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O papa Francisco lamentou nesta quinta-feira (21)os estragos da prostituição de mulheres e crianças em uma missa na Tailândia para 60.000 fiéis, após uma série de encontros com o rei e o patriarca dos budistas. O pontífice, sorridente mas visivelmente cansado, cumprimentou os católicos a bordo do papamóvel, sendo aclamado pela multidão.

A comunidade católica da Tailândia, que representa apenas 0,6% da população (menos de 400.000 pessoas), nasceu no século XVI com a chegada de missionários jesuítas. A última vez que um papa visitou o país foi em 1984, com João Paulo II.

"Penso especialmente nos meninos, meninas e mulheres, expostos à prostituição e ao tráfico, desfigurados em sua dignidade mais autêntica; naqueles jovens escravos das drogas", disse Francisco em sua homilia.

O papa, que usava um casaco dourado feito em um convento de Bangcoc, também recordou os "migrantes despojados de sua casa" e pediu que fossem tratados com misericórdia, porque "eles fazem parte de nossa família".

Na parte da manhã, ele já havia feito um apelo por proteção à dignidade das crianças, vítimas de exploração sexual em vários pontos do sudeste asiático.

"É necessário garantir a nossos filhos um futuro digno", disse o pontífice, em referência aos mais "vulneráveis, maltratados e expostos a todas as forças de exploração, escravidão, violência e abuso".

As declarações foram feitas no momento em que a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e Adolescente completa 30 anos.

Três décadas depois, o sudeste asiático ainda tem muitos casos de exploração sexual dos mais jovens. Na região, quase 70% das vítimas de maus-tratos com objetivo de exploração sexual são menores de idade, afirma o relatório mais recente do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Dezenas de milhares de crianças são exploradas por sistemas de câmeras de vídeo on-line, especialmente nas Filipinas, mas também na Indonésia, Camboja e Tailândia.

Diante do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o papa elogiou os esforços da Tailândia para tentar "eliminar este flagelo".

A posse de pornografia infantil é considerada um delito desde 2015 no reino. No mesmo ano, o país criou uma unidade especial para investigar a exploração de crianças na internet.

- Ampla maioria budista -

O pontífice também abordou um de seus temas favoritos, o desafio migratório, que considera "um dos principais problemas morais que nossa geração enfrenta".

Francisco deseja ainda incluir na agenda da viagem a bandeira do diálogo inter-religioso. Ele elogiou uma "nação multicultural e diversa, que mostra respeito e estima pelas diferentes culturas e grupos religiosos".

O papa, 82 anos, fervoroso defensor do diálogo entre religiões, se reuniu com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um dos locais mais simbólicos do budismo, religião praticada por mais de 95% dos habitantes do reino.

Antes de entrar no templo histórico do patriarca de Bangcoc, Francisco tirou os sapatos.

Descalço e envolvido em um tradicional manto "jee worn", o papa ouviu atentamente as palavras do patriarca.

"Desde a chegada do cristianismo à Tailândia, há quatro séculos e meio, os católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutam de liberdade na prática religiosa e por muitos anos vivem em harmonia com seus irmãos e irmãs budistas", disse o papa.

Depois do encontro com o primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o pontífice se reuniu com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que assumiu o trono após a morte de seu pai, Bhumibol Adulyadej, em 2016.

O monarca - um dos homens mais ricos do mundo e protegido por uma draconiana lei que pune severamente qualquer crítica a seu respeito - é o responsável por garantir a unidade do reino, cenário de 12 golpes de Estado desde 1932.

Durante a visita, Francisco também terá um encontro em um hospital com cinco crianças de Khlong Toei, o maior bairro pobre de Bangcoc, onde vivem 100.000 pessoas.

Ele permanecerá no país até sábado, quando viajará ao Japão, a segunda etapa da visita ao continente, com elevado peso político e simbólico, pois visitará Nagasaki e Hiroshima, onde há 74 anos as bombas atômicas americanas provocaram 74.000 e 140.000 mortes, respectivamente.

Um policial compareceu, nesta quinta-feira (21), perante a justiça francesa por jogar uma pedra contra os “coletes amarelos”, no primeiro julgamento contra um agente depois de inúmeras queixas de violência policial nos protestos antigovernamentais que abalam a França há um ano.

A audiência é realizada alguns dias após o primeiro aniversário desse movimento popular, que no sábado (16) voltou a mobilizar milhares de manifestantes em toda a França, em um dia que resultou em fortes distúrbios e confrontos com a polícia, especialmente em Paris.

Os “coletes amarelos” acusam a polícia de utilizar táticas brutais para reprimir o movimento, especialmente o uso de balas de borracha que, segundo uma compilação do jornalista independente David Dufresne, custaram a perda de um olho a pelo menos 24 pessoas.

O agente, que ainda está em serviço, deve responder às acusações de “violência deliberada por parte de uma pessoa que ocupa um cargo de autoridade pública”.

Ele pode ser condenado a até três anos de prisão e uma multa de 45.000 euros.

Em situações semelhantes, um “colete amarelo” de 34 anos foi condenado a oito meses de prisão no início do ano.

Tamara Soberanes, Carolina Aguilar e Itan são jovens de Ecatepec, uma das cidades mais perigosas para mulheres no México. Elas contaram à AFP suas histórias de coragem para sobreviver às tentativas de feminicídio, apesar do terror quase paralisante que sofreram e da eterna sensação de vulnerabilidade.

No México, 726 assassinatos de mulheres cometidos de janeiro a setembro deste ano são investigados como prováveis feminicídios e, no mesmo período, foram registradas mais de 50.000 denúncias por lesão corporal.

- "Vão me jogar por aí morta"

Em uma manhã, Carolina caminhava para o colégio com seu pai, quando uma caminhonete preta com vidro fumê fechou seu caminho. Um homem armado desceu e apontou a arma para os dois. "Ele gritou: 'sobe na caminhonete!'", lembra a jovem, hoje com 25 anos.

Primeiro, Carolina tentou resistir, mas após eternos minutos junto a seu pai preso nos braços do homem armado, pensou que a única saída era entrar na caminhonete. "Quando estive a ponto de fazer isso, a pessoa que estava com ele (ao volante) atirou dentro da caminhonete", diz com a respiração entrecortada.

Após o tiro, o motorista disse ao comparsa: "Deixa, não vale a pena", lembra Carolina. "Corremos, e o homem que estava na caminhonete ainda atirou para o alto, e nos escondemos em uma rua", conta.

Seu pai lhe contou que chegou a ver que, dentro da caminhonete, "havia mais pessoas, que não sabia se eram mulheres ou homens, porque estavam encapuzados e tinham correntes nos pés e nas mãos". Ela acredita que o primeiro tiro foi contra alguma das pessoas que talvez tenha tentado fugir, aproveitando os gritos de Carolina.

A última coisa que lembra é que, quando esteve a ponto de subir na caminhonete, pensou: "O que vai acontecer comigo? Vão me levar para outro país? Vão me sequestrar? Vão me estuprar? Vão me jogar por aí morta?".

- "Você não vai mais acordar" -

Tamara tem 28 anos e 12 deles foram vividos com seu marido, pai de seus três filhos. Até que um dia o ciúme dele se transformou em uma surra que quase a matou.

"Ele me dizia que eu não iria acordar, e eu lembro muito bem dos golpes. Chegava um momento em que perdia a força e dizia (mentalmente): 'Não, as crianças estão dormindo, você não pode adormecer também!'. E então abria os olhos e de novo sentia os golpes", diz Tamara, que tira sua renda vendendo bichos de pelúcia.

"Então, ele me deitou juntos dos meus filhos e me disse que me despedisse, porque seria a última vez que eu os veria (...) mas de repente minha filha menor saiu e começou a gritar para nos ajudarem", conta Tamara, com certo orgulho.

"Eu disse para ela 'vamos correr', e muita gente viu, mas foi ali que entendi que a indiferença também é um inimigo. Ele nos alcançou e pegou minha filha de volta. E eu corri para a casa dos meus pais". Seus pais conseguiram depois buscar seus filhos.

Apesar da forte dor de cabeça e da vontade de vomitar causada pelas contusões na cabeça, Tamara e sua irmã tiveram coragem e decidiram denunciar o abuso. Viveram, porém, a continuação do próprio inferno dentro de casa: a negligência e o abuso sexual das próprias autoridades, apesar de estar banhada em sangue e semiconsciente.

"Aqui não atendemos por caridade", Tamara diz que ouviu de uma médica da unidade da Cruz Vermelha de Ecatepec que exigia dinheiro.

- Gás de pimenta caseiro -

Itan é a mais tímida das três. Tem 24 anos e está sempre alerta. Prefere não ser identificada e não conta os detalhes de sua experiência, preferindo falar apenas da sensação de vulnerabilidade.

"Não conseguimos andar nas ruas sozinhas sem esse medo", desabafa Itan, com frustração, afirmando que sempre evita usar "roupas que chame a atenção" e tenta memorizar as roupas usadas pela irmã para o caso de ter de reconhecê-la no necrotério.

Diz que sempre usa um anel que acredita que poderia usar para se defender de uma agressão, gás de pimenta que ela mesmo faz e um dispositivo de descarga elétrica que conseguiu há pouco tempo.

Durante um dia de pesca, uma jovem encontrou dois filhotes de 'gato' e resolveu adotá-los, em Tucumán, na Argentina. Com apenas três meses de vida, ela os batizou como Tito e Dani, antes de descobrir que os felinos eram pumas selvagens.

"O veterinário não sabia dizer o que era, mas suspeitou que Tito não era um gato comum", explicou Florencia Lobo ao jornal El Tucumano. Ela já dormia todas as noites com Tito na cama, quando percebeu que o gatinho estava andando estranho e decidiu buscar um veterinário.

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Dani morreu uma semana após o resgate e os esforços da jovem se concentraram no macho, que sofria com um machucado na pata. Ela chegou a procurar especialistas, que cobraram entre 6 mil e 18 mil pesos para operar o animal.

Através de fotos, um profissional da reserva de Hoco Molle confirmou que o pequeno Tito na verdade é um puma de Yaguarundi. A Fundação Argentina de Resgate de Animais (FARA) foi acionada para recolher o animal e oferecer o tratamento necessário antes de reinseri-lo na natureza.

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Autoridades de Burkina Faso anunciaram, nesta quinta-feira, que 18 "terroristas" foram mortos quando tentaram atacar uma base policial na região norte do país, onde as forças de segurança tentam sufocar uma revolta jihadista.

"Os criminosos foram impedidos graças a uma resposta rápida", afirmou a polícia em um comunicado. A tentativa de ataque aconteceu na quarta-feira em Arbinda, província de Soum.

Um policial morreu e sete ficaram feridos, informa o comunicado. Armas, motocicletas e equipamentos de GPS pertencentes aos jihadistas foram apreendidos no local.

O confronto aconteceu depois que o exército de Burkina Faso anunciou a morte de 32 "terroristas" na semana passada em duas operações na região norte do país.

As forças de segurança - mal equipadas, com treinamento deficiente e recursos insuficientes - não conseguem deter a violência jihadista, que aumentou em 2019.

Os ataques no país foram reivindicados por vários, incluindo Al-Qaeda e Estado Islâmico.

A região do Sahel, que também inclui Mali e Níger, é cenário de muita violência, apesar da presença da força regional G5 Sahel e de tropas dos Estados Unidos e França.

O líder norte-coreano Kim Jong Un rejeitou um convite do presidente sul-coreano Moon Jae-in para uma reunião de cúpula regional na próxima semana, informou a imprensa imprensa estatal de Pyongyang, o que ilustra relacionamento ruim entre os dois países no momento.

A Coreia do Sul receberá um encontro de líderes do sudeste asiático no porto de Busan a partir da próxima segunda-feira (25).

Moon já havia expressado o desejo de ter a presença de Kim na reunião. O norte-coreano recebeu uma carta pessoal do presidente sul-coreano em 5 de novembro, de acordo com a agência estatal da Coreia do Norte, KCNA, mas rejeitou a proposta.

A KCNA acusa a Coreia do Sul de não cumprir acordos assinados entre os dois países.

A agência de notícias norte-coreana indica que Seul pediu a Pyongyang para enviar um representante especial à reunião, caso Kim não tenha condições de comparecer ao encontro.

Moon e Kim se reuniram três vezes no último ano, mas as relações entre as duas Coreias esfriaram após o fracasso do encontro de cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o dirigente norte-coreano em fevereiro.

Uma mulher foi pega após tentar deixar uma loja de roupas vestida com oito calças jeans. Ela, supostamente, não pagou pelas peças de vestuário e foi levada para um banheiro, onde foi obrigada a retirá-las de uma por uma, enquanto uma pessoa realiza a contagem.

Acredita-se que o registro tenha sido feito na Venezuela, segundo o Daily Mail. Ainda não está confirmado se a suspeita foi presa ou denunciada. O vídeo com o momento da autuação viralizou no Peru.

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Confira

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A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, enviou na quarta-feira (20) ao Congresso um projeto de lei para convocar eleições gerais em 2020. O texto, porém, não fixa uma data, que será marcada somente depois da formação de um novo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE). Senadora conservadora, ela assumiu o poder no dia 12, dois dias após a renúncia de Evo Morales.

A Constituição boliviana estabelece prazo de 90 dias para uma eleição presidencial, a contar da nomeação do interino. Jeanine, que se declarou presidente em uma sessão sem quórum, depois de todas as autoridades acima dela renunciarem, não se comprometeu a cumprir este prazo. Suas primeiras medidas foram nomear uma nova cúpula milita, um novo gabinete e novos embaixadores.

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O envio de seu projeto ao Congresso ocorre em meio a forte pressão externa por uma definição no processo eleitoral. As delegações da Colômbia e do Brasil encabeçaram ontem uma proposta de resolução na Organização dos Estados Americanos (OEA) para cobrar a convocação de eleições "urgentemente" e o estabelecimento de um "calendário eleitoral claro".

O texto, aprovado pelo Conselho Permanente da OEA, com voto a favor de 26 dos 34 países, também prevê o envio de apoio técnico para auxiliar nos trâmites eleitorais.

Jeanine disse que a convocação de novas eleições será monitorada por organizações internacionais e outras instituições, como a Igreja Católica, que estão facilitando o diálogo entre as partes. Um novo TSE deve ser formado porque as autoridades que compunham o órgão foram detidas.

A renúncia de Evo foi seguida pela saída em cascata do vice e demais autoridades que poderiam substituí-lo constitucionalmente. O ex-presidente, que partiu para o exílio no México, disse ser vítima de um golpe de Estado, em consequência da pressão das Forças Armadas bolivianas para que ele deixasse o poder após semanas de protestos contra fraudes no primeiro turno da eleição, em outubro.

Uma auditoria da OEA apontou, antes da renúncia, "graves irregularidades" no processo eleitoral que colocaram em xeque a legitimidade da reeleição de Evo - seria seu quarto mandato como presidente. Em 2016, ele já havia sido derrotado em um referendo que rejeitou a possibilidade de Evo concorrer mais uma vez. O presidente, no entanto, conseguiu ser candidato graças a uma decisão judicial.

Nas eleições de outubro, Evo obteve 47% dos votos. Em segundo lugar ficou Carlos Mesa, com 36,5%. O partido de Jeanine, Unidade Democrata, obteve apenas 4,24% dos votos.

Violência

Os países da OEA também pediram que todos os atores políticos e civis da Bolívia, incluindo autoridades e Forças Armadas, cessem a violência nas manifestações. Os membros da organização também fizeram um "apelo às autoridades bolivianas para que garantam a proteção dos direitos humanos".

Nos últimos dias, conflitos na região de Cochabamba e na cidade de El Alto aumentaram o caos na Bolívia. Na terça-feira, a polícia e os militares invadiram a refinaria de Senkata, ocupada por partidários de Evo que impediam o fornecimento de combustível para La Paz. A invasão deixou seis mortos, ampliando para 30 o número total de mortes nos distúrbios após as eleições.

O governo interino boliviano divulgou ontem um áudio em que um homem, cuja voz é atribuída a Evo, instrui um líder sindical a manter os bloqueios que desabasteceram La Paz. O país precisou recorrer à importação de gasolina de países vizinhos e implementou subsídios à carne de frango para evitar uma disparada dos preços. (Beatriz Bulla com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alguns manifestantes antigoverno retidos dentro de uma universidade em Hong Kong tentaram fugir ontem pelo esgoto. Os bombeiros, porém, impediram novas tentativas de fuga bloqueando um bueiro que dá acesso ao sistema.

Segundo testemunhas, pelo menos 100 manifestantes permanecem na Universidade Politécnica, cercados por barricadas e pelo batalhão de choque. Na terça-feira (19), o Senado americano aprovou uma lei em apoio aos manifestantes, o que causou descontentamento no governo chinês. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dois homens que cumprem penas de prisão de 15 anos pelo estupro coletivo de uma jovem durante um festival de corrida de touros na Espanha, em 2016, receberam sentenças adicionais por terem filmado o crime.

A pena adicional imposta por um tribunal de Navarra foi de três anos e três meses de cadeia por gravarem sete vídeos e tirarem duas fotos da vítima. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O papa Francisco fez um apelo nesta quinta-feira (21) na Tailândia por proteção à dignidade das crianças, vítimas de exploração sexual em vários pontos do sudeste asiático, antes de uma reunião com o rei do país e da celebração de uma missa para dezenas de milhares de fiéis.

"É necessário garantir a nossos filhos um futuro digno", disse o pontífice, em referência aos mais "vulneráveis, maltratados e expostos a todas as forças de exploração, escravidão, violência e abuso".

As declarações foram feitas no momento em que a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e Adolescente completa 30 anos.

Três décadas depois, o sudeste asiático ainda tem muitos casos de exploração sexual dos mais jovens. Na região, quase 70% das vítimas de maus-tratos com objetivo de exploração sexual são menores de idade, afirma o relatório mais recente do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Dezenas de milhares de crianças são exploradas por sistemas de câmeras de vídeo on-line, especialmente nas Filipinas, mas também na Indonésia, Camboja e Tailândia.

Diante do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o papa elogiou os esforços da Tailândia para tentar "eliminar este flagelo".

A posse de pornografia infantil é considerada um delito desde 2015 no reino. No mesmo ano, o país criou uma unidade especial para investigar a exploração de crianças na internet.

- Ampla maioria budista -

O pontífice também abordou um de seus temas favoritos, o desafio migratório, que considera "um dos principais problemas morais que nossa geração enfrenta".

Francisco deseja ainda incluir na agenda da viagem a bandeira do diálogo inter-religioso. Ele elogiou uma "nação multicultural e diversa, que mostra respeito e estima pelas diferentes culturas e grupos religiosos".

O papa, 82 anos, fervoroso defensor do diálogo entre religiões, se reuniu com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um dos locais mais simbólicos do budismo, religião praticada por mais de 95% dos habitantes do reino.

Antes de entrar no templo histórico do patriarca de Bangcoc, Francisco tirou os sapatos.

Descalço e envolvido em um tradicional manto "jee worn", o papa ouviu atentamente as palavras do patriarca.

"Desde a chegada do cristianismo à Tailândia, há quatro séculos e meio, os católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutam de liberdade na prática religiosa e por muitos anos vivem em harmonia com seus irmãos e irmãs budistas", disse o papa.

"Neste caminho de confiança e fraternidade mútuas, desejo reiterar meu compromisso pessoal e o de toda a Igreja pelo fortalecimento do diálogo aberto e respeitoso a serviço da paz e do bem-estar deste povo", acrescentou o Francisco, que pediu o desenvolvimento de iniciativas comuns de caridade em relação aos pobres.

A Tailândia tem quase 300.000 monges em 40.000 templos. Evangelizados por missionários jesuítas em meados do século XVI, os 400.000 católicos são minoritários.

O papa também se reuniu nesta quinta-feira com o primeiro-ministro do país. Prayut Chan-O-Cha passou cinco anos à frente de uma junta militar, mas foi nomeado chefe de Governo civil depois das polêmicas eleições parlamentares de março.

O pontífice se reunirá ainda com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que assumiu o trono após a morte de seu pai, Bhumibol Adulyadej, em 2016.

O monarca - um dos homens mais ricos do mundo e protegido por uma draconiana lei que pune severamente qualquer crítica a seu respeito - é o responsável por garantir a unidade do reino, cenário de 12 golpes de Estado desde 1932.

Durante a visita, Francisco também terá um encontro em um hospital com cinco crianças de Khlong Toei, o maior bairro pobre de Bangcoc, onde vivem 100.000 pessoas.

Francisco, o primeiro pontífice a visitar a Tailândia em 35 anos, presidirá uma missa em um estádio da capital para milhares de pessoas.

Ele permanecerá no país até sábado, quando viajará ao Japão, a segunda etapa da visita ao continente, com elevado peso político e simbólico, pois visitará Nagasaki e Hiroshima, onde há 74 anos as bombas atômicas americanas provocaram 74.000 e 140.000 mortes, respectivamente.

Um leilão de itens de líderes nazistas provocou protestos na Alemanha, depois de organizações de sobreviventes do Holocausto acusarem a casa de leilão Hermann Historica de "normalizar" o nazismo.

Entre os objetos está um chapéu de Adolf Hitler, vendido por 50 mil euros, uma cópia do livro Minha Luta, por 130 mil euros, e roupas de Eva Braun, a amante do líder nazista. Foram vendidos também itens de membros do alto escalão nazista, como Heinrich Himmler e Rudolf Hess. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As autoridades israelenses ordenaram nesta quarta-feira o fechamento por seis meses de várias organizações palestinas em Jerusalém, incluindo o escritório de uma rede de televisão, assegurou um funcionário desses organismos à AFP.

Os escritórios da Palestina TV, uma rede de televisão vinculada à Autoridade Palestina, instalada na produtora Al Araz, foram obrigados a fechar, assim como uma mesquita e um gabinete do Ministério da Educação palestino em Jerusalém.

O diretor do escritório e da sociedade Al Araz em Jerusalém foram detidos, e a correspondente da Palestina TV foi interrogada, informaram diversas fontes à AFP.

Segundo elas, o diretor da sociedade Al Araz em Jerusalém foi liberado.

Israel considera Jerusalém sua capital, uma decisão reconhecida pela comunidade internacional.

Os palestinos esperam fazer de Jerusalém Oriental, parte da cidade ocupada e anexada por Israel, a capital do futuro Estado que desejam formar.

Essa decisão foi denunciada por funcionários palestinos.

"Trata-se da continuação da campanha do governo israelense contra tudo o que é palestino em Jerusalém ocupada", disse Hanane Achraui, alto responsável da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Para o Centro Palestino para o Desenvolvimento e a Liberdade de Imprensa, uma ong com sede em Ramalá, na Cisjordânia ocupada, o fechamento do escritório da Palestina Tv é parte "dos esforços de Israel para silenciar a mídia e impedir a difusão da versão palestina".

O príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, anunciou nesta quarta-feira, 20, sua retirada da vida pública após o escândalo gerado por sua amizade com o empresário americano Jeffrey Epstein, acusado de agressão sexual e encontrado morto na prisão onde aguardava um julgamento por tráfico sexual de menores de idade.

"Perguntei a Sua Majestade se poderia me retirar das atividades públicas por tempo indeterminado, e ela me concedeu sua permissão", anunciou o príncipe em comunicado.

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O segundo filho da rainha Elizabeth II reconheceu que sua ligação com Epstein acabou se tornando um grande problema para a família real e as associações de caridade que trabalham com ela.

"Sigo lamentando sem rodeios minha relação errônea com Epstein", indica o texto. "Seu suicídio deixou perguntas sem resposta, principalmente para suas vítimas, e expresso minha compaixão mais profunda com qualquer um que tenha sido afetado e esteja buscando uma forma de virar a página."

"Só posso esperar que, com o tempo, sejam capazes de reconstruir suas vidas. Estou totalmente disposto a colaborar com a Justiça em qualquer investigação, caso seja necessário", assinala Andrew, de 59 anos.

A lista de universidades, associações e grandes empresas que estão rompendo laços com o príncipe está se ampliando perigosamente para a Coroa britânica.

A gigante britânica das telecomunicações BT anunciou horas antes do comunicado real que se negaria a continuar apoiando o programa de financiamento de aprendizado digital Idea se o príncipe continuasse sendo o patrocinador.

Três universidades australianas também anunciaram o encerramento do programa do príncipe Andrew "Pitch@Palace" (associação que ajuda empresários e empresas emergentes).

O banco Standard Chartered havia decidido, "por razões comerciais", não renovar sua associação, que expira no próximo mês. A empresa de consultoria e auditoria KPMG também decidiu não prorrogar o patrocínio do Pitch@Palace, encerrado no fim de outubro.

O banco Barclays declarou-se "preocupado com a situação e disposto a reavaliar sua posição", enquanto a Universidade Metropolitana de Londres também estudava retirar do Duque de York o título de patrocinador.

No norte da Inglaterra, estudantes da Universidade de Huddersfield votaram uma moção contra o príncipe, por considerar "totalmente impróprio" que os represente como patrocinador.

A imprensa britânica criticou duramente no último domingo o príncipe após uma entrevista sobre o caso Jeffrey Epstein considerada desastrosa por especialistas, durante a qual ele rebateu acusações de agressão sexual feitas por uma mulher e não expressou pesar pelas vítimas do investidor americano. A entrevista chegou a ofuscar a campanha britânica na segunda-feira.

Durante a entrevista, exibida no sábado pela BBC, o segundo filho da rainha Elizabeth II falou sobre seus vínculos com Epstein, que cometeu suicídio em agosto, e desmentiu as acusações.

Virginia Roberts, também conhecida por seu sobrenome de casada, Giuffre, afirmou que foi forçada a ter relações sexuais com o príncipe Andrew em Londres em 2001, quando tinha 17 anos, e, depois, em outras duas ocasiões, em Nova York e na ilha particular do investidor americano no Caribe.

"Posso dizer categoricamente, de modo veemente, que isto nunca ocorreu", afirmou o príncipe, que se declarou disposto a testemunhar perante a Justiça "em circunstâncias propícias".

Jornais ironizam argumentos da defesa

A entrevista foi o principal assunto da imprensa britânica no último domingo. Muitos jornais ironizaram os argumentos de defesa de Andrew.

"(Ele) parecia despreocupado com a seriedade do assunto, sorrindo em vários pontos durante a entrevista, e não expressou arrependimento ou preocupação com as vítimas de Epstein", publicou o jornal The Guardian.

O Palácio Real não comentou a entrevista da BBC e declarou que o príncipe continuará com suas iniciativas científicas, tecnológicas e empresariais.(Com agências internacionais)

As delegações da Colômbia e Brasil encabeçaram uma proposta de resolução na Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quarta-feira, para cobrar a convocação de eleições "urgentemente" na Bolívia e o estabelecimento de um calendário eleitoral claro no país.

O texto, aprovado pelo Conselho Permanente com voto a favor de 26 países, também prevê o envio de apoio técnico da OEA para auxiliar nos trâmites eleitorais bolivianos. A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, anunciou hoje que convocará eleições gerais nas próximas horas.

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A última reunião do Conselho Permanente da OEA para discutir o caos institucional na Bolívia aconteceu na semana passada. Na ocasião, 15 países manifestaram em uma declaração a defesa de convocação de novas eleições na Bolívia.

Agora, o texto passou de uma mera declaração para resolução - documento que é colocado em votação e tem maior peso simbólico na OEA - e o apoio explícito à convocação de novas eleições subiu para 26 países.

O anúncio de renúncia de Evo Morales, no dia 10, foi seguido pela renúncia em cascata do vice e demais autoridades que poderiam assumir o cargo. A OEA se reuniu dois dias depois em uma clara divisão interna sobre a narrativa de Morales de que sofrera um golpe de Estado, em consequência da pressão das Forças Armadas bolivianas para que ele deixasse o poder após semanas de protestos no país.

Auditoria da OEA apontou, antes da renúncia, "graves irregularidades" no processo eleitoral de outubro, que colocaram em xeque a legitimidade da eleição da qual Evo Morales saiu vitorioso para um quarto mandato como presidente.

O texto da OEA de hoje foi apresentado pela Colômbia e copatrocinado pelo Brasil. No total, 26 dos 34 países votaram a favor. México, Nicarágua e São Vicente e Granadinas votaram contra a resolução. Uruguai, Suriname, Barbados, Trinidad e Tobago se abstiveram.

A resolução aprovada hoje manifesta o apoio dos países à iniciativa do Secretário-Geral da OEA, Luís Almagro, para mobilizar uma delegação do organismo que ajude a garantir as eleições transparentes.

O Conselho Permanente também pede que a Secretaria de Fortalecimento da Democracia da OEA, que fica responsável pelas observações eleitorais, preste apoio técnico à Bolívia 'para que se dê início imediato ao processo eleitoral".

Pressão por fim da violência na Bolívia

A resolução aprovada tem cinco pontos, sendo o primeiro o chamado às autoridades bolivianas para que "convoquem eleições urgentemente, em conformidade com o mandato constitucional e legal da Bolívia, adotando prontamente um calendário eleitoral que dê certeza ao povo boliviano sobre um processo eleitoral com todas as garantias democráticas".

Os países da OEA também pedem que todos os atores políticos e civis, incluindo autoridades e forças armadas, cessem a violência nas manifestações no país e faz um "apelo às autoridades para que garantam a proteção dos direitos humanos".

"É imperioso que os atores políticos e sociais na Bolívia assumam atitude pacífica e condizente com os princípios constitucionais e democráticos, a fim de contribuir para o imediato estabelecimento de condições para a realização de novas eleições, limpas e transparentes, dentro do marco constitucional e com monitoramento internacional independente", afirmou o embaixador do Brasil na OEA, Fernando Simas, na sessão de hoje.

O diplomata também disse confiar que os "técnicos eleitorais da OEA poderão prestar todo o apoio às autoridades bolivianas" para a realização de novas eleições

O Vaticano criticou nesta quarta-feira (20) a decisão dos Estados Unidos de deixar de considerar ilegais as colônias israelenses e se juntou às críticas internacionais sobre essa mudança na política externa americana.

Sem citar diretamente os Estados Unidos, a Santa Sé assegurou em comunicado que "as recentes decisões ameaçam minar ainda mais o processo de paz israelense-palestino e a já frágil estabilidade regional".

"A Santa Sé reitera sua posição pela solução de dois Estados para dois povos, como única maneira de chegar a uma solução definitiva desse conflito de longa data", ressalta o comunicado.

Na segunda-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos Mike Pompeo, anunciou que os Estados Unidos já não considera que as colônias israelenses em territórios palestinos sejam "incompatíveis com o direito internacional".

A declaração coloca Washington em desacordo com praticamente todos os países e com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Os tribunais de Israel declararam legais a maioria dos assentamentos. Mais de 600.000 israelenses vivem nesses assentamentos no leste de Jerusalém e na Cisjordânia junto com mais de três milhões de palestinos.

Os assentamentos continuam sendo um dos temas mais espinhosos no conflito israelense-palestino.

A Santa Sé reiterou que apoia o direito de Israel a viver em paz e em segurança dentro das fronteiras reconhecidas pela comunidade internacional, e que apoia o mesmo direito para o povo palestino, "que deve ser reconhecido, respeitado e aplicado".

O embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, - testemuna-chave na investigação de impeachment contra o presidente dos EUA Donald Trump - disse ao Congresso nesta quarta-feira que pressionou o Governo da Ucrânia, juntamente com o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, a investigar as atividades da família de Joe Biden, rival político de Trump, por "instruções expressas" do presidente americano.

Durante a audição pública na comissão de inquérito para o impeachment de Trump, Gordon Sondland disse ainda que houve uma relação de troca ("quid pro quo") entre a entrega de ajuda militar à Ucrânia e a investigação à família Biden e que ele expressou preocupação sobre esse fato ao vice-Presidente, Mike Pence.

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"Todos nós entendemos que uma reunião na Casa Branca com o presidente da Ucrânia e um telefonema com Trump aconteceriam apenas se o presidente Volodymyr Zelenskiy concordasse com uma investigação sobre as eleições de 2016 nos EUA e o filho do ex-vice-presidente Joe Biden", disse Sondland.

Segundo o embaixador, ele enviou um e-mail em 19 de julho, poucos dias antes da ligação de 25 de julho no centro do inquérito de impeachment, onde expôs a questão em detalhes a membros dos departamentos de Estado e de Energia e funcionários da Casa Branca. "Não era segredo", acrescentou.

Fonte: Associated Press

O filho do ex-presidente alemão Richard von Weizsaecker foi assassinado na tarde dessa terça-feira  (19), em uma clínica em Berlim.

Fritz von Weizsaecker, de 59 anos, foi esfaqueado enquanto dava uma palestra sobre doenças hepáticas para uma plateia de 20 pessoas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu. O episódio ocorreu no Hospital Schlosspark, em Charlottenburg.

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O filho do ex-presidente era um médico renomado na Alemanha, com atuação também na Suíça e nos Estados Unidos. O agressor foi detido pela polícia e seria um homem de 57 anos.

Ainda não se sabe o motivo do ataque nem detalhes do principal suspeito. Richard von Weizsaecker foi o primeiro presidente da Alemanha reunificada, entre 1984 a 1994.

Da Ansa

Um artista misterioso foi flagrado enquanto caminhava na neve e seu rastro formava uma aranha gigante no teto de um edifício em Cleveland, localizado no estado americano de Ohio. Envolto em uma enorme teia, a paciência e a disposição do rapaz o premiaram com a viralização do seu vídeo.

Com um passo de cada vez, antes de concluir o desenho ele escreve na neve: “Happy Halloween”, para homenagear o último feriado americano. Mais de três milhões de pessoas assistiram a publicação feita pelo fotografo Scott Halbrook na semana passada, e cerca de 76 mil internautas compartilharam a arte.

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O Twitter acusou o partido conservador do primeiro-ministro Boris Johnson de "enganar" os britânicos, ao apresentar durante um debate eleitoral na terça-feira uma de suas contas na rede social como se fosse uma conta de verificação de informações.

Enquanto o chefe do governo conservador e seu adversário trabalhista Jeremy Corbyn se enfrentavam em seu primeiro debate televisivo desde o início da campanha para as legislativas de 12 de dezembro, outra briga ocorria na Internet.

A conta no Twitter do serviço de imprensa dos Tories, CCHQPress, mudou repentinamente seu nome para "FactcheckUK".

A rede social, que recentemente parou de aceitar publicidade política em todo mundo, emitiu um aviso contra o partido, anunciando que tomaria medidas em caso de novas tentativas de "enganar as pessoas" durante a campanha no Reino Unido.

A conta em questão tem o selo azul, que significa que foi verificada e é uma garantia de confiança.

"O Twitter está comprometido para que um debate saudável possa ocorrer durante a campanha eleitoral britânica. Internacionalmente, temos regras que proíbem comportamentos enganosos, mesmo com contas certificadas", disse um porta-voz da rede social.

"Qualquer nova tentativa de enganar as pessoas modificando informação certificada, como foi feito durante o debate sobre as eleições no Reino Unido, levará a sanções", acrescentou a rede social.

O porta-voz do partido democrata liberal, Tom Brake, denunciou uma manobra "que saiu diretamente do manual de Donald Trump, ou de Vladimir Putin", presidentes americano e russo, respectivamente.

Os eleitores sabem que não podem "acreditar em uma palavra do que Boris Johnson ou os conservadores dizem", acrescentou.

- Desprezo pela verdade -

O deputado trabalhista David Lammy considerou que esta questão destaca o "desprezo" do Partido Conservador e do governo "pela verdade".

O ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, respondeu, afirmando que o ato foi uma maneira de o partido refutar, em tempo real, os "absurdos" proferidos, segundo ele, por Jeremy Corbyn. Quem viu a controversa conta no Twitter "mais de uma fração de segundo não pode ser enganado", disse ele à BBC.

Desde a noite de terça-feira, a associação independente de controle de informações Full Fact alertou os usuários.

O CEO da Full Fact, Will Moy, estimou nesta quarta-feira (20), em entrevista à Rádio BBC 4, que o Twitter poderia ter renomeado a conta conservadora "à força". Mas, segundo ele, não é a responsabilidade da rede social que está em jogo, mas da parte que "escolheu" se passar por uma conta de "verificação de informações".

"Não publicavam informações precisas", mas "as linhas do partido", denunciou. "Mudaram suas cores, mudaram de nome, mudaram de logotipo para algo que não se assemelhava ao partido conservador", completou.

Já a comissão eleitoral do Reino Unido reiterou seu apelo aos militantes para que ajam de maneira "responsável" e respeitem a "transparência".

Em uma carta escrita antes da polêmica, que poderia colocar em risco a confiança dos eleitores nos líderes políticos, os arcebispos de York e Canterbury pediram ontem que os candidatos "debatam com respeito, sem recorrer a ataques pessoais, e se comportem de maneira responsável, principalmente nas redes sociais".

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