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No último domingo (5), a jornalista Gabriela Prioli realizou uma live para interagir com os seus seguidores no Instagram e recebeu um comentário desagradável que a deixou bastante irritada. 

Um homem, que estava assistindo a transmissão da jornalista a chamou de ‘tesão’ em um comentário. “Não sou tarado, viu, mas você é um tesão”, comentou ele. Gabriela fez questão de responder o rapaz durante a live e comentou: “Pode não ser tarado, mas que é um bobão inconveniente, isso com certeza é”, respondeu ela.

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A jornalista, que faz parte do time do CNN Brasil, deixou os seguidores satisfeitos com a resposta e recebeu elogios por sua postura. Já o rapaz que fez o infeliz comentário, acabou sendo hostilizado pelo comentário machista.

Gabriela aproveitou o momento para falar sobre o machismo no seu meio e dos desafios que enfrenta por ser uma mulher que trabalha como comentarista política. “Acho que o meu estereótipo é de uma pessoa muito frágil, doce. Mas sei ser muito firme e não preciso ser cuidada. As pessoas quando se deparam com isso, ficam um pouco assustadas”, disse ela.

Aproveitando que o ex-ministro Sergio Moro está sem foro privilegiado, o Partido dos Trabalhadores (PT) resolveu denunciá-lo por interceptação sem autorização judicial. O pedido de abertura de processo surge após quatro anos e três meses da divulgação da conversa entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, feita pelo ex-juiz federal. 

A conversa foi divulgada em 16 de março de 2016, revelando a possibilidade de Lula se tornar ministro do governo Dilma e ganhar foro privilegiado. A notícia-crime foi aberta pelo secretário-geral do partido, o deputado federal Paulo Teixeira (SP), no Ministério Público do Paraná. O pedido é para que seja aberta uma ação penal para responsabilizar o ex-ministro de Jair Bolsonaro pelo vazamento da conversa. 

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A notícia-crime foi assinada por mais cinco advogados, entre eles Eugênio Aragão, procurador aposentado e ministro da Justiça do governo Dilma. Na tese apresentada, o partido fala que o tempo mostrou a intenção de Moro ao divulgar a conversa. Segundo o documento, o ex-juiz agiu ciente do descumprimento da lei para prejudicar o núcleo do PT. 

Segundo o documento enviado ao MP-PR, “as ações de Moro resultaram no agravamento da instabilidade na política do país, devido ao modo como foi divulgado e a interpretação que foi dada pelos investigadores, que sugeriram tratar de uma conversa ilícita dos ex-presidentes”.

Pesquisador e especialista em financiamento de campanha, o cientista político Bruno Pinheiro Wanderley Reis, diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma, em entrevista ao Estadão, que a ausência de uma reforma política no País reproduz malefícios. Para ele, a "regulação do financiamento de campanha é ainda problemática no Brasil e isso produz efeitos no sistema político, que é muito capturável por interesses específicos". Reis também defende a manutenção do calendário eleitoral - se manifestando contra eventual prorrogação de mandatos - e disse que o sistema político está desmanchando de 2013 para cá. Leia os principais trechos da entrevista:

Esse momento de crise entre as instituições no Brasil resulta de reformas políticas malfeitas no passado?

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Penso que resulta principalmente de uma reforma que a gente não soube fazer. O Congresso Nacional, em especial a Câmara dos Deputados, pautou insistentemente, mas nem a sociedade civil nem a mídia ou a ciência política acadêmica não acharam que era o caso. Os malefícios foram se reproduzindo. A regulação do financiamento de campanha é ainda problemática no Brasil e isso produz efeitos no sistema político, que é muito capturável por interesses específicos. Tudo que a Lava Jato expôs são consequências dedutíveis do marco regulatório existente. Empregou-se um remédio judicial para um problema regulatório.

Qual problema?

A peculiaridade do Brasil é ter um teto que incide sobre o doador que é um porcentual de sua renda. No Brasil as pessoas podem doar proporcionalmente ao dinheiro que já tem. Quem é mais rico pode doar mais e quem é menos rico pode doar menos. Isso valia para pessoa jurídica até 2014. Em 2015 parou de valer, mas continuou para pessoa física. É 10% da renda bruta declarada na eleição anterior. Se cada um de nós pode doar até 10% do que ganha, o candidato vai bater na porta de quem pode doar muito dinheiro. O sistema empurra ele a pedir muito dinheiro para pouca gente. Isso produziu uma enorme concentração inédita da oferta de dinheiro. Do outro lado, o sistema eleitoral com lista aberta, candidaturas individuais em distritos com dezenas de cadeiras produziu competição entre centenas candidatos. Do outro lado desse mercado, a demanda por dinheiro é muito fragmentada. Quem tem poder de mercado nesse jogo é doador. O candidato dança conforme a música ditada por quem vai doar.

Qual seria o melhor sistema de financiamento?

Isso é um problema no mundo todo. Longe de ser algo trivial, é o calcanhar de aquiles da democracia. Desigualdades econômicas são uma fonte de assimetria de poder. Campanhas custam dinheiro e precisam ser financiadas. A questão é ver qual o modelo em que o poder econômico não tem livre passe. Qualquer coisa que concentra a demanda e dispersa a fonte é bem-vinda. A lista pré-ordenada partidária teria melhorado muito o ambiente. Em vez de 1000 carinhas disputando financiamento individual para si e tendo que aceitar os termos de doadores poderosos, seriam meia dúzia de partidos importantes pensando em que porta iriam bater. De outro lado, colocar teto nominais.

Qual a sua posição sobre o financiamento público de campanha, o fundo eleitoral?

Não há casos de financiamento público exclusivo. É sempre um mix. A função do financiamento público é prover um colchão básico em que todo a princípio tem acesso. Se um país resolve ser democrático, ele gasta parte de seu orçamento para promover eleições e criar condições mínimas para quem quer tentar entrar no jogo. Mas é saudável que haja um mercado privado de financiamento. O que aconteceu no Brasil recente quando criou-se o Fundo Partidário, que foi multiplicado várias vezes para bilhões de reais, foi o sistema político criando um seguro contra o virtual estrangulamento do fluxo de doações a partir da Lava Jato e das decisões regulatórias do Supremo. Primeiro baniu-se a doação por pessoa física, e depois o Supremo aceitou como prova uma doação legal feita para o senador Valdir Raupp (MDB-RO). Assim você inviabiliza o mercado legal idôneo de financiamento de campanha.

Como o fim das coligações proporcionais muda o financiamento?

Muda pouco no financiamento, mas é um passo na direção certa. Ele aponta para uma redução gradativa do número de partidos. A possibilidade de coligação é um fator a mais que aumentava o número de partidos.

O senhor defende que o calendário eleitoral das eleições municipais deste ano seja alterado ou mantido?

A manutenção na medida do possível. Estamos submetidos a uma emergência sanitária. É muito grave mexer o calendário eleitoral. O Brasil está em uma situação horrível. O sistema político está em decomposição de 2013 para cá. Está desmanchando a olhos vistos. Basta ver a história patética do combate à pandemia e a catástrofe humanitária que estamos produzindo. Tem uma coisa que não foi suspensa de 2014 para cá, que foi o calendário eleitoral. Se a gente começa a barganhar ou discutir politicamente o calendário eleitoral em função de conveniências, melou. O último prego da parede seria arrancado e ficaríamos inteiramente à deriva. Isso tem que ser considerado sagrado e intocável.

Como o que no sistema político está desmanchando?

O sistema partidário e de controle político. O que aconteceu de 2014 para cá é que, ao expor os bastidores viciados do financiamento de campanha, mais que induzir correção institucional, o que a Lava Jato produziu foi a desorganização completa do sistema e o salve-se quem puder. O sistema eleitoral flutuou na direção do predador, para o últimos dos políticos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os pedidos para que os militares fechem o Congresso e a Suprema Corte foram expostos em faixas nas marchas a favor do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas, mas generais aposentados e observadores próximos das Forças Armadas chamam isso de conversa vazia.

Defensor do golpe militar de 1964 no Brasil e das duas décadas de ditadura que se seguiram, Bolsonaro permitiu que seus filhos e partidários fizessem ameaças a instituições democráticas em parte porque ele foi esquecido, de acordo com analistas.

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Enquanto o populista de direita luta com uma economia em queda, o pior surto do novo coronavírus do mundo fora dos Estados Unidos, e investigações policiais contra sua família e amigos, é provável que essas ações antidemocráticas continuem.

No entanto, três generais aposentados declararam nos últimos dias que não havia risco de uma intervenção militar e expressaram preocupação de que as Forças Armadas estivessem sendo indevidamente politizadas sob Bolsonaro, um ex-capitão expulso pelo Exército por insubordinação e por um suposto plano de atentado terrorista.

"A ideia de colocar as Forças Armadas no meio de uma disputa entre ramos do Estado, autoridades e interesses políticos está completamente fora de lugar", afirmou à agência Reuters Carlos dos Santos Cruz, general aposentado do Exército que serviu no gabinete no ano passado, até que ele brigou com os filhos de Bolsonaro.

"É uma falta de respeito pelas Forças Armadas", acrescentou à agência Reuters.

O próprio Bolsonaro insistiu em defender a Constituição do Brasil. Mas ele acusou os tribunais de abusar de sua autoridade e não fez nada para impedir que seus partidários mais fervorosos exigissem a intervenção militar. Seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, disse recentemente que uma "ruptura" institucional era uma questão de tempo.

As declarações seguiram uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de investigar uma suspeita de desinformação e rede de intimidação administrada pelos apoiadores do presidente nas mídias sociais que tiveram um grande papel em sua eleição de 2018. O inquérito pode levar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a questionar sua vitória e potencialmente cassar a chapa.

As ameaças de ruptura democrática visam intimidar rivais, promotores e a Suprema Corte, segundo disse à agência Reuters o cientista político Christian Lynch. Mas os comandantes militares descartaram publicamente qualquer probabilidade de golpe

"O Supremo Tribunal Federal chamou o blefe de Bolsonaro", explicou Lynch, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). "Ele não tinha a carta do golpe. Ele estava blefando o tempo todo".

'Inconstitucional'

Para o general aposentado Roberto Peternelli, eleito para o Congresso em 2018 pelo mesmo partido que indicou Bolsonaro, o PSL, os militares simplesmente não obedeceriam a uma ordem presidencial para fechar o Congresso ou a Suprema Corte.

"As Forças Armadas respeitam totalmente a Constituição e essa ordem seria inconstitucional e ilegal", avaliou à agência Reuters o ex-militar, que comandava a frota de helicópteros do Exército brasileiro.

O general aposentado Paulo Chagas, ex-oficial de Infantaria, declarou à agência Reuters que o presidente não tem o poder de fechar o Congresso ou o tribunal superior e perderia a legitimidade se tentasse.

Alguns críticos dizem que Bolsonaro já está politizando as Forças Armadas, que trabalharam por décadas para se estabelecer como um ente defensor apolítico da democracia após os abusos dos direitos humanos da ditadura de 1964 a 1985.

Com bronze militar em um terço dos cargos de Bolsonaro, incluindo dois generais de serviço ativo entre seus conselheiros mais próximos e o general da reserva Antonio Hamilton Mourão como vice-presidente, a reputação das Forças Armadas está ligada ao governo.

De acordo com uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), agora existem até 3 mil militares em cargos no governo.

Chagas, que fez campanha para a eleição de Bolsonaro, disse que ainda acredita que o presidente é o melhor homem para liderar o país, mas ele sugeriu que os oficiais do serviço ativo deveriam recusar ou se aposentar de empregos no governo, a fim de manter uma distância entre as esferas militar e política.

Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília (UnB) que conhece bem o gabinete de Bolsonaro, destacou à agência Reuters que os generais que estão no gabinete, como o assessor de segurança Augusto Heleno, lembram-se vividamente de como o legado do golpe de 1964 manchou a reputação das Forças Armadas.

"Esta geração do general Mourão e Heleno é vacinada contra qualquer tentativa de golpe. Eles se sentem desconfortáveis ​​quando o presidente e seus filhos fazem essas ameaças", pontuou Kramer.

Da Sputnik Brasil

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o ator Mario Frias para substituir Regina Duarte à frente da secretaria especial de Cultura. A nomeação do ex-galã da novela teen Malhação foi publicada pelo Diário Oficial da União, nessa sexta-feira (19). Mario será o quinto secretário a assumir a pasta em 17 meses de governo. A atriz Regina Duarte deixou o cargo há cerca de um mês.

Após aceitar o convite, Mario Frias se manifestou no seu perfil do Instagram. Ele publicou apenas uma imagem da bandeira e um trecho do hino nacional. Seguidores dele o parabenizaram pela entrada no órgão. "Pra cima! Temos que ganhar o terreno da cultura pra seguirmos em frente!", comentou um dos seguidores na rede social. O irmão de Bruno Gagliasso, Thiago, também deixou uma mensagem para o novo secretário de Cultura: "Parabéns. Sucesso! Pra cima!".

Ao contrário de Thiago Gagliasso, alguns atores, que não concordam com o governo Bolsonaro, ironizaram a escolha de Frias. Patrícia Pillar, João Vicente e Pedro Neschling repercutiram o assunto. "Mário Frias ocupando o mais alto cargo da Cultura do país. Nem como piada eu pensaria em algo assim. Se você não compreende o quão desastroso isso é, eu sinto muito por todos nós", disparou Neschiling, filho da atriz Lucélia Santos.

O apresentador José Luiza Datena revelou em convesa com o colunista Leo Dias, do site Metrópoles, que vai entrar para a vida política. Ele afirmou que irá disputar a Prefeitura de São Paulo, mas até agora não decidiu se a vaga será como prefeito ou vice. Datena também garantiu que a população terá "um ladrão a menos".

"Nunca roubei na minha vida. Posso não ser o melhor candidato, mas ladrão eu não sou. No meio desse monte de coisa, eu tenho, na realidade, duas propostas: Uma, bem clara, de ser candidato a vice. Praticamente acordada. Estou mais próximo de ser candidato dessa vez, ou a vice, que aí eu não saio com o nariz no vento e vou no vácuo de alguém até aprender como administrar uma cidade. Acho que para ser prefeito direto, é meio complicado", disse.

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Nas eleições de 2018, o jornalista deixou o comando do Brasil Urgente e o Agora é com Datena, ambos exibidos na Band, para concorrer a um espaço no Senado. Pouco tempo depois de se afastar da emissora, o comunicador desistiu de ingressar na carreira política e voltou para a televisão.

Se por um lado a rejeição do presidente Jair Bolsonaro vem crescendo, sua base permanece fiel, indica mais uma vez pesquisa publicada nesta quinta-feira (11) pelo DataPoder360. 

A enquete foi feita de 8 a 10 de junho, com 2.500 pessoas de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

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Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados disseram que consideram o desempenho de Bolsonaro ruim ou péssimo. No levantamento anterior, de final de maio, esse índice era de 44%. 

Por outro lado, 28% responderam que consideram a atuação do presidente boa ou ótima, mesmo número da pesquisa anterior. Em meados de abril, no entanto, esse índice era de 36%, ainda maior do que a desaprovação, que era de 33%.

Aprovação do governo é de 41%

Além disso, 20% dos entrevistados disseram que consideram o desempenho de Bolsonaro regular. Na pesquisa anterior, o índice era de 23%. Em meados de abril, esse número era de 28%. 

Quando a pergunta foi relativa à avaliação do governo, sem menção ao nome de Bolsonaro, a aprovação é de 41% e a rejeição de 50%. 

Dos 20% que acham Bolsonaro regular, quando perguntados sobre a avaliação do governo, 59% aprovam o governo, enquanto 39% desaprova. 

Entre as mulheres, a rejeição a Bolsonaro é maior, alcançando 44%, índice de 50% entre os homens. A aprovação entre as mulheres é de apenas 22%, enquanto entre os homens esse percentual sobe para 35%. 

Da Sputnik Brasil

O empresário Paulo Barbosa, pai de Marina Ruy Barbosa, vem usando o seu perfil do Instagram para criticar o presidente Jair Bolsonaro. A atitude dele está relacionada ao arrependimento de ter votado no político nas eleições de 2018. Nesta sexta-feira (5), a atriz fez um pronunciamento sobre o assunto. Marina declarou que não flerta com o governo federal, e que o pai está mais atento.

"Meu pai não é uma figura pública. E me estranha esse interesse por ele. Eu sou a pessoa pública. Eu não votei no candidato do meu pai, não concordei com a escolha dele, não concordo nem compactuo em nada com a atual política. Mas o voto é um direito garantido e ele votou em quem quis", disse a ruiva, em um comunicado enviado ao jornal carioca Extra.

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No depoimento, ela afirmou que está bastante decepcionada com o cenário da política, demonstrando felicidade pela decisão do pai: "Mas tudo o que pensávamos só se confirmou. Só aprende quem erra. E meu pai está revendo as posições dele. E eu acho bom, porque mostra que, como eleitor, ele está atento. E mais do que isso, que está disposto a evoluir e mudar de pensamento".

Marina Ruy Barbosa sempre opina nas redes sociais sobre os assuntos que permeiam a população brasileira. Quando o Brasil começou a passar pela crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, ela chegou a dizer que é impossível ficar sem chorar ao acompanhar as notícias nos telejornais. Marina também foi um dos nomes da classe artística a pedir o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro falhou ao gerenciar a crise do novo coronavírus, declarou a ativista Greta Thunberg nesta sexta-feira (5), um dia após um aumento recorde de mortes no país sul-americano.

"O governo Bolsonaro fracassou definitivamente na luta contra a pandemia do coronavírus, como muitos outros governos também", avaliou a sueca de 17 anos em uma videoconferência com jornalistas.

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Bolsonaro criticou ferozmente as medidas para fechar negócios não essenciais e manter os moradores dentro de casa para retardar a disseminação do novo coronavírus, dizendo que o dano econômico que está sendo feito é pior do que o próprio risco à saúde.

Na noite de quinta-feira (5), o Ministério da Saúde do Brasil registrou 1.437 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, elevando o total para mais de 34 mil e ultrapassando a Itália, tornando-se o país com a terceira maior taxa de mortes no mundo.

Da Sputnik Brasil

Desde o último domingo (31), quando grupos antifascistas ligados a torcidas organizadas de times de futebol organizaram atos pela democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em várias cidades, têm surgido postagens nas redes sociais com imagens de uma bandeira associada ao movimento antifascista, com usuários se identificando com esse posicionamento político. O LeiaJá ouviu professores e uma ativista para explicar o conceito de antifascismo e o que significa a bandeira antifa, como o movimento também é chamado. 

O que é o fascismo?

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Karl Schuster é historiador e professor há 17 anos, fez pós-doutorado em História Contemporânea pela Universidade Livre de Berlim e atualmente é livre docente da Universidade de Pernambuco (UPE). Ele explica que: “entende-se por fascismo o conjunto de movimentos políticos que pavimentaram a chegada da extrema-direita ao poder na Europa durante a década de 1920”, mas também as manifestações contemporâneas que se dão dentro de sistemas democráticos e tentam destruir o estado democrático de direito aos poucos. 

“O modo de atuar no novo fascismo promove uma erosão do ambiente democrático. A erosão é gradual, cria inimigos internos, produz isolamento, enfim, ameaça o sistema como um todo. Daí a importância do uso do plural, fascismos. O nazismo foi, em verdade, um tipo de fascismo. Esses movimentos são aquilo que o historiador alemão Ernst Nolte chamou de Anti, são antiliberais, anticomunistas, antimarxistas. O alimento da política e do discurso fascista é a eterna sensação de que o país vai de mal a pior e que apenas eles, os fascistas, seriam capazes de restituir o que a sociedade perdeu, seja por defender um ultra fanatismo em costumes, retomando pautas já superadas, ou com o discurso de que são a própria renovação de uma política carcomida pela corrupção”, explicou o professor. 

No Brasil, de acordo com o professor de história José Carlos Mardock, o fascismo teve uma relação forte com o governo de Getúlio Vargas no período ditatorial do Estado Novo, perseguindo seus opositores. “O escritor alagoano Graciliano Ramos, que era membro do Partido Comunista Brasileiro, foi um dos presos políticos do Estado Novo a transitar pelos calabouços da repressão. Toda a sua experiência está relatada no livro Memórias do Cárcere”, contou Mardock.

Jones Manoel tem 30 anos, é historiador, mestre em serviço social, educador e comunicador popular, militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do movimento negro. Ele explica uma das manifestações do fascismo no Brasil se deu por meio do Integralismo, liderado por Plínio Salgado, num grande partido que chegou a ter mais de 80 mil militantes. 

“Basicamente defendia resgatar uma ideia de brasilidade dentro de um programa nacionalista conservador, violentamente anti comunista, anti sindicatos, anti militância que misturava positivismo com fascismo e supostas tradições reais do Brasil. O Brasil desde os anos 1930 para cá nunca teve movimentos de massa fascistas, mas sempre teve pequenos grupos que reivindicam o nazismo, o nazifascismo, via de regra agindo numa perspectiva de gangue, fazendo ataques contra mendigos, homossexuais, pessoas em situação de rua e por aí vai”, disse Jones.  

Movimento e bandeira antifascista

Os movimentos de resistência aos diferentes tipos de fascismo surgem porque, como explica o professor Karl, “O fascismo não morreu com Hitler ou com o fim da segunda guerra mundial. Da mesma forma que os fascistas e as condições sociais para sua existência continuaram existindo, a resistência também. Sempre existirão [ameaças fascistas] enquanto continuarmos com as condições sociais do fascismo. Para mim, fascismo é a negação do outro. É um forte problema de alteridade e de entendimento de existência do outro como inimigo a ser aniquilado”, explicou o professor. 

Ele também conta que o enfrentamento ao fascismo nem sempre nasce de grupos necessariamente denominados antifascistas ou em momentos em que a ameaça é iminente e muito forte, mas também de pautas de movimentos da sociedade civil em busca de mais democracia. 

“[Há movimentos que] não são necessariamente antifascismo, eles abraçam essa pauta por serem movimentos que vigiam, garantem o mínimo de manutenção do estado democrático. Eles são fundamentais para a democracia e existem mesmo sem o fascismo como perigo eminente. Eles nascem da sociedade civil organizada. Nascem da natureza desigual do estado e se fundam numa luta constante por reconhecimento e autonomia das minorias ou de pautas de inclusão, de direitos humanos ou mesmo de reforma agrária, no caso do passado recente do Brasil”, disse o professor Karl Schuster. 

Os movimentos conhecidos como “antifas” surgiram, segundo o professor Mardock, da união entre os partidos Comunista Alemão (KPD) e o socialista alemão (SPD) da luta contra o fortalecimento nazista na década de 1930. “Os partidos KPD E SPD, juntos, venceram Hitler nas eleições de 1933, daí a justificativa para as bandeiras”, explicou ele.

Já o professor Karl conta que a imagem das duas bandeiras, que também aparecem em vermelho e preto, representam uma ideia da criação de uma frente única contra o fascismo e também representam o anarquismo. “Essa bandeira representa a ideia de frente única, a ideia de que todos que são antifascistas estariam unidos, ao menos naquele momento, contra a avalanche fascistizante. As cores representam o anarquismo, o socialismo libertário. Liberdade de quaisquer tipos de hierarquia e coerção são fundamentais nessas duas correntes, que têm rejeitam o socialismo clássico por não aceitarem a hierarquia. Para ambos, o controle centralizado deve ser destruído e abolir o controle autoritário sobre os meios de produção é a ideia central”, contou ele.

De acordo com o historiador, educador e mestre em serviço social, Jones Manoel, havia uma disputa entre anarquistas e comunistas pela “cabeça” do movimento operário, mas diante da ameaça de um grande inimigo maior, foi necessário unir forças. “Como o fascismo tem a característica de montar suas tropas de choque, suas milícias armadas, o antifascismo se dava a partir de ações de massa, debates, ações culturais, mas também ações de rua para tentar intimidar os fascistas e não deixar que eles tomassem conta da arena pública. Aqui no Brasil teve um famoso evento antifascista, a batalha da Praça da Sé, quando antifascistas de variadas matizes se uniram para expulsar os integralistas numa batalha que envolveu muita porrada, agressões físicas e alguns tiros, num episódio em que os comunistas colocaram os fascistas para correr no episódio que ficou conhecido como a ‘revoada das galinhas verdes’. Basicamente os grupos antifas surgem da percepção do movimento operário do perigo que o fascismo representa”, explicou ele.

Reunião de grupo da Juventude Integralista, grupo fascista brasileiro/Domínio Público

Militância on-line e nas ruas

A advogada Ana Cristina Rossi, de 28 anos, é natural de Florianópolis mas mora em São Paulo desde 2013, ano em que começou a participar de manifestações de rua. Em 2016, junto com outros dois amigos, ela fundou o Coletivo Pela Democracia, com o objetivo de promover atos e impedir o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Recentemente, em decisão conjunta com os demais administradores do coletivo, o grupo mudou de nome e passou a se chamar “Coletivo Democrático Antifascista M14”. 

“Com o avanço dos retrocessos e os absurdos que o Presidente vinha propagando dia a dia, a ineficiência desse governo no combate ao Covid-19, foi gerando uma revolta muito grande, então sugeri um novo nome. Sempre tivemos esse posicionamento antifascismo, contra a extrema-direita, racismo, xenofobia. Nossa ideologia é completamente voltada ao socialismo, comunismo, de forma que a gente era a oposição da oposição para esse governo. O discurso desse governo é fascista, nossa principal pauta é a democracia”, contou ela. 

Questionada sobre a razão para, em sua opinião, ter crescido o volume de pessoas nas redes sociais se identificando como antifascistas, Cristina aponta uma conexão entre os atos contra a violência policial que têm ocorrido nos Estados Unidos e a realidade violenta que também é fortemente enfrentada nas periferias do Brasil. 

“Eu acredito que tenha relação em primeiro lugar com o movimento #blacklivesmatter. Esse movimento se alinhou muito com o que está acontecendo aqui no Brasil, o número de mortos nas periferias do Brasil, a forma como a polícia atira indiscriminadamente no povo preto. Dois coletivos se reuniram para combater esse fascismo crescente na América: Democracia Corinthians e Palmeiras antifascista, se eu não me engano, estavam na [Avenida] Paulista com uma pauta muito bacana, Anti Bolsonarista, e houve confronto com a polícia. Isso tudo foi uma das razões para deixar bem claro o que eu já sei desde sempre sofremos com a ação da PM do governo de SP, mas agora eles se sentem legitimados”, afirmou a advogada. 

Jones Manoel, de 30 anos, nasceu na favela da Borborema, zona sul do Recife. Negro, filho de empregada doméstica e órfão de pai aos 11 anos, precisou trabalhar ainda na adolescência e conta que aos 19 anos um amigo lhe apresentou a universidade. A partir desse momento, ele começou a se empenhar para o vestibular e conseguiu a aprovação, montando depois um cursinho popular ao descobrir que junto a outros dois amigos de sua comunidade, eles eram os primeiros daquela região a entrar na universidade. O projeto durou dois anos e ajudou 30 jovens a serem aprovados. 

Durante sua vida de militância, além do PCB e do movimento negro, Jones participou de outros espaços de luta política, como o movimento estudantil, movimento passe livre e jornadas de junho, entre outras atividades. Questionado sobre as razões pelas quais acredita que as imagens da bandeira antifascista passaram a ter um compartilhamento massivo nas redes sociais desde o último final de semana, Jones aponta tanto para o perfil autoritário do projeto bolsonarista de governo quanto para os atos pró-democracia e antifascistas realizados no domingo (31). 

“Os atos de domingo abertamente se colocando em defesa da democracia numa perspectiva popular e antifascista, deram um gás, renovaram esperança e chamaram atenção. Eu acho que é por isso que se colocou essa ideia do antifascismo, porque não existe mais dúvidas que o projeto bolsonarista é fascista. O governo não é fascista, o Estado não é fascista, o fascismo enquanto regime político não está implantado no Brasil e nem eu acho que vai, espero estar certo, mas Weintraub, Ricardo Salles, Bolsonaro, são ideologicamente fascistas, têm uma simbologia fascista e vários grupos fascistas os apoiam”, diz.

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Para dar voz à luta do povo negro contra o racismo, o ator Paulo Gustavo decidiu fazer algo além de postar foto com posicionamento. Na última terça-feira (2), ele anunciou que estará cedendo a sua conta do Instagram - com mais de 13 milhões de seguidores - para a escritora Djamila Ribeiro, durante todo o mês de junho.

“Gente, diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu instagram será totalmente dedicado a abordar as questões raciais no Brasil. Portanto, resolvi ceder minha conta do instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes pra todos nós. Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender”, explicou o ator.

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Paulo Gustavo ainda convidou os seus seguidores na plataforma para acompanhar e aprender sobre o assunto. “Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas. Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos. Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política”, afirmou.

O ator ainda agradeceu a escritora por ter aceitado a proposta de levar conhecimento aos seguidores dele. “Já li livros e artigos dela e acho ela uma gênia. Estarei acompanhando essas aulas e voltamos a nos encontrar em julho. Obrigado Rainha Djamila, por topar entrar na minha conta e trazer histórias e conhecimentos que vão tocar e transformar milhares de pessoas”, finalizou Paulo.

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Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, falou pela primeira vez à imprensa após assumir o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro tomou posse nesta segunda (25), em cerimônia virtual, e cumprirá mandato até fevereiro de 2022.

Apesar da animosidade do governo em relação ao Supremo Tribunal Federal, escancarada após a divulgação do vídeo na reunião ministerial de 22 de abril, o ministro disse não acreditar que estejamos diante de um momento de instabilidade institucional.

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Barroso, no entanto, defendeu atenção em relação às manifestações anti-democráticas em escalada no país e lembrou o ato contra o Congresso e o STF em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no dia 19 de abril. Para o ministro, a manifestação, que contou com presença do presidente Jair Bolsonaro, acendeu 'sinal de alerta'.

"Evitar a contaminação das Forças Armadas no varejo da política é uma missão de todos os democratas. O fato de haver militares no governo não faz do governo um governo das Forças Armadas, porque as Forças Amadas não pertencem a governo. E quem quer que seja das Forças Armadas e esteja no governo desempenha uma função civil", disse o ministro em recado à parcela de apoiadores bolsonaristas que defende a volta do AI-5, medida do governo militar durante a ditadura responsável pelo fechamento do Congresso e por limitações aos direitos individuais.

Os ataques ao Supremo partiram também da cúpula governista. Na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação foi tornada pública no âmbito do inquérito que corre no Supremo para apurar se houve tentativa de interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama os integrantes da Corte de 'vagabundos' e pede sua prisão.

Na segunda, 23, o ministro Celso de Mello, encaminhou para os colegas da Corte a cópia do inquérito e deixou a cargo dos ministros as medidas que 'que julgarem pertinentes' em relação à declaração. O decano do STF já havia apontado 'aparente prática criminosa' na conduta de Weintraub durante a reunião. O ex-advogado geral da União, André Mendonça, busca uma interlocução com os ministros do Supremo para evitar uma judicialização das declarações do ministro.

"Do ponto de vista institucional, eu considero mais grave que o ataque ao Supremo, o país que não tem projeto para a educação", disparou o ministro em retribuição aos ataques do ministro Abraham Weintraub.

Perguntado sobre ações que pedem a cassação dos mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, Barroso afirmou que deve pautar os pedidos nas próximas semanas. "Hoje terei uma reunião com os ministros, uma reunião preparatória, mas a regra geral é seguirmos a ordem cronológica dos pedidos de liberação pelos relatores. Uma que já teve início, por um pedido de vista do ministro Luiz Edson Fachin, provavelmente nas próximas semanas, uma, duas, três, essa ação deve estar voltando", informou.

Apresentadas por Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL) após o episódio de invasão de um grupo de mulheres no Facebook que eram contrárias à candidatura bolsonarista ao Planalto, as ações pedem a cassação dos registros de candidatura, dos diplomas ou dos mandatos da chapa vitoriosa nas eleições de 2018, além da declaração de inelegibilidade.

Eleições 2020

Barroso voltou a defender, como no discurso de posse, o mínimo adiamento das eleições diante da epidemia de Covi-19 no país. "Eu acho que o limite será as autoridades sanitárias relevantes, nos dizerem, ao TSE e ao Congresso, que há um risco grave à saúde da população. Se for inevitável a prorrogação, que ela se dê também pelo prazo mínimo".

Para o ministro, prorrogar os mandatos vigentes esbarra em um impasse constitucional e democrático. "O mandato desses vereadores e prefeitos é um mandato de quatro anos. Não há como, legitimamente, você prorrogar eleições sem um motivo de força maior. A periodicidade das eleições e a possibilidade de alternância do poder são fundamentais para a democracia", declarou.

A posição de Barroso endossa o projeto estudado no Congresso Nacional, que prevê adiar o primeiro turno deste ano para 15 de novembro ou 6 de dezembro, de modo a permitir que o pleito ocorra com segurança, sem riscos relacionados à pandemia, mas evitar que os atuais mandatos de prefeitos e vereadores sejam prorrogados.

O ministro também afirmou que não cabe ao TSE o protagonismo no combate à disseminação de notícias falsas nas eleições. "O protagonista do combate às fake news precisará ser as plataformas tecnológicas, com participação da imprensa, das empresas de checagem de fatos, e da própria população. O papel do TSE é meramente subsidiário", disse.

Ele admitiu, no entanto, que o Tribunal Superior Eleitoral poderá solicitar o compartilhamento de informações do chamado 'inquérito das fake news', que corre em sigilo no STF para apurar ofensas, ameaças e notícias falsas contra os ministros da Corte e seus familiares.

Barroso também adiantou que sua gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral, em sucessão à ministra Rosa Weber, buscará aprimorar o sistema de prestação de contas eleitorais. O ministro afirmou que a equipe já está discutindo propostas para levar ao Congresso. Entre elas, um modelo semelhante ao imposto de renda, cuja avaliação das contas é feita por programas de inteligência artificial. Independente do mecanismo escolhido, a mudança abrangerá a prestação de contas de partidos, candidatos e dos fundos partidário e eleitoral, segundo o ministro.

Há muitos anos o Partidos dos Trabalhadores (PT) reclama de que as investigações da Força Tarefa da Lava Jato eram seletivas. O que o partido não esperava era ganhar uma aliada entres seus “inimigos” para reforçar essa tese. Foi o que fez a deputada Carla Zambelli (PSL) em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda (25). Segundo ela, colegas da Polícia Federal reclamavam que o juiz Sérgio Moro – seu padrinho de casamento – tinha predileção por condenar o PT.

“A única pessoa que o então juiz Sérgio Moro condenou fora do PT foi o deputado Eduardo Cunha. Não teve prisões do mensalão tucano. Sérgio Moro protegia o PSDB”, afirmou Zambelli.

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Apesar de afirmar que todas as condenações contra o PT foram legítimas e lamentar a soltura de Lula e José Dirceu, Zambelli deu a entende que havia uma proteção aos políticos do PSDB, inclusive de Aécio Neves, e que isso incomodava integrantes da Polícia Federal.

“Na Lava Jato, alguns colegas da PF falavam de como o Valeixo atuava. Os colegas da PF falavam sobre o fato que a Lava Jato era muito em cima do PT. Havia uma percepção interna de falta de suporte operacional para que a operação corresse mais solta (que englobasse todos os partidos). Moro tinha uma investigação seletiva”, disse.

Corrupção na pandemia – Carla Zambelli também defendeu o presidente Jair Bolsonaro, acusado pelo seu ex-ministro Sérgio Moro de não priorizar o combate à corrupção, e disse que a saída do ex-juiz do cargo provocou a retomada de operações.

“Foi só ele sair que já tiveram operações que estavam na agulha e não saíam. Com governadores sendo investigados (por superfaturamento em itens comprados para o combate à pandemia). Não sei como vamos chamar esse (escândalo). Covidão talvez”, falou.

Desde que Regina Duarte assumiu a Secretaria Especial de Cultura, em março, Gabriela Duarte foi duramente criticada nas redes sociais por não se posicionar sobre a mãe. Após o presidente Jair Bolsonaro tirar Regina da pasta e deslocá-la para a Cinemateca, Gabriela resolveu quebrar o silêncio e fez um desabafo sobre política. "Escolhas. Um artista pode se posicionar politicamente se quiser", iniciou ela no Instagram.

"Existem os que fazem isso e tem suas razões. Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi ja é bastante política em vários aspectos. Isso, no entanto, não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal. Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública", completa.

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Na publicação, Gabriela enfatizou que não se sente na obrigação de influenciar outras pessoas politicamente. Para a filha de Regina Duarte, as escolhas são individuais. "Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola… Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também", disse.

"Meus filhos têm sido criados tambem dessa forma. Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos.O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu. Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro. Cada adulto que cuide de seu RG e CPF", finalizou. As atrizes Deborah Secco e Alessandra Negrini parabenizaram a postura de Gabriela no texto divulgado.

Confira:

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Na noite da última segunda-feira (18), a equipe do cantor Zeca Pagodinho utilizou seu perfil no Twitter para pedir que um jovem, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, apagasse uma foto sua divulgada pelo rapaz. Na imagem, o artista aparece tomando chopp na rua, com a legenda “Vamos para cima #PatriotasComBolsonaro”.

O cantor foi alertado por fãs que o acompanham na rede social e enviou uma mensagem para o perfil do jovem pedindo que ele apagasse a imagem. “Pedimos por gentileza que apague essa mensagem utilizando a foto do artista, Obrigado, equipe ZP”.

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Apesar do pedido, o rapaz não apagou a imagem e apenas adicionou um emoji ao rosto do cantor. Por não ter acatado o pedido feito amigavelmente, a empresária de Zeca acionou a equipe jurídica para notificar extrajudicialmente o rapaz, para que a publicação fosse apagada. 

Através de uma mensagem direta ao usuário que fez a postagem, o advogado do cantor, Caio Mariano escreveu: "A associação entre o Notificante com o atual governo é desprovida de qualquer fundamento e [necessita] de autorização prévia, vez que o Notificante é avesso a manifestações políticas e associação ao atual governo".

O advogado, também informou que caso o pedido não fosse acatado, a equipe jurídica entraria com uma ação na Justiça, para que as medidas cabíveis fossem aplicadas sob a pena da Lei. Após isso, a publicação foi apagada pelo rapaz.

Em nota a assessoria do artista chegou a informar que Zeca não autoriza que sua imagem seja veiculada a questões políticas, assim como também não se pronuncia publicamente acerca do assunto. “O cenário polarizado que se instalou no país o fez vítima, assim como a diversos outros artistas, de ataques a sua honra através da internet, bem como o uso não autorizado de sua imagem ligada a partidos políticos da direita e do governo atual".

Uma das apresentadoras mais admiradas do Brasil, Glória Maria deu uma entrevista na madrugada desta terça (19) para o programa ‘Conversa com Bial’ e falou sobre diversos assuntos. Foi a primeira vez que ela falou na TV após sua cirurgia para retirada de um tumor no cérebro.

Foram sete meses de luta contra o câncer e ainda a perda da sua mãe, que faleceu em fevereiro, por insuficiência respiratória. "Eu não conseguia chorar, não conseguia derramar uma lágrima. Quando a gente tem uma dor desesperadora, não dá para a lágrima cair. Minha mãe não sabia o que eu estava passando”, contou Glória.

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A ex-apresentadora do Fantástico também dividiu com Bial como se sentiu quando passou por situações de racismo em sua vida e foi questionada sobre a época em que namorava José Roberto Marinho, um dos herdeiros do grupo Globo, que detalhou em sua biografia um dos momentos em que vivenciou o racismo com a apresentadora, ao levá-la em um Country Club onde era sócio.

“Uma coisa que eu nunca falei, levei um susto quando vi isso no livro. Não sei como foi com o menino, mas com nós foi horrível: o clube inteiro olhando para aquela mesa, eu não sabia o que fazer, e não entendi direito ainda aquela maluquice que era o camping, eu não entendia direito. E eu: ‘José, vamos embora, todo mundo olhando pra gente’. E eu não sabia se era só porque eu era negra ou se era também porque ele era o filho do Roberto Marinho, mas foi um dos momentos assim mais ruins, mais desagradáveis da minha vida, aquela sensação, eu me sentia como um macaco no zoológico, todo mundo ali, esperando a hora de dar uma banana.” contou a apresentadora ao descrever o momento vivido.

Política 

Quando a entrevista chegou à esfera política, Glória fez questão de deixar claras as suas opiniões e se mostrou indignada com o tratamento do governo Bolsonaro aos jornalistas. “Cala a boca? As coisas que eu ouço agora para mim são impensáveis, Pedro. Dizer que o brasileiro está protegido porque ele se lava no esgoto. Para mim, é além de qualquer imaginação. Tem coisas que acho que eu não estou vivendo para ver e ouvir isso. Política eu sempre aprendi que é um nível tão alto e o que estou vendo agora é de uma tristeza. Graças a Deus que eu não cubro política mais, porque eu acho que eu já teria apanhado ou já teria batido”, disse ela.

E ainda lembrou do racismo que sofreu do ditador João Figueiredo. "Quem não gosta de preto, não gosta de preto… acha que porque é negro tem que ser discriminado, tem gente que é racista porque tem prazer de ser racista", finalizou Glória.

Em live transmitida na última sexta-feira (15), a cantora Ana Carolina fez uma versão da música “Disritmia”, do sambista Martinho da Vila, cuja letra ela elaborou com o compositor Edu Krieger, chamou de “Pandemia”. Além de lembrar medidas de proteção à saúde, a letra da paródia também faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Ainda nos primeiros versos, “Pandemia” já defende o isolamento social e relembra medidas de higienização das mãos. “Prometo também me empenhar pra não dar abraço, só o cotovelo. lavar as mão a todo instante, com muito sabão, por vinte segundos”, cantou Ana Carolina. 

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Mais adiante na letra, a artista assume um tom mais crítico e político ao afirmar “eu quero que o chefe de estado tenha consciência e não seja omisso, que bom se fosse um resfriado ou uma gripezinha, mas não é só isso (...) Me deixe te pedir cuidado pra acabar de vez com essa pandemia, vai logo pro confinamento, troca o corre corre pela calmaria”. 

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Parece que a paz foi definitivamente selada entre Anitta e Pabllo Vittar. Na estreia do seu novo programa “Anitta Dentro da Casinha”, no Multishow, a funkeira convidou a agora amiga para ser sua Ministra da Cultura.

A brincadeira surgiu após espalharem a notícia de que Anitta queria ser presidente da república. “Pabllo, você está ao vivo aqui no Multishow e eu quero te perguntar se você aceitaria ser minha Ministra da Cultura. Nesse momento é a Regina Duarte, mas se eu fosse presidente seria você. Você toparia?”, perguntou ela.

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De forma bem humorada, Pabllo respondeu. “Eu toparia, com toda certeza. Abriria novas políticas públicas para os nossos artistas independentes, traria mais arte para as escolas, aulas de cultura. Vamos mudar esse país”.

No início do mês, a cantora iniciou lives semanais com a advogada e comentarista da CNN Brasil, Gabriela Priolli, e tem sido cada vez mais frequentes as publicações em seu perfil falando sobre política. No entanto, a cantora já havia esclarecido em sua conta do Instagram que não tem pretensão de entrar para o meio político.

O dólar opera em alta conduzida pela piora externa com o embate entre EUA e China no radar e cautela sobre o cenário político e fiscal interno. O investidor monitora o IBC-BR em meio à perspectiva de que os números de abril devem ser piores, reforçando as previsões de corte adicional da taxa Selic.

O IBC-BR caiu 5,90% em março ante fevereiro, com ajuste, ficando perto da mediana de -6% das projeções (-8,63% a -3,6%) O IBC-BR interanual de 1,52% também foi menos negativo que a mediana de -2,1% das projeções (-5,1% a -0,7%).

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Os investidores repercutem ainda a intenção do presidente Jair Bolsonaro de discutir com governadores e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um compromisso no tocante a possível veto ou não de artigos do projeto que prevê congelamento de salários de servidores até o fim de 2021. Bolsonaro encontrou-se com Maia na quinta-feira, coroando a sua reaproximação com o Centrão.

Nesta sexta-feira, 15, o ministro Celso de Mello, do STF, pode anunciar ainda sua decisão sobre o levantamento do sigilo e a exibição do conteúdo, integral ou parcial, do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Ontem à noite, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou manifestação ao STF em que informa que o presidente Jair Bolsonaro mencionou as palavras "família" e "PF" na reunião ocorrida no mês passado no Palácio do Planalto, que durou mais de duas horas. Bolsonaro havia afirmado à imprensa que não tinha feito menção à família nem à Polícia Federal no encontro.

Mais cedo, os índices de confiança de consumidores e de empresários mostraram acomodação em maio. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 7,7 pontos na prévia de maio ante o resultado fechado do mês de abril, para 63,5 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou 6,5 pontos, para 64,7 pontos.

Às 9h22 desta sexta, o dólar à vista subia 0,57%, a R$ 5,8522. O dólar futuro de junho avançava 0,54%, a R$ 5,8560.

O público de Anitta parece não saber o que quer. A cantora já foi muito criticada e cobrada por não se posicionar em relação a assuntos mais sérios como política, mas agora que a cantora parece ter tomado gosto pela prática, os fãs estão é reclamando. Ela usou seus stories para explicar aos seguidores os motivos por estar falando tanto sobre esses temas e tranquilizou-os garantindo que, apesar da nova postura, vai continuar rebolando muito. 

Anitta tem surpreendido ao dedicar seu tempo e seus stories para abordar temas e causas relevantes. Ela já entrevistou um deputado federal, Felipe Carreras; promoveu aulas de política com Gabriela Prioli; e também falou contra a Medida Provisória 910, conhecida como ‘MP da grilagem’ que pode afetar o meio ambiente e terras indígenas caso seja aprovado. 

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A postura da cantora, no entanto, tem recebido algumas reclamações por parte do público. Saudosos de seu conteúdo mais descontraído, eles estão enviando mensagens cobrando a artista. Ela explicou seus motivos para  o novo tom de seus stories e garantiu que a mudança não foi total, o rebolado vai continuar. “Os fãs estão falando que estão de saco cheio que estou falando muito de política, que eles me seguem pra ver coisa legal. Amanhã, eu tô aí malhando de biquíni, bunda pro alto, eu rebolo, danço um funk para vocês, rebolo de biquíni. Mas, gente, é muito importante. A gente não pode fechar os olhos para as coisas que acontecem no nosso país. A gente tem esse poder de mudar e se eu consigo falar com tanta gente, acho que nada mais prudente do que usar essa visibilidade para uma parada importante”. 

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