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A polícia de Londres foi vítima na sexta-feira à noite de um ataque de hackers que usaram sua conta no Twitter e suas mensagens eletrônicas para espalhar mensagens enigmáticas ou insultuosas.

"FODA-SE A POLÍCIA", podia ser lido em uma mensagem postada à noite, entre outros e-mails mais ou menos compreensíveis.

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A conta oficial no Twitter (1,22 milhão de seguidores) promovia ao mesmo tempo a libertação de "Digga D", um rapper de 19 anos preso no ano passado com mais quatro pessoas por querer atacar uma gangue rival com tacos de beisebol e machados, segundo a Press Association.

As mensagens piratas no Twitter foram removidas mais tarde.

A Scotland Yard explica que a pirataria parece ter atingido apenas um serviço externo que gerencia suas ferramentas de comunicação.

A polícia de Londres "usa um provedor online chamado MyNewsDesk para publicar press releases e outros conteúdos", disse a Scotland Yard em um comunicado.

"Achamos que o único problema de segurança diz respeito ao acesso a nossa conta MyNewsDesk", disse a polícia de Londres.

O Google publicou na última quinta-feira (18), um comunicado informando que, até o final do mês de julho, uma falha que permitia que sites detectassem pessoas navegando no modo anônimo será consertada. A brecha vinha de um ficheiro do Chorme que permitia que os sites  interceptar as sessões do modo de navegação anônima e exigir que as pessoas efetuassem login ou alterassem para o modo de navegação normal.

A empresa afirma que com o lançamento do Chrome 76, programado para 30 de julho, “o comportamento da API FileSystem será modificado para corrigir esse método de detecção do modo de navegação anônima”. O Google trabalhará para corrigir outros meios de detecção no modo de navegação anônima.

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Essa detecção estava sendo benéfica para sites que restringem seus conteúdos para os usuários, como jornais que permitem que você leia apenas 5 textos por mês. Os modos de navegação privada são uma das várias táticas que as pessoas usam para gerenciar seus cookies e, assim, "redefinir" a contagem de medidores.

Para solucionar esse"drible" sites que desejam impedir a contação de dados têm como opções reduzir o número de artigos gratuitos que o usuário pode visualizar antes de fazer login, exigindo registro (gratuito) para dar acesso ao conteúdo. 

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A Fundação Procon de São Paulo notificou nessa quinta-feira (18) o aplicativo FaceApp e as empresas Apple e Google, proprietárias das lojas virtuais que disponibilizam o aplicativo. De acordo com o Procon, as empresas deverão esclarecer sobre as políticas de coleta, armazenamento e uso dos dados dos consumidores que utilizam o aplicativo de celular.

“Informações divulgadas na imprensa afirmam que a licença para uso do aplicativo contém cláusula que autoriza a empresa a coletar e compartilhar imagens e dados do consumidor, sem explicar de que forma, por quanto tempo e como serão usados. E ainda, essas permissões não estão disponíveis em língua portuguesa”, destacou a entidade em nota.

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O FaceApp, disponível nas lojas de aplicativos Play Store (para o sistema operacional Android, da Google) e Apple Store (para o sistema operacional iOS), virou febre nas redes sociais. O aplicativo faz edição e aplicação de filtros em imagens, como a simulação das faces em idades mais avançadas ou em outros gêneros. 

O programa é anunciado como uma ferramenta para melhorar fotos e criar simulações por meio de filtros. Especialistas apontam que o aplicativo pode trazer uma série de riscos à privacidade do usuário e viola a legislação brasileira ao afirmar que poderá ser regido por leis de outros países.

O aplicativo russo FaceApp, que permite ver o envelhecimento de um rosto, coleta milhões de fotos em todo o mundo, gerando preocupação sobre seu uso. Mas por mais intrusivo que pareça, ele reflete uma prática geral.

Lançado em 2017, o FaceApp ressurgiu nos últimos dias com suas ferramentas de inteligência artificial que lhe permitem envelhecer, rejuvenescer e modificar um rosto.

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O sucesso do FaceApp, atualmente o aplicativo gratuito mais baixado no Google Play, com mais de 100 milhões de usuários, foi acompanhado de um grande alvoroço em termos de proteção da privacidade. Um senador americano, inclusive, pediu ao FBI que investigue os "riscos para a segurança nacional", e Polônia e Lituânia anunciaram que vigiariam o aplicativo.

Os especialistas em cibersegurança, no entanto, pedem que se relativizem os riscos. A empresa israelense Checkpoint, por exemplo, disse não ter encontrado "nada extraordinário nesse aplicativo" que "parece ter sido desenvolvido na direção correta".

Não estigmatizar o FaceApp

"O FaceApp não precisa ser estigmatizado, muitos aplicativos utilizam os mesmos procedimentos", confirma Sylvain Staub, advogado de Paris especializado em direitos de dados.

Além do fato da empresa ser russa, o que alimenta a fantasia, as condições gerais de uso estabelecem que mediante o uso do aplicativo "você concede ao FaceApp uma licença perpétua, irrevogável, não exclusiva, livre de regalias, em nível mundial, (...) para utilizar, reproduzir, modificar, adaptar, publicar, traduzir, criar obras derivadas, distribuir, explorar publicamente e mostrar" as fotos e a informação adjunta às mesmas, incluindo os nomes ou pseudônimos.

"É algo muito habitual", explicou Baptiste Robert, especialista em cibersegurança. Nas condições gerais de uso "da maioria dos sites como Twitter ou Snapchat, você encontrará exatamente a mesma coisa".

Não se solicita consentimento

Embora esses usos sejam padrão, ao abrir a aplicativo, não é solicitado explicitamente qualquer consentimento. "É preciso acessar as longas e tediosas condições gerais de uso, em inglês e somente no site", explica Sylvain Staub.

"Tampouco há possibilidade de limitar a coleta de dados, nem há um procedimento claro para solicitar a eliminação de dados", acrescentou Baptiste Robert.

"A indignação que surge dessa história é boa, porque as pessoas estão interessadas na sua vida privada, mas o FaceApp em si não é mais malicioso do que outros (aplicativos)", ressalva.

Se as condições gerais de uso dos aplicativos das grandes companhias estão mais de acordo com as leis, é porque são editados por "exércitos de advogados, diferente que acontece com o FaceApp".

Escolha da empresa

Em ambos os casos, os dados pessoais se utilizarão para fins comerciais, direcionando anúncios personalizados ou melhorando os algoritmos, neste caso para p FaceApp.

"Não há comparação entre o FaceApp e gigantes como o Facebook, que despertam dúvidas muito maiores" sobre a privacidade, diz Constantin Pavléas, advogado especializado em direito das novas tecnologias.

O advogado lembra que em fevereiro, por exemplo, a Alemanha restringiu o uso por parte do Facebook dos dados de seus usuários, proibindo a empresa de utilizar informação coletada por sites de terceiros ou filiais como Instagram e Whatsapp sem o consentimento explícito do usuário.

O assunto ressalta a relação custo-benefício da vida digital. "Tenho interesse, por ter uma foto de mim mesmo envelhecido, em renunciar a meu direito de propriedade de algo muito pessoal como uma foto?", questionou Caroline Lancelot-Miltgen, pesquisadora especializada em temas de dados pessoais.

O Google lançou na última quinta-feira (11) um comunicado admitindo que seus especialistas em idiomas escutam 0,2% de todos os snippets de áudio captados pelo Google Assistente. A revelação veio à tona após um de seus colaboradores vazar áudios confidenciais de usuários holandeses à imprensa. 

Na mensagem, escrita por David Moonses - gerente de produto da companhia, a empresa reforça que está tomando as providências para solucionar e punir os responsáveis pelo ocorrido. Ela também lança uma luz para uma prática pouco divulgada pelas companhias de tecnologia, mas que é uma constante: eles estão ouvindo o que você está dizendo. 

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A gigante da internet justifica a atitude como forma de melhorar seu sistema assistente. É preciso gente para escutar as interações feitas com o Google Assistente para que a tradução e a execução dos comandos seja cada vez mais precisa. “Esses especialistas em idiomas revisam e transcrevem um pequeno conjunto de consultas para nos ajudar a entender melhor esses idiomas”, afirma Moonses.

Na teoria os snippets - ou códigos - de áudio não estão, ou não deveriam estar, associados às contas dos usuários como parte do processo de revisão. Os revisores são orientados a não transcrever conversas de fundo ou outros ruídos, concentrando-se apenas em transcrever os snippets direcionados ao Google. Mas, como mostrou o vazamento feito pelo funcionário holandês, nem sempre é assim.

Assim como o Google, empresas como a Amazon também já estiveram envolvidas no vazamento de conversas por conta de áudios capturados por seus assistentes. E nem sempre dá para excluir permanente a conversa capturada. 

No caso da gigante da internet, Moonses afirma que você pode “desativar completamente o armazenamento de dados de áudio na sua Conta do Google ou optar por excluir os dados automaticamente a cada 3 meses ou 18 meses”. Basta visitar sua conta para revisar ou alterar as configurações, podendo excluir todas as atividades armazenadas nela. 

Uma falha de segurança, que permitia travar completamente os aparelhos da Apple, foi descoberta pelo Google após uma pesquisa de segurança. A vulnerabilidade existia no iMessage do macOS e no iPhone e era ativada após o envio de uma “mensagem bomba”, que o aplicativo era incapaz de lidar, travando em seguida ao recebimento.

A correção foi feita no iOS 12.3.1, mas só agora a gigante da internet liberou os detalhes da execução, que faz parte do Projeto Zero do Google. Uma equipe de especialistas trabalha para a empresa focada em encontrar vulnerabilidades em qualquer programa de uso comum dos usuários de internet. A intenção da empresa é tornar o ambiente digital mais seguro.

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O problema do aplicativo da Apple foi identificado em abril, mas a divulgação ocorreu apenas no mês de julho, quando a falha foi corrigida. Apesar de parecer somente uma trava em aplicativo, o iMessage faz parte do sistema do iPhone, em um componente chamado de "Springboard", e - ao receber a mensagem bomba, travava toda a interface do sistema, impedindo o uso do aparelho, o que não acontecia no macOS, por exemplo. 

Caso isso tenha acontecido com você existem três formas de recuperar o telefone:

Limpar os dados do aparelho pelo "Find my iPhone" (Buscar iPhone);

Colocar o iPhone em modo de recuperação e realizar uma atualização de software pelo iTunes, para conseguir a versão mais recente;

Desligar o Wi-Fi (ou sair de perto de qualquer sinal do tipo), retirar o chip e redefinir o aparelho pelo menu no sistema;

Por fim, com a versão do iOS mais recente você estará protegido. 

Um novo golpe na internet tem circulado pelo país e cerca de 180 mil pessoas já acessaram um site classificado como malicioso. O golpe da vez consiste em uma mensagem recebida pelo WhatsApp prometendo liberar o 13º salário para beneficiários do programa Bolsa Família.

A mensagem enviada para os celulares apresenta um link que supostamente revelaria se a pessoa tem direito ao 13º salário do programa social. Ao clicar no link, o usuário é levado para uma tela com a logomarca do programa. No site, o internauta é instruído a preencher um formulário de uma pesquisa com informações pessoais, como nome completo, endereço e CPF.

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No passo seguinte, o site informa que, para acessar o benefício, é preciso compartilhar o link com os contatos e grupos do WhatsApp, espalhando o golpe para terceiros, e conceder permissão para receber notificações, o que permitiria o recebimento de outros golpes. Por fim, o usuário é direcionado a uma página com pedido para que ele faça o download de aplicativos, possivelmente infectados.

De acordo com a Polícia Federal (PF), que emitiu um alerta sobre o perigo do golpe, os cerca de 180 mil acessos ao site malicioso ocorreram em um período aproximado de uma semana. "Essa não é a primeira vez que criminosos utilizam programas do governo federal como plano de fundo para seus golpes, pois, como esses temas costumam ter bastante apelo com a população, eles facilmente viralizam", diz a comunição da PF.

O esquema afeta tanto o sistema Android quanto o iOS. No iPhone, entretanto, o golpe induz apenas a vítima a permitir o envio de novas notificações. Segundo a PF, os dados podem ser usados para golpes com cartões de crédito, constituição de empresas falsas, abertura de contas bancárias e realização de empréstimos. A Polícia Civil deve investigar a origem das mensagens.

Durante a  Apple Worldwide Developers Conference, (WWDC) deste ano, a Apple apresentou o  Sign in with Apple, um sistema que gerar e-mails na hora de registrar-se em algum aplicativo. Agora, a gigante dos smartphones começa a usar a ferramenta para seus próprios apps. 

Usuários das versões Beta do iPadOS, iOS e macOS podem entrar no iCloud acessando o sistema de segurança pelo navegador Safari. Ao acessar o serviço de nuvem o site identifica que a pessoa está usando a versão Beta dos sistemas operacionais e sugere o Sign in with Apple para verificação de identidade. Dessa forma, quem utiliza a versão para desenvolvedores seria redirecionado para a página beta.icloud.com, tendo acesso ágil aos dados disponíveis.

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O objetivo é que, no futuro, todos os aplicativos disponíveis no iOS e iPadOS deem ao usuário acesso a esse sistema. Ele trabalharia junto com as soluções de proteção biométrica para aumentar ainda mais a segurança do aparelho. A novidade deve chegar com as versões 13 dos sistemas operacionais móveis e com o macOS Catalina, no segundo semestre.

Após muita especulação, finalmente o Facebook revelou seu plano para lançar uma moeda virtual chamada Libra.

E enquanto todas as atenções recaíram sobre a nova criptomoeda, a maioria das pessoas não percebeu um detalhe de enorme importância: a intenção de usar a Libra para revolucionar a identidade digital.

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Segundo consta na parte final do documento destinado a explicar o papel da Associação Libra:

"Um objetivo adicional da associação é desenvolver e promover um padrão de identidade aberto. Acreditamos que a identidade digital descentralizada e portátil é um pré-requisito para a inclusão financeira e a concorrência".

Imagine se fosse possível sua identidade disponível a qualquer momento, onde terceiros só pudessem acessá-la com o seu consentimento? E é aqui que as coisas começam a ficar interessantes.

O Facebook, contudo, não é o único interessado em uma nova maneira de fornecer uma identidade digital.

Grandes empresas como a IBM e a Microsoft também acreditam que todos têm o direito de possuir sua identidade digital, e vem trabalhando há algum tempo em aplicações de identidade "digital descentralizadas". Também o governo brasileiro começou a desenvolver em dezembro do ano passado, uma solução de identidade digital chamado BlockIoT, baseada nas tecnologias blockchain e Internet da Coisas, através do CPqD.

O por que precisamos de uma identidade digital, é fácil perceber. Confiar em documentos de identidade "física e abordagens convencionais" em uma era digital não é apenas complicado e tedioso, mas também caro. Quanto mais tempo online passamos, cybercriminosos estão descobrindo novas maneiras de acessar nossos dados financeiros e informações confidenciais.

Isso sem falar nos roubos de identidade.

Mas porque precisamos de uma identidade digital "descentralizada"?

Atualmente, nossa identidade e todas as nossas interações digitais pertencem e são controladas por outras partes, terceiros validadores de confiança, que verificam e cuidam de nossas credenciais de identificação. Ora, uma identidade digital descentralizada, em teoria, fornece uma maneira de evitar a necessidade de se confiar em uma autoridade central.

Soluções baseadas em blockchain, por sua vez, são descentralizadas e não possuem um "Single Point of Failure" (ponto único de falha), o que contribui para proteger nossas informações contra ladrões de identidade e cybercriminosos.

Outro ponto interessante diz respeito à simplificação da verificação de identidade. Ou seja, ao invés de confiar em um terceiro para fornecer nossas credenciais a outros sites, poderíamos nós mesmos adquiri-las e controlá-las. Esse conceito, conhecido por identidade auto-soberana, é tido como o Santo Graal na Economia da Web, de modo que desenvolvedores vêm perseguindo isso há anos.

E o grande interesse por este assunto não é à toa, já que mais de um bilhão de pessoas no mundo não possuem nenhum tipo de identidade, o que impede acesso a serviços financeiros como contas bancárias e empréstimos.

Ademais, imagine que você se mude para um novo país e por conta disso precis se registrar para todos os tipos de serviços: votação, carteira de motorista, serviços bancários, eletricidade e entretenimento. Você terá de se registrar individualmente em cada provedor de serviços e provar sua identidade para abrir uma conta. E toda vez que você quiser acessar essa conta, precisará provar sua identidade novamente, seja por senha ou por outras credenciais.

Ora, uma identidade descentralizada simplifica radicalmente esse processo. E soluções blockchain podem permitir o armazenamento e a verificação da prova de identificadores de identidade (e seus atributos de perfil) de uma maneira descentralizada e razoavelmente segura.

Daí porque, a equipe da Microsoft vem trabalhando já há um ano em uma assinatura e validação de software chave que se baseia em redes públicas distribuídas, como o blockchain Bitcoin ou Ethereum. Ora, se essa iniciativa chegar à frente nesta corrida pelo gerenciamento de identidade digital, poderá afetar toda a indústria de tecnologia, eis que muitas estruturas corporativas usam seus produtos.

De todo modo, ainda não é possível comparar a ferramenta de identidade recém-lançada pelo Facebook com a desenvolvida pela Microsoft.

É difícil dizer o quão descentralizado será o novo sistema de identidade da Libra, ou como os dados de identificação pessoal serão mantidos separados das transações financeiras, já que os detalhes ainda não foram revelados em detalhes pelo Facebook.

Ainda, considerando o histórico de coleta de dados de usuários, bem como sua visível ausência nos debates sobre identidade digital promovidos por toda a indústria de tecnologia, parece improvável que o Facebook se alinhe com a abordagem da Microsoft para identidade digital descentralizada.

O que parece certo, no entanto, é que o desenvolvimento de uma identidade descentralizada, apesar do avanço comprovado pelos vários testes-piloto já realizados, levará alguns anos até possibilitar a adoção de bilhões de pessoas em todo o mundo.

*Tatiana Revoredo, fundadora da Oxford Blockchain Foundation e especialista em blockchain pela Universidade de Oxford e pelo MIT

Uma instalação postal do Facebook foi esvaziada nesta segunda-feira (1°) em Menlo Park, Califórnia, após duas pessoas terem possivelmente sido expostas a sarin. O chefe do departamento de bombeiros da cidade, Jon Johnston, disse que um teste feito com a correspondência enviada ao Facebook atestou positivo para sarin, embora não haja sinais de ferimentos. "Estamos fazendo a verificação na área", disse.

Porta-voz do Facebook, Anthony Harrison disse que quatro prédios foram esvaziados, e, posteriormente, três foram liberados para que as pessoas pudessem voltar ao trabalho. O pacote suspeito foi entregue no local por volta de 11h (horário local), em uma das salas de correspondência da empresa, disse.

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Os Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças apontam que o sarin é um agente químico de guerra, caracterizado por ser um líquido claro, incolor, inodoro e insípido. Ele pode evaporar no ambiente, despertando os sintomas nas pessoas ao redor em alguns segundos. Os centros disseram, ainda, que as pessoas que forem levemente expostas a sarin tendem a se recuperar completamente. Fonte: Associated Press.

O executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, manifestou nesta quarta-feira (26) apoio à legislação federal sobre privacidade e maior regulação da política de anúncios. Em evento no Colorado, porém, ele avaliou que os governos têm sido muito lentos para lidar com os problemas mais complexos da internet.

Zuckerberg afirmou que o Facebook atua com rapidez contra problemas como informações falsas e como aperfeiçoar o monitoramento de conteúdo online. "Regulação e um processo democrático robusto são o melhor meio de lidar com algumas dessas questões, mas também não iremos esperar para ver essas coisas acontecerem", disse ele.

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As declarações foram dadas horas após a Casa Branca lançar críticas à conduta das companhias do Vale do Silício e convocar uma reunião em 11 de julho para discutir a responsabilidade das plataformas online. O presidente americano, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira sua visão de que o Facebook e outras gigantes do setor de tecnologia têm um viés contra ele e seus partidários, o que as companhias negam. Fonte: Dow Jones Newswires.

Uma associação francesa de consumidores anunciou nesta quarta-feira (26) que iniciou uma ação coletiva contra o Google em Paris por violar o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGD), que regulamenta o uso de informações pessoais e privadas.

O objetivo da associação UFC-Que Choisir é "pôr fim à exploração insidiosa dos dados pessoais de seus usuários, especialmente aqueles que possuem aparelhos Android com conta Google, e compensá-los com até 1.000 euros", diz um comunicado.

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"Este pedido de indenização é o primeiro na França e na Europa", disse Alain Bazot, presidente do UFC-Que Choisir, à AFP.

"Se o juiz decidir a nosso favor, há potencialmente 28 milhões de usuários de dispositivos Android na França que poderiam ter direito a indenização", acrescentou.

Não é a primeira vez que a gigante americana é sancionada na França pelo uso de dados pessoais.

Em janeiro, a Comissão Nacional de Tecnologia da Informação e Liberdades (CNIL) impôs uma multa recorde de 50 milhões de euros ao grupo por não informar os usuários sobre o uso de seus dados.

Além disso, um tribunal de Paris condenou o Google em fevereiro por cláusulas injustas e ilegítimas relacionadas a dados pessoais.

A associação de consumidores estima que o gigante tecnológico americano "afoga os consumidores sob regras infinitas de confidencialidade". Também critica o aplicativo de geolocalização.

"É uma verdadeira invasão de privacidade", diz Alain Bazot, "mesmo quando você não usa os serviços do Google, seu telefone o 'geolocaliza' 340 vezes por dia".

A associação diz que tentou, sem sucesso, chegar a um acordo amigável. E que, portanto, empreendeu essa ação coletiva.

"É uma questão muito importante, eu não acho que haverá um resultado rápido", admite Bazot, que acredita que os procedimentos podem levar "entre 7 e 8 anos, talvez um pouco mais".

A rede social de compartilhamento de imagens Instagram não supervisiona as conversas privadas de seus usuários para enviá-los anúncios direcionados, afirmou seu diretor, Adam Mosseri, em uma entrevista à CBS divulgada nesta terça-feira.

"Não olhamos suas mensagens, não escutamos em seu microfone, isso seria extremamente problemático por muitas razões diferentes", disse. "Mas sou consciente de que vocês terão dificuldade para acreditar em mim".

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O diretor do Instagram, propriedade do Facebook, foi consultado sobre relatos de anúncios publicitários de produtos mencionados em conversas privadas que apareceram depois no feed dos usuários em questão.

"Há duas formas para que isso possa ter acontecido", disse Mosseri.

"Uma é simplesmente o acaso. A outra é que você pode ter mencionado um tema que lhe veio à cabeça porque esteve interagindo com esse tipo de conteúdo recentemente", explicou.

"Vamos supor que você está interessado na comida e nos restaurantes, viu um restaurante no Facebook ou no Instagram que gostou, ficou na sua cabeça, talvez em um nível subconsciente", afirmou Mosseri.

A questão da confidencialidade dos dados dos usuários das redes sociais é um tema particularmente sensível para a empresa matriz do Instagram, Facebook, desde o escândalo global em 2018 das informações dos usuários às que a empresa Cambridge Analytica teve acesso.

Um hacker se infiltrou na rede informática de um centro da Nasa no ano passado com um mini computador de 35 dólares, obrigando a agência americana a desligar temporariamente os sistemas de controle dos voos espaciais do centro afetado.

O ataque começou em abril de 2018 e continuou durante quase um ano nas redes do Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena (Califórnia), revelou o inspetor-geral da Nasa em um informe publicado em 18 de junho.

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Para realizar o ataque, o hacker utilizou o mini computador Raspberry Pi, que se conecta a uma televisão. É utilizado principalmente por crianças em países em desenvolvimento para aprender a codificar.

O Raspberry Pi foi conectado sem autorização ao sistema JPL. Segundo o informe, foram roubados 500 megabytes de dados.

O roubo inclui dois arquivos confidenciais. Um deles continha dados científicos obtidos pelo rover Curiosity, que está em Marte. Outro tinha dados relacionados com a lei de controle de exportações para tecnologias que podem ser utilizadas militarmente.

"Mais importante ainda, o hacker conseguiu se infiltrar em duas das três redes principais do JPL", detalha o informe.

A falha fez a Nasa temer que o hacker pudesse entrar, a partir do centro da Califórnia, em outros dentro do país, incluindo o Centro Espacial Johnson, em Houston, onde se encontra a sala de controle da Estação Espacial Internacional e dos voos americanos.

Finalmente, "Houston" se desconectou do portal JPL com o objetivo de evitar qualquer contaminação. Em março, o centro ainda não havia se reconectado completamente.

O Google resolveu explicar para seus usuários um pouco do trabalho que faz para combater perfis falsos no Google Maps. A gigante da internet informou que, tem aumentado o rigor de suas políticas e criado ferramentas para que as pessoas sinalizem possíveis fraudes. Um exemplo disso é o "Safe Browsing", uma nova extensão para o Chrome e Safari, que permite bloquear sites potencialmente prejudiciais.

A empresa afirma que grande parte do trabalho é feito com a ajuda dos usuários que, através das avaliações, contribuem para facilitar a identificação de possíveis perfis fraudulentos. Em 2018, o Google conta ter reduzido mais de 3 milhões de perfis de negócios falsos, sendo mais de 90% deles removidos antes que as pessoas pudesse ver o perfil. De acordo com a publicação mais de 250 mil dos perfis comerciais falsos removidos foram reportados pelos usuários do buscador.

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E não foram apenas as empresas falsas que foram impactadas pelo aumento da severidade nas políticas do Google. “Desativamos mais de 150 mil contas de usuários que foram consideradas abusivas - um aumento de 50% em relação a 2017”, afirma a empresa. “As pessoas podem sinalizar perfis de negócios individuais para remoção. Usamos esses relatórios para investigar o conteúdo e retirá-lo se for considerado que viola nossas políticas”, diz o comunicado.

Além das remoções, a empresa também doa fundos de liquidação de litígios contra agentes mal-intencionados para organizações que educam empresas e consumidores sobre fraudes. De acordo com dados do Google, a ferramenta Maps é usada por mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo.

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O departamento de polícia da cidade de Huntington Park, no Estado da Califórnia, Estados Unidos, anunciou o lançamento do 'HP Robocop', robô que reforçará a segurança local. Apresentado oficialmente nesta semana, o autômato já está fazendo patrulhamentos na cidade há algumas semanas.

Apesar do nome, HP RoboCop tem poucas semelhanças com o clássico RoboCop dos cinemas. Com formato cilindríco, o robô de Huntington Park é capaz de capturar imagens 360º em alta definição.

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"As capacidades do HP RoboCop são extremamente impressionantes", disse o gestor da cidade, Ricardo Reyes, em comunicado. "Em particular, sua habilidade de usar seu microfone para deter a atividade criminosa e sua mobilidade para patrulhar grandes espaços abertos", completou.

A major da polícia local, Karina Macias, também comemorou a chegada do novo agente. "Esta é uma grande conquista para nossa cidade e introduzindo HP RoboCop mostra inovação e a incorporação de nova tecnologia. Eu estou certamente impressionada com o HP RoboCop e mal posso esperar para ver os benefícios na segurança pública que ele trará para nossa comunidade", destacou Macias.

O robô deverá monitorar áreas como parques, prédios e locais em que a polícia não consegue patrulhar constantemente. HP RoboCop também tem contas próprias nas redes sociais, no @HPRoboCop.

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Quem possui versões antigas do Safari ou do macOS não terá mais acesso a versão online da Apple Store. A loja está inacessível para usuários que possuem sistemas operacionais anteriores ao OS X 10.10.5 Yosemite. Quem tenta acessar a loja por meio desses softwares desatualizados no Mac recebe um aviso de que a versão não é suportada pelo browser.

De acordo com o site Apple Insider, a loja online exige pelo menos o OS X 10.10.5 Yosemite ou superior e o Safari versão 10.1.2 ou mais recente para acessar. O motivo do bloqueio é a proteção dos usuários contra roubo de dados ou acesso suspeito.

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Além do bloqueio das versões antigas, medidas de segurança devem ser incluídas no iOS 13, iPadOS, macOS Catalina e seus outros sistemas operacionais ainda este ano.

Mais de 300 mil pessoas podem ter caído em um novo golpe que está circulando pela internet. O laboratório especializado em segurança digital da PSafe identificou que, um link no Facebook, estaria roubando os dados pessoais dos usuários da rede social. Ativo desde o mês de maio, o golpe já afetou mais de 300 mil pessoas. Por hora, são registrados - pelo menos -220 novos acesso à fraude

O golpe funciona da seguinte forma: o usuário vê o link, que promete ofertas de emprego, clica nele e é levado para uma página falsa, onde precisa informar seu e-mail e senha de cadastro no Facebook. Em seguida, a vítima é incentivada a copiar e colar um suposto código de segurança para autenticar seu acesso. Porém, o código permite que o hacker se conecte à conta de Facebook da vítima por meio de outro dispositivo.

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Mas engana-se quem pensa que encerrou por aí. Depois de copiar o código e digitar seus dados pessoais, o usuário é levado a uma página de premiação falsa, que informa que ele ganhou um benefício para utilizar serviços de streaming grátis por um ano, como o Spotify e Netflix. Neste link é preciso informar dados pessoais completos, como nome, data de nascimento e número de celular.

Quem conclui as solicitações dos cibercriminosos, além de não ganhar o falso prêmio, também tem seus dados pessoais roubados.

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O Facebook coletou dados pessoais de 187 mil usuários por meio do seu app espião Facebook Research, que foi banido da loja de aplicativos da Apple este ano por violar as regras de conduta da plataforma. A notícia é do site TechCrunch, que teve acesso a documentos sobre o assunto.

A rede social revelou detalhes sobre caso em um carta enviada ao senador norte-americano Richard Blumenthal. A empresa disse que coletou dados de 31 mil usuários nos Estados Unidos, incluindo 4,3 mil adolescentes - a maioria das informações foi coletada de usuários da Índia.

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O Facebook está prestando esclarecimentos para autoridades devido a um caso revelado no fim de janeiro, pelo TechCrunch. A reportagem dizia que o Facebook pagava US$ 20 ao mês para usuários que topassem usar um aplicativo de pesquisa da companhia, o Facebook Research. A opção estava disponível para usuários de smartphones entre 13 e 35 anos nos Estados Unidos e na Índia.

Esta semana, o Facebook relançou o seu aplicativo de pesquisa com o nome de Study - ele estará disponível na loja de aplicativos do Google para usuários que forem aprovados por um parceiro de pesquisa do Facebook, a empresa Applause. O Facebook disse que será transparente em relação à coleta os dados dos usuários. O vice-presidente de políticas públicas do Facebook, Kevin Martin, defendeu a companhia dizendo que pesquisas como essa são uma "prática relativamente conhecida na indústria".

Entenda o caso

Segundo o site TechCrunch, o app espião Facebook Research dava acesso total às ações informações do usuário no celular para a rede social de Zuckerberg. Entre as informações coletadas pelo Facebook estavam as conversas privadas trocadas pelo WhatsApp e Facebook Messenger, além de buscas e atividades de navegação e fotos de compras feitas no site da Amazon.

Segundo a publicação, o programa, chamado de Project Atlas, tem funcionamento semelhante ao do aplicativo de VPN (virtual private network, em inglês) Onavo, banido da loja de aplicativos oficial da Apple em agosto do ano passado. No dia seguinte à reportagem do TechCrunch que relevou as práticas do Facebook Research, a Apple bloqueou e retirou o aplicativo de sua loja.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, não violou conscientemente as regulamentações sobre a proteção de dados pessoais de usuários, afirmou nesta quarta-feira a rede social sobre um tema alvo de investigação federal no último ano.

As autoridades solicitaram que o Facebook entregasse emails à Comissão Federal de Comércio (FTC), alguns de 2012, que sugerem que Zuckerberg sabia mas não agiu diante do acesso de aplicativos externos aos dados pessoais sem o conhecimento dos usuários do Facebook, segundo The Wall Street Journal.

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"Cooperamos completamente com a investigação da FTC até esta data e já proporcionamos dezenas de milhares de documentos, emails e arquivos", destacou o porta-voz do Facebook.

"Em nenhum momento Mark ou qualquer outro funcionário do Facebook violou conscientemente as normas da empresa orientadas pela FTC e não existe email que indique isto".

A FTC reabriu a investigação para determinar se o Facebook violou o acordo com o regulador sobre a proteção de dados dos usuários, após a revelação - no ano passado - de que a consultoria política Cambridge Analytica teve acesso a informações sobre milhões de usuários quando atuava na campanha do atual presidente americano, Donald Trump.

O acordo, firmado em 2011, prevê que o Facebook notifique aos usuários o compartilhamento de dados com terceiros e proíbe práticas enganosas por parte das redes sociais.

A investigação poderá levar a uma multa de bilhões de dólares.

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