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Na noite do último sábado (28), uma paciente em surto psiquiátrico que procurou uma unidade de saúde na cidade do Rio de Janeiro recebeu um diagnóstico de “possessão espiritual” da médica que o atendeu. A profissional de saúde ainda passou a repetição de um mantra, em um receituário que não foi assinado.

“Ohm Namah Shivaya - 108 vezes. Ho opono Pono. Asatoma Mantra”, é possível ler na imagem do receituário da Coordenação de Emergência Regional da Barra da Tijuca. O mantra em questão, tradicional do hinduísmo, evoca o deus Shiva.

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Já a palavra “Ohm” é um termo importante para diversas crenças, representando um som universal. O número de repetições, 108, também não parece aleatório: é a mesma quantidade de contas do Japamala, cordão utilizado na ioga para entrar em estado de meditação.

No Twitter, o Coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade de Cândido Mendes, Pablo Nunes, parente da paciente que recebeu o diagnóstico inadequado, postou a foto do receituário expondo o caso. 

“Desde a semana passada uma pessoa da minha família está em um surto, ficou 5 dias sem dormir, fala sem parar coisas sem sentido etc. Ontem ela visitou a 2ª psiquiátra [sic] em 3 dias. O diagnóstico? Possessão espiritual”, escreveu ele, que continua: “Só pra deixar claro, eu cito o Crivela não pelo fato dele ser evangélico, mas por suas reiteradas mostras de incompetência no trato da gestão da saúde. Minha família é toda evangélica. Se a psiquiatra receitasse orações seria tão escandaloso quanto os mantras”. 

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a Coordenação de Emergência Regional (CER) Barra da Tijuca não informou o nome da médica envolvida no caso, mas afirmou que ela “avaliou a paciente e a medicou para o quadro que apresentava”. Foi afirmado também que uma sindicância será aberta para apurar o caso. 

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Durante a tarde desta quinta-feira (21), a equipe médica de 'A Fazenda 9' precisou ser chamada para atender uma participante que se acidentou. Monique Amin, uma das competidoras, esbarrou em uma panela de água quente que iria usar para fazer café, derrubando o líquido em sua perna e causando uma queimadura grave. 

"Queimou bem feio, a pele até descolou", descreveu Yuri Fernandes aos demais participantes. O peão a ajudou no momento do acidente e a levou para ser examinada pelos médicos do programa. Depois de atendida, Monique voltou com um curativo na coxa e tranquilizou os demais dizendo que estava tudo bem. 

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No programa ao vivo, Roberto Justus garantiu que todo o procedimento médico foi feito de maneira correta e mostrou em  detalhes o que havia acontecido. 

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O parecer da reforma trabalhista apresentado na quinta-feira (12) pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) incluiu proteção aos trabalhadores terceirizados, com duas medidas para alterar a Lei da Terceirização (13.429/17), aprovada recentemente na Câmara dos Deputados. “Verificamos que determinadas matérias que dela [terceirização] deveriam constar não ficaram bem definidas. Desse modo, estamos apresentando algumas alterações pontuais para complementá-la.”, disse o parlamentar.

A primeira estabelece uma quarentena de 18 meses entre a demissão de um trabalhador e sua recontratação, pela mesma empresa, como terceirizado. A segunda medida garante ao terceirizado que trabalha nas dependências da empresa contratante o mesmo atendimento médico e ambulatorial destinado aos demais empregados. A lei atual permite, mas não obriga a empresa a oferecer o mesmo tratamento.

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A Lei de Terceirização foi sancionada pelo presidente Michel Temer após críticas de parlamentares da oposição. A norma permite às empresas terceirizar a chamada atividade-fim, aquela para a qual a empresa foi criada. A legislação prevê que a contratação terceirizada ocorra sem restrições, inclusive na administração pública.

Antes, decisões judiciais vedavam a terceirização da atividade-fim e a permitiam apenas para atividade-meio, ou seja, aquelas funções que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa.

A medida sancionada por Temer prevê ainda que a empresa de terceirização terá autorização para subcontratar outras empresas para realizar serviços de contratação, remuneração e direção do trabalho, o que é chamado de “quarteirização”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu nesta terça-feira um atendimento médico melhor em todo o mundo aos adolescentes, que são "particularmente vulneráveis a certos problemas de saúde". "Os adolescentes não são nem adultos nem crianças, são um grupo da população que tem necessidades específicas e que estão sob altos riscos", afirmou em Genebra o diretor do departamento de saúde da criança e do adolescente da OMS, Anthony Costello, ao apresentar novas recomendações mundiais a respeito.

De acordo com Costello, há medidas que "os países, sejam ricos ou pobres, podem adotar imediatamente para melhorar a saúde e o bem-estar dos adolescentes". "Este grupo é particularmente vulnerável a certos problemas de saúde. As principais causas de morte entre adolescentes são acidentes de trânsito, doenças relacionadas à Aids e suicídios", afirmou.

"Há países em que um entre cada cinco cidadãos é adolescente. Ainda assim, a maioria dos estudantes de Medicina e Enfermagem se forma sem ter consciência das necessidades específicas deste grupo", lamentou a especialista em saúde dos adolescentes da OMS, Valentina Baltag.

Começou a funcionar às 7h desta terça-feira (1°) a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital do Tricentenário, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A unidade conta com 20 leitos e 90 profissionais envolvidos em seu funcionamento, cujo atendimento será 100% através do Sistema Único de Saúde (SUS).

O funcionamento da UTI do Tricentenário visa diminuir uma carência de leitos neste tipo de especialidade no município. “Quando um paciente chega a um ponto de internamento em UTI fica dependente do Sistema de Leitos do Estado para ser encaminhado à unidade mais adequada. Nossa UTI vai diminuir essa carência de leitos em Pernambuco", afirma o médico Gil Mendonça Brasileiro, responsável pelo gerenciamento da unidade.

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa, defendeu os avanços na quantidade de profissionais inscritos no Mais Médicos e o aperfeiçoamento do programa executado pelo governo federal, durante um discurso nessa quarta-feira (12). De acordo com o petista, os 13.235 médicos solicitados por todos os municípios participantes do programa estarão em seus postos de trabalho até o fim deste ano.

Segundo Costa, no próximo mês 3.241 cidades brasileiras e 32 distritos indígenas, que concentram uma população de mais de 33 milhões de pessoas, serão contemplados pelo Mais Médicos. “O governo da presidenta Dilma, que é comprometido com metas e com a gestão exemplar das políticas públicas, atenderá até o fim do ano todas as demandas feitas por todos os municípios. Este País voltava as costas a esses brasileiros antes desse processo de inclusão social sem precedentes iniciado pelos governos do PT”, declarou o senador.

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O parlamentar criticou parte da oposição, que tenta – movida pelo ódio ou inveja – inviabilizar o programa. Para Humberto, porém, nenhuma instituição do País, incluindo o Tribunal de Contas, o Ministério Público ou o Judiciário do Trabalho, “vai se dobrar a uma jogada política de meia dúzia de bem-nascidos”.

O líder do PT ressaltou ainda que não há quaisquer reticências para o governo em fazer ajustes no programa, como o aumento salarial concedido aos médicos cubanos recentemente. “Elevamos a R$ 3 mil a bolsa de um cubano que vem designado para servir no Brasil, ou seja, o mesmo salário que recebe, hoje, um médico residente brasileiro, além dos auxílios para moradia e alimentação aos quais eles têm direito”, disse.

 

A briga judicial em torno do atendimento médico na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontece entre os dias 23 e 28 de julho, recomeçou na manhã desta sexta-feira (12). A segunda instância da Justiça do Rio determinou a suspensão do pregão para escolha da empresa prestadora do serviço pelo menos até que a Arquidiocese do Rio apresente uma lista de imóveis que garantam a caução, na hipótese de ser proibido o uso de recursos públicos no encontro católico.

O pregão aconteceria na manhã desta sexta-feira. Na tarde de quinta-feira (11), a juíza Roseli Nalin negou pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para que proibisse a prefeitura de arcar com os gastos do serviço médico da Jornada e suspendesse a licitação. O MP recorreu da decisão e teve vitória parcial.

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A prestação do serviço médico custará R$ 7,8 milhões. A desembargadora Regina Lucia Passos proibiu a abertura dos envelopes do pregão e disse que é preciso aguardar a decisão do mérito do caso pela primeira instância sobre o uso de recurso público na realização da Jornada.

O presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou nesta quinta-feira um projeto-piloto para aperfeiçoar o atendimento médico durante os jogos do Campeonato Brasileiro. O novo modelo vai atender ao padrão Fifa de qualidade.

"A CBF está preocupada com todos os aspectos de segurança nos estádios, no que diz respeito aos torcedores e, principalmente, aos jogadores, que são os maiores responsáveis pelo espetáculo futebol", afirmou Marin, que contou com auxílio de José Luiz Runco, médico da seleção e presidente da Comissão Nacional de Médicos de Futebol, para elaborar o projeto.

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"Já vinha conversando com o doutor Runco para que seja adotada nas competições no país uma linha de atendimento médico universal, dentro do padrão Fifa", explicou. Segundo a nova definição, os jogos contarão com a presença de um médico de emergência, junto à mesa do quarto árbitro, e mais três paramédicos.

Runco e Marin, contudo, ainda vão definir em quais estados e estádios o projeto será testado durante o Brasileirão deste ano. "Vamos definir ainda os estádios e os estados em que essa metodologia será usada nos jogos do Brasileiro. O fundamental é que, com essa metodologia, o jogador terá um atendimento de maneira mais rápida, adequada e de qualidade", disse o médico.

Cerca de 200 pessoas ficaram feridas depois de uma briga entre torcidas durante um jogo de futebol em Brasília. Imediatamente, 500 profissionais de ações de atendimento, triagem e transporte de vítimas entraram em ação. Na verdade, ninguém ficou ferido. É que tudo integrou a treinamento das equipes que atuarão na Copa das Confederações e Copa do Mundo.

A simulação contou com a participação de médicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), bombeiros, agentes do Departamento de Trânsito (Detran), além dos figurantes que representaram os feridos. Foram utilizadas 15 ambulâncias, 20 viaturas e dois helicópteros – um deles cedido pela Polícia Rodoviária Federal. O objetivo é preparar os profissionais para atuar em desastres com muitas vítimas. 

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O treinamento ocorreu dentro e fora do Ginásio Nilson Nelson, ao lado do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. As vítimas foram divididas em três áreas, levando em consideração a gravidade de cada caso. A maioria foi levada, de fato, aos hospitais apenas para treinar os percursos que serão feitos em caso de atendimento durante o torneio. Equipes do Detran chegaram a fazer bloqueios estratégicos em algumas vias para facilitar a passagem das ambulâncias. 

Para o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, treinamentos como esse são importantes para qualificar as equipes de atendimento. "Esse esforço, somado aos investimentos em toda a rede pública de Saúde, aumentará nossa capacidade de atendimento", garantiu o secretário. O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Marcelo Teixeira, também destacou a necessidade de integração entre as equipes. "Durante os eventos, teremos um posto de comando formado pelos responsáveis por cada força e toda a atuação precisa estar alinhada".

Brasília receberá a abertura da Copa das Confederações no dia 15 de junho. Na Copa do Mundo, sete jogos serão realizados na capital federal.

Um caso está ganhando grande repercussão nas redes sociais. O recifense Bernado Barbosa relatou em seu perfil no Facebook, o caso do seu pai, Valdir Barbosa, que teria passado mal no RioMar Shopping no último sábado (3). Segundo Bernardo, pela demora e falta de estrutura no atendimento, seu pai chegou a falecer. O caso trouxe à tona diversas discussões sobre a estrutura nos locais que recebem um grande público diariamente. 

Segundo Bernardo, seu pai estava na loja Le Biscuit, quando passou mal e caiu. Ele afirma que uma família que também estava na loja tentou socorrê-lo, inclusive uma das pessoas era técnica em enfermagem e tentou fazer os primeiros socorros. Ainda segundo Bernardo, os bombeiros chegaram após 20 minutos sem nenhum equipamento, conseguindo depois de algum tempo um desfibrilador. 

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No post que fez na rede social, ele relatou que não sabia que seu pai também estava no local até vê-lo sendo socorrido pelos bombeiros. No relato, ele conta ainda que seu pai foi levado ao hospital em uma Hilux. “Eu vi o momento em que colocaram o meu pai na caçamba e arrancaram com o carro”, diz o post. 

Em nota oficial, a assessoria do RioMar Shopping esclareceu que lamenta o ocorrido, mas que todos os procedimentos foram realizados, e que a equipe da Brigada de Emergência é treinada e qualificada para prestar os primeiros socorros. Sobre a locomoção da vítima até o Hospital Português ter sido feita em um carro e não em uma ambulância, o RioMar esclarece que o Shopping possui ambulâncias, mas devido a urgência do caso foi utilizado o carro mais próximo, uma Hilux da segurança do local. 

Confira, na íntegra, a nota enviada pela assessoria do RioMar Shopping:

O Shopping lamenta profundamente o fato ocorrido com o senhor Valdir Barbosa e se solidariza com toda a família. A administração informa que a partir do momento  que  foi acionada pela equipe da loja onde houve a ocorrência, em  minutos chegou ao local o chefe da Brigada de Emergência, treinado e qualificado para prestar  primeiros socorros, utilizando todos os procedimentos necessários.  O shopping possui duas ambulâncias, mas devido a urgência  do caso  e do elevado fluxo de veículos no local,  no final de semana, foi utilizado o carro mais próximo, uma Hilux da segurança, levando o paciente imediatamente  para o Hospital Português, pela proximidade e por ser referência em cardiologia. Naquele hospital foi atendido por sua equipe médica.

Confira o post de Bernardo Barbosa na rede social Facebook:


Uma nova opção de linha de crédito está sendo oferecida pela Caixa Econômica Federal. A medida já está em rigor para oferecer novas condições para o Caixa Hospitais. A proposta é para clínicas, laboratórios, serviços ambulatoriais e de internações. Além de hospitais prestadores de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), a linha possibilita a antecipação do fluxo de recursos a receber junto ao Ministério da Saúde.

De acordo com Geddel Vieira Lima, vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, é importante reestruturar a entidade para prestar um melhor atendimento na saúde da população.  “O produto é mais uma importante contribuição da Caixa na reestruturação, apoio financeiro e aumento da capacidade dessas entidades em prestar serviços de saúde à população brasileira”, relatou.

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 O crédito foi estendido de 60 para 84 meses, tendo um prazo maior para realizar os pagamentos, além da possibilidade de até seis meses de carência. Só em 2012, a Caixa vai destinar recursos de R$ 500 milhões para a linha de crédito.

Com informações da assessoria

Até às 15h, deste sábado (25), os moradores do bairro de São José, no centro do Recife, poderão participar de um mutirão de serviços gratuitos. A Ação Cívica Maçônica conta com o apoio dos setores públicos e privados, além da participação de voluntários. O evento está sendo realizado no Palácio Maçônico, localizado na Rua da Penha.

Dentre os serviços oferecidos estão atendimento médico, realização de exames e aconselhamento jurídico. As crianças terão atenção especial nas consultas oftalmológicas e odontológicas, com a aplicação de flúor. A expectativa dos organizadores é atender mais de 2,5 mil pessoas nesse sábado.

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Serviço
Data: neste sábado (25)
Local: Palácio Maçônico (rua da Penha, 45, bairro de São José, Recife)
Gratuito

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) está coordenando o projeto de telemedicina do esporte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), recurso que permitirá a médicos baseados no Rio de Janeiro prestar atendimento à distância aos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de 2012.

A abertura do evento está prevista para o próximo dia 27, em Londres, na Inglaterra, e deverá contar com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Os Jogos Olímpicos de Londres se estenderão até o dia 12 de agosto.

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Um primeiro teste do equipamento de videoconferência foi efetuado na última sexta-feira (20). Participaram do teste mais dois hospitais do Rio de Janeiro, por meio de salas próprias de videoconferência, além da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, e do Centro de Treinamento Crystal Palace, em Londres. Outras duas sessões clínicas estão programadas para os dias 3 e 8 de agosto, envolvendo unidades de saúde da rede pública e privada.

O vice-diretor do Into, João Matheus Guimarães, revelou hoje (24) à Agência Brasil que a tecnologia permitiu a médicos no Brasil discutir casos clínicos de alguns atletas que estavam em Londres.  “Exatamente para a gente dar uma segunda opinião e um apoio logístico, até mesmo de um especialista, para aquele colega que está lá, na ponta”.

Muitas vezes, o médico que está dando atendimento em Londres não domina todas as áreas da ortopedia, e como o Into é especializado nesse campo, consegue dar apoio técnico importante, segundo Guimarães. O modelo de assessoramento remoto na área médica vem sendo utilizado pelos Estados Unidos na Guerra do Iraque, informou o vice-diretor do Into.

A Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e o Hospital Samaritano são algumas instituições que participam do projeto de telemedicina do esporte, em desenvolvimento pelo Into já há algum tempo.

“Ele [o projeto] começou como uma parceria do  Ministério da Saúde com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, no sentido de a gente ter essa rede de telemedicina ligada às grandes universidades do país e do mundo, e que permite fazer de maneira online e ao vivo contatos com outras cidades”, segundo Guimarães.

Esse foi o ponto de partida para que o Into sugerisse ao COB levar o sistema aos Jogos Olímpicos de Londres, relatou. “Essa ideia está sendo um piloto. Dando certo, a gente vai oferecer esse serviço no Rio de Janeiro, quando os Jogos Olímpicos forem aqui [2016]”.

O diretor técnico do Hospital Samaritano, Fernando Gjorup, comentou que essa tecnologia “veio para ficar”. Sua importância transcende a área do esporte, acrescentou, uma vez que pode ser aplicada no Brasil, em regiões onde não há especialistas. Segundo Gjorup, isso pode ser feito remotamente, em qualquer situação.

No campo esportivo, salientou que  a  tecnologia permitirá à delegação brasileira ter acesso, de uma forma remota, “a médicos que falam a sua língua, médicos em quem eles confiam”.

João Matheus Guimarães explicou que, caso um atleta estrangeiro  venha a se acidentar durante os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro,  o primeiro atendimento será dado por médicos brasileiros, mas o médico do atleta  poderá, de seu país, acompanhar o caso e, inclusive, dar uma segunda opinião com relação à conduta traçada aqui.

Robôs e tablets (computadores em forma de prancheta) serão utilizados para transmitir aos especialistas brasileiros imagens de alta definição de problemas que venham a ser sofridos pelos atletas brasileiros em Londres. Essas ferramentas permitem que ocorra a videoconferência, integrando os médicos nos dois países.

Cinquenta anos atrás, o País registrava o pior acidente com queimados da sua história. A lona do Gran Circo Norte-Americano incendiou-se no espetáculo de estreia, em 17 de dezembro de 1961. O mastro veio abaixo, prendendo 2 mil espectadores entre as chamas. O fogo durou 10 minutos, matou 503 pessoas, pois a assistência ainda era precária, e deixou centenas de feridos.

Em cinco décadas, a prática médica evoluiu, novas técnicas foram desenvolvidas, o queimado passou a ser visto como paciente prioritário que precisa de intervenção precoce - no passado, era o último a ser operado, por exemplo, para evitar a contaminação do centro cirúrgico. Mas o atendimento ao queimado ainda precisa avançar no País. Não existe um só hospital destinado exclusivamente a esse tipo de paciente, como ocorre em outras especialidades, como câncer, cardiologia e ortopedia.

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"A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza um leito para queimado para cada 30 mil habitantes. Uma cidade como o Rio deveria ter 200 leitos e não tem um quarto disso", diz o cirurgião plástico Luiz Macieira Guimarães Júnior, chefe do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Federal do Andaraí, que faz cerca de mil procedimentos mensais, entre cirurgias, internações e atendimento ambulatorial.

Segundo o Ministério da Saúde, há apenas 45 hospitais habilitados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o atendimento a queimados no País e mais da metade (27) está na Região Sudeste. São 188 leitos, o equivalente a uma vaga para cada 1 milhão de habitantes, bem abaixo do recomendado pela OMS.

As principais causas de queimaduras são os acidentes domésticos com líquidos aquecidos, a manipulação do álcool líquido e os incêndios com inalação de fumaça. A queimadura destrói o maior órgão de defesa: a pele. Composta por três camadas (epiderme, derme e hipoderme), ela impede que bactérias e germes ataquem o organismo. Sem essa barreira, o paciente está exposto a infecções. Por ser um extremamente frágil, ele precisa de ambiente isolado, esterilizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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