‘Metroid Prime’ envelheceu como um vinho

Título mantém uma jogabilidade acessível para os dias atuais, ao mesmo tempo em que apresenta um visual repaginado

seg, 27/02/2023 - 16:41
Diovulgação/Nintendo Diovulgação/Nintendo

Após inúmeros rumores e especulações, a Nintendo surpreendeu todos os fãs com o anúncio e lançamento repentino da remasterização do primeiro “Metroid Prime”, para o Nintendo Switch. O título foi lançado originalmente em 2002, para o console Game Cube. A nova versão do game possui características que podem agradar tanto os veteranos, quanto os novatos, além de ser um aquecimento para o aguardado “Metroid Prime 4”, que ainda segue sem previsão de chegada.

“Metroid Prime” marca a chegada da franquia ao mundo dos jogos tridimensionais (3D) e a diferença mais notável é o formato da câmera em primeira pessoa. Porém, todos os aspectos de exploração que consagraram a saga ao longo dos anos continuam presentes neste título.

A aventura ocorre após os eventos do primeiro “Metroid”, lançado em 1986 para o Nintendo 8 bits e o jogador assume o controle da caçadora de recompensa Samus Aran, que a princípio deve investigar uma misteriosa estação espacial. Depois de alguns acontecimentos, a heroína se vê obrigada a fugir do local, mas durante o processo de fuga, a sua armadura é danificada e ela perde a maioria das suas habilidades.

Ao aterrissar no planeta Tallon IV, Samus estará livre para iniciar a exploração do mapa e reconquistar as habilidades perdidas durante a fuga. Além disso, a caçadora de recompensa também precisa descobrir o que o grupo de vilões, Space Pirates, planeja fazer naquele misterioso planeta.

 Mesmo jogo, mas com novo visual

Na contramão de alguns relançamentos recentes da Nintendo, como “The Legend of Zelda: Skyward Sword”, que chegou ao Switch em 2021, sem apresentar grandes mudanças gráficas e por R$299; “Metroid Prime” recebeu uma repaginação visual completa, com novas texturas nos cenários e objetos. Um trabalho que deveria se tornar padrão para qualquer remasterização da atual geração de videogames.

A jogabilidade é a mesma vista no game original de 2002 e é um dos aspectos que melhor resistiu ao tempo, pois mesmo com mais de 20 anos, consegue bater de frente com muitos títulos da atualidade. Apesar de usar a câmera em primeira pessoa, “Metroid Prime” não se resume apenas a tiroteios frenéticos (embora também estejam presentes) e boa parte da aventura se foca na exploração de cenários e resolução de puzzles (quebra-cabeças).

Durante a jornada, Samus coletará diversas habilidades, que permitirão que ela avance por locais que antes eram inalcançáveis, como a morph ball, que lhe permite se transformar em uma bolinha e passar por caminhos estreitos. O game também dispõe de diversas armas, que são identificadas pelas suas cores, que podem abrir diferentes portas e derrotar tipos específicos de inimigos.

Porém, o título não é livre de problemas e algumas coisas podem dificultar a exploração. Ao adquirir uma nova habilidade, o jogador deve revisitar alguns pontos do planeta Tallon IV, para acessar novos locais e coletar itens. No entanto, por conta do tamanho expressivo do mapa, não será uma tarefa fácil lembrar de todos esses lugares e o sistema de mapeamento carece de ferramentas para auxiliar a tarefa.

Outro ponto que pode incomodar os mais casuais, é a dificuldade do game, que pode ser bastante punitiva mesmo no nível Normal, já que ao morrer, o jogador perde boa parte do progresso realizado e terá que refazer um longo percurso novamente. Por outro lado, isso pode agradar aqueles que buscam por um desafio elevado.

“Metroid Prime” é uma adição positiva para a biblioteca do Nintendo Switch, pois mantém a jogabilidade que consagrou o título em 2002 ao mesmo tempo que reformula o visual para os padrões atuais. O game está disponível na Nintendo eShop, por R$199.

Por Alfredo Carvalho

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