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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Klaus Iohannis, da Romênia, discutiram, nesta terça-feira (18), a revitalização das relações bilaterais. Segundo Lula, há potencial para ampliar os fluxos de comércio e investimentos em áreas diversas como agricultura e produtos de defesa.

“O Brasil é o maior fornecedor não europeu de alimentos para Romênia, que por sua vez tem destacado desempenho na agricultura da Europa. São promissoras as possibilidade de intercâmbio entre a Embrapa e a Academia de Ciências Agrícolas e Florestais da Romênia”, disse o presidente brasileiro.

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Na área de defesa, há possibilidades reais de cooperação científica e tecnológica e oportunidades de negócios entre a Embraer e empresas do setor aeroespacial romeno. “No momento em que o protecionismo ressurge e ganha força no mundo, podemos impulsionar alternativas que assegurem prosperidade compartilhada”, destacou o presidente Lula.

O presidente Lula citou ainda o grupo parlamentar de amizade entre Brasil e Romênia, criado este ano, no âmbito do Congresso Nacional, como mecanismo de articulação de agendas de interesse bilateral.

O presidente manifestou o interesse na conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. “Que seja equilibrado e capaz de apoiar o projeto de reindustrialização e desenvolvimento do país”, disse.

Aprovado em 2019, após 20 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países dos dois blocos para entrar em vigor. Uma tramitação que envolve 31 países.

O encontro entre Lula e Iohannis aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e foi seguido de almoço para a delegação romena.  Em 2022, a corrente de comércio entre o Brasil e a Romênia totalizou US$ 746,9 milhões, aumento de 18,1% em comparação a 2021, com superávit brasileiro de US$ 57,7 milhões.

Neste ano, as relações diplomáticas entre os dois países completa 95 anos.  Ucrânia A Romênia é vizinho da Ucrânia, país do leste europeu que trava um conflito após a invasão do seu território pela Rússia.

Durante o encontro, Lula afirmou que o governo brasileiro “condena a violação da integridade territorial da Ucrânia”, ao mesmo tempo em que defende uma solução política negociada para o conflito. Para o presidente, é preciso criar um grupo de países neutros para mediar uma saída pacífica entre Rússia e Ucrânia.

“Falei da nossa preocupação com os efeitos da guerra que extrapolam o continente europeu. Reiterei minha preocupação com as consequências globais desse conflito em matéria de segurança alimentar e energética, especialmente sobre as regiões mais pobres do planeta”, disse o presidente do Brasil.

O conflito tem impactado o comércio global, com as sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos, Japão e países europeus. Além disso, Rússia e Ucrânia são grandes produtores agrícolas, e a guerra vem causando aumento nos preços dos alimentos em todo o mundo. Na questão energética, diversos países, inclusive da Europa, estão sendo fortemente impactados pela falta do fornecimento de gás natural da Rússia.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concedeu, nesta sexta-feira (10), aval para que o Brasil e outros países ingressem no grupo, que reúne as economias mais industrializadas do planeta. Na reunião desta sexta-feira (10), em Paris, a entidade aprovou os “roteiros de acessão” do Brasil e de mais quatro países: Peru, Bulgária, Croácia e Romênia. 

Esse roteiro representa um plano de adesão apresentado pelo país, que será avaliado por comitês da OCDE nos próximos anos. “Com a aprovação do ‘roteiro de acessão’, caberá ao Brasil a redação de ‘memorando inicial’ com informações sobre a convergência do país aos instrumentos normativos da organização”, informaram, em comunicado, os Ministérios da Economia, das Relações Exteriores e a Casa Civil. 

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A nota conjunta explicou os passos a seguir. Agora, a OCDE examinará se as políticas de cada país cumprem as diretrizes da organização e proporá ajustes, se necessário, até o processo de adesão plena. “Na sequência, terá início o exame das políticas e práticas nacionais pelos comitês temáticos da organização. Nessa fase, o Brasil terá a oportunidade de revisitar políticas e iniciativas nacionais à luz das diretrizes e recomendações da OCDE”, esclareceu.

  A entrada definitiva dos países com os planos de adesão aprovados levará pelo menos dois anos. O ingresso na organização dependerá do consenso dos 38 países que compõem a OCDE.  Segundo os ministérios, o processo de acessão do Brasil à OCDE reforça “o compromisso do governo brasileiro com a modernização do Estado, o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros”.  Por meio da rede social Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou a aprovação do plano brasileiro de adesão à OCDE. Segundo ele, o processo consolidará parcerias benéficas para o país. 

Delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, o diplomata Carlos Cozendey também comentou a aprovação. Ele esclareceu que caberão aos comitês temáticos da OCDE definir critérios e examinar as políticas dos países candidatos. 

A reunião na qual os planos de acessão à OCDE foram aprovados teve a presença do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, representou o ministro Paulo Guedes no evento.

O jogo entre Universitatea Craiova e Botosani, que marcaria o reinício do Campeonato Romeno nesta sexta-feira, acabou adiado após um membro da equipe médica do time visitante testar positivo para o coronavírus, anunciou a Liga Profissional de Futebol da Romênia (LPF).

Como precaução, os jogadores e funcionários das duas equipes foram colocados em quarentena e agora esperam os resultados dos exames para saber se há novos casos de contaminação.

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"Todos querem que o futebol volte aos estádios, mas a saúde dos jogadores é fundamental", afirmou Justin Stefan, dirigente da LPF, em declaração à imprensa romena.

Dínamo Bucareste x Chindia Targoviste, que inicialmente seria disputada neste sábado, foi outra partida adiada da liga romena. O jogo será realizado em nova data porque um lojista do Dínamo foi infectado pela covid-19.

O governo autorizou a retomada do campeonato na semana passada, com portões fechados, após uma paralisação de três meses. Se não houver novos casos da doença, o torneio será retomado neste sábado, com a disputa de duas partidas.

A Romênia registra, até esta sexta-feira, mais de 21 mil casos de coronavírus e 1.380 mortes, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Os romenos votam neste domingo (24) no segundo turno das eleições presidenciais, em que o presidente pró-europeu Klaus Iohannis é favorito à reeleição contra a ex-primeira-ministra de esquerda Viorica Dancila.

Iohannis, de 60 anos, eleito presidente em 2014, venceu com grande vantagem o primeiro turno das eleições em 10 de novembro, com 38% dos votos contra 22% para Dancila.

"Votei por uma Romênia moderna, europeia e normal", afirmou ele neste domingo.

Na metade da tarde, um quarto dos 18,2 milhões de eleitores já havia votado.

A mobilização é particularmente forte entre os 4 milhões de romenos que vivem no exterior, para os quais os centros de votação abriram na sexta-feira.

"Votei pensando nos meus filhos que emigraram para os Estados Unidos. Espero que voltem para a Romênia e encontrem trabalho aqui", disse Elena, uma aposentada de 70 anos, à AFP.

Essa eleição, 30 anos após a queda do Muro de Berlim, deve confirmar a ancoragem europeia da Romênia, numa contra-corrente de outros países do antigo bloco comunista, como Hungria e Polônia, onde ecoam discursos soberanistas e nacionalistas.

"Iohannis representa a única opção europeia e euro-atlântica" e garante a "previsibilidade" da política externa de Bucareste, prejudicada por decisões controversas dos social-democratas, disse à AFP o ex-chefe da diplomacia Cristian Diaconescu.

Dancila, 55 anos, apoiada por Liviu Dragnea, ex-chefe do Partido Social-Democrata (PSD) hoje preso por corrupção, concentrou sua campanha na "defesa dos romenos".

"Votei por um mandato presidencial com mais comprometimento, respeito pelo povo romeno e por nossos interesses nacionais", afirmou.

Após 21 meses caóticos, o governo de Dancila foi derrubado em outubro pelo Parlamento e substituído por um gabinete de centro-direita sob a direção do Partido Liberal Nacional (PNL), de Iohannis.

Essa saída brutal da cena enfraqueceu a candidatura da ex-primeira-ministra em um contexto em que o PSD, que domina a vida política romena desde 1990, sofreu uma série de contratempos desde sua vitória nas legislativas de 2016.

- País em mudança -

Durante os quase três anos de convivência agitada com a esquerda, Iohannis travou uma guerra desgastante para impedir a reforma do sistema judiciário realizada pelo PSD.

Segundo o sociólogo Alin Teodorescu, essa reforma, denunciada por Bruxelas como um ataque ao Estado de Direito, foi contestada por meses por dezenas de manifestantes e custou ao PSD mais de um milhão de votos.

Os social-democratas, herdeiros do antigo partido comunista, perderam popularidade até mesmo em seus redutos históricos.

A emigração e o acesso à Internet, que permitiram aos romenos descobrir a Europa Ocidental, modificaram suas preferências eleitorais em detrimento do PSD, segundo a antropóloga Vintila Mihailescu.

Há duas semanas, Dancila obteve menos de 3% dos votos entre os emigrantes em busca de melhores condições de vida.

Sétimo país mais populoso da União Europeia, com 19,4 milhões de habitantes, a Romênia apresenta profundas disparidades entre os centros urbanos, cujo padrão de vida é próximo do europeu, e as áreas rurais, entre as mais pobres do continente. Um em cada dois romenos vive no campo.

Iohannis se descreve como um "baluarte da democracia" diante de um "regime tóxico", e Dancila o descreve como um "homem covarde e arrogante, ditador".

Dancila, que aposta sua sobrevivência à frente do PSD, destacou o forte crescimento econômico durante seu mandato (4,1% em 2018), impulsionado por aumentos das aposentadorias e salários no setor público. Mas a UE e o FMI temem que isso faça o déficit disparar.

A votação termina às 19h00 GMT (16h00 de Brasília).

O técnico do Dínamo Bucareste, Eugen Neagoe sofreu um infarto durante a partida contra o Universitatea Craiova pelo campeonato nacional da Romênia. Ele perdeu a consciência e precisou ser retirado do estádio em uma ambulância sob olhares assustados dos jogadores. A partida, no entanto, foi reiniciada.

Imagens da transmissão do jogo compartilhadas no twitter mostram o treinador ofegante, com a respiração alterada. Membros da comissão técnica ainda oferecem uma bebida a Neagoe. Logo depois, segundo a imprensa romena, ele caiu desacordado, o que não é mostrado pela transmissão.

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O desespero tomou conta dos companheiros de equipe, com jogadores levando a mão ao rosto e comissão apreensiva. Segundo o jornal local Gazeta Sporturilor, Eugen Neagoe chegou consciente ao hospital, mas ficou internado em observação. Sua situação de saúde era estável e sem riscos.

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Outro caso, mesmo time - Em 2016, o camaronês Patrick Ekeng, que tinha 26 anos, sofreu um colapso e caiu desacordado no campo. Ekeng, que tinha jogado apenas 7 minutos, ainda foi levado para o Hospital Floreasca, onde foi constatada sua morte devido a um ataque cardíaco fulminante.

O papa Francisco pediu "perdão" aos ciganos em nome da Igreja pelas "discriminações, segregações, maus-tratos", durante um encontro neste domingo (2) com representantes desta comunidade na Romênia.

"Peço perdão, em nome da Igreja, ao Senhor e a vocês, pelas vezes em que, no curso da história, nós os discriminamos, maltratamos ou os olhamos mal", declarou o pontífice em um discurso dirigido à comunidade cigana da cidade de Blaj, na região central da Romênia.

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Na última etapa de sua viagem de três dias à Romênia, o papa se reuniu com integrantes da minoria cigana, que tem entre um e dois milhões de pessoas em um país com 20 milhões de habitantes, onde constituem uma comunidade pobre e com frequência marginalizada.

Francisco foi recebido por milhares de pessoas no bairro de Barbu Lautaru, construído ao redor de uma rua estreita, de casas pequenas.

Depois de saudar uma família e receber flores de um menino, o pontífice se dirigiu aos fiéis de uma pequena igreja do bairro e pediu aos ciganos que "assumam seu papel preponderante, sem ter medo de compartilhar e oferecer estas notas particulares", que são parte de sua identidade, citando seu senso de "família, de solidariedade, de hospitalidade".

Na Europa, o número de ciganos é calculado em entre 10 e 12 milhões.

O papa Francisco fez neste sábado (1°) uma apologia da diversidade, diante de dezenas de milhares de peregrinos católicos de língua húngara, durante uma grande missa na Transilvânia, coração de uma Romênia ortodoxa e multiétnica.

Quase 100.000 pessoas, segundo o Vaticano, acompanharam a homilia no santuário mariano de Sumuleu-Ciuc, um território do centro-oeste da Romênia que reivindica sua cultura própria.

"Esta peregrinação anual pertence à herança da Transilvânia e honra ao mesmo tempo as tradições religiosas romenas e húngaras", afirmou o pontífice à multidão.

A Transilvânia é a segunda etapa e um dos principais momentos da viagem de Francisco à Romênia, que começou na sexta-feira (31) em Bucareste.

Esta peregrinação é "um símbolo de diálogo, unidade e fraternidade", disse Francisco, que comparou os participantes com um "povo cujos mil rostos, culturas, idiomas e tradições representam a riqueza".

Na sexta-feira, o papa manifestou apoio às diferentes comunidades do país, que reconhece oficialmente 18 minorias culturais, e fez um apelo por uma "sociedade que se preocupa com a situação dos mais desfavorecidos".

Para evitar suscetibilidades, a homilia foi traduzida para o romeno e para o húngaro.

As igrejas católicas da pequena cidade de Miercurea Ciuc, a poucos quilômetros do santuário, permaneceram abertas durante a noite para abrigar os peregrinos.

- Transilvânia "autônoma" -

"Se eu encontrasse o papa, diria que a Transilvânia quer ser autônoma", afirmou à AFP um dos peregrinos, Zoltan, de 60 anos, procedente de Pusztacsatar, oeste da Hungria.

O presidente húngaro Janos Ader compareceu à missa, mas como um simples peregrino, assim como uma delegação de bispos. Também acompanharam a cerimônia um representante do governo húngaro e a primeira-ministra romena, Viorica Dancila.

A Romênia tem 1,2 milhão de habitantes de origem húngara, ou seja, 6,5% da população do país. A Transilvânia foi integrada ao país pelo Tratado de Trianon que, após a Primeira Guerra Mundial, deixou a Hungria sem dois terços de seu território.

Um século depois, esta comunidade tem certa desconfiança a respeito do Estado central romeno, em um país onde a religião ortodoxa é amplamente majoritária.

"Ninguém pensa em uma secessão, mas gostaríamos que os direitos da minoria húngara fossem mais respeitados", declarou Olah Zoltan, professor na Faculdade de Teologia de Cluj (oeste) e um dos voluntários da missa.

O governo de Bucareste reconhece os direitos culturais e linguísticos desta minoria, em particular em escolas onde o ensino acontece em húngaro e em romeno, mas rejeita as reivindicações de autonomia regional.

Ao final da missa, Francisco depositou uma rosa de ouro ao pé da Virgem de madeira esculpida neste santuário, venerada desde 1567.

O governo da Hungria doou 500.000 euros para a reforma do santuário onde Francisco celebrou a missa, uma "ajuda e não uma interferência", explicou o Executivo de Budapeste.

Após a missa, o papa viajará à cidade de Iasi (nordeste), capital da Moldávia romena, onde visitará a catedral latina Santa Maria Rainha, antes de um encontro com jovens e famílias.

A viagem de João Paulo II a Romênia em 1999 foi a primeira de um papa papa católico a um grande país ortodoxo.

O papa Francisco desembarcou nesta sexta-feira (31) na Romênia, onde permanecerá por três dias, para reiterar a vontade de diálogo com os ortodoxos, mas também para recordar a repressão soviética e demonstrar sua proximidade com o povo gitano.

Francisco foi recebido no aeroporto de Bucareste pelo presidente romeno, Klaus Iohannis, um pró-europeu de confissão luterana, que na quinta-feira manifestou satisfação com o encontro "cristão ortodoxos, católicos romanos e greco-católicos" em seu país.

Os dois tinham uma reunião programada no palácio presidencial e vários encontros com representantes do governo e da sociedade civil. Mais tarde, o papa se reunirá com o patriarca ortodoxo Daniel e celebrará uma missa na catedral de São José.

Apesar da previsão de que os dois rezem dentro da nova catedral ortodoxa da capital, um em latim e o outro em romeno, os dois líderes religiosos não devem aparecer juntos em público, o que alguns analistas interpretam como um sinal de desafio da igreja ortodoxa romena ao líder de 1,3 bilhão de católicos do planeta.

"Venho como peregrino e irmão", anunciou o pontífice argentino em um vídeo ao povo romeno divulgado na quinta-feira.

Esta é a 30º viagem ao exterior em seis anos de pontificado e acontece 20 anos depois da visita de João Paulo II, o primeiro papa a visitar um país de maioria ortodoxa.

Francisco percorrerá em três dias boa parte da Romênia, um país de 20 milhões de habitantes e composto por um mosaico de religiões e línguas, com 18 minorias oficialmente reconhecidas.

O pontífice "deseja visitar todas as regiões do país, que representam a riqueza étnica, cultural e religiosa da Romênia", afirmou o porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti.

No sábado, o papa visitará o santuário mariano de Sumuleu Ciuc (centro do país), frequentado principalmente pela minoria húngara, assim como Iasi (nordeste), o maior centro de católicos latinos. No domingo seguirá para Blaj (centro), sede da igreja greco-católica.

"O desafio do papa é demonstrar à comunidade ortodoxa que a igreja de Roma não quer latinizá-la" explicou à AFP o bispo Pascal Gollnisch, diretor geral da Obra do Oriente.

"A unidade que se busca não é institucional, não pretende reunir todos os cristão sob a etiqueta de católicos, e sim que todos se reconheçam como cristãos", completou.

Situada entre a Europa oriental e ocidental, a Romênia estabeleceu relações diplomáticas com a Santa Sé em 1920, mas os vínculos se romperam depois da Segunda Guerra Mundial, com a chegada dos comunistas ao poder.

Na atualidade, 85% dos romenos se declaram ortodoxos e 7% católicos, cerca de 1,4 milhão de fiéis, inclusive os 200.000 que pertencem à igreja greco-católica ou uniata.

A partir de 1948, esta comunidade minoritária foi integrada à igreja ortodoxa e desapareceu oficialmente. Vários sacerdotes e fiéis foram presos e alguns executados. Muitos, no entanto, conservaram os rituais em sigilo até a queda do líder comunista Nicolae Ceausescu en 1989, que governo o país com mão de ferro.

Para honrar sua memoria, o papa beatificará no domingo em Blaj sete bispos uniatas, que foram detidos e torturados por agentes do regime comunista em 1948, morrendo em total isolamento.

Outro momento importante será a missa de sábado no santuário de Sumuleu Ciuc, na Transilvânia, diante de 200.000 pessoas, acontecimento que é considerado pelas autoridades locais como um reconhecimento da identidade húngara desta região.

O papa completará a viagem com uma visita à comunidade romani, o povo cigano, no distrito de Barbu Lautaru de Blaj.

O papa Francisco inicia na sexta-feira (31) uma viagem de três dias à Romênia com uma mensagem de concórdia para esse país ortodoxo, onde a minoria greco-católica tenta superar os sofrimentos vividos no período comunista.

A viagem, que tem como lema "Caminhemos juntos", ocorre vinte anos depois da visita de João Paulo II, que foi o primeiro pontífice a visitar um país ortodoxo desde a Grande Cisma de 1054, quando os líderes da Igreja de Constantinopla e da Igreja de Roma se excomungaram mutuamente e se dividiram em duas: Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.

A visita de João Paulo se limitava a Bucareste, condição imposta à época pelo Patriarcado desse país e virou um momento chave para a aproximação entre as duas Igrejas.

Já o papa Francisco percorrerá boa parte da Romênia, um país de 20 milhões de habitantes e composto por um mosaico de religiões e idiomas, com 18 minorias oficialmente reconhecidas.

Os dois grupos étnicos minoritários mais importantes são os húngaros e os romanis, o povo cigano, que espera com impaciência a visita do papa defensor dos pobres e discriminados.

"Será um momento único", disse à AFP Maria, uma idosa romena que vive nos Estados Unidos e que viajou para a Europa acompanhar a visita do pontífice.

O principal evento da viagem será a missa ao ar livre que será celebrada no sábado numa região rural no centro-oeste do país, que é também a capital da minoria húngara.

Mais de 110 mil pessoas se registraram para assistir à missa no santuário mariano de Sumuleu Ciuc (centro), um importante local de peregrinação católica.

Dentro da comunidade católica romena, composta por 1,2 milhão de fiéis sobrevive um pequeno grupo de greco-católicos (200 mil pessoas), chamados também de uniatas, que terão atenção especial do chefe da Igreja Católica.

A maioria desses católicos de rito bizantino, que obedecem ao papa, residem na Transilvânia (centro). Essa igreja oriental católica é fruto de uma cisão dentro da ortodoxia ocorrida no fim do século XVII, quando essa região montanhosa era parte do Império Austro-húngaro e se submeteu à autoridade romana.

- "Superemos temores e suspeitas" -

Durante o regime comunista, essa Igreja foi declarada ilegal e seus líderes e fiéis foram perseguidos.

Para honrar sua memoria, o papa beatificará no domingo em Blaj sete bispos uniatas, que foram detidos e torturados por agentes do regime comunista em 1948, morrendo em total isolamento.

"Vou como peregrino e irmão", disse o papa após recordar os mártires dos tempos recentes, "aqueles que sofreram a ponto de oferecer suas vidas, um legado muito valioso para ser esquecido", afirmou Francisco no vídeo enviado na terça-feira ao povo da Romênia.

Francisco chega em Bucareste, a "ilha" latina em "um mar eslavo" dominado pela ortodoxia mundial.

A Igreja Ortodoxa Romena está "aberta ao diálogo ecumênico", explicou Teodor Baconschi teólogo e ex-embaixador da Romênia na Santa Sé.

Com a exceção de uma oração na capital, o patriarca ortodoxo Daniel e o papa não vão aparecer juntos em público, o que é interpretado por especialistas como um sinal de desconfiança por parte da Igreja Romena.

Francisco, empenhado em construir pontes com outros cristãos, reiterou seu desejo de diálogo com os ortodoxos durante sua viagem à Bulgária há três semanas.

"Superemos os temores e as suspeitas, eliminemos as barreiras que nos separam", pediu o papa no vídeo enviado aos romenos.

Nos últimos anos tem crescido na Romênia a posição conservadora de rechaçar as propostas ecumênicas do pontífice argentino.

Agora é raro ver sacerdotes de ambos cultos celebrando juntos missas ou serviços religiosos como casamentos ou funerais, como ocorria no passado.

Por outro lado, não houve nenhum progresso no espinhoso assunto da devolução das igrejas ortodoxas confiscadas em 1948 pelo regime comunista.

Criticada por sua conivência com o poder político, a Igreja Romena apoiou no ano passado um referendo com viés homofóbico convocado pelo governo para proibir casamento homossexual.

Boicotada pelos eleitores, a consulta fracassou.

Milhares de pessoas acompanharam neste domingo os funerais em Jerusalém do rabino Menachem Mendel Taub, resgatado do campo de concentração nazista de Auschwitz, que faleceu aos 96 anos.

Uma importante testemunha dos horrores do Holocausto, Taub nasceu na Transilvânia, na Romênia, em 1923, e faleceu na Cidade Santa.

Conhecido na comunidade ultraortodoxa pelo nome de Admur de Kaliv, como o nome de uma dinastia de rabinos hassídicos da qual era oriundo, foi deportado em 1944 para Auschwitz aos 22 anos com seis irmãos e irmãs.

Único sobrevivente da família, foi vítima das experiências do médico nazista Josef Mengele.

Em 1963, deixou os Estados Unidos e foi para Israel, onde escreveu vários livros sobre os horrores do extermínio de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

"Aquele que viu como crianças eram arrancadas dos braços de suas mães para serem jogadas ao fogo não pode esquecer", afirmou em 2014 numa entrevista ao site Ynet.

O primeiro-ministro e o presidente de Israel lamentaram a morte do rabino.

O Facebook informou nesta quinta-feira (7) ter fechado dezenas de contas falsas no Reino Unido e na Romênia que publicavam comentários de ódio político, um método comum de manipular a opinião pública nas redes sociais.

A empresa eliminou 137 contas no Facebook e no Instagram do Reino Unido de "ativistas de direita e antidireita", que costumavam mudar seus nomes e "operam contas falsas para se engajar em discurso de ódio e disseminar comentários divisórios em ambos os lados do debate político" no país, disse o Facebook em um texto postado em seu blog.

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"Estamos removendo essas páginas e contas com base em seu comportamento, não no conteúdo que publicaram", disse o chefe de segurança cibernética do Facebook, Nathaniel Gleicher.

"Em cada um desses casos, as pessoas por trás dessa atividade se coordenavam entre si e usavam contas falsas para dar uma imagem falsa de si mesmas e essa era a base de nossa ação", informou.

Esta é a última ação do Facebook para bloquear as atividades de manipulação pelo mundo. Antes, a rede social havia se concentrado em contas na Rússia e no Irã.

Gleicher relatou que a origem da ação foi uma investigação interna com a colaboração da polícia britânica e que o Facebook compartilhou suas descobertas com as autoridades.

Em uma operação separada na Romênia, o Facebook fechou 31 contas que publicaram notícias locais e questões políticas, incluindo "notícias do partido com assinaturas fictícias em apoio ao Partido Social-Democrata (PSD)".

A ação foi revelada um dia depois de o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmar que a rede social está pronta para se tornar uma plataforma "focada na privacidade" e na confidencialidade.

O Papa Francisco fará uma viagem à Romênia de 31 de maio a 2 de junho, em resposta a um convite das autoridades e da Igreja Católica da Romênia, anunciou o Vaticano nesta sexta-feira (11).

"Aceitando o convite do presidente, das autoridades estaduais e da Igreja Católica Romana, o Santo Padre fará uma viagem apostólica a este país de 31 de maio a 2 de junho de 2019", afirma um breve comunicado do Vaticano.

O programa detalhado da visita será publicado posteriormente, de acordo com a mesma fonte.

O anúncio desta viagem acontece um mês após outra visita, de 5 a 7 de maio, à Bulgária e Macedônia, na mesma região e a outros dois países de maioria ortodoxa, como a Romênia.

O papa argentino, de 82 anos, tem uma agenda movimentada para os próximos meses.

Ele estará no Panamá de 22 a 27 de janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), depois viajará para os Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 de fevereiro e para o Marrocos no final de março.

A primeiro-ministra da Romênia, Viorica Dancila, afirmou neste sábado (22) que seu país apoia a oferta da Sérvia para fazer parte da União Europeia. A declaração foi dada durante encontro com líderes da Bulgária, Grécia e Sérvia, realizado na capital sérvia, Belgrado. Dos quatro países, apenas a Sérvia ainda não integra o bloco. A Romênia assume a presidência da União Europeia no dia 1º de janeiro, por seis meses.

"A Romênia está apoiando o caminho da Sérvia rumo à Europa", disse Dancila, acrescentando que convidou o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, a visitar Bucareste, a fim de ajudar a "aumentar a visibilidade" do país. "Todos nós temos de nos envolver no apoio à Sérvia", continuou Dancila. "Devemos dar continuidade ao apoio adequado aos países dos Bálcãs Ocidentais."

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Vucic disse que alcançou acordo para formar uma comissão que vai preparar uma oferta conjunta com o objetivo de sediar o Campeonato Europeu de futebol em 2028 ou a Copa do Mundo da Fifa em 2030. Fonte: Associated Press.

A Bulgária, Grécia, Sérvia e Romênia anunciaram hoje (2) a intenção de apresentar uma candidatura conjunta para organizar a Copa do Mundo de 2030, informaram as autoridades dos quatro países.

A iniciativa dos países balcânicos foi apresentada durante uma entrevista na Bulgária, após a reunião entre os primeiros-ministros do país, Boiko Borisov, da Grécia, Alex Tsipras, da Romênia, Viorica Dancila, além do presidente sérvio, Aleksandar Vucic.

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"Falamos da ideia de Alexis Tsipras, dos quatro países apresentarem uma candidatura para a Copa do Mundo de futebol de 2030, assim como outros eventos esportivos", declarou o primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borissov.

Apesar da disputa para sediar o mundial de futebol ainda não ter sido iniciada, a Argentina, Paraguai e Uruguai já apresentaram uma candidatura extraoficial. O Reino Unido e a Irlanda também planejam entrar na briga.

Da Ansa

Um referendo para banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Romênia não obteve o quórum necessário para ser validado. A votação ocorreu no último fim de semana, mas somente 20,4% dos eleitores compareceram, sendo que o mínimo exigido era de 30%. As críticas agora se voltam contra o governo romeno, que gastou mais de 40 milhões de euros na consulta popular, estendeu o período de votação de um para dois dias e diminuiu a participação necessária para que a votação fosse válida de 50% para 30%. Nenhuma das táticas funcionou.

As pesquisas divulgadas na última sexta-feira (5) indicavam apoio de 90% à mudança na legislação. Mihai Gheorghiu, presidente da Coalizão pela Família, afirmou que os romenos votavam para "proteger, em nível constitucional, a definição de casamento entre homem e mulher".

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Já o deputado Dan Barna, um dos únicos políticos que se opuseram ao referendo, pediu a imediata renúncia do governo por ter "desperdiçado 40 milhões de euros do dinheiro público em uma fantasia".

De qualquer forma, na prática, nada mudará, já que a Romênia ainda não reconhece o casamento gay ou a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A questão era que a Constituição assume uma forma neutra na definição de família, afirmando que ela "é fundada pelo casamento consentido dos cônjuges".

O presidente da Mozaiq, organização pelos direitos LGBT, Vlad Viski, aproveitou o fracasso da votação para pedir pela legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. "Eles devem atender ao desejo das pessoas", afirmou. 

Da Ansa

O meio-campista Julio Baptista ainda não desistiu da carreira de jogador de futebol. Neste sábado, ele acertou com o Cluj, da primeira divisão da Romênia. O atleta de 36 anos estava sem clube desde que deixou o Orlando City, dos Estados Unidos, em 2016.

A equipe romena anunciou a novidade pelas redes sociais e não informou o período de contrato. A decisão, no entanto, não deixa de ser surpreendente, pois Julio Baptista já se programava para a carreira fora dos gramados.

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Ele estava na Copa do Mundo da Rússia como um dos embaixadores da Fifa. Na temporada passada, trabalhou promovendo o Campeonato Espanhol pelo mundo. Em junho, Julio Baptista concluiu o curso da Uefa para se tornar técnico.

Julio Baptista começou a carreira no São Paulo, em 2000. Três anos depois foi negociado com o Sevilla, onde atuou por duas temporadas. Na sequência, passou por Real Madrid, Arsenal e Roma, quando viveu o auge da carreira. Em 2011 passou pelo Málaga. Dois anos depois retornou ao Brasil e atuo pelo Cruzeiro. Em 2016 acertou com o Orlando City, onde permaneceu por uma temporada apenas.

Na seleção brasileira, o meio-campista participou de 47 jogos e marcou cinco gols. Ele participou das conquistas da Copa das Confederações, em 2005 e em 2009, e também da Copa América, em 2004 e em 2007.

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A sexta-feira (10) foi de intensos protestos na capital romena, Bucareste. Entre 30 mil e 50 mil manifestantes foram às ruas para criticar o governo social-democrata, acusado de corrupção e autoritarismo. 

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Segundo a imprensa local, dezenas de pessoas tentaram desbloquar o cordão policial que estava formado em frente à sede do governo. As forças de segurança revidaram e entraram em confronto com os manifestantes. Mais de cem pessoas precisaram ser atendidas em unidades de saúde, devido à inalação de gás lacrimogênio. Houve também agentes feridos. 

A população reivindica questões não muito diferentes das em pauta no Brasil: saúde de melhor qualidade, salários dignos e transparência política. Além da capital, houve também atos em cidades como Sibiu, Iasi e Timisoara. 

Com informações da Agência EFE

 

A União Europeia ressaltou a importância da vacinação na prevenção de doenças evitáveis como o sarampo. O destaque foi dado para a infecção viral porque muitos países que já eram considerados zonas livres de sarampo voltaram a registrar casos da doença em 2018.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), desde o início deste ano 19 países registraram mais de 2.400 casos de sarampo, sendo a França, a Grécia, a Itália e a Romênia os mais afetados.

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Para o Parlamento Europeu, a Europa está enfrentando surtos de doenças que poderiam ser evitadas por causa de hesitações em relação às vacinas, levando a redução na procura da imunização. Movimentos antivacinas por parte de pais que decidem não vacinar os filhos preocupam as autoridades de diversos países. Há pessoas que evitam a vacina por receio de efeitos colaterais e também por se posicionarem contra a indústria da imunização.

De acordo com o Parlamento, dados de vacinação nos países da União Europeia revelam a existência de lacunas importantes em matéria de aceitação das vacinas e taxas de cobertura de vacinação insuficientes para garantir uma proteção adequada. A instituição solicitou à Comissão Europeia a melhora no alinhamento dos calendários de vacinação, para garantir o acesso e a disponibilidade de vacinas em quantidades suficientes em todos os países do continente europeu.

O batismo, um ritual importante para os católicos e que marca a iniciação cristã, foi um momento traumático para uma família na Romênia. Um bebê foi levado para ser batizado e o episódio foi marcado por violência e transtornos durante a celebração. O padre, irritado com o choro da criança, foi violento com o bebê e quase o afogou. 

Um vídeo flagrou o momento em que o sacerdote tenta algumas vezes realizar a imersão na água, no entanto o choro da criança o deixou bastante irritado. Ele ameaçou parar a cerimônia ao tentar tirar as vestimentas religiosas, mas continuou com a ajuda dos familiares do bebê.

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Com muita ignorância, ele pega a criança, tapa o rosto dela e a mergulha três vezes. Entrega o bebê a uma pessoa para que a enrole e seque. Com isso, o ritual foi finalizado, mas marcou negativamente todas as pessoas presentes. Ainda não se sabe se o padre terá alguma punição pela atitude. 

Veja o vídeo:

Nessa quinta-feira (27), o Dínamo de Bucareste empatou com o Athletic Bilbao em partida qualificatória da Liga Europa. O 1x1 ficou marcado pelo belo gol marcado por Rivaldinho, 22 anos, filho de Rivaldo, que evitou a derrota da equipe romena. Com o resultado, a decisão da vaga ficou para o dia 3, quando os times voltam a se enfrentar no País Basco. Pelo twitter, o pentacampeão mundial, que acompanhou a partida no estádio, parabenizou Rivaldinho.

"Parabéns meu filho pelo jogo e pelo gol de hoje. Você merece esse momento que está vivendo. Fui pé quente, e espero voltar", destacou Rivaldo. Em sua conta no instagram, Rivaldinho postou uma foto com o pai e disse que 'nada foi conquistado ainda'. Confira o gol dele:

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