Tópicos | aline corrêa

Filha do ex-deputado federal Pedro Corrêa, condenado no caso do Mensalão e na Lava Jato, a ex-deputada Aline Corrêa foi nomeada para um cargo de gerência na Prefeitura do Recife. Aline agora é gerente de Trabalho e Qualificação Profissional da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo do município.

O posto é um cargo em comissão e o secretário responsável pela pasta é Antonio Júnior. A nomeação de Aline foi publicada no Diário Oficial do Recife no último dia 14.

##RECOMENDA##

Ex-deputada federal por São Paulo, em dois mandatos, Aline Corrêa chegou a ser indiciada pela Polícia Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato em novembro de 2017.

Na época, a PF justificou que Aline teria “aderido à conduta criminosa de Pedro Corrêa, Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e tendo provido os meios materiais para a ocultação/dissimulação de recursos, recebendo recursos em espécie por determinação de seu pai, e tendo atuado para recebimento de recursos inclusive em benefício de sua campanha eleitoral de 2010 (no caso das doações realizadas por UTC e Constran)”. O marido dela, Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani também já foi preso pela operação.

No ano passado, Aline já havia voltado para Pernambuco e se candidatou a deputada estadual pelo PR nas eleições de 2018. Ela conquistou 12.315, mas não foi eleita.

O LeiaJá entrou em contato com a Prefeitura do Recife para sabe se a gestão se posicionaria sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria não obteve respostas.  

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), suspendeu liminarmente na quinta-feira, 1, a ação penal contra a ex-deputada Aline Corrêa (PP-SP), investigada na Operação Lava Jato. A decisão vale até que seja julgado o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa da ex-parlamentar, pela 8ª Turma da Corte.

Filha do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) - condenado no mensalão e preso na Lava Jato por suspeita de recebimento de propina no esquema de corrupção da Petrobras -, Aline Corrêa é acusada de peculato. Ela teria contratado duas secretárias-fantasmas para repassar parte dos salários a seu pai.

##RECOMENDA##

Os advogados de Aline Corrêa entraram com pedido de habeas na sexta-feira, 25, requerendo a remessa dos autos para uma das varas federais de Brasília. O pedido foi ajuizado depois de o processo criminal contra a ex-deputada ser desmembrado e reenviado para a 13ª Vara Federal de Curitiba. As informações foram divulgadas pelo TRF4 nesta sexta-feira, 2.

A defesa da ex-parlamentar argumentou que os crimes de peculato imputados à Aline "consistem na contratação simulada de duas secretárias parlamentares, não guardando relação com os delitos investigados no âmbito da Petrobras". Segundo o desembargador Gebran, o pedido é plausível, "tendo em vista que a ex-deputada é processada apenas pelo crime de peculato, diferente dos demais réus, que respondem por lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva".

Por ordem do desembargador, a ação ficará suspensa até a análise do habeas pela 8ª Turma, ainda sem data marcada.

Em 23 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu "fatiar" um dos desdobramentos da Lava Jato, que não teria relação direta com o esquema de propinas instalado na Petrobras, entre 2004 e 2014. A maioria dos ministros entendeu que a investigação sobre a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) não deve ficar sob relatoria do ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato na Corte. A decisão provocou reflexos na investigação sob tutela do juiz federal Sérgio Moro, que conduz a operação na primeira instância, em Curitiba.

Desmembramento

A 8ª Turma do TRF4 havia decidido, em julgamento na quarta-feira, 30, desmembrar a ação penal em que a ex-deputada Aline Corrêa figurava como ré juntamente com outros seis acusados, inclusive seu pai, e processá-la em ação própria.

Segundo a decisão, houve inversão na ordem processual e as testemunhas de acusação contra Aline foram ouvidas antes que terminasse o prazo para a defesa preliminar dela. Em casos de inversão no rito, os atos devem ser refeitos pela vara de origem.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nessa quinta-feira (14) 13 pessoas investigadas por envolvimento em atos de corrupção na Operação Lava Jato. Entre os denunciados estão os ex-deputados André Vargas, Pedro Corrêa, Aline Corrêa e Luiz Argôlo. É a primeira vez que o MPF denuncia parlamentares envolvidos no esquema de corrupção. Agora, cabe à Justiça Federal decidir se aceita as denúncias.

Os crimes são lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa e corrupção. “Hoje é um dia emblemático, porque fechamos um ciclo e entramos pela primeira vez no núcleo político do esquema, com as denúncias de ex-deputados”, disse o procurador da República Deltan Dallagnol.

##RECOMENDA##

O procurador explicou que Vargas recebia e repassava dinheiro de contratos de publicidade firmados com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde a empresas que não prestavam os serviços. Segundo ele, o total do dinheiro repassado por Vargas chega a R$ 1,1 milhão.

No caso de Pedro Corrêa, ele e seu assessor Ivan Vernon usavam funcionários fantasmas para movimentar o dinheiro oriundo de corrupção. Depois que Corrêa deixou de ser deputado, os repasses eram feitos com auxílio de funcionários de Aline Corrêa, sua filha, que exercia mandato no Congresso. De acordo com o MPF, apenas no esquema de Pedro Corrêa foram desviados R$ 729 mil.

Luiz Argôlo, por sua vez, é visto como um parlamentar com a relação mais próxima do doleiro Alberto Youssef. Argôlo visitava frequentemente o doleiro para receber dinheiro. Ele usava, inclusive, sua cota parlamentar de viagens para encontrar Youssef. Foi movimentada ilegalmente por Argôlo e seus associados uma quantia de R$ 1,6 milhão. O MPF continua investigando as operações do ex-parlamentar.

Corrêa, Argôlo e Vargas foram presos pela Polícia Federal no início de abril, na 11ª fase da Operação Lava Jato. André Vargas foi cassado em dezembro pela Câmara dos Deputados. Os parlamentares decidiram condená-lo por envolvimento em negócios com Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.

Em outubro, o Conselho de Ética da Câmara aprovou o pedido de cassação de Argôlo, acusado de participar de negócios ilegais com Youssef. Condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, Corrêa teve o nome citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A lista de denunciados inclui o nome de Alberto Youssef, além de Leon Dênis Vargas Ilário, Milton Vargas Ilário, Ricardo Hoffmann, Ivan Vernon, Marcia Danzi, Rafael Ângulo Lopes, Fábio Corrêa e Carlos Alberto Costa.

Dallagnol disse ainda que outras pessoas, entre elas políticos, estão sendo investigadas e devem ser divulgados futuramente. “Novas acusações virão em relação a pessoas ainda não acusadas. Empresários, operadores financeiros e outros funcionários públicos serão acusados no futuro, além de outros agentes políticos”.

Atendendo a um pedido de Alberto Youssef, a deputada Aline Corrêa (PP-SP) contratou como assessora parlamentar do seu gabinete uma amiga íntima do doleiro. Taiana de Sousa Camargo afirmou ao Estado que foi apresentada à deputada por Youssef que pediu o emprego para ela.

"Ele me apresentou e pediu que me arrumasse um emprego. O Alberto era amigo do pai da deputada [o ex-deputado Pedro Correa, condenado no esquema do mensalão], conhecia toda a família", afirmou.

##RECOMENDA##

Taiana trabalhou no gabinete da deputada como secretária parlamentar de 2010 a 2013 com salário de R$ 1.690. Ela foi contratada para assessorá-la em São Paulo onde vivia Youssef.

Conforme as investigações da Operação Lava Jato, que desbaratou o esquema do doleiro, a deputada recebeu R$ 350 mil de doação na sua campanha de 2010 a partir de uma solicitação de Youssef. A deputada tem afirmado que conhece o doleiro e que para ela "Youssef era apenas um empresário."

A quebra do sigilo telefônico de Youssef pela CPI mista da Petrobras revelou a proximidade da ex-assessora parlamentar com o doleiro. Entre 2010 e 2013 há o registro de 10.222 telefonemas entre os dois, uma média de sete contatos por dia. "Nós tínhamos uma relação extraconjugal. Então, namorado conversa muito mesmo", diz Taiana.

Ela afirma desconhecer as atividades ilícitas de Youssef. "Para mim, o Alberto era um empresário, um batalhador, que acordava todos os dias às cinco da manhã para trabalhar. Ele era extremamente discreto. Ele era um baita empresário." Youssef esta preso acusado de vários crimes, entre eles um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Taiana foi intimada a depor no inquérito da Lava Jato, mas a data ainda não foi agendada.

No processo consta que ela ganhou dois apartamentos em bairros nobres de São Paulo e três restaurantes de presente para ela. Taiana afirmou que ganhou os bens de presente. A quebra de sigilo telefônico de Youssef também mostra mais de três mil conversas do doleiro com sua esposa, Joana Darc Fernandes Youssef. Entre 2010 e 2013 foram 3.247 chamadas.

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando