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O jornalista e editor do The Intercept, Glenn Greenwald, responsável pelos recentes vazamentos de troca de mensagens entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da Operação Lava Jato comentou o comportamento dos envolvidos nas recentes polêmicas.

Nesta quinta-feira (18) o site divulgou novas informações que apontam que Moro teria interferido em negociações das delações de dois executivos da Camargo Corrêa. Em resposta, Moro disse não reconhecer a autenticidade das mensagens.

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“Nenhuma das desculpas de Moro e Deltan fez sentido desde o início: 1) as mensagens são adulterados, mas 2) não refletem nenhum delito. Por que alguém adulteraria mensagens para mostrar atos perfeitamente éticos, legais e apropriados? Pessoas culpadas se tornam irracionais”, escreveu Glenn em seu perfil oficial no Twitter.

Greenwald também voltou a dizer que Moro está fingindo ter amnésia. “Mais uma vez, Sergio Moro finge ter extrema e trágica amnésia aos 44 anos de idade. E parece estar implicando que o maior jornal do país, Folha de S. Paulo,, é culpado de crimes - ‘violação criminosa de privacidade’ - por reportar a má conduta dele: verdadeiro autoritário”, disparou.

Após novos vazamentos do The Intercept apontarem que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, teria interferido em negociações das delações de dois executivos da Camargo Corrêa, parlamentares começaram a se manifestar.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL), que chegou a chamar Moro de ladrão durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, o ministro não se sustenta mais no cargo.

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“Moro interferiu até nas negociações das delações. Ele cruzou os limites da legislação para manter juízes afastados de conversas com colaboradores. É insustentável que ele, que precisa ser investigado, siga como Ministro da Justiça e no comando da Polícia Federal”, opinou Braga.

De acordo com o Intercept, a nova troca de diálogos divulgada aconteceu entre 21 de janeiro de 2015 e 6 de fevereiro de 2016. Período em que estavam sendo acordadas as delações e logo após o acordo ser fechado. 

Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) ironizou as publicações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, rebatendo as novas conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil, através do jornal Folha de São Paulo

Moro, que está de licença do comando do ministério até esta sexta-feira (19), usou o Twitter para se defender e criticar as mensagens divulgadas, e o senador, por sua vez, alfinetou o ex-juiz perguntando se era ele mesmo tuitando nas férias ou um ataque hacker.

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“Foi um hacker de novo ou é mais uma tuitada sua no meio das férias?! Não se preocupe! Vá curtir a sua viagem com a família, porque essas mensagens divulgadas são tudo montagem, né?”, indagou o senador ao ministro. 

Antes disso, Humberto classificou as novas revelações como “mais uma denúncia grave” contra Sérgio Moro e reforçou a tese de que o ministro precisa “ser demitido e punido”. 

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As novas conversas apontam que o ex-juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância em Curitiba teria interferido nas negociações do acordo de delação da Camargo Corrêa e seus executivos. O ministro, contudo, diz que não reconhece a veracidade das mensagens.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro usou as redes sociais, nesta quinta-feira (18), para rebater as novas conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil, através do jornal Folha de São Paulo. Na publicação, Moro defende que os juízes não homologuem acordos de delação que são generosos com os criminosos. 

“O juiz tem não só o poder, mas o dever legal de não homologar ou de exigir mudanças em acordos de colaboração excessivamente generosos com criminosos. Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como os dos sócios da JBS (que não passaram por mim)?”, indaga.

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As novas conversas apontam que o ex-juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância em Curitiba teria interferido nas negociações do acordo de delação da Camargo Corrêa e seus executivos

O ministro, contudo, diz que não reconhece a veracidade das mensagens. “Mais uma vez, não reconheço a autenticidade de supostas mensagens minhas ou de terceiros, mas, se tiverem algo sério e autêntico, publiquem. Até lá não posso concordar com sensacionalismo e violação criminosa de privacidade”, declarou.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se manifestou nesta terça-feira (16) contra as constantes críticas que a Operação Lava Jato vem recebendo nos últimos dias.

Através de seu perfil oficial no Twitter, Moro criticou o posicionamento das pessoas quanto ao trabalho da força-tarefa. “Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a LavaJato e a favor da corrupção está beirando o ridículo”, disse.

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A Lava Jato e o próprio Sergio Moro, enquanto juiz federal, viraram alvo de questionamentos após o site The Intercept vazar troca de mensagens dele com procuradores da operação na época da investigação envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”, continuou Moro, que voltou nesta semana a trabalhar no Ministério após passar uma semana afastado do cargo.

O chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, é um dos palestrantes em um evento para empreendedores que vai acontecer na capital paranaense. Além dele, a cantora Anitta também compõe o elenco dos que vão palestrar no encontro que está cobrando ingressos a R$ 650 - o mais barato na pré-venda. A informação é da revista Veja. 

De acordo com a reportagem, o evento também conta com opções de ingresso “VIP Unissex” por R$ 800. Segundo a programação, Dallagnol vai falar sobre “A Ética nos Negócios em um Mundo Sob Pressão”, enquanto Anitta falará sobre sua carreira como uma startup. As palestras estão marcadas para outubro deste ano.

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As palestras ministradas por Dallagnol estão sendo analisadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O Conselho vai apurar se Deltan e o procurador Roberson Pozzobon usaram seus cargos para lucrar como palestrantes. 

Conversas de dezembro de 2018 reveladas pelo site The Intercept Brasil, através do jornal Folha de São Paulo, sugerem que Dallagnol teria feito um plano para, com a fama adquirida por comandar a Lava Jato, atrair o recebimento por palestras.

“As palestras e aulas já tabeladas neste ano estão dando líquido 232k [R$ 232 mil]. Ótimo… 23 aulas/palestras. Dá uma média de 10k [R$ 10 mil] limpo”, teria dito à sua mulher, com quem chegou a cogitar a criação de uma empresa para esse fim.

O Corregedor Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, instaurou nesta terça-feira, 16, uma reclamação disciplinar contra os procuradores da Lava Jato Deltan Dellagnol e Roberson Pozzobom, em função de supostas mensagens trocadas entre eles e divulgadas pelo The Intercept e pela Folha de S.Paulo. Os dois terão o prazo de 10 dias para se manifestarem sobre o caso.

A determinação foi dada em resposta a um pedido feito pelo Partido dos Trabalhadores, com base em notícia divulgada no último domingo, 14, segundo a qual Deltan teria montado um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações da Lava Jato.

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Sobre a postura de Deltan, o PT afirma que houve desvio de função de servidores "para a prática de atividades pessoais de palestrante, desvinculadas, portanto, das finalidades dos cargos ocupados", e também "obtenção de vantagens adicionais aos vencimentos do cargo não previstas em lei".

Já sobre Pozzobon, a alegação do partido é de que o procurador teria faltado com o "decoro pessoal, zelo e probidade, e de ilibada conduta particular". "Na medida em que, ao ser alertado sobre a possibilidade de investigação das atividades comerciais dos reclamados teria externado, em tom jocoso a expressão 'Que veeeenham'.", afirma o PT.

Na decisão, o corregedor afirma que, pelo contexto indicado, observa-se "eventual desvio na conduta" de membros do Ministério Público, o que, em tese, "pode caracterizar falta funcional". "Com efeito, neste momento inicial, é necessária análise preliminar do conteúdo veiculado pela imprensa, notadamente pelo volume de informações constantes dos veículos de comunicação", afirmou.

Defesa

A reportagem procurou a assessoria da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, mas não obteve resposta até a publicação desse texto.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se manifestou em sua conta pessoal no Twitter sobre os novos vazamentos de conversas entre ele e o chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, reveladas pelo site The Intercept Brasil em parceria com o jornalista Reinaldo Azevedo, da Band News.

Moro disse que é um "grande defensor da liberdade de imprensa", mas que "a campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo". O ex-juiz ainda desafiou a equipe de reportagem, dizendo: "se houver algo autêntico, publiquem por gentileza".

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Na sequência do primeiro post, Moro publicou uma tabela com dados nacionais de segurança pública do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública do Ministério da Justiça, que mostra uma redução nos principais crimes em todo País no primeiro semestre deste ano. O ministro compartilhou a tabela com a legenda: "abaixo uma notícia de verdade".

Glenn Greenwald, jornalista e responsável pelos vazamentos envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira (11) no Senado que “ninguém acredita” quando Moro diz não se lembrar do conteúdo das conversas.

O site The Intercept vazou uma série de conversas entre moro, enquanto ainda era juiz federal, e procuradores da Operação Lava Jato. Essa foi a segunda vez que Glenn compareceu ao Congresso para participar de audiência com parlamentares.

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"Moro está fingindo que ele tem quase amnésia. Ele nunca tentou defender o conteúdo das conversas. Em vez disso, ele está tentando fazer um jogo muito cínico colocando uma dúvida sobre o nosso material que é autêntico. Ele está tentando usar insinuações de que talvez poderia ser adulterado”, afirmou Glenn.

No último dia 25 de junho o jornalista esteve na Câmara e reafirmou que as mensagens publicadas são autênticas. As reportagens vazadas indicam que Moro teria agido de forma parcial avaliando os processos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula (PT).

Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, também lamentou a baixa presença de senadores, em especial do partido do governo, que, segundo ele, o atacam virtualmente mas não compareceram para debater.

“Eu gostaria muito de discutir frente a frente essas acusações falsas que eles estão espalhando quando não estou presente e esta é uma oportunidade para discutir essas acusações na minha cara, para examinar se elas são falsas ou verdadeiras, mas infelizmente eles não estão aqui para fazer isso”, disparou.

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Greenwald foi convidado pela CCJ, a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para falar sobre os vazamentos de conversas entre o ex-juiz e atual ministro Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, e outros procuradores, pelo aplicativo Telegram.

O jornalista contou que recebeu as informações de uma fonte que não quer ser revelada e ressaltou que a Constituição Federal e o Código de Ética dos Jornalistas garantem o sigilo. “Eu li a Constituição brasileira que protege e garante exatamente o que estamos fazendo e confio muito nas instituições brasileiras para aplicar e proteger esses direitos. O clima que o ministro está tentando criar é de uma ameaça à imprensa livre”, disse.

Vencedor do prêmio Pulitzer por ter revelado, em 2013, um sistema de espionagem em massa dos EUA com base em dados vazados por Edward Snowden, Glenn Greenwald, destacou que à época sua credibilidade não foi posta em xeque. “Pelo contrário, vim ao Senado e todo mundo nos parabenizou porque todo mundo aqui no Brasil conseguiu perceber porque essa reportagem era tão importante. Ninguém ameaçou a gente naquela época, e que deveríamos ser investigados ou presos. Pelo contrário, fomos premiados”, destacou.

Com informações da Agência Senado

O jornalista Glenn Greenwald participa nesta quinta-feira (11) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no Senado, para debater o vazamento de conversas de membros da força-tarefa da Lava-Jato. O membro do The Intercept Brasil destacou que não irá recuar de seu trabalho.

"Não temos medo nenhum", afirma Greenwald sobre uma possível investigação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre seus dados. 

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Segundo Greenwald, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, recusou negar a existência de uma investigação do Coaf porque gostaria de deixar os jornalistas do Incerpt "com medo". Ele também ressaltou que há um movimento global para "criminalizar o jornalismo e jornalistas".

O subprocurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Rocha Furtado, solicitou, via medida cautelar, que o Coaf suspenda uma investição sobre Greenwald, caso ela exista. 

Lembrando o caso de Edward Snowden, que vazou documentos secretos mostrando a dimensão da operação de espionagem dos Estados Unidos, Greenwald ressaltou que o então procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, negou qualquer ação para publicar ou perseguir os jornalistas envolvidos na publicação.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o cientista político e professor da Universidade Veiga de Almeida Guilherme Carvalhido afirma que a investigação é "possível represália" contra o trabalho Greenwald. 

Carvalhido ressalta que caso não exista um processo contra o jornalista do Intercept, o objetivo é "uma intervenção direta para tentar calar ou reduzir a atividade jornalística dessas pessoas. Infelizmente isso é muito comum no Brasil e em várias partes do mundo".

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Da Sputnik Brasil

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu nesta quarta-feira, 10, ofício em que solicita a suspensão, caso esteja em curso, de qualquer investigação por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nas movimentações financeiras do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil. O despacho de quatro páginas, o qual a reportagem teve acesso, é assinado pelo Subprocurador-geral do MP, Lucas Rocha Furtado.

"Solicito que seja determinada a suspensão da elaboração, pelo COAF, de relatório das atividades financeiras do jornalista, se estiverem em curso, ou a abstenção dessa iniciativa, até que o TCU delibere quanto ao mérito da representação", diz trecho do documento.

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No final da última semana, o TCU havia dado 24 horas para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira, detalhassem se Glenn foi ou é investigado pelo Conselho, o que, na visão do TCU, fugiria do papel do órgão.

Para o TCU, qualquer investigação contra o jornalista, por parte do Coaf, pode ser caracterizada como desvio de finalidade, além de uma afronta à garantia constitucional de liberdade de imprensa.

Em ofício encaminhado ao TCU, o ministro da Economia informou não ter conhecimento sobre investigação contra o jornalista. Justificou ainda que o Coaf tem autonomia técnica para abrir investigações sem seu conhecimento e negou ter emitido qualquer ordem nesse sentido. Já o presidente substituto do Coaf, Jorge Luiz Alves Caetano, disse que o órgão não se pronuncia sobre "casos concretos" e não respondeu se a Polícia Federal chegou a pedir investigação nem se o Coaf começou a monitorar as movimentações financeiras de Greenwald.

Na avaliação do Ministério Público junto ao TCU, o ministro da Economia e o presidente substituto do Coaf foram evasivos em suas explicações. "Nem a resposta do ministro da Economia nem a do presidente substituto do Coaf foram claras e objetivas em responder o cerne da questão", diz Lucas Rocha, em outro trecho do documento.

O MP considerou que a resposta do Coaf e do ministro dão a entender, inclusive, que o Estado estaria disposto a investigar o jornalista do The Intercept Brasil e de haver "a real possibilidade de se produzir um Relatório de Inteligência Financeira" contra ele.

O MP acredita que o uso de recursos públicos para a elaboração de relatório de atividades financeiras do jornalista seria um clássico caso de "retaliação à imprensa perpetrado pela máquina do Estado".

Segundo Rocha, as respostas de Guedes endereçadas ao TCU não contribuem com o controle externo na busca dos esclarecimentos para a grave situação retratada neste procedimento fiscalizatório. Em outro trecho, Rocha diz que é preciso afastar, mediante atuação do TCU, qualquer dúvida acerca de eventuais atos autoritários do Coaf. Diz ainda que o Brasil não pode, e nem quer, se tornar uma "republiqueta de bananas".

"Somente em uma republiqueta de bananas - o que o Brasil não quer ser - seria correto usar o aparelho estatal para perseguir qualquer pessoa que contrariasse, com sua atividade profissional, o interesse dos ocupantes momentâneos do poder estatal", reforça.

O site The Intercept vazou nesta terça-feira (9) o primeiro áudio de um ‘arsenal’ que diz ter envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da operação Lava Jato. Desde o último dia 9 de junho o grupo vem liberando troca de mensagens entre os citados, que sugerem que houve uma espécie de complô contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O áudio publicado é do procurador Deltan Dallagnol em conversa entre os membros da força-tarefa a respeito da guerra jurídica que houve em torno de uma entrevista de Lula daria ao jornal Folha de S. Paulo. No áudio, Dallagnol comemora  veto do Supremo Tribunal Federal ao pedido de entrevista feito pelo periódico.

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“Caras, o Fux deu uma liminar suspendendo a decisão do Lewandowski que autorizava a entrevista. Dizendo que vai ter que esperar a decisão do Plenário. Agora não vamos alardear isso aí, não vamos falar pra ninguém, vamos manter, ficar quieto para evitar divulgação o quanto for possível. Porque quanto antes divulgar isso... Antes vai ter recurso do outro lado, antes isso aí vai pra Plenário", diz a voz atribuída a Dallagnol.

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Liberada no mês de abril, a entrevista foi proibida pela 12ª Vara Federal em Curitiba, mas em seguida terminou sendo autorizada por liminar do ministro Ricardo Lewandowski, entretanto vetada pelo ministro Luiz Fux.

“O pessoal pediu para a gente não comentar publicamente e deixar que a notícia surja por outros canais para evitar precipitar recurso de quem tem uma posição contrária a nossa. Mas a notícia é boa para terminar bem a semana depois de tantas coisas ruins e começar bem o final de semana. Abraços”, finaliza Dallagnol a mensagem.

O procurador-chefe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, avisou que não irá comparecer ao Congresso para responder questionamentos de parlamentares sobre os vazamentos feitos pelo site The Intercept de troca de mensagens dele com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Dallagnol foi convidado para comparecer às 14h desta terça-feira (9) na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, mas recusou o chamado. A Câmara confirmou nesta segunda-feira (7) o cancelamento da audiência. 

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Através de uma nota, o procurador explicou seu não comparecimento à Câmara. “Embora tenha sincero respeito e profundo apreço pelo papel do Congresso Nacional nos debates de natureza política que realiza e agradeça o convite para neles participar, acredito ser importante concentrar na esfera técnica minhas manifestações sobre mensagens de origem criminosa”, disse Dallagnol.

Ainda em seu comunicado, o procurador afirmou que os vazamentos têm “veracidade e autenticidade não reconhecemos, e que vêm sendo usadas para atacar a Operação Lava Jato”.

<p>No podcast dessa segunda-feira (08), o cientista político Adriano Oliveira faz uma avaliação sobre os dados da mais recente pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha. Segundo informações passadas ontem (07), 54% dos eleitores do Brasil afirmam que a prisão do ex-presidente Lula foi justa, mesmo diante dos diálogos vazados pelo The Intercept. Para Adriano, caso os vazamentos sejam mais incisivos, esse cenário pode mudar.</p><p>Nessa mesma questão, no Nordeste, a maioria do eleitorado vai de encontro ao dado nacional, acreditando ser injusta a prisão do ex-presidente Lula. Essa região é conhecida por ser reduto lulista e tem 28% do eleitorado brasileiro. Por isso Bolsonaro tem de ficar atendo a ela, tanto para as eleições municipais do próximo ano como para sua possível reeleição em 2022. Ele tem que ter atenção também ao desempenho na economia, que pode afetar a fatia de eleitores que consideram o seu governo regular.&nbsp;</p><p>O programa Descomplicando a Política é exibido na fanpage do Leia Já, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, em entrevista ao Correio Braziliense, que não pretende deixar o cargo por causa das mensagens reveladas com procuradores da Lava Jato à época que era o juiz à frente da investigação na primeira instância.

"Não vai ser por causa de falsos escândalos que vou desistir dessa missão", disse, referindo-se à consolidação dos avanços no combate à corrupção e ao crime organizado. Moro se refere à publicação das mensagens como "revanchismo" e afirmou que o hacker tem interesse principal de impedir novas investigações e anular condenações.

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Na entrevista, publicada neste Domingo (7), o ministro admite que "pode ter mensagens que tenham ocorrido", citando como exemplo o trecho revelado "In Fux, we trust". "'Confio no ministro do Supremo'. Qual é o problema em falar nisso? Problema nenhum. Mas pode ter uma mexida numa palavra, na própria identificação e na atribuição dessas mensagens", disse, repetindo que deveria ter sido averiguada a autenticidade do material.

Em relação à suposta interferência em uma possível delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Moro disse que a atribuição não era dele, e sim do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria Geral da República (PGR).

Nova reportagem publicada neste domingo (7) pelo site The Intercept sugere que procuradores da Lava Jato teriam se articulado para vazar informações de  uma delação da Odebrecht – que estava sob sigilo de justiça – para a oposição venezuelana.  A ideia teria partido, segundo as mensagens publicadas, do então juiz Sérgio Moro.

As mensagens vazadas do Telegram, de agosto de 2017, mostram que o objetivo dos procuradores era enfraquecer o já combalido governo de Nicolás Maduro. 

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Sérgio Moro: “Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?” (sic)

Deltan Dallagnol:  “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público” (sic)

Segundo o The Intercept, a Lava Jato tinha poucos interlocutores na Venezuela, então teria recorrido à ex-procuradora-geral Luísa Ortega Díaz, destituída de seu cargo por ser vista como uma ameaça a governo Maduro. Moro teria enviado a mensagem a Deltan (acima) sugerindo a abertura das informações da Odebrecht no mesmo dia em que a Assembleia Constituinte venezuelana aprovou o afastamento de Ortega.

De acordo com as conversas vazadas pela reportagem, alguns procuradores chegaram a alertar para os eventuais riscos da atitude.

Paulo Galvão: “Vejam que uma guerra civil lá é possível e qq ação nossa pode levar a mais convulsão social e mais mortes” (sic)

Athayde Ribeiro Costa: “Imagina se ajuizamos e o maluco manda prender todos os brasieliros no territorio venezuelano”

As preocupações teriam sido amenizadas pelo procurado Deltan Dallagnol, um dia depois

Deltan:  “PG, quanto ao risco, é algo que cabe aos cidadãos venezuelanos ponderarem. Eles têm o direito de se insurgir.” (sic)

Os procuradores teriam então decidido abrir as delações para a oposição venezuelana. Tanto que semanas depois, Ortega Díaz divulgou vídeos das delações em seu site.

Pesquisa feita pelo Datafolha e publicada neste sábado, 6, aponta que 58% dos brasileiros consideraram inadequadas as supostas conversas vazadas entre Sérgio Moro, então juiz da Operação Lava Jato, e procuradores da força-tarefa. Já os que viram as mensagens como adequadas são 31%. Os que não souberam opinar representam 11% dos entrevistados.

Apesar disso, 55% dos entrevistados não acham que Moro deveria deixar o cargo de ministro da Justiça, posto que assumiu no início deste ano após convite do presidente Jair Bolsonaro, que venceu eleição no ano passado derrotando no segundo turno o petista Fernando Haddad, apoiado pelo ex-presidente Lula. Outros 38% concordam que Moro deveria renunciar. Os que não sabem são 7%. A avaliação de Moro como ministro caiu de 59% em abril para 52% nesta pesquisa.

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Segundo os dados divulgados em reportagem do jornal Folha de S.Paulo, quanto menor a faixa de renda dos entrevistados, maior o índice de reprovação às conversas. Os mais jovens também são os que mais reprovam as mensagens vazadas. Por região, a rejeição é maior no Nordeste (56%), seguido por Centro-Oeste e Norte (44%), Sudeste (35%) e Sul (33%).

O levantamento indica também que, se as conversas forem comprovadas, 59% das pessoas concordam que o conteúdo é grave e as decisões de Moro como juiz dos casos da operação devem ser revistas. Outros 30% acreditam que as conversas não têm importância diante dos resultados da Lava Jato no combate à corrupção, enquanto 11% não souberam opinar.

Contudo, a maioria dos brasileiros (54%) é a favor da punição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, que faz parte dos processos da Lava Jato. A prisão é vista como injusta por 40%. Os que não souberam opinar são 6%.

As supostas conversas têm sido vazadas em uma série de reportagens produzidas pelo site The Intercept Brasil, do jornalista Glenn Greenwald, que se tornou conhecido internacionalmente por reportagens sobre o programa global de espionagem do governo norte-americano.

Nas mensagens, Moro teria orientado o trabalho dos procuradores da Lava Jato, indicando um conluio entre juiz e acusação. Moro nega o conluio e afirma não ter como confirmar a autenticidade das mensagens, por não se lembrar de conversas ocorridas há anos e porque, mesmo que sejam verdadeiras, já teriam sido apagadas.

Bolsonaro tem dado apoio a Moro e disse nesta sexta-feira, 5, que pretende assistir no domingo à final da Copa América, entre Brasil e Peru, no Maracanã, ao lado do titular da Justiça e Segurança Pública. "E o povo vai dizer se nós estamos certos ou não", disse o presidente.

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), deu um prazo de 24 horas para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, esclareça se o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado à pasta de Economia, está ou não investigando possíveis movimentações financeiras atípicas do jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, responsável pela divulgação de supostas trocas de mensagens por celular entre Sergio Moro, então juiz da Lava Jato, e procuradores da operação.

O prazo foi determinado em despacho publicado ontem, em reação a representação proposta pelo subprocurador-Geral do Ministério Público de Contas (MP/TCU), Lucas Rocha Furtado. O entendimento da representação é de que a suposta investigação teria como motivação intimidar o jornalista, mediante perseguição e abuso de poder, resultando em mau uso do recursos públicos. O despacho do ministro Bruno Dantas também dá 24 horas para que o presidente do Coaf, Roberto Leonel de Oliveira Lima, se manifeste.

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As reportagens de Greenwald, que estão sendo publicadas em série, algumas em parceria com outros veículos de comunicação, mostram supostas conversas virtuais nas quais Moro, durante seu período como juiz da Lava Jato, teria orientado o trabalho dos procuradores, indicando um conluio entre juiz e acusação. Moro, que deixou o cargo de magistrado no fim do ano passado para aceitar convite do presidente Jair Bolsonaro para ser ministro da Justiça, nega o conluio e afirma não ter como confirmar a autenticidade das mensagens, por não lembrar de conversas ocorridas há anos e porque, mesmo que sejam verdadeiras, já teriam sido apagadas.

A investigação do Coaf teria sido solicitada pela Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça, hoje comandado por Moro. A busca por movimentações financeiras atípicas do jornalista, na argumentação da representação, poderia caracterizar dispêndio de recursos com grave desvio de finalidade, situação que demandaria a atuação do TCU.

A representação argumenta que a suposta investigação do Coaf a respeito das contas do jornalista do The Intercept Brasil seria "a utilização de recursos humanos e materiais com grave desvio de finalidade e abuso de poder para a realização de atividades ilegítimas voltadas a tolher a liberdade de imprensa, garantida constitucionalmente em nosso País".

Ao propor que o TCU investigue os fatos à luz de suas atribuições constitucionais, a representação recomenda a suspensão, de maneira cautelar, da suposta investigação.

A ameaça de divulgação de troca de mensagens entre membros da esquerda, feita pela página de nome fantasia ‘Pavão Misterioso’, vem aflorando os ânimos políticos neste sábado. Parlamentares da Situação estão empolgados em suas redes sociais com a possibilidade de ver conversas da Oposição sendo divulgadas.

As principais ‘vítimas’ do Pavão são os deputados federais do PSOL David Miranda e Marcelo Freixo, além do jornalista Glenn Greenwald e o ex-parlamentar Jean Wyllys. O do Pavão busca um enfrentamento ao que foi feito pelo site The Intercept contra Sergio Moro e disse que neste domingo (7) tornará público um material comprometedor que diz ter.

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O deputado federal Delegado Éder Mauro (PSD) está empolgado com os possíveis vazamentos. “Ôôôôô o Pavão Voltou! O Pavão voltou! O Pavão voltou! Já pensou que legal o povo cantando isso na final da Copa América, com o Maracanã lotado”, escreveu em seu perfil oficial no Twitter.

Já David Miranda utilizou seu perfil no Twitter para desmentir o que foi divulgado até agora. “Galera eu sou carioca da gema! Não falo ‘mainha’, não Falo ‘Culhões’ não ousaria falar assim de crianças. O pessoal é muito burro mesmo! A máquina de produzir Fake News está a todo vapor! Não vão conseguir nos intimidar, não vai parar as publicações”, disse.

Marcelo Freixo também se posicionou e disse que vai acionar a Polícia Federal para apurar o caso. O jornalista Glenn Greenwald, por sua vez, disse que o grupo não conseguiu forjar mentiras mais sofisticadas.

“Como eu disse há algumas semanas é realmente insultante - quase ofensivo - que eles não consigam encontrar pessoas um pouco mais sofisticadas para criar essas falsificações para nos atacarem e, em vez disso, usar documentos forjados tão primitivos e ignorantes. É preguiçoso”, disparou Glenn.

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