a Rede, que reúne 162 organizações da sociedade civil, a estratégia do governo é "dar a sensação" de que a renda vai até dezembro, sem que seja necessário ampliar as parcelas. Isso porque o pagamento da 3.ª parcela será concluído em setembro para quem faz aniversário no último mês do ano.

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A expectativa da Rede é que governo alongue ao máximo o pagamento e que a 5.ª parcela fique, na prática, para dezembro. Até agora, o governo não explicou como será o pagamento das duas parcelas adicionais de R$ 600. A ideia é dividir o repasse dentro dos dois meses adicionais.

Segundo a diretora de relações institucionais da Rede, Paola Carvalho, os que estão na reanálise receberam a 1.ª parcela e entraram em análise novamente. Já são mais de 107 milhões de cadastros analisados, com 64,3 milhões de beneficiados (entre a 1.ª, 2.ª e 3.ª parcelas) e 43 milhões de pessoas com benefício negado. "Muitas pessoas mudaram de condição, da primeira para a segunda análise. Muitas pessoas receberam a 1.ª parcela e, depois, foram cortadas. Mas o governo não dá transparência aos números", afirmou ela.

A entidade entrou com uma representação no Ministério Público Federal solicitando medidas para assegurar os direitos das pessoas mais vulneráveis que não receberam o auxílio.

Autor de projeto para prorrogar o auxílio por mais seis meses, o deputado João Campos (PSB-PE) disse que a divisão do pagamento é ruim e pode gerar maior aglomeração nas agências bancárias. Para ele, a estratégia é um "artificio fiscal" do Ministério da Economia para ter caixa para os pagamentos.

A área econômica, no entanto, avalia que é uma medida para fazer uma transição mais suave para o fim do benefício, enquanto coloca de pé um novo programa social.

Procurado, o Ministério da Cidadania informou que atualmente estão em análise na Dataprev 1.572.325 cadastros realizados no aplicativo e portal da Caixa, sendo 1.364.199 do período de 17 a 30 de junho. O ministério não detalhou os números.

"Para ser elegível é necessário atender a todos requisitos da lei. Um dos problemas que podem ocorrer, por exemplo, é a situação na qual a pessoa encontra-se desempregada recentemente, mas a informação ainda não consta nas bases de dados do Governo Federal", afirma a nota.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos acima do esperado reforçaram nesta quinta-feira que a retomada econômica está em andamento, realimentando o bom humor dos investidores que já era notório desde a quarta-feira (1°) devido à esperança com o desenvolvimento de uma vacina para combater a pandemia do novo coronavírus. O otimismo deixa em segundo plano, pelo menos por ora, preocupações acerca de uma nova onda por Covid-19, sobretudo nos EUA, e dá força ao Ibovespa. Em meio a esse otimismo, rompeu a resistência dos 97.500 pontos. Às 11h14, subia 1,37%, aos 97.518,36 pontos, após fechado a quarta aos 96.203,20 pontos, em alta de 1,21%.

Em junho, houve a geração de 4,8 milhões de empregos no país, ante previsão de 3,7 milhões. A taxa de desemprego caiu 11,1% no mês passado, em relação à projeção de 12%. Já os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos tiveram queda de 55 mil na semana encerrada em 27 de junho, para 1,427 milhão, ficando acima do esperado (1,38 milhão).Os pedidos da semana anterior foram ligeiramente revisados para cima, de 1,48 milhão para 1,482 milhão.

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Esses dados, sem dúvida, deram força para romper esse nível, diz Luiz Roberto Monteiro, operador de mesa institucional da Renascença, acrescentando que a tendência é dar continuidade a futuros avanços, como a conquista da marca dos 100 mil pontos. A última vez que fora registrada foi em 6 de março (102.230,50 pontos, na máxima).

O estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, recorda que a revisão da pesquisa da ADP, divulgada na quarta, de queda para criação de vagas no setor privado dos EUA em maio, já deu um respiro aos mercados. "A ADP já trazia a expectativa de que o payroll seria muito bom. O resultado deve motivar bastante hoje. Até parece que os problemas acabaram, mas sabemos que não é bem por aí", afirma.

O bom humor ainda é reforçado por avanços nas pesquisas de vacinas para combater o novo coronavírus e que há havia resgatado esse sentimento na véspera, fazendo o Ibovespa iniciar o segundo semestre em alta. Ontem, fechou em elevação de 1,21%, aos 96.203,20 pontos. "O mercado parece que coloca uma venda nos olhos, só vê o copo meio cheio. Apesar de ser uma ótima noticia essa questão da vacina, sendo otimista, só deve chegar à população em janeiro", alerta o estrategista. "De todo modo, os dados de emprego vieram bons, mesmo, reforçando que há contratação", diz, citando a queda de 1,27% no salário médio por hora nos EUA.

Dúvidas a respeito da evolução da atividade econômica brasileira devem continuar no radar dos investidores, sobretudo neste momento em que o aumento de casos por covid-19 no Brasil ainda não se estabilizou e as mortes superaram 60 mil ontem, ficando atrás somente dos Estados Unidos tanto em vítimas quanto em diagnóstico. Nos EUA, há registros de crescimento no número de infectados e vários Estados estão suspendendo ou adotando novas medidas de isolamento social para impedir uma segunda onda pela pandemia e evitar retrocesso na retomada. Ontem, na ata, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) renovou o compromisso de apoiar a economia.

Apesar da cautela relacionada ao avanço de casos por covid-19 no Brasil, o investidor também tem algumas notícias e dados considerados positivos. Nesta manhã, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 7,0% em maio ante abril. O resultado superou a mediana de 6,15% das estimativas (-1,50% a alta de 12,20%) na pesquisa do Projeções Broadcast, de 6,15%. "Tudo o que é positivo e fica acima do esperado é bem visto", diz Monteiro.

Já o governo federal busca uma agenda positiva . O Ministério da Infraestrutura quer realizar ainda neste ano mais 14 leilões, sendo três deles concessões e 11 arrendamentos portuários. Entre as concessões planejadas, está a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cujo edital deve ser publicado até o fim do 3º trimestre, segundo a pasta. O balanço divulgado nesta quinta-feira pelo ministério também conta com os leilões da BR-153/080/414, entre Goiás e Tocantins, e da BR-163/230, entre Mato Grosso e Pará.

O total de pessoas ocupadas na agropecuária atingiu 7,993 milhões no trimestre encerrado em maio passado. O resultado corresponde ao menor número de trabalhadores no setor observado para um trimestre desde o início, em 2012, da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que foram analisados pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Em comparação com o trimestre imediatamente anterior, a redução foi de 2,1% ou de 173 mil pessoas e, em relação ao mesmo trimestre móvel de 2019, a queda foi de expressivos 6,8%, o equivalente a 580 mil pessoas.

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O número de ocupados na agropecuária ficou bastante aquém do limite inferior do que pode ser considerado normal, conforme modelo do Cepea. "Esse cenário deve estar atrelado aos possíveis efeitos da pandemia de covid-19 sobre o setor", dizem os pesquisadores, em relatório. A população agropecuária observada no trimestre móvel encerrado em maio ficou 4,4% (ou 365 mil pessoas) abaixo do que era esperado para esse período. Esse contingente representa por volta de 4,5% do total de ocupados na agropecuária.

O pesquisadores do Cepea ressaltam que é usual observar choques de até 100 mil pessoas entre trimestres - até mesmo choques próximos de 200 mil pessoas já foram verificados, como no trimestre até abril de 2020. Mas, esta foi a primeira vez que o choque ficou superior a 300 mil pessoas, segundo o modelo do Cepea e considerando-se a série histórica da PNAD-C mensal.

O Cepea destaca que diversos setores agroindustriais podem ser prejudicados pela retração da demanda doméstica, com potencial impacto negativo sobre o nível de empregos. "À medida que dados oficiais se tornem disponíveis, o Cepea realizará o acompanhamento dessa situação", informam os pesquisadores.

A produção industrial subiu 7% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta quinta-feira, 2, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou a mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, calculada em 6,15%, e ficou dentro do intervalo de previsões, de queda de 1,50% a avanço de 12,20%.

Em relação a maio de 2019, a produção caiu 21,9%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de uma queda de 28,9% a 17,1%, com mediana negativa de 22,2%. A indústria acumula queda de 11,2% no ano de 2020. Em 12 meses, a produção acumula baixa de 5,4%.

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A produção da indústria de bens de capital cresceu 28,7% em maio ante abril, informou o IBGE. Na comparação com maio de 2019, o indicador recuou 39,4%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF). No acumulado em 12 meses, houve redução de 9,6% na produção de bens de capital.

Em relação aos bens de consumo, a produção registrou alta de 14,5% na passagem de abril para maio. Na comparação com maio de 2019, houve redução de 31%. No acumulado em 12 meses, a produção de bens de consumo diminuiu 6,3%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, a produção aumentou 92,5% em maio ante abril. Em relação a maio de 2019, houve queda de 69,7%. Em 12 meses, a produção diminuiu 14,7%.

Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve elevação de 8,4% na produção em maio ante abril. Na comparação com maio do ano anterior, a produção caiu 19,3%. A taxa em 12 meses ficou negativa em 4,0%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção subiu 5,2% em maio ante abril. Em relação a maio do ano passado, houve uma queda de 14,6%. No acumulado em 12 meses, os bens intermediários tiveram redução de 4,2%.

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria registrou queda de 8% em maio.

A Tesla se tornou ontem a montadora com maior valor de mercado do mundo, ultrapassando a rival japonesa Toyota, à medida que suas ações atingem níveis recordes.

Os papéis da fabricante de carros elétricos do bilionário americano Elon Musk encerraram o dia com alta de 3,7%, fazendo a empresa ser cotada a US$ 207,6 bilhões. Já a Toyota encerrou ontem avaliada em US$ 202,9 bilhões - o valor de mercado da empresa inclui cerca de US$ 30 bilhões em ações da companhia mantidas em tesouraria.

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Além de superar a Toyota, a Tesla também alcançou ontem outra marca histórica: ela vale mais do que três vezes o valor combinado das duas tradicionais montadoras americanas Ford e General Motors.

Desde o início do ano, a empresa de Musk teve uma valorização de 160% em seus papéis, saltando de US$ 430, em 2 de janeiro, para US$ 1.120 ontem. Na visão de analistas, a alta se deve à crescente confiança entre investidores sobre o futuro dos veículos elétricos e a mudança da Tesla de uma montadora de nicho para uma líder global em um segmento considerado promissor.

Após vários anos de prejuízos, a Tesla teve três períodos lucrativos desde o terceiro trimestre de 2019 e surpreendeu os investidores com resultados sólidos no primeiro trimestre, apesar da pandemia de coronavírus. Em 2019, a empresa teve receita de US$ 24,6 bilhões e entregou 367,2 mil veículos.

São números bem menores do que os da Toyota, considerada uma das montadoras mais rentáveis do mundo: em seu último ano financeiro, que compreende o período de abril de 2019 a março de 2020, a companhia vendeu 10,5 milhões de veículos e registrou faturamento de US$ 281,2 bilhões.

Potencial

A diferença entre as duas companhias, segundo analistas, é o potencial que a empresa de Elon Musk tem para os próximos anos. Apesar da pandemia, a expectativa de Musk é que sua companhia entregue 500 mil veículos em um ano pela primeira vez. Na semana que vem, a empresa vai divulgar os números de carros que entregou no segundo trimestre de 2020.

Outro fator que auxiliou a Tesla nas últimas semanas foi a alta demanda na China, país que passou primeiro e é considerado relativamente pouco afetado pela pandemia de coronavírus. "Há a expectativa de que pelo menos 100 mil veículos da Tesla sejam produzidos e vendidos na China até o fim deste ano. É um raio de luz em meio a uma tempestade global", afirmaram os analistas Daniel Ives e Strecker Backe, da corretora Wedbush Securities, em nota.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para quem ainda não se cadastrou a fim de receber o auxílio emergencial de R$ 600, o prazo termina nesta quinta-feira (2), às 23h59, informou a Caixa Econômica Federal. O auxílio emergencial é um benefício financeiro destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos, desempregados e pessoas de baixa renda e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

Inicialmente proposto para vigorar por três meses, com o pagamento de três parcelas de R$ 600, o benefício foi prorrogado por mais dois meses, com o pagamento de mais duas parcelas. Pelas regras, até duas pessoas da mesma família podem receber o auxílio. Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente é de R$ 1.200.

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Quem pode se cadastrar?

A Lei 13.982/2020, que instituiu o auxílio emergencial, foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril e definiu os critérios para ser incluído no programa. Para ter acesso ao benefício, a pessoa deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

- Ser maior de 18 anos de idade ou ser mãe adolescente

- Não ter emprego formal

- Não ser agente público, inclusive temporário, nem exercer mandato eletivo

- Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família

- Ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00)

- Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70

- Estar desempregado ou exercer atividades na condição de microempreendedor individual (MEI), ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) ou trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Como se cadastrar

Quem estava no Cadastro Único até o dia 20 de março e que atende às regras do programa, recebe os pagamentos sem precisar se cadastrar no site da Caixa. Quem tem o Bolsa Família pode receber o auxílio emergencial, desde que ele seja mais vantajoso. Nesse período, o Bolsa Família de quem recebe o auxílio fica suspenso.

As pessoas que não estão inscritas no Bolsa Família nem no CadÚnico e preenchem os requisitos do programa podem se cadastrar no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo APP CAIXA | Auxílio Emergencial, disponível nas lojas de aplicativos. Depois de fazer o cadastro, a pessoa pode acompanhar se vai receber o auxílio emergencial, consultando no próprio site ou aplicativo.

O Ministério da Cidadania informou, na semana passada, que já recebeu mais de 124 milhões de solicitações do auxílio emergencial, sendo que cerca de 65 milhões foram considerados elegíveis e 41,59 milhões foram apontados como inelegíveis, por não atenderem aos critérios do programa. Existem ainda quase 17 milhões de inscrições classificadas de inconclusivas - quando faltam informações para o processamento integral do pedido. Quem estiver nessa situação deve refazer o cadastro por meio do site ou aplicativo do programa.

Mais informações sobre o auxílio emergencial também podem ser obtidas na página do Ministério da Cidadania na internet.

Desafiadas pela pandemia da Covid-19, indústrias brasileiras intensificaram pesquisas e desenvolvimento de tecidos inteligentes, capazes de neutralizar o coronavírus e várias bactérias. A Rhodia do Brasil criou um fio de poliamida antiviral e antibacteriano para confecção de tecidos para diversas aplicações, como vestuários e bancos de veículos. A startup Nanox desenvolveu um composto químico que, impregnado ao tecido, também evita a ação do vírus.

A pandemia foi o que levou a Rhodia a apressar o desenvolvimento do fio com ativos que bloqueiam a contaminação e a proliferação de vírus e bactérias. Se o tecido feito com o fio receber o vírus (por toque de mãos ou espirros, por exemplo), ele se torna inativo e perde a capacidade de contágio. Seu efeito é permanente, ou seja, não perde a capacidade após lavagens.

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A Rhodia já começou a exportar o fio, chamado de Amni® Virus-Bac OFF para a Itália e negocia com outros países da Europa, Ásia e EUA. O produto teve sua eficácia comprovada por laboratório independente, seguindo protocolos têxteis das normas internacionais ISO 18184 e AATCC100. Ele também neutraliza também outros vírus como influenza e herpesvírus.

O professor Fernando Barros de Vasconcelos, que coordenou por 40 anos o curso de engenharia têxtil da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), afirma que há alguns anos a indústria passou a agregar aos tecidos tecnologias com diferentes atributos, como proteção solar, anticelulite e que ajudam em cicatrizações. "A Rhodia é pioneira na tecnologia de aplicar produtos dentro dos fios de poliamida para diferentes funções", diz.

"O fio não é um escudo contra o coronavírus, mas algo adicional no seu combate para trazer mais segurança aos usuários, e não substitui os cuidados orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)", ressalta Renato Boaventura, vice-presidente de Poliamida e Fibras da Rhodia.

Proteção em carros

Única empresa homologada pela Rhodia para fabricar e distribuir produtos com o novo fio para o setor automotivo, a Chroma-Líquido Tecidos Tecnológicos vai colocar no mercado, ainda este mês, capas protetoras para bancos de veículos que serão vendidas em concessionárias.

Segundo Luís Gustavo de Crescenzo, sócio-diretor da Chroma-Líquido, cinco montadoras já pediram estudos para uso do tecido nos bancos na fase da produção dos carros.

A empresa é uma joint venture entre a Chroma, que atua na prestação de serviços para o setor automotivo, e da Líquido, da área têxtil. A empresa também tem exclusividade de fornecimento para o setor aéreo e o de transporte público.

O fio Amni tem um leque enorme de aplicações, afirma Crescenzo. Ele lista como exemplos camisetas, roupas para ginástica, máscaras, uniformes escolares, tapetes, assentos do metrô e de aviões. "Nos ônibus, por exemplo, além dos assentos é possível forrar as barras de apoio e o usuário só terá contato com áreas protegidas."

Dois aeroportos de São Paulo e Mato Grosso do Sul também pediram o material para encapar bancos de espera e balcões de check-in. Uma grande rede de varejo encomendou tecidos para forrar as alças dos carrinhos de compras e tapetes para colocar nos caixas e nos balcões de atendimento, como os de setores de frios e carnes.

Boaventura avalia que os produtos com o fio antiviral vão custar, em média, 20% a mais que aqueles feitos em tecido normal. Malharias como Santaconstancia, Berlan e Lupo já estão lançando coleções com tecidos de fio Amni. A Rhodia produz o fio na unidade de Santo André (SP). Neste ano, a venda do produto deve representar 30% do faturamento da empresa.

A Chroma-Líquido vê um potencial superior a R$ 5 bilhões para seus produtos. Nos próximos 12 meses deve produzir 2 mil toneladas de tecidos com o novo fio e faturar R$ 250 milhões - em 2019, a Chroma faturou R$ 100 milhões. A linha de produção fica no bairro do Pari, em São Paulo, e tem 400 funcionários. Mais 500 serão contratados ao longo do ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O banco chinês XCMG, que pertence à Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), iniciou hoje operações no Brasil. Com capital inicial de R$ 100 milhões, trata-se da primeira instituição financeira com capital 100% estrangeiro a obter autorização de funcionamento e operação junto ao Banco Central (BC). A expectativa do banco é movimentar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões em operações de crédito no primeiro ano, com meta é atingir equilíbrio (break even point) em três anos.

A licença de operação foi concedida em 15 de junho pelo BC. A autorização de abertura foi conferida em outubro de 2019, após o cumprimento de todos os requisitos para a regulamentação de instituições financeiras no Brasil e participação de recursos estrangeiros no capital nacional. Com sede em Pouso Alegre, no Sul de Minas, o banco contará também com escritório em São Paulo.

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Em nota a instituição informa que tem como objetivo inicial apoiar os negócios do próprio grupo no Brasil e também ampliar o leque de serviços para empresas chinesas do ramo industrial em operação na América Latina. Segundo o banco, em um primeiro momento o banco irá ofertar produtos financeiros diversos, como financiamento de máquinas, leasing e investimentos, aos clientes do grupo, revendedores e a indústria de modo geral.

Em um segundo momento, outros serviços serão oferecidos, como modalidades de crédito e de capital de giro, incluindo linhas de crédito do Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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