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Na última quinta-feira (16) morreu o empresário e inventor britânico, considerado pioneiro da computação doméstica Sir Clive Sinclair, aos 81 anos, após uma luta de 10 anos contra um câncer. Sinclair é conhecido por ser o pai do computador gamer ZX Spectrum, lançado em 1982.

O profissional da tecnologia fundou a Sinclair Research em 1961, onde lançou os microcomputadores ZX80 e ZX81, mas foi nos anos 1980, com o lançamento do ZX Spectrum que ele alcançou a popularidade, além de criar um dos principais concorrentes do computador Commodore 64.

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O ZX Spectrum também foi lar de muitos clássicos da indústria dos jogos, entre eles, “Jet Set Willy” (1984), “R-Type” (1987), “Chase H.Q.” (1988), “The Lords of Midnight” (1984), “Target: Renegade” (1988) e “Renegade” (1986). Além disso, o aparelho também ajudou a popularizar os computadores pessoais e levá-los para os ambientes familiares.

O sucesso profissional de Sinclair fez com que ele fosse condecorado pela Rainha Elizabeth II como Cavaleiro, em 1983. Ele deixa três filhos, cinco netos e dois bisnetos.

Na sexta-feira (17), o núcleo Linux  completa 30 anos. Desenvolvido pelo engenheiro de software Linus Benedict Torvald, que tomou como base o sistema operacional Unix, o Linux se caracterizou por possuir código aberto e possibilitar a criação de diversos sistemas que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, entre eles, o Android, presente na maioria dos smartphones e smart TVs.

De acordo com o professor dos cursos de tecnologia da informação da Universidade Guarulhos (UNG), Everton Graciano Macedo, o código fonte aberto do Linux possibilita que qualquer pessoa possa estudá-lo, alterá-lo e compartilhar os resultados obtidos. “Isso abre um mundo de possibilidades para profissionais da área de TI”, comenta.

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Macedo destaca que o Linux se torna adaptável às necessidades de seus usuários. “Os profissionais de TI podem escolher a melhor distribuição e configurar de acordo com o perfil de seus clientes”, aponta.

Por mais que exista uma certa rivalidade entre os usuários de Linux e Windows, o professor da UNG não considera o núcleo como um concorrente direto, uma vez que fabricantes de outros sistemas operacionais também podem utilizar o Linux em seus computadores e explorá-lo. “Existem apenas custos adicionais para suporte que são cobrados por algumas distribuições”, lembra Macedo.

Além de estar presente na vida de muitas pessoas, por meio de seus celulares e televisores, Macedo ressalta que o Linux marca presença em diversas empresas privadas, órgãos governamentais ou instituições de ensino. Além disso, ele também é muito utilizado em servidores de redes, seja para armazenamento de arquivos ou gerenciamento.

Outra vantagem do núcleo, é a possibilidade de operar sem sua interface gráfica, em uma tela que obedece apenas a linhas de comandos. “O modo texto faz com que o sistema operacional opere com maior desempenho e segurança”, relata Macedo.

Por outro lado, o professor frisa que o sistema Linux exige profissionais com conhecimento avançado, o que pode gerar maior custo de mão de obra da empresa, além de dificultar a acessibilidade para usuários menos experientes. “Com tantas possibilidades, existem inúmeras distribuições no mercado. Mas, não há um padrão de sistemas como acontece com Windows. Uma série de versões também pode exigir conhecimentos específicos em cada uma delas”, acentua Macedo.

Entre os mais diversos sistemas operacionais baseados no núcleo Linux, Macedo destaca o Debian, Ubuntu, CentOS e Mint. “Podemos considerar que o sistema base de referência do Linux foi o Unix, a partir deste sistema operacional foram derivados outros sistemas como Linux, MAC OS, Solares e BSD”, define.

Nesta terça-feira (14), a empresa de eletrônicos Apple realizou uma conferência para anunciar seus próximos lançamentos. As novidades incluem novas adições para o serviço de streaming Apple TV+, além dos novos iPad 9, Apple Watch Series 7 e iPhone 13.

O principal destaque da apresentação foi o anúncio da geração 13 de iPhone que, assim como as anteriores, contará com um modelo padrão e um mini. Os novos celulares contarão com o processador A15 Bionic, câmeras na diagonal, tela de 6,1 polegadas para o modelo comum e 5,4 polegadas para o mini.

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Outras opções serão os modelos 13 Pro e 13 Pro Max, que prometem entregar um desempenho superior à linha tradicional. De acordo com a Apple, o iPhone 13 chegará com opções de armazenamento de 128GB, 256GB e 512GB. Os preços indicados pela empresa da maçã são de US$699 (R$3.666,95 em conversão direta) para o padrão e o mini; e US$999 (R$5.240,75) para a linha Pro.

Para o segmento de iPads, a Apple anunciou seu novo modelo, o iPad 9, que contará com armazenamentos a partir de 64Gb (a depender do modelo), processador A13 Bionic, câmera de 12 megapixel, tela de 10,2 polegadas e novo sistema operacional iPadOS 15. O aparelho será vendido por valores a partir de US$329 (R$1.722).

A família mini também receberá uma nova geração de modelos, com tela de 8,3 polegadas, câmera de 12 megapixel, compatibilidade com 5G e processador A15 Bionic, que segundo a Apple, oferece um desempenho superior às versões anteriores de 80%.

O novo iPad mini será disponibilizado nas cores starlight, cinza, roxo e rosa, com diferentes opções de armazenamento. Os preços iniciais para os modelos são: Wi-Fi por US$499 (R$2.615,06); Wi-Fi + Celular por US$649 (R$3.401,15).

Na sequência, a empresa fundada por Steve Jobs (1955-2011) revelou o novo modelo de seu relógio inteligente Apple Watch Series 7, que segundo a companhia, apresenta um display maior, melhorias no brilho e mais agilidade na hora de recarregar a bateria.

Um dos focos do Apple Watch é o acompanhamento de exercícios, uma vez que o produto consegue registrar movimentos e batimentos cardíacos, além de auxiliar na prática de atividades físicas. Nesse sentido, a empresa também anunciou o aplicativo Fitness Plus, que apresenta videoaulas e promete otimizar os treinos.

Para o Apple TV+,  revelou que chegará ao streaming em 17 de setembro a segunda temporada da série “The Morning Show” (2019) e as primeiras temporadas de “Fundação” e “Invasão”,  em 24 de setembro e 22 de outubro, respectivamente. A plataforma está disponível no Brasil por R$9,90 ao mês.

A Apple anunciou seu evento anual “California Streaming” para esta terça-feira (14) às 14h, no horário de Brasília (10h no horário do Pacífico). Usuários e entusiastas da tecnologia estão na expectativa de que a fabricante anuncie a linha do iPhone 13, Apple Watch Series 7 e talvez novos AirPods.

O selo de Steve Jobs não costuma participar de grandes eventos da indústria, como CES ou E3, já que a empresa mais valiosa do mundo costuma realizar eventos próprios. Várias vezes por ano, a Apple convida a imprensa e profissionais da indústria a um teatro para ouvir tudo sobre seus mais recentes produtos e serviços. A Apple chama isso de “Eventos Especiais” e os transmite online para seus milhões de fãs.

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Há também a Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple (WWDC), um evento de vários dias, no meio do ano, focado em sessões para desenvolvedores, ajudando-os a aproveitar ao máximo as ferramentas e produtos mais recentes da Apple. Ele começa com um grande keynote que serve para anunciar novos produtos (normalmente as versões mais recentes do iOS e macOS, bem como alguns produtos de hardware). A Apple ainda tem muitos produtos para revelar em 2021, então o outono da tecnologia deverá ser agitado no exterior.

iPhone 13

São esperados quatro modelos do iPhone 13 nos mesmos tamanhos dos modelos do iPhone 12, e a Apple está planejando usar o mesmo design geral. Há também expectativa para monitores ProMotion de 120 Hz, assim como melhorias na câmera, um chip A15 e 5G mais rápido. Os modelos do iPhone 13 terão um design de entalhe menor, que será um dos maiores ajustes de design. Melhorias na vida útil da bateria, assim como algumas melhorias notáveis ​​na câmera deverão ser anunciadas.

Apple Watch Series 7

A Apple apresenta novos modelos do Apple Watch anualmente e, este ano, é possível que a marca traga um design atualizado pela primeira vez em vários anos. O Apple Watch deverá apresentar engastes menores e um design de borda plana que pode ser semelhante ao design do iPhone 12. Os novos modelos do Apple Watch virão em novas opções de tamanho de 41 mm e 45 mm, e nenhum novo recurso de saúde é esperado, embora receba um chip mais rápido e novos recursos sem fio.

AirPods 3

A Apple está trabalhando em uma nova versão do AirPods, que será semelhante ao AirPods Pro, mas sem o Cancelamento Ativo de Ruído, permitindo que a Apple os venda por um preço menor. Houve vários rumores sugerindo que o AirPods 3 seria lançado no primeiro semestre de 2021, mas essa informação era imprecisa e agora parece que os AirPods serão lançados no terceiro trimestre. A produção em massa está programada para começar em agosto, o que significa que podemos ver um lançamento em setembro junto com novos iPhones.

MacBook Pro

Estão sendo desenvolvidos modelos de MacBook Pro de 14 e 16 polegadas que provavelmente serão lançados no terceiro trimestre de 2021. As novas máquinas apresentarão a revisão de design mais significativa para a linha de MacBook Pro que é vista desde 2016, apresentando um Projeto. Os novos MacBook Pros cobrarão pelo MagSafe, terão mais portas e terão teclas de função físicas em vez de uma barra de toque. Ele usará chips de silício M1X da Apple atualizados com uma CPU de 10 núcleos que apresenta oito núcleos de alto desempenho e dois núcleos de eficiência energética, junto com opções de GPU de 16 ou 32 núcleos e suporte para até 64 GB de RAM.

iPad mini

Há uma nova versão do iPad mini chegando em 2021, e há rumores de que ele pode ter uma tela maior de 8,5 a 9 polegadas. O iPad mini atualizado continuará a apresentar uma porta Lightning e, se houver uma tela maior, ela será implementada por meio de uma redução no tamanho do bisel. Ele também pode usar um botão liga / desliga Touch ID, permitindo um design de tela inteira.

iPad de baixo custo

A Apple está desenvolvendo uma versão de nona geração do iPad de baixo custo com uma tela de 10,2 polegadas e uma construção mais fina (6,3 mm) que é semelhante ao iPad Air de terceira geração agora descontinuado.

Principal companhia do setor varejista nos Estados Unidos, o Walmart anunciou em comunicado nesta segunda-feira (13) uma parceria com a criptomoeda litecoin, que abrirá a possibilidade de clientes da empresa realizarem pagamentos com o ativo na sua plataforma de comércio digital a partir de 1º de outubro.

De acordo com a varejista, a decisão de escolher o litecoin para iniciar sua integração com criptomoedas se dá pelo fato do ativo estar entre os mais antigos do mercado de moedas digitais, além da sua rapidez e custo baixo em comparação com o bitcoin.

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"O litecoin foi projetado para ser usado em transações mais baratas e ser mais eficiente no uso diário", afirmou a companhia.

"As taxas extremamente baixas do litecoin e os tempos de transação rápidos são perfeitos para uma loja líder de comércio eletrônico como o Walmart. Estamos entusiasmados que nossa criptomoeda agora seja suportada pelo Walmart, abrindo mais oportunidades para qualquer comerciante aceitar pagamentos via litecoin no futuro", comentou o criador da criptomoeda, Charlie Lee.

CEO do Walmart, Doug McMillon disse a parceria com o litecoin permite aos clientes uma "experiência muito ágil de compra, com confirmação de transação praticamente instantânea e taxas próximas de zero".

Um tribunal holandês determinou, nesta segunda-feira (13), que os motoristas de Uber nesse país estão efetivamente sob contrato de trabalho e não são trabalhadores independentes, em um novo golpe à gigante americana líder em serviços de motoristas de aplicativo.

Esta sentença, em um caso apresentado por um sindicato holandês, ocorre meses depois de outra semelhante por parte de um tribunal do Reino Unido sobre os direitos dos motoristas de Uber, o que obrigou a empresa americana a alcançar um acordo sindical pela primeira vez no mundo.

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"A relação legal entre Uber e esses motoristas reúne todas as características de um contrato de emprego" e os motoristas estão protegidos pelo convênio coletivo trabalhista dos motoristas de táxi, informou um tribunal de Amsterdã em um comunicado.

"Isso significa que a Uber será obrigada a assinar contratos trabalhistas com seus motoristas (...), o que significa que, em determinadas circunstâncias, eles têm direito a um pagamento atrasado", disse o tribunal.

A Federação de Sindicatos Nacionais (FNV) holandesa levou a Uber aos tribunais em dezembro passado, alegando que os taxistas e os motoristas desta empresa compartilham um mesmo acordo de trabalho, e que esses últimos frequentemente ganham menos que um salário mínimo.

A Uber, que insiste que apenas fornece uma plataforma técnica para vincular motoristas e clientes independentes, alertou que vai recorrer da sentença.

"Estamos decepcionados com esta decisão (judicial), porque sabemos que a grande maioria dos motoristas quer continuar sendo independente", declarou Maurits Schoenfeld, gerente da Uber para o norte da Europa, em um comunicado à AFP.

"Os motoristas não querem renunciar à sua liberdade de escolher quando e onde trabalhar", acrescentou.

Em março, a Uber informou que pela primeira vez no mundo estava concedendo aos seus motoristas no Reino Unido o status de trabalhadores, com benefícios que incluem o salário mínimo.

Thiago Maffra assumiu o comando da XP em maio, após dirigir a área de tecnologia por dois anos e nove meses e comandar a transformação digital da empresa. Para o executivo, a maioria das companhias tem desperdiçado o potencial de suas equipes de tecnologia ao realizar uma transformação incompleta e deixar de lado a parte mais difícil: a mudança de cultura.

Maffra também destaca que o perfil dos diretores de tecnologia mudou e, para os profissionais da área que sonham com a cadeira de CEO, manda um recado: "Comece a aprender de produto e do negócio, porque vai ser necessário inclusive para ser CTO."

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• Quando o sr. assumiu, o Guilherme Benchimol (antigo CEO) falou que um dos motivos para a mudança era que a empresa queria usar a tecnologia na maior intensidade possível para servir o cliente. É essa necessidade de ter a tecnologia como algo central e sua experiência como CTO que o transformaram em CEO? Há outros elementos?

A XP não nasceu digital. A gente via a necessidade de transformá-la em uma empresa digital, dada toda a mudança no mundo, e o Guilherme me convidou para liderar essa transformação (como CTO). Tínhamos 200 pessoas na época em tecnologia. Hoje temos mais de 2 mil pessoas (de um total de 5 mil) e nos consideramos uma empresa digital. Mas a gente acha que dá para ir mais longe. Esse é um dos motivos para eu estar nesse cargo. A agenda de digitalização é o que vai nos levar a outro patamar. Por uns 18 anos, a empresa foi focada em investimentos. De um ano e meio para cá, começamos a expandir a oferta de produtos. Estamos entrando em banking, crédito, seguro e no mundo da pessoa jurídica. Como vamos fazer isso? Vamos avançar tendo um modelo de servir diferente, alavancando nossas capacidades digitais e nossa plataforma tecnológica. Com isso, saímos de um público-alvo de 15 milhões de pessoas que têm poupança e investimento e vamos para um público de 60 milhões de pessoas.

• O que falta fazer na transformação digital?

O primeiro passo de uma transformação digital é a empresa ter centralidade no cliente. Todas as empresas dizem que têm isso, mas na prática são poucas. Muitas são conduzidas por produto ou por receita. Quando você pega empresas financeiras, elas saem do financeiro, não dos clientes. A gente sai da necessidade dos clientes para depois ir para o financeiro. Mudamos o processo de orçamento. Também descentralizamos a empresa e adotamos uma liderança mais por contexto. Aí tem toda uma reorganização em business unit (unidades de negócios que reúnem várias equipes multidisciplinares pequenas e dão maior eficiência operacional). Uma parte disso ainda está faltando. Devemos terminar até o meio do ano que vem.

• Que habilidades têm um CTO que o fazem ser um CEO adequado para as necessidades atuais das empresas?

Alguns anos atrás, as empresas viam a tecnologia como uma área mais técnica. É um problema quando a empresa tem uma área de tecnologia que está ali para servir o negócio. As empresas têm de entender que a tecnologia é parte central do negócio, um diferencial competitivo. Aí a tecnologia passa a existir para atender o cliente. Quando olho o perfil de pessoas de tecnologia, acho que elas têm de ser menos especialistas e mais integradas ao negócio. As pessoas perguntam: isso é a área de tecnologia ou de produto? Eu não enxergo isso mais aqui. Não tem tanto essa diferença. Óbvio que cada um tem sua especialidade e responsabilidade, mas o cara de engenharia tem de entender o negócio, o produto, as necessidades do cliente. Ele tem de estar na mesa na hora que você está desenhando um produto. Ele olha sob uma ótica diferente e contribui para criar um produto melhor, que atende as necessidades do cliente.

• Mas o sr. acha que empresas, em geral, deixaram de ver a área de tecnologia como um departamento de custo operacional?

Não. A maioria das empresas está fazendo só uma parte da transformação, que é reorganizar algumas partes das empresas (em equipes multidisciplinares para ter mais agilidade). Isso é ótimo, melhor que o modelo antigo, mas você aproveitou 30% do poder do seu time de tecnologia. Transformação é uma mudança de mentalidade e de cultura. É óbvio que há empresas que têm de fazer ajustes tecnológicos, mas isso é a parte mais fácil. Isso depende de tempo, investimento e um bom plano. A parte difícil é a mudança cultural e de mentalidade. Tem muito jogo de ego. As pessoas estão mais ocupadas com onde vão ficar, qual vai ser seu papel na transformação. Aí a transformação não acontece. Quando você pega empresas como a nossa, digitais, a gente lidera por contexto. Não é uma estrutura hierárquica. As pessoas têm autonomia. As que estão direto com o cliente têm mais informação do que eu para a tomada de decisão. Essa mudança é difícil para algumas pessoas. Se não tiver uma liderança muito alinhada com a transformação, ela não acontece.

• O sr. falou o que o CTO tem de ter para ser um CEO, mas o que ele já tem que o ajuda no cargo?

Pega o exemplo da indústria financeira. Tenta trocar a senha do teu cartão em um bancão. Você precisa ir no caixa eletrônico. Se você pegar nosso cartão, você muda pelo aplicativo. Olha como o modelo do bancão foi desenhado para ser feito pessoalmente. Isso não funciona mais no mundo de hoje. Você precisa resolver os problemas através da tecnologia. Onde essa pessoa digital ajuda? Tudo depende de tecnologia, de um modelo diferente de atuar, de construir um produto, de atender, de servir o cliente. As pessoas que vêm da tecnologia têm isso quase que naturalmente. Para o cara que é nativo digital, é óbvio que tem de servir o cliente de todos os jeitos dentro do aplicativo. Isso não é óbvio para a pessoa que veio de 20 anos servindo do jeito offline.

• Quando vira CEO, o CTO consegue dar mais velocidade ao negócio até para gerar receita?

Com certeza. Esses profissionais conseguem dar uma agilidade tremenda no lançamento de produtos. Sua vantagem competitiva de longo prazo é sua capacidade de se reinventar, de ser disruptivo e de inovar. É fato que o seu negócio vai ter de ser reinventado, tanto faz a linha de negócios. Então, se você não tiver uma capacidade de reagir muito rápido, seu negócio vai ficar para trás. Esse profissional traz isso. Ele dá essas ferramentas para a empresa criar novas coisas muito rápido e com um custo baixo.

• Apesar de ter sido CTO, o sr. não é um profissional que sempre foi da área de tecnologia. Acha que profissionais que fizeram toda a carreira na tecnologia também devem começar a aparecer em cargos de presidência?

Vamos ver cada vez mais pessoas vindo da cadeira de tecnologia para uma de CEO, só que o perfil do CTO mudou. Se você pensar no CTO de dez anos atrás, aquele cara que é só técnico, eu acho mais difícil ele se tornar CEO. Você precisa entender de liderança, gestão e negócio. Vejo vários CTOs preparados para assumir a cadeira de CEO no Brasil. Agora, o cara que só entende da área técnica, para ele, a dica é: "comece a aprender de produto e do negócio, porque vai ser necessário inclusive para ser CTO".

Diferentemente de muitos segmentos da economia que sucumbiram à pandemia de forma implacável, o setor de tecnologia da informação (TI) registra uma trajetória de alta. Enquanto a economia como um todo ficou estagnada, com retração de 0,1% no segundo trimestre, a atividade de informação e comunicação, que abriga o setor de TI no Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 5,6% sobre o primeiro trimestre, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho, a atividade dos serviços de tecnologia da informação estava 27,8% acima do patamar pré-pandemia, com reflexos positivos na geração de empregos. No primeiro semestre, foram abertos 107 mil postos de trabalho na área, incluindo serviços de telecomunicações, conforme a Brasscom, associação empresarial do setor.

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Dados desagregados da Sondagem de Serviços de agosto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), obtidos pelo Broadcast/Estadão, apontam para a continuidade do cenário positivo.

A alavanca para a alta do segmento está no comércio eletrônico e no trabalho remoto, quando famílias e empresas passaram a gastar mais com tecnologia, incrementando a demanda.

O subsetor de telecomunicações e tecnologia da informação chegou a agosto com o maior patamar de confiança entre todas as atividades do Índice de Confiança de Serviços (ICS) da FGV, aos 106,0 pontos, acima do resultado geral, de 99,3 pontos. O indicador de emprego previsto, um dos componentes do ICS, também é mais elevado no desagregado para o subsetor de telecomunicações e tecnologia da informação, aos 117,5 pontos, em uma escala de 1 a 200.

Os serviços de tecnologia da informação puxam o movimento, na frente das telecomunicações, segundo Rodolpho Tobler, responsável pela Sondagem de Serviços da FGV. Desde outubro do ano passado, há mais empresários prevendo novas contratações do que demissões nesse subsetor. "Esse segmento é o que está com a confiança mais alta no setor de serviços e tem dado uma sinalização de que ainda pode melhorar nos próximos meses", diz Tobler.

Para especialistas e executivos, a pandemia acelerou um movimento que já vinha de antes. Nas duas primeiras décadas do século, as big techs - como Google, Facebook, Microsoft e Apple - atropelaram conglomerados tradicionais - como as petroleiras Exxon e Shell e a rede de supermercados Walmart - nos rankings de companhias mais valiosas do mundo, marcando a ascensão do setor de tecnologia na economia.

Segundo Sérgio Gallindo, presidente da Brasscom, embora ninguém tenha "nada o que festejar com a pandemia", a crise teve efeitos "em linha com a era digital", como o incentivo ao trabalho remoto, que favoreceu ferramentas de comunicação já disponíveis. Se a covid-19 tivesse atingido o mundo há cinco anos, talvez "as redes de celular não estariam capacitadas" para permitir essas mudanças, diz Gallindo. Com a combinação de nova cultura corporativa e condições tecnológicas adequadas, parte das mudanças tende a ser permanente.

"As empresas que atuam nesse segmento acabam se beneficiando do surgimento de novos negócios, notadamente a parte de fornecimento de aplicativos de videoconferência e armazenamento de dados em nuvem", diz Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE.

Reuniões online

Antes da pandemia, em dezembro de 2019, as reuniões online da plataforma de videoconferências Zoom tinham 10 milhões de participantes por dia. Em abril de 2020, o número saltou para 300 milhões. No Brasil, o número de usuários gratuitos cresceu 31 vezes, segundo Alfredo Sestini, chefe do Zoom para a América Latina. "Pelo que converso com outras empresas e executivos, é uma mudança cultural com a pandemia. A forma de trabalhar, de pensar, de viver será diferente."

Também cresceu a demanda por softwares de gestão, ferramentas de segurança cibernética e marketing digital, além de aplicativos e sistemas para o comércio eletrônico. Tradicional no desenvolvimento de sistemas de gestão para o varejo, a Totvs já vinha se preparando para oferecer mais serviços a seus clientes antes da pandemia.

Quando a crise se instalou, viu crescer a demanda de empresas por digitalização de suas operações, diz o presidente da empresa, Dennis Herszkowicz. No segundo trimestre, a receita líquida foi de R$ 763 milhões, 22% acima de igual período de 2020. No primeiro semestre, a companhia, que tem em torno de 10 mil funcionários, contratou 300 profissionais, para dar conta do crescimento.

A Locaweb também correu para diversificar os serviços oferecidos para além da hospedagem de sites na internet, de olho na demanda de pequenos e médios varejistas que foram impelidos a apostar no comércio eletrônico. Segundo o presidente da empresa, Fernando Cirne, o objetivo é oferecer soluções para permitir ao cliente criar toda a estrutura de comércio eletrônico em poucos dias. O executivo acredita que a demanda seguirá em alta - mesmo após contratar 425 funcionários em 2020, e outros 494 este ano, a Locaweb tem 246 vagas em aberto, informa a empresa.

"A penetração do comércio eletrônico no Brasil era de 8%, muito baixo em relação aos EUA e a China", diz Cirne, acrescentando que a corrida para o segmento evitou a falência de muitos negócios.

Ritmo de formação de profissionais não dá conta da demanda

O macrossetor de tecnologia da informação e comunicação (TIC, que inclui serviços de telecomunicações, área de tecnologia de empresas de outros setores e a indústria fabricante de equipamentos) pode empregar menos do que outras atividades, como construção civil, comércio ou serviços em geral (bares, restaurante e salões de beleza, entre outros), mas tem perspectiva de abertura de oportunidades nos próximos anos.

Estudo de 2019 da Brasscom, associação empresarial do setor, estima que, desde aquele ano até 2024, serão gerados em torno de 420 mil novos postos de emprego nessas atividades, uma média simples de 70 mil ao ano. Só que os cursos superiores voltados para a área (como análise de sistemas e engenharia da computação) formam 46 mil alunos por ano, o que fomenta a disputa das empresas pelos melhores profissionais.

"Todos os altos executivos dizem que não contratam mais porque não há profissionais talentosos disponíveis. Não é um apagão de mão de obra, mas é um estresse", diz o presidente da Brasscom, Sérgio Gallindo.

Segundo o representante do setor, a oferta de profissionais, aparentemente, tem sido suprida por trabalhadores formados em outras áreas que buscam cursos e treinamento para se especializar em tecnologia da informação. Diversas empresas do setor relatam investimentos em treinamento. A Locaweb, por exemplo, vai criar uma unidade para cuidar do assunto.

"Tem uma quantidade enorme de vagas em aberto com um tempo de preenchimento maior do que gostaríamos", afirma o presidente da Totvs, Dennis Herszkowicz.

Conforme cálculos da Brasscom com dados oficiais de emprego monitorados pelo governo federal, em maio o salário médio do setor TIC era de R$ 4.047 por mês, o dobro da média nacional, de R$ 1.968.

Executivos do setor cobram uma melhora geral no sistema de ensino do País, com destaque para o reforço no currículo voltado para tecnologia, mas, para Gallindo, da Brasscom, é possível avançar com medidas pontuais. Os cursos universitários, por exemplo, podem ajustar seus currículos para atender às necessidades das empresas e um reforço nas políticas de financiamento ao ensino superior poderia reduzir a desistência ao longo da graduação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta semana, a Pesquisa Game Brasil divulgou um relatório com números sobre os gamers brasileiros. Os dados apresentam um comparativo entre os números dos anos de 2018 e 2021 além de quais plataformas costumam ser mais usadas pelos jogadores.

Os últimos quatro anos já apresentavam uma tendência de alta no consumo de videogames e a pandemia de Covid-19 acelerou esse processo, já que o isolamento social permitiu que a população estivesse aberta a novas experiências no campo da tecnologia.

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Enquanto em 2018 apenas 34,1% dos usuários consideravam jogar em smartphones, em 2021 esse número saltou para 86,7%. Além da evolução das possibilidades dos games em celular, hoje já é possível encontrar diversas opções de jogos online, que possuem uma grande procura.

Já no comparativo dos últimos anos em relação aos consoles, como PlayStation e Xbox, o percentual de jogadores que utilizavam a plataforma em 2018 era 51% e neste ano passou a ser 86,6%.

Embora a diferença seja pouca, o maior índice de preferência está entre os gamers de computadores. 45,3% dos jogadores eram ativos em jogos de PC em 2018, e nesse ano o número saltou para 88,8%.

 

A Apple permitirá a inclusão em alguns aplicativos de um link para o site do desenvolvedor, para que os usuários administrem sua conta e paguem no endereço a assinatura, em uma mudança de atitude da empresa, muito pressionada pela concorrência.

O grupo apresentou a alteração das regras da App Store, a plataforma de downloads de aplicativos, como uma solução para "acabar" com uma investigação da autoridade de concorrência japonesa, segundo um comunicado publicado na quarta-feira (1°).

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"A atualização permitirá aos desenvolvedores de aplicativos de 'leitura' incluir um link para seu site", afirma o boletim.

A partir do início de 2022, serviços de streaming, aplicativos de livros, jornais e outros meios de comunicação poderão assim escapar da comissão de 15% a 30% cobrada pela fabricante do iPhone, chamada de "Apple tax" pelos muitos críticos.

A mudança envolve as vendas de aplicativos na App Store e as compras de bens e serviços digitais dentro dos aplicativos.

A Apple sempre defendeu o funcionamento em circuito fechado de sua loja de aplicativos como um recurso necessário para garantir a segurança das transações e dados dos usuários.

Mas a Apple enfrenta processos de várias empresas e autoridades no mundo, que acusam o grupo americano de abuso de posição dominante para impor a App Store entre as empresas e os usuários. Além de cobrar comissões consideradas elevadas.

Após anos sem modificar sua posição, a Apple intensifica agora as concessões.

Como parte do acordo, a Apple também oferecerá aos desenvolvedores que ganharam menos de um milhão de dólares por ano entre 2015 e 2021 acesso a um novo fundo de 100 milhões de dólares.

O sistema operacional mobile iOS é o segundo mais utilizado no mundo, atrás apenas do Android. No ano passado, os dispositivos móveis com iOS gastaram 643 bilhões de dólares em aplicativos, segundo a Apple.

Após ser pressionado pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a plataforma de vendas online Mercado Livre assinou um termo que visa combater e dificultar o comércio de produtos piratas no site.

O Mercado Livre assinou o guia Antipirataria, pertencente ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) que integra o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O documento foi elaborado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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A empresa precisou aderir às novas normas, depois de ser notificada pela Anatel na última semana, quando responsabilizava o Mercado Livre pela comercialização de produtos alternativos e falsificados presentes na plataforma.

Ao navegar pelo site da varejista, era muito comum se deparar com anúncios de jogos piratas, emuladores, DVDs falsificados, além de contas fantasmas para consoles, que burlavam a segurança dos videogames e ofereciam jogos abaixo dos preços oficiais.

De acordo com o Mercado Livre, desde janeiro de 2020, a equipe da plataforma investe tempo para reduzir o número de produtos piratas do site. Além disso, o site afirmou que foi realizado um investimento de US$100 milhões (R$516,78) no Programa de Proteção a Marcas (BPP) e que mais de 1,3 milhões de comercialização ilegais foram barradas.

A plataforma Mercado Livre foi fundada em 1999 e possibilitou que diversas pessoas pudessem comercializar produtos na Internet. No decorrer dos anos, o site conquistou maior popularidade entre os consumidores e em 2020, por conta da pandemia de Covid-19, a empresa ampliou seus negócios e criou o próprio serviço de entrega.

A fabricante de smartphones e produtos eletrônicos Xiaomi é mais uma empresa chinesa a entrar no ramo de produção de veículos elétricos.

"A empresa Xiaomi Auto foi registrada oficialmente em 1º de setembro", anunciou o diretor executivo do grupo, Lei Jun.

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A empresa terá um capital de 10 bilhões de dólares, informou.

Como demonstração da importância que o grupo dará a esta nova atividade, Lei Jun contratou em julho 500 engenheiros no país.

Até o momento não foram divulgadas datas para a comercialização dos carros.

Os veículos de nova energia (híbridos, elétricos, com bateria de combustível e célula de combustível) estão no auge na China, um país na vanguarda neste campo graças, sobretudo, a uma população ultraconectada e a uma política de incentivos por parte das autoridades.

As montadoras nacionais e estrangeiras competem para capitar uma parte deste mercado.

A Xiaomi não é a primeira empresa chinesa a entrar no setor. Vários grupos, como XPeng e Li Auto, que entrou na Bolsa no ano passado nos Estados Unidos, também anunciaram projetos no setor.

A Xiaomi, segunda maior produtora mundial de smartphones, também produz tablets, smartwatches, fones de ouvido, patinetes, entre outros.

O grupo americano Google recorreu nesta quarta-feira (1) contra a multa de 500 milhões de euros (590 milhões de dólares) que a França impôs à empresa por "não ter negociado de boa fé" a aplicação dos direitos conexos, que remuneram as editoras de imprensa.

"Discordamos de determinados elementos jurídicos e consideramos que o valor da multa é desproporcional a respeito dos esforços que adotamos", afirmou em um comunicado o diretor geral do Google na França, Sébastien Missoffe.

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A Autoridade da Concorrência francesa anunciou em julho a primeira multa de uma agência reguladora da União Europeia (UE) sobre a questão dos direitos conexos desde a adoção pelo bloco de uma norma em 2019, que a França rapidamente passou a aplicar.

A agência reguladora também determinou que o Google apresentasse uma "oferta de remuneração pela utilização atual dos conteúdos protegidos" às editoras e agências de notícias, sob pena de multas "de até 900.000 euros (1,06 milhão de dólares) por dia de atraso".

"Reconhecemos os direitos conexos e seguimos comprometidos com a assinatura de acordos na França", destacou Missoffe.

O grupo de tecnologia explicou que adotou iniciativas para responder às demandas da Autoridade de Concorrência, como "ampliar sua oferta a mais de 1.200 editoras de imprensa".

O conflito envolve os direitos que a empresa americana deve pagar às editoras de imprensa francesas pelos conteúdos (trechos de artigos, fogos, vídeos, infografia) que aparecem nas páginas de resultados quando uma pessoa faz uma busca na internet.

A princípio, o Google relutou sobre estes "direitos relacionados com os direitos autorais" e tentou forçar as editoras a conceder o direito de uso gratuito de seu conteúdo, ao considerar que já cobravam o suficiente pelas visitas que gerava em suas páginas.

Diante da recusa a negociar uma remuneração, as editoras de imprensa e as agências de notícias, como a Agência France-Presse (AFP), recorreram à Autoridade de Concorrência no fim de 2019 por "abuso de posição dominante".

Em abril de 2020, a Autoridade impôs "medidas de urgência" ao Google, ou seja, a obrigação de negociar "de boa fé" uma remuneração às editoras de imprensa, mas em setembro do mesmo ano estas recorreram à agência reguladora novamente por considerar que a empresa não respeitava suas obrigações.

A nova geração de celulares da Apple pode chegar já no próximo mês. Segundo rumores de blogs de tecnologia chineses, a data para o iPhone 13 ser lançado é 17 de setembro.

O aparelho — além das versões Pro e Pro Max — deve ser lançado com diversas novidades, incluindo a opção inédita de 1 TB de armazenamento interno nos modelos Pro — na série do iPhone 12, a opção com maior capacidade é de 512 GB. Há rumores de que a versão Mini será descontinuada. Além disso, o modelo vem com suporte para carga rápida com adaptadores de 20W e 25W e processador A15 Bionic.

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As versões Pro e Pro Max devem trazer displays LTPO com funcionalidade always-on (quando a tela tem alguns pontos sempre acessos), e taxa de atualização de 120 Hz.

Agora, novas informações do MyDrivers reiteram os preços da série do iPhone 13, e sugerem que esses modelos não contarão com a opção mais “acessível” de 256 GB de armazenamento interno. Por outro lado, a variante com 512 GB será mais barata.

Valores estimados

iPhone 13 Pro

- 128 GB: aproximadamente R$ 6.835

- 512 GB: aproximadamente R$ 8.443

- 1 TB: aproximadamente R$ 10.695

iPhone 13 Pro Max

- 128 GB: aproximadamente R$ 7.478

- 512 GB: aproximadamente R$ 9.087

- 1 TB: aproximadamente R$ 11.339

Trabalhadores de empresas particulares de Tecnologia da Informação, na sua maioria localizadas no Porto Digital, no Centro do Recife, realizaram nessa terça-feira (24) uma manifestação virtual de 24h, através do aplicativo Manifes. A atividade é convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Processamento De Dados, Informática e Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco (SINDPD/PE), que congrega trabalhadores da área de TI de todo o estado, que representa cerca de 8.500 empregados.

A manifestação dos trabalhadores visa pressionar o sindicato patronal das empresas de TI (SEPROPE) a atender a pauta de reivindicações da categoria, que vem sendo negociada pelo SINDPD/PE. Hoje (25) haverá uma nova rodada de negociações entre o SINDPD-PE e o SEPROPE e à noite, mais uma Assembleia Virtual da categoria, que definirá os rumos da campanha.

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Os principais itens da pauta de reivindicações são o reajuste dos salários e benefícios em 11,98%; o pagamento de R$ 200,00 de auxílio home office; direito à desconexão e saúde do trabalhador e da trabalhadora.

O patronato vem propondo um reajuste de apenas 3% e negou as demais cláusulas da pauta, o que causou a revolta da categoria. “Apesar da pandemia, o setor de TI se expandiu e aumentou seus lucros. Isso está registrado em diversas matérias publicadas pela grande imprensa. A reivindicação da categoria é justa e possível”, registrou a presidenta do SINDPD-PE, Sheyla Lima.

“Os trabalhadores em empresas particulares de TI vêm considerando a possibilidade de abrir mão de alguns itens da pauta para que as negociações avancem. Mas a reposição das perdas e o auxílio home office são inegociáveis. Com o teletrabalho, aumentou as despesas dos trabalhadores com energia e equipamentos. É preciso garantir um valor mensal que minimize o impacto dessa nova realidade”, finalizou Sheyla.

Segundo a representante dos trabalhadores, mais de 550 profissionais de TI já depositaram seus avatares no aplicativo Manifest, como forma de rejeitar a proposta do sindicato patronal.

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Hoje (24) o popular sistema operacional da Microsoft, o  Windows 95, completa 26 anos de lançamento. O software não apenas evoluiu alguns conceitos do seu antecessor Windows 3.11, como também trouxe grandes mudanças no mercado da computação, pois padronizou alguns conceitos de informática que prevalecem até os dias de hoje e simplificou o uso do computador para diversos usuários.

Segundo o professor dos cursos de tecnologia da informação da Universidade Guarulhos (UNG), Everton Graciano Macedo, a versão anterior do Windows 95 utilizava como base o sistema MS-DOS, que necessitava de linhas de comandos para realizar as tarefas.

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Com o novo sistema operacional, a empresa de Bill Gates possibilitou uma interface gráfica mais intuitiva e de fácil navegação. “O Windows 95 se tornou o primeiro sistema operacional totalmente gráfico e multitarefa desenvolvido pela Microsoft”, comenta Macedo.

A partir daquele momento, operar um computador se tornou uma tarefa mais simples e o usuário não precisava mais se preocupar em decorar várias linhas de comandos, já que muitas coisas poderiam ser feitas com auxílio do mouse. “A grande compatibilidade com fabricantes de hardware e a fácil usabilidade no sistema operacional fizeram com que o Windows 95 saísse na frente em relação a outros sistemas do mercado. Se tornou então o sistema operacional mais popular, o  preferido pelos usuários”, destaca Macedo.

Apesar de ser um sistema operacional compatível com muitos fabricantes, Macedo lembra que em seu lançamento houve alguns problemas de comunicação entre o software e o hardware, que causavam travamentos no computador. “É natural que um sistema operacional recém lançado apresente falhas, algumas logo foram corrigidas pela Microsoft, enquanto outras persistiram até em outras versões”, descreve.

Independente dos deslizes, o Windows 95 trouxe diversos recursos que se consolidaram e permanecem até hoje nas versões mais atuais do sistema, entre elas, Macedo destaca o menu iniciar, barra de tarefas, lixeira, botões de configurações de janela e Windows Explorer. “Ferramentas que continuam presentes apesar das mudanças na aparência e localização dentro do Windows”, explica.

Vale lembrar que o próximo sistema operacional da Microsoft, o Windows 11, marcado para sair em 2022, substituirá o menu iniciar por um sistema de navegação semelhante ao do macOS da Apple, o que pode marcar o fim de uma era e a implementação de novas tendências computacionais.

Para aqueles que querem ter uma noção de como era o Windows 95, ou para os nostálgicos que desejam revisitar a popular interface computacional dos anos 1990, um site permite que o sistema operacional seja testado via browser, sem a necessidade de realizar nenhuma instalação. O acesso pode ser feito por aqui: https://win95.ajf.me/

Na era das instituições de pagamentos, que ampliam seus horizontes e avançam sobre searas antes detidas pelos bancos, as tradicionais maquininhas de cartão estão com os dias contados. Se um dia já foram a unidade de medida do porte das companhias que atuavam no segmento, hoje elas podem representar uma barreira à expansão desses negócios.

É com esse intuito que a Stone, uma das principais do setor, lança nesta terça-feira (24) a sua maquininha virtual. Na prática, o Tap Ton é um aplicativo capaz de tornar um aparelho celular num POS, sigla pela qual as maquininhas de recebimento de pagamentos em cartão são conhecidas no meio.

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"É uma evolução desse mercado de maquininhas, só que sem maquininha", resume o presidente da Stone, Augusto Lins. Segundo ele, qualquer cliente que deseje ter essa ferramenta de recebimento pode obtê-la, mas o serviço foi pensado para democratizar o meio de pagamento e levar o serviço a autônomos, profissionais liberais ou microempreendedores, "sem precisar ter que contratar uma maquininha, comprar ou pagar aluguel".

Além do custo mais baixo para o comerciante ou prestador de serviços, a solução convém também à Stone, que à medida que amplie a parcela de sua rede sem maquininhas reduzirá também seu custo de aquisição de clientes. Por enquanto, o Tap Ton só está disponível para celulares com sistema operacional Android, mas, para esses, a instalação promete ser simples, sem a necessidade de envio dos aparelhos.

A solução da maquininha virtual também já está sendo implementada pela Vero, adquirente do Banrisul. O banco estadual é dominante no Rio Grande do Sul e está em busca de um sócio que apoie seu negócio de cartões na expansão para o restante do País. Enquanto procura, porém, implementa a ferramenta por aplicativo, pois expandir distribuindo suas maquininhas pela dimensão continental do Brasil seria uma tarefa inexequível.

Segundo Lins, a necessidade de manter os negócios vivos durante o isolamento imposto pela pandemia acelerou a transformação do parque tecnológico nas mãos dos empreendedores e abriu espaço a essa evolução. Grande parte dos smartphones em mãos desses microempreendedores, segundo o executivo, já é dotada da tecnologia NFC, que permite fazer e receber pagamentos por aproximação.

"Tem desde manicure, médico, personal trainer, cuidador de cachorro, fisioterapeuta", listou o presidente da Stone. Com o dispositivo, será possível fazer pagamentos diretamente em uma conta pessoa física, de acordo com Lins. "A quantidade de autônomos no Brasil é enorme e o dinheiro ainda é o meio de pagamento mais utilizado. Agora vamos dar possibilidade a esse cara, que não contratava porque a maquininha demorava ou porque o custo não valia a pena."

De acordo com um estudo divulgado pela Cuponation, analisando mudanças nos hábitos de consumo e a migração para o comércio eletrônico, com base nos dados da Statista, o Brasil está na 6ª posição no ranking de e-commerce emergente, com projeção de crescimento de cerca de 7,2% até o final de 2025. A empresa analisou 20 países diferentes. As últimas colocações dessas projeções ficaram com Reino Unido, México e Austrália, que devem chegar a crescimentos de 3,47% e 4,22%.

Os maiores índices até 2025 devem ficar com Turquia, Argentina e Indonésia, representando na sequência 14,59%, 12,76% e 10,21%. O crescimento global para o período dos próximos quatro anos deve ser de aproximadamente 6,3%, o que certamente deve ajudar a deixar os varejistas mais animados com o futuro deste segmento.

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Confira a seguir quais são os 10 países com as melhores projeções de melhoria nos próximos quatro anos:

Turquia  – 14,59%

Argentina – 12,76%

Indonésia – 10,21%

África do Sul – 10%

Índia – 9,58%

Brasil – 7,2%

China – 6,73%

Japão – 6,24%

Canadá – 5,61%

Itália – 5,38%

Por fim, o estudo ainda menciona que o crescimento global para o período dos próximos quatro anos deve ser de aproximadamente 6,3%, o que certamente deve ajudar a deixar os varejistas mais animados com o futuro deste segmento.

Pernambuco ganhou mais uma aceleradora de startups. A Fullness lançou edital de seleção de projetos em junho e, agora, anunciou as duas empresas selecionadas para receber investimentos que resultarão no desenvolvimento dos seus negócios. As duas escolhidas foram a gaúcha N1Office e a pernambucana POWER Empreendedorismo Feminino.

O programa de aceleração da Fullness tem o objetivo de atrair startups de alto impacto em diversos setores da economia. Para participar, as startups precisaram ter produtos prontos e com base de clientes. Além do investimento em dinheiro para desenvolver o negócio de forma rápida, os projetos escolhidos receberão mentorias on-line, com foco no desenvolvimento de competências essenciais para o amadurecimento e escalabilidade do negócio, e ainda poderão utilizar o espaço físico do Coworking Fullness, localizado no Recife.

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“Nosso objetivo é promover o empreendedorismo por meio de apoio a ideias inovadoras. Com uma combinação de metas, acompanhamento intenso, horas de conhecimento técnico compartilhado, acesso a um escritório aberto e equipado, investimento e conexões facilitadas com o mercado, o programa de aceleração Fullness é uma etapa estratégica na jornada das startups”, destaca o diretor Pitang Agile IT e um dos fundadores da aceleradora, Cláudio Castro.

Todos os projetos que foram classificados para a última fase de seleção foram avaliados por experts em desenvolvimento de negócios e inovação. Entre eles estiveram Milton Burgese, VP LatAM Public Sector Google Cloud; Pierre Lucena, presidente do Porto Digital; Mervyn Lowe, CIO da InovaBra; Tadeu Caravieri, diretor global na Grad Show; Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional e sócio da Bossa Nova Investimentos; Paulo Magnus, Presidente da MV Sistemas; Alexandre da Fonte, sócio-fundador da Fonte Advogados; Roberto Borges, sócio-fundador da Pitang; e Claudio Castro, sócio da Pitang Agile IT e Fundador da Ensinar Tecnologia.

Esta foi a primeira chamada de seleção para aceleração de startups promovida pelo Coworking. Entre as participantes, estiveram empresas de todos os estados do Brasil. Agora, as selecionadas passarão por mentorias com nomes de destaques nas áreas de finanças, contabilidade empresarial, direito empresarial, gestão de talentos, gestão comercial e estratégia de negócios.

*Da assessoria

 

A Microsoft anunciou nesta quinta-feira que elevará o preço do pacote Office 365, que segundo a empresa é o primeiro aumento "substantivo" dele desde seu lançamento, dez anos atrás. Em mensagem no blog do site da empresa, ela argumenta que melhorias têm sido feitas no sistema, nas frentes da comunicação, da segurança e das capacidades de inteligência artificial e automação.

Segundo a empresa, há mais de 300 milhões de usuários comerciais pagos do Office 365. A Microsoft ainda diz que seu sistema pode ajudar em um mundo do trabalho "mais flexível, híbrido".

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Os aumentos de preços são detalhados na nota do site da empresa, a depender do número de usuários do sistema e do modelo do pacote utilizado.

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