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A Torre Eiffel, fechada desde 30 de outubro devido ao novo confinamento imposto na França para frear a covid-19, reabrirá a partir de 16 de dezembro.

"É um prazer encontrá-los novamente a partir de 16 de dezembro, de 10:30h até 18:30h, (último acesso até às 17:15h na hora local)! Podem reservar sua visita agora", diz a conta oficial do monumento mais visitado do mundo no Twitter nesta terça-feira (01).

"Paris brilhará de novo para as festas de fim de ano", tuitou o vice-prefeito de Turismo da capital francesa, Frédéric Hocquard.

As visitas ao monumento, que se viu afetado pela crise sanitária, diminuíram aproximadamente 80% com relação a 2019 e sua receita caiu 70%, indicou no final de outubro a Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE).

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na semana passada que os cinemas, teatros e museus poderão reabrir em 15 de dezembro se a situação sanitária permitir. Um novo confinamento também deverá ser considerado nessa data e será decretado um toque de recolher entre 21h e 07h.

Antes do reconfinamento, a Torre Eiffel recebia cerca de "2.500 visitantes por dia para um monumento que pode acolher até 25 mil", segundo Jean-François Martins, o presidente da SETE.

Isto se deve às medidas restritivas impostas pela pandemia. A distância física fez com que os acessos a torre vindo do solo fechassem pela metade e o toque de recolher às 21h que precedeu ao reconfinamento impediu o fechamento habitual do monumento à meia-noite nos fins de semana.

Mas o maior dano se deve sobre tudo a ausência de turistas, pois o ponto turístico recebe normalmente entre "80 e 85%" de visitantes estrangeiros, segundo a SETE, que desde então se concentra na população local.

A única vantagem atual é que por enquanto não há fila para acessar a Torre Eiffel e "a visita é mais confortável", acrescenta a empresa.

O governo da Rússia iniciou nesta segunda-feira (30) o processo de vacinação da sua população com a Sputnik V, mesmo que o medicamento ainda não tenha concluído todos os testes clínicos.

A primeiro lote da vacina foi liberada pela Rússia e as primeiras doses chegaram no Domodedovo Central City Hospital, em Moscou.

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Os médicos interessados em participar do processo se registraram em um site do governo e precisaram apresentar um teste do novo coronavírus com resultado negativo.

O Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia informou que a eficácia da Sputnik V é "superior a 95%" após a aplicação da segunda dose. Os resultados ainda não foram divulgados em revistas científicas.

A Sputnik V foi a segunda vacina contra a Covid-19 a apresentar resultados preliminares na fase 3 de testes.

Apesar das polêmicas iniciais relacionadas à vacina do instituto russo, como o registro antes mesmo de iniciar a última fase de testes, as etapas iniciais tiveram sua segurança confirmadas por um estudo técnico publicado na revista "The Lancet".

A Hungria, que recebeu algumas doses da vacina russa, testará o medicamento e, se for seguro e eficaz, as empresas vão produzir em grande escala no próximo ano.
    A Rússia registrou 569 mortes e 26.402 novos casos de coronavírus em 24. Desde o início da emergência, o país já registrou 40.464 óbitos e 2.322.056 infecções. 

Da Ansa

Sem conseguir sair de sua casa em Perpignan, no sudoeste da França, há anos, um homem pesando cerca de 300 quilos foi evacuado nesta terça-feira (1°) por um guindaste, após horas de preparação e intervenção de quase 50 pessoas.

A delicada intervenção, potencialmente perigosa para o homem, Alain Panabière, exigiu a consolidação da casa de dois andares situada num bairro com ruas estreitas e a destruição de parte da fachada.

O homem de 53 anos foi transportado horizontalmente em um grande contêiner branco, suspenso por um guindaste, e depois colocado em uma ambulância especializada, informou a prefeitura do departamento dos Pirineus Orientais.

Mais de 50 pessoas foram mobilizadas desde a manhã, entre policiais, bombeiros e equipes médicas, mas também funcionários da prefeitura e do departamento.

"Para não correr riscos, os vizinhos foram convidados a deixar temporariamente suas residências durante a operação", disse a prefeitura.

Panabière será levado a um hospital em Montpellier para uma "avaliação global" de seu estado de saúde, antes de ser transferido algumas semanas depois para um centro de reabilitação, de acordo com o chefe do departamento de endocrinologia-diabetes-nutrição, Antoine Avignon.

"Quando remobilizamos uma pessoa imobilizada por dois a cinco anos, existe o risco de descompensação circulatória, de trombose. É um sistema cardiovascular que fica em repouso por muito tempo que é reativado", disse o médico.

Recluso em casa há anos e imobilizado no chão por mais de um ano "depois de provavelmente ter quebrado uma perna", segundo seu advogado Jean Codognès, Panabière era alimentado por seu irmão, mas seu estado de saúde estava piorando rapidamente.

Após meses de negociações entre sua família, seu advogado e as autoridades, foi encontrada uma solução e a operação foi preparada e coordenada pelos serviços do Estado, do departamento e da prefeitura.

Codognès enviou uma carta ao ministro do Interior, Gérald Darmanin, no final de outubro, para pedir uma intervenção urgente. Poucos dias depois, seu cliente e a Liga Nacional contra a Obesidade entraram com uma queixa por "não assistência a uma pessoa em perigo".

Os Estados Unidos chegaram nesta terça-feira (1°) a 13.545.017 casos confirmados do novo coronavírus, de acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins. O número de mortes por Covid-19 no país, segundo o mesmo levantamento, já chegou às 268.087.

Nova York é o Estado com mais mortes pela doença, com mais de 34 mil, seguido por Texas, Califórnia e Flórida. Já em relação ao número de casos, a ordem se inverte.

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O Texas é o líder em diagnósticos, com mais de 1,2 milhão de casos, seguido por Califórnia, Flórida, Illinois e Nova York.

A nova onda de infecções tem causado preocupação nas autoridades do país. O presidente do Banco Central americano (Fed), Jerome Powell, alertou que os EUA caminham para meses difíceis no plano econômico devido ao ressurgimento da pandemia.

"O aumento de casos de Covid-19, aqui e no exterior, é preocupante e pode ter consequências difíceis nos próximos meses", afirmou Powell, que vai discursar sobre o tema no Senado nesta terça.

Apesar de considerar as notícias recentes sobre a evolução das vacinas "muito positivas", Powell ponderou que "ainda há desafios e incertezas significativas, incluindo o momento, a produção e a distribuição". COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A Câmara dos Deputados argentina começa a debater em comissão, nesta terça-feira (1º), o projeto de legalização do aborto encaminhado pelo governo de Alberto Fernández, um tema que divide horizontalmente os partidos em um país com forte influência católica.

O projeto teria os votos necessários para sua aprovação na Câmara, de acordo com as posições já antecipadas. No Senado, tradicionalmente mais conservador, a votação estaria levemente a favor da rejeição, com alguns representantes indefinidos.

"Espero que desta vez seja aprovado. Há uma mudança muito forte, porque em 2018 não tínhamos o apoio do Executivo. Estou muito esperançosa. Na Câmara, não haverá problemas. Veremos no Senado", disse a advogada Nelly Minjersky, de 91 anos, uma das fundadoras da Campanha pelo Aborto Legal, Seguro e Gratuito (A Campanha), que apresentou oito projetos em seus 15 anos de existência.

Esta é a nona vez que um projeto de Interrupção Voluntária da Gravidez (IVE) entra no Congresso, mas é o primeiro enviado pelo Executivo. Apenas uma vez, em 2018, o debate chegou a ir à votação. Foi aprovado na Câmara, mas rejeitado no Senado.

O debate começa com uma videoconferência conjunta das comissões Legislação Geral, Legislação Penal, Mulher e Diversidade, Ação Social e Saúde Pública, encarregadas de redigir um parecer a ser tratado na Casa em 10 de dezembro.

Além da renovação parcial do Congresso nas eleições do ano passado, serão consideradas válidas as exposições do extenso debate de 2018.

Estimativas apontam a realização de entre 370 mil e 520 mil abortos clandestinos por ano na Argentina, disse a chefe da Secretaria Jurídica e Técnica da Presidência da República, Vilma Ibarra, uma das promotoras do texto.

Um fenômeno astronômico que não acontece desde a Idade Média poderá ser observado no dia 21 de dezembro, logo após o pôr do Sol: a proximidade entre Júpiter e Saturno fará com que esses dois corpos celestes pareçam um planeta duplo.

A proximidade entre os dois planetas já está ocorrendo e, entre os dias 16 e 25 de dezembro, a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro de lua cheia. “Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, explica o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan.

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Embora as melhores condições de visualização sejam próximas ao Equador, o fenômeno poderá ser observado em qualquer lugar da Terra, se o clima permitir. Hartigan explica que a dupla planetária aparecerá baixo no céu ocidental por cerca de uma hora após o pôr do sol todas as noites. “Para a maioria dos observadores do telescópio, cada planeta e várias de suas maiores luas estarão visíveis no mesmo campo de naquela noite”, acrescentou.

Segundo o astrônomo, alinhamentos entre esses dois planetas são bastante raros, ocorrendo uma vez a cada 20 anos ou mais. “No entanto, esta conjunção é excepcionalmente rara por causa da maior proximidade entre eles. Você teria que voltar até um pouco antes do amanhecer de 4 de março de 1226 para observar um alinhamento mais próximo entre esses objetos visíveis no céu noturno”, complementou.

A próxima vez que esse vento ocorrerá será no dia 15 de março de 2080. Depois, só depois do ano 2400.

*Com informações da Rice University

Hong Kong reinstaurou, nesta segunda-feira (30), novas restrições a seus habitantes para tentar conter a quarta onda de contágios de coronavírus que abala o território semiautônomo.

A partir de quarta-feira (2) o governo local limitará reuniões a não mais de duas pessoas, fechará bares de karaokê e salas de mahjong (um jogo de tabuleiro chinês) e pediu que a maioria dos servidores civis trabalhe em casa.

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As medidas se somam às restrições anunciadas no domingo (29), que encerrarão o ensino presencial nas escolas pelo restante do ano, também a partir de 2 de dezembro.

Há quase um ano, Hong Kong proibiu reuniões de grandes grupos e fechou setores de sua economia, devido a picos de contágio. Isso limitou os casos a cerca de 6 mil, e as mortes, a 109, para uma população de 7,5 milhões de habitantes.

Nos últimos dias, porém, os contágios diários subiram para mais de 100, obrigando as autoridades a reimpor as rígidas restrições da primavera e do verão.

"Esta nova onda chegou muito rápido a Hong Kong", disse a executiva-chefe da região, Carrie Lam, à imprensa.

Em torno de 170 mil funcionários públicos trabalharão de forma remota, a menos que sua presença física seja essencial. Carrie Lam pediu ao setor privado que siga essa medida.

O parque temático Ocean Park e a Disneylândia também baixarão as portas, disse a secretária para os Alimentos e a Saúde, Sophia Chan.

"Será muito crítico nas próximas duas semanas", disse Lam. "Espero que o povo de Hong Kong consiga continuar sendo tolerante."

Academias de ginástica e centros esportivos continuarão abertos, mas só com duas pessoa por vez no máximo, e salões de massagem e de beleza permanecerão em operação, mas também com rígidos limites de capacidade, como anunciou o governo.

Os horários de atendimento dos restaurantes ficarão restritos e com um máximo de duas pessoas por mesa.

Os bares de Hong Kong já estão fechados, mas alguns estão tentando driblar as regras proporcionando pratos e talheres a clientes sob a alegação de que estão jantando. (Com agências internacionais)

A filial neozelandesa do grupo de alimentos e cosméticos Unilever anunciou nesta terça-feira (1°) que pretende testar a semana de trabalho de quatro dias, sem cortes de salários para os funcionários, seguindo uma proposta neste sentido do governo de centro-esquerda para reativar a economia.

A empresa explicou que seus 81 funcionários no país poderão participar no experimento, que deve começar em dezembro e durar um ano. Dependendo dos resultados na Nova Zelândia, a Unilever poderia adotar a semana de quatro dias em outros países.

"Nosso objetivo é medir o rendimento em função da produção, não do tempo. Acreditamos que a antiga forma de trabalhar está desatualizada e não é mais adequada", declarou o diretor geral da Unilever Nova Zelândia, Nick Bangs.

A primeira-ministra Jacinda Ardern anunciou em maio a possibilidade de mudança para a semana de quatro dias para ajudar a reativar uma economia afetada pelas restrições impostas pelo coronavírus, incluindo um confinamento de sete semanas. E incentivou as ideias criativas que favoreçam a flexibilidade na empresa.

Bangs destacou o aumento do interesse por uma semana de trabalho mais curta, depois que a pandemia alterou a cultura de trabalho no escritório.

"Este é um momento emocionante para nossa equipe, uma forma de validar o papel de catalisador que a Covid-19 teve na transformação das práticas no mundo do trabalho", disse.

A empresa espera que seus funcionários ganhem em produtividade com a permissão de maior flexibilidade. Os resultados da experiência serão analisados pela Universidade de Tecnologia de Sydney.

"Estamos ansiosos por compartilhar as lições do experimento com outras empresas da Nova Zelândia, com a esperança de estimular outras a refletir sobre a forma como trabalham", completou Bangs.

Joseph Varon, um médico que trata pacientes com o novo coronavírus em um hospital do Texas, estava trabalhando em seu 252º dia consecutivo quando viu um idoso perturbado na unidade de terapia intensiva (UTI) da covid-19.

O abraço reconfortante de Varon ao homem de cabelos brancos no Dia de Ação de Graças foi capturado por um fotógrafo para a Getty Images e viralizou em todo o mundo.

Varon, chefe de equipe do United Memorial Medical Center em Houston, disse à CNN que estava entrando na UTI para covid quando viu o paciente "fora da cama e tentando sair do quarto".

"E ele está chorando", disse Varon. "Então, chego perto dele e (pergunto): 'Por que você está chorando?'"

"E o homem disse: 'Quero ficar com minha esposa'. Então eu apenas o seguro e o abraço", disse Varon. "Eu estava sentindo muita pena dele. Eu estava me sentindo muito triste, assim como ele."

"De repente, ele se sentiu melhor e parou de chorar", contou Varon à CNN nesta segunda-feira, que ele disse ter sido seu 256º dia consecutivo de trabalho.

"Não sei por que não desmoronei", disse o médico. "Minhas enfermeiras choram no meio do dia".

Varon disse que o isolamento na unidade de covid é difícil para muitos pacientes, principalmente os idosos.

"Você pode imaginar", disse ele. "Você está dentro de uma sala onde as pessoas chegam em trajes espaciais".

"Quando você é idoso é mais difícil porque você está sozinho", disse ele. "Alguns choram. Alguns tentam fugir", disse ele. "Na verdade, tivemos alguém que tentou escapar por uma janela outro dia".

Varon disse que o idoso da foto está "muito melhor". "Esperamos que antes do final da semana ele consiga sair do hospital", disse ele.

Varon também trouxe uma mensagem para as pessoas que não estão tomando precauções em meio à pandemia.

"As pessoas estão em bares, restaurantes, shoppings", disse o médico. "É uma loucura. As pessoas não ouvem e aí vão para a minha UTI".

"O que as pessoas precisam saber é que não quero ter que abraçá-las. Elas precisam fazer as coisas básicas - manter distanciamento social, usar máscaras, lavar as mãos e evitar ir a lugares onde há muitas pessoas", disse ele.

"Se as pessoas fizessem isso, profissionais de saúde como eu poderiam descansar", concluiu.

Se depender do médico britânico Phil Davies, 55 anos, o planeta Marte já tem dono e o proprietário é ele próprio. O cientista inglês é criador de uma projeção a laser capaz de atingir a atmosfera do planeta vermelho a 91 milhões de quilômetros, e pode gerar dióxido de carbono no ar marciano. Segundo os especialistas, a liberação do gás tornaria o planeta habitável.

Em entrevista ao portal de notícias Daily Star, o cientista disse estar em busca do reconhecimento do projeto na Organização das Nações Unidas (ONU) para se declarar "dono de Marte". Segundo ele, a legislação espacial vigente permite que qualquer pessoa que obtenha sucesso em criar uma atmosfera habitável pode reivindicar o título. No entanto, para ingressar na ONU, o médico precisa da chancela de uma nação pertencente ao grupo e, para isso, tenta convencer o governo britânico a dar o suporte necessário para aprovação do pedido.

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Ainda segundo o médico, a reivindicação do título não é apenas para que a superfície de Marte tenha um dono. Na declaração ao portal inglês, o cientista alega que o pedido vai de encontro à política de superpotências, que podem tentar explorar os minérios do espaço sideral com armas nucleares. De acordo com ele, o Tratado do Espaço Sideral é a única lei que impede o uso de material bélico em outras órbitas.

No Paquistão, um novo pacote de leis contra o crime de estupro vai passar pelo Poder Legislativo para aprovação. Entre os termos propostos pelo Ministério da Justiça paquistanês está o que deve condenar estupradores ao processo de castração química. O código penal em vigência sugere a punição com prisão, que pode ser de 10 a 25 anos, ou com a pena de morte.

A proposta, elaborada pelo Ministério da Justiça do Paquistão ganhou força no Senado e tem o apoio do primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan. Na nova legislação ainda há pontos que viabilizam o desimpedimento em relação às investigações criminais e que permitem maior agilidade na resolução de casos de agressão às mulheres. Além de facilitar o acesso das vítimas às denúncias, o pacote de leis projeta que elas tenham a segurança preservada após manifestarem queixas contra os suspeitos.

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De acordo com o Senado do Paquistão, o novo pacote surge após registro de aumento nos casos de abuso contra mulheres e crianças no Paquistão. O pacote deve ser apresentado ao Poder Legislativo paquistanês para aprovação nos próximos dias.

Um tribunal chinês condenou 53 pessoas a penas de prisão por sua responsabilidade na gigantesca explosão de uma fábrica de produtos químicos que deixou 78 mortos em 2019, em Yancheng, no leste do país.

A explosão de março de 2019, que levou ao fechamento dessa fábrica na cidade de Yancheng, na província de Jiangsu, é um dos piores acidentes industriais que o gigante asiático conheceu nos últimos anos.

De acordo com a agência de notícias oficial Xinhua, os acusados, diretores e funcionários da Jiangsu Tianjiayi Chemical Company, foram condenados a penas de prisão que variam de 18 meses a 20 anos. Alguns líderes políticos locais também foram condenados.

O tribunal de Yancheng concluiu que a empresa havia produzido e armazenado, de forma ciente, produtos químicos perigosos e resíduos, embora "as condições de armazenamento não respeitassem os padrões de segurança".

Seis instituições do governo local, incluindo as encarregadas de proteger o meio ambiente, falsificaram documentos para mitigar o risco das atividades da usina, algumas aceitando subornos, segundo o tribunal.

A explosão, que se originou de um incêndio na fábrica de fertilizantes Tianjiayi, atingiu a zona industrial próxima, quebrando portas e janelas por quatro quilômetros.

As regras de segurança na China são frequentemente ignoradas, ou mal controladas, levando a muitas explosões em indústrias e canteiros de obras.

Em 2015, uma série de grandes explosões em instalações químicas da zona portuária da cidade de Tianjin (norte) matou pelo menos 165 pessoas.

A agência de medicamentos da União Europeia (EMA) alertou que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina está associado ao risco de distúrbios psiquiátricos e comportamentos suicidas.

A declaração está em um comunicado divulgado pelo comitê de segurança da EMA na última sexta-feira (27), após uma revisão de todos os dados disponíveis sobre os remédios. Tradicionalmente empregados no tratamento de malária e lúpus, os medicamentos chegaram a ser uma esperança contra a Covid-19, mas estudos científicos descartaram sua eficácia no combate à doença.

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"A revisão havia sido iniciada em maio de 2020, após a EMA ter sido informada pela Agência de Medicamentos da Espanha sobre seis casos de desordens psiquiátricas em pacientes com Covid-19 que haviam recebido doses de hidroxicloroquina acima do autorizado", diz o comunicado.

A agência não permite o uso dos dois remédios para tratar da Covid-19 e ainda lembra que estudos clínicos de larga escala não mostraram "nenhum efeito benéfico" em sua utilização contra a doença. "Já se sabe que a cloroquina e a hidroxicloroquina, mesmo utilizadas em doses aprovadas para indicações autorizadas, podem causar um amplo espectro de transtornos psiquiátricos.

Distúrbios psicóticos e comportamentos suicidas estão listados na bula de alguns medicamentos contendo cloroquina ou hidroxicloroquina como efeitos colaterais raros ou de frequência desconhecida", afirma a EMA.

De acordo com a agência, a revisão dos dados confirmou a ocorrência de desordens psiquiátricas, inclusive graves, em pacientes com ou sem histórico de problemas mentais. No caso da hidroxicloroquina, a EMA afirmou que os efeitos colaterais podem aparecer no primeiro mês de tratamento. Já para a cloroquina, não existem dados suficientes para estabelecer prazos.

"O comitê recomenda a atualização das bulas desses medicamentos para fornecer informações melhores a profissionais de saúde e pacientes sobre o risco de comportamentos suicidas e desordens psiquiátricas", ressalta o comunicado. 

Da Ansa

A empresa americana Moderna anunciou que apresentará nesta segunda-feira (30) pedidos de autorização de emergência para sua vacina contra a Covid-19 nos Estados Unidos e na Europa, depois que resultados completos confirmaram uma alta eficácia do produto (94,1%).

Duas semanas depois de ter anunciado uma eficácia de 94,5% com base em resultados preliminares, a Moderna afirmou que dos 196 participantes em seu teste clínico que foram infectados pela Covid-19, 185 pertenciam ao grupo placebo, e 11, ao grupo vacinado, com uma eficácia calculada de 94,1%.

Isto significa que as pessoas vacinadas viram o risco de contrair Covid-19 reduzido em 94% na comparação com as pessoas que não foram vacinadas, uma eficácia similar à da vacina da Pfizer/BioNTech (95%).

Nenhuma forma grave da doença foi registrada no grupo vacinado, contra 30 no grupo placebo.

A Moderna informou que não foram observados novos efeitos colaterais graves nos voluntários vacinados, mas não declarou, de modo explícito, se foram observados inicialmente efeitos colaterais graves.

Em 16 de novembro, a empresa anunciou que a vacina era "geralmente bem tolerada" e não havia provocado "preocupações de segurança importantes".

As reações mais frequentes não foram graves, como dor na área próxima à injeção no braço, cansaço, rigidez muscular, ou dor de cabeça. Um participante do teste clínico faleceu, mas estava no grupo placebo.

A Moderna informou que a eficácia observada de sua vacina foi uniforme de acordo com idade, gênero e etnia.

"Esta análise positiva preliminar confirma a capacidade de nossa vacina para prevenir a Covid-19 com uma eficiência de 94,1% e, significativamente, a capacidade para prevenir a forma grave de Covid-19", disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna.

A empresa apresentará o que se denomina nos Estados Unidos uma solicitação de autorização de emergência da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), que deve convocar o comitê de consulta sobre vacinas em 17 de dezembro. O encontro poderia permitir, em caso de aprovação, a distribuição nos dias seguintes.

A Moderna também apresentará nesta segunda-feira um pedido de uso condicional à Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A vacina Pfizer/BioNTech já está sendo avaliada pela FDA e pode receber autorização pouco depois de 10 de dezembro.

A vacina iraniana contra o novo coronavírus será batizada com o nome do cientista Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, um dos líderes do programa nuclear do país e morto em uma emboscada na última sexta-feira (27).

Segundo Alireza Zali, chefe da unidade de crise do governo contra a pandemia, o imunizante, que está na fase de ensaios clínicos, se chamará "Mártir Fakhrizadeh". "A vacina foi feita graças aos esforços do pesquisador nuclear Mohsen Fakhrizadeh e de seus colegas", disse Zali.

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Até o momento, o Irã tem cerca de 950 mil casos do novo coronavírus e quase 48 mil mortes, de acordo com o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos EUA.
    Funeral - O funeral de Fakhrizadeh foi realizado nesta segunda-feira (30) e ficou marcado por promessas de vingança.

"Como soldado, prometo que nenhum assassinato ficará sem resposta por parte do Irã", afirmou o ministro da Defesa da república islâmica, Amir Hatami, em um discurso fúnebre sobre o cientista.

"Caçaremos os criminosos até o fim e cumpriremos o comando do guia Ali Khamenei de puni-los", acrescentou. O Irã culpa Israel pelo assassinato e acusa o país rival de ter agido como "mercenário" dos EUA.

A emissora estatal iraniana PressTV, citando uma fonte anônima, divulgou nesta segunda-feira que as armas recuperadas no lugar da emboscada têm produção israelense.

Fakhrizadeh foi sepultado no santuário Imamzadeh Saleh, com a presença de membros de alto escalão das Forças Armadas, mas em cerimônia fechada ao público para evitar aglomerações.

Da Ansa

O julgamento do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy por corrupção e tráfico de influência recomeça nesta segunda-feira (30), após um falso início na semana passada.

Tudo estava pronto no tribunal de Paris em 23 de novembro para a abertura deste julgamento sem precedentes. Um dos três réus, Gilbert Azibert, pediu um adiamento, alegando que sua saúde estava em risco com a pandemia de coronavírus.

Depois de ordenar um exame médico que determinou que sua condição é "compatível" com seu comparecimento, o tribunal rejeitou sua demanda, na quinta-feira passada, convocando esse ex-magistrado sênior de 73 anos a estar "pessoalmente" na audiência desta segunda.

"O tribunal adotou sua decisão, que se impõe", registrou em ata o advogado Dominique Allegrini, ao final da audiência, perante a imprensa.

A 32ª Câmara Correcional está programada para começar às 13h30 (9h30 em Brasília) a análise deste caso inédito. É a primeira vez que um ex-chefe de Estado será julgado na França por corrupção.

Antes de Nicolas Sarkozy, de 65 anos, apenas Jacques Chirac foi condenado em 2011 pelo caso de empregos fantasma na prefeitura de Paris, quando era prefeito, embora nunca tenha comparecido ao tribunal por questões de saúde.

Sarkozy, presidente entre 2007 e 2012, compareceu na segunda e quinta-feira.

"Não tenho a intenção de deixar que me condenem por coisas que nunca fiz", declarou, antes do julgamento, descartando que tenha sido "corrupto" e denunciando um "escândalo".

Aposentado da política desde sua derrota nas primárias de direita em 2016, embora continue a manter sua influência no partido conservador Os Republicanos, Nicolas Sarkozy pode ser condenado a dez anos de prisão e a pagar uma multa de um milhão de euros por corrupção e tráfico de influência. O mesmo vale para os demais réus, acusados de violação do sigilo profissional. Todos rejeitam as acusações.

Neste caso específico, Sarkozy é suspeito de ter tentado corromper, junto com seu advogado Herzog, Gilbert Azibert, quando ele era juiz do Supremo Tribunal da França.

Segundo a denúncia, o ex-presidente tentava obter informações protegidas por sigilo, e influenciar o processo aberto nessa alta instância judicial relacionado ao caso Bettencourt.

Em troca, teria ajudado Gilbert Azibert a obter uma posição de prestígio a que aspirava em Mônaco.

Conhecido na França como o escândalo das escutas telefônicas, este caso surgiu por outro que há anos afeta Sarkozy, o das suspeitas de financiamento da Líbia a sua campanha presidencial de 2007.

A companhia aérea British Airways está investigando alegações de que uma de suas aeromoças está trabalhando como garota de programa e oferece “entretenimento adulto” durante os voos. Em fotos associadas às denúncias, a comissária até mesmo vende suas roupas íntimas aos passageiros.

Não identificada, a mulher anuncia seus serviços por meio de fotos ousadas nas redes sociais, muitas delas focadas em seus pés e pernas com meias e brinca que ela frequentemente não usa calcinha durante os voos, segundo o jornal The Sun.

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Em vez disso, essas roupas íntimas são vendidas por U$ 33 (cerca de R$ 176) - metade do valor que custa uma "taxa de segurança" para mais tarde encontrá-la em um hotel, ela teria dito a um repórter investigativo do jornal do Reino Unido.

Além de oferecer sexo entre as viagens, ela oferece guloseimas não especificadas aos passageiros se o dinheiro estiver certo, disse o jornal. “Se você quiser entretenimento adulto a bordo, tudo o que você precisa fazer é me dar uma quantia em dinheiro e terá uma experiência totalmente diferente à sua escolha”, a aeromoça teria escrito em um blog.

Seguidores de suas redes sociais - muitos dos quais parecem ter sido deletados no domingo após as revelações - pareceram sem dúvidas saber sobre o que ela estava fazendo. “Espero que você ganhe um bom dinheiro e fique bem, garota”, um seguidor respondeu a uma foto.

Contatada pelo jornal, a assessoria da British Airways respondeu através de um porta-voz e disse que a empresa “espera o mais alto padrão de comportamento de todos os nossos colegas em todos os momentos e estamos investigando as alegações”.

“Ela está claramente se prostituindo e impulsionando seus negócios usando fotos tiradas a bordo de aviões BA”, disse uma fonte ao The Sun; “É um abandono chocante do dever e não a imagem que a BA quer de sua tripulação de cabine”, disseram as fontes.

A British Airways disse ao jornal do Reino Unido que lançou uma investigação e estava tentando identificar a aeromoça misteriosa.

Foto: Reprodução/Facebook

Quatro policiais foram indiciados e dois deles detidos no âmbito das investigações sobre o espancamento de um produtor musical negro em Paris, um caso de violência policial em meio ao debate sobre um projeto de lei de segurança global.

O juiz de instrução acusou três dos quatro policiais de "violência voluntária por parte de pessoa depositária da autoridade público" e de "mentir em documento público", como solicitou o Ministério Público de Paris.

Os acusados são os três policiais que aparecem em um vídeo divulgado na quinta-feira (26) e que foi gravado pelas câmeras de segurança do estúdio musical: as imagens mostram os agentes espancando o produtor Michel Zecler, um ato que foi chamado de "vergonha" pelo presidente Emmanuel Macron.

O policial suspeito de lançar gás lacrimogêneo no estúdio foi indiciado por "violência voluntária" contra o produtor musical, assim como contra outros nove jovens que estavam no subsolo do estúdio.

O MP havia solicitado a detenção provisória dos três primeiros e uma medida de controle judicial para o quarto, mas o juiz decidiu pela detenção de dois e por deixar os outros sob controle judicial.

Os advogados de três deles, Anne-Laure Compoint (que defende dois policiais) e Jean-Christophe Ramadier, se recusaram a comentar a decisão do juiz após uma audiência que terminou na madrugada de segunda-feira.

A detenção dos agentes deve "evitar o risco de que façam algum tipo de acordo" entre eles ou "pressionem testemunhas", argumentou o promotor Rémy Heitz ao explicar o pedido de prisão provisória.

Os três principais acusados admitiram à polícia especial que "a agressão não tinha justificativa e que reagiram principalmente por medo", segundo o promotor. Alegaram "pânico" pelo sentimento de que estavam presos na entrada do estúdio de Zecler, que resistia, segundo eles.

Os policiais negaram "ter dirigido palavras racistas", como assegura Zecler, que declarou ter sido chamado de "negro sujo", um insulto que também foi ouvido por um dos jovens que estava no subsolo do estúdio. Os agentes também rejeitam o caráter "mentiroso da declaração".

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, prometeu na quinta-feira o afastamento dos policiais que "mancharam o uniforme da República", enquanto a "justiça apura os fatos".

O caso, que veio à tona graças à divulgação dos vídeos gravados pelas câmeras de segurança do local, parece ter dado argumentos aos opositores da lei de segurança global, cuja principal medida é limitar a possibilidade de filmar as forças de segurança.

Mais de 130.000 pessoas protestaram no sábado (28), segundo o ministério do Interior, e mais de 500.000 segundo os organizadores, contra a lei em toda a França. Em Paris foram registrados confrontos violentos com agentes de segurança.

- Controvérsia -

O balanço do ministério do Interior indica que 98 policiais foram feridos e 81 pessoas foram detidas. Em Paris. um fotógrafo independente sírio, colaborador da AFP, foi ferido no rosto.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram policiais sendo agredidos por manifestantes, um ato que o ministro Darmanin chamou de "violência inaceitável".

Em uma semana a controvérsia sobre o projeto de lei de segurança global, criticado por jornalistas e defensores da liberdade pública, ganhou força.

A evacuação brutal de um campo de migrantes em pleno centro de Paris na segunda-feira passada e a divulgação do vídeo de espancamento de Zecler provocaram indignação e elevaram o tom do debate. Os vídeos dos dois casos foram assistidos milhões de vezes nas redes sociais.

Macron pediu ao governo que apresente rapidamente propostas para "lutar de modo mais eficaz contra todas as discriminações".

O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, indicou neste domingo (29) que o governo deve manter o toque de recolher noturno durante as festas de fim de ano para evitar um recrudescimento da pandemia do novo coronavírus.

A medida está em vigor desde 5 de novembro e proíbe deslocamentos entre 22h e 5h da manhã do dia seguinte, a não ser por "comprovados motivos de trabalho, necessidade ou saúde". Em entrevista à emissora Mediaset, Speranza defendeu a extensão da restrição.

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"Acredito que sim", respondeu o ministro ao ser questionado pela apresentadora Barbara D'Urso se o toque de recolher valerá também no Natal e no Réveillon. "É uma norma já vigente, e acredito que deve ser confirmada mais uma vez. É uma das regras que nos permitiu iniciar um percurso gradual e cansativo para achatar a curva", acrescentou.

Nos últimos dias, a extrema direita italiana atacou o ministro das Relações Regionais, Francesco Boccia, após ele ter dito que não seria uma heresia realizar a missa do galo, tradicionalmente celebrada à meia-noite de 24 para 25 de dezembro, duas horas mais cedo.

Para partidos ultraconservadores, Boccia quer "decidir a hora do nascimento de Jesus". Em sua entrevista à Mediaset, Speranza deixou claro que o toque de recolher, se estiver em vigor, também valerá para a missa de Natal. "Deve ser respeitado por todos. Se tem um toque de recolher, tem um toque de recolher", disse.

A Itália tem atualmente cerca de 1,6 milhão de casos e 54,9 mil mortes na pandemia, mas a "segunda onda" vem dando sinais de desaceleração por causa das medidas restritivas.

Da Ansa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, sofreu uma fratura no pé direito durante uma brincadeira com seu cachorro, informou no domingo (29) sua equipe. Biden, 78 anos, sofreu a fratura ao escorregar enquanto brincava no sábado com um de seus dois pastores alemães, Major.

O médico pessoal do presidente eleito, Kevin O'Connor, informou em um primeiro momento que Biden sofrera "uma torção no pé direito" sem "fratura aparente". Mas uma tomografia computadorizada "confirmou fissuras (...) no meio do pé", indicou o médico pouco depois, em um comunicado publicado pela assessoria de imprensa do democrata.

O'Connor informou que o presidente eleito "terá que usar provavelmente uma bota ortopédica durante várias semanas". O ex-vice-presidente de Barack Obama tomará posse em 20 de janeiro e será o presidente mais idosos da história dos Estados Unidos.

O democrata levará para a Casa Branca seus dois pastores alemães, Major, adotado em 2018, e Champ, que está com a família Biden desde 2008.

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