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A Associação Preserva São Paulo, que reúne comerciantes e moradores da região central da cidade, pediu na Justiça a paralisação das obras de revitalização do Triângulo Histórico, as vias que formam o calçadão do "centro velho" da capital paulista, e do Vale do Anhangabaú, que já teve o piso original, datado da década de 1980, retirado por agentes da Prefeitura. A Justiça ainda avalia o pleito.

Além deles, há mais grupos contrários à intervenção: de skatistas que frequentam a região à arquiteta Ana Maria Wilheim, filha do também arquiteto Jorge Wilheim, autor do projeto urbanístico do Anhangabaú, que agora está sendo mudado. A gestão Bruno Covas (PSDB) afirma que o plano contou com a participação de atores da sociedade civil e que a elaboração do projeto básico seguiu todos os ritos legais.

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O juiz Enio José Hauffe, da 16ª Vara da Fazenda, que avalia a ação, pediu posicionamento prévio da Prefeitura sobre as queixas na ação e aguarda, agora, um parecer do Ministério Público Estadual sobre o tema, que ainda não se manifestou.

É mais uma ação contra projetos que a Prefeitura vem tocando na área central da capital paulista. Na última terça-feira, 23, a Justiça concedeu liminar paralisando a revitalização do Largo do Arouche, sob risco de danos ao patrimônio histórico. No início do mês, o Tribunal de Contas do Município suspendeu uma licitação para obras do futuro Parque Minhocão, no Elevado Presidente João Goulart.

Os grupos insatisfeitos com as ações da Prefeitura questionam, entre outros itens, a falta de diálogo. O argumento é que as obras estão sendo feitas sem participação popular e sem divulgação da íntegra do projeto que está sendo implementado. Além disso, afirma a ação judicial, não houve divulgação da licitação para contratação da empresa que está tocando a obra, a um custo de cerca de R$ 80 milhões.

A ação destaca que o projeto tocado por Covas nasceu na gestão anterior, de Fernando Haddad (PT). O Banco Itaú contratou o escritório dinamarquês Ian Gehl para fazer um projeto para lá, que foi doado à cidade após aprovação da gestão petista. "O grau de desconhecimento dos problemas da cidade demonstrado pelos dinamarqueses e a inadequação do projeto levaram até mesmo a um repúdio da proposta por parte dessa plateia escolhida a dedo (pela gestão Haddad)", afirma a ação.

Ana Maria Wilheim destaca, por exemplo, os espelhos d'água propostos para a área. "Qualquer ponto de água no centro de São Paulo é usado pela população de rua para banho e lavar as roupas, tamanha é a necessidade dessa população", destaca. O projeto que está sendo desmontado, lembra a arquiteta, foi escolhido após um concurso público, feito pela cidade, que contou com mais de 90 propostas. "Agora, não houve discussão nenhuma", afirma.

A reclamação de falta de diálogo se exemplifica em uma petição, que circula nas redes sociais, de grupos de skatistas. Eles temem perder a arquibancada de mármore presente no vale. "A nossa proposta é que o novo projeto seja adaptado para que se mantenha e/ou melhore as arquibancadas", diz o texto da petição. "Muitos skatistas profissionais nacionais e internacionais consideram o vale um dos lugares mais clássicos do mundo."

O comerciante Carlos Beutel, dono de um restaurante no centro e ativista pelo turismo na área (organiza caminhadas noturnas na região) diz que, ainda em 2015, quando o projeto começou a ser discutido, uma audiência pública chegou a ser convocada. "Eles estimaram em 3 mil pessoas, aí não teria lugar para fazer. Então, cancelaram", afirma. "Depois, fizeram uma reunião (com técnicos) que teve 60 pessoas". "O centro não quer concreto, mas a Prefeitura está em uma cruzada contra as pedras portuguesas", afirma.

"Mais do que isso, há a questão de saúde pública", diz o advogado Jorge Eduardo Rubies, autor da ação. Ele afirma que há estudos relacionando o tipo de chafarizes propostos para o Anhangabaú, chamado "spray parks", a doença.

Defesa prévia

A Prefeitura de São Paulo já apresentou sua defesa prévia à Justiça. Em nota à reportagem, a gestão Covas afirma que "apresentou esclarecimentos sobre os pontos mencionados na ação e está à disposição para dúvidas relacionadas à proposta de requalificação do Vale do Anhangabaú".

Segundo o texto, o projeto foi concebido "com a contribuição de diversos atores da sociedade civil em oficinas e conta com aprovações de diretrizes na Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, Condephaat (Conselho Estadual de Patrimônio) e Conpresp (Conselho Municipal de Patrimônio), além de ter sido apresentado na Câmara Municipal e em diversas reuniões setoriais com associações locais, universidades e fóruns profissionais".

"Com relação ao sistema de água, o projeto prevê um ciclo de limpeza para que a água tenha qualidade e possa ter contato humano", diz o texto, afirmando que "as águas pluviais serão captadas e passarão por tratamento químico automático, conforme as normas técnicas exigidas pela Anvisa e Ministério da Saúde". Por fim, a Prefeitura diz que "a contratação do projeto básico cumpriu todos os ritos legais e de licenciamento".

No dia 13 de agosto, os trabalhadores da educação vão fazer uma paralisação nacional, motivada pelo contingenciamento de verbas praticado pelo Governo Federal e que dificulta o trabalho desempenhado pelas instituições de ensino superior em todo Brasil. Em Pernambuco, as Universidades Federal e Federal Rural vão aderir ao movimento. Representantes dos sindicatos dos professores realizam antes disso uma assembleia, cada entidade em um dia distinto, para acertar alguns pontos referentes a mobilização e também relacionados à paralisação ou não das atividades durante o semestre letivo. 

Para a presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe), Érika Suruagy, a participação dos profissionais da UFRPE foi decidida através de uma reunião do conselho de representantes. Entre as motivações está a discodância da categoria à Reforma da Previdência, por acreditarem que o projeto traz prejuízos aos professores, sobretudo da educação básica. “Outro elemento que faz a gente se mobilizar é a questão dos cortes que não foram revistos. As universidades continuam sob ameaça de não fechar as contas, de não fechar o ano, e o mais recente ataque, sem discutir com os reitores e a comunidade acadêmica, que é o programa Future-se”.

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Professores e profissionais da educação de diversas universidades e institutos federais do Brasil tem se mostrado contrários ao programa anunciado pelo governo em coletiva de imprensa no dia 17 de julho. Segundo o Ministério da Educação, o Programa Institutos e Universidades Federais Empreendedoras e Inovadoras (Future-se), tem como objetivo fortalecer a autonomia administrativa, financeira e de gestão das instituições de ensino superior, por meio de captação de recursos privados e venda de imóveis em desuso. Além disso, professores também poderão financiar suas pesquisas e há ainda uma liberação para contratar professores sem concurso público. A IS que aderir ao programa precisa aceitar a parceria de uma organização social, escolhida pelo MEC. 

Para os trabalhadores das instituições de ensino, isso seria uma perda de autonomia das atividades exercidas. “É um programa que vai atingir direto a carreira dos professores e a autonomia financeira das universidades. Um processo de ‘desresponsabilização’ do estado com a manutenção das universidades. Jogar a universidade, direto no mercado para captar recursos sem a garantia de orçamento”, critica Érika Suruagy, da Aduferpe. 

Para o presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), Edeson Siqueira, a manifestação de 13 de agosto, visa chamar a atenção da sociedade também para esse ponto, bem como para mais liberdade de gestão e menos burocracia para realização de parcerias e cooperações entre os setores públicos e produtivos. A categoria pretende se reunir em praças e locais próximos à UFPE no início do dia, junto com a comunidade. “Nesses espaços iremos realizar aulas práticas da clínica escola da UFPE e realizar oficinas e exposições de projetos de extensão  e de pesquisas da Universidade. Pretendemos ocupar os espaços públicos juntamente com técnicos administrativos e estudantes. Mostraremos que a universidade é um vetor de desenvolvimento e um grande patrimônio da sociedade brasileira”, explicou. 

A tarde, os servidores federais irão se reunir com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com movimentos sociais, movimentos estudantis e centrais sindicais, para uma passeata no centro do Recife. Entre as principais reivindicações está a recomposição do orçamento de 2019, que compromete alguns serviços dentros dos campi federais  e a preservação dos recursos da educação básica e superior no orçamento para o próximo ano.

Em relação a indicativos de greve para o semestre letivo, os presidentes da associação dos professores, tanto da UFPE e quanto da UFRPE, afirmam que a questão ainda está sendo discutida, que vão haver reuniões para que todas as possibilidades sejam lançadas em conjunto com o Sindicato Nacional dos Docentes da Instituições de Ensino Superior (Andes). “Greve por tempo indeterminado, não. Mas defendemos repetir essas mobilizações todos os meses. Um dia em cada mês”, afirma Edeson Siqueira, da Adufepe.  

 

Caminhoneiros estacionaram veículos no acostamento e estão orientando outros que passam pelo local a parar, na manhã desta segunda-feira (22), na BR-101, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR). A movimentação ainda é tímida e, segundo informações, esse é o único ponto em Pernambuco com princípio de manifestação.

Desde o último sábado (20), circula um vídeo dos caminhoneiros de Jaboatão dos Guararapes convocando a categoria a paralisar em todo o país. O WhatsApp tem sido a principal ferramenta de mobilização dos caminhoneiros. As convocações também resultaram em postos de combustíveis com longas filas na RMR no domingo (21).

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Os caminhoneiros estão insatisfeitos com a tabela do frete divulgada na quinta-feira (18) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O ato não estaria sendo convocado pelas lideranças da paralisação de 2018.

Na BR-101, o trânsito já está mais lento, mas não há bloqueio. “Se estava ruim, ficou pior. Se político quiser vir negociar com a gente, primeiro vai negociar com a estrada parada. O Brasil vai parar. Depois que a gente tiver parado, aí sim vamos pensar em negociação”, diz uma liderança no vídeo que circulou nas redes sociais.

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A partir de 0h desta da quinta-feira (4), a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizará uma paralisação do Sistema Produtor Botafogo, que durará 36 horas. A suspensão do abastecimento deve atingir 26 bairros espalhados pelas cidades de Olinda, Paulista, Abreu e Lima e Igarassu. 

A companhia informa que essa interrupção servirá para executar uma manutenção emergencial na Estação Elevatória Botafogo 2  (sistema de bombeamento), localizada no bairro de Artur Lundgren, em Paulista, Região Metropolitana do Recife.

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“Estão programados serviços de reparos hidráulico e elétrico nessa unidade, onde também será feita a reinstalação de um quarto conjunto de motobomba, ação que levará melhorias na distribuição de água assim como regularidade e mais eficiência no atendimento da população e no cumprimento do calendário”, salienta a Compesa. 

A previsão é concluir os trabalhos até às 12h da sexta-feira (05), quando o fornecimento de água deve ser retomado de acordo com o calendário de cada área. “Para otimizar o tempo de paralisação do sistema, os técnicos da Compesa mobilizarão equipes para realizar, simultaneamente, ações preventivas e corretivas em outras unidades que compõem o Sistema Botafogo, um dos mais importantes da RMR”, ratifica a companhia.

Os clientes que tiverem alguma dúvida pode entrar em contato com a companhia pelo telefone 0800 0810195, call center que funciona 24 horas por dia. Os esclarecimentos também podem ser  buscados nas lojas de atendimento ou acessando o site da Compesa.

Confira os locais que serão atingidos

Olinda

Cidade Tabajara, Rio Doce, Jardim Atlântico, Casa Caiada, Bairro Novo, Ouro Preto, Jatobá, Jardim Fragoso, Águas Compridas, Alto da Manguba, Alto da Bondade e Córrego do Abacaxi 

Paulista

Artur Lundgren, Paulista Centro , Janga, Jardim Paulista, Maranguape I e II, Mirueira, Paratibe e Pau Amarelo

Abreu e Lima

Planalto, Caetés III e Matinha

Igarassu

Cruz de Rebouças e Ana de Albuquerque

Por volta das 10h45 desta sexta-feira (14), integrantes da oposição do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana interditaram o cruzamento da Avenida Guararapes com a Rua do Sol, na área central do Recife. O protesto faz parte das mobilizações no dia da Greve Geral.

O pequeno grupo que fecha o cruzamento neste momento também impediu ônibus de deixarem as garagens mais cedo. “Essa reforma [da Previdência] vai tirar o direito desses trabalhadores se aposentarem”, diz Aldo Lima, liderança da oposição CSP Conlutas. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está no local.

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A deputada Jô Cavalcanti (PSOL), das Juntas, também está presente na manifestação. "Nenhuma reforma sem diálogo é viável para o trabalhador", afirmou a parlamentar. Entre os usuários de ônibus, há apoiadores e os que discordam do protesto. "Não esperava que os ônibus iriam parar, mas apoio a manifestação porque a aposentadoria é um direito nosso. Isso é para o bem de todos", disse a ambulante Maria do Carmo, que estava em um ônibus parada na Avenida Guararapes. Já o aposentado Marlone Mendes discordava. "Eu não sei nem o que eles tão manifestando. Se era para protestar, não deveria ter saído da garagem. Você pensa que vai voltar para casa e não tem condição", criticou.

O ato também foi levado para o outro lado da Ponte Duarte Coelho, na Rua da Aurora, bairro da Boa Vista. Uniram-se ao protesto o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Comércio Informal do Recife (Sintraci). Eles atearam fogo em pneus. Houve um princípio de tumulto entre manifestantes e transeuntes.

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Ainda não foi definido a participação do Sindicato dos Rodoviários do Recife e RMR na Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira (14). Por meio de nota, a categoria disse que “até o presente momento não há indicativo de paralisação da categoria dos Rodoviários na greve geral”.

O sindicato afirma que continua dialogando com toda a categoria dos trabalhadores rodoviários e informa ainda que apoia o movimento de luta das Centrais Sindicais, sendo contra a Reforma da Previdência, motivo que acendeu o fogo da greve nacional.  

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A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que as Linhas Centro e Sul do metrô do Recife funcionarão das 5h às 9h e das 16h às 20h, horários de pico do sistema. A Linha Diesel (VLT) não terá operação. Está marcada para essa sexta-feira (14) a Greve Geral de diversas categorias contra a Reforma da Previdência.

De acordo com a CBTU, a decisão de funcionar em horário de pico foi tomada pela superintendência para minimizar os transtornos. O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) aderiu à paralisação.

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O presidente do Sindmetro-PE, Adalberto Afonso, diz que o sindicato ainda está em conversa com a categoria para que os metroviários não aceitem trabalhar. “Nós sabemos que a empresa tem supervisores, ex-gerentes, que em momentos como esse se dispõem a rodar com os trens. Mas os maquinistas em si, além de boa parte da manutenção corretiva e preventiva estarão no movimento”, ele alerta.

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Mesmo após o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana, Benilson Custódio, afirmar ao LeiaJá que a categoria não irá aderir à Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira (14), a oposição afirma que está se articulando com os rodoviários para que consigam paralisar, sim, na sexta (14). De acordo com Aldo Lima, um dos representantes de O Guará oposição rodoviária, "a categoria tem anseio para parar".

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"Nós não temos a estrutura para poder fazer uma paralisação da maneira que deveria ser feita: parando os serviços, fechando as portas das garagens e etc. Atuando como o sindicato que tem todo o aparato", reforça Aldo.

No entanto, o oposicionista acentua que na tarde desta terça-feira (11) irá participar de uma reunião com várias centrais sindicais para conseguir uma maneira de atuar "por cima do sindicato, uma vez que eles não vão aderir a uma dia tão importante, que é uma luta nacional contra o ataque brutal do governo (refere-se a Reforma da Previdência)", salienta.

Benilson Custódio alega que o sindicato não vai participar da Greve Geral porque no último dia 29 de maio foi feito uma assembleia e a proposta de reajustes para a categoria já foi protocolada com a patronal. “Quando a gente protocola essa pauta, não pode indicar um movimento paredista. Isso colocaria em risco a negociação salarial. Infelizmente, colocaram uma data para esta paralisação que estamos impossibilitados de participar”, ratifica.

Sobre isso, Aldo Lima diz que foi aprovado uma pauta que tem “acordo com o patrão”. O líder da oposição segue: “‘Ele (Benilson) está aprovando uma pauta na qual justifica um valor de 200 reais que os empresários vão pagar caso os motoristas queiram aceitar a dupla função (de cobrar e dirigir)”. A oposição se diz contrária à pauta porque pode resultar na demissão de quase 7 mil trabalhadores “para aumentar o lucro dos empresários”, pontua Aldo.

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Ao contrário dos metroviários, os rodoviários não vão fazer paralisação na próxima sexta-feira (14), data da Greve Geral contra a Reforma da Previdência. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Rodoviários do Recife e Região Metropolitana.

De acordo com o presidente do sindicato, Benilson Custódio, uma paralisação neste momento poderia prejudicar a campanha salarial da categoria, que está em curso. “No último dia 29 fizemos uma assembleia e, à tarde, já foi protocolada a proposta com a patronal. Estamos esperando que hoje possa sair uma data para a primeira reunião ainda nesta semana”, explica o presidente do sindicato.

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Benilson Custódio continua: “Quando a gente protocola essa pauta, não pode indicar um movimento paredista. Isso colocaria em risco a negociação salarial. Infelizmente, colocaram uma data para esta paralisação que estamos impossibilitados de participar”.

Apesar de não haver convocação para paralisação a motoristas, cobradores e fiscais, representantes do sindicato vão participar da passeata na sexta-feira. A proposta da categoria na campanha salarial é de 9% de reajuste para todos os pisos e salários, 20% de aumento no vale alimentação, regulamentação da concessão do cartão rodoviário para trabalhadores afastados pelo INSS, gratificação para motoristas de ônibus articulados de 30% sob o piso salarial do motorista, entre outras pautas.

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Os metroviários de Pernambuco vão aderir à Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira (14). A decisão foi tomada na noite da segunda-feira (10) em assembleia.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE), a intenção é que 100% da categoria não trabalhe na data. "A nossa ideia é paralisação de 100%. Agora, temos até sexta-feira para conversar com a categoria para tratar das estratégias. Mas nossa ideia é parar 100%", reforçou o presidente do Sindmetro-PE, Adalberto Afonso.

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A categoria vai cruzar os braços por 24 horas a partir da 0h da sexta-feira. Sindicatos de metroviários de Minas Gerais e Alagoas também anunciaram adesão à greve. Na Paraíba e Rio Grande do Norte ainda serão realizadas as assembleias.

Em Pernambuco, a reunião foi realizada na Estação Central do Metrô, na área central do Recife. "Esse programa do governo só visa retirar direito dos trabalhadores. Nós temos que fazer alguma coisa. Quem é empresário, rico, pode apoiar essa loucura que é a reforma da Previdência, mas quem é pobre, pensa no social, em uma socialidade igualitária, tem que contribuir com a greve", defendeu Adalberto Afonso.

Os profissionais também discutiram sobre segurança no sistema de metrô e o interesse do Governo Federal na privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Uma reunião entre sindicatos de metroviários e diretoria sobre segurança está marcada para a próxima quarta-feira (12) no Recife. O LeiaJá aguarda posicionamento da CBTU sobre a paralisação.

Os professores das escolas municipais do Recife vão paralisar as atividades nesta sexta-feira (07). O motivo principal é reivindicar o reajuste de 4,7%, dado sem retroativo desde o mês de setembro de 2018. A mobilização está marcada para começar às 8h, na sede da prefeitura, área central do Recife, e segue até as 18h, quando os representantes da categoria devem se reunir com os representantes do órgão para as negociações.

Outra causa para a paralisação seria as péssimas condições estruturais das escolas, além da falta de realização de concurso público para suprir a falta de profissionais e o pedido para que as eleições de gestor sejam feitas de forma direta. A paralização foi decidida em assembleia geral, realizada na quarta-feira (05), que também serviu para oficializar a adesão dos docentes municipais à Greve Geral, marcada para o dia 14 de junho.

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De acordo com o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife, SIMPERE, uma pesquisa feita pelo Instituto LatinoAmericano de Estudos Socioeconômicos, mostrou que houve um superávit de R$ 100 milhões na cidade do Recife, depois de analisar as contas com base no Portal da Transparência, em 2018. Os dados mostram que os gastos com pessoal estão abaixo do limite orçamentário, havendo margem para reajustes nos salários dos servidores, que argumentam as condições financeiras da Prefeitura de pagar o piso aos professores.

Os Auxiliares e Técnicos de Enfermagem da cidade de Paulista, no Grande Recife, irão paralisar as suas atividades a partir desta quinta-feira (6), seguindo até o próximo sábado (8). A mesma categoria de profissionais ligados a prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe, Agreste de Pernambuco, irá entrar em greve a partir do próximo domingo (9), com previsão de normalização apenas no dia 11 de junho.

De acordo com o Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), a categoria reivindica melhores condições de trabalho. O sindicato aponta que, no caso de Paulista, das 11 pautas enviadas à prefeitura, apenas três foram respondidas - já o órgão de Santa Cruz do Capibaribe, segundo salienta o Satenpe, não atende as demandas da categoria há 2 anos.

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Em Paulista, “o Satenpe vem negociando com a gestão desde fevereiro desse ano após um ato de mobilização para que reconhecesse o sindicato específico da categoria. Dentro desse contexto, foi construída uma pauta em assembleia e encaminhada ao Governo Municipal. A prefeitura apresentou propostas ao sindicato com três das 11 reivindicações, o que despertou insatisfação dos nossos trabalhadores”, afirma o presidente do sindicato, Francis Herbert.

Resposta Paulista

A Secretaria de Administração esclarece que abriu a mesa de negociação nesta quarta-feira (5), com representantes dos profissionais para avaliar a pauta de reivindicação. Uma comissão será criada na própria secretaria de ADM para discutir o Estatuto da categoria. Em paralelo será feito um estudo de impacto financeiro.

A maior fábrica de Nutella no mundo, situada em Villers-Écalles, na França, está parada há seis dias por causa de uma greve de trabalhadores para exigir aumento salarial.

Um representante do sindicato Força Operária, Fabrice Canchel, disse à agência AFP que 160 funcionários estão paralisados desde a madrugada da última terça-feira (28) e que, desde então, nenhum caminhão pode "entrar ou sair".

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"A produção de Kinder Bueno está parada desde terça-feira. Das quatro linhas dedicadas à Nutella, apenas uma funciona, e com 20% de sua capacidade", afirmou o sindicalista. Os trabalhadores querem um aumento de 4,5% nos salários.

A fábrica de Villers-Écalles faz cerca de 600 mil potes de Nutella por dia, o equivalente a um quarto da produção mundial, e emprega aproximadamente 400 pessoas. 

Da Ansa

Motoristas de transporte complementar do Recife paralisam as atividades na manhã desta segunda-feira (27). A categoria afirma que não recebe o salário, que é depositado quinzenalmente, desde abril.

Nesta manhã, os profissionais estão concentrados na sede do Sindicato dos Permissionários do Transporte Público Complementar de Pernambuco (Sinpetracope), no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. Segundo o presidente do sindicato, Manoel Dias, os veículos não deixarão a garagem enquanto não houver indicativo de pagamento. "Não temos capital de giro para aguentar o mês. Não recebemos em abril e nem a quinzena de maio. Precisamos pagar nossos funcionários e fornecedores de diesel", explica Dias. Estão com o pagamento atrasado 180 trabalhadores.

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Ao todo, são 18 linhas alimentadoras e 53 veículos distribuídos na Zona Norte, Zona Oeste e Zona Sul do Recife. As linhas alimentadoras recebem esse nome porque transportam gratuitamente as pessoas que moram em áreas de difícil acesso até as localidades onde circulam ônibus e metrô. Cerca de 40 comunidades são beneficiadas.

"Fizemos questão de comunicar à população sobre a paralisação, para que eles conseguissem algum outro meio de pegar o ônibus hoje", acrescenta Manoel Dias. As linhas interbairros, que facilitam o deslocamento das pessoas entre os subúrbios da cidade e têm tarifa, não foram afetadas e funcionalmente normalmente. "Elas também estão com pagamentos atrasados, mas pelo menos conseguimos continuar devido ao pagamento do passageiro", salienta o presidente do sindicato.

Por nota, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou que, juntamente com a Prefeitura do Recife e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE), está empenhando todos os esforços para solucionar o problema.

Confira as linhas afetadas:

Os funcionários da Avianca decidiram retomar greve, por tempo indeterminado, após assembleia nesta quinta-feira, 23, em São Paulo. A paralisação começa a partir desta sexta-feira, 24, e atinge os aeroportos de Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio de Janeiro; e Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que cerca de 40% dos voos serão suspensos, cumprindo a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de operar no mínimo 60% das rotas.

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De acordo com nota divulgada pelo sindicato, os tripulantes estão há dois meses sem receber salários e vale alimentação, além de estarem com os depósitos do FGTS suspensos.

Na semana passada, a Avianca anunciou a demissão de 900 funcionários. A estimativa é que hoje a empresa conte com cerca 700 comissários e pilotos.

Em nota divulgada na paralisação do dia 17, a Avianca informou que "entende e respeita a manifestação de parte de seus colaboradores" e que "não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários".

A greve dos caminhoneiros trouxe efeitos colaterais para todo o setor, entre eles queda na receita dos caminhoneiros e aumento na das transportadoras. Estudo dos economistas Cristiano Aguiar de Oliveira e Rafael Mesquita Pereira, da Universidade Federal do Rio Grande, mostra que o rendimento dos proprietários de caminhão subiu 28% depois da paralisação, enquanto o dos autônomos caiu 20%.

"Com o tabelamento do frete, houve concentração de carga nas transportadoras. O produtor preferiu as empresas aos autônomos por haver uma relação mais estável", diz Oliveira. De acordo com os autores, as transportadoras têm maior poder de barganha e conseguem impor o valor mínimo do frete para os produtores.

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Também após a greve, houve grupos empresariais que, com medo de ficarem novamente reféns dos caminhoneiros, compraram frota própria. "Ou seja, não melhorou nada. Piorou a vida dos autônomos", diz Ivar Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT). Segundo ele, mesmo com as fiscalizações, a tabela do frete mínimo não é cumprida e há uma série de contestações na Justiça contra a medida.

Schmidt, que comandou a greve de 2015, defende a aplicação da jornada de trabalho. Ao obrigar os caminhoneiros a cumprirem uma determinada carga horária, um número maior de motoristas teria acesso ao frete. Isso equalizaria a questão do descompasso entre oferta e demanda no mercado. Ele lembra que há cerca de 300 mil caminhões sobrando no País.

O professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, explica que esse cenário de sobreoferta começou a ser desenhado há alguns anos quando o governo incentivou a venda de caminhões com dinheiro barato do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas esse incentivo não foi acompanhado de uma política de substituição de caminhões nem de formação de frete, diz. Assim, as empresas passaram a renovar as frotas e repassavam os caminhões mais velhos para os autônomos. Para ele, o centro do problema dos caminhoneiros continua sendo a política de preços da Petrobrás. "O que foi prometido até agora são paliativos momentâneos para lidar com uma paralisação iminente."

Wallace Landim, conhecido como Chorão, diz que está apresentando para o governo um projeto de pontos de parada, que é essencial para implementar a jornada de trabalho. Hoje, se todos os caminhoneiros cumprissem uma carga menor, não haveria lugar para eles pararem, dizem os motoristas. "Estamos na UTI e o nosso remédio é o governo. Estamos buscando o remédio para salvar a categoria."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há um ano, os caminhoneiros iniciavam uma greve histórica que paralisou o Brasil por dez dias e provocou o desabastecimento da população. Faltou combustível nos postos e vários produtos sumiram das prateleiras dos supermercados. O resultado foi uma redução de quase R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, uma ruptura na confiança e alta da inflação no período.

Os protestos foram iniciados por caminhoneiros autônomos por causa da escalada do preço do óleo diesel, cuja política da Petrobrás previa aumentos semanais. De abril para maio de 2018, o preço médio do litro subiu cerca de R$ 0,20 e alcançou R$ 3,62 - o que desencadeou uma sequência de bloqueios nas estradas de todo o País. A resposta do governo veio em forma de subsídio de até R$ 0,46 por litro do combustível e a criação da tabela do frete.

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Um ano depois, no entanto, as queixas dos caminhoneiros continuam latentes. Para eles, a situação piorou. Após o fim do subsídio em dezembro, o diesel voltou a subir e, na semana passada, já havia superado o preço médio de maio de 2018. A tabela do preço mínimo do frete também não funciona adequadamente. E, para piorar o quadro, o fraco desempenho da economia tem diminuído o volume de carga para transportar.

Nos próximos dias, o jornal O Estado de S. Paulo trará reportagens mostrando a dependência do País do transporte rodoviário, a busca por alternativas, como a cabotagem, e a rotina dos motoristas nas estradas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Funcionários da Avianca começaram na manhã desta sexta-feira (17) uma paralisação das atividades nos Aeroporto de Congonhas. No início da manhã, eles protestaram no saguão principal do aeroporto. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 900 funcionários foram demitidos nesta semana e não há "condições psicológicas" nem segurança para continuar os voos. Restaram pelo menos 700 funcionários. 

“Prezamos acima de tudo a segurança dos voos. Os funcionários estão com salário atrasado e também não receberam vale refeição e diária de alimentação, além de a empresa não estar depositando o FGTS. A situação e as demissões geram grande instabilidade emocional porque não sabemos quantos mais serão demitidos”, disse o presidente nacional do SNA, Andino Dutra. 

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Segundo informações da Avianca Brasil, devido à paralisação dos trabalhadores, 13 voos planejados para hoje foram cancelados. Devido ao mau tempo no Rio de Janeiro, que ocasionou o fechamento do aeroporto de Santos Dumont, foram cancelados mais sete voos.

Por meio de nota, a Avianca informou entender e respeitar a manifestação de parte de seus colaboradores e reforça que não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários. 

“A empresa espera que o Sindicato Nacional dos Aeronautas cumpra a decisão da Justiça de manter, ao menos, 60% da operação da companhia e que os colaboradores que estão se apresentando para trabalhar sejam respeitados e não impedidos de assumir suas funções”, diz a nota. 

A Avianca Brasil disse ainda que a segurança operacional de seus voos continua sendo sua principal prioridade e está totalmente mantida. “Os passageiros em voo continuam tendo à disposição todos os serviços e atendimentos que, eventualmente, precisem. A empresa está totalmente empenhada em minimizar ao máximo o impacto a seus passageiros.”

Professores das escolas municipais de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, anunciaram que paralisarão atividades por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (20). O motivo da greve, segundo a classe, é a oferta de reajuste salarial abaixo da média, além da implantação de novos educadores e situação precária das escolas.

Os docentes rejeitaram a proposta de 0,5% apresentada em assembleia pela prefeitura, já que o percentual oferecido estava abaixo dos 4,17% determinados pelo Ministério da Educação (MEC). Após rejeição, o valor foi levado pela prefeitura para votação na Câmara dos Vereadores da cidade. 

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Após a exposição do valor na Câmara dos Vereadores, os professores realizaram nova assembleia durante toda manhã e tarde da terça-feira (14) e decidiram pela greve em tempo indeterminado.

Ao LeiaJá, o Secretário de Educação da cidade, José Carlos Ribeiro Junior, disse que foram feitas sete negociações e que a discussão dos professores não se trata do piso e sim, da faixa salarial. Ele afirmou que a prefeitura está pagando os professores dentro do piso estabelecido para a categoria, pontuando que a greve seria ilegal.

“A prefeitura já tomou providências junto à justiça para reaver a greve. Inclusive, hoje será apresentado o valor que foi desembolsado pela prefeitura com o enquadramento do piso”, disse o representante da pasta.

Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira, 15, em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área. Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.

Cientistas e pesquisadores de diversas instituições e estudantes de faculdades privadas também vão aos protestos convocados. É o caso, por exemplo, de PUC-SP e Mackenzie. Além da comunidade do ensino superior, a rede básica também aderiu à paralisação. Pelo menos 33 dos principais colégios particulares de São Paulo vão integrar o movimento, apesar da federação nacional das escolas sugerir corte de ponto de funcionários faltosos. A Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual pública de São Paulo, o maior da América Latina, convocou os professores a paralisarem - o mesmo foi feito pelos sindicatos da rede paulistana.

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Atos em todos os Estados vêm sendo chamados pelas maiores entidades estudantis e sindicais do País, incluindo a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em Brasília, o prédio do MEC já amanheceu nesta terça-feira cercado por homens da Força Nacional de Segurança Pública. O secretário executivo da pasta, Antoni Paulo Vogel, afirmou que a proteção foi pedida pelo governo federal. "Temos de estar preparados para evitar qualquer tipo de problema. Simples assim."

Autonomia e custos. O ministro Weintraub afirmou na terça ser favorável até à entrada da polícia nas universidades. "Autonomia universitária não é soberania", disse, durante café da manhã com jornalistas. Ele argumentou que, no passado, a regra pode ter feito sentido, "mas atualmente é dispensável".

Ele destacou ainda que a autonomia das instituições deve se dar também na área financeira, com a criação de mecanismos que permitam a busca de recursos e patrocínios. "Hoje elas não podem... Não estou falando em cobrar, sou contra cobrar dos alunos de graduação." Mas, emendou, "o ideal seria a criação de mecanismos para que empresas se tornem patronas de instituições, possam construir prédios, colocar nomes nas novas instalações", disse. "Essas torres de marfim que a gente criou impedem que renda possa ser gerada para ser usada na pesquisa."

O ministro se esquivou de fazer comentários sobre a greve, mas condicionou a liberação dos recursos bloqueados à aprovação da reforma da Previdência e não descartou novos cortes. Weintraub procurou ainda reduzir a importância do bloqueio sofrido pela pasta que lidera, citando outros ministérios que tiveram contingenciamentos maiores, como a Defesa.

O ministro disse ter recebido 50 reitores desde que assumiu e, de acordo com os relatos, a conta das universidades está em dia e "a vida segue normal". Ele reiterou que o bloqueio só deve ser sentido no segundo semestre. "Se tiver algum problema, vou até o Ministério da Economia, para abrir exceção."

À tarde, em entrevista à Rádio Jovem Pan, Weintraub voltou a negar o contingenciamento de 30% - anunciado pelo próprio MEC. "Mostrem os números. Parem de mentir. Estamos contingenciando 3,5%."

Pela manhã, ele havia sido dramático ao falar sobre seu curto período à frente do Ministério da Educação. Transcorridos menos de dois meses da sua posse, ele se queixa de perseguição. "Estou sendo caçado com taco de beisebol e machadinha. O inimigo número 1 de tudo", disse. "Estou sendo moído."

Justiça

A juíza Renata Almeida de Moura Isaac, titular da 7.ª Vara Cível de Salvador, solicitou que a União justifique, em até cinco dias, cada um dos bloqueios orçamentários que impôs às instituições de ensino superior no País. O pedido é consequência da ação popular impetrada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), no dia 30 de abril, que pediu a "anulação imediata" dos cortes, sob alegação de que o ministro Abraham Weintraub (Educação) atribuiu publicamente a decisão à uma reprimenda às instituições que "promoviam balbúrdia". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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