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O primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproxima e os estudantes que estão se preparando para a prova de Ciências Humanas precisam ficar atentos ao que é mais cobrado em cada disciplina.

Para ajudar quem quer ser certeiro na escolha das revisões, o LeiaJá listou os conteúdos que são mais cobrados em geografia, história, filosofia e sociologia, segundo um levantamento do Poliedro Sistema de Ensino.

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Confira a listagem abaixo:

Geografia

Geografia agrária (18,82%)

Urbanização (9,41%)

Geomorfologia (7,06%)

Espaço geográfico (7,06)

Cartografia (5,88%)

História

Da crise do açúcar ao apogeu do Sistema Colonial no Brasil (9,86%)

Segundo reinado (9,86%)

Religião e monarquia na Época Moderna (8,45%)

O longo século XIX (5,63%)

Primeira república (1889-1930) (5,63%)

Sociologia 

Sociologia da cultura (18,92%)

Estado, democracia e participação política (18,92%)

Sociologia contemporânea (10,81%)

Desafios do século XXI (10,82%)

Poder, Estado e Política (8,11%)

Filosofia

Filosofia contemporânea (35,48%)

Filosofia moderna (29,03%)

Filosofia antiga clássica (19,35%)

Introdução à filosofia (6,45%)

Filosofia medieval (6,45%)

Neste ano, o Enem será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro, em todo o Brasil.

O período da ditadura militar marcou o Brasil dos anos de 1964 a 1985, com uma centralização do poder, violência, autoritarismo, anulação de direitos políticos e censura. A última se colocou em posição de comandar o que podia ou não ser veiculado em qualquer meio de comunicação. Durante 21 anos, diversos músicos, atores, cantores e artistas foram perseguidos, torturados e exilados do país.

Este triste momento é parte da história brasileira e está presente no conteúdo cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em especial nas questões das ciências humanas e suas tecnologias. Contudo, além de perguntas objetivas, o período da censura ainda pode servir como repertório sociocultural na redação. Para entender melhor como utilizar esta tática, o professor de história Hilton Rosas explica melhor:

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“A ditadura militar durou 21 anos, de 1964-1985, período que é marcado pelo retrocesso e centralismo político por parte dos altos escalões das forças armadas. Neste período vingou também a censura, com perseguições aos artistas de diversas áreas”, detalha o docente.

Ao pensar na censura, entendemos que a música, assim como todos os tipos de arte, procurava uma forma de expor a situação que vivia no país. Alguns tinham suas músicas proibidas de circularem e outros apelavam por sinônimos ou mensagens subliminares para passar despercebidos. Estas músicas muito ensinam sobre o período da ditadura, como afirma Hilton.

“No que se trata aos cantores e intérpretes [da época da ditadura], destacamos de Geraldo Vandré à Adoniran Barbosa que tiveram músicas censuradas. Das músicas censuradas podemos citar ‘Cálice’ e ‘Apesar de Você’ do cantor e compositor Chico Buarque, perseguido pelos militares em que na linguagem denuncia o silêncio imposto pelos militares e a censura”, menciona o professor.

Além das músicas citadas, ‘Bêbado e o Equilibrista’, interpretado por Elis Regina, também cita situações da ditadura, como o exílio de alguns artistas e das perseguições política. Hilton Rosas explica que estas canções podem ajudar o aluno na hora da prova, não só de história, ao conhecer mais como foram os 21 anos de censura através da análise musical.

A professora de linguagens e redação Pamella Soares também defende a análise musical para entender a época da ditadura. São diversas músicas e trechos que podem ser utilizadas na redação para dar contexto histórico e repertório sociocultural para seu texto. A docente destaca algumas músicas chaves para os estudantes:

“A de Caetano ‘Alegria, Alegria’ é uma das mais importantes inclusive para quem estuda literatura porque ela dá início ao movimento da Tropicália e tem não só a questão da contextualização do momento histórico da ditadura militar, mas ressalta como era a condição naquele momento das pessoas. Principalmente para lidar com a informação e a ideia de você ter que sair e não pode sair sem documento que você pode ser abordado a qualquer momento”, desenvolve Pamella.

A docente explica que a canção pode dialogar com temáticas voltadas para ideia de regimes totalitários, a imposição de um determinado pensamento, a questão de como a mídia contribui um pouco para criar esse ambiente de totalitarismo. São muitas oportunidades de aproveitamento no texto.

“A música “Roda Viva” de Chico Buarque também é muito legal. Ela é uma música que fala um pouco sobre essa questão de sistema político. A ideia da roda viva, do mundo sempre estar numa coisa meio que aspiral, sabe? A gente sempre acaba voltando para o ponto que a gente iniciou. Então os problemas que a gente enfrenta, problemas políticos e econômicos, sempre é uma coisa cíclica, sempre tá voltando, essa roda viva que representa esse sistema, que tá nessa constante de roda, a roda também de cercar as pessoas que tentam lutar contra esse sistema. É uma música que trabalha com várias perspectivas”, detalha.

Pamella também menciona 'Cálice’, já destacada pelo professor Hilton Rosas, mas o que ela evidencia é o trocadilho de “cale-se” com a palavra cálice, que é o objeto. Inclusive, segundo a professora de linguagens, foi por isso que a música passou pela censura. É uma canção que fala muito da repressão da liberdade de expressão.

“Eu acho interessante essa música porque ela dialoga muito com questões que a gente tá enfrentando hoje. Apesar da canção ‘Cálice’ de Chico [Buarque] ter sido feita lá para o passado, para aquele momento de tensão política e tudo mais, ela ainda conversa bastante com coisas que a gente vivencia agora”, afirma a profissional.

Em uma menção extra, Pamella Soares também relembra Rita Lee, que esteve presente na época da Tropicália com a banda Mutantes, que teve grande contribuição nas questões de liberdade de expressão. É um período de grande importância também para a literatura, com o experimentalismo dialoga muito com o movimento da Tropicália.

Neste domingo (31), são aplicadas as provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Digital. Diferentemente da prova tradicional, marcada por intensa circulação de candidatos, um dos pontos de aplicação no Recife é caracterizadi por muita tranquilidade. Em alguns momentos, nem parece que se trata de um processo seletivo, pelas ruas vazias.

Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, localizada na área central da capital pernambucana, até as 11h45, apenas três estudantes tinham entrado no local de prova para fazer o Exame. O cenário é muito diferente da aglomeração costumeira característica deste processo seletivo. 

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Segundo a estudante Ana Silva, que chegou ao local de aplicação por volta das 11h15, a antecipação foi por conta do medo do atraso. "Eu moro em Dois Irmãos e fiquei com medo de chegar tarde e perder a prova", explicou. A jovem de 34 anos pretende cursar economia.

Também antes do início da aplicação, o estudante Felipe Lexmark chegou à Unicap. "Eu vim cedo porque tive medo de me atrasar. Eu poderia me perder em qualquer lugar e preferi não arriscar", disse o jovem, que mora na Macaxeira, Zona Norte do Recife, em entrevista ao LeiaJá.

Projeto piloto desenvolvido pelo Inep, o Enem Digital registrou mais de 96 mil inscritos. Segundo a organização da prova, 93.217 inscritos deverão participar do Exame em 104 cidades, uma vez que 2.896 candidatos do Amazonas não farão o modelo digital, em virtude dos aumentos nos casos do novo coronavírus no Estado. Os amazonenses serão direcionados à reaplicação do Enem impresso, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

No primeiro dia do Enem Digital, os candidatos respondem 90 questões - em computadores - distribuídas nas áreas de Ciências Humanas, Linguagens, além da redação, que será feita à mão, no formato tradicional. Já no dia 7 de fevereiro, segunda etapa da aplicação, os estudantes terão 90 quesitos de Ciências da Natureza e Matemática. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), até 2026 o Enem passará a ser complementarmente digital.

A prova de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, realizada neste domingo (17), tratou de questões sociais, destacou professora de história Thais Almeida. De acordo com ela, os estudantes precisavam ter se preparado para responder quesitos do gênero.

"O aluno que se preparou para não responder nenhuma questão que tocasse em situações relativas a minorias sociais, questões sociais, problema de gênero no mundo do trabalho, problema da terra, pecou, porque mais uma vez isso tudo foi abordado", disse a docente. 

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Segundo a professora, já era esperado que esses temas estivessem presentes. "Eu já havia dito que a banca de questões do Enem não mudou. O que a gente deve esperar é que questões que tragam palavras que são mais explicitamente sobre temas que o governo é contrário, como por exemplo tortura, machismo, racismo, LGBT, não cairiam, mas o teor da prova não iria sofrer mudança", disse. "Eu achei uma prova muito boa, como sempre é", resumiu Thais Almeida.

Neste domingo (17), primeiro dia do Enem 2020, os candidatos responderam, das 13h30 às 19h, questões de Ciências Humanas, Linguagens, além da redação. Já no dia 24 deste mês, os feras enfrentarão quesitos de matemática e Ciências da Natureza.

A versão digital está programada para o dia 31 de janeiro e 7 de fevereiro. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela organização do Enem, quase 5,8 milhões de candidatos se inscreveram no Exame, cujo resultado está programado para março.

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O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) lançou, na última quinta-feira (10), o edital do processo seletivo para o curso de pós-graduação Lato Sensu em Interdisciplinaridade em Educação e Ciências Humanas no Campus de Caruaru. Interessados poderão se inscrever a partir do dia 21 de setembro por meio do envio da documentação exigida para o e-mail selecao.poshumanidades@caruaru.ifpe.edu.br.

Ao todo, há 25 vagas para o curso que terá 15 meses de duração e uma carga horária de 400 horas. Para participar, os candidatos devem ter o ensino superior completo em licenciatura ou bacharelado em Ciências Humanas e áreas afins, tais como Ciências Sociais e Aplicadas, Letras, Linguística e Artes.

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A seleção será composta unicamente pela análise curricular. Ao serem selecionados, os estudantes terão aulas presenciais que ocorrerão às sextas, das 18h às 22h, e aos sábados, das 7h30 às 18h15. A aula inaugural está prevista para acontecer no dia 02 de março de 2021. Saiba mais detalhes sobre a seleção através do edital.

Os problemas com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 podem ter afetado também as do primeiro dia de aplicação. Inicialmente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que a inconsistência nas notas tinha afetado apenas as provas do segundo dia, referente às áreas de matemática e Ciências da Natureza. 

Na sexta-feira (17), após liberar as notas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, comemorou o resultado do exame, mas diversas queixas de participantes na internet em relação a notas muito baixas levaram o ministério a reconhecer a inconsistência nas notas devido a um erro da gráfica Valid, contratada em 2019. No entanto, no domingo (19), a assessoria de imprensa do Inep afirmou que também está analisando as provas do primeiro dia do exame. 

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“A força-tarefa realizada pelo Inep busca identificar as possíveis inconsistências na correção das provas do Enem 2019, tanto do primeiro quanto do segundo dia. Na segunda-feira, 20, o instituto divulgará os resultados da ação", afirmou o Inep. A análise dos dois dias de provas, segundo o órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), tem por objetivo tranquilizar os participantes do Enem que pediram, através das redes sociais, que todas as provas fossem reavaliadas. 

No entanto, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, funcionários do Inep afirmaram, sob a condição de manutenção do sigilo da fonte da informação, que já foram encontrados erros na correção de provas do primeiro dia de aplicação. O Inep disponibilizou um e-mail para que os estudantes que acreditam ter recebido notas erradas entrassem em contato até às 10h desta segunda-feira (20) e anunciou que dará novas declarações sobre o caso ainda nesta tarde. O calendário do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que se baseia na nota do Enem e inicia o prazo de inscrições na terça-feira (21), segue inalterado

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Nesse domingo (3), 3,9 milhões de pessoas compareceram ao primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para realizar as provas de redação, Linguagens e Ciências Humanas e suas Tecnologias. Para os professores de sociologia e filosofia Salviano Feitoza e João Pedro de Holanda, as provas das áreas exigiram uma maior atenção por parte dos candidatos.

“Teve uma grande quantidade de textos, mas não textos longos e que pediam que os estudantes identificassem nas alternativas algo que estivesse expresso no texto”, declara Feitoza. 

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Segundo Holanda, uma maior concentração foi necessária com relação a grandes nomes estudados. “Houve questões de filosofia sobre autores conhecidos, porém com perguntas incomuns sobre eles”, fala.

De acordo com Feitoza, a prova de filosofia teve um foco maior em questões que envolviam o pensamento filosófico da modernidade, o que é visto como um ponto interessante para Holanda. “Tiveram questões sobre filosofia moderna, principalmente da relação com o homem com a natureza”, diz João Pedro de Holanda.

Com relação à sociologia, Holanda aponta que houve poucas questões da área. Ambos os professores sentiram falta de conteúdos sobre o racismo. “Questões importantes que envolviam diretamente o racismo não apareceram, mas tinham questões sobre intolerância religiosa, ligadas indiretamente ao assunto”, conta Holanda. 

Feitoza acrescenta: “Questões atreladas de maneira explícita ou direta sobre racismo ou movimentos sociais apareciam constantemente nos anos anteriores”, conclui o docente. Confira, a seguir, uma análise completa de todas as matérias do primeiro dia do Enem:

Parte da prova de Ciências Humanas de suas Tecnologias, a disciplina de geografia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste domingo (3), em todo o Brasil, foi uma prova fácil, segundo professores. Os docentes salientaram que houve 12 questões bem definidas sobre temas elementares referentes à matéria, sem possibilidades para confusão por parte do estudante sobre a interdisciplinaridade da prova.

"De todos os Enems que eu vi nos últimos dez anos, esse foi o que mais trouxe a questão de geografia elementar, a geografia geral. O aluno têm que saber conceito geográfico, não deixa brecha para você ter dúvidas", disse o professor Carlos Lima, em entrevista ao LeiaJá. Ou seja, questões como clima, relevo e solo se fizeram presentes na prova.

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Entre as questões consideradas mais difíceis, Lima detectou que não houve muita dificuldade. "Mas entre as questões 68 e 80 [da prova branca e suas respectivas nas demais provas], o aluno tinha que saber fazer uma análise da imagempara poder responder. E principalmente a 80, se o aluno não soubesse fazer uma leitura, do mapa mundi, o aluno 'boiaria'. É uma questão fácil, mas o aluno precisaria ter estudado mais sobre mapas", garantiu o professor.

Prova conteudista

Como era esperado pelo docentes, a prova foi caracterizada por vir carregada de conteúdos técnicos. "Uma avaliação bem mais "seca", objetiva como esperado. Textos mais diretos e questões mais direcionadas. A prova de geografia, veio um pouco mais caracterizada como geografia... Digo isso pelo fato do aluno não ter dúvidas de que era outra ciência em si (história ou sociologia...)", disse o professor Hedmu França.

O docente ainda salientou que questões com temáticas globais também se fizeram presentes. "Em termos de assuntos, a abordagem veio dentro do que esperávamos. A aparição da globalização, do Conselho de segurança da ONU, da reforma agrária e da tecnologia junto ao campo mais sustentável, a industrialização, a migração apareceu com o tema dos refugiados (um respeito aos temas da crise social vista no mundo), além de demografia", falou, em entrevista ao LeiaJá.

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Seguindo a sequência de lives diárias até a prova do Exame Nacional do Ensino Médio, nesta quinta-feira (31) o Vai Cair no Enem trará os professores José Carlos Mardock (história), Dino Rangel (geografia) e Lourdes Ribeiro (redação e Linguagens) para dar dicas aos feras. A transmissão será realizada a partir das 19h pelo Instagram @vaicairnoenem e no canal do Vai Cair no Enem no Youtube.

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O projeto ainda realizará uma live com os professores Luiz Neto (história) e Josicleide Guilhermino (redação e Linguagens) na sexta-feira (1°). No sábado (2), véspera da prova, o Vai Cair no Enem realizará uma live com as dicas finais para as provas a partir das 17h, também através do Instagram @vaicairnoenem e do Youtube.  

Já no dia da prova, o LeiaJá realizará uma cobertura jornalística ampla de todos os temas ligados ao Enem. “Nossos repórteres estarão em pontos importantes de realização do Enem, mostrando o clima da chegada dos candidatos até o fechamento dos portões, além de toda a análise das provas que será realizada pelos nossos professores. Temos certeza de que os leitores do LeiaJá e seguidores do Vai Cair No Enem terão conosco as principais notícias do Enem 2019”, destacou o editor do LeiaJá Nathan Santos.

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As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 serão aplicadas nos próximos dois domingos, dias 3 e 10 de novembro. O primeiro dia é destinado às disciplinas de redação, Linguagens e Ciências Humanas, enquanto o segundo aborda conteúdos de matemática e Ciências da Natureza. As provas têm 90 questões por dia, com 5h30 de duração no primeiro e cinco horas no segundo. 

Nas 180 questões distribuídas entres os dias de avaliação, os estudantes encaram textos longos, um processo de produção textual e vários cálculos para resolver. Muitos estudantes já confirmara chutar parte das questões por falta de tempo para terminar. Diante desse quadro, os professores alertam que o candidato precisa estabelecer um método de resolução de prova pensando no tempo disponível para não correr riscos que possam prejudicar o desempenho na prova. 

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Otimizar o tempo é essencial para uma boa prova

A professora de Linguagens e redação Josicleide Guilhermino recomenda começar a prova do próximo domingo (3) pelo rascunho da redação, em seguida fazer a prova de preferência do aluno e, após, passar o texto para a folha oficial redação. “Ao dar um tempo da redação fazendo algumas questões e voltar pra ela depois - mas nunca, em hipótese alguma, deixando para o fim - o aluno consegue identificar melhor as falhas [do texto]. Em seguida as provas por ordem de afinidade, reservando cerca de 20 minutos finais para marcação do gabarito”, disse a professora. 

No que diz respeito a resolução do caderno de prova e como otimizar o tempo em questões com textos longos, Josicleide recomenda que “leia primeiro o enunciado da questão e em seguida faça a leitura do texto”. Dessa forma, segundo ela, quando o aluno for para o texto já saberá o que procurar. 

Josicleide também aconselha os estudantes a “eliminar as alternativas menos prováveis, que não se relacionam com o que está sendo pedido, observar quais respostas desrespeitam de alguma forma o próximo, eliminando em sequência, pois é pouco provável que a resposta correta esteja entre as alternativas que desrespeitam direitos humanos, e desconfiar de alternativas generalistas, que usem termos como: jamais, sempre, nunca e ninguém”. 

A professora também lembra que, no Enem, chutar questões “vai acontecer com quase todo mundo”, devido ao pouco tempo dado para o tamanho da prova. “É quase humanamente impossível responder todas as questões do Enem dentro do tempo estabelecido, ou seja, todo mundo chuta de alguma forma. Por isso a necessidade de responder às provas de acordo com o nível de afinidade e seguindo alguns critérios”, disse ela. 

TRI merece atenção

Já o professor de história Everaldo Chaves lembrou da necessidade de ter atenção ao tempo gasto nas questões e pensar estrategicamente na Teoria de Resposta ao Item (TRI). Esse é o modo pelo qual o Enem pontua as questões da prova a partir do índice de erros e acertos dos participantes. Ele explica que é importante que o aluno consiga avaliar o tempo que está levando na questão e "sentir" o quão fácil ou difícil ela está sendo. 

“Sugiro que o estudante leia o texto e, se entender de primeira, provavelmente ela vai ser fácil, então já responde. Leu e não entendeu, passa para outra questão. Assim o aluno vai ter tempo de ler todas as questões, resolver todas as fáceis, voltar e fazer uma segunda, terceira, quarta leitura do que não entendeu”, disse o professor. 

O risco de gerir mal o tempo, de acordo com o Chaves, é causar a queda da nota por chutar e acabar errando questões fáceis. “O grande segredo do Enem é acertar as questões fáceis, aquelas questões que vão ter um índice de acerto muito alto. Se o aluno errar uma questão dessa, a nota dele vai lá para baixo por causa da Teoria de Resposta ao Item. É preferível que, se tiver que chutar, chute aquelas em que ele realmente teve dificuldade. Tem alunos que acertam 40 questões e ficam com 600 e pouco”, disse ele.   

O professor sugere que os alunos comecem a prova analisando o tema da redação e depois siga para as provas, onde ele pode, inclusive, encontrar ideias e informações que ajudem a enriquecer os argumentos do seu texto. “Não escreva a redação de primeira, olha o tema, faz um rascunho, vai para a prova, faz o que entender, na prova de linguagens a mesma coisa, pegando as ideias que encontrar e 'jogando' para a redação”, disse ele. 

No entanto, o Everaldo Chaves sugere que se o estudante sentir que mesmo assim o seu ritmo de respostas é mais lento que o desejado, o ideal seria adotar uma estratégia um pouco diferente. “Se um aluno sente muita dificuldade com o tempo, aí eu já sugiro que vá logo para a redação que não tem como chutar, você tem que escrever. Em seguida, o caderno de provas com que tiver mais familiaridade”, explicou Everaldo. 

O professor Eduardo Pereira afirmou que já viu alunos bons perderem o vestibular porque não conseguiram terminar a prova a tempo. Para evitar o problema, a sugestão dele é que o aluno não demore mais que uma hora e 15 minutos para concluir a redação e passá-la para a folha oficial. 

“Além da redação, têm 90 questões para fazer, então precisa em uma hora fechar essa redação com rascunho e passar a limpo. Levando em consideração que a prova de Linguagens traz um texto por questão, é um fator a mais sobre o tempo. Se fosse um texto para duas, três questões, era mais fácil”, disse o professor. Eduardo lembrou o fato de que a redação, ao contrário das questões, não pode ser chutada e portanto não deve ser deixada para a última hora.

“Há alunos que escolhem fazer primeiro as questões para depois ir para a redação e o tempo 'estoura', perdendo muitos pontos na redação. Minha sugestão é começar pela redação no rascunho e não finalizar, ir fazer as outras questões. [O estudante] tem que se afastar da redação por pelo menos uma hora, pois muitas vezes o aluno comete um erro sobre algo que ele sabe porque o cérebro prega uma peça nele. Se fizer a redação e ler imediatamente, não vai perceber todos os erros. A revisão é crucial para o texto do aluno”, disse o professor. 

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A menos de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muitos feras preferem revisar os assuntos estudados ao longo do ano de uma forma mais leve. No próximo domingo (3), serão aplicadas as provas de Linguagens e Suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e Suas Tecnologias em todos os estados da federação.

E para ajudar os estudantes a revisarem os tópicos relacionados à História do Brasil, o Vai Cair No Enem, em parceria com os professores de história Everaldo Chaves e Thaís Almeida, preparou um quiz para que os candidatos testem seus conhecimentos:

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O Enem será realizado nos dias 3 e 10 de novembro e os locais em que as provas serão aplicadas já estão disponíveis no site do Inep. Confira as dicas finais no Vai Cair No Enem. 

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Mesmo antes de assumir a presidência e durante o período de mandato, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro exalta os militares e questiona fatos históricos acerca da violência do Regime Militar. Ele tem apoio de outros membros do alto escalão do governo, entre eles o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que frequentemente afirma que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não trará questões com “ideologia” na prova. Diante desses posicionamentos públicos, o professor de história José Carlos Mardock analisa que, na prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os temas ligados à disciplina podem trazer uma exaltação ao militarismo.

Guerra do Paraguai e República da Espada

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“Dê ênfase à formação do exército. Nós temos Guerra do Paraguai, que foi um divisor de períodos. O espírito do corpo militarista surge e se valoriza ainda no século XIX com a Guerra do Paraguai, os militares voltam defendendo a República, a abolição do trabalho escravo, voltam valorizando princípios da cidadania do novo país. Proclamam a República e aí você vai ter o Marechal Deodoro e o Marechal Floriano Peixoto”, orientou o professor.

A República da Espada, como ficou conhecido o período em que o Brasil foi governado por presidentes militares, também foi destacado pelo professor Mardock, com atenção especial ao governo do Marechal Floriano Peixoto. “Ele conseguiu consolidar a República, que no período vivia uma grave crise econômica. Era a crise do encilhamento (crise gerada pelo jurista Rui Barbosa e que persistiu até 1930). Nós temos um pacote econômico que fará parte de todas as leis econômicas praticadas desde a formação do Estado Republicano a década de 80 com a Nova República. O grande “papa” da organização econômica, da estrutura, está lá: Floriano”, disse o professor.

Abordagem do Regime Militar 

Perguntado se o Regime Militar do Brasil, que foi de 1964 a 1985, deverá ser abordado na próxima edição do Enem como uma época sem opressões, violência ou repressão, o que contraria a construção de conhecimento histórico que se tem acerca do período, o professor José Carlos Mardock diz acreditar que as questões devem tratar de um regime militar “florido”. 

“[O Regime Militar]  ganha um eufemismo, uma nova cor, uma nova luz, colocando os militares como peça chave para impedir a invasão comunista no Brasil. O presidente já deu ênfase a isso, o discurso usado na época populista ‘O Brasil não será uma outra Cuba’, foi esse o discurso dele”, disse o professor.  

Diante de declarações do presidente Bolsonaro, que nega fatos históricos a respeito do que aconteceu durante o Regime Militar e questiona o trabalho de apuração das violações de direitos humanos e crimes cometidos pelos militares na época, muitos estudantes podem se sentir inseguros com a possibilidade de questões do Enem apresentarem enunciados e alternativas que contrariem o conhecimento construído através dos livros e das aulas. Questionado sobre o que fazer caso acontecer de o fera se deparar, na hora da prova, com uma situação como essa, o professor Mardock explicou que qualquer questão que contrarie o conhecimento historicamente reconhecido não pode ter validade. 

“Até agora não foi apresentado qualquer documento comprovando o contrário do que  afirmam os livros, documentos, depoimentos, documentários nacionais e internacionais, todos oficiais, ou seja, abalizados por órgãos competentes civis e militares. Logo, uma questão que traga outro entendimento que não o reconhecido na esfera oficial seria derrubada, as escolas, cursinhos e professores vão se manifestar contra qualquer análise sem fundamento apresentada”, disse ele. Veja mais detalhes no vídeo a seguir:

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O filme Coringa foi lançado no Brasil no último dia 3 de outubro e, desde então, já levou mais 1,6 milhão de espectadores ao cinema, segundo dados da consultoria Comscore. Na dramaturgia, Arthur Fleck, interpretado pelo ator Joaquin Phoenix, é um palhaço com problemas psicológicos que sonha em se tornar um grande comediante. No entanto, ao decorrer da trama, acaba se tornando um vilão.

Para o professor de história Luiz Neto, o filme traz situações que envolvem filosofia, sociologia e psicanálise. Para ajudar quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Vai Cair no Enem, em parceria com o LeiaJá, traz uma aula especial sobre como o filme pode estar realicionado com as questões de Ciências Humanas do Exame.

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O Regime Militar no Brasil é um dos conteúdos mais presentes na prova de história, em Ciências Humanas e suas Tecnologias, no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Foi um período onde a política esteve nas mãos dos militares e estes promoveram diversos Atos Institucionais (AI) marcados pela repressão, autoritarismo, censura aos veículos de comunicação, perseguições a adversários políticos e opositores do governo, de acordo com o que dizem os livros de história.

O processo iniciou-se com um golpe, em 31 de março de 1964, culminando com o afastamento do presidente João Goulart e a ascensão do Marechal Castelo Branco ao poder. A justificativa dos militares seria a ameaça do Brasil tornar-se uma nação comunista. O regime durou 21 anos, até a eleição Tancredo Neves em 1985.  

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O Vai Cair no Enem em parceria com o LeiaJá e o professor de história Marlyo Alex preparou um quiz para os Feras que estão na preparação para o Enem, SSA e demais vestibulares.

Participe

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Para abordar a prova de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Espaço Primer Isoladas irá realizar um aulão gratuito no Recife. O evento acontece no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da cidade, no dia 28 de setembro, às 14h30.

O aulão terá como tema "Trabalho: da revolução industrial à uberização" e os interessados podem realizar inscrições no local do evento. Ao total, são disponibilizadas 100 vagas. 

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A aula irá abordar aspectos como o trabalho e suas visões na história, precarização do emprego, o trabalho como instância de vida, entre outros temas. O encontro contará com a participação do professor de filosofia e sociologia Salviano Feitoza e do docente de história Paulo Chaves.

Também comandam o evento a professora de redação e linguagens Tereza Albuquerque e o professor Fernando Vieira, que ensina geografia.

Serviço

Aulão "Trabalho: da revolução industrial à uberização"

Endereço: R. Padre Carapuceiro, 968 - sala 1701 - Boa Viagem, Recife - PE, 51020-280

Data: 28 de setembro

Horário: 14h30

Entrada: gratuita

Um manifesto assinado por mais de mil acadêmicos de várias universidades do mundo (incluindo o Brasil), se opõe às recentes declarações do governo Bolsonaro, juntamente com o Ministério da Educação, que anunciaram medidas de descentralização de verbas das áreas de humanas, como filosofia e sociologia. O abaixo-assinado foi publicado nesta segunda-feira (6) pelo Jornal francês Le Monde e contou com assinaturas de intelectuais de Harvard, Universidade da Califórnia, Universidade de Cambridge, Universidade de Londres e Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outras.

O manifesto foi organizado pela Gender International, rede é uma rede de pesquisadores que estudam gênero e sexualidade. Entre os signatários, está a filósofa e escritora Judith Butler, que já esteve no Brasil mais de uma vez. Outro manifesto já tem 15 mil assinaturas de sociólogos

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Uma outra carta aberta critica decisões do governo Bolsonaro na Educação. Sociólogos e filósofos de diversas partes do mundo se dizem contrários a ideia de que uma “educação universitária é valiosa apenas na medida em que é imediatamente lucrativa” e que, por este motivo, se opõem a tentativa do governo de deixar de investir na sociologia ou outros programas nas ciências humanas ou sociais. “O objetivo de uma instituição de ensino superior não é produzir retornos imediatos, e sim, formar uma sociedade educada que se beneficie do esforço coletivo para criar o conhecimento humano”, diz o documento.

Clique aqui para conferir a carta aberta em inglês, na íntegra

 

 

Diante da recente declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre concentrar os investimentos em cursos como engenharia e medicina, a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) manifestou-se em nota, nesta sexta-feira (26), contra a intenção do governo em querer descentralizar recursos na área de Ciências Humanas. Em nota, a SBS diz que as disciplinas de sociologia e filosofia são igualmente importantes para a construção de um país moderno e solidário, bem como defende a liberdade de pensamento e pesquisa.

Outras entidades também emitiram notas desaprovando a fala do presidente, como a  Universidade de Pernambuco e a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). A Sociedade Brasileira de Sociologia é uma organização sem fins lucrativos que apoia e realiza eventos científicos, com o intuito de promover o intercâmbio entre pesquisadores e fortalecer o estudo da sociologia no Brasil. Leia na íntegra a nota divulgada pela SBS.

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“A Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) expressa publicamente sua critica veemente às declarações do Presidente da República a respeito de sua intenção de “descentralizar” recursos das universidades para as áreas de humanas - especificamente filosofia e sociologia - com o propósito de “focar” em áreas como veterinária, engenharia e medicina.

Certamente, as áreas de veterinária, engenharia, medicina - e outras como biologia, química, etc. - são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país.

No entanto, torna-se necessário salientar que as humanidades, dentre as quais as mencionadas disciplinas filosofia e sociologia, possuem uma longa trajetória na história do conhecimento elaborado em várias universidades no Brasil e no mundo e são igualmente importantes para a construção de um país moderno, desenvolvido e mais solidário.

A sociologia é uma disciplina científica tanto quanto a física, a medicina, a química, a biologia, etc. Os conhecimentos por ela elaborados se baseiam em fatos empíricos confrontados com teorias e conceitos, mas também em reflexões conceituais e análises da realidade social realizadas por meio da utilização de categorias analíticas que lhe são próprias. Os resultados alcançados por meio da pesquisa sociológica são fruto da utilização de métodos rigorosos para a obtenção de dados, da consideração e análise múltiplas fontes de informação e também de técnicas sofisticadas no tratamento de dados quantitativos e qualitativos, obtidos de diversas maneiras. Neste sentido, a Sociedade Brasileira de Sociologia não pode aceitar a acusação despropositada de que a sociologia, tanto nacional quanto internacional, produz ideologias ou coisas semelhantes. A sociologia é uma ciência, e como as demais, apartada de noções do senso comum.

A sociologia, além disso, é uma disciplina acadêmica presente em praticamente todos os países que possuem universidades. Em todos os contextos em que está presente, ela vem fornecendo contribuições relevantes ao analisar questões de interesse público como violência, desigualdades, sociais, a vida nas cidades e no campo, etc. Seus resultados contribuem, em não pequena medida, aliás, para a formulação e implementação de políticas públicas para enfrentar numerosas questões com as quais se deparam nossas sociedades.

A sociologia, tal como afirmou um dos mais respeitados sociólogos contemporâneos, Anthony Giddens, tornou-se, afinal, um ator fundamental das sociedades modernas, uma vez que os conhecimentos por ela produzidos permitem às cidadãs e aos cidadãos compreender o mundo que nos cerca e os contextos mais amplos nos quais vivemos.

Nunca será demais alertar que países com sistemas universitários mais robustos que o brasileiro possuem vigorosos departamentos de ciências humanas e de sociologia, como os de Harvard, Columbia e Yale nos EUA, o da London School of Economics, na Inglaterra, e na França, na École des Hautes Études em Sciences Sociales, bem como os departamentos de sociologia presentes nas universidades alemãs de Bielefeld, Hamburg, Berlin ou Frankfurt ou ainda em países emergentes como a China e sua Academia Chinesa de Ciências Sociais. Ao invés de sofrer acusações sem sentido e ameaças de cortes orçamentários, estas instituições e seus departamentos de sociologia gozam de respeito social e intelectual frente a suas comunidades locais e, ao mesmo tempo, da proteção e incentivo acadêmico de seus respectivos governos.

Por fim, é importante salientar que numerosos editais internacionais para execução de grandes projetos tecnológicos (em áreas tão diversas como meio ambiente, saúde em geral e saúde pública, engenharia) têm exigido nas equipes de pesquisadores a presença de sociólogas ou sociólogos, uma vez que cada vez mais as discussões em arenas políticas internacionais levam em consideração os possíveis desdobramentos e consequências dos resultados desses projetos nas condições de vida de amplos segmentos populacionais.

Decretar e/ou estimular o fim do ensino e da pesquisa em sociologia, como de resto nas ciências sociais e nas humanidades, é estimular e promover o isolamento internacional do país frente ao que se faz de mais avançado em todos os campos da ciência pelo mundo. A Sociedade Brasileira de Sociologia conclama as comunidades universitárias nacional e internacional a se juntarem na defesa dos departamentos de sociologia - e filosofia - no Brasil, bem como as demais áreas do campo das humanas.

A SBS conclama também a sociedade brasileira a defender a liberdade de pensamento e de pesquisa, a preservação do diálogo acadêmico entre as diversas áreas do conhecimento, ou seja, o intercâmbio intelectual entre as ciências naturais, as áreas tecnológicas e as áreas das humanas, para construir em conjunto conhecimentos científica e socialmente relevantes para uma sociedade moderna e solidária como esperamos que seja o Brasil.

A SBS acredita que este empreendimento necessita do apoio governamental em termos de recursos financeiros adequados para esta tarefa, bem como de espírito de tolerância intelectual à atividade científica empreendida pelas diferentes áreas de conhecimento no Brasil”.

O ex-candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, utilizou seu perfil oficial no Twitter nesta sexta-feira (26) para criticar as afirmações feitas por Bolsonaro sobre cursos do ensino superior na área de Ciências Humanas.

“Bolsonaro e seu ministro da Educação defenderam reduzir as vagas nos cursos das Ciências Humanas, alegando que são "elitizados". Além do desconhecimento em relação ao público desses cursos, a declaração revela uma aversão ao pensamento crítico”, pontuou Boulos.

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O psolista ainda ironizou a retórica do presidente: “O fato de Bolsonaro ser incapaz de formular três frases seguidas com nexo não lhe dá o direito de privar milhões de jovens que desejem estudar Ciências Humanas”, disse.

Por fim, o líder do PSOL ainda aproveitou para alfinetar o ministro da Justiça Sérgio Moro. “Aliás, se tivesse um bom conselheiro, poderia se matricular - junto com Sérgio Moro - numa boa Faculdade de Letras”, finalizou.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) criticou, nesta sexta-feira (26), a possibilidade do Ministério da Educação (MEC) cortar verbas destinadas para os cursos da área de humanas, como filosofia e sociologia, das universidades. O anúncio da eventual mudança do MEC foi feito pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL) hoje.

Para Freixo, a medida é a prova de que Bolsonaro é fanático e um “olavete”, termo utilizado para denominar os seguidores das ideias do professor Olavo de Carvalho, considerado uma espécie de ‘guru’ do presidente.

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“O fanatismo do presidente é uma ameaça cada vez mais grave democracia. Jair Bolsonaro anunciou a perseguição e estrangulamento dos cursos de Ciências Humanas! Fala-se muito do problema que são os Olavetes no Ministério da Educação. Pior é ter um na Presidência da República”, considerou o psolista.

“Bolsonaro quer que jovens leiam, escrevam, mas não pensem. Quer que sejam máquinas como ele. Um atraso sem precedentes. Em que país desenvolvido estudantes são desestimulados a pensar? É uma condenação do pensamento e da escolha profissional dos jovens pelas Ciências Humanas”, acrescentou.

O deputado federal não foi o único a questionar a medida. A ex-deputada pelo PCdoB no Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, classificou a pretensão do governo como “estúpida”.

“O presidente que acredita que o holocausto foi de esquerda quer acabar com os cursos de humanas. Parece estupidez, mas é projeto: de mergulhar o país na ignorância, na mentira, nas trevas. A aparente loucura tem lógica: quem é inimigo da verdade é inimigo das humanas”, observou a comunista.

De acordo com o anúncio do presidente concedido mais cedo, a intenção do governo é investir em áreas que deem retorno imediato à sociedade e “gere renda”, como os cursos veterinária, engenharia e medicina.

Na última terça-feira (19), os professores do curso pré-Enem Os Caras de Pau do Vestibular realizaram um aulão temático sobre história e geopolítica dos séculos XX e XXI para preparar os feras para a prova de Ciências Humanas.

Para ajudar na compreensão dos temas e tornar as aulas mais leves e bem humoradas, um recurso pedagógico utilizado pelos professores foi a caracterização: o aulão War Humanas, além de temático, também foi teatral, com os professores fantasiados de líderes mundiais como Barack Obama, Donald Trump, Nicolás Maduro, Thereza May, Kin Jong Un e Benjamin Netanyahu.

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Marcus Matheus tem 18 anos, estuda engenharia elétrica mas agora deseja cursar economia. Ele explica que os temas tratados no aulão ajudam muito no seu desempenho na prova, sendo a caracterização um ponto positivo para tornar o estudo mais descontraído, fugindo do modelo de aula tradicional. 

"Ajuda até a prender a atenção porque não fica aquela aula 'chata', só lançando conteúdo e você só absorvendo e anotando, é muito mais fácil de assimilar. É um conteúdo mais complicado para mim de absorver e dessa forma fica muito mais fácil", disse o estudante, que também ressaltou a qualidade dos professores e abordagem multidisciplinar como pontos positivos do aulão.

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