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Os talibãs dispersaram violentamente, com tiros para o ar e coronhadas, uma manifestação de mulheres exigindo o direito ao trabalho e à educação neste sábado em Cabul, quase um ano depois que os fundamentalistas islâmicos tomaram o poder no Afeganistão.

Cerca de 40 mulheres, que gritavam "Pão, trabalho e liberdade!", desfilaram em frente ao ministério da Educação. Mas cerca de cinco minutos após o início da marcha, um grupo de combatentes do Talibã as dispersou disparando rajadas para o ar.

As manifestantes carregavam uma faixa que dizia: "15 de agosto é um dia sombrio", referindo-se à data da tomada de Cabul em 2021 pelo Talibã.

"Justiça, justiça. Estamos fartas da ignorância", gritavam antes da dispersão.

Os talibãs, em uniforme militar e armados com rifles de assalto, bloquearam a passagem e começaram a atirar para o ar por vários segundos.

Um deles simulou um tiro contra as manifestantes, observou um repórter da AFP.

Algumas manifestantes se refugiaram em lojas próximas, mas foram perseguidas e agredidas com coronhadas.

"Infelizmente, os talibãs que fazem parte dos serviços de inteligência vieram e atiraram para o ar", disse à AFP Zholia Parsi, uma das organizadoras da manifestação.

"Eles dispersaram as meninas, arrancaram suas faixas e confiscaram os celulares de muitas delas", acrescentou.

Munisa Mubariz, uma das manifestantes, prometeu continuar lutando pelos direitos das mulheres. "Se o Talibã quiser silenciar essa voz, não conseguirá. Vamos protestar de nossas casas".

Os talibãs também espancaram alguns jornalistas que cobriam o protesto.

As manifestações de mulheres para exigir mais direitos são cada vez mais raras na capital, especialmente após a prisão no início do ano de várias organizadoras.

- Véu integral obrigatório em público -

Depois de retornar ao poder em agosto de 2021, os fundamentalistas islâmicos acabaram gradualmente com as liberdades que as mulheres conquistaram nos últimos 20 anos, após a queda de seu regime anterior (1996-2001).

O Talibã impôs uma série de restrições à sociedade civil, muitas das quais destinadas a submeter as mulheres à sua concepção fundamentalista do Islã.

Na última restrição, anunciada no início de maio, o governo publicou um decreto, aprovado pelo líder supremo do Talibã e do Afeganistão, Hibatullah Akhundzada, que tornou obrigatório que as mulheres cubram totalmente seus corpos e rostos em público.

O Talibã disse que preferia a burca, o véu geralmente azul que cobre o rosto inteiro com uma malha para esconder os olhos, que já era obrigatório em seu primeiro governo.

No entanto, indicou que toleraria outros tipos de véus mostrando apenas os olhos.

Também determinou que, a menos que tenham uma razão convincente para sair, é "melhor que as mulheres fiquem em casa".

As Nações Unidas e grupos de direitos humanos criticaram nos últimos meses o governo talibã por impor as restrições às mulheres.

A organização Human Rights Watch pediu na quinta-feira que o Talibã "reverta sua decisão horrível e misógina" de banir as mulheres da educação.

"Isso enviaria uma mensagem de que o Talibã está disposto a reconsiderar suas ações mais hediondas", disse Fereshta Abbasi, pesquisadora da ONG sobre o Afeganistão.

Nas últimas duas décadas, as mulheres afegãs ganharam liberdade, voltando à escola ou candidatando-se a empregos em todos os setores.

Atualmente, foram expulsas da maioria dos empregos públicos ou receberam cortes salariais e ordens de ficar em casa.

Os pilotos da companhia aérea EasyJet na Espanha começaram nesta sexta-feira (12) uma greve para recuperar as condições de trabalho que tinham antes da pandemia. Duas semanas antes, tripulantes de cabine encerraram um protesto similar depois de entrar em acordo com a empresa britânica.

No auge da temporada, a greve ocorre ao mesmo tempo em que uma paralisação da tripulação de cabine de outra companhia de baixo custo, a irlandesa Ryanair.

A greve é "a única alternativa possível diante da negativa (da EasyJet) para recuperar as condições que os pilotos tinham antes da pandemia de covid-19 e a negociar o segundo convênio coletivo", explicou em nota o sindicato de pilotos Sepla.

As paralisações seriam de sexta a domingo esta semana, na semana seguinte e também de 27 a 29 de agosto nos aeroportos de Barcelona, Málaga, Palma de Maiorca e Menorca nas Ilhas Baleares, informou o Sepla.

O Ministério de Transportes estabeleceu serviços mínimos entre 57 e 61%, para "compatibilizar o interesse dos cidadãos e suas necessidades de mobilidade com o direito de greve dos trabalhadores", explicou em nota.

Nesta sexta-feira, início da greve, oito voos da companhia britânica foram cancelados, a maioria no aeroporto de Barcelona (nordeste).

"Durante os piores meses da pandemia", os pilotos da EasyJet sofreram uma redução de seus salários, "para garantir não apenas seus postos de trabalho, mas também a sobrevivência da própria companhia na Espanha", indicou a nota.

Atualmente, a empresa voltou a ter um número de voos "similar ao que tinha em 2019", mas "se nega a retomar as condições de trabalho", segundo os grevistas.

De todas maneiras, "as condições dos pilotos espanhóis são piores do que dos demais" colegas de outros países, acrescentou o sindicato.

Os tripulantes de cabine da EasyJet na Espanha encerraram em 28 de julho uma greve de quase um mês, após conseguir um aumento de 22% em seus salários, segundo o sindicato USO.

A Índia e o Paquistão, que se tornaram independentes em 1947 após a divisão do Raj britânico (regime colonial) no subcontinente indiano, viveram uma história marcada por conflitos e disputas territoriais pela região da Caxemira.

Aqui estão algumas das principais datas dessa história tumultuada:

- 1947: uma separação sangrenta -

O último vice-rei da Índia, Lord Louis Mountbatten, encerra dois séculos de domínio britânico.

O subcontinente é dividido em dois Estados: Índia, de maioria hindu, e Paquistão, de maioria muçulmana e formado por dois territórios geograficamente separados.

A partição, mal preparada, provoca o deslocamento de cerca de 15 milhões de pessoas e desencadeia confrontos entre as duas comunidades, com centenas de milhares de mortos.

- 1947-49: a divisão da Caxemira -

No final de 1947, eclodiu uma guerra entre a Índia e o Paquistão pelo controle do estado predominantemente muçulmano da Caxemira, no Himalaia, que estava sob a jurisdição da Índia.

Em janeiro de 1949, um cessar-fogo apoiado pela ONU estabelece uma linha de separação de 770 quilômetros que se tornará a fronteira de fato naquela região.

Sendo assim, 37% da Caxemira passa sob o controle do Paquistão e 63% permanece nas mãos da Índia, embora os dois países continuem reivindicando todo o território.

- 1965: uma nova guerra -

O Paquistão lança uma nova ofensiva na Caxemira em agosto e setembro de 1965, que terminará sete semanas depois com um cessar-fogo obtido com mediação soviética e sem definições precisas.

- 1971: terceira guerra e surgimento de Bangladesh -

Os dois países competem pelo controle do Paquistão Oriental, que se separa de Islamabad com o apoio da Índia e proclama sua independência sob o nome de Bangladesh. No breve conflito, cerca de três milhões de pessoas morreram.

- 1974: nuclearização regional -

A Índia realiza um teste nuclear em 1974, tornando-se o sexto país oficialmente dotado de armas atômicas. O Paquistão se tornará o sétimo em 1998. A nuclearização dessa região causa preocupação mundial.

- 1989-90: rebelião na Caxemira indiana -

Separatistas muçulmanos, que a Índia diz serem apoiados pelo Paquistão, lançam uma guerra de desgaste contra o exército indiano na Caxemira.

Dezenas de milhares de combatentes e civis morrem nos confrontos e inúmeras atrocidades cometidas por ambos os lados são denunciadas.

Milhares de hindus da Caxemira fogem para outras partes da Índia à medida que os ataques se intensificam em 1990.

- 1999-2003: a guerra de Cargil -

Em 1999, milicianos paquistaneses cruzam a linha de demarcação com a Índia na Caxemira e tomam postos militares nas montanhas Cargil. A Índia consegue repelir o ataque após dez semanas de combates que deixaram cerca de 1.000 mortos de cada lado.

As hostilidades cessam sob pressão dos Estados Unidos.

Novos confrontos ocorrem em 2002 e 2003, que a Índia atribui aos milicianos paquistaneses.

Em 2003 foi acordado um cessar-fogo na fronteira, mas o processo de paz lançado no ano seguinte não se concretizou.

- 2008-2016: atentados em Mumbai -

Em novembro de 2008, uma série de ataques na cidade indiana de Mumbai deixou 166 mortos. A Índia atribui os ataques a um grupo islâmico paquistanês apoiado pelos serviços de informação daquele país e interrompe as negociações de paz.

O processo recomeça em 2011, mas é prejudicado por confrontos esporádicos.

Tropas indianas realizam incursões contra posições separatistas instaladas na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão.

Em dezembro de 2015, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi faz uma visita surpresa ao Paquistão.

- 2019-22: repressão -

Em fevereiro de 2019, um ataque suicida reivindicado por um grupo paquistanês matou 41 soldados indianos na Caxemira.

A Índia lança ataques aéreos de retaliação, respondido com mais ataques de aeronaves paquistanesas.

No mesmo ano, a Índia revoga a autonomia limitada da Caxemira e prende milhares de opositores políticos naquela região.

As autoridades impõem um longo bloqueio às conexões de internet e enviam tropas de reforço para a região.

A polícia americana enfrentou, nesta quinta-feira (11), um homem armado que tentou entrar em um escritório do FBI em Cincinnati, no norte do país.

O incidente ocorreu em meio à indignação generalizada nos círculos conservadores pela operação de buscas realizada pelo FBI na mansão do ex-presidente Donald Trump na Flórida na segunda-feira, mas até agora não há indicação de que os dois eventos estejam relacionados.

O Federal Bureau of Investigation (FBI, polícia federal) informou que na madrugada desta quinta-feira uma pessoa armada tentou atravessar a área de controle de segurança em seu escritório na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio.

"Após a ativação do alarme e a resposta de agentes especiais armados do FBI, o indivíduo fugiu", disse o FBI em comunicado.

A imprensa local garante que o homem atirou com uma pistola de pregos e empunhava um rifle tipo AR-15 antes de fugir em um carro.

A polícia perseguiu o carro, informou um porta-voz da polícia. "Assim que o veículo parou, houve um tiroteio entre os policiais no local e o suspeito", disse ele.

O diretor do FBI, Christopher Wray, denunciou na quarta-feira ameaças contra o FBI após as buscas na residência de Trump em Mar-a-Lago, Flórida, chamando-as de "lamentáveis e perigosas".

"A violência contra a aplicação da lei não é a resposta", insistiu.

Um britânico acusado de integrar uma célula de sequestros e assassinatos do grupo Estado Islâmico (EI), conhecida como os "Beatles", foi indiciado por terrorismo depois de sua detenção ao retornar ao Reino Unido, informou a polícia.

"Um homem de 38 anos foi acusado de vários crimes de terrorismo após uma investigação do Comando Metropolitano Antiterrorismo", afirmou a polícia em um comunicado.

O detido foi identificado como Aine Davis, que permanece sob custódia policial.

A força de segurança informou que a detenção de Davis aconteceu no momento em que desembarcou no aeroporto de Luton em um voo procedente da Turquia, onde cumpriu uma pena de prisão por crimes de terrorismo.

Os quatro integrantes dos "Beatles", chamados desta maneira por seus sotaques britânicos, são acusados pelo sequestro de ao menos 27 jornalistas e trabalhadores humanitários dos Estados Unidos, Reino Unido, Europa, Nova Zelândia, Rússia e Japão.

Também são suspeitos de tortura e assassinato, inclusive por decapitação, dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, assim como dos trabalhadores humanitários Peter Kassig e Kayla Mueller. Davis publicou vídeos das execuções nas redes sociais.

Dois integrantes do grupo chamado de 'Beatles', Alexanda Kotey (38 anos) e El Shafee Elsheikh (34 anos), foram detidos em janeiro 2018 por uma milícia curda na Síria e entregues às forças americanas no Iraque, antes da transferência para o Reino Unido.

Em 2020 foram extraditados para os Estados Unidos por acusações de sequestro, conspiração para matar cidadãos americanos e apoio a uma organização terrorista estrangeira.

Kotey se declarou culpado de participar nos assassinatos e foi condenado à prisão perpétua em abril, enquanto Elsheikh foi condenado em abril e receberá a sentença na próxima semana.

O quarto membro dos 'Beatles', Mohamed Emwazi, foi morto em um ataque com drone americano em 2015 na Síria.

A esposa de Aine Davis, Amal El Wahabi, foi condenado em 2014 no Reino Unido por financiamento do grupo extremista EI, depois de tentar enviar 20.000 euros (25.000 dólares na época) para o marido na Síria.

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, declarou a "vitória" de seu país sobre a covid-19, nesta quarta-feira (10), após quase duas semanas sem registrar novos casos.

Presidindo uma reunião com profissionais de saúde e cientistas, Kim anunciou a "vitória na guerra contra a doença pandêmica maligna", segundo a agência de notícias estatal KCNA.

Este país isolado, que impôs fechamentos rígidos de fronteiras desde o início da pandemia, anunciou um surto da variante ômicron na capital Pyongyang em maio e ativou "um sistema máximo de prevenção de epidemias de emergência".

A Coreia do Norte cita "pacientes com febre" em vez de "pacientes com covid" em seus relatórios, aparentemente devido à baixa capacidade de diagnóstico de seu sistema de saúde.

Desde 29 de julho, as autoridades não relataram novos casos.

Segundo a KCNA, Kim disse que "a vitória conquistada por nosso povo é um evento histórico que mais uma vez demonstra ao mundo a grandeza de nosso Estado, a tenacidade indomável de nosso povo e os belos costumes nacionais dos quais nos orgulhamos".

No final do discurso de Kim, "os participantes soltaram gritos estrondosos de 'viva!' repetidamente, lembrando em lágrimas os grandes feitos e o serviço dedicado ao povo que (o líder) fez para alcançar uma vitória brilhante que ficará na história", relatou a KCNA.

Kim também participou de uma sessão de fotos com os participantes e altos funcionários que os encheram "de grande entusiasmo e alegria".

A Coreia do Norte registrou quase 4,8 milhões de infecções desde o final de abril, com apenas 74 mortes de acordo com o balanço oficial, o que representa uma taxa de letalidade de 0,002%, segundo a KCNA.

O regime comunista tem um dos piores sistemas de saúde do mundo, com hospitais mal equipados, poucas unidades de terapia intensiva e nenhum tratamento ou vacinas contra a covid, dizem especialistas.

Em contrapartida, a Coreia do Sul, com um sistema de saúde muito mais avançado e uma grande porcentagem da população vacinada, tem uma taxa de letalidade de 0,12%, segundo dados oficiais.

A Guarda Costeira grega busca nesta quarta-feira (10) dezenas de migrantes após o naufrágio de sua embarcação na costa da ilha de Cárpatos, no sudeste do mar Egeu, segundo um comunicado dessa instituição.

O navio partiu da cidade turca de Antália, no sul do país e não muito longe das ilhas gregas, e tinha como destino a Itália, segundo a Guarda Costeira.

"Até o momento 29 pessoas, afegãs, iraquianas e iranianas, foram resgatadas e a busca continua porque, segundo suas declarações, entre 20 e 50 outras pessoas estavam no barco que afundou", disse à AFP uma assessora de imprensa da Guarda Costeira.

O canal estatal de televisão ERT informou que o número de pessoas a bordo era de entre 30 e 60.

"Não é possível que esta embarcação transportasse 80 migrantes. Estamos falando de um número menor", disse o porta-voz da Guarda Costeira, Nikos Kokalas, à emissora.

A operação de resgate foi ordenada na madrugada desta quarta-feira pelo ministro da Marinha Mercante, Yannis Plakiotakis, após ser informado do naufrágio.

Quatro barcos que navegavam na área do naufrágio, dois barcos de patrulha da Guarda Costeira e um helicóptero da força aérea grega estão envolvidos na busca dos desaparecidos.

A operação é prejudicada por ventos fortes de 40 km/h a 50 km/h, disse Kokalas à rádio Skai. "Muitos dos náufragos não usavam coletes salva-vidas", acrescentou.

Dezenas de mortos

Um vídeo divulgado pela Guarda Costeira mostrou um helicóptero da força aérea resgatando dois sobreviventes do mar e transportando-os para Karpathos.

Outras 27 pessoas foram transferidas para terra em um cargueiro que se juntou à busca na ilha de Kos, segundo a Guarda Costeira.

No domingo, a Guarda Costeira grega informou que 122 imigrantes foram resgatados perto de Rodes depois que seu barco teve problemas.

A perigosa travessia entre as ilhas gregas e a costa turca no mar Egeu, localizada no leste do Mediterrâneo, ceifa a vida de muitos migrantes e refugiados que tentam chegar à Europa a bordo de barcos improvisados para fugir da guerra e da miséria.

Desde janeiro de 2022, 64 pessoas morreram no Mediterrâneo oriental e 111 em 2021, segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM). O número de chegadas de migrantes e refugiados na Grécia, principalmente da Turquia, aumentou este ano, segundo as autoridades gregas.

Atenas acusa Ancara de fechar os olhos aos traficantes de seres humanos e permitir que migrantes cheguem à Grécia em violação de um acordo de março de 2016 que exige que a Turquia reduza a migração de seu território em troca de ajuda financeira europeia. A Turquia nega as acusações.

A jornalista russa Marina Ovsyannikova, que se tornou famosa por ter interrompido um telejornal de um canal estatal de seu país com um cartaz que protestava contra a ofensiva russa na Ucrânia, foi detida nesta quarta-feira (10) por ter "desacreditado" o exército, informou seu advogado.

"Estamos neste momento com os investigadores. Um inquérito foi aberto contra Ovsiannikova por divulgação de informações falsas sobre o exército russo", declarou à AFP o advogado Dmitri Zakhvatov.

Os investigadores devem decidir agora se Ovsyannikova, que tem dois filhos, será colocada em prisão provisória ou em liberdade à espera de um julgamento.

Desde o fim de julho, Ovsyannikova foi condenada a pagar duas multas por ter "desacreditado" o exército russo, em particular em mensagens que criticavam a ofensiva na Ucrânia publicadas nas redes sociais.

Duas condenações com menos de seis meses de intervalo abrem o caminho para um caso penal, com possíveis consequências jurídicas muito mais graves.

Ovsyannikova ganhou fama em março ao aparecer em um telejornal do canal pró-Kremlin em que trabalhava com um cartaz que denunciava a ofensiva na Ucrânia e a "propaganda" da imprensa controlada pelo governo.

As imagens do gesto deram a volta no mundo. Muitas pessoas elogiaram sua coragem, em um cenário de repressão da Rússia a vozes críticas.

Embora muitos tenham admirado a atitude, entre a oposição russa algumas pessoas a criticaram por ter trabalhado para a emissora pró-governo Pervy Kanal.

Depois de trabalhar alguns meses no exterior, em particular para o jornal alemão Die Welt, ela retornou em julho à Rússia para resolver uma disputa legal sobre a custódia dos dois filhos.

Desde o início da operação na Ucrânia em fevereiro, a Rússia endureceu consideravelmente as leis contra as pessoas que criticam o governo.

Nove pessoas morreram e sete são consideradas desaparecidas na Coreia do Sul após as fortes chuvas que inundaram estradas, estações de metrô e casas, anunciaram as autoridades nesta quarta-feira.

As chuvas iniciadas na segunda-feira são as mais intensas nos 115 anos de registros climáticos da Coreia do Sul, segundo o presidente Yoon Suk-yeol.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram estações de metrô inundadas e pessoas caminhando nas ruas com água na altura da cintura.

O bairro de luxo de Gangnam, na capital Seul, também foi muito afetado.

"Há 16 vítimas, novo mortos e sete desaparecidos", confirmou à AFP um funcionário do ministério do Interior.

Quase 600 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.

Entre as vítimas fatais, três morreram bloqueadas em um apartamento de subsolo, conhecidos como banjiha, de acordo com o ministério.

A imprensa local informou que as vítimas são uma adolescente, sua mãe e sua tia.

O presidente Yoon afirmou que os sul-coreanos sofreram muitos danos e pediu ao governo que preste mais assistência aos vulneráveis.

"Os que lutam financeiramente ou enfrentam dificuldades físicas são mais vulneráveis aos desastres naturais", disse.

Yoon foi criticado por não ter comparecido ao centro governamental de controle no início das fortes chuvas.

Treze civis morreram em bombardeios russos durante a noite na região de Dnipropetrovsk, no centro-oeste da Ucrânia, anunciou o governador Valentin Reznichenko.

De acordo com o balanço divulgado pelo governador, 11 pessoas ficaram feridas no ataque, cinco delas em em estado grave.

A região de Dnipropetrovsk, relativamente segura, recebe os civis que são retirados do Donbass, mais ao leste, epicentro da ofensiva russa.

"Passamos uma noite horrível (...) É muito difícil retirar os corpos dos escombros", afirmou Reznichenko em uma mensagem divulgada no Telegram.

"Peço que as pessoas sigam para locais seguras durante o ataque aéreo (...) Não deixem que os russos os matem", acrescentou.

A cidade de Marganets, às margens do rio Dnipro, perto da central nuclear ucraniana de Zaporizhzhia, e a localidade de Vyshshetarassivka foram alvos de ataques com lança-foguetes Grad, anunciaram as autoridades.

"Oitenta foguetes foram lançados de maneira deliberada e insidiosa contra zonas residenciais quando as pessoas dormiam em suas casas", disse o governador.

Nafeesa encontrou o local ideal para esconder seus livros didáticos na cozinha, onde os homens raramente entram e os objetos ficam protegidos do olhar recriminador de seu irmão talibã.

"Os garotos não têm nada para fazer na cozinha, assim eu guardo meus livros", explica Nafeesa, de 20 anos, que frequenta uma escola clandestina em seu vilarejo rural no leste do Afeganistão.

"Se meu irmão souber, ele me bate", conta.

Centenas de milhares de meninas, adolescentes e jovens mulheres afegãs como ela foram privadas dos estudos desde o retorno ao poder dos talibãs, há um ano.

O grupo adotou severas restrições às mulheres para impor sua visão fundamentalista do islã.

Elas foram excluídas da maioria dos empregos públicos e não podem fazer longos deslocamentos sem a presença de um parente homem.

Também são obrigadas a cobrir o corpo por inteiro em ambientes públicos, incluindo o rosto, de preferência com a burca, o véu integral com una pequena fresta na altura dos olhos, amplamente utilizada nas regiões mais isoladas e conservadoras do país.

Mesmo antes do retorno dos talibãs ao poder, a grande maioria das afegãs utilizava o véu, mas com um lenço solto.

Para o Talibã, como regra geral, as mulheres não devem sair de casa, exceto em caso de absoluta necessidade.

Mas a privação mais brutal foi o fechamento em março das escolas do Ensino Médio para mulheres em várias regiões, pouco depois da reabertura.

Apesar dos riscos e com a grande vontade de aprender das meninas, os colégios clandestinos proliferaram no país, em muitos casos em quartos das casas de cidadãos comuns.

Jornalistas da AFP visitaram três locais de ensino, conheceram as alunas e professoras, que tiveram os nomes alterados para preservar sua segurança.

- "Queremos ter liberdade" -

Nafeesa tem 20 anos, mas ainda estuda disciplinas do Ensino Médio devido aos atrasos de um sistema educacional afetado por décadas de guerras no país.

Apenas sua mãe e a irmã mais velha sabem que frequenta as aulas. Não o irmão que durante anos lutou com os talibãs nas montanhas contra o antigo governo e as forças estrangeiras, retornado para casa apenas após a vitória dos islamitas em agosto do ano passado.

De manhã, ele permite que a irmã frequente uma madrassa para estudar o Alcorão, mas à tarde, sem que o irmão saiba, ela segue para uma sala de aula clandestina organizada pela Associação de Mulheres Revolucionárias do Afeganistão (RAWA, na sigla em inglês).

"Aceitamos o risco ou ficaríamos sem educação”, diz Nafeesa.

"Quero ser médica (...) Queremos ter algo para nós mesmas, queremos ter liberdade, ser úteis à sociedade e construir nosso futuro", disse a jovem.

Quando a AFP visitou sua sala de aula, Nafeesa e as outras nove alunas discutiam a liberdade de expressão com sua professora, sentadas lado a lado sobre um tapete e lendo, uma de cada cez, um livro em voz alta.

Para chegar ao curso, elas saem de casa várias horas antes e fazem caminhos diferentes para não chamar a atenção em uma região dominada pelos pashtuns, um povo de tradição patriarcal e conservadora que é majoritário dentro do movimento talibã.

Se um combatente talibã pergunta para onde estão indo, elas respondem que estão matriculadas em uma aula de costura e escondem os livros didáticos em sacolas de compras ou sob as vestimentas.

Elas correm risco, mas às vezes também optam por sacrifícios, como a irmã de Nafeesa, que abandonou a escola para evitar qualquer suspeita do irmão.

- Sem justificativa religiosa -

De acordo com os eruditos religiosos, nada no islã justifica proibir o ensino às mulheres. Um ano depois de sua chegada ao poder, o Talibã insiste que permitirá a retomada das aulas, mas sem divulgar um calendário.

O tema divide o movimento. De acordo com várias fontes entrevistadas pela AFP, uma facção radical que aconselha o líder supremo, Hibatullah Akhundzada, se opõe aos estudos femininos ou deseja limitar os mesmos ao ensino religioso e aulas práticas de cozinha ou costura.

Desde o início, os talibãs justificam a interrupção do Ensino Médio a uma questão "técnica" e garantem que as meninas retornarão às aulas após a criação de um programa educativo baseado nas regras islâmicas.

Ao mesmo tempo, as meninas podem frequentar o Ensino Fundamental e as jovens podem frequentar as universidades, mas em turmas segregadas por sexo.

Mas sem o diploma do Ensino Médio, as adolescentes não poderão entrar na universidade. As mulheres que estão atualmente no Ensino Superior podem ser as últimas no país em um futuro próximo

- "Geração sacrificada" -

Para o pesquisador Abdul Bari Madani, "a educação é um direito inalienável no islã, tanto para os homens como para as mulheres".

"Se esta proibição continuar, o Afeganistão voltará ao período medieval. Uma geração inteira de meninas será sacrificada", completa.

O medo de perder uma geração foi o que motivou a professora Tamkin a transformar sua casa de Cabul em uma escola.

A afegã de 40 anos se recusou a abandonar a escola no período em que o Talibã governou o país pela primeira vez (1996 a 2001) e proibiu a escolarização de todas as mulheres.

Ela levou anos para se formar por conta própria e virar professora. Tamkim ficou sem trabalho no ministério da Educação, depois que o Talibã retomou o poder em agosto do ano passado e mandou para casa todas as mulheres com emprego público.

"Eu não queria que essas garotas fossem como eu", disse Tamkin à AFP com lágrimas nos olhos. "Devem ter um futuro melhor", suplica.

Com o apoio do marido, ela transformou uma despensa em uma sala de aula. Depois vendeu uma vaca da família para comprar livros escolares, porque a maioria de suas alunas vem de famílias pobres e não podem comprar o material.

Ela dá aulas de inglês e ciências para 25 alunas empolgadas.

Recentemente, em um dia chuvoso em Cabul, as jovens participaram em uma aula de Biologia.

"Eu quero apenas aprender. Pouco importa o aspecto do local de estudo", disse Narwan, sentada ao lado de colegas de várias idades e que, em tese, deveria estar no fim do Ensino Médio.

Atrás dela, um cartaz pendurado na parede estimula as estudantes a serem gentis: "A língua não tem ossos, mas é tão forte que pode quebrar seu coração, então tenha cuidado com suas palavras".

A bondade dos vizinhos permitiu a Tamkin dissimular o novo objetivo de sua despensa. "Os talibãs perguntaram várias vezes: 'O que existe aqui?' Pedi aos vizinhos que falassem que era uma madrassa", explica.

Maliha, aluna de 17 anos, está convencida de que algum dia os talibãs não estarão no poder. "Então, faremos bom uso do nosso conhecimento", afirma.

- "Não temos medo" -

Na periferia de Cabuk, em um labirinto de casas de barro, Laila comanda outra aula clandestina.

Quando viu o rosto de sua filha depois do repentino cancelamento do Ensino Médio em março, ela entendeu que precisava fazer algo.

"Se minha filha chorou, então as filhas dos outros também deveriam estar chorando", recorda a professora de 38 anos.

Dez meninas se encontram dois dias por semana na casa de Laila, que tem um quintal e uma horta onde ela cultiva verduras.

Na sala, uma grande janela tem vista para o jardim. As alunas, cujos livros e cadernos têm um plástico azul, estão sentadas em um tapete, brincalhonas e estudiosas. A aula começa com a correção do dever de casa.

"Não temos medo dos talibãs", afirma Kawsar, de 18 anos. "Independente do que falem, vamos lutar, mas vamos continuar estudando", acrescenta.

Estudar não é o único objetivo de algumas meninas e mulheres afegãs, várias delas casadas em relacionamentos abusivos ou restritivos. Algumas buscam um pouco de liberdade.

Zahra, que frequenta a escola clandestina em um vilarejo rural do leste do Afeganistão, se casou aos 14 anos e vive atualmente com os sogros, que não aceitam a ideia de que frequente aulas.

Ela precisa tomar soníferos para lutar contra a ansiedade e teme que a família de seu marido a obrigue a permanecer em casa.

"Eu digo a eles que vou ao bazar local e venho para cá", explica Zahra na escola, o único local que tem para fazer amigas.

Isoladas da vida pública pelas restrições ao trabalho, aos seus deslocamentos e à maneira como se vestem, as mulheres afegãs sofrem o peso do retorno do Talibã ao poder há um ano.

Raras são as mulheres que não perderam um parente masculino nas guerras sucessivas. Muitos maridos, pais, filhos e irmãos perderam seus empregos ou viram sua renda cair drasticamente devido a uma crise econômica cada vez mais profunda.

A AFP fez uma série de retratos em grandes cidades afegãs como Cabul, Herat e Kandahar de mulheres que tentam por todos os meios fazer suas famílias sobreviverem.

"Nestes tempos difíceis, meu trabalho me deu sorte", diz Shafari Shapari, uma padeira de 40 anos, à AFP.

"Meu marido está desempregado e fica em casa. Consigo alimentar meus filhos", acrescenta.

As mulheres foram expulsas da maioria dos empregos públicos, ou receberam cortes salariais e ordens para ficar em casa.

Também são as primeiras pessoas a serem demitidas de empresas privadas em dificuldades, especialmente aquelas que não podem garantir a segregação de gênero no local de trabalho, como exige o Talibã.

Mas algumas portas ainda estão abertas.

Rozina Sherzad, de 19 anos, é uma das poucas mulheres jornalistas que conseguiu continuar trabalhando apesar das crescentes restrições impostas à profissão.

"Minha família está comigo. Se minha família fosse contra meu trabalho, não acho que a vida continuaria a ter sentido no Afeganistão", afirma.

Outra mulher fotografada pela AFP começou a apicultura depois que seu marido perdeu o emprego.

Mesmo antes do retorno do Talibã ao poder, o Afeganistão era um país profundamente conservador e patriarcal. O progresso nos direitos das mulheres nas duas décadas de intervenção estrangeira foi essencialmente limitado às cidades.

As mulheres continuaram cobrindo geralmente os cabelos com lenços, e a burca, obrigatória sob o primeiro governo talibã (1996-2001), continuou sendo amplamente usada, especialmente fora da capital.

No início deste ano, a polícia religiosa ordenou que as mulheres se cobrissem totalmente em público, incluindo o rosto.

As Nações Unidas revisaram, nesta segunda-feira (8), as necessidades de ajuda humanitária de emergência para a Ucrânia, elevando o valor a 4,3 bilhões de dólares até o fim do ano.

"As necessidades financeiras passaram de 2,25 bilhões [estimados em abril] para 4,3 bilhões", declarou, em seu encontro diário com a imprensa, Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

A demanda de recursos que a organização previu em abril cobria o período de março a agosto, mas agora as necessidades foram estendidas até o final do ano "devido ao agravamento da situação" e à chegada do frio, explicou.

"Mais de um quarto da população ucraniana - 17,7 milhões de homens, mulheres e crianças - precisará de ajuda humanitária nos próximos meses, ou seja, cerca de 2 milhões a mais que as estimativas de abril", insistiu.

De acordo com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês), 11,7 milhões de pessoas receberam no país algum tipo de ajuda humanitária ao menos uma vez entre o fim de fevereiro e o fim de julho.

E após cinco meses de guerra, "as necessidades continuam aumentando", afirma em seu relatório de avaliação das necessidades publicado nesta segunda.

"Milhares de pessoas sofreram meses de hostilidades intensas, sem acesso adequado a alimentos, água, cuidados médicos, educação e outros serviços essenciais", acrescenta o texto.

Desde o primeiro chamado lançado pela ONU, foram arrecadados 2,38 bilhões de dólares, um apoio "sem precedentes", disse Dujarric.

Você deve ter visto várias publicações pelas redes sociais nesta segunda-feira (8) falando que a data de hoje é importante e se perguntado o motivo. É que o portal energético de leão se abriu nos astros desde o dia 28 de julho, e ficará aberto até o dia 12 de agosto, tendo o seu pico no dia 08 do 08, ou seja, hoje, que é uma data especial para o portal por conta da numerologia e das energias.

De acordo com a terapeuta holística Janieiry Dimas, que trabalha com Apometria Arcturiana (cura feita através da ativação de códigos e ancoramento de frequências), o processo de confiança e prosperidade são potencializados nesta segunda. “Hoje é uma data especial devido ao portal, a numerologia, às energias. Tudo o que o nosso planeta tem passado, a ascensão planetária da humanidade. Com o portal de leão aberto, a gente tem o alinhamento dos planetas, da terra, do sol, dos planetas sirius e a constelação de órion, o que nos traz uma energia muito grande”, disse. 

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“Na numerologia, o dia 8 do mês 8. O número 8 representa prosperidade, o infinito, harmonia; o processo de confiança que hoje é potencializado. Somando-se a data 08/08/2022 e reduzindo essa data ao somar, a gente tem o número 22, que é o número mestre e emite uma frequência de equilíbrio, de amor”, explicou. 

Janieiry detalhou, ainda, que é trabalhado na mesa multidimensional arcturiana, que faz parte da terapia holística, a mediação das energias negativas existentes no campo espiritual para, só depois que elas saem, as energias boas serem ativadas. “Neste dia de hoje fazemos a medição das energias negativas e densas que existem no nosso campo espiritual energético no nosso campo áurico. Na mediação, a gente retira chips, implantes, encostos, obsessores, magia negra, clones espirituais, corpos sequestrados. A gente faz esse trabalho e depois limpa o campo de todos do grupo e começamos as ativações”, contou.

“Aproveitando as energias do portal 08/08, a gente potencializa as nossas co-criações, ativações para prosperidade, abundância, harmonização de relacionamento, limpeza da nossa ancestralidade, pedidos para procriar. Esse é o trabalho desenvolvido semanalmente por mim e hoje aproveitamos o portal de leão aberto”, completou.  

  O inglês Keith Jackson, de 54 anos de idade, descobriu um tumor no cérebro após apresentar sintomas de embriaguez. O caso ocorreu no Reino Unido. 

 O tumor foi descoberto quando sua filha Keith achou que o pai estava desorientado e que havia exagerado na bebida, pois ele mal conseguia terminar frases. Após o sintoma, o homem foi ao hospital e descobriu que estava com gliobastoma, um tipo de câncer que atinge o Sistema Nervoso Central e provoca perda das funções neurológicas, pouco depois do telefonema. 

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A partir disso, o homem deu segmento ao tratamento, mas por ter descoberto o câncer tarde, ele veio a falecer após três meses do diagnóstico, que ocorreu em 2020.   

A sua morte incentivou a filha a se dedicar a arrecadar dinheiro para pesquisas destinadas à cura do câncer de cérebro. O projeto voluntário conta histórias parecidas com a de Keith para ajudar no diagnóstico e, desta maneira, facilitar o tratamento. 

 

O Banco Mundial anunciou, nesta segunda-feira (8), uma ajuda adicional de 4,5 bilhões de dólares para a Ucrânia, com recursos aportados pelos Estados Unidos, para ajudar o governo a satisfazer as "necessidades urgentes criadas pela guerra".

Este apoio adicional ajudará Kiev a arcar com os gastos sociais, de pensão e de saúde, que são essenciais para aliviar os impactos econômicos da invasão russa, disse o banco em comunicado.

O montante será entregue em quotas ao governo ucraniano, com uma primeira parcela de 3 bilhões de dólares em agosto, segundo outro comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

"A Ucrânia precisa de serviços governamentais contínuos, entre eles saúde, educação e proteção social, para evitar uma piora ainda maior das condições de vida e a pobreza", disse o presidente do Banco Mundial, David Malpass, citado em comunicado.

"Somos gratos aos Estados Unidos e a nossos parceiros por seu apoio contínuo [...] e pela generosa doação que será de enorme apoio para o povo da Ucrânia", acrescentou.

Esta nova ajuda eleva para quase US$ 13 bilhões a assistência financeira de emergência que o Banco Mundial concedeu à Ucrânia, dos quais mais de 6,3 bilhões foram desembolsados no fim de julho.

"Esta ajuda financeira é essencial para apoiar o povo ucraniano na defesa de sua democracia contra a guerra russa", disse a secretária do Tesouro de Joe Biden, Janet Yellen, citada no comunicado.

Também hoje, o Pentágono anunciou um novo pacote de ajuda militar avaliado em US$ 1 bilhão, que inclui mais mísseis para os sistemas americanos de artilharia de precisão Himars.

A Ucrânia foi invadida pela Rússia em 24 de fevereiro. Desde então, a guerra afundou o país em uma recessão e levou milhões de ucranianos a deixarem suas casas.

A União Europeia (UE) apresentou um "texto final" para as negociações que buscam a retomada do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano de 2015, indicou nesta segunda-feira (8) uma autoridade da UE.

"Temos trabalhado durante quatro dias e o texto está na mesa", afirmou a autoridade aos jornalistas, em condição de anonimato. "A negociação já terminou, esse é o texto final (...) e não será renegociado", acrescentou a fonte.

Em Teerã, o governo iraniano disse estar examinando o texto.

"Assim que recebemos essas ideias, transmitimos nossa resposta e considerações iniciais para eles, mas essas questões exigem naturalmente uma maior revisão e considerações adicionais", informou a agência estatal IRNA, citando um diplomata não identificado.

Após um impasse de meses nas negociações, diplomatas do Irã, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha retornaram na quinta-feira (04) a Viena para uma rodada de negociações com o objetivo de tentar salvar o acordo.

Esse diálogo busca garantir que o programa nuclear de Teerã tenha fins civis, uma vez que o Irã foi acusado de tentar adquirir uma arma atômica, apesar do país negar.

O acordo internacional de 2015 ficou no limbo após a decisão dos Estados Unidos em retirar-se unilateralmente em 2018, durante o governo de Donald Trump, reestabelecendo as sanções contra o Irã. Por sua vez, o país começou a desligar-se progressivamente de seus compromissos nucleares.

As autoridades locais informaram nesta segunda-feira (08) um ataque de urso contra uma turista francesa. Ela sofreu feridas leves após o urso polar invadir um acampamento no arquipélago norueguês de Svalbard, no Ártico.

A mulher fazia parte de uma expedição com 25 pessoas alojadas em barracas no oeste do território localizado a aproximadamente 1.000 quilômetros do Polo Norte.

"Um urso entrou em um acampamento esta manhã por volta das 06h30 GMT (03h30 de Brasília) e feriu uma francesa no braço", declarou à AFP o chefe da polícia local, Stein Olav Bredli. "Sua vida não está em perigo", acrescentou.

A turista foi resgatada de helicóptero para o hospital de Longyearbyen, a principal cidade do arquipélago.

"Houve disparos contra o urso polar, que se assustou e abandou o lugar", disse Bredli.

O animal ferido foi localizado posteriormente pelas autoridades e foi sacrificado devido à magnitude de suas feridas.

Um urso macho pode pesar entre 300 e 600 quilos, enquanto a fêmea pesa a metade disso. Para estar preparado para um eventual encontro com os ursos, em Svalbard é obrigatório levar um rifle ao sair das comunidades urbanas.

De acordo com uma contagem de 2015, no setor norueguês do Ártico vivem aproximadamente 1.000 ursos polares, uma espécie protegida desde 1973.

Cerca de 300 vivem o ano todo no arquipélago e alguns se mudaram para a parte ocidental do território, onde também há concentração de humanos. Eles haviam desaparecido da região quando a caça ainda era permitida.

Desde 1971 foram registrados seis ataques mortais de ursos. O último, em que morreu um holandês de 38 anos, foi em 2020.

Segundo os especialistas, o derretimento das geleiras devido ao aquecimento global está privando os ursos polares de seu locais de caça favoritos, onde se alimentam de focas, e está os aproximando de áreas habitadas por humanos, em busca de alimento.

Israel reabriu nesta segunda-feira (8) a fronteira com a Faixa de Gaza e a única central de energia elétrica do território palestino retomou as operações após a trégua estabelecida entre o Estado hebreu e o grupo armado Jihad Islâmica, anunciada depois de três dias de hostilidades que deixaram dezenas de palestinos mortos, incluindo crianças.

As passagens de fronteira entre o Estado hebreu e a Faixa de Gaza, fechadas por Israel na terça-feira (2), reabriram nesta segunda-feira "por razões humanitárias", anunciou em um comunicado o Cogat, o serviço do ministério da Defesa de Israel que monitora as atividades civis nos territórios palestinos.

"O retorno à rotina dependerá da evolução da situação e do respeito à segurança", completa a nota.

Caminhões-tanque entraram pela passagem de fronteira de Kerem Shalom, no sul do território palestino, que está sob bloqueio israelense há mais de 15 anos.

Pouco depois, a única central do pequeno território, que interrompeu as atividades no sábado por falta de combustível, voltou a "gerar energia elétrica", anunciou um porta-voz da empresa.

A trégua, alcançada graças à mediação do Egito, entrou em vigor no fim do domingo, mas Israel e a Jihad Islâmica se reservaram o direito de responder em caso de futuras agressões.

- "Trágica" -

"A situação é trágica e difícil em Gaza", declarou à AFP Mohamed Alai, um morador do enclave de 362 quilômetros quadrados, onde vivem 2,3 milhões de palestinos. "Há muitos mortos e feridos, muita destruição e devastação, mas Gaza está curando suas feridas", acrescentou.

Suhail al Bauab, morador de Gaza de 56 anos, passou três dias com medo. "Não queremos uma guerra a cada seis meses e, quando tomamos conhecimento da trégua, ficamos felizes, apesar do luto pelos mártires", disse.

Do o início da operação israelense na sexta-feira e até a noite de domingo, 44 palestinos morreram, incluindo 15 crianças, e 360 ficaram feridos", segundo o boletim mais recente divulgado pelo ministério da Saúde do território, governado pelo grupo islamita Hamas.

No sul de Israel, Davit Shitrit, habitante da cidade de Ashkelon, disse que "não confia" na Jihad Islâmica. "Sempre promete, mas atacam novamente (...). Espero que desta vez (a trégua) seja mantida".

"A Jihad Islâmica sofreu um duro golpe que a fará recuar por décadas", declarou à imprensa um diplomata israelense.

O acordo de trégua inclui, entre outras coisas, "o compromisso do Egito de trabalhar pela libertação de dois prisioneiros" da Jihad Islâmica detidos por Israel, afirmou o grupo palestino.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, elogiou a trégua e pediu uma investigação sobre as circunstâncias das mortes de vítimas civis.

Em Israel, três pessoas ficaram feridas por disparos de foguetes desde sexta-feira. O exército afirmou que centenas de projéteis foram lançados contra o país a partir de Gaza, mas a grande maioria foi interceptada.

As autoridades israelenses afirmaram que alguns palestinos faleceram durante tentativas frustradas de lançamentos de foguetes por parte da Jihad Islâmica contra o território do Estado hebreu.

- "Ataque preventivo" -

Israel apresentou os primeiros ataques de sexta-feira como uma operação "preventiva" contra a Jihad Islâmica, que, segundo o governo, estava planejando um atentado iminente.

Em resposta aos bombardeios, o grupo armado, apoiado pelo Irã e incluído nas listas de organizações terroristas dos Estados Unidos e da União Europeia, disparou centenas de foguetes contra Israel.

Os principais comandantes militares da Jihad Islâmica em Gaza, Taysir al Jabari e Khaled Mansur, morreram, assim como diversos combatentes do grupo.

O braço militar da Jihad Islâmica informou em um comunicado que 12 integrantes do grupo morreram nos ataques israelenses.

Israel também prendeu 40 integrantes do grupo armado nos últimos dias na Cisjordânia ocupada.

Este confronto foi o mais violento no território desde o conflito de maio de 2021 entre Israel e o Hamas - movimento islamita que governa Gaza desde 2007.

Na guerra de 11 dias do ano passado, o balanço de mortos foi de 260 palestinos, incluindo combatentes, e 14 israelenses, entre eles um soldado.

O Hamas, que já travou diversas guerras contra Israel, permaneceu à margem das hostilidades do fim de semana.

Mais dois navios, com 6,6 mil toneladas de óleo de girassol e 11 mil toneladas de soja, deixaram portos das Ucrânia neste domingo (7) segundo o Centro de Coordenação Conjunta, que supervisiona o acordo destinado a tirar cerca de 20 milhões de toneladas de grãos da Ucrânia e levá-los à África, Oriente Médio e partes da Ásia.

Autoridades locais já tinham informado que um comboio de quatro navios, com carregamento de cerca de 219 mil toneladas de milho, havia partido de portos de Odessa, na Ucrânia. Foi o segundo comboio que deixou a Ucrânia apenas nos últimos três dias. As cargas estão saindo também pelo porto de Chornomorsk.

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Três outros cargueiros que partiram na sexta-feira (5) passaram nas inspeções e receberam liberação no domingo para passar pelo Estreito de Bósforo, na Turquia, a caminho de seus destinos finais, de acordo com o Centro de Coordenação Conjunta.

Já o navio que deixou a Ucrânia na segunda-feira passada com alarde, por ter sido o primeiro sob o acordo de exportação de grãos, teve a data prevista de chegada postergada, de acordo com um ministro libanês e a Embaixada da Ucrânia.

A liberação das mercadorias ocorre após o acordo que Rússia e Ucrânia fizeram, separadamente, com a Organização das Nações Unidas (ONU). A medida visa aliviar uma possível crise global de fome em meio ao aumento dos preços dos alimentos causado em parte pela invasão russa à Ucrânia. Fonte: Associated Press.

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