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A Polícia Federal identificou, em uma perícia prévia, pelo menos 84 autoridades e jornalistas que foram alvos de investidas do grupo de hackers preso na Operação Spoofing. A informação é do jornal O Globo. 

Na lista estão, entre outros, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), dos seus filhos Eduardo e Flávio, respectivamente deputado e senador; dos ex-procuradores-gerais da República Raquel Dodge e Rodrigo Janot, além de membros da força-tarefa da Lava Jato. Não há informações sobre até que ponto esses números foram invadidos, a não ser os que tiveram conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil.

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Segundo a PF, os ataques foram orquestrados pelo hacker Walter Delgatti Neto, preso desde julho, e investiga o envolvimento de outras pessoas, como  Luiz Molição e Thiago Eliezer, presos na segunda fase da Spoofing na semana passada.

Veja a lista completa:

Rodrigo Janot (ex-PGR) 

Deltan Dallagnol 

Luciano (sobrenome não identificado) 

Thaméa Danelon (procuradora, ex-coordenadora da Lava-Jato de São Paulo) 

Orlando Martello Junior (procurador da Lava-Jato de Curitiba)

Alexandre de Moraes (ministro do STF) 

Nicolao Dino (subprocurador aliado de Janot) 

Claudio Dantas (jornalista do site O Antagonista) 

João Otávio de Noronha (atual presidente do STJ)

Eduardo Bolsonaro (deputado) 

Rodrigo Maia (presidente da Câmara) 

José Augusto Vagos (procurador da Lava-Jato do Rio) 

Márcio Barra Lima (ex-coordenador da Força-Tarefa Greenfield do MPF)

Paulo Gomes Ferreira Filho (procurador da Lava-Jato do Rio) 

Delegado Francischini (ex-deputado federal) 

Paulo (chefe de gabinete do presidente do Senado Davi Alcolumbre) 

André Wasilewski Dusczak (juiz federal) 

Roberson Pozzobon (procurador da Lava-Jato de Curitiba) 

Raquel Dodge (ex-PGR)

Thiago Lacerda Nobre (coordenador da Lava-Jato em SP)

Felipe Francischini (deputado federal)

DPF Edson (delegado da PF de SP)

Luiz Philippe O. Bragança (deputado federal) 

Januário Paludo (procurador da Lava-Jato em Curitiba) 

Wagner do Rosário (ministro da CGU) 

Luís Felipe Salomão (ministro do STJ) 

Gleisi Hoffmann (deputada) 

Paulo Teixeira (deputado) 

Joice Hasselmann (deputada)

Deltan (outro número do procurador) 

Eduardo Bolsonaro (deputado, outro número) 

Flávio Bolsonaro (senador) 

Presidente Bolsonaro Reservado (presidente da República) 

Presidente Bolsonaro telefone funcional (presidente da República) 

Coronel Hideo (não identificado)

Baleia Rossi (deputado)

Tiago Ayres (advogado do PSL e de Bolsonaro)

Cid Gomes (senador)

Marisa Ferrari (procuradora da Lava-Jato do Rio) 

Kim Kataguiri (deputado federal) 

Abel Desembargador (desembargador do TRF-2) 

Eduardo El Hage (coordenador da Lava-Jato do Rio) 

Júlio Carlos Noronha (procurador da Lava-Jato de Curitiba)

Isabel Groba (procuradora da Lava-Jato de Curitiba) 

Karen Louise (procuradora da Lava-Jato de Curitiba) 

Luiza Frischeisen (subprocuradora, foi candidata a PGR pela lista tríplice)

DGP SP Youssef (não identificado)

Ministro Sergio Moro (ministro da Justiça) 

Zampieri (ajudante de ordens da Presidência)

Carlos da Costa (secretário especial de Produtividade do Ministério da Economia) 

Gabriela Hardt (juíza federal da Lava-Jato de Curitiba) 

DPF Rafael Fernandes (delegado da PF)

Andrey Borges de Mendonça (procurador da Lava-Jato em SP) 

Eduardo Pelella (procurador e ex-chefe de gabinete de Janot) 

Flávia Cecília Blanco (não identificado) 

Abraham Weintraub (ministro da Educação)

Dep. Luiz Philippe Bragança (deputado)

Eduardo Paes (ex-prefeito do Rio) 

Lamoso (ajudante de ordens do governo de SP) 

Pezão (ex-governador do Rio)

Flávio Lucas (não identificado) 

Igor Gadelha Crusoé (jornalista da Crusoé) 

Pedro Bial (jornalista da TV Globo) 

André Luiz Morais de Menezes (não identificado) 

Danilo Dias (procurador e ex-coordenador da área criminal de Janot) 

Douglas Fischer (procurador e ex-coordenador da Lava-Jato de Janot) 

Rudson Coutinho da Silva (não identificado) 

Abílio Diniz (empresário) 

Davi Alcolumbre (presidente do Senado)

Dr. Francisco (não identificado)

Maira (não identificado)

Marcelo Barbieri SRI/Segov (foi secretário de Relações Institucionais do governo Michel Temer) 

Athayde Ribeiro da Costa (procurador da Lava-Jato de Curitiba) 

General Braga Neto (atual chefe do Estado-Maior do Exército) 

MRE Filipe (Ministério das Relações Exteriores) 

Mario Carvalho FSP (jornalista da Folha de S.Paulo)

Paulo Guedes (ministro da Economia) 

Reis Friede des TRF2 (atual presidente do TRF-2) 

Rosangela (mulher do ministro Sergio Moro) 

Diogo Castor de Mattos (ex-procurador da Lava-Jato de Curitiba)

Gabriel da Rocha (não identificado) 

Paulo Roberto Galvão (procurador da Lava-Jato de Curitiba) 

Silvio Amorim (não identificado)

Arolde de Oliveira (senador) 

Marcelo Bretas (juiz federal da Lava-Jato do Rio) 

Oswaldo José Barbosa da Silva (corregedor-geral do MPF)

O governo de Bolsonaro estaria elaborando o maior plano de ocupação e desenvolvimento da Amazônia desde a ditadura militar. 

O projeto Barão de Rio Branco retoma o antigo desejo militar de povoar a Amazônia, sob o pretexto de desenvolver a região e proteger a fronteira norte do país.

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Documentos, obtidos pelo jornal The Intercept, detalham o plano que incentivaria os grandes empreendimentos a atrair a população brasileira a povoar a região amazônica para elevar a participação da região norte no PIB do país.

Contrariando os pronunciamentos realizados em rede nacional por Bolsonaro, os documentos mostram que os planos do presidente são explorar as riquezas, fazer grandes obras e atrair novos habitantes para a Amazônia.

O plano foi apresentado pelo coronel reformado Raimundo César Calderaro, coordenador de Bolsonaro, em reuniões fechadas com políticos e empresários locais. Parte do conteúdo desta reunião foi revelada pelo portal Open Democracy.

A secretaria teria afirmado ter reunido a sociedade, academia e autoridades locais para receber opiniões e sugestões para dar sequência ao projeto, entretanto deixou de fora os indígenas, quilombolas e ambientalistas.

O governo Bolsonaro estaria visando as "riquezas" da Amazônia, como os minérios, o potencial hidrelétrico e as terras cultiváveis do planalto da Guiana. Além disso, há planos para a construção de uma hidrelétrica e uma rodovia e explorar as regiões de savanas.

Vale destacar que outros projetos semelhantes foram abandonados devido ao impacto socioambiental em comunidades indígenas e quilombolas, onde inclusive há o registro de tribos isoladas. Entretanto, o governo Bolsonaro ignora a questão socioambiental e estaria determinado a seguir em frente com o projeto, "custe o que custar".

Em áudios gravados durante a reunião fechada, o governo Bolsonaro cita que o Brasil precisa proteger suas fronteiras, principalmente com o Suriname, país que recebe investimento e imigrantes chineses. Já que eles acreditam que a China poderia fazer o mesmo em uma região pouco habitada do Brasil, o que facilitaria uma suposta "invasão chinesa".

Entretanto, Mauricio Santoro, professor de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, afirmou que a China não tem uma política de imigração e que, na verdade, está atraindo de volta seus cidadãos capacitados que vive no Ocidente.

Os militares acreditam que a única forma de proteger o Brasil é desenvolver a região amazônica a qualquer custo, pois almejam elevar a renda do PIB do Brasil.

A realidade aponta que o projeto "causará impactos destrutivos e irreversíveis" para a região, para os povos indígenas e para os recursos naturais.

O governo Bolsonaro vem tentando aprovar o projeto desde janeiro, mas até agora não conseguiu, entretanto, o assunto segue secretamente em pauta.

Por coincidência, a Amazônia está sofrendo sua maior crise e desmatamento após incêndios que podem ter sido causados por apoiadores de Bolsonaro e seu projeto Rio Branco, escreve o The Intercept. Inclusive, a crise da Amazônia está favorecendo seu projeto de interesses na região, onde uma exploração e expansão estão em seus planos.

Ou seja, Bolsonaro e seu "exército" veem a crise da Amazônia como uma grande oportunidade para seguir com o projeto. Tanto é que a Secretaria Nacional de Assuntos Estratégicos admitiu que o governo deverá criar um Grupo de Trabalho Interministerial para discutir o projeto, expondo ainda mais a real intenção do governo Bolsonaro.

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Da Sputnik Brasil

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) recebeu do antigo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) um relatório que aponta "movimentação atípica" de R$ 2,5 milhões na conta do deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) no período de um ano, entre o início de abril de 2018 e o final de março de 2019.

O MP chegou a solicitar à Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal do parlamentar, mas o juiz Marcelo da Silva, da 16ª Vara de Fazenda Pública do Rio, negou o pedido. Na decisão, ele determina que, antes de adotar alguma medida nesse sentido, o deputado do PSOL e os demais envolvidos nas suspeitas - quatro assessores e ex-assessores - sejam ouvidos.

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Miranda é casado com o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, que tem publicado reportagens baseadas em mensagens trocadas por procuradores e pelo então juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, na Operação Lava Jato. Eles não reconhecem autenticidade nas declarações que lhes são atribuídas. Segundo o jornal O Globo, que revelou o caso envolvendo Miranda, o relatório chegou ao MP estadual dois dias depois de o site começar a publicar as reportagens.

O relatório feito pelo Coaf não tem relação direta com Miranda. Foi feito no âmbito de uma investigação maior, para apurar ilegalidades em gráficas de Mangaratiba, município na região metropolitana do Rio. Como o deputado contratou o serviço de uma delas, suas movimentações entraram no radar do órgão federal.

Em nota, David Miranda afirmou que o trabalho como parlamentar não é sua única fonte de renda. Disse ter uma empresa de turismo com o marido - e que, portanto, os valores movimentados não seriam atípicos porque envolveriam dinheiro dessa empresa. Ele não detalhou, porém, quais são os serviços prestados. No cadastro na Receita Federal, a Enzuli Viagens e Turismo Ltda tem capital social de R$ 170 mil e aparece como "inapta" desde setembro de 2018.

A juíza Carolina Lebbos autorizou nesta terça-feira (10) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja ouvido pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) no próximo dia 17 de setembro.

A autorização acontece após uma sindicância aberta em julho para que seja analisada a possibilidade de violação no seu direito à defesa. Mensagens vazadas pelo site The Intercept têm endossado o que os advogados do petista defendem.

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Lebbos é a sucessora do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na 12ª Vara Federal de Curitiba. A investigação foi iniciada pelo CNDH no dia 11 de julho e busca averiguar se direito de defesa de Lula foi ferido na época das ações da Operação Lava Jato.

Em entrevista à Revista Fórum, a defesa do ex-presidente afirmou que a ocasião será uma boa oportunidade para se debater as denúncias sofridas pelo petista e o trabalho desempenhado pela Lava Jato.

“As referidas violações foram denunciadas e provadas ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas. Hoje são mais uma vez comprovadas pelo importante trabalho jornalístico do Intercept e outros veículos jornalísticos, no que se denominou Vaza Jato. A injustiça contra Lula é também um ataque à democracia”, explicou a defesa.

O jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald, repudiou uma afirmação feita pela deputada federal Carla Zambelli (PSL) por uma correlação que ela fez entre aumento de casos de HIV e homossexualidade.

Em seu perfil oficial no Twitter, Zambelli disse que é errado “esfregar homossexualidade” para crianças - fazendo menção de apoio à atitude do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), em recolher livros de bienal por conter um beijo gay entre dois personagens.

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“Pesquisa de 2018 do Ministério da Saúde mostra que os casos de HIV entre jovens gays de 15 a 19 anos TRIPLICARAM entre 2006 e 2015 (na era PT). E ainda tem gente que acha que esfregar homossexualidade na cara de crianças vai ajudar os gays em alguma coisa”, afirmou.

A afirmação da parlamentar gerou revolta no meio político, de educação e da saúde. Pois há anos vem sendo combatido o preconceito com homossexuais e a relação mentirosa de que relações homossexuais têm mais chances de propagar o vírus do HIV.

“Um dia depois, e ainda não consigo acreditar no quão ignorante, primitiva, perigosa e nojenta essa declaração é. É uma competição difícil, mas acho que ela é a deputada mais odiosa do PSL. Eu vi de perto. Ela não é burra. Mas está cheia de puro ódio por alguém que não é como ela”, lamentou Greenwald.

Ao receber a mensagem do jornalista, a deputada não deu muita importância e tratou a resposta dele com deboche: “Minhas rugas de preocupação estão se desdobrando”.

Editor e fundador do The Intercept Brasil, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald repercutiu neste sábado (31) os vazamentos que o site vem fazendo desde o último mês de junho.

Greenwald, que é casado com o deputado federal David Miranda (PSOL), afirmou que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o procurador e chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, mentem patologicamente. “Quanto mais Moro e Deltan falam sobre #VazaJato, mais seu verdadeiro caráter é revelado. Ninguém está acima da lei - exceto eles. E mentem patologicamente para se defender, nunca admitindo nenhum erro: tudo que eles fizeram eram perfeito”, destacou o jornalista.

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Desde que começou a fazer a divulgação de mensagens privadas, Moro e Dallagnol são os principais alvos afetados com o conteúdo das mensagens. Ambos, entretanto, já disseram não reconhecer a veracidade do que foi divulgado.

O ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) repercutiu neste sábado (31) uma afirmação do procurador chefe da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, sobre os comentários vazados pelo site The Intercept a respeito das mortes de familiares do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante entrevista à BBC, Dallagnol disse que “as pessoas têm que entender que essas conversas são conversas que você teria na mesa de casa com a família, são pessoas que estão trabalhando há cinco anos juntas, são amigas". "São conversas que você tem com o círculo de intimidade, conversas que você fica à vontade para falar até alguma besteira, uma bobagem, para ser até certo modo irresponsável", acrescentou o procurador.

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Através de seu perfil oficial no Twitter, Wyllys afirmou ter medo da família do procurador. “Que medo tenho da família desse sujeito e do que ele fala na mesa de casa! Deve ser algo assim: ‘Eu fabriquei provas contra um inocente; tô me lixando que ele seja inocente; o que importa é que vou ganhar dinheiro com isso... Me passa a margarina, por favor!’”, escreveu.

Revelações do Intercept apontam que procuradores da Lava Jato ironizaram a morte de Marisa Letícia, então esposa de Lula e vítima de AVC, assim como do irmão e do neto do petista. 

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (27) que os procuradores da Operação Lava Jato agiram de forma baixa e foram movidos pelo ódio para condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Através de seu perfil oficial no Twitter, a petista repercutiu os recentes vazamentos feitos pelo site The Intercept, que mostram a ironia de procuradores sobre a morte de parentes do ex-presidente.

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“A cada revelação do Intercept, mais o Brasil descobre, chocado, a baixeza e indignidade com que procuradores agiram para condenar Lula a qualquer custo. Foram movidos pelo ódio e o preconceito para acusá-lo sem crime, condená-lo sem provas e afastá-lo da eleição sem pudor”, ponderou Dilma.

A sucessora de Lula também disse que, diante das revelações feitas pelo Intercept, é necessário que se proporcione um novo julgamento para Lula e que sua condenação seja anulada.

“A Lava Jato agiu nos bastidores e manipulou o processo para forjar a condenação de Lula, atuando com absoluta parcialidade, como facção política, apoiando Bolsonaro na eleição. Não pode restar alternativa ao Judiciário a não ser a anulação deste julgamento viciado”, argumentou Dilma.

 

Repercutindo o vazamento feito pelo site The Intercept nesta terça-feira (27), a deputada federal Carla Zambelli (PSL) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a morte de parentes para fazer discurso político.

“O Brasil inteiro viu o presidiário usar ou tentar usar o enterro de parentes como palanque político. Tentar atacar os procuradores do MPF por terem visto o mesmo foi um dos truques mais porcos do pessoal da Fofoca Jato”, comentou a parlamentar.

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O mais recente material divulgado pelo Intercept mostra os procuradores da Lava Jato ironizando a morte da esposa de Lula, Marisa Letícia, e, posteriormente, do irmão e do neto do petista.

Ao ser rebatida por uma seguidora, Zambelli seguiu argumentando: “Injustificável é um presidiário vagabundo usar o enterro da esposa, do irmão, do neto e até a morte da cachorrinha para fazer discurso político e tentar escapar da cadeia”.

Ainda em sua publicação, a aliada do presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que todo o país assistiu Lula se aproveitar da morte dos parentes. “O Brasil inteiro o viu fazer isso. Não adianta tentar tapar o sol com a peneira”, finalizou.

Até este domingo (25) apenas um áudio das mensagens de Telegram entre integrantes da Lava Jato vazadas havia aparecido nas reportagens do site The Intercept. Mas, segundo o jornalista Leandro Demori, novas mensagens de voz serão reveladas nesta segunda (26).

“Amanhã (segunda) ao meio-dia tem Vaza Jato ao vivo no nosso canal do YouTube. Reportagem nova com áudios exclusivos. Inscreva-se, ative o sininho e fique em shock (sic)”, disse Demori no twitter.

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No dia 9 de julho,  o The Intercept vazou conversa de Deltan Dallagnol e membros da força-tarefa a respeito da guerra jurídica que houve em torno de uma entrevista de Lula daria ao jornal Folha de S. Paulo. No áudio, Dallagnol comemorava  o veto do Supremo Tribunal Federal ao pedido de entrevista feito pelo periódico.

A expectativa criada pela revelação dos áudios chegou a ser discutida em uma comissão da câmara, quando a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) cobrou que Glenn Greenwald revelasse as mensagens de voz. O jornalista disse a ela que a mesma se arrependeria do pedido.

Glenn ainda disse que a parte mais importante dos vazamentos ainda não estava no ar. "Eu tenho certeza, porque eu conheço o material que estamos trabalhando, que os materiais mais bombásticos e importantes ainda não foram publicados, mas serão em breve. Tem muitas revelações graves. Essas seis semanas que começamos a publicar foram muito pouco tempo para um acervo deste tamanho. Então, com certeza, vai ter muito mais revelações muito graves no futuro", afirmou em entrevista ao Metrópoles no final de julho.

Dois dias depois que Merval Pereira, colunista do O Globo, escreveu que Jair Bolsonaro "começa a dar sinais de que governa em benefício próprio", o presidente fez um tuíte colocando em dúvida o valor recebido por Merval para a realização de palestras para o SENAC do Rio de Janeiro. A matéria que trouxe a informação à tona é do “The Intercept”, que aproveitou a publicação de Bolsonaro para agradecer a "confiança no site".

"Você contrataria um palestrante para sua empresa pagando R$375.000? Se contratar o dinheiro é seu e ninguém tem nada a ver com isso, tá ok? Mas, Merval Pereira, colunista do O Globo, em 24/03/16, pela empresa MPF Produções e Eventos, recebeu do SENAC/RJ, R$375.000 por uma palestra (sic)", escreveu Bolsonaro.

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No entanto, a matéria que divulgou essa "empreitada" foi escrita pelo site The Intercept, o mesmo que vem liberando matérias sobre os possíveis "conluios" dos procuradores da república envolvidos na Operação Lava Jato, juntamente com o, agora, ministro Sérgio Moro - publicações estas que o próprio Bolsonaro faz questão de colocar em dúvida -, principalmente questionando a credibilidade do site.

Aproveitando-se do compartilhamento da notícia feito pelo presidente, o The Intercept compartilhou: "Jair Bolsonaro usou informações de uma reportagem do TIB para atacar o jornalista Merval Pereira. Obrigado pela confiança no nosso jornalismo, presidente. Finalmente tuitando algo que não seja fake news. Grande dia! (sic)", escreveu. 

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Matéria do The Intercept

A reportagem do site que constatou os pagamentos feitos pelo Senac do Rio de Janeiro aos jornalistas do Grupo Globo foi publicada em outubro de 2017. Na ocasião, o The Intercept mostrou que, mesmo diante da crise do sistema que culminou com a demissão de pelo menos mil funcionários, na época, os gastos milionários em publicidade e em palestras, com destaque para jornalistas e colunistas ligados ao Grupo Globo, continuava - evidenciando um "contraditório retrato do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac-RJ)."

De acordo com o The Intercept, um relatório obtido pelo site na época mostrou que Merval Pereira foi o jornalista que mais recebeu pelas palestras. Os auditores apontaram gastos de R$ 375 mil pela participação dele no evento 'Mapa do Comércio', realizado em diversos municípios do Rio de Janeiro. Por cada uma das palestras, o jornalista recebeu, de acordo com a publicação do The Intercept, R$ 25 mil.

De passagem pelo Recife para participar de um evento na OAB-PE nesta terça-feira (20), o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cristiano Zanin, conversou com a reportagem do LeiaJa.com sobre os recentes vazamentos feitos pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.

Zanin, que participou do 3º Seminário Pernambucano de Direito Econômica, afirmou que a divulgação das informações feitas pelo Intercept reforçam violações que a defesa do petista vem alegando desde o início do processo de Lula.

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“Essas revelações que começaram com o Intercept e que agora existe uma parceria com diversos outros veículos de imprensa, ao nosso ver, reforçam e confirmam todas as violações que nós estamos apresentando e denunciando desde o início dos processos do ex-presidente Lula”, enfatizou. 

Um dos pontos falados pelo advogado durante sua fala no evento foi sobre o “Princípio da imparcialidade na Operação Lava Jato”. Ao LeiaJá, Zanin afirmou que desde 2016 se alegava o fato de existir juristas responsáveis pelo caso atuando de maneira imparcial.

“Desde a primeira manifestação que nós apresentamos, pela defesa técnica, em 2016, nós já dizíamos que não existia um juiz imparcial e que os procuradores que estavam atuando no caso também não estavam observando as garantias da legalidade, da impessoalidade e também da imparcialidade”, complementou. 

Segundo Zanin, graças ao trabalho desempenhado pelo Intercept e às revelações feitas, todo o trabalho que a defesa vinha desenvolvendo desde o começo em prol de Lula passa a ser endossada, agora, de maneira com maior repercussão.

“O processo estava se desenvolvendo sem a observância do devido processo legal, de forma a chegar num resultado pré-estabelecido, que era a condenação do ex-presidente Lula. Então todo esse cenário que vem sendo dito desde o início da defesa agora fica bastante reforçado por todas essas revelações”, finalizou.

 

 

 

 

Procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato tiveram acesso a dados sigilosos da Receita Federal de maneira informal ou sem autorização da Justiça nos últimos anos, de acordo com supostas mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil e publicadas ontem em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.

Pelos diálogos, os procuradores contariam com a contribuição do auditor fiscal Roberto Leonel, à época chefe da área de inteligência da Receita em Curitiba e hoje presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Em agosto de 2015, o procurador Roberson Pozzobon teria pensado em falar com Leonel para obter dados que o ajudariam em uma investigação envolvendo negócios de um dos sobrinhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Angola.

O vínculo entre a força-tarefa da Lava Jato e o auditor, segundo as supostas mensagens, teria sido frequente no início de 2016, quando se desenrolava a investigação sobre as reformas em sítio frequentado por Lula e sua família em Atibaia (SP). O caso rendeu a Lula sua segunda condenação - a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro na ação que apurou se ele recebeu propina por meio da reforma da propriedade.

Na época, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba, teria pedido que Leonel levantasse informações sobre o caseiro do sítio, sobre uma nora de Lula, sobre o patrimônio dos antigos donos do imóvel e sobre compras que a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia (morta em 2017), havia feito.

Ainda de acordo com as supostas mensagens, em ao menos um caso Leonel teria repassado informações de pessoas que nem eram investigadas em Curitiba. Em 2017, o auditor teria informado Deltan que havia feito uma representação contra os pais do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e preparava outra contra a ex-mulher do parlamentar. Loures era investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), não pela força-tarefa da Lava Jato.

Procurados, tanto a força-tarefa quanto a Receita Federal afirmaram que a troca de informações entre elas é permitida pela legislação e não ameaça o sigilo fiscal dos contribuintes.

Dallagnol também usou ontem o Twitter para rebater as acusações de que teria driblado a lei para obter dados sigilosos da Receita. "Mais acusações falsas contra a Lava Jato. A Receita passou informações para o MP (Ministério Público) na Lava Jato em três situações, sempre com amparo na lei", escreveu o procurador.

Essas três situações teriam sido "quando houve quebra de sigilo fiscal decidida por juiz; quando o MP requisitou informações fiscais, poder dado pela lei complementar 75/93 e reconhecido em atos e decisões da administração pública e do Judiciário; e, por fim, quando a Receita identificou indícios de crimes, em apuração de iniciativa própria ou a partir de informações recebidas do MP, de outros órgãos ou de cidadãos".

O procurador afirmou que a Receita tem liberdade de apurar atos ilícitos a partir de notícias que recebe e de comunicá-los ao MP. "Uma função central dos escritórios de pesquisa e inteligência, como aquele que o auditor Roberto Leonel chefiava, é exatamente fazer pesquisa e investigação."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um manifesto de juristas estrangeiros pede ao Supremo Tribunal Federal que liberte o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anule suas condenações. A íntegra da carta está disponível no site do Instituto Lula.

No perfil que mantém no Twitter, o instituto faz uma série de comentários a respeito do teor do manifesto e se posiciona contra o juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, dizendo que "Não há Estado de Direito sem respeito ao devido processo legal. E não há respeito ao devido processo legal quando um juiz não é imparcial, mas atua como chefe da acusação".

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A carta é intitulada "Lula não foi julgado, foi vítima de uma perseguição política", e cita as revelações do jornalista Glenn Greenwald e do site The Intercept, em parceria com outros veículos, as quais "estarreceram todos os profissionais do Direito. Ficamos chocados ao ver como as regras fundamentais do devido processo legal brasileiro foram violadas sem qualquer pudor. Num país onde a Justiça é a mesma para todos, um juiz não pode ser simultaneamente juiz e parte num processo."

O Instituto Lula afirma que espera que as autoridades brasileiras tomem as providências "para identificar os responsáveis por estes gravíssimos desvios de procedimento". E continua: "Sergio Moro não só conduziu o processo de forma parcial, como comandou a acusação. Manipulou os mecanismos da delação premiada, orientou o trabalho do MP, exigiu a substituição de uma procuradora com a qual não estava satisfeito e dirigiu a estratégia de comunicação da acusação."

Militantes do Vem Pra Rua vão ao Cais do Apolo, área central do Recife, na próxima segunda-feira (12) em uma mobilização em repúdio a “medidas arbitrárias que vêm tomando alguns Ministros do STF, ‘defensores da impunidade’, que não satisfeitos em censurar a imprensa e promover atos de busca e apreensão, usurpando a competência do Ministério Público, ainda determinam a suspensão de todos os procedimentos investigatórios instaurados pela Receita Federal, em relação a 33 contribuintes, por neles estarem incluídos o Ministro Dias Toffoli, Gilmar Mendes e seus familiares”.

O ato está marcado para começar a partir das 19h e também cobrará uma postura melhor do Supremo com os procuradores da Operação Lava Jato. Segundo a organização, o STF tem o intuito de desarticular a força-tarefa.

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Além disso, o grupo pretende mostrar indignação com o julgamento de representações contra o procurador Deltan Dallagnol, que deve acontecer na terça-feira (13), baseadas em mensagens divulgadas pelo site The Intercept.

“Deltan, pela sua árdua luta contra a corrupção merece o reconhecimento e gratidão de toda a sociedade brasileira, e não punição”, considerou o Vem Pra Rua, que também vai mostrar apoio ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“O STF, com essas condutas, está criando uma insegurança jurídica sem precedentes transformando-se numa Corte deslegitimada e desmoralizada perante o povo brasileiro. Chega de autoritarismo dessa Instituição que infringe os princípios da moralidade e da legalidade”, finaliza a nota do grupo.

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, utilizou seu perfil oficial no Twitter neste sábado (9) para criticar comportamentos do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Hoffmann fez menção ao trabalho desempenhado pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, que desde o último mês de junho vem vazando conversas comprometedoras de membros do Governo Federal e da Operação Lava Jato.

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“Moro faz de tudo para desqualificar o escândalo que envolve seu nome e dizer que a #VazaJato é por causa do Lula. Ele está preso injustamente, Deltan (Dallagnol, procurador da Lava Jato) disse que não havia provas”, argumentou a petista. 

A deputada também opinou sobre a tarefa de Moro na Lava Jato. “As revelações são para mostrar que Sergio Moro foi chefe da operação, prejudicou a economia e se cacifou como político”, complementou Hoffmann.

Sob fogo cerrado de opositores da Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa no Paraná, comparou a grande reação à maior investigação já desencadeada no País contra a corrupção ao movimento que colocou em xeque a Mãos Limpas - missão similar que a Itália viveu nos anos 1990 e acabou esvaziada por forças políticas.

Em sua conta no Twitter, Deltan postou. "Vejo um movimento de reação como o que aconteceu na Itália, em que se busca tirar a credibilidade de agentes públicos que atuam na operação."

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Na próxima terça-feira, 13, o Conselho Nacional do Ministério Público pode pôr em pauta eventual afastamento de Deltan da Lava Jato. Ele tem sido alvo frequente de reclamações perante o colegiado.

Deltan avalia que o objetivo de quem fustiga a Lava Jato é "promover os retrocessos que possam permitir que poderosos que praticaram crimes graves alcancem impunidade".

O The Intercept publicou nesta sexta-feira (9), por meio do El País, mais um vazamento da série #VazaJato, que vem expondo troca de mensagens entre procuradores da Operação Lava Jato desde o último mês de junho. Desta vez, a protagonista do conteúdo é a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

O site de responsabilidade do jornalista Glenn Greenwald conseguiu acesso a uma conversa no aplicativo Telegram do dia 11 de março deste ano. Na ocasião, o procurador Januário Paludo falou a seus colegas da Operação Lava Jato que “o barraco tem nome e sobrenome. Raquel Dodge”.

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Dodge, que representa o posto mais alto do Ministério Público, é responsável pelo comando do trabalho da força-tarefa e era vista como um entrave pelos procuradores, além de uma espécie de inimiga interna. 

De acordo com informações do Intercept, os procuradores ainda discutiram a possibilidade de repassar, de forma anônima, informações a jornalistas com o objetivo de pressioná-la a liberar ao Supremo Tribunal Federal (STF) delações, entre elas, a de Léo Pinheiro, da construtora OAS - uma testemunha-chave de casos que incriminam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro trecho dos vazamentos mostra uma mensagem do procurador Deltan Dallagnol, em 2018, avaliando a relação de Dodge com o ministro do STF, Gilmar Mendes. Segundo ele, Dodge “só não confronta Mendes porque sonha com uma cadeira no Supremo assim que seu mandato na PGR terminar”.

Os procuradores também se queixaram devido ao fato de Dodge ser um obstáculo incontornável “por ser dona da caneta que tanto libera orçamento à força-tarefa como envia ao Supremo os acordos de delações premiadas que envolvem autoridades com foro privilegiado, como a de Léo Pinheiro”. 

O El País procurou a assessoria de imprensa da PGR, que afirmou não se manifestar “acerca de material de origem ilícita" ou sobre acordos de delação, "que possuem caráter sigiloso". A força-tarefa da Lava Jato também disse que não faria comentários. 

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, afirmou, nesta quinta-feira, 8, que não quis ofender o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O chefe da pasta pediu abertura de investigação sobre declarações do mandatário da OAB. A Procuradoria-Geral da República enviou à primeira instância.

"Minha afirmação não teve, em qualquer momento, a motivação de ofender a honra do ministro Sérgio Moro. Ao contrário, a crítica feita foi jurídica e institucional, por meio de uma analogia e não imputando qualquer crime ao ministro", disse Santa Cruz.

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Ao apresentar uma representação, Moro destacou declarações de Santa Cruz, que afirmou ao jornal "Folha de S. Paulo" que o ministro "usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas" no caso das mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil.

O presidente da OAB afirma já ter reconhecido "que a analogia utilizada estava acima do tom que costumo usar, mesmo considerando os sistemáticos atentados contra preceitos do Estado democrático de direito que deram base à declaração".

"De todo modo, como disse na entrevista, mantenho, no mérito, minha crítica de que o ministro da Justiça não pode determinar destruição de provas e que deveria, para o bom andamento das investigações, se afastar do cargo, como recomendou o Conselho Federal da OAB", diz.

"Por fim, como já enunciei diversas vezes, entendo ser necessário o retorno à normalidade do debate democrático e sugiro ao governo - de forma geral - evitar o clima belicoso, restabelecendo a harmonia institucional no país", conclui.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu nesta quinta-feira, 8, à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação para apurar a conduta do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz. A assessoria da PGR informou que a representação de Moro foi enviada à Procuradoria da República no Distrito Federal, que atua na primeira instância, já que o presidente da OAB não possui foro privilegiado.

Ao apresentar uma representação, Moro destacou declarações de Santa Cruz, que afirmou ao jornal "Folha de S. Paulo" que o ministro "usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas" no caso das mensagens divulgadas pelo site 'The Intercept Brasil'.

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O site tem publicado, desde junho, mensagens atribuídas ao ex-juiz federal Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Para Sergio Moro, o comentário do presidente da OAB repercutiu "em seu sentimento e senso de dignidade e decoro", ao sugerir uma "conduta arbitrária no exercício das relevantes funções" de ministro de Estado.

"Atribuir falsamente ao Ministro da Justiça e Segurança Pública a condição de chefe de quadrilha configura em tese o crime de calúnia do art. 138 do Código Penal. Ainda afirma que o subscritor teria tido acesso a mensagens ("conversas") de autoridades vítimas de hackeamento, fato que não é verdadeiro, o que também pode configurar crime contra a honra, como difamação", escreveu Moro, em ofício encaminhado à procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Contratos

O pedido de Sergio Moro foi apresentado à PGR na mesma semana em que foi noticiado que a Petrobras decidiu rescindir dois contratos com o escritório de advocacia de Felipe Santa Cruz, sem alegar qualquer justificativa, segundo o próprio escritório informou em nota divulgada à imprensa na última quarta-feira, 7.

O rompimento do contrato foi informado pela Petrobras em meio às tensões entre Santa Cruz e o presidente Bolsonaro, que, em 29 de julho, criticou a OAB por sua atuação no inquérito envolvendo Adélio Bispo de Oliveira, que esfaqueou o então candidato do PSL em Juiz de Fora (MG) durante a campanha eleitoral.

Bolsonaro também afirmou que Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB, foi morto por correligionários na década de 1970. A declaração contraria uma lei vigente e uma decisão judicial que reconhecem a responsabilidade do Estado brasileiro no sequestro e desaparecimento do então estudante de direito, em 1974.

A versão de Bolsonaro sobre a morte do militante não tem respaldo em informações oficiais. O presidente da OAB acionou então o Supremo para cobrar esclarecimentos de Bolsonaro.

Esclarecimentos

No último dia 1º, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 15 dias para o presidente Jair Bolsonaro, "querendo", apresentar esclarecimentos sobre as declarações.

Até a publicação deste texto, a OAB não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido de Moro.

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