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MPF do Rio considera que presidente tem "sistematicamente negado" a gravidade da covid-19. (Isac Nóbrega/PR)

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Na manhã deste sábado (28), a juíza Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio de Janeiro, concedeu liminar para que a "União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar”. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro havia feito pedido na noite da última sexta (27). Caso a medida seja descumprida, há multa de R$ 100 mil, mas ainda cabe recurso.

O governo federal havia contratado, em caráter de urgência, sem que houvesse processo licitatório, uma agência publicitária para desenvolver a campanha, que estimula a população brasileira a sair de casa, contrariando as recomendações da Organização Mundial de Saúde e dos próprios governos estaduais. A ação custaria R$ 4,8 milhões aos cofres públicos. A ação civil pública apresentada pelo MPF do Rio visa impedir que o governo federal veicule "por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar”.

A liminar também acatou os pedidos de que a união não volte a desenvolver propagandas que sugiram “à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento". O caso corre na 10ª Vara Federal do Rio.

O MPF fluminense comenta ainda que "desde a emergência da crise sanitária decorrente da pandemia causada pelo novo coronavírus, o Presidente Jair Messias Bolsonaro tem sistematicamente negado a gravidade da Covid-19, a despeito dos conhecimentos científicos até agora angariados sobre o vírus e o estado de pandemia mundial".

Em mais um pronunciamento, na noite desta quinta-feira (25), o presidente da República, Michel Temer (PMDB), deixou um recado claro de que não pretende recuar. Em um vídeo breve, mas com muitas afirmações, o peemedebista chegou a gesticular com as mãos ao dizer que o País não parou. “Meus amigos, o Brasil não parou e não vai parar”, avisou.

O presidente disse que continuará “combatendo o desperdício do dinheiro público” e que o conjunto de medidas que vem sendo tomadas em seu governo fará com que mais de R$ 40 bilhões entrem na economia brasileira para contribuir com o "fim da recessão". Durante sua explanação, ele declarou que o Brasil vai continuar “avançando” e votando matérias “importantíssimas” no Congresso Nacional. O presidente também falou que as manifestações de ontem ocorreram com “exageros”.

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Sem se preocupar com as críticas, ele voltou a comentar umas das propostas mais polêmicas do seu governo, a reforma trabalhista, afirmando que a proposta avançou no Senado. Na parte final, ele agradeceu o "empenho" da base aliada e dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), na aprovação dos textos. “O trabalho continua. Vai continuar. Temos muito ainda a fazer e esse é o único caminho que meu governo pretende seguir colocar o Brasil nos trilhos. Portanto, vamos ao trabalho”, finalizou.

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