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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, mobiliza seus apoiadores neste sábado (13) e reza em Santa Sofia, a basílica transformada em museu em Istambul, a 24 horas das decisivas eleições de domingo, nas quais enfrenta uma oposição unida pela primeira vez.

É nesta basílica bizantina do século IV, convertida em mesquita em 2020, que o chefe de Estado encerrará uma campanha de injúrias e ameaças veladas feitas tanto por ele quanto por seus correligionários contra seu maior rival, Kemal Kiliçdaroglu.

"Todo o Ocidente ficou atordoado! Mas eu fiz", gritou ele para seus apoiadores, neste sábado, sobre a conversão da Santa Sofia.

Reeleito nas urnas desde 2003, Erdogan, de 69 anos, prometeu na sexta-feira respeitar o resultado das eleições presidencial e legislativas, para as quais são convocados 64 milhões de eleitores.

"Chegamos ao poder pela via democrática, com o apoio do nosso povo. Se nossa nação tomar uma decisão diferente, faremos o que a democracia exige", afirmou, visivelmente irritado, em entrevista transmitida à noite pela televisão, simultaneamente, na maioria dos canais do país.

O medo de excessos violentos persiste nas grandes cidades, após uma série de incidentes ocorridos na reta final de uma campanha bastante polarizada, obrigando seu adversário a usar um colete à prova de balas debaixo do terno em suas últimas reuniões de campanha.

- "Prontos para a democracia?" -

Kiliçadraoglu, que voltou para Ancara, conclui sua campanha neste sábado com uma visita simbólica ao mausoléu de Mustafa Kemal Atatürk, fundador da Turquia moderna.

Ao contrário do poder autocrático "de um só homem" (Erdogan), seu principal adversário, de 74 anos, propõe, em caso de vitória, uma direção colegiada, cercada de vice-presidentes que representem os seis partidos da coalizão que ele dirige, indo da direita nacionalista à esquerda liberal.

"Estão prontos para a democracia? Para a paz reinar neste país? Eu estou. Prometo isso a vocês", declarou, ontem, em seu último grande comício em Ancara.

"Eu prometo" é o slogan de sua campanha e o refrão das canções de seus apoiadores.

Kiliçadraoglu promete o retorno ao Estado de direito e ao regime parlamentar, a separação dos poderes e a libertação das dezenas de milhares de presos políticos, entre juízes, intelectuais, militares e funcionários públicos, acusados de "terrorismo", ou de "insulto ao presidente ".

A popularidade do chefe de Estado, que destaca as grandes conquistas e o desenvolvimento de seu país desde 2003, foi prejudicada pela virada autoritária da última década, por uma economia em crise e por uma inflação de cerca de 40% em um ano, conforme dados oficiais contestados.

Erdogan reconhece ter dificuldade para atrair os mais jovens, dos quais mais de 5,2 milhões votarão pela primeira vez. Outra incógnita é o impacto do terremoto que devastou parte do sul da Turquia, deixando pelo menos 50 mil mortos e três milhões de desaparecidos.

Um tribunal turco condenou nesta quarta-feira (23) o jornalista opositor no exílio Can Dündar, um grande crítico do presidente Recep Tayyip Erdogan, a 27 anos de prisão por ter tornado público um sistema de entrega de armas de Ancara a grupos islâmicos na Síria.

Dundar, que vive exilado na Alemanha, foi considerado culpado de auxiliar um grupo terrorista e de espionagem por ter publicado uma investigação em 2015, apoiada por imagens, sobre as entregas de armas pelos serviços secretos turcos.

Seu artigo foi publicado no jornal de oposição Cumhuriyet, do qual ele era chefe de redação.

Em maio de 2016, Can Dündar foi condenado em primeira instância a cinco anos e 10 meses de prisão por divulgar segredos de Estado neste assunto, o que irritou Erdogan, cujo país apoia grupos de oposição síria contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

No entanto, a sentença foi anulada em 2018 por um tribunal que ordenou um novo julgamento contra o jornalista, que também incluiu a acusação de espionagem, que pode resultar em uma pena mais severa, como foi o caso.

Em seu veredicto nesta quarta-feira, o tribunal explicou que a sentença é dividida em 18 anos e seis meses para "divulgação de informações confidenciais e espionagem", e oito anos e nove meses para "ajuda a uma organização terrorista", especificamente a rede do pregador Fethullah Gülen.

Gülen, que está exilado nos Estados Unidos, foi acusado por Ancara de ter organizado o golpe fracassado contra Erdogan em julho de 2016.

Dundar refugiou-se na Alemanha em 2016 após sua primeira condenação. Em uma visita a Berlim em 2018, Erdogan solicitou sua extradição e acusou-o de ser um "agente" que revelou "segredos de Estado".

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta terça-feira (10) que receberá no próximo 17 de março, em Istambul, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, para tratar da situação dos migrantes e da crise na Síria.

"Vamos nos reunir em Istambul na semana que vem, terça-feira [17 de março]", disse Erdogan, segundo a agência pública de notícias Anadolu, acrescentando que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, também poderá participar do encontro.

Ainda conforme Erdogan, a ideia inicial era ter realizado a cúpula esta semana, o que não foi possível pelas eleições municipais na França.

Há duas semanas, a Turquia anunciou a abertura de suas fronteiras para permitir a passagem de milhares de migrantes que seguem para o Velho Continente. A medida faz as lideranças europeias temerem uma crise migratória como a de 2015.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ordenou que os guardas costeiros impeçam que os migrantes atravessem o mar Egeu, informou a imprensa turca.

"Por ordem do presidente (...) nenhum migrante será autorizado a atravessar o mar Egeu devido aos riscos implicados", afirmou o corpo de guardas costeiros citado pela agência de informação Anadolu.

"A prática de não intervir contra migrantes que desejavam deixar a Turquia se mantém, mas esta nova decisão se aplica aos que atravessam o mar, devido aos riscos de que isso representa", acrescentou.

Os guardas costeiros turcos afirmaram que na quinta-feira 97 migrantes foram resgatados depois que "a parte grega desinflou três botes, deixando-os meio afundados no meio do mar".

Depois que Erdogan anunciou, em 28 de fevereiro, que abriu as fronteiras da Turquia para a UE, milhares de migrantes partiram para a Grécia, o que fez lembrar da onda migratória de 2015, embora outros tenham tentado fazê-lo por via marítima.

Erdogan acusou a Grécia na quarta-feira de usar "todos os meios para impedir que os migrantes entrem em seu território", atirando contra eles com ou tentando afogá-los.

Recep Tayyip Erdogan está em Moscou nesta quinta-feira (5) para conversar com Vladimir Putin, com o objetivo de encontrar uma solução para aliviar as tensões na Síria, onde a ameaça de conflito direto entre Rússia e Turquia não está totalmente descartada.

A reunião acontece quando dezenas de soldados turcos foram mortos nas últimas semanas em intensos combates na região de Idlib, a última fortaleza rebelde e jihadista no noroeste da Síria, onde a Turquia intervém contra as forças do regime de Bashar al-Assad.

Assad, apoiado pela força aérea russa, lançou em dezembro uma ofensiva em Idlib, que causou uma catástrofe humanitária, com quase um milhão de deslocados em direção à fronteira com a Turquia.

Nesta quinta-feira, pelo menos 15 civis, incluindo uma criança, foram mortos em ataques aéreos russos em Idlib, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

"A situação em Idlib se agravou tanto que exige que tenhamos uma conversa pessoal e direta", disse Putin no início do encontro com seu colega turco no Kremlin.

Ele expressou condolências a Erdogan pela morte dos soldados turcos na Síria, enfatizando, porém, que "o exército sírio também sofreu pesadas perdas" nas últimas semanas.

"Precisamos conversar sobre isso para que não se repita e não destrua as relações russo-turcas", disse Putin.

Por sua parte, Erdogan afirmou esperar que as decisões tomadas hoje "apaziguem a região (de Idlib) e nossos dois países".

Na véspera de sua partida para Moscou, o presidente turco já havia expressado a esperança de obter um "cessar-fogo o mais rápido possível na região" de Idlib.

A escalada resultou em tensões diplomáticas entre Moscou, aliado do regime sírio, e Ancara, que apoia os rebeldes, representando um risco real de confronto direto entre os dois países que se estabeleceram como atores principais no conflito sírio.

O enviado da ONU para a Síria, Geir Pedersen, pediu na quarta-feira uma solução diplomática "imediata" na Síria.

"Um cessar-fogo pode ser anunciado no final das discussões entre Putin e Erdogan, mas será apenas para o espetáculo", relativiza, no entanto, um diplomata ocidental.

"Acho que Putin dirá a Erdogan que é hora de acabar com suas ações na Síria", acrescentou.

- Acusações mútuas -

"A vitória na Síria se tornou uma questão de prestígio para a Rússia e pessoal para Putin", assegura Yuri Barmine, analista do Conselho russo de Assuntos Internacionais, sugerindo que Moscou, que intervém militarmente em solo sírio desde setembro 2015 não está pronto para fazer concessões.

A escalada de tensões em Idlib já fez fracassar os acordos concluídos entre os presidentes Putin e Erdogan em Sochi em 2018 para encerrar os combates nessa região e estabelecer uma zona desmilitarizada.

Também deu origem a acusações afiadas entre as duas capitais, que fortaleceram sua cooperação nos últimos anos na questão síria, apesar de seus interesses divergentes.

A Turquia acusou a Rússia de não respeitar os acordos de Sochi, que previam a garantia do status quo no terreno e a suspensão dos bombardeios em Idlib.

Em resposta, Moscou acusou Ancara de não cumprir sua parte dos compromissos e de não fazer nada para "neutralizar os terroristas" nesta região.

Neste contexto, a Turquia, que já abriga 3,6 milhões de sírios em seu território, exigiu na quarta-feira apoio europeu a "soluções políticas e humanitárias turcas na Síria", essenciais, segundo Ancara, para estabelecer uma trégua e resolver a crise migratória.

A UE rejeitou a chantagem migratória de Ancara.

Na sexta-feira passada, Erdogan ordenou a abertura das fronteiras de seu país e dezenas de milhares de pessoas se dirigiram para a Grécia, causando confrontos entre refugiados e policiais na fronteira grega.

A Turquia foi forçada a intervir militarmente na Síria, explicou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan nesta terça-feira (17) no Fórum Mundial sobre Refugiados, no qual vinculou a operação lançada por Ancara à falta de ajuda internacional para gerenciar o fluxo de refugiados sírios.

"Além de não recebermos a ajuda que esperávamos da comunidade internacional, fomos forçados a nos preocupar com nossa própria proteção e lançamos operações para tirar organizações terroristas dessa área", disse Erdogan, referindo-se à ofensiva militar de outubro no nordeste da Síria.

A Turquia interveio militarmente no nordeste da Síria para expulsar combatentes curdos das Unidades de Proteção Popular (YPG), que considera "terroristas", mas que desempenharam um papel fundamental na luta contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico.

O objetivo de Ancara era criar uma "zona de segurança" na qual restabeleceria os refugiados que hospeda em seu território.

"Precisamos eliminar a presença terrorista de uma vez por todas nesses territórios, declarar zonas de segurança, implementar programas de reintegração para refugiados", acrescentou o presidente turco na em Genebra.

"Mas ninguém parece determinado a nos ajudar", acrescentou, observando em particular a falta de apoio financeiro da União Europeia.

A Turquia abriga cerca de 3,6 milhões de refugiados sírios que deixaram a guerra em seu país, iniciada em 2011.

O presidente turco ameaça abrir as portas da Europa para esses migrantes.

Para evitar isso, Erdogan exorta os países europeus a apoiar seus projetos de repatriamento sírio no país, especificamente com apoio financeiro à construção de uma ou mais novas cidades nesta "zona de segurança".

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fez nesta quinta-feira duras críticas à Uefa, entidade que comanda o futebol na Europa, que no último dia 15 abriu uma investigação contra os jogadores do Basaksehir, clube da primeira divisão do país, por terem feito saudação militar na comemoração de gols. "É uma campanha de linchamento sistemático contra os nossos atletas", disse o político em uma entrevista coletiva, em Istambul, antes de uma viagem à Hungria.

"Os atletas que representam o nosso país no estrangeiro são confrontados com uma campanha sistemática de linchamento, desde a Operação Fonte de Paz. Estão sendo feitos inquéritos disciplinares contra os nossos atletas que fizeram a saudação militar, depois de marcarem gols", afirmou Erdogan, pedindo uma retratação rápida da Uefa, que ainda não se manifestou sobre o assunto.

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"Enquanto Turquia, recusamos esta postura política, injusta e discriminatória contra a nossa seleção e contra os clubes turcos por parte da Uefa. Quando se mistura política com esporte, isso é imperdoável. A Uefa deve corrigir este erro o mais depressa possível", completou o presidente turco.

No início desta semana, a Associação da União de Clubes da Turquia reagiu contra a decisão da Uefa. O presidente do Basaksehir, Goksel Gumusdag, disse que uma declaração seria enviada à entidade europeia e que esta seria assinada pelos presidentes dos 18 clubes da primeira divisão turca.

"A Uefa, que considera a saudação militar feita pela nossa seleção nacional depois dos gols contra França e contra Albânia, como sendo um ato político e provocatório, iniciou investigações contra o jogador Irfan Can Kahveci, o nosso jogador que fez uma saudação militar depois do gol que marcou contra o Wolsburg num jogo da Liga Europa. E mais tarde abriu também investigações sobre Robinho, Visca, Caiçara, Mehmet Topal e Azubuike", disse.

"É inaceitável a postura discriminatória e política da Uefa contra a nossa seleção nacional e contra os nossos clubes. Enquanto associação, condenamos o duplo critério da Uefa e queremos expressar o nosso apoio a esta saudação simbólica, dada com o objetivo de dar oferecer apoio moral à nossa nação, na sua justa luta contra o terrorismo", finalizou o dirigente.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, se reunirá com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, enviado por Donald Trump para tentar impedir o conflito na Síria, informou a presidência turca.

Erdogan, que disse pouco antes à rede de televisão Sky News que Pence e o secretário de Estado americano Mike Pompeo seriam recebidos apenas por seus colegas, "prevê, é claro, se reunir com a delegação dos Estados Unidos", disse o diretor de comunicação da presidência turca no Twitter.

Para resolver o assunto, a presidência turca postou um pequeno vídeo no Twitter, no qual Erdogan diz à mídia turca que se encontrará com Pence e Pompeo.

Binali Yildirim, o candidato do partido no poder, do presidente Recep Tayyip Erdogan, admitiu neste domingo sua derrota na repetida eleição para prefeitura de Istambul.

Os resultados iniciais divulgados pela agência estatal Anadolu indicam que o candidato da oposição Ekrem Imamoglu lidera com 53,69% dos votos, contra 45,4% para Yildirim com base em 95% dos votos apurados.

"De acordo com os resultados, meu adversário Ekrem Imamoglu vai em frente. Eu o felicito e desejo boa sorte", disse Yildirim.

Imamoglu, por sua vez, afirmou estar pronto para trabalhar com o presidente Recep Tayyip Erdogan para resolver os problemas de Istambul.

"Senhor Presidente, estou pronto para trabalhar em harmonia com o senhor. Transmito aqui o meu pedido para encontrá-lo no menor tempo possível", disse o candidato da oposição, depois de conquistar uma vitória decisiva sobre o candidato de Erdogan na eleição para prefeito de Istambul.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e seu partido sofreram um duro revés nas eleições locais deste domingo (31), ao perder a capital, Ancara, e com o risco de uma derrota em Istambul, pulmão econômico do país, segundo os resultados parciais.

Estas eleições, nas quais os turcos elegeram seus prefeitos, vereadores e chefes de bairro ("muhtar"), representaram um teste para Erdogan. O presidente batalhou durante a campanha para evitar um voto de sanção contra seu partido, o AKP, em um momento em que o país atravessa uma tempestade econômica, com altas taxas de inflação e desemprego.

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Segundo a agência pública de notícias Anadolu, o candidato comum dos partidos de oposição CHP (social-democrata) e Iyi (direita), Mansur Yavas, venceu em Ancara com 50,9% dos votos, contra 47,% para o candidato do governista AKP, Mehmet Özhaseki, após a apuração de 99% das urnas.

Em um discurso ante seus partidários na capital, Yavas proclamou sua vitória sem esperar o fim da apuração, saudando uma "vitória da democracia".

Esta derrota na capital política do país representa um revés inédito para Erdogan, que ganhou todas as eleições desde a chegada do AKP ao poder, em 2002.

Assim como Istambul, Ancara era controlada pelo partido de Erdogan, e pelas formações islamistas que o precederam, há 25 anos.

Em Istambul, tanto o candidato de Erdogan, o ex-primeiro-ministro Binali Yildirim, como seu rival Ekrem Imamoglu reivindicaram a vitória. Com 98% dos votos apurados, os resultados apontavam uma pequena diferença entre os dois.

Ante a possibilidade de uma derrota em Istambul, Erdogan declarou que o AKP controlaria de todos os modos a maioria dos distritos da cidade, mesmo que a oposição fique com a prefeitura.

- "Defeitos" -

A perda de Ancara "desfere um duro golpe a Erdogan e a seu sistema hiperpresidencial", considerou Berk Esen, professor associado da Universidade Bilkent de Ancara.

"Erdogan assumiu um risco ao transformar essas eleições em uma eleição nacional e ao fazer campanha para candidatos impopulares do AKP em cidades importantes. Esta derrota será vista como a sua própria", acrescentou.

Durante um discurso em Ancara, Erdogan afirmou que o AKP corrigirá seus "defeitos".

"Nos lugares em que perdemos, teremos que aceitar que não estivemos à altura e agir em consequência", declarou ante seus partidários em Istambul.

E recordando que estas eram as últimas eleições até 2023, o presidente turco declarou que o período que começa estará dedicado às "reformas econômicas" e ao combate ao "terrorismo".

Durante a campanha eleitoral, Erdogan, de 65 anos, não poupou esforços para tentar convencer os eleitores a votar em seu partido, realizando 102 reuniões em 50 dias.

A coalizão liderada pelo AKP obteve mais de 51% dos votos em nível nacional, segundo os resultados parciais, mas perdeu, além de Ancara, outras grandes cidades como Antalya e Adana (sul).

O presidente havia afirmado que nestas eleições estava em jogo a "sobrevivência da nação", mas para muitos eleitores a principal preocupação era a economia, com uma inflação de 20% no país.

Consciente do problema, no mês passado Erdogan pediu às prefeituras de Istambul e Ancara que abrissem seus próprios postos de frutas e verduras com grandes descontos.

Nestas eleições duas coalizões se enfrentaram: de um lado o AKP de Erdogan e seus aliados ultranacionalistas do MHP; e do outro os social-democratas do CHP e o partido de direita Iyi.

Estes últimos contam com o apoio dos pró-curdos do HDP, que não apresentaram candidatos em Istambul nem Ancara para evitar uma dispersão dos votos contrários a Erdogan.

Após o Parlamento da Turquia aprovar a prorrogação por mais três meses do estado de emergência no país, a Justiça confirmou a prisão de seis ativistas dos direitos humanos, incluindo a líder da ONG Anistia Internacional turca, Idil Eser, nesta terça-feira (18).

Nessa segunda-feira (17), os parlamentares aprovaram a extensão da medida que amplia os poderes do governo e do judiciário pela quarta vez desde a fracassada tentativa de golpe de Estado contra o presidente Recep Tayyip Erdogan.

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Desde quando foi introduzida, mais de 50 mil pessoas foram presas e outras 110 mil foram demitidas ou suspensas de diversos departamentos da administração pública por supostamente ajudarem no golpe ou apoiarem os "terroristas" da rede do clérigo Fethullah Gullen, que para Erdogan, organizou o movimento.

A acusação é semelhante àquela que os ativistas respondem. Segundo um tribunal de Istambul, os seis "cometeram atos em nome de uma organização terrorista sem serem membros" do suposto grupo. Outros quatro que haviam sido presos no mesmo dia foram liberados, mas expulsos do país.

Para a Anistia Internacional, a manutenção das prisões de sua líder local e dos demais ativistas é um "duro golpe contra os direitos na Turquia". A ONG ainda aponta a falta de lógica nas detenções, já que os ativistas "são acusados de ligações com organizações terroristas não ligadas e opostas".

"Não é uma investigação legítima, mas uma caça às bruxas motivada politicamente e que traça um futuro assustador para os direitos na Turquia. Hoje nós descobrimos que defender os direitos humanos é um crime na Turquia. É um momento de verdade para a Turquia e para a comunidade internacional", disse o diretor-geral da AI, Salil Shetty. 

Centenas de milhares de pessoas protestaram neste domingo (9) em Istambul contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O movimento foi convocado pelo principal partido opositor do país, o Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco), e começou há 25 dias em Ancara, percorrendo 430 quilômetros.

A chamada "Marcha pela Justiça" reuniu, segundo os organizadores, mais de um milhão de pessoas e é a maior registrada na história recente do país. As autoridades, no entanto, não confirmaram o número de participantes.

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O movimento foi convocado após a prisão do deputado Enis Berberoglu, que posteriormente foi condenado a 25 anos de detenção por supostamente fornecer "informações confidenciais" ao jornal opositor "Cumhuriyet".

Desde uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em julho do ano passado, Erdogan através das autoridades determinou a prisão de milhares de pessoas por supostamente terem ajudado no golpe. No entanto, a oposição denuncia que o presidente está prendendo pessoas que apenas se opõem ao seu governo e que não tiveram relação alguma com a manobra liderada pelos militares.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o ataque à Síria conduzido pelos Estados Unidos, na noite de ontem, é um "passo concreto", mas pondera que não é o bastante. Discursando em um comício na província de Hatay, na fronteira com a Síria, Erdogan afirmou que os EUA tiveram iniciativas positivas na Síria recentemente e que a Turquia apoia todos os esforços para garantir a segurança do povo sírio.

Após saudar o ataque, o presidente turco disse que era preciso fazer mais e reiterou seu pedido para que uma "zona livre de terror" seja estabelecida. "Deixe-nos declarar uma zona de segurança no norte da Síria, na fronteira com a Turquia, que pode ter entre 4 mil ou 5 mil quilômetros quadrados; deixe-nos construir casas por lá e assentar nossos cidadãos sírios", acrescentou. Fonte: Associated Press.

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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sancionou nesta sexta-feira (10) uma reforma que introduz o presidencialismo no país, hoje uma república parlamentarista. A medida será submetida a referendo popular. As informações são da Agência ANSA.

A mudança do sistema político é uma promessa antiga de Erdogan, que foi primeiro-ministro entre 2003 e 2014. Seu objetivo é unificar na figura do presidente os cargos de chefe de Estado e de governo, o que lhe dará ainda mais poder e força para continuar no posto até 2023, quando completam-se os 100 anos da fundação da República da Turquia por Kemal Ataturk.

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Segundo o primeiro-ministro Binali Yildirim, o referendo sobre o presidencialismo deve ser no próximo dia 16 de abril, mas a data ainda precisa ser confirmada pelo Supremo Conselho Eleitoral. A consulta ocorrerá sob estado de emergência, que está em vigor desde a tentativa fracassada de golpe de julho passado no país.

Com isso, a autoridade nacional das comunicações não será obrigada a fazer as emissoras privadas respeitarem as regras de paridade de divulgação, que distribuiriam igualmente o tempo de propaganda entre os partidários do "sim" e do "não". De acordo com a oposição, o objetivo é favorecer Erdogan.

Uma ex-Miss Turquia foi condenada nesta terça-feira (31) a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena, por ter compartilhado no Instagram um poema contendo insultos ao presidente Recep Tayyip Erdogan. Merve Buyuksarac, de 27 anos, foi coronada Miss Turquia em 2006.

A justiça a processou por ter publicado uma versão do hino nacional turco que contém insultos contra o presidente Erdogan em 2014, quando ele ainda era primeiro-ministro. A jovem foi condenada por um tribunal de Istambul por "insulto a uma autoridade do Estado", mas a execução da pena foi adiada, informou a agência de notícias Dogan.

Detida por alguns dias em janeiro de 2015, a jovem admitiu na época aos investigadores que compartilhou um trecho de um texto publicado em uma revista satírica, mas afirmou que não teve a intenção de insultar o presidente.

Os advogados de Erdogan alegaram que o fato de compartilhar o poema não entrava no "contexto da liberdade de expressão" e ultrapassava "os limites da crítica" ao "humilhar" o presidente Erdogan, segundo a agência Dogan.

Os processos por ofensas a Erdogan aumentaram desde sua eleição como chefe de Estado em agosto de 2014, um sinal, de acordo com seus críticos, de uma guinada autoritária. Quase 2.000 processos judiciais foram iniciados na Turquia contra artistas, jornalistas e outros indivíduos.

A polícia turca invadiu a redação do jornal Zaman, em Istambul, na noite desta sexta-feira (4), disparando gás lacrimogêneo contra manifestantes reunidos na porta do prédio. O Zaman é ligado ao movimento Hizmet, do clérigo Fethullah Gulen, que mora nos Estados Unidos.

O movimento é classificado como organização terrorista pelo governo da Turquia, que argumenta que o objetivo do grupo é derrubar o presidente Recep Tayyip Erdogan. Ex-aliado do presidente, Gulen defende a saída de Erdogan do poder.

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O ataque aos manifestantes acontece no momento em que o governo turco recebe críticas internacionais por causa de sua tentativa de abafar a liberdade de imprensa no País.

Os protestos começaram após um tribunal de Istambul determinar que a administração do jornal sofra intervenção do governo, sem justificar a decisão. O protesto ocorria de forma pacífica até que os manifestantes foram atingidos pelos canhões d’água e pelo gás lacrimogêneo disparados pela polícia turca.

Em resposta à intervenção no veículo de comunicação, o jornal Zaman escreveu que a Turquia atravessa seus “dias mais escuros em termos de liberdade de imprensa.” O editor-chefe declarou que a medida do governo turco significava “o fim na prática da liberdade de imprensa na Turquia.”

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, foi alvo de críticas nesta sexta-feira por chamar uma jornalista de "mulher sem-vergonha".

Amberin Zaman, que escreve para o jornal The Economist e o diário turco Taraf, perguntou ao principal dirigente opositor Kemal Kiliçdaroglu, durante um debate televisionado, se uma sociedade muçulmana podia questionar suas autoridades.

Depois dessa pergunta, em um ato eleitoral na cidade de Malatya na quinta, Erdogan, dado como vencedor nas eleições presidenciais de 10 de agosto, se referiu a Zaman sem dizer seu nome.

"Uma militante disfarçada de jornalista, uma mulher sem-vergonha [...] Lembre-se de qual é o seu lugar. A você foi dada uma caneta para escrever em um jornal [...] e insulta uma sociedade de 99% de muçulmanos", afirmou o primeiro-ministro.

Em um comunicado, a The Economist disse que a "intimidação de jornalistas não tem cabimento em uma democracia. Com Erdogan, a Turquia se converteu num lugar cada vez mais difícil para o jornalismo independente".

O vice-primeiro-ministro Bulent Arinç também afirmou há algum tempo que "uma mulher não deve rir alto em público", o que também causou polêmica num país basicamente muçulmano, mas onde o Estado é laico.

O candidato da oposição Ekmeleddin Ihsanoglu criticou Arinç, afirmando: "Precisamos ouvir a risada alegre das mulheres".

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, questionou a proposta russa sobre o futuro das armas químicas da Síria. A autoridade afirmou que não se deve confiar no governo sírio e que as autoridades do regime de Bashar Assad estão apenas tentando protelar uma intervenção internacional.

Erdogan também afirmou nesta quinta-feira o governo sírio "violou todas as suas promessas com o objetivo de ganhar mais tempo para continuar a massacrar pessoas, e vai continuar assim".

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"Quando se trata de armas químicas, nós não acreditamos neles [o governo sírio] e nós não confiamos neles". Fonte: Associated Press.

Um subcomitê do Senado da França rechaçou nesta quarta-feira um projeto de lei defendido pelo governo que tornará crime a negação do genocídio dos armênios em 1915 pela Turquia otomana, ao declarar que existe a possibilidade de que essa lei, se aprovada, seja inconstitucional. A Comissão de Leis do Senado rechaçou o projeto com 23 votos contrários, nove favoráveis e oito abstenções. A Comissão argumentou que se esse projeto virar lei poderá ferir a liberdade de expressão. Foi a primeira derrota para o governo e o partido conservador União para um Movimento Popular (UMP), do presidente Nicolas Sarkozy, que defende a criminalização da negação do genocídio dos armênios.

Em dezembro, a Assembléia Nacional, a câmara baixa do Parlamento francês, transformou em lei o projeto que criminaliza a negação do genocídio dos armênios pela Turquia. Mesmo após o comitê ter rechaçado o projeto, ele será debatido no Senado na próxima segunda-feira e existe a chance de que seja votado e aprovado. A oposição socialista, no passado, aprovou a criminalização da negação do genocídio dos armênios.

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A aprovação pela Assembleia enfureceu a Turquia, que nega que tenha ocorrido um genocídio dos armênios durante o final do período otomano em 1915. A Turquia afirma que as vítimas civis armênias foram mortas durante a I Guerra Mundial (1914-1918) e que os números foram inflados. A Turquia também argumenta que milhares de civis turcos foram mortos nas brutais guerras que aconteceram na Anatólia e no Oriente Médio, durante e logo após a I Guerra Mundial.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou a França de "genocídio" contra os argelinos durante a Guerra da Argélia, que aconteceu de meados dos anos 1950 até 1961. Segundo a Turquia, a França matou milhares de argelinos, até que foi forçada a dar a independência à Argélia.

Historiadores dizem que as perseguições aos armênios em 1915, que incluíram deportações e marchas forçadas de civis armênios da Anatólia para a Síria e o Iraque, deixaram pelo menos 1,5 milhão de pessoas mortas e configuraram o primeiro genocídio do século 20 . Até hoje a Turquia e a Armênia não possuem relações diplomáticas normais por causa da questão. A França tem uma população de cerca de 500 mil pessoas de origem armênia, descendentes de sobreviventes do genocídio.

A França reconheceu formalmente o genocídio dos armênios em 2001, mas não prevê penalidades para quem negá-lo. O projeto de lei, se aprovado, estabelece pena de até um ano de prisão e uma multa de £ 45 mil (US$ 59 mil) para quem negar ou "minimizar" as mortes dos armênios. A lei equipara o genocídio sofrido pelos armênios ao Holocausto, ou genocídio sofrido pelos judeus europeus nas mãos do nazi-fascismo entre 1939 e 1945.

As informações são da Associated Press.

Um tribunal turco aceitou nesta terça-feira o indiciamento de dois ex-líderes militares do golpe de 1980, abrindo o caminho para um julgamento que, pelo menos simbolicamente, marcará o fim da longa tutela que os militares tiveram sobre a política turca após a redemocratização em 1989. Os dois foram indiciados por "crimes contra o Estado". Não está claro quando os julgamentos começarão. Embora a junta militar tenha renunciado em 1982, um dos dois indiciados hoje, o general Kenan Evren, governou como presidente biônico até 1989, quando ocorreu a redemocratização.

Após o golpe de 1980, cerca de 100 mil pessoas foram julgadas por tribunais militares e dezenas de milhares de turcos fugiram para a Europa, principalmente à Alemanha, onde permanecem como refugiados políticos. Milhares de homens e mulheres detidos foram torturados e pelo menos 50 opositores, de esquerda e de direita, foram enforcados.

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O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a decisão é um passo importante em direção a uma "nova Turquia". A decisão significa que apenas os dois líderes sobreviventes do golpe de 1980 irão a julgamento: o ex-chefe de Estado-Maior, o general Kenan Evren, de 94 anos, e o ex-general Tahsin Sahinkaya, de 86 anos.

Os promotores turcos pedem sentenças de prisão perpétua para Evren e Sahinkaya, sem direito a liberdade condicional, informa o Wall Street Journal. O golpe militar de 1980 foi o terceiro que a Turquia sofreu desde 1923, quando a república foi proclamada e o califado abolido. Embora após a redemocratização os militares tenham perdido força, em 1997 eles conseguiram afastar, com pressões políticas, o primeiro premiê que seguia um partido de raízes islâmicas.

O julgamento dos militares que desfecharam o golpe de 1980 só se tornou possível porque no ano passado a população aprovou em referendo as mudanças na Constituição de 1982, a qual garantia imunidade para os militares que participaram do golpe.

As informações são da Dow Jones.

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