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Remédios para tratar ou reverter momentaneamente a disfunção erétil foram os mais vendidos em quatro das cinco grandes regiões brasileiras, entre janeiro e julho deste ano. Os medicamentos lideram o consumo no Sul, Nordeste e Centro-Oeste, e estão também entre os três mais vendidos na região Sudeste. Apenas no Norte do país fármacos desse tipo não surgem no pódio. 

A informação consta no levantamento do Consulta Remédios, segundo maior site de farmácias do país, feito a partir do perfil de compras e de buscas de cerca de 500 mil usuários da plataforma. A divulgação foi feita pelo Metrópoles. 

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O Citrato de Sildenafila (viagra) e a Tadalafila, medicamentos de combate à disfunção erétil, estiveram entre os mais vendidos do país. No caso da Região Sul, foram primeiro e segundo lugar da lista, respectivamente. “Acho que uma boa explicação para este perfil de compras pode ser um possível tabu sobre adquirir este tipo de medicamento de forma presencial”, analisa Paulo Vion, CEO da Consulta Remédios. 

Veja os remédios mais comprados por região

Região Sul 

Citrato de Sildenafila (para disfunção erétil); 

Tadalafila (para disfunção erétil); 

Sorinan (descongestionante nasal); 

Clotrimazol (pomada contra micoses); 

Ivermectina (vermífugo). 

Região Sudeste 

Epocler (removedor de toxinas do fígado); 

Citrato de Sildenafila (para disfunção erétil); 

Ivermectina (vermífugo); 

Fluconazol (antifúngico); 

Neosoro (descongestionante nasal). 

Região Centro-Oeste 

Citrato de Sildenafila (para disfunção erétil); 

Simeticona (para mal-estar gástrico); 

Tadalafila (para disfunção erétil); 

Ezetimiba (controle de colesterol); 

Atorvastatina Cálcica (controle de colesterol). 

Região Norte 

Naridrin (descongestionante nasal); 

Acetato de Ciproterona (controle de hormônios femininos); 

Artrodar (combate da artrose); 

Micofenolato de Mofetila (imunossupressor); 

Jardiance (controle da diebetes). 

Região Nordeste 

Tadalafila (para disfunção erétil); 

Dicloridrato de Betaistina (controle do zumbido) 

Atorvastatina Cálcica (controle de colesterol), presente na lista duas vezes, por dois fabricantes diferentes; 

Olmesartana Medoxomila + Besilato de Anlodipino (controle da pressão alta). 

Perfil do consumidor

A pesquisa que apontou o perfil de compras de forma regionalizada ainda trouxe dados sobre quem são as pessoas que compram seus remédios de forma digital. A faixa etária com maior representatividade total dentro da plataforma está entre 50 e 60 anos, com 22,7% dos usuários. A divisão de gênero foi praticamente equânime entre homens e mulheres. 

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou a ocorrência de superfaturamento na compra de pílulas do medicamento Viagra pelas Forças Armadas, feita entre 2020 e 2021, e ordenou a devolução de R$ 27,8 mil aos cofres públicas.

A compra do medicamento foi realizada pelo Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Ao todo, foram comprados mais de 35 mil comprimidos de Viagra, remédio para o tratamento de disfunção erétil em homens e também para hipertensão arterial pulmonar.

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De acordo com o processo, um dos oito pregões feitos pela Marinha adquiriu cada comprimido de citrato de sildenafila, princípio ativo do medicamento, por R$ 3,65, embora o valor médio no painel de preços do governo federal para o período fosse de R$ 1,81. A Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas do TCU calculou que o edital da Marinha resultou em prejuízo de R$ 27.820,80 aos cofres públicos.

O caso da compra de Viagra pelas Forças Armadas ganhou repercussão em abril do ano passado, quando foi revelada pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO), responsável por abrir a representação no TCU, junto com o senador Jorge Kajuru (PSB-GO).   O caso foi relatado no TCU pelo ministro Weder de Oliveira. Pela decisão do TCU, que foi publicada ontem (29), o Hospital Naval Marcílio Dias tem 90 dias para devolver o valor. 

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, explicou nesta quarta-feira (8) a compra pelas Forças Armadas de 35 mil comprimidos de citrato de sildenafila, princípio ativo do Viagra, um dos principais medicamentos para disfunção erétil do mercado.

O ministro participou de uma audiência pública realizada pelas comissões de Fiscalização Financeira e Controle e Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados após aprovação de convocação. 

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O ministro também defendeu a compra de cerca de 60 próteses de penianas pelo Exército em 2021. De acordo com Nogueira, as compras foram feitas após prescrição médica. 

"O medicamento mencionado está previsto nos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas da Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde] do SUS [Sistema Único de Saúde] para o tratamento de hipertensão arterial pulmonar e da esclerose sistêmica. É um medicamento incorporado no SUS e previsto na lista de medicamentos essenciais, a Rename [Relação Nacional de Medicamentos Essenciais]”, disse o ministro Segundo Nogueira, a aquisição das próteses também foi feita sob prescrição médica no atendimento a pacientes acometidos de patologias que requerem esse tipo de tratamento. 

Logo após o caso vir à tona, no início de abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma representação  para apurar a compra dos produtos. Entre os pontos investigados pela corte de contas estão a possibilidade de superfaturamento de 143% na compra do Viagra. 

Aos deputados, o ministro disse que está há dois meses à frente do ministério e se comprometeu a enviar posteriormente informações solicitadas pelos parlamentares. Ele também disse que a pasta não tem ingerência sobre as aquisições dos laboratórios das diferentes Forças Armadas. 

"O ministério não tem a gestão da aquisição dos laboratórios das Forças. A gestão e o controle é de cada Força", disse. "Atesto que todas as aquisições das Forças Armadas são regidas pela lisura, transparência, eficiência administrativa, legalidade e correção. Eventuais casos discrepantes, quando identificados, são amplamente investigados e coibidos, seja pelo controle interno, seja pelo controle externo". 

Deputados

O deputado Elias Vaz (PSB-GO), um dos autores do requerimento para debater a compra, questionou a necessidade da compra do Viagra quando, segundo ele, há falta de medicamentos básicos como dipirona no SUS. Vaz também questionou o valor das próteses penianas compradas pelo Exército.   

"Foi até um questionamento que o TCU fez ao Ministério. Temos próteses aí que custam menos de R$ 5 mil e próteses que custam R$ 60 mil, e o Exército fez questão de comprar a prótese de R$ 60 mil. Não é uma discussão se a pessoa merece ou não, mas é de dinheiro público", disse. 

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) disse ter questionado as Forças Armadas sobre o uso de medicamentos, que estariam sendo aplicados fora das recomendações dos órgãos de Saúde. Padilha disse que recebeu como resposta planilhas mostrando que profissionais de outras especialidades, como infectologistas e até pediatras, estavam receitando a medicação. 

"O senhor não é obrigado a saber o esquema terapêutico, mas apure isso. Não faz sentido nenhum uma doença que o protocolo diz que a utilização é de 60 mg por dia, com três comprimidos de 20 mg, e as Forças Armadas comprar comprimidos de 25 e 50 mg", disse.

"Qual justificativa para um pediatra prescrever essa medicação?". A pergunta foi rebatida pelo deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), integrante da base aliada. De acordo com o parlamentar, os questionamentos faziam parte de uma narrativa para tentar "achincalhar" as Forças Armadas. 

"Infelizmente tivemos uma tentativa de manchar as Forças Armadas", disse o deputado referindo-se à afirmação de Padilha sobre a prescrição de Viagra. "Eu não sei onde é que está escrito isso na medicina. Eu nunca vi isso de que pediatra não pode prescrever sildenafila. Gostaria que me dessem a referência".

As comissões de Fiscalização Financeira e Controle; e de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realizam audiência pública na próxima quarta-feira (8) para ouvir o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Ele deve prestar esclarecimentos sobre o contrato firmado pelo Laboratório Farmacêutico da Marinha Brasileira com empresa EMS S/A para a compra de 11,2 milhões de comprimidos de Viagra. 

O requerimento inicialmente convocava o ministro (dessa maneira ele era obrigado a comparecer), mas foi transformado em convite e incluiu outros dois assuntos para o ministro explicar: a segurança do processo eleitoral brasileiro e a compra de próteses penianas infláveis. 

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O deputado Jorge Solla (PT-BA), coautor do pedido de convocação, considerou o uso de recursos públicos para compra de Viagra um "escárnio" com a saúde da população e uma "desmoralização" para as Forças Armadas.  O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) também subscreveu o requerimento. Ele defendeu mais transparência nesse contrato firmado pela Marinha. "É preciso verificar se é bom para o poder público, para a sociedade, e se tem objetivos claros. É isso que está faltando aqui", declarou.  O requerimento original é do deputado Elias Vaz (PSB-GO). 

A audiência está marcada para as 14 horas, em plenário a definir. 

*Da Agência Câmara de Notícias

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) pediu nesta quinta-feira, 28, a convocação do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, perante Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, para que o militar explique a compra de 11,2 milhões de comprimidos do Citrato de Sildenafila, popularmente conhecido como Viagra, entre 2019 e 2022.

O parlamentar identificou, no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo, dez empenhos do governo federal para a compra do medicamento em diferentes dosagens - 20, 25 e 50 miligramas. Segundo Vaz, os valores gastos com as compras podem chegar a R$33.592.714,80. As compras foram realizadas pelo Laboratório Farmacêutico da Marinha Brasileira, tendo como fornecedora a empresa EMS S/A.

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No requerimento, Vaz pede explicações sobre contrato entre a Marinha e a farmacêutica para a transferência de tecnologia da fabricação do Citrato de Sildenafila. "Tal fato nos causa estranheza, pois há inúmeros medicamentos essenciais, alguns imprescindíveis a manutenção da vida de nossos cidadãos, faltando nas unidades de saúde. Diante disso, a estrutura das Forças Armadas poderia estar sendo usada na fabricação desses medicamentos", argumenta o parlamentar no documento.

Para Vaz, a opção pelo investimento na fabricação do Viagra e não em medicamentos 'essenciais' como antibióticos, analgésicos, sedativos, vermífugos, corticosteróides, vasodilatadores, broncodilatadores, entre outros, que atuam no tratamento de doenças comuns, 'fere o interesse público'. "A população padece pela falta de produtos básicos todos os dias. Portanto, o fato de as Forças Armadas se tornarem fabricantes de Viagra, é um disparate", frisa o deputado.

O deputado quer que o ministro da Defesa responda, perante a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, os seguintes questionamentos:

- Qual a finalidade da aquisição desses comprimidos?

- É sabido que existem milhares de medicamentos essenciais à saúde dos brasileiros, alguns são necessários para a manutenção da vida de nossos cidadãos. Também não é novidade que o Poder Público enfrenta inúmeras dificuldades para abastecer as unidades de saúde com produtos básicos como, por exemplo, antibióticos, analgésicos etc. Diante dessa realidade caótica, por que a Marinha está interessada em se tornar fabricante do Viagra em detrimentos a outros produtos?

- A transferência da tecnologia de fabricação do Viagra está em qual estágio?

- O Laboratório Farmacêutico da Marinha já está apto para fabricar o medicamento?

- Se estiver, quantos comprimidos já foram produzidos?

- Quantos comprimidos foram efetivamente adquiridos do laboratório EMS S/A no âmbito dos contratos e acordos de aquisição e transferência de tecnologia?

Para subsidiar o pedido de explicações, o parlamentar argumenta que a doença mais comum que é tratada pelo Citrato de Sildenafila é a disfunção erétil, 'uma vez que a hipertensão arterial pulmonar é considerada uma doença rara por especialistas'. A doença foi citada pelo Ministério da Defesa quando Vaz pediu explicações à pasta sobre a compra de 35.320 comprimidos de Viagra para as Forças Armadas, no início do mês.

Na ocasião, o Ministério afirmou que a aquisição da sildenafila visa o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar, doença descrita pela Marinha como 'uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar'.

Além disso, Vaz lembra que, no auge da pandemia da covid-19, as Forças Armadas fabricaram comprimidos de cloroquina, medicamento comprovadamente ineficaz no tratamento da doença causada pelo Sars-Cov-2.

Outras compras identificadas por Vaz no Portal da Transparência já foram levadas à diferentes órgãos de investigação. Após identificar a aquisição dos 35 mil comprimidos de Viagra, no início do mês, o deputado acionou o Ministério Público Federal, junto do deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ por supostos indícios de superfaturamento nos remédios. Segundo os parlamentares o índice pode chegar a 143% - enquanto um processo apresentaria o preço de R$ 3,65 por unidade do remédio, outro certame trazia um valor de R$ 1,50 por comprimido.

Além disso, também no início de abril, o deputado Elias Vaz e o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) afirmaram que iriam levar ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal, para apuração, a compra aprovada pelo Ministério da Defesa de 60 próteses penianas infláveis para hospitais do Exército. Em nota, o Exército afirmou que foram adquiridas apenas três próteses penianas, em 2021, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO

Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com a pasta, mas sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A EMS

Até a publicação deste texto, a reportagem buscou contato com a empresa, mas sem sucesso.. O espaço está aberto para manifestações.

O vice-presidente da República Hamilton Mourão comentou nesta quinta-feira (14), sobre a compra de 35 mil comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. "Então, tem o velhinho aqui [aponta para si próprio]. Eu não posso usar o meu viagra, pô", faz graça com o caso.

Mourão classificou a polêmica como "coisa de tablóide sensacionalista" e defende que boa parte da verba utilizada para a compra do medicamento usado para disfunção erétil sai de um fundo que é alimentado por descontos nos salários dos miloitares.

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Disputa pelo Senado

Em entrevista ao Valor Econômico, o vice-presidente confirmou sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul, sua cidade natal. Filiado ao Republicanos, Mourão deve compor a chapa do ex-ministro Onyx Lorenzoni que deve disputar a vaga ao governo estadual. 

"O nosso partido está conversando com o PL. Isso deverá ser definido até as convenções, mas em um primeiro momento nós estamos alinhados. É o cenário mais provável", aponta.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a defender que os mais de 35 mil comprimidos de Viagra, comprados através das Forças Armadas, serão utilizados no tratamento de doenças reumáticas e pulmonares. De acordo com o mandatário, a proporção dada à nova polêmica do Governo Federal se compara à que aconteceu com a compra de leite condensado, em 2021. Ele também criticou a imprensa pela repercussão negativa. A informação é do UOL.

No começo da semana, foi revelado que as Forças Armadas aprovaram a compra de 35.520 unidades de viagra, remédio utilizado geralmente para tratar da disfunção erétil. Dados levantados pelo deputado federal Elias Vaz (PSB) mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica.

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Já a polêmica do leite condensado aconteceu no ano passado, em janeiro, após o Metrópoles divulgar que o Executivo gastou R$ 1,8 bilhão em itens de alimentação, sendo R$ 15,6 milhões em leite condensado.

Segundo Bolsonaro, há 15 ou 20 anos, o potencial do Viagra no combate à disfunção erétil teria sido descoberto no decorrer de pesquisas que visavam eficácia no tratamento da hipertensão arterial pulmonar. As declarações ocorreram durante um café da manhã realizado no Palácio da Alvorada, residência oficial do Executivo, com pastores e líderes evangélicos. Participaram representantes da Convenção das Assembleias de Deus no Brasil.

"(..) 15 ou 20 anos atrás estavam pesquisando algo para combater a hipertensão arterial pulmonar, que matava muito. E foi descoberto um remédio para isso. Paralelamente também, esse mesmo remédio serviu para doenças reumatológicas [sic]", disse o presidente. "E, como efeito colateral, aparecia algo aí que combatia a impotência sexual. Depois ficou conhecido como viagra. Então, as Forças Armadas compram o viagra para combater a hipertensão arterial e também as doenças reumatológicas."

Bolsonaro declarou considerar que "apanha todo dia de uma imprensa que tem muita má-fé e que é ignorante também nos assuntos". Na visão dele, os veículos de comunicação não buscaram informações sobre as necessidades que justificam a compra do viagra.

"[A imprensa] não procura saber porque comprou aí os 150 mil comprimidos de viagra. Mas faz parte. Como no ano passado apanhamos muito também, eu apanhei, por ter gasto alguns milhões com leite condensado. O leite condensado era para a Presidência da República. Então fizemos as contas e dava ali alguns milhões de latas de leite condensado que eram usadas aqui. Mas isso é todo dia e toda hora. Eles têm um método, um objetivo. E a gente incomoda", completou.

 

O líder do PSB na Câmara, Bira do Pindaré (MA), começou nessa terça-feira (12) a recolher assinaturas para instalar o que chamou de "CPI do Viagra". O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seria investigar a compra de 35.320 comprimidos de Viagra para as Forças Armadas.

"Para além da discussão acerca de eventuais benefícios médicos do fármaco ou do seu uso para fim diverso do indicado, saltam aos olhos os valores pagos pelo Ministério da Defesa para compra do medicamento", diz o pedido de CPI apresentado pelo deputado. São necessárias 171 assinaturas para que o requerimento seja enviado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

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De acordo com o jornal O Globo, as Forças Armadas aprovaram a compra de mais de 35 mil unidades de um medicamento que costuma ser usado para tratar disfunção erétil, popularmente conhecido como Viagra.

Dados do Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Nos processos de compra, o medicamento é identificado pelo nome do princípio ativo Sildenafila, composição Sal Nitrato (Viagra), nas dosagens de 25 mg e 50 mg. O maior volume, de 28.320 comprimidos, tem como destino a Marinha. Outros 5 mil comprimidos foram aprovados para o Exército e outros 2 mil, para Aeronáutica.

"A relevância constitucional e legal dos fatos é inegável e decorre das mais elementares premissas que devem reger a Administração Pública", justifica o deputado do PSB. "A exemplo disso, a nova Lei de Licitações, que em atenção ao princípio da eficiência e da moralidade, estabelece expressamente que os itens de consumo adquiridos para suprir as demandas das estruturas da Administração Pública deverão ser de qualidade comum, não superior à necessária para cumprir as finalidades às quais se destinam, vedada a aquisição de artigos de luxo", acrescenta.

Próteses penianas

Parlamentares também querem pedir explicações ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal sobre o motivo da compra de 60 próteses penianas infláveis para hospitais do Exército ao custo de R$ 3,4 milhões. As informações sobre a aquisição das peças foram obtidas pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) no Portal da Transparência e no Painel de Preços do governo federal, que, segundo eles, mostram três pregões homologados em 2021 para aquisição dos materiais.

Em nota, o Exército afirma que foram adquiridas apenas três próteses penianas pelo Exército Brasileiro, em 2021, para cirurgias de usuários do Fundo de Saúde do Exército.

A compra de mais de 35 mil comprimidos de viagra pelas Forças Armadas causou uma grande repercussão no meio político. Pré-candidatos à presidência, senadores, deputados se manifestaram nas redes sociais sobre o tema. 

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi um deles, que pediu respeito às Forças Armadas, e observou que “os setores de compras da área seguem firmes na estranha disposição de desmoralizar a farda”. “Depois do escândalo da picanha, salmão e bebidas, agora é aquisição de grande quantidade de Viagra”, disse. 

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Em outro momento, Ciro ironizou: “A menos que provem que estejam desenvolvendo alguma arma secreta - capaz de revolucionar a indústria bélica internacional - vai ficar difícil justificar a compra de 35 mil unidades de um remédio para disfunção erétil”. 

Por sua vez, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), classificou a autorização da compra como “deboche”. “O governo Bolsonaro autorizou a compra de 35 mil comprimidos de Viagra pelas Forças Armadas. É um deboche com milhões de brasileiros que sofrem com a falta de medicamentos nos postos de saúde. O Ministério Público tem que investigar essa farra com o dinheiro público”. O deputado também lembrou do veto do governo para a compra e distribuição de absorventes para as mulheres pobres. 

O senador Humberto Costa (PT) questionou se as Forças Armadas “virou farmácia”. Ele também elencou os últimos escândalos do governo: “Uma dúvida: para vocês qual é o pior escândalo de corrupção do momento no governo Bolsonaro? Pastos pedindo propina em ouro; kit robótica para escolas sem água e computador; fundo da Educação usado para escolas ‘fake’; empreiteira usando empresa de fachada para ganhar licitação”. 

Já o ex-deputado Jean Wyllys (PT) chamou os integrantes das Forças Armadas de “brochas”, que “se aproveitam de um governo corrupto”. “Forças Armadas aprovam compra de 35 mil comprimidos de Viagra: os contribuintes do País estão pagando caro para manter a vida sexual de um bando de brochas e pau-moles que, além disto e de se aproveitar de um governo corrupto, odeiam quem lhes banca”, escreveu.

Em nota, a Marinha afirmou que os remédios serviriam para o tratamento de pacientes com “Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar”. 

 Nota

Os processos licitatórios realizados pela Marinha do Brasil para aquisição de sildenafila de 25 e 50mg visam o tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis de pressão na circulação pulmonar. Pode ocorrer associada a uma variedade de condições clínicas subjacentes ou a uma doença que afete exclusivamente a circulação pulmonar. Trata-se de doença grave e progressiva que pode levar à morte. A associação de fármacos para a HAP vem sendo pesquisada desde a década de 90, estando ratificado, conforme as últimas diretrizes mundiais (2019), o uso da sildenafila, bem como da tadalafila, com resultados de melhora clínica e funcional do paciente

Publicações

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As Forças Armadas aprovaram a compra de 35 mil unidades de viagra, remédio utilizado geralmente para tratar da disfunção erétil. Dados levantados pelo deputado federal Elias Vaz (PSB) mostram que oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Os processos foram homologados em 2020, 2021 e seguem válidos neste ano. O maior volume dos comprimidos (28.320) tem como destino a Marinha. Cinco mil viagras foram aprovados para o Exército e dois mil para a Aeronáutica.

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"O governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e em quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país, entretanto, enfrentam com frequência falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra. O Congresso Nacional e a sociedade merecem uma explicação", disse o parlamentar em requerimento.

Até a publicação desta reportagem as Forças Armadas não haviam se manifestado sobre a autorização de compra do viagra.

Após tomar um estimulante sexual usado para a reprodução de touros, um homem sofreu com uma ereção de três dias e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Internado em uma unidade de saúde em Reynosa, no México, ele revelou que planejava se relacionar com uma mulher de 30 anos.

"Ele havia tomado um estimulante sexual que havia comprado em Veracruz, usado pelos fazendeiros daquela região para revigorar os touros para inseminação", descreveram os médicos do Hospital Especializado 270 ao La Republica.

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A identidade do paciente não foi divulgada e não houve atualizações sobre seu estado de saúde após o procedimento.

O ano que se encerra neste mês guarda uma marca histórica, especialmente, para os homens. Em 2018, os comprimidos contra a disfunção erétil completaram 20 anos de venda em farmácias do Brasil e de outros países.

A descoberta, feita ao acaso pela ciência que investigava medicação para pressão alta, permitiu a milhões de homens reativar sua vida sexual. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil consideram que a oferta desses gêneros de medicamentos impactou a sociedade. “Foi uma revolução sexual como a pílula [disponível a partir da década de 1960] causou na mulher”, avalia Carlos da Ros, chefe do Departamento de Sexualidade e Reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia.

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“Foi uma revolução sim”, concorda o também urologista Osei Akoamo Jr. “Trouxe de volta uma população que podia ter uma atividade sexual rotineira de qualidade”. Em sua opinião, a medicação permitiu a casais que sofriam com o problema a “felicidade do ponto de vista sexual”.

Além de mudar o comportamento, o advento da medicação contra a disfunção erétil estabeleceu para a ciência novos paradigmas, assinala Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião-urologista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. Segundo ele, décadas antes da venda de medicamentos “a disfunção erétil era tratada como problema de fundo psicológico. A ciência não sabia como se processa a via metabólica da ereção”.

Princípio ativo

O urologista Carlos da Ros acompanhou de perto a evolução da pesquisa científica na área e participou de estudos de eficácia e tolerabilidade do fármaco citrato de sildenafila feitos no país e outras partes do mundo ainda em 1996.

O princípio ativo testado resultou dois anos depois no pioneiro Viagra (da empresa norte-americana Pfizer) e hoje, após a quebra de patente em meados dessa década, está disponível em medicamentos fabricados por mais de 20 laboratórios instalados no Brasil, conforme consulta à página de produtos regularizados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Além do citrato de sildenafila, há no mercado outros medicamentos registrados pela Anvisa com princípios ativos diferentes e a mesma finalidade como os fármacos de tadalafila, vardenafila, e carbonato de lodenafila.

Segundo Carlos da Ros, os homens mudaram de atitude após a venda desses medicamentos. “O tabu era muito forte, uma coisa cultural. Era muito difícil os pacientes chegarem no consultório e dizer ‘estou impotente’. Esse tabu caiu por água baixo. Isso fez com que os homens ficassem mais tranquilos e logo depois do aperto de mão na consulta dissessem: ‘olha meu problema é sexual’”.

“Não tem que ter vergonha em absoluto”, testemunha o funcionário público aposentado Cruz de Almeida, 68 anos, que prefere ser identificado sem o prenome. “A tendência é conversar melhor cada dia. Até recentemente as pessoas costumavam esconder. Escondendo as coisas você não vai ter um tratamento adequado”, opina Almeida que toma 10 miligramas diárias de tadalafil.

O médico Lucio Flavio Gonzaga Silva calcula que por ano um milhão de homens passem a ter que consumir medicamentos contra a disfunção erétil. De acordo com nota do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, o Sindusfarma, entre novembro de 2017 e outubro de 2018, foram vendidos 68,32 milhões de comprimidos contra impotência sexual.

Conforme dados auditados pela consultoria IVQVIA, nesse período as vendas desses medicamentos somaram R$ 560 milhões. O valor equivale a uma participação de 0,91% no mercado total de remédios no país.

Cerca de 40 comprimidos de Pramil, um estimulante sexual que entra ilegalmente no Brasil e não é registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foram encontrados em linguiças durante a revista de uma mulher visitante da Penitenciária Valentim Alves da Silva, localizada no município de Álvaro Carvalho, São Paulo. 

A mulher não teve seu nome divulgado, nem o preso que ela visitaria. Como a circulação do medicamento é proibida no presídio, a Polícia Militar foi acionada.

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Segundo informações do G1, foi instaurado um procedimento disciplinar a fim de apurar a cumplicidade do detento que receberia o Pramil. A mulher responsável por esconder os estimulantes na linguiça poderá responder a processo criminal.

Um homem de 46 anos morreu dentro de um motel em Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, na madrugada da quinta-feira (20). Segundo a Polícia Civil, o homem, identificado como José Carlos da Silva, passou mal e faleceu ainda quarto do motel.

De acordo com a Polícia Militar (PM), José Carlos desmaiou após manter relações sexuais com uma adolescente no local. A jovem contou que não houve discussão antes do ocorrido. Não foram encontradas marcas da violência.

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A imprensa local diz que José Carlos teria desmaiado após fazer uso de estimulante sexual. A PM, entretanto, não encontrou cápsulas ou embalagens de medicamento no quarto.

A delegacia de Goiana, no Grande Recife, realizou os procedimentos iniciais. O caso será finalizado pela delegacia de Carpina.

Há 20 anos uma pequena pílula azul em forma de losango virava uma verdadeira sensação. O Viagra permitiu que milhões de homens voltassem a ter relações sexuais e expôs ao mundo a questão da impotência sexual, um grande tabu.

Mas esta revolução sexual ignorou as mulheres que sofrem de disfunção e perda de libido. Estas ainda estão à espera de uma cura milagrosa que também lhes permita retornar a uma vida sexual gratificante, apontam os especialistas.

Cerca de 65 milhões de prescrições de Viagra, fabricado pelo laboratório americano Pfizer, foram emitidas em todo o mundo. O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) americana em 27 de março de 1998, tornando-se o primeiro comprimido a ajudar os homens a ter uma ereção.

Os benefícios deste blockbuster milagroso foram elogiados nos programas de televisão, nos jornais e revistas. Sua comercialização coincidiu com a ascensão da internet e a explosão da pornografia online.

O léxico do marketing também mudou: não é mais uma questão de "impotência masculina", mas de "disfunção erétil", uma condição médica que agora pode ser tratada.

O senador republicano Bob Dole, um veterano e candidato à presidência dos Estados Unidos em 1996, tornou-se seu primeiro embaixador na televisão, admitindo seus próprios medos ao mundo.

"É um pouco embaraçoso para mim falar sobre DE ('disfunção erétil'), mas é muito importante para milhões de homens e suas parceiras", explicou. Uma estratégia que funcionou.

Antes do Viagra, as conversas sobre disfunção erétil eram "embaraçosas" e "difíceis", lembra Elizabeth Kavaler, uma urologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York.

"Hoje, a sexualidade de um modo geral é um assunto muito presente", explica.

"Tornou-se um elemento previsível em nossas vidas à medida que envelhecemos, e tenho certeza que o Viagra desempenhou um grande papel", acrescenta ela.

- "Higiene diária" -

Para Louis Kavoussi, diretor do Departamento de Urologia do grupo Northwell Health, o Viagra teve um impacto semelhante ao dos antibióticos no tratamento de infecções ou das estatinas na luta contra doenças cardíacas.

"Foi a droga perfeita para anunciar aos consumidores - era uma espécie de remédio para o estilo de vida", diz ele.

O viagra, ou citrato de sildenafil, foi desenvolvido para tratar hipertensão e angina pectoris. Mas a partir dos primeiros testes clínicos, os homens descobriram rapidamente um efeito inesperado: a melhora de suas ereções.

De quinze dólares por unidade no início, o preço subiu para mais de 50 dólares. Com o lançamento no ano passado de uma versão genérica, o preço caiu para um dólar.

Em 2000, o famoso programa de humor Saturday Night Live até encenou um quadrocom o ator Christopher Walken parodiando uma propaganda.

"Somos uma empresa muito puritana e acho que o Viagra nos relaxou um pouco", acredita Nachum Katlowitz, diretor do Departamento de Urologia e Fertilidade do Staten Island University Hospital.

"Mas as mulheres ficaram de fora da revolução de melhorar a sexualidade".

Em 2015, a FDA aprovou a flansanserina - comercializada nos Estados Unidos sob o nome de Addyi-, qualificada como "viagra feminino" e apresentada como um tratamento para reviver a libido das mulheres. Mas desde o seu lançamento, provoca controvérsia.

Como Addyi pertence à família dos antidepressivos, as mulheres são aconselhadas a não consumir álcool ao mesmo tempo. Também custa várias centenas de dólares e pode causar efeitos colaterais significativos (náuseas, vômitos, pensamentos suicidas, etc.). "Não funcionou muito bem", diz Katlowitz.

O problema nas mulheres vem principalmente da secura vaginal no momento da menopausa, o que pode tornar as relações dolorosas.

De acordo com Elizabeth Kavaler, tomar hormônios ou até mesmo tratamentos a laser pode fornecer soluções que, apesar de seu custo às vezes alto, são cada vez mais populares.

"Estamos pelo menos vinte anos atrás dos homens", diz ela.

O medicamento Viagra tem mostrado cada vez mais cumprir seu objetivo e até mesmo por inalar fumaça do medicamento o seu efeito já é sentido pelos homens. Isso tem acontecido em grandes dimensões na cidade de Ringaskiddy, na Irlanda, e tem causado momentos constrangedores no local. Isto porque nesta localidade há uma fábrica deste composto e a fumaça liberada em sua fabricação tem deixado os homens com ereção. 

De acordo com a revista Newsweek, pessoas do local relatam que a ação é rápida e basta uma respirada na fumaça para o efeito já ser sentido. Isto tem até sido motivo de atrativo para a cidade, afinal, segundo uma moradora, os homens que lá visitam, não querem mais ir embora. O fato não é novo e há anos a névoa foi batizada de “Fumaça do Amor”. 

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A fábrica da Pfizer foi instalada na cidade, em 1998, conforme a publicação. Os moradores afirmam que, logo após o início da fabricação do produto, houve um crescimento do número de mulheres grávidas e, consequentemente, bebês nascendo. Já o porta-voz da empresa afirma que seu processo de fabricação é sofisticado.

Um nigeriano morreu em um hotel após tomar um medicamento estimulante sexual para impressionar a companheira. O corpo foi encontrado no local ainda com o pênis ereto.

Segundo o Daily Mail, o homem, identificado apenas como Samson, tomou um remédio chamando Manpower, que supostamente possui efeitos similares ao Viagra. Ele teria feito sexo por um longo tempo, mas não conseguiu ejacular. A suspeita é que ele tenha morrido por consequência de tal estresse.

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Mais cedo, ele estava bebendo em um bar. Ele, que é casado e pai de três filhos, estaria flertando com a outra mulher há três meses. Ele nunca havia tomado o remédio e também não costumava beber, diz a matéria do Daily Mail. Acredita-se que a parceira dele fugiu após o fato. 

 

Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação.

Por 18 a 6, o painel votou a favor da entrada da droga, do laboratório Sprout Pharmaceuticals, no mercado.

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A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, não é obrigada a seguir os conselhos do painel, mas costuma fazê-lo com frequência.

Muitos bolivianos têm sua própria receita para melhorar seu desempenho sexual: um bom prato de "caldo cardán", preparado com o membro viril do touro e servido em restaurantes populares de La Paz. A sopa, à qual são atribuídas propriedades revigorantes e estimulantes, é considerada por seus apreciadores o "Viagra dos Andes".

"Beber esse caldo tem efeitos afrodisíacos e para mim deu bons resultados", garante Alvaro Camacho, enquanto toma o caldo espesso, colherada a colherada, acompanhado da namorada. A sopa deve seu nome a um artefato mecânico conhecido em português como junta universal, que nos carros serve para dar tração às rodas, e faz alusão à potência que o preparado atribui a quem o ingere.

Camacho, de 30 anos, está no restaurante Casa de Ouro, em uma zona populosa de La Paz, onde há duas décadas o prato é servido aos fregueses. "Você nem acaba de tomar e caldo e já sente suas propriedades", diz o jovem. "Você começa a suar, sente que o corpo esquenta. O que dizem sobre seus atributos é verdade", conta o homem, sem dar detalhes e sob o olhar atento da namorada.

Um grupo de cinco amigos que diz ter virado a noite bebendo afirma que a sopa ajuda a recuperar as forças e combater o cansaço. "Um caldinho cardán quente dá energia", comenta Víctor, ao lado do amigo José, que desafia: "os que precisam do caldo como um viagra, que o digam", e todos riem.

Para dar mais sabor à sopa, o "caldo cardán" vem acompanhado de pedaços de carne bovina e de frango, além de batatas e ovo. O prato também pode conter cebola picada e "llajua", um tempero apimentado tipicamente boliviano, preparado com tomate, pimenta e cebola, onipresente nas mesas andinas.

E a temperatura é importante: segundo se acredita, a sopa deve estar quente para dar energia máxima ao comensal.

Um caldo energizante - "O nervo (pênis) do touro é o ingrediente principal da sopa, é o afrodisíaco. Para ser forte e viril como um touro", explica à AFP Aydé Urquizo Jáuregui, cozinheira e dona da Casa de Ouro. O prato é preparado com o falo e os testículos do touro e muitos o consomem nas primeiras horas da manhã para recuperar as forças após uma longa noite de amor ou de farra.

"Muitos casais vêm depois de uma noite de amor intensa e buscam recuperar as energias com o caldo", conta. Ela conta que foi sua sogra quem deu a receita e lembra que, desde os tempos dos avós, o "caldo cardán" era servido às mulheres depois do parto para aumentar a produção de leite e aos homens, para lhes dar energia.

Aydé explica que o falo do touro deve ser cozido um dia antes, pois a cocção dura 12 horas, aproximadamente, "porque o nervo é muito duro". O aparelho reprodutor do touro "deve ser maduro, não de bezerro porque se desfaz, muito menos de touro velho porque demora muito mais a cozinhar", explica.

A diretora do Serviço de Nutrição do hospital estatal Operário de La Paz, Miriam Mendoza, conta que a ideia de que este caldo funciona como um "viagra" é um "mito". "É uma sopa muito nutritiva porque contém muita proteína", explica à AFP.

"Seus efeitos são psicológicos", concorda a endocrinologista Elizabeth Nateljan, que trabalha na mesma instituição. "O caldo tem colágeno (molécula proteica) e melhora o estado físico porque tem boa quantidade de calorias", acrescentou.

Os homens que sofrem de disfunção erétil não precisam mais ir à farmácia para comprar Viagra, pois o laboratório Pfizer, consciente das falsificações, também venderá a famosa pílula azul diretamente pela internet.

"Para satisfazer as necessidades dos consumidores que cada vez mais recorrem à web para comprar seus remédios receitados, a Pfizer lançou um serviço de entrega em domicílio através da internet do Viagra, o medicamento mais falsificado", informou a Pfizer em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

O site funcionará em associação com o grupo de farmácias CVS e será possível acessar do site Viagra.com a página com informações dedicadas ao medicamento mais vendido da Pfizer.

Esta forma de distribuição "permitirá aos homens que sofrem de disfunção erétil comprar Viagra na internet (com uma receita válida) em um fornecedor de confiança", acrescentou o comunicado, destacando "o risco para a saúde pública que representam as falsas farmácias online e os produtos vendidos pela internet".

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