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Convocado pelas redes sociais, movimentos e sindicatos nacionais, o dia de paralisação geral na educação começou com protestos em várias capitais do país na manhã desta quarta-feira (15). As manifestações são realizadas contra contingenciamento de 30% nas verbas para instituições federais de ensino, anunciadas no começo do mês pelo novo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

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Pelas redes sociais, foi possível acompanhar protestos em Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e Fortaleza. Em outras capitais, como o Recife, a mobilização está marcada para o horário da tarde. No interior de Pernambuco, porém, cidades do Agreste e do Sertão tiveram protestos ainda pela manhã.

Em Salvador, capital da Bahia, a União Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que mais de 10 mil pessoas se concentraram no Largo do Campo Grande por volta das 10h. O protesto tomou as ruas por volta das 13h. Em Curitiba, o protesto se concentrou na Praça Santos Andrade. Pela sua página oficial no Facebook, a deputada federal Gleisi Hoffmann transmitiu a caminhada.

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Em Brasília, por meio das redes sociais da UNE, o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, disse que o movimento poderia ser classificado como o levante dos livros ou até mesmo como uma nova primavera secundarista. “A gota d'água na educação do Bolsonaro virou uma tsunami em todo o Brasil e a juventude está mobilizada para derrotar os cortes, derrotar o projeto de entrega do patrimônio público para o privado”, afirmou.

Devido à paralisação de diversas classes trabalhistas, que protestam contram contra as reformas da Previdência e trabalhista, na próxima sexta-feira (28), várias instituições de ensino declararam que não terão aula na data. Entre elas estão a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade de Pernambuco, Faculdade dos Guararapes e Esuda.

Após reunião realizada pela Associação dos Docentes da UFPE, os professores aderiram à paralisação. De acordo com a Associação, a decisão foi aprovada por unanimidade. Os professores e técnicos da UFRPE também vão aderir à 'greve geral', pois a classe também é contra às reformas. Segundo a assessoria de imprensa da Rural, como a Universidade está em recesso, não haverá prejuízo para os alunos.

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Em nota, a UPE também se posicionou acerca da paralisação. Conforme a instituição, respeitando a decisão das entidades da classe da instituição e visando evitar possíveis transtornos de mobilidade ou segurança dos professores, servidores e estudantes, a Universidade suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas.

Já a Faculdade dos Guararapes informou que, com o objetivo de garantir a integridade dos alunos e prevendo a ausência de transporte público, não haverá aula na instituição. A Faculdade Esuda também suspendeu as atividades na próxima sexta-feira (26), devido à paralisação. 

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Líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) afirmou, nesta quarta-feira (26), que cerca de 50 categorias já declararam apoio à greve geral em Pernambuco. O ato contra as reformas trabalhista e da Previdência que tramitam na Câmara dos Deputado vai acontecer na próxima sexta-feira (28) em todo o país. Para o petista, a paralisação será a maior das últimas três décadas. 

“Não tenho dúvida que será a maior greve geral do país desde 1980. O povo vai mostrar a sua força e dizer que não aceita essas mudanças que estão sendo orquestradas por uma elite mesquinha que quer manter e ampliar os seus privilégios e um governo ilegítimo, que está prestes a cair de tão podre”, disparou o senador. 

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“Vamos parar Pernambuco e o Brasil para dizer que não aceitamos desmonte de direitos assegurados há 70 anos, como a CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] e o fim real da aposentadoria. Não vamos permitir que o governo Temer acabe com direitos que os trabalhadores conseguiram conquistar com muita luta”, acrescentou. 

Além da paralisação de atividades como a dos metroviários, rodoviários e bancários, que deve atingir principalmente a Região Metropolitana, uma manifestação vai acontecer no Recife com concentração às 14h na Praça do Derby, na área Central. Sindicatos, movimentos e partidos que compõem as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular organizam o ato.

Na quarta-feira (15), Dia Nacional de Paralisação Contra a Reforma da Previdência, diversas categorias vão aderir à causa Brasil afora. Na capital pernambucana, os bancários, professores municipais e estaduais já anunciaram que vão cruzar os braços.

Os metroviários, em estado de greve desde sexta-feira (10), devem decidir sobre a paralisação em assembleia marcada para esta terça-feira (14), às 18h. Conforme informações da assessoria, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) está convocando os servidores para participarem do ato público como forma de conscientização. 

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Os rodoviários não estarão aderindo à paralisação, assim como a Polícia Civil, que, por sua vez, deve participar da passeata. Em Recife, a concentração será na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, às 9h. 

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Na última terça-feira (7) uma assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Bancários, na área central do Recife, visou resolver a adesão ou não da paralisação nacional da próxima quarta-feira (15). A categoria resolveu mostrar apoio à manifestação em busca dos direitos dos trabalhadores contra a proposta de Reforma da Previdência.

De acordo com o Sindicato, também foi aprovada uma assembleia, no dia 14 de março, a fim de organizar as atividades que serão realizadas no dia 15. Ainda segundo nota da entidade, “diversos bancários, entre base e delegados sindicais, externaram sua preocupação com os danos ao futuro dos bancários caso passe a reforma. Também houve proposta de destacar no site do sindicato a mobilização de 15 de março, assim como colocar carros de som nos corredores bancários e intensificar as reuniões nos locais de trabalho”.

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A presidente do Sindicato, Suzineide Rodrigues, afirmou que a categoria vive “um ataque ferrenho aos bancos públicos e a reação é agora”. Advogados estiveram presentes na assembleia e mostraram aos trabalhadores que “o argumento do governo para anunciar um déficit nas contas da previdência é falacioso, visto que o Governo não inclui em suas contas todas as fontes de arrecadação para a soma dos recursos da previdência”.

Além disso, o discurso do advogado Alexandre Vasconcelos apontou que a dívida ativa com a previdência, hoje, é de cerca de R$ 500 bilhões. “Dentre os maiores devedores, estão bancos privados, grandes empresas, prefeituras que, se pagassem o que devem ao sistema, também garantiriam superávit nas contas”.

Outro argumento apresentado pelos advogados foi em relação às “constantes desvinculações dos recursos da previdência para o pagamento de juros da dívida pública”. Assuntos como idade mínima para aposentadoria, também foram apresentados na ocasião.

Na próxima sexta-feira (25), o Dia Nacional de Paralisações e Greves será realizada em todo o país e, em Pernambuco, diversas centrais sindicais promoverão manifestações. Mesmo havendo a expectativa de uma mobilização maior do que a ocorrida em 11 de novembro, desta vez os rodoviários informaram que não irão aderir à paralisação. 

O Sindicato dos Rodoviários do estado asseverou que a circulação de ônibus será mantida para a sexta-feira (25). “Foi decidido pela maioria, em reunião com a equipe diretora, por não aderir à paralisação”, informou Benilson Custódio, presidente do órgão. Apesar da não adesão ao movimento, ele aponta que é opção de cada profissional parar ou não. 

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Custódio explicou, ainda, que na manifestação anterior, a categoria possuía uma pauta de reivindicações, que inclua a melhoria da segurança nos coletivos; o pagamento das horas extras e a não retirada de cobradores e fiscais dos seus postos. 

Na última quarta-feira (23), o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) já havia emitido uma nota informando que irá garantir o pleno funcionamento dos ônibus. Além disso, solicitaram maior segurança nos coletivos, na data específica. 

Diante do cenário de paralisações de vários setores em todo o Brasil contra a PEC do Teto dos Gastos, marcadas para acontecerem na próxima sexta-feira (25), os serviços de transporte público também devem ter o funcionamento alterado.

Por conta disso, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), se manifestou através de nota à imprensa informando que “serão adotadas as devidas providências para garantir o pleno funcionamento do sistema de transporte e evitar prejuízos à sociedade em geral”.

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O órgão solicitou à Secretaria de Defesa Social (SDS) mais segurança na circulação dos coletivos. Ao Grande Recife Consórcio de Transporte, a Urbana pede garantia na saída da frota das garagens. 

O documento ainda relembra os “transtornos e prejuízos ocasionados no último movimento paradista abrupto e sem amparo legal do dia 11 do corrente mês”. O Sindicato aponta que procedimentos estão sendo adotados no intuito de responsabilizar “os autores dos atos ilícitos praticados”. 

Apesar de ressaltar o "direito a prostesto", a Urbana-PE critica manifestações que ferem "os limites da democracia e legalidade" e enaltece o "direito de ir e vir" da população. 

Servidores do INSS e da Junta de Recursos da Previdência em Pernambuco fizeram passeata saindo da agência de Previdência Social do Recife até a Superintendência Regional, na manhã desta quinta-feira (6). O ato serviu para chamar atenção para uma série de reivindicações, como o reajuste salarial de 27,5%, reformulação do plano de cargos e carreiras, aposentadoria integral, realização de concurso público, entre outras coisas.

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Deste o dia 10 de julho, 1.600 funcionários (cerca de 80%) aderiram à paralisação nacional. Só 30% dos serviços, os essenciais, estão funcionando. A categoria decidiu entrar em greve a partir do momento que as tentativas de diálogo e negociação com o Governo Federal foram esgotadas e não resultaram em nenhuma proposta formalizada. “O movimento de hoje é pra forçar o Governo Federal a abrir uma mesa efetiva de negociação, porque dia 10 de agosto já vai fazer 30 dias de greve, até agora não houve uma proposta concreta”, falou Irineu Messias, integrante do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado de Pernambuco (Sindsprev/PE).

Outra preocupação é em relação à aposentadoria – o servidor que se aposentar na atual estrutura remuneratória pode perder quase 50% do seu salário. “nenhum trabalhador pode viver numa situação como essa”, reclamou o sindicalista.

O governo chegou a oferecer a proposta de 21,3% de reajuste em quatro anos, mas a classe recusou. Além disso, houve uma tentativa de negociação na semana passada em Brasília, que novamente não resultou em acordo. “A proposta apresentada pelo governo foi insuficiente, primeiro porque o reajuste seria só para 2017, e nós queremos ainda para este ano, e segundo que ele coloca em quatro anos. Quatro anos nem ele mesmo tem governabilidade sobre a inflação”, argumenta.

De acordo com o vereador e presidente do Sindsprev/PE, Luís Eustáquio, haverá uma nova rodada de negociação ainda hoje em Brasília, que deve definir os rumos da greve nacional. A expectativa é que termine até esta sexta-feira (7).

Com informações de Jorge Cosme.

 

Insatisfeita com as jornadas de trabalho extensas e com questões relacionadas ao gerenciamento do risco de fadiga dos tripulantes, a categoria dos aeronautas (pilotos e comissários) prometeu iniciar uma greve a partir da próxima quinta (22). Os trabalhadores irão suspender todas as decolagens no país sempre das 6h às 7h da manhã (horário de Brasília). O anúncio foi feito pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas nesta terça (20). 

Segundo o Sindicato, a greve irá durar por tempo indeterminado, até que haja uma resposta positiva das empresas acerca da pauta de reivindicações, entregue em 30 de setembro. De acordo com a categoria, as rodadas de negociação foram feitas até o mês de janeiro, mas os itens de principal interesse dos aeronautas não teriam sido atendidos. "Sabemos que o transporte aéreo hoje é transporte de massa. A maneira encontrada para exercer nosso direito de reivindicar melhores condições causando o menor impacto possível à sociedade foi parar uma hora por dia", diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho.

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A categoria pede ampliação do número de folgas, diminuição de horas na jornada de trabalho e limitação de madrugadas consecutivas de expediente. No que diz respeito aos salários dos trabalhadores, a pedida inicial de 11% de reajuste foi reduzida para 8,5%. Entretanto, a proposta patronal não chegou aos 6,5% de aumento. 

ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR – Para diminuir os transtornos causados pela possível greve no setor aéreo de transportes, o Procon-PE irá estender o horário de atendimento no Aeroporto Internacional dos Guararapes. A partir da quinta (22), o órgão irá funcionar das 7h às 20h para atender passageiros com problemas de atraso de voo.  

Um grupo de policias civis faz um protesto na tarde desta quarta-feira (21), no Centro do Recife. Com faixas e cartazes, os manifestantes fecharam um trecho da Avenida Conde da Boa Vista, na área central da capital e depois saiu em passeata por ruas e avenidas da região. O trânsito ficou bastante congestionado.

A concentração dos manifestantes ocorreu na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista. Cerca de 300 pessoas participam do ato que marca as atividades do dia da paralisação nacional das Polícias. O movimento é organizado pelo Movimento de Mudança e pela União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe).

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O grupo segue em caminhada em direção ao Palácio do Campo das Princesas, no Bairro de Santo Antônio, onde espera ser recebida pelo deputado estadual Antônio Moraes que irá receber da categoria a pauta de reivindicações. 

Entre os pedidos, o grupo cobra o aumento da gratificação de risco de vida, revisão do plano de cargos e carreiras e convocação dos escrivães aprovados no último concurso da Polícia Civil, realizado em 2007.

Abaixo, acompanhe o trânsito em tempo real:  

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Cerca de 100 policiais civis, entre agentes e escrivães, estão reunidos na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, na tarde desta quarta-feira (21). O grupo pretende sair em caminhada em direção ao Palácio do Campo das Princesas, no Bairro de Santo Antônio, onde espera ser recebido pelo deputado estadual Antônio Moraes que irá receber da categoria a pauta de reivindicações. O ato marca no estado as atividades do dia da paralisação nacional das políciais. O movimento é organizado pelo grupo Movimento de Mudança e pela União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe).

Entre as reivindicações, o grupo pede o aumento da gratificação de risco de vida, revisão do plano de cargos e carreiras e convocação dos escrivães aprovados no último concurso da Polícia Civil, realizado em 2007.

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"Mais de quatro mil cargos na Polícia Civil do nosso estado estão vagos. Devido a isso, muitas vezes temos que trabalhar dobrado para compensar a falta no efetivo por isso queremos a convocação dos escrivães que passaram no último concurso. Outro ponto é a gratificação do risco de vida. Um delegado, hoje, recebe um total de gratificação de 225% sobre o salário base, e nós apenas 100%, queremos ter o mesmo valor", explicou um dos representantes do Movimento pela Mudança, Áureo Cisneiros.

Com informações de Yasmim Dicastro

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) não vão parar as atividades nesta quarta-feira (21), quando será realizada uma paralisação nacional sob o comando do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). A decisão foi tomada nesta terça-feira (20), em uma reunião entre diretores da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), na sede da instituição, no bairro da Cidade Universitária, no Recife.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Adufepe, na última assembleia, realizada no dia 24 de abril, os docentes não decidiram indicativos de paralisação. Por isso, os professores resolveram manter suas obrigações e cumprir expediente. Porém, para o presidente da Associação, José Luis Simões, isso não quer dizer que a categoria não aderiu ao movimento nacional.

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“Nós não discutimos isso (paralisação) em assembleia. Mas, vamos apoiar o movimento. Iremos realizar panfletagens na entrada do Campus e conscientizar os alunos sobre como o dia é importante. É o momento de negociação com o governo federal”, disse José Luis.

Diferente dos docentes da UFPE, os professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) aderiram à paralisação nacional desta quarta-feira. Veja AQUI.

Os Policiais militares de Pernambuco, responsáveis pela organização da greve da semana passada, se reuniram na tarde desta segunda-feira (19) com uma comissão de seis deputados na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), no bairro da Boa Vista. Na ocasião, ficou decidido que a Polícia Militar do estado não vai aderir à paralisação nacional das polícias prevista para a próxima quarta-feira (21).

“Essa é mais uma paralisação que está nascendo nas redes sociais e não tem entidade que a represente. A gente entende, nesse momento, que a luta que a gente teve alguns dias atrás já mostrou para a sociedade os nossos anseios e tivemos um ganho positivo. Então, agora, nossa comissão está focada nas negociações dos nossos ganhos, que foram a reestruturação do Centro Médico Hospitalar,  a aprovação da lei de promoção de praças e oficiais e a questão da incorporação do risco de vida no soldo”, explicou o soldado Joel Maurino da Harpa. “Mas a gente entende a posição dos nossos companheiros de outros estados que vão estar presentes”, acrescentou.

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Paralisação nacional -  A paralisação nacional dos policiais, convocada para quarta-feira, já tem a adesão dos policiais civis, militares e rodoviários de treze estados. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pará, Alagoas, Paraíba, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Bahia já divulgaram . As categoriais reivindicam a criação de uma política de segurança pública que inclua melhores condições de trabalho. 

Após o início da paralisação dos professores da rede estadual de ensino de Pernambuco, nessa segunda-feira (17), a Secretaria de Educação e Esportes do Estado (SEE) informou que, das 1.058 escolas da rede estadual, somente 16% registraram adesão total ou parcial ao movimento. Segundo o órgão, 152 unidades escolares participaram da paralisação – que deve seguir até esta quarta-feira (19) – e a SEE informou que eventuais faltas dos profissionais de magistério serão descontadas, sem a possibilidade de compensação.

A Secretaria destacou que Pernambuco já cumpre 100% da pauta nacional de reivindicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), instituição vinculada ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe). A SEE também afirma que Pernambuco é um dos estados que cumpre de forma integral a lei do piso, “o que não justifica a adesão ao movimento”.

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“Por fim, a Secretaria ressalta que discorda dessa mobilização e informa que as escolas estaduais devem funcionar normalmente para  garantir os 200 dias letivos estabelecidos pela legislação”, informou o órgão, por meio de texto enviado à imprensa.

Levantamento do Sintepe

Durante coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira pelo Sintepe, em que foram apontados diversos problemas em escolas estaduais, a Secretaria de Educação argumentou que são problemas eventuais que já estão sendo tratados pelas empresas de manutenção responsáveis por atender as escolas. No que diz respeito à falta de professores, o órgão garante que “são provenientes de exonerações e pedidos de licença de profissionais, preenchida pelo banco de contratos já existente”.

Sobre as condições das bancas, a SEE divulgou 110 mil carteiras serão entregues ainda neste ano, em que desse total, 35 mil são custeadas pelo próprio Estado e outras 75 mil pelo Ministério da Educação (MEC). Em relação às quadras poliesportivas, a Secretaria informou que há 342 projetos já conveniados, com previsão de entrega nos próximos três anos.

O Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro) vai participar da greve nacional da educação pública, marcada para os próximos dias 17, 18 e 19. A ação quer fazer valer o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada de trabalho, além da exigência de 10% do PIB para a educação.

Segundo o Sinpro, a adesão à paralisação fortalece a pauta reivindicatória dos professores. “Estamos juntos com todas as entidades que lutam pela educação pública na busca pela efetiva implementação do piso e das bandeiras defendidas pelos movimentos sociais”, informou o Sindicato, em nota enviada à imprensa.

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Os portos de Suape (PE) e de Paranaguá e Antonina (PR) não sofrem com a paralisação de trabalhadores e operam normalmente nesta sexta-feira (24), segundo informações das assessorias de imprensa dos respectivos portos. Em Suape, a administração portuária informou não ter recebido nenhuma informação de funcionários com braços cruzados.

No caso dos portos paranaenses, a assessoria de imprensa informou que a manifestação atinge portos sob administração federal e este não é o caso de Paranaguá e Antonina, pois a autoridade portuária, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), é uma entidade estadual.

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Na Bahia, a paralisação não afeta a operação dos três principais portos do Estado - Salvador, Aratu e Ilhéus - informou a Companhia Docas (Codeba), responsável pela administração dos terminais. De acordo com a estatal, a paralisação abrange apenas funcionários dos setores administrativos dos portos baianos. Os trabalhadores responsáveis pelas operações dos terminais não foram impedidos de entrar nos portos e cumprem as funções normalmente.

A Federação Nacional dos Portuários (FNP) informou que a paralisação desta sexta-feira foi marcada para o período das 7 às 13 horas. Segundo a FNP, a manifestação serve como uma "advertência" ao governo federal para reivindicações a respeito de plano de carreira, regulamentação de atividades da Guarda Portuária e regularização de pagamentos da previdência complementar da categoria. Uma nova paralisação, desta vez de 24 horas, foi programada para o próximo dia 30.

A Federação Nacional dos Portuários (FNP) informou há pouco que trabalhadores de 14 dos 24 portos sob administração pública no País estão com as atividades paralisadas na manhã desta sexta-feira (24). A estimativa é de que ao menos 5,5 mil trabalhadores ficarão sem trabalhar durante seis horas - das 7 às 13 horas. O porto de Santos não aderiu à paralisação.

De acordo com a FNP, estão com as atividades suspensas os portos de Paranaguá (PR); Salvador, Ilhéus e Aratu (Bahia); Rio de Janeiro, Angra, Niterói e Sepetiba (RJ); Maceió (AL); Vitória (ES); Natal (RN); Belém e Vila do Conde (PA); Recife (PE).

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Segundo a FNP, os atos de hoje são uma "advertência" ao governo federal para negociar as reivindicações do trabalhadores. Além da greve parcial de hoje, os portuários estão programando para o próximo dia 30 uma paralisação de 24 horas, que deve contar com mais adesões, incluindo os trabalhadores de Santos.

Os trabalhadores reivindicam um Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), a regulamentação das atividades da Guarda Portuária sem terceirização e que o Portus, previdência complementar da categoria, regularize o pagamento a beneficiários.

Conforme a FNP, em novembro a Secretaria de Portos apresentou uma proposta que permite a contratação de segurança privada para vigilância, mas a federação avalia que isso traria riscos aos portuários.

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Mesmo com a forte chuva, o ato para marcar o dia da paralisação nacional de Pernambuco não desanimou os participantes nesta sexta-feira (30), no Recife. Organizado pela Central Única de Trabalhadores (CUT), o manifesto não contou com o número de integrantes que estava previsto, mas as pessoas que compareceram, cerca de 100, estavam entusiasmadas. As centrais sindicais de Pernambuco, junto com a força estudantil, pediam melhorias nas condições de trabalho, além da valorização do profissional seja ele da área de saúde, educação ou segurança. 

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A concentração do protesto aconteceu por volta das 15h, em frente à Câmara dos Vereadores, situada na área central do Recife, no mesmo horário que aconteceria uma reunião entre os parlamentares, entretanto nenhum vereador estava presente na Casa, porque o expediente foi encerrado às 13h. Em seguida, o grupo saiu em caminhada até a Praça do Diário, passando pela Rua do Hospício e a Avenida Conde da Boa Vista, também situadas no centro da cidade. 

O reforço policial estava presente durante a passeata, composta por viaturas da Radio Patrulha e a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) que realizava as interdições para que o movimento pudesse transitar com segurança.  A Professora e representante do CSP Conlutas, Claudia Ribeiro, afirma que o governo deveria ouvir a voz que vem das ruas. “Nós queremos que eles cumpram com as promessas, e não é realizando reforma na política que vai mudar o país, a reforma tem que ser geral, como na educação e na saúde”, desabafou. Segundo a mulher, tem que haver melhorias na estrutura das escolas municipais. “Estão caindo aos pedaços”, concluiu.

A representante do movimento Mulheres em Luta destaca a importância feminina dos movimentos. “Nós mulheres temos o poder de canalizar e sintetizar os ideais. A mulher está sendo um dos personagens principais das movimentações, até porque elas impulsionam os nossos ideais de ter direitos iguais”, explicou. O ato encerrou no início da noite sem nenhum excesso tanto por parte dos integrantes como dos agentes policiais. 

Confira a lista de reivindicações das categorias:

1-JORNADA DE 40HS, SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS

2-CONTRA O PL 4.330, SOBRE TERCEIRIZAÇÃO

3-FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

4-10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO

5-10% DO ORÇAMENTO DA UNIÃO PARA SAÚDE

6-TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE

7-REAJUSTE DIGNO PARA OS APONSENTADOS

8-REFORMA AGRÁRIA

9-FIM DOS LEILÕES DE PETRÓLEO

Os professores e servidores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) não entrarão em greve na próxima quarta-feira (22), conforme comentado em redes sociais nesta segunda-feira (20). O que seria um ato grevista é apenas uma paralisação dentro das atividades da Jornada de Luta, promovida pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

De acordo com a assessoria de comunicação do sindicato nacional, as universidades federais não são obrigadas a participar da paralisação, denominada “Dia de Luta”. Entre as reivindicações da ação estão reestruturação da carreira e melhores condições de trabalho.

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“O nosso sindicato local não discutiu sobre a paralisação. Não se trata de uma greve. Como não discutimos, não vamos participar”, explicou o presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), José Luis Simões. O semestre letivo 2013.1 da UFPE teve início hoje, de forma atrasada, por causa da maior greve que as universidades federais passaram nos últimos anos.

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