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O ineditismo de ações de isolamento e quarentena em meio à tentativa de contenção do novo coronavírus tem feito uma pressão adicional em muitas famílias que estão tentando equilibrar o trabalho – em casa ou na rua -, as tarefas de casa e o cuidado com as crianças afastadas da escola e das atividades esportivas ou sociais.

Em vídeo gravado com exclusividade para a Agência Brasil, a diretora de políticas públicas para a América Latina e o Caribe do International Centre for Missing & Exploited Children (ICMEC), Kátia Dantas, elenca uma série de recursos que podem ser usados por pais e mães para tentar diminuir o estresse no dia a dia. Manter a rotina e as tarefas regulares dentro do possível é uma das dicas.

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Segundo a especialista, em momentos de estresse, é normal que a criança sinta maior necessidade dos pais, aumentando a exigência sobre eles. Para diminuir essa ansiedade, ela sugere conversas honestas com os pequenos, apropriadas para a faixa etária, sobre covid-19. É importante ainda ajudar as crianças a expressarem seus medos e ansiedades de forma positiva.

Para os adultos, ela reforça a necessidade de prestar atenção na saúde mental, o que vai contribuir de forma positiva também para o ambiente familiar. Ela sugere ainda a busca por informações em fontes fidedignas (imprensa, autoridades de saúde dos países e Organização Mundial da Saúde). Além disso, é importante também evitar o “bombardeio desnecessário” de notícias – concentrando a leitura em apenas um momento do dia.

A ICMEC é uma organização não governamental que atua, há mais de 20 anos, para erradicação do abuso e da exploração sexual de crianças, além do combate ao desaparecimento e sequestro de crianças no mundo inteiro.

Veja, abaixo, todas as dicas da especialista para apoiar famílias durante esse período:

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A partir desta terça-feira (31), a Prefeitura do Recife suspenderá temporariamente a vacinação dos idosos, contra gripe, até receber novas doses do Ministério da Saúde (MS). Nesta segunda (30), cerca de 25 mil doses foram aplicadas nos idosos e profissionais de saúde, totalizando 175 mil vacinas desde o início da campanha. 

Em cinco dias úteis de vacinação da Campanha Nacional contra Gripe, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife imunizou 70% das pessoas que deveriam ser vacinadas nos 18 dias úteis desta fase. Por causa dessa alta procura em pouco tempo, o serviço será temporariamente interrompido para os idosos, tanto no esquema de drive thru como nos outros postos volantes.

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A Sesau garante que os idosos e profissionais de saúde serão vacinados até o dia 15, quando se encerra a primeira fase da campanha. O público-alvo total desta primeira etapa é de cerca de 250 mil pessoas na capital pernambucana. A expectativa da Prefeitura do Recife é receber novas doses do MS até o final desta semana, para logo em seguida retomar a campanha.

As unidades de saúde que ainda têm doses remanescentes deverão utilizá-las para vacinar os profissionais de saúde. Quem não trabalha na unidade onde irá receber a vacina deve levar, além da carteira de vacinação e um documento de identificação, comprovante laboral, como crachá ou carteira de trabalho, por exemplo.

Nesta segunda, para evitar aglomerações, a imunização de mais de cinco mil idosos foi feita em dois pontos no esquema de drive thru – em que a população com mais de 60 anos não precisa descer do veículo para ser vacinada. Um deles foi no Shopping Rio Mar, no Pina, e o outro no Supermercado Big Bompreço (antigo Walmart), na Avenida Recife, em Areias. Os pontos abertos em parceria com o Grupo JCPM e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE), respectivamente, serão reativados assim que o município receber mais vacinas, podendo haver mudanças de locais.

OUTRAS ETAPAS - Dividida em três etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe deste ano tem como novidade a inclusão das pessoas com deficiência e dos adultos a partir dos 55 anos nos grupos prioritários para imunização. A partir do dia 16 de abril, quando se inicia a segunda fase da campanha anual, serão vacinados os professores de escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Na última etapa, entre os dias 9 e 23 de maio, serão imunizadas as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho há até 45 dias), adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, pessoas com deficiência e adultos de 55 a 59 anos.

Da assessoria

O Ministério da Saúde anunciou a chegada de 500 mil testes rápidos importados nesta segunda-feira, 30, para detectar o novo coronavírus. A demanda da pasta, no entanto, é muito maior: 22,9 milhões entre os dois tipos de testes encomendados.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o chefe da pasta, Luiz Henrique Mandetta, admitiu que não haverá recursos para testes em "todo mundo" após ser questionado pelo Estadão/Broadcast Político sobre a disponibilidade de exames e os critérios de distribuição.

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Nesse contexto, o sistema público se prepara para realizar exames em pacientes graves, profissionais de saúde e de segurança e por amostragem em casos leves. O Brasil registra 4.579 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. As mortes pela doença chegam a 159.

Uma das dificuldades citadas pelas autoridades é justamente a subnotificação de casos, ou seja, o número pode ser muito maior considerando diagnósticos que deixaram de ser feitos no País. A dificuldade, de acordo com o ministério, é com a disponibilidade de testes nos países produtores, como China e Estados Unidos.

"Há um desabastecimento global de insumos para produção dos testes, ou seja, acaba afetando a disponibilidade", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, na coletiva realizada no Palácio do Planalto.

A pasta encomendou dois tipos de testes: o RT-PCR, usado para diagnosticar a covid-19 em pacientes graves internados e por amostragem em casos leves em locais estratégicos do País. Esse exame é feito retirando uma secreção do nariz do paciente e pode identificar a doença já no começo dos sintomas. Para esses, o ministério espera receber 40 mil testes da Fiocruz até quarta-feira, 1.

Outro teste, o chamado "teste rápido", será feito em profissionais de saúde e de segurança para identificar se essas pessoas já tiveram coronavírus no passado e podem voltar ao trabalho. Esse diagnóstico serve para monitorar o avanço da doença no País e levantar a quantidade de pessoas que desenvolveram defesa no organismo ao vírus, segundo Mandetta. Mas só identifica o vírus a partir do sétimo dia do início dos sintomas. Para esse, a pasta espera ter a entrega de 1,5 milhão de testes por mês.

Frente à falta de materiais para diagnóstico, o ministro chamou a atenção para a quantidade limitada de kits. "Não façam um ataque aos kits. Nós vamos comprar, já compramos, 5 milhões. Esse avião (hoje) está chegando com 500 mil. Na hora que dividir, vai dar um pouquinho para cada local", disse Mandetta em uma fala direcionada às secretarias estaduais e municipais de Saúde.

O ministro chegou a citar a realização dos testes como condição para estabelecimentos comerciais reabrirem. "O dono do restaurante vai ter que testar os seus funcionários antes para saber quem tem anticorpo", declarou, sem detalhes.

Para os secretários de saúde, Mandetta fez apelo por critérios para aplicação e protocolos definidos pela pasta. "Se falar 'vamos fazer de todo mundo', vai acabar o teste em um dia e vão falar 'manda mais'. Não é assim que vai funcionar." Outra possibilidade, declarou, é a realização de exames com resultados enviados por aplicativo. A plataforma está sendo "cristalizada" pelo governo, de acordo com o ministro.

Enquanto cientistas de todo o mundo combatem o coronavírus, um instituto de pesquisa chinês anunciou que desenvolveu um nanomaterial que pode absorver e desativar o coronavírus, e está procurando colaborar com empresas para aplicar a tecnologia na fabricação de purificadores de ar e máscaras faciais, relata a agência Reuters.

Testes de laboratório realizados na província de Anhui, leste da China, mostraram que o material desativou de 96,5 a 99,9% do coronavírus, disse em comunicado o Instituto de Física Química de Dalian, controlado pela Academia Chinesa de Ciências.

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A mídia chinesa Global Times salienta que a nova arma não é uma droga ou um composto, mas um nanomaterial.

Segundo o canal DNA India, os chineses podem estar falando de nanozimas, nanomateriais com características semelhantes às das enzimas. A nanotecnologia pode ser usada para projetar fármacos que possam visar órgãos ou células específicas do corpo, como células cancerígenas, e melhorar a eficácia da terapia.

Da Sputnik Brasil

A cantora Preta Gil foi uma das celebridades a contrair o novo coronavírus. Após ficar um tempo em isolamento social, ela recebeu na última semana o diagnóstico de que foi curada da covid-19. No seu perfil do Instagram, a artista vibrou com sua volta para casa. Publicando uma foto ao lado do marido, o produtor Rodrigo Godoy, ela contou alguns detalhes da doença.

"Finalmente podemos ficar assim grudadinhos em casa outra vez!!! Muita gente me pergunta quais foram os meus sintomas do vírus. Eu senti dor no corpo, dor de cabeça, calafrio, sudorese, intestino solto, perda de apetite, olfato e paladar, dor de ouvido. [...] No período em que estive em isolamento, esses sintomas não são graves ao ponto de ter que ir para o hospital mas são desesperadores se não tivermos calma e confiança de que vai passar", escreveu ela.

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Ao final do texto, Preta Gil declarou que as pessoas busquem calmaria em meio à pandemia do coronavírus. "Estou viva e quero dizer para você que agora está sentindo o que senti, acalme seu coração, tenha fé em Deus que já já você vai estar bem, vai passar e digo também para você que tem um amigo, um parente, um vizinho doente, faça o isolamento social, mas não afetivo. [...] Fiquem com Deus se cuidem e já sabem: fiquem em casa quem puder ficar", completou.

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Uma em cada três mortes por coronavírus no mundo acontece na Itália. Neste domingo, o governo italiano registrou mais 756 óbitos e 5,2 mil novos casos, aproximando o total de infectados da marca de 100 mil. O retrato mais fiel do drama está na linha de frente da guerra contra o vírus. Parte considerável dos contaminados usa jaleco branco: médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Ao todo, são 6,4 mil doentes com covid-19.

"Não respiro." Esta foi a última mensagem do médico Marcello Natali, que morreu no dia 13 de coronavírus. Desde o início da pandemia, ele atuava na linha de frente em Codogno, onde ocorreu o primeiro surto da doença na Itália, mas acabou derrotado pelo inimigo invisível. Morreu sozinho, enfrentando o mesmo martírio de quem tratou como paciente.

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Os últimos momentos de Natali foram contados em carta escrita pelo amigo e médico Irven Mussi, que revelou, nas últimas mensagens trocadas entre eles, a lucidez de que a morte se aproximava. "Infelizmente, não estou bem", escreveu Natali. "Dessaturo (queda da taxa de oxigênio no sangue) muito. Em uma máscara com 12 litros de oxigênio, chego a 85% (o normal é de 90% a 95%). Prevejo um tubo no curto prazo."

Na carta, Mussi expressa sua raiva com o governo italiano. "Não é por acaso que isso aconteceu. Fomos enviados para a guerra sem nenhuma proteção. Os soldados de infantaria pelo menos usavam capacetes", escreveu. Em entrevista ao Estado, Mussi conta que Natali não é o único amigo que perdeu.

"Todos os dias somos informados de um colega que se foi. Na semana passada, morreram dois dentistas. Outro dia, perdi um primo e minha irmã está internada", disse. "Estamos com raiva. O governo nos abandonou, não nos forneceu dispositivos de proteção. Quisemos comprá-los com nosso dinheiro, mas as máscaras estavam em falta em todos os lugares."

Risco máximo

Desde o início da pandemia, 51 médicos morreram infectados pelo coronavírus na Itália. Do total, 25 são médicos de família - o que no país funciona como uma espécie de clínico-geral, que faz a triagem para um especialista. Segundo o Mussi, as mortes ocorrem agora por causa da má gestão inicial do surto.

"No início, a maioria de nós não sabia o que havia diante de si. Os médicos continuavam atendendo os pacientes sem proteção. Quando o surto explodiu, já era tarde, porque vários médicos já haviam sido contaminados", afirmou. "A situação começou a melhorar agora, mas ainda faltam dispositivos de segurança", disse.

Mariana Dacorégio, médica brasileira que atende em Brescia, confirmou a escassez de material. "Os dispositivos de proteção são contados. Tentamos economizar o máximo possível. Agora, só um médico entra em cada quarto para visitar pacientes", disse.

Mas não são apenas os médicos. O vírus tem cobrado um preço alto também dos enfermeiros. Daniela Trezzi, de 34 anos, trabalhava na UTI do hospital San Gerardo, em Monza, uma das cidades italianas mais atingidas pela pandemia. Ela foi contaminada e passou os últimos dias preocupada com a possibilidade de ter infectado outras pessoas. Em um gesto extremo, se suicidou na semana passada. E não foi a única. Outra enfermeira também se matou em Veneza.

"Nessas condições de estresse, falta de pessoal e material, tenho medo de me contaminar e que eu contamine meu marido, que é do grupo de risco e está em casa", diz R., enfermeira que trabalha no setor de ginecologia de um hospital da região de Pulia, que prefere não ter o nome completo publicado.

O impacto psicológico é devastador. "Parece que estamos em um filme de terror. Vejo colegas trabalhando 18 horas em condições precárias. O calor humano não existe mais. A situação é triste. Neste momento, nós, profissionais de saúde, viramos a família dos pacientes, porque muitos pais, por exemplo, não podem mais nem mesmo acompanhar o nascimento dos filhos", disse a enfermeira.

Testes

Se o número oficial de profissionais infectados já parece assustador, a Fundação Gimbe afirmou que a situação é ainda pior. Segundo a ONG, que coleta dados para promover políticas públicas, o nível de contaminação dos profissionais de saúde na Itália está subestimado, porque poucos médicos e enfermeiros fazem teste de coronavírus.

A indicação do governo é testar apenas quem apresenta sintomas. Por isso, quem tem um quadro leve acaba não fazendo o exame. "É um absurdo fazer o teste sé em quem tem sintomas graves", disse médico romano Fabrizio Lucherini, em vídeo publicado nas redes sociais. "O exame deveria ser feito por todos que tenham sintomas, mesmo leves. Mas faltam reagentes químicos e pessoal especializado nos laboratórios." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com o intuito de reforçar as medidas preventivas em combate ao coronavírus, o Espaço Ciência lançou, na Região Metropolitana do Recife (RMR), o “1º Desafio Fora Corona”. O movimento repercutido na internet propõe que as pessoas gravem vídeos mostrando a importância da água contra a doença, que já vitimou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo. 

Aproveitando a “Semana da Água” - comemorado no dia 22 de março - os vídeos tem participação de crianças, adolescentes e adultos replicando boas práticas que foram recomendadas pela Secretaria de Saúde do Estado (SSE). Diversos bairros participaram do evento em toda RMR e foi além chegando em cidades do interior de Pernambuco, como Gravatá, Garanhuns, Paudalho, Caruaru, Carpina, dentre outros. 

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A iniciativa também teve forte adesão da Escola de Referência do Ensino Médio Frei Orlando,  Escola Técnica Ministro Fernando Lyra, Colégio Municipal Imaculada Conceição, Escola Aluísio Germano, EREM Ismênia Lemos, dentre outras. Na próxima segunda-feira (6) será lançado novo “Desafio Fora Corona”, para saber mais acesse o site do Espaço Ciência.

Após ter sido temporariamente suspensa na última quinta-feira (26) devido à falta de doses, a Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR), retoma nesta segunda-feira (30) a primeira etapa da campanha de vacinação contra a gripe. O segundo lote conta com 18.310 doses.

A expectativa é de que 59.174 idosos (60 anos ou mais) e 15.528 profissionais da área da saúde - público-alvo da primeira fase da campanha - sejam imunizados. Ao todo, serão disponibilizadas 100 salas de vacinação, nas sete regionais do município, além do ‘drive-thru’, montado no estacionamento do Shopping Guararapes, em Piedade.

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Idosos devem comparecer preferencialmente às unidades de saúde no turno da manhã, considerando-se que as crianças continuarão sendo imunizadas contra o sarampo no período da tarde. Diante do atual cenário, é recomendável que o usuário, em caso de dúvidas, busque informações junto ao agente de saúde de referência de sua comunidade. Os idosos acamados serão vacinados no próprio domicílio, e os que se encontram em Instituições de Longa Permanência receberão a vacina sem precisar sair do local.

Para mais informações, o usuário pode entrar em contato com a Coordenação de Vacinação, por meio dos números (81) 3476-2866 / 99975-2376, ou ainda pelo e-mail: imuniza.jaboatao@gmail.com.

Com informações da assessoria

O Instituto Superior de Saúde (ISS) da Itália fez um alerta neste domingo (29) sobre os riscos da automedicação, especialmente, durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Segundo a entidade, em nenhum caso, é justificável o uso de remédios sem o aval médico.

"Todos os medicamentos têm efeitos colaterais mais ou menos graves e a automedicação traz riscos ainda mais graves quando usa-se remédios não autorizados. No caso de compras online, então, tais riscos se multiplicam porque esses medicamentos podem ser falsificados", disse a diretora do Centro Nacional de Pesquisa e Avaliação Clínica de Medicamentos do ISS, Patrizia Popoli.

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A preocupação aumentou no caso da Covid-19 porque muitas pessoas, por conta de suas angústias pessoas, começaram a fazer uma verdadeira "caça" a remédios supostamente efetivos para combater a doença com base em artigos que leram na internet.

Segundo a especialista, "é preciso deixar claro que no momento não existe qualquer remédio que tenha indicação terapêutica à prevenção ou ao tratamento da Covid-19". Por conta da atual situação de emergência, "alguns remédios conhecidos para tratamento de outras doenças podem ser usados no caso de pacientes da Covid-19, mas tal tratamento - que se baseia no conhecimento incompleto que temos agora e é justificável só porque há falta de alternativas - pode ocorrer apenas com a prescrição médica".

Popoli ainda destaca que a Agência Italiana de Remédios (Aifa) "está simplificando e acelerando os procedimentos de experimentação clínica e, hoje, já estão autorizados diversos estudos com o objetivo de verificar a eficácia e a segurança de diversas moléculas". 

Da Ansa

Para combater a pandemia do coronavírus, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) anunciou a contratação de mais de 6 mil profissionais. A informação foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) na última sexta-feira (27).

Sem detalhar, por enquanto, se as contratações ocorrerão por meio de concurso público ou seleção simplificada, a entidade pretende reforçar o quadro de colaboradores em 40 hospitais universitários que compõem a Rede Ebserh. “A publicação do edital está prevista para a próxima semana. Os chamamentos públicos terão todas as informações sobre o processo seletivo como pré-requisitos, remuneração, tempo de contratação e outras”, informou o MEC.

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De acordo com o Ministério da Educação, estão previstas, aproximadamente, 900 oportunidades para médicos, 1,4 mil vagas direcionadas a enfermeiros, 3 mil para técnicos em enfermagens, além de 100 engenheiros e arquitetos e 500 fisioterapeutas. As contratações foram autorizadas pelo Ministério da Economia

Segundo o presidente da Rede Ebserh, Oswaldo Ferreiras, as contratações serão fundamentais para os serviços de saúde realizando para conter o vírus. “Estamos em um momento em que temos que nos dedicar ainda mais à nossa missão de cuidar. Somos a linha de frente no combate a uma pandemia mundial e a população brasileira depende de todos nós que atuamos na área da saúde. A Rede Ebserh está fazendo a sua parte e o reforço de nosso contingente vai ao encontro das necessidades desse período tão delicado”, destacou o presidente, conforme informações do MEC.

Na última quarta-feira (25), o jornalista Marcelo Magno fez muita gente vibrar com a sua recuperação, após ficar 12 dias internado por causa da contaminação do novo coronavírus. Assim que recebeu alta do hospital, Marcelo, que apresentou no esquema de rodízio o Jornal Nacional, celebrou no seu perfil do Instagram estar curado da doença. 

"Graças a Deus estou curado do Covid-19! Meus sinceros agradecimentos a todos pelas orações, recebi toda energia positiva de vocês enquanto estive internado. Mas a luta continua. Vamos combater com todas as forças o Coronavírus seguindo as recomendações das autoridades em saúde!", desabafou.

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No vídeo em que foi publicado na rede social, Marcelo Magno recebeu o carinho dos internautas. "Estamos felizes como se fosse alguém da nossa família! Rezamos muito pela sua recuperação! Feliz vida nova Marcelo, muitos anos de saúde e alegria ao lado dos seus! Deus é bom o tempo todo!", comentou uma seguidora.

Confira o vídeo:

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O ministério espanhol da Saúde anunciou neste sábado que 832 pessoas morreram nas últimas 24 horas vítimas do coronavírus, um novo recorde diário no país, que eleva o total de óbitos a 5.690, o segundo maior balanço do mundo.

A Espanha é atualmente o segundo país do mundo com o maior número de mortes provocadas pelo coronavírus, atrás apenas da Itália, que na sexta-feira anunciou um total de 9.134 mortos.

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Apesar do recorde de vítimas fatais registrado neste sábado, o percentual de aumento está em queda na Espanha desde quarta-feira, quando atingiu um vertiginoso 27%.

A Espanha também registrou mais 8.189 contágios confirmados de coronavírus, o que eleva o número de casos oficialmente diagnosticados a 72.248, com um aumento percentual que também mostra uma tendência de baixa.

O número de pessoas curadas também registrou forte alta, como nos últimos dias (31,3% em 24 horas) e agora são 12.285, de acordo com o boletim diário divulgado pelo ministério da Saúde.

As regiões mais afetadas são Madri, com 2.757 mortos, quase metade do total, e Catalunha, com 1.070 vítimas fatais.

A taxa de mortalidade em Madri é tamanha que a partir de segunda-feira a cidade habilitará um segundo necrotério em uma instalação pública que estava abandonada. O governo local já havia instalado um necrotério em uma pista de patinação de um centro comercial.

Além disso, o exército e as autoridades locais criaram um hospital de campanha com capacidade máxima para 5.500 leitos no Ifema, um grande centro de convenções da capital espanhola.

Para prevenir a propagação da doença, a população espanhola completa neste sábado duas semanas de confinamento, que deve prosseguir no mínimo até 11 de abril.

O Ministério da Saúde fez um alerta nesta sexta-feira, 27, sobre o uso do medicamento cloroquina no combate ao novo coronavírus. O remédio sumiu de muitas farmácias desde que o presidente Jair Bolsonaro passou a divulgar informações de que o País estaria no caminho de encontrar uma medicação de combate ao vírus.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o uso da cloroquina pela população pode, na realidade, ter efeitos nocivos sobre a saúde. "A cloroquina é um medicamento indicado em condições específicas, mas ele tem contraindicações. Pode ser tóxico em médio e longo prazo", afirmou à imprensa ontem.

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"A cloroquina não é um medicamento para evitar a doença. Os estudos ainda estão sendo realizados. Estão seguindo um rito muito mais acelerado que o tradicional", disse o secretário. A medicação, que é usada no combate à malária, vai ser produzida em larga escala e distribuída em hospitais de todo o País para ser testada em pacientes em situação grave. O Ministério da Saúde informou que serão liberadas 3,4 milhões para hospitais. Hoje, há 148 pessoas na UTI, em estado grave, com a covid-19.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com dificuldade para encontrar respiradores, Estados e municípios pedem para o governo federal ir ao mercado e centralizar a aquisição do produto essencial para o tratamento de casos graves da covid-19.

A pasta abriu na quinta-feira, 26, edital para compra dos primeiros 15 mil produtos deste tipo, mas fornecedores já avisaram que não têm estoque para entrega imediata.

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A ideia dos gestores do SUS é evitar um leilão entre Estados e municípios pelas compras de respiradores, o que só beneficiaria empresas fornecedoras. O governo federal quer ainda ter o controle das vendas para impedir que os equipamentos sejam distribuídos de forma desigual.

Secretários estaduais e municipais cobraram o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) pela distribuição dos produtos. Em reunião realizada na quinta-feira, 26, eles argumentam que o Ministério da Saúde tem maior poder de compra e deve aproveitar para tentar baixar preços no mercado.

A ideia dos gestores do SUS não é proibir que um Estado busque os próprios produtos, segundo pessoas presentes na reunião. O governo federal tem dito que exige ser informado sobre as aquisições, para evitar que um Estado acumule equipamentos, enquanto outro local, com mais casos, está desassistido.

Segundo dados do governo, há cerca de 65 mil respiradores no País. Estão fora de uso 5,6% do total. O Sudeste concentra 33 mil unidades.

Em edital lançado na quinta, o governo busca 15 mil ventiladores pulmonares microprocessados com capacidade de ventilar pacientes adultos. A pasta chegou a elaborar uma versão prévia da licitação prevendo a compra de outros 15 mil respiradores do tipo "eletrônico portátil", mas a versão final foi modificada.

A corrida para aquisição de respiradores, essenciais para o tratamento de casos graves da covid-19, criou uma disputa entre o governo federal, Estados e municípios. Hospitais da rede privada também reclamam que ordens desencontradas para recolhimento de produtos ameaçam inviabilizar o atendimento de pacientes, além de expor equipes de saúde à contaminação por falta de insumos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também reclama sobre o confisco de respiradores. Em videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na quarta, Doria prometeu ir à Justiça para evitar bloqueio de produtos. "Não faz nenhum sentido confiscar equipamentos e insumos. Se essa questão for mantida, tomaremos medidas necessárias no ramo judicial."

Em resposta a Doria, o ministro Mandetta defendeu compras centralizadas pelo governo federal. "No momento que temos um encurtamento de respiradores, fizemos o movimento para centralizar e para poder descentralizar de acordo com a epidemia", disse. Segundo o ministro, além de importações, a ideia é que quatro fábricas no Brasil produzam até 400 respiradores por semana. "Vamos conseguir assim abastecer todos os Estados. Não adianta cada local querer montar todos os aparelhos esperando casos. A gente vai mandando de acordo com a realidade de cada caso."

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que é o "comandante do navio" e que vai continuar interferindo nas decisões tomadas por seus ministros. "Eu tenho o poder de interferir e vou continuar interferindo", afirmou o presidente durante entrevista ao Programa Brasil Urgente nesta sexta-feira, 27.

"Eu sou presidente para isso. Votaram em mim, não votaram em nenhum ministro. Aqui tem um comandante do navio, não é cada um remando para um lado de acordo com o seu interesse, um quer ir para a África, outro América do Norte. Não, eu que dou o rumo desse navio", disse.

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Bolsonaro disse que muitas vezes a palavra final das decisões de ministros, como é o caso de Luiz Henrique Mandetta (Saúde), acaba sendo do presidente. Um exemplo é a proposta de mudança gradual na estratégia de combate ao novo coronavírus para o isolamento vertical - voltado apenas para idosos e pessoas com doenças crônicas. Com a eventual alteração, chegou a ser considerada a possibilidade de Mandetta deixar o governo por causa da interferência.

"Aqui não é eu isolado e cada ministro faz o que der na cabeça, não. Não é assim que funciona", disse Bolsonaro ao ser questionado sobre Mandetta.

Bolsonaro afirmou que integrantes da equipe não possuem "total liberdade" para atuar. "Eu tenho meu posicionamento também, eu tenho minha vivência. São 28 anos de parlamento, 15 anos de Exército... É eu chegar para o ministro e falar: 'isso aqui tem que ser feito nessa direção'", relatou Bolsonaro.

O presidente ponderou que não impõe sua vontade, que discute com os ministros, mas que "muitas vezes ganha". "O Mandetta está fazendo o seu trabalho, parabéns. Conversei com ele (Mandetta) e o redirecionamento tem que haver, a questão do isolamento vertical", disse. Segundo Bolsonaro, outros redirecionamentos ainda ocorrerão.

Bolsonaro citou exemplo do ministro Paulo Guedes, da Economia, e disse que há duas semanas "implodiu" o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e "mandou todo mundo embora" por discordar de decisões tomadas pela equipe.

O presidente também falou sobre o vice-presidente Hamilton Mourão, que foi na direção contrária de pronunciamento feito pelo presidente no início da semana e afirmou que a posição do governo para combater o coronavírus continuava sendo a da quarentena.

"Se eu falar em solidez... Com todo o respeito ao Mourão, mas ele é mais tosco do que eu. Muito mais tosco. Não é porque é gaúcho, não. Alguns falam que eu sou um cara muito cordial perto do Mourão", afirmou Bolsonaro no programa de televisão.

O presidente lembrou que Mourão é o único indemissível no governo e que ele "pode ficar à vontade". "Ele (Mourão) é um companheiro aqui, pau para toda obra", elogiou.

O jornalista Marcelo Magno, diagnonistado com o novo coronavírus no dia 19 de março, recebeu alta do hospital Medimagem, no Piauí. Marcelo, que apresentou o Jornal Nacional antes se ser infectado pela Covid-19, chegou a ficar 12 dias internado. De acordo com informações do Uol, Marcelo Magno está curado da doença. 

Swellen Barbosa, esposa de Marcelo, garantiu que ele está recuperado. "Estamos muito felizes, aliviados e agradecidos com tantas manifestações de apoio e orações. Ele acaba de receber alta do hospital e passa bem. A primeira coisa que ele quer fazer ao chegar em casa é abraçar o filho de 1 ano", disse. Segundo Suellen, uma combinação de remédios como hidroxicloroquina e azitromicina deram a cura do apresentador.

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Marcelo Magno chegou a ficar entubado na Unidade de Terapia Intensiva. Na última quarta-feira (25), a jornalista Neyara Pinheiro publicou um vídeo em que Marcelo Magno interage com a equipe médica fazendo coranção com as mãos. 

O Projeto de Lei 846/20 impede a suspensão ou rescisão de contratos de plano de saúde, por qualquer motivo, durante a emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do Coronavírus (Covid-19).

O autor, deputado Acácio Favacho (Pros-AP), destacou que a falta de leitos para atender a demanda dos infectados por coronavírus é a maior preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Neste cenário, avaliou, não é possível admitir a suspensão e cancelamento de cobertura por planos de saúde.

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"Imagine se, com o agravamento deste quadro, determinada operadora de plano de saúde não autoriza a contratação ainda que haja leitos no hospital particular?", questionou.

*Da Agência Câmara de Notícias

 

E.R.L., 10 anos, foi diagnosticado com a Síndrome de West antes de completar seu primeiro ano de vida. A doença gera diversos ataques epiléticos e grave atraso em seu desenvolvimento motor e cognitivo. P.A.R., mãe do menor, procurou a Defensoria Pública da União (DPU) no Recife em outubro de 2019 com o objetivo de garantir um salvo-conduto para plantação de cannabis medicinal que será usada no tratamento do filho. Após reunir todos os documentos necessários para dar entrada no pedido de habeas corpus preventivo, a Defensoria protocolou o pedido no dia 03 de março de 2020, obteve a concessão da liminar no dia 09 e a sentença definitiva no dia 20, pois não houve recurso do Ministério Público Federal.

Os cuidados com a criança eram intensivos, por meio de medicações e terapias, mas seu quadro não apresentou melhoras com o passar dos anos. Ele continuou sofrendo de epilepsia refratária e chegou a ter, em média, 10 crises epilépticas por dia. Os efeitos colaterais dos remédios também se fizeram presentes, como sonolência, irritabilidade, excesso de saliva na boca, tonturas, desequilíbrios e incômodos generalizados.

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A família, então, teve acesso a uma amostra do óleo da cannabis e seu uso deu resultados significativos ao menor: as crises epilépticas reduziram para uma crise por semana, fazendo com que ele conseguisse realizar fisioterapia e fonoaudiologia com a frequência necessária. O resultado foi a melhora no equilíbrio corporal, firmeza muscular, controle da saliva e foco em atividades simples.

Diante da impossibilidade de promover a importação do extrato sem tornar impossível o sustento da família, considerando o alto valor da medicação, a única saída passou a ser o cultivo da planta em casa. Por esse motivo, P.A.R. procurou a Defensoria Pública da União no Recife, com a intenção de garantir um salvo-conduto para plantação da cannabis medicinal e uso terapêutico em seu filho. O caso passou a ser acompanhado pela defensora pública federal Tarcila Maia Lopes.

Após a reunião de todos os documentos necessários para comprovar o caso, a DPU impetrou o pedido de habeas corpus preventivo no dia 03 de março de 2020. Como as ações de habeas corpus possuem prioridade em relação a todas as demais demandas no âmbito criminal, o processo se desenvolveu de forma muito ágil. A concessão da liminar foi emitida no dia 09 e a sentença final no dia 20 de março.

“Por todo o exposto, julgo procedente o pedido e concedo a ordem, concedendo à paciente P.A.R., representante legal de E.R.L., o salvo-conduto para que as autoridades coatoras se abstenham de adotar qualquer medida voltada a cercear a sua liberdade de locomoção, na ocasião da importação de sementes ou no recebimento de sementes/mudas junto a associações com autorização regulamentar ou judicial para tal fornecimento (a exemplo da ABRACE), bem como na produção e cultivo do vegetal Cannabis sativa dentro da sua residência, adstrito o salvo-conduto à quantidade suficiente para a produção do seu próprio óleo, com fins exclusivamente medicinais”, destacou na sentença a juíza federal da 36ª Vara Federal de Pernambuco, Amanda Torres de Lucena Diniz Araújo.

 Após a concessão de vários habeas corpus com a mesma temática desde o mês de dezembro de 2019, essa é a primeira sentença emitida pela Justiça Federal em Pernambuco em casos com atuação da Defensoria Pública da União no Recife. “Como o Ministério Público Federal não recorreu da sentença, podemos dizer que essa é uma sentença definitiva”, comemorou a defensora Tarcila Maia Lopes.

Da assessoria da DPU

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