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Vários meios de comunicação franceses, incluindo a Agence France-Presse, denunciaram a Google perante a Autoridade da Concorrência, acusando o gigante da Internet de burlar direitos relacionados, um novo mecanismo europeu que visa garantir o pagamento de conteúdo digital.

A Aliança da Imprensa de Informação Geral e o Sindicato dos Editores da Imprensa de Revistas apresentaram a queixa na sexta-feira passada e na terça-feira a AFP fez o mesmo, informaram as três organizações na quarta-feira.

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No início de 2019, uma diretiva europeia criou direitos relacionados, uma disposição semelhante ao direito autoral, para o benefício da imprensa escrita.

O objetivo é que jornais e agências de notícias negociem uma remuneração com os gigantes digitais - que recebem a maior parte da receita de publicidade na Internet - pela reutilização de seu conteúdo.

A França é o primeiro país da UE a implementar a diretiva.

A Google, que praticamente exerce o monopólio como mecanismo de busca, rejeitou qualquer negociação e para se adaptar à lei impôs novas regras, aplicáveis desde meados de novembro.

Os sites de informações devem aceitar que o mecanismo use gratuitamente trechos de seu material em seus resultados de busca. Caso contrário, suas informações serão menos visíveis, com um título simples e um link, o que provavelmente fará com que o tráfego de suas páginas caia.

A mídia, que denuncia abuso de posição dominante, solicita medidas cautelares em suas queixas para que a lei seja aplicada.

O gigante americano rejeita os argumentos da mídia. "A Google ajuda os internautas a encontrar o conteúdo atual entre inúmeras fontes e os resultados sempre são baseados em relevância, e não em acordos comerciais", disse um porta-voz do grupo no final de outubro em comunicado à AFP.

As organizações de imprensa receberam o apoio de quase 1.500 profissionais da mídia, escritores, editores, diretores, músicos e advogados europeus, signatários de uma carta na qual pedem à UE para "fortalecer os textos para que a Google não possa mais se esquivar".

O presidente Emmanuel Macron também apoiou a imprensa no início de outubro, afirmando que uma empresa não pode "evitar" a lei na França.

Em 2005, a AFP denunciou a Google nos Estados Unidos e na França por violação das regras de proteção de direitos autorais, antes de chegar a um acordo.

A gigante do comércio digital Amazon criou um novo serviço gratuito de streaming de música para seus clientes, que inclui publicidade, mas não exige assinatura, disponível nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha.

A empresa de Jeff Bezos soma, assim, uma plataforma musical às opções já existentes para os assinantes que pagam pelo serviço Prime, onde não há anúncios, ou o serviço também pago Amazon Music Unlimited, que conta com um catálogo mais amplo.

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O streaming com publicidade da Amazon Music já estava disponível para usuários do Echo, o alto-falante inteligente da Amazon que funciona com a assistente virtual Alexa. Desde ontem, ele está acessível para dispositivos Apple, Android e Fire TV, bem como no site, informou a Apple em seu blog.

O faturamento com vendas online na Black Friday deve chegar a R$ 3,07 bilhões neste ano, alta de 18% em comparação com 2018, de acordo com pesquisa da Ebit/Nielsen. O levantamento afirma ainda que o número de pedidos deve crescer 15%, para 4,91 milhões, e o tíquete médio deve chegar a R$ 626, crescimento de 3%.

A pesquisa mostra que 44% dos entrevistados aproveitarão a Black Friday para garantir os presentes de Natal, índice 3 pontos porcentuais maior que o da pesquisa do ano passado. Outro indicador presente no levantamento é o da origem dos pedidos: nos primeiros 11 dias de novembro, 52,8% dos pedidos do e-commerce no País foram feitos através de dispositivos mobile, tanto via aplicativos quanto via navegadores.

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A Ebit/Nielsen também pesquisou as categorias de produto com as maiores intenções de compra na Black Friday: 41% dos consumidores pretendem comprar equipamentos eletrônicos, e 35% buscarão por eletrodomésticos. A categoria de celulares vem logo depois, sendo desejada por 28% dos clientes. Itens de informática têm 26% de intenção de compra. Cada consumidor pôde escolher mais de uma resposta à pergunta.

A pesquisa foi feita em setembro com consumidores que fizeram compras online em lojas conveniadas à Ebit/Nielsen, e que têm cadastro verificado com informações válidas.

A Black Friday em 2019 acontece no dia 29 de novembro.

O Facebook informou nesta quarta-feira (13) ter eliminado 5,4 bilhões de contas falsas de usuários em 2019, muitas apenas instantes depois de terem sido criadas.

Em seu relatório bianual sobre transparência, a companhia disse ter "melhorado sua capacidade de detectar e bloquear" a criação de contas "falsas ou abusivas" a ponto de frustrar milhões de tentativas todos os dias.

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Após vários escândalos sobre a gestão dos dados pessoais de seus usuários, a rede social multiplica os esforços por recuperar a confiança, sobretudo quando se aproximam as eleições presidenciais americanas, previstas para novembro de 2020.

A partir desta terça-feira (12) os usuários brasileiros do Instagram terão mais um recurso para se expressarem na rede social. Isso porque a empresa vai começar a testar no Brasil uma nova ferramenta de vídeos curtos com música. Chamada de Cenas, a funcionalidade permitirá que qualquer pessoa grave um filmete de até 15 segundos, fazendo uma coreografia ou uma interpretação dramática de uma canção. É a primeira vez que o Instagram, que pertence ao Facebook, começa o protótipo de uma função pelo Brasil.

Segundo a empresa, o recurso ainda está em fase de testes e não há previsão de lançamento global. De acordo com Robby Stein, diretor de produto global do Instagram, há vários motivos para a escolha - entre eles, estão a forte cultura musical local e o alto engajamento dos brasileiros na rede social. "Os criadores e os usuários que se comunicam com amigos no País utilizam muito as funções de música no Instagram", explicou o executivo, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo.

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A rede social não divulga o total de usuários que tem por aqui - no mundo, são mais de 1 bilhão de pessoas ativas mensalmente na plataforma. Na visão de Luiz Peres-Neto, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, há uma boa promessa de que o Brasil se transforme em um espaço de testes para redes sociais cada vez mais ativo. "No que diz respeito a experimentar novas ideias na área cultural, o brasileiro é bastante aberto a fuçar e criar em cima (das possibilidades)", afirma o pesquisador. "Somos um grande laboratório de mídia a céu aberto", completa.

Distribuição

Será possível visualizar as Cenas em duas áreas diferentes do Instagram. Para quem quiser produzir os próprios vídeos, será necessário acessar os Stories, recurso popular de mensagens efêmeras da rede social. Introduzida em agosto de 2016, a ferramenta deixa vídeos e fotos no ar por até 24 horas e já contabiliza 500 milhões de usuários ativos todos os dias no mundo. Além disso, será possível assistir às Cenas mais populares dentro da aba Explorar, que busca mostrar às pessoas as principais criações de influenciadores e produtores de conteúdo na rede social.

Fazer um vídeo curto desses é fácil e não leva mais do que alguns cliques. Em demonstração assistida pelo Estado de S. Paulo, uma funcionária do Facebook não levou mais do que dois ou três minutos para criar um filme curto dançando Macarena, o hit latino dos anos 90. Mais do que apenas simular a clássica coreografia, porém, o vídeo também tinha efeitos de corte de cenas e até uma mudança de penteado, tudo feito em sincronia com a canção do grupo Los Del Rio.

A nova ferramenta vai utilizar os mesmos acordos de licenciamento que o Instagram já possuía com gravadoras e artistas para o Instagram Music - a funcionalidade, lançada no ano passado lá fora, permite que usuários incluam trechos de músicas e letras em suas publicações. Segundo Stein, a diversidade musical do Brasil, com gêneros como sertanejo e funk entre os mais populares, não é um problema para os testes. De acordo com o executivo, o novo recurso terá as mesmas regras de moderação de conteúdo para violência e sugestões sexuais que já vigoram no restante da plataforma.

Rivalidade

Com o lançamento das Cenas, o Instagram não só testa um recurso novo, mas também busca frear o avanço de aplicativos de vídeos curtos que buscam um lugar na tela inicial de aplicativos dos celulares dos brasileiros. Nas últimas semanas, programas chineses como o TikTok e o Kwai têm ganhado popularidade por aqui, prometendo algo bastante parecido com a nova ferramenta da empresa de Mark Zuckerberg: vídeos com música, edição esperta e compartilhamento rápido.

"Estamos de olho no surgimento de plataformas de vídeos com bastante foco em música", disse Stein ao Estado de S. Paulo, sem falar em nomes específicos. "Acreditamos, porém, que somos a única empresa a ter uma comunidade de criadores e usuários bem formada, bem como uma edição fácil de conteúdo."

Na visão de Peres-Neto, da ESPM, é difícil prever como será a resistência dos chineses perante o Facebook - em outras temporadas, desafiantes como o Snapchat acabaram tendo recursos imitados pela companhia e perderam lugar. "A vida de produtos como Facebook e Instagram se dilata porque são apps que têm alterações constantes."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministério chinês da Ciência e Tecnologia anunciou nesta quinta-feira (7) a criação de um grupo de pesquisas sobre a tecnologia das redes de sexta geração (6G), poucos dias depois de lançar tecnologia 5G.

O ministério formou um grupo de trabalho de 37 especialistas, procedentes de universidades, institutos de pesquisa e empresas, para começar a estudar a tecnologia 6G. "Este é o início oficial da pesquisa e do desenvolvimento das redes 6G", afirmou o ministério em um comunicado.

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Além disso, a empresa chinesa de telecomunicações Huawei, considerada líder mundial da tecnologia 5G, já trabalha na pesquisa da tecnologia 6G, informou o grupo à AFP, sem revelar detalhes.

A China, que mantém uma rivalidade tecnológica com os Estados Unidos, acelerou o lançamento do 5G, que propõe uma velocidade muito superior às redes 4G. As três principais operadoras de telefonia chinesas oferecem o serviço desde a semana passada nas principais cidades do país.

Esta tecnologia é considerada uma revolução das telecomunicações, já que propõe oferece a possibilidade de objetos conectados, automóveis sem motorista e uma automatização muito mais intensa de vários aspectos da vida cotidiana.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (6) que promotores norte-americanos acusaram dois ex-funcionários do Twitter e um terceiro de espionar usuários da rede social críticos à família real da Arábia Saudita.

Os funcionários foram identificados como Ahmad Abouammo, cidadão dos EUA, e Ali Alzabarah, da Arábia Saudita. Já a terceira pessoa é o saudita Ahmed Almutairi, também acusado de espionagem.

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Abouammo foi detido na última terça (5), mas os outros dois suspeitos fugiram para a Arábia Saudita e são alvos de mandados de captura internacional, informou a BBC. A acusação revela que eles teriam trabalhado em conjunto para acessar dados de contas da rede social de dissidentes na tentativa de entregá-los ao governo em Riad.

A imprensa ainda informa que nenhum deles tinham autorização para obter os detalhes privados dos usuários. A justiça norte-americana ainda explica que os suspeitos teriam recebido dezenas de milhares de dólares, além de relógios caros.

Até o momento, a Arábia Saudita não comentou a polêmica. De acordo com o jornal americano "New York Times", esta é a primeira vez que cidadãos sauditas são acusados de espionagem dentro dos Estados Unidos. 

Da Ansa

LISBOA (POR) - A capital portuguesa abriu suas portas para receber a maior conferência de tecnologia, inovação e negócios do mundo: o Web Summit 2019. O evento trata-se de uma missão de negócios que reúne mais de 100 startups, além de investidores para imergir no ecossistema de Lisboa, oferecendo ainda, aproximadamente, 650 palestras e workshops abrangendo variados temas do empreendedorismo.

Entre os países com o maior número de representantes, o Brasil se destaca não só pela presença entre os participantes, mas principalmente pela quantidade de empresas exibindo e participando de pitchs durante o evento. Buscando entrar no mercado europeu em apenas cinco meses depois de criada, a startup paulista You Chekin veio à Lisboa com o intuito de apresentar a proposta, conseguir investimentos e parceiros. “Como a solução foca em hotéis e pode ser replicado em qualquer lugar do mundo, vimos na Web Summit uma oportunidade e já fechamos uma parceria com uma empresa portuguesa para tocar a operação por aqui e nos ajudar a expandir, destaca Vinicius Gallafrio, co-fundador da You Checkin, empresa que desenvolveu soluções para simplificar o processo de checkin nos hotéis.

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Também de São Paulo, a Bhomy foi selecionada para a exibição “Alfa Program”, para empresas em estágio inicial, embarcou buscando entrar em contato com outras empresas do setor de hospitalidade, conversar com investidores e grandes players. “A bhomy é uma plataforma de gestão de imóveis de curta e médias estadias, fazendo o serviço completo, desde a avaliação do potencial até a distribuição nos diversos canais”, explica o co-fundador e CEO da empresa, Eilliam Astolfi. “Estávamos participando de outros eventos fora do Brasil e não podíamos deixar de participar do maior de todos. Desde que montamos a empresa, em 2015, temos visto o amadurecimento do mercado brasileiro de startups com a criação de novas incubadoras e centros de inovação, e isso é muito positivo, pois traz um importante combustível para o país”.

Para Luiz Gomes, head da Overdrives, centro de inovação e aceleradora localizada no Recife, também presente a Web Summit, a é muito importante a participação das startups brasileiras em eventos como este. “É importante para entender o contexto do ecossistema europeu de startups, mas também para mostrar o que está sendo produzido no Brasil, em termos de tecnologia, já que o mercado digital não tem muitas barreiras físicas. Uma startup brasileira pode muito bem estar comercializando o seu serviço ou o seu produto fora do país, na Europa, e Portugal tem cada vez mais se mostrado uma boa porta de entrada para os brasileiros chegarem neste continente.

Buscando esta aproximação com a Europa, outra empresa brasileira satisfeita neste primeiro dia de evento foi a Itlinks SmartConecting, startup criada em Salvador-BA para fazer gerenciamento de compras recorrentes, como mantimentos para casas, rações para animais ou até suplementos alimentares. Com 18 meses de desenvolvimento, a Startup veio a Lisboa buscando um evento relevante no mercado de tecnologia para ter uma troca de experiências e garante ter acertado na escolha.

“Queríamos aprender e alavancar o nosso produto e, de fato, tudo que imaginamos está se concretizando aqui no evento. A quantidade de pessoas que passa por aqui, a troca de experiências e as informações que estamos recebendo estão valendo muito a pena”, garante o co-fundador da Itlinks, Alexandre Sangalo. “Ficamos sabendo que mais de 20 mil startups aplicaram para esta edição e apenas cerca de 10% delas foram selecionadas. É bom estarmos aqui e temos estarmos aprendendo muito”, complementa.

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Cada startup selecionada para os programas Alfa, Beta e Growth expõe durante um dos dias de evento e pode participar de sessões de pitch, de mentoria, e ter acesso aos investidores, a mídia e ao público em geral. Além dessas, 25 startups brasileiras foram escolhidas para uma exibição especial num novo espaço, chamado de Startup Showcase, onde elas apresentam um case no palco, e das 900 empresas inscritas para a disputa principal de pitch, 135 foram selecionadas e, dessas, seis são brasileiras, incluindo a Slicing Dice, criada como solução para pequenas e médias empresas que precisam trabalhar com dados. 

“Nossa plataforma tem a capacidade de consultar, armazenar e trabalhar qualquer tipo de dados, permitindo que empresas possam aproveitar este universo dos dados mesmo sem times técnicos especializados ou ferramentas muito caras”, explica Gabriel Menegatti, co-fundador e CEO da empresa, que hoje já tem mais da metade dos clientes fora do Brasil. “A vinda para a Web Summit partiu de um convite da Apex Brasil, por quem também fomos selecionados para ir para a China. A ideia é mostrar que é possível, sim, criar alta tecnologia no Brasil e nosso objetivo aqui é expandir a nossa operação e mostrar que o Brasil pode ser sim um celeiro de alta tecnologia e bons produtos”.

O LeiaJá está conferindo os detalhes do Web Summit 2019 de perto. Assista:

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Os motorista do aplicativo 99 agora poderão ter como 'guia' do Waze, aplicativo de direção no trânsito, as vozes dos personagens Scooby-Doo e Salsicha. Esses personagens clássicos famosos na televisão e no cinema agora integram a campanha "Dupla Imbatível", disponível para os smartphones iOS e Android por 30 dias. De acordo com a 99, essa será a primeira voz em português no Waze que é gravada por duas pessoas. 

Além da voz dos personagens, os usuários poderão optar entre os ícones para ser o seu carro no mapa do aplicativo. Para ativar a voz do Scooby-Doo, basta acessar o Menu, ir à aba Configurações e, na seção Instruções de Voz, escolher a opção “Português (BR) – Scooby-Doo. Para mudar o carro, na mesma aba de Configurações, o usuário deve ir na seção Configuração de exibição, na aba de Carro no mapa, e escolher entre os ícones.

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“Customizar os comandos de voz do Waze torna experiência de dirigir mais divertida e permite um nível de engajamento único para as marcas - ainda mais com a novidade de ter dois personagens dividindo o papel de nos guiar pela cidade. A nossa parceria com a 99 nessa ação, além de inovar, também reforça o posicionamento do Waze como o 'dupla imbatível' do motorista brasileiro", diz Leandro Esposito, diretor geral do Waze para o Brasil.

Está no ar um novo ambiente virtual de apoio à pessoas com Deficiência (PCD) e suas famílias. Elaborado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), o Portal D+ Informação (https://demaisinformacao.com.br/) traz conteúdos educativos, textos sobre leis e direitos, relatos de experiência, artigos de pesquisas e notícias de interesse ao PCD, suas famílias e da comunidade em geral. Além disso, o conteúdo da plataforma assegura informações confiáveis, com base em evidências científicas e com linguagem acessível a todos os públicos.

A criação do portal é uma iniciativa viabilizada por membros do Núcleo de Pesquisa e Atenção em Reabilitação Neuropsicomotora (Neurorehab), da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Em entrevista ao Jornal da USP, o mestrando da EERP, Michel Marcossi Cintra, um dos autores da plataforma, diz que o D+ Informação pode garantir ainda mais a inclusão de pessoas com deficiência nos grupos sociais. "Temos como objetivo promover a autonomia, o empoderamento e participação das pessoas com deficiência na sociedade", explica.

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Desde 2014, o Neurorehab trabalha na ampliação de ferramentas virtuais voltadas à integração das pessoas com deficiência. Os pesquisadores já desenvolveram, em parceria com outras universidades, a rede social D+ Eficiência, que, além dos deficientes, envolve familiares, cuidadores, médicos, instituições. "O uso da internet para buscar informações em saúde é crescente. Nós pesquisadores nos preocupamos com a clareza e qualidade das informações disponíveis para a sociedade", considera Letícia Corbo, aluna do mestrado na EERP e autora do projeto, ao Jornal da USP.

A internet acaba de chegar aos 50 anos. Em 1969, uma transmissão de dados entre duas universidades nos Estados Unidos marcou o início da maior rede do planeta. No Brasil, a história é mais recente, tem menos de 30 anos. A primeira transmissão utando o protocolo TCP/IP foi feita pela primeira vez no país em 1991.

Do início dos anos 1990 até agora, o quadro mudou bastante no país. Conforme dados da pesquisa TIC Domicílios 2018, elaborada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet (CGI.br), no ano passado, 70% dos brasileiros estavam conectados à internet. Dez anos antes, o índice estava em 34%, e a média mundial, em 48,5%.

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Contudo, a participação é muito desigual. No tocante à renda, enquanto o percentual nas classes A e B é de 92%, nas classes D e E, fica em 48%. A penetração da rede mundial de computadores atinge 74% nos centros urbanos, mas não alcança metade (49%) nas áreas rurais. Enquanto entre as pessoas com ensino fundamental completo o índice foi de 65%, entre os que completaram o nível superior, chega a 98%.

Internet móvel

Na avaliação do superintendente de Competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigorri, o crescimento da internet no Brasil ocorreu “de forma satisfatória e rápida”, especialmente nos anos 2010. Ele aponta o papel-chave da telefonia celular para a disseminação da tecnologia no país. Em 2018, havia 229 milhões de linhas de celular ativas, volume maior do que o total da população.

“O que antes estava centrado nas camadas ricas foi democratizado pela telefonia celular. A internet pré-paga foi o principal segmento de crescimento do acesso. Com o advento do 4G, mais fortemente a partir de 2014, houve uma redução contínua dos acessos pré-pagos, com pessoal migrando para o pós-pago e para o 4G”, lembra Baigorri. No fim do ano de 2017, a tecnologia 4G tornou-se a principal, ultrapassando a 3G no país.

A internet móvel tem se tornado, cada vez mais, a fonte exclusiva de conectividade de muitas pessoas. De acordo com a TIC Domicílios 2018, o índice de quem acessa a web apenas pelo celular cresceu quase três vezes entre 2014 e 2018 (de 20% para 56%). Enquanto isso, a conectividade exclusiva por computador caiu no mesmo período de 24% para 3% e o percentual de quem recorre aos dois meios também foi reduzido, de 56% para 40%.

Para o superintendente da Anatel, entretanto, a expansão pelo mercado chegou a seu “limite”. Assim, há o desafio de como conectar os 30% ainda fora da internet. Ele diz que um dos caminhos é ampliar a oferta do serviço no interior, o que pode ser feito estimulando provedores regionais. Essas firmas, reunidas, têm 9,48 milhões de clientes, quase o mesmo número da maior operadora brasileira, a Claro, que tem 9,54 milhões de usuários.

Outra medida em planejamento pela Anatel e pelo governo é a previsão de obrigações no leilão da exploração da tecnologia 5G. “Neste edital está sendo discutida a imposição de compromissos de cobertura para levar o 4G para essas regiões que não estão sendo atendidas. Como condição para o 5G, as companhias deveriam levar o 4G para essas regiões que não estão sendo atendidas”, diz.

Para o secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vitor Menezes, o Brasil alcançou “marcas positivas” no tocante à internet, como resultado de políticas públicas e de medidas regulatórias adotadas desde a privatização do Sistema Telebrás, em 1998.

Menezes identifica a necessidade de políticas públicas para massificar o acesso à rede e conectar os 30% ainda excluídos digitalmente. Um dos desafios para isso é melhorar a infraestrutura. Outro é o modelo tributário, cobrado de forma uniforme sobre equipamentos. De acordo com o secretário, há projetos de lei e alterações em discussão com alternativas a essa dinâmica, como a cobrança por faturamento das operadoras.

O governo também negocia com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para localidades ainda não alcançadas. Menezes destaca ainda o novo modelo instaurado com a aprovação da Lei 13.879, que autorizou a troca das concessões de telefonia fixa por autorização e previu que o saldo resultante dessa mudança seja empregado em políticas de fomento à conectividade.

“Acreditamos que vai ser fundamental para a massificação do acesso à internet porque ele vai promover o acesso. Com esta lei, vai ter mais disponibilidade de serviço. Na política pública que o ministério vai estabelecer, vamos lidar com questões do Norte, Nordeste, estradas federais para que possa ter ampliação do acesso”, destaca Vitor Menezes.

“No momento em que começam a ser direcionados investimentos para banda larga, isso deve trazer possibilidade maior de inclusão, existe gap grande para ser tratado, mas espera-se que os recursos provenientes dessas políticas possam ser aplicados nisso e na criação de mecanismos que permitam acesso de população”, acrescenta o diretor de Regulação do Sindicato das Empresas do Setor de Telecomunicações (Sinditelebrasil), José Bicalho.

Desigualdades

Para a advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet no Brasil Flávia Lefévre, o problema está não apenas em conectar os excluídos, nas no cenário brasileiro atual, marcado por desigualdade na conectividade entre as camadas mais ricas e as mais pobres da população – as mais pobres dependem muitas vezes de acessos móveis, com limite de consumo de dados e, sem condições, portanto, de uma experiência online plena.

Flávia teme que o quadro se aprofunde no futuro próximo. Em primeiro lugar, pela tendência de aumento da dependência da internet móvel, mais restrita do que a fixa. Em segundo lugar, pela implantação do 5G no país, que deverá ficar disponível a consumidores de alta renda. “Vai se acirrar a diferença entre a qualidade [da internet] dos ricos e a dos pobres, se não houver uma política pública que responda a essa realidade que a gente tem”, alerta.

Segundo Flávia, as políticas e instrumentos do novo modelo de telecomunicações podem não ser suficientes para dar as respostas necessárias ao problema. Isso porque retiram-se instrumentos regulatórios do Estado sobre as operadoras e deixa-se a expansão sob a lógica de mercado, o que, conforme a advogada, não foi capaz de assegurar a inclusão dos mais pobres. Outro receio é o fato de o novo modelo ter permitido a renovação automática das licenças das atuais concessionárias, reforçando seu poder de mercado e dificultando a competição no setor.

A cada minuto, 188 milhões de e-mails são enviados, 41 milhões de mensagens de textos são trocadas pelo WhatsApp e FB Messenger, 4,5 milhões de vídeos são vistos no YouTube, 3,8 milhões de buscas são realizadas no Google, 2 milhões de snaps são publicados, 1,4 milhão de perfis são vistos no Tinder, 1 milhão de pessoas se conectam ao Facebook, 390 mil aplicativos são baixados de lojas como Play Store e App Store (Apple) e 87,5 mil pessoas tuítam.

Cerca de 57% da população mundial está conectada, um total de 4,3 bilhões de pessoas, e 45% dos habitantes do planeta usam redes sociais, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, conforme o relatório Digital 2019, da empresa We Are Social. Somente o Facebook tem 2,4 bilhões de usuários, enquanto o Google chega a 2,4 bilhões de internautas com o sistema operacional Android e a 2 bilhões com sua plataforma de vídeo YouTube.

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Esse cenário é resultado de uma história que completou 50 anos na semana passada. No dia 29 de outubro de 1969, um pacote de dados foi transmitido entre computadores de duas universidades diferentes na Califórnia, Estados Unidos. A inovação foi produto de pesquisas feitas por acadêmicos sob os auspícios de uma agência militar do governo daquele país, que criou uma rede denominada Arpanet. Anos depois, em 1973, Vinton Cerf e Robert Khan criaram o protocolo TCP/IP, que seria a base do transporte de informações na rede.

A década de 1980 marcou a introdução de diversas tecnologias fundamentais relacionada à internet no mercado. Foi a fase de difusão de computadores pessoais e portáteis, de roteadores que permitiam a conexão entre diferentes redes e de telefones celulares, que nas décadas seguintes seriam terminais essenciais para a difusão da rede.

Os anos 1990 consolidaram a internet como se conhece. Em 1991, o centro de pesquisas Cern desenvolveu o modelo da World Wide Web (Rede Mundial de Computadores), calcado no protocolo de transferência de hipertexto (HTTP), a linguagem de marcação de hipertextos (HTML) e na organização de conteúdos em páginas, visíveis por meio de um programa chamado de navegador e acessível por um endereço.

Durante a década, a internet passou a se expandir em diversos países, ganhando diferentes modalidades de conteúdos, bens e serviços, inclusive o comércio eletrônico. Na primeira fase, a relação com os usuários se dá fundamentalmente no acesso a textos, imagens e vídeos em sites. Em 1996, começa a funcionar o serviço de voz sobre IP, permitindo chamadas de voz por outro meio que não telefones fixos ou móveis. Em 1998, é lançado o mecanismo de busca Google.

Na década seguinte, outros tipos de serviços de informação e comunicação ganhariam popularidade. É o caso das redes sociais, com o Friendster, em 2002, o Linkedin, em 2003, e o Facebook, em 2004. No ano seguinte, o audiovisual online ganha impulso com a criação do YouTube, que viria a se tornar a maior plataforma de publicação e consumo de vídeos do planeta. A facilidade de publicação de conteúdo e a participação em redes sociais e fóruns motivou a ideia de uma web 2.0, marcada pela participação e pelo caráter social.

A década de 2010 trouxe a difusão global da internet, a ampliação da sua base de usuários e a consolidação desses grandes agentes, alcançando bilhões de pessoas. O smartphone torna-se o equipamento eletrônico mais difundido do mundo e puxa a expansão e novas formas de conectividade ininterrupta e ubíqua, bem como o acesso a serviços não mais por sites, mas por aplicativos, ou Apps.

Também foi na década atual que diversos problemas eclodiram e puseram em questão a situação da internet. Um dos marcos foram as denúncias do ex-trabalhador da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos Edward Snowden sobre a existência de práticas de espionagem em grande escala por alguns governos, entre os quais o do seu país, em colaboração com grandes empresas de tecnologia. Em 2017, veio à tona o escândalo da empresa de marketing digital Cambridge Analytica, suspeita de ter usado dados de quase 100 milhões de usuários para influenciar processos políticos, como as eleições nos Estados Unidos e o referendo do Brexit em 2016, além de pleitos em diversos outros países.

O conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e responsável pela primeira conexão TCP/IP no país, Demi Getschko, diz que é preciso separar a internet como estrutura tecnológica das atividades realizadas sobre esta. Os problemas de abuso na exploração de dados e excessos envolvendo o debate público online não estariam relacionados à internet, mas ao que é realizado a partir dela.

“Uma coisa é ter uma estrutura em que, sem fronteiras físicas, sem permissão, nada além da adesão voluntária, consegue montar um tecido mundial, que é o que foi conseguido com a internet. Dentre diversas opções que existiam nas décadas de 1970 e 1980, a internet foi bem-sucedida. Pessoal envolvido teve mente aberta e estrutura sólida, e não voltada a nada fechado. Não tem centro de controle. Ela foi construída com esse propósito”, observa.

Na opinião da coordenadora de Políticas para América Latina da organização Internacional Eletronic Frontier Foundation, Veridiana Alimonti, se, por um lado, a rede mundial proporcionou novas formas de produção e difusão de conhecimento, permitindo a expressão de narrativas sem espaço nos meios de comunicação tradicionais, por outro, também abriu espaço para práticas prejudiciais.

“De fato, passamos de um momento de euforia com a internet e as tecnologias digitais de informação e comunicação para uma compreensão mais crítica de que elas também podem servir para a potencialização da discriminação, de grandes assimetrias de poder e da vigilância sobre cada detalhe das nossas vidas”, ressalta.

Para o coordenador de Políticas Públicas para América Latina da entidade internacional Accessnow, Javier Pallero, os problemas que ganharam visibilidade nos últimos anos estão relacionados à ampliação da presença de pessoas no ambiente virtual. A internet deixou de ser um espaço apenas ocupado por usuários mais ricos ou por elites universitárias para se transformar em um cenário mais próximo da sociedade, refletindo também conflitos e comportamentos problemáticos.

As empresas de redes sociais, acrescenta Pallero, calcaram seus negócios nessa nova lógica de circulação de conteúdos, favorecendo o que gerasse mais engajamento. “Por causa das fraquezas humanas, há uma atenção para coisas como notícias falsas e sensacionalismo, além do fato de as pessoas quererem ser notadas. As companhias de redes sociais tiraram vantagens dessas limitações culturais e educacionais, talvez propositalmente.”.

O professor da Universidade Federal do ABC e integrante do CGI.br Sérgio Amadeu identifica nesse processo o que chama de três crises atuais da internet. A primeira envolve o caráter distribuído da rede, que não necessariamente é democrático e pode ser usado para disseminar vigilância e comportamentos autoritários. A segunda crise está relacionada com o livre fluxo de dados, capturado por grandes corporações e controlado muitas vezes fora da capacidade de fiscalização e regulação dos Estados nacionais.

A terceira crise abarca o modelo de participação, que, ao dar espaço para um contingente maior, incluiu usuários contrários às liberdades e direitos de participação política. “Pensamos que, pelo fato de a internet permitir participação ampla, as pessoas defenderiam a liberdade de participação. Mas vários grupos neofascistas e autoritários usam a rede para destruir o ideal de participação”, diz Amadeu.

Futuro

Segundo o criador do protocolo TCP/IP e hoje vice-presidente de “evangelização da internet” do Google, Vint Cerf, a rede mundial de computadores caminha para ser “totalmente natural”, utilizada pelos indivíduos sem pensar nela. Cerf diz acreditar que haverá melhora geral tanto nos índices de conectividade quanto nas velocidades, com ampliação do 5G e das redes de fibra ótica.

“Bilhões de aparelhos conectados em rede terão capacidade ainda maior de interatividade para voz, gestos e sistemas de inteligência artificial. Vejo também a expansão da internet interplanetária – quem sabe? Uma coisa é certa: depois de todas as conquistas dos últimos 50 anos, as possibilidades são infinitas”, afirmou, em texto publicado em blog no Google.

Demi Getschko vai em sentido similar e considera que a “naturalização da internet” tende a seguir dinâmica semelhante à da eletricidade, tornando-se tão presente que fique quase imperceptível. No tocante a tentativas de regulação por governos diante dos problemas no ambiente virtual, que vêm se multiplicando nos últimos anos, o conselheiro do CGI lembra que há dificuldades em razão do caráter “sem fronteiras” da rede.

“A internet não tem um país, mas comunidades. É preciso que ver formas de combater ilícitos, que nem sempre são os mesmos nas legislações. Estamos em uma situação em que muitos paradigmas mudam. Temos tendência de ficar muito ansiosos e de tentar remendar. A internet é uma peneira de infinitos furos”, pondera.

Já o professor Sérgio Amadeu destaca que as respostas às crises da internet dependem de medidas concretas, como regular as grandes plataformas digitais. “Não dá para aceitar que elas atuem da forma como atuam, muitas vezes censurando conteúdos do nosso país. E corporações não vão abandonar sua lucratividade. Além da regulação, é preciso esta batalha pela ética, por termos de conduta a partir de debates amplos na sociedade”, defende.

Javier Pallero acredita que o Estado tem papel central, por ser o único com poder de garantir o respeito a direitos humanos no ambiente virtual. Ele ressalta que aí há uma responsabilidade de governos democráticos em fortalecer as práticas democráticas na rede, assegurando regras transparentes e justas e não contribuindo para práticas como a censura de conteúdos.

Outra dimensão, acrescenta Pallero, é qualificar a formação do cidadão para “ser um pensador crítico da internet em um mundo dirigido pela tecnologia e com uma grande dependência disso”.

As operadoras de telecomunicações Oi, Vivo e Tim manifestaram na quinta-feira seu desejo de que o leilão da internet de quinta geração (5G) ocorra só mais adiante. O certame, que será realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), estava originalmente previsto para março de 2020, mas a data exata ainda não foi definida pelo órgão regulador, e as empresas já contam com um atraso. Sob a ótica da Oi, uma eventual postergação ajudaria as empresas a tomarem fôlego após os investimentos feitos nas redes de 4G. Já Vivo e Tim disseram que é preferível que o leilão demore um pouco mais se isso resultar em regras mais favoráveis para o setor.

"Existe a expectativa do leilão acontecer na segunda metade de 2020, é possível. Mas nada impediria que ele acontecesse em 2021", declarou Rodrigo Abreu, presidente executivo da Oi, durante feira do setor. "É óbvio que se for para frente, melhor. De fato, o País ainda está no suspiro do investimento feito nas redes de 4G e 4.5G", justificou.

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No dia anterior, o presidente da Telefônica Brasil, Christian Gebara disse preferir que o leilão de 5G ocorra mais tarde, porém com as regras corretas, em vez de sair no curto prazo e com regras desfavoráveis.

A Anatel deve publicar nas próximas semanas a consulta pública para o edital do leilão. O secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini (PSDB-SP), reiterou que a intenção do governo é realizar o certame o mais rápido possível, em 2020, mas não se comprometeu com datas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Apple lançando seus novos fones de ouvido com cancelamento de ruído, 10 jogos de arrepiar os cabelos para quem ainda está no clima de Halloween e meme "Caneta Azul, Azul Caneta" marcando tanto que virou tatuagem em João Pessoa (PB). Quer conferir tudo isso? Então clica no vídeo!

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O WhatsApp liberou na última quinta-feira (31), um novo recurso que possibilita o bloqueio via impressão digital do aplicativo. No começo do ano, a plataforma havia disponibilizado a opção de desbloqueio com o Touch ID e Face ID para aparelhos iPhone. Agora, chegou a vez dos telefones com Android instalado terem um reforço na segurança.

Autenticação permitirá ao usuário o desbloqueio do WhatsApp com sua impressão digital, sem a necessidade do uso da senha e impedindo assim que terceiros acessem o conteúdo das mensagens sem autorização. 

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Para ativá-la, toque em Configurações > Conta > Privacidade > Bloqueio por impressão digital. Ative Desbloquear com impressão digital e confirme sua impressão digital. Confira o passo a passo abaixo:

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O Spotify divulgou nesta sexta-feira (1º), uma pesquisa realizada dentro da plataforma sobre o consumo de podcasts no Brasil. De acordo com a companhia há um aumento de 21%, mensal, no número de ouvintes do formato desde janeiro de 2018 - apenas em seu serviço de streaming. Mas ele não está sozinho. Outra plataforma que também endossa o crescimento, cada vez maior, do consumo desse tipo de conteúdo é um de seus maiores concorrentes nacionais, o Deezer.

Dezenas de milhões de usuários transmitem conteúdo de podcast mensalmente em todo mundo e com a criação de mais programas e o crescente aumento do público, a tendência é que plataformas do gênero caiam cada vez mais na rotina dos brasileiros. A pesquisa divulgada pelo Deezer, feita entre usuários de plataformas de streaming, aponta que o consumo de podcasts no país subiu 67% este ano.

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Números

Realizado em julho, o estudo analisou respostas do Brasil, França e Alemanha, entre ouvintes de podcast em geral. A média de crescimento de uso do Brasil ficou 17% acima da soma entre os três países, que foi de 50%. A maioria dos entrevistados, correspondente a 47%, tinham entre 24 e 35 anos. Outros 25% tinham entre 35 e 45 anos, enquanto 17% possuíam mais de 45 e 11% correspondiam a jovens entre 16 e 24 anos. A pesquisa também revelou que entre os usuários brasileiros, 25% escuta mais de 1 hora de podcast por dia. Mas esses não foram os primeiros estudos sobre o aumento do consumo.

Nunca vi nem ouvi, eu só ouço falar

Apesar da crescente popularização do formato o Brasil possui 120 milhões de internautas em que, 32% deles - ou seja 38,4 milhões de pessoas - sequer sabem o que é um podcast. Os números foram divulgados pelo Ibope, em uma pesquisa que entrevistou duas mil pessoas entre os dias 15 e 18 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Existente há mais de 10 anos, o formato hoje contempla uma audiência de 40% da população brasileira, que já ouviu ou é ouvinte de algum programa de áudio pela internet.

As autoridades russas começaram a aplicar, nesta sexta-feira (1º), uma polêmica lei para criar uma "internet soberana", isolada dos grandes servidores mundiais, iniciativa denunciada pelos defensores da liberdade de expressão como um controle excessivo.

O texto prevê a criação de uma infraestrutura que permita garantir o funcionamento dos recursos da internet russa caso as operadoras do país não consigam conectar-se com os servidores estrangeiros.

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Os provedores de acesso da Rússia também devem garantir que suas redes tenham "meios técnicos" para permitir um "controle centralizado do tráfego", para conseguir responder a eventuais ameaças.

A lei tem sido criticada como uma tentativa de controlar o conteúdo na internet, além de pretender isolar de maneira progressiva a internet russa, um dos últimos espaços de liberdade para a oposição.

"O governo pode agora censurar de maneira direta o conteúdo ou, inclusive, transformar a internet russa em um sistema fechado sem informar ao público sobre o que fez ou por quê", denunciou a ONG Human Rights Watch.

A organização considera que o texto, que provocou manifestações e março, "coloca em perigo a liberdade de expressão e informação on-line" e abre o caminho para uma "vigilância em massa".

O Twitter anunciou, nesta quarta-feira (30), que não irá mais aceitar propaganda política em sua plataforma em nível global, em resposta às crescentes críticas sobre a disseminação de fake news por políticos nas redes sociais.

Em um tuíte, o CEO Jack Dorsey disse que a companhia tomou esta decisão para evitar potenciais problemas derivados de mensagens automáticas, fake news e deepfakes - uma técnica de Inteligência Artificial que permite editar vídeos falsos de pessoas aparentemente reais.

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Todo bom brasileiro adora um meme. Gostamos tanto que já fomos vencedores da terceira guerra memeal, no Twitter, além de responsáveis por diversos virais. O mais recente deles é um vídeo de um homem cantando uma música chamada “Caneta Azul”, no YouTube. O novo meme fez tanto sucesso que, em Campina Grande, na Paraíba, um jovem resolveu tatuar o rosto do vigilante Manoel Gomes, intérprete do hit, no peito - junto com o desenho de duas canetas azuis.

O responsável pelo desenho é o tatuador Diego Farias, que contou à reportagem que realizou a tatuagem em um amigo que estava procurando por um novo desenho.  “O rapaz é amigo meu, e esse já é o segundo meme que tatuo nele. Ele chegou no ‘Studio’ querendo uma tatuagem, mas não sabia o que fazer, daí dei a ideia de fazer o rapaz da caneta azul que tá estourado no Brasil no momento. Ele aceitou e nós fizemos ontem mesmo”, afirma o tatuador.

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O fã de memes é Joselito de Sousa Gadelha filho, de 22 anos, músico de orquestra, em Natal. De acordo com o jovem, ele estava resolvendo alguns assuntos pessoais na Paraíba, quando resolveu rever o amigo e acabou tatuando o meme. Além do “Caneta Azul”, Joselito também tem o desenho do  "negão do WhatsApp" na perna - um homem segurando um órgão genital extenso, que foi bastante compartilhado em grupos do mensageiro. 

"Eu gosto dessa ideia porque essa vida só se vive uma vez e se você não fizer o que acha que deve fazer, você vai ter perdido sua vida", diz o jovem em vídeo. De acordo com Joselito, essa não será a última tatuagem de meme que fará “a ideia permanece. A do artista expressar sua arte”, diz.

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A Apple incluiu novos emojis de gênero neutro na atualização mais recente de seu sistema operacional para dispositivos móveis, que inclui a representação de pessoas como bombeiros ou cientistas, mas que não se identificam como homem ou mulher.

A gigante tecnológica ofereceu nos últimos anos novos designs inclusivos, com emojis com diferentes tons de pele e profissões.

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O Google, criador do sistema operacional móvel Android, apresentou seus próprios emojis não binários em maio.

Essa nova coleção da Apple também inclui uma série de ilustrações relacionadas à deficiência, como uma cadeira de rodas, um cão-guia e uma prótese de braço com aparência robótica.

Os usuários que atualizam seus sistemas operacionais para a versão 13.2 do iOS, apresentados na segunda-feira, podem incluir esses novos emojis em suas mensagens.

O design dos emojis de gênero neutro se difere sutilmente daqueles que já existiam para homens e mulheres.

Em alguns casos, o estilo e a cor da roupa foram modificados. Em outros, os cortes de cabelo são diferentes e uma "estrutura facial de gênero neutro" foi usada, segundo o site especializado em emojis Emojipedia.

No entanto, o esforço pela inclusão não deixou todos satisfeitos. Alguns críticos dos novos designs argumentam que esses ícones definem como deve ser a aparência de uma pessoa que não se adapta ao seu gênero, frequentemente abreviado como CNG, do inglês "gender nonconforming".

"Como determinar que esses emojis são como a neutralidade de gênero deve ser representada ou que representam a maioria das pessoas que usam CNG", escreveu um usuário no Twitter.

"Não entendo por que eles não eram todos neutros desde o começo", escreveu outro.

"Os velhos e antigos smileys são neutros", acrescentou esse usuário, em alusão aos rostos amarelos e redondos da primeira geração de emojis. "Não sei por que tivemos que começar a colocar gênero em tudo em primeiro lugar".

Quando a Apple ofereceu uma primeira olhada em alguns desses novos designs no meio do ano, disse que trariam “ainda mais diversidade ao teclado” e “preencheriam uma lacuna significativa” na seleção de emojis disponíveis.

A coleção também inclui um prato de falafel, um gambá e um banjo.

Nos últimos anos, as empresas prestam cada vez mais atenção à inclusão.

A fabricante de brinquedos Mattel, por exemplo, apresentou bonecos de gênero neutro no mês passado, que carecem de curvas da Barbie e da G.I. Joe. Além disso, várias marcas de moda e cosméticos estão comercializando produtos não binários.

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