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A próxima versão do WhatsApp finalmente dará aos seus usuários a oportunidade de entrar em contato com a equipe de suporte do aplicativo em um chat especial.

Segundo o portal WABetaInfo, os desenvolvedores do aplicativo de mensagens do Facebook prepararam uma versão de atualização que inclui a nova funcionalidade para testes.

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No menu de configurações da versão beta do aplicativo 2.20.202.7 para o sistema operacional Android, aparecerá uma nova opção em que o usuário poderá criar uma solicitação. Nesta nova área, há informações sobre o aparelho do usuário e é possível descrever o problema técnico, o que ajudará o WhatsApp a investigar a origem do erro.

Em seguida, a pessoa receberá uma mensagem do suporte técnico do aplicativo em um chat especial, onde poderá falar com um funcionário da empresa. Quando a conversa terminar, o chat será encerrado automaticamente.

O recurso está em desenvolvimento, então ainda não se sabe quando estará disponível para todas as pessoas.

Até o momento, para entrar em contato com o suporte do WhatsApp era necessário enviar um e-mail, o que às vezes era inconveniente, pois na maioria das vezes os usuários, que só queriam relatar um erro, recebiam uma resposta automática.

Da Sputnik Brasil

O minicurso gratuito “Afirmação”, organizado pelas universidades federais do Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe, está com inscrições abertas até o próximo sábado (17) para pessoas com deficiência, negros, indígenas, LGBTI, migrantes humanitários/refugiados e outros grupos em vulnerabilidade social, contemplados com políticas de ações afirmativas que desejam se preparar melhor para seleções de pós-graduação na área de Comunicação. 

O objetivo da iniciativa é auxiliar os candidatos na elaboração de projetos de pesquisa e outras etapas de seleção. Entre os módulos do minicurso, há tópicos como objetos da Comunicação, construção da fundamentação teórica, hipóteses e objetivos, tipos de pesquisa em comunicação e métodos de pesquisa. 

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Há 60 vagas disponíveis e as aulas serão ministradas de segunda-feira (19) até o dia 23 de outubro. Para mais informações sobre os pré-requisitos de participação no curso, comprovação das informações, seleção, cronograma e certificados, acesse o edital do curso. 

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No teatro, o corpo se expressa por meio da fala, dos movimentos e da dança, o que exige maior exposição de quem pratica. As técnicas trabalhadas pelas artes cênicas podem levar a caminhos além dos palcos e resultar em uma melhora na comunicação e nas relações interpessoais.

"Para que uma comunicação eficaz exista, precisamos estar atentos a nós mesmos, ao que sentimos, à situação ou o contexto, e ao outro. Tudo isso para aprender a se expressar e se posicionar diante do outro. Isso é uma construção da vida inteira, desenvolvendo diversas habilidades, como assertividade e empatia", explica a psicóloga clínica Daniela de Oliveira.

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Giovana Viana, que é atriz, dançarina e professora da Companhia Múltiplas, afirma que saber se expressar oralmente é muito importante para qualquer pessoa, e que a capacidade de se comunicar não tem relação direta com o fato de ser introspectivo ou extrovertido, mas sim com a habilidade de transmitir a informação da melhor maneira possível, vagando entre aquilo que se pensa e sente. "As pessoas são condicionadas a falarem muito, mas isso não quer dizer que serão boas comunicadoras", afirma.

A atriz percebeu benefícios em sua comunicação quando se interessou pelo teatro. "O aumento e conservação da autoestima, melhoria na dicção, capacidade de desenvolver um maior jogo de cintura para algumas situações específicas e aumento do vocabulário são alguns pontos que ganharam evolução", comenta.

"O teatro trabalha a expressão, a desinibição ao falar em público. Isso pode ajudar bastante. Entretanto, sozinho, não trabalha tudo que é necessário. O autoconhecimento parte de uma necessidade que vai além", diz a psicóloga Daniela, que afirma não haver divisão entre as áreas da vida e uma boa comunicação, pois tudo está conectado e os praticantes são capazes de aperfeiçoar qualquer prática que seja aprendida.

"A boa comunicação não é inerente ao ser humano, a comunicação é uma habilidade. Nem a fala em si é inerente, nós herdamos biologicamente todo o potencial da fala, mas precisamos de outros seres humanos para aprendê-la, temos que desenvolvê-la. Assim também é com a comunicação. É uma habilidade desenvolvida e trabalhada a cada conversa, a cada diálogo", finaliza Daniela.

 

O publicitário Glen Lopes Valente é o novo diretor - presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A nomeação - com prazo até 31 de outubro de 2021- está publicada na edição desta quarta-feira (30) do Diário Oficial da União. Ele substituirá o general Luiz Carlos Pereira Gomes que comandava a empresa desde agosto de 2019.

Valente atuava como secretário de publicidade e promoção da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República desde abril de 2019. Também comandou os departamentos comercial e de marketing do SBT e atuou como vice-presidente de marketing do HSBC no Brasil e como responsável pela área na América Latina.

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EBC

A EBC é uma empresa pública federal, criada pela Lei no 11.652/2008 e alterada pela Lei no 13.417/2017, que dá efetividade ao princípio constitucional de complementaridade entre o sistema público, privado e estatal de comunicação.

Fazem parte empresa: TV Brasil, Agência Brasil, Radioagência Nacional, Rádio Nacional AM do Rio de Janeiro (1.130 KHz), Rádio Nacional AM de Brasília (980 KHz), Nacional FM de Brasília (96,1 MHz), Rádio MEC AM do Rio de Janeiro (800 KHz), MEC FM do Rio de Janeiro (99,3 MHz), Rádio Nacional da Amazônia OC (11.780 KHz e 6.180 KHz), Rádio Nacional AM do Alto Solimões (670 KHz) e Rádio Nacional FM do Alto Solimões (96.1 MHz).

A estatal é responsável por administrar a Rede Nacional de Comunicação Pública, de TV e Rádio e também presta serviços de comunicação governamental, a exemplo do programa de rádio A Voz do Brasil, retransmitido por todas as estações de rádio brasileiras.

 

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou, nesta terça-feira (15), um processo seletivo destinado a cursos de mestrado e doutorado, com ingresso previsto em 2021 no Campus Recife. No total, 48 vagas são oferecidas por meio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM).

Segundo a UFPE, existem 29 oportunidades para o mestrado e 19 direcionadas ao doutorado. “Mídia, Linguagens e Processos Sociopolíticos” e “Estética e Culturas da Imagem e do Som” são as linhas de pesquisa disponíveis.

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Análise curricular e triagem de documentos são algumas das etapas da seleção, conforme informações do edital divulgado pela UFPE. Os candidatos ao mestrado deverão se inscrever do dia 21 deste mês a 5 de outubro pelo e-mail mestradoppgcomufpe2021@gmail.com. No mesmo prazo estão disponíveis as candidaturas do doutorado, devendo ser feitas pelo e-mail doutoradoppgcomufpe2021@gmail.com.

O resultado final deverá ser divulgado no dia 30 de novembro. Para mais informações, acesse o edital do processo seletivo. O Campus Recife fica na Avenida Professor Moraes Rego, 1235, no bairro da Cidade Universitária.

As inscrições para a seleção do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com oportunidades para consultores na área de comunicação, devem ser realizadas até esta segunda-feira (7). Há oportunidades para três profissionais com experiência nas áreas de produção de documentários; direção e roteiro; vídeo e edição, para a produção de conteúdo institucional sobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

A consultoria tem como objetivo a realização de pesquisa direcionada à produção de documentários, direção e roteiro, vídeo e edição de material audiovisual para disseminação dos resultados das avaliações do Inep. O prazo para execução do contrato será de 270 dias após assinatura e os salários variam entre R$ 112 mil e R$ 134 mil. As especificações para cada vaga estão descritas no edital de abertura da seleção

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Os currículos devem ser enviados unicamente por e-mail, para processo.seletivo@inep.gov.br, devendo constar o Código ”2020-008” e a indicação da vaga (Consultor 1, 2 ou 3). O Inep disponibilizou modelo de currículo.

A primeira etapa composta por análise de currículo é de caráter eliminatório; a segunda etapa será composta por avaliação dos pontos do currículo e entrevista. A critério da Coordenação do Projeto a etapa de entrevista poderá ser feita por videoconferência ou teleconferência, nesse caso os diálogos serão obrigatoriamente gravados.

Além disso, os candidatos deverão comprovar experiência profissional de no mínimo dez anos nas respectivas áreas de atuação. O local de trabalho é a residência do especialista, com reuniões presenciais em Brasília, na sede do Inep, ou por meio de videoconferências, caso seja necessário. O consultor será responsável pelos custos associados às reuniões presenciais. 

O deslocamento decorrente de mudança de moradia/domicílio para desenvolvimento da consultoria não caracteriza viagem a trabalho e deve ocorrer se necessário, a expensas do contratado. Há previsão de viagens para a realização das atividades.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou, nesta segunda-feira (31), o edital para seleção de consultores na área de comunicação. O prazo para execução do contrato será de 270 dias após assinatura e os salários variam entre R$ 112 mil e R$ 134 mil.

Há oportunidades para três profissionais com experiência nas áreas de produção de documentários; direção e roteiro; vídeo e edição, para a produção de conteúdo institucional sobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A consultoria tem como objetivo a realização de pesquisa direcionada à produção de documentários, direção e roteiro, vídeo e edição de material audiovisual para disseminação dos resultados das avaliações do Inep.  

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As especificações para cada vaga estão descritas no edital de abertura da seleção. Os currículos devem ser enviados unicamente por e-mail, para processo.seletivo@inep.gov.br, até as 23h59 do dia 7 de setembro, devendo constar o Código ”2020-008” e a indicação da vaga (Consultor 1, 2 ou 3). O Inep disponibilizou modelo de currículo sugerido para ser baixado.

 A primeira etapa composta por análise de currículo é de caráter eliminatório; a segunda etapa será composta por avaliação dos pontos do currículo e entrevista. A critério da Coordenação do Projeto a etapa de entrevista poderá ser feita por videoconferência ou teleconferência, nesse caso os diálogos serão obrigatoriamente gravados.

Os candidatos deverão comprovar experiência profissional de no mínimo dez anos nas respectivas áreas de atuação. O local de trabalho é a residência do especialista, com reuniões presenciais em Brasília, na sede do Inep, ou por meio de videoconferências, caso seja necessário. O consultor será responsável pelos custos associados às reuniões presenciais. O deslocamento decorrente de mudança de moradia/domicílio para desenvolvimento da consultoria não caracteriza viagem a trabalho e deve ocorrer se necessário, a expensas do contratado. Há previsão de viagens para a realização das atividades.  

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Nesta terça-feira (18), uma pesquisa da State of the Sector 2020, realizada pela Gatehouse, com empresas de 45 países, revelou que 24% dos profissionais consideram que seus gerentes são comunicadores ruins. Em tempos de pandemia, a comunicação passou a ter ainda mais importância dentro das empresas com o objetivo de manter as eficientes as relações profissionais e pessoais.

O estudo também indica que 59% dos entrevistados consideram seus executivos comunicadores eficazes. “As habilidades de comunicação sempre foram essenciais, mas agora que estamos vivendo uma nova realidade em que as interações a distância são parte da rotina, é preciso aperfeiçoar ainda mais”, explicou Reinaldo Passadori, CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, segundo informações da assessoria.

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A pesquisa da Gatehouse mostra que a forma como as lideranças e demais colaboradores praticam a oratória - seja entre si ou com os clientes, parceiros e fornecedores - influencia diretamente na estrutura da empresa. A pesquisa ressalta que é necessário que todas as mensagens transmitidas sejam compreendidas para que as atividades profissionais possam fluir conforme planejado.

“Quando falamos em comunicação, diversos aspectos precisam ser considerados, como intrapessoal, interpessoal, fala, voz, corpo, dentre outros, que juntos são capazes de contribuir para uma comunicação verbal realmente eficaz”, ressaltou Reinaldo Passadori.

Em uma análise, a pesquisa apontou que cerca de 55% dos entrevistados no levantamento irão concentrar a atenção e investir recursos em estratégia de comunicação, valores e propósito. Com esses aperfeiçoamentos, as empresas podem tornar as equipes mais produtivas. Além disso, as corporações passam a ter pessoas capacitadas para interações mais fluidas e, consequentemente, haverá um engajamento do profissional.

“Se uma pessoa não consegue ser eficiente ao se comunicar, dificilmente se destacará no ambiente corporativo. Ideias inovadoras, projetos ou até mesmo a interação do dia a dia, requer uma boa comunicação. Investir nisso é sempre um grande diferencial”, finalizou Passadori, com informações da assessoria.

Os juros futuros abriram em forte queda nesta terça-feira (18), mostrando que o mercado reage positivamente à comunicação da cúpula de Brasília sobre a permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes. Os rumores de uma saída iminente do economista e o consequente abandono da agenda liberal foram o principal motivo para a alta forte das taxas e da maior inclinação da curva ontem.

Ao que tudo indica, os agentes encontraram espaço para um ajuste de baixa maior do que o que já havia sido observado na sessão estendida, quando os longos, por exemplo, devolveram oito pontos-base ou mais. O avanço das taxas com a tensão sobre a saída ou não de Guedes ficou evidente nos preços desde a s semana passada.

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A queda menor hoje nos curtos deve-se ao fato de os longos terem refletido mais essa preocupação, além de embutirem a alta do dólar, e também por conta da inflação.

Segundo Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, a segunda prévia de agosto do IGP-M (+2,34%) divulgada hoje cedo pela FGV limita a queda dos curtos porque reforça "a percepção de fim de ciclo de queda da Selic". DI para janeiro de 2022 abriu a 2,73% ante 2,83% no ajuste de ontem. DI para janeiro de 2023 abriu a 3,92% ante 4,06% no ajuste de ontem e 4,03% na estendida. DI para janeiro de 2025 abriu a 5,76% ante 5,95% no ajuste de ontem e 5,89% na estendida. DI para janeiro de 2027 abriu a 7,38% ante 6,99% no ajuste de ontem e 6,91% na estendida.

A depreciação do dólar ante o real também contribui para o ajuste para baixo nas taxas. No mercado cambial, os investidores devolvem boa parte dos ganhos da véspera da moeda americana. Na mínima, o dólar à vista caiu a R$ 5,4268 (-1,28%), enquanto o dólar futuro de setembro cedeu até R$ 5,4280 (-1,52%).

O Tesouro Nacional divulgou hoje as condições do leilão de venda de Notas do Tesouro Nacional - Série B (NTN-B), papéis que são indexados ao IPCA. Segundo portaria nº444, no Grupo 1, que contempla os vencimentos de 15/5/2025 e 15/8/2030, o lote é de até 1,5 milhão. No Grupo 2, a oferta é de até 150 mil títulos, a serem distribuídos nos vencimentos e 15/8/2040 e 15/5/2055.

A agenda doméstica é fraca nesta terça-feira, sendo que um destaque é o segundo dia de reunião de analistas com o Banco Central.

Mais cedo a Fipe divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,33% na segunda quadrissemana de agosto, acelerando frente ao aumento de 0,28% observado na primeira quadrissemana deste mês.

Já a FGV divulgou que o IGP-M subiu 2,34% na segunda prévia de agosto, após ter aumentado 2,02% na segunda prévia de julho. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 9,22% no ano de 2020 e alta de 12,58% em 12 meses.

A popular rede social TikTok, acusada de espionagem pelo governo Donald Trump, reforçou sua campanha de comunicação nesta segunda-feira (17) com um novo site e uma conta no Twitter dedicados a combater "rumores" contra a plataforma.

"Dados os rumores e desinformação sobre o TikTok que proliferam em Washington e na mídia, queremos deixar as coisas claras", diz a empresa em seu site, sob o slogan "o último raio de sol na Internet".

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Há meses, o presidente dos Estados Unidos acusa o aplicativo, sem provas, de fornecer dados de usuários americanos a Pequim. Trump assinou duas ordens executivas com o objetivo de obrigar a ByteDance, dona chinesa da TikTok, a vender rapidamente as operações da rede nos Estados Unidos ou encerrar suas operações no país.

"A TikTok não está disponível na China. Os dados dos usuários dos EUA são armazenados na Virgínia com um backup em Cingapura", disse a empresa. "A TikTok nunca forneceu quaisquer dados dos Estados Unidos ao governo chinês e não o faria se solicitada", acrescentou.

Em um contexto de fortes tensões comerciais e políticas com a China, a Casa Branca tomou medidas radicais contra a rede há 10 dias: proibiu transações com parceiros americanos.

Na sexta-feira, Trump assinou uma segunda ordem executiva para forçar a ByteDance a vender as operações americanas da TikTok, sua rede social internacional, em 90 dias. "Há quase um ano tentamos discutir com o governo dos Estados Unidos para encontrar uma solução", reagiu TikTok.

"Mas estamos diante de um governo que não dá peso aos fatos, não respeita os procedimentos legais e tenta interferir nas negociações entre empresas privadas". A Microsoft está em negociações avançadas para comprar o aplicativo.

Com a pandemia de Covid-19 no mundo, a necessidade de trabalhar remotamente de casa se expandiu e, diante disso, a Microsoft Teams recebeu atualizações para se adaptar às necessidades das pessoas. Agora, reuniões com até 20 mil pessoas serão possíveis através da plataforma.

Esse número gigantesco de pessoas reunidas no Microsoft Teams será realizado no modo palestra, devendo ser utilizada principalmente durante anúncios ou reuniões gerais em grandes empresas, com apenas uma pessoa falando.

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Com essa atualização, uma outra novidade é a possibilidade de reuniões de até mil pessoas, com todas podendo falar simultaneamente. Segundo informações da própria Microsoft, A transição entre um modo e outro será feita automaticamente, com base no número de participantes na sala. 

No momento em que o Palácio do Planalto tenta organizar sua articulação política no Congresso, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse ter assumido o papel de apaziguador de conflitos na relação com o Legislativo, mesmo se for preciso "lavar roupa suja". Em entrevista ao programa Poder em Foco, do SBT, que será veiculada domingo à noite (26), Faria negou a existência de uma queda de braço entre ele e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, a quem cabe comandar as articulações políticas com o Congresso, e disse não entrar na seara do general.

"Ele (Ramos) tem conversado comigo diariamente. Querem fazer até minha intriga com ele, mas não vão conseguir, porque todo dia eu falo com ele às sete horas da manhã. E a gente já desmonta isso", afirmou o ministro, na entrevista que vai ao ar amanhã.

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Como mostrou o Estadão, o governo pretende reorganizar sua articulação no Congresso após a derrota na votação da proposta de emenda à Constituição que transformou o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em programa permanente. O revés sofrido na Câmara foi debitado na conta do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Pontes

Com bom trânsito no Congresso, Faria promoveu recentemente um encontro entre Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - havia um estresse na relação entre os dois.

Escolhido para o ministério após quatro mandatos de deputado federal, Faria negou que esteja exercendo o papel que cabe a Ramos, de negociar a votação de projetos e emendas parlamentares, mas admitiu já ter entrado em campo para desfazer problemas, como os ocorridos entre Guedes e Maia.

Foi aí que ele classificou o seu trabalho como o de "lavar roupa suja". "Eu não entro na articulação política. Por quê? A articulação política é o seguinte: vamos votar aqui o projeto tal. Aí negocia emenda, destaque, vê quem vai ser o relator.

Isso é um trabalho da articulação política. O meu trabalho é quando eu vejo: ‘Fernando está chateado com Fábio’. Eu sou amigo do Fernando e vou promover ali um encontro dos dois para fazerem uma DR (sigla usada para se referir a "discutir a relação"), lavar roupa suja e pronto", argumentou. E concluiu: "Esse é o meu papel. Um papel de apaziguar relação. Não entro na seara exclusiva de articulação política. Isso aí é outra forçação (sic) de intriga. Mas não cairemos nisso".

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), colocou na equipe de comunicação do Estado o marqueteiro Paulo Vasconcelos, publicitário que comandou a campanha à Presidência da República do hoje deputado federal Aécio Neves (PSDB) em 2014 e responsável, ao lado da irmã do parlamentar, Andrea Neves, pela estratégia de mídia dos governos do tucano. Ao menos por enquanto, a participação de Vasconcelos na área de comunicação de Zema é "episódica" e "voluntária", segundo o Estado.

O governo afirma, porém - ao mesmo tempo em que explica o motivo da ida do marqueteiro para a equipe -, haver a necessidade de contratação de consultoria na área de comunicação por causa da "crise e alongamento da pandemia".

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Em nota, o Palácio Tiradentes diz que "ao longo das últimas semanas, Paulo Vasconcelos vem prestando um apoio episódico, voluntário e pessoal nas questões de comunicação. Não há qualquer contratação neste momento, relativa a esse apoio de consultoria".

Em seguida, o texto diz que "dado o aprofundamento da crise e alongamento da pandemia, o Estado avalia a contratação de um trabalho específico de consultoria de comunicação focada neste cenário". Se comparado a outros Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, Minas Gerais, ao menos segundo os dados oficiais, registra resultados satisfatórios na tentativa de evitar a propagação do novo coronavírus.

Na área econômica, no entanto, com a elevação de gastos na Saúde, a situação piora um quadro que antes da pandemia já era ruim. O déficit para 2021 foi estimado em R$ 17,3 bilhões. O cenário nas contas públicas fez soar o alerta no governo para a área da comunicação, sobretudo levando-se em consideração que Zema deverá tentar a reeleição em 2022.

O assunto, porém, é evitado externamente por integrantes da cúpula do governo Zema, sobretudo por envolver um ex-auxiliar de Aécio. O governador do Novo foi eleito em 2018 exatamente por ser colocar contrário a Aécio e seu grupo político - que comandou o estado entre 2003 e 2014 - e ao PT, que, com Fernando Pimentel, governou Minas entre 2015 e 2018.

De acordo com Vasconcelos, a estrutura que se pretende montar para a comunicação do governo é exatamente a que existiu nas gestões de Aécio em Minas. A organização da área, segundo ele, ocorre via núcleo que reúne representantes de empresas públicas, autarquias e secretarias de Estado. Todas as ações passam por esse núcleo, retirando a autonomia individual. Durante os governos de Aécio, o núcleo tinha Andrea Neves e Vasconcelos entre seus integrantes, o que perdurou nos dois governos do tucano. A atuação dos integrantes do núcleo, no grupo, não era remunerada, segundo o marqueteiro.

Contrato

Vasconcelos afirma que, no primeiro governo de Aécio, que foi de 2003 a 2006, manteve contrato com o governo na área de comunicação, via sua agência de publicidade, chamada Vitória. Agora, com um pé no governo do Novo, o marqueteiro afirma que voltará a atuar para o Executivo estadual. "Ainda não sabemos como a contratação ocorrerá, se pelo próprio governo, ou pelo Novo", afirmou, destacando que, por se tratar de consultoria, não é necessária licitação, caso a contratação venha a ocorrer pelo governo. Ele diz que, no governo, terá salário de R$ 7,5 mil, mesmo valor pago a chefes de assessorias de comunicação de secretarias do Estado. Vasconcelos chegou ao governo Zema pelas mãos do vice-governador, Paulo Brant, em março deste ano.

Ligado aos Neves, ao menos até 2014, Vasconcelos nega que sua ida para o governo Zema possa ter relação com um possível início de influência de Aécio e Andrea no Palácio Tiradentes. "Não tenho nenhum contato com os dois", afirmou.

Assim como o ex-governador de Minas e atual deputado federal, Vasconcelos é investigado pela Polícia Federal em inquéritos que apuram corrupção passiva, corrupção ativa e caixa dois por repasses de recursos envolvendo campanhas eleitorais tucanas de 2010 e 2014. O marqueteiro nega irregularidade. "Sempre estive à disposição da Justiça", diz. O deputado tucano também nega irregularidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (11) que espera "melhorar" as comunicações do governo com a recriação do Ministério das Comunicações e a nomeação do deputado Fábio Faria (PSD-RN) para a chefia da pasta. "Obviamente a Secom (Secretaria Especial de Comunicação) vai para lá, a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) vai para lá. Vamos tentar melhorar as comunicações do governo" declarou o presidente.

Criticado pelo possível aumento de custos com o novo ministério, Bolsonaro garantiu que não haverá despesas. "Não houve aumento de despesas. Zero. Nenhum cargo foi criado. Você pode falar: criou cargo, tem o salário do ministro. Bem, o Fábio Farias pode optar entre receber o salário de deputado ou abrir mão e receber o de ministro."

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Economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmaram que a nova pasta não deve ter impacto relevante nas despesas do Executivo Federal, mas não representa um "custo zero" aos cofres públicos, como diz o presidente.

Na última quarta-feira, 10, o governo anunciou a recriação do ministério das Comunicações, que antes era parte da pasta comandada pelo ministro-astronauta Marcos Pontes. Segundo Bolsonaro, a escolha de Faria se deu pela relação com Silvio Santos, dono do SBT, e não pela sua aproximação com o Centrão. O novo ministro é casado com a filha do empresário, a apresentadora Patrícia Abravanel.

Cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

Na live, Bolsonaro afirmou que as ações que pedem a cassação de sua chapa com Hamilton Mourão não têm "cabimento" e são tentativas de "querer decidir no tapetão". "Realmente é uma tentativa ali, por parte desses partidos, de querer decidir no tapetão. Logicamente a gente fica preocupado, mas não tem cabimento prosperar uma ação nesse sentido. Não existe, com todo respeito ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que tem a obrigação de apoiar as coisas. No meu entender deveria ser arquivado de ofício essa questão", disse o presidente.

Na última terça-feira, 9, o TSE adiou a conclusão do julgamento de duas das ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão nas eleições presidenciais de 2018. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista (mais tempo para analisar o processo). O placar terminou em 3 votos a favor e 2 contra a reabertura de prazo para produção de provas no processo.

As ações tratam de ataques cibernéticos a um grupo de Facebook que teria favorecido Bolsonaro. Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL) alegam que, durante a campanha, o grupo do Facebook "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", que reunia mais de 2,7 milhões de pessoas, sofreu ataque virtual que alterou o conteúdo da página, incluindo o nome, que mudou para "Mulheres COM Bolsonaro #17", e isso teria beneficiado a imagem de Bolsonaro, então candidato.

Em relação ao placar, Bolsonaro disse que aqueles que votaram pela continuidade do processo não necessariamente votariam pela cassação da chapa. Em seguida, no entanto, o presidente voltou atrás. "Se bem que eu vi um ministro falando que se descobrisse ligação desse hacker comigo, seria passível de cassação da chave."

Na transmissão, Filipe G. Martin, assessor internacional do presidente, afirmou que mesmo se o hacker fosse um apoiador de Bolsonaro, isso não seria responsabilidade do presidente."

O novo ministro das Comunicações, deputado Fábio Faria (PSD-RN), entra no governo Jair Bolsonaro com um papel de pacificador da relação do Palácio do Planalto com o Congresso e a missão de melhorar o relacionamento do Executivo com imprensa.

Aos 42 anos, o deputado que está em seu quarto mandato na Câmara é de família tradicional na política potiguar e foi escolhido por seu trânsito nos bastidores do Palácio do Planalto. Faria tem a simpatia do clã Bolsonaro, por suas relações com o setor de mídia e laços familiares. É genro de Silvio Santos, dono do SBT, casado com Patrícia Abravanel, uma das herdeiras e apresentadora do canal. Ela é dona também da TV Alphaville, um canal por assinatura que leva o nome do bairro de luxo onde moram, em Barueri, na Grande São Paulo. Ministro e a mulher também são sócios numa empresa de produção artística ligada à TV aberta, a New Beginnings.

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Um tipo de emissário informal do sogro em Brasília, Faria acompanhou o presidente numa visita à casa da família de Silvio Santos, em São Paulo, no ano passado. Antes, Silvio assistiu ao desfile de 7 de Setembro na tribuna de honra com o presidente. Nas redes sociais, gosta de exibir a vida em família com a mulher e os três filhos. Vaidoso e com fama de galã, veste-se com ternos bem cortados, costuma deixar o cabelo mais longo, mas em casa dá lugar aos trajes esportivos. Uma de suas predileções é fazer "lives" com receitas e dicas de culinária.

Faria é conhecido como um imitador entre os políticos. Há vídeos dele imitando os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Uma vez se passou pelo próprio Silvio Santos, por telefone, para pregar uma peça em familiares do dono do SBT. O sogro acompanhava tudo ao lado do, agora, ministro. Nos bastidores, aliados contam que Faria também faz o personagem Bolsonaro.

O elo do novo ministro com o setor vai além da relação com a família Abravanel. O pai dele, Robinson Faria, ex-governador do Rio Grande do Norte e presidente do PSD local, é dono de rádios que operam no interior do Estado e usam a marca Rádio Agreste. A família possui atualmente três outorgas, duas FM e uma AM. O novo ministro foi sócio do negócio, mas saiu formalmente da empresa Rádio Agreste em 2013 - a Receita Federal ainda não registra a baixa.

Sua nomeação ocorre por uma insatisfação com o setor das comunicações. Chegaram ao Planalto reclamações de demora nos processos de outorga de rádios e TVs, muitas controladas nos Estados por políticos. Bolsonaro reconheceu que o governo deixava a desejar.

Faria negou, há algumas semanas, que estivesse articulando para que o PSD voltasse ao comando do ministério. "Foi uma indicação 100% pessoal, nada a ver com o PSD", disse após o anúncio de Bolsonaro, ainda no Palácio do Planalto.

Antes no PMN, Faria apoiou e aconselhou os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O líder Diego Andrade (PSD-MG) disse estar "pronto para ajudar nas boas propostas do governo". O deputado Fábio Trad (PSD-MS) foi mais crítico: "Ao Fábio Faria, meus sinceros votos de que consiga preservar a sanidade mental neste governo e convença o presidente a respeitar a imprensa".

De atuação discreta no baixo clero da Câmara, faz parte da Mesa Diretora como terceiro-secretário, sendo mais conhecido pelo trânsito nos bastidores, inclusive com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Atualmente, dedica parte de seu tempo no papel de adversário político da governadora Fátima Bezerra (PT), que derrotou o pai dele na tentativa de reeleição, em 2018. O ex-governador ficou em terceiro lugar. Faria recebeu 70.350 votos na eleição de 2018, ocupando a oitava e última vaga dos eleitos pelo Rio Grande do Norte. Com base eleitoral no interior, se formou há 20 anos no curso de administração de empresas pela Universidade Potiguar.

Lava Jato

Por duas vezes, o deputado foi delatado em investigações contra corrupção relacionadas à Operação Lava Jato. Uma por executivos da Odebrecht e outra pelos da JBS. Os inquéritos foram arquivados por falta de provas no Supremo Tribunal Federal.

Parte das investigações seguiu, no entanto, na Justiça Eleitoral com relação ao pai do ministro. Os delatores disseram que o deputado teria recebido R$ 100 mil como caixa dois na campanha de 2010. Nas listas de propina, seu apelido seria "Garanhão" ou ainda "Bonitão". Pai e filho negam irregularidades.

Em 2009, Faria foi protagonista de um episódio de abuso de dinheiro público, tendo usado cota parlamentar para pagar passagens de sua ex-namorada Adriane Galisteu e de sua mãe. Ele devolveu R$ 21 mil após o caso vir à tona.

A Coreia do Norte anunciou que vai cortar seus canais de comunicação, sobretudo militares, com o "inimigo" sul-coreano na terça-feira (9), anunciou a agência estatal norte coreana KCNA, depois que ativistas ameaçaram lançar panfletos de propaganda contra Pyongyang através da fronteira.

Pyongyang "cortará completamente a ligação entre as autoridades do Norte e do Sul", assim como outros canais de comunicação, sobretudo entre as forças armadas dos dois países ou os partidos políticos no poder em Seul e Pyongyang, reportou a KCNA.

A interrupção está prevista para as 12h locais de terça-feira (hh de Brasília), acrescentou. As relações entre os dois vizinhos estão estagnadas, apesar de três cúpulas celebradas em 2018 entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

A Coreia do Norte ameaçou na semana passada fechar o escritório de ligação com a Coreia do Sul e tomar medidas adicionais para punir Seul.

Kim Yo Jong, a influente irmã de Kim Jong Un, também ameaçou descartar o acordo militar entre os dois países a não ser que Seul impeça que os militares enviem panfletos anti-Pyongyang.

A Coreia do Norte pôs fim à maioria de seus contatos com o Sul depois da cúpula fracassada entre Kim e o presidente americano, Donald Trump, em 2019, em Hanói, que deixou em ponto morto as negociações sobre o programa nuclear norte-coreano. Foi sua segunda cúpula.

O governo federal retirou R$ 83,9 milhões que seriam usados no programa Bolsa Família para destinar à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência (Secom). A medida atinge os recursos previstos para a região Nordeste do País e causou críticas no Congresso por ocorrer durante a pandemia do coronavírus, quando muitas famílias estão sem fonte de renda. O dinheiro será utilizado para comunicação institucional, ou seja, para fazer publicidade das ações da gestão de Jair Bolsonaro.

A portaria que prevê a transferência dos recursos do Orçamento foi publicada na edição desta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União (DOU). O ato foi assinado pelo secretário executivo do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo técnicos do Congresso, como não há recurso extra, apenas realocação dentro do Orçamento, não é preciso de aval dos parlamentares. O valor total destinado ao Bolsa Família no ano inteiro é de R$ 32,5 bilhões.

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Procurado, o Ministério da Cidadania informou que o pagamento do benefício está garantido, mas não esclareceu o motivo da realocação dos recursos.

Para comparação, os R$ 83,9 milhões transferidos para Secom bancar publicidade institucional dariam para comprar 1.263 respiradores hospitalares - ao custo de R$ 66,4 mil cada, um dos preços que o governo federal pagou em compras da Saúde. Ou ainda 856.164 mil testes tipo RT-PCR para detectar a infecção pelo novo coronavírus em pacientes - o preço unitário foi de R$ 98.

A Secom já havia aumentado para R$ 17,8 milhões suas despesas com propaganda durante a pandemia do novo coronavírus. Os recursos estão sendo utilizados para divulgar peças publicitárias com o mote de que é preciso "proteger vidas e empregos". Depois do fracasso com a campanha "O Brasil não pode parar", vetada judicialmente, a secretaria e o presidente também adotaram a frase "ninguém fica para trás".

A campanha institucional da Secom é diferente da produzida pelo Ministério da Saúde para fins de utilidade pública, que tem objetivo de passar orientações sobre a doença covid-19 e o novo coronavírus, bem como recomendações de higiene, etiqueta e distanciamento social e até convocar estudantes de Medicina e Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia. O ministério já gastou R$ 61 milhões e deve ampliar a despesa com produção de mais conteúdo.

O dinheiro para bancar a publicidade institucional do governo Bolsonaro tem saído do orçamento de "Enfrentamento da Emergência de Saúde Nacional", de dois dos ministérios mais envolvidos em ações diretas para atendimento à população, Saúde e Cidadania. A Secom centralizou a produção das peças publicitárias.

A campanha é feita pela agência Calia Y2, sem que tenha havido uma seleção interna das propostas das outras agências contratadas pela Secom, a NBS e a Artplan, como é regra. Isso porque, segundo documentos internos da secretaria, a Calia propôs a realização da campanha, e o governo aprovou e adotou a sugestão. Nesse caso, o processo de seleção é dispensado, conforme previsto nas normas da secretaria.

Na terça-feira, 2, relatório produzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso apontou que governou veiculou 2 milhões de anúncios em canais com conteúdos considerados "inadequados". A lista inclui páginas que disseminam fake news, propagam jogos de azar ilegais e até sites pornográficos.

A Secom disse que a escolha de onde os anúncios seriam veiculados coube ao Google, mas a empresa rebateu e informou ser possível bloquear que propaganda institucional seja publicada neste tipo de site.

Parlamentares criticam realocar recursos em publicidade

Parlamentares criticaram a realocação dos recursos nesta quinta-feira, principalmente por envolver dinheiro que seria destinado à população de baixa renda. "É importante lembrar que isso acontece no momento de aumento da fila do Bolsa Família, ao mesmo tempo que pairam sobre a Secom denúncias de mal uso de suas verbas para a propagação de fake news e mensagens e ódio", disse a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) ao Estadão/Broadcast.

O líder do Novo, deputado Paulo Gamine (RJ), classificou a medida como "imoral". "No meio a uma crise onde os brasileiros estão perdendo emprego, renda e a extrema miséria vem crescendo no País, é preocupante ver o governo preocupado com publicidade institucional", disse. Ele afirmou ainda que o recurso da Secom foi reduzido de R$ 273 milhões para R$ 73 milhões na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020. "Nós reduzimos esse gasto e agora o governo que recompor esse valor. A que custo? Para que?", afirmou.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) criticou a ação no plenário da Câmara. "Tirar R$ 83 milhões da boca de famílias pobres para fake news é crime", disse ela.

"Enquanto tivermos pessoas sofrendo na fila do Bolsa Família ou do Auxílio Emergencial, qualquer redução no orçamento do ministério da Cidadania é questionável. Mais ainda quando o recurso acaba direcionado para comunicação", afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O Estadão revelou em março que a região Nordeste, que teve recursos do Bolsa Família transferidos nesta quinta-feira, só recebeu 3% dos novos benefícios concedidos no mês de janeiro de 2020. Por outro lado, Sudeste e Sul foram priorizadas nas novas concessões e reuniram 75% dos benefícios liberados no primeiro mês deste ano. O Tribunal de Contas da União avalia se houve irregularidade.

Pasta não esclarece motivo da realocação do recurso

O Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família, enviou nota sobre a transferência de recursos do programa assistencial para a Secretaria de Comunicação do Governo, mas não esclareceu o motivo para a realocação do recurso.

"A folha de pagamento do Programa Bolsa Família (PBF), no mês de abril, foi custeada em 95% por recursos do auxílio emergencial. Naquele mês, 13.566.568 famílias beneficiadas com o PBF receberam o benefício. Em abril foram destinados às famílias mais de R$ 15 bilhões", diz a pasta comandada por Onyx Lorenzoni.

"É importante destacar que o auxílio emergencial destinou às famílias do PBF, na Região Nordeste, mais de R$ 7,7 bilhões, em abril, o que beneficiou a 6.851.543 famílias", conclui o ministério.

O Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) procurou o Ministério da Economia, responsável pela operação, além da Secom, para questionar o motivo da transferência, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

O governo federal retirou R$ 83,9 milhões que seriam usados no programa Bolsa Família para destinar à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência (Secom). A medida atinge os recursos previstos para a região Nordeste do País e causou críticas no Congresso por ocorrer durante a pandemia do coronavírus, quando muitas famílias estão sem fonte de renda. O dinheiro será utilizado para comunicação institucional, ou seja, para fazer publicidade das ações da gestão de Jair Bolsonaro.

A portaria que prevê a transferência dos recursos do Orçamento foi publicada na edição desta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União (DOU). O ato foi assinado pelo secretário executivo do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Segundo técnicos do Congresso, como não há recurso extra, apenas realocação dentro do Orçamento, não é preciso de aval dos parlamentares. O valor total destinado ao Bolsa Família no ano inteiro é de R$ 32,5 bilhões.

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Procurado, o Ministério da Cidadania informou que o pagamento do benefício está garantido, mas não esclareceu o motivo da realocação dos recursos.

Para comparação, os R$ 83,9 milhões transferidos para Secom bancar publicidade institucional dariam para comprar 1.263 respiradores hospitalares - ao custo de R$ 66,4 mil cada, um dos preços que o governo federal pagou em compras da Saúde. Ou ainda 856.164 mil testes tipo RT-PCR para detectar a infecção pelo novo coronavírus em pacientes - o preço unitário foi de R$ 98.

A Secom já havia aumentado para R$ 17,8 milhões suas despesas com propaganda durante a pandemia do novo coronavírus. Os recursos estão sendo utilizados para divulgar peças publicitárias com o mote de que é preciso "proteger vidas e empregos". Depois do fracasso com a campanha "O Brasil não pode parar", vetada judicialmente, a secretaria e o presidente também adotaram a frase "ninguém fica para trás".

A campanha institucional da Secom é diferente da produzida pelo Ministério da Saúde para fins de utilidade pública, que tem objetivo de passar orientações sobre a doença covid-19 e o novo coronavírus, bem como recomendações de higiene, etiqueta e distanciamento social e até convocar estudantes de Medicina e Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia. O ministério já gastou R$ 61 milhões e deve ampliar a despesa com produção de mais conteúdo.

O dinheiro para bancar a publicidade institucional do governo Bolsonaro tem saído do orçamento de "Enfrentamento da Emergência de Saúde Nacional", de dois dos ministérios mais envolvidos em ações diretas para atendimento à população, Saúde e Cidadania. A Secom centralizou a produção das peças publicitárias.

A campanha é feita pela agência Calia Y2, sem que tenha havido uma seleção interna das propostas das outras agências contratadas pela Secom, a NBS e a Artplan, como é regra. Isso porque, segundo documentos internos da secretaria, a Calia propôs a realização da campanha, e o governo aprovou e adotou a sugestão. Nesse caso, o processo de seleção é dispensado, conforme previsto nas normas da secretaria.

Na terça-feira, 2, relatório produzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso apontou que governou veiculou 2 milhões de anúncios em canais com conteúdos considerados "inadequados". A lista inclui páginas que disseminam fake news, propagam jogos de azar ilegais e até sites pornográficos.

A Secom disse que a escolha de onde os anúncios seriam veiculados coube ao Google, mas a empresa rebateu e informou ser possível bloquear que propaganda institucional seja publicada neste tipo de site.

Parlamentares criticam realocar recursos em publicidade

Parlamentares criticaram a realocação dos recursos nesta quinta-feira, principalmente por envolver dinheiro que seria destinado à população de baixa renda. "É importante lembrar que isso acontece no momento de aumento da fila do Bolsa Família, ao mesmo tempo que pairam sobre a Secom denúncias de mal uso de suas verbas para a propagação de fake news e mensagens e ódio", disse a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) ao Estadão/Broadcast.

O líder do Novo, deputado Paulo Gamine (RJ), classificou a medida como "imoral". "No meio a uma crise onde os brasileiros estão perdendo emprego, renda e a extrema miséria vem crescendo no País, é preocupante ver o governo preocupado com publicidade institucional", disse. Ele afirmou ainda que o recurso da Secom foi reduzido de R$ 273 milhões para R$ 73 milhões na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020. "Nós reduzimos esse gasto e agora o governo que recompor esse valor. A que custo? Para que?", afirmou.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) criticou a ação no plenário da Câmara. "Tirar R$ 83 milhões da boca de famílias pobres para fake news é crime", disse ela.

"Enquanto tivermos pessoas sofrendo na fila do Bolsa Família ou do Auxílio Emergencial, qualquer redução no orçamento do ministério da Cidadania é questionável. Mais ainda quando o recurso acaba direcionado para comunicação", afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O Estadão revelou em março que a região Nordeste, que teve recursos do Bolsa Família transferidos nesta quinta-feira, só recebeu 3% dos novos benefícios concedidos no mês de janeiro de 2020. Por outro lado, Sudeste e Sul foram priorizadas nas novas concessões e reuniram 75% dos benefícios liberados no primeiro mês deste ano. O Tribunal de Contas da União avalia se houve irregularidade.

Pasta não esclarece motivo da realocação do recurso

O Ministério da Cidadania, responsável pelo Bolsa Família, enviou nota sobre a transferência de recursos do programa assistencial para a Secretaria de Comunicação do Governo, mas não esclareceu o motivo para a realocação do recurso.

"A folha de pagamento do Programa Bolsa Família (PBF), no mês de abril, foi custeada em 95% por recursos do auxílio emergencial. Naquele mês, 13.566.568 famílias beneficiadas com o PBF receberam o benefício. Em abril foram destinados às famílias mais de R$ 15 bilhões", diz a pasta comandada por Onyx Lorenzoni.

"É importante destacar que o auxílio emergencial destinou às famílias do PBF, na Região Nordeste, mais de R$ 7,7 bilhões, em abril, o que beneficiou a 6.851.543 famílias", conclui o ministério.

O Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) procurou o Ministério da Economia, responsável pela operação, além da Secom, para questionar o motivo da transferência, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

A pandemia de coronavírus (Covid-19) trouxe à tona a falta de acessibilidade e a necessária atenção a diferentes grupos que compõem a sociedade. Sendo este um momento de maior atenção, onde a criatividade é útil, a comunicação entre pessoas surdas e não surdas não pode ser comprometida pelo uso de máscaras. "Estamos vivendo uma época onde todos nós precisamos exercitar a empatia, e colocá-la em prática, principalmente, quando nos deparamos com uma pessoa surda", explica a fonoaudióloga e intérprete de Libras Cristiane Calciolari.

A comunicação entre pessoas surdas e não surdas através da Língua Brasileira de Sinais (Libras) depende, prioritariamente, das expressões faciais. O uso obrigatório de máscaras pode dificultar grande parte do entendimento e compreensão em um diálogo. Máscaras que contenham um material transparente na região da boca se mostraram eficazes contra essa barreira que foi criada.

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A fonoaudióloga Cristiane Calciolari usa máscara com transparência na região da boca | Foto: Arquivo Pessoal

 

"Com a boca coberta, não entendo nada. Melhora se tiver o visor de plástico transparente, porque aí é possível a comunicação e a socialização e eu consigo me comunicar. Me sinto em paz e independente", diz Bruno Ramos, surdo e pedagogo instrutor de Libras. "Com a máscara comum, se a pessoa abaixar o acessório para falar tem o perigo de contaminação. É muito melhor com o plástico transparente, onde a pessoa quando fala eu consigo ver. A comunicação acontece de forma efetiva e a acessibilidade acontece", complementa.

A fonoaudióloga Cristiane explica que fazer com que os surdos se sintam seguros e independentes para traçar uma comunicação direta e ativa é o principal ponto de partida na comunicação com não surdos. "Ter paciência em tentar estabelecer uma comunicação, seja através de gestos ou mesmo pela escrita, é muito importante para eles, para se sentirem compreendidos e, acima de tudo, pertencentes a sociedade", finaliza.

 

Um grupo de cearenses criou um aplicativo para tentar facilitar a vida de servidores públicos. O Comunicação Pública ajuda a despachar demandas durante o período de distanciamento social diminuindo a distância entre os cidadãos e diversas entidades brasileiras.

O app atua nas regiões do Ceará, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e em Pernambuco. Ele reúne advogados, defensores públicos, magistrados, servidores públicos e população em geral em um mesmo ambiente, promovendo o andamento mais ágil das demandas. De acordo com a empresa, nos últimos trinta dias, foram registradas 1.032 ocorrências nos canais das unidades judiciárias pernambucanas e desse total, 495 foram mensagens de administradores de perfis na ferramenta, além de 537 outros usuários solicitantes. 

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Órgãos públicos podem criar um perfil oficial na rede e as pessoas interessadas nos seus serviços passam a ter um diálogo direto com os administradores da conta. É possível acessar a ferramenta tanto pelo celular quanto pelo site oficial. O app está disponível gratuitamente para celulares Android e iOS.

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