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O ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmou nesta sexta-feira (22) que as medidas da equipe econômica estão na direção certa, o que já se reflete numa aceleração no ritmo de crescimento da economia.

"Não se remove o que foi feito em 40 anos em alguns meses. Mas está havendo um programa de reformas que está sendo implementado", afirmou Guedes, durante discurso no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

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Segundo ele, o PIB do País crescerá mais que o dobro no ano que vem, dando início a uma dinâmica virtuosa, que ajuda a deflagrar o investimento de longo prazo, junto com a queda nos juros.

"Eu mesmo tinha dúvidas de quão rápido a coisa podia acontecer, e está relativamente no prazo esperado", acrescentou.

"Na margem (série com ajuste sazonal), (a economia) já está acelerando, a gente já chega ao final do ano crescendo bem acima de 1%. Em setembro sobre setembro do ano passado, já está 2% e pouco. Para o ano que vem, a gente já está relativamente seguro de que ela já cresce mais que o dobro que cresceu este ano", afirmou o ministro.

Na semana passada, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou alta de 0,91% no acumulado do terceiro trimestre do ano, na comparação com o segundo trimestre, pela série com ajuste sazonal. No terceiro trimestre em relação ao mesmo trimestre de 2018, a economia cresceu 0,99%. Na comparação entre os meses de setembro de 2019 e setembro de 2018, houve elevação de 2,11%.

O governo federal está "despedalando" os bancos públicos e, com isso, abrindo espaço para o crédito privado, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Estamos desestatizando o mercado de crédito", disse Guedes, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

O ministro disse que grandes empresas já estão tomando recursos privados.

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Segundo ele, a mudança de postura de bancos estatais tem feito milhões de brasileiros receberem empréstimos pelo Brasil inteiro, em vez de concentrar recursos em campeões nacionais para comprarem empresas no exterior. "Acabou a moleza para campeão nacional", afirmou.

Pacto federativo

Guedes defendeu que o País não pode ficar aprisionado por um modelo que deu errado, uma vez que o controle do Estado em todos os campos resultou em "corrupção da democracia e desaceleração na economia". "O pacto federativo, na verdade, é uma proposta de transformação do Estado brasileiro", defendeu.

Segundo Guedes, o governo quer criar uma grande classe média empresarial emergente, cabendo ao Estado "sopros de assistencialismo no andar de baixo". "Temos que reforçar essa cultura de responsabilidade fiscal, de sustentabilidade fiscal."

Nessa direção, Guedes apontou o pacto federativo como um marco institucional da cultura de responsabilidade fiscal, reforçando a importância da descentralização de recursos e da transferência de responsabilidades à classe política.

Privatizações

O ministro afirmou também que as privatizações não estão acontecendo no ritmo satisfatório, mas que isso é compreensível. Ele voltou a dizer que o governo adotará um "fast track" (atalho) para acelerar o processo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que Brasil está no caminho certo com a ajuda de um Congresso que abraçou a pauta de reformas como a da Previdência e com redução de juros, em discurso no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio. "Estamos no caminho certo, tenho cada vez mais convicção de que vai dar tudo certo", disse a um plateia de empresários no Rio.

Ao fazer uma retrospectiva do primeiro ano à frente da pasta, Guedes destacou que a aprovação da reforma da Previdência derrubou a primeira torre de descontrole de gastos no País.

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Outro ponto importante, destacou, foi a redução das despesas com juros, na casa dos R$ 100 bilhões. "O juro já caiu para 5% (ao ano) e vai continuar caindo mais pra frente", disse. "O juro real está descendo, vai continuar descendo, não sabemos onde vai parar", complementou.

A terceira fonte de gastos públicos a ser atacada é o salário do funcionalismo, disse, destacando a reforma administrativa como o próximo capítulo da agenda de reformas.

O ministro considera que a reforma administrativa está andando também, que não se pode deixar "contaminar pelo barulho" e que a disputa entre poderes é normal em uma democracia.

'Dinâmica virtuosa'

Guedes afirmou ainda que o conjunto de medidas que o governo está tomando - aliado a outras como o choque de energia barata e desburocratização - deve criar condições para que seja deflagrada uma dinâmica virtuosa, disparando o gatilho para o investimento de longo prazo no País.

"Começamos a libertar a economia brasileira desses monopólios estatais. Quando você começa a fazer isso vem interesse de fora e dos próprios empresários brasileiros", afirmou o ministro.

No momento, não há espaço fiscal para prorrogar o Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) para 2014, afirmou, nesta sexta-feira, 23, o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. Ele participou do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), realizado no Rio de Janeiro.

O secretário também destacou que, quando o Reintegra foi pensado, o cenário para o comércio exterior era outro. "Quando o programa foi pensado, a questão era a apreciação do real", disse Barreto, referindo-se à recente alta do dólar.

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Na quinta-feira, 22, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, aproveitou o Enaex 2013 para defender a prorrogação do Reintegra, como medida essencial para garantir competitividade para as exportações brasileiras, "para além do câmbio".

O Reintegra devolve parte do faturamento das exportações de manufaturados às empresas. No último dia 14, o governo publicou decreto com modificações no programa e com extensão do prazo de vigência até 31 de dezembro deste ano. O Congresso Nacional havia prorrogado o programa até o fim de 2014, quando da aprovação da Medida Provisória 610. A presidente Dilma Rousseff vetou esse dispositivo da MP e há uma articulação de deputados para derrubar o veto.

Também na quinta-feira, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho, defendeu o Reintegra, mas frisou que "há agora uma dificuldade conhecida e verdadeira que se relaciona ao espaço fiscal" para a prorrogação do programa para 2014.

O ministro chefe da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, afirmou nesta sexta-feira, 23, que o crescimento do modal aéreo no País deve transformar o setor em transporte coletivo. A meta, segundo ele, é atingir 200 milhões de passageiros por ano em 2020. Hoje, a média é de 100 milhões de passageiros transportados por ano.

"A tendência é de que os aeroportos brasileiros se transformem em rodoviárias", disse. "As mudanças exigem que o sítio aeroportuário tenha as condições para atender esse modelo em que as companhias se transformam em transporte coletivo", completou.

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O ministro participa nesta sexta-feira, 23, do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio, e aborda a importância da infraestrutura aeroportuária para a logística do País. Moreira Franco afirmou ainda que, com a expansão aeroportuária, o passageiro pode se tornar "uma commodity, uma vez que o transporte de carga ganha mais peso nos negócios das empresas aéreas."

As concessões de aeroportos, segundo ele, contribuem para "garantir mudança de cultura no tratamento que o operador do aeroporto e também das companhias aéreas oferecem ao passageiro. Ele não é tratado como cliente. Ele paga, mas não tem tratamento."

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