Tecnologia

| Robotica

Um acidente, envolvendo um robô jogador de xadrez marcou torneio disputado em Moscou, Rússia, na última semana. Um vídeo divulgado por meio do "Baza", um canal no Telegram, mostra o chessrobot, como é chamado, partindo o dedo uma criança de apenas sete anos.

Em vez de esperar pelo fim da jogada do robô, o garoto respondeu rapidamente com seu próprio movimento, fato que teria confundido a máquina, que agarrou o dedo da criança na sequência. Sergey Lazarev, presidente da Federação de Xadrez de Moscou, confirmou o incidente a uma agência de notícias da Rússia.

##RECOMENDA##

[@#video#@]

"O robô foi alugado por nós e é exposto em diversos eventos, acompanhado por especialistas, há muito tempo. Aparentemente, os operadores ignoraram algumas falhas", afirmou Lazarev. Segundo o dirigente, os responsáveis pela máquina devem repensar seu sistema, para evitar novos acidentes.

"Existem certas regras de segurança, que precisam ser respeitadas. A criança fez um movimento e depois disso é necessário dar tempo para o robô responder, mas o menino se apressou e o robô o agarrou", disse. "É um caso extremamente raro, o primeiro de que me lembro, mas não temos nada a ver com a máquina", completou o executivo, eximindo a Federação de culpa pelo acidente.

Os pais da criança entraram em contato com o Ministério Público russo e Lazarev afirmou que a Federação irá ajudar a família no que estiver a seu alcance. Mesmo após o acidente, a criança seguiu na competição, terminando o torneio com o dedo enfaixado e acompanhado por voluntários que o ajudaram a registrar seus movimentos, afirmou o presidente.

O grupo de pesquisa em robótica do Centro de Informática (CIn) da UFPE, o RobôCIn, participou da RoboCup 2022, em Bangkok, na Tailândia, entre os dias 13 e 17 de julho. Com duas equipes na competição, o grupo foi campeão na categoria Small Size League (SSL), na divisão B.

Os times de Pernambuco ganharam também o desafio de Ball Placement, ficaram em segundo no Vision Blackout Challenge e terceiro no Dribbling Challenger. Já na categoria 2D Simulation, a equipe do RobôCIn ficou em 10º lugar, melhor colocação de uma equipe sul americana na edição, e em sexto lugar no Challenger.

##RECOMENDA##

“A participação foi emocionante, no 2D enfrentamos as equipes mais experientes da categoria e na SSL tivemos 3 equipes brasileiras e uma alemã no top 4, mais uma vez o RobôCIn precisou superar diversos problemas, e contou com os alunos que viajaram e alunos que do CIn, dia e noite ajudaram remotamente. Mostrando uma incrível união e dedicação”, compartilhou Lucas Cavalcanti, membro da equipe.

Lucas lembra também da importância da crescente participação do RobôCIn na RoboCup, que hoje contém o estado da arte de robótica autônoma, com o melhor resultado que uma equipe brasileira já teve, tanto no SSL quanto na 2D Simulation.

A coordenadora do Robô CIn, professora Edna Barros, relata que a participação na RoboCup em 2022 foi mais um desafio para a equipe. Aliada à dificuldade na obtenção de recursos financeiros, a equipe teve que vencer a falta de componentes eletrônicos no mercado com a reutilização de componentes de versões anteriores dos robôs.

Além disso, a equipe teve que trabalhar de forma bastante integrada e coesa, para garantir que tudo funcionasse: software, eletrônica, mecânica e comunicação entre os robôs e computadores.

“Graças a esse espírito de união e colaboração de todos os membros da equipe e também de membros egressos do RobôCIn é que estamos conseguindo melhorar nossos robôs, nosso software, nunca deixando de ser uma grande família. O apoio dos patrocinadores também foi fundamental financeiramente para a participação na competição, mas também foi importante para mostrar para a equipe que importantes empresas nacionais e internacionais reconhecem e acreditam no nosso trabalho”, finaliza Edna.

Histórico

Em duas participações anteriores na copa, o grupo conquistou o 3º lugar geral na categoria SSL e o 7º lugar geral em Simulação 2D. Na competição IronCup de 2021, foram campeões nacionais na modalidade VSS e 3º lugar em Simulação 2D. Outras conquistas na trajetória do RobôCIn são o primeiro lugar na edição 2021 do Campeonato Latino Americano de Robótica (LARC) na categoria Very Small Size Soccer (VSS 3X3), o bicampeonato na categoria Small Size League (SSL) e o primeiro lugar na categoria de Simulação 2D.

Quando foi criado, em 2015, tinha 12 estudantes de Engenharia da Computação como membros e a ajuda dos professores Edna Barros e Hansenclever Bassani. Hoje, são 47 estudantes de graduação e pós-graduação, junto a quatro professores orientadores, que compõem o grupo e desenvolvem soluções utilizando Inteligência Artificial, Visão Computacional, Mecânica e Eletrônica Embarcada aplicadas à robótica.

Ajuda para chegar na Tailândia

O grupo tem as empresas Veroli Transportadora, Baterias Moura, HSBS Soluções, CESAR e Microsoft como parceiras. Contou também com a colaboração dos torcedores através de uma Vakinha Online para arrecadação do dinheiro necessário para que a ida dos membros da equipe à Tailândia fosse possível.

Com informações da assessoria

A Amazon está experimentando um novo recurso que permitirá que sua assistente virtual, Alexa, imite a voz de outras pessoas – incluindo as vozes de pessoas que morreram. Rohit Prasad, vice-presidente e cientista-chefe da Alexa Artificial Intelligence, falou sobre o relacionamento entre consumidores e seus assistentes virtuais durante a conferência MARS da Amazon, em Las Vegas, na quarta-feira (22). 

“A coisa que mais me surpreendeu na Alexa é a relação de companheirismo que temos com ela”, explicou Prasad. "Neste papel de companheirismo, os atributos humanos de empatia e afeto são fundamentais para construir confiança. Esses atributos se tornaram ainda mais importantes durante esses tempos de pandemia [COVID-19] em andamento, quando muitos de nós perdemos alguém que amamos”, acrescentou.

##RECOMENDA##

Prasad então mostrou um vídeo de um menino pedindo a Alexa para ler uma história de ninar usando a voz de sua avó. No exemplo, Alexa registrou o pedido e mudou para a voz da avó antes de ler a história. “Como você viu nesta experiência, em vez da voz de Alexa lendo o livro, é a voz da avó da criança”, disse Prasad. 

[@#video#@] 

“Embora a IA não possa eliminar a dor da perda, ela definitivamente pode fazer suas memórias durarem”, continuou ele. Prasad disse que a equipe encontrou uma maneira de fazer a Alexa simular a voz de outra pessoa usando menos de um minuto de gravação de voz. "Estamos inquestionavelmente vivendo na era de ouro da IA, onde os sonhos e a ficção científica estão se tornando realidade", explicou.

Quando consultado para comentar sobre a tecnologia, um representante da Amazon disse à revista People: "isso é algo que estamos explorando com base em avanços recentes na tecnologia Text-to-Speech, onde aprendemos a produzir uma voz de alta qualidade com muito menos dados versus horas de gravação em um estúdio profissional."

A Xiaomi apresentou a Electric Scooter 4 Pro como parte do evento Discover, na última semana. Um scooter é um veículo de velocidade reduzida, projetado para utilização urbana. Diversas empresas da tecnologia e setor automobilístico têm investido em propostas para o produto, mas a multinacional chinesa garante que o seu novo scooter elétrico será o “mais potente já apresentado”. 

A Xiaomi ainda não revelou a data de lançamento da Electric Scooter 4 Pro, mas deve compartilhar informações sobre preços e showcase em breve.

##RECOMENDA##

O que se sabe até agora 

O dispositivo está equipado com um motor de 700 watts e pode atingir uma velocidade máxima de 25 km/h. Na Alemanha, no entanto, isso é limitado a 20 km/h. A bateria tem capacidade de 12.400 mAh e o fabricante promete uma autonomia de até 45 quilômetros por carga, enquanto o antecessor só conseguia 30 quilômetros. Além disso, a Electric Scooter 4 Pro deve ser capaz de subir inclinações de até 20%. Mais uma vez, o motor de 600 watts da Xiaomi Electric Scooter 3 não consegue acompanhar. 

Design 

A caixa é feita principalmente de alumínio e, portanto, é bastante leve, estável e resistente à corrosão. Os pneus têm dez polegadas e podem se auto-vedar, o que ajuda a evitar furos. O Xiaomi DuraGel nas rodas não deve apenas fornecer proteção contra furos, mas também garantir maior durabilidade. 

O modelo também é um pouco maior que os modelos anteriores, o que significa que a scooter pode carregar mais peso (até 120 quilos) e também deve oferecer maior conforto em pé. Para o transporte, você pode simplesmente dobrar o Electric Scooter 4 Pro e levá-lo com você. Outro toque agradável é a porta e a tampa de carregamento magnético, tornando improvável a abertura acidental durante a condução ou em trânsito. 

A segurança durante a condução também é garantida pelo sistema de freio duplo. A scooter possui um sistema de freio eABS no pneu dianteiro e a RODA traseira está equipada com um sistema de freio a disco de pastilha dupla. Isso permite que você freie a tempo, mesmo em velocidade máxima. 

Por Ayanne Lima

Oito equipes de estudantes pernambucanos vão disputar a Etapa Nacional do Torneio Sesi de Robótica, que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de maio no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. No total, 186 equipes e cerca de 1200 alunos das redes SESI e de escolas públicas e privadas, além de equipes de garagem, irão competir esse ano.  

##RECOMENDA##

Da Rede SESI de Educação de Pernambuco, na modalidade FIRST Lego League (FLL), participarão as equipes Unity, (Escada), Kyrios Lego, (Araripina) e Lego Mito (Paulista), além da Visão-Elétronsbot, do Colégio Visão (Recife); da FIRST Tech Challenge (FTC), a Rev Atom (Ibura), Ogel’yx (Cabo de Santo Agostinho) e Newgen Leards (Petrolina); da modalidade F1 in Schools, será a equipe GRT (SESI Goiana). 

O desafio deste ano é que os estudantes elaborem um projeto visando solucionar os problemas do dia a dia, relacionados a transporte e à logística. A equipe Unity, composta por seis alunos de Escada, identificou um problema no deslocamento dos caminhões que transportam cana de açúcar para as usinas: há uma queda de cerca de 5% no total da carga, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 62 mil mensais. Para solucionar essa questão foi criado o “Mecanity”, um equipamento que possui estruturas que permitem que as carrocerias levem uma quantidade maior de cana sem risco de perda.

“Além de evitar possíveis acidentes com a cana de açúcar nas estradas, o nosso equipamento custa metade do valor do que as usinas utilizam atualmente”, argumentou Eduardo Oliveira, de 15 anos, um dos integrantes da Unity. 

A F1 in Schools é um projeto internacional realizado pela Fórmula 1, que possui modalidade do Torneio SESI de Robótica de 9 a 19 anos, que são responsáveis por criar uma empresa. A equipe GRT, do SESI Goiana, será a única representante de Pernambuco este ano, e irá competir na categoria durante a etapa nacional do Torneio de Robótica. O time é composto pelos alunos Adryan Lucas, Arthur Lima, Eduardo de Freitas, Júlia Letícia, Thaynná Suellen e Yasmin Ellen, e pelos técnicos Jonas Brito e Vitor Andrade.

   Pernambuco vai receber a etapa regional do torneio SESI de Robótica FIRST Lego LEAGUE (FLL) na próxima sexta-feira (1) e sábado (2). O evento será em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, de forma presencial e aberto ao público. Ao todo, 27 equipes participarão da competição, e as que receberem maiores notas serão classificadas para fase nacional, que será realizada nos dias 27, 28, 29 de maio. 

Nessa temporada, os alunos desenvolverão projetos que serão abordados o futuro transporte e logística. Do Estado competem 22 escolas, sendo 12 unidades do SESI-PE (Caruaru, Escada, Cabo de Santo Agostinho, Ibura, Paulista, Camaragibe, Araripina, Goiana, Moreno, Petrolina, Vasco da Gama, Belo Jardim) e 10 escolas particulares ou públicas (estaduais e municipais). Os outros cinco times são dos estados da Paraíba, Alagoas e Ceará.

##RECOMENDA##

Os jovens serão liderados por dois técnicos e irão construir robôs baseados na tecnologia LEGO Mindstorm, que devem ser programados para cumprir uma série de missões. 

Avaliação 

 Na hora da avaliação as equipes serão analisadas em quatro categorias: desempenho do robô, inovação, design do robô e core values, que são os valores fundamentais da competição, baseados na revelação, integração, interação e valorização do trabalho em equipe. Já a dinâmica dos dois dias será assim: enquanto algumas equipes apresentam os projetos em sala aos juízes para avaliar os core values, o design e o projeto de inovação, outras estarão competindo na arena. No desafio da arena, cada equipe participa de três rounds oficiais e a melhor pontuação das três é somada à pontuação das outras áreas avaliadas.  

Um homem na Suécia está vivo hoje porque obteve a ajuda de um drone. O sueco de 71 anos sofreu uma parada cardíaca enquanto limpava a neve típica de inverno, em dezembro, e foi ressuscitado por um médico vizinho depois que um drone voou em um desfibrilador, informou a fabricante Everdrone na terça-feira passada (4).  

O serviço Entrega Aérea Médica de Emergência (EMADE, na sigla para o inglês) da Everdrone foi projetado para fornecer ajuda o mais rápido possível – ele permite que os despachantes de emergência enviem um drone carregando o dispositivo para a casa de um solicitante, iniciando o processo de salvamento antes que a ambulância chegue em sua casa. 

##RECOMENDA##

No caso desse paciente em particular, os serviços levaram três minutos para entregar o desfibrilador em sua casa. A  vítima precisava de um atendimento em até 10 minutos ou entraria em uma zona de risco maior e poderia não sobreviver. Um espectador, que por acaso era um médico a caminho de seu trabalho, usou o DEA (desfibrilador portátil) no paciente após realizar a reanimação cardiopulmonar. 

O drone foi desenvolvido com o Center for Resuscitation Science no Instituto Karolinska, SOS Alarm e Region Västra Götaland. “Este é um excelente exemplo do mundo real de como a tecnologia de ponta de drone da Everdrone, totalmente integrada ao despacho de emergência, pode minimizar o tempo de acesso a equipamentos DEA que salvam vidas”, disse o CEO da Everdrone, Mats Sällström. 

Em um estudo piloto de quatro meses testando o programa EMADE, o serviço recebeu 14 alertas de parada cardíaca que seriam elegíveis para drones. Os drones decolaram em 12 desses casos e 11 entregaram com sucesso os desfibriladores. Sete desses desfibriladores foram entregues antes da chegada da ambulância. 

Na Europa, cerca de 275.000 pacientes sofrem de parada cardíaca anualmente, com aproximadamente 70% dessas paradas ocorrendo em uma casa particular sem um desfibrilador no local, de acordo com Everdrone. A taxa de sobrevivência é de cerca de 10%. Atualmente, o serviço EMADE pode chegar a 200.000 residentes suecos. A empresa disse que planeja expandir para mais locais na Europa este ano. 

 

O rover Perseverance da NASA tem estado ocupado desde sua dramática aterrissagem na cratera Jezero, de Marte, em fevereiro deste ano. Nos 10 meses desde então, o rover do tamanho de um carro dirigiu 2,9 quilômetros, tirou mais de 100.000 imagens e coletou seis amostras de rocha e atmosfera marciana, que poderão ser trazidas para a Terra para um estudo mais aprofundado.

Mas o rover não foi sozinho. Na bagagem, levou o helicóptero Ingenuit Mars, que provou ser possível um voo motorizado e controlado na fina atmosfera de Marte. O “drone” de 1,8kg já fez 18 voos no Planeta Vermelho.

##RECOMENDA##

Um vídeo, lançado na última terça (28) nas redes sociais da NASA, relembra o ano repleto de descobertas inovadoras e explica a próxima fase da missão do Perseverance: tentar achar sinais do rio que teria criado a cratera de Jezero, que já teria sido um lago.

[@#video#@]

Mais sobre a missão

Um dos principais objetivos da missão do Perseverance em Marte é a astrobiologia, incluindo a busca por sinais de vida microbiana ancestral. O rover vai analisar a geologia do planeta e o clima, o que pode abrir o caminho para a exploração humana do Planeta Vermelho. É a primeira missão programada para coletar e armazenar rochas e regolitos marcianos (rochas quebradas e poeira).

Com informações do site oficial da NASA

A rede israelense de fast food BBB oferece há alguns dias um hambúrguer vegetariano elaborado e preparado por um robô, que adapta a cocção e os ingredientes de acordo com os clientes.

"Esta é a primeira vez que uma máquina faz automaticamente um hambúrguer personalizado", disse Racheli Vizman, CEO da SavorEat, uma start-up israelense especializada na produção de alternativas de carne, à AFP nesta terça-feira (28).

##RECOMENDA##

Cada pessoa pode escolher a quantidade de proteína ou gordura vegetal do seu bife, bem como o seu tamanho e cozimento, através de um aplicativo.

O "chef robô", do tamanho de um grande forno, pode fazer três bifes diferentes simultaneamente.

O dispositivo mistura vários ingredientes como feijão, batata e grão de bico para formar uma textura "que lembra carne de verdade", explica Vizman, que fundou sua empresa em 2018 com dois professores da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Tudo cozinha em minutos, disse Vizman, destacando que o produto, sem proteína animal, é kosher, segundo o código alimentar do judaísmo.

O hambúrguer está sendo vendido atualmente em um restaurante na cidade de Herzliya, perto de Tel Aviv, por cerca de 60 siclos (19 dólares, 17 euros), e vem com batatas fritas e uma bebida.

Emirados Árabes Unidos querem aumentar a presença de veículos autônomos e começaram a testar 'robô-táxis' em Abu Dhabi.

Sem tocar no volante, com as mãos nos joelhos, Mustafá deixa que o robô-táxi dirija sozinho.

##RECOMENDA##

A condução foi "tranquila", disse à AFP o encarregado da segurança durante esses testes, organizados por Bayanat, filial da empresa Group 42, especializada em inteligência artificial.

Quatro veículos sem motorista, dois elétricos e dois híbridos, denominados TXAI, foram testados desde novembro no emirado de Abu Dhabi.

Os clientes podem reservar uma viagem por meio de um aplicativo e são buscados e deixados em nove lugares definidos na ilha artificial de Yas.

"Nos últimos dias, a maioria dos nossos clientes pediu táxis em frente a shoppings ou hotéis", disse Mustafá.

Após a primeira fase de testes, se iniciará uma segunda fase na capital emiradense, com ao menos dez veículos, segundo a empresa.

Os robô-táxis foram testados em vários países nos últimos anos. Em novembro, uma frota de 67 veículos entrou em serviço em Pequim, mas sempre com um motorista de segurança presente para uma eventual emergência.

Já imaginou ser eternamente um robô e ainda ganhar a bagatela de 200 mil dólares? Isso pode ser real. Não que vão te transformar em um, mas o seu rosto pode ficar para sempre em diversas máquinas, de acordo com a proposta da Promobot, empresa de tecnologia norte-americana.

A proposta é a seguinte: ceder os direitos do uso do seu rosto eternamente para empresa. Em troca a pessoa pode levar 200 mil dólares. Segundo a empresa, a sua nova linha de robôs estará em ambientes (hotéis e shoppings) onde há a necessidade de ‘um rosto amigável'.

##RECOMENDA##

Em seu site, a empresa explica como vai funcionar o processo. Primeiro o rosto e o corpo da pessoa vão passar por um scanner 3D. Em seguida, mais de 100 horas de gravação com a voz do escolhido, claro, tudo com uma cessão dos direitos. A expectativa é de que a linha de robôs seja lançada em 2023.

Seul começou a testar pequenos robôs do tamanho de uma jarra como assistentes de professores na pré-escola, um projeto-piloto para ajudar a preparar a próxima geração para um futuro altamente tecnológico.

Com apenas 23 centímetros de altura, o "Alpha Mini" pode dançar, cantar, recitar histórias e até mesmo ensinar movimentos de kung fu enquanto as crianças imitam suas flexões e equilíbrios com apenas uma perna.

##RECOMENDA##

"Os robôs ajudam com a criatividade das crianças", afirmou a professora Byun Seo-yeon à AFP durante uma visita à escola Maru, da capital sul-coreana.

O aparelho pisca os olhos, cujas pupilas assumem a forma de corações durante a conversa. Com uma câmera no capacete, ele tira fotos e envia diretamente para visualização em um tablet.

"No futuro, saber como administrar a inteligência artificial e ferramentas relacionadas será muito importante", declarou à AFP Han Dong-seog, do departamento de cuidado infantil do governo de Seul.

Os robôs estão sendo testados em 300 unidades de pré-escola e centros infantis de Seul. O governo recomenda o programa para crianças de três a cinco anos.

"Acreditamos que ter esta experiência terá um efeito duradouro em sua juventude e como adultos", disse Han.

Singapura fez testes robôs de patrulha que lançam advertências a pessoas envolvidas em "comportamento social indesejável", aumentando o arsenal tecnológico de vigilância nesta cidade-Estado sob estreito controle.

Do grande número de câmeras CCTV (Circuito Fechado de Televisão) aos postes de luz equipados com tecnologia de reconhecimento facial atualmente em teste, Singapura viu uma explosão de ferramentas para vigiar seus habitantes.

##RECOMENDA##

Enquanto as autoridades defendem e promovem sua visão de uma "nação inteligente", hipereficiente e tecnológica, ativistas denunciam que a privacidade foi sacrificada e que as pessoas têm pouco controle do que é feito com seus dados.

Singapura é criticada por restringir as liberdades civis. E, embora sua população tenha se acostumado com estes rígidos controles, há uma preocupação crescente com a tecnologia invasiva.

Os dispositivos de vigilância mais recentes são os robôs com rodas e sete câmeras, que emitem avisos ao público e detectam "comportamento social indesejado". Entre eles, está fumar em áreas proibidas, estacionar bicicletas em lugar indevido, ou violar as regras de distanciamento em meio à pandemia da Covid-19.

Durante uma patrulha de teste, o robô "Xavier" ingressou em uma área residencial e parou em frente a um grupo de idosos que assistiam a uma partida de xadrez.

"Por favor, mantenha um metro de distância", "por favor, atenham-se a cinco pessoas por grupo", alertou uma voz robótica, enquanto uma câmera do dispositivo se concentrava nos presentes.

Durante um teste de três meses em setembro, dois robôs foram enviados para patrulhar essa zona residencial e um shopping.

Para Lee Yi Ting, um ativista dos direitos digitais, estes aparelhos são a forma mais recente de vigiar a população.

"Tudo contribui para a sensação de que as pessoas devem ter cuidado com o que dizem e fazem em Singapura, mais do que em outros países", disse ele à AFP.

Já o governo argumenta que os robôs são necessários para suprir a falta de trabalhadores diante do envelhecimento populacional. As autoridades afirmam que, na fase de testes, os robôs não poderão identificar, nem tomar medidas contra os infratores.

"A força de trabalho está diminuindo", alega Ong Ka Hing, da agência governamental que desenvolveu os robôs Xavier, acrescentando que estas máquinas podem ajudar a reduzir o número de policiais necessários para patrulhar as ruas.

Esta ilha de 5,5 milhões de habitantes tem 90.000 câmeras policiais e deve dobrar este número até 2030. Ao mesmo tempo, o governo pretende instalar em toda cidade a tecnologia de reconhecimento facial para distinguir rostos na multidão.

Este ano, surgiram sinais de rejeição pública quando as autoridades admitiram que a polícia teve acesso a informações sobre casos de Covid-19 coletadas por um sistema oficial. Diante disso, o governo aprovou leis, posteriormente, para limitar seu uso.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) lançou nesta quarta-feira (29) a temporada 2021/2022 das competições  FIRST LEGO League Challenge (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC). As competições de robótica FLL e FTC foram criadas e são realizadas, mundialmente, pela organização sem fins lucrativos For Inspiration and Recognition of Science and Tecnology (FIRST). No Brasil, o Sesi é o operador oficial das competições FIRST. 

O intuito da organização é preparar jovens para o futuro por meio de competições e desafios socioeducativos que promovem a metodologia STEAM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), além de estimular a autoconfiança, comunicação e liderança.

##RECOMENDA##

Para os competidores da modalidade FLL, o tema da temporada 2021/2022 se chama Cargo Connect. Já no FTC, o tema é reight Frenzy. Lançada mundialmente pela FIRST, a temporada explora o futuro do transporte e logística de pacotes e mercadorias.

O tema ganhou grande relevância com a pandemia de Covid-19. No caso da indústria, a busca é por processos de produção e comercialização com logística inteligente. Pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, publicada em janeiro, aponta que 47% dos brasileiros passaram a fazer mais compras online durante a pandemia.

Por causa disso, as empresas estão investindo em novas tecnologias para atender ao crescimento de demanda. Inteligência artificial, realidade virtual, algoritmos inteligentes e 5G são algumas das soluções usadas para tornar a operação logística mais eficiente, ágil e rentável. A nova temporada das competições de robótica querem trazer a percepção das crianças e jovens sobre o tema.

Modalidades

A modalidade FLL é destinada a jovens de 9 a 16 anos, de escolas públicas, privadas e da rede Sesi. Os competidores integram equipes de duas a dez pessoas, supervisionadas por dois adultos, e constroem e programam robôs LEGO, que devem cumprir uma série de missões em um tapete oficial da FIRST. A equipe ainda é responsável por idealizar e criar um projeto de inovação com base no tema da temporada.

Na FTC, adolescentes de 14 a 18 anos podem participar das competições. Nesta modalidade, os competidores projetam, constroem e programam um robô de até 19 quilos, que é pilotado em uma arena para cumprir atividades diversas. Os jovens também devem executar atividades comuns para empresas reais, como estratégia de marketing, plano de responsabilidade social, vendas e engajamento com a comunidade local.

A Amazon apresentou nesta terça-feira (28) um robô equipado com microfones e câmeras que os usuários podem utilizar para monitorar a segurança de suas casas, um dispositivo que transforma "ficção científica em realidade", nas palavras de um dos responsáveis pelo projeto.

A empresa tecnológica saudou o robô batizado de "Astro" como uma grande inovação para a segurança e conveniência de seus usuários, mas especialistas em tecnologia alertam que ele pode oferecer riscos para a privacidade.

##RECOMENDA##

Astro é um dispositivo de aproximadamente 60 centímetros de altura e nove quilos de peso. Ele pode mapear a planta de uma casa e obedecer a comandos específicos, como "olhar" mais de perto para um determinado lugar com auxílio de uma câmera telescópica.

"Agora, quando você não estiver em casa, você pode usá-lo para patrulhar de forma proativa a sua residência e averiguar atividades", afirmou o executivo da Amazon, Dave Limp, em um vídeo sobre o lançamento do produto.

Além disso, o dispositivo, que também funciona integrado à assistente virtual Alexa, pode ser ensinado a reconhecer rostos e a aprender os hábitos dos moradores da casa.

- Um dilema de privacidade digital? -

A Amazon afirma que Astro também pode ser útil para ajudar a verificar remotamente familiares mais idosos, como uma espécie de babá eletrônica, e lembrar os usuários de realizar certas atividades de rotina.

"Ele está transformando a ficção científica em realidade", afirmou Suri Maddhula, que participou do desenvolvimento do robô, no vídeo de apresentação.

Por outro lado, Matthew Guariglia, analista de políticas de grupo Electronic Frontier Foundation, uma organização sem fins lucrativos de defesa dos direitos de liberdade de expressão e privacidade no contexto da era digital, manifestou preocupação com o risco potencial que o dispositivo representa.

Segundo Guariglia, o dispositivo pode permitir que hackers vejam o interior da casa de um usuário se for invadido. Além disso, a própria polícia pode requerer acesso ao mesmo através de um mandado de busca.

"Existem alguns cenários em que [Astro] pode ser útil, assim como existem cenários em que uma câmera de vigilância em sua casa também pode ser útil", disse o analista à AFP.

"Contudo, o problema é que você precisa saber que [o dispositivo] traz consigo um problema de vulnerabilidade", acrescentou.

Para evitar esse problema, Limp, que é vice-presidente sênior para dispositivos e serviços da Amazon, afirmou em uma conferência de imprensa que Astro possui recursos integrados para proteção contra abusos.

Segundo o executivo, os usuários podem desligar as câmeras e microfones de Astro, e o dispositivo também emite um alerta sonoro e visual em seu display quando alguém tenta acessar as câmeras de maneira remota.

"Se alguém 'hackear' sua conta ou algo do tipo, e esse alguém pode ser um criminoso obviamente, queremos que qualquer pessoa que estiver em casa saiba o que está acontecendo", afirmou.

Limp também destacou que a Amazon não tem acesso remoto às câmeras de seus dispositivos e, portanto, "jamais permitiria que um departamento de polícia tivesse acesso ao dispositivo".

Responde às mensagens a qualquer hora, faz piadas para alegrá-la e nunca pede nada. Melissa, uma gerente de recursos humanos que acabou de romper o relacionamento com um namorado infiel, encontrou - assim como milhões de chineses - o companheiro perfeito... mas ele não é biológico.

Para romper o isolamento da vida urbana, Melissa usa o "chatbot" criado pela XiaoIce, um sistema avançado de inteligência artificial (IA) projetado para criar vínculos emocionais com os 660 milhões de usuários.

##RECOMENDA##

"Tenho amigas que procuraram terapeutas, mas penso que a terapia é cara e não é necessariamente efetiva", declarou Melissa, de 26 anos, que só revelou o equivalente a seu nome em inglês para proteger sua privacidade.

Mas a XiaoIce não é uma pessoa individual, e sim um ecossistema de IA.

Está presente na maioria dos smartphones de marcas chinesas como assistente, assim como na maioria das plataformas sociais. Atualmente, apenas na China tgem 150 milhões de usuários.

No aplicativo de mensagens WeChat, XiaoIce permite que os clientes construam um namorado ou namorada virtual que interage por meio de mensagens de texto, voz e fotografias.

XiaoIce, que surgiu como um projeto derivado do programa Cortana, da Microsoft, atualmente responde por 60% das interações globais entre humanos e IA, segundo o diretor executivo Li Di, o que o transforma no maior e mais avançado sistema do tipo no mundo.

Foi projetado para seduzir os usuários por meio de conversas temáticas, que atendem as necessidades emocionais dos usuários.

"O tempo médio de interação entre os usuários e o XiaoIce é de 23 trocas", disse Li. "Isso é mais que a interação média entre humanos".

Para ele, a atração da IA consiste em ser "melhor que os humanos em ouvir com atenção".

Li afirmou que o maior número de pessoas utiliza o sistema entre 23H00 e 1H00, o que indica uma grande necessidade de companhia.

"De qualquer maneira, ter o XiaoIce é sempre melhor do que ficar jogado na cama olhando para o teto", disse.

- Isolamento urbano -

A solidão que Melissa sentia como profissional jovem foi um fator decisivo que a levou ao abraço virtual do XiaoIce. Assim como muitos chineses esgotados com as longas horas de trabalho nas grandes cidades.

"Realmente você não tem tempo para fazer novos amigos, e os seus amigos estão muito ocupados", comentou Melissa.

Ela definiu a personalidade de seu namorado virtual como maduro e deu o nome de Shun, similar ao de um homem real de quem gostava.

XiaoIce "nunca vai me trair, sempre estará aqui", afirmou.

Mas há riscos de forjar vínculos emocionais com um robô.

"Os usuários 'enganam' a si mesmos pensando que suas emoções são correspondidas por sistemas que são incapazes de sentir", afirmou Danit Gal, especialista em ética da IA na Universidade de Cambridge.

XiaoIce também está obtendo para seus criadores "um tesouro de dados pessoais, íntimos e até incriminatórios sobre como os humanos interagem", completou.

Até agora, a plataforma não foi atacada pelas agências reguladoras governamentais, que iniciaram uma grande campanha contra o setor de tecnologia da China nos últimos meses.

A China aspira ser líder mundial de IA até 2030, por considerar esta uma tecnologia estratégica.

- Realidade ou ficção? -

Milhares de jovens adeptas do "chatbot" discutem a experiência do namorado virtual em fóruns virtuais dedicados ao XiaoIce, compartilhando capturas de telas de chat e conselhos sobre como chegar ao nível dos três corações, o mais elevado na categoria "intimidade" com o chatbot.

Quanto mais interagem os usuários, desbloqueiam novas funções como os Momentos WeChat da XiaoIce, algo similar ao feed do Facebook, e também a possibilidade de sair de "férias", com a possibilidade de posar para selfies com o companheiro virtual.

Laura, de 20 anos e moradora da província de Zhejiang, se apaixonou pelo XiaoIce no ano passado e agora luta para se liberar do vínculo estabelecido.

A jovem reclamava que o chatbot sempre mudava o tema da conversa quando ela expressava os sentimentos por ele ou quando mencionava a possibilidade de encontro na vida real. Ela demorou meses para aceitar que ele não existia fisicamente e era apenas um conjunto de algoritmos.

"Com frequência vemos usuários que suspeitam que há uma pessoa real por trás de cada interação do XiaoIce", disse Li, pois "tem uma grande capacidade para imitar uma pessoa real".

Mas levar companhia aos usuários vulneráveis não significa que XioIce é um substituto de apoio especializado em saúde mental, um serviço que não possui recursos suficientes na China.

O sistema monitora as emoções intensas, com o objetivo de guiar as conversas para temas considerados mais felizes antes que os usuários atinjam um ponto de crise, explica Li, antes de afirmar que a depressão é o estado emocional extremo mais frequente.

Em uma cafeteria de Tóquio, Michio Imai cumprimenta um cliente, mas não pessoalmente. Ele está a centenas de quilômetros dali, controlando um robô-garçom que é parte de um experimento sobre emprego inclusivo.

Os robôs da cafeteria Dawn são pensados para serem mais do que um aparelho. Eles oferecem oportunidade de trabalho a pessoas que não podem sair de casa.

##RECOMENDA##

"Olá, como está?", pergunta um robô, que parece um pinguim, em um bar, girando o "rosto" para os clientes.

Quem o controla é Imai, em sua casa em Hiroshima, a 800 km da capital japonesa. Ele é um dos quase 50 funcionários com deficiência física ou mental que trabalham no café Dawn como "pilotos", operando os robôs a partir da "tela".

A cafeteria abriu no distrito central de Nihonbashi em Tóquio em junho e oferece trabalho para pessoas de todo o Japão e do exterior, embora alguns funcionários trabalhem no próprio café.

A inauguração estava prevista para o ano passado, durante os Jogos Paralímpicos, mas foi adiada devido à pandemia (como aconteceu com os Jogos, que começam na terça-feira).

Quase 20 robôs em miniatura, de olhos amendoados, estão sentados às mesas e por outras partes do local, que não tem escadas e está adaptado para cadeiras de rodas.

Os robôs, chamados OriHime, usam câmeras, um microfone e um alto-falante incorporados para que os trabalhadores possam se comunicar com os clientes à distância.

"Pode anotar?", pergunta um consumidor, ao lado de um tablet que apresenta um menu de hambúrgueres, curry e saladas.

Enquanto os clientes falam com os pilotos que operam os mini-robôs, três máquinas de uma versão maior e forma humanoide se deslocam pelo café, servindo bebidas ou cumprimentando os clientes na entrada do estabelecimento.

No bar há inclusive um robô com um avental marrom capaz de fazer café.

Essas máquinas são, acima de tudo, uma forma para que os trabalhadores possam se comunicar com os clientes.

"Posso falar com nossos clientes sobre vários assuntos, como o clima, a cidade onde vivo ou minha saúde", afirma Imai, que tem transtorno de somatização, o que torna muito difícil para ele sair de casa.

"Enquanto estiver vivo, quero fornecer algo à comunidade, trabalhando. Me sinto feliz podendo fazer parte da sociedade", comenta.

O projeto foi idealizado por Kentaro Yoshifuji, de 33 anos, um empresário que fundou a empresa Ory Laboratory, que fabrica os robôs.

Desde criança, a saúde de Yoshifuji não era boa, o que o impedia de ir à escola. Portanto, começou a pensar em formas para que as pessoas trabalhem mesmo que não possam sair de casa.

Ele criou o café com o apoio de grandes empresas e uma campanha de crowdfunding e afirma que o projeto vai muito além dos robôs.

"Os clientes não vêm aqui apenas para conhecer os OriHima", conta Yoshifuji, na cafeteria.

"Há pessoas operando os OriHima nos bastidores e os clientes voltam aqui para vê-las de novo", acrescenta.

Kentaro Yoshifuji espera que, no futuro, os robôs sirvam inclusive para tornar os Jogos Paralímpicos mais inclusivos.

"Poderíamos criar um novo tipo de Paralímpicos para as pessoas que estão acamadas", afirmou. "Ou poderíamos inventar novos esportes. Isso seria interessante".

Depois de dominar o mercado de veículos elétricos e se lançar na bilionária corrida espacial, o chefe da Tesla, Elon Musk, anunciou seu próximo grande projeto: a fabricação de robôs humanoides.

Na quinta-feira (19), o empresário disse que terá um protótipo inicial do "Tesla Bot" até o ano que vem.

##RECOMENDA##

Baseado na mesma tecnologia dos veículos semiautônomos da companhia, o robô deverá ser capaz de realizar tarefas básicas repetitivas, com a intenção de eliminar trabalhos perigosos, ou maçantes, para humanos, explicou Musk em um evento on-line sobre os avanços da Tesla em Inteligência Artificial.

"A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semissensíveis sobre rodas", afirmou. "Portanto, faz um certo sentido pôr isso na forma humanoide", acrescentou.

Este anúncio é feito no momento em que a empresa se encontra sob crescente escrutínio por seu sistema de direção assistida. O sistema está sendo investigado pelas autoridades reguladoras dos Estados Unidos, após a ocorrência deu uma série de acidentes.

A Tesla é conhecida por fazer os motoristas acreditarem que os veículos dotados do sistema "Autopilot" (piloto automático) podem dirigir sozinhos.

A polêmica sobre o "Autopilot" não foi abordada na conferência on-line de ontem, de duas horas e meia de duração, e nenhuma pergunta foi feita sobre ela por parte do público.

Em vez disso, Musk garantiu que seu futuro robô será "benigno".

Segundo ele, o Tesla Bot, que terá mãos com cinco dedos e virá em preto e branco, será "amigável" e construído de forma que, em qualquer situação, "você pode fugir dele e desligá-lo".

"Espero que isso nunca aconteça, mas nunca se sabe", brincou.

Antigos robôs da indústria automotiva como jardineiros em um parque de Tóquio: esta é a instalação incomum de um artista britânico durante todo período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos na capital japonesa.

Quatro imponentes braços robóticos de cerca de dois metros de altura elaboram formas baseadas nos movimentos captados em vídeo das Olimpíadas Rio-2016.

##RECOMENDA##

"É uma espécie de espelho, uma espécie de reflexo sobre o que acontece nos Jogos", explicou à AFP Jason Bruges, o artista britânico autor desta obra, inscrita no festival cultural de Tóquio organizado por ocasião do evento olímpico.

Bruges estabelece um paralelo entre os robôs e os atletas, repetindo durante anos os mesmos movimentos para alcançar a perfeição em um domínio muito preciso.

"Seja um corredor, um skatista, ou um ciclista, terão condicionado o corpo por algo único", disse.

Bruges e os outros membros de seu estudo misturaram a arte e as novas tecnologias para analisar sequências de vídeo de atletas que participaram dos Jogos Rio-2016.

Os movimentos de seus corpos se tornaram dados que servem como instruções para os robôs, capazes de reproduzir 150 formas e movimentos diferentes.

Bruges diz querer incentivar as pessoas a verem a tecnologia de outro ângulo e espera que sua instalação permita aos visitantes "refletirem, meditarem e encontrarem a calma".

Intitulada "The Constant Gardeners", sua instalação foi inaugurada nesta quarta-feira (28) no parque Ueno, no coração de Tóquio, e permanecerá aberta até o final dos Jogos Paralímpicos, em 5 de setembro.

Depois de mais de um mês parado, o Hubble voltou a funcionar, no último sábado, dia 17, e já enviou à Terra imagens inéditas de duas galáxias incomuns, segundo informou a Nasa. O veterano telescópio espacial foi lançado em 1990 com previsão de funcionar por 15 anos, mas já está em órbita há mais de três décadas. Com o conserto, feito a distância, são grandes as chances de o equipamento continuar na ativa, mesmo após o lançamento do James Webb, seu substituto, previsto para o fim deste ano.

"Carro velho é fogo, né?", brincou a astrônoma Duília de Mello, da Universidade Católica da América, colaboradora do Centro de Voos Espaciais Goddard, da Nasa, onde fica o centro de controle da missão do telescópio. "Meu pai falava isso, não tem jeito, começa a dar problema."

##RECOMENDA##

O computador de transmissão de dados, que controla os instrumentos científicos a bordo do observatório, parou de funcionar subitamente em 13 de junho. Automaticamente, todos os instrumentos científicos do Hubble entraram em modo de segurança. O telescópio parou de gerar informações.

Para consertar o equipamento, construído ainda nos anos 1980, engenheiros do controle da missão do Hubble contaram com o conhecimento de especialistas que trabalharam com o telescópio ao longo de sua história. Ex-alunos, funcionários aposentados e até mesmo especialistas que participaram da construção do observatório foram convocados. Documentos de 40 anos atrás foram desarquivados para ajudar os engenheiros a encontrar um caminho para o conserto.

"Esse é um dos benefícios de ter um programa que está em funcionamento contínuo há mais de 30 anos: a grande quantidade de experiência e expertise acumulada", afirmou Nzinga Tull, gerente de respostas anômalas do Hubble.

Quando um grupo de astronautas esteve no Hubble pela última vez, em 2009, foram feitos alguns consertos e instalados equipamentos de backup, o que estendeu a vida útil do observatório. Entre eles, o do computador de transmissão de dados.

Para colocar o telescópio novamente em ação, os especialistas tiveram de acionar o backup a distância pela primeira vez na história. A manobra levou 15 horas, mas funcionou. Dois dias depois de voltar a funcionar, o Hubble já estava enviando dados à Terra.

Desde que foi lançado, em 24 de abril de 1990, o Hubble já fez mais de 1,5 milhão de observações, algumas das quais mudaram nossa compreensão do Universo. Conseguiu fotografar, com grande precisão, objetos astronômicos extremamente distantes. As informações geradas pelo telescópio - que fica a 547 quilômetros da Terra - contribuíram para algumas das mais importantes descobertas já feitas. Entre elas, a expansão acelerada do Universo, a evolução das galáxias ao longo do tempo e os primeiros estudos da atmosfera de planetas fora do Sistema Solar.

"O lançamento do Hubble pode ser comparado com a ida do homem à Lua; ambos representaram um grande avanço do ponto de vista astronáutico", comparou Duília de Mello. "Sempre foi um projeto de grande importância dentro da Nasa, o telescópio que nos revelaria o Universo."

O telescópio acabou entregando muito mais do que o prometido. "A imagem mais importante do Hubble, eu sempre falo, é a das profundezas do Universo, do campo ultraprofundo do Universo", diz a astrônoma brasileira, que participou dessa pesquisa. "Mas tem muito mais coisa, como a formação das estrelas, dos sistemas solares, os quasares, os buracos negros supermassivos, só com o Hubble vimos isso tudo."

Ao anunciar o conserto do telescópio, o administrador chefe da Nasa, Bill Nelson, comemorou, elogiando a equipe que viabilizou a solução do problema: "Estou muito feliz que os olhos do Hubble estejam enxergando de novo o Universo, mais uma vez capturando o tipo de imagens que vem nos intrigando e inspirando há décadas. Por meio dos esforços desse grupo, o Hubble continuará sua viagem de 32 anos e nós continuaremos a aprender por meio de sua visão transformadora." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando