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Na tarde desta segunda-feira (17), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou da cerimônia de posse do novo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife. Mesmo representando a pasta de educação, o ministro não conversou com os jornalistas sobre a área.

Já se aproximava das 16h quando Weintraub entrou no cinema do Museu, no campus Casa Forte da Fundação Joaquim Nabuco. A princípio, informou que daria entrevista à imprensa após finalizar o evento de posse. “Isso se eu não morrer antes”, disse, ironicamente. Durante o evento, a imprensa teve espaço reservado nas escadarias localizadas do lado direito da sala de exibição. Já os cinegrafistas ficaram em um curto espaço nos fundos do local, atrás das poltronas.

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Após a sessão de discursos, realizados pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), Abraham Weintraub e Antônio Campos - presidente da Fundaj -, o representante da pasta de Educação evitou, a todo custo, os questionamentos da imprensa sobre os assuntos que afetam a vida escolar de diversos estudantes no Brasil. Weintraub optou por sair cercado de seguranças e “espremido” pelo corredor onde repórteres esperavam pelas suas declarações.

Embora tenha sido acertado que o ministro falaria com os jornalistas ao final da posse, Weintraub saiu pelos fundos da sala e foi diretamente para a parte superior da Fundaj, conhecer as instalações. A presença de seguranças dava a entender que quaisquer pessoas interessadas em obter as versões oficiais sobre a educação brasileira não eram bem vindas.

Por fim, após diversas tentativas da reportagem em cobrar esclarecimentos sobre assuntos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cortes nas verbas das universidades e ensino básico, funcionários oficiais da Fundaj alegaram para os repórteres informando que o ministro já havia saído do local. Após a dispersão das equipes de imprensa, foi possível vê-lo saindo quase que agachado e cercado de seguranças de volta aos fundos do cinema. De fato, não era de interesse compartilhar qualquer tipo de transparência sobre a pasta.

Em primeira agenda oficial no Nordeste, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou, junto com o prefeito Miguel Coelho, um pacote de investimentos para o Sertão. O ministro esteve pela manhã na cidade do Sertão e na tarde desta segunda-feira (17) estará cumprindo agenda na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife.

Na passagem por Petrolina, nesta segunda, foram garantidos R$ 5,7 milhões para a "Terra da Fruticultura", que serão destinados para a construção de uma escola municipal e a instalação de sistemas de ar-condicionado em salas de aula.

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A nova unidade escolar será erguida no bairro Quati, que até hoje não contava com nenhuma sala de aula municipal. Os demais recursos serão utilizados no programa de climatização de pelo menos vinte escolas de Petrolina e compra de outros equipamentos para o ensino.

No município sertanejo, o ministro disse estar impressionado com o desenvolvimento de Petrolina. Weintraub revelou que trinta anos atrás visitou a cidade e, hoje, encontrou uma realidade muito melhor. "Passei aqui de ônibus numa viagem indo de São Paulo para o Ceará. Mudou muito, é outro mundo. Essa é prova de que a gente pode mudar, que podemos enfrentar as dificuldades", elogiou o ministro.

O prefeito Miguel Coelho, por sua vez, falou da relevância dos investimentos trazidos pelo ministro da Educação para dar continuidade à estruturação da rede de ensino de Petrolina. "Em apenas dois anos, já climatizamos mais de metade das salas e hoje o senhor libera mais de R$ 1 milhão para climatizar diversas outras escolas. Numa cidade tão quente como a nossa, isso faz muita diferença para o aprendizado das crianças. E por fim, essa notícia tão importante, que é a construção de uma escola num bairro que nunca teve uma sala de aula", detalhou o prefeito.

Além dos recursos para Petrolina, o ministro Weintraub anunciou R$ 2,1 milhões para mobília, instrumentos musicais e climatização de escolas nos municípios de Afrânio, Araripina, Bodocó, Dormentes e Serrita. Ainda foram liberados investimentos para o campus do Instituto Federal do Sertão (IF), localizado em Ouricuri.

Na próxima segunda-feira (17), às 15h30, será realizada a cerimônia de posse do novo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). O advogado e escritor Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, assumirá a gestão da instituição. A ocasião deverá contar com a presença do ministro da Educação Abraham Weintraub.

O ministro vem sendo alvo de críticas, oriundas principalmente de professores, estudantes, entidades que trabalham em defesa da universidade pública de qualidade, entre outros grupos. Eles não concordam com a política do MEC de bloquear recursos financeiros de instituições de ensino públicas.

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Em seu convite divulgado à imprensa, a Fundaj ressalta que Abraham participará da posse de Antônio Campos. A cerimônia será realizada no Cinema da Fundação, localizado em Casa Forte, Zona Norte do Recife.

Em vídeo publicado em sua conta no Twitter nesta quinta-feira, 30, o ministro da Educação, Abraham Weintraub afirma que uma "fake news" relaciona a paralisação da recuperação do Museu Nacional no Rio, destruído por um incêndio em 2 de setembro do ano passado, ao MEC.

Na gravação, Weintraub indica que R$ 55 milhões foram destinados à recuperação do museu por meio de emendas parlamentares e que a decisão de reduzir o valor em R$ 12 milhões foi tomada pela bancada de deputados do Rio de Janeiro, não tendo relação com o Ministério da Educação.

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O vídeo tem como trilha sonora a canção Cantando da Chuva ("Singin' In The Rain"), do clássico musical de mesmo nome de 1952. Na gravação, o ministro carrega um guarda-chuva, diz que "está chovendo fake news" e pede que "pare de chover no MEC".

Weintraub atribui a informação a "pessoas que estão de mal com a vida tenta macular a imagem do MEC". O ministro também diz que mesmo que a redução não tivesse ocorrido e que o dinheiro já estivesse disponível, as obras não poderiam ser iniciadas, uma vez que o projeto de recuperação do museu não foi protocolado.Clique aqui para ver a performance do ministro.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior divulgou uma nota de repúdio, na manhã desta sexta-feira (31), contra a recente declaração do ministro da edicação, Abraham Weintraub, que incentivou mensagens de pais de alunos denunciando professores que estariam coagindo os estudantes a participarem das manifestações. 

A fala do ministro foi dita em vídeo publicado no twitter, nesta quinta-feira (30), dia marcado por protestos contra o contigenciamento de verbas nas instituições de ensino superior. 

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Por meio de nota, a ANDES-SN disse que o ministro não citou nenhum caso concreto ao afirmar que doscentes e funcionários estariam manipulando ideologicamente os estudantes. O presidente da entidade, Antonio Gonçaves Filho, reiterou que repudia “as declarações do ministro da Educação, pois entende que elas são uma afronta à liberdade de ensinar e aprender, estruturantes do ensino público” completou.

Confira a nota completa da ANDES-SN abaixo: 

"O ANDES-SN repudia as declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre coação a alunos participarem dos protestos.

Na quarta-feira (29), o ministro da Educação publicou um vídeo afirmando que o MEC estaria recebendo denúncias sobre práticas de coação de professores contra alunos.

Sem apresentar nenhum caso concreto, afirmou que professores e funcionários estariam estimulando a participação de alunos nos protestos.

Acompanhando posição oficial do MEC, o vídeo foi publicado na conta pessoal do ministro no twitter.

Em nota, o presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçaves Filho, repudiou “as declarações do ministro da Educação, pois entende que elas são uma afronta à liberdade de ensinar e aprender, estruturantes do ensino público”.

Para Antonio, “são declarações que demonstram o equivocado raciocínio do governo de que os/as estudantes seriam incapazes de pensar de forma independente”, afirmou. 

 

A deputada federal Tabata Amaral (PDT), que costuma levantar pautas relacionadas à educação em seus discursos, alfinetou o ministro da Educação Abraham Weintraub através de seu perfil oficial no Twitter.

 Após as manifestações nacionais dessa quinta-feira (30), a parlamentar disse que “em mais uma atuação autoritária, o MEC diz que professores, alunos e pais ‘não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar’”, escreveu.

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 Amaral correlacionou a recomendação do Ministério da Educação com a realidade de uma ditadura. “Há apenas um tipo de regime onde cidadãos são proibidos de se manifestarem: ditaduras”, disse.

 Ainda em sua publicação, a parlamentar disse que Weintraub não deveria estar no cargo que ocupa. “Um ministro que se acha no direito de restringir a liberdade das pessoas não tem condições de ocupar um cargo tão importante em uma democracia”, finalizou.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, decidiu utilizar da ironia para acusar mais um veículo de comunicação de fake news por meio das redes sociais nesta quinta-feira (30). Com um guarda-chuva em mãos, ele declarou que “está chovendo fake news” em referência à informação de um corte de R$ 11,9 milhões para a verba de reconstrução do Museu Nacional.

“Está chovendo fake news. Novamente, um veículo de comunicação das pessoas que estão de mal com a vida está tentando macular a imagem do MEC”, afirmou o representante da pasta. Seus seguidores puderam, ainda, aproveitar o fundo musical temático do vídeo: a música Singing in the Rain, do filme Cantando na Chuva, de 1952.

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A notícia acusada de fake news é baseada em estudo realizado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Segundo levantamento, serão reduzidos em em 21,63% os R$ 55 milhões reservados para reconstrução do equipamento, o que equivale a R$ 11,9 milhões, reduzindo a verba para R$ 43,1 milhões.

O investimento tinha sido garantido por meio de uma emenda coletiva da bancada do Rio na Câmara Federal. O corte está relacionado ao contingenciamento orçamentário da Educação, pois a Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pelo museu, também foi atingida.

“Essa última fake news fresquinha para você alega que a paralisação da recuperação do Museu Nacional, aquele que o reitor da universidade federal do Rio de Janeiro não conseguiu explicar, essas obras estariam sendo paralisadas pelo MEC. Fake News.”, contou Weintraub.

Ele explicou, ainda, a suposta motivação das “notícias falsas”. “O que acontece? Haviam emendas parlamentares de 55 milhões para recuperar o museu. A bancada do rio de janeiro resolveu reduzir em 12 milhões, sobrando 43 milhões para as obras. Nada a ver com o MEC. Mas, mesmo que elas não tivessem reduzido e o dinheiro já estivesse prontamente disponível para ser gasto, o projeto ainda não está protocolado, então não daria para começar as obras. Fake News. Mais uma mentira", afirmou Abraham, que finalizou o vídeo pedindo que "parem de chover aqui no MEC".

Confira vídeo clicando neste link.

 

Mais uma #FakeNews. Agora, sobre o contingenciamento de verbas no Museu Nacional, do Rio de Janeiro. Descubra a verdade! pic.twitter.com/dPE520ndGR

 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira (22) ser contra a cobrança de mensalidade de estudantes de graduação em universidades federais. Ele defende, no entanto, a cobrança de mensalidade na pós-graduação. Weintraub participou de audiência na Comissão de Educação na Câmara dos Deputados.

“Sou contra cobrar de alunos de graduação. Em uma análise de custo e retorno, a gente vai gastar uma energia gigantesca para pouca receita que vai pegar de poucos alunos que são de famílias ricas e vão pagar”, disse.

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Na semana passada, uma pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) mostrou que 70,2% dos estudantes das federais são de baixa renda.

O ministro defendeu, no entanto, que sejam cobradas taxas de estudantes de pós-graduação. “Não é toda [pós], é aquela que tem visão de mercado. Dessa poderia cobrar e daria mais receita custo energia e retorno para universidades”, afirmou. Atualmente, as universidades podem cobrar de estudantes de pós-graduação lato sensu, que são aquelas que têm caráter de especialização e, ao final, dão direito a um certificado, e não a um diploma, como no caso de mestrados e doutorados.

Segundo o ministro, as universidades precisam diversificar a fonte de receita. “As universidades poderiam utilizar o patrimônio. Tem universidade rica em termos de imóveis. Elas podem criar fundos imobiliários, com toda a governança possível, blindado, negociado na bolsa, CVM [Comissão de Valores Mobiliários], para evitar qualquer desvio, e essa receita ir direto para universidade, para pesquisa, para o aluno. Esse tipo de solução que a gente quer trazer”, explicou.

“Precisamos remodelar a estrutura das universidades e dar liberdade para elas crescerem, como é lá fora, a universidade é centro de riqueza e conhecimento, gera riqueza. Aqui no Brasil, do jeito que está, é uma draga de recursos”, apontou.

Para equilibrar as contas públicas, o governo federal contingenciou 3,4% do orçamento total das universidades federais. O bloqueio atinge, segundo a Andifes, em média, 29,74% dos recursos discricionários, ou seja, recursos não obrigatórios.

Esses recursos, segundo a associação, são usados principalmente para o pagamento de energia elétrica e vigilância, que comprometem a maior parte dessas despesas. Além disso, são usados para pagar serviços de limpeza, manutenção predial e de equipamentos, conta de luz e telefone.

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou, nesta quarta-feira (22), que vai entrar com um processo contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub por danos morais. A medida foi anunciada durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, após o ministro distribuir impressões com prints mostrando convites feitos a deputada para reuniões no MEC.

“Estou entrando com um processo por danos morais por distribuir a uma comissão pública prints com o meu número pessoal, da minha equipe e mentiras. [...] Isso é um constrangimento. Isso não é atitude de um ministro”, disse a parlamentar.

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“Tenho vergonha de estar aqui cobrando planejamento estratégico, falando de coisas sérias, com respeito e o senhor me responder com isso, que é falta de maturidade, pelo amor de Deus”, acrescentou.

Tabata ainda esclareceu que três convites foram feitos pelo MEC e todos na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez.  O último foi enviado no dia 1º de abril e Weintraub tomou posse em 9 de abril. “Pelo menos faça as contas para não passar constrangimento”, ironizou Tabata.

Weintraub chegou a avisar que iria distribuir os contatos feitos com a equipe de Tabata Amaral para as reuniões. E disse que lamentava se a equipe dela não tinha passado as informações. “Mas aí é uma questão de gestão da equipe”, disparou o ministro. “O senhor não tem o direito de questionar a minha gestão. Ao contrário do senhor, eu conheço e confio na minha equipe”, rebateu a parlamentar.

A deputada federal e líder do PSL na Câmara, Joice Hasselmann, comentou nesta quarta-feira (15) sobre as movimentações na Câmara Federal e os últimos acontecimentos envolvendo o contingenciamento de custos.

 Através de seu perfil oficial no Twitter, a parlamentar disse que a redução é preciso. “O contingenciamento não é uma escolha, mas uma necessidade. Os governos passados fizeram cortes. Vamos resolver o problema que se arrasta há anos: arrumar as contas deixadas pelo PT”, disparou.

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 A parlamentar também comentou o apoio que tem dado ao ministro da Educação Abraham Weintraub nas pautas referentes à pasta. “Estou aqui ao lado do Ministro da Educação Abraham Weintraub blindando, ajudando, orientando nos trâmites do parlamento”, pontuou.

 “Permaneço aqui até o último momento. O debate é salutar e democrático, mas não vamos dar espaço para esquerda promover esculhambação. Governo Jair Bolsonaro unido”, afirmou.

O polêmico deputado federal Alexandre Frota (PSL) utilizou seu perfil oficial no Twitter para comentar as manifestações que acontecem pelas cidades do Brasil contra os cortes anunciados pelo Ministério da Educação (MEC).

 Nesta quarta-feira (15), Frota teceu comentários e fez um comparativo com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. “Corte de verbas na educação e saúde sempre existiram. Dilma fez uma das maiores. O contingenciamento sempre existiu nós sabemos”, disse o parlamentar.

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 Ainda em sua publicação, Alexandre Frota alfinetou o ex e o atual ministro da Educação, Ricardo Vélez e Abraham Weintraub, respectivamente. De acordo com ele, não são os melhores nomes para gerir a pasta.

 “A maneira como foi feita está errada, lembro aqui que as indicações de Vélez e Weintraub são de Olavo de Carvalho. Infelizmente”, lamentou.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou, nesta quarta-feira (15),  que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) “está apavorado”. A avaliação do psolista diz respeito à convocação da Câmara dos Deputados para oitiva do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre os cortes de 30% para as universidades federais no mesmo dia em que diversas cidades do país terão manifestações contra a medida.

“Hoje daremos um recado ao governo nas ruas e no parlamento! Vai ter protesto em todo o Brasil e vai ter sabatina ao ministro Abraham Weintraub. Eles não vão aguentar a pressão! Vamos derrotar os inimigos da Educação!”, salientou Marcelo Freixo, em publicação na sua conta oficial do Twitter.

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A convocatória para que o ministro vá até o plenário da Câmara hoje foi aprovada nessa terça-feira (14) e encarada como uma espécie de derrota do governo Bolsonaro, uma vez que partidos do Centrão apoiaram a medida juntamente com a oposição. De autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), a convocação foi aprovada por 307 votos a favor e 82 votos contra.

Marcelo Freixo também comentou a medida. “O ministro da Educação foi convocado e terá que vir à Câmara explicar, sem chocolates, os cortes que ameaçam do ensino infantil às universidades. Se não vier, cometerá crime de responsabilidade”, observou. A sabatina do ministro está marcada para às 15h.

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, repercutiu a fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que disse que as universidades “promovem balbúrdia”.

 Nesta segunda-feira (13), através de seu perfil oficial no Twitter, a parlamentar lembrou o trabalho das universidades. “Das 50 universidades que mais publicaram trabalhos científicos nos últimos cinco anos, 43 são públicas”, disse.

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 “São fábricas de conhecimento, talento e inovação que levaram o Brasil a ser o 13º maior produtor de publicações de pesquisa em nível mundial. Isso é balbúrdia?!”, interrogou a petista.

 A afirmação do ministro da educação tem rendido uma série de protestos pelas cidades do Brasil. Na próxima quarta-feira (15) haverá um ato nacional a favor da educação no país. No Recife, os manifestantes se concentrarão na Rua da Aurora, na área central da capital.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) comparou o corte de 30% das verbas para as universidades públicas promovido pelo Ministério da Educação com a queima de livros de intelectuais considerados críticos ao nazismo, na Alemanha. Em discurso no Senado nessa terça-feira (7), o emedebista disse que a história se repetia como “tragédia” e não poupou críticas ao ministro Abraham Weintraub.

“Cabe-nos alertar que a história vai se repetindo, dessa vez como tragédia. Quem esquecerá uma das páginas mais infames da história mundial? No dia 10 de maio de 1933, na Praça da Ópera, em Berlim, há exatamente 86 anos, aconteceu a barbárie da queima de livros em praça pública, festejada pelos nazistas e intolerantes, poucos meses após a chegada de Hitler ao poder”, disse Calheiros.

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“Quanta coincidência! Em um rastro de notícias falsas, na linha do que foi colocado aqui pelo Senador Kajuru, o nazismo, depois de perseguir opositores, estimular a denúncia de professores comunistas, banir livros de Filosofia, Sociologia e História, aqueles incômodos ao regime, pilhou as bibliotecas públicas e universidades e fez a famosa fogueira pública de livros. Arderam, por horas, obras de Freud, Thomas Mann, Einstein, entre tantos outros”, acrescentou.

Pouco antes da comparação, em sua fala Renan também disse que o ministro da Educação “entra para a história como exterminador do futuro, como aniquilador de gerações e idólatra da ignorância”.

“Com esse corte ou contingenciamento – não importa, isso é uma mera discussão semântica –, o resultado, como todos sabem, é o desmonte da universidade pública e dos institutos federais. Esse Ministro, com histórico escolar medíocre, deveria se chamar Abraham Trauma e não Weintraub… Condicionar os investimentos à aprovação da reforma tem outro nome: é chantagem”, observou, lembrando que Abraham disse no Senado que a aprovação da reforma da Previdência era condicional para a reposição das verbas cortadas para as universidades.

“Esse delírio vem após esse mesmo Governo anunciar um estrangulamento dos cursos de filosofia e sociologia e de estimular denúncia de professores críticos. Mas os estudantes já começaram a chacoalhar as ruas para pressionar o Governo e entendo que este Congresso deve capitanear uma reação política para desfazer esse desastre”, completou. 

Renan não foi o único senador a criticar o corte de verbas na sessão dessa terça. O líder do PT na Casa Alta, senador Humberto Costa, também disparou diante da ação governista. 

A confusão de palavras e significados parece ter imperado em membros do governo nesta terça-feira (7). Primeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) confundiu a palavra ‘ídolo’ com a palavra ‘fã’ em um texto no Twitter. Agora, foi a vez do ministro da Educação Abraham Weintraub.

Weintraub foi alvo de uma série de piadas na internet após confundir “kafta”, o prato árabe com carne que vem servido em um espeto, com o escritor nascido na República Tcheca Franz Kafka, autor de vários livros de sucesso como A Metamorfose, O Processo e O Castelo.

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"Eu sofri um processo inquisitorial. Foi um processo administrativo interno, mas fui inocentado, foi arquivado. Mas durante um ano e oito meses eu fui investigado, processado e julgado. E está escrito: 'inquisitorial e sigiloso'. Que eu saiba só a Gestapo fazia isso. Ou no livro do Kafta ou a Gestapo", disse Weintraub em um discurso a senadores em Brasília.

A fala foi feita durante sua participação em uma audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal, onde ele foi apresentar prioridades da pasta. Antes ele havia dito que seu currículo está "bem acima da média dos últimos 15 ministros" que passaram pela pasta. "Eu poderia ter entrado na USP aos 14 anos", declarou.

O deputado federal Silvio Costa Filho (PRB) classificou a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) como “razoável”. Apesar de já estar iniciando o quinto mês à frente do país, o deputado acredita que o presidente precisa ampliar a rede de diálogo e não se ater apenas a um grupo específico.   

“A gestão do presidente é razoável. Ele tem boas propostas para o país, entretanto precisa refletir que agora ele é presidente da República e precisa dialogar com todo o Brasil não mais com parte da população brasileira”, observou Silvio Filho.

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Alinhado ao governo Bolsonaro, o deputado disse que já chegou, inclusive, a dar este conselho ao presidente durante um encontro recente. Além da abertura para a população como um todo, Silvio também elencou a defesa ferrenha da reforma da Previdência e a ampliação do diálogo com o Congresso Nacional como dicas para o chefe do Executivo Nacional.

“Ele precisa defender a reforma da Previdência, mostrando a importância da aprovação da reforma para o país, com a retomada do crescimento e geração do emprego e renda”, pontuou. “Precisa também exercitar o diálogo com o Congresso Nacional. É preciso que ele exercite o diálogo diariamente. Quem vai governar esse país sem ter diálogo com todas as instituições?”, acrescentou, indagando.

Na avaliação de Silvio Filho, Bolsonaro tem “bons ministros”. “Tem Paulo Guedes [Economia], Tarcísio [Gomes de Freitas, da Infraestrutura] e [Sérgio] Moro [Justiça]. Não tenho dúvida que ele tem um time qualificado, a maioria dos seus ministros são qualificados. Todos podem dar uma contribuição importante para o país”, observou.

Questionado se na lista de “bons ministros” estava incluso o da Educação, Abraham Weintraub, que tem protagonizado decisões polêmicas nos últimos dias, ele desconversou.  

“O da educação ainda está no estágio probatório. Não devemos fazer pré-julgamentos. Ele tem tomado decisões duras por conta da falta de recursos de fato, mas espero que ele possa avançar no conteúdo pedagógico que ajude o país. Ele ainda está nesse estágio aí e esperamos que ele possa cumprir um bom papel”, considerou.

Devido aos últimos acontecimentos envolvendo o Ministério da Educação, principalmente no que tange os cortes de verba destinada às universidades federais espalhadas pelo Brasil, movimentos sociais marcam uma manifestação nacional.

Chamado de “Greve Nacional da Educação”, o ato acontecerá em todo o país no próximo dia 15 de maio. O protesto é promovido por entidades sindicais, estudantis, movimentos sociais e sociedade civil.

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O grupo se diz estar unido “em defesa da educação e contra a reforma da Previdência”. No Recife, o ato acontecerá na rua da Aurora, na área central da cidade, em frente ao Ginásio Pernambucano.

Os manifestantes vão se reunir no local combinado a partir das 15h e, às 16h, devem sair em caminhada pelas ruas do Recife. O percurso percorrido pelos manifestantes ainda não foi divulgado.

O deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro Marcelo Freixo utilizou seu perfil oficial no Twitter neste sábado (4) para repercutir os últimos acontecimentos polêmicos envolvendo o Ministério da Educação.

Dentre essas polêmicas, está o corte financeiro para universidades federais espalhadas pelo Brasil. Marcelo Freixo alfinetou a gestão do ministro recém empossado Abraham Weintraub.

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“Depois do discursinho sobre os custos de um universitário e de uma criança na creche, descobrimos que o ministro Nota Zero cortou R$ 2,4 bilhões da Educação Básica”, disparou o parlamentar.

Por fim, Marcelo Freixo questionou o ministro: “Sabe o que eu faria em seu lugar, Abraham Weintraub? Deixaria de ser cínico e mentiroso. Você é inimigo da Educação”, finalizou.

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O ministro da Educação Abraham Weintraub publicou em seu Twitter um vídeo no qual explica as notas baixas que constam em seu boletim escolar vazado hoje na internet e viralizado nas redes sociais. Segundo o ministro, o boletim corresponde aos três primeiro semestres dele como aluno de ciências econômicas na Universidade de São Paulo (USP).

"Está circulando na internet o meu boletim dos primeiros três semestres na USP. Eu era muito jovem, entrei com 17 anos", diz o ministro no começo do vídeo. Na sequência, Weintraub confirmou a autenticidade do documento e destacou que ele foi obtido de forma ilegal.

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Segundo Weintraub "esse primeiro ano foi um inferno" por uma série de acontecimentos, que incluem o divórcio de seus pais, o Plano Collor - "minha família desmanchou" -, uma depressão contra a qual lutou e um "acidente horroroso que me obrigou a colocar parafuso no braço".

Ao mencionar o acidente e a cirurgia, o ministro abre a camisa no vídeo e aponta para uma cicatriz no ombro direito. "Fiquei seis meses sem poder escrever e só um professor me deixou fazer prova oral. Está aqui a cicatriz, 15 centímetros", explica.

O boletim vazado mostra que Weintraub recebeu nota 0,5 em "Introdução à Economia I", 2,0 em "Contabilidade e Análise de Balanço" e 0,0 em "Complementos de Matemática", matérias do primeiro semestre, cursado em 1989. No segundo semestre todas as matérias aparecem com nota 0, assim como as frequências de Weintraub às aulas. No terceiro, cursado em 1990 - ano em que foi anunciado o Plano Collor -, as notas sobem, sendo a maior o 7,0 obtido em "Contabilidade e Análise de Balanço".

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