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O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta quinta-feira, 18, que aguarda a ordem do presidente Jair Bolsonaro para enviar ao Senado a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao comando da embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos.

"Primeiro precisamos da ordem do presidente. Quando ele mandar, enviamos a indicação para a Comissão de Relações Exteriores do Senado e para o plenário da Casa. Se o presidente nos der este comando, não tenho dúvida de que vocês serão convidados para cobrir a posse dele lá", disse.

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Para Onyx, a indicação foi "um gol de placa do presidente". Ele afirmou ainda que Eduardo irá trabalhar pela aproximação do Brasil com os Estados Unidos. "A principal função do embaixador é aproximar países e que forma melhor do que o filho do presidente, amigo de Trump Donald Trump, presidente americano fazer esse trabalho?", questionou.

Para ele, a aproximação com os americanos será importante também na defesa da Amazônia porque o país terá um aliado forte militarmente. "O dia que alguém quiser invadir a Amazônia vai saber que temos parceiros que podem nos ajudar a mantê-la sendo nossa", disse.

O ministro enfatizou que a escolha dos embaixadores é uma prerrogativa do presidente da República e que não há a exigência de que eles sejam diplomatas de carreira.

A jornalistas, Onyx disse também que durante a campanha eleitoral, muitos diplomatas "achincalharam o Brasil" por terem divergências ideológicas com Bolsonaro. "Eles prestaram um desserviço ao Brasil. Respeito a posição dos diplomatas, mas isso não lhes dá o direito, por sua matriz ideológica, de achincalhar o Brasil. Isso é uma barbaridade o que fizeram com o país", disse.

O presidente Jair Bolsonaro já dá como certo que o nome do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), "vai ser aprovado" pelos senadores como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O presidente deixou de lado as medidas econômicas e usou parte do discurso na cerimônia de 200 dias de governo para defender a nomeação do filho para o cargo em Washington.

Em certo momento, Bolsonaro chegou a dizer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que poderia indicar Eduardo para assumir o lugar do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), assim ele comandaria todas as embaixadas.

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"Vamos supor um caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina (na Comissão de Relações Exteriores, do Senado), vai ser feita com rigor, eu tenho certeza disso, e ele (Eduardo) vai ser aprovado. Mas eu poderia dizer para o Ernesto 'vou te indicar para a Embaixada dos EUA e colocar meu filho como ministro das Relações Exteriores'", declarou Bolsonaro.

Em sua fala, o presidente destacou a proximidade do filho com o presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou, ainda, que "não existe satisfação melhor do que conversar com muita dignidade com o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump". O presidente citou críticas feitas durante visita oficial ao presidente dos EUA, na qual Eduardo participou da reunião privada com Trump, e não Ernesto.

"Eduardo é uma pessoa comunicativa que se aproximou da família do presidente norte-americano. Tanto é que numa reunião reservada na Casa Branca, em que estávamos eu, ele e a intérprete, mais ninguém, Trump fez questão de convidar Eduardo para entrar e assistir reunião", disse o presidente. "A amizade que ele (Trump) tem, a sua família, pelo meu filho, não tem preço. O trabalho mais importante que um embaixador tem é ser cartão de visita."

O juiz americano Nicholas Garaufis, responsável pelo caso de Allison Mack, adiou a prisão da atriz - que estava programada para setembro. Ela confessou, em abril deste ano, sua participação em cultos de escravização sexual, em Nova York, e pode pegar até 40 anos de cadeia.

As informações foram obtidas pelo jornalista Frank Parlato, que investiga o caso desde o começo e diz ser um antigo porta-voz da NXIVM, a seita de sexo entre mulheres que realizava o culto criminoso, chamado de Dominus Obsequious Sororium (Mestre das Companheiras Femininas Obedientes, em tradução livre).

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De acordo com ele, Garaufis supostamente adiou a sentença para dar às autoridades federais mais tempo para entrevistar os condenados e, assim, prepararem relatórios da pré-sentença para o juiz. Os documentos determinarão se é possível rever as penas do processo.

Parlato conta que um oficial ainda precisa entrevistar o empresário e guia espiritual Keith Raniere. Ele é o fundador da seita, induziu Allison a participar e tem chances de ser condenado a prisão perpétua. "Serão discutidas várias alegações que ele fez no passado e no presente para determinar sua veracidade, seu perigo para a sociedade, seu remorso e a possibilidade de reincidência", afirma.

Após esse procedimento, o juiz terá material suficiente para impor sentenças maiores ou menores do que as diretrizes iniciais da condenação indicavam.

Frank Parlato explica que apesar de Raniere ser "um mentiroso bem conhecido que provavelmente será considerado perigoso demais para ficar solto", os relatos de Allison Mack e das outras integrantes da seita - as réus Nancy Salzman, Clare Bronfman e Kathy Russell - podem anular a condenação.

No entanto, cartas das vítimas e outros conteúdos a favor ou contra os condenados também podem influenciar nas decisões finais.

O jornal norte-americano The Washington Post fez uma publicação ironizando a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL).

O comentário do periódico gira em torno da indicação do nome do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente brasileiro, para assumir a embaixada do Brasil nos EUA.

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O texto destaca que "ter Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil em Washington é uma excelente notícia para a administração Trump". Entretanto, a motivação para essa ‘excelência’ foi explicada de forma irônica. 

"Ao invés de ter que  lidar com a diplomacia pragmática praticada pela burocracia altamente treinada nesses negócios do Ministério das Relações Exteriores", lidaria "com um apoiador entusiasmado quando negociar  seus interesses econômicos e políticos", informou o The Washington Post.

O popular aplicativo FaceApp, criado na Rússia e que permite aos usuários visualizar como ficariam mais jovens ou mais velhos, é motivo de polêmica nos Estados Unidos, onde um senador pediu ao FBI que investigue seus riscos potenciais à "segurança nacional e à privacidade".

Muito popular entre celebridades e usuários em geral de redes sociais, o aplicativo usa a inteligência artificial para modificar fotos dos internautas, adicionando rugas ou eliminando anos de seus rostos. O cantor Drake, a rapper Cardi B e o campeão da NBA Stephen Curry já o usaram e compartilharam imagens que passaram pelo filtro do envelhecimento.

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Mas o senador Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, pediu na quarta-feira ao FBI e ao FTC, organismo de proteção do consumidor nos Estados Unidos, que "investigue os riscos para a segurança nacional e a privacidade" das pessoas com relação ao FaceApp.

Além dos famosos, o aplicativo tem sido usado por milhões de pessoas comuns e atualmente é o app gratuito mais baixado no Google Play, com mais de 100 milhões de downloads.

"A localização do FaceApp na Rússia traz questionamentos sobre como e quando a companhia pode fornecer dados de cidadãos americanos a terceiros, incluindo potencialmente a governos estrangeiros", indicou o senador por Nova York em sua carta ao FBI.

"Seria profundamente preocupante se informação pessoal sensível de cidadãos americanos fosse entregue a algum poder estrangeiro ativamente envolvido em hostilidades cibernéticas contra os Estados Unidos", acrescentou.

O FaceApp foi lançado há dois anos, mas viralizou recentemente depois que as fotos de celebridades retocadas com seu filtro de envelhecimento inundaram as redes sociais.

Sua empresa desenvolvedora, a Wireless Lab, foi fundada em São Petersburgo (noroeste da Rússia) e atualmente fica no polo tecnológico de Skolkovo (perto de Moscou), o que gerou preocupação também entre outros membros do Partido Democrata nos Estados Unidos.

O jornal The Washington Post reportou que o Comitê Nacional Democrata chamou os candidatos em campanha para as primárias presidenciais para a eleição de 2020 a "apagar o aplicativo imediatamente".

O partido é especialmente sensível a qualquer possibilidade de vigilância ou espionagem relacionada a Moscou depois que alguns democratas foram alvo de ataques de hackers russos durante a campanha presidencial de 2016.

O medo de ciberespionagem floresceu nos últimos anos com os temores das autoridades de que os governos estrangeiros tenham acesso e possam potencialmente usar de forma inapropriada informação pessoal de milhões de americanos.

Em maio, uma companhia chinesa de jogos para celulares que comprou o popular aplicativo de relacionamentos gay Grindr informou que o venderia em junho de 2020 após pressões das autoridades americanas.

Segundo informes, as autoridades temiam que americanos pudessem ser vítimas de chantagens se o governo chinês exigisse os dados de seus usuários à empresa Kunlun Tech, com sede em Pequim.

- Controverso -

Os responsáveis pelo FaceApp não responderam à carta de Schumer.

Mas o diretor-executivo da empresa russa, Yaroslav Goncharov, assegurou ao The Washington Post que as autoridades deste país não têm acesso aos dados de seus usuários.

Também afirmou que as fotos não são usadas com nenhuma outra finalidade e que a maioria delas é apagada de seus servidores 48 horas depois de publicadas pelos usuários.

Nem Goncharov, nem a Wireless Lab puderam ser imediatamente contatados pela AFP para fazer comentários.

Esta não é a primeira controvérsia envolvendo o FaceApp. Pouco após seu lançamento, um filtro "hot" (sexy), que automaticamente clareava o rosto dos usuários, gerou acusações de racismo.

Além disso, os desenvolvedores do aplicativo tiveram que remover no mesmo ano uma ferramenta que permitia aos usuários mudar sua origem racial.

Na semana passada, Goncharov comentou o sucesso viral do aplicativo em uma incomum publicação no Facebook: "Conquistar Instagram e WhatsApp mais uma vez? Uma coisinha, mas faz a gente se sentir bem", escreveu.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) questionou, nesta quinta-feira (18), as críticas em torno da indicação do filho dele, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Na avaliação do presidente há muita pressão em cima de Eduardo.

Segundo Bolsonaro, a indicação é legal e está confirmada, porém ainda não foi oficializada. 

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"Por que essa pressão em cima de um filho meu? Ele é competente ou não é competente? Dentro do quadro de indicações políticas, que vários países fazem isso, e é legal fazer no Brasil também, tá certo", disse à imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada.

O Brasil está sem embaixador em Washington desde abril. E, na avaliação de Bolsonaro, Eduardo tem um bom relacionamento com o presidente Donald Trump, o que também atende as necessidades para representar o país no exterior.

"Você tem que ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público? Qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio", argumentou o presidente.

A indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para embaixador do Brasil nos Estados Unidos (EUA) pode ter que enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, os ministros da Alta Corte já debatem sobre a inconstitucionalidade da eventual decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

Bolsonaro anunciou, na semana passada, a possibilidade de indicar o filho para o cargo. E, desde então, só tem reforçado a escolha. Para os ministros, contudo, um embaixador representa o país e não a pessoa do presidente. Além disso, para alguns magistrados a súmula vinculante 13, que trata de nepotismo, não se aplicaria ao caso. 

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Do STF, o ministro Marco Aurélio Mello foi quem já se posicionou publicamente sobre a indicação e a classificou como nepotismo. “Não tenho a menor dúvida (de que é nepotismo). Sob a minha ótica, não pode, é péssimo. Não acredito que o presidente Bolsonaro faça isso. Será um ato falho, um tiro no pé”, argumentou.

Além dele, há a expectativa de que os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin tenham uma avaliação rigorosa sobre o tema. 

Aliados do governo já discutem a possibilidade da troca de integrantes na Comissão de Relações Exteriores do Senado para tentar uma sabatina - e uma votação - menos hostil ao nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Escolhido pelo pai, presidente Jair Bolsonaro (PSL), para assumir a embaixada do Brasil em Washington, o parlamentar precisa do aval da maioria dos senadores para poder assumir a vaga.

Os governistas avaliam que, com a mudança de dois nomes, a indicação de Eduardo teria "boa margem" para passar na comissão. A primeira alteração seria tornar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), irmão de Eduardo, titular do colegiado. Para isso, o PSDB teria de abrir mão de uma de suas vagas, hoje ocupadas pelos senadores Antonio Anastasia (MG) e Mara Gabrilli (SP). A senadora já disse ser contrária à nomeação, enquanto Anastasia tem evitado se posicionar. A votação na comissão é secreta.

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O jornal O Estado de S. Paulo apurou que interlocutores do governo já sondaram o líder do PSDB, Roberto Rocha (MA), sobre a possibilidade de troca. Uma opção seria Flávio substituir Mara no dia da votação da indicação na comissão, já que é seu suplente. A troca independe da vontade dela. A prerrogativa é do líder tucano.

Conforme mostrou o Estado no sábado, dos atuais 17 titulares do colegiado, seis afirmaram ser contrários à indicação, sete se disseram favoráveis, três não quiseram comentar e apenas um não se manifestou.

Outra estratégia dos aliados de Bolsonaro para aumentar os votos pró-Eduardo é ocupar a única cadeira vaga com um senador governista. Hoje, o bloco formado por MDB, PP e PRB indicou apenas quatro dos cinco assentos a que tem direito. O líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), é cotado para o posto. Uma alternativa seria a indicação da senadora Mailza Gomes (PP-AC), que tem dado sinais de apoio público ao governo.

"A indicação ainda não foi formalizada, mas, se for formalizada, o governo tem votos para aprovar tanto na comissão como no plenário", disse Bezerra.

O governo também quer um relator favorável à indicação. Um dos que já requisitaram a relatoria é o senador Chico Rodrigues (DEM-RR). O parlamentar é aliado de Bolsonaro e emprega em seu gabinete Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, primo dos filhos do presidente.

A indicação de embaixadores tem de passar pelo Senado, em duas etapas. Primeiro, há uma sabatina e uma votação na comissão. Aprovado ou rejeitado, o nome do indicado vai ao plenário do Senado, onde precisa de maioria simples.

Fila

Nesta quarta-feira, 17, a comissão começou a "limpar a fila" de indicações de embaixadores que estava parada para poder se concentrar na análise do nome de Eduardo após a volta do recesso parlamentar, em agosto. Foram lidos os pareceres sobre os nomes do governo para representações diplomáticas em quatro países: Malásia, Brunei, Cingapura e Hungria.

De acordo com o presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), os senadores devem levar ao menos 45 dias para avaliar a indicação de Eduardo a partir do momento em que ela for oficializada. "Não é porque é a do filho do presidente que vai furar a fila", disse o senador.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira (17) uma proposta para iniciar um processo de impeachment contra Donald Trump, em meio à indignação pelos comentários racistas do presidente emitidos no final de semana.

A Casa legislativa, dominada pelos democratas com 235 cadeiras, rejeitou a proposta por 332 votos contra 95, o que revelou a divisão dentro do partido sobre o tema.

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos votou nesta quarta-feira (17) a favor do bloqueio de uma venda de armas para a Arábia Saudita e outros aliados, uma derrota à qual o presidente Donald Trump poderá responder com o veto.

Os legisladores, muitos dos quais se declararam horrorizados com o assassinato, no ano passado, do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita de Istambul, e com a atuação de Riad na guerra do Iêmen, votaram uma série de medidas para impedir a polêmica venda.

"Quando observamos o que acontece no Iêmen é importante que os Estados Unidos tomem uma posição", declarou Eliot Engel, deputado democrata membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes.

"Não podemos ignorar os atos violentos e os massacres cometidos contra civis" por parte das forças sauditas, destacou Eliot Engel.

Riad lidera uma coalizão que apoia o governo iemenita contra os rebeldes huthis, aliados ao Irã. Desde a intervenção saudita, a guerra provocou mais de 10 mil mortes e "a pior crise humanitária no mundo" atualmente, com milhões de pessoas sofrendo de desnutrição, segundo a ONU.

Numerosos parlamentares, incluindo republicanos, consideram que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman como o autor intelectual do assassinato de Jamal Khashoggi.

A resolução que bloqueia as vendas de armas já passou pelo Senado e agora será enviada diretamente à Casa Branca, onde se espera que Trump a vete, utilizando pela terceira vez essa prerrogativa presidencial.

Para derrubar o veto são necessários os votos de dois terços dos legisladores das duas câmaras do Congresso, o que é pouco provável.

O número dois da comissão de Relações Exteriores da Câmara, o republicano Michael McCaul, criticou a decisão "perigosa" da Casa, destacando o "deslocamento dos tentáculos iranianos" no Oriente Médio.

"Se deixarmos isto avançar, a instabilidade vencerá o jogo e a segurança dos nossos aliados, como Israel, se verá ameaçada".

A venda de armas à Arábia Saudita foi autorizada em junho pela administração Trump, que ignorou o Congresso evocando uma situação de emergência pelo conflito com o Irã.

As overdoses fatais diminuíram 5,1% em 2018 nos Estados Unidos, dando lugar à primeira redução de mortes por esta causa em duas décadas, segundo dados oficiais preliminares publicados nesta quarta-feira (17).

A tendência se deve a uma importante diminuição nas mortes relacionadas com o consumo de analgésicos com receita.

"Os últimos dados provisórios sobre mortes por overdose mostram que os esforços dos Estados Unidos para frear o uso de opioides e o vício estão funcionando", disse o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Alex Azar, embora tenha advertido que a epidemia não se solucionará da noite para o dia.

A cifra estimada de mortos caiu para 68.557 em 2018, em comparação com 72.224 no ano anterior, segundo dados publicados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Mas o número continua sendo muito mais alto que em 1999, quando foram registradas 16.849 mortes, uma cifra que não parou de crescer ano após ano até 2017, com um aumento considerável entre 2014 e 2017.

As mortes atribuídas a opioides naturais e semissintéticos - como morfina, codeína, oxicodona, hidrocodona, hidromorfona e oximorfona -, que são receitados como analgésicos, reduziram de 14.926 para 12.757 (14,5%).

Esta foi a queda mais significativa entre todas as categorias. Por outro lado, as mortes relacionadas com os opioides sintéticos - como tramadol e fentanil -, com exceção da metadona, continuaram aumentando consideravelmente e as mortes por cocaína também aumentaram ligeiramente.

A epidemia de opioides está enraizada nos Estados Unidos e é consequência de décadas de prescrição excessiva de analgésicos que causam dependência.

A crise causou cerca de 400.000 mortes por opioides receitados ou ilícitos, e inclui algumas vítimas de grande repercussão midiática, como o ícone pop Prince e o roqueiro Tom Petty.

Mas há alguns sinais de que a maré está começando a mudar, já que as autoridades federais e estatais começaram a enfrentar gigantes da droga nos tribunais por supostos subornos aos médicos para que receitassem seus medicamentos ou por uma comercialização enganosa que minimiza os riscos da dependência química.

O presidente americano, Donald Trump, retomou as viagens de campanha, nesta quarta-feira (17), determinado a continuar seus ataques contra os democratas que "detestam" os Estados Unidos, um dia depois de o Congresso denunciar seus tuítes como "racistas".

"Grande comício esta noite em Greenville, na Carolina do Norte", tuitou Trump, depois de três dias de violenta polêmica ligada a seus tuítes, nos quais aconselhou quatro congressistas eleitas pelo Partido Democrata a "voltarem" para seus países de origem, "lugares infestados pela criminalidade".

"Eu falarei das pessoas que amam nosso país e daquelas que o detestam", acrescentou no tuíte desta quarta, mostrando que insistirá no mesmo tom, responsável por uma onda de indignação nos EUA e fora do país.

Na disputa pela reeleição em 2020, o magnata republicano, de 73 anos, dá passos firmes, ainda que arriscados. Alimentando tensões raciais e ideológicas, ele renuncia claramente a adotar um discurso conciliador e se concentra, mais do que nunca, na mobilização do eleitorado branco.

As quatro representantes que foram alvo de Trump são Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York), Ilhan Omar (Minnesota), Ayanna Pressley (Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan). Três delas nasceram nos EUA.

Em entrevista conjunta à CBS, elas disseram se tratar de uma manobra política da parte do presidente americano.

"É uma maneira de distração (...) para não falar de temas que realmente preocupam os americanos", disse Ayanna Pressley.

Controlada pela oposição democrata, a Câmara de Representantes aprovou nesta terça uma resolução que "condena energicamente os comentários racistas do presidente Donald Trump, que tem legitimado e incrementado o medo e o ódio contra novos americanos e contra as pessoas de cor".

Com forte significado simbólico, a votação mostrou que Trump pode contar com o apoio dos representantes republicanos. Em geral, seus correligionários são muito cautelosos quanto a criticar aquele que será - salvo alguma surpresa de última hora - seu candidato em 2020.

A resolução foi firmada por 235 democratas e apenas quatro legisladores republicanos.

- 'Abertamente racista' -

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, mostrou-se neutro: "Todos temos uma responsabilidade (...), nossas palavras são importantes", afirmou ele, antes de acrescentar que o presidente "não é um racista".

Para o líder dos republicanos na Câmara, Kevin McCarthy, toda esta controvérsia "é só uma história política".

Estas declarações não parecem afetar a popularidade de Trump entre os eleitores republicanos.

Seu índice de aprovação no país até aumentou cinco pontos, chegando a 72%, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos realizada na segunda e na terça-feiras. Em comparação com a semana passada, seu índice de popularidade no eleitoral em geral se manteve estável, em 41%.

Para Joe Biden, vice-presidente de Obama durante oito anos e atual pré-candidato democrata à Casa Branca, nenhum chefe de Estado americano "foi tão abertamente racista como este homem".

"Pode-se imaginar um presidente conservador como George W. Bush, dando essas declarações racistas?", questionou o também pré-candidato democrata na corrida para 2020 Bernie Sanders.

O líder do Cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán, foi condenado nesta quarta-feira (17) à prisão perpétua pela Justiça Federal dos Estados Unidos. Ele irá cumprir pena em uma penitenciária norte-americana.

O traficante de 62 anos, que havia sido protegido no México por um exército de gângsteres e uma elaborada operação de corrupção, foi levado aos EUA para ser julgado depois de ter escapado duas vezes das prisões mexicanas.

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Depois de três meses em que a Promotoria apresentou uma montanha de provas, em 12 de fevereiro, um júri popular declarou "El Chapo" culpado de traficar ou tentar traficar mais de 1.250 toneladas de drogas aos Estados Unidos, principalmente cocaína.

O julgamento do mexicano em Nova York foi um mergulho surrealista dentro de um dos maiores cartéis de drogas, uma janela aberta para a vida até então misteriosa do chefão mexicano, famoso pelos túneis construídos para traficar drogas para os Estados Unidos ou para escapar da prisão.

Dezenas de pessoas, incluídas 56 testemunhas do governo americano, entre eles velhos sócios de "El Chapo", rivais, uma ex-amante e agentes do FBI, relataram a história do criminoso. (Com agências internacionais).

As exportações recuaram 10,4%, em valor, na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, a queda chegou a 3,5%. Os dados são do Índice de Comércio Exterior (Icomex) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com a FGV, o resultado foi puxado pela queda nas exportações para os principais parceiros do país: Estados Unidos, China e Argentina. No caso do nosso vizinho sul-americano, o recuo das vendas brasileiras é explicado pela crise econômica naquele país.

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No caso da China, que é destino de 26% das nossas exportações, a queda do valor exportado em junho foi 4,1%. Segundo a FGV, houve uma queda de 3,7% no volume exportado e de 1,9% no preço desses produtos.

No caso dos Estados Unidos, houve uma queda de 12,2% no valor exportado em junho, depois de um crescimento no mês anterior. O preço dos produtos exportados para o mercado norte-americano caiu 10,6% e o volume, 1,6%.

Apesar da queda do valor exportado para outros países, a balança comercial brasileira conseguiu fechar o mês com um saldo positivo de 5 bilhões de dólares e o semestre, com superávit e 26 bilhões.

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)  declarou que é a favor da indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. O emedebista disse também que está trabalhando para que, caso se confirme, o nome do filho do presidente seja aprovada pelo Senado. 

"Estamos cuidando para que, se essa indicação for feita, ela ser aprovada pelo Senado. O governo tem maioria na Comissão de Relações Exteriores e no plenário para aprovar o nome do Eduardo", observou, pontuando que o Jair Bolsonaro está inclinado a oficializar a decisão. 

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A intenção de indicar Eduardo para embaixador brasileiro no país americano foi exposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) na semana passada e vem sendo reforçada constantemente.

Para assumir o cargo, o indicado precisa ter 35 anos e ter o nome aprovado pelos senadores. O indicado passa por uma sabatina Comissão de Relações Exteriores do Senado e, se aprovado, passa pelo crivo do plenário. Se a Casa Alta rejeitar, ele não pode ser empossado. O Brasil está sem embaixador em Washington desde o mês passado.

Mais um ministro entrou em cena para defender publicamente o nome do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a Embaixada do Brasil em Washington. Desta vez, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou o Twitter como demonstração de apoio.

"Tenho o privilégio de conhecer o Eduardo Bolsonaro há mais de 2 anos. Tanto representando o Brasil nos EUA ou atuando no Congresso, tenho certeza que ele fará um excelente trabalho. Ele é uma pessoa que faz a diferença nos projetos em que se envolve. Conte com meu apoio!", escreveu o ministro.

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Ontem, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, classificou críticas contra a eventual indicação como "hipocrisia".

"Chega de hipocrisia! Eduardo Bolsonaro tem competência para ser embaixador nos Estados Unidos. É experiente, confiável e tem excelente trânsito junto ao governo de lá. Já tivemos muitos políticos como embaixadores e até mesmo como Chanceleres. Itamar (Franco, ex-presidente), (José) Aparecido (ex-ministro da Cultura), FHC. Por que não Eduardo?!", escreveu ontem em rede social.

Após consultar assessores, o presidente Jair Bolsonaro quer viabilizar a indicação de Eduardo no meio político. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado é responsável por validar ou não as nomeações do Executivo para funções diplomáticas.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro pediu a assessores que verificassem quantas vezes os últimos embaixadores foram recebidos pelo Secretário de Estado americano. A conclusão é que não houve encontros recentes desse tipo, o que ajudaria a reforçar o argumento de que é preciso fortalecer as relações entre os dois países por meio da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Governistas defendem que Eduardo é próximo do presidente americano, Donald Trump.

Segundo um assessor do governo brasileiro, o presidente tem a convicção de que há "embaixadas custosas que não trazem resultado concreto ao Brasil", o que este cenário poderia mudar com a ida de Eduardo para os EUA.

Outro pedido de Bolsonaro para tentar conseguir aprovação no Senado são pareceres jurídicos da Advocacia Geral da União (AGU) e da Controladoria Geral da União (CGU), a fim de tentar convencer os parlamentares. Na visão de um interlocutor, Bolsonaro "intensificou a ofensiva" para ter certeza que não há risco de uma rejeição ao nome de Eduardo entre os senadores.

O presidente Donald Trump negou nesta terça-feira que queira uma mudança de regime no Irã, mas afirmou que está determinado a evitar que Teerã tenha a bomba nuclear.

"Não estamos procurando por uma mudança de regime, não estamos procurando por nada disso", declarou Trump.

"Eles não podem é ter uma bomba nuclear", acrescentou.

Depois de abandonar unilateralmente em 2018 o acordo nuclear com o Irã, Teerã começou a desconsiderar alguns de seus compromissos a partir de maio com o objetivo de pressionar o resto dos signatários a agir para salvar o pacto.

Desde que os Estados Unidos saíram do pacto, o Irã está sujeito às sanções americanas que afetam sua economia e as tensões entre Washington e Teerã se intensificaram.

O presidente Donald Trump negou veementemente as acusações de racismo nesta terça-feira, após o lançamento de um ataque xenófobo contra um grupo de mulheres congressistas democratas. "Esses tuítes NÃO eram racistas. Eu não tenho um só osso racista no meu corpo!", tuitou Trump, enquanto os legisladores dos EUA se preparavam para votar uma resolução condenando seus "comentários racistas".

Desde o fim de semana, a controvérsia vem crescendo nos Estados Unidos e, na segunda-feira, as congressistas Alexandria Ocasio-Cortez (representante de Nova York, portorriquenha), Ilhan Omar (Minnesota, americano nascida na Somália), Ayanna Pressley (a congressista negra representante de Massachusetts) e Rashida Tlaib (Michigan, descendência palestina) criticaram o presidente.

"Não seremos silenciadas", disse Pressley, conclamando os americanos a "não morder a isca" desses ataques, que, segundo ela, visam a desviar a atenção dos verdadeiros problemas do país.

"Trump só procura distrair com este ataque abertamente racista", disse Omar. "Essa é a agenda dos nacionalistas brancos", acrescentou.

Nesta terça, os democratas, que controlam a Câmara dos Deputados, votarão uma moção para condenar as declarações do presidente.

Trump criticou essa iniciativa no Twitter. "O que eles chamaram de voto é uma farsa, os republicanos não devem mostrar 'fraqueza' ou cair em sua armadilha", tuitou Trump, que disse que os legisladores deveriam se pronunciar sobre a "linguagem chula e as mentiras contadas pelos democratas".

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, saiu em defesa da eventual indicação do deputado Eduardo Bolsonaro para chefiar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

Em Miami, nos EUA, a ministra deu entrevista a uma rádio voltada para a comunidade brasileira na qual afirmou que o presidente Jair Bolsonaro escolheria "uma das pessoas mais capacitadas do Brasil" se optasse por enviar o filho à missão diplomática de Washington.

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"A primeira coisa que nós temos que falar é que não existe nepotismo nessa indicação, 'tá'? Segundo, é possível um civil que não seja da carreira diplomática ser embaixador? Claro que é, a lei prevê isso. Terceiro: e se ele for indicado, o presidente está errando? O presidente está escolhendo uma das pessoas mais capacitadas no Brasil", afirmou a ministra, em entrevista à Nossa Rádio USA, realizada na noite de segunda-feira, 15.

Bolsonaro anunciou na última quinta-feira, dia 11, que poderia indicar Eduardo para a chefia da maior embaixada do Brasil no exterior. A decisão foi alvo de críticas de especialistas, ex-embaixadores, diplomatas de carreira e até aliados do presidente, que consideram que o filho "03" de Bolsonaro não possui experiência para assumir o mais importante posto diplomático do País.

Ao listar as competências de Eduardo, Damares afirmou que o deputado é um "menino culto e inteligente". "Eduardo muito jovem passou no vestibular da UFRJ, que quem é do Rio sabe que é um dos vestibulares mais difíceis de passar. Fala três idiomas. Passou no concurso da Polícia Federal. Um jovem extremamente preparado. Um menino culto, um menino inteligente, um parlamentar extremamente bem avaliado e hoje na Comissão de Relações Exteriores. Não é uma pessoa que vai entrar nesse universo sem conhecer as relações exteriores, conhece", disse. Eduardo Bolsonaro fala inglês e espanhol.

"Eu estou tranquila com a decisão de meu presidente, seja qual for a decisão que ele tomar. Eu acredito na capacidade de discernimento e na inteligência de meu presidente", completou a ministra.

Damares fica em Miami até esta quarta-feira (17), quando embarca para Washington. Ela irá participar, na capital dos Estados Unidos, de evento organizado pelo Departamento de Estado americano sobre liberdade religiosa.

O presidente Jair Bolsonaro e os ministros participaram, na manhã desta terça-feira (16), da cerimônia de hasteamento das bandeiras em frente ao Palácio do Alvorada. Em seguida, eles terão a reunião do conselho de governo no Palácio.

Ao chegar para o evento, do lado externo do Alvorada, Bolsonaro foi em direção aos populares. Cerca de 20 pessoas aguardavam o presidente, uma delas com um cartaz escrito: "Eduardo embaixador", em referência à possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para chefiar a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos.

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Questionado pela imprensa se a decisão sobre indicar o próprio filho para o cargo já havia sido tomada, Bolsonaro brincou: "Eduardo fala inglês, espanhol e frita hambúrguer também."

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