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A pandemia do novo coronavírus já causou pelo menos 574.278 mortes em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China registrou o aparecimento da doença no final de dezembro, de acordo com um balanço realizado pela AFP baseado em fontes oficiais nesta terça-feira (14) às 16h de Brasília (19h GMT).

Mais de 13.178.180 infecções foram registradas oficialmente em 196 países e territórios desde o início da epidemia, das quais pelo menos 7.096.000 são consideradas curadas.

Esse número de casos diagnosticados, no entanto, reflete apenas uma fração do número real de contágios.

Alguns países testam apenas casos graves, outros fazem testes especialmente para rastrear a doença e muitos países pobres têm capacidade limitada para exames.

Desde a contagem realizada às 16h de Brasília de segunda-feira, 4.217 novas mortes e 172.069 novos casos foram registrados em todo o mundo.

Os países que registraram mais mortes foram o Brasil, com 733 novos óbitos, Estados Unidos (713) e Índia(553).

Os Estados Unidos, que registraram a primeira morte relacionada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado, com 136.113 mortes e 3.394.033 casos. Pelo menos 1.031.939 pessoas se recuperaram.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 72.833 mortes em 1.884.967 casos, o Reino Unido com 44.968 mortes (291.373 casos), o México com 35.491 mortes (304.435 casos) e a Itália com 34.984 mortes (243.344 casos).

Entre os países mais afetados, a Bélgica registra o maior número de mortes em relação à sua população, com 84 óbitos por 100.000 habitantes, seguida pelo Reino Unido (66), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (55).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) registra oficialmente 83.605 casos (três novos entre segunda e terça-feira), dos quais 4.634 mortes (sem novas mortes) e 78.674 curados.

A Europa totalizou 203.285 mortes e 2.863.908 casos nesta terça-feira às 16h de Brasília, na América Latina e Caribe são 146.735 mortes (3.424.235 casos), Estados Unidos e Canadá têm 144.947 mortes (3.502.410 casos), Ásia 44.687 mortes (1.819.605 casos), Oriente Médio 21.009 mortes (944.111 casos), África 13.476 mortes (612.088 casos) e Oceania 139 mortes (11.828 casos).

Esse balanço foi feito com base em dados coletados pelos escritórios da AFP junto a autoridades nacionais competentes e com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, e um dos atuais epicentros da pandemia no país, registrou um número recorde de 132 mortes pelo novo coronavírus em 24 horas nesta terça-feira (14).

De acordo com o relatório do Departamento de Saúde do estado, nesse mesmo período foram registrados mais de 9.000 novos casos, o que eleva os números gerais a mais de 290.000 contágios e mais de 4.400 óbitos.

O republicano Ron DeSantis, governador do "Sunshine State", flexibilizou as restrições ao fechamento de locais e atividades no início de maio, antes da maioria dos outros estados dos EUA.

Em uma crítica incomumente direta, o principal conselheiro de saúde dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse na semana passada que a Flórida havia encerrado seu confinamento antes que os registros de saúde pública justificassem tal medida.

DeSantis minimizou as críticas e alegou que sua decisão foi baseada nos melhores dados na época.

No final de junho, em uma recuada parcial, DeSantis ordenou o fechamento de bares e centros de recreação para conter a propagação da doença, mas o número de infecções continuou a aumentar.

O cometa C/2020 F3, popularmente conhecido por Neowise, atingirá seu ponto mais próximo da terra na quinta-feira, 23 de julho, quando estará a 103 milhões de quilômetros de distância, e será possível observá-lo sem a ajuda de binóculos ou telescópios.

Descoberto no final de março por um telescópio espacial, ele será o primeiro cometa visível a partir da Terra neste ano. Neowise foi o terceiro cometa descoberto em 2020 e o mais brilhante dos últimos sete anos encontrados, segundo o cosmonauta russo Ivan Vagner, que o observou a partir da Estação Espacial Internacional, nave posicionada na órbita da terra.

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Essa visualização a olho nu, no entanto, é possível apenas no hemisfério Norte. Especialistas dizem que na maior parte do Brasil e em outras partes do hemisfério Sul será necessário usar algum tipo de telescópio para observar o cometa.

Já no hemisfério Norte, é possível ver o cometa a olho nu durante a maior parte do mês de julho. Ele está se deslocando em sentido oeste e frequentemente aparece em uma parte baixa do céu, próximo à linha do horizonte. 

Uma cobra venenosa mordeu três membros da mesma família em quatro dias na aldeia de Tamolipurva, na Índia. Dois faleceram, incluindo uma mulher grávida de seis meses, relata o The Times of India.

Pramod Kumar, de 25 anos, foi mordido pela cobra venenosa em 7 de julho enquanto dormia no chão de sua casa. O jovem morreu antes que pudesse receber atendimento médico.

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Em 10 de julho, foi a vez da cunhada de Pramod (esposa do seu irmão mais novo), Pooja, de 22 anos, e da irmã de Pooja, Nishta, de 15 anos. Pooja morreu a caminho do hospital, enquanto a condição de Nishta é estável, publicou o The Times of India.

Após esses eventos, a administração da vila entrou em contato com equipe de resgate, mas os socorristas não puderam viajar para o local, uma vez que estavam em quarentena depois que um deles foi diagnosticado com COVID-19.

Os moradores da aldeia decidiram então chamar um encantador de serpentes, que conseguiu capturar o réptil.

"Mandamos outra equipe para a vila, mas a cobra já havia sido removida da casa. De acordo com aldeões, era uma naja", afirmou um porta-voz do departamento florestal. "A naja foi solta na floresta, longe da cidade", acrescentou.

Cobras tendem a atacar os humanos com mais frequência na zona rural da Índia durante a estação das monções, quando a água inunda suas tocas e os répteis buscam refúgio em prédios residenciais ou casas abandonadas.

Da Sputnik Brasil

Após um tempo fechada por causa da pandemia de coronavírus, uma catedral do Reino Unido passou a exibir uma pintura da Santa Ceia em que Jesus é retratado como um homem negro.

O quadro é da inglesa Lorna May Wadsworth e foi exposto no Altar dos Perseguidos, na ala norte da catedral anglicana de Saint Albans, cidade que se localiza cerca de 35km de Londres, na Inglaterra.

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Durante a paralisação por conta da pandemia ocorreu o assassinato de George Floyd, homem negro que foi asfixiado por um policial em Minnesota, nos Estados Unidos, e a exibição do quadro está, de certa forma, relacionada ao caso. Desde o assassinato de Floyd, manifestações tomaram conta das ruas de várias cidades no mundo inteiro, incluindo Londres e Bristol, ambas na Inglaterra.

A igreja britânica diz que a escolha por retratar um Jesus negro vai ao encontro das manifestações e demonstra o apoio da entidade aos protestos antirracistas. ‘’Uma declaração ousada’’, comentou uma ativista.

Em uma nota oficial, a catedral informou: “Nós apoiamos o movimento 'Black Lives Matter' como aliados em prol da mudança, construindo uma comunidade forte e justa onde a dignidade de todos os seres humanos é honrada e celebrada, onde as vozes pretas são ouvidas, e onde vidas negras importam”.

O quadro exposto na catedral inglesa é uma cópia da obra original, que foi vandalizada com um tiro em sua primeira exposição, em 2010, na igreja de Gloucestershire.

Horas depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter rejeitado uma contestação judicial de última hora com uma votação de 5 a 4, o Departamento de Justiça determinou a execução de um homem de 47 anos pelo assassinato, em 1996, de uma família de três pessoas. Essa foi a primeira execução federal em mais de 17 anos.

Daniel Lewis Lee, que já foi supremacista branco mas abandonou o movimento, foi executado por injeção letal na penitenciária federal de Terre Haute, Indiana. Lee foi declarado morto às 8h07 locais (9h07 em Brasília).

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"Vocês estão matando um homem inocente", disse Lee, de acordo com o jornal The Indianapolis Star.

O Departamento de Justiça anunciou a intenção de retomar a pena de morte federal e de empregar um novo procedimento para executá-la - usando uma única droga, o pentobarbital - após várias execuções fracassadas por injeção letal, renovando o debate sobre métodos usados na pena de morte.

A execução de Lee estava prevista para segunda-feira, mas a juíza distrital Tanya Chutkan ordenou a suspensão da aplicação da sentença para permitir impugnações aos protocolos da injeção letal, que também será aplicada a outros três condenados à morte por crimes federais.

Lee foi condenado no Arkansas em 1999 por assassinar William Mueller, um traficante de armas, sua mulher, Nancy, e sua filha de 8 anos, Sarah Powell. Earlene Peterson, cuja filha e neta foram mortas por Lee, pediu ao presidente Donald Trump que perdoasse o condenado, mas o republicano ignorou o pedido.

O governo Trump anunciou em julho de 2019 que a administração federal voltaria a aplicar a pena capital, que não ocorria desde 2003.

Nos EUA, a maioria dos crimes é processada em nível estadual, mas a justiça federal pode lidar com crimes específicos (ataques terroristas, crimes racistas) ou cometidos em bases militares, entre vários estados, ou em reservas de indígenas americanos.

Nos últimos 45 anos, apenas três pessoas foram executadas no nível federal, incluindo Timothy McVeigh em 2001, responsável pelo atentado a bomba em Oklahoma, que deixou 168 mortos em 1995. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Depois de muito debate, o governo britânico decidiu que o uso de máscaras contra a propagação do coronavírus nas lojas da Inglaterra será obrigatório a partir do fim de julho, uma medida que foi recebida como positiva, embora tardia.

Atualmente, a máscara é obrigatória apenas nos transportes públicos e recomendada nos espaços públicos fechados do país.

Nesta terça-feira, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, anunciou no Parlamento o uso obrigatório de máscara nos estabelecimentos comerciais a partir de 24 de julho.

"Ao reabrir as lojas, devemos garantir a segurança de nossos comerciantes", disse. "O uso de máscara será obrigatório nas lojas e supermercados".

"Está comprovado que usar a máscara dá mais confiança às pessoas para voltar às compras", completou Hancock, cujo governo tenta reativar a economia britânica, muito afetada pelo confinamento contra a COVID-19, que deixou quase 45.000 mortos no país.

A medida entra em vigor dentro de 10 dias para "dar tempo às pessoas para se prepararem", disse o ministro do Meio Ambiente, George Eustice, ao canal Sky News.

Depois de alegar inicialmente que cobrir o rosto poderia ser contraproducente, por dar uma sensação de segurança e inibir o distanciamento, o Executivo conservador britânico está há semanas sob pressão para impor seu uso em ambientes fechados, especialmente por parte do prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan.

"A compreensão" sobre a utilidade das máscaras "evoluiu", argumentou Eustice.

"À medida que levantamos o confinamento e permitimos que mais lugares abram, também temos que revisar as medidas em vigor para limitar a transmissão do vírus e controlá-lo", acrescentou.

A obrigação não será aplicada a bares e restaurantes nem aos funcionários de supermercados.

Os infratores enfrentarão multas de até £ 100 (US$ 125), como já é o caso no transporte público.

O uso de máscara em lojas já é obrigatório na Escócia e em vários outros países europeus.

A desescalada decidida pelo governo Boris Johnson se aplica apenas à Inglaterra, já que as outras três nações que compõem o país estabelecem as próprias regras de desconfinamento.

Khan aplaudiu a "mudança de opinião" do governo, enfatizando, em entrevista também à BBC, que "essa pequena medida pode fazer uma grande diferença quando combinada com outras".

O British Retail Consortium, uma associação profissional do setor de varejo, também elogiou uma medida que traz "clareza", após uma série de "mensagens contraditórias" que tornava "realmente difícil as pessoas entenderem o que tinham de fazer".

Os Estados Unidos vão lançar para Marte, em 30 de julho, seu veículo robótico mais sofisticado, chamado Perseverance, na tentativa de descobrir evidências de que há três bilhões e meio de anos micróbios viviam em seus rios.

A jornada interplanetária durará mais de seis meses e, se o robô aterrissar sem danos, iniciará uma exploração científica de vários anos para coletar e condicionar várias dezenas de amostras de rochas que serão recuperadas por um futuro robô e trazidas de volta para a Terra em 2031.

Perseverance assume a tarefa dos quatro veículos robóticos anteriores, todos americanos. Desde o final dos anos 1990, com a ajuda de satélites e de robôs fixos, essas máquinas transformaram nosso conhecimento de Marte, provando que o Planeta Vermelho nem sempre foi como hoje, seco e frio.

Marte já teve os ingredientes da vida: água, compostos orgânicos e um clima favorável. Nas amostras que o Perseverance coletará, os cientistas esperam encontrar fósseis de bactérias, ou outros micróbios, e confirmar que realmente houve vida em Marte.

A NASA trabalha em regime de home office há meses por causa da pandemia de COVID-19, mas o cronograma não saiu dos trilhos para esta missão de US$ 2,7 bilhões.

"Esta é uma das duas missões que protegemos para garantir seu lançamento em julho", disse o chefe da NASA, Jim Bridenstine.

Terra e Marte estão do mesmo lado do Sol a cada 26 meses, uma janela que não pode ser perdida.

Somente os americanos conseguiram pousar robôs intactos em Marte: quatro aterrissadores (fixos) e quatro veículos (Pathfinder, Spirit, Opportunity e Curiosity, o único ainda vivo).

Somente nos últimos 20 anos foi confirmado que o planeta possuía oceanos, rios e lagos. A presença de moléculas orgânicas complexas foi confirmada apenas pelo Curiosity - mas os dispositivos a bordo não puderam concluir sobre sua possível origem biológica.

Os primeiros aterrissadores americanos Viking 1 e 2 tentaram descobrir a vida em 1976, mas de maneira aleatória.

"Os experimentos de detecção de vida foram um fracasso total", disse à AFP Scott Hubbard, que lançou nos anos 2000 o atual programa de exploração marciana.

A NASA decidiu, portanto, prosseguir em etapas: estudo do solo, análise química e molecular das rochas e várias observações de satélite. Assim, geólogos e astrobiólogos gradualmente entenderam onde a água fluía e quais áreas podem ter sido propícias para a vida.

"Compreender onde Marte pode ter sido habitável no passado e quais pegadas da vida procuramos foram as etapas necessárias para enviar uma missão a este local cuidadosamente escolhido para coletar amostras", diz Scott Hubbard.

- Coleta de amostras -

Perseverance deve pousar em 18 de fevereiro de 2021 na cratera Jezero, onde um rio correu de 3 a 4 bilhões de anos atrás, depositando lama, areia e sedimentos "em um dos deltas mais bem preservados na superfície de Marte", segundo Katie Stack Morgan, da equipe científica.

Na Terra, micróbios de bilhões de anos foram encontrados fossilizados nas rochas de deltas semelhantes.

O veículo espacial tem três metros de comprimento, pesa uma tonelada, tem olhos (19 câmeras), orelhas (dois microfones) e um braço robótico de dois metros.

Os instrumentos mais importantes são dois lasers e um raio-X que, projetado em rochas, ajudará a analisar sua composição química e molecular e a identificar possíveis compostos orgânicos.

A bordo também está um mini-helicóptero experimental de 1,8 kg, o Ingenuity, que tentará o primeiro voo de um helicóptero em outro planeta.

Perseverance provavelmente não poderá dizer que uma rocha contém micróbios antigos. Para chegar ao fundo, será necessário cortar amostras em fatias ultrafinas usando dispositivos enormes, para talvez distinguir as formas microscópicas de organismos antigos.

"Para alcançar um consenso científico real de que a vida existiu em Marte, será necessário o retorno da amostra à Terra, independentemente do que observarmos", disse à AFP o vice-chefe do projeto científico, Ken Williford.

Ele ressalta que não se deve esperar encontrar antigas conchas fossilizadas: os cientistas acreditam que a vida, se existiu em Marte, não teve tempo para evoluir para formas complexas antes que o planeta secasse completamente.

Desde que pôde voltar a trabalhar há mais de um mês, Munish Tiwari, um motorista de táxi indiano, já recebeu duas multas de 500 rúpias (US$ 6,5) por desrespeitar a obrigação de usar máscara.

"Não é confortável e não consigo respirar quando uso", explica à AFP este motorista de Nova Délhi, que perdeu o ganho de um dia inteiro de trabalho pagando as multas.

"Tenho que usar quando tem passageiro, mas quando as portas fecham, e eles vão embora, costumo tirar. Sou presa fácil para a polícia", comenta Tiwari.

A pandemia de Covid-19 se encontra em expansão na Índia, que conta até agora com 23.727 mortos de um total de 906.752 casos oficialmente declarados da doença.

Os especialistas consideram que o pico do novo coronavírus ainda não foi atingido no segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes.

Neste contexto de crise sanitária, o governo impõe o uso de máscara nos espaços públicos, nos transportes e no trabalho. Em geral, a medida é respeitada nas grandes cidades, mas muitos indianos usam este acessório de proteção individual de maneiras criativas e incorretas: pendurada na orelha, abaixo do nariz, em torno do queixo, entre outras.

- "Negligência" -

Desde março, a polícia de Nova Délhi impôs mais de 42.000 multas pelo não uso de máscara, ou por desrespeito à distância social. As multas em toda Índia variam de 200 rúpias, em Bangalore (US$ 2,6), a 1.000 rúpias (US$ 13,1), em Mumbai.

O total de multas pelo descumprimento de medidas sanitárias chega a cerca de 117.000 euros (US$ 131.000) em apenas um mês em Bangalore (sul), anunciou o chefe da polícia local, Hemant Nimbalkar.

Em recente pronunciamento transmitido à nação pela televisão, o primeiro-ministro Narendra Modi criticou a "negligência" de parte da população frente ao vírus e pediu aos indianos que não baixem a guarda neste momento.

Na cidade de Firozabad, no norte do território, quem não usa máscara não paga multa, mas deve assistir a um curso de quatro horas de duração sobre distância física e escrever 500 vezes "tem que usar máscara".

Em uma rua de Hyderabad, a AFP viu a professora Sunitha Michael com o elástico da máscara preso entre os dentes. É para poder falar no celular, explicou ela.

"Realmente, detesto usar a máscara, porque é algo muito pesado, mas tenho de respeitar as normas", admite a professora.

Uma segunda onda de contaminação da Covid-19 neste inverno europeu poderia causar até 120.000 mortes nos hospitais do Reino Unido, no pior cenário "razoável" sem preparação adequada, segundo estudo da Academia de Ciências Médicas que será publicado nesta terça-feira (14).

"Não é uma previsão, é uma possibilidade", enfatizou em comunicado o professor Stephen Holgate, que comandou a elaboração do relatório por 37 especialistas, solicitado pelo governo do primeiro-ministro Boris Johnson.

O relatório alerta que "uma preparação intensa" é necessária a partir de agora para reduzir o risco do serviço publico de Saúde (NHS) sofrer um colapso neste inverno europeu.

Alguns estudos temem que o novo coronavírus, responsável pela morte de cerca de 45.000 pessoas no Reino Unido, país mais atingido pela doença na Europa, se propague com mais força durante a temporada fria.

Embora o relatório explique que existe um "alto grau de incerteza" sobre a evolução da epidemia da COVID-19, o "pior cenário razoável" prevê um aumento da taxa de reprodução do vírus de 1,7 a partir de setembro. Este dado, que corresponde ao número médio de pessoas que se infectam através de outra pessoa já infectada, está atualmente entre 0,7-0,9 no país.

As previsões estabelecidas sobre a base deste tipo de cenário citam picos de mortes e admissões em hospitais de janeiro e fevereiro de 2021 "similares ou piores" aos da primeira onda da primavera, coincidindo com o habitual aumento da atividade no sistema hospitalar devido a doenças sazonais.

O número de mortes relacionadas à Covid-19 entre setembro de 2020 e junho de 2021 poderia chegar a 119.900.

Contudo, a estimativa não leva em consideração ações do governo para reduzir a taxa de contaminação, nem a utilização de dexametasona, corticoide que permite reduzir a taxe de mortalidade dos pacientes em estado grave, segundo os autores do estudo.

Os especialistas defendem, entre outras medidas, a realização de campanhas de informação para o público, o aumento da capacidade de testes diagnósticos e que pessoas nos grupos de risco e trabalhadores da saúde se protejam dos efeitos mais graves da gripe se vacinando.

O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri afirmou que é preciso dar mais tempo a seu sucessor no cargo, Alberto Fernández, para ver os resultados da nova política no país, em declarações à imprensa paraguaia, nesta segunda-feira (13).

"Eu acredito que é preciso dar a ele mais tempo para que mostre quais são suas ideias e propostas, para que possamos ver os resultados. É preciso ter respeito", defendeu o ex-mandatário argentino em declarações ao canal a cabo GEN.

Convidado pelo ex-presidente paraguaio Horacio Cartes (2013-2018), Macri fez uma visita relâmpago a Assunção, onde também encontrou com o atual chefe de Estado, Mario Abdo Benítez.

Macri chegou à capital paraguaia em um jato privado que pertence à empresa de tabaco de Cartes, que afirmou ter tido "uma amena conversa (com Macri) sobre temas relacionados com a atualidade regional".

O ex-presidente argentino se encontrou com o presidente Abdo na residência presidencial por 40 minutos.

"Falamos de como sair do medo" diante da pandemia do novo coronavírus, revelou Macri, que pediu calma para que decisões apressadas sejam evitadas.

"É preciso retornar à calma, confiar nos profissionais de saúde e começar a retomar com cuidado e empoderando as pessoas à atividade normal", analisou.

"Em meu encontro com Abdo, lhe disse também da importância de que o Mercosul não perca o dinamismo dos últimos anos e que avance em todos os acordos de livre comércio iniciados com a União Europeia, a Coreia e Singapura", continuou.

A viagem de Macri aconteceu em plena proibição para a entrada de estrangeiros no Paraguai, como medida preventiva diante da pandemia da Covid-19.

Contudo, estão isentos da proibição os presidentes, ex-presidentes, médicos, enfermeiras e pessoas envolvidas em questões humanitárias, tanto paraguaias como estrangeiras.

Macri retornou na segunda-feira à noite à Argentina, onde as fronteiras também têm restrições.

O Japão acusou nesta terça-feira (14) a China de "desinformação" sobre o novo coronavírus e expressou "grande preocupação" com as reivindicações do país no Mar da da China Meridional e nas ilhas Senkaku/Diaoyu, cuja soberania é disputada pelos dois países.

As relações diplomáticas entre Japão e China melhoraram desde o fim de 2018, mas nos últimos meses voltaram a enfrentar um momento ruim, em um contexto marcado pelo descontentamento de muitos países com a forma como a China administrou a crise do coronavírus e a imposição de uma lei de segurança em Hong Kong.

Em seu livro branco anual sobre a política de defesa, publicado nesta terça-feira, o Japão atribui à China ações de "propaganda" e de "desinformação" sobre o coronavírus, que foi detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan no fim de 2019.

O Japão cita como exemplo os comentários no Twitter do porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, que sugeriu em março que a COVID-19 foi introduzida em Wuhan pelo exército americano, ou a promoção ervas medicinais para tratar a doença.

A China também "prosseguiu sem descanso com suas ações unilaterais para impor uma mudança do status quo nas ilhas Senkaku", administradas por Tóquio.

Os dois países reivindicam a soberania do micro arquipélago desabitado no Mar da China Oriental, que Pequim chama de Diaoyu e que poder ser rico em combustíveis.

Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que as reivindicações de Pequim sobre os recursos offshore no Mar da China Meridional são "completamente ilegais, assim como sua campanha de intimidação para controlá-los".

A embaixada da China nos Estados Unidos criticou o que chamou de "acusações totalmente injustificadas".

O livro branco do Japão sobre defesa também menciona a persistência da ameaça da Coreia do Norte e recorda que Pyongyang é capaz de miniaturizar ogivas nucleares para uso em mísseis balísticos.

Los Angeles anunciou nesta segunda-feira que as escolas não serão reabertas em agosto para o novo ano letivo e que o ensino à distância será mantido, devido ao aumento do número de casos de coronavírus na região.

"A saúde e segurança da comunidade escolar não é algo que possamos colocar em risco", assinalou o superintendente do segundo maior distrito escolar americano, Austin Beutner, em mensagem gravada. O anúncio é feito em meio à pressão do governo federal para que que as escolas reabram no outono local, apesar dos recordes de novos infectados em várias partes do país, incluindo o estado da Califórnia.

San Diego uniu-se a Los Angeles na decisão de iniciar o ano letivo remotamente até que haja condições sanitárias para a retomada das aulas presenciais. "A taxa altíssima de infecção nas últimas semanas deixa claro que a pandemia não está controlada" no estado, indica um comunicado conjunto de ambos os distritos escolares.

Autoridades informaram que oferecerão mais recursos para que professores, alunos e pais treinem o modelo virtual. Refeições gratuitas também continuarão sendo distribuídas nas escolas.

Los Angeles registra mais de 130 mil casos positivos de coronavírus, ou 40% do total do estado da Califórnia. O presidente Donald Trump pressiona por uma retomada das aulas presenciais em escolas e universidades de todo o país, que estudam como balancear a necessidade de reabertura com a preocupação sanitária.

O superintendente Austin Beutner considerou que o governo deve aumentar as verbas para os testes e rastreio de contatos, a fim de que as escolas possam reabrir com segurança.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a estratégia de seu governo para enfrentar a pandemia da Covid-19. Segundo ele, os EUA lideram no número de casos da doença porque testam muito. "O Brasil está enfrentando um grande problema, mas não testa como nós", comparou. Além disso, Trump voltou a criticar a China por sua suposta responsabilidade na emergência global de saúde, mas disse que a fase 1 do acordo comercial bilateral "está intacta" e que os chineses continuam a comprar produtos americanos.

O presidente americano deu as declarações a repórteres durante evento sobre as forças de segurança, no qual defendeu o trabalho da polícia e acusou a oposição democrata de ser fraca nessa área. Sobre a emergência de saúde, Trump mostrou otimismo quanto à possibilidade de que em breve existam vacinas e medicamentos disponíveis contra a covid-19 e voltou a insistir na necessidade de reabrir as escolas.

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Ele também voltou a exibir otimismo sobre a recuperação econômica, lembrando que houve recordes históricos recentes do índice acionário Nasdaq. Além disso, aproveitou para criticar seu rival na disputa eleitoral neste ano, o ex-vice-presidente Joe Biden. "Se Biden vencer eleição, nossa economia será destruída", criticou.

Trump foi ainda questionado sobre Anthony Fauci, diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. Relatos da imprensa americana nos últimos dias têm afirmado que a relação entre os dois é distante e que há pouco contato entre ambos, mesmo diante da gravidade da pandemia nos EUA. O presidente disse que tem "uma ótima relação" com o médico. "Me dou bem com Fauci, gosto dele, pessoalmente", garantiu.

O presidente americano também falou sobre as pesquisas eleitorais, acusando-as de informarem erradamente sobre a disputa eleitoral à presidência. Trump duvidou de sondagens que o mostram atrás de Biden no Texas, dizendo que ele "salvou" a indústria de energia local alguns meses atrás, por isso seu apoio na região deve ser bem maior do que o mostrado nesses levantamentos.

Contato: gabriel.costa@estadao.com

Quase uma em cada nove pessoas sofreu de desnutrição crônica em 2019, uma proporção que deve se agravar com a pandemia de Covid-19 - aponta um relatório anual da ONU divulgado nesta segunda-feira (13).

De acordo com as últimas estimativas, no ano passado, a fome afetava quase 690 milhões de pessoas, ou seja, 8,9% da população mundial, relata o documento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), redigido com a colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Mundial de Alimentos e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isso representa 10 milhões de pessoas a mais que em 2018 e 60 milhões a mais que em 2014.

"Se a tendência continuar, estimamos que, até 2030, esse número excederá 840 milhões de pessoas. Isso significa claramente que o objetivo (erradicar a fome até 2030, estabelecido pela ONU em 2015) não está no caminho certo", declarou à AFP Thibault Meilland, analista de políticas da FAO.

E isso sem contar o choque econômico e de saúde provocado pela pandemia de COVID-19, que causou perda de renda, aumento dos preços dos alimentos, interrupção das cadeias de suprimentos, etc.

Segundo o relatório, é provável que a recessão global causada pelo novo coronavírus leve à fome entre 83 e 132 milhões de pessoas a mais.

"Ainda são hipóteses relativamente conservadoras, a situação está evoluindo", observa Meilland.

A estimativa de subnutrição no mundo é muito menor do que nas edições anteriores: o relatório do ano passado mencionou mais de 820 milhões de pessoas com fome. Mas os números não podem ser comparados: a integração de dados recentemente acessíveis - em particular de pesquisas realizadas pela China em residências no país - levou à revisão de todas as estimativas desde 2000.

"Isso não é uma queda (no número de pessoas que sofrem de desnutrição), é uma revisão. Tudo foi recalculado com base nesses novos números", insiste Meilland.

"Como a China representa um quinto da população mundial, esta atualização tem consequências importantes para os números globais", aponta o analista da FAO.

"Mesmo que o número global seja inferior, a constatação de um aumento da desnutrição desde 2014 se confirma", acrescenta.

- Custo da má alimentação -

Entre os pontos de melhoria, a prevalência de atraso de crescimento entre crianças de cinco anos caiu um terço entre 2000 e 2019, com cerca de 21% das crianças afetadas em todo o mundo. Mais de 90% delas vivem na Ásia ou na África.

Além da desnutrição, o relatório aponta que um número crescente de pessoas "teve que reduzir a quantidade e a qualidade dos alimentos que consome".

Assim, dois bilhões de pessoas sofrem de "insegurança alimentar", ou seja, não têm acesso regular a alimentos nutritivos em qualidade e quantidade suficientes, indica.

São ainda mais numerosos (3 bilhões) aqueles que não têm meios para manter uma dieta considerada equilibrada, com, em particular, ingestão suficiente de frutas e legumes.

"Em média, uma dieta saudável custa cinco vezes mais do que uma dieta que só atende às necessidades de energia com alimentos ricos em amido", diz Meilland.

Desta forma, a obesidade está aumentando tanto em adultos quanto em crianças.

As agências especializadas da ONU estimam que, se os padrões de consumo de alimentos não mudarem, seu impacto nos custos diretos de assistência médica e na perda de produtividade econômica deve atingir 1,3 trilhão de dólares por ano até 2030.

Pelo menos 11 membros das forças de segurança morreram nesta segunda-feira (13) em um ataque reivindicado pelos talibãs contra um escritório dos serviços de inteligência afegãos no norte do Afeganistão, informaram as autoridades.

Segundo os insurgentes, um homem-bomba detonou um artefato colocado em um carro perto de um escritório da Direção Nacional de Segurança, enquanto homens armados invadiram o prédio, localizado em Aybak (norte).

Abdul Latif Ibrahimi, governador da província de Samangan, disse à AFP que 11 pessoas morreram e que outras 63, a maioria civis, ficaram feridas na explosão e no tiroteio.

O ataque durou aproximadamente quatro horas e terminou quando as forças de segurança mataram três homens armados, disse o porta-voz do governador, Sediq Azizi.

"Foi uma grande explosão que quebrou as janelas", declarou Hasseb, um funcionário que trabalha perto do escritório atacado e que forneceu apenas seu nome.

"Muitas pessoas ficaram feridas quando as janelas foram quebradas", acrescentou.

Nos últimos meses, os talibãs realizaram ataques contra as forças afegãs quase diariamente, apesar dos preparativos para o diálogo de paz do governo com os insurgentes.

A imunidade baseada em anticorpos, adquirida após a cura da Covid-19, desapareceria em alguns meses, de acordo com um novo estudo, o que poderia complicar o desenvolvimento de uma vacina eficaz de longo prazo.

"Este trabalho confirma que as respostas de anticorpos protetores em pessoas infectadas com SARS-CoV-2 (...) parecem decair rapidamente", afirmou nesta segunda-feira o Dr. Stephen Griffin, professor associado da Escola de Medicina da Universidade de Leeds (Reino Unido).

"As vacinas em desenvolvimento deverão ou gerar proteção mais forte e duradoura contra infecções naturais ou ser administradas regularmente", acrescentou o médico, que não participou do estudo.

"Se a infecção fornece níveis de anticorpos que diminuem em dois a três meses, a vacina potencialmente fará a mesma coisa e uma única injeção poderá não ser suficiente", declarou a Dra. Katie Doores, principal autora do estudo, ao jornal Guardian.

O estudo do prestigiado King's College de Londres, que ainda não foi revisado, foi publicado no site medrxiv.

Os pesquisadores estudaram a resposta imunológica de mais de 90 casos confirmados (incluindo 65 por testes virológicos) e mostram que os níveis de anticorpos neutralizantes, capazes de destruir o vírus, atingem o pico médio em torno de três semanas após o início dos sintomas, depois diminuem rapidamente.

De acordo com exames de sangue, mesmo os indivíduos com sintomas leves tiveram uma resposta imune ao vírus, mas geralmente menor do que nas formas mais graves.

Apenas 16,7% dos indivíduos ainda apresentavam altos níveis de anticorpos neutralizantes 65 dias após o início dos sintomas.

O estudo também tende a minar a hipótese de imunidade coletiva, que supõe uma proteção global, após uma alta porcentagem da população adquirir imunidade após ser infectada.

Especialistas apontam, no entanto, que a imunidade não se baseia apenas em anticorpos, o corpo também produz células imunes (B e T) que desempenham um papel na defesa do organismo.

"Mesmo que você não tenha anticorpos circulantes detectáveis, isso não significa necessariamente que você não tem imunidade protetora, porque provavelmente possui células de memória imune que podem rapidamente entrar em ação para iniciar uma nova resposta imunológica se ficar exposto ao vírus novamente, para que você possa ter uma infecção mais leve", afirma o professor de imunologia viral Mala Maini, consultor da University College de Londres.

Até que mais informações sejam aprendidas, "mesmo aqueles com um teste de anticorpos positivo - especialmente aqueles que não sabem onde foram expostos - devem continuar a ter cautela, distanciamento social e uso de uma máscara apropriada", alerta James Gill, professor honorário da Warwick Medical School.

A Rússia anunciou que testes clínicos da vacina desenvolvida no país foram concluídos e que o resultado mostrou que a medicação é eficaz. A expectativa é que a distribuição da imunização tenha início em agosto.

Os testes foram realizados em voluntários na Universidade de Sechenov, considerada a universidade médica mais antiga do leste europeu.

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"A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura", disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da instituição de ensino.

A primeira fase do estudo sobre a vacina começou em 18 de junho com um grupo de 18 voluntários. O segundo grupo, com 20 voluntários, recebeu a imunização em 23 de junho, segundo a agência de notícias da Rússia (TASS).

A direção do Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, que aprovou a vacina, prevê que ela esteja em circulação entre 12 e 24 de agosto. O Ministério da Saúde do país ainda realizará testes bioquímicos do material, mas espera concluir essa etapa em setembro. A produção em massa por laboratórios privados para a vacina também é prevista para setembro.

O presidente polonês, Andrzej Duda, venceu a eleição presidencial da Polônia por uma diferença de 2,4 pontos porcentuais, afirmou a comissão eleitoral do país na manhã desta segunda-feira (13). Com 99.9% das células apuradas, Duda teve 51,2% dos votos e terá um novo mandato para impulsionar a agenda populista e conservadora no país. Seu concorrente liberal, Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia, ficou com 48,8%.

O chefe da comissão eleitoral disse que os resultados oficiais finais serão anunciados mais tarde, mas com Duda à frente por quase meio milhão de votos, sua liderança parece ser inatacável. No entanto, as margens apertadas podem levar a queixas da oposição sobre irregularidades na votação.

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O segundo turno na Polônia ficou marcado como uma batalha pelo futuro do país, com Duda prometendo outro mandato apoiando a agenda legislativa do partido populista no poder da Polônia e Trzaskowski se oferecendo para ser o rosto de uma outra Polônia.

Duda travou uma campanha divisionista, na qual prometeu apoiar os "valores da família" às custas dos direitos LGBT e costumava usar a retórica homofóbica. O atual mandatário, apoiado pelo Partido Lei e Justiça (PiS), está no poder desde 2015 e promoveu reformas controvertidas na Justiça com o argumento de combate à corrupção - para a oposição, foram atos para cercear liberdades e aparelhar o Estado. Também vem reforçando uma retórica contra os homossexuais, contra a integração do continente europeu e pela manutenção dos valores da família tradicional polonesa.

Em 2018, a União Europeia acusou a Polônia de violar os princípios de estado de direito e os valores do bloco por reformas que tiraram a autonomia e colocaram o Judiciário sujeito ao controle político. Apesar de Duda ser o presidente, figura importante na política porque tem o poder de vetar leis, o PiS é controlado por Jaroslaw Kaczynski, o nome mais forte na política polonesa. Ele é irmão do ex-presidente Lech Kaczynski, que morreu em um acidente aéreo em 2010.

"Se Duda perdesse a presidência, seria o primeiro passo para a queda do PiS do poder", resume Martin Mycielski, diretor de relações públicas da Open Dialogue Foundation na Polônia. No ano passado, o partido já perdeu a maioria no Senado.

Na semana passada, Duda foi recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que vê o governo polonês como um importante aliado europeu. Foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a ser recebido na Casa Branca desde o início da pandemia. O polonês também tem uma boa relação com o governo do presidente Jair Bolsonaro, que tinha agendado para este ano uma viagem ao país. Em fóruns internacionais, o Brasil tem se alinhado com poloneses, americanos e húngaros em uma aliança para promover a liberdade religiosa.

Do lado adversário, o prefeito Rafal Trzaskowski, da Plataforma Cívica, que governou o país de 2007 a 2015, tentou oferecer uma alternativa progressista para acabar com o que qualifica como isolamento da Polônia após cinco anos de disputas com a União Europeia.

"Especialistas de verdade e profissionais foram colocados de lado. Precisamos de profissionalismo. Precisamos de pessoas que não vão nos dividir, e sim que vão pensar em como lidar com nossos principais problemas", afirmou em discurso após a eleição. "A epidemia provou que nós todos estamos pensando na mesma coisa: saúde, segurança, oportunidades iguais na educação. Em toda a Polônia temos os mesmos problemas".

Nas planícies majestosas da reserva Masai Mara, a pandemia de coronavírus causa estragos econômicos aos habitantes locais, que ganham a vida com turistas que visitam a vida selvagem do Quênia, e prejudicam um modelo único de proteção da vida selvagem.

Mesmo antes de o vírus aparecer oficialmente no Quênia, em meados de março, o turismo, um dos principais pilares da economia, foi afetado pelos cancelamentos em janeiro e fevereiro, especialmente em grandes mercados como China, Europa e Estados Unidos.

O setor já registrou uma perda de lucros de 750 milhões de dólares para este ano, ou seja, metade da receita de todo o ano de 2019, segundo o ministério do Turismo.

"Estávamos bem para o mês de junho, mas agora temos zero reservas. Nada. É terrível", explica Jimmy Lemara, 40 anos, gerente massai de uma pousada ecológica na reserva particular de Ol Kinyei.

Nesta região, cuja biodiversidade gerou uma próspera indústria do turismo, a população massai, um grupo étnico de cerca de 1,2 milhão de pessoas no Quênia (2,5% da população), depende quase exclusivamente do turismo.

A renda provém de várias fontes: o aluguel de terras que, quando agrupadas, formam reservas privadas, o pagamento de salários aos funcionários das pousadas que normalmente são massais (cozinheiros, guias, guardas de segurança), a venda de artesanato e as visitas turísticas do habitat tradicional.

- 'Tudo fechado' -

Em Talek, pequeno vilarejo em uma das entradas da Reserva Nacional Masai Mara, a população espera dias melhores.

"Desde dezembro, a atividade é extremamente limitada e agora estamos no modo de sobrevivência, esperando ganhar entre 150 a 200 xelins (entre 1,5 e 2 dólares) por dia para poder pagar por uma refeição", declara Ibrahim Sameri, 38 anos, cuja pequena oficina mecânica pode gerar até US$ 30 por dia na alta temporada.

Nalokiti Sayialel normalmente vende colares e pulseiras de pérolas para turistas. "Não vendo nada há três meses", diz a vendedora de 45 anos.

"É terrível. Tudo está parado, tudo está fechado. Nunca vi nada parecido", diz Petro Nautori, um guia de 44 anos que está desempregado desde janeiro.

A Reserva Nacional Masai Mara, administrada pelo condado de Narok, se estende para o norte com várias reservas privadas cujos gerentes alugam as terras dos proprietários massais, que em troca não criam gado para garantir mais habitat de vida selvagem.

Esse modelo, que começou a ser aplicado em 2005, dobrou a área dedicada à proteção da fauna nessa região.

Em média, cada proprietário ganha cerca de 22.000 xelins por mês (US$ 220), o dobro do salário mínimo legal nesta parte do país.

Mas em Ol Kinyei, como em outras reservas privadas próximas, o aluguel pago aos proprietários massais foi cortado pela metade.

As empresas de administração alegam estar com a corda no pescoço em razão do reembolso dos adiantamentos pagos por estadias que foram finalmente canceladas e pelos custos fixos, incluindo o aluguel de terrenos.

Os salários dos funcionários também foram reduzidos em até 50%.

- Modelo frágil -

A situação é tão precária que muitas famílias massais decidiram recorrer ao seu patrimônio, o gado, para tentar gerar renda.

"O pouco que recebemos não é suficiente para atender às necessidades da família e eu tive que vender duas cabras por cerca de 12.000 xelins para sobreviver", explica Julius Sanare, 41 anos, chefe da pousada ecológica onde Jimmy Lemara trabalha.

Devido à epidemia de Covid-19, os mercados de gado estão fechados e, de acordo com muitos habitantes da região, os massais são forçados a vender seus animais secretamente e a um preço com desconto para compradores sem escrúpulos.

De acordo com Mohanjeet Brar, diretor-geral da Porini safari, uma empresa que administra duas reservas privadas e várias pousadas na Mara, se a atual situação "catastrófica" persistir, a própria existência de algumas reservas poderá ser comprometida.

"Se os proprietários não receberem o aluguel (...), não terão escolha a não ser procurar outras maneiras de usar a terra: fechá-la, vendê-la ou iniciar um negócio. Todas essas alternativas não beneficiam a vida selvagem, elefantes e felinos. Tudo se perderia".

Sua empresa está tentando encontrar algo para atenuar o choque e diversificar a renda: lançou o programa "Adote um hectare" para gerar fundos e está tentando monetizar seus esforços para proteger o meio ambiente no mercado de crédito de carbono.

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