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O WhatsApp vai lançar mais uma ferramenta que vai permitir o usuário pausar a gravação e retomar depois. A novidade já foi disponibilizada para iOS.

Ainda na versão WhatsApp Beta, com a tendência de agilizar o uso dos recursos recém-lançados para todos os usuários, a expectativa é que não demore para o lançamento mais abrangente da atualização, presumiu o tecmundo.

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A nova ferramenta do Google Meet promete facilitar a interação nas reuniões com legendas traduzidas simultaneamente. O recurso foi liberado nesta quarta-feira (13) para a versão web e nos smartphones. 

Já utilizada pelos usuários em algumas edições do Google Workspace desde setembro do ano passado, a novidade permanece disponível na opção beta para as reuniões agendadas.

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Com a proposta de garantir mais inclusão e colaboração entre os participantes, a empresa percebeu que conteúdos consumidos em seu idioma natal promovem uma melhor absorção das informações e tornam a troca de aprendizado mais eficaz.

O dispositivo na opção web é ativado em Configurações > Legendas > Legendas traduzidas.

Para a versão em smartphones é preciso clicar em Configurações > Legendas > Legendas dinâmicas > Idioma de tradução.

As legendas traduzidas podem ser ativadas em reuniões dos clientes do Google Workspace Business Plus, Enterprise Standard, Enterprise Plus, Teaching and Learning Upgrade e Google Workspace for Education Plus, confirmou a página do Workspace.

Usuários individuais do Google Workspace e os que têm conta pessoal do Google ainda não tem acesso à ferramenta. 

Inovação não está ligada necessariamente a grandes descobertas ou apenas à tecnologia de ponta. O presidente do Conselho Organizador da Rio Innovation Week e um dos idealizadores do evento, Fábio Queiróz, diz que inovar pode ser mudar algo que se faz todo dia e, com criatividade, aperfeiçoar um produto ou serviço. 

  "Se tirar a caneca do lugar em que ela fica todo dia na mesa e colocar no lado oposto, isso já é uma inovação. A inovação não necessariamente precisa ser disruptiva. Inovar é melhorar processos, aprimorar padrões, é aperfeiçoar o produto que você já tem e romper com o sistema atual, criando outro mais eficaz e barato”, afirma Queiróz em entrevista à Agência Brasil.   

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Mostrar que tecnologia e inovação podem ser mais simples e mais acessíveis do que se pensa é, segundo Fábio Queiróz, um dos objetivos da Rio Innovation Week, que começa nesta quinta-feira (13) e segue até domingo (16) na capital carioca. 

 De acordo com o conselho, mais de 500 conferencistas estão confirmados, além de 1,2 mil startups e 190 expositores. Entre eles estão Richard Branson, fundador do grupo Virgin, que irá conversar com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil, Marcos Pontes; Steve Wozniak, cofundador da Apple; e Francis Suarez, prefeito de Miami, que participará de conversa com o prefeito do Rio, Eduardo Paes. 

 “O visitante vai tocar na tecnologia, vai usar e desmistificar, caso ainda tenha esse preconceito, a complexidade do tema”, diz Queiróz, e acrescenta: “A pandemia nos trouxe necessidade da criatividade também, o desafio de nos transformar e acelerar digitalmente. Nos dias de hoje, inovar, seja no nível mínimo ou máximo, significa, talvez, a sobrevivência ou a falência da empresa”. 

 Será realmente possível tocar na tecnologia. O evento contará com espaços de realidade virtual, que poderá ser experimentada pelos visitantes, além de robôs que circularão pelo local. Entre eles estarão o Robozão, que tem três metros de altura e é sucesso nas redes sociais; o Icebot, da Roboteria, que serve sorvete; e o Tinbot, primeiro robô brasileiro interativo que reúne inteligência artificial, cognição e internet das coisas. 

 O evento também pretende chamar atenção para o Rio de Janeiro e colocar a cidade na rota da ciência e tecnologia. De acordo com Queiróz, apesar de ter universidades de excelência, a cidade e o estado do Rio ainda perdem pessoal para outros estados como São Paulo e Santa Catarina. A intenção é colocar em contato diversos agentes do mercado e do governo para impulsionar investimentos.   

O desenvolvimento, para o presidente do Conselho Organizador do evento, é algo que vem em conjunto, em colaboração. “Caso o Rio de Janeiro venha aqui instalar um hub de inovação, vai fazer um polo onde as pessoas pensem soluções em conjunto e superem as dificuldades que certamente surgirão. O processo tecnológico requer muita técnica, muita pergunta e, certamente, a solução será mais fácil de ser encontrada”, defende. 

 A programação completa está disponível na internet. É possível também acompanhar os destaques pelas redes sociais. 

Para saber mais sobre um amigo, cliente ou até o próximo alvo de uma paquera, explorar as redes sociais é um caminho comum. Se curtidas, selfies e comentários dão tantas pistas sobre nós, quanto a tecnologia pode dizer sobre nossa saúde mental? É isso o que investiga uma nova corrente da ciência.

Análise de mensagens no Facebook, cor de fotos no Instagram e até avaliar o tempo entre cliques estão no radar. A hipótese é de que dados coletados por smartphones podem ser usados para identificar padrões de comportamento e interações sociais. Sem substituir psicólogos e psiquiatras, mas para auxiliar consultas presenciais. O modelo cresce, assim como o debate ético (Mais informações ao lado).

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Em uma pesquisa desse tipo, um grupo de adolescentes responde a questionários pelo celular sobre como se sentem. Podem ser áudios e até emojis para narrar emoções. No dia a dia, um aplicativo em seus celulares capta fragmentos de sons do ambiente e mede o movimento dos aparelhos. Tudo é analisado para saber o risco de depressão - resultados iniciais saem este ano.

"O grande desafio não é capturar e processar dados. A questão é como dar sentido a eles", diz Christian Kieling, professor de Psiquiatria da Infância e da Adolescência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), à frente do projeto, que monitora 150 adolescentes pelos smartphones. Entre os voluntários, há jovens já com diagnóstico de depressão, com alto risco de ter o transtorno e com baixo risco, conforme escala validada cientificamente.

Nos áudios, avaliam o conteúdo e a forma. Já o app capta, de 15 em 15 segundos, amostras de som do ambiente. E há o pacto de confidencialidade: os cientistas não escutam a conversa, mas sabem o número de vozes, para medir a interação social.

O app coleta dados de geolocalização e padrões de atividade e repouso - é permitido desligar a qualquer hora. Terapias contra a depressão estimulam conexões e atividade física. Informações sobre interações e movimentação espacial podem facilitar intervenções personalizadas. O grupo deve ter ainda consultas com psiquiatras, exames de sangue e ressonância.

MAPA.

Outro estudo, ligado à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), prevê a tecnologia para ajudar na identificação precoce de possíveis perfis depressivos. O trabalho foi iniciado em 2021, após o suicídio de um aluno. Um modelo computacional vai analisar textos dos estudantes no Facebook.

A ferramenta, criada na UFSCar em parceria com a Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Universidade George Mason (EUA), tenta "ler" palavras e expressões indicadoras de possível perfil depressivo. O robô é esperto, mas, ao decifrar a escrita, escapam-lhe entonação e ironia, por exemplo. "Não é porque tem poder de processamento que a inteligência artificial é melhor do que a gente", diz Helena Caseli, professora de Computação da UFSCar.

Para ter análise mais robusta, serão coletados sinais fisiológicos (batimentos cardíacos e padrões de sono) por meio de relógios inteligentes. Os resultados podem servir para um "mapa epidemiológico" - e estratégias institucionais de bem-estar dos alunos -, além de análises individualizadas. Um dos trunfos é comparar dados de um paciente hoje com informações anteriores dele e ver eventuais mudanças.

EMOÇÕES.

Para Felipe Giuntini, pesquisador do Sidia, centro de inovação em soluções digitais, é possível ver, no processamento de dados das redes, um padrão de emoções. Em seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP), ele coletou publicações no Reddit, rede social popular nos Estados Unidos, por dez anos.

Foram selecionadas postagens - incluindo emojis - de um grupo de apoio a pessoas com depressão. A análise mapeou palavras como "tristeza", "vergonha" e "entusiasmado" para ver padrões e aprender com a própria rede. Para Giuntini, o algoritmo ajuda a entender alterações de humor dos pacientes.

Em outra frente, a ideia é levar ao consultório quem ainda está longe. "A pessoa vai ao cardiologista e descobre no check-up uma arritmia. Isso não acontece em saúde mental", diz Alexandre Loch, do Instituto de Psiquiatria da USP. A demora média desde os primeiros sinais até o diagnóstico do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), por exemplo, é de 11 anos.

Loch testa um software para avaliar imagens do rosto e a fala de voluntários, de 18 a 35 anos, em entrevistas presenciais. Análises computacionais rastreiam pausas no discurso, movimentos de olhos, gesticulação e falta de conexão na fala - aspectos que seriam notados pelo psiquiatra na consulta. Mas quem sai da fábrica entende de divã? Um estudo com inteligência artificial para detectar câncer de pele da Universidade de Stanford (EUA) mostra que o algoritmo discernia lesões como um dermatologista. Já na Psiquiatria cada um expõe raiva ou tristeza de um jeito. "Como é mais subjetivo e simbólico, é difícil a máquina aprender", afirma Loch.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Civil de São Paulo prepara o lançamento do aplicativo “Kd Você”, para auxiliar nas buscas de crianças e idosos desaparecidos, um problema recorrente nas praias do Estado.

Criada pela Divisão de Tecnologia da Informação – DTI, o “Kd Você” permite o cadastro de pessoas desaparecidas de forma ágil e sem a necessidade de registrar boletim de ocorrência. Sua base de dados servirá como um “alerta geral” para esses casos.

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Os registros poderão ser feitos pelos representantes das pessoas desaparecidas, mas também por quem localizar uma pessoa aparentemente perdida e pelas autoridades (Polícia Civil, Polícia Militar ou Guarda Civil).

A plataforma, por meio de geolocalização e de imagens, habilitará os usuários a cadastrar o alerta, relatar o encontro e promover o reencontro. O app ainda está em desenvolvimento.

Por enquanto, o recurso pode ser acessado pelo celular ou computador pelo endereço kdvoce.policiacivil.sp.gov.br e não está ainda disponível nas lojas de aplicativos dos smartfones.

“Estamos fazendo algumas adequações e, em breve, será possível localizar diretamente nas lojas de aplicativos. Também pretendemos possibilitar o acesso por QR Code nas pulseirinhas de identificação que são tradicionalmente distribuídas nas praias”, explicou o delegado responsável pela Divisão de Tecnologia, Luiz Fernando Ortiz.

Um microchip do tamanho de um grão de arroz pode ser a tecnologia para substituir o passaporte vacinal. Desenvolvida pela empresa sueca Epicenter, a novidade foi apresentada na última sexta-feira (17).

O dispositivo armazena os dados do imunizado e promete agilizar a confirmação das doses tomadas através da tecnologia RFID (Radio-Frequency Identification).

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Ele é implantado na pele entre o polegar e o indicador, e pode ser lido por qualquer dispositivo compatível com o sensor, segundo o South China Post.

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Ainda não há previsão para a chegada dos microchips no mercado. Em 2017, a empresa já havia oferecido os implantes para substituir o uso de cartões de acesso de funcionários.

“Eventualmente, essa tecnologia se tornará padronizada, permitindo que você use isso como seu passaporte, transporte público, todas as oportunidades de compra, etc.”, comentou na época o CEO Todd Westby.

O WhatsApp lançou mais uma novidade nessa terça-feira (14) e deve acabar com o costume dos usuários de ouvir os próprios áudios logo após o envio. A função permite que a mensagem de voz seja ouvida antes do encaminhamento.

Após atualizar a plataforma com mensagens temporárias e áudio acelerado, a nova ferramenta do WhatsApp permite que a gravação seja pausada e ouvida, mas só no formato 'mãos livres'. 

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 A novidade ainda não permite que o áudio seja retomado de onde foi parado e limita as opções ao envio ou à lixeira. 

Confira como usar a ferramenta:

- Com a conversa aberta, clique no microfone e deslize para cima para iniciar a gravação com 'mãos livres';

- Grave normalmente a mensagem e pause a gravação no ícone 'parar', no centro inferior da tela, destacado em vermelho;

- Em seguida, toque no 'play' para reproduzir a gravação;

- Para mandar ao contato, basta clicar no ícone de envio da mensagem ou encaminhe para a lixeira.

A partir do próximo ano, empresas que ofertam serviços por telemarketing ativo deverão exclusivamente utilizar o código 0303. A regra foi estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesta sexta-feira, 10. O órgão afirma que a padronização será uma ferramenta importante para o consumidor na identificação das chamadas de telemarketing. De acordo com a Anatel, o telemarketing ativo é a prática de oferta de produtos ou serviços por meio de ligações ou mensagens telefônicas, previamente gravadas ou não.

As prestadoras de telefonia móvel terão prazo de 90 dias para implantar as novas normas, período que será de 180 dias para as operadoras de telefonia fixa. O código 0303 será de uso exclusivo e obrigatório para atividades de telemarketing ativo e as redes de telecomunicações deverão permitir a identificação clara, no visor do aparelho do usuário, desse número, informa a Anatel.

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Além disso, para o consumidor que fizer a solicitação, as operadoras precisarão realizar o bloqueio preventivo de chamadas originadas de telemarketing ativo.

Outra novidade está relacionada à responsabilidade das prestadoras pela utilização adequada dos recursos de numeração, já que ficará a cargo dessas empresas o emprego de meios tecnológicos que coíbam o uso fora das regras estabelecidas pela Anatel.

"Com isso, a Anatel espera abrir mais uma frente no combate ao uso indiscriminado das redes de telecomunicações para a oferta indesejada de produtos e serviços", disse a agência.

Ainda segundo a Anatel, a nova regra foi aprovada após processo de consulta pública - realizado entre agosto e setembro deste ano - no qual foram recebidas quase cem contribuições de consumidores, empresas e associações de defesa do consumidor e do setor de telecomunicações.

A ferramenta digital criada para facilitar a vida dos surdos no país ampliou em mais de 30%, nos últimos dois anos, o número de sinais para tradução do português para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e lança um avatar voltado ao público infantil, o Guga.

VLibras passa a oferecer a novidade nesta sexta-feira (3), Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

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O sistema de tradução, desenvolvido pelo Ministério da Economia em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, dispõe de 21 mil sinais.

Avatar infantil

Guga reúne-se aos avatares Ícaro (masculino) e Hosana (feminino), com os quais os surdos traduzem para Libras não só páginas do governo federal, reunidas na plataforma Gov.Br, mas também páginas de empresas que já aderiram à ferramenta. Alguns exemplos: Vivo, Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Sky Serviços de Banda Larga, Serasa Experian, Universidade Presbiteriana Mackenzie e Agência Brasil.

“O Gov.Br é a plataforma com maior utilização do VLibras, mas a ferramenta extrapolou o Poder Público e também beneficia cada vez mais o público da iniciativa privada. É uma ferramenta de inclusão digital”, ressalta o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Caio Mario Paes de Andrade, em nota.

O VLibras é uma ferramenta de código aberto, que foi aperfeiçoado com a colaboração de pessoas surdas usuárias da ferramenta, como Lucas Silva, 25 anos, de Itabuna (BA), e Rafael Emil Korossy Marques, 36, de Recife (PE). Ambos ajudaram nas animações dos avatares que reproduzem os sinais em Libras.

“Crio para que Ícaro (avatar do VLibras) possa ser mais fluente”, diverte-se Silva, que conheceu a ferramenta nos primeiros meses de funcionamento, há cinco anos. “Sou animador surdo e os vídeos do VLibras, de como criar as animações dos sinais, são didáticos, têm legenda e janela de intérprete. Isso nos ajuda bastante a criar. Assisti os vídeos, pratiquei e vi que estou indo muito bem”, comemora.

Veja vídeo de Lucas Silva:

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"Oi, meu nome é Lucas e este é meu sinal. Crio sinais para que Ícaro (avatar do VLibras) possa ser mais fluente. Sou animador surdo e os vídeos do VLibras de como criar as animações dos sinais são didáticos, têm legenda e janela de intérprete. Isso nos ajuda bastante a criar. Assisti os vídeos, pratiquei e vi que estou indo muito bem!” - Lucas Silva, 25 anos, de Itabuna (BA).

Sites

Hoje, 48.480 sites utilizam o VLibras, incluindo o Legislativo e o Judiciário, como o da Câmara dos Deputados, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“O VLibras é uma ferramenta digital acessível para surdos, ou seja, um robô-intérprete de Libras para auxiliar a vida de surdos nos sites. Traduz o texto para Libras e também pode ajudar a encontrar um sinal por meio de uma palavra. Isso já é um ganho da comunidade surda digital, graças à tecnologia”, acrescenta Marques.

Personalização

A personalização dos avatares é gratuita no aplicativo VLibras. Ali é possível escolher cor do cabelo, da pele, dos olhos e da roupa de Ícaro, Hosana e agora do Guga.

Para ampliar a participação dos usuários, a equipe do VLibras está criando um Libraskê - ainda em fase de testes, sem data definida para ser lançado. O Libraskê permitirá aos surdos ver músicas com o uso da linguagem de sinais. O novo serviço vai trazer mais interação e diversão para o público infantojuvenil, destacou a Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.

O Brasil tinha, em julho de 2021, 246,8 milhões de acessos móveis, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O número é mais do que a população estimada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, no início de novembro, estava em 213,8 milhões de pessoas.

Embora isso não signifique a universalização do aparelho, já que há pessoas com mais de um acesso (ou chip, como é popularmente conhecido) e outras sem nenhum, o número evidencia a importância dos telefones celulares na vida dos brasileiros. Mas e quando esse desparece, seja por roubo ou por perda, o que fazer?

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A Agência Brasil dá algumas orientações e dicas nessas situações. A primeira providência é o bloqueio do equipamento, que impede o funcionamento tanto das ligações quanto do pacote de dados. Esse procedimento deve ser feito diretamente na operadora.

Para solicitar o bloqueio, é necessário fornecer o número. Caso a pessoa saiba, deve informar também um número único de identificação da máquina denominado Imei, que pode ser encontrado na nota fiscal, na bateria ou na tela ao digitar *#06#. Caso recupere o aparelho, pode fazer o desbloqueio também na operadora.

O bloqueio não consegue impedir o acesso a aplicativos e funcionalidades que podem ser feitas pela Internet por meio de outras redes, como no caso da conexão pelo wi-fi de algum local.

Assim, o acesso aos dados por terceiros (sejam eles autores do roubo ou pessoas que encontrem o aparelho) pode ocorrer caso não sejam tomadas medidas de proteção, como a definição de senhas e condições de acesso (por meio de biometria, por exemplo) tanto do aparelho quanto de apps específicos.

A advogada especialista em tecnologia e presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IPRec), Raquel Saraiva, diz que a biometria pode ser um mecanismo importante de proteção mas, por outro lado, deve ser vista com cuidado.

“Por outro lado, há sim um risco de ceder dados sensíveis a uma empresa sem a transparência de como ela usa e armazena esses dados. Vale investigar as políticas da empresa em relação a isso, para saber como ela lida com esses dados e qual o nível de segurança em relação a eles”, sugere Raquel.

Nos programas que tiverem verificação em duas etapas, esse tipo de mecanismo é importante para dificultar o acesso por terceiros aos dados do proprietário original do smartphone.

Outra providência necessária é trocar as senhas e PINs para dificultar o acesso de terceiros. Alguns sistemas operacionais têm funcionalidades que permitem encontrar o equipamento, bloqueá-lo ou até mesmo limpá-lo. Para isso, é importante consultar o suporte da empresa responsável pelo sistema operacional para saber como proceder nesses casos.  

O analista sênior de segurança da empresa Kaspersky, Fabio Assolini, recomenda que caso a pessoa tenha condições deve separar um aparelho para transações bancárias, a fim de evitar que em caso de perda ou roubo terceiros possam fazer saques, transferências ou pagamentos com o aplicativo da instituição financeira.  

“Outra medida simples e eficaz, para evitar que tenham acesso às contas disponíveis, é não deixar senhas anotadas. O bloco de notas é o primeiro local que os cibercriminosos checam ao roubar ou furtar um aparelho. Além disso, se a pessoa conta com soluções de segurança no equipamento, ela pode excluir remotamente suas informações pessoais contidas no dispositivo furtado ou roubado, evitando que invadam suas contas bancárias”, acrescenta Assolini.

Uma recomendação de especialistas é fazer o boletim de ocorrência em uma delegacia. Há estados em que a Polícia Civil disponibiliza canais para que os boletins de ocorrência sejam feitos online, o que agiliza o processo. Onde isso não for possível, é importante o comparecimento a uma delegacia para registrar o roubo ou a perda, documento que indica a ausência do aparelho em caso de ações ilícitas realizadas com ele.

A diretora de Direitos Digitais e Compliance da firma de consultoria Russel Bedford Brasil, Amanda Fraga, lembra que em muitos locais há delegacias voltadas a crimes cibernéticos, que podem ser acionadas caso haja um acesso indevido ou outro ilícito com o aparelho e os dados da pessoa vítima de furto ou perda do equipamento.

“Se a pessoa perceber que as informações dela estão sendo utilizadas por criminosos, há possibilidade de fazer denúncias em delegacias especializadas em crime digitais, como unidades das polícias civis especializadas em crimes cibernéticos. Não são todas as cidades que contam com essas unidades, mas recomenda-se o procedimento quando for possível.

A Lei nº 12.737 de 2012, que ficou popularmente conhecida como “Lei Carolina Dieckman” (em função da divulgação de conteúdo da atriz indevidamente) disciplina os delitos informáticos e inclui no Código Penal o crime de invasão de dispositivo informático, com pena de três meses a um ano de detenção, mais multa.

Esse crime é definido como “invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”.

Amanda Fraga orienta que no caso de transações bancárias ou com cartão de crédito é importante contestar a instituição financeira, observando as regras de cada operadora de cartão ou banco.

“Normalmente apresentando o boletim de ocorrência e demonstrando que teve informações furtadas, o banco faz suas próprias diligências internas e consegue identificar se foi uma compra indevida e estornar, bloquear inclusive. Mas se o banco ou bandeira não aceitarem fazer a devolução, a pessoa pode buscar a Justiça, explicando que foi uma compra indevida”, explica.

O diretor da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Rafael Zanatta, lembra que caso um terceiro utilize os dados para abrir uma conta em nome do usuário ou faça alguma ação ou transação se passando por ele, incorrerá no crime de falsa identidade, definido como “atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem”, bem como os usos de documentos de identidade.

A responsabilização, em casos do uso de dados por terceiros, vem resultando em decisões legais. Em um processo com decisão proferida neste mês, reclamantes conseguiram decisão favorável contra o Facebook para serem indenizados pela plataforma, alegando que ela não protegeu a mãe de um golpe no Whatsapp (aplicativo controlado pelo Facebook). A senhora terminou por repassar uma quantia de dinheiro, achando que se tratava do filho, mas era um farsante.  

Pequim acaba de autorizar o uso comercial dos primeiros táxis autônomos, que parecem automóveis normais - param na calçada para pegar passageiros, mas não têm motorista.

Equipados com sensores no teto, esses táxis só podem transportar dois passageiros de cada vez e um humano sempre está sentado no banco da frente, pronto para tomar o volante em caso de imprevisto.

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Esta frota de 67 automóveis brancos só está em serviço em Yizhuang, nos subúrbios meridionais da capital chinesa, a cerca de dez quilômetros do centro da cidade.

E é provável que passem anos antes que os automóveis possam circular sem qualquer intervenção humana, já que a plena autonomia tropeça em obstáculos técnicos e jurídicos.

Mas o sinal verde concedido na quinta-feira ao gigante chinês da internet Baidu e à empresa emergente Pony.ai, que conta como acionista ao fabricante de automóveis Toyota, já é por si só um avanço significativo.

A reserva do táxi sem motorista é realizada por meio do celular. Com a ajuda de um aplicativo, os passageiros indicam o trajeto que desejam realizar. Depois, encontram um veículo cheio de eletrônicos, que também possui um radar rotativo.

No ambiente às vezes anárquico das ruas da capital, o veículo acelera, freia e faz as curvas com segurança.

Os passageiros que usam esses carros chamados "Apollo Go" podem ser buscados e transportados de ou até 600 pontos fixos.

O preço de uma viagem de seis quilômetros durante o período de teste atual é de 2 yuanes (menos de 31 centavos de dólar), contra 38 yuanes (6 dólares) aproximadamente em um táxi clássico.

A Apple anunciou nesta quarta-feira (17) que começará a permitir que seus usuários consertem seus próprios dispositivos comprados da gigante do Vale do Silício, uma concessão considerada como uma vitória pelos defensores dos direitos dos consumidores.

Por muito tempo, a fabricante do iPhone e de computadores Mac limitou os reparos de seus aparelhos aos técnicos do "Genius Bar", sua assistência gratuita dentro das lojas Apple, ou a centros de serviços autorizados, nas quais os clientes muitas vezes davam de cara com longas filas e altos custos.

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"Nunca pensamos que esse dia chegaria", escreveu no Twitter a @iFixit, uma empresa que oferece guias de conserto para vários dispositivos.

"Há algumas pegadinhas, mas ficamos emocionados ao ver a Apple admitir o que sempre soubemos: qualquer pessoa é suficientemente inteligente para consertar um iPhone".

O novo programa de autosserviço da Apple será lançado primeiramente nos Estados Unidos, oferecendo vendas de ferramentas e peças para quem quiser trabalhar em modelos danificados de iPhone 12 ou 13.

Inicialmente, o serviço se concentrará em peças mais sujeitas a danos, como telas, baterias e câmeras.

O programa será lançado em outros países no próximo ano e será expandido para incluir alguns computadores Mac, antecipou a empresa.

"Criar maior acesso a peças genuínas da Apple oferece aos nossos clientes ainda mais opções se um reparo for necessário", explicou o diretor de operações da Apple, Jeff Williams, em um comunicado.

"Nos últimos três anos, a Apple quase dobrou o número de pontos de serviço com acesso a peças, ferramentas e treinamento e agora oferecemos uma opção para aqueles que desejam concluir seus próprios reparos."

A mudança ocorre no momento em que a Apple enfrenta críticas e processos pelo controle rígido de seu "ecossistema", desde o hardware do iPhone até os aplicativos permitidos nos telefones.

As leis que consagram o direito das pessoas de consertar os itens que compram ganharam força em diferentes estados dos Estados Unidos e a nível federal.

Para ajudar os usuários nas promoções da Black Friday e evitar aglomerações durante as compras de fim de ano, nesta terça-feira (16), o Google Maps lançou novidades para o Android e iOS. Os recursos facilitam na escolha de estabelecimentos e apontam áreas com menor movimentação de clientes, em tempo real.

A ferramenta "Area Busyness" permite saber quais bairros têm maior movimentação de pessoas para que o usuário possa escolher se quer evitar a aglomeração ou buscar locais mais agitados.

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O recurso garante informações detalhadas da área escolhida, com o movimento em diferentes horários em lojas, restaurantes e outros estabelecimentos de lazer disponíveis.

O Maps também ampliou a função "Diretório" com informações sobre os segmentos de lojas disponíveis em determinado edifício, por exemplo, e seus horários de funcionamento.

Com mais de 1,5 milhão de usuários, o WhatsApp é um dos aplicativos de mensagem mais importantes do mundo. Usado para fins pessoais, profissionais e de negócios, zelar pela segurança e privacidade dos dados é crucial. Confira algumas dicas de segurança durante a utilização do app:

Sem visto azul

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Para aumentar a privacidade, os usuários podem optar por desativar o recebido de leitura. O processo é feito na aba configurações: configurações -> conta -> Privacidade -> Confirmações de leitura.

Grupos? Hoje não!

Muitas pessoas são surpreendidas ao serem colocadas em grupos e, nem sempre, fica um clima agradável no momento de recusar o “convite”. No entanto, a rede social tem a opção de impedir que pessoas sejam colocadas em grupos. Para isso, é necessário ir, novamente, na aba configurações: Configurações -> Privacidade -> Grupos -> Meus contatos ou Meus contatos, exceto.

Verificação em duas etapas

Este procedimento evita que o perfil no WhatsApp seja clonado. O procedimento é simples: Configurações -> Conta - > Confirmação em Duas Etapas. Ativar Notificações Neste item de segurança é possível saber quando algum contato mudou de número, trocou de aparelho ou reinstalou o aplicativo. Confira: Configurações -> Conta -> Segurança -> Mostrar notificações de segurança.

Segure a curiosidade

A maioria dos golpes e clonagens do WhatsApp acontecem após os usuários acessarem sites, links e conteúdos desconhecidos. Por isso, é necessário evitar navegar em endereços suspeitos ou enviados por contatos desconhecidos.

Por Thaiza Mikaella

A partir desta segunda-feira (1°), o aplicativo de mensagens WhatsApp deixa de funcionar em aparelhos com versões ultrapassadas, tanto nos sistemas operacionais iOS, quanto Android. De acordo com a empresa, os modelos mais antigos de smartphones não terão suporte para receberem as atualizações de segurança do aplicativo.

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Desta forma, os celulares da Apple que não atualizaram após o iOS 9, como nos modelos de iPhone 4S ou inferiores, não terão acesso ao aplicativo. Assim como os modelos de Android que possuem o sistema operacional 4.0.4, ou versões anteriores.

Além desses, a lista de celulares que não terão acesso ao aplicativo de mensagens, estão os modelos da Samsung: Galaxy Note, Galaxy Trend Lite, Galaxy Trend II, Galaxy S2, Galaxy S3 mini, Galaxy Xcover 2, Galaxy Core e Galaxy Ace 2. E também os seguintes modelos da marca LG: LG Lucid 2, Optimus (F7, F5, L3 II Dual, L5, L5 II, L5 Dual, L3 II, L7, L7 II Dual, L7 II, F6, Enact, L4 II Dual, F3, L4 II, L2 II, Nitro HD e 4X HD, e F3Q).

Como checar se o meu está nessa lista?

Para aqueles que possuem aparelhos lançados até 2011 ou 2012 e desejam confirmar se o aparelho entra ou não na categoria de versões ultrapassadas, basta seguir os seguintes passos:

> configurações > sobre o telefone > informações de software.

Vale lembrar que nem todos os smartphones vão possuir exatamente as mesmas opções.

Com algoritmos e mais precisão, bombas de insulina usam tecnologias cada vez mais sofisticadas para melhorar o controle de glicose e a qualidade de vida de quem tem diabete. Em 2022, chega ao País um novo tipo de bomba, que combinada a um sensor para medir a glicose, pode evitar hipoglicemia e hiperglicema de modo automatizado.

A ciência corre para chegar mais perto de um pâncreas totalmente artificial, que dependa menos de ações humanas. Acoplados na cintura ou até introjetados no corpo, os dispositivos miram uma injeção autônoma de insulina e controle mais preciso do açúcar no sangue. O custo elevado, porém, é um dos principais entraves.

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Desenvolvida pela multinacional Medtronic, a bomba de insulina do Sistema Minimed 780G foi aprovada em março pela Anvisa e deve chegar aqui em 2022. O preço ainda não foi divulgado, mas deve ser maior que outros no mercado, como o Minimed 640G. Também da Medtronic, ele custa cerca de R$ 30 mil e manutenção de R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês, diz o médico Marcio Krakauer, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Com falta de opção no SUS, muitos pacientes têm preferido buscar aparelhos e pagar manutenção por meio de ações judiciais

Segundo ele, um dos diferenciais do 780G é que, além de corrigir a hipoglicemia, o algoritmo conectado ao dispositivo recebe uma meta de glicose para controlar a hiperglicemia, quando há nível alto de glicose no sangue. O dispositivo fica acoplado na cintura e conectado à região abdominal por uma cânula, que entrega insulina ao longo do dia. Segundo a Medtronic, o novo sensor e o transmissor enviam os dados via Bluetooth para a bomba e para o celular, permitindo acompanhar a glicemia e liberar a insulina. O modelo já é vendido na Europa.

O sistema ainda requer ao menos duas medições manuais diárias para calibragem de glicose, praticamente o mesmo tanto do 640G - um híbrido automático. Krakauer prevê mais avanços nos próximos anos. "É tudo uma questão de acertar o algoritmo", diz ele, que reforça a necessidade de orientação médica.

Além da Medtronic, a suíça Roche vende bombas no Brasil. O Accu-Chek Combo - que depende de mais ações manuais - custa cerca de R$ 4,5 mil e requer manutenção de cerca de R$ 1,8 mil por mês.

Em 2019, a FDA (agência americana), aprovou, segundo o órgão, a "primeira bomba de insulina interoperável". Da empresa Tandem Diabetes Care, a Slim X2 é acoplada ao sensor de monitorar glicose, sem calibragem diária. Não há previsão de chegada ao Brasil.

Sem cobertura no SUS, muitos recorrem à Justiça para ter o aparelho. É o caso da influenciadora digital e estudante Beatriz Scher, de 28 anos, diagnosticada com diabete tipo 1 em 2000. "A gente consegue entrar com ação judicial contra o Estado ou município e solicitar terapia de alto custo, se tiver indicação médica para isso". O Ministério da Saúde afirma que "não há evidências científicas suficientes" de que esse sistema seja superior "à terapia de múltiplas doses", já incorporada ao SUS.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com o mercado internacional motivado a ampliar a oferta de veículos elétricos, a Huawei deve começar a produzir seu modelo Arcfox Alpha S até o fim de 2021. O prazo para início da fabricação foi publicado pelo GizmoChina.

O carro é desenvolvido junto com a fabricante de automóveis BAIC Group e, além do sistema operacional Harmony OS, deverá ser controlado quase que totalmente de forma autônoma.

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A expectativa é que os primeiros exemplares do Arcfox Alpha S sejam comercializados já no início do próximo ano, no valor entre € 51.600 e € 56.800, equivalente a cerca de R$ 344.000 e R$ 378.600.

 

O Instagram pode aumentar a duração dos Stories para 60 segundos. A expectativa é que a novidade possa ser lançada nesta quinta-feira (21), quando a plataforma deve anunciar seu novo pacote de atualizações.

Atualmente, os Stories são a principal ferramenta do Instagram, que permite a visualização durante 24h de publicações com até 15 segundos. A alteração garantiria mais que dobro de tempo de cada postagem, permanecendo o intervalo de visualização.

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A informação foi compartilhada no Twitter pelo programador Alessandro Paluzzi. Ele escreveu que os vídeos não serão divididos em segmentos e poderão ter músicas e efeitos na publicação completa, bem parecido com o Reels.

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A novidade ainda não foi confirmada, mas os usuários esperam que seja lançada junto com o pacote de atualização, que deve incluir a publicação de fotos e pequenos vídeos através do browser do desktop.

Nos últimos meses, em meio à alta da gasolina no Brasil, passageiros do Uber estão tomando "chá de cadeira" para conseguir embarcar nas viagens pelo aplicativo. Reagindo às reclamações, a empresa anunciou na quinta-feira (14) o recurso Uber Prioridade, em que usuários poderão pagar para embarcar mais rápido.

A função será colocada à disposição inicialmente em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA) - o Uber afirma que a opção funcionará na região central das cidades, onde a espera pelo embarque tem sido mais longa. Sem revelar valores, a empresa diz que as viagens prioritárias "custarão um pouco mais do que as do UberX (viagens populares do aplicativo)" e resultarão em mais ganhos para os motoristas.

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O Uber Prioridade vai aparecer como mais uma opção na tela do passageiro depois que ele digitar o endereço de destino. Segundo o Uber, o horário de funcionamento do recurso não é fixo e acompanha a dinâmica de movimentação da cidade. Motoristas poderão aceitar ou não as viagens prioritárias.

Preços altos

As reclamações de cancelamento de viagens cresceram nos últimos meses entre os passageiros do Uber e outros apps de transporte.

Parte do problema se deve à alta dos combustíveis no País, que dificulta a operação dos motoristas - a taxa de 10,25% acumulada pela inflação nos 12 meses terminados em setembro teve como principais contribuições os combustíveis (2,40 pontos porcentuais, sendo a gasolina responsável por 1,93 ponto porcentual individualmente).

Em comunicado na quinta, porém, a empresa cita outro motivo para o lançamento do Uber Prioridade. "Como acontece no fim do ano e com a maior flexibilização das medidas restritivas de combate à Covid-19, a tendência é de que haja um aumento no número de solicitações de viagens e que o uso da plataforma seja ainda mais constante", afirmou.

Em setembro, o Uber adotou reajustes para diminuir prejuízo dos motoristas: a empresa informou que, na região metropolitana de São Paulo, os valores de ganhos com viagens UberX seriam reajustados em até 35%.

A revisão das taxas está sendo feita também em outras cidades, mas os porcentuais podem mudar conforme a região. Segundo a empresa, os reajustes são apenas nos ganhos para os motoristas e não devem afetar os usuários. Além disso, o Uber firmou parceria com os postos Ipiranga para, de forma permanente, oferecer cashback de até 4% nos combustíveis para pagamentos pelo aplicativo da rede.

O aplicativo 99, rival do Uber, também vem sofrendo com o problema. A empresa reajustou no mês passado os ganhos dos motoristas parceiros entre 10% e 25% em todo o Brasil - a empresa define o porcentual com base em fatores como localização, distância e categoria.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Rio de Janeiro recebe, nesta semana, uma central de coleta e reciclagem de lixo eletrônico. A capital fluminense será a sétima cidade brasileira a ofertar esse serviço para a população. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA),  a meta é que, até o fim de novembro, pontos semelhantes estejam instalados em um total de dez capitais.

As centrais começaram a ser instaladas em junho deste ano e, segundo o MMA, já estão presentes em Campo Grande, Florianópolis e Vitória, no Distrito Federal, em Maceió e Manaus. No Rio, a central será inaugurada quinta-feira (14). Curitiba, Goiânia e Fortaleza serão as próximas capitais a receber o serviço.

A Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos ficará em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Além do ponto de consolidação, a cidade passará a ser atendida pela entidade gestora com logística que garante a destinação adequada para a reciclagem de eletrônicos. “O descarte inadequado dos resíduos causa inúmeros impactos para a saúde da população e para o meio ambiente”, diz o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França.

A pesquisa Resíduos eletrônicos no Brasil - 2021, divulgada na semana passada, revela que, apesar de ser o quinto maior gerador desse tipo de lixo no mundo, o Brasil recicla apenas cerca de 3% dos eletrônicos descartados. Muita gente não sabe sequer o que é lixo eletrônico e desconhece os riscos do descarte incorreto.

A destinação correta do lixo eletrônico está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e é regulamentada pelo Decreto Federal 10.240/2020. Esse dispositivo define metas para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sobre a quantidade de pontos de entrega voluntária (PEVs) que devem ser instalados, o número de cidades atendidas e o percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e destinados corretamente.

Pelo decreto, as empresas devem, gradualmente, até 2025, instalar PEVs nas 400 maiores cidades do Brasil e coletar e destinar o equivalente em peso a 17% dos produtos colocados no mercado em 2018, ano definido como base. Apenas no Rio, estarão disponíveis 41 pontos, em diversos locais da cidade, onde os eletrônicos podem ser descartados. Pelo site do MMA é possível acessar as listas dos pontos de coleta disponíveis em todo o país. 

Logística reversa

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A intenção é que seja consolidado no país o chamado ciclo da logística reversa. De forma simplificada, após serem descartados, os componentes são reciclados e transformados em novos aparelhos; e o que não é reciclado passa a ser dispensado da forma correta, por centrais especializadas.

O ciclo começa com a fabricação do produto, passa pelo uso pelo consumidor e chega ao descarte nos pontos de entrega quando o bem deixa de ser usado. A partir dai, ocorre a  tiragem e consolidação, a destinação para a reciclagem e, com isso, o retorno de matérias-primas secundárias para o fabricante e para outras indústrias de eletrônico. O que não é usado na reciclagem torna-se rejeito, que recebe a disposição adequada.

“Você consegue inserir esses eletroeletrônicos após descarte pelo consumidor, esgotada sua vida útil, na cadeia produtiva, gerando emprego e renda com sustentabilidade, ao mesmo tempo em que preserva os recursos naturais para outros usos e usos futuros, e evita o descarte inadequado no meio ambiente, o que compromete a saúde e a qualidade de vida da população”, diz França. 

Pelo decreto, as chamadas entidades gestoras, que são constituídas pelas fabricantes e importadoras de produtos eletroeletrônicos, são as responsáveis pela operacionalização do sistema de logística reversa. Há duas entidades gestoras em atuação no país, a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree) e a Gestora para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos Nacional – Green Eletron.

Ao MMA cabe a articulação entre essas entidades, o Distrito Federal, os estados, municípios e os demais órgãos ambientais, além de compilação de informações e coordenação da política como um todo. 

Dicas para descarte

O que é, afinal, considerado lixo eletrônico? O conceito de Resíduo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) é todo produto elétrico ou eletrônico descartado por não ter mais utilidade. Inclui grandes equipamentos como geladeiras, freezers, máquinas de lavar; pequenos equipamentos como torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores; equipamentos de informática como computadores e celulares, além de pilhas e baterias. 

França dá três dicas para a população na hora de fazer o descarte do eletrônico. A primeira é procurar um ponto de descarte ou fazer o agendamento da coleta domiciliar, especialmente no caso de grandes equipamentos. A segunda é sempre descartá-los desligados. A dica vale para aqueles que funcionam a base de pilhas e baterias.

E a última dica é, no caso de equipamentos que contenham dados, como computadores e celulares, verificar se foram todos apagados e removidos, pois, uma vez feito o descarte, não é possível recuperá-los. 

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