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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou, nesta quarta-feira (29), seus ataques contra seu ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, cujo livro a ser lançado em breve poderá prejudicar sua defesa no processo de impeachment.

Segundo trechos publicados na imprensa americana, o livro de Bolton diz que o presidente queria congelar a ajuda militar à Ucrânia até que Kiev abrisse uma investigação sobre Joe Biden, um dos democratas favoritos para disputar a reeleição com Trump em novembro.

Os democratas querem que Bolton testemunhe no julgamento em curso no Senado contra Trump, pelas acusações de abuso de poder e de obstrução do Congresso, e há crescentes indícios de que um número suficiente de senadores republicanos poderá apoiar este pedido.

Em um tuíte na madrugada, Trump voltou a atacar Bolton, demitido por ele em setembro, afirmando que o ex-conselheiro lhe "implorou" para ter este trabalho, mas que cometeu "muitos erros de julgamento".

"Foi demitido porque, francamente, se eu o escutasse, já estaríamos na Sexta Guerra Mundial, e sai e IMEDIATAMENTE escreve um livro desagradável e falso. Tudo confidencial de Segurança Nacional", tuitou o presidente, minimizando o que Bolton tem para contar.

Convocar Bolton e outras testemunhas para depor, pode prolongar o julgamento político de Trump, assim como os esforços da Casa Branca para concluir os procedimentos esta semana com a absolvição do presidente.

O ex-chefe de gabinete da Casa Branca de Trump, general reformado John Kelly, lançou dúvidas ontem sobre a conduta de Trump.

"Se John Bolton disse isso no livro, acredito em John Bolton", afirmou Kelly.

O diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional, Alejandro Werner, afirmou que "precisamos monitorar riscos de coronavírus para economia internacional." No entanto, ele ressaltou que "é prematuro" avaliar efeitos da doença para países da América Latina.

"Em casos passados de doenças semelhantes na China, ocorreu um impacto no nível de atividade, mas foi registrada recuperação em alguns trimestres", destacou Werner.

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Ele fez os comentários em entrevista coletiva sobre a atualização de projeções de crescimento para a América Latina do Fundo.

A British Airways anunciou, nesta quarta-feira (29), a suspensão de todos os seus voos para a China continental, se juntando às outras companhias que decidiram suspender ou modificar seus programas de voo devido à epidemia do novo coronavírus que afeta o país asiático.

Aqui está uma visão geral das companhias aéreas que suspenderam e reduziram seus voos para a China.

- Voos suspensos -

BRITISH AIRWAYS: A companhia britânica anunciou nesta quarta-feira a suspensão imediata de todos os seus voos para a China continental. A decisão foi tomada depois que autoridades do Reino Unido recomendaram que seus cidadãos evitassem viajar para o país asiático.

Esta é a primeira companhia aérea europeia que anuncia esse tipo de medida. A British Airways realiza, em horário normal, voos diários que conectam Londres a Pequim e Xangai.

LION AIR: A companhia aérea indonésia anunciou que suspenderá seus voos para a China a partir de 1º de fevereiro.

Esta empresa, que possui a maior frota do sudeste da Ásia, e sua filial Batik Air, oferecem voos para 15 cidades chinesas. Um milhão de turistas chineses viajam para a Indonésia todos os anos.

TRÊS COMPANHIAS BIRMANESAS: A Myanmar National Airlines, a Air KBZ e a Myanmar Airways International, três empresas birmanesas com voos para a China, anunciaram a suspensão de seus voos a partir de 1º de fevereiro.

CAZAQUISTÃO: As autoridades do Cazaquistão ordenaram nesta quarta-feira a suspensão dos voos para China a partir de 3 de fevereiro, de acordo com um comunicado do governo que não indicava quanto tempo essa medida irá durar. O governo suspendeu também o tráfego de ônibus e trens para a China.

- Menos voos -

UNITED AIRLINES: A companhia americana anunciou na terça-feira (28) a suspensão de alguns de seus voos para Pequim, Xangai e até Hong Kong entre 1º e 8 de fevereiro.

As autoridades dos Estados Unidos recomendaram que seus cidadãos não viagem para a China no momento.

CATHAY PACIFIC: A companhia aérea, que tem sua base principal no Aeroporto Internacional de Hong King, afirmou que “reduzirá gradualmente” seus voos de e para a China continental em pelo menos 50%. Esta decisão entrará em vigor na quinta-feira e ficará regente até o final de março.

FINNAIR: A companhia aérea finlandesa, que multiplicou seus voos para a Ásia nos últimos anos, suspenderá alguns de seus voos, mas manterá os que se destinam a Pequim, Xangai, Hong Kong e Guanghzu.

Esta decisão é explicada pela suspensão, por parte de Pequim, de viagens organizadas na China e no exterior.

- Nenhuma mudança -

AIR FRANCE: A companhia aérea francesa afirmou à AFP que, no momento, não alterará seu horário de voo. Como as outras empresas, a Air France suspendeu seus voos para Wuhan, o epicentro da epidemia, desde 24 de janeiro.

Mas manterá por enquanto seus 10 voos semanais para Pequim e seus 13 para Xangai a partir de Paris, a cidade europeia mais bem conectada à China.

LUFTHANSA: A companhia aérea alemã não planeja cancelar seus voos para a China no momento, mas afirma ter “implementado várias medidas”, incluindo a distribuição de máscaras para a tripulação de cabina e de terra.

O grupo Lufthansa opera cerca de dez voos diários de e para a China.

SAS: A companhia aérea sueca, que oferece voos para Pequim e Xangai uma vez por semana, não suspendeu seus voos, mas diz que está “acompanhando de perto os acontecimentos”.

ITÁLIA: O governo italiano disse que enviaria uma aeronave na quinta-feira para Wuhan, onde até 70 italianos estão alojados.

Cerca de 250 cidadãos franceses e outros 100 europeus serão levados de Wuhan a bordo de dois aviões franceses nesta semana.

Os países árabes aliados de Washington acolheram calorosamente o plano de paz para o Oriente Médio de Donald Trump, em um delicado equilíbrio entre a pressão dos palestinos - contrários a ele - e o risco de se afastarem dos Estados Unidos.

O plano foi apresentado na terça-feira em Washington na presença de vários embaixadores das monarquias árabes do Golfo e do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que recebeu-o com entusiasmo, enquanto os palestinos rejeitaram a iniciativa.

Os árabes aliados de Washington mediram cada palavra. Em um exercício de equilíbrio, Riade afirmou "apreciar os esforços" dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, renovar seu "apoio inabalável" aos palestinos.

Para Abu Dabi, este plano representa um "importante ponto de partida" e merece uma "análise profunda".

Doha deu boas-vindas ao plano e destacou que "o Estado palestino é a capital de Jerusalém Oriental". A Jordânia lembrou que "o único caminho para a paz" é o nascimento de um Estado palestino nas fronteiras de 1967.

O plano traz diversas concessões a Israel. Dá o direito a anexar assentamentos na Cirsjordânia, especialmente no Vale do Jordão.

Plano de paz árabe enterrado

Mesmo prevendo um Estado, estabelece um traçado muito inferior ao que os palestinos aspiram - todos os territórios ocupados por Israel em 1967.

"Essas reações eram esperadas", disse Abdalah Al Chayeji, professor de ciência política da Universidade do Kuwait, que lembra o contexto regional caracterizado, em sua opinião, por uma disposição quase geral de se aliar a Washington contra o Irã.

"Esse plano dinamiza a iniciativa de paz árabe apresentada em 2002 por Riade, que prevê a retirada de Israel dos territórios árabes ocupados em 1967 contra a paz e a normalização dos países árabes com Israel", acrescenta.

"As reações da Arábia Saudita e do Egito são muito cautelosas. Ambos os países não querem incomodar Trump, que é seu aliado", diz Ahmed Abed Rabou, da Universidade Internacional de Estudos de Denver.

Na opinião dele, esses dois países também não querem provocar a opinião pública e "é por isso que saudaram o plano e pediram às partes interessadas que negociassem de acordo com o direito internacional, o que significa que não concordam com muitas das disposições do plano".

A Liga Árabe reagiu na quarta-feira classificando como "uma grande violação dos direitos legítimos dos palestinos". No sábado, está agendada uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores árabes no Cairo, na presença do presidente palestino Mahmoud Abbas.

"Não espero uma revolta real nos territórios palestinos em resposta a esse plano. Quero dizer que não prevejo uma espécie de terceira intifada explodindo, porque, mais uma vez, é um plano unilateral que não muda nada no terreno", avaliou Abed Rabou.

Uma breve pesquisa nas ruas do Cairo mostra opiniões divergentes. Alguns denunciam o plano e pedem aos palestinos que não o aceitem, enquanto outros os aconselham do contrário.

"Os palestinos não devem aceitar o plano (...). Se eles partirem agora, isso significa que décadas de luta foram perdidas", disse Toqa Ismael, estudante de direito da Universidade do Cairo.

Mas para Heba Mokhtar, professora de 48 anos, é melhor para os palestinos aceitar "menos território do que eles inicialmente queriam (...) porque alguma coisa é melhor que nada".

O aviso em um restaurante em Pequim tenta tranquilizar os fregueses: "Este estabelecimento foi desinfetado hoje". Mas não há clientes à vista: a nova epidemia de coronavírus causa pânico, e os chineses desertaram de lojas e locais públicos.

Os centros comerciais da capital, geralmente muito lotados, estão vazios. Apenas alguns veículos se aventuram nas avenidas silenciosas, dando à megalópole de 20 milhões de habitantes o ar de uma cidade fantasma.

Diante de uma epidemia de pneumonia viral que se propaga, com 132 mortos e cerca de 6.000 pacientes infectados, as autoridades incentivam as pessoas a ficarem trancadas em casa e, se saírem, a usar uma máscara. O ambiente de ansiedade não incentiva a por os pés para fora de casa.

Nas estações de metrô, os controles de temperatura são realizados por agentes e a temperatura corporal também é monitorada em estações de trem, hotéis, delegacias e até mesmo em conjuntos habitacionais.

Nesse contexto, é difícil para o shopping Taikoo Li, no leste de Pequim, atrair clientes. Apenas alguns deles vagam pelo centro comercial, em meio ao cheiro intenso de produtos desinfetantes.

Em todos os lugares, os cartazes pedem que os visitantes cubram a boca. Muitas lojas estão fechadas. O restaurante Hao Lu Wei ainda está aberto, mas, apesar da promessa de limpeza intensiva, ninguém ocupa uma mesa sequer.

"Ao fazer suas compras, verifique se uma desinfecção profunda foi realizada em sua loja. Feliz Ano Novo Lunar!", afirma uma mensagem na janela de uma ótica, também deserta.

- Máscaras esgotadas -

Por outro lado, as empresas que vendem máscaras e líquidos desinfetantes ficaram sem esses produtos, cujos preços sobem nos sites de vendas online.

"Não temos mais nada desde o Ano Novo Chinês", que caiu em 25 de janeiro, lamenta um farmacêutico.

A demanda é imensa e é incentivada pelos slogans oficiais: a província de Guangdong (110 milhões de habitantes) obriga a cobrir o rosto em locais públicos, e várias regiões adotaram medidas idênticas.

As autoridades pedem para intensificar a produção de máscaras. É verdade que Pequim esvazia grande parte de sua população no Ano Novo Lunar, quando trabalhadores imigrantes e vários de seus habitantes retornam para suas regiões de origem.

Mas, ao mesmo tempo, muitos turistas chegam à capital e os próprios habitantes participam das festividades organizadas em templos e parques da cidade.

Porém, devido à epidemia, vários eventos e viagens em grupo foram suspensos em todo o país. Os transportes foram paralisados, com o cancelamento de pelo menos 2.000 trens interprovinciais.

- 'Não sabemos o que fazer' -

Confinados em suas casas, os chineses matam o tédio nas redes sociais, com mensagens sarcásticas.

Em um vídeo muito compartilhado das mensagens do WeChat, jogadores de mah-jong são vistos sentados à mesa ... com sacos plásticos transparentes na cabeça.

Por outro lado, no bairro Sanlitun, conhecido por seus bares e lojinhas, dois chineses sem máscara fumam um cigarro com um ar despreocupado.

Em uma sala de jogos vizinha, um homem tenta ganhar algo em uma máquina caça-níqueis.

Indagado pela AFP, o homem diz que espera que essas máquinas sejam desinfetadas regularmente, mas não tem certeza disso.

"Eu tento ficar em casa o máximo possível", diz ele, mas "acabei vindo para cá porque não sabia mais o que fazer".

O único deputado de extrema direita em Portugal, André Ventura, provocou um escândalo ao pedir a uma deputada negra que "volte para seu país de origem", por defender a restituição de obras de arte às antigas colônias portuguesas.

"Proponho que a deputada Joacine seja ela mesma devolvida para seu país de origem. Seria muito melhor para todo o mundo", disse Ventura ontem no Facebook.

Nesta quarta, o jornal "Publico" publicou um editorial, classificando como "abjeta" a afirmação de Ventura, líder do Partido Chega.

Joacine Katar Moreira, do partido de esquerda Livre, nascida em Guiné-Bissau, registrou ontem no Parlamento um projeto de lei para criar uma lista do patrimônio que Portugal deveria devolver para suas antigas colônias.

Ventura foi eleito em outubro de 2019 e se tornou o primeiro deputado de extrema direita no país desde a recuperação da democracia, em 1974. É conhecido por seus comentários depreciativos sobre negros e ciganos.

O presidente catalão, o separatista Quim Torra, anunciou nesta quarta-feira (29) que convocará, nos próximos meses, eleições antecipadas nesta região espanhola, em razão "da deterioração da confiança mútua" com seus parceiros de coalizão, também separatistas, da ERC.

A convocação eleitoral não será imediata. Será adiada até a aprovação dos orçamentos catalães, em cerca de dois meses. "Esta legislatura não tem mais sustentação política", disse Torra no palácio do governo em Barcelona.

"Quero informá-los, então, que depois que os orçamentos forem aprovados no Parlamento, anunciarei a data das eleições", acrescentou o líder do partido Juntos pela Catalunha, liderado por Puigdemont.

Essa crise pode complicar a mesa de negociações com o governo espanhol do socialista Pedro Sánchez, que prometeu encontrar uma solução para o conflito catalão após um acordo com a ERC criticado por Torra e por seu antecessor Carles Puigdemont.

Apesar do anúncio, Torra disse que mantém a reunião planejada na próxima semana em Barcelona com Pedro Sánchez como um passo preliminar para a mesa de negociações entre o governo central e regional.

"Tenho responsabilidade e determinação para explorar a real vontade do governo espanhol em uma negociação de verdade", afirmou.

Parceiros de governo desde o início de 2016, Juntos pela Catalunha (então PDeCAT) e Esquerda Republicana (ERC) mantiveram um difícil equilíbrio entre aliados e concorrentes pela liderança do movimento de independência.

O divórcio se consumou esta semana quando o presidente do Parlamento regional Roger Torrent, da ERC, aceitou uma ordem judicial para retirar o cargo de deputado de Torra, que havia pedido que ele desobedecesse esse mandato.

A retirada do cargo deriva de uma condenação por desobediência quando o presidente regional resistiu em 2019 à remoção de símbolos ligados ao separatismo da sede do governo catalão, conforme ordenado pelo Conselho Eleitoral Espanhol.

Uma noiva foi traída durante a lua de mel e descobriu que a amante era sua própria mãe. Após se relacionar com o genro e pôr fim ao casamento da filha, Julie Wall engravidou e casou-se com ele.

Namorados por dois anos, Paul White e Lauren Wall, na época com 20 e 19 anos respectivamente, tiveram uma filha e em seguida decidiram se casar. A mãe da noiva, que tinha 35, ajudou com as despesas da celebração e, como forma de gratidão, o casal a convidou para viajar na lua de mel. A traição ocorreu em 2004, mas só agora ela desabafou sobre o caso.

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"Paul sempre se deu muito bem com a minha mãe, mas eu nunca achei isso estranho, já que ela era sogra dele e ele só estava sendo simpático. Eles riam muito juntos. Eu nem pensei em me preocupar. Quem se preocuparia?", questionou Lauren em entrevista ao Daily Mirror.

Após a viagem, ela percebeu que o marido se comportava de modo estranho, escondia o celular e passava pouco tempo em casa. Sua cunhada, irmã de Lauren, também desconfiou da postura de Paul e flagrou uma troca de mensagens entre ele e a própria mãe. Questionada, Julie negou que estivesse traindo a filha.

Lauren pressionou o marido, que se recusou a entregar o celular, o que comprovou a suspeita. Eles se separaram e o ex-marido a deixou sozinha com a filha de apenas sete meses. Poucos dias se passaram e Paul foi morar com a ex-sogra.

"Eu não conseguia acreditar que as duas pessoas que eu mais amava e em quem eu mais confiava no mundo podiam me trair desse jeito. Era nojento. Uma das piores coisas que uma mãe poderia fazer a uma filha. Paul poderia ser um péssimo noivo, mas ela é minha mãe. Ela deveria me amar e me proteger, acima de tudo. Em vez disso, ela roubou meu marido, destruiu minha família e meus sonhos. Por isso, eu nunca conseguirei perdoá-la de verdade", declarou.

Após algumas semanas, a filha viu a mãe na rua e percebeu uma protuberância na barriga. Julie afirmou que tratava-se de um cisto, contudo, pouco depois ela teve um bebê, irmão de Lauren, com o ex-genro.

Cerca de cinco anos após o casamento da filha, Julie a convidou para participar do casamento com Paul. "Era muito para aguentar, mas fui por causa da minha filha. Fui ver minha mãe se casar com o mesmo homem com que eu me casei cinco anos antes", relatou.

Mesmo criando forças para ir à celebração, ela afirma que a relação entre as duas jamais será a mesma. "O tempo é o melhor remédio e minha mãe e eu temos tentado ter um relacionamento normal, mas nunca seremos tão próximas como éramos - e eu nunca conseguirei confiar nela de novo", complementou.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou a Rússia de não respeitar o que foi acordado com a Turquia em relação à província de Idlib, na Síria, onde as aviações síria e russa multiplicaram os bombardeios, e o Exército sírio lançou uma grande ofensiva.

"Com a Rússia, concluímos acordos (...) Se a Rússia respeitar esses acordos, faremos o mesmo. Infelizmente, a Rússia atualmente não respeita esses acordos", disse Erdogan, citado pela agência estatal Anadolu.

Essa rara crítica de Erdogan à Rússia ocorre após a tomada pelo regime de Bashar Al-Assad da cidade de Maaret al Numane, após semanas de bombardeios. Esta localidade fica na última província rebelde da Síria, Idlib.

A escalada da violência levou dezenas de milhares de sírios a se dirigirem para a fronteira com a Turquia, e Ancara teme um novo influxo de refugiados em seu território.

"Nossas autoridades competentes se reúnem com seus colegas russos. Dizemos a eles: 'Parem esses bombardeios em Idlib. Se o fizerem, será muito melhor. Caso contrário, nossa paciência se esgotará. A partir de agora, faremos o que for necessário'", disse Erdogan.

Duas companhias aéreas suspenderam nesta quarta-feira (29) os voos para a China continental, onde a epidemia de coronavírus de Wuhan continua sua propagação, apesar das medidas de prevenção e isolamento decretadas, e já supera o número de pacientes provocados pela SARS há quase 20 anos.

Nesta quarta-feira (29), centenas de japoneses e americanos foram retirados de Wuhan, a cidade da região central da China onde surgiu o vírus.

As autoridades de saúde anunciaram mais 26 mortes, o que eleva o balanço do coronavírus a 132 vítimas fatais, e 5.974 casos confirmados na China continental (sem contar Hong Kong).

A cifra já supera o número de infecções da epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) de 2002 e 2003, outro coronavírus que contaminou 5.327 pessoas no país. A SARS deixou 774 mortos no mundo, 349 deles na China continental.

Além da China, que registra a grande maioria das infecções, o coronavírus afeta 15 países - o caso mais recente foi detectado nos Emirados Árabes Unidos.

Como medida de precaução, a companhia aérea British Airways anunciou a suspensão de todos os voos para a China continental. O Reino Unido, assim como Estados Unidos e Alemanha, recomenda que seus cidadãos evitem as viagens ao país asiático.

A indonésia Lion Air também suspendeu os voos, enquanto Cathay Pacific (Hong Kong), a americana United Airlines e a Air Canada pretendem reduzir o número de voos para a China.

Além disso, Hong Kong anunciou o fechamento de seis pontos de passagem com o restante da China.

- Repatriação -

Japão e Estados Unidos foram os primeiros países a repatriar parte de seus cidadãos retidos em Wuhan.

Esta cidade e a quase totalidade da província de Hubei estão isoladas do mundo desde 23 de janeiro, em uma tentativa das autoridades de conter a epidemia. O cordão sanitário afeta 56 milhões de habitantes e milhares de estrangeiros.

Um avião com 200 japoneses pousou em Tóquio nesta quarta-feira. "Não conseguíamos circular livremente (...) O número de doentes começou a aumentar rapidamente e dava medo", declarou no desembarque Takeo Aoyama, que trabalha na siderúrgica Nippon Steel.

Sem uma base legal, as autoridades japoneses não podem impor uma quarentena aos repatriados e solicitam que estas pessoas permaneçam em casa por duas semanas.

Um avião enviado pelos Estados Unidos também decolou nesta quarta-feira de Wuhan com 200 pessoas a bordo, incluindo funcionários do consulado na cidade.

A Comissão Europeia informou que dois aviões da França devem repatriar 350 europeus, incluindo 250 franceses.

A Austrália, que também examina uma operação de retirada, pode enviar os repatriados em quarentena para a Ilha Christimas, no Índico, onde normalmente aguardam os solicitantes de asilo.

Wuhan, onde a circulação de veículos considerados não indispensáveis está proibida, parece uma cidade fantasma. No restante da China, onde o recesso de Ano Novo foi prorrogado até 2 de fevereiro, muitas pessoas deixaram de frequentar centros comerciais, cinemas e restaurantes.

A rede americana Starbucks, por exemplo, anunciou o fechamento de metade de seus cafés.

- Consequências esportivas e econômicas -

Nesta quarta-feira, as autoridades anunciaram o cancelamento das provas da Copa do Mundo de esqui alpino previstas para fevereiro na China.

A seleção feminina de futebol da China foi colada em quarentena em um hotel de Brisbane, na Austrália, onde deve disputar o pré-olímpico.

Os primeiros casos de transmissão entre humanos fora do território da China provocam grande preocupação. No Japão, um homem de 60 anos que nunca viajou à China foi contaminado e um caso similar foi registrado na Alemanha, o primeiro na Europa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na terça-feira o envio à China "o mais rápido possível" de especialistas internacionais para coordenar os conhecimentos sobre o vírus e apresentar uma "resposta mundial".

"A epidemia é um demônio e não podemos deixar este demônio escondido", disse o presidente chinês Xi Jinping.

O governo dos Estados Unidos pediu à China "mais cooperação e transparência". Em 2002, o regime chinês foi acusado de esconder o surgimento da SARS.

Os cientistas do instituto Doherty na Austrália conseguiram replicar em laboratório o novo coronavírus, uma etapa crucial para criar uma vacina, uma tarefa que ainda deve demorar meses.

O coronavírus de Wuhan também tem consequências econômicas.

A empresa americana Apple admitiu problemas na cadeia de produção na China e a montadora japonesa Toyota anunciou a prorrogação por mais uma semana da paralisação das atividades em suas três fábricas na China, até 9 de fevereiro.

A Justiça peruana determinou nesta terça-feira (28) que Keiko Fujimori volte para a prisão preventiva, ao acolher uma petição da Procuradoria por supostos pagamentos de propina da construtora Odebrecht a políticos. A líder opositora, de 44 anos, foi detida de imediato no tribunal.

"Imponho prisão preventiva pelo prazo de 15 meses à investigada", declarou o juiz Víctor Zúñiga, após expor durante dez horas os argumentos de sua decisão, em uma audiência pública à qual Keiko Fujimori se somou nos minutos finais. (Com agências internacionais).

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ataque jihadista do sábado em Silgadji, um povoado do norte de Burkina Faso onde homem foram separados das mulheres e executados, deixou pelo menos 39 mortos - anunciou o governo em um comunicado.

"As operações de rastreamento na zona das Forças de Defesa e de Segurança (FDS) permitiram determinar a morte de 39 dos nossos concidadão neste ataque covarde e bárbaro", indicou o ministro de Comunicação e porta-voz do governo, Remis Fulgance Dandjinou, em um comunicado. No domingo, os habitantes de Silgadji que fugiam do massacre chegaram a Bourzanga (norte).

"Segundo os habitantes [de Silgadji], os terroristas cercaram a população no mercado popular e os separaram em dois grupos. Os homens foram executados e ordenaram as mulheres que deixassem o povoado", disse um morador de Bourzanga por telefone à AFP.

Desde 2015, cerca de 800 pessoas morreram em ataques extremistas em Burkina Faso, um país na fronteira com Mali e Níger.

Segundo a ONU, os ataques jihadistas em Mali, no Níger e em Burkina Faso deixaram 4.000 mortos em 2019 e provocaram uma crise humanitária sem precedentes. Entre deslocados e refugiados, são cerca de 600 mil pessoas fugindo da violência.

Kim Kyong-hui, uma tia do líder norte-coreano, Kim Jong-il, reapareceu no sábado passado, dia 25, ao lado dele durante um evento em Pyongyang pelo ano-novo lunar depois de seis anos, encerrando as especulações de que ela teria sido executada.

Os rumores começaram depois que seu influente marido, Jang Song-thaek, foi executado em dezembro de 2013 por traição e corrupção. (Com agências internacionais).

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ONG mexicana Alto al Secuestro (parem os sequestros, em tradução livre) informou, nessa terça-feira (28), que o país registrou 2.066 ações de sequestro nos primeiros 13 meses do governo do presidente Andrés Manuel López Obrador e acusou a gestão de fraudar o número de crimes em seus relatórios oficiais.

A ONG diz ter achado uma diferença de 452 casos entre os compilados por ela e os registros oficiais. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A defesa do presidente americano, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (28) uma absolvição "o mais rápido possível" no julgamento político contra ele, enquanto aumenta a pressão para que novas testemunhas compareçam, após as revelações de um ex-assessor da Casa Branca.

A equipe de advogados de Trump encerrou suas alegações de três dias argumentando que as acusações contra o presidente por abuso de poder e obstrução do Congresso são leves demais e as fontes, muito fracas, para justificar sua condenação e remoção do cargo.

"O que lhes pediram para fazer é tirar um presidente exitoso nas vésperas de uma eleição sem fundamento e em violação à Constituição", disse o principal advogado de Trump, Pat Cipollone, dirigindo-se aos cem senadores que atuam como jurados.

"Exortamos o Senado a rechaçar as acusações", acrescentou Cipollone. "É hora de acabar o mais rápido possível".

As alegações finais da defesa foram apresentadas em meio a pedidos dos democratas para que o ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, seja chamado a depor contra Trump, e a ameaças republicanas de convocar o pré-candidato presidencial democrata Joe Biden e seu filho, Hunter.

Trump é acusado de tentar impulsionar sua reeleição em 2020 pressionando a Ucrânia para que abrisse duas investigações: uma sobre os negócios dos Biden no país e outra sobre a suposta ajuda de Kiev aos democratas nas eleições presidenciais americanas de 2016.

Os democratas afirmam que em julho Trump congelou a ajuda militar à Ucrânia durante dois meses para pressionar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a anunciar estas investigações, desta forma envolvendo ilicitamente uma nação estrangeira na política eleitoral americana.

Os advogados de Trump não destacaram estas acusações específicas, mas disseram que condená-lo estabeleceria um precedente que resultaria em batalhas políticas nos próximos anos.

"A barra da acusação não pode ser colocada tão baixo", disse Jay Sekulow, outro advogado de Trump. "Se a destituição partidária for a norma agora (...), os futuros presidentes, democratas ou republicanos, ficarão paralisados quando forem eleitos", disse.

- "Acredito em John Bolton" -

O julgamento, que começou de fato há oito dias, passará agora à fase de perguntas dos senadores à promotoria e à defesa, através do presidente da Suprema Corte, John Roberts, nos próximos dois dias.

Mas as duas partes se preparavam para uma disputa na sexta-feira para convocar testemunhas depois de vazar o rascunho do próximo livro de Bolton, em que haveria informações que poderiam comprometer seriamente Trump.

De acordo com informes, Bolton relatou que Trump lhe disse em agosto que a ajuda à Ucrânia permaneceria congelada até que Zelenski anunciasse as duas investigações.

"A caça às bruxas continua!", tuitou Trump sobre Bolton, um diplomata veterano a quem demitiu em setembro passado.

Mas o ex-chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, declarou nesta terça-feira que continua em Bolton sobre o tema. "Se John Bolton diz isto no livro, acredito em John Bolton", declarou na Flórida.

O tema dos testemunhos ameaça estender o julgamento para além do esperado pelos republicanos, que têm maioria de 53-47 assentos no Senado e apostam em uma votação rápida para livrar Trump das acusações neste fim de semana.

Os democratas precisam que quatro republicanos se bandeiem para o seu lado para citar testemunhas, e depois das revelações contidas no livro de Bolton, este objetivo parece possível.

"Acho que é cada vez mais provável que outros republicanos se juntem aos que como nós achamos que deveríamos ouvir John Bolton", disse o senador por Utah e crítico de Trump, Mitt Romney.

- "Muitas testemunhas" -

Adam Schiff, o legislador democrata que lidera a equipe na Câmara de Representantes que atua como Promotoria, disse que convocar Bolton é essencial para que ocorra um julgamento justo.

"Vamos ter um julgamento justo ou não? O Senado escutará alguém que todos sabem que é uma testemunha-chave e importante sobre o comportamento mais escandaloso do presidente ou não?", disse, depois da audiência desta terça-feira.

Mas os republicanos disseram que exigiriam que os Biden testemunhassem, sugerindo que usariam isso para atacar o ex-vice-presidente, atualmente o favorito em nível nacional para levar a indicação dos democratas à candidatura presidencial, por seus laços com a Ucrânia e com Hunter Biden.

O senador Lindsey Graham, um dos mais firmes defensores de Trump no Senado, disse que várias testemunhas seriam chamadas, inclusive o denunciante que provocou a investigação sobre os pedidos de Trump ao presidente ucraniano, e um consultor democrata vinculado à Ucrânia.

"Se quiserem testemunhas, vamos conseguir muitas testemunhas", disse.

As forças americanas recuperaram nessa terça-feira (28) os corpos dos dois militares que estavam no avião de vigilância que caiu na segunda-feira na Província de Ghazni, em uma área controlada pelo Taleban. Também foi recuperado o gravador de dados do voo.

"A causa da queda ainda está sendo investigada e não há indícios de que a aeronave tenha sido atingida por fogo inimigo", disseram as forças americanas em um comunicado. O Taleban disse na segunda-feira (20) que tinha derrubado o Bombardier E-11A. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, foi formalmente indiciado nessa terça-feira (29) em três casos de corrupção, horas depois de retirar seu pedido de imunidade parlamentar contra as acusações. O procurador-geral, Avichai Mandelblit, já havia denunciado o premiê, mas não poderia formalizar o processo enquanto a imunidade de Netanyahu não fosse julgada.

Entre os três escândalos, o mais grave é o "Caso 4000", no qual Netanyahu é acusado de garantir favores à principal empresa de telecomunicações do país, a Bezeq Telecom Israel, em troca de uma cobertura positiva sobre ele e sua mulher, Sara, em um site de notícias controlado pelo ex-presidente da empresa.

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Em outro escândalo, conhecido como "Caso 1000", Netanyahu e sua mulher são acusados de receber presentes de Arnon Milchan, um produtor de Hollywood e cidadão israelense, além do bilionário australiano James Packer. Os presentes incluíam garrafas de champanhe e charutos.

O último processo é o "Caso 2000", no qual o premiê teria negociado um acordo com o jornal mais vendido de Israel, o Yedioth Ahronoth, para receber cobertura positiva em troca de uma nova lei que impediria o crescimento de um outro jornal, o Israel Hayom.

Netanyahu pode pegar até 10 anos de cadeia, se condenado por suborno, e até 3 anos por fraude e violação de confiança. O premiê nega ter feito algo errado, alegando ser vítima de uma caça às bruxas com motivações políticas da imprensa e da esquerda para derrubá-lo.

Ontem, Netanyahu retirou o pedido de imunidade por meio de um comunicado enviado de Washington, onde ele estava para a apresentação do plano de paz dos EUA para o Oriente Médio. "Informei o presidente do Parlamento que retiro meu pedido de imunidade. Mais tarde, desmentirei as acusações ridículas formuladas contra mim", disse. "Mas, no momento, não deixarei que meus adversários usem isso para prejudicar o processo histórico que lidero."

Premiê há mais tempo no cargo em Israel, Netanyahu afirmou que o debate sobre sua imunidade no Parlamento tem sido um "circo". Os procedimentos legais agora seguem para o tribunal, embora o cronograma do julgamento ainda seja incerto, podendo levar meses ou anos.

Por isso, nas eleições, Netanyahu aposta não apenas o cargo, mas sua liberdade. A lei israelense determina que um ministro indiciado deve renunciar, mas isso não se aplica ao primeiro-ministro. "Ele sabia que a imunidade não seria concedida. Então, quis se poupar de uma humilhação" disse Amir Fuchs, pesquisador do Instituto de Democracia de Israel. "Ele quer que as pessoas falem sobre o que está acontecendo nos EUA."

Segundo Fuchs, a vitória na eleição de março permite que o premiê refaça seu pedido de imunidade. O principal adversário de Netanyahu, o general Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco, usou os problemas legais de Netanyahu em sua campanha. "Os cidadãos de Israel têm uma escolha clara: um primeiro-ministro que trabalhe para eles ou um primeiro-ministro ocupado com si mesmo", escreveu Gantz ontem no Twitter. (Com agências internacionais)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A comunidade internacional oscilou entre o repúdio e a cautela ao anúncio do plano do presidente americano, Donald Trump, para o Oriente Médio, nesta terça-feira (28), em Washington, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O presidente americano revelou nesta terça seu plano de paz para o Oriente Médio com base em uma solução de "dois Estados", no qual ele atribui a Israel uma série de garantias, entre elas a soberania sobre o vale do Jordão.

As propostas foram rejeitadas em bloco pelos palestinos.

Em uma rara convergência, o movimento islamita palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina, do presidente Mahmud Abbas, que controla a Cisjordânia, alinharam-se no repúdio ao plano de paz.

"Hoje dizemos que rejeitamos esse plano. Não aceitaremos um substituto para Jerusalém como capital do Estado da Palestina", disse à AFP Khalil al-Hayya, alto funcionário do movimento, em referência às declarações de Trump, cujo plano faz de Jerusalém a capital "indivisível" de Israel, enquanto abre caminho para um Estado palestino com Jerusalém Oriental como sua capital.

Este plano de paz "está condenado ao fracasso" e poderia levar os palestinos a uma "nova fase" de sua luta, advertiu o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, antes do anúncio do presidente Trump.

Segundo autoridades em Ramallah (Cisjordânia ocupada) e Gaza, o líder do Hamas falou por telefone na noite de terça-feira com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, sobre uma reação conjunta ao projeto americano.

O Hamas, hostil à Autoridade Palestina, participou incomumente de um encontro na noite desta terça-feira com o líder palestino em Gaza, embora Haniyeh, que se encontra no exterior, tenha se ausentado.

Para Mahmud Abbas, o plano de Trump "não passará" e nenhum palestino pode aceitar um Estado independente sem ter Jerusalém como capital.

"É impossível a um árabe ou palestino aceitar não ter Jerusalém" como capital de um Estado palestino, declarou Abbas, destacando a recusa palestina a ver Jerusalém como a capital indivisível de Israel, como propõe o plano do presidente americano.

O movimento Hezbollah libanês avaliou que o plano de Trump é uma "tentativa de eliminar os direitos históricos e legítimos do povo palestino".

Esta "escalada da vergonha", como a denominou o Hezbollah, "não poderá ocorrer sem a cumplicidade e a traição de um certo número de regimes árabes, parceiros em sigilo ou às claras deste complô", ressaltou o poderoso movimento pró-iraniano em um comunicado.

Para Teerã, o plano norte-americano de paz para o Oriente Médio é "a traição do século" e está fadado ao fracasso.

A Turquia também demonstrou incredulidade sobre o futuro do plano, classificando-o como "natimorto" e denominando-o de "plano de anexação" com vistas a destruir as esperanças de uma solução de dois Estados.

- Cautela -

A ONU, o Egito e a Jordânia adotaram uma posição de cautela diante do anúncio do plano.

Tanto as Nações Unidas quanto a Jordânia defenderam as fronteiras de 1967. Para a Jordânia, respeitar estas fronteiras é "a única via para uma paz global e duradoura".

Em nota, Egito pediu para israelenses e palestinos "uma análise atenta e profunda da visão americana para alcançar a paz e abrir canais de diálogo".

A União Europeia, por sua vez, reafirmou sua posição firme a favor de "uma solução negociada e viável aos dois Estados".

Bruxelas "vai estudar e avaliar as propostas avançadas", afirmou o chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell, em uma declaração feita em nome dos 28 países-membros, na qual pediu para "relançar os esforços dos quais temos necessidade urgente" em vista desta solução negociada.

Para a Alemanha, apenas uma solução "aceitável pelas duas partes" pode "conduzir a uma paz duradoura entre israelenses e palestinos", reagiu o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas.

"Vamos estudar a proposta de forma intensiva e partiremos do princípio de que todos os parceiros vão fazer o mesmo", disse Maas em um comunicado.

Entre os aliados dos Estados Unidos, Londres era o mais positivo, classificando como uma "proposta séria" que "pode representar um avanço positivo".

Mais cedo, o premiê britânico, Boris Johnson, conversou com Trump sobre o plano.

Downing Street informou que poderia ser "um avanço positivo".

Já a Rússia defendeu "negociações diretas" entre Israel e palestinos para chegar a um "compromisso mútuo aceitável".

Mais de 25 milhões de latino-americanos e caribenhos estão desempregados e o número deverá aumentar em 2020, devido ao fraco crescimento econômico, indica a OIT nesta terça-feira (28) em seu relatório anual.

O relatório destaca que o desemprego entre as mulheres está aumentando mais do que entre os homens e que a situação dos jovens latino-americanos "é alarmante", pois um em cada cinco "não consegue emprego", a taxa mais alta em uma década.

"Os mercados de trabalho da América Latina e do Caribe estão passando por um momento de incerteza refletido em um leve aumento na taxa de desemprego regional e em sinais de precariedade que podem piorar em 2020", alertou a agência ao apresentar seu relatório anual Panorama em Lima Trabalho

A taxa de desemprego na região no final de 2019 foi de 8,1%, um décimo a 8,0% em 2018. "É um pequeno aumento, mas ainda significa que mais de 25 milhões de pessoas estão buscando ativamente emprego e não conseguem", afirma o relatório.

O desemprego aumentou no ano passado em nove dos 14 países latino-americanos incluídos no estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem seu escritório regional na capital peruana.

Enquanto isso, no Caribe de língua inglesa, que tem menos população, "houve uma queda no desemprego de 0,7 décimos", disse o relatório.

"A situação do mercado de trabalho é complexa", disse o diretor regional da OIT, Juan Felipe Hunt, apresentando o relatório à imprensa, acompanhado pelo coordenador do estudo, Hugo Ñopo, e pelo chefe de comunicação regional, Luis Córdova.

"A dinâmica de desaceleração econômica observada desde meados de 2018 impactou tanto a estrutura quanto a qualidade dos empregos", disse Ñopo, explicando que há uma "precariedade" nos empregos que estão sendo criados na região.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), um terremoto de magnitude 7,7 na Escala Richter atinge o mar do Caribe e a costa noroeste da Jamaica nesta terça-feira (28). Por ter seu centro relativamente raso, a seis milhas abaixo da superfície, o sismo despertou alerta de tsunami para, além da própria Jamaica, Cuba, México, Belize, Honduras e Ilhas Cayman.

Segundo o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, é possível que se formem ondas de até um metro de altura. Os terremotos “rasos” tendem a ser mais destrutivos. Mais informações em breve.

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