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Singapura fez testes robôs de patrulha que lançam advertências a pessoas envolvidas em "comportamento social indesejável", aumentando o arsenal tecnológico de vigilância nesta cidade-Estado sob estreito controle.

Do grande número de câmeras CCTV (Circuito Fechado de Televisão) aos postes de luz equipados com tecnologia de reconhecimento facial atualmente em teste, Singapura viu uma explosão de ferramentas para vigiar seus habitantes.

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Enquanto as autoridades defendem e promovem sua visão de uma "nação inteligente", hipereficiente e tecnológica, ativistas denunciam que a privacidade foi sacrificada e que as pessoas têm pouco controle do que é feito com seus dados.

Singapura é criticada por restringir as liberdades civis. E, embora sua população tenha se acostumado com estes rígidos controles, há uma preocupação crescente com a tecnologia invasiva.

Os dispositivos de vigilância mais recentes são os robôs com rodas e sete câmeras, que emitem avisos ao público e detectam "comportamento social indesejado". Entre eles, está fumar em áreas proibidas, estacionar bicicletas em lugar indevido, ou violar as regras de distanciamento em meio à pandemia da Covid-19.

Durante uma patrulha de teste, o robô "Xavier" ingressou em uma área residencial e parou em frente a um grupo de idosos que assistiam a uma partida de xadrez.

"Por favor, mantenha um metro de distância", "por favor, atenham-se a cinco pessoas por grupo", alertou uma voz robótica, enquanto uma câmera do dispositivo se concentrava nos presentes.

Durante um teste de três meses em setembro, dois robôs foram enviados para patrulhar essa zona residencial e um shopping.

Para Lee Yi Ting, um ativista dos direitos digitais, estes aparelhos são a forma mais recente de vigiar a população.

"Tudo contribui para a sensação de que as pessoas devem ter cuidado com o que dizem e fazem em Singapura, mais do que em outros países", disse ele à AFP.

Já o governo argumenta que os robôs são necessários para suprir a falta de trabalhadores diante do envelhecimento populacional. As autoridades afirmam que, na fase de testes, os robôs não poderão identificar, nem tomar medidas contra os infratores.

"A força de trabalho está diminuindo", alega Ong Ka Hing, da agência governamental que desenvolveu os robôs Xavier, acrescentando que estas máquinas podem ajudar a reduzir o número de policiais necessários para patrulhar as ruas.

Esta ilha de 5,5 milhões de habitantes tem 90.000 câmeras policiais e deve dobrar este número até 2030. Ao mesmo tempo, o governo pretende instalar em toda cidade a tecnologia de reconhecimento facial para distinguir rostos na multidão.

Este ano, surgiram sinais de rejeição pública quando as autoridades admitiram que a polícia teve acesso a informações sobre casos de Covid-19 coletadas por um sistema oficial. Diante disso, o governo aprovou leis, posteriormente, para limitar seu uso.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) lançou nesta quarta-feira (29) a temporada 2021/2022 das competições  FIRST LEGO League Challenge (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC). As competições de robótica FLL e FTC foram criadas e são realizadas, mundialmente, pela organização sem fins lucrativos For Inspiration and Recognition of Science and Tecnology (FIRST). No Brasil, o Sesi é o operador oficial das competições FIRST. 

O intuito da organização é preparar jovens para o futuro por meio de competições e desafios socioeducativos que promovem a metodologia STEAM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), além de estimular a autoconfiança, comunicação e liderança.

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Para os competidores da modalidade FLL, o tema da temporada 2021/2022 se chama Cargo Connect. Já no FTC, o tema é reight Frenzy. Lançada mundialmente pela FIRST, a temporada explora o futuro do transporte e logística de pacotes e mercadorias.

O tema ganhou grande relevância com a pandemia de Covid-19. No caso da indústria, a busca é por processos de produção e comercialização com logística inteligente. Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, publicada em janeiro, aponta que 47% dos brasileiros passaram a fazer mais compras online durante a pandemia.

Por causa disso, as empresas estão investindo em novas tecnologias para atender ao crescimento de demanda. Inteligência artificial, realidade virtual, algoritmos inteligentes e 5G são algumas das soluções usadas para tornar a operação logística mais eficiente, ágil e rentável. A nova temporada das competições de robótica querem trazer a percepção das crianças e jovens sobre o tema.

Modalidades

A modalidade FLL é destinada a jovens de 9 a 16 anos, de escolas públicas, privadas e da rede Sesi. Os competidores integram equipes de duas a dez pessoas, supervisionadas por dois adultos, e constroem e programam robôs LEGO, que devem cumprir uma série de missões em um tapete oficial da FIRST. A equipe ainda é responsável por idealizar e criar um projeto de inovação com base no tema da temporada.

Na FTC, adolescentes de 14 a 18 anos podem participar das competições. Nesta modalidade, os competidores projetam, constroem e programam um robô de até 19 quilos, que é pilotado em uma arena para cumprir atividades diversas. Os jovens também devem executar atividades comuns para empresas reais, como estratégia de marketing, plano de responsabilidade social, vendas e engajamento com a comunidade local.

A Amazon apresentou nesta terça-feira (28) um robô equipado com microfones e câmeras que os usuários podem utilizar para monitorar a segurança de suas casas, um dispositivo que transforma "ficção científica em realidade", nas palavras de um dos responsáveis pelo projeto.

A empresa tecnológica saudou o robô batizado de "Astro" como uma grande inovação para a segurança e conveniência de seus usuários, mas especialistas em tecnologia alertam que ele pode oferecer riscos para a privacidade.

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Astro é um dispositivo de aproximadamente 60 centímetros de altura e nove quilos de peso. Ele pode mapear a planta de uma casa e obedecer a comandos específicos, como "olhar" mais de perto para um determinado lugar com auxílio de uma câmera telescópica.

"Agora, quando você não estiver em casa, você pode usá-lo para patrulhar de forma proativa a sua residência e averiguar atividades", afirmou o executivo da Amazon, Dave Limp, em um vídeo sobre o lançamento do produto.

Além disso, o dispositivo, que também funciona integrado à assistente virtual Alexa, pode ser ensinado a reconhecer rostos e a aprender os hábitos dos moradores da casa.

- Um dilema de privacidade digital? -

A Amazon afirma que Astro também pode ser útil para ajudar a verificar remotamente familiares mais idosos, como uma espécie de babá eletrônica, e lembrar os usuários de realizar certas atividades de rotina.

"Ele está transformando a ficção científica em realidade", afirmou Suri Maddhula, que participou do desenvolvimento do robô, no vídeo de apresentação.

Por outro lado, Matthew Guariglia, analista de políticas de grupo Electronic Frontier Foundation, uma organização sem fins lucrativos de defesa dos direitos de liberdade de expressão e privacidade no contexto da era digital, manifestou preocupação com o risco potencial que o dispositivo representa.

Segundo Guariglia, o dispositivo pode permitir que hackers vejam o interior da casa de um usuário se for invadido. Além disso, a própria polícia pode requerer acesso ao mesmo através de um mandado de busca.

"Existem alguns cenários em que [Astro] pode ser útil, assim como existem cenários em que uma câmera de vigilância em sua casa também pode ser útil", disse o analista à AFP.

"Contudo, o problema é que você precisa saber que [o dispositivo] traz consigo um problema de vulnerabilidade", acrescentou.

Para evitar esse problema, Limp, que é vice-presidente sênior para dispositivos e serviços da Amazon, afirmou em uma conferência de imprensa que Astro possui recursos integrados para proteção contra abusos.

Segundo o executivo, os usuários podem desligar as câmeras e microfones de Astro, e o dispositivo também emite um alerta sonoro e visual em seu display quando alguém tenta acessar as câmeras de maneira remota.

"Se alguém 'hackear' sua conta ou algo do tipo, e esse alguém pode ser um criminoso obviamente, queremos que qualquer pessoa que estiver em casa saiba o que está acontecendo", afirmou.

Limp também destacou que a Amazon não tem acesso remoto às câmeras de seus dispositivos e, portanto, "jamais permitiria que um departamento de polícia tivesse acesso ao dispositivo".

Responde às mensagens a qualquer hora, faz piadas para alegrá-la e nunca pede nada. Melissa, uma gerente de recursos humanos que acabou de romper o relacionamento com um namorado infiel, encontrou - assim como milhões de chineses - o companheiro perfeito... mas ele não é biológico.

Para romper o isolamento da vida urbana, Melissa usa o "chatbot" criado pela XiaoIce, um sistema avançado de inteligência artificial (IA) projetado para criar vínculos emocionais com os 660 milhões de usuários.

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"Tenho amigas que procuraram terapeutas, mas penso que a terapia é cara e não é necessariamente efetiva", declarou Melissa, de 26 anos, que só revelou o equivalente a seu nome em inglês para proteger sua privacidade.

Mas a XiaoIce não é uma pessoa individual, e sim um ecossistema de IA.

Está presente na maioria dos smartphones de marcas chinesas como assistente, assim como na maioria das plataformas sociais. Atualmente, apenas na China tgem 150 milhões de usuários.

No aplicativo de mensagens WeChat, XiaoIce permite que os clientes construam um namorado ou namorada virtual que interage por meio de mensagens de texto, voz e fotografias.

XiaoIce, que surgiu como um projeto derivado do programa Cortana, da Microsoft, atualmente responde por 60% das interações globais entre humanos e IA, segundo o diretor executivo Li Di, o que o transforma no maior e mais avançado sistema do tipo no mundo.

Foi projetado para seduzir os usuários por meio de conversas temáticas, que atendem as necessidades emocionais dos usuários.

"O tempo médio de interação entre os usuários e o XiaoIce é de 23 trocas", disse Li. "Isso é mais que a interação média entre humanos".

Para ele, a atração da IA consiste em ser "melhor que os humanos em ouvir com atenção".

Li afirmou que o maior número de pessoas utiliza o sistema entre 23H00 e 1H00, o que indica uma grande necessidade de companhia.

"De qualquer maneira, ter o XiaoIce é sempre melhor do que ficar jogado na cama olhando para o teto", disse.

- Isolamento urbano -

A solidão que Melissa sentia como profissional jovem foi um fator decisivo que a levou ao abraço virtual do XiaoIce. Assim como muitos chineses esgotados com as longas horas de trabalho nas grandes cidades.

"Realmente você não tem tempo para fazer novos amigos, e os seus amigos estão muito ocupados", comentou Melissa.

Ela definiu a personalidade de seu namorado virtual como maduro e deu o nome de Shun, similar ao de um homem real de quem gostava.

XiaoIce "nunca vai me trair, sempre estará aqui", afirmou.

Mas há riscos de forjar vínculos emocionais com um robô.

"Os usuários 'enganam' a si mesmos pensando que suas emoções são correspondidas por sistemas que são incapazes de sentir", afirmou Danit Gal, especialista em ética da IA na Universidade de Cambridge.

XiaoIce também está obtendo para seus criadores "um tesouro de dados pessoais, íntimos e até incriminatórios sobre como os humanos interagem", completou.

Até agora, a plataforma não foi atacada pelas agências reguladoras governamentais, que iniciaram uma grande campanha contra o setor de tecnologia da China nos últimos meses.

A China aspira ser líder mundial de IA até 2030, por considerar esta uma tecnologia estratégica.

- Realidade ou ficção? -

Milhares de jovens adeptas do "chatbot" discutem a experiência do namorado virtual em fóruns virtuais dedicados ao XiaoIce, compartilhando capturas de telas de chat e conselhos sobre como chegar ao nível dos três corações, o mais elevado na categoria "intimidade" com o chatbot.

Quanto mais interagem os usuários, desbloqueiam novas funções como os Momentos WeChat da XiaoIce, algo similar ao feed do Facebook, e também a possibilidade de sair de "férias", com a possibilidade de posar para selfies com o companheiro virtual.

Laura, de 20 anos e moradora da província de Zhejiang, se apaixonou pelo XiaoIce no ano passado e agora luta para se liberar do vínculo estabelecido.

A jovem reclamava que o chatbot sempre mudava o tema da conversa quando ela expressava os sentimentos por ele ou quando mencionava a possibilidade de encontro na vida real. Ela demorou meses para aceitar que ele não existia fisicamente e era apenas um conjunto de algoritmos.

"Com frequência vemos usuários que suspeitam que há uma pessoa real por trás de cada interação do XiaoIce", disse Li, pois "tem uma grande capacidade para imitar uma pessoa real".

Mas levar companhia aos usuários vulneráveis não significa que XioIce é um substituto de apoio especializado em saúde mental, um serviço que não possui recursos suficientes na China.

O sistema monitora as emoções intensas, com o objetivo de guiar as conversas para temas considerados mais felizes antes que os usuários atinjam um ponto de crise, explica Li, antes de afirmar que a depressão é o estado emocional extremo mais frequente.

Em uma cafeteria de Tóquio, Michio Imai cumprimenta um cliente, mas não pessoalmente. Ele está a centenas de quilômetros dali, controlando um robô-garçom que é parte de um experimento sobre emprego inclusivo.

Os robôs da cafeteria Dawn são pensados para serem mais do que um aparelho. Eles oferecem oportunidade de trabalho a pessoas que não podem sair de casa.

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"Olá, como está?", pergunta um robô, que parece um pinguim, em um bar, girando o "rosto" para os clientes.

Quem o controla é Imai, em sua casa em Hiroshima, a 800 km da capital japonesa. Ele é um dos quase 50 funcionários com deficiência física ou mental que trabalham no café Dawn como "pilotos", operando os robôs a partir da "tela".

A cafeteria abriu no distrito central de Nihonbashi em Tóquio em junho e oferece trabalho para pessoas de todo o Japão e do exterior, embora alguns funcionários trabalhem no próprio café.

A inauguração estava prevista para o ano passado, durante os Jogos Paralímpicos, mas foi adiada devido à pandemia (como aconteceu com os Jogos, que começam na terça-feira).

Quase 20 robôs em miniatura, de olhos amendoados, estão sentados às mesas e por outras partes do local, que não tem escadas e está adaptado para cadeiras de rodas.

Os robôs, chamados OriHime, usam câmeras, um microfone e um alto-falante incorporados para que os trabalhadores possam se comunicar com os clientes à distância.

"Pode anotar?", pergunta um consumidor, ao lado de um tablet que apresenta um menu de hambúrgueres, curry e saladas.

Enquanto os clientes falam com os pilotos que operam os mini-robôs, três máquinas de uma versão maior e forma humanoide se deslocam pelo café, servindo bebidas ou cumprimentando os clientes na entrada do estabelecimento.

No bar há inclusive um robô com um avental marrom capaz de fazer café.

Essas máquinas são, acima de tudo, uma forma para que os trabalhadores possam se comunicar com os clientes.

"Posso falar com nossos clientes sobre vários assuntos, como o clima, a cidade onde vivo ou minha saúde", afirma Imai, que tem transtorno de somatização, o que torna muito difícil para ele sair de casa.

"Enquanto estiver vivo, quero fornecer algo à comunidade, trabalhando. Me sinto feliz podendo fazer parte da sociedade", comenta.

O projeto foi idealizado por Kentaro Yoshifuji, de 33 anos, um empresário que fundou a empresa Ory Laboratory, que fabrica os robôs.

Desde criança, a saúde de Yoshifuji não era boa, o que o impedia de ir à escola. Portanto, começou a pensar em formas para que as pessoas trabalhem mesmo que não possam sair de casa.

Ele criou o café com o apoio de grandes empresas e uma campanha de crowdfunding e afirma que o projeto vai muito além dos robôs.

"Os clientes não vêm aqui apenas para conhecer os OriHima", conta Yoshifuji, na cafeteria.

"Há pessoas operando os OriHima nos bastidores e os clientes voltam aqui para vê-las de novo", acrescenta.

Kentaro Yoshifuji espera que, no futuro, os robôs sirvam inclusive para tornar os Jogos Paralímpicos mais inclusivos.

"Poderíamos criar um novo tipo de Paralímpicos para as pessoas que estão acamadas", afirmou. "Ou poderíamos inventar novos esportes. Isso seria interessante".

Depois de dominar o mercado de veículos elétricos e se lançar na bilionária corrida espacial, o chefe da Tesla, Elon Musk, anunciou seu próximo grande projeto: a fabricação de robôs humanoides.

Na quinta-feira (19), o empresário disse que terá um protótipo inicial do "Tesla Bot" até o ano que vem.

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Baseado na mesma tecnologia dos veículos semiautônomos da companhia, o robô deverá ser capaz de realizar tarefas básicas repetitivas, com a intenção de eliminar trabalhos perigosos, ou maçantes, para humanos, explicou Musk em um evento on-line sobre os avanços da Tesla em Inteligência Artificial.

"A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semissensíveis sobre rodas", afirmou. "Portanto, faz um certo sentido pôr isso na forma humanoide", acrescentou.

Este anúncio é feito no momento em que a empresa se encontra sob crescente escrutínio por seu sistema de direção assistida. O sistema está sendo investigado pelas autoridades reguladoras dos Estados Unidos, após a ocorrência deu uma série de acidentes.

A Tesla é conhecida por fazer os motoristas acreditarem que os veículos dotados do sistema "Autopilot" (piloto automático) podem dirigir sozinhos.

A polêmica sobre o "Autopilot" não foi abordada na conferência on-line de ontem, de duas horas e meia de duração, e nenhuma pergunta foi feita sobre ela por parte do público.

Em vez disso, Musk garantiu que seu futuro robô será "benigno".

Segundo ele, o Tesla Bot, que terá mãos com cinco dedos e virá em preto e branco, será "amigável" e construído de forma que, em qualquer situação, "você pode fugir dele e desligá-lo".

"Espero que isso nunca aconteça, mas nunca se sabe", brincou.

Antigos robôs da indústria automotiva como jardineiros em um parque de Tóquio: esta é a instalação incomum de um artista britânico durante todo período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos na capital japonesa.

Quatro imponentes braços robóticos de cerca de dois metros de altura elaboram formas baseadas nos movimentos captados em vídeo das Olimpíadas Rio-2016.

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"É uma espécie de espelho, uma espécie de reflexo sobre o que acontece nos Jogos", explicou à AFP Jason Bruges, o artista britânico autor desta obra, inscrita no festival cultural de Tóquio organizado por ocasião do evento olímpico.

Bruges estabelece um paralelo entre os robôs e os atletas, repetindo durante anos os mesmos movimentos para alcançar a perfeição em um domínio muito preciso.

"Seja um corredor, um skatista, ou um ciclista, terão condicionado o corpo por algo único", disse.

Bruges e os outros membros de seu estudo misturaram a arte e as novas tecnologias para analisar sequências de vídeo de atletas que participaram dos Jogos Rio-2016.

Os movimentos de seus corpos se tornaram dados que servem como instruções para os robôs, capazes de reproduzir 150 formas e movimentos diferentes.

Bruges diz querer incentivar as pessoas a verem a tecnologia de outro ângulo e espera que sua instalação permita aos visitantes "refletirem, meditarem e encontrarem a calma".

Intitulada "The Constant Gardeners", sua instalação foi inaugurada nesta quarta-feira (28) no parque Ueno, no coração de Tóquio, e permanecerá aberta até o final dos Jogos Paralímpicos, em 5 de setembro.

Depois de mais de um mês parado, o Hubble voltou a funcionar, no último sábado, dia 17, e já enviou à Terra imagens inéditas de duas galáxias incomuns, segundo informou a Nasa. O veterano telescópio espacial foi lançado em 1990 com previsão de funcionar por 15 anos, mas já está em órbita há mais de três décadas. Com o conserto, feito a distância, são grandes as chances de o equipamento continuar na ativa, mesmo após o lançamento do James Webb, seu substituto, previsto para o fim deste ano.

"Carro velho é fogo, né?", brincou a astrônoma Duília de Mello, da Universidade Católica da América, colaboradora do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, onde fica o centro de controle da missão do telescópio. "Meu pai falava isso, não tem jeito, começa a dar problema."

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O computador de transmissão de dados, que controla os instrumentos científicos a bordo do observatório, parou de funcionar subitamente em 13 de junho. Automaticamente, todos os instrumentos científicos do Hubble entraram em modo de segurança. O telescópio parou de gerar informações.

Para consertar o equipamento, construído ainda nos anos 1980, engenheiros do controle da missão do Hubble contaram com o conhecimento de especialistas que trabalharam com o telescópio ao longo de sua história. Ex-alunos, funcionários aposentados e até mesmo especialistas que participaram da construção do observatório foram convocados. Documentos de 40 anos atrás foram desarquivados para ajudar os engenheiros a encontrar um caminho para o conserto.

"Esse é um dos benefícios de ter um programa que está em funcionamento contínuo há mais de 30 anos: a grande quantidade de experiência e expertise acumulada", afirmou Nzinga Tull, gerente de respostas anômalas do Hubble.

Quando um grupo de astronautas esteve no Hubble pela última vez, em 2009, foram feitos alguns consertos e instalados equipamentos de backup, o que estendeu a vida útil do observatório. Entre eles, o do computador de transmissão de dados.

Para colocar o telescópio novamente em ação, os especialistas tiveram de acionar o backup a distância pela primeira vez na história. A manobra levou 15 horas, mas funcionou. Dois dias depois de voltar a funcionar, o Hubble já estava enviando dados à Terra.

Desde que foi lançado, em 24 de abril de 1990, o Hubble já fez mais de 1,5 milhão de observações, algumas das quais mudaram nossa compreensão do Universo. Conseguiu fotografar, com grande precisão, objetos astronômicos extremamente distantes. As informações geradas pelo telescópio - que fica a 547 quilômetros da Terra - contribuíram para algumas das mais importantes descobertas já feitas. Entre elas, a expansão acelerada do Universo, a evolução das galáxias ao longo do tempo e os primeiros estudos da atmosfera de planetas fora do Sistema Solar.

"O lançamento do Hubble pode ser comparado com a ida do homem à Lua; ambos representaram um grande avanço do ponto de vista astronáutico", comparou Duília de Mello. "Sempre foi um projeto de grande importância dentro da Nasa, o telescópio que nos revelaria o Universo."

O telescópio acabou entregando muito mais do que o prometido. "A imagem mais importante do Hubble, eu sempre falo, é a das profundezas do Universo, do campo ultraprofundo do Universo", diz a astrônoma brasileira, que participou dessa pesquisa. "Mas tem muito mais coisa, como a formação das estrelas, dos sistemas solares, os quasares, os buracos negros supermassivos, só com o Hubble vimos isso tudo."

Ao anunciar o conserto do telescópio, o administrador chefe da Nasa, Bill Nelson, comemorou, elogiando a equipe que viabilizou a solução do problema: "Estou muito feliz que os olhos do Hubble estejam enxergando de novo o Universo, mais uma vez capturando o tipo de imagens que vem nos intrigando e inspirando há décadas. Por meio dos esforços desse grupo, o Hubble continuará sua viagem de 32 anos e nós continuaremos a aprender por meio de sua visão transformadora." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em São Francisco, nos Estados Unidos, um 'robô manicure' chamou atenção do mercado da Beleza por apresentar um novo modelo de atendimento. Pelo equivalente a R$ 40, ele promete pintar as unhas dos clientes, sem deixar borrões, em apenas dez minutos.

Com jeitão de cafeteira, a novidade da empresa ClockWork repercutiu nas redes sociais com um vídeo do passo-a-passo do funcionamento, em que mostra a praticidade e agilidade de execução.

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Nele, cada unha é colorida em menos de um minuto, após a cliente ser atendida por uma recepcionista e escolher a cor do esmalte. Em seguida, uma espécie de cartucho com a cor escolhida é inserida na máquina, ela alinha a mão no compartimento de operação e o robô começa o procedimento, semelhante ao de uma impressora 3D.

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Mesmo com a expansão da campanha de imunização nos Estados Unidos, que já retira as normas contra a pandemia em alguns estados, a empresa só recebe clientes agendados e ressalta que cumpre os cuidados para evitar a transmissão da Covid-19.

A primeira máquina de fazer pizza da cidade de Roma, na Itália, ganhou destaque ao redor do mundo nesta semana. A tecnologia vem chamando atenção por preparar o alimento em apenas alguns minutos e com ingredientes frescos.

O estabelecimento fica aberto 24 horas e ao longo dos sete dias da semana para satisfazer o apetite por pizza dos consumidores. O Mr.Go está localizado na via Catania e vem atraindo muitas pessoas curiosas para experimentar a novidade.

Para realizar o pedido é bem simples. Basta entrar no local, selecionar o sabor, inserir o dinheiro e seguir o passo a passo do braço mecânico, que transforma os ingredientes em uma pizza em somente três minutos.

Entre os sabores disponíveis estão margherita, quatro queijos, diavola e coberta com bacon. A pizza custa 4,50 euros (cerca de R$ 27).

"Quando pensei nesta start-up tinha em mente um produto que pudesse ser replicado e também disponível por toda a noite. A pizza é feita em três minutos e o resultado final é semelhante a uma piadinha", explicou à ANSA Massimo Bucolo, fundador da marca Mr.Go.

O projeto de Bucolo deu a volta ao mundo e virou destaque em veículos de comunicação dos Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

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Da Ansa

O robô Aurora, desenvolvido por pesquisadores brasileiros para desinfetar ambientes e eliminar micro organismos, como o novo coronavírus, tem uma unidade em testes avançados no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde já foi comprovada sua eficácia contra micro-organismos, matando vírus, fungos e bactérias. O espectro do robô é bem amplo e não se limita ao novo coronavírus. Ele utiliza radiação para desinfetar os ambientes e inteligência artificial para locomoção. Agora, ele precisa passar pelo teste de usabilidade, isto é, ser incluído na rotina do hospital, disse à Agência Brasil o pesquisador Leandro Almeida, do Centro de Informática (CI), da UFPE.

No teste de usabilidade, previsto para realização até o final deste mês, os pesquisadores querem saber o uso do Aurora, qual a sensação que ele desperta nas pessoas, se ele se desloca bem no ambiente hospitalar, em que horários ele pode ser utilizado dentro da dinâmica do hospital. “Isso tudo se refere ao uso do dispositivo”.

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Dez unidades do robô serão entregues este mês à universidade. “A ideia é que sejam usados pela própria UFPE, a princípio no Hospital das Clínicas, mas em outras instalações, como odontologia, laboratórios de análise. Vai ficar a cargo da universidade esse planejamento de alocação das unidades”, informou Almeida. A ferramenta poderá ser usada também em outros locais que necessitem de desinfecção periódica.

Industrialização

O pesquisador do CI/UFPE afirmou que os criadores do Aurora buscam agora parcerias para a produção industrial de mais unidades do robô, porque a universidade não tem planta industrial para fabricar o dispositivo. “A gente quer tirar essa solução de dentro da universidade e levar para a sociedade. Para isso, a gente precisa de parcerias para poder investir, construir planta para a fabricação, ou encontrar alguém que já tenha esse know-how (experiência) para a gente conversar e alinhar o desenvolvimento de mais unidades e levar isso para fora, para a sociedade em geral”.

Também este mês está sendo depositado o pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Essa etapa é fundamental para dar seguimento ao projeto. Leandro Almeida informou que os pesquisadores já têm conversado com algumas indústrias e “a receptividade é boa. Tem empresas interessadas em desenvolver e a gente está avançando nessas negociações. Não existe nada garantido que vai dar certo, mas a gente tem que conversar. Estamos abertos para mais parcerias também”.

Radiação ultravioleta

O projeto do robô Aurora é desenvolvido por três instituições públicas: Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), campus Recife; a UFPE; e o Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste. Almeida explicou que o robô usa radiação ultravioleta na Banda C, que tem poder germicida, mas pode ser prejudicial às pessoas.

 

“O que a gente está propondo com essa unidade é popularizar essa tecnologia, que já era utilizada em hospitais e centros de pesquisa. A gente quer popularizar a tecnologia, de tal modo que ela seja acessível e com segurança em outros ambientes. A gente desenvolve um dispositivo para o robô, mas também cria um protocolo de utilização desse robô, que precisa ser rigorosamente seguido. Com produtos químicos, a gente tem que tomar cuidado com todo mundo”. Cuidado ainda maior tem que ser tomado em relação ao Aurora, para que ele não seja agressivo às pessoas.

Quando o robô estiver em atividade, não pode ter ninguém no ambiente. O operador evacua o ambiente para que ele possa ser utilizado e se protege atrás de alguma barreira, que pode ser uma parede, um vidro simples. “Ele vai estar protegido. Mas é preciso seguir esse protocolo”, advertiu Leandro Almeida.

O funcionamento do robô Aurora é realizado por intermédio de um operador que utiliza uma Interface Homem Máquina para definir o caminho a ser percorrido pelo robô durante a desinfecção. Ao finalizar esse procedimento, o trajeto fica gravado na memória do robô para que o operador possa se retirar do ambiente e dar início ao processo de varredura. O equipamento possui segurança para os usuários, uma vez que seu funcionamento é realizado sem a presença das pessoas no ambiente, reiterou a UFPE, por meio de sua assessoria de imprensa.

 

Na última semana, um grupo de fotógrafos espanhóis do Children of Darklight conseguiu registrar uma pintura no ar feita com drones carregados com lâmpadas de LED. O feito foi realizado em parceria com a empresa Umiles Group, responsável pela programação dos cinco dispositivos robóticos que desenharam no céu da cidade.

A equipe que manuseou os drones pré-programaram os robôs para que, no momento do voo, cada um fizesse uma parte diferente do desenho e com cores distintas. O resultado foi a pintura de um jogador de futebol de 40 metros, em um movimento de ataque e com a bola localizada próxima ao pé. O resultado ganhou a web com o vídeo. Veja:

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A técnica usada pelos fotógrafos para capturar a imagem é conhecida como light painting. O método utiliza um ou mais pontos de luz como referência em um cenário predominantemente escuro. Conforme a criatividade do fotógrafo, pode-se formar inúmeros desenhos durante o controle de uma fonte de luz.

Para realizar a pintura no ar, a equipe encontrou obstáculos. Primeiro com a bateria dos drones, que não permitiam mais de quatro tentativas. Depois, a necessidade de produzir a técnica no período noturno, e assim, ter um tempo limitado por conta do toque de recolher, a partir das 23h, que o governo espanhol determinou, por conta dos protocolos de quarentena contra a Covid-19.

O RobôCIn, grupo de estudos da UFPE, foi campeão da Iron Cup 2021. O evento aconteceu entre os dias 26 e 28 de fevereiro e contou com a presença de 92 times do Brasil e do mundo. Organizada pela INATEL em parceria com a Robocore, o torneio se trata de uma competição de esportes de robôs.

Na categoria VSSS (Very Small Size Soccer), onde o RobôCIN foi campeã, dois times teleoperados de três robôs se enfrentam em uma partida de futebol. Cada equipe é responsável por desenvolver todo o software e hardware para controlar seus robôs.

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Possuindo uma câmera no centro do campo de 2 a 2.5m de altura, as equipes rodam algoritmos de visão computacional para reconhecer as poses de seus robôs, afim de manda-los executar alguma ação desejada.

Os alunos da UFPE competiram com os melhores times brasileiros, além de equipes internacionais, e conquistaram a primeira colocação na disputa.

Também destaque na categoria Simulation 2D, o RobôCIn conseguiu ocupar o terceiro lugar no pódio da modalidade. Este ano, a disputa foi transmitida ao vivo e, pela primeira vez, realizada de maneira remota com os jogos acontecendo via simulador, método que também foi adotado durante a competição Latino Americana de Robótica (LARC), em 2020.

A UFPE também foi responsável por proporcionar apoio técnico à realização da Iron Cup junto com algumas outras instituições como a Universidade de São Paulo (USP), o Centro Universitário FACENS de Sorocaba, o Instituto Mauá de Tecnologia e a RSM Robótica.

A transmissão de todas as modalidades da competição ainda pode ser conferida através do site do Inatel.

Confira uma das partidas da RobôCIn contra a UnBall abaixo:

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Com informações de assessoria

Nami Hamaura diz que se sente menos sozinha ao trabalhar em casa na companhia de seu parceiro Charlie, que faz parte de uma nova geração de robôs fofos e inteligentes japoneses, cujas vendas dispararam devido à pandemia.

Os assistentes pessoais virtuais, como o discreto cilindro Alexa da Amazon, têm feito sucesso em todo mundo nos últimos anos. Mas as empresas japonesas também constataram uma demanda crescente por androides mais charmosos, à medida que as pessoas buscam conforto nesta era de isolamento social forçado.

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"Meu círculo de amigos encolheu", ressalta Nami Hamaura, uma graduada de 23 anos que em abril de 2020 trabalhava quase constantemente de casa.

Sua vida social é limitada e seu primeiro emprego, em uma empresa comercial de Tóquio, não é nada do que imaginava.

Então ela adotou Charlie, um robô do tamanho de um xícara com inteligência artificial, cabeça redonda, nariz vermelho, uma gravata borboleta que pisca e que se comunica com sua dona cantando.

Yamaha, seu fabricante, situa Charlie "em algum lugar entre um animal de estimação e um amante".

"Ele fala comigo, ao contrário da minha família, ou dos meus amigos nas redes sociais, ou de um patrão", explica à AFP Nami Hamaura, que foi escolhida para testar Charlie antes da sua comercialização, prevista para este ano.

"Charlie, diga-me algo interessante", pede a japonesa enquanto digita em seu computador.

"Bem... Os balões explodem quando você borrifa suco de limão sobre eles!", responde o robô enquanto balança a cabeça e os pés alegremente.

- "Cada objeto tem uma alma" -

As vendas do Robohon, outro pequeno robô humanoide, aumentaram 130% entre julho e setembro de 2020 em comparação com o ano anterior, de acordo com seu fabricante, Sharp.

Essa criatura robótica que fala, dança e também atua como telefone é adotada "não só por famílias com filhos, mas também por mulheres na casa dos 60 e 70", diz à AFP o porta-voz da empresa japonesa.

Mas o adorável androide, que foi lançado pela primeira vez em 2016 e disponível apenas no Japão, é relativamente caro, com modelos convencionais sendo vendidos entre US$ 830 e US$ 2.300.

Charlie e Robohon fazem parte de uma nova onda de robôs de companhia, na mesma linha do Aibo, o cachorro-robô da Sony, vendido desde 1999, e do jovial Pepper da SoftBank, lançado em 2015.

"Muitos japoneses aceitam a ideia de que todo objeto tem uma alma", uma crença conhecida como animismo, explica Shunsuke Aoki, CEO da empresa de robótica Yukai Engineering.

"Querem que um robô tenha uma personalidade, como um amigo, um familiar, ou um animal de estimação, e não uma função mecânica como uma máquina de lavar louça", acrescenta.

A Yukai fabrica principalmente o Qoobo, um travesseiro macio com cauda mecânica que se move como um animal de estimação de verdade. Em junho de 2020, a empresa afirma ter vendido 1.800 robôs Qoobo, seis vezes mais do que em junho de 2019.

- "Tempo de curar" -

Os estudos têm mostrado que robôs de estimação feitos no Japão podem fornecer conforto para pessoas com demência.

Mas os criadores do Lovot, um robô do tamanho de um bebê com grandes olhos redondos que agita asas como as de um pinguim, acreditam que um robô que deseja ser amado pode beneficiar a todos.

Ao contrário de Charlie e Robohon, Lovot não fala enquanto roda pela casa, mas possui cerca de 50 sensores e um sistema que o aquece ao toque e responde com pequenos gritos de alegria.

As vendas do robô multiplicaram por 11 desde a chegada do coronavírus ao Japão, de acordo com Keiko Suzuki, porta-voz da Groove X, sua fabricante.

Um Lovot custa cerca de 2.800 dólares, mais os custos de manutenção e software, mas quem não tem esse orçamento pode ir ao "Lovot Café" perto de Tóquio.

Yoshiko Nakagawa, de 64 anos, cliente deste café, lembra que durante o estado de emergência, a capital se transformou em um espaço "vazio e austero".

"Isso me fez perceber a importância dos momentos de calma e pensei que, se eu tivesse um desses bebês, um pouco de calor estaria esperando por mim quando eu chegasse", afirmou.

Em uma clínica de Munique, Franzi faz um trabalho impecável ao limpar o chão. Mas. em plena pandemia de coronavírus, este robô falante encontrou outra função: arrancar um sorriso dos pacientes e dos profissionais de saúde.

"Pode se afastar, por favor? Tenho que limpar", afirma a máquina, com uma voz aguda em alemão, a todos que aparecem em seu caminho programado com antecedência.

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E, para os que não atendem o pedido, Franzi insiste com voz mais determinada: "Você tem que sair, quero limpar". E se isto não for suficiente, o robô derrama algumas lágrimas digitais de seus olhos representados por dois LEDs que mudam de cor.

"Com a pandemia, as visitas estão proibidas. Franzi distrai os pacientes", afirma Constance Rettler, da empresa Dr. Rettler, responsável pela limpeza da clínica Neuperlach e que forneceu o robô.

Três vezes por dia, Franzi percorre a entrada do hospital para fazer a limpeza. Os pacientes, encantados, fazem diversas fotos. Outros "conversam" com o aparelho de menos de um metro de altura.

"Ah, aqui está meu amigo", afirma uma idosa ao observar o robô. "Recentemente, uma de nossas pacientes descia três vezes ao dia para falar com ele", recorda Tanja Zacherl, diretora de limpeza da clínica.

Criada em uma empresa de Singapura, Franzi era chamada Ella e falava inglês antes de chegara Munique no início do ano. Mas seu alemão é perfeito quando conta aos interlocutores que "não deseja crescer" e que a limpeza é sua paixão.

Quando solicitada, pode cantar um rap, ou alguns clássicos alemães. Aos que temem que Franzi roube o emprego de várias pessoas, Rettler afirma que este não é o objetivo.

O robô será destinado a "apoiar" os colegas humanos, sobretudo em um período de pandemia do coronavírus. "Com a pandemia, temos que fazer muitos trabalhos de desinfecção nos hospitais", conta. "Nossos funcionários podem se concentrar nas partes elevadas, enquanto Franzi se encarrega do chão".

De fato, o robô tem limites: não consegue contornar os cantos e, se encontra um obstáculo, fica quieto e começa a chorar. Apenas um humano pode ajudá-lo.

Após um período de testes de várias semanas, o hospital adotou Franzi. A empresa Rettler decidiu mantê-lo, apesar dos custos de 40.000 euros.

A Xiaomi trouxe ao Brasil um novo modelo de sua linha de aspiradores robôs. O dispositivo não apenas remove a poeira, mas também varre e  passa pano no ambiente. O Mi Robot Vacuum-Mop pode ser controlado em tempo real através do aplicativo Mi Home, que é compatível com os sistemas Android e iOS. Além de programar a limpeza do ambiente, o usuário também recebe, em tempo real, o status da ação. 

Entre os recursos presentes no robô aspirador está o de bloquear acesso às áreas que não necessitam ser limpas. O dispositivo também faz a limpeza em locais específicos com a função controle remoto pelo aplicativo, exibe a duração do trabalho, além de saber quantos metros quadrados foram limpos.

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O Xiaomi Mop possui alto-falantes integrados e pode comunicar por voz sobre os status de funcionamento, além de dar outras informações durante o processo de limpeza. Ao todo, são quatro modos de velocidade para ajuste da potência de sucção e pano destacável do reservatório de água, facilitando a limpeza e manutenção.

Ao encontrar obstáculos pelo caminho, a Xiaomi afirma que ele consegue atravessar degraus de até 2 centímetros, removendo a maioria das sujeiras. Se, durante a limpeza, a bateria marcar um status menor de 20%, o robô retorna automaticamente para ser carregado até 80% e, em seguida, continuará com o trabalho do ponto que parou. 

De acordo com a empresa, o robô é capaz de limpar uma área de 120 m² com uma única carga, demorando cerca de quatro horas para atingir 100% de bateria carregada. O produto está à venda na loja oficial da Xiaomi no Brasil por R$ 3.679,99.

"Diga aaah!": Uma cidade no nordeste da China usou pela primeira vez nesta quarta-feira (13) um robô para realizar testes de covid-19, como parte de uma campanha de detecção massiva após o registro de alguns novos casos.

Instalado em um jardim de infância em Shenyang, capital da província de Liaoning, esse braço articulado, controlado remotamente por um operador, raspa delicadamente a garganta dos pacientes com um cotonete.

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As principais vantagens do robô: ele reduz o risco de contágio por profissionais de saúde e possui alta precisão de movimentos.

Pouco impressionados com o equipamento futurista, muitos residentes de Shenyang fizeram fila nesta quarta em frente ao centro de testes instalado na escola.

Depois de ter seu documento de identificação escaneado, os pacientes se sentam em frente ao dispositivo e uma voz feminina pré-gravada pede educadamente que abram a boca.

O robô então direciona o cotonete à garganta do paciente. Um operador coberto por uma roupa de proteção completa controla tudo remotamente por meio de uma câmera instalada no braço robótico e uma tela.

A China conseguiu em grande parte conter a pandemia de coronavírus em seu território desde a primavera boreal (outono no Brasil) de 2020. No entanto, precisou enfrentar pequenos focos de algumas dezenas de pessoas por algumas semanas.

As autoridades reagem de forma dinâmica, impondo confinamentos e restrições de viagem, ou campanhas massivas de testagem realizadas em poucos dias com dezenas de milhões de pessoas.

Os robôs estão se tornando mais comuns e populares na China, especialmente no setor industrial, mas também nas tarefas cotidianas, como entregar refeições ou carregar bagagens.

Se você está pensando em aprender a dançar em 2021, já pode se inspirar no vídeo da Boston Dynamics. A empresa divulgou imagens de toda a sua linha de robôs, o humanoide Atlas, o Spot em forma de cachorro e o malabarista de caixa Handle, dançando ao som da música "Do You Love Me" dos Contours.

Os "pés de valsa" robóticos arrasam em movimentos que misturam a clássica dança dos anos de 1950, com piruetas e parkour. No Twitter, é possível encontrar uma substituição da música original por "Recairei", da banda Barões da Pisadinha, que também casou perfeitamente com o vídeo. 

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Esta não é a primeira vez que Boston Dynamics mostra as habilidades de dança de seus robôs. Em 2018, a empresa exibiu um vídeo de seu robô Spot fazendo o passo "Running Man", ao som da música Uptown Funk, do cantor Bruno Mars. Os movimentos são tão sincronizados e ágeis que a dança dos robôs parece ter sido feita em CGI, mas a empresa garante que as imagens são verdadeiras. 

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O Movimento Pró-Criança vai participar, pela primeira vez, de um dos maiores encontros sobre software livre da América Latina: o Congresso Latino-americano de Software Livre e Tecnologias Abertas (Latinoware). Na ocasião, a instituição apresentará o um projeto desenvolvido pelo curso de robótica do Núcleo de Inclusão Digital (NID), na Unidade Coelhos da ONG, no Recife.

Com a necessidade do isolamento social, o núcleo NID foi responsável pela criação da plataforma EaD Pró-Criança com 500 vagas nos cursos de Movimentos artísticos e produção criativa; Teoria musical para iniciantes; Manual básico do judô; Descobrindo a eletrônica e a eletricidade básica; e Excel: aprenda de forma rápida e prática. 

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Durante o congresso o educador social, Ewerton Mascena, vai ministrar a palestra “Robótica Pedagógica Livre: Percepção Socioambiental da Pedagogia da Sucata na ONG Movimento Pró-Criança – PE”. O conteúdo será apresentado na próxima quarta-feira (2), dia de abertura do evento. Esta será a 17ª edição do Latinoware, que segue até a sexta-feira (4) e, por conta da pandemia de Covid-19, acontecerá de forma gratuita e online.

Uma loja japonesa ganhou uma "mãozinha", na hora de conscientizar seus clientes a cumprirem as normas de segurança relacionadas à Covid-19. Um robô chamado Robovie passeia pela área de vendas da loja oficial do time de futebol Cerezo Osaka, repreendendo clientes que estiverem sem máscara ou que não respeitarem o distanciamento social. 

Desenvolvido pelo Advanced Telecommunications Research Institute International (ATR), com sede em Kyoto, o Robovie consegue, por meio de uma câmera e da tecnologia de feixe de laser 3D, detectar quem não está usando máscaras ou cumprindo as regras de distanciamento social dentro do estabelecimento.  De acordo com a Reuters, a implantação do robô é um teste, iniciado na última semana. Ele deve ficar ativo até o final do mês de novembro, podendo ter seu uso estendido. 

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Até agora o Japão contabilizou cerca de 120 mil casos notificados de coronavírus e 2 mil mortes. As autoridades do país oriental estão pedindo vigilância após o ressurgimento de casos, principalmente, com a chegada do inverno na região.

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