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Graças à SpaceX, os Estados Unidos lideraram com folga o mercado mundial de lançamentos espaciais, realizando 107 voos orbitais em 2023, um número muito maior do que outros países neste setor estratégico.

A SpaceX, empresa de Elon Musk, lançou sua Falcon 9 um total de 96 vezes ao longo do ano, alcançando um número de quase dois lançamentos por semana, com o objetivo de continuar a implantação de sua constelação de satélites de internet Starlink.

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A companhia do magnata também lançou a Falcon Heavy, para colocar em órbita o avião espacial militar X-37B, e realizou dois testes com o seu foguete Starship, nos quais ambos terminaram em explosões. Este lançador será utilizado para as missões Artemis à Lua.

"Para o ano que vem, queremos aumentar o número de voos para cerca de 12 voos por mês, ou seja, 144 voos", declarou o vice-presidente da SpaceX, Bill Gerstenmaier, quando compareceu ao Senado americano em outubro.

Diante do domínio americano, a China está expandindo rapidamente suas atividades espaciais. Realizou 67 lançamentos em 2023, frente aos 64 em 2022, segundo a Spacenews. Destes, 47 eram apenas de seu foguete Long March, de acordo com a Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China.

A Rússia realizou 19 lançamentos, 17 deles do foguete Soyuz, transportando principalmente satélites para necessidades governamentais e militares, além da espaçonave Progress, com destino à Estação Espacial Internacional, segundo o site especializado Gunter's Space Page.

A Índia, com a agência espacial Isro, lançou os seus foguetes GSLV, PSLV e SSLV sete vezes em 2023. Também realizou o primeiro lançamento de 2024: um foguete PSLV, disparado às 04h30 de segunda-feira (01h30 em Brasília), colocou em órbita um satélite científico.

Já a Europa, em uma crise atual de lançadores, realizou apenas três lançamentos em 2023: os dois últimos Ariane 5 e um foguete Vega. Mas espera recuperar a autonomia no espaço com o voo inaugural do Ariane 6, previsto para meados de junho, e com o voo do Vega-C no final do ano.

O Japão também realizou três lançamentos em 2023, mas seu novo lançador H-3 falhou. A agência espacial japonesa, Jaxa, anunciou que fará uma nova tentativa no dia 15 de fevereiro.

O Starship da SpaceX, o foguete mais potente já construído, deverá permanecer em terra enquanto a companhia de Elon Musk conclui dezenas de correções para evitar que se repita a explosão que arruinou seu primeiro voo de teste orbital, disseram funcionários americanos nesta sexta-feira (8).

As 63 correções incluem "redesenhos de hardware do veículo para evitar vazamentos e incêndios, redesenho da plataforma de lançamento para aumentar sua robustez", testes adicionais dos sistemas de segurança e mais, informou a agência federal de aviação dos EUA, a FAA, em comunicado, após concluir uma revisão que durou meses.

A SpaceX fez explodir o foguete sem tripulação quatro minutos depois da decolagem da base da empresa em Boca Chica, Texas, em 20 de abril. A nave apresentou diversas falhas nos motores e seu propulsor de primeiro estágio não se separou da cápsula espacial que estava acima.

O foguete se desintegrou em uma bola de fogo que caiu sobre o Golfo do México, enquanto uma nuvem de poeira flutuava sobre um pequeno povoado a vários quilômetros de distância.

Musk parabenizou de imediato sua equipe da SpaceX por um lançamento de teste "emocionante" e declarou que o mesmo havia sido um sucesso porque a empresa obteria informação valiosa sobre o que havia dado errado.

A FAA iniciou rapidamente uma investigação, enquanto grupos conservacionistas anunciaram que processariam a agência reguladora por não fazer o suficiente para proteger o meio ambiente.

Embora as investigações tenham sido concluídas, a FAA ressalta que isso "não representa a retomada imediata dos lançamentos da Starship em Boca Chica".

Uma nova Starship está pronta atualmente na plataforma de lançamento, informou a SpaceX na rede social X (antigo Twitter).

Em um comunicado, a companhia reiterou sua posição de que o primeiro teste "foi um passo crítico no avanço das capacidades do sistema de lançamento mais potente já desenvolvido" e "proporcionou numerosas lições aprendidas".

Com 120 metros de altura, o Starship produz uma força de empuxo de 74,3 meganewtons, mais que o dobro dos foguetes Saturno V utilizados para enviar os astronautas da missão Apollo à Lua.

A SpaceX o concebeu como uma nave espacial de nova geração totalmente reutilizável que, com o tempo, levará tripulação e carga para Marte. A Nasa contratou uma versão da Starship para que funcione como módulo de alunissagem do programa Artemis, destinado a levar astronautas de volta à Lua em meados desta década.

O excêntrico e polêmico proprietário da Tesla e SpaceX, Elon Musk, reuniu-se nesta sexta-feira (16) com o presidente francês, Emmanuel Macron, para falar de Inteligência Artificial e veículos, antes de dar uma palestra para 4.000 pessoas.

O empresário chegou de Tesla ao Palácio do Eliseu, em Paris, e saiu do encontro com Macron sem dar declarações.

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Na agenda da reunião estavam Inteligência Artificial, redes sociais e marco regulatório do setor, enumerou o presidente francês na quarta-feira, durante o VivaTech, o grande salão europeu de tecnologia.

"Também vou falar com ele sobre carros, baterias e este setor, para elogiar o atrativo francês e europeu", disse Macron.

O presidente, que já se reuniu duas vezes com Musk nos últimos meses, espera convencê-lo a instalar na França uma fábrica de baterias da Tesla, sua empresa pioneira em veículos elétricos.

Na cúpula Choose France, realizada em meados de maio em Versalhes, o bilionário prometeu que a empresa faria "investimentos significativos na França".

A promessa não se concretizou, e a Tesla pode acabar optando pela Espanha, quase quatro anos após ter escolhido Berlim para sua primeira fábrica no continente.

Macron sabe muito bem que este empresário, que acaba de obter autorização nos Estados Unidos para testar implantes cerebrais com sua empresa Neuralink, tornou-se uma força política do outro lado do Atlântico.

Os conservadores bajulam-no por sua luta contra a censura e por ter restabelecido a conta do ex-presidente Donald Trump no Twitter.

Mas suas posições políticas não desanimam os visitantes do Vivatech, que estão ansiosos pela chegada da principal estrela do mundo da tecnologia.

Provocador e libertário, o proprietário da Tesla, SpaceX e acionista majoritário do Twitter será questionado por suas decisões em meio a uma disputa com a União Europeia sobre a regulação da rede social.

O bloco comunitário, incluindo a França, critica o empresário por sua recusa a controlar a desinformação e o discurso de ódio na plataforma.

Após comprar a empresa em 2022, Musk disse que, agora, a plataforma é "livre" e demitiu metade da equipe, incluindo grande parte dos moderadores de conteúdo.

No final de 2022, o comissário europeu Thierry Breton instou-o a controlar os conteúdos, em virtude da lei de serviços digitais da UE, sob a ameaça de uma multa equivalente a 6% de sua receita.

No final de maio, Musk irritou ainda mais os ânimos, ao retirar o Twitter do código de boas práticas da UE contra a desinformação. O ministro francês do setor, Jean-Noël Barrot, chegou a ameaçar "proibir" a plataforma.

Em sua conferência programada para as 16h locais (11h no horário de Brasília), o empresário também poderá esboçar sua visão sobre inteligência artificial (IA), sobre a qual ele lançou ideias contraditórias.

Musk cofundou a OpenAI, criadora do ChatGPT, mas acabou deixando a empresa. No auge do setor, pediu a suspensão de seu desenvolvimento, alegando seu potencial ameaçador para a humanidade. Depois, fundou sua própria empresa de IA.

Após o cancelamento de segunda-feira passada, dia 17, a SpaceX conseguiu lançar o foguete Starship nesta quinta-feira, 20. Faltando um minuto para a abertura da janela, o diretor de voo pausou a contagem para a decolagem. Às 10h33 o foguete voou: dos 33 motores do foguete, cinco falharam. Quatro minutos depois da decolagem, o foguete explodiu no ar - ele estava a 29 km de altitude. Ainda não há informações sobre o que gerou a explosão, mas a SpaceX afirmou que houve uma separação imprevista.

Na transmissão oficial, a equipe da SpaceX foi vista comemorando. A equipe comemorou a coleta de dados resultante da decolagem do foguete. Esse era o primeiro teste integrado entre o Super Heavy, um lançador gigante com 33 motores, e o Starship - mesmo com a decolagem sem todos os motores em funcionamento, a estrutura foi capaz de ganhar altitude.

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A SpaceX comentou na sequência a explosão. Em um dos tuítes, a companhia disse: "com um teste como esse, o sucesso está naquilo que aprendemos, e o teste de hoje vai nos ajudar a melhorar confiabilidade da Starship, enquanto a SpaceX busca tornar a vida multi-planetária".

A nova tentativa de voo teve transmissão oficial no YouTube da companhia.

Nesta semana, o primeiro voo orbital do foguete mais poderoso da história foi cancelado 15 minutos antes da decolagem. Após os tanques terem sido abastecidos, a SpaceX detectou o congelamento de uma válvula de pressurização de um dos lançadores. Ainda assim, a companhia manteve todos os testes no chão para coleta de dados.

O primeiro voo orbital do foguete é componente essencial do plano do bilionário Elon Musk para iniciar a colonização do planeta Marte. A ideia é que ele possa levar astronautas tanto para a Lua quanto para o planeta vermelho.

Em maio de 2021, um protótipo do Starship fez lançamentos e pousos bem-sucedidos. Para isso, foram necessárias quatro tentativas que acabaram em explosões, posteriormente investigadas pelas autoridades. Segundo Musk, a SpaceX planeja produzir cinco foguetes Starship neste ano. Ele tem 120 metros de altura e capacidade para transportar até 100 pessoas.

Esta primeira missão do Starship, porém, não levava pessoas nem carga. O objetivo do lançamento era fazer um teste dos motores e também a capacidade de fazer um pouso controlado.

"Não estou dizendo que vai entrar em órbita, mas garanto emoção. Então, não vai ser chato!", disse Musk, em uma conferência do Morgan Stanley, em março. "Então, acho que temos, com sorte, cerca de 80% de chance de atingir a órbita este ano. Provavelmente, levará mais alguns anos para alcançar a reutilização completa e rápida."

O lançamento do Starship foi feito em uma base da SpaceX na vila de Boca Chica, localizada no sul do Texas, nos Estados Unidos.

Como funciona o lançamento?

No lançamento, o Starship deve se desprender da base principal, que vai ser recuperada pela equipe, segundo a SpaceX. O sistema é parecido com o usado pelo foguete Falcon 9, que colocou em órbita de forma inédita civis, em 2021.

O voo tinha duração programada de 90 minutos e daria uma volta na Terra, partindo do Texas e pousando no Havaí. O Starship voaria a uma altitude de 250 km da superfície do planeta.

Os motores funcionaria por seis minutos, dois no ar e quatro na volta para a Terra e, em futuros lançamentos, eles poderão ser reutilizados em até três lançamentos por dia, de seis em seis horas.

Para que serve o Starship?

Inicialmente, o Starship deve ser usado em missões na órbita da Terra e da Lua. O plano audacioso de Musk prevê usar o foguete para criar um mercado de turismo espacial. Uma viagem ao planeta Marte deve custar entre US$ 10 milhões e US$ 60 milhões.

Assim como outros foguetes da SpaceX, o Starship foi projetado para ser reutilizável, o que reduz consideravelmente os custos de missões espaciais. O novo foguete foi feito para ser lançado em cima do Super Heavy, um lançador gigante que compõe grande parte do tamanho total de 120 metros do Starship.

A Nasa prevê o uso do novo foguete para transportar astronautas tanto à órbita quanto à superfície da Lua.

Quais os desafios?

Musk falou sobre as dificuldades que a SpaceX enfrentou no desenvolvimento dos motores "Raptor 2" para seu foguete Super Heavy. Ele citou, por exemplo, problemas com o derretimento dentro das câmaras de propulsão dos motores devido ao calor intenso.

Para chegar ao planeta Marte, a SpaceX tem desafios severos. A viagem tem duração de 6 meses e são necessários 14 satélites em órbita para ajudar na navegação.

A SpaceX quer utilizar um sistema de reabastecimento em órbita, para reabastecer a espaçonave Starship na órbita baixa da Terra antes de partir para Marte. O reabastecimento em órbita permite o transporte de até 100 toneladas até Marte. E como a nave tem alta capacidade de reutilização, o custo primário é o do propelente, e o custo do oxigênio e do metano é extremamente baixo.

Para o pouso, requer uma placa térmica protetora, e por mais que a proteção do Starship seja pronta para múltiplas entradas em atmosferas, ainda é esperado que existam danos causados na película protetora já que a atmosfera do planeta age de maneira diferente da do planeta Terra.

Por fim, o Starship enfrenta obstáculos terráqueos, como o impacto ambiental de sua construção e lançamento. O próprio futuro da instalação de teste e produção em Boca Chica está em jogo em uma avaliação de impacto ao meio ambiente que está em andamento pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês).

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SpaceX adiou nesta segunda-feira (17) o primeiro voo de teste do Starship, o foguete mais potente já construído e projetado para enviar astronautas à Lua, Marte e outros cantos do universo.

A decolagem foi suspensa minutos antes do horário programado, devido a um problema de pressurização no estágio de propulsão, de acordo com informações da SpaceX.

O fundador da SpaceX, Elon Musk, disse que uma válvula de pressão parecia estar congelada, resultando no adiamento do lançamento previsto para 13h20 GMT (10h20 no horário de Brasília) na Starbase, porto espacial da companhia em Boca Chica, Texas.

"Antecipamos um mínimo de 48 horas antes de podermos tentar este voo de teste novamente", destacou um funcionário da SpaceX em um vídeo ao vivo transmitido pela empresa.

De todo modo, já havia datas para os próximos testes marcadas durante a semana, algo que Musk considerou.

Musk havia dito no domingo, durante um evento no Spaces do Twitter, que "é um voo muito arriscado". "É o primeiro lançamento de um foguete muito complexo e gigante", destacou.

"Há um milhão de maneiras que este foguete pode falhar. Vamos ser muito cuidadosos e, se virmos algo que nos preocupa, vamos adiá-lo", adiantou ele.

- Super foguete -

A Nasa, agência espacial americana, escolheu a espaçonave Starship para levar astronautas à Lua no final de 2025 - em uma missão chamada Artemis III - pela primeira vez desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Com 120 metros de altura, o Starship pertence à categoria de lançadores superpesados, capazes de transportar uma carga maior que 100 toneladas em órbita. Sua potência de decolagem deve ser mais que o dobro do lendário Saturno V - 111 metros -, foguete do famoso programa lunar Apollo.

A Starship consiste em uma cápsula reutilizável de cerca de 50 metros de altura que transporta a equipe e a carga, localizada em cima do propulsor em primeiro estágio Super Heavy, com cerca de 70 metros.

A espaçonave e o propulsor Super Heavy nunca voaram juntos, no entanto, vários testes de voo suborbital da espaçonave já foram realizados.

O plano original prevê que o propulsor Super Heavy seja separado da nave três minutos após o lançamento para aterrissar no Golfo do México.

Com seis motores próprios, a aeronave continuará a uma altitude de cerca de 240 km, completando quase uma volta ao redor da Terra antes de mergulhar no Oceano Pacífico cerca de 90 minutos após o lançamento.

"Se chegar à órbita, será um grande sucesso", disse Musk no domingo.

"Se nos afastarmos o suficiente da plataforma antes que algo dê errado, acho que posso dizer que foi um sucesso", acrescentou o magnata. "Só não exploda a plataforma de lançamento".

"A carga útil desta missão é informação. Informação que permitirá melhorar o projeto de futuras construções da Starship", explicou.

- 'Civilização multiplanetária' -

A SpaceX concluiu um teste de lançamento bem-sucedido de todos os 33 motores Raptor no primeiro estágio da Starship, em fevereiro.

A Nasa levará astronautas à órbita lunar em novembro de 2024 usando seu próprio foguete espacial, o Space Launch System (SLS), que está em desenvolvimento há mais de uma década.

O Starship é maior e mais potente que o SLS, gera 17 milhões de libras de empuxo, mais do que o dobro dos foguetes Saturn V usados para enviar os astronautas das missões Apollo à Lua.

A SpaceX espera lançar uma nave estelar em órbita e reabastecê-la para que possa continuar sua jornada para Marte ou além.

Musk esclareceu que o objetivo é tornar a Starship reutilizável para reduzir o custo das missões para apenas alguns milhões de dólares por voo.

"Levando a longo prazo, não sei, dois ou três anos, teremos que obter uma reutilização completa e rápida".

Eventualmente, o objetivo é estabelecer bases na Lua e em Marte, e colocar a humanidade no "caminho de ser uma civilização multiplanetária", afirmou Musk.

"Estamos no breve momento da civilização em que é possível se tornar uma espécie multiplanetária", disse ele. "Esse é o nosso objetivo. Acho que temos uma chance".

Um foguete da SpaceX com dois astronautas americanos, um cosmonauta russo e um astronauta saudita decolou, nesta quinta-feira (2), rumo à Estação Espacial Internacional (ISS), depois que o lançamento previsto para segunda-feira foi cancelado no último momento.

A decolagem aconteceu às 0H34 locais (2H34 de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, segundo uma transmissão ao vivo.

O lançamento de segunda-feira foi cancelado por um problema nos sistemas em solo. A Nasa (agência espacial americana) explicou na quarta-feira que o problema afetava o fornecimento do líquido usado para ativar os motores e que tinha sido provocado por um "filtro obstruído", que foi substituído.

A agência espacial americana afirmou no Twitter que o foguete SpaceX Dragon Endeavour decolou nesta quinta-feira "iluminando o céu enquanto a tripulação segue para a órbita".

A cápsula Dragon deve ser acoplada à ISS às 1H17 (3H17 de Brasília) de sexta-feira, após uma viagem de pouco mais de 24 horas. A equipe deve permanecer na estação por seis meses.

A tripulação multicultural, Crew-6, é formada pelos americanos Stephen Bowen e Warren Hoburg, pelo russo Andrei Fediayev e pelo emiradense Sultan Al Neyadi.

Sultan Al Neyadi, de 41 anos, é o quarto astronauta de um país árabe da história, e o primeiro de seu país que passará seis meses no espaço. Seu compatriota, Hazzaa Al Mansoori, realizou uma missão de oito dias em 2019.

- "Todos profissionais" -

A missão também inclui um cosmonauta russo, em um momento em que as tensões entre Washington e Moscou estão no ponto máximo, um ano depois da invasão russa da Ucrânia.

"Somos todos profissionais. Estamos concentrados na missão", declarou Bowen, um veterano com três missões espaciais. "Sempre tivemos uma relação fantástica com os cosmonautas quando estamos no espaço", acrescentou.

Já estava previsto antes da ofensiva de Moscou, que os russos viajariam na SpaceX e os americanos na nave espacial russa Soyuz, um programa de intercâmbio que foi mantido. A ISS é um dos últimos campos de cooperação entre os dois países.

A Nasa contrata os serviços da empresa americana para o envio de seus astronautas aproximadamente a cada seis meses para a estação orbital.

Os astronautas fazem experiências científicas e asseguram a manutenção da estação, tripulada há mais de 22 anos.

A Crew-6 substituirá os quatro membros da Crew-5 (dois americanos, um russo e um japonês), que chegaram em outubro de 2022 e que vão voltar à Terra a bordo de sua própria nave SpaceX.

Também estão a bordo da ISS outros três tripulantes (dois russos e um americano), que chegaram em uma nave espacial Soyuz.

O foguete russo sofreu um vazamento em dezembro. A agência espacial russa, Roscosmos, enviou uma nave de resgate, que se acoplou com sucesso à ISS no sábado.

Um módulo de pouso construído por uma empresa japonesa, que pode se tornar o primeiro objeto de alunissagem de caráter privado e japonês, decolou neste domingo (11) de Cabo Canaveral.

O lançamento foi realizado por um foguete da SpaceX a partir da base americana na Flórida, após dois adiamentos devido a verificações adicionais.

O módulo, construído pela startup Ispace com sede em Tóquio e transportando um veículo lunar fabricado pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), decolou a bordo de um foguete Falcon 9 às 2h38 (4h38 de Brasília), segundo as imagens transmitidas ao vivo do lançamento.

Até à data, apenas Estados Unidos, Rússia e China conseguiram pousar robôs na superfície da Lua, localizada a cerca de 400.000 km da Terra.

"Nossa primeira missão estabelecerá as bases para liberar o potencial da Lua e criar um sistema econômico sólido e vibrante", declarou o CEO da empresa, Takeshi Hakamada, em comunicado.

A Ispace, que tem apenas cerca de 200 funcionários, pretende criar "um serviço de transporte frequente e de baixo custo para a Lua".

O módulo deve pousar na Lua por volta de abril de 2023, na face visível do satélite natural, na cratera Atlas, segundo a companhia.

Com pouco mais de 2 por 2,5 metros de tamanho, o módulo transporta um veículo tipo rover de 10 quilos chamado Rashid e construído pelos Emirados Árabes Unidos.

O país do Golfo Pérsico é rico em petróleo e um recém-chegado à corrida espacial, mas conta com sucessos recentes. Entre eles está uma sonda enviada a Marte em 2020. Se for bem-sucedido, Rashid será a primeira missão à Lua do mundo árabe.

O vice-presidente dos Emirados e governante de Dubai, o xeque Mohammed bin Rashid al-Maktoum, comemorou o lançamento deste domingo como "parte do ambicioso programa espacial dos Emirados Árabes Unidos".

"Nosso objetivo é transferir conhecimento, desenvolver nossas capacidades e deixar uma marca científica na história da humanidade", disse ele no Twitter.

O projeto Hakuto (coelho branco, em japonês) da Ispace foi um dos cinco finalistas na competição internacional Google Lunar XPrize, um desafio lançado com o objetivo de pousar um objeto explorador na Lua antes da data-limite em 2018, que terminou sem um ganhador. Mas alguns desses projetos ainda estão em curso.

Outro finalista, da organização israelense SpaceIL, fracassou em abril de 2019 ao tentar se transformar na primeira missão com fundos privados a conseguir essa façanha, depois de se chocar contra a superfície lunar enquanto tentava alunissar.

A empresa japonesa também quer contribuir com o programa Artemis da Nasa, cuja primeira missão não tripulada está em andamento.

A agência espacial americana pretende desenvolver a economia lunar construindo, nos próximos anos, uma estação espacial na órbita ao redor da Lua e uma base em sua superfície.

Ela concedeu contratos a várias empresas para desenvolver módulos de pouso para transportar experimentos científicos para a Lua. Entre elas, as americanas Astrobotic e Intuitive Machines devem decolar em 2023, podendo chegar ao destino antes da Ispace por uma rota mais direta, segundo a imprensa especializada.

A empresa americana SpaceX lançou do estado da Flórida, nesta terça-feira (1º), o Falcon Heavy, o foguete ativo mais potente do mundo, neste que foi seu primeiro lançamento desde 2019.

O Falcon Heavy decolou por volta das 9h40 locais (10h40 em Brasília), da plataforma de lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy, no sudeste dos Estados Unidos, durante uma missão denominada USSF-44. A nave transportava carga da Força Espacial americana, incluindo um satélite chamado TETRA 1.

Poucos minutos depois da decolagem, os dois propulsores do foguete voltaram a aterrissar na Terra. A seção central da nave não será recuperada.

O superfoguete Falcon Heavy voou pela primeira vez em um teste em 2018, quando transportou o automóvel Tesla do magnata Elon Musk, proprietário de amba as empresas. Um segundo voo ocorreu em junho de 2019 e, hoje, o terceiro voo operacional e comercial da Falcon Heavy.

A SpaceX atualmente tem dois foguetes operacionais.

O primeiro é o Falcon 9, usado para transportar astronautas da Nasa para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), ou para lançar os satélites da constelação SpaceX que fornecem Internet do espaço (Starlink).

O segundo é o Falcon Heavy, usado para lançar cargas úteis muito mais pesadas, ou para órbitas mais distantes. O foguete é capaz de transportar até 64 toneladas para a órbita da Terra.

Foi escolhido pela Nasa para pôr na órbita da Lua certos componentes de sua futura estação espacial.

Em sua base no Texas (sul), a SpaceX está desenvolvendo outro foguete, em separado, o Starship, que consiste em uma nave espacial montada sobre uma primeira estrutura, chamada Super Heavy. Este foguete nunca voou, contudo, em sua configuração completa. A nave fez apenas voos de teste suborbitais, vários dos quais terminaram em explosões impressionantes.

O Starship foi escolhido pela agência espacial americana para levar seus astronautas à Lua durante a missão Artemis 3, estimada para 2025.

A Nasa primeiro enviará seus astronautas para a órbita lunar, graças ao seu próprio lançador pesado, chamado SLS. Este equipamento se encontra em desenvolvimento há mais de uma década.

A primeira decolagem do SLS, que vai superar o Falcon Heavy e se tornará o foguete mais potente do mundo, foi cancelada duas vezes no último minuto neste verão boreal (inverno no Brasil). Uma nova tentativa deste voo de teste não tripulado está agendada para 14 de novembro.

A empresa americana SpaceX não possui os meios necessários para continuar financiando a rede de internet Starlink na Ucrânia, alertou seu presidente-executivo, Elon Musk, nesta sexta-feira (14), em um pedido ao governo dos Estados Unidos para assumir essa tarefa.

As discussões ocorrem em um momento em que Musk está envolvido em disputas públicas com líderes ucranianos, irritados com o plano controverso do magnata para uma desescalada do conflito, que incluiria o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia.

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A Starlink, uma constelação de mais de 3.000 pequenos satélites em órbita baixa da Terra, tem sido vital para as comunicações da Ucrânia em sua luta contra a invasão russa, e a SpaceX doou cerca de 25.000 terminais terrestres, de acordo com um número atualizado fornecido por Musk na semana passada.

Nesta sexta-feira, o polêmico empresário alertou que a empresa espacial "(não podia) continuar financiando o sistema existente indefinidamente e enviando milhares de terminais adicionais (...) Não é razoável".

Segundo o bilionário, a ajuda à Ucrânia já custou US$ 80 milhões à empresa, uma conta que deve chegar a US$ 100 milhões até o final do ano.

Musk garante que, exceto por uma "pequena porcentagem", todos os custos de implantação e manutenção dos terminais Starlink na Ucrânia foram arcados pela SpaceX.

No entanto, a emissora CNN informou que os números da SpaceX compartilhados com o Pentágono mostram que cerca de 85% dos primeiros 20.000 terminais na Ucrânia foram parcialmente pagos por países como Estados Unidos, Polônia ou outras entidades, que também pagaram por cerca de 30% da conectividade da internet.

- Sobreviver -

A vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh, disse nesta sexta-feira que o Departamento de Defesa dos EUA está em contato com Musk sobre a questão do financiamento.

"Podemos confirmar que o departamento recebeu correspondência da SpaceX sobre o financiamento de seu produto de comunicações via satélite na Ucrânia. Continuamos a nos comunicar com a SpaceX sobre este e outros assuntos", revelou Singh em comunicado.

Ela havia dito anteriormente a repórteres que existem alternativas possíveis ao Starlink, mas se recusou a elaborar: "Certamente existem outros recursos de comunicação por satélite por aí. Não vou revelar nossa mão agora sobre o que exatamente eles são ou com quem estamos conversando."

Musk recentemente entrou em conflito com autoridades ucranianas, incluindo o presidente Volodimir Zelensky, depois de sugerir um acordo de paz que envolveria a realização de novos referendos controversos em territórios ucranianos ocupados pela Rússia, uma ideia bem recebida por Moscou.

O embaixador de Kiev na Alemanha, Andriy Melnyk, opinou no Twitter, dizendo a Musk para "se ferrar".

Em um tuíte nesta sexta-feira, que incluiu um emoji 'dando de ombros', em claro sinal de deboche, Musk disse: "Estamos apenas seguindo sua recomendação".

Singh se recusou a comentar se Musk decidiu interromper o serviço Starlink na Ucrânia em resposta ao comentário do embaixador, dizendo que era uma pergunta a ser feita para a SpaceX.

Enquanto isso, o Financial Times informou que as interrupções do Starlink afetaram as forças ucranianas na linha de frente, dificultando sua capacidade de recapturar áreas controladas pela Rússia no leste do país, mas disse que a situação melhorou posteriormente.

"Goste ou não, @elonmusk nos ajudou a sobreviver aos momentos mais críticos da guerra", tuitou o conselheiro presidencial ucraniano Mikhailo Podolyak.

A Nasa e a SpaceX decidiram estudar a viabilidade de outorgar à empresa de Elon Musk um contrato para impulsionar o telescópio espacial Hubble a uma órbita mais alta, com o objetivo de estender sua vida útil, disse nesta quinta-feira (29) a agência espacial americana.

O renomado observatório opera desde 1990 a cerca de 540 quilômetros da Terra, uma órbita que decai lentamente com o tempo.

O Hubble carece de propulsão a bordo para combater a pequena mas notável resistência atmosférica nessa área do espaço, e sua altitude foi anteriormente restabelecida durante missões do ônibus espacial.

O novo projeto envolveria uma cápsula SpaceX Dragon. “Há uns meses, a SpaceX abordou a Nasa com a ideia de estudar se uma tripulação comercial poderia ajudar a impulsionar nossa nave espacial Hubble”, afirmou a jornalistas o cientista-chefe da Nasa, Thomas Zurbuchen, e acrescentou que a agência havia aceitado o estudo sem custos.

Zurbuchen ressaltou, porém, que não há planos concretos no momento de conduzir ou financiar uma missão como essa até que se compreenda melhor seus desafios técnicos.

A SpaceX propôs a ideia em parceria com o Programa Polaris, uma empresa privada de voos espaciais tripulados dirigida pelo bilionário Jared Isaacman, que no ano passado alugou uma nave Dragon, da SpaceX, para orbitar a Terra com outros três astronautas privados.

Em resposta a um repórter que perguntou se poderia haver uma percepção de que a missão foi concebida para dar aos ricos tarefas no espaço, Zurbuchen respondeu: “Acredito que é apropriado que a consideremos devido ao tremendo valor que esse ativo de pesquisa tem para nós.”

Possivelmente um dos instrumentos mais valiosos da história científica, o Hubble continua fazendo importantes descobertas, incluindo a detecção, este ano, da estrela individual mais longe já vista, Eärendel, cuja luz levou 12,9 bilhões de anos para chegar à Terra.

Atualmente, o telescópio tem previsão de permanecer em operação ao longo desta década, com 50% de chances de sair de órbita em 2037, segundo Patrick Crouse, gerente de projeto do Hubble.

Um pedaço carbonizado de detrito especial encontrado em terras agrícolas em Nova Gales do Sul faz parte de uma das missões SpaceX, empresa de Elon Musk, confirmaram as autoridades da Austrália nesta quinta-feira.

O material foi encontrado por um criador de ovelhas na semana passada em Dalgety, uma área afastada ao redor das Montanhas Nevadas da Austrália, acredita-se que no dia 9 de julho os destroços caíram em pedaços na Terra, a cerca de cinco horas de carro ao sudoeste da Austrália.

"Foi emocionante e estranho ao mesmo tempo", disse o astrofísico Brad Tucker à AFP. Ele visitou o local após ser procurado pelos agricultores locais no mês passado.

Encontrar o grande detrito alojado no campo vazio o fez lembrar do filme de ficção científica "2001 - Uma Odisseia no Espaço", disse o cientista. "É impressionante vê-lo".

Em um comunicado, a Agência Espacial da Austrália confirmou que o material procede de uma das missões de Musk e pediu aos moradores que informassem qualquer nova descoberta à SpaceX.

"A Agência confirmou que os escombros procedem de uma missão da SpaceX e continua em contato com nossos colegas dos Estados Unidos, assim como outras partes da Commonwealth e as autoridades locais", disse um porta-voz da agência.

Segundo Tucker, a peça fazia parte de um baú descartado pela cápsula anterior Crew-1, quando reentrou na atmosfera terrestre em 2021. Outros relatos de detritos espaciais já foram reportados em propriedades próximas, tornando provável o surgimento de mais peças da missão SpaceX.

A maioria dos detritos espaciais caem no mar, mas com o avanço das indústrias espaciais no mundo todo é provável que a quantidade em terra aumente, acrescentou. "Temos que perceber a existência do provável risco de atingir alguma vez uma área habitada e o que isso significa", alertou o Tucker.

Depois de passarem quase três meses no espaço, três astronautas americanos e um alemão iniciaram sua jornada de volta à Terra a bordo de uma cápsula da SpaceX, cuja aterrissagem na costa da Flórida está marcada para esta quinta-feira à noite.

A cápsula Dragon se separou da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) às 2h20 (horário de Brasília) de hoje.

Os americanos Kayla Barron, Raja Chari e Tom Marshburn, e o astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Matthias Maurer, permanecerão quase 24 horas na cápsula espacial até pousarem à 1h43 (horário de Brasília), na sexta-feira.

A vertiginosa descida se desacelera ao entrar na atmosfera terrestre e, na sequência, pela abertura de enormes paraquedas. Posteriormente, a cápsula será resgatada por um navio da empresa de Elon Musk. Uma vez a bordo, a escotilha se abrirá para que os astronautas possam sair.

Batizada de Crew-3, a tripulação passou os últimos dias a bordo da ISS, realizando as operações de transferência com a Crew-4. Esta última também é composta por quatro astronautas, sendo três americanos e um italiano. A nova tripulação decolou da Flórida há uma semana, também a bordo de uma nave da SpaceX.

Três cosmonautas russos permanecem na ISS, aonde chegaram em um foguete Soyuz.

Será o sexto pouso de uma cápsula Dragon tripulada da SpaceX, que vem transportando astronautas para a ISS, regularmente, a serviço da Nasa.

Os membros da Crew-3 fizeram vários experimentos científicos. Eles estudaram, por exemplo, como o cimento endurece na ausência de gravidade, algo que pode ser muito útil para futuras construções, inclusive na Lua. Também fizeram a segunda coleta de pimentas a bordo da estação.

Durante sua estada, receberam a visita de uma missão privada, composta de três empresários. Pela viagem, o trio pagou dezenas de milhões de dólares à SpaceX.

A Amazon anunciou nesta terça-feira (5) acordos especiais com três empresas para colocar milhares de satélites em órbita baixa da Terra para o seu Projecto Kuiper. O objetivo é fornecer internet banda larga para milhões de pessoas em regiões remotas, assim como a concorrente SpaceX, do bilionário Elon Musk.

 A Amazon tem autorização da Comissão Federal de Comunicações (FCC), equivalente americana da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar uma rede com 3.236 satélites. Já a SpaceX colocou 2 mil satélites em órbita, no momento, 12 mil previstos para a sua rede de internet Starlink. O serviço é oferecido em outros países. 

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“Os contratos preveem até 83 lançamentos em um período de cinco anos, permitindo que a Amazon implante a maioria de sua constelação de 3.236 satélites”, comunicou uma das empresas. A companhia disse que o acordo é a “maior encomenda de foguetes da história”. 

O custo total dos lançamentos para o Projecto Kuiper não foram divulgados. O vice-presidente da Amazon, Dave Limp, afirmou em entrevista à emissora americana “CNBC” que a empresa pretende lançar 1.600 satélites até 2026. “Ainda temos muito trabalho, mas a equipe continua alcançando marco após marco em todos os aspectos do nosso sistema de satélites”, informou o vice-presidente no comunicado. 

A United Launch Alliance (ULA) terá a maior parte dos contratos firmados pela Amazon, com 38 lançamentos. A empresa espacial é formada pelas marcas americanas Boeing e Lockheed Martin. Em seguida, está a Blue Origin, que assim como a Amazon, foi fundada pelo bilionário Jeff Bezos. 

A empresa fará 12 lançamentos com a opção de 15 adicionais, com seu futuro foguete New Glen e também terá benefícios do contrato com a ULA, porque ela fabrica os motores do foguete Vulcain Centaur, sua concorrente. A única participante não americana, a francesa Arianespace, ficou responsável por 18 lançamentos. 

Por Camily Maciel

 

 

 

 

Um pedaço do foguete Falcon 9, da SpaceX foi encontrado por casal em uma propriedade rural, em São Mateus do Sul no Paraná, na quarta-feira (16). A constatação de que objeto metálico se trata de um pedaço do foguete partiu da equipe de astrônomos da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON). 

A peça de quase 600 kg, estava a cerca de 50 metros da casa onde o casal mora e a 30 metros da rodovia às margens da chácara. Para o UOL, o proprietário da casa que foi atingida contou, que escutou um barulho muito forte na terça. "Fez o barulho, parou e não conseguimos descobrir o que se tratava, já que estava chovendo. Só ontem descobrimos o que era”. 

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 O homem disse que a queda do objeto além de assustar a família e se sentiu aliviado por não ter caído em cima de sua casa. "Quando vi a peça caída no chão, achei que era uma barraca e fiquei bem assustado. Nunca tinha visto isso antes. Por aqui, é muito inédito. Imagina se isso cai em cima da minha casa? O estrago ia ser grande".   Segundo Diretor da Bramon, esse acontecimento é  bastante incomum.  

Após meses de treinamento, os quatro tripulantes da primeira missão totalmente privada à Estação Espacial Internacional (ISS) estão prontos para decolar a bordo de um foguete SpaceX em 30 de março.

A missão, chamada Ax-1, irá durar 10 dias, em oito dos quais eles estarão a bordo da estação. O lançamento acontecerá em Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida.

A bordo estarão três empresários dos Estados Unidos, Canadá e Israel, que pagaram dezenas de milhões de dólares cada um. Haverá apenas um astronauta experiente, Michael Lopez-Alegria, ex-membro da Nasa, que já esteve na ISS.

"Não somos turistas espaciais", esclareceu Lopez-Alegria em entrevista coletiva nesta segunda-feira. "Não são férias."

"Eles irão realizar pesquisas importantes", explicou Michael Suffredini, chefe da empresa Axiom Space, que organizou a viagem. Eles farão 26 experimentos científicos, alguns deles sobre células-tronco ou a saúde do coração, em colaboração com centros de pesquisas sobre a Terra.

Os "astronautas particulares planejam pesquisas com impacto real", assinalou Robyn Gatens, diretora da ISS. A tripulação também aproveitará a oportunidade para trazer experimentos da Nasa para a Terra, o que, segundo ela, será muito útil, uma vez que o laboratório aéreo se encontra abarrotado.

A tripulação, que treinou com a Nasa em Houston e a SpaceX na Califórnia, irá operar a bordo do segmento norte-americano da estação.

A Axiom Space chegou a um acordo para um total de quatro missões com a SpaceX, e a Nasa, que cobra pela estadia, aprovou formalmente o início de uma segunda, Ax-2.

Para a Axiom Space, esse é um primeiro passo para um objetivo ambicioso: a construção de sua própria estação espacial. "Essas missões nos dão a oportunidade de testar em menor escala", explicou Michael Suffredini.

O movimento de privatização da órbita baixa é incentivado pela Nasa, que não quer mais precisar gerenciar a operação de uma estação, e sim contratar os serviços de estruturas privadas, para se concentrar na exploração longínqua.

Em 2021, a Rússia também enviou novatos para a ISS: uma equipe de filmagem para rodar um filme, além de um multimilionário japonês e seu assistente.

Quarenta satélites destinados à internet de alta velocidade lançados pela SpaceX foram desviados de sua órbita devido a uma tempestade geomagnética, pouco depois do seu lançamento. Como eles se desintegram na atmosfera, não representam uma ameaça à Terra, assinalou a empresa.

Os 49 satélites mais recentes da rede Starlink, lançados do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, no último dia 3, acolheram com sucesso sua órbita inicial, onde a empresa os posicionou para verificar as medidas de segurança, antes de enviá-los para mais longe no espaço.

Em 4 de fevereiro, no entanto, os satélites foram atingidos pelo fenômeno climático, informou ontem a empresa de Elon Musk. "Essas tempestades causam o aquecimento da atmosfera e densidade atmosférica em nossas baixas altitudes de decolagem. Os sistemas de GPS a bordo sugerem que a escalada de velocidade e severidade da tempestade causaram um arraste atmosférico até 50% maior do que em lançamentos anteriores", explicou em comunicado.

A Agência Espacial do Reino Unido concordou que não há risco em terra, uma vez que os satélites foram construídos sem metais densos e sua estrutura deve queimar completamente. Já a Nasa não comentou o ocorrido.

A Starlink é uma "constelação" de mais de 2.000 satélites que provê cobertura em quase todo o planeta. O primeiro lote foi lançado em maio de 2019 e a SpaceX conta com aprovação regulatória para o envio de 12.000, com planos de expansão.

Astrônomos expressaram preocupação com o impacto desses satélites no trabalho astronômico em campo, uma vez que esses equipamentos adicionam um espectro congestionado na órbita terrestre baixa.

Existem cerca de 4.000 satélites ativos nessa região, que se estende por até 1.900 km sobre a superfície. Também são contabilizados cerca de 15.000 pedaços de detritos de objetos, como chassis de foguetes e sondas desativadas.

A SpaceX, empresa aeroespacial norte-americana, quer lançar 52 missões em 2022. A expectativa é de que ocorra um lançamento por semana este ano. As informações são do The Verge.

O plano foi anunciado durante uma reunião virtual do Painel Consultivo de Segurança Aeroespacial da Nasa. Se o objetivo foi mesmo cumprido, a empresa do bilionário Elon Musk pode alcançar um novo recorde em 2022. O maior número de lançamentos da SpaceX ocorreu em 2021, com 31 missões.

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Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na última sexta-feira (28), o uso da rede de satélites interconectados Starlink, da SpaceX, em operações de telecomunicação no Brasil. Com a decisão, áreas remotas e sem infraestrutura de cabos poderão ter conexão de alta velocidade à internet usando antenas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, hoje (28), o uso da rede de satélites interconectados Starlink, da empresa aeroespacial norte-americana SpaceX, em operações de telecomunicação no Brasil. Com a decisão, áreas remotas e sem infraestrutura de cabos poderão ter conexão de alta velocidade à internet usando antenas.

A licença é válida até março de 2027 para o sistema de satélites da Starlink e até 2035 para os satélites da Swarm Technologies - outra empresa que oferece serviços de conectividade via satélite, mas focada em internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).

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A autorização da Anatel cita que a constelação da Starlink será de 4.408 satélites. Para os usuários brasileiros, será exigido um serviço constante de monitoramento do sinal. 

A Starlink, que passa a se chamar Starlink Brazil Holding Limitada na representação brasileira, ainda não revelou planos, prazos e áreas de cobertura no país. Nos Estados Unidos, a assinatura mensal da internet via satélite custa US$ 99 - cerca de R$ 536,50 -, enquanto a antena necessária para receber o sinal custa US$ 499 - pouco mais de R$ 2,7 mil.

Uma cápsula da empresa americana SpaceX procedente da Estação Espacial Internacional (ISS) na qual viajavam quatro astronautas retornou à Terra na segunda-feira (8) à noite, informou a Nasa.

Freada pela atmosfera terrestre, assim como por quatro enormes paraquedas, a cápsula Dragon suportou a queda vertiginosa graças ao escudo térmico.

Às 22h33 da costa leste dos Estados Unidos (0h33 de Brasília, terça-feira), a cápsula amerissou na Flórida, o que representou o final da missão Crew-2.

Um navio recuperou a cápsula e uma equipe abriu a escotilha para a saída dos astronautas. Como medida de precaução, eles foram colocados em macas e transportados por helicóptero.

Desde sua chegada à ISS em 24 de abril, a tripulação, formada por dois americanos (Megan McArthur e Shane Kimbrough), um francês (Thomas Pesquet) e um japonês (Aki Hoshide), fez centenas de experimentos e ajudou a aperfeiçoar os painéis solares da estação.

Os quatro astronautas a bordo da cápsula Dragon, batizada como Endeavour, se desacoplaram da ISS às 14h05 (16h05 de Brasília) de segunda-feira.

Em seguida, a Endeavour deu uma volta ao redor da ISS durante uma hora e meia para fazer fotografias.

Esta foi a primeira missão do tipo desde que uma nave espacial russa Soyuz fez uma manobra similar em 2018.

A cápsula Dragon tem uma pequena janela circular na parte superior da escotilha dianteira para permitir as fotografias.

A volta à Terra da Crew-2 foi adiada em um dia devido aos fortes ventos.

O mau tempo e o que a Nasa considerou um "assunto médico menor" também provocaram o adiamento do lançamento de um novo grupo de astronautas, a missão Crew-3, previsto para quarta-feira.

Enquanto isso, a ISS contará com a presença de três astronautas, dois russos e um americano.

A SpaceX começou a transportar os astronautas para a ISS em 2020, o que acabou com nove anos de dependência dos Estados Unidos dos foguetes russos para a viagem após o fim do programa do ônibus espacial.

A tripulação também enfrentou um último desafio na viagem de volta para casa: usar fraldas, depois que foi detectado um problema no sistema de manejo de resíduos da cápsula.

Os astronautas ficaram sem acesso a um banheiro durante 10 horas, a partir do momento de fechamento da escotilha e até o retorno à Terra.

"Certamente não é o ideal, mas estamos preparados para lidar com isso", disse a astronauta da Nasa Megan McArthur.

A Nasa e a SpaceX adiaram nesta segunda-feira (1º) pela segunda vez em poucos dias o lançamento do foguete que levará quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) porque um dos membros da tripulação apresenta um "problema de saúde leve".

"Não é uma emergência médica e não está relacionado com a covid-19", informou a Nasa em um comunicado, sem dar mais detalhes.

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Os astronautas americanos Raja Chari, Kayla Barron e Tom Marshburn, assim como o alemão Matthias Maurer, ficarão em quarentena no Centro Espacial Kennedy até então, acrescentou a agência espacial americana.

O lançamento estava previsto para o domingo, mas devido ao mau tempo o procedimento foi adiado para a quarta-feira.

Agora, o lançamento foi remarcado para o sábado às 23h36 locais (00H36 de domingo, hora de Brasília), de Cabo Cañaveral, na Flórida.

A Nasa não divulgou o nome do astronauta doente.

Esta missão, denominada Crew-3, faz parte a associação bilionária da Nasa com a SpaceX, a companhia de Elon Musk. Foi assinada após o encerramento do programa de ônibus espaciais, em 2011, para retomar os voos espaciais tripulados do solo americano.

Os astronautas vão passar seis meses na ISS e realizar vários experimentos a bordo deste laboratório orbital.

Eles vão substituir os quatro astronautas da Crew-2, que estão desde abril na ISS.

A volta à Terra da Crew-2 está programada "para o começo de novembro", mas nesta segunda-feira a Nasa afirmou que "continua avaliando datas" e não descarta uma "passagem indireta" entre as duas tripulações.

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