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O Ministério Público Federal enviou ao Superior Tribunal de Justiça parecer em que se manifesta contra o pedido de anulação da ação penal do triplex do Guarujá, feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento é assinado pelo subprocurador-geral da República Nívio de Freitas, e foi remetido à Quinta Turma do STJ, em recurso na ação que culminou na condenação de Lula a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A Procuradoria reforça "o caráter ilegal das interceptações telemáticas divulgadas pela série de reportagens do portal de notícias The Intercept Brasil" - que indicariam parcialidade do então juiz titular da 13.ª Vara Federal do Paraná, Sergio Moro, e suposto conluio com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato.

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Nívio de Freitas lembra que a nulidade de ato processual em matéria penal "exige demonstração concreta de prejuízo ao réu, o que em sua avaliação, não foi comprovado efetivamente pela defesa do ex-presidente".

"Assim, mostra-se inviável a consideração dos supostos fatos aventados pelo peticionante no sentido de que o juízo criminal natural não se manteve imparcial, tendo em vista a ausência de prova efetiva", ressalta o subprocurador-geral da República.

Outro fator apontado pela manifestação é "parcialidade da análise do mérito da ação por tribunais superiores".

A extensa compilação de provas, segundo o documento, foi reavaliada pelo colegiado de magistrados do STJ, "estando, portanto, livre de qualquer ilação a respeito de sua função judicante, exercida de modo imparcial", defende Nívio de Freitas no parecer.

A manifestação do Ministério Público Federal foi enviada no Recurso Especial (RE) 1765139, impetrado pela defesa de Lula na ação penal que condenou o ex-presidente por corrupção passiva, "em razão do recebimento de um apartamento triplex, com reformas e mobiliário, e por lavagem de dinheiro, diante da ocultação da propriedade do imóvel, no Guarujá (SP)".

O processo conhecido como caso do triplex do Guarujá resultou na condenação inicial de Lula a 9 anos e seis meses de reclusão, imposta por Moro - pena ampliada depois pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) para 12 anos e um mês. A pena foi reduzida pela Quinta Turma do STJ a 8 anos, 10 meses e 20 dias. O ex-presidente cumpre prisão desde abril do ano passado.

O Comitê Nacional Lula Livre está coletando assinaturas em seu site oficial para que a militância mostre apoio contra os julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato.

O objetivo é que o abaixo-assinado seja endereçado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A motivação da criação do documento aconteceu após o vazamento da troca de mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato.

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“Participe do abaixo-assinado para anular os julgamentos injustos de Lula. A perseguição ao maior presidente da história está absolutamente comprovada. Junte a turma toda para assinar o documento. Vamos libertar nosso presidente!”, endossou o líder do PT no Senado, Humberto Costa.

O abaixo-assinado circula em formato digital e impresso. Não há uma expectativa de número de assinaturas a serem coletadas e nem quando o documento será levado pela organização ao STF.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) concedeu uma entrevista ao jornal argentino Clarín, divulgada neste domingo (14), e afirmou que discorda do Papa Francisco sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)>

“Sou católico e respeito o Papa. Creio que é uma opinião pessoal do Papa em relação a Lula. Sabemos que os religiosos, os cristãos, sempre vão para o perdão. Eu reconheço isso no coração do Papa”, disse o presidente. 

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O pontífice enviou uma carta ao petista, no último mês de maio, pedindo que Lula não desanimasse e nem deixasse de acreditar em Deus. A iniciativa do Papa gerou uma grande repercussão entre os apoiadores e os contrários a Lula.

“Da minha parte, espiritualmente, admiro o Papa Francisco e, nessa questão pessoal, como ser humano, não compartilho com as ideias dele sobre Lula, que causou um grande mal ao Brasil”, complementou Bolsonaro.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que chegou a comparar Lula e Dilma com drogas durante o episódio envolvendo os 39kg de cocaína encontrados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), terá que prestar esclarecimentos.

Weintraub escreveu que “no passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?” e foi duramente criticado pela comunidade parlamentar e por seus seguidores no Twitter.

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Agora, ele tem 15 dias para dar explicações sobre sua declaração. O Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma ação por dano moral contra o ministro. A sigla pediu, inclusive, que Weintraub apague a publicação da internet.

Entretanto, o juiz Renato Martins, da 19ª Vara Cível de Brasília, manteve no ar o que Weintraub postou, mas mandou intimar o ministro para que ele apresente sua contestação em 15 dias sobre o possível dano moral causado aos ex-presidentes.

Preso na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a permissão de receber a visita de duas pessoas por semana.

Nesta quinta-feira (11) quem visitará Lula será a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sucessora do pernambucano na Presidência da República, e a escritora espanhola Pilar del Río.

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Além de escritora, Pilar é presidente da Fundação José Saramago, responsável pela publicação de centenas de livros. Após a visita, as duas mulheres vão atender a imprensa na saída da Superintendência.

Lula está preso devido a uma condenação em segunda instância expedida pelo então juiz federal Sergio Moro, em uma ação da Operação Lava Jato. O ex-presidente cumprirá 12 anos e um mês de reclusão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Atualmente Sergio Moro é ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Recentemente se envolveu em polêmicas após o site The Intercept divulgar troca de mensagens entre ele e procuradores da Lava Jato justamente na época da prisão de Lula.

O site The Intercept vazou nesta terça-feira (9) o primeiro áudio de um ‘arsenal’ que diz ter envolvendo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da operação Lava Jato. Desde o último dia 9 de junho o grupo vem liberando troca de mensagens entre os citados, que sugerem que houve uma espécie de complô contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O áudio publicado é do procurador Deltan Dallagnol em conversa entre os membros da força-tarefa a respeito da guerra jurídica que houve em torno de uma entrevista de Lula daria ao jornal Folha de S. Paulo. No áudio, Dallagnol comemora  veto do Supremo Tribunal Federal ao pedido de entrevista feito pelo periódico.

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“Caras, o Fux deu uma liminar suspendendo a decisão do Lewandowski que autorizava a entrevista. Dizendo que vai ter que esperar a decisão do Plenário. Agora não vamos alardear isso aí, não vamos falar pra ninguém, vamos manter, ficar quieto para evitar divulgação o quanto for possível. Porque quanto antes divulgar isso... Antes vai ter recurso do outro lado, antes isso aí vai pra Plenário", diz a voz atribuída a Dallagnol.

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Liberada no mês de abril, a entrevista foi proibida pela 12ª Vara Federal em Curitiba, mas em seguida terminou sendo autorizada por liminar do ministro Ricardo Lewandowski, entretanto vetada pelo ministro Luiz Fux.

“O pessoal pediu para a gente não comentar publicamente e deixar que a notícia surja por outros canais para evitar precipitar recurso de quem tem uma posição contrária a nossa. Mas a notícia é boa para terminar bem a semana depois de tantas coisas ruins e começar bem o final de semana. Abraços”, finaliza Dallagnol a mensagem.

Em mais uma tentativa de colar a imagem do papa Francisco à de Luiz Inácio Lula da Silva, o perfil oficial do ex-presidente no Twitter divulgou uma foto que mostra o líder católico recebendo uma camiseta em defesa da liberdade do petista.

A imagem foi divulgada nesta segunda-feira (8) e mostra o Papa olhando uma camiseta com o rosto de Lula nos tempos de sindicalismo e pintado de vermelho. A arte é acompanhada pela frase "Lula Livre", a qual não é possível ver na foto.

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A equipe do ex-presidente não deu maiores detalhes sobre a entrega da peça de roupa ao Papa, cuja agenda não tinha audiências marcadas para esta segunda-feira.

O PT vem fazendo uma intensa campanha para associar a imagem de Francisco à do ex-presidente Lula, como após a divulgação de um vídeo no qual o Pontífice cobra que juízes sejam isentos e nunca "negociem a verdade".

A gravação faz parte das intenções de oração do Papa, que são definidas no início do ano e variam de mês a mês. Para julho, já estava previsto desde janeiro que Francisco fizesse um apelo voltado a juízes e advogados.

O vídeo, no entanto, coincidiu com a divulgação dos diálogos que mostram a estreita coordenação entre o então juiz Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol. Por conta disso, petistas interpretaram a mensagem papal como uma indireta sobre o caso Lula.

Recentemente, o Pontífice também enviou uma carta ao ex-presidente pedindo para ele não "desanimar" e citando as "duras provações" enfrentadas pelo petista, como as mortes de sua esposa, Marisa Letícia, de seu irmão Genival Inácio e de seu neto Arthur. 

Da Ansa

<p>No podcast dessa segunda-feira (08), o cientista político Adriano Oliveira faz uma avaliação sobre os dados da mais recente pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha. Segundo informações passadas ontem (07), 54% dos eleitores do Brasil afirmam que a prisão do ex-presidente Lula foi justa, mesmo diante dos diálogos vazados pelo The Intercept. Para Adriano, caso os vazamentos sejam mais incisivos, esse cenário pode mudar.</p><p>Nessa mesma questão, no Nordeste, a maioria do eleitorado vai de encontro ao dado nacional, acreditando ser injusta a prisão do ex-presidente Lula. Essa região é conhecida por ser reduto lulista e tem 28% do eleitorado brasileiro. Por isso Bolsonaro tem de ficar atendo a ela, tanto para as eleições municipais do próximo ano como para sua possível reeleição em 2022. Ele tem que ter atenção também ao desempenho na economia, que pode afetar a fatia de eleitores que consideram o seu governo regular.&nbsp;</p><p>O programa Descomplicando a Política é exibido na fanpage do Leia Já, em vídeo, toda terça-feira, a partir das 19h. Além disso, também é apresentado em duas edições no formato de podcast, as segundas e sextas-feiras.</p><p>Confira mais uma análise a seguir:</p><p>
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) falou sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril de 2018, no "Programa Raul Gil", que vai ao ar pelo SBT neste sábado. "Ele [Lula] perdeu uma grande oportunidade de se consagrar como um grande líder", disse o político, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Eduardo participou do polêmico quadro "Pra Quem Você Tira o Chapéu", não tirou o chapéu para Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e tirou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Ele [Trump] é tranquilo, aberto, sincero. Ele não segue o politicamente correto. O que ele está fazendo com os Estados Unidos é o pouquinho do queremos fazer com o lado brasileiro. Uma política e economia que sirva a população e não somente a pequenos grupos de interesse", disse o deputado.

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Ao apresentador Raul Gil, Eduardo ainda falou sobre porte de arma, a situação atual do Brasil e a reforma da Previdência. "Se a reforma da Previdência não for aprovada, o Brasil vai quebrar. Se ela for aprovada, vamos viver um tempo de prosperidade."

O "Programa Raul Gil" vai ao ar neste sábado, às 15h15, no SBT.

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai começar a julgar no dia 16 de agosto um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender ação penal a que responde na Justiça Federal de Curitiba sobre a cessão de terreno para construção de sede do Instituto Lula. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou contra o pedido do petista.

O julgamento será analisado pelo plenário virtual da 2ª Turma. Cada julgamento na plataforma online dura cinco dias úteis - ou seja, a discussão do caso do ex-presidente deve se encerrar no dia 22 de agosto.

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Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo em junho, o STF tem ampliado o uso do plenário virtual, uma ferramenta que permite realizar julgamentos sem a presença física dos ministros da Corte - e longe dos holofotes da TV Justiça.

A sessão online só começa oficialmente após o relator enviar seu voto. Depois, os demais integrantes da Corte podem escolher entre as seguintes opções: "acompanho o relator", "acompanho o relator com ressalvas", "divirjo do relator", "impedido" e "suspeito".

No ambiente virtual não há espaço para as discussões acaloradas que muitas vezes tomam conta do plenário físico. Porém, a qualquer momento um dos 11 ministros da Corte pode pedir destaque ou vista (mais tempo para análise) e levar o caso para o plenário "presencial".

Mudanças

O julgamento de Lula já ocorrerá nos novos moldes do plenário virtual. Com as mudanças implantadas pela equipe do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, será possível acompanhar em tempo real o desenrolar do julgamento e a atualização do placar com o voto de cada um dos ministros.

Atualmente, os julgamentos são "fechados", só podendo ser acompanhados minuto a minuto pelos próprios gabinetes - os resultados costumam ser divulgados apenas depois da conclusão da sessão.

Segundo auxiliares de Toffoli, o plenário virtual é seguro e até hoje não foi registrada nenhuma tentativa de ataque cibernético contra a plataforma.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta quinta-feira (4) a visita do candidato à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, em Curitiba, onde está preso. Fernández tem como vice em sua chapa a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner. 

Kirchner é aliada dos governos petistas no brasil. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) expressou preferência pela candidatura do atual mandatário argentino, Mauricio Macri, pedindo que os argentinos "votassem com a razão e não com a emoção".

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O encontro entre Fernández e Lula dará início a agenda de compromissos internacionais do presidenciável. De acordo com o jornal argentino La Nación, será uma viagem-relâmpago ao ex-presidente brasileiro.

Nas eleições argentinas de 2015, Lula visitou o candidato do lado de Kirchner à Presidência na época, Daniel Scioli, em Buenos Aires. O apoio de Lula na ocasião, porém, não mudou o placar em favor de Scioli, que foi derrotado no segundo turno por Macri.

Cristina Kirchner sempre manteve uma relação próxima a Lula e Dilma. Ambos os ex-presidentes brasileiros já lhe fizeram visitas de cortesia mesmo quando nenhum dos três estava mais no cargo.

O papa Francisco divulgou um vídeo pedindo orações pelos juízes, para que sejam imparciais e justos. A postura do pontífice foi divulgada nesta quinta-feira (4). Na mensagem, o papa ressalta que “dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que possam contaminar as decisões que devem tomar”.

Segundo Francisco, “os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade”. E para finalizar, o líder mundial da igreja católica pede: “Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça trabalhem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra”.

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De acordo com o site Vatican News, agência oficial do Vaticano, o vídeo faz parte da ‘intenção de oração mensal’ que é divulgada a cada mês pelo pontífice. A fala de Francisco foi reproduzida em diversas línguas. 

As imagens, entretanto, tem circulado as redes sociais no Brasil fazendo referência às recentes suspeitas de intervenção pessoal do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando era juiz na sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Lava Jato. 

No Twitter, diversos parlamentares do PT e de partidos aliados ao ex-presidente estão encarando o conteúdo como uma espécie mensagem subliminar para Sérgio Moro - que teve recentemente conversas com tratativas sobre a sentença do ex-presidente divulgadas pelo jornal The Intercept. 

“O Papa Francisco mandou um recado para o ex-juiz Sérgio Moro”, declarou a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) ao compartilhar o vídeo.

“No momento em que o mundo se depara com as injustiças cometidas contra o presidente Lula, o Papa Francisco nos lembra como devem atuar os juízes: com imparcialidade e jamais negociando a verdade”, declarou a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (RS).

O deputado federal e ex-ministro Alexandre Padilha também registrou o vídeo e disse: “Papa pauta para o mundo a injustiça dos sistemas de justiça. Recado importante para todxs [sic], em especial para o país com maior número de católicos  do mundo: o Brasil”.

Coincidência ou não, o fato é de que a intenção mensal de oração do papa pela atuação do Poder Judiciário vem quase um mês depois que o jornal The Intercept começou a divulgar as conversas.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao site Sul21 de Porto Alegre, que o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro está se transformando em um “boneco de barro” e vai “desmilinguir”. 

A observação de Lula foi feita após ser questionado sobre como avaliava as recentes conversas do ex-juiz com procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, sobre acusações que pesam contra o petista. A troca de mensagem foi vazada pelo jornal The Intercept.

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“Estamos vivendo um momento sui generis no Brasil. O Moro está se transformando em um boneco de barro. Ele vai se desmilinguir. Como Moro e a força tarefa da Lava Jato, envolvendo procuradores e delegados da Polícia Federal, inventaram uma grande mentira para tentar me colocar aqui onde estou, eles agora têm que passar a vida inteira contando dezenas e dezenas de mentiras para tentar justificar o que eles fizeram”, ressaltou Lula na entrevista que aconteceu nessa quarta-feira (3) e já teve a primeira parte divulgada

Para Lula, agora, tanto Moro quanto Dallagnol tentam “passar para a sociedade a ideia de que, quem está criticando o Moro, é contra a investigação de corrupção”. 

“Eles agora tentam salvaguardar o comportamento do Moro e da força tarefa acusando os que são contra eles de serem favoráveis à corrupção. O dado concreto aqui é que estou falando do meu caso e no meu caso eu posso olhar para você como se estivesse falando para o Moro e dizer ‘Moro, você é mentiroso. Dallagnol, você é mentiroso e os delegados que fizeram o inquérito são mentirosos’”, disparou o ex-presidente. 

“Eu sei que é difícil e duro falar isso. É uma briga minha, um cidadão de 73 anos de idade, contra o aparato do Estado, contra a Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e uma parte do Poder Judiciário. Somente quem sabe que eu estou dizendo a verdade é o Moro, o Dallagnol, o delegado que fez o inquérito e Deus”, acrescentou.

Indagado sobre quais são essas mentiras, Lula respondeu que todas as acusações são falsas. “Sabem que não sou dono do apartamento, das mentiras que precisaram contar para trazer o caso para Curitiba, porque pela denúncia deveria ter sido julgado em São Paulo, Eles sabem que não sou dono do sítio de Atibaia. Acontece que não era possível dar um golpe na Dilma e deixar o Lula ser candidato em 2018, era preciso tirar o Lula da jogada”, argumentou.

O líder-mor petista também ironizou a memória de Sérgio Moro e ponderou que o ex-juiz que assinou sua sentença deveria entregar o celular para ser periciado pela Polícia Federal. 

“O Moro deveria mostrar que é um homem decente entregando o celular dele à Polícia Federal que é subordinada a ele. O Dallagnol poderia entregar o celular dele. Enquanto está sob suspeita, o Moro poderia pedir licença do Ministério da Justiça e não ficar se escondendo atrás do cargo. Se ele mentiu, precisa ter coragem de assumir o que fez. A Lava Jato é uma operação que se transformou em um partido político”, alfinetou.

“Quando a gente ia prestar depoimento, ele fazia perguntas sobre fatos de quinze, vinte anos atrás. Só faltava perguntar: ‘quando você estava no útero da sua mãe, você se mexia para a direita ou para a esquerda?’. Ele agora esquece tudo, não sabe mais o que falou no telefone. Ele sabe da conversa dele com o Dallagnol e da conversa do Dallagnol com os procuradores. Só falta coragem para assumir”, complementou.

Ainda na avaliação de Lula, “Moro tem que ter a coragem de dizer a verdade. Nem que seja no dia da extrema unção ele vai ter que pedir desculpa a sociedade brasileira pela mentira desvairada que ele contou ao meu respeito”.

Desde o dia 9 de junho, o site The Intercept Brasil já publicou oito reportagens a partir do suposto conteúdo vazado das contas no Telegram do ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro, do coordenador da operação lava-jato Deltan Dallagnol e de outros procuradores da república. O conteúdo levou Moro a ser sabatinado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e abalou a confiança de parte dos brasileiros na imparcialidade do processo que condenou o ex-presidente Lula da Silva a oito anos, dez meses e vinte dias de reclusão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O LeiaJá foi às ruas conferir a opinião da população sobre o caso. Confira:

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O juiz da Lava Jato, Luiz Antonio Bonat, negou à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "acesso amplo" ao acordo de leniência da Odebrecht com o Ministério Público Federal. O magistrado determinou que a Procuradoria e a empreiteira se manifestem para que o petista dê somente vista em trechos em que é citado.

O pedido de Lula se dá no âmbito da ação penal em que é acusado de supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato.

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Trata-se do processo em que o ex-presidente é acusado pela Lava Jato de receber a cifra na forma de um imóvel em São Paulo onde supostamente seria sediado seu Instituto e o apartamento vizinho à residência do petista, em São Bernardo do Campo.

Já houve a entrega de alegações finais, e os réus já podem ser sentenciados.

Acolhendo pedido da defesa, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, concedeu a Lula "acesso restrito aos elementos de prova já documentados nos autos de origem (5020175-34.2017.4.04.7000/PR) e que lhe digam respeito, ressalvadas eventuais diligências em curso ou em deliberação".

A defesa protesta. "Ocorre que, passados mais de 14 (catorze) dias da referida comunicação, a Defesa do Peticionário ainda não foi cadastrada nos autos de nº 5020175-34.2017.4.04.7000/PR, em que tramita o Acordo de Leniência travado entre a Odebrecht e o MPF".

Os advogados requereram "acesso imediato desta Defesa ao processo de nº 5020175-34.2017.4.04.7000/PR, cadastrando-se o login no sistema eproc do advogado Cristiano Zanin Martins, OAB/SP nº 172.730, naquele processo, sem prejuízo do recurso manejado perante a Suprema Corte para conferir maior extensão ao decisum acima referido".

Bonat, no entanto, afirma que, "como visto, não se concedeu acesso amplo ao processo de leniência da Odebrecht, mas tão somente aos elementos probatórios que tenham pertinência à Defesa do ex-Presidente".

"Assim, para delimitar a extensão do acesso, ouvirei MPF e Odebrecht, diretamente no processo de leniência, já que, como igualmente visto, não foi suspenso o andamento da presente ação penal, sendo desnecessária qualquer providência neste feito", escreveu.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba desde abril de 2018, vai conceder entrevista nesta quarta-feira (3) ao site Sul21, da cidade de Porto Alegre. 

De acordo com o site, os primeiros registros da entrevista exclusiva com Lula serão divulgados ainda nesta quarta pelas redes sociais e na página do Sul21. O repórter e o fotógrafo do grupo vão entrevistar o petista na capital paranaense.

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A expectativa é que o ex-presidente repercuta os recentes vazamentos feitos pelo site The Intercept, que divulgou troca de mensagens entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da operação Lava Jato. Essas conversas aconteceram justamente nas vésperas da prisão de Lula.

Essa será a sétima entrevista concedida pelo ex-presidente a diferentes veículos de comunicação desde que foi detido pela Lava Jato. A primeira foi realizada pelos jornais Folha de S.Paulo e El País. Depois foi a rede britânica BBC.

O candidato a presidente da Argentina, Alberto Fernández, visitará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede da Polícia Federal em Curitiba na quinta-feira,4, informou o Instituto Lula. A visita deve ocorrer no começo da tarde. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fernández foi chefe de gabinete de Néstor e Cristina Kirchner entre 2003 e 2008, quando Lula era presidente do Brasil. Ele disputará as eleições de outubro contra o presidente Maurício Macri, com Cristina como sua candidata a vice.

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Julgada na Justiça argentina por corrupção, Cristina anunciou há dois meses que abdicaria da cabeça da chapa em favor de Fernández, que, segundo ela, teria um perfil mais de consenso em união "adequado ao que a Argentina precisa para o momento em que vive.

Ainda bastante popular no país vizinho, a ex-presidente terá o desafio de transferir seus votos para Fernández, que nunca disputou uma eleição majoritária - em um movimento similar ao que Lula tentou com Dilma Rousseff, com sucesso, e Fernando Haddad, nas últimas eleições.

Lula foi impedido de disputar as eleições de 2018 no Brasil por ter sido condenado em segunda instância no caso do triplex do Guarujá (SP) O ex-presidente está preso em Curitiba e Haddad concorreu em seu lugar.

Atualmente senadora, a ex-presidente detém foro privilegiado e só pode ser presa com autorização do Congresso. Ela é suspeita de beneficiar empresários próximos ao kircherismo na concessão de obras pública e se diz inocente, vítima de uma perseguição da mídia e da Justiça argentina.

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado, Humberto Costa, acompanhou nesta segunda-feira (1º) a agenda administrativa do governador Paulo Câmara, na festa de emancipação política dos 110 anos de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Estado. 

Na ocasião, o senador fez questão de lembrar a atuação dos governos do PT e os investimentos trazidos pelas gestões dos ex-presidentes petistas Lula e Dilma para Pernambuco e para o Nordeste.

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“Nós do Nordeste sabemos como a água é importante e o quanto transforma a vida das pessoas. Ela traz emprego, traz renda, traz esperança. Pernambuco tem tido uma preocupação permanente com essa questão. Foi assim com Miguel Arraes, Eduardo Campos e agora com Paulo Câmara, que já conseguiu levar água encanada a mais de 500 mil pernambucanos. Nos governos do PT, essa também foi uma preocupação constante. Tanto com Lula, quanto com Dilma. A transposição é o maior exemplo disso”, afirmou o senador durante a inauguração da obra de segurança hídrica para moradores de comunidades em Afogados da Ingazeira. 

Além do senador Humberto Costa, acompanharam a comitiva a viúva do ex-governador Eduardo Campos, Renata Campos, o deputado federal João Campos (PSB), o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto (PT), além do prefeito da cidade, José Patriota.

A reafirmação favorável à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas manifestações promovidas em várias cidades do Brasil neste domingo (30) por apoiadores do Governo Federal foi comentada pela deputada federal Erika Kokay (PT).

“Lula não está preso porque cometeu crimes. Isso está evidente! Lula está preso porque ele era o único capaz de vencer as eleições e derrotar a ditadura do ‘Deus mercado’”, pontuou Kokay.

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Na manifestação do Recife, Lula foi lembrado a todo momento. A organização do ato promoveu, inclusive, uma encenação de um homem encarcerado, com roupa de presidiário, com uma máscara de Lula e segurando uma garrafa de cachaça.

“Lula iria garantir nossa soberania, retomar nossos direitos e fazer do Brasil uma democracia de novo”, complementou Erika Kokay, lamentando o fato do ex-presidente estar preso em Curitiba.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um ofício neste final de semana afirmando que o ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, foi pressionado a mudar sua versão e incriminar o petista no caso envolvendo o tríplex no Guarujá.

O ofício veio à tona após novos vazamentos feitos pelo site The Intercept de conversas entre o então juiz federal Sergio Moro e procuradores da operação Lava Jato. O jornalista Gleen Greenwald, esposo do deputado federal David Miranda (PSOL), é o responsável pelas publicações.

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A reportagem do Intercept diz que o empreiteiro que incriminou Lula no caso que o levou à prisão "foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações".

"A reportagem publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo reforça a forma ilegítima e ilegal como foi construída a condenação do ex-presidente Lula no chamado caso do 'triplex'", disse o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins. 

"Conforme histórico do caso, Léo Pinheiro, que ao longo do processo nunca havia incriminado Lula, foi pressionado e repentinamente alterou sua posição anterior em troca de benefícios negociados com procuradores de Curitiba, obtendo a redução substancial de sua pena", pontuou Zanin.

Ainda de no ofício da defesa de Lula, há a informação de que que na época chegou a ser pedido apuração das "informações divulgadas pela imprensa, dando conhecimento de que Léo Pinheiro estaria sendo forçado a incluir artificialmente o nome do ex-presidente Lula no seu acordo de delação. Tais procedimentos, no entanto, foram sumariamente arquivados".

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