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O PT de São Paulo quer antecipar a entrada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Jilmar Tatto à Prefeitura para conter a onda de declarações de apoio de petistas à candidatura de Guilherme Boulos e Luiza Erundina , do PSOL.

Na semana passada, artistas e intelectuais ligados ao partido, como o cantor Chico Buarque de Holanda e a filósofa Marilena Chauí, assinaram um manifesto de apoio a Boulos. Nesta segunda-feira (10), foi a vez do ex-ministro das Relações Internacionais Celso Amorim. Filiado ao PT, aderiu à candidatura do adversário.

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Este é o discurso oficial do partido. Em conversas privadas, no entanto, petistas admitem que este tipo de apoio, embora não tenha impacto eleitoral direto (Amorim e Chico, por exemplo, votam no Rio), pode corroer o apoio petista junto à classe média, dar margem para outras deserções e dificultar os esforços para Tatto ganhar musculatura.

Escolhido com apenas 15 votos de vantagem sobre o deputado Alexandre Padilha em um colégio de mais de 600 votantes, Tatto entrou na disputa fragilizado e sua candidatura foi questionada internamente desde o primeiro momento.

Por isso, Tatto deve ir até Lula nos próximos dias para pedir pessoalmente a entrada do ex-presidente em sua campanha. O plano inicial de Lula é se dedicar às eleições municipais apenas a partir de setembro, quando começa o calendário eleitoral oficialmente. Na semana passada, o petista não participou de um ato de lançamento do site oficial da campanha de Tatto.

O ex-presidente preferia outro nome para disputar a eleição na maior cidade do Brasil, mas não teve força para impedir a escolha de Tatto.

O candidato tem se esforçado nas últimas semanas para reunificar o partido. Levou o ex-prefeito Fernando Haddad e seus adversários na disputa interna Padilha e Américo (que apoiou o deputado Carlos Zarattini) para a coordenação de campanha.

Até o fim da semana um grupo de artistas de São Paulo deve soltar um manifesto de apoio a Tatto. O grupo, até agora, não tem nomes de peso. Os mais conhecidos são os atores Sérgio Mamberti e Celso Frateschi. Uma plenária virtual será realizada no dia 31 para o lançamento do plano de governo de Tatto para a área da Cultura. São esperadas 300 pessoas, na maioria gestores culturais ou representantes de classe.

Em um esforço para tentar ampliar seu eleitorado, o candidato deve participar de outras plenárias com trabalhadores das áreas de educação e saúde até o início de setembro.

"Já houve uma recomposição interna no PT. Não existe mais resistência interna e está todo mundo na campanha", disse José Américo.

Responsável pelo voto que deve desempatar o julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o decano da Corte, ministro Celso de Mello, tem decidido contra a Lava Jato nas principais deliberações envolvendo a operação. Há sete anos, Celso de Mello esteve diante de um caso semelhante: a defesa de um doleiro que acusava Moro de não ser imparcial em um julgamento do caso Banestado. O decano entendeu que o então juiz errou ao quebrar o sigilo de advogados e votou por sua suspeição, mas acabou vencido.

Na sessão do STF de terça-feira passada, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski atacaram a atuação de Moro nos processos da Lava Jato. Críticos à operação, indicaram que devem votar pela suspeição do ex-ministro da Justiça em julgamento de recurso feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação do petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

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Antes, os ministros Cármen Lúcia e Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, já haviam votado contra o pedido de suspeição de Moro. O desfecho do caso deve ocorrer até o fim de outubro. Diante do posicionamento de Gilmar e Lewandowski na sessão de terça, o desempate deve ficar nas mãos de Celso de Mello, quinto integrante da Segunda Turma, que se aposenta em 1º de novembro.

O pedido de suspeição feito por Lula pode anular o processo do triplex, o único em que Moro foi responsável por condenar o petista. Contudo, caso o Supremo decida pela suspeição, a avaliação entre ministros da Corte é de que decisões tomadas pelo ex-juiz em outros processos, como o do sítio de Atibaia e do Instituto Lula, podem ser invalidadas.

Em decisões anteriores, quando Moro e a Lava Jato recebiam forte apoio popular, Celso de Mello se posicionou contra os interesses da força-tarefa. Em uma delas, em novembro de 2019, votou contra a prisão após condenação em segunda instância, o que abriu caminho para a libertação de Lula.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao analisar um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma ação da Lava Jato, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski atacaram, na terça-feira (4), a atuação do ex-juiz federal Sérgio Moro à frente da Justiça Federal em Curitiba. Expoentes da ala do Supremo mais crítica à operação, os dois magistrados indicaram voto para declarar a suspeição do ex-juiz ao condenar o petista, em um julgamento que deve ocorrer até o fim de outubro na Segunda Turma da Corte.

No julgamento da terça-feira, a mesma Segunda Turma aceitou, por 2 votos a 1, um pedido da defesa do ex-presidente para que a delação do ex-ministro Antonio Palocci seja excluída da ação penal que envolve o Instituto Lula. Os advogados do petista contestaram a condução do processo por Moro, que incluiu as acusações feitas por Palocci depois que o prazo da fase de coleta de provas já havia sido encerrado.

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Para Gilmar e Lewandowski, há indicativos de que Moro "quebrou a imparcialidade" e violou o sistema acusatório ao decidir incluir "de ofício" (sem ser provocado por ninguém) a delação do ex-ministro nas investigações e torná-la pública a seis dias da disputa eleitoral de 2018.

A corrida ao Palácio do Planalto foi vencida por Jair Bolsonaro, que convidou Moro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

"Chama a atenção o fato de que tanto a juntada aos autos do acordo (de colaboração premiada de Palocci) quanto o levantamento do seu sigilo teriam ocorrido por iniciativa do próprio juiz, isto é, sem qualquer provocação do órgão acusatório. Essas circunstâncias, quando examinadas de forma holística, são vetores possivelmente indicativos da quebra da imparcialidade por parte do magistrado", disse Gilmar.

Na avaliação de Lewandowski, a inclusão da delação premiada de Palocci na ação do Instituto Lula, por iniciativa do próprio Moro, e o levantamento do sigilo na reta final do primeiro turno, mostram "inequívoca quebra da imparcialidade".

As críticas à atuação de Moro ocorrem no momento em que a Lava Jato é alvo de uma série de ofensivas que colocam em risco o seu futuro. A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) trava uma guerra com as forças-tarefa pelo acesso ao banco de dados da operação. O procurador-geral, Augusto Aras, também defende uma mudança no formato das forças-tarefa para, na sua visão, promover uma "correção de rumos" nas operações de combate à corrupção.

Na prática, caso o Supremo decida pela suspeição de Moro, a condenação do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá será anulada e as decisões tomadas pelo ex-juiz em outros processos, como o do Instituto Lula, podem ser invalidadas. Ou seja, os casos correriam o risco de voltar à estaca zero, representando um revés para a Lava Jato envolvendo seu principal alvo.

A discussão se Moro deve ser considerado suspeito foi iniciada ainda em dezembro de 2018, quando os ministros Edson Fachin, relator da Lava Jato, e Cármen Lúcia foram contra os argumentos da defesa do petista. Um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes suspendeu o julgamento, que deve ser retomado antes da aposentadoria do ministro Celso de Mello, em 1.º de novembro. Gilmar, Celso e Lewandowski ainda não votaram - a expectativa é a de que a definição do placar fique com o decano.

Quando o julgamento teve início, foi decidido que o caso ficaria com a Segunda Turma - formada pelos cinco ministros -, e não com o plenário, que inclui todos os 11 integrantes da Corte.

Celso e Cármen não participaram da sessão de terça que analisou a questão envolvendo a delação de Palocci. Fachin foi o único a votar por rejeitar o pedido da defesa do petista, mas ficou isolado. O STF não se manifestou sobre a ausência dos dois no julgamento, realizado por videoconferência.

Um dos pontos levantados pela defesa de Lula para contestar a atuação de Moro é justamente a decisão do ex-juiz de levantar o sigilo da delação de Palocci durante a campanha eleitoral.

Resposta

Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, Moro disse que a inclusão da delação de Palocci "não revelou nada novo", já que o ex-ministro havia prestado antes depoimento público sobre fatos envolvendo Lula.

"A inclusão da delação no processo visou a garantia da ampla defesa, dando ciência de elementos que eram relevantes para o caso e que ainda não haviam sido juntados aos autos, como exposto no despacho. Eu, como juiz, sequer proferi sentença na ação penal na qual houve a inclusão da delação de Palocci", afirmou o ex-juiz da Lava Jato, em referência à ação do Instituto Lula.

Moro observou ainda que a sentença condenatória que proferiu contra Lula foi em outro caso, a do triplex do Guarujá, em julho de 2017. "Muito antes de qualquer campanha eleitoral, sendo ainda confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e o Superior Tribunal de Justiça", ressaltou.

O pedido de Lula analisado na sessão da Segunda Turma diz respeito à ação penal que investiga se Lula praticou atos de corrupção que teriam favorecido a empresa Odebrecht em oito contratações celebradas com a Petrobras.

Em outra vitória do petista, a Segunda Turma determinou que Lula tenha acesso restrito a um acordo de leniência firmado pela Odebrecht.

Na prática, a decisão vai adiar o desfecho da ação na primeira instância, já que será reaberto o prazo para que o ex-presidente apresente suas alegações finais. 

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última terça (4), que a delação do ex-ministro Antonio Palocci em uma ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser invalidada. O pedido pela exclusão do depoimento foi feito pela defesa de Lula sob a alegação de imparcialidade da prova.

Na ação, Luiz Inácio é acusado de receber vantagens indevidas da Odebrecht, na forma de  imóveis em São Paulo e em São Bernardo do Campo, para usufruto próprio e do Instituto Lula, além de pagamentos ilícitos que teriam sido feitos para ele e para o Partido dos Trabalhadores (PT). 

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Em 2018, o então juiz Sergio Moro fez a inclusão do depoimento de Palocci no processo, poucos dias antes das eleições presidenciais daquele ano, o que, segundo a defesa de Lula, teria representando imparcialidade. Diante disso, foi feito um pedido de exclusão dessa prova no processo. Após a recusa do ministro Edson Fachin em relação à solicitação, a defesa do ex-presidente recorreu e o tema foi levado ao plenário na último terça (4). A exclusão da prova  foi então acatada por dois votos a um. 

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, a atuação de Moro teve o objetivo de gerar fato político, o que revelaria um desacerto com o ordenamento constitucional vigente. Em entrevista ao G1, o ministro Gilmar Mendes comentou a decisão: "Verifica-se que o acordo foi juntado aos autos da ação penal cerca de três meses após a decisão judicial que o homologara. Essa demora parece ter sido cuidadosamente planejada pelo magistrado para gerar verdadeiro fato político na semana que antecedia o primeiro turno da eleições presidenciais de 2018". 

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa terça-feira (4), por 2 votos a 1, que um dos processos a que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responde na Operação Lava Jato deve voltar à fase de alegações finais, última etapa antes da sentença. O processo está pronto para ser sentenciado pelo juiz Luiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal em Curitiba.

O processo trata da ação na qual o ex-presidente é réu no caso de supostas irregularidades na aquisição do terreno para construção do Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). Os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski entenderam que os advogados devem ter acesso aos documentos do acordo de leniência global da Odebrecht. O relator, ministro Edson Fachin, rejeitou o recurso.

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Na Lava Jato, o ex-presidente foi condenado a mais de oito anos de prisão no caso do tríplex em Guarujá (SP) e a 12 anos no caso do sítio de Atibaia. Durante o julgamento, o advogado Cristiano Zanin disse que é direito da defesa ter acesso a todos os documentos usados pela Lava Jato para acusar o ex-presidente.

Na mesma sessão, os ministros também determinaram que um dos depoimentos de delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci seja retirado do processo.

Uma pesquisa publicada pela Revista Fórum, realizada em parceria com a Offerwise, apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado pela opinião popular, o melhor presidente que o Brasil já teve desde a redemocratização. De acordo com os dados, 36,5% dos brasileiros acreditam que, entre os oito chefes da nação que lideraram o país desde a eleição de José Sarney, o petista é o que mais se destacou. 

Atrás de Lula está o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com 31,6%. A popularidade de Bolsonaro se dá entre os mais velhos, ricos, evangélicos e moradores do Norte e Sul do país. Já no terceiro lugar, está Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com 17,5%. Os demais ex-presidentes têm menos de 5%.

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A região que Lula se destaca é no Nordeste. O ex-presidente petista é o preferido para mais da metade dos moradores da região com 52,4% dos entrevistados, aprovando sua gestão. Além dos nordestinos, a pesquisa também apontou que ele segue popular entre mulheres e a geração mais jovem do Brasil. Mesmo no Centro-Oeste, a popularidade do ex-presidente está em alta com 44,6% enquanto Bolsonaro tem 28,5%.

Nas outras regiões do país, Bolsonaro é o preferido, especialmente nas regiões Norte, onde o atual presidente tem 44,2% da preferência e Lula, 26,6%, e no Sul, onde Bolsonaro é o melhor para 33,6% e Lula para 26,7%. No Sudeste, os dois têm empate técnico (dentro da margem de erro).

Apesar de não ter números significativos na votação Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a cadeira da presidência no país, tem maior preferência entre as mulheres. Porém, não conseguiu recuperar sua imagem após o impeachment de 2016, ficando à frente apenas de Michel Temer e Fernando Collor.

Em reunião online do Diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) realizada nesta sexta (24), o ex-presidente Lula se mostrou otimista quanto às possibilidades da sigla. Em sua leitura, o partido recuperou a “força de brigar pelas coisas certas, que em alguns momentos a gente tinha perdido”. De acordo com Lula, o partido agora se prepara para voltar a governar o Brasil em 2022.

“O PT ressurge no cenário político. O trabalho que estamos fazendo demonstra que o PT está mais vivo do que nunca”, afirmou. Como exemplo, o ex-presidente, citou a atuação dos parlamentares petistas na Câmara dos Deputados para a aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  

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“Para aqueles que têm medo do PT, saibam que estamos nos preparando para voltar em 2022 a voltar a governar esse país e isso começa por conquistar prefeituras importantes”, comentou.

Lula citou ainda o Mais Bolsa Família, apresentado na reunião do diretório do parte desta quinta, que deve pautar, em breve, discussões no congresso nacional. O projeto, que deve fazer frente à Renda Brasil de Bolsonaro, sugere que a linha de extrema pobreza vá de R$ 89 para R$ 178 de renda mensal por pessoa. A linha de pobreza também sairia de R$ 300 e para R$ 600.

Um levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgado pela Revista Veja, aponta que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é hoje o favorito para a disputa eleitoral de 2022. Na pesquisa, Bolsonaro aparece à frente de figuras como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o ex-ministro Sergio Moro, o governador João Doria (PSDB) e o apresentador Luciano Huck.

O presidente registra percentuais que vão de 27,5% a 30,7%. Especialistas acreditam que Bolsonaro tem resistido às crises por causa do auxílio emergencial e pela postura mais comedida tomada nos últimos tempos. 

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O levantamento também mostra que 48,1% dos brasileiros desaprovam a gestão de Bolsonaro, eram 51,7% em abril. Ainda 38% considera ruim ou péssimo o trabalho, antes eram 39,4%. Os nordestinos ainda são os que menos apoiam o presidente, mas a desaprovação na região caiu de 66,1% para 56,8% entre abril e julho, enquanto os que aprovam subiram de 30,3% para 39,4%.

No cenário de primeiro turno, Bolsonaro aparece com 29% das intenções de voto, seguido por Sergio Moro (17,1%), Haddad (13,4%), Ciro Gomes (9,9%) e Luciano Huck (6,5%). A opção 'nenhum' aparece com 10%.

Sergio Moro perde a segunda posição quando a pesquisa considera Lula. O ex-presidente petista, que é inelegível pela Lei da Ficha Limpa, aparece com 21,9% dos votos, enquanto Bolsonaro fica em primeiro com 27,5%. No Nordeste, Lula tem ampla vantagem sobre Bolsonaro, vencendo por 34,1% a 18,7%. 

No segundo turno, aponta a pesquisa, Bolsonaro teria vitória mais fácil contra João Doria, vencendo por 51,7% a 23%. Enfrentando Lula, ele teria 45,6% dos votos enquanto o petista aparece com 36,4% das intenções. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 21 de julho.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (9) à Rádio Gaúcha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre o seu futuro político e o do PT. "Na hora que o PT não quiser o Lula, eu saio fora", afirmou.

"Ninguém vira líder porque quer virar líder. Você vira líder porque o povo quer que você seja liderança. Eu não sou importante no PT porque eu quero. É porque o PT quer", comentou o ex-presidente na entrevista.

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O petista também lamentou a situação atual do país. "Minha tristeza é que hoje o Brasil está pior do que estava. Essa é a minha tristeza, ver a regressão das poucas conquistas que o povo brasileiro teve." Ele ainda afirmou que "dizer que o PT é responsável pelo Bolsonaro é uma heresia."

O ex-presidente voltou, ainda, a pontuar que foi alvo de horas de reportagens nos telejornais. "O caso envolvendo o Serra apareceu um dia na imprensa e depois desapareceu. Vocês perceberam? Se é o Lula, bota pelo menos três meses aí", criticou o líder petista.

Na conversa, ele reforçou a defesa da sua inocência, chamou o ex-ministro Sergio Moro de 'cabo eleitoral' e defendeu que a Lava-Jato foi transformada em um partido político.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou, na noite dessa segunda-feira (6), que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não pode ficar impune diante da forma como conduziu o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando era juiz responsável pelos casos da Lava Jato em  Curitiba. O argumento de Dilma foi em reação a uma metáfora usada por Moro ao dizer que se via em um “ringue de box” quando julgava o líder petista. 

Para Dilma, “a  metáfora que usou em entrevista é mais uma prova, é uma confissão pública, um sincericídio, que desnuda a infâmia praticada por ele contra a justiça de nosso País”.

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“Moro não pode continuar impune. Um juiz não pode ser adversário do réu, caso contrário não é juiz. Um juiz não pode perseguir o réu, do contrário não é juiz. Um juiz não pode criar um ringue de luta contra o réu”, escreveu a ex-presidente no Twitter.

“Moro abdicou da magistratura para ser um perseguidor, um “boxeador”e um inimigo de Lula. (...) Os processos contra Lula devem ser anulados. Urge reconhecer a inocência de Lula. Foram as ações ilegais de Moro e da Lava Jato, com a interdição de Lula, que criaram o ambiente propício à eleição de um presidente de índole neofascista”, emendou Rousseff.

Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Triplex do Guarujá por Sergio Moro, quando ainda era juiz. O ex-presidente chegou a ser preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para iniciar o cumprimento da pena, mas foi solto quando o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que apenas as condenações com o trânsito em julgado, ou seja sem a possibilidade de novos recursos, podem ser executadas.

O Conselho Nacional do Ministério Público vai julgar, na próxima terça-feira, 7, a representação do ex-presidente Lula contra o procurador Deltan Dallagnol e outros membros da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba por abuso de poder em entrevista coletiva concedida em setembro de 2016.

Na ocasião, Deltan usou uma apresentação em PowerPoint para destacar imagens e gráficos que apontavam Lula como o centro de uma organização criminosa que promoveu desvios de recursos públicos na Petrobrás.

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O advogado Cristiano Zanin, que representa o petista, argumenta que os procuradores 'extrapolaram suas atribuições' uma vez que a acusação não faria parte da denúncia do triplex, objeto da coletiva. Na representação, a defesa de Lula diz ainda que o objetivo da apresentação foi 'promover julgamento midiático' do ex-presidente.

A denúncia de organização criminosa contra Lula foi apresentada posteriormente pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à Justiça Federal. O ex-presidente foi absolvido no final do ano passado pela 12ª Vara Federal de Brasília no caso que ficou conhecido como 'quadrilhão do PT'.

O Conselho Nacional do Ministério Público, que fiscaliza a atuação de procuradores e promotores, é presidido pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. O momento é adverso para a força-tarefa, que está em conflito público com a PGR desde que acionou a corregedoria do Ministério Público Federal contra a subprocuradora Lindôra Araújo, nome de confiança de Aras, depois que ela esteve em Curitiba para acessar o 'banco de dados' das investigações do escândalo Petrobrás, que originou a Lava Jato, em 2014.

A viagem da subprocuradora foi feita após Aras despachar ofícios aos procuradores cobrando informações sigilosas da operação, como mídias obtidas em quebras de sigilo e relatórios financeiros.

O suposto envolvimento da Justiça e das autoridades norte-americanas no decorrer da Operação Lava Jato endossou o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garante que suas condenações foram parte de uma "farsa" montada pelo Ministério Público Federal (MPF). Para o líder da esquerda, está comprovado que a intenção da força-tarefa era tirá-lo do pleito de 2018.

"A gente vem denunciando há anos o envolvimento do Departamento de Justiça dos EUA na Lava Jato. Apontamos fatos concretos, que eles chamavam de teoria da conspiração. Agora isso está vindo à tona", publicou o ex-presidente em sua conta oficial no Twitter.

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A participação da agente especial do FBI, Leslie Rodrigues Backschies, nos processos de combate à corrupção na América Latina, sobretudo no Brasil, dá margem para questionamentos sobre a autonomia da operação e as intenções do governo norte-americano com o processo eleitoral brasileiro.

Ao afirmar que procurador e líder da Lava Jato no MPF, Deltan Dallagnol, montou uma “quadrilha”, Lula disparou: "espero que em algum momento a Justiça leia os autos do meu processo pra esclarecer a farsa que promoveram pra me tirar do processo eleitoral de 2018".

No entanto, o petista adotou uma narrativa mais branda ao garantir que não quer vingança. “Quero Justiça. Por isso nós entramos com um pedido de anulação do processo do Moro na Suprema Corte”, indicou.

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Aproveitando que o ex-ministro Sergio Moro está sem foro privilegiado, o Partido dos Trabalhadores (PT) resolveu denunciá-lo por interceptação sem autorização judicial. O pedido de abertura de processo surge após quatro anos e três meses da divulgação da conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, feita pelo ex-juiz federal. 

A conversa foi divulgada em 16 de março de 2016, revelando a possibilidade de Lula se tornar ministro do governo Dilma e ganhar foro privilegiado. A notícia-crime foi aberta pelo secretário-geral do partido, o deputado federal Paulo Teixeira (SP), no Ministério Público do Paraná. O pedido é para que seja aberta uma ação penal para responsabilizar o ex-ministro de Jair Bolsonaro pelo vazamento da conversa. 

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A notícia-crime foi assinada por mais cinco advogados, entre eles Eugênio Aragão, procurador aposentado e ministro da Justiça do governo Dilma. Na tese apresentada, o partido fala que o tempo mostrou a intenção de Moro ao divulgar a conversa. Segundo o documento, o ex-juiz agiu ciente do descumprimento da lei para prejudicar o núcleo do PT. 

Segundo o documento enviado ao MP-PR, “as ações de Moro resultaram no agravamento da instabilidade na política do país, devido ao modo como foi divulgado e a interpretação que foi dada pelos investigadores, que sugeriram tratar de uma conversa ilícita dos ex-presidentes”.

Em um debate virtual na sexta-feira (26), o presidente argentino, Alberto Fernández, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam o Estado forte, união da América Latina e o restabelecimento de seus organismos multilaterais para lidar com um cenário pós-pandemia. Os dois exaltaram políticas que "priorizam a vida, e não a economia", como única alternativa para superar a crise, um lema que Fernández repete desde os primeiros casos na Argentina.

O debate virtual foi promovido pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA), onde o presidente argentino foi professor, com o objetivo de discutir o futuro da América Latina após a pandemia. Também participaram da live o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, a jurista da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carol Proner e o ministro da Educação da Argentina, Nicolás Trotta.

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Pouco antes do evento virtual, Fernández anunciou o endurecimento das medidas de confinamento em Buenos Aires e periferia, de 1º a 17 de julho, diante do aumento de contágios de Covid-19 nos últimos dias. "Vamos voltar a fechar a área metropolitana de Buenos Aires, para que a circulação diminua drasticamente, para reduzir os contágios e a demanda por leitos", disse o presidente, em mensagem gravada.

A decisão vem em meio a um crescimento nos contágios, com 1.167 mortes e 52.444 casos confirmados. A ocupação de leitos de UTI atingiu 54% na Região Metropolitana da capital, onde vivem 14 milhões de pessoas, quase um terço da população do país de 44 milhões de habitantes. Em outras províncias argentinas o isolamento social já foi relaxado.

Falando de São Paulo, Lula lembrou as relações de seu governo com outros líderes de esquerda e as iniciativas para a criação e o fortalecimento de organismos regionais. Um deles é a Unasul - o Brasil deixou o bloco, por iniciativa de Jair Bolsonaro, em abril de 2019.

"O que vai salvar a América Latina depois dessa pandemia é uma palavra: democracia. Precisamos recuperar a democracia na América Latina, porque um Estado eleito forte cuida do seu povo. O mercado não resolve nada, o mercado só cuida do seu umbigo. Quem cuida do povo é o Estado", disse Lula.

Depois de saudar e elogiar Lula, Fernández lembrou que o visitou na prisão em Curitiba e agora espera recebê-lo na Casa Rosada. Em sua fala, o argentino também defendeu o papel mais ativo do Estado na crise. "Nada é mais importante que a vida, que a saúde da população. Mas há alguns que acreditam que o mais importante são os negócios. É um falso dilema perguntar se queremos escolher entre a vida e a economia", afirmou Fernández.

A cerimônia de acionamento da comporta do Eixo Norte da Integração do São Francisco no Ceará, nesta sexta-feira (26), capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dividiu internautas e políticos no Twitter.

Enquanto por um lado, Bolsonaro é elogiado e a hastag "parabéns presidente" figura uma das mais comentadas na rede social no Brasil, do outro, líderes políticos de esquerda recordam que a obra teve andamento nas gestões dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. 

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Em publicação na sua conta oficial, Bolsonaro expôs uma foto em que aparece no trecho já com água da transposição do São Francisco, com as mãos apontando para o céu. A imagem repercutiu e, além de comentários elogiosos, também foi alvo de montagens e críticas. Para o presidente, a cerimônia de hoje "é uma novela enorme que está chegando ao fim”.

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Condenado duas vezes pela Justiça Federal no Paraná, sendo uma condenação pelo caso Triplex do Guarujá e outra por conta do Sítio de Atibaia, o ex-presidente Lula (PT) iniciou uma investigação privada em busca de provas que podem ser usadas na sua defesa. 

Os advogados do petista solicitaram documentos à Odebrecht e ao Ministério da Justiça brasileira e o Ministério Público em Berna, na Suíça. Deste último, no entanto, a defesa de Lula quer acesso aos arquivos originais do sistema de propinas da Odebrecht. 

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Em comunicado ao Uol, os advogados do ex-presidente reiteraram que a Lava Jato usou arquivos manipulados ao investigar e condenar Lula - o que é negado pela força-tarefa de Curitiba.

O ex-presidente Lula sugeriu, em suas redes, sociais, nesta quinta (11) a realização de um debate entre ele, o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, e o procurador da República Daltan Dallagnol. O petista, que se recusou a dar entrevista ao colunista do jornal O Globo Bernardo Mello Franco, na última segunda (8), ainda disse que gostaria que o encontro fosse promovido pela Rede Globo de Televisão.

“Eu tô provocando o Moro e o Dallagnol pra debater comigo, ao vivo. Se a Globo quiser fazer, eu topo. Porque é preciso desmascarar esses canalhas e mostrar o que eles fizeram ao país”, escreveu Lula.

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Em reação, Moro disse que não debateria com “condenados”. “Vou atualizar meu twitter de 09/11/2019: Não debato com  condenados por corrupção presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”, publicou.

Lula pediu ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) casse a chapa Jair Bolsonaro/Hamilton Mourão. “O TSE pode julgar o processo das fake news e cassar a chapa Bolsonaro/Mourão. Se tiver argumento jurídico e coragem política pra isso... Agora é brigar e pressionar”, afirmou.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou o Twitter, nesta terça-feira (9), para afirmar que não há como se dizer contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e não defender o impeachment dele. O chefe do Executivo nacional já é alvo de mais de 30 pedidos de abertura de destituição do mandato na Câmara dos Deputados.

“Não é possível que alguém se diga ‘contra o Bolsonaro’ e seja contra o impeachment. Eu sou contra o Bolsonaro e não é de agora. Todo mundo sabia quem ele era”, escreveu Lula.

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A afirmativa do líder petista acontece no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão eleita em 2018. Inclusive, no Twitter, um dos assuntos mais comentados é a hashtag ‘#NemBolsonaroNemMourão’, iniciada por lideranças que defendem a cassação da chapa no TSE.

Um dia após o Brasil divulgar a triste marca de 1.349 mortes por Covid-19 confirmadas em 24h, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um pacto com os governadores visando combater a proliferação do novo coronavírus. 

Na manhã desta quinta-feira (4), em entrevista à TV Meio Norte do Piauí, com trechos transcritos na sua conta oficial do Twitter, Lula disse que o governo segue tratando os óbitos por Covid-19 como números e esquecendo que são vidas ceifadas e famílias enlutadas.

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"Ontem foram 1349 mortos pelo coronavírus. Gente sofrendo as mortes sem poder sequer enterrar quem ama", observou Lula.

"E o governo continua tratando essas pessoas como números. É preciso um pacto com os governadores, eles sabem o que fazer mas não estão recebendo recursos", acrescentou o ex-presidente.

Por meio de sua conta no Twitter, o ex-presidente Lula (PT) voltou a criticar Jair Bolsonaro dizendo que o atual presidente da República é resultado de "um processo que se deu desde a cassação de uma presidenta sem crime. Agora perceberam que o troglodita que eles elegeram não deu certo".

Além disso, o petista analisou que os manifestos de parcela da população brasileira tem pouca coisa de interesse da classe trabalhadora. 

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"E o PT sabe porque quer tirar o Bolsonaro. A gente quer tirar o Bolsonaro pra defender a vida. Porque ele não gosta de mulher, não gosta de preto, não gosta de índio, não gosta do povo trabalhador. É por isso que estamos dizendo Fora Bolsonaro", pontua.

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