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O uso prolongado de telas é um dos fatores de risco para a saúde da coluna, mostra estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)  e publicado na revista científica Healthcare. 

Entre os fatores de risco está o uso de telas por mais de três horas por dia, a pouca distância entre o equipamento eletrônico e os olhos, a utilização na posição deitada de prono (de barriga para baixo) e na posição sentada. O foco do estudo foi a chamada dor no meio das costas (thoracic back pain, ou TSP). 

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Foram avaliados 1.628 estudantes de ambos os sexos entre 14 e 18 anos de idade, matriculados no primeiro e segundo ano do ensino médio no período diurno, na área urbana do município de Bauru (SP), que responderam a questionário entre março e junho de 2017. 

Desses, 1.393 foram reavaliados em 2018. A pesquisa constatou que de todos os participantes, a prevalência de um ano foi de 38,4%, o que significa que os adolescentes relataram TSP tanto em 2017 quanto em 2018. A incidência em um ano foi de 10,1%; ou seja, não notificaram TSP em 2017, mas foram encaminhados como casos novos em 2018. As dores na coluna ocorrem mais nas meninas do que nos meninos.

“A diferença entre os sexos pode ser explicada pelo fato de as mulheres relatarem e procurarem mais apoio para dores músculo-esqueléticas, estarem mais expostas a fatores físicos, psicossociais e de stress, terem menos força do que os homens, apresentarem alterações hormonais resultantes da puberdade e baixos níveis de atividade física”, diz um dos autores do artigo, Alberto de Vitta, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com pós-doutorado em saúde pública pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

Pandemia 

TSP é comum em diferentes grupos etários na população mundial. Estima-se que afete de 15% a 35% dos adultos e de 13% a 35% de crianças e adolescentes. Com a pandemia do covid-19, crianças e adolescentes têm usado celulares, tablets e computadores por um tempo maior, seja para atividades escolares ou para o lazer. Com isso, é comum adotarem posturas inadequadas por tempo prolongado, causando dores na coluna vertebral.

O tempo gasto com dispositivos eletrônicos (por exemplo ver televisão, jogar videogames, utilizar o computador e smartphones, incluindo comunicações electrônicas, e-games, e internet) pode ser classificado da seguinte forma: baixo (menos de 3 horas/dia), médio (acima de 3 horas/dia até 7 horas/dia) e alto (acima de 7 horas/dia), considera o pesquisador.

Segundo De Vitta, é possível que a incidência da TSP tenha aumentado com a pandemia, mas ainda não há estudos. “Podemos supor que aumentou, devido à atividade escolar em casa, no entanto não há dados sobre isso. Estamos organizando um estudo multicêntrico que será realizado em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Rio Grande do Sul”, informou o pesquisador, que atualmente leciona e pesquisa no Departamento de Fisioterapia da Faculdade Eduvale de Avaré (SP) e no programa de pós-graduação em Educação, Conhecimento e Sociedade da Universidade do Vale do Sapucaí (Pouso Alegre, MG).

Fatores

A TSP tem tratamento, diz o professor. “Há vários tipos de tratamentos como, por exemplo, a reeducação postural global, o pilates e a fisioterapia baseada em recursos eletrotermofototerapêuticos: ultrasom, laser, entre outros”. 

Fatores de risco físicos, fisiológicos, psicológicos e comportamentais ou uma combinação deles podem estar associados à TSP. “As dores musculoesqueléticas, como na coluna torácica, lombar e cervical, são multidimensionais”, explica o pesquisador. 

“Os fatores físicos (carteiras inadequadas, mochilas com peso acima do recomendado e outros), comportamentais (utilizar os equipamentos eletrônicos acima de três horas por dia, posturas inadequadas) e os fatores de saúde mental (sintomas emocionais, stress etc) estão associados a essas dores”.

A conjugação de físicos e comportamentais gera um aumento da força de compressão dos discos intervertebrais, levando à desnutrição dos discos, comprometendo a integridade do sistema músculo-esquelético, predispondo o indivíduo à fadiga e a níveis de dor mais elevados.

“Parece haver uma relação entre sintomas emocionais e manifestações físicas, como o aumento da secreção do cortisol hormonal e alterações na regulação hormonal do glândulas supra-renais, que geram efeitos inibidores sobre o sistema imunitário, a digestão e sintomas de desgaste corporal excessivo, cansaço, fadiga, dores musculares e articulares. Todos esses fatores estiveram relacionados aos dados das nossas pesquisas relacionadas às dores lombares, cervicais e torácicas em estudantes do ensino médio”.

Puberdade precoce

A puberdade é um estado natural do corpo humano que, por consequência de alterações hormonais, tende a se apresentar a partir dos 8 anos de idade em meninas e 9 anos em meninos

Entretanto, as crianças estão entrando nessa fase cada vez mais cedo. Ganho de peso, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e sedentarismo estão entre as principais causas. Mas, outro fator tem chamado a atenção dos pesquisadores.

De acordo com o resultado de uma pesquisa apresentada durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, a puberdade precoce pode estar sendo estimulada pela alta exposição às telas, como tablets e celulares.

“Estudos mostram que a luz azul das telas diminui a produção de melatonina, hormônio relacionado ao ciclo do sono. A menor produção de melatonina pode ser um sinal para o corpo de que já está na hora de entrar na puberdade. Além disso, o ganho de peso e a ansiedade que podem estar associados ao excesso no uso de telas também alteram a produção de determinados hormônios como a leptina e a serotonina, que podem ocasionar a puberdade de forma precoce”, explica a endocrinopediatra do Sabará Hospital Infantil, Paula Baccarini.

A especialista afirma que, devido ao isolamento durante o período pandêmico, as crianças passaram a se alimentar de forma menos saudável, gerando outros efeitos colaterais que também alteram os hormônios: “O estresse e a ansiedade também são fatores que podem adiantar o início da puberdade, somados ao sedentarismo, à piora do padrão alimentar e ao ganho de peso”, acrescenta.  

Rotina

O ideal é que a criança mantenha uma rotina com hábitos saudáveis de vida, com atividade física, sono adequado e alimentação natural, com consumo reduzido de produtos industrializados, o que naturalmente já reduz o tempo livre para uso de telas, aconselha a médica. “É importante lembrar que a criança aprende com o exemplo dos pais. Então, é fundamental que o controle do tempo de tela seja de toda a família e não apenas da criança,” completa. 

Outras atividades podem ajudar a dimunuir esse tempo. “Criar rotinas como hábito de leitura, brincadeiras recreativas, jogos de tabuleiro, desenho, quebra-cabeças. Além disso, usar o fim de semana para reunir a família fora de casa, se possível em contato com o sol e a natureza podem ajudar”, sugere a endocrinopediatra.

Caso os pais identifiquem sinais de puberdade precoce - como aparecimento do broto mamário, desenvolvimento de pelos pubianos, crescimento acelerado, acne, eles devem procurar um endocrinologista pediátrico para fazer o diagnóstico, identificar a causa e avaliar a necessidade de tratamento.

“O tratamento é indicado nos casos em que a puberdade ocorre precocemente ou evolui em ritmo muito acelerado, com risco de a primeira menstruação acontecer cedo ou de ocorrer parada do crescimento antes da idade prevista, com perspectiva da criança crescer menos do que a previsão genética. Consiste em um tratamento hormonal que bloqueia a produção desses hormônios associados ao desenvolvimento da puberdade”, explica a especialista.

Uma vez iniciada a puberdade, não há como reverter o quadro, apenas tratar com o bloqueio puberal quando indicado, aponta a médica. “Por isso, a importância do estabelecimento de hábitos saudáveis de vida durante a infância, como forma de tentar reduzir o risco de a puberdade ocorrer precocemente. Importante dizer que essas mudanças do hábito de vida também estão relacionadas à diminuição de outras condições, como a obesidade”. 

É considerada precoce a puberdade que surge antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos; e atrasada, a puberdade que tem início após os 13 anos em meninas e após os 14 anos, em meninos. 

A médica considera o risco de adiantamento da menstruação e da parada precoce do crescimento, com prejuízo da altura final da criança, além dos riscos psicossociais associados à puberdade precoce. Se necessário, indicará tratamento para bloquear, por um tempo, o desenvolvimento puberal. 

Um dos alertas deste Dia Mundial da Visão (14) é o prejuízo causado pelo tempo em frente a telas de aparelhos eletrônicos. Além dos efeitos psicológicos, o isolamento social indispensável na pandemia aproximou as pessoas de celulares e computadores, seja para assistir aulas ou reuniões, bem como da televisão nos momentos de lazer com filmes, séries e games. 

Em entrevista ao LeiaJá, a oftalmologista pediatra do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), Eveline Barros, pontuou sobre os danos do uso indiscriminado e indicou hábitos que podem prevenir complicações à visão.

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Ela dividiu os cuidados por faixa etária e ressaltou que o uso de telas é contraindicado para crianças até dois anos. Além de reduzir a sociabilidade, o contato precoce com eletrônicos retrai o desenvolvimento dos olhos.

"A criança também precisa forçar a visão para longe para enxergar e ter um bom desenvolvimento visual. A gente também tem a questão da interação dessa criança com o meio ambiente e as pessoas que rodeiam", aponta. 

O desenvolvimento visual, chamado de 'maturação cerebral visual', ainda está em formação até os sete anos. Por isso, é importante estipular o limite diário de 1h de uso. A especialista percebeu que a faixa etária vem apresentando uma tendência ao aparecimento precoce de alguns tipos de grau, principalmente a miopia. 

“É como se você informasse para o cérebro que ele não precisa de uma visão de longe". Com a fase seguinte da pré-adolescência, o período de uso pode ser estendido para 2h por dia.

De acordo com Eveline, a faixa vem apresentando um maior índice de estrabismo - desvios oculares - e do chamado 'olho seco'. "Se você prestar atenção quando tá no eletrônico, a quantidade de vezes que você pisca é bem menor, então a lágrima tem uma evaporação maior. Aí você fica com o olho vermelho, pode dar aquela sensação de corpo estranho dentro do olho, lacrimejamento excessivo, tudo isso por conta do olho seco", descreve.

Os casos de estrabismo também vêm aumentando nos adultos, muitas vezes acompanhado por visão dupla e um leve aumento do grau que já estava estabilizado. Para evitar os danos decorrentes da necessidade de permanecer mais tempo em atividade com os dispositivos, ela recomenda a Regra 20x20.

"Tem uma regra que a gente chama 20x20, para aquelas pessoas que tem mais cansaço ocular. Para cada 20 minutos que você passa na tela, você pode tirar os olhos por 20 segundos e descansar um pouquinho", aconselha.

Esse descanso consiste em fechar o olho ou buscar o horizonte. Quando o uso contínuo é superior a 2h, a pausa deve ser de, pelo menos, 10 minutos. "Nossa visão também mexe com a musculatura ocular, músculos ciliares. Então é dar um tempinho mesmo de relaxamento", acrescenta.

Além das paradas para relaxar, a médica lembra que lubrificantes oculares também podem ajudar. Preferencialmente sem conservantes, eles podem ser utilizados de 3 a 4 vezes ao dia. O soro fisiológico é outra opção, contudo não é ideal devido à rápida evaporação. Manter distância da tela também é interessante para minimizar os prejuízos aos olhos.

O mercado oftalmológico ainda oferece as lentes com filtros especiais que, de fato, trazem benefícios. Porém, a especialista destaca que o fundamental é manter os hábitos saudáveis à visão. "Hoje em dia você tem no mercado lentes com filtros especiais. Elas causam uma sensação de conforto melhor, mas o mercado joga como se fosse a 'grande solução' e não é assim. Vai dar um conforto, mas se você não tiver a medida de controle ambiental, que é dar uma parada, dar uma relaxada, não vai adiantar. A lente é um ‘plus’, vai ajudar, mas o grande fator é o controle do tempo", considera.

A necessidade de óculos ou qualquer outro método de precaução à visão varia conforme a condição de cada pessoa. Pela individualidade de cada caso, Eveline conclui que a avaliação clínica é necessária para definir a melhor forma de proteger os olhos. 

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O excesso de exposição às telas por crianças e adolescentes tem se tornado objeto de estudo de diversos pesquisadores. Devido ao contexto pandêmico, o uso acentuou-se de maneira significativa e pode gerar sérios problemas.

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Estudos ao redor do mundo, como o produzido pelo Instituto Nacional da França e conduzido pelo neurocientista Michel Desmurget, comprovam que esse uso exagerado de tecnologias e plataformas digitais gera como consequência a dependência tecnológica.

Em entrevista para o portal Correio Braziliense, o psiquiatra Fábio Aurélio afirma que esse excesso no uso dos recursos tecnológicos pode causar, sim, um vício comportamental, gerando uma compulsão pelo uso desses dispositivos e afetando a qualidade de vida do indivíduo.

Segundo a psicóloga Rafaella Rego, esse recurso não pode ser a única fonte de aprendizado, principalmente no contexto do ensino remoto, para que a exposição às telas não seja ainda mais acentuada.

A presença de atividades fora do ambiente digital é um fator essencial, que contribui para a melhoria das relações de crianças e adolescentes com a tecnologia, principalmente nesse processo de adaptação com maior tempo em casa. Para  Rafaella, é interessante que esse indivíduo esteja em movimento, faça atividades que demandem dele a saída do quarto, onde geralmente se passa maior parte do tempo, no qual não há uma variabilidade comportamental. “É muito importante colocar esse jovem, essa criança em movimento”, afirma a psicóloga.

A iniciativa dos pais ou responsáveis em incentivar e proporcionar essas atividades é determinante, e foi o que aconteceu na rotina familiar de Cleudenice Torres, empresária e mãe de duas filhas, Jamille (16 anos) e Maria Clara (9 anos). Como passam o dia em casa, a mãe encontrou, como alternativa para não deixar as filhas por muito tempo expostas às telas, atividades que pudessem ser realizadas dentro do domicílio, tais como: tocar um instrumento musical, desenhar, ler, além de jogos de tabuleiro, que, segundo a empresária, já era uma atividade que faziam antes da pandemia.

Segundo a professora doutora Maíra Evangelista, que pesquisa há 10 anos sobre comunicação digital, os dispositivos móveis e as tecnologias estão presentes em basicamente todas as atividades cotidianas e a tendência é aumentar, mas é preciso controlar o tempo que a criança e o adolescente fazem uso desses dispositivos digitais, e deve haver a fiscalização por parte dos pais e responsáveis.

Na rotina familiar da casa de Carolina Santos, atendente e mãe de Carlos (8 anos) e Maria Isis (5 anos), eles buscam ter esse controle do tempo que os filhos passam em frente às telas. “Depois das 18 horas é o horário que eles ficam mais no celular, TV etc.”, afirma a mãe. Carolina destaca, também, que os pais procuram realizar outras atividades com os pequenos. “Buscamos brincar e interagir com eles, compramos um dominó, jogos educativos e eles brincam muito com pai”, finaliza.

 Por Painah Silva e Dinei Souza.

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O projeto Telas em Movimento nasceu em 2019 com o objetivo de democratizar o acesso ao audiovisual e ao cinema nas periferias. A primeira realização do Festival de Cinema das Periferias da Amazônia, ano passado, contou com participação de vários cineclubes que funcionam em escolas públicas dos bairros periféricos de Belém, com ações comunitárias, e também na região das ilhas próximas da capital.

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A pandemia do novo coronavírus, no entanto, mudou o foco dos ativistas. O projeto sentiu necessidade de uma reformulação e passou a ajudar as comunidades, fazendo campanhas e buscando doações. Veja vídeo abaixo.

“Nós nos mobilizamos para poder construir tudo que a gente tá fazendo agora. Não é somente a doação de cestas básicas e kits de higiene, e outras ações como o kit Telas da Esperança, mas também a gente tem a ação de comunicação comunitária”, frisou Matheus Botelho, um dos integrantes do projeto.

Matheus explicou que, antes do lockdown (isolamento social rígido decretado no Pará), o grupo realizava ações com grafite, faixas e distribuições de cartazes nas feiras movimentadas, como as do Guamá e Jurunas.

 "Não temos suporte do governo, nós atuamos de forma independente. Conseguimos fazer uma arrecadação on-line por meio de um edital de financiamento coletivo (em que ocorre a participação de uma empresa ou instituição)", disse.

O edital Em Frente, realizado por Fundo Em Frente, é uma união de várias empresas privadas que multiplica o valor doado, pela plataforma de crowdfounding Benfeitoria. "A gente realizou um mês de campanha, e conseguiu mais de R$ 30 mil. Ultrapassamos nossa meta e esse dinheiro foi multiplicado por esse fundo e com esse dinheiro a gente está conseguindo fazer essa atuação agora, comprando material das cestas, material dos kits de higiene e também ajudar a população com sua própria produção, pessoas que estão costurando máscaras.”

O projeto já distribuiu mais de 50 cestas básicas, kits de higiene e o kit pedagógico de desenhos com giz de cera para estimular as crianças a criarem histórias para salvar a sociedade da pandemia causada pela covid-19. Esse kit, informou Matheus, tem o objetivo de estimular a criatividade, a união em casa com as famílias e também materializa o esforço dos participantes do projeto de desenvolver algo lúdico para as crianças das periferias.

“Nós temos um grupo de saúde e fizemos um questionário e as pessoas se voluntariaram. Esse grupo de saúde é composto por profissionais e estudantes da área da saúde que fizeram várias dicas de saúde para as pessoas realizarem em suas casas, se conscientizarem. Desde lavar as mãos, usar máscaras corretamente, até uma série de outras coisas. Tudo isso está nas nossas redes sociais e que serve de serviço para população", destacou.

Para Matheus, o sentimento de estar realizando esse projeto é de gratidão, orgulho e empatia. “Não é aquilo da gente fazer uma coisa pontual e ir embora. É algo de construção com essas famílias e com essas comunidades para ter esse objetivo de construir um trabalho grande e que realmente tenha um impacto social”, frisou.

Segundo Matheus o cinema não se resume somente às salas de cinema comerciais ou independentes. O audiovisual chega para todos por multitelas, através do computador, do celular ou do próprio cinema. “O objetivo é buscar isso, esse movimento de telas, mas também da gente não ir até ao cinema, mas levar o cinema e o audiovisual até essas populações que historicamente são precárias e têm poucos ou nenhum apoio dos poderes públicos. O audiovisual também realiza transformação social", disse Matheus.

Segundo Matheus, o projeto atua nos bairros periféricos do Jurunas, Guamá, Terra Firme, na comunidade quilombola remanescente de Pitimandeua, no município de Castanhal, e nas ilhas da Paciência, Furo do Piriquitaquara e a Combu.

Quem quiser entrar em contato com o projeto para ajudar de alguma forma pode acessar suas redes sociais, pois lá eles explicam melhor e tiram dúvidas.

Instagram: https://www.instagram.com/telas_emmovimento/

Facebook: https://www.facebook.com/telas.emmovimento/

Com apoio de Cristian Corrêa.

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Após realização de campanha de arrecadação on-line, o projeto Telas em Movimento iniciou a distribuição de cestas básicas, kits de higiene e de desenho nas periferias de Belém. Já foram entregues mais de 80 cestas nos bairros do Guamá e Terra Firme na primeira semana do mês de maio.

Uma das pessoas beneficiadas com essa entrega foi Beatriz Chagas, moradora do bairro do Guamá e mãe de dois filhos. Para ela, a convivência com os filhos dentro de casa neste período de isolamento social causado pela pandemia da Covid-19 está sendo complicada. “É esquisito, porque a gente é acostumado a viver e nesse momento a gente não tá vivendo a gente tá se prendendo”, disse. 

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Em conjunto com a cesta básica e o kit de higiene, também está sendo entregue um kit de desenho intitulado “Telas da esperança” com o objetivo de estimular as crianças das periferias, juntamente com as suas mães, a construir a história de um futuro em que a população consegue combater o vírus da Covid-19 e salvar a sociedade. 

Para a Beatriz Chagas, é uma oportunidade de combater o coronavírus de forma lúdica e entreter as crianças. “Eu vou ajudar eles e a gente vai criar juntos esse super-heroizinho para combater esse vírus.”

A campanha “Telas em Movimento Contra a Covid-19” 

Resultado da mobilização pela internet, a meta da campanha, finalizada no último dia 3 de maio, foi ultrapassada, arrecadando mais de R$ 30 mil. A idealizadora do projeto, Joyce Cursino, também submeteu o projeto ao edital de Apoio Emergencial Contra o Coronavírus promovido pelo Fundo Baobá para Equidade Racial e recebeu apoio no valor de R$ 2,5 mil, revertidos para a campanha.

O projeto vai atender 200 famílias dos bairros periféricos de Belém do Pará: Jurunas, Guamá e Terra Firme, além das comunidades ribeirinhas do Combu, Piriquitaquara, Murutucum, Ilha grande e a Comunidade remanescente de quilombo Pitimandeua, distribuindo cestas básicas de alimento, kits de higiene incluindo álcool em gel e 400 máscaras. 

Para acompanhar as ações do projeto:

Instagram: https://www.instagram.com/telas_emmovimento/

Facebook: https://www.facebook.com/telas.emmovimento/

Da assessoria do projeto.

Além das lives, o cantor Otto tem recorrido a um outro expediente para enfrentar o isolamento social. O pernambucano tem aproveitado os dias dentro de casa para pintar e já produziu cerca de trinta telas. Ele compartilhou com os seguidores, em suas redes sociais, uma parte de suas criações. 

Com uma foto das telas, Otto contou que essa tem sido sua terapia e que a pintura tem ajudado a manter a paz de espírito durante tempos tão duros. “A produção cresce e a terapia ganha rigor e vigor. Responsabilidade. Tudo agora é abstrato, físico, espacial... Todo dia cultivo um pouco a mente", escreveu o músico na postagem.

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O  cantor também fez questão de verbalizar o quanto a pintura tem mexido com suas emoções e deixou uma mensagem de encorajamento aos fãs. “As cores ocupam um lugar muito delicado, belo! Sentimentos superiores. Calor e paixão pela vida. Respeito, equilíbrio, inclusão, solidariedade! Evolução é cuidado. Compaixão, foco e força. A resistência só cresce, se espalha. Justiça de Xangô. Paz”.

O artista plástico Carlos Pragana faz uma retrospectiva de cinco décadas de pintura em sua nova exposição, de 24 de maio a 30 de junho, no Pina, Zona Sul do Recife. Batizada de "1966", a mostra, organizada pelo arquiteto Diogo Viana, reúne alguns de seus principais trabalhos, com 30 telas que vão reviver as diversas fases do artista pernambucano, começando pelo seu primeiro quadro, pintado em óleo sobre papel, no ano de 1966. 

A linha do tempo segue com as obras das principais exposições de Pragana ao longo de sua carreira, entre elas, desenhos, acrílicos sobre tela e, mais recentemente, colagens. O vernissage da mostra será comemorado por diversos amigos e familiares de Pragana, em um grande encontro entre artistas de diferentes gerações.

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Com a exposição "1966", o público será apresentado ao novo ateliê de Pragana, que tem projeto assinado pelo arquiteto Carlos Fernando Pontual. Com 160 metros quadrados, o local possui salas de exposição e de trabalho, onde o artista plástico costuma criar as suas telas.

Serviço

Exposição "1966", de Carlos Pragana

De 24/05 a 30/06 | 14h às 18h

Ateliê Carlos Pragana - Rua Gago Coutinho, 500, Pina 

Entrada gratuita

*Da assessoria

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou, nesta quarta-feira (24), seus primeiros conselhos sobre a atividade física para as crianças menores de 5 anos e pediu que elas passem menos tempo diante das telas, e mais se exercitando.

Essas recomendações podem parecer puro senso comum para as famílias, mas têm provocado polêmica, com alguns especialistas criticando a agência da ONU por formulá-las com base em testes insuficientes e adotando conceitos simplistas como "tempo de tela sedentário".

A OMS estima, no entanto, que essas instruções "preenchem uma lacuna" no esforço global para promover uma vida saudável, uma vez que esta faixa etária não foi levada em conta nas recomendações fixadas pela OMS em 2010.

Em um momento em que a obesidade representa uma ameaça crescente para a saúde pública e que 80% dos adolescentes "não são suficientemente ativos fisicamente", a OMS considerou necessário divulgar uma lista de bons hábitos para crianças com menos de 5 anos de idade, um período crucial para o desenvolvimento de um estilo de vida.

E, embora reconheça que esses conselhos se baseiam em "evidências de baixa qualidade", a agência de saúde diz que suas recomendações podem ser aplicadas a todas as crianças, independentemente do sexo, do ambiente cultural, ou de seu status socioeconômico.

Para os bebês com menos de 12 meses de idade, a OMS recomenda pelo menos 30 minutos de atividade física diária, inclusive na posição ventral para aqueles que ainda não andam.

Não é bom manter os bebês em um carrinho, em uma cadeira alta, ou no colo de alguém, por mais de uma hora sem interrupção. Além disso - recomenda a OMS -, eles têm de dormir entre 12 e 17 horas por dia.

Para crianças de 1 a 2 anos, a agência aconselha três horas de atividade física por dia, não mais do que uma hora de "tempo de tela sedentário" e pelo menos 11 horas de sono.

E, para os pequenos de 3 a 4 anos, as três horas diárias de atividade física devem incluir pelo menos uma hora de movimento "moderado a vigoroso". O tempo gasto nas telas não deve exceder uma hora também.

"Eu me pergunto como as instruções de política global de saúde pública, que afetam milhões de famílias, podem ser baseadas em 'evidências de baixa qualidade'", criticou Kevin McConway, professor emérito de estatística aplicada na Open University britânica.

"E, depois, o que significa exatamente 'tempo de tela sedentário'?", questionou McConway.

Em entrevista coletiva, a diretora do Programa para Prevenção de Doenças não transmissíveis da OMS, Fiona Bull, declarou que os autores do relatório têm total confiança na correção das recomendações.

Em referência à "baixa qualidade" das evidências, a OMS quis apenas ser "transparente sobre o fato de que ainda há muito trabalho científico a fazer em áreas importantes", explicou Fiona.

O diretor de pesquisa do Instituto Internet da Universidade de Oxford, Andrew Przybylski, disse que "as conclusões tiradas sobre as telas estão longe das evidências científicas do dano sofrido".

Przybylski pediu à OMS para realizar "estudos de melhor qualidade" sobre este assunto.

Juana Willumsen, encarregada da área de obesidade e atividade física infantil na OMS, explicou aos jornalistas que esta expressão fazia referência ao "tempo de tela passivo" em contraposição aos "jogos em tablets e programas de TV em que as crianças são incentivadas a se mexer".

O cérebro de crianças que passam muito tempo diante das telas de smartphones, ou jogando videogames, parece se modificar - aponta um estudo do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, divulgado no domingo pela rede CBS.

Em 21 centros de pesquisa nos Estados Unidos, o NIH começou a examinar os cérebros de 4.500 crianças de 9 e 10 anos para saber se o consumo intenso de videogames e o tempo que passam na Internet influencia seu desenvolvimento.

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Os primeiros resultados desse estudo feito com imagens por ressonância magnética (IRM) mostram diferenças significativas no cérebro das crianças que usam smartphones, tablets e videogames mais de sete horas por dia, explicou uma das pesquisadoras, Gaya Dowling, no programa "60 Minutes".

As imagens mostraram uma redução prematura do córtex cerebral, que processa as informações enviadas pelos cinco sentidos ao cérebro.

A redução do córtex "é considerada como um processo de envelhecimento", disse a pesquisadora, ressaltando que ainda não está claro se esse processo é prejudicial.

"Ainda não sabemos se se deve ao tempo que se passa frente às telas, nem se é algo ruim", afirmou.

Segundo outra cientista entrevistada no programa, Kara Bagot, os smartphones podem ter um efeito viciante, porque o tempo que se passa na frente de uma tela estimula a liberação de dopamina, o hormônio do prazer.

Os dados do NIH mostraram que as crianças que passaram mais de duas horas por dia diante das telas tiveram resultados piores nos testes de linguagem e de raciocínio.

Para este estudo, foram examinadas 11.000 crianças, que serão acompanhadas por vários anos para se avaliar o impacto das telas em seu desenvolvimento intelectual e social, assim como sobre sua saúde.

Os resultados começarão a ser publicados no início de 2019.

  O Espaço Cultural Banco da Amazônia, em Belém, recebe a exposição “Geografia do Espelho”, realizada pelo artista plástico paraense Geraldo Teixeira, inspirada nos jardins de Claude Monet (pintor francês do século XIX), em Giverny, na França, e na paisagem amazônica. “É uma exposição que traz as referências de um jardim na França, que são os Jardins de Giverny. Notei uma semelhança muito grande entre o jardim de lá e a Amazônia, por isso o nome é 'Geografia do Espelho' que, na verdade, é um espelhamento de paisagens representado por cor, luz e forma. Tudo que temos aqui, acabei vendo lá e vice-versa”, disse o artista.

De acordo com Geraldo Teixeira, a ideia da exposição surgiu a partir de uma viagem para França. “Este jardim me chamou a atenção, porque eu vi que no verão é muito parecido com a realidade brasileira, da Amazônia. Essas realidades acabaram provocando esta exposição.”

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Geraldo Teixeira afirma que tem inspiração em tudo o que vê. “Eu tenho inspiração em bonitos jardins, por exemplo, e de lá vou tirar essências de cor.  A inspiração é só um start de alguma ideia, então eu transformo isto, trabalhando muito”, explicou.

O paraense foi fundador da Associação dos Artistas Plásticos do Pará, atualmente extinta, e diz que os artistas plásticos de Belém ainda não são reconhecidos. “Hoje não existe mais, mas foi uma tentativa de fortalecer o grupo, de mostrar para a sociedade que era um grupo forte, mas não deu certo”, disse o artista.

A exposição está aberta para visitação até o dia 18 de janeiro de 2019, das 9 às 17 horas, no Espaço Cultural Banco da Amazônia, localizado na avenida Presidente Vargas, bairro da Campina. Entrada Franca. Veja algumas telas na galeria abaixo.

Por Matheus Viggo.

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Duas telas de Joan Miró que seriam exibidas nos próximos dias no Palácio Zaguri, em Veneza, foram molhadas na inundação que atingiu a cidade, anunciou nesta terça-feira o Palácio.

No início da tarde, a "acqua alta" alcançou um pico de 156 cm, ultrapassando pela sexta vez em 80 anos o limiar de 150 cm e forçando turistas e venezianos a circular com água até as coxas.

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No Palácio Zaguri, onde uma exposição "De Kandinsky a Botero" será inaugurada na quinta-feira, os organizadores perceberam apenas durante a noite um vazamento vindo do banheiro.

As duas pinturas de Miró, no valor de um milhão de euros, ainda estavam embrulhadas, no chão contra a parede, onde seriam expostas no segundo andar, e ficaram com água quase pela metade.

Todo o pessoal do palácio foi mobilizado durante a noite para colocar as outras pinturas em segurança.

As duas obras de Miró foram enviadas para um ateliê em Asti para restauração antes que a água salobra atacasse as cores do mestre espanhol.

O baiano Daniel Neves, de 10 anos, foi diagnosticado com rins policísticos e fibrose hepática. Em 2015, a doença se agravou e a família do menino precisou se mudar para diminuir os custos, já que ele tem sessões quase diárias de hemodiálise. A história de Daniel ganhou visibilidade após uma prima divulgar um vídeo na internet, que culminou em uma corrente de solidariedade.

Para custear o transplante de rim, o garoto, que sempre gostou de desenhar e pintar, decidiu organizar uma exposição com suas obras de arte. O evento será na próxima sexta-feira (1º) no Hospital de São Salvador e é organizado pelos médicos da instituição. Ao todo, serão 60 telas, que custarão entre R$ 55 e R$ 100. Para divulgar a exposição, o artista fez um vídeo. Confira:

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Em entrevista ao site iBahia, Cleide Neves, mão da criança, ressaltou a importância da exposição e, consequentemente, a venda dos quadros. Além disso, ela agradeceu a mobilização das pessoas. "Precisamos arrecadar fundos, pois Daniel precisa de um transplante de rim infantil e, quando o doador compatível for encontrado, o procedimento deve ser realizado no Hospital Samaritano, em São Paulo. Por isso, teremos uma demanda de custo muito alta e fico muito grata por ver esta mobilização das pessoas".

 

"Você não vale nada!", afirma um homem virtual na tela. "Pode ir embora, por favor?", responde uma mulher sentada diante do computador. Para ajudar os esquizofrênicos a combaterem as "vozes" que escutam, uma equipe de pesquisadores desenhou avatares digitais para personificá-las.

Em um primeiro momento tímida, a voz da paciente vai ganhando firmeza: "Não te escutarei mais!". Este "diálogo" faz parte de um tratamento inovador criado por pesquisadores ingleses e cujos primeiros resultados foram publicados nesta sexta-feira na revista médica The Lancet Psychiatry. No total, 75 pacientes seguiram esta terapia durante um ensaio de três meses, combinando-a com seus medicamentos.

Segundo os autores dos trabalhos, sete dos pacientes "pararam completamente de ouvir as vozes", enquanto em outro grupo de 75 pessoas, que receberam conselhos médicos em vez da terapia baseada em avatares, apenas dois pacientes pararam de ouvir as vozes. Cerca de dois terços dos esquizofrênicos escutam vozes imaginárias que, com frequência, os insultam ou ameaçam, segundo o autor principal do estudo, Tom Craig, do King's College de Londres.

Na maioria dos casos, os medicamentos reduzem os sintomas, mas um quarto dos pacientes continua ouvindo essas vozes, aponta o estudo. É o que acontecia com as 150 pessoas que participaram do estudo, e que "vivem" com em média três ou quatro vozes. Os avatares permitem materializar essas vozes ameaçadoras para que os pacientes as enfrentem e as dominem, destacam os autores do estudo.

Graças às indicações dos pacientes, foi possível recriar por computador o tom da voz que os atormenta e o rosto ao que a associam. A continuação, os participantes se submetem a sessões de 50 minutos nas que enfrentam esse avatar, apresentado em um computador. Em outro quarto, com um microfone, um terapeuta os orienta e controla a voz e o comportamento do avatar.

O objetivo é que, no final da terapia, o paciente ganhe confiança e firmeza e que o avatar perca terreno. "Passamos de algo muito espantoso a algo que está sob o controle da pessoa", afirma Craig.

Especialistas independentes consideraram que esses trabalhos são promissores, mas observaram que serão necessário outros ensaios para confirmar sua eficácia e definir para qual tipo de paciente esta terapia é adequada. A esquizofrenia afeta cerca de 20 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Jeff Bridges conhece bem a fúria de um incêndio. Não apenas por seu papel em "Only the Brave", seu filme mais recente, sobre uma equipe de bombeiros florestais, mas porque já perdeu sua casa para as chamas.

O filme conta a história de uma equipe enviada para combater o feroz incêndio que ameaçou, em 2013, a população de Yarnell, no Arizona.

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A estreia nos cinemas americanos, nesta sexta-feira (20), chega justamente em um momento em que a Califórnia luta contra incêndios que já deixaram um balanço de 42 mortos, milhares de evacuados e uma destruição generalizada, com bairros inteiros reduzidos a cinzas na turística região do vinho, ao norte de San Francisco.

O ganhador do Oscar, hoje com 67 anos, lembrou em uma entrevista à AFP como vivenciou a fúria do fogo no início dos anos 1990.

"Perdi minha casa em um incêndio em Malibu, ela foi queimada. Eu estava fazendo um filme chamado 'Contagem Regressiva' e ouvi as notícias e... o fogo pegou minha casa".

"E depois minha esposa, Sue, evacuou nossa casa em Santa Bárbara três vezes enquanto eu estava fora fazendo filmes, tudo sozinha. É uma tarefa enorme, botar tudo para fora. Vivíamos ao lado de uma vegetação", acrescentou.

Bridges também perdeu 160 hectares de seu rancho em Montana em um incêndio há cerca de cinco anos, e já teve que ajudar um amigo a salvar sua propriedade, armado com uma pá, em outro incêndio uma década antes.

"Com estas mudanças climáticas, as coisas estão cada vez mais secas. Vamos ter mais incêndios, eu acredito, e graças a Deus temos esses caras cujo trabalho e paixão é combatê-los", indicou.

- Mestres Coen -

"Only the Brave" é baseado na história real de um grupo de 20 bombeiros de elite enviados para combater um dos maiores incêndios da história dos Estados Unidos. Só um deles sobreviveu.

Esta foi a maior perda de bombeiros americanos desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

"Mostramos quem são estes caras que arriscam suas vidas desta forma", explicou o ator, que estrela ao lado de Josh Brolin, Jennifer Connelly e Miles Teller como o chefe de bombeiros Duane Steinbrink, um cowboy cuja dignidade não polida e sabedoria endurecida pelas batalhas o tornam um mentor para seus colegas.

Bridges é uma das figuras mais reconhecidas e consistentes de Hollywood, parte de uma dinastia de atores que inclui seus pais Dorothy e Lloyd e seu irmão Beau.

Acumula sete indicações ao Oscar e uma estatueta de melhor ator por "Coração Louco" (2009), no qual demostrou suas habilidades como músico ao interpretar um cantor de música country alcoólatra que tenta voltar aos seus dias de glória.

Em sua longa carreira, interpretou de tudo, desde o sobrevivente de um acidente aéreo em "Sem Medo de Viver" ao icônico "The Dude" na comédia cult "O Grande Lebowski" dos irmãos Joel e Ethan Coen (1998).

Bridges foi perguntado em inúmeras entrevistas se estaria interessado em fazer uma sequência de "O Grande Lebowski". Sua resposta em geral é um sorriso indulgente e um gesto de entusiasmo.

Os Coen já disseram que não farão um segundo filme, mas em agosto foi anunciado que eles deram sua bênção a um spin-off centrado no jogador de boliche Jesús Quintana, interpretado por John Turturro.

"Se os irmãos me convidarem, eu vou", assegurou Bridges. "Estou tão orgulhoso desse filme, de ter sido parte dele. Esses caras, os irmãos Coen, são uns mestres. Eles fazem tudo parecer fácil".

Quem já desistiu de inseticidas e repelentes está recorrendo a uma solução que remete aos velhos tempos: telas mosquiteiras - em versão moderna, é claro. Há modelos de todos os tipos e preços. A mais simples custa em torno de R$ 130 por janela; a mais cara, R$ 750.

O administrador Daniel Miranda, de 51 anos, é um dos moradores do Alto de Pinheiros que acabaram de aplicar tela na casa toda, em um investimento de R$ 6 mil. A instalação estava sendo finalizada nesta terça-feira (10) depois de muita picada. "Você não tem ideia, está uma coisa horrorosa. É muito pernilongo, como nunca vi na vida, acho que nem na praia vi tantos. No clube é o assunto mais comentado", conta.

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Apesar de morar no bairro há pouco tempo, ele diz andar pela região há muitos anos como sócio do clube Alto de Pinheiros. "Pernilongo sempre fez parte, mas agora é algo totalmente nonsense."

Antes de instalar as telas, a tentativa era fechar a casa, ligar o ar condicionado e colocar tomadas de inseticidas. "Mas não resolveu, é muito pernilongo. E o bicho é malandro, gosta de ficar em lugar sombreado, onde a gente não vê. Eles adoram um armário escuro onde deixamos as malas de viagem. A gente abre e vem aquela nuvem de mosquito. É uma coisa inacreditável. Tem de sair correndo."

A empresa contratada por Miranda reconhece um aumento de 18% na demanda neste verão, em relação ao ano anterior, sobretudo na zona oeste. Nos últimos 30 dias, fez 502 instalações, ante 426 no mesmo período do ano passado.

Emprego

Em tempos de crise, só mesmo para quem vive desse negócio o pernilongo não pode ser chamado de vilão. "De um ano para cá, precisamos aumentar nossos funcionários de 30 para 40 e compramos mais um caminhão para entregas. Agora são dois veículos", diz o diretor Leandro Dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Paulo Henrique Melo só não usa o celular quando está dormindo. Mas basta acordar para que suas relações fiquem restritas à mediação do aparelho, desde as conversas com a família e amigos no Whatsapp, até as contas que paga pelo internet banking. O dia se desenrola entre os assuntos de trabalho pelo Gmail, estudos e lazer no IBooks, compras de viagens no Decolar.com... Olhos vidrados na tela.

O jovem universitário de 21 anos é um dependente das tecnologias. Assim como milhares de pessoas no mundo, se o Wi-Fi desligar, a bateria acabar ou faltar luz, Paulo não sabe o que fazer. Longe do Brasil em um intercâmbio do programa Ciência Sem Fronteiras, em Budapeste, ele se sente nu sem o telefone: "Minha vida toda está no celular".

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O incrível desenvolvimento tecnológico gerou na sociedade uma grande necessidade de se passar cada vez mais tempo em conexão com redes sociais, Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp, Snapchat, colocando em risco não só a saúde física e psicológica, mas prejudicando o convívio social e aprendizado.

Do ponto de vista médico, é identificada dependência de tecnologia quando a pessoa não consegue administrar de  forma sadia o uso dessas ferramentas, causando prejuízos no trabalho e no convívio social.

As telas, sejam elas de celulares, laptops, computadores, tablets, televisões e outros dispositivos, têm pautado as relações pessoais na atualidade. Sem esses dispositivos, provavelmente o mundo inteiro sentiria os mesmos efeitos de um dependente químico em abstinência.

"Chego a imaginar crises de abstinência se, de repente,  ficasse muitos dias afastado dos meus aparelhos", admite Paulo Henrique, acostumado a usar computador, celular e televisão ao mesmo tempo.

"O celular pode ser responsável pelo  meu atraso em compromissos, pois não paro de mexer nele enquanto me arrumo, além do fato de que minha dedicação insuficiente em atividades importantes do meu cotidiano, como o estudo, trabalho, ocorre pelo fato de que não consigo passar mais de uma hora sem mexer nele", afirma o universitário.

Patologia – Relações no trabalho, família, estudo, amigos... Tudo é afetado pelo uso excessivo das tecnologias. Mas existem variações de dependência: a considerada normal e a patológica, que necessita de um acompanhamento médico, pois pode acarretar ansiedade, depressão, transtornos sociais e déficit de atenção.

Para a professora e especialista em neuropsicopedagogia Paula Barros, a participação da família é fundamental para o diagnóstico, pois ela pode fornecer informações sobre o comportamento, atitudes e sobre o cotidiano do “viciado”, que, por muitas das vezes, acaba omitindo informações.

Mas como identificar na prática se uma pessoa é viciada em telas? As irmãs Maria Luiza e Maria Vitória Oliveira, de 4 anos, estão em uma fase importante para o desenvolvimento motor, mas não querem saber de lápis, giz de cera, papel, tinta.

O que antes era diversão para as meninas, hoje é feito de maneira diferente, através de telas, pinturas digitais. Além do vício em tablets, as gêmeas não saem da frente da televisão: adoram programas educativos como Hi-Five, Dora Aventureira e Go Diego Go.

A especialista Ana Paula Barros afirma que crianças e jovens são os mais afetados pelas tecnologias, por passarem muitas horas em contato com aparelhos eletrônicos, o que acaba afastando-os do convívio social, com possibilidade de gerar dependência. “O mundo mudou e isso acaba interferindo no lado comportamental dos sujeitos. Hoje em dia é mais cômodo e prático brincar com jogos no celular do que jogar peteca com os amigos”, afirma.

O comunicólogo Mário Camarão, doutorando em cibercultura e redes de comunicação, utiliza as telas com consciência, mas diz que seria muito difícil passar uma semana sem acesso aos aparelhos: “Através da internet conseguimos superar grandes distâncias e encontrar soluções para problemas do nosso dia a dia. Uso para fins profissionais, pessoais e educacionais”. 

O pesquisador ressalta que o maior problema é a substituição de relações reais pela mediação excessiva. “Tudo em demasia não faz bem. O bom senso é sempre o limite para o excesso”.

Por Raissa Craveiro

O artista plástico pernambucano Julio Santhiago inaugura, nesta sexta (6), sua primeira exposição individual, Notívaga, na galeria Açúcar e afeto, localizada no bairro do Espinheiro, às 19h. O primeiro contato visual do artista - que começou a pintar em 1999 - com as artes plásticas foi através das telas de Gil Vicente.

Notívaga apresenta figuras femininas noturnas, como sílfides, fadas, deusas, prostitutas, além da solidão e introspecção, universo retratado na mostra. "Trabalhei durante a noite por 20 anos em boates e clubes noturnos e tive uma vontade especial de pintar personagens femininos", conta o artista.

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Apesar da temática, as 22 telas da mostra apresentam cores quentes. "Quis trazer uma coisa meio cabarés, meia luz, a solidão interior de que vive uma vida dúbia, o eterno confronto entre bem e o mal, dia e noite, mas com cores vibrantes, esfervecentes", completa Julio.

Serviço

Notívaga

Sexta (6) | até 6 de janeiro

Galeria Açúcar e afeto (Rua da Hora, 639 - Espinheiro)

Gratuito

A Arte Plural Galeria encerra as atividades de 2013 com uma exposição coletiva de 7 artistas pernambucanos. São telas e esculturas de Edson Menezes, Antonio Mendes, Pragana, Gabriel Petribú, Raul Córdula, Rinaldo e Thina Cunha.

A intenção é aquecer o mês de dezembro e movimentar o espaço no período natalino. As obras fazem parte do acervo do espaço e ficam em cartaz até o dia 23 de dezembro. A entrada é aberta ao público.

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Serviço

Mostra Anual APG

Até 23 de dezembro

Segunda a sexta | 9h às 19h; sábados e domingos | 16h às 20h

Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140 - Bairro do Recife)

Gratuito

(81) 3424 4431

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Um ato de amor e solidariedade enche os olhos de quem vai até o Paço Alfândega, localizado na área central do Recife. A história de uma mãe que teve câncer curado recentemente levou Feliciano Prazeres, produtor e organizador da 1ª Pintata Solidária, a criar o evento inédito no Recife. A ação começou às 10h da manhã e se estende até às 22h deste sábado (4).

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Quadros e caricaturas foram e estão sendo pintados no hall do Paço Alfândega para ajudar, com 100% do dinheiro arrecadado, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). A iniciativa é realizada por Feliciano Prazeres junto com vários chargistas e cartunistas.

“Quando minha mãe teve câncer e se curou, fiquei pensando em uma forma de poder ajudar o próximo. Filantropia é uma forma que encontrei, com boas intenções a ajuda de todos os profissionais que estão aqui hoje. Só quem passa ou tem um ente que teve essa doença sabe como é. Por isso, resolvi ajudar dessa forma, doando 100% do dinheiro arrecadado”, contou Prazeres.

Ainda segundo o organizador, desde cedo a área ficou movimentada. “Até o fim do dia, acredito que passarão muitas pessoas ainda. Não faço ideia de qual será a quantia arrecadada, mas já fico feliz com essa ação que acontece pela primeira vez aqui no Recife”, explicou.

Para a cartunista Liz França, que já participou de outros projetos, integrar o time de profissionais para ajudar o próximo é gratificante. “É muito bom poder fazer isso, já que tanta gente precisa. Não é a primeira vez que faço ações solidárias, mas essa tem um gosto especial. Quando a gente usa a arte para ajudar, é ainda melhor”, afirmou.

O professor do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Carlos Melo, contribuiu com a iniciativa. "Acho muito válido contribuir com a cultura. Ainda mais colocar para vender, sem cobrarem nada para eles. Eu e minha mulher achamos belíssima essa iniciativa", relatou. Os valores vão de R$ 15 para cada caricatura e podem chegar até R$ 1,5 mil nas telas.

Entre os artistas, participam da ação até o fim do evento estão Mané Tatu, Castanha, Armando Garrido, Félix Farfan, Luciana Padilha, Iramaral, Marcelo Peregrino Samico, André Valença, entre outros. Os chargistas que também integram a ação são Samuca, Jarbas, Greg, Laerte Silvino, Liss, Rafael Anderson, Clériston e Thiago, Miguel e Ronaldo.

A pintora Dayse Pontes mergulha na força e na fragilidade do ser humano em sua exposição Espelhos - Pinturas, em cartaz no Nez Bistrô, localizado em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. As telas ficam expostas até o próximo domingo (23).

Inspirada especialmente em semblantes das pessoas, Dayse expõe em parte as dores humanas utilizando cores e traços marcantes. Usando jogos de luz e sombra e pintando rostos, a artista busca captar a essêmncia de cada um em seus quadros.



Serviço:

Espelhos - Pinturas, de Dayse Pontes
Até 23 de dezembro
Nez Bistrô Boa Viagem (Rua Amazonas, 40 Boa Viagem)
Informações: 81 3032 0848

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