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Os funcionários da Avianca decidiram retomar greve, por tempo indeterminado, após assembleia nesta quinta-feira, 23, em São Paulo. A paralisação começa a partir desta sexta-feira, 24, e atinge os aeroportos de Congonhas, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio de Janeiro; e Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que cerca de 40% dos voos serão suspensos, cumprindo a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de operar no mínimo 60% das rotas.

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De acordo com nota divulgada pelo sindicato, os tripulantes estão há dois meses sem receber salários e vale alimentação, além de estarem com os depósitos do FGTS suspensos.

Na semana passada, a Avianca anunciou a demissão de 900 funcionários. A estimativa é que hoje a empresa conte com cerca 700 comissários e pilotos.

Em nota divulgada na paralisação do dia 17, a Avianca informou que "entende e respeita a manifestação de parte de seus colaboradores" e que "não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários".

A greve dos caminhoneiros trouxe efeitos colaterais para todo o setor, entre eles queda na receita dos caminhoneiros e aumento na das transportadoras. Estudo dos economistas Cristiano Aguiar de Oliveira e Rafael Mesquita Pereira, da Universidade Federal do Rio Grande, mostra que o rendimento dos proprietários de caminhão subiu 28% depois da paralisação, enquanto o dos autônomos caiu 20%.

"Com o tabelamento do frete, houve concentração de carga nas transportadoras. O produtor preferiu as empresas aos autônomos por haver uma relação mais estável", diz Oliveira. De acordo com os autores, as transportadoras têm maior poder de barganha e conseguem impor o valor mínimo do frete para os produtores.

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Também após a greve, houve grupos empresariais que, com medo de ficarem novamente reféns dos caminhoneiros, compraram frota própria. "Ou seja, não melhorou nada. Piorou a vida dos autônomos", diz Ivar Schmidt, representante do Comando Nacional do Transporte (CNT). Segundo ele, mesmo com as fiscalizações, a tabela do frete mínimo não é cumprida e há uma série de contestações na Justiça contra a medida.

Schmidt, que comandou a greve de 2015, defende a aplicação da jornada de trabalho. Ao obrigar os caminhoneiros a cumprirem uma determinada carga horária, um número maior de motoristas teria acesso ao frete. Isso equalizaria a questão do descompasso entre oferta e demanda no mercado. Ele lembra que há cerca de 300 mil caminhões sobrando no País.

O professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, explica que esse cenário de sobreoferta começou a ser desenhado há alguns anos quando o governo incentivou a venda de caminhões com dinheiro barato do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas esse incentivo não foi acompanhado de uma política de substituição de caminhões nem de formação de frete, diz. Assim, as empresas passaram a renovar as frotas e repassavam os caminhões mais velhos para os autônomos. Para ele, o centro do problema dos caminhoneiros continua sendo a política de preços da Petrobrás. "O que foi prometido até agora são paliativos momentâneos para lidar com uma paralisação iminente."

Wallace Landim, conhecido como Chorão, diz que está apresentando para o governo um projeto de pontos de parada, que é essencial para implementar a jornada de trabalho. Hoje, se todos os caminhoneiros cumprissem uma carga menor, não haveria lugar para eles pararem, dizem os motoristas. "Estamos na UTI e o nosso remédio é o governo. Estamos buscando o remédio para salvar a categoria."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Há um ano, os caminhoneiros iniciavam uma greve histórica que paralisou o Brasil por dez dias e provocou o desabastecimento da população. Faltou combustível nos postos e vários produtos sumiram das prateleiras dos supermercados. O resultado foi uma redução de quase R$ 48 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018, uma ruptura na confiança e alta da inflação no período.

Os protestos foram iniciados por caminhoneiros autônomos por causa da escalada do preço do óleo diesel, cuja política da Petrobrás previa aumentos semanais. De abril para maio de 2018, o preço médio do litro subiu cerca de R$ 0,20 e alcançou R$ 3,62 - o que desencadeou uma sequência de bloqueios nas estradas de todo o País. A resposta do governo veio em forma de subsídio de até R$ 0,46 por litro do combustível e a criação da tabela do frete.

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Um ano depois, no entanto, as queixas dos caminhoneiros continuam latentes. Para eles, a situação piorou. Após o fim do subsídio em dezembro, o diesel voltou a subir e, na semana passada, já havia superado o preço médio de maio de 2018. A tabela do preço mínimo do frete também não funciona adequadamente. E, para piorar o quadro, o fraco desempenho da economia tem diminuído o volume de carga para transportar.

Nos próximos dias, o jornal O Estado de S. Paulo trará reportagens mostrando a dependência do País do transporte rodoviário, a busca por alternativas, como a cabotagem, e a rotina dos motoristas nas estradas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Funcionários da Avianca começaram na manhã desta sexta-feira (17) uma paralisação das atividades nos Aeroporto de Congonhas. No início da manhã, eles protestaram no saguão principal do aeroporto. De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 900 funcionários foram demitidos nesta semana e não há "condições psicológicas" nem segurança para continuar os voos. Restaram pelo menos 700 funcionários. 

“Prezamos acima de tudo a segurança dos voos. Os funcionários estão com salário atrasado e também não receberam vale refeição e diária de alimentação, além de a empresa não estar depositando o FGTS. A situação e as demissões geram grande instabilidade emocional porque não sabemos quantos mais serão demitidos”, disse o presidente nacional do SNA, Andino Dutra. 

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Segundo informações da Avianca Brasil, devido à paralisação dos trabalhadores, 13 voos planejados para hoje foram cancelados. Devido ao mau tempo no Rio de Janeiro, que ocasionou o fechamento do aeroporto de Santos Dumont, foram cancelados mais sete voos.

Por meio de nota, a Avianca informou entender e respeitar a manifestação de parte de seus colaboradores e reforça que não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários. 

“A empresa espera que o Sindicato Nacional dos Aeronautas cumpra a decisão da Justiça de manter, ao menos, 60% da operação da companhia e que os colaboradores que estão se apresentando para trabalhar sejam respeitados e não impedidos de assumir suas funções”, diz a nota. 

A Avianca Brasil disse ainda que a segurança operacional de seus voos continua sendo sua principal prioridade e está totalmente mantida. “Os passageiros em voo continuam tendo à disposição todos os serviços e atendimentos que, eventualmente, precisem. A empresa está totalmente empenhada em minimizar ao máximo o impacto a seus passageiros.”

Professores das escolas municipais de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, anunciaram que paralisarão atividades por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (20). O motivo da greve, segundo a classe, é a oferta de reajuste salarial abaixo da média, além da implantação de novos educadores e situação precária das escolas.

Os docentes rejeitaram a proposta de 0,5% apresentada em assembleia pela prefeitura, já que o percentual oferecido estava abaixo dos 4,17% determinados pelo Ministério da Educação (MEC). Após rejeição, o valor foi levado pela prefeitura para votação na Câmara dos Vereadores da cidade. 

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Após a exposição do valor na Câmara dos Vereadores, os professores realizaram nova assembleia durante toda manhã e tarde da terça-feira (14) e decidiram pela greve em tempo indeterminado.

Ao LeiaJá, o Secretário de Educação da cidade, José Carlos Ribeiro Junior, disse que foram feitas sete negociações e que a discussão dos professores não se trata do piso e sim, da faixa salarial. Ele afirmou que a prefeitura está pagando os professores dentro do piso estabelecido para a categoria, pontuando que a greve seria ilegal.

“A prefeitura já tomou providências junto à justiça para reaver a greve. Inclusive, hoje será apresentado o valor que foi desembolsado pela prefeitura com o enquadramento do piso”, disse o representante da pasta.

Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira, 15, em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados - incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para "debater" os rumos da área. Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como "torres de marfim" e não descartou novos contingenciamentos.

Cientistas e pesquisadores de diversas instituições e estudantes de faculdades privadas também vão aos protestos convocados. É o caso, por exemplo, de PUC-SP e Mackenzie. Além da comunidade do ensino superior, a rede básica também aderiu à paralisação. Pelo menos 33 dos principais colégios particulares de São Paulo vão integrar o movimento, apesar da federação nacional das escolas sugerir corte de ponto de funcionários faltosos. A Apeoesp, sindicato dos professores da rede estadual pública de São Paulo, o maior da América Latina, convocou os professores a paralisarem - o mesmo foi feito pelos sindicatos da rede paulistana.

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Atos em todos os Estados vêm sendo chamados pelas maiores entidades estudantis e sindicais do País, incluindo a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em Brasília, o prédio do MEC já amanheceu nesta terça-feira cercado por homens da Força Nacional de Segurança Pública. O secretário executivo da pasta, Antoni Paulo Vogel, afirmou que a proteção foi pedida pelo governo federal. "Temos de estar preparados para evitar qualquer tipo de problema. Simples assim."

Autonomia e custos. O ministro Weintraub afirmou na terça ser favorável até à entrada da polícia nas universidades. "Autonomia universitária não é soberania", disse, durante café da manhã com jornalistas. Ele argumentou que, no passado, a regra pode ter feito sentido, "mas atualmente é dispensável".

Ele destacou ainda que a autonomia das instituições deve se dar também na área financeira, com a criação de mecanismos que permitam a busca de recursos e patrocínios. "Hoje elas não podem... Não estou falando em cobrar, sou contra cobrar dos alunos de graduação." Mas, emendou, "o ideal seria a criação de mecanismos para que empresas se tornem patronas de instituições, possam construir prédios, colocar nomes nas novas instalações", disse. "Essas torres de marfim que a gente criou impedem que renda possa ser gerada para ser usada na pesquisa."

O ministro se esquivou de fazer comentários sobre a greve, mas condicionou a liberação dos recursos bloqueados à aprovação da reforma da Previdência e não descartou novos cortes. Weintraub procurou ainda reduzir a importância do bloqueio sofrido pela pasta que lidera, citando outros ministérios que tiveram contingenciamentos maiores, como a Defesa.

O ministro disse ter recebido 50 reitores desde que assumiu e, de acordo com os relatos, a conta das universidades está em dia e "a vida segue normal". Ele reiterou que o bloqueio só deve ser sentido no segundo semestre. "Se tiver algum problema, vou até o Ministério da Economia, para abrir exceção."

À tarde, em entrevista à Rádio Jovem Pan, Weintraub voltou a negar o contingenciamento de 30% - anunciado pelo próprio MEC. "Mostrem os números. Parem de mentir. Estamos contingenciando 3,5%."

Pela manhã, ele havia sido dramático ao falar sobre seu curto período à frente do Ministério da Educação. Transcorridos menos de dois meses da sua posse, ele se queixa de perseguição. "Estou sendo caçado com taco de beisebol e machadinha. O inimigo número 1 de tudo", disse. "Estou sendo moído."

Justiça

A juíza Renata Almeida de Moura Isaac, titular da 7.ª Vara Cível de Salvador, solicitou que a União justifique, em até cinco dias, cada um dos bloqueios orçamentários que impôs às instituições de ensino superior no País. O pedido é consequência da ação popular impetrada pelo deputado federal Jorge Solla (PT-BA), no dia 30 de abril, que pediu a "anulação imediata" dos cortes, sob alegação de que o ministro Abraham Weintraub (Educação) atribuiu publicamente a decisão à uma reprimenda às instituições que "promoviam balbúrdia". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O departamento do curso de Farmácia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) entrou em greve nesta terça-feira (14). A decisão foi tomada após assembleia, realizada por 150 estudantes e professores da graduação. Os discentes resolveram paralisar as atividades por conta da precariedade na estrutura e instalações da instituição.

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"Além dos problemas elétricos (possível causa do incêndio), o Departamento não é capaz de oferecer condições descentes em serviços básicos como água, manutenção das paredes e tetos, iluminação, manutenção dos ar condicionados e data show", relata a nota oficial, divulgada pelo Diretório Acadêmico de Farmácia Carl Scheele.

A nota ainda salienta que as atividades serão paralisadas por tempo indeterminado até que haja uma proposta para um novo prédio. "Convidamos a todos para na próxima quinta-feira (16), às 10h fazermos uma visita à reitoria cobrando por mudanças. Somos o curso mais antigo de saúde no estado de PE e nosso prédio é provisório há mais de 50 anos", finaliza a nota.

 

As centrais sindicais brasileiras convocaram, de maneira unificada, uma greve geral para 14 de junho. A pauta central da mobilização será a defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência.

Antes, em 15 de maio, terá lugar a Greve Nacional da Educação, que no Recife terá concentração na Rua da Aurora, a partir das 15h. A convocação da greve geral ocorreu durante o ato do Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, em São Paulo (SP).

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Pela primeira vez, todas as centrais sindicais organizaram um ato unificado de 1º de maio na capital paulista. Mais de 200 mil pessoas foram à manifestação, no Vale do Anhangabaú. Os trabalhadores presentes no ato fizeram uma votação simbólica de apoio à deflagração da greve geral contra a Reforma da Previdência.

A orientação das centrais é que, a partir de agora, a mobilização comece a ser construída nas bases das mais diversas categorias. O objetivo é que, no dia 14 de junho, sejam paralisados todos os locais de trabalho, estudo, comércio, bancos e circulação de mercadorias.

No o dia 14 de junho, os manifestantes do Recife se concentrarão na Praça do Derby, a partir das 14h.

De acordo com o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), os profissionais do programa "Mais Médicos", que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na capital paulista, vão suspender os atendimentos nesta quarta-feira (8) e farão um ato em frente à Secretaria Municipal de Saúde. Os contratos dos médicos têm validade entre junho e agosto de 2019, ainda não foram renovados e, segundo o Sindicado, ainda não há um pocisionamento da Prefeitura de São Paulo.

Em carta aberta à população, integrantes do "Mais Médicos" falam que a Prefeitura de São Paulo não quer dialogar com os profissionais. "...não houve nenhuma resposta concreta da prefeitura... Nós, médicos, pedimos para manter o atendimento e cuidado com pessoas de nossas comunidades", conclui a nota.

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Com a não renovação do contrato de 52 profissionais, cerca de 20 mil pessoas podem ficar sem atendimento na capital. O enfraquecimento do programa, que tinha equipes clínicas em todas as regiões da cidade, pode prejudicar ainda mais a população da periferia.

Dados do Simesp apontam que, mensalmente, os 52 médicos do programa realizam cerca de 700 consultas de gestantes e 450 de crianças. Na periferia, cada médico chega a fazer a média de 32 atendimentos diários. "Hoje temos cinco médicos trabalhando pelo edital 12 do programa distribuídos em todas as regiões da capital",  declarou a médica Eline Ethel Fonseca Lima em entrevista à TVT.

Nesta quarta-feira (8), motoristas de aplicativo - Uber, 99 e outros - de todo o mundo prometem paralisar as atividades. Em Recife, o ato ocorre a partir das 7h em frente às sedes das respectivas empresas e no Aeroporto Internacional dos Guararapes, na Zona Sul da capital.

Além da paralisação, os motoristas vão realizar doações de sangue na Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope). Entre as reivindicações, eles pedem reajuste tarifário, maior rigor no cadastro de usuários e mais segurança nas plataformas.

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A ação global faz parte do movimento "Uber Shut Down", no qual os condutores ficarão offline para requerer melhoria nas condições de trabalho.

 

A greve dos funcionários do Metrô de São Paulo prevista para esta terça-feira (30) foi adiada após assembleia dos metroviários. Eles não fizeram acordo com a empresa durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na noite dessa segunda-feira (29), e marcaram uma nova reunião para 6 de maio, quando votarão sobre a possibilidade de paralisação no dia 7.
 
Os metroviários reivindicam reajuste salarial de 4,32%, pelo índice de custo de vida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aumento real de 19,1% e reajuste real nos vales alimentação e refeição. Como resultado da audiência de conciliação de ontem, o desembargador Rafael Pugliese Ribeiro determinou correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe.

O desembargador decidiu multa diária de R$ 300 mil ao Metrô em caso de descumprimento da ordem de reajuste salarial. Os funcionários também não poderão ser punidos pelo uso de coletes e adesivos grevistas, caso contrário o Metrô pagará multa diária de R$ 20 mil por trabalhador.
 
Segundo o Sindicato dos Metroviários, os funcionários seguirão usando os coletes nos setores de tráfego, segurança e dentro das estações, além de promover atividades como o café com o usuário. Aqueles que trabalham na administração e manutenção do Metrô farão o manifesto com uso de adesivos.

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Portarias da Secretaria de Defesa Social (SDS) publicadas neste sábado (27) confirmaram punições para policiais militares que participaram da greve da categoria realizada em 2014 e que resultaram em saques a lojas na Região Metropolitana do Recife (RMR). Duas cabos foram excluídas e uma coronel foi reformada, seguindo para a aposentadoria.

Sobre a coronel Maria da Conceição Antero Pessoa, o texto, assinado pelo secretário Antônio de Pádua, afirma ter ela proferido discurso inflamado na passeata dos manifestantes, ocorrida em 13 de maio de 2014, convocando os policiais a paralisarem as atividades. A SDS lembra que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) julgou a paralisação ilegal, determinando o retorno imediato às funções, "o que não ocorreu, ensejando o descumprimento de determinação judicial, além dos prejuízos à população, consoante os registros de 'assaltos' e 'arrastões' em vários bairros do Recife e um verdadeiro caos no município de Abreu e Lima, onde ocorreram protestos na BR-101, onde ônibus foram queimados e lojas e caminhões foram saqueados", assinala.

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Já quanto as então cabos Aênia Daniele Feitosa Barbosa e Michelle Adriane de Siqueira, a SDS alega ter comprovado que elas incentivaram, apoiaram e participaram ativamente do movimento paredista de 2014. Conforme a portaria, elas agiram como lideranças atuantes e integrantes de um dos grupos que pretendia assumir o controle da Associação dos Cabos e Soldados (ACS). Elas foram excluídas dos quadros da PM.

O deputado estadual Joel da Harpa (PP), que se destacou como liderança na greve, chamou as punições de perseguição do Governo do Estado. Ele também foi excluído da categoria, mas por alheio ao movimento. Ele também considera a sua demissão injusta. Segundo Joel, a coronel já estava reformada e as cabos, demitidas, e as portarias servem para tornar públicas as penalizações, mas também teriam o objetivo de intimidar os policiais.

"Foi um movimento democrático, de rua, não acho que elas têm que ser penalizadas por terem participado. Assim como elas, milhares de policiais estavam lá. É uma perseguição que o governo vem fazendo aos movimentos de policiais. A corregedoria, orientada pelo Governo do Estado, está levantando esses processos para inibir a tropa, colocar pressão, para que a categoria tenha medo de reivindicar", opina o deputado.

Além de responder a processos na corregedoria, Joel também respondeu a processos da Credimóveis Novolar, por causa de saque ocorrido em uma loja da rede, e da União, devido ao envio das Forças Armadas para Pernambuco. Ele diz ter sido absolvido nos dois casos. Joel agora luta na Justiça para conseguir receber sua aposentadoria de volta, no valor aproximado de R$ 2,5 mil, cortada em meados de novembro do último ano, após sua exclusão. Na época ele já estava aposentado, visto ser uma exigência para seguir a carreira política. "Eles cortaram meus proventos. Tive 18 anos de serviço prestado. Não é um presente do estado. Eu contribuí", critica.

Os representantes dos caminhoneiros disseram nessa segunda-feira (22), após uma reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que não haverá paralisação da categoria na próxima segunda-feira (29). Durante a reunião, que durou quase cinco horas, o ministro prometeu reajustar a planilha da tabela do piso mínimo de frete, umas das principais reivindicações dos caminhoneiros. O ministro disse ainda que vai intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela de frete mínimo, com a participação dos caminhoneiros, e atrelar o reajuste da tabela ao preço do diesel.

"Eu acho que nós conseguimos administrar essa condição de momento e não deve haver paralisação de caminhoneiros neste momento. A representação dos caminhoneiros está conseguindo conversar com o governo", disse o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno.

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A reunião com o ministro reuniu cerca de 30 representantes de 11 entidades de classe, além de um grupo de caminhoneiros autônomos. A proposta apresentada pelo ministério prevê que os próprios caminhoneiros vão ajudar a realizar a fiscalização da tabele de frete. Ainda esta semana, o ministro e o presidente da CNTA deverão assinar um termo formalizando o procedimento. 

De acordo com um dos líderes da categoria, Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, as reclamações relacionadas ao descumprimento da tabela serão encaminhadas pela confederação ao ministério que as repassará à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O ministério também teria se comprometido a retirar multas de motoristas que fizerem as denúncias.

"O ministro se comprometeu de que o próprio caminhoneiro será um fiscalizador junto aos seus sindicatos de base que irá passar para a CNTA e a CNTA irá trazer direto para o governo a empresa, o embarcador que não está pagando o piso mínimo e, dentro de 20 a 30 dias, a ANTT irá autuar essas empresas que não estão cumprindo a lei", disse Dedeco. 

Mais cedo, antes da reunião, os caminhoneiros acenaram com a suspensão da paralisação desde que houvesse uma contraproposta do governo sobre as principais reivindicações. De acordo com Dedeco, o governo também prometeu adotar outro procedimento solicitado pelos caminhoneiros, que está previsto na legislação que estabeleceu o piso mínimo de frete, que é o acionamento de um "gatilho" na tabela para acompanhar os reajustes no preço do diesel.

Pela proposta, a planilha da tabela de piso mínimo sofrerá um reajuste toda vez que o percentual de aumento no diesel ultrapassar os 10%. O governo ficou de calcular quanto será o reajuste. "É o gatilho que já existia e que precisava ser colocado em prática para que o aumento do diesel não prejudique a categoria", disse Dedeco.

Propostas

Na semana passada diante de rumores de paralisação da categoria, o governo apresentou um pacote de medidas para a categoria. Entre elas, a adoção de uma linha de crédito de R$ 500 milhões, em que cada caminhoneiro terá acesso a um financiamento de até R$ 30 mil. O dinheiro servirá para que os profissionais possam comprar pneus e realizar a manutenção de seus veículos. 

O governo também disse que vai efetuar melhorias nas estradas e construir pontos de descanso em rodovias federais, mas as medidas foram consideradas insuficientes pela categoria. De acordo com Dedeco, com a abertura de negociação, os caminhoneiros devem desistir de parar as estradas do país. "Da minha parte, eu peço aos caminhoneiros que se acalmem”, disse Dedeco.

Ministro

Em seu Twitter, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, também comentou sobre o encontro com os representantes dos caminhoneiros. Ele fez duas postagens por volta das 22h. Na primeira, Gomes de Freitas falou que houve a reunião e que o governo está trabalhando em "soluções efetivas". "As portas estão sempre abertas e manter o diálogo é nossa prioridade".

Na segunda postagem, o ministro escreveu  que construiu, em conjunto com os caminhoneiros e a CNTA uma agenda de trabalho "que envolve eliminação de multas injustas, transferência do custo do diesel para tabela de frete, fiscalização dessa referência de custo e termo de compromisso com entidades representantes para tornar a fiscalização mais efetiva."

Em nota publicada na noite de hoje, o ministério confirmou que firmou  uma agenda de trabalho a curto prazo com a categoria e citou os compromissos anunciados pelo ministro em sua rede social.

O representante dos caminhoneiros Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, disse em entrevista ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, nesta quinta-feira, 17, que a categoria iniciará uma paralisação a partir da meia-noite do dia 29 de abril. "A maioria dos grupos de caminhoneiros já decidiu pelo dia 29 de abril, tem uns ou outros que acham que é pouco tempo, que devemos esperar ainda, mas a maioria concorda sobre o dia 29 porque chegamos num ponto que não tem mais condições de trabalhar", disse. "Isso não foi uma decisão só minha, foi decidido em grupo por várias lideranças de caminhoneiros", ressaltou. Ele acredita que, a exemplo do que ocorreu no ano passado, o movimento deve atingir o Brasil inteiro, crescendo à medida que os dias passam.

Segundo ele, os caminhoneiros decidiram antecipar a paralisação, anteriormente prevista para 21 de maio, em virtude do novo aumento do diesel. "Com esse aumento do óleo diesel não tem mais condição", afirmou. "Os caminhoneiros estão cientes de que, dentro de 14, 15 ou 16 dias vai ter outro aumento do diesel, e esse aumento de R$ 0,10/litro já afetou em R$ 1 mil o lucro mensal, e o frete continua o mesmo."

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A Petrobras informou na quarta que decidiu aumentar o preço do diesel em R$ 0,10/litro, o que implica uma variação mínima de 4,518% e máxima de 5,147%, nos seus 35 pontos de venda no Brasil. O aumento começou a vigorar nesta quinta.

Para Alves, o dispositivo da lei do piso mínimo de transporte rodoviário de carga que associa o incremento do frete ao aumento do diesel não adianta porque a tabela de frete não está sendo cumprida. "Se estivessem pagando o piso mínimo, o aumento do óleo diesel não iria nos afetar. Mas não estão cumprindo", disse. A lei indica que, sempre que ocorrer oscilação no preço do óleo diesel no mercado nacional superior a 10%, para mais ou para menos, nova norma com pisos mínimos deverá ser publicada pela Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), considerando a variação no preço do combustível.

O representante defende a melhora na fiscalização do cumprimento do piso mínimo do transporte rodoviário. Ele citou que o governo vai testar no Espírito Santo o documento de transporte eletrônico, quando poderia fazê-lo no Brasil inteiro. "Isso obrigaria embarcadores a repassar o valor correto e a transportadora pagar piso mínimo aos autônomos."

Segundo Alves, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, interrompeu o diálogo com parte dos caminhoneiros. "Somos uma espécie de linha dura da categoria e exigimos nossos direitos. Não vemos sentido em pedir esmola para quem elegemos. Brasília foi feita para atender aos anseios da população. E é esse grupo linha dura que o governo quer isolar", disse. "Estamos aqui abertos ao diálogo e, se o governo atender à nossa expectativa, cancelamos a paralisação. Está na mão deles. Por isso demos o nome da paralisação de Onyx Lorenzoni."

A mobilização, assim como a greve do ano passado, está sendo feita por grupos de WhatsApp fechados apenas para caminhoneiros, conforme o representante. Segundo Alves, o efeito da greve na economia poderia ser evitado. "O que eu vejo é o seguinte: o prejuízo da paralisação da economia é o valor que o governo poderia desembolsar para oferecer subsídio no diesel até que o piso mínimo do frete funcionasse para valer." Alves reforçou ainda que a categoria espera uma resposta do governo. "Bolsonaro falou com os índios, será que vai conversar com a gente?"

O anúncio da alta do diesel na noite dessa quarta-feira, 17, foi mais um revés sofrido pelos caminhoneiros nesta semana. Depois do pacote de medidas que frustrou a categoria, a decisão da Petrobrás de elevar em R$ 0,10 o litro do diesel deixou os motoristas divididos. A ala mais radical já se articula para uma paralisação nos próximos dez dias. Mas também há a turma do "deixa disso" e que prefere esperar mais.

O caminhoneiro Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, diz que não tem outra alternativa a não ser decretar uma greve. "O governo pagou para ver. Agora só estamos vendo a data, mas será em menos de dez dias." Ele destaca que a conta não fecha já que o preço do frete continua igual e os custos, subindo. Para quem gasta 10 mil litros de diesel, o aumento dessa quarta representa R$ 1 mil no bolso do caminhoneiro, como é o caso de Dedeco. "O governo insiste em tratar do setor com quem não tem caminhão", critica Dedeco, uma das lideranças nacionais.

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Em mensagem enviada ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o caminhoneiro Josué Rodrigues, um dos líderes na Região Norte, também ameaça nova greve para o mês que vem caso o preço não seja congelado e o tabelamento do frete não seja respeitado. "Se não fizer valer o piso mínimo do frete, nós vamos parar, não tem jeito. Se não agir antes do dia 21 de maio vai ter uma paralisação sangrenta, pode ter certeza."

Outros representantes, no entanto, tentam apaziguar a situação. Alguns não acreditam em nova paralisação por causa da situação financeira precária da categoria. "Está todo mundo quebrado", afirma Bruno Tagliari, uma das lideranças do Sul. Ele afirma que, no seu caso, se fizer uma paralisação não conseguiria pagar a despesa fixa, de R$ 6 mil por mês.

Mas, apesar da frustração, também há boa vontade por parte por parte dos caminhoneiros em dar mais tempo para o novo governo, afirma Ivar Luiz Schmidt, um dos líderes do Comando Nacional do Transporte (CNT) no Nordeste. A maioria votou em Jair Bolsonaro para presidente, e ainda espera que ele faça alguma coisa pelos motoristas. Mas paciência tem limite, avisam os caminhoneiros nas redes sociais.

Dentro dos grupos de WhatsApp, as medidas dos últimos dias são vistas como resultado da fragilidade da categoria, que não se valoriza. Outra reclamação tem sido latente entre eles: a insatisfação quanto à representatividade da categoria em Brasília. Muitos tentam se articular para conseguir colocar outras lideranças no Planalto e emplacar as reais reivindicações. Wallace Landim, o Chorão, que já não era unanimidade, hoje vive momento de rejeição. / COLABOROU FELIPE FRAZÃO

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atuam na cidade de São Paulo estão fazendo uma nova paralisação parcial no atendimento desde as 7h desta terça-feira, 9, contra o Plano de Descentralização do serviço anunciado pela Secretaria Municipal da Saúde, que propõe a expansão do serviço de 58 para 75 pontos, mas com a extinção de 31 bases.

A mobilização deve durar 48 horas e a categoria diz que pacientes não vão deixar de receber atendimento durante o ato. A Secretaria afirma que vai responsabilizar entidades se a paralisação afetar a população.

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Segundo João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), houve uma reunião nesta segunda-feira, 8, com representantes da Secretaria Municipal da Saúde, mas a proposta apresentada pela pasta não atendia às reivindicações da categoria.

"Eles querem que uma comissão formada pelos sindicatos dos enfermeiros e dos servidores municipais e pelo conselho de enfermagem façam visitas às bases em um período de 40 dias. Diante da negativa de negociar de forma emergencial, resolvemos fazer a paralisação parcial", disse.

Buonavita afirmou que a população não será prejudicada pela mobilização. "Mais de 90% das equipes de Suporte Intermediário de Vida (SIV) e de Suporte Avançado de Vida (SAV) vão continuar trabalhando. O plano de desmonte do Samu é que está prejudicando a população. As novas bases não têm espaço para a higienização das ambulâncias e dos profissionais. Não podemos jogar sangue no pátio das UBSs (Unidades Básicas de Saúde)."

A Secretaria Municipal da Saúde informou, em nota, que "acolheu as principais reivindicações apresentadas" e disse que lamenta que "as entidades de classe tenham optado por manter a ameaça de greve de um serviço essencial para o cidadão paulistano".

A pasta disse que vai atuar para evitar impactos da mobilização para o serviço e que vai "responsabilizar as entidades por qualquer dano à população que essa greve venha a provocar".

Líder dos caminhoneiros, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, afirmou nessa terça-feira (26) que o congelamento no preço do diesel por períodos de 15 dias e o 'cartão caminhoneiro', anunciados pela Petrobrás, ainda não são suficientes para evitar uma greve da categoria.

Apesar de pessoalmente não apoiar o movimento, Landim afirma haver de 15 a 20 grupos de articulação pela paralisação no WhatsApp. Eles fogem ao controle de lideranças sindicais com as quais o governo tem conversado.

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Segundo ele, a pressão parte, principalmente, de caminhoneiros de Minas Gerais. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte estão entre os que já sinalizaram que não aprovam paralisação convocada para sábado, 30.

Neste mês, Chorão se encontrou com representantes do governo em três ocasiões. Na primeira delas, no dia 15, esteve com Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, ao lado de técnicos da Economia, para apresentar a pauta de reivindicação.

No que diz respeito aos combustíveis, os caminhoneiros pedem que o preço do diesel fique congelado por pelo menos 30 dias e seja reduzido. "A Petrobrás teve lucro exorbitante", disse. "Não podemos pagar diesel em dólar." Eles também negociam mais rigor na cobrança de fretes e construção das paradas para descanso.

Para Landim, o fato de 90% da categoria ter apoiado a eleição de Bolsonaro merece resposta. "A Petrobrás não responde 100% nossas reivindicações, mas demonstra que o governo busca mecanismos para nos atender", disse.

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o governo tem monitorado movimentações de caminhoneiros no País. O acompanhamento é feito pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um problema na rede elétrica aérea da Estação Cajueiro, ocorrido por volta das 18h dessa segunda-feira (25), paralisou a Linha Sul do metrô e vem causando transtornos aos usuários do transporte. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), ainda não há previsão para a normalização do serviço.

Devido à dificuldade sofrida por alguns passageiros com a paralisação da linha, o Grande Recife Consórcio de Transporte está remanejando alguns ônibus para reforçar as linhas: TI Cajueiro Seco/ TI Barro; TI Cajueiro/ Rua do Sol; TI Cajueiro/ Conde da Boa Vista; TI Cajueiro/ Shopping Recife e TI Aeroporto/ TI Joana Bezerra.

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O governo acompanha atentamente as primeiras movimentações de caminhoneiros no País, que ameaçavam dar início a nova paralisação. A classe entende que os principais compromissos assumidos pelo governo Michel Temer no ano passado não estão sendo cumpridos.

Os monitoramentos são feitos pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que tem por missão se antecipar aos fatos para evitar problemas para o governo. As investigações apontam que teve início uma articulação por meio de mensagens de WhatsApp, que já começam a falar em paralisações para o dia 30 de março. O governo quer evitar, a todo custo, que qualquer tipo de paralisação aconteça. Não quer, nem de longe, imaginar que pode enfrentar o mesmo problema que parou o País no ano passado.

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Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o ex-presidente Michel Temer, no ano passado.

Na semana passada, Wallace Landim, o Chorão, presidente das associações Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, teve reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Chorão também teve encontro com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, ontem, se reuniu com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.

Segundo Landim, os ministros disseram que, até a próxima semana, o próprio presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros. Na pauta de reivindicações da classe estão três pleitos. O primeiro pedido diz respeito ao piso mínimo da tabela de frete. Os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. A agência, segundo Landim, prometeu mais ações e declarou que já fez mais de 400 autuações contra empresas.

O segundo item da pauta é o preço do óleo diesel. Os caminhoneiros querem que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos combustíveis, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês, e não mais diariamente.

Wallace Landim afirma que não é a favor de uma paralisação no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado soluções, mas diz que "o tempo é curto" e as mudanças estão demorando. "Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não estão descartadas. Estamos conversando."

Por meio de nota, o Ministério de Infraestrutura declarou que, no Fórum dos Transportadores Rodoviários de Cargas realizado ontem, esteve reunido com lideranças do setor e ouviu as demandas. O governo confirmou que tratou do piso mínimo, pontos de paradas e descanso e o preço do óleo diesel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Está marcado para às 15h desta sexta-feira (22) um ato contra a Reforma da Previdência, com concentração na Praça do Derby, área central do Recife. O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco garantiu que os ônibus circularão normalmente na Região Metropolitana do Recife (RMR). Entretanto, por conta dos bloqueios os ônibus devem ficar parados na área central.

Parte do sindicato vai participar do ato reivindicando a aposentadoria especial, através da insalubridade, "mas apenas os trabalhadores que não estão escalados para o turno", garantiu o presidente Benílson Custódio. Com isso, a orientação é que os ônibus continuem atendendo a população, porém as vias da área central permanecerão bloqueadas por aproximadamente 2h, acredita o presidente, o que deve dificultar a circulação dos coletivos.

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