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O consumo de gás natural totalizou 52 milhões de metros cúbicos diários em abril, uma retração de 9,06% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 9,9% frente a março, informou a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).

A queda foi impulsionada pela redução dos despachos termoelétricos. O segmento de geração elétrica consumiu 11,6 milhões de metros cúbicos/dia, volume 31,94% menor frente a abril de 2018 e 36,18% mais baixo ante o mês anterior.

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A Abegás destacou o melhor desempenho do segmento industrial, que demandou 28,3 milhões de metros cúbicos/dia em abril, o que corresponde a um crescimento de 0,67% na comparação com igual mês de 2018 e de 2,5% em relação ao mês de março.

Já o consumo de gás natural veicular (GNV) apresentou crescimento de 4,5% na comparação com abril de 2018 e alta de 1,01% frente a março. As residências demandaram 12,15% mais na comparação anual e 3,26% acima do verificado no mês anterior, enquanto o segmento comercial consumiu volume 9,64% maior ante abril do ano passado, mas 4,15% abaixo do verificado em março.

No acumulado do quadrimestre, o consumo chega a 58,898 milhões de metros cúbicos diários, queda de 0,11% ante os 58,96 milhões de metros cúbicos diários entre janeiro e abril do ano passado. "No acumulado do ano, o consumo teve crescimento nos segmentos industrial (2,7%), automotivo (7,2%) e comercial (11,5%), mas os números ficaram estáveis no consumo total em função do menor despacho termoelétrico no período", explica o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

Em março, o número de clientes que consomem gás natural chegou a 3,5 milhões, número de medidores nas indústrias, comércios e residências e outros pontos de consumo.

A companhia aérea Gol vai aproveitar a hora do jogo do Brasil contra a Venezuela, a partir das 21h30 desta terça-feira (18), pela Copa América, para vender passagens pelo pelo preço de R$ 3.90.

O preço não inclui as taxas de embarque, mas será possível viajar para países como Argentina, Uruguai, Equador, Chile, Paraguai, Bolívia e Peru a ‘preço de banana’. A ação é uma parceria com a Ambev, fabricante da marca de cerveja Brahma.

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Os bilhetes serão de ida e volta, partindo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino às capitais dos países. A viagem deve ocorrer entre os dias 3 e 11 de outubro de 2019. Já para Lima, o embarque deve ocorrer entre 20 e 28 de dezembro também deste ano.

As passagens promocionais serão vendidas das 21h30 às 23h30 desta terça, exclusivamente pelo site da Gol. Segundo as empresas, cerca de 100 bilhetes estarão disponíveis.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu nesta terça-feira (18) a cobrança do despacho de bagagem em voos, após ter vetado a gratuidade prevista em medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional. Bolsonaro respondeu ainda que, quem quiser levar mais de 10 quilos no voo, que "pague" pelo serviço, referindo-se à regra que permite aos passageiros levarem sem cobrança extra uma bagagem de mão.

Questionado sobre o motivo do veto, Bolsonaro afirmou que "empresas menores alegavam que seria um empecilho" a gratuidade da bagagem. A medida barrada pelo presidente foi incluída pelo Congresso Nacional durante o trâmite da Medida Provisória que autoriza investimento de até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam rotas nacionais. Até então, o limite era de 20%.

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A emenda previa que passageiros poderiam levar, sem cobrança adicional, uma bagagem de até 23 kg nas aeronaves acima de 31 assentos.

O fim da cobrança por bagagem não fazia parte do texto original da MP. Ao incluir o dispositivo, os parlamentares argumentaram que os preços das passagens não baixaram desde que as aéreas foram liberadas a cobrar por bagagens.

Na segunda-feira (17), o Planalto informou que o veto da presidência "se deu por razões de interesse público e violação ao devido processo legislativo".

"Fiz uma conta para um avião com 200 pessoas, 20 quilos a mais cada uma, é um gasto a mais. O que acontece: eu sempre viajei sem mala no avião, então eu estava pagando pelos outros", disse Bolsonaro, que emendou: "Com todo respeito, vai fazer uma viagem, se quiser levar mais de 10 quilos, pague, sem problema nenhum", comentou.

Bolsonaro também afirmou que as empresas "low cost" estavam esperando o veto à gratuidade. "As empresas low cost eram as que queriam, para poder vir para cá, ajudar na concorrência, que fosse vetado esse dispositivo", concluiu.

O pedido de recuperação judicial feito pela Odebrecht SA nesta segunda-feira, 17, na 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial, marca o declínio um dos maiores conglomerados empresariais brasileiros, com origem na construção pesada e negócios que foram dos segmentos de petróleo e petroquímica a concessão de serviços públicos e etanol. Com dívidas de R$ 98,5 bilhões, incluindo os empréstimos intercompanhias, a empresa - que já foi símbolo da bonança da economia brasileira - agora é responsável pela maior recuperação judicial da história do País.

Desde que virou um dos pivôs do maior escândalo de corrupção do Brasil, a Operação Lava Jato, o conglomerado vem sofrendo um revés atrás do outro. Nos últimos quatro anos, os contratos minguaram e a dívida ficou grande demais para o novo tamanho do grupo baiano, que não teve outra alternativa a não ser recorrer à Justiça para se proteger do ataque de alguns credores.

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O pedido feito na segunda inclui 21 companhias não operacionais, como a Kieppe e a ODBinv - controladoras da Odebrecht -, que eram garantidoras de dívidas de outras companhias do grupo. As empresas operacionais, como Engenharia e Construção, Enseada, Transport e OR (braço imobiliário do grupo), ficaram de fora da recuperação, segundo comunicado da empresa. Desta forma, elas continuarão renegociando suas dívidas separadamente.

Dos R$ 98,5 bilhões de dívidas, R$ 51 bilhões serão de fato renegociados com os credores em assembleia; R$ 33 bilhões são de empréstimos intercompanhias; e R$ 14,5 bilhões são alienação fiduciária - boa parte referente a dívidas garantidas com ações da Braskem. Segundo especialistas, embora esse montante esteja fora da recuperação judicial, os credores poderão aderir ao processo posteriormente. Isso significa que, no total, R$ 83,6 bilhões poderão ser renegociados no âmbito judicial.

O pedido feito pela Odebrecht começou a ganhar mais força na semana passada. A empresa tentava de todas as formas escapar de uma recuperação judicial para evitar a destruição de valor da empresa. Mas, com a pressão feita pela Caixa Econômica Federal nas últimas semanas, o grupo sucumbiu à necessidade de recorrer à Justiça. Ontem, antes de seguir para o Fórum, em São Paulo, advogados e executivos do grupo ficaram reunidos durante boa parte do dia. O despacho com o juiz estava marcado para as 16 horas. Quase 50 minutos depois, o pedido já havia sido protocolado pelo escritório E. Munhoz.

Caixa. A gota d’água para o grupo foi o início do pedido de execução de uma dívida do Itaquerão (estádio do Corinthians) pela Caixa. Desde que a Atvos - empresa de açúcar e álcool da Odebrecht - entrou em recuperação judicial no mês passado, o banco iniciou uma campanha para executar as garantias das dívidas do grupo. O objetivo da Caixa era conseguir ações da Braskem para reduzir sua exposição ao grupo. Dos bancos credores, apenas Caixa e o Banco Votorantim não têm seus créditos junto ao grupo cobertos por ações da petroquímica. A exposição da Caixa na Odebrecht supera R$ 2 bilhões.

O problema é que, para dar ações da Braskem, a Odebrecht precisaria do aval dos demais bancos detentores de papéis. Além disso, como as ações caíram, o valor da Braskem é insuficiente para cobrir dívidas. Ou seja, para a Caixa ter as ações, outro credor precisaria ceder parte de suas garantias (ver ao lado).

Além de Caixa, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), Bradesco, Itaú e Santander são os maiores credores do grupo. Segundo fontes próximas as negociações, quase todas as instituições estavam dispostas a chegar a um acordo com a empresa, com exceção da Caixa.

O banco tem iniciado um processo para devolução de recursos para o Tesouro Nacional. A expectativa da instituição é devolver cerca de R$ 20 bilhões até o fim do ano, o que tem feito o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, endurecer as negociações - o executivo tem sido irredutível e quase atrapalhou a venda de ativos da Odebrecht.

Em nota, o grupo afirmou que tem adotado uma série de medidas para cumprir seus compromissos, como redução de despesas e melhor governança. Também vendeu vários ativos para faze caixa. No total, foram o grupo se desfez de R$ 7,2 bilhões em três anos.

No auge, em 2015, a companhia chegou a faturar R$ 132 bilhões, segundo o pedido de recuperação judicial. Mas, da mesma forma que as receitas aumentaram, a dívida também cresceu. Entre 2008 e 2015, época dos megaempreendimentos dos governo Lula e Dilma Rousseff, o endividamento total do grupo saltou de R$ 18 bilhões para R$ 110 bilhões. O número de funcionários alcançou 193 mil trabalhadores.

"Hoje são 48 mil postos de trabalho em consequência da crise econômica que frustrou muitos dos planos de investimentos feitos pela Odebrecht e do impacto reputacional pelos erros cometidos", disse o presidente do grupo, Luciano Guidolin, em comunicado. No ano passado, o grupo já havia passado por uma grande renegociação, que terminou com aporte de R$ 2,6 bilhões no grupo.

Mas o fôlego durou pouco. No fim de 2018, a construtora Odebrecht deixou de pagar uma dívida de R$ 11 milhões e passou a despertar a desconfiança dos credores. Hoje, a construtora está em renegociação de US$ 3 bilhões com detentores de títulos da empreiteira. No mês passado, foi a vez da Atvos entrar em recuperação judicial depois que um credor entrou na Justiça e conseguiu o arresto de parte da produção da empresa. Para completar o conjunto de más notícias, a holandesa LyondellBasell desistiu de comprar a Braskem, o que daria fôlego para a Odebrecht. Agora com a recuperação judicial, o grupo tem 60 dias para apresentar o plano para os credores.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A população mundial deve aumentar em 2 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, afirma um relatório das Nações Unidas lançado esta segunda-feira (17). O total de habitantes do planeta deve passar dos atuais 7,7 bilhões para 9,7 bilhões em 2050.

A pesquisa, publicada pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Desa) , afirma que a população mundial pode atingir o seu pico no final do século, com perto de 11 bilhões de pessoas.

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Segundo o relatório, a população mundial está envelhecendo devido ao aumento da expectativa de vida e à queda dos níveis de fertilidade. Mais países estão tendo reduções de população devido à queda nos nascimentos.

Mais populosos

As taxas de crescimento variam muito entre regiões. Entre 2019 e 2050, nove países representarão mais da metade do crescimento projetado da população mundial: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Indonésia, Egito e Estados Unidos.

Por volta de 2027, a Índia deve superar a China como o país mais populoso do mundo. A população da África Subsaariana deve dobrar até 2050.

A taxa global de fertilidade caiu de 3,2 nascimentos por mulher em 1990 para 2,5 em 2019. A tendência de queda de natalidade deve continuar para 2,2 nascimentos por mulher em 2050. É necessário um nível de fecundidade de 2,1 nascimentos por mulher para evitar o declínio da população.

Em nota, o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Liu Zhenmin, disse que “muitas das populações que mais crescem estão nos países mais pobres, onde o crescimento populacional traz mais desafios.”

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Na maior parte da África Subsaariana e em partes da Ásia, América Latina e Caribe, reduções na fertilidade fizeram com que a população em idade de trabalho crescesse mais rápido do que em outras faixas etárias. Essa situação criou uma oportunidade para acelerar crescimento econômico.

Segundo a pesquisa, os governos devem investir em educação e saúde para se beneficiarem deste “dividendo demográfico”.

Expectativa de vida

A expectativa de vida global aumentou de 64,2 anos em 1990 para 72,6 anos em 2019 e deve aumentar para 77,1 anos em 2050. Apesar dos progressos, permanecem grandes lacunas entre os países.

Nos países de baixa renda, as pessoas ainda vivem menos 7,4 anos do que a média global. Em grande parte, essa situação deve-se aos níveis persistentemente elevados de mortalidade infantil e materna, bem como à violência, aos conflitos e ao impacto contínuo da epidemia do HIV.

Mais idosos

A população mundial está envelhecendo, com a faixa etária de 65 anos ou mais crescendo mais rapidamente. Em 2018, pela primeira vez na história, pessoas com 65 anos ou mais superaram em número as crianças menores de cinco anos no mundo.

Até 2050, uma em cada seis pessoas no mundo terá mais de 65 anos, cerca de 16%. Em 2019, esse valor é de 9%. No Norte da África e a Ásia Ocidental, Ásia Central e do Sul, Leste e Sudeste da Ásia e América Latina e Caribe, a proporção da população com 65 anos ou mais deve dobrar até 2050.

No mesmo período, uma em cada quatro pessoas que vivem na Europa e na América do Norte pode ter 65 anos ou mais. Prevê-se que o número de pessoas com 80 anos ou mais triplicará, subindo de 143 milhões para 426 milhões.

Proteção social

Segundo a pesquisa, a queda da população em idade ativa está pressionando os sistemas de proteção social. A taxa de apoio potencial, uma medida que compara o número de pessoas em idade de trabalho com aqueles com mais de 65 anos, está em baixa em todo o mundo.

No Japão esse índice é de 1,8, o menor do mundo. Outros 29 países, a maioria na Europa e no Caribe, já têm índices abaixo de três. Até 2050, espera-se que 48 países, principalmente na Europa, na América do Norte e no leste e sudeste da Ásia, apresentem índices abaixo de dois.

Segundo ainda o estudo, esses valores destacam o impacto potencial do envelhecimento da população no mercado de trabalho e no desempenho econômico, bem como as pressões fiscais que muitos países enfrentarão nas próximas décadas.

Redução

Desde 2010, 27 países tiveram uma redução de um por cento ou mais no tamanho de suas populações. Esta queda é causada por baixos níveis sustentados de fertilidade e, em alguns locais, reforçado pelas altas taxas de emigração.

Esta tendência deve continuar, com pelo menos 55 países com uma descida prevista entre de pelo menos 1% até 2050. Cerca de 26 países devem ter uma redução de pelo menos 10%. Na China, por exemplo, prevê-se que a população diminua em 31,4 milhões, ou cerca de 2,2%.

Migração

Entre 2010 e 2020, 14 países devem registar a entrada de mais de 1 milhão de migrantes. Por outro lado, 10 países verão uma saída de pessoas em escala semelhante.

Alguns dos maiores movimentos são motivados pela necessidade de trabalho. Outras razões são a violência, a insegurança e o conflito armado, como acontece em Mianmar, na Síria e na Venezuela.

Em nota, o diretor da Divisão de População do Desa, John Wilmoth, disse que “estes dados são uma parte importante da base de informação necessária para verificar o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030.”

Apenas 21% dos brasileiros fizeram algum tipo de reserva financeira no mês de abril, enquanto a maioria (69%) não conseguiu guardar dinheiro. Entre os poucos que mantêm alguma reserva financeira, a caderneta de poupança é a opção de 65%, enquanto 20% deixaram os recursos parados em conta corrente e apenas 7% investiram em tesouro direto. As informações foram levantadas pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Para justificar a escolha da poupança como investimento, 28% dos entrevistados afirmaram que preferem guardar o dinheiro em um lugar onde possam sacar com facilidade e outros 28% disseram não ter sobra suficiente para investir em aplicações mais arrojadas, 20% disseram estar acostumados a modalidades mais "tradicionais" e 17% afirmam ter medo de perder dinheiro em outros tipos de investimento.

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Entre as pessoas que mantêm poupança, 40% precisaram sacar parte de seus recursos guardados para pagar as contas do mês (13%) ou para saldar dívida (10%).

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira, 17, praticamente no zero a zero em meio à expectativa de investidores pelas decisões de política monetária aqui e nos Estados Unidos na quarta-feira, 19, e à avaliação de que a reforma da Previdência caminhará na Câmara a despeito da nova leva de atritos no campo político. Afora uma alta mais forte no meio da tarde, quando correu até a máxima de R$ 3,9244, na esteira de interpretações equivocadas de declarações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o dólar trabalhou o restante do dia sem grandes sobressaltos e encerrou o pregão a R$ 3,8995, (+0,01%).

Segundo o diretor operacional da B&T Corretora, Marcos Trabbold, o mercado já incorporou tanto as notícias positivas em relação à reforma da Previdência, após a apresentação do parecer do relator na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP), na semana passada quanto a nova onda de tensão no ambiente político, com as rusgas entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Parece que agora acabou o fôlego para um lado e para o outro", diz Trabbold, ressaltando que o dólar tende a ficar girando ao redor de R$ 3,90 se não houver novidades em relação à reforma.

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Por ora, a leitura nas mesas de operação é que o pedido de demissão do presidente do BNDES, Joaquim Levy, e as críticas de Guedes aos parlamentares não abalam as expectativas de votação da reforma no plenário da Câmara ainda antes do recesso parlamentar. A postura de Maia de atacar o governo, a quem classificou de uma "usina de crises", mas garantir o apoio à tramitação da reforma tranquilizaria os investidores.

Nesta segunda-feira, em evento do setor de etanol, em São Paulo, o ministro da Casa Civil tentou esfriar os ânimos ao elogiar o parecer de Samuel Moreira e relativizar as criticas de Guedes.

Trabbold ressalta que houve um alvoroço no meio do pregão com a fala do ministro Onyx de que "em poucas semanas teremos uma solução importante" na questão da Previdência. Essa frase teria sido interpretada como o lançamento de uma nova proposta, quando o ministro apenas reiterou a expectativa de avanço da reforma no plenário da Câmara até meados de julho. "Tirando essa questão do Onyx, que não era nenhuma novidade, o dólar operou muito de lado", disse.

Sem novidades no front doméstico capaz de ditar o rumo do dólar, os investidores preferiram não fazer apostas mais contundentes, em meio à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A safra indicadores econômicos aquém do esperado nos Estados Unidos, como a queda do índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York (de 17,8 em maio para -8,6 em junho), alimenta a visão de que o Fed pode sinalizar um corte de juros neste ano - o que tende a enfraquecer o dólar e carrear recursos para emergentes. No exterior, a moeda americana avançou em relação à libra, mas apresentou ligeira queda na comparação com o euro. Em relação a divisas de emergentes e exportadores de commodities, o desempenho foi misto, com alta em relação ao rand sul-africano e queda ante peso mexicano, por exemplo.

Os preços médios do etanol hidratado recuaram em 17 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Houve alta em oito Estados e no Amapá não foi feita avaliação.

Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP houve recuo de 0,80% no preço médio do etanol na semana passada ante a anterior, de R$ 2,859 para R$ 2,836.

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Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, houve recuo de 0,68% no período e a cotação média do hidratado variou de R$ 2,648 para R$ 2,630 o litro.

A maior queda semanal, de 3,70%, foi em Mato Grosso e a maior elevação, de 1,91%, foi no Tocantins.

Na comparação mensal, os preços do etanol recuaram em 21 Estados e no Distrito Federal e subiram em outras 4 Unidades da Federação. Sem avaliação na semana passada, não houve base de comparação mensal no Amapá.

Com a ajuda da queda de 11,59% nos preços do etanol no Piauí, na média brasileira o preço do biocombustível pesquisado pela ANP acumulou baixa mensal de 7,32%. A maior alta foi na Paraíba, de 3,77% no período.

O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,239 o litro, em São Paulo e o menor preço médio, de R$ 2,474, foi em Mato Grosso.

O preço máximo individual de R$ 4,970 o litro, foi registrado em um posto do Pará e o Rio Grande do Sul registrou o maior preço médio, de R$ 4,148 o litro.

Os juros futuros operam em queda na manhã desta segunda-feira (17) alinhados ao dólar, e refletindo a percepção de que o Banco Central deverá adotar uma política de afrouxamento monetário em meio à inflação comportada e fraqueza da economia, com risco de recessão, segundo profissionais de renda fixa.

A pesquisa Focus mostrou nesta manhã nova revisão para baixo para o produto Interno Bruto (PIB) deste ano e do próximo. As projeções para o PIB de 2019 recuaram de 1,00% para 0,93%, enquanto para 2020 passaram de 2,23% para 2,20%.

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Outra mudança foi a redução da estimativa para Selic de 6,50% para 5,75% em 2019 e para 2020, de 7,00% para 2020.

Às 10h55, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 5,98%, de 6,01% no ajuste de sexta-feira.

O DI para janeiro de 2023 exibia 6,93%, de 6,96%, enquanto o vencimento para janeiro de 2025 estava em 7,48%, de 7,51% no ajuste de sexta-feira.

A maneira como o presidente Jair Bolsonaro conduziu a demissão de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi recebida por críticas entre pesos pesados do mercado financeiro que temem mais reflexos negativos na visão do investidor estrangeiro sobre o Brasil. A leitura é que, além de desnecessária, a postura do presidente também pode dificultar a atração de bons nomes para o governo.

O pedido de demissão por parte de Levy já era esperado desde a tarde de sábado após Bolsonaro dizer que "sua cabeça estava a prêmio". Não é de hoje que o governo e a equipe econômica estão insatisfeitos com o desempenho do BNDES na agenda de redução do tamanho dos bancos públicos. Especificamente do lado de Bolsonaro, ainda havia críticas sobre a necessidade de o presidente do BNDES "abrir a caixa preta" de empréstimos feitos durante o governo do PT.

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Uma fonte lembra que Levy já foi uma escolha feita pelas mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes. Seu nome, que foi ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, teve dificuldade de passar pelo "escrutínio" da "direita". O estopim foi a indicação de Marcos Pinto Barbosa, ex-sócio de Armínio Fraga no Gávea Investimentos, para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento. Conforme a avaliação, "tirando a forma", a saída de Levy "já estava precificada".

O desfecho para a saída de Levy do BNDES desagradou a muitos executivos do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão/Broadcast. Uma fonte chama atenção para o impacto que a postura de Bolsonaro pode gerar não só no andamento da agenda de recuperação da economia brasileira mas, principalmente, na visão dos estrangeiros em relação ao País. Chega a comparar Bolsonaro com a ex-presidente Dilma Rousseff, bastante criticada no mercado financeiro por sua "postura impulsiva" em determinadas ocasiões.

A avaliação é de que o presidente aparentemente "não está nem aí para o ânimo dos investidores estrangeiros com o Brasil". E a conclusão é que episódios como este "dificultam um ambiente de estabilidade no mercado".

O presidente de uma gestora internacional de recursos afirmou que, a despeito de o investidor internacional ser pragmático e gostar da atual equipe econômica, não tem uma imagem tão positiva em relação ao governo Bolsonaro. Ele considera que falta postura ao presidente e reclama da recorrência de episódios desgastantes.

"Agora tem o presidente do BNDES. Antes, foi o presidente dos Correios. Teve também o Santos Cruz. Se a crise Moro crescer... aí começa a ficar complexo", avaliou.

Para o executivo de um grande banco, apesar da postura de Bolsonaro, o mercado segue otimista com a reforma da Previdência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, no processo de "fritura" de Joaquim Levy antes do pedido de demissão da presidência do BNDES deixou o Congresso com a impressão de que a equipe econômica continua participando da "usina de crises". O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que ficou "perplexo" pela forma como o ministro tratou o subordinado. Para ele, o ex-ministro era um quadro de qualidade que tinha muito a acrescentar para garantir as reformas que o País precisa neste momento.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), também criticou a demissão. "O presidente Bolsonaro não entendeu que alguns quadros são suprapartidários. Eles não contribuem com um ou outro governo. Contribuem com o País", disse. "É uma pena. No fim das contas, quem perde é o Brasil."

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Já o líder do Podemos, José Nelto (GO), levantou dúvidas sobre o real motivo da demissão. "Estou preparando para que ele seja convocado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, ele terá de ir lá explicar o motivo da demissão dele. Se foi por um motivo político ou se foi porque ele não quis abrir a caixa-preta do BNDES. Porque ele não mostrou os empréstimos internacionais, para países da América e da África, para a JBS também", disse.

A Câmara criou em março uma CPI para examinar operações do banco de 2003 a 2015, com foco no financiamento à internacionalização de empresas. Em abril, o banco chegou a criar um Grupo de Trabalho para atender com informações e documentos solicitados pelos deputados.

Um pedido para Levy se explicar no Congresso já tinha sido aprovado em abril. O presidente da CPI, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), disse ao Estado que vai decidir nesta segunda, 17, com os colegas da comissão a data da ida de Levy ao colegiado.

Até agora, Guedes era um dos poucos ministros do presidente Jair Bolsonaro que não tinha batido de frente com o Legislativo. Em um momento delicado para a tramitação da Previdência, a nova onda de crises incitou algumas lideranças a buscarem ainda mais o protagonismo das reformas econômicas.

Uma possível consequência aos ataques de Guedes, segundo uma fonte, seria o Congresso assumir totalmente o protagonismo da próxima grande reforma que é a tributária, deixando o Executivo de fora. A proposta do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), prevê a unificação de cinco tributos - IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS - num único Imposto sobre Operações com Bens e Serviços.

Previdência

A equipe econômica, porém, trabalha para reatar a relação com o Congresso, com o principal objetivo de fazer ajustes no parecer da reforma da Previdência apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB).

"A equipe econômica começa a tumultuar a parte política", afirmou o líder do Podemos na Câmara, José Nelto (GO). "O Congresso tem sido parceiro do Brasil e vai tocar todas as reformas. Temos de assumir o protagonismo", afirmou. "O governo tem sido inconstante. Muda as coisas, como quem muda de camisa. Ninguém pode ensinar o governo a governar", critica o líder do PL (antigo PR), Wellington Roberto (PB).

Para o cientista político da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, o governo a perder protagonismo em questões como a reforma da Previdência. "Não sabemos o futuro do governo desse jeito. O governo perdeu capacidade de articulação e a impressão que tenho é que o protagonismo em relação à reforma da Previdência vai sair do Congresso e não do governo", afirmou.

Os líderes são praticamente unânimes ao negar que as críticas de Guedes ao Congresso possam atrapalhar a aprovação da Previdência. "A reforma da Previdência é do Brasil", diz Wellington Roberto. Sem comentar a crise, o presidente do PRB, deputado Marcos Pereira (SP), reafirmou neste domingo pelo Twitter, seu apoio à proposta. "Não é de hoje que a reforma da Previdência é essencial para a recuperação econômica do Brasil, por isso eu sou favorável."

Procurado pela reportagem, Guedes não respondeu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta segunda-feira, em clima de cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a ser anunciada na quarta-feira (19).

Embora não haja expectativa de que o Fed agirá nesta semana, a persistente desavença comercial entre EUA e China e sinais de desaceleração da economia global geram apostas de que o BC americano poderá voltar a cortar juros nos próximos meses, provavelmente a partir de julho.

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O apetite por risco na Ásia também é contido pelo impasse nas negociações comerciais sino-americanas e por fatores geopolíticos.

No fim da semana passada, a China divulgou que sua produção industrial cresceu em maio no menor ritmo em 17 anos, mais uma evidência dos efeitos da rixa comercial entre Washington e Pequim. Além disso, um ataque a dois navios petroleiros no Golfo de Omã, na última quinta-feira (13), ajudou a intensificar as tensões entre EUA e Irã, desestimulando investimentos em ativos financeiros considerados mais arriscados.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,20% hoje, a 2.887,62 pontos, graças a ações de companhias farmacêuticas, mas o menos líquido Shenzhen Composto recuou 0,20%, a 1.502,12 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei ficou perto da estabilidade, mas garantiu o segundo ganho consecutivo, de 0,03%, a 21.124,00 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 0,40% em Hong Kong, a 27.227,16 pontos, após a chefe do Executivo local, Carrie Lam, prometer suspender um polêmico projeto de lei sobre extradições que foi alvo de massivos protestos recentes pelo território, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 0,22% em Seul, a 2.090,73 pontos, ampliando perdas para o quarto pregão consecutivo, e o Taiex registrou ligeiro ganho de 0,06%, a 10.530,54 pontos, depois de duas sessões negativas.

Na Oceania, a bolsa australiana foi pressionada por ações ligadas a commodities e ao setor imobiliário, que levaram o índice S&P/ASX 200 a recuar 0,35% em Sydney, a 6.530,90 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

A Receita Federal começa a pagar nesta segunda-feira (17) as restituições do Imposto de Renda Pessoa Física 2019. Serão depositados R$ 5,1 bilhões nas contas de 2.573.186 contribuintes. Neste lote, receberão a restituição os 245.552 contribuintes idosos acima de 80 anos, 2.174.038 contribuintes entre 60 e 79 anos e 153.596 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Ao todo, serão desembolsados R$ 4,99 bilhões, do lote deste ano, a 2.551.099 contribuintes. A Receita também pagará R$ 109,6 milhões a 20.087 mil contribuintes que fizeram a declaração entre 2008 e 2018, mas estavam na malha fina.

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As restituições terão correção de 1,54%, para o lote de 2019, a 109,82% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a data de entrega da declaração até este mês.

O dinheiro será depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.

A restituição ficará disponível durante um ano. Se o resgate não for feito no prazo, a solicitação deverá ser feita por meio do formulário eletrônico – pedido de pagamento de restituição, ou diretamente no e-CAC , no serviço extrato de processamento, na página da Receita na internet. Para quem não sabe usar os serviços no e-CAC, a Receita produziu um vídeo com instruções.

A Petrobrás fez em Sergipe sua maior descoberta desde o pré-sal, em 2006. De seis campos, espera extrair 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção total brasileira. Divulgada no mês passado, a descoberta deve gerar R$ 7 bilhões de receita anual à estatal e sócias, calcula a consultoria Gas Energy. Na avaliação do governo, a conquista pode ajudar a tirar do papel o esperado "choque de energia barata" prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes - plano para baratear em até 50% o custo do gás natural e "reindustrializar" o País.

A aposta do governo é que, em pouco tempo, deva sair de Sergipe o gás mais barato do Brasil. Primeiro, pelo próprio aumento da produção, que ajuda na redução dos custos. Segundo, pela entrada em operação de rivais da petroleira, como a americana ExxonMobil, que tem projetos de exploração na região. Por fim, pela presença de empresas importadoras de gás, que também vão concorrer pela infraestrutura de escoamento. Dessa maneira, a tendência é de redução na tarifa de transporte e, com isso, também do preço final do produto.

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"Vamos ter competição. É isso que vai fazer o preço baixar", afirma o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Felix, que participa da elaboração do plano de Guedes.

O governo também tem a expectativa de estimular a economia na região com o gás. De 2014 a 2017, a cadeia de óleo e gás ficou praticamente paralisada como reflexo da forte queda no preço do insumo no mercado internacional e das revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que revelou bilhões em desvios de recursos na Petrobrás. "É possível que a gente assista a uma retomada da indústria de petróleo e gás no Nordeste, onde tudo começou", diz o presidente da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto.

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Felipe Kury, classifica o potencial da Bacia de Sergipe-Alagoas como "muito promissor". Além dos seis campos da Petrobrás, a ANP acredita que existem na região outras áreas com indícios de presença de petróleo e gás que, nos próximos anos, podem resultar em novas descobertas relevantes.

Pelos dados do MME, para delimitar o reservatório e construir um gasoduto até a costa, a Petrobrás deve gastar US$ 2 bilhões ainda neste ano. A estatal não revela os planos para a região. Por meio de sua assessoria, informou apenas que "as águas profundas de Sergipe vêm mostrando grande potencial para o desenvolvimento". Disse também que o orçamento do projeto está previsto em seu plano estratégico para os próximos cinco anos. Por enquanto, a estatal está trabalhando apenas na exploração, mas não na produção dos campos.

Expectativa

O gás já provoca uma reviravolta na economia de Sergipe. "Virei um caixeiro viajante, batendo de porta em porta de indústrias, oferecendo as vantagens do gás natural a quem quiser se instalar no Estado", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Pereira de Carvalho.

O Estado está agora concentrado em atrair grandes consumidores de gás para o município de Barra dos Coqueiros, vizinho a Aracaju, onde funciona o Porto de Sergipe, e, no futuro, deve estar de pé um novo distrito industrial. Na pequena cidade de apenas 25 mil habitantes, cercada por praias e mangue, começa a surgir um arranjo inédito de empresas interessadas no combustível.

De um lado, estão produtores e uma unidade de importação do gás. Do outro, potenciais consumidores, atraídos pela perspectiva de pagar menos pelo combustível. Às empresas, Carvalho tem argumentado que, com tanta oferta, não haverá alternativa aos fornecedores de gás senão baixar o valor da matéria-prima. Assim espera trazer de volta, principalmente, indústrias de vidro e cerâmica, que dependem do gás para fabricar produtos melhores e a um custo menor.

Até a nova onda deflagrada pela descoberta da Petrobrás, o governo estadual se via às voltas com a suspensão de investimentos da estatal, que, no passado, chegou a responder por um terço de todo dinheiro movimentado pela indústria sergipana. O Estado sentiu o golpe, por exemplo, do fechamento da fábrica de fertilizantes, a Fafen-SE, e do freio em campos produtores de petróleo e gás, colocados à venda pela estatal.

Diante desses e outros reveses, e a expectativa de extinção de postos de trabalho, a notícia da descoberta criou uma sensação de que "há uma luz no fim do túnel", disse Carvalho.

Livre

O Estado quer ainda incentivar a criação de uma nova figura no mercado de gás - a do consumidor livre, autorizado a importar seu próprio combustível, sem precisar utilizar a rede de dutos de distribuição de uma concessionária local. Com essa mudança, o esperado é reduzir mais um pouco o preço do produto, que não contaria com a tarifa cobrada pela distribuidora. Uma experiência chegou a ser feita em Sergipe, mas parou na Justiça. A distribuidora local, a Sergás, contesta a legalidade do modelo. Ela alega que o contrato de concessão garante a ela a exclusividade do negócio de gás no Estado.

A divergência coloca em lados opostos os próprios sócios da Sergás: o governo do Estado, que quer estimular a queda do preço e um novo mercado, e a Petrobrás e a japonesa Mitsui, que não aprovam as mudanças.

Sergipe vai produzir o equivalente a 4 vezes o consumo da região

Com o sucesso da Petrobrás na exploração de seis reservatórios e a chegada de investidores privados, Sergipe foi inserido na rota mundial do gás natural. Em cinco anos, o Estado, sozinho, deve movimentar 40 milhões de m³ por dia de gás, volume que corresponde a mais de quatro vezes a atual capacidade de consumo de toda a Região Nordeste.

Desse total, metade virá de um único investimento da iniciativa privada. Orçado em US$ 5 bilhões, o projeto é da Celse, empresa controlada por sócios de Noruega, Estados Unidos e Brasil. Na prática, o empreendimento inaugura a concorrência num mercado até então dominado pela Petrobrás.

A Celse construiu a primeira unidade de regaseificação privada do País, ao lado do Porto de Sergipe, no município de Barra dos Coqueiros. Até então, somente a Petrobrás tinha unidades do tipo. A tecnologia permite importar o combustível na forma líquida, o GNL, por navio, depois retomá-lo ao estado gasoso e então injetá-lo na malha de dutos terrestres.

Condições

"Encontramos em Sergipe as condições adequadas para instalar a unidade de regaseificação e a térmica", diz Pedro Litsek, presidente da Celse. "Na região, existe uma subestação de porte para escoar a energia e o terreno está próximo do mar, numa área que tem a melhor condição para ancorar o navio (onde o combustível líquido é transformado em gás), a apenas 6 km da costa". Esse projeto foi iniciado há cerca de três anos, antes de a Petrobrás descobrir um reservatório de dimensões relevantes na região.

O primeiro carregamento de GNL chegou no mês passado, de Camarões, na África, para ser usado como combustível nos testes de operação da térmica Porto de Sergipe 1, também parte do projeto da Celse. Quando começar a funcionar, em janeiro, a usina deverá ter capacidade de gerar 1,5 gigawatts de eletricidade e será a maior da América Latina.

Somente o consumo da geradora de eletricidade justifica o investimento na tecnologia de importação do gás. Por isso, é a porta de entrada para empresas privadas interessadas em competir no mercado interno. "Essa é uma nova forma de transportar energia a locais de mais difícil acesso, de forma rápida", diz a advogada Camila Mendes Viana Cardoso, do escritório Kincaid Mendes Viana, especializado em direito marítimo.

Distribuição

Uma das sócias da Celse, a Golar Power, quer, na verdade, ser uma distribuidora de energia no Brasil, usando o GNL como matéria-prima e começando por Sergipe. Ainda neste mês, pretende trazer para o País dez caminhões projetados para consumir gás líquido no lugar de óleo diesel, que serão testados num trecho de 1,5 km.

Se der certo, a empresa norueguesa vai criar um "corredor azul", nos mesmos moldes da Europa, onde uma rede de postos vai garantir autonomia aos motoristas, diz Marco Tulio Rodrigues, executivo da Golar.

O gás natural é considerado, atualmente, o combustível da transição para uma energia de baixo carbono, até que as fontes renováveis substituam definitivamente o petróleo e seus derivados na matriz energética.

Moradores

A construção de Porto de Sergipe 1 mudou a vida profissional da sergipana Rafaela Maria Santos. Dona de um depósito de bebidas na região, ela decidiu abandonar o balcão da loja e se aventurar no ramo da construção civil. A mudança de estilo de vida custou o casamento. "Meu marido mandou escolher entre ele e a obra. Escolhi a obra", conta Rafaela.

A oportunidade profissional surgiu pela exigência dos Bancos Mundial (Bird) e Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiadores da térmica que a contratou. Para a liberação dos recursos, as duas instituições de fomento exigiram que, durante a construção, fosse contratado um número mínimo de mulheres da região.

Os bancos definiram ainda que os moradores não poderiam ser incomodados por ruídos durante as atividades da usina de geração de eletricidade. Com isso, comunidades vizinhas à unidade produtora estão sendo remanejadas para áreas mais distantes.

"Hoje, a ocupação aqui não é nossa. Tem dez anos que a gente vive assim. Na nova casa vai ter mais estrutura", diz Denise Ferreira, uma das beneficiadas pelo programa de remanejamento. Na frente da atual moradia, uma casa de tijolo à mostra e sem saneamento básico, ela vende balas, à beira da estrada. No terreno que vai receber, espera plantar árvores frutíferas.

Transformação

O comércio local também está se transformando com a chegada do gás. Dono de uma rede de 12 farmácias em Aracaju, Edson Rabelo Santos planeja abrir a próxima unidade mais perto da área industrial projetada para o município de Barra dos Coqueiros.

"Estou apostando que, em uma década, aquela região vai estar no mesmo nível da capital. Quero só encontrar a loja ideal para me instalar por lá", planeja o empresário.

Já o dono do restaurante Mirante, instalado a 1 km da usina térmica, aproveitou o melhor momento das obras, no ano passado, quando 5 mil pessoas trabalhavam na construção. Muitos deles recorriam ao seu comércio para almoçar. Agora, se prepara para uma fase de mais calmaria. Cerca de 1 mil pessoas participam dos retoques finais na usina e, a partir de janeiro do ano que vem, com o início da operação, apenas cem devem ser mantidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A economista e advogada Elena Landau criticou neste domingo, 16, através de redes sociais a postura do governo do presidente Jair Bolsonaro no episódio que provocou o pedido de demissão de Joaquim Levy da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo ela, Levy jamais teria anunciado a admissão de um diretor sem que o nome tivesse passado pela aprovação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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"BNDES não tem essa independência. Todos os diretores passam pelo crivo do ministro. Deveriam ter demitido logo Levy, mas esperaram essa historinha sem sentido para ter apoio da malta das redes", escreveu Elena Landau em seu perfil no Twitter.

Elena foi diretora do BNDES durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Hoje ela presidente o movimento Livres, que defende o liberalismo econômico.

Em outra postagem, a economista sugeriu que Paulo Guedes estava insatisfeito com a devolução de recursos do BNDES ao Tesouro.

"Guedes prometeu zerar déficit e acabou precisando de crédito complementar. Tava de olho no pagamento dos empréstimos do BNDES. Não veio o que ele esperava. Fez maior arruaça com os míseros 6bi da Caixa. E vocês acham que foi Bolsonaro sozinho que tirou Levy?", escreveu Elena.

Segundo ela, independentemente de quem for contratado como substituto na liderança do banco de fomento, toda a diretoria deverá ser trocada, "para mostrar que não está nas mãos dos funcionários, como disseram sobre Levy".

"Não tem nenhum sentido Levy, que trabalhou no governo PT, ser demitido porque chamou um técnico que trabalhou no governo PT. Isso tudo foi desculpa e deram um jeito, Bolsonaro e Guedes juntos, de tirar o cara. Guedes toda hora reclamava do Levy. Tudo ensaiado", criticou ela.

Distribuidoras de energia controladas por governos estaduais estão com dificuldades para cumprir as metas de qualidade do serviço e apresentar resultados positivos, fundamentais para a realização de investimentos. Para analistas do setor, exigências cada vez mais rígidas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a crise financeira dos Estados tendem a empurrar as empresas para a privatização, o caminho mais fácil para evitar a perda da concessão.

Seria a terceira onda de privatizações no setor. Na década de 1990, diversas distribuidoras foram privatizadas pelos Estados em troca da renegociação de suas dívidas com o mercado pela União - como Eletropaulo, hoje Enel SP, e Light, no Rio. No ano passado, seis distribuidoras do Norte e Nordeste, que eram estaduais e foram transferidas para a Eletrobrás, antes de serem vendidas. A privatização de estatais é uma das alternativas propostas pelo Plano Mansueto para Estados que precisarem de socorro da União.

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Entre as empresas com mais problemas na área econômico-financeira estão a CEB, distribuidora controlada pelo governo do Distrito Federal, e a CEEE, que pertence ao governo do Rio Grande do Sul. Já a Cemig, do governo de Minas Gerais, luta para provar à Aneel que cumpriu as metas de qualidade do serviço.

Ao renovarem suas concessões por 30 anos, em 2015, essas distribuidoras se comprometeram a atingir uma trajetória de melhoria nos indicadores econômicos e de qualidade em cinco anos, até 2020. Caso descumpram os índices mínimos por dois anos consecutivos nesse período, podem ter as concessões cassadas - nesse cenário, ficam sem ativos e fluxo de caixa futuro, com dívidas e passivos trabalhistas, ou seja, sem valor. Para evitar essa punição, as empresas são obrigadas a apresentar um plano de troca de controle - o que, no caso das empresas controladas por Estados, significa a privatização.

A CEB já rompeu o indicador econômico-financeiro no ano passado e, para cumprir o deste ano, precisaria de um aporte de R$ 426 milhões. O governador Ibaneis Rocha já sinalizou que deve vender o controle da companhia, proposta que será submetida aos acionistas em assembleia na próxima quarta-feira, dia 19 de junho. O DF é dono de 80% dos papéis da empresa. Procurada, a companhia informou que não iria se manifestar até a realização da assembleia.

Resultados

Alvo de fiscalização direta da Aneel, a CEEE não tem cumprido o plano de resultados, exigido após a piora na qualidade do serviço. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a empresa está em situação grave e deve ser intimada já nas próximas semanas a apresentar uma solução. Paralelamente, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, conseguiu acabar com a obrigatoriedade de realização de um plebiscito para privatizar estatais. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa, no mês passado, e abriu caminho para a venda da CEEE - será preciso aprovar um projeto de lei para isso. Procurada, a empresa não comentou.

Maior distribuidora do País em unidades consumidoras atendidas, com 8,4 milhões, a Cemig tem grandes chances de não atender os indicadores mínimos de qualidade da Aneel, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A Cemig recebeu autos de infração referentes aos anos de 2016 e 2017, mas está recorrendo na Aneel. A empresa tenta provar que não houve má-fé, mas erro na interpretação da norma, para evitar caracterizar o rompimento dos indicadores por dois anos consecutivos - o que levaria à caducidade de concessão.

Procurada, a Cemig informou que vem cumprindo todos os limites de qualidade impostos. A empresa disse que investiu R$ 5 bilhões em sistema de distribuição entre 2013 e 2017 e deve investir outros R$ 5 bilhões até 2022.

Também do grupo Cemig, outra distribuidora que enfrenta dificuldades é a Light, privatizada em 1996. Com 3,9 milhões de unidades consumidoras no Rio, a empresa é uma das mais atingidas pelos furtos de energia, o que tem se refletido em seus indicadores financeiros. No caso de Minas Gerais, a privatização exige referendo popular para a venda de estatais. Se quiser privatizá-la, o governador Romeu Zema terá que convencer a Assembleia Legislativa a mudar a Constituição estadual.

A Light informou que pretende lançar ações no mercado para reduzir sua dívida e diz que retomar a trajetória de redução de perdas é sua maior prioridade nas áreas "possíveis", "uma vez que a violência e o poder paralelo têm dificultado o acesso das equipes para a realização do trabalho". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Caixa Econômica Federal (CEF) realiza neste sábado (15), às 20h, o sorteio do concurso 2.160 da Mega-Sena. O valor estimado do prêmio é de R$ 115 milhões. O sorteio dos seis números acontecerá no Espaço Loterias Caixa, na cidade de São Paulo.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19 horas nas lotéricas do país e também no Portal Loterias Online. A chance de acerto, segundo a CEF, é de uma em 50 milhões.

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O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação da Caixa com a Mega-Sena. Após o sorteio deste sábado, o próximo concurso será na quarta-feira (19), véspera do feriado de Corpus Christi.

A Passaredo Linhas Aéreas entrou na disputa pelas autorizações de pousos e decolagens que pertenciam à Avianca no aeroporto de Congonhas (SP). A companhia de aviação regional já solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assumir ao menos 10 dos 21 slots (autorizações de pouso e decolagem) da rival, que está em recuperação judicial, no aeroporto paulistano. A empresa já oficializou a intenção com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em entrevista ao Estadão/ Broadcast, o controlador da Passaredo, José Luiz Felício Filho, disse que, pelas regras atuais, a empresa seria tratada como "entrante". Desta forma, teria direito a 50% dos slots da Avianca - o restante seria dividido dentre as demais companhias que já operam em Congonhas (Gol, TAM e Azul). Além da Passaredo, a única empresa nacional que poderia ser classificada como entrante seria a MAP, que atua apenas nos Estados do Amazonas e Pará.

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Durante o processo de recuperação a Avianca, que começou em dezembro, a Azul tentou comprar as operações da concorrente para ficar com os slots em Congonhas, mas as líderes de mercado - Latam e Gol - entraram na briga. O processo envolveu o Judiciário e também mobilizou o Cade, órgão responsável por questões de competitividade.

"A Passaredo vem em processo desgastante de sete ou oito anos (que incluiu a entrada e a saída de uma recuperação judicial) e sempre esperou oportunidade de operar em Congonhas para acessar o mercado de alta rentabilidade e alta competitividade. Temos o direito e a capacidade de fazer operação", disse Felício.

Segundo ele, durante reunião com representantes da Anac, em 27 de maio, foi reiterado o interesse da companhia de ser um novo operador no aeroporto paulistano. "Escutamos que as regras serão mantidas, mas o Cade, que participa do processo, está sob pressão, até pela própria Azul, que pede os slots, mas não é entrante, pois já opera no aeroporto", disse.

Ele diz ter apoio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) em seu pedido - a Azul, no meio da briga pela Avianca, anunciou sua saída da entidade.

Dificuldades

Apesar da dificuldade financeira após o fim da recuperação judicial, em 2017, a Passaredo estima que investirá US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 17,5 milhões, para ampliar em 50% suas operações caso tenha êxito e passe a operar em Congonhas. A empresa espera incorporar três novos turboélices ATR72-500 à frota atual de seis aeronaves e elevar para 60 o número de voos diários.

Caso a Passaredo tenha aval para operar em Congonhas, as operações devem ser iniciadas em 90 dias, estima Eduardo Busch, diretor executivo da companhia. Ao contrário da Azul, que quer os slots para operar na ponte aérea Rio-São Paulo, a Passaredo pretende manter o perfil de companhia regional.

Nesta semana, a empresa ficou sob ameaça da Socicam, concessionária do aeroporto de Vitória da Conquista (BA), de ser proibida de operar na cidade por reter taxas de embarque. "Estranhamos a forma como a Socicam tratou essa negociação. Agiram de forma a pressionar uma situação que é nossa responsabilidade e foi resolvida", disse Felício.

Oportunidade

60 é o total de voos que a Passaredo quer atingir caso tenha êxito na intenção de reter a metade dos slots de Congonhas que hoje pertencem à Avianca.

US$ 4,5 mi seria o investimento da companhia em aeronaves para a abertura de novas rotas.

50% seria o crescimento estimado da empresa com a expansão de suas operações a partir do aeroporto da cidade de São Paulo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O desembargador Antonio Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), aumentou para R$ 200 mil a multa diária para a Vale por dia que sejam feitas atividades na mina Onça Puma, no Pará. A multa de R$ 100 mil por dia foi aplicada em março, e o Ministério Público Federal (MPF) estima que a desobediência da companhia já acumula um valor total de R$ 19,5 milhões.

"Os peritos que foram até as instalações da mineradora, em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, constataram que os setores de metalurgia e beneficiamento estavam em pleno funcionamento e sendo sistematicamente abastecidos por caminhões de minério", explicou o MPF em nota.

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Onça Puma é uma mina de níquel da Vale e, segundo o MPF, o empreendimento cercou por todos os lados três aldeias indígenas na região do Cateté, no sudeste do Pará entre as cidades de Ourilândia do Norte, Parauapebas e São Félix do Xingu. De acordo com o MPF, são 14 empreendimentos no total, extraindo cobre, níquel e outros minérios, todos de propriedade da Vale, alguns já implantados, outros em implantação.

Segundo o Ministério Público, Onça Puma é um desses empreendimentos e foi implantado sem o cumprimento da legislação ambiental. Em sete anos de atividade, contaminou com metais pesados o Rio Cateté e inviabilizou a vida dos cerca de 1.300 Xikrin. O processo judicial que visa assegurar compensações para os indígenas tramita desde 2012.

"A Vale desobedece, desde 26 de fevereiro, uma ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para cessar todas as atividades na mineradora Onça Puma, que extrai e beneficia níquel no sudeste do Pará, e causou graves danos ambientais que atingem os povos indígenas Xikrin e Kayapó", informou o MPF.

Procurada, a Vale ainda não tinha uma resposta sobre o aumento da multa.

Com reviravoltas comparáveis a final de novela, acabou nesta sexta-feira, 14, a disputa entre Magazine Luiza e Centauro pela compra da Netshoes. Quem levou a empresa foi o Magazine, cuja proposta de compra foi aprovada por 90,32% dos acionistas da Netshoes em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada nesta data na capital paulista.

A Magalu adquirirá a integralidade das ações de emissão da Netshoes pelo preço de US$ 3,70 por ação, totalizando aproximadamente US$ 115 milhões. A operação será concluída até o dia 19 de junho. O valor é 85% maior que o oferecido inicialmente pela varejista.

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O Magazine Luiza foi quem primeiro demonstrou interesse em comprar a Netshoes e fez uma oferta no final de abril de US$ 2,00 por ação da companhia, perfazendo um total de US$ 62 milhões. Durante um mês, essa foi a única proposta formal recebida pela Netshoes, até que, no dia 23 de maio, a Centauro resolveu entrar no páreo, oferecendo US$ 2,80 por ação, ou US$ 87 milhões pelo negócio.

A partir daí, a briga pelas operações da varejista de material esportivo apenas se acirrou. No mesmo dia em que a Centauro apresentou sua oferta, o Cade publicou despacho aprovando a operação entre o Magazine e a Netshoes sem restrições. Com a Netshoes com pressa para fechar negócio, devido ao seu prejuízo operacional, caixa negativo e capital de giro deficiente, o despacho foi ponto a favor do Magalu, que, em seguida, aumentou a oferta para US$ 3,00 por ação, ou US$ 93 milhões.

Porém, dois dias antes da Assembleia Geral Extraordinária, a Centauro elevou sua oferta para US$ 3,50 por ação (US$ 108,7 milhões). A Netshoes decidiu, então, adiar a Assembleia.

Na primeira semana de junho, a Netshoes marcou nova data para a AGE e, em comunicado, a empresa avaliou que a proposta da Centauro não dava garantias suficientes em relação à condição financeira da empresa ou tratava adequadamente "as preocupações de liquidez de curto prazo". O conselho de administração da Netshoes recomendou, portanto, que os acionistas votassem a favor do acordo com o Magazine Luiza.

A Centauro não se deu por satisfeita e, na quarta-feira, aumentou novamente a oferta, para US$ 3,80 por ação, e, dessa vez, enumerou uma série de medidas de apoio para que a Netshoes pudesse suportar a pressão sobre seu fluxo de caixa operacional até que a transação se consumasse. Elas incluíam o empréstimo de até R$ 120 milhões à Netshoes para reforçar o capital de giro e um financiamento adicional com o Banco Votorantim, elevando de R$ 325 milhões para R$ 375 milhões os recursos a serem tomados por empréstimo para subsidiar a consumação da fusão.

Além disso, um edital publicado pelo Cade na quinta-feira, 13, considerou que eventual operação entre Netshoes e Centauro seria analisada pelo rito sumário, o que significa que a análise da transação seria realizada no prazo máximo de 30 dias, a contar de 12 de junho. Porém, por ser parte interessada, o Magazine Luiza tinha a prerrogativa de apelar ao Cade em até duas semanas. Fontes informaram ao Broadcast que a empresa faria uso dessa ferramenta, caso necessário.

Faltando pouco mais de 12 horas para a assembleia desta sexta, a Centauro fez uma última tentativa de levar a Netshoes e, na quinta à noite, elevou a oferta para US$ 4,10 por ação (US$ 127,3 milhões). O conselho de administração da Netshoes considerou que não teria tempo para avaliar adequadamente a nova proposta e reiterou sua recomendação para que os acionistas aprovassem o acordo fechado com o Magazine Luiza - opção apoiada por mais de 90% dos acionistas nesta sexta-feira.

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