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Zoleka Mandela, neta de Nelson Mandela, morreu aos 43 anos de idade após uma batalha contra o câncer. Segundo informações do Daily Mail, a notícia foi anunciada pela família e Zwelabo Mandela disse:

"Zoleka faleceu... rodeada de amigos e familiares".

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Em uma publicação nas redes sociais, a The Nelson Mandela Foundation escreveu:

"A Fundação Nelson Mandela apresenta as suas mais sinceras condolências à família Mandela pelo falecimento de Zoleka Mandela, tragicamente na noite passada. Lamentamos a perda de um querido neto da mãe Winnie e Madiba e de um amigo da Fundação. Quando seu inspirador livro de memórias, When Hope Whispers, foi publicado, ela gentilmente assinou cópias para toda a nossa equipe e organizou uma sessão de liderança para a equipe em torno do livro. Zoleka foi uma ativista incansável pela saúde e pela justiça. O seu trabalho de sensibilização para a prevenção do cancro e o seu compromisso inabalável em acabar com o estigma que rodeia a doença continuarão a inspirar-nos a todos. Nossos pensamentos estão com sua família e amigos neste momento mais difícil. Hamba kahle Zoleka, nos lembraremos de você".

Zoleka era filha de Zindzi Mandela - caçula de Nelson - com seu primeiro marido, Zwelibanzi Hlongwane.

Na tranquila casa de Nelson Mandela em Johanesburgo, transformada em um elegante hotel, os clientes podem degustar os pratos preferidos do primeiro presidente negro da África do Sul, preparados por aquela que foi sua cozinheira.

Localizado em um bairro nobre de Joanesburgo, o antigo imóvel manteve apenas sua fachada branca. O interior, inundado pela luz natural que entra por suas inúmeras janelas, foi totalmente reformado.

Mandela se mudou para lá pouco depois de sair da prisão, em 1990. Passou oito anos nesta casa, antes de se mudar para outro imóvel, a uma rua de distância, com sua última esposa, Graça Michel.

"Quando ele chegou, foi bater na porta de todos os vizinhos para se apresentar e convidá-los para o chá", lembra o diretor Dimitri Maritz.

"Um vizinho chinês não o reconheceu e mandou-o embora. Quando se deu conta de havia fechado a porta para Mandela, se mudou!", acrescenta, entre risos, sem descartar que a história pode ser uma lenda urbana.

Mandela é conhecido no mundo todo por sua luta contra o Apartheid, o sistema de segregação racial formalmente instaurado no país.

A suíte presidencial do hotel era o quarto do ex-presidente. Nela, vê-se gravuras de seu neto, sua inscrição como detento na Robben Island, de número 466/64, e a palavra "Madiba", um de seus carinhosos apelidos.

O "Santuário Mandela" abriu as portas em setembro passado. No nome, está sua proposta de que os hóspedes possam se inspirar na calma e na energia positiva do falecido líder.

Libertado aos 71 anos, o ex-inimigo público número um queria aproveitar as coisas mais belas das quais havia sido privado durante seus 27 anos de prisão, como ele mesmo conta em sua autobiografia.

A alegria dos netos, a beleza de uma rosa, um gole do doce vinho do Cabo.

- Nem museu, nem mausoléu -

"Era um chefe simples e direto", lembra, com emoção, a cozinheira Xoliswa Ndoyiya.

Foi ela que, por cerca de 20 anos, preparou suas refeições e hoje é responsável pelo restaurante. O cardápio é inspirado em seus pratos favoritos.

"Ele era fácil de agradar. Não gostava de comer muita gordura. Nem mesmo açúcar. Mas gostava de frutas, em abundância, em todas as refeições", conta Xoliswa, que pertence à etnia xhosa, assim como seu ex-chefe, "quem era muito mais do que um pai".

Se Ndoyiya tentasse agradar a seus convidados com um prato de que Mandela não gostasse, ele perguntava: "Por que você não está me alimentando bem?".

E ela "se sentia culpada", conta a cozinheira, sorrindo, enquanto se lembra de Mandela comendo um prato de frango. "Ele gostava de comer até o osso", relata.

Também sabia "confiar nas pessoas, tratar a gente como se fôssemos da família", garante Xoliswa, antes de soltar uma lágrima.

A direção quer conservar "um clima de casa", longe de um museu, ou de um mausoléu. Fotos e gravuras mostram Mandela fazendo brincadeiras para divertir um bebê, ou em pé, de braços abertos, lendo um jornal.

"Temos mil histórias de Madiba e referências por toda casa, mas nós as contamos aos hóspedes, apenas se nos fizerem perguntas", explica Maritz.

O gerente quer que os clientes cheguem à por Mandela e que, depois, voltem pelo lugar. O objetivo é refletir duas qualidades essenciais do ex-presidente sul-africano: "humildade e elegância".

Filha de Nelson Mandela, a embaixadora da África do Sul na Dinamarca, Zindzi Mandela, faleceu nesse domingo (12). A notícia foi confirmada pela Fundação Nelson Mandela e a causa da morte não foi divulgada.

Aos 59 anos, Zindzi faleceu em um hospital de Joanesburgo. A embaixadora deixa quatro filhos Zoleka, Zondwa, Bambatha e Zwelabo, e o marido Molapo. 

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Zindzi Mandela  ficou conhecida internacionalmente por ter lido a rejeição de Nelson Mandela à oferta de liberdade do então presidente sul-africano, P.W. Botha, em 1985.

Nelson Mandela, também conhecido como Mandiba, faleceu há sete anos. Ele passou 27 anos preso e ganhou a liberdade em 1990. Em 1994, Nelson se tornou o primeiro presidente da África do Sul, na era pós-apartheid, até 1999.

No dia 11 de fevereiro de 1990, Nelson Rolihlahla Mandela, o ícone da luta antiapartheid deixava a prisão, após 27 anos atrás das grades. Três décadas após sua libertação, ainda ecoam histórias sobre os anos de cárcere do homem que colocou fim ao regime segregacionista sul-africano.

Em seu primeiro dia de trabalho como carcereiro na Robben Island, ilha a leste da Cidade do Cabo onde ficavam os sul-africanos condenados à prisão perpétua, Christo Brand, então com 18 anos, ouviu dos colegas que Mandela era um dos prisioneiros "mais perigosos da história da África do Sul". O ano era 1978.

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Mas o que Brand viu foi algo bem diferente. A maior parte dos prisioneiros políticos era de senhores amigáveis. De família rural africânder - descendente dos colonizadores holandeses -, ele também não acompanhava a política. "Nelson Mandela, para mim, era só mais um nome", diz ele sobre o famoso prisioneiro que se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul.

Em 12 anos de convivência, carcereiro e prisioneiro se tornaram sólidos amigos. Brand até fez pequenos favores a Mandela, como levar livros a amigos. Os detalhes da relação entre os dois estão nas páginas do livro Mandela: Meu Prisioneiro, Meu Amigo, lançado em 2014. Aos 60 anos, Brand percorre o mundo para falar do amigo que lhe deu uma nova visão sobre sua nação. A seguir, os principais trechos da entrevista:

Como foi seu primeiro encontro com Nelson Mandela?

A primeira vez que o vi foi em Robben Island, em 1978, quando nos informaram que conheceríamos os maiores criminosos da África do Sul. Todos que deveriam receber sentença de morte foram enviados para lá. Mas o que encontrei foram apenas homens idosos, amigáveis, humildes e muito educados. Naquele tempo, eu ainda não sabia quem era Nelson Mandela.

Quando percebeu quem realmente ele era?

Depois de um tempo trabalhando lá, comecei a ver o nome nos jornais e a entender sua luta. Ele também recebia muitas cartas e cartões, da África do Sul e de outros países.

Quando se tornaram amigos?

Teve um dia em que Winnie (então mulher de Mandela) trouxe um bebê a Robben Island. Era uma de suas netas. Quando ela entrou na cabine de visitação, não deixamos que levasse a criança para dentro, porque não era permitido. Então, o bebê ficou na sala de espera com uma mulher. Ao fim da visita, Mandela perguntou se podia tocar no bebê. Respondemos que não, mas ele insistiu. Um guarda ouviu aquilo e me mandou buscar o bebê rapidamente. Então, eu disse a Winnie que Mandela queria vê-la novamente. Quando ela entrou na cabine, eu falei para a senhora que segurava o bebê que eu queria ficar com ele um pouquinho. E assim levei a criança até Mandela e a colocamos em seus braços. Ele ficou surpreso. Pedimos que nunca contasse o fato a ninguém, pois poderíamos perder nossos empregos. Com lágrimas nos olhos, ele segurou a netinha e a beijou. Por muitos anos, nem Winnie soube disso, pois Mandela manteve o segredo. Foi naquele momento que ficamos próximos. Eu vi o ser humano, uma pessoa com sentimentos, com respeito, e não um terrorista perigoso como tinham dito.

Também ensinou o idioma africâner a Mandela, certo?

Sim, isso foi após a mudança para a prisão de Pollsmoor. Ali a comunicação era melhor que em Robben Island, era menos restrita. Mandela sempre estava estudando. Ele me pedia ajuda com cartas, textos e queria aprender a falar africâner. Eu levei materiais e o ajudei a falar o idioma. Quando ouvi seu primeiro discurso em africâner após a libertação, fiquei orgulhoso. O meu prisioneiro, que ajudei a estudar, estava falando a minha língua tão bem.

Como era essa convivência?

Havia dias em que eu entrava na cela dele e tomava café. Ele perguntava da minha família, e eu, sobre a saúde dele. Mandela sempre encorajava os guardas a estudarem. Ele acreditava muito que a educação faria da África do Sul um país melhor. Enviou até uma carta à minha mulher para que ela me encorajasse a estudar. Ainda tenho essa cartinha.

Vocês também tinham alguns códigos, certo?

Os prisioneiros eram monitorados. Às vezes, eu tinha um gravador comigo que registrava toda a conversa e transmitia para o comando da prisão. Então, eu mostrava para ele de alguma forma que não podíamos conversar sobre assuntos privados. Dizia, por exemplo, que não queria tomar café, que estava com pressa ou fazia alguns sinais, como tocar na minha orelha.

Qual a principal lição que aprendeu com Mandela e gostaria de dividir?

A maior lição é que as pessoas merecem respeito e devem ter igualdade de oportunidades. Nunca vou esquecer o quanto ele era humilde e o quanto queria que as pessoas tivessem oportunidade de estudar. Sua mensagem era a de que negros e brancos podem dar as mãos e trabalhar juntos.

Como foi a última conversa de vocês?

Foi uma conversa de dois amigos, alguns meses antes de ele morrer. Queria saber da minha família, das minhas coisas. Não falamos nada sobre a política da África do Sul.

Por que o senhor decidiu escrever um livro sobre sua relação?

Mandela me incentivou muito. Ele dizia: nós dois viemos de áreas rurais, vivemos a discriminação, chegamos a Robben Island, ele como prisioneiro e eu como guarda, e as pessoas devem conhecer essa história que vivemos. Foi seu último desejo em relação a mim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um desenho feito pelo ex-presidente Nelson Mandela quando estava preso sob o regime do apartheid na África do Sul foi leiloado nesta quinta-feira em Nova York por 112.575 dólares (cerca de 440 mil reais).

"The Cell Door, Robben Island", feito 2002 e que retrata a porta da cela onde o Nobel da Paz passou 18 anos detido, superou amplamente o preço de 90 mil dólares previsto pela Bonhams, a casa de leilões responsável pela venda.

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O desenho simples, nunca antes exibido em público, é um dos poucos que Mandela guardou até sua morte em 2013, antes de sua filha, Pumla Makaziwe Mandela, herdá-lo.

Mandela produziu cerca de 20 desenhos, segundo Giles Peppiatt, diretor de arte africana da Bonhams, e este foi o primeiro a ser leiloado.

Foram produzidas várias litografias dessas obras para arrecadar fundos para a fundação Nelson Mandela.

O primeiro presidente negro da África do Sul passou 27 anos preso. Em Robben Island, em frente à Cidade do Cabo, ficou preso desde 1964 a 1982.

A estrela americana Beyoncé é, neste domingo (2), a principal figura de um show em Joanesburgo, junto com outros artistas como Ed Sheeran, Jay-Z e Usher, para homenagear a vida de Nelson Mandela.

Este show é o ponto alto de uma série de acontecimentos organizados pelo centenário do nascimento de Nelson Mandela, em 1918, figura histórica da luta contra o apartheid.

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O show está previsto no estádio de Joanesburgo.

O desejo de um mundo melhor foi um dos principais fatores que fizeram Nelson Mandela se tornar imortal. Pai de cinco filhos, Mandela passou 27 anos preso ao enfrentar o racismo. O primeiro presidente negro da África do Sul entrou para a história por ser fundamental para o fim do sistema de segregação racial conhecido como Apartheid.

Para celebrar o Mandela´s Day (Dia Internacional Nelson Mandela) nesta quarta-feira(18), data escolhida pelas Nações Unidas (ONU), o LeiaJa.com separou cinco filmes que contam a história do líder engajado em ações que visavam o direito pela igualdade, servindo de inspiração para pessoas que não desistem de lutar pelos ideais.

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1. Invictus

2. The Death of Apartheid - The Whites Last Stand

3. Winnie

4. Mandela, A Luta Pela Igualdade

5. Mandela: Long Walk To Freedom

A trajetória de Nelson Mandela, desde a luta pelo fim da segregação racial até o símbolo de ter sido o primeiro presidente negro da África do Sul, tem sido enaltecida por políticos nas redes sociais nesta quarta-feira (18), dia em que se estivesse vivo ele celebraria 100 anos de nascimento. Em mais um de seus recados desde que foi preso para cumprir pena da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a “luta” de Mandela para “curar os ódios de uma nação dividida” servem como exemplo hoje para o Brasil. 

Ao reverênciar o líder africano, Lula pontuou também que mazelas como o racismo e uma espécie de apartheid são fortes no país. “Hoje faz 100 anos que nasceu Nelson Mandela. Nos encontramos algumas vezes, mas infelizmente não fomos presidentes ao mesmo tempo. A sua lição de luta, perseverança e que o perdão pode curar os ódios de uma nação dividida são importantes no Brasil de hoje, onde o racismo ainda é muito forte e onde querem reconstruir um apartheid social que lutamos tanto para diminuir”, observou. 

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“O ser humano não nasce odiando, ele é ensinado a isso. Então vamos ensinar as pessoas a serem mais justas, solidárias e sem nenhum tipo de preconceito”, completou o ex-presidente. Mandela governou a África em 1994.

O Nobel da Paz de 1993 também foi recordado pela deputada federal Luiza Erundina (PSOL) que, enquanto prefeita de São Paulo em 1991, recebeu Mandela no Brasil. “Sem sombra de dúvidas uma das mais importantes figuras que já passou pela Terra e um dos políticos mais influentes de todos os tempos. Foi defensor da liberdade, dos direitos humanos e da dignidade humana. Por isso e muito mais, Madiba vive!”, declarou a psolista. 

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A tese de que a voz de Mandela ainda ecoa pelo mundo também foi compartilhada pelos deputados  federais Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Danilo Cabral (PSB-PE) . “Mudou o seu e o destino de seu povo. Sua voz contra a segregação racial se eternizou na História e virou holofote na escuridão do preconceito no mundo. Faria 100 anos hoje. Salve, Nelson Mandela!”, disse, em publicação no Twitter. “Mesmo tendo passado 27 anos preso, não desistiu e segue sendo um de nossos exemplos máximos na luta por igualdade, democracia e contra o racismo”, completou Danilo.

Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 em Mvezo, atual província do Cabo Oriental, e morreu em 2013. 

A militante Winnie Madikizela-Mandela, ex-esposa do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, morreu nesta segunda-feira (2), aos 81 anos, informou seu assistente pessoal em comunicado.

Conhecida na África do Sul como a "Mãe na Nação", Winnie foi casada com Mandela de 1958 até 1992, dois anos antes do líder da luta contra a apartheid se tornar o primeiro presidente negro do país.

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Durante os 27 anos de prisão de Mandela, condenado à pelo regime de minoria branca, ela continuou militando. Winnie era uma das referências dentro do Congresso Nacional Africano, partido no poder do país desde as primeiras eleições democráticas, em 1994. De 1993 a 2003 foi presidente da Liga das Mulheres e chegou a ser Ministra das Artes, Cultura, Ciência e Tecnologia, no governo de Mandela (1994), mas foi demitida após uma suspeita de fraude.

Desde 1991 o seu nome foi envolvido em vários crimes e polêmica. Winnie ficou bem famosa ao falar a emblemática frase: "Sem mim, o Mandela não tinha existido".

Da Ansa

Mbuso Mandela, neto de Nelson Mandela, apresentou-se nesta segunda-feira (17) à justiça para responder pela acusação de estupro de uma adolescente de 15 anos, informou a polícia sul-africana, em um novo escândalo que mancha a imagem da família do símbolo anti-apartheid.

"Mbuso Mandela, de 24 anos, compareceu no tribunal hoje, brevemente (...) para responder pelo estupro de uma jovem de 15 anos", declarou à AFP o porta-voz polícia, Mashadi Selepe.

Ele permanece sob custódia e deverá se apresentar novamente diante dos juízes de Joanesburgo na sexta-feira para uma audiência que tratará sobre sua liberdade sob fiança, segundo a mesma fonte. O jovem é suspeito de estuprar a adolescente em um restaurante de Joanesburgo há mais de uma semana.

Acusada de racismo por ter publicado no Facebook fotos dos ícones negros Nelson Mandela e Martin Luther King numa montagem polêmica, cobrindo seus rostos com cordas pretas, a cantora americana Madonna fez questão de rebater as críticas de internautas. Nessa sexta-feira (2), a diva do pop publicou na rede social imagens de Mandela, King e outras personalidades manipuladas no Photoshop para imitar a capa do seu novo disco, "Rebel Heart" (coração rebelde).


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"Cada vez mais baixo na escala do mau gosto", comentou um usuário do Facebook. Madonna alegou que as imagens tinham sido enviadas por fãs, e negou estar se comparando a Mandela, King, ou qualquer outra personalidade que aparece nas montagens, como John Lennon ou a falecida princesa Diana.

"Desculpe, não estou me comparando a ninguém. Admiro e reconheço seus corações rebeldes. Não é nenhum crime, nem um insulto racista", rebateu a cantora, numa mensagem cheia de erros de ortografia.

"Fiz a mesma coisa com Michael jaclson (ela se referia ao cantor Michael Jackson), frida khalo (Frida Kahlo) e marilyn monroe... Estou dizendo que sou como eles? Não. Estou dizendo que também são corações rebeldes. Espero fazer um dia um centésimo do que fizeram", afirmou.

"Eu apenas compartilhei estas fotos enviadas por fãs, mas eles, tampouco, são racistas. Pode me colocar na mesma categoria, agradeço", completou.

 

Há 20 anos a África do Sul passou por uma mudança significativa no sistema político. Em 1994, o país africano elegeu Nelson Mandela como o primeiro chefe de Estado negro. A sua posse pôs fim ao sistema Apartheid, um regime de segregação étnica, adotado por 46 anos, onde a minoria branca governava a sociedade sul-africana.

“Existe uma grande importância em relação à luta dele pelos direitos humanos na África do Sul. Desde a prisão até a sua morte no ano passado, Nelson Mandela foi capaz de fazer com que os sul-africanos e outros Estados do continentes enxergassem a questão racial não apenas pelo lado político, mas especialmente pelo cultural”, explicou o professor de história, Diogo Barreto.

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De acordo com a a doutoranda em relações internacionais pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Juliana Vitorino, o Apartheid foi, possivelmente, o único caso de segregação étnico-racial institucional que conhecemos. "Ele (o Apartheid) consistia, basicamente, na perpetuação de uma lógica herdada da colonização, dando benefícios políticos, econômicos e sociais à minoria branca dá África do Sul. As regras segregacionistas consistiam, basicamente em limitar o acesso e presença dos negros nos diferentes âmbitos da vida social, pois ficaram proibidos de ocuparem certos postos de trabalho, de escolher livremente seu lugar de moradia e de participar de atividades econômicas rentáveis", relatou a acadêmica.

"Esse sistema acabou provocando e incitando muita violência e um forte movimento de resistência, que teve Nelson Mandela em suas filas. É justamente nesse contexto de luta social que ele acaba preso e volta a vida pública para continuar a luta por uma África do Sul livre e reconciliada", completou.

Nelson Mandela subiu ao poder em 1994 pelo CNA (Congresso Nacional Africano). Nas eleições da última quarta-feira (7), na própria África do Sul, o partido também saiu vencedor do pleito. As quintas eleições gerais do país vai ajudar o atual presidente, Jacob Zuma, a ficar a frente do Estado sul-africano por mais cinco anos. O majoritário é acusado de realizar práticas corruptas, além de não ajudar no desenvolvimento econômico do seu país.

“A permanência da CNA é importante e simbólica, porque o partido representa exatamente a construção de uma África do Sul mais igualitária e inclusiva. Mas, ao mesmo tempo, foram governos que empacaram em problemas sociais, ainda por serem resolvidos”, analisou Juliana Vitorino.

“Podemos considerar ainda a importância da BRICS (agrupamento econômico composto por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul) que aparece como grande estratégia para incremento do comércio e pelo estabelecimento de uma agenda diferenciada no sistema internacional”, disse.

De acordo com a internacionalista, ainda hoje a África do Sul luta por igualar os padrões de vida entre brancos e negros. "Provavelmente, essa é ainda uma das grandes dívidas. Persistem o desemprego e a desigualdade de renda, tendo uma vasta população negra que vive na pobreza", concluiu.

 

Em sessão extraordinária nesta quinta-feira (6), o Plenário da Câmara aprovou, em Brasília, o projeto de resolução, da deputada Iara Bernardini (PT-SP), que institui Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África e das Relações Étnico-Raciais. Anualmente, a iniciativa premiará três pessoas físicas ou jurídicas, cujos trabalhos ou ações mereceram especial destaque no ensino da história da África e das relações étnico-raciais e na defesa e promoção da igualdade racial.

De acordo com informações da Agência Câmara de Notícias, o prêmio será conferido na forma de Diploma de Menção Honrosa e outorga de medalha com a efígie de Nelson Mandela, em sessão da Câmara convocada especialmente para esse fim, que será realizada em julho. A escolha do mês se deu porque no dia 18 é comemorado o Dia Internacional de Nelson Mandela, instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Caberá à própria Câmara, instituições de ensino e entidades não governamentais indicarem as pessoas que poderão ser premiadas. Em relação à escolha das pessoas agraciadas, essa será feita pela Comissão do Prêmio Nelson Mandela de Ensino da História da África e das Relações Étnico-raciais, designada pela Mesa da Câmara. Serão analisados conteúdos, estratégias de trabalho dos educadores, projetos de ensino, uso e produção de materiais didáticos, entre outras atividades.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Os últimos desejos do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, falecido em dezembro, serão divulgados na segunda-feira, anunciou no domingo o vice-presidente da Corte Constitucional sul-africana.

"Os testamenteiros do falecido Nelson Rolhlahla Mandela convidam a uma coletiva de imprensa sobre o conteúdo de seus últimos desejos e de seu testamento sobre a gestão de sua sucessão", escreveu Dikgang Moseneke em comunicado enviado aos meios de comunicação.

O anúncio será feito ao meio-dia de segunda-feira na Fundação Mandela, em Joanesburgo, afirmou.

Primeiro presidente negro da África do Sul depois de ter passado 27 anos nas prisões do apartheid, Nelson Mandela faleceu em 5 de dezembro de 2013 aos 95 anos.

Winnie Madikizela-Mandela, ex-esposa do ex-presidente sul-africano falecido em dezembro, destacou a importância que teve na vida do líder anti-apartheid em entrevista concedida ao jornal francês Le Journal du Dimanche. "Se eu não tivesse lutado, Mandela não teria existido, o mundo inteiro o teria esquecido e ele teria morrido na prisão como queriam as pessoas que o prenderam", afirmou Winnie.

Sobre sua atuação durante os 27 anos de prisão de Winnie, de 77 anos, explicou que se expôs por vontade própria à violência do regime segregacionista sul-africano. "O que fiz deliberadamente foi manter vivo o nome de Mandela e de seus companheiros de prisão. Para alimentar a luta, tinha de me expor à violência e à brutalidade do apartheid", afirmou. "Eles, na prisão, nunca foram torturados como nós fomos", acrescentou.

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"Ele era livre para acreditar na paz e nós, que sofríamos a violência do apartheid, não estávamos tão à vontade com esta noção", explicou ainda, dizendo que para que lutava fora da prisão "não restou outra opção a não ser responder à violência com violência".

Sobre os anos de Mandela no poder (1994 a 1999), Winnie se mostra ainda mais severa. "Ao longo desses últimos vinte anos, vimos que os valores que Mandela encarnava eram difíceis de se ancorar na realidade". Como exemplo, citou a "juventude deste país sem trabalho, uma verdadeira bomba-relógio".

"É o resultado desta negociação com o poder há 20 anos que não leva em consideração a indispensável liberação econômica. A riqueza deste país continua nas mãos de uma minoria", lamentou.

Winnie e Nelson Mandela se divorciaram em 1996, dois anos depois que ele virou o primeiro presidente negro do país. Ele se casaram em 1958, seis anos de ele ser condenado à prisão perpétua pelo regime de minoria branca.

Durante os 27 anos de prisão de Mandela, Winnie continuou com o combate, passou pela prisão, prisões domiciliares, confinamentos em uma localidade afastada de todos. Em 1991, foi condenado por cumplicidade no sequestro de um jovem militante à pena de prisão comutada por uma multa. Também foi condenada por fraude em 2003.

Os últimos seis meses de 2013 não foram fáceis para a diplomacia americana, que teve de dar muitas explicações sobre as denúncias de espionagem divulgadas por um ex-colaborador da Agência de Segurança Nacional. A força da natureza provocou uma tragédia nas Filipinas e no fim do ano o mundo se despediu do líder sul-africano Nelson Mandela.

Confira mais detalhes da retrospectiva dos últimos seis meses:

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Na semana passada, estive muito envolvido com a perspectiva de votação da Lei de Responsabilidade Educacional (LRE), de cujo projeto sou relator, e que, lamentavelmente, não foi votado esta semana, ficando apenas para fevereiro de 2014. Por essa razão, infelizmente, não pude juntar a minha voz a tantas outras que homenagearam Nelson Mandela no Congresso Nacional. Faria hoje o discurso abaixo, mas um senador faleceu e a sessão foi encerrada.

Mandela é, simplesmente, o maior homem do nosso tempo. 

O século XX foi um período marcado por grandes acontecimentos. O historiador Eric Hobsbawm, grande especialista no tema, batizou o século XX, em um de seus livros, como a Era dos Extremos. Em outro, denominou esse mesmo século de Tempos Interessantes. Realmente, o século XX foi um tempo de grandes acontecimentos: tragédias monumentais, como as duas grandes guerras, o sonho do socialismo, com as revoluções da Rússia e da China, o fim do colonialismo na África e na Ásia, um desenvolvimento científico e tecnológico como nunca houvera no passado e o surgimento de grandes líderes mundiais. 

Mas nenhum deles teve a dimensão de Mandela. 

Mandela foi exemplar em tudo. 

Mandela foi exemplo de coragem, ao enfrentar a opressão, a violência e a brutalidade do regime do apartheid.

Mandela foi exemplo de perseverança, serenidade e altivez, ao enfrentar as condições degradantes do cárcere e dos trabalhos forçados. 

Mandela foi exemplo de generosidade, ao conduzir o processo de conciliação com seus algozes. 

Mandela foi exemplo de liderança, ao persuadir na direção da paz e do reencontro uma nação que queria a guerra e a revanche. 

Mandela foi o exemplo maior de desprendimento, ao abrir mão do poder, quando tinha todas as condições para permanecer soberano absoluto em seu país. 

Mandela foi, enfim, o exemplo maior de coragem, perseverança, altivez, liderança, serenidade, generosidade, desprendimento, elegância, nobreza e elevação espiritual. 

Viva Mandela, o maior homem do nosso tempo!

O líder sul-africano Nelson Mandela foi enterrado em cerimônia em que compareceram 450 pessoas, após dez dias de sua morte, em 5 de dezembro, aos 95 anos. A TV local mostrou o caixão de Mandela no túmulo da família mas interrompeu a transmissão antes de que o caixão fosse baixado, à pedido da família do líder. O enterro aconteceu em uma região montanhosa de Qunu, onde Mandela cresceu e desejava permanecer após sua morte. No velório que antecedeu ao enterro, estiveram presentes mais de 4 mil pessoas.

O funeral do prêmio Nobel da paz e que permaneceu na prisão do regime do apartheid por 27 anos foi marcado por um mix de pompa militar e ritos tradicionais de seu clã Xhosa aba Thembu. Jatos militares e helicópteros sobrevoaram o túmulo da família onde ele foi enterrado. Fonte: Associated Press.

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"Mandela: Longo caminho para a liberdade", que estreia no Brasil este final de semana após ser exibido no final de novembro na África do Sul e nos Estados Unidos, é uma história fresca que traça o destino excepcional do ícone da luta contra o apartheid.

O filme, que foi muito bem recebido pelos sul-africanos, já é cotado para obter nomeações no próximo Oscar.

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A morte de Mandela aos 95 anos, ocorrida na noite de 5 de dezembro, foi anunciada no momento da pré-estreia do filme em Londres, um evento com a participação de duas das filhas do Nobel da Paz.

Os atores britânicos Idris Elba, que interpreta Nelson Mandela, e Naomie Harris, na pele de Winnie Mandela, presentes em Londres, prestaram uma homenagem a ele, assim como o americano Morgan Freeman, que interpretou o líder sul- africano em "Invictus" de Clint Eastwood (2009).

Na estreia mundial no Festival de Toronto no início de setembro, a equipe havia declarado à imprensa a imensa responsabilidade que tinha sido realizar este filme baseado na autobiografia do ex-presidente, publicada em 1994.

"Isso porque Mandela foi capaz de fazer com que víssemos nele um modelo que ressoa no mundo inteiro e que ainda deve ressoar. Esta é a responsabilidade do filme que fizemos", revelou o roteirista William Nicholson.

"Nós tínhamos que ter certeza que tudo era autêntico", observou o diretor britânico Justin Chadwick, que se reuniu em várias ocasiões pessoas próximas ao ex-presidente e que filmou grande parte das cenas em Soweto.

O cineasta também confidenciou sua emoção ao pensar que, entre os figurantes do filme, "alguns estiveram presentes durante os discursos de Mandela para a multidão".

"Forças e fraquezas"

O produtor sul-africano Anant Singh, que obteve os direitos sobre o livro, detalhou em Toronto o longo processo para concluir o projeto.

"Há 25 anos eu escrevi para Mandela quando ele ainda estava na prisão para dizer-lhe sobre um projeto de filme. Ele me disse que primeiro gostaria de ver um filme sobre mim. E aqui nós estamos, 25 anos depois!"

Em seguida, ele tratou da questão da forma da narrativa. O roteirista e o diretor escolheram contar a construção gradual do personagem.

O filme de duas horas e meia, de estilo clássico e imagem meticulosamente tratada, começa na infância de Mandela na sua aldeia de etnia Xhosa. Em pouco tempo, vemos o advogado defendendo a causa dos negros e, em seguida, aproximando-se do ANC (Congresso Nacional Africano) , onde ingressou em 1943.

Depois chega o tempo das manifestações e ações, primeiro pacifistas e depois violentas, a detenção e prisão de Mandela em Robben Island, as negociações secretas com o governo até a sua libertação, em 1990, e sua eleição, em 1994, que abriu o caminho para a reconciliação.

É também o retrato de um homem que fez "sacrifícios incríveis" em sua vida particular e pessoal. "Eu tenho forças e fraquezas. Sou um homem comum", confessou Nelson Mandela, que era um marido infiel.

Idris Elba ("Círculo de fogo", "Prometheus"), incarna com grande humanidade e calor Mandela. Naomie Harris ("Operação Skyfall") restitui toda a determinação de Winnie Mandela, que também pagou um preço alto por seu compromisso. Uma das líderes da luta anti-apartheid, mais tarde se tornou uma figura controversa.

Nelson Mandela, muito doente, não viu o filme terminado, apenas algumas imagens no final de 2012, segundo Anant Singh. "Ele me disse: 'esse sou eu?' e, em seguida, começou a rir. Isso significava que ele tinha aprovado a escolha de Idris", Concluiu o produtor.

Nelson Mandela, ou simplesmente Madiba, o primeiro presidente negro da África do Sul, faleceu na última semana, aos 95 anos. Mandela é um dos nomes mais citados na história recente, principalmente por suas ações, que se transformaram em símbolo de tenacidade e de luta pela liberdade.

Através de sua autobiografia "O longo caminho para a liberdade", além das centenas de entrevistas e documentários realizados com o líder, Mandela deixou várias frases que se tornaram atemporais e pelas quais, jovens e adultos de todo o mundo podem compreender os ensinamentos que apenas um ganhador do Prêmio Nobel da Paz é capaz de dar.

Assim como aconteceu com outros grandes líderes, nem toda a história de Mandela foi de luta pacífica. Durante 20 anos liderou uma campanha pacífica e não violenta contra o Governo e as suas políticas racistas, até que, após a morte de 69 pessoas pela polícia durante uma manifestação, em 1960, o levou a optar pela guerrilha como forma de defender sua causa. E por isso, em 1963 foi condenado à prisão perpétua por ofensas políticas, incluindo sabotagem.

Embora tenha ficado preso durante 27 anos, por enfrentar o apartheid, o regime de segregação racial da minoria branca sul-africana, instalado na África do Sul pelo Partido Nacional a partir de 1948, Mandela não foi esquecido. Ao contrário. Sua prisão deu ainda mais força à luta antiapartheid. Ele se tornou símbolo dessa luta e continuou liderando os grupos negros, mesmo estando preso. 

Nelson Mandela é o que podemos chamar de verdadeiro Estadista. Estadistas conseguem mudar a história de países e do mundo para melhor e os ditadores para pior. Existem muitos ditadores pelo mundo, no entanto, poucos estadistas.

Em seu discurso de posse como presidente, em 1994, intitulado "Chegou o momento de construir", o discurso dizia: "Não existe caminho fácil para a liberdade. Sabemos que nenhum de nós consegue, sozinho, alcançar o sucesso. Devemos, portanto, atuar juntos, como um povo unido, para a reconciliação nacional, para a construção da nação, para o nascimento de um novo mundo. Que haja justiça para todos. Que haja paz para todos. Que haja trabalho, pão, água e sal para todos.” Palavras que viraram marco na história.

Outro texto de Mandela está no livro “Líderes e discursos que revolucionaram o mundo”, junto a outros nomes da história como George Washington, Adolf Hitler, Joseph Stalin  e John F. Kennedy. Na transcrição, um trecho chama atenção – “Durante minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Eu lutei contra a dominação branca, e eu lutei contra a dominação negra. Eu cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais” – Este era o propósito de vida de Mandela, mudar o mundo.

Centenas de líderes mundiais estão reunidos para o funeral de Rolihlahla Madiba Mandela, ou simplesmente Nelson Mandela, que em sua lápide pediu que fosse escrito a frase:  "Aqui jaz um homem que fez o seu dever na Terra”. E que realmente o fez. 

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