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O incêndio em um estúdio de animação que causou 34 mortes em Kioto foi de origem criminosa, confirmou neste sábado a polícia japonesa que identificou que o suspeito do crime não tem vínculos aparentes com a empresa.

"Nós determinamos que é um incêndio criminoso e assassinato", disse um policial durante uma coletiva de imprensa.

Dezenas de policiais estão investigando o crime mais mortal neste país em décadas e conhecido por sua grande segurança.

Trinta e quatro pessoas morreram e cerca de trinta ficaram feridas, algumas gravemente, no incêndio de quinta-feira em um prédio onde estava localizada uma parte do equipamento da Kyoto Animation, um famoso estúdio de animação por suas adaptações dos populares mangás.

A polícia de Kioto identificou um suspeito na sexta-feira, um homem de 41 anos identificado como Shinji Aoba, mas ainda não foi interrogado.

Ferido com queimaduras graves, ele foi transferido para um hospital especializado, disse um agente à AFP.

A motivação do ato é desconhecida, mas, em princípio, o suspeito não tinha ligações com o estúdio de animação.

Alguns meios de comunicação informaram que o homem havia acusado o estúdio de plágio, mas o presidente da Kyoto Animation disse que a empresa nunca recebeu nenhuma reclamação por parte do suspeito, informou o jornal Yomiuri Shimbun este sábado.

Cerca de 14% dos imigrantes venezuelanos recorreram à mendicância durante a fuga da Venezuela e 2% apelaram ao "sexo de sobrevivência", revelou um relatório divulgado ontem pela agência da ONU para refugiados (Acnur), com base em milhares de entrevistas em oito países da região: Colômbia, Equador, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Brasil e República Dominicana.

Apresentado em Genebra, o relatório revela que 34% dos imigrantes não tinham nenhum tipo de permissão de entrada ou permanência no país onde foram entrevistados, 29% disseram ter um visto de turista e apenas 4%, uma autorização permanente.

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"Temos visto um aumento de restrições fronteiriças e exigências para que os venezuelanos possam entrar em certos países. Já alertamos que isso pode levá-los a usar rotas irregulares e expô-los ao tráfico de pessoas", afirmou Liz Throssell, porta-voz do Acnur.

A metade de todos os entrevistados disse que ao menos um membro de sua família esteve ou está em risco em razão de sua origem ou porque teve de recorrer à mendicância, à prostituição ou porque foi obrigado a enviar crianças menores de 15 anos para trabalhar.

Fuga em massa. Segundo o relatório, 52% das crianças não frequentam a escola porque fazia pouco tempo que haviam chegado ao país ou porque estavam em trânsito, apesar de muitas não terem acesso à educação por não ter documentos pessoais ou escolares.

A crise política e econômica na Venezuela já provocou, segundo dados do Acnur, desde 2015, a fuga de cerca de 3 milhões de cidadãos. Atualmente, estima-se que cerca de 5 mil pessoas deixem o país a cada dia. O principal destino dos venezuelanos é a Colômbia, que já recebeu cerca de 1 milhão de pessoas. Para o Peru já foram cerca de 500 mil. Equador, Chile, Argentina e Panamá também são destinos bastante procurados, bem como o Brasil.

Se a crise política é resultado do fechamento do regime chavista, principalmente após a morte de Hugo Chávez, em março de 2013, e da reeleição de Nicolás Maduro, em maio de 2018, os problemas econômicos são resultados do descontrole financeiro do governo venezuelano.

A hiperinflação atingirá 10.000.000% neste ano, de acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Com o salário mínimo em torno de US$ 5 (R$ 20), a maioria das pessoas tem dificuldades de pagar por uma dúzia de ovos ou por um simples saco de arroz. Mesmo quem tem dinheiro sofre com a escassez de comida e remédios. Segundo estimativas da ONU, a crise econômica fez com que cerca de 90% das pessoas vivessem na pobreza.

Em abril, o Banco Mundial classificou a crise como a "pior da história moderna na América Latina". Após uma contração de 17,7% em 2017, o PIB venezuelano recuará 25% em 2019. A penúria econômica afetou a indústria petroleira, principal fonte de entrada de dólar da Venezuela.

Sem investimentos e em razão do sucateamento da estatal PDVSA, a produção chegou ao nível mais baixo em 30 anos. Em maio, a produção foi tão baixa que a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) anunciou que a vizinha Colômbia havia ultrapassado a Venezuela pela primeira vez em décadas.

Sanções americanas

Ainda ontem, os EUA impuseram sanções contra outros quatro militares da Direção-Geral de Contrainteligência Militar da Venezuela, em razão da morte, aparentemente durante tortura, do militar Rafael Acosta, detido por suspeita de conspiração contra o presidente Nicolás Maduro.

As novas sanções americanas envolvem o bloqueio dos bens e ativos que os chavistas possam ter direta ou indiretamente sob a jurisdição dos EUA, assim como a proibição de todas as transações legais que envolvam indivíduos e entidades americanos. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma forte explosão ocorreu em uma usina de gás no centro da China, nesta sexta-feira (19), deixando dez mortos, cinco desaparecidos e 19 feridos graves, além de atingir prédios vizinhos em um raio de 3 quilômetros - informou um órgão de comunicação estatal.

A detonação ocorreu às 17H45 (06H45 Brasília) em uma oficina da fábrica Henan Coal Gas Group na localidade de Yima, na cidade de Sanmenxia, 900 km a sudoeste de Pequim, segundo a agência Xinhua.

Vídeos postados nas redes sociais mostram uma enorme coluna de fumaça cinza e muito densa.

A explosão afetou uma unidade de refrigeração da usina, mas não as áreas dos tanques de gás, disse uma agência local, citando uma fonte das autoridades.

A emissora de televisão estatal CCTV transmitiu imagens de destroços, de pessoas em pânico e de médicos com seus jalecos brancos ensanguentados, protegendo o nariz com lenços.

Uma usina de gás geralmente serve para converter materiais carbônicos, ou orgânicos, em gás, que podem, então, ser usados para produzir eletricidade, ou baterias.

Acidentes industriais mortais são comuns na China, onde os regulamentos de segurança são muitas vezes mal aplicados.

Em novembro passado, um vazamento de gás em uma fábrica de produtos químicos causou uma explosão que deixou 23 mortos em Zhangjiaku. Esta cidade hospedará os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, localizada 200 quilômetros a noroeste de Pequim.

Em março, uma explosão em uma fábrica de produtos químicos na província de Jiangsu, no leste do país, matou 78 pessoas e feriu centenas, destruindo janelas de prédios residenciais próximos.

Em 2015, a China sofreu um dos seus piores acidentes industriais, quando uma explosão em uma fábrica de produtos químicos na cidade portuária de Tianjin, no norte do país, matou pelo menos 165 pessoas.

O mexicano Joaquín "Chapo" Guzmán, um dos narcotraficantes mais famosos do mundo, foi encarcerado nesta sexta-feira na prisão de segurança máxima ADX no Colorado, onde passará o resto da vida.

O Bureau Federal de Prisões anunciou por email que El Chapo, 62 anos e condenado à prisão perpétua na quarta-feira em Nova York, está na prisão ADX Florence, situada na cidade de mesmo nome no Colorado.

A ADX Florence, conhecida como a "Alcatraz das Montanhas Rochosas", é considerada a prisão mais segura dos Estados Unidos.

Construída em 1994 no coração de um deserto montanhoso, a prisão é rodeada por torres de vigilância e homens fortemente armados, o que torna praticamente impossível a fuga, mesmo para El Chapo, que escapou de prisões de segurança máxima no México em duas oportunidades.

Não há registro de fuga da prisão de Florence.

Os detentos mais perigosos ficam confinados 22 horas e meia em uma cela de cimento e aço de 2,1 por 3,6 metros, da qual só podem sair com pés e mãos algemados.

El Chapo foi condenado por tráfico e tentativa de tráfico de 1.213 toneladas de drogas para os Estados Unidos durante quase 25 anos, incluindo cocaína, heroína, maconha e metanfetaminas.

A capitã Carola Rackete, que é investigada na Itália por favorecimento à imigração clandestina e violência contra navio de guerra, voltou para seu país, a Alemanha.

A informação foi confirmada à agência alemã DPA por um porta-voz da ONG Sea Watch, cujo navio, que era comandado por Rackete, entrou sem autorização no porto de Lampedusa, ilha italiana situada no Mediterrâneo, com 40 migrantes a bordo.

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A capitã partiu para a Alemanha na noite da última quinta-feira (18), após ter sido interrogada durante cerca de quatro horas no Ministério Público de Agrigento, na Sicília.

Rackete é acusada de favorecimento à imigração clandestina por ter salvado 53 pessoas na costa da Líbia. Ao entrar no porto de Lampedusa, a embarcação da Sea Watch colidiu com um barco da Guarda de Finanças, o que, segundo o MP de Agrigento, configura "violência contra navio de guerra".

Dos 53 migrantes socorridos por Rackete, 13 tiveram autorização para desembarcar na Itália por razões médicas. Os outros 40 só desceram do navio quando a capitã alemã forçou a entrada em Lampedusa, após 17 dias no mar.

O ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, havia ameaçado "expulsar" Rackete do país, enquanto a alemã, chamada de "delinquente" e "criminosa", entrou com uma ação por difamação contra o líder de extrema direita. 

Da Ansa

Pelo menos oito pessoas morreram, e dezenas ficaram feridas nesta sexta-feira (19), quando uma bomba explodiu perto da principal universidade de Cabul, onde estudantes esperavam para fazer um teste.

A explosão ocorre no contexto de violência infindável no Afeganistão, em que civis morrem quase diariamente por causa de um conflito que já dura 18 anos.

Os talibãs negaram qualquer envolvimento na deflagração desta sexta, ocorrida perto da entrada sul da Universidade de Cabul, informou à AFP um funcionário do gabinete de comunicação do Ministério do Interior.

Altamente militarizada, a capital afegã é um dos principais alvos tanto dos talibãs quanto do grupo Estado Islâmico (EI), que cometem ataques devastadores, matando e ferindo muitos civis.

O homem, suspeito de provocar incêndio em um estúdio de animação em Kyoto, tem 41 anos e mora na cidade de Saitama, nas proximidades de Tóquio.

Fontes de investigação afirmam que Shinji Aoba morou na província de Ibaraki, na região de Kanto. Em 2012, ele foi indiciado por assalto a uma loja de conveniência e sentenciado a 3 anos e 6 meses de prisão.

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Após cumprir a pena, ele morou por um curto período em abrigo para ex-condenados antes de mudar para um apartamento, que está registrado como seu atual domicílio.

Fontes informam também que Aoba depende do auxílio-subsistência e fez tratamento para lidar com saúde mental.

A polícia foi chamada neste ano e no ano passado após ele causar problemas a seus vizinhos com barulho.

Um terremoto de 5 graus de magnitude atingiu a capital da Grécia, Atenas, nesta sexta-feira (19). De acordo com a imprensa local, o tremor de terra provocou um blackout geral.

A região está sem sinal de telefone e há relatos de pessoas correndo pelas ruas, em pânico. O terremoto teria ocorrido a 23 km a noroeste da capital, a somente 2 km de profundidade.

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Da Ansa

Cinquenta anos após o primeiro passo do Homem na Lua, o satélite natural volta a atrair o interesse da comunidade espacial, com os Estados Unidos e a China ambicionando enviar humanos para lá em 2024, enquanto se multiplicam projetos públicos e privados de exploração robótica.

"A Lua é o único destino planetário que podemos ver com nossos olhos, sem que seja apenas um ponto brilhante", ressalta David Parker, diretor de exploração da Agência Espacial Europeia (ESA). Ele gosta de se referir ao satélite como um "oitavo continente da Terra", apesar de ninguém ter pisado em seu solo desde 1972.

O novo interesse pela Lua é explicado "em parte pelos avanços tecnológicos, que permitem considerar missões muito mais baratas do que no passado, incentivando vários atores a trabalhar em projetos", explica Jean-Yves Le Gall, chefe da agência espacial francesa CNES.

Ele cita "países com a ambição de enviar missões tripuladas, principalmente a China e os Estados Unidos, que dizem 'se os chineses forem lá, devemos ir também'".

Os americanos, especialmente os republicanos, querem "continuar sendo os primeiros", diz Xavier Pasco, diretor da Fundação para Pesquisa Estratégica em Paris.

Em outubro de 2003, o envio pela China do primeiro taikonauta ao espaço fez com que o governo americano ficasse ciente do surgimento de um novo concorrente neste setor. O presidente George W. Bush respondeu em janeiro de 2004 com a promessa de um retorno à Lua até 2020.

Dados os custos e atrasos significativos do programa, chamado Constellation, seu sucessor Barack Obama encerrou o projeto em 2010, preferindo concentrar os esforços da Nasa na preparação da jornada do Homem até Marte na década de 2030.

- "Passo a passo"-

Após a eleição de Donald Trump em novembro de 2016, os círculos espaciais americanos estão pressionando por um retorno do voo tripulado para a Lua.

"Para Donald Trump, o espaço é basicamente uma demonstração do poder americano. Ele sabe que pode usá-lo para estimular seu eleitorado", estima Xavier Pasco.

Em 2017, o presidente assinou uma diretriz pedindo à Nasa que preparasse o retorno dos humanos à Lua. Num primeiro momento a data de 2028 foi fixada. Mas em março passado, a Casa Branca acelerou o cronograma, exigindo que os astronautas americanos aterrissem na Lua em 2024.

Enquanto isso, a China avança metodicamente em seu programa espacial. Em janeiro, conseguiu pousar uma missão robótica, Chang'e-4, na face oculta da Lua.

"Em si, não foi grande coisa. Mas foi simbólico, porque nenhum país tinha feito antes e chamou a atenção de todo o mundo", admite John Logsdon, professor emérito no Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

A China avança passo a passo, suavemente. Diz que planeja enviar um homem à Lua "em uma década".

No entanto, não assistimos a uma "corrida" entre os Estados Unidos e a China no campo do voo tripulado, como foi o caso entre Washington e Moscou na década de 1960, durante a Guerra Fria, consideram os especialistas entrevistados pela AFP.

Pequim está "ainda muito longe de um programa do tipo Apollo", observa Isabelle Sourbès-Verger, diretora de pesquisa do CNRS francês.

A administração americana "provavelmente supera a concorrência chinesa" por razões de política interna, analisa Xavier Pasco.

- Calendário difícil de ser cumprido -

Na ausência de meios financeiros, a Rússia não aparece em destaque na cena lunar, mesmo que desenvolva um programa de exploração robótica.

Ocupando o papel de parceiro, a Europa coopera neste programa lunar russo e também está fornecendo aos Estados Unidos o módulo de serviço da Orion, a espaçonave que será responsável pelo transporte de seus astronautas.

Até agora, apenas a Rússia, os Estados Unidos e a China conseguiram pousar dispositivos na Lua, a mais de 384 mil quilômetros de distância da Terra.

A Índia espera tornar-se a quarta: deve enviar uma missão em meados de julho, visando pousar um robô no começo de setembro.

Mas a Lua não é um destino fácil. Uma missão privada israelense não conseguiu pousar em abril.

E quando se trata de enviar pessoas, custa muito caro. Neste sentido, o Congresso americano está relutante em financiar um aumento do orçamento da Nasa indispensável para acelerar o calendário.

O objetivo de 2024 será ainda mais difícil de cumprir, já que o desenvolvimento do mega-foguete SLS está atrasado. Os empreiteiros espaciais, incluindo Elon Musk (SpaceX) e Jeff Bezos (Blue Origin), estão sendo chamados pela Nasa para ajudar a reduzir os custos das missões, mas as licitações ainda não foram finalizadas.

E o próprio presidente Trump parece brincar com os nervos da agência espacial, tendo recentemente tuitado que Marte seria finalmente mais interessante do que a Lua.

Mas as celebrações do 50º aniversário da Apollo 11 "serão uma oportunidade para reunir o apoio dos cidadãos americanos" a esta nova missão, acredita John Logsdon.

O ministro de Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, convocou o embaixador da Coreia do Sul no país e acusou Seul de violar a lei internacional ao se recusar a participar de um painel de arbitragem para resolver uma disputa entre os dois países sobre trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial. Os países vizinhos discutem as decisões judiciais sul-coreanas que ordenaram que empresas japonesas indenizassem vítimas de trabalho forçado entre 1910 e 1945.

Após convocar o embaixador sul-coreano Nam Gwan-pyo, Kono disse que o Japão "tomará as medidas necessárias" contra a Coreia do Sul se os interesses das empresas japonesas forem prejudicados. "É extremamente problemático que a Coreia do Sul esteja deixando de lado sozinha a situação que viola a lei internacional, que é a base de nosso relacionamento bilateral. A ação tomada pelo governo sul-coreano é algo que anula completamente a ordem da comunidade internacional desde o fim da Segunda Guerra."

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Kono pediu que o governo sul-coreano tome medidas imediatas para interromper o processo judicial, sob o qual os demandantes do procedimento estão se preparando para apreender os ativos de empresas japonesas como a Mitsubishi Heavy Industry. Nam, por sua vez, defendeu a postura de Seul e mencionou a proposta sul-coreana de criar um fundo conjunto como forma de resolver a disputa. Kono, contudo, disse que o governo japonês havia rejeitado a ideia e criticou Nam por ser "rude" por sugeri-la novamente. Fonte: Associated Press.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou nessa quinta-feira (18) que seu governo utilizará os meios legais para garantir que a fortuna do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán retorne ao México. "Acredito que tudo que seja confiscado e devolvido ao México e aos mexicanos", defendeu Obrador. "Acredito que o governo dos EUA concordará em entregar o que pertence ao México. Os trâmites têm de ser feitos desde já. Nós não vamos deixar de recorrer a esses assuntos pela via legal".

Na quarta-feira (17), o ex-chefão do cartel de Sinaloa foi condenado à prisão perpétua com um adicional de 30 anos. Além disso, deverá pagar uma indenização de US$ 12,6 bilhões. O valor calculado pelas autoridades americanas do dinheiro arrecadado com o tráfico de cocaína e outras drogas para os EUA é de US$ 14 bilhões, ao longo de 25 anos.

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A questão é delicada, pois se trata de dinheiro proveniente da venda de drogas do cartel mexicano nos EUA. Até o momento, as autoridades americanas não disseram como pretendem administrar o dinheiro de Guzmán. Especialistas questionam até mesmo se o governo é capaz de rastrear a fortuna.

Obrador afirmou ontem que o México cometeu um erro no passado ao permitir que os EUA arrecadassem dinheiro em casos penais e de corrupção contra suspeitos mexicanos, e prometeu que isso não voltará a ocorrer. Ele acrescentou que o dinheiro repatriado será usado em programas de combate à pobreza no México.

Defendendo a austeridade, o governo de Obrador leiloou carros de luxo e mansões confiscados do crime organizado e distribuiu o montante entre comunidades pobres. Em breve, de acordo com o presidente, o Estado promoverá o leilão de joias.

O presidente mexicano também lamentou a pena perpétua contra Chapo, que permanecerá em isolamento completo em uma prisão de segurança máxima nos EUA. "Lamento muito que esses casos ocorram. Eu não quero que ninguém esteja preso, ou em um hospital, que ninguém sofra. Sou um idealista", disse. "Isso me comove."

Desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón lançou uma ofensiva militar para enfrentar os cartéis, mais de 250 mil pessoas foram assassinadas. Chapo, que esteve preso duas vezes no México, foi extraditado para os EUA em janeiro de 2017, no último dia de mandato de Barack Obama.

Apesar de ter perdido um de seus líderes, o cartel de Sinaloa continua operando normalmente sob comando de Ismael Zambada García, conhecido como "El Mayo", que muitos apontam como o verdadeiro chefe da organização. (Com agências internacionais)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os Estados Unidos derrubaram nesta quinta-feira (18) um avião não tripulado iraniano no estreito de Ormuz, que se aproximava perigosamente de um navio americano, informou o presidente Donald Trump.

"O (USS) Boxer tomou uma ação defensiva contra um drone iraniano que tinha se aproximado a uma distância muito, muito pequena, de umas 1.000 jardas" [cerca de 1 km], anunciou Trump na Casa Branca. "O drone foi destruído imediatamente", destacou. 

A derrubada da aeronave ocorre em um momento de tensões crescentes na região do Golfo entre os Estados Unidos e o Irã. "Esta é a última de muitas ações provocadoras e hostis do Irã contra navios que operam em águas internacionais", prosseguiu Trump.

"Os Estados Unidos se reservam o direito de defender as instalações de seu pessoal e seus interesses, e exorta todas as nações a condenar a liberdade de navegação e o comércio mundial do Irã", afirmou.

O mandatário também fez um chamado a outros países para que protejam seus navios no estreito e colaborem com os Estados Unidos.

Um porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman, confirmou o incidente, que ocorreu às 10H00 local (02H30 Brasília), quando o USS Boxer se preparava para entrar no estreito de Ormuz.

Já o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, declarou não ter conhecimento da perda de qualquer drone do país.

"Não temos informação sobre a perda de drone hoje", disse Zarif ao chegar à sede das Nações Unidas para uma reunião com o secretário-geral, Antonio Guterres.

Os Guardiões da Revolução do Irã, o Exército de elite da República Islâmica, informaram ter retido um "petroleiro estrangeiro" e seus 12 tripulantes no dia 14 de julho por suposto contrabando de combustível, após uma série de incidentes com navios-tanque nesta região sob alta tensão há mais de dois meses.

No dia 20 de junho, o Irã derrubou um drone americano nas sensíveis águas do Golfo, em meio a uma série de ataques contra petroleiros que Washington atribuiu a Teerã.

Trump cancelou então, de última hora, medidas de represália contra o Irã, para evitar o alto custo humano da reação dos EUA.

Washington reforçou sua presença militar na região, acusando o Irã de estar por trás dos atos de sabotagem contra quatro navios na região do Estreito de Ormuz, em maio, e de dois ataques, em meados de junho, a dois petroleiros - um japonês e um norueguês - no Golfo de Omã.

Teerã nega qualquer envolvimento nos ataques.

O Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz - por onde passa um terço do transporte marítimo de petróleo do mundo - estão no centro da escalada entre Estados Unidos e Irã.

Enquanto Washington tenta formar uma coalizão internacional para escoltar os navios mercantes no Golfo, o chefe do Comando Central dos EUA, Kenneth McKenzie, se comprometeu "energicamente" nesta quinta-feira a garantir a segurança do transporte marítimo nesta zona, durante visita à Arábia Saudita.

A tensão entre Teerã e Washington passou a crescer desde que os EUA se retiraram do acordo nuclear de 2015 com o Irã e voltaram a aplicar sanções à República Islâmica.

Em maio de 2018, o governo de Donald Trump abandonou unilateralmente do acordo internacional firmado com Teerã, e estabeleceu uma série de sanções econômicas para pressionar o Irã.

Em resposta, o Irã passou a ignorar certas cláusulas do tratado, incluindo o limite de urânio enriquecido autorizado para produção pela República Islâmica.

Um casal transexual em Cuba superou preconceitos e realizou uma cerimônia de casamento civil em Havana, um fato inédito na ilha socialista, mas ambos tiveram que inscrever sua união com os gêneros registrados legalmente em seus documentos, masculino e feminino, sem violar as normas.

"Este ato jurídico não transgride o estabelecido no ordenamento jurídico cubano pois se tratam de duas pessoas cujos gêneros registrados legalmente são feminino e masculino, embora não sejam coerentes com as identidades de gênero de Ramsés e Dunia", os novos esposos, explicou o estatal Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex).

A nova Constituição da ilha, vigente desde abril, proíbe a discriminação por identidade de gênero. Também define o matrimônio como uma instituição social e jurídica, mas não legisla sobre quem o contrai. Isso será matéria de um novo Código de Família, ainda em elaboração. O atual só reconhece a união heterossexual.

Ramsés, homem transgênero, e Dunia, mulher transgênero, contraíram matrimônio em 16 de julho no Palacio de Matrimonios de San Francisco de Paula de Havana, uma entidade que pertence ao Ministério da Justiça. Mas não sem contratempos.

O casal fez uma primeira tentativa fracassada. Depois o Cenesex precisou intervir, fornecendo assessoria jurídica.

Em Cuba, os homossexuais sofreram perseguição, sobretudo nos anos posteriores à vitória da revolução, um fato pelo qual o ex-presidente Fidel Castro (1926-2016) pediu perdão.

No entanto, há mais de uma década o Cenesex promove a luta pelos direitos das pessoas LGBTI, sob a direção da deputada Mariela Castro, filha do ex-presidente Raúl Castro.

A instituição promoveu a inclusão na nova Constituição do conceito de matrimônio como "união entre duas pessoas", embora não tenha conseguido apoio majoritário.

Com água até o peito, carregando malas na cabeça, os moradores do estado indiano de Bihar, vítimas das inundações de monção que atingem a região, estão desesperados e famintos.

"Quando muitos de nós, os pobres, acabamos submersos, os políticos aparecem. Mas normalmente ninguém se importa conosco", diz à AFP Raj Majhi, um comerciante local.

Como a de muitos outros, a casa de Majhi está submersa e se vê apenas o telhado. Sua família conseguiu fugir por uma pequena superfície de terra, perto de uma estrada, onde cozinham em um minúsculo fogão.

As enchentes são comuns no estado de Bihar, que é geralmente um dos mais afetados pela temporada de monções, que vai de junho a setembro. Todo o ano, essa época causa danos e mortes.

Bihar também é uma das regiões mais pobres do sul do continente asiático, e seus moradores se sentem desamparados a cada ano durante o período de inundações.

Causadas por chuvas torrenciais em Bihar e ao longo da fronteira com o Nepal, as enchentes deste ano não têm dado trégua.

Até o momento, 67 pessoas morreram somente neste estado, e cerca de 4,5 milhões foram afetadas até agora. O nível da água continua subindo.

Várias barracas construídas com palha foram arrastadas pela chuva, e muitas comunidades estão isoladas. Estradas e pontes foram destruídas, ou estão inutilizadas, o mesmo acontecendo com as plantações.

No distrito de Sitamarhi, as águas cobrem casas e estradas. Abandonados à própria sorte, seus habitantes estão exaustos. Forçados a enfrentar correntes de água e lama, aguardam que a ajuda chegue pelas pequenas ilhas, ou terras altas, que ainda não foram inundadas.

Sonabati Devi conseguiu salvar algumas de suas cabras, mas não muitas.

"Saímos de casa para nos salvar e deixamos todos os nossos pertences", diz essa mulher, sentada em frente a uma barraca, feita à mão com material que as pessoas conseguiram salvar das inundações.

"Meus filhos continuam me pedindo comida. Me dizem que estão com fome, mas o que eu posso fazer?", lamenta ela, que consegue comer apenas uma vez por dia, quando recebe uma ração de "khichdi", um prato feito com lentilhas e arroz.

E, quando as águas baixarem, todos terão a terrível tarefa de limpar suas casas, cheias de detritos trazidos pelas enchentes.

As chuvas de monção mataram mais de 270 pessoas nos últimos dias no sul da Ásia e afetaram milhões de habitantes, de acordo com um novo balanço divulgado nesta quarta-feira pelas autoridades dos diferentes países atingidos.

A polícia da Itália fez nesta quinta-feira (18) uma operação de busca e apreensão no escritório de registro civil da Prefeitura de Lauriano, nos arredores de Turim, no âmbito de uma investigação sobre irregularidades em processos de reconhecimento de cidadania para brasileiros.

O inquérito é conduzido pelo Ministério Público de Ivrea e apura as hipóteses de falsificação de documento público e corrupção. As irregularidades estariam ligadas sobretudo a 30 processos de certificação de residência dos candidatos à cidadania.

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Segundo dados do Ministério do Interior elaborados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat), os brasileiros respondem por 85% dos pedidos de reconhecimento de cidadania por direito de sangue (jus sanguinis) feitos em solo italiano em 2017: 7.014, de um total de 8.252 - os números excluem os procedimentos feitos pela rede consular.

Para realizar o reconhecimento na Itália, é preciso fixar residência no país durante a tramitação do pedido, que pode levar alguns meses. Diversas investigações já levaram até à revogação das cidadanias de centenas de brasileiros por corrupção e irregularidades na certificação da residência.

Da Ansa

O Vaticano esclareceu em um comunicado oficial o seu posicionamento sobre a exumação dos restos mortais de Francisco Franco e desaprovou a posição do núncio Renzo Fratini, que estimou que tal operação terminaria por "ressuscitar" o ditador espanhol.

"Por ocasião da partida da Espanha do monsenhor Renzo Fratini, após a conclusão do seu mandato, enfatizamos que suas recentes declarações sobre o assunto da exumação dos restos mortais de Francisco Franco foram expressas a título pessoal", declarou o porta-voz interino do Vaticano, Alessandro Gisotti.

"Também lembramos que o ex-núncio apostólico na Espanha já negou, por meio da imprensa, qualquer intenção de emitir um julgamento sobre questões políticas internas", ressaltou.

Com esta declaração, o Vaticano responde às queixas oficiais apresentadas pelo governo socialista espanhol no início de julho.

As declarações do núncio à imprensa espanhola acusando o executivo de Pedro Sánchez de querer exumar o ditador de seu mausoléu por "razões especialmente políticas", foram consideradas "uma ingerência" nos assuntos internos espanhóis.

A Santa Sé aproveitou a ocasião para esclarecer sua posição sobre o tema e, desta forma, pretende encerrar o caso.

"Reiteramos que a posição da Santa Sé sobre a exumação de Franco é clara e foi expressa oficialmente na carta que o secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, enviou em fevereiro à vice-presidente do governo espanhol, Carmen Calvo, e posteriormente reafirmada pelo secretário geral da Conferência Episcopal espanhola", ressalta a nota.

"Esta posição se baseia no respeito total à soberania do Estado espanhol e de seu sistema legal", conclui a nota de Gisotti.

Em uma entrevista à agência Europa Press, Fratini declarou que "sinceramente, há tantos problemas no mundo e na Espanha. Por que ressuscitá-lo? Digo que ressuscitaram Franco. Deixá-lo em paz seria melhor, a maioria das pessoas pensa assim, porque 40 anos se passaram, ele fez o que fez, Deus irá julgá-lo. Não ajuda a viver melhor recordar algo que provocou uma guerra civil", afirmou o então embaixador do papa.

O governo socialista tenta há um ano retirar os restos do ditador da basílica onde se encontra nos arredores de Madri para enterrá-lo em um lugar mais discreto.

Ao menos 33 pessoas morreram e 36 ficaram feridas em um incêndio supostamente criminoso em um estúdio de animação em Kyoto, no Japão, nesta quinta-feira (18). As primeiras informações, logo após a chegada do socorro ao local, apontavam para 12 mortos. Outros 18 indivíduos que trabalhavam no local estão desaparecidos. Segundo autoridades locais, diversos feridos estão em estado grave.

Um homem de 40 anos é suspeito de ter jogado um líquido inflamável e iniciado o incêndio no prédio de três andares que abriga o estúdio Kyoto Animation. Ele também ficou ferido e está sob custódia policial em um hospital da cidade. A identidade dele não foi revelada e ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime.

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De acordo com os bombeiros, testemunhas relataram que ouviram detonações no primeiro andar do prédio. O incêndio começou por volta das 10h30 (22h30 de quarta-feira, 17, em Brasília) e foi contido quase em sua totalidade três horas depois.

Com cerca de 160 funcionários, a Kyoto Animation foi criada em 1981 e produz programas de cinema e anime para a televisão. Entre suas produções estão "K-ON!" e "A Melancolia de Haruhi Suzumiya". (Com agências internacionais).

O ex-presidente da montadora francesa Renault, o franco-brasileiro de origem libanesa Carlos Ghosn, entrou com uma ação contra as empresas japonesas Nissan e Mitsubishi Motors por violação abusiva de seu contrato em uma empresa com sede na Holanda - informou um de seus porta-vozes à AFP.

"Ele confirmou a apresentação de uma ação judicial perante a Justiça holandesa", disse o porta-voz. O ex-CEO da Renault e da Nissan pede 15 milhões de euros (16,8 milhões de dólares) a título de indenização.

Fundada em 2017 para explorar as sinergias entre os dois grupos, a subsidiária Nissan-Mitsubishi B.V. (NMBV) foi dissolvida em março de 2019, após a prisão de Carlos Ghosn no Japão por suspeita de fraude financeira.

A Nissan e a Mitsubishi Motors (MMC) disseram em janeiro que Ghosn havia recebido como administrador do NMBV "uma remuneração total de 7.822.206,12 euros".

Segundo a Nissan, que quer recuperar o montante indevidamente recebido, Ghosn fez um contrato por conta própria em 2018, "sem discutir com os outros membros do conselho de administração da NMBV", no caso os presidentes da Nissan, Hiroto Saikawa, e da Mitsubishi Motors, Osamu Masuko.

Pelo menos 23 pessoas morreram nesta quinta-feira (18) em um provável incêndio criminoso em um estúdio de animação na cidade de Kyoto. Um homem de 41 anos foi detido pela polícia local e é considerado o principal suspeito.

O incêndio teria começado por volta das 10h30 (horário local) quando um homem, cuja identidade não foi revelada, entrou nos estúdios e jogou um líquido inflamável. Até o momento, não há informações sobre a motivação do ataque. O representante do Corpo de Bombeiros, Satoshi Fujiwara, revelou que outras 30 pessoas, com idades entre 30 e 40 anos, ficaram feridas, sendo que ao menos 10 estão em estado crítico.

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A estimativa é de que havia cerca de 70 funcionários no prédio de três andares no momento da tragédia. De acordo com a polícia local, muitos corpos foram encontrados no segundo piso da Kyoto Animation, empresa fundada em 1981.

O acusado pelo crime foi levado sob custódia para um hospital da região, pois também teria se ferido com as chamas. A polícia aguarda para interrogá-lo, mas ainda não está clara qual a relação do suspeito com a empresa. A imprensa local disse que, ao entrar no prédio, o homem teria gritado "caiam mortos". Além disso, diversos vizinhos relataram ter ouvido uma série de explosões. A emissora pública NHK ainda revelou que foram encontradas facas no estúdio. Ao todo, 40 caminhões trabalham para conter o fogo.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que o incidente foi "apavorante demais para as palavras" e ofereceu sua solidariedade aos familiares das vítimas. Os estúdios da Kyoto Animation têm cerca de 160 funcionários. Eles produzem programas de cinema e anime para a televisão. Entre suas produções mais famosas estão "K-ON!" e "A Melancolia de Haruhi Suzumiya".

Da Ansa

As forças paramilitares da Guarda Revolucionária do Irã detiveram um navio-tanque estrangeiro um navio-tanque estrangeiro sob acusação de contrabando de petróleo com 12 tripulantes, relatou a televisão estatal iraniana nesta quinta-feira (18). A alegação sobre a ocorrência vem apenas dias depois que um petroleiro baseado nos Emirados Árabes Unidos desapareceu de radares em águas territoriais iranianas.

O navio-tanque MT Riah, com bandeira do Panamá, parou de transmitir sua localização na madrugada do último domingo, perto da Ilha de Qeshm - onde há uma base da Guarda Revolucionária -, de acordo com dados listados no site de rastreamento Maritime Traffic.

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A televisão estatal iraniana não identificou a embarcação apreendida, mas disse que ela foi interceptada no domingo. Afirmou, também, que o navio-tanque tinha 12 tripulantes estrangeiros a bordo e estava envolvido em contrabando de cerca de um milhão de litros de combustível de contrabandistas iranianos para clientes estrangeiros.

O relato também dava conta de que o navio-tanque teria sido interceptado no sul da Ilha Larak, no Estreito de Ormuz. Fonte: Associated Press.

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