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O ex-governador de Massachusetts Deval Patrick entrou nesta quinta-feira (14) na corrida pela Casa Branca, tornando-se o 18º pré-candidato democrata à presidência que tenta evitar a reeleição de Donald Trump.

Patrick, de 63 anos, um dos primeiros governadores negros dos Estados Unidos e próximo ao ex-presidente Barack Obama, fez o anúncio através de um vídeo de dois minutos e meio divulgado na internet.

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"Em um espírito de profunda gratidão por tudo o que este país me deu, com a determinação de construir um sonho americano melhor, mais sustentável, mais inclusivo, hoje anuncio minha candidatura à presidência dos Estados Unidos", afirmou Patrick no vídeo.

O ex-governador declarou no ano passado que não concorreria, mas assinou nesta quinta os documentos necessários para formalizar sua candidatura no estado de New Hampshire (nordeste), entrando na disputa pela indicação democrata.

A candidatura tardia de Patrick demonstra a angústia entre os democratas: muitos estão ansiosos para ver os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, com propostas à esquerda, no topo das pesquisas para superar o ex-vice-presidente Joe Biden (centro), que acreditam não ter condições de derrotar Trump nas eleições presidenciais de novembro de 2020.

Quem compartilha desse temor é o bilionário e ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que também pretende concorrer às primárias democratas, prejudicando assim Biden, segundo especialistas.

Casado com uma advogada e pai de duas filhas, Deval Patrick havia dessistido da candidatura. Mas a menos de três meses das primárias, avaliou que ainda havia lugar para um candidato capaz de unir democratas moderados e radicais, segundo pessoas próximas.

Nascido em uma família pobre em Chicago, Patrick entrou para uma escola de elite em Boston antes de se formar em direito em Harvard, trabalhando em seguida por muito tempo como advogado, especialmente para a associação para a defesa dos direitos dos negros NAACP, antes de se tornar governador de Masachusets por dois mandatos (de 2007 a 2014).

Desde que deixou o governo trabalha para o fundo de investimentos privado Bain Capital, especializado em empresas que investem em um modelo de desenvolvimento sustentável, e como comentarista político do canal CBS News.

Ao acompanhar o último debate democrata, declarou durante a cobertura que "ser candidato, como ser eleito, é uma mistura de substância e desempenho artístico".

A disputa pela indicação democrata já conta com outros dois candidatos negros, a senadora Kamala Harris (Califórnia) e o senador Cory Booker (Nova Jersey), mas eles não estão entre os favoritos.

O ex-governador republicano da Carolina do Sul Mark Sanford abandonou nesta terça-feira sua pretensão de desafiar o presidente Donald Trump nas eleições americanas de 2020.

A ideia de Mark de desafiar Trump pela nomeação republicana, lançada há dois meses, não provocou entusiasmo.

"Estou abandonando minha candidatura para as eleições presidenciais", anunciou Mark no Facebook, pedindo "um debate sobre o que significa ser republicano hoje".

Outros dois republicanos, o ex-governador de Massachusetts Bill Weld e o ex-legislador Joe Walsh, também decidiram desafiar Trump, mas suas pré-candidaturas não constituem ameaça à reeleição do presidente.

O avião da Força Aérea do México no qual viaja o ex-presidente boliviano Evo Morales decolou nesta terça-feira (12) do aeroporto internacional de Assunção, onde chegou de madrugada e permaneceu durante várias horas após sair da Bolívia, segundo uma fonte oficial.

De acordo com alguns veículos locais, a aeronave Gulfstream G 550 partia rumo ao México, mas teve de parar no Paraguai por não ter autorização para sobrevoar o território peruano. Contudo, a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac) ainda não divulgou nenhuma informação oficial a respeito.

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O portal paraguaio Hoy informou que o avião aterrissou em Assunção por volta da 1h30 para reabastecer após o Peru negar autorização para sobrevoar o território. O veículo destaca que o Brasil pode ter tomado a mesma decisão.

Após várias conversas, o Peru teria cedido seu espaço aéreo e às 4h53, a aeronave partiu rumo ao México, país que ofereceu asilo político para Evo. O ex-presidente viaja junto a seu filho e ao ex-vice-presidente Álvaro García.

Ministro da Defesa renuncia

O ministro da Defesa da Bolívia, Javier Eduardo Zavaleta López, decidiu renunciar ao cargo. Ele fez o anúncio por meio de uma carta divulgada no Twitter na qual diz que sua vontade "sempre foi preservar a institucionalidade das Forças Armadas a serviço da população" e não contra ela.

"Jamais emitimos uma ordem para que nossos soldados e marinheiros levantassem uma arma contra seu povo e jamais a faremos", indicou Zavaleta. "O Estado que construímos é uma Bolívia na qual um militar deveria assumir a defesa de sua pátria ao lado de seu povo e não contra ele, portanto, a responsabilidade de virar as armas contra o povo será daqueles que tomaram essa decisão."

"Senhor Carlos Mesa (ex-presidente e principal rival de Evo nas últimas eleições, senhor Fernando Camacho (líder opositor acusado por Evo de orquestrar um golpe de Estado para tirá-lo do poder), um assunto político não se resolve aumentando o calibre da repressão contra seus compatriotas, as balas não são a resposta e nem a solução", acrescenta o texto.

Zavaleta é o 13º ministro a renunciar do antigo gabinete de Evo Morales, que renunciou à presidência no domingo em meio à crise política desencadeada após as eleições de 20 de outubro e pelas quais é acusado de fraude. O resultado - que havia dado a ele mais um mandato - também foi questionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). (Com agências internacionais)

O governo federal promulgou a Lei 13.834 que tipifica o crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral, retomando trecho que havia sido vetado na sanção feita em junho último. A Lei está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11). A matéria tinha sido motivo de veto presidencial do presidente Jair Bolsonaro, que foi, no entanto, derrubado pelo Congresso em 28 de agosto.

O trecho em questão atribui penas mais duras para quem divulga fake news nas eleições. Ele é parte da lei sancionada em junho, que tipifica como crime a conduta de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral. A parte que agora foi recuperada, prevê as mesmas penas para quem divulgar ato ou fato falsamente atribuído ao caluniado com finalidade eleitoral. O argumento usado foi o da contrariedade ao interesse público.

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A lei, que já é válida para as eleições municipais do ano que vem, prevê pena de prisão de dois a oito anos, além de multa, para quem acusar falsamente um candidato a cargo político com o objetivo de afetar a sua candidatura. Essa pena aumenta se o caluniador agir no anonimato ou com nome falso. A lei atualizou o Código Eleitoral.

"Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente da inocência do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído", diz o trecho que havia sido vetado e agora foi promulgado.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, foi a legenda mais votada nas eleições nacionais deste domingo, embora sem possibilidades claras de formar um governo e com um novo adversário cada vez mais forte: o partido de extrema direita Vox, que se tornou a terceira força política do país.

Com 99,98% das urnas apuradas, o PSOE conquistava 120 assentos no Parlamento, três a menos do que nas eleições de 28 de abril. Já o partido Podemos, de esquerda, liderado por Pablo Iglesias, obteve 35 assentos, uma queda em relação aos 42 da legislatura anterior.

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Sánchez, que foi o último dos candidatos a aparecer durante a noite eleitoral, pediu "generosidade e responsabilidade" aos demais partidos para "desbloquear a situação política da Espanha".

"Meu empenho é que desta vez, sim ou sim, vamos conseguir um governo progressista. A esta convocatória chamamos todos os partidos, salvo aqueles que se autoexcluem da convivência semeam o discurso do ódio", continuou o primeiro-ministro espanhol.

Na direita, o principal partido da oposição, o conservador Partido Popular (PP), se recuperou do fracasso de abril e obteve 88 representantes no Congresso. "A Espanha não pode esperar mais", disse o candidato conservador à presidência, Pablo Casado, que qualificou o resultado das eleições de ruins para a "governabilidade e futuro" do país europeu.

Mesmo com o apoio de seus aliados tradicionais, nem o PSOE nem o PP teriam os 176 assentos necessários para obter maioria absoluta na Congresso dos Deputados.

O grande vencedor da noite foi o Vox, o partido mais à direita do espectro parlamentar espanhol e que apenas sete meses depois de sua entrada no Congresso dos Deputados se apresenta como a terceira legenda mais votada, com 52 assentos, mais que o dobro dos 24 que obteve em abril. Fonte: Associated Press

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do atual primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, lidera neste domingo a contagem de votos das eleições gerais. Os primeiros dados dão vitória a Sánchez, embora sem uma maioria para governar sozinho, e confirmam o avanço do partido de extrema direita Vox.

Com 22,73% do escrutínio concluído, o PSOE conseguiria 122 assentos no parlamento, contra os 123 que alcançou nas eleições anteriores, em abril.

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A segunda força política, o conservador Partido Popular (PP), recuperava parte do terreno perdido em abril e conseguiria 83 representantes, ante os 66 anteriores, seu pior resultado histórico.

A legenda de extrema direita Vox, que entrou no Congresso nas últimas eleições, passaria a ser a terceira força mais votada, com 46 assentos, ante os 24 alcançados em abril. O partido fez campanha com a promessa de adotar uma estratégia dura tanto frente ao movimento independentista na Catalunha, quanto em relação à imigração.

A participação nas eleições deste domingo foi de 67,91%, 4% mais baixa do que em abril. Fonte: Associated Press

Após pedido das Forças Armadas e protestos no país, Evo Morales anunciou neste domingo a renúncia à Presidência da Bolívia.

"Estou renunciando, apenas para que meus irmãos, líderes, autoridades do MAS não sejam perseguidos, perseguidos e ameaçados", disse Morales em uma transmissão de vídeo no canal estadual.

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A renúncia vem em meio a uma crise política e revolta social após o relatório preliminar da OEA que apontou possíveis irregularidades e fraudes nas Eleições Gerais de 20 de outubro.

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O comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, pediu ao presidente Evo Morales que renuncie ao cargo para que se recupere a paz no país, depois que a questionada eleição de 20 de outubro resultou em semanas de protestos violentos.

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Antes, o Alto Comando Militar da Bolívia ordenou operações militares aéreas e terrestres para neutralizar grupos armados irregulares, supostamente alinhados ao governo, que estão atacando manifestantes opositores que se deslocam a La Paz para aumentar a pressão social contra o governo.

Pela manhã, Morales anunciou a convocação de um novo pleito eleitoral, depois que a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou em um relatório preliminar ter observado sérias irregularidades nos resultados da eleição de outubro.

Além disso, a Procuradoria-Geral da Bolívia anunciou hoje o início de ações legais contra juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do país por supostos "atos eleitorais ilícitos" e dois ministros de Morales renunciaram dizendo que suas decisões buscam ajudar na pacificação do país. Fonte: Associated Press

O Partido dos Trabalhadores (PT) apoiou a decisão do presidente da Bolívia, Evo Morales, de convocar novas eleições no País. "Apoiamos a decisão do Presidente Evo de convocar novas eleições no intuito de pacificar o país e dirimir qualquer dúvida quanto à vontade popular na escolha de suas autoridades", disse a Executiva Nacional, em nota divulgada neste domingo, 10. "Desejamos que o diálogo, a paz e o respeito à Constituição do Estado Plurinacional da Bolívia prevaleçam", acrescenta o comunicado titulado como "Nota do PT em solidariedade e defesa da democracia na Bolívia".

Na nota, o partido afirma que acompanha com "preocupação" as manifestações do país. "E a tentativa das forças de direita de afastar, por meios violentos, o Presidente, Evo Morales Ayma, de sua posição de chefe de governo legitimamente eleito e cujo mandato constitucional segue em vigência", continuou.

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O PT também comentou, no documento, que o resultado do primeiro turno foi questionado pela oposição, auditado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), mas alvo de pedido de renúncia pela oposição. "Aliás, atualmente este movimento sequer é dirigido pelo segundo colocado e sim por forças da extrema direita que, a exemplo de outras situações na América Latina, almejam promover um golpe de Estado na Bolívia", cita a nota.

O Partido escreveu também que o não reconhecimento do resultado eleitoral, independentemente de haver auditoria ou não, é uma "tentativa da direita de assaltar o poder para retornar o neoliberalismo" na Bolívia. "Repudiamos com veemência a atitude antidemocrática e violenta da direita, a ingerência externa e a omissão de parcelas das forças policiais em proteger as autoridades e o patrimônio público e cumprir seu papel para assegurar sua integridade física, bem como a das organizações sociais e da população que reivindica o respeito à normalidade democrática", observou a nota do PT.

Por fim, o partido declarou apoio à decisão de Evo Morales de convocar novo pleito eleitoral. "Não aos golpes de Estado! Pela soberania do povo boliviano!", concluiu a Comissão Executiva Nacional do PT.

O Ministério do Interior da Espanha informou que a participação nas eleições nacionais realizadas neste domingo até o começo da tarde, no horário local, era 3,5 pontos percentuais menor que na última votação realizada no início deste ano.

O ministério disse que, às 14 horas (horário da Espanha), 37,9% dos eleitores elegíveis haviam votado, contra 41,5% no mesmo período da eleição de 28 de abril.

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Os líderes do partido pediram que os eleitores fossem às urnas, já que as pesquisas sugerem que até 35% dos 37 milhões de eleitores da Espanha poderiam pular a quarta votação do país em quatro anos.

O Partido Socialista do primeiro-ministro em exercício, Pedro Sanchez, obteve o maior número de votos nas últimas eleições de abril, mas não conseguiu obter apoio suficiente para formar um governo. A tendência é de uma nova vitória do partido do governo, mas sem formar maioria.

Fonte: Associated Press.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou neste domingo a convocação de novas eleições na Bolívia e uma mudança total do corpo eleitoral, pouco depois de tomar conhecimento sobre um relatório preliminar da Organização dos Estados Americanos (OEA) que encontrou irregularidades nas eleições.

"Decidi renovar o Supremo Tribunal Eleitoral e convocar novas eleições", disse Morales em comunicado à imprensa, sem mencionar o relatório da OEA. O presidente solicitou a todos os órgãos do governo uma mobilização para pacificar o país. "Todos temos que pacificar a Bolívia", disse.

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A comissão de auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou a realização de novas eleições com um novo tribunal eleitoral, depois de encontrar irregularidades nas eleições presidenciais de 20 de outubro. "O processo estava em desacordo com as boas práticas e os padrões de segurança não foram respeitados", disse a comissão em comunicado divulgado pelo secretário da OEA, Luis Almagro, em sua conta no Twitter. "Por conta das irregularidades observadas, não é possível garantir a integridade dos dados e dos resultados".

Fonte: Associated Press.

O professor Marcelo Carneiro Leão foi eleito pela comunidade acadêmica o novo reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O resultado das eleições, que foram realizadas nas últimas quarta(6) e quinta-feira (7), foi divulgado na manhã desta sexta-feira (8). Integrantes da Chapa 01, denominada “De mãos dadas pela UFRPE”, Carneiro Leão e Gabriel Ribas, cotado vice-reitor, receberam a maioria dos votos de estudantes, professores e técnicos administrativos da instituição.

Em nota divulgada pela assessoria, o reitor eleito ressaltou as razões pelas quais considera ter recebido muitos votos. “Primeiro o reconhecimento do trabalho de uma gestão. Também as pessoas que deram as mãos, um conjunto de pessoas que reflete esse percentual. A confiança também em dar seguimento à defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e inclusiva”, declarou.

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No total, as eleições contaram com 8.204 participantes, em que 6.586 dos votos foram destinados à Chapa 01 e 1.120 à Chapa 02, a “Muda Rural”, formada pelos professores Monica Folena e José Luiz Sandes. O resultado deve ser homologado no dia 14 de novembro. No dia 28 do mesmo mês, o Conselho Eleitoral irá se reunir para definir a lista tríplice que será enviada ao presidente da República.

Marcelo Brito Carneiro Leão é professor da UFRPE, no qual ministra aulas no curso de licenciatura em química e no programa de pós-graduação em ensino de ciências.  O docente, que também exerce a função de coordenador do Núcleo Sistemas para a Elaboração de Materiais Educacionais com uso de Novas Tecnologias (SEMENTE) da instituição, é pós-doutor no uso das Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Ciências pela Universitat de Barcelona, além de doutor e Mestre em Química Computacional pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e licenciado em Química pela UFRPE.

Às vésperas das eleições, a Espanha vive um momento delicado em relação à independência da Catalunha. A questão é crucial para definir a votação do dia 10. Desde o início dos protestos em Barcelona - após a condenação de nove líderes separatistas por uma fracassada tentativa de secessão em 2017 - o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez tem adotado uma estratégia cautelosa.

Na semana passada, Sánchez fez uma aparição-relâmpago em Barcelona para visitar os policiais feridos em confrontos contra manifestantes. O tão esperado encontro com Quim Torra, presidente regional da Catalunha, não ocorreu.

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Na quinta-feira, no entanto, Sánchez mudou o discurso e foi mais contundente. "Assistimos hoje ao fracasso do movimento independentista do ponto de vista político. A Catalunha não tem uma lei eleitoral própria e não possui maioria absoluta para modificá-la. Eles querem perpetuar a crise, mas somos mais persistentes. Radicais e violentos não transformarão Barcelona no palco da barbárie", declarou o premiê.

O outro candidato da esquerda, Pablo Iglesias, do Partido Podemos, fez duras críticas à posição de Sánchez e disse acreditar que o Partido Socialista (PSOE) deve estar mais aberto a dialogar com os independentistas. Iglesias propôs um pacto entre a Catalunha e o governo espanhol e disse que é favorável a indultos para os nove condenados pelo Tribunal Supremo da Espanha. "A situação dos presos políticos não ajuda em nada a sairmos do conflito que foi instalado na região", afirmou.

Em setembro, após um longo período de negociações, Sánchez e Iglesias não chegaram a um acordo para formar um governo e a Espanha foi obrigada a convocar a quarta eleição em quatro anos. Segundo analistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, embora o PSOE lidere as pesquisas, a esquerda chega fragilizada às eleições.

"O problema do PSOE é que o partido não tem uma estratégia para o que está ocorrendo na Catalunha. Sánchez busca apenas um acordo de médio prazo com os independentistas e propõe um novo estatuto. Mas Iglesias quer dialogar, como já afirmou em várias oportunidades. Tal descompasso, somado ao fato de os dois partidos não terem conseguido chegar a um acordo para formar um governo, mostra que a esquerda está fragmentada e pouco coesa", afirma o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Nacional de Madri, Jaime Pastor Verdú.

Enquanto a esquerda patina, a direita tenta se reestruturar para se apresentar com mais força. Depois de obter o pior desempenho desde a redemocratização da Espanha - a partir de novembro de 1975 -, elegendo apenas 66 deputados nas eleições de 28 de abril, o Partido Popular (PP), de Pablo Casado, optou por discursos mais duros contra a situação política na Catalunha.

Casado exigiu que Sánchez corte o diálogo com os separatistas e pediu que o governo acione a lei de segurança nacional para conter as violentas manifestações em Barcelona, que deixaram mais de 600 feridos. "Se Sánchez quer ter alguma credibilidade na sociedade espanhola e contar com o apoio do PP, precisa romper com a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e outros partidos independentistas", disse o líder conservador.

Já o partido de extrema direita Vox, liderado por Santiago Abascal, foi ainda mais incisivo. Ele defendeu que Sánchez acione o estado de exceção para controlar os atos de violência em Barcelona. Abascal também quer que os líderes catalães tenham penas mais duras. "Torra não quis condenar a violência dos protestos e também deveria ser preso", afirmou.

O discurso anti-independentista parece ter surtido efeito imediato. Segundo a última pesquisa da empresa Sigma Dos, uma das mais importantes da Espanha, publicada na quinta-feira pelo jornal El Mundo, o PP deve aumentar sua bancada de 66 para 94 deputados.

O Vox, que na votação de abril conquistou 24 cadeiras, poderia obter 44 no dia 10. O PSOE, de Sánchez, seguiria na liderança com 120 assentos, 3 a menos do que nas últimas eleições. Já o Podemos elegeria 42 deputados - 6 a menos.

O centrista Partido Ciudadanos, de Albert Rivera, seria o que mais perderia assentos, baixando de 57 para 16. Muito desta queda tem relação direta com o posicionamento pouco expressivo do partido sobre a questão da Catalunha, explica o professor de Ciências Políticas e Sociais da Universidade de Santiago de Compostela, Miguel Anxo Bastos.

"Os eleitores do Ciudadanos certamente transferiram seus votos para o PP ou para o Vox. Rivera, no início, preferiu usar a mesma estratégia de Sánchez, de ficar em cima do muro, e acabou perdendo a confiança do eleitor. Está claro que os espanhóis não votam somente pensando na Catalunha. Mas hoje a questão da independência tem um peso muito maior e reflete diretamente na decisão de cada um."

Ainda segundo a pesquisa, a centro-direita (PP, Vox e Ciudadanos) estaria tecnicamente empatada com a centro-esquerda (PSOE, Podemos e Más País) na soma dos dois blocos mais importantes. Seriam, 159 votos para a esquerda e 154 para a direita. Para governar, é preciso ter 176 cadeiras de um total de 350.

O desempate está nas mãos dos 34% de eleitores que podem mudar de opinião. "É nítido que a direita avançou em razão da posição mais agressiva sobre a Catalunha. O Vox, por exemplo, pode ter um aumento expressivo no Congresso. O discurso extremista conseguiu persuadir muita gente", diz Bastos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (1º) que não irá à posse do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, em 10 de dezembro. "Não vou", afirmou pela manhã na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro disse que torceu pela reeleição de Mauricio Macri, mas disse que não fará qualquer retaliação ao novo presidente. "Olha a Argentina na situação complicada em que se encontra. Nosso irmão do sul. Peço a Deus que dê tudo certo lá. Torci pelo outro, né. Já que ganhou (Fernández) vamos em frente. Não tem qualquer retaliação da minha parte", disse Bolsonaro.

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O presidente disse esperar que Fernández mantenha relação com o Brasil semelhante à de Macri. "Espero que eles continuem fazendo uma política conosco semelhante ao que o Macri fez até momento."

A Argentina elegeu para a Casa Rosada, no último domingo, o peronista Fernández. Aliado de Bolsonaro, Macri foi derrotado no primeiro turno. O presidente brasileiro já havia lamentado o resultado e dito que não cumprimentaria a chapa vencedora.

Bolsonaro também ficou incomodado com uma imagem publicada por Fernández em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde o ano passado, no âmbito da Operação Lava Jato. "O primeiro ato do Fernández foi 'Lula livre', dizendo que está preso injustamente. Já disse a que veio", declarou Bolsonaro na ocasião.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), parabenizou nesta segunda-feira (28) o presidente eleito na Argentina, o peronista Alberto Fernández. Ele ressaltou que Fernández, cuja vice é a ex-presidente Cristina Kirchner, foi eleito democraticamente e destacou que é necessário respeitar o resultado.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro lamentou a eleição do novo presidente argentino e disse que não irá cumprimentá-lo. "Parabenizo o presidente eleito, pela vitória democrática. Parabenizo também o novo Congresso. Nossa felicidade que a democracia argentina está viva e de forma livre elegeu seus novos governantes", disse Maia, após evento da Câmara Espanhola de Comércio no Brasil, onde recebeu o prêmio de personalidade brasileira.

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O deputado afirmou que a relação entre os dois países tem de ser de parceria permanente. "Brasil e Argentina têm interesses muito próximos, no agronegócio, no mercado de grãos. O mercado argentino é o terceiro mais importante para o Brasil. É preciso respeitas as eleições nos outros países, de forma democrática", destacou.

A tensão entre Jair Bolsonaro e o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, deve alterar normas do Mercosul, na avaliação de diplomatas e especialistas. A visão mais protecionista de Fernández contrasta com as políticas liberalizantes do governo brasileiro. Diante do alto grau de interdependência econômica, ajustes serão necessários.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Brasil descarta a redução imediata da Tarifa Externa Comum (TEC) na próxima reunião do bloco, em dezembro, pouco antes da posse de Fernández. A intenção é que a tarifa cobrada sobre produtos de fora do Mercosul, hoje em 14% em média, fosse reduzida pela metade ao fim de períodos de quatro, seis ou oito anos, dependendo do setor econômico. Agora, o compasso é de espera para ver a direção que toma a Argentina.

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Já em relação aos acordos comerciais, a previsão é que as negociações já em curso continuem - estão em andamento tratados com Canadá, Cingapura e Coreia do Sul. A saída do Brasil do Mercosul, segundo fontes do governo, está descartada. Se a Argentina for intransigente, a hipótese mais provável é negociar a flexibilização do bloco, para transformá-lo no que vem sendo chamado de "Mercosul Flex" - e abandonar a ideia de união aduaneira, como é hoje.

Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, prevê uma relação fria entre os dois, mas não acredita que Fernández coloque entraves no acordo de livre-comércio com a União Europeia, que criticou em junho. "Era um discurso eleitoral. A Argentina quer o acordo tanto quanto o Brasil. Eles têm interesse em vender produtos agrícolas para a Europa", disse.

Um eventual afastamento, segundo Barral, afetaria produtos brasileiros industrializados, especialmente nos setores automotivos, calçadista e têxtil. "A Argentina é um dos poucos países para o qual temos exportação de industrializados, justamente por conta do Mercosul. Não há outro mercado para o qual o Brasil pode exportar rapidamente produtos industriais."

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, lembra que o comércio entre os dois países caiu muito neste ano com a crise argentina. Segundo ele, Brasil e Argentina já têm "problemas suficientes" e cita as negociações entre EUA e China, que podem obrigar os chineses a comprar mais produtos americanos, afetando exportações argentinas e brasileiras. "Não adianta os presidentes trocarem farpas. Ideologia é uma atividade abstrata que não aumenta exportações. O que exportamos são bens e serviços."

A tensão também preocupa diplomatas. Juan Pablo Lohle, ex-embaixador argentino no Brasil, diz que nunca viu tanta animosidade entre líderes dos dois países na história recente. "Se Bolsonaro quer abrir o Mercosul, é uma posição respeitável, mas que não deveria ser discutida pela imprensa", afirma.

Recentemente, Bolsonaro sugeriu "afastar" a Argentina do bloco, caso Fernández travasse a abertura comercial. Para Lohle, o desfecho da briga depende do resultado de outras eleições na região. "Precisamos ver o que ocorre no Uruguai, pois pesquisas apontam que a Frente Ampla (esquerda, no poder há 15 anos) pode perder. A tendência seria os uruguaios costurarem essa relação."

Para Jorge Hugo Herrera Vegas, também ex-embaixador no Brasil, declarações atravessadas podem causar transtornos reais. "A relação entre os dois países é de Estado, não de governos. Desde 1983", lembrou.

Nesta segunda-feira, 28, Bolsonaro voltou a criticar Fernández, que pediu a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso em Buenos Aires. "Lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que a Argentina escolheu mal", disse o brasileiro durante visita aos Emirados Árabes. "O primeiro ato do Fernández foi 'Lula livre', dizendo que está preso injustamente. Já disse a que veio."

O que pode conter o duelo é a interdependência econômica. A Argentina é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, atrás de China, EUA e UE. "Não há dúvida de que eles não se entendem, mas a realidade dos países se sobrepõe às vontades individuais", disse o ex-embaixador brasileiro na Argentina José Botafogo Gonçalves. "A interdependência é grande."

De acordo com ele, o Mercosul precisa se atualizar por outra razões. "A TEC tem de mudar - e nisso o Paulo Guedes tem razão. Precisamos de novas regras aduaneiras, para passarmos de uma zona de proteção para uma zona de competição."

Para Oliver Stunkel, da Fundação Getúlio Vargas, outro problema é a narrativa liberal do Brasil, que se enfraqueceu com a derrota de Mauricio Macri e a crise no Chile. "Os kirchneristas, a princípio, não querem sair do Mercosul, mas também não pretendem acompanhar a liberalização rápida que o Brasil propõe." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Horas após de ser derrotado na noite de domingo (27) em sua tentativa de reeleição, o presidente argentino, Mauricio Macri, envolveu-se nesta segunda-feira (28) em dois movimentos destinados a conter a desvalorização do peso em relação ao dólar e tranquilizar o mercado após o triunfo peronista.

No plano político, Macri recebeu durante uma hora na Casa Rosada seu sucessor, Alberto Fernández, que obteve a vitória em primeiro turno, com 48,1% dos votos. Macri ficou com 40,3%, tendo sido computados 97% dos votos. Segundo relato de assessores, o encontro, no qual os dois ficaram sozinhos (a pedido de Fernández), foi amistoso.

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O peronista pediu a formação de uma equipe de transição, para a qual indicou cerca de 30 pessoas. Macri concordou. Ficou acertado também que o governo atual terá autonomia plena sobre as decisões até 10 de dezembro, data da posse.

Antes da votação, uma reunião tão imediata e cordial entre os dois adversários parecia improvável. Ambos trocaram acusações e Fernández chegou a dizer que não conversaria mais com o presidente.

A reunião iniciada às 10h30 disputou espaço no noticiário local com o começo da vigência do limite imposto à compra de dólares. O Banco Central havia colocado uma barreira de US$ 10 mil por mês por pessoa após a vitória peronista nas primárias de agosto, em uma votação que serve como um simulado para a eleição real. Ontem, a cota foi reduzida radicalmente a US$ 200 por pessoa por mês. Este valor se aplica a transações cambiárias feitas no sistema financeiro. Os argentinos que quiserem comprar a moeda americana em efetivo só poderão adquirir US$ 100 por mês.

Analistas acreditam que a medida tende no curto prazo a evitar a corrida pelo dólar oficial, o que levaria à consequente redução das reservas da Argentina, estimadas em US$ 45 bilhões.

"É uma medida de emergência, prevista para vigorar até dezembro. Deve acalmar a demanda por dólar oficial, mas esse interesse deve se transferir ao mercado paralelo", afirmou Martin Kalos, economista chefe da consultoria Elypsis.

Essa tendência foi confirmada ontem. No câmbio oficial, a moeda americana foi vendida a 63,5 pesos, permanecendo estável. No mercado paralelo, o dólar, cotado a 68 pesos na sexta-feira, passou a 74 pesos ontem.

A decisão do Banco Central de restringir fortemente o acesso ao dólar, medida que os argentinos chamam de "cepo", tem alto significado político. Uma das primeiras medidas de Macri ao assumir o poder, em dezembro de 2015, foi desfazer o controle imposto por Cristina Kirchner no fim de seu mandato. Ele considerava o sistema incompatível com o projeto de abertura da economia.

Macri, que em eleições parlamentares de dois anos atrás contava com aprovação suficiente para lhe garantir uma vitória na renovação parcial do Congresso, agora enfrenta uma forte crise econômica, que o obrigou a renegociar dívidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e se comprometer a cortes de gastos. A inflação está em cerca de 5% ao mês, o desemprego superou a casa dos 10% e a pobreza chegou a 35,4% dos argentinos. O governo argentino disse ontem que retomará o diálogo com o FMI assim que Fernández definir a equipe que negociará com a instituição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ex-senadora Claudia López, primeira mulher a ser eleita prefeita de Bogotá, representa a ascensão política da comunidade LGBT na Colômbia, onde os direitos dos homossexuais não estão plenamente garantidos. Claudia, de 49 anos, que mantém um relacionamento com a senadora Angélica Lozano, rompeu uma barreira na América Latina, região que nunca havia tido em nenhuma de suas capitais algum membro desta comunidade como autoridade máxima.

Em seu discurso após a vitória - no qual foram vistas bandeiras dos partidos Aliança Verde e Polo Democrático Alternativo, que apoiaram sua candidatura, mas poucas com as cores do arco-íris -, a prefeita eleita afirmou que terá um governo diversificado que buscará, nos próximos quatro anos, mudar a cidade por meio da cultura cidadã.

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A histórica vitória de Claudia ocorre em um país ainda dividido pelo acordo de paz de 2016, que desarmou os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Embora apoiasse o pacto de paz, ela não aceitou na campanha nenhuma aproximação com o partido homônimo formado pelos ex-rebeldes em razão de seu passado violento. Ao mesmo tempo, ela também se declara distante da "agenda do passado" do presidente Iván Duque, embora diga que trabalhará com o governo nacional.

"Bogotá não apenas votou para que a cidade mude nos próximos quatro anos, mas também para que essa geração mude toda nossa sociedade. Votou para que, através da cultura cidadã, da educação de qualidade e da igualdade, derrotemos o machismo, o racismo, o classismo, a homofobia e a xenofobia", afirmou Claudia.

A ex-senadora estava acompanhada por mais de 20 políticos que a apoiaram, incluindo a senadora Angélica, sua parceira por muitos anos e a quem beijou quando entrou no palco sob aplausos dos participantes. "Que não haja dúvida, Bogotá votou porque a mudança e a igualdade são irrefreáveis", acrescentou.

Claudia não esqueceu dos que tiveram papel importante em seu triunfo nas urnas. "(Todos) que abriram caminho para eu chegar até aqui, no dia em que uma mulher humilde, filha de uma professora, conquistou pela primeira vez o segundo cargo eleitoral mais importante do país."

A prefeita eleita disse que terá um governo aberto, participativo e transparente com o qual procurará recuperar a confiança dos cidadãos nas instituições públicas. "Estou ciente da enorme responsabilidade que assumimos, não apenas para honrar o voto livre dos milhões de cidadãos, mas sobretudo para honrar sua confiança", afirmou.

Por isso, Claudia convidou os moradores da capital a se unirem à mudança que propõe, pois considera que ela não depende exclusivamente do governo. "Bogotá realmente mudará se cada um de nós decidir ser um cidadão melhor todos os dias. Cidadãos não nascem, são criados, feitos através da inteligência e da cultura cidadã que hoje retorna a Bogotá. Isso ocorre com educação pública gratuita e de qualidade." (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois do presidente Jair Bolsonaro (PSL) se dizer "preocupado e receoso" com o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, subiu o tom. Pelo Twitter, o chanceler disse não ter a ilusão "de que o fernande-kirchnerismo possa ser diferente do kirchnerismo clássico" e que os sinais feitos até o momento pelo argentino "são os piores possíveis".

"Fechamento comercial, modelo econômico retrógrado e apoio às ditaduras parece ser o que vêm por aí", tuitou Araújo, para quem "as forças do mal estão celebrando" e "as forças da democracia estão lamentando" a eleição de Fernández.

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"A esquerda é totalmente ideológica no apoio aos regimes tirânicos da região. Mas, quando se relaciona com as democracias (das quais depende), a esquerda pede 'pragmatismo'. Curioso. 'Pragmatismo' significa sempre a direita se acomodar aos interesses da esquerda", escreveu o ministro.

Araújo prometeu o seu pragmatismo "na defesa dos princípios e interesses do Brasil: um Mercosul sem barreiras internas e aberto ao mundo, uma América do Sul sem ditaduras".

No domingo, 27, dia em que a eleição de Fernández em primeiro turno foi confirmada, o argentino publicou uma foto em suas redes sociais parabenizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo seu aniversário de 74 anos, completado também no domingo. O argentino também se engajou na campanha pela libertação de Lula, que cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

A publicação de Fernández irritou o presidente Jair Bolsonaro, que viu no gesto "uma afronta à democracia" e "ao sistema judiciário brasileiro".

O ex-presidente do Uruguai, José Mujica, mais conhecido como Pepe Mujica, foi eleito senador. Ele havia renunciado ao cargo no Senado ano passado, quando justificou que "estava cansado da longa viagem" e se afastaria "antes de morrer de velho".

Nss eleições gerais no Uruguai, ocorridas nesse domingo (27), os cidadãos votaram para presidente e vice, deputados e senadores.

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Ao decidir voltar para a política, Mujica decidiu se candidatar pelo Movimiento de Participación Popular (MPP), que faz parte da coalizão de esquerda Frente Ampla. O partido vai disputar a presidência em segundo turno, tendo à frente o candidato Daniel Martínez.

Após votar, Mujica disse que deve voltar às ruas para fazer campanha para Martínez, na disputa do segundo turno. A coalizão da qual Mujica e Martínez fazem parte está há 15 anos no poder.

Daniel Martínez enfrentará Luis Lacalle Pou, candidato de direita pelo Partido Nacional. No primeiro turno, Martínez obteve 38,6% dos votos, enquanto Lacalle Pou obteve 28,2%.

Os candidatos que ficaram em terceiro e quarto lugar nas votações, Ernesto Talvi (Partido Colorado) e Guido Maníni Ríos (Partido Cabildo Abierto), receberam, respectivamente, 12,1% e 10,7% dos votos. Ambos anunciaram que apoiarão Lacalle Pou no segundo turno.

Congresso

O Uruguai tem 19 departamentos. A votação de ontem deixou clara a polarização no país. A Frente Ampla, coalizão de esquerda, obteve maioria em 9 departamentos, enquanto o Partido Nacional, de direita, também venceu em 9. O Partido Colorado obteve maioria em 1 departamento.

Com essa divisão, nenhum partido conseguirá a maioria parlamentar no próximo governo e terão de negociar a aprovação das leis. Foram renovados 30 assentos no Senado e 99 na Câmara.

A Frente Ampla elegeu 13 senadores e 41 deputados. O Partido Nacional elegeu 10 senadores e 31 deputados. O Partido Colorado conquistou 4 vagas para o Senado e 13 para a Câmara. O partido Cabildo Abierto, fundado este ano, conquistou 3 vagas para o Senado e 11 para a Câmara dos Deputados. O Partido Independente e o Partido da Gente conquistaram, cada um, um assento na Câmara.

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