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O PSDB emitiu nesta sexta-feira, 8, uma nota classificando a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um fato que pode alimentar "mais um clima de intolerância na sociedade brasileira, no qual polos extremos preferem se hostilizar ao invés de dialogar".

Assinada pelo presidente do PSDB, Bruno Araújo, ataca a esquerda do País e diz que os partidos neste espectro político ficaram em posição cômoda de "não participar do esforço nacional de recuperação das dificuldades criadas ao longo de seus governos para ficarem na confortável posição do grito Lula Livre'".

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"Com Lula solto, nova palavra de ordem não basta mais. Será preciso apresentação de soluções para a crise que eles próprios criaram. Retórica vazia não gera emprego nem reduz miséria ou desigualdade", afirmou o texto.

A sigla ressalta que "decisão judicial se respeita". "Cabe a todos os atores políticos serem responsáveis e serenos neste momento de nervos à flor da pele", disse o presidente do PSDB.

Na lista de ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) se tornou um dos principais críticos do grupo político que ajudou a eleger no ano passado. O deputado acusou Bolsonaro de destruir o PSL, apontou a existência de "milícias digitais" em gabinetes de Brasília e disse que, mesmo após passar 28 anos no Congresso, o presidente não é afeito à democracia.

"Bolsonaro não suporta muito esse processo da Câmara e do Senado, o processo democrático", disse em entrevista ao jornal O Estado de s. Paulo.

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O parlamentar também disse considerar o choro da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) nesta semana ao discursar no plenário da Câmara uma "fraqueza". A exemplo de Frota, a ex-líder do governo no Congresso rompeu com Bolsonaro. "Por ter sido líder do governo no Congresso até pouco tempo e por ter participado de uma das campanhas mais violentas e viscerais que tiveram nas redes, ela deveria ter se contido e não demonstrado isso (fraqueza)", afirmou o deputado. "Ela sabe como é o jogo, ela participou disso."

Veja a entrevista completa:

O sr. publicou em seu Twitter no domingo que essa semana prometia, e incluiu a hashtag "#fogonoputeiro". O que quis dizer?

Uma semana que sabemos que as coisas estão acontecendo e Brasília está em ebulição. Era o Allan dos Santos na CPMI das Fake News, a entrega do pacote de medidas do governo ao Senado e não na Câmara, Joice tinha me dito que iria se posicionar, como fez na terça-feira, 5. Ela chorou e achei isso uma fraqueza dela.

Por que acha isso?

Quem está nesse jogo não pode chorar. Esse jogo é violento e brutal. Mostraram nas redes que ela no passado também chamou a ex-presidente Dilma Rousseff de "gorda", de "vaca". Ela foi chamada agora de "gorda" e de "porca". Em uma situação dessa você tem de estar muito seguro do que está falando e sabendo também o que fez no passado, porque seu passado é revirado.

Se Joice fosse homem, chorar ia fazer alguma diferença?

Não é questão de ela ser homem ou mulher. Ela sabe como é o jogo, ela participou disso. Então, a partir do momento que ela, mostra que ela está sendo atingida. Está sentida com o que está acontecendo. Ela por ter sido líder do governo no Congresso até pouco tempo e por ter participado de uma das campanhas mais violentas e viscerais que tiveram nas redes, ela deveria ter se contido e não demonstrado isso. Era o que a milícia digital queria, atingir a Joice.

É possível comparar a reação da Joice ao chorar com a live do Bolsonaro após ser citado na investigação do assassinato de Marielle?

A live do Bolsonaro mostrou mais uma vez a descompensação emocional dele quando ele se vê acuado por situações que podem de alguma forma incriminá-lo ou a um filho dele. Bolsonaro tem sofrido de "filhotismo".

Tudo o que acontece com um filho dele faz ele se transformar a ponto dele mexer no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e na Polícia Federal.

Ele, por ser uma pessoa que ficou aqui 28 anos, não foi líder, não relatou nada de muita importância, mas mesmo assim deveria saber como é o sistema da Casa.

Quando o sr. estava em campanha, no PSL, já não imaginava os problemas que hoje aponta?

Não. Eu poucas vezes vim à Câmara antes. Eu, como milhões de brasileiros, acreditamos que Bolsonaro pudesse chegar aqui e fazer realmente uma limpeza, porque esse era o discurso dele. Ele ia combater a corrupção, acabar praticamente com o PT. Ele foi tão incompetente que ele acabou com o PSL, mas não acabou com o PT.

Mas nem a relação com os filhos não era possível prever?

Não. Eu pouco encontrei com os filhos na campanha. E Bolsonaro nunca falou algo como "olha, gente, estou combatendo corrupção, mas tem um cara chamado (Fabrício) Queiroz que pode acontecer da imprensa buscar esse cara". Logo no começo da legislatura, o PSL, que era o partido que veio para atacar e combater a oposição, recebe no plenário a notícia do Queiroz. Isso desestruturou o nosso ataque completamente. Achávamos que íamos bater e começamos a apanhar. E o PSL já vinha de um desconforto criado na transição. Todo mundo sabe que foi o partido preterido nessa fase. Qual era o partido do Bolsonaro? Era o DEM, com secretarias, cargos.

Esse desconforto envolve a sua não indicação à secretária de Cultura, já que na época chegou a ser especulado que o senhor poderia assumir o cargo?

Nunca houve essa conversa e nunca pedi um cargo ao Bolsonaro. O que houve, partiu do presidente, pedir para que eu auxiliasse o (ministro da Cidadania) Osmar Terra, que foi uma imposição do Onyx Lorenzoni, via Michel Temer, para colocar o MDB no governo. Logo no começo, o ministro disse que a única coisa que ele sabia de cultura era tocar berimbau. (A Secretaria de Cultura foi transferida nesta quinta-feira para o Ministério do Turismo)

Na sua opinião, como tem sido a atuação do governo em relação à cultura?

Até agora Osmar Terra tem se mostrado um fracasso na área da cultura. Bolsonaro, a partir do momento que transformou o ministério em uma secretaria, reduziu a importância da cultura no País, sendo que o Brasil é um celeiro cultural. Sabíamos que Terra não entendia disso e, por isso, Bolsonaro me pediu para montar a estrutura da secretaria. Não sabíamos que o ministério seria reduzido à secretaria e de repente as coisas mudaram depois que chegou na mão do Onyx.

Queríamos polir o passado e fazer um novo caminho. Eu fui almoçar com o Bolsonaro no palácio. Estávamos eu, ele e o (ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos) Santos Cruz. Perguntei quem ele iria indicar para Ancine (Agência Nacional do Cinema).

O senhor protocolou uma representação contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) no Conselho de Ética da Câmara. Por que acha que ele deve perder o mandato?

O que ele falou, propor o retorno do AI-5, é algo grave. Isso não foi uma gafe ou algo sem querer. Ele já havia feito isso no plenário na terça-feira, 29. Entre os dias 14 e 16 de outubro, o Allan dos Santos, amigo dele e aluno de Olavo de Carvalho, já tinha pedido um novo AI-5, no Twitter, e o Olavo de Carvalho também. No passado, Eduardo já havia dito também que iria fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), com um soldado. Bolsonaro, em 1999, apoiou a ditadura e falou de AI-5. Bolsonaro não suporta muito esse processo da Câmara e do Senado, o processo democrático.

Em relação ao "gabinete do ódio", o sr. conhece quem são os assessores ligados ao Carlos Bolsonaro?

Essas pessoas foram trazidas das redes sociais pelo Bolsonaro. É o Tércio (Arnaud Tomaz) e os dois Mateus (José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz). Na Câmara, eu acho que tem pessoas que funcionam como assessores, mas que, segundo os próprios deputados, nas horas vagas eles assumem o lado de milícia digital. Semana passada, fui atacado na internet por um ativista e respondi forte. Quando chego no plenário, a deputada Caroline de Toni (PSL-SC) falou que eu não poderia ter feito isso com o Nicolas, que era o ativista e ela me contou que ele trabalhava no gabinete dela. Quatro dias depois ela exonerou o Nícolas.

O governo segue concedendo cargos a essas pessoas?

Segue dando cargos e distribuindo.

Na terça-feira, o blogueiro Allan dos Santos negou fazer parte dessas milícias digitais.

Claro ele não ia falar. Achei que a esquerda, a oposição, deveria se preparar melhor para fazer as perguntas a essas pessoas. Eles têm uma boa retórica, não são bobos, não vai arrancar nada que possa incriminá-los ali. A ideia é deixar eles falarem. A esquerda tem de se preparar. Tem uma série de deputados das antigas que não dominam o mundo digital e aí fica difícil você partir para o embate. Por outro lado, o PSL começou a acordar e preparou uma estratégia para obstruir. A CPMI só vai chegar a um final produtivo se a Polícia Federal trabalhar junto e se o Ministério Público fizer as autorizações judiciais. Se não tiver isso, não vai chegar a lugar nenhum.

O senhor se arrepende de ter entrado para o PSL e defendido a candidatura de Jair Bolsonaro?

Não me arrependo até porque o PSL me deu a oportunidade de chegar aqui. Apesar de que lá trás já teve problemas. Gastei apenas R$ 10 mil na minha campanha, porque o partido me falou que não haveria verba pra ninguém, mas quatro dias depois vi pelo portal que foi verba para Eduardo e Joice.

Como o sr. vê as denúncias e os questionamentos sobre a prestação de contas do PSL?

É algo que precisa ser investigado de verdade. Porque pra gente não foi dado nada. Camisa, bandeira, cordinha, adesivo, nada foi entregue pra gente. Se foi gasto, foi com outros candidatos. Não foi comigo. Em maio, eu pedi via judicial e também na Executiva Nacional do PSL, a prestação de contas do diretório estadual de São Paulo, antes, durante e depois da campanha e isso foi negado pra mim. Também tinha pedido o afastamento do Eduardo da presidência da estadual.

Qual é seu futuro no PSDB?

Não sei. Não faço planos para minha vida, vou vivendo um dia após o outro porque as coisas mudam muito rápido.

Pretende concorrer a algum cargo no ano que vem?

Ano que vem não. Já me chamaram para concorrer a prefeito, mas eu não vou sair. Também não quero secretaria. Quero cumprir meu mandato aqui. Não sei, não faço planos para o futuro. Aprendi que aqui as coisas mudam muito rápido. É uma roda-gigante.

A atuação do senhor durante a reforma da Previdência foi muito elogiada por Rodrigo Maia. Qual deve ser sua atuação frente às demais reformas apresentadas pelo governo?

Vou apoiar o que tiver que apoiar depois que conversar com o partido. O PSDB não é um partido governista nesse momento. É um partido que tem se mantido mais ali no centro, mas o que eu puder fazer para ajudar melhorar, eu entender que vale meu esforço nesse sentido, eu vou fazer. Acho que foi uma estratégia ontem do Bolsonaro e do (ministro da Economia) Paulo Guedes, depois de tudo que eles passaram na Previdência, levar primeiro para o Senado (o pacotão de medidas).

O Senado agora é mais fácil. Mas vai ter de passar pela Câmara e a gente sabe que o Bolsonaro é uma usina de confusão e problema, então, pode ser que amanhã tudo mude. Por isso que não dá pra fazer planos. O único que faz é o (deputado) Helio Negão (PSL-RJ), que sabe quando vai viajar com o Bolsonaro pelo mundo.

Na tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o sr. era o canal do Guedes com a bancada do PSL, como está esta relação, ela deu uma estremecida?

Não, nenhuma, não tenho problema nenhum com o Guedes, até porque eu cumpri todos os meus acordos com ele. E tudo que eu propus fazer para ajudar na reforma da Previdência, eu fiz, cumpri o meu papel do início ao fim, junto com o Rodrigo, junto com ele. Quando encontro com ele, me abraça, fala muito bem comigo, e sempre lembra do episódio que ele fala, olha eu não venho mais aqui, encarar essa esquerda, se o Frota não estiver aqui comigo, etcetera e tal.

E em relação ao Bolsonaro, falou com ele depois de sua saída do partido?

Eu nunca mais vi o Bolsonaro. A última vez que eu o vi foi na sessão solene para o Carlos Alberto de Nóbrega. Ele atravessou a rua, do Palácio (do Planalto), e veio aqui prestigiar. Não vi mais o Bolsonaro e mesmo quando eu estava atuando a favor dele, pouco eu ia no palácio.

Estou muito feliz no PSDB, fui muito feliz no PSL, tenho grandes amigos no PSL. Vou lá, entro lá a hora que eu quiser, falo com as pessoas e o caramba. Tenho inimigos também, mas tenho mais amigos que inimigos.

O presidente do PSL, Luciano Bivar, chegou a defender que você ficasse no partido...

Muitas vezes.

Se hoje o Bolsonaro sair do PSL, existe uma possibilidade de o sr. voltar?

Nenhuma, nenhuma. Eu vou seguir no PSDB. Depois de várias defesas do Bivar, o Bolsonaro ligou dando o Ultimate Fighter, né? Tira o Frota, não quero ele mais no meu partido e pronto.

Mas ele estando fora do jogo?

Não, na verdade, o Bolsonaro sempre esteve fora do jogo. Ele só usava o PSL quando precisa votar sim, precisa votar não, libera a bancada. Agora, quando a bancada ia lá e falava: "olha, eu estou precisando marcar uma agenda, não atendia". Agora, melhorou porque ele viu que ficou. Bolsonaro passou alguns dias de Câmara com 12 deputados de base. Secretarias, emendas, algumas coisas andaram mais rápido. Para poder trazer aquela base que ele tem hoje, de 27 ou 26 deputados, é uma coisa assim, neste meio aí.

Muitas vezes seus opositores usam o seu passado para atacá-lo, por ter atuado como ator pornô. Isso o incomoda?

Não porque eu não fiz nada de errado, eu não roubei ninguém, não cometi nenhum processo de corrupção. Eu acho que a pornografia é você fazer a rachadinha com os seus funcionários. A pornografia é você ter um Queiroz por trás e fazer o que vem fazendo, pornografia é fazer esses acordos que a gente assistiu nos últimos dias.

Isso não me incomoda, até porque foi uma coisa que eu quis fazer, foi uma opção minha, gostei de ter feito, tenho descoberto aqui dentro que tenho muitos fãs no segmento. O Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) é um que fica nervoso com essa situação. Eu não consigo entender bem, eu não sei se ele gosta mais das mulheres no filme ou de mim, mas, de qualquer forma, eu descobri que ele é um fã meu neste segmento.

Você acha que uma mulher, atriz pornô, conseguiria ter a mesma oportunidade e se tornar uma deputada?

Não sei. Ela tem que tentar, tem que ver. Eu tive essa fase, fui ator da (TV) Globo, fui ator pornô, fiz uma série de coisas, e quando eu decidi me dedicar a se tornar deputado federal, me dediquei a isso. Acho que todos têm direito. Se o Tiririca (PL-SP) já está no terceiro mandato, e ele me falou há pouco tempo, vou vir para a próxima e acho que vou ter uns 300 mil votos. Então, é possível para todo mundo desde que você se dedique, tenha objetivos.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defende que o PSDB assuma papel de oposição à gestão de Jair Bolsonaro (PSL), que classifica como exitosa nas medidas de controle da situação fiscal do País, mas problemática na radicalização de pautas ideológicas.

"Infelizmente, o partido não referendou quem entrou no governo, pediu que pedissem licença, mas também não se colocou de maneira clara na oposição", diz.

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Segundo Alckmin, a oposição tucana ao governo deveria agir como fiscalizadora, não como adversária do Executivo. Ele defende que o partido apoie as propostas do Executivo que considera importantes, a exemplo das medidas de ajuste fiscal. "Isso é sinal de maturidade política", afirmou na saída do Fórum de Temas Nacionais, da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADBV), onde fez palestra sobre a reforma tributária.

Durante o evento, Alckmin foi elogiado diversas vezes pelos dirigentes da entidade presentes. O presidente do conselho administrativo da ADBV, Latif Abrão Junior, ao convidar Alckmin para tomar a palavra disse "chamo agora o presidente - desculpe, presidente foi um ato falho meu, que ainda espero que aconteça", em meio a aplausos.

Em relação à eleição de 2020, o ex-governador não quis comentar a estratégia do PSDB para a sucessão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, diagnosticado com câncer metastático. "Ele é o candidato. Estive com ele na sexta-feira e ele está bem, a eficiência dos fármacos é boa, tem tudo para se recuperar", afirmou Alckmin, que disse que não será candidato no ano que vem. Sobre 2022, porém, o tucano disse que "o futuro a Deus pertence."

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, emitiu uma nota em que desfere críticas ao ministro da Economia, Paulo Guedes. De acordo com o dirigente tucano, o auxiliar do presidente Jair Bolsonaro (PSL) precisa estar atento e consciente de "que não está reinventando a roda com suas ações e propostas".

"Segue apenas uma trilha que já foi iniciada por outros governos, sobretudo o PSDB.  O DNA de muito do melhor que ele propõe, inclusive, pode ser encontrada nos anos 90", diz o texto que rebate declarações do ministro de que o "Brasil tem 30 anos de expansão de gastos públicos descontrolados".

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O PSDB governou o país de 1995 a 2002, com o presidente Fernando Henrique Cardoso, e Bruno Araújo também fez questão de lembrar que na época, Jair Bolsonaro, que era deputado federal, era contra as reformas. 

“Nessas últimas décadas sabemos qual era a posição do então deputado Jair Bolsonaro. Era a de votar contra as privatizações, contra as reformas, defender corporações, subir à tribuna inúmeras vezes para vociferar contra a reforma da Previdência e mesmo contra Fernando Henrique Cardoso, contra o qual pregou o fuzilamento”, observa. “As voltas da história surpreendem”, completa no texto.

O que se salva do governo tem DNA tucano

Nada como reforçar uma história verdadeira para colocar as coisas no lugar e desmascarar incongruências reiteradamente ditas pelo ministro da economia Paulo Guedes.

Por décadas a crítica mais contundente direcionada ao PSDB foi o rótulo de “neoliberal”.  Nos governos de Fernando Henrique Cardoso, o partido sofreu duros ataques por medidas como a abertura do mercado das telecomunicações, a privatização da Vale, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a reforma administrativa, a reforma da Previdência, entre outras ações. Hoje é quase consenso que todas essas iniciativas modernizaram o Estado brasileiro e deixaram portas abertas para o desenvolvimento.  

A oposição não deu trégua. Literalmente gritavam: “entreguistas”, “direitistas”, “inimigos dos pobres” e até coisas piores. Promoviam passeatas, fechavam ruas, queimaram boneco de FHC. Em algumas faculdades e fóruns de discussões as políticas, “neoliberais” do PSDB eram tudo de pior que poderia ser implantado no Brasil.  

Com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao poder os alicerces econômicos herdados foram conservados. Sob o discurso de “herança maldita”, mantinham e até mesmo aprofundavam as políticas do governo anterior.  A primeira medida legislativa apresentada pelo PT em 2003, inclusive, foi a reforma da Previdência.    

Não custa lembrar que o governo petista começou a desandar exatamente quando as medidas “neoliberais” foram desmanteladas.  A política econômica de Dilma Rousseff jogou o país na maior crise econômica de nossa história com seu rastro de falências, desemprego, desesperança e radicalização na sociedade.  Mesmo com toda a instabilidade política, o ex-presidente Temer buscou retomar a agenda de privatização e modernização do Estado.   

Nessas últimas décadas sabemos qual era a posição do então deputado Jair Bolsonaro. Era a de votar contra as privatizações, contra as reformas, defender corporações, subir à tribuna inúmeras vezes para vociferar contra a reforma da Previdência e mesmo contra Fernando Henrique Cardoso, contra o qual pregou o fuzilamento.  

As voltas da história surpreendem e esse mesmo deputado que tanto atacou as políticas liberais tucanas é eleito com uma plataforma de reformas e modernização do Estado.  Devido à responsabilidade do Congresso, conseguiu aprovar a reforma da previdência, apesar dele. Mudanças por sinal que foram conduzidas por três tucanos: o ex-deputado e secretário especial da Previdência Rogério Marinho, o deputado Samuel Moreira, relator na Câmara, e o ex-governador Tasso Jereissati, no Senado.  

Por isso, é no mínimo com indignação, pela impropriedade, que lemos entrevistas de Paulo Guedes como a esta Folha dizendo frases como: “Dá para esperar quatro anos de um liberal-democrata após 30 de centro-esquerda? ”. Ou “o Brasil tem 30 anos de expansão de gastos públicos descontrolados”, dito também à imprensa. Ele está se referindo a pessoas como Gustavo Franco, Pedro Malan, Armínio Fraga, ou Pedro Parente? 

Ora, a questão não é de rótulo. Muitos tucanos consideram sim que fizeram um governo de centro-esquerda. Até porque ao lado da condução liberal na economia os governos do PSDB colocaram todas as crianças na escola, expandiram o programa Saúde na Família, implantaram os medicamentos genéricos e iniciaram os programas de transferência de renda. Sobre ações como o Bolsa-Escola e o Vale Gás, que resultaram no Bolsa Família, cabe também uma ironia da história: essas ações foram consideradas “liberais” e atacadas à época inclusive por Lula.  

O mínimo então que exigimos, para o restabelecimento do rigor à realidade, é que o ministro Paulo Guedes tenha consciência de que não está reinventando a roda com suas ações e propostas. Segue apenas uma trilha que já foi iniciada por outros governos, sobretudo o PSDB.  O DNA de muito do melhor que ele propõe, inclusive, pode ser encontrada nos anos 90. 

Para que os pingos nos is sejam colocados: nada do que Guedes sugeriu ou pretende implantar - reformas administrativas ou tributária ou qualquer avanço na área econômica ou social -  será possível sem o forte apoio do PSDB. Então, o mínimo que o ministro precisa fazer é ser correto com os fatos.  

 Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) usou o Twitter, na manhã desta segunda-feira (4), para disparar críticas contra o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC). Ao compartilhar uma publicação feita pelo filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na mesma rede social, Frota listou adjetivos pouco afáveis para se referir ao ex-aliado. 

“Na boa tem cara mais babaca do que esse cabeça de melão? Ele só é algo por causa do Pai. Nada faz só arruma confusão e ainda faz essa foto mostrando o mundo de fantasia em que vive. Problemático cheio de delírios é um problema p  pai, um doido iludido”, escreveu o deputado federal.

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A publicação de Carlos Bolsonaro retuítada por Frota fazia menção a chamada “milícia digital”, denunciada pelo tucano durante oitiva na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News, na semana passada. O deputado alegou que quem comanda a milícia que atua em favor do governo é o vereador. 

Na noite desse domingo (3), o filho de Bolsonaro fez referência a Frota, mesmo sem denominá-lo, e afirmou no microblog que estava “trabalhando na internet numa das filiais do.... meu Deus do céu! Tem que rir destes porcos!!!!”

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Na tarde desta quarta-feira (30), em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fakes News, o deputado Alexandre Frota (PSDB) afirmou que recebeu uma ligação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) momentos depois de discursar no plenário da Câmara dos Deputados defendendo a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. 

O discurso de Frota teria acontecido no dia 14 de fevereiro, mês que as investigações das 'rachadinhas' eram destaques de toda a imprensa brasileira. Momentos depois das declarações a favor da prisão do Queiroz, o deputado diz que recebeu uma ligação de Bolsonaro reclamando do posicionamento de Frota. 

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“Em sequência, aparece o senador Flávio Bolsonaro, que me dá um abraço e fala: ‘O papai ficou chateado com você por você ter se expressado dessa maneira no plenário”, revela o ex-pesselista.

Para confirmar o que está afirmando, Alexandre Frota disponibilizou a quebra de sigilo do seu telefone para a justiça. 

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O ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência Gustavo Bebianno vai se filiar ao PSDB a convite do governador de São Paulo, João Doria. A informação foi revelada pelo site Congresso em Foco e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Bebianno articulou a ida do presidente Jair Bolsonaro para o PSL, coordenou a campanha presidencial de 2018, mas deixou o partido e o governo depois de se desentender com o presidente.

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O ex-ministro ainda não decidiu se disputará algum cargo na eleição do ano que vem. Segundo ele, o momento agora é de pensar no Brasil e não em projetos pessoais. Por isso, já declarou apoio à pré-candidatura de Doria para a sucessão de Bolsonaro.

"Meu objetivo é olhar para o País. Tem que acabar com esse extremismo. Entre os dois polos existe um espaço imenso e João Doria representa isso", afirmou.

Segundo Bebianno, que se define como "centro-direita", não vai haver dificuldade de relação com a ala histórica do PSDB. "O presidente Fernando Henrique fez um governo liberal".

Aclamado recentemente em um evento com prefeitos e vereadores tucanos como futuro candidato do PSDB ao governo paulista em 2022, o ex-governador Geraldo Alckmin não descarta possibilidade de pleitear a vaga, o que contraria os interesses do governador João Doria.

Após participar na noite desta segunda-feira (21), ao lado de Doria, de uma solenidade em homenagem ao ex-governador André Franco Montoro na Assembleia Legislativa, o ex-governador foi questionado sobre seu projeto político. Alckmin descartou disputar com Bruno Covas a candidatura à Prefeitura, mas não fez o mesmo em relação ao Palácio dos Bandeirantes. "Não tenho decisão a esse respeito. Não é hora disso", afirmou.

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A estratégia de Doria para 2022 prevê que o PSDB abra mão de disputar o governo paulista e apoie o vice governador, Rodrigo Garcia (DEM), que assumirá o cargo por pelo menos oito meses quando o tucano for disputar à Presidência. Em troca, o DEM apoiaria o projeto presidencial de Doria.

Esse movimento, porém, encontra resistência em uma ala significativa do PSDB, especialmente nas bases. Os tucanos "históricos" também não estão alinhados com o projeto de Doria e preferem manter o PSDB à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Aliada de Doria, a deputada estadual Carla Morando, líder do PSDB na Assembleia, deixou as portas abertas para o ex-governador. "Ele tem todas as prerrogativas para ser candidato a governador", afirmou. Além de Alckmin e do governador, estiveram na solenidade o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o presidente da Assembleia, Cauê Macris, e o ex-senador José Aníbal.

Doria foi embora sem falar com a imprensa, mas Alckmin aproveitou a ocasião para criticar o presidente Jair Bolsonaro. "Bolsonaro tem uma agenda totalmente equivocada. Qual a proposta do governo para a área tributária? Qual a proposta na área internacional? Tem que ter uma agenda de competitividade", disse.

Expulso do PSL após críticas ferrenhas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) não tem poupado as ironias diante da crise interna que se formou no partido com as declarações do chefe do Executivo federal que recomendou um apoiador a “esquecer o PSL” e disse que o presidente da sigla, Luciano Bivar, está “queimado para caramba”.

Em publicações no Twitter, Frota afirmou que estava amando o fato de neste momento ser do PSDB e pontuou: “Eu avisei que ia pegar fogo no puteiro. E isso é só o começo”.

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Ao mencionar sua saída da legenda e o ingresso no ninho tucano, Frota disse que “nada foi por acaso”. “Estou livre dessa seita Bolsonariana”, alfinetou. 

O deputado federal também argumentou que quem deveria ter sido expulso do PSL era Bolsonaro e não ele. “Hoje estão vendo que o Bivar deveria ter expulsado o Bolsonaro do PSL e não eu. Bolsonaro diz que vai para outro partido e vai levar 25 deputados. Não vai só, vão os olavetes puxa saquistas [sic]. São 12 no máximo”, contabilizou.

Ainda na rede social, Alexandre Frota disse que estava aceitando ideias para o que chamou de “consertar o erro”. “Estou aberto e ideias e a disposição para começarmos a elaboração e criação para a retirada de Bolsonaro. Aceito ideias propostas debates e reuniões para iniciarmos essa força tarefa”, disse.

O primeiro evento fora de São Paulo do que vem sendo apresentado como "novo PSDB" ocorreu num lugar simbólico para o projeto presidencial do governador João Doria: o Rio de Janeiro, berço político do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do governador Wilson Witzel (PSC), dois possíveis adversários do tucano em 2022. Estrela do encontro deste sábado, 28, Doria pregou a união do País ao dizer que "a boa política se faz unindo as pessoas, não separando."

Todo o discurso do governador foi centrado nesse ponto. Criticou, por exemplo, o que considera os extremos do espectro político. "Os extremos não constroem, os extremos destroem", disse. "Nós erramos, sim, mas tivemos a humildade de corrigir. Os extremados não reconhecem os erros."

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Doria busca se desvencilhar de uma direita mais radical associada a Bolsonaro e Witzel, mas sem deixar de lado as críticas ao PT que sempre alicerçaram sua recente trajetória política. Questionado pela imprensa, disse que "não fulanizou" ao tecer os comentários durante o discurso. E usou o termo "centro democrático", muito associado a um grupo que orbita em torno do apresentador Luciano Huck, como o caminho para o futuro do País.

Outra forma de se diferenciar do bolsonarismo foi a citação à defesa do Meio Ambiente e à valorização da Cultura, dois pontos críticos do governo Bolsonaro.

O evento foi realizado no Hotel Windsor da Barra da Tijuca, o mesmo que Bolsonaro usou algumas vezes durante a eleição de 2018. O PSDB do Rio é comandado hoje pelo empresário Paulo Marinho, um dos principais articuladores da campanha do presidente, de quem virou dissidente junto com o ex-ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência.

Bebianno também esteve no hotel nesta manhã e, assim como Doria, buscou se posicionar como alguém que não concorda com os rumos seguidos pelo bolsonarismo. "O pêndulo estava todo à esquerda, agora está todo à direita. Acho que ele precisa parar no centro, olhar para o Brasil", apontou o ex-ministro, que disse ser um "órfão" do PSDB.

O encontro marca o início da construção de palanques para Doria de olho em 2022. Foi o primeiro fora de São Paulo - e num lugar em que os tucanos não têm força política expressiva. Em 2018, o partido não elegeu nenhum deputado federal pelo Rio.

Também nos clichês, o PSDB busca ser mais carioca e conquistar uma cidade que nunca lhe pertenceu. O comício da manhã deste sábado tinha à disposição dos militantes pacotes de biscoito Globo, tradicional iguaria das praias da cidade. A agitação foi comandada pela bateria da escola de samba São Clemente. Quando Doria chegou, pouco depois das 11h, o puxador do grupo cantou um samba cuja letra dizia que "o bandeirante veio para colonizar".

Sob Marinho, o PSDB do Rio tenta ainda moldar o discurso a fim de atrair mais mulheres e jovens, por exemplo. "Esse é o nosso mantra: mais mulheres e jovens", afirmou Doria.

A pré-candidata do partido à Prefeitura do Rio, Mariana Ribas, foi apresentada como a futura prefeita do Rio por Marinho e, segundo Doria, representa tudo o que o novo PSDB precisa buscar. Contudo, é muito provável que a sigla caminhe junto com o ex-prefeito Eduardo Paes, que será candidato pelo DEM.

Atração surpresa

Paes apareceu de surpresa no evento e falou que "as boas forças" precisam estar juntas. "Nós vamos estar juntos para fazer com que o Rio volte a estufar o peito e tenha orgulho da cidade", disse o ex-prefeito. Outro nome ventilado para a eleição municipal do ano que vem, o deputado federal Marcelo Calero (Cidadania), também falou na convenção e chamou Paes de "o melhor prefeito que essa cidade já teve."

Ex-emedebista, Paes é uma peça-chave na eleição municipal do Rio. Seu anúncio oficial de entrada na disputa, que só deve acontecer no início do ano que vem, provoca impacto nas diversas candidaturas.

Apesar de, em tese, ser um evento de âmbito local, o encontro do novo PSDB fluminense teve uma série de lideranças nacionais do partido. Discursaram no palanque o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, e a ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius.

Três anos depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB) disse que houve uma “manipulação política” a partir da Lava Jato para a destituição do mandato da petista em 2016. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o tucano fez um panorama das revelações de conversas entre os procuradores à frente das investigações e o então juiz Sergio Moro e ponderou que eles “venderam peixe podre” ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ao ser questionado se estava surpreso diante da influência política na Lava Jato, Nunes disse que agora reconhece que tudo aconteceu “de caso pensado”. “Quando você fala na divulgação do diálogo de Lula com a Dilma, evidentemente você tem uma manipulação política do impeachment. Quando você tem a divulgação da delação de Palocci, nas vésperas da eleição presidencial, você tem uma manipulação política da eleição presidencial. Isso foi de caso pensado, como os diálogos revelaram”, observou Nunes. 

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“Não é uma coisa por inadvertência, foi de caso pensado. Então, isso para mim torna, não todos, porque não conheço todos, esses casos em que esse tipo de procedimento se verificou, nulos, porque atingiu um princípio fundamental do Estado de Direito, que é a garantia que a existência de um juiz imparcial dá ao direito de defesa”, acrescentou. 

Apesar disso, na época do impeachment, o PSDB usou os diálogos revelados pela Lava Jato, sobre a posse de Lula como ministro da Casa Civil. “Não só o PSDB. O Supremo Tribunal Federal acabou por barrar a posse do Lula [como ministro de Dilma] com base em uma divulgação parcial de diálogo, feita por eles, Moro e seus subordinados, do Ministério Público. Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave”, disparou o tucano.

Na entrevista, o ex-senador observa também que foi a favor do impeachment, mas a bancada do PSDB no Senado, segundo ele, era mais "prudente" em relação ao que estava acontecendo. "Diante do fato de que a presidente Dilma não conseguiu ter sequer 173 votos a favor dela para barrar o processo de impeachment na Câmara, ficou evidente que ela tinha perdido as condições de governar", disse. 

"Além, evidentemente, do desvario da condução da política econômica e da política fiscal. Como uma presidente não consegue ter 173 votos para barrar o impeachment, que praticou atos que, à luz da própria legislação, constituiu crime de responsabilidade, não havia como a manter no poder”, emendou, justificando. 

Ainda na ótica de Nunes, caso Lula tivesse assumido a Casa Civil, o impeachment não teria acontecido. “Eles manipularam o impeachment ao barrar a posse do Lula. Se Lula tivesse ido para casa Civil, não seria capaz de recompor a base política do governo? Lula, que dizem que foi um governo socialista, governou com a direita. Teria rapidamente condições de segurar a base política. Porque o impeachment é um processo jurídico - crime de responsabilidade - e político. Ele, pelo menos, em relação à questão política, talvez tivesse condições de recompor. Foi exatamente por isso que eles procuraram barrar, como conseguiram, a posse de Lula”, observou o ex-chanceler do governo de Michel Temer. 

Além de revelar que teve a intenção de matar Gilmar Mendes, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) chegou a convidá-lo, em 2017, para ser vice na chapa que concorreria às eleições em 2018. Aécio era senador na época e estava vendo o cerco se fechar contra ele diante das investigações sobre a Odebrecht. 

“Certo dia, em 2017, meu conterrâneo, o senador Aécio, sentiu que o clima estava aquecendo com as investigações sobre a Odebrecht e me convidou para ser ministro da Justiça quando ele fosse eleito presidente da República no ano seguinte. Eu, é claro, declinei”, afirmou em entrevista à revista Veja. 

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“Dias depois, ele voltou e me fez outra proposta: ‘Quero pedir desculpa. O convite não estava à sua altura. Eu acho que você podia ser o meu vice-­presidente. Você escolhe qualquer partido da base, filia-se e vai ser o meu vice-presidente. Isso vai ser um fato mundial. O vice-presidente chama embaixadores, representantes de Estado e ele vai para a cozinha cozinhar para essas pessoas. Eu sei que você gosta de cozinhar’. É óbvio que era uma tentativa de cooptação. As investigações da Odebrecht estavam andando e depois o caso JBS foi o tiro de misericórdia contra ele”, acrescentou Rodrigo Janot.

Aécio terminou virando centro de uma investigação sobre recebimento de propina e não concorreu à Presidência, mas a deputado federal por Minas Gerais e foi eleito.

Outro convite, que Janot disse ter recebido enquanto ainda era procurador, foi do ex-presidente Michel Temer. “Houve uma situação semelhante quando Michel Temer assumiu a Presidência da República. O ex-­ministro Eliseu Padilha me sondou para que eu partisse para um terceiro mandato como procurador-geral da República”, declarou.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na abertura da assembleia geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Para o tucano, a fala do chefe do Executivo brasileiro de cerca de 30 minutos foi “inoportuno”, “sem referência” e sem “bom senso”. 

”Primeiro, inadequado. Segundo, inoportuno. Terceiro, sem referências que pudessem trazer respeitabilidade e confiança ao Brasil no plano ambiental, no plano econômico e no plano político. Quarto, péssima repercussão internacional. O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas”, avaliou João Doria, antes de uma coletiva de imprensa em São Paulo. 

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O tucano também disse que lamentava que Bolsonaro “tenha perdido mais uma oportunidade para representar bem o país” e ponderou ter faltado “bom senso e humildade” do presidente no discurso.

Jair Bolsonaro falou à cúpula dos países que integram a ONU na manhã de hoje. Ao contrário do esperado, o presidente foi duro e confrontou adversários. Fez ataques a líderes estrangeiros ao defender a soberania do Brasil diante da Amazônia, a condução da ONU, ao cacique Raoni e disparou contra os ex-presidente Dilma Rousseff e Lula, aos quais classificou como responsáveis por querer levar o país para um socialismo.

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) usou sua conta no Twitter para pedir desculpas ao ex-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, por ofensas proferidas contra ele e afirmou que o pedetista tinha razão quando falava sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

“Ciro desculpe as agressões verbalizadas por mim a você no passado”, disse, na publicação feita na noite desse domingo (15), ao compartilhar um tuíte do  ex-governador do Ceará.

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“Fagner nosso amigo cantor me alertou várias vezes. Não é que você realmente tinha razão sobre Bolsonaro. Sorte na caminhada”, acrescentou, fazendo referência ao cantor cearense Raimundo Fagner, que é amigo de Ciro. Nas eleições de 2018, o pedetista ficou em terceiro lugar na disputa. 

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Frota, que no primeiro momento foi aliado de Bolsonaro e defendeu sua eleição, adotou um tom crítico à postura do presidente nos últimos meses e, inclusive, foi expulso do PSL. Agora do PSDB, o deputado tem endossado ainda mais as avaliações com tons duros sobre a atuação do presidente. 

O ano de 2019 ainda nem começou, mas o meio político já se articula com força para as eleições municipais de 2020. Na cidade de São Paulo os ânimos já estão a mil com possíveis candidaturas, alianças e estratégias.

Um dos principais candidatos é o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que vai disputar sua reeleição. Covas entrou no comando da Prefeitura de São Paulo após a ida de João Doria (PSDB) para o Governo do Estado.

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A deputada federal Joice Hasselmann (PSL) é uma das cotadas a disputar a Prefeitura pelo partido do presidente Jair Bolsonaro. A possível candidatura de Hasselmann, no entanto, tem gerado alfinetadas entre o PSL e o PSDB.

O futuro coordenador da reeleição de Covas, Ricardo Tripoli, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (11) para ironizar a candidatura de Hasselmann e polemizar a história envolvendo o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz.

“Joice gosta de apontar o dedo para o PSDB, mas todos os partidos têm problemas. O Queiroz vai ser secretário dela?”, perguntou Tripoli, que não teve resposta da deputada Joice Hasselmann.

 

Após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmar que o fato do governador de São Paulo João Doria (PSDB) querer se candidatar à Presidência da República em 2022 seria uma “ejaculação precoce”, o paulista respondeu o presidente.

Em tom de ironia, Doria afirmou nesta quarta-feira (4) que de eleição ele entende. “O Lula também falava isso em 2016 e eu ganhei a eleição no primeiro turno. De eleição eu entendo que tenho acumulado vitórias que podem ser bem avaliadas”, disse.

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A relação entre Doria e Bolsonaro anda estremecida há um tempo. O presidente já chegou a afirmar, inclusive, que o governador “mamou nas tetas” do governo ao financiar seu jato particular - frase negada por Doria de prontidão.

Bolsonaro também disse que “talvez” Doria deva tentar a eleição de 2026. As falas de Bolsonaro incomodaram também a primeira-dama de São Paulo, Bia Doria, que utilizou seu perfil no Instagram para mandar um recado para o presidente.

"Como mulher, mãe, primeira-dama do Estado de São Paulo, repudio com veemência as declarações do presidente da república, que usa expressões chulas que ferem e desrespeitam a família brasileira e a importância do cargo que ocupa", escreveu.

As alfinetadas entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem se intensificado cada vez mais. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, divulgada nesta quarta-feira (4), Bolsonaro disse que o tucano não tem chances nas eleições presidenciais de 2022 por ser uma "ejaculação precoce" e "talvez" deveria pensar apenas na disputa de 2026. 

"Ele não tem apoio popular", argumentou o presidente sobre João Doria. No último sábado (31), em conversa com jornalistas Bolsonaro chegou a dizer que Doria está "morto" para 2022. 

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Doria tem sido observado como um potencial rival de Bolsonaro em 2022. Os dois, que iniciaram os seus mandatos em um mar de rosas, estão trocando farpas publicamente. 

Na semana passada, por exemplo, o presidente também usou uma das suas transmissões ao vivo no Facebook para dizer que o tucano tinha "mamado nas tetas do BNDES" durante o governo do PT. Doria, por sua vez, negou e chegou a dizer que não inflamaria uma briga com Bolsonaro.

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB), ex-aliado ao presidente Jair Bolsonaro e recém-saído do PSL, comparou a atual gestão federal com governos petistas e disse que tudo é uma “vagabundagem total”.

Nesta terça-feira (3), através de seu perfil oficial no Twitter, o parlamentar fez críticas ao fato do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ter levado a sua esposa de carona em avião das Força Aérea Brasileira (FAB) a Paris, na França.

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Não satisfeito, Alexandre Frota também alfinetou o escritor Olavo de Carvalho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e o próprio presidente Bolsonaro em suas publicações.

“Aí está o Beato Salu usando e abusando da boa vida dada a ele por Olavo, que é o presidente velado do Brasil. Vagabundagem total. Passamos anos combatendo e criticando o PT, mas estão fazendo o mesmo”, disparou Frota.

A referência de “Beato Salu” mencionada por Frota foi um místico da novela Roque Santeiro, da TV Globo, que fazia uma sátira à exploração política e comercial da fé popular. Na história, Beato Salu construiu um casebre onde Roque supostamente morreu, recebendo a visita de romeiros em busca de conselhos.

“E o Mustela Putorius comendo no restaurante de mil ‘doleta’ saindo pelos fundos”, complementou Frota, fazendo referência a um almoço que Eduardo Bolsonaro participou nos Estados Unidos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta terça-feira (3) que mandou recolher um livro distribuído entre os alunos da rede estadual com informações sobre identidade de gênero. 

De acordo com informações de veículos locais, o material define para os adolescentes do 8º ano do Ensino Fundamental o que são, por exemplo, pessoas homossexuais, heterossexuais e transgêneros. Além disso, explica sobre o uso correto de preservativos femininos e masculinos.

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Ao tratar do assunto, contudo, o governador não dá detalhes sobre o que se trata e salienta que pretende apurar quem foram os responsáveis pelo conteúdo.

“Fomos alertados de um erro inaceitável no material escolar dos alunos do 8º ano da rede estadual. Solicitei ao Secretário de Educação o imediato recolhimento do material e apuração dos responsáveis. Não concordamos e nem aceitamos apologia à ideologia de gênero”, ressalta João Doria, em publicação no Twitter. 

O comunicado do recolhimento imediato das cartilhas foi publicado no microblog pouco antes do presidente Jair Bolsonaro (PSL) usar a mesma rede social para anunciar que tinha determinado que o Ministério da Educação elaborasse um projeto de lei proibindo ideologia de gênero da educação fundamental. Segundo o presidente, a legislação sobre o assunto é de competência federal.

Nos últimos dias, Doria e Bolsonaro trocaram críticas publicamente. O material distribuído no governo paulista deu munição ao presidente para tratar sobre o tema e alfinetar o potencial adversário eleitoral de 2022. 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), tem sofrido uma pressão da legenda para que ele desista de concorrer à reeleição no próximo ano, segundo informou uma reportagem da Folha de S. Paulo. O principal motivo seria o medo de perder a eleição - atualmente Covas está com uma intenção de votos na casa dos 10%.

Perder a eleição significa uma fraqueza para o partido, que trabalha visando as eleições federais de 2022 com o possível nome de João Doria - atual governador de São Paulo - à frente da sigla na corrida presidencial. 

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O PSDB quer tentar garantir o controle das três principais cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Entretanto, o comando do Rio deve ser do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), já em BH o atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD) deve ser reeleito, segundo as intenções de voto. Por isso, o PSDB está trabalhando para garantir, pelo menos, o comando em São Paulo.

Sendo assim, Covas poderia aceitar a desistência e tirar um ano sabático no exterior. Com isso, uma das possibilidades para a legenda seria João Doria apoiar Joice Hasselmann (PSL), que se filiaria ao PSDB e abandonaria Jair Bolsonaro (PSL), seguindo o exemplo de Alexandre Frota (PSDB).

Bruno Covas, entretanto, não se mostra muito amistoso com a ideia. De acordo com  Folha, ele afirmou que está se preparando para 2020, inclusive com planejamento de participar de campanhas em outras cidades.

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