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Após a renúncia, nesta sexta-feira, da primeira-ministra britânica, Theresa May, que desistiu de apresentar novamente aos deputados o acordo de retirada da União Europeia que concluiu com Bruxelas, quais os possíveis cenários para o Brexit?

- Novo adiamento do Brexit -

O sucessor de Theresa May só será conhecido dentro de algumas semanas. Ele ou ela provavelmente desejará negociar novamente com a UE as condições da partida, uma vez que Theresa May não conseguiu endossar seu plano de retirada.

Bruxelas, contudo, já afirmou que o único acordo possível é o concluído com Theresa May.

Para uma eventual renegociação, o Reino Unido poderia pedir à UE um novo adiamento, especialmente porque nem os parlamentares britânicos nem os europeus querem uma saída sem acordo.

O Reino Unido obteve uma prorrogação até 31 de outubro para deixar a UE, enquanto o Brexit seria realizado em 29 de março.

- "No deal" -

Este cenário, temido pelos círculos econômicos, significaria uma saída sem transição.

As relações entre o Reino Unido e a UE seriam então regidas pelas regras da Organização Internacional do Comércio, com o país abandonando do dia para noite o mercado único e a união aduaneira.

O sucessor de Theresa May, que sem dúvida será um Brexiter, poderia se pronunciar em favor de um Brexit duro, permitindo que o país estabeleça seus próprios acordos comerciais, conforme destacado por seus apoiadores.

A UE e o Reino Unido intensificaram os preparativos para um eventual 'no deal' nos últimos meses, que parece cada vez mais possível, uma vez que o favorito à sucessão de May é o grande apóstolo de Brexit Boris Johnson, ex-ministro das Relações Exteriores.

- Cancelamento do Brexit -

Esse cenário não pode ser excluído em face do caos político no Reino Unido.

Segundo o Tribunal de Justiça Europeu, o Reino Unido pode decidir voltar atrás e não deixar a UE, sem a necessidade da autorização dos outros Estados-membros.

Mas essa guinada imprevista "não é possível politicamente" sem a organização de novas eleições ou um novo referendo, segundo um membro independente da Câmara dos Lordes, John Kerr.

Theresa May incluiu esta possibilidade em sua última versão do projeto de saída da UE, provocando a ira dos eurocéticos e precipitando sua queda.

E esta opção já foi rejeitada pelos deputados durante uma série de votações em março.

Os EUA avaliam a possibilidade de enviar mais soldados para o Oriente Médio para garantir a segurança da região, informou na quinta-feira (23) o secretário de Defesa, Patrick Shanahan.

O comandante encarregado da região, Kenneth McKenzie, havia solicitado mais tropas em meio à crescente tensão entre os EUA e o Irã. (Com agências internacionais)

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira 17 novas denúncias contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, principalmente relacionadas a leis contra a espionagem.

Os Estados Unidos responsabilizam Assange por ter colocado em risco algumas de suas fontes com a publicação, em 2010, de 750 mil documentos militares e diplomáticos.

Washington também acusa Assange de "conspirar" com a ex-analista de informática americana Chelsea Manning, condenada em 2013 por vazar milhares de documentos.

Segundo o comunicado da Justiça, Assange é suspeito de "ajudar a obter informação confidencial ciente de que poderia ser utilizada em detrimento dos Estados Unidos e em benefício de uma nação estrangeira".

Austrália e seus partidários afirmam que Assange não pode ser perseguido por publicar tais documentos, com base no princípio de liberdade de imprensa.

"O departamento leva a sério o papel dos jornalistas em nossa democracia, mas Julian Assange não é um jornalista", declarou o vice-secretário de Justiça, John Demers.

"Nenhum jornalista responsável publicaria deliberadamente os nomes de fontes confidenciais em zonas de guerra sabendo que as colocaria em perigo".

Já o Wikileaks avaliou que "é o fim do jornalismo sobre temas como segurança nacional e o fim da primeira emenda" da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão.

As denúncias "representam uma ameaça direta à liberdade de imprensa e ao jornalismo investigativo", denunciou a Repórteres sem Fronteiras (RSF), enquanto a organização Freedom of the Press advertiu para "um grande perigo para os jornalistas".

Assange, que está preso na Grã-Bretanha, foi detido em 11 de abril na embaixada do Equador em Londres, onde estava refugiado há sete anos, após um pedido de extradição dos Estados Unidos.

As novas denúncias podem acarretar em dez anos de prisão cada uma.

A Suécia também reabriu o caso contra Assange por estupro.

Taiwan passou a aceitar nesta sexta-feira (24) o casamento entre pessoas do mesmo sexo, um fato sem precedentes na Ásia, com as repartições públicas recebendo os primeiros casais interessados em registrar sua união.

Shane Lin e Marc Yuan, dois jovens que se conheceram no colégio, foram os primeiros a chegar em uma repartição pública na capital, Taipé, onde se beijaram e posaram para fotos com familiares e amigos antes de firmar a certidão de casamento.

Logo em seguida, chegaram a autora teatral LiYing Chien e sua companheira, uma desenhista conhecida como Cynical Chick, que assinaram o certidão de casamento.

Na sexta-feira, o Parlamento de Taiwan legalizou o casamento gay, um fato sem precedentes na Ásia, dois anos depois de uma decisão histórica da mais alta corte da ilha.

Em maio de 2017, o Tribunal Constitucional da ilha julgou inconstitucional o fato de privar pessoas do mesmo sexo do direito de se casarem.

A corte deu ao governo até 24 de maio de 2019 para mudar a lei, advertindo que se não fizesse nada, o casamento gay se tornaria legal.

A lei coloca Taiwan na vanguarda do crescente movimento pelos direitos dos homossexuais na Ásia, e foi uma vitória importante para a comunidade LGBT em Taiwan, que luta há anos para obter direitos iguais dos casais heterossexuais.

Espera-se que ao menos 300 casais gays se apresentem a repartições públicas para registrar sua união, sendo 150 na cidade de Taipé.

Um serial killer americano foi executado nesta quinta-feira (23) no estado americano da Flórida, 35 anos depois de estuprar e matar pelo menos oito jovens mulheres na região de Tampa. Robert "Bobby" Long, de 65 anos, foi executado na prisão estadual da Flórida em Raiford.

"A execução se deu sem incidentes", informou Michelle Glady, diretora de comunicações do Departamento Correcional do estado.

Long foi sentenciado à morte em setembro de 1985 por assassinar uma mulher um ano antes.

Durante a investigação, confessou ter matado outras sete e muitos estupros, segundo a ordem de execução. Esta foi a oitava execução realizada este ano nos Estados Unidos.

No segundo dia das eleições europeias, esta sexta-feira (24), Irlanda e República Tcheca comparecem às urnas: a primeira após uma campanha dominada pelo Brexit e a segunda sob o espectro do movimento populista do controverso primeiro-ministro Andrej Babis.

Mas o anunciado avanço das forças nacionalistas e de extrema-direita pode acabar não acontecendo da maneira como havia sido projetado, a julgar pela votação de quinta-feira (23) na Holanda, onde as pesquisas de boca de urna apontaram a vitória dos socialistas.

Durante quatro dias de votações, mais de 400 milhões de eleitores estão registrados para comparecer às urnas em 28 países e designar 751 representantes. Reino Unido e Holanda iniciaram o processo na quinta-feira, mas a maioria dos países organizará o pleito no domingo, o que significa que os resultados oficiais só poderão ser divulgados a partir da noite de 26 de maio.

Estas é a nona eleição para o Parlamento Europeu desde 1979. O índice de participação registra queda a cada pleito, com apenas 43% em 2014.

Na República da Irlanda, os principais partidos fizeram campanha para reforçar o espaço do país no projeto europeu, buscando atenuar as consequências para sua economia da saída da Grã-Bretanha da UE, agora adiada para 31 de outubro.

O Brexit pode custar o mandato da primeira-ministra britânica Theresa May, que segundo a BBC poderia anunciar nesta sexta-feira sua data de saída de Downing Street.

O jornal The Times afirma que a líder conservadora poderia permanecer no cargo por seis semanas, enquanto o partido escolhe o sucessor.

Acompanhada em todo o continente, a novela Brexit é de particular interesse para a Irlanda, que tem o Reino Unido como principal sócio comercial.

O país teme ainda o retorno de uma fronteira física com a Irlanda do Norte, uma província britânica, em caso de Brexit sem acordo.

A Irlanda tem atualmente 12 eurodeputados, mas o país deve ganhar mais duas cadeiras quando o Reino Unido deixar a UE, o que provocará a distribuição das 73 cadeiras ocupadas atualmente pelos britânicos na Eurocâmara. Mas os irlandeses, como os demais países do bloco, só poderão ocupar as vagas após a saída efetiva de Londres.

Além da eleição europeia, os irlandeses também devem votar em um referendo sobre a modernização da lei de divórcio no país, onde os ventos de mudança e abertura sacudiram nos últimos anos a tradição católica.

- Pendentes dos populismos -

A República Tcheca organiza a votação em dois dias, sexta-feira e sábado.

As pesquisas apontam a liderança do movimento populista Aliança de Cidadãos Descontentes (ANO, na sigla em tcheco) do bilionário Babis, apesar da onda recente de protestos contra o primeiro-ministro do país, membro da UE desde 2004.

Acusado por suposta fraude dos subsídios europeus, Babis, 64 anos, também foi alvo de uma investigação da UE sobre um possível conflito de interesses entre suas atividades políticas e seus negócios.

Dezenas de milhares de tchecos saíram às ruas há 10 dias para pedir a renúncia do chefe de Governo e da ministra da Justiça, que os manifestantes acusam de querer impedir os processos contra o magnata.

Apesar dos protestos, uma pesquisa do instituto Median apontou que o ANO venceria as eleições europeias no país com mais de 25% dos votos, à frente do partido ODS (direita) e do Partido Pirata, cada um com 14% das intenções de voto.

Em grande parte do continente as pesquisas apontam o avanço dos movimentos nacionalistas e populistas, que são contrários ao projeto de maior integração europeia, e a perda de espaço dos dois grandes grupos na Eurocâmara: o Partido Popular Europeu (PPE, conservador) e o Partido Socialista Europeu (PSE).

As forças de segurança da Caxemira administrada pela Índia mataram um famoso militante que jurou lealdade à Al-Qaeda, anunciaram as autoridades locais, que consideram a notícia um duro golpe aos rebeldes neste território disputado por Índia e Paquistão.

Após a divulgação da notícia da morte de Zakir Musa na quinta-feira à noite, centenas de manifestantes saíram às ruas e enfrentaram as forças de segurança em diversas localidades, incluindo Srinagar, capital do estado indiano de Jammu e Caxemira.

As autoridades cortaram o acesso à internet no vale da Caxemira e anunciaram um toque de recolher em grande parte do território para impedir a propagação dos protestos.

Musa, 25 anos, foi encontrado na tarde de quinta-feira por soldados e policiais em um esconderijo perto da cidade de Tral.

Os oficiais pediram sua rendição, mas ele jogou uma granada e abriu fogo, morrendo no tiroteio iniciado em seguida, informou uma fonte policial à AFP.

Musa anunciou em 2017 a criação do grupo Ansar Ghazwat ul Hind e declarou lealdade à Al-Qaeda, prometendo lutar para estabelecer um califado islâmico na Caxemira.

Grupos rebeldes lutam há décadas contra quase 500.000 soldados indianos na parte do território controlada por Nova Délhi, buscando a independência ou uma fusão com o Paquistão, que administra uma parte da região.

A Caxemira foi dividida entre os dois países ao final do domínio colonial britânico em 1947.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou nesta sexta-feira (24) que vai deixar, no dia 7 de junho, a liderança do Partido Conservador e que o processo de escolha de um novo líder vai começar na próxima semana. "Continuarei a servir como primeira-ministra até que o processo esteja concluído", disse Theresa May, em entrevista em sua residência oficial.

Ela argumentou que é dever dos políticos "implementar o que [o povo] decidiu",  referindo-se ao Brexit, aprovado há três anos. “Fiz tudo o que podia para convencer os deputados a apoiar o acordo de saída. Infelizmente, não consegui. É agora claro para mim que é do interesse do país que seja um novo primeiro-ministro a liderar esse esforço. Por isso, anuncio que irei me demitir do cargo de líder do Partido Conservador na sexta-feira, 7 de junho”, concluiu a primeira-ministra”.

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“Será sempre uma matéria de grande arrependimento que não tenha conseguido cumprir o Brexit. Será função do meu sucessor procurar um caminho que honre o resultado do referendo. Para ser bem-sucedido, ele ou ela terá de encontrar um consenso no Parlamento, que eu não consegui. Esse consenso só pode ser atingido se ambas as partes em debate estiverem disponíveis para o compromisso”, afirmou May.

Visivelmente emocionada, ela acrescentou que foi a maior honra de sua vida vida ter sido a segunda mulher primeira-ministra no Reino Unido, “mas, certamente, não a última”, e ter servido ao país que ama.

A Nasa divulgou nesta quinta-feira (23) o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini-estação na órbita lunar até 2024.

As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.

O administrador Jim Bridenstine confirmou que a Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020.

Depois virá a Ártemis 2, que irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.

As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento, mas sofreu vários atrasos e tem sido criticado em alguns setores como um programa de empregos insuflado.

Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.

Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini-estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua.

Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.

A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional. Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua.

Eles então descerão para a superfície em um módulo.

Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra.

Bridenstine disse nesta quinta-feira que a Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares.

Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso. Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos.

"Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse Bridenstine sobre o módulo. "O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".

Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

Ao menos três pessoas morreram na passagem de uma série de tornados pelo Estado americano do Missouri, anunciaram as autoridades locais nesta quinta-feira, 23. As mortes foram registradas em Golden City, no sul do Estado.

Entre as vítimas foi identificado o casal Kenneth G. Harris, de 86 anos, e Opal P. Harris, de 83, cujos corpos foram encontrados a cerca de 200 metros de sua casa, segundo autoridades locais. A terceira vítima é uma mulher, Betty Berg, de 56 anos. Seu marido, Mark, ficou ferido gravemente.

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O governo emitiu um alerta de emergência em Jefferson City, capital do Estado, e pediu que os moradores procurassem abrigo diante das fortes chuvas e ventos. Vários prédios e casas foram destruídos na capital. A passagem do tornado também deixou estragos nos Estados de Oklahoma e Kansas.

Os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica em Jefferson City. Os serviços de emergência alertaram os moradores para grandes inundações. (Com agências internacioanis)

Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de enviar mais tropas para o Oriente Médio para garantir a segurança do contingente já estacionado - afirmou o secretário americano da Defesa, Patrick Shanahan, nesta quinta-feira (23).

"O que estamos considerando é se há coisas que podemos fazer para melhorar a segurança das nossas forças no Oriente Médio", disse Shanahan à imprensa.

"Isso pode incluir enviar mais tropas", reconheceu.

O secretário interino, emitiu essa opinião antes de um encontro com o ministro vietnamita de Relações Exteriores, Pham Binh Minh, além de desmentir dados publicados pela imprensa americana sobre o número de soldados que Washington pretende enviar para a região.

"Não são dez mil ou cinco mil. Isso não é exato", disse Shanahan, que sugeriu que o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), encarregado da área onde ficam o Chifre da África e Oriente Médio, havia solicitado mais soldados ao Pentágono por conta das crescentes tensões com o Irã.

O novo comandante do Centcom, o general Kenneth McKenzie, já havia lamentado publicamente a redução no número de militares americanos no Oriente Médio decidida pelo Pentágono como parte de uma nova estratégia de defesa mais centrada na Rússia e China.

"Não temos efetivos suficientes para estar onde queremos estar com o número adequado, em todos os lugares, em qualquer momento" no mundo inteiro, declarou em maio durante uma entrevista em Washington.

Os Estados Unidos têm entre 60 mil e 80 mil soldados posicionados no Oriente Médio, sendo 14 mil no Afeganistão 5.200 no Iraque e menos de dois mil na Síria, segundo o Pentágono.

Dois alpinistas, um americano e uma indiana, morreram no Everest, anunciaram nesta quinta-feira (23) suas expedições, em um período de grande fluxo de montanhistas que tentam escalar a maior montanha do planeta.

O americano Donald Lynn Cash, 55 anos, desmaiou na quarta-feira (22) no topo do Everest, a 8.848 metros de altura, quando estava fazendo fotos.

"Nossos dois sherpas o ajudaram a recuperar a consciência, mas ele faleceu quando o transportavam de volta", afirmou à AFP Pasang Tenje Sherpa, da expedição Pioneer Adventure.

A indiana Anjali Kulkarni, também de 55 anos, faleceu durante a descida, depois de alcançar o topo.

O organizador da expedição de Kulkrani, Arun Trek, atribuiu o acidente ao fluxo excessivo de montanhistas e afirmou que isto atrasou a descida da alpinista.

Quatro pessoas morreram na atual temporada, após o falecimento na semana passada de um alpinista indiano e da provável morte de um irlandês que caiu perto do topo da montanha e não teve o corpo localizado.

No ano passado aconteceram cinco mortes durante escaladas ao Everest.

A cada ano centenas de alpinistas do mundo inteiro viajam ao Nepal entre abril e maio, a temporada mais favorável, para escalar o Everest. A ascensão é extremamente perigosa e provoca vítimas com frequência.

Na quarta-feira, quase 200 pessoas tentavam chegar ao topo do Everest, em um dia de boas condições meteorológicas.

"Não sabemos o número de pessoas que conseguiram chegar ao topo, mas foi um dia de muito movimento. As expedições reclamam que é preciso esperar duas horas ou mais para chegar ao topo", disse Gyanendra Shrestha, funcionário do governo que estava no campo base.

O Everest foi escalado pela primeira vez em 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzing Norgay.

A Interpol anunciou nesta quinta-feira que nove pessoas foram detidas em Tailândia, Austrália e Estados Unidos, e que 50 crianças foram resgatadas, após o desmantelamento de uma rede internacional de pedófilos que operavam na "darknet", a internet profunda.

A operação é consequência de uma ação iniciada em 2017, depois que que investigadores da Interpol encontraram material pedopornográfico em um site na "darknet" com 63.000 membros de todo o mundo.

Cinquenta crianças foram resgatadas, informou a Organização Internacional de Polícia Criminal, que não revelou a idade nem a nacionalidade dos menores.

Entre os nove detidos está o principal administrador do site, com sede na Tailândia. Este homem foi identificado como o autor de abusos contra 11 crianças, entre elas seu sobrinho.

Outro homem, residente na Austrália, foi detido em posses de milhares de documentos de pornografia. As imagens mostram este homem abusando de crianças, incluindo um bebê de apenas 15 meses, segundo a Interpol.

Suspeitos também foram detidos nos Estados Unidos, incluindo um homem que abusou de seu meio-irmão de dois anos.

A investigação, com a participação de quase 60 países membros da Interpol, pode demorar vários anos, pois as ramificações desta rede são numerosas e extensas.

Além das 50 crianças resgatadas, os investigadores tentam identificar outras crianças que também teriam sido vítimas da rede.

Seis turistas brasileiros foram encontrados mortos em um apartamento alugado em Santiago, na capital do Chile. A principal suspeita é que tenham sido vítimas de um vazamento de gás.

O grupo estava de férias e havia alugado o imóvel através de um aplicativo. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a família recebeu telefonemas nessa quarta-feira (22) dos turistas, os quais diziam coisas sem sentido e desconexas. Preocupados, os familiares entraram em contato com a polícia. Um delegado de Florianópolis, então, acionou o Consulado brasileiro no Chile, que enviou um representante ao apartamento.

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O diplomata encontrou seis corpos: de quatro adultos e duas crianças. A identidade das vítimas ainda não foi relevada oficialmente, mas a prima de um dos brasileiros contou que cinco deles eram de Santa Catarina e forneceu os nomes.

Tratam-se de dois casais, um deles com filhos: Fabiano de Souza, de 41 anos, Débora Muniz Nascimento de Souza, de 38 anos, Caroline Nascimento de Souza, de 15 anos, Felipe Nascimento de Souza, de 13 anos, Jonathas Nascimento Kruger, de 30 anos, e Adriane Krueger, cuja idade não foi confirmada. As informações foram repassadas por Noemi Fortunato Nascimento, prima de Jhonatas e Débora, de acordo com o portal "G1".

As autoridades e equipes do Corpo de Bombeiros local encontraram uma alta concentração de monóxido de carbono no apartamento, um gás incolor cuja inalação pode levar à morte. O prédio fica na esquina das ruas Santo Domingo e Mosqueto, no centro de Santiago, e foi completamente esvaziado pelas autoridades. 

Da Ansa

O ex-presidente do Conselho de Administração da Nissan Motor, Carlos Ghosn, participou de uma reunião preparatória no Tribunal Distrital de Tóquio visando a definir os pontos controvertidos de seu julgamento.

Ghosn foi denunciado por supostamente ter deixado de declarar parte de sua remuneração como executivo nos relatórios anuais de valores mobiliários da Nissan. Ele também foi acusado de grave abuso de confiança devido à suspeita de apropriação indébita de recursos da companhia.

Nessa quinta-feira (23), Ghosn se reuniu com juízes, promotores e sua equipe de defesa. Um interprete também estava presente na sessão a portas fechadas, que durou cerca de 30 minutos.

Os advogados de Ghosn dizem esperar que os procedimentos para o saneamento das questões sejam concluídos aproximadamente no segundo trimestre de 2020. A data para o julgamento ainda não foi marcada.

O prêmio principal do concurso 2.153 da Mega-Sena saiu para uma aposta feita na cidade de Aramina, no interior de São Paulo. O ganhador vai receber R$ 11.825.289,36.

As seis dezenas foram sorteadas na noite dessa quarta-feira (22), no Espaço Loterias da Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista. São elas: 08 – 13 – 28 – 31 – 32 - 33.

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A quina saiu 127 apostas, cada uma vai pagar R$ 18.610,89. A quadra registrou 6.536 vencedores, cada um vai receber R$ 531,23.

O concurso 2.154 será realizado no próximo sábado (25). Segundo a Caixa, o prêmio estimado é R$ 3 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país. O bilhete simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

O Brasil anunciou nesta quarta-feira (22) seu apoio ao candidato chinês para a direção-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu.

"O governo brasileiro apoia a candidatura de Qu Dongyu, vice-ministro da Agricultura e de Assuntos Agrícolas da China", indicou uma nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura.

A FAO deve eleger no próximo 22 de junho em sua sede de Roma o sucessor do brasileiro José Graziano da Silva, que cumpriu dois mandatos como diretor-geral.

Há cinco candidatos na disputa, de Camarões, China, França, Geórgia e Índia.

A decisão brasileira foi comunicada em momentos em que se celebra no país asiático o quinto encontro da comissão de cooperação bilateral sino-brasileira (Cosban), com participação do vice-presidente Hamilton Mourão.

Ocorre apesar do alinhamento diplomático do governo do presidente Jair Bolsonaro com os Estados Unidos, imerso em uma guerra comercial com a China.

Mas segundo Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington e atual presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), trata-se de uma decisão "normal".

"Não me surpreende, porque a posição do governo Bolsonaro mudou. No início, tinha uma retórica contra a China, mas isso mudou totalmente, porque a China é o principal sócio comercial do Brasil", disse Barbosa à AFP.

Brasil e China integram, junto com a Rússia, Índia e África do Sul, o grupo Brics de potências emergentes, que tem previsto celebrar em novembro uma reunião em Brasília.

Uma mulher com uma roupa vermelha e chapéu branco disposta a pular do alto de um prédio, talvez desesperada pelos recentes retrocessos no direito ao aborto? Foi isso o que uma jovem nova-iorquina acreditou ter visto, mas trava-se apenas de um guarda-sol. E a confusão virou um dos assuntos mais comentados no Twitter nesta quarta-feira (22).

Há alguns meses, com o movimento #MeToo e as ações contra o direito ao aborto nos Estados Unidos e em outros países, protestos de mulheres vestidas como as protagonistas da série "The handmaid's tales" ("O conto da Aia") se multiplicaram.

A roupa é inspirada na protagonista da série de televisão baseada no livro homônimo da canadense Margaret Atwood (1985), que retrata a dura realidade em uma sociedade totalitária que se separou dos Estados Unidos, sob uma ditadura religiosa e onde as mulheres têm papéis bem determinados, sendo as aias usadas como escravas sexuais para fins reprodutivos.

Mulheres vestidas com túnicas vermelhas e chapéus brancos, como as aias da série, protestaram na terça-feira em várias cidades americanas para denunciar as novas leis em vários estados que proíbem ou limitam drasticamente o direito ao aborto.

Foi neste contexto que uma jovem atriz, Casey McCormick, acreditou ter visto na terça uma manifestante disposta a cometer suicídio, no alto de um edifício situado na esquina da Park Avenue com rua 27, explicou um porta-voz da polícia.

Assim que receberam o chamado de emergência, dois policiais foram até o topo do prédio e encontraram não uma mulher prestes a se matar, mas um guarda-sol vermelho com detalhe em branco, lembrando os trajes das aias da série.

Casey McCormick relatou seu engano, publicando duas fotos no Twitter: uma que mostra à distância uma silhueta vermelha, outra com um sorridente policial segurando o guarda-sol.

A postagem viralizou, recebendo mais de 235 mil "likes" e 71 mil retuítes nesta quarta-feira.

A polícia de Nova York, que usa bastante o humor no Twitter, também retuitou a postagem, acrescentando: "Abençoado seja o guarda-sol", uma adaptação de uma expressão frequentemente usada como saudação pelos personagens de "The handmaid's tales".

Uma bebê de dois anos morreu eletrocutada depois de colocar um carregador de celular na boca. A criança estava na casa de seus avós, na aldeia de Jahangirabad, na Índia. O fio havia sido deixado conectado na tomada por uma das pessoas da casa.

O caso não foi denunciado à polícia, por isso que os agentes não irão se envolver. No entanto, a delegada de Jahangirabad salienta que se alguém der queixa, a polícia poderá investigar a morte. As autoridades de todo o mundo alertam para o perigo de deixar carregadores conectados na tomada, sem estar carregando.

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Vinte e seis civis foram mortos nesta terça-feira por um grupo armado que atacou dois vilarejos no noroeste da República Centro-Africana - anunciou o chefe da Missão das Nações Unidas local (Minusca).

Trata-se do pior massacre cometido no país desde a assinatura, em 6 de fevereiro, de um acordo de paz entre o governo e 14 grupos armados.

"A Minusca condena nos termos mais fortes os assassinatos ocorridos nos vilarejos de Koundjili e Djoumjoum, com mais de 26 mortos e muitos feridos", tuitou o representante do secretário-geral das Nações Unidas na RCA, Mankeur Ndiaye.

O massacre ocorreu nessas duas aldeias localizadas a cerca de 50 quilômetros de Paoua, perto da fronteira com o Chade.

"Em 21 de maio, membros do grupo armado 3R (Retorno, Reclamações, Reconciliação) organizaram uma reunião com moradores dos vilarejos de Koundjili e Djoumjoum", segundo uma fonte da ONU.

"Quando os moradores apareceram para a reunião, elementos do 3R abriram fogo contra eles de forma indiscriminada, matando 12 civis em Koundjili, e 14, em Djoumjoum", acrescentou.

O grupo 3R assinou o acordo de paz de fevereiro. Em troca, seu líder, Bi Sidi Souleymane (conhecido como Sidiki), foi nomeado em 25 de março "conselheiro especial militar" do primeiro-ministro, responsável pela criação de unidades conjuntas associando membros das Forças Armadas (FACA) e grupos armados.

Preparado desde 2017 pela União Africana, o acordo assinado em fevereiro em Cartum é o oitavo desde o início da crise em 2013, marcada pela derrubada do presidente François Bozizé.

Nenhum dos acordos anteriores levou à estabilidade, em um país onde os grupos armados controlam 80% do território e lutam pelo controle dos recursos naturais.

Quase 25% das 4,5 milhões de pessoas da RCA foram forçadas a fugir de suas casas.

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