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Um recente documento enviado pelo YouTube ao Parlamento do Reino Unido indicou a implementação de uma nova regra, que proíbe vídeos com tutoriais de pirataria na plataforma. Isso inclui conteúdos que mostram como burlar pagamentos de aplicativos digitais, passo a passo de downloads de filmes e métodos de desbloqueio de videogames.

O YouTube também adotará medidas de combate aos sites que possibilitam baixar vídeos da plataforma. A empresa moveu um processo contra o site YouTube Converter e alegou o uso de má fé do nome da marca.

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De acordo com o site TorrentFreak, no segundo semestre do ano passado, o YouTube alterou os termos de política de conteúdo perigoso e adicionou que era proibido mostrar aos espectadores como conseguir acesso gratuito em conteúdos que normalmente são pagos, como em jogos ou serviços de streaming.

Há alguns dias, o YouTube adicionou aos termos que também é proibido veicular conteúdos que ensinam roubos e trapaças. No site de vídeos, existem diversos tutoriais que ensinam pirataria, mas a plataforma não explicou se irá apagar todos de uma vez ou se o processo será feito de maneira gradual.

Um aplicativo brasileiro promete facilitar a vida de músicos e produtores musicais. Chamado de Moises, o app usa Inteligência Artificial para separar as trilhas de instrumentos e vocais de um arquivo de áudio, além de masterizar faixas de música, gerando trilhas com qualidade de estúdio. Lançado em 175 países a ferramenta já é utilizada por mais de 1 milhão de usuários.

De acordo com seus desenvolvedores, Moises começou como um site para criar samples ou karaokês com poucos cliques, mas expandiu suas possibilidades ao virar aplicativo. Usado por nomes como Kassin, que já produziu discos de artistas como Los Hermanos, Adriana Calcanhoto e Gal Costa, o aplicativo também é uma forma de aproximar um público que não tem tanta intimidade com a edição profissional de som. 

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“Com o recurso de alterar os BPM, o usuário escolhe se quer deixar uma música mais lenta para, por exemplo, ouvir atentamente todas as notas tocadas num solo de bateria.Outra função que auxilia nos estudos musicais é a decupagem automática de acordes. Ou seja, agora não há cifra que não exista. Entre os outros destaques do aplicativo estão a alteração dos semitons e ativação do metrônomo”, explica o desenvolvedor Geraldo Ramos.

Disponível para Android e iOS, o app é gratuito, mas possui funcionalidades páginas dentro da ferramenta. 

A rede social de áudio Clubhouse, exclusiva para convidados, está se preparando para o grande público com a ajuda de uma nova rodada de investimentos, segundo relatos, de quase 1 bilhão de dólares.

O Clubhouse ganhou força desde seu lançamento no início do ano passado em um formato privado de teste, colocando um toque de podcast nas redes sociais. A rede permite que os membros ouçam as conversas ocorrendo em "salas" online e, se quiserem, façam comentários.

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"Nosso foco agora é abrir o Clubhouse para todos", disseram seus fundadores, Paul Davison e Rohan Seth, em uma postagem no domingo.

"Com esse objetivo em mente para 2021, garantimos uma nova rodada de financiamento", contou. A quantidade de dinheiro que a Andreessen Horowitz (a16z), uma prestigiosa firma de capital de risco do Vale do Silício, está investindo no Clubhouse não foi divulgada, mas é avaliada em aproximadamente 1 bilhão de dólares.

O Clubhouse passou de uma única sala virtual onde os fundadores normalmente podiam ser encontrados para uma plataforma usada por quase dois milhões de pessoas por semana, de acordo com Andrew Chen, da a16z, que se juntou ao conselho de diretores da startup como parte do acordo.

Chen disse que já se formaram conversas em torno de "hobbies, cultura, trabalho e curiosidades".

O plano para o futuro é dar aos criadores das salas de bate-papo ferramentas para que possam moderá-las e também ganhar dinheiro. Eles poderão lucrar por meio de gorjetas, assinaturas ou venda de ingressos.

O Clubhouse já conta com mais de 180 investidores, segundo seus fundadores.

No momento, a rede social está disponível apenas na loja de aplicativos da Apple. Uma versão para Android é esperada em breve.

A Câmara dos Deputados lançará, na próxima sexta-feira (29), o aplicativo Câmara ao Vivo, que dará acesso direto à Rádio Câmara e à TV Câmara. O app terá conteúdo ao vivo, além de programas gravados para manter o público informado com o que acontece na Casa. Também será possível encontrar as últimas notícias da Agência Câmara dentro da ferramenta. 

De acordo com a secretária de Comunicação da Câmara, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), o aplicativo será útil para que todos possam acompanhar a eleição para a Mesa Diretora da Câmara, momento em que será definido o novo presidente da Casa, em fevereiro.

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 “Esse app foi pensado para que a próxima eleição da Mesa Diretora da Câmara seja acompanhada em todo o Brasil por qualquer cidadão e pela própria imprensa em um único toque, sem nenhum tipo de burocracia tecnológica no meio do caminho", explicou. A ferramenta pode pode ser baixada gratuitamente e estará disponível tanto para celulares Android, quanto iOS.

 

A Netflix anunciou na última terça-feira (19) que o serviço de streaming receberá o botão Shuffle, ferramenta que possibilita assistir os conteúdos da plataforma de maneira aleatória.

Ao ativar a nova funcionalidade, o algoritmo da Netflix ficará a cargo de decidir o que o telespectador assistirá. O recurso pode favorecer os usuários indecisos. Segundo a plataforma de streaming, a ferramenta estará disponível nos próximos meses.

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Em 2020, a opção apareceu na TV de alguns usuários no modo teste, e em dezembro também marcou presença nos aparelhos Playstation 3 e Fire TV Stick. A função será um botão, que pode ser ativado e desativado a qualquer momento.

Segundo a Netflix, o novo recurso tomará as decisões de acordo com o histórico de cada usuário e considerará os gostos e preferências.

Sob pressão, o governo Jair Bolsonaro não deve barrar a Huawei do leilão do 5G do Brasil. Segundo fontes do Palácio do Planalto e do setor de telecomunicações, o banimento da empresa chinesa provocaria um custo bilionário com a troca dos equipamentos, e ficou ainda mais improvável com a saída do aliado Donald Trump da Casa Branca neste mês.

Um auxiliar do presidente disse que o discurso ideológico contra a empresa chinesa deve ser frustrado na prática. Assim como foi no caso da vacina Coronavac, feita pela chinesa Sinovac, com o Butantan, ligado ao governo de São Paulo, chefiado por João Doria, principal adversário político do presidente. Depois de idas e vindas, o Ministério da Saúde incluiu o imunizante no programa nacional.

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A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao 4G e permite consumo maior de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. O leilão está previsto para o fim do 1.º semestre, e o edital deve ser aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em fevereiro.

Apenas empresas de telecomunicações poderão adquirir as frequências - como se fossem rodovias no ar em que o sinal será transmitido. A infraestrutura, no entanto, é fornecida primordialmente pela Huawei, pela sueca Ericsson e pela finlandesa Nokia. Só um decreto presidencial poderia banir qualquer empresa.

A Huawei tem sido o principal alvo da diplomacia americana, que defende o banimento mundial da companhia sob a alegação de que atua como um braço de espionagem do Partido Comunista Chinês. Essa visão encontra respaldo da ala ideológica do governo. A Huawei, no entanto, nega as acusações, diz que atua há mais de 20 anos no Brasil e reafirma que nunca registrou nenhum problema de violação de dados nos países em que atua.

Regras

Todas as empresas que comprovarem requisitos de respeito à soberania e privacidade dos dados poderão oferecer equipamentos para a tecnologia 5G no Brasil, disse o vice-presidente Hamilton Mourão em entrevista exclusiva ao Estadão. Ele disse já ter sido mal interpretado pelo próprio presidente ao falar sobre o 5G - no mês passado, chegou a ser desautorizado por Bolsonaro e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

"Vamos lembrar que uma coisa é o leilão de frequências, outra coisa é a infraestrutura. Ela tem de ter três vetores claros. Um, é o respeito à nossa soberania. Ou seja, os dados que transitam por ali têm de permanecer ali. Vamos parodiar aquela velha frase de quem vai a Las Vegas: ‘What happens in Vegas, stays in Vegas’ (O que se faz em Las Vegas fica em Las Vegas). Número dois, a privacidade dos nossos dados. E o número três é a economicidade. Então, esses três vetores, se a empresa X ou a empresa Y quer participar da infraestrutura, ela tem se comprovar com transparência, com accountability (prestação de contas), que está aderindo a esses três vetores."

Questionado diretamente se todas as empresas terão direito a participar da tecnologia nas mesmas condições, ele respondeu: "Desde que comprove efetivamente que vai preservar nossa soberania e privacidade de dados dos usuários".

Procurado para comentar as declarações de Mourão, o ministro-conselheiro Qu Yuhui, da Embaixada da China no Brasil, disse que as empresas chinesas já comprovaram confiabilidade, segurança e competitividade. "Não existe nenhum problema para as empresas chinesas cumprirem os critérios", disse ele, ao Estadão/Broadcast.

Em nota, a Huawei reafirmou o compromisso com o cumprimento das leis brasileiras e o respeito à soberania do País. "Estamos confiantes de que a decisão brasileira será tomada com base em critérios técnicos e não discriminatórios, beneficiando o mercado livre e contribuindo para uma rápida transformação digital do Brasil, acessível a todos os brasileiros.", disse ao Estadão/Broadcast o diretor global de cibersegurança da empresa, Marcelo Motta. 

O Procon-SP notificou o WhatsApp sobre a nova política de privacidade da plataforma. A mudança recente no app gerou preocupação pela obrigatoriedade de compartilhamento de dados entre o aplicativo de mensagens e o Facebook, que é proprietário do WhatsApp.

A instituição quer saber qual é a base legal da empresa para a mudança e o seu enquadramento na Lei Geral de Proteção de Dados, em vigor desde setembro - a notificação ocorre após a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também tomar medida semelhante. Além disso, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) anunciou que estuda o caso.

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Inicialmente, o WhatsApp avisou seus usuários que, caso não aceitassem as novas políticas de privacidade até 8 de fevereiro de 2021, suas contas ficariam congeladas - e não poderiam ser utilizadas. Com a repercussão negativa em diferentes países, como Brasil e Índia, a rede social voltou atrás e anunciou no fim da tarde de ontem que a política só entrará em vigor em 15 de maio.

Na prática, segundo especialistas, a mudança de regra preocupa mais do ponto de vista do direito do consumidor - pela impossibilidade de dizer não à política - do que violação de privacidade propriamente dita.

Em comunicado, a empresa afirma que o compartilhamento de informações não inclui conteúdos de conversas: elas são protegidas por criptografia de ponta a ponta - ou seja, o Facebook não consegue ler esses conteúdos. Para acessar o que trafega pelo app, a rede social teria de quebrar a criptografia.

Os novos termos são uma oficialização da troca de dados entre o app de mensagens com o Facebook, que já acontece desde 2016. Na época, o WhatsApp deu uma janela de 30 dias para os usuários aprovarem a coleta e o compartilhamento de informações - segundo a empresa, isso era necessário ajudar a "melhorar anúncios e experiências" na rede social. Aqueles que entraram no app depois dessa data passaram a fornecer os dados automaticamente. Entre esses dados estão número de telefone, modelo do aparelho, tempo de uso e foto de perfil.

O tema ressurgiu agora porque o Facebook está integrando contas comerciais do WhatsApp Business a algumas funcionalidades da rede social. Desde 2019, a empresa de Zuckerberg vem executando um amplo plano de integração entre seus principais serviços, como WhatsApp, Instagram e Facebook. Em comunicado, o WhatsApp afirma que as novas mudanças fornecem mais transparência sobre a coleta de dados e que elas "não afetam a privacidade das mensagens que os usuários trocam com seus amigos e familiares".

Barulho

A nova política causou barulho porque muitas pessoas não tinham ciência sobre o intercâmbio de dados entre o WhatsApp e o Facebook. Segundo especialistas, o caso serviu como um alerta para o fato de que há anos não existe possibilidade de escolha sobre o compartilhamento de dados.

Soma-se a isso a falta de credibilidade que o Facebook cultivou ao longo dos últimos anos em relação à proteção de dados. Para Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), o caso também é um sinal dos novos tempos: "As pessoas estão prestando mais atenção em políticas de privacidade. Isso significa que as empresas precisam ter cautela redobrada ao comunicar essas mudanças, incluindo linguagem que não seja o juridiquês", afirma.

O episódio tem levado alguns usuários a migrarem para outros apps de mensagem, como Telegram e Signal. Porém, para Bruna Martins do Santos, da associação Data Privacy Brasil, o mais importante é estar atento aos detalhes das políticas de privacidade, independentemente da plataforma.

Desde que o presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido) questionou os efeitos de vacinas, como a da Pfizer/BioNtec, contra o coronavírus (Covid-19), e as garantias de que a imunização não transforme as pessoas em jacarés, diversos memes circularam na internet e ridicularizaram tal comentário.

Em meio à discussão, surgiu na web o aplicativo "Jacaré Tracker", que monitora em tempo real o número de pessoas que já foram vacinadas no mundo e, de maneira curiosa, também mostra um contador de quantas sofreram mutação reptiliana.

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Até o momento, o aplicativo já contabiliza mais de 37 milhões de pessoas vacinadas no mundo, e o contador de pessoas que viraram jacaré e foram vacinadas no Brasil, ainda se encontra no zero.

A princípio, foi dito que a ferramenta era parte do programa do Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal, mas a ONG informou não ter ligações com a plataforma.

Apesar da brincadeira feita pela ferramenta, foi colocada uma mensagem de conscientização na página do aplicativo, que destaca as queimadas no Pantanal e o quanto elas ameaçam as 41 espécies de répteis ali presentes.

Os criadores da vacina russa contra o novo coronavírus, a Sputnik V, afirmaram nesta quinta-feira (14) que o Twitter restringiu o acesso à sua conta oficial. A página, porém, já foi normalizada.

"A conta da Sputnik V @sputnikvaccine foi restrita", disse em um comunicado o Fundo Soberano Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento do imunizante.

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O perfil voltou ao ar ainda nesta quinta e publicou um tuíte explicando que, segundo a rede social, o bloqueio ocorreu devido à uma possível violação de segurança no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.

Horas antes, um aviso havia aparecido na conta da Sputnik V no Twitter: "Atenção: esta conta está temporariamente bloqueada". No entanto, o perfil podia ser acessado clicando no botão "Sim, visualizar perfil".

Batizada de "Sputnik V" em homenagem ao primeiro satélite enviado ao espaço pela União Soviética em 1957, a vacina foi registrada em agosto na Rússia.

Dessa forma, o país se tornou o primeiro do mundo a aprovar uma vacina contra a covid-19, apesar de ter recebido críticas da comunidade internacional, que apontou que o anúncio foi prematuro, já que foi feito antes dos testes de fase 3 e da publicação dos resultados científicos.

Na quarta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que que a Sputnik V é "a melhor" do mundo e ordenou o início de uma campanha maciça de vacinação no país a partir da próxima semana.

Baby Yoda é, sem dúvida, um dos personagens mais populares da série The Mandalorian, exibida pelo canal de streaming Disney Plus. A versão bebê, que se assemelha ao querido Mestre Yoda da franquia clássica de Star Wars, na verdade se chama Grogu e faz muita gente suspirar com tamanha fofura ao aparecer em tela. Para os fãs do pequeno Jedi, que acompanham o anti-herói em uma jornada pela galáxia tão, tão distante, o Google preparou uma forma de tê-lo dentro da sua casa.

Para isso, basta ter o aplicativo do buscador da gigante instalado no seu smartphone, seja ele Android ou iOS. A brincadeira funciona apenas no celular, caso o aparelho tenha suporte de realidade. Se você quer saber como colocar a "forcinha" dentro da sua sala, confira nosso passo a passo:

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1. O primeiro passo é abrir o aplicativo do Google. Em seguida, digitar no campo de busca, na parte de superior da tela, um dos nomes pelo qual o personagem é conhecido: “Baby Yoda” ou “Grogu” e clicar em pesquisar. 

2. Com os resultados, desça a barra de rolagem até encontrar o botão “Veja em 3D”.

3. A princípio, o Google mostrará uma imagem giratória 3D do personagem em um fundo branco. O próximo passo é clicar em “Ver no seu espaço”.

4. Assim que o aplicativo identificar o chão, o Baby Yoda aparecerá. É possível arrastar e posicionar o Baby Yoda por todo o ambiente, além de ajustar o tamanho ao qual ele deverá aparecer. 

"Wikipedia é o maior bem público digital que a Internet nos deu". A enciclopédia online gratuita, um dos últimos "dinossauros" da internet libertária e participativa, completa 20 anos com vários desafios pela frente.

A Wikipedia é "um pequeno milagre" em um momento em que triunfam as grandes empresas de tecnologia digital e a Internet comercial, diz o historiador Rémi Mathis, ex-presidente da associação Wikimedia França.

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Criada, sem fins lucrativos, em 15 de janeiro de 2001 pelo americano Jimmy Wales, a ambição da Wikipedia é reunir na mesma plataforma online o conhecimento do planeta graças a milhões de colaboradores voluntários.

Seu sucesso foi imediato. Primeiro, um site em inglês foi criado, mas outros idiomas logo o seguiram, como espanhol, alemão, francês ou russo.

Nos próximos anos, Wales espera que a Wikipedia se espalhe para os países em desenvolvimento.

"É muito importante que o próximo bilhão de pessoas que acessem a Internet queira contribuir". O fundador, entrevistado pela AFP, sonha com uma "instituição que durará tanto (...) quanto a Universidade de Oxford".

A Wikipedia, o sétimo site mais visitado do mundo, tem mais de 55 milhões de artigos publicados em 309 idiomas. O conteúdo de cada site é autônomo: não há traduções, mas contribuições originais, às vezes completadas por robôs a partir de dados públicos.

- Falta de diversidade -

Ao contrário das enciclopédias tradicionais, escritas por especialistas renomados, esta coleção de conhecimento compilado por amadores, muitas vezes anônimos, atraiu inúmeras críticas e hostilidade de certos círculos acadêmicos.

"Quando sabemos mais sobre como a Wikipedia é controlada, como os artigos são escritos e como a comunidade se comunica, podemos considerar que há um nível geral de confiabilidade que é importante", defende Lionel Barbe, professor da Universidade de Paris-Nanterre.

Mas há um problema de diversidade nas fontes e nos tópicos cobertos, porque a maioria dos colaboradores é de países ocidentais.

"Os contribuintes geralmente são moradores de cidades com diplomas", diz Rémi Mathis, autor do livro "Wikipédia: Dans les coulisses de la plus grande encyclopédie du monde" ("Wikipedia: Nos bastidores da maior enciclopédia do mundo", em tradução livre).

"80% ou mais dos artigos da Wikipedia são escritos por homens brancos", aponta Marie-Noëlle Doutreix, professora da Universidade de Lyon 2.

- Um refúgio? -

Apesar de tudo, em um período de domínio das Gafam (Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft), a enciclopédia online é uma das poucas sobreviventes da utopia colaborativa da internet libertária, concebida como "uma rede descentralizada de compartilhamento de conhecimento", diz Lionel Barbe.

Para Barbe, "a Wikipedia é o maior bem público digital que a Internet nos deu".

"Não nos desviamos de nossa missão para obter mais receita, então não enfrentamos esses problemas que vemos hoje, essa questão dos algoritmos", ressalta Jimmy Wales.

"Por razões comerciais da Internet, é bom que a Wikipedia continue", diz Marie-Noëlle Doutreix. "O Google promoveu a visibilidade da Wikipedia, mas em troca usa seus artigos em seu mecanismo de busca e obtém muito tráfego graças a esta enciclopédia".

Alguns também gostariam de se inspirar em seu modelo original de moderação comunitária em face da circulação massiva de informações falsas nas redes sociais.

"Também não devemos acreditar que a Wikipedia nos salvará de nossos próprios demônios. Ainda é uma ferramenta. Se você gosta da conspiração, duvido que a Wikipedia o mantenha longe dela", tempera Lionel Barbe.

Nos próximos anos, a Wikipedia enfrentará dois grandes desafios: continuar a encorajar mais e mais "enciclopedistas" e continuar a moderar seu próprio conteúdo e discussões internas.

Após o Facebook anunciar que mudaria as diretrizes do WhatsApp, para que lojas com páginas na plataforma pudessem ter acesso ao telefone dos usuários, uma enorme quantidade de pessoas resolveu debandar do aplicativo. Quem agradeceu por isso foi a concorrência do mensageiro, principalmente o app Signal, que conquistou o pódio dos aplicativos mais baixados do Google Play Stores e o segundo lugar na loja da Apple.

Elogiado pelo próprio Elon Musk, o Signal também oferece criptografia ponta a ponta para garantir a privacidade de seus usuários. Sem publicidade e sem rastreadores - como o Facebook pretende fazer com o WhatsApp. Depois do Telegram, ele é a aposta mais forte de migração para os usuários que estão insatisfeitos com o caminho traçado por Zuckerberg. Disponível para Android e iOS e já conta com quase um milhão de usuários. 

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Telegram

Eterno rival do mensageiro norte-americano, o Telegram também ganhou mais espaço entre os usuários nas últimas semanas. O aplicativo russo bateu 500 milhões de usuários e é o primeiro na lista dos mais baixados da AppStore. Ele conta com criptografia de ponta e já teve até prêmio para quem conseguisse quebrá-la. Além disso, em relação aos recursos oferecidos, ele é o que mais se aproxima - em quantidade - das ferramentas oferecidas pelo mensageiro de Marck Zuckerberg. 

As mudanças nas políticas de uso e privacidade do WhatsApp começam a partir do dia 8 de fevereiro. O novo acordo passará a ser obrigatório a todos os usuários e, quem não concordar, terá sua conta desativada da plataforma. 

"Estamos conectados": quando gravaram pelo Facebook sua concentração para reivindicar a libertação de um rapper, um grupo de manifestantes causou grande comoção em Cuba, onde a internet móvel chegou há apenas dois anos, revolucionando o cotidiano da ilha.

Com este grito de guerra, lançado em novembro passado, o Movimento San Isidro, um coletivo de artistas e intelectuais até então pouco conhecido, chamou atenção inclusive fora de Cuba, enviando sua mensagem da casa onde se reuniu por dez dias com alguns de seus membros em greve de fome.

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Momentos antes de serem expulsos pela polícia, dois mil internautas assistiam ao vivo as conversas entre os 14 ativistas e os médicos que tinham ido vê-los.

No dia seguinte, convocados pelas redes sociais, que transmitiam fotos e mensagens, uns 300 artistas, alguns de renome, se apresentaram espontaneamente em frente ao ministério da Cultura para pedir mais liberdade de expressão, uma manifestação inédita na história recente da ilha.

Em Cuba, as poucas tentativas de manifestação costumam ser anunciadas.... E são desincentivadas por um importante efetivo policial. Mas desta vez, a polícia foi surpreendida e teve que deixar que acontecesse.

Desde que chegou ao país, em dezembro de 2018, a internet móvel mudou a vida de muitos cubanos, impactando o comércio, a sociedade civil e a tomada da palavra em um lugar onde muitos evitam dizer em voz alta o que pensam por medo de sofrer sanções.

Até então, o acesso gratuito à internet, disponível desde 2015, só era possível através de pontos de wifi pagos instalados em parques ou praças públicas. Uma multidão de pessoas se conectava, frequentemente no fim do dia, compartilhando uma conexão lenta ou instável.

Essa imagem praticamente desapareceu. Com o 3G e depois o 4G, uns 4,2 dos 11,2 milhões de habitantes do país se conectam agora com seus telefones celulares.

No caso de Marta, a internet impulsionou seu negócio de entregas em domicílio. Ficar conectado permitiu a Yasser criar uma comunidade de ciclistas. Já Camila provou a liberdade, mas se meteu em problemas.

- "Tão natural" -

"Definitivamente, eu acho que foi uma mudança nas nossas vidas, agora é tão natural para nós! Mas às vezes eu paro e penso que há dois anos não tínhamos, digo: como era possível?", diz Marta Deus, de 32 anos, criadora da empresa de entregas em domicílio Mandao.

Nesta ilha que sofre recorrentemente de escassez, os grupos de Whatsapp e Telegram para encontrar alimentos e combustível se tornaram ferramentas de sobrevivência indispensáveis.

Em um deles, chamado "Qué hay" (Tem o que?), Wendy posta fotos tentadoras de um supermercado: pasta de dentes, sabão, queijo... Ela explica que "tem uma fila grande, cheguei às 11h e consegui entrar na loja às 15h, mas tem muitas coisas".

Maria Julia responde "obrigada". Outros dizem que a fila piorou desde então.

"Farinha por favor??? Alguém viu???", "Têm visto papel higiênico? Alguém sabe onde posso encontrar leite?", são perguntas que aparecem na Red Solidaria.

Outros grupos permitem vender ou trocar produtos entre as pessoas: Gaby está feliz por ter podido trocar o gel de banho por papel higiênico e refrigerante. Leo oferece óleo e sabão em potes para bebês.

Os grupos que servem para compartilhar contatos também são um salva-vidas cotidiano para encontrar medicamentos perdidos nas farmácias, uma informação que antes os cubanos só podiam conseguir no boca-a-boca.

"Agora é muito mais fácil encontrar alguém que tenha o que eu preciso: sem estes grupos, isso seria impossível, seria fruto do acaso", contou Ricardo Torres, economista da Universidade de Havana.

O Estado tem acompanhado esse movimento com a criação de aplicativos para fazer transferências de dinheiro ou pagamentos de contas e um site de compras on-line.

- O impulso do 3G -

A internet no celular "foi uma revolução total!", garante Marta Deus.

É possível ver os entregadores de comida da empresa Mandao em todas as partes de Havana, e são reconhecidos pelas grandes bolsas amarelas que levam na garupa das motos. O serviço, antes inexistente em Cuba, multiplicou-se no último ano, sobretudo com a pandemia do novo coronavírus.

A Mandao, que trabalha com uns 70 restaurantes, recebe a cada dia uma centena de pedidos, 70% pelo aplicativo criado em julho de 2020. "Esperamos terminar o ano com 20.000 clientes", diz Marta, satisfeita.

Yasser González, de 35 anos, queria formar uma comunidade de amantes do ciclismo. "Comecei a lançar os eventos no Facebook", conta. Em 2015, ele organizou na capital o primeiro com quatro ciclistas, chamado Masa Crítica.

Agora que o 3G garantiu o acesso à internet, mais de cem pessoas participam deste evento por mês.

E o grupo superou as expectativas. Um dia, apareceu em sua página no Facebook a resposta de uma funcionária do município a uma de suas mensagens com informação sobre um projeto para uma ciclovia no Malecón, a famosa avenida à beira-mar de Havana.

Agora, disse, ainda espantado, "tenho a possibilidade de me juntar a eles, a certas reuniões que fazem para falar de um plano de mobilidade que estão propondo".

Iniciativas similares da sociedade civil se multiplicaram: um mês depois da chegada do 3G, em janeiro de 2019, um tornado atingiu a capital. De imediato, os moradores se organizaram via redes sociais para levar comida às vítimas do desastre, sem esperar que o Estado o fizesse como ocorria antes.

O governo às vezes precisou pegar o bonde andando e ativar grupos de trabalho ante a mobilização on-line em temas como bem-estar animal, que muito em breve será objeto de um decreto-lei, ou sobre a violência contra a mulher.

- O presidente no Twitter -

Mas se a internet móvel facilita a vida cotidiana e a liberdade de expressão dos cubanos, também ajuda na vigilância do Estado, ansioso por controlar um fenômeno que poderia superá-lo.

Quando a cidade cancelou oficialmente um passeio ciclístico previsto para outubro devido à pandemia, Yasser lançou um pedido de ajuda ao presidente Miguel Díaz-Canel. Antes, ele nunca teria se atrevido.

"Estimado @DiazCanelB, escrevo-lhe com a esperança de salvar o evento mais lindo que nossa cidade teria neste ano difícil de 2020", escreveu.

No poder desde 2018, o presidente Díaz-Canel fez da informatização da sociedade uma prioridade do seu governo e começou por abrir uma conta no Twitter.

Por outro lado, alguns cubanos não hesitam em questioná-lo e até mesmo insultá-lo, sob a proteção do anonimato garantido pelos pseudônimos.

"Eu não vejo nenhum problema em escrever ao presidente ou a quem quer que seja. Se quiser responder, super. Se não quiser, ok, fico com isso", diz Yasser.

Mas, dias depois, foi interrogado pela polícia política. "Fui intimado pela polícia e eu acho que foi por causa do que escrevi a Díaz-Canel", para me advertir "que pare de fazer o que estou fazendo".

Agora, ele diz que dá mais atenção ao que publica. "Tenho medo, mas ao mesmo tempo quero cuidar dos meus projetos".

Para a jornalista independente Camila Acosta, de 27 anos, a internet facilitou seu trabalho e tornou mais visível o seu veículo, o site opositor Cubanet.

"A verdadeira explosão foi a internet no celular", diz Camila, que de repente viu a maioria de seus contatos conectados permanentemente.

Mas quando ela postou no Facebook uma imagem debochando do pai da revolução cubana, Fidel Castro, o vídeo de uma fila longa na entrada de um supermercado e uma foto dele sendo convocado pela polícia após uma manifestação, levou uma multa de 3.000 pesos (125 dólares).

A sanção se baseou no Decreto 370, que proíbe a publicação na internet de qualquer "informação que contrarie o interesse social, a moral, os bons costumes e a integridade das pessoas".

- Defender a revolução -

"As redes sociais e a internet se tornaram um cenário permanente de confronto ideológico, onde também devem prevalecer nossos argumentos frente às campanhas inimigas", lembrou recentemente o governante Partido Comunista (PCC, único).

A internet deve servir para defender "a verdade de Cuba" e a revolução, disse também à AFP, em 2019, o vice-ministro de Comunicações, Ernesto Rodríguez Hernández.

Camila se recusou a pagar a multa, expondo-se a uma possível pena de seis meses de prisão, assim como umas 10 das 30 pessoas sancionadas desde janeiro de 2020.

Desde então, "não tenho me contido" na internet, "muito pelo contrário", assegura, confiante em sair à rua porque diz contar com "o reflexo de quando vou sair, ter o telefone pronto para gravar ao vivo" sua possível prisão.

"É um pouco a proteção que nós temos", diz ela, lembrando que fez isso em sua última detenção, em julho, o que lhe permitiu avisar seus familiares e que se mobilizassem para sua libertação.

"Para mim, a internet é o pior que aconteceu com este governo" que não calculou "o que poderia ocorrer", assegura Camila: "a internet se tornou este espaço de participação que os cidadãos cubanos não tivemos em mais de 60 anos".

Nas últimas semanas, muitos moradores têm reportado estranhas interrupções de serviços que lhes impediam de se conectar ao Facebook, Twitter ou Whatsapp.

Em outubro, o Telegram ficou inacessível. A ONG Access Now, junto com cerca de outras 20 organizações, entre elas a Repórteres sem Fronteiras, denunciaram um possível bloqueio intencional.

"A internet como tal te permite exercer direitos, e entre eles está o direito à liberdade de expressão e Cuba tem um histórico bastante extenso, bastante grande de repressão da liberdade de expressão", disse Verónica Arroyo, encarregada de políticas públicas da ONG na América Latina.

"O governo sabe que a internet é uma ferramenta necessária para o desenvolvimento que eles buscam. Também tem coisas que podem sair de suas mãos, que lhes podem escapar. Por isso, põem certos controles".

Desde quando o MasterChef Brasil começou, em 2014, nos habituamos a ouvir os sotaques marcantes de Paola Carosella e Erick Jacquin. Ambos os apresentadores do programa culinário são oriundos de outros países, Argentina e França, e conquistaram o público não apenas por suas críticas aos pratos dos participantes, mas também por seu carisma e jeito peculiar de falar o português. O sucesso foi tanto que fãs do show televisivo resolveram prestar uma "homenagem", criando grupos no Facebook para fingir que são os dois chefs.

A mais popular das páginas é o 'Grupo onde fingimos ser o Jacquin', que já conta com mais de 750 mil pessoas. A atividade dos usuários reside em, basicamente, postar foto de comidas (feitas por eles ou não) e comentar sobre a imagem como se fossem o chef francês. As sentenças variam de elogios "Se tem amô, sob mezanin" e até críticas "como isso? una misturra horvivle voce é a vergounha da porfission o tomperro tá ok mas non se misturra tudo isso aprersentacion fei non sob". Tudo para que quem esteja lendo consiga imaginar a voz do chef.

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Além do Jacquin, Paola Carosella, uma das chefs de cozinha mais famosas do Brasil, também tem a sua própria legião de imitadores. O "Grupo onde fingimos ser a Paola" conta com mais de 44 mil participantes e comentários como "é diferente nê? Mas por que non o abacaxi cortado chunto do prato? Eu vou comer, mas pense nisso". Ambos os espaços são abertos ao público, para que todos imitem seu chef favorito de forma respeitosa e cheia de "tompêro".

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WhatsApp

Mas essa não é a primeira vez que grupos feitos para imitar os chefs são formados na Internet. Em 2019, a brincadeira virou febre no WhatsApp, com diversos grupos feitos por pessoas que imitavam desde barulhos de motocicleta até personalidades da TV.

Cerca de 25 milhões de usuários se inscreveram na plataforma de mensagens Telegram nas últimas 72 horas, disse seu fundador, o russo Pavel Durov, nesta terça-feira (12), em reação ao anúncio de seu concorrente, WhatsApp, de que compartilhará mais dados com sua empresa-mãe, o Facebook.

"Durante a primeira semana de janeiro, o Telegram ultrapassou os 500 milhões de usuários ativos mensais. Depois disso, continuou a crescer: 25 milhões de novos usuários chegaram ao Telegram nas últimas 72 horas", disse Dúrov em seu canal na rede.

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"Este é um aumento significativo em relação ao ano passado", continuou, acrescentando que o Telegram já havia tido ondas repentinas de registros durante seus "sete anos de experiência na proteção da privacidade de seus usuários", mas "desta vez é diferente".

"As pessoas não trocam mais sua privacidade por serviços gratuitos. Não querem mais ser reféns de monopólios de tecnologia", acrescentou o bilionário de 36 anos.

Sem falar na concorrência, ele fez referência ao WhatsApp, alvo de críticas desde a quinta-feira passada, após ter pedido aos seus dois bilhões de assinantes que aceitassem novas condições de uso.

Os usuários que as rejeitarem não poderão acessar suas contas a partir de 8 de fevereiro. Dessa forma, o grupo busca rentabilizar sua plataforma ao permitir que anunciantes entrem em contato com seus clientes pelo WhatsApp, e até mesmo vendam seus produtos diretamente, como já é o caso na Índia.

Este anúncio teve consequências também para outro aplicativo de mensagens, o Signal, que desde a semana passada está na lista dos mais baixados nas plataformas Apple Store e Google Play em diversos países.

Fundado em 2013 pelos irmãos Pavel e Nikolai Durov, criadores da popular rede social russa VKontakte, o Telegram afirma que a segurança é sua prioridade e geralmente se recusa a colaborar com as autoridades, o que tem levado a tentativas de bloqueio em alguns países, principalmente na Rússia.

A rede social Parler processou nesta segunda-feira (11) a Amazon, que a eliminou da Internet ao cortar o acesso a seus servidores devido a mensagens reiteradas de incitação à violência.

A Parler, que considera que a decisão foi tomada por razões políticas e com o objetivo de reduzir a concorrência em benefício do Twitter, pediu aos tribunais uma ordem provisória contra a Amazon, obrigando o grupo a reabrir os seus servidores.

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A Parler ficou offline desde o primeiro minuto desta segunda-feira após a decisão da Amazon de impedi-la de acessar os dados que armazena em seus servidores, após a invasão ao Congresso dos EUA na última quarta-feira.

O Google e a Apple já a removeram de seus serviços de upload de aplicativos. Os gigantes da tecnologia consideraram sua política de moderação de conteúdo ineficiente.

A Parler cresceu rapidamente depois que o Twitter fechou permanentemente a conta do presidente Donald Trump na sexta-feira.

No sábado, o app da Parler foi o mais baixado da Apple. A decisão da Amazon "equivale a desconectar um paciente do suporte vital. Isso aniquilará a empresa no momento em que estava crescendo", disse a Parler em sua ação.

O presidente da Parler, John Matze, disse no domingo que seu aplicativo não aprova ou tolera a violência.

A Parler "proíbe explicitamente qualquer mensagem que incite ou ameace a violência e qualquer outra atividade que viole a lei", disse ele.

Lançada em 2018, a Parler funciona como o Twitter. A rede atraiu, especialmente em seus primeiros dias, usuários ultraconservadores e de extrema direita. Atualmente também acolhia as vozes dos republicanos mais tradicionais.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) identifica cidades brasileiras com estruturas que possibilitam conexão com a internet, conhecidas como backhaul de fibra. Segundo a entidade, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não possui uma lista atualizada com as informações desse tipo de rede.

Segundo a atualização da Abrint, 12 das 19 cidades de Rondônia apontadas pela lista da Anatel já possuem a rede. No Rio Grande do Sul, a atualização é de 61 municípios dos 93 apresentados pela Agência. Ainda segundo a entidade, 166 das 431 cidades que a Anatel informa não ter estrutura de fibra, já possuem a rede, o que representa uma atualização de 38,5% da lista.

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De acordo com a diretora executiva da Abrint, Alessandra Lugato, a ausência de backhaul de fibra nas cidades brasileiras é um obstáculo para o oferceimento de velocidades superiores aos usuários de internet no país. "O que estamos fazendo agora é informar em quais dessas cidades os provedores regionais possuem backhaul de fibra para evitar que a Anatel obrigue as vencedoras do leilão a fazer esse investimento sem e com dinheiro público, já que esses recursos estão sendo descontados dos preços das faixas", explica.

A ferramenta da Abrint para que provedores regionais associados possam consultar se há ou não rede em determinada localidade está disponível em abrint.com.br/leilao5g.

 

*com informações da Assessoria de Imprensa

A rede social conservadora Parler foi desativada da Internet nesta segunda-feira (11) - informou um site especializado, um dia depois de a Amazon advertir a empresa que perderia acesso a seus servidores por ser incapaz de moderar as mensagens incitando a violência.

O site de rastreamento de Internet Down For Everyone Or Just Me mostrou a rede Parler desativada pouco depois da meia-noite local (5h em Brasília), o que sugere que seus donos não conseguiram um outro provedor de serviço.

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Parler, que viu sua popularidade disparar nas últimas semanas, tornou-se um refúgio para alguns internautas indignados com a política de moderação de redes sociais como o Twitter. Na última sexta-feira (8), o microblog encerrou a conta de Donald Trump, em definitivo.

Na rede conservadora, foram divulgadas mensagens de apoio aos que invadiram o Congresso. Algumas delas também convocaram a realização de novos protestos contra o resultado da eleição presidencial de novembro, vencida pelo democrata Joe Biden.

Em uma carta enviada à rede social, a Amazon justificou a decisão, mencionando o aumento de "conteúdos violentos".

Este gigante do varejo eletrônico segue, assim, os passos do Google e da Apple, que já removeram a Parler de suas plataformas de download, devido à proliferação das "ameaças de violência" e das "atividades ilegais".

Em uma série de "posts" na Parler, seu fundador, John Matze, confirmou no sábado que seu aplicativo não estaria disponível a partir do dia seguinte e acusou os gigantes da tecnologia de estarem em uma "guerra contra a liberdade de expressão". Procurada pela AFP, a Parler não quis comentar.

"Não vão ganhar! Somos a última esperança do mundo para a liberdade de expressão e informação", afirmou no sábado.

Matze reconheceu que levará tempo para fazer a rede social voltar a funcionar.

"Faremos todo o necessário para voltar a estar on-line o mais rápido possível, mas todos os provedores, com os entramos em contato, nos dizem que não querem trabalhar conosco, se Apple, ou Google, não aprovam" e é difícil encontrar "de 300 a 500 servidores de informática em 24 horas", disse ele em entrevista concedida à rede Fox News no domingo.

No sábado, um dia depois da decisão do Twitter de eliminar permanentemente a conta de Trump, Parler era o aplicativo mais procurado na plataforma de download da Apple nos Estados Unidos.

Lançada em 2018, esta rede social tem um funcionamento similar ao do Twitter, com perfis para seguir e "parlys", no lugar de tuítes. A liberdade de expressão é seu leitmotiv.

Com sede em Henderson, no estado de Nevada, a Parler foi fundada por John Matze, um engenheiro informático, e por Rebekah Mercer, uma das principais doadoras do Partido Republicano.

- Rede social em plena ascensão

Em seu início, a Parler era, principalmente, um território extremista. Agora, atrai conservadores mais tradicionais.

O apresentador da Fox News Sean Hannity tinha 7,6 milhões de seguidores, e seu colega Tucker Carlson, 4,4 milhões.

Também chegaram à Parler políticos republicanos, como o congressista Devin Nunes e a governadora da Dakota do Sul, Kristi Noem.

Assim como outras plataformas alternativas aos gigantes Twitter e Facebook, a Parler tem regras mais flexíveis em relação à desinformação e ao conteúdo de ódio do que as redes tradicionais.

O veto do Twitter e de outras redes sociais ao perfil de Trump levaram muitos seguidores do ainda presidente dos EUA a buscar em massa plataformas conservadoras, como Parler e Gab.

Esta última esteve no centro da polêmica em 2018, quando se descobriu que o autor de um tiroteio que matou 11 pessoas em uma sinagoga em Pittsburgh havia publicado várias mensagens antissemitas nela.

Depois de ser vetada pela Apple e pelo Google, a Gab adquiriu seus próprios servidores para não depender de empresas externas.

Depois desta demonstração de força dos gigantes tecnológicos contra as mensagens de extremistas, é provável, então, que estas redes conservadoras tenham de se adaptar.

Usado por vários manifestantes durante a invasão ao Capitólio na última quarta, o serviço de vídeo ao vivo DLive proibiu sete canais e eliminou mais de 100 vídeos.

O Google anunciou na sexta-feira a remoção do aplicativo Parler de sua loja online por permitir "conteúdo extremista" que poderia incitar a violência como a vista esta semana no Capitólio dos Estados Unidos.

A rede social Parler se tornou um refúgio para personalidades de extrema direita que afirmam ter sido censuradas por outras plataformas.

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"Estamos cientes das postagens no aplicativo Parler que buscam incitar a violência em curso nos Estados Unidos", declarou o Google em resposta a uma pergunta da AFP.

"Para distribuir um aplicativo no Google Play, exigimos que os aplicativos implementem um controle robusto contra conteúdo extremista", acrescentou a empresa, referindo-se à sua loja de aplicativos para dispositivos móveis com sistema operacional Android.

Seguidores do presidente Donald Trump e de sua tese de fraude eleitoral nas eleições presidenciais migraram para redes sociais alternativas que não filtram suas declarações infundadas.

Essa migração favoreceu algumas plataformas como Parler, Newsmax e Rumble, que rejeitam a abordagem de gigantes como Facebook e Twitter de marcar e limitar o alcance de teorias da conspiração.

Facebook e Twitter suspenderam as contas de Trump na sexta-feira, citando temores de mais incitação à violência, como as vistas na sede do Congresso americano na quarta-feira.

"Tendo em vista a contínua ameaça à segurança pública, estamos suspendendo o aplicativo da Play Store até que o mesmo resolva esses problemas", esclareceu o Google sobre o Parler.

De acordo veículos de imprensa, a Apple alertou Parler que seu app poderia ser removido de sua App Store se não tomasse medidas para evitar que seus usuários planejem atividades violentas em sua plataforma.

Parler e outros sites semelhantes têm sido palco de declarações racistas e antissemitas e atraem grupos que foram banidos de outras plataformas por postagens de ódio ou de promoção à violência.

Um grupo de estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da Universidade de São Paulo (USP), conquistou o primeiro lugar ao participar de um desafio nos Estados Unidos. As quatro alunas concorriam na categoria “comunicação de impacto” durante uma competição internacional promovida pela Arizona State University e pela empresa social Devex, em dezembro 

O foco do aplicativo, chamado de ABC, é atender os chamados analfabetos funcionais, pessoas que podem ler sentenças curtas, escrever o próprio nome, mas são incapazes de ler publicações mais robustas. Entre as descobertas realizadas pelas garotas para o desenvolvimento da ferramenta está que cerca de 86% dos analfabetos funcionais usam o WhatsApp, especialmente porque têm a opção de enviar mensagens de voz.

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Alunas conquistaram o primeiro lugar do desafio. Imagem: Divulgação

Para a criação das atividades, a equipe pegou inspiração no método de alfabetização criado por Paulo Freire, visando a aprendizagem significativa, relevante para o contexto de cada pessoa, sem infantilizar o processo. Apesar da premiação, o aplicativo ainda está nas etapas finais de desenvolvimento e ainda não tem data para ser disponibilizado ao público.

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