Tópicos | economia

Adquirir um imóvel trata-se de um investimento à longo prazo, por isso é necessário ter paciência e realizar muita pesquisa antes assinar os papéis da compra. Ao buscar por casas à venda em SP é necessário além de analisar os valores e estado do imóvel como também as formas de pagamento que estão disponíveis.

Geralmente, as pessoas se planejam e guardam dinheiro para dar entrada na compra de um imóvel. O restante do valor é parcelado ou financiado.

##RECOMENDA##

Quem procura por casas à venda precisa estar atento a tudo que é indispensável para a realiza a compra. Adquirir um imóvel requer muita atenção para não fazer um mau negócio.

Apesar da burocracia para realizar a compra de imóveis não é nada impossível de ser feito. A primeira coisa a ser feita é realizar uma pesquisa. É necessário saber que tipo de imóvel atende às suas necessidades diárias, é importante ver a localização, segurança, serviços entre outros aspectos.

A segunda coisa a ser feita é agendar as visitas ao imóvel. Neste momento é necessário avaliar as condições do espaço e também aproveitar o momento para questionar sobre a propriedade a localização e demais itens ao proprietário do imóvel ou corretor que está responsável pela venda. Logo após, é necessário garantir que o imóvel pertence mesmo a pessoa que está vendendo e se não existe nenhuma dívida pendente. Comprar imóveis em São Paulo exige muita cautela para não ter dores de cabeça no futuro.

Após essas questões serem resolvidas inicia-se a negociação é preciso fornecer o sinal de compra, demonstrando que realmente existe interesse na compra. Após isso é preciso estabelecer a forma de pagamento do imóvel. Há várias formas de pagamentos inclusive é possível pagar parte do imóvel com cartão de crédito.

O financiamento geralmente é uma das melhores opções para quem deseja adquirir um apartamento ou uma casa. O financiamento pode ser considerado como uma parcela de aluguel,porém com uma data marcada para encerrar. E ela é feita com a instituição bancária e é possível renegociar os valores ou até mesmo adiantar parcelas.

Já faz 10 anos que as construtoras começaram a aceitar o cartão de crédito na compra de imóveis. Porém, não é todo o valor do imóvel que pode ser pago com o cartão. A intenção é incluir o valor do crédito como parte da renda do interessado no imóvel.

A compra com cartão de crédito é bem simples. Ao escolher um imóvel, o valor de crédito que está disponível é incluído como parte de sua renda. Desse modo, é possível estabelecer o valor pago na parcela de entrada do imóvel, que poderá ser parcelado em até seis vezes.

A idéia é delongar a dívida e possibilitar que o valor de entrada seja pago de forma mais tranquila.Dessa forma, é mais fácil ir atrás do financiamento para depois pagar o valor que resta do imóvel.

Mesmo com a possibilidade de abranger o cartão de crédito como parte de sua renda, lembre-se de avaliar como está seu orçamento, para certificar-se de que a compra do imóvel não se torne um problema. Verifique o quanto de dinheiro tem à disposição e o quanto as parcelas da propriedade irão abalar suas finanças nos próximos anos. Uma boa análise é fundamental para confirmar o êxito na compra.

Tenha em mente desde o início o tipo de imóvel que pretende comprar, verifique se a melhor opção para você e sua família é um imóvel novo ou usado. Imóveis novos tendem a ser mais caros, porém imóveis usados podem gerar gastos com reformas devido ao seu estado de conservação que pode estar mais danificado. É importante ter essas duas opções em mente e pesar o que será mais fácil para você e que também não irá ficar pesado no seu orçamento.

Quando souber o valor final de um imóvel considere as várias formas de pagamento, faça diversas simulações com cada forma para verificar qual irá danificar menos o seu orçamento familiar. O financiamento é uma opção comum e é a mais indicada para a maioria, pois possibilita o pagamento de parcelas menores ao longo dos anos.

Lembre-se que a compra de um imóvel não deve ser vista como algo de curto prazo, a não ser que você tenha o valor total em mãos para pagar a vista. Adquirir um apartamento em São Paulo é um investimento de longo prazo. É preciso pensar o quanto o espaço e o bairro onde o imóvel está localizado irão ser práticos ao longo dos anos e não somente atualmente, se tiver planos de aumentar a família leve em consideração o tamanho do imóvel e se é possível ampliado após um tempo.

Gostou deste artigo? Compartilhe em suas redes sociais para que mais pessoas saibam como realizar a compra de um imóvel utilizando o cartão de crédito!

A Caixa inicia, nesta segunda-feira (29), o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para trabalhadores nascidos em fevereiro. O novo saque tem como objetivo enfrentar o estado de calamidade pública em razão da pandemia da covid-19. No total, serão liberados, de acordo com todo o calendário, mais de R$ 37,8 bilhões, para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.

O pagamento do saque emergencial será realizado por meio de crédito na Conta Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela Caixa em nome dos trabalhadores. O valor do saque emergencial é de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas ativas ou inativas com saldo no FGTS.

##RECOMENDA##

O pagamento será realizado conforme calendário a seguir:

O calendário foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador e contém dados que correspondem a valores de crédito na conta de armazenamento digital social, quando os recursos podem ser usados ​​em estatísticas eletrônicas, além de dados a partir de quando os recursos disponíveis estão disponíveis para saque em espécie ou transferência para outras contas.

Caso não haja movimentação na conta de economia social digital até 30 de novembro deste ano, o valor será devolvido à conta do FGTS com devida remuneração do período, sem prejuízo para o trabalhador. Se após esse prazo, o trabalhador decidir fazer a emergência, poderá solicitar pelo Aplicativo FGTS até 31 de dezembro de 2020.

A Caixa disponibiliza os seguintes canais de atendimento para informações sobre o saque emergencial do FGTS: site fgts.caixa.gov.br, Telefone 111 - opção 2, Internet Banking Caixa e APP FGTS.

*Com informações da Caixa

O Governador de El Salvador anunciou neste domingo (5) que, diante dos casos de coronavírus, decidiu adiar o início da segunda fase da reativação da economia do país.

"O aumento acelerado de contágios e óbitos se deu, principalmente, durante a fase 1 do plano de reabertura" que iniciou em 16 de junho, informou a Casa Presidencial em nota.

" Observamos um panorama pouco adequado para avançarmos na fase 2 do plano de recuperação econômica". Previsto para 7 de julho, seu início foi adiado para 21 do mesmo mês, afirmou o governo.

Com a entrada em vigor da fase 1 foi permitido o retorno ao trabalho para os setores de construção,têxtil e eletrônica, comércio on-line, salões de beleza, reparos e manutenção e parte do setor público.

Desde o início da fase 1, foram registrados "quase 50% de todos os casos de coronavírus e mais de 80% das mortes pela doença", explicou o governo do presidente Nayib Bukele.

Dados oficiais indicam 7.507 casos do novo coronavírus no país, 210 mortes e 4.573 curados.

Na segunda fase do plano de reabertura, seria autorizado o reinício dos trabalhos em call centers, calçados, cosméticos, manufatura, serviços profissionais e empresariais, transporte público, entre outros.

A reabertura da economia no país foi dividida em cinco etapas, a última está prevista para começar em 1º de setembro, quando todas as atividades econômicas serão permitidas.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, vai montar uma espécie de fábrica de ideias e estudos (Think Tank) da equipe econômica. Para isso, uma nova secretaria especial de estudos deverá integrar, no mesmo local, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IBGE, a Secretaria de Política Econômica e a áreas de estudo de assuntos internacionais e de produtividade da pasta.

Segundo o Estadão apurou, o economista Aluísio Araújo, da FGV, é dos cotados para comandar a área. Guedes também quer trazer o economista do mercado financeira Aurélio Bicalho, da Vinland Capital, para fazer uma dobradinha com Araújo. A ideia é juntar academia e mercado para a nova secretaria.

##RECOMENDA##

O foco da nova área é conectar essas áreas de estudos e ampliar as investigações, sobretudo, as análises de políticas públicas e reforçar as informações sobre a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e como será a recuperação econômica no pós-covid-19.

Por isso, a SPE, que hoje está vinculada à Secretaria Especial de Fazenda, onde também está o Tesouro Nacional, será transferida para nova secretaria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A avaliação do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue em queda durante a pandemia. Mesmo com a liberação do auxílio emergencial e a extensão do benefício, a reprovação do gestor continua em alta, aponta a pesquisa do Datafolha.

Entre os que solicitaram e já receberam ao menos uma parcela de R$ 600, 49% compreende que a postura de Bolsonaro no enfrentamento da Covid-19 é ruim ou péssima. Para os que não pediram o auxílio, a taxa de reprovação é de 51%.

##RECOMENDA##

Em relação aos apoiadores, 26% dos que receberam ao menos uma parcela garante que o desempenho é ótimo ou bom e 24% disse que era regular. Já para 27% dos que nem pediram o valor, a atuação é ótima ou boa, enquanto 22% classifica como regular.

Dos populares que receberam o auxílio, 61% acredita que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate à pandemia. Já 33% entende o inverso, que o presidente mais ajuda do que atrapalha.

Economia - A atuação do ministro Paulo Guedes também foi analisada pelos entrevistados e 32% dos que receberam o auxílio disseram que a Economia durante a pandemia é ótima ou boa. Essa foi a mesma resposta para 34% do grupo que não pediu o dinheiro.

O Ministério da Economia foi classificado como ruim ou péssimo por 25% dos beneficiados e por 36% dos que nem tentaram receber o valor.

Para o levantamento, 2.016 pessoas foram entrevistadas por telefone na terça (23) e quarta (24), antes do pagamento da terceira parcela. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou nesta segunda-feira (29) que deseja se inspirar no presidente americano Franklin D. Roosevelt, que nos anos 1930 criou o "new deal", para reativar a economia do Reino Unido, duramente afetada pela pandemia do novo coronavírus.

"Acredito que é hora de um enfoque 'rooseveltiano' no Reino Unido", declarou Johnson à Times Radio, em referência à política de recuperação pela demanda e a intervenção estatal aplicada após a Grande Depressão nos Estados Unidos.

O líder conservador deve pronunciar um discurso na terça-feira (30) para anunciar um programa de grandes investimentos nas infraestruturas do país. Durante a campanha eleitoral no fim de 2019, Johnson se comprometeu a injetar milhões de libras nos serviços públicos.

"O que vamos fazer nos próximos meses é duplicar nosso programa original que se concentrou em investimentos em infraestrutura, educação, tecnologia, para unir o país", disse.

O programa inclui um plano de reconstrução de escolas de um bilhão de libras (1,23 bilhão de dólares). Começará no período 2020/21 e incluirá inicialmente 50 projetos.

Johnson prometeu que após a crise o país não retornará às políticas de austeridade impostas há 10 anos, quando o também conservador David Cameron estava no poder.

O confinamento contra o coronavírus provocou uma queda de 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) britânico apenas em abril, um recorde histórico.

Sem a ajuda do governo, o desemprego poderia alcançar níveis que não eram registrados desde os anos 1980 e superar o pico de 3,3 milhões de pessoas sem trabalho de 1984, informou no domingo o jornal The Observer, ao citar uma análise da Biblioteca da Câmara dos Comuns.

"Todos entendem que quando sairmos desta situação teremos tempos difíceis, mas o Reino Unido é uma economia incrivelmente dinâmica e resistente e vamos seguir adiante muito, muito bem", afirmou Johnson.

A cabeleireira Aline Lima viu sua renda despencar 90% entre março e abril, no primeiro mês em que passou a vigorar a quarentena e o fechamento do comércio não essencial na maior parte do país, por causa da pandemia do novo coronavírus. Proprietária de um salão de beleza em Araraquara, no interior de São Paulo, ela paralisou as atividades de forma repentina e teve dificuldade de pagar as contas, que continuaram chegando.

"No começo, eu ainda tinha um resto de dinheiro que havia entrado no mês anterior, mas logo as reservas acabaram e foi bem difícil pagar o aluguel do ponto do salão", afirma. Aline chegou a recorrer ao auxílio emergencial de R$ 600, mas não teve seu cadastro aprovado. Em meio ao cenário de incerteza, surgiu a oportunidade de um novo negócio. "A esposa de um amigo, que tem uma fábrica de pijamas, me ofereceu as peças de forma consignada, em que ganhava parte da comissão na venda de cada roupa, e tem dado muito certo. É o que tem salvado", relata.

##RECOMENDA##

Assim como Aline, milhares de microempreendedores têm buscado alternativas para minimizar a perda de renda durante a pandemia. Uma pesquisa da startup SumUp, instituição financeira com foco nos pequenos negócios, mostra que 35% passaram a adotar a venda online, inclusive de outros produtos e serviços. A SumUp, que oferece principalmente maquininhas de cartão para microempreendedores, vem realizando o levantamento para acompanhar a situação de seus clientes em todo o território nacional.

A terceira rodada da pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 20 de maio, com 3.800 pequenos negócios, para entender o impacto da covid-19 sobre o segmento. São profissionais das mais diversas áreas, como uma manicure que também oferece cosméticos, um vendedor de roupas e bijuterias, uma tatuadora com estúdio próprio ou até mesmo um profissional de assistência e instalação. A média de transações dessas pessoas é de cerca de R$ 2 mil mensais, segundo a SumUp.

Até março, menos da metade (35%) desses pequenos negócios usava a internet para vender produtos e serviços. Em pouco mais de três meses, já são 70%. Entre os novos produtos que passaram a ser vendidos pelos microempreendedores, os mais citados são máscaras e roupas, por exemplo.

É o caso de Dionísio da Silva Pereira, de Horizonte (CE), que vende cosméticos, mas que durante a pandemia viu a demanda pelo produto cair. Foi então que decidiu investir em novo negócio. "Eu trabalhava com venda direta de cosméticos, sem loja física, só que aí eu parei com os cosméticos, compramos umas máquinas e começamos a costurar para vender máscaras", conta. O novo negócio não resolveu a queda na renda, mas reduziu seu impacto negativo e abriu a perspectiva de uma nova atividade. "A gente pretende investir no ramo de vestuário, agora que temos a máquina e estamos desenvolvendo a costura", afirma.

Tanto para novos negócios digitais quanto para os que já funcionavam antes da pandemia, os aplicativos de mensagem, principalmente o whatsApp, são a principal ferramenta de vendas, utilizados em 67% dos casos, segundo a pesquisa. O Instagram é a rede social preferida por 22% dos microempreendedores que adotam a venda online.

Entre os negócios afetados pelo fechamento do comércio, serviços esportivos, serviços para eventos e fotografia foram os mais atingidos, com mais de 60% de paralisação temporária ou permanente. Dos negócios que estão paralisados, 27% passaram a adotar a venda online, mas 40% seguem sem a oferta desse tipo de serviço.

Mais do que oferecer pagamento a distância ou contar com uma loja virtual, o serviço de delivery foi considerado o item mais importante para quem passou a fazer venda online durante a pandemia. De acordo com a pesquisa, 40% dos microempreendedores disseram que o serviço de entrega é o mais importante, seguido de pagamento a distância (30%), ter uma loja virtual (20%) e anúncios nas redes sociais (10%).

"Como o comércio estava fechado, teve muita demanda por entrega. No meu caso, que estava vendendo pijama e entregava em casa, os clientes ainda podiam experimentar a roupa, para verificar o tamanho certo", conta Aline Lima. Quase a totalidade dos pequenos negócios (95%) usa um serviço de delivery próprio e só 5% disseram utilizar os aplicativos de entrega.     

Situação financeira

O levantamento mostra que a queda na receita foi brutal para os pequenos negócios. A grande maioria (71%) dos entrevistados afirmou que a queda foi de mais de 60% na renda.

Em cidades que adotaram o lockdown, com regras mais rigorosas de isolamento social, um número ligeiramente maior de microempreendedores (74%) também registrou a mesma perda financeira. Entre os que tiveram o ponto de venda fechado por causa da pandemia, 63% relataram queda de mais de 80% no faturamento depois de um mês. Mesmo entre os empreendedores que puderam manter seu ponto de venda aberto, 58% amargaram perdas de mais de 60% na renda. 

A pesquisa mostrou que 67% dos pequenos negócios mapeados tinham reserva financeira para a quarentena e, mesmo assim, vão precisar de auxílio financeiro nos próximos seis meses, principalmente para pagar contas do próprio negócio, como aluguel, luz, internet e contas pessoais. Cerca de 30% dos empreendedores afirmaram que já estão sem reservas. 

Entre as pessoas que tiveram que fechar o negócio de forma permanente durante a pandemia, 56% solicitaram o auxílio emergencial e já tiveram o pedido aprovado ou ainda estão aguardando. Outros 21% tiveram o pedido negado. Do total de empreendedores que receberam o auxílio emergencial do governo, pelo menos 36% afirmaram que vão precisar de mais auxílio financeiro para sobreviver nos próximos meses. O auxílio emergencial do governo foi a única alternativa de renda emergencial para 95% dos entrevistados.

O movimento Renda Básica que Queremos, que reúne 163 organizações da sociedade civil, lançou uma campanha para pressionar senadores e deputados a prorrogarem o auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro deste ano, quando termina o estado de calamidade pública decretado durante a pandemia da Covid-19.

A campanha ocorre na esteira das negociações no Congresso para a prorrogação do auxílio, que ganharam força nos últimos dias depois que o ministro da Economia, Paulo Guedes, acenou com a concessão de mais duas parcelas de R$ 300.

##RECOMENDA##

A proposta de Guedes foi considerada insuficiente por parlamentares por causa do avanço da contaminação da doença pelo País, inclusive no interior. O aumento dos casos pode levar à reversão temporária das regras de flexibilização do distanciamento social nos locais de aumento dos casos, além da deterioração do mercado de trabalho, como mostrou no domingo o Estadão.

A prorrogação tem o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que no último fim de semana publicou nas suas redes sociais tuíte com um recado duro ao governo. "O governo não pode esperar mais para prorrogar o auxílio. A ajuda é urgente e é agora", cobrou Maia, que enfatizou que a sua posição é acompanhada pela maioria dos deputados. Maia defendeu, no entanto, a prorrogação por mais dois ou três meses no valor de R$ 600, ao contrário de Guedes que quer reduzir o valor à metade das próximas parcelas. A despesa mensal do auxílio está em R$ 51,5 bilhões.

A campanha começou a coletar assinaturas em defesa da manutenção do auxílio por mais seis meses, além das três parcelas iniciais, mas com mudanças das regras. Em documento, ao qual o Estadão teve acesso, o movimento apresenta propostas para serem incorporadas na legislação para mitigar os problemas na implementação do benefício, que deixaram muitos brasileiros que precisam do socorro de fora do programa, enquanto outros receberam o auxílio de forma irregular.

Cada assinatura eletrônica (www.rendabasica.org.br) é enviada automaticamente, por e-mail, para nove "alvos" do Congresso, entre eles Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), lideranças do governo e das bancadas.

No documento, o movimento alerta que é preocupante a notícia de que o governo pretende cortar o valor do auxílio emergencial para R$ 300, a partir da quarta parcela, e encerrá-lo na quinta parcela.

Emergência

"É uma emergência que não foi emergencial como deveria e estamos passando dos 50 mil mortes, inúmeras cidades com bandeira vermelha e necessidade de distanciamento, desemprego lá em cima", diz a diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Carvalho. Para ela, o próprio governo, ao vetar trechos da lei do auxílio, acabou criando problemas graves para administrar na implementação do programa.

São ao todo 13 propostas de mudanças na legislação. Entre elas, a fixação de um prazo de dez dias para que o governo dê reposta à análise dos pedidos. Pelos cálculos da Rede, cinco milhões de pessoas ainda aguardam resposta da análise do pedido. Na lista das propostas, estão a retirada da exigência de ter ganho menor que R$ 28.559,70 no ano de 2018, a garantia de que os beneficiários do Bolsa Família retornem automaticamente ao programa após fim do auxílio emergencial e permissão para que os estabelecimentos correspondentes ou conveniados das instituições financeiras públicas sejam autorizados a pagar o benefício.

Segundo Paola Carvalho, é preciso garantir também que bases de dados do governo usadas no cruzamento de dados para a concessão do benefício sejam atualizadas. Em caso de impossibilidade, deve valer a autodeclaração do solicitante do benefício.

Outro ponto importante é que os pedidos de auxílios negados sejam acompanhados de justificativas claras, com a criação de canais de recurso e apresentação de documentos.

Na avaliação do movimento, o dinheiro do auxílio tem segurado os pequenos comércios e a movimentação financeira dos pequenos municípios. Essa mesma avaliação é compartilhada por integrantes do governo que defendem a prorrogação com valor maior do que os R$ 300. Para eles, o ministro Guedes ofereceu um valor menor agora para negociar depois o aumento do auxílio. Mesma estratégia foi usada na época da criação do benefício, quando o ministro ofereceu R$ 200, subiu a oferta para R$ 300 e ,depois que o Congresso negociou o valor de R$ 500, acertou com o presidente Bolsonaro o anúncio de R$ 600.

Lideranças do Congresso Nacional avaliam que a disputa pelo "carimbo" do programa em tempos de eleição deve manter o valor em R$ 600. A definição deverá ficar por conta da quantidade das parcelas.

Diante do avanço da discussão no Congresso da criação de um programa de renda mínima mais robusto, a equipe econômica já anunciou que vai implementar o programa de Renda Brasil, versão mais ampla do Bolsa Família. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os juros futuros renovaram pouco antes das 10h desta terça-feira (23) as mínimas da sessão, acompanhando a queda mais acentuada do dólar. Às 9h55, todos os principais vencimentos estavam nos menores níveis desde a abertura do pregão.

O DI para janeiro de 2021 apontava 2,040% ante 2,035% no ajuste de segunda-feira; o DI para janeiro de 2027, 6,78%, ante 6,90% ontem no ajuste. O dólar à vista valia R$ 5,1685 neste mesmo horário, em queda de 1,94%.

##RECOMENDA##

Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta disse, em entrevista à televisão francesa France24, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem chamando a atenção do mundo por preferir focar na economia e pela “falta de respeito à vítimas” da Covid-19. O Brasil já tem mais de 51 mil mortos pela doença.

"O presidente da República claramente optou por dar mais importância para o aspecto econômico que para o aspecto de saúde. Ele caiu em um falso dilema, como se essas coisas pudessem ser tratadas em separado, quando elas estão juntas," disse Mandetta, que foi demitido do cargo em 16 de abril.

##RECOMENDA##

"Não existe isso de sair forte de uma epidemia. Na história da humanidade, isso não é possível. Se tivéssemos optado pelo cuidado, nossa recuperação econômica seria muito mais precoce, como é demonstrado por qualquer análise econômica que é feita de qualquer tipo de epidemia. É uma questão muito mais pensando em 2022, quando acontecem as eleições", observou Mandetta, acrescentando que Bolsonaro age com motivações política.

Mandetta, que também já foi deputado federal, avaliou o fato do Ministério da Saúde não ter hoje um titular oficial. Quem está no comando da pasta, interinamente, é o general Eduardo Pazuello. Para o ex-ministro, não existe mais um Ministério da Saúde, mas sim uma ocupação militar na pasta. 

"Nós, que somos oriundos da saúde, trabalhamos sobre três pilares: proteção incondicional à vida, proteção ao nosso sistema de saúde, o SUS, e uma defesa intransigente da ciência como método principal de tomada de decisões. Lá no Ministério da Saúde tiraram os técnicos de segundo e terceiro escalão, e colocaram no lugar militares seguindo uma norma militar. Nós não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde”, criticou.

Mandetta ainda foi questionado se acreditava que o presidente será julgado por má gestão da crise sanitária. “É uma condução [de crise] que choca os outros países porque o mundo optou primeiro por vidas e depois recuperar a economia. E ele vai na contramão e vai falar assim: 'não, não vamos suspender a economia porque a economia vai ter mais danos do que essa doença'. E acabou sendo o único líder mundial a adotar esta linha. O Trump voltou atrás, Boris Johnson voltou atrás, o presidente do México voltou atrás. Somente o presidente do Brasil permaneceu e permanece até hoje com esse tratamento inadequado, e essa falta de respeito às vítimas", declarou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira que estender o auxílio emergencial de R$ 600 pago a trabalhadores informais, desempregados e autônomos por mais um ou dois meses não vai "quebrar" o País financeiramente.

"É exagero de quem diz isso", disse o parlamentar em videoconferência promovida pela Câmara de Comércio França-Brasil. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro alegou em uma transmissão ao vivo pelas suas redes sociais que vetaria eventual proposta do Congresso Nacional que estipulasse o pagamento pelo governo federal de mais duas parcelas do benefício com o valor atual. O Ministério da Economia defende que o auxílio seja estendido por dois meses, mas seguindo a quantia de R$ 300.

##RECOMENDA##

Para o presidente da Câmara, é necessário pensar em um "grande programa com foco na renda dos mais vulneráveis". No entanto, Maia fez a ressalva de que pagar os R$ 600 por tempo indeterminado seria "inviável".

Ele criticou o cadastro utilizado pelo governo federal para o pagamento do auxílio emergencial, que "gerou confusão" e não aproveitou os dados já detidos pelos municípios. Na avaliação do parlamentar, a gestão de Jair Bolsonaro deveria pensar em um pente fino na lista dos beneficiados pelos R$ 600 para eliminar aqueles que não precisam da quantia ou o receberam indevidamente.

Nesse sentido, Maia ressaltou a necessidade de organizar esses desembolsos "no curto prazo" e, depois, estudar a criação de uma renda mínima aos mais vulneráveis baseada no cadastro único do INSS e na lista de beneficiários do Bolsa Família.

Não bastasse a recessão e o freio no comércio internacional, a pandemia da covid-19 ainda elevou as tensões entre Estados Unidos e China, criando uma fonte de incerteza adicional que pode travar os investimentos globais nos próximos meses e respingar no Brasil.

Uma trégua entre as duas potências havia sido iniciada em dezembro, quando foi anunciada a primeira fase de um acordo que poderia colocar fim à guerra comercial, mas o coronavírus desestabilizou o cenário econômico global e eleitoral americano, reacendendo as faíscas entre Washington e Pequim.

##RECOMENDA##

Além de uma desaceleração extra no comércio global - já haverá um primeiro freio brusco desencadeado pela pandemia -, o embate entre os países poderá resultar em um crescimento mais fraco da China nos próximos anos, o que seria negativo para o Brasil no longo prazo, dizem economistas.

Nesta segunda, 22, o mercado chinês é o maior importador de produtos brasileiros, tendo sido responsável pela compra de 39% do total exportado pelo País de janeiro a maio.

"Se os EUA começarem a interferir no que a China está fazendo, a China pode desacelerar de forma geral, o que seria muito ruim para o Brasil. A demanda da China depende de quão rápido ela pode crescer", diz o economista-chefe do banco MUFG (antigo Banco de Tokyo) na Ásia, Cliff Tan.

Para Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos EUA, a situação entre EUA e China é "muito tensa e vai piorar". "A relação ficou mais complicada por causa das eleições americanas, depois veio a crise em Hong Kong e o coronavírus. Donald Trump está fazendo da campanha contra a China sua principal plataforma. Joe Biden (candidato democrata à presidência americana) vai fazer a mesma coisa, já que a China é uma ameaça à supremacia dos EUA. Haverá efeito comercial e político nos próximos anos", diz.

Na última sexta-feira, 19, a notícia de que o governo chinês aceleraria compras de bens agrícolas dos EUA animou o mercado. Tudo indica, no entanto, que essa decisão de Pequim não amenizará a tensão, que está longe do fim. No mesmo dia, o secretário de segurança americano, Mike Pompeo, voltou a culpar a China pela pandemia, com a alegação de que o país escondeu a real situação do coronavírus.

De acordo com o economista Guilherme Martins, superintendente de pesquisa econômica do Itaú Unibanco, a escalada do tom de Washington no último mês é "preocupante". "Achávamos que o acordo entre os países era temporário e que as tensões poderiam voltar nos próximos anos, mas isso aconteceu antes do esperado."

Segundo cálculos do Itaú, a guerra comercial já retirou, entre 2018 e 2019, de 0,5% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) global. O embate comercial foi, portanto, um dos responsáveis pela desaceleração da economia mundial de 3,6% em 2018 para 2,9% no ano passado.

Apesar de os países não terem rompido com a fase um do acordo, a troca de farpas entre Washington e Pequim preocupa por aumentar a imprevisibilidade econômica, segundo Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.

"O comércio exterior cresce quando se tem previsibilidade. O risco de uma nova guerra comercial é precificado no valor do seguro, do frete, da venda. A tensão entre os países é um fator de instabilidade super indesejado no momento em que já há redução do comércio", diz Barral.

Cliff Tan destaca que será difícil observar o impacto da crise EUA-China nos indicadores econômicos. Isso porque a reabertura das economias após o período mais crítico da pandemia resultará em aquecimento da atividade global. "Qualquer impacto adicional de protecionismo no crescimento global será difícil de ver nos dados, porque as coisas vão começar a parecer melhores. Isso não terá a ver com o que Trump estará fazendo no front protecionista."

Tarifas

Economistas, porém, não acreditam que Trump deva elevar agora as tarifas de importação dos EUA sobre produtos chineses, dado que uma medida dessas teria impacto negativo nas Bolsas americanas e nos preços de importados. Essas consequências poderiam prejudicar a imagem do presidente às vésperas da eleição.

"No pós-eleição, a questão é outra. A agenda de conflito com a China é suprapartidária. Hoje já vemos os democratas assumindo posturas mais fortes em relação ao país", diz João Scandiuzzi, estrategista-chefe do BTG Pactual Wealth Management.

Se, após a eleição americana, os países romperem a fase um do acordo, o impacto na economia global será grande, pois uma nova crise surgiria sem que o mundo tenha se recuperado da pandemia, afirma Scandiuzzi. "Reintroduzir essa incerteza tem potencial para voltar a desacelerar a economia global. Seria bastante indesejável."

Mercado financeiro mundial pode sofrer modificações

A crise entre Estados Unidos e China também deve mudar de forma importante o mercado financeiro global. De acordo com o estrategista-chefe do BTG Pactual Wealth Management, João Scandiuzzi, o mercado chinês pode se fortalecer caso os EUA sigam adiante com a proposta de obrigar empresas estrangeiras listadas em Bolsas americanas a serem auditadas internamente.

A medida já foi aprovada no Senado, mas precisa passar pelos deputados e pelo presidente Donald Trump. O problema é que Pequim proíbe estrangeiros de auditarem companhias chinesas. Isso pode fazer com que empresas chinesas tenham de transferir a negociação de suas ações para o mercado doméstico. "A desintegração financeira dos dois países pode revigorar o mercado chinês e sua hegemonia na Ásia", diz Scandiuzzi.

O superintendente de pesquisa econômica do Itaú Unibanco, Guilherme Martins, no entanto, acredita que o centro financeiro chinês pode se espalhar, com Hong Kong dividindo as atenções com Xangai e Cingapura. Isso porque, no fim de maio, os EUA afirmaram que vão retirar o status de comércio preferencial de Hong Kong, que garante à região administrativa especial chinesa benefícios comerciais, de investimentos e tributários.

"Com o status, Hong Kong fazia a intermediação entre a Ásia e o resto do mundo. Essa mudança no status prejudicaria todo o fluxo financeiro na região. Mas isso deve ser um processo lento", acrescenta Martins.

Em meio ao embate entre os países, além da alteração no status de Hong Kong, os EUA deverão criar algumas sanções contra oficiais chineses, proibindo, por exemplo, o acesso deles ao sistema financeiro internacional, diz o economista-chefe do banco MUFG (antigo Banco de Tokyo) na Ásia, Cliff Tan.

"Talvez possam retirar a habilitação de instituições financeiras chinesas para fazerem negócios e operarem nos EUA", diz Cliff Tan. Por enquanto, Trump já vem exortando fundos de pensão americanos a não investirem em papéis chineses.

Como planejado, a cada segunda-feira Pernambuco amplia a flexibilização das atividades econômicas e libera o retorno de setores específicos. Nesta segunda (22), shoppings centers e templos religiosos voltam a receber clientes e fieis. As lojas de varejo com mais de 200 m² também vão reabrir, enquanto a construção civil está autorizada a operar com capacidade total.

Dos 185 municípios, apenas 100 farão parte da quarta fase de reabertura. Ao invés de decair com o número de pacientes infectados pela Covid-19, as regiões de Garanhuns, Palmares, Goiana e Caruaru registraram um aumento na procura por leitos de UTI e não avançam com o Plano de Convivência de 11 etapas desenvolvido pelo Governo do Estado.

##RECOMENDA##

O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano também já havia anunciado que, a partir desta segunda (22), iria ampliar a circulação dos ônibus com 70% da frota. A medida foi necessária para a readaptação da rotina dos trabalhadores em meio à pandemia.

O último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Pernambuco, emitido nesse domingo (21), confirmou mais 995 infectados e 86 mortes em decorrência do novo coronavírus. Ao todo, o estado já notificou 52.113 casos confirmados e 4.234 óbitos.

O Grande Recife Consórcio de Transporte determinou que, a partir da próxima segunda-feira (22), o Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife terá funcionamento de cerca de 70% da frota de ônibus em circulação. O aumento faz parte da nova fase do plano de retomada da economia, com a reabertura de novos setores.

Serão cerca de 234 ônibus a mais, no comparativo com esta semana. Entre as linhas que estão em operação atualmente, cerca de 71 já conta com 100% de sua frota em funcionamento, entre elas: 080 - TI Joana Bezerra/Boa Viagem; 1909 - TI Pelópidas/TI Joana Bezerra, 207 - Barro/Macaxeira (BR-101); 216 - TI Barro/TI Cajueiro Seco; 861 - TI Xambá/TI Joana Bezerra; 914 - PE-15/Afogados; 206 – TI Barro/ TI Prazeres (Jordão); 825 – Jardim Brasil/ Joana Bezerra e 2490 – TI Camaragibe/ TI Macaxeira.

##RECOMENDA##

Para reforço no transporte, os terminais integrados (Tancredo Neves, Xambá, Igarassu, Pelópidas Silveira, Macaxeira, Barro, Camaragibe e Cabo) permanecerão com veículos extras estocados, caso haja aumento na demanda. O aumento das atividades nos terminais integrados terá a supervisão dos técnicos do Consórcio, que realizarão ajustes, caso necessário, para evitar aglomerações.

Em caso de dúvidas ou sugestões, o usuário pode contatar a Central de Atendimento ao Cliente através dos telefones 0800 081 0158 e 99488.3999 (WhatsApp), exclusivo para reclamações.

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), discordou da liminar do Tribunal do Justiça (TJ), que suspendeu a autonomia do plano de retomada das atividades econômicas no município do Sertão pernambucano. Em um vídeo publicado nessa quinta-feira (18), ele cobrou ações do governo Paulo Câmara (PSB).

Iniciada há cerca de três semanas, a reabertura gradual proposta pela Prefeitura de Petrolina será interrompida e o município deverá respeitar o planejamento do Estado. A decisão do TJ destaca o quantitativo de leitos disponíveis na cidade e a segurança da população.

##RECOMENDA##

Miguel mostra-se preocupado em salvar vidas, mas acrescenta que "precisamos também salvar o desemprego, a economia e garantir a renda de todos os brasileiros". O prefeito afirma que se dependesse da administração estadual, a rede de saúde local estaria em colapso.

"Se tivéssemos esperado pelo Governo do Estado, não teríamos ultrapassado a marca de 10.100 testes feitos pela prefeitura, que identificaram 377 infectados [... ] não teríamos o Hospital de Campanha de Petrolina já em funcionamento com 100 leitos, nem ampliado os leitos de UTI", aponta ao relatar que o Governo deve 40 leitos do hospital de campanha, que foi montado mas ainda não funciona.

[@#video#@]

Em mais uma fase do plano de flexibilização do comércio, os shoppings de Pernambuco voltam a receber os clientes na próxima segunda-feira (22). Os centros comerciais vão reabrir antecipadamente com 30% da capacidade, das 12h às 20h.

Desde a segunda-feira (8), os estabelecimentos funcionavam em esquema drive thru, com atendimentos por telefone e um ponto específico para a coleta de produtos. Após cerca de três meses com as atividades suspensas, a retomada deve atender ao protocolo sanitário, como ressaltar os cuidados com a higienização, o distanciamento social e o monitoramento de funcionários e clientes suspeitos de Covid-19.

##RECOMENDA##

O Instituto de Pesquisa UNINASSAU publicou nesta quarta-feira (17) um levantamento referente à percepção dos recifenses em relação aos impactos econômicos provenientes da Covid-19. No geral, os entrevistados mostraram-se pessimistas ao avaliar os prejuízos financeiros e as competências da gestão pública.

Ao todo, 98% dos entrevistados acreditam que a Covid-19 vai prejudicar a economia do Brasil, sendo que 75% agravaram as consequências e ressaltaram que a doença 'vai atrapalhar muito'. Segundo a Federação das Indústrias de Pernambuco, a balança comercial sofreu uma queda de 55% no mês de maio. 

##RECOMENDA##

Quando questionados sobre o mercado de trabalho, a maioria (53%) afirma que não perdeu o emprego ou teve a atividade profissional afetada, diante dos 43%, que admitem ter sofrido com a pandemia. Enquanto 38% apontam que a profissão foi afetada, 5% lamentam a perda do emprego.

A maior parte dos novos desempregados é de homens com faixa etária entre 25 e 34 anos. A suspensão das atividades econômicas fez com que 44% dos entrevistados afirmassem que houve queda na renda. Outros 49% - a maioria (61%) recebe mais de cinco salários mínimos -, apontam que a renda foi mantida. Para 2%, a pandemia foi benéfica no viés financeiro e aumentou a renda. 

Em relação ao Auxílio Emergencial oferecido pelo Governo Federal, 72% informaram que não receberam os R$ 600. A maior parte (81%) tem idade entre 45 e 59 anos. Ainda assim, 96% mostraram-se favoráveis ao benefício. Enquanto 3% não concordam com o repasse.

A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 14 de junho. Ao todo, 628 moradores do Recife, com idade mínima de 18 anos, foram entrevistados por telefone. O levantamento do Instituto de Pesquisa UNINASSAU tem 95% de confiança, com margem de erro de quatro pontos percentuais.

A balança comercial de Pernambuco registrou uma queda de 55% em maio deste ano esse é o pior resultado para a balança comercial desde o começo do ano. Junho é o terceiro mês consecutivo que os resultados são negativos para o Estado. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), isso se deve à retração generalizada das importações e exportações de produtos locais.

Em maio, o volume da balança de Pernambuco chegou a 263 milhões de dólares, mas permaneceu deficitária em 101 milhões de dólares porque as exportações continuaram menores que as importações. “Alguns produtos têm forte influência nessa queda, óleo combustível, pet e automóveis. Para se ter uma ideia, houve momento em que não aconteceu exportação de automóveis dado ao cenário de paralisação das atividades em razão da Covid-19”, analisou o gerente de Relações Industriais da FIEPE, Maurício Laranjeira.

##RECOMENDA##

Cingapura e Argentina e Estados Unidos foram os responsáveis para que o cenário não fosse pior. A FIEPE aponta que na Argentina, percebe-se uma recuperação do começo do ano para cá, demonstrando um aumento de 29,9% nas vendas. No entanto, o volume exportado (131 milhões de dólares) ainda não se equipara aos patamares anteriores à crise econômica do país hermano, quando a movimentação chegava a 369 milhões entre janeiro e maio de 2018. “Embora seja um sinal positivo no acumulado, notamos também um cenário de queda provocado pela falta de demanda de produtos com alto valor agregado, como os automóveis, no intervalo em que se instaurou a crise na saúde”, afirmou Laranjeira. Em maio, o encolhimento registrado foi 71,6%.

Ainda na análise do gerente de Relações Industriais da FIEPE, a relação com os Estados Unidos também vem amargando compressões bruscas. No acumulado de janeiro a maio, o encolhimento foi de 47% (69 milhões de dólares) e na comparação entre os meses de maio de 2020 e 2019 foi de 20,5% (26 milhões de dólares). Neste caso, houve retração na comercialização de produtos de petróleo e isso tem refletido no desempenho pernambucano junto ao país americano.

*Com informações da assessoria

O distanciamento social exigido pela pandemia do novo coronavírus acelerou as discussões sobre o uso dos drones no mundo todo. Na China, eles já têm sido utilizados para transportar insumos médicos, coleta de exames e até para desinfetar cidades; na Austrália, os veículos não tripulados têm feito entregas de uma série de produtos, de café e pão até ovos e papel higiênico; nos Estados Unidos, a tecnologia foi motivo de polêmica ao ser usada para fiscalizar pessoas que furavam a quarentena em Manhattan.

Por aqui, as discussões também aumentaram. Empresas e órgãos públicos têm buscado informações sobre como usar o equipamento de forma segura e eficiente. Por enquanto, apenas uma empresa de Franca, no interior de São Paulo, está em processo de certificação para fazer entregas por drones.

##RECOMENDA##

Trata-se da Speedbird Aero, uma empresa criada por dois brasileiros que querem transformar a promessa mundial do delivery aéreo em realidade no Brasil. Desde o ano passado, quando a pandemia do novo coronavírus nem tinha dado as caras no mundo, o engenheiro Samuel Salomão e o administrador de empresas Manoel Coelho, sócios da empresa, trabalham na primeira certificação de drones para entregas no País e podem conseguir uma autorização ainda neste ano.

Mas esse será apenas o primeiro passo de um processo que pode levar cinco anos até chegar ao nível de voos autônomos (sem controle remoto). Durante um bom tempo a operação ainda dependerá da intervenção humana no controle dos drones, mesmo que as rotas sejam programadas automaticamente. Além disso, ao contrário do que prometem algumas empresas no exterior, no Brasil a operação deve ser gradual e está longe de entregar produtos na porta da casa do consumidor. O desenho que vem sendo feito pela Speedbird inclui rotas preestabelecidas, como o teste que vem sendo feito com a parceira iFood - empresa de delivery de comidas.

A ideia é retirar o pedido num shopping, por exemplo, levar até um determinado ponto e de lá seguir com entregadores. Ou sair de um restaurante e ir até a entrada de um condomínio, onde haverá um droneporto - local construído para permitir a aterrissagem do drone. A proposta é superar alguns gargalos, como o trânsito ou o tempo para sair de um shopping. "Nesse caso, trabalharemos com uma complementaridade de transporte com a moto, patinete ou bicicleta", diz Coelho, sócio da Speedbird , criada em 2018.

Modelos

Com a quarentena imposta pela pandemia do coronavírus, outros modelos começam a ser pensados para atender hospitais e órgãos públicos. A empresa tem sido procurada para desenhar soluções e rotas específicas para o transporte de exames médicos e até medicamentos. "Sem dúvida, o uso de drones será ampliado", diz Salomão. Segundo ele, no auxílio à telemedicina, drones poderão entregar remédios para pacientes; na prestação de serviços, trabalhadores em campo poderão receber peças ou ferramentas durante reparos onde o tempo é crítico; e na engenharia, suprimentos poderão ser entregues em obras em locais de difícil acesso. "Enfim, encomendas poderão ser retiradas por moradores em pontos de coleta especialmente projetados para receber drones."

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), há várias conversas com empresas para o uso de drones em uma série de atividades, mas, para entregas, a Speedbird saiu na frente. O processo de certificação da empresa, em análise na agência, é para permitir o voo fora da linha de visão. Os diretores da Anac têm acompanhado os testes e feito uma série de exigências para garantir a segurança do equipamento para a população. Um exemplo foi o pedido para o desenvolvimento de um paraquedas caso haja pane com o drone durante um voo.

"Para encontrar um modelo que funcionasse a 30 metros (altura que a empresa pretende voar), tivemos de recorrer a uma empresa israelense, mas conseguimos uma solução que atende à agência", diz Salomão, que comanda toda a parte tecnológica da empresa. É ele que desenvolve e adapta os drones da Speedbird para as entregas. Os equipamentos podem voar num raio de 5 km a 10 km e levar uma encomenda de dois quilos - o próximo drone em construção terá capacidade de levar até oito quilos. Para desenvolver os equipamentos, Salomão importa parte dos componentes e produz peças menores em impressoras 3D.

Voo autônomo

A utilização de drones em larga escala no Brasil ainda vai depender de estrutura para detectar as aeronaves no ar. A major Daniele Lins, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), afirma que, mesmo com a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o uso dos veículos não tripulados terá de ser controlado em áreas predeterminadas. Hoje, o que tem sido feito é acomodar esse tráfego numa malha já existente, "Definimos um polígono e não deixamos que outros usem o espaço", diz ela.

"Os drones são menores e difíceis de serem detectados, mas acreditamos que, com a tecnologia do 5G, poderemos encontrar soluções interessantes para o controle dos equipamentos", diz a major. Segundo ela, que tem acompanhado de perto as discussões pelo mundo, as iniciativas mais avançadas hoje estão na Austrália e nos Estados Unidos. "Mas tudo ainda é experimental. É um processo que o mundo está construindo".

Os sócios da Speedbird, Manoel Coelho e Samuel Salomão, entendem bem que o processo de "popularização" dos drones em serviços de delivery não é curto nem fácil. Eles trabalham com quatro fases de desenvolvimento das autorizações. A primeira prevê voos em áreas rurais, condomínios e indústrias, com o consentimento de pessoas; a segunda inclui sobrevoos em áreas esparsamente povoadas com até 300 habitantes por quilômetro quadrado (km²), sem autorização dos moradores; e a terceira, em locais com mais de 300 habitantes por km². A última fase seriam os voos sem a necessidade de um operador. É esse o grande alvo das empresas, o que permitiria o uso em larga escala e derrubaria o custo das operações.

Nas próximas semanas, a empresa deverá receber uma rodada de investimentos, o que dará mais fôlego ao desenvolvimento do produto. Os recursos virão de fundos de venture capital e de outros investidores. Um deles é o brasileiro Reinaldo Carvalho, que mora nos Estados Unidos e investe em negócios em estágio inicial.

Apesar da crise da Covid-19, ele afirma que nem cogitou a possibilidade de desistir do investimento. Entre as explicações está a de que a Speedbird é a única empresa com processo de certificação no Brasil. Além disso, a solução será uma importante ferramenta para diminuir os problemas de logística no País, diz o investidor.

Segundo Salomão, a captação de recursos será para desenvolver a tecnologia, contratar novos engenheiros e aumentar a frota. "Hoje, o software (que traça as rotas e permite que o drone siga um caminho) é o nosso maior valor. Precisamos incrementar essa ferramenta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com a implementação do Plano de Retomada da economia em Pernambuco, o Grande Recife Consórcio de Transporte vai ampliar para 60% a frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife (RMR). Serão 201 veículos a mais nas ruas em comparação à quantidade de coletivos que estavam em circulação antes da retomada dos setores no Estado.

Segundo o Grande Recife, técnicos permanecem fiscalizando o serviço para realizar os devidos ajustes com o objetivo de minimizar o impacto no transporte público, principalmente nos horários de pico.

##RECOMENDA##

As linhas de maior demanda é que terão o reforço da frota. Além destes, veículos extras continuarão estocados nos terminais integrados Joana Bezerra, Tancredo Neves, PE-15, Xambá, Afogados, Igarassu, Pelópidas Silveira, Macaxeira, Barro, Jaboatão, Camaragibe, Cajueiro Seco e Cabo. Estes coletivos entram em operação de acordo com o aumento da demanda dos usuários.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando