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A Gamescom, a maior feira de games do mercado europeu, que ocorre na última semana de agosto, vai contar com a presença de dez empresas brasileiras do setor de tecnologia com o apoio da CreativeSP, um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e da InvestSP, uma agência paulista de promoção de investimentos e competitividade.  

Segundo o comunicado à imprensa, o objetivo é promover e buscar novos negócios entre as empresas paulistas e companhias internacionais que estarão no evento, além de fortalecer e promover o setor de economia criativa. O programa é resultado de parceria entre a InvestSP e a Secretaria de Relações Internacionais do Governo de São Paulo, além de contar com o apoio da Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras dos Jogos Eletrônicos).  

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Ao todo, dez empresas paulistas participam da comitiva: Árvore, UX4 Indie, Ilex, Flux, Dyxel, MadMimic, Virtual Planet, Bits, WebCore e Luski Games Studio. Elas foram selecionadas dentre 84 inscritas. Esta é a terceira comitiva que a CreativeSP promove em 2022 e, no decorrer dos meses, serão mais cinco ações que visam unir empresas paulistanas com companhias internacionais. O CreativeSP já realizou missões para o SXSW nos Estados Unidos e o Festival de Cannes, na França.  

O comunicado afirmou que as empresas e instituições participantes irão arcar com 50% dos custos das viagens e poderão contar com assessoria e monitoramento de resultados, além de acompanhamento pós-eventos. As próximas missões do CreativeSP serão o Festival Fringe, na Escócia, o Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha, a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e finalizar com a WebSummit, em Lisboa.  

Para se candidatar para as próximas missões com sede em São Paulo, precisa apresentar um histórico da organização e do representante escolhido para a missão, um texto sobre como o evento pode contribuir para as atividades da organização e um plano estratégico para o mercado internacional. Para fazer a inscrição, acesse o link: https://www.investe.sp.gov.br/exporte/creative-sp/

 A LG anunciou o lançamento do fone de ouvido Bluetooth, o Tone Free T90, capaz de rastrear os movimentos da cabeça para ouvir áudios em 3D em qualquer conteúdo, nesta segunda-feira (8). A empresa informou que o lançamento está previsto para agosto, custando US$ 230 (R$ 1.175, em conversão direta e sem impostos). Não há informações sobre sua chegada ao Brasil

Assim como o Galaxy Buds, da Samsung, o Tone Free T90 possui a tecnologia Dolby Head Tracking, que permite rastrear a cabeça. Ela consegue recalibrar os canais de som tridimensional conforme a cabeça se movimenta, permitindo que o usuário permaneça sempre no centro da audição. Além disso, a LG prometeu que o fone será o primeiro do mundo com um virtualizador de áudio desenvolvido pela Dolby especialmente para earbuds.

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Novidades 

Além disso, a LG revelou que o fone contará com recursos extras no case, como a tecnologia UV Nano, que promete eliminar 99,9% das bactérias presentes no fone durante a recarga, além de funcionar como transmissor Bluetooth. Contará também com bateria de até 9 horas de reprodução contínua e mais 18 horas de carga no estojo, e equalização assinada pela marca de áudio Meridian, parceira de longa data da LG. Por fim, ainda há o certificado IPX4 contra respingos de água.

O novo iPad Pro deve ser lançado com tela OLED, novo chip M2 e quatro saídas para conectores de acessórios. A expectativa é que o tablet da Apple mantenha o visual do modelo atual, com os conectores nas bordas laterais. 

Baseado em fontes da China, o levantamento feito pela Macotakara apontou que o novo iPad Pro pode expandir a compatibilidade para MagSafe, que usa um conector de cinco pinos no Mac. Incluir mais conectores teria a intenção de auxiliar a alimentação de periféricos, conectados pela porta Thunderbolt/USB-C. 

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A quantidade de saídas também deve estimular a criação de drivers para o dispositivo com o acréscimo do suporte ao DriveKit, como já vem sendo proposto pelo iPadOS 16. 

O levantamento não indicou se os conectores serão substituídos para o Smart Connector, que atualmente fica na parte inferior traseira do dispositivo. Se a mudança for confirmada, não haverá compatibilidade com o Smart Keyboard e o Magic Trackpad. 

O novo iPad pode vir sem a entrada para fones de ouvido. As versões mais caras do tablet já não trazem o espaço para o plug e essa tendência deve ser proposta nos modelos mais baratos que serão lançados. 

De acordo com a aposta do MySmartPrice, que vazou imagens da suposta novidade, a décima geração do iPad também deve vir com entrada USB-C. Outro indicativo é a possibilidade de conexão 5G através do chip A14 Bionic, usado no iPhone 12. Uma câmera traseira equipada com LED também deve turbinar o aparelho. 

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Após o anúncio da venda da Activision Blizzard para a Microsoft, divulgada na última semana, diversos jogadores vem se questionando se as franquias de jogos do estúdio serão exclusivos para o Xbox. Esta preocupação também atinge a Sony, marca do PlayStation e principal competidora da Microsoft em consoles.

Em declaração divulgada para o órgão fiscalizador de concorrência no Brasil, a Sony afirmou que a venda poderia ser prejudicial para a competição de mercado, pois nenhum outro jogo consegue rivalizar com Call of Duty, jogo do gênero FPS que se estabeleceu como dominante por mais de 20 anos.

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“Call of Duty é um jogo essencial: um blockbuster, um jogo de grande orçamento que não tem rival. De acordo com um estudo de 2019, a importância de Call of Duty para o entretenimento em geral é indescritível. É a única franquia de videogame a entrar no TOP 10 de todas as marcas de entretenimento, sendo comparada a potências como Star Wars, Game of Thrones, Harry Potter e O Senhor dos Anéis.” divulgou a Sony no blog oficial.

A Sony afirmou também que, mesmo que existam outras empresas competidoras como Electronic Arts, Epic Games ou até mesmo a própria PlayStation, nenhum destes estúdios são capazes de criar uma franquia que possa competir com Call of Duty, que segundo a Sony é “praticamente uma categoria por si só”.

A declaração foi fornecida para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), do Brasil e está disponível no blog oficial da Sony. É importante lembrar que diversos órgãos fiscalizadores estão investigando a venda da Activision Blizzard, sendo este um procedimento padrão.

A Microsoft, caso a compra seja confirmada, pagará um total de US$ 68,7 bilhões para a compra da Activision Blizzard, estúdio conhecido por franquias como Call of Duty, Diablo, Warcraft e Overwatch.

 

 

A cidade de São Paulo poderá ter a tecnologia de internet móvel de quinta geração (5G) ativada a partir desta quinta-feira, 4. O aval foi dado nesta terça-feira, 2, pelo grupo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que acompanha a limpeza de faixas para ativação do 5G no Brasil. A informação foi antecipada pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. pelo repórter Circe Bonatelli.

A capital paulista será a quinta cidade a receber o sinal 5G no País, precedida de Brasília - que marcou a estreia da tecnologia, em 6 de julho - João Pessoa, Porto Alegre e Belo Horizonte.

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Pelas regras do edital do leilão do 5G, realizado no ano passado, as operadoras precisariam instalar uma antena a cada 100 mil habitantes no início das operações. Dessa forma, Tim, Claro e Vivo deveriam ativar 462 estações até o fim de setembro em São Paulo. Segundo a Anatel, por sua vez, até esta terça a agência já recebeu 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz, quase o triplo do total de antenas que deverão ser instaladas na capital paulista neste ano.

O número representa cerca de 30% do total de estações atualmente ativas (4.592) em São Paulo. Dessa forma, o grupo da Anatel estima uma cobertura 5G em 25% da área urbana de São Paulo inicialmente. A proporção é menor porque a propagação na faixa de 3,5 GHz tem menos alcance, explica o órgão regulador.

Segundo a Anatel, a maior concentração de antenas está no Centro Histórico, na região da Avenida Paulista e no Itaim Bibi. Já os bairros da Aclimação, da Mooca e do Brás, por exemplo, terão cobertura menor no início do processo.

A ativação da tecnologia nas capitais estava originalmente prevista para acontecer até 31 de julho, mas o prazo foi prorrogado por mais 60 dias - possibilidade prevista no edital do 5G - em razão da escassez de equipamentos importados da China, usados para barrar interferência do 5G com outros sinais de telecomunicação. A previsão é de que, agora, todas as capitais tenham a tecnologia ativada até o fim de setembro. Na semana passada, o conselheiro Moisés Moreira, que preside o grupo responsável pelo acompanhamento da limpeza de faixas, afirmou que existe a expectativa de o trabalho ser concluído até o fim de agosto em todas as capitais.

As operadoras ainda teriam até o fim de setembro para ativar o sinal, mas isso pode acontecer antes, assim que as faixas forem liberadas. Até agora, nas cidades onde o 5G já foi autorizado, as teles ligaram o sinal em dois dias após o grupo da Anatel dar o aval para a ativação da tecnologia.

A Amazon registrou prejuízo líquido de US$ 2,0 bilhões no segundo trimestre deste ano, ou US$ 0,20 por ação diluída. Em igual período do ano passado, a empresa havia registrado lucro de US$ 7,8 bilhões, ou US$ 0,76 por ação. O resultado ainda contrariou a expectativa de lucro de US$ 0,12 por ação, dos analistas ouvidos pelo FactSet. A empresa diz que o prejuízo informado inclui uma perda de US$ 3,9 bilhões, gerada por seu investimento em ações ordinárias da Rivian Automotive.

As vendas líquidas da empresa, por sua vez, tiveram crescimento de US$ 121,2 bilhões no segundo trimestre, de US$ 113,1 bilhões em igual intervalo de 2021. Excluindo-se o impacto desfavorável de US$ 3,6 bilhões por causa do câmbio no período, o crescimento líquido nas vendas foi de 10% na comparação anual, apontou a empresa. O resultado da receita superou a previsão de US$ 119 bilhões dos analistas. Depois do balanço, a ação subia 11,83% no after hours em Nova York, às 17h24 (de Brasília).

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A empresa afirma em seu balanço que, apesar das pressões inflacionárias continuadas em combustível, energia e transportes, ela faz progressos em controlar mais seus custos e melhorar sua produtividade. A Amazon ainda diz que espera, no terceiro trimestre, que suas vendas líquidas fiquem entre US$ 125 e US$ 130 bilhões, crescimento entre 13% e 17% na comparação anual. Ao mesmo tempo, ela alerta para a imprevisibilidade diante de muitos fatores, como a pandemia da covid-19, variações cambiais, mudanças nas condições econômicas globais, na demanda dos consumidores e seus gastos, problemas em cadeias globais de produção, entre outros.

O Google demitiu o engenheiro de software Blake Lemoine, após ele afirmar que uma inteligência artificial (IA) da empresa conhecida por LamDA se tornou autoconsciente. De acordo com o Google, Lemoine violou políticas de segurança de dados da companhia.

Segundo Lemoine disse à direção do Google, a LamDA, sigla em inglês para "Modelo de linguagem para aplicações de diálogo" (em tradução livre), é uma pessoa que tem direitos e pode muito bem ter uma alma. A IA é um sistema interno para a construção de robôs de diálogo que imitam a fala. O Google inicialmente suspendeu Lemoine em junho.

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Ontem, Lemoine informou que o Google enviou um e-mail rescindindo seu contrato de trabalho com a companhia. Ele ainda disse que está em contato com advogados "sobre quais são os próximos passos apropriados".

O Google, em comunicado, afirmou que revisou as preocupações de Lemoine e as considerou sem mérito.

"É lamentável que, apesar do longo envolvimento com esse tópico, Blake ainda opte por violar persistentemente políticas claras de emprego e segurança de dados que incluem a necessidade de proteger as informações do produto", disse a empresa em comunicado, confirmando sua demissão.

Fonte: Dow Jones Newswires

O Twitter informou, nesta sexta-feira (22), ter registrado prejuízo líquido de US$ 270 milhões no segundo trimestre deste ano, em meio ao imbróglio causado pela desistência de Elon Musk de comprar a empresa. O resultado reverte o lucro de US$ 66 milhões apurado em igual período de 2021, diante de um cenário macroeconômico que afetou negativamente o setor de publicidade.

O prejuízo da controladora da rede social totalizou US$ 0,35 por ação, ou US$ 0,08 em termos ajustados. O dado contrariou expectativa de analistas consultados pela FactSet, que esperavam ganho de US$ 0,14 por papel.

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Ainda segundo o balanço, a receita da companhia caiu 1% na comparação anual dos três meses encerrados em junho, a US$ 1,18 bilhão. O valor também frustrou a projeção do mercado, que era de US$ 1,32 bilhão. Esse desempenho foi atribuído, em parte, às "incertezas" relacionadas à oferta de Musk.

Oferta e desistência

Por conta do litígio, o Twitter cancelou a teleconferência regular e decidiu não divulgar guidance para este ano. Em abril, o CEO da Tesla apresentou uma oferta de compra da empresa a US$ 54,20 por papel, o que representaria cerca de US$ 44 bilhões.

Após semanas de negociações, no entanto, o bilionário voltou atrás e desistiu da transação em julho, sob justificativa de que a rede social não teria sido transparente sobre números de contas falsas e spam.

Em resposta, o Twitter abriu ação judicial contra Musk para tentar forçar a conclusão do acordo. O julgamento acontecerá em setembro, depois que a Justiça americana contrariou os apelos dos advogados do empresário e optou por um processo mais rápido.

Às 9h28 (de Brasília), a ação do Twitter caía 2,23% no pré-mercado da Bolsa de Nova York, após a divulgação dos resultados.

A Apple poderá lançar uma versão do IPhone14 totalmente eSIM, em que os aparelhos não teriam entrada externa para chip telefônico. Desta forma, chegaria ao mercado em 2023 apenas com um SIM integrado. 

É importante destacar que a tecnologia eSIM já está disponível nos iPhones atuais, o iPhone XS por exemplo, foi o primeiro a receber essa tecnologia. Porém esses aparelhos também possuem  a entrada do chip físico, sendo possível utilizar a forma tradicional mais o eSIM.

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O eSIM chegou ao mercado com a proposta de trazer mais segurança ao aparelho. Na prática a promessa é de que o smartphone possa ser rastreado por mais tempo, pois durante um furto geralmente os criminosos removem o chip para impedir o rastreamento, mas se o aparelho possuir apenas o eSIM essa alternativa será excluída. 

Por fim, a expectativa é que a Apple apresente uma versão do iPhone 14 em 2023 exclusiva para uso com eSIM, mantendo o modelo de slot SIM físico e eSIM disponível para o mercado de massa.

Cerca de 48 milhões de domicílios no Brasil contam com cães e gatos, segundo o IBGE, o que faz com que o país figure como o terceiro do mundo em população total de animais de estimação e um dos principais mercados pet do planeta. Diante desse cenário, a necessidade de cuidados especializados para os pets também vem crescendo nos últimos tempos. Para facilitar o acesso ao atendimento especializado, a startup Vet4All começa a oferecer um serviço inovador: teleorientações relacionadas à saúde veterinária com qualidade, segurança e valor acessível. Capitaneada pelo empresário Janguiê Diniz, através do seu family office Epitychia, a startup conta com tecnologia inovadora desenvolvida pela Pitang, uma das maiores empresas do Porto Digital de Recife, e sócia da iniciativa. Cerca de R$ 1,5 milhão está sendo investido na Vet4All neste início da operação.

O Vet4All chega para atender principalmente uma fatia do mercado que não conta com nenhum tipo de assistência aos pets. Por meio de um plano de assinatura e de uma plataforma digital, os tutores de cães e gatos terão acesso facilitado a veterinários 24 horas por dia, sete dias por semana. Se houver necessidade, o veterinário indicará que o tutor procure um dos parceiros credenciados ao Vet4All para o atendimento presencial, exames ou outros procedimentos complementares.

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“Estamos dando início à uma grande rede de assistência descentralizada e remota que pretende ampliar o acesso à saúde veterinária para ações preventivas ou emergenciais, com atendimentos sendo realizados dentro e fora do horário comercial”, explica Janguiê Diniz. Ele conta, ainda, que a startup já conta com a parceria de pet shops, clínicas veterinárias, clínicas de diagnóstico, serviços de banho e tosa, hotéis e creches. Nesses locais, os assinantes poderão usufruir de um desconto de até 20% na prestação de serviços e na aquisição de medicamentos e outros produtos.

ADESÃO - O serviço será oferecido para todo o país, começando por Pernambuco, e vai possibilitar um cuidado contínuo ao pet e colaborar para movimentar a cadeia produtiva do setor. Para ser assinante, o tutor precisará baixar o app Vet4All em uma loja de aplicativos para smartphone, registrar sua assinatura e fazer o cadastro do pet. O serviço é pago por meio de cartão de crédito. Quando desejar, abre o aplicativo e clica no botão da videochamada para realizar a orientação online.

Com o plano de assinatura Vet4One, o tutor contará com assistência para seu pet, com direito a duas teleorientações por mês, pagando apenas R$ 29,90 mensalmente. Os primeiros dez mil assinantes contarão com uma assinatura promocional por apenas R$ 19,90 mensais. A promoção é válida até o dia 31 de agosto ou até completarem os dez mil primeiros assinantes alvo da campanha. Não há contrato de fidelidade por parte do tutor.

No aplicativo, será possível ter acesso ao mapa de clínicas, hospitais veterinários e lojas parceiras, ficando ciente de todas as possibilidades na região onde reside. Nessa rede, o assinante contará com benefícios e descontos exclusivos em produtos e serviços. Bastará informar que é cliente Vet4All. No app, também haverá o acesso ao histórico de atendimentos do pet.

Segundo Claudio Castro, sócio da Pitang e da startup, a expectativa é que o inovador serviço oferecido pela Vet4All seja ampliado para o resto do país nos próximos quatro meses e passe a atender tutores com orientações adequadas para cuidar da saúde e do bem-estar do pet. “Ao assinar o Vet4All, o tutor economiza nas despesas de rotina de seu pet através de nossa rede de parceiros que oferecem descontos exclusivos, como por exemplo nos serviços de banho e tosa, compra de alimentos, medicamentos e produtos e serviços em geral. Ao final do mês, o tutor terá de fato uma economia relevante por meio desses descontos, investindo paralelamente no bem-estar e saúde de seu pet. Temos certeza de que vamos democratizar a assistência e salvar muitas vidas com as teleorientações”, comentou.

Com o Vet4All o tutor pode usufruir da assistência caso perceba qualquer alteração física ou comportamental, independentemente da idade do animal, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida para os pets e prevenir uma série de doenças.

COMUNIDADE – Clínicas, hospitais veterinários e lojas de produtos e serviços para pets interessadas em fazer parte da Comunidade Vet4All podem se cadastrar no https://materiais.vet4all.com.br/parceiro-pre-cadastro.  A adesão ao grupo de parceiros da startup é gratuita. Entre as condições para participar, estão oferecer e garantir vantagens e descontos exclusivos, qualidade do produto, do serviço e do atendimento para os clientes Vet4All.

Entre os parceiros em Pernambuco está o Plantão Veterinário 24h. Os demais podem ser conferidos no site da startup. Em outros estados, já estão credenciados o DOK hospital veterinário (RJ), Clínica veterinária CDMV(AL) e a Clínica Escola de Saúde Uninassau (SP).

Mais informações no site www.vet4all.com.br ou no perfil da plataforma nas mídias sociais: @vet4all.br.

Da assessoria de imprensa

A Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (ISSTIC) no Brasil registrou uma produção estimada em US$ 53,3 bilhões em 2021, valor que responde por 82,8% do total dos serviços produzidos pelo setor de TIC e aponta para um crescimento de 6,5% em relação ao observado no ano anterior. 

Os dados integram o relatório Indústria de Software e Serviços de TIC no Brasil: caracterização e trajetória recente, lançado nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e elaborado pela equipe de pesquisadores do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade. 

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Segundo a pasta, o levantamento mostra que o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) brasileiro tem crescido a uma taxa acima do setor global. Ainda de acordo com o estudo, as novas tecnologias devem impulsionar esse segmento e se tornar cada vez mais relevantes para o avanço da TIC brasileira nos próximos anos. Além disso, o país tem aumentado a oferta de serviços de suporte à infraestrutura de conectividade. 

“A pandemia acelerou a transformação digital e isso demandou que o setor se organizasse. As informações que nós tínhamos eram informações que o setor contava para nós, precisávamos identificar os números reais para que a gente conseguisse alinhar as políticas públicas dentro do ministério. Esse estudo traz informações que estão alinhadas com as nossas expectativas, mas também informações adicionais que vão agregar, não só as políticas do ministério, mas do governo federal como um todo”, observou o secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI, José Gustavo Gontijo.   

O relatório se baseia em dados oficiais e de institutos de pesquisa com o objetivo de ampliar a discussão sobre o setor, criação de séries históricas, facilitando, inclusive, a realização de comparativos com outros mercados mundiais. 

 A publicação reúne números, análises e projeções que traçam uma radiografia do setor incluindo o perfil das empresas, sua participação na economia e na balança comercial do país, quantidade e distribuição geográfica, além de projetar perspectivas para o futuro sob o ponto de vista tanto do mercado nacional como internacional.   Nesse levantamento, a Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação foi analisada com base em quatro grandes segmentações das atividades: Indústria de Software, Serviços de TI, Serviços de Telecomunicações e Outros Serviços Relacionados. 

Cenário 

De acordo com o relatório, os últimos anos apresentaram múltiplos desafios, principalmente em decorrência da pandemia desencadeada com a covid-19. Nesse contexto, a atuação do mercado de tecnologia foi essencial para trazer soluções ao novo formato de trabalho e à aceleração da transformação digital. 

 Em 2019, 135,3 mil empresas formavam o setor de Indústria de Software e Serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação, o que representa um salto de 12,8% em relação a 2018. Chama a atenção a baixa média de colaboradores por empresa: apenas oito pessoas. Em 2021, o mercado de trabalho do setor encerrou com 15% a mais de profissionais contratados em relação ao ano imediatamente anterior. A indústria de software emprega 55% dos trabalhadores da ISSTIC.

“Mesmo com o ambiente de desemprego que a gente viveu nos últimos anos, o setor continua cada vez mais demandando recursos humanos. Toda vez que uma nova área do conhecimento se incorpora às tecnologias digitais, mais oportunidades de capacitação se aprova. Nesse momento, o grande desafio é o pessoal de inteligência artificial, de segurança da internet e o pessoal de tecnologias quânticas. Esses mercados a gente precisa rapidamente responder e preparar o capital humano, porque o desafio passa necessariamente por incorporação dessas tecnologias digitais em um ambiente de TIC”, afirmou o ministro do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim. 

No ano passado, estima-se que a indústria de software, responsável por cerca de um quinto da ISSTIC, cresceu 9,2% e Telecomunicações apenas 1,9%. Em termos de produção, a área de telecomunicações perdeu espaço para a indústria de software e serviços de TI entre 2019 e 2021. Nesse período, inclusive, serviços de TI foram destaque com o melhor desempenho: crescimento médio de 6,5% ao ano e aumento da participação na ISSTIC de 2,5 pontos percentuais.

   De acordo com o MCTI, o país é um dos grandes players globais em telecomunicações, abrigando mais de 30% da população da América Latina, e o maior mercado da região para o segmento. Apesar da importância, Telecom registrou queda na participação na ISSTIC de 3 pontos percentuais no período. Já a indústria de software aumentou ligeiramente a sua contribuição à ISSTIC (+0,5 ponto percentual) nos anos comparados. 

 “O mercado de TIC brasileiro cresce acima da taxa global, temos potencial brasileiro de execução, o desempenho dos serviços de TI chama a atenção tanto em termos de produtividade quanto de crescimento”, frisou a pesquisadora do Observatório Softex, Elinne Val. 

O relatório identifica, também, que após dois anos de desaceleração no volume de serviços transacionados com o mercado internacional, o Brasil apresentou estabilidade em 2020, movimentando US$ 8,5 bilhões em negócios, um incremento de 7,7% que coloca o Brasil na 24ª posição na corrente de comércio mundial.

  Em termos de projeções para o Brasil, o relatório estima para a ISSTIC gastos 8,2% maiores em 2022, chegando à casa dos US$ 69,7 bilhões, o equivalente a um aumento de 1,3% na participação no mercado mundial de serviços de TIC. Esse desempenho estaria relacionado ao mercado de software, impulsionado pelo crescimento da economia digital como resposta ao novo cenário gerado pela pandemia, demandando investimentos consideráveis ​​em segurança de dados e na aceleração da migração para a nuvem [ferramenta virtual de armazenamento de dados]. 

“Com esse estudo, oferecemos a instituições públicas e privadas dados fundamentais para apoio na tomada de decisões e na implementação de políticas setoriais. Desta forma, será possível traçar com mais precisão estratégias eficazes para a promoção e o desenvolvimento da indústria brasileira de software e serviços de TI”, avalia o presidente da Softex, Ruben Delgado.

A Justiça de Mato Grosso condenou a Apple a pagar quase R$ 10 mil a um dono de iPhone XR por se recusar a consertar o aparelho. Segundo autos do processo, após entrar em contato com água, o aparelho - que é vendido pela gigante da maçã como resistente ao líquido -, começou a apresentar problemas.

O telefone havia sido comprado em 2019 diretamente pelo site da Apple, mas em março de 2020 começou a apresentar mau funcionamento após levar "respingos" de água. O cliente resolveu processar a empresa norte-americana após ela se negar a consertar o modelo, mesmo ele estando na garantia, e orientado o consumidor a comprar um novo aparelho.

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Mesmo com o anúncio da resistência à água por 30 minutos, em profundidade máxima de dois metros, a fabricante informa por meio de seu site oficial que no Brasil, os danos provocados por água ou outros líquidos no iPhone ou iPad não serão cobertos pela garantia.

Mesmo assim, a juíza Edna Ederli Coutinho defendeu que a propaganda divulgada nos canais de comunicação da ré induzem o consumidor a acreditar que o iPhone XR é de fato resistente à água. Por isso, a Apple foi multada em R$ 9,8 mil por danos morais e materiais, acrescidos de juros e correção monetária. A empresa ainda pode recorrer.

Os advogados do Twitter e de Elon Musk vão se encontrar pessoalmente pela primeira vez nesta terça-feira (19) em uma audiência preliminar no âmbito da batalha judicial sem precedentes entre o homem mais rico do mundo e a popular rede social, decidida a ser comprada pelo magnata.

Há uma semana, a plataforma entrou com uma ação contra Musk, dono da montadora Tesla e da empresa aeroespacial SpaceX, para forçá-lo a cumprir seu compromisso de adquiri-la por 44 bilhões de dólares.

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Apesar de passar por uma crise de reputação devido à enxurrada de ataques e críticas de Musk, "as ações do Twitter estão em boa forma" desde que entrou com o processo, comentou o analista Dan Ives, da Wedbush Securities.

"Dá a impressão de que muitos investidores que leram o processo concluíram que esse confronto do tipo 'Game of Thrones' no tribunal terminará em uma vitória para o Twitter".

Por "vitória", Ives se refere à juíza decidir forçar Elon Musk a comprar a empresa californiana pelo preço acordado no final de abril (US$ 54,20 por ação) ou a pagar uma indenização considerável.

O magnata rompeu unilateralmente com o acordo em 8 de julho, após alegar que o conselho de administração do Twitter não lhe havia fornecido informações confiáveis sobre o número de contas falsas ativas.

O litígio ficará nas mãos do Tribunal de Chancery, no pequeno estado de Delaware, nos Estados Unidos, especializado em direito empresarial.

Sua presidente Kathaleen McCormick - a primeira mulher nessa posição - assumiu o caso.

"Ela é uma juíza muito séria, não será intimidada por nenhuma das partes", comenta Adam Badawi, professor de direito da Universidade de Berkeley.

Em seu processo, o Twitter acusa Musk de "hipocrisia" e "má-fé".

Os advogados da empresa acreditam que ele mudou de ideia sobre o acordo à luz do recente declínio das empresas de tecnologia no mercado de ações.

"Depois de armar um grande show no Twitter e propor e assinar um acordo de fusão, Musk se acha livre para mudar de ideia, difamar a empresa, interromper o negócio, destruir o valor de suas ações e lavar as mãos", denunciaram.

Kathaleen McCormick é conhecida por forçar a Kohlberg, uma empresa que também tentou quebrar um compromisso, a comprar a empresa DecoPac.

A audiência desta terça-feira busca definir a data de um possível julgamento.

O Twitter solicitou um processo acelerado, com início em setembro, para que não se prolongue o período de incerteza que, em parte, paralisa a empresa.

Os advogados de Musk entraram com um recurso na sexta-feira para adiar o processo até o próximo ano.

Especialistas antecipam que "montanhas de dados" terão que ser analisadas para provar, como afirma Musk, que a plataforma tem muito mais contas automatizadas e de spam do que os 5% oficiais que apresentou.

A juíza também deve considerar os termos do pacote financeiro que foi negociado com os bancos e investidores, para não arriscar a possibilidade de recompra.

O magnata do Twitter e o conselho ainda podem optar por fechar o negócio a um preço um pouco mais baixo para evitar o processo judicial.

"Mas isso seria um pensamento racional", alerta Badawi, referindo-se à imprevisibilidade de Elon Musk, que segundo ele atua como um "elétron livre".

Em outro caso também julgado em Delaware, Musk "mostrou sua vontade de ir até o fim", lembra o professor. "E ele ganhou. Não acho que seu instinto seja necessariamente fazer um acordo."

Nos três primeiros meses de 2022, foram vendidos cerca de 1,98 milhões de PCs no Brasil. O número representa uma ligeira alta de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo estudo da IDC Brasil. Já a receita total do mercado de computadores cresceu 27% na mesma base comparativa, para R$ 8,9 bilhões.

Do total vendido entre janeiro e março no País, 450 mil foram desktops, alta de 15%, e aproximadamente 1,5 milhão de notebooks, 3% a mais, ambos na comparação anual.

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Segundo o levantamento, a alta foi puxada pelo mercado corporativo, que atingiu seu maior nível de participação nos últimos anos, representando quase 49% das vendas totais de computadores e crescendo 36% a mais do que em janeiro, fevereiro e março de 2021. Já o varejo, que alcançou o volume próximo de 1 milhão de unidades, caiu 12%, ano contra ano.

Quanto aos preços, no primeiro trimestre de 2022, o custo médio de um desktop girou em torno de R$ 3,5 mil e de um notebook em R$ 4,7 mil, respectivamente 8% e 23% a mais do que no primeiro trimestre de 2021.

Projeções

Para o restante do ano, a IDC projeta uma leve retração no mercado de PCs, mas essa perspectiva não é homogênea para todos os segmentos. No varejo, a expectativa é de encolhimento, seguindo o que já foi observado no primeiro trimestre deste ano. Porém, para o corporativo (B2B), as projeções atuais são de uma expansão significativa ao longo do ano.

"Certamente o País tem desafios na economia e política que se estenderão para os próximos trimestres, mas estamos também em um momento de entendimento das novas condições de trabalho híbrido e transformação digital num contexto pós-pandemia, o que pode beneficiar o segmento de PCs", avalia Daniel Voltarelli, analista de mercado de TIC da IDC Brasil.

A TIM e a Telefônica (dona da Vivo) lançaram ofertas públicas para venda de metade das antenas que foram recebidas no processo de aquisição das redes móveis da Oi. A Telefônica colocou à venda 1.346 antenas por R$ 50,5 milhões. No caso da TIM, são 3.610 unidades, por R$ 368,8 milhões.

As informações constam em documentos enviados pelas companhias ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A compilação dos dados foi feita pelo Estadão/Broadcast.

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Para evitar a concentração dos ativos nas mãos de apenas três operadoras após a Oi sair do ramo de telefonia móvel, o Cade determinou que TIM e Vivo deveriam se desfazer de metade das estações rádio-base (ERBs) em seis meses. Para a Claro, que concentrará menos equipamentos, serão 40% em 12 meses. Até o momento, a Claro não comunicou o Cade sobre o início de sua oferta.

As ERBs são equipamentos com antenas em postes, viadutos, prédios e torres para ativar o sinal de telefonia e internet. Juntas, Oi, TIM, Vivo e Claro tinham quase 100% do total desses aparelhos. Só a Oi era dona de 14,6 mil ERBs.

Nas ofertas levadas a público neste momento, há ERBs aptas a operar as tecnologias 2G, 3G e 4G, nas faixas de 900 MHz, 1.800 MHz e 2.100 MHz. Vender esses bens não é tarefa fácil. As antenas têm pouca flexibilidade, pois funcionam especificamente em uma faixa de frequência.

O Twitter apresentou, nesta terça-feira (12), um processo contra Elon Musk por quebra do contrato de US$ 44 bilhões no qual ele se comprometia com a aquisição da companhia, tachando a estratégia de saída do magnata de "modelo de hipocrisia", segundo documentos judiciais.

O processo, apresentado no estado americano de Delaware, pede que a Justiça ordene o bilionário a concluir o acordo assinado para a aquisição do Twitter, argumentando que nenhuma indenização econômica pode reparar o dano já causado à empresa de tecnologia.

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"A conduta de Musk confirma que quer escapar do contrato vinculante que assinou livremente e prejudicar o Twitter no processo", afirma a empresa na ação.

"O Twitter sofreu e continuará a sofrer um dano irreparável em consequência das violações contratuais dos acusados", continua.

As ações do Twitter subiram sutilmente nas operações após o pregão, quando a notícia veio à tona.

Analistas asseguram que o anúncio de Musk de cancelar a compra põe a empresa em uma situação complexa em um momento difícil.

Depois de semanas de ameaças, Musk retirou a oferta de compra no final da semana passada, acusando o Twitter de fazer declarações "enganosas" sobre o número de contas falsas na plataforma, segundo uma carta de seus advogados entregue aos reguladores do mercado americano.

Em suas primeiras declarações públicas desde seu anúncio, Musk dirigiu-se ao Twitter no fim de semana para ironizar a companhia.

"Disseram que não podia comprar o Twitter. Depois não quiseram revelar a informação dos bots. Agora querem me obrigar a comprar o Twitter nos tribunais. Agora, têm que revelar informações sobre bots nos tribunais", escreveu em um tuíte, acompanhado com imagens suas rindo.

A rescisão do acordo de compra que Musk assinou em abril estabelece as bases para uma batalha judicial posteriormente longa com o Twitter, que inicialmente tinha se oposto a vender a empresa ao empresário.

O Twitter defende seu controle de contas falsas e prometeu obrigar Musk a cumprir o acordo, que contemplava uma multa de um bilhão de dólares em caso de descumprimento.

Segundo a plataforma, o número de contas falsas é inferior a 5%, um percentual questionado por Musk, que acredita ser muito maior.

Com a ativação do sinal 5G - iniciada na última semana em Brasília e prevista para outras capitais ainda neste semestre, as vendas de celulares compatíveis com a nova tecnologia devem dobrar, ajudando a salvar o mercado de smartphones, que vem em baixa. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, foram vendidos 45,8 milhões de aparelhos em 2021, queda de 6,1% ante 2020. Para este ano, a projeção era de recuperação, mas a falta de produtos e a crise econômica esfriaram as perspectivas.

A IDC esperava para este ano uma alta de 4,5% a 5% nas vendas, mas revisou sua expectativa para 0%, com chance até mesmo de uma nova retração, segundo o gerente de pesquisa da IDC, Reinaldo Sakis.

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Um dos problemas foi a falta de componentes que vêm da Ásia, onde a pandemia recrudesceu nos primeiros meses do ano, afetando a indústria local e as exportações. "As varejistas brasileiras faziam pedidos, mas as fabricantes não estavam entregando", diz Sakis.

A situação está mais normalizada agora, mas a crise econômica atrapalhou os negócios no Brasil, tanto para quem vende os celulares, quanto para quem compra. As varejistas reduziram o tamanho dos estoques para preservar o caixa. Já os consumidores foram afetados pela inflação e pela subida dos juros. "O bolso do brasileiro está mais comprometido", lembra Sakis.

Essa situação, somada ao preço dos smartphones, que vem que inibiu as vendas. Em 2021, o valor médio dos aparelhos vendidos foi de R$ 1.845, aumento de 19,5% ante 2020. No começo deste ano, atingiu o patamar de R$ 2.230, uma escalada de 21%, segundo a IDC.

O aumento no preço é explicado pela disparada nos custos dos componentes e também dos fretes, além da estratégia dos fabricantes em concentrar os lançamentos em produtos apresentados como "premium" (com tela maior, memória expandida, câmera de maior resolução e outros recursos).

Tendência de alta

Mesmo nesse contexto difícil, os smartphones com 5G estão se destacando. O consultor da IDC afirma que os celulares de alto padrão têm mantido níveis elevados de vendas. "O que está caindo são os produtos de entrada e de menor valor, que se compra nas Casas Bahia. As vendas dos aparelhos de R$ 4 mil pra cima estão crescendo quase três dígitos. A população de maior poder aquisitivo, menos impactada economicamente pela crise, continua comprando celular", diz Sakis.

A ativação do 5G nas capitais será um estímulo extra para movimentar o mercado, podendo atrair de volta às compras pessoas que são entusiastas de novas tecnologias e também as que vinham postergando a troca do aparelho. Os smartphones compatíveis com a nova geração de internet devem responder por 25% das vendas no fim de 2022, contra 10% no fim de 2021, segundo Sakis. "Até o fim do ano, vai ter mais produtos 5G sendo vendidos, maior variedade no portfólio e mais lançamentos de produtos intermediários e até de entrada, então o preço médio neste segmento vai cair", diz o analista da IDC.

Até o fim de 2021, o preço médio dos aparelhos 5G ficava em torno de R$ 5 mil, valor que caiu para R$ 3,9 mil no começo deste ano. Atualmente, existem no Brasil 67 modelos de celulares capazes de rodar o 5G homologados pela Anatel. As líderes em variedade de portfólio são a Samsung (com 25 modelos), seguida de Motorola (14), Apple (9) e Xiaomi (6). Os preços partem de aproximadamente R$ 1,5 mil.

A Vivo confirmou nesta quarta-feira, 6, a ativação da internet móvel de quinta geração (5G) em Brasília e reiterou que está pronta para ativar o sinal nas outras capitais assim que houver a liberação por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Em comunicado, a operadora informou que cerca de 2,5 milhões de clientes já contam com celulares compatíveis com o 5G, e a sua expectativa é que o número aumente significativamente daqui em diante.

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Os clientes não vão precisar trocar o chip, nem o plano de telefonia móvel para acessar ao sinal 5G. Segundo a operadora, essa conexão será automática. Dessa forma, o ícone 5G aparecerá na tela do aparelho.

A Vivo possui em seu portfólio 47 aparelhos homologados compatíveis nas frequências de 3,5GHz e 2,3GHz. Com o 5G, a experiência de velocidade do usuário será até 10 vezes mais rápida que o 4G, além da redução no tempo de latência.

O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreia no Brasil nesta quarta-feira (5). A primeira cidade a oferecer o sinal será Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Próxima geração da internet móvel, a tecnologia 5G pura oferece velocidade média de 1 Gigabit (Gbps), dez vezes superior ao sinal 4G, com a possibilidade de chegar a até 20 Gbps. O sinal tem menor latência (atraso) na transmissão dos dados. Um arquivo de 5G pode ser baixado em cerca de 40 segundos nesse sistema.

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A tecnologia 5G permitirá a estreia da “internet das coisas”, que permite a conexão direta entre objetos pela rede mundial de computadores. Essa tecnologia tem potencial para aumentar a produção industrial, por meio da comunicação direta entre máquinas, e possibilitar novidades como cirurgias a distância e transporte em carros sem condutores.

A TIM será a primeira operadora a oferecer o sinal 5G puro em Brasília. Em princípio, serão instaladas 100 antenas que atenderão entre 40% e 50% da população do Distrito Federal. Nos próximos dois meses, mais 64 antenas passarão a funcionar, elevando o alcance da tecnologia para 65% da população.

Segundo o conselheiro e vice-presidente da Anatel, Moisés Moreira, as próximas cidades a receber o sinal 5G puro serão Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, mas as datas ainda não estão previstas. No início de junho, a agência reguladora definiu que, até 29 de setembro, todas as capitais deverão contar com a tecnologia.

Acesso

Para ter acesso à tecnologia 5G, o cliente deve ter um chip e um aparelho que aceite a conexão. O cliente precisa verificar se a operadora oferece o serviço e estar na área de cobertura. O site da Anatel informa a lista de celulares homologados para o sinal 5G puro.

O consumidor precisa ficar atento porque existem celulares fora da lista que mostram o ícone 5G. Nesses casos, porém, o aparelho não opera o sinal 5G puro, mas o 5G no modo Dynamic Spectrum Sharing (DSS) ou non-standalone (NSA), chamado de 5G “impuro” por operar na mesma frequência do 4G, na faixa de 2,3 gigahertz (GHz). Dependendo da interferência, o sinal 5G “impuro” chega a apresentar velocidades inferiores ao 4G.

Parabólicas

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia de covid-19 fez o cronograma atrasar dois meses.

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