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Em pronunciamento feito em seu blog, na última terça (19), o Facebook afirma que não permitirá mais anúncios ofensivos, discriminatórios em relação a etnia, idade e gênero, depois de uma batalha judicial que durou 18 meses. A rede social ainda afirmou que não permitirá mais que anunciantes de imóveis, empregos e serviços de crédito segmentem seus anúncios.

Ainda segundo o próprio Facebook, a nova política veio como parte de um acordo “histórico” com “organizações de direitos civis”, incluindo a American Civil Liberties Union, a National Fair Housing Alliance e a Communications Workers of America. A rede social também pagará pouco menos de US$ 5 milhões como parte do acordo.

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“Uma das nossas prioridades é proteger as pessoas da discriminação no Facebook”, disse a diretora de operações do Facebook Sheryl Sandberg, que também completou: “Hoje, estamos anunciando mudanças na maneira como gerenciamos anúncios imobiliários, de emprego e de crédito em nossa plataforma. Essas mudanças são o resultado de acordos históricos com importantes organizações de direitos civis e contribuições contínuas de especialistas em direitos civis.”

 As mudanças na rede social serão feitas no final de 2019. Segundo o site Gizmodo, a expectativa é que críticos e observatórios da indústria fiquem atentos às mudançasjá que o Facebook já fez outras promessas em relação ao assunto, e todas sem resultado.

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A internet se tornou o principal entretenimento para muitas crianças, graças à variedade de conteúdos virtuais voltados para o público infantil que são acessados diariamente. Com isso, surge nos pais a preocupação de que os filhos acabem, mesmo de maneira acidental, acessando conteúdos que são perigosos e inapropriados para a faixa etária, além da necessidade de controlar o que é acessado pelas crianças.

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A professora Vivian Fragoso, do curso de Psicologia da UNAMA – Universidade da Amazônia, trabalha com psicoterapia infantil e alerta para o consumo sem restrição da internet por crianças. “A infância é o momento em que o sujeito está em desenvolvimento. Então ele precisa de referenciais que deem limites para ele nesse processo. Se não houver limites ao longo desse processo a criança pode ser acometida por um sentimento de angústia e de desamparo muito grande”, disse.

Vivian também ressalta a necessidade da criança de ter alguém que a acompanhe enquanto acessa a internet. “A criança tem acesso a uma variedade muito grande de informações. Só que como ela está em amadurecimento, vai precisar de alguém que acompanhe esse acesso para que ela consiga transitar nesse meio virtual de uma forma segura. Caso contrário ela vai estar se expondo a riscos, como ela também seria exposta se estivesse na realidade”, explicou.

Segundo a professora, por ainda não saberem discriminar o que podem e o que não podem fazer, as crianças estão sujeitas a desenvolver traumas psicológicos por causa de conteúdos inadequados. “Se elas acessam conteúdos que têm uma carga afetiva excessiva e não têm maturidade ainda para administrar, isso pode trazer uma dimensão traumática ao longo do seu desenvolvimento. Essas crianças podem viver quadros depressivos, angústias, fobias, justamente porque elas são expostas a conteúdos e não têm amadurecimento suficiente para saber administrar sozinhas”, declarou.

Com relação ao papel dos pais, a professora Vivian voltou a ressaltar a importância de eles acompanharem enquanto a criança acessa a internet. “A criança precisa saber que está sendo acompanhada. O saber que ela está acompanhada também dá amparo para essa criança saber que não está sozinha nesse mundo virtual”, disse.

Vivian também destacou a importância do diálogo entre pais e filhos. “Os pais precisam conversar com essas crianças. Estar sempre mantendo um diálogo com elas porque é a partir disso que eles realmente vão entender não só ao que essa criança teve acesso, mas também como ela percebeu aquilo que teve acesso”, afirmou.

Por fim, a professora Vivian aconselhou os pais a estarem sempre próximos dos filhos e atentos a qualquer mudança repentina de comportamento deles. “A proximidade é imprescindível, a proximidade da comunicação mais ainda. Poder manter um diálogo com as crianças, conversar, sempre deixar um campo aberto para que essas crianças falem dos seus medos, para que elas possam se sentir seguras. Estar sempre muito atento a qualquer tipo de mudança de comportamento da criança, se de repente ela apresenta uma conduta que não existia antes, como agressividade ou uma reserva acentuada da criança ficar muito isolada. São pontos importantes de observar no dia a dia com a criança”, concluiu.

Além da proximidade e da atenção com os filhos, os pais também podem utilizar ferramentas para controlar e selecionar os conteúdos que as crianças podem ou não ter contato na internet. “Existe uma ferramenta da Google chamada Google Family Link. É uma ferramenta na qual os pais e responsáveis podem programar o celular ou o tablet para funcionar em determinadas horas do dia e para acessar determinado conteúdo de determinados sites, ou então negar o acesso a determinado conteúdo”, explicou o professor e coordenador dos cursos de Computação da UNAMA, Alan Marcel.

Além da Google Family Link, o professor Alan disse que existem outras ferramentas para controlar o conteúdo acessado por crianças na internet, que os pais podem pesquisar. Mas para ele, a principal ferramenta é o bom senso. “Os pais devem estar sempre monitorando e verificando o que as crianças estão acessando”, afirmou.

Por Felipe Pinheiro.

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MP da Bahia notifica Google e Whatsapp sobre a boneca Momo

A Comissão Europeia multou o Google em 1,49 bilhão de euros por violar as regras antitruste (formação de cartéis, trustes e combinações) da União Europeia. Para a comissão, o Google impediu anúncios de concorrentes e transgrediu a lei antitruste do bloco europeu.

Segundo a comissão, o Google abusou de seu domínio de mercado ao impor uma série de cláusulas restritivas em contratos com sites de terceiros que impediam que seus rivais colocassem seus anúncios de busca nesses sites.

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“O Google consolidou seu domínio em anúncios de busca online e protegeu-se da pressão competitiva ao impor restrições contratuais anticompetitivas a sites de terceiros, o que é ilegal segundo as regras antitruste da União Europeia”, disse a comissária Margrethe Vestager, encarregada da política de concorrência.

No comunicado oficial, a comissária disse a “má conduta durou mais de 10 anos e negou a outras empresas a possibilidade de competir”. No texto, os técnicos informam que os concorrentes do Google não conseguiram manter-se na disputa.

Segundo relatórios da Comissão Europeia, as práticas do Google cobriam mais da metade do mercado por volume de negócios durante a maior parte do período.

Instagram deu nesta terça-feira (19) um passo para entrar no e-commerce ao criar um ícone que permite aos usuários comprar os produtos de determinadas marcas que aparecem nas publicações. A rede social lançou o ícone "checkout" em uma versão beta do aplicativo para compras online de uma série limitada de produtos nos EUA.

"Estamos apresentando o checkout no Instagram", informou a empresa do Facebook. "Quando encontrar um produto que você goste, poderá comprá-lo sem sair do aplicativo".

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Ao tocar o ícone, os usuários poderão escolher tamanho, cor e comprar os objetos selecionados sem deixar o Instagram. Até o momento, quando alguém queria comprar produtos em publicações do Instagram precisava seguir os links para os sites de compra online.

Entre as marcas envolvidas estão Adidas, Burberry, Dior, H&M, Nike, Oscar de la Renta, Prada e Warby Parker.

Considerada uma das maiores redes sociais do mundo, o Instagram fez uma atualização incomum recentemente. A partir de agora, os usuários que sofrem algum tipo de transtorno psicológico poderão recorrer ao aplicativo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão acomete cerca de 322 milhões de pessoas no mundo e a ansiedade 264 milhões (dados referentes a 2015), sendo o Brasil o recordista de pessoas que sofrem de ansiedade. Para completar, uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, uma instituição de saúde do Reino Unido, apontou que o Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental dos jovens.

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Para amenizar os impactos, a plataforma está disponibilizando uma rede de apoio para as pessoas que sofrem de depressão e ansiedade. Para usar o serviço, as palavras #ansiedade ou #depressão deve ser escritas na aba ‘explorar’ do aplicativo.

Após usar as hashtags gatilhos, uma página perguntando se o usuário precisa de ajuda aparece na tela; ao aceitar, o internauta é redirecionado para uma página onde três opções são disponibilizadas.

Ao escolher “Fale com um amigo”, surge um conselho de uma conversa com alguém com quem o usuário possa contar. Ao clicar em “Falar com um voluntário da linha de apoio”, o Instagram disponibiliza os contatos do Centro de Valorização da Vida, centro especializado em fornecer apoio emocional gratuito. Já na última opção, “Receba dicas e apoio”, são fornecidas sugestões de atividades que ajudam a acalmar a mente e o coração.

A rede social Facebook vem nos últimos tempos se envolvendo em grandes polêmicas e fazendo algumas mudanças em suas políticas de privacidade. Mas outro fato está chamando a atenção: um aumento no número de executivos fundadores deixando a empresa de Mark Zuckerberger. 

Executivos como os fundadores do Instagram Kevin Systrom e Mike Krieger, além Chris Daniels, o chefe do WhatsApp deixaram a empresa. Chris Cox também está deixando a empresa depois de 10 anos. 

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A saida de Chris foi anunciada nesta última quinta (14), onde atuou no facebook por 10 anos no facebook e seria uma peça chave para a empresa. Segundo o site estrangeiro Busness Insider, a saída dos executivos está ligada as políticas de privacidade do Facebook, onde Mark está migrando para a privacidade e muitos funcionários não concordam.

Cox se despediu da empresa e divulgou uma nota esclarecendo seu desligamento da empresa, em que ressaltou de Mark era seu amigo Confira o principal trecho onde Chris deixa uma frase final é reveladora. 

Confira trecho traduzido da nota divulgada por Chris Cox:

"Como Mark descreveu, estamos transformando uma nova página em nossa direção de produto, focada em uma rede de mensagens criptografada e interoperável.

"É uma visão de produto sintonizada com o assunto de hoje: uma moderna plataforma de comunicação que equilibra expressão, segurança, segurança e privacidade.

"Este será um grande projeto e precisaremos de líderes entusiasmados para ver a nova direção."

Em comemoração ao Dia Internacional do Consumidor, que acontece nesta sexta-feira (15), a prefeitura de Guarulhos desenvolveu a plataforma Procon Digital que permite que os consumidores da cidade façam reclamações online.

A ferramenta também deve tornar o atendimento ao público muito mais rápido, de modo que os consumidores terão maior economia de tempo e menos custos com cópias e correios.

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No site, as pessoas também poderão encontrar matérias e dicas do direito do consumidor, o ranking de empresas com maior número de reclamações, notícias e ações do órgão no município, além de poder fazer o cadastro da Nota Fiscal Paulista.

A coordenadora do Procon, Vera Lúcia Gomes da Silva, informou que a implantação da plataforma é um marco para os consumidores de Guarulhos. "A partir de agora, os consumidores têm mais uma ferramenta para fazer valer seus direitos. Eles poderão economizar tempo na abertura de reclamações e ganhar rapidez no procedimento administrativo, sendo que o recebimento da resposta é de até dez dias", afirmou.

 A partir da próxima sexta-feira (15), consumidores de todo o país poderão utilizar o próprio smartphone para consultar se seu CPF está inscrito na base de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). A consulta é gratuita e estará liberada por meio do aplicativo ‘SPC Consumidor’, que ganha uma nova versão e está disponível para download em todos os sistemas operacionais de smartphones.

Com a liberação da consulta, o consumidor terá à disposição não apenas o apontamento de atraso, mas também informações detalhadas sobre o débito, como valor da pendência, data de vencimento da conta e informações de contato da empresa credora para que o consumidor realize o pagamento ou proponha uma renegociação direta com a empresa.

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Os consumidores podem consultar o próprio CPF quantas vezes quiserem e a qualquer momento, a partir de uma interface intuitiva e de fácil compreensão. Para garantir a segurança das informações, é necessário preencher um cadastro prévio no aplicativo para em seguida receber um código de ativação em seu celular.

Para o superintendente de inovação do SPC Brasil, Magno Lima, a iniciativa aproveita a popularidade dos smartphones no país (são mais de 240 milhões de aparelhos, segundo o IBGE) para dar mais praticidade ao consumidor, permitindo a todos as pessoas, estejam elas inadimplentes ou não, a possibilidade de acompanhar sua situação cadastral no Serviço de Proteção ao Crédito.

“Agora, o brasileiro terá na palma da mão todas as informações sobre débitos que constam em seu CPF, de forma transparente e ágil. Assim, fica mais fácil buscar um acordo com o credor e regularizar sua situação financeira. Trata-se de um serviço de utilidade pública que aproxima ainda mais o SPC Brasil dos consumidores, gerando também benefícios aos empresários, que precisam encontrar maneiras eficientes de recuperar o crédito”, destaca Lima.

Ao longo deste ano, novas funcionalidades devem ser incorporadas ao ‘SPC Consumidor’, como o serviço de negociação de dívidas via app, em que o devedor poderá negociar com seus credores sem sair de casa – inclusive com a possibilidade de fazer uma contraproposta.

*Da assessoria

Após a declaraçao do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, de que os jogos violentos de video game podem ter influenciado o massacre na escola em Suzano, em São Paulo, o assunto se tornou um dos mais comentados no Twitter, na manhã desta quinta-feira (14). 'Somos gamers, não assassinos', dizem fãs de jogos na rede social.

Um dia após o atentado e a posterior fala de Mourão, fãs dos jogos eletrônicos saíram em defesa dos games e a hashtag #somosgamersnaoassassinos segue como uma das mais comentadas do dia. Na rede social, o debate sobre a inluência dos jogos violentos nas atitudes das crianças e dos adolescentes ganhou força.

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Isso porque no perfil de um dos atiradores, o jovem Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, foi possível encontrar diversas postagens em que ele demonstrava ser fã de jogos omo os da série Call of Duty e Ghost Recon. Outras pessoas apontaram que os trajes dos assassinos eram de inspiração dos jogos de violência. 

Mourão afirmou à imprensa que os jovens estão muito viciados em videogames violentos. "Estou muito triste com essa situação. Temos que entender o porquê de isso estar acontecendo. Essas coisas não aconteciam no Brasil. Na minha opinião (...) vemos essa garotada viciada em videogames (...) videogames violentos. Tenho netos e os vejo muitas vezes mergulhados nisso aí. Quando eu era criança, jogava bola, soltava pipa. A gente não vê mais essas coisas. Lamento profundamente tudo o que ocorreu".

A declaração do vice de Bolsonaro não foi bem recebida pela comunidade de gamers e ele tem sido duramente criticado pela fala, desde então. "Colocar a culpa nos jogos é mais fácil do que num lar que talvez não teve pai presente, ou num ambiente de crescimento não saudável né", postou um usuário do Twitter.

Outro apontou que a fala de Mourão é hipocrisia. "Vamos parar com a hipocrisia. Se for para falar de influência então vamos proibir séries, filmes, sua novelinha de fim de tarde, jornal da manhã, etc. Vamos nos privar de tudo e nos acolher em uma bolha", publicou.

Confira algumas postagens abaixo:

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Usuários do Facebook, Instagram e Whatsapp - redes sociais mais utilizadas do Brasil - estão tendo problemas para acessar suas contas nesta quarta-feira (13). Quem tenta logar recebe uma mensagem de manutenção nas contas, e até mesmo de falta de conexão com a internet. Quem já está conectado relata dificuldades em fazer postagens, visualizar fotos e stories.

No twitter a #Instagram e #Facebook já parecem entre as mais comentadas nos trending topics. Há relatos de pessoas que também não conseguem enviar mensagens ou arquivos pelo Whatsapp, mesmo estando conectados. Outros também afirmam que o Messenger, do Facebook, apresenta o mesmo problema. Os serviços caíram no Brasil, Estados Unidos e algumas partes da Europa. Ainda não há um posicionamento das empresas sobre a instabilidade apresentada até o momento.  

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Uma brincadeira sustentável está tomando conta das redes sociais. Ela surgiu quando um usuário do reddit publicou fotos de uma área repleta de lixo, e logo em seguida revelou o antes e depois do local.

A mensagem ia mais longe e desafiava outras pessoas a fazerem o mesmo: "Aqui vai um desafio para vocês, adolescentes entediados. Tire uma foto de uma área que precisa de um pouco de limpeza ou manutenção, então tire foto depois que você tiver feito algo sobre isso e poste aqui".

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No reddit, um fórum com mais de 1,5 mil inscritos foi criado para compartilhar os resultados. Após a publicação, os usuários da plataforma decidiram em conjunto utilizar a #trashtag para postar imagens das áreas que passaram por intervenção. No Instagram, quase 28 mil publicações já foram feitas com a hashtag, mostrando o resultado do desafio.

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A World Wide Web comemora seu 30º aniversário, mas as fake news e redes sociais estão atrasando sua entrada na maturidade, levando seu inventor, Tim Berners-Lee, a lançar uma campanha para "salvar a Web".

Esse jovem físico britânico havia imaginado em 1989 um "sistema descentralizado de gerenciamento de informações", que se tornou a certidão de nascimento da Web, enquanto trabalhava no Centro de Computação do Cern (organização europeia de pesquisa nuclear), perto de Genebra.

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Trinta anos depois, nada difere do velho escritório de Berners-Lee, exceto por uma placa comemorativa na entrada e um antigo anuário de Cern afixado na porta. Ao lado do nome Berners-Lee Timothy, alguém escreveu maliciosamente: "MOMENTANEAMENTE AUSENTE DO ESCRITÓRIO".

"Tim estava trabalhando muito, a luz sempre estava acesa em seu escritório", conta à AFP François Flückiger, que assumiu a direção técnica da Web no Cern após a saída de Berners-Lee do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, no final de 1994.

Tim Berners-Lee era responsável pelo anuário interno do Cern, mas, à margem de sua atividade, procurava permitir que milhares de cientistas em todo mundo compartilhassem remotamente suas pesquisas sobre o trabalho da organização.

- 'A história sendo escrita' -

"Desde o início, a dimensão global estava presente. Muito cedo tivemos a sensação de que a história estava sendo escrita", apesar de seu chefe ter descrito seu primeiro memorando sobre a Web como "vago", diz Flückiger.

Em 1990, o belga Robert Cailliau se juntou a Tim Berners-Lee para ajudar a promover sua invenção, que é baseada na linguagem HTML. Trata-se de um padrão que permite a criação de páginas web - o protocolo de troca de hipertexto HTTP -, o qual permite ao usuário solicitar e, em seguida, receber uma página da web - e URLs.

No final de 1990, Tim Berners-Lee tornou operacional o primeiro servidor e navegador da Web no Cern.

Do movimento #MeToo à denúncia de violações dos direitos humanos, esta rede permitiu que uma "enorme quantidade de atividade humana prosperasse", diz com entusiasmo Ian Milligan, professor especializado no estudo dos arquivos da Web na Universidade de Waterloo no Canadá.

Agora aposentado, Flückiger vê a Web como uma das três principais invenções do século XX que conduziram à sociedade digital (com a tecnologia IP e algoritmos de busca do Google).

Mas, com o "assédio digital, notícias falsas, histerização das multidões (...) perguntamo-nos se, finalmente, não criamos um monstro fora de controle", lamenta, observando com amargura a exibição de privacidade nas redes sociais e o domínio, na Web, de "crenças" sobre o "conhecimento".

Para Niels Brügger, diretor do Centro de Estudos da Internet na Dinamarca, "não é surpreendente que, uma vez que uma nova tecnologia seja disponibilizada para os usuários, eles começam a modificá-la e a desenvolvê-la para atender às novas necessidades".

- 'Golpistas e trolls' -

Em janeiro, o chefe da ONU, Antonio Guterres, pediu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos uma regulamentação "suave" da Web, lamentando o fato de que os países a estão usando para violar os direitos humanos.

Tim Berners-Lee, ele próprio envolvido nesta luta para "salvar a Web", pede o lançamento em 2019 de um "Contrato para a Web", baseado no acesso para todos e no direito fundamental ao respeito pela privacidade.

Darkweb, cibercrime, fake news, roubo de dados pessoais nas redes sociais... Em um artigo publicado em 6 de dezembro pelo jornal "The New York Times", observou: "A Web foi sequestrada por golpistas e trolls".

A Web agora faz parte da vida cotidiana, mas em 1989 ninguém esperava seu nascimento.

Ainda que o Cern guarde poucas lembranças daquela época, além do primeiro memorando de Tim Berners-Lee e de seu computador, um NeXT, evitou que a Web caísse em mãos erradas.

Em 1993, a organização colocou o software da Web no domínio público, permitindo que qualquer pessoa, ou empresa, se apropriasse.

O destino decidiu de outra forma, graças também à ajuda de Flückiger, que, em 1994, decidiu lançar uma nova versão do software em código aberto. O Cern manteve os direitos autorais, mas conferiu a todos o direito perpétuo e irrevogável de usá-lo e modificá-lo livremente e sem custos. Um princípio usado desde o final de 1994 por Tim Berners-Lee e pelo MIT.

Confira abaixo a retrospectiva do desenvolvimento da Internet, rede agora usada por bilhões de pessoas no mundo todo, no 30º aniversário do nascimento da World Wide Web:

- 1969: pai da Internet -

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Em outubro de 1969, cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) em Los Angeles tentam trocar dados entre dois computadores.

Seu principal objetivo é transmitir três letras - "LOG" - através do sistema binário para um segundo computador. Posteriormente, acrescentaram mais duas letras para formar "LOGIN".

Sua segunda tentativa foi bem-sucedida e, assim, nasceu o projeto ARPANET, financiado pelo Departamento da Defesa dos Estados Unidos.

Considerado o pai da Internet, o sistema cresce a partir de um núcleo de quatro computadores usados pelas redes universitária e militar, para 13 computadores, em 1970, e 213, em 1981.

- 1971: primeira mensagem eletrônica -

Em 1971, a American Ray Tomlinson envia o primeiro e-mail no ARPANET. Essa mensagem separa o nome do usuário e a rede que ele usa com o sinal arroba [@].

- 1983: comunicação pela rede -

Para trocar informações entre dois computadores na mesma rede foi necessário criar um "protocolo": uma série de estágios controlados pelas regras da comunicação.

Nos anos 1970, os americanos Robert Kahn e Vinton Cerf desenvolvem o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) ainda em uso nos dias de hoje. Isso permite a troca de dados entre computadores na mesma rede, ou em redes diferentes.

O protocolo é adotado em 1º de janeiro de 1983 no ARPANET, permitindo conectar outras redes de computadores, principalmente entre universidades. É dessas interconexões que é a Internet surge.

- 1990: nascimento da World Wide Web -

Em 12 de março de 1989, o físico britânico Tim Berners-Lee, trabalhando para o laboratório europeu CERN, propõe um sistema descentralizado de gestão da informação. Isso marca o nascimento da World Wide Web.

Seu argumento era que o CERN tinha milhares de funcionários e novos chegando o tempo todo, o que tornava complicado encontrar informações que pudessem estar relacionadas, mas não armazenadas no mesmo lugar.

Ele propõe, então, um sistema de links de hipertexto, ou seja, a possibilidade de clicar em palavras-chave em uma página para ser levado diretamente para a página dedicada a eles. Com isso, conseguiria se conectar a outras páginas.

Em 1990, o belga Robert Cailliau se junta a Berners-Lee para desenvolver sua invenção. Baseia-se em dois pilares: a linguagem HTML, um código que permite a criação de um site; e o protocolo para troca de hipertexto HTTP, o sistema que permite ao usuário solicitar e depois entrar em uma página web.

Em dezembro, o primeiro servidor entra em operação - um computador onde as páginas da web, fotos e vídeos são armazenados - bem como o primeiro website.

A web é tornada pública em abril de 1993. Sua popularidade se espalha a partir de novembro com o lançamento do Mosaic, o primeiro mecanismo de busca a aceitar imagens. Isso revoluciona a web, tornando-a de uso amigável.

O Mosaic é posteriormente substituído por navegadores como Internet Explorer, Google Chrome e Mozilla Firefox.

Graças à Web, o número de usuários da Internet explodiu, passando de vários milhões, no início dos anos 1990, para mais de 400 milhões de pessoas, em 2000.

- 2000: celulares e redes sociais -

Os anos 2000 marcam o início da Internet sem fio para todos.

Em 2007, a Apple lança a nova tendência em smartphones com seu primeiro iPhone.

Em dez anos, as assinaturas de banda larga móvel aumentaram de 268 milhões para 4,2 bilhões em todo mundo.

As redes sociais mais populares começam a aparecer em 2003 e, um ano depois, Mark Zuckerberg cria Thefacebook.com, uma rede on-line inicialmente voltada para conectar estudantes de Harvard.

Hoje, o rebatizado Facebook possui 2,3 bilhões de usuários.

Dona de um sorriso encantador e bastante comunicativa, Rayana Correa, 28 anos, é modelo fotográfica e digital influencer. Paraense, torcedora de um dos maiores times do Pará, o Paysandu, há dois anos Rayana vem fazendo sucesso nas redes sociais e atualmente conta com mais de 150 mil seguidores no Instagram. Ela é sucesso por onde passa. E por isso foi escolhida como uma das personalidades de Belém.

Rayana iniciou a carreira de modelo quando participou do concurso Rainha das Rainhas com apenas 15 anos. A partir daí, passou a desfilar para vários concursos. Tornou-se Miss Pará Turismo em 2009, Musa do Paysandu em 2014 e nesse mesmo ano  foi Rainha do Parazão. Ela também ganhou títulos em outros Estados, como Musa do Amapazão em 2017, no estado do Amapá.

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Guerreira desde o seu nascimento, a influencer passou por muitas dificuldades. A primeira foi devido à incompatibilidade de sangue dos seus pais, o que a deixou em coma durante os três primeiros meses de vida. Depois veio a dificuldade financeira, após ser deixada de lado no trabalho por estar um pouco acima do peso. Endividada, ela perdeu o carro para o banco.

Em 2013, Rayana participou do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo, no quadro “Tem gente atrás”. Faturou como prêmio a quantia de R$ 31 mil. Com esse dinheiro, deu entrada no carro que tem até hoje.

Depois de receber palavras negativas de um ex-namorado, a musa se sentiu motivada a provar o contrário. Foi então que no final de 2016 passou a ter uma alimentação mais saudável e a fazer exercícios na academia, dando início à vida fitness. “Tornou-se um estilo de vida. Malho todos os dias. Gosto de treinar pela manhã, pois me sinto mais esperta e motivada no decorrer do dia”, afirmou Rayana.

Atualmente Rayana trabalha fazendo fotos com os looks e acessórios de várias lojas de Belém. Criou a hashtag #Dicas da Ray, que indica o perfil dessas lojas para os seus seguidores. Além de mostrar seu dia a dia nas redes sociais, falando sobre moda, vida fitness, beleza e afins.

Por Elayse Miranda.

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Uma página oficial do governo russo confirmou as informações sobre o "desligamento da internet", divulgadas desde o início de fevereiro deste ano. As autoridades entendem que é uma forma de defesa para uma futura guerra cibernética. Com isso, a intranet russa batizada de 'Runet" está próxima de se tornar realidade.

De acordo com as informações publicadas no portal Tecmundo, a ferramenta, acompanhada de uma rede interna, também serviria como forma de controle populacional, assim como acontece na China. Os testes devem ser realizados até o fim de abril.

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A Runet será controlada pelo governo e vai permitir que os russos continuem conectados. E-mails e outras conexões serão permitidas, porém a maneira como serão controladas ainda não foi divulgada.

 

O Facebook está caminhando para se tornar uma plataforma "focada na privacidade" e concentrada na confidencialidade, anunciou nesta quarta-feira (6) o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, ao expor sua visão estratégica para transformar o gigante das redes sociais.

Para Zuckerberg, criticado por seu manejo considerado permissivo dos dados confidenciais dos usuários, o Facebook deve se tornar uma rede mais unificada e concentrada nas trocas privadas - em contraposição à publicação de posts visíveis para um grande número de pessoas - e nos formatos de "stories", que desaparecem em 24 horas.

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"Quando penso no futuro da internet, penso que uma plataforma de comunicações focada na privacidade será muito mais importante que as plataformas abertas atuais", considerou, anunciando também sua intenção de possibilitar pagamentos on-line "de forma privada e segura".

A mudança segue os novos gostos dos usuários de redes sociais. "Hoje em dia já vemos que as mensagens privadas, os 'stories' efêmeros e os pequenos grupos são de longe os formatos de comunicação on-line que crescem mais rápido", escreveu Zuckerberg em um texto de 3.000 palavras em sua página de Facebook.

O presidente do grupo tem a intenção de unificar de forma técnica a rede com seus outros serviços Messenger, Instagram e Whatsapp. Dessa forma seria possível trocar mensagens nessas redes, que poderiam adotar a criptografia de dados, como é o caso atualmente do Whatsapp.

"Nos próximos anos, planejamos reconstruir nossos serviços em torno dessa ideias", disse Zuckerberg, consciente do desgaste que a imagem do Facebook sofreu pelos casos de manipulação de dados.

Embora "não tenhamos atualmente uma boa reputação de poder construir serviços que protejam a privacidade (...), podemos evoluir para construir serviços que as pessoas realmente queiram", afirmou.

Os reguladores de Nova York estão investigando a coleta de dados íntimos de consumidores do Facebook, como os ciclos menstruais e o peso corporal, através de aplicativos para smatphones.

Por outro lado, o Facebook confirmou que tinha recebido uma carta do Departamento de Serviços Financeiros do estado de Nova York para obter informações sobre a troca de dados.

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O regulador, conhecido por tomar medidas enérgicas contra os grandes bancos, exigiu que o Facebook entregasse os nomes de todas as companhias que haviam fornecido informações sobre seus aplicativos nos últimos três anos, segundo a fonte.

Outras solicitações foram enviadas aos desenvolvedores para obter informações sobre seus contratos com o Facebook.

Um informe do Wall Street Journal de 22 de fevereiro revelou que os dados íntimos podiam ser compartilhados com o Facebook através de ao menos 11 aplicativos utilizando uma ferramenta criada para ajudar destinatários dos anúncios, inclusive se os usuários não eram membros do Facebook.

A informação coletada pelos aplicativos incluía dados pessoais sobre o peso corporal, o estado da gravidez, a ovulação e as compras para casa, segundo o jornal.

A rede social afirmou que estava revisando a solicitação.

"É comum que os desenvolvedores compartilhem informações com uma ampla gama de plataformas para publicidade e análise", disse um porta-voz do Facebook.

"Exigimos aos outros desenvolvedores de aplicativos que deixem claro a seus usuários a informação que compartilham conosco e proibimos aos desenvolvedores de aplicativos que nos enviem dados confidenciais. Também tomamos medidas para detectar e eliminar os dados que não devem ser compartilhados conosco".

A investigação de Nova York ocorre em meio a um amplo debate sobre a privacidade on-line. Grupos de interesse testemunharam esta semana em audiências no Capitólio sobre as opções para fortalecer a proteção, após vários escândalos de alto perfil que envolvem o Facebook e outros gigantes da tecnologia.

O Facebook lançou nesta quarta-feira (27) a série Will Smith's Bucket List. Com legendas em português, a produção acompanha a realização dos desejos do astro de Hollywood e pode ser vista através do ‘Facebook Watch’, plataforma de vídeos do Facebook.

Com seis episódios a Bucket List (lista de desejos, em português) de Will Smith irá contar com participações especiais, como do comediante Dave Chappelle e do campeão de Fórmula 1 Lewis Hamilton. No primeiro episódio, intitulado “Skydiving”, o ator quer comemorar seu 50º aniversário pulando de paraquedas, em Dubai, ao lado de sua esposa Jada Pinkett Smith.

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A série fica disponível gratuitamente na aba ‘Watch’ do Facebook e novos episódios serão lançados toda quarta-feira, às 14h, horário de Brasília.

Confira o trailer oficial:

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Com a chegada das redes sociais surgiu uma nova profissão que está em alta no mercado, o influenciador digital. Usuários que possuem um bom número de seguidores ganham dinheiro com conteúdos na internet. Uma das redes sociais em que é mais popular esse tipo de trabalho é o Instagram.

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O Instagram é uma rede social de compartilhamento de fotos e vídeos que podem ser postados na linha do tempo do usuário ou de forma instantânea na ferramenta stories. Já o instagrammer, em tradução livre do inglês, é uma pessoa que usa com muita frequência a plataforma e, a partir de uma boa visibilidade dentro do aplicativo, desperta o interesse de lojas e marcas para divulgar os produtos destas empresas aos seguidores do influenciador.

O paraense Forlan Reis, de 18 anos, que mora na Sacramenta, bairro da periferia de Belém, é um dos vários influenciadores digitais de Belém. Atualmente, em seu Instagram, ele possui mais de 30 mil seguidores. “Eu sempre gostei de me comunicar, de falar com as pessoas e desde criança sempre quis ser do meio artístico e da comunicação”, disse Forlan.

Hoje, o jovem diz que usa o Instagram como uma forma de falar com o seu público e acredita que o sucesso foi a familia ter acreditado no seu trabalho. “Eu sempre fui muito autêntico, muita coisa melhorou e hoje eu uso o Instagram como uma plataforma de publicidade. O maior desafio não é ser aceito pela sociedade, mas sim pela familia e ela acreditar que você tem potencial de fazer tudo acontecer”, afirma o jovem.

A estudante Brenna Pardal, de 27 anos, usuária do Instagram, fala que a preferência de usar esta rede social se dá pelo fato de selecionar o conteúdo que quer ver. “Eu prefiro o Instagram pelo fato de seguir conteúdos com que você tem afinidade e até mesmo pela divulgação que você faz no Instagram para ter uma visibilidade maior”, disse a estudante.

Por Thiago Maia.

 

A opção do Facebook que permitirá aos usuários apagarem todos os seus dados será lançada este ano, meses depois de ter sido anunciada pela rede social.

David Wehner, chefe financeiro do Facebook, disse nesta terça-feira em uma conferência tecnológica do banco Morgan Stanley que a companhia está planejando apresentar a ferramenta, anunciada em maio do ano passado em meio aos escândalos pelo uso indevido de informações de seus usuários.

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Wehner não mencionou nenhuma data específica, mas apontou que a opção "apagar histórico" estará disponível "mais adiante este ano".

Essa ferramenta anunciada no ano passado permitirá aos usuários verem a quais aplicativos e sites a rede social está enviando informações, apagar dados de sua conta e impedir que o Facebook os armazene.

Wehner advertiu que se os usuários optarem por apagar seus dados, essa decisão afetará os esforços da rede social para prosseguir com a publicidade direcionada.

"Acredito que seria como um vento contrário em relação à capacidade de ter um direcionamento tão eficaz como antes", apontou.

"Mas além disso, acredito que fomos capazes de administrar isso relativamente bem até agora. (...) Diria que sem dúvida está mudando a paisagem e que a direção que está tomando faz com que seja mais exigente crescer e dá menos visibilidade a como se desenvolverá na realidade".

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