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Uma cientista brasileira de 33 anos desenvolveu uma espécie de caneta capaz de detectar células tumorais em poucos segundos. Livia Schiavinato Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, apesar da pouca idade, já é chefe de um laboratório de pesquisa da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

Foi lá que, há quatro anos, ela iniciou os estudos de um dispositivo capaz de extrair moléculas de tecido humano e apontar, no material analisado, a presença de células cancerosas. A tecnologia está em estudo, mas já teve resultados promissores ao ser usada na análise de 800 amostras de tecido humano.

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A pesquisadora, que já mora há dez anos nos EUA, para onde se mudou para fazer doutorado, está no Brasil nesta semana para apresentar os achados de sua pesquisa no congresso Next Frontiers to Cure Cancer, promovido anualmente pelo A.C. Camargo Cancer Center na cidade de São Paulo.

Nos Estados Unidos, Livia ganhou destaque na comunidade científica ao ser uma das personalidades selecionadas em 2018 para receber a renomada bolsa da Fundação MacArthur, conhecida como "bolsa dos gênios" e destinada a profissionais com atuação destacada e criativa em sua área. O prêmio, no valor de U$ 625 mil (cerca de R$ 2,5 milhões), é de uso livre pelo bolsista.

Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisadora explicou que a caneta, batizada de MacSpec Pen, tem como principal objetivo certificar, durante uma cirurgia oncológica, que todo o tecido tumoral foi removido do corpo do paciente. Isso porque nem sempre é possível visualizar a olho nu o limite entre a lesão cancerosa e o tecido saudável. "Muitas vezes o tecido é retirado e analisado por um patologista ainda durante a cirurgia para confirmar se todo o tumor está sendo retirado, mas esse processo leva de 30 a 40 minutos e, enquanto isso, o paciente fica lá, exposto à anestesia e a outros riscos cirúrgicos", explica Livia.

A caneta desenvolvida por ela e sua equipe de pesquisadores usa uma técnica de análise química para dar essa mesma resposta que um patologista daria. "A caneta tem um reservatório preenchido com água. Quando a ponta dela toca o tecido, capta moléculas que se dissolvem em água e são transportadas para um espectrômetro de massa, equipamento que caracteriza a amostra como cancerosa ou não", explica a cientista.

Essa caracterização da amostra em maligna ou não pode ser feita porque a tecnologia usa, além dos equipamentos de análise química, técnicas de inteligência artificial para que a máquina "responda" se as células são tumorais.

Para isso, foram usadas, na criação do modelo, centenas de amostras de tecidos cancerosos que, por meio de suas características, "ensinam" a máquina a identificar tecido tumoral.

"Na primeira fase da pesquisa analisamos mais de 200 amostras de tecido humano e verificamos uma precisão de identificação do câncer de 97%", conta Livia.

Próximos passos

O resultado dessa etapa do estudo foi publicado na prestigiosa revista científica Science Translational Medicine em 2017. Depois, o grupo de pesquisa da brasileira nos EUA ampliou a investigação para 800 amostras de tecido e, mais recentemente, obteve autorização de comitês de ética de instituições americanas para testar a técnica em humanos, durante cirurgias reais.

"Apesar dos bons resultados em amostras de tecido, o modelo ainda precisa ser validado em testes clínicos. Se os resultados forem confirmados, ainda deve demorar de dois a três anos para a caneta ser lançada como produto", opina Livia. O dispositivo já foi testado para câncer de cérebro, ovário, tireoide, mama e pulmão, e está começando a ser usado também nas pesquisas de tumor de pele.

Caso a técnica se mostre eficaz também para esse tipo de câncer, ela poderia ser usada para identificar se pintas ou outras lesões de pele são malignas sem a necessidade de remoção de uma parte do tecido, o que pode trazer danos estéticos.

Para Fabiana Baroni Makdissi, cirurgiã oncológica e diretora do Centro de Referência da Mama do A. C. Camargo Cancer Center, caso confirmada a eficácia do método em todas as fases da pesquisa, ele trará ganhos nos tratamentos contra o câncer por permitir maior precisão na retirada dos tumores. "Uma das coisas mais importantes quando a gente fala de tratamento cirúrgico é que o cirurgião consiga retirar completamente o tumor. As taxas de cura vão estar relacionadas a isso, mas temos limitações em garantir que toda a circunferência do tecido retirado esteja livre de células tumorais. Então, uma tecnologia como essa, se validada, tem muito a agregar."

Ela explica que a técnica seria importante porque nem todos os hospitais contam com um patologista na equipe cirúrgica para analisar o tecido removido ainda durante a operação. "Nesses casos em que não há essa análise das margens durante a cirurgia, a taxa de reoperação é maior", diz.

Fabiana destaca ainda que a rapidez do novo método pode ter outras vantagens para o paciente. "A redução do tempo cirúrgico seria um benefício agregado da técnica, principalmente em pacientes mais idosos, com doenças crônicas, que têm maiores riscos durante um procedimento cirúrgico", diz a especialista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A start-up alemã Lilium apresentou nesta quinta-feira (16) um protótipo de táxi voador, uma tecnologia em que muitas empresas no mundo já estão trabalhando e que pode revolucionar o transporte urbano.

O veículo de cinco lugares é equipado com 36 motores elétricos com operação semelhante à dos reatores e tem alcance de 300 quilômetros, com velocidade máxima de 300 km/h.

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Este modelo faz parte de uma longa lista de veículos eVTOL (decolagem e descida vertical elétrica) que têm a capacidade de decolar e aterrissar verticalmente.

O táxi Lilium fez um primeiro teste no início de maio, disse a empresa, prometendo em 2025 um serviço de transporte "quatro vezes mais rápido". No início, os veículos terão um piloto, mas eles aspiram a ser completamente autônomos.

A Lilium é uma das dezenas de empresas no mundo, desde a "start-up" até gigantes da aviação como a Boeing e a Airbus, que estão comprometidas com os táxis voadores, mas cuja circulação foi atrasada pela regulamentação atual.

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Faltando menos de um mês para o Dia dos Namorados, o LeiaJá separou algumas dicas para quem quer encontrar uma pessoa especial. A possibilidade de encontrar esse alguém pode estar a apenas um clique, com a ajuda dos aplicativos de namoro e paquera.

O Tinder já não é mais grande novidade e nem é a única opção; com aplicativos que atendem questões específicas, como o ‘’Divino Amor’’, direcionado aos evangélicos que procuram um namoro, o ‘’Stitch’’, voltado para pessoas da terceira idade, e o Her, específico para lésbicas. As opções são inúmeras e contemplam tanto os que estão à procura de um relacionamento sério quanto os que querem só encontros casuais. Os aplicativos estão ganhando tanto espaço que até o Facebook lançou, no último dia 30, um serviço de paquera, o Facebook Dating, integrado ao aplicativo da rede social. Porém, entre todas as novidades, o Tinder ainda é muito procurado.

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A universitária Beatriz Santana, de 21 anos, conta que decidiu baixar apps de relacionamentos quando surgiu a vontade de conhecer mulheres foras do seu círculo de convívio. Sua estratégia para encontrar pessoas interessantes era visualizar o perfil das usuárias, as páginas e pessoas em comum. “Creio que um casal deve estar na mesma sintonia, manter sempre o diálogo e respeito, ter consideração com a individualidade da outra pessoa e sua história’’, explica. Para ela deu certo: este ano ela comemora dois anos de namoro.

O caso do cabeleireiro Kelvin Gabriel, de 21 anos, não é muito diferente. Ele utiliza o Tinder e o Hornet desde os 16 anos, sempre em busca de algo mais casual. Ele sempre lê o perfil do usuário em busca de algum ponto em comum. “Caso aconteça o famoso match, gosto de conversar com a pessoa e descobrir se temos mais química etc”, conta. Foi assim que ele conheceu o atual namorado, embora à época não estivesse à procura de um relacionamento sério. “Acho que esse é o bapho, não esperar acontecer, apenas deixar fluir’’, diz.

Já o cabeleireiro Caio César, 20 anos, decidiu baixar aplicativos de relacionamento quando estava carente. Ele diz que não dá tanta importância à aparência física. Sem rodeios, afirma que se a procura é por um relacionamento duradouro, o respeito e a cumplicidade bastam.

 

Alguns dos mais conhecidos aplicativos de namoro:

Tinder

Divino Amor (evangélico)

Stitch (terceira idade)

Grindr (LGBT)

Her (lésbicas)

Once

eHarmony

 

Por Junior Oliveira

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) lançou uma plataforma para que organizações de diversos setores econômicos avaliem sua maturidade digital. A intenção é promover a transformação do modelo tradicional, rompendo os padrões do negócio através de um índice avaliativo.

“A empresa pode ter a melhor tecnologia, mas isso só irá gerar a otimização. Para fazer a transformação digital é preciso pensar e agir de forma diferente. Hoje o mercado exige a entrega de uma experiência do consumidor muito mais engajadora com modelos de negócios que anteriormente não eram possíveis”, afirmou o Chief Design Officer do CESAR Eduardo Peixoto.

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Para garantir o aprimoramento digital das organizações, o CESAR propõe oito indicadores: Pessoas e Cultura, Consumidores, Concorrência, Inovação, Processos, Modelos de Negócio, Dados e Tecnologias Habilitadores. O índice será analisado e orientações serão repassadas após o preenchimento do questionário disponível no site http://transformacao.cesar.org.br. Para mais informações, basta acessar www.cesar.org.br.

As pessoas que pegam metrô na cidade do Rio de Janeiro podem contar a partir desta terça-feira (29) com ajuda da tecnologia para evitar filas. A concessionária MetrôRio, que transporta 900 mil passageiros por dia, passa a aceitar pagamento por aproximação, nas catracas, feito por cartão de crédito, aparelho de celular, pulseira ou relógio com a tecnologia NFC (Near Field Communication).

A ideia é que o passageiro não precise comprar ou recarregar bilhete do metrô, um sufoco para turistas, por exemplo. Basta, agora, aproximar o dispositivo com a tecnologia NFC direto em uma das catracas adaptadas em qualquer das 41 estações do metrô. Com isso, a cobrança das passagens é feita direto no cartão para ser paga junto com a fatura.

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A novidade, por enquanto, só funciona para quem tem cartão de crédito da bandeira Visa, emitido pelos bancos Banco do Brasil ou Bradesco, ou celular, com tecnologia NFC – há uma série de aplicativos online que habilitam esta função. Quem não tem o cartão, precisa entrar em contato com a agência e pedir um novo. No Banco do Brasil, 200 mil clientes já estão aptos a usar a nova tecnologia que virá, automaticamente, nos novos cartões.

No caso dos celulares, o app de pagamento funciona como uma carteira digital, que guarda dados do usuário e pode ser instalado em celulares de todos os sistemas operacionais. O aparelho pode estar off line, mas é preciso que tenha o mínimo de bateria para funcionar.

De acordo com o presidente da MetrôRio, a novidade permite que o cliente ganhe tempo e que a concessionária economize com o custo operacional, tornando-a “mais digital possível”. “Queremos oferecer conveniência e praticidade”, ressaltou Guilherme Ramalho. “A mobilidade urbana deve ser cada vez mais integrada e fácil”, disse o executivo.

O metrô do Rio Janeiro é o primeiro do mundo a usar esse tipo de tecnologia, desenvolvida pela bandeira Visa, para pagar por NFC sem que seja necessário trocar todas as catracas.

A estimativa dos bancos é que cada vez mais pessoas substituam dinheiro por cartões e carteiras digitais. A tecnologia NFC já é aceita em 3 milhões de estabelecimentos no país, mas para quem preferir o antigo sistema, o metrô continua a aceitar pagamentos no guichê e em máquinas, nas estações, para quem quer pagar com dinheiro ou cartão. A nova modalidade é apenas mais uma opção.

Durante muito tempo, os consumidores se acostumaram a medir a qualidade da câmera de um celular pela quantidade de megapixels - quanto mais pixels, melhor seria a imagem. Já não é mais assim: nos últimos tempos, as fabricantes de smartphones têm apresentado não só uma grande quantidade de câmeras em um só aparelho, mas também softwares e uso intensivo de inteligência artificial (IA). Nessa semana, por exemplo, chega ao Brasil o P30 Pro, smartphone da chinesa Huawei, que abusa da computação para melhorar as imagens captadas pelas quatro lentes fabricadas pela tradicional marca alemã Leica - favorita de fotógrafos como Henri Cartier-Bresson.

Há um motivo para tanta atenção: as câmeras são um dos principais motivos de compra de celulares. Segundo pesquisa feita pela consultoria IDC em setembro de 2018, câmeras traseiras duplas foram o segundo principal fator de compra de smartphones para os brasileiros - atrás só do armazenamento interno. "Os consumidores querem guardar momentos de suas vidas, e as câmeras de celulares tornaram isso cada vez mais fácil para qualquer pessoa", diz Renato Meirelles, analista de pesquisas da IDC Brasil.

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Apresentar novidades em um setor de desejo virou, claro, estratégia de marketing - lançar uma câmera melhor a cada modelo passou a ser uma justificativa para trocar de aparelho. Na primeira década da indústria de celulares, a evolução era possível melhorando as lentes, mas hoje o mercado atingiu um platô de inovação. Investir no software foi a saída para seguir com melhorias. O uso de programas específicos ajuda ainda a minimizar um problema inerente às câmeras dos smartphones: o tamanho.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, diafragmas e sensores de tamanho reduzido não são capazes de captar luz suficiente para as fotografias, mesmo que a contagem de megapixels seja alta. O resultado são imagens com ruído (borrões ou alterações de brilho). "O software aparece para remover ou minimizar o ruído", diz Manuel Menezes de Oliveira Neto, membro da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e especialista em fotografia computacional. "É aí que são usadas técnicas de processamento de imagem ou inteligência artificial."

Técnicas

Um exemplo de processamento de imagem é bastante conhecido dos usuários da Apple: o High Dynamic Range (HDR), no qual o software dos celulares da empresa combina várias imagens para criar a melhor foto - o programa acumula informações com exposições de luz diferentes da mesma cena para produzir uma só fotografia com mais detalhes.

Já o uso de inteligência artificial torna isso mais sofisticado: o software toma decisões para a melhor foto com base num banco de imagens cheio de exemplos para cada situação - uma foto de pôr do sol, comida ou uma selfie. A Samsung, por exemplo, diz que a IA de suas câmeras é treinada por um banco com 100 milhões de imagens.

O uso de diversas câmeras, nova moda entre os fabricantes, é outro exemplo do uso do software: a utilização combinada de várias lentes ao mesmo tempo permite dar profundidade às fotos, algo que antes só era possível com lentes dedicadas. Com a inteligência artificial, isso se tornou ainda mais bem resolvido: o hardware fotografa várias imagens e o software ajuda a mesclá-las - tudo de forma tão rápida que o usuário mal percebe.

Simulacro

Com tanto uso de tecnologia, será que as câmeras dos celulares fotografam de fato o que é real? É um debate parecido com o enfrentado por celebridades, que costumam aparecer em fotos alteradas no Adobe Photoshop, o mais conhecido programa de edição de fotos. A tecnologia, claro, pode ter seu papel para reforçar padrões de beleza - o P30 Pro, da Huawei, por exemplo, tem recurso de embelezamento, com alterações no rosto dos usuários, removendo olheiras, manchas e até clareando dentes. Para as sugestões, o aparelho acessa um banco de dados com imagens de diferentes locais do mundo. "Cada local tem um padrão: o que é belo na América Latina pode não ser na Europa", diz José Luiz do Nascimento, diretor de vendas da Huawei.

Mas, com o poder de fazer isso na palma das mãos, essa parece ser uma questão superada para muitos usuários. "O usuário nem sempre busca a realidade, mas sim a melhor foto", diz Nascimento. É a opinião também do fotógrafo Fabrício Vianna, especializado em cenas de casas noturnas e shows. "Na foto da balada, as pessoas não querem o real, querem luz estourada para esconder as espinhas."

Há ainda quem defenda que essa discussão sobre retratar o real é tão antiga quanto a própria fotografia. "Os fotógrafos usam técnicas para destacar um ponto ou obliterar outros", avalia Norberto Alves Ferreira, gestor de soluções de IA no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD). "Esses recursos só vão se tornar cada vez mais acessíveis e serem usados com frequência, por mais que pareçam transformar a realidade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Assim como todas as plataformas virtuais, os aplicativos de exercícios físicos evoluíram. Se antes tinham bonecos fazendo flexões e polichinelo, agora contam com profissionais que interagem com os alunos e são filmados por um conjunto de câmeras. Também têm um sistema de pontuação, como nos games, e apostam na personalização e na variedade de atividades para conquistar os usuários. Baratos, eles ganham cada vez mais adeptos, mas especialistas alertam que a falta de acompanhamento profissional pode levar a lesões.

Há três meses, a rotina de treinos da servidora pública Débora Floriano, de 33 anos, é diária e tem duração de, no mínimo, uma hora. "Optei pelos exercícios em casa por ter quatro filhos, dois deles pequenos, com 1 ano e 3 anos. Foi a única maneira que achei para me exercitar. Quando fiz academia, não conseguia ir sempre, porque sair de casa, me deslocar e ficar lá acaba atrapalhando muito a rotina com as crianças."

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Ela não frequenta uma academia tradicional há cerca de quatro anos e já teve resultados desde que aderiu à proposta virtual. "Já eliminei 13 quilos, muitos centímetros de cintura e as coxas diminuíram significativamente. (O manequim) foi de 46 e estou a caminho do 42. Hoje, o 44 fica bem folgado. Lógico que a alimentação também faz parte. Estou comendo com equilíbrio, mas sem restrição."

Após quatro anos de malhação online, a palestrante Ana Agostini, de 38 anos, mescla a academia virtual com a real e até já realizou o sonho de correr a Meia Maratona de Campinas. Tudo começou quando o marido baixou um aplicativo para fazer um teste. "Disse que eu nunca ia fazer." Mas ela acabou experimentando e não parou mais.

"Comecei a gostar da coisa. Fizemos amizades e começou uma competição saudável. Gosto de ter tarefas e vi que ia ganhar pontos. A gameficação foi muito determinante porque não queria ficar para trás e competia para ver quem ia entrar em cada fase."

Seus treinos duram entre 15 e 40 minutos e, mesmo quando vai para a academia, utiliza as séries do programa. Ela perdeu 40 quilos no período. Empolgada com a plataforma, Ana admite que já passou dos limites e acabou se machucando.

Boom

Presidente do BTFIT, Bruno Franco diz que houve um boom de aplicativos em 2015, mas que a adesão só foi se consolidar depois. "Nos últimos dois anos é que ficou mais explícito. O aplicativo quebra barreiras da atividade física tradicional. O usuário acorda e faz o exercício em casa. Também tem a questão do preço, que é muito democrático."

De 2015 até 2018, a plataforma já teve mais de 2 milhões de downloads. Os usuários são, na maioria, mulheres de 18 a 30 anos. A reportagem consultou aplicativos e encontrou mensalidades a partir de R$ 19,90.

Entre o fim de 2017 e o fim do ano passado, o número de usuários brasileiros do aplicativo Freeletics saltou de 1,8 milhão para 2,4 milhões. "Hoje, possui mais de 34 milhões de usuários registrados em todo o mundo, sendo o Brasil o segundo maior mercado em número de usuários", diz Christian Hauth, diretor de marketing do programa.

Mais novo no mercado, o Numi foi lançado em setembro do ano passado e já tem 42 milhões de usuários. A proposta do aplicativo é oferecer várias modalidades para diferentes níveis.

Cuidado

Médico do esporte e vice-presidente da Confederação Sul-americana de Medicina do Esporte (Cosumed), Ricardo Munir Nahas alerta que toda atividade física deve ser iniciada após avaliação médica.

"A partir dos limites definidos para a prática de exercícios, a rotina de trabalho tem de ser feita por um profissional de educação física, que vai dar o aconselhamento sobre qual é a postura correta, como executar o movimento e qual é o ritmo adequado", diz o especialista.

Nahas explica que a atividade não pode ser muito leve, pois os resultados não são alcançados, nem muito pesada, por causa do risco de lesões. De acordo com ele, há sinais que indicam que a prática não está sendo feita corretamente.

"O primeiro sintoma de que algo não vai bem é a dor. Geralmente, começa vagarosamente durante o exercício e desaparece depois. Então, vai crescendo até atrapalhar. Outro sinal são as noites de sono: se não dormir bem, se acordar com dores, ficar cansado ou irritado."

Professor de Educação Física, Silvio Alabarse diz que o atendimento online é possível, desde que exista um contato presencial. "Há vários personals que primeiro explicam presencialmente e depois passam a fazer tudo online. Nos encontros, é possível verificar a situação clínica e impedir que o aluno faça algo equivocado."

Alabarse, que também aderiu aos treinos virtuais por meio de sua empresa BMH, diz que as pessoas querem ter a comodidade de fazer o exercício em casa, mas que a prática incorreta, além de lesões, pode frustrar os usuários dos aplicativos.

"As pessoas querem o exercício online, mas, por ser algo sem a mínima orientação presencial, a chance de se manter praticando a atividade física e de fazer corretamente, começa a ter limitações. Ao fazer de forma equivocada, a pessoa pode se lesionar ou não atingir os objetivos. Às vezes, a pessoa se cansa, porque está fazendo de forma equivocada e por não estar sendo orientada", explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quem já passou pela experiência de se sentir lesado após uma compra ou serviço sabe da dificuldade de realizar uma reclamação formal. Para agilizar ainda mais o processo de queixas e resoluções por parte das empresas, o Reclame AQUI começou a atender os usuários também via WhatsApp.

Para usar o serviço é preciso adicionar o número da empresa (11) 97062-2753 e informar que deseja fazer uma reclamação. Após o primeiro contato o usuário será respondido por meio de inteligência artificial, passando por um passo a passo até postar o texto pelo Reclame AQUI. Para concluir a ação o sistema envia um link para o usuário validar a queixa no site. É importante ser cadastro ou preencher os dados para fazer parte da plataforma.

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Confira o passo a passo (via Reclame AQUI):

1. Inicie a conversa

2. Diga qual será a empresa que receberá a queixa

3. Escreva o título e o texto da reclamação que pretende fazer

4. Edite, confirme ou cancele sua reclamação

5. Faça o login para sua queixa ser validada

Uma equipe da Universidade de Tel Aviv apresentou nesta segunda-feira (15) um protótipo de coração humano impresso com tecnologia 3D com tecidos humanos e vasos sanguíneos, um grande avanço no tratamento das doenças cardiovasculares e na prevenção da rejeição dos transplantes.

Os cientistas apresentaram à imprensa o coração inerte do tamanho de uma cereja imerso em um líquido.

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"É a primeira vez que se imprime um coração integralmente com suas células e seus vasos sanguíneos. É a primeira vez que se utiliza matéria e células procedentes do paciente", afirmou o professor Tal Dvir, diretor da equipe de pesquisa.

"Já haviam conseguido imprimir a estrutura de um coração em três dimensões antes, mas não com células e vasos sanguíneos", insistiu.

Apesar do anúncio, os cientistas destacaram que será necessário superar muitos obstáculos antes que os corações em 3D possam ser utilizados em transplantes.

A revista Advanced Science publicou o trabalho dos pesquisadores israelenses.

O desafio dos cientistas é fazer com que os corações impressos "se comportem" como os de verdade e, então, transplantá-los para modelos animais, explicou Dvir.

"Talvez em 10 anos existam impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo e estes processos acontecem de modo rotineiro", afirmou, embora acredite que os pesquisadores devem começar com órgãos mais simples que o coração.

A Samsung Electronics iniciou nesta sexta-feira as vendas do primeiro smartphone do mundo com 5G, o Galaxy S10 5G, coincidindo com o lançamento na Coreia do Sul da primeira rede de cobertura nacional desta tecnologia, que pretende revolucionar o mercado.

A Coreia do Sul, um dos países mais conectados do mundo, lançou na quarta-feira à noite a primeira rede nacional de telefonia móvel de quinta geração (5G), dois dias antes da data prevista. Três operadoras oferecem o serviço.

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O país está em uma disputa com Estados Unidos, China e Japão sobre a rede de ultravelocidade.

As especulações dos últimos dias sobre o lançamento do serviço 5G antes do previsto pela operadora americana Verizon obrigaram as empresas sul-coreanas a optar, às pressas, por um lançamento noturno, informou a agência Yonhap.

Poucas horas depois, a Verizon passou a disponibilizar o 5G para smartphones em Chicago e Minneapolis.

A Samsung Electronics, líder mundial de vendas de smartphones, entrou na disputa e lançou nesta sexta-feira o Galaxy S10 5G.

As operadoras SK Telecom, KT e LG Uplus organizaram eventos especiais em Seul para celebrar o lançamento da versão mais moderna do Galaxy, cujo modelo básico custa 1,39 milhão de wons (1.230 dólares).

A nova tecnologia tecnologia proporciona uma velocidade 20 vezes superior ao 4G, o que permite, por exemplo, fazer o download de um filme em menos de um segundo.

Como o 3G e o 4G, o 5G estabelece um novo marco em termos de conectividade, em particular para os objetos. Entre as inovações mais esperadas estão os carros sem motorista, a saúde conectada, as cidades inteligentes, o transporte urbano e a segurança.

Depois de um lançamento para pessoas selecionadas na quarta-feira, o 5G está disponível para todos os sul-coreanos a partir desta sexta-feira.

O governo britânico lançou neste sábado (30) o aplicativo para a população europeia que queira continuar no país após a possível saída da União Europeia. Através da plataforma, os cidadãos poderão se registrar para prosseguir com o direito de permanecer no Reino Unido.

Para se cadastrar no "EU Exit ID Document Check App", os estrangeiros europeus devem apresentar documento de identificação, antecedentes criminais e uma foto. A ministra de Estado da Imigração Caroline Nokes se orgulhou da ferramenta, que garante a permanência de 3,6 milhões de pessoas, independente da futura relação com o bloco econômico. "Minha mensagem aos europeus é que este é um processo simples e direto, e algumas das experiências que ouvi confirmam que os cidadãos recebem a confirmação do seu estado numa questão de horas", acrescentou.

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De acordo com o G1, mais de 1.500 funcionários do governo são responsáveis pela verificação das informações, checagem do estatuto referente aos anos de residência e demais informações apresentadas. Os cidadãos da União Europeia, assim como os da Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, devem completar o cadastro até 30 de junho de 2021, ou caso haja a retirada sem acordo, até 31 de dezembro de 2020.

 

O Alphawise M06 é um alto-falante portátil de 1,5 watts alimentado por uma bateria com duração de quatro horas. Comercializado em lojas chinesas de eletrônicos, o caixinha é encontrado na faixa de US$ 8, equivalente a R$ 31.

Parecida com uma bola de golfe, a caixinha de som cabe no bolso e usa saída de fones de ouvido para melhorar volume e potência do som dos celulares. De acordo com a fabricante, ela pesa apenas 420 gramas, e é compatível com dispositivos com entrada P2.

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O equipamento promete destaque em sons graves e conta com uma pequena bateria interna. Acompanhada de cabo microUSB, o Alphawise M06 pode ser totalmente carregado em 45 minutos. Apontou o portal TechTudo.

Com artigos polêmicos, o Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (26) uma nova legislação referente a direitos autorais na internet. A iniciativa já rendeu protestos e foi criticada por empresas, acadêmicos e usuários que encaram as medidas como forma de censura. As regras serão aplicadas a partir de 2021, em toda União Europeia (UE).

Revisado no fim de 2018, o texto - aceito por 348 votos a 274, trouxe dois artigos tidos como polêmicos. O artigo 11, chamado de "imposto de link", limita a possibilidade de sites de busca e notícias de exibir trechos ou imagens. Na prática, empresas como a Google terão que pagar por licenças de seus links. Assim, os usuários não poderão ver uma prévia de imagem em uma pesquisa.

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Entretanto, o ponto mais criticado na reforma foi o artigo 17. Ele aponta que empresas de internet, como o Reddit, fiquem atentas em relação a infrações de direitos autorais enviada a eles, e desse modo filtrem conteúdos considerados ofensivos. Desde a antiga versão do documento, quando ainda era o artigo 13, a medida gera insatisfação devido o insucesso nos testes em 2014 na Alemanha e Espanha. De acordo com as informações do Tecmundo, ainda houve uma tentativa de barrar os dois artigos, mas a emenda foi vetada por cinco votos.

Protestos em países europeus

Na semana passada, milhares de manifestantes foram às ruas da Alemanha, Suíça, Polônia, Suécia, Portugal, Áustria e outros países da UE, para mostrar a insatisfação com as novas leis. Empresas como Wikipedia, Reddit, Google e PornHub também se mostraram contrárias às mudanças. No domingo (17), um grupo formado por 200 acadêmicos escreveu uma declaração contra a reforma.

A Apple deve anunciar nesta segunda-feira (25) que também vai oferecer uma plataforma de streaming. Entretanto, uma reportagem do Wall Street Journal revelou alguns pontos, como a forma de distribuição e valor para os usuários.

De acordo com o jornal americano, a nova plataforma não funcionará como a Netflix, que tem uma assinatura única de acesso a todo conteúdo. Na verdade, o streaming será como um hub de canais terceirizados, nos moldes do Amazon Prive Video Channels. Dessa forma, os assinantes teriam acesso a canais fechados como o Show time ou HBO por um valor de US$ 10 cada.

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As informações do portal TecMundo também apontam que a Apple estaria desenvolvendo uma espécie de 'streaming de revistas'. Segundo o portal, por US$ 10 os assinantes terão acesso a um pacote de mais de 200 revistas e jornais, com temas relacionados a atualidades, política e estilo de vida.

Com o objetivo de combater os recorrentes casos de assédio contra a mulher, a Uber lançou o “Podcast de Respeito", para instruir os motoristas sobre o tema. O conteúdo foi produzido pela ONG Promundo, especialista em trabalhos de igualdade de gênero.

Lançado nessa terça-feira (19), o podcast contará com seis episódios educativos, distribuídos semanalmente aos 600 mil motoristas do aplicativo. "Nas conversas com os motoristas, descobrimos que eles estavam mais dispostos a ouvir arquivos de áudio enquanto dirigiam do que a parar para assistir um vídeo, por exemplo", contou a gerente de projeto Sandra Vale ao portal Tecmundo. "A imersão também garantiu que entendêssemos questões próprias do dia a dia atrás do volante, como o medo de denúncias falsas”, completou.

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O condutor que ouvir todos as gravações vai receber o selo "Compromisso de Respeito às Mulheres", a partir de maio. Os usuários do app poderão checar se o motorista possui o selo. “Na escala em que operamos, realizando milhões de viagens por semana, os problemas mais feios da nossa sociedade, como o assédio e o racismo, acabam aparecendo no dia a dia das nossas operações. Mas é claro que o que nós queremos como brasileiros e eu mais ainda, como mulher, é que isso fosse erradicado”, garantiu a diretora-geral da Uber no Brasil Claudia Woods.

A empresa também anunciou que é a mais nova parceira do Instituto Maria da Penha. Outras parcerias formalizadas são com a Associação Mulheres pela Paz, AzMina, Rede Feminista de Juristas (deFEMde), Força Meninas, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Instituto Patrícia Galvão, Instituto Promundo e Plan Internacional Brasil.

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Cinquenta anos depois que o homem pisou na Lua, em 1969, cerca de 1,2 mil estudantes brasileiros competiram neste fim de semana no Rio de Janeiro, do Festival Sesi de Robótica, com projetos voltados para a pesquisa no espaço. As soluções apresentadas por estudantes, a partir de 9 anos, passaram por temas como combustíveis alternativos, materiais leves e sobrevivência em atmosfera zero.

Os estudantes disputaram em três categorias, e em duas delas estavam disponíveis vagas para participar da maior competição de robótica do mundo, o World Festival, em Houston, nos Estados Unidos. O gerente executivo de educação do Sesi, Sergio Gotti, comemora que, muito além de prêmios internacionais, a competição estimula a curiosidade e desenvolve nos jovens uma série de habilidades que não se restringem ao comando de máquinas. 

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"Sempre defendemos que a robótica não pode ser uma disciplina específica, ela tem em que ser um componente transversal para ajudar as outras disciplinas a desenvolverem melhor a parte prática dentro da teoria. A robótica é um grande elemento impulsionador da aprendizagem, e não uma disciplina em si".

O educador conta que um terço das escolas participantes da competição é pública e que o perfil dos alunos que vieram ao Rio mostrar seus projetos quebra estereótipos. "Tem muita gente vinculada a arte, o cara mais criativo, o mais expansivo, o que é mais tímido. A robótica consegue aglutinar esses elementos", disse, resumindo: "O perfil é o cara mais curioso do mundo. Pode ser da matemática, da arte, da química, das linguagens. Quem está aqui tem curiosidade".

Foi o fato de ser curiosa que levou Yasmim Santos Ferreira, hoje com 18 anos, a começar a estudar robótica, quatro anos atrás. Estudante de uma escola do Sesi em Salvador, ela hoje cursa graduação em engenharia da computação e curso técnico em desenvolvimento de sistemas.

"Meu professor de geografia era técnico de uma das equipes e comentou comigo que ia ter um campeonato interno. Participei e fui convidada para participar de outra equipe. Eu ia fazer só a pesquisa, mas como fui muito curiosa, o técnico me chamou para a arena [de competição]".

A soteropolitana já participou da competição em outros anos, mas desta vez seu time saiu com o prêmio de pensamento crítico no desafio tecnológico, que avalia a aplicação de conceitos industriais na criação de robôs. 

O robô construído por sua equipe reconhece minérios e os separa por tipos em um depósito ou no interior de uma nave espacial, usando conceitos físicos para otimizar os movimentos durante esse processo. 

O interesse e a experiência em robótica fez com que ela fosse aceita com uma bolsa parcial para fazer um curso de verão no Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde espera ficar ainda mais perto de seus objetivos profissionais. 

"A área de tecnologia é muito abrangente. Tenho muito interesse em estudar a utilização de realidade aumentada e realidade estendida", contou.

O Facebook pretende utilizar inteligência artificial no combate à disseminação de fotos íntimas compartilhadas sem permissão na rede social. Com o anúncio nessa sexta-feira (15), a empresa objetiva suprimir a "pornografia de vingança", que ofende e humilha os usuários.

"Usando o aprendizado de máquina e a inteligência artificial, agora podemos detectar proativamente imagens ou vídeos íntimos que são compartilhados sem permissão", postou o Facebook no blog da própria empresa. "Isso significa que podemos encontrar este conteúdo antes que alguém o denuncie."

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Conforme informações do G1, um membro da equipe de operações deverá rever os conteúdos detectados com a nova tecnologia. Caso o registro seja considerado ofensivo, será removido e a conta desativada. Em dezembro do ano passado, o Facebook tinha aproximadamente 15 mil revisores de conteúdo, entre funcionários e terceirizados.

A empresa também vai lançar uma central de suporte. A "Não Sem Meu Consentimento" propõe mais segurança para as pessoas que tiveram fotos íntimas compartilhadas.

O sistema de pagamentos via WhatsApp, que permite a transferência de dinheiro, deve chegar ao Brasil. A ferramenta foi lançada ano passado na Índia, e em 2019, deve se estender a outros países.

O WhatsApp Pagamentos passa por fase de testes e só pode ser acessado por pessoas que receberem convite. Conforme as informações publicadas no site WABetaInfo, além do Brasil, a nova função também será lançada no México e Reino Unido. “WhatsApp vai expandir a lista de países nos quais a função Pagamentos será ativada no futuro”, apontou o tweet do WABetaInfo.

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Ainda sem previsão de lançamento, não foi divulgado detalhes referentes às formas de transferência que serão liberadas no Brasil. Na versão indiada, o app utiliza um sistema unificado de pagamento, regulado pelo banco central do país, que não tem um equivalente no mercado brasileiro.

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A Razer anunciou nessa quinta-feira (14) o lançamento de novos acessórios para computador com preços mais baixos. Com a medida, a fabricante de hardwares pretende estender o mercado, já que os produtos são semelhantes aos comercializados pela empresa.

As informações publicadas no portal Tecmundo apontam que o novo teclado BlackWidow é baseado no BlackWidow Elite e compatível com o aplicativo de gerenciamento Razer Synapse 3. Com switches verdes, ele também permite que o usuário salve internamente até cinco configurações de perfil. Porém, o teclado se limita em relação a alguns controles de mídia dedicados. O BlackWidow será vendido nos EUA por US$ 119.

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Já a terceira geração do headseat Kraken traz as especificações do Kraken V2. Ele conta com almofadas com resfriamento por gel e tecido anti umidade, o que era opção em relação ao modelo anterior. A conexão tradicional de 3,5 mm permite a utilização em praticamente todos os computadores e consoles atuais. O valor é de US$ 80.

Outra novidade é o mouse Razer Basilisk Essential, com sensor óptico de 6400 DPI, sete botões programáveis e um "botão sniper", indicado para games de tiro em primeira pessoa. O preço inicial é de US$ 49,99. As novidades ainda não têm previsão para lançamento no Brasil.

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Talvez nunca venham a lotar estádios para um show de rock, mas os computadores já são capazes de compor música e de forma bastante convincente, como demonstrado no festival South by Southwest (SXSW) no Texas.

Já foi feito um álbum inteiro com a ajuda da inteligência artificial (IA), algo sem precedentes. Trata-se de "I am AI", que se traduziria como "Eu sou IA", da estrela do YouTube Taryn Southern, que não sabe tocar nenhum instrumento.

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"Para minha primeira canção, tive muitas dificuldades: escrevi a letra, tive a melodia, mas foi difícil compor a música", explicou a artista em um painel no domingo no SXSW, que é realizado até 17 de março em Austin, Texas.

A artista pop explicou que começou a experimentar com IA dois anos atrás, trabalhando com Amper, um programa de composição de música.

"Em dois dias havia composto uma canção que sentia de fato como sendo minha", indicou Southern. "Não dependo necessariamente de outras pessoas".

Fundado em 2014 em Nova York por um grupo de engenheiros e músicos, o Amper é parte de uma dezena de start-ups que usam inteligência artificial para romper a forma tradicional de fazer música.

O fundador da companhia e CEO Drew Silverstein disse que o objetivo não é substituir os compositores humanos, mas ajudá-los a atingir seus objetivos.

Silverstein afirmou que o programa conta com toneladas de material - desde música para dançar até música clássica - para produzir canções personalizadas.

"A ideia do Amper é permitir que todos possam se expressar através da música, independentemente de seus antecedentes e habilidades", disse.

Utilizando uma interface bastante simples, o aplicativo permite que o usuário escolha o gênero musical (rap, folclore, rock), um ambiente (feliz, triste, enérgico) e a duração da canção. O usuário então pode variar os tempos e os instrumentos até obter um resultado satisfatório.

Duas canções foram criadas pelo Amper no SXSW: o público escolheu pop e hip-hop como gêneros, e doce e triste como ambiente. As faixas foram suficientemente agradáveis para o ouvido e perfeitamente utilizáveis como música de fundo para ilustrar um vídeo ou um jogo de computador.

Estas canções foram descritas pelo Amper como "música funcional" e não como "música artística".

- Algoritmo criativo? -

Southern disse que editou as canções para seu álbum muitas vezes até chegar à melodia perfeita.

"É uma ferramenta que posso usar em meu processo criativo, ainda sou a editora, estou no assento do motorista".

Reconheceu, no entanto, estar aterrorizada com as críticas que pode vir a receber quando seu álbum sair à venda, como aconteceu quando foram introduzidos sintetizadores ou softwares para ajudar os artistas a cantar corretamente.

Jay Boisseau, líder em tecnologias informáticas, prevê que no futuro os computadores gerarão cada vez mais músicas, mas que é pouco provável que a máquina substitua totalmente o toque humano.

"Os computadores não são muito criativos", disse. "Podem encontrar padrões, mas não são como os humanos, não vão além de para o que estão treinadas".

Lance Weiler concorda. O cineasta e escritor americano, que usa IA em seu trabalho, disse que a colaboração entre máquinas e artistas não deve ser desprezada, mas destacou que tem limites.

"É como interagir com uma criança", brincou. "Pode ser muito temperamental e você precisa estabelecer padrões para que não se machuque".

Silverstein ressaltou que embora a IA tenha sido útil para uma meta objetiva - "uma resposta de sim ou não" -, quando se trata de experimentação artística, está longe de ser perfeita.

Para alguns, estes argumentos não são convincentes, como expressou um músico britânico no SXSW que questionou se o termo criatividade poderia ser aplicado à música gerada por computador.

"É um algoritmo", disse Boisseau. "Não quer dizer que as pessoas não vão desfrutá-la, mas não é completamente nova (...) não pode ser considerada 'criativa'".

"Ainda não", respondeu Silverstein.

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