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Após anunciar o iPhone 12, a Apple também reajustou o preço de aparelhos antigos à venda no mercado brasileiro. O reajuste é uma prática tradicional da empresa após lançamentos - geralmente os preços caem, mas, em 2020, eles subiram.

Em alguns casos, o acréscimo será superior a R$ 1 mil - caso do iPhone 11 com 256 GB de armazenamento, que custava R$ 5,8 mil e agora sai por R$ 7,2 mil. A maioria dos modelos, porém, teve altas entre R$ 700 e R$ 900. Segundo a empresa, o motivo é a desvalorização do real frente ao dólar, que influencia diretamente o preço do aparelho no Brasil.

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A alta nos preços não chega a ser surpresa: em setembro, quando a Apple revelou os novos Apple Watch e iPad, as gerações anteriores também tiveram aumentos de até R$ 3 mil por aqui.

Além do reajuste, a empresa também deixou de vender dois modelos de iPhone em seu site oficial: o iPhone 11 Pro e o iPhone 11 Pro Max, que agora só poderão ser encontrados em revendedores autorizados.

Com a reorganização, a Apple decidiu manter à venda no País os seguintes modelos: iPhone SE 2020, iPhone XR e iPhone 11. A linha de produtos será complementada com os novos aparelhos "em breve", afirmou a empresa.

Suporte

Com a chegada de um novo iPhone, a Apple também atualiza o sistema de seus celulares, o iOS, que agora chega à versão 14. Entre os aparelhos antigos, apenas o iPhone 5S deixa de ser suportado pela companhia. Todos os modelos lançados de 2014 para cá seguem com atualizações.

O iPhone demorou a chegar em 2020, mas pode causar um grande impacto. Tradicionalmente revelado em setembro, o novo smartphone da Apple foi afetado pela pandemia do novo coronavírus. Revelado na terça-feira (13), ligeiramente o produto - tela mais resistente, câmera com sensores avançados e um chip mais veloz. A principal novidade, porém, é que os quatro novos aparelhos funcionarão com o 5G - conexão móvel de quinta geração em fase de implantação em vários países.

É a primeira vez que a Apple terá um celular compatível com o 5G. "É uma nova era para o iPhone. O 5G vai trazer ótima experiência em downloads, games e vídeos", disse Tim Cook, presidente da empresa, durante apresentação online.

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Para alguns, a empresa chega atrasada ao mercado, porque rivais como Samsung, Huawei e Motorola já têm aparelhos com a conexão nas lojas desde o início de 2019. Outros não veem da mesma forma.

"O 5G é uma tecnologia ainda relativamente imatura globalmente.

Ainda vai demorar para ter massa crítica, mas a Apple pode dar esse empurrão", disse Thomas Husson, vice-presidente da consultoria americana Forrester. "A Apple vai fazer mais pelo 5G do que o 5G pelos novos iPhones".

É um bom argumento: nos Estados Unidos, a tecnologia ainda não está disponível amplamente. No Brasil, apenas um teste é feito por operadoras, mas ainda o País aguarda a realização do leilão de frequências a ser feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), previsto para o ano que vem, para usufruir do pleno potencial da inovação.

Além do 5G, outra grande novidade apresentada ontem foi o iPhone 12 mini, um modelo "topo de linha", mas com tela menor que as versões principais do iPhone - ele terá 5,4 polegadas e custará a partir de US$ 729, mesmo preço do iPhone 11 revelado em 2019.

"A dinâmica de preço este ano foi muito interessante, e os valores vieram abaixo das expectativas, o que é importante em meio à pandemia", disse Harsh Kumar, da consultoria Piper Sandler & Co, em nota a investidores. Por aqui, por causa do dólar, os preços não ser tão atraentes assim - ontem, após o evento, a Apple reajustou os iPhones à venda atualmente.

Sem carregador

Outra novidade da Apple gerou polêmica: nenhum dos modelos do iPhone 12 será vendido com carregador e fones de ouvido na caixa. A justificativa da empresa é ecológica: com mais de 2 bilhões de carregadores já vendidos, a empresa tenta reduzir emissões de carbono na captação dos metais e na fabricação dos acessórios. No entanto, o tiro saiu parece ter saído pela culatra: nas redes sociais, usuários acusaram a empresa de adotar um discurso bonito para vender mais - afinal, quem não tiver um carregador terá de comprá-lo à parte.

Para Michel Roberto de Souza, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a mudança pode trazer problemas à empresa. "Precisa estar sinalizado na hora da compra que o carregador não está incluso, para não se induzir (o cliente) ao erro", disse ele, que acredita que a companhia pode incorrer em venda casada, algo proibido pelo Código de Defesa do Consumidor brasileiro. "É algo que ainda está nebuloso."

Em evento on-line realizado na manhã desta terça-feira (13), a Apple anunciou o lançamento do iPhone 12. A fabricante divulgou detalhes da nova geração do produto, que contará com suporte para conexão 5G e terá preço sugerido de US$ 799, o equivalente a cerca de R$ 4.450.

O aparelho ganhou bordas mais quadradas, que remetem ao visual do iPhone 4. Na forma, ele também ficou 11% mais fino, 15% menor e 16% mais leve do que a versão anterior, mas teve a tela mantida com o tamanho de 6,1 polegadas.

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A tela é composta por um material mais resistente, o “escudo de cerâmica”, alardeado pela desenvolvedora como sendo mais forte do que qualquer vidro anteriormente utilizado. O painel mudou da tecnologia LCD para OLED, que a Apple costuma chamar de "Super Retina XDR".

Com o aumento do contraste da tela, cresceu também a quantidade de pixels, fazendo com que o iPhone 12 tenha o dobro da resolução do iPhone 11. O processador do celular também foi atualizado com o A14 Bionic, que usa o processo de fabricação de cinco nanômetros, o que o deixa mais rápido. O iPhone 12 tem duas câmeras, uma lente grande angular e outra ultra angular. Ambas possuem 12 megapixels.

Apostar nos talentos da área de tecnologia, com ideias inovadoras e que precisam de apoio para desenvolver suas propostas. Com esse objetivo, o grupo Ser Educacional, por meio do Centro de Inovação da UNINASSAU - Overdrives, e a NE Capital, empresa do Grupo JCPM, se uniram para o lançamento do programa de aceleração de startups, o Pontes Overdrives. As inscrições estão abertas a partir do dia 12 de outubro e seguem até o dia 23 de novembro por meio do site pontes.overdrives.com.br. As selecionadas serão conhecidas até o fim de dezembro.

O presidente do Ser Educacional, Jânyo Diniz, destaca que a nova parceria potencializa o objetivo inicial do Centro de Inovação. "O Overdrives nasceu com a missão de se colocar à disposição da sociedade, das empresas e indústrias em busca de soluções específicas para negócios e empreendedores. Com a parceria, poderemos fortalecer a base criada para continuar cumprindo nossa missão", disse o executivo.

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O aporte financeiro nas empresas será feito em conjunto entre os dois grupos empresariais - que, incialmente, entram como sócios da ideia. "Um processo de aceleração como esse nos dá a oportunidade de ter contato com iniciativas de diversas áreas, vindas de todo o Brasil, e pode ser um importante veículo para diversificação dos negócios e para buscar inovação nos setores onde já atuamos. Adicionalmente, envolver nossos executivos em processos de colaboração com as startups aceleradas trará crescimento pessoal para os mesmos e fortalecerá a nossa cultura de inovação", pontua o gerente de Inovação do Grupo JCPM, Sérgio Barreto.

O Pontes Overdrives busca projetos nos mais variados setores. Cada ciclo de aceleração terá duração de seis meses, podendo ser ampliado para dois ciclos, ou seja, um ano dentro do projeto. Durante o processo, executivos do Ser Educacional e do JCPM irão apoiar as startups no desenvolvimento do negócio por meio de mentoria e conexões no mercado.

"O programa Pontes Overdrives é um marco na evolução do hub de inovação da UNINASSAU. Ele abrirá novas e grandes oportunidades no ecossistema de startups, apresentando um modelo de aceleração atrativo por cobrir as cinco demandas principais das aceleradas em início de operação: acesso à capital, acompanhamento estratégico e operacional, conexão com o mercado, apoio técnico por meio de uma extensa rede de mentores e o desenvolvimento de uma comunidade empreendedora aberta a trocas de experiências", afirmou o diretor executivo de Inovação e Serviços do grupo Ser Educacional, Joaldo Diniz.

O Overdrives tem se destacado como aceleradora no Brasil, tendo ficado no top3 da edição de 2019 do Startup Awards, principal premiação do ecossistema brasileiro de startups.

Da assessoria

A Corte de Apelações de Paris validou a decisão da Autoridade da Concorrência da França que ordenou ao Google negociar com a imprensa francesa sobre uma remuneração pela utilização de seus conteúdos, garantida pelos direitos conexos.

"É uma decisão muito importante. A concorrência se aplica a todos, inclusive no digital", escreveu no Twitter a presidenta da Autoridade de Concorrência francesa, Isabelle de Silva.

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A decisão do tribunal francês será examinada de perto por outros países europeus, pois a lei sobre direitos conexos era na origem uma diretriz europeia. A França foi o primeiro país a aplicar a medida.

Em 9 de abril, o "árbitro" da concorrência da França deu prazo de três meses ao Google para que negociasse de "boa fé" com os meios de comunicação a aplicação efetiva destes direitos, aprovados no Parlamento Europeu em 2019.

Estes preveem uma remuneração por parte das plataformas digitais aos meios de comunicação pela publicação de seus conteúdos, especialmente vídeos e fotos.

Google, no entanto, se opôs a remunerar até o momento a imprensa francesa pelos conteúdos que aparecem nos resultados de sua ferramenta de busca.

Na quarta-feira à noite, poucas horas do anúncio da decisão da corte, o grupo americano informou que estava perto de um acordo com a imprensa francesa.

"Nossas negociações, que acontecem dentro do marco definido pela Autoridade de Concorrência, poderiam permitir a validação dos princípios chave de um acordo", afirmou a empresa, sem revelar detalhes.

Google, assim como outras grandes plataformas de internet como Facebook, mantém relações conturbadas com a imprensa, que critica o uso de seu conteúdo sem a remuneração adequada.

A Espanha aprovou definitivamente a criação da chamada 'taxa Google' e de um imposto para as transações financeiras, a fim de "modernizar seu sistema tributário", apesar da hostilidade de Washington a essas iniciativas, informou o Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (7).

As duas taxas foram aprovadas pelo Senado, que concluiu o trâmite parlamentar. Nas próximas horas, serão publicadas no Boletim Oficial do Estado (BOE) e entrarão em vigor em três meses.

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A taxa sobre "determinados serviços digitais", com a qual o governo espera arrecadar 968 milhões de euros (1,14 bilhão de dólares) a cada ano, aponta para as empresas de internet que faturam mais de 750 milhões de euros em nível mundial, e pelo menos três milhões na Espanha.

O imposto envolve as grandes multinacionais americanas da internet, as GAFA (Google, Amazon, Facebook, Apple), cujos lucros escapam a muitas administrações fiscais de todo o mundo.

No próximo dia 13 de outubro, a Apple irá anunciar o iPhone 12. A perspectiva é que a empresa lance duas versões do iPhone 12 Pro e duas versões do Iphone 12 padrão, o que seria o maior número de novos telefones lançados pela Apple de uma só vez. As informações são do site Engadget.

Segundo o site, o menor modelo que deve ser anunciado na próxima semana é o iPhone 12 de 5,4 polegadas. Por outro lado, a Apple irá revelar uma versão do iPhone 12 Pro com tela de 6,7 polegadas, sendo a maior que a empresa norte-americana já colocou no mercado.

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As projeções divulgadas pelo site também apontam que a nova série de iPhones suportarão sub-6 5G.

A Apple vai reabrir suas lojas no Brasil. As unidades estavam fechados desde março, quando as medidas de distanciamento social começaram a ser adotadas no País. O retorno começou ontem, nas duas lojas que a empresa tem por aqui - em São Paulo (Shopping Morumbi) e no Rio de Janeiro (Village Mall).

"Estamos ansiosos para começar a receber visitantes de volta às nossas lojas no Brasil esta semana. Sentimos falta de nossos clientes brasileiros e estamos ansiosos para oferecer nosso suporte", declarou a empresa, em comunicado enviado ao Estadão.

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O retorno, porém, terá diversas regras: segundo a empresa, os visitantes só poderão ir às lojas com hora marcada, seja para fazer compras, consultar a assistência técnica ou retirar itens em conserto. Quem for à loja sem marcar hora pelo site da empresa não poderá entrar.

Além disso, a empresa vai adotar medidas de saúde e segurança, obrigando o uso de máscaras, verificação de temperatura e praticando o distanciamento social entre funcionários e clientes.

Haverá também limitação da quantidade de pessoas permitidas dentro da loja a qualquer momento. As informações completas podem ser conferidas no site da empresa.

No que diz respeito aos escritórios da Apple no Brasil, os funcionários da companhia seguem trabalhando em de home office.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois de anunciar um novo centro de distribuição no Brasil no início de setembro, a Amazon lança agora sua data de promoções exclusivas para assinantes no País. "Não vamos parar por aí", diz o presidente da marca no Brasil, Alex Szapiro. Com um ano do serviço Prime por aqui, a empresa diz ter uma série de lançamentos programados para as próximas semanas, mas não dá números concretos do quanto os investimentos por aqui têm rendido. "O que posso dizer é que hoje o Brasil é um dos principais países do Prime no mundo", afirma. O serviço de assinaturas da companhia conta hoje com 150 milhões dos chamados "prime members" em nível global. Ele diz que o crescimento de assinantes no País é acima da média.

O investimento no novo centro de distribuição (CD) em Cajamar, na Grande São Paulo - quinto da companhia no Brasil e o quarto na cidade paulista - teve muito a ver com a nova data de promoções que a empresa traz agora para cá. A intenção da empresa é atender à alta de demanda que os descontos costumam trazer ao redor do mundo, mas com rapidez na entrega - uma característica da marca. Aliás, mais aberturas de centros de distribuição em novos Estados estão no radar da companhia, segundo o executivo. Para ele, a pandemia da covid-19 apenas antecipou investimentos para suprir as necessidades dos consumidores com maior sortimento de produtos e com mais pontos físicos de armazenamento para acelerar as entregas.

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Quando questionado a respeito da competição no e-commerce brasileiro, que conta com mais players brigando por mercado do que em outros países, o executivo diz não estar preocupado. "Gasto zero do meu tempo olhando para competidores. Zero do meu tempo olhando para relatórios de bancos", afirma. Na última semana, um relatório do HSBC apontou que o setor de e-commerce brasileiro, no médio prazo, deve assistir a fusões e aquisições dos principais players do ramo ou então passar por uma competição de preço tão acirrada que empurre alguns deles para fora da disputa.

"No Brasil, existem atualmente cinco players e nós achamos difícil ver todos eles desfrutando de uma participação de mercado de 15-20%", afirma o texto dos analistas Ravi Jain e Felipe Cassimiro. Na corrida pelo download dos aplicativos, segundo o banco, a Amazon vem crescendo no País. No entanto, ainda muito abaixo das concorrentes já estabelecidas por aqui. "Os downloads de aplicativos da Amazon Brasil melhoraram, chegando a 1 milhão em agosto de 2020, mas ainda significativamente abaixo das concorrentes que variam de 2,5 milhões a 3,5 milhões de downloads", dizem os analistas.

Para Szapiro, o varejo brasileiro é um campo enorme de atuação. "A penetração do e-commerce no Brasil está em torno de 5 a 6%", diz. Ele avalia que ao prestar um serviço de qualidade, não há porque se preocupar com a concorrência, já que haveria muito espaço a ser conquistado. E os investimentos da companhia por aqui para acelerar as entregas não são poucos. O executivo afirma que, quando o Prime foi lançado por aqui, a entrega em dois dias atingia 6 cidades. Um ano depois, a entrega neste prazo chega a 400 municípios.

Prime Day

As promoções do Prime Day devem acontecer entre 13 e 14 de outubro. Nas 48 horas de evento serão disponibilizados mais de um milhão de itens em todo o mundo e em todas as categorias de produtos. As promoções acontecerão simultaneamente nos EUA, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Cingapura, Holanda, México, Luxemburgo, Japão, Itália, Alemanha, França, China, Canadá, Bélgica, Áustria, Austrália e, participando pela primeira vez neste ano, Turquia e Brasil. Os descontos são exclusivos para assinantes do serviço Prime, mas é possível acessá-los no período gratuito de teste, sem ter pago nenhuma mensalidade. "Durante o Prime Day, ofereceremos aqui mais de 15 mil promoções de produtos e marcas em mais de 30 categorias", completa Szapiro.

A plataforma americana Uber pode continuar operando em Londres, decidiu nesta segunda-feira (28) um tribunal britânico, que revogou uma decisão das autoridades municipais que suspenderam a licença da empresa alegando riscos de segurança para os passageiros.

Depois de reconhecer as "deficiências do passado", o juiz Tan Ikram, da corte de magistrados de Londres, decidiu que o Uber fez as modificações necessárias e agora está apto para operar na capital britânica.

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"Esta decisão é um reconhecimento ao compromisso do Uber com a segurança e seguiremos trabalhando de forma construtiva com a TfL", afirmou a plataforma em um comunicado, no qual celebra a vitória em um de seus principais mercados mundiais.

A Autoridade de Transporte de Londres (TfL) havia revogado a licença da empresa em novembro, depois de detectar problemas com a identidade de alguns motoristas, mas a plataforma seguiu funcionando normalmente à espera da decisão do tribunal.

A TfL afirmou ter "identificado um padrão de falhas por parte da empresa, incluindo várias infrações que colocaram em risco os passageiros e sua segurança".

Entre estas, figurava o elevado número de "motoristas não autorizados registrados na plataforma que se aproveitam das vulnerabilidades do aplicativo para transportar milhares de passageiros".

"Um problema chave identificado" no aplicativo permitiu que dezenas de motoristas sem nenhum controle falsificassem suas identidades, inserindo fotografias nos perfis de outros motoristas. Isso "ocorreu em pelo menos 14.000 viagens", afirmou a TfL na época.

"Outra falha permitiu a motoristas expulsos ou suspensos criar uma nova conta no Uber e continuar trabalhando como se nada tivesse acontecido", completou a agência.

Posteriormente, as autoridades londrinas reconheceram que o Uber fez algumas mudanças positivas, como a possibilidade de que os passageiros entrem em contato direto com a polícia ou os serviços de emergência por meio do próprio aplicativo, mas as consideraram insuficientes.

A empresa, no entanto, garante que desde então resolveu todos os problemas do seu aplicativo móvel, que o juiz Ikram considerou satisfatório.

O magistrado também disse considerar que o Uber não recorreu contra as conclusões da TfL, mas da alegação de que não tinha levado a sério os problemas de segurança.

"Agora parece estar na vanguarda quanto à segurança de seus serviços e fez os esforços necessários", considerou o juiz.

Os tribunais devem decidir agora quanto tempo vai durar a nova licença concedida ao Uber, que afirma ter 45.000 motoristas e mais de 3,5 milhões de clientes na capital britânica.

O TikTok conseguiu uma prorrogação de último minuto no domingo (27), quando um juiz federal dos Estados Unidos suspendeu o veto imposto pelo governo de Donald Trump aos downloads do popular aplicativo de vídeos, poucas horas antes da entrada em vigor da medida.

O juiz distrital Carl Nichols emitiu uma ordem judicial temporária para suspender o veto ao pedido do TikTok, que a Casa Branca considera uma ameaça para a segurança nacional, alegando que sua matriz chinesa espiona os usuários a favor do governo de Pequim.

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A opinião do juiz não foi divulgada, então não foi possível saber o que motivou a decisão.

O governo Trump queria proibir novos downloads do aplicativo a partir de meia-noite (1h00 de Brasília, segunda-feira) e que os atuais usuários americanos tivessem acesso ao app apenas até 12 de novembro.

O juiz rejeitou o pedido do TikTok de suspender a proibição de 12 de novembro.

A decisão representa uma vitória temporária para o TikTok, que te, 100 milhões de usuários nos Estados Unidos. Mas o tribunal ainda precisa considerar os argumentos legais sobre se a rede social deve permanecer disponível para os americanos.

A plataforma alegou que um bloqueio dos downloads, inclusive temporário, provocaria um dano irreparável ao impedir seu crescimento e prejudicar sua reputação comercial.

Em uma audiência por telefone, algo incomum, o juiz Nichols ouviu no domingo os advogados do TikTok, que pertence à empresa chinesa ByteDance, que argumentaram sobre a liberdade de expressão e a segurança nacional.

Para o advogado John Hall, uma proibição seria "punitiva" e fecharia um fórum público utilizado por dezenas de milhões de americanos.

Em um documento apresentado antes da audiência, os advogados do TikTok consideraram que a proibição era "arbitrária e um capricho", que "abalaria a segurança dos dados" ao bloquear as atualizações e correções do aplicativo utilizado por quase 100 milhões de americanos.

A empresa também alegou que a proibição era desnecessária porque negociações estavam em curso para reestruturar a propriedade do TikTok com o objetivo de abordar as questões de segurança nacional citadas pelo governo.

Os advogados do governo argumentaram que o presidente tem o direito de adotar medidas de segurança nacional e que a proibição era necessária devido aos vínculos do TikTok com o governo chinês por meio da ByteDance.

Um relatório do governo classifica a ByteDance como "porta-voz" do Partido Comunista Chinês, alegando que a empresa está "comprometida a promover a agenda e as mensagens" do partido.

"O presidente determinou que a capacidade (da China) de controlar estes dados representa uma ameaça inaceitável para a segurança nacional e a política externa dos Estados Unidos", afirmou o governo.

O TikTok se tornou o novo símbolo da batalha entre Estados Unidos e China pelo domínio o setor de tecnologia de ponta.

O futuro imediato do TikTok nos Estados Unidos será decidido neste domingo (27) após uma audiência diante de um juiz, que confirmará ou suspenderá a proibição de downloads do famoso aplicativo no país a partir desta noite, conforme decidido pelo governo de Donald Trump.

A audiência, agendada após um recurso de emergência do Tiktok, está programada em Washington às 09h30 locais (10h30 de Brasília) ante o juiz Carl Nichols.

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Será vigiada de perto pela elite dos negócios e por Pequim, que valoriza o aplicativo e, mais particularmente, sua tecnologia, especialmente seu algoritmo, como uma joia.

Se o juiz confirmar a decisão do presidente Trump de proibir o TikTok nos Estados Unidos, o aplicativo já não poderá mais ser baixado no país a partir das 23h59 locais (00h59 de segunda em Brasília). E, embora os atuais usuários americanos possam continuar usando o aplicativo, não poderão mais fazer atualizações.

O juiz, no entanto, também pode suspender a proibição de baixar ou atualizar o aplicativo de vídeos humorísticos e musicais, usado por 100 milhões de americanos todo mês.

Não se descarta um acordo entre o governo de Trump e a empresa matriz chinesa do TikTok, ByteDance.

O TikTok solicitou esta semana um recurso de emergência no tribunal federal de Washington, alegando que sua proibição não se ajusta à Constituição dos EUA.

A plataforma também argumenta que bloquear os downloads lhe causaria um dano irreparável, já que no início do verão (H. Norte) estava conseguindo cerca de 424.000 novos usuários americanos por dia.

No início de agosto, Trump assinou um decreto para obrigar a ByteDance a vender a plataforma para uma empresa americana, argumentando uma suposta ameaça contra a "segurança nacional".

O presidente acusou o TikTok, por muito tempo e sem provas, de espionar seus usuários em benefício de Pequim através da coleta de dados.

O último projeto de venda, anunciado no fim de semana passado, implica a criação de uma nova empresa, TikTok Global, na qual participam dois impérios americanos: Oracle como sócio tecnológico e Walmart como sócio comercial.

Além disso, a Oracle teria uma participação de 12,5% e o Walmart, de 7,5%. Os americanos ocupariam quatro das cinco cadeiras da junta diretiva.

Mas a conclusão deste projeto depende da boa vontade do presidente americano e do governo chinês. O TikTok se tornou o novo símbolo da batalha entre Estados Unidos e China pelo domínio do setor da tecnologia de ponta.

- Recurso de emergência -

Na segunda-feira, Trump, que faz campanha para a reeleição, insistiu que não aprovaria o projeto se o TikTok permanecesse sob controle chinês, e afirmou que Oracle e Walmart seriam os donos da maior parte do novo grupo.

A ByteDance, que inclui investidores americanos, chamou esta informação de "rumores falsos".

Se as negociações não forem bem-sucedidas, uma proibição completa das atividades do TikTok nos EUA pode entrar em vigor a partir de 12 de novembro, alertou o Departamento do Tesouro.

A ByteDance anunciou que fez um "pedido de autorização" para a exportação de tecnologia, sem especificar o propósito.

Esta iniciativa poderia envolver o famoso algoritmo que fez do TikTok um sucesso: permite mostrar aos usuários o conteúdo com mais probabilidade de interesse, em função de seus gostos, e levá-los a passar o maior tempo possível assistindo um vídeo atrás do outro na plataforma.

A China se recusa a permitir que este precioso sistema informático caia em mãos americanas.

Em meio à pandemia e ao crescimento do desemprego, os executivos que trocaram de emprego ou encontraram uma vaga tiveram como destino basicamente startups da área de entregas, como iFood e Rappi, empresas de e-commerce e negócios que têm na tecnologia e em serviços financeiros seu filão de atuação. Segundo dados da plataforma LinkedIn, foram 1.269 movimentações para cargos executivos entre março e agosto, e 80% delas foram para esses setores.

Os dados do LinkedIn também mostram que essa movimentação em cargos de gerência veio crescendo ao longo dos meses. Das mais de 1,2 mil vagas ocupadas, 884 foram nos meses de junho, julho e agosto. "Os números ainda são menores do que no período anterior à pandemia, mas já estão, de fato, se intensificando para esses mercados que tiveram desempenho melhor durante a pandemia", diz Carlos Eduardo Altona, sócio da empresa de recrutamento Exec.

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Essa movimentação começou até mesmo a preocupar empresas de outros setores. Em pesquisa feita no Brasil pela multinacional de recursos humanos Robert Half com 300 executivos do alto escalão, quase 60% deles afirmaram estar muito preocupados com uma debandada dos funcionários alocados em postos-chave. Esse porcentual é superior ao dos seus pares na Alemanha, França, Reino Unido e Bélgica.

Entre as motivações para uma fuga desses profissionais, segundo os entrevistados pela Robert Half, foi apresentada, em primeiro lugar, justamente a investida de empresas em plena expansão, com 54% das respostas. Em seguida, 44% dos alto executivos temem uma reação dos profissionais após a implementação de programas de redução de jornada, salário e cortes de benefícios de curto e de médio prazos. Por fim, 31% dos presidentes e diretores de empresas reconhecem que durante a pandemia alguns de seus funcionários passaram a gerenciar pesadas cargas de trabalho, trabalhando à beira do esgotamento.

Mercado sem crise

A administradora de empresas Karina Noguti trocou em julho a petroquímica Braskem, onde ficou por quase dez anos e nos últimos tempos atuava como gerente de controles internos, por posição similar no iFood, que de março para cá já contratou 83 profissionais para posições de liderança.

Ela diz que não se preocupou ao deixar uma empresa tradicional e de capital aberto por uma startup de delivery que nunca registrou lucro. "Eu me interessei pela oportunidade de trabalhar em uma empresa de tecnologia e com visibilidade sobre o futuro", conta ela, que também procurava mais qualidade de vida. "Estou em quarentena desde o dia 18 de março e, desde que comecei no iFood, tenho conseguido fazer exercícios durante a noite e estou dormindo melhor", conta.

"Não existe crise para um certo tipo de profissional. E, quando uma empresa reduz salário ou corta bônus, essa pessoa fica mais aberta a um convite de uma outra empresa, que de repente atue em um setor menos sensível ao momento e que, por isso, oferece uma perspectiva de carreira melhor daqui para a frente", afirma o diretor da área de pesquisa de executivos da Robert Half, Mario Custodio.

Entre as contratantes, além do iFood - que no total já recrutou 409 funcionários desde o início da pandemia, não apenas em cargos de gerência -, a Amazon deve chegar ao final do ano com 50 novas posições em nível gerencial, segundo estimativa dos headhunters. Procurada, a empresa não comentou a informação.

Na fintech Nubank, desde março já foram contratados mais de 200 funcionários. Desse total, mais de 35 dessas posições foram para cargos de liderança. "No momento, temos mais de 350 vagas abertas para diferentes posições e níveis de senioridade e que pretendemos preencher até o fim do ano", afirma a empresa, em nota.

"Uma das preocupações, agora, é como proteger as nossas lideranças. O mercado esquentou para líderes", diz o vice-presidente de RH do iFood, Gustavo Vitti. "A redução salarial tem sido importante (na prospecção de novos executivos). Nós aceleramos nossa política de benefícios para os contratados. Mas eu percebo que o segmento de atuação e o propósito da empresa são hoje nossos principais atrativos", afirma.

Com o aumento das vendas pela internet após o início da pandemia, a empresa de comércio eletrônico argentina Mercado Livre, hoje com 3,9 mil funcionários no Brasil, iniciou processo para contratar 1,5 mil empregados até o final do ano. A empresa vem recrutando cerca de 400 funcionários por mês, desde julho, e, para dar conta da demanda em alta, já contratou 60 executivos desde março. Outros 40 serão contratados até o final do ano.

As vagas são principalmente para as unidades das empresas em São Paulo, em Salvador e no Rio de Janeiro. "A quarentena vem sendo importante para o nosso crescimento. Mas a gente vem se preparando há 21 anos para estarmos preparados para um momento como este", diz a gerente de recursos humanos do Mercado Livre, Carolina Recioli. 

A plataforma TikTok, conhecida por seus vídeos de formato curto muito populares entre os adolescentes, tornou-se uma sensação mundial das redes sociais e, ao mesmo tempo, o epicentro de uma guerra geopolítica entre Estados Unidos e China.

O presidente dos Estados Unidos afirma que o aplicativo é um risco para a segurança nacional já que, segundo Trump, TikTok e sua matriz chinesa, ByteDance, entregam as informações de seus usuários aos serviços de inteligência de Pequim.

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A ordem executiva do presidente proíbe novos downloads do TikTok desde domingo passado e vetará seu uso definitivo nos Estados Unidos a partir de 12 de novembro, a menos que um acordo seja alcançado para reestruturar sua propriedade.

O TikTok já teve aproximadamente 2 bilhões de downloads e estima-se que sua base de usuários seja de 700 milhões, o que o transforma em uma das maiores plataformas de redes sociais.

A pandemia de coronavírus ajudou o TikTok a expandir sua base para além dos usuários de smartphones, à medida em que acrescenta novos tipos de conteúdo e populares "influencers" se unem à plataforma.

Ameaças de espionagem?

Embora seus vídeos extravagantes pareçam inofensivos, o TikTok levantou questionamentos sobre possíveis ameaças de segurança.

O senador republicano Marco Rubio solicitou em 2019 uma investigação sobre os vínculos do TikTok com as autoridades chinesas e em 2020 o Departamento da Defesa pediu que toda a sua equipe apagasse o aplicativo.

O TikTok nega estar vinculado ao governo chinês e garante que seus servidores são inacessíveis para Pequim.

"Armazenamos todos os dados dos usuários americanos nos Estados Unidos, com uma cópia de segurança na Singapura", disse o TikTok em um comunicado recente.

"Os centros de dados do TikTok estão localizados completamente fora da China".

No entanto, uma ordem executiva da Casa Branca em agosto afirmou que o TikTok "captura automaticamente uma vasta gama de informação de seus usuários" e que isso "ameaça permitir que o Partido Comunista da China acesse as informações pessoais e de propriedade dos americanos".

Segundo a Casa Branca, isso poderia permitir que a China "rastreasse a localização dos funcionários e contratados federais, além de criar arquivos de informações pessoais para chantagem e espionagem corporativa".

Conseguir um acordo

Trump tentou tirar o TikTok do controle chinês e deu sua bênção a um acordo que tornaria a gigante do Vale do Silício, Oracle, sócia de dados do aplicativo.

Ainda não se sabe se Pequim aprovaria este acordo, cujos termos não estão claros.

Um dos detalhes cruciais é o que aconteceria com o algorítmo de recomendação do TikTok, que é visto como a chave de seu sucesso.

A China emitiu, no mês passado, novas regras que evitariam a exportação de algorítmos e tecnologias de inteligência artificial.

A ByteDance afirmou que manteria o controle do algorítmo, enquanto a Oracle poderia simplesmente monitorar os dados e o código-fonte em busca de falhas de segurança.

Trump disse que não aceitará um acordo que permita à China manter o controle do TikTok.

O TikTok tenta levar sua disputa com Donald Trump para o terreno das liberdades e do respeito à Constituição dos Estados Unidos durante uma audiência nesta quinta-feira (24), enquanto o aplicativo segue sob ameaça de ser banido pelo presidente americano.

O app, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, pediu a um juiz americano que suspendesse a ordem de proibição do governo Trump a partir de domingo. Em audiência perante um tribunal federal de Washington, a rede social apresentou uma moção, na qual afirma que sua proibição não atende à Constituição dos Estados Unidos.

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Também destaca a importância da plataforma nos debates democráticos na corrida para as eleições de 3 de novembro nos Estados Unidos. "A mistura de entretenimento leve e humor oferecido pelo aplicativo permitiu o crescimento inicial do TikTok. Mas hoje o TikTok se tornou um fórum para todas as expressões políticas", afirmam os advogados da empresa na ação.

"Muitos criadores de conteúdo usam nosso aplicativo para expressar sua solidariedade aos movimentos sociais, expressar suas preferências políticas, ou apoiar candidatos (...) com audiências de milhões de pessoas", apontam.

O Tiktok, assim como alguns desenvolvedores, usuários e especialistas, acredita que Trump tem atacado o aplicativo, porque os jovens são seu principal público e porque facilitou sua participação em ações políticas espontâneas contra o presidente, incluindo um recente comício importante. O presidente sempre tentou controlar melhor as redes sociais, mas nos últimos meses as acusou de censura de seu campo político.

No último sábado, o Departamento de Comércio americano adiou para 27 de setembro a proibição de download do popular aplicativo nos Estados Unidos. Inicialmente, a medida estava prevista para entrar em vigor no domingo passado, 20.

Uma proibição total das atividades do TikTok em solo americano poderia entrar em vigor a partir de 12 de novembro.

Para evitar isso, Trump exige que o TikTok passe suas operações nos Estados Unidos para o controle de empresas do país.

"Se as proibições não forem suspensas, os danos causados aos demandantes serão irreparáveis", escreve a plataforma no expediente judicial. A rede social rejeita a acusação de Trump de que espiona para a China, coletando dados entre seus usuários.

"Como demonstraram as declarações pouco claras e contraditórias do presidente e de outras autoridades nos últimos meses, as proibições não foram motivadas por preocupações genuínas de segurança nacional, mas sim por considerações políticas relacionadas às próximas eleições gerais", disse o TikTok.

O editor do jornal Global Times, Hu Xijin, sinalizou nesta terça-feira (22), em sua conta oficial no Twitter que a China não deve ceder às demandas dos Estados Unidos no caso TikTok. A publicação é altamente ligada à cúpula de Pequim.

Em resposta a uma matéria publicada pela Bloomberg em que o presidente americano, Donald Trump, afirmava que a empresa chinesa ByteDance não manteria o controle do aplicativo TikTok se a transação com a Oracle fosse bem sucedida, Hu afirmou que o republicano deveria "parar de extorquir".

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"Você acha que o TikTok é uma empresa de um país pequeno? Não há como o governo chinês aceitar sua demanda", declarou o editor do Global Times, no Twitter. "Você pode arruinar os negócios do TikTok nos EUA, se os usuários dos EUA não se opuserem, mas não pode roubá-lo e transformá-lo em um bebê americano", completou.

Washington e Pequim têm travado uma batalha em torno do aplicativo chinês TikTok, muito popular nos EUA. Donald Trump ordenou que a plataforma fosse vendida a uma empresa americana, sob pena de proibição no país, alegando que o governo chinês utiliza a ferramenta para fins de espionagem. A Oracle confirmou interesse no negócio, mas os termos da transação ainda não ganharam o aval do Partido Comunista chinês.

A Tesla, que revolucionou o mercado de automóveis elétricos, organiza nesta terça-feira um "Dia da Bateria", com a previsão de anúncios "insanos", como prometeu o presidente da empresa, Elon Musk.

O empresário já antecipou o anúncio de novidades sobre "a produção a longo prazo, concretamente do Semi, do Cybertruck e do Roadster", mas as mudanças não serão concretizadas "antes de 2022".

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Há várias semanas, os boatos sobre quais seriam os anúncios do grupo são intensos. Alguns analistas perguntam se a Tesla deseja começar a fabricar as próprias células de bateria, em detrimento dos grandes nomes do setor como Panasonic e LG.

Musk garantiu que o número de compras da Tesla a seus fornecedores vai "aumentar e não reduzir", mas não fechou a porta a que a empresa "assuma o controle" para evitar escassez.

Há alguns dias, Musk prometeu que revelaria "diversas coisas apaixonantes" no evento, que foi adiado várias vezes.

A Tesla quer ter um papel importante no setor de baterias, um elemento chave para o futuro dos veículos elétricos, com o objetivo de melhorar sua posição na comparação com outras montadoras.

Para o analista Adam Jonas, do Morgan Stanley, a apresentação pode "mudar o discurso" sobre a Tesla e o mercado de baterias.

Além disso, o evento terá uma importância especial depois que nas últimas semanas se multiplicaram os anúncios no setor dos veículos elétricos, aponta Dan Ives, analista de Wedbush.

Ives afirma que Musk poderia apresentar uma bateria capaz de circular 1,61 milhão quilômetros, o que representa uma grande vantagem competitiva ante os veículos que funcionam com combustível, tanto em termos de retorno do investimento como para o meio ambiente.

Outro tema que chama a atenção é a possível redução do custo da bateria, abaixo de 100 dólares quilowatt-hora. Isto reduziria o preço final dos carros elétricos, ressalta Ives.

Parece que 2020 é o ano da Microsoft no mercado de games. A gigante anunciou nesta segunda-feira (21) a aquisição da ZeniMax Media, companhia dona da desenvolvedora Bethesda. Agora, passam a fazer parte, oficialmente, do catálogo da empresa games como The Elder Scrolls, Fallout, Wolfenstein, DOOM, Dishonored, Prey, Quake, Starfield, entre outros.

"Uma das coisas que mais me entusiasma é ver o roteiro com os jogos futuros da Bethesda, alguns anunciados e muitos não anunciados, para o console Xbox e PC, incluindo Starfield , o novo épico espacial altamente antecipado atualmente em desenvolvimento pela Bethesda Game Studios", escreveu Phil Spencer, em comunicado oficial no site do Xbox.

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Além da aquisição da Bethesda, este ano, a Microsoft fez vários avanços para ampliar sua divisão de jogos desde o lançamento de um serviço de nuvem multiplataforma, até mesmo o lançamento de acessórios de Xbox para mobile. A empresa também vai lançar dois consoles de nova geração em novembro, o Xbox Series X e o Xbox Series S. 

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O popular aplicativo TikTok, sob ameaça de proibição nos Estados Unidos, pode continuar a ser baixado neste país: Donald Trump deu seu aval neste sábado a um projeto de acordo envolvendo Oracle e Walmart.

"Acho que será um negócio fantástico", disse o presidente republicano, antes de dirigir-se a um comício de campanha na Carolina do Norte. "Eu dei minha aprovação ao negócio. Se eles conseguirem, melhor. Se não, tudo bem também".

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A empresa, filial de um grupo chinês, confirmou logo em seguida que prepara um projeto que envolve a Oracle como parceira de tecnologia nos Estados Unidos e o Walmart como parceira de negócios. O acordo também estabelece que as duas empresas americanas podem comprar até 20% das ações da TikTok antes de uma futura oferta pública.

"Estamos satisfeitos que a proposta da TikTok, da Oracle e do Walmart trate das preocupações de segurança levantadas pelo governo dos EUA e questões sobre o futuro da TikTok nos Estados Unidos", disse um porta-voz da empresa à AFP.

Caso se materialize, o acordo poderá dar fim a uma das muitas batalhas travadas atualmente entre Washington e Pequim. Também pode permitir que os americanos continuem usando este aplicativo, muito popular entre os jovens.

"Em vista dos recentes desenvolvimentos positivos", o Departamento de Comércio anunciou que adiará a proibição de download do TikTok até pelo menos 27 de setembro, medida que entraria em vigor no domingo.

Espionagem

Trump afirma há semanas que a TikTok, cuja empresa-mãe é a ByteDance da China, espiona em nome de Pequim, sem ter provado suas acusações publicamente.

Em nome da segurança nacional, no início de agosto Trump emitiu um decreto dando à ByteDance até 20 de setembro, ou seja, este domingo, o prazo para transferir as atividades da TikTok em solo americano para uma empresa "made in USA".

O aplicativo, que permite a veiculação de pequenos vídeos, muitas vezes musicais ou humorísticos, tem cerca de 100 milhões de usuários nos Estados Unidos.

Segundo o presidente americano, com o acordo entre TikTok, Oracle e Walmart, "a segurança será de 100%" e as empresas usarão "servidores separados". A TikTok esclareceu que a Oracle seria responsável por hospedar todos os dados do usuário nos Estados Unidos e pela segurança dos sistemas de computador associados.

O acordo prevê ainda a contratação de 25 mil pessoas nos Estados Unidos e a manutenção da sede da empresa no país. As empresas envolvidas farão também "uma doação de cerca de 5 bilhões de dólares" para "a educação dos jovens americanos", disse o presidente republicano, que havia insistido para que o governo fosse pago por autorizar o acordo. Procuradas pela AFP, Oracle e Walmart não se manifestaram.

Na sexta-feira, o governo Trump anunciou que impediria o download do TikTok nos Estados Unidos a partir deste domingo, assim como o WeChat, um aplicativo da gigante chinesa Tencent usado para mensagens, compras, pagamentos e outros serviços, com cerca de 19 milhões de usuários em território americano.

Sanções

A China reagiu vigorosamente neste sábado, denunciando "intimidações" por parte dos Estados Unidos e estabelecendo um mecanismo que permitirá restringir as atividades de empresas estrangeiras.

Uma lista de "entidades não confiáveis", que inclui empresas estrangeiras cujos nomes não foram divulgados publicamente, concentra possíveis sanções que vão desde multas até a restrição de atividades ou de entrada de equipamentos e pessoal na China.

Sua entrada em vigor é vista como uma resposta a uma lista semelhante estabelecida por Washington para excluir a gigante das telecomunicações chinesa Huawei do mercado americano e, em seguida, atacar os aplicativos TikTok e WeChat.

As negociações para o gerenciamento das atividades da TikTok nos Estados Unidos estavam paralisadas há várias semanas.

Um primeiro projeto envolvendo a Microsoft e a gigante da distribuição Walmart foi rejeitado pela China no último fim de semana, deixando o caminho aberto para a Oracle.

Um comitê de segurança nacional do governo dos Estados Unidos ficou encarregado de revisar a oferta que está sobre a mesa. Legisladores republicanos alertaram sobre a aprovação de um acordo que colocaria a empresa sob controle chinês.

A TikTok, subsidiária da empresa chinesa ByteDance, pediu à justiça americana que revogue a decisão de proibir o download de seu aplicativo nos Estados Unidos a partir de domingo.

O governo do presidente Donald Trump atribuiu sua decisão a razões de segurança nacional, mas o TikTok alega que "as razões são políticas", de acordo com a ação apresentada na sexta-feira à noite a um tribunal de Washington.

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O TikTok também alega que a proibição viola os direitos constitucionais à liberdade de expressão e a um julgamento justo.

Se mantida, a proibição vai encerrar "irreversivelmente" a atividade do aplicativo no país com 100 milhões de usuários, de acordo com o processo.

Os Estados Unidos decidiram na sexta-feira proibir o download do TikTok e também do WeChat, plataforma que permite transmitir mensagens, fazer compras e pagamentos, entre outros serviços.

O WeChat é usado por 19 milhões de pessoas no país. A medida foi tomada enquanto a ByteDance negocia a transferência de parte de suas atividades para uma empresa americana.

A China denunciou a "intimidação" dos Estados Unidos e em retaliação adotou neste sábado um mecanismo que restringe as atividades de empresas estrangeiras.

O bloqueio americano aos aplicativos chineses desafia a liberdade de expressão digital e reflete no ecossistema global da Internet, dizem analistas e especialistas.

Para o governo Trump, esses aplicativos estão sujeitos à "cooperação obrigatória com os serviços de inteligência" em Pequim.

Mas, para alguns críticos, esses riscos não são claros, alegando que a proibição generalizada de plataformas levanta preocupações sobre a capacidade do governo de regulamentar a liberdade de expressão garantida na Primeira Emenda da constituição dos Estados Unidos.

"É um erro pensar que esta é (apenas) uma sanção ao TikTok e ao WeChat. É uma restrição séria aos direitos da Primeira Emenda consagrados para os cidadãos e residentes americanos", disse Jameel Jaffer, diretor do instituto Knight First Amendment no Universidade Columbia.

Hina Shamsi, da American Civil Liberties Union, admite que a decisão levanta questões constitucionais e a chamou de "abuso de poderes de emergência" por Trump, que cria mais problemas de segurança do que realmente resolve.

Funcionalidade limitada

A ordem de proibição de download dos aplicativos foi determinada para entrar em vigor a partir de domingo.

As funções do WeChat devem ser afetadas imediatamente assim que forem bloqueadas, embora alguns dos serviços possam continuar a funcionar, disseram autoridades americanas.

O TikTok deixará de funcionar em 12 de novembro, mas até lá os usuários dos Estados Unidos não poderão baixar suas atualizações.

A medida aumenta a pressão sobre a ByteDance, empresa controladora da TikTok, para chegar a um acordo com um parceiro dos EUA para aliviar as preocupações de Washington sobre a segurança dos dados.

A Oracle, uma gigante do Vale do Silício, está em negociações para operar o TikTok nos Estados Unidos.

Fragmentação da internet

As proibições dos EUA criariam mais fragmentações no sistema global de internet ao permitir que os governos bloqueiem serviços à vontade, de acordo com especialistas.

"A decisão de Trump provavelmente fragmentará ainda mais a Internet", disse Darrell West, diretor do centro de inovação tecnológica da Brookings Institution.

"Isso vai encorajar outros países a retaliar as empresas americanas e levantar suas próprias preocupações de segurança contra as empresas estrangeiras. O resultado pode ser muitas 'internets' diferentes com base no país de origem", acrescentou.

Adam Mosseri, um executivo do Instagram, de propriedade do Facebook, expressou as mesmas preocupações. “A proibição do TikTok nos Estados Unidos seria muito ruim para o Instagram, Facebook e, de forma mais ampla, para toda a Internet”, disse ele no Twitter.

Mosseri acrescentou que "a maioria das pessoas que usam o Instagram está fora dos Estados Unidos, assim como a maior parte do nosso potencial de crescimento. Os riscos a longo prazo, se países com alta demanda nos banirem na próxima década, serão maiores dos que os que motivam a frear um concorrente atualmente".

Em relação, às ações judiciais apresentadas pelo Tik Tok e Wechat, o professor de direito constitucional da Universidade do Texas Robert Chesney prevê uma batalha difícil, já que os tribunais normalmente permitem que os presidentes exerçam poderes de emergência para impor garantias.

Chesney disse que há elementos da Primeira Emenda nas ações judiciais, mas proibições de transações comerciais por empresas de tecnologia ainda estão sujeitas a análises de segurança nacional.

“Eles têm direito à liberdade de expressão, mas isso não lhes dá o direito de começar um negócio usando a infraestrutura dos Estados Unidos”, disse ele à AFP.

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