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Na tarde desta sexta-feira (24), candidatos a vagas em universidades por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) estão usando as redes sociais para reclamar de possíveis problemas no site que seleciona os alunos através das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

No Twitter, vários estudantes reclamam que há candidatos que estão sendo aprovados nas duas opções de curso, o que não era possível no início do período de inscrições do Sisu. Além disso, os alunos também afirmam que as notas de corte sofreram um aumento brusco e estão erradas. O LeiaJá procurou o Ministério da Educação (MEC) em busca de esclarecimentos, mas até o momento não obteve resposta.

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Veja abaixo alguns dos relatos dos candidatos às oportunidades:

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O caminho para chegar à escola não é simples para crianças e jovens que vivem em lugares remotos e têm dificuldades de deslocamento, precisando enfrentar grandes distâncias e obstáculos no caminho para chegar até a instituição de ensino. Mesmo em situações em que há transporte escolar gratuito, ainda pode haver dificuldades para os alunos, quando suas residências ficam distantes dos pontos de ônibus. 

Dados de um estudo realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) apontam que há estudantes que chegam a percorrer a pé, diariamente, de três a 15 quilômetros para chegar à escola ou ao ponto onde passa o ônibus escolar. Nesse cenário, o uso de bicicletas escolares, utilizadas especificamente para ajudar estudantes que vivem longe das escolas e dos pontos de parada do transporte escolar motorizado, se apresentam como uma alternativa possível. 

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De acordo com informações do Ministério da Educação (MEC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foi iniciado o processo para a compra de 7.636 bicicletas escolares, depois de nove anos sem realizar aquisições desse tipo de equipamento.

O objetivo, de acordo com o ministério, é reduzir a evasão escolar, principalmente para populações que vivem em áreas ribeirinhas e zonas rurais. As bicicletas, que têm dois tamanhos - em aro 20 e 26 - serão adquiridas por meio do programa Caminho da Escola, que desde o ano de 2010 utiliza bicicletas para ajudar alunos no trajeto de casa para a escola e vice-versa. 

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A recomendação da suspensão das inscrições do Sistema de Seleção Unificada 2020 (Sisu) enviada ao Governo Federal é resultado das falhas na correção de gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio 2019 (Enem). A intenção do documento, encaminhado na tarde dessa quarta-feira (22), é que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confira as respostas de todos os candidatos e as divulgue amplamente.

O prazo para acatar as recomendações é de 24 horas e, caso descumprido, pode resultar em providências administrativas e judiciais. Devido ao tempo da nova conferência, o MPF ainda recomenda a alteração do calendário de inscrições e que os candidatos sejam comunicados oficialmente da abertura do prazo para solicitação da verificação de possíveis inconsistências.

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O Inep também deve apresentar resposta formal a todos os pedidos de correção, com tempo razoável e retificação da nota, caso necessário. Para o MPF, ainda não foram divulgadas informações suficientes sobre os erros de correção, o que pode-se pressupor que nem todos os erros foram corrigidos.

"Processos seletivos públicos exigem a mais ampla e irrestrita transparência e publicidade, bem como mecanismos fidedignos de correção das provas, já que destes dependem a legitimidade, solidez, eficácia e credibilidade do sistema”, pontua o texto.

O prazo apontado pelo Ministério da Educação (MEC) para analisar supostas irregularidades teve início na noite da última sexta-feira (17) e encerrou às 10h dessa segunda (20), sem a comprovação de que todos os candidatos foram comunicados.

Segundo o órgão, não houve envio de e-mail ou comunicado através do aplicativo oficial do Enem 2019. Sobre a divulgação da apuração por redes sociais, a entidade entende que inscritos sem acesso à internet podem ter ficado de fora.

A recomendação aos órgãos responsáveis pelo exame é decorrente da denúncia de uma candidata de Minas Gerais, que alegou discrepâncias entre sua quantidade de acertos e a nota oficial divulgada pelo Inep.

O ministro da Educação Abraham Weintraub divulgou um vídeo, no início da tarde desta quarta-feira (22), em informa que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já conta com dois milhões de inscrições. Esse número é equivalente ao total de candidaturas nas duas opções de curso disponibilizadas pelo sistema.

No vídeo, o comandante da pasta ainda diz que o Sisu bateu o recorde histórico de sete milhões de acessos simultâneos no sistema. Ainda de acordo com Weintraub, o sistema apresentou lentidão no primeiro dia de inscrições, nesta terça-feira (21), por conta de adaptações do software do sistema.

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"Isso foi equacionado ontem, precisávamos fazer essa adaptação, e hoje está em 17%, então tem espaço para aumentar muito. O volume que recebemos ontem (21) é dez vezes superior ao de uma grande rede varejista na Black Friday", disse Abraham Weintraub, na publicação.

O ministro ainda garantiu que a atualização de "migrar" o sistema para a nuvem (sistema de armazenamento online). "A tecnologia que estamos empregando é inovadora no setor público e comparável a de iniciativa privada", disse.

Cercado de polêmicas devido aos erros nas notas do Enem, o primeiro dia de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou, até o momento, cerca de 826 mil inscritos, de acordo com informações do Ministério da Educação (MEC). 

O período de inscrições, que inicialmente seria até a próxima sexta-feira (24), foi ampliado até o domingo (26) devido à inconsistência constatada na correção das notas de aproximadamente 6 mil participantes do Exame Nacional do Ensino Médio. Para participar, os candidatos devem fazer login com o mesmo número de inscrição e senha do Enem 2019 no site do Sisu.

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O Sisu utiliza as notas do Enem para selecionar estudantes para universidades públicas e instituições federais duas vezes por ano. Na primeira edição de 2020, o programa de acesso ao ensino superior conta com 237.128 vagas em 128 instituições de ensino.

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O Ministério da Educação (MEC) declarou, na tarde desta terça-feira (21), que as notas das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não foram afetadas pela inconsistência que atingiram as notas de cerca de seis mil participantes do Enem 2019. De acordo com informações divulgadas no site do MEC, o sistema de pontuação das provas objetivas e dos textos redigidos pelos participantes é distinto. 

“Todas as redações são avaliadas por dois professores em plataforma online, com texto sem identificação. Cada um desconhece a nota atribuída pelo outro. Se a discrepância das notas for superior a 100 pontos, no total, ou 80 pontos em uma das cinco competências avaliadas, um terceiro professor fará a correção. A nota final é a média aritmética das duas notas totais que mais se aproximam. Se a inconsistência persistir após a análise do terceiro professor, a redação é corrigida por uma banca de professores especializados. Eles têm poder decisório para definir a nota final” afirmou trecho de nota oficial divulgada pelo ministério. 

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Já as notas das provas objetivas são atribuídas através do sistema da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca reduzir a pontuação de questões que têm a probabilidade de terem sido “chutadas”. As inconsistências nas notas, segundo o MEC, foram causadas por um erro na transmissão de informações da gráfica contratada pelo ministério em 2019. 

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O Ministério da Educação (MEC) dará mais tempo para que os estudantes possam se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Terça-feira (21), continua sendo o início das inscrições, mas o período segue até as 23h59 do domingo (26), dois dias a mais do que o que havia sido estipulado no edital.

Para concorrer, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 e não zerado a redação. Gratuito, o procedimento deve ser feito na página do Sisu na internet. Como há o uso da nota do Enem, o Ministério da Educação (MEC) resolveu dar mais tempo para solucionar todos os problemas com as correções das provas. 

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“O Sisu vai estar aberto no prazo que era previsto. Faça sua inscrição e, para quem tiver problema, estamos estendendo em mais dois dias”, disse o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em nota divulgada pela assessoria de imprensa do MEC.

Ao se inscrever, o candidato deve escolher até duas opções de cursos ofertados pelas instituições participantes. Ao final, o sistema seleciona os mais bem classificados em cada curso, de acordo com as notas no Enem e eventuais ponderações, como pesos atribuídos às notas ou bônus. Caso o desempenho do candidato permita o ingresso nos dois cursos, prevalecerá a primeira opção, com apenas uma chamada para matrícula. Os resultados serão divulgados no dia 28 de janeiro.

As outras datas são:

- Matrícula ou registro acadêmico nas instituições participantes: até 4 de fevereiro;

- Lançamento da ocupação nas vagas pelas instituições participantes: até 7 de fevereiro;

- Manifestação de interesse para constar na lista de espera: até as 23h59 de 4 de fevereiro.

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, as notas do Enem já foram corrigidas e estão disponíveis na Página do Participante, seja no portal, seja no aplicativo do Enem. “Nós pegamos todos os quase 4 milhões de participantes e corrigimos as provas deles com todos os gabaritos possíveis e calculamos todas as proficiências possíveis”, disse o titular do instituto responsável pela aplicação do exame.

*Com informação da assessoria

Diante das queixas de participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, no último sábado (18) o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, admitiram erros na correção das provas. De acordo com o ministro, a inconsistência foi causada por um erro na transmissão de informações por parte da gráfica Valid, contratada em 2019. 

Assim, os estudantes que fizeram as provas com o caderno de questões de uma determinada cor tiveram o gabarito corrigido como se tivessem respondido a um caderno de provas de uma cor diferente. Como a sequência das questões muda de acordo com a cor do caderno de provas, a nota dos participantes caiu consideravelmente. 

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De acordo com Abraham Weintraub, o problema será corrigido ainda nesta segunda-feira (20), mas até o momento os estudantes seguem com diversas dúvidas (e desconfianças) a respeito do assunto. Confira, a seguir, o que já se sabe a respeito do caso e quais pontos ainda precisam ser melhor esclarecidos: 

Como foi feita a correção das provas? 

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, uma falha na transmissão das informações da gráfica fez com que parte dos candidatos (ainda não se sabe ao certo quantos) tivessem as provas corrigidas como se ela pertencesse a outra cor de caderno de questões. 

“Nós encontramos inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado. Um grupo muito pequeno de pessoas teve o gabarito trocado quando foram fechados os envelopes", disse ele. 

Quantos alunos foram prejudicados? 

Ainda não se sabe ao certo quantos estudantes foram afetados. De acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes, e com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o problema ocorreu com as provas do segundo dia de aplicação e prejudicou um número “muito pequeno” de participantes. 

No domingo (19), o Inep divulgou uma nota afirmando que também está analisando a correção do primeiro dia de aplicação de provas para tranquilizar os estudantes. A princípio, Weintraub falou que o erro havia atingido "alguma coisa como 0,1%" dos candidatos, o que equivale a cerca de 3,9 mil estudantes. 

Depois, Alexandre Lopes, presidente do Inep, falou que o erro poderia ter atingido “até” 1% dos participantes, ou seja, 39 mil pessoas. Voltando atrás, Lopes afirmou que depois que o número “não chega a 9 mil". Nesta segunda-feira (20) durante uma entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro falou em “cerca de 6 mil” alunos afetados. Ao todo, 3,9 milhões de pessoas fizeram o Enem 2019. 

Quais providências estão sendo tomadas? 

Foi montada uma força-tarefa para revisão e correção das notas com erro. No último sábado (17), o presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou que a base de dados está sendo rodada para encontrar possíveis inconsistências. 

Também foi criado um e-mail para receber mensagens com nomes e CPF’s dos estudantes que acreditam ter sido lesados na correção até às 10h desta segunda-feira (20). Às 19h, será realizada uma coletiva de imprensa na qual o presidente do Inep, Alexandre Lopes, dará detalhes sobre os resultados do trabalho da operação.  

E as datas do Sisu? 

Até o momento, o posicionamento do MEC e do Inep é de que com a resolução do problema nesta segunda-feira (20), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que tem previsão de abertura das inscrições para esta terça-feira (21), não sofrerá prejuízos. Sendo assim, o cronograma está mantido sem alterações

 O Enem já enfrentou problemas antes? 

Em 2019, além do erro nas correções, o Enem também sofreu com o vazamento da página que mostrava a proposta de redação durante a realização da prova. Um aplicador foi acusado e, segundo o ministro da Educação, o fato não interferiu na lisura do exame. Além disso, no segundo dia de provas, todo o caderno de Ciências da Natureza vazou em grupos e redes sociais.

Dez anos antes, em 2009, as provas do Enem foram roubadas e o exame teve que ser remarcado. Nos anos de 2010 e 2011, erros de impressão fizeram com que algumas provas tivessem questões repetidas. Já em 2012, a divulgação dos espelhos das redações revelaram estudantes que preencheram espaço nos textos com receitas e hinos de times de futebol, fato que levou a estabelecer “fuga ao tema” como critério para zerar a nota. 

Em 2014, o tema da redação vazou cerca de uma hora antes do início da aplicação e no ano seguinte houve boatos de vazamento, mas sem confirmação. Em 2016, duas pessoas foram presas com materiais de apoio para fazer redações sobre o tema daquele ano e em 2017 duas pessoas saíram do local de aplicação com as provas antes do horário permitido. 

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, declarou em entrevista à Rádio Gaúcha que o problema com a correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) atingiu cerca de 6 mil pessoas. Ainda segundo o ministro, o impacto é “baixo” e o problema será resolvido ainda nesta segunda-feira (20). 

“A gente já tem o número de pessoas e vai ser corrigido hoje à noite”, disse Weintraub. “Estamos falando de 0,1% das pessoas, isso dá cerca de cinco ou seis mil candidatos, problemas que que vão ser corrigidos. O impacto é baixo e não vai ter nenhum efeito para a maioria das pessoas”, afirmou Weintraub. 

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Os problemas com as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 podem ter afetado também as do primeiro dia de aplicação. Inicialmente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou que a inconsistência nas notas tinha afetado apenas as provas do segundo dia, referente às áreas de matemática e Ciências da Natureza. 

Na sexta-feira (17), após liberar as notas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, comemorou o resultado do exame, mas diversas queixas de participantes na internet em relação a notas muito baixas levaram o ministério a reconhecer a inconsistência nas notas devido a um erro da gráfica Valid, contratada em 2019. No entanto, no domingo (19), a assessoria de imprensa do Inep afirmou que também está analisando as provas do primeiro dia do exame. 

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“A força-tarefa realizada pelo Inep busca identificar as possíveis inconsistências na correção das provas do Enem 2019, tanto do primeiro quanto do segundo dia. Na segunda-feira, 20, o instituto divulgará os resultados da ação", afirmou o Inep. A análise dos dois dias de provas, segundo o órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), tem por objetivo tranquilizar os participantes do Enem que pediram, através das redes sociais, que todas as provas fossem reavaliadas. 

No entanto, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, funcionários do Inep afirmaram, sob a condição de manutenção do sigilo da fonte da informação, que já foram encontrados erros na correção de provas do primeiro dia de aplicação. O Inep disponibilizou um e-mail para que os estudantes que acreditam ter recebido notas erradas entrassem em contato até às 10h desta segunda-feira (20) e anunciou que dará novas declarações sobre o caso ainda nesta tarde. O calendário do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que se baseia na nota do Enem e inicia o prazo de inscrições na terça-feira (21), segue inalterado

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As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgadas na manhã desta sexta-feira (17) e já geraram várias reações dos participantes, que criaram memes nas redes sociais. No início da tarde, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utilizou sua conta oficial no Instagram para anunciar que mais de um milhão de participantes já conferiram seus resultados. 

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Para conferir as notas, os participantes do Enem devem acessar a página do participante, informar o CPF cadastrado e fazer login no sistema. Em caso de esquecimento da senha, que também é necessária para acessar a plataforma do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os estudantes devem seguir o passo a passo para recuperação do acesso

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O Ministério da Educação (MEC) informou, nesta quinta-feira (16), ao LeiaJá, que ainda não definiu o horário de divulgação do resultado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O desempenho será disponibilizado na Página do Participante e no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) - autarquia responsável pela elaboração da prova - nesta sexta-feira (17).

O Enem 2019 foi realizado nos dias 3 e 10 de novembro em todo o Brasil. No primeiro dia de prova, os candidatos responderam às questões de Ciências Humanas, Linguagens e ainda elaboraram uma redação. Já no segundo dia, os estudantes fizeram provas das áreas de Ciências da Natureza e matemática.

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Com a nota do Enem, os estudantes podem ter acesso às instituições de ensino superior públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), e privadas. O exame também dá a oportunidade de concorrer a intercâmbios, concursos públicos, financiamentos estudandis e bolsas parciais e integrais em faculdades.

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Após todo o período de preparação para responder às questões e fazer uma boa redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é a maior porta de entrada para o ensino superior do Brasil, a espera pelas notas pode parecer interminável. Quanto mais se aproxima o momento de, enfim, conferir o resultado do esforço nos estudos, mais ansiosos os estudantes costumam ficar, o que pode chegar a atrapalhar a rotina e trazer incômodos, a depender do quão abalado esteja o emocional do aluno.  

Confira, a seguir, uma entrevista realizada pelo portal do Ministério da Educação (MEC) com o psiquiatra André Salles, do Hospital Universitário de Brasília (HUB). A conversa traz orientações do médico para ajudar os estudantes a lidar com a ansiedade em situações estressantes, como esperar pela nota do Enem, por exemplo: 

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MEC: O que o jovem deve fazer para diminuir a ansiedade nessa espera, nessa expectativa de um resultado que vai mudar a vida dele? 

André Salles: Aproveitar que está em um período de férias, um período mais tranquilo para colocar em prática coisas que gosta de fazer. É importante também que a grande maioria dos jovens já tenha em mente suas possibilidades. A partir disso, uma alternativa para aliviar o estresse é sentar junto às pessoas mais próximas, seus responsáveis, e traçar planos, mesmo que sejam mais amplos, e avaliar quais possibilidades seriam realmente viáveis, quais não seriam, que tipo de expectativa é mais plausível que aconteça, que tipo de expectativa de fato é mais remota. Assim o estudante pode já traçar um plano, mesmo que seja geral, das possibilidades que tem para enfrentar num futuro próximo.

 Existe algum esporte, algum lazer, alguma alternativa para aliviar esse estresse? Seguindo nesta linha, que dicas você dá para viver cada dia desta semana com menos ansiedade?

 Não só nesse período agora de espera do Enem, mas ao longo do ano — e da vida — as pessoas devem procurar atividade para melhorar a saúde mental. Temos os esportes e o lazer, como exemplo. Mesmo com mudanças na vida ou uma rotina mais atarefada, é primordial colocar dentro da nossa rotina diária um momento, um horário para poder praticar atividade física ou práticas integrativas. Dentro disso, estão as atividades que nos dão prazer, exercícios que a gente gosta, se sente bem e à vontade para fazer.

O que evitar para não piorar a ansiedade?

Vai de acordo com o perfil das pessoas. As mais ansiosas, mais tensas, devem evitar ler notícias sobre o assunto, especulações, prognósticos porque isso, de fato, agrega uma ansiedade, uma expectativa para quem já é mais tenso. Conversar, ver as possibilidades, ver as expectativas reais, fazer planos mais amplos para poder se sentir bem com qualquer que seja o resultado, é o melhor caminho. Importante também evitar substâncias que possam aumentar a ansiedade, como o uso excessivo de cafeína ou de substâncias termogênicas que podem aumentar a ansiedade, além de qualquer tipo de situação que atrapalhe o sono.

Como lidar com o resultado negativo? Quem obtém êxito comemora e quem não passa pode desencadear sentimentos muito negativos e destrutivos? Quais as dicas para não deixar isso acontecer?

 Lidar com uma expectativa é difícil e obter um resultado negativo é sempre muito delicado para todo mundo, porém é preciso estar sempre muito claro que o Enem, assim como todos os desafios, pode ter resultados positivos ou negativos. O lado bom de um resultado negativo é que a pessoa pode avaliar o que não foi feito da maneira correta dentro do seu planejamento anual, para que consiga se reorganizar para o próximo ciclo.

*Com informações do Ministério da Educação

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A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Karine dos Santos, assinou portaria criando comissão para fazer o levantamento e avaliação de livros didáticos nunca utilizados pelos alunos da rede pública que poderão ser descartados. A portaria foi publicada nesta quarta-feira, 15, no Diário Oficial da União (DOU).

No sábado, dia 11, o jornal O Estado de S. Paulo adiantou que o órgão, ligado ao Ministério da Educação (MEC), estuda desde o ano passado o descarte dos materiais que estão armazenados em um galpão dos Correios, em Cajamar, cidade da Grande São Paulo. O FNDE não sabe ao certo quantos livros estão guardados no local e uma análise preliminar encontrou ao menos 2,9 milhões de exemplares, que "venceram" entre 2005 e 2019.

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Segundo a portaria, a comissão vai levantar quantos livros podem ser considerados "bens inservíveis" e "recomendar a retirada e o descarte dos livros desatualizados, obsoletos, ociosos, irrecuperáveis, antieconômicos ou em desuso".

O Estado apurou que esses livros, de todas as disciplinas e de todas as séries (do ensino fundamental e do médio), estão ainda embalados e nunca foram abertos. Há ainda uma quantidade desconhecida de exemplares, que chegaram a ser entregues nas escolas antes de 2012, e depois foram levados ao local.

Contando só os 2,9 milhões de livros nunca usados, o gasto estimado é de mais de R$ 20,3 milhões - em média, a compra de cada unidade custa R$ 7. Segundo o jornal apurou, servidores calculam que o estoque possa ser até três vezes maior.

Os exemplares foram comprados pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que distribui obras a todas as escolas públicas municipais e estaduais. Para evitar que alunos fiquem sem livro no caso de abertura de turmas ou colégios, sempre é adquirida uma reserva técnica. Há ainda escolas que rejeitam exemplares recebidos muito tempo após iniciar o ano letivo. Essas unidades vão para o depósito.

Na segunda-feira, 13, o ministro Abraham Weintraub disse que "muita bobagem tem sido dita e veiculada" sobre o descarte dos livros, já que sempre vai "sobrar um pouquinho" de exemplares. Segundo ele, no ano passado, o governo Jair Bolsonaro melhorou a redistribuição dos materiais para reduzir o desperdício. No entanto, ele não informou quais mudanças foram feitas no programa. Questionado, o MEC também não informou quais foram as alterações.

Neste mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como "péssimos" e com "muita coisa escrita". Dias depois, Weintraub reforçou a crítica e disse que já havia dado "boa limpada" no material.

A necessidade de descarte de livros "inservíveis" foi apresentada a ele no fim do ano, pouco antes da troca do comando do FNDE. No dia 24, Karine dos Santos, que já chefiou a área responsável pelo PNLD, foi nomeada para a presidência do órgão.

Em nota, o FNDE disse que "não há efetivamente nenhum prejuízo" com a reserva de livros e defende ter cota extra para atender "as escolas novas criadas a cada ano, os alunos que ingressam no sistema de ensino e a eventual falta de livros em determinada unidade". Também afirmou ter controle de "quais e quantos exemplares estão armazenados e disponibilizados para solicitações das escolas". Mas não comentou sobre o estudo de descarte.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse, em um vídeo publicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em suas redes sociais, que os concursos públicos selecionam pessoas com viés político esquerdista. 

Na gravação, o comandante da pasta critica o certame da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). "Se você ver, é um concurso que tem praticamente nada de matemática e está lá falando de governo estadunidense. Então, na seleção você já seleciona pessoas com viés de esquerda nos concursos, como é o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] (sic)", disse.

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Na postagem, o ministro ainda classifica o Ministério da Educação (MEC) com um "colosso". Dos 600 mil funcionários do Governo Federal, 300 mil estão no MEC. Esse corpo aqui está cheio de pessoas que prestaram concurso público e é importante que seja dito como são esses concursos públicos", salientou. 

De acordo com Weintraub, a suposta relação política entre os concursos e os selecionados começou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "A gente está falando de mais de um quarto de século de, continuamente, uma doutrinação que começa de uma forma suave e gradualmente você vai começando a achar o errado normal", finalizou.

Com o título elencado como - Doutrinação e mentiras até nos concursos. - Caso fosse perguntado numa prova: após a saída de João Goulart, em 1964, quem assumiu a presidência da república? Qual sua resposta?", o vídeo foi publicado por Bolsonaro na sua página oficial do Facebook e já conta com 26 mil interações, quase 4 mil comentários e 7,8 mil compartilhamentos. 

Confira abaixo a publicação com o vídeo:

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou neste sábado, 11, um vídeo em que defende a distribuição de livros didáticos para estudantes da escolas públicas. Na publicação, veiculada em sua conta no Twitter, ele destaca, contudo, que o material não deve ter "ideologia". "É para ensinar a ler, escrever, ciências, matemática, não é para doutrinar", afirma.

Segundo Weintraub, o governo federal tem um custo anual de aproximadamente R$ 2 bilhões para 165 milhões de livros didáticos.

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Em mensagem publicada junto com a gravação, escreveu: "livro didático no governo Jair Bolsonaro: mais barato e sem ideologia política ou de gênero".

"Todo esse dinheiro compensa a gente gastar? Compensa, porque, se as famílias forem comprar individualmente os livros, vai sair muito mais caro. O mesmo livro que nós distribuímos ao custo para o contribuinte de R$ 10, se nós formos comprar individualmente em uma livraria, vai sair R$ 100. O mesmo livro. Então, para todos nós, para a sociedade, gera economia", afirmou o ministro no vídeo.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada neste sábado mostra que o governo federal aluga um depósito na Grande São Paulo para armazenar exemplares nunca utilizados e que estuda descartar R$ 2,9 milhões de livros nunca utilizados.

O MEC avalia agora qual destino dar a esse material, comprado em gestões anteriores. Neste estoque, há obras desatualizadas desde 2005, que não podem ser entregues aos alunos.

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como "péssimos" e com "muita coisa escrita". Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu "boa limpada" no material.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC), quer descartar livros didáticos considerados sem utilidade, que nunca foram entregues a alunos das escolas públicas do País. Com isso, ao menos 2,9 milhões de exemplares, comprados em gestões anteriores, podem ser descartados.

O processo para "desfazimento dos livros inservíveis" começou no fim de 2019, quando a área de logística e distribuição do FNDE alertou, em documento, para a necessidade de reduzir o estoque armazenado em depósito alugado dos Correios, em Cajamar, Grande São Paulo. O documento, obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o total de exemplares no local não é nem mesmo conhecido pelo órgão, por isso, indica a necessidade de se montar uma comissão para levantar o número de livros e sua "validade".

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Levantamento preliminar do estoque feito em dezembro apontou que a reserva técnica tinha 4,2 milhões de livros didáticos, sendo que 2,9 milhões "venceram" entre 2005 e 2019. O Estado apurou que esses livros, de todas as disciplinas e de todas as séries (do ensino fundamental e do médio), estão ainda embalados e nunca foram abertos. Há ainda uma quantidade desconhecida de exemplares, que chegaram a ser entregues nas escolas antes de 2012, e depois foram levados ao local.

Contando só os 2,9 milhões de livros nunca usados, o gasto estimado é de mais de R$ 20,3 milhões - em média, a compra de cada unidade custa R$ 7. Segundo o Estado apurou, servidores calculam que o estoque possa ser até três vezes maior.

Os exemplares foram comprados pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que distribui obras a todas as escolas públicas municipais e estaduais. Para evitar que alunos fiquem sem livro no caso de abertura de turmas ou colégios, sempre é adquirida uma reserva técnica. Há ainda escolas que rejeitam exemplares recebidos muito tempo após iniciar o ano letivo. Essas unidades vão para o depósito.

A minuta da portaria para formar a comissão que vai levantar o tamanho do estoque foi feita, mas ainda não foi publicada. No documento a que o Estado teve acesso, o grupo deverá listar os livros "desatualizados, obsoletos, ociosos, irrecuperáveis, antieconômicos ou em desuso" para serem descartados. A expectativa é de concluir o mapeamento até o fim de abril.

O desafio é dar um destino para esses livros, que trazem gasto, uma vez que há custo para manter o estoque. Mas exemplares desatualizados não podem ser entregues aos alunos. Outra saídas, como doar parte do material, também são complexas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como "péssimos" e com "muita coisa escrita". Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu "boa limpada" no material. A necessidade de descarte de livros "inservíveis" foi apresentada a ele no fim do ano, pouco antes da troca do comando do FNDE. No dia 24, a servidora Karine dos Santos, que já chefiou a área responsável pelo PNLD, foi nomeada para a presidência do órgão.

Em nota, o FNDE disse que "não há efetivamente nenhum prejuízo" com a reserva de livros e defende ter cota extra para atender "as escolas novas criadas a cada ano, os alunos que ingressam no sistema de ensino e a eventual falta de livros em determinada unidade". Também afirmou ter controle de "quais e quantos exemplares estão armazenados e disponibilizados para solicitações das escolas". Mas não comentou sobre o estudo de descarte.

Problema

Ex-dirigentes dizem que, quando estavam no MEC, não tiveram conhecimento de número tão alto de livros parados e cobram transparência na avaliação de exemplares. "Quando presidi o FNDE, o número de livros comprados era para o número de alunos matriculados. É preciso apurar essa sobra e qual foi de fato o prejuízo", disse o deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que foi da gestão Dilma Rousseff em 2015.

Secretária-executiva do MEC na gestão Michel Temer, Maria Helena de Castro também disse desconhecer o estoque, mas afirmou que, se existe, não pode ser aproveitado. "Um livro de 2005 não atende mais aos editais do PNLD. Nesse período tivemos mudanças de diretrizes curriculares; agora temos a Base Nacional Comum Curricular. Não dá para o livro defasado chegar às escolas."

O excedente reforça mudança defendida pelo governo federal de descentralizar o salário-educação - contribuição paga por empresas, que foi de R$ 9,75 bilhões em 2018. O recurso é usado em programas como o do livro didático e merenda. A ideia é repassar a verba diretamente às prefeituras para que elas próprias comprem livros e alimentos. Para o governo, centralizar leva a erros, como estoque excessivo, mas há ressalvas. "A compra em escala faz cair o preço, garante que não haverá economia que faça com que o aluno tenha de usar livro em mau estado ou não o receba", diz Priscila Cruz, do Todos pela Educação. 

O concurso público realizado pela da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) registrou 328 mil inscrições. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Educação (MEC).

Do total de candidaturas, 232 mil são para a área assistencial, apontada como a mais concorrida do processo seletivo. Em seguida aparece o setor administrativo, com 79 inscritos, e em terceiro a carreira médica, com 16 mil candidatos. De acordo com o MEC, o concurso oferece 1.660 oportunidades, com provas previstas para 2 de fevereiro.

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“O concurso para a Rede Ebserh oferece 533 vagas para médicos em 63 especialidades, 998 vagas para a área assistencial e 129 para a área administrativa. As remunerações variam de R$ 2.451,00 a R$ 10.350,00, a depender do cargo”, detalhou o MEC.

Os candidatos podem consultar os locais de prova no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização. No mesmo endereço virtual podem ser obtidas mais informações acerca do certame.

Apesar do desejo do presidente Jair Bolsonaro de "suavizar" livros didáticos a partir de 2021, o conteúdo dos materiais distribuídos nas escolas públicas não deverá sofrer mudanças drásticas, segundo o secretário executivo do Ministério da Educação, Antonio Paulo Vogel.

"O livro didático é um livro de ensino, e acabou. As matérias estavam todas lá. Não há nenhuma grande novidade nessa história. Vamos deixar acontecer. Os senhores vão vendo à medida em que for acontecendo", frisou Vogel ao ser questionado sobre as novas características dos conteúdos.

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Diante da insistência de jornalistas sobre quais serão os reflexos práticos da "suavização" nos livros, o secretário executivo disse que não tinha mais nada a falar sobre isso. Também não disse se algum problema de "doutrinação" foi identificado nos livros didáticos atualmente em circulação.

"Não tenho mais o que comentar. Os editais vão sair no momento correto. Os livros serão entregues no momento correto. Não vai ter nada, enfim, de muito diferente. Não tenho mais o que falar", encerrou.

As declarações foram feitas durante café da manhã oferecido a jornalistas pelo ministro Abraham Weintraub. O chefe do MEC usou a ocasião para fazer um balanço da gestão e para apresentar resultados de 2019. Na apresentação, o ministro também defendeu o "fim da doutrinação" via livros.

"O livro didático, a função é ensinar. A função não é doutrinar. É como foi o Enem. Em qual questão tentamos doutrinar? Zero. O que a gente quer fazer não é doutrinar, é simplesmente que elas vão para a escola e voltem melhores do que foram", disse.

O comentário de Bolsonaro sobre livros foi feito em fala direcionada a apoiadores que o aguardavam em frente ao Palácio da Alvorada, na última sexta-feira, dia 3. "Os livros hoje em dia, como regra, é um montão, um amontoado... Muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo", afirmou o presidente.

Em uma transmissão ao vivo ao lado do presidente na última terça-feira, 7, Weintraub garantiu que a pasta deu uma "boa limpada" no material didático. "Já saiu muita porcaria, mas ainda vai (sair) alguns (livros) que a gente não gosta", disse Weintraub.

Novo Fundeb

O MEC trabalha para encaminhar ao Congresso nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para um novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O texto propõe aumento de 10% para 15% no volume de recursos repassados pelo governo federal a Estados e municípios.

"É um aumento expressivo. Os Estados, para receber recursos, têm que adotar critérios de desempenho, têm que mostrar resultados. É importante também dizer que há uma proposta de redistribuir recursos baseada nos municípios que mais precisam. Hoje, tem município pobre em Estado rico que é pouco atendido. E municípios ricos em Estados pobres que recebem os recursos. Então, isso a gente corrige também", disse.

A criação de um novo Fundeb já vinha sendo debatida pelo Executivo e Legislativo. Mais detalhes do texto não foram apresentados pela cúpula do MEC porque a proposta ainda está em discussão. "O governo é composto por MEC e diversos outros ministérios e áreas. Acho prudente a gente só comentar quando formos encaminhar ao Congresso. Obviamente, sempre uma coisa ou outra pode ser ajustada ao longo do processo", disse Antonio Vogel.

FNDE

Há uma expectativa sobre a relação do Congresso com o MEC por causa da exoneração de Rodrigo Dias do cargo de presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no dia 23 de dezembro, seis meses após ele assumir a função.

Desde a demissão, são esperados atritos na relação de Weintraub com a Câmara dos Deputados porque Dias é ligado ao presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Autarquia vinculada ao MEC com orçamento que se aproxima dos R$ 60 bilhões, o FNDE tem o papel de garantir alguns dos principais programas de financiamento da educação. Entre eles, programas que vão de alimentação e transporte escolar ao Financiamento Estudantil (Fies).

Para substituir Rodrigo Dias, a escolhida foi Karine Silva dos Santos. Segundo o ministério, a definição levou em conta o perfil técnico da servidora que atua no FNDE desde 2009.

Ela comentou nesta quinta-feira, 9, a suspensão do processo licitatório, no valor de R$ 3 bilhões, para compra de notebooks relacionada ao programa Escola Conectada. A presidente da autarquia disse que outro edital pode ser lançado. "Ele foi suspenso preventivamente pelo pregoeiro do FNDE em função de algumas indicações de que o processo não estava adequado tecnicamente. Não há indício de fraude, de desvio", disse Karine dos Santos, antes de prosseguir. "Estamos trabalhando a possibilidade de elaborar um novo edital para um novo processo administrativo".

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou irregularidades no edital. Entre elas, "inconsistências entre a demanda prevista e os quantitativos dos equipamentos licitados" e "indícios de acordo prévio entre empresas participantes".

Na manhã desta quarta-feira (8), foi anunciada pelo governo federal a criação do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) em Segurança Pública e Ciências Forenses. O objetivo é realizar um investimento de R$ 10,1 milhões em bolsas para estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado na área. A iniciativa é voltada para universidades públicas, federais e estaduais, e instituições privadas.

O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa. Participaram o ministro da Educação, Abraham Weintraub, da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, do secretário Nacional de Segurança Pública adjunto, Freibergue do Nascimento, do diretor-geral da Polícia Federal substituto, Disney Rossettie e do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Anderson Ribeiro Correia.  

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Com a ampliação das pesquisas forenses e criminais, o governo espera auxiliar forças de segurança a identificar a origem de drogas, mapear redes de tráfico, aumentar a precisão na identificação da autoria de crimes através de exames, combater a lavagem de dinheiro, corrupção, pedofilia e invasão de privacidade com o uso do rastreamento. O trabalho envolverá o Ministério da Educação e da Justiça, Polícia Federal, as secretarias Nacionais de Segurança Pública (Senasp) e de Políticas sobre Drogas (Senad) e a Capes.  

Segundo o ministro da Educação, a segurança está entre as prioridades da população do país e as bolsas se destinam a pesquisadores que desejam contribuir com a busca por soluções nessa área. Os bolsistas de mestrado terão direito a R$ 1,5 mil por mês, os de doutorado R$ 2,2 mil e os de pós-doutorado R$ 4,1 mil. Já o presidente da Capes, Anderson Correia, informou que “o programa vai durar cinco anos e podem fazer parte das equipes de trabalho alunos de mestrado, de dourado e pesquisadores de pós-doutorado vinculados a 400 instituições”.

Após a publicação do edital do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), coordenadores de programas de pós-graduação poderão inscrever projetos para defesa de teses científicas. A seleção será realizada por consultores da Capes, que também realizará a avaliação dos resultados dos estudos junto à Polícia Federal.  

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