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O coronavírus já deixou mais de 534.000 mortos no mundo todo e avançou de maneira preocupante, nas últimas horas, em países como Chile, Estados Unidos e Índia, enquanto a Europa luta para recuperar um mínimo de normalidade.

De acordo com números oficiais coletados pela AFP, mais de 11 milhões de pessoas foram contaminadas pelo coronavírus no mundo. Especialistas avaliam que o balanço real é muito maior.

Com mais de 2,9 milhões de casos e cerca de 128.000 óbitos, a América Latina está no olho do furacão da pandemia.

No Chile, os mortos por coronavírus passaram de 10.000 no domingo, levando-se em consideração os falecimentos "prováveis", como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nas últimas 24 horas, foram registrados 3.548 contágios, chegando a um total de 288.089 infectados.

As autoridades começaram, porém, a reportar os primeiros números "otimistas", após quatro meses, com uma queda de 21% nos contágios nas últimas duas semanas.

- Leitos de papelão -

Nesta segunda-feira, a Índia passou a ser o terceiro país com mais contágios do mundo, atrás dos Estados Unidos e do Brasil, ao registrar 24.000 novos casos em 24 horas. Agora, acumula 697.358 contágios e cerca de 20.000 mortes.

Os hospitais estão saturados. Em Nova Délhi, por exemplo, abriu-se um gigantesco centro de isolamento, com capacidade para 10.000 leitos. Muitos são feitos de papelão.

A situação também é crítica nos Estados Unidos, onde foram registrados 40.000 contágios diários no fim de semana. Apesar disso, o presidente Donald Trump afirmou que a crise sanitária está perto do fim.

Suas declarações provocaram as críticas de autoridades locais, como o prefeito democrata da cidade texana de Austin, Steve Adler, que classificou o tom de Trump de "perigoso" para os habitantes de sua cidade. De acordo com a prefeitura, os serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) podem entrar em colapso "em 10 dias".

Até agora, a Covid-19 infectou mais de 2,8 milhões de pessoas e matou quase 130.000 nos Estados Unidos, que ostenta o triste recorde de mortos, seguido de Brasil (64.867), Reino Unido (44.220) e Itália (34.861).

Na República Dominicana, o opositor Luis Abinader se proclamou vencedor das eleições presidenciais realizada no domingo (5), marcadas por uma explosão dos casos de coronavírus no país.

O Peru, onde se passou de 300.000 casos durante o fim de semana, é o segundo país da América Latina com mais contágios, atrás do Brasil, e o quinto do mundo.

- Ver Mona Lisa em Paris -

Na Europa, o desconfinamento convive com o medo e com alguns focos de contágio preocupantes, que obrigam as autoridades a decretarem "reconfinamentos" parciais.

Um dos países da Europa menos afetados pela pandemia e um dos primeiros a suspender as medidas de confinamento, a Alemanha ainda não retomou seu ritmo.

"A situação é dramática", resume o setor hoteleiro alemão.

O governo de Angela Merkel espera o retorno do crescimento, "após a pausa de verão" (inverno no Brasil) e " no mais tardar a partir de outubro".

Em Kosovo, o governo decidiu hoje reintroduzir um toque de recolher na capital, Pristina, e em outras três cidades, diante de um surto de casos de Covid-19.

Em Paris, depois de três meses e meio fechado, o Louvre, o museu mais visitado do mundo, reabriu suas portas hoje. O número de visitantes é limitado.

"Esta é nossa quinta, ou sexta, visita ao Louvre, mas nunca conseguimos ver a Mona Lisa [devido ao grande número de visitantes]. Desta vez, esperamos que sim!", disse a parisiense Helene Ngarnim.

- Mais do que números -

Além dos danos humanos irreparáveis, a pandemia está provocando uma hecatombe econômica, caso, por exemplo, do mercado de trabalho na América Latina.

Os dados de desemprego no segundo trimestre falam por si.

No Brasil, foram perdidos 7,8 milhões de vagas de trabalho, e 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas. O Chile tem sua taxa de desemprego mais alta em dez anos, e a Colômbia registra os índices de desemprego urbano mensais mais elevados desde 2001.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 41 milhões de pessoas estão sem emprego na América Latina e no Caribe, contra 25 milhões de desempregados em janeiro.

O rapper Kanye West anunciou neste sábado (4) sua candidatura à presidência dos Estados Unidos para as eleições de novembro, nas quais o presidente republicano Donald Trump buscará a reeleição.

"Precisamos materializar a promessa dos Estados Unidos confiando em Deus, unificando nossa visão e a construção de nosso futuro. Estou me candidatando à presidência dos Estados Unidos! #2020VISION", tuitou o rapper, no dia da celebração do feriado nacional americano.

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Não deu mais detalhes sobre sua campanha, a quatro meses das eleições de novembro.

O anúncio ocorre dias depois de West lançar uma nova música, "Wash Us In the Blood" (Lave-vos no sangue), junto a um vídeo que exibe imagens dos recentes protestos raciais.

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As americanas Takelia Hill e a sua filha Makayla Green se viram sobre a mira de uma arma de fogo por 40 segundos durante uma discussão com uma mulher branca, que não teve o seu nome revelado, no estacionamento de uma lanchonete localizada na cidade de Orion Chater Township, em Michigan, nos Estados Unidos.

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Tudo começou quando Makayla saia da lanchonete e a mulher branca esbarrou nela. "Eu disse: 'Com licença e então ela começou a me xingar e dizer coisas como se eu estivesse invadindo o seu espaço pessoal", revelou a jovem através do twitter. 

Neste momento, Makayla chamou a sua mãe, que pediu para a mulher se desculpar, mas ela se negou. Mãe e filha começaram a chamar a mulher de racista e ignorante. "Você não pode simplesmente andar por aí chamando os brancos de racistas. Este não é esse tipo de mundo. Os brancos não são racistas, ninguém é racista", respondeu a mulher.

Em seguida ela entrou no carro e quando tentava sair do estacionamento Hill bateu com as mãos no vidro. Ao jornal Detrit News, Hill disse que pensou que a mulher iria atropelar ela e a sua filha, por isso a reação.

Isso foi o ponto para que a mulher branca saísse do carro, com a arma em mãos, apontando para mãe e filha por 40 segundos antes de entrar no carro e ir embora.

Essa situação de brancos apontando armas de fogo contra negros nos EUA já se tornou comum, já que há três dias, um casal apontou uma espingarda contra manifestantes que protestavam contra o racismo e estavam passando em frente à casa deles.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta quarta-feira (1°) que a pandemia do novo coronavírus continua se acelerando, com uma nova onda de infecções nos Estados Unidos e seu avanço no Brasil, onde superou as 60.000 mortes.

Desde o surgimento da pandemia, em dezembro, na Chima, o número de infectados passou dos 10,6 milhões - metade deles em junho -, com mais de 514.000 mortes, segundo contagem feita pela AFP com base em dados oficiais.

Na última semana, houve pela primeira vez mais de 160.000 contágios diários, informou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que voltou a preconizar o respeito às regras de distanciamento social, detecção e isolamento de pessoas contagiadas, assim como o uso de máscaras.

Conselhos que têm enfrentado resistências em Estados Unidos e Brasil, os dois países com o maior número de mortos e infectados, onde os presidentes Donald Turmp e Jair Bolsonaro têm se mostrado reticentes às medidas de quarentena devido a seus impactos econômicos.

Os Estados Unidos, com 2,6 milhões de contagiados e quase 128.000 mortos, enfrenta um crescimento de casos em vários estados, sobretudo no sul. Na terça, voltou a registrar mais de mil mortes em 24 horas pela primeira vez desde 10 de junho.

Nos últimos dias, voltaram a ser aplicadas algumas restrições, como o fechamento de praias e quarentena a viajantes de outros estados, às vésperas do fim de semana prolongado de 4 de julho.

O principal assessor da Casa Branca sobre a pandemia, Anthony Fauci, avaliou que as infecções poderiam alcançar as 100.000 diárias - mais que o dobro dos piores dias - se a tendência atual se mantiver.

No Brasil, nas últimas 24 horas foram registrados 46.712 novos casos e 1.038 óbitos, elevando o total de contagiados a 1,44 milhão e o de mortos a 60.632.

A pandemia não dá sinais de trégua no país, com uma população que beira os 212 milhões de habitantes, apesar de muitos estados flexibilizarem as medidas de isolamento.

Os especialistas acreditam, ainda, que o número real de infecções seja muito maior que o oficial, já que não são feitos diagnósticos sistemáticos na população.

"Existem vários Brasis. Em alguns lugares, a pandemia está recuando, em outros, está aumentando. Agora está indo para o interior", disse à AFP Roberto Medronho, diretor da Divisão de Pesquisa do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Tanto os Estados Unidos quanto o Brasil foram excluídos da lista de 15 países aos quais a União Europeia abriu suas fronteiras nesta quarta-feira. A lista tampouco inclui o Reino Unido ou a Rússia, enquanto o Uruguai é o único representante de América Latina.

A região é há semanas o epicentro da pandemia. Em seu último balanço, a Colômbia superou os 100.000 contágios, somando 4.163 casos nesta quarta-feira, enquanto as mortes totalizaram 3.470.

Na Argentina, Buenos Aires voltou à fase mais restritiva do confinamento iniciado em 20 de março, em um momento de esgotamento da população e de temores crescentes sobre a economia, em recessão desde 2018.

O Peru, ao contrário, viveu seu primeiro dia de desconfinamento gradual para reativar sua atividade semiparalisada de três meses e meio de quarentena nacional obrigatória.

Assim como no Peru, que decidiu manter sua emblemática cidadela inca de Machu Picchu e suas fronteiras fechadas, o turismo sofrerá um duro golpe na América Latina e no Caribe, advertiu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em um estudo.

Para tentar abrandá-lo a República Dominicana reabriu suas fronteiras nesta quarta-feira e autorizou o funcionamento de aeroportos e hotéis.

- Dia da Independência sem festa nos EUA -

Os Estados Unidos se preparam para celebrar um Dia da Independência com a maioria dos eventos cancelados.

Enquanto o governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou que nas próximas três semanas deixarão de operar restaurantes em espaços fechados, cinemas, bares e outros comércios de Los Angeles e 18 condados.

E em Nova York, o prefeito Bill de Blasio adiou a reabertura prevista de salões de restaurantes até segunda ordem.

- Europa abre temporada -

A UE espera conseguir algum oxigênio para o turismo, asfixiado pela proibição a viagens não essenciais desde março.

Nesta quarta, donos de hotéis e restaurantes viram o retorno dos primeiros turistas, especialmente nas ilhas da Grécia, país que registrou 200 mortos pelo novo coronavírus, mas cuja economia foi muito abalada.

Romanian Cojan Dragos foi o primeiro em um hotel de Corfu. "Está vazio, não há um único turista, os restaurantes, as lojas estão fechadas, é triste", disse à AFP.

Espanha e Portugal reabriram sua fronteira terrestre, fechada desde 16 de março.

Enquanto isso, os viajantes procedentes da China, onde o vírus surgiu, só poderão entrar no bloco se Pequim adotar a reciprocidade.

O conselho da cidade de Los Angeles aprovou nesta quarta-feira (1°) um corte orçamentário da polícia de 150 milhões de dólares, acatando demandas dos protestos antirracistas após a morte do afro-americano George Floyd por um policial branco em maio.

A medida foi aprovada por 12 votos a 2 e grande parte do dinheiro economizado será destinado a investimentos em áreas desfavorecidas e programas sociais para minorias étnicas.

"Este é um passo adiante que apoiará as minorias e lhes dará respeito, dignidade e a igualdade de oportunidades que merecem", disse Curren Price, o único membro negro do comitê de orçamento da cidade.

Com este orçamento, a polícia de Los Angeles, cidade de 4 milhões de habitantes, terá seu efetivo reduzido a menos de 10.000 agentes no próximo verão, seu menor nível desde 2008, reportou o jornal Los Angeles Times.

No total, o orçamento do departamento de polícia (LAPD) era de 1,86 bilhão de dólares antes do corte, de um orçamento municipal de 10,5 bilhões de dólares.

A medida foi uma resposta aos apelos por reforma e redução do financiamento das forças de ordem, feitos nos protestos do movimento #BlackLivesMatter (vidas negras importam), que se seguiram à morte de Floyd, um homem negro que morreu asfixiado por um policial branco em Minneapolis em 25 de maio.

"Quero saudar os organizadores do Black Lives Matter em Los Angeles e outros por manterem a pressão e exigirem mais das nossas instituições", disse Price, sustentando que a reforma "não teria ocorrido sem os seus esforços".

Em todo o país, as demandas por transferência de fundos atribuídos à polícia para programas para os mais desfavorecidos foram uma das principais demandas das manifestações.

A cidade de Nova York, a maior dos Estados Unidos, também reduziu o orçamento da sua polícia, que tem 36.000 agentes, em mais de um bilhão de dólares.

A campanha do democrata Joe Biden superou pelo segundo mês consecutivo a arrecadação do comitê reeleição de Donald Trump, de acordo com dados divulgados na quarta-feira (1°) que mostram um crescente entusiasmo pelo rival do presidente americano.

Biden, o Comitê Nacional Democrata e outros arrecadadores somaram 141 milhões de dólares em junho, o melhor resultado mensal para a campanha e 10 milhões de dólares acima do arrecadado por Trump e o Comitê Nacional Republicano.

O segundo trimestre de 2020 foi de recordes para as duas campanhas, com Biden arrecadando 282,1 milhões de dólares, contra 266 milhões de Trump para o período abril-junho.

"Isto significa que pelo segundo mês consecutivo superamos a campanha de Trump", afirmou em um comunicado a chefe de campanha de Biden, Jen O'Malley Dillon.

De acordo com os dados, 68% dos doadores de Biden em junho contribuíram pela primeira vez à campanha.

A campanha de Trump afirmou que tem 295 milhões de dólares em caixa e que dispõe de "ampla" vantagem em liquidez sobre Biden.

A equipe do democrata não especificou o valor que possui disponível.

Biden lidera com 9,4% de vantagem as intenções de voto no conjunto do país, de acordo com a média das pesquisas feita pelo site RealClearPolitics.

O democrata também aparece na dianteira em vários "swing states", estados cruciais para conquistar a presidência e que ajudaram na vitória de Trump em 2016, como Flórida, Pensilvânia e Wisconsin.

A popularidade de Trump caiu por sua gestão da pandemia e pela crise econômica que esta provocou, assim como por sua resposta aos recentes protestos antirracistas.

O Departamento americano de Segurança Interna anunciou, nesta quarta-feira (1o), uma nova força especial para proteger monumentos históricos, depois que alguns deles foram atacados por glorificarem o passado racista do país.

Em um comunicado, o secretário interino de Segurança Interna, Chad Wolf, disse estar destacando "equipes de mobilização rápida" em todo país para proteger monumentos e estátuas durante o 4 de Julho, feriado nacional pelo Dia da Independência.

Muitos monumentos foram atacados, e alguns derrubados, neste último mês, durante manifestações contra a violência e o abuso policiais em relação à população negra. Nos protestos, várias estátuas de figuras do sul pró-escravagismo na Guerra Civil de 1860 e outros símbolos do legado de escravidão do país foram alvo dos manifestantes.

Entre elas, estátuas dos venerados presidentes George Washington e Thomas Jefferson (1801-1809), ambos donos de escravos.

Em alguns casos, os próprios governos locais decidiram retirar os monumentos, cedendo à pressão das ruas.

O presidente Donald Trump expressou sua indignação em 22 de junho, quando os manifestantes tentaram derrubar uma estátua, diante da Casa Branca, do presidente Andrew Jackson. Também proprietário de escravos, ele comandou a expulsão em massa de nativos americanos de suas terras de origem, na década de 1830.

Trump exigiu que a polícia prenda e leve a julgamento qualquer pessoa que danificar monumentos, exigindo que receba uma pena de até dez anos de prisão.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, alertou Pequim de mais retaliação por aprovar uma lei que restringe liberdades e autonomia para Hong Kong, no que ele chamou de "dia triste".

"Hoje é um dia triste para Hong Kong e para todos os amantes da liberdade na China", afirmou o secretário de Estado.

Ele também alertou que seu país "não ficará parado à medida que a China engolir Hong Kong com sua boca autoritária", depois que o presidente chinês, Xi Jinping, promulgou uma lei de segurança nacional para a ex-colônia britânica.

A lei é apontada por seus detratores como uma tentativa de silenciar a oposição em Hong Kong.

A medida prevê que a justiça chinesa seja aplicada para danos "sérios" à segurança e prevê prisão perpétua por crimes contra a segurança nacional.

"Sob as instruções do presidente Trump, removeremos as isenções políticas que dão tratamento diferente e especial a Hong Kong, com certas exceções", alertou Pompeo.

No final de maio, Washington revogou o status preferencial de comércio de Hong Kong.

Na ONU, 27 países, incluindo França e Japão, convidaram a China a reexaminar essa lei, que eles dizem que "ameaça" as liberdades naquele território autônomo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um plano para retirar 9.500 soldados americanos que estão na Alemanha, um projeto que será apresentado "nas próximas semanas" ao Congresso e depois aos aliados da Otan, informou o Pentágono nesta terça-feira (30).

O secretário da Defesa, Mark Esper, e o chefe do Estado Maior do Exército, Mark Milley, "divulgaram um plano na segunda-feira para remanejar 9.500 soldados para fora da Alemanha", informou o porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman.

O porta-voz fez referência à redução de tropas solicitada em 15 de junho por Trump, que acusou a Alemanha de se beneficiar economicamente da presença militar americana em seu território.

"A proposta que foi aprovada não apenas responde às diretrizes do presidente, mas também acentua a dissuasão em relação à Rússia, fortalece a Otan, assegura os aliados, melhora a flexibilidade estratégica dos Estados Unidos e do comando operacional do Exército americano na Europa, sempre cuidando de nossos soldados e de suas famílias ", acrescentou o porta-voz.

As autoridades do Pentágono "reportarão às Comissões de Defesa de ambas as casas do Congresso nas próximas semanas e depois consultarão seus aliados sobre como proceder", acrescentou.

Conhecido pelo remake do filme Onze Homens e Um Segredo, o ator Carl Reiner, 98 anos, faleceu na noite da última segunda-feira (29), em Bervelly Hills, na California.

De acordo com a revista Variety, a assistente do ator, Judy Nagy, informou que a morte foi por causas naturais.

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O ator, consolidou sua carreira como comediante na TV dos Estados unidos, com a criação da série “The Dick Van Dyke Show”, que ficou no ar de 1991 a 1996. Durante a carreira, Reiner trabalhou como ator, produtor, roteirista e diretor.

Reiner foi sucesso durante os anos 60 e 70 na TV, e em 2000 entrou para a franquia “Onze Homens e Um Segredo” interpretando o vigarista Saul Bloom. Entre os trabalhos recentes do ator estão “Young and Hungry” (2017); “Angie Tribeca” (2018) e “Toy Story 4” (2019).

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (29) que deixarão de exportar sistemas de defesa sensíveis para Hong Kong, em uma ação que responde a uma restrição de visto que Pequim anunciou anteriormente em meio a uma escalada em torno da autonomia da ex-colônia britânica.

"Não nos dá prazer tomar essa ação, que é uma consequência direta da decisão de Pequim de violar seus próprios compromissos sob a declaração conjunta sino-britânica registrada pela ONU", disse o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

"Não é mais possível distinguir entre exportações controladas para Hong Kong ou China continental", afirmou Pompeo em um comunicado.

O Departamento de Estado encerrará todas as exportações para Hong Kong de sua lista de armas controladas, que inclui desde munições avançadas a equipamentos militares, que aguardavam apenas a anuência do governo e a aprovação do Congresso.

Mais cedo, a China disse que vai impor restrições de visto a cidadãos americanos que "se comportaram ofensivamente" em relação a Hong Kong, uma medida anunciada antes da aprovação esperada pelos legisladores chineses de uma controversa lei de segurança nacional para a ex-colônia britânica.

O país asiático está se movendo rapidamente para aprovar uma lei de segurança que punirá a subversão e outros ataques contra o estado em Hong Kong, palco de grandes, às vezes violentos, protestos pró-democracia no ano passado.

- "Ardil" dos EUA -

Na sexta-feira, a administração do presidente americano, Donald Trump, anunciou que restringiria os vistos para um número indeterminado de autoridades chinesas por infringir a autonomia de Hong Kong.

Em resposta, o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse nesta segunda-feira que o "ardil" dos Estados Unidos "para obstruir a aprovação da lei de segurança nacional de Hong Kong nunca prevalecerá".

"Para visar as ações ilícitas anteriores dos Estados Unidos, a China decidiu impor restrições de vistos a indivíduos americanos que se comportaram de maneira ofensiva em questões relativas a Hong Kong", afirmou o porta-voz.

Por conta dos gigantescos protestos do ano passado contra a influência de Pequim, o regime do presidente Xi Jinping anunciou uma lei de segurança nacional em Hong Kong no mês passado, mas a oposição democrática da ex-colônia britânica vê isso como uma ferramenta para silenciá-lo.

Os Estados Unidos estão liderando uma oposição global à lei de Pequim, que, segundo ativistas, limitará as liberdades desse território semi-autônomo.

Sob o princípio "um país, dois sistemas", Hong Kong se beneficia desde seu retorno à soberania chinesa em 1997 de uma ampla autonomia, liberdade de expressão e justiça independente.

Mas a região semiautônoma é governada por um Executivo que tem integrantes vinculados a Pequim.

Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia (UE) e o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU expressaram preocupação com a lei, que poderia ser usada para silenciar as críticas a Pequim, que usa leis similares para calar a dissidência.

Pompeo disse que Washington restringirá os vistos de autoridades chinesas, sem especificar nomes, por "eviscerar as liberdades de Hong Kong".

As autoridades chinesas são "responsáveis, ou cúmplices, por minar o alto grau de autonomia de Hong Kong", que Pequim havia prometido manter antes de recuperar a soberania do território, em 1997, disse Pompeo.

Na semana passada, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma lei que imporá sanções econômicas a autoridades chinesas e policiais de Hong Kong que restrinjam a autonomia do território.

Zhao alertou nesta segunda-feira que os Estados Unidos "não devem revisar, adiantar ou implementar projetos de lei negativos relevantes em relação a Hong Kong, muito menos impor as chamadas sanções à China, caso contrário, a China tomará medidas firmes".

- Sete meses de protestos -

No final de maio, pouco antes da votação do parlamento chinês sobre a lei de segurança, Washington declarou formalmente que Hong Kong não tinha mais a autonomia prometida pela China.

Pompeo indicou nesse caso que a China não estava cumprindo suas obrigações negociadas com o Reino Unido. A declaração americana abriu o caminho para remover privilégios de negócios do centro financeiro.

Hong Kong foi cenário no ano passado de sete meses seguidos de protestos, que começaram contra um projeto de lei, abandonado mais tarde, que permitiria extradições à China continental.

Mas os protestos se transformaram em uma revolta popular contra Pequim e em apelos por democracia.

O Brasil encerrou sua pior semana da pandemia do novo coronavírus em número de contágios, enquanto os Estados Unidos continuam sofrendo um aumento importante no registro de casos e a China reportava uma recidiva, que as autoridades consideram grave.

Como disse nesta segunda-feira (29) o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a pandemia "está longe do fim". "Todos queremos que acabe. Todos queremos seguir com nossas vidas. Mas a dura realidade é que estamos longe do fim", acrescentou.

De fato, o número de contágios e óbitos continua aumentando globalmente, com 10.220.356 e 502.947, respectivamente, até as 19h de Brasília desta segunda, conforme contagem da AFP a partir de dados oficiais.

- "Explosão real" -

Os Estados Unidos registraram pelo menos 42.000 infecções por coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com a contagem desta segunda da Universidade Johns Hopkins, quando o país enfrenta um rápido aumento na doença. O número de mortos nos Estados Unidos chegou a 126.131 (355 nas últimas 24 horas), enquanto os contágios totalizam 2.588.582.

E embora a cifra de mortes diárias tenha diminuído sutilmente em junho, os contágios aumentaram em 30 dos 50 estados da União, particularmente nos maiores e mais populosos do sul e do oeste: Califórnia, Texas e Flórida. Além disso, a idade média dos infectados baixou para 33 anos, enquanto há dois meses era de 65 anos. 

A Flórida enfrenta uma "explosão real" da doença entre os jovens, admitiu o governador, Ron DeSantis. Miami e outras cidades decidiram voltar a fechar as praias a partir do próximo fim de semana, devido ao feriado nacional da Independência.

A cidade de Jacksonville, onde os republicanos vão celebrar sua convenção nacional em um evento que o presidente Donald Trump esperava realizar sem distanciamento físico, anunciou o uso obrigatório de máscara a partir desta segunda-feira.

A máscara se tornou um novo ponto de divisão política entre Trump e seus apoiadores republicanos e a oposição democrata.

Em Los Angeles e outros seis condados da Califórnia, as autoridades voltaram a ordenar o fechamento de bares no domingo.

As praias da cidade ficarão fechadas no feriado de 4 de julho, afirmaram autoridades, devido a um aumento dos casos no condado, que passaram dos 100.000 contágios confirmados nesta segunda.

- A pior semana do Brasil -

O Brasil teve sua pior semana na pandemia em números de novos casos, ao registrar 259,105 infecções em sete dias até este domingo (28), alcançando quase 1,35 milhão, segundo cifras do Ministério da Saúde.

Além disso, teve o segundo maior registro de mortes semanais, com 7.005, pouco abaixo do recorde da semana passada, de 7.285.

Nesta segunda, os casos confirmados no país totalizavam 1.368.195, com 24.052 novos contágios contabilizados desde o domingo. Os mortos chegaram a 58.314, com um aumento de 692 óbitos em um dia.

Michael Ryan, diretor-executivo do programa de gestão de emergências sanitárias da OMS, incentivou o Brasil a combater a doença e "unir os esforços federais e estaduais de forma sistemática".

Ele acrescentou que seria "estúpido subestimar a dimensão e a complexidade" da situação do Brasil, que "enfrenta um desafio importante e uma resposta exaustiva é necessária em todos os níveis", embora tenha destacado o histórico do Brasil em sua luta contra as doenças infecciosas.

No domingo, houve manifestações em várias cidades brasileiras e em outros países, como Estocolmo, Londres e Barcelona, contra o presidente Jair Bolsonaro, que tem minimizado o novo coronavírus, ao qual se referiu como uma "gripezinha".

Em Brasília, manifestantes colocaram 1.000 cruzes no gramado em frente ao Congresso para homenagear as vítimas do coronavírus, com um cartaz que dizia: "Bolsonaro, pare de negar!".

- "A vida me escapa" -

O Peru, enquanto isso, porá fim na terça-feira (30) uma quarentena de mais de cem dias, mas vai manter o confinamento obrigatório nas sete regiões mais afetadas pela pandemia.

A quarentena será suspensa em Lima, cidade de 10 milhões de habitantes, onde o coronavírus está na descendente, segundo o governo, apesar de a capital acumular 70% dos casos do país.

Entre estes casos está o da família venezuelana Hernández, com 14 membros, que chegou há dois anos a Lima em busca de uma vida melhor, mas a pandemia pôs em xeque seus sonhos, pois todos se contagiaram com o novo coronavírus, que causou a morte do avô, Wilmer Arcadio Hernández, de 63 anos.

"Acho que a vida me escapa", diz, com dificuldade, à AFP seu filho, Wilmer Ramón Hernández, de 44 anos, deitado em sua cama na casa na zona sul de Lima, ligado a um cilindro de oxigênio, que lhe permite respirar.

- Aceleração na Ásia -

A Ásia também vê uma aceleração dos casos, com a Índia à frente. Lá, nos últimos sete dias foram registrados quase 120.000 casos.

A China, onde a epidemia começou no fim do ano passado, vive uma recidiva. Sem contar Hong Kong e Macau, o país registra um total de 83.512 casos, entre eles 4.634 óbitos.

Em meio a esse novo surto "grave e complexo", segundo as autoridades, o Exército chinês autorizou o uso em suas fileiras de uma vacina contra o novo coronavírus, criada pela Academia Militar de Ciências Médicas e a companhia farmacêutica CanSinoBIO.

No Irã, que com 10.670 mortos é o país mais afetado do Oriente Médio, registrou nesta segunda um recorde de óbitos: 162 nas últimas 24 horas.

O Irã nunca impôs um confinamento obrigatório, embora em março tenha suspenso os eventos públicos e fechado estabelecimentos não essenciais e escolas. A partir de abril, começou a suspender gradativamente as restrições para impulsionar a economia.

As autoridades decretaram no sábado o uso obrigatório da máscara em certos locais públicos.

Enquanto isso, na Europa, que iniciou uma suspensão gradual do confinamento, vários países europeus realizaram eleições neste fim de semana, entre eles a França e a Polônia.

Quatro homens serão processados por tentarem derrubar uma estátua do ex-presidente americano Andrew Jackson, localizada em frente à Casa Branca, em um ato no contexto da onda de protestos contra o racismo, anunciaram autoridades locais nesse sábado (27).

Na segunda-feira à noite, um grupo de manifestantes amarrou a estátua do ex-presidente, um defensor da escravidão, com cordas e tentou derrubá-la.

Com base em imagens registradas durante o incidente em Washington, a polícia identificou quatro pessoas amarrando e puxando cordas, ou entregando um martelo a outro manifestante.

Os réus - com idades entre 20 e 47 anos - são acusados de "destruição de propriedade federal", crime pelo qual podem ser condenados a uma pena de prisão que varia de um a dez anos.

Um dos acusados foi preso na sexta-feira e levado perante o juiz no sábado. Os outros três ainda não foram detidos, informou a Procuradoria de Washington em um comunicado.

"Essas acusações devem servir de advertência a todos que profanam estátuas e monumentos da capital: seu comportamento violento e criminoso não será tolerado", disse o procurador-geral Michael Sherwin.

Desde a morte de George Floyd, um negro morto por um policial branco em 25 de maio, os americanos estão no meio de um crítico debate sobre sua história.

Em meio aos protestos, várias estátuas, incluindo as de generais confederados, que defenderam a escravidão na Guerra Civil, foram atacadas.

A cerca de cinco meses da busca de sua reeleição, em novembro, o presidente Donald Trump denunciou as ações de "vândalos, anarquistas, ou agitadores", e assinou uma ordem executiva na sexta-feira para "proteger" os monumentos.

Pelo menos duas pessoas morreram, e quatro ficaram feridas, em um incidente armado em um centro de distribuição da Walmart na Califórnia, informaram jornais americanos no sábado (27). Na tarde de sábado, um carro foi lançado em um depósito do gigante do varejo na cidade de Red Bluff, disse à CNN Rick Crabtree, um oficial local.

"Uma pessoa que estava atirando foi atingida por um tiro. A última coisa que eu sei é que ele estava a caminho do hospital", acrescentou Crabtree.

Enquanto isso, uma testemunha citada por um jornal local alegou ter ouvido tiros de uma arma semiautomática na loja da Walmart. Um porta-voz da empresa disse à CNN que a companhia está a par da situação e colabora com as autoridades na investigação do episódio.

Uma pessoa morreu, e outra ficou ferida, em um tiroteio em um ato do movimento Black Lives Matter na cidade de Louisville, no estado americano do Kentucky, nos Estados Unidos, informou a polícia.

O incidente aconteceu nesse sábado, no Jefferson Square Park, no centro de Louisville, onde manifestantes se reúnem há semanas para protestar contra o assassinato da afro-americana Breona Taylor.

A morte de Breona em março ajudou a alimentar uma campanha contra o racismo e a brutalidade policial nos Estados Unidos que eclodiu com a morte de George Floyd. Este homem negro foi morto por um policial branco, após ser sufocada com um joelho no pescoço por quase nove minutos. Seus apelos de "não consigo respirar" se tornaram o motor de uma campanha contra o racismo que se espalhou pelo mundo.

O prefeito de Louisville, Greg Fischer, disse estar "profundamente triste pela violência". Antes do tiroteio, Fischer havia pedido aos contramanifestantes que ficassem longe do parque, depois que o "Louisville Courier Journal" informou que "grupos patriotas armados" planejavam confrontar os ativistas.

As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias da morte do manifestante.

Brasileiros podem desenvolver pesquisas nos Estados Unidos. Foto: Divulgação/Fulbright

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Pesquisadores podem participar do Programa de Intercâmbio Educacional e Cultural do Governo dos Estados Unidos da América (Fulbright), que oferece editais para estudo e atuação nos Estados Unidos. As formações são oferecidas nas modalidades doutorado sanduíche, pesquisador visitante e visitante júnior; quanto às inscrições, as candidaturas podem ser feitas até 2 de agosto, por meio da internet, de maneira gratuita.

Ao todo, 30 oportunidades são ofertadas para doutorado sanduíche em todos os segmentos do conhecimento. A duração é de nove meses; o curso iniciará suas atividades em agosto do próximo ano, enquanto o término está previsto para junho de 2022. Conforme informações divulgadas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os selecionados terão benefícios, tais como bolsa mensal, auxílio instalação de mil dólares e passagem aérea.

“O programa também oferta vagas para professor/pesquisador visitante nos EUA com mais de sete anos após o doutorado. Interessados podem se candidatar a até 10 bolsas de três ou quatro meses de duração para realizar pesquisas e/ou ministrar palestras em instituições de Ensino Superior ou centros de pesquisa nos Estados Unidos. Os benefícios a serem recebidos pelos aprovados incluem US$ 19.200 mil para quatro meses de permanência nos EUA, US$ 20.200 mil para duas visitas de dois meses ou US$ 14.400 para três meses de permanência para cobrir as despesas de passagem aérea e manutenção no país; seguro para acidentes e doenças limitado; e taxa do visto J-1”, detalhou a UFPE conforme informações da sua assessoria de imprensa. Uma das etapas do processo seletivo é a análise curricular dos participantes.

No que diz respeito à modalidade de pesquisador júnior, o Programa Fulbright dispõe de dez bolsas. Jovens doutores, de qualquer área do conhecimento, poderão ser beneficiados. Entre as exigências do processo seletivo, eles devem ter sido contratados em caráter permanente em instituições de ensino superior com atividades no Brasil.

Uma série de atividades está prevista para os candidatos aprovados. Entre elas estão pesquisas, palestras, apresentação de cursos e seminários. “Serão concedidos aos selecionados os benefícios de US$ 15.600 mil para quatro meses de permanência, US$ 16.600 mil para duas visitas de dois meses ou US$ 11.700 mil para três meses. Estes valores deverão cobrir as despesas de passagem aérea e manutenção nos EUA; seguro saúde; e taxa do visto J-1”, informou a UFPE. Mais informações podem ser obtidas no endereço virtual do programa.

O ano de 2020 se tornou um período de realizações para a estudante Isabelly Moraes Veríssimo dos Santos, moradora da Vila São José, periférica de Cubatão, em São Paulo (SP). Com apenas 18 anos, ela foi aprovada em sete das dez universidades internacionais as quais prestou vestibular. Agora, vai cursar Neurociência na Nova Southeastern University (NSU), localizada na Flórida, nos Estados Unidos (EUA).

A estudante começou a trajetória em 2015, quando cursou o ensino médio e tecnológico no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), no qual entrou como cotista de escola pública. A jovem ainda conta que foi através dessa condição que construiu a consciência social que tem.

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“A maioria dos estudantes que estão lá escolhe sua profissão pensando em fazer alguma mudança na sociedade, em fazer diferença pra alguém e ser agente de melhora no país”, disse a estudante, segundo informações da assessoria de imprensa do IFSP. No Brasil, o sonho de se tornar neurocientista poderia demorar mais tempo. A estudante teria que passar pela etapa da graduação em medicina, depois se especializar em neurologia, para só depois se especializar em Neurociência.

Por isso, em junho de 2019, a cubatonense começou a se preparar para o vestibular. E para garantir sua aprovação em uma universidade estrangeira, Isabelly investiu o dinheiro que ganhava em um estágio para qualificar sua educação. Em um dos feitos, contratou um profissional para fazer mentoria. 

Através dessa mentoria, ela compreendeu melhor sobre graduação, mestrado, doutorado e bolsas de estudo no exterior, e abriu os olhos para a oportunidade de concorrer a vagas em universidades internacionais. O resultado foi a aprovação em sete instituições de ensino superior fora do país, sendo seis delas no EUA e uma na Austrália.

Isabelly ainda ressalta que um dos fatores que a fez escolher a universidade e optou prestar vestibular fora do Brasil vem da falta de investimento do governo brasileiro em iniciativas científicas.

Além da aprovação, a estudante comemora a bolsa de estudos por mérito-estudantil - quando um estudante tem um bom desempenho registrado em histórico escolar -, no valor de 16 mil dólares por ano. Mesmo com a bolsa, que cobre quase todas as despesas, Isabelly explica que devido a alta do dólar ainda precisará de ajuda, e com isso, lançou uma campanha de arrecadação on-line para obter recursos e se manter na universidade.

Foto: Arquivo Pessoal

Nesta quinta-feira (25), 200 ventiladores pulmonares foram entregues pelo governo dos Estados Unidos para apoiar o Brasil na luta contra a Covid-19. Segundo a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), os ventiladores, produzidos nos EUA, trazem tecnologia de ponta e sob demanda.

Os 200 ventiladores estão avaliados em mais de US$ 2,5 milhões. Além disso, a USAID está financiando um pacote customizado de suporte técnico com garantia, acessórios como equipamento de monitoramento, tubos e filtros.

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“Estamos realmente satisfeitos de ver a primeira leva dos 1000 ventiladores prometidos ao Brasil pelo presidente Trump. Estamos trabalhando com o Ministério da Saúde para garantir que os ventiladores sejam rapidamente incorporados ao sistema de saúde do Brasil e possam ajudar os brasileiros que mais necessitam”, explica o embaixador Todd C. Chapman.

Essa doação se soma aos mais de US$ 12 milhões que o governo dos EUA já doou ao Brasil para a resposta à pandemia, e os aproximadamente US$ 40,5 milhões de empresas norte-americanas instaladas no país.

A propagação do novo coronavírus acelera de forma alarmante nos Estados Unidos e Brasil, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira (25) para o aumento de casos na Europa, coincidindo com a flexibilização progressiva do confinamento.

Na semana passada, a Europa registrou um aumento no número de casos semanais pela primeira vez em meses. Em 11 países, a transmissão acelerada levou a um ressurgimento muito significativo que, se não for controlado, levará novamente ao limite os sistemas de saúde europeus", afirmou o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em Copenhague.

Kluge destacou a reação rápida de países como Espanha, Polônia, Alemanha ou Israel ante o aumento de novos casos em "escolas, minas de carvão ou locais de produção de alimentos", nas últimas semanas.

Na terça-feira, por exemplo, a Alemanha determinou o retorno do confinamento de uma região ondem vivem 600.000 pessoas devido ao surgimento de um foco de infecções no maior matadouro da Europa.

De acordo com a OMS, a Europa está registrando diariamente quase 20.000 novos casos e 700 mortes por coronavírus.

Até o momento, o continente europeu contabiliza 194.459 vítimas fatais e 2.585.203 contágios.

No mundo, a pandemia provocou mais de 482.000 mortes e 9,4 milhões de casos, de acordo com balanço atualizado da AFP, elaborado com base em dados oficiais.

- "Fora de controle" -

Quase quatro meses depois da primeira morte por Covid-19, os Estados Unidos enfrentam uma profunda crise de saúde. Mais de 35.900 casos foram reportados nas últimas 24 horas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins: estados populosos como Flórida, Texas e Califórnia registraram recordes diários.

No total, 2,3 milhões de pessoas contraíram a doença na maior economia do mundo, com quase 122.000 mortos.

"Se não for contido nas próximas duas semanas, a situação ficará completamente fora de controle", disse o governador republicano do Texas, Greg Abbott.

No Brasil, o segundo país mais afetado pela pandemia, os contágios e mortes por coronavírus aumentam de forma vertiginosa. Nas últimas 24 horas foram registrados 42.725 novos casos (segundo dia com mais notificações) e 1.185 vítimas fatais, de acordo com o ministério da Saúde.

O país acumula 53.830 mortes e mais de 1,18 milhão de contágios.

O estado de Minas Gerais não descarta impor um confinamento para conter a escalada de casos e evitar o colapso do sistema de saúde.

O presidente Jair Bolsonaro, que minimizou em várias oportunidades a gravidade da pandemia, usou máscara em um ato oficial em Brasília, depois que um juiz do Distrito Federal determinou na segunda-feira que ele deveria utilizar a peça de forma obrigatória em locais públicos, sob risco de multa.

A América Latina superou a marca de 100.000 mortos, mas a região, segundo a OMS, ainda não alcançou o pico da epidemia.

A situação do México (mais de 24.300 mortos, segundo país latino-americano mais afetado) também é muito preocupante.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), unidade regional da OMS, afirmou além da "ampla circulação" do vírus no México, há "transmissão generalizada" na América Central, com "alta incidência" no Panamá e Costa Rica, sobretudo na fronteira com a Nicarágua.

- Recessão mundial -

Na área econômica, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que o vírus provocou uma "crise como nenhuma outra", que pode levar a uma queda do PIB mundial de 4,9% em 2020.

A China, onde a epidemia surgiu e dezembro, será a única economia com crescimento este ano, de apenas 1%, prevê o FMI, enquanto os Estados Unidos devem registrar uma queda de 8% do PIB. Na Eurozona, a contração será de 10%, com quedas de dois dígitos na Espanha, França, Itália e Reino Unido.

Na América Latina e Caribe a recessão será mais profunda que a prevista em abril, com uma contração do PIB regional de 9,4% contra 4,2% previsto anteriormente.

Apesar das previsões funestas, uma relativa normalidade retorna à Europa. Nesta quinta-feira, a Torre Eiffel, o monumento mais famoso de Paris e visitado por sete milhões de pessoas a cada ano, voltou a receber visitantes depois de permanecer fechada por três meses.

"Queria participar neste momento de alegria. Estou quase chorando, mas é de felicidade", afirmou à AFP Therese, uma das primeiras visitantes a subir, de máscara como determinam as normas de saúde, as escadas do monumento.

O presidente americano, Donald Trump, enviou uma dura advertência a manifestantes que tentarem derrubar estátuas, enquanto 400 soldados da Guarda Nacional americana estavam deslocadas nesta quarta-feira (24) para proteger os monumentos de Washington.

"Agora eles querem atacar Jesus Cristo, George Washington, Abraham Lincoln, Thomas Jefferson: isso não acontecerá enquanto eu estiver aqui", declarou Trump após uma reunião na Casa Branca com o presidente da Polônia, Andrzej Duda.

Trump também anunciou que assinaria um decreto esta semana para punir aqueles que atacam o patrimônio dos Estados Unidos.

Várias estátuas, incluindo as de generais do sulistas ou apoiadores da escravidão, foram atacadas durante manifestações em massa contra o racismo e a violência policial que abalam os Estados Unidos há quase um mês.

Na noite de segunda-feira, fora da Casa Branca, um grupo tentou derrubar a estátua do ex-presidente Andrew Jackson, um defensor da escravidão. 

A polícia agiu e prendeu várias pessoas. No dia seguinte, o secretário do Interior, David Bernhardt, que supervisiona essa força policial, pediu ajuda à Guarda Nacional, para evitar ataques similares.

Em seu pedido, o Pentágono "mobilizou cerca de 400 membros da Guarda Nacional" para evitar "a destruição ou degradação dos monumentos" na capital, disse à AFP um porta-voz do Departamento de Defesa, Chris Mitchell.

No momento, esses soldados continuam "à espera".

Se forem mobilizados, eles não usarão armas e servirão apenas como uma "força dissuasiva e de controle de multidões" para impedir o acesso a algumas áreas, de acordo com o porta-voz.

Bernhardt ordenou que barreiras sejam erguidas em áreas próximas à Casa Branca para proteger os espaços públicos, inclusive a praça "Black Lives Matter", perto da Casa Branca.

"Protegeremos estes locais com diligência e severidade!", tuitou Bernhardt. A alusão de Trump ao ataque contra Jesus Cristo foi uma ironia ao polêmico tuíte do ativista afro-americano Shaun King, postado na terça-feira.

"Acho que as estátuas do europeu branco que eles alegam ser Jesus também deveria cair. São uma forma de supremacia branca. Sempre foram", escreveu.

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