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Começa neste sábado (17), a 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que promove eventos em todo o Brasil com o objetivo de dar visibilidade às descobertas e inovações produzidas por instituições nacionais de pesquisa.

A ideia é popularizar esse tipo de conhecimento, muitas vezes restrito a acadêmicos, para os cidadãos, especialmente os mais jovens. A semana segue até a próxima sexta-feira (23).

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A SNCT é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTI), em parceria com secretarias da área nos estados e municípios, além de universidades, escolas e instituições de ensino e pesquisa.

Atualmente, colaboram com a realização deste grande evento as universidades e instituições de pesquisa; escolas públicas e privadas; institutos de ensino tecnológico, centros e museus de C&T; entidades científicas e tecnológicas; fundações de apoio à pesquisa; parques ambientais, unidades de conservação, jardins botânicos, entre outros.

Neste ano, a SNCT terá como tema Inteligência Artificial: a nova fronteira da ciência brasileira. A Agência Brasil publicou no mês passado um especial sobre o assunto.

De acordo com o ministério, a escolha do tema está relacionada ao potencial da inteligência artificial de trazer ganhos na promoção da competitividade e no aumento da produtividade brasileira, na prestação de serviços públicos, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na redução das desigualdades sociais, dentre outros.

Até domingo o próximo (27), cerca de três mil atividades devem ser promovidas por 66 instituições ligadas aos governos federal, estaduais e municipais, escolas, centros de pesquisa e entidades da sociedade civil. Para conhecer a programação, busque mais informações na página do evento.

Mês nacional

Desde o ano passado, o MCTI decidiu expandir as atividades da semana, e o governo federal denominou outubro como o Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações, celebração que será realizada daqui para a frente pelo Executivo.

De acordo com a pasta, em comunicado oficial em seu site, o mês nacional terá como propósito “mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades da área, valorizando a criatividade, a atitude científica a inovação e a comunicação”.

Alguns usuários do Twitter reclamam de uma instabilidade apresentada pela plataforma na noite desta quinta-feira (15). Outros garantem que, quando tentam logar na rede social, recebem a mensagem para instalar novamente o aplicativo. 

O LeiaJá apurou que essas instabilidades variam. Se o usuário tentar logar pelo Chrome, como fizemos, ele apenas não consegue tuitar. Na versão mobile, até as 19h30, não estava sendo possível o login; às 19h40 "normalizou", mas também sem a permissão do post.

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O Techtudo mostra que, segundo dados do Down Detector, ferramenta que monitora o funcionamento de serviços on-line, a falha começou por volta das 18h30 e atinge usuários de diversos países, incluindo o Brasil. 

Acompanhando o Twitter e o Facebook, o YouTube anunciou nesta quinta-feira (15) que está endurecendo suas regras contra a disseminação de teorias da conspiração para fins violentos, notadamente QAnon, um movimento conspiratório pró-Trump que avançou, em meio a protestos contra o racismo e antirracismo.

Os regulamentos da plataforma de vídeo do Google sobre mensagens de ódio e assédio agora proíbem "conteúdo direcionado a indivíduos ou grupos de pessoas com teorias de conspiração que foram usadas para justificar a violência na vida real", apontou o Youtube em comunicado.

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A rede social, que conta com 2 bilhões de usuários mensais, também afirmou ter removido dezenas de milhares de vídeos vinculados ao QAnon e baniu centenas de canais, notadamente por ter "ameaçado de usar violência" ou "negado a existência de grandes eventos violentos", como o Holocausto.

QAnon é um movimento de extrema direita que defende a ideia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, trava uma guerra secreta contra uma seita liberal global composta de pedófilos satanistas.

Nascida nas redes sociais em 2017, ganhou popularidade graças a postagens viralizadas no Facebook e Instagram.

A gigante da tecnologia anunciou no dia 7 de outubro a remoção de todas as contas e conteúdos vinculados ao movimento em sua plataforma principal e no Instagram, incluindo páginas que "não contêm conteúdo violento".

Na verdade, o Facebook notou que os defensores dessas teorias da conspiração mudaram de usuário para usuário para atrair constantemente novos públicos.

Seus membros se passam por ativistas contra o tráfico de crianças e usam palavras-chave como #SaveTheChildren (save children).

A menos de três semanas de uma eleição presidencial em meio à alta tensão, as plataformas de tecnologia multiplicaram medidas para pacificar as trocas e demonstrar que não são veículos de mensagens de ódio e desinformação, após intensas críticas.

As mulheres possuem menor probabilidade de possuírem aparelhos digitais e terem acesso à internet na América Latina. As desigualdades de gênero se estendem no acesso a dispositivos e recursos tecnológicos, reforçando a iniquidade das mulheres na região.

A conclusão é de um relatório lançado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

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Em 23 países analisados, a propriedade de telefones móveis é majoritariamente maior entre homens do que mulheres. As diferenças mais acentuadas ocorrem no Equador, em El Salvador, na Guatemala, em Honduras, em Trindad e Tobago e na Venezuela.

Em cinco dos 23 países estudados, esta tendência se inverte. Isso ocorre na Argentina, no Brasil, no Chile, no Haiti e no Panamá. Na Jamaica, os índices são semelhantes. Na evolução dos índices, as mulheres chegaram a possuir uma possibilidade maior em 2007, mas desde então a brecha de gênero favoreceu os homens. Nos últimos anos este movimento vinha diminuindo, quando começou a aumentar novamente.

“O hiato digital de gênero vinha sendo gradualmente reduzido ao longo do tempo, mas nos últimos cinco anos ocorreu aparentemente uma piora. Além disso, características como gênero, situação socioeconômica e localização da residência interagem produzindo múltiplas camadas de desvantagem para as mulheres”, afirmam os autores.

Nesse entrecruzamento de fatores, as mulheres com baixo nível educacional residentes em áreas rurais são as mais afetadas. Este é o grupo com taxas mais baixas de acesso à internet, ficando mais excluído das informações e aplicações disponibilizadas no âmbito da Rede Mundial de Computadores.

O apontamento da desigualdade no uso de tecnologias da informação é justificado pelos autores também como tema relevante uma vez que o acesso ao telefone também possibilita a participação de práticas importantes, sejam elas de comunicação pessoal, interação social ou facilitação da atividade econômica.

Além disso, os responsáveis pelo estudo identificaram também uma correlação entre os hiatos digitais e situações de vulnerabilidade, como empregos precários.

Facebook

A pesquisa analisou também o acesso à maior rede social do mundo, o Facebook. O uso da plataforma foi considerado alto na região, especialmente na faixa de 20 a 30 anos. Na comparação entre 2018 e 2020, foi registrada uma queda na faixa de jovens abaixo de 25 anos e um aumento entre as pessoas acima desta idade.

Os maiores índices de penetração entre mulheres ocorre nos países Aruba, Argentina, Equador, México e Uruguai. Em vários países elas possuem acesso maior do que eles, como Brasil, Argentina, Venezuela, Chile, Suriname e Uruguai.

Para os autores, em um contexto em que a pandemia evidenciou a conectividade como um bem público, o “caminho para a igualdade ainda é longo”, seja na posse de tecnologias digitais seja no acesso à Internet.

Para além de cerca de 36% da população ainda não ter acesso à Rede Mundial de Computadores, segundo a União Internacional de Telecomunicações, as diferenças dentro do acesso, como as de gênero, erguem barreiras ainda maiores para uma acesso equânime.

“Se as diferenças no acesso às tecnologias da informação e comunicação, em geral, e aos telefones móveis, em particular, não forem abordadas com eficácia, as desigualdades existentes no mundo, como as que ocorrem entre homens e mulheres, poderão ser exacerbadas”, concluem os responsáveis pela pesquisa.

O YouTube anunciou, nesta quarta-feira (14), que eliminará conteúdos contrários ao consenso dos especialistas sobre as vacinas contra a Covid-19, em uma atualização de suas políticas para impedir a difusão de informações erradas em relação à pandemia.

A medida é a mais recente das plataformas online, que lutam para conter a propagação de conteúdos enganosos ou falsos sobre o novo coronavírus e seus tratamentos.

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O YouTube, o serviço de vídeos de propriedade da Google, afirmou que estava ampliando sua política contra a desinformação médica "para eliminar as afirmações sobre as vacinas de covid-19 que contradizem o consenso de especialistas, das autoridades de saúde locais ou da Organização Mundial da Saúde".

A rede indicou que está agindo antecipadamente diante do eventual lançamento de uma ou mais vacinas e do ceticismo entre muitas pessoas sobre sua utilidade.

Serão eliminados os conteúdos que incluam afirmações de que uma vacina pode matar ou causar infertilidade nas pessoas, ou que microchips serão implantados naqueles que receberem a vacina.

O YouTube disse que eliminou mais de 200.000 vídeos com informações "perigosas ou enganosas" desde fevereiro sobre o vírus, incluindo afirmações não comprovadas sobre transmissão ou tratamentos sem fundamento.

Em uma ação relacionada, o Facebook anunciou na terça-feira a proibição dos anúncios que desestimulem as pessoas a se vacinarem. Os gigantes da tecnologia foram acusados de permitir a difusão dos movimentos anti-vacinas.

O Facebook anunciou nesta terça-feira (13) a proibição de anúncios que desencorajam as pessoas a se vacinarem, em meio à pandemia do novo coronavírus, em um momento em que a gigante das redes sociais disse ter "destacado a importância de comportamentos preventivos de saúde".

"Embora os especialistas em saúde pública concordem que não teremos uma vacina aprovada e amplamente disponível para covid-19 por algum tempo, há medidas que as pessoas podem tomar para se manter saudáveis e seguras", informou a empresa em um comunicado.

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A plataforma já baniu desinformação e golpes identificados por instituições de saúde pública como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

A rede social continuará a permitir anúncios que pressionam a favor ou contra as regulamentações governamentais relacionadas à vacinação e planeja lançar uma campanha de informação pública nos Estados Unidos pressionando para que as pessoas sejam vacinadas contra a gripe sazonal.

Espera-se que as vacinas contra o coronavírus sejam essenciais para superar a pandemia e vários laboratórios estão trabalhando atualmente em seu desenvolvimento.

Os Estados Unidos encomendaram milhões de doses de vacinas atualmente em teste pela Pfizer e Moderna, mas também pela AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Sanofi, a fim de garantir a entrega rápida de qualquer uma que faça a descoberta primeiro.

Os gigantes da tecnologia têm sido regularmente acusados de permitir o florescimento dos movimentos antivacinas.

De acordo com as autoridades de saúde dos EUA, o número de crianças que chegam aos dois anos sem qualquer vacinação atingiu mais de 0,9% entre as crianças nascidas em 2011 e 1,3% entre as nascidas em 2015.

O número de pedidos de isenções de vacinas aumentou no ano de 2017-2018 nos EUA pelo terceiro ano consecutivo.

No entanto, um grande estudo com mais de 650.000 crianças dinamarquesas que foram acompanhadas por mais de uma década chegou à mesma conclusão de vários estudos anteriores: a vacina contra caxumba, sarampo e rubéola (MMR) não apresenta risco de causar autismo em crianças, ao contrário de uma teoria defendida por ativistas antivacinas.

Na última segunda-feira (12), o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que banirá todos os posts que negam ou distorcem informações sobre o holocausto judeu. A decisão foi tomada por conta do crescimento de discursos anti-semitas na plataforma.

A medida havia entrado em pauta em junho, no momento que entidades que defendem a causa, como a Liga Anti-Difamação (ADL), começaram a publicar vídeos cobrando do Facebook mudanças em suas políticas, em relação aos posts sobre os acontecimentos do holocausto.

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De acordo com uma pesquisa divulgada pela diretora de políticas de conteúdo do Facebook, Monika Bickert, quase 25% dos adultos americanos, de 18 e 39 anos, acreditavam que o holocausto judeu nunca existiu ou que era uma história exagerada.

Segundo o Facebook, as novas políticas da plataforma vão redirecionar aqueles que pesquisarem sobre o tema para informações de entidades renomadas e especializadas no assunto fora da rede social.

O gigante das redes sociais Facebook anunciou, nesta segunda-feira (12), que proibirá conteúdo que negue, ou distorça o Holocausto, mas advertiu que levará tempo para implementar essa estratégia contra mensagens de ódio há tempos reivindicada por organizações americanas.

Duramente criticado por não fazer o suficiente para silenciar os negadores do Holocausto e outros grupos de ódio, o Facebook disse que vai redirecionar os usuários que buscarem palavras sobre o Holocausto, ou sobre sua negação, "para informações confiáveis" fora da rede social, de acordo com um comunicado da companhia.

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A vice-presidente de políticas de conteúdo do Facebook, Monika Bickert, alertou, porém, que a aplicação dessa nova política "vai levar tempo", pois será necessário "treinar os revisores e os sistemas".

"Nossa decisão está respaldada no aumento documentado do antissemitismo em nível mundial e no alarmante nível de ignorância sobre o Holocausto, especialmente entre os jovens", disse Bickert em um comunicado.

Ela citou uma pesquisa que mostrou que quase 25% dos adultos jovens na América disseram que o Holocausto era um mito, ou que havia sido exagerado.

O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de origem judia, afirmou em 2018 que não queria deletar mensagens de negação do Holocausto no Facebook para salvaguardar a liberdade de expressão.

Mas "meu pensamento mudou à luz dos dados que mostram um aumento da violência antissemita", disse ele nesta segunda-feira por meio de sua plataforma.

Sobreviventes do genocídio lhe pediram insistentemente que removesse o conteúdo sobre negação do Holocausto.

A Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês) e outros grupos lideraram um boicote publicitário contra o Facebook no verão passado. O movimento foi apoiado por centenas de empresas para forçar a rede social a monitorar melhor os conteúdos de ódio.

O anúncio do Facebook foi aplaudido pelo diretor-executivo da ADL, Jonathan Greenblatt, que disse estar "satisfeito por finalmente ter acontecido".

Tentando reprimir as mensagens de ódio, o Facebook já baniu mais de 250 grupos de supremacia branca, removeu milhões de discursos de ódio e baniu estereótipos antissemitas.

Nativos digitais, as crianças que comemoram o dia dedicado a elas na data de hoje - 12 de outubro - não conhecem o mundo sem os tablets, internet e toda a gama de conexão e tecnologia que existe atualmente. Chamada de geração alfa, as crianças nascidas a partir de 2010 ainda sonham em ser médico ou dentista quando crescerem, mas, como o Rubens Benith Belo, de 6 anos, também querem fazer robô.

“Quero ser dentista como minha irmã, quero ser médico e ser mecânico para consertar carros. Mas, também quero fazer robô”, disse o garoto, que é irmão gêmeo da Lorena, que quer ser dentista. “Porque gosto de mexer no dente!”, disse a menina.

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Enquanto não crescem, os irmãos gostam de brincar de boneco, boneca, lego, jogos de tabuleiro, mas, como a maioria das crianças dessa geração, adoram uma tela e gostam dos jogos digitais. “Gosto de encontrar o meu irmão no jogo do Roblox [jogo online]. Gosto de assistir desenho, mas também de brincar de mico [jogo de baralho]. Acho o mundo maravilhoso, mas tenho medo de gente malvada. Não gosto da pandemia, nem das queimadas, não acho legal”, opinou Lorena, que contou ainda que pediu uma boneca de presente de Dia das Crianças, já que “dá para inventar mundos, como se estivesse montando um filminho.”

O irmão contou que também pediu um boneco “porque ele tem máscara”. E continuou: “Gosto de brincar de Lego, aí eu monto coisas, eu sou criativo. Também gosto de jogar Roblox e de ver filmes na TV. Acho o mundo legal, mas é meio malvado, porque tem ladrão e ladrão que mata policial”, disse Rubens.

A mãe dos gêmeos, a professora Angélica dos Santos Benith Belo, disse que eles acham engraçado quando conta que na infância dela não existia celular. “A tecnologia para eles é uma realidade, mas não entendem quando a gente fala, por exemplo, que na nossa época não tinha celular, que não tinha isso ou aquilo, eles acham engraçado porque eles já nasceram na era digital”.

Apesar de eles gostarem de jogos digitais, ela disse que coloca limite no tempo de tela. “Com relação à tecnologia, se a gente não colocar um limite, eles querem o tempo todo ficar com o tablet, mas a gente está sempre de olho e explica que tem que ser com moderação”.

também mãe de uma bebê de um ano, Angélica espera que no futuro suas crianças sejam pessoas de bem. “Imagino um futuro no qual eles possam fazer o que quiserem, no sentido de ter a profissão que quiserem, e eu imagino que serão pessoas de bem, engajadas, porque a gente tenta, de toda a maneira, criar com apego e com carinho para que eles não sintam necessidade de buscar fora de casa alguma coisa para eles. A gente tenta criá-los com empatia, ensinando a se colocar no lugar do outro.”

Futuro da geração alfa

Assim como a Angélica, a relações públicas Lays Ribeiro, mãe do Vincenzo, espera um futuro mais empático para o seu filho viver. “Um futuro em que a escolha do gênero não interfira em que somos, em 2020 ainda vivemos com estereótipos. E que a educação dada agora o ajude a ser emocionalmente saudável e que busque para si sempre o melhor. E que o sucesso tão procurado por todos, seja em se sentir bem, estar com alguém que goste e amar o que ele faça.”

O pequeno Vincenzo, de 4 anos, também falou que gosta de jogos digitais, mas ainda de outras brincadeiras. “Gosto de montar o parque do Jurassic World, com muitos dinossauros”. Quando perguntado sobre o que acha do mundo em que vive, ele ainda não tem noção das malícias, e responde: “Gosto muito de tomar sol lá fora”. Sorte do Vincenzo, que quer ser paleontólogo e pescador.

A mãe dele conta que ele vê o mundo como uma grande brincadeira. “No dia a dia lidamos as tarefas como missões, para que possa ter noção de responsabilidades. Não ligamos noticiários, então ele não sabe o que está acontecendo lá fora exatamente. Sabe os porquês da restrição de não sair de casa, e de nós cuidarmos para não passar o vírus aos avós”.

Lays conta ainda que as telas são usadas com cautela, mesmo em tempos de isolamento. “Tem dias que passam um pouco do combinado, mas vemos claramente que a restrição de telas ajuda a ter criatividade, proatividade e desperta o livre brincar. Como consequência, tenho uma criança mais ativa e que interage com todos ao redor, é muito curiosa, menos ansiosa e irritada”, detalhou.

“A geração denominada alfa já nasceu com a tecnologia inserida em seu contexto diário, mas, se bem estimuladas, também adoram o brincar desconstruído”, afirma a pedagoga Elisabete da Cruz, que tem especialização em educação transdisciplinar e é autora de literatura infantil e infantojuvenil. “O que observo é este brincar precisa ser mais instigante. Elas não gostam do jogo pronto, mas da possibilidade de criar suas próprias regras. São mais autônomos e frequentemente desafiadores.  Precisam de outros estímulos que estimulem seu lado criativo e imediatista."

É o que também pensa a neuropsicopedagoga Viviani Zumpano. “A criança precisa se pautar pelo toque, pela leitura do corpo, das expressões e das atitudes do outro. A lição mais importante que os pais podem ensinar aos filhos pertencentes a geração alfa é a de saber equilibrar as relações tecnológicas e presenciais, entender que não podemos banir a tecnologia de nossas vidas , mas fazer dela ferramenta que nos ajuda a ler o mundo”, aconselha.

Tecnologia, infância e pandemia

Como a tecnologia faz parte dessa geração, cabe aos pais o papel de não cercear, e sim, auxiliar os seus filhos a utilizar a tecnologia com equilíbrio, defende Viviani.  “Os pais podem ensiná-los a estabelecer uma relação de “usuário e consumidor consciente” dos meios tecnológicos desde cedo, pois eles impactam diretamente nas relações sociais e acadêmicas que os filhos estabelecerão por toda a vida.”

A neuropsicopedagoga explica que, devido a intensa influência tecnológica, as crianças alfa são muito inteligentes, curiosas, multitarefas e tem intensa necessidade de interagir, inventar e se conectar. “Boa parte das brincadeiras são realizadas por meio da tecnologia, ou seja, os amigos podem ser virtuais ou não, mas o meio de relação entre eles é o mesmo: a tecnologia,”

A pandemia intensificou o uso das tecnologias e a sala de aula virou a tela do computador, tablet e celular. Esse “novo normal” para as crianças pode mudar a relação delas com o mundo. “O período de quarentena vivenciado por todos nós aumentou consideravelmente o “tempo de tela” de adultos e crianças, gerando alguns problemas que são notados de perto por todos: a exposição intensa gera dificuldades de concentração, atenção, memória e irritabilidade, problemas ocasionados pelo isolamento social e também pela instabilidade do sono”, disse.

“A tecnologia, nesse caso, nos possibilitou algumas situações que eram feitas presencialmente. A viabilização dessas situações por meio da tecnologia foi o que nos permitiu continuar, mesmo que em adaptação, algumas atividades essenciais do nosso cotidiano”, destacou a pedagoga especialista em Gestão e Docência no Ensino de EaD [educação a distância], Regina Madureira.

Para Regina, esse período de pandemia vai se refletir no futuro das crianças. “Temos que considerar as mudanças na rotina, a incerteza – não só da criança, mas dos adultos que convivem com ela – enfim, teremos impactos no futuro, que podem ser positivos ou de melhoria para os seres humanos.”

Na opinião da Elisabete da Cruz, o uso das tecnologias pelas crianças não é responsável por despertar inseguranças. “Nesse isolamento, as dificuldades, a ausência do convívio dos amigos e familiares pode gerar inseguranças, medos e até aflorar outras emoções no futuro, o uso da tecnologia não, ela faz parte do contexto desta geração alfa e para eles é apenas uma ferramenta”, afirmou.

“O que não podemos perder de vista é que somos seres humanos geneticamente sociais e apesar dos relacionamentos interpessoais se darem também por meio da tecnologia, necessitamos do afeto físico. Nossas crianças precisam ser educadas também para se relacionar de forma física. O afeto ultrapassa as telas de computadores e dispositivos móveis”, ressaltou a neuropsicopedagoga Viviani Zumpano.

Conteúdos infantis e tempo de tela

Nem herói, nem vilã, as telas devem ser vistas como uma realidade, apontaram as especialistas. Mas o que muito se discute entre os pais é se limitar o tempo de tela é necessário. A pedagoga Elisabete destaca a importância da família para estabelecer regras.

“A criança não tem discernimento do que é bom para ela, a família é seu norteador, os limites são necessários para seu crescimento como ser humano. Não existe uma quantidade de horas pré determinadas, porque cada família possui sua própria rotina. Acredito no equilíbrio. Brincar, comer, se exercitar, usar o tablet ou celular, assistir a um filme, ler um livro. A vida tem nos mostrado que o equilíbrio é o caminho. Opte pelo equilíbrio e não deixe de acompanhar as atividades que a criança tem tido acesso”, aconselha.

A pedagoga Regina Madureira completa que é preciso orientar e otimizar. “O tempo precisa ser de qualidade, principalmente com os recursos tecnológicos. Não podemos só focar na tecnologia e deixar as outras atividades como brincadeiras que estimulem coordenação motora e lateralidade, por exemplo. O desenvolvimento infantil precisa ser holístico e diversos fatores precisam ser considerados para termos um processo sólido e de efetividade para facilitar esse processo das crianças.”

Para as especialistas, é necessário pensar também no conteúdo a ser acessado pelas crianças. “Estar atento, acompanhar, buscar informações sobre a programação, limitar acessos e principalmente fazer parte disto. Ser presente, se familiarizar com o que está sendo o centro de interesses da criança, participar quando possível desta experiência e oferecer também possibilidades de conteúdo”, disse Elisabete, que ainda orienta aos pais a utilizarem ferramentas de moderação.

“Hoje existem centenas de plataformas, sites, blogs, empresas de projetos educativos e outras infinidades de recursos facilmente encontrados na internet para dar este suporte, até a contratação de um profissional especializado para estas orientações.”

Construir uma relação saudável das crianças com a internet é possível, concorda  Regina. “Estar junto à criança nas atividades, entender o propósito delas, se conectar com as crianças. Todos os momentos são únicos porque são momentos de orientação para o uso efetivo e consciente da tecnologia, tendo em mente o propósito dela que é ser uma ferramenta para facilitar e servir o ser humano."

Outro conselho da pedagoga Elisabete é usar a tecnologia a seu favor promovendo atividades fora da tela, mas usando suas referências. “Frequente mais a cozinha, faça receitas encontradas nos aplicativos e coloque a criança para cozinhar com você, faça atividades manuais, brincadeiras, jogos. A felicidade está nas coisas simples, então, descomplique. Exercite o equilíbrio porque não existe receita pronta. Cada criança é um ser único, e independente de sua geração, precisa de afeto e proteção.”

Com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19, as pessoas se mantiveram conectadas nas redes sociais por mais tempo. Isso resultou em problemas como aumento de ansiedade e também gerou novos hábitos de consumo e relacionamentos.

O estudante André Maia disse que está entre as pessoas que ficaram a maior parte do tempo no celular. Ele contou que teve problemas de ansiedade por tentar imaginar o dia em que o isolamento social iria acabar.

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“Eu passava basicamente o dia inteiro no celular, da hora que eu acordava até a hora de ir dormir. Não era a única opção, mas era a mais viável para ficar próximo das pessoas que faziam parte da minha rotina, porque via como um tipo de tratamento, como uma fuga do que estava acontecendo no mundo”, relatou.

Durante a pandemia houve um aumento exponencial no número de usuários e horas gastas nas redes sociais. Segundo dados da consultoria Kantar, a pandemia influenciou um aumento de 76% no número de usuários do WhatsApp, e de 40% do Facebook e Instagram, apenas no período da pesquisa. A pesquisa mostra, também, que entre março e abril houve um aumento de 33% do uso da rede social TikTok no mundo.

André disse que está utilizando bastante as redes sociais para lidar com os dias de isolamento, já que o sentimento de angústia tomou conta de sua vida. Além disso, informou, as atividades remotas causaram uma estranheza a ele por não ter aquele contato físico com as pessoas.

"Ficava pensando 'Quando vão aprovar uma vacina?', 'Quando eu vou poder encontrar as pessoas de novo?'. Isso era muito angustiante. Na faculdade, a gente aprendeu a estar todos os dias numa sala de aula com professor, com as pessoas ao nosso redor. E aí do nada tem que passar a assistir aula diariamente on-line, não é a mesma coisa, mas era a única opção. E o Home Office, onde a gente, apesar de tudo, tem que se manter produtivo, e isso nem todo dia é possível, porque ninguém é de ferro", afirmou.

André confirmou os dados da pesquisa: abusou das redes sociais. "Eu uso muito Instagram e o Twitter, porque na falta de interação de contato pessoal, a gente busca essas redes sociais para se conectar com amigos, família etc. E também uso a Netflix, assisto uma série ou um filme para esquecer o que está acontecendo, e evitar notícias ruins", conta o estudante.

De acordo com a psicóloga Danielle Almeida, as pessoas ficaram muito mais tempo reclusas, e isso permitiu que passassem mais tempo nas redes sociais, em aplicativos de séries e filmes. Um tempo maior na utilização da internet e dos aparelhos eletrônicos implica alguns malefícios pelo uso excessivo, como problemas de visão, por causa do tempo diante da tela do aparelho.

"Em virtude da pandemia, nós passamos um tempo maior utilizando a internet e os aparelhos eletrônicos. Com isso, nós temos alguns malefícios, problemas com relação à visão, em virtude do excesso do uso dos aparelhos, e também ao aspecto físico da coluna. A gente começa a perceber essas dificuldades, por passar a maior parte do tempo sentado e deitado. Com isso, o corpo em algum momento acaba reclamando", assinalou a psicóloga.

Segundo Danielle, no aspecto psicológico, há o problema da reclusão. "As pessoas passam a ficar em casa, criando uma zona de conflito e não uma zona de conforto. Então, você começa a perceber que os comportamentos são outros, a ausência do abraço, do beijo e do aperto de mão, por isso a pessoa desenvolve uma depressão, uma ansiedade, e até manias de limpeza", explicou.

Compras pela internet

As compras on-line aumentaram até 40% com o impacto do novo coronavírus. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico informa que as lojas virtuais registraram alta de mais de 180% em transações nas categorias de alimentos e saúde.

Já a pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, realizada pelo Instituto Locomotiva, revela que uma média de 40% dos entrevistados que frequentam lojas físicas de livrarias, perfumarias, lojas de departamentos, entre outros, pretendem não fazer mais compras nesses espaços, optando por compras pela internet.

O economista Nélio Bordalo analisa que isso foi um efeito da pandemia, refletindo as limitações impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos governos à população.

"Por causa do lockdown, no Brasil e no resto do mundo, as pessoas optaram por compras on-line. As lojas que atuavam no e-commerce tiveram um faturamento além da média, principalmente porque o comércio tradicional não estava podendo funcionar. A projeção para 2020 é que a receita e o faturamento do comércio eletrônico no Brasil girem em torno de R$ 11 bilhões. Em comparação com o ano passado, nós tivemos ao todo, R$ 75 milhões", informou.

Segundo Nélio, as empresas começaram a praticar as vendas por comércio eletrônico como uma questão de sobrevivência. Ele acredita que, após a pandemia, as empresas que atendiam somente fisicamente deverão começar a ofertar as duas modalidades.

"Eu vejo com bons olhos essa mudança do varejo para as vendas no e-commerce, porque o mundo todo está utilizando esse artifício. Sim, isso altera um pouquinho a estrutura, a logística. Essa comercialização exige uma redução no custo operacional das lojas físicas, e as empresas deixam de pagar aluguel, pois não têm muito custo com energia, nem com empregados. O comércio eletrônico tem uma estrutura mais enxuta. É uma tendência que o Brasil certamente vai acompanhar", disse.

Como tudo na internet exige cautela, o economista alerta para o aumento de novos golpes também. "O consumidor tem que ficar atento a essa situação. Tem que ter cuidado com relação aos pagamentos dos fornecedores através do comércio eletrônico para também evitar qualquer tipo de golpe", alertou.

A estudante Erika Castro é uma das pessoas que não compravam pela internet, mas que agora está aproveitando a pandemia e comprando bastante em lojas virtuais. "Eu não costumava fazer compras on-line, mas eu comecei a partir da quarentena. Como eu não podia sair e eu precisava comprar, então eu comecei a comprar sapatos, fazer compras no mercado, frutas e verduras, enfim eu comecei a comprar muita coisa. Eu gosto muito de comprar pessoalmente, de tocar naquilo que eu vou comprar, mas os benefícios do comodismo, de estar em casa e poder receber as coisas é um ponto positivo", comentou.

Por Ana Caroline Barboza, com o apoio de Cristian Corrêa.

 

Forte aliado chinês, o Paquistão bloqueou, nesta sexta-feira (9), a compra e o uso do aplicativo de vídeos TikTok no país. A rede foi banida através de nota oficial da Autoridade de Telecomunicações do Paquistão (PTA, na sigla em inglês). Desde julho deste ano, o app já estava sob aviso final de banimento. As informações são da agência Reuters.

"Em vista do número de reclamações de diferentes segmentos da sociedade contra conteúdo imoral e indecente no aplicativo de compartilhamento de vídeo TikTok, a Autoridade de Telecomunicações do Paquistão (PTA, na sigla em inglês) emitiu instruções para bloquear o aplicativo", disse o governo paquistanês, em nota.

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No início de outubro, o ministro da informação do Paquistão, Shibli Faraz, já havia comunicado à imprensa que o primeiro-ministro Imran Khan acredita que os aplicativos de mídia social, particularmente o TikTok, devem ser proibidos porque estão prejudicando os valores sociais.

A declaração veio dois dias depois que a Autoridade de Telecomunicações do Paquistão, um regulador do governo, disse que abordou a gestão do aplicativo, que é propriedade da gigante tecnológica de Pequim, ByteDance, para remover "conteúdo vulgar, indecente, imoral e com nudez", e alertou que a ação poderia ser tomada de outra forma.

O PTA emitiu um aviso final ao TikTok em 21 de julho sobre preocupações com conteúdo "imoral", enquanto o Bigo Live - um aplicativo menos popular de Cingapura - foi temporariamente bloqueado pelo mesmo motivo.

A queixa é diferente das feitas pelos Estados Unidos, que seguem em uma relação complicada sobre o bloqueio permanente do TikTok, e queixam-se sobre uma suposta ameaça à privacidade e segurança de dados dos americanos.

Uma pesquisa publicada pela Piper Sandler Companies indicou que o aplicativo de mídia social TikTok ultrapassou o Instagram e assumiu o segundo lugar entre os favoritos dos adolescentes nos Estados Unidos.

O primeiro colocado é o pioneiro da categoria, Snapchat, que possui 34% de preferência. Na sequência vem o TikTok, com 29%, e em terceiro lugar o Instagram com 25%.

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Os resultados mostram uma virada em relação à edição anterior da pesquisa, que apontava o TikTok em terceiro lugar, atrás do Instagram. Contudo, em relação aos aplicativos que os adolescentes gastam mais tempo os resultados são outros. Nesse segmento, o Instagram segue com 84% de engajamento, seguido do Snapchat com 80% e em último o Tiktok com 69%.

Mesmo no terceiro lugar, o Tiktok apresenta um crescimento relevante em comparação ao primeiro semestre, quando apresentava um total de 60% de engajamento.

A cada eleição, os aplicativos móveis criados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornam a vida dos eleitores e dos mesários mais fácil, oferecendo diversas informações sobre o pleito. Para as eleições deste ano, estão disponíveis cinco apps, que possibilitam a utilização de serviços por eleitores, mesários e candidatos, dando maior transparência ao processo eleitoral e praticidade. São eles: Boletim de Mão, Mesário, e-Título, Pardal e Resultados.

Todos estão disponíveis nas plataformas Android e IOS, e podem ser obtidos gratuitamente nas lojas virtuais Google Play e App Store. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, o compromisso da Justiça Eleitoral é promover ao cidadão o acesso rápido e contínuo aos serviços eleitorais e fornecer informações sobre as eleições.

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Boletim na Mão

Por meio do aplicativo Boletim na Mão, qualquer cidadão pode obter os resultados apurados nas urnas diretamente do seu dispositivo móvel. Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o app fornece ao eleitor, de forma rápida e segura, todo o conteúdo dos Boletins de Urna (BU) impressos ao final dos trabalhos da seção eleitoral.

O BU é o documento que contém o total dos votos recebidos pelos candidatos em cada seção. Com o celular aberto no aplicativo, o eleitor pode “ler” o código QR Code impresso no boletim das seções eleitorais de seu interesse e conferir, posteriormente, se os dados coletados correspondem àqueles totalizados e divulgados posteriormente pelo TSE. Não é necessário conexão com a internet para a leitura do QR Code contido no documento impresso.

“Essas mesmas informações estarão disponíveis, até o dia seguinte à votação, no aplicativo Resultados, para consulta e conferência pelo eleitor, possibilitando auditar o resultado do pleito e atestar a confiabilidade das urnas”, explica Giuseppe Janino. 

Resultados

O aplicativo Resultados permite aos cidadãos acompanharem o andamento do processo de totalização das eleições. Com a ferramenta, é possível seguir a contagem dos votos em todo o Brasil e visualizá-la a partir de consulta nominal, conferindo o quantitativo de votos computados para cada candidato, com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno.

A nova versão lançada pelo TSE traz inúmeras novidades em relação à anterior. Entre as mudanças, está o aprimoramento do layout do sistema, que aparece completamente renovado com a apresentação das fotos de todos os candidatos que disputam a eleição, além da funcionalidade de exibição do BU de todas as seções eleitorais.

Mesário

O aplicativo Mesário, que reúne informações para quem foi convocado ou se voluntariou para atuar como colaborador nas eleições, existe desde 2016. A ferramenta contém instruções gerais sobre a atividade do mesário na seção eleitoral e tem a função principal de treinar o cidadão que vai prestar esse serviço no dia do pleito, de forma simples e rápida. Busca também orientar e tirar dúvidas sobre todo o processo, apresentar as datas importantes do calendário eleitoral de interesse dos mesários, reunir dicas e soluções, além de vídeos e de um questionário de avaliação para ser preenchido após a eleição.

O aplicativo vem ajudando o trabalho de milhões de mesários que trabalham a cada pleito. Para as Eleições 2020, com foco na prevenção, o TSE disponibilizou um treinamento oficial no aplicativo, possibilitando a capacitação remota dos voluntários em todo o país.

e-Título

O e-Título consiste na via digital do título eleitoral. O app informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral. Entre as vantagens de utilizar o aplicativo estão ainda as de emitir as certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, o que pode ser obtido a qualquer momento, até mesmo no dia da eleição.

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderão utilizar o e-Título para justificar sua ausência. O TSE liberou, no último dia 30 de setembro, uma atualização do aplicativo que permite realizar justificativa pelo celular ou tablet e, com isso, poderão ser resolvidas pendências existentes com a Justiça Eleitoral.

Pardal

O objetivo do Pardal é incentivar os cidadãos a atuarem como fiscais da eleição no combate à propaganda eleitoral irregular. O aplicativo possibilita informar tais irregularidades em tempo real. Após baixar a ferramenta, o cidadão poderá fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral. O estado informado pelo denunciante como local da ocorrência ficará encarregado de analisar as denúncias.

Além do aplicativo móvel, a ferramenta tem uma interface web, que é disponibilizada nos sites dos tribunais regionais eleitorais para acompanhamento das notícias de irregularidades. Entre as situações que podem ser denunciadas, estão o registro de uma propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato – o que é proibido pela legislação –, e a participação de algum funcionário público em um ato de campanha durante o horário de expediente.

Entre outras novidades, para este ano, o aplicativo disponibilizará link específico para que o denunciante possa registrar as denúncias diretamente no Ministério Público Eleitoral de cada unidade da Federação, além de implementar um maior rigor na identificação do denunciante.

*Do site do TSE

O Instagram, uma das redes sociais mais usadas no mundo, completa uma década de existência nesta terça-feira (6). Para comemorar junto aos usuários, a rede incluiu um easter egg dentro dos aplicativos no mundo todo, e através dele é possível mudar o ícone do aplicativo, que dispõe de mais de 10 opções. O que mais chama atenção é que a rede social reviveu o ícone clássico, da câmera marrom, sua primeira identidade visual. A atualização está disponível para os sistemas Android e iOS.

Dentre as vastas opções, cheias de temas e cores, estão o ícone do Orgulho LGBTQI+, e os primeiros emblemas do aplicativo, que entraram em vigor entre 6 de outubro de 2010, quando o app veio ao ar, e 31 de agosto de 2011, e o ícone do pré-lançamento, de 2010. Há também as opções simples, em cores quentes e frias. Para conseguir visualizar o recurso escondido, é preciso estar com o app atualizado.

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"Para comemorar nosso aniversário, este mês convidamos você para alterar o ícone do seu aplicativo para o seu favorito abaixo", diz a mensagem nas configurações para escolher o ícone do aplicativo. "Obrigado por fazer parte da nossa história e usar o Instagram para compartilhar a sua".

A alteração do ícone é realizada pelas configurações do aplicativo da rede social para Android e iOS. Para conseguir fazer a alteração, basta ir no Menu do perfil (ícone com três traços, em lista, no canto superior direito), acessar as Configurações e então, arrastar a tela de cima para baixo, até que surja um fio com emojis comemorativos. Para saber se deu certo, é só tentar até uma animação com confetes surgir por toda a tela.

O aplicativo já abre a página, que é interna, assim que o usuário faz a brincadeira. Ao todo, são 13 opções de ícones. O ícone escolhido será alterado automaticamente na tela inicial do seu celular. Caso queira reverter as configurações, basta repetir o procedimento e escolher a opção "Atual".

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John McAfee, criador do famoso antivírus informático e reivindicado judicialmente pelos Estados Unidos por evasão fiscal, foi preso no aeroporto de Barcelona - informou a polícia espanhola, nesta terça-feira (6).

A polícia prendeu o empresário de 75 anos no sábado (3) quando ele se preparava para voar para Istambul. Ele se encontra em prisão preventiva perto de Barcelona, disse uma fonte da polícia à AFP.

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Sua prisão foi divulgada um dia depois de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos detalhar a acusação de McAfee. Ele não teria, entre outras, declarado a renda milionária obtida de atividades como a promoção de criptomoedas, ou a venda de direitos de um documentário de televisão sobre sua vida.

A acusação, estabelecida em junho e revelada na segunda-feira (5), aponta que McAfee não pagou impostos de 2014 a 2018, apesar de ter recebido "receitas consideráveis" de várias fontes.

McAfee teria evitado o pagamento de impostos, ordenando que sua renda fosse depositada nas contas de terceiros, incluindo contas em criptomoedas.

Ele também é acusado de esconder seus bens da administração tributária dos Estados Unidos: imóveis, um iate e um carro, os quais também estariam em nome de outras pessoas.

Segundo a polícia espanhola, as autoridades americanas emitiram um mandado de busca por intermédio da Interpol e agora aguardam sua extradição.

McAfee fez fortuna na década de 1980 com seu antivírus homônimo, que ainda leva seu nome. Desde então, tornou-se um guru no mundo das criptomoedas e chegou a afirmar que ganhava 2.000 dólares por dia com elas. Conta com quase um milhão de seguidores no Twitter.

O empresário desencadeou toda uma saga na mídia quando, enquanto vivia em Belize, um vizinho seu, um americano de 52 anos, foi misteriosamente assassinado em 2012.

O crime não foi solucionado e, quando a polícia foi ao local para investigar, encontrou-o morando com uma garota de 17 anos e com um grande número de armas em casa. McAfee não perdeu tempo em deixar o país centro-americano, em uma fuga que deixou a imprensa em suspense por mais de um mês.

A família do falecido entrou com um processo por homicídio culposo e, no ano passado, um tribunal da Flórida ordenou que o empresário pagasse mais de 25 milhões de dólares de indenização.

Estudantes do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no campus IV, em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano, estão desenvolvendo um aplicativo que poderá ajudar outros universitários a diminuir o vício em redes sociais digitais como Instagram, Facebook e Twitter.

Devido aos possíveis impactos que o uso excessivo de redes sociais digitais podem provocar na produtividade de estudantes universitários, a aplicação também tentará minimizar a “síndrome do impostor”, fenômeno caracterizado pelo fato de pessoas capacitadas sofrerem de uma inferioridade ilusória, ao subestimarem suas próprias habilidades, comportamento aparentemente comum no mundo acadêmico.

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Ao mirar nesses dois problemas comumente enfrentados por estudantes universitários, o software terá, no fim das contas, o objetivo de promover a saúde mental desse público-alvo. O programa inovador é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ivonaldo Duarte , com a colaboração de Vinícius Henrique.

De acordo com Ivonaldo Duarte, o aplicativo é baseado na teoria de nudge, definida como um empurrão ou um gatilho para influenciar a decisão de alguém. No Brasil, esse conceito é conhecido como “Teoria do incentivo".

O app funcionará da seguinte maneira: inicialmente, o usuário responderá a um questionário. As respostas subsidiarão diagnóstico, propostas e metas para um uso mais saudável das redes sociais digitais, como dedicar, diariamente, menos tempo a elas. A aplicação também alertará sobre possíveis riscos, caso o usuário ultrapasse o tempo de uso indicado.

Em momentos de pressão, como uma semana de provas, através das informações repassadas pelos usuários, o app será capaz de  identificar quadros de estresse, fadiga, impaciência e ansiedade, com o intuito de indicar soluções para garantir a saúde mental dos estudantes.

“Queremos entender o que afeta negativamente a saúde mental dos estudantes universitários e sugerir caminhos para que tenham uma experiência acadêmica melhor. São problemas que atingem vários perfis de alunos, dos que saem de casa para estudar em outra cidade aos que geralmente têm bom rendimento”, explica Ivonaldo Duarte.

O desenvolvimento do aplicativo faz parte do programa Academic Working Capital (AWC), uma iniciativa do Instituto TIM que visa apoiar novos negócios de base tecnológica. A ideia é criar startups para desenvolver ideias de estudantes universitários de todo o mundo. No Brasil, o trabalho do Ivonaldo Duarte foi um dos 19 selecionados para receber investimentos neste ano.

A expectativa é a de que o aplicativo esteja pronto até março, quando será apresentado em uma feira de investimentos. O projeto tem o apoio do laboratório da UFPB Decision Lab, coordenado pelo professor José Adson Oliveira. “Esperamos que o aplicativo possa sanar ou pelo menos amenizar as dificuldades de saúde mental que os estudantes passam”, finaliza Ivonaldo Duarte.

Da assessoria de comunicação da UFPB

Em mais um passo em direção ao mercado de consumo virtual, o Instagram anunciou, nesta segunda-feira (5), que agora será possível iniciar o processo de compras também a partir do IGTV e dos Reels. Com o Instagram Shopping, que já permite a compra de produtos a partir de publicações no Feed e nos Stories, será possível também ter acesso à compra dos produtos listados ou exibidos em um vídeo.

A novidade está sendo lançada globalmente nos aplicativos da rede social. A empresa comunicou ainda que já iniciou os testes nos Reels, função de vídeos curtos similar ao Vine e ao TikTok, e que a liberação ocorrerá logo em seguida. 

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Com a ferramenta, os usuários poderão ver informações sobre os produtos exibidos nos vídeos, como preço, e também ter acesso rápido ao site da loja para comprá-los. O objetivo do Instagram Shopping, segundo a empresa, é impulsionar o mercado e-commerce e trazer mais acessos aos sites de criadores e lojistas que utilizam da plataforma para fazer negócios, aumentando também o potencial de vendas.

“Criadores de conteúdo e marcas ajudam a trazer novas tendências culturais para o Instagram, e as pessoas acessam nossa plataforma para se inspirarem com eles. Com Shopping no IGTV e, futuramente, no Reels, estamos facilitando as compras diretamente por meio de vídeos. Além de ajudar estas marcas e criadores a compartilhar suas histórias, alcançar mais clientes e fazerem negócio", disse o COO do Instagram Justin Osofsky.

A ferramenta e-commerce chegou ao Brasil em julho deste ano. Além do IG Shopping, outra novidade é o tempo de duração dos Reels, que de 15 segundos, passarão a poder ser gravados em até 30 segundos, sob as mesmas condições de edição. O Instagram também diz que, futuramente, pretende incluir funcionalidades do Messenger à rede social.

A flexibilização da quarentena, com reabertura de locais como bares e restaurantes, tem encorajado usuários de aplicativos de relacionamento a retomar saídas para encontros. Um levantamento do app Inner Circle com palavras-chave usadas por usuários brasileiros mostrou um aumento de 420% nas referências a "encontrar pessoalmente" e de 500% de "olhos nos olhos" no começo de agosto em relação aos últimos dias de março.

Entre os locais para possíveis encontros, também houve aumento em "na minha casa" (205%), café (190%), almoço (178%), jantar (164%) e parque (141%). No Brasil, o aplicativo tem 343 mil usuários e o levantamento foi feito com base em palavras-chave presentes em mensagens, mas sem avaliação do conteúdo e da identidade do usuário.

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CEO do aplicativo, David Vermeulen diz que, no começo, as pessoas imaginavam que fariam uma "pequena pausa na paquera" para cuidar da saúde, mas algumas começaram a se sentir solitárias com o prolongamento da situação. "Os solteiros se sentem, agora, mais confortáveis para novos encontros a uma distância segura, já que as regras de quarentena foram flexibilizadas e a pandemia, acompanhada das medidas de distanciamento social, deve continuar por um período mais longo do que a maioria esperava."

Vermeulen acredita que, com um vírus contagioso em circulação, o comportamento das pessoas que usam aplicativos de relacionamento pode passar por mudanças. "Não apenas vamos nos adaptar ao uso de álcool em gel para as mãos no dia a dia, mas, para namorar e ter encontros depois de uma pandemia, os solteiros estarão mais conscientes sobre a sua saúde e prestarão mais atenção à higiene. Estamos prevendo uma nova tendência que estamos chamando encontro limpo ou encontro ideal. Ao invés de mais seletivos, esperamos que o tema da exclusividade apareça primeiro, pois os solteiros querem saber se seus encontros podem colocar a saúde em risco".

A pedagoga Samantha Romeira, de 24 anos, evitou encontros até a flexibilização dos restaurantes e bares, em julho. Com a reabertura, ela voltou a sair, mas tem optado por se encontrar com rapazes que conhece.

Só conhecidos. "Nesta época de pandemia, é complicado sair com uma pessoa que você não conhece. Então, estou dando oportunidade para pessoas que já conhecia. Com pessoas que não conheço só mantenho o papo." Ela diz que, com o relaxamento da quarentena, as conversas sobre a covid-19 mudaram também. "No começo, as conversas eram relacionadas à quarentena, à pandemia. Agora, as pessoas estão mais tranquilas."

O levantamento feito pelo app mostrou que, em agosto, houve queda de 75% nas referências a coronavírus, de 29% para quarentena e de 43% para isolamento. Por outro lado, pandemia e máscara aumentaram 915% e 310%, respectivamente. A plataforma também fez uma pesquisa com 3 mil usuários brasileiros

e indagou se eles já estavam se encontrando pessoalmente e 64% responderam que não, mas que estão disponíveis para encontros. Outros 29% afirmaram que já estão se encontrando e apenas 6% disseram que não e também não estão disponíveis para sair.

Consultor de estilo e imagem para homens, Rodolfo Kanematsu, de 32 anos, foi infectado pelo coronavírus quando os primeiros casos estouraram. Depois, fez uma quarentena rígida. "A vontade é de partir deste planeta para outro lugar. Com esse baque, fiquei em quarentena e não tive nenhum encontro físico. Seria muito mesquinho simplesmente ignorar tudo que está acontecendo no País, porque eu me preocupo com a pessoa que está ao meu lado. Não tem como não criar empatia."

Kanematsu voltou a fazer trabalhos presenciais e, como não está mais em completo isolamento, já pensa em flexibilizar para encontros. "Conheci pessoas interessantes neste período e tem uma ou outra que a gente vai se encontrar depois. Até estou um pouco mais ansioso. Vejo as moças conversando mais, porque está mais flexível."

Ele diz que vai ser cuidadoso, mas compreende que sempre há um risco ao se encontrar com outras pessoas. "A partir do momento em que eu sair, vou saber que estou correndo risco. Enquanto não estiver rolando namoro, a exclusividade é difícil de ser detectada, porque não vou saber por onde a pessoa andou. É fácil mentir."

Preocupação. Infectologista do Instituto Emílio Ribas, Francisco Ivanildo de Oliveira Junior vê com preocupação esse movimento de retomada dos encontros por usuários de aplicativos de paquera.

"A primeira coisa é que parte das pessoas que usam esses aplicativos está buscando um relacionamento casual e a questão do encontro casual se torna preocupante quando aumenta a frequência que acontece com vários parceiros. Quanto maior o número de contatos, maior a probabilidade de se infectar. E não é preciso ter uma relação sexual para pegar o vírus."

Oliveira Junior diz que é difícil estabelecer formas para evitar o vírus nesse tipo de contato. "Teria de reduzir o número de pessoas com quem elas ficam. O jovem sabe que a chance de ter a forma grave é pequena, mas eles têm contatos com os pais, avós e pessoas que, mesmo não sendo idosas, podem ser vulneráveis, como quem tem doenças crônicas. É muito importante a gente passar a mensagem de que a pandemia não acabou e, se pode dar uma flexibilizada hoje, é porque houve um cuidado. Se não tiver esse comedimento nesse retorno, vai ter de retroagir em poucas semanas."

O Instagram favorece a nudez e um padrão de beleza? É o que afirma um estudo com base na análise de fotos que aparecem no feed de usuários voluntários, enquanto as "influenciadoras" censuradas se queixam dos "erros" do algoritmo.

Para fazer sucesso no Instagram, nada melhor do que uma pose sensual de biquíni ou maiô, tendo em vista o quão comum são essas imagens no aplicativo. A estrela dos reality shows americanos Kylie Jenner parece ter utilizado recentemente este princípio ao postar uma foto de biquíni para convocar seus 197 milhões de seguidores para se registrarem a tempo de votar na próxima eleição presidencial dos Estados Unidos.

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Surge a questão: o algoritmo da rede social, ou seja, a fórmula secreta que rege o conteúdo da plataforma, promove esse tipo de iniciativa? De acordo com uma pesquisa da organização AlgorithmWatch, publicada em junho, a resposta é sim.

"Nossos resultados permitem afirmar que uma foto de uma mulher de roupas íntimas ou de banho é mostrada 1,6 mais vezes do que uma dela vestida. Para um homem, a taxa é de 1,3", declararam ao jornal online francês Mediapart os dois autores do estudo, Nicolas Kayser-Bril e Judith Duportail.

Para obter os resultados, eles analisaram 1.737 postagens de 37 contas do Instagram, seguidas por 26 voluntários que instalaram um plug-in em seus navegadores para contar o número de vezes que cada imagem aparece.

Em 2016, o Instagram, que está prestes a completar 10 anos, deixou de mostrar as fotos em ordem cronológica. Um algoritmo seleciona as imagens de acordo com as preferências de cada usuário, segundo uma série de parâmetros que não são claros.

Para os autores do estudo, isso poderia ser baseado em Um "nível de nudez" calculado quando a imagem é publicada. Eles citam uma patente de 2011, registrada pelo Facebook - que comprou o Instagram no ano seguinte - de um sistema de identificação de pele por meio de faixas de cores específicas.

Esta pesquisa é "completamente tendenciosa", disse uma porta-voz do Instagram à AFP. "O algoritmo analisa o tempo gasto em determinados tipos de conteúdo, as interações, e mostra como prioridade o conteúdo que atrai cada usuário, mas não existe uma patente que priorize a nudez, não faz sentido".

A sensação de ver imagens similares com frequência se deveria então aos hábitos do usuário, que poderia evitar isso buscando outros tipos de fotos, explica a porta-voz.

Puritanismo

As redes sociais são acusadas de reproduzir preconceitos ao personalizar o máximo possível o conteúdo que oferecem aos usuários. Porém, é difícil respaldar essas observações porque faltam dados das próprias plataformas.

O caso é notório no Instagram porque o aplicativo tem uma responsabilidade econômica com os "influenciadores", pagos pelas marcas de acordo com seu público, mas também com a sociedade ao propagar certo padrão físico a mais de um bilhão de usuários.

Ao mesmo tempo, o Instagram é acusado de puritanismo e, principalmente, falta de objetividade na aplicação de suas próprias regras sobre nudez. O aplicativo proíbe "close-ups de nádegas totalmente expostas" e "mamilos de mulheres", mas várias vezes essa cautela foi suprimida para mostrar fotos de mulheres nuas.

No início do ano, a plataforma removeu imagens da capa da revista francesa Télérama sobre gordofobia. "Os algoritmos do Facebook, Instagram e outros não gostam de nudez, mesmo quando não é pornográfica (...) A foto (da DJ da capa) Leslie Barbara Butch não mostra sexo nem mamilos, mas, obviamente, muita pele. Demais, aparentemente, para as redes sociais", escreveu a revista.

Menos de dois anos após o lançamento do aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram, há uma década, seus fundadores decidiram vendê-lo ao Facebook em uma transação de US$ 1 bilhão.

A jornalista Sarah Frier promete trazer em seu livro "No Filter: The Inside Story of Instagram" uma visão reveladora dos bastidores de como o Instagram se tornou sensação como membro da família de serviços online do Facebook.

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Qual foi a visão por trás do Instagram?

Kevin Systrom e Mike Krieger queriam uma maneira rápida de compartilhar fotos em uma época em que as pessoas capturavam com as câmeras dos smartphones todos os tipos de momentos em fotos.

Quis também acrescentar toques artísticos, dando origem a "filtros" que trazem efeitos para transformar momentos de vida em memórias nostálgicas.

Os fundadores do Instagram também queriam construir uma comunidade, convidando apenas um grupo seleto de pessoas para se juntar no início, como artistas ou músicos com muitos seguidores online. Todos estavam apenas explorando e tentando abrir a outras pessoas uma janela para suas vidas.

Os fundadores tinham uma visão muito clara de como queriam que o Instagram fosse e se parecesse. E a rede do Facebook era praticamente o oposto dessa visão.

Enquanto o Instagram preferia pensar em arte e criatividade, o Facebook preferia pensar em métricas de engajamento e tempo gasto no aplicativo.

Por que vender para o Facebook?

Quando o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou sua atenção para o Instagram, havia apenas 13 funcionários trabalhando duramente para mantê-lo funcionando.

Cada vez que Justin Bieber postava no Instagram, o tráfego fazia o aplicativo travar.

Zuckerberg entendeu que não só teria que fazer uma oferta em dinheiro que eles não pudessem recusar, mas também com a promessa de que o Instagram permaneceria independente da sua rede social.

A tentação do Instagram, além de dinheiro, era poder explorar o talento e os recursos no Facebook.

Os usuários do Instagram já tinham a opção de compartilhar fotos no Facebook. Havia uma sensação de que seria mais fácil trabalhar com o Facebook em vez de trabalhar contra eles.

Enquanto isso, o Facebook estava ansioso para acompanhar a tendência de pessoas se conectarem à Internet usando smartphones em vez de desktops ou laptops.

Ter o Facebook ao seu lado também daria ao Instagram um poderoso aliado em um mundo de dispositivos móveis dominado pelos sistemas operacionais Apple e Google.

A união foi harmoniosa?

Houve tensão com a chegada do Instagram ao Facebook. Principalmente porque o Facebook ainda considerava o Instagram um concorrente.

Logo no início, o Instagram foi informado durante uma reunião que não "nós não podemos deixar vocês crescerem até que descubramos se o Instagram é a razão pela qual as pessoas não compartilham com tanta frequência no Facebook".

Por fim, o Instagram pôde crescer em seu próprio ritmo, despertando pouca atenção do Facebook.

O aplicativo de fotos começou a perceber que os usuários sentiam uma pressão imensa para postar imagens com tudo perfeito, elegante e com curadoria.

Na verdade, isso se revelou ruim para os negócios. Então, o Instagram introduziu o 'stories', copiando um recurso do Snapchat, que apresentava coleções de imagens capturadas ao longo do tempo que desaparecem pouco tempo depois.

O crescimento do Instagram começou a disparar em 2016, enquanto o Facebook estava sob críticas por preocupações sobre desinformação, manipulação de eleições, privacidade e polarização da sociedade.

Zuckerberg começou a se perguntar se o Instagram era uma ameaça competitiva, restringindo recursos para garantir que só crescesse com a aprovação do Facebook. Com a perda de independência do Instagram, seus fundadores foram embora.

O Instagram será mais parecido com o Facebook em sua próxima década, trabalhando para recomendar conteúdo com base em interesses ao invés de apresentar aos usuários novas comunidades, interesses e criadores.

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