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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) lançou nesta sexta-feira, 20, ao lado de movimentos sociais, a iniciativa "Mais Mulheres na Política", que visa coletar assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular que incentivam a participação feminina no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.

O grupo de trabalho, coordenado pela promotora Vera Taberti - que combate fraudes prejudiciais a candidaturas femininas -, apresentou o texto de três projetos que vêm sendo redigidos desde março.

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A primeira proposta prevê que metade das vagas na Câmara dos Deputados, no Senado e nas Assembleias seja ocupada por mulheres, sendo 25% delas negras. As proporções foram calculadas de modo a refletir a participação de cada segmento na sociedade brasileira.

A segunda proposta faz o mesmo nas Câmaras de vereadores.

A terceira proposta prevê que o número de mulheres que um partido consiga eleger para vagas do Congresso aumente o valor que aquela legenda tem a receber do fundo de financiamento de campanha. Pelo texto, cada mulher deverá ser contada em dobro na hora de repartir a parte do fundo que é distribuída na proporção correspondente ao tamanho da bancada.

Taberti explicou ao jornal O Estado de S. Paulo que os projetos que tratam de reserva de vagas serão tema de uma campanha de coleta de assinaturas, para serem levados ao Congresso na forma de propostas de iniciativa popular. É preciso conseguir a adesão de ao menos 1% dos eleitores - cerca de 1,4 milhão de apoios, atualmente.

A Lei da Ficha Limpa, por exemplo, nasceu de uma proposta do tipo. O projeto das Dez Medidas Contra a Corrupção, que está parado no Congresso, também.

Para o projeto sobre o fundo de financiamento, Taberti explicou que o texto será levado a parlamentares femininas que podem ter interesse em encampar a ideia.

Atualmente, o Brasil não possui reserva de cadeiras para mulheres: as cotas de 30% são apenas referentes a candidaturas femininas, mas não garantem participação de mulheres entre os eleitos.

Ao longo do evento, os participantes criticaram os projetos da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), que alteram as políticas de cotas existentes. Na visão de participantes da iniciativa lançada nesta sexta, é preciso avançar nesse tipo de política, enquanto os textos da deputada representam um retrocesso.

O encontro dessas sexta - e a elaboração dos projetos apresentados - contou com a participação de diversos coletivos, como o Vote Nelas, Elas na Política e Mulheres Negras Decidem.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, estará em Jaboatão dos Guararapes nesta sexta-feira (13) para anunciar parcerias do seu Ministério com a Prefeitura local. 

O evento com a ministra deve começar às 9h e, na ocasião, serão firmadas ações que devem ser implementadas pela Secretaria Executiva da Mulher. O prefeito Anderson Ferreira (PR) acompanhará a ministra.

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Jaboatão dos Guararapes será beneficiado com ações de dois programas: Qualifica e Salve Uma Mulher. O encontro acontecerá no Complexo Administrativo da cidade, que fica na Estrada da Batalha, número 1.200.

O ano de 2019 ainda nem começou, mas o meio político já se articula com força para as eleições municipais de 2020. Na cidade de São Paulo os ânimos já estão a mil com possíveis candidaturas, alianças e estratégias.

Um dos principais candidatos é o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que vai disputar sua reeleição. Covas entrou no comando da Prefeitura de São Paulo após a ida de João Doria (PSDB) para o Governo do Estado.

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A deputada federal Joice Hasselmann (PSL) é uma das cotadas a disputar a Prefeitura pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. A possível candidatura de Hasselmann, no entanto, tem gerado alfinetadas entre o PSL e o PSDB.

O futuro coordenador da reeleição de Covas, Ricardo Tripoli, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (11) para ironizar a candidatura de Hasselmann e polemizar a história envolvendo o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

“Joice gosta de apontar o dedo para o PSDB, mas todos os partidos têm problemas. O Queiroz vai ser secretário dela?”, perguntou Tripoli, que não teve resposta da deputada Joice Hasselmann.

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa, disparou críticas nesta quarta-feira (11) contra o que ele considera uma estratégia de desgaste das instituições do país com a finalidade de inflamar o povo para que a ditadura volte a ser implementada sob o comando do presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

De acordo com o senador, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), autor da frase de que não há saída para o Brasil pelas vias democráticas, é seu álter ego. “Todos nós sabemos que ele fala em nome do pai e que prega um golpe militar, a devolução do Brasil às sombras, ataca a Constituição e ameaça a liberdade do povo”, declarou.

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Para o petista, o governo Bolsonaro tem absoluta falta de apreço pela democracia, assim como a Lava Jato. Ele avalia que há um casamento ideal da operação com o presidente, inclusive com a utilização dos mesmos métodos, e que eles se merecem.

“Alguns integrantes da Lava Jato, que podemos dizer que formam uma organização criminosa, são os responsáveis pela ascensão de Bolsonaro, por quem trabalharam e a quem servem hoje. Não há o que estranhar quando Bolsonaro rasga a tradição e procura interferir em órgãos como o Ministério Público, a Receita Federal e a Polícia Federal”, afirmou.

Humberto ainda disse que “o sonho de Bolsonaro e sua turma pela volta da ditadura não vai se realizar, pois a população não aceitará essa manobra e aquele período tenebroso de novo”.

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) viverá um fato inédito entre esta quarta-feira (11) e o próximo domingo (15), quando pela primeira vez em 184 anos de história uma mulher presidirá a Casa.

A deputada Simone Santana (PSB) assumirá interinamente o comando da Alepe devido ao fato do presidente Eriberto Medeiros (PP) ter que assumir o comando do Governo do Estado neste período.

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O governador Paulo Câmara (PSB) e a vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) estarão em viagem ao exterior nestes dias e, por isso, Eriberto estará no Governo e Simone, na Alepe.

Atualmente a Alepe conta com a maior bancada de deputadas mulheres de sua história. Um total de 10 dos 49 mandatos são de mulheres, entre eles está o mandato coletivo Juntas, que agrega cinco mulheres em um único mandato.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) se posicionou nesta quarta-feira (11) por meio de uma carta oficial sobre uma matéria divulgada pela Folha de S. Paulo, que afirma que a operação Lava Jato está mirando campanhas e núcleo de confiança da petista.

A ex-presidente pontuou que “vazamentos seletivos e “ilações mal intencionadas” da operação” objetivam aumentar a pressão sobre ela e intimá-la com suspeitas e tentativas de ofender sua imagem.

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“Vale lembrar que apenas 6 dias antes das eleições de 2018, a Lava Jato utilizou-se desse mesmo artifício a fim de interferir nas eleições, com graves consequências para o país. É estranho e distorcido apontar que as últimas duas operações da força tarefa atingiram o ‘núcleo de confiança’ da ex-presidenta Dilma Rousseff, como noticia a Folha de S.Paulo”, diz o comunicado.

Dilma ainda falou sobre a delação premiada de Antonio Paloci, que, segundo ela, é “mentiroso contumaz que prestou depoimento e jamais apresentou provas de envolvimento de Dilma com corrupção ou mal feitos. A fragilidade das denúncias não serviu nem mesmo ao Ministério Público a aceitar a delação do senhor Palocci”.

“É curioso que a ofensiva da Lava Jato contra Dilma Rousseff ocorra no momento em que procuradores da República e o ex-juiz Sérgio Moro estão sob suspeita, desmascarados pelo The Intercept Brasil e demais veículos de imprensa que revelaram as manipulações e distorções feitas a respeito da gravação ilegal entre a então presidenta e o ex-presidente Lula”, complementa o comunicado.

A nota da ex-presidente não deixou de fazer menções aos vazamentos feitos pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald. “As revelações feitas até agora pela Vaza Jato mostram um verdadeiro conluio armado para esconder informações do STF, contribuindo para o Golpe de 2016 e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz.

“A intimidação não vai funcionar. Dilma Rousseff continuará lutando para desmascarar essa imensa farsa construída com o suporte da Lava Jato, reiterando as denúncias de que foi vítima de uma trama armada para derrubá-la da Presidência da República, prender Lula, impedindo-o de disputar as eleições de 2018, abrindo caminho para a chegada do candidato da extrema-direita ao Palácio do Planalto. Desde então, a democracia está sob o fogo cruzado dos amigos da ditadura, da tortura e das milícias”, finaliza.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou que pretende até o próximo dia 17 (quando acaba seu mandato à frente da PGR) pedir a federalização dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

Dodge quer entrar com um Incidente de Deslocamento de Competência (IDC). A partir do dia 17 ela deve ser sucedida pelo procurador da República Augusto Aras, que foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), apesar de estar fora da lista tríplice. 

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Em seu texto de solicitação de federalização, Dodge deverá alegar “grave violação de direitos humanos”, “necessidade de assegurar o cumprimento, pelo Brasil, de obrigações decorrentes de tratados internacionais” e “incapacidade” de prosseguir na apuração. 

De acordo com informações do Globo, a procuradora deve argumentar que o crime cabe ao Supremo Tribunal de Justiça, já que há indícios de envolvimento de pessoa com prerrogativa de foro para o Superior Tribunal. Assim, seria o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) afastado, Domingos Inácio Brazão.

Uma reportagem do Globo apontou que, segundo a Polícia Federal, há uma disputa por pontos políticos que estaria por trás da suspeita de um possível envolvimento de Brazão no assassinato de Marielle e de Anderson Gomes, em março de 2018.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL) remou contra a maré de críticas destinadas ao deputado federal Eduardo Peixoto (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), por ter ido visitar o pai no hospital e posado para uma foto com arma na cintura.

A parlamentar compartilhou a imagem em seu perfil oficial no Twitter e debochou dos comentários feitos pelos críticos do deputado e endossou apoio ao ato de Eduardo Bolsonaro em andar armado.

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“Nossa, que grave! Um policial federal com arma na cintura! Kkkkkkkkkkkk É isso aí, Eduardo Bolsonaro! Oprime mais, que tá pouco!”, escreveu Carla Zambelli, que é uma fiel apoiadora da política do armamento.

O comentário feito pela parlamentar rendeu mensagens de apoio e desaprovação. “Está correta, Carlinha! Você é uma deputada sensata! Também não vejo problema algum”, escreveu uma internauta. Já outro seguidor da deputada fez críticas: “A senhora não acha que armas incitam violência? É assustador essa política de vocês”.

A deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) tomou uma atitude para enfrentar o discurso da "ideologia de gênero". Contrariando o que fez o youtuber Felipe Neto, que distribuiu livros com a temática LGBT, a parlamentar comprou livros contra a ideologia de gênero para distribuir no estado.

Conservadora assumida, Clarissa Tércio investiu na compra de 10 mil exemplares do livro chamado “Macho nasce macho, fêmea nasce fêmea - desmascarando a falaciosa ideologia de gênero”, de autoria do filósofo e pastor Isaac Silva.

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A parlamentar ainda não definiu como vai realizar a distribuição dos livros, mas através de seu perfil no Instagram garantiu que eles serão entregues às crianças pernambucanas e que, no momento, busca parcerias.

“Conteúdo esclarecedor, com o filósofo e Pastor Isaac Silva. Também queremos distribuir outros na mesma temática. Estamos buscando parceiras com autores e editoras”, escreveu a deputada.

Clarissa Tércio é integrante da bancada evangélica na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e costuma se envolver em debates e defender ideias conservadoras. Inclusive, na última semana publicou um projeto que visa proibir o ‘passinho’ nas escolas do estado.

O senador pelo Amapá Randolfe Rodrigues (Rede) cobrou uma presença mais efetiva do ministro da Economia, Paulo Guedes, nos debates que tangem o projeto da reforma da previdência.

Nesta terça-feira (10) o parlamentar utilizou seu perfil oficial no Twitter para dizer que, apesar de Guedes se comportar como o maior interessado na reforma, não tem marcado presença em encontros importantes para fomentar a discussão sobre o assunto.

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“Acabei de cobrar a presença do Ministro Paulo Guedes, que apesar de ser o mais interessado na reforma da previdência e ter sido convidado para representar o Governo, não se faz presente na sessão de debates que discute o tema”, pontuou Randolfe.

A votação em segundo turno do texto da reforma da previdência foi concluída no último dia 7 de agosto. Com o fim da análise da proposta na Câmara, o projeto seguiu para o Senado Federal.

A juíza Carolina Lebbos autorizou nesta terça-feira (10) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja ouvido pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) no próximo dia 17 de setembro.

A autorização acontece após uma sindicância aberta em julho para que seja analisada a possibilidade de violação no seu direito à defesa. Mensagens vazadas pelo site The Intercept têm endossado o que os advogados do petista defendem.

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Lebbos é a sucessora do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, na 12ª Vara Federal de Curitiba. A investigação foi iniciada pelo CNDH no dia 11 de julho e busca averiguar se direito de defesa de Lula foi ferido na época das ações da Operação Lava Jato.

Em entrevista à Revista Fórum, a defesa do ex-presidente afirmou que a ocasião será uma boa oportunidade para se debater as denúncias sofridas pelo petista e o trabalho desempenhado pela Lava Jato.

“As referidas violações foram denunciadas e provadas ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas. Hoje são mais uma vez comprovadas pelo importante trabalho jornalístico do Intercept e outros veículos jornalísticos, no que se denominou Vaza Jato. A injustiça contra Lula é também um ataque à democracia”, explicou a defesa.

O jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald, repudiou uma afirmação feita pela deputada federal Carla Zambelli (PSL) por uma correlação que ela fez entre aumento de casos de HIV e homossexualidade.

Em seu perfil oficial no Twitter, Zambelli disse que é errado “esfregar homossexualidade” para crianças - fazendo menção de apoio à atitude do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), em recolher livros de bienal por conter um beijo gay entre dois personagens.

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“Pesquisa de 2018 do Ministério da Saúde mostra que os casos de HIV entre jovens gays de 15 a 19 anos TRIPLICARAM entre 2006 e 2015 (na era PT). E ainda tem gente que acha que esfregar homossexualidade na cara de crianças vai ajudar os gays em alguma coisa”, afirmou.

A afirmação da parlamentar gerou revolta no meio político, de educação e da saúde. Pois há anos vem sendo combatido o preconceito com homossexuais e a relação mentirosa de que relações homossexuais têm mais chances de propagar o vírus do HIV.

“Um dia depois, e ainda não consigo acreditar no quão ignorante, primitiva, perigosa e nojenta essa declaração é. É uma competição difícil, mas acho que ela é a deputada mais odiosa do PSL. Eu vi de perto. Ela não é burra. Mas está cheia de puro ódio por alguém que não é como ela”, lamentou Greenwald.

Ao receber a mensagem do jornalista, a deputada não deu muita importância e tratou a resposta dele com deboche: “Minhas rugas de preocupação estão se desdobrando”.

Quem estava no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta terça-feira (10) presenciou um embate conflitante entre os deputados Joel da Harpa (PP) e Teresa Leitão (PT).

Em seu discurso, Harpa classificou a educação pública no país como ‘caos’ e defendeu a implantação de escolas militares no Brasil. Ao ouvir Harpa fazer a sugestão, a petista, que é uma defensora das pautas de educação, se revoltou com o que foi dito e pediu a fala.

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“Eu quero lhe pedir respeito às escolas públicas, aos professores, aos servidores e aos estudantes. Não venha chamar as escolas civis de caos porque isso é um desrespeito àqueles que dão suas vidas para trabalha em um ambiente muitas vezes sem a estrutura necessária”, iniciou.

A petista lembrou que uma das melhores escolas de Pernambuco não segue a linha militar. “Para o seu governo, não são as escolas militares que estão no topo deste chamado ranking das melhores escolas. A melhor escola daqui, por exemplo, é a escola de Aplicação, da UFPE”, enfatizou.

Em seu discurso, a parlamentar ainda alfinetou o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação Abraham Weintraub. “Quem quer filho em quartel, quem quer filho em escola militar, coloca. Não tem problema nenhum. A iniciativa de se oferecer educação no Brasil é livre. Agora, querer crescer nas costas dos outros que estão no dia a dia segurando a educação pública só na cabeça de Bolsonaro e do seu ‘sinistro’ da educação”, disparou.

Por fim, Teresa Leitão exigiu respeito ao trabalho desempenhado nas escolas públicas. “Respeite e não chame de caos as escolas públicas que existem neste Brasil, que abrigam milhões de crianças e trabalhadores em educação. Caos não é passinho. Caos são milhões de analfabetos. Caos é a pobreza aumentando no país, caos é a fome, caos é o desemprego”, argumentou.

Após ganhar holofotes negativos nos assuntos política nacional nesta terça-feira (10), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC) decidiu fazer uma nova postagem se posicionando sobre a polêmica, mas não deixou o discurso agressivo de lado.

Durante a manhã, ele afirmou que "a transformação que o Brasil quer não será rápida por vias democráticas" e causou um verdadeiro burburinho. Dezenas de figuras políticas, inclusive aliados do parlamentar, se posicionaram de forma contrária ao filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Em uma nova postagem, o parlamentar agora licenciado argumentou que quis dizer que "por vias democráticas as coisas não mudam rapidamente" em uma tentativa de explicação, mas que parece não ter convencido seus seguidores.

Carlos Bolsonaro complementou dizendo que “é um fato. Uma justificativa aos que cobram mudanças urgentes”. Ainda em sua nova publicação, o filho ‘número 03’ de Bolsonaro aproveitou para atacar os jornalistas.

“O que jornalistas espalham: Carlos Bolsonaro defende ditadura. CANALHAS!”, disparou o parlamentar em seu perfil oficial no Twitter.

A ambientalista Marina Silva (Rede) repudiou a fala do vereador Carlos Bolsonaro (PSC) sobre a democracia no Brasil. De acordo com a líder do Rede, o autoritarismo não pode prosperar no Brasil.

“Os arroubos autoritários não podem prosperar, em hipótese alguma. Existem limites institucionais em uma democracia, que exigem o diálogo e respeito pelas diferenças”, afirmou Marina. 

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Marina Silva, que foi uma das candidatas à Presidência da República em 2018, também sugeriu que as afirmações feitas pelo filho do Presidente Jair Bolsonaro (PSL) ferem o que está escrito na Constituição do país.

“Os caminhos traçados por nossa Constituição são pelas vias democráticas. Não há alternativa fora da democracia!”, exclamou Marina em seu perfil oficial no Twitter, assim como fizeram outras figuras políticas.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que integra o mesmo partido do vereador e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Carlos Bolsonaro (PSC), rebateu a afirmação feita pelo vereador nesta terça-feira (10).

Carlos Bolsonaro disse que “a transformação que o Brasil deseja não será rápida por vias democráticas” e foi alvo de uma série de comentários negativos por parte dos seus opositores. Porém, políticos que andam do seu mesmo lado também se posicionaram de forma contrária ao que foi dito.

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“Como presidente de honra do PSC, governador do Rio de Janeiro e ex-juiz reafirmo meu compromisso com a democracia. Só por essa via conduziremos o Brasil ao crescimento, reduzindo desigualdades sociais e respeitando as liberdades individuais e coletivas”, garantiu Witzel.

Wilson Witzel tem um modo de governo que anda de forma alinhada com a gestão do presidente Bolsonaro. Ele tem sido alvo de muitas críticas da oposição, mas nesta terça criou seu primeiro atrito com a situação após se mostrar contrário ao que foi dito pelo filho do presidente.

Morando fora do Brasil desde janeiro, quando decidiu desistir do seu mandato de deputado federal, Jean Wyllys (PSOL) vai fazer uma residência em Harvard, nos Estados Unidos, nos próximos meses.

O ex-parlamentar, que é professor da área de direitos humanos, vai aprofundar os estudos com uma pesquisa voltada para a relação das notícias falsas com os discursos de ódio contra minorias.

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A residência acontecerá no Instituto de Pesquisa Afro-Latinoamericanos vai durar um semestre. Neste período, Wyllys ainda poderá ministrar aulas em Harvard sobre o assunto, porque já entende-se que ele tem a capacidade para tal.

Em seu perfil no Instagram, Wyllys anunciou a novidade com um texto do poeta brasileiro Jorge Portugal: “Quanto mais a gente ensina mais aprende o que ensinou! (...) Pois trocar vida com vida é somar na dividida, multiplicando o amor, pra que o sonho dessa gente não seja mais afluente do medo em que desaguou”.

O vereador Ivan Moraes (PSOL) subiu à tribuna na Câmara Municipal do Recife nesta segunda-feira (9) para convocar os outros parlamentares a se engajarem em uma luta contra a “onda arbitrária” que acontece no Brasil.

De acordo com o psolista, ele está apreensivo com os casos de censura que vêm acontecendo no país por meio do Governo Federal e governos estaduais, além das tentativas de despejos acontecidas em Pernambuco e no Rio de Janeiro.

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“O que vemos no Brasil não é mais um debate entre a política liberal ou socialista. Não é mais uma discussão do poder de controle do Estado sobre os cidadãos. Agora, é o temor do retrocesso e das formas de repressão que nos atemoriza”, enfatizou o parlamentar.

Ivan reafirmou que deixa seu mandato à disposição para que seja utilizado como espaço de lutas sociais e que os outros vereadores também deveriam se engajar “contra a onda arbitrária, autoritária, de violência e que visa ditar normas de comportamentos no País”. 

O vereador ressaltou, ainda, que a pauta conservadora também foi registrada em Caruaru. “O centro de formação do MST em Pernambuco sofreu uma tentativa de despejo. O despejo foi solicitado pelo Incra e aceito pelo juiz federal da 24ª Vara Federal de Caruaru, que determinou imediata reintegração de posse”, comentou. 

Treze familiares do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSC) e assassinado no último dia 16 de junho, foram intimados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para realizarem uma reconstituição do crime. O procedimento deve ser realizado no próximo dia 21, na residência da família, onde o homem foi morto.

Segundo a investigação, Flordelis ainda não foi intimada porque está em atividade parlamentar em Brasília. A deputada chegava em casa com o marido no momento do crime. Eles moravam juntos com outros filhos - adotivos e biológicos - em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

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Por meio de uma nota divulgada à imprensa na tarde desta terça-feira (10), “a delegacia está em contato com a defesa de Flordelis, que está em Brasília acompanhada de três filhos, para a entrega das intimações até o final de semana".

De acordo com Fabiano Migueis, advogado de Flordelis, a parlamentar participará da reconstituição. “Independentemente do recebimento, ela estará no dia e hora marcada para contribuir com as investigações, como sempre fez", enfatizou.

O corpo de Anderson teve 30 perfurações, de acordo com o laudo pericial. Dois dos 54 filhos do casal estão presos acusados de envolvimento no homicídio: Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos, de 38.

A deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, se posicionou sobre a afirmação feita pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC) a respeito dos percursos democráticos do Brasil.

De acordo com o filho ‘número 03’ do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a transformação que o Brasil deseja não será rápida por vias democráticas. Assim como Hoffmann, outras figuras políticas também demonstraram repúdio ao que foi dito pelo vereador.

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“É gravíssimo flertar abertamente com fim da democracia, apenas porque a realidade não se dobra aos desejos de Jair Bolsonaro, mesmo que o país enfrente um esvaziamento institucional desde o Golpe de 2016”, pontuou a petista.

Gleisi Hoffmann também lembrou das garantias trazidas na Constituição brasileira de 1988. “A Constituição de 88 assegura direitos fundamentais e organização política”, complementou a deputada.

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